Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4697114 #
Numero do processo: 11070.002487/2003-17
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007
Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS - ART. 42, § 3º, II, da Lei 9.430/96 – Não serão considerados, para efeito de determinação da renda omitida, os depósitos bancários que sejam iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 e que, quando somados, não ultrapassem o total de R$ 80.000,00. Recurso provido.
Numero da decisão: 102-48.431
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200704

ementa_s : OMISSÃO DE RENDIMENTOS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS - ART. 42, § 3º, II, da Lei 9.430/96 – Não serão considerados, para efeito de determinação da renda omitida, os depósitos bancários que sejam iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 e que, quando somados, não ultrapassem o total de R$ 80.000,00. Recurso provido.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007

numero_processo_s : 11070.002487/2003-17

anomes_publicacao_s : 200704

conteudo_id_s : 4203381

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 02 00:00:00 UTC 2016

numero_decisao_s : 102-48.431

nome_arquivo_s : 10248431_151249_11070002487200317_006.PDF

ano_publicacao_s : 2007

nome_relator_s : Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira

nome_arquivo_pdf_s : 11070002487200317_4203381.pdf

secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2007

id : 4697114

ano_sessao_s : 2007

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:42 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066785366016

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T19:06:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T19:06:05Z; Last-Modified: 2009-09-10T19:06:05Z; dcterms:modified: 2009-09-10T19:06:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T19:06:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T19:06:05Z; meta:save-date: 2009-09-10T19:06:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T19:06:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T19:06:05Z; created: 2009-09-10T19:06:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-09-10T19:06:05Z; pdf:charsPerPage: 1009; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T19:06:05Z | Conteúdo => CCOI/CO2 As. I MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES wfr SEGUNDA CÂMARA Processo n° 11070.002487/2003-17 Recurso n° 151.249 Voluntário Matéria IRPF - Ex.: 1999 Acórdão n° 102-48.431 Sessão de 25 de abril de 2007 Recorrente ELSO PAULO SEVERNINI Recorrida 2' TURMA/DRJ-SANTA MARIA/RS Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998 Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS — DEPÓSITOS BANCÁRIOS - ART. 42, § 3 0, II, da Lei 9.430/96 — Não serão considerados, para efeito de determinação da renda omitida, os depósitos bancários que sejam iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 e que, quando somados, não ultrapassem o total de RS 80.000,00. Recurso provido. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO PRESIDENTE EM EXERCÍCIO I-- —R-- ti— •-• LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA RELATOR FORMALIZADO EM: 09 Nov 2007 Processo n.° 11070.002487/200347 CCOI/CO2 Acórdão o.° 10248.431 Fls. 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAICA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, SILVANA MANCINI ICARAM, ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA e MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA. Ausente, justificadamente, a Conselheira LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO (Presidente). k Processo n.° 11070.002487/2003-17 CCOI/CO2 Acórdão n.° 102-48.431 Fls. 3 Relatório ELSO PAULO SEVERNINI recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância proferida pela r TURMA/DRJ-SANTA MARIA/RS, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto n°70.235 de 1972 (PAF). Na oportunidade, por bem narrar os fatos do processo, transcrevo o relatório da decisão recorrida, verbis: "O contribuinte supra qualificado foi autuado, por lhe ter sido imputada omissão de rendimentos caracterizados pela existência de depósitos bancários cuja origem dos recursos não foi comprovada. Da autuação resultou a exigência do Imposto de Renda Pessoa Física — IRPF do exercício de 1999, ano-calendário de 1998, no valor de R$ 25.732,53, acrescido da multa de oficio de 75% e dos juros de mora. O contribuinte apresentou a impugnação que se encontra às fls. 214 a 216, cujos argumentos de defesa podem ser assim resumidos: - O impugnante geria as atividades agropecuárias mantidas em conjunto com seu irmão Jandyr Severgnini, cujo movimento financeiro circulava pelas contas do impugnante, entretanto, somente 50% das receitas oriundas dessas atividades foi considerada pela fiscalização, quando deveria ser considerada toda a receita. - Para o exercício dessas atividades o impugnante e seu irmão possuíam imóveis rurais em nome conjunto e em nome particular de cada um. No ano de 1998 venderam quatro desses imóveis, conforme certidões imobiliárias já apresentadas, todavia, a fiscalização deixou de considerar o produto da venda do imóvel constante do documento cuja cópia se encontra à fl. 63, por considerar que não se referia ao impugnante. - Ocorre que o mencionado imóvel se encontrava registrado unicamente em nome de seu irmão, mas teve o valor correspondente movimentado na conta bancária do impugnante, tanto que tal movimento não apareceu na conta bancária daquele. - Os R$ 25.000,00 correspondentes à metade do valor dos bens tidos em conjunto devem ser atribuídos como receita que circulou pelas contas bancárias do impugnante. - O impugnante gerencia a empresa Unimóvel Negócios Imobiliários Lida., que promove a locação de imóveis, recebendo como comissão 10% do valor locativo e repassando os restantes 90% para os proprietários dos imóveis. Todo o numerário circulou pela conta do impugnante, tendo sido a receita bruta da empresa declarado e devidamente tributado na pessoa jurídica. - Nada há, pois, a tributar, porque não houve omissão de rendimentos, visto que a diferença de R$ 39.287,73, que também foi considerada como receita omitida provém da atividade da empresa de atividades imobiliárias, não se constituindo em receita do impugnante. - As declarações anexadas confirmam o alegado pelo impugnante. Requereu o impugnante que seja julgado improcedente o lançamento. A tempestividade da 14# impugnação foi atestada àfl. 239." Processo n.° 11070.002487/2003-17 CCO1 /CO2 Acórdão n.• 102-48.431 Fls. 4 A DRJ proferiu em 3/02/2006 o Acórdão n° 5.252 (fls. 240-244), assim ementado: "'OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A partir de 01/0111997, os valores depositados em instituições financeiras, de origem não comprovada pelo contribuinte, passaram a ser considerados receita ou rendimentos omitidos. LANÇAMENTO PROCEDENTE" Aludida decisão foi cientificada em 03/03/2006, AR à fl. 247, sendo que no recurso voluntário, interposto em 03/04/006, o contribuinte reafirma que a maior parte dos recursos provenientes de sua atividade rural, regularmente declarada, foram depositados nesta conta, justificando tais creditos (verbis): "Os julgadores na primeira instância não acataram os argumentos de que toda a receita da atividade rural tenha sido administrada pelo recorrente e por isso os depósitos nas contas bancárias O penúltimo parágrafo no voto do senhor relator, à fls. 244 do processo, apresentou em sua redação, que se reproduz : 'O contribuinte apresentou em sua impugnação argumentos que visam justificar os valores depositados de uma forma globalizada, sem procurar comprovar individualmente cada depósito, visto que afirmou que os depósitos têm origem em rendimentos por eleja declarados, ou que circulam por sua conta boticária, mas que mo pertencentes a seu falecido irmão ou à pessoa jurídica do ramo imobiliário que com este mantinha, portanto. nenhum dos depósitos bancários relacionados pela fiscalizacão às fls. 184 a 187 teve a sua orizem comprovada pelo impuznante com documentos hábeis em datas e valores.' O grifo não é do originaL Recorre-se desse entendimento. A redação acima, onde grifado, não condiz com a realidade dos fatos, de que nenhum dos depósitos bancários relacionados pela fiscalização às fls. 184 a 187, teve a sua origem comprovada pelo impugnante com documentos hábeis em datas e valores, senão vejamos: As vendas na atividade rural foram comprovadas por documentos fiscais (notas de produtor e a contra-nota - nota de entrada) e estas, relacionadas pela autoridade tributária, fls. 201/202, Diversas dessas notas foram pagas pela empresa adquirente da atividade agropecuária e os valores, coincidentes, estão depositados em conta bancária, conforme relação: 1VFE No. - EMPRESA - FLS. PROC. - VALOR - DEPÓSITO BB 089186 Sadia 86 1.609,09 13/02/98 090925 Sadia 96 I, 213,04 12/03/98 107487 Sadia 114 745,15 15/06/9$ 109410 Sadia 120 1.544,53 03/07/98 111905 Sadia 126 767,31 27/07/98 112647 Sadia 128 773,04 03/08/98 Processo n.° 11070.002487/2003-17 Cl /CO2 Acórdão n.• 102-48.431 Fls. 5 113347 Sadia 132 1.573,61 07/08/98 114751 Sadia 140 2.529,82 21/08/98 116435 Sadia 146 1.865,61 14/09/98 118222 Sadia 154 1.552,26 09/10/98 119254 Sadia 162 2.128,11 04/11/98 119493 Sadia 164 978,18 09/11/98 Com as provas produzidas, como acima, os argumentos da impugnação de que o recorrente é quem administrou financeiramente a atividade agropecuária, fica comprovada. É perfeitamente compreensível também, que nem todos os recebimentos relativos às receitas da atividade agropecuária tenham sido depositados integralmente na conta bancária, mas sacados em espécie e posteriormente depositados em valores que não sejam exatamente coincidentes em datas e valores com os documentos fiscais de venda da atividade, o que não dá direito à autoridade tributária de exigir que o contribuinte - recorrente - tenha a obrigação de comprovar cada operação realizada. Pelo exposto, o valor das vendas da atividade agropecuária, pelo seu montante global, R$ 64.946,68, deve ser acolhido como justificativa de depósitos bancários, e não, como constou do 'Auto de Infração, fls. 209, somente 50% da receita. A unidade da Receita Federal responsável pelo preparo do processo, efetuou o encaminhamento dos autos a este Conselho em 24/04/2006 (fl. 288). Óft É o Relatório. • . Processo n.° 11070.002487/2003-17 CO I /CO2 Acórdão n.° 10248.431 Fls. 6 Voto Conselheiro LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA, Relator O recurso é tempestivo e assente em lei, devendo ser conhecido. Trata-se de exigência do IRPF com base em depósitos bancários, cujas origens não foram comprovadas durante a auditoria fiscal. Tais depósitos, sem comprovação, atingiram o montante de R$ 96.761,07, conforme demonstrativo de fl. 209. A fiscalização considerou que apenas R$ 32.473,34 das receitas da atividade rural foram depositadas na conta-corrente fiscalizada (fls. 209), correspondente aos 50% da participação do contribuinte (o total foi R$ 64.946,69— fl. 201-202). Todavia, na peça impugnatória o contribuinte fez prova que a totalidade da receita da atividade rural, provenientes de vendas à empresa Sadia, foi depositada na conta- bancária no Banco do Brasil (demonstrativo transcrito no relatório acima). Pois bem. Pela análise dos autos, formei pleno convencimento de que realmente a totalidade (100%) das vendas à empresa Sadia Concórdia S/A, bem como à Coop. Triticola Mista Campo Novo Ltda. foram depositados na conta No. 14.954-3 do Banco do Brasil Trata- se de fato objetivamente provado nos autos, mas que somente foi evidenciado na recursal. Assim, ao invés de R$ 96.761,07, o total dos depósitos não comprovados atingiu R$ 64.287,72 no ano de 1998. A jurisprudência dessa Câmara é no sentido de não devem ser tributados os depósitos bancários de até R$ 12.000,00 - caso não ultrapassem o montante de 80 mil no ano, por força do disposto no art. 42, parágrafo 3°, inciso II da Lei 9.430 de 1996. Nesse sentido, cite-se o Acórdão n. 102-47.508, de 26/04/2004, cuja ementa elucida: 'OMISSÃO DE REIVDIME1VTOS — DEPÓSITOS BANCÁRIOS - ART. 42, § 3°, II, da Lei 9.430/96 — Não serão considerados, para efeito de determinação da renda omitida, os depósitos bancários que sejam iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 e que, quando somados, não ultrapassem o total de R$ 80.000,00.' Deixo de apreciar as demais alegações de mérito do contribuinte, haja vista que passam a ser inócua diante dessa realidade. Pelo exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 25 de abril de 2007. 4_ LEONARDO HENRIQUEHENRIQUE M. DE OLIVEIRA Page 1 _0023000.PDF Page 1 _0023100.PDF Page 1 _0023200.PDF Page 1 _0023300.PDF Page 1 _0023400.PDF Page 1

score : 1.0
4695814 #
Numero do processo: 11060.000711/2004-28
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 IRPF - DECADÊNCIA - Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador do IRPF se perfaz em 31 de dezembro de cada ano-calendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - CONTA CONJUNTA - Em caso de conta conjunta em que os titulares não sejam dependentes entre si e apresentam em separado a declaração do imposto de renda, é obrigatória a intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários. DESPESAS LIVRO-CAIXA - As despesas de taxas de inscrição, transportes e hospedagem efetuadas para comparecimento a encontros científicos, vinculados à área de atuação profissional do contribuinte, escrituradas em livro-caixa e comprovadas por documentação hábil, são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda. MULTA ISOLADA - REDUÇÃO PARA O PERCENTUAL DE CINQÜENTA POR CENTO - A partir da Lei nº 11.488, de 15.06.2007, resultante da conversão da Medida Provisória nº 351, de 22.01.2007, que alterou o artigo 44, II, da Lei nº 9.430, de 1996, o valor da multa isolada passou a ser de 50%, razão pela qual, em conformidade com o artigo 106 do CTN, tal norma, por se tratar de norma que reduz o gravame da penalidade, deve ser aplicada de forma retroativa. Preliminares parcialmente acolhidas. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 102-49.307
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1998 e, AFASTAR as demais preliminares. No mérito, DAR provimento PARCIAL para: a) reduzir a multa isolada para o percentual de 50% (cinqüenta por cento); b) restabelecer a dedução do valor de R$ 308,30 nas despesas de livro-caixa, no ano de 2001; c) afastar da base de cálculo da exigência os depósitos bancários nos valores: R$ 30.734,80 no ano-calendário de 2000 e de R$ 50.475,88 no ano-calendário de 2002, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Moises Giacomelli Nunes da Silva

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200810

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 IRPF - DECADÊNCIA - Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador do IRPF se perfaz em 31 de dezembro de cada ano-calendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - CONTA CONJUNTA - Em caso de conta conjunta em que os titulares não sejam dependentes entre si e apresentam em separado a declaração do imposto de renda, é obrigatória a intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários. DESPESAS LIVRO-CAIXA - As despesas de taxas de inscrição, transportes e hospedagem efetuadas para comparecimento a encontros científicos, vinculados à área de atuação profissional do contribuinte, escrituradas em livro-caixa e comprovadas por documentação hábil, são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda. MULTA ISOLADA - REDUÇÃO PARA O PERCENTUAL DE CINQÜENTA POR CENTO - A partir da Lei nº 11.488, de 15.06.2007, resultante da conversão da Medida Provisória nº 351, de 22.01.2007, que alterou o artigo 44, II, da Lei nº 9.430, de 1996, o valor da multa isolada passou a ser de 50%, razão pela qual, em conformidade com o artigo 106 do CTN, tal norma, por se tratar de norma que reduz o gravame da penalidade, deve ser aplicada de forma retroativa. Preliminares parcialmente acolhidas. Recurso parcialmente provido.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008

numero_processo_s : 11060.000711/2004-28

anomes_publicacao_s : 200810

conteudo_id_s : 4215665

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 22 00:00:00 UTC 2018

numero_decisao_s : 102-49.307

nome_arquivo_s : 10249307_147038_11060000711200428_009.PDF

ano_publicacao_s : 2008

nome_relator_s : Moises Giacomelli Nunes da Silva

nome_arquivo_pdf_s : 11060000711200428_4215665.pdf

secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1998 e, AFASTAR as demais preliminares. No mérito, DAR provimento PARCIAL para: a) reduzir a multa isolada para o percentual de 50% (cinqüenta por cento); b) restabelecer a dedução do valor de R$ 308,30 nas despesas de livro-caixa, no ano de 2001; c) afastar da base de cálculo da exigência os depósitos bancários nos valores: R$ 30.734,80 no ano-calendário de 2000 e de R$ 50.475,88 no ano-calendário de 2002, nos termos do voto do Relator.

dt_sessao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2008

id : 4695814

ano_sessao_s : 2008

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:15 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066797948928

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T13:09:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T13:09:23Z; Last-Modified: 2009-09-09T13:09:23Z; dcterms:modified: 2009-09-09T13:09:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T13:09:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T13:09:23Z; meta:save-date: 2009-09-09T13:09:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T13:09:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T13:09:23Z; created: 2009-09-09T13:09:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-09-09T13:09:23Z; pdf:charsPerPage: 1900; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T13:09:23Z | Conteúdo => Fls. I • MINISTÉRIO DA FAZENDA •KIL 1(it PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 11060.000711/2004-28 Recurso n° 147.038 Voluntário Matéria IRPF - Ex(s): 1999 a 2003 Acórdão n° 102-49.307 Sessão de 08 de outubro de 2008 Recorrente ELIAS DORNELLES Recorrida 2 TURMA/DRJ-SANTA MARIA/RS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 IRPF - DECADÊNCIA - Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador do IRPF se perfaz em 31 de dezembro de cada ano-calendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 40, do CTN). OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - CONTA CONJUNTA - Em caso de conta conjunta em que os titulares não sejam dependentes entre si e apresentam em separado a declaração do imposto de renda, é obrigatória a intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários. DESPESAS LIVRO-CAIXA - As despesas de taxas de inscrição, transportes e hospedagem efetuadas para comparecimento a encontros científicos, vinculados à área de atuação profissional do contribuinte, escrituradas em livro-caixa e comprovadas por documentação hábil, são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda. MULTA ISOLADA - REDUÇÃO PARA O PERCENTUAL DE CINQÜENTA POR CENTO - A partir da Lei n° 11.488, de 15.06.2007, resultante da conversão da Medida Provisória n°351, de 22.01.2007, que alterou o artigo 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996, o valor da multa isolada passou a ser de 50%, razão pela qual, em conformidade com o artigo 106 do CTN, tal norma, por se tratar de norma que reduz o gravame da penalidade, deve ser aplicada de forma retroativa. Preliminares parcialmente acolhidas. rátà Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 102-49.307 Fls. 2 Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ACOLHER a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1998 e, AFASTAR as demais preliminares. No mérito, DAR provimento PARCIAL para: a) reduzir a multa isolada para o percentual de 50% (cinqüenta por cento); b) restabelecer a dedução do valor de R$ 308,30 nas despesas de livro-caixa, no ano de 2001; c) afastar da base de cálculo da exigência os depósitos bancários nos valores: R$ 30.734,80 no ano-calendário de 2000 • de R$ 50.475,88 no ano-calendário de 2002, nos termos do voto do Relator. I E MAL ~PESSOA MONTEIRO Pr- dente • ta 4% MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA Relator FORMALIZADO EM: 11 NOV 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Raimundo Tosta Santos, Silvana Mancini Karam, Núbia Matos Moura, Alexandre Naoki Nishioka, Eduardo Tadeu Farah, Vanessa Pereira Rodrigues Domene e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 102-49.307 Fls. 3 Relatório Contra o contribuinte, ora recorrente, foi lavrado o auto de infração de fls. 03 a 27 e 29 a 53, imputando-lhe as seguintes infrações: (i) Omissão de rendimentos, recebidos no ano de 2002, a titulo de resgate da previdência privada. (ii) Falta de recolhimento do imposto sobre ganho de capital referente à alienação, em 30/11/2001, de apartamento em São Leopoldo/RS. (iii) Glosa de dedução com dependentes pleiteada indevidamente, no ano de 2001. (iv) Glosa de despesas escrituradas em livro caixa. (v) Redução indevida da base de cálculo com despesas de Previdência Privada, pleiteadas indevidamente no ano de 2001. (vi) Omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada no mês de janeiro de 1998, janeiro a dezembro de 1999, janeiro a novembro de 2000 e fevereiro de 2002. (vii) Multa isolada por falta de recolhimento devido a titulo de carnê-leão. O contribuinte foi notificado do auto de infração em 28-04-2004, (fl. 03) e apresentou a defesa de fls. 574 a 581, sendo que a decisão de fls. 603 e seguintes julgou parcialmente procedente o lançamento em acórdão que possui a seguinte ementa: Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 Ementa: PROVA. Sendo o ônus da prova, por presunção legal, do contribuinte, cabe a ele a comprovação da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários. NULIDADE Somente a incompetência do agente do ato e a preterição do direito de defesa são vícios insanáveis que conduzem a nulidade. CONSTITUCIONALIDADE. A instância administrativa é incompetente para manifestar-se sobre a constitucionalidade de leis. DECADÊNCIA. No lançamento de oficio, a fluência do prazo decadencial somente se inicia a partir do 1° dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido formalizado. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001 2002 Ementa: LIVRO CAIXA. DESPESAS. . . Processo n ° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 10249.307 Fls. 4 São dedutiveis as despesas necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, devidamente escrituradas em Livro Caixa e comprovadas por meio de documentação hábil e idônea. LIVRO CAIXA. DEDUÇÕES. DESPESAS COM TRANSPORTE. As despesas com transporte somente são dedutiveis se forem efetuadas por representante comercial autônomo. LIVRO CAIXA. REMUNERAÇÃO PAGA A TERCEIROS. São dedutiveis os pagamentos efetuados a terceiros sem vinculo empregaticio quando necessários à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora. LIVRO CAIXA. APLICAÇÃO DE CAPITAL. É indedutivel o valor gasto na aquisição e manutenção de bens com vida útil igual ou superior a um ano. MULTA EXIGIDA ISOLADAMENTE. FALTA DE RECOLHIMENTO DO CARNÊ-LEÃO. Submete-se a exigência da multa isolada, a pessoa fisica sujeita ao pagamento mensal do imposto que deixou de fazê-lo. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A partir de 01/01/1997, os valores depositados em instituições financeiras, de origem não comprovada pelo contribuinte, passaram a ser considerados receita ou rendimentos omitidos. Lançamento Procedente em Parte Intimado do acórdão em 19 de maio de 2005 (fl. 645), em 20 de maio de 2005 (segunda-feira), o contribuinte ingressou com o recurso de fls. 647 a 662, reiterando os seguintes argumentos: (i) Que em relação às despesas glosadas do livro-caixa, as planilhas de fls. 42 a 45 relacionam os valores das "outras despesas", sem especificar a que se referem, situação que impossibilita a defesa do autuado, pois sem saber quais seriam estas outras despesas, não há como se manifestar em relação a cada uma delas; (ii) Que "exerce a função de Tabelião de Protesto, tendo recebido em sua conta corrente no Banco Santander Meridional S/A, no período de 29/01/93 a 12/07/01, depósitos referente ao pagamento de títulos apontados para protesto, que posteriormente foram repassados aos credores dos títulos, não revertendo tais valores em beneficio do contribuinte impugnante. O mesmo ocorreu com a conta corrente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, no período compreendido entre 02/06/01 e 03/02/03." (iii) Que "o impugnante não tem condições de demonstrar cada título que foi pago e o valor depositado em suas contas, uma vez que a Lei n° 9.942, de 1997, que dispõe sobre o protesto de títulos e outros documentos de dividas, em seu artigo 35, § 1°, III, dispõe que os arquivos referentes aos comprovantes de pagamento de títulos deverão ser conseç.vdos pelo prazo de 30 dias, sendo findo este prazo serão incinerados." Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.* 102-49.307 Fls. 5 (iv) Que dentre as despesas apresentadas pelo impugnante como necessárias ao desempenho de sua função, grande parte foi glosada, sem que o mesmo tivesse oportunidade de justificá-las, uma vez que, embora já tenha solicitado, não lhe foi fornecida a relação das despesas glosadas. Diz o recorrente que é humanamente impossível justificar tais despesas sem a aludida relação. (v) Que a permissão legal para instaurar procedimento administrativo tendente a verificar a existência de crédito tributário relativo a imposto e contribuições prevista na nova redação do artigo 11, § 3 0, da Lei n° 9.311, de 1996, só pode ser procedida a partir de fatos geradores que vierem a ocorrer a partir de 10.01.2001, data de publicação da Lei n° 10.174. de 2001, obedecendo, assim, o princípio da irretroatividade das leis. Quanto à irretroatividade das Leis n° 10.174, de 2001 e Lei Complementar n°. 105, de 2001, o recorrente tece extenso arrazoado, citando Doutrina de Maria Helena Diniz e Washington de Barros Monteiro e precedente da 4 a• Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, fazendo referência ao acórdão 104-19.812, decidido por maioria, relatado pelo Conselheiro Roberto Willian Gonçalves, acompanhado pelos conselheiros José Pereira do Nascimento, Meigan Sack Rodrigues, Oscar Mendonça de Aguiar e Remis Almeida Estol. Vencidos os conselheiros Nélson Mallman, Alberto Zouvi (suplente convocado) e Leila Maria Scherrer Leite, entendendo o julgado pela impossibilidade de aplicar, de forma retroativa, a Lei n° 10.174, de 2001 e a Lei Complementar 105, de 2001. Por fim, o recorrente invocou, em defesa de sua tese, os fundamentos especificados na ação cautelar ajuizada para atribuir efeito suspensivo ao Recurso Extraordinário n° 389.808/PR, em que é relator o Ministro Marco Aurélio, que concedeu liminar obstaculizando, até decisão final do extraordinário, o fornecimento de informações bancárias à Receita. Em oportunidade anterior, ao examinar estes autos, de imediato constatei que o recorrente tinha razão em relação à circunstância de que, por meio das planilhas de fls. 42 a 46, não era possível identificar o que tinha sido incluído na coluna "outras despesas", objeto de glosa, razão pela qual, naquela oportunidade, sem examinar as questões de mérito, votei no sentido de converter o julgamento em diligência para que a fiscalização identificasse, mês a mês, quais foram os gastos que incluiu no conjunto que denominou de "outras despesas", fazendo referência aos documentos de fls. 239/363 dos autos, oportunizando manifestação ao contribuinte e posterior devolução dos autos a este Conselho. A diligência aci a proposta foi cumprida (fl. 675/683), sendo que os autos retornaram a este Conselho. É o relatório. . . Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 102-49.307 Fls. 6 Voto Conselheiro MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Relator Inicio a análise do recurso delimitando a matéria recorrida. Permanecem em litígio: a) preliminar de irretroatividade da n° 10.174, de 2001; b) alegação de decadência em relação ao ano de 1998; c) despesas glosadas que o recorrente tem como necessárias ao desempenho de sua função de tabelião. d) depósitos bancários efetuados na conta corrente n° 39024080.9-6, do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, no período compreendido entre 02/06/02 e 03/02/03, e em conta corrente do Banco MERIDIONAL no período compreendido entre 10/01/01 e 12/07/01. e) multa isolada. Pelo que se extrai da relação de depósitos não justificados (fl. 51/52), o recorrente tinha as seguintes contas bancárias: N° conta Banco Agência Extratos (fls.) Observações 35.013662.0-6 Banrisul 0390.55 152 a 172 e 203 a 212 39.024080.9-6 Banrisul 0390.55 213 a222 Conuibuime. à fl. 148. alegouque. após remido de convaio anterior com o Boorisul, abriu ata conta para receber os pagamentos dos atiles pretextados gelo Cartório. Diz ser conta com finalidade especifica 124810 Meridional São Gabriel 176 a 198 Conintstintc. à fl. 148. alegouque a movimenta/o conmelmode ao pagamento titules pretenda pelo Cartório. Diz ser conta com rimliid8de ~Piem 208524 Meridional São Gabriel 199 a202 11585.1 C EF São Gabriel 227 a238 13.090-0 Itaú São Gabriel 223 a 225 Connitointe. à fl. 147. anta do~Mo. infOrM011 Mar-ft de coas coqina com Elisa Domam de Desseles A relação de fls. 129 a 145 demonstra que a lista dos valores creditados nas contas de n° 124810 do Banco Meridional e 39.024080.9-6, do Banrisul, aproximam-se dos R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais). Entretanto, no demonstrativo de fls. 52/53 de depósitos não justificados, tais valores ficaram reduzidos a RS 905.175,41. Foram excluídos das mencionadas contas os créditos sob os códigos "563 — CV CF AV do Banco Meridional" e "236 — CR TITULO, do Banrisul", que a fiscalização concluiu tratar-se de valores referentes a pagamentos de títulos de terceiros encaminhados a protesto e quitados pelos devedores. Assim, nos anos de 1998, 1999, 2000 e 2002 tem-se os seguintes valores correspondentes a depósitos não justificados, respectivamente: R$ 27.312,87; R$ 693.665,01; 133.721,65 e R$ 50.475,88. Fixados os pontos que tenho por relevantes, Mie'ii a análise do recurso abordando a questão da irretroatividade da Lei n° 10.174, de 2001. . . Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 102-49.307 As. 7 Da irretroatividade da lei Em que pese o meu entendimento, no caso concreto, considerando que a douta maioria do Colegiado decide na linha da decisão recorrida, por economia pessoal, para evitar a necessidade de designação de outro conselheiro para fazer voto vencedor em relação à preliminar de irretroatividade, ressalvo meu ponto de vista para, no caso dos autos, adotar o entendimento da douta maioria, votando no sentido de rejeitar a preliminar ora analisada. Superada a questão da preliminar de irretroatividade, passo ao exame das demais matérias, iniciando pela decadência. Da decadência Diante do caso dos autos, cujo fato gerador complexivo do imposto de renda se perfectibilizou em 31/12/1998, é a partir desta data que o prazo decadencial iniciou a fluir, findando em 31/12/2003, razão pela qual, quando da notificação do lançamento que se deu em 28/04/2004 (fl. 20-verso), o crédito tributário, correspondente ao ano-calendário de 1998 já se encontrava extinto. Pelo exposto, acolho a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1998, sendo que neste ponto registro que a Conselheira Núbia não acolhe a decadência, mas também extingue o crédito correspondente aos depósitos bancários por outros fundamentos. Da glosa de despesas que o recorrente tem como necessárias ao desempenho de sua função de tabelião: O recorrente, conforme apurou a fiscalização, exerce a atividade de tabelião em cidade localizada no interior do Rio Grande do Sul. Argumenta que não pode fazer aponte de protesto de título sem antes intimar o devedor para que efetue o pagamento. Desta forma, terceirizou tais atividades. Na sua versão, estas despesas são necessárias à obtenção de seus recursos e devem ser deduzidas da base de cálculo. Pelo que se extrai das notas fiscais anteriormente mencionadas tratam-se de valores mensais que giram em tomo de R$ 3.000,00 (três mil reais). Por certo, se o autuado tivesse que designar funcionários e veículos seus para realizar tais diligências, as despesas seriam maiores. Não se pode imaginar um cartório de protesto sem despesas com notificações. Se tais notificações fossem realizadas mediante cartas com AR, o valor das despesas com correio seria maior do que os R$ 2,70 pagos à empresa terceirizada, motivo pelo qual estou convencido do direito de deduzir ditos valores da base de cálculo. No entanto, pelo que observo da decisão recorrida, tais despesas já foram restabelecidas, não havendo o Que prover em relação a este ponto. Do elogiável acórdão recorrido, quanto à glosa das despesas de livro-caixa, restam que sejam restabelecidos os valores de R$ 268,30. 70,00 e 70,00. especificadas nos documentos de fls. 333 a 335, referentes à participação do II Congresso dos Registradores Públicos do Rio Grande do Sul, que se realizou nos dias 06 e 07 de abril de 2001, na cidade de Santa Cruz do Sul/RS, que, ao meu sentir, não foram apreciadas no julgamento anterior. Quanto aos valores glosados a título de IRRF, tais glosas devem permanecer, bilpois se tratam de valores retidos em face de pagamentos realizados a colaboradores (empregados) do autuado. Não são despesas suportadas pelo recorrente, mas sim por seus • . . Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 102-49.307 Fls. 8 colaboradores/empregados que tiveram os respectivos valores retidos e deduzidos de seus rendimentos. Da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários Conforme destacado anteriormente, dos valores creditados na conta n° 39024080.9-6, do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, na conta corrente n° 124810, do Banco MERIDIONAL, foram excluídos créditos sob os códigos "563 — CV CF AV do Banco Meridional" e "236 — CR TITULO do Banrisul". que a fiscalização. "por amostragem significativa" concluiu tratar-se de valores referentes a pagamentos de títulos de terceiros encaminhados a protesto e quitados pelos devedores. Efetuado o pagamento pelo devedor, a Instituição Financeira registrava o aviso de crédito na conta. A Fiscalização, conforme mencionou, por amostragem, analisou os avisos de créditos com os códigos 563 e 236. No entanto, em relação ao Banrisul, existem mais três avisos de créditos, sendo um em 12.01.2000 de R$ 4.500,00, com o Código 233P outro em 30.06.2000 de R$ 1.462,80, com código 412 e outro em 15.02.2002 de R$ 50.475,88, com código 5809, que pelas circunstâncias dos autos, pelas mesmas razões existentes em relação à exclusão dos demais valores especificados no código 235, tenho que ditos valores também se referem a títulos encaminhados a protestos e pagos pelos devedores, devendo ser excluídos da base de cálculo. Quanto aos demais valores creditados em dinheiro ou cheques, apesar da verossimilhança das alegações do recorrente, mesmo levando em consideração que ficou comprovado que praticamente 90% (noventa por cento) dos valores tinham origem em títulos encaminhados a protestos, a prova existente nos autos não é suficiente para afastar a presunção de que trata o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 1996, razão pela qual mantenho o acórdão neste ponto, a exceção dos valores acima apontados e do valor de R$ 24.772,00 creditado na Conta do Banco Itaii que o recorrente tem em conjunto com Eliane Domeles de Domeles, que não foi intimada para se manifestar, e nem figura como sua dependente na declaração de ajuste anual do recorrente. Da multa isolada A partir da Lei n° 11.488, de 15.06.2007, resultante da conversão da Medida Provisória n° 351, de 22.01.2007, que alterou o artigo 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996, o valor da multa isolada passou a ser de 50%, razão pela qual, em conformidade com o artigo 106 do CTN, tal norma, por se tratar de norma que reduz o gravame da penalidade, deve ser aplicada de forma retroativa. ISSO POSTO, voto no sentido de acolher a preliminar de decadência em relação ao ano-calendário de 1998 e, NO MÉRITO, para DAR provimento PARCIAL para: a) reduzir a multa isolada para o percentual de 50% (cinqüenta por cento); b) restabelecer a dedução do valor de R$ 308,30 nas despesas de livro-caixa, no ano de 2001; c) afastar da base de cálculo da exigência constituída com base na presunção de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários não justificados os seguintes valo s: R$ 30.734,80 no ano-calendário de 2000 e de R$ 50.475,88 no ano-calendário de 2002. , . . Processo n.° 11060.000711/2004-28 Acórdão n.° 102-49.307 Fls. 9 É o voto. Sala das Sessões-DF, em 08 de outubro de 2008. MOIShite312k-I-S?lES DA SILVA Page 1 _0042800.PDF Page 1 _0042900.PDF Page 1 _0043000.PDF Page 1 _0043100.PDF Page 1 _0043200.PDF Page 1 _0043300.PDF Page 1 _0043400.PDF Page 1 _0043500.PDF Page 1

score : 1.0
4697129 #
Numero do processo: 11070.002893/2001-18
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 17 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Tue Feb 17 00:00:00 UTC 2004
Ementa: NULIDADE. REQUISITO LEGAL. A intimação para pagamento sem multa no prazo de vinte dias não é requisito do auto de infração. Preliminar de nulidade do auto de infração rejeitada. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. As causas de nulidade do auto de infração são aquelas previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72. Preliminar não acolhida. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DOS CRÉDITOS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. O contribuinte que obtém decisão judicial determinando que seus créditos sejam atualizados com base nos expurgos inflacionários tem o direito a assim proceder, em respeito à coisa julgada. MULTA E JUROS. O auto de infração para formalização da Cofins apurada como devida, mas não recolhida e/ou compensada, deve incluir a multa penal e os juros legais. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 201-77498
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SÉRGIO GOMES VELLOSO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200402

ementa_s : NULIDADE. REQUISITO LEGAL. A intimação para pagamento sem multa no prazo de vinte dias não é requisito do auto de infração. Preliminar de nulidade do auto de infração rejeitada. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. As causas de nulidade do auto de infração são aquelas previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72. Preliminar não acolhida. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DOS CRÉDITOS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. O contribuinte que obtém decisão judicial determinando que seus créditos sejam atualizados com base nos expurgos inflacionários tem o direito a assim proceder, em respeito à coisa julgada. MULTA E JUROS. O auto de infração para formalização da Cofins apurada como devida, mas não recolhida e/ou compensada, deve incluir a multa penal e os juros legais. Recurso provido em parte.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Feb 17 00:00:00 UTC 2004

numero_processo_s : 11070.002893/2001-18

anomes_publicacao_s : 200402

conteudo_id_s : 4450063

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-77498

nome_arquivo_s : 20177498_123064_11070002893200118_007.PDF

ano_publicacao_s : 2004

nome_relator_s : SÉRGIO GOMES VELLOSO

nome_arquivo_pdf_s : 11070002893200118_4450063.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator.

dt_sessao_tdt : Tue Feb 17 00:00:00 UTC 2004

id : 4697129

ano_sessao_s : 2004

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:42 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066810531840

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-22T12:26:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-22T12:26:46Z; Last-Modified: 2009-10-22T12:26:47Z; dcterms:modified: 2009-10-22T12:26:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-22T12:26:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-22T12:26:47Z; meta:save-date: 2009-10-22T12:26:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-22T12:26:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-22T12:26:46Z; created: 2009-10-22T12:26:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-10-22T12:26:46Z; pdf:charsPerPage: 1752; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-22T12:26:46Z | Conteúdo => .. . MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes . -. Publicado no Diário Oficial da União 22 CC-MF Ministério da Fazenda De 623 / o I- 400 Fl. l'c'frreior Segundo Conselho de Contribuintes ,..tk't, JI91\ • VISTO Processo n2 : 11070.002893/2001-18 Recurso n2 : 123.064 Acórdão n2 : 201-77.498 Recorrente : JOÃO KLETT & CIA. LTDA. Recorrida : DRJ em Santa Maria - RS NULIDADE. REQUISITO LEGAL. A intimação para pagamento sem multa no prazo de vinte dias não é requisito do auto de infração. Preliminar de nulidade do auto de infração rejeitada. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. As causas de nulidade do auto de infração são aquelas previstas no art. 59 do Decreto n2 70.235/72. Preliminar não acolhida. COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DOS CRÉDITOS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. O contribuinte que obtém decisão judicial determinando que seus créditos sejam atualizados com base nos expurgos inflacionários tem o direito a assim proceder, em respeito à coisa julgada. MULTA E JUROS. O auto de infração para formalização da Cofins apurada como devida mas não recolhida e/ou compensada, deve incluir a multa penal e os juros legais. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JOÃO KLETT & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Sala das Sessões, em 17 de fevereiro de 2004. QfrOctni a_ II» .. Yosefa"Maijp Coelho Marques President ffi / Sérg 4omes Velloso Rela Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Antonio Mario de Abreu Pinto, Serafim Fernandes Corrêa, Adriana Gomes Rêgo Gaivão, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. 1 20 CC-MF Ministério da Fazenda El*p SegundoSegundo Conselho de Contribuintes • ".)" Processo n2 : 11070.002893/2001-18 Recurso n2 : 123.064 Acórdão n-2 : 201-77.498 Recorrente : JOÃO KLETT & CIA. LTDA. RELATÓRIO Contra a recorrente foi lavrado o Auto de Infração de fls. 124/126 para a cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins, não recolhida entre janeiro de 1999 e maio de 2001. Segundo o Termo de Constatação Fiscal, fls. 119/123, a contribuinte ingressou com duas medidas judiciais: uma Ação Ordinária n' 99.0000994-0 em que a recorrente questionou a majoração das alíquotas da Contribuição para o Finsocial, na qual teve declarado o seu direito de compensar os valores indevidamente recolhidos com a Cofins, acrescidos da correção da monetária e juros Selic a partir de janeiro de 1996. A sentença e o Acórdão foram juntados às fls. 13/30; e a outra medida judicial diz respeito à majoração da alíquota da Cofins ultimada pela Lei n' 9.718/98, na qual foi mantida a regra que obriga a recorrente ao recolhimento da contribuição à alíquota de 3,0% (três por cento). Relatou a Fiscalização que a recorrente apurou seus créditos de Finsocial em desconformidade à decisão judicial, tendo, indevidamente incluído os pagamentos realizados nos meses de 11/88, 12/88, 08/89 e 04/92. Os três primeiros não poderiam ter sido incluídos porque não constaram do pedido da ação ajuizada. Já o pagamento realizado em abril/92 diz respeito à Cotins. Além disso, a recorrente calculou o crédito mediante a capitalização da taxa Selic, o que acabou gerando um crédito majorado. Esclareceu, ainda, a Fiscalização que, nos casos em que foi apurado saldo do pagamento, foram amortizados os débitos remanescentes, conforme imputação de fls. 109/112 e 114/117. Inconformada com a autuação, a recorrente apresentou a impugnação de fls. 134/147, aduzindo, em síntese, o seguinte: 1) o Auto de Infração foi lavrado irregularmente, sendo nulo, porque desrespeitou a decisão judicial que beneficia a recorrente; 2) o lançamento é nulo porque lhe falta uma das formalidades exigidas, a saber, a ausência de menção quanto à possibilidade de quitar valores no prazo de vinte dias com a exclusão da multa de oficio; 3) procedeu ao pagamento do valor reconhecidamente como devido; 4) a diferença dos valores decorre da utilização pela Fiscalização de índices de correção monetária distintos; 5) não houve conduta duvidosa ou de má-fé da recorrente; 6) não há ilícito, portanto descabe a multa de mora; e 7) não são cabíveis a multa e os juros impostos no Auto de Infração. k 2 r CC-MF Ministério da Fazenda telètr, A- Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo n2 : 11070.002893/2001-18 Recurso n2 : 123.064 Acórdão n2 : 201-77.498 A decisão de primeira instância, fls. 162/170 manteve o lançamento, Acórdão DRJ/STM n2 1.206, de 28 de novembro de 2002, assim ementado: "PRELIMINAR. CÁLCULOS. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Tendo a autoridade fiscal procedido a análise dos elementos que permitiram a possibilidade de compensação e demonstrado claramente os valores de F1NSOCIAL passíveis de compensação, observando rigorosamente as determinações do Poder Judiciário, resta improcedente a alegação de dificuldade na formação da defesa. PRELIMINAR. AUTO DE INFRAÇÃO FALTA DE REQUISITO LEGAL. PAGAMENTO PRAZO DE VINTE DIAS APÓS O INICIO DA AÇÃO FISCAL. Somente tem direito ao beneficio de que trata o artigo 47 da Lei n° 9.430, de 1996, a pessoa jurídica submetida à ação fiscal por parte da Secretaria da Receita Federal-SRF, que tenha declarado e não pago os tributos e contribuições de que for sujeito passivo ou responsável. PRELIMINAR. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO. Inexistente no presente procedimento hipótese de nulidade de que trata o art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social-COFINS. Período de apuração: 01/01/1999 a 31/05/2001 Ementa: COFINS. LANÇAMENTO DE OFICIO. Sujeitam-se a lançamento de oficio os valores apurados em decorrência de auditoria fiscal, cabendo à autoridade administrativa constituir o crédito tributário nos termos do art. 142 do C77V. COFINS. FINSOCIAL. COMPENSAÇÃO. ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO. DETERMINAÇÃO JUDICIAL. Mostra-se correto o procedimento da compensação de pagamentos indevidos, efetuados com base em legislação considerada inconstitucional em processo judicial, quando, a propósito desses, os autuantes observarem integralmente as disposições emanadas do Poder Judiciário. COF1NS. FINSOCL4L. COMPENSAÇÃO MEDIDA JUDICIAL. Decorrendo de medida judicial, os valores de FINSOCIAL passíveis de compensação com débitos da COFINS devem ser apurados com estrita observância do contido no decisório proferido naquele processo. AUTO DE INFRAÇÃO CONSECTÁRIOS LEGAIS. O montante de contribuição consignado em auto de infração deve ser exigido com aplicação da multa de oficio e demais consectários previstos na legislação de regência. Lançamento Procedente." Contra a decisão de primeira instância, insurgiu-se a recorrente através do Recurso Voluntário de fls. 174/193, na qual alegou: 1) a nulidade do auto de infração por falta de requisito legal; 3 2* CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 11070.002893/2001-18 Recurso n2 : 123.064 Acórdão n 201-77.498 2) a nulidade da decisão recorrida por contradição entre os seus fundamentos e a parte dispositiva; 3) a nulidade da decisão recorrida por inovar o lançamento; 4) a nulidade da decisão por ausência de fundamentação; e 5) que todo o procedimento de compensação observou a decisão judicial. Subiram os autos a este E. Conselho. É o relatório, passo a decidir. 4 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. 'PP; iSt Segundo Conselho de Contribuintes Processo n" : 11070.002893/2001-18 Recurso n" : 123.064 Acórdão n" : 201-77.498 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SÉRGIO GOMES VELLOSO O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos, dele tomo conhecimento. No que se refere à alegação de que o auto de infração seria nulo por haver sido lavrado sem que estivessem preenchidos os seus requisitos, tenho que a mesma não procede. Aduziu a recorrente que ao lavrar o auto de infração, deveria ter a autoridade lançadora comunicado a possibilidade de efetuar o pagamento dos valores constituídos no prazo de 20 (vinte) dias sem o acréscimo da multa penal. Com efeito, a Lei r? 9.430/96, art. 47, prevê a possibilidade de o contribuinte realizar o pagamento de débitos seus, quando em procedimento fiscal, com os beneficios da denúncia espontânea. Entretanto, tal beneficio não se opera no prazo de vinte dias contado da lavratura do auto de infração, mas sim a partir da ciência do "Termo de Início de Ação Fiscal". Portanto, o Auto de Infração não é nulo por não conter a menção quanto à possibilidade de se efetuar o pagamento sem o acréscimo da multa no prazo de vinte dias. Estão preenchidos por ele todos os requisitos, devendo a preliminar de nulidade do mesmo ser rejeitada. No que tange às nulidades da decisão recorrida, levantadas pela recorrente, nenhuma delas prospera. As causas de nulidade acham-se previstas no art. 59, do Decreto n t2 70.235/72, sendo elas o cerceamento do direito de defesa e a prolação por autoridade competente. No caso destes autos, nenhuma destas duas hipóteses se faz presente, pois o órgão julgador a quo não se omitiu quanto aos fundamentos, permitindo à contribuinte que exercesse os seus direitos à ampla defesa e ao contraditório. Assim, descabe a argüição de nulidade da decisão recorrida No que tange ao mérito, a correção monetária, de se salientar que a planilha apresentada pela contribuinte apresenta a falada capitalização de juros Selic, fl. 88. A outra planilha elaborada à fl. 87, por outro lado, traz o cômputo dos expurgos inflacionários. A glosa de créditos, contudo, decorre do fato de não ter sido apurado o mesmo valor do crédito pela consideração de índices diferentes de atualização monetária. Em outra ocasião, quando apreciei o Recurso Voluntário n' 112.094, assim me pronunciei sobre a obediência à decisão judicial: "Segundo noticiam os autos, a Recorrente obteve judicialmente o reconhecimento do seu direito à compensação dos valores recolhidos a maior a título de Finsocial, que excederam a aliquota de 0,59-á, com parcelas a vencerem da COFINS. A Fiscalização, entretanto, ao proceder à verificação do montante dos créditos da Recorrente utilizados na compensação da COFINS, considerou (fls. 159, item 3) ITO cômputo da atualização monetária os índices do 1377VF e da UFIR, 'não tendo sido considerada qualquer atualização no período de 04.02.91 a 31.12.91. Em consequência 40LX- 5 • 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. ?Te:0r Segundo Conselho de Contribuintes ,,c:70:41•;;,• • Processo n2 : 11070.002893/2001-18 Recurso n2 : 123.064 Acórdão n2 : 201-77.498 foi apurado um crédito compensável de 817.769,89 UFIR contra 3.481334,18 UFIR, alegado pelo contribuinte'. Daí então, o Lançamento de Oficio de fls. 01/11. Ocorre que, sobreveio a Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08/97, externando a orientação da Fazenda Nacional quanto aos critérios de atualização monetária, até 31.12.95, para os valores recolhidos no período de 01.01.88 a 31.12.9 1 A partir de 01.01.96, passa a ser utlizada a Taxa SELIC. Em vista dessa orientação, a DL! em Campinas - SP determinou o aperfeiçoamento do lançamento em face dessa nova orientação da própria Fazenda Nacional, sobrevindo, então o Lançamento de fls. 150/158, já agora para exigir a COF1NS do período de 03 a 05/96 Segundo a Informação de fls. 159/160, o Sr. Autuante tomou como ponto de partida os pagamentos indevidos, atualizando-os pelo critério da referida Norma de Execução n° 8/97 (fls. 154) e efetuou a imputação dos pagamentos (/15.155/157) relativos aos fatos geradores de 10/94 a 05/96, encontrando o saldo remanescente compensado pela contribuinte (fls. 158). Dai, foram apurados os débitos relativos aos meses de 03 a 05/96. A Decisão Recorrida, às fls. 176/180, manteve a exigência fiscal, sustentando que a Norma de Execução n° 08/97 estabeleceu os índices oficiais utilizados pela Receita Federal, acrescentando ainda, que o Sr. Autuante procedeu a atualização do crédito a compensar, 'conforme determinava a sentença judicial, ou seja, utilizando os índices oficiais do Governo..., não se incluindo os índices inflacionários expurgados pelo Governo'. Entretanto, como noticiado às fls. 237/258, a Recorrente veio a obter decisão da 1° Turma do Superior Tribunal de Justiça, havendo sido reformada tanto a sentença, com base na qual foram elaborados os cálculos que ensejaram o Lançamento de fls. 150/158, quanto o Acórdão do TRF/3° Região, assegurando à mesma que os cálculos sejam procedidos mediante a aplicação do IPC de março/90 a janeiro/91; do INPC, desde o advento da Lei n° 8.177/91 até dezembro/91; a partir de janeiro/92, da UFIR e mais juros de mora de I% a contar do trânsito em julgado e a Taxa SELIC a partir de 01.01.96. Neste sentido, entendo que o deslinde da controvérsia não pode ser outro senão aquele que assegure o cumprimento da decisão judicial transitada em julgado, a qual assegurou à Recorrente a inclusão dos expurgos inflacionários que a Norma de Execução n° 08/97 não contempla, sendo inválido, pois, o lançamento que nesta norma foi baseado. Em face ao exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para que o lançamento seja adequado à decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça supra mencionada". Igualmente no caso presente, entendo que a decisão judicial deve ser integralmente observada, mediante o cômputo dos expurgos inflacionários, por ela assegurados, aos créditos de Finsocial. Com isso, o lançamento deve ser refeito, com a apuração dos créditos utilizados na compensação com base nos índices estabelecidos na decisão judicial, inclusive com os expurgos inflacionários. A multa penal aplica-se sobre a parcela apurada como devida, mas não recolhida ou compensada pelo sujeito passivo. Também sobre os valores incidem juros com base na taxa Agkk 6 1. r CC-MF A.--,. "'ft' Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes A. - Processo n's : 11070.002893/2001-18 Recurso n' : 123.064 Acórdão n2 : 201-77.498 do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, por serem aqueles previstos na legislação tributária. Desta forma, voto no sentido de dar provimento parcial do recurso voluntário, rejeitando as preliminares de nulidade do auto de infração e da decisão recorrida, mas para o fim de que seja refeito o lançamento, levando-se em conta o direito da recorrente de ter atualizados os créditos com base nos índices estabelecidos na decisão judicial, isto é, com o cômputo dos expurgos inflacionários, ressalvado o direito do Fisco de proceder à cobrança do saldo eventualmente apurado, com o acréscimo da multa penal e dos juros legais. É como voto. Sala das Sessõe , i 7 de fevereiro de 2004. I) o) ...... SÉRG . S VELLOSO gi tkl, 7

score : 1.0
4697359 #
Numero do processo: 11077.000014/00-39
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2001
Ementa: CONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa não tem competência para decidir sobre a constitucionalidade de leis. A instância administrativa não é foro próprio para discussão dessa natureza. Carece de sentido pretender, contra-lege, que o Conselho de Contribuintes constitua-se em segunda instância julgadora para processo de perdimento de mercadorias. CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. A fiscalização aduaneira ao efetivar o auto de infração de fls. 01/02, o fez com conhecimento parcial da realidade fática. Ficou demonstrado que houve uma inversão de manifestos. Não configurou-se falta de mercadorias. A troca de manifestos não é atitude desculpável, e ainda que efetivada sem dolo, causa transtorno e potencial embaraço ao controle administrativo das importações, merece na ótica do Regulamento Aduaneiro ser rechaçada, configurando hipótese específica de infração penalizável, porém, não invocada na autuação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO .
Numero da decisão: 303-29.792
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200106

ementa_s : CONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa não tem competência para decidir sobre a constitucionalidade de leis. A instância administrativa não é foro próprio para discussão dessa natureza. Carece de sentido pretender, contra-lege, que o Conselho de Contribuintes constitua-se em segunda instância julgadora para processo de perdimento de mercadorias. CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. A fiscalização aduaneira ao efetivar o auto de infração de fls. 01/02, o fez com conhecimento parcial da realidade fática. Ficou demonstrado que houve uma inversão de manifestos. Não configurou-se falta de mercadorias. A troca de manifestos não é atitude desculpável, e ainda que efetivada sem dolo, causa transtorno e potencial embaraço ao controle administrativo das importações, merece na ótica do Regulamento Aduaneiro ser rechaçada, configurando hipótese específica de infração penalizável, porém, não invocada na autuação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO .

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2001

numero_processo_s : 11077.000014/00-39

anomes_publicacao_s : 200106

conteudo_id_s : 4400168

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 13 00:00:00 UTC 2017

numero_decisao_s : 303-29.792

nome_arquivo_s : 30329792_122968_110770000140039_017.PDF

ano_publicacao_s : 2001

nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN

nome_arquivo_pdf_s : 110770000140039_4400168.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2001

id : 4697359

ano_sessao_s : 2001

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:47 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066823114752

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T19:00:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T19:00:17Z; Last-Modified: 2009-08-10T19:00:19Z; dcterms:modified: 2009-08-10T19:00:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T19:00:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T19:00:19Z; meta:save-date: 2009-08-10T19:00:19Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T19:00:19Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T19:00:17Z; created: 2009-08-10T19:00:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2009-08-10T19:00:17Z; pdf:charsPerPage: 1821; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T19:00:17Z | Conteúdo => . '. -,./ ::RV''',.4W.,:4::is ' r MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 11077.000014/00-39 SESSÃO DE : 06 de junho de 2001 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 RECURSO N° : 122.968 RECORRENTE : COMPANHIA TRANSPORTADORA E COMERCIAL TRANSLOR RECORRIDA : DR.T/SANTA MARIA/RS CONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa não tem competência para decidir sobre a constitucionalidade de leis. A instância administrativa não é foro próprio para • discussão dessa natureza. Carece de sentido pretender, contra-lege, que o Conselho de Contribuintes constitua-se em segunda instância julgadora para processo de perdimento de mercadorias. - ., CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. A fiscalização aduaneira ao efetivar o auto de infração de fls. 01/02, o fez com conhecimento parcial da realidade fálica. Ficou demonstrado que houve uma inversão de manifestos. Não configurou-se falta de mercadorias. A troca de manifestos não é atitude desculpável, e ainda que efetivada sem dolo, causa transtorno e potencial embaraço ao controle administrativo das importações, merece na ótica do Regulamento Aduaneiro ser rechaçada, configurando hipótese específica de infração penalizável, porém, não invocada na autuação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. , . ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e • voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 06 de junho de 2001 JOÃ, I. ' 'ACOSTA Pres i e • e ke.... ZEN , Dl) LiIBMAN Relato 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE 1 DAUDT PRIETO, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, IRINE'U I BIANCHI, PAULO DE ASSIS, NILTON LUIZ BARTOLI e CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO DE BARROS. tmc — - -- — • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 RECORRENTE : COMPANHIA TRANSPORTADORA E COMERCIAL TRANSLOR RECORRIDA : DRT/SANTA MARIA/RS RELATOR(A) : ZENALDO LO1BMAN RELATÓRIO Foi lavrado auto de infração contra a empresa acima identificada, • conforme documentos de fls. 01/02, em razão da constatação de falta de mercadorias. Conforme consta da DI n° 99/1104596-0 (fls. 14/18), da General Motors do Brasil Ltda., tratava-se da importação da seguinte mercadoria: - 48 Painel de Piso conj.; - 18 painel DASH Conj.; - 31 Módulos ASM. Seriam, portanto, 97 partes e peças de veículos, contidas em 11 caixas de madeira Clip-Lock (Conhecimento CRT AR.057.027.548) conforme faturas comerciais n° 007-00062572 e 007-00062558 e duas caixas descartáveis de madeira. Na verificação fisica, conforme Termo lavrado na Conferência Final de Manifesto (fl. 05), não foi esta a mercadoria encontrada. A mercadoria de fato submetida a despacho foram 16 caixas de Clip-Lock contendo 315 partews e peças de veículos conforme • descrito naquele termo. Essa mercadoria (315 partes e peças) por não estar declarada em nenhum dos documentos que instruíam a DI n° 99/1104596-0 (Faturas Comerciais, Manifesto Internacional de Carga, Conhecimento de Transporte, Certificado de origem, ou outra declaração qualquer), foi apreendida nos termos dos artigos 476 e 514, inciso IV do Regulamento Aduaneiro (RA), aprovado pelo Decreto 91.030/85, originando o Processo n° 11077.000460/99-29. Foi exigido da transportadora, como responsável, o imposto de importação, pela falta da mercadoria, acrescido da multa de oficio de 75%. Além disso, foi aplicada, como penalidade, multa correspondente a 50% sobre o valor do imposto de importação pela falta de mercadorias. No enquadramento legal foram citados os art. 476; 500, inciso I; 501, inciso III; 521, inciso II, alínea "d" do RA; os artigos l'; 23, parágrafo único; 32; 39, § 1°;95;96;106, inciso II, alínea "d" do DL- 37/66; arts. 23 e 24 do DL 1.455/76 e o art. 44, inciso I, da Lei 9.430/96. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 A interessada tomou ciência do auto de infração, por meio do seu despachante em 19/01/2000 (vide fl. 02) e impugnou o lançamento tributário em 17/02/2000, conforme consta às fls. 21 e 24/ 28, portanto, tempestivamente. Alegou em sua defesa, em síntese, que: - trata-se de uma única situação infracional, por involuntária inversão de manifestos, sem dolo; - as mercadorias dadas como faltantes pertencem a outra partida; - preliminarmente, argúi que tratando-se de uma única hipótese de situação infracional, não poderia ser dividida em dois procedimentos, o que contraria a Lei 8.748/93, art. 9 0, § 10; - a divisão do procedimento em dois processos, um de perdimento, outro com sanção pecuniária, causa cerceamento do direito de defesa por impossibilitar a defesa na esfera administrativa, pois em um procedimento a autoridade administrativa apela para o caráter objetivo da sanção e para a literalidade interpretativa (pena de perdimento) e no outro argúi a responsabilidade tributária do transportador; - além de feridos os princípios da razoabilidade, do contraditório, da segurança jurídica e da ampla defesa, agrava a circunstância de existirem dois ritos processuais distintos; - Quanto ao mérito: - O art. 476 não se aplica à espécie de faltas que a autoridade fiscal presume, pois no caso dos autos, não se tratava de conferência final do manifesto; - Sustenta que houve confusão do autuante no que tange aos dispositivos legais invocados. A falta de mercadoria não se dá apenas na conferência final de manifesto. Lembra o art. 467, do RA; na conferência final de manifesto, a falta de mercadoria se dá pelo confronto entre a mercadoria manifestada e a baixa destas pelos despachos. Na falta de mercadorias relativamente ao que se diz conter no volume é apurada na conferência fisica das mercadorias sob despacho e é matéria estranha ao transportador; 3 .11 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 - Só é possível conferência final de manifesto (para o modal rodoviário) quando a partida se constitua de uma só importação (art. 67, do RA); só há conferência final de manifesto nos casos de cargas fracionadas; - Houve erro de direito na apreensão da mercadoria, pois a autoridade fiscal apreendeu, em nome da transportadora, bens de um importador, o que caracteriza ilegitimidade da parte; - Requer: a) a sustação do processo de perdimento e sua juntada • ao presente processo, pois a decisão de ambos dependem dos mesmos elementos de prova; b) seja julgada improcedente a exigência fiscal. A autoridade julgadora de primeira instância proferiu sua decisão nos termos postos conforme fls. 35/41, julgou procedente o lançamento, tendo se baseado nos seguintes argumentos principais: - Quanto às preliminares: - a) cerceamento de direito de defesa: a impugnante se queixa da lavratura de dois processos distintos, um relativo à pena de perdimento (proc. 11077.000460/99-29) e outro para a exigência do crédito tributário em discussão neste processo. Alega infração ao § 1 0, do art. 90, do Decreto 70.235/72, com a redação que lhe foi dada pelo art. 1°, da Lei 8.748/93. O dispositivo, no entanto, • é claro; trata da hipótese de infrações a dispositivos legais de um ou mais tributos ou contribuições. O processo relativo à aplicação da pena de perdimento é matéria não vinculada especificamente a qualquer tributo ou contribuição. O procedimento fiscal não poderia ser diferente, tinha que formar dois processos, porque os mesmos têm, na esfera administrativa, ritos processuais próprios. O que se refere à pena de perdimento é apreciado em instância única e a competência para isso é do Delegado da Receita Federal com jurisdição sobre o local onde se verificou a ocorrência. O segundo, exigência de impostos e acréscimos, ora em julgamento, deve ser apreciado, em primeira instância, pelo Delegado da DRJ. Assim, as normas processuais foram corretamente aplicadas ao caso; 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 - Alega, ainda, a interessada, que a formalização de dois processos (sujeitos a ritos processuais distintos) fere os princípios da razoabilidade, do contraditório, da segurança jurídica e da justiça fiscal; - a afirmação equivale a acusar a legislação fiscal que determina a formalização de processos distintos, de ofender ao princípio da legalidade. Essa discussão está além das possibilidades de juízo da autoridade administrativa. No âmbito administrativo, cabe verificar se o ato praticado pelo agente fiscal está ou não • conforme a lei, não cabendo emitir juízo de valor sobre a legalidade ou constitucionalidade das normas jurídicas que embasam o ato. O contencioso administrativo não é o foro próprio para esse tipo de discussão; - essa tem sido a posição reiterada pelo Conselho de Contribuintes; a presunção natural é que o Legislativo, ao estudar o projeto de lei, ou o Executivo, antes de baixar o decreto, tenham examinado a constitucionalidade constatando não haver choque com a Constituição, então, só o Poder judiciário é que não está adstrito a essa presunção e pode examinar novamente a questão; - o procedimento adotado está formalmente correto; - b) pena de perdimento: como já se disse, a competência para • decidir sobre a aplicação da pena de perdimento, matéria do processo n° 11077.000460/99-29, não é do Delegado de Julgamento, portanto ficaremos adstritos às razões referentes à exigência do crédito tributário; - c) quanto ao mérito: a decisão explicita o que é despacho aduaneiro, explicita os procedimentos relativos à conferência aduaneira e à conferência final de manifesto. Cita o doutrinador Roosevelt Baldomir Sosa para explicar o procedimento da verificação física das mercadorias, concluindo que divergência entre as informações prestadas na DI e os dados do Conhecimento de Transporte, Fatura Comercial e outros, resultarão em exigências contra o importador, no caso, o sujeito passivo da relação jurídico-tributária. Não é esse o caso em exame. Se a mercadoria apresentada não corresponde àquela que o importador adquiriu no exterior, declarou e pretendia importar, não há mercadoria a verificar ou para determinar o valor e MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° 303-29.792 classificação, a que se refere o já citado art. 444 do RA. Ainda com base nas observações de Roosevelt Baldomir Sosa, deve-se distinguir, por boa técnica, as faltas por mercadorias não descarregadas, embora manifestadas para descarga no país, das demais espécies de faltas. A falta em manifesto obedece a rito próprio não sendo abrangida pelo processo de vistoria aduaneira, dão ensejo à presunção de terem sido desviadas. Pode-se constatar falta de mercadorias derivadas de outras causas, por avaria intencional (normalmente para furtar), ou quando o exportador embora tenha emitido a fatura, deixa de • acondicionar a mercadoria no volume, ou quando o volume tenha sofrido um acidente de forma a provocar perda de conteúdo, etc. À aduana interessa identificar a falta para definir responsabilidades tributárias O processo de vistoria tem esse objetivo. Fica claro que o processo de vistoria aduaneira (art. 468, do RA) deve ser formalizado nas hipóteses de falta ou avaria referidas pelo autor que não a hipótese de falta de mercadoria em manifesto; - chega-se à hipótese dos autos, o procedimento da conferência final de manifesto, onde o objetivo é "constatar a falta ou acréscimo, de volume ou mercadoria entrada no território aduaneiro, mediante confronto do manifesto com os registros de descarga" (art. 476, do RA); - ensina o autor supramencionado "constatada falta de mercadorias, presumir-se-á ocorrido o fato gerador ex-vi do parágrafo único, do art. 86, do RA, respondendo o transportador pelo imposto e multa cabíveis, na qualidade de responsável por expressa designação, conforme art. 81, I ,do RA"; - diz a impugnante que o art. 476 não se aplica à hipótese dos autos. Que as definições para extravio, formuladas no art. 467, do RA, tornam claro que nenhum dos casos corresponde à hipótese dos autos, até porque o fechamento final de manifesto, para o modal rodoviário, só é aplicável quando a partida se constitua de uma só importação. Pelos argumentos antes expostos nessa decisão, conclui-se que esses argumentos da impugnante não merecem prosperar. Trata-se de conferência final de manifesto onde foi apurado extravio da mercadoria. É impróprio o entendimento de que a conferência final de manifesto no transporte rodoviário só possa ocorrer na hipótese de partida que constitua uma só importação e que não possa ser 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 transportada num único veículo. Infundada a argumentação de que não há conferência final de manifesto para uma única operação de transporte, apenas nos casos de cargas fracionadas; - A conferência final de manifesto nada mais é que a comparação entre a mercadoria declarada por manifesto e a efetivamente descarregada. Não se perquire se o manifesto refere-se a carga fracionada ou não, se relativo a um ou mais conhecimentos de carga; - A impugnante argumenta que teria havido uma involuntária inversão de manifestos, sem dolo, e que as mercadorias dadas como "faltantes" pertencem a outra partida. Oportuno lembrar que tais provas deveriam ter sido apresentadas no curso do despacho aduaneiro. Sendo convincentes evitariam fosse lavrado o auto de infração. Após autuada, caberia à impugnante apresentar provas excludentes quanto à sua responsabilidade. Nenhuma prova foi apresentada; - O único instrumento legal capaz de suprimir a falta de mercadoria apurada em conferência final de manifesto é a carta de correção regularmente emitida e apresentada à autoridade aduaneira, cuja retificação solicitada, ainda que haja o cumprimento dos prazos estabelecidos, não elide o exame do méritop do pleito; • - Ao caso presente sobrepõe-se a norma estabelecida pelo art. 86, parágrafo único, do RA, ficção jurídica indiscutível, em perfeta consonância com a disposição prevista no art. 116, II, do CTN; - Resta, pois, devido pela autuada o crédito tributário exigido, em face da procedência da ação fiscal considerada, acrescendo que é também cabível a multa prevista no art. 521, inciso II, alínea d, do RA; Irresignada, a autuada, tempestivamente, interpôs recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes, conforme os termos dispostos às fls. 45/54. Em resumo assim dispõe o recurso: - Do exame do relatório que prefacia a Decisão da DRJ/Santa Maria-RS, tem-se que o julgador não desconhece as circunstâncias infracionais, admitindo que a recorrente manifestou 97 peças quando transportava 315. Nem nega que 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 esses fatos são conexos, tanto que os vincula. Reconhece, portanto, que se trata de uma situação infracional única, perfeitamente descrita e identificável nos autos; - Quanto ao § 1 0, do art. 90 do Decreto 70.235/72, com a redação dada pelo art. 10 da Lei 8.748/93, afirma o julgador singular que o processo relativo à aplicação da pena de perdimento por dano ao erário é matéria não vinculada, especificamente, a qualquer tributo ou contribuição (grifamos). Pelo contrário. O perdimento • de bens, na hipótese dos autos, regula-se pela legislação atinente ao imposto de importação (matéria), e o próprio processo de perdimento (rito) pelo Regulamento Aduaneiro, à força de seus artigos 544 a 546. Excluir o perdimento de bens da seara do imposto de importação, como quer o decisório, por entendê-lo "como matéria não vinculada, especificamente a qualquer tributo ou contribuição", negando ao administrado a regra processual do art. 90, do Decreto 70.235/72, corresponde a negar o próprio direito substantivo, eis que essa regra tem por objetivo claro a defesa do administrado, quando as infrações dependam dos mesmos elementos de prova; - O juízo preferiu escudar-se na coexistência de ritos processuais distintos, alegando também não ser competente para avaliar aspectos de legalidade e de constitucionalidade das normas jurídicas. No entanto, por honestidade intelectual, é preciso perceber que o problema não se localiza no entendimento da lei e nem de seu alcance. O ponto impeditivo é o da competência decisória, pois que o perdimento situa-se em órbita distinta da seara do juiz administrativo, o que o leva a sentir-se incompetente para avaliar, ou intervir, naquele feito; - A questão básica situa-se no não acesso, pelo administrado, e no que se refere ao perdimento, ao duplo grau de jurisdição. Bastaria que esse Conselho de Contribuintes se erigisse, como de fato é, nessa segunda instância prevista pelo ordenamento jurídico nacional; isso não impede, à evidência, que em lides como esta, devesse ser cumprido o ditame do art. 9 0, § 1 0, do Decreto 70.235/72, pois que esse mandamento visa a proteger direito elementar; - Enfim, no relatório, o juizo de primeira instância reconhece que a situação fática é única, consistindo em haver a empresa 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 manifestado 97 partes e peças quando transportava 315. Nega, no plano factual, que a comprovação dos ilícitos dependa dos mesmos elementos de prova, dissociando-os, como se num dado momento houvesse a recorrente desviado 97 partes e peças ao consumo, e noutro houvesse tentado a introdução clandestina das 315 que efetivamente conduziu. Nada menos veraz. O fato punível ocorreu num único lapso temporal e num único âmbito espacial; - Note esse Egrégio Conselho que a imputação pela "falta" em • manifesto repousa em fato impossível. A própria apreensão das 315 partes e peças nulifica a possibilidade do desvio alegado, já que 315 menos 315 é zero. Onde, pois, a falta, o desvio e o fato gerador presumido? O caminhão transportava 315 peças e foram apreendidas 315 peças. Com base em que elementos fáticos, poderia o fisco supor a "falta" quando apreendeu o todo transportado? - Ademais, como pôde o juízo administrativo predicar sobre sua não competência para avaliar o feito do perdimento, e, simultaneamente corroborar a iniciativa do perdimento, não apenas convalidando o feito, mas pretendendo sustentá-lo do ponto de vista processual, como se vê nos seguintes excertos o procedimento fiscal não poderia ser diferente..."; "Conclui-se que as normas processuais foram bem aplicadas ao caso..."; e outras do mesmo jaez?; - Se o juiz não é competente, como diz, por quê incursionar numa matéria processual que não lhe diz respeito? É outra a verdade. O fato é que o art. 90, § 1 0, do Decreto 70.235/72, atrai o feito à área de competência do Emérito Juízo de Primeira Instância, a quem incumbiria determinar a juntada dos procedimentos num único processo, contendo todas as notificações de lançamento e autos de infração, eis que tratava-se de uma imputação ao mesmo sujeito passivo, e a comprovação dos ilícitos depende dos mesmos elementos de prova; essa regra, aduza-se é de mão dupla, tanto aproveita o fisco quanto o administrado cuja defesa há de basear-se, nestes casos, nos mesmos elementos de prova. Ao negar-se o dever de atender o mandamus legal, cerceia-se a defesa do administrado; 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 - não há, outrossim, maior dificuldade em avaliar o fato punível e suas inexistentes conseqüências penais compareceu o transportador ante a autoridade conduzindo 315 partes e peças, destinadas a General Motors do Brasil, e portando, por equívoco, um manifesto relativo a outras 97 partes e peças do mesmo importador. Não faltam mercadorias. Houve simples inversão de manifestos; - o feito fiscal deixa à deriva a determinação da verdade material, para impor, cumulativamente, o perdimento de bens e a 41, exigência de impostos e cominações, tomando como base uma única situação infracional para desdobrá-la em dois procedimentos distintos. Arrosta-se perda de bens pertencentes a terceiros. Fere-se entre outros princípios, o da legalidade objetiva; - pelo exposto, requer-se preliminarmente o reconhecimento do direito do administrado que se anuncia no art. 90, § 1 0, do Decreto 70.235/72, para que se juntem os procedimentos lavrados num único processo, para que possa o contribuinte não ver cerceado seu direito de defesa; - o decisório reveste sua apreciação com alguns excertos de citações da nossa lavra (do ilustre advogado da autuada, eminente autor-jurista), o que nos honra, e após discorrer quanto aos aspectos da verificação fisica, conclui não ser este o caso vertente, em suas palavras: não há mercadoria a verificar - o que se afirma é que a mercadoria apresentada não corresponde à mercadoria despachada; de fato, o caminhão transportava 315 partes e peças e não as 97 tidas como em "falta", mas isto não autoriza se diga não haver mercadorias a verificar. A legislação atual alberga a hipótese de mercadorias chegadas ao país em desacordo com as estipulações do pedido, ex-vi do item 3 da Nota Explicativa 3.1 (item 3, II) inserta na IN 17/78; - novamente nos cita (ao autor-jurista): "Deve-se distinguir, por boa técnica, as faltas de mercadorias não-descarregadas embora manifestadas para descarga no país, das demais espécies de faltas. As faltas em manifesto dão ensejo à presunção de terem sido desviadas do que decorrerá a exigência tributária por fato gerador presumido"; 10 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 - o fato gerador presumido, aliás, que resulta da "falta" provada (que não é o caso), assenta-se numa presunção juris tontura, isto é, pode ser elidida por prova em contrário, sejam, por exemplo, os erros de expedição e outras hipóteses assemelhadas; - a argúcia do julgador assim assevera: "o único instrumento legal capaz de suprimir a falta de mercadoria apurada em conferência final de manifesto é a carta de correção regularmente emitida e apresentada a autoridade aduaneira "; _ trata-se de cogitar prova impossível, eis que a carta de correção referida, para surtir efeitos excludentes há de ser emitida antes da chegada do veículo ao local de descarga (parágrafo único, do art. 49, do RA). Tratando-se de um cruze fronteiriço, por modal rodoviário, como fazer com que a carta de correção chegue antes do caminhão?; - porém, é certo que o fato gerador presumido assenta-se numa presunção juris tontura, o que nos devolve à questão posta. Essa prova pode ser produzida no curso do processo, por impulsão de oficio (o que não foi feito) ou por iniciativa do administrado. Assim, para responder à questão onde estão as mercadorias a que se refere o manifesto apresentado, informamos a esse juízo que as mesmas encontram-se já despachadas em poder do importador; 4111P _ o que ocorre, e que demonstra o açodamento fiscal e a incúria do juízo ora atacado, é o seguinte: a) dia 22/12/1999, a carreta placas BUP 0853, transportando 315 partes e peças de pertença da GM (faturas 0007-00061205; 0007-00062571 e 0007- 00061639, docs. Fls. 16/18), compareceu ante a Aduana munido da DTA n° AR057033502 (fls. 14/15), referente a 97 partes e peças adquiridas pelo mesmo importador); b)no mesmo dia (22/12/1999), a carreta placa BUP 0827, transportando 97 partes e peças da GM (faturas 0007-00062572 e 0007-00062558, (doc. Fls. 25/26), compareceu ante a Aduana, munido da DTA n° AR 057033501 (fls. 23/24), referente a 315 partes e peças da GM; - perceba-se que na primeira situação (letra a acima) foi a Dl pertinente- 99/1104596-0 —(fls. 19/22) selecionada para o canal vermelho, resultando haver o AFRF ter decidido apreender as 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 315 partes e peças transportadas e entender como "falta" em manifesto, as 97 partes e peças constantes da declaração; - tivesse diligenciado (até porque os eventos deram-se à mesma data e no mesmo local de trabalho), teria constatado a inversão nos manifestos (MIC/DTA), resultando que através da DI 99/11005165-0 foram desembaraçadas 315 peças (docs. fls. 27/33), muito embora seguissem ao importador apenas as 97 partes e peças efetivamente transportadas. Vale dizer, foram submetidas a despacho, pela DI 99/1104596-0 (canal vermelho), ti 97 partes e peças, muito embora o caminhão transportasse as 315 que resultaram apreendidas, e que pela DI 99/11005165-0 (canal verde) foram submetidas a despacho as 315 partes e peças quando transportava, efetivamente, 97 partes e peças, - demonstra-se, assim, por meio documental hábil, ter havido simples inversão de manifestos, não resultando do evento descrito qualquer "falta" em manifesto imputável à recorrente. Resulta igualmente demonstrado o descabimento da apreensão, uma vez que as mercadorias foram desembaraçadas pela DI 99/11005165-0; - solicita o pronunciamento do Conselho de Contribuintes pela inexigibilidade do reclamo fiscal e que determine as correções processuais pertinentes; • Encontram-se anexos aos autos à fl. 97 cópia dos comprovantes de recolhimento do depósito recursal. É o relatório. 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 VOTO O recurso voluntário foi apresentado tempestivamente, por procurador competente e versa sobre matéria da competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Estou de acordo com a decisão singular quando especifica que as 111 alegações da autuada pertinentes às mercadorias apreendidas, objeto de outro processo, ainda que auxiliem ao entendimento do presente processo, não estarão submetidas ao presente julgamento, pelas razões apontadas pelo julgador singular e pelos motivos a seguir especificados em razão das preliminares que argúem cerceamento de defesa. Partindo do pressuposto de que nesta instância não se discute a constitucionalidade das leis e assim considerando, aliás, de modo consensual com o que foi expresso no competente recurso, a lacuna pretendida pela recorrente quanto ao DL 1.455/76 no que se refere ao duplo grau de jurisdição, não procede. De fato, decisões reiteradas do STF têm firmado no aspecto jurisprudencial a legalidade e constitucionalidade do grau único de jurisdição no processo de perdimento. A pena de perdimento não tem natureza tributária, é sua aplicação da competência do Ministro da Fazenda e por delegação de competência, sua aplicação/julgamento se realiza a cargo do Delegado/Inspetor da Receita Federal com jurisdição sobre a área da ocorrência do fato imponível. Resulta que o processo referente à aplicação da pena de • perdimento de mercadoria deve obedecer ao tratamento processual previsto no art. 27, e seus parágrafos, do DL- 1.455/76. Os processos n° 11077.000460/99-29 e este de n° 11077.000014/00-39, constituem processos fiscais diferentes, com tramitação independentes, cujos ritos são regidos por normas distintas e os julgamentos proferidos por autoridades/órgãos diferentes. Por conseqüência, carece de sentido pretender atribuir, contra legenz, competência ao Conselho de Contribuintes para investir-se em segunda instância administrativa julgadora de processos referentes a perdimento de mercadorias. Contudo, em que pese o brilhantismo da argumentação aposta no recurso, é impossível deixar de constatar que nada impede, como de fato não impediu no caso concreto, que a autuada carreasse aos autos as descrições dos fatos, documentos e demais elementos de prova que julgasse necessários ao suporte de suas razões, para convencimento do Conselho, ainda que se tratem de elementos referentes ao processo de perdimento. 13 AO MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 Não há, pois, 111 casu, nenhuma evidência de cerceamento ao direito de defesa. Todas as provas materiais que a defendente desejou anexar ao processo, para esclarecimento e comprovação de suas alegações, foram realizadas. Vamos ao mérito. Inicialmente, no rastro de Antônio da Silva Cabral, in Processo Administrativo Fiscal, nunca é demais lembrar da importância do Princípio da Verdade Material quanto aos processos fiscais. Está em jogo a legalidade da tributação. Lembra o mestre, que o processo fiscal se diferencia do processo judicial principalmente no que toca à busca da verdade. No Judicário a preocupação se firma em torno da verdade formal, colhida mediante o exame dos fatos e das provas • trazidas pelas partes para dentro do processo. O juiz se mantém neutro e passivo, somente se pronunciando diante das provas a ele apresentadas, com a ressalva do art. 130, do CPC. No PAF se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador. No processo fiscal o julgador tem mais liberdade do que o juiz, pode mandar realizar diligências, e se for o caso, perícias, quando não se sente suficientemente informado para decidir. Se o tributo só será devido se estiver previsto em lei, é importante saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Curiosamente se observa à fl. 39, que em sua decisão o julgador singular assim afirmou: "A impugnante argumenta que teria havido unia involuntária inversão de manifestos, sem dolo, e que as mercadorias dadas como faltantes' pertencem a outra partida. Oportuno lembrar que tais provas deveriam ter sido apresentadas • no curso do despacho aduaneiro. Sendo convincentes evitariam fosse lavrado o auto de infração. Uma vez autuada caberia à impugnante apresentar provas excludentes quanto à sua responsabilidade (art. 16, III do Dec. 70.235/72, com a redação do art. 1°, da Lei 8.748/93). Nenhuma prova foi apresentada.". (grifos nossos). Há dois pontos a destacar no excerto acima, central para a decisão monocrática. O primeiro refere-se ao momento de apresentação de provas no processo administrativo fiscal, indicando, s.m.j, uma característica fatalista ao auto de infração, que ao meu ver não se sustenta. Prefiro a linha de raciocínio do ilustre Antônio da Silva Cabral, quando ratifica que no processo fiscal, como corolário da observância do Princípio da Verdade Material, as provas podem ser juntadas praticamente a qualquer tempo. Diz o mestre: "Se uma empresa, por exemplo, só conseguiu achar uma duplicata após o julgamento de primeira instância, pode solicitar a juntada deste documento na fase do recurso voluntário. O Conselho costuma aceitar a juntada.. .tendo o cuidado... .de obter o parecer da fiscalização sobre a prova juntada 14 Ir MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 ao processo só na fase recursal". No presente caso, as provas foram juntadas na fase de impugnação e não examinadas a pretexto de suposta intempestividade. O segundo ponto invocado na decisão singular, pretende que na fase de impugnação somente caberia a apresentação de provas excludentes da responsabilidade pela não apresentação de manifesto correspondente à mercadoria transportada. Data vertia, o art. 16, do Decreto 70.235/72, com a nova redação dada pelo art. 1°, da Lei 8.748/93, esgrimido pelo Delegado de Julgamento não autoriza a conclusão assumida. Do exame dos autos e dos documentos acostados, principalmente os de fls. 06/18 e de fls. 68/78, é perfeitamente possível entender e registrar com se deram os fatos que ensejaram a imputação fiscal. Conforme relata a recorrente, os documentos demonstram, e não foram de nenhuma forma contestados pela administração tributária, que em verdade não demonstrou interesse na sua análise, nem foram postos em dúvida pelo julgamento de primeira instância, que no mesmo dia 22/12/1999 as carretas de placas BUP 0853 e BUP 0827 compareceram, ao cruzar a fronteira, perante a administração aduaneira brasileira. A primeira carreta transportava 315 partes e peças destinadas ao importador General Motors (faturas 0007-00061205; 0007-00062571 e 0007- 00061639), munido da DTA n° AR057033502 (fls. 14/15) adquiridas pelo mesmo importador, porém referindo-se a outras mercadorias, a saber 97 partes e peças.(vide docs. de fls. 06/18) • A segunda transportava 97 partes e peças da GM (faturas 0007- 00062572 e 0007-00062558), munida da DTA n° AR 057033501 que se referia a 315 partes e peças da GM. (documentos anexados às fls. 68/78, anexados ao recurso). A fiscalização aduaneira ao efetivar o auto de infração de fls. 01/02, o fez com conhecimento parcial da realidade fática. Ficou demonstrado que houve uma inversão de manifestos. Entretanto, não deve escapar à presente análise a evidência de que os dois DTA têm numeração rigorosamente em seqüência, que os dois caminhões cruzaram a fronteira no mesmo dia, no mesmo posto aduaneiro, com manifestos trocados, e ainda assim a fiscalização aduaneira não foi capaz de detectar a simples troca. Por outro lado, a troca de manifestos não é atitude recomendável, e ainda que efetivada sem dolo, causa transtorno e potencial embaraço ao controle administrativo das importações, merece, na ótica do Regulamento Aduaneiro, ser 15 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.968 ACÓRDÃO N° : 303-29.792 rechaçada, configurando hipótese específica de infração penalizável, porém, não invocada na presente autuação. Fica, portanto, esclarecido, que não se configuraram materialmente as hipóteses descritas no auto de infração de fls. 01/02. Houve simples inversão de manifestos. Por todo o exposto, conheço do recurso, por tempestivo, para no mérito dar-lhe provimento. • Sala das Sessões, em 06 de junho de 2001 4wi ZE ,ALD • OIBMAN — Relator 16 'MINISTÉRIO DA FAZENDA • • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA Processo n.°:11077.000014/00-39 Recurso n.° 122.968 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. • Procurador, Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do ACORDÃO n 303.29.792 Brasília-DF, 23.08.01 Atenciosamente IC, EA FAZENDA Coadnbuirs'es EM, ........... J. ........ • Jo7.44!" n `.c". ueÂta este ente da Terceira Câmara Ciente em: • Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1

score : 1.0
4697866 #
Numero do processo: 11080.004076/97-01
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 12 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 1998
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – RECURSO “EX-OFFÍCIO” – Não se conhece o recurso “ex offício”, interposto pela autoridade monocrática que exonera o sujeito passivo de crédito tributário em montante inferior a R$ 500.000,00, considerados os lançamentos principal e decorrentes. Recurso não conhecido (DOU 06/07/98)
Numero da decisão: 103-19365
Decisão: NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE DO RECURSO EX OFFICIO ABAIXO DO LIMITE DE ALÇADA.
Nome do relator: Silvio Gomes Cardozo

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199805

ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – RECURSO “EX-OFFÍCIO” – Não se conhece o recurso “ex offício”, interposto pela autoridade monocrática que exonera o sujeito passivo de crédito tributário em montante inferior a R$ 500.000,00, considerados os lançamentos principal e decorrentes. Recurso não conhecido (DOU 06/07/98)

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue May 12 00:00:00 UTC 1998

numero_processo_s : 11080.004076/97-01

anomes_publicacao_s : 199805

conteudo_id_s : 4238553

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 103-19365

nome_arquivo_s : 10319365_115813_110800040769701_004.PDF

ano_publicacao_s : 1998

nome_relator_s : Silvio Gomes Cardozo

nome_arquivo_pdf_s : 110800040769701_4238553.pdf

secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE DO RECURSO EX OFFICIO ABAIXO DO LIMITE DE ALÇADA.

dt_sessao_tdt : Tue May 12 00:00:00 UTC 1998

id : 4697866

ano_sessao_s : 1998

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:55 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066827309056

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-04T15:25:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-04T15:25:57Z; Last-Modified: 2009-08-04T15:25:57Z; dcterms:modified: 2009-08-04T15:25:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-04T15:25:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-04T15:25:57Z; meta:save-date: 2009-08-04T15:25:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-04T15:25:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-04T15:25:57Z; created: 2009-08-04T15:25:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-04T15:25:57Z; pdf:charsPerPage: 1356; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-04T15:25:57Z | Conteúdo => ft • L,P4 '"•-. -ru MINISTÉRIO DA FAZENDA •,4' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N° : 110.80.004076/97-01 Recurso N° : 115.813 - EX-OFICIO Matéria: : IRPJ — Ex. de 1993 Recorrente : DRJ em PORTO ALEGRE — RS. Interessada : ERMAN REPRESENTAÇÕES E CORRETAGENS DE SEGUROS LTDA. Sessão de :12 DE MAIO DE 1998 Acórdão N° :103-19.365 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — RECURSO "EX-OFFICIO" Não se conhece o recurso "ex officio", interposto pela autoridade monocrática que exonera o sujeito passivo de crédito tributário em montante inferior a R$ 500.000,00, considerados os lançamentos principal e decorrentes. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pelo DELEGADO DE JULGAMENTO DA RECEITA FEDERAL DE PORTO ALEGRE — RS. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO TOMAR conhecimento do recurso ex officio abaixo do limite de alçada, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. --n- a • 1; • - OD • 111 1nr UBER ESIDENTE SILVI • A: • M S CARDOZO RELA OR FORMALIZADO EM: 1 0 JUN 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, EDSON VIANNA DE BRITO, ANTENOR DE BARROS LEITE FILHO, NEICYR DE ALMEIDA E VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE. AUSENTE POR MOTIVO JUSTIFICADO A CONSELHEIRA SANDRA MARIA DIAS UNES. OMS , Ke MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N° :11080.004076/97-01 Acórdão N° :103-19.365 Recurso N° : 115.813 - EX - OFICIO Recorrente : DRJ em PORTO ALEGRE - RS RELATÓRIO O DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM PORTO ALEGRE — RS, com base no Migo 34 do Decreto N° 70.235172, com a nova redação dada pela Lei N° 8.748/93, recorre a este Colegiado da sua decisão de cancelamento da Notificação de Lançamento Suplementar (fls. 26/30) do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, lavrada contra a empresa ERMAN REPRESENTAÇÕES E CORRETAGENS DE SEGUROS LTDA., já devidamente identificada no processo. Através da Decisão N° DRJ/SERCO-PAE N° 14/926/97, as folhas 86/87, a autoridade de primeira instância, julgou improcedente a exigência fiscal, consubstanciada na Notificação de Lançamento Suplementar e exonerou o contribuinte do pagamento do crédito tributário, principal e multa, no valor total de R$ 263.916,34 (duzentos e sessenta e três mil, novecentos e dezesseis reais e trinta e quatro centavos). É o Relatório 2 • 1..44 e:e MINISTÉRIO DA FAZENDA ,r PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1 Processo N° : 11080.004076/97-01 Acórdão N° :103-19.365 VOTO Conselheiro SILVIO GOMES CARDOZO, Relator Trata-se de recurso "ex officio*, interposto pela autoridade julgadora de primeira instância, por força da legislação processual administrativa. Conforme informado no relatório, a autoridade monocrática, exonerou o sujeito passivo da obrigação tributária consubstanciada na Notificação de Lançamento Suplementar e, recorreu a esta Colegiado, tendo em vista que a legislação à época de sua decisão, fixava o limite de alçada em 150.000 UFIR, conforme Migo 34 do Decreto N° 70.235/72, com nova redação dada pela Lei N° 8.748/93. Por força do Migo 67 da Lei N° 9.532/97 e Portada N° 333, de 11/12/97, do Ministro de Estado da Fazenda, o limite de alçada previsto no diploma legal retro mencionado, foi alterado para R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), estando incluído neste montante, os lançamentos principal e decorrentes. Tendo em vista que o crédito tributário, objeto do presente recurso não atinge, o citado limite, conforme quadro abaixo, deixo de conhecer o recurso, uma vez que a decisão prolatada é definitiva e eficaz e por essa razão, irrecorrível: TRIBUTOS VALORES EM REAL PRINCIPAL MULTA TOTAL I. R. P. J. 191.939,16 71.977,18 263.916,34 TOTAL 191.939,16 71.977,18 263.916,34 3 , . . , • :4--;-:-,:,;,:- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - ! Processo N° : .11080.004076/97-01 Acórdão N° :103-19.365 CONCLUSÃO: Ante o exposto, voto no sentido de não conhecer o recurso sex officio' interposto pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM PORTO ! ALEGRE — RS. Sala das Sessões — DF, em 12 de maio de 1998 , , • SILVIO 2A S CARDOZO I . • • : 1 , , , , , : : ,, , , _ _ I 4 1 Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1

score : 1.0
4697856 #
Numero do processo: 11080.003946/2001-91
Turma: Segunda Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998 MULTA DE OFÍCIO Inaplicável às penalidades o conceito de confisco, que é dirigido exclusivamente a tributos. INCONSTITUCIONALIDADE. O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1º CC nº. 02). TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula 1º CC nº. 4). Recurso negado.
Numero da decisão: 102-49.150
Decisão: ACORDAM os membros da SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Vanessa Pereira Rodrigues Domene

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200806

ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1998 MULTA DE OFÍCIO Inaplicável às penalidades o conceito de confisco, que é dirigido exclusivamente a tributos. INCONSTITUCIONALIDADE. O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1º CC nº. 02). TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula 1º CC nº. 4). Recurso negado.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2008

numero_processo_s : 11080.003946/2001-91

anomes_publicacao_s : 200806

conteudo_id_s : 4207932

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2016

numero_decisao_s : 102-49.150

nome_arquivo_s : 10249150_153037_11080003946200191_005.PDF

ano_publicacao_s : 2008

nome_relator_s : Vanessa Pereira Rodrigues Domene

nome_arquivo_pdf_s : 11080003946200191_4207932.pdf

secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.

dt_sessao_tdt : Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2008

id : 4697856

ano_sessao_s : 2008

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:54 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066828357632

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T12:56:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T12:56:27Z; Last-Modified: 2009-09-09T12:56:27Z; dcterms:modified: 2009-09-09T12:56:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T12:56:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T12:56:27Z; meta:save-date: 2009-09-09T12:56:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T12:56:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T12:56:27Z; created: 2009-09-09T12:56:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-09-09T12:56:27Z; pdf:charsPerPage: 1271; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T12:56:27Z | Conteúdo => . . CCO I /CO2 Fls. 1 1 . '?,11.....N tre ". - %,,,,: MINISTÉRIO DA FAZENDA -w::-_- • . ie */ 'Rir PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 11080.003946/2001-91 Recurso n° 153.037 Voluntário Matéria IRPF - Ex(s): 1999 Acórdão n° 102-49.150 Sessão de 25 de junho de 2008 Recorrente KAROL LOUREIRO MENDES FILHO Recorrida 40 TURMA/DRJ-PORTO ALEGRE/RS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 1998 MULTA DE OFÍCIO Inaplicável às penalidades o conceito de confisco, que é dirigido exclusivamente a tributos. 1NCONSTITUCIONALIDADE. O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula 1° CC n°. 02). TAXA SELIC. A partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula 1° CC n°. 4). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos terra! o voto da Relatora. , li erf TEM • LAQU o& S PESSOA MONTEIRO Presidente i a Processo n° 11080.003946/2001-91 CCO I/CO2 Acórdão n.• 102-49.150 Fls. 2 / • VA SSA PEREIRA IQRIGUES DOMENE Relatora FORMALIZADO EM: 1 2 SET 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Naury Fragoso Tanaka, Silvana Mancini Karam, José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Núbia Matos Moura e Moisés Giacomelli Nunes da Silva. 2 Processo rr 11080.003946/2001-91 CCO I /CO2 Acórdão n.° 102-49.150 Fls. 3 Relatório Contra o contribuinte foi lavrado, em 08/02/2001, o Auto de Infração de fls. 08/12, exigindo o recolhimento do crédito tributário no importe de R$ 11.033,56 (onze mil, trinta e três reais e cinqüenta e seis centavos), sendo R$ 5.323,54 (cinco mil, trezentos e vinte e três reais e cinqüenta e quatro centavos) a titulo de Imposto de Renda Pessoa Física - Suplementar, R$ 1.717,37 (um mil, setecentos e dezessete reais e trinta e sete centavos) a título de juros de mora e R$ 3.992,65 (três mil, novecentos e noventa e dois reais e sessenta e cinco centavos) a título de multa de oficio. O lançamento é decorrente da revisão da declaração de rendimentos correspondente ao ano-calendário de 1998, sendo alterados os valores recebidos de pessoas jurídicas para R$ 70.977,88 e imposto de renda retido na fonte para R$ 5.474,31, sendo que o resultado da declaração foi modificado de imposto a restituir de R$ 16,84 para imposto suplementar de R$ 5.323,54. O contribuinte apresentou impugnação às fls. 01/06, alegando em suma preliminarmente que o auto de infração é nulo por não trazer os elementos básicos para o aperfeiçoamento do ato administrativo. Além disso, alega que a aplicação da multa de oficio é descabida, consistindo em confisco, por fim aduz que a aplicação da Taxa Selic deve ser afastada por ser ilegal e ilegítima. Em análise à impugnação, a Quarta Turma da DRJ de Porto Alegre, competente para o julgamento da impugnação apresentada, julgou procedente o auto de infração perpetrado contra o contribuinte, primeiramente afastando a preliminar tendo em vista que se trata de alegação genérica, sem especificação ou identificação de nenhum fato ou procedimento que apresentasse os vícios alegados. No mérito, afastou a alegação da inaplicabilidade da multa de oficio, tendo em vista que tal multa está prevista no RIR/99, mais especificamente nos artigos 841 e 957, entendendo legal a aplicação da multa de oficio no presente caso. Por fim, também afastou a alegação de mérito em relação a impossibilidade do Fisco aplicar juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, tendo em vista o disposto no RIR/99, artigo 953. Diante da decisão de primeira instância administrativa, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, no qual alega em suma primeiramente que a Taxa Selic é inconstitucional, além do que inexiste lei que ampare sua aplicação como juros moratórios, devendo ser considerado os juros previstos no artigo 161, § 1° do CTN, à base de 1% ao mês. No mais, quanto à aplicação da multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento), o contribuinte alega que há o caráter de confisco, requerendo a redução da multa para o percentual de 20% (vinte por cento). É o relatório. 3 Processo n° 11080.003946/2001-91 CCO I /CO2 Acórdão n.° 102-49.150 Fls. 4 Voto Conselheiro Vanessa Pereira Rodrigues Domene, Relatora. O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n°. 70.235, de 06 de março de 1972, foi interposto por parte legitima e está devidamente fundamentado. No mais, em referência à exigência de arrolamento de bens para recebimento e conhecimento do recurso, não obstante o contribuinte ter efetuado arrolamento de bens, mas, considerando a orientação da COSIT (fls. 1008) às Unidades da Secretaria da Receita Federal, para que deixem de exigir o arrolamento ou depósito (facultativo em substituição ao arrolamento) como condição para o seguimento do recurso voluntário, conheço o recurso e passo ao exame do mérito. O contribuinte não apresenta questões preliminares à análise de mérito, por este motivo passo diretamente a análise deste, sendo que o Recurso Voluntário apresentado atenta- se unicamente à dois pontos, quais sejam, (a) da inaplicabilidade da Taxa Selic como juros moratórios e (b) que a multa de oficio de 75% constitui confisco. Primeiramente, quanto a aplicabilidade da Taxa Selic, é de se verificar que a partir de 1° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Aliás, em relação a esta matéria já restou pacificado tal entendimento perante este Conselho de Contribuintes, inclusive com a edição da Súmula 1° CC n°. 4, in verbis: Súmula 1° CC n° 4: A partir de I° de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Além disso, o contribuinte alega a inconstitucionalidade da Taxa Selic, sendo que a análise da constitucionalidade de lei em matéria tributária não pode ser objeto de análise por parte deste Conselho de Contribuintes, também questão pacificada na Súmula 1° CC n° 2. Vejamos: Súmula l aCC n° 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Com efeito, não há qualquer razão para o acolhimento das razões do Recurso Voluntário e relação à aplicabilidade da Taxa Selic como juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal. Já em relação à aplicação de multa de oficio de 75%, em se tratando de lançamento de oficio, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos. Aliás, tal previsão quanto à aplicação da multa de oficio de 75% tem amparo na Lei n°9.430/1996, que em seu artigo 44, inciso I, assim dispõe: 4 . . Processo n° 11080.003946/2001-91 CCO I/CO2 Acórdão n.° 102-49.150 Fls. 5 "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de tributo, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata;" Considerando que multa não é tributo, mas sim penalidade, sendo que não há vedação legal que impeça a cobrança da multa moratória em comento, desta forma a aplicação da multa ao autor de ilícito fiscal é lícita, independentemente de seu valor, uma vez que destina-se a proteger a sociedade e não o patrimônio do autor do ilícito. Como já decido neste Conselho "a multa prevista no art. 44 da Lei n°9.340/96 tem, ainda, uma característica especial: ela destina-se a coibir não apenas a ausência de recolhimento do tributo devido, mas o evidente intuito de fraude, consistente na omissão do contribuinte em revelar ao Fisco suas demonstrações financeiras. A sua aplicação pode ser evitada, portanto, pelo simples cumprimento de sua obrigação" (RDDT 120/60, set/05) Com efeito, a argumentação de que a multa seria confiscatória não pode ser acatada, pois é inaplicável às penalidades o conceito de confisco, que é dirigido exclusivamente a tributos. Assim não merece qualquer reparo, seja quanto ao Auto de Infração, seja quanto à decisão recorrida proferida em primeira instância administrativa. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 25 de junho de 2008. 1 te • VA/ESSA PEREI RODRIGUES DOMENE Page 1 _0040400.PDF Page 1 _0040500.PDF Page 1 _0040600.PDF Page 1 _0040700.PDF Page 1

score : 1.0
4694360 #
Numero do processo: 11020.003267/99-22
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IRPJ - REVISÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - Na revisão da declaração de rendimentos, a autoridade fiscal deverá levar em conta todos os elementos que estejam à sua disposição, necessários à correta apuração do imposto devido, inclusive a existência de saldo de prejuízos a compensar.
Numero da decisão: 107-06581
Decisão: Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Luiz Martins Valero

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200203

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : IRPJ - REVISÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - Na revisão da declaração de rendimentos, a autoridade fiscal deverá levar em conta todos os elementos que estejam à sua disposição, necessários à correta apuração do imposto devido, inclusive a existência de saldo de prejuízos a compensar.

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2002

numero_processo_s : 11020.003267/99-22

anomes_publicacao_s : 200203

conteudo_id_s : 4181936

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 107-06581

nome_arquivo_s : 10706581_128514_110200032679922_005.PDF

ano_publicacao_s : 2002

nome_relator_s : Luiz Martins Valero

nome_arquivo_pdf_s : 110200032679922_4181936.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2002

id : 4694360

ano_sessao_s : 2002

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:24:48 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066830454784

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-21T15:47:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-21T15:47:22Z; Last-Modified: 2009-08-21T15:47:22Z; dcterms:modified: 2009-08-21T15:47:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-21T15:47:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-21T15:47:22Z; meta:save-date: 2009-08-21T15:47:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-21T15:47:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-21T15:47:22Z; created: 2009-08-21T15:47:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-21T15:47:22Z; pdf:charsPerPage: 1236; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-21T15:47:22Z | Conteúdo => iii‘.14 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,.,4I0. SÉTIMA CAMARA,•• Lam-6 Processo n° : 11020.003267/99-22 Recurso n° : 128514 Matéria : IRPJ — Exs.: 1996 Recorrente : SIFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PARAFUSOS LTDA Recorrida : DRJ - SANTA MARIA/RS Sessão de : 20 de março de 2002 Acórdão n° : 107-06.581 IRPJ - REVISÃO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - Na revisão da declaração de rendimentos, a autoridade fiscal deverá levar em conta todos os elementos que estejam à sua disposição, necessários à correta apuração do imposto devido, inclusive a existência de saldo de prejuízos a compensar. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SIFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PARAFUSOS LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a in egrar o presente julgado. J ALVES -"L ES DEN E I MAR IN VAI.jle RgLATOR FORMALIZADO EM: 18 ABR Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ, NATANAEL MARTINS, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS, FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES, FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ(Suplente convocado) e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. Processo n° : 11020.003267/99-22 Acórdão n° : 107-06.581 Recurso n° : 128514 Recorrente : SIFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PARAFUSOS LTDA RELATÓRIO SIFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PARAFUSOS LTDA, qualificada nos autos, recorre a este Conselho contra decisão do Delegado da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria - RS que manteve a exigência de imposto de renda da pessoa jurídica decorrente da revisão da sua declaração de rendimentos que apontou excesso nos valores de retirada de administradores, não adicionado ao lucro líquido do ano-calendário de 1995. A decisão de primeiro grau está assim ementada: ADMINISTRADORES. EXCESSO DE REMUNERAÇÃO - Mantêm-se a exigência fiscal com a qual, expressamente, concorda a autuada. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. ERRO DE PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO - O não exercício do direito de compensar os prejuízos fiscais acumulados não caracteriza erro de preenchimento da declaração de rendimentos. Incabível a sua retificação, visando reduzir ou excluir o tributo, após notificada a contribuinte do lançamento, por determinação expressa do § 1° do art. 147 do Código Tributário Nacional. O julgador singular não aceitou a compensação de prejuízos anteriores sob a alegação de que o não exercício desta faculdade na declaração não se configura erro e, portanto, a mesma não pode ser retificada. Cientificada da decisão em 09.08.2001, a empresa apresentou o recurso em 10.09.2001, tendo optado pelo arrolamento de bens, alternativamente ao depósito çpara recurso, fls. 112. 2 )\ , Processo n° : 11020.003267/99-22 Acórdão n° : 107-06.581 I Repete o que já havia sustentado na impugnação, ou seja: que concordai I I com a existência da infração. i Reforça seus argumentos no sentido de que lhe assiste direito à: , compensação de prejuízos anteriores. f É o Relatório. 21. 3 ' • Processo n° : 11020.003267/99-22 Acórdão n° : 107-06.581 VOTO Conselheiro LUIZ MARTINS VALERO, Relator. O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Já na impugnação a autuada concordava, expressamente, com a infração que lhe foi imputada. Apenas solicitou a consideração dos prejuízos fiscais anteriores e a compensação do imposto de renda retido na fonte no ano-calendário da exigência. Informou que procedeu à retificação da declaração para espelhar a seguinte situação: Resultado do exercício R$ 34.632,72 Contribuição Social R$ 3.820,53 Adição de despesas indedutiveis R$ 202,87 Excesso de remuneração R$ 43.671,64 Lucro Real antes da comp. de prejuízo R$ 74.686,70 Compensação de Prejuízos (30%) R$ 22.406,01 Lucro Real R$ 52.280,69 IR Devido R$ 13.070,17 IR Pago por estimativa R$ 14.686,01 Saldo a restitui/Compensar R$ (1.615,83) M O ponto que resta litigioso - possibilidade de compensação de prejuízos anteriores, com matéria tributável apurada em ação fiscal- tem entendimento pacificado neste colegiado. Tivesse o fisco cumprido o que determina o art. 835 do RIR199 (art. 780 do RIR194), em obediência à Instrução Normativa SRF n° 94/97, certamente a empresa ,çfr manifestaria a opção pela compensação do prejuízo a que tinha direito. Direito que não 4 - Processo n° : 11020.003267/99-22 Acórdão n° : 107-06.581 exerceu na declaração, por terem as antecipações do imposto sido suficientes para a liquidação do valor originalmente apurado como devido. Assim, voto por se dar provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 20 de março de 2002. , I , LUIZ ,ARTINS ALER I 5

score : 1.0
4698060 #
Numero do processo: 11080.004953/00-85
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2002
Ementa: PIS. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. SEMESTRALIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. COMPENSAÇÃO. OUTROS TRIBUTOS. O prazo prescricional para a restituição de tributos considerados inconstitucionais tem por termo inicial a data da declaração de inconstitucionalidade da lei em que se fundamentou o gravame. Até o advento da Medida Provisória nº 1.212/95 a base de cálculo do PIS corresponde ao sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR Nº 8, DE 27/06/97, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95. É possível a compensação de valores recolhidos a título de PIS com as demais exações administradas pela SRF. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 202-14416
Decisão: I) por unanimidade de votos, acolheu-se a preliminar para afastar a decadência; e II) no mérito: a) por unimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, quanto a semestralidade, nos termos do voto do Relator; e b) pelo voto de qualidade, negou-se provimento ao recurso quanto aos expurgos inflacionários. Vencidos os Conselheiros Gustavo Kelly alencar (Relator), Eduardo da Rocha Schmidt, Raimar da Silva Aguiar e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda Designado o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro para redigir o Acórdão. Fez sustentação oral pela recorrente, Dr. Eros Santos Carrilho.
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200212

ementa_s : PIS. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. SEMESTRALIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. COMPENSAÇÃO. OUTROS TRIBUTOS. O prazo prescricional para a restituição de tributos considerados inconstitucionais tem por termo inicial a data da declaração de inconstitucionalidade da lei em que se fundamentou o gravame. Até o advento da Medida Provisória nº 1.212/95 a base de cálculo do PIS corresponde ao sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR Nº 8, DE 27/06/97, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95. É possível a compensação de valores recolhidos a título de PIS com as demais exações administradas pela SRF. Recurso parcialmente provido.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2002

numero_processo_s : 11080.004953/00-85

anomes_publicacao_s : 200212

conteudo_id_s : 4446752

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-14416

nome_arquivo_s : 20214416_118992_110800049530085_016.PDF

ano_publicacao_s : 2002

nome_relator_s : Gustavo Kelly Alencar

nome_arquivo_pdf_s : 110800049530085_4446752.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : I) por unanimidade de votos, acolheu-se a preliminar para afastar a decadência; e II) no mérito: a) por unimidade de votos, deu-se provimento parcial ao recurso, quanto a semestralidade, nos termos do voto do Relator; e b) pelo voto de qualidade, negou-se provimento ao recurso quanto aos expurgos inflacionários. Vencidos os Conselheiros Gustavo Kelly alencar (Relator), Eduardo da Rocha Schmidt, Raimar da Silva Aguiar e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda Designado o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro para redigir o Acórdão. Fez sustentação oral pela recorrente, Dr. Eros Santos Carrilho.

dt_sessao_tdt : Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2002

id : 4698060

ano_sessao_s : 2002

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:26:00 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066854572032

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-23T14:18:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-23T14:18:04Z; Last-Modified: 2009-10-23T14:18:04Z; dcterms:modified: 2009-10-23T14:18:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-23T14:18:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-23T14:18:04Z; meta:save-date: 2009-10-23T14:18:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-23T14:18:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-23T14:18:04Z; created: 2009-10-23T14:18:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; Creation-Date: 2009-10-23T14:18:04Z; pdf:charsPerPage: 2171; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-23T14:18:04Z | Conteúdo => I ')11 no ,,raticicl UnUo de 11±1 -I O 2 CC-MF Ministério da Fazenda 151):›LN•1 .̀51.1:CO. Segundo Conselho de Contribuintes Rubrica, Fl. Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Recorrente : MANOELLA INDÚSTRIA DE MASSAS LTDA. Recorrida : DRJ em Porto Alegre - RS PIS. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. SEMESTRALIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. COMPENSAÇÃO. OUTROS TRIBUTO S O prazo prescricional para a restituição de tributos considerados inconstitucionais tem por termo inicial a data da declaração de inconstitucionalidade da lei em que se fundamentou o gravame. Até o advento da Medida Provisória n° 1.212/95 a base de cálculo do PIS corresponde ao sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. A atualização monetária, até 31/12/95, dos valores recolhidos indevidamente, deve ser efetuada com base nos índices constantes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N° 8, de 27/06/97, devendo incidir a Taxa SELIC, a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 40, da Lei n° 9.250195. É possível a compensação de valores recolhidos a titulo de PIS com as demais exações administradas pela SRF. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: MANOELLA INDÚSTRIA DE MASSAS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: I) por unanimidade de votos, em acolher a preliminar para afastar a decadência; e II) no mérito: a) por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, quanto a semestralidade, nos termos do voto do Relator; e b) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, quanto aos expurgos inflacionários. Vencidos os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar (Relator), Eduardo da Rocha Schmidt, Raimar da Silva Aguiar e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Designado o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro para redigir o acórdão. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o Dr. Eros Santos Carrilho. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2002 4.7n1r en ue Pinheiro orres Presidente - • ;Á:, .Ó ..,; • ": • e o eiro ' elator-Designad o Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Adolfo Monteio e Ana Neyle 01 mpio Holanda. cl/opr 1 i". .ets‘ 29 CC-MF •n •.,:r-y- Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Recorrente : MANOELLA INDÚSTRIA DE MASSAS LTDA. RELATÓRIO Apresentou a Contribuinte em 13/07/2000 pedido administrativo de restituição/compensação de valores recolhidos a título da Contribuição para o PIS, no período de 07/1988 a 10/1995. Encaminhado seu pedido à Delegacia da Receita Federal em Porto Alegre/RS, foi o mesmo indeferido às fls. 211/221, sob a alegação de que o prazo para a restituição de indébitos tributários extingue-se, nos termos do CTN, após o transcurso de prazo de cinco anos contados do recolhimento indevido. No mérito, informa que as competências não alcançadas pela decadência encontram-se acordes com a legislação vigente após a declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n's 2.445 e 2.449 de 1988, não havendo recolhimento algum a maior. Irresignado com o indeferimento de seu pedido, o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 223/226, elencando uma série de argumentos jurídicos e jurisprudenciais sobre a questão do prazo decadencial para a restituição de indébitos tributários, bem como sobre a sistemática de recolhimento da contribuição para o PIS à luz da declaração de inconstitucionalidade ocorrida. Remetido o processo à DRJ em Porto Alegre - RS, a decisão de fls. 253/265, abaixo ementada, mantém a decisão impugnada, ensejando o Recurso Voluntário que neste momento se julga: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de Apuração: 01/07/1988 a 31/10/1995 Ementa: O parágrafo único do artigo 6° da Lei Complementar 07/70 não é uma dilação do aspecto temporal do fato gerador, mas a determinação dos prazos de vencimento do crédito tributário. No cômputo dos valores devidos a titulo de PIS com base na Lei Complementar 07/70, deve-se levar em conta, obrigatoriamente, as alterações dos prazos de recolhimento estabelecidos nas Leis 7.691/88, 8.019/90 e 8.218/91. Hipótese expressa na legislação (art. 156, II do CTIV), de extinção do crédito tributário, a compensação, nos termos em que está definida em lei (art 170 do CTN) só poderá ser efetivada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos d liquidez e certeza., 2 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Nos termos do art. 168, 1, do CTIV, o direito de pleitear restituiçào/compeizsação de créditos contra o Fisco extingue-se após o transcurso do prazo de 5 anos, contados a partir da data de efetivação do suposto indébito, posição corroborada pelos Pareceres PGFN/CAT 678/99 e PGFN/CAT 1538/99. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA". Apresenta então a Contribuinte recurso voluntário, pugnando pela reforma da decisão emanada pela DRJ. É o relatório.i 3 22 CC-MF `iffkl:;ii.- Ministério da Fazenda Fl. 'ér4g Segundo Conselho de Contribuintes "%es.fre3k?'. Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR GUSTAVO 10ELLY ALENCAR, VENCIDO QUANDO AOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS Verifico inicialmente que o Recurso é tempestivo e trata de matéria de competência deste Egrégio Conselho. Assim, do presente Recurso conheço. Cinge-se a questão aqui tratada ao prazo decadencial para a repetição do indébito tributário, da sistemática de apuração e recolhimento da contribuição para o PIS, à luz da declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n's 2.445 e 2.449, ambos de 1988, e por fim, da correção monetária de indébitos tributários. Vejamos: DO PRAZO DE PRESCRIÇÃO/DECADÊNCIA PARA A REPETIÇÃO DO INDÉBITO DE TRIBUTOS PAGOS INDEVIDAMENTE Por tratar-se de questão prejudicial às demais questões aqui em discussão, cumpre analisar a mesma em primeiro lugar. O indébito aqui tratado decorre de declaração de inconstitucionalidade, ocorrida em caráter erga onmes, de dispositivos legais que modificaram significativamente a sistemática de apuração e recolhimento da contribuição para o Programa de interação Social — PIS. Ao considerar prescritos todos os recolhimentos efetuados pela Contribuinte anteriormente aos cinco anos anteriores à protocolização do pedido de restituição via compensação -, a decisão recorrida fundamentou-se principalmente no Ato Declaratório SRF n° 096/99, que considera como dies a quo do prazo prescricional relativo a pedidos de restituição de tributos pagos indevidamente com base em lei posteriormente declarada inconstitucional a data de extinção do crédito tributário, nos termos dos artigos 165, I e 168, I, do CTN. Contudo, tal entendimento vai de encontro não só aos efeitos práticos da declaração de inconstitucionalidade das normas, mas também ao próprio conceito de "extinção do crédito tributário". Vejamos: Quando a Suprema Corte declara a inconstitucionalidade de determinada norma, está, por assim dizer, agindo como autêntico legislador negativo. Em sua obra Direito Constitucional e Teoria da Constituição, assim assevera J.J. Gomes Canotilho: -MO caso de sentenças judiciais de inconstitucionalidade estamos perante sentenças judiciais com força de lei (Richterrecht mil Gesetzeskraft).", I CANOTILHO, J.J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição, 4° Edição. Almedina : Coimbra 2000, p. 994, 4 2 Q CC-MF ..7"(r.ji•ir.- Ministério da Fazenda Fl. -zirra Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 O Ilustre Jurista Marco Aurélio Greco, em novel obra recém publicada, assim dispõe sobre a declaração de inconstitucionalidade das normas pelo Supremo Tribunal Federal: "(...) Isto pois a pronúncia de luva/idade constitucional de uma norma tem, como regra geral, efeito constitutivo retroativo, vale dizer, é juizo que retira a presunção de validade da norma ou reconhece a sua invalidade de forma definitiva, fazendo retroagir os efeitos de tal decisão até o momento de edição da norma, no sentido de reparar todos os atos praticados sob a sua égide, desde que lesivos a direitos individuais, já que a inconstitucionalidade de unia norma não pode servir para beneficiar o próprio Estado que produziu tal norma. Esta, aliás, é a linha jurisprudencial adotada pelo Supremo Tribunal Federal para amainar o efeito retroativo das declarações de inconstitucionalidade. O efeito retroativo não se dirige à existência da norma, mas à sua validade. Ou seja, a declaração de inconstitucionalidade não implica afirmar que a norma nunca existiu. Pelo contrário, esta decisão, em si, já é o expresso reconhecimento de que a norma existiu até o momento em que teve sua validade retirada pelo Supremo Tribunal Federal. Isto posto, ainda que à primeira análise tenha-se a — válida, ressalte-se — idéia de se vincular a repetição do indébito tributário estritamente às normas do Código Tributário Nacional, como pretende a decisão recorrida, amparada pela orientação Fazendária, fazê-lo é um contra-senso à realidade prática, vez que as normas gerais de direito tributário previstas no referido dispositivo prevêem sua aplicação a normas acessórias válidas e plenamente eficazes, o que não ocorre no caso de dispositivos declaradamente inconstitucionais. Desta forma, a aplicação hermética e singular do disposto nos artigos 165 e 168 do CTN a repetição do indébito tributário decorrente de declaração de inconstitucionalidade se mostra incabível na espécie. Deve-se, ao contrário, analisar-se a natureza jurídica do referido indébito, qual seja, a própria declaração de inconstitucionalidade, a fim de que se obtenha a correta aplicação da realidade jurídica à realidade fática. Para tal, há que se verificar dois momentos, quais sejam, o pagamento em si, e o instante em que o mesmo se toma indevido, vez que, ao ser realizado em observância formal e material à legislação vigente à época, o mesmo era estritamente legal e produziu efeitos no mundo jurídico, vindo a perder este status somente após a decisão que retirou a validade da norma que o regia. E a jurisprudência administrativa não se posiciona de forma diversa: 2 GRECO, Marco Aurélio — Inconstitucionalidade da Lei Tributária - Repetição do indébito. São Paulo : Dialética. 2002. p. 331 5 29 CC-MF •-• Ministério da Fazenda Fl. tCti-S Segundo Conselho de Contribuintes ";:‘41ESt'.> Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 "Em matéria de tributos declarados inconstitucionais, o termo inicial de contagem da decadência não coincide com o dos pagamentos, devendo torná- lo, no caso concreto, a partir da Resolução n° 11, de 04 de abril de 1995, do Senado Federal, que deu efeitos — erga omnes — à declaração de inconstitucionalidade da pela Suprema Corte no controle difiso de constitucionalidade." Primeiro Conselho de Contribuintes — Ac. N° 107-05962, Rel. Cons. Natanael Martins, DOU 23/10/2000, p. 9. E, por fim, a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais: "Decadência. Pedido de Restituição. Termo Inicial. Em caso de conflito quanto à inconstitucionalidade da exação tributária, o termo inicial para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente inicia-se: a) da publicação do acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal em ADIn; b) da Resolução do Senado que confere efeito 'erga onmes' à decisão proferida 'inter partes' em processo que reconhece inconstitucionalidade de tributo; c) da publicação de ato administrativo que reconhece caráter indevido de exação tributária." Ac. CSRF/01-03.239, sessão de 19 de março de 2001. Tal posição inclusive é amparada pela própria Secretaria da Receita Federal, através do Parecer Cosit n° 58/98, o qual afirma: "25. Para que se possa cogitar de decadência, é mister que o direito seja exercitável: que, no caso, o crédito(restituição) seja exigível. Assim, antes da lei ser declarada inconstitucional não há que se falar em pagamento indevido, pois, até então, por presunção, eram a lei constitucional e os pagamentos efetuados efetivamente devidos." Assim, nos parece confirmada nossa posição no sentido de que não se deve ater-se somente aos elementos contidos no CTN, devendo-se observar também os elementos acima elencados quando da verificação do termo inicial do prazo para pleitear-se a restituição de tributos pagos indevidamente. Outrossim, ainda que se desconsiderasse o termo inicial da perda de eficácia da norma inconstitucional, analisando-se somente a questão pelo segundo prisma citado — o conceito de "extinção do crédito tributário", verificar-se-ia que, no caso de tributos lançados por homologação, o pagamento por si só não extingue o crédito, pois o mesmo ainda depende de homologação, expressa ou tácita, por parte do ente arrecadador, para que produza efeitos no mundo jurídico. y 6 r CC-MF ""or Ministério da Fazenda Fl. in-45' Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Vê-se então que o próprio CTN não dá validade à alegação fazendária de que o prazo consiste em "cinco anos contados do pagamento indevido", nos remetendo novamente à unicidade do entendimento jurisprudencial que dispõe sobre o prazo para se pleitear a restituição de tributos pagos indevidamente. DA METODOLOGIA DE APURAÇÃO DO PIS A contribuição para o PIS foi instituída pela Lei Complementar n° 07, de 1970, sob a égide da Constituição de 1967 com a Emenda Constitucional de 69. A referida Lei em seu artigo 6° prevê que: "A efetivação dos depósitos no Fundo correspondente à contribuição referida na alínea "b" do artigo 3 0 será processada mensalmente a partir de I° de julho de 1971. Parágrafo único — A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente." Entretanto, com o surgimento dos Decretos-Leis n's 2.445 e 2.448, ambos de 1988, modificou-se sensivelmente a sistemática de apuração e recolhimento da referida contribuição para as empresas em geral, que passa a ter como base de cálculo o valor da receita bruta operacional no mês anterior, com alíquota inicial de 0,65%. Posteriormente, com a declaração formal de inconstitucionalidade dos mesmos e a suspensão de sua execução determinada pelo Senado Federal, voltou a viger a sistemática anterior, regulada pela citada Lei Complementar n° 7/70 — sobre isto não resta divergência. Contudo, como o legislador ordinário por diversas vezes editou dispositivos que teriam, em tese, alterado os elementos do tributo individualizados pela Lei complementar n° 7/70, aqueceu-se a celeuma acerca da contribuição para o PIS, vindo a esfriar somente após a Edição, em 29 de novembro de 1995, da Medida Provisória n° 1.212/95, que assim dispõe em seu artigo 2°: "A Contribuição para o PIS/Pasep será apurada mensalmente: I — pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base 7l0 !aturamento do mês." A controvérsia então compreende o período de outubro de 1988 a novembro de 1995, período no qual incidem os valores recolhidos pelo contribuinte, e que são objeto do pedido de restituição via compensação ora em exame. Vejamos: De acordo com o entendimento fazendário, expressado precipuamente pelo Parecer PGFN/CAT n° 437/98, deve a matéria ser regulada da seguinte forma:) 7 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Ne?. Processo n° : 11080.004953100-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 "(--) 10. A suspensão da execução dos Decretos-leis em pauta em nada afeta a permanência do vigor pleno da Lei Complementar n° 7/70. (-) 7. É certo que o artigo 239 da Constituição de 1988 restaurou a vigência da Lei Complementar n° 07/70, mas, quando da elaboração do Parecer PGFV/N° 1185/95 (novembro de 1995), o sistema de cálculo da contribuição para o PIS, disposto no parágrafo único do art. 60 da citada Lei Complementar, já fora alterado, primeiramente pela Lei 17 0 7.691, de 15/12/88, e depois, sucessivamente, pela Leis n's 7.799, de 10/07/89, 8.218, de 29/08/91, e 8.383, de 30/12/91. Portanto, a cobrança da contribuição deve obedecer à legislação vigente na época da ocorrência do respectivo fato gerador e não mais ao disposto na LC n° 7/70. 46 Por todo o exposto, podemos concluir que: 1- a Lei 7.691/88 revogou o parágrafo único do art. 6° da .LC n° 07/70; não sobreviveu portanto, a partir dai, o prazo de seis meses, entre o fato gerador e o pagamento da contribuição, como originaricrmente determinara o referido dispositivo; - não havia, e não há, impedimento constitucional à alteração da matéria por lei ordinária, porque o PIS, contribuição para a seguridade social que é, prevista na própria Constituição, não se enquadra na exigência do § 4° do art. 195 da CF, e assim, dispensa lei complementar para a sua regulamentação; VI- em decorrência de todo o exposto, impõe-se tornar sem efeito o Parecer PGFN/n° 1185/95." Em que pese o entendimento da Douta Procuradoria da Fazenda Nacional, discordo de seu teor quanto à alegada revogação do parágrafo único do artigo 6° da LC 7/70 trazida pela Lei 7.691/88, e para isto transcrevo trecho do voto vencedor emitido pela Ilma. Conselheira Maria Teresa Martinez López, Relatora do Recurso RD/20 1-0.337, da Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, julgado em 05 de junho de 2000, ao qual fora dado provimento por unanimidade, entendimento este que ora adoto: "(..) Em primeiro lugar, ao analisar a citada Lei rr° 7.691/88, verifico a inexistência de qualquer preceito legal dispondo sobre a mencionada revogação. Em segundo lugar, a Lei n° 7.691/88 tratou de matéria referente à correção monetária, bem distinta da que supostamente teria revogado, ou seja, 8 _ _ , . 22 CC-MF ?•-• -* Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 "base de cálculo" da contribuição. Além do que, em terceiro lugar, quando da publicação da Lei n° 7.691/88, de 15/12/88, estavam vigente, sem nenhuma suspeita de ilegalidade, os Decretos-leis n's 2.445/88 e 2.449/88, não havendo como se pretender que estaria sendo revogado o dispositivo da lei complementar que cuidava da base de cálculo da exação, até porque, à época, se tinha por inteiramente revogada a referida lei complementar, por força dos famigerados decretos-leis, somente posteriormente julgados inconstitucionais. O mesmo aconteceu com as leis que vieram após, citadas pela respeitável Procuradoria(n's 7.799/89, 8.218/91 e 8.383/91), ao estabelecerem novos prazos de recolhimento, não guardando correspondência com os valores de suas bases de cálculo. A bem da única verdade, tenho comigo que a base de cálculo do PIS somente foi alterada, passando a ser o faturamento do mês anterior, quando da vigência da Medida Provisória n° 1.212/95, retromencionada. Por outro lado, sustenta a Fazenda Nacional que o Legislador, através da Lei Complementar n° 07/70, não teria tratado da base de cálculo da exação, e sim, exclusivamente, do prazo para seu recolhimento. Com efeito, verifica-se, pela leitura do artigo 6° da Lei Complementar n° 07/70, anteriormente reproduzido, que o mesmo não está cuidando do prazo de recolhimento e, sim, da base de cálculo. Aliás, tanto é verdade que o prazo de recolhimento da contribuição só veio a ser fixado com o advento da Norma de Serviço CEF-PIS n° 2, de 27 de maio de 1971, a qual, em seu artigo 3°, expressamente dispunha o seguinte: "3 — Para fins da contribuição prevista na alínea "b", do § 1°, do artigo 4° do Regulamento anexo à Resolução n° 174 do Banco Central do Brasil, entende-se por faturamento o valor definido na legislação do imposto de renda, como receita bruta operacional (artigo 157, do Regulamento do Imposto de Renda), sobre o qual incidam ou não impostos de qualquer natureza. 3.2 — As contribuições previstas neste item serão efetuadas de acordo com o §10 do artigo 7°, do Regulamento anexo à Resolução n° 174, do Banco Central do Brasil, isto é, a contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro e assim sucessivamente. 3.3 - As contribuições de que trata este item deverão ser recolhidas à rede bancária autorizada até o dia 10(dez) de cada mês." Claro está, pelo acima exposto, que, enquanto o item 3.2 da Norma de Serviços cuidou da base de cálculo da exação, nos exatos termos do artigo 6° da Lei Complementar n° 07/70, o item 3.3 cuidou, ele sim, especificamente do prazo para seu recolhimento." 9 20 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. t07-',..a Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Não bastasse a exposição supratranscrita, que esgota por si só o tema, a jurisprudência da Suprema Corte também já se posicionou acerca da matéria inúmeras vezes, em decisões similares ao trecho de ementa abaixo transcrito: "TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. LC N° 07/70. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI 7.691/88. ÓNUS SUCUMBENCIAIS RECIPROCIDADE E PROPORCIONALIDADE. INTELIGÊNCIA DO ART. 21, CAPUT, DO CPC. I - A I' Turma, desta Corte, por meio do Recurso Especial ti° 240.938,RS, cujo acórdão foi publicado no DJU de 10/05/2000, reconheceu que, sob o regime da LC 07/70, o !aturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador do PIS constitui a base de cálculo da incidência. 2 - A base de cálculo do PIS não pode sofrer atualização monetária sem que haja previsão legal para tanto. A incidência de correção monetária da base de cálculo do PIS, no regime semestral, não tem amparo legal. A determinação de sua exigência é sempre dependente de lei expressa, de forma que não é dado ao Poder Judiciário aplicá-la, uma vez que não é legislador positivo, sob pena de determinar obrigação para o contribuinte ao arrepio do ordenamento jurídico-tributário. Ao apreciar o SS n° 1853/DF, o Ermo. Sr. Ministro Carlos Venoso, Presidente do STF, ressaltou que "A jurisprudência do STF tem-se posicionado no sentido de que a correção monetária, em matéria fiscal, é sempre dependente de lei que a preveja , não sendo facultado ao Poder Judiciário aplicá-la onde a lei não determina, sob pena de substituir-se ao legislador (V: RE n° 234003/RS, Rel. Min. Maurício Corrêa: DJ 19.05.2000)". 3 - A opção do legislador de fixar a base de cálculo do PIS como sendo o valor do !aturamento ocorrido no sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador é uma opção política que visa, com absoluta clareza, beneficiar o contribuinte, especialmente, em regime inflacionário. 4 — A 1 0 Seção, deste Superior Tribunal de Justiça, em data de 29/05/01, concluiu o julgamento do REsp n° 144.708/RS, da relatoria da em. Ministra Eliana Calmon (seguido dos Resps n°5 248.893/SC e 258.651/SC), firmando posicionamento pelo reconhecimento da característica da semestralidade base de cálculo da contribuição para o PIS, sem a incidência de correção monetária. 5 — Tendo cada um dos litigantes sido em parte vencedor e vencido, devem ser reciproca e proporcionalmente distribuídos e compensados entre eles os honorários e despesas processuais, na medida da sucumbência experimentada Inteligência do art. 21, caput, do CPC. 6 - Recurso especial parcialmente provido." Resp 336.162/SC — STJ l' Turma — Julgado em 25.02.2002. y io 29CC-MF Ministério da Fazenda Fl 't;t7f.;n:- Segundo Conselho de Contribuintes - Processo n° : 11080.004953100-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Entendimento acompanhado pela própria jurisprudência deste Egrégio Conselho: "P13— SELVIESIRALLOADE — A base de cálculo do PIS corresponde ao sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador(precedentes do STJ — Recursos Especiais n''s 240.938/RS e 255.520/RS — e CSRF — Acórdãos CSRF/02-0.871, de 05/06/2000). Recurso voluntário a que se dá provimento." RECURSO 114349, Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, julgado em 24.01.2001 — DPU. DA CORREÇÃO MONETÁRIA Segundo informa a Contribuinte, seu crédito foi calculado levando em conta os índices de correção monetária expurgados durante os diversos planos econômicos instaurados pelo Governo Federal. Tal planilha, acolhendo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, determina a aplicação do 1PC como índice de correção monetária dos meses de janeiro (42,72%), fevereiro (10,14%), março, abril e maio de 1990. O IPC calculado pelo IBGE para aqueles meses, de fato, é o utilizado pela Recorrente. É manso e pacífico na jurisprudência (REsp. n° 43.055-0, REsp n° 51.007-1, REsp. n° 40.600-SP, entre outros) o entendimento de que a correção monetária constitui mera atualização de valor, visando garantir o equilíbrio das relações e evitando o enriquecimento sem causa, independentemente de qualquer lei que a institua. A própria Advocacia Geral da União, fundamentada em abundante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal- STF, em seu parecer AGU/MF n° 01/96, exarou o seguinte entendimento: "Na repetição de indébito tributário, é devida atualização monetária, calculada desde a data do pagamento ou do recolhimento indevido até a data do efetivo recebimento da importância reclamada". Dessa forma, a atualização dos valores pagos indevidamente ou a maior não decorre de qualquer regime jurídico não tendo, portanto, qualquer relevância indagações acerca de eventual direito adquirido e/ou previsão normativa expressa, haja vista que o direito à correção monetária de indébito é mais do que obediência a qualquer regime legal constituindo-se em verdadeira forma de evitar o enriquecimento sem causa. Assim, o relativamente recente Acórdão do STF (RE n° 226.855-7), em matéria de correção monetária das contas do FGTS não deve ser interpretado como prejudicial à atualização de indébitos tributários. O que se decidiu naqueles autos não foi propriamente acerca da correção monetária enquanto meio de resguardar o poder aquisitivo da moeda, mas sim da correção monetária decorrente de regime estatutário. Após esse breve intróito, deve-se fazer uma análise dos índices a serem utilizados para efetuar a atualização monetária. A UFIR somente foi instituída, sendo utilizada) 11 22 CC-NIF 4-er. 7, - Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 para atualizar inclusive indébitos tributários, pela Lei n° 8.383191, prestando-se para atualizar valores a partir de janeiro de 1992, até dezembro de 1995. A partir de então a taxa SELIC passou a ser utilizada para atualização nos pedidos de ressarcimento/restituição (Lei n° 9.250/95 c/c 9.532/97). Ocorre que no período anterior a 1992 não existia norma legal expressa a esse respeito, dessa forma tanto jurisprudência quanto administração pública foram forçadas a aplicar de forma análoga certos índices para o direito dos contribuintes não restar prejudicado. A Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08/97 veio uniformizar os índices a serem aplicados pela Secretaria da Receita Federal. Em suma os índices utilizados são: IPC/IBGE no período compreendido entre jan/88 e fev/90 (excetuando-se o mês de jan/90 cujo índice foi expurgado), B1N no período compreendido entre mar/90 a jan/91 e INPC de fev/91 a dez/91. Deve-se então analisar a correção dos índices adotados. De fevereiro de 1986 até dezembro de 1988 o índice utilizado oficialmente para medir a inflação era a OTN, que, por sua vez, era calculada com base no FRC/IBGE. Pode- se dizer, portanto, que o 1PC/BGE era o índice oficial. A OTN, contudo, foi extinta com o advento do "Plano Verão", implementado pela Medida Provisória n° 32/89, posteriormente convertida na Lei n° 7.730/89. O valor da OTN foi, então, congelado em NCz$6,17, valor esse que computava a inflação ocorrida no mês de dezembro de 1988, mas não a de janeiro de 1989. A partir de fevereiro o 1PC/IBGE passou a ser utilizado diretamente como indicador oficial da inflação. A inflação do mês de janeiro, dessa forma, não seria levada em conta. Essa a lógica contemplada pela Norma de Execução Conjunta SRF COSIT/COSAR n° 08/97, haja vista que o mês de jan/89 não apresenta qualquer índice de inflação. Portanto, apesar de a Norma utilizar o 1PC a partir de 1988 - pois este era o verdadeiro indicador da inflação já que a OTN era corrigida de acordo com ele - no mês de jan/89, nenhum índice foi considerado. Obviamente, tal sistemática não merece prosperar, como acertadamente decide reiterada jurisprudência do STJ (REsp. n° 23.095-7, REsp. n° 17.829-0, entre outros). A inflação expurgada referente mês de janeiro deve, portanto, ser considerada para fins de atualização monetária. O IPC divulgado relativo ao mês de janeiro de 1989 foi de 70,28%. Todavia, esse índice não refletiu a inflação ocorrida no mês de janeiro, mas sim a inflação ocorrida no período compreendido entre 30 de novembro (média estatística entre os dias 15 de novembro e 15 de dezembro) e 20 de janeiro (média estatística entre os dias 17 e 23 de janeiro). Como o 1PC referente ao mês de jan/89 computou, na verdade, a inflação ocorrida em 51 dias, o STJ entendeu que o índice expurgado seria de 42,72%, obtido pelo ( cálculo proporcional a 31 dias. ‘) 12 2'2 CC-MF 1.4 Ministério da Fazenda Fl. ttk;),:;:lt Segundo Conselho de Contribuintes '•KV:::4;;" Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Referente ao mês de fevereiro, o IPC/BGE divulgado foi de 3,6%. No entanto, tal índice refletiu tão-somente a inflação ocorrida em 11 dias (período compreendido entre 20 de janeiro — média de 17 a 23 de janeiro, e 31 de janeiro — média de 15 de janeiro a 15 de fevereiro). Proporcionalizando-se tal índice para 31 dias o STJ entendeu aplicável o índice de 10,14%, considerando que teria havido um expurgo de 6,54%. No período compreendido entre março de 1989 e fevereiro de 1990, deve ser utilizado o IPC/BGE, pois este foi o índice oficial adotado para medir a inflação, como, aliás, a própria Norma de Execução Conjunta n° 08/97 reconhece. Nos meses de março a janeiro de 1991 o índice a ser aplicado, segundo a R. Sentença, é o 1PC/IBGE. Em inúmeros julgados o STJ já firmou entendimento de ser aplicável o índice de 84,32% para o mês de março de 1990 (REsp n° 81.859, REsp. n° 17.829-0, entre outros). A Norma de Execução Conjunta n° 08/97, contudo, utiliza-se do BTN de 41,28% para proceder à atualização monetária. . O mesmo ocorre com os meses de abril e maio de 1990, quando os índices do IPC, respectivamente de 44,80% e 7,87%, não são levados em conta pela NEC n° 08/97, que se vale do BTN de 0,0% e 5,38%, O STJ, também em referência a estes meses tem decidido que devem prevalecer os valores do 1PC (REsp. n° 159.484, REsp. n° 158.998, REsp n° 175.498, entre outros). Ocorre que o BTN, a par de ser índice oficial de correção monetária foi seguidamente manipulado e falseado pelos constantes planos económicos tomando-se totalmente imprestável para aferir a inflação. Dessa forma, a Norma de Execução Conjunta n° 08/97, nesse particular, não merece ser aplicada, pois se estaria permitindo o enriquecimento sem causa exatamente de quem (Governo) tinha o poder de manipular a informação (índices), mas não a inflação. Deve, portanto, ser aplicado o IPC/IBGE e não a variação medida pelo BTN. De fevereiro a dezembro de 1991 deve ser utilizado o INPUEBGE, pois este é o sucedâneo do IPC reconhecido pelo STJ (REsp. n° 50.555-0), ademais, a própria Norma de Execução Conjunta utiliza este índice. Quanto à aplicação da Taxa SELIC desde o pagamento até o mês da compensação, o art. 39 da Lei n° 9.250/95 é bastante claro ao dispor que os juros à Taxa SELIC só incidem a partir de 1° de janeiro de 1996 nos valores a serem compensados ou restituídos. Dessa forma, a atualização monetária da restituição do indébito deve ser aplicada com base nos seguintes índices: 1°) IPC de fev/86 a jan/91 (considerando jan/89 42,72%, fev/89 10,14%, mar/90 84,32%, abr/90 44,80% e maio/90 7,87%), 2°) INPC de fev/91 a dez/91, 3°) UFER de jan/92 a dez/95 e 4°) SELIC de jan/96 em diante. Os indébitos assim calculados, depois de aferida a certeza e liquidez dos mesmos pela administração tributária, poderão ser compensados com parcelas de outros tributos e contribuições administrados pela SRF, como pleiteia a Contribuinte em sua exordial 13 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes ";;Xjalt>> Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 observados os critérios estabelecidos na Instrução Normativa SRF n° 21, de 10.03.97, com as alterações introduzidas pela Instrução Normativa SRF n° 072, de 15.09 97. Neste sentido, dou parcial provimento ao Recurso. 1\isikoS la das Sessões, em 03 de dezembro de 2002 G v -ALENCAR 14 22 CC-MF 1-r? Ministério da Fazenda ds. Fl. '!?7:1411 Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 VOTO CONSELHEIRO ANTÓNIO CARLOS BUENO RIBEIRO RELATOR-DESIGNADO QUANTO AOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS Neste voto me restringirei exclusivamente à matéria na qual o relator originário foi vencido, devendo, portanto, serem consideradas aqui incorporadas as razões de decidir atinentes às demais matérias, tão bem articuladas no voto da lavra do ilustre conselheiro Gustavo Kelly Alencar. Entendo não admissivel a proposição de corrigir monetariamente os indébitos de que a Recorrente é titular, com índices superiores aos estabelecidos nas normas legais da espécie, porquanto falece a este Colegiado competência para admitir tal procedimento, uma vez que não é legislador positivo. Ao apreciar a SS n.° 18531DF, o Exmo. Sr. Ministro Carlos Velloso ressaltou que "A jurisprudência do STF tem-se posicionado no sentido de que a correção monetária, em matéria fiscal, é sempre dependente de lei que a preveja, não sendo facultado ao Poder Judiciário aplicá-la onde a lei não determina, sob pena de substituir-se o legislador (V: RE n.° 234.003/RS, ReL Ministro Mauricio Correa, DJ 19.05.2000)". Desse modo, a correção monetária dos indébitos, até 3 1 .12.1995, deverá ater-se aos índices formadores dos coeficientes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N° 08, de 27.06.97, que correspondem àqueles previstos nas normas legais da espécie, bem como aos admitidos pela Administração, com base nos pressupostos do Parecer AGU n° 01/96, para os períodos anteriores à vigência da Lei n.° 8.383/91, quando não havia previsão legal expressa para a correção monetária de indébitos. A partir de 01.01.96, sobre os indébitos passam a incidir exclusivamente juros equivalentes à Taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de I% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada, por força do art. 39, § 4°, da Lei n.° 9.250/95. Em resumo, é de se admitir o direito da Recorrente aos indébitos do PIS, recolhidos com base nos Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88, considerando como base de cálculo, até o mês de fevereiro de 1.996, o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, indébitos esses corrigidos segundo os índices formadores dos coeficientes da tabela anexa á Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N°08, de 27.06.97 até 31.12.1995, sendo que a partir dessa data passa a incidir exclusivamente juros equivalentes à Taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. Os indébitos assim calculados, depois de aferida a certeza e liquidez dos mesmos pela administração tributária, poderão ser compensados com parcelas de outros tributos e contribuições administrados pela SRF, observados os critérios estabelecidos na Instru .. tira+ 2° CC-MF Ministério da Fazenda zit".; •4" Segundo Conselho de Contribuintes - - Processo n° : 11080.004953/00-85 Recurso n° : 118.992 Acórdão n° : 202-14.416 Normativa SRF n° 21, de 10 03.97, com as alterações introduzidas pela Instrução Normativa SRF no 073, de 15 09 97. Nestes termos, dou provimento parcial ao recurso. Sala das Sessões, e e seCt. embm de ir 2002 i .•00.000.00„__, ..,..c: ________, , 0)5- >2,-- Is... .. - -.: • • slin: E 1 9 • 16

score : 1.0
4696076 #
Numero do processo: 11065.000204/92-77
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Tue Dec 08 00:00:00 UTC 1998
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - A legislação de regência do Processo Administrativo Fiscal determina que o saneamento dos erros processuais, quando possível, há de ser feito sem produzir a nulidade da decisão recorrida. O defeito ocorrido pela inserção do pleito inicial em processo já encerrado não tem o condão de alterar o conteúdo da petição , sua natureza e seu objeto. A decisão que enfrenta esse pedido e nega-lhe fundamento legal é válida e alcança a integralidade do pleito, conforme formulado. IPI - RESSARCIMENTO - CORREÇÃO MONETÁRIA - Cabe a correção monetária sobre ressarcimento de créditos de IPI decorrentes de aquisição de insumos empregados na exportação de produtos industrializados, desde o momento do pedido, até o devido pagamento, com base no artigo 66 da Lei nr. 8.383/91. Recurso provido.
Numero da decisão: 201-72342
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: SÉRGIO GOMES VELLOSO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199812

ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - A legislação de regência do Processo Administrativo Fiscal determina que o saneamento dos erros processuais, quando possível, há de ser feito sem produzir a nulidade da decisão recorrida. O defeito ocorrido pela inserção do pleito inicial em processo já encerrado não tem o condão de alterar o conteúdo da petição , sua natureza e seu objeto. A decisão que enfrenta esse pedido e nega-lhe fundamento legal é válida e alcança a integralidade do pleito, conforme formulado. IPI - RESSARCIMENTO - CORREÇÃO MONETÁRIA - Cabe a correção monetária sobre ressarcimento de créditos de IPI decorrentes de aquisição de insumos empregados na exportação de produtos industrializados, desde o momento do pedido, até o devido pagamento, com base no artigo 66 da Lei nr. 8.383/91. Recurso provido.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Dec 08 00:00:00 UTC 1998

numero_processo_s : 11065.000204/92-77

anomes_publicacao_s : 199812

conteudo_id_s : 4438498

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-72342

nome_arquivo_s : 20172342_102608_110650002049277_006.PDF

ano_publicacao_s : 1998

nome_relator_s : SÉRGIO GOMES VELLOSO

nome_arquivo_pdf_s : 110650002049277_4438498.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Tue Dec 08 00:00:00 UTC 1998

id : 4696076

ano_sessao_s : 1998

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:25:20 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066860863488

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-27T18:04:26Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-27T18:04:25Z; Last-Modified: 2010-01-27T18:04:26Z; dcterms:modified: 2010-01-27T18:04:26Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-27T18:04:26Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-27T18:04:26Z; meta:save-date: 2010-01-27T18:04:26Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-27T18:04:26Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-27T18:04:25Z; created: 2010-01-27T18:04:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-27T18:04:25Z; pdf:charsPerPage: 1718; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-27T18:04:25Z | Conteúdo => 1 _ o i l P LI E31. I rj J 1.)ADO 1`,!ti D. O. t... 2. 0,- C.,. d . , lb Da oGi.o g , ' cr, I •7;ezkuktAÂLel,..0 ,i,AMsç MINISTÉRIO DA FAZENDA gubrica SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11065.000204/92-77 Acórdão : 201-72.342 Sessão •. 08 de dezembro de 1998 Recurso : 102.608 Recorrente : INDÚSTRIA DE CALÇADOS WIRTH LTDA. Recorrida : DRJ em Porto Alegre - RS PROCESSO ADMINSTRATWO FISCAL - A legislação de regência do Processo Administrativo Fiscal determina que o saneamento dos erros processuais, quando possível, há de ser feito sem produzir a nulidade da decisão recorrida. O defeito ocorrido pela inserção do pleito inicial em processo já encerrado não tem o condão de alterar o conteúdo da petição, sua natureza e seu objeto. A decisão que enfrenta esse pedido e nega-lhe fundamento legal é válida e alcança a integralidade do pleito, conforme formulado. IPI — RESSARCIMENTO - CORREÇÃO MONETÁRIA- Cabe a correção monetária sobre ressarcimento de créditos de IPI decorrentes de aquisição de insurnos empregados na exportação de produtos industrializados, desde o momento do pedido, até o devido pagamento, com base no artigo- 66 da Lei n° 8.383/91. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: INDÚSTRIA DE CALÇADOS WIRTH LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, 1 por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. 1 Sala das Sessões, em 08 de dezembro de 1998 Lig(Luiza Helen alan e de Moraes Presiden a iid .5 Sérg omes Venoso Reta or - g Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jorge Freire, Rogério Gustavo Dreyer, Ana Neyle Olímpio Holanda, Valdemar Ludvig, Serafim Femandes Corrêa e Geber Moreira. LDS S/FCLB/MAS 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA rn , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11065.000204/92-77 Acórdão : 201-72.342 Recurso : 102.608 Recorrente : INDÚSTRIA DE CALÇADOS W1RTH LTDA. RELATÓRIO Trata-se de pedido de ressarcimento de créditos incentivados de IPI relativos à aquisição de insumos utilizados na fabricação de produtos exportados. O ressarcimento foi efetivado pelo valor originário dos créditos, razão porque a empresa solicitou o ressarcimento do valor correspondente à correção monetária conforme Demonstrativos de Cálculos de fls. 11. A Delegacia da Receita Federal em Novo Hamburgo - RS recusou o pedido, razão porque foi interposto recurso à Delegacia de Julgamento, Petição de fls. 51/56, igualmente negado em decisão proferida pelo julgador de primeiro grau, fls. 58/62, que ostenta a seguinte ementa: "IMPOSTO S/PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS Não há previsão legal para corrigir monetariamente o valor de ressarcimento de crédito incentivado de IPI, não tendo aplicação ao caso a norma do art. 66 e sÇ 3 0 da Lei n°8.383/91. Pelo desprovimento do recurso." A decisão, em preliminar, afasta a possibilidade de o recorrente discutir no presente processo qualquer matéria ou aspecto que se refira a outros processos, concluindo que "não há como apreciar o pedido de correção monetária do ressarcimento em processo separado do próprio ressarcimento, ou seja, tratar o acessório (correção) independentemente do principal". Embora com essa argüição preliminar, a autoridade adentrou o exame do pedido para, após analisar as disparidades entre os conceitos de isenção, restituição e ressarcimento, concluir que seria indispensável a existência de lei especifica concessória do direito de atualização, nos casos de ressarcimento, lei que entende inexistente. Foi com essa fundamentação, contida também na ementa, que a decisão veio aos autos. Ainda inconformada, a empresa recorre a este Colegiado, fls. 63/69. Aponta, em primeiro lugar, que o presente processo trata de discussão autônoma, que se refere apenas à correção monetária devida pela União relativamente a diversos pedidos de ressarcimento. Afirma, então, que o pedido formalizado não pode ser acostado aos autos de qualquer um dos pedidos de 2 C2,t, DL ,:_ . . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11065.000204/92-77 Acórdão : 201-72.342 ressarcimento que indica. Ele não se vincula diretamente a nenhum deles, porque a matéria nos autos discutida não foi submetida à apreciação do Poder Executivo naqueles procedimentos. Realça que em todos os processos de ressarcimento não se cogitou da atualização monetária, até porque os modelos próprios não apresentavam campo próprio para isso. No mérito, reprisa os argumentos expostos na inicial, apoiando-se destacadamente na jurisprudência deste Conselho de Contribuintes na espécie e no Parecer n° 96 da Advocacia Geral da União, publicado no DOU de 18.01.96, que reproduz em parte. É o relatório. .\)\ , 3 , MINISTÉRIO DA FAZENDA *k , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESky Processo : 11065.000204/92-77 Acórdão : 201-72.342 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SÉRGIO GOMES VELLOSO Em preliminar, verifico que efetivamente o Pedido formulado a fls. 51/56 não está vinculado a qualquer processo específico de ressarcimento, abrangendo, designadamente, a atualização monetária de todos os valores originais já processados, -conforme demonstrativo que lhe é anexo. Ao invés de receber número de protocolo próprio, o pleito foi indevidamente inserido nos autos de um dos processos de ressarcimento. A autoridade julgadora de primeiro grau não se apercebeu do equívoco e apenas negou a possibilidade de examinar, nestes autos, os valores pertinentes aos outros processos de ressarcimento. A seguir, enfrentou o mérito do pedido, concluindo pela inexistência de norma legal que o albergasse. Relevante anotar que nada objetou aos cálculos, no que concerne ao processo de ressarcimento de que cuidaram os presentes autos. Evidentemente, ocorreu aqui um erro no processamento do feito, que deveria ter corrido em autos apartados, próprios, vez que o pedido formulado pela contribuinte não se contém nos limites do processo em que, por equívoco, foi inserido. A repartição local errou ao inserir o pleito em processo já encenado e ao não autuar em apartado o requerimento. O Delegado da Receita Federal e o Delegado de Julgamento também deveriam ter determinado a extração das peças relativas ao novo pedido, para tramitação em autos próprios, e, em rigor, deviam igualmente determinar a anexação de todos os autos dos processos de ressarcimento mencionados na inicial, para instrução correta. Possivelmente não fizeram essa anexação porque entendiam inexistente o direito alegado. A legislação de regência do Processo Administrativo Fiscal determina, entretanto, que o saneamento dos erros processuais, quando possível, há de ser feito sem produzir nulidade. Não vejo nulidade na decisão recorrida, nem motivo que enseje o retorno à repartição em sede de julgamento, pois esgotada a competência da instância inaugural. O defeito ocorrido pela inserção do pleito inicial em processo já encenado não tem o condão de alterar o conteúdo da petição, sua natureza e seu objeto. A decisão que enfrenta esse pedido e nega-lhe fundamento legal é válida e alcança a integralidade do pleito, conforme formulado. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA • 41,0 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11065.000204/92-77 Acórdão : 201-72.342 Não havendo sido controvertidos os cálculos e critérios, pela Fazenda, relativamente ao ressarcimento objeto destes autos, não vejo obstáculo a que se deixe para execução a verificação dos valores e fatos pertinentes aos demais processos de ressarcimento, trabalho que, aliás, deve ser feito pelo órgão da Receita Federal competente, quando o pleito é apresentado, uma vez que nesse órgão estão os processos de que necessita para as conferências. Desta forma, tenho para mim que nada obsta o exame do direito, nesta fase recursal. Em preliminar, portanto, abordo a possibilidade de pleitear, em autos distintos, a correção monetária de créditos já ressarcidos, objeto de processos já encerrados. Ao meu ver, não há sentido em exigir que a contribuinte peça a reabertura de cada um dos processos para, em cada um, solicitar a apuração e o ressarcimento dos valores correspondentes à correção monetária. Compete à autoridade administrativa proceder às investigações e às apurações, com os elementos suficientes de que dispõe, nos processos de que tem posse. Tenho, pois, que a decisão foi proferida recusando a existência do direito alegado e a este Conselho cabe, apenas, nesse particular, a retificação de seu alcance, que engloba a totalidade do pedido inicial, vale dizer: é aplicável em relação à correção monetária relativa a todos os ressarcimentos indicados na exordial. No mérito, a matéria discutida nos autos é por demais conhecida por este Colegiado, que já se pronunciou reiteradamente no sentido de que é ilícito recusar a correção monetária dos créditos que, por força de comando legal, devam ser ressarcidos. Como bem assinalado no Parecer da douta Advocacia Geral da União, aprovado pelo Exmo. Sr. Presidente da República, e que, portanto, tem caráter normativo, o principio da moralidade impede a todos, especialmente ao Estado, o enriquecimento sem causa, e determina ao "beneficiário" de uma norma o reconhecimento do mesmo dever na situação inversa. Assim, o direito à correção monetária está contido no próprio direito a haver o ressarcimento, como bem definiu a doutrina e a jurisprudência, inclusive administrativa. A matéria, enfim, já está pacificada nesta instância, pelo firme pronunciamento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que confirma o direito de atualização, através de diversos acórdãos, dentre os quais cito os de n's CSRF/ 02-0707, CSRF/02-0723, CSRF /02- 0708, CSRF/02-0726, CSRF/02-0722, este último assim ementado: 5 • 1 , „ ~ MINISTÉRIO DA FAZENDA snW5, '*1 1 1ÉV SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11065.000204/92-77 Acórdão : 201-72.342 "IPI — RESSARCIMENTO — A atualização monetária dos ressarcimentos de créditos de IPI(Lei 8.191/91) constitui simples resgate da expressão real do incentivo, não constituindo "plus" a exigir expressa previsão legal (Parecer AGU n° 91/96). O art. 66 da Lei 8.383/91 pode ser aplicado na ausência de disposição legal sobre a matéria, face aos princípios de igualdade, finalidade e da repulsa ao enriquecimento sem causa (art. 108, C7N). Recurso especial negado." Com essas considerações, voto pelo provimento do recurso, e por determinar que se apartem do processo original de ressarcimento as peças relativas a este litígio concernente à correção monetária dos valores ressarcidos para que constituam processo independente, que conterá esta decisão, competindo à repartição local a anexação dos processos de ressarcimento arrolados na inicial, e as demais providências de execução. Sala das Sessões, em 08 de dezembro de 1998 Gni SER O GOMES VELLOSO 1 6

score : 1.0
4694947 #
Numero do processo: 11040.000162/95-22
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 1998
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de crédito tributário de valor total superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), conforme art. 34,I, do Decreto nr. 70.235/72. Assim sendo, não é de se conhecer de recurso de ofício cujo valor de alçada não se encontre dentro do limite fixado. Recurso de ofício não conhecido, por faltar-lhe alçada.
Numero da decisão: 201-71566
Decisão: Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso, por falta de alçada.
Nome do relator: Luiza Helena Galante de Moraes

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199803

ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de crédito tributário de valor total superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), conforme art. 34,I, do Decreto nr. 70.235/72. Assim sendo, não é de se conhecer de recurso de ofício cujo valor de alçada não se encontre dentro do limite fixado. Recurso de ofício não conhecido, por faltar-lhe alçada.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 1998

numero_processo_s : 11040.000162/95-22

anomes_publicacao_s : 199803

conteudo_id_s : 4669484

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-71566

nome_arquivo_s : 20171566_000940_110400001629522_002.PDF

ano_publicacao_s : 1998

nome_relator_s : Luiza Helena Galante de Moraes

nome_arquivo_pdf_s : 110400001629522_4669484.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso, por falta de alçada.

dt_sessao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 1998

id : 4694947

ano_sessao_s : 1998

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:24:58 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713043066871349248

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-11T13:27:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-11T13:27:05Z; Last-Modified: 2010-01-11T13:27:05Z; dcterms:modified: 2010-01-11T13:27:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-11T13:27:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-11T13:27:05Z; meta:save-date: 2010-01-11T13:27:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-11T13:27:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-11T13:27:05Z; created: 2010-01-11T13:27:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2010-01-11T13:27:05Z; pdf:charsPerPage: 1464; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-11T13:27:05Z | Conteúdo => •C .-- 7 GI .1 2.0 PUBLI-ADO NO D. O. U. De 03/ 0/ is qg C ~A-LkÂXÁAd-C Rubrica MINISTÉRIO DA FAZENDA;_:•,„n<1 Otii`f,y SIW4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11040.000162/95-22 Acórdão : 201-71.566 Sessão •. 19 de março de 1998 Recurso : 00.940 Recorrente : DRJ EM PORTO ALEGRE - RS Interessada : Extrafruta Indústria da Alimentação Ltda. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - A autoridade de primeira instância recorrerá de oficio sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de crédito tributário de valor total superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), conforme art. 34, I, do Decreto n° 70.235/72. Assim sendo, não é de se conhecer de recurso de oficio cujo valor de alçada não se encontre dentro do limite fixado. Recurso de ofício não conhecido, por faltar- lhe alçada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DRJ EM PORTO ALEGRE - RS. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de oficio, por faltar-lhe alçada. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Geber Moreira e Sérgio Gomes Velloso. Sala das Sessões, em 19 de março de 1998 • iza •, elenatit Idde Moraes Presid ' nta 401/ .,,,~ a ó' :m.,•-x" innerrmW lfA rrillir Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Expedito Terceiro Jorge Filho, Rogério Gustavo Dreyer, Serafim Fernandes Corrêa, Ana Paula Tomazette Urroz (Suplente) e João B erj as (Suplente). Eaal/GB 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA "lePO)' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 11040,000162/95-22 Acórdão : 201-71.566 Recurso : 00.940 Recorrente : DRJ EM PORTO ALEGRE - RS RELATÓRIO E VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR VALDEMAR LUDVIG Trata-se de recurso de oficio de decisão que deferiu parcialmente a impugnação, cujo valor a ser pago é inferior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). A Medida Provisória n° 1.602, de 14.11.97, transformada na Lei n° 9.532, de 10.12.97, em seu artigo 67, alterou algumas disposições do Decreto n° 70.235, de 06.03.72, que regula o processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários da União. O artigo 34, inciso I, do referido Decreto n° 70.235/72, teve a sua redação alterada da seguinte forma: "Art. 34. A autoridade de primeira instância recorrerá de oficio sempre que a decisão: 1 - exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro da Fazenda." Por sua vez, a Portaria MF n° 333, de 11.12.97, fixou o valor de alçada para o recurso de oficio, de que trata o artigo 34, I, do Decreto n° 70.235/72, superior a R$ 500.000,00 • (quinhentos mil reais). Assim sendo, e nos termos da legislação citada, não conheço do presente recurso. É como voto. S. a da Ses.ões em 19 de março de 1998 /*- AL 2

score : 1.0