Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,808)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,881)
- Primeira Turma Ordinária (16,417)
- Primeira Turma Ordinária (16,224)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,171)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,198)
- Terceira Câmara (67,866)
- Segunda Câmara (56,637)
- Primeira Câmara (20,749)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,702)
- Segunda Seção de Julgamen (115,207)
- Primeira Seção de Julgame (77,078)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,966)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,573)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,612)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,680)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10711.006568/90-65
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
Ementa: Imposto de Importação - Face ao laudo do Instituto Nacional de
Tecnologia que conclui que o produto de nome comercial METIL
LAVANDER CETONA é resultado de um processo de fabricação e
não uma preparação química, é mantida a classificação dada pelo
contribuinte TAB/SH 2914.49.9900.
Numero da decisão: 301-28.040
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 14 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199604
ementa_s : Imposto de Importação - Face ao laudo do Instituto Nacional de Tecnologia que conclui que o produto de nome comercial METIL LAVANDER CETONA é resultado de um processo de fabricação e não uma preparação química, é mantida a classificação dada pelo contribuinte TAB/SH 2914.49.9900.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
numero_processo_s : 10711.006568/90-65
anomes_publicacao_s : 199604
conteudo_id_s : 4262041
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-28.040
nome_arquivo_s : 30128040_113800_107110065689065_004.PDF
ano_publicacao_s : 1996
nome_relator_s : FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
nome_arquivo_pdf_s : 107110065689065_4262041.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
id : 4821426
ano_sessao_s : 1996
atualizado_anexos_dt : Sat May 14 12:52:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1732806217018900480
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T03:19:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T03:19:12Z; Last-Modified: 2009-08-07T03:19:12Z; dcterms:modified: 2009-08-07T03:19:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T03:19:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T03:19:12Z; meta:save-date: 2009-08-07T03:19:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T03:19:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T03:19:12Z; created: 2009-08-07T03:19:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-07T03:19:12Z; pdf:charsPerPage: 1224; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T03:19:12Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10711-006568/90-65 SESSÃO DE : 25 de abril de 1996 ACÓRDÃO N° : 301-28.040 RECURSO N° : 113.800 RECORRENTE : IFF - ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA RECORRIDA : IRF - PORTO -RJ Imposto de Importação - Face ao laudo do Instituto Nacional de Tecnologia que conclui que o produto de nome comercial METIL LAVANDER CETONA é resultado de um processo de fabricação e não uma preparação química, é mantida a classificação dada pelo contribuinte TAB/SH 2914.49.9900. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 25 de abril de 1996 MOACYR zoara al - ' OS Presidente af.4.4 FA STO DE FREITASCASTRO NG-01/44"ç4 Relator ot! "chO 5 S E 1 1996 fia 3eregjado, pagFiti yt ga Naaecloaffnal Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, LEDA RUIZ DAMASCENO E LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. AUSENTE A CONSELHEIRA MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO. mivac113800 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.800 ACÓRDÃO N° : 301-28.040 RECORRENTE : IFF - ESSÊNCIAS E FRAGRÂNCIAS LTDA. RECORRIDA : IRF - PORTO - RJ RELATOR(A) : FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO RELATÓRIO Retorna o presente processo de diligência ao INT, determinada pela Resolução 301-754 (fls. 107). Para relembrar a Câmara da matéria em julgamento, leio o relatório e voto da citada Resolução que passa a fazer parte integrante deste Relatório. A aduzir somente que,não obstante intimada a Recorrente a formular quesitos ao INT, deixou de fazê-lo, ao contrário da IRF no Porto do Rio de Janeiro que se apresentou. É o relatório. flAA 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.800 ACÓRDÃO N° : 301-28.040 VOTO O sucinto laudo do LABANA (fls. 47) na cromatografia em fase •gasosa, diz: "Predominam três componentes com áreas relativas de 20,6; 45,4; 20,2 cujos tempos de retenção são próximos". e, sem sequer identificar qualquer dos três componentes que diz predominarem, conclui que o produto se trata "de uma preparação química à base de hidroximetil nonanona em nonanona" O laudo do INT, quanto à análise de cromatografla gasosa, diz que ela: "revelou que os principais picos de cromatograma da amostra têm os mesmos tempos de retenção que os principais picos do cromatograma do padrão de Metil - lavander-cetona". Já, indagado pelo quesito do Fisco, sobre qual o processo de obtenção do produto em causa, diz: "O produto pode ser obtido por diversos processos entre eles a hidrogenação do composto obtido pela condensação do heptaldeído e acetona (propanona). No produto, os dois isomeros principais são: 3 hidroximetil-2- nonanona e I hidroxi-3-decanona". Quanto à pergunta sobre quais os componentes identificados na mistura e a dosagem de cada um, responde: "Metil-heptil-cetona: 24% dehidro-metil-levander-cetona: 1,5%, 3- hidroximetil-2-nonanona: 50% e 1 hidroxi-3-decanona: 14,5%. À pergunta se todos os componentes da mistura foram obtidos através de processo de fabricação, responde que: "Sim, pois a matéria-prima para sua obtenção é hepaldeido e propanona". Ps1 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 113.800 ACÓRDÃO N° : 301-28.040 Finalmente, à indagação se é possível a separação delas, responde que: "Não há razão para a separação, são isomeros formados na reação, onde predominam 3-hidroximetil-2-nonanona a 1 hidroxi-3- decanona" . Fica, assim, claro que o produto importado não é uma mistura de diversas substâncias, mas o resultado de um processo de fabricação por reação dos componentes utilizados. Por todo o exposto, dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 25 de abril de 1996 7:44.4.4 eu... 411U et. eatikal, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO - RELATOR 4 Page 1 _0024000.PDF Page 1 _0024100.PDF Page 1 _0024200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10711.007129/90-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.730
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 14 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199110
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10711.007129/90-61
conteudo_id_s : 6604188
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.730
nome_arquivo_s : Decisao_107110071299061.pdf
nome_relator_s : FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ
nome_arquivo_pdf_s : 107110071299061_6604188.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 17 00:00:00 UTC 1991
id : 9329062
ano_sessao_s : 1991
atualizado_anexos_dt : Sat May 14 12:53:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1732806217019949056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100730_107110071299061_199110; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-09T17:22:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100730_107110071299061_199110; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100730_107110071299061_199110; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-09T17:22:58Z; created: 2017-06-09T17:22:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2017-06-09T17:22:58Z; pdf:charsPerPage: 825; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-09T17:22:58Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÃMARA. f.f.f..S • • • Sessão de ..1.710 u tub.r..o de 19.9J Recurso n.' 113.703 PROCESSO NQ Recorrente HERGA INDÚSTRIAS QU'!MICAS Recorrida IRF~ PORTO - RJ . ACORD.i\O N.' _._ . 10711-007129/90-61. LTDA • R E S O L U ç Ã O Nº 301-730 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, presente julgamento os seguintes Cons.ê. julg-ª.forma - Presidente. VISTO EM ~. SESSÃO DE:3 1 JAN 1992 -Participaram, Conselheiros: LUIZ ANTONIO JACQUES, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, SANDRA M'!RIAM DE AZEVEDO MELLO (Suplente), WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO I NETO. Ausentes os Conselheiros: JOStTHEODORO MASCARENHAS MENCK e IVAR GAROTTI. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro lho de Contribuintes, por unanimidade de votos; em converter o menta em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-D , 17 de outubro de 1991. DEST., cla~ da Guia de Importação (G.I.) nº1-89/35817-4(fls.09~, classificando o produto no código TAB 2921.19.9999, com alíquotas de 30% para o Imposto de I~ portação (I.I.) e zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IoP.I.) • • • SERViÇO PUBUCO FEDERAL ?MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -.PRIMEIRA CÂMARA RECURSO NQ 113.703 RESOLUÇÃO Nº 301-730 RECORRENTE: HERGA INDÚSTRIAS QUfMICAS LTDA. RECORRIDA IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO RELATOR FLÁVIO ANTÔNIO QUEIROGA MENDLOVITZ ~ E L A T d R I O A.. R EC O.XHEN I.L , vés da Declaração de Importação (D.I.) nº 3379/90 (fls.2/7),• a despacho 22861 quilos de "SDAD - ESTEARIL DIMETIL AMINA se: AMINA terciária, teor de pureza: mín. 97%", ao amparo 02. .atra- submeteu • .- Encaminhada a amostra do produto ao.Laboratóriode Análises, este emitiu o Laudo nº 3723/90 .(fls.ll), declarando tratar- se de aJqui1 dimetil amina - 'JInapreparação química à base de aminas terciárias (produto de constituição qulmica não definida) . Em ato de revisão, o produto foi desclassificado para0 CÓdigo TAB 3823.90.9999 com alíquotas de 60% para o I.I. e .10% para o I.P.I., sendo exigido,através do Auto de Infração nº 374/90 (f.1.01), o recolhimento da diferença do I.I., o'I.P.I. apurado e as multas previstas nos arts. 524 e 526,II, do Regulamento Aduaneiro (R.A.), aprovado pelo Dec~eto nº 91030/85, e art. 80, lI, da Lei .•••. 4502/64. com a redação dada pelo ri;"cre'to~Leinº 34/66, alé;;;dos en- o:argos legais cabíveis. Devidamente intimada (fls.15), a autuada, ternpe~ tivamente, apresentou impugnação (fls.16/24), discordando do resu.1- tado do Laudo, alegando que: a) trata-se de um mesmo produto, que vem sendo importado há anos na mesma classificação na TAB (2922 na antiga e 2921.19.9900 na nova), como composto de função amina, produto de constitui- ção química definida, condição confirmada em lau dos de análise do LABANA: Imorensa Nacional . ~/ SERVli;O PUBLICO FEDERAL 03. Rec.113.703 Res.301-730 '" • • b) a fiscalização quer classificar no código .... 3823.90.9999 da nova TAB: em razão de que o mes- mo LABANA'vem agora afirmando tratar-se de pro- duto sem composição química definida; c) deve ser solicitado pronuncia~ento do INT ou de outro órgão técnico; 'd) o produto consiste de aminas graxas industri- ais obtidas a partir do ácido graxo de sebo e tem constituição química definida; e) se o produto não possuisse constituição quím~ ca definida, necessariamente teria classificação própria na posição 3402; f) não cabe a aplicação das multas previstas nos artigos 524 e 526 do Regulamento Aduaneiro, vis- toque não houve decl~ração indevida e nem impoE tação de mercadoria sem guia; Por solicitação do GREDA-GRUPO DE REVISÃO DE DE~ PACHO ADUANEIRO ( fls.30 v.), oLABANA emitiu a Informação Técnica nQ 47/91 (fls.31/32), ratificando os termos do Laudo nQ 3723/90 (fls. 11) • Na réplica (fls.33), o AFTN autuante não acolheu A autoridade de lª Instância julgou procedente a açio fiscal, para declarar "devida a diferença do 1.1., no valor de Cr$ 428.270,59 e o I.P.I., no valor de Cr$ 228.410,98, impondo, ou- trossim, à autuada as multas previstas nos artigos 524 e 526, 11 do R.A. e no artigo 80, 11, da Lei nº 4.502/64 e DL 34/66, além dos encargos legais cabivêis." Intimada em ID.05.9I, apresentou recurso voIunti rio em 10.06.91, tempestivamente, com o arrazoado de fls. 41 a 49 , concluindo com o pedido de novo exame laboratorial. t o relatório. IgI .: • as razoes da defesa, propondo a manu~nção do feito, sultado laboratorial. ,em,face do re- Imprensa Nacional , ••, •SERViÇO PÚBL:CO FEDERAL v O T O -4- Rec. 113.703 Res. 301-730 • Trata o presente recurso de desclassificação de mercadQ ria, com base em laudo do Laboratório Nacional de Análise de nº3723/ 90, não tendo a autoridade de 1ª instância apreciado pedido na impuQ nação, que solicitava diligência ao lNT para se manifestar quanto a matéria técnica apresentada. Ao prolatar a decisão ignorando o requerido, infringiu a autoridade singular disposto veiculado na Carta Magna de 1988, cons~ grando princípio constitucional da ampla defesa, que diz em seu inci • so LV do art. 5º: "LV - aos litigantes, em processo judicial ou administr~ tivo, e aos acusados em geral são assegurados o contradi tório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes". Assim sendo, para restabelecer à recorrente o seu direito de ampla defesa, voto para acolher a preliminar de cerceamento de d~ fesa e em o fazendo, declarar nula a decisão de primeira instância,d~ vendo o processo retornar à Repartição de origem para providenciar a diligência solicitada . • •• Z - Relator. 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10711.006168/90-87
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IMPORTAÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO.
Considera-se ad argumentandum a afirmação, em Recurso, que a descrição errada de um produto, na D.I., tenha sido feita por engano.
Recurso negado.
Numero da decisão: 301-27.582
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neta, que excluía a multa do art. 526, II, do R.A., na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente Julgado
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 14 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199402
ementa_s : IMPORTAÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO. Considera-se ad argumentandum a afirmação, em Recurso, que a descrição errada de um produto, na D.I., tenha sido feita por engano. Recurso negado.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 1994
numero_processo_s : 10711.006168/90-87
anomes_publicacao_s : 199402
conteudo_id_s : 4451699
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-27.582
nome_arquivo_s : 30127582_113889_107110061689087_005.PDF
ano_publicacao_s : 1994
nome_relator_s : JOÃO BAPTISTA MOREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 107110061689087_4451699.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neta, que excluía a multa do art. 526, II, do R.A., na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente Julgado
dt_sessao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 1994
id : 4821411
ano_sessao_s : 1994
atualizado_anexos_dt : Sat May 14 12:52:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1732806217022046208
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T11:29:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T11:29:05Z; Last-Modified: 2010-01-29T11:29:06Z; dcterms:modified: 2010-01-29T11:29:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T11:29:06Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T11:29:06Z; meta:save-date: 2010-01-29T11:29:06Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T11:29:06Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T11:29:05Z; created: 2010-01-29T11:29:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-29T11:29:05Z; pdf:charsPerPage: 1244; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T11:29:05Z | Conteúdo => MINISTéRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIME/RA CAMARA /g/ PROCELSON9 10711.006168/90-87 SEUMO da 7 -s fmvereirn cle199 4 ACO RDAO N • 301-27.582 Recurso ntt.: 113.889 Recorrente. INDUSTRIAS QUIMICAS RESENDE S.A. Recorrid IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO IMPORTAÇAO. DESCLASSIFICAÇAD. Considera-se ad argumentandum a afirmação, em Recur- so, que a descrição errada de um produto, na D.I., tenha sido feita por engano. Recurso negado. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neta, que ex- cluía a multa do art. 526, II, do R.A., na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente Julgado. Brasilia-DF, em 23 de fevereiro de 1994. 1n10srigebMOACYR EL3„,on -O- - Presidente JOA i. 13APT I • MOREIRA - Relator CARLOS AU IJSTO URRES OBRE - Procurador da Faz.Nac. VISTO EM SESSMO DE: 1 5 JUN 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: RONALDO LINDIMAR JOSE MARTON e MARIA DE FATIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO. Ausentes os Cons. JOSE THEODORO MASCARENHAS MENCK, LUIZ AN- TONIO JACQUES e MIGUEL CALMON VILLAS BOAS. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, la. CÂMARA. RECURSO No : 111889 RECORRENTE : Indústrias Químicas Resende S/A RECORRIDA : IRF - Porto/RI RELATOR : Conselheiro João Baptista Moreira RELATÓRIO Adoto o Relatório integrante da Resolução n 2 301-739, de fls. 41 et seqs, ut infra: "A firma INDÚSTRIAS ciu/mlois RESENDE S/A.,atrg vês da Declaração de Importação (0.1.) n g 500488/90 (fls. 3/7), submeteu a despacho 17.142,860 quilos de ácido 3.3 1 -diclorobenzidina estabilizado sob a forma de dic12 ridrato do ácido 3.3'diclorobenzidina, peso molecular do ácido livre:253 e do dicloridrato:326, ao amparo da Guia de Importação (G.I.) n a 131-89/3092-4 (fls.24), classi ficando o produto no código TAS 2921.59.0101, com quotas de 30% para o Imposto de Importação (1.1.) e zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados (I.1.1.). O Laboratório de Análises (LABANA), após exame da amostra de produto, emitiu o Laudo n g 1331/90 (fls.8), declarando tratar-se do produto químico orgânico diclorj drato de 3.3 , diclorobenzidina, que constitui um sal da diclorobenzidina. Em ato de revisão aduaneira, o produto foi deg classificado para o código TAB 2921.59.0199, com alíquo tas de 40% para o II e zero para o 1PI e exigido o crédi to tributário apurado, conforme dispõe a 1N-SRF-14/85. Não tendo sido cumprida a exigência fiscal (fls. 10), foi lavrado o Auto de Infração n g 319/90 (f1.1), pa ia exigir-se o recolhimento da diferença de 11 apurada bem como as multas previstas nos artigos 524 e 526, Il. do Regulamento Aduaneiro (R.A.), aprovado pelo Decreto n g 91.030/85, além das encargos legais cabíveis. Devidamente intimada (fls.12/13), a autuada tempestivamente, apresentou impugnação (fls.14/15). alg gando que: 3 mmmlanroDAmazaNDA Rec. 113.889 TERCUROCONSELHO DE CONTRInuiNTES AC. 301-27.582 a) o laudo de análise confirma a descrição contida nos documentos de importação, pois o dicloridrato é um sal; b) o produto 3.3'diclorobenzidina em seu estado puro Uca do) é a/tamente cancerígeno e tem que ser transporta- do em forma de 21,212Liciat2 ou sal, como bem diz o laboratório; c) os dados constantes de GI n e 131-89/3092-4, relativos aos pesos moleculares declarados e à definição do teL mo dicloridrato como sal, podem ser confirmados pelo Labana; d) a classificação do produto só pode ser como 3.3'dic12 robenzidina estabilizado para transporte sob a forma de dicloridrato ou sal; e e) existindo novas informações dadas, decisOeS ou porta rias, reclama desde já o seu direito de réplica, aa tes de qualquer decisão proferida, pois, em caso coa trário, ficaria configurado o cerceamento do direito de defesa. Em face das alegações apresentadas, a AFTN autuante soui citou novo pronunciamento do LABANA, que através da Informa ção Técnica (INF) n e 28/91 (fls. )9), esclareceu que: a) os produtos 3.3 , diclorobenzidina e dicloridrato de 3.3'diclorobenzidina constituem produtos distintos por possuirem estruturas e pesos moleculares diferell teS; b) o produto 3.3' diclorobenzidina, uma diamina aromátj ca, nãoconsiitui um ácido; e c) com exceção do termo ácido inade quado, n a da há a 0O jetar em relação aos demais dados apresentados pela importadora, inclusive quanto aos pesos moleculares' declarados, todos corretos. Na réplica (fls.21), a AFTN autuante, apreciando as ale gaçOes da interessada e à vista da INr n e 213/91, não ac2 lheu as razões da defesa, argumentando que: a) está correta a desclassificação do produto para o código TAB 2921.59.0199, Onde se encontram os sais da 3.3' diclorobenzidina; e bl não sendo a 3.3' diclorobenzidina um ácido e sim uma diamina aromática, a descrição do sal im portado. na Dl/G1, como dicloridrato do ácido 3.3 , diclorobenzidi na, está incorreta e em desacordo com o laudo." .70)„ 4 ,StCW MINISTÉRIODAFAZENDA Rec. 113.889 ^V1S'S TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Ac. 301-27.582 • A Autoridade a quo, às fls. 26, assim decidiu: "REVISÃO: Pesclassificação tarifária de produto em face do resultado do exame laboratorial. AÇO FIS CAL PROCEDENTE.I1 Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 33, et seqs, que leio para meus pares." Houve laudo às fls. 19: Com vistas a atender a solieltacio de fla.18 • e tende . em vista as pondaracOes do interessado em seus itens 7,8,10 e 12 (20: parligrafo), cabem ae coneideraçOes abaixo: .a- O produto 3,3' diclorobenzidina, apresenta a seguinte estrutura e ' peso molecular: • Cl Cl• RH Me 253 gfmol • o dicloridratecde 3,3' diclorobensidiva apresenta a seguinte es trutura e peso molecular: 1 Cl Cl • RIS 0 NE' • 2 eiS PM' 326 gfmol3 3 b- Resulta evidente, do exposto acima, que constituem produtos distin- tos. Dar a argumenta iSo do item 10 catar desprovida de sentido. Inclusive o subrtem 2951.590199 apresenta um 9ex" para o sulfato dg 3,3' diclorobensidina, um outro sal da 3,3' diclorobenzidina. c- Quanto aos demais itens propostos, a tonica observnlo a fazer g o termo Tecido inadequado. Isto porque o produto 3•3' diclorobenzidi na, uma diamina aromatica, clio constitui um icieo. Em relafáo aos termos restantes nada a objetar, inclusive quanto ao, pesos molecu, lares apresentados, todos corretos. H É o relatório. r c;A:uW. MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 TERCEIROCONMLHODECONTRIBUINTES Rec. 113.889 Ac. 301-27.582 VOTO A 'unica questão em exame, no presente processo, é saber se a descrição apresentada na D.I., de fls. 05, é correta. Isto, porque foi esta a razão pela qual foi autuada e, consequentemente, apenada com as multas do art. 524 e 526 do R.A./85. Tanto o laudo-Labana, de fls. 04, quanto o laudo-INT, de fls. 52, afirmam, categoricamente, que o produto em questão, não se trata de um ácido. O -fato da Recorrente declarar que descreveu o produto como ácido por engano é ad argumentandum, porquanto essa descrição foi acompanhada por classificação errada também, o que demonstra a inten- cionalidade. Destarte, nego provimento ao Recurso. Sala das Se556es, em 23 de fevereiro de 1994. Alirf 191 JOAO laRT-I T A MeRE/RA - --lator
score : 1.0
Numero do processo: 10120.004948/2009-78
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO INCIDÊNCIA DE 11% PARA OS SERVIÇOS PRESTADOS EM DISCORDÂNCIA COM OS PRECEITOS LEGAIS E POR PROFISSIONAIS CUJA PROFISSÃO É REGULAMENTADA POR LEI FEDERAL. INCIDÊNCIA DE 11% QUANDO O SERVIÇO CONTRATADO ESTIVER EM CONSONÂNCIA COM A LEGISLAÇÃO. MULTA DE MORA.
A empresa que contrata um serviço contínuo, que fica a sua disposição e se encontra previsto na lista constante no art. 219 § 2º do Decreto n. 3.048/99, deve reter 11% do valor da nota fiscal ou fatura, a título de Contribuição Previdenciária.
Não incide Contribuição Previdenciária de 11% em relação à cessão de mão de obra, quando a empresa contratada realize serviços por profissionais cuja profissão esteja regulamentada por lei federal, nos termos do art. 148, III, § 3º da IN 03/05, vigente há época.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.928
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir a incidência de 11% a título de Contribuição Previdenciária, em relação aos serviços prestados pelas seguintes empresas: (i) Detemix Controle de Pragas Ltda.; (ii) Marie Claire Prom. e Eventos Ltda.; (iii) Toledo do Brasil Ind. de Balanças Ltda.; (iv) Decoração e Org. de Eventos Ltda.; (v) Pastarosa Serviços Ltda.; (vi) Transpev Proces. e Serv. Ltda. e (vii) Gennesys Consulting SS Ltda. No mérito, por maioria de votos para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo
Maurício na questão da multa de mora.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201112
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO INCIDÊNCIA DE 11% PARA OS SERVIÇOS PRESTADOS EM DISCORDÂNCIA COM OS PRECEITOS LEGAIS E POR PROFISSIONAIS CUJA PROFISSÃO É REGULAMENTADA POR LEI FEDERAL. INCIDÊNCIA DE 11% QUANDO O SERVIÇO CONTRATADO ESTIVER EM CONSONÂNCIA COM A LEGISLAÇÃO. MULTA DE MORA. A empresa que contrata um serviço contínuo, que fica a sua disposição e se encontra previsto na lista constante no art. 219 § 2º do Decreto n. 3.048/99, deve reter 11% do valor da nota fiscal ou fatura, a título de Contribuição Previdenciária. Não incide Contribuição Previdenciária de 11% em relação à cessão de mão de obra, quando a empresa contratada realize serviços por profissionais cuja profissão esteja regulamentada por lei federal, nos termos do art. 148, III, § 3º da IN 03/05, vigente há época. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10120.004948/2009-78
anomes_publicacao_s : 201112
conteudo_id_s : 4796984
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 11 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.928
nome_arquivo_s : 2403000928_10120004948200978_201112.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 10120004948200978_4796984.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir a incidência de 11% a título de Contribuição Previdenciária, em relação aos serviços prestados pelas seguintes empresas: (i) Detemix Controle de Pragas Ltda.; (ii) Marie Claire Prom. e Eventos Ltda.; (iii) Toledo do Brasil Ind. de Balanças Ltda.; (iv) Decoração e Org. de Eventos Ltda.; (v) Pastarosa Serviços Ltda.; (vi) Transpev Proces. e Serv. Ltda. e (vii) Gennesys Consulting SS Ltda. No mérito, por maioria de votos para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
id : 4748116
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:42 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175239307264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2383; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 0 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.004948/200978 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.928 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 02 de dezembro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente CRISTAL ALIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃODEOBRA. NÃO INCIDÊNCIA DE 11% PARA OS SERVIÇOS PRESTADOS EM DISCORDÂNCIA COM OS PRECEITOS LEGAIS E POR PROFISSIONAIS CUJA PROFISSÃO É REGULAMENTADA POR LEI FEDERAL. INCIDÊNCIA DE 11% QUANDO O SERVIÇO CONTRATADO ESTIVER EM CONSONÂNCIA COM A LEGISLAÇÃO. MULTA DE MORA. A empresa que contrata um serviço contínuo, que fica a sua disposição e se encontra previsto na lista constante no art. 219 § 2o do Decreto n. 3.048/99, deve reter 11% do valor da nota fiscal ou fatura, a título de Contribuição Previdenciária. Não incide Contribuição Previdenciária de 11% em relação à cessão de mão deobra, quando a empresa contratada realize serviços por profissionais cuja profissão esteja regulamentada por lei federal, nos termos do art. 148, III, § 3o da IN 03/05, vigente há época. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir a incidência de 11% a título de Contribuição Previdenciária, em relação aos serviços prestados pelas seguintes empresas: (i) Detemix Controle de Pragas Ltda.; (ii) Marie Claire Prom. e Eventos Ltda.; (iii) Toledo do Brasil Ind. de Balanças Ltda.; (iv) Decoração e Org. de Eventos Ltda.; (v) Pastarosa Serviços Ltda.; (vi) Transpev Proces. e Serv. Ltda. e (vii) Gennesys Consulting SS Ltda. No mérito, por Fl. 287DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 maioria de votos para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Igor Araujo Soares. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10120.004948/200978 Acórdão n.º 2403000.928 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Assim relatou a DRJ, verbis: “Tratase de AutodeInfração de Obrigação Principal AIOP (DEBCAD: 37.198.7156), consolidado em 25/03/2009, no valor de R$154.615,37 (cento e cinquenta e quatro mil, seiscentos e quinze reais e trinta e sete centavos), referente às contribuições sociais relativas à retenção de 11% (onze por cento) sobre o valor bruto da Nota Fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços. De acordo com o relatório fiscal de fls. 72/75, durante a ação fiscal, quando da análise da escrituração contábil da empresa, foi constatada a ocorrência de contratação de serviços através de cessão de mão de obra ou empreitada, sem a retenção e o respectivo recolhimento da parcela de 11% sobre os valores de mão de obra contidos nas Notas Fiscais ou faturas emitidas. Frisa que, especificamente, no caso da prestadora Gennesys Consulting S/C Ltda., que coloca vários funcionários à disposição da contratante para efetuar serviços relacionados à escrituração contábil, fiscal e departamento de pessoal, o histórico da fatura emitida não discrimina os serviços prestados, consignando somente ‘1 Honorário Contábil referente ao mês de....’.( foram juntadas ao processo, a título de amostragem, cópias de algumas notas fiscais). Os valores dos serviços contratados foram apurados através da escrituração contábil da empresa, e as bases de incidência da respectiva retenção estão discriminadas no Anexo denominado ‘BASES DE CÁLCULO PARA RETENÇÃO DE 11% SOBRE OS SERVIÇOS CONTRATADOS’, às fls. 87/89. DA IMPUGNAÇÃO Tempestivamente, a autuada apresentou a impugnação de fls. 96/109, com as seguintes alegações, em síntese: Que o auditor mencionou, de maneira incompleta, a tipificação da infração, apondo apenas os §§ 1o e 2°, do art. 31 da Lei 8.212/91, sendo que o objeto da autuação está disposto no §3° do mesmo diploma legal; que o auditor, no exercício de suas atribuições e com vistas ao princípio da verdade material, não considerou o aspecto lógico gramatical do enunciado, especificamente, quanto ao termo colocação à ‘disposição’; Tece comentários sobre termos do §3°, do art. 31, da Lei 8.212/91 ‘colocação à disposição do contratante’ e ‘realizem serviços contínuos’: Fl. 289DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Quanto ao primeiro: a colocação de um empregado ou segurado à disposição do contratante tomador, significa que este definirá todas as condições de execução diretamente com os empregados do cedente, e não com este, com o qual somente definirá questões genéricas; Quanto à continuidade, os serviços prestados pela cedente devem ser periódicos, de forma intermitente e permanente, não bastando serem prestados algumas poucas vezes, conforme esclarece o art. 100, §3°, da IN INSS n° 71/2002. No entanto, a impugnante contrata as prestadoras de serviços, pessoa jurídica de direito privado, porém, em nenhum momento, exerce sobre os empregados destes a condição de mando, ou seja, sequer tem o controle deste pessoal alocado em suas dependências; portanto, toda e qualquer questão relacionada ao serviço contratado é discutido com o próprio dono da contratada, que exerce a condição direta de mando, com seus empregados. Alega que o conceito de mão de obra insculpido no §1° do art. 219 do Decreto 3.048/99 tem clareza hialina de que, enquanto a cessão do contrato de trabalho é a transferência a outrem da posição do empregador (credor) na relação obrigacional de índole trabalhista, a terceirização envolve a contratação de trabalhadores mediante empresa fornecedora de serviços (empresa interposta). Na cessão, há um empregador que se faz substituir por alguém na implementação de determinado pacto laboral. Na terceirização, uma empresa contrata outra, que mobiliza seus empregados para atender as necessidades da contratante, sem transmitirlhes quaisquer direitos e obrigações atinentes àqueles profissionais. Conclui que só há cessão de mão de obra quando o objeto do contrato é a própria colocação dos trabalhadores à disposição do tomador de serviços, para que este deles faça uso, de acordo com suas conveniências e necessidades. Ao final, requer seja excluída da responsabilidade passiva de reter as contribuições exigidas e o consequente cancelamento do Auto de Infração. DA DILIGÊNCIA Da análise dos autos, verificouse que o Relatório Fiscal não discriminou os tipos de serviços com cessão de mão de obra executados pelas prestadoras objeto do presente lançamento. Em respeito ao princípio da ampla defesa e do contraditório, considerando as alegações da empresa, sugerimos o encaminhamento dos autos à DRF de origem, a fim de que a AFRFB autuante se posicionasse em relação às alegações de defesa, discriminando melhor o tipo de serviço prestado em cada caso, de forma que ficasse bem caracterizada a prestação de serviço com cessão de mão de obra, cientificando o contribuinte do inteiro teor do despacho, bem como da informação fiscal dele resultante, com prazo para manifestação, se assim fosse de seu interesse. Por fim, fossem os autos devolvidos a esta DRJ, para conclusão do julgamento. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10120.004948/200978 Acórdão n.º 2403000.928 S2C4T3 Fl. 3 5 Do retorno dos autos, obtémse a seguinte informação fiscal de fls. 232/235: ‘Emitido Termo de Início de Procedimento FiscalTIPF, para a realização da diligência, foram solicitados os Contratos e respectivas Notas Fiscais firmados com os prestadores de serviços objeto do presente processo. A autuada apresentou, parcialmente, os elementos solicitados, justificando a não apresentação dos contratos firmados com algumas empresas prestadoras de serviços conforme elencadas no item 4 da informação fiscal, onde a natureza dos serviços por elas executados também encontrase discriminada, e conforme constam em cópias das Notas Fiscais anexadas ao processo.’ Afirma o AFPS que todos os serviços terceirizados pela empresa, sejam eles contratados mediante cessão de mão de obra e/ou empreitada, estão relacionados no §2°, art.219, do Decreto 3.048/99. Sobre a alegação em relação aos serviços contratados com a empresa Gennesys Consulting SS Ltda., diz ser imperativo deixar patente que as atividades que devem ter a retenção de 11% sobre os valores dos serviços prestados por cessão de mão de obra e/ou empreitada, está expresso de forma ‘taxativa’ no §2°, art. 219, do Decreto 3.048/99, mas não ‘exclusiva’, haja vista que, conforme dispõe o art.119 e parágrafo único da IN RFB 971, é exaustiva a relação dos serviços sujeitos à retenção. Segue afirmando que, conforme Contrato de Prestação de Serviços firmado entre a autuada e a empresa Gênnesys Consulting SS Ltda., fls. 110/118, os serviços contratados envolvem as seguintes áreas: Área contábil, Área Fiscal, Área do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Serviço de despachante e Departamento de Pessoal, e Consultoria Tributária. Assim, foram contratados serviços variados, prestados uns por profissionais de profissão regulamentada e outros não, ou seja, estes ficando à disposição do contratante, em seu estabelecimento, para a execução de serviços contínuos, relacionados com a atividade da empresa, como por exemplo: a simples contratação ou demissão de um funcionário da contratante. Conclui o AFPS que, em todas as modalidades de prestação de serviços definidos nos respectivos contratos, estão presentes os requisitos definidos em Lei para a obrigatoriedade da realização do destaque de retenção de 11% para a Previdência Social. Cientificada do resultado da diligência, a autuada não apresentou qualquer manifestação.” DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos, a 5a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília – DF DRJ/BSB, emitiu o Acórdão n° 0338.060, mantendo procedente o lançamento. Fl. 291DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 275/280), com os seguintes argumentos, verbis: “Temos então, verificando a legislação correlata que não há qualquer motivação para o Auto de Infração, visto que, os serviços foram prestados por profissionais (contabilistas) autorizados, conforme determina a norma e, a falta de qualquer documento não é o condão para a tipificação e a multa aplicada, visto que, o erro, se houvesse, poderia ter sido sanado apenas com a notificação e o pedido, inicialmente de juntada de declaração. Outrossim, entendemos, também, que esta declaração é desnecessária face à obrigatoriedade contratual dos sócios da empresa contratada serem aqueles que deveriam prestar os serviços pois, como é sabido e ressabido, os serviços contábeis demandam conhecimento profundo e qualificado.” É o relatório. Fl. 292DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10120.004948/200978 Acórdão n.º 2403000.928 S2C4T3 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 282, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA CESSÃO DE MÃODEOBRA É obrigatória a retenção de 11% no valor da nota fiscal ou fatura, quando a empresa contratar serviço contínuo, desde que haja a cessão de mãodeobra, para fins de Contribuição Previdenciária, nos termos do art. 31 da Lei n. 8.212/91 c/c o art. 219 do Decreto n. 3.048/99; assim como quando contratar, na modalidade empreitada, serviço de cessão de mãodeobra, nos termos do § 3o do art. 219 do Decreto n. 3.048/99. Mister se faz definir o que vem a ser serviço de cessão de mãodeobra, passível da retenção de 11%, para, em seguida, analisar os casos que deram origem ao Auto de Infração em tela. Assim disciplina o art. 31, §§ 3o e 4o da Lei n. 8.212/91, redação da Lei n. 9.711/98, verbis: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5o do art. 33 (...) § 3o Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. § 4o Enquadramse na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III empreitada de mãodeobra; Fl. 293DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 IV contratação de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974. (grifo nosso) Para melhor compreensão, mister destacar as previsões constantes no art. 219 do Decreto n. 3.048/99, verbis: Art. 219. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. § 1o Exclusivamente para os fins deste Regulamento, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974, entre outros. § 2º Enquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III construção civil; IV serviços rurais; V digitação e preparação de dados para processamento; VI acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; VII cobrança; VIII coleta e reciclagem de lixo e resíduos; IX copa e hotelaria; X corte e ligação de serviços públicos; XI distribuição; XII treinamento e ensino; XIII entrega de contas e documentos; XIV ligação e leitura de medidores; XV manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos; XVI montagem; XVII operação de máquinas, equipamentos e veículos; XVIII operação de pedágio e de terminais de transporte; Fl. 294DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10120.004948/200978 Acórdão n.º 2403000.928 S2C4T3 Fl. 5 9 XIX operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou subconcessão; (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) XX portaria, recepção e ascensorista; XXI recepção, triagem e movimentação de materiais; XXII promoção de vendas e eventos; XXIII secretaria e expediente; XXIV saúde; e XXV telefonia, inclusive telemarketing. § 3o Os serviços relacionados nos incisos I a V também estão sujeitos à retenção de que trata o caput quando contratados mediante empreitada de mãodeobra. (grifo nosso) A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a lista constante no § 4o do art. 31 da Lei n. 8.212/91, é exemplificativa. Nesse diapasão, conforme delegação do citado parágrafo, o Regulamento traz, taxativamente, o rol dos serviços que deverão ser considerados como “cessão de mãodeobra”, para fins de incidência da Contribuição Previdenciária. Logo, diante do exposto, extraise que para haver a cessão de mãodeobra, passível da retenção de 11% de Contribuição Previdenciária, mister se faz que haja, concomitantemente: (i) a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados; (ii) a realização de serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa e (iii) previsão do serviço na lista constante no art. 219, § 2o do Decreto n. 3.048/99. Em paralelo, o § 3o do art. 219 do Decreto n. 3.048/99, estabelece que estão sujeitos à retenção de 11%, quando contratados mediante empreitada de mãodeobra, os seguintes serviços: limpeza, conservação e zeladoria; vigilância e segurança; construção civil; serviços rurais; digitação e preparação de dados para processamento. Do exposto, analisando o caso concreto, conforme discriminação constante na tabela da fl. 232, c/c a Relação de Notas Fiscais constante nas fls. 237/239, deve o Auto de Infração ser mantido em relação aos serviços prestados pelas seguintes empresas: (i) Valcitur Transp e Turismo Ltda.; (ii) Limpa Fossa Aparecida Ltda. e (iii) WC Gonçalves, pelas razões abaixo: Valcitur Transp e Turismo Ltda. – Da análise da fl. 89, verificase que a empresa prestou o serviço de transporte no período compreendido entre 01/2006 a 12/2007, logo, houve a colocação à disposição do contratante, serviço contínuo, bem como está presente na lista do art. 219, § 2o do Decreto n. 3.048/99; Limpa Fossa Aparecida Ltda. e WC Gonçalves – Verificase que essas duas empresas prestaram serviços de limpeza. Logo, tratase de empreitada de mãodeobra, em consonância com o § 3o do art. 219 do Decreto n. 3.048/99, nesse diapasão, conforme demonstrado alhures, não se faz necessária a existência da continuidade, para a incidência da Contribuição Previdenciária. Fl. 295DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Adotando as mesmas premissas, não deve prosperar o Auto de Infração em relação aos serviços prestados pelas seguintes empresas: (i) Detemix Controle de Pragas Ltda.; (ii) Marie Claire Prom. e Eventos Ltda.; (iii) Toledo do Brasil Ind. de Balanças Ltda.; (iv) Decoração e Org. de Eventos Ltda.; (v) Pastarosa Serviços Ltda.; (vi) Transpev Proces. e Serv. Ltda. e (vii) Gennesys Consulting SS Ltda., pelas razões abaixo: Detemix Controle de Pragas Ltda. e Pastarosa Serviços Ltda. – Conforme destacado pela fiscalização na fl. 232, tratase de serviço de controle de pragas e/ou detetização. Logo, por não constar na lista supracitada, não incide Contribuição Previdenciária; Marie Claire Prom. e Eventos Ltda. e Decoração e Org. de Eventos Ltda. – Tratase de empresas que prestaram serviços uma única vez, conforme destacado na fl. 239. Logo, por ausência da continuidade, não incide Contribuição Previdenciária; Toledo do Brasil Ind. de Balanças Ltda. – Conforme análise da fl. 238, foram emitidas notas fiscais de forma esporádicas, ou seja, por ausência da continuidade do serviço, não incide Contribuição Previdenciária; Transpev Proces. e Serv. Ltda. – Na fl. 232, a fiscalização assim descreveu o serviço prestado: “Preparo Doctos e Geração de Meio Magnético”. Logo, não se trata do serviço descrito no inciso V do § 2o do art. 219 do Decreto n. 3.048/99, em outras palavras, por ausência de previsão legal, não incide Contribuição Previdenciária; Gennesys Consulting SS Ltda. – No que se referem aos serviços prestados pela citada empresa, a Recorrente sustenta que o Auto de Infração deve ser anulado por ter sido realizado por profissionais, cuja profissão é regulamentada por lei. Nesse diapasão, assiste razão à Recorrente, nos termos do art. 148, III, § 3o da IN 03/05, vigente há época, verbis: Art. 148. A contratante fica dispensada de efetuar a retenção e a contratada de registrar o destaque da retenção na nota fiscal, na fatura ou no recibo, quando: (...) III a contratação envolver somente serviços profissionais relativos ao exercício de profissão regulamentada por legislação federal, ou serviços de treinamento e ensino definidos no inciso X do art. 146, desde que prestados pessoalmente pelos sócios, sem o concurso de empregados ou outros contribuintes individuais. (...) § 3º Para fins do disposto no inciso III do caput, são serviços profissionais regulamentados pela legislação federal, dentre outros, os prestados por administradores, advogados, aeronautas, aeroviários, agenciadores de propaganda, agrônomos, arquitetos, arquivistas, assistentes sociais, atuários, auxiliares de laboratório, bibliotecários, biólogos, biomédicos, cirurgiões dentistas, contabilistas, economistas domésticos, economistas, enfermeiros, engenheiros, estatísticos, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, geógrafos, geólogos, guias de turismo, jornalistas profissionais, leiloeiros rurais, leiloeiros, Fl. 296DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10120.004948/200978 Acórdão n.º 2403000.928 S2C4T3 Fl. 6 11 massagistas, médicos, meteorologistas, nutricionistas, psicólogos, publicitários, químicos, radialistas, secretárias, taquígrafos, técnicos de arquivos, técnicos em biblioteconomia, técnicos em radiologia e tecnólogos. (grifo nosso) Da análise do Contrato de Prestação de Serviços firmado entre a Recorrente e a Gennesys Consulting SS Ltda., constante nas fls. 244/251, verificase que a atividade desenvolvida é realizada, exclusivamente, por contabilistas, cuja profissão é regulamentada por lei federal. Por esse motivo, não deve incidir Contribuição Previdenciária em relação aos valores pagos para a Gennesys Consulting SS Ltda.. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente em parte o recurso para excluir a incidência de 11% a título de Contribuição Previdenciária, em relação aos serviços prestados pelas seguintes empresas: (i) Detemix Controle de Pragas Ltda.; (ii) Marie Claire Prom. e Eventos Ltda.; (iii) Toledo do Brasil Ind. de Balanças Ltda.; (iv) Decoração e Org. de Eventos Ltda.; (v) Pastarosa Serviços Ltda.; (vi) Transpev Proces. e Serv. Ltda. e (vii) Gennesys Consulting SS Ltda., bem como, para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, Fl. 297DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 298DF CARF MF Impresso em 14/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16045.000806/2008-87
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR
DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA
Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB
na administração previdenciária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NA LAVRATURA DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido
elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.989
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para se afaste do recalculo da multa a circunstância agravante da penalidade.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NA LAVRATURA DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 16045.000806/2008-87
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 4896188
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.989
nome_arquivo_s : 2403000989_16045000806200887_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 16045000806200887_4896188.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para se afaste do recalculo da multa a circunstância agravante da penalidade.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4748938
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:44 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175276007424
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2356; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 90 1 89 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16045.000806/200887 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240300.989 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente L B J EDUCACAO SOCIEDADE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, §§ 2º 3º, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 283, J, DECRETO Nº 3.048/99 APRESENTAR DOCUMENTO OU LIVRO QUE NÃO ATENDA ÀS FORMALIDADES LEGAIS EXIGIDAS, QUE CONTENHA INFORMAÇÃO DIVERSA DA REALIDADE OU QUE OMITA A INFORMAÇÃO VERDADEIRA Constitui infração, punível na forma da Lei, a empresa apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a Receita Federal do Brasil RFB na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NA LAVRATURA DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais Fl. 99DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para se afaste do recalculo da multa a circunstância agravante da penalidade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva. Ausentes o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 91 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 68 a 87, interposto pela Recorrente – L B J EDUCACAO SOCIEDADE LTDA contra Acórdão nº 0525.168 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Campinas SP, fls. 61 a 64, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração nº. 37.037.8024, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 37.646,31 (trinta e sete mil, seiscentos e quarenta e seis reais e trinta e um centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 4, o Auto de Infração nº. 37.037.8024, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n. 8.212, de 24.07.91, bem como ter apresentado documento ou livro que contenha informação diversa da realidade. Ainda o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 4, informa que: (I) A infração capitulada referese à apresentação pela empresa de Livro Diário, DIPJ, Folhas de Pagamento e LRE Livro de Registro de Empregados, GFIP, e documentos outros que contém informações diversa da realidade consubstanciado por: a) Omissão de receitas da atividade operacional evidenciada por manter à margem da escrituração contábil a totalidade das receitas auferidas, retratada no cruzamento das informações do Sistema RFB e a DIPJ dos anos 2003 e 2004; b) Pela supressão da base de cálculo das contribuições da Seguridade Social, expressos pelo não cômputo da totalidade das horasaula ministradas com conseqüente reflexo na totalidade da composição do corpo docente a seu serviço, com a conduta de manter fora da folha de pagamento os docentes a seu serviço inclusive; os segurados que lhe prestaram serviços, pertencentes ao corpo de auxiliares e de apoio operacional. A realidade fática deflagrada consta das demonstrações financeiras e registros da contabilidade da' empresa,' em cruzamento com os registros oficiais do Sistema Informatizado da RFB, Remunerações da Folha de Salários e Declaração em GFIP de valores e remunerações devidas, que evidencia a verdade material retratada na ação de vilipêndio à RFB, face da total incompatibilidade com as informações contidas nos documentos retro detectados, entre outros apreciados em conjunto pela fiscalização, mantidas à margem da escrituração contábil apresentada, registrada nos Livros Diários 06 e 07 de 2003 e 2004, com registro no Cartório de Registro civil, 1. Subscrito em SJC, sob n. 1639, Fl. 101DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 de 19108104 e protocolo 05, fls. 146, registro 2494, de 28/09/05, assim respectivamente. II) Não apresentação do registro e postagem ao ECT de encaminhamento apo DSST/SIT, de documento que prove a condição de empresa inscrita no PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT, nos anos 2003/2004, conforme solicitação contida em Intimação Fiscal, lavrado em Termo próprio, no curso da ação fiscal. Anotese ainda, que a AuditoriaFiscal emitiu um Termo de Constatação e de Esclarecimentos, às folhas 18 a 20, na qual solicitavase que fossem discriminados individualmente os valores pagos com os respectivos descontos dos segurados que foram constatados fora da Folha de Salários GFIP e GPS e também mantidos à margem da escrituração contábil. Acrescentava ainda a existência de discrepâncias entre os valores constantes dos sistemas informatizados da RFB Receita Federal do Brasil (GFIP e DIPJ). Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. O valor da multa foi atualizado pelo artigo 8º, VI da Portaria MPS/MF n° 77, de 11 de março de 2008, ficando estabelecida em R$ 12.548,77 (doze mil, quinhentos e quarenta e oito reais e setenta e sete centavos). Segundo o Relatório Fiscal da Multa, às fls. 5, ficou caracterizada a circunstância agravante da penalidade capitulada no art. 290, II e a gradação da multa do Art. 292, inciso II, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, que eleva em três vezes o valor da multa aplicada, ocasionando o valor consolidado de R$ 37.646,31 (trinta e sete mil, seiscentos e quarenta e seis reais e trinta e um centavos). Decreto 3.048/1999: Art. 290. Constituem circunstâncias agravantes da infração, das quais dependerá a gradação da multa, ter o infrator: I tentado subornar servidor dos órgãos competentes; II agido com dolo, fraude ou máfé; III desacatado, no ato da ação fiscal, o agente da fiscalização; IV obstado a ação da fiscalização; ou V incorrido em reincidência. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 92 5 Parágrafo único. Caracteriza reincidência a prática de nova infração a dispositivo da legislação por uma mesma pessoa ou por seu sucessor, dentro de cinco anos da data em que se tornar irrecorrível administrativamente a decisão condenatória, da data do pagamento ou da data em que se configurou a revelia, referentes à autuação anterior. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Art. 292. As multas serão aplicadas da seguinte forma: I na ausência de agravantes, serão aplicadas nos valores mínimos estabelecidos nos incisos I e II e no § 3º do art. 283 e nos arts. 286 e 288, conforme o caso; II as agravantes dos incisos I e II do art. 290 elevam a multa em três vezes; III as agravantes dos incisos III e IV do art. 290 elevam a multa em duas vezes; IV a agravante do inciso V do art. 290 eleva a multa em três vezes a cada reincidência no mesmo tipo de infração, e em duas vezes em caso de reincidência em infrações diferentes, observados os valores máximos estabelecidos no caput dos arts. 283 e 286, conforme o caso; e V na ocorrência da circunstância atenuante no art. 291, a multa será atenuada em cinqüenta por cento. (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Parágrafo único. Na aplicação da multa a que se refere o art. 288, aplicarseá apenas as agravantes referidas nos incisos III a V do art. 290, as quais elevam a multa em duas vezes. Ademais, o Relatório Fiscal da Multa, às fls. 5, indica ainda que não existe outro Auto de infração a ser considerado para efeito de reincidência. Foi emitido o Termo de Início da Auditoria Fiscal – TIAF, às fls. 12 a 14, com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0810800.2008.00228, abrangendo o período 01/2003 a 12/2006. O Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal – TEPF, às fls. 25 a 26, indica o resultado do Procedimento Fiscal: Documento Período Número Data Valor AI 12/2008 a 12/2008 370378024 15/12/2008 37.646,31 AI 01/2003 a 12/2004 370378016 15/12/2008 406.715,20 AI 01/2003 a 12/2004 370378032 15/12/2008 182.588,47 Fl. 103DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 AI 01/2003 a 12/2004 370378040 15/12/2008 87.153,15 AI 12/2008 a 12/2008 370377893 15/12/2008 37.646,31 AI 12/2008 a 12/2008 370378008 15/12/2008 6.342,0 Em Informações Complementares, o TEPF, às fls. 25 a 26, informa que: Regime de Apuração:Lucro Presumido Livros Diário(s) 06 e 07Registro no Cartório Cvil 1. Suscrito em SJC, sob n. 1639 e no Protocolo n. 05fls. 146, reg. 2494, em 19/08/04 e em 28/09/2005, assim respect. Os créditos do AIOP Obrigação Principal constituídos de acordo o artigo 33, parágrafos 3., S. e 6., da Lei 8.212/91 e PAT Cesta Básica, sem o amparo da Lei 6.321176. AIOA da Obrigação Acessória nos CFL 35,38 e 78, todos lavrado conforme as alterações da MP 449, de 04112/2008. RFFP Representação Fiscal Fins Penais, para apreciação, EM TESE de Crime de Sonegação Fiscal, ao MPF Ministério Público Federal. O período objeto do auto de infração, conforme o Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD, às fls. 15 a 16, é de 01/2003 a 12/2004. A ciência do Auto de Infração ocorreu em 18.12.2008, conforme fls. 01. Apresentada Impugnação, às fls. 28 a 49, com Anexo às fls. 50 a 58. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0525.168 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Campinas SP, fls. 61 a 64, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 18/12/2008 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.DESCUMPRIMENTO. A empresa é obrigada a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas na Lei 8.212/91. MULTA APLICADA.AGRAVANTE. A ocorrência da agravante de dolo, fraude ou má fé eleva a multa aplicada em três vezes. DECADÊNCIA. É de cinco anos o prazo que a RFB tem para • constituir seus créditos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o débito poderia ser constituído. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 93 7 Lançamento Procedente 77ª Sessão da 9ª Turma de Julgamento da DRJ CAMPINAS Vistos, relatados e discutidos os autos do processo Auto de Infração de Obrigação Acessória n° 37.037.8024, acordam os membros da 9 a Turma de Julgamento da Delegacia Regional de Julgamento em Campinas, por unanimidade de votos, julgálo PROCEDENTE mantendose a multa aplicada. Sala de Sessões, em 17 de Março de 2009. Inconformada com a decisão de primeira instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 68 a 87, onde alega em apertada síntese que: (i) Da ilegalidade da multa aplicada. A apresentação de dados diversos da realidade não se deu por máfé e nem causou prejuízo ao Erário, tendo em vista que as informações ao Fisco foram retificadas e prestadas corretamente, apenas por um lapso não se retificando a escrituração contábil; Que tal lapso, por si só, não pode servir para imposição da multa guerreada, havendo clara violação, ainda, aos princípios constitucionais na razoabilidade e proporcionalidade. Ora, Doutos Julgadores, como exaustivamente revelado em sede de impugnação, não houve qualquer máfé por parte da ora Recorrente. Muito pelo contrário: se houvesse máfé, a Recorrente não teria retificado as informações prestadas ao Fisco, bem como recolhido em conseqüência os impostos devidos. Ainda que assim não fosse, deveria ser apontado no que consistiu a máfé da Recorrente. Como dito, ao se fazer um juízo de proporcionalidade e razoabilidade observarse que, no caso em apreço, em razão da inexistência de lesividade da conduta e da real finalidade proposta pelo legislador, não é justo se manter a multa aplicada. (ii) Da parcial decadência – ano de 2003. Que deve ser reconhecida a decadência de cinco anos (de janeiro a dezembro de 2003) conforme § 4º do artigo 150 do CTN, de acordo com a súmula vinculante n° 08 do Supremo Tribunal Federal. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 A base de cálculo da Contribuição Social deve ser apurada mensalmente. Portanto, podese dizer sem contrariedade que o fato gerador ocorre mensalmente e esta assertiva técnica foi devidamente reconhecida pela Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Campinas, quando do julgamento do processo principal', referente ao mesmo contribuinte. Frisese, no presente caso houve pagamento parcial do tributo, onde no processo supracitado reconheceuse a aplicação do disposto no art. 150, § 4° e não no art. 173, I, todos do CTN, como quer a r. decisão de primeiro grau. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 89. É o Relatório. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 94 9 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 89. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES. Da regularidade da lavratura do Auto de Infração De plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: Fl. 107DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 • A autorização por meio da emissão do TIAF – Termo de Início da Auditoria Fiscal apresentando o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. Folha de Rosto do Auto de Infração; b. Instruções para o Contribuinte – IPC; c. REPLEG – Relatório de representantes Legais; d. VÍNCULOS – Relação de Vínculos; e. TIAF – termo de Início da Auditoria Fiscal e o Mandado de Procedimento Fiscal MPF; f. Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD; g. Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal TEPF; h. Relatório Fiscal da Infração. Cumprenos esclarecer ainda, que a autuação fiscal foi elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999, especialmente com a discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura. Art.293.Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, será lavrado autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, dia e hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §1oRecebido o autodeinfração, o autuado terá o prazo de trinta dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 95 11 multa de ofício com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §2oImpugnada a autuação, o autuado, após a ciência da decisão de primeira instância, poderá efetuar o pagamento da multa de ofício com redução de vinte e cinco por cento, até a data limite para interposição de recurso. (Redação dada pelo Decreto nº 6.103, de 2007) §3ºO recolhimento do valor da multa, com redução, implica renúncia ao direito de impugnar ou de recorrer.(Redação dada pelo Decreto nº 4.032, de 2001) §4oApresentada impugnação, o processo será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a autuação, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capítulo Único do Título I do Livro V deste Regulamento. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) Analisandose o auto de infração e seus anexos, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. artigo 293, Decreto 3.048/1999. Da inconstitucionalidade. O Recorrente alega, em sede de recurso Voluntário, que houve violação a preceitos constitucionais. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (ii) Da parcial decadência – ano de 2003. A Recorrente argumenta: Que deve ser reconhecida a decadência de cinco anos (de janeiro a dezembro de 2003) conforme § 4º do artigo 150 do CTN, de acordo com a súmula vinculante n° 08 do Supremo Tribunal Federal. A base de cálculo da Contribuição Social deve ser apurada mensalmente. Portanto, podese dizer sem contrariedade que o fato gerador ocorre mensalmente e esta assertiva técnica foi devidamente reconhecida pela Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Campinas, quando do julgamento do processo principal', referente ao mesmo contribuinte. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 96 13 Frisese, no presente caso houve pagamento parcial do tributo, onde no processo supracitado reconheceuse a aplicação do disposto no art. 150, § 4° e não no art. 173, I, todos do CTN, como quer a r. decisão de primeiro grau. Analisemos. Cumpre resgatar que a Recorrente foi cientificada do Auto de Infração no dia 18.12.2008, às fls. 01, e que o Auto de Infração se refere ao período de 01/2003 a 12/2004. Para este tipo de infração, Código de Fundamentação Legal – CFL nº. 38, o valor da multa é único, sendo que não há mitigação da multa por ocorrências. Ou seja, basta apenas uma única ocorrência da infração em uma competência para que seja efetivado o descumprimento da obrigação acessória, desde que aquela competência ainda não esteja decadente, nos termos da Súmula Vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, e do Código Tributário Nacional. Ora, se a recorrente foi cientificada do Auto de Infração no dia 18.12.2008, e o Auto de Infração se refere ao período de 01/2003 a 12/2004, desta forma restou evidente que em função de apenas uma única competência, por exemplo, 12/2004, não decadente por quaisquer dos critérios adotados no Código Tributário Nacional, ter sido efetivado o descumprimento da obrigação acessória. Desta forma, não houve decadência parcial da obrigação acessória em questão. DO MÉRITO (i) Da ilegalidade da multa aplicada. A Recorrente argumenta: A apresentação de dados diversos da realidade não se deu por máfé e nem causou prejuízo ao Erário, tendo em vista que as informações ao Fisco foram retificadas e prestadas corretamente, apenas por um lapso não se retificando a escrituração contábil; Que tal lapso, por si só, não pode servir para imposição da multa guerreada, havendo clara violação, ainda, aos princípios constitucionais na razoabilidade e proporcionalidade. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 Ora, Doutos Julgadores, como exaustivamente revelado em sede de impugnação, não houve qualquer máfé por parte da ora Recorrente. Muito pelo contrário: se houvesse máfé, a Recorrente não teria retificado as informações prestadas ao Fisco, bem como recolhido em conseqüência os impostos devidos. Ainda que assim não fosse, deveria ser apontado no que consistiu a máfé da Recorrente. Como dito, ao se fazer um juízo de proporcionalidade e razoabilidade observarse que, no caso em apreço, em razão da inexistência de lesividade da conduta e da real finalidade proposta pelo legislador, não é justo se manter a multa aplicada. Analisemos. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 4, o Auto de Infração nº. 37.037.8024, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n. 8.212, de 24.07.91, bem como ter apresentado documento ou livro que contenha informação diversa da realidade. Ainda o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 4, informa que: (I) A infração capitulada referese à apresentação pela empresa de Livro Diário, DIPJ, Folhas de Pagamento e LRE Livro de Registro de Empregados, GFIP, e documentos outros que contém informações diversa da realidade consubstanciado por: a) Omissão de receitas da atividade operacional evidenciada por manter à margem da escrituração contábil a totalidade das receitas auferidas, retratada no cruzamento das informações do Sistema RFB e a DIPJ dos anos 2003 e 2004; b) Pela supressão da base de cálculo das contribuições da Seguridade Social, expressos pelo não cômputo da totalidade das horasaula ministradas com conseqüente reflexo na totalidade da composição do corpo docente a seu serviço, com a conduta de manter fora da folha de pagamento os docentes a seu serviço inclusive; os segurados que lhe prestaram serviços, pertencentes ao corpo de auxiliares e de apoio operacional. A realidade fática deflagrada consta das demonstrações financeiras e registros da contabilidade da' empresa,' em cruzamento com os registros oficiais do Sistema Informatizado da RFB, Remunerações da Folha de Salários e Declaração em GFIP de valores e remunerações devidas, que evidencia a verdade material retratada na ação de vilipêndio à RFB, face da total incompatibilidade com as informações contidas nos documentos retro detectados, entre outros apreciados em conjunto pela fiscalização, mantidas à Fl. 112DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 97 15 margem da escrituração contábil apresentada, registrada nos Livros Diários 06 e 07 de 2003 e 2004, com registro no Cartório de Registro civil, 1. Subscrito em SJC, sob n. 1639, de 19108104 e protocolo 05, fls. 146, registro 2494, de 28/09/05, assim respectivamente. II) Não apresentação do registro e postagem ao ECT de encaminhamento apo DSST/SIT, de documento que prove a condição de empresa inscrita no PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT, nos anos 2003/2004, conforme solicitação contida em Intimação Fiscal, lavrado em Termo próprio, no curso da ação fiscal. Anotese ainda, que a AuditoriaFiscal emitiu um Termo de Constatação e de Esclarecimentos, às folhas 18 a 20, na qual solicitavase que fossem discriminados individualmente os valores pagos com os respectivos descontos dos segurados que foram constatados fora da Folha de Salários GFIP e GPS e também mantidos à margem da escrituração contábil. Acrescentava ainda a existência de discrepâncias entre os valores constantes dos sistemas informatizados da RFB Receita Federal do Brasil (GFIP e DIPJ). Outrossim, em Informações Complementares, o TEPF, às fls. 25 a 26, informa que foi emitido a RFFP Representação Fiscal Fins Penais, para apreciação, em tese de Crime de Sonegação Fiscal, ao MPF Ministério Público Federal. Ainda assim, a Auditoria Fiscal colacionou no Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 5: “CAPITULAÇÃO DA MULTA APLICADA: Lei n. 8.212, de 24.07.91, artigos 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 283, II, "j e art. 373, com a circunstância agravante da penalidade capitulada no art. 290, II e a a gradação da multa do Art. 292, inciso II, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, que eleva em três vezes o valor da multa aplicada. Valor da multa aplicada da PT/MPS/MF/077 de 11/03/2008. Não existe outro Auto de Infração a ser considerado para efeito de reincidência.” (gn) Desta forma, a primeira questão a ser tratada é que se houve ou não o descumprimento de obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Depreendese dos autos que em função da apresentação da contabilidade com omissão de receita e Folha de Pagamento com supressão de base de cálculo e excluindo Fl. 113DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 diversos professores e funcionários, foi a Recorrente autuada pela infração conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, com redação da MP 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº 11.941, de 27/05/2009, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Neste ínterim, o Recorrente reconhece, indiretamente, que houve a apresentação deficiente de documentos apresentados, às fls. 68 a 87, quando aduz que a apresentação de dados diversos da realidade não se deu por máfé e nem causou prejuízo ao Erário, tendo em vista que as informações ao Fisco foram retificadas e prestadas corretamente, apenas por um lapso não se retificando a escrituração contábil, sendo que tal lapso, por si só, não pode servir para imposição da multa guerreada. Portanto, em resposta à primeira questão a ser tratada, deduzse que houve o descumprimento de obrigação legal acessória. O segundo aspecto a ser tratado, ocorre em relação ao agravamento da multa. A Auditoria Fiscal colacionou no Relatório Fiscal de Aplicação da Multa, às fls. 5, que se verificou a circunstância agravante da penalidade capitulada no art. 290, II e a gradação da multa do Art. 292, inciso II, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, que eleva em três vezes o valor da multa aplicada. Deduzse, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 4, que a circunstância agravante da penalidade ocorreu pela recorrente ter agido com dolo, fraude ou máfé (art. 290, II, Decreto 3.048/1999) em função da afirmação: “que evidencia a verdade material retratada na ação de vilipêndio à RFB, face da total incompatibilidade com as informações contidas nos documentos retro detectados”. b) Pela supressão da base de cálculo das contribuições da Seguridade Social, expressos pelo não cômputo da totalidade das horasaula ministradas com conseqüente reflexo na totalidade da composição do corpo docente a seu serviço, com a conduta de manter fora da folha de pagamento os docentes a seu serviço inclusive; os segurados que lhe prestaram serviços, pertencentes ao corpo de auxiliares e de apoio operacional. A realidade fática deflagrada consta das demonstrações financeiras e registros da contabilidade da' empresa,' em cruzamento com os registros oficiais do Sistema Informatizado da RFB, Remunerações da Folha de Salários e Declaração em GFIP de valores e remunerações devidas, que evidencia a verdade material retratada na ação de vilipêndio à RFB, face da total incompatibilidade com as informações contidas nos documentos retro detectados, entre outros apreciados em conjunto pela fiscalização, mantidas à margem da escrituração contábil apresentada, registrada nos Livros Diários 06 e 07 de 2003 e 2004, com registro no Cartório de Registro civil, 1. Subscrito em SJC, sob n. 1639, de 19108104 e protocolo 05, fls. 146, registro 2494, de 28/09/05, assim respectivamente. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16045.000806/200887 Acórdão n.º 240300.989 S2C4T3 Fl. 98 17 Entretanto, a Auditoria Fiscal não restou materializado nos autos a hipótese fática em que a conduta da Recorrente se revestiu de dolo, fraude o máfé. Ou seja, para a tipificação da conduta da Recorrente como dolo, fraude ou máfé, conforme o disposto no art. 290, II, Decreto 3.048/1999, há que se evidenciar elementos comprobatórios de tal conduta. Desta forma, em função de não restar materializado nos autos a hipótese fática em que a conduta da Recorrente se revestiu de dolo, fraude o máfé, deve ser afastada a incidência da circunstância agravante na presente hipótese dos autos. CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, NO MÉRITO, dar provimento parcial ao recurso para que se afaste do cálculo da multa a circunstância agravante da penalidade. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 115DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003674/2009-91
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DO FUNRURAL.
Diante da declaração de inconstitucionalidade dos arts. 12, V e VII, 25, I e II e 30, IV da Lei n. 8.212/91, no julgamento do RE n. 363.852/MG, não há que se falar em contribuição para o FUNRURAL.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-000.921
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em dar
provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201112
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DO FUNRURAL. Diante da declaração de inconstitucionalidade dos arts. 12, V e VII, 25, I e II e 30, IV da Lei n. 8.212/91, no julgamento do RE n. 363.852/MG, não há que se falar em contribuição para o FUNRURAL. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11020.003674/2009-91
anomes_publicacao_s : 201112
conteudo_id_s : 4894873
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 11 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.921
nome_arquivo_s : 2403000921_11020003674200991_201112.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 11020003674200991_4894873.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
id : 4748118
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:42 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175287541760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1559; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.003674/200991 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.921 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 02 de dezembro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente DALAIO AGROPASTORIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DO FUNRURAL. Diante da declaração de inconstitucionalidade dos arts. 12, V e VII, 25, I e II e 30, IV da Lei n. 8.212/91, no julgamento do RE n. 363.852/MG, não há que se falar em contribuição para o FUNRURAL. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Igor Araujo Soares. Fl. 741DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Assim relatou a DRJ, verbis: “O presente Auto de Infração foi consolidado em 23/11/2009 e lavrado em 25/11/2009, sob n°37.238.7306, para o período 1/2004 a 12/2007, no valor de R$598.381.09, constando, por motivação do lançamento no Relatório Fiscal de folhas 69 a 89, o seguinte: ... 2. O presente débito, lançado por arbitramento, referese às contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural própria, em substituição às contribuições previstas no art. 22, I e II, da Lei no 8.212/91, aferida indiretamente e por arbitramento pelos motivos, esclarecimentos e procedimentos abaixo demonstrados. ... 8. Considerando que o contribuinte nas informações e nos documentos apresentados em especial através da Contabilidade, das Guias Informativas Modelo ‘B’ e das Guias de Informação e Apuração do ICMS, para o período de 01/2004 a 12/2007, embora intimado especificamente para esse fim através dos TIF no 03 a 05 e citados no item ‘1’, não logrou demonstrar o valor correto da receita bruta na comercialização da sua ‘própria’ produção rural, vendas de maçãs, por contabilizar em conta única as operações comerciais de saída das mercadorias, conta 1864.1.10.100.0 Vendas de mercadorias e nem tampouco na aquisição efetua o lançamento em títulos próprios, de forma discriminada, segmentando as aquisições efetuadas de produtores rurais pessoas físicas daquelas adquiridas de produtores rurais pessoas jurídicas, lançando em conta contábil única denominada 311.1.30.100.2 — Mercadorias para Revenda, todas as entradas de mercadorias (maçãs) e outros produtos secundários que integram o custo da mercadoria vendida. Tampouco a empresa apresentou escrituração com contabilidade de custos integrada que permitisse a identificação das saídas de mercadorias separando as vendas de mercadorias próprias das adquiridas de terceiros. ... 9. Considerando que da análise dos documentos, da Contabilidade, das Notas Fiscais Faturas de Saída e demais informações apresentadas não foi possível determinar de forma exata a base de cálculo das contribuições previdenciárias devidas sobre o valor da Fl. 742DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11020.003674/200991 Acórdão n.º 2403000.921 S2C4T3 Fl. 2 3 receita bruta proveniente da comercialização da sua produção, conforme prevê a legislação acima citada, demonstraremos abaixo o critério utilizado para o arbitramento e na constituição do respectivo crédito previdenciário e, orientado nos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, a saber: ... Em seguida, descreve como apurou, através do Demonstrativo da Receita Bruta Mensal na Comercialização da Produção Rural Própria (anexo às folhas 90 a 92), os valores tributáveis, levando em conta o faturamento com venda de mercadorias, as exportações, as devoluções de vendas, mercadorias para revenda adquiridas de produtores rurais pessoas físicas, mercadorias para revenda adquiridas de produtores rurais pessoas jurídicas, materiais de embalagem compradas e usadas no acondicionamento e devoluções de compras. Informa também que os saldos negativos dessas operações foram deduzidos nas competências sequentes. Informa também que tais contribuições devidas sobre o total da receita bruta proveniente da comercialização de sua produção rural, art. 25 da Lei n°8.870/94, na redação dada pela Lei n° 10.256/2001, não foram declaradas em GFIP, ou deram origem a qualquer recolhimento em GPS, o que implica na aplicação do art. 173, I do CTN para fins de contagem do prazo decadencial. A comparação para apuração da multa mais benéfica, entre a prevista na legislação vigente à época dos fatos geradores e a atual, foi efetuada (folha 83). A ciência do lançamento se deu em 25/11/2009, conforme folha 1. O sujeito passivo apresentou impugnação (folhas 479 a 535) em 23/12/2009 onde alega, em síntese, o que segue: Preliminarmente, alega decadência até a competência 10/2004. tendo em vista que houve entrega de GFIP e pagamentos de GPS no período, o que leva à aplicação do art. 150, §4° do CTN. No mérito, alega que o valor da comercialização própria, segundo seus relatórios internos, é de R$3.256.775.24. o que, à alíquota de 2,6%, resultaria num valor de contribuição devida de R$84.676,16, e não R$301.072,97 obtida do faturamento de R$11.713.135,93 (folha 485). Seu relatório identificaria todas as notas fiscais que geraram a compra e venda, demonstrando seus valores. A contribuição previdenciária sobre a comercialização de produção própria é inexigível, por inconstitucionalidade e ilegalidade. Alega que o art. 22A da Lei 8.212/1991 é inconstitucional porque a contribuição sobre a produção rural não foi criada por lei complementar, porque apenas após a Emenda Constitucional 20/1998 houve tal permissão Fl. 743DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 constitucional, e por bitributação em relação ao Pis e Cofins. Cita julgados nesse sentido, entre eles o RE 363852/MG do STF e a AMS 222015 do TRF 3a Região. No que diz respeito à multa, alega que o art. 61 da Lei 9.430/1996, referenciado pelo art. 35 da Lei 8.212/1991 na redação dada pela Lei 11.941/2009, em seu §2°, limita a multa a 20% e a sua aplicação no lançamento foi de 24%. Também a referência efetuada para a multa de ofício, art. 32, §§4° e 5o da Lei 8.212/1991, não se encontram mais em vigor. Quanto à multa de 75%, prevista no art. 35A da Lei 8.212/1991, não se aplicaria ao caso, tendo em vista que remete ao art. 35 que faria referência apenas às contribuições previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, que. por sua vez, não contemplaria a contribuição previdenciária sobre a comercialização de produção rural própria. Requer, ao final, o acatamento de seus motivos, e a produção de prova pericial para considerar válidos os documentos da empresa, indicando um perito da empresa, contador. Junta cópias não conferidas de resumos, relatórios, notas fiscaisfatura e Danfe. Por força da Portaria Sutri 2.132/2010, o processo veio a esta Delegacia para julgamento.” DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 5ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Juiz de Fora – MG DRJ/JFA, emitiu o Acórdão n° 0933.197, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a recorrente apresentou, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls., com os seguintes argumentos: Preliminar de inexigibilidade dos 30% do depósito ante a declaração de inconstitucionalidade do § 2o do art. 33 do Decreto n. 70.235/72. No mérito, reiterou a decadência, bem como a impossibilidade de aferição indireta, assim como impugnou o indeferimento da prova pericial, além de alegar ser possível o controle de constitucionalidade por órgão administrativo. É o relatório. Fl. 744DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11020.003674/200991 Acórdão n.º 2403000.921 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme análise do AR de fl. 543, a recorrente tomou ciência do acórdão no dia 24/02/2011, tendo protocolizado o Recurso Voluntário no dia 25/03/2011, constatase que o mesmo foi tempestivo, vez que dentro do trintídio legal. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: Fl. 745DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Tratase de NFLD lavrada em razão das contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural própria, em substituição às contribuições previstas no art. 22, I e II, da Lei n. 8.212/91. Da análise do Relatório Fiscal de fls. 69/89, especificamente no item 13.1, a fiscalização afirma que não houve antecipação da referida contribuição. Ademais, o não pagamento é fato incontroverso, como se extrai da própria declaração da recorrente na sua impugnação na fl. 486, verbis: “A empresa requerente/impugnante entende que não é devida a contribuição previdenciária sobre a comercialização da produção própria, EXFUNRURAL, motivo pelo qual não pagou e não relacionou nas GFIPs, forte no argumento de sua inconstitucionalidade e ilegalidade.” (grifo nosso) Diante da ausência do pagamento, mesmo que de forma parcial, o caso em tela comporta aplicação da decadência prevista no art. 173, I do CTN. O período de apuração compreendeu as competências de 01/2004 a 12/2007. A notificação ocorreu em 25/11/2009. Logo, não houve decadência, conforme explicado. DO JULGAMENTO DO RE N. 363.852/MG Destaca a recorrente, em sede de impugnação, a possível declaração de inconstitucionalidade dos arts. 12, V e VII, 25, I e II e 30, IV da Lei n. 8.212/91, no julgamento do supracitado RE, bem como a aplicação da jurisprudência para o caso em tela. No acórdão de fls. 538/541, a DRJ reconheceu a possibilidade de afastar a aplicação de uma lei declarada inconstitucional pelo STF, citando o art. 26A, § 6o, I do Decreto n. 70.235/72, que abaixo se reproduz, verbis: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (...) Fl. 746DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11020.003674/200991 Acórdão n.º 2403000.921 S2C4T3 Fl. 4 7 § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; Por entender que os fundamentos jurídicos do RE não são os mesmos do lançamento em tela, a DRJ afastou a aplicação da declaração de inconstitucionalidade dos supracitados artigos, mantendo procedente o lançamento. Ocorre que, da análise dos Fundamentos Legais constantes nas fls. 10/11, que embasaram a presente NFLD, assim fundamentou a fiscalização, verbis: Fundamentos Legais das Rubricas 215 CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADORPESSOA JURÍDICA (SOBRE A PRODUÇÃO RURAL) 215.05 Competências : 04/2004 a 12/2004, 01/2005, 04/2005 a 11/2005, 01/2006 a 02/2006, 07/2006 a 12/2006, 01/2007, 06/2007 a 12/2007 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 25, parágrafos 3. e 4. (com as alterações da Lei n. 8.540, de 22.12.92); Lei n. 8.870, de 15.04.94, art. 25 (com as alterações posteriores da Lei n. 10.256, de 09.07.2001), I, paragrafo 3. (com a alteração do art. 7. da Lei n. Lei 9.528, de 10.12.97); Decreto n. 1.197, de14.07.94, art. 25,1, parágrafos 4. e 5.; Regulamento da Previdencia Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.1999, art. 201, IV, parágrafos 15,16, 17 e paragrafo 18 (posteriormente revogado pelo Decreto 4.032, de 26.11.01). 307 CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGADOR (PESSOA JURÍDICA) NA COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO RURAL PARA FINANCIAMENTO DOS BENEFICIOS EM RAZÃO DA INCAPACIDADE LABORATIVA 307.07 Competências : 04/2004 a 12/2004, 01/2005, 04/2005 a 11/2005, 01/2006 a 02/2006, 07/2006 a 12/2006, 01/2007, 06/2007 a 12/2007 Lei n. 8.870, de 15.04.94, art. 25, (com a redacao posterior dada pela Lei n. 10.256, de 10.07.2001), II, paragrafo 3.. (com a alteração pelo art. 7. da Lei n. 9.528, de 10.12.97); Lei n. 9.528, de 10.12.97; Decreto n. 1.197, de 14.07.94, art. 25, II, parágrafos 4. e 5.; Regulamento da Previdencia Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.1999, art. 201, parágrafos 15 e 16 e art. 202, paragrafo 8.. (grifo nosso) Logo, resta evidenciado, que a fundamentação legal da NFLD em tela, fora declarada inconstitucional pelo STF no RE n. 363.852/MG, que transitou em julgado no dia 1o/06/2011, abaixo transcrito, verbis: RECURSO EXTRAORDINÁRIO PRESSUPOSTO ESPECÍFICO VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO ANÁLISE CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do Fl. 747DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina José Carlos Barbosa Moreira , em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS SUBROGAÇÃO LEI Nº 8.212/91 ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 UNICIDADE DE INCIDÊNCIA EXCEÇÕES COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PRECEDENTE INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária subrogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis nº 8.540/92 e nº 9.528/97. Aplicação de leis no tempo considerações. (RE 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe071 DIVULG 22042010 PUBLIC 23042010 EMENT VOL0239804 PP00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 4169) (grifo nosso) Assim como destacado pela DRJ, acerca da possibilidade de afastamento de lei declarada inconstitucional pelo STF, o Regimento Interno do CARF (art. 62, parágrafo único, I), também traz essa previsão, verbis: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou Logo, diante da declaração de inconstitucionalidade dos artigos que criaram o FUNRUAL e fundamentaram a NFLD em litígio, conforme destacado, deve ser julgado procedente o presente Recurso Voluntário. CONCLUSÃO Do exposto, dou provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 748DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11020.003674/200991 Acórdão n.º 2403000.921 S2C4T3 Fl. 5 9 Fl. 749DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 15375.002630/2008-01
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/12/1999 a 31/12/1999
PREVIDENCIÁRIO.
NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF.
Atos administrativos, legal e regularmente praticados, são válidos e têm eficácia.
DEIXAR DE ELABORAR FOLHA DE PAGAMENTO E GFIP DISTINTAS.
Constitui infração à legislação previdenciária a empresa cedente de mão de obra deixar de elaborar folhas de pagamento e GFIP distintas por empresa contratante de serviço, nos termos do art. 31, § 5 ° da Lei n° 8.212/91, acrescentado pela Lei n ° 9.711/98.
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.019
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar
provimento ao Recurso. Ausente momentaneamente o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/1999 a 31/12/1999 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. Atos administrativos, legal e regularmente praticados, são válidos e têm eficácia. DEIXAR DE ELABORAR FOLHA DE PAGAMENTO E GFIP DISTINTAS. Constitui infração à legislação previdenciária a empresa cedente de mão de obra deixar de elaborar folhas de pagamento e GFIP distintas por empresa contratante de serviço, nos termos do art. 31, § 5 ° da Lei n° 8.212/91, acrescentado pela Lei n ° 9.711/98. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 15375.002630/2008-01
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4896412
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.019
nome_arquivo_s : 2403001019_15375002630200801_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 15375002630200801_4896412.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso. Ausente momentaneamente o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4749768
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:44 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175321096192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1680; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15375.002630/200801 Recurso nº 111.111 Voluntário Acórdão nº 240301.019 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 07 de fevereiro de 2012 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente CERAMICA JACARANDA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/12/1999 a 31/12/1999 PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. Atos administrativos, legal e regularmente praticados, são válidos e têm eficácia. DEIXAR DE ELABORAR FOLHA DE PAGAMENTO E GFIP DISTINTAS. Constitui infração à legislação previdenciária a empresa cedente de mãode obra deixar de elaborar folhas de pagamento e GFIP distintas por empresa contratante de serviço, nos termos do art. 31, § 5 ° da Lei n ° 8.212/91, acrescentado pela Lei n ° 9.711/98. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso. Ausente momentaneamente o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Fl. 86DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15375.002630/200801 Acórdão n.º 240301.019 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de infringência ao disposto no art. 31, § 5° da Lei n° 8.212/91, com redação dada pela Lei n° 9.711/98, c/c o art. 32, IV da Lei n ° 8.212/91, e art. 219, § 5 ° do Regulamento da Previdência Social RPS, ter a empresa cedente de mãodeobra deixado de elaborar folhas de pagamento e GFIP distintas referentes A prestação de serviços de terraplenagem realizados para a empresa CAMPOS SILVEIRA IMÓVES LTDA, CNPJ 01.479.594/000128, na competência 12/1999. A documentação foi regularmente solicitada através dos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD de 07/02/2003, 19/05/2003, 09/09/2003, 07/10/2003, 29/10/2003, de fls. 11/15 . DA IMPUGNAÇÃO Foi apresentada defesa conforme fls. 18/25, alegando em síntese o que : o ato é nulo em face do artigo 2°, do Decreto 3.969/01, os atos fiscalizatórios externos ficam subordinados à emissão de Mandado de Procedimento Fiscal MPF. no caso presente a autoridade competente para emitir o MPF é a Sra. Euzilene Teodozia Rodrigues Ribeiro. No entanto, não foi a mesma quem emitiu os MPFs complementares, posto que a mesma delegou a competência a terceira pessoa. Mas, nos termos do § 1°, do artigo 6°, do Decreto 3.969/01, quando houver delegação de competência, há que ser emitido ato próprio pela autoridade máxima do órgão competente, documento que não instruiu o presente feito. Requer que todo o procedimento fiscal seja declarado nulo. no processo em referência não houve emissão do Termo de Inicio de Ação Fiscal TIAF, o que é imprescindível, nos termos do artigo 42, da IN 70/02. Ausente este, nulo é todo o procedimento fiscal. Requer a declaração de nulidade do procedimento fiscal, ante a ausência de MPF, bem como do TIAF. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls. 29, a Gerência Executiva em Contagem – MG , emitiu DecisãoNotificação – DN n° 11.022/0029/2004 mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário às fls.40, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15375.002630/200801 Acórdão n.º 240301.019 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE NULIDADE DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL – MPF. A Recorrente argüi em preliminar a nulidade do lançamento em razão do Mandado de Procedimento Fiscal ser inválido. Aduz que a Recorrente, em ambas instâncias administrativas, não negou a ocorrência da infração, reiterando na presente, tãosomente, que o auto é nulo em razão de irregular emissão de MPF: “ ... a Autoridade competente para emitir o MPF é a Sra. Euzilene Teodozia Rodrigues Ribeiro. No entanto, não foi a mesma quem emitiu os MPF 's Complementares, posto que a mesma delegou a competência a terceira pessoa. Mas, nos termos do § 10, do artigo 60, do Decreto 3.969/01, quando houver delegação de competência, há que ser emitido ato próprio pela autoridade máxima do órgão competente, documento que não instruiu o presente feito. Não fez alegação de ausência do Termo de Início de Ação Fiscal – TIAF mas, ao final juntou pedido de nulidade sob tal motivação. Conforme já enfrentado em instância a quo, o item 3.3 da condução daquele voto registra que : “3.5. Os Mandados de Procedimentos Fiscais MPF complementares foram emitidos pela auditora fiscal Livia Lara Reis, que foi designada pelo Gerente Executivo José Carlos de Oliveira, para substituir o Chefe da Seção de Fiscalização, nos afastamentos e impedimentos legais e temporários do titular, através da Portaria INSS/MG/GEXCON n.° 21, de 19/02/2003, publicada no Boletim de Serviço Local BSL n.° 19, de 20/02/2003. Portanto, todos os MPF's foram legalmente emitidos.Vale ressaltar que os MPF's complementares, datados em 02/06/2003, 30/09/2003 e 23/10/2003 de fls. 07/09 e, assinados pela auditora Lívia Lara Reis Chefe da Seção de Fiscalização Substituta , foram emitidos após a entrada em vigor da portaria retro mencionada.” Quanto à emissão do Termo de Inicio de Ação Fiscal – TIAF, na seqüência, o item 3.6 informa que : Fl. 90DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 “ 3.4. 0 Termo de Inicio de Ação Fiscal TIAF, de 07/0212003, emitido as 10:30 hs., foi assinado pelo sóciogerente Nilton Jorge da Silveira, que assinou também, todos os MPF's, os Termos de Intimação Para Apresentação de Documentos TIAD, emitidos em 07102/2003 e 29/10/2003, o Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal TEAF, bem como a presente notificação. Assim, nenhuma irregularidade foi observada que ensejasse a nulidade da presente autuação.” Diante da flagrante demonstração fática entendo que o procedimento fiscal foi correto. A recorrente mediante argumentos meramente procrastinatórios não guerreou de forma eficaz. Desse modo, decorre que o lançamento é procedente. Portanto, nego provimento. DO MÉRITO O Relatório Fiscal de fls. 02 registra que a autuação foi lavrada em razão da autuada não ter elaborado folhas de pagamentos e GFIP distintas para a contratante de seus serviços CAMPOS SILVEIRA IMOVES LTDA, CNPJ 01.479.594/000128, na competência 12/1999, incorrendo na infração ao previsto no § 5° do art. 31 da Lei n ° 8.212/91, que determina: “Art 31 (...) § 5 °. 0 cedente da mãodeobra deverá elaborar folhas de pagamento distinta para cada contratada.” Bem com ao disposto no § 5°, inciso IV do art. 32 da Lei n 08.212/91 e alterações posteriores, que determina: “Art. 32. A empresa é também obrigada a: IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS.” MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Aduz que a Recorrente, em ambas instâncias administrativas, não negou a ocorrência da infração, alegando na presente, tãosomente que o auto é nulo em razão de irregular emissão de MPF. Na forma do artigo 17 do Decreto 70.235/72, matéria não expressamente contestada não instaura o contencioso, in verbis: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997).” Assim, em razão de não ter sido impugnada, concluo ocorrida a infração. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15375.002630/200801 Acórdão n.º 240301.019 S2C4T3 Fl. 4 7 CONCLUSÃO Em face de tudo que foi exibido, conheço do recurso para NEGARLHE PROVIMENTO . É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 92DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 17883.000274/2008-79
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO EM ESPÉCIE ALIMENTAÇÃO
EMPRESA NÃO INSCRITA NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO.
O pagamento, em espécie, de alimentação aos segurados empregados por empresa não inscrita no PAT Programa de Alimentação do Trabalhador, integra o salário de contribuição e se constitui em fato gerador de contribuições sociais previdenciárias.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES
DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART.
106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com
base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.974
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para recalcular a multa se mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO EM ESPÉCIE ALIMENTAÇÃO EMPRESA NÃO INSCRITA NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO. O pagamento, em espécie, de alimentação aos segurados empregados por empresa não inscrita no PAT Programa de Alimentação do Trabalhador, integra o salário de contribuição e se constitui em fato gerador de contribuições sociais previdenciárias. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 17883.000274/2008-79
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 4895852
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.974
nome_arquivo_s : 2403000974_17883000274200879_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 17883000274200879_4895852.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para recalcular a multa se mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4748929
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175337873408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 23; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2320; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 197 1 196 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17883.000274/200879 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240300.974 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente BMB MODE CENTER INDÚSTRIA COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO EM ESPÉCIE ALIMENTAÇÃO EMPRESA NÃO INSCRITA NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO. O pagamento, em espécie, de alimentação aos segurados empregados por empresa não inscrita no PAT Programa de Alimentação do Trabalhador, integra o salário de contribuição e se constitui em fato gerador de contribuições sociais previdenciárias. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para recalcular a multa se mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Fl. 215DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 198 3 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva. Ausentes o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 174 a 182, com Anexo às fls. 183 a 195, interposto pela Recorrente – BMB Mode Center Indústria Comércio e Serviços Ltda. contra Acórdão nº 1224.260 – 12ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 155 a 167, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.167.4077, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 29.856,71 (vinte e nove mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais e setenta e um centavos). O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social correspondente à parte do segurados, no período de 01/2004 a 12/2004. O Relatório Fiscal, às fls. 28 a 33, com Anexo às fls. 34 a 47, informa os fatos geradores das contribuições previdenciárias lançadas: (i) levantamento CI — Contribuintes Individuais: Tratase de contribuições dos segurados contribuintes individuais não descontadas pela empresa e apuradas mediante aplicação da aliquota de 11% (onze por cento) sobre os valores pagos a prestadores de serviços, com observância do limite máximo do saláriodecontribuição vigente em cada competência, conforme determina o artigo 40 da Lei n°. 10.666 de 08/05/2003. Os valores pagos aos prestadores de serviços foram apurados com base na análise da contabilidade, através dos livros Razão e Diário, e nos recibos de pagamentos a Contribuintes Individuais apresentados pela empresa e encontramse demonstrados no Anexo I deste AI, com identificação dos beneficiários, data do lançamento, códigos das contas contábeis e suas nomenclaturas, assim como as respectivas retenções de 11% referentes a contribuições desses segurados. (ii) levantamento AJC — Ajuda de Custo Vitor Diehl: foram apuradas as contribuições devidas sobre os valores pagos ao empregado Vitor Diehl (Gerente de Administração), a título de despesa particular com aluguel, lançada na conta contábil "3402010033 — Ajuda de Custo", conforme detalhado no Anexo IV de fls. 71. Aduz ainda a fiscalização que a empresa, quando intimada a prestar esclarecimento sobre tais pagamentos, confirmou se tratar do aluguel pago ao referido segurado, o que Fl. 217DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 199 5 reforça a tese de que se trata de benefício exclusivo do funcionário; (iii) levantamento PAT — Alimentação do Trabalhador: foram apuradas as contribuições devidas sobre os valores pagos pela empresa aos seus empregados, a título de alimentação e refeição, sem a devida inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT, tendo em vista que o sujeito passivo, quando intimado no curso da ação fiscal a comprovar a sua adesão ao aludido programa de alimentação, informou não ser inscrita no PAT, motivo pelo qual não possuía a documentação exigida. Dessa forma, para o cálculo do salário de contribuição, a autoridade autuante apurou na contabilidade todos os valores pagos, deduzidas as importâncias reembolsadas empregados, conforme detalhado no Anexo V e Va de fls. 72 a 77; A Recorrente teve ciência do TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, às fls. 19, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0710500.2008.00286. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD, às fls. 10, é de 01/2004 a 12/2004. A Recorrente teve ciência do auto de infração no dia 02.09.2008, às fls. 01. A Recorrente apresentou Impugnação, às fls. 52 a 61, com Anexos às fls. 62 a 150. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1224.260 – 12ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I RJ, fls. 155 a 167, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 VÍCIO DE FUNDAMENTAÇÃO. DESCRIÇÃO CLARA DOS FATOS. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO INDIRETA. UTILIDADES. CONDIÇÕES PARA NÃOINCIDÊNCIA. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. BIS IN IDEM. RETROATIVIDADE DE MULTA BENIGNA. Tendo sido a deficiência na citação do dispositivo infringido suprida por farta e clara descrição dos fatos e pela descrição textual da norma legal infringida, apta a fornecer à contribuinte o pleno conhecimento dos fatos, de modo a permitir à mesma exercer seu direito de defesa, inexiste causa para a declaração de nulidade do lançamento assim efetuado. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 O conceito de saláriodecontribuição compreende qualquer retribuição pelo serviço, ainda que em forma de utilidades, independentemente do título utilizado para designar o pagamento. Inobservadas as condições legais para nãoincidência do gravame tributário sobre determinada parcela, esta será considerada como saláriodecontribuição para todos os efeitos, ainda que paga sem habitualidade. Constitui bis in idem a dupla imposição de penalidades em razão do mesmo fato. Em matéria tributária a Lei nova que prevê multa mais benéfica ao infrator deverá retroagir para alcançar fatos pretéritos. Lançamento Procedente Acórdão Acordam os membros da Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar, nos termos do inteiro teor desta decisão, PROCEDENTE o lançamento efetuado, mantendose o crédito tributário exigido, no valor total de R$ 15.921,38, acrescido de juros e multa. Em relação à multa aplicada, há de se observar a continuidade de sua progressão conforme as fases do crédito tributário, nos termos do art. 35 da Lei n° 8.212/91, na redação dada pela Lei n° 9.876/99, respeitado, todavia, o limite de 75%, por força do art. 35A da Lei n° 8.212/91, introduzido pela MP n° 449/2008, c/c art. 44 da Lei 9.430/96, na redação dada pela Lei n° 11.488/07, de forma a preservar a retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II, alínea "c" do CTN. Intimese para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 (trinta) dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, conforme facultado pelo art. 126, da Lei 8.213/91, e art. 305, §1°, do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99, com redação dada pelo Decreto 4.729/03, ambos combinados com o art. 29, da Lei 11.457/07, e art. 50, §1°, da Portaria MF n° 147/07. Encaminhese à unidade competente, a fim de que seja dada ciência ao sujeito passivo do conteúdo deste acórdão, bem como sejam tomadas as demais providências necessárias ao seu cumprimento. Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 174 a 182, com Anexo às fls. 183 a 195, onde alega em apertada síntese que: (i) DA AJUDA DE CUSTO Depreendese da leitura do DAD e do Anexo IV do Relatório Fiscal do Auto de Infração que o Agente Fiscal entendeu que Fl. 219DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 200 7 valor de R$ 382,90 (trezentos e oitenta e dois reais e noventa centavos) pagos mensalmente pelo contribuinte a título de locação de imóvel seria parte do salário do empregado Vitor Hugo Diehl. Ocorre que o referido imóvel não foi locado com a finalidade de nele residir o Sr. Vitor Hugo Diehl. Tal locação destinase a hospedar qualquer pessoa que visitasse a empresa, podendo ser candidato a emprego ou até mesmo, empregado contratado fora desta cidade e que por ventura tivessem de permanecer na cidade de Resende, a serviço da empresa, até conseguir imóvel para sua moradia. Destarte, o referido valor pago a título de aluguel se constitui em despesa de locação da empresa e não em benefício de empregado, o que por si só, caracteriza excesso de rigor do agente fiscal. A teor do disposto no § 2°. do art. 458 da CLT, o custo da moradia fornecida pela empresa ao empregado, somente poderia ser integrado ao salário se fosse pago pela prestação dos serviços. No caso em tela, não há nenhum documento que prove de forma inequívoca que a empresa tenha efetuado qualquer pagamento de aluguel a titulo de benefício ao empregado Vitor Hugo Diehl. (ii) DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Aduz o Agente Fiscal em seu Relatório Fiscal e Auto de Infração que o contribuinte acima qualificado não teria declarado em GFIP valores relativos a contribuintes individuais. Em que pese o brilhantismo do Sr. Agente Fiscalizador, melhor sorte não está a acolher suas assertivas pois, verificase que o I. Agente Fiscal inseriu no Anexo I do referido relatório, valores pagos referentes a energia elétrica, Aluguel, telefone, treinamento de pessoal, e condomínio como se fossem contribuintes individuais. Obviamente que tal argumentação não pode prosperar pois, a norma do inciso V do art. 12 da Lei 8212/91 define quem é considerado contribuinte individual. Como se vê, ínclito julgador, não há respaldo jurídico para enquadrar pagamentos de aluguel, luz e telefone como sendo contribuinte individuais. Evidenciase excesso de rigor do agente fiscal que deixou de verificar que dos valores pagos ás pessoas listadas no Anexo I do Relatório de Auto de Infração, muitos são referentes a reembolsos de despesas que tais pessoas gastavam em razão do serviço e posteriormente recebiam o devido reembolso da BMB Mode Center. (iii) DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR Fl. 220DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 O Auto de Infração ora impugnado traz em sua composição dois relatórios denominados de Anexo V e Anexo Va elaborados sob a rubrica "Levantamento PAT — Alimentação do Trabalhador". Consta do referido Anexo V que tais valores, no entendimento do Sr. Fiscal, seriam compostos pelos gasto com alimentação e refeição sem a competente inscrição junto ao PAT. Aduz o Sr. Fiscal que intimada a comprovar a inscrição junto ao PAT a BMB Mode Center informou que não possuía tal inscrição. Evidente é que os valores listados no Anexo Va não se revestem da habitualidade pois, são contabilizações de cupons fiscais e notas fiscais emitidos por restaurantes diversos e de diversas localidades. Valores estes que foram, em sua maioria, custeados pelos próprios empregados quando estavam a serviço fora da empresa. São, portanto, despesas da empresa que se fizeram necessárias para a prestação dos serviços externos. Frisese que os valores pagos a títulos de alimentos que foram objeto de constituição do Anexo Va não foram pagos por força do contrato de trabalho e sim por força da necessidade de empresa de que aqueles empregados realizassem atividades externas, sendo ela obrigada a alimentálo enquanto estivessem fora do seu ambiente normal de trabalho. Por esta razão, os valores elencados no Anexo Va não se constituem em salário In natura, logo, não serão bases de cálculos de contribuições previdenciárias como pretende o agente fiscalizador. (iv) DA DECISÃO RECORRIDA (iv.1) Alegou ainda a Autoridade Julgadora que examinando a peça de impugnação constatou que a recorrente teria demonstrado conhecimento que se trataria de contribuição prevista em um determinado artigo da Lei 8212/91 e que teria sido possível exercer o seu direito de defesa. Desta forma a Autoridade Julgadora tenta induzir a recorrente a produzir prova contra si mesmo. Insta salientar que em momento algum a recorrente alegou cerceamento de defesa. A alegação da recorrente é de que não cometeu nenhum ilícito que pudesse ensejar o AI ora atacado, pois, se não consta do AI o dispositivo legal violado é porque na documentação verificada pelo Sr. Agente Fiscal não restou evidenciada a violação a nenhuma norma legal, pois, o raciocínio lógico nos leva a pensar que essa seria a primeira informação que o fiscal anotaria no Auto. Se não o fez, não pode o Auto prosperar somente pela vontade de punir. (iv.2) A autoridade julgadora refuta os argumentos de defesa alegando que não houve vicio da fundamentação. Portanto, a r. Autoridade Julgadora ora reconhece que o agente fiscal descumpriu as normas dos Incisos III e IV do Art. 10 do Decreto 70.235/72 e afirma o contrário (iv.3) No caso em tela, verificase que o Agente Fiscalizador quando lavrou o AI considerou contribuinte individual pessoas em situações diversas daquelas estipuladas na Lei. O D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida, não obstante ter Fl. 221DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 201 9 reconhecido os vícios de nulidade do Auto de Infração, deixou prevalecer os vícios em prejuízo da recorrente. Com maior razão é que a recorrente se socorre desse recurso, a fim de que seja reformada a decisão ora recorrida para dar o devido deslinde de todas as questões de fato e de direito elencadas na peça de impugnação e nesta peça recursal. Frisese que os documentos necessários à comprovação do alegado tanto na impugnação quanto na presente peça recursal, encontramse carreados nos autos. (iv.4) Outro vicio contido no Auto de Infração ora atacado, e também reconhecido pela Autoridade Julgadora é a inobservância, por parte do Agente Fiscal da norma Insculpida no art. 35A da lei 8212 c/c o art. 44 da Lei 9430/96. Desta forma, apesar da Autoridade ter reconhecido o vicio e o mencionado no Acórdão ora recorrido, sequer adequou o valor atribuído, mantendo injustamente o AI em seus valores originais. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 196. É o Relatório. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 196. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Da regularidade da lavratura do AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOP nº 37.167.4077 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.178.3798) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de Fl. 223DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 202 11 pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); Fl. 224DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. REPLEG Relatório de Representantes Legais (Este relatório lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação.); g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal; i. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose o AIOP nº 37.167.4077, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação Fl. 225DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 203 13 fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Alegações de inconstitucionalidade. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 226DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DO MÉRITO (i) DA AJUDA DE CUSTO Depreendese da leitura do DAD e do Anexo IV do Relatório Fiscal do Auto de Infração que o Agente Fiscal entendeu que valor de R$ 382,90 (trezentos e oitenta e dois reais e noventa centavos) pagos mensalmente pelo contribuinte a título de locação de imóvel seria parte do salário do empregado Vitor Hugo Diehl. Ocorre que o referido imóvel não foi locado com a finalidade de nele residir o Sr. Vitor Hugo Diehl. Tal locação destinase a hospedar qualquer pessoa que visitasse a empresa, podendo ser candidato a emprego ou até mesmo, empregado contratado fora desta cidade e que por ventura tivessem de permanecer na cidade de Resende, a serviço da empresa, até conseguir imóvel para sua moradia. Destarte, o referido valor pago a título de aluguel se constitui em despesa de locação da empresa e não em benefício de empregado, o que por si só, caracteriza excesso de rigor do agente fiscal. A teor do disposto no § 2°. do art. 458 da CLT, o custo da moradia fornecida pela empresa ao empregado, somente poderia ser integrado ao salário se fosse pago pela prestação dos serviços. No caso em tela, não há nenhum documento que prove de forma inequívoca que a empresa tenha efetuado qualquer pagamento de aluguel a titulo de benefício ao empregado Vitor Hugo Diehl. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 204 15 Analisemos. A Recorrente não traz novos elementos de prova que possam se contrapor à decisão de primeira instância que ratificou o entendimento da Auditoria Fiscal no sentido de que as aludidas importâncias pagas à título de locação de imóvel se referem, de fato, à locação do imóvel onde reside o referido segurado, Sr. Vitor Hugo Diehl , o que denota claramente a sua natureza remuneratória, tendo em vista que tais pagamentos importam em acréscimo patrimonial do beneficiário de modo a se amoldar à hipótese de incidência do art. 22, I, Lei 8.212/1991. Neste sentido, colaciono trecho da decisão de primeira instância, às fls. 189, que caracteriza a natureza remuneratória da importância paga título de locação de imóvel: Inobstante as razões ora invocadas, examinando os autos do processo relativo do Auto de Infração n° 37.167.4069, da mesma ação fiscal, constatase que, no curso do procedimento, a autoridade lançadora intimou a empresa fiscalizada a prestar esclarecimentos acerca da natureza dos lançamentos contábeis escriturados na conta n° 3.4.02.01.0033", designada como "Ajuda de Custo", bem como identificar a que empregado se destinava o referido beneficio, conforme comprova o item "2" do TIAD de fls. 45/46, lavrado na mesma ação fiscal. Em atendimento à exigência, a empresa prestou os esclarecimentos devidos, por escrito, conforme item "2" da declaração de fls. 174/175, daquele processo, nos do parágrafo único do art. 142 do CTN, dever este, cujo cumprimento, a propósito, não constitui qualquer ofensa ao princípio da legalidade insculpido no inciso II do art. 50 da Constituição Federal, pois, como já dito, todas as citadas exigências fiscais ora constituídas têm amparo legal. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (ii) DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Aduz o Agente Fiscal em seu Relatório Fiscal e Auto de Infração que o contribuinte acima qualificado não teria declarado em GFIP valores relativos a contribuintes individuais. Em que pese o brilhantismo do Sr. Agente Fiscalizador, melhor sorte não está a acolher suas assertivas pois, verificase que o I. Agente Fiscal inseriu no Anexo I do referido relatório, valores pagos referentes a energia elétrica, Aluguel, telefone, treinamento de pessoal, e condomínio como se fossem contribuintes individuais. Obviamente que tal argumentação não pode prosperar pois, a norma do inciso V do art. 12 da Lei 8212/91 define quem é considerado contribuinte individual. Como se vê, ínclito julgador, não há respaldo jurídico para enquadrar pagamentos de aluguel, luz e telefone como sendo contribuinte individuais. Evidenciase excesso de rigor do agente fiscal que deixou de verificar que dos valores pagos ás pessoas Fl. 228DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 listadas no Anexo I do Relatório de Auto de Infração, muitos são referentes a reembolsos de despesas que tais pessoas gastavam em razão do serviço e posteriormente recebiam o devido reembolso da BMB Mode Center. Analisemos. A Recorrente não traz novos elementos de prova que possam se contrapor à decisão de primeira instância que ratificou o entendimento da Auditoria Fiscal no sentido da incidência de contribuição social previdenciária nos valores pagos a segurados contribuintes individuais. Ademais não pode prosperar a argumentação da Recorrente de que diversos pagamentos constantes no Anexo I do Relatório Fiscal se referiam a reembolsos de despesas suportadas pelos segurados em razão do serviço, ou seja, com caráter indenizatório e não remuneratório. A Recorrente se utiliza de exposições genéricas em suas alegações pois não especifica os pagamentos que teriam sido levantados indevidamente como remunerações de contribuintes individuais e em quais competências isto teria ocorrido, além de não trazer aos autos quaisquer elementos comprobatórios de suas alegações. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iii) DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR O Auto de Infração ora impugnado traz em sua composição dois relatórios denominados de Anexo V e Anexo Va elaborados sob a rubrica "Levantamento PAT — Alimentação do Trabalhador". Consta do referido Anexo V que tais valores, no entendimento do Sr. Fiscal, seriam compostos pelos gasto com alimentação e refeição sem a competente inscrição junto ao PAT. Aduz o Sr. Fiscal que intimada a comprovar a inscrição junto ao PAT a BMB Mode Center informou que não possuía tal inscrição. Evidente é que os valores listados no Anexo Va não se revestem da habitualidade pois, são contabilizações de cupons fiscais e notas fiscais emitidos por restaurantes diversos e de diversas localidades. Valores estes que foram, em sua maioria, custeados pelos próprios empregados quando estavam a serviço fora da empresa. São, portanto, despesas da empresa que se fizeram necessárias para a prestação dos serviços externos. Frisese que os valores pagos a títulos de alimentos que foram objeto de constituição do Anexo Va não foram pagos por força do contrato de trabalho e sim por força da necessidade de empresa de que aqueles empregados realizassem atividades externas, sendo ela obrigada a alimentálo enquanto estivessem fora do seu ambiente normal de trabalho. Por esta razão, os valores elencados no Anexo Va não se constituem em salário In natura, logo, não serão bases de cálculos de contribuições previdenciárias como pretende o agente fiscalizador. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 205 17 Analisemos. Conforme o constatado no Relatório Fiscal, às fls. 28 a 33, a Recorrente fornece alimentação aos empregados, por meio de pagamento em espécie, sem estar inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), requisito este disposto expressamente na legislação. Neste sentido, o Relatório Fiscal ás fls. 31: 2.3.4 A despeito de ter sido intimada a comprovar a inscrição no referido programa, conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos —TIAD, de 04/07/2008 (cópia anexa), a empresa não atendeu à Fiscalização, argumentando não ser inscrita no PAT, e por isso não possuir tal documentação para exibição. A Lei n° 6.321, de 14 de abril de 1976, que trata do Programa de Alimentação do Trabalhador: Art.3°. Não se inclui como salário de contribuição a parcela paga 'in natura' pela empresa, nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho. O Decreto n° 5, de 14 de janeiro de 1991, que regulamenta a Lei n°6.321/76: Art. 1°. A pessoa jurídica poderá deduzir, do imposto de renda devido, valor equivalente a aplicação da aliquota cabível do imposto de renda sobre a soma das despesas de custeio realizadas, no períodobase, em Programas de Alimentação do Trabalhador, previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social MTPS nos termos deste regulamento. (...) § 4° para os efeitos deste Decreto, entendese como prévia aprovação pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, a apresentação de documento hábil a ser definido em Portaria dos Ministros do Trabalho e Previdência Social, da Economia, Fazenda e Planejamento e da Saúde. (...) Art. 4°. Para a execução dos programas de alimentação do trabalhador, a pessoa jurídica beneficiária pode manter serviço próprio de refeições, distribuir alimentos e firmar convênio com entidades fornecedoras de alimentação coletiva, sociedades civis, sociedades comerciais e sociedades cooperativas. (Redação dada pelo Decreto n. 0 2.101, de 23 de dezembro de 1996). Fl. 230DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 Art. 6°. Nos programas de alimentação do trabalhador, previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência: Social a parcela paga natura' pela empresa não tem natureza salarial, não se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos, não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e nem se configura como rendimento tributável do trabalhador. Desta forma, de acordo com a legislação de regência do PAT, o fornecimento de alimentação não integra o saláriodecontribuição para fins de incidência de contribuições previdenciárias, quando, nos termos da Lei n°6.321, de 1976, atenda os requisitos do programa de alimentação previamente aprovado pelo Ministério do Trabalho. Conforme o disposto na legislação previdenciária, art. 28, § 9º , c, Lei 8.212/1991, o fornecimento de alimentação integra o saláriodecontribuição para fins de incidência de contribuições previdenciárias quando não atenda os requisitos do programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho. (Lei 8.212/1991) Art. 28. Entendese por saláriode contribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; Ademais, embora existam decisões judiciais em sentido contrário, o Poder Judiciário também apresenta posicionamentos neste sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária: TRIBUTÁRIO: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PAGAMENTOS A FUNCIONÁRIOS DO BANCO. ACORDO COLETIVO. HABITUALIDADE E FINALIDADE. NATUREZA JURÍDICA. REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA. EXIGIBILIDADE. LANÇAMENTO. DECADÊNCIA PARCIAL. I Os pagamentos habituais efetuados pelo banco aos seus funcionários empregados, tais como ajuda de custo para supervisor de contas, prêmio produção, salário, licença prêmio, gratificação semestral, auxilio crechebabá e ajuda de custo aluguel/alimentação/transporte compõem a remuneração e integram o salário de contribuição, donde exigível a Fl. 231DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 206 19 contribuição previdenciária sobre tais verbas (Lei CF, art. 201 § 11°c Lei 8212/91, art. 28, I). II O acordo coletivo e a convenção coletiva de trabalho não têm o condão de afastar a lei, dispondo sobre a natureza jurídica de verbas percebidas pelo empregado, nem tampouco excluilas da incidência da contribuição previdenciária. (TRF3 — REO — REMESSA EX OFICIO 429742 Processo n° 98030621629 SP. Decisão 28/05/2002. 2° Turma. Relatora Des. Marianina Galante. DJU 28/02/2002). Desta forma, não prospera a argumentação da Recorrente pois a legislação aponta expressamente a incidência de contribuição previdenciária na parcela "in natura" recebida em desacordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social Programa de Alimentação do Trabalhador. (iv) DA DECISÃO RECORRIDA (iv.1) Alegou ainda a Autoridade Julgadora que examinando a peça de impugnação constatou que a recorrente teria demonstrado conhecimento que se trataria de contribuição prevista em um determinado artigo da Lei 8212/91 e que teria sido possível exercer o seu direito de defesa. Desta forma a Autoridade Julgadora tenta induzir a recorrente a produzir prova contra si mesmo. Insta salientar que em momento algum a recorrente alegou cerceamento de defesa. A alegação da recorrente é de que não cometeu nenhum ilícito que pudesse ensejar o AI ora atacado, pois, se não consta do AI o dispositivo legal violado é porque na documentação verificada pelo Sr. Agente Fiscal não restou evidenciada a violação a nenhuma norma legal, pois, o raciocínio lógico nos leva a pensar que essa seria a primeira informação que o fiscal anotaria no Auto. Se não o fez, não pode o Auto prosperar somente pela vontade de punir. (iv.2) A autoridade julgadora refuta os argumentos de defesa alegando que não houve vicio da fundamentação. Portanto, a r. Autoridade Julgadora ora reconhece que o agente fiscal descumpriu as normas dos Incisos III e IV do Art. 10 do Decreto 70.235/72 e afirma o contrário (iv.3) No caso em tela, verificase que o Agente Fiscalizador quando lavrou o AI considerou contribuinte individual pessoas em situações diversas daquelas estipuladas na Lei. O D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida, não obstante ter reconhecido os vícios de nulidade do Auto de Infração, deixou prevalecer os vícios em prejuízo da recorrente. Com maior razão é que a recorrente se socorre desse recurso, a fim de que seja reformada a decisão ora recorrida para dar o devido deslinde de todas as questões de fato e de direito elencadas na peça de Fl. 232DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 impugnação e nesta peça recursal. Frisese que os documentos necessários à comprovação do alegado tanto na impugnação quanto na presente peça recursal, encontramse carreados nos autos. (iv.4) Outro vicio contido no Auto de Infração ora atacado, e também reconhecido pela Autoridade Julgadora é a inobservância, por parte do Agente Fiscal da norma Insculpida no art. 35A da lei 8212 c/c o art. 44 da Lei 9430/96. Desta forma, apesar da Autoridade ter reconhecido o vicio e o mencionado no Acórdão ora recorrido, sequer adequou o valor atribuído, mantendo injustamente o AI em seus valores originais. Analisemos. Primeiro ponto: (iv.1) Alegou ainda a Autoridade Julgadora que examinando a peça de impugnação constatou que a recorrente teria demonstrado conhecimento que se trataria de contribuição prevista em um determinado artigo da Lei 8212/91 e que teria sido possível exercer o seu direito de defesa. Desta forma a Autoridade Julgadora tenta induzir a recorrente a produzir prova contra si mesmo. Insta salientar que em momento algum a recorrente alegou cerceamento de defesa. A alegação da recorrente é de que não cometeu nenhum ilícito que pudesse ensejar o AI ora atacado, pois, se não consta do AI o dispositivo legal violado é porque na documentação verificada pelo Sr. Agente Fiscal não restou evidenciada a violação a nenhuma norma legal, pois, o raciocínio lógico nos leva a pensar que essa seria a primeira informação que o fiscal anotaria no Auto. Se não o fez, não pode o Auto prosperar somente pela vontade de punir. Não obstante a argumentação da Recorrente, os argumentos da decisão de primeira instância mostram que os pressupostos fáticos e de direito que determinaram a constituição do crédito tributário estão instruídos nos autos, conforme fls. 346: 5. Inicialmente, quanto à alegação de que houve vício na fundamentação, pois somente foram invocados pela autoridade autuante os arts. 12, I e VI, 20 e 28, I, todos da Lei n° 8.212/91, os quais somente se aplicam aos segurados empregados, e não aos contribuintes individuais, de fato, analisando o relatório Fundamento Legais do Débito — FLD de fls. 15/16 e o próprio Relatório Fiscal de fls. 28/33, notase que não há menção do inciso III do art. 22 do referido diploma legal, embora ambos os relatórios que acompanham o presente auto de infração façam referência expressa ao art. 4° da Lei n° 10.666/03, que fundamenta a obrigação da empresa em arrecadar e recolher a contribuição devida pelo segurado contribuinte individual a seu serviço. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 207 21 Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. No segundo ponto: (vi.2) A autoridade julgadora refuta os argumentos de defesa alegando que não houve vicio da fundamentação. Portanto, a r. Autoridade Julgadora ora reconhece que o agente fiscal descumpriu as normas dos Incisos III e IV do Art. 10 do Decreto 70.235/72 e afirma o contrário Não obstante a Recorrente utilizar a argumentação para induzir uma conseqüência de descumprimento das normas dos Incisos III e IV do Art. 10 do Decreto 70.235/72, a mesma não prospera posto que a decisão de primeira instância não se manifesta nos autos no sentido apontado pela Recorrente. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. No terceiro ponto: (vi.3) No caso em tela, verificase que o Agente Fiscalizador quando lavrou o AI considerou contribuinte individual pessoas em situações diversas daquelas estipuladas na Lei. O D. Julgador que proferiu a decisão ora recorrida, não obstante ter reconhecido os vícios de nulidade do Auto de Infração, deixou prevalecer os vícios em prejuízo da recorrente. Com maior razão é que a recorrente se socorre desse recurso, a fim de que seja reformada a decisão ora recorrida para dar o devido deslinde de todas as questões de fato e de direito elencadas na peça de impugnação e nesta peça recursal. Frisese que os documentos necessários à comprovação do alegado tanto na impugnação quanto na presente peça recursal, encontramse carreados nos autos. Não obstante a Recorrente utilizar a argumentação para induzir que o julgador de primeira instância reconheceu os vícios de nulidade do Auto de Infração e deixou prevalecer os vícios em prejuízo da Recorrente, a mesma não pode prosperar posto que a decisão de primeira instância não se manifesta nos autos no sentido apontado pela Recorrente. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. No quarto ponto: (vi.4) Outro vicio contido no Auto de Infração ora atacado, e também reconhecido pela Autoridade Julgadora é a inobservância, por parte do Agente Fiscal da norma Insculpida no art. 35A da lei 8212 c/c o art. 44 da Lei 9430/96. Desta Fl. 234DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 forma, apesar da Autoridade ter reconhecido o vicio e o mencionado no Acórdão ora recorrido, sequer adequou o valor atribuído, mantendo injustamente o AI em seus valores originais. MULTA DE MORA Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) Fl. 235DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17883.000274/200879 Acórdão n.º 240300.974 S2C4T3 Fl. 208 23 e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 236DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 14/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10855.000681/2005-21
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
DIF-PAPEL IMUNE. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. PENALIDADE.
A não-apresentação, ou a apresentação da Declaração Especial de
Informações Relativas ao Controle do Papel Imune após o prazo estabelecido para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à aplicação da multa instituída na legislação para o descumprimento dessa obrigação acessória.
NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO.
Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna,
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA.
O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário,
O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da legislação tributária, (Súmula nº 2 do Segundo Conselho de Contribuintes)
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3803-000.613
Decisão: Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada para R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais).
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: DANIEL MAURICIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 DIF-PAPEL IMUNE. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. PENALIDADE. A não-apresentação, ou a apresentação da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune após o prazo estabelecido para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à aplicação da multa instituída na legislação para o descumprimento dessa obrigação acessória. NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO. Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna, ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário, O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da legislação tributária, (Súmula nº 2 do Segundo Conselho de Contribuintes) Recurso Voluntário Provido em Parte.
numero_processo_s : 10855.000681/2005-21
conteudo_id_s : 6589404
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.613
nome_arquivo_s : Decisao_10855000681200521.pdf
nome_relator_s : DANIEL MAURICIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 10855000681200521_6589404.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada para R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais).
dt_sessao_tdt : Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
id : 9274913
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:48 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175353602048
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:15:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:14:58Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:15:00Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:15:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:de4984cc-ce39-4bab-a21b-975eb990a9f3; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:15:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:15:00Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:15:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:15:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:14:58Z; created: 2010-12-21T10:14:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-12-21T10:14:58Z; pdf:charsPerPage: 1475; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:14:58Z | Conteúdo => S3-TE03 14 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10855,000681/2005-21 Recurso n" 240A38 Voluntário Acórdão n" 3803-00.613 — 3" Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2010 Matéria IPI Recorrente UNIÃO MISSIONÁRIA SUL BRASILEIRA DOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA-MOVIMENTO DE REFORMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 DIF-PAPEL IMUNE. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. PENALIDADE. A não-apresentação, ou a apresentação da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle do Papel Imune após o prazo estabelecido para a entrega dessa declaração, sujeita o contribuinte à aplicação da multa instituída na legislação para o descumprimento dessa obrigação acessória. NORMA PENAL MAIS BENIGNA. RETROAÇÃO. Reduz-se a penalidade aplicada em face da edição posterior de norma penal mais benigna, ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. O processo administrativo fiscal não é foro hábil para a apreciação de arguições de inconstitueionalidade, por se tratar de matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário, O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da legislação tributária, (Súmula n" 2 do Segundo Conselho de Contribuintes) Recurso Voluntário Provido em Parte, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, dre Kern — Presidentelexar Acordam os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para reduzir a penalidade aplicada para R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais). Daniel Maurício Fedato Relatar Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma), Belchior Melo de Sousa, Daniel Maurício Fedato (Relatar), Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Permeei Fiorin. Relatório Em 04,03.05 contra a Recorrente em epígrafe foi lavrado Auto de Infração (fls. 74/79), referente ao 2°, 3' e 4" trimestre/02; 1', 2", 3" e 4" trimestre/03; e I" e 2" trimestre/04, sob a fundamentação de que a Interessada deixou de apresentar no prazo legal a Entrega da Declaração Especial de Informações Fiscais Relativos ao Controle de Papel Imune / DIF - Papel Imune. Afirmação essa, enunciada na Descrição dos Fatos e Enquadramento/s Legal/is (ti, 75), que está obrigado na condição de adquirente de papel com imunidade destinado a impressão de livros, jornais e periódicos, que só o fez em outubro de 2004. Cientificada da lavratura, irresignada apresentou argumentações em sua Manifestação de Inconformidade (fls. 83/96), requerendo a anulação do Auto de Infração, bem corno a desconstituição da multa imposta. A URI de Ribeirão Preto/SP em seu Acórdão (n" 14-15,213) de 21.03,07, não acatou a linha de raciocínio apresentada pela Autora, considerando procedente o lançamento, pois entendeu que a Interessada apresentou a referida DIF — Papel Imune, após o prazo estabelecido pela legislação vigente, ou seja, entregou em outubro de 2004, prevalecendo assim a imposição da multa prevista. Inconformada com a decisão, ingressou Recurso Voluntário (fls. 151/164) a este Conselho, solicitando a reforma do Auto de Infração impugnado, ou no máximo no caso de hipótese improvável a pena de multa no total de R$ 31,65, arrimada no art. 507 do Decreto 4,544/02 Em síntese, é o Relatório. 2 Processo ri" 10855 000681/2005-21 S3-TE03 Acórdão ri 3803-00.613 H 202 Voto Conselheiro Daniel Mauricio Fedato, Relatar O Recurso Voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. A respeito dessa matéria apresento entendimento já pacificado nesta Sessão e devido a clareza e proficiência da redação do Voto do Presidente e Conselheiro Alexandre Kern, que bem elucida o assunto, aduzo suas considerações, in verbis:. "Destaco inicia/mente que a obrigação acessória de que se trata —apresentação da DIF-Papel Imune — decorre de deferência legal à Secretaria da Receita Federal SRF, operada pelo art. 16 da Lei n2 9,779, de 19 de janeiro de 1999, matriz legal do art. 212 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados —IP1, aprovado pelo Decreto n" 4.544, de 26 de dezembro de 2002 — RIPI/2002, abaixo transcrito• Art. 212. A SRF poderá dispor sobre as obrigações acessórias 'e/ativas ao imposta, estabelecendo, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável (Lei n°9.779, de 1999, mi 16). Munida dessa autorização legal, cuja constitucionalidade escapa da competência desse colegiada questionar, a teor da Súmula 2" CC n2 2 1, a extinta SRF editou a Instrução Normativa SRF n2 71, de 24 de agosto de 2001, mais tarde alterada pela Instrução Normativa SRF n2 101, de 21 de dezembro de 2001, e pela Instrução Noi inativa SRF n 2 I34, de 8 de fevereiro de 2002, para criar a Declaração Especial de Infarmações Relativas ao Controle do Papel Imune - DIF-Papel Imune (art. 10), instituir a obrigação acessória de apresentá-la (art 11) e remeter a sanção para os que a descumprirem ao ar! 57 da MP n 2 2,1.58-35, de 2001, matriz legal do art. .50.5 do RIPI/2002' Art. 505, O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 212 acarretará a aplicação da multa de R$ .5.000,00 (cinco mil reais), por mês-calendário, aos contribuintes que deixarem de fornecei-, nos prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados (Medida Provisória n°2.158-3.5, de 2001, art. 57). Parágrafo único, Na hipótese de pessoa jurídica optante Pelo SIMPLES, a multa de que trata o caput será reduzida em setenta por cento (A/fedida Provisória n" 2 1.58-35, de 2001, ar 1..57, parágrafo único). I Súmula n" 2 do Segundo Conselho de Contribuintes, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007: "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade legislação tributária." 3 O recorrente não foge à regra e, assim como todos os inadimplentes do cumprimento de obrigação acessória, penalizados com a multa regulamentada pela IN-SRF n2 71, de 2001, inquina tal sanção de nulidade. O recorrente cita excertos de doutrina que rechaçam a possibilidade de instituição da obrigação acessória em apreço por instrumento normativo 110-alegai Não penso assim O Código Tributário Nacional [('IN], no título II„ "Da Obrigação Tributária" ao conceituar a obrigação acessória indica que ela decorre da legislação tributária O próprio CTN, no art. 96, define o que vem a ser a expressão "legislação tributária" afirmando que "compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais., os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos. e relações jurídicas a eles pertinentes. Portanto, criar uma obrigação acessória não é prerrogativa de lei strictu senso, nos termos do que rege o CTN. Toda essa digressão é, no entanto, despicienda, no caso vertente. É que a multa de que se trata não . fbi instituída pela IN-SRE n2 71, de 2001 Essa penalidade, aplicável a todas as hipóteses de descumprimento de obrigações acessórias estabelecidas pela SRF, foi instituída pelo artigo 58 da ilrIP 2.158-34, de 200], que, por força rio ar! 2" da Emenda Constitucional n" 32, de 2001, encontra-se em vigor até a presente data, com força de lei. Assim, creio ter demonstrado, ainda que de , forma concisa, a base em que se sustenta a aplicação da penalidade, rechaçando a nulidade argüida Cumpre esclarecer, também, já que se trata de argumento recorrente nos recursos voluntários da espécie, que a multa torna-se aplicável a partir da constatação do atraso na entrega da declaração, e não após o prazo estabelecido em intimação .fiscal para tanto, independentemente de . já ter sido expedido o ato declaratório do registro especial, ou de ter ocorrido movimentação de estoque, conforme claramente especificado nas instruções de preenchimento da DIF-Papel Imune. O declarante deverá selecionar as células correspondentes às atividades do estabelecimento que estiver sendo cadastrado. O campo IV Registro Especial não é de preenchimento obrigatório para o estabelecimento que não estiver inscrito, mas o programa, quando o declarante acionar' a opção "Fechar", emitirá uma mensagem alertando-o para a possibilidade de registrar esse número. As três células que estão à direita do fiame "Tipos de Registros/Minero de Registro Especial" permitem ao declarante informar que no trimestre não houve movimentação de notas fiscais, produção de publicações ou movimentação de estoques. 4 - Célula "Sem informação de Notas Fiscais": assinale caso não tenha havido movimentação de notas. .fiscais referentes a papel imune, livros, jornais e periódicos no trimestre base da DIF-Papel Imune. 4 Processo o" 10855 000681/2005-21 Acórdão ri 3803-00,613 S3-1E03 F1 203 5 - Célula "Sem informaçlio de Produção Publicações": assinale caso não tenha havido produção de livros, .jornais e periódicos no trimestre referência da declaração. 6 - Célula "Sem Informação de Movimentação de Estoques": assinale caso não tenha havido movimentação de estoques de papel imune, de livros e de aparas, sobras e papel inutilizado no trimestre referência da declaração. Ou seja, não é a intimação pela Fiscalização que institui o obrigado em mora no cumprimento da obrigação acessória, razão pela qual não prospera a exceção de comprimento espontâneo da obrigação, antes de qualquer atividade do Fisco. O instituto da denúncia espontânea do art. 138, do CTN não abriga as obrigações de fazer, como é o caso das responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo,que não são alcançadas. Destarte, os argumentos trazidos pelo recorrente a penalidade imposta são alegações urjo reconhecimento depende da confrontação do texto legal que estabeleceu a imposição da multa (art. .58 da .111P 2 1.58-34) com o texto constitucional e demais princípios que regem a atividade legislativa. E alegações acerca da inconsatucionalidade e da ilegalidade das normas tributárias não podem ser apreciadas na esfera administrativa, por transbordar os limites de sua competência legal. O que se .julga é a aplicação da norma, não sua validade jurídica E, como visto, no caso concreto a legislação foi aplicada corretamente no que diz respeito à exigência da penalidade. Princípios constitucionais possuem)? como destinatário, via de regra, o legislador ordinário, servindo apenas e tão-somente de inspiração e orientação para o exercício da competência legislativa no momento da criação das normas jurídicas que regularão o imposto, Somente a lei, elaborada por quem detém a competência legislativa conferida pela Constituição, assim como as normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade imediata têm o condão de criar relações jurídicas de direito material. Por este motivo, não há como acatar a tese apresentada pelo recorrente. A rigor, deve ser aduzido que o princípio da estrita legalidade é o paradigma da atividade administrativa estatal, sendo que a apreciação de questionanientos de jaez constitucional não é província da atividade de .julgamento administrativo empreendida pelo órgão competente no seio da Administração Pública, competindo-lhe tão-somente aplicar o direito tributário positivo. Por essa mesma razão, afasto, peremptoriamente, qualquer insinuação de que a penalidade de que se trata tenha ferido os princípios da razoabilidade, da capacidade contributiva, da proporcionalidade e da isonomia, ou de que tenha natureza confiscatória. Rejeito também o argumento de que a interpretação da legislação, quanto a quantificação da multa, tenha sido equivocada. Lembro o recorrente que não se trata aqui de uma declaração mensal, mas, ao contrário, referem-se aos trimestres de cada ano, Para vingar a peculiar interpretação proposta pelo recorrente, a redação do art. 57 da MP n-`2 2.158-34, de 2001, deveria referir-se a trimestre, e não a mês-calendário, como .fez. Portanto, entendo que a presente multa . fbi com retamente aplicada, não sendo o caso de substituí-/a, nem de reduzi-/a, ao teor do artigo 136 do CTN. Entrementes, a Lei mi 11.945, de 4 de junho de 2009, em seu art. .1", § 3", 1 e 112 soterrou de vez a dúvida quanto à legalidade da instituição dessa obrigação acessória por instrução normativa, atribuindo expressamente à SRF essa prerrogativa A citada lei, em seu § 4", 1 e 113, também alterou _significativamente as penalidades para o descumprimento da obrigação acessória. A multa pela inflação que era cumulativa por mês de atraso, fbi repartida em duas naturezas, confirme incisos 1 e 11 no primeiro caso, ad valorem incidente sobre os valores apurados em três eventos distintos, com valores limítrofes mínimo e máximo, no segundo, de valor fixo, confbrme o porte da sociedade, na hipótese da entrega da .DIF-Papel com atraso Repare-se, ainda, que elas podem ser mutuamente cumulativas Desse modo o fato tipificado diz respeito, exclusivamente, a "falta/atraso na prestação de informações". Não há indicação de que tenha havido omissão de informações sobre operações corno papel imune omitidas, Assim, em face da retroatividade na norma penal 2 § 3o Fica atribuída à Secretaria da Receita Federal do Brasil competência para: I - expedir normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas para sua concessão; II - estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação da correta destinação do papel beneficiado com imunidade, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e importação 3 § 4o O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o deste artigo sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I - 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II - de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I deste artigo, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido e Processo e 10855 000681/2005-21 Acórdão " 3803-00..613 S3-TE03 Fl 204 mais benigna, prevista no art. 106, II, "c" do CTN, à luz das disposições legais citadas, considerando-se que não se trata de sociedade enquadrável como micro ou pequena empresa, a penalidade originalmente aplicada deverá ser reduzida para R$ 45,000,00 (referente aos 9 fatos geradores: 2', 3', e 4" trimestre/02; 1", 2', 3" e 4' trimestre/03; e 1" e 2' trimestre/04) consoante o disposto no inc. II do § 4" do art. 1" da Lei 11.945, de 2009. Sob este figurino, voto por dar parcial provimento para reduzir a penalidade aplicável, adequando-o à Lei n° 11„945, de .2009, Daniel Maurício Fedato -7
score : 1.0
Numero do processo: 10380.005739/2007-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Exercício: 2006
PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DIRIGENTE DE ÓRGÃO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PESSOAL PELA INFRAÇÃO.
O dirigente de órgão ou entidade da administração municipal não mais responde pessoalmente pela multa aplicada por infração a dispositivos da Lei n° 8.212/91, diante da revogação do art. 41 da mesma Lei, pelo art. 65, I, da Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008 e da redação dada pela Lei n° 11.941 de 2009.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 2403-000.969
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
Nome do relator: IVACIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 16 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2006 PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DIRIGENTE DE ÓRGÃO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PESSOAL PELA INFRAÇÃO. O dirigente de órgão ou entidade da administração municipal não mais responde pessoalmente pela multa aplicada por infração a dispositivos da Lei n° 8.212/91, diante da revogação do art. 41 da mesma Lei, pelo art. 65, I, da Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008 e da redação dada pela Lei n° 11.941 de 2009. Recurso de Ofício Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10380.005739/2007-19
conteudo_id_s : 6589852
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.969
nome_arquivo_s : Decisao_10380005739200719.pdf
nome_relator_s : IVACIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10380005739200719_6589852.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 9274931
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 16 15:10:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730278175391350784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1629; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.005739/200719 Recurso nº 111.111 De Ofício Acórdão nº 240300.969 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente EDUARDO FLORENTINO RIBEIRO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2006 PREVIDENCIÁRIO. AUTODEINFRAÇÃO. DIRIGENTE DE ÓRGÃO PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PESSOAL PELA INFRAÇÃO. O dirigente de órgão ou entidade da administração municipal não mais responde pessoalmente pela multa aplicada por infração a dispositivos da Lei n° 8.212/91, diante da revogação do art. 41 da mesma Lei, pelo art. 65, I, da Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008 e da redação dada pela Lei n° 11.941 de 2009. Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Carlos Alberto Mees StringariPresidente Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marthius Sávio Cavalcante Fl. 70DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Lobato e Jhonatas Ribeiro Da Silva. Ausentes os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10380.005739/200719 Acórdão n.º 240300.969 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório O Relatado em primeira instância abaixo transcrito, foi por mim compulsado com os autos e corroboro seu conteúdo: “ Relatório Tratase de Auto de Infração emitido contra o contribuinte acima identificado, na qualidade de responsável pessoal pela infração, nos termos do art. 41 da Lei n° 8.212/91, uma vez que o Município de Cascavel/CE — Prefeitura Municipal deixou de informar nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informação à Previdência Social — GFIP, no período de agosto de 2003 a agosto de 2006, parte das remunerações dos segurados empregados e contribuintes individuais, não vinculados a Regime Próprio de Previdência Social, conforme demonstrado no Relatório Fiscal da Infração e Relatório Fiscal da Aplicação da Multa (fls.19/23) e planilhas demonstrativas anexas (fls.24/26), o que constitui infração ao art. 32, inciso IV, § 5°, da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores. Pela infração cometida foi aplicada a multa no valor de R$ 1.187.804,24 (um milhão, cento e oitenta e sete mil, oitocentos e quatro reais e vinte e quatro centavos), na forma prevista no art. 32, § 5°, da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores, e no art. 284, inciso II, do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. DA IMPUGNAÇÃO Cientificado do presente lançamento, o autuado apresentou a impugnação as fls. 28/35, no prazo regulamentar, alegando em síntese, o que se segue: Que o Relatório Fiscal está desfundamentado, dificultando o exercício da ampla defesa, onde cita o art. 2° da Portaria n° 713/93 do Conselho de Recursos da Previdência Social, e colacionando lições do administrativista Wagner Balera. Que o relatório fala de forma generalizada sem apontar especificamente quantos são os cargos comissionados ditos faltosos na referida GFIP, impossibilitando, que seja aferido, se de fato, eles são ou Fl. 72DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 não servidores da edilidade, se são segurados do regime próprio ou do Regime Geral da Previdência Social. Que estes fatos são suficientes para impedir que o defendente exerça os direitos que lhe são constitucionalmente garantidos ao contraditório e à ampla defesa. Por essas razões a notificação de lançamento de débito carece de seus axiais requisitos , a fundamentação, cuja nulidade deve ser reconhecida, ocasião em que transcreve decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social. Finalmente requer: tornar insubsistente o AutodeInfração; a relevação da multa, por ser primário e haver corrigido a falta e por fim requer a produção de provas, juntada de documentos e perícia, indicando, inclusive o assistente de perícia. É o Relatório.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a forma do registro de fls 490, a 5ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Fortaleza – ( CE) DRJ/FOR, em 11 de fevereiro de 2009, emitiu o Acórdão n° 0814.802 julgando improcedente o lançamento. DO RECURSO DE OFÍCIO Em virtude do valor do crédito exonerado ser superior ao valor de alçada estabelecido no art. 10 da Portaria MF/GM n°3 de 3/01/2008, Interpôsse Recurso de oficio ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais É o Relatório. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10380.005739/200719 Acórdão n.º 240300.969 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE O recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO O voto vencedor de primeira instância que se louvou no art. 65, I, da Medida Provisória n° 449, de 03/12/2008, DOU de 04/12/2008, mais tarde confirmado pela Redação dada pela Lei 11.941 em 2009 que negou provimento ao lançamento é de clareza meridiana e dispensa comentários: “Art. 41. O dirigente de órgão ou entidade da administração federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, responde pessoalmente pela multa aplicada por infração de dispositivos desta Lei e do seu regulamento, sendo obrigatório o respectivo desconto em folha de pagamento, mediante requisição dos órgãos competentes e a partir do primeiro pagamento que se seguir à requisição ( Revogado pela Medida Provisória n 449, de 2008) ( Revogado pela Lei n 11.941, de 2009)” CONCLUSÃO Assim, no mérito, assente na revogação do artigo 41 da Lei n° 8.212/91 com a redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009 , bem como no artigo 106 do Código Tributário Nacional – CTN, nego provimento ao Recurso de Ofício determinando improcedente o lançamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 74DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/03/201 2 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
