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4760305 #
Numero do processo: 10247.000052/92-48
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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MTNTSTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No 10247.000n52/923-48 Sessão de 07 de dezembro de 1994 Acórdão n2 101-87.621 Recurso n2: 107.376 - IRPJ - EXS: DE 1992 Recorrente: TEXACO BRASIL S/A - PRODUTOS DE PETROLEO R=,,-,-.rria : IRF EM MONTE DOURADO(PA) IRPJ - CONTRIBUINTE - MULTA - A multa previs- ta no articio 38 da Lei n2 7.450/85 diz res- peito a omissão de registro contábil, total ou parcial da receita, cuja infração não pode ser aferida pelo exame dos livros fiscais existentes nos estabelecimentos filiais onde a empresa não mantém escrituração contábil. Vistes, relatados e discutidos OS autos de recurso vo- luntário interposto por TEXACO BRASIL S/A - PRODUTOS DE PETROLEO ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário interposto, nos termos co voto do relator. Sesses, em de dç.-,emi....r,-.. fi n 1994010, :' MAR71 :1 - Presidente , , 4W/1 KAZ I K'i Srl ,-6: -RA - Relator LUIZ FERNANDO OL T, J'IR=-nRAES - Procurador da Fazen- /----/ da Nacional VISTO EM SESSA , 0 DE: 1 3 JAN 199, Participaram, ainda, do presente julgamento OS seguin- tes Conselheiros: Jezer de Oliveira C2ndido, Francisco de Assis Miranda, Celso Alves Feitosa, Raul Pimentel, Roberto William Gon- çalves e Sebastião Rodrigur:=,s Cabral. 111 . -., -0 -0 rfr < 7,3 1:3. "1 Cr' r+ •••,,i ri. tu "I 1.-, ri r.1- -+ iri -11 Dr n -IN (") XI r1.> 3 13 :X "N (") III 1-' • III cu rd r...) p. , ri, -o 1..... p, rD rD 0 0 rD Cl Dr ril r.", rn c,,i 3 -1 ui -,i a n -Cr ri .p., ;:i 1."''' O < VI 1,11 C: "I P. "ti a r) 13 C3 1.""1 Z. "O et 1-i• ri' 1-i• (ti O a RI i:J1 r+ P. CL "1 ri- l•-• • 1,11 "••=1 ri- g ai e) X O: "31 /. -1 - .1 o 1,11 1.11 ri -,i Lri o rD ri 0 o RI 1••n •• O 0.1 ri 1:1,1 9.1 III 2.11 ti :a rrl O') 1.-” ri- I-, Ul O Cl VI < o 0 a ri- ".3:, "0 ri) ••••4 ...1 tu pi i;ii a o 4) ri (33 r.: "1 1-1- rd al 12. 1 ai 1 ni O C1 ".-11 rri, ai . 13 r ri O. 0. 11 .0 ..-. -1 til tu- TI O 2,:: C3 :11 mi rti 9.i r; rd (,:: 4.) 1 . tu rd in 1:1 RI III tO ri) -4 Z Z 1..4 a1 I'D ..4 o. L1 CP "i ai p. rri 9 ...,', a 1-..,. Ci. n G') ill 10 10 C3 C3 "i rD 1...1 /..4 I.°'' Z In C". tu o 'D rd O rd O rd "..D 1117 I. I. LIO CD di -+ -r., O :i n r.: W 1::: te 91 1 19 '-‘. rs i s 17 I- ul ri "si ;g ss i Z Cl O 1 tri O 1.-i • O ri 11 P . I'D i: di -.1 i•-• -ri ... ...i 1'D P. -13 ar ai -I 1-. 1-, 0) 15 a 1-4 c> ui r+ 0 1-4 t; ri i•-", :"..1 O :3" .., Di ,...4' ti I 1.- Dr I-, --I rri O •11 rti ini -o ti iS ae rii.• :13 a rD ri' 1 19 p. oi O ri' 1.-: ' at, 1- , (Ti ::..... 1.-, .. ..„1 r- '11 --h r1 "I 1 rti• O 'I --1., . rd rd p. Dr p. o. ri o 0.1 -ii iL) O '9 rD O. a >, "s) 1 • 1.31.: ".E> P . r.1 "i ri ri- "N ft] P . '..... Cu ro 11) E,..1 i'D O a5 C-11 03 11,4 tn N4 3 ai a 1....• a Cl '1 1 i...,. ai a (3 ai ri ...0 < :'J n Cl a ,....1 .....j m p. rp ui r.:'-- r+ 11 .11.11 O Ir ' rd di ki-i o 1%.) rri. ri 0 "11 P . 0) C) . (1, C./ Z .41 rls O a Dr 111 1:11? ril :1 '.4 1,1'1 P . ri O O O O 01 0, 11 Cl DC Jzi o'. I."' Ri a o O (1) di pi. -4, tu O O di? O 01 :13 1\1 -0 I..s C1 C O tr1 10 Cu et.51. ..41) El I-, "I CL C.1. "i r) ri- O ri- XI I) I-, "..Y., ç"".I rd O in -h cio. p. ..r.0 1- . ai P . Ci 11 Ci ri- "i C3 O 1I Cr) O) O a ri CI 1D •••••• 1-1 11 ri" .. •-•.1 O < :I rd i.i.i. o Cl. 1••• ' • In 1..4 Cl Z rD rD ar,' O 1.-i '1 In O ri P, 1-, ",.. ... "1 ri- as .t3 9 1:1 1,11 IV III cr--4 r - r....: p. ru . :9 tis 1-- o. r..11 O O Cl k' r.: 91 rl i O r r tn M 'UI -1--i' • rl) 11 n C p., 10 ru 1,..) 03 :3 ria' O 4 ,...., a 1..... P . 01 01 1-4 111 LC1 "9 1-n • i....,1 rd ri , 1"-,.. 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In Ni rD O. rfr rD Ci O --ii., tri rD ri. la, 1,..) i:".,:i Mi 1:3 o tu o o c: ri- rD n ri- O. rD -O 1--, o D p. r,ti 0„ C3. 10 . -ij D1 p. 3 rri rri tri é- I-: O Cl 0 ri.' w • -4, .. -i" i: P . P. rti, rD ril C:I 1..... .4, -ei P . 0. ID 0 ri- ri- In ri" ,EI 1•••,) .":::." C: 1311 2 IP"": rn g. .-i, .., lli 9,1 UI? Ci ..... ai P UI O 1:, Ifi ',... ,CI H • :13 1-,,, rD 0- ru . 1.. '1 In ri rD rD 25 k) lal C3. 1 .-, :3 r."" P., o P . n o -1., P. 51, ..... 9 I 111 P. P. Mi 1.-1- 1 tu ai ":"El P . al o ri < UI 0 tu 3 p. Iii ha a "1 it 1 0:1 1...1 9,1 "I in r,:: a, CL VI cr ri ni.. ID 0 • ri - . O rti ri- rD ai ri' Si 3 :I ai -.1 CL 1: 0. rD IA 1.,• 1-1• ri" "Cl 0- 111 cd "O ei pl. rti ai p. ui . 3 rD tri CL. r., r0 n CI rn ai p. Iri -s ri 0„ 0 ri. . p. ru tri -1 Rb ri- P . 0 51.1. l•-"' r-l- -0 Ifl Cl. t:1 ri- I.-n n 1 ID < ..ii ri- in I-i. ro tu ui Ri O rD tu tu 1..... ru cL;,,. "I o In r.: -I ui Ci. 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O litígio versa sobre a aplicação da multa prevista no artigo 72 do Decreto-lei n2 1.598/77, com a nova redação dada pe- lo artigo 39 da Lei n2 7.450/85. O dispositivo legal em pauta tem a seguinte redação: "Art.. 7 0 - 6 lucro real '=,.erá determinado rom base na escrituração que o contribuinte deve manter, com observãncia das leis comerciais e fiscais, Parágrafo 22 - A autoridade tributária pode proceder á fiscalização do contribuinte du- rante o curso do período-base, ou antes do término da ocorr gncia do fato gerador do im- po-,tto.. Parágrafo 32 - Verificado pela autoridade fiscal, antes do encerramento do período-ba- se, que o contribuinte omitiu registro contá- biI total ou parcial da receita, ou registrou custos E despesas cuja realização não possa comprovar, ou que tenha praticado qualquer ato tendente a reduzir o imposto do exercício financeiro correspondente, inclusive na hip6- tese do parágrafo 12, ficará sujeito a multa em valor igual à metade da receita omitida ou da deduçao indevida, lançada e exigível ainda qu3e não tenha terminado o período-base de incidencia do imposto. Parágrafo 42 - Ao fim de cada período-base de incidência do imposto o contribuinte deverá apurar o lucro líquido do exercício mediante a elaboração, com observãncia das dispo:F.10'es da lei comercial, do balanço patrimonial, da demonstração do resultado do exercício e dai4l demonstração de lucros ou prejuízos acumula- 11 dos," /' O "caput" do artigo 78 não deixa qualquer margem a ou-4 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINT ES PROCESSO No 10747.00002/7-48 Acórdão no 101-87.621 tro entendimento senão a de que a multa prevista no parágrafo 20 aplica-se a quem apura o lucro real, eu seja o estabelecimento matriz da pessoa jurídica. É verdade que o artigo 127 do Código Tributário Nacio- nal faculta ao contribuinte eleger o seu domicílio tributário mas no caso vertent,a , inexiste nna- autos 5 gilkaiag~ provas ou ind4- cios de que a TEXACO BRASIL S/A - PRODUTOS DE PETROLE0 tenha eleito a cidade de Monte Dourado(PA)5 como seu domicilio tributá- rio para apuração do lucro real e apresentação da declaração de rendimentos. Além disso, o artigo 95 do RIR/80 5 determina taxativa- mente- "Art- 95 - São contribuintes do imposto e te- rão os SEUS _lucros apurados de acordo com es- te Regu/amento: / - as pessoas juridicas 11 - as empresas individuais Parágrafo 12 - As disposiOes deste artigo ar,Ti cam- a e a todas as firmas e sociedade flistradas ou não." Verifica-se que o contribuinte do Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas é a pessoa jurídica e não qualquer estabele t_ifis„...1§Lu de pessoa jurídica, ainda que o objeto do lançamento te- nha sido apenas a multa de 507. sobre a receita considerada omiti- Além disso, como pode ver, o parágrafo 32 do artigo 72 do Decreto-lei n2 1.598/77, acima transcrito, deixa claro que a penalidade só pode ser aplicada quando constatada a omissão nos registros contábeis e no caso vertente não ficou comprovado que a a pessoa jurídica autuada tenha centralizado a escrituração con- tábil no estabelecimento objeto da autuação ou que a referida ti liai mantinh es ,-rituração contábil do--; ato a- e fatos relacionados com a mesma» "A\ -------- _ ------- -- o O o PO^ 4) Cr" C. Ch,,-.1 111 E.: ril,,i -0 ------- C) ' ,..,___=--r•Ai_if O 5...- .0 rZ iii 0,1 e: N s..4 ...1:3 al '' 1.5 Cl In. 11') 1-1 1".-. In i:.-------7,-- <4 .,..., ÇA O ir) i 1-1,1 +4 • ri O r--5 7 1^^1 IM C.) iii :::1 '4" w. 4../ (r1 Ç•ti 1.-1 04 .1..I O o4 111 a..,,, r-- o ,- NA... a 111 O in ::,:. -1J 1;..) o ai ,G".. o --.1 ,,--i e LU 0 04 OC5 f) .y.?... P 11 0 o . V.A N O -o t- a :r, el" CO N o 411,1 .0 ..t.- LL1 0 v.,1 I: C]: W ,-1 (") al •;:i p2: L-.1 9,i. .--i O C-.) Li 2- 01 ".,..,. F.1 c ce c f.o o ..ui ce In o ti p.,..n UI Ui k- C) 1.;LI Lti -O ',',",1 L) h- LI -1, C:3 -0 s-4 Cr Ct: Li til 7,: CL. CL, a Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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4759215 #
Numero do processo: 10855.003314/2003-18
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 202-18235
Matéria: DCTF_COFINS
Nome do relator: Não Informado

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I MINISTÉRIO DA FAZENDA, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10855.003314/2003-18 Recurso n° 137.946 Voluntário Matéria PIS - Auto de Infração Eletrônico conno" Acórdão n° 202-18.235 diu"'`ies Sessão de 15 de agosto de 2007 Rubrica 14 Recorrente JÚLIO, JÚLIO & CIA. LTDA. Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. AUTO DE INFRAÇÃO. AUDITORIA EM DCTF. NULIDADE. Nulo é o processo que não atende às formalidades prescritas em lei. Processo anulado ah initio. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM - os MeMbros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE C• TRIBUINTES, 'por unanimidade de votos, em anular o processo ah initio. „ffir MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES i ANTONIO CARLOS ATULL'vl CONFERE COM O ORIGINAL Presidente &asila Of I 10 / Z072" MARIA TERitz MARTINEZ LPEZó Anctrezza Nascimento Schnicikal A Mai Siapc 13773844 Relatora Participaram. ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Reza 2ta C.su. ar: S tÁrlente), Nada Rodrieues R )rnero, Antonio Zomer e Antônio "" 1. Processo n.°10855.003314/2003-18 'Is CCOVCO2 Acórdão n.' 20248.235 RIF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESi Fls. 2 CONFERE COM O ORIGINAL Brasilia, £23 / I "'Dont Relatório Andiezza Nascíh4fr1 ÇchnicikaI Mat. Siape 1371389 1 Trata-se de auto de infração eletrônico lavrado contra a contribuinte para exigir a Contribuição para Programa de Integração Social - PIS, relativamente ao exercício de 1998. Em prosseguimento, adoto e transcrevo, a seguir, o relatório que compõe a decisão recorrida: "Trata-se de lançamento consubstanciado em auto de infração, lavrado em 16/06/2003, em virtude de apuração de irregularidades quanto a quitação de débitos declarados em Declaração de Contribuições e Tributos federais (DCTF), para exigir da empresa acima identificada o recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), código de receita n° 8109, concernente aos meses de janeiro a dezembro de 1998, no valor - de R$ ..., acrescida da- .. multa de oficio de 75%. {Setenta e cinco por cento), na importância- de R$ ... e dos juros de mora na quantia de R$ .... Regularmente cientificada, a autuada ingressou com a impugnação de fls. 01/03, acompanhada dos documentos de fls. 04/34, por meio da qual fustiga a exigência ao argumento, em síntese, que possui autorização judicial para compensar indébitos do PIS recolhidos sob os moldes dos inconstitucionais Decretos-lei es. 2.445 e 2.449, ambos . de 1988, com dividas desse mesmo tributo, exteriorizada na tutela antecipada em 29/10/96 nos autos da ação ordinária n°96.0903633-3, tramitada na 1° Vara da Justiça Federal de Sorocaba/SP, e confirmada pela sentença de primeiro grau, em 21/03/97, a qual se encontra em - grau de recurso perante o Tribunal Regional Federal da 3° Região em face do decisório judicial tnonocrático ter declarado a decadência do direito de repetir (que chama de prescrição) dos pagamentos efetuados nos cinco anos anteriores à propositura da ação, o que certamente virá a ser reformado na medida em que o prazo decadencial, nos casos de tributos sujeitos ao regime de lançamento por homologação, é decenal, o que Permitirá, inclusive, compensar até mesmo os créditos remanescentes, relativos ao período afastado pela sentença monocrática. A Delegacia da Receita Federal em Sorocaba concluiu pela intempestividade da impugnação e expediu a cobrança de fl. 43, contra a qual a recorrente expôs razões e provas de fls. 47/48 pugnando pela tempestividade do recurso, o que veio a ser acatado pela autoridade preparadora em seu despacho de fl. 51." • Por meio do Acórdão DRJ/RPO n2 14-13.639, de 12 de setembro de 2006, os Membros da 9 Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto - SP decidiram, por unanimidade de votos, julgar procedente o lançamento. A ementa dessa decisão possui a seguinte redação: "Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 A T_ DITORLI INTERNA NA DCTF. FALTA DE RECOLHIMENTO :rS\CL"Siç,:f2 'CD1CIAL UN FITES D-4 • ..0 ,\ TE:\ "L") Processo n.°10855.003314/2003-18 ccovon Acónito n.° 202-18.235 Fls. 3 Os limites da discussão judicial, em tema de dispensa no recolhimento de tributos, devem ser criteriosamente observados pelo sujeito passivo, sob pena de lançamento de oficio, com incidência dos acréscimos legais. Lançamento Procedente". Inconformada com a decisão prolatada pela primeira instância, a contribuinte apresenta recurso voluntário a este Eg. Conselho, no qual, em síntese e fundamentalmente, • alega que a compensação foi efetuada nos estritos termos da Lei n9 8.383/91 que conferia aos contribuintes o direito à compensação dos pagamentos indevidos com tributos vincendos da mesma espécie independentemente de trânsito em julgado em ação judicial. Consta dos autos arrolamento de bens e direitos, para seguimento do recurso ao Conselho de Contribuintes. Éo Relatório. ME • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES _ . CONFERE COM O ORIGINAL Brasília. / / Andrena Nascime to chnicikal Mal. Siapc 1377389 Processei,.' 10855.003114/2003-18 CCO2'CO2 Acórdão a.° 202-18.235 ME. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fls. 4 CON0F3ERE CIOM100ORIGIINAhoL Brasllia. \AINICL-• VOtO Andrezza Nascimento Schmcikat Mat. Siapc 13771s9 Conselheira MARIA TERESA MARTINEZ LÓPEZ, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos previstos no Decreto n2 70.235/72, pelo que dele conheço. Em análise ao precitado auto de infração eletrônico, juntado pela própria contribuinte às fls. 25 a 34, uma vez que a unidade preparadora sequer se deu ao trabalho de fazê-lo, verifica-se ser o mesmo decorrente de auditoria em DCTF exigindo crédito tributário de PIS/1998. Consta da descrição dos fatos e enquadramento legal, à fl. 26, o seguinte: "Foi(ram) contatada(s) irregularidade(s) no(s) crédito(s) vinculado(s) informado(s) na(s) DCTF, conforme indicada(s) no Demonstrativo de Créditos Vinculados jião _Confirmados (Anexo 1),_e/ou no 'Relatório de_ . Auditoria Interna de Pagamentos Informados na(s) DCTF' (Anexos Ia ou lb), e/ou 'Demonstrativo de Pagamentos Efetuados Após o Vencimento' (Anexos Ha ou 11b), e/ou no 'Demonstrativo do Crédito Tributário a Pagar' (Anexo III) e/ou 'Demonstrativo de Multa e/ou Juros a Pagar — Não Pagos ou Pagos a Menor (Anexo If9. Para efetuar pagamento da(s) diferença(s) apurada(s) em Auditoria Interna, objeto deste Auto de Infração, o contribuinte deve consultar as 'Instruçõe.s de Pagamento' (Anexo p9." Às fls. 27 a 30 do processé (fls. 03 a 06 do auto), no "ANEXO I - DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS", constam . valores informados nas DCTFs de 1998 sob o titulo "VALOR DO DÉBITO APURADO", os quais estão vinculados ao Processo Judicial n2 96.0903633-3, e que não foram confirmados, . estando sob a ocorrência: "Proc jud não comprovado". Diante de tantos "e/ou" constantes da descrição dos fatos (fl. 26), sem saber exatamente do que se defender, a contribuinte apresentou impugnação com argumentos generalistas juntando documentos comprobatórios da existência de ação judicial que lhe reconhecia o direito a realizar a compensação, referente à diferença entre o pagamento realizado com base nos inconstitucionais Decretos-Leis n 2s 2.445 e 2.449, ambos de 1988, e aquele devido em razão da LC n 2 07/70, com a própria contribuição do PIS, demonstrando que sequer houve erro de preenchimento de DCTF, uma vez que o número informado estava correto. Em . nenhum momento anterior ao auto de infração houve notificação à contribuinte sobre as divergências inicialmente apuradas O art. 142 do Código Tributário Nacional contém uma definição de lançamento, estabelecendo que "Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível", acrescentando o seu parágrafo único que "A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade fitneional". MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES! CONFERE COM O ORIGINAL Pmceqco n.° 10855 003314/2003-18 Grasilla /O / 1,VI CGR/CM Acórdão n." 20".-18.23.5 Fls. 5 Andrezza Nasci ento Schmcikal Sial1C 1377384 • A ausência de - - • - !mi s - , ii estionavelmente, dá causa à nulidade do lançamento por defeito de estrutura e não apenas por vicio formal, caracterizado pela inobservância de uma formalidade exterior ou extrínseca necessária para a correta configuração desse ato jurídico. É licito concluir que as investigações intentadas no sentido de determinar, aferir, precisar o fato que se pretendeu tributar anteriormente, revelam-se incompatíveis com os estreitos limites dos procedimentos reservados ao saneamento do vicio formal. Sob o pretexto de corrigir o vicio detectado no auto de infração, não pode o Fisco intimar o contribuinte para apresentar informações, esclarecimentos, documentos, etc. tendentes a apurar a matéria tributável. Se tais providências forem necessárias, significa que a obrigação tributária não estava definida e o vício apurado não seria apenas de forma, mas, sim, de estrutura ou da essência do ato praticado. Destarte, é por meio da descrição dos fatos que se revelam os motivos que _ levaram à autuação_Não é_necessário que a descrição seja extensa, bastando que se articule de_ • modo preciso os elementos de fato e de direito que levaram o auditor ao convencimento de que a infração deve ser imputada à contribuinte. A descrição dos fatos de ti. 26 é totalmente deficiente por não dizer qual é a natureza da inexatidão, estando repleta de "e/ou", e por • remeter o leitor para diversos demonstrativos que também nada dizem a respeito. A fiscalização deveria ter complementado a informação básica do sistema com as peculiaridades ' do caso concreto. E assim não procedeu. Não nos esqueçamos de que formalidade é, pois, todo o ato ou fato, ainda que • meramente ritual, exigido por lei para segurança da formação ou da expressão da vontade de um órgão. I A informalidade está, dependendo das condições, para o administrado, não para o ". • administrador, que deve preservar as condições estabelecidas na norma. • No mais, o procedimento fiscalizatório tem a sua etapa prévia ao "processo" • administrativo. Erros ocorridos durante o procedimento de fiscalização não devem ser supridos por quem não detém a competência para o feito. Não há como suprir a etapa inicial, por quem não possui a competência para tanto, na forma prevista nas normas de direito processual administrativo, sob pena de resultar em preterição do direito de defesa da contribuinte. Nesse sentido, à fiscalização compete apurar, determinar a base de cálculo, e, sobretudo, descrever a forma pela qual procedeu aos cálculos (motivação). Já, à autoridade julgadora cabe a apreciação e análise dos fatos e fundamentos legais, já inseridas no feito legal. Vale dizer, em linguagem mais simples, que o Fisco não pode, durante o procedimento, atirar no que vê e, então, a autoridade julgadora, já no âmbito do processo, fazê- lo acertar no que não viu, subtraindo ao impugnante o direito de opor contra-razões, quaisquer que sejam, sem que isto, pelo menos a meu juízo, resulte na preterição do direito de defesa do contribuinte autuado. A realização de diligências após o lançamento, em primeiro lugar, deveria estar consubstanciada em determinação da autoridade superior, o. que não se encontra nos autos. Outrossim, urna vez pronto e impugnado o auto de infração, a autoridade lançadora não tem mais competência para alterá-lo, como tentou fazer na Informação Fiscal SACAT/DRF I SOR n2 374/2005 (fl. 41), ainda que em decorrência das razões trazidas pela imouglante que. para se . . . Processo n.° 10355.003314/2003-13 CCOZ CO2 Acórdão n.° 202-13.235 Fls. 6 defender daquilo que não tinha conhecimento, obrigou-se a apresentar argumentos genéricos e não correspondentes à fundamentação legal e à descrição contidas no auto de infração. Contudo, há que se lembrar que é vedado por lei a alteração do lançamento anterior, a titulo de "revisão", só para mudar o critério jurídico adotado no lançamento primitivo. O que vejo na decisão proferida pela DRJ é que ao invés de anular o auto de infração a partir do momento que ficou comprovada a existência da ação indiciai indicada pela Contribuinte em sua DCTF, para, então, proceder ao lançamento pelos fundamentos jurídicos corretos, na tentativa de "valida?' o auto de infração, simplesmente modificou o critério jurídico. Relativamente à mudança de critério jurídico, peço vênia para introduzir parte do voto proferido pelo I. Conselheiro Neicyr de Almeida (Ac. n2 103-20.441), que assim dispõe: _ _ . _ 1.14inda sobre a temática, importa trazer à lume as lições sempre atuais • â _ _ do ínclito tributarista Rubens Gomes de Souza, na percepção aguda do 5 ilustrado mestre Souto Maior Borges, in Lei Complementar Tributcfria, -4 .74 .ag São Paulo, Ed. Rev. dos Tribs., 1975, acerca da melhor exegese do artigo 146 do C. TN: O oE 2d O o r. Antecipando-se à vigência do CTN, Rubens Gomes de Souza ensinou 3 rt, que se o fisco, mesmo sem erro, tiver adotado uma conceituação g • jurídica e depois pretender substitui-la por outra, não mais poderá faie' O-,. lo. E não o poderá porque, se fosse admissivel que o fisco pudess 3 z variar de critério em seu favor, para cobrar diferença de tributo, ou seja g se à Fazenda Pública fosse licito variar de critério jurídico 5 8 valorização do "fato gerador", por simples oportunidade, estar-se-i s convertendo a atividade do lançamento em discricionária, e nã ti vinculada." li- a CO Outrossim, somente para complementar o raciocínio, ao modificar o critério jurídico estaria a DR). a constituir um novo auto de infração com outra motivação. O fato de a contribuinte não ter, à época dos fatos, sentença transitada em julgado, não lhe retira o direito à compensação, se de fato era possuidora de créditos. Não se olvide que à luz da legislação vigente à época dos fatos (Lei n2 9.430/96), independente de pedido administrativo, poderia a contribuinte ter sim efetuado compensações de PIS com PIS, tendo em vista que se trata de contribuições da mêsma espécie. Conclusão • Desta forma, seja em razão da omissão às formalidades legais ou pela mudança de critério jurídico, voto no sentido de declarar a NULIDADE do auto de infração. Sala das Sessões, em 15 de agosto de 2007. ,• r: N : 1..? ." / Page 1 _0026100.PDF Page 1 _0026200.PDF Page 1 _0026300.PDF Page 1 _0026400.PDF Page 1 _0026500.PDF Page 1

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Numero do processo: 13016.000115/89-18
Data da sessão: Thu Sep 15 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Nome do relator: Não Informado

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Numero do processo: 10235.000633/88-79
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Nome do relator: Não Informado

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T04:22:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T04:22:47Z; Last-Modified: 2009-07-08T04:22:47Z; dcterms:modified: 2009-07-08T04:22:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T04:22:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T04:22:47Z; meta:save-date: 2009-07-08T04:22:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T04:22:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T04:22:47Z; created: 2009-07-08T04:22:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-08T04:22:47Z; pdf:charsPerPage: 1227; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T04:22:47Z | Conteúdo => Processo n9 10235/000.633/88-79 4.k_w MINISTÉRIO DA FAZENDA •VRM Sessão dell de dezelnbrOde 19 89. ACORDÃO N 101-79.534 Recurso rto 94.912 - IRPJ EXS: 1983 a 1986 Recorrente: MADESA INDÚSTRIAS MADEIREIRAS DE SANTANA LTDA. Recorrida : DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM MACAPÃ-AP PEREMPÇÃO: - Recurso interposto quando ultrapassado o prazo de trinta dias pre visto no art. 33 do Decreto n9 70.2357 72, não e de ser conhecido, por ocorri da a perempção. Vistos, relatados e discutidos os presentes au- tos de recurso interposto por MADESA - INDÚSTRIAS MADEIREIRAS DE SAN TANA LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primei- ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das SessOes (DF), em 11 de dezembro de 1989 URGEt- í)E • 14910b - P • SIDENTE 1/10,1_,7c9 nokihor _ FRANCISC 6 DE sIS MIRANDA RE J 'TO" dgr /11 VISTO EM AFONSO •0 FERREI"' DE CAMPOS -PROCURADOR DA FAZENDA NACIONALSESSÃO DE: , ,rà Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes, Conselhei ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA,CE -L- SO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER E JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 102351000.633788-79 AcOrdão n9 101-79.534 Recurso n9 94.912 Recorrente: MADESA - INDÚSTRIAS MADEIREIRAS DE SANTANA LTDA. RELATÓRIO A Empresa supra-referenciada, aualificada nos au tos, teve desclassificada a sua escrituração contãbil dos exerci cios de 1983 a 1986, periodos-base de 1982 a 1985, sofrendo o ar bitramento do lucro. Segundo consta do Auto de Infração de fls. 06, a Empresa foi intimada a apresentar os livros comerciais e fiscais, tendo esclarecido em termo próprio, não possuir escrituração regu lar na forma das leis comerciais e fiscais, tendo apresentado có pias de Balanços e Demonstrac8es de Lucros e Perdas referentes' aos anos-base de 1983, 1984, 1985 e 1986. No exerc. de 1983, período-base de 1982, apresen tou a declaracão de rendimentos com base no lucro real. Nos exercícios de 1984, 1985 e 1986, não apresen- tou as deolaraç6es de rendimentos. No exercício de 1987, apresentou a declaração com base no lucro real. Uma vez aue a autenticidade dos Balancos e Demons traç8es de Resultados decorre de sua genuína identificação com o lançamento de oneraçOes regularmente contabilizados e comprova - dos com documentos idôneos e face a inexistência dos livros e au sência de elementos aue permitam a apuração e amparem a tributa - cão com base no lucro real, a autoridade fiscal levantou através dos livros de Saídas de Mercadorias e Notas Fiscais, a Receita bruta das vendas e rrestação de serviços de cada exercício, arbi trando o lucro. Sobre essas receitas foram aplicadas os seguintes Percentuais, rara encontrar o lucro arbitrado: (1"), WRIONEWORDERAL Processo n9 10235/000.633/88-79 3. Ac6rdão n9 101-79.534 Exerc. de 1983, periodo-base de 1982: Receitas de Vendas = 15% Receitas de PrestacÃo de Serviços = 30%. Exerc. de 1984, perlodo-base de 1983: Receitas de Vendas = 18% Receitas de Prestação de Serviços = 36%. Exerc. de 1985, periodo-base de 1984: Receitas de Vendas = 21% Receitas de Prestação de Serviços = 43%. Exerc. de 1986, Perfodo-base de 1985: Receitas de Vendas = 25% Receitas de Prestação de Serviços = 51%. Dentro do prazo prorrogado, a interessada ingres sou com a Impugnação de fls. 270/305, não logrando contudo êxi- to, indeferida aue foi pela decisão de fls. 313/319. Referida de_ cisão amparou-se na informação fiscal de fls. 308/311. Intimada dessa decisão em 14/06/89, (AR fls. 319v), a autuada nrotocolizou junto à D.R.F: em Macapá* , em 17/07/89, o recurso de fls. 321/327, cuias razOes são lidas em p lenârio, nos tulando nela reforma da aludida decisão. Às fls. 330, foi juntado o Termo de Perempção do recurso, por decorrido o prazo estabelecido para pagamento ou re curso, sem que o contribui e cum prisse a exigência fiscal ou con tra ela recorresse. É o relat6rio.fr ) N .-- sHno porsomFEDERAL Processo n9 10235/000.633/88-79 4. AcOrdão n9 101-79.534 VOTO Conselheiro FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator: O artigo 33 do Processo Administrativo Tributá- rio baixado com o Decreto n9 70.235/72, dis p8e que: "Da decisão caberá recurso voluntário, total ou Parcial, com efeito sus pensi- vo, dentro de trinta dias seguintes à ciência da decisão". Os p razos serão conttnuos, excluindo-se na sua contagem o dia do inicio e incluindo-se o do vencimento, ê o aue estabelece o art. 59 do mesmo diploma legal, prevendo o .§ único deste mesmo artigo que : "Os prazos s6 se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no Orgão em crue corra o processo ou deva ser praticado o ato". Prazo e o tempo nue flui entre dois termos. No processo, e o tempo dentro do aual deve verificar-se a prática do ato. Vai do "dies a auo" ao "dies ad auem", aue indicamo seu começo e o seu fim. Consoante se vê do AR de fls. 319 verso, a emnre sa interessada recebeu a intimação da decisão de 19 grau, na da- ta de 14 de junho de 1989, aue caiu numa auarta-feira (dia útil), vindo protocolizar seu recurso objetivando a reforma da aludida' decisão, na data de 17 de julho de 1989 (f is. 320), que caiu nu- ma segunda feira. Contados trinta dias da ciência da decisão, is to e, a partir de 15 de junho de 1989 (inclusive), o prazo para interposição do recurso venceu-se no dia 14 de julho de 1989(sex- ta feira - dia útil). — Dal se infere aue o recurso ingressou na reparti cão fiscal apOs o trigesimo dia da ciência da decisão,p que im- pede o seu conhecimento por ocorrida a perempção. (1-2° Ante o exnosto, não conhec:o do rèclirso, nor ne- remnto. p: /.4/1-/) -,--------:-.— :, , ft • _. -, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA - RELATOR ' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1

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Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM BARRA DO PIRAÍ (RJ) IRPJ - APROPRIAÇÕES INDEVIDAS - A Pessoa Jurídica não pode fazer serem absorvidos, no Lucro Real do exercício, o excesso de variação cambial acima do limite das 0=s, nem as aplicagOes financeiras em Open Market. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por POLIMETAL INDCSTRIA E COMÉRCIO S/A.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de voto2s/, rejeitar a pre- liminar e, no mérito, negar provimento ao recurso. ,e---2 Sala das S sOi s ., i ), em 24 d,,evembro de 1982. j, 1 /AMADOR OU k ' e E" ÃNDEZ - PRESIDENTE, , Á., . .‘- it _,:./ -e,r,.. STI O -, ER- :‘ O 'LHO - • LATOR -- -, ----, -, ---- 4,,,,,-4----/ VISTO EM ^A'O-TINÊ6 FLÓRgg------- - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: 2F; EY 2'„9, NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: SYLVIO RODRIGUES, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, RAUL PIMEN- TEL, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, LUIZ ANDRÉ NETO (Suplente) e FERNAN , DO CÍCERO VELLOSO. , , , !MAY *42r0" SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0720-001.059/81-92 RECURSO N.° : 85.083 muiRoÃo N.°, 101-73.793 RECORRENTE: POLIMETAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A. RELATÓRIO A empresa em epígrafe, com sede à Rodovia Presi- dente Dutra, s/n9, Km 135, inconformada com a decisão singular, de fls. 64 a 67, que julgou procedente em parte a ação fiscal, fl. 1, interpõe recurso a este Conselho. Assim foram detectadas as irregularidades, que ainda estão em litígio, conforme Auto de Infração: 19) DIFERENÇAS CAMBIAIS. Apropriação da importância de Cr$ 37.552.179,90, sem levar em consideração a transferencia para uma conta do grupo do diferido, sob a rubrica de excesso de Variação Cambial, da im- portância de Cr$ 20.408.693,32. 29) OMISSÃO DE RECEITAS DE ATIVIDADESSECUNU51=S. Oriundas de aplicações no Open Market, foi detec tada pela fiscalização no montante de Cr$ 1.137.388,70. Em sua impugnação, de fls. 35 a/40, alega, em síntese, no que diz respeito ao litígio ora post dly 0/, \„:„,,,2 D M F -,%` J/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 3. Processo n9 0720-001.059/81-92 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-73.793 Preliminarmente, o fiscal autuante agiu contra os princípios gerais do direito e as dis posições contidas na Lei de Introdução do Código Civil, porque enquadrou as infrações cometi_ das pela empresa com fundamento no Decreto n9 85.450/80 e não no Decreto n9 76.186/75. , A empresa se encontrava em fase pre-operacional no período fiscalizado e a fiscalização não entendeu a diferença do critério contábil adotado com relação às variações monetárias. O Decreto-lei n9 1.733/79, em seu art. 69, determina que, para apu ração do lucro inflacionário, não se aplica o disposto nos arts. 19 a 49 do mesmo Decreto-lei, mas computa-se integralmente a varia _ ção cambial, inclusive as parcelas diferidas. Quanto às omissaes de receitas, desconhece os va lores citados pela fiscalização. ,, A decisão recorrida, glosando a segunda parcela como "falta de tributação referente aos lucros auferidos nas opera i 7 — , ções de compra e venda de títulos, manteve estes dois itens da au- tuação sob os seguintes argumentos: ' Os arts. 19 e 49 do Decreto-lei n9 1.733/79 di- tam o comportamento da pessoa jurídica que faz computar como despe sas a contrapartida da variação cambial das moedas estrangeiras. Assim sendo, na determinação do lucro real a empresa s6 pode apro- priar, na determinação do lucro real, o que não exceder o limite da variação do valor das ORTNs do mesmo período. O contribuinte lançou, no Quadro 13 da Declara- ção de Rendimentos, a despesa integralmente, isto e, Cr$ 37.552.479,00. Não foi lançado no Quadro 14, linha 08, item 16, ne nhum valor, nenhum excesso em relação às ORTNs. Portanto, o contri buinte, do modo como agiu, fez o que a legislação visava coibir , ou seja apropriou toda a variação cambial do período. ,, O fato de se encontrar em fase pre-operacional não dá o direito a que o contribuinte aproprie toda a variação ca , /, ídl? ,---- ,, : 4. Processo n9 0720-001.059/81-92 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-73.793 bial, pois se esta fosse a intenção do legislador do Decreto-lei h9 1.733/79, deveria constar da própria lei, o que não ocorre. Quanto à compra e venda de títulos, o Setor de Tributação baixou o processo à ARF-Resende-RJ, a fim de que a inte- ressada se manifestasse sobre a falta de tributação, sendo que ela não contestou e não apresentou documentos a respeito deste tópico. As alegações do recurso, de fls. 72 a 78, são as seguintes em síntese, alem de reforçar os argumentos da impugnação: 19) DIFERENÇAS CAMBIAIS. A fiscalização diz que a empresa teria transferi- do para a conta de grupo diferido, sob a rubrica de excesso de Va- riação Cambial, a importância de Cr$ 20.408.694,00, que foi incluí- da no item 15 da Declaração de Renda, sob a rubrica de Variações Cambiais Passivas, na Demonstração do Lucro Liquido do exercício. A fiscalização, porem, só teria razão, se a empresa não estivesse em fase pre-operacional. Por isso, a empresa seguiu o que manda a Por- taria n9 475 do Ministério da Fazenda. "A fiscalização não entendeu a diferença entre o procedimento contãbil de transferir para uma conta de grupo do_dife rido, sob a rubrica de excesso de Variação Cambial, de uma determi- nada importância, e o procedimento fiscal, CORRETO, de incluir essa importância no total das Variações Cambiais Passivas, em obediência à lei e à Portaria". Enfim, e impossível que se tome em consideração somente o art. 59 do Decreto-lei n9 1.733/79, sem atenção para o ar tigo 69 que examina e clarifica o ponto em controvérsia. 29) OMISSÕES DE RECEITAS DE ATIVIDADES SECUNDÁRIAS. Aqui a fiscalização detectou a importância de Cr$ - ,17.137.388,70, oriunda de aplicações em "Open Market". Mas no Ativo '‘ \". 5. Processo n9 0720-001.059/81-92 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-73.793 ferido se encontrava a importância de Cr$ 21.873.146,00, sob a ru- brica de Despesas Financeiras. Os fiscais esqueceram, portanto, de aplicar o disposto no/4t. 17 do Decreto-lei n9 1.598/77, repetido na Portaria n9 475/7 . . - .,) , r ../2 É o re atOrio. . / , 6. Processo n9 0720-001.059/81-92 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-73.793 VOTO_ Conselheiro AGOSTINHO SERRANO FILHO, Relator: Foram interpostos com guarda do prazo legal, tan to a impugnação como o recurso. A recorrente levantou preliminar, argflindo falta de amparo legal à exigência fiscal, sob o fundamento de que as dis posiçOes capituladas no Auto de Infração referem-se ao Decreto n9 84.450 de 04/12/80, posterior ao exercício de ocorrência do fato gerador. Contudo, urge lembrar à interessada que os refe- ridos dispositivos transcrevem os art. do Decreto-lei n9 401/68 art. 16; Decreto-lei n9 1.089/70, art. 79; Decreto-lei n9 1598/77, art. 17; e Decreto-lei n9 1.733/79, arts. 19 a 49; todos regulando a mataria em litígio. Portanto, não tem razão a recorrente na prelimi- nar. Quanto ao mérito, a defesa do contribuinte con= sistiu em asseverar que a fiscalização, ao aplicar o Decreto-lei n9 1.733, de 20 de dezembro de 1979, sO considerou os arts. do 19 ao 49 e não considerou o art. 69 do mesmo diploma legal. Este mo artigo, porem, versa sobre apuração do lucro inflacionário, que não e o caso discutido nos autos. Aqui se trata simplesmente da de terminação do Lucro Real. Enquanto os primeiros artigos do citado Decreto-Lei tratam da apuração do Lucro Real, o art. 69 versa so- bre a apuração do Lucro Inflacionário. Ora, a fiscalização detec- tou a irregularidade na apuração do Lucro Real e não no Lucro In- flacionário. Logicamente, ela só tinha que aplicar, no caso, a le- gislação dos arts. 19 ao 49. O fato em tela está bem delineado pelo artigo 19-- do Decreto-lei n9 1.733, que diz literalmente: "A pessoa jurídi /1' 7. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0720-001.059/81-92 Acórdão n9 101-73.793 que computar como despesa a contrapartida da variação cambial das obrigaçOes em moeda estrangeira somente poderá apropriar, na deter minação do Lucro Real, importãncia que não exceder o limite da va- riação do valor da Obrigação Reajustãvel do Tesouro Nacional (ORUN) no mesmo período". Ora, se a importãncia, correspondente à variação cambial, excedeu de Cr$ 20.408.693,32 ao limite das ORTNs, é lógi- co que tal valor não poderia, como fez a recorrente, ser absorvido no resultado do exercício. Se este último raciocínio é válido para as varia_ çOes cambiais, muito mais o é no caso das aplicaçOes em Open Market. No que diz respeito ao diferimento, tão reforça- damente dito pela recorrente, no processo não há a menor crítica feita pela fiscalização. É claro que verificamos, através do pro- cesso,que houve o diferimento contábil, porem não correspondeu ao diferimento fiscal, realizado na declaração de rendimentos. O erro não se deu no diferimento dos valores glosados, mas na apropriação deles na declaração, contrariamente ao que acontecera na escrita contábil. .'À; .7( e o exposto, rejeito a preliminar e nego pro- vimento ao recurso ç' /I 1 - t19 7-12t i 'TEU 'SERRANO FILHO - RELATOR /4' ' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1

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Numero do processo: 11080.000776/87-09
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-80976
Nome do relator: Não Informado

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Numero do processo: 00810.000795/83-95
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-77009
Nome do relator: Não Informado

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Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP. IRPJ - DIMINUIÇÃO DO LUCRO LIQUIDO DO EXERCÍCIO. NOTAS FISCAIS EMITIDAS POR EMPRESAS , INOPERANTES - Não comprovadas as alegações apresentadas pela contri- buinte, mantém-se a ação fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de j recurso interposto por COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE ROLAMENTOS DURÃOLIDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos irmos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgadiP 1/4 / Sala das 1,4 /..: (DF) , em 20 de janeiro de 1987 f il Ir A P ADOR O • 0 ERN A,à-DEZ - PRESIDENTE 'PSÉ EDUARva R , N-L DE ALCKMIN - RELATOR „ - AGOSTINHO FLORES - PROCURADOR DA FAZEN- VISTO EM DA NACIONAL SESSÃO DE: 9 2 JAN Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GON ÇALVES NUNES, AGOSTINHO SERRANO FILHO, ALCEU DE AZEVEDO FONSECA PINTO e ERNESTO FREDERICO ROLLER (Suplente convocado). Ausente o Conselhei- ro RAUL PIMENTEL. 2 „ 4...,w„:,4,, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 RECURWM: 88.095 ACUDÃOM: 101-77.009 RECORRENTEM: COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE ROLAMENTOS DURÃO LTDA. RELATÓRIO Cuida-se de Auto de Infração relativo aos exercícios de 1979, 1980 e 1981, em razão de fatos da mesma natureza e .à.ssim descritos na peça básica (fls. 062) "Ao escriturar operações de aquisição de mer cadorias destinadas ã venda, inseriu entre T os documentos de operações legítimas, notas fiscais correspondentes ã empresas comer— dais que ã época das operações, já não mais existiam de fato, conforme foi apurado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e consta do Ofício n9 DRT - 1G n9 82/81 do Delegado Regional Tributário (f is. 212 a 217 - processo fls. 20 a 25) e que serviu para embasar os Autos de Infração n9 179.821, de 28/08/80 e 193.322, de 02/06/81, da Secreta- ria da Fazenda do Estado da Bahia (f is. 12/ 13 e 26/31). A situação irregular dessas empresas é corro borada pelas informações cadastrais do CGE de fls. 32 a 59. Tal procedimento acarreta um aumento do cus- - to das mercadorias vendidas e por conseqüên- cia, uma diminuição do lucro contábil, refle tido no lucro tributável ou lucro real que constitui a base de cálculo do tributo Impos to de Renda das Pessoas Jurídicas, e consti- tui infração ao disposto na alínea "a" do ar tigo 161 do RIR/75, e inciso I, art. 183 do RIR/80." - //,/nk ‘."-1.. /:_, DMF - DF/1Q C-C.. Secaraf - 1600/75 . , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 3 Acórdão n9 101-77.009 Intimada da ação fiscal em 05/0/83, a empresa apre- sentou impugnação em 05/09/83, isto após pedir e obter prorroga- ção do prazo por mais 15 dias, na forma do art. 69, I, do Decreto n9 70.235/72. Acentuou a interessada, em sua defesa, que o Auto lavrado baseou-se em elementos apurados em ação efetivada pelo Fisco Estadual, os quais não espelham uma situação definitiva , pois estão pendentes de decisão impugnações oferecidas em órbita administrativa. Fkisou que ademais pode o assunto ser levado à apreciação do Poder Judiciário, carecendo, por isso, os referidos elementos da condição de fatos efetivamente comprovados. De outra parte, aduziu que todas as empresa vendedo _ ras foram legitimamente constituídas, com seus atos constituti- vos devidamente arquivados nas respectivas Juntas Comerciais. A fim de comprovar o asseverado juntou cópia das certidões passadas pelas Juntas. Ressaltou também que as próprias Secretarias da Fa- zenda respectivas credenciou as mencionadas empresas a funcionar' e assim sendo não há porque se atribuir à autuada o 'ónus decorren te da falta de pagamento de tributo daquelas, muito menos se exi- gir que o contribuinte, a cada negócio que fizer, proceda uma ver dadeira fiscalização indireta no sentido de verificar se as fir- - mas têm o seu cadastramento, ficha de inscrição ou mesmo cumprido com as obrigações fiscais:', Assinalou igualmente a impugnante que as firmas ven dedoras tinham os seus nomes inseridos nas Listas Telefônicas "Pá_ ginas Amarelas"e "Assinantes", às épocas das transações comer- ciais, pretendendo, com isso, demonstrar a inafastável presunção' de boa-fé com que agiu. Destacou, por outro lado, que até à época da presen_ _ te autuação as empresas vendedoras não haviam sido declaradas mi dõneas pela Secretaria da Fazenda estadual, concluindo que desse fato pode-se afirmar que a interessada atuou com absoluta boa-fé, fato este que gera isenção de responsabilidade por atos pratic --- , , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 4 Acórdão n9 101-77.009 dos por terceiros e lesivos ao fisco, citando a propósito acórdão do colendo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em que fi- cou consignado que: "Se a infração fiscal e formal, como adverte ALIOMAR BALEEIRO, o legislador, além de não indagar da intuição do agente, sobre disposi ção de lei, também não se detém diante da na tureza e extensão dos efeitos. Mas -- acres--- centa --, há lugar para a eqüidade (CTN, ar- tigo 108, inc. IV), na interpretação do dis- positivo, tanto que o colendo Supremo Tribu- nal Federal tem cancelado multas, quando evi dente a boa-fé do contribuinte ... "(RJTJES -P- - LEX - 78/1407'." Continuando sua peça impugnatória, alegou a defen-- dente que efetivamente adquiriu as mercadorias constantes das no- tas fiscais relacionadas no Auto de Infração, as quais foram regu larmentes escrituradas no Livro de Entrada de Mercadorias. Para comprovação da afirmativa, anexou cópias dos referidos livros. , Argumentou também que as mercadorias adquiridas en- traram no estabelecimento e foram legalmente vendidas, conforme notas fiscais por ela emitidas e faturadas em nome de diversos clientes (juntou cópia das referidas notas). Juntou, outrossim guias de importação efetuadas pela Kolmar, Comercio Importação de Rolamentos e Produtos Industriais Ltda. acostadas às notas 'fis- cais de venda ã Durão e que foram fornecidos pela firma em ques- tão quando da venda. Também anexou algumas "fichas de estoque" on - de, afirma, se vê que inúmeras mercadorias constante das notas fiscais entraram efetivamente no seu estoque, o que demonstra , mais uma vez, a existência de uma transação comercial efetiva. Por final, expôs seu entendimento de que seria neces sária a realização de perícia, com levantamento específico do es- toque de mercadorias, para que os fatos arrolados na peça exor- dial não ficasse arrimada em mera presunção. , E pediu a decretação da improcedência do Auto:/,--- / //// , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 5. AcOrdão n9 101-77.009 Junto com a impugnação vieram os documentos de fo lhas 74/292. A decisão de primeiro grau foi assim ementada: "Matém-se a exigência do Imposto de Renda de vido pela ocorrência da diminuição do lucro líquido do exercício, através do artifício da escrituração das notas de compra de merca_ donas emitidas por empresas inexistentes (no_ tas frias)." Em suas razões de decidir, a Autoridade julgadora de primeiro grau ressaltou que a pesquisa, efetuada junto ao Ca- dastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda, confirma que as referidas firmas encontram-se com suas inscrições cancela- das por irregularidades, sendo que algumas delas nem se encon- tram registradas. Por outro lado, salientou que não houve compro- vação da efetiva aquisição das mercadorias a que se refere o auto de infração, limitando-se a contestar sua legitimidade. Isto posto, e considerando que o registro de no- tas "frias" onera o custo das mercadorias vendidas,diminuindo in- devidamente o lucro líquido do exercício, com reflexo direto na tributação do imposto de renda, houve por bem o Julgador "a quo" manter a ação fiscal. Da decisão de primeiro grau a contribuinte teve ciência em 14.10.83, conforme "AR" de fls. 298-v. Em 11.11.83 se- guinte interpôs ela recurso a este Conselho, aduzindo: a) que não foram apreciadas as razões de impugna- ção e os documentos acostados, onde ficou cla- ra a inexistência das irregularidades aponta-- - das no Auto de Infração e, como conseqüência , inexistência de sonegação fiscal; b) que a autuação sub exame não perquiriu a res- peito da efetiva entrada e saída das mercado- rias das notas fiscais tidas como imprestáveis pelo Fisco estadual. Outrossim, renovou os argumentos expendidos na impugnação, a eles se reportando expressamente. A _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 6 Acórdão n9 101-77.009 Neste Colegiado, em sessão de 14 de fevereiro de 1984, deliberou-se pela conversão do julgamento em diligência conforme relatório e voto do eminente Conselheiro BRAZ JANUÁRIO PINTO, in verbis: "A Fiscalização autuou o Contribuin- te por ter contabilizado como custo de ven- das, mercadorias que teriam sido adquiridas com notas fiscais de empresas por ele rela- cionadas às fls. 6 a 11, que, à época das operações, não mais existiam de fato. 2. Examinados os Autos verifica-se que a decisão da lide se prende à existência ou inexistência da mercadoria, dita adquirida' e à sua efetiva entrada na empresa, pelos meios de prova adequados ao caso. 3. Isto posto e Considerando ter sido a Recor-- rente, autuada pela Fiscalização do Estado da Bahia, com base em diligêndias próprias e, nas realizadas pela Fiscalização do Esta do de São Paulo, conforme documentado no'ã- Autos; Considerando que ambas as Pisca lizações citadas, após suas investigações 7 concluiram pela existência de "notas frias" e outras fraudes, não constando nenhum indí cio de que as mercadorias tenham circulado; rnnciA,nranAn ciAn A rente intimada pela Fiscalização do Estado da Bahia (fls. 15) a comprovar a real circu lação ou efetiva entrada dessas mercadorias na empresa, exceto quanto às mercadorias ad guindas de Kolmar - Comercio Importação de Rolamentos e Produtos Industrial Ltda.; Considerando não ter a Recorren- te atendido ã intimação acima citada; Considerando não ter sido a Re- corrente intimada pelo Sr. Fiscal autuante, a comprovar a efetiva entrada ou circulação e o efetivo pagamento das mercadorias cujo custo foi glosado, conforme Auto de Infra- ção às fls. 62/63; • Considerando que parte da docu- mentação, trazida aos Autos pela Recorrente - para comprovar as operações relativas às re feridas er adorias, está praticamente ile- gível; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 7 Acórdão n9 101-77.009 Considerando a inexistência nos Autos de Levantamento quantitativo específi co dessas mercadorias nem comprovação seu efetivo pagamento; Considerando a ausência da In- formação Fiscal sobre a Impugnação e docu- mentação anexada; Considerando as graves irregula ridades apontadas pelas Fiscalizações Esta- duais e o elevado montante dos valores glo- sados; e Considerando ser muito estranho que a empresa Kolmar, acima citada, conside rada "fria" pelo Fisco Estadual que decla- rou ter, a mesma, jamais praticado uma ope- ração real, tenha, até o mês anterior (ja neiro/81) ã fiscalização estadual da Recor- rente, emitido DIs na DRF-Guarulhos (SP) através de procurador e não terem sido as investigações se extendido 'àquela DRF, para, ã vista de procuração ali arquivada, identi ficar o responsável pela fraude trazendo n5 vos elementos de convicção da existência 6U não das mercadorias; Voto pela conversão do presente jul- gamento em diligência para que, com o retor no dos Autos ã Repartição de origem, sejam tomadas as seguintes providências: 19) seja realizado levantamento espe cífico das mercadorias citadas e respectivas devoluções para que fiquem apuradas sua efetiva en- - trada e destinação; 29) seja, a Recorrente, intimada a - comprovar, da melhor forma, o pa gamento das mercadorias cujo cus to foi glosado, bem como o res- sarcimento pelas devoluções ocor - _ridas; 39) sejam anexadas aos Autos Cópias das Declarações IRPJ, dos exerci - cios fiscalizados, entregues pe- la Recorrente: 49) seja informado se, as mercado- rias efetivamente integrantes do - custo, compondo o resultado dos respectivos exercícios, tiveram suas devoluções, indicadas nas relações de fls. 6 a 11, conside radas como tais na contabilid-ade;1 / SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 8 Acórdão n9 101-77.009 59) seja emitido, pelo Sr. Fiscal, autor da 'diligência ora determinada, um mi nucioso, objetivo e conclusivo pare: cer sobre o que se apurar, inclusive sobre a documentação já anexada aos Autos, podendo, se julgar necessário, intimar terceiros e proceder a ou- tros exames e diligências;" Baixado o processo, foi a empresa intimada conforme Termo de fls. 313: "Esta fiscalização por diversas ve- zes nos últimos dois anos manteve conta- tos permanentes com o Contribuinte acima descrito, na pessoa de seu representante, Sr. Marco Antonio Durão, no sentido de serem atendidas as providências determi- nadas pela Primeira Cãmara do E. Primei- ro Conselho de Contribuintes na Resolu- ção n9 101-01.822. Os prazos avençados foram prorroga- dos sucessivamente atendendo aos argumen tos de que os elementos necessários en- contravam-,se na filial da empresa, loca- lizada em Salvador, Bahia, e de que have ria necessidade de minucioso e demorado' levantamento em que ficasse insofismavel mente comprovada a circulação das merca- dorias. Também foi argumentado a necessi dade de tempo que seria necessário aos estabelecimentos bancários para que es- tes atendessem à solicitação de cópia de documentos utilizados para a liquidação' das operações. Entretanto, no que pese o tempo de- corrido, até agora nada foi exibido ou comprovado. Diante do exposto, a fim de dar co- bro a tal situação, fica o Contribuinte' acima identificado, na pessoa de seu re- presentante ao final assinado, INTIMADO, = a no prazo improrrogável de CINCO dias a: 19 - Exibir as fichas de estoque das mercadorias relacionadas às notas fiscais impugnadas, juntando os documentos origi nais das transações. 29 Comprovar o pagamento das mer- cadorias contantes das notas fiscais re- lacionadas nos esclarecimentos prestados SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 9 Acórdão n9 101-77.009 em 4 de agosto de 1983 (fls. 6 a 11) bem como o ressarcimentos pelas devolu ções ocorridas, juntando igualmente (:). documentos originais. 39 Exibir o,livro Diário ougue se encontram contabilizadas as devolu- ções de mercadorias relativas às notas relacionadas às fls. 6 a 11. Os elementos deverão ser postos à disposição desta fiscalização, com avi so por escrito, devidamente comprovad -a- a sua entrega, que deverá ser feita na sala n9 405, do 49 andar, do Edifício' do Ministério da Fazenda, localizadona Avenida Prestes Maia, n9 733, a fim de que não pairem dúvidas de ter sido da- da a Autuada, todas as possibilidades' de ampla comprovação dos fatos expendi -- dos em sua impugnação e recurso." A empresa foi intimada em 24/10/86. Porém, até 09 de novembro de 1986 não apresentou a contribuinte os elementos solicitados. Em face do ocorrido, o Fiscal autuante lançou a se- guinte cota: "Apesar de inúmeras tentativas não foi possível efetuar o levantamento es- pecífico solicitado a fls. 308, ¡Dor fal ta dos elementos necessários, bem como as demais solicitações ali contidas. 2. Assim, para documentar os pedidos feitos verbalmente por diversas vezes, foi feita a intimação de fls. 313, que também não foi atendida. 3. Devolvo, pois, o presente para ser restituído à Primeira Câmara do Pri meiro Conselho de Contribuintes apósjún tada das declarações requisitadas às fls. 310/312. A' consideração superior." Isto posto, foi o processo restituído ao Conselho. É o relatõrio. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 10. Acórdão n9 101-77.009 / VOTO Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator: O recurso foi manifestado dentro do prazo de trinta dias, nos termos do art. 33 do Decreto n9 70.235172, devendo as_ sim ser conhecido. No mérito, controver-se a respeito de notas fiscais emitidas por empresas que á' data em que foram exaradas já não mais estavam em funcionamento. Atento às alegaçÕes expendidas pela recorrente, es_ te Colegiado determinou a realização de diligência. Esta, no entanto, não foi levada a cabo porque, conforme informação lan__ çada pela fiscalização, a empresa não atendeu à intimação a ela feita para apresentar a documentação necessária. Sem que a diligência tenha se efetivado, não se po de acolher as alegaçães do contribuinte, em face das peculiari dades do processo. Com efeito, não procede o inconformismo da autuada em relação ao fato de ter se valido o Fisco de elementos apura_ dos pela Secretaria da Fazenda Estadual. É cediço que a juris_ prudência, tanto administrativo como judicial, tem entendido que o que é necessário é dar-se ao contribuinte oportunidade para em cada esfera fiscal demonstrar a inveracidade dos fatos apontados por uma ou outra ação fiscal, Ora, no caso concreto' não logrou a interessada de mostrar que os fatos apurados pela Secretaria da Fazenda de $ão Paulo eram improcedentes. Afirmou a requerente que as mercadorias adquiridas entrarAm no estabelecimento e foraM legalmente vendidas Ocorre, entretanto, que o fato que se aponta contra a contribuinte é o - de que foram-utilizadaS notas fiscais de pessoas jurídicas já fo ra de operação para negar seus custos,. Assim, ainda que a mer cadoria tivesse tido entrada, haverá de se demonstrar que ft SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0810-000.795/83-95 11. Acórdão n9 101-77.009 efetivamente adquirida das empresas fornecedores de notas fis cais. A não realização da diligência, por culpa da inte- ressada, frustou a possibilidade de que tais fatos viessem a ser demonstrados. isto posto, nego provento ao recurso., ‘ est H UARDO RANGE: ÁLÇKNUN - REJ,ATOR, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1

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Numero do processo: 10907.001105/2005-49
Data da sessão: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1999 DECADÊNCIA. PRAZO. O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4°, do CTN. Essa regra aplica-se também à CSLL e por força da Súmula n° 8 do STF. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1201-000.024
Decisão: ACORDAM os Membros da 2ª câmara / 1ª turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, para acolher a preliminar de decadência, prejudicadas as demais razões de mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO

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PRAZO. O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extingue-se em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4°, do CTN. Essa regra aplica-se também à CSLL e por força da Súmula n° 8 do STF. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TERMINAIS PORTUÁRIOS DA PONTA DO FÉLIX S.A. ACORDAM os Membros da 2' câmara / 1' turma ordinária da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, para acolher a preliminar de decadência, prejudicadas as demais razões de mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. REG Presidente Processo n°10907.001105/2005-49 SI-C2T1 Acórdão n.° 1201-00.024 Fl. 2 CL>W&IS Cuit" LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator FORMALIZADO EM: 28 JUL 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ANTONIO BEZERRA NETO, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, CARLOS PELÁ, REGIS MAGALHÃES SOARES QUEIROZ, GUILHERME ADOLFO DOS SANTOS MENDES e ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO. Processo n°10901.001105/2005-49 SI-C2T1 Acórdão n.° 1201-00.024 Fl. 3 Relatório Por bem resumir a controvérsia, adoto o Relatório da decisão recorrida que abaixo transcrevo: "Em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a contribuinte identificada, e tendo em vista o que consta do Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal de fls. 92/93, parte integrante dos lançamentos em nome da interessada, foram lavrados os autos de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido- CSSL. O Auto de Infração do IRPJ (fls. 81/85) apurou o imposto de R$ 570.208,80, de que deduziu o IRRF de R$ 681.134,22, resultando no saldo negativo de R$ 110.925,62. A autuação, conforme detalhado no Termo de Verificação Fiscal de fls. 92/93, resultou da caracterização, no ano-calendário 1999, de omissão de receita de aplicações financeiras de renda fixa e do respectivo IRRF. Enquadrou-se o feito nos arts. 224 e 518 do Regulamento do Imposto de Renda, Decreto n°3.000, de 1999: O Auto de Infração de CSLL (fls. 86/91) exige o recolhimento de R$ 222.814,03 de contribuição e R$ 334.221,04 de multa de oficio prevista no art. 44, II da Lei n° 9.430, de 1996, além dos encargos legais. A exigência decorre do lançamento do IRPJ e resulta da omissão de receita de aplicações financeiras de renda fixa, tendo como enquadramento legal os arts. 2° e §5, da Lei n.° 7.689, de 1988, 19 da Lei n° 9.249, de 1995, 1° da Lei n°9.316, de 1996, 28 da Lei n°9.430, de 1996 e 6° da MP n°1.858, de 1999 e reedições. Cientificada em 20/05/2005 (fis. 81, 86 e 93), a interessada apresentou tempestivamente em 20/06/2005 a impugnação de fls. 96/135, instruída com o documento defls. 136/138, trazendo, em extenso arrazoado, as razões a seguir, em síntese. Historia o lançamento, as práticas contábeis, as práticas fiscais e a decisão n° 110/2004 proferida pela DRF Paranaguá em outro processo, de pedido de restituição/compensação. Argumenta que se encontrava em fase pré-operacional sendo aplicável ao caso a IR SRF n° 54, de 1988, que regula a cobrança e pagamento do imposto na fase pré-operacional e cujo item 2 transcreve. Reclama da imposição da multa qualcada, argumentando não estar provado o intuito doloso, postulando sua redução a 75%; 3 Processo n° 10907.001105/2005-49 S1-C2T1 Acórdão n.° 1201-00.024 Fl. 4 cita em seu favor decisões administrativas e invoca os princípios da capacidade contributiva e da razoabilidade. Suscita a preliminar de decadência, em face de o crédito corresponder ao ano de 1999 e a exigência haver sido cientificada em 20/05/2005. Reclama da constituição do crédito de 1RPJ, que transformou imposto a restituir em valor a pagar e aduz que oportunamente será requerida perícia contad. Finalizando, requer seja determinada a realização de perícia contábil, para a qual formula quesitos e indica perita pelo nome, qualcação profissional e telefone e sejam apreciados os prequestionamentos quanto ao art. 173 do C7'N e ao ai?. 16. IV do Decreto n° 70.235, de 1972. Tendo em vista divergência entre os valores tributáveis que instruíram o processo de restituição e os objeto do lançamento de oficio, retornou o processo em diligência, tendo sido esclarecido que o montante informado pela empresa Fundação Capei de Previdência e Assistência Social se refere a subscrição de ações e não à prestação de serviços (fls. 142/191). À fl. 192, foi anexada tela do sistema Comprot, referente à tramitação do processo n° 10980.001584/2001-97, relativo ao anterior pedido de restituição. É o relatório". A Delegacia da Receita Federal de Julgamento prolatou o Acórdão DRJ/CTA n° 10.462/2006 (fls. 193/202) acolhendo parcialmente o pleito exclusivamente no que tange à imputação da multa de oficio na forma qualificada,a qual teve seu percentual reduzido para 75%. Devidamente cientificado (fl. 205), o sujeito passivo recorre a este Colegiado (fls. 209/235, com documentos de fls. 236/511) ratificando em essência as razões expedidas na peça impugnatória. É o Relatório. 4 Processo e 10907.001105/200549 SI-C2T1 Acórdão n.° 1201-00.024 Fl. 5 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Relator Em relação ao prazo decadencial, pauto minha linha de raciocínio no sentido de que foi definido como regra geral no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN): "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; ( )". Por outro lado, dentre as modalidades de lançamento definidas pelo CTN, o art. 150 trata do lançamento por homologação. Nesse caso, o § 4° do dispositivo estabeleceu regra especifica para a decadência: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ) ,f 4° Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação" (grifo acrescido) • Registre-se que o próprio texto do § 4° estabelece duas • situações que excepcionariam o prazo ali previsto. Numa delas quando a lei fixar prazo distinto para homologação. Noutra, se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Essa última hipótese já foi descartada pela decisão recorrida que cancelou a qualificação da multa de oficio, por entender não configurada qualquer situação de dolo, fraude ou simulação. No que se refere às contribuições sociais sua natureza tributária coloca-as, no gênero, como espécies sujeitas ao lançamento por homologação. Aplicam-se a elas, portanto, as disposições do art. 150 do Código Tributário Nacional. O já mencionado § 4° do mencionado artigo autoriza que a lei estabeleça prazo diverso dos cinco anos ali determinados. Foi assim que a Lei n° 8.212, de 26 de julho de 1991, regulamentando a Seguridade Social, tratou do prazo decadencial das contribuições sociais da seguinte forma: Processo n° 10907.001105/2005-49 S1-C2T1 Acórdão o.° 1201-00.024 Fl. 6 "Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: 1- do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada." (grifo acrescido) A mencionada lei determina expressamente quais as contribuições sociais, a cargo da empresa, que tenham base no lucro: "Art. 23. As contribuições a cargo da empresa provenientes do faturamento e do lucro, destinadas à Seguridade Social, além do disposto no art. 22 são calculadas mediante a aplicação das seguintes aliquotas: ( ) lI - 10% (dez por cento) sobre o lucro liquido do período-base, antes da provisão para o Imposto de Renda, ajustado na forma do art. 2° da Lei n°8.034, de 1 2 de abril de 1990. ( )". Assim, a CSLL está elencadas entre as contribuições submetidas às regras da Lei n° 8.212/91, incluindo ai o prazo decadencial definido no art. 45 desse diploma legal. Entretanto, com a recente edição da Súmula Vinculante n° 8 o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o mencionado dispositivo legal. Assim, a contribuição em tela submete-se ao prazo decadencial nas mesmas regras que os demais tributos sujeitos ao lançamento por homologação: "Súmula vinculante ne 8 - São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do Decreto-Lei n°1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, reL Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, reL Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, reL Min. Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: Decreto-Lei n°1.569/1997, art. 5°, parágrafo único Lei n° 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III" CL 6 Processo n° 10907.001105/200549 SI-C2T1 Acórdão n.° 1201-00.024 Fl. 7 Considerando a data de ciência da autuação (20/05/2005) foram atingidos pela decadência os fatos geradores *anteriores a 20/05/2000 o que abrangeria a integialidade da exigência, pois referente ao fato gerador 31/12/1999. Do exposto, voto por acolher a decadência e dar provimento ao recurso. Sala das Sessões-DF, em 12 de março de 2009. Cem410 LEONARDO DE ANDRADE COUTO 4 Page 1 _0040400.PDF Page 1 _0040500.PDF Page 1 _0040600.PDF Page 1 _0040700.PDF Page 1 _0040800.PDF Page 1 _0040900.PDF Page 1

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Numero do processo: 13603.000211/85-02
Data da sessão: Fri Feb 24 00:00:00 UTC 19
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-77047
Nome do relator: Não Informado

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IRPJ DISTRIBUIÇÃO , DISEWS*DE LLEFDS DOR ! EMPRÉSTIMO EM DINHEIRO CONCEDIDO A DIRI- GENTE - EXCESSO DE DESPESA DE CORREÇÃO MONETÁRIA - O valor do empréstimo em di- nheito concedido ao dirigente da pessoa' jurídica, sem observância das idisposi- ções legais, enseja presumir-se distri- buiçãodisfarçada de lucros, devendo a importância mutuada ser deduzida da con- ta de lucros acumulados ou da reservade lucros, a fim de evitar-se excesso , de despesas de correção monetária. BRINDES - Os brindes admitidos por despe sas dedutiveis são aqueles refletidos por objetos de valor diminuto ou de nenhuma significação comercial e não os adornos' ou jóias que se compõem de metais nobres (platina, ouro, ou prata), nem os reló- gios de pulso de qualidade e marcas afa- madas. VARIAÇÃO MONETÁRIA, SOBRE DIREITOS DE CREDITO - RECEITA FINANCEIRA ESCRITURADA EM EXERCÍCIO POSTERIOR - POSTERGAÇÃO - O registro da receita financeira, decorren te da variação monetária incidente sobre. os direitos de crédito, inclusive sobre as aplicações de capital dos Empréstimos CoMpulSOrdos a favor da ELETROBRÁS, fei- to em exercício posterior ao de competen cia implica em postergação no pagamento' do imposto correspondente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TECNOWATT - INDÚSTRIA ELETROTÉCNICA LIMITADA: A 4 `.••/"bP ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primei ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos tetmos,db relatório e voto que pas- sam a integrar o presente julgado(uI-. I , Sala das SSso--À((DF), em 24 defevereito de 1987 r"'Of AMAW ff OU — 4 'ERN? DEZ - PRESIDENTE( .V 11 4.'''",44/4 i il ' -- - SYLTer '-41I.' GUE - RELATOR -gr ', ,...) AGOSTINHO FLORES - PROCURADOR DA FAZEN- VISTO EM DA NACIONAL SESSÃO DE: 'j 191?-L ' ,-, Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NU NES, AGOSTINHO SERRANO FILHO, ALCEU DE AZEVEDO FONSECA PINTO e RAUL PIMENTEL. Ausente o Conselheiro JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCK MIN. ..,_ - 2. „,k.r4 • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 RECURSO N9: 91.008 ACORDÃON9: 101-77.047 RECORRENTEN9: TECNOWATT - INDÚSTRIA ELETROTÉCNICA LIMITADA RELATÓRIO TECNOWATT - INDÚSTRIA ELETROTÉCNICA LIMITADA, em - presa estabelecida em Contagem, Estado de Minas Gerais, manifesta re curso tempestivo contra o ato do Delegado da Receita Federal em Be- lo Horizonte que, ao julgar-lhe a petição impugnativa oposta ã co- brança do credito tributário consignado no Auto de Infração de fls. 11/12, lavrado quanto aos exercícios de 1981 e 1982, decidiu pela procedência da ação fiscal. De acordo com a peça propedêutica, a base de cálcu- lo pode ser exposta na conformidade do quadro discriminativo a se- cm ir crTirw-Nc-f-o: DISCRIMINAÇÃO Exercício de 1981 Exercício dà 1982 1 - Distribuição disfarçada de lucros caraCt por empr:é. st i- mo concedido a sócio,na importância de Cr$ .... 450.000, que, por não ter sido deduzido da conta de lucros acumula dos, produziu, a debi- to da conta de correção monetária, um ajuste maior do que deveria, a - traves do patrimOnio 11 DMF - DF/19 C-C - Secgraf 1600/75 PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-77.047 quido Cr$ 228.510 -- 2 - Despesas não dedutí-- veis, com brindes e ofertas referentes a distribuição de jóias de ouro, relógios,etb (docs. de fls.73a141) Cr$ 759.621 Cr$ 4.235.182 3 - Ajuste monetário do Empréstimo Compulsó- rio em favor da Ele- trobrãs, somente rea- lizado no ano-base de 1983, exercício de . 1984, com ocorrência' de postergação no pa- gamento do imposto, conforme documentos a fls. 03 e 17/19 Cr$ 107.261 Cr$ 419.630 As contra-razões de defesa desenvolvidas, quer na petição impugnativa (f is. 25/27) quer na petição de recurso (folhas 51/60), são expostas no sentido de darem a entender: - que a acusação de distribuição disfarçada de lu - cros pelo empréstimo : de Cr$ 450.000 feito ao só - _ cio Mauro Lobo. Martins Júnior provém de mera pre- sunção, em decorrência de possuir a sociedade re- serva de lucros acumulados e não terem sido com- putadas, no mútuo, parcelas de juros e correção monetária, por se tratar, na conformidade dos do _ cumentos, de empréstimo efetivo, resgatado 72 dias depois, uma vez que, para comprovã-lo, há não só registro no livro Diário e na declaração de bens - do beneficiado, mas também emissão de cheques e recibos de depósitos bancários, afirmando, expres- --5 samente, a fls. 53:.$ al , . PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9101-77.047 "V -- O fato de a legislação do Imposto de Renda entender que o empréstimo feito a um sócio, sem a cobrança de juros e da correção monetária e existindo lucros a- cumulados presume a existência de uma dis tribuição disfarçada de lucros, não sig- nifica que tal presunção não possa ser destruída por prova inequMca a - cargo do sujeito passivo, TAL COMO OCORRE NOS PRESENTES AUTOS, EM QUE FOI DEMONSTRADAEO CUMENTALMENTE A EFETIVIDADE DO EMPRÊSTI---- MO." - que a recorrente adquiriu da Organizações Manoel Bernardes Limitada (notas fiscais fatura a fls. 73/141) várias peças de pequeno valor, a fim de distribuí-las, como brindes e ofertas, a seus clien_ tes, principalmente funcionários de concessioná- rias de energia elétrica; - que a distribuição desses brindes e ofertas não pode ser considerada liberalidadecomoquex° o procedi- ffiento fiscal e sim uma despesa de propaganda e promoção comercial; - que a receita de correção monetária sobre o empréá timo compulsório ã Eletrobrás não gera recursos ne_ cessários ao pagamento do tributo exigido, por não ser ainda uma receita efetivada, ou seja uma ante- cipação sobre a renda futura, uma vez que só- no mo mento do resgate do empréstimo, após vencer-se o prazo de 20 anos ela se efetivará. Ao decidir pela procedência da ação fiscal, a autori . _ . dade julgadora de primeiro grau fundamentou o seu ato, dizendo como parte principal da negativa de deferimento da petição impugnativa: ., - que, em processo .à. parte, foi tributada como dis tribuição disfarçada de lucros a importância de Cr$ 450.000, por empréstimo concedido pela empr-:- 0-0 / i r, 7/// SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 5. ACÓRDÃO N9 101-77.047 ao sócio Mauro Lobo Martins Júnior, nos termos do artigo 367 do RIR/80; - que, não tendo a empresa deduzido aquela importân- cia da conta de lucros acumulados, houve correção monetária a maior do patrimônio líquido, gerando a despesa indevida de Cr$ 228.510; - que, de acordo com o artigo 370, inciso V, do RIR/ /80, para efeito de determinar o lucro real da pes soa jurídica no caso do inciso V do artigo 367, a importância mutuada em negócio que não satisfaça às condições dos parágrafos 19 e 29 do mesmo artigo será, para efeito de correção monetária do patri- mônio líquido, deduzida dos lucros ou reserva de lucros, exceto a legal; - que as despesas com brindes não estão expressamen- te previstas na legislação do imposto de renda co- mo dedutiveis, mas o Parecer Normativo CST núme- ro 15, de 27.02.1976, admite como operacionais,den tro do conceito genérico estabelecido no art. 191 do RIR/80, aquelas com aquisição de objetos ou di reitos de pequeno ou nenhum valor comercial, quan- do o total dessas despesas for moderado; - que, conforme entendimento contido no Acórdão n9 - 101-74.667/83 do Primeiro Conselho de Contribuin-- tes¡ não é bastante que os gastos sejam reduzidos em face do lucro operacional ou da receita bruta - da pessoa jurídica, pois a faculdade ensejaria que - grandes empresas pudessem presentear seus clientes com régios adereços, subtraindo os valores da inci dencia tributãria, como no presente caso em que houve aquisição de grande quantidade de jóias de ouro, relógios, etc, para distribuição, por isso cabe â suplicante assumir sozinha o ônus da lib- a O SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 6. ACÓRDÃO N9 101-77.047 lidade praticada; - que a jurisprudência firmada pelo Primeiro Conse lho de Contribuintes é no sentido de que a falta de registro contábil da correção monetária dos Em préstimos à Eletrobrás implica em omissão de celta financeira, conforme acórdãos que c a É" o relatório. /, SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 7. ACÓRDÃO N9 101-77.047 VOTO Conselheiro SYLVIO RODRIGUES, Relator: Esclareça-se a defesa que é da própria essência da lei em presumir-se distribuição disfarçada de lucros, quando haja efetivamente a concessão de empréstimo em dinheiro às pessoas enun_ ciadas no dispositivo legal. O Decreto-lei n9 1.598, de 26.12.1977, ao coordenar o "caput" do art. 60 com as disposições do seu inciso V ("caput"db art. 367 e inciso V), determinando "presume-se distribuição disfar_ çada de lucros", não está dando a entender que se presuma a exis- tência de mútuo, para que a defesa viesse dizer que demonstrara do_ cumentalmente a efetividade do empréstimo, através da emissão de cheques, de recibos de depósitos bancários, de registros no livro Diário e que o empréstimo se liquidara em 72 dias. A razão de ser em presumir-se distribuição disfarçada de lucros está exatamentena realização de empréstimo que não obedece às disposições do arti- go 60, inciso V, combinado com o seu § 19, alínea "b", do Decre- to-lei n9 1.598/77 (art. 367, inciso V, combinado com o § 19, ali nea "b", do RIR/80). É claro que se não tratasse de empréstimo efe_ tivo, não haveria motivo para presumir-se distribuição disfarça- da de lucros; nas circunstãncias ocorrentes na espécie dos autos. Em realidade, não se opôs dúvida à efetividade do empréstimo, porquanto, se ele não existisse, não haveria como su- por-se, no caso, distribuição disfarçada de lucros. A presunção à. qual o dispositivo legal se dirige é ã distribuição disfarçada de lucros e não à existência de empréstimo, uma vez que é por demais : lógico que este deve existir para possibilitar a presunção daque- la distribuição disfarçada de lucros. Enquanto a lei define as medidas obstativas de des_ vios de lucros pela distribuição disfarçada deles, através de em- préstimo de mútuo que a pessoa jurídica conceda à pessoa ligada,. áP e, a par disso, por ter criado o instituto da correção monetár:a15 4 - 7,,- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 - 8. ACÓRDÃO N9 101-77.047 para eliminar as distorções inflacionárias sobre os elementos pa trimoniais e sobre os resultados do exercício, estabeleceu a re- gra constante do art. 62, inciso IV, do Decreto-lei n9 1.598/77 (ar tigo 370, inciso IV, do RIR/80), a recorrente utiliza tal institu- to de modo oposto. Registra a debito do resultado do exercício a contrapartida da correção monetária da parcela do patrimônio líqui do que transferira, mesmo que seja temporariamente, ao sócio Mauro Lobo Martins Júnior, sob a forma de empréstimo. Ora, se por definição legal, o patrimônio líquido corresponde à diferença entre o ativo e o passivo e se ele, sob ou tras palavras, significa a parcela de recursos próprios investi-- dos e ou reinvestidos no capital da empresa por seus titulares, só cios ou acionistas e como é vedado ã pessoa jurídica corrigir a parcela do capital apenas subscrito, então, é também de entender— se não lhe ser permitido que corrija parcela desse capital, ou pa- trimônio liquido, subtraída, ainda que temporariamente, do giro da atividade da empresa e posta ã disposição, como aqui ocorreu, do sócio Mauro Lobo Martins Júnior. Esta a razão pela qual o artigo 370, inciso IV, do RIR/80, traduz igual entendimento, ao determi- nar que a importância mutuada em negócio que não estabeleça, por escrito, a fluência de juros e correção monetária nas condições u- suais no mercado financeiro será, para efeito de correção monetá ria do patrimônio líquido, deduzida dos lucros acumulados ou reser va de lucros, exceto a legal, de modo a não se distorcerem os ele mentos componentes do balanço da pessoa jurídica e nem se preju- dicar o resultado do exercício. A indiscutível efetividade da concessão do emprésti mo e, portanto, uma realidade que se presta ao entendimento de pre sumir-se a distribuição disfarçada de lucros, como consta da re- serva da lei. Ademais, no casos em que a lei caracteriza formas' de distribuição disfarçada de lucros, e irrelevante a causa da dis bribuição , que se for através de empréstimo, como na espécie, em 011 nada importa que o mútuo tenha sido liquidado em curto prazo. Ha enft , 9. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO NO 13603-000.211/85-02 ACÓRDÃO NO 101-77.047 rã, portanto, incidência do imposto de renda proveniente de dis_ tribuição disfarçada de lucros, sempre que ocorrerem as condi- ções estabelecidas em lei para caracterizar as operações que as_ sim se definirem sob disfarce. Definindo a lei as situações ou hipóteses que imponham a obrigação de pagar tributo, constituem elas o fato tributável ou fato gerador do imposto. Em relação ao exercício de 1982, tal como o fez quanto ao exercício anterior, a ação fiscal descreve como irregu laridades a aquisição e distribuição, a titulo de brindes e ofer_ tas, de vários objetos e a postergação, até o exercício de 1984, conforme demonstrativos de fls. 17 a 19, no pagamento do tributo pelo retardamento na escrituração de correção monetária do Em- préstimo Compulsório a favor da Eletrobrás. A prática constante de determinado ato implica em praxe comum que, por se tornar hábito reiterado, acaba sendo cos_ tume Costumeiramente, é comum as empresas distribui_ rem brindes a clientes, ou não, com a finalidade de promover a propaganda comercial de seus negócios. A distribuição de brindes tornou-se usual em cer_ tas épocas do ano, principalmente em dezembro, por ocasião dos festejos de Natal, vindo constituir essa praxe uma forma de cor_ tesia natalina. Na legislação do imposto de renda não existe nor_ ma que especificamente trate da distribuição de brindes. Todavia, a jurisprudência administrativa, conci_ liando a distribuição de brindes com a noção de propaganda, tem- a .._ -na admitido, desde que sejam objetos de diminuto valor unitário e -P4 OeP4 (--,:' PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 10. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-77.047 pouca, ou nenhuma, significação comercial, a não ser a de expressivida de única de promoção empresarial. Os objetos oferecidos, a titulo de brindes, por promoção empresarial, tanto podem ser representados por mercadó- rias próprias ou de tercerios, como qualquer outro bem Cu direito, mas há de conter-se dentro de percentual módico em relação à recei - ta operacional da empresa, que os deve distribuir gratuitamente. Em geral, são numerosíssimas especimes de chavei- ros, lápis, lapiseiras, canetas, medalhinhas, calendários e outros pequenos "souvenirs", como objetos distribuídos para agrado e lem brança de uma quantidade irrestrita e imensurável de pessoas que são presenteadas. Os objetos, representativos de brindes, não hão de representar, cada um de per si, uma dádiva pomposa, mas uma sin gela lembrança da organização empresarial, nos quais,: comumente,se inscreve o nome fantasia e ou a razão (firma) comercial da empre- sa, que os distribui, para que a sua denominação não se apague na - memória das pessoas mimoseadas com os "souveniers". Se, ao contrário, os objetos estimados unitariamen te apresentam valor considerável, a distribuição se restringe a um número reduzido de pessoas, e, ás vezes, ate a uma só. Se isso acontece, a característica de brinde sO desmerece por deixar de vincular-se á noção promocional de propaganda irrestrita e,r ainda que a despesa correspondente se contenha em índice moderado em pro porção á receita operacional, o dispêndio se configura por libera- lidade. Ocorre isso com a distribuição de aparelhos eietrossonoros ou eletrodomesticos e utilitários (televisões, amplificadores de som, rádios, radiolas, geladeiras, liquidificadores, batedeiras,fa queiros, baixelas, calculadoras, mãquinas de escrever, etc) e bem assim de relógios, jóias ou adornos de metais nobres (platina, ou ro e prata), por apresentarem valor comercial significativo. Na espécie dos autos, contrariamente ao que a de (5, A I PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 11. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ACÓRDÃO N9 101-77.047 fesa alega, dizendo que são brindes referentes a objetos de peque no valor, sem contudo os discriminar, verifica-se pelas notas fis- cais-fatura, de fls. 73/141, emitidas pela empresa Organizações Ma— noel Bernardes Limitada, que eles se compõem de adornos de metais nobres em Jóias de platina, ouro e prata (abotoaduras, alianças a- néis, brincos, broches, colares, cordões, pingentes, pulseiras,etc) e relógios de pulso de várias marcas (Jean Vernier, Seiko, Technos, Tissot). Nem o Parecer Normativo CST n9 15, de 27.02.1976, nem o . artigo 191 do RIR/80 e nem tampouco a jurisprudência administrati- va apoiam a pretensão da recorrente de admitirem-se essas despesas como brindes, cabendo-lhe, portanto, assumir sozinha o ônus da li- - bexaa idade praticada, A questão relativa ã correção (variação) monetária dos direitos de crédito sobre as Obrigações da Eletrobrás ou sobre os Empréstimos Compulsórios a favor da Eletrobrãs já recebeu aqui, neste Conselho de Contribuintes, inúmeros Julgamentos no sentido de que a falta de procedimento de atualização do valor desses di- reitos de crédito implica em omissão de receita financeira. Entre outros acórdãos mais recentes, citam-se os de n9s 101-76.855, 101- 76.957 e 101-77.011 da Primeira Câmara, sendo de salientar que, no mesmo sentido, já se pronunciou a Câmara Superior de Recursos Fiscais pelos Acórdãos n9s CSRF/01-0.670 e CSRF/01-0.671. Da prova dos autos desponta com todo relevo a evi_ dência de idêntico entendimento da defesa de que a variação mone- tária sobre o Empréstimo Compulsório a favor da Eletrobrãs é cabí- vel, pois antes do início da ação fiscal já havia procedido, em sua escrituração, ã atualização monetária do correspondente direi- to de crédito, ainda que fora do exercício de competência, por is- so somente lhe estão sendo exigidos os encargos decorrentes da pos tergação. . , liâ, portanto, uma nítida incoerência da defesa em haver a recorrente efetuado, ainda que tardiamente, o citado ajus- : te monetário e agora querer negar a evidência do seu entendiment 1 ,0 P . // 12. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13603-000.211/85-02 AMRDÃO N9 101-77.047 opondo-se aos efeitos da postergação do pagamento do respectivo tributo. Confira-se que, ao ser indagada, através do item 04 do Termo de Verificação e Esclarecimentos n9 01 (fls. 02), "Qual o procedimento adotado pela empresa, em re lação ao Empréstimo Compulsório - ELETROBRAS, ce ao DECRETO-LEI n9 1.512/76 e 1N-108/78, item 11 relativo aos anos-base de 1980 a 1983?" depois de dizer que registra, contabilmente, o Empréstimo Compul- sório no Ativo Realizável a Longo Prazo, respondeu, as fls. 03: "No exercício seguinte ao do depOsito,convertemos os valores efetivamente pagos a título de emprés timo compulsório, em ORTN do mês de janeiro. SS mente a partir de 1983 passamos a proceder a Cor reção Monetária dos depósitos, sendo que no exeF cicio de 1984, ano-base de 1983 constam na Recet ta da empresa a Correção Monetária acumulada de 1977 a 1983. O registro contábil da correção monetária é fei - to através de: Débito: 12.004 - Empréstimo Compulsório Credito:42.101 - Receitas Financeiras." Nada mais precisa ser dito, frente a semelhante resposta, para demonstrar-se que a própria interessada tem ciên cia de que o Empréstimo Compulsório a favor da Eletrobrás se su jeita, em cada ano, ã variação ou correçãomonetária nos termos das disposições do artigo 254, inciso I, do RIR/80. As contradi- tas da defesa, expostas nas petiçOes impugnativa e recursória, faltam com a fé do registro contábil ao qual a recorrente proce- deu, espontaneamente, mesmo feito a destempo, por isso submissí - vel às conseqüências da postergação, como dispõe o artigo 171, in ciso I, do RIR/80. Por toda a ordem do ra 'ocinio exposto, relator vota no sentido de negar-sê provimedao recurso.- l. IN' ftakRIGUES f - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1

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