Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4829604 #
Numero do processo: 10983.005331/93-73
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996
Ementa: ITR - Isenção em caráter geral. Inexistência de requisitos para a concessão. Inaplicabilidade do artigo 179 do CTN. Recurso provido parcialmente.
Numero da decisão: 202-08431
Nome do relator: DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199604

ementa_s : ITR - Isenção em caráter geral. Inexistência de requisitos para a concessão. Inaplicabilidade do artigo 179 do CTN. Recurso provido parcialmente.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996

numero_processo_s : 10983.005331/93-73

anomes_publicacao_s : 199604

conteudo_id_s : 4699162

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-08431

nome_arquivo_s : 20208431_097680_109830053319373_006.PDF

ano_publicacao_s : 1996

nome_relator_s : DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO

nome_arquivo_pdf_s : 109830053319373_4699162.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 1996

id : 4829604

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:04:16 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544826306560

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-28T11:45:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-28T11:45:52Z; Last-Modified: 2010-01-28T11:45:52Z; dcterms:modified: 2010-01-28T11:45:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-28T11:45:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-28T11:45:52Z; meta:save-date: 2010-01-28T11:45:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-28T11:45:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-28T11:45:52Z; created: 2010-01-28T11:45:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-28T11:45:52Z; pdf:charsPerPage: 1320; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-28T11:45:52Z | Conteúdo => "7"7B"11-(T; \ DO NO 1 e C) 1.1. q 2.° t)e eí i )1 / 19 Ct 6 1 [ - : 4 ......_ :: '''' ' -"IrjrRECORRI DESTA L-_,,ISA0 _ 1 , ., ,';Á .124 MiNloTErs10 DA EE4„„„AZ1,...„„,,ica „„‘„,, * , 8 ; tREOURSO N.020,2., ,,,,,14:11w4; • t . :lit'IN, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES L 1 LrN.20 de 0g do 19 e,g - , !'• à '0 r Processo : 10983.005331/93-73 . i 1-'roct, ,clor Rep. ci,1 Faz. Naer:)r,a1 1 ----- Sessão •. 25 de abril de 1996 Acórdão : 202-08.431 Recurso : 97.680 Recorrente : REFLORESTADORA SCHERER LTDA. Recorrida : DRF em Florianópolis - SC ITR- isenção em caráter geral. Inexistência de requisitos para a concessão. Inaplicabilidade do artigo 179 do CTN. Recurso provido parcialmente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: REFLORESTADORA SCHERER LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Oswaldo Tancredo de Oliveira. Ausente o Conselheiro Antonio Carlos Bueno Ribeiro. Sala das Sessões, em 25 de abril de 1996 - . ., Jose anal .. e. o Vice-Presi i . te no exercício da Presidência Daniel Corrêa Homem de Carvalho Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros José de Almeida Coelho, Tarásio Campelo Borges e Antonio Sinhiti Myasava. fclb/ 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4f;,rtop'42 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10983.005331/93-73 Acórdão : 202-08.431 Recurso : 97.680 Recorrente : REFLORESTADORA SCHERER LTDA. RELATÓRIO E VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO Em razão da diligência solicitada por esta Câmara foi anexada ao presente original da Notificação de Lançamento referente ao ano de 1994. A matéria cinge-se à questão de se saber se a isenção, a que parte do imóvel faz jus, foi concedida em caráter geral ou não, já que não se dicute a isenção em si, fato reconhecido pela autoridade recorrida. Assim reza o artigo 5° da Lei n° 5.868/72: "Art. 5°- São isentas do Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural: I- As áreas de preservação permanente onde existam florestas formadas ou em formação." O Decreto Estadual N/SETMA 19-11-75 n° 1260 que criou o Parque da Serra do Tabuleiro, em seus consideranda refere-se algumas vezes à necessidade de preservação de floresta na área. Não vejo como se possa enquadrar a isenção sob exame como entre aquelas previstas no caput do artigo 179 do CTN, que assim dispõe: " Art. 179- A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para sua concessão." Não há no caso requisito algum a preencher, visto estar comprovado que parte da área sob julgamento faz parte do Parque da Serra do Tabuleiro. 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA kni,32/ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10983.005331/93-73 Acórdão : 202-08.431 Pelo exposto dou provimento em parte ao recurso para reconhecer o direito à isenção da extensão do imóvel que encontra-se dentro do Parque da Serra do Tabuleiro. Sala das Sessões, em 25 de abril de 1996 DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO 3 - MINISTÉRIO DA FAZENDA • PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ilmo. Sr. Presidente da 2 & Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes Processo n 2 10983.005331/93-73 Sujeito Passivo: REFLORESTADORA SCHERER LTDA. Acórdão n 2 202-08.431 A Fazenda Nacional, pelo Procurador abaixo assinado, inconformada, data vênia, com a r. decisão desta Eg. Câmara, vem, respeitosamente, à presença de V.Sa., com fundamento no art. 29, I, da Portaria MEFP li g 538, de 17.07.92, interpor RECURSO ESPECIAL, para a Eg. Câmara Superior de Recursos Fiscais, com as razões em anexo, requerendo seu recebimento, processamento e remessa. T. em que, e. deferimento. Brasília-DF, em 2 o i30 1996 ////:, JOSÉ DE - :AMAR A. SOARES Procurador i da Fazenda Nacional AC931 MINISTÉRIO DA FAZENDA PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Processo n g : 10983.005331/93-73 RAZÕES DA FAZENDA NACIONAL Egrégia Câmara, Eminentes Conselheiros: A decisão prolatada pela 2 ã Câmara do Segundo Conselho, por maioria de votos, discrepa da Lei e do Regulamento que regem a isenção em causa, como se exporá a seguir. A Lei n g 5.868, de 12.12.72 que criou o Sistema de Cadastro Rural dispõe no artigo 5g: "São isentas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural: I - as áreas de preservação permanente onde existem florestas formadas ou em formação;" E no parágrafo único do mesmo artigo 5: "O INCRA, ouvido o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - lBDF, em Instrução Especial aprovada pelo Ministro da Agricultura, baixará as normas disciplinadoras de aplicação do disposto neste artigo." Para cumprimento destas disposições foi baixada a Instrução Especial - INCRA N g 08, de 20.10.75, cuja ementa está posta nestes termos: "Disciplina dispositivos da Lei número 5.868, de 12 de dezembro de 1972 e fixa critérios para isenção do imposto sobre a propriedade territorial rural incidente sobre as áreas de preservação permanente onde existam florestas formadas ou em formação, bem como áreas reflorestadas com essência nativas" ( sublinhou— s e ) . O artigo 5 g do mencionado regulamento prescreve: . .. ..., L MINISTÉRIO DA FAZENDA .-1 PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL _.`s° Processo n° : 10983.005331/93-73 2 Sujeito Passivo: : REFLORESTADORA SCHERER LTDA. "A isenção concedida no art. 5° da Lei número 5.868, de 12 de dezembro de 1972, será deferida a partir do exercício ao que comprove as condições exigidas." E o art. 7 2 do mesmo diploma regulamentar determina: "O pedido de isenção deverá ser renovado anualmente pelo interessado, até 31 de dezembro do ano anterior ao lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, acarretando a sua cobrança e demais cominações legais, no caso da sua não renovação" ( sublinhou—s e ) . Pelas transcrições das disposições referidas, fica evidenciado que a isenção, no presente caso, não é concedida em caráter geral, mas "é efetivada em cada caso, por despacho da autoridade administrativa", como previsto no art. 179 do Código Tributário Nacional. Daí este procurador discordar da conclusão do voto do ilustre Relator ao asseverar, ao arrepio da norma legal e do regulamento, que "Não há no caso requisito algum a preencher, visto está comprovado que a área sob julgamento faz parte do Parque da Serra do Tabuleiro." Diante do exposto, requer dos eminentes Conselheiros desta Egrégia Câmara Superior o conhecimento e o provimento do presente recurso, reformando o v. acórdão e mantendo a decisão de primeira instância, por firmar-se adequadamente na legislação que rege a espécie. T. em que, e. deferimento Brasília-DF, e 2() Ar;c) 19 9 6 (/ /( JOSÉ DE r : Allt A. SOARES Procurador sa Fazenda Nacional PR005331

score : 1.0
4830576 #
Numero do processo: 11065.001917/98-61
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2003
Ementa: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DE PIS E COFINS. INSUMOS ADQUIRIDOS DE NÃO-CONTRIBUINTES. A lei presume de forma absoluta o valor do benefício, não há prova a ser feita pelo Fisco ou pelo contribuinte, de incidência ou não incidência da contribuição para o PIS e da COFINS, nem se admite qualquer prova contrária. Qualquer que seja a realidade, o crédito presumido será sempre o mesmo, bastando que sejam quantificados os valores totais das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários, material de embalagem utilizados no processo produtivo, receita de exportação e receita operacional bruta. CORREÇÃO MONETÁRIA. A atualização monetária, segundo iterada jurisprudência pátria, deve ser realizada levando-se em conta os índices expurgados pela inflação e solicitados pelo contribuinte, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95. Recurso ao qual se dá provimento.
Numero da decisão: 202-14.995
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: I) por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso quanto a industrialização por terceiros; e II) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto a Taxa SELIC. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: Dalton Cesar Cordeiro de Miranda

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200308

ementa_s : IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DE PIS E COFINS. INSUMOS ADQUIRIDOS DE NÃO-CONTRIBUINTES. A lei presume de forma absoluta o valor do benefício, não há prova a ser feita pelo Fisco ou pelo contribuinte, de incidência ou não incidência da contribuição para o PIS e da COFINS, nem se admite qualquer prova contrária. Qualquer que seja a realidade, o crédito presumido será sempre o mesmo, bastando que sejam quantificados os valores totais das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários, material de embalagem utilizados no processo produtivo, receita de exportação e receita operacional bruta. CORREÇÃO MONETÁRIA. A atualização monetária, segundo iterada jurisprudência pátria, deve ser realizada levando-se em conta os índices expurgados pela inflação e solicitados pelo contribuinte, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95. Recurso ao qual se dá provimento.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2003

numero_processo_s : 11065.001917/98-61

anomes_publicacao_s : 200308

conteudo_id_s : 4451895

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 01 00:00:00 UTC 2019

numero_decisao_s : 202-14.995

nome_arquivo_s : 20214995_118449_110650019179861_008.PDF

ano_publicacao_s : 2003

nome_relator_s : Dalton Cesar Cordeiro de Miranda

nome_arquivo_pdf_s : 110650019179861_4451895.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: I) por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso quanto a industrialização por terceiros; e II) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto a Taxa SELIC. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Nayra Bastos Manatta.

dt_sessao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2003

id : 4830576

ano_sessao_s : 2003

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:04:30 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544833646592

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-22T01:56:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-22T01:56:50Z; Last-Modified: 2010-01-22T01:56:50Z; dcterms:modified: 2010-01-22T01:56:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-22T01:56:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-22T01:56:50Z; meta:save-date: 2010-01-22T01:56:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-22T01:56:50Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-22T01:56:50Z; created: 2010-01-22T01:56:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-01-22T01:56:50Z; pdf:charsPerPage: 2314; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-22T01:56:50Z | Conteúdo => , II . ,-,.., ,L.:- • 4..,....--:°, .- 12° CC-MF•---.1,--.7'.?' Ministério da Fazenda Fl.1:. Segundo Conselho de Contribuintes gM'Vk-5. I•.....,---.- -;, ,1 Processo n° : 11065.001917/98- 61- ----...--1r onstihnititgalini ' . 7'&'=f =".; . . , oNtokiedeRecurso n° : 118.449 Acórdão n° : 202-14.995 ... 1 Recorrente : H. KUNTZLER & CIA. LTDA. 1:24)V-v;-(4,-(Y° (r°1 2_, \SI Recorrida : DRJ em Porto Alegre - RS Do° u."--- , IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DE PIS E COFINS. INSUMOS ADQUIRIDOS DE NÃO- CONTRIBUINTES. A lei presume de forma absoluta ç valor do beneficio, não há prova a ser feita pelo Fisco ou pelo . contribuinte, de incidência ou não incidência da contribuição MINISTÉRIO DA FAZENDA para o PIS e da COFINS, nem se admite qualquer prova Segundo Conselho de Contribuintes contrária. Qualquer que seja a realidade, o crédito Presumido CONFERE COM O ORIGINAL Brasília-DF. em Z 5 / s— /Zoo s- será sempre o mesmo, bastando que sejam quantificados os , \ >LÁ. valores totais das P aquisiçõesões de matérias- rimas Produtos intermediários, material de embalagem utilizados no processoeuza Takafuji Secretána da Segunda Câmara produtivo, receita de exportação e receita operacional bruta., CORREÇÃO MONETARIA. i A atualização monetária, segundo iterada jurisprudência pátria,, deve ser realizada levando-se em conta os índices expurgados i pela inflação e solicitados pelo contribuinte, devendo incidir a Taxa SELIC a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, § 4°, da Lei n° 9.250/95. .._...._,.. , , Recurso ao qual se dá provimento. i ) 1Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: H. 1 KUNTZLER & CIA. LTDA. 1 , i ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: I) por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso quanto a industrialização por terceiros; e II) por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, quanto a Taxa SELIC. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Antônio Carlos Bueno Ribeiro e Nayra Bastos Manatta. J Sala das Sessões, em 12 de agosto de 2003 , 1 1.... ,..._. ,, enrrgue Pinheiro To es , ,, Presidente 1 ,, , 11.11110",, IDa .- - . iii'lree :', •- n-41,.:( da I Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Eduardo da Rocha Schmidt, Ana 1 Neyle Olímpio Holanda, Gustavo Kelly Alencar e Raimar da Silva Aguiar. cl/opr 1 1 1 i , i MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 5":0 " r• '` Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CON1 Brasilia-DF. em e-- 0 ORIGINAL Fl. L. Processo n° : 11065.001917/98-61 aktcie za fuji Recurso no : 118.449 Secretária da Segunda Câmara Acórdão n° : 202-14.995 Recorrente : II. KUNTZLER & CIA. LTDA. RELATÓRIO Por bem descrever a matéria em discussão nestes autos, adoto o relatório da Decisão DRJ/POA n°429, de fls. 124/125, lavrado nos seguintes termos: O interessado solicitou ressarcimento de crédito presumido de IPI, instituído pela Medida Provisória n° 948, de 23/03/1995, posteriormente convertida na Lei n° 9.363, de 13/12/1996, referente ao 2° trimestre do ano-calendário de 1998, conforme pedido de fl. 1, no -Valor de R$ 151.414,41. 2. A Fiscalização da DRF em Novo Hamburgo efetuou verificação prévia para comprovar a legitimidade dessa pretensão, conforme relatório de fls. 46 e 47, onde foi constatado que o crédito pretendido montava apenas R$ 114.414,88, tendo em vista que o interessado havia incluído, como componente do custo dos insumos, os valores referentes ao beneficiamento de couro por encomenda, o que não foi aceito, com base na orientação interna divulgada no Boletim Central n° 147, de 4/8/1998, pergunta 2.7. Por decorrência o pedido foi parcialmente deferido, nos limites do apurado pela fiscalizaçã o, conforme despacho decisório de fl. 48. 3. Tempestivamente, o interessado protocolizou o arrazoado de fls. 74 a 90, onde manifesta sua inconformidade com a redução do ressarcimento pleiteado, alegando, em síntese: a) a autoridade administrativa, utilizando , o método gramatical de interpretação, teria esvaziado e tomado ineficaz a norma de regência aplicável ao caso, reduzindo a desoneração fiscal, prejudicando o impugnante e a política governamental de redução do déficit comercial; b) o contribuinte utiliza em larga "escala a industrialização por encomenda para beneficiamento de couro adquirido semi-acabado (wet blue) e também para a transformação de insumos remetidos aos ateliês em partes de calçados, sendo que nas duas hipóteses tanto a remessa 'do is insumos como o retomo dos produtos ocorrem sob o amparo de suspensão,' do IPI, nos termos do art. 36, inc. I e II do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n° 87.981, de 23/12/1982 (art. 40, VII e VIII do RIPI/1998) e sobre o valor agregado pelo industrializador também incidem os dispositivos regulamentares citados, que estabelecem á suspensão do IPI; c) as operações efetuadas pelos ateliês consistem em industrialização, e não em prestação de serviços, _devendo ter o mesmo tratamento que as demais operações sujeitas à incidência do IPI; • cj,___Ç 2 Ministério da Fazenda MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF = À1V :... ' Segundo Conselho de Contribuintes Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CON1,0 ORIGINAL_ Fl. Brasitia-DF. Processo n° : 11065.001917/98-61 el$41. uza afuilRecurso n° : 118.449 Secretária da Segunda Câmara Acórdão n° : 202-14.995 d) os valores pagos pelas operações de industrialização realizadas pelos ateliês e pelos curtumes compõem o custo das matérias- primas, uma vez que os produtos resultantes servem de insumos para a fabricação de calçados; e) sobre a receita obtida pelos curtumes e ateliês incidem as contribuições para o PIS e Cofins, estando comprovado no caso concreto o seu recolhimento (anexo n°3 -fls. 114 a 129); j) a orientação interna invocada pela fiscalização afrontaria o princípio da legalidade consagrado no art. 150, I, da Constituição Federal, além de ser contrária ao disposto no art. 12 da Lei n° 9.363/1996, que não previu a condição de os insumos serem tributados pelo !PI, sendo que o incentivo visa neutralizar o custo das contribuições sociais mencionadas; g) finalizando, solicita o ressarcimento da diferença denegada, acrescida de juros calculados pela taxa SELIC. Em primeira instância, o pleito de ressarcimento foi julgado improcedente, nos termos da acima mencionada Decisão DRJ/FOA N° 429 (fls. 124 e seguintes), cuja ementa se transcreve: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuraçã o: 01/04/1998 a 30/06/1998 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI: Inaceitável, por falta de previsão legal, a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido, dos valores referentes ao beneficiamento dos insumos efetuado por terceiros, com suspensão do imposto na remessa e no retorno do encomendante. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA Em tempo hábil, a interessada interpôs recurso a este Conselho (fls. 129/142), no qual, além de reiterar os argumentos anteriormente expendidos na peça impugnatória, aduz que a Instrução Normativa SRF n° 69/2001, ao instituir forma alternativa de 'cálculo, contemplando a industrialização por terceiros, corrige o equivoco interpretativo adotado pelo órgão de primeira instância. É o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA . . . Segundo Conselho de Contribuintes 22 CC-MF • IvInusteno da Fazenda . CONFERE COM O ORIGINAL Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Brasilia-DF, emg-C 1-5— 0.02s Processo n° : 11065.001917/98-61 euza afuji Recurs o ° 118.449 Secretária da Segunda CâmaraII : Acórdão n° : 202-14.995 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DALTON CESAR CORDEIRO DE MIRANDA Conheço do presente apelo, pois o mesmo preenche os pressupostos de admissibilidade. Por relevante, consigno que na elaboração deste voto foram adotados os 'estudos elaborados pela Conselheira Ana Neyle Olímpio Holanda, a propósito da matéria em debate. O objeto do presente processo é o pedido de ressarcimento de Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, originado por créditos presumidos deste imposto, referentes à contribuição para o Programa de Integração Social — PIS e da Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS, incidentes sobre as aquisições no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. O litígio versa sobre a exclusão da base de cálculo do beneficio fiscal pleiteado dos valores pagos para beneficiamento do couro semi-acabado — wet blue — por terceiros, O que se deu sob o fundamento de que tais operações, por se tratarem de serviços de beneficiaMento prestados por terceiros, não se enquadrariam como matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, que são objetos do favor fiscal. A norma aplicável à espécie buscou alcançar, mediante a desoneração tributária dos produtos exportados, uma maior competitividade dos produtos nacionais no mercado externo, vez que existem múltiplas incidências das contribuições tratadas sobre as mercadorias e os serviços adquiridos pelo produtor-exportador, sendo que o incentivo consiste na concessão do ressarcimento de valores calculados sobre um crédito presumido, de acordo com uma fórmula rígida legalmente estabelecida, não importando em "restituição" de contribuições incidentes direta e exclusivamente sobre cada aquisição. O método de cálculo do beneficio, estabelecido pelo artigo 2° da Lei 'n° 9.363/96, reconheceu que o crédito é uma mera presunção dos valores incidentes sobre ps aquisições, mas não necessariamente uma "restituição" de quantias pagas, identificadas \ e quantificadas previamente à outorga do beneficio. Nada tem a nos afirmar que as incidências das contribuições especificamente sobre as operações de compras de insumos somam exatamente 5,37% do valor das operações. Muito pelo contrário, toda probabilidade é de que, somadas todas as incidências ocorridas até a exportação, montem a percentual superior ao valor das aquisições. Com efeito, e exatamente por ser presumido, e não pretender traduzir a realidade, a única maneira de calcular o incentivo é através da fórmula legal, que é rígida e fechada, não admitindo a sua alteração, mesmo que o beneficiário prove que houve incidência\ das contribuições em patamares maiores que os estabelecidos pela lei, ainda que, por características próprias de controle, seja capaz de precisar quais os exatos montantes das contribuições incidentes nas aquisições de insumos na cadeia de comercialização. cy_ef 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes 22 CC-A!IFMinistério da Fazenda CONFERE Coso ORIGINAL_ Fl.zçlrr',4' Segundo Conselho de Contribuintes Brasitia-DF. em L, Processo n° : 11065.001917/98-61 SecretriaRecurso n° : 118.449 euza*d'afuji á da Segunda Câmara Acórdão n° : 202-14.995 Como bem percebido por Ricardo Mariz de Oliveira l , a lei instituidora do beneficio 'Presume de forma absoluta, sem admitir contraprova, mas também sem exigir qualquer prova, que houve custos incorridos e que, a bem das exportações nacionais devem ser ressarcidos ao exportador, e, igualmente, presume de forma absoluta, sem necessidade de práva em qualquer sentido, o montante desses custos a ressarcir". E, mais adiante, afirma ainda o autor: "Em suma, nestas circunstâncias não há prova a ser feita pelo fisco ou pelo contribuinte, de incidência ou não incidência, nem se admite qualquer prova contrária. Qualquer que seja a realidade, o crédito presumido será sempre o mesmo, bastando serem provados os elementos da fórmula geral", ou seja, basta que sejam quantificados os valores totais das aquisições 'de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados no processo produtivo, a receita de exportação e a receita operacional bruta. Já, no que se refere à correção monetária postulada, entendo ser a mesma totalmente procedente e, para tanto, adoto entendimento do Ilustre Conselheiro Gustavo Kelly Alencar, vazado nos seguintes ternos: É manso e pacifico na jurisprudência (REsp. n° 43.055-0, REsp n° 51.007-1, REsp. n° 40.600-SP, entre outros) o entendimento de que a correção monetária constitui mera atualização de valor, visando garantir o equilíbrio das relações e evitando o enriquecimento sem causa, independentemente de • qualquer lei que a institua. A própria Advocacia Geral da União, fundamentada em abundante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal- STF, em seu parecer AGU/MF n° 01/96 exarou o seguinte entendimento: "Na repetição de indébito tributário, é devida atualização monetária, calculada desde a data do pagamento ou do recolhimento indevido até a data do efetivo recebimento da importância reclamada". Dessa forma, a atualização dos valores pagos indevidamente ou a maior não decorre de qualquer regime jurídico não tendo, portanto, qualquer relevância indagações acerca de eventual direito adquirido elor.4 previsão normativa expressa, haja vista que o direito à correção monetária de indébito é mais do que obediência a qualquer regime legal constituindo-se em verdadeira forma de evitar o enriquecimento sem causa. Assim, o relativamente recente Acórdão do STF (RE n° 226.855-7), em matéria de correção monetária das contas do FGTS não deve ser interpretado como prejudicial à atualização de indébitos tributários. O que se decidiu naqueles autos não foi propriamente acerca da correção monetária enquanto meio de resguardar o poder aquisitivo da moeda, mas sim da correção monetária decorrente de regime estatutário. Após esse breve intróito, deve-se fazer uma análise dos índices a serem 1 Crédito Presumido de IPI — Ressarcimento de PIS e COFINS — Direito ao cálculo sobre aquisições de insumos não tributados, não publicado. 5 / MINISTÉRIO DA FAZENDA CC-MF 1v,`"-' Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O OR)GINAL Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Brasília -DF. em e3 - Processo n° : 11065.001917/98-61 euzchiáafuji Recurso n° : 118.449 Secretária da Segunda Câmara Acórdão n° : 202-14.995 utilizados para efetuar a atualização monetária. A UFIR somente foi instituída, sendo utilizada para atualizar inclusive indébitos tributários, pela Lei no 8.383191, prestando-se para atualizar valores a partir de janeiro de 1992, até dezembro de 1995. A partir de então a taxa SELIC passou a ser utilizada para atualização nos pedidos de ressarcimento/restituição (Lei n° 9.250/95 c/c 9.532/97). Ocorre que no período anterior a 1992, não existia norma legal expressa a esse respeito, dessa forma tanto jurisprudência quanto administração pública foram forçadas a aplicar de forma análoga certos índices para o direito dos contribuintes não restar prejudicado. A Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08/97 veio uniformizar os índices a serem aplicados pela Secretaria da Receita Federal. Em suma os índices utilizados são: IPC/IBGE no período compreendido entre jan/88 e fev/90 (excetuando-se o mês de jan/90 cujo índice foi expurgado), BTN no período compreendido entre mar/90 a jan/91 e INPC de fev/91 a dez/91. Deve-se então analisar a correção dos índices adotados. De fevereiro de 1986 até dezembro de 1988 o índice utilizado oficialmente para medir a inflação era a 077V, que, por sua vez, era calculada com base no IPC/IBGE. Pode-se dizer, portanto, que o IPC/BGE era o índice oficial. A OTN, contudo, foi extinta com o advento do "Plano Verão", implementado pela Medida Provisória n° 32/89, posteriormente convertida na Lei n° 7.730/89. O valor da 07751 foi, então, congelado em NCz$ 6,17, valor esse que computava a inflação ocorrida no mês de dezembro de 1988, mas não a de janeiro de 1989. A partir de fevereiro o IPC/IBGE passou a ser utilizado diretamente como indicador oficial da inflação. A inflação do mês de janeiro, dessa forma, não seria levada em conta. Essa a lógica contemplada pela Norma de Execução Conjunta SRF COSIT/COSAR n° 08/97, haja vista que o mês de jan/89 não apresenta qualquer índice de inflação. Portanto, apesar da Norma utilizar o IPC a partir de 1988 — pois este era o verdadeiro indicador da inflação já que a OTIV era corrigida de acordo com ele — no mês de jan/89 nenhum índice foi considerado. Obviamente, tal sistemática não merece prosperar, como acertadamente decide reiterada jurisprudência do STJ (REsp. n° 23.095-7, REsp. n° 17.829-0, entre outros). A inflação expurgada referente mês de janeiro deve, portanto, ser considerada para fins de atualização monetária. O IPC divulgado relativo ao mês de janeiro de 1989 foi de 70,28%. Todavia, esse índice não refletiu a inflação ocorrida no mês de janeiro, mas sim a inflação ocorrida no período compreendido entre 30 de 6 Cji MINISTÉRI O DA FAZENPA -CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes DF uNnFdEo sceolhomdoe CoogGibum inAtel Brasília-DF Fl. . Processo n° : 11065.001917/98-61 lritit4ekáfuji Recurso n° : 118.449 Secretária da Segunda Camara Acórdão n° : 202-14.995 novembro (média estatística entre os dias 15 de novembro e 15 de dezembro) e 20 de janeiro (média estatística entre os dias 17 e 23 de janeiro). Como o IPC referente ao mês de jan/89 computou, na verdade, a inflação ocorrida em 51 dias, o STJ entendeu que o índice expurgado seria de 42,72%, obtido pelo cálculo proporcional a 31 dias. Referente ao mês de fevereiro, o IPC/BGE divulgado foi de 3,6%. No entanto, tal índice refletiu tão-somente a inflação ocorrida em 11 dias (período compreendido entre 20 de janeiro — média de 17 a 23 de janeiro, e 31 de janeiro — média de 15 de janeiro a 15 de fevereiro). Proporcionalizando-se tal índice para 31 dias o STJ entendeu aplicável o índice de 10,14%, considerando que teria havido um expurgo de 6,54%. No período compreendido entre março de 1989 e fevereiro de 1990, deve ser utilizado o IPC/BGE, pois este foi o índice oficial adotado para medir a inflação, como, aliás, a própria Norma de Execução Conjunta n° 08/97 reconhece. Nos meses de março a janeiro de 1991 o índice a ser aplicado, segundo a R. Sentença, é o IPC/IBGE. Em inúmeros julgados o STJ já firmou entendimento de ser aplicável o índice de 84,32% para o mês de março de 1990 (REsp n°81.859, REsp. n° 17.829-0, entre outros). A Norma de Execução Conjunta n° 08/97, contudo, utiliza-se do BIN de 41,28% para proceder à atualização monetária.. O mesmo ocorre com os meses de abril e maio de 1990, quando os índices do IPC, respectivamente de 44,80% e 7,87%, não são levados em conta pela NEC n° 08/97, que se vale do BT1V de 0,0% e 5,38%. O STJ, também em referência a estes meses tem decidido que devem prevalecer os valores do IPC (REsp. n° 159.484, REsp. n° 158.998, REsp n° 175.498, entre outros). Ocorre que o BIN, a par de ser índice oficial de correção monetária foi seguidamente manipulado e falseado pelos constantes planos econômicos tomando-se totalmente imprestável para aferir a inflação. Dessa forma, a Norma de Execução Conjunta n° 08/97, nesse particular, não merece ser aplicada, pois se estaria permitindo o enriquecimento sem causa exatamente de quem (Governo) tinha o poder de manipular a informação (índices), mas não a inflação. Deve, portanto, ser aplicado o IPC/IBGE e não a variação medida pelo BTN. De fevereiro a dezembro de 1991 deve ser utilizado o INPC/IBGE, pois este é o sucedâneo do IPC reconhecido pelo STJ (REsp. n° 50.555-0), ademais, a própria Norma de Execução Conjunta utiliza este índice. Quanto à aplicação da taxa SELIC desde o pagamento até o mês da• compensação, o art. 39 da Lei n° 9.250/95 é bastante claro ao dispor 7 - - Ministério da Fazenda MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE C0140 OWGIVAL„! Brasília-DF, em 1> Processo n° : 11065.001917/98-61 L. Recurso n° : 118.449 euzafdleáfuji Secretá ria da Segunda Câmara Acórdão n° : 202-14.995 que os juros à taxa SELIC só incidem a partir de 1 0 de janeiro de 1996 nos valores a serem compensados ou restituídos. Dessa forma, a atualização monetária da restituição do indébito deve ser aplicada com base nos seguintes índices: 1 0) IPC de fev/86 a jan/91 (considerando jan/89 42,72%, fev/89 10,14%, mar/90 84,32%, abr/90 44,80% e maio/90 7,87%), 2°) INPC de fev/91 a dez/91, 3°) UFIR de jan/92 a dez/95 e 4°) SEL1C de jan/96 em diante., Dessa forma, não vejo como os valores das aquisições de insumos de não contribuintes da contribuição para PIS e da COFINS não serem considerados no 'cômputo do beneficio, devidamente corrigidos, pelo que, voto pelo total provimento do recurso. \ Sala das Sessões, em 12 de agosto de 2003 DAL N~IPPA" EIR • IRANDA( 8 n

score : 1.0
4831080 #
Numero do processo: 11080.001177/91-16
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992
Ementa: DCTF - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Quando o sujeito passivo, mesmo a destempo, toma a frente do Fisco e voluntariamente entrega os formulários; cumpriu a prestação e está excluída a responsabilidade e afastada a exigência da multa. É o comando gravado no ânimo do art. 138, parágrafo único do Código Tributário Nacional CTN. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-04781
Nome do relator: JOSÉ CABRAL GAROFANO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199201

ementa_s : DCTF - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Quando o sujeito passivo, mesmo a destempo, toma a frente do Fisco e voluntariamente entrega os formulários; cumpriu a prestação e está excluída a responsabilidade e afastada a exigência da multa. É o comando gravado no ânimo do art. 138, parágrafo único do Código Tributário Nacional CTN. Recurso provido.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992

numero_processo_s : 11080.001177/91-16

anomes_publicacao_s : 199201

conteudo_id_s : 4711150

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-04781

nome_arquivo_s : 20204781_087717_110800011779116_021.PDF

ano_publicacao_s : 1992

nome_relator_s : JOSÉ CABRAL GAROFANO

nome_arquivo_pdf_s : 110800011779116_4711150.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992

id : 4831080

ano_sessao_s : 1992

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:04:38 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544846229504

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T20:39:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T20:39:46Z; Last-Modified: 2010-01-29T20:39:47Z; dcterms:modified: 2010-01-29T20:39:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T20:39:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T20:39:47Z; meta:save-date: 2010-01-29T20:39:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T20:39:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T20:39:46Z; created: 2010-01-29T20:39:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; Creation-Date: 2010-01-29T20:39:46Z; pdf:charsPerPage: 1646; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T20:39:46Z | Conteúdo => , - ' RECORRI DESTA DECISAO 11,....-- i - filf) 2: pum..Acm3ocqo 1.9 ?_., 2,RECURSO rçoe. olt ,... $._, • De..0Z- .1 —ir ------ • f, t t Ic .... E ..... „ . .............. ,,,,,,,, I-' l iTi, )7 d .00 i g,' __............... 4brica C 4atã. ,... - •••••• • ,MAP-. - - - Nii P k.Iti-P „_ ,.,___Pre.ura e ';ep. ,.4 -az. N nal f , . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo N. 0 11.080-001.177/ÇI-l6 .ovrs • Sessão de-0-8de...janairo de 19 92 ACORNO N.0202-04.781 Recurso n,° 87.717 Recorrente NIPPAK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA. Recorrida DRF EM PORTO ALEGRE/RS . DCTF - DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Quando o sujeito passivo, mesmo a destempo, toma a frente do Fisco e voluntaria- . mente entrega os formulários; cumpriu a prestação e • está excluída a responsabilidade e afastada a exigen- cia da multa. É o comando gravado no ânimo do art. • 138, parágrafo único do COdigo Tributário Nacional - CTN. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NIPPAK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conse- lho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros ELIO ROTHE e ANTONIO CARLOS DE MORAES. Ausente o Conselheiro OSCAR LU S DE MORAIS. /(' Sala dasiSes 6e,, em 08 e janeiro de 1992. (77-1 B--"HELVIO E EDf- A:Coo(40S -7ESIDENTE JOSÉ CPS3' . fn ROFANO RE APIR APNNINik r..000",.- JOS - 'LOS ALMEi p ', OS - PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL . . VISTA w SESSÃO 13,,. í1 2 JUN 1992 .. . Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros ACÁCIA DE ..: LOURDES RODRIGUES, .JEFERSON RIBEIRO SALAZAR e SEBASTIÃO BORGES TAQUA .. RY. ' . . . 3015 *Ampvv-, "XOW MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02- Processo N2 11.080-001.177/91-16 Recurso N2: 87.717 Acordão N2: 202-04.781 Recorrente: NIPPAK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA. RELATÓRIO A Delegacia da Receita Federal em Porto Alegre/RS no- tificou a ora recorrente a recolher a importância equivalente a 1.384,66 BTNFs, relativa ã multa por entrega a destempo das DCTFs dos meses de 05/88 a 04/89. Com a guarda do prazo legal foi apresentada Impugnação (fl. 01) ao lançamento fiscal, onde a defendente argumenta: - que a entrega das DCTFs e obrigação acessória e que a obrigação principal - recolhimento dos tributos e contribuições - não trouxe qualquer prejuízo ao Fisco; - que a IN/SRF 107/90 foi publicada no D.O.U. em 24.08.90 e a partir daí e que se passou a exigir a comprovação do recolhimento da mui ta no ato da entrega das DCTFs; - que a própria Administração Fazendária, talvez entendendo que o prazo foi exíguo para apresentação das DCTFs, não exigiu o pagamen to da multa no ato da entrega; segue- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL 03- Processo n(1) 11.080-001.177/91-16 Acórdão nQ 202-04.781 • - que tal atitude poderia ser interpretada como orientação ao contribuinte, ao menos ate 24.08.90. Através da Decisão n(2 622/91, o julgador singular man- teve integralmente a exigência originária, pelo que, entendeu ter a Portaria/MF 120/89 substituído a Portaria/MF nQ 129/86 apenas quanto aos formulários a serem utilizados - _agora com valores corrigidos monetariamente - e que os fundamentos bási - cos ficaram praticamente inalterados, inclusive no tocante às penalidades por atraso na entrega das DCTFs. Pela IN/SRF nQ 107/90, a Administração Tributária pas sou a exigir comprovação do recolhimento da multa no ato da entrega das DCTFs atrasadas, mas, salientando que c, a mesma já =prevista e exigida anteriormente, dentro do período lustro de tempo para a decadência. Interposto o Recurso Voluntário (fls. 11/14), aduz ser o Decreto-Lei nQ 1.968/82 - no qual se estribam as Porta- rias Ministeriais citadas - é lei especial e específica para o Imposto de Renda e não pode ser alterado por outro diploma le gal hierarquicamente inferior. Conclui entendendo ser a exigência das multas das DCTFs serem inconstitucional e ilegal; a cobrança das mesmas ser impossível, antijurídica, devendo ser declarada a cobrança indevida e inconstitucional. É o relatório. segue- 04- . SERVIÇO RLSL:CO FEDERAL Processo nQ 11.080-001.177/91716 AcOrdão nQ 202-04.781 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ CABRAL GAROFANO O Recurso foi manifestado dentro do prazo legal e dele conheço. O que se discute neste processo e a entrega a destempo - alem do termo final fixado em lei - dos formulários denominados Declaração de Contribuições e Tributos Federais-DCTF, contudo, cumprida a prestação antes de tomada qualquer medida administrativa ax offi,cLo relacionada com a infração; dal carac- terizada ser a denúncia espontânea e eficaz exercida pelo sujei- to passivo. Não há qualquer dúvida de que o objeto da obriga- ção sob discussão e expressada no fazer; visto sua função auxi- liar e, enquanto acessória, ser possível afirmar, jamais, terá conte ido pecuniário. "OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. É a que vem junto de uma obrigação principal, vivendo em dependen cia desta, para completá-la ou garanti-la. Diz-se obrigação adjetà,. porque não tem vida prõpria, e obrigação subsidiária, por- que vem em socorro de outra obrigação" (des- taques originários). (PLÁCIDO E SILVA - Vocabulário Jurídico - Vol. III, pág. 1.083/Forense-1967). Assim, pode-se entender que a obrigação de que tratam as INs/SRF nQs 129/86 e 120/89 - com sua principal matriz segue- imprensa Nacional • 05- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nQ 11.080-001.177/91-16 Acórdão nQ 202-04.781 -/ • no artigo 113, §§ 2Q e 3Q, do Código Tributário Nacional - tem por objeto uma prestação e esta prestação tem por natureza o fa- zer; disto sua acessoriedade e dela tambem seus efeitos. O primeiro deles, e o que nos interessa no momen — to, e o pagamento, que quando satisfeito resolve a obrigação. Com costumeira propriedade, o incomparável doutrinador obtempe- rou sobre o assunto: "Como tudo quanto existe no mundo, as obriga- ções nascem, vivem e se extinguem. Nascem de uma declaração de vontade ou em virtude de lei. Vivem atraves de suas várias modalidades, obri gações de dar, de fazer, ou de não fazer algu- macoisa, a que se reduzem todas as demais. Extinguem-se por diversos modos: a) pagamento direto ou execução voluntária da obrigação;... Estudemos o pagamento, que vem a ser a execu- ção voluntaria da obrigação ou a entrega da prestação devida (prestatio vera rei debitae) Aliás, o efeito natural da obrigação, o escopo para qual tende esta, e o implemento da presta ção. Na linguagem comum, a palavra pagamento aplica-se mais particularmente à prestação em dinheiro. Mas na linguagem tecnica, tem o vocá bulo maior amplitude, significando a execução. voluntária da obrigação, não importa a nature- za da prestação. Emprega-se igulamente apalavra solução (do latim solutio), para traduzir o cumprimento da obrigação. Como observa Clóvis, por mais ex- pressiva, talvez devesse merecer a preferencia do legislador. O Código não desejou, todavia, afastar-se da terminologia adotada, optando, pelos demais, pelo vocábulo pagamento. Outros juristas pátrios, como LACERDA DE ALMEI DA, de acordo, aliás com a doutrina mais mode-í. • na, preconizam o emprego da palavra cumprimei-i to, que melhor sublinha referido modo extinti-1 vo de obrigações, visto abranger tanto os pa- gamentos em dinheiro, como aqueles cujas pres- tações são de outra natureza. Alem disso, alu- segue- hwensa Nadwal ii ' SERVICC,` PUBLICO FEDERAL 06- Processo nQ 11.080-001.177/91-16 Acórdão nQ 202-04.781 aludida palavra ;DO- e em destaque o lado ativo da execução, ao passo que pagamento se ao lado passivo." (destaques originais e grifos na transcrição). - WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO - Curso de Direito Civil - 4Q Vol./págs. 247/8 -Saraiva, 22 ,, Edição/1988). O segundo efeito - da obrigação e a mora; isto em resumo, o retardamento na execução da prestação e, desta inexecução dentro do prazo estabelecido surge o efeitos da mora do devedor, no caso, são as multas aplicáveis a cada especie; mas todas elas caracterizam-se por serem penas pecuniárias. A doutrina, sem dissensão, distingue as pena lidades - multas pecuniárias por inexecução ou retardamento - e afastam, para este tipo de infração sob exame, as denominadas com pensatOrias e as moratórias. As primeiras visam contrabalançar o montante dos prejuízos e, as segundas, são exigidas pela tardança no pagamento do imposto, logo, não foi o que se observou nos autos por incomprovado o montante dos prejuízos e, por outro lado, não se referir a imposto - ambas são devidas nas obrigações de dar (principal). "MULTA FISCAL. É a imposição pecuniária devi- da pela pessoa, por decisão de autoridade fiscal, em face de infração às regras insti- tuídas pelo Direito Fiscal. Seja pela sonegação, pelo retardamento no pagamento do imposto, ou por qualquer outra irregularidade fiscal, a multa fiscal sempre importa numa infração ao regulamento em que o imposto se institui, e salvo o caso da mo- ratória, que se estabelece automaticamente sempre resulta de um processo fiscal,instau- rado pelo auto de infração. segue- Imprensa Nacional 4(X) SERVIÇO PUBLICO PEOERAL 07- Processo nQ 11.080-001.177/91-16 Acórdão nQ 202-04.781 MULTA PENAL. Assim se diz da obrigação de pagar certa soma em dinheiro, quando deriva- da de imposição de pena criminal. Dá-se a denominação às penalidades impostas pelas autoridades administrativas, consisten- tes no pagamento de certa soma, por infraçOes aos regulamentos de posturas." (destaques ori ginais e grifos na transcrição). - PLÁCIDO E SILVA - Vocabulário Jurídico/Vol. III, pág. 1.043, 2 Edição/1967-Forense). Por este encadeamento jurídico, depreende-se que os fatos contidos nos autos referem-se ao retardamento na satisfação de uma obrigação acessória (de fazer), pelo que a auto ridade administrativa exige multa penal de natureza administrati- va, muito embora fosse cumprida por execução voluntária do sujei- to passivo, antes de tomada qualquer medida por parte do Fisco. Como foi dito supra, as INs que disciplinam os procedimentos para entrega das DCTFs, tem sua matriz legal no ' artigo 113, §§ 2Q e 3Q do CTN e, por obediencia ao ordenamento ju ridico não pode do Código se afastar; como assim entendem os estudiosos do Direito Tributário: "A existencia desse diploma constitui, num país de organização federativa como o nosso, requisito essencial do chamado estatuto do contribuinte. Este e definido por Trotabas e Jeze, como o mecanismo formal do sistema de garantias proporcionado ao contribuinte... segue- Imprensa Nacional 08- ' 5~ MUDO FEDERAL Processo n g 11.080-001.177/91-16 Acórdão nQ 202-04.781 Situação em hierarquia de lei complementar à Constituição, cujos preceitos explicita e instrumenta, conduzindo à execução, o Código atua , para cada poder tributante,como auten tica "LEX LEGUM", cujos mandamentos são de • compulsória observância, sob pena de confi- guração do vício da ilegalidade." - JOS£ WASHINGTON COELHO - Código Tributário Nacional Interpretado - págs. 2/3, 1968 - Edições "Correio da Manhã." Pelo que dispõe o CTN: "Art. 138. A responsabilidade e excluída pela denúncia espontânea da infração, acompa nhada, se for o caso, do pagamento do tribu- to devido e dos juros de mora, Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qual quer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionados com a infração." Entendo que tal dispositivo do Código inte- gra as chamadas normas gerais de Direito Tributário, pelo que o mesmo tem eficácia contida; isto e, em si mesmo estão contidos seus efeitos imediatos e, para sua aplicação, não carece de lei que o discipline. A própria Administração Fazendária - atraves da IN/SRF nQ 100, de 15.09.83 - ao esclarecer a aplicação de pena lidades nas devoluções decorrentes de utilização ou recebimento indevidos de credito-premios e/ou credito de insumos relativos a produtos importados, reconhece a eficácia mandamental do citado dispositivo do Código, ao orientar no sentido de: segue- Imprensa Nacional SERVICO PÚBLICO FEDERAL 09- Processo nc, 11.080-001.177/91-16 AcOrdão n-Q 202-04.781 "2.1 - Na devolução efetuada espontanea- mente, e excluída a incidência da multa prevista no artigo 2Q do Decreto-Lei n2_ 1.722/79, por for- ça do disposto no artigo 138, da Lei n g- 5.172, de 25.10.66 (CO digo Tributário Nacional)" Neste caso, trata-se de uma obrigação de dar, ela e principal, em que o contribuinte, por qualquer motivo, utilizou ou recebeu valores que pertenciam ã Fazenda Pública e, mesmo assim, pela espontaneidade na devolução, por força textual • do artigo 138 do CTN, não pode a Administração exigir-lhe penali- dade; visto que está ínsito no mesmo o estímulo ao cumprimento da obrigação por parte do contribuinte,.desde que inobservado qualquer prejuízo pecuniário ao erário público. Concluo que havendo duas normas que dis- ciplinam, diferentemente, a exigencia da multa pecuniária; fico- com aquele entendimento que está gravado no ániMo da lei maior, em detrimento ao estabelecido nos atos normativos. São estas razOes de decidir que me levam a votar pelo provimento do Recurso. Sala das Sessões, em 08 de janeiro de 1992. JOSe, CABRA.LGAROFANO ' Imprensa Nacional 403 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n911080.001177/91-16 Foi dada vista do Ac grdão ao Sr, Procurador-Represen- tante da Fazenda Nacional, em sessão de 12 de junho de 1992 , pa- ra efeito do art. 59, do Decreto n9 83.304, de 28 de março de 1979. (ã/ 1 --' • 3rargaricla Maçai C:.e da Seção de Preparo e Accrtiam-s-- de Processod .. t.,.. .4C4 4:'•P':',.%,,,;*“ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO '~. PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ilmo,, Sr. Presidente da 2a. Cmara do 2 g Conselho de Contribuintes , — l--. Ref. Processo 11080-001177/91-16 A PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL, junto à Segunda CtritUZ:t do Segundo Conselho de Contribuintes, no 5C conformando, COM R respeitavel deciso proferida no Recurso n g 87.717 de interesse de NIPPAK COMáRCIO E REPRESENTACSES LTDA., Ac6rdo n g 202-04.781, vem apresenar o anexo RECURSO ESPECIAL com hase no art. 3 9 , inciso I, do Decreto n g 83.304, de 28 de março de í979, para a Egrgia C:Amara Supe- I rior de RC 1 UC505 Fiscais, de acordo COM C1:J..i.;C5 apensadas, solicitando SCU processamento e encaminhamento, como de direito. Pede Deferimento , Brasnia, de jun • de 1992 JOS i ARLOS DE • EMOS Proc ..rador da Fazendo . acional I 4. 4o5 , ;Ir • MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RP - 202.0.086 Pi-ocesson 11000.001177/91-1.6 Recur .,.so n(2 N 37.7i7 Aex;rdo n (2 N 202-04.781 Recorrente N FAZENDA NACIONAL Sujeito PassivoN NIPPAK COMáRCIO E REPRESENTAÇSES LTDA. • RAZOES DE RECURSO ESPECIAL EGRÉSIA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAISN A Colenda Segunda C:::kmara do Segundo Conselho de Contribuintes, através do Ac: drdo em epígrafe, deu provimento, por maioria de votos ao recurso interposto pelo Sujeito Passivo, ficando vencidos os Conselheiros ELIO ROTHE e ANTONIO CARLOS DE MORAES. ., 406 ,.. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL 2. A decis go recorride, encontra-se assim ementede: "DCTF - DENúNCIA ESPONTÂNEA. &uendo o Sujeito Pas- sivo, mesmo e destempo, toma a frente do Fisco e voluntáriamente entrege os formuláríosp cumpriu a prestec go e está excluida R responsebilidade e efestade e exigncie de multa. Ê::: o comando gravedo no ânimo do ert. 138, parágrafo dnico do Cód.igo Tributário Nacionel - CTN. Recurso provido." 3. A matria posta em discuss go singe-se em definir se aproveite dos benef(cios do ert. 138, do C.T.N., o contribuinte que entrega em atraso e D.C.T.F., MRS voluntariamente e entes de qualquer ietive de fiscelizecgo. 4. A Segunde Câmera do Segundo Conselho de Contribuin- tes, por meiorie, vinha entendendo que o referido ertigo n go excluia R responsebilidede pelo pegemento de multa, conforme decidido nos acór- d gos 202-04.404, 202-04.626, 202-04.627, 202-04.612, 202-04.613 e ou- tro, com es seguintes ementes: "DCTF - sue epresentec go espontânea fora dos prazos previstos, n go tem amparo no artigo 138 do C.T.N., pare excluir sua responsabilidede pela multe mora- , t(:;rie estebelecida nos 3'Y e 4'.? , do ert. IA, do E). L. 1.968/82, com redec go do art. 10 do D.L. . 2.065/83. Recurso negedo." ' • ... 4-0- 3 » .,.....,--,,..:,:.w- MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 't.. PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL MULTA NA ENTREGA ESPONTÃNEA INTEMPESTIVA - Exigível a despeito do ort. 130 do C.T.N. pelo seu c:arater essencialmente morotório, em consonância com o 5 4'2 , art. 11, do DecretoLei 2065/83. Recurso provido." 03. Entretonto, apesor dos decises iniciois do Câmara Ler sido no sentido de nâo acolher o exclusâo da responsobilidade otravés do art. 138, tal entendimento MOCOU-SC COM OS novos orgu- mentos -trazidos a-coloçâo pelo Conselheiro Relotor osCabral Garofo- no. A Fozenda Nacional n.o concordando com a novo posi- çâo adotada pelo maioria do Colegiado, vem recorrer, trozendo como RA- nES as apresentodas em diversos votos do Conselheiro El c: Rothe, o seguir tronscritos "As olegaçes da recorrente, no sentido de que a muE. to nâo foi exigido pela rede boncario no ato do entrego das DCTF, bem como de que houve falta de formulario nos papelarias, nâo devem ser acolhidas nesto intância COMO rozes que justifiquem o cum- primento dos disposiç'j es legois fora do prozo pre- visto. „ 408 ...„..x 4, bbRiC MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO - • '-'--,:r.fr PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL POr outro lado, também não é O C.:50 de aplicação do disposto no artigo 138 do Códi g o Tribut .ário Na- cional - CTN, que exclui a responsabilidade por in- fração no caso de dernincia espontânea, com implica- ção na exig&ncia ou não de multa pela infração de- nunciada. , A doutrina, ao analisar as multas quanto SIAR na- , tureza, as distingue em multas compensatórias e multas punitiva, aquelas com caráter indenizatório, em geral nos UaSOS de mora, e punição, como exem- pio ao descumprimento da obrigação. A situação de fato em exame, como se verifica, é de MOC DO cumprimento da obrigação, portanto, não SC trata de inadim p lemento da obrigação de entregar as DCTF, ifiS sim de obrigação cumprida, porém, a des- tempo, ap6s o p razo p revisto p ara o seu cumprimen- to,. A multa aplicada para o caso, como se verifica do texto dos .Ï15 3 9 e 4 9 do artigo ii do Decretcr-Lv,H n9 i.968/82, com a redação dada pelo Decreto-Lei n9 2.065/83 (art. 10) a seguir transcrito, por des - cum p rimento de obrigação acessória em prazo previs- to, é de natureza moratória, portanto, compensató- ria ou indenizatóriaN ;77.42 . _ °Q9 w... :.:.., MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO --•-.'ip..,:;.4,:p,- --_,, PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL "Art. 11 - A pessoa física ou jurídica (.': obri- gada a informar à Secretaria da Receita Fede- . ral OS rendimentos que, por Si OU COMO repre- I sentante de terceiros, pagar ou creditar PO 1 ano anterior, bem como o imposto de renda que tenha retido. .. /I 11 O Vt 11 11 . VI 17 11 1f O 11 18 t, 11 81 18 11 V, . St 11 It 18 11 /I 0 II . 18 11 II lv o o SI n3 II O 1 , 88 8, . V. E 3 9 - Se o formulário padronizado (E 1 9 ) for apresentado -apcn s o período determinado, será aplicada a multa de 10 ORTN, ao m.,.. calendário ou fraç :j.o, independentemente da sanço previs- ta no parágrafo anterior. E 4 9 - Apresentado o formulário, ou a informa - 40, fora de prazo, mas antes de qualquer pro- cedimevnto ex -officio, ou se, ap j s R intima - ç o houver a apresenta4o dentro do prazo neta f ixado, as multas cabíveis sero reduzidas à metade." . Em complemento, de SC esclarecer que R referida multa aplicável por força do disposto no artigo em seus E 3 2 do Decreto-Lei n'? 2.124, de 13.6.84. 752 . , 10 , flgYP, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO Mwme PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL O tributarista Paulo de Barros Carvalho, em seu Curso de Direito Tributario, •a. ediçâo da Editora Saraiva, fls. 34S/349, ao tratar do artigo 13 Q do CTN, disp'i;eN "modo de exclusâo de responsabilidade por in- fraçes legislaçâo tribut .ária é a dendncia espontânea do il(cito, acompanhada, SC for . O CRS0y do pagamento do tributo devido e dos ju- ros de mora, ou do depósito da importância ar- bitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuraçâo (CTN art. 138). A confissâo do infrator, entretan- to, haver de ser feita antes que tenha in(cio qualquer procedimevtno administrativo ou medi- da de fiscalizaçâo relacionada com o fato lir- cito, sob pena de perder SEU teor de esponta- neidade (ar t. i38,par .ágrafo dnico). A inicia- tiva do sujeito passivo, promovida com a ob- servância desses requisitos, tem a virtude de evitar a aplicaçâo de multas de natureza puni- tiva, porém no afasta os juros de mora e a chamada multa de mora, de índole indenizatória e destituida de car .áter de puniç go." (grifei) Do mesmo modo também entendemos, ou seja, o artigc 130 do CTN, ao admitir a dendncia espontânea come , .... 411 ;,•.,,,t,":,.‘ À~a"- ft.i4.1tf MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL excludente de responsabilidade por infraces, n'i:{o alcança WS san4es de natureza moratdria, mas to- somente as punitivas. Pelo exposto nego provimento ao recurso volunt- , Pelo exposto a FAZENDA NACIONAL espera seja dado provimento ao presente RECURSO ESPECIAL, para reforma do Ac: órdo re- corrido e consequente restabelecimento da deciso de primeira instân- cia. Pede Deferimento. ( 1 i a , 17 de junho . f 1992 JOSÉ CARLOS E C'ET910-I\ Ir ALfriiE,D„0, Ai Procurador da F• zenda Naèlonal • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n g 11080.001177/91-16 — RP nQ 202-0.086 Recurso ng87717 AcOrdão n g 202.4.781 Recurso especial do Sr. Procurador-Representan te da Fazenda Nacional, interposto com fundamento no inciso do art. 3 g do Decreto n g 83.304, de 28 de março de 1979. A consideração do Sr. Presidente. I Offl IP (Int:Anda 3 rcrçal -L. Chefe da Seção de Preparo e--- de Proce;,acs 413 , .J".•/-ft::, , .„,.t. •-:---, \k,:........ MINISTÉRIO DA FAZENDA ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N g 11080.001177/91-16 RP/ 202-0.086 Recurso N g : 87717 Acordão N2: 202.4.781 Recorrente: NIPPAK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA DESPACHO NQ 2020.350 O Senhor Procurador-Representante da Fazenda Nacional recorre para a Câmara Superior de Recursos Fiscais da Decisão des- te Conselho proferida por maioria de votos, na sessão de 08 de janei ro de 1992 , e consubstanciada no Acórdão nQ 202.4.781 A "vista" do Acórdão foi dada na sessão de 12 de junho de 1992 Tendo em vista a presença dos requisitos exigidos no Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais: decisão não unânime (artigo 4Q, I) e tempestividade (artigo 5Q, § 2Q), rece bo o recurso interposto pelo ilustre representante da Fazenda Nacio nal. -. Encaminhe-se ã repartição preparadora tendo em vista o disposto no artigo 3Q, § 3Q, do Decreto nQ 83.304/79, com a reda- ção que lhe deu o artigo 1Q do Decreto nQ 89.892/84. /7Brasília-DF, 22 de,junho de 199'2 71<ÇCe-Ce:1-------') HELVIO ESCO EDO BA / ELLOS ..,-' (Pr sidente ...--. ,--- n ,." L • , , " £'1 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Proc . 11080.001177/91-16 R?.curso n9 87717 Interessada NIPPAK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA D.R.F. EM PORTO ALEGRE/RS CONSIDERANDO que o recurso RP/202-086 (fls. ), do Procurador da Fazenda Nacional junto a esta Cãmara e tempestivo, pois foi interposto em:17/06/92 e objetLva a reforma do Acórdão ng 202.04.781 (fls.. ), do qual foi dada "vista" oficial em 12 de junho de 1992. CONSIDERANDO que a decisão da Cãmara foi no sentido de dar provimento por maioria ao recurso voluntãrio interposto pelo su jeito passivo; CONSIDERANDO o disposto no art. 39, §. 39 do Decreto n? 83.304, de 28.03.79, com a redação ' que lhe deu o art. 19 do Decreto n9 89.892, de 02.07.84; ENCAMINHEM-SE OS AUTOS ã Delegacia de origem para que sejam adotadas as seguintes providencias: 1) Enviar ao sujeito passivo cópia do inteiro teor da decisão proferida por esta Cãmara e do recurso especi:al interposto pela Fazenda Nacional; 2) Cientificá-lo de que, no prazo de quinze (15) dias, poderã apresentar contra-alegaçOes ao recurso da Fazenda Nacional; 3) Anexar aos autos cdpia do aviso da ciência e prova do instrumento do recebimento (recibo, A.R. ou cópia do editai); 4) Esgotado o prazo concedido ao contribuinte, anexar aos autos a petiç5o de contra-razOes, dela fazendo constar a data de sua efetiva entrega ã repartição ou certificar a sua não apresenta çao, e encaminhar os autos a Secretaria da Camara Superior de Recur sos Fiscais. AP * cargarida 3(arçci 1 Ca Seção de Preparo e Acori„, ... de Processos

score : 1.0
4832413 #
Numero do processo: 13016.000614/2002-34
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 2002 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REGIMENTO INTERNO DOS CONSELHOS. MATÉRIA SUMULADA. Descabe descumprir súmula da jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, quando o caso se amolda aos paradigmas que fundamentam a mesma. IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS. TRIBUTAÇÃO À ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-18639
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200712

ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 2002 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REGIMENTO INTERNO DOS CONSELHOS. MATÉRIA SUMULADA. Descabe descumprir súmula da jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, quando o caso se amolda aos paradigmas que fundamentam a mesma. IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS. TRIBUTAÇÃO À ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. Recurso negado.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007

numero_processo_s : 13016.000614/2002-34

anomes_publicacao_s : 200712

conteudo_id_s : 4119016

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-18639

nome_arquivo_s : 20218639_141761_13016000614200234_004.PDF

ano_publicacao_s : 2007

nome_relator_s : Gustavo Kelly Alencar

nome_arquivo_pdf_s : 13016000614200234_4119016.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007

id : 4832413

ano_sessao_s : 2007

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:05:03 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544850423808

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T14:44:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T14:44:13Z; Last-Modified: 2009-08-05T14:44:14Z; dcterms:modified: 2009-08-05T14:44:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T14:44:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T14:44:14Z; meta:save-date: 2009-08-05T14:44:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T14:44:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T14:44:13Z; created: 2009-08-05T14:44:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-05T14:44:13Z; pdf:charsPerPage: 1094; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T14:44:13Z | Conteúdo => 4 • CCO2/02 Fls. I MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4•;-:=_,fr. d" SEGUNDA CÂMARA Processo n° 13016.000614/2002-34 Recurso n° 141.761 Voluntário Matéria IPI ~meto"conselhe dere , , .,„an ofsefàtnte o',.,‘ __..à`°°"1 ..11g----Acórdão n° 202-18.639 se A" Sessão de 13 de dezembro de 2007 I:~ Recorrente DAL MÓBILE LTDA. Recorrida DEU em Porto Alegre - RS Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 2002 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. REGIMENTO INTERNO DOS CONSELHOS. MATÉRIA SUMULADA. Descabe descumprir súmula da jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, quando o caso se amolda aos paradigmas que fundamentam a mesma. IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS. TRIBUTAÇÃO À ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à aliquota zero não gera crédito de IPI. 3‘ Recurso negado. I 1. -SEGUNDO'—..~.—..-."-- CON ---1SELHO E CONTROWINTES 1 CONFERE CO* O ORIGINAI. ISraalliat, _at-(22._../..._0-- lana Cláudia Silva Castro 4,t, Kalâàor_tgn----àS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. \I • Processo n.° 13016.000614/2002-34 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.639 Fls. 2 ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. MF-3EQUeNZCONSELSI: DE COIXIIIMIT.8 ANTOÇO 4.CRL'Ort (A444LIM Brataillat 4.2 O 0,2 01' Presidente 'una Cláudia Silva Castro 4c... MM. SIa p. 921% GUS VO KE LY ALENCAR Relato Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero, Antonio Zomer, Ivan Allegretti (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martinez López. • Processo n.° 13016.000614/2002-34 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.639 MF -muno coenewrta CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 3 O 4j OS' Nana Cláudia Silva Castro 1-- Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito de LPI decorrente de aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, isentas, não tributadas ou tributadas à aliquota zero, e homologação de compensação declarada com base nesse mesmo direito creditório. A autoridade competente indefere seu pedido, ensejando manifestação de inconformidade que defende o direito que a contribuinte acredita ter. Remetidos os autos à DRJ em Porto Alegre — RS, foi o indeferimento mantido, em decisão assim ementada: "AQUISIÇÕES ISENTAS, NÃO TRIBUTADAS OU TRIBUTADAS À ALIQUOTA ZERO. CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Por falta de previsão na legislação de regência do IN, inexLste possibilidade de creditamento referente a aquisições de matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem em operações isentas, não tributadas ou tributadas à aliquota zero. Solicitação Indeferida". Foi apresentado recurso voluntário, no qual essencialmente repisa os argumentos antes elencados. É o Relatório. \ Processo n.° 13016.000614/2002-34 CCO2/032 Acórdão n.° 202-18.639 w - INUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fls. 4 CONFERE COM O OROINN. BrasIllat djj Ch2 / ZI/ Ivana Cláudia Silva Castnk., MM. Sim* 92136 Voto Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator Preenchidos os requisitos de admissibilidade, do recurso conheço. Verifico, à fl. 57, que o pedido da contribuinte, muito embora fulerado no art. 11 da Lei n2 9.779/99, se refere à aquisição de insumos tributados à aliquota zero. Sobre o tema, a Súmula n2 10 do Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes é clara ao prever sua impossibilidade: SÚMULA N210: "A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à aliquota zero não gera crédito de IPL" Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 13 de dezembro de 2007. c3tbLENCAR Page 1 _0032000.PDF Page 1 _0032100.PDF Page 1 _0032200.PDF Page 1

score : 1.0
4829981 #
Numero do processo: 11030.002191/92-50
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IPI - Saída de produtos tributados sem lançamento do imposto; alegação não comprovada de que teriam sido adquiridos de terceiros. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-07408
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199412

ementa_s : IPI - Saída de produtos tributados sem lançamento do imposto; alegação não comprovada de que teriam sido adquiridos de terceiros. Recurso a que se nega provimento.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994

numero_processo_s : 11030.002191/92-50

anomes_publicacao_s : 199412

conteudo_id_s : 4719921

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-07408

nome_arquivo_s : 20207408_097087_110300021919250_005.PDF

ano_publicacao_s : 1994

nome_relator_s : Oswaldo Tancredo de Oliveira

nome_arquivo_pdf_s : 110300021919250_4719921.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994

id : 4829981

ano_sessao_s : 1994

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:04:21 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544854618112

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T05:55:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T05:55:20Z; Last-Modified: 2010-01-30T05:55:20Z; dcterms:modified: 2010-01-30T05:55:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T05:55:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T05:55:20Z; meta:save-date: 2010-01-30T05:55:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T05:55:20Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T05:55:20Z; created: 2010-01-30T05:55:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-30T05:55:20Z; pdf:charsPerPage: 1119; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T05:55:20Z | Conteúdo => 31) PUBLI.CAtgrNT=. MINISTÉRIO DA FAZENDA na._0A.F...±13/ 19 94 C ."41 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 11030.002191/92-50 Sessão de : 07 de dezembro de 1994 Acórdão : 202-07.408 Recurso n° : 97.087 Recorrente : PEDRAS DE SOLEDADE - IND. COM . E EXPORTAÇÃO LTDA. Recorrida : DRF em Passo Fundo - RS 1P1 - Saída de produtos tributados sem lançamento do imposto; alegação não comprovada de que teriam sido adquiridos de terceiros. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PEDRAS DE SOLEDADE - IND. COM . E EXPORTAÇÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 07 • - dezembro de 1994 I vedo Bar ellos Preside ' e Oswaldo Tancredo de Oliveira Relator 1 Adriana Queiroz de Carvalho Proc radora-Representante da Fazenda Nacional VISTA EM SESSÃO DE Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro, José de Almeida Coelho, Tarásio Campeio Borges, José Cabral Garofano e Daniel Corrêa Homem de Carvalho. / -0? MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 11030.002191/92-50 Acórdão n° : 202-07.408 Recurso n° : 97.087 Recorrente : PEDRAS DE SOLEDADE - IND. COM . E EXPORTAÇÃO LTDA. RELATÓRIO No Termo de Verificação de Ação Fiscal, comum ao Imposto de Renda - IR e ao Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, declara o seu autor, no que diz respeito ao IPI, que a contribuinte acima identificada não recolheu, nos prazos estabelecidos, o imposto incidente sobre produtos de sua fabricação (obras de pedras de ágata) destacado nas notas fiscais de venda e escriturados nos livros fiscais, no período maio/90 a agosto/92. Por outro lado, em outras notas fiscais, deixou de destacar o imposto pelas vendas dos mesmos produtos (chaveiros, broches, pingentes, etc.), no período de abril/89 a janeiro/92. Anexo ao termo, um demonstrativo das notas fiscais acima referidas e do valor do imposto devido. No Auto de Infração de fls. 30 é formalizada a exigência do crédito tributário, com discriminação dos valores componentes, inclusive TRD Acumulada, bem como a multa e o fundamento legal da exigência, com enunciação dos dispositivos do regulamento do referido imposto, aprovado pelo Decreto n° 87.981/82 (RIPI/82). Em impugnação tempestiva, a autuada manifesta a sua conformidade no que diz respeito ao IPI lançado nas notas fiscais e não recolhido, alegando dificuldades financeiras. No que diz respeito à exigência relativa ao imposto não destacado nas notas fiscais, diz que as mercadorias não são de sua produção, até porque não possui máquinas 2 ( .4 . MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES t,•4"9:=-" Processo n° : 11030.002191/92-50 Acórdão n° : 202-07.408 adequadas para tanto. Trata-se de produtos adquiridos de terceiros, a quem deve caber a responsabilidade do recolhimento do imposto. Diz mais que o autuante, ao registrar os débitos, deixou de considerar os créditos a que a empresa tem direito, o que implica bitributação, visto que o imposto já foi pago pelo fabricante. O não-aproveitamento dos créditos agora reclamados fica patente na Declaração de Informação Anual do IPI, conforme pode ser constatado. Na sua informação, diz o autuante que não procedem as alegações, visto que a contribuinte não apresentou prova de aquisição das mercadorias para revenda; quanto aos créditos, a contribuinte não escritura o Livro de Apuração do IPI e, além disso, a matéria- prima utilizada é não tributada. Informação interlocutória, depois de descrever os fatos, sobretudo as alegações da impugnante, diz que, para melhor preparação do auto e ainda para elidir contradições, seria necessário uma diligência para apurar o seguinte: a) verificar se, à época da ocorrência dos fatos geradores constantes do demonstrativo, estava a impugnante realmente aparelhada para industrialização dos produtos em questão; b) verificar a efetiva aquisição de matéria-prima cujo crédito reclama a impugnante e, se for o caso, relacionar; c) verificar se os produtos foram efetivamente adquiridos de terceiros já prontos e acabados; e d) reconstituir, se for o caso, a conta corrente fiscal, na forma dos Demonstrativos de fls. 24/25. Cumprida a diligência, diz o seu autor que não foi possível verificar se, à época da ocorrência dos fatos geradores, a impugnante estava aparelhada a produzir os produtos; todavia, no momento, já está capacitada para tanto. Relaciona as aquisições feitas com o IPI destacado, que diz serem muito inferiores às quantidades vendidas. Relaciona 3 •3 .4a MINISTÉRIO DA FAZENDA _ . _6. C °.".: SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES fr Processo n° : 11030.002191/92-50 Acórdão n° : 202-07.408 também as aquisições com direito ao crédito e faz um novo demonstrativo, com redução do crédito tributário. A decisão recorrida, depois de historiar os fatos, acolhe o novo demonstrativo elaborado pelo autuante, como resultado da diligência, acolhendo parcialmente a impugnação, com a referida redução. Em recurso tempestivo a este Conselho, reitera a recorrente a alegação de que os produtos saídos sem destaque do imposto não são por ela produzidos, pois, à época, não se achava aparelhada para tanto; são ou foram adquiridos de terceiros, com o imposto já lançado. Nesse passo, alinha a maquinaria e aparelhagem necessária para a produção de cada uma das bijuterias, para demonstrar que não as possuía. Por outro lado, dá uma relação das aquisições dos citados produtos, com identificação das respectivas notas fiscais, à guisa de demonstração do alegado. Assim, entendendo ter comprovado dita alegação, pelas notas fiscais de entrada, que discrimina, pede a este Conselho que sejam concedidos os abatimentos necessários, do crédito tributário exigido. É o relatório. itg 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n° : 11030.002191/92-50 Acórdão n° : 202-07.408 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Quanto a estar ou não a Recorrente aparelhada para industrializar ditos produtos à época dos fatos geradores, apesar de o autor da diligência declarar que tal fato não foi possível verificar, dado o tempo decorrido, pela mesma razão não é possível aceitar-se agora tal alegação, até porque competia à recorrente demonstrá-lo à época em que se processava a fiscalização, pelos meios aceitáveis. Quanto aos créditos reclamados, o autor da diligência relacionou e acolheu aqueles que julgou legitimados em face das respectivas notas fiscais, o que também foi considerado pela decisão recorrida. Em face dessas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 07 de dezembro de 1994 bedi±i OS ALDO TANCREDO DE OLIVEIR- 5

score : 1.0
4834401 #
Numero do processo: 13656.000362/2002-16
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2001 a 31/10/2001 Ementa: REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FUNDAMENTO EM ADI. BAIXADA AO ARQUIVO. Decisão monocrática que declara prejudicada a liminar deferida em julgamento de ADI, com baixa desta ao arquivo do STF, afasta o fundamento do direito à repetição de indébito, devendo ser negado o pedido administrativo. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-12.465
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral pela recorrente, o Dr. Luiz Paulo Romano.
Nome do relator: Sílvia de Brito Oliveira

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200710

ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2001 a 31/10/2001 Ementa: REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FUNDAMENTO EM ADI. BAIXADA AO ARQUIVO. Decisão monocrática que declara prejudicada a liminar deferida em julgamento de ADI, com baixa desta ao arquivo do STF, afasta o fundamento do direito à repetição de indébito, devendo ser negado o pedido administrativo. Recurso negado.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2007

numero_processo_s : 13656.000362/2002-16

anomes_publicacao_s : 200710

conteudo_id_s : 4130637

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 13 00:00:00 UTC 2016

numero_decisao_s : 203-12.465

nome_arquivo_s : 20312465_134782_13656000362200216_004.PDF

ano_publicacao_s : 2007

nome_relator_s : Sílvia de Brito Oliveira

nome_arquivo_pdf_s : 13656000362200216_4130637.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral pela recorrente, o Dr. Luiz Paulo Romano.

dt_sessao_tdt : Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2007

id : 4834401

ano_sessao_s : 2007

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:05:35 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544878735360

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T19:03:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T19:03:01Z; Last-Modified: 2009-08-05T19:03:01Z; dcterms:modified: 2009-08-05T19:03:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T19:03:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T19:03:01Z; meta:save-date: 2009-08-05T19:03:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T19:03:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T19:03:01Z; created: 2009-08-05T19:03:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-05T19:03:01Z; pdf:charsPerPage: 1171; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T19:03:01Z | Conteúdo => CCO2/CO3 • Fls. 151 MINISTÉRIO DA FAZENDA p SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. , .j.NE TERCEIRA CÂMARA Processo n° 13656.000362/2002-16 Recurso n° 134.782 Voluntário Matéria PIS E COFINS. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Acórdão n° 203-12.465 MF-Segundo Conselho de Contribuintes Sessão de 17 de outubro de 2007 deroi r DrI1 odtelro Recorrente ALCOA ALUMÍNIO S/A Rubrica dr, Recorrida DRJ em JUIZ DE FORA-MG aart..b;,ftia n-a e3cu ta, P9 .C14 -05121- Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2001 a 31/10/2001 Ementa: REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FUNDAMENTO EM ADI. BAIXADA AO ARQUIVO. Decisão monocrática que declara prejudicada a G1/41"°°C"SEW"ORIGINAI. liminar deferida em julgamento de ADI, com baixa mi-SE CONFERE COM O desta ao arquivo do STF, afasta o fundamento do Bramia.—adir direito à repetição de indébito, devendo ser negado o pedido administrativo. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral pela recorrente, o Dr. Luiz Paulo Romano. • NTONS ..4,-- ERRA NETO Presidente Processo n.° 13656.000362/2002-16 CCO2/CO3 Acórdão n. 203-12.465 Fls. 152• 1115 \Cl 13115111 SI - " O OLI Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Eric Moraes de Castro e Silva, Mauro Wasilewski (Suplente), Luciano Pontes de Maya Gomes, Odassi Guerzoni Filho e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. mF-SEOUNDO CONsii coNFEREG6m 014? 1 "IML 13Paslui Mankie Cu do 01ivetiraMat—Sleise 50 .. Processo n.• 13656.000362/2002-16 CCO2/CO3 . Acórdão n°203-12.465 Fls. 153 Relatório Trata-se de pedido protocolizado em 27 de junho de 2002 para solicitar restituição de valores de contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) pagos no período de janeiro a outubro de 2001 e compensação desses valores com débitos de Cofins apurados em maio de 2002. Alegou a peticionária que, em face da medida cautelar deferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n° 2348-9, proposta pelo Governo do Estado do Amazonas, para suspender a eficácia da expressão "na Zona Franca de Manaus" constante do inciso I do § 2° do artigo 014 da Medida Provisória(MP) n°2037-24, de 23 de novembro de 2000, os pagamentos de PIS e de Cofins incidentes sobre a receita decorrente de vendas para industrialização, comercialização e consumo na Zona Franca de Manaus (ZFM), realizadas no supracitado período, tomaram-se indevidos. A Delegacia da Receita Federal em Poços de Caldas-MG indeferiu o pleito, conforme decisão constante das fls. 64 a 76, ensejando a apresentação de manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora-MG (DRJ/JFA) CUJA 2' Turma, nos termos do voto condutor do Acórdão das fls. 101 a 106, manteve o indeferimento do pedido de restituição, com conseqüente não-homologação das compensações declaradas. Contra essa decisão, foi apresentado o recurso voluntário constante das fls. 109 a 116, por meio do qual se alegou, em síntese, que : I – a interpretação de que a expressão "constantes da legislação em vigor", contida no art. 4° do Decreto-lei n°288, de 1967, traduz limite temporal para ã equiparação das vendas realizadas para industrialização ou consumo na Zona Franca de Manaus à exportação é equivocada, pois tal expressão relaciona-se apenas aos efeitos fiscais dessas vendas; II – a restrição contida no art. 14, § 2°, inc. I, da MP n° 2.037, de 2000, reeditada na MP n° 2.158-35, de 24 de gosto de 2001, foi afastada por medida cautelar concedida no julgamento da ADI n° 2348-9, corroborando o entendimento de que a isenção para as operações com a ZFM sempre existiu e que, portanto, os pagamentos efetuados foram indevidos. Ao final, a recorrente solicitou o provimento do seu recurso para deferir as compensações pleiteadas. É o Relatório. frit 40 Ni--- --------- oe c—EraultaEs J-SEGONDO coprsamo CONFEFtE U3M O muna_ \ Brasa ...__P_LL__,/d.-1--0-31-- moda cuirno de ~eira , Mat Siape 91650 • • Processo n.° 13656.000362/2002-16 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.465 Fls. 154 Voto Conselheira SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA, Relatora O recurso é tempestivo, por isso deve ser conhecido. Inicialmente, registre-se que não constam neste processo nenhum comprovante de pagamento dos valores reputados indevidos pela contribuinte, que limitou-se a trazer aos autos, às fls. 6 a 30, "Demonstrativo das Notas Fiscais Emitidas pelas Filiais da Alcoa para Clientes Localizados na Zona Franca de Manaus" e, à fl. 31, "Demonstrativo das Notas Fiscais de Devolução Emitidas pelos Clientes Localizados na Zona Franca de Manaus", e tais demonstrativos não constituem a indispensável prova da efetivação dos pagamentos objeto do pedido de ressarcimento. Não obstante esse registro inicial, uma vez que o cerne da questão litigada é matéria de direito concernente ao julgamento da ADI n° 2348-9, que, conforme pesquisa no sitio do STF para acompanhamento processual, foi baixada ao arquivo daquele Tribunal, passa- se à decisão de mérito. Nesse ponto, saliente-se que a baixa ao arquivo se deu em virtude de se ter transcorrido o prazo regulamentar da publicação no Diário da Justiça de 15 de fevereiro de 2005 da decisão monocrática proferida em 2 de fevereiro de 2005, sem interposição de nenhum recurso. Por meio da referida decisão monocrática, decidiu-se que, uma vez que a MP impugnada mediante aquela ADI sofrera reedições sucessivas e não houvera nenhum aditamento à inicial, declarou-se prejudicado o pedido por perda do objeto, ficando prejudicada a medida liminar deferida. Em face disso, tendo em vista o afastamento do direito em que se fundamenta o pleito inicial da recorrente, eximo-me de examinar com minudências as razões recursais e voto por negar provimento ao recurso. Sala da Sessões, em 17 de outubro de 2007 11 s : • • I. • stauN0 ,0 U•10 DE cONTagultille ME ERE Com O ORIC n NAL madide ce‘e 0/ivn met. 9u550 Page 1 _0042000.PDF Page 1 _0042100.PDF Page 1 _0042200.PDF Page 1

score : 1.0
4834218 #
Numero do processo: 13639.000044/2003-36
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2006
Ementa: IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS NA ELABORAÇÃO DE PRODUTOS NT. Os produtos classificados na TIPI como “NT” não estão incluídos no campo de incidência do IPI, não se enquadrando suas elaborações no conceito jurídico de industrialização. Inaproveitáveis os créditos originários de aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem destinados à fabricação de produtos não tributados (NT). INSUMOS. Produtos outros, não classificados como insumos segundo o Parecer Normativo CST nº 65/79, incluindo produtos para limpeza e higiene e produtos destinados ao ativo permanente, não podem ser considerados como matéria-prima ou produto intermediário para os fins de créditos do IPI. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA NÃO-CUMULATIVIDADE. A não-cumulatividade do IPI é exercida pelo sistema de crédito, atribuído ao contribuinte, do imposto relativo a produtos entrados no seu estabelecimento, para ser abatido do que for devido pelos produtos dele saídos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E/OU ILEGALIDADE. Não compete à autoridade administrativa, com fundamento em juízo sobre constitucionalidade de norma tributária, negar aplicação da lei ao caso concreto. Prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, por força de dispositivo constitucional. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-11012
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Odassi Guerzoni Filho

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200606

ementa_s : IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS NA ELABORAÇÃO DE PRODUTOS NT. Os produtos classificados na TIPI como “NT” não estão incluídos no campo de incidência do IPI, não se enquadrando suas elaborações no conceito jurídico de industrialização. Inaproveitáveis os créditos originários de aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem destinados à fabricação de produtos não tributados (NT). INSUMOS. Produtos outros, não classificados como insumos segundo o Parecer Normativo CST nº 65/79, incluindo produtos para limpeza e higiene e produtos destinados ao ativo permanente, não podem ser considerados como matéria-prima ou produto intermediário para os fins de créditos do IPI. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA NÃO-CUMULATIVIDADE. A não-cumulatividade do IPI é exercida pelo sistema de crédito, atribuído ao contribuinte, do imposto relativo a produtos entrados no seu estabelecimento, para ser abatido do que for devido pelos produtos dele saídos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E/OU ILEGALIDADE. Não compete à autoridade administrativa, com fundamento em juízo sobre constitucionalidade de norma tributária, negar aplicação da lei ao caso concreto. Prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, por força de dispositivo constitucional. Recurso negado.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2006

numero_processo_s : 13639.000044/2003-36

anomes_publicacao_s : 200606

conteudo_id_s : 4126602

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 203-11012

nome_arquivo_s : 20311012_132731_13639000044200336_007.PDF

ano_publicacao_s : 2006

nome_relator_s : Odassi Guerzoni Filho

nome_arquivo_pdf_s : 13639000044200336_4126602.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2006

id : 4834218

ano_sessao_s : 2006

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:05:32 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544880832512

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T16:53:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T16:53:21Z; Last-Modified: 2009-08-05T16:53:21Z; dcterms:modified: 2009-08-05T16:53:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T16:53:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T16:53:21Z; meta:save-date: 2009-08-05T16:53:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T16:53:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T16:53:21Z; created: 2009-08-05T16:53:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-05T16:53:21Z; pdf:charsPerPage: 2418; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T16:53:21Z | Conteúdo => CC-MF Ministério da Fazenda rArAcYoulntes „sem de Segundo Conselho de Contribuintes Fl. irOF-Segund7ã‘átilfocado 400011 Processo n2 : 13639.000044/2003-36 Vt312" .410 Recurso ns' : 132.731 Acórdão : 203-11.012 Recorrente : LATICÍNIOS DAMATTA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS NA ELABORAÇÃO DE PRODUTOS NT. Os produtos classificados na TIPI corno "NT" não estão incluídos no campo de incidência do IPI, não se enquadrando suas elaborações no conceito jurídico de industrialização. Inaproveitáveis os créditos originários de aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e • material de embalagem destinados à fabricação de produtos não tributados (NT). INSUMOS. Produtos outros, não classificados como insumos segundo o Parecer Normativo CST n° 65/79, incluindo produtos para limpeza e higiene e produtos destinados ao ativo permanente, não podem ser considerados como matéria-prima ou produto intermediário para os fins de créditos do IPI. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA NÃO-CUMULATIVIDADE. A não-cumulatividade do IPI é exercida pelo sistema de crédito, atribuído ao contribuinte, do imposto relativo a produtos entrados no seu estabelecimento, para ser abatido do que for devido pelos produtos dele saídos. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E/OU ILEGALIDADE. Não compete à autoridade administrativa, com fundamento em juízo sobre constitucionalidade de norma tributária, negar aplicação da lei ao caso concreto. Prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário, por força de dispositivo constitucional. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: LATICÍNIOS DAMATTA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes em negar provimento ao recurso nos seguintes termos: I) por maioria de votos, quanto aos créditos de insumos utilizados em produtos NT. Vencidos os Conselheiros Dalton Cesar Cordeiro de Miranda e Valdemar Ludvig ; e II) por unanimidade de votos, em relação às demais matérias. Sala das Sessões, em 27 de junho de 2006. ntonio zerra Neto MINISTÉRIO DA FAZENDAr Conselho da Contribuintes sidente CONFERE COM O ORIGINAL Brasil O -6 1811".." " nn••••nnn• Odassi Guerzoni Fil Relator VISTO Participaram ainda do presente j , lgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Cesar Piantavigna, Sílvia de Brito Oliveira e Eric Moraes de Castro e Silva. Eaal/mdc 1 p MINISTÉRIO DA FAZENDA EonnsEelho da, Ministério da Fazenda Ciy,,tribuintes 'tsè CO2DNFc CO.'14 O ORIGINAL o-6 2.Q CC-MF Fl. Segundo Conselho de Contribuintes - Processo J : 13639.000044/2003-36 VISTO Recurso J : 132.731 Acórdão : 203-11.012 Recorrente : LATICÍNIOS DAMATTA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de IPI, formulado em 14/02/2003 pela interessada - estabelecimento que atua no ramo de fabricação de produtos isentos, não tributados e tributados a alíquota zero (produtos lácteos) -, com fundamento no art. 11 da Lei n° 9.779, de 19/01/1999 e Instrução Normativa SRF 33/99, relativo a créditos apurados no período de 01/0412000 a 30/06/2000, no valor de R$ 4.126,73. Juntamente com o pedido de ressarcimento, a interessada formalizou a entrega de pedidos de compensação de débitos da Cofins, constando o mesmo do Processo n° 13639.000063/2003-62 a este juntado por apensação. Adotando na íntegra o Relatório Fiscal de fls. 207 a 227, a Delegacia da Receita Federal de Juiz de Fora, por meio do despacho decisório de fls. 229 e 230, glosou os créditos de IPI, da ordem de R$ 3.850,14, referentes às aquisições de produtos de limpeza e higiene e de produtos destinados ao ativo permanente, bem como de embalagens destinadas a produtos classificados na TIPI como "Não Tributados" — NT (no caso, o leite "longa vida" — UHT). Baseou-se no artigo 25 da Lei n° 4.502/64, regulamentado pelo artigo 147, inciso I, do RIPI198, no artigo 164, inciso I, do RIPI/2002, no Parecer Normativo n° 65/79 e, ainda, no artigo 11 da Lei n° 9.779/99 e IN n° 33/99. Conseqüentemente, o pedido de compensação acima mencionado teve também uma homologação parcial, ou seja, nos limites do crédito reconhecido pelo despacho decisório da DRF, da ordem de R$ 276,59. Cientificada de tal decisão, a interessada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 240 a 244), citando algumas decisões judiciais e textos doutrinários, argumentando, em síntese, que: - o artigo 11 da Lei n° 9.770/99 e os artigos 73 e 74 da Lei n° 9.430/96, deixam evidente o seu direito à manutenção dos créditos decorrentes da aquisição de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento, não tributado ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos; - a dispensa do tributo na saída da mercadoria industrializada não tem o condão de impor ônus ao contribuinte, ou seja, violar o cânone constitucional da não-cumulatividade com a quebra do princípio onerando ilegalmente o industrializador do produto; - o não aproveitamento do crédito do imposto tendo em vista a isenção, não incidência e alíquota zero implica em tributar o contribuinte de direito ferindo o princípio da incidência do imposto sobre o valor agregado e da não-cumulatividade; - a Lei n° 9.779/99 apenas instrumentalizou a forma pela qual irá se reger um comando constitucional completo e de eficácia plena, qual seja, o princípio da não- cumul atividade ; 2 9 . MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF Ministério da Fazenda 2° Conselho do CentrIbuIntos, j:=-ZX- Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL Fl. Brasília, 1 1 49 o -6 Processo n9- : 13639.000044/2003-36 Recurso n9- : 132.731 o Acórdão 112 : 203-11.012 .111.11.11n•n - a "..Decisão de n° 48, de 05 de abril de 2000, veiculada no DOU do dia 03 de julho do corrente ano, proferida pelo Sr. Chefe da 10" Região Fiscal da Receita Federal" admitindo, em casos concretos, "...a possibilidade de manutenção dos créditos do IPI, mesmo quando relativos a insumos empregados na fabricação de produtos não-tributados" significaria o reconhecimento da violação constitucional perpetrada pelo artigo 2°, § 3°, da IN 33/99; e - são ilegais e inconstitucionais os limites temporais à constituição do crédito de IPI passível de aproveitamento. A DRJ de Juiz de Fora-MG indeferiu na sua totalidade a solicitação da interessada contida na referida manifestação de inconformidade, assim ementando o Acórdão DRJ/JFA n° 10.700, de 14 de julho de 2005 (fls. 255 a 266): "RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR ESCRITURAL DE IPI — LEI n° 9.779, de 1999. O direito ao ressarcimento de saldo credor do IPI decorrente da aquisição de matéria-prima, produto intennediário e material de embalagem, aplicados na industrialização de produtos, excluem os não-tributados,segundo previsão contida no artigo 11 da Lei n°9.779, de 19/01/1999, e na IN SRF n° 33, de 04/03/1999, porque juridicamente suas elaborações não se constituírem industrialização, estando fora do campo de incidência do IN. CRÉDITOS. Geram o direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários, stricto sensu, e material de embalagem) quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste,o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou, vice-versa, desde que não devam, em face de princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 Legislação tributária. Legalidade. As normas e determinações previstas na legislação tributária presumem-se revestidas do caráter de legalidade, contando com validade e eficácia, não cabendo à esfera administrativa questioná-las ou negar-lhes aplicação. Solicitação indeferida" Irresignada, a interessada apresentou, tempestivamente, recurso voluntário a este Segundo Conselho (fls. 273 a 278), onde, basicamente, repete as argumentações apresentadas na peça impugnatória à decisão de 1 0 instância. É o relatório. (o 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA ° Conselho Oz., C, áuibuintes RIG1NAL FICONFERE CO, O O - CC-MF • Ministério da Fazenda 2 . Segundo Conselho de Contribuintes 4M,e;I:Y. • Brasília, / 427 Processo n : 13639.000044/2003-36 Recurso nn : 132.731 VISTO Acórdão n'2 : 203-11.012 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ODASSI GUERZONI FILHO O Recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. O ponto de divergência a ser analisado é a procedência ou não do direito ao crédito de rin de aquisições de produtos de higiene e limpeza, de produtos destinados ao ativo permanente e de aquisições de embalagens destinadas a produtos não tributados (NT). A argumentação da interessada de prendeu exclusivamente aos aspectos legais do direito ao crédito, não questionando a destinação ou utilização que o relatório fiscal atribuiu aos insumos objeto da glosa. No que se refere aos produtos utilizados na higienização e limpeza, bem como aqueles destinados ao ativo permanente, a glosa se baseou, fundamentalmente, nos dispositivos do Parecer Normativo CST 65, de 1979, que esclareceu, em seu item 11, ser passível de creditamento do IPI, além dos que integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários, stricto-sensu, e material de embalagem), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste,o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas,em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou, vice-versa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face de princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Não havendo tais alterações, ou havendo em função de ações exercidas indiretamente — como é o caso dos produtos objetos da glosa, em discussão — ainda que se dêem rapidamente e mesmo que os produtos não estejam compreendidos no ativo permanente, inexiste o direito ao crédito do IPI. Quanto à glosa dos insumos adquiridos para utilização na fabricação de produtos não tributados (NT), não procede a argüição da recorrente no sentido de que às empresas industriais era permitido o aproveitamento dos créditos do 1PI oriundos da aquisição de insumos empregados na industrialização de produtos não tributados, em razão do princípio da não- cumulatividade. Esclareça-se, inicialmente, que o princípio constitucional da não-cumulatividade não é amplo e irrestrito. Aliás, não há um só direito, por mais fundamental, que seja absoluto, sendo perfeitamente possível sua limitação e regulamentação por leis infraconstitucionais. Ademais, a supremacia da Constituição não se confunde com qualquer pretensão de completude da ordem jurídica. Seria um absurdo tal pretensão, pois não se pode imaginar que a norma constitucional seja suficiente à determinação de todo um sistema jurídico positivo. A primeira disposição infraconstitucional sobre o saldo credor aparece no art. 49 da Lei n° 5.172/66 (CTN), nos seguintes termos: "Art. 49. O imposto é não-cumulativo, dispondo a lei de forma que o montante devido resulte da diferença a maior, em determinado período, entre o imposto referente aos produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados. Parágrafo único. O saldo, verificado em determinado período, em favor do contribuinte, transfere-se para o período ou períodos seguintes. 4p MINISTÉRIO DA FAZENDA• luGinitNesAL djalthcood:i4a Coar.o.trRib e. C 2Q CC-MFMinistério da Fazenda Fl.Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 13639.000044/2003-36 Recurso n2 : 132.731 Acórdão n2 : 203-11.012 Observe-se que não há referência alguma a hipótese de ressarcimento do saldo credor, mas sim de transferência deste saldo para períodos seguintes. Portanto, a possibilidade de ampliação das hipóteses de compensação dos créditos decorrentes de créditos incentivados trazida pelo art. 11 da Lei n° 9.779/99 nada tem a ver com o princípio da cumulatividade. De outra parte, verifica-se, analisando a evolução dos atos normativos que regulam o IPI, que os créditos relacionados aos insumos empregados em produtos não tributados (NT) não foram contemplados, por exemplo, com o mesmo tratamento destinado aos empregados em produtos isentos e os de alíquota zero, visto que estes, sob a luz do art. 82, inciso I, do RlPI/82, não podiam ser aproveitados, e passaram, entretanto, a sê-lo após o advento da Lei n° 9.779/99; aqueles, não. Assim, o CTN, diante da dificuldade de operacionalizar o sobredito princípio da cumulatividade, se aplicado a cada produto, um a um, desvinculou as sucessivas operações tributadas dos produtos industrializados, considerados individualmente, para que a diferença fosse calculada entre o imposto constante das notas fiscais de entrada dos insumos tributados e o constante das notas fiscais de saídas também de produtos tributados, ainda que os insumos entrados não tenham vinculação com os saídos no referido período. O que se vê, em tese, é que o espírito da Constituição estaria atendido nessa sistemática de apúração, vez que ela, na verdade favorece aos contribuintes, em face da sobredita desvinculação. Todavia, essa desvinculação perpetrada pelo CTN, que veio, ressalte-se, no intuito de facilitar a operacionalidade do sistema, não pode dar ensejo a uma interpretação que inclua nesse confronto de "débitos x créditos", os créditos relativos a insumos aplicados em produtos que estão fora do campo de incidência do IPI, quais sejam, os produtos não tributados - NT. Em outras palavras, quis a norma positiva assegurar o direito ao crédito apenas quando, na saída, houvesse tributação, pois o pressuposto da cumulatividade é ter mais de uma incidência na cadeia produtiva do produto final tributado. Ora, se a nota determinante da sistemática de não-cumulação é o produto final e se este está fora do campo de incidência do imposto, então nada mais razoável que os seus "acessórios", possível tributação dos insumos, não participem da sobredita sistemática de não-cumulação. Nesse contexto, qual o impacto do art. 11 da Lei n° 9.779/99, abaixo transcrito, em relação ao princípio da não-cumulatividade? "Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, acumulado em cada trimestre-calendário, decorrente de aquisição de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei n°9.430, de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal - SRF, do Ministério da Fazenda." Na verdade, esse novo regramento, longe de dar maior concretude ao princípio da não-cumulatividade, apenas inovou, repita-se, na ampliação das hipóteses de utilização e de compensação dos créditos decorrentes de créditos incentivados previstos na legislação tributária em casos tais que a legislação anterior não permitia, perdendo o sentido a distinção anteriormente existente entre créditos básicos e créditos incentivados, uma vez que foi MINISTÉRIO DA FAZENDA 2° Conselho clã, Cê.ritribuintes Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL 2Q CC-MF Fl.Ic`i,r,--.0" Segundo Conselho de Contribuintes BraStlie, Of Processo n2 : 13639.000044/2003-36 ISTO 411~•n••n•nn•1111" Recurso n2 : 132.731 Acórdão n : 203-11.012 concedida autorização para se utilizar de quaisquer desses créditos quando provenientes da aquisição tributada de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem e aplicados na industrialização de, apenas, produtos tributados, isentos ou tributados à alíquota zero. Não cogitou dos produtos não tributados, os NT. Nesse passo, é fundamental observar que o direito' estabelecido no art. 11 da Lei n° 9.779, de 1999, está restrito aos produtos tributados, não alcançando, portanto, os produtos classificados como "NT" (não tributados), como é o caso do leite "longa vida" (UHT), produzido pela recorrente. Isto porque o conceito de produção, à luz da legislação do rEn, abrange apenas os produtos tributados, ainda que isentos ou tributados à alíquota zero. Os produtos não tributados (NT), por se situarem fora do campo de incidência do imposto, não se inserem naquele conceito, não sendo considerados, para os efeitos do IPI, como produtos industrializados. É a dicção dos artigos 2° e 8° do Regulamento do 1P1198: "Art. 2° (...) Parágrafo único. O campo de incidência do imposto abrange todos os produtos com • alíquota, ainda que zero, relacionados na TIPI, observadas as disposições contidas nas • respectivas notas complementares, excluídos aqueles a que corresponde a notação "NT" (não-tributado) (Lei n° 9.493, de 10 de setembro de 1997, art. 13). "(grifei) A Lei n° 9.493, de 10 de setembro de 1997, assim preceitua: Art. 13. O campo de incidência do IPI abrange todos os produtos com alíquota, ainda que zero, relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados — TIPI, aprovada pelo Decreto n° 2.092, de 10 de dezembro de 1996, observadas as disposições contidas nas respectivas notas complementares, excluídos aqueles a que corresponda a notação "N7T" (não tributado).(grifei) (--)" Ressalte-se mais uma vez: os produtos classificados na TIPI como "NT" não estão incluídos no campo de incidência do IPI. Logo, quem fabrica tais produtos não é considerado, à luz da legislação de regência desse imposto, como estabelecimento industrial. Por outro lado, observa-se que créditos escriturais de IPI devem ser lançados no livro fiscal de registro e apuração do IPI (RAIPI) para fins do confronto débitos x créditos inerente à sistemática constitucional da não-cumulatividade, sendo a partir desse confronto que se determina o montante do imposto devido (na hipótese de apuração de saldo devedor) ou que pode ser ressarcido ou compensado nos termos da legislação específica para tanto (na hipótese de saldo credor). Ou, conforme bem destacado no Acórdão recorrido, "...o aproveitamento de créditos do IPI está intimamente ligado ao conceito do que seja estabelecimento industrial para a legislação desse imposto, no sentido de que não ser um estabelecimento de tal espécie implica o não reconhecimento da existência de créditos ou débitos de IPI, impossibilitando o , MINISTÉRIO DA FAZENDA Ministério da Fazenda 2° Conselho de Cntribuintes 22 CC-MF USegundo Conselho de Contribuintes CONFERE CO O ORIGINAL Fl. ,v;,1 •=4#" Brasília, *51 c, /0-G Processo n2 : 13639.000044/2003-36 e• Recurso n' : 132.731 STO Acórdão n2 : 203-11.012 aproveitamento dos primeiros (dos créditos) ou o surgimento da obrigação tributária principal decorrente dos segundos (dos débitos)." • A decisão da Superintendência Regional da Receita Federal da 10' Região Fiscal trazido pela recorrente pouco ou nada o auxilia, primeiro, por vincular apenas os servidores daquela região fiscal ao seu cumprimento, segundo, por tratar de situação distinta da do presente processo, e, por último, e especialmente, em face do recentissimo Ato Declaratório Interpretativo n° 5, de 17/04/2006, da Secretaria da Receita Federal, que dispõe: Art. 1° Os produtos a que se refere o art. 40 da Instrução Normativa SRF n° 33, de 4 de março de 1999, são aqueles aos quais a legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) garante o direito à manutenção e utilização dos créditos. Art. 2° O disposto no art. 11 da Lei n°9.779, de 11 de janeiro de 1999, no art. 50 do Decreto-lei n° 491, de 5 de março de 1969, e no art. 4° da Instrução Normativa SRF n° 33, de 4 de março de 1999, não se aplica aos produtos: 1— com a notação 'NT' (não-tributados, a exemplo dos produtos naturais ou em bruto) na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (T7P1), aprovada pelo Decreto n°4.542, de 26 de dezembro de 2002; II — amparados por imunidade; III — excluídos do conceito de industrialização por força do disposto no artigo 5° do Decreto n° 4.544, de 26 de dezembro de 2002 — Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (RIPI). Parágrafo único. Excetuam-se do disposto no inciso II os produtos tributados na TIPI que estejam amparados pela imunidade em decorrência de exportação para o exterior." (grifos meus) Nestes termos, deve ser afastada, igualmente, a pretensão da recorrente em ver reconhecido o direito ao crédito dos insumos empregados nos produtos não tributados — NT, por absoluta falta de previsão legal. No tocante aos julgados trazidos à colação pela interessada, cumpre observar que, mesmo quando emanadas do Supremo Tribunal Federal, as decisões judiciais produzem efeitos apenas em relação às partes que integram os processos, somente alcançando terceiros nas hipóteses previstas no Decreto n° 2.346, de 10 de outubro de 1997, o que não se configurou na espécie. Destaque-se ainda que, em face de sua vinculação ao texto legal, não cabe à autoridade administrativa apreciar questionamentos de ordem constitucional ou doutrinária, competindo- lhe tão-somente aplicar o direito tributário positivo. Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2ide jupho de 2006. DASSI GUERZONI F 1H 7 Page 1 _0008400.PDF Page 1 _0008500.PDF Page 1 _0008600.PDF Page 1 _0008700.PDF Page 1 _0008800.PDF Page 1 _0008900.PDF Page 1

score : 1.0
4831690 #
Numero do processo: 11516.000537/2005-07
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DE TERCEIROS. MULTA ISOLADA. LEI Nº 11.051, DE 2004. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI MAIS BENÉFICA. A Lei nº 11.051, de 2004, manteve a aplicação da multa isolada em lançamento de ofício somente nos casos de sonegação, fraude ou conluio, aplicando-se aos fatos anteriores e ocorridos durante a sua vigência, ainda que alterada por legislação posteriores. Recurso provido.
Numero da decisão: 201-79308
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: José Antonio Francisco

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200605

ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DE TERCEIROS. MULTA ISOLADA. LEI Nº 11.051, DE 2004. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI MAIS BENÉFICA. A Lei nº 11.051, de 2004, manteve a aplicação da multa isolada em lançamento de ofício somente nos casos de sonegação, fraude ou conluio, aplicando-se aos fatos anteriores e ocorridos durante a sua vigência, ainda que alterada por legislação posteriores. Recurso provido.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2006

numero_processo_s : 11516.000537/2005-07

anomes_publicacao_s : 200605

conteudo_id_s : 4109190

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-79308

nome_arquivo_s : 20179308_132471_11516000537200507_008.PDF

ano_publicacao_s : 2006

nome_relator_s : José Antonio Francisco

nome_arquivo_pdf_s : 11516000537200507_4109190.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2006

id : 4831690

ano_sessao_s : 2006

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:04:48 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544897609728

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-03T20:09:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-03T20:09:07Z; Last-Modified: 2009-08-03T20:09:07Z; dcterms:modified: 2009-08-03T20:09:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-03T20:09:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-03T20:09:07Z; meta:save-date: 2009-08-03T20:09:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-03T20:09:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-03T20:09:07Z; created: 2009-08-03T20:09:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-03T20:09:07Z; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-03T20:09:07Z | Conteúdo => á 1 22 CC-MF ;V. Ministério da Fazenda f, .. H. 1-91.2::& 'C Segundo Conselho de Contribuintes cons Sintes ,---• - . ~,24rda 00" mf-SnstoD10°`”--1-P3--Processo n° : 11516.000537/2005-07 Nora-. r_s2-Y-- , Recurso W : 132.471 tie--1-:•)-- Rse" O_C Acórdão n2 : 201-79.308 Recorrente : MAXLMILIANO GAIDZINSKI S/A INDÚSTRIA DE AZULEJOS ELIANE (Atual denominação: Revestimentos Cerâmicos) Recorrida : DRJ em Porto Alegre - RS NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS DE TERCEIROS. MULTA ISOLADA. LEI N s' 11.051, DE 2004. APLICAÇÃO RE IROATIVA DA LEI MAIS BENÉFICA. A Lei n2 11.051, de 2004, manteve a aplicação da multa isolada em lançamento de ofício somente nos casos de sonegação, fraude ou conluio, aplicando-se aos fatos anteriores e ocorridos durante a sua vigência, ainda que alterada por legislação posteriores. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAXIMILIANO GALDZINSKI S/A INDÚSTRIA DE AZULEJOS ELIANE (Atual denominação: Revestimentos Cerâmicos). ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. O Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça votou pelas conclusões. Fez sustentação oral, pela recorrente, o Dr. Gabriel Lacerda Troianelli. Sala das Sessões, em 24 de maio de 2006. fo SOC sef MariaCoelho Marques ICt ablittOtit Utik/Qhku.k) .. Presidente ME - SEGUNDO CONSF.Ll:C r t/'.:CMIBUINTES CONFERE Ceí.; .. • Brasília _ O l'O : op Jos toni rancisco ,t.. ator !varia Cltutlia Silva Castro Mal ',tape 92116 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, Gileno Gurgão Barreto, Maurício Taveira e Silva, Fabiola Cassiano Keramidas e Gustavo Vieira de Melo Monteiro. 1 4 , • 2'2 CC-MVMinistério da Fazenda RIF • SEGUNDO CONSEtt r,.• •‘- CnNTRIGUNTES n.Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE .• .Brasília 05" 010 Processo n9 : 11516.000537/2005-07 Recurso n9 : 132.471 'valia Cláudia Sih CaMroAcórdão : 201-79.308 Nt•l t;ntin: 92 I 3 fl Recorrente : MAXIMILIANO GAIDZINSKI SIA INDÚSTRIA DE AZULEJOS ELIANE (Atual denominação: Revestimentos Cerâmicos) RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (fls. fls. 511 a 528) apresentado contra o Acórdão n9 6.070 (fls. 503 a 507) da DRI em Porto Alegre - RS, que considerou procedente o lançamento de multa isolada efetuado em 3 de março de 2005, relativamente aos períodos de janeiro de 2003 a maio de 2004, nos seguintes termos: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Ano-calendário: 2003, 2004 Ementa: MULTA ISOLADA, POR COMPENSAÇÃO INDEVIDA. CRÉDITO DE TERCEIRO. As compensações declaradas a partir de 1° de outubro de 2002, de débitos do sujeito passivo, com crédito de terceiro, esbarram em inequívoca disposição legal, impeditiva de compensações da espécie, as quais, além de não serem homologadas, justificam a exigência da multa isolada de 75% do valor dos débitos indevidamente compensados. • Lançamento Procedente". Segundo a Fiscalização (fls. 275 e 276), as declarações de compensação apresentadas pela interessada nos Processos n2s 13963.000218/2003-89, 11516.000804/2003-76, 11831.003363/2003-91, 13963.000217/2003-34, 13963.000188/2003-19, 13963.000191/2003- 24, 11516.001792/2004-88 e 13963.000187/2003-66, foram declaradas não homologadas por despachos decisórios. Como as compensações foram consideradas irregulares, em face de se tratar de compensações com créditos de terceiros, caberia a aplicação da multa isolada de 75% sobre os valores dos débitos compensados. _ _ No recurso alegou a interessada, preliminarmente, a necessidade do julgamento conjunto do presente recurso e dos relativos às Declarações de Compensação. No mérito, alegou a interessada que o Acórdão de primeira instância estaria equivocado, em razão de a decisão judicial ter reconhecido não somente o direito de crédito, mas "também sua plena disponibilidade, sendo certo que o MS n2 2001.51.10.001025-0 só foi impetrado para preventivamente afastar a interpretação restritiva do Fisco, à época constante da IN SRF n2 41/00, e até então inexistente". Segundo a recorrente, o Fisco não teria atentado para o fato de que o crédito teria sido "reconhecido como eficácia do principio da não-cumulatividade", o que teria sido "um grande erro". Dessa forma, "qualquer limitação no seu gozo" acarretaria o efeito da cumulatividade, o que implicaria ofensa à coisa julgada. Citou ementa de decisão judicial. 77 W1 2 MF SEGUD000N.- IDUINTES 2' CC-MF;%. Ministério da Fazenda Ét - 7/ c Segundo Conselho de Contribuintes 3 n. •.1.1.,,; Brasina, ps .,. - ._!9_ Processo n2 : 11516.000537/2005-07 ivana Cláudia Si! va Castro Recurso ng : 132.471 NI.it Acórdão n2 : 201-79.308 Ademais, as disposições do art. 74 da Lei n2 9.430, de 1996, que entraram em vigor em 12 de outubro de 2002, somente poderiam afetar "os créditos desde então gerados", em razão do princípio da irretroatividade. Acrescentou, ainda, que os despachos decisórios que reconheceram o direito de crédito foram exarados na vigência da IN SRF n2 21, de 1997, "permitindo a transferência para terceiros (anexo VII)". Por fim, "a inexistência nos autos de demonstração de saldo credor" não impediria a compensação, porque o gerenciamento da utilização do crédito caberia ao Fisco e não ao contribuinte. Ademais, deveria haver intimação para a comprovação do saldo credor. Tratou, a seguir, da competência para decidir processos de restituição e ressarcimento de IPI, com base na informação em Mandado de Segurança apresentado pelo Delegado da Receita Federal em Nova Iguaçu - RS, afirmando que os tributos compensados no presente processo estariam extintos, sob condição resolutória, e que o Delegado "até o momento não foi chamado a prestar informações, nem antes da vedação da compensação pela Delegacia da Receita Federal de Florianópolis, e nem pela Delegacia de Julgamento da Receita Federal, que se limitou a não aceitar a compensação". Acrescentou ter apresentado documentação relativa a caso semelhante (anexo VII), em que "foram homologadas transferências de créditos para terceiros". Como o Delegado da Receita Federal em Nova Iguaçu - RS teria assumido "o compromisso de fazer as compensações e homologações das transferências alegando não caber intervenção judicial no procedimento administrativo da Receita Federal" e considerando "os protocolos efetuados em 5 de julho de 2005, junto a Receita Federal de Nova Iguaçu", e não tendo havido denegação da homologação, no prazo de cinco anos, pela autoridade competente, teria ocorrido a homologação tácita, em 6 de setembro de 2005, "já que o processo de homologação de n2 13746.000474/2005-01 foi instruído em 5 de julho de 2005 e portanto, sem decisão até o momento". O Delegado da DRF em Nova Iguaçu - RS teria trazido para si o dever-poder de efetuar a homologação, restando-lhe o prazo do art. 48 da Lei n 2 9.784, de 1999, para fazê-lo. Assim, a negativa de homologação teria sido efetuada por autoridade incompetente, sendo que os processos relativos à homologação, com pedidos dirigidos à autoridade competente, não teriam ainda sido apreciados, além do suposto fato de que o "ofício resposta" do Delegado da DRF em Nova Iguaçu - RS suspenderia a exigibilidade do crédito tributário, em face de afirmar que os pedidos ter-se-iam convertido em declarações de compensação, com o efeito de extinção dos créditos sob condição resolutória. Segundo documentos apresentados, o Juízo concluiu que a decisão judicial estaria sendo cumprida pela autoridade impetrada, uma vez que a emissão do documento comprobatório de compensação somente poderia ser efetuada após a ocorrência do fato gerador. Dessa forma, "a Autoridade lançadora do débito" teria ignorado "os procedimentos administrativos já decididos", atropelado "todos os institutos que regem a 'Segurança jurídica de nosso país', e, contrariando todo o Regimento do Processo Administrativo Fiscal", decidido "erroneamente contrário ao Contribuinte" (sic). A315).% 3 h CeN": ' '' ; ::: rn WGLINTE; 'i 22-oft="4 -,.. Ministério da Fazenda ME- SEGUNDO CC-MF Ceiire-.:- •:. : . . irl. i Segundo Conselho de Contribuintes ; 4?-fitiii9 Brasair._ 437 -- ' 1:19 Fi. I Processo na : 11516.00053712005-07 le, 1 Recurso 112 : 132.471 Ixana C tá:a Si: vz: Càstro NInt Sla,he 4-.5, I iS Acórdão & : 201-79.308 Ao final, requereu o provimento do recurso para cancelar a multa de oficio aplicada. O arrolamento de bens conforme despacho de fl. 564. É o relatório. .„.-7LOA- 4 22 CC-MF Ministério da Fazenda F1F- SEGUNDO CO' :., n.,k5 Segundo Conselho de Contribuintes Cor•il"-"FF:, C..- • . ';n",•ire:nt Brasifia. OT 4Q : Ok Processo n9 : 11516.00053712005-07 Recurso n2 • 132.471 Ivana Cláudiu Si:va Castro Acórdão ng : 201-79.308 Mal. Siapt, 9211h VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ ANTONIO FRANCISCO O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, razões pelas quais dele se deve tomar conhecimento. As declarações de compensação de que tratou o auto de infração foram • apresentadas em datas distintas. A tabela abaixo indica as datas de apresentação das declarações e a legislação que vigorava à época, relativamente à multa isolada. Data de Processo Legislação apresentação da DECOMP 13963.000218/2003-89 13/05/03 Art. 90 da MP 112 2.158-35, de 2001' 11516.000804/2003-76 23/04/03 Art. 90 da MP 2.158-35, de 2001 • 11831.003363/2003-91 12/05/03 Art. 90 da MP 2.158-35, de 2001 13963.000217/2003-34 13/051)3 Art. 90 da MP ns 2.158-35, de 2001 13963.000188/2003-19 06/05/03 Art. 90 da A4? ns 2.158-35, de 2001 13963.000191/2003-24 06/05/03 Art. 90 da MP ri' 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 16/06/03 An. 90 da MP ri' 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 25/061)3 An. 90 da MP ri' 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 30/06/03 Art. 90 da MP n.22. 158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 10/07/03 Art. 90 da MP n2 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 08/08103 Art. 90 da MP 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 29/08/03 Art. 90 da MP 11. 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 03/09/03 Art. 90 da MP n2 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 10/09/03 Art. 90 da MP n2 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 29/10/03 An. 90 da MP ns 2.158-35, de 2001 11516.001792/2004-88 10/11/03 Art. 18 da MP 135, de 20032 'Art. 90. Serão objeto de lançamento de oficio as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo. decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal." 'Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória e 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não iributória, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos ans. 71 a 73 da Lei n 2 4.502. de 30 de novembro de 1964. trf 2r- 5 MF • SEGUNDO CONSELHO r:E CONTRWINTES 22 CC-MF -• Ministério da Fazenda (:). CONFr rtE com \:AL Fl. 'n,=•-•Ct Segundo Conselho de Contribuintes 4;;1111:[:* Brasilia._ 0,5" 7 . 051 Processo 10 : 11516.000537/2005-07 Istna Cláudia Silva CastroRecurso n't : 132.471 Mal %lupe 921)6 Acórdão n2 : 201-79.308 11516.001792/2004-88 20/11/03 An. 18 da MP n2 135, de 2003 11516.001792/2004-88 28/11/03 An. 18 da MP n2 135, de 2003 11516001792/2004-88 29/12423 An. 18 da MP ns 135, de 2003 11516.001792/2004-88 08/01/04 An. 18 da Lei n-e 10.833, de 20033 11516.001792/2004:88 14/01/04 Art. 18 da Lei n2 10.833, de 2003 11516.001792/2004-88 10/02/04 Art. 18 da Lei n2 10.833, de 2003 11516.001792/2004-88 10/03/04 Art. 18 da Lei n2 10.833. de 2003 11516.001792/2004-88 08/04/04 An. 18 da Lei n2 10.833, de 2003 11516.001792/2004-88 25/05/04 Art. 18 da Lei n2 19833, de 2003 Já a multa de ofício foi aplicada em 3 de março de 2005, quando vigiam as disposições da Lei ne 11.051, de 29 de dezembro de 2004, art. 25°. A MP n2 2.158-35, de 2001, previa a necessidade de lançamento de ofício, com aplicação de multa de ofício, simples ou qualificada, a todos os casos em que houvesse vinculação indevida a débitos declarados em DCTF. A ML' n2 135, de 2003, convertida na Lei n2 10.833, de 2003, limitou o lançamento à multa isolada e aos casos de compensação indevida em que houvesse "hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária", ou em que ficasse "caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n2 4.502, de 30 de novembro de 1964". A Lei n2 11.051, de 2004, limitou ainda mais a aplicação de multa, agora somente em "razão da não-homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo nas hipóteses em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n2 4.502, de 30 de novembro de 1964". P Nas hipóteses de que trata o caput, aplica-se ao débito indevidamente compensado o disposto nos §§ 62 a 11 do art. 74 da Lei ni 9.430, de 19%. § 2' A multa isolada a que se refere o capuz é a prevista nos incisos 1 e R ou no § ? do an. 44 da Lei e 9.430, de 1996. conforme o caso. § 3* Ocorrendo manifestação de inconformidade contra a não-homologação da compensação e impugnação quanto ao lançamento das multas a que se refere este artigo, as peças serão reunidas em um único processo para serem decididas simultaneamente." 'Redação idêntica à da Ml' acima citada. "An. 25. Os arts. 10, 18, 51 e 58 da Lei e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passam a vigorar com a seguinte redação: 'Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória tt s 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-á à imposição de multa isolada em razão da não-homologação de compensação declarada pelo sujeito passivo nas hipóteses em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei as. 4.502, de 30 de novembro de 1964. 5 22 .4 multa isolada a que se refere o capuz deste artigo será aplicada no percentual previsto no inciso lido capta ou no § 2tdo art. 44 da Lei Ig 9.430, de 27 de dezembro de 1996, conforme o caso, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. § 4e A multa prevista no capuz deste artigo também será aplicada quando a compensação for considerada não declarada nas hipóteses do inciso lido § 12 do art. 74 da Lei rg 9.430, de 27 de dezembro de 1996." (NR) 4)Uk- 6 22 CC-MF -2 ..c.» Ministério da Fazenda ME - SEGUNDC, C ONSCI",) Fl. tcfrt:;*" Segundo Conselho de Contribuintes COVE:* r.• • 03-r () • of,_ _ , Processo n2 : 11516.000537/2005-07 Recurso n2 : 132.471 Istna Cláudia Si; a C:em.° Acórdão ri2 : 201-79.308 Siape 921 ;'• Conforme previsto no § 22, a multa a ser aplicada seria apenas a quallicada e, nos termos do § 42, seria cabível a aplicação da multa também nos casos de declaração considerada não apresentada, em face da nova redação do art. 74, § 12, II, da Lei n2 9.430, de 1996. Posteriormente, houve ainda alterações pela Lei n2 11.196, de 2005, art. 1175, prevendo a aplicação da multa simples ou da multa qualificada, com possibilidade ainda de majoração da multa. No tocante à Lei n2 11.051, de 2004, pode haver dois entendimentos, quanto ao § 42 do art. 74: 1) inexistia hipótese de aplicação de multa simples; ou 2) a multa qualificada deveria ser sempre aplicada, nos casos de declaração considerada não apresentada. Na segunda hipótese, há que se levar em conta que as disposições legais não trataram da instituição de tipo penal. Vale dizer, o dispositivo legal não instituiu um crime, representado pela conduta de apresentação de declaração de compensação com créditos de terceiros, especialmente porque não cogitou da pena. A única pena prevista naquela lei era a administrativa. Portanto, supondo-se que a segunda hipótese fosse verdadeira, a conduta de apresentar a declaração de compensação, naquelas condições, teria que representar crime, definido em alguma outra legislação que dissesse respeito a direito penal. Entretanto, a alteração que se sucedeu, com a previsão de multas simples e qualificada, demonstra que a conduta de apresentação de declaração com créditos de terceiros, entre outras, poderia ou não representar crime. Portanto, não havendo dolo, há que se concluir que a hipótese dos autos não ensejava a aplicação da multa qualificada, à época do lançamento. Em relação às declarações apresentadas anteriormente à vigência da Lei n2 11.051, de 2004, aplicava-se retroativamente a legislação posterior mais benéfica, ainda que alterada por nova lei, em face das disposições do art. 106 do CTN: "Art. 106 A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: 1- em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; 11- tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração; 5 "Art. 117. O art. 18 da Lei n2 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência) 'Art. 18. (...) § 42 Será também exigida multa isolada sobre o valor total do débito indevidamente compensado, quando a compensação for considerada não declarada nas hipóteses do inciso lido § 12 do art. 74 da Lei n 2 9.430, de 27 de dezembro de 1996, aplicando-se os percentuais previstos: 1- no inciso Ido caput do art. 44 da Lei n2 9.430. de 27 de dezembro de 1996; II - no inciso II do caput do art. 44 da Lei n2 9.430, de 27 de dezembro de 1996, nos casos de evidente intuito de fraude, definidos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n2 4.502. de 30 de novembro de 1964. independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 52 Aplica-se o disposto no § 22 do art. 44 da Lei n2 9.430, de 27 de dezembro de 1996, às hipóteses previstas no § 42 deste artigo." (NR) 01' 7 Ministério da Fazenda ME - SEGUrst)0 CONSELPO 7:": • '.'n•RIBUINTES 2, CC-MF CCtZFE::•::_ C I st Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Brasilia, 05 / 40 op Processo n2 : 11516.000537/2005-07 Recurso no : 132.471 Tuna Claudia S ilva (astro Acórdão n2 201-79.308 Mut Slot:1421:i, b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de • tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." • Por fim, observe-se que a solução do presente processo independeu dos processos • de declaração de compensação, que devem seguir o rito próprio. À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso. • Sala das Sessões, em 24 de maio de 2006. JOSÉ,rríriNrad<160 ISCO 20k- • • 8 Page 1 _0010700.PDF Page 1 _0010900.PDF Page 1 _0011100.PDF Page 1 _0011300.PDF Page 1 _0011500.PDF Page 1 _0011700.PDF Page 1 _0011900.PDF Page 1

score : 1.0
4832719 #
Numero do processo: 13054.000222/2001-38
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. Sobre o valor objeto de ressarcimento, incide a taxa Selic a partir da data da protocolização do pedido até o dia da efetiva satisfação da pretensão do contribuinte. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-12.397
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso afastando a preclusão. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso quanto à incidência da taxa Selic, admitindo-a apenas entre a data de protocolização do pedido. Vencidos os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Sílvia de Brito Oliveira

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200709

ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. Sobre o valor objeto de ressarcimento, incide a taxa Selic a partir da data da protocolização do pedido até o dia da efetiva satisfação da pretensão do contribuinte. Recurso provido.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2007

numero_processo_s : 13054.000222/2001-38

anomes_publicacao_s : 200709

conteudo_id_s : 4124203

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2019

numero_decisao_s : 203-12.397

nome_arquivo_s : 20312397_132182_13054000222200138_005.PDF

ano_publicacao_s : 2007

nome_relator_s : Sílvia de Brito Oliveira

nome_arquivo_pdf_s : 13054000222200138_4124203.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso afastando a preclusão. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso quanto à incidência da taxa Selic, admitindo-a apenas entre a data de protocolização do pedido. Vencidos os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto.

dt_sessao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2007

id : 4832719

ano_sessao_s : 2007

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:05:08 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544900755456

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T17:42:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T17:42:20Z; Last-Modified: 2009-08-06T17:42:20Z; dcterms:modified: 2009-08-06T17:42:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T17:42:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T17:42:20Z; meta:save-date: 2009-08-06T17:42:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T17:42:20Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T17:42:20Z; created: 2009-08-06T17:42:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-06T17:42:20Z; pdf:charsPerPage: 1248; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T17:42:20Z | Conteúdo => 4 " CCO2/CO3 Fls. 227 L .t•st MINISTÉRIO DA FAZENDA ,•Ctb SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES.tee TERCEIRA CÂMARA Processo n° 13054.000222/2001-38 Recurso n° 132.182 Voluntário Matéria IPI. RESSARCIMENTO. Acórdão n° 203-12.397 Sessão de 18 de setembro de 2007 Recorrente HARTZ MOUNTAIN LTDA. (NOVA DENOMINAÇÃO DE PET PRODUCTS ARTEFATOS DE COURO LTDA.) Recorrida DRJ-PORTO ALEGRE/RS Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. Sobre o valor objeto de ressarcimento, incide a taxa Selic a partir da data da protocolização do pedido até o dia da efetiva satisfação da pretensão do contribuinte. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em conhecer do recurso afastando a preclusão. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso quanto à incidência da taxa Selic, admitindo-a apenas entre a data de protocolização do pedido. Vencidos os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho e Antonio Bezerra Neto. at 4. 24/j."-- .41.4- FAZENDA - 2,* CC NTONIOrBEZERRA NETO CONFERE Cp O OWIGINALI I 1Presidente O r- VISTO Processo n.° 13054.000222/2001-38 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.397 Fls. 228 Agra vp211#A,11.11siL O OLIV • • • elatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Eric Moraes de Castro e Silva, Mauro Wasilewski (Suplente), Odassi Guerzoni Filho e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Ausente o Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes. MIN. DA FAZENDA — 2.* CC CONFERE ptv, O ,ORIGINAJ, 8RASILIA 07,0 ..! /10 vierrót • .•• Processo n.° 13054.000222/2001-38 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.397 As. 229 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre (DRJ/P0A) por meio do qual manteve-se o indeferimento da solicitação de incidência da taxa do . Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) sobre o valor de saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados cujo direito ao ressarcimento fora reconhecido à contribuinte, procedendo-se a compensações solicitadas, com ressarcimento em espécie do saldo remanescente. Após aduções relativas ao direito de ter os seus créditos corrigidos monetariamente para preservar o valor aquisitivo da moeda, solicitou a recorrente o provimento do seu recurso para que seja reformado o acórdão da instância de piso e garantido o seu direito ao ressarcimento da diferença entre o valor do crédito solicitado na data do protocolo do pedido e o valor atualizado pela taxa Selic até o dia do efetivo aproveitamento dos créditos. É o Relatório. 114 TAIN DA FAZENDA - 2.* Ca CONFERE pagm O »ViGiNhli BRASILIA 1 _71.(2_12-7: Processo n.° 13054.000222/2001-38 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.397 Es. 230 Voto Conselheira SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA, Relatora Sobre os requisitos de admissibilidade deste recurso, cumpre registrar, que não consta nos autos formalização da ciência da decisão da Delegacia da Receita Federal de Novo Hamburgo sobre o total dos créditos objeto do pedido que foi deferido à recorrente, não obstante a existência, à fl. 100, de cópia de notificação que faz referência a compensação de oficio, conforme "extrato em anexo", que, porém, não está acompanhada de comprovante de recebimento. Assim sendo, falta ao processo formalidade essencial à contagem do prazo - regulamentar para o exercício do contraditório e da ampla defesa. Em face disso, entendo que a- — - - — — reclamação apresentada em 9 de outubro de 2002 pela interessada no pleito de ressarcimento, com efeito, configura manifestação de inconformidade com a decisão da unidade de origem que deve, e assim o foi, ser recebida como tempestiva e apreciada. Logo, o recurso constante das fls. 191 a 203, tendo sido tempestivamente apresentado, deve também ser conhecido. Relativamente à incidência da taxa Selic, cumpre lembrar que a negativa de aplicação dessa taxa, nos ressarcimentos de crédito do IPI, por parte dos julgadores administrativos tem sido fundamentada em duas linhas de argumentação: uma, com o entendimento de que seria indevida a correção monetária, por ausência de expressa previsão legal, e a outra considera cabível a correção monetária até 31 de dezembro de 1995, por analogia com o disposto no art. 66, 3°, da Lei n° 8.383, de 30 de dezembro de 1991, não admitindo, contudo, a correção a partir de 1° de janeiro de 1996, com base na taxa Selic, por ter ela natureza de juros e alcançar patamares muito superiores à inflação efetivamente ocorrida. Não comungo nenhum desses entendimentos, pois, sendo a correção monetária mero resgate do valor real da moeda, é perfeitamente cabível a analogia com o instituto da restituição para dispensar ao ressarcimento o mesmo tratamento, como o faz a segunda linha de argumentação acima referida, à qual não me alio porque, no meu entender, a extinção da correção monetária a partir de 10 de janeiro de 1996 não afasta, por si só, a possibilidade de incidência da taxa Selic nos valores de ressarcimentos. Entendo que, se sobre os indébitos tributários incidem juros moratórios, também nos ressarcimentos, analogamente à correção monetária, esses juros são cabíveis. Registre-se, entretanto, que os indébitos e os ressarcimentos se diferenciam no aspecto temporal da incidência da mora, visto que o indébito caracteriza-se como tal desde o seu pagamento, podendo ser devolvido desde então. Já os créditos de IPI devem antes ser compensados com débitos desse imposto na escrita fiscal e somente se tornam passíveis de ressarcimento em espécie quando não houver possibilidade de se proceder a essa compensação, cabendo então a formalização do pedido de ressarcimento pelo contribuinte que fará as provas necessárias ao Fisco. Destarte, pode-se afirmar que a obrigação de ressarcir em espécie nasce para o Fisco apenas a partir desse pedido, portanto, somente a partir da data da protocolização, pode- se falar em ocorrência de demora do Fisco em ressarcir o contribuinte, havendo, pois, a possibilidade de fluência de juros moratórios. MIN DA FAZENDA - 2.* CC CONFERE COM O ORIGINAL_ 9RASILIA et6 / //0 / 07 VISTO Processo n.° 13054.000222/2001-38 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.397 Fls. 231 Ademais, o simples fato de a taxa de juros - eleita por lei para a administração tributária ser compensada pela demora no pagamento dos seus créditos e também para compensar o contribuinte pela demora na devolução do indevido - alcançar patamares superiores ao da inflação não pode servir à negativa de compensar o contribuinte pela demora do Fisco no ressarcimento. Por fim, não se pode olvidar que o índice em questão, a despeito de remunerar o Fisco pela fluência da mora na recuperação de seus créditos, não o deixa desamparado da correção monetária, por isso tem decidido o Superior Tribunal de Justiça (STJ) por sua incidência como índice de correção monetária dos indébitos tributários, a partir de janeiro de 1996, conforme Decisão da r Turma sobre o Recurso Especial (REsp) n° 494431/PE, de 4 de maio de 2006, cujo trecho da ementa, reproduz-se: "TRIBUTÁRIO. FINSOCL4L. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. ATUALIZAÇÃO DO INDÉBITO. CORREÇÃO MONETÁRIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. (.) 2. Os índices de correção monetária aplicáveis na restituição de indébito tributário são: a) desde o recolhimento indevido, o 1PC, de outubro a dezembro/I 989 e de março/90 a janeiro/91; o INPC, de fevereiro a dezembro/91; a Ufir, a partir de janeiro/92 a dezembro/95; e b) a taxa Selic exclusivamente, a partir de janeiro/96. Os índices de janeiro e fevereiro/89 e de março/90 são, respectivamente, 42,72°4 10,14%, e 84,32% (-) 4. Recurso especial provido." (Grifou-se) Por todo o exposto, voto por dar provimento ao recurso para determinar a incidência da taxa Selic, a partir da data da protocolização do pedido, sobre os valores ressarcidos em espécie ou utilizados para compensação com débitos da recorrente. Sala das ; - ssões, em 18 de setembro de 2007 sit .10 "Lit Ola, ei DA FAZENDA CC SI t Par' d ' s Fm OL 4 IRA m CONFERE CM O ORIOW • BRASILIA „i0/.0 I() Page 1 _0135000.PDF Page 1 _0135100.PDF Page 1 _0135200.PDF Page 1 _0135300.PDF Page 1

score : 1.0
4834354 #
Numero do processo: 13648.000013/95-50
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - Mantém-se o lançamento do ITR, cuja notificação é processada em conformidade com a declaração do contribuinte, em não se comprovando erro nela contido. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-08962
Nome do relator: JOSÉ DE ALMEIDA COELHO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199702

ementa_s : ITR - Mantém-se o lançamento do ITR, cuja notificação é processada em conformidade com a declaração do contribuinte, em não se comprovando erro nela contido. Recurso negado.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1997

numero_processo_s : 13648.000013/95-50

anomes_publicacao_s : 199702

conteudo_id_s : 4699890

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-08962

nome_arquivo_s : 20208962_099190_136480000139550_004.PDF

ano_publicacao_s : 1997

nome_relator_s : JOSÉ DE ALMEIDA COELHO

nome_arquivo_pdf_s : 136480000139550_4699890.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1997

id : 4834354

ano_sessao_s : 1997

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:05:34 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045544936407040

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-22T03:12:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-22T03:12:27Z; Last-Modified: 2010-01-22T03:12:27Z; dcterms:modified: 2010-01-22T03:12:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-22T03:12:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-22T03:12:27Z; meta:save-date: 2010-01-22T03:12:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-22T03:12:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-22T03:12:27Z; created: 2010-01-22T03:12:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-22T03:12:27Z; pdf:charsPerPage: 1043; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-22T03:12:27Z | Conteúdo => VOO „ PUBLICADO NO D. O. U. 2.= pop*/ OS- / 199 c cMINISTÉRIO DA FAZENDA Rubrica 7.•*?,, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ‘ik.iekft Processo : 13648.000013/95-50 Sessão de : 25 de fevereiro de 1997 Acórdão : 202-08.962 Recurso : 99.190 Recorrente : OSVALDO GONÇALVES DE FARIA Recorrida : DRJ em Belo Horizonte - MG 1TR - Mantém-se o lançamento do ITR, cuja notificação é processada em conformidade com a declaração do contribuinte, em não se comprovando erro nela contido. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: OSVALDO GONÇALVES DE FARIA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, eif 5 de fevereiro de 1997 4/ Ma os • , icius Neder de Lima Pr s ente José d Alm é° Relato Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Oswaldo Tancredo de Oliveira, Tarásio Campelo Borges, José Cabral Garofano e Antonio Sinhiti Myasava. /OVRS/AC/CF/GB/ 1 YD/ MINISTÉRIO DA FAZENDA A. 47: jv , t‘ttit.il SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ”gár:: Processo : 13648.000013/95-50 Acórdão : 202-08.962 Recurso : 99.190 Recorrente : OSVALDO GONÇALVES DE FARIA RELATÓRIO Conforme Notificação de Lançamento de fls. 02, exige-se do contribuinte acima identificado o recolhimento de 2.273,58 UFIR, relativo ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, Contribuições à CNA e ao SENAR, correspondentes ao exercício de 1994, referente ao imóvel denominado Fazenda Cachoeira ou Santa Rosa, com área total de 345,3ha, cadastrado no INCRA sob o Código 416 100 006 947 5 e inscrito na Secretaria da Receita Federal sob o n° 31929613, localizado no Município de Tiros - MG. Impugnando tempestivamente o feito às fls. 01, o interessado alega que o Valor da Terra Nua - VTN foi lançado por um preço muito elevado em relação ao valor venal do imóvel em 31.12.93, que era de Cr$ 94.957.500,00, correspondentes a 505.711,77 UFIR O valor da Contribuição à CNA apresentou-se também bastante elevado. Anexa à impugnação a Notificação de Lançamento de fls. 02 e cópia da Declaração para Cadastro de Imóvel Rural - DP, às fls. 05. Às fls. 07/10, foram juntados pelo órgão preparador o Extrato de Digitação Eletrônica da DITR/94. O Delegado da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte -MG julgou procedente o lançamento, ementando, assim, sua decisão: "LANÇAMENTO DO IMPOSTO. Procede o lançamento do ITR cuja Notificação é processada em conformidade com a declaração do contribuinte, quando não se comprova erro nela contido." Intimado da decisão de primeira instância em 08.02.96, conforme Aviso de Recebimento de fls. 18, o contribuinte apresenta Laudo de Avaliação do Imóvel, às fls. 19/20, emitido pela EMATER-MG. Às fls. 23/24, estão as Contra-Razões do Procurador Seccional da Fazenda Nacional aduzindo, em síntese, o que se segue: a) deve ser mantida a decisão de primeira instância administrativa; 2 Vb,4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 2;":43.1,25 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 44. Processo : 13648.000013/95-50 Acórdão : 202-08.962 b) o recorrente limitou-se a apresentar como recurso Laudo de Avaliação do Imóvel, nada trazendo de novo para justificar mudança no julgamento, e sequer apresentou recurso por escrito; c) tudo indica que o recurso tenha apenas efeito protelatório, e d) espera seja negado provimento ao recurso É o relatório. 3 `,03. -/AIN"iç MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SET.I.it; Processo : 13648.000013/95-50 Acórdão : 202-08.962 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ DE ALMEIDA COELHO Conheço do pretenso Recurso de fls. 19 e 20, posto que, a despeito de nem sequer haver uma petição de encaminhamento, tomamos como se recurso fosse os Documentos de fls. 19 e 20, que juntados foram tempestivamente, uma vez que, intimado da Decisão Monocrática de fls. 13 a 15, conforme AR de fls. 18, fez juntar, como já se disse, os Documentos de fls. 19 e 20 em 26/02/96, portanto, dentro do prazo legal. Não resta dúvida que a Autoridade Fiscal a quo decidiu com proficiência a questão em causa, e, quanto ao recurso, entendemos que o recorrente pretendia contestar a decisão recorrida com os documentos juntados, que, a nosso ver, não ilide nada do que fora decidido; quanto ao laudo, além de não ilidir, também não preenche as condições exigidas para atender jurisprudência desta Câmara. O douto Procurador da Fazenda Nacional, em um espirito conciliador, também entendera haver o contribuinte recorrido da decisão da douta autoridade fiscal a quo, tanto que procura, em suas contra-razões, justificar a decisão recorrida e é até benevolente com o contribuinte recorrente; porém, nada trouxe o contribuinte recorrente que pudesse modificar a decisão prolatada pela autoridade fiscal competente, a ilustre Dra. Delegada-Substituta Berenice Menezes Corrêa. Em assim sendo, e o que mais dos autos consta, voto no sentido de negar provimento ao recurso por não ter trazido elementos de prova para que se pudesse modificar o decisum. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de fevereiro de 1997 JOSÉ DE 4. E, IDA L:HOia_9 4 _

score : 1.0