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4761542 #
Numero do processo: 10580.006736/87-78
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-84245
Nome do relator: Não Informado

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Recorrido : DRF EM SALVADOR - BA IMPOSTO DE RENDA NA FONTE - LUCROS DIS TRIBUÍDOS - DECORRÊNCIA - As quantias 7 excluída no processo principal, por com provadas, não podem integrar a base de , calculo do imposto de renda na fonte, tributado por via reflexa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto CONSTRUTORA ELETROBRASIL LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro ' Conselho de Contribuintes,por unanimidade de votos, em dar provimen to parcial ao recurso, para excluir da tributação as importãnciasde Cz$ 224.935,803 e Cr$ 1.769.000,00,nos anos de 1984 e 1985,respecti i vamente(padrão monetário à ,;,poca),nos termos do relatOrio e voto ' que passam a integrar o presente julgado. 'ala dzs SessOes(DF), em 15 de outubro de 1992. / PIA" A . I - PRESIDENTE E RELATORA.. t , 4 SESSÃO DE: AFONSO' 'LSI FERREIRA D, CAMPOS - PROCURADOR DA FA_ SESSÃO DE: pí ZENDA NACIONAL Li 4 iiLL. V ; V . DAMEFP/DF- SECOB N°064/90 ' , Participaram,ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Francisco de Assis Mirando, Sandro Martins Silva, Celso Alves Feitosa, Raul Pime tel, Jezer de Oliveira Candi- . do e Sebastião Rodrigues de Oliveira. N'' N 111 í : r• SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10580/006.736/87-78 RECURSO N9 71.042 ACORDÃO ta: 101-84.245 RECORRENTE: CONSTRUTOSA ELETROBRASIL LTDA. RELATÓRIO A contribuinte supra identificada recorre a este Conselho, da decisão da autoridade julgadora de primeira grau, que julgou procedente em parte a exigencia fiscal formalizada no Auto de Infração de fls. 01. Trata-se de tributação reflexa de outro processo ' instaurado contra a mesma contribuinte, na a.' rea do imposto de ren da - pessoa jurídica,protocolizado na repartição local sob o n2 102.638 Nestes autos cogita-se da cobrança do imposto de renda na fonte nos anos-base de 1983 a 1985, sobre valores conside rados omitidos na pessoas jurídica, consoante estabelecido no arti go 8 2 do Decreto-lei n 2 2.065/83. Mantida parcialmente a tributação no processo ma- triz em l instncia, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdição, conforme decisão de fls. 42/46, assim ementad H DAMEFP/OF- SECOS Ne 065/90 SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10580/006.736/87-78 3. AcOrdão n 2 101-84.245 " - TRIBUTAÇÃO REFLEXA NA FONTE. A diferença verificada na determinação dos resul tados da pessoa jurídica, por omissão de receita ou por qualquer outro procedimento que implique redução do lucro líquido do exercício, ser consi derada automaticamente distribuída aos socios e, sem prejuízo da incidencia do imposto da pessoa juridica, ser a tributada exclusivamente na fonte' a aliquota de 25% (vinto e cinco por cento). AÇÃO FISCAL PROCEDENTE EM PARTE." Dessa decisão a contribuinte foi cientificadaem 21.01.92 e, inconformada, ingressou em 19.02.92 com o recurso voluntario de fls. 71/77. Como razOes,do recurso, a contribuinte se reporta aos . fundamentos apresentados no processo principal. É o re,lato'rio. timprensaNacj SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n 2 10580/006.736/87-78 4. Acórdão n 2 101-84.245 VOTO Conselheira MARIAM SEIF, Relatora: O recurso tempestivo. Dele conheço. Conforme relatado, a tributação objeto deste processo decorrente da exigncia fiscal formalizada na área do IRPJ, objeto do' processo n 2 10580/006.737/87-31, cujo recurso foi protocolizado neste Conselho sob o n 2 102.638. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fáti co e o mesmo que embasou a exigencia procedida no processo principal,' no comportanto, por isso mesmo, uma apreciação desvinculada da levada a efeito naquele processo. Isto , porque, segundo remansosa jurispru dencia deste Colegiado, o decidido no processo da pessoa jurídica,quan to à mataria que, por sua natureza ou decorrencia de lei acarrete re flexo na tributação das pessoasfísicas, na fonte ou contribuiçOes, faz coisa julgada nos processos decorrentes, eis que, houvesse possibilida de de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos,poder-se-iam estabele- cer eventuais contraditorios desaconselhaveis sob o ponto de vista so cial e legal. Como o proceso principal foi objeto de deliberação cl..es te Colegiado em sessão realizada em 14.10.92, não cabe nestes autos reabrir a discussão em torno da existncia ou insubsistncia do suporte fático da exigencia, uma vez que a matria já foi amplamente debatida' e examinada naquela ocasio. Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de votos, deu provimento parcial ao recurso, como faz certo o AcOrdão n9 101- 84.184, de 14.10.92. lk„ V.V. imprensaNai Assim, considerando a decisão prolatada no processo principal através do acOrdão supramencionado, observado, ainda, o principio da decorrencia, outra não poderá' ser a decisão neste pra cesso. Nesta ordem de juízos, dou provimento parcial ao recurso, para excluir da tributação as importâncias de Cr$ 224.935.803 e Cr$1.769.000 nos anos de 1984 e 1985, respectivamen- te (padrão monetârio ã época). Brasília 10 15 de outubro de 1992 , MAR' á , . - RELATORA - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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4759439 #
Numero do processo: 10950.000488/93-26
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-89074
Nome do relator: Não Informado

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4759270 #
Numero do processo: 10880.029847/97-40
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Ementa: COFINS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Com a homologação expressa do lançamento por parte da autoridade administrativa, extingue-se definitivamente o crédito tributário e o prazo para revisão do lançamento. Recurso provido
Numero da decisão: 203-10.471
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Emanuel Carlos Dantas de Assis que apresentará declaração de voto e Antonio Bezerra Neto. Fez sustentação oral pela recorrente a Drª Ana Carolina Saba Utmati
Nome do relator: Emanuel Carlos Dantas de Assis

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Recorrida : DRJ-I erni São Paulo - SP COFINS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Com a , homologação expressa do lançamento por parte da autoridade • administrativa, extingue-se definitivamente o crédito tributário e o prazo para revisão do lançamento. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: PARKER IIANNIFIN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Emanuel Carlos Dantas de Assis que apresentará declaração de voto e Antonio Bezerra Neto. Fez sustentação oral pela recorrente a D? Ana Carolina Saba Utmati. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2005. ;„: .^44^ on z - a Neto Presi • t • - _f • ator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Teresa Martinez López, Cesar Piantavigna, Silvia de Brito Oliveira e Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva. Eaallmdc MINISTÉRIO DA FAZENDA r Conselho do Confributntes CONFERE COM O ORIGINAL Brasília 09 / 01- 1 fIC VIS 1 • r CC-MF •-• :érf: Ministério da Fazenda •, Fl. Sr1:14' Segundo Conselho de Contribuintes • 04(> :02 91 NN CFI rnRsÉGERI h Cif! 4ir aDMCAOF' Ont"R"EiGtnNrDNIAAL BISSI lia ,...e.11-02A-La- Processo ti* : 10880.029847/97-40 VISTO Recurso n* : 127.794 Acórdão n* : 203-10.471 Recorrente : PARKER HANNIFIN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO Da empresa acima identificada está sendo exigido o recolhimento da contribuição para Financiamento da Seguridade Social — COFINS, no valor de R$ 25.758,03, em função de ter efetuado o depósito judicial referente ao mês de dezembro (21/12193) fora do prazo legal de vencimento (07/01/93). Em sua impugnação apresentada tempestivamente a contribuinte alega que vinha realizando regularmente os depósitos judiciais, referente ao Mandado de Segurança n° 92.0064004-4, cuja guia de recolhimento foi requerida em tempo hábil (08/12/92) ao Poder Judiciário, sendo que esta somente foi emitida após o inicio do recesso do final de ano, o que impossibilitou seu recolhimento dentro do vencimento, fazendo com que este somente fosse possível após os reinicio dos trabalhos da justiça federal, o que se deu em 07/01/93, data esta em que foi realizado o referido depósito devidamente atualizado. Alega ainda a impugrtante que o presente auto de infração foi lavrado em procedimento de revisão fiscal, pois em 31 de julho de 1997, já tinha sido realizado pela Receita Federal uma diligência na empresa para verificar o regular recolhimento dos depósitos judiciais relativos à COFINS nos autos do referido Mandado de Segurança, e que por ocasião do encerramento desta diligência foi lavrado Termo de Encerramento de Diligência (fl. 59) nos seguintes termos: "Mandado de Segurança Processo n°92.0064004-4, 15° Vara Federal Fato gerador: meses maio/92 a dezembro/92 e janeiro/93 a oututbro/93 Conforme Termo de Verificação fiscal e retenção de esclarecimentos, lavrado em 31/07/97, a empresa depositou tempestivamente, em juizo, os valores da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social/COFINS, cujos montantes satisfazem os créditos a que se referem. A 9* Turma de Julgamento da DRJ/São Paulo, julga o lançamento procedente em decisão assim ementada: "Ementa: COFINS. Auto de Infração. Lei Complementar n.70/91. DEPÓSITOS JUDICIAIS — Os valores de contribuições e tributos depositados judicialmente fora do prazo legal de seu vencimento deverão ser acrescidos dos correspondentes encargos legais, nos termos da legislação aplicável (Lei n. 8.383/91). Crédito tributário relativo a insuficiência de depósito judicial. O lançamento por homologação configura condição resolutária de pagamento efetuado pelo sujeito passivo; a ausência de pagamento impossibilita a homologação. Não configuração de revisão de lançamento." # 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA Leibt Z' Conestho da C )13ibulnes 2' CC-MF • es Ministério da Fazenda +-en CONFERE O ORIGINA, I. sfr Segundo Conselho de Contribuintes BrasIlia 0c) I o Olo Processo n* : 10880.029847/97-40 Recurso n' : 127.794 VISTO Acórdão n* : 203-10.471 Inconformada com a decisão supra, a interessada apresenta tempestivamente, recurso voluntário dirigido a este Colegiado, reiterando suas razões de defesa já apresentadas na fase impugnatória. É o relatório. 3 ';•• Ministério da Fazenda MINISTÉRIO DA FAZENDA CC-MF Fl. Segundo Conselho de Contribuintes • cortiCAseElheo9datACoonotribRuiriNAL BrasliaLOALLOS2-Processo : 10880.029847/9740 Recurso ri* : 127394 Acórdão n2 : 203-10.471 VISTO VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR VALDEMAR LUDVIG O Recurso é tempestivo e preenche todos os demais requisitos exigidos para sua admissibilidade, estargto, portanto, apto a ser conhecido. A matéria que se nos apresenta diz respeito a recolhimento a menor em depósito judicial. Quanto à diferença a menor levantada pela fiscalização, nenhuma objeção a fazer, uma vez que a imputação realizada confirma esta situação. Ocorre que, em se tratando de lançamento por homologação, previsto no parágrafo 4° do artigo 150 do CTN, situação esta que ocorre mesmo em se tratando de recolhimentos efetuados a titulo de depósito judicial, a autoridade administrativa tributária tem um prazo de cinco anos para homologar expressamente o lançamento, o que não ocorrendo, acontece a homologação tácita. Em havendo a homologação expressa do lançamento, dentro do prazo acima previsto acontece a extinção definitiva do crédito tributário, não mais restando prazo legal para qualquer revisão. E foi exatamente isto que aconteceu no presente caso, pelo documento de fl. 59, verifica-se que houve a homologação expressa do lançamento, por parte da autoridade administrativa, ao reconhecer que a empresa depositou tempestivamente, em juizo, os valores da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social/Cofins, cujos montantes satisfazem os créditos a que se referem. F ao posto, voto no sentido de dar provimento ao recurso. Sala das • essõ, ., em 19 de outubro de 2005 wiéelr-atter;:at-dra 4 • • Ministério da Fazenda CaMF . 1^;:g." f Ft Segundo Conselho de Contribuintes • Processo n 10880.029847197-40 Recurso : 127.794 Acórdão ni : 203-10.471 DECLARAÇÃO DE VOTO DO CONSELHEIRO EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Reportó-me ao voto do ilustre relator, para dele discordar por entender que após a homologação expressa pode, sim, haver lançamento de eventual diferença verificada posteriormente, desde que respeitado o prazo decadencial, como se deu na situação dos autos. A interpretação que prevaleceu neste julgado, segundo a qual após ser homologado expressamente o valor do depósito judicial estaria vedado o lançamento de diferença apurada posteriormente, não me parece a melhor porque a conversão do depósito em renda equivale a um pagamento à vista que, no entanto, só extingue a obrigação tributária no montante convertido. Na parcela igual à diferença não depositada a obrigação tributária subsiste, podendo e devendo o Fisco efetuar o lançamento correspondente, dentro do prazo decadencial. Como é cediço, a situação do depósito é semelhante à do pagamento antecipado, previsto no art. 150, § 1 0, do CIN, para a hipótese de tributo sujeito ao lançamento por homologação, em que a Fazenda pode e deve efetuar o lançamento de eventual diferença apurada a posteriori. Além do mais, é possível um reexame do período fiscalizado, ainda que tenha sido lavrado auto de infração no primeiro exame. O simples reexame - ou seja, nova fiscalização em período fiscalizado anteriormente, a resultar ou não em novo lançamento, dito complementar - é inconfundível com a alteração do lançamento de que trata o art. 145 do CTN, e também com a revisão de oficio do art. 149. Por isto entendo não se poder perquirir da nulidade com base nesses dois artigos citados. Ora, se é permitido lançamento complementar após um lançamento anterior, permissivo maior há para o lançamento após a homologação expressa. Afinal, ao homologar o procedimento do contribuinte, atestando ter sido depositado corretamente o depósito judicial (somente depois, e no prazo decadencial, é que a fiscalização verificou a insuficiência do valor, por ter havido atraso no depósito), o que a autoridade administrativa fez foi dizer, expressamente, da extinção da obrigação tributária, na proporção do montante depositado. Na parcela equivalente à diferença não houve qualquer extinção, pelo que possível e necessário o lançamento. Pelos fundamentos acima, declaro as razões pelas quais nego provimento ao Recurso. Sala de Sessões, em 19 de outubro de 2005. o DA FAZENDA ---1°1111#40,11P_ n,-/1/01 artair r CONFERE COM O ORIGINA). MriNcIS.TEn..R19,44. --Q-L°E • 11EL eire h .' AS DE ASSIS BrasIllart Contr!bulntes 5 Page 1 _0051400.PDF Page 1 _0051500.PDF Page 1 _0051600.PDF Page 1 _0051700.PDF Page 1

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Numero do processo: 10680.006119/88-52
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-79637
Nome do relator: Não Informado

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Recorrid a - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM BELO HORIZONTE (MG) IRF - MSIGÉNCIA DECORRENTE - OPORTUNI- DADE DO LANÇAMENTO - Uma vez verifica- do o fato gerador do impósto, o lança- mento do tributo é ato administrativo' vinculado que se impõe, independente-- mente do exame de outros lançamentos fundados na mesma matéria fãtica. - IRF - DIMINUIÇÃO DOS RESULTADOS DO PE - RIODO RECEITA DE VENDAS NÃO REGISTRAI DAS - Nos termos do art. 89 do Decre- to-lei n9 2.065/83, a indevida diminui ção dos resultados do exercício, por omissão de receita, acarreta a tributa ção exclusiva na fonte dos recursos pie. sumivelmente distribuídos aos sócios,a ali:quota de 25%. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ADIPEÇAS LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre sente julgadoo., Sala das Sessões (DF), em 14 de dezembro de 1989 - / m--URGAre P - • LOPrS - PRESIDENTE , Ar JtSÉ EDUARDO •AÁN. -El, DE ALCKMIN - RELATOR ,_AP n VISTO EM AFONS8 O FERREIRA DE 'iRPOS — PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: 2 2 FE. NACIONAL TT Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Con- selheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS' MIRANDA, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, CAN DIDO RODRIGUES NEUBER e RAUL PIMENTEL. 10fr,P. , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10680-006.119/88-52 RECURSOW 56.468 ACóRIMON9: 101-79.637 RECORRENTE: ADIPEÇAS LTDA. - RELATÓRIO Cuida-se de lançamento de imposto de renda na fon- te, com base no art. 89do Decreto-lei n9 2.065/83, decorrente de ação fiscal em que se apurou diminuição dos resultados da pessoa jurídica, relativamente aos anos de 1983 a 1986. Ciente da exigência, a empresa formulou impugnação em que, manifestou confiança na decretação do acolhimento da re- clamação apresentada no processo matriz. Instada a se manifestar, a Fiscalização limitou-se a sustentar a correção do Auto lavrado no processo principal, opi nando pela manutenção da ação fiscal. As fls. 20/22, juntou-se cOpia da decisão de pri meiro grau referente ã exigência matriz, cuja ementa é a seguinte: "IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS - PESSOA JUR1DI CA - RECEITAS OPERACIONAIS - legitima a incidênll cia do imposto de renda lançado com base em omis são de receitas apurada em levantamento , realizado T pelo Fisco Estadual." De outra parte, apreciando o lançamento, a Autori- dade julgadora decidiu a presente lide, conforme eme 9.,de fls. 25, verbis:1 ,'57 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10680-006.119/88-52 3. Acórdão n9 101.79.637 "IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS - FONTES DA APLICAÇÃO DAS NORMAS DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO. O decidido no processo matriz faz coisa julgada no processo instaurado como decorrente." Tendo a contribuinte sido cientificada do decisó- rio, dele interpas recurso sustentando a improcedência da ação fiscal, reportando-se às razões do recurso relativo ao lançamen- to matriz, bem como alegando ser nulo o auto decorrente. Observo, finalmente, que esta Câmara, ao apre- ciar o Recurso 95.567, manteve a decisão de primeiro grau, con _ soante o Acórdão n9 101-79.553, encimada pela seguinte ementa: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO INTER- POSTO SEM OBSERVÂNCIA DO PRAZO ESTABELECIDO NO ART. 33 DO DECRETO N9 70.235/72 - NÃO CONHECIMEN _ TO POR PEREMPÇÃO - O recurso voluntário há de ser interposto dentro do prazo de trinta dias es- tabelecido pelo art. 33 do Decreto n9 7,O.235/72 , sob pena de não ser conhecido, por per pto. Recurso de que não se conhece." É o relatório. 1 ..--- : SERVIÇO PUBLICO PROCESSO N9 10680-006.119/88-52 4 Acórdão n9 101-79.637 VOTO_ Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi interposto com guarda do prazo de trinta dias, razão porqt3e.merece ser conhecido. Trata-se de recurso inter posto contra exigência' . (de imposto de renda na fonte, em decorrência de ação fiscal em que se imputou distribuição de lucro, adveniente de receita per- cebida em rendas não contabilizadas. Saliento que o apelo inter posto pela empresa no processo atinente ao imposto de renda da pessoa jurídica não foi conhecido, em virtude de sua perempção. Dessa forma, impõe-se nesses autos, o exame dos pressupostos faticos em que se -baseou a ação fiscal. A irresignação da contribuinte, no recurso, cin- ge-se ã questão da inviabilidade do lançamento reflexo antes da decisão final quanto ao processo principal. Na realidade, a utilização de termos como "pro- cesso principal" e "processo reflexo ou decorrente" tem induzido, por vezes, a equívocos em relação ao processamento da formaliza- ção das exigências tributarias. O que ocorre é que um mesmo fato jurídico serve de base para mais um lançamento (v.g., imposto de renda da pes- soa jurídica, imposto de fonte, contribuição ao PIS, etc.). Sem nenhuma dúvida, a verificação do fato jurídi co comum e, legalmente, suficiente para autorizar os vários lan- çamentos. Diria , mais, os lançamentos são ate obrigatórios, uma vez que se trata de ato administrativo vinculado. Na fase litigiosa do procedimento, porem, como a - matéria fatica é única, admite-se que o exame das provas apresen SERVIÇONEWICOFEURAL PROCESSO N9 10680-006.119/88-52 5 Acórdão n9 101-79.637 tadas em um dos processos prevaleça em relação aos outros. isto pa ra evitar repetições desnecessárias, ou seja, por economia proces- sual. Note-se, porém, que nada há na lei que vincule o julgador dos diversos processos. A observância do decidido no pri- meiro processo examinado não é imperativo legal, mas tão somente prática adotada na instância administrativa como medida de econo- mia processual. Assim, cada lançamento é, em face da lei, indepen- dente em relação aos demais. A prática administrativa é que admite que a apreciação dos fatos seja feita mais profundamente num pro- cesso,aproveitando-se as conclusões ali extraídas para os demais. Tal aproveitamento, porém, é uma faculdade, não um imperativo lp, gal. Nesses termos, nada há na lei que ampare a preten- são da recorrente de que o lançamento dito decorrente somente -se dê após a decisão definitiva quanto ao lançamento dito principal. O presente caso ilustre bem a circustância aqui' ressltada. A segunda instância não apreciou a matéria fática no processo dito principal, porque o recurso lá interposto foi consi- derado perempto. No entanto, no presente processo (atinente a lan- çamento dito reflexo), tendo em vista o conhecimento do recurso, impõe-se o exame dos fatos ensejadores do lançamento, podendo o re curso, em tese, ser provido. Assim, não procede o argumento de que o lançamento somente seria possível após decisão definitiva do processo matriz. Repita-se, o lançamento se impõe porque é ato administrativo vincu- lado, além do que sua realização deve ser admitida até para evitar decadência. -"- Em relação à matéria de mérito, a contribuinte ne- nhum argumento apresentou no sentido de infirmar a imputação de - omissão de receita por vendas não registradas. O fato descrito, sem 6 V.v. dúvida, é apto a embasar o lançamento de que cuida o presente processo. 42- Por todo o exposto, nego prov'mento ao recurso. '71- ' .1-------- i33 D ARDO RANGE,- DE ALCKMIN - RELATORJo. (-- ,---__--- ---,___-/ _ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1

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Numero do processo: 13901.000728/85-93
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-77222
Nome do relator: Não Informado

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Recorrida - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO - (SP). IRF - TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Despesa ope racional glosada na determinação d5 lucro líquido.- O fato gerador da o- brigação tributária nascida do refle- xo da incidência do imposto sobre a renda derivada de diferença apurada por glosa de despesa operacional inde vida é, a partir do Decreto-lei núme- ro 2.064, de 19.10.1983, a presunção absoluta dadistribuição de tal valor aos titulares do direito de participa ção no resultado da pessoa jurídica. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TEKNOS KOLZER INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar as prelimi — nares arguidas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 19 de junho de 1987 (-2 URGEL rE' 'RA OPES - PRESIDENTE ALCd D AZEVEDO' O SECA PINTO - RELATOR I — VISTO EM AGOSTINHO FLol" S - PROCURADOR DA FA n SESSÃO DE: 4,0 w . • ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRI -S- - v.v TÕVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL,e JOSE" EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 2. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13901-000.728/85-93 RECURSOW 48.755 ACUDÃOW 101-77.222 RECORRENTEW TEKNOS KOLZER INDGSTRIA E CONIRRCIO LTDA: RELATÓRIO Versam os autos deste processo tempestivo recurso da decisão de primeira instância prolatada na impugnação ofereci- da ã exigência do imposto exclusivamente na fonte sobre despesas' operacionais glosadas na revisão da declaração de rendimentos do exercício financeiro de 1984 e que foram objeto da tributação do imposto das pessoas jurídicas, mantida pelo Acórdão n9 101-76.841, desta Câmara, em julgamento do processo n9 13.801-000.727/85-21. O procedimento administrativo confirmado pela de- cisão recorrida resultou da aplicação do disposto no artigo 89, do Decreto-lei n9 2.065, de 26.10.1983, em decorrência da diferen ça verificada na apuração dos resultados da Recorrente que, por diminUir, e de modo deliberado i a determinação do lucro líquido' do período-base de 1983, foi de ofício, acrescida ã base de câlcu lo do imposto das pessoas jurídicas por ela devido. Por suas razões de recorrer, após a arguição de duas preliminares: (a) declaração indevida da intempestividade da impugnação e (b) nulidade da decisão recorrida por imcompetência de seu prolator; a Recorrente ataca o mérito reeditando sua argu mentação anterior, na fase impugnativa e no processo relativo ao imposto das pessoas jurídicas. - Registre-se que pelo Acórdão n9 101-76.841, por cópia a fls. esta Câmara, ã unanimidade, negou provimento ao f) ^ DMF DF/19 C-C - Secgraf 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13901-000.728/85-93 3. ACÓRDÃO N9 101-77.222 recurso da decisão mantendo a exigência do imposto das pessoas jurídicas incidente sobre a diferença retro mencionada e neste, por definição legal, considerada lucro automaticamente distribuí do. São lidas, na íntegra, a decisão recorrida e a pe tição recursória. 2 o relatório. VOTO Conselheiro ALCEU DE AZEVEDO FONSECA PINTO, Relator: Conheço do recurso, por manifestado nos moldes e prazo da lei. No que tange às preliminares, ambas devem ser re jeitadas. A primeira, por despicienda para a eficácia da deci são recorrida, eis que, embora declarada, não foi respeitada pe- la autoridade prolatora e, como alega a Recorrente, não ocorreu a perempção da petição impugnativa. Quanto a segunda, o funda- mento de que inexiste autorização expressa no Decreto n9 70.235, de 06 de março de 1972, para transferir a competência declarada pelo seu artigo 25, inciso "1", alínea "a", ao caso não se apli- ca, visto encontrar-se suficientemente autorizada pelo Decre- to n9 83.937, de 06 de setembro de 1979, em regulamentação do ca pítulo IV, do título II, do Decreto-lei n9 200, de 25 de feverei ro de 1967, a prática da delegação de competência do Delegado da Receita Federal para os chefes de repartições a ele subordinados. No mérito, em se tratando de diferença verificada'. na apuração do resultado da pessoa jurídica por despesas contabi lizadas como pagas por promoção de vendas e comissões sobre as mesmas, porém, cobertas com documentação emitida por pessoa jurí dica considerada inidõnea e, ainda, sem a evidência demonstrada da prestação do serviço dito remunerado, constituiu-se em redu- ão indevida e intencional do lucro líquido, a ensejar a presun- ; (ão de lucro automaticamente distribuído a seus sócios, na reali SERVIÇOPÚBLICOFEDERAL PROCESSO N9 13901-000.728/85-93 4. ACÓRDÃO N9 101-77.222 zação indiscutível da hipótese contida no artigo 89 dóDebreto-lein9 2.065, de 26 de outubro de 1986. Diante do exposto e â vista da confirmação, pelo Acórdão n9 101-76.841, desta Câmara da base de cálculo do impos- to das pessoas jurídicas incidente sobre o lucro neste considera do distribuído, o crédito tributário, reflexivamente constituído e que ora se contesta, tem procedência indiscutível. A negativa de provimento, portanto, é o meu VOTO. ff-7' ALCEU DE EVEDO FO '5.-A PINTO - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1

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Numero do processo: 10980.004429/2008-07
Data da sessão: Tue Oct 18 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário:2003 DECADÊNCIA. Para os tributos cujo lançamento é tido por homologação, não havendo prévio pagamento, o dies a quo para contagem da decadência é nos termos do art. 173, I do CTN o primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Nos termos do art. 124, inciso I do Código Tributário Nacional, respondem solidariamente pelos tributos devidos as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal.
Numero da decisão: 1803-001.079
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, conhecer do recurso, e no mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH

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FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2003  DECADÊNCIA.  Para os tributos cujo lançamento é tido por homologação, não havendo prévio  pagamento, o dies a quo para contagem da decadência é nos  termos do art.  173,  I  do  CTN  o  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  aquele  em  que  o  lançamento poderia ter sido efetuado.  RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.  Nos  termos do art. 124,  inciso  I do Código Tributário Nacional,  respondem  solidariamente pelos tributos devidos as pessoas que tenham interesse comum  na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  maioria  de  votos,  conhecer  do  recurso, e no mérito, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos  termos  do  relatório  e  votos  que  integram  o  presente  julgado. Vencido  o Conselheiro  Sérgio  Rodrigues Mendes.  (assinado digitalmente)  Selene Ferreira De Moraes ­ Presidente.     (assinado digitalmente)  Walter Adolfo Maresch ­ Relator.     Fl. 400DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 361          2 Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Selene  Ferreira  de  Moraes (Presidente), Sérgio Rodrigues Mendes, Walter Adolfo Maresch, Sérgio Luiz Bezerra  Presta, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman.    Relatório  O  sujeito  passivo  solidário  do  débito  tributário  em  nome  de  RICARDO  AIDAR (RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO da empresa PORTÃO GOLDEN BINGO LTDA),  SAMIR AIDAR, já qualificado nestes autos, inconformado com a decisão proferida pela DRJ  CURITIBA  (PR),  interpõe  recurso  voluntário  a  este  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais, objetivando a reforma da decisão.  Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos.  Os  presentes  autos  referem­se  ao  processo  administrativo  em  que  foram  lavrados  autos  de  infração  contra  o  contribuinte  RICARDO HAIDAR,  responsável  tributário da extinta PORTA0  GOLDEN BINGO, de agora em diante designado simplesmente  como  "contribuinte",  referentes  ao  IRPJ  —  Imposto  sobre  a  Renda  da  Pessoa  Jurídica,  no  valor  total  de  R$  137.310,42,  à  CSLL —  Contribuição  Social  sobre  o Lucro  Liquido,  no  valor  total de R$ 19.786,35; ao PIS — Contribuição ao Programa de  Integração Social, no valor  total de R$ 12.028,66, e à COFINS  — Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, no  valor total de R$ 55.517,32, relativos ao ano­calendário 2003. Os  valores  totais  englobam  o  tributo  (principal),  as  multas  e  os  juros  estabelecidos.  Todos  os  valores  somados  resultam  em R$  224.642,75 de exigência.  2.  O  Termo  de  Verificação  Fiscal,  fls.  278/283,  descreve  a  apuração  das  irregularidades  e  fornece  a  fundamentação  da  autuação, também complementadas nos campos "Descrição dos  Fatos e Enquadramento(s) Legal(is)" e nas planilhas auxiliares  constantes  dos  autos.  Desses  elementos,  extrai­se  a  seguinte  síntese dos fundamentos da autuação:  2.1.  Tendo  sido  constituída  em  27/12/2000,  com  o  objetivo  de  administrar  concursos  de  prognósticos,  locação  de  jogos  eletrônicos,  promoção  de  eventos  artísticos,  restaurante  e  lanchonete,  a  empresa  PORTAO  GOLDEN  BINGO  LTDA  encontrava­se  "extinta  de  fato"  durante  os  trabalhos  de  fiscalização,  porém,  não  procedeu  à  liquidação  regular,  não  tendo apresentado a DIPJ relativa ao encerramento.  2.2. Com  base  no  art.  135,  III,  do Código  Tributário Nacional  (Lei  n°  5.172/66,  CTN),  e  de  acordo  com  o  art.  207,  V,  do  Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n° 3.000/99 —RIR)  e  o  art.  5°  do  Decreto­lei  n°  1.598/77,  em  caso  de  dissolução  irregular,  respondem  pessoalmente  pelos  tributos  devidos  os  sócios com poderes de administração, ao pela qual o lançamento  foi  efetuado  sobre  a  pessoa  física  de  Ricardo Haidar,  que  é  o  Fl. 401DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 362          3 único  sócio  com  poderes  de  administração,  segundo  a  última  alteração contratual registrada.  2.3.  O  lançamento  identifica  também  o  sujeito  passivo  Samir  Haidar como responsável solidário pelo crédito tributário, pelo  seguintes motivos:  2.3.1.  Foi­lhe  outorgada  procuração  que  lhe  confere  "gerais  e  ilimitados  poderes  para  gerir  e  administrar  todos  os  bens,  negócios,  haveres  e  interesses  do  outorgante,  (...)",  inclusive  a  empresa  Portão  Golden  Bingo  Ltda  e  movimentar  contas  bancárias. Esta procuração faz parte dos documentos cadastrais  da empresa junto ao Banco Sudameris.  2.3.2. Samir Haidar praticou atos de gestão como emitir cheques  pela empresa e outorgar poderes de movimentação da conta da  empresa  para  a  gerente­financeira  Kadige  Haidar.  Neste  documento,  Samir Haidar declara­se  "titular da conta  corrente  em nome da empresa Portão Golden Bingo Ltda".  2.3.3.  Samir  Haidar  era  efetivamente  do  ramo  de  bingos.  Foi  sócio­fundador  e  administrador  da  empresa  Portão  Entretenimento  Ltda,  cujo  nome  de  fantasia  era  exatamente  o  mesmo  nome  de  fantasia  da  empresa  Portão  Golden  Bingo,  ambas situadas no mesmo endereço cadastral e tendo as mesmas  atividades como objeto social. Por sinal, Samir Haidar retirou­ se  também  daquela  sociedade,  cedendo  suas  cotas  para  as  mesmas  pessoas  que  também  foram  sócias  desta,  inclusive,  a  partir de 14/03/2002, o sócio­gerente de direito Ricardo Haidar.  2.4. O lançamento refere­se a receitas presumivelmente omitidas  em  razão  de  existirem  depósitos  bancários  cujas  origens  não  foram  comprovadas,  conforme  o  art.  42  da  Lei  n°  9.430/96,  demonstrados  em  fls.  274/277.  Foram  lançados  reflexamente  a  CSLL, a Contribuição ao PIS e a COFINS.  2.5.  Foi  adotado  o  regime  do  lucro  arbitrado  em  razão  de  a  empresa,  regularmente  intimada,  não  ter  apresentado  os  livros  de sua escrituração contábil e fiscal.  2.6.  A  multa  de  oficio  foi  qualificada  em  razão  de  os  administradores,  embora  plenamente  cientes  das  atividades  operacionais  e  do  consequente  faturamento,  terem  deixado  de  apresentar  a  DIPJ  referente  ao  ano­calendário  2003,  assim  como  não  houve  débitos  declarados  nas  DCTFs  respectivas,  configurando  sonegação.  Ato  contínuo,  os  administradores  promoveram  a  dissolução  irregular  da  empresa,  abandonando  as  atividades  e  desaparecendo  do  mundo  formal,  tornando  inacessíveis à RFB os livros e documentos contábeis e fiscais.  3.  O  contribuinte  Ricardo  Haidar  foi  cientificado  pela  via  editalícia  em  23/04/2008,  começando  a  correr  o  prazo  para  a  apresentação da impugnação no dia seguinte, e o sujeito passivo  solidário  Samir  Haidar  foi  cientificado  pela  via  postal  em  15/04/2008.  Fl. 402DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 363          4 Irresignado,  Samir  Haidar  apresentou  impugnação  em  12/05/2008, na qual insurge­se contra a autuação expendendo os  seguintes argumentos, em síntese:  3.1.  Impossibilidade  de  responsabilidade  solidária  como  pretendida:  3.1.1. Nem mesmo o STJ permite a inclusão dos sócios no polo  passivo por divida da sociedade na ação executiva.  3.1.2. Samir Haidar sequer era sócio da empresa objeto da ação  fiscal.  Muito  menos  a  responsabilidade  pretendida  por  instrumento  de  procuração  pode  estender  a  solidariedade  pretendida.  3.1.3.  A  desconsideração  da  personalidade  jurídica  só  seria  cabível se caracterizada manipulação fraudulenta ou abusiva do  instituto  (teoria maior  da  desconsideração)  conforme  o  art.  50  do Código Civil. No caso em tela, não se aplica o art. 50, pois o  encerramento  das  atividades  aconteceu  de  forma  abrupta  em  razão  de  determinação  legal  e  judicial,  sem  que  a  vontade  do  contribuinte concorresse para isso.  3.1.4.  A  procuração  recebida  por  Samir  Haidar  foi  revogada  (rectius,  o  mandato  outorgado  por  meio  da  procuração),  por  telefone, antes de qualquer iniciativa fiscal.  4. Ao final, requer a exclusão de Sarnir Haidar do polo passivo,  além da prescrição de todos os fatos geradores ocorridos entre  2000 e 2002.  A DRJ  CURITIBA/PR,  através  do  acórdão  06­25.756,  de  11  de março  de  2010 (fls. 336/339v), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  A  RENDA  DE  PESSOA  JURÍDICA IRPJ   Ano­calendário: 2003   IMPOSSIBILIDADE  DE  INCLUSÃO  DE  SÓCIO  NO  POLO  PASSIVO  EM  RAZÃO  DO  INADIMPLEMENTO.  IMPERTINÊNCIA.  O  mero  inadimplemento  não  é  motivo  de  inclusão  de  sócio,  ainda  que  administrador,  no  polo  passivo  da  relação  jurídico­ tributária.  No  entanto,  é  impertinente  tal  alegação  quando  a  responsabilização  solidária  não  se  fundamenta  em  mero  inadimplemento, mas sim em um conjunto probatório suficiente a  convencer  que  o  sujeito  era  sócio  e  administrador  de  fato  da  empresa, com simulação nocente.  SOLIDARIEDADE  PASSIVA  E  DESCONSIDERAÇÃO  DA  PERSONALIDADE JURIDICA. INSTITUTOS DIVERSOS.  A  desconsideração da personalidade  jurídica  é  uma  espécie  de  sanção  pelo  ato  ilícito  consistente  no  abuso  da  personalidade;  enquanto  a  solidariedade  é  determinada  pelo  interesse  comum  Fl. 403DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 364          5 na  situação  que  constitui  o  fato  gerador  do  tributo,  independentemente de ter havido ato ilícito ou não.  DESNECESSIDADE  DE  O  FISCO  PROCEDER  A  DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA.  A  Administração  Tributária  não  precisa  desconsiderar  a  personalidade  jurídica  porque  o  "terceiro"  que  iria  ser  responsabilizado  em  função  da  desconsideração  não  é  um  terceiro  no  que  concerne  à  relação  tributária,  mas  sim  é  seu  integrante.  LANÇAMENTOS REFLEXOS. CSLL. COFINS. PIS.  A  fundamentação  expendida  para  o  IRPJ  é  adotada  para  os  lançamentos reflexos.  Ciente da decisão em 14/04/2010, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl.  349),  apresentou  o  sujeito  passivo  solidário  (SAMIR  AIDAR)  recurso  voluntário  em  12/05/2010  ­  fls.  355/359,  onde  reitera  os  argumentos  da  inicial  de  prescrição  (sic)  e  impossibilidade de responsabilização solidária pelos débitos lançados.  É o relatório.    Voto             Conselheiro Walter Adolfo Maresch  O  recurso  é  tempestivo  e  preenche  os  demais  requisitos  legais  para  sua  admissibilidade, dele conheço.  Trata o presente processo de auto de  infração  IRPJ, CSLL, PIS e COFINS,  relativos  ao  ano  calendário  2003,  lavrados  em  virtude  de  omissão  de  receitas  por  depósitos  bancários não comprovados, em nome da empresa PORTÃO GOLDEN BINGO LTDA, cujos  débitos correspondentes foram lançados em nome do responsável  tributário – o sócio gerente  RICARDO AIDAR.  Mediante  termo de sujeição passiva  solidária  (fls. 313)  foi  responsabilizado  também o  procurador de RICARDO AIDAR –  o Sr.  SAMIR AIDAR  ­  que  foi  o  único  que  apresentou impugnação e recurso voluntário.  Alega o recorrente em síntese:  a) Que os fatos geradores se encontram atingidos pela prescrição (sic) pois a  intimação ocorreu após cinco anos exigidos pela legislação tributária;  b) Que não houve extinção irregular mas impedimento legal de continuidade  das operações;  Fl. 404DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 365          6 c)  Que  não  é  possível  a  responsabilização  solidária  do  procurador  pois  a  procuração foi revogada por telefone dada a ausência do outorgante (Ricardo Aidar);  d)  Que  a  responsabilização  solidária  não  pode  prosperar  pois  não  houve  “simulação, fraude, confusão patrimonial ou abuso de gestão”.  Não assiste razão ao interessado.  Com  efeito,  inicialmente  com  relação  à  alegação  de prescrição,  na  verdade  trata­se de decadência do direito de  lançamento  por parte da Fazenda Nacional,  tenho que  a  decisão  de  primeira  instância  aplicou  corretamente  o  direito  em  relação  a  matéria,  não  reconhecendo a decadência dos fatos geradores do ano calendário 2003, mantendo­se incólume  o lançamento.  Neste particular, aplica­se o disposto no art. 62­A do Regimento  Interno do  CARF, a saber:  Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  matéria  infraconstitucional,  na  sistemática  prevista  pelos  artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.  Neste  diapasão,  deve  ser  observado o  julgado  contido  no Recurso Especial  973.733­SC  do  STJ,  aplicando  a  regra  do  art.  173,  I  do  CTN  para  os  tributos  sujeitos  ao  lançamento por homologação, considerando não ter havido prévio pagamento, com a seguinte  ementa:  PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543­C, DO  CPC.  TRIBUTÁRIO.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.  INEXISTÊNCIA  DE  PAGAMENTO  ANTECIPADO.  DECADÊNCIA  DO  DIREITO  DE  O  FISCO  CONSTITUIR  O  CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL.  ARTIGO  173,  I,  DO  CTN.  APLICAÇÃO  CUMULATIVA  DOS  PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN.  IMPOSSIBILIDADE.  1.  O  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  (lançamento  de  ofício)  conta­se  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento  antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o  mesmo  inocorre,  sem  a  constatação  de  dolo,  fraude  ou  simulação  do  contribuinte,  inexistindo  declaração  prévia  do  débito  (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel.  Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg  nos  EREsp  216.758/SP,  Rel.  Ministro  Teori  Albino  Zavascki,  julgado  em  22.03.2006,  DJ  10.04.2006;  e  EREsp  276.142/SP,  Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005).  Fl. 405DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 366          7 2.  É  que  a  decadência  ou  caducidade,  no  âmbito  do  Direito  Tributário,  importa  no  perecimento  do  direito  potestativo  de  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  pelo  lançamento,  e,  consoante  doutrina  abalizada,  encontra­se  regulada  por  cinco  regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra  da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos  ao  lançamento  de  ofício,  ou  nos  casos  dos  tributos  sujeitos  ao  lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o  pagamento  antecipado  (Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e  Prescrição  no  Direito  Tributário",  3ª  ed.,  Max  Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210).  3.  O  dies  a  quo  do  prazo  qüinqüenal  da  aludida  regra  decadencial  rege­se  pelo  disposto  no  artigo  173,  I,  do  CTN,  sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado"  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível,  ainda  que  se  trate  de  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação,  revelando­se  inadmissível  a  aplicação  cumulativa/concorrente  dos  prazos  previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante  a  configuração  de  desarrazoado  prazo  decadencial  decenal  (Alberto  Xavier,  "Do  Lançamento  no  Direito  Tributário  Brasileiro",  3ª  ed.,  Ed.  Forense,  Rio  de  Janeiro,  2005,  págs.  91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed.,  Ed.  Saraiva,  2004,  págs.  396/400;  e  Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e Prescrição  no Direito Tributário",  3ª  ed.,  Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199).  5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuida­se de tributo  sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege  de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não  restou  adimplida  pelo  contribuinte,  no  que  concerne  aos  fatos  imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro  de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos  deu­se em 26.03.2001.  6.  Destarte,  revelam­se  caducos  os  créditos  tributários  executados,  tendo  em  vista  o  decurso  do  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  que  o  Fisco  efetuasse  o  lançamento  de  ofício  substitutivo.  7. Recurso  especial  desprovido.  Acórdão  submetido  ao  regime  do artigo 543­C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.  Considerando que a ciência do lançamento ocorreu em 08/05/2008 (fl. 311)  para RICARDO AIDAR  (Responsável Tributário)  e 15/04/2008  (fl.  314)  para o  responsável  tributário  solidário  SAMIR  AIDAR  e  os  fatos  geradores  corresponderem  a  31/03/2003  e  30/06/2003  para  o  IRPJ  e CSLL  e  31/01/2003  a  30/06/2003  para  o  PIS/PASEP  e COFINS,  constata­se que aplicando o disposto no art. 173, I do CTN, somente em 31/12/2008 ocorreria a  decadência dos fatos geradores objeto do lançamento.  No  que  tange  à  responsabilidade  passiva  solidária  de  SAMIR  AIDAR,  melhor sorte não colhe o recorrente.  Fl. 406DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 367          8 Inicialmente reconheço legitimidade do Sr. SAMIR AIDAR seja para argüir  qualquer  matéria  de  fato  e  de  direito  acerca  do  lançamento,  seja  também  para  insurgir­se  quanto a sua sujeição passiva em relação ao débito constituído.  Tal  reconhecimento  decorre  do  amplo  direito  de  defesa  que  é  inerente  ao  nosso  sistema  jurídico  constitucionalmente assegurado,  sempre que  a  exigência  imposta pela  Administração Pública possa representar restrições ou gravames ao administrado.  No caso presente, antes de representar simples  responsabilização solidária a  sujeição passiva advinda do art. 124, I do Código Tributário Nacional, coloca o contribuinte na  mesma  situação  e  posição  do  sujeito  passivo  direto  ou  indireto,  confundindo­se  até  com  ele  como adiante se verá.  Com efeito, a solidariedade passiva pelos débitos  foi atribuída pelo “Termo  de  Sujeição  Passiva”  –  fl.  313  ao  Sr.  SAMIR  AIDAR  e  que  remete  aos  fatos  descritos  no  “Termo de Verificação Fiscal” – fls. 278/283.  Conforme consta do Termo de Verificação (fls. 278/283), a autoridade fiscal  assim resume os fatos que envolvem o responsável tributário solidário – Sr. Samir Aidar ­:  Em relação ao procurador de Ricardo Haidar, Samir Haidar, a  intimação  também  foi  recebida  em  seu  endereço  cadastral  (fl.  173). Em 09/11/2007, Samir Haidar apresentou nesta repartição,  através de procuradora, os documentos de fls. 174 a 190, em que  declara  que  utilizou  a  procuração  de  Ricardo  Haidar  somente  para  adquirir  as  quotas  da  sociedade  por  orientação  do  outorgante,  sem  mais  nenhum  ato  praticar,  após  o  que  a  procuração, segundo ele, foi revogada. Não comprovou, porém,  a  revogação.  Solicitamos  ao  tabelionato  (fls.  191/192)  as  certidões de todos os instrumentos em seu nome e entre eles não  existe a revogação alegada.  Na  verdade,  pelas  razões  a  seguir  relacionadas,  ficou  evidente  que  Samir  Haidar,  o  procurador  do  sócio­gerente  Ricardo  Haidar,  era  de  fato  quem  administrava  a  empresa.  Senão,  vejamos:  1) A  procuração  lhe  confere  "gerais  e  ilimitados  poderes  para  gerir e administrar todos os bens, negócios, haveres e interesses  do outorgante,  ..."  (fl.  14). O  instrumento  relaciona os poderes  conferidos,  incluindo,  de  especial  interesse  para  esta  fiscalização, administrar empresas em que o outorgante é sócio  ("representá­lo  junto  a  quaisquer  sociedades  anônimas,  limitadas ou firmas individuais das quais o mesmo faça ou venha  a  fazer  parte,  exercendo  todos  os  direitos  e  funções  ao  outorgante  atribuídos  pelos  respectivos  contratos")  e  movimentar contas bancárias  ("representá­lo  junto a quaisquer  estabelecimentos  bancários,  ...,  e  aí  abrir,  movimentar  e  encerrar  contas  correntes...").  O  fato  de  esta  procuração  fazer  parte  dos  documentos  cadastrais  da  Portão  Golden  Bingo  no  Banco Sudameris,  hoje Banco Real  (11. 135),  demonstra que o  procurador, Samir Haidar, apresentou­se ao banco como efetivo  administrador da empresa. De  fato, como veremos adiante,  era  comum Samir Haidar assinar cheques da empresa, embora tenha  Fl. 407DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 368          9 declarado  que  não  praticou  nenhum  outro  ato  em  nome  do  outorgante  além  de  representá­lo  na  aquisição  das  quotas  da  sociedade (fls. 174/175).  2)  Samir  Haidar  usou  os  gerais  e  ilimitados  poderes  a  ele  conferidos pelo sócio de direito para praticar atos de gestão, tais  como: 1 — emitir cheques pela Portão Golden Bingo (exemplos:  fls.  195  a  209);  compare­se  essas  assinaturas  com  as  dos  documentos  de  fls.  2  ­  outorgar  poderes  de  movimentação  da  conta  da  empresa  para  a  gerente­financeira  Kadige  Haidar  (procuração  na  fl.  212).  Nesse  documento,  inclusive,  Samir  declara­se  "titular  de  conta  corrente  em  nome  da  empresa  Portão Golden Bingo Ltda."  (sic). A gerente­financeira Kadige  Haidar (cujos documentos cadastrais junto ao banco encontram­ se nas fls. 262 a 265), por sua vez, fez uso efetivo da procuração  emitindo diversos cheques: fls. 213 a 253.  3)  Além  disso,  Samir  Haidar  era  efetivamente  do  ramo  de  bingos. Pode­se ver que foi sócio­fundador e gerente da empresa  Portão  Entretenimento  Ltda.,  CNPJ  03.433.043/0001­59,  de  mesmo  nome­fantasia  que  o  nome  empresarial  da  ora  fiscalizada, Portão Golden Bingo, de mesmo endereço cadastral  (Av. República Argentina, 3091, Curitiba) e atividade "casas de  bingo" (fls. 266 a 269). Por sinal, Samir Haidar depois retirou­ se dessa sociedade, cedendo suas quotas às mesmas pessoas que  também  foram  sócias  da  ora  fiscalizada,  incluindo,  a  partir  de  14/03/2002, o sócio­gerente de direito Ricardo Haidar (fl. 270).  Os  cheques  assinados  por  Samir  Haidar  mostram  que  ele  continuou  na  gerência  dos  negócios  de  bingo  mesmo  não  constando como sócio nos contratos sociais.  Por  esses  fatos  e  com  base  na  Lei  n°  5.172/66  (Código  Tributário Nacional — CTN),  art.  124,  inciso  I,  Samir Haidar,  CPF  609.926.389­68,  obriga­se,  solidariamente  com  o  responsável tributário Ricardo Haidar, pelos débitos tributários  da pessoa jurídica extinta.  Já o Termo de Sujeição Passiva (fl. 313), tem a seguinte redação:  No exercício das  funções de Auditor­Fiscal da Receita Federal  do Brasil e no curso da fiscalização determinada pelo Mandado  de  Procedimento  Fiscal  acima,  constatamos  fatos  que,  nos  termos  do  art.  124,  inciso  I,  da  Lei  nº  5.172/66  (Código  Tributário  Nacional),  caracterizam  a  pessoa  de  SAMIR  HAIDAR,  CPF  609.926.389­68,  sujeito  passivo  solidário  das  obrigações  tributárias  relativas  aos  autos  de  infração  lavrados  em 31/03/2008 e 03/04/2008.  Os referidos autos foram lavrados em nome de Ricardo Haidar,  CPF  356.202.859­87,  responsável  pessoal  pelos  créditos  neles  lançados,  correspondentes  às  obrigações  tributárias  da  pessoa  jurídica Portão Golden Bingo Ltda., CNPJ 04.211.788/0001­36,  extinta por dissolução irregular.  Os  fatos  que  caracterizam  esta  responsabilidade  solidária  encontram­se  detalhadamente  descritos  nos  Termos  de  Fl. 408DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 369          10 Verificação  Fiscal,  que  são  parte  integrante  dos  autos  de  infração.  Juntamente  com  este  Termo  de  Sujeição  Passiva  Solidária,  estamos  encaminhando  cópia  dos  referidos  autos  de  infração e  dos Termos de Verificação Fiscal.  Por  conseguinte,  fica  o  sujeito  passivo  solidário  SAMIR  HAIDAR,  CPF  609.926.389­68,  CIENTIFICADO  da  exigência  tributária de que tratam os autos de infração, relativamente aos  tributos  Imposto  de  Renda  —  Pessoa  Jurídica  (IRPJ),  Contribuição  Social  Sobre  o  Lucro  Liquido  (CSLL),  PIS  e  COFINS.  Pelos  mencionados  documentos  infere­se  que  a  responsabilidade  passiva  solidária  do  Sr.  SAMIR  AIDAR  foi  realizada  com  fulcro  no  art.  124,  inciso  I  do  Código  Tributário Nacional, que dispõe:  Art. 124. São solidariamente obrigadas:  I  – As  pessoas  que  tenham  interesse  comum na  situação  que  constitua o fato gerador da obrigação principal;  II – as pessoas expressamente designadas por lei.  Parágrafo  único.  A  solidariedade  referida  neste  artigo  não  comporta benefício de ordem.  Conforme  se  depreende  da  redação  do  inciso  I  do  art.  124,  opinião  compartilhada por boa parte da doutrina especializada, não há forma definida no CTN em que  casos se atinge a responsabilidade solidária da pessoa que tem interesse comum na situação que  constitua o fato gerador da obrigação principal.  É a chamada responsabilidade solidária natural, ou seja deve ser apurada caso  a  caso de  acordo com a  situação  fática delineada  e  sempre sujeita  a comprovação do  íntimo  interesse  entre o  devedor  principal  e  o  sujeito  passivo  solidário,  que  devem estar  no mesmo  lado da relação jurídico tributária.  É o caso dos autos.  Com  efeito,  detentor  de  amplo,  geral  e  irrestrito mandato,  o  recorrente  Sr.  SAMIR  AIDAR,  não  só  ingressou  como  sócio  na  empresa  PORTÃO  GOLDEN  BINGO  LTDA  –  CNPJ  nº  04.211.788/0001­36,  como  geriu  a  empresa  em  nome  de  RICARDO  AIDAR,  tendo  ainda  substabelecido  em  favor  de  KADIGE  AIDAR  (fl.  212)  poderes  para  movimentação de contas da empresa.  O  ajuste  formulado  com  o  outorgante  da  procuração  –  Sr.  RICARDO  AIDAR,  sócio  de  direito  também  de  outra  empresa  estabelecida  no  mesmo  local  com  a  denominação de PORTÃO ENTRETENIMENTO – CNPJ nº 03.433.043/0001­59, mas com o  mesmo  nome  de  fantasia  de  PORTÃO GOLDEN  BINGO,  extrapola  o  simples  conceito  de  mandato ou procurador, exercendo na verdade a administração dos negócios em seu nome.  Constata­se que conforme alguns cheques emitidos (fls. 204, 214 e 219) o Sr.  SAMIR  AIDAR  foi  beneficiário  de  recursos  advindos  das  contas  bancárias  movimentadas,  Fl. 409DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 370          11 demonstrando  o  efetivo  interesse  no  destino  e  manipulação  dos  recursos  financeiros  da  empresa.  Não  passa  despercebido  que  o  Sr.  RICARDO  AIDAR  outorgante  da  procuração, indicou endereço falso estando em lugar incerto e não sabido, embora tenha íntima  relação com o outorgado – Sr. SAMIR AIDAR ­, pelas diversas operações de transferência de  quotas de empresas do ramo de bingos realizadas entre si.  A  suposta  revogação  verbal  da  procuração  pública  outorgada  e  o  suposto  paradeiro do outorgante no exterior, revela­se intrigante e pouco compreensível, já que todas as  cautelas  legais  foram  adotadas  no  momento  da  outorga  da  procuração,  máxime  tratar­se  de  poderes tão amplos que poderiam redundar em inestimáveis prejuízos em virtude de seu mau  uso pelo outorgado.  Exsurge  assim,  liame  inequívoco  de  interesse  comum  entre  o  outorgante  RICARDO  AIDAR  e  o  outorgado  –  Sr.  SAMIR  AIDAR  ­,  no  sentido  de  desenvolver  atividades em ramo com notórios problemas legais no caso o ramo de diversões eletrônicas –  bingo – sem que qualquer um fosse responsabilizado pelos tributos decorrentes das operações  deste tipo de empresa.  O  encerramento  das  atividades,  sem  entregar  as  respectivas  declarações  e  tampouco  efetuar  a  baixa  regular  da  empresa  PORTÃO GOLDEN BINGO LTDA,  revela  a  responsabilidade pessoal e direta de RICARDO AIDAR nos termos do art. 135, III do CTN e a  responsabilidade subsidiária e solidária de SAMIR AIDAR conforme ditame do art. 124, inciso  I do CTN.  Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso.  (assinado digitalmente)  Walter Adolfo Maresch ­ Relator                  Fl. 410DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 371          12 Declaração de Voto  Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes  Às  Delegacias  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento  (DRJ)  e  ao  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  (CARF)  competem  julgar  os  processos  administrativos fiscais de determinação e exigência de créditos tributários.  Desta  forma,  estes  órgãos  de  julgamento  não  são  aptos  a  se  manifestar  quanto à matéria  referente à  responsabilidade solidária, que é afeta ao órgão responsável por  uma possível execução posterior dos valores discutidos nos autos.  Em outras palavras, a qualificação dos responsáveis pelo crédito tributário é  inerente aos procedimentos de cobrança e execução do débito, e não ao de controle de sua  legalidade.  Destarte,  falece  competência  a  este  Colegiado  para  o  julgamento  de  Recursos apresentados a Termo de Declaração de Sujeição Passiva Solidária, em consonância,  aliás,  com  o  Decreto  nº  70.235,  de  6  de  março  de  1972  (Processo  Administrativo  Fiscal)  (grifou­se):   Art.  31.  A  decisão  conterá  relatório  resumido  do  processo,  fundamentos  legais,  conclusão  e  ordem  de  intimação,  devendo  referir­se,  expressamente,  a  todos  os  autos  de  infração  e  notificações  de  lançamento  objeto  do  processo,  bem  como  às  razões  de  defesa  suscitadas  pelo  impugnante  contra  todas  as  exigências. (Redação dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748/1993)   Conforme se observa do dispositivo transcrito, a competência deste CARF se  limita ao julgamento de razões de defesa suscitadas contra decisões que tenham se manifestado  a respeito de exigências constituídas em auto de infração ou notificação de lançamento.  Apesar de constar, também, dos autos de infração a indicação de responsável  solidário,  vale  salientar  que  a  responsabilidade  pelo  crédito  tributário  é  matéria  alheia  à  constituição do lançamento.  A  exigência  é  constituída  em  face  do  sujeito  passivo,  que  aqui  é  a  pessoa  jurídica, na condição de contribuinte; já a responsabilidade solidária deve ser avaliada numa  contingente execução forçada do crédito.  Logo, não pode este Tribunal Administrativo, sem qualquer amparo legal,  decidir  acerca  de  matéria  estranha  à  formalização  do  lançamento  (o  qual,  à  evidência,  subsiste ainda que ausente qualquer Termo de Responsabilidade Solidária), atinente apenas a  quem  caberia,  na  hipótese  de manutenção  final  da  exigência  fiscal  e  de  seu  não­pagamento  pelo sujeito passivo autuado, se sujeitar à respectiva cobrança.  É certo dispor o art. 5º, LV, da Constituição Federal que “aos litigantes, em  processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e  ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.”  Fl. 411DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 372          13 É  o  caso  de  se  perguntar:  no  processo  administrativo  fiscal,  quem  são  os  litigantes?  A  resposta  se  depara,  também,  no  Decreto  nº  70.235,  de  1972  (Processo  Administrativo Fiscal), quando dispõe, em seu art. 14, que:   Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do  procedimento.  É dizer: a impugnação a qualquer outra matéria que não seja a da exigência  fiscal  propriamente  dita,  posta  a  exame  da  DRJ,  não  instaura  qualquer  litígio  e,  em  consequência, não tem o condão de exigir o seu pronunciamento.  É o que ocorre, por exemplo, com a lavratura, por parte da fiscalização, e na  mesma época da constituição do crédito tributário, de Representação Fiscal para Fins Penais.  Essa Representação, como se sabe, tem como finalidade auxiliar o Ministério  Público Federal na formalização de denúncia na esfera criminal.  Analogamente, o Termo de Declaração de Sujeição Passiva Solidária ­ cujos  indicados,  de  regra,  são  os  mesmos  apontados  naquela  Representação,  quando  existente  ­  destina­se a subsidiar a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) quando de eventual execução  judicial de crédito fiscal não pago pelo sujeito passivo autuado.  Trata­se,  pois,  de matérias  que  extrapolam  as  competências  das  DRJ  e  deste  CARF,  conquanto  lavradas  por  ocasião  da  autuação,  e  que  nada  têm  a  ver  com  o  lançamento  propriamente  dito,  sendo  objeto,  ambas,  de  acolhimento,  ou  não,  por  parte  daqueles órgãos, em momento processual distinto deste.  Destaque­se, por oportuno, que nada impede que a Procuradoria da Fazenda  Nacional (PFN), no exercício de suas atribuições constitucionais (art. 131, § 3º, da Lei Maior),  direcione  a  execução  judicial  contra  terceiras  pessoas  que  não  tenham  sido  apontadas  pela  fiscalização, ou que o faça apenas com relação a algumas por esta indicadas, nos limites de seu  poder discricionário.  Assim, pretender­se discutir o conteúdo e o alcance do Termo de Declaração  de Sujeição Passiva Solidária lavrado pela fiscalização, sem, ao menos, se ter a certeza de seu  futuro  aproveitamento pela PFN,  seria um mero  exercício de  futurologia,  além de  se  reputar  inócuo, porquanto não vedaria que aquele órgão, alicerçado em seu próprio convencimento, e  de forma autônoma, viesse a orientar a execução judicial contra quem entendesse de direito.  Nesse sentido, o art. 202, I, do CTN, determina que o termo de inscrição da  dívida  ativa  indicará  obrigatoriamente  o  nome  do  devedor  e,  sendo  o  caso,  o  dos  co­ responsáveis.  Essa mesma disposição consta do § 5º do  art.  2º  da Lei nº 6.830, de 22 de  setembro de 1980, que regula o processo de inscrição e cobrança judicial da Dívida Ativa da  Fazenda Pública.  Por outro lado, o § 4º do mesmo artigo estipula que a Dívida Ativa da União  será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional.  Fl. 412DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 373          14 Por óbvio, esse é um juízo de valor dos senhores Procuradores, em face dos  elementos carreados para os autos pelo Fisco, ou de outros a que vierem ter acesso.  Assim  sendo,  não  estão,  eles,  vinculados  a  entendimentos  anteriormente  emanados  a  respeito,  seja  das  Delegacias  de  Julgamento,  seja  do  CARF,  não  se  tratando,  portanto, de matéria que deva ser apreciada por qualquer dessas instâncias julgadoras.  É  necessário  recordar,  ainda,  que  o  fato  de  constar  da  Certidão  de  Dívida  Ativa  o  nome  de  alguém  como  co­responsável  não  significa  que  essa  pessoa  estará  definitivamente revestida dessa condição.  Isso porque, por força do art. 3º, e parágrafo único, da já citada Lei nº 6.830,  de 1980, e do parágrafo único do art. 204 do CTN, a Dívida Ativa regularmente inscrita goza  da presunção de certeza e liquidez, ressalvada prova inequívoca em contrário.  Conclui­se,  por  conseguinte,  que,  ainda  que  a  Procuradoria  da  Fazenda  Nacional  entenda  que  as  pessoas  mencionadas  como  co­responsáveis  pelo  crédito  tributário  devem  efetivamente  por  ele  responder,  a  última  palavra  a  respeito  caberá  ao  Poder  Judiciário.  Apenas  nesse  momento  será  admissível  discutir  se  a  situação  fática  determinará a existência desse vínculo obrigacional, ou não.  Do que se deflui que os aspectos relativos à responsabilidade solidária pelos  créditos tributários da pessoa jurídica constituem matéria estranha ao processo administrativo  fiscal  regularmente  instaurado  contra  esta  última,  podendo  ser  apresentada  a  defesa  pertinente em caso de eventual execução judicial do crédito tributário.  Desse modo, toda a argumentação contida na Impugnação e no Recurso do  arrolado como responsável pelo crédito tributário lançado de ofício neste processo, refutando a  responsabilidade deste pelos tributos não pagos pelo sujeito passivo autuado fica prejudicada,  posto que, como já dito anteriormente, a responsabilização dessa pessoa física é matéria a  ser  discutida  em  fase  de  execução  judicial,  não  tendo  qualquer  reflexo  na  análise  do  mérito da presente exigência.  Para finalizar este tópico, transcreve­se recente ementa do Superior Tribunal  de Justiça (STJ) no mesmo sentido do aqui exposto (grifou­se):  PROCESSUAL  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO.  EXECUÇÃO  FISCAL.  NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. DEFICIÊNCIA  NA FUNDAMENTAÇÃO.  VIOLAÇÃO AO ART.  557 DO CPC.  INOCORRÊNCIA.  REDIRECIONAMENTO  CONTRA  SÓCIO­ GERENTE QUE FIGURA NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA  COMO  CO­RESPONSÁVEL.  POSSIBILIDADE.  DISTINÇÃO  ENTRE  A  RELAÇÃO  DE  DIREITO  PROCESSUAL  (PRESSUPOSTO  PARA  AJUIZAR  A  EXECUÇÃO)  E  A  RELAÇÃO DE DIREITO MATERIAL (PRESSUPOSTO PARA A  CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA).  1.  É  pressuposto  de  admissibilidade  do  recurso  especial  a  adequada indicação da questão controvertida, com informações  Fl. 413DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10980.004429/2008­07  Acórdão n.º 1803­01.079  S1­TE03  Fl. 374          15 sobre o modo como teria ocorrido a  violação a dispositivos de  lei federal (Súmula 284/STF).  2. Não se pode confundir a relação processual com a relação de  direito  material  objeto  da  ação  executiva.  Os  requisitos  para  instalar  a  relação  processual  executiva  são  os  previstos  na  lei  processual, a saber, o inadimplemento e o título executivo (CPC,  artigos  580  e  583).  Os  pressupostos  para  configuração  da  responsabilidade  tributária  são  os  estabelecidos  pelo  direito  material, nomeadamente pelo art. 135 do CTN.  3.  A  indicação,  na  Certidão  de  Dívida  Ativa,  do  nome  do  responsável ou do co­responsável (Lei 6.830/80, art. 2º, § 5º, I;  CTN, art. 202, I), confere ao indicado a condição de legitimado  passivo para a relação processual executiva (CPC, art. 568,  I),  mas não confirma, a não ser por presunção relativa (CTN, art.  204), a existência da responsabilidade tributária, matéria que, se  for  o  caso,  será  decidida  pelas  vias  cognitivas  próprias,  especialmente a dos embargos à execução.  4.  É  diferente  a  situação  quando  o  nome  do  responsável  tributário não  figura na certidão de dívida ativa. Nesses casos,  embora configurada a  legitimidade passiva  (CPC, art.  568, V),  caberá  à  Fazenda  exequente,  ao  promover  a  ação  ou  ao  requerer o seu redirecionamento, indicar a causa do pedido, que  há de ser uma das situações, previstas no direito material, como  configuradoras da responsabilidade subsidiária.  5.  No  caso,  havendo  indicação  dos  co­devedores  no  título  executivo (Certidão de Dívida Ativa), é viável, contra o sócio, o  redirecionamento  da  execução.  Precedentes:  REsp  627.326­RS,  2ª  Turma,  Min.  Eliana  Calmon,  DJ  de  23.08.2004;  REsp  278.741, 2ª Turma, Min. Franciulli Netto, DJ de 16.09.2002.  6. Recurso especial a que se dá provimento.   (REsp  803.314/RS,  Rel.  Ministro  TEORI  ALBINO  ZAVASCKI,  PRIMEIRA TURMA,  julgado  em  21.03.2006, DJ  03.04.2006  p.  292)   Destaco, por fim, que já sumulou este CARF, em caso análogo, o seguinte:  Súmula  CARF  nº  28:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre  controvérsias  referentes  a  Processo  Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais.  Voto  pelo  não  conhecimento  do  Recurso,  no  que  se  refere  às  alegações  relativas à responsabilidade solidária.    (assinado digitalmente)  Sérgio Rodrigues Mendes    Fl. 414DF CARF MF Emitido em 26/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 26/12/201 1 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 30/11/2011 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 30/11/2011 por SERGIO RODRIGUES MENDES

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4757293 #
Numero do processo: 11330.000008/2007-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA FUSÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. - NÃO HAVENDO GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA PASSA A NÃO COMPORTAR O BENEFICIO DE ORDEM. A tomadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços nos serviços que envolvem construção civil até a entrada em vigor da Lei n ° 9.711/1998. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há beneficio de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária na construção civil. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2301-000.352
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e no mérito negar provimento ao recurso los termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Edgar da Silva Vidal.
Nome do relator: Marco André Ramos Vieira

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CONSELIE0 ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS - SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO N:tt.3í Processo n" 11330.000008/2007-35 Recurso n" 148.413 Voluntário Acórdão n" 2301-00.352 3' Câmara / I a Turma Ordinária Sessão de 02 de junho de 2009 Matéria Responsabilidade Solidária. Construção Civil Recorrente COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL - CSN E OUTRO Recorrida DRJ-R10 DE JANEIRO/R1 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA FUSÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. - NÃO HAVENDO GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO A RESPONSABILIDADE TR11?UTÁ RIA PASSA A NÃO COMPORTAR O BENEFICIO DE ORDEM. A tomadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços nos serviços que envolvem construção civil até a entrada em vigor da Lei n ° 9.711/1998. A Sisa° é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há beneficio de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária na construção civil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. . Processo o" 11330.000008/2007-35 S2-C3T 1 Acórdão Il." 2301 -00.352 11 398 ACORDAM os membros da 3" câmara / I" turma ordinária do Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e no mérito negar provimento ao recurso los termos do voto do Relator.Ausente, justificadamente, o Conselheiro Edgar da Siavti Vi la . \ IJ JULIO ". i 11 Ii ----\ ,, g "‘i , sS 1FIRA GOMES Preside \ i ' U ta," . 70 Of. dril. I • ...‘baillí- i. 0. r "i dUsit IR clator A , r . , . . , Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: Marco André Ramos Vieira, Damião Cordeiro de Montes, Marcelo Oliveira, Edgar Silva Vidal (Suplente), Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior e Julio Casar Vieira P Gomes (Presidente). 2 i Processo n" II 13300000812607-15 52-031 Acárdào n.° 2301-00352 13 109 Relatório A presente NELI) foi lavrada em substituição à de " 35.007.354-6 anulada pela 4" Câmara do CRPS. O crédito foi apurado em função da aplicação de responsabilidade solidária, conforme relatório fiscal às fls. 27 a 30. Não conformada com a noti ficação, foi apresentada defesa pela prestadora de serviços, fls. 35 a 36. A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento, tls. 310 a 314. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela prestadora, fis. 324 a , em síntese alega o seguinte: O contrato fumado é anterior à entrada em vigor do Decreto 2.173. A tomadora de serviços interpôs recurso Da forma das lis. 342 a 366, alegando em síntese: O crédito já foi atingido pela decadência; A anulação do acórdão anterior foi por vicio material; O lançamento anterior foi atingido pela perempção, pelo fato de ler decorrido mais de cinco anos entre a notificação do lançamento e o julgamento definitivo pelo CRPS; • Não houve constatação da existência do débito; O julgamento deve ser convertido cm diligência para que a fiscalização verifique se» prestador recolheu as contribuições. • É o Relatório. Voto Conselheiro MARCO ANDRÉ RAMOS VIEIRA, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, pressuposto superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. Uni dos argumentos recursais está lastreado na eventual fluência do prazo deuadencial. Segundo a recorrente o lançamento anterior teria sido anulado por vicio material e não por vicio formal. Para esclarecer esse ponto, transcrevo o voto proferido pela 4' Câmara dl CRPS, nestas palavras: • Processo n" I 1330.000008/2007-35 52-C3TI Acórdão n." 2301-00.352 I 1.400 EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ARTIGO 31 DA LEI n" 8.212/91. AFERIÇÃO INDIRETA. ALISE:W(3A DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. NULIDADE ABSOL U7 A • A ausência de . fundamentação legal do arbitram:mu das contribuições previdenciarias é vício insanável e gera a nulidade absoluta da notificação em referência. NELD ANULADA. Analisando detidamente os autos, creio que a presente notificação fiscal deve ser anulada, ante a Cri.9 vicio insanável, o que macula todo o procedimento levado a efeito pela fiscalização. Senão veja-se. O crédito foi apurado com base no instituto da solidariedade e a notificação fiscal em referência _Ff lavrada em desfavor empresa tomadom de serviços. Como a fonadora de serviços não elidiu a responsabilidade solidária nos moldes determinados pelo artigo 31 da Lei n" 8.2 l 2191, já que não apresentou as guias de recolhimento nem as folhas de pagamento dos serviços prestados, a autoridade fiscal não teve outra alternativa senão levantar o débito por meios indiretos, quais sejam, a utilização das notas fiscais/faturas dos prestadores de serviços. Ocorre, todavia, que a fiscalização mencionou nos autos o artigo 33, §3", da Lei n" 8.212/91 nos Funcionemos Trigais do Débito • (fls. 862), dispositivo legal que autoriza o arbitramento por indireta. Confira-se: "Ari 33 38 Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documenlo ou • informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e o Departamento da Receita Federal - DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo á empresa Ou ao segurado o ónus da prova em contrário". Em face da omissão nos Fundamentos Legais do Débito (fls. 862) do dispositivo legal que autoriza o levantamenio do débito por arbitramento, restaram violados os direitos consiinicionais - • do devido processo legal e da ampla defisa do contribitinte. Cumpre destacar os pontos mencionados pelo ilustre Presidente • desta colenda Câmara, no voto proferido em nolificação fiscal • da mesma natureza: • • "O enquadramento correio da legislação tributária aplicacel e a • precisa informação desses fatos ao contribuinie são firmalidades essenciais que não podem ser consideradas meras ‘1,1 ,,• irregularidades. Considerando a natureza das obrigações tributárias, qualquer omissão por parte das autoridades fisévis • vicia o procedimento, pois afronta a legalidade estrita e a • 4 • p rocesso n" 11330_000008/2007-35 S2-C3T1 ••Acórdão A° 2301-00.352 Fl. 40 I necessária proteção do cidadão no que tange ao diuddo processo a hipótese de incidência aferida eia seu elemento material, base de cálculo, pelas notas fiscais de serviços, tem como jimilamento legal a possibilidade que a lei concedeu ao fisco, como exceção à regra geral, de arbitrar os valores que reputar devidos em• razão de não ser possível aferir de maneira convencional o fato gerador da obrigação previdenciária que é a remuneração paga aos segurados empregados das empresas prestadoras de serviço". "Todos os procedimentos fiscais apurados por remonsabilidade solidária do tomador com o prestador de serviços devem infOrmar, ao notificado, que (Afundamento legal em relação ao fato gerador decorre da possibilidade de arbitramento em relação à importância que o fisco repute devida ante o permissivo contido no § 3" do art. 33 (A". Ressalta-se, por oportuno, que a constituição da divida ativa somente se dará após a regular inscrição -na repartição • competente, nos termos do artigo 201 do Código Tributário Nacional. Ademais, o termo de inscrição da divida ativa, efetuado após o trâmite regular da notificação ,fiscal, deverá indicar, entre outras informações, a origem e a natureza do crédito, mencionando especificamente a disposição de lei em que seja fundado. É o que determina o inciso III do artigo 202 do mencionado Código Tributário. Do dispositivo legal supracitado extrai-se a conclusão de mw nos Fundamentos Legais do Débito que deve constar o fundamento que autoriza o levantamento do débito por arbitramento, hela vista que tal documento, dentre outros, é • - parte integrante do termo de inscrição da divida ativa. Além disso, verifica-se no caso em apreço a evátáncia de outro vicio insanável também capaz de cm' dar o procedimento levado a efeito pela autoridade fiscal: a inclusão, em tona única notificação fiscal, de débitos referentes a 169 (cento e sessenta e nove) contratos de cessão de mão de obra. • Tal fato dificulta sobremaneira e até mesmo impede o exercício do direito de &fest) pelo tonzador do serviço e pelas empresas • prestadoras de serviços, considerando-se que são 27 (vinte e sele) volumes a serem analisados no mesmo decurso de prazo • deferido para todos os processas sim/citas à esfera administrativa Nem se diga que a exigência de Notificações indivhlualizadas por prestador só velou ser exigida a partir do inicio de vigência da IN 70/2002. .14 • 1 Processo 11" 11330.000008/2007-35 S2-C3!1 Acórdão c' 2301-00.352 51. 402 • • Tão pouco o Parecer Cl 2376/2000 pode ser considerado como termo inicial para este procedimento. Certo é que a solidariedade do tributo providenciai° se comporta como autoritário lifisconsáreio passivo. Nos termos do artigo 47 do CPC, aplicável subsidiariamente ao Coo /Cllet0.90 Administrativo Fiscal, a eficácia da decisão depende da citação de todos os lifisconsortes. É dizer, desde o 7770MenÉ0 em que . houve a constituição do crédito, sempre haverá a necessidade legal para que todos os que podem figurar no pólo passivo do lançamento tornem devidamente intimados. Dessa forma, a autoridade fiscal deve seguir a orientação de desmembrar a presente notificação fiscal em várias outras, podendo até separar por grupos de serviços prestados C01110, por' exemplo, empresas construtoras, umwesas de alinanwçõo. empresas de segurança, etc., com intuito de facilitar ou melhor, possibilitar que os contribuintes envolvidos tenham garantido o exercício do direito de ticfitsa e do contraditório. Por estas razões, VOTO no sentido de ANULAR a presente NFLD. Pelo exposto, entendo que o vicio que maculou o lançamento anterior foi I formal. Não havia o fundamento legal que autoriza o arbitramento, e como é cediço a falta de fundamento legal é vicio na formalização do ato administrativo. O outro motivo que cosejou a nulidade foi o fato de em uma única NEW ter sido incluiria 169 prestadoras de serviços, o que dificultou , o direito de defesa. No caso, tal Motivo também se enquadra como vicio formal, inclusive a própria Câmara recomendou o desmembramento da Notificação Fiscal. O lanwmento é forma, sendo o ato de aplicação material da norma de incidência. Apesar de ser fomo, exteriorização, reflete o conteúdo da norma de incidência tributária, o fato gerador. A falha na exteriorização do lançamento é um vicio formal, por seu turno, O erro quanto ao conteúdo irá traduzir um vicio material. Como é cediço, são componentes do ato administrativo: a competência, a forma, a finalidade, o motivo e o objeto. Ao lavrar um ato administrativo, a autoridade pode •falhar em algum desses elementos; dessa maneira, a distinção, entre os componentes do ato, é • relevante para fins de determinação dos efeitos que o vicio nos elementos geram. Em uma concepção a respeito da forma do ato administrativo é incluída não somente a exteriorização do ato, mas também as formalidades que devem ser observadas durante o processo de formação da vontade da Administração, e ate os requisitos concernentes à publicidade do ato. Nesse sentido é a lição de Maria Sylvia di Pietro, na obra Manual de Direito Administrativo, 18' edição, Ed. Atlas, página 200. • Na lição expressa de Maria Sylvia di Pietro, na obra já citada, página 202, te -verbis: "Integra o conceito de forma a motivação do ato administrativo, ou seja, a exposição • dos fatos e dos direitos que serviram de fundamento para a prática do ato; a sua ausência impede a verificação da legitimidade do ato." • Se houver falha no pressuposto de fato ou de direito, o vicio é material. f Como exemplo nas contribuições previdenciárias: se houve lançamento enquadrando o o • Processo n" 11330.000008/2007-35 S2-C3T1 Acórdão 0. 7 2301-00.352 Fl '103 segurado como empregado, mas com as pmvas contidas nos autos é possível afirmar que se trata de contribuinte individual, há falha no pressupostos de fato e de direito. Agora, se houve lançamento corno empregado, mas o relatório fiscal falhou na caracterização; entendo que haveria falha na motivação; devendo o lançamento ser anulado por vicio formal. Vicio extrínseco são aqueles que dizem respeito à forma, seja pela inobservância das formalidades legais ou dos critérios de competência. Por sua vez os vícios intrinsecos são os inerentes ao conteúdo, à essência do documento ou à substfincia do ato nele representado. O lançamento pode ser defeituoso, mas pode não ser falso, no sentido de não ter vicio material, mas apenas o vício formal. Caso não haja oportunidade de correção da falta, a • autoridade julgadora nunca poderá restar convicta da ausência ou inexistência do fato gerador. O vício material é aquele que não corresponde à verdade. Pelo exposto reconhecendo que o lançamento anterior foi anulado por vicio formal, o termo a quo para contagem passa a ser a data que se tornar definitiva a decisão que houver anulado por vicio formal o crédito anteriormente constituído, na forma do art. 173, inciso II do CTN. A presente NFLD englobou os fatos geradores ocorridos entre janeiro - a dezembro de 1998. A NFLD originária foi I avrada em dezembro de 1999, conforme • informação no recurso voluntário, portanto em período não abrangido pela decadência. A notificação originária foi anulada em abril de 2005, e a presente NELD foi lavrada dentro do período de cinco anos a contar da data que anulou o lançamento anterior. Pelo exposto não reconheço a decadência. Quanto ao argumento recursal de que o lançamento anterior foi atingido pela perempção, pelo fato de ter decorrido mais de cinco anos entre a notificação do lançamento e o julgamento definitivo pelo CRPS; não lhe assiste razão. Entre o prazo que medeia o lançamento e o julgamento definitivo dos recursos administrativos de que tenha se valido o • • sujeito passivo não se fala em decadência, tampouco em prescrição, uma vez que essa somente se inicia com a constituição definitiva do crédito. • Em julgamento de 27/4/1984, tendo como relator do processo AGRAG n" • 96616,o Ministro Francisco Rezek, o STF assim dispôs: no intervalo entre a I avratura do auto de infração e a decisão definitiva cle Recurso Administrativo de que tenha se valido o contribuinte não corre ainda o prazo de prescrição (CTN, art. 151, III). Tampouco o de decadência, já superado pelo auto, que importa lançamento do crédito tributário (CTN, art. 142). O parágrafo único do art. 173 do CTN está ligado ao prazo para constituição do crédito pela autoridade fiscal por meio do lançamento. Após o lançamento ser notificado ao contribuinte, não há prazo previsto em lei para que a autoridade julgadora profira a decisio, mesmo porque dependerá de o sujeito passivo apresentar ou não impugnação e recurso administrativo. Até a entrada em vigor da Lei n " 9.711 de 1998, os serviços que envolvem construção civil sempre implicam responsabilidade solidária por determinação do art. 30, • . inciso Vida Lei n " 8.212 de 1991. A notificada poderia se elidir, afastar a solidariedade nos termos do art. 42 do • RPS, aprovado pelo Decreto n ° 612/1991 ou art. 42 do RPS, aprovado pelo Decreto n 7 • Processo n° 11330.000008/2007-35 S2-(13T1 Acórdão o." 2301-00.352 II -194 2.173/1997, ou art. 220, § 3' do RPS, aprovado pelo Decreto n 3.048/1999, conforme a época de ocorrência do fato gerador, nestas palavras: Art.220. O proprietário, o incorporador definido na Lei n" 4.59], de 1964, o dono da obra ou condómino da unidade imobiliénia cuja contratação da construção, reforma ou acréscimo não envolva cessão de mão-de-obm, são solidários cem o construtor, e este e aqueles com a subenfreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a seguridade social, ressalvado o seu direito regressivo contra O executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem. § 3" A responsabilidade solidária de que trata o caput será I - pela comprovação, na fitrrna do parágrafo anterior, do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, inchtida em nota fiscal ou finura correspondente aos serviços executadas; quando corroborada por escrituração contábil; e II - pela comprovação do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, aferidas , indiretamente nos termos, forma e percentuais previstos pelo Instituto Nacional do Seguro Social. • III - pela comprovação do recolhimento da retenção permitida no caput deste artigo, efetivada nos termos do art. 219. (Inciso acrescentado pelo Decreto n"4,032, de 26/11/2001) • • Como acima demonstrado, não ú exigido da notificada o pleno conhecimento dos fatos ocorridos na empresa construtora, bastando a guarda da documentação, folhas de . • , pagamento e guias de recolhimento do pessoal utilizado na obra, para que a recorrente pudesse afastar a solidariedade. A elisão e urna faculdade conferida ao devedor solidário, uma vez que não houve a utilização dessa prerrogativa pela notificada, a solidariedade persiste, no presente • caso. O argumento da recorrente de que o contrato foi firmado anterior à entrada em vigor do Decreto 2.173; não afasta a necessidade de observar o ato normativo, pois a guarda da documentação á exigida no instante do pagamento das notas fiscais e não na confecção do contrato. Além do mais, a exigência de documentação especifica já era imposição • no Decreto n " 612 de 1991. • A recorrente não fez prova do recolhimento de todas as contribuiçfies providenciarias devidas pela contratada em relação aos segurados que lhe prestaram serviços. • -• Ao não realizar tal prova, conseqüentemente não pode mais invocar o beneficio de ordem. Uma vez o recorrente não detendo a referida documentação, o órgão previdenciario passa a ter a prerrogativa de lançar a importância que reputar devida, cabendo ao contribuinte o ônus da prova em contrario, por força do artigo 33, §§ 3" da Lei 11.,8 it s • . .• Processo n" 113 A.00000812007-35 S2 -C3'r I - Acórdão n." 2301 -00.352 R 405 8.212/1991. Assim a legislação providenciaria oferece à Fiscalização Federal mecanismos para lavrar a Notificação, nesse caso utilizando corno base de aferição o valor da nota fiscal, pois embutido nesse valor há a parcela referente à mão-de-obra utilizada. Portanto, era dever do contribuinte a guarda da referida documentação e apresentação à fiscalização quando solicitado, conforme previsto no art. 32 caput combinado com o § 11 da Lei n ° 8.212/1991. Uma vez não apresentando a documentação, a fiscalização não pode deixar de lavrar o débito, partindo nesse caso para aferição dos valores. Confortne dispõe o art. 128 do CTN, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em • • caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação. Há uni vinculo entre a .notificada e os segurados que prestaram serviço ao construtor, pois o beneficiado por aquela • • utilização de mão-de-obra foi o próprio recorrente, cujo produto dessa utilização é de sua propriedade, a edificação. Além disso, o disposto no art. 128 do CTN permile que a lei venha atribuir a responsabilidade do crédito à terceira pessoa, assim o fez a Lei n " 8.212/1991 em seu artigo 30, inciso VI, nestas palavras: • AIA 30 A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de • outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação alterada pela Lei n" £620, de • 05/01/93) (-4 VI - o proprietário, o incorporador definido na Lei n" 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a fbrma de contratação . da construção, nión)1(1 ou acréscimo, são solidários co,,' o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitido a retenção de importtincia a este devida puni garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em • qualquer hipótese, o beneficio de ordem; (Redação alterada pela MF n" 1.523-9, de 27/06/97, meditada até a conversão na Lei n" 9.528, de 10/12/97, Ver art. 29 da Lei n"4.591/64) A redação original desse inciso era a seguinte: - o proprietário, o incorporador definido na Lei n" 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da • unidade imobiliária, qualquer que seja forma cie comi-amplo da • construção, refOrma ou acréscimo, são solidários com o • • • construtor pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo cotara o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de F importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações; • Assim, o contribuinte e o responsável tribuiário, no caso o recorrente, são • - solidários em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do CTN, beneficio de ordem. Compete à Receita Providenciaria cobrar de todos os o • • • • • Processo n' 11330.000008/2007-35 S2-C13T1 Acórdão n." 2301-00.352 EL- 406 sujeitos passivos a satisfação da obrigação. Sendo a responsabilidade solidária tuna garantia do crédito tributário, não pode ser dispensada pela autoridade fiscal, conforme previsto no art. 141 do CTN, nestas palavras: An. 141 - O crédito tributário regularmente constituído somente se modUica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluiria, nos casos previstos nesta lei, lima dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade Inncional 'bruta da lei, a sua efetivação ou as respecihms garantias. Quanto ao argumento de que a responsabilidade só poderia surgir após o lançamento do crédito na prestadora de serviços e não antes do surgimento desse crédito, também não procede tal argumento. A responsabilidade é pelo cumprimento da obrigação previdenciária, prova disto é que a obrigação tributária persiste independentemente do crédito - • tributário, que pode ser anulado, administrativamente ou judicialmente, mas sem fazer desaparecer a obrigação tributaria, conforme dispõe o art. 140 do CFN, nestas palavras: • Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não pfettun o • obrigação tributária que lhe deu origem. Nesse mesmo sentido segue ementa do Parecer CVMPAS n." 2.376/2.000, que não possui mais efeito vinculante ao Conselho de Contribuintes, mas retrata a jurisprudência administrativa acerca do assunto, nestas palavras: "DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. SOLIDARIEDADE PASSIVA NOS CASOS DE CONTRATAÇÃO DE EMPRESAS DE PRE.STA (J.O DE SERVIÇOS DUPLICIDADE DE LANÇAMENTOS NÃO OCORRÊNCIA. A • obrigação tributária é uma só e a fisco pode colmar o SSU crédito tanto do contribuinte, quanto do responsável tributário. Não há • ocorrência de duplicidade de lançamento, nem ele bis in idem e nem de crime de excesso de exação." ASS1131, não procede o argumento da notificada de que a fiscaliação deveria ter verificado o inadimplemento do contribuinte de direito, para se evitar o bis In idem. Urna vez que a não há como afastar a solidariedade, a recorrente deve provar que a prestadora já recolhera toda a contribuição devida em relação aos serviços prestados. Não havendo a guarda da documentação, mas restando configurada a prestação de serviços, a utilização de mão-de-obra, a Receita Federal conseguiu demonstrar a existência do fato constitutivo do seu direito. E como principio basilar do direito processual, cabe à outra parte, • no caso o notificado, demonstrar fato extintivo, modificativo ou impeditivo do direito do Fisco, o que não foi realizado. Ao contrário do entendimento, não (leve a fiscalização prevideneiária • diligenciar para examinar a contabilidade da construtora, pois se assim o fosse não haveria o beneficio de ordem, não existiria motivo para se efetuar o lançamento na tomadora de serviços, se em qualquer caso a Receita Prevideneiária devesse diligenciar para examinar a contabilidade da construtora. Ilavendo inversão é imprescindível a colação aos autos da prova contábil pelos interessados. lo • • Processo o° 11330.000008/2007-35 • Acórdão n." 2301-00.352 Fl. 407 Nessa mesma linha de fundamentação, não é outro o entendimento firmado pelo Si], conforme ementa do acórdão no Recurso Especial n° 780.703 / SC, cujo relator foi o Ministro Castro Meira, publicado no DJ em 16/06/2005: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCLI RIAS" CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. IMPOSSIBILIDADE BENEFICIO DE ORDEM i/ krkin 31, 3" DA LEI N" 8.212/91. FUSÃO. NECESSIDADE. COMPROVAÇÃO. RECOLHIMENTO. I. A responsabilidade solidária na contrafação de quaisquer serviços por cessão de mão-de-obra doi instituída pela Lei n" 8.212/91, notadamente, em seu anixo 31, ou seja, há solidariedade entre o contratante dos serviços executados mediante cessão de mão-de-obra e o executor tMsses serviços. A responsabilidade solidária do contratante está definida, em linhas gerais, nos artigos 124 e 128 do Código 2dibulário • Nacional. O § I" do artigo 124 do Código Tributário Nacional prevê expressamente que a solidariedade rude descrita não comporta beneficio de ordem. 2. A solidariedade somente poderia ser elidida, casa obedecido o preceito do § 3" do artigo 31 da Lei n" 8.212/91 - o executor deveria compnwar o • recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a • remuneração dos segurados incluída na nota fiscal ou , fatura correspondente aos serviços executados, quando da respectiva quitação. Precedentes 3. Recurso especial provido. • Desse modo, o próprio guardião judicial da lei federal, o Superior Tribunal de • Justiça, ratifica o procedimento fiscal no caso dos lançamentos pez solidariedade das contribuições previdenciárias. CONCLUSÃO: Voto por CONHECER DO RECURSO do notificado Nai no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 02 de junho 02009 tr,. • •t!, . • . vlitiR •;\ 5 I I

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Numero do processo: 10850.002903/93-12
Data da sessão: Wed May 14 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-91063
Nome do relator: Não Informado

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T08:31:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T08:31:55Z; Last-Modified: 2009-07-08T08:31:55Z; dcterms:modified: 2009-07-08T08:31:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T08:31:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T08:31:55Z; meta:save-date: 2009-07-08T08:31:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T08:31:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T08:31:55Z; created: 2009-07-08T08:31:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-07-08T08:31:55Z; pdf:charsPerPage: 1399; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T08:31:55Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA Ir' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA LADS/ Processo n° : 10850.002903193-12 Recurso n° : 112.963 Matéria : IRPJ E OUTROS - EX: DE 1991 Recorrente : DRJ EM SALVADOR - BA. Interessada : VIBENSA - VIAÇÃO BEIRA MAR S/A. Sessão de : 14 de maio de 1997 Acórdão n° : 101-91.063 IRPJ - PASSIVO IRREAL - COMPROVAÇÃO DE DÍVIDA - Comprovada a efetividade da dívida mediante documentação apropriada, descabe o lançamento a título de omissão de receitas e deve ser aceito o reconhecimento da respectiva variação monetária passiva, ainda que exista cláusula contratual relativa ao termo inicial de pagamento que torne a execução da dívida passível de contestação pelo contribuinte/devedor. IRPJ - BENS ADQUIRIDOS POR MEIO DE CONSÓRCIOS - Se a pessoa jurídica registrou contabilmente no Ativo os desembolsos referentes ao pagamento do consórcio, transferindo-os para a conta apropriada do Imobilizado após o recebimento do bem, não há que se falar em lançamento por falta de registro de imobilizações. Recurso de ofício negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pelo DELEGADO DA RECEITA FEDEAL DE JULGAMENTO EM SALVADOR - BA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. --S6N P I RODRIGUES PRESID Processo n° : 10850.0029e - /93-1. 2 Acórdão n° : 101-91. e • / o . VE. FEITOSA FORMALIZADO EM: 1 6 JUN 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, KAZUKI SHIOBARA, RAUL PIMENTEL, SANDRA MARIA FARON1 e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. PROCESSO N9 10880/002903/93-12 3 ACÓRDÃO N9 101-91-063 PROCESSO : 10850/002.903/9-12 RECURSO : 112.963 IRPJ E OUTROS RECORRENTE: VIBEMSA - viAçno BEIRA MAR S/A RECORRIDA : DRF EM SALVADOR - BA Relatório Contra a empresa acima identificada foram lavrados os Autos de Infração de fls. 002/010, 187/193, 211/215, 226/230, 241/245 e 256/261, relativos aos períodos- base de 1907 a 1991, nos quais se exigem: Imposto de Renda Pessoa Jurídica: 3.523.309,72 UFIR, inclusive multa por atraso na entrega da declaração de rendimentos; Contribuiçfto Social: 552.110,86 UFIR; PIS-Dedução: 14.912,68 UFIR: PIS- Repique: 14.912,68 UFIR: FINMCIAL: 17.774,52 HFIR; Ç.,? IR Fonte sobre o Lucro Líquido: 160.206,36 UFIR. As exig@ncias decorreram das seguintes irregularidades: , - omissão de receita, caracterizada pei. manutenção, no passivo, de obrigaçefes já realizadas; - adição ao lucro líquido do exercício da: variaçbes monetárias passivas de obrigaçbes já liquidadas; - correção monetária credora a menor nos meses de janeiro, fevereiro, abril e maio de 1990; - saldo devedor de correção monetária maior que o devido, relativo ao período-base de 1990; e - multa por atraso na entrega da declaraçko de rendimentos do exercício de 1990. PROCESSO -N9 10880/002903/93-12 4 ACÓRDÃO N9 10191.063 Termo de constatação de fls. 11112 registra o entendimento do agente fiscal de que, ao assumir a dívida da Autuada e das demais empresas de transporte, estabelecendo cláusula abstrata para início do pagamento dessa dívida, a Prefeitura, na prática, perdoou a dívida da empresa, o que justifica a imputação de passivo inexistente. Impugnando o feito às fls. 95/107, 199/204, 219/220, 234/235, 249/250 e 267/268, a Autuada alegou, em síntese: que, em 31.12.87, firmou contrato com a Prefeitura que, tendo obtido linha de crédito junto ao Banco do Brasil, assumiu, perante os respectivos bancos credores, as obrigaçbes de pagar os empréstimos que haviam sido concedidos às empresas de transporte coletivo para aquisição de novos veículos; - que, da leitura do contrato de "Confissa_ Liquidação de Dívida", depreende-se que o Município dc Salvador reconhece sua "culpa" pela não-fixação de "tarifa, reais" para os serviços de transporte e que em face dis o assume a dívida, o que não liberou as empresas de Gnibus ca obrigação de saldar os empréstimos com a Prefeitura, a partir do início dos pagamentos aos bancos e da fixação de tarifas em bases reais, não tendo havido, assim, perd&o de dívida, e que, após a fixação da "tarifa real" a Prefeitura estará habilitada a iniciar a cobrança de seu crédito; - no que concerne à dedução das variaçftes monetária passivas, que o art. 187 da Lei n g 6.404 consagra o princípio do "emparelhamento das receitas e custos incorridos na produção", e que, desse modo, ao reconhecer a receita de correção monetária dos 6nibus adquiridos deveria também reconhecer a despesa de variação monetária do saldo a pagar dos empréstimos bancários; PROCESSO N9 10880/002903/93-12 5-' ACÓRDÃO N9 101-91.063 - que, com relação ao registro contábil dos consórcios, agiu de acordo com o que prescreve o Parecer Normativo CST n9 01/93, e que, apenas, em vez de utilizar-se da conta de "variação monetária passiva", usou a conta de "juros passivos", sem, contudo, alterar o resultado do exercício; - que apresentou sua declaraç&o de rendimentos do exercício de 1990 tempestivamente, conforme recibo anexo, e que em 05.09.90 apenas retificou-a; - que, quanto à despesa indevida de correção monetária, por ter sido apurado valor a maior na conta de lucros acumulados em 31.13.99, torna-se necessário efetuar perícia; - que os Autos de Infração relativos ao PIS- Dedução, PIS-Repique e FINSOCIAL são intempestivos, porque o crédito tributário somente estaria consolidado após o // julgamento da matéria relativa ao IRPJ; - que, quanto à Contribuição Social, é ilegal cobrar diferenças sobre valores que estejam infringindo a legislação do IRPj; - que é nulo o Auto de Infração relativo ao IR Fonte, porque vago o enquadramento legal. As fls. 112/113 e 117 encontram-se intimaçes feitas à Prefeitura de Salvador, solicitando esclarecimentos sobre o Instrumento Particular de Confissão e Liquidaç&o de Dívida firmado com as empresas de transporte, respondidas por meio do Ofício n2 956/93 (fl. 110). As fls. 119/127 figura cópia de ação penal interposta pelo Procurador Geral de justiça do Estado da PROCESSO N9 10880/002903/93-12 6 ACUDO N9 101-91.063 Bahia, tendo COMO réu o Prefeito de Salvador, contestando a legalidade dos contratos de "confisso/assunção de dívidas", nos quais constam como credores bancos e instituiçbes financeiras. A fl. 132, verso, se vW; solicitaçfto de dilig g;ncia junto à Prefeitura, com a finalidade de verificar a existência da divida registrada na contabilidade. As fls. 146/148, a Impugnante apresentou requerimento informando a respeito da tontesta0o, pelo município, de aço ordinária movida pelas empresas de 6nibus visando obter repara0o de prejuízos pela falta de reajuste das tarifas e/ou reajuste abaixo do custo real do serviço, na qual a Prefeitura reconhece a exist gincia da dívida das empresas. As fls. 142/169 5e v cópia de Embargo Deciaratório oposto pela Prefeitura à sentença proferida na 7/ referida ação. Na decisão recorrida (fls. 300/314), a autoridade de primeira inst2ncia, ao julgar parcialment procedente o lançamento constante ao Auto de infraçfto; - indeferiu o pedido de perícia constante da impugna0o, por falta de atendimento ao que preceitua o art. 14, IV, do Decreto n o 72.235/72, com as alteraçbp.,, introduzidas pelo art. 12 da Lei n2 8.748/93; - sustentou que não faz sentido a pretendida nulidade dos Autos de Infração de Contribuição Social e de Imposto de Renda na Fonte; - definiu ser inconteste a persist gincia da divida da Impuqnante para com o Município de Salvador, dívida essa que, afirma, poderá inclusive ser objeto de cobrança judicial; PROCESSO N9 10880/002903/93-12 7 ACÓRDÃO N9 101-91.063 - desse modo, afastou a tributação a título de omissão de receitas, bem como a glosa das respectivas variaçâges monetárias passivas deduzidas pela empresa; - entendeu que está correta a forma de contabilização de consórcios adotada pela impugnante, tendo em vista o que prescreve o Parecer Normativo CST n g 01/83, não ' obstante o equívoco da empresa de ter utilizado a conta de "juros passivos" em vez de "variação monetária passiva"; - assim, afastou a exicOncia a título de bens do Ativo Permanente lançados como despesa operacional, bem como a exiiOncia de correção monetária decorrente; - manteve a tributação, para o exercício de 1991, do excesso de correção monetária da conta "lucros acumulados", com base no mapa de correção monetária de fl.. 53 e levando em conta que a Autuada não trouxe aos autos contestação a respeito, limitando-se a solicitar perícia, já negada em apreciação preliminar; afastou, também, a exicOncia de muita po. atraso na entrega da declaração de 1990, tendo em vista cópia do recibo de entrega anexada à fl. 108 e confirmaçãr feita no sistema interno "ORCA" (fl. 128). No mais, restabeleceu o prejuízo fiscal do exercício de 1988, ano-base de 1987. P., ajustou as exig@ncias reflexas ao que decidiu em relação ao Imposto de Renda. Tendo em vista o crédito tributário exonerado, recorre de ofício a este Conselho, de sua decjsão. É o relatório. , PROCESSO N9 10880/002903/93-12 8 • ACÓRDÃO N9 101-91.063 Voto. A parte mais significativa do processo em tela é o deslinde da seguinte quesno: se houve ou no perdo de dívida por parte da Prefeitura de Salvador ás empresas de Snibus. Como já foi relatado, em 31.12.07, a Prefeitura assumiu as dívidas dessas empresas e celebrou com elas Instrumento Particular de Confissão e LiquidaçAo de Dívida cujo início do pagamento ficou condicionado para iniciar-se a partir do momento em que: - a Prefeitura iniciasse o pagamento ao Banco do Brasil: e - cláusula pol@mica, a partir do momento em que a Prefeitura fixasse uma "tarifa real" para o transporte / coletivo do município. , , ,, Nesta segunda condição, que considerou demais abstrata,abstrata, apoiou-se o agente fiscal para autuar a título de perdão de dívida, sem levar em conta o que bem asseverou o julgador monocratico: a dívida existe e poderá, inclusive, ser objeto de cobrança judicial, não obstante esta possa vir a ser contestada pela Autuada e pelas demais empresas de transporte, justamente em função da condiç&o subjetiva que figura no contrato. Mas ficou evidenciado que não há respaldo jurídico para negar-se a exist@ncia da dívida, e, conseqüentemente, tributar a divida perdoada, como bem decidiu o julgador monocrático. A autuada, em sua peça (fls. 105 e 106) detalhou os procedimentos que adota para a contabiliza0o de PROCESSO N9 10880/002903/93-12 9 ACÓRDÃO N9 101-91.063 consórcios, nos exatos termos que preceitua o Parecer Normativa CST n2 01/03, razão pela qual também aqui agiu acertadamente o julgador de primeira inst2ncia ao afastar a descabida exig g;ncia a título de bens do Ativo Permanente lançados como despesa operacional e da correção monetária decorrente. Quanto à exi0:;ncía de multa por atraso na entrega da declaração de 1990, igualmente afastada na decis'ão recorrida, desnecessário tecer maiores comentários: a cópia do recibo de entrega anexada à fl. 100 e a confirmação pelo sistema interno "ORCA" (f l. 120) comprovam que a declaração foi entregue no prazo correto. Por todo o exposto, nego provimento ao recurso de ofício, mantendo em seus exatos termos a Decis&o de n2 522/96. o e .. vo • Ce Alves Feitosa - relatar. 1 1 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1

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Numero do processo: 10680.000534/2004-10
Data da sessão: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Jul 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Exercício: 1999 Ementa: MULTA — CARÁTER CONFISCATÓRIO — afastar sanções pecuniárias expressamente previstas em diplomas legais sob o fundamento de seu caráter confiscatório, implicaria declarar a inconstitucionalidade de lei, o que não é da competência de órgãos de "jurisdição" administrativa. RETROATIVIDADE "BENIGNA — o inciso II, art. 44, da Lei 9.430/96, que - estabelecia multa isolada de 75% pelo não recolhimento de estimativas, bem como o inciso IV, § 1º do mesmo artigo que qualificava a sanção para o patamar de 150% em razão do elemento volitivo da infração, firam alterados pela Lei 11.488/07, a qual reduziu o índice da multa isolada, em ambos os casos, para 50% Desse modo, deve a autoridade julgadora, por dever de oficio) aplicar o menor dos percentuais por força da retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II, do CTN, que determina tal procedimento para os atos não definitivamente julgados. MULTA ISOLADA a multa isolada pelo descumprimento do dever de recolhimentos antecipados deve ser aplicada sobre o total que deixou de ser recolhido, ainda que a apuração definitiva após o encerramento do exercício redunde em montante menor. Pelo principio da absorção ou consunção, contudo, não deve ser aplicada penalidade pela violação do dever de antecipar, na mesma medida em que houver aplicação do sanção sobre o dever de recolher em definitivo. Esta penalidade absorve aquela até o montante em que suas bases se identificarem, o que ocorreu integralmente no presente lançamento.
Numero da decisão: 1201-000.296
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para afastar a exigência, vencido o Conselheiro Flávio Vilela Campos, que dava provimento parcial ao recurso, para reduzir o percentual da multa de ofício isolada ao patamar de 50%, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS MENDES

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(Sue. de Catalão Esporte) Recorrida 2 1'urma/DR.143elo Elorizonte/MG Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - Exercício: 1999 Ementa: MULTA — CARÁTER CONFISCATÓRIO — afastar sanções pecuniárias expressamente previstas em diplomas legais sob o fundamento de seu caráter confiscatório, implicaria declarar a inconsaucionalidade de lei, o que não é da competência de órgãos de "jurisdição" administrativa. RETROATIVIDADE "BENIGNA — o inciso 1.1, art. 44, da Lei 9.430/96, que - estabelecia multa isolada de 75% pelo não recolhimento de estimativas, bem como o inciso IV, § 1" do mesmo artigo que qualificava a sanção para o patamar de 150% em razão do elemento volitivo da infração, firam alterados pela Lei 11.488/07, a qual reduziu o índice da multa isolada, em ambos os casos, para 50% Desse modo, deve a autoridade julgadora, por dever de oficio) aplicar o menor dos percentuais por força da retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II, do CTN, que determina tal procedimento para os atos não definitivamente julgados.. MULTA ISOLADA a multa isolada pelo descumprimento do dever de recolhimentos antecipados deve ser aplicada sobre o total que deixou de ser recolhido, ainda que a apuração definitiva após o encerramento do exercício (// redunde em montante .menor. Pelo principio da absorção ou consunção, contudo, não deve ser aplicada penalidade pela violação do dever de 4. antecipar, na. mesma medida em que houver aplicação do sanção sobre o dever de recolher em definitivo.. Esta penalidade absorve aquela até o montante em que suas bases se identificarem, o que ocorreu integralmente no presente lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegial), por maioria de votos, dar provimento ao recurso para afastar a exigência, vencido o Conselheiro Flávio Vilela Campos, que dava provimento parcial ao recurso, para reduzir o percentual da multa de ofício isolada ao patamar de 50%, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Claudemir . lrigues IVIalaquias- Presidente. \ ç) Guill erme Adolfo dos Santos Mendes- Relator, EDITADO EM: o 6 Ardo 2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Leonardo Henrique M Oliveira (Suplente Convocado), Marcos Vinicius Barros Ottoni (suplente convocado), Flávio Vilela Cam.pos(substituto de Conselheiro), Antonio Carlos Guidoni Filho (Vice Presidente). Ausente justilica.da.mente os Conselheiros Valmir Sanchi (Suplente convocado), Marcelo Cuba 'Nen° e Regis .M.agalhães Soares Queiroz.. Relatório O presente feito trata de multa isolada no patamar qualificado de 1.50% pelo não recolhimento de estimativas de CSLL do ano-calendário de 1998.. Por meio do acórdão 108-08,680 às lis. 264 a 274, a extinta Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte havia dado provimento integral ao recurso voluntário de fls, 193 a 216, sob o fundamento cic ilegalidade da aplicação de multa de oficio na sucessora. Já a Câmara de Superior de Recursos Fiscais ao analisar o recurso especial da Fazenda Nacional, deu-lhe provimento por meio do acórdão 9101-00.080 de. fls.. 345 a 356 sob o fundamento de ser legal a aplicação de multa de ofício, uma vez comprovado nos autos que ambas as sociedades sucessora e sucedida sempre estiveram sob controle comum, e determinou o retomo dos autos à "Câmara de origem ou àquela que a sucedeu para o exame das demais questões tratadas no recurso voluntário interposto". Ao compulsarmos o voto condutor do acórdão 108-08,680, podemos constatar que já foram enfrentadas as seguintes questões: Preliminarrs a) (lecadência; neste ponto, o acórdão considerou caracterizado o -evidente intuito doloso da conduta delitiva; h) nulidade do lançamento em razão de cerceamento ao direito de defesa; Méf c) multa na sucessora; 2 Processo n" 10(80.0005.34/20041 O Acórdão n ' 1201-002% d)adesão ao PAES e suspensa() do crédito tributário; e)falta de base legal e constitucional para a aplicação de juros à taxa SELIC; Deixaram, porém, de ser apreciadas as seguintes razões do recurso voluntário: I) concomitância da multa isolada com a multa de oficio; g) caráter confiscatório da. multa. É o relatório.. 3 Voto Conselheiro Guilherme Adollb dos Santos Mendes Vedação ao confisco De inicio, cumpre-nos nã.o conhecer das razões acerca do suposto caráter contiscatório da sanção pecuniária. Atastar multa prevista expressamente em diploma legal sob tal fundamento implicaria declarar a incoristitucionalidade de lei, o que não é da competência deste Colegiado Administrativo, como já sumulado: Súmula 1°CC n°2 O Primeiro Conselho de Contribuintes nã.o é competente para se pronunciar .sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Retroatividade benigna Antes de nos debruçarmos acerca da alegação de concomitância, entendemos ser necessário apreciar de ofício a alteração do diploma legal que ensejou a alteração em prestigio à denominada retroatividade benigna positivada no artigo 106 do Cf N, inciso H, alínea "c": "A lei aplica-se a ato ou . fino pretérito, ira/anelo-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da. sua prática". Constata-se que o índice sancionador aplicado foi de 150% em razão da aplicação combinada do inciso 1.1, art, 44 da Lei 9,430/96, com o inciso IV, § 1" do mesmo artigo. Abaixo, transcrevemos os referidos dispositivos: Ari. 44 Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas .sobre a totalidade ou diferença tributo ou contribuição.. II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 7.3 da Lei ri" 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. ) .1" As multas de que trata este artigo .serão exigidas: IV - isoladamente, no caso de pessoa jurídica .sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2", que deixar de fhzê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo .fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano- calendário cor respondente; 4 Processo n" 10680 000534/2004-10 SI -C2-11 Acórdão n 1201-00296 H :3 Esse artigo 44 e seus sub-dispositivos sofreram diversas modificações posteriores. Para o deslinde da questão, julgamos suficiente a leitura do seguinte conjunto de enunciados preseritivos, cuja redação está atualmente em vigor e foi conferida pela Lei 11.488/07: Ar/ 44. Aros ca.sos de lançamento de ofício, Sei O aplicadas as „seguintes multas - (Redação dada pela Lei 1 1.488, de 2007) 1 - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição HOS casos de falta de pagamento ou recolhimento, de , falta de declaração e nos de declaração inexata,- (Redação dada pela Lei n" 11.488, de 2007) - de 50% (cinqüenta por cento), exigjda isoladamente, sobre o valor- do pagamento mensal- (Redação dada pela Lei n" li 488. de 2007) a) na . forma do art. 80 da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incháda pela Lei n" 11.488, de 2007) b) na forma do art. 2" desta Lei, que deixar de ser e:filtrado, ainda que lenha ..sido apurado prejuízo fiscal ou base rdc cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro liquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei 1.1.488, de .2007) I" O percentual de multa de que trata o inciso 1 do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos ans.. 71, 72 e 7$ da Lei 4 502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis (Redação dada pela Lei n°11 488, de 2007) Constatamos, assim, que a multa pela falta de recolhimento de estimativa no seu patamar objetivo -foi reduzida de 75% para 50% (a de 75% estava prevista no inciso 1 do art. 44, que não foi reproduzido), ao passo que foi revogada a qualificação no caso de condutas dolosas (a qualificação só roi m.antida no § 1° para as multas acompanhadas do lançamento de tributo devido). Desse modo, hoje a sanção prevista é de 50% independentemente do caráter volitivo da conduta e é esse o patamar sancionador que deve prevalecer no lugar de 150%. Dupla punição Por derradeiro, nos cabe analisar' o argumento da dupla punição por meio de multa isolada e de oficio.. As regras sancionatórias são em múltiplos aspectos totalmente diferentes das normas de imposição tributária, a começar pela circunstância essencial de que o antecedente das primeiras é composto por uma conduta antijuridica, ao passo que das segundas se trata de conduta lícita, 5 Dessarte, em múltiplas facetas o regime das sanções pelo descumprimento de obrigações tributárias mais se aproxima do penal que do tributário. Pois bem, a Doutrina do Direito Penal afirma que, dentre as funções da pena, há a PREVENÇÃO GERAL e a PREVENÇÃO ESPECIAL. A primeira é dirigida à sociedade como um todo. Diante da prescrição da norma punitiva, inibe-se o comportamento da coletividade de cometer o ato inflacionai.. Já a. segunda é dirigida especificamente ao infrator para que ele não mais cometa o delito. É, por isso, que a revogação de penas implica a sua retroatividade, ao contrário do que ocorre com tributos, Unia vez que uma conduta não mais é tipificada como delitiva, não faz mais sentido aplicar pena se ela deixa de cumprir as funções preventivas,. Essa discussão se torna mais complexa no caso de deseumprimento deveres provisórios ou excepcionais. Hector Villcgas, (em Direito Penal Tributário„ São Paulo, Resenha Tributária, EDUC, 1994), por exemplo, nos noticia o intenso debate da Doutrina Argentina acerca da aplicação da retroatividade benigna às leis temporárias e excepcionais. No direito brasileiro, porém, essa discussão passa ao largo há muitas décadas, em razão de expressa disposição em nosso Código Penal, no caso, o art. 30: Art 3" - A lei excepcional Ou temporária, embora (Icem, ido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplicae ao fato praticado durante sua -vigência. O legislador penal impediu expressamente a retroatividade beni gna nesses casos, pois, do contrário, estariam comprometidas as funções de prevenção, Explico e eXetri pi i fico.. Como é previsível a cessação da vigência de leis extraordinárias e certo, em relação às temporárias, a exclusão da punição implicaria a perda de eficácia de suas determinações, uma vez que todos teriam a garantia prévia de, em breve, deixarem de ser punidos. É o caso de uma lei que impõe a punição pelo d.escumprimento de tabelamento temporário de preços. Se após . o período de tabelamento, aqueles que o descumpriram não fossem punidos e eles tivessem, a garantia prévia disso, por que então cumprir a lei no período em que estava vigente? Ora, essa situação já regrada pela nossa codificação penal é absolutamente L análoga à questão ora sob exame, pois, apesar de a regra que estabelece o dever de antecipar não ser temporária, cada dever individualmente considerado é provisório e diverso do dever de recolhimento definitivo que se caracterizará no ano seguinte.. Nada Obstante, também entendo que as duas sanções (a decorrente do descumprimento do dever de antecipar e a do dever de pagar em definitivo) não devam ser aplicadas conjuntamente pelas mesmas razões de me valer, por terem a mesma função, dos institutos do Direito Penal. Nesta seara mais desenvolvida da Dogmática Jurídica, aplica-se o Princípio da (..- onsun.ção, Na tição de Oscar Stevenson, "pelo princípio da consunção ou absorção, a norma definidora de um crime, cuja execução atravessa fases em si representativas desta, bem como de outras que incriminem fatos anteriores e posteriores do agente, efetuados pelo mesmo 6 Processo n". 10680 000531/2004-10 Si -C211 Acórao n " 1.201-09296 H 4 fim 1)1 ático".. Para Delmanto, "a norma incriminadora de fato que é meio necessário, fase normal de preparação ou execução, ou conduta anterior ou posterior de outro crime, é excluída pela norma deste". Como exemplo, os crimes de dano, absorvem os de perigo.. De igual sorte, o crime de estelionato absorve o de falso.. Nada obstante, se o crime de estelionato não chega a ser executado, pune-se o falso, É o que ocorre em relação às sanções decorrentes do descumprimento de antecipação e de pagamento definitivo. Unia omissão de receita, que enseja o descumprimento de pagar definitivamente, também acarreta a violação do dever de antecipar.. Assim, pune-se com multa proporcional. Todavia, se há urna mera omissão do dever de antecipar, mas não do de pagar, pune-se a. não antecipação com multa isolada. Assim, consideramos imperioso verificar se houve em relação aos fatos que ensejaram a autuação de multas isoladas também a imposição de multa proporcional e em que . medida. O termo de verificação de infração de fls. 09 a 21 reporta não só Os fatos qu.e ensejaram a presente autuação, mas todo o conjunto de auditorias que levou à autuação da empresa MG .Master Lida em razão de omissões praticadas por 24 (vinte quatro) empresas sucedidas. Foram 24 (vinte quatro) autuações de IRP.1 e seus reflexos e 46 (quarenta e seis) autuações relativas a multas isoladas de IRR1 e CSLL (vinte e três para cada tributo). Só uma das empresas incorporadas não sofreu autuação de multas isoladas por adotar o regime do lucro presumido. O presente leito é uma dessas quarenta e seis autuações de multa isolada e está relacionado com uma das vinte e quatro autuações de 1R_PJ e seus reflexos. Nos autos, não consta a referência ao processo em que foram lançados o valor principal dos tributos e as respectivas multas, mas por meio da planilha de fl. 22, podemos constatar que a estimativa não recolhida decorrente da omissão de receitas lbi aferida através do recalculo dos balanços de suspensão/redução com valores positivos até o Ultimo mês da operação de incorporação, isto é, agosto. Assim, mesmo sem compulsarmos os autos do processo principal (o qual, repetimos, não foi identificado no presente leito), somos levados à conclusão de que a base da autuação do valor principal de CSII., se identificou com a base que serviu de cálculo das estimativas Isso implica a sua absorção integral, Conclusão Por t dp o - j?osto, vpi.P7, or dar provimento integral ao recurso voluntário. /J (-2-,--;,-) r °trilhe Me • Adolfo dos S'á. Mos Mendes - Relator r / • .:-.,*:;;:., •'''...:,.' '-''-;,--t- MINISTÉRIO DA FAZENDA-,-,,,.: ...... .1,, . - ..:- CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURS FSOISCAIS 4 •, .,:,,::,.,..„.„,„.,. , .,,:,,,;,:,::, SUA INDA( ÂMARA - PRIMEIRA SEÇÃO-,---,,G=,•-,' TERMO DE INTIMAÇÃO intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado _junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. SI, § 3, do anexo 11, do Regimento Interno do CARI'', aprovado pela Portai ia Ministerial n" 256, de 22 de junho de. 2009 Brasília, 09 de agosto de 201 0. Maria Conceição de Sousa Roctrigues - Secretária da Câmara Ciência Data: / / Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: I 1 apenas com ciência; [ _1 com Recurso Especial; 1 1 com Emboigos de Declaração

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9189456 #
Numero do processo: 10880.690684/2009-60
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3802-000.078
Decisão: RESOLVEM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, preliminarmente, por maioria, não declarar a nulidade do despacho decisório. Vencido, neste ponto, o Conselheiro Solon Sehn (relator). Fará declaração dos fundamentos vencedores o Conselheiro José Fernandes do Nascimento. Por unanimidade, converter o julgamento em diligência à unidade de origem para análise dos créditos pleiteados, intimando- se o contribuinte para juntada de provas e, ao fim, para manifestação após a conclusão da análise pela unidade de origem.
Nome do relator: SOLON SEHN

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Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0221.14569.BB7C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.690684/2009­60  Resolução n.º 3802­000.078  S3­TE02  Fl. 159            2 Trata­se de  recurso voluntário  interposto  em  face de decisão da 11ª Turma da  Delegacia  da Receita Federal  de  Julgamento  em São Paulo  I/SP,  que  julgou  improcedente  a  manifestação  de  inconformidade  apresentada  pelo  Recorrente,  assentado  nos  fundamentos  resumidos na ementa seguinte:  [...]  DCTF.  INDÉBITO  TRIBUTÁRIO.  DÉBITO  DECLARADO.  Não  se  admite  a  existência  de  indébito  tributário  quando  o  valor  recolhido  encontrar­se totalmente utilizado para pagamento de tributo informado  em declaração que constitui confissão de dívida e não houver provas  quanto a eventual erro material contido na declaração.  MANIFESTAÇÃO  DE  INCONFORMIDADE.  APRESENTAÇÃO  DE  PROVAS.  Aplicam­se  as  regras  processuais  previstas  no  Decreto  nº  70.235,  de  1972,  à  manifestação  de  inconformidade,  a  qual  deve  mencionar os motivos de  fato e de direito em que se  fundamentam os  pontos de discordância, as razões e as provas que possuir.  A  simples  apresentação  de  DCTF  retificadora,  desacompanhada  de  documentos  que  a  embasem,  não  pode  ser  aceita  para  cancelar  o  despacho decisório realizado com base na DCTF originária.  Manifestação de Inconformidade  Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido  O PER/Dcomp foi transmitida sem a retificação da Dctf (Declaração de Débitos  e Créditos Tributários Federais) do período correspondente. O pagamento,  porém, devido ao  não  processamento  da  retificação  de  declaração,  continuou  atrelado  à  quitação  do  débito  originário, inviabilizando a homologação da compensação.  A  Recorrente,  nas  razões  de  fls.  55  e  ss.,  sustenta  a  inexistência  de  indébito  tributário,  porquanto  a  Dctf  retificadora,  apesar  de  seu  processamento  ter  ocorrido  após  o  despacho decisório, substitui a retificada, nos termos da IN SRF nº 903/2008. Aduz que, diante  da  retificação  espontânea  e  tempestiva,  não  cabe  a  exigência  de  prova  do  crédito.  Todavia,  ainda  assim,  apresenta  as  provas  documentais  que  entende  suficientes  para  essa  finalidade,  requerendo o provimento do recurso voluntário.  É o relatório.  Voto  Conselheiro Solon Sehn, Relator  O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 24/06/2011 (fls. 54), interpondo  recurso  tempestivo  em  21/07/2011  (fls.  55).  Assim,  presentes  os  demais  requisitos  de  admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido.  A  Recorrente,  consoante  destacado,  transmitiu  o  PER/Dcomp  e  promoveu  a  retificação  da  Dctf  (Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais)  do  período  correspondente. O pagamento, porém, devido ao não processamento da retificação, continuou  atrelado  à  quitação  do  débito  originário,  inviabilizando  a  homologação  da  compensação,  consoante passagem seguinte do despacho decisório:  Fl. 173DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0221.14569.BB7C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.690684/2009­60  Resolução n.º 3802­000.078  S3­TE02  Fl. 160            3 “3 ­ FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL  [...]  A  partir  das  características  do DARF discriminado no PER/DCOMP  acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo  relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do  contribuinte,  não  restando  crédito  disponível  para  compensação  dos  débitos informados no PER/DCOMP.”  Do  exame  dos  autos,  verifica­se  que  o  Recorrente  promoveu  a  retificação  da  Dctf em 28/04/2009 (fls. 41 e 44), ou seja, antes do despacho decisório (de 23/10/2009) e da  própria  transmissão  do  PER/Dcomp  (ocorrida  em  30/04/2009,  cf.  fls.  02).  O  débito  compensando, assim, foi desvinculado do Darf pago em 14/11/2006 (fls. 27). A compensação,  entretanto,  não  foi  homologada  porque,  por  ocasião  do  despacho  decisório,  ainda  não  havia  sido processada a retificação, prejudicando a sua identificação no sistema de controle.  A DRJ,  por  sua  vez,  entendeu  que  a  retificação  da  DCTF,  para  ser  acolhida,  deveria  ser  acompanhada  de  cópia  da  escrituração  contábil  e  demonstrações  financeiras,  firmadas e regularmente levadas a registro no órgão competente, à época dos fatos.  Assim  não  entendo.  No  caso,  tendo  em  vista  que  a  retificação  da  DCTF  foi  realizada  previamente  a  apresentação  da  DComp  e  que  na  data  da  prolação  do  Despacho  Decisório guerreado o valor do débito já havia sido retificado, a meu ver, o citado Despacho  deve  ser  anulado,  para  que  outro  seja  proferido  em  boa  devida  forma,  levando  em  conta  os  dados  da  respectiva  DCTF  retificadora.  Isso  porque,  consoante  disposto  na  Instrução  Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008, vigente ao tempo da apresentação da Dctf:  Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada  mediante  apresentação  de  DCTF  retificadora,  elaborada  com  observância  das  mesmas  normas  estabelecidas  para  a  declaração  retificada.  §  1º  A  DCTF  retificadora  terá  a  mesma  natureza  da  declaração  originariamente  apresentada,  substituindo­a  integralmente,  e  servirá  para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos  já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados.  Entretanto,  vencido  na  preliminar  de  nulidade,  com  fundamento  no  art.  29  do  Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), devido as particularidades do caso concreto,  voto  pela  CONVERSÃO  DO  JULGAMENTO  EM  DILIGÊNCIA,  devendo  os  autos  retornarem à Unidade da Receita Federal de origem, para que seja analisada a documentação  contábil  e  fiscal  colacionada  aos  autos  e  emitido  parecer  sobre  a  comprovação  do  direito  creditório compensado. Em seguida,  seja cientificada  a  recorrente, para,  querendo, dentro do  prazo fixado, manifeste­se sobre as conclusões exaradas no citado parecer. Após, retornem­se  os autos a esta 2ª Turma Especial, para prosseguimento do julgamento.   (assinado digitalmente)  Solon Sehn ­ Relator  Declaração de Voto  Fl. 174DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0221.14569.BB7C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10880.690684/2009­60  Resolução n.º 3802­000.078  S3­TE02  Fl. 161            4 Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Redator Designado.  Com a devida vênia ao entendimento esposado pelo nobre Conselheiro Relator,  entendo  que  o  Despacho  Decisório  colacionado  aos  autos  não  apresenta  nenhum  vício  insanável que possa conspurcar a sua legalidade.  No  presente  caso,  embora  a  retificação  da  DCTF  tenha  ocorrido  antes  da  transmissão  da  DComp  e  previamente  a  emissão  do  Despacho  Decisório,  por  ausência  de  previsão legal, tais circunstâncias não constituem hipóteses de nulidade da citada Decisão.  No âmbito do processo administrativo fiscal, nos termos do inciso II do art. 59  do  PAF,  somente  as  decisões  proferidos  por  autoridade  incompetente  ou  com  preterição  do  direito de defesa, são passíveis de nulidade, o que não se vislumbra no presente caso.  Nesse  sentido,  em  consonância  com  o  disposto  no  art.  60  do  PAF,  as  irregularidades,  incorreções  e  omissões  diferentes  dos  vícios  de  autoridade  incompetente  ou  preterição do direito defesa não importarão em nulidade, porém, se resultarem em prejuízo para  o sujeito passivo, tais irregularidades devem ser sanadas.  No caso em tela, a ausência de informação quanto a retificação prévia da DCTF  e  a  falta  de  pronunciamento  da  autoridade  fiscal  acerca  do  mérito  da  redução  do  valor  do  débito,   originariamente declarada, obviamente,  resultou em prejuízo à  recorrente,  logo, para  sanar  tal  irregularidade, a meu ver, os autos devem retornar à Unidade da Receita Federal de  origem,  para  que  autoridade  fiscal  analise  a  documentação  colacionada  aos  autos  e  emita  parecer acerca da redução do valor do débito original.  (assinado digitalmente)  José Fernandes do Nascimento – Redator Designado  Fl. 175DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0221.14569.BB7C. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por SOLON SEHN em 21/03/2013 18:12:59. Documento autenticado digitalmente por SOLON SEHN em 28/03/2013. Documento assinado digitalmente por: REGIS XAVIER HOLANDA em 03/06/2013, JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO em 06/04/2013 e SOLON SEHN em 28/03/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 03/02/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP03.0221.14569.BB7C Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E0CBD6B01E7621174BF29EC6987BB8AFF77B6A81 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10880.690684/2009-60. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.

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