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Numero do processo: 10166.001121/90-32
Data da sessão: Tue Mar 21 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Subsistindo a exigência fiscal formulada no processo matriz, igual sorte colhe o recurso voluntário
interposto nos autos do processo que tem por objeto auto de infração lavrado por mera decorrência daque-1e.
Numero da decisão: 102-29.740
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuínte, por unanimidade de voto, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Carlos Emanuel Dos Santos Paiva
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Numero do processo: 15374.003243/2001-18
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/07/1997, 31/08/1997, 30/09/1997
31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997, 31/01/1998, 28/02/1998,
31/03/1998, 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998, 31/07/1998,
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31/01/1999, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999,
30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999,
30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 29/02/2000, 31/03/2000,
30/04/2000, 31/05/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000,
30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE AFASTADA. INTEMPESTIVIDADE.
Ausência de demonstração de tempestividade na apresentação de recurso especial. Se não preenchido o pressuposto, o recurso, nesse aspecto não há de ser admitido.
Recurso Especial do Procurador não conhecido.
Numero da decisão: 9303-002.294
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por não ter sido demonstrada a tempestividade.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente Substituto
MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ - Relatora.
EDITADO EM: 30/10/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto).
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
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RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE AFASTADA. INTEMPESTIVIDADE. Ausência de demonstração de tempestividade na apresentação de recurso especial. Se não preenchido o pressuposto, o recurso, nesse aspecto não há de ser admitido. Recurso Especial do Procurador não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por não ter sido demonstrada a tempestividade. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente Substituto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 00 32 43 /2 00 1- 18 Fl. 1373DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Relatora. EDITADO EM: 30/10/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente Substituto). Relatório A Fazenda Nacional, por meio de seu I. procurador, com fulcro no art. 72, inciso I e no art.15, § 1 0 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, apresenta recurso especial contra a decisão proferida por meio do Acórdão 20180.653, proferida por maioria de votos, em sessão de 17 de outubro de 2007, do qual tomou ciência em 19 de março de 2008 (fl. 1.187), que está assim ementado: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/07/1997, 31/08/1997, 30/09/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997, 31/01/1998, 28/02/1998, 31/03/1998, 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998, 31/07/1998, 31/08/1998, 30/09/1998, 31/10/1998, 30/11/1998, 31/12/1998, 31/01/1999, 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/10/1999, 30/11/1999, 31/12/1999, 31/01/2000, 29/02/2000, 31/03/2000, 30/04/2000, 31/05/2000, 30/06/2000, 31/07/2000, 31/08/2000, 30/09/2000, 31/10/2000, 30/11/2000, 31/12/2000 Ementa: RECEITAS DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS. ISENÇÃO. DEPÓSITOS EM CONTA MANTIDA NO EXTERIOR. COMPOSIÇÃO HETEROGÊNEA. RECUPERAÇÃO DE DESPESAS E RECEITAS DE JUROS. INGRESSOS DE DIVISAS NO PAIS COM ORIGEM NA REFERIDA CONTA. BASE DE CÁLCULO TRIBUTÁVEL. "CONTAMINAÇÃO" DAS EXCLUSÕES COM VALORES NÃO ISENTOS. COMPROVAÇÃO. A reinclusão na base de cálculo da contribuição do valor proporcionalmente correspondente aos juros e recuperações de despesas, que compõem o valor do ingresso de divisas no Pais, relativamente aos valores creditados em conta de depósitos mantida no exterior, evita a exclusão da base de cálculo de valores não isentos ou que não foram nela incluídos anteriormente. Recurso provido," Consta do Recurso da Procuradoria: Insurgese a UNIÃO (Fazenda Nacional) contra a decisão da e.Câmara que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso Fl. 1374DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 15374.003243/200118 Acórdão n.º 9303002.294 CSRFT3 Fl. 9 3 voluntário para admitir a metodologia de cálculo adotado pela recorrida relativamente a apuração da base de cálculo do PIS no que tange a serviços prestados no exterior. A querela que surgiu no presente processo decorreu da exclusão da base de cálculo do PIS dos valores de ingressos de divisas no pais que, além dos honorários recebidos no exterior, albergavam receitas financeiras e recuperações de despesas. Tal procedimento foi glosado pelo Fisco, pois, segundo seu entendimento, ao excluir integralmente os ingressos, a empresa excluia da base de cálculo também receitas financeiras e recuperação de despesas que não estão isentas do PIS. A decisão ora atacada, valendose de tabela de cálculo especifica, tentou demonstrar que o procedimento da empresa, apesar de confuso, matematicamente não implicou em pagamento de tributo a menor, pelo que deu provimento ao recurso. Todavia, conforme demonstraremos, a decisão merece ser reformada porque desconsiderou o ônus da prova da recorrida e, além disso, adotou premissas que não se ajustam aos cálculos realizados. DA CONTRARIEDADE A LEI Ao subverter o ônus da prova e não considerar os fundamentos do lançamento fiscal, a decisão recorrida feriu os ditames do art. 9. do Decreto n. 70.235/72 e do art. 333, do CPC. Além disso, os cálculos realizados estão equivocados e, por isso, a decisão fere os dispositivos legais que prevêem a base de cálculo da Contribuição ao PIS. Para o período anterior a 1999, o art. 3º, da MP 1.212 e reedições (convertida na Lei n. 9.715/98); a partir de fevereiro de 1999, os arts. 2º. e 3º. da Lei nº. 9.718/98. E mais adiante, extraise do Recurso interposto pela D. procuradoria: PREMISSAS DO ACÓRDÃO E TABELA DE CÁLCULOS Apenas ad argumentandum, no caso de não acolhida das razões acima e da manutenção do raciocínio da decisão recorrida, analisaremos os cálculos efetuados. Inicialmente, cabe esclarecer que a Fazenda Nacional, neste ponto, não retomará todo o complexo universo de questões levantadas no feito, posto que a decisão recorrida já bem realizou tal mister. Limitarnosemos a abordar diretamente o ponto de equivoco da decisão. (...) Pois bem. De posse de tais elementos observase que o cálculo efetuado está equivocado. Peguemos o 1. mês da Fl. 1375DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 autuação JULHO/1997, como exemplo do período anterior a Lei n. 9.718/98. Dados (fls. 05; 34; 1152): (...) O cálculo acima é simples. Tratase do total de receitas auferidas (inclusive aquelas oriundas do exterior, já que sua "isenção" fica condicionada ao posterior ingresso de divisas) subtraído do total de ingressos (que correspondem ao envio das "receitas isentas"). A empresa ofereceu à tributação (doc. em anexo) exatamente o valor que encontramos: R$ 490.297,36. Tudo estaria correto se não fosse o problema da "contaminação" dos ingressos por parcelas de juros e recuperação de despesas (e adiantamento diversos parcela não referida pelo acórdão recorrido) que, obviamente, não são "receitas de exportação", não são isentas e, portanto, não podem compor o total a ser excluído. Assim, quando foram excluídos R$ 1.130.131,45, da base de cálculo, excluíramse também parcelas não isentas ali inseridas. Mas, quanto do total do ingresso foi indevidamente excluído? Em verdade, a empresa não contabilizou em separado tais valores (juros, recuperação de despesas e adiantamentos diversos) e a decisão, entendendo que não havia obrigação legal para tanto, calculou um percentual que demonstrasse quanto do total recebido na conta no exterior correspondia a tais parcelas. (...) Portanto, como demonstrado, em razão dos dados equivocados fornecidos; da não consideração dos "adiantamentos diversos" e da não consideração dos percentuais de parcelas não isentas, os cálculos da decisão recorrida precisam ser refeitos. (...) DA DIFERENÇA ENTRE OS PERÍODOS No período anterior à vigência da Lei n. 9.718/98, maiores questionamentos não há em relação à exclusão das parcelas não isentas da base de cálculo do PIS. Como, nesse período, tais receitas (juros, recuperação de despesas e adiantamentos diversos) não compunham a base de cálculo da contribuição, fica bastante cristalino o equivoco da recorrida. Quanto ao período em que vigeu a Lei n. 9.718/98, é possível que surjam questionamentos quanto à natureza de tais parcelas. De um lado os juros, que seriam receitas financeiras, insertas no "indevido" alargamento da base de cálculo; de outro a Fl. 1376DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 15374.003243/200118 Acórdão n.º 9303002.294 CSRFT3 Fl. 10 5 recuperação de despesas e os adiantamentos que não seriam propriamente receitas, mas meros "ingressos" destinados ao pagamento de despesas de outrem. (...) Portanto, em resumo, temos: se a Lei n. 9.178/98 for considerada inconstitucional, a exclusão dos juros insertos no ingresso de divisas se compensa com a própria inclusão dessa parcela na base de cálculo. Já se considerarmos que a recuperação/adiantamento de despesas não é receita, ainda assim a exclusão dessas parcelas insertas no ingresso de divisas é indevida. Por isso, a discussão quanto natureza dessas últimas parcelas é inócua. CONCLUSÕES Por todo o exposto, a União (Fazenda Nacional) requer a essa Eminente Corte Superior, que se digne em dar provimento ao presente recurso, para reformar o r. acórdão recorrido e manter o lançamento fiscal. Por meio do Despacho n. 201187, sob o entendimento de terem sido preenchidos os requisitos legais, o recurso foi admitido. A interessada apresentou contrarrazões às fls. 1252 e seguintes, pedindo a manutenção do acórdão recorrido. Alega (I) preliminarmente a ter ocorrido a intempestividade do recurso apresentado; (ii) o não conhecimento do recurso sob o fundamento de ausência de demonstração de contrariedade à lei. “28. Não houve qualquer demonstração, muito menos fundamentada, de contrariedade à lei, tendo a Procuradoria se limitado, laconicamente, a escrever que:"Ao subverter o ônus da prova e não considerar os fundamentos do lançamento fiscal, a decisão recorrida feriu os ditames do artigo 9°, do Decreto n° 70.235/72 e do art. 333, do CPC". É o relatório. Voto Conselheira Maria Teresa Martínez López Por entender caber ao relator do processo, antes de efetuar qualquer apreciação de mérito, efetuar o controle dos requisitos formais de admissibilidade do recurso, entre eles, a verificação de se os pressupostos processuais foram devidamente cumpridos, passo preliminarmente à apreciação dos mesmos. Fl. 1377DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 6 ADMISSIBILIDADE Este exame preliminar sobre o cabimento do recurso denominase juízo de admissibilidade, transposto o qual, em sentido favorável ao recorrente, passará o órgão recursal ao juízo de mérito do recurso. O primeiro requisito extrínseco a ser verificado é o da tempestividade A interessada alega em suas contrarrazões: A despeito de o recurso especial ter sido admitido pela Presidência da Câmara de origem, ele não deve ser conhecido em razão da sua intempestividade. Com efeito, muito embora o recurso tenha sido interposto pelo Procurador da Fazenda Nacional (...) em 1º de abril e a data de ciência da intimação assinada por este mesmo procurador (fl. 1.187) figure como sendo 19 de março, fato que implicaria a tempestividade do recurso, a Recorrida alerta para o curioso fato de que tal data – 19 de março – foi escrita manualmente por cima da verdadeira data originalmente constante do protocolo, ilegível a partir de então. Como em razão da rasura não se consegue saber qual a verdadeira data da intimação, ocorrida em algum dia (não se sabe qual) de março de 2008, há de se concluir que a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional não logrou êxito em fazer prova da tempestividade do recurso, na medida em que a rasura impede completamente a leitura da verdadeira data da intimação, que se tornou ilegível. A respeito da questão, a Jurisprudência é pacífica no sentido de que data de protocolo ilegível impede a prova da tempestividade do recurso, bem como no sentido de que a rasura que procure mascarar a verdade dos fatos implica litigância de máfé. Nesse sentido, assim vem decidindo o Superior Tribunal de Justiça: “PROCESSUAL CIVIL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – AGRAVO REGIMENTAL – PROTOCOLO DA PETIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL ILEGÍVEL – NÃOVINCULAÇÃO DESTA CORTE À CERTIDÃO DO TRIBUNAL A QUO. 1. Não se admite recurso especial cuja tempestividade não pode ser aferida, por ilegibilidade do registro do protocolo. 2. O Superior Tribunal do Justiça não está vinculado à certidão de tempestividade expedida pelo Tribunal a quo. 3. Agravo regimental não provido.”1 (grifos nossos) “PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL – PREPARO IRREGULAR – DESCUMPRIMENTO DA RESOLUÇÃO 12∕2005 DO STJ – DESERÇÃO LITIGÂNCIA DE MÁFÉ APLICAÇÃO EX OFFICIO DE MULTA. 1 Recurso Especial nº 599.961, julgado pela Segunda Turma em 15 de maio de 2008. Ementa publicada no DJ de 30 de maio de 2008. Fl. 1378DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 15374.003243/200118 Acórdão n.º 9303002.294 CSRFT3 Fl. 11 7 1. Nos termos da Resolução 12∕2005 do Superior Tribunal de Justiça, o número do processo deve constar, obrigatoriamente da GRU (Guia de Recolhimento à União), sob pena de deserção. 2. Aplicação de multa de 1% (um por cento), além de indenização de 3% (três por cento), ambos incidentes sobre do valor atualizado da causa, a ser suportada pelo advogado subscritor do recurso, em razão da rasura e da adulteração da guia, tudo com apoio nos termos do art. 14, II c∕c 17, VII e 18, caput do CPC, pois é dever das partes e dos seus procuradores proceder com lealdade e boafé. 3. Recurso especial não conhecido.”2 (grifos nossos) Neste contexto, resta clara a intempestividade do recurso especial, alertando a Recorrida para o fato de que os Procuradores da Fazenda Nacional, quando atuam no âmbito de processos administrativos, sujeitamse aos comandos da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, entre os quais o seguinte: “Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: (...) IV atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa fé; (...)” (grifos nossos) Compulsando os autos, fls. 1187/1188, percebese assistir razão à interessada. O que se percebe é que a Procuradoria não precisava tomar ciência. Em outras palavras, se não houvesse carimbo, a apresentação do recurso mostraria ser tempestivo. Mas não foi isso o que aconteceu. No que se refere à intimação da PGFN, o art. 63, parágrafo 3º, do Regimento Interno do CARF, vigente à época, previa que, caso não ocorresse a intimação pessoal do Procurador em até 40 dias da formalização do acórdão relativa à decisão proferida pelo CARF, os autos seriam remetidos para a PGFN, sendo certo que a confirmação do recebimento do processo ocorreria mediante a assinatura do servidor da PGFN na Relação de Movimentação RM emitida pelo Comprot. No mesmo sentido dispunha o artigo 23, parágrafo 8 º, do Decreto nº 70.235/72). Transcorridos 30 dias da chegada dos autos na PGFN, os Procuradores da Fazenda Nacional são considerados pessoalmente intimados das decisões proferidas pelo CARF, conforme determina o art. 23, parágrafo 9º, do Decreto nº 70.235/72. No caso em análise, o acórdão recorrido foi formalizado em 18/12/2007, sendo certo que, não tendo ocorrido a intimação pessoal do Procurador em 40 dias, o processo 2 Recurso Especial nº 986.443, julgado pela Segunda Turma em seis de março de 2008. Ementa publicada no DJ de 16 de maio de 2008. Fl. 1379DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 8 foi remetido para a PGFN, com recebimento no dia 15/02/2008. Assim, 30 dias após essa data, ou seja, em 18/03/2008, é que deveria, em princípio, ser considerada a ciência tácita do Procurador. A data da intimação rasurada que constou, foi a de 19/03/2008, ou seja, um dia após a data prevista para a ciência tácita (18/02/2008), em decorrência dos dispositivos legais acima citados. Nessa hipótese, tendo sido o recurso especial interposto no dia 01/04/2008, a sua tempestividade estaria assegurada. No entanto, vale observar que o desconhecimento da verdadeira data de intimação da PGFN, em hipótese alguma pode ensejar a consideração da data na qual tenha ocorrido a ciência tácita, para se pretender comprovar a tempestividade do recurso interposto. Primeiro porque, caso a intimação pessoal da PGFN tenha ocorrido em data anterior à que ocorreria a ciência tácita, ou melhor até o dia 15/03/2008, tal fato importaria na intempestividade do recurso especial interposto no dia 01/04/2008. Em segundo lugar, porque a prova da tempestividade de um recurso é um ônus do recorrente, conforme já decidido pelo STF 3. CONCLUSÃO Logo, considerando que a Fazenda Nacional não logrou êxito em fazer prova da tempestividade, voto no sentido de não conhecer do recurso especial interposto. Maria Teresa Martínez López 3 AI 439571 EDAgR/SP proferido em 03/02/04, 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal Fl. 1380DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 30/ 10/2013 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
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Numero do processo: 10909.003195/2004-10
Data da sessão: Fri May 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 1999
DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Na forma da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo ao está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-00.321
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
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Recorrida DRJ em Florianópolis/SC ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 1999 DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Na forma da jurisprudência deste Conselho de Contribuintes, a aplicação da multa mínima pela entrega da DCTF a destempo ao está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional, Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. ME IA HELE'N • 4- ' • ..0'0 D2n141 i - Presidente • f~e)C,Wr(-a,&__(.4r— . MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA — Rei r V EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. Processo n° 10909.003195/2004-10 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.321 Fl. 57 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Versa o presente processo sobre Auto de Infração — Multa por atraso na entrega da DCTF/1999, correspondente aos trimestres do ano, mediante o qual é exigido da interessada supra identificada o crédito tributário no valor de R$ 2.000,00 (R$ 500,00, por trimestre, Auto, j1.12). Inconformada, a autuada interpôs impugnação na qual alega da (i) que a penalidade é inconstitucional (ii) a penalidade está baseada na IN SRF 126/98, que passou desapercebida pela contribuinte, que a SRF deveria ter notificado já no I° trimestre e não deixar acumular quatro trimestres; (110 que foi emitido um termo de intimação fiscal em 2002, já dos quatro trimestres (iv) que nos seus cálculos a multa devida é de R$ 281,50, valor muito inferior ao informado no Auto. A decisão recorrida manteve integralmente a exigência fiscal, negando provimento à impugnação apresentada. O contribuinte, restando inconformado com a referida decisão, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 2 Processo n° 10909.003195/2004-10 53-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.321 Fl. 58 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator O recurso é tempestivo e os requisitos recursais foram atendidos, portanto conheço do mesmo. Na via estreita do processo fiscal administrativo é descabida qualquer discussão sobre matéria constitucional. A aplicação pretendida pelo contribuinte da multa calculada por mês de atraso, ao contrário do que este defende, como bem demonstrou a decisão recorrida, ensejaria em cobrança de valor superior ao lançado no auto de infração debatido nos presentes autos. Sobre o cabimento da exigência da multa mínima e a impossibilidade de afastá-la, mesmo em casos de denúncia espontânea (situação excepcional em que não se enquadra o presente feito), foi o seguinte o posicionamento do STJ em decisão unânime de sua Primeira Turma provendo o RE da Fazenda Nacional n° 246.963/PR (acórdão publicado em 05/06/2000 no Diário da Justiça da União — DJU-e): Tributário. Denúncia espontânea. Entrega com atraso de declaração de contribuições e tributos federais — DCTF. 1. A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF. 2. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do CTN. 3. Recurso especial provido. Cite-se, ainda, Acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais n° 02- 01.046, sessão de 18/06/01, assim ementado: DCTF — MULTA POR ATRASO NA ENTREGA — ESPONTANEIDADE — INFRAÇÃO DE NATUREZA FORMAL. O princípio da denúncia espontânea não inclui a prática de ato formal, não estando alcançado pelos ditames do art. 138 do Código Tributário Nacional. Recurso Negado. Assim, ressalvada minha opinião sobre a matéria, conheço do recurso para, adotando a referida jurisprudência, negar-lhe provimento, tendo em vista que a legalidade da exigência da multa mínima nos casos de atraso na entrega da DCTF. É como voto. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA 3
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Numero do processo: 10314.000935/95-41
Data da sessão: Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO -II
Data do fato gerador: 26/02/1993
RESTITUIÇÃO. COMPROVAÇÃO DO NÃO REPASSE. TRIBUTOS INDIRETOS.
Apenas os tributos indiretos típicos, IPI e ICMS, tem que se submeter à legislação que exige a comprovação do não repasse para o contribuinte "de fato". 0 art. 166 do CTN e demais legislação tributária esparsa nos levam conclusão que somente os tributos indiretos típicos se submeteriam a tal exigência, o que não ocorre, in casu, por se tratar de Imposto sobre a Importação.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-001.209
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar
provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando (Relatora) e Antonio Carlos Atulim, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: Rodrigo da Costa Pôssas
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO -II Data do fato gerador: 26/02/1993 RESTITUIÇÃO. COMPROVAÇÃO DO NÃO REPASSE. TRIBUTOS INDIRETOS. Apenas os tributos indiretos típicos, IPI e ICMS, tem que se submeter à legislação que exige a comprovação do não repasse para o contribuinte "de fato". 0 art. 166 do CTN e demais legislação tributária esparsa nos levam conclusão que somente os tributos indiretos típicos se submeteriam a tal exigência, o que não ocorre, in casu, por se tratar de Imposto sobre a Importação. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando (Relatora) e Antonio Carlos Atulim, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. / 1—cy Carlos Alberto Freitas Barreto - Prêsidente c JudOdo Amaral Marcondes Armando -Relatora J Cy. Pôssas - Redator Designado Processo n° 10314.000935/95-41 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-01.209 Fl. 266 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório do acórdão recorrido, no qual, por sua vez, adotou-se o relatório da decisão anterior: A empresa acima qualificada submeteu a despacho através da DI nr. 104302, de 26/02/1993, o produto descrito como "Partes e Pegas de produtos refratários conforme desenho para forno elétrico industrial para fusel() de metais por indução", tendo calculado II apagar no valor de CR$ 119.605.780,30 e IPI, no valor de Cr$ 77.679.061,02. Todavia, com base no art. 66 da Lei 8383, publicada no DOU de 31 de dezembro de 1991 e na IN/SRF n. 67/92, solicitou a compensação do valor de 9.981,51 Ufirs relativo a Imposto de Importação e 6.482,98 Ufirs relativo a IPI, num total de 16.464,98 Ufirs, sob a alegação de que havia pago a maior através da DI 007088, de 11/02/1992, 9.682,86 Ufirs de Imposto de Importação e 13.556,01 Ufirs de Conforme se vê as )(Is. 7, a Supervisora /Substa., nos termos da determinação contida no item 6 da Comunicação de Serviço n. 31 de 23/07/1992, homologou a compensação pleiteada sob condição de que o processo fosse encaminhado ao; Serviço de Arrecadação das IRF/SP/Sta. Ifigênia para fins de que fosse confirmada a efetivação do recolhimento e averbada nas I as. 2 Vias dos Darfs, a compensação realizada, conforme determinação da circular n. 1034, com vista a resguardar a Fazenda Nacional. A Inspetoria da Receita Federal em Sao Paulo intimou (lis. 2) a interessada a apresentar vários documentos contábeis da empresa, a fim de verificar o cabimento da compensaç pleiteada e comprovar ter ela assumido o encargo financeiro quantias compensadas, advertindo que o não cumpriment exigências acarretaria a glosa da compensação efetuada de Auto de Infração. Não tendo a interessada apresentado a documentação exigida, dentro do prazo estipulado, lavrou-se o Auto de Infração de fls. 01, para cobrança dos valores compensados, juros de mora e multas do art. 4 0, inciso Ida Lei 8218/1991 e art. 364, inciso II do RIPI, no montante de 36.601,55 Ufirs. 2 Processo n° 10314.000935/95-41 CSRF-T3 AcOrdao n.° 9303-01.209 Fl. 267 Inconformada com a exigência fiscal, a autuada impugnou o Auto de Infração (lis. 31), reiterando que em 14/02/1992, através da DI 007088, pagou imposto a maior, conforme demonstrativo na própria DI. Com relação ao imposto de importação "nada se tem a dizer, pois não é um imposto compensavel, assim sendo não é devido". Quanto ao IPI, reconhece que a empresa se creditou a maior, sendo, portanto, devido e foi recolhido, conforme "Darf anexo". A antiga Delegacia de Julgamento de Selo Paulo, para melhor esclarecer o assunto, converteu o julgamento em diligência, tendo elaborado os quesitos de fls. 94. Como resultado da diligência, foram juntados aos autos os documentos de fls. 104 a 117. A Delegacia de Julgamento proferiu decisão, nos termos da ementa transcrita adiante: "Data do fato gerador: 26/02/1993 Ementa: Compensação de tributos. Penalidades tributárias. É indevida a compensação de tributos, quando o contribuinte não faz prova inequívoca de ter assumido o encargo financeiro do valor pago a maior, sendo cabíveis as multas - do art. 4 0 , inciso I da Lei 8218/91 e art. 364, inciso II, do RIPI, pelo não pagamento dos tributos na data do vencimento, aplicando-se ao caso o principio da retroatividade benigna. Lançamento Procedente em Parte" Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme petição de fl. 131/139, inclusive repisando argumentos, nos termos a seguir dispostos, alegando que: DO IPI: • A recorrente pagou o valor exigido de IPI (darf anexo), mas a decisão recorrida manteve a exigência, no que deve ser provido o seu recurso, afastando-se a exigência do tributo; • DOLL: • A decisão recorrida considerou que a recorrente não teria feito prova da contabilização do pagamento do tributo compensado como despesa operacional e não como custo, apesar da apresentação dos registros contábeis como "despesas operacionais"; o valor incorrido como pagamento a maior do conforme Demonstração de Resultados e Livro Diário Ger através de adiantamento ao seu despachante aduaneiro e te havido posteriormente complementação de valor, cuja apli se depreende do relatório de despesas expedido a reco pelo seu despachante, denominado Nota de Despesas, no qu indica o pagamento de II no montante coincidente com o valor do DARF, cuja autenticidade nab fora objeto de questionamento; esta prova foi ignorada pela primeira instancia. 3 Processo n° 10314.000935/95-41 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-01.209 Fl. 268 CD • A jurisprudência se pacificou no sentido de que a condição imposta à restituição pelo artigo 166 somente se aplica aos tributos chamados indiretos, aqueles que, por determinação legal, são repassados a terceiros, como o IPI e o ICMS) o que implica em que esta condição não se aplicaria ao Imposto de Importação, que é tributo direto. .t o relatório. O acórdão foi assim ementado: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAS COMPLEMENTARES. 0 reconhecimento de determinada situação por parte da administração fazendciria dirime o conflito existente na relação Fisco-Contribuinte. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. RESTITUIÇÃO. Não se aplica ao Imposto de Importação, com relação a repetição de indébito, as disposições contidas no artigo 166 do Código Tributário Nacional, por incompatíveis com a natureza do tributo. Recurso Voluntário a que se dci provimento. A Fazenda Nacional opôs embargos declaratórios à decisão, fls. 191/193, os quais foram acolhidos, apenas, para alterar a finalização do voto condutor do julgado, para conhecer em parte o recurso, dando-lhe provimento na parte conhecida. A Procuradoria apresentou, então recurso especial, fls. 200/244, por meio do qual requereu a reforma do acórdão ora fustigado. 0 recurso foi admitido pela Presidente da 1 a Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por meio de despacho As fls. 250/254. 0 sujeito passivo não apresentou contra razões. o Relatório. Voto Vencido Conselheira Judith do Amaral Marcondes Armando, Relatora Aprecio Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, em boa forma. Conforme relatado, a Camara a quo não considerou necessária a prova de que a contribuinte arcou com o ônus do pagamento do tributo que deseja ver devolvido. Não entendo que a jurisprudência seja pacifica no sentido de que a co/10 imposta à restituição pelo artigo 166 somente se aplica aos tributos chamados indiret isto é, aqueles que, por determinação legal, são repassados a terceiros, como o IPI e o lcM o que implica em que esta condição não se aplicaria ao Imposto de Importação, que é tributo direto. 4 Processo n° 10314.000935/95-41 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-01.209 Fl. 269 E entendo de forma diferente porque, em primeiro lugar, o próprio conceito de tributos diretos ou indiretos não é igualmente pacifico, e segundo porque, o conteúdo do disposto no art.166 do CTN não determina que apenas os tributos indiretos sejam passíveis de comprovação do ônus. Assim, voto por dar provimento ao recurso interposto pela Fazenda Nacional. /U Judithdo Amar 1 Marcondes Armando AU CI Voto Vencedor Vencedor Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Redator Designado Primeiramente devemos esclarecer que não se trata de tributos indiretos, em que existe a presunção do repasse, ao consumidor final, dos tributos pagos pelo contribuinte de direito. 0 presente voto vai se ater apenas a discussão acerca da necessidade de demonstração, pelo contribuinte, que ele suportou o encargo da incidência tributária como requisito para o deferimento da restituição da contribuição para o Imposto de Importação. A nossa legislação é bem clara ao exigir a comprovação do não repasse do ônus financeiro para o contribuinte de direito. 0 contribuinte de fato é o comerciante varejista 6, assim, deve comprovar o não repasse do encargo financeiro para aquele. 0 problema consiste em se determinar quais os tributos estariam abrangidos pela exigência contida no art. 166 do CTN. Em que pese esta ser uma discussão mais econômica do que jurídica o fato é que a nossa legislação regula tal situação do contribuinte de fato que pleiteia, em nome próprio, a repetição do indébito. Tanto o CARF quantos os nossos tribunais superiores tem jurisprudência de se exigir a comprovação do contribuinte não ter transferido o encargo financeiro ao distribuidor, como também pela não exigência, por não se tratar o Imposto sobre a Importação um tributo que, por sua natureza, comporte a transferência do encargo para o contribuinte de fato. 0 STF editou a súmula que fica clara a possibilidade de se analisar quem realmente suportou o encargo financeiro. Sfinntla 546 do STF: "Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte de jure não recuperou do contribuinte de facto o quantum respectivo." A discussão aqui passa a ser outra. Quais os tributos seriam diretos e quais seriam indiretos? lid uma definição jurídica ou meramente econômica? 0 que o art. 166 quis dizer com "tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo —7 / 5 Processo n° 10314.000935/95-41 CSRF-T3 AcOrclfto n.° 9303-01.209 Fl. 270 ,-- t_........- financeiro somente sera feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la."? Seriam somente os indiretos típicos — IPI e ICMS — ou o texto abarcaria outros tributos? Como dito acima, apenas os tributos indiretos típicos, IPI e ICMS, teriam que se submeter a legislação que exige a comprovação do não repasse para o contribuinte "de fato", vez que em relação aos demais tributos fica extremamente dificil e, principalmente atípica, essa exigência. Assim o art. 166 do CTN e demais legislação tributária esparsa nos levam a conclusão que somente os tributos indiretos típicos se submeteriam a tal exigência, o que não ocorre in casu, por se tratar de Imposto sobre a Importação. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. É como voto. R drigo .41 osta POssas 6
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Numero do processo: 10074.000976/2008-38
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Feb 18 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/01/2002 a 30/09/2006
CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. RECURSO DE OFÍCIO.
Não merece revisão a decisão de primeiro grau administrativo que aplica com propriedade as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI) e Regras Gerais Complementares (RGC), destacando os detalhes técnicos de cada produto e justificando a adoção e/ou afastamento das posições na NCM empregadas pelo contribuinte e/ou autoridades administrativas.
MULTAS. CONTROLE ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS RELATIVOS A FATOS SUPERVENIENTES. IMPOSSIBILIDADE.
Não pode ser taxado de nulo, por vício formal, o lançamento que não colaciona ao processo o extrato de declarações prestadas pelo sujeito passivo, constantes das bases de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por não se tratar de elemento de prova da infração, salvo se houver contestação específica dos próprios dados utilizados, mormente quando a necessidade destas declarações é desencadeada pela adoção de entendimento distinto, firmado pela própria instância julgadora, superveniente ao lançamento.
Recurso de ofício provido em parte.
Numero da decisão: 3401-003.058
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto. Vencidos os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira, Waltamir Barreiros e Elias Fernandes Eufrásio, que negavam provimento.
Robson José Bayerl Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Augusto Fiel Jorge DOliveira, Eloy Eros da Silva Nogueira, Waltamir Barreiros, Fenelon Moscoso de Almeida, Elias Fernandes Eufrásio e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2002 a 30/09/2006 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. RECURSO DE OFÍCIO. Não merece revisão a decisão de primeiro grau administrativo que aplica com propriedade as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI) e Regras Gerais Complementares (RGC), destacando os detalhes técnicos de cada produto e justificando a adoção e/ou afastamento das posições na NCM empregadas pelo contribuinte e/ou autoridades administrativas. MULTAS. CONTROLE ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS RELATIVOS A FATOS SUPERVENIENTES. IMPOSSIBILIDADE. Não pode ser taxado de nulo, por vício formal, o lançamento que não colaciona ao processo o extrato de declarações prestadas pelo sujeito passivo, constantes das bases de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por não se tratar de elemento de prova da infração, salvo se houver contestação específica dos próprios dados utilizados, mormente quando a necessidade destas declarações é desencadeada pela adoção de entendimento distinto, firmado pela própria instância julgadora, superveniente ao lançamento. Recurso de ofício provido em parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2336; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 10 1 9 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10074.000976/200838 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 3401003.058 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de março de 2016 Matéria ADUANA II/IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2002 a 30/09/2006 DECADÊNCIA. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR. TERMO INICIAL. Consoante art. 138, parágrafo único do DecretoLei nº 37/66, tratandose de exigência de diferença de tributos, contarseá o prazo decadencial a partir do pagamento efetuado, em linha com as disposições do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional. No caso das multas ao controle administrativo, o art. 139 do mesmo diploma legal estabelece que o qüinqüênio será contado a partir da infração. MAJORAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. ATENDIMENTO DE EXIGÊNCIAS FISCAIS. DESCUMPRIMENTO DE PRAZO A majoração da multa de ofício, no percentual de 50% (cinqüenta por cento), destinase àqueles que, mediante comportamento omissivo renitente, objetivam tumultuar e dificultar a realização do procedimento fiscal, não se estendendo às hipóteses de inobservância de prazo episódicas ou justificadas pela quantidade de informações e documentos exigidos pelas autoridades administrativas, o que, todavia, não desincumbe o sujeito passivo de comunicar tais situações àquelas. ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 30/09/2006 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. RECURSO DE OFÍCIO. Não merece revisão a decisão de primeiro grau administrativo que aplica com propriedade as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI) e Regras Gerais Complementares (RGC), destacando os detalhes técnicos de cada produto e justificando a adoção e/ou afastamento das posições na NCM empregadas pelo contribuinte e/ou autoridades administrativas. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 4. 00 09 76 /2 00 8- 38Fl. 1898DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL 2 MULTAS. CONTROLE ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS RELATIVOS A FATOS SUPERVENIENTES. IMPOSSIBILIDADE. Não pode ser taxado de nulo, por vício formal, o lançamento que não colaciona ao processo o extrato de declarações prestadas pelo sujeito passivo, constantes das bases de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por não se tratar de elemento de prova da infração, salvo se houver contestação específica dos próprios dados utilizados, mormente quando a necessidade destas declarações é desencadeada pela adoção de entendimento distinto, firmado pela própria instância julgadora, superveniente ao lançamento. Recurso de ofício provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso, nos termos do voto. Vencidos os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira, Waltamir Barreiros e Elias Fernandes Eufrásio, que negavam provimento. Robson José Bayerl –Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Augusto Fiel Jorge D’Oliveira, Eloy Eros da Silva Nogueira, Waltamir Barreiros, Fenelon Moscoso de Almeida, Elias Fernandes Eufrásio e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Relatório Alberga o presente processo auto de infração para exigência de diferenças de PIS/Pasep – Importação, Cofins – Importação, período janeiro/2002 a setembro/2006, decorrente de reclassificação fiscal de mercadorias importadas, com inflição da multa de ofício majorada (112,5 %) em razão de inobservância de prazo para atendimento às intimações efetuadas; multa de 30% sobre o valor aduaneiro por ausência de licença de importação e multa de 1% sobre o valor aduaneiro, ambas decorrentes da errônea classificação fiscal adotada pelo contribuinte. Registrou a fiscalização que o termo inicial do lapso decadencial, tomado no procedimento fiscal, observou as disposições do parágrafo único, art. 173 do CTN. Em impugnação o contribuinte, preliminarmente, pugnou pela apensação do PA 10074.000979/200871, que trataria dos mesmos fatos jurídicos, porém, versando sobre tributos distintos, e a decadência parcial do lançamento. No mérito, rebateu o cabimento da multa de 30% (trinta por cento), por falta de licenciamento, eis que classificados corretamente os produtos e, acaso assim não se entendesse, estariam os mesmos clara e adequadamente descritos, o que atrairia o disposto no ADN COSIT nº 12/97, a par de, desde a Portaria SECEX nº 17/2003, referido licenciamento ter sido abolido para boa parcela dos produtos; contestou Fl. 1899DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL Processo nº 10074.000976/200838 Acórdão n.º 3401003.058 S3C4T1 Fl. 11 3 algumas classificações fiscais aplicadas pela fiscalização no procedimento; e, por fim, reputou despropositado e improcedente a majoração da multa. A DRJ Florianópolis/SC manteve em parte a autuação, em decisão assim ementada: “MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A impugnação deve mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. Nos termos do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada, tornandose definitivo o lançamento. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. A constituição de crédito tributário, no caso de exigência de diferença de tributo sujeito a lançamento por homologação, deve observar o prazo de cinco anos, contado a partir do fato gerador. Somente nos casos de ausência de declaração/pagamento ou na ocorrência de fraude, dolo ou simulação, a contagem darse do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. NULIDADE. CERCEAMENTO DO D IRE ITO DE DEFESA. Carece de motivação o lançamento no qual não houve a perfeita descrição dos fatos e da tipificação legal, pois, além de cercear a garantia constitucional de ampla defesa, impede o exame da matéria pela autoridade julgadora. RECLASSIFICAÇÃO FISCAL. Havendo a devida reclassificação fiscal com alteração para maior da alíquota do tributo, tornamse exigíveis a diferença de imposto com os acréscimos legais previstos na legislação.” Da parte exonerada houve interposição do recurso de ofício. Cientificado da decisão em comento, o contribuinte apenas comunicou a quitação, através de pagamento, da parcela mantida do lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator Diante da ausência de interesse do contribuinte em prosseguir o contencioso administrativo, resta o exame do recurso de ofício. Nesta senda, os seus requisitos de interposição foram observados pelo órgão julgador a quo. Fl. 1900DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL 4 Preambularmente, tocante à decadência, nada obstante a perspicácia do raciocínio engendrado pela fiscalização para justificar a inocorrência do interregno extintivo do direito de constituir o crédito tributário, entendoo incompatível com o instituto, na linha trilhada pela decisão sub examine. Para melhor demonstração do entendimento, reproduzo o dispositivo em debate: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” (destacado) É certo que a proposição do lançamento encontra respaldo textual, porquanto está inserto no preceptivo que o termo inicial do prazo qüinqüenal pode ser a “notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento”, entretanto, e aí talvez resida o equívoco, aplicar a interpretação pretendida pelo autuante ocasionaria situações anômalas, onde a Fazenda Nacional disporia de prazos superiores aos 05 (cinco) anos estabelecidos para constituição do crédito tributário, em afronta ao próprio texto legal, e, pior, resultaria em verdadeira interrupção do prazo decadencial, com reinício de sua fluência por ato unilateral da Fazenda Nacional, o que não é admissível em direito tributário. A leitura mais adequada do indigitado art. 173, parágrafo único, a meu sentir, é aquela proposta por Luciano Amaro1, consoante o qual “se aquela notificação é feita antes do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ela antecipa o início do prazo decadencial”, ou seja, arrola hipótese de definição de dies a quo do lançamento. Demais disso, como bem anotado pela decisão recorrida, o dispositivo aplicável ao caso é o art. 139 do DecretoLei nº 37/66 apresenta semelhante redação, nestas palavras: “Art.139 No mesmo prazo do artigo anterior se extingue o direito de impor penalidade, a contar da data da infração.” No caso vertente, como a ciência do lançamento ocorreu em 23/06/2008, os fatos geradores anteriores a 22/06/2003, inclusive, estão alcançados pela decadência, cabendo, então, negar provimento ao recurso de ofício. Na seqüência, já adentrando o mérito, tocante ao exame da reclassificação fiscal realizada pelas autoridades administrativas, também não merece qualquer reparo a decisão que, com extrema propriedade e percuciência, detalha as características físicoquímicas dos produtos envolvidos, discorre sobre as Regras Gerais para Interpretação do Sistema 1 Direito tributário brasileiro. 5ª edição revista e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2000. pág. 386. Fl. 1901DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL Processo nº 10074.000976/200838 Acórdão n.º 3401003.058 S3C4T1 Fl. 12 5 Harmonizado (RGI) e Regras Gerais Complementares (RGC) e promove sua subsunção, por assim dizer, aos produtos objeto do procedimento. Nesta senda, revisei as correções promovidas pela decisão nas classificações fiscais empregadas na autuação e concluí pela sua integral procedência, mormente quando exonera os tributos lançados nos casos onde o enquadramento proposto pela fiscalização mostrouse incorreto, ainda que aquele adotado pelo contribuinte também tenha se mostrado equivocado. Respeitante à majoração da multa de ofício aplicada, devido à inobservância do prazo para atendimento às intimações, a par de acentuar as especificidades da situação, que envolvia um semnúmero de informações, a decisão pontuou a impossibilidade de cumprimento dos prazos assinalados. Além do que, acrescento eu, a majoração da multa, em que pese a objetividade do texto legal, almeja compelir o sujeito passivo renitente a prestar os esclarecimentos necessários ao exame do cumprimento das obrigações tributárias, principal e acessórias, a seu cargo, colaborando com as autoridades fiscais, de tal modo que exige o intuito subjacente de dificultar o desenvolvimento do procedimento fiscal. Ou seja, o desiderato da majoração é inibir a recalcitrância do sujeito passivo, daí porque não pode ser estendida de maneira indistinta a todas as situações, exigindo fundamentação adequada e demonstração clara do intuito doloso do administrado, por parte das autoridades fiscais. Não fosse assim, dado o caráter vinculado da atividade arrecadatória, aí incluída a fiscalizatória, bastaria que o contribuinte atrasase um único dia no atendimento às exigências fiscais ao longo das verificações, mesmo que empenhado em colaborar, para ensejar a majoração da multa a ser porventura aplicada, o que, s.m.j., não se compagina com o escopo da medida. Neste processo, o elevado volume de documentos exigidos, aliado ao posterior atendimento a contento das determinações da autoridade fiscal, o que propiciou a realização dos trabalhos, afasta a imposição da majoração, ainda que reconheça a falha do contribuinte em não comunicar formalmente, por ocasião da primeira intimação, a impossibilidade de seu atendimento na data aprazada. Quanto à exoneração das multas, levada a efeito pela decisão recorrida, após examinar os seus fundamentos, entendo que não andou bem o colegiado e, neste ponto, merece reforma a decisão exarada. Destarte, alegaram os julgadores de piso que, relativamente à multa de 1% (um por cento), do valor aduaneiro, pela classificação incorreta, apresentaria vício formal por impossibilidade de se efetivar a liquidação do julgado, ante a ausência de planilhas adequadas que relacionassem os produtos correspondentes a cada adição/DI. Todavia, verificase que houve determinação, por parte da própria DRJ Florianópolis/SC, para juntada das planilhas mencionadas no relatório de autuação fiscal, bem como, elaboração de novos demonstrativos, desta feita com a relação dos produtos por adição/DI, como se extrai do despacho de fl. 1754: Fl. 1902DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL 6 “Em 03/09/2012, os presentes autos foram baixados em diligência (fls. 1719/1720), para que fossem juntadas as planilhas referidas no Relatório Fiscal, o que foi providenciado às fls. 1723/1747. Entretanto, as planilhas juntadas aos autos não indicam quais os produtos que foram importados através das respectivas DI/adições objeto do lançamento, diferentemente da planilha juntada ao processo n° 10074.000979/200871, que trata do II e do IPI – Importação. Esta informação é determinante para a aferição do resultado do julgamento. Isto posto, pedimos sejam juntadas novas planilhas, tanto dos tributos lançados quanto das penalidades aplicadas, nas quais constem relacionados os produtos que correspondem a cada adição/DI, em ordem cronológica.” Portanto, o pretenso defeito destas últimas planilhas requisitadas residiria no cumprimento inadequado da diligência, ou mesmo a falta de entendimento acerca da determinação, de modo que, a meu ver, caberia a devolução dos autos à unidade preparadora para correção dos demonstrativos e atendimento pleno à requisição e não pura e simplesmente a exoneração do crédito tributário por impossibilidade de liquidação de julgado, mesmo porque, quando da lavratura do auto de infração, não havia necessidade de aludido detalhamento, porquanto a fiscalização lançou todas as declarações de importação que acobertavam produtos com erros de classificação fiscal, segundo seu entendimento. Apenas com a revisão de algumas classificações fiscais, pela própria decisão, é que se tornou necessária a especificação mais detalhada das indigitadas declarações de importação, de maneira que, exigíveis ditas informações para liquidação do julgado, dado que estes fatos sobrevieram ao lançamento , cabia nova conversão do julgamento em diligência para compilação destes dados, o que não ocorreu na situação vertente. Nessa linha, entendo que não seria possível a produção antecipada de provas, por parte da autoridade autuante, acerca de fatos supervenientes, relativamente imprevisíveis à época da autuação. O raciocínio vetor desta exegese encontrase no próprio diploma regulador do processo administrativo fiscal, Decreto nº 70.235/72, cujo art. 16, § 4º, “b”, prevê, em exceção à regra da preclusão, a produção de prova documental em momento posterior à impugnação quando se refira a fato ou direito superveniente. De outra banda, compreendo que os elementos necessários à liquidação do julgado não devem estar apensados ao processo, impreterivelmente, desde sua formação, justamente porque não é possível prever o resultado final do contencioso administrativo. Para tanto, a legislação disponibiliza aos julgadores o instrumento da diligência, visando assim sanear o processo para o alcance de seu desfecho. Da mesma forma, a multa de 30% (trinta por cento) do valor aduaneiro, pela ausência de licenciamento, onde a decisão recorrida, apesar de reconhecer o seu cabimento em tese, sustentou que a ausência das declarações de importação e respectivas adições inviabilizaria o exame da correta descrição dos produtos importados e impediria a verificação do atendimento ao ADN COSIT nº 12/97, o que representaria vício formal do lançamento. Em minha opinião, mais um equívoco de premissa, haja vista que, em primeiro lugar, as declarações de importação, por estarem disponíveis nos sistemas Fl. 1903DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL Processo nº 10074.000976/200838 Acórdão n.º 3401003.058 S3C4T1 Fl. 13 7 informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB, não devem compor o processo como elemento de prova da realização de operações de importação ou mesmo para aplicação de multas ao controle administrativo, salvo se houver contestação específica neste sentido, quando então aludidos documentos deverão ser carreados ao processo, inclusive através de diligência. Em segundo lugar, porque as descrições dos produtos relacionados na autuação, segundo o relatório de fiscalização, foram retiradas diretamente dos sistemas informatizados da RFB, mediante pesquisa efetuada pelo Serviço de Pesquisa e Seleção Aduaneira – SEPEL. Como não houve contestação pontual do contribuinte que tal descrição não fosse a constante das declarações de importação, caberia ao órgão julgador, em caso de dúvida, determinar a conversão do julgamento em diligência para que tais elementos fossem carreados aos autos e não simplesmente decretar a nulidade do lançamento por um suposto vício de forma. Considerando então que a descrição das mercadorias constante das declarações de importação, a partir da relação acostada à autuação, não atende à prescrição do ADN COSIT 12/97 (que declara não caber a multa em comento quando a mercadoria estiver corretamente descrita, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário), não podem as conclusões estampadas em aludido ato opinativo serem aplicadas ao caso vertente, eis que indigitada descrição se limitaram ao nome comercial dos produtos químicos importados, sem maior especificação. Outrossim, a completa descrição das mercadorias importadas, para surtir os efeitos do ADN COSIT nº 12/97, deve constar da declaração de importação, não suprindo tal exigência a apresentação posterior de laudos pormenorizados dos produtos, em atendimento a intimação fiscal, já em procedimento fiscalizatório de zona secundária, como no caso dos autos. Por pertinente, relativamente à multa de 30% (trinta por cento), há uma particularidade que exige análise, que é o advento da Portaria SECEX nº 17/2003, que, por seu turno, restringiu a exigência de licenciamento a determinadas modalidades de importação e regimes aduaneiros especiais. A fiscalização, em seu relatório, mencionando este ato administrativo, indicou as classificações fiscais e as datas a partir de quando estes produtos deveriam pretensamente submeterse a licenciamento, entretanto não indicou o ato administrativo que impôs esta obrigatoriedade, razão pela qual a decisão reputou o lançamento, neste ponto, como cerceador do direito de defesa, pois impediu o contribuinte de promover o contraditório, no que eu concordo plenamente. Se houve indicação do enquadramento tarifário e data de início da exigência, caberia também apontar o ato administrativo respectivo, tendo em conta que, desde a Portaria SECEX nº 17/2003, o licenciamento passou a ser exceção e não regra, sob pena de vilipendiar o direito de defesa do contribuinte, que não poderia contestar a acusação fiscal. Com estas considerações, entendo que os pretensos vícios que conspurcaram e justificaram a exoneração das multas administrativas aplicadas devem ser ultrapassados e, na sequência, examinado o mérito de sua imposição, ainda que nova conversão em diligência seja necessária para juntada das declarações de importação e novas planilhas, nos moldes a serem Fl. 1904DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL 8 definidos pela instância a quo, a fim de que não haja supressão de instância a acarretar cerceamento do direito de defesa do contribuinte. Com estas considerações, voto por dar provimento parcial provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto, com devolução dos autos à DRJ Florianópolis/SC para complementação de julgamento. Robson José Bayerl Fl. 1905DF CARF MF Impresso em 18/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2016 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 18/02/2016 p or ROBSON JOSE BAYERL
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Numero do processo: 35311.000228/2003-21
Data da sessão: Wed Apr 14 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/1996 a 30/09/1996, 01/04/1998 a 31/12/1998
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL.
O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n°s 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, havendo a ocorrência de pagamento, é entendimento majoritário deste Colegiado a aplicação do prazo decadencial de 05 (cinco) anos, contados da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do artigo 150, § 4o, do Códex Tributário, ressalvados entendimentos pessoais dos julgadores a propósito da importância ou não da antecipação de pagamento para efeito da aplicação do instituto.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-000.786
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer parcialmente a decadência para os fatos ocorridos até fevereiro de 1998. Vencido o conselheiro Francisco Assis de Oliveira Júnior (relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: Francisco Assis de Oliveira Júnior
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Numero do processo: 10580.005418/91-01
Data da sessão: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 1996
Ementa: FINSOCIAL - REFLEXO - É devida a contribuição ao Finsocial sobre
a receita comprovadamente omitida.
Numero da decisão: 102.40-414
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ramiro Heise
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Numero do processo: 19515.004107/2003-14
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS. DECLARAÇÃO DE TERCEIROS. DOAÇÃO.
Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita documentalmente e de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos. A declaração de terceiros, desacompanhada de outros elementos de prova, não tem força probante em relação à alegação de doação recebida de ex-namorada, ainda que esta tenha falecido. A falta de documentação hábil e idônea, a cargo do recorrente, implica considerar não comprovada a origem dos recursos.
IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE VALOR INDIVIDUAL IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00 CUJA SOMA SUPERA R$ 80.000,00.
Constatado que os depósitos de origem não comprovada, cujo valor individual é igual ou inferior a R$12.000,00 supera R$80.000,00, somam mais de R$80.000,00 no ano-calendário, todos esses depósitos devem ser considerados na autuação.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-002.556
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 17/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS. DECLARAÇÃO DE TERCEIROS. DOAÇÃO. Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita documentalmente e de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos. A declaração de terceiros, desacompanhada de outros elementos de prova, não tem força probante em relação à alegação de doação recebida de exnamorada, ainda que esta tenha falecido. A falta de documentação hábil e idônea, a cargo do recorrente, implica considerar não comprovada a origem dos recursos. IRPF. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE VALOR INDIVIDUAL IGUAL OU INFERIOR A R$ 12.000,00 CUJA SOMA SUPERA R$ 80.000,00. Constatado que os depósitos de origem não comprovada, cujo valor individual é igual ou inferior a R$12.000,00 supera R$80.000,00, somam mais de R$80.000,00 no anocalendário, todos esses depósitos devem ser considerados na autuação. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 41 07 /2 00 3- 14 Fl. 207DF CARF MF Impresso em 25/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 17/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda de Pessoa Física do exercício 1999, anocalendário 1998, decorrente da apuração de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários, em relação aos quais, o contribuinte, intimado, não comprovou mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nas operações, com amparo no art. 42 da Lei 9.430, de 1996. O contribuinte apresentou à fiscalização os extratos bancários solicitados, porém diante da divergência entre os valores de CPMF ali registrados e os que constavam do banco de dados da Secretaria da Receita Federal, referentes ao Banco Bradesco, foi intimado a apresentar extratos referente às demais contas desse Banco, ao que respondeu informando inexistir outras contas além das já apresentadas. A fim de esclarecer a divergência, foi emitida Requisição de Informação Financeira – RMF, em função da qual o Banco Bradesco informou que a divergência deveuse ao fato de a exesposa do contribuinte ter uma conta individual em que utilizava o mesmo CPF do contribuinte, mas que já houvera sido feito recadastramento com o CPF atribuído à titular da conta e que não apresentava os extratos porque a mesma não estava sob fiscalização. Esclarecido o fato, a fiscalização desenvolveuse com base nos extratos já apresentados pelo contribuinte. Após segregação dos cheques devolvidos, foram relacionados os depósitos que somaram R$112.491,60, fora um depósito de R$30.000,00 todos os demais são de valor individual inferior a R$12.000,00. Na Fase de fiscalização, o contribuinte não se manifestou em relação à origem dos valores depositados. O Termo de Verificação Fiscal às fls. 120/122 resume o procedimento de fiscalização. Na impugnação, foi alegado que o depósito de R$30.000,00, em maio, e o de R$8.000,00, em junho, constituíram auxílio financeiro recebido de sua namorada para que suportasse as dificuldades financeiras no momento de sua separação, que constam como depósitos em dinheiro porque a namorada possuía conta na mesma Agência do Itaú, o que fez com que as transferências tenham sido computadas como em dinheiro, e que comprovada a origem desses dois depósitos os demais não representam omissão de rendimentos pois são de valores inferiores a R$12.000,00 e não somam R$80.000,00. Fl. 208DF CARF MF Impresso em 25/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 19515.004107/200314 Acórdão n.º 2802002.556 S2TE02 Fl. 208 3 O impugnante, informa que sua namorada faleceu e não sabe informar seu número de CPF, bem como não tinha acesso à sua DIRPF ou movimentação financeira, protegidos por sigilo fiscal. Apresenta declaração firmada por Wilson Marques da Silva (fls. 146) em que este afirma ser de seu conhecimento que em 1998 o contribuinte passou por dificuldades financeiras devido a sua separação e que foi socorrido financeiramente por sua namorada, Srª Elizabeth Cristina Parenti. Descreve os compromissos financeiros assumidos em razão da separação: reposição de R$25.000,000 a sua exesposa; depósito em conta bancária da exesposa no valor de R$19.000,00, em 20/07/1998; e assunção de um débito de aproximadamente R$6.000,00 de uma execução em curso na 31ª Vara Cível. A sentença de divórcio litigioso convertido em divórcio direto consensual consta às fls. 141 e ss. A impugnação foi indeferida sob fundamentação, em síntese, de que diante da presunção legal do art. 42 da Lei 9.430, de 1996 é necessária a prova da origem dos recursos com documentação hábil e idônea e que a declaração apresentada não tem essa natureza, principalmente porque o declarante não era representante legal da suposta doadora e não há prova da doação, como por exemplo a declaração na Declaração de Ajuste Anual da doadora ou cópia dos cheques utilizados, se fosse o caso, assim como foi anotado que os depósitos foram de R$112.491,56, o que autoriza a lavratura do auto de infração. Ciência do acórdão em 12/11/2007. Em 28/11/2007 foi interposto Recurso Voluntário mediante o qual são reiteradas as alegações da impugnação, assim como sustenta que (a) os fatos que alega são notórios, uma vez que após, a data de vencimento da última obrigação assumida com a separação sua movimentação bancária voltou aos patamares anteriores, e (b) a declaração apresentada, ainda que firmada por terceiros, deve surtir efeitos legais, uma vez que passível de comprovação por meio de pesquisa em conta corrente da doadora. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Embora tenha sido empregada Requisição de Informação Financeira – RMF, dela não decorreu a utilização de extratos bancários, de forma que é desnecessário deliberar sobre esse ponto, devendose dar seguimento ao julgamento quanto ao mérito. A questão essencial é a aferição da comprovação ou não dos depósitos de R$30.000,00 e de R$8.000,00 ocorrido em maio e junho de 1998, respectivamente. O lançamento foi efetuado com base na presunção legal do art. 42 da Lei 9.430, de 1996, cujo caput estabelece como ônus do contribuinte comprovar a origem dos recursos, mediante documentação hábil e idônea. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 25/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Art.42.Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.(grifos acrescidos) Além disso, o contribuinte tem o ônus de comprovar cada crédito de forma individualizada, conforme assentado na jurisprudência desse conselho e disposto no §3º do art. 42 da Lei nº 9.430/1996. Vejamos: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1998 (...)IRPF LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos. A alegação de que as origens dos depósitos foram cheques omitidos por uma empresa deve ser comprovada com a demonstração de que os depósitos se referem aos referidos cheques, não bastando para tanto a mera existência de proximidade de datas entre as emissões dos cheques e os depósitos. Embargos acolhidos.Recurso parcialmente provido.(acórdão nº 10423276, de 2562008, da 4ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Pedro Paulo Pereira Barbosa) Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 (...) Ementa: IMPOSTO DE RENDA TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS POSSIBILIDADE A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/90. O contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que esses são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva.(...)COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS – IMPOSSIBILIDADE DE O DEPÓSITO DE UM MÊS SERVIR COMO COMPROVAÇÃO PARA O DEPÓSITO DO MÊS SEGUINTE Na tributação dos depósitos bancários de origem não comprovada não se individualiza os saldos em fins de período, mas os próprios depósitos, considerados rendimentos omitidos na hipótese especificada em lei. Permitir que os depósitos de um mês pudessem funcionar como origens para os depósitos do mês seguinte, somente seria possível se houvesse a comprovação de Fl. 210DF CARF MF Impresso em 25/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 19515.004107/200314 Acórdão n.º 2802002.556 S2TE02 Fl. 209 5 que o valor sacado foi, posteriormente, depositado. Acatar a possibilidade, em tese, dos depósitos antecedentes servirem como comprovação e origem dos depósitos subseqüentes, no extremo, permitiria que o depósito de um dia servisse para justificar o depósito do dia seguinte.(...)Recurso voluntário parcialmente provido.(acórdão nº 10616977, de 2662008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Giovanni Christian Nunes Campos) Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: (...)IMPOSTO DE RENDA TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVAMENTE COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS POSSIBILIDADE A partir da vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96, o fisco não mais ficou obrigado a comprovar o consumo da renda representado pelos depósitos bancários de origem não comprovada, a transparecer sinais exteriores de riqueza (acréscimo patrimonial ou dispêndio), incompatíveis com os rendimentos declarados, como ocorria sob égide do revogado parágrafo 5º do art. 6º da Lei nº 8.021/90. Agora, o contribuinte tem que comprovar a origem dos depósitos bancários, sob pena de se presumir que estes são rendimentos omitidos, sujeitos à aplicação da tabela progressiva.(...)OMISSÃO DE RENDIMENTOS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA PRESUNÇÃO LEGAL CONSTRUÍDA PELO ART. 42 DA LEI Nº 9.430/96 IMPOSSIBILIDADE DA DESCONSTRUÇÃO DA PRESUNÇÃO A PARTIR DA VARIAÇÃO DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE COTITULARIDADE NO ANO AUTUADO NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DE CADA DEPÓSITO, INDIVIDUALIZADAMENTE Não se deve confundir a tributação prevista no art. 42 da Lei nº 9.430/96 com a referente ao acréscimo patrimonial a descoberto, na forma do art. 3º, § 1º (parte final), da Lei nº 7.713/88. Nesta, utilizamse os saldos das contas correntes e de aplicações financeiras, como origem e aplicação de recursos, apontandose, se for o caso, o acréscimo patrimonial a descoberto. No tocante à presunção do art. 42 da Lei nº 9.430/96, devese comprovar a origem dos depósitos bancários individualizadamente, não sendo possível efetuar a comprovação a partir da variação dos saldos de aplicações financeiras. Sendo comprovada a origem do depósito, este deve ser excluído da base de cálculo da omissão dos rendimentos. Ausente a comprovação de cotitularidade na conta de depósito, afastase as conseqüências dessa realidade. Recurso voluntário provido parcialmente.(acórdão nº 106 17092, de 8102008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Giovanni Christian Nunes Campos) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 1999 Ementa: (...) Fl. 211DF CARF MF Impresso em 25/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 IRPF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS. Para elidir a presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a demonstração da origem dos depósitos deve ser feita documentalmente e de forma inequívoca, correlacionando, de forma individualizada, as apontadas origens a cada um dos depósitos. Recurso negado (Acórdão 2802002.004, 2ª Turma Especial, de 20/11/2012.Relator Conselheiro Jorge Cláudio Duarte Cardoso) Portanto, a prova deve ser documental e em relação a cada depósito individualizadamente. Adicionalmente, o ônus da prova no processo administrativo fiscal é do recorrente e sua alegação não se enquadra no conceito de fato notório que o dispense de comprovála. Entretanto, quanto à almejada comprovaçõ da origem dos depósitos, o único documento apresentado é a declaração do Sr. Wilson Marques da Silva (fls. 146) no sentido de que a Srª Elizabeth Cristina Parenti teria socorrido financeiramente o recorrente em 1998 devido à dificuldades financeiras provocadas pela separação. O julgamento está vinculado à lei, desta forma, na falta de documentação comprobatória é forçoso concluir pela não comprovação da origem dos recursos empregados nos dois depósitos supramencionados. De outro giro, os depósitos de origem não comprovada de valor não superior a R$12.000,00 somam R$82.491,56 (112.491,60 menos 30.000,00), de forma que não se aplica a regra do inciso II do §3º do art. 42 da Lei 9.430, de 1996 com a redação dada pela Lei nº 9.481, de 1997. Portanto, devese NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 212DF CARF MF Impresso em 25/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 18 /10/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007353/2005-11
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2003
DCTF- MULTA POR ATRASO NA ENTREGA
A entrega da DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação da multa correspondente, tendo em vista que a empresa não se encontra enquadrada no SIMPLES.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.147
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10980.007353/2005-11 Recurso n° 142.763 Voluntário Acórdão n° 3102-00.147 — l a Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2009 Matéria DCTF Recorrente VNK ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS LTDA Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2003 DCTF- MULTA POR ATRASO NA ENTREGA A entrega da DCTF fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação da multa correspondente, tendo em vista que a empresa não se encontra enquadrada no SIMPLES. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes atitos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. )1 1,Áta. 444..o N46\9‘.17---"' RCIA HELENPJRAJANO D'AMORIM — Presidente e Relatora EDITADO EM: 05/10/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. Relatório A empresa acima identificada recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, à fl. 18, que transcrevo, a seguir: "Trata o presente processo de auto de infração (fl. 04), cientificado em 27/06/2005 (f1.15), mediante o qual é exigido da contribuinte qualificada o crédito tributário total de R$ 500,00, referente à multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF — do primeiro trimestre de 2003- apresentada em 06/08/2003. O enquadramento legal do lançamento encontra-se discriminado no campo 05 (Descrição dos Fatos/Fundamentação) do auto de infração, às fl. 04. A interessada interpôs tempestivamente, em 22/07/2005, a impugnação de fl. 01 a 03, instruída com os documentos de fl. 04 a 12 (cópia do auto de infração e documentos societários), alegando no ano base 2003 teve receita bruta dentro do limite de empresa de pequeno porte, apurando seus resultados pelo regime do lucro presumido, não se encontrando obrigada a entregar a DCTF, entretanto, mesmo assim, apresentou tal Declaração. Diz que a multa se refere ao exercício de 2003, enquanto o Auto de Infração é de 10/06/2005, o que torna a aplicabilidade da pena incompatível. É o relatório." O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/CTA ti9- 06-17.854, de 30/04/2008 (fls. 17/21), proferido pelos membros da 5a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2003 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. Mantém-se o lançamento quando a empresa não se encontra enquadrada no SIMPLES e não foi comprovado pelo interessado que a obrigação acessória foi satisfeita dentro do prazo legal. Lançamento Procedente." Cientificada do acórdão de primeira instância conforme AR, à fl. 24, datado de 16/05/2008; a interessada apresentou, em 17/06/2008, o recurso de fls. 25/27 e documentos às fls. 28/35, em que repisa praticamente as razões contidas na impugnação. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a fl. 37, que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho. É o relatório. 2 Processo n° 10980.007353/2005-11 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.147 Fl. 38 Voto Conselheira MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM, Relatora O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo, da aplicação da ' multa pelo atraso na entrega da DCTF relativa ao 1° trimestre do ano-calendário de 2003, no valor total de R$ 500,00. A recorrente alega que é empresa de pequeno porte e que não está obrigada a apresentação da DCTF e que, mesmo assim, a entregou, e que a multa aplicada não é compatível com a data da lavratura do Auto de Infração. O atraso na entrega da declaração foi confirmado pela própria recorrente e é obrigação acessória decorrente de legislação tributária, ou seja, daquele elenco de espécies normativas descritas no art. 96 do CTN. Consiste na prestação positiva (de fazer, ou seja, de entrega de declaração em tempo hábil) de interesse da fiscalização e o seu descumprimento gera penalidade para o sujeito passivo, desde que esteja previsto em lei e a penalidade imputada converte-se em obrigação principal. O lançamento teve fulcro nas seguintes disposições legais, citadas no referido auto: Lei n° 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional -CTN), art. 113, § 30 e 160; Instrução Normativa (IN) SRF n° 73, de 1996, art. 40 c/c art. 2°; IN SRF n° 126, de 1998, arts. 2° e 6°, c/c Portaria MF n° 118, de 1984; Decreto-lei n° 2.124, de 1984, art. 5'; Medida Provisória n° 16- 01, convertida na Lei n° 10.426, de 2002. Embora a DCTF tenha sido entregue antes de qualquer procedimento fiscal, sua apresentação deu-se após o prazo estabelecido na legislação tributária, o que torna aplicável penalidade pelo não cumprimento da obrigação acessória. Quanto à obrigatoriedade de entrega da DCTF, nos termos das IN(s) SRF 126 de 30/10/1998 , 255 de 11/12/2002 e 786/2007, estavam dispensadas da apresentação da DCTF no ano calendário em questão: I - as mieroempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no regime do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES; II - as pessoas jurídicas imunes e isentas, cujo valor mensal de impostos e contribuições a declarar na DCTF seja inferior a dez mil reais; III - as pessoas jurídicas inativas, assim consideradas as que não realizaram qualquer atividade operacional, não-operacional, financeira ou patrimonial, conforme disposto no art. 42 da Instrução Normativa SRF n2 28, de 05 de março de 1998; IV - os órgãos públicos, as autarquias e fundações públicas. 3 Assim sendo, não basta apenas alegar a condição de empresa de pequeno porte ou microempresa para fazer jus a dispensa da apresentação da DCTF, é preciso que seja formalizada a opção dessa empresa no SIMPLES mediante inscrição no CNPJ. Como bem frisou a decisão a quo, verifica-se em consulta ao sistema informatizado da Receita Federal do Brasil, relativo ao CNPJ, tela -CNPJ CONSULTA HISTÓRICO, à fl. 16, que o interessado não se encontra cadastrado na condição de optante pelo SIMPLES. Concluindo, pois, a penalidade aplicada foi de acordo com o determinado na legislação tributária pertinente. Diante do exposto, voto por que se negue provimento ao recurso e procedência do lançamento para considerar devida a multa legalmente prevista para a entrega a destempo da DCTF. 41),-<rmA„. ERCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM 4
score : 1.0
Numero do processo: 13888.000279/90-29
Data da sessão: Mon May 25 00:00:00 UTC 1992
Ementa: IRPJ - DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO - Havendo
o julgador de primeira instância aperfeiçoado o lançamento de origem, cumpre serem tomadas medidas saneadoras no resguardo da
amplitude do direito de defesa e do duplo grau de jurisdição.
A petição apresentada a título de recurso deverá ser apreciada como impugnação, proferindo-se nova decisão singular na boa
e devida forma.
Numero da decisão: 103-12.246
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a remessa dos autos i repartição de origem,para que a petição de fls. 47/49, seja apreciada como impugnação em virtude do aperfeiçoamento do lançamento ocorrido com a decisão monocrática, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Sonia Nacinovic
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Recorrida: - DRF EM LIMEIRA - SP IRPJ - DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO - Havendo o julgador de primeira instancia apPriaiçoa do o lançamento de origem, cumpre serem to madas medidas saneadoras no resguardo da amplitude do direito de defesa e do duplo grau de jurisdição. A petição apresentada a título de recurso deverá ser apreciada como impugnação, pro ferindo-se nova decisão singular na boa e devida forma. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CONFECÇÕES ELSA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determi nar a remessa dos autos i repartição de origem,para que a peti- ção de fls. 47/49, seja apreciada como impugnação em virtude do aperfeiçoamento do lançamento ocorrido com a decisão rronocrática, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das SessOes(DF), em 25 de maio de 1992. ' ;q1 RODR S R - PRESIDENTE 4 )1* coe,— SONIA NACINOVIC - RELATORA v. V. DAMEFP/0E- SECOS t19 064/90 4.11. c' VISTO EM ZAIN TO HOLAND BRAGA - PROCURADOR DA FA SESSÃO DE. • 23 JUL Igat ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIZ HENRIQUE BARROS DE ARRUDA, VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, MARIA DE FÁ TIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO, PAULO ÃFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR: ILCENIL FRANCO e DICLER DE ASSUNÇÃO.a 161( Ak •4~ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO Nt 13888/000.279/90-29 RECURSO NS: - 99.434 ACOROÃOW: - 103-12.246 RECORRENTE: - CONFECÇÕES ELBA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA EX. 1989 Termo do Início da Fiscalização 26.6.90 Término 3.8.90 (fls. 23). Autuação 3,8.90 (f is. 22) baseada nas seguintes ia frações: a) Correção Monetária do Capital Social e da Reser va de Correção Monetária do Capital Social efetuada por índices superiores aos estabelecidos pela legislação tributária no ano base de 1988; h) Omissão de Receitas caracterizada por falta de mercadorias no Inventário. O levantamento dos valores foram transformados pa ra cruzeiros, dado que a moeda da poca era cruzados, para ser calculado o debito fiscal. DAMCFP/Olr - SECO, ti l 045/70 as. SERVIÇO MUCO FEDERAL Processo n 2 13888/000.279/90-29 3. Acórdão n 2 103-12.246 Ao receber a intimação, o Contribuinte requereu pror rogação de prazo para apresentar sua defesa, tendo lhe sido conce- dido mais 15 dias. A prorrogação foi concedida e o contribuinte em 19.9.1990 impugnou tempestivamente elaborando as seguintes razões: Primeira Preliminar: - O Auto de Infração não está regularmente lavrado de forma a produzir validade e eficácia pois contraria o Art. 10 do Decreto 70.235 de 6.3.1972 e item II do mes mo Artigo que transcreve: Artigo 10 - O Auto de Infração será lavrado por ser vidor competente no local da verifica- ção da falta e conterá obrigatoriamente II O local, a data e a hora da lavratu- ra (Grifos do Contribuinte) Entendeddo, assim o Contribuinte que o Auto de Infra ção emitido por computador desatende à disposição regulamentar, por que no local, o único ato foi o da Lavratura do Termo de Início de Ação Fiscal (fl. 1) e tudo mais foi elaborado e lavrado fora do lo- cal, sem acompanhamento do autuado, o que impõe o conhecimento da irregularidade do procedimento e padece de vício insanável, ferin- do e contrariando o dispositivo legal tendo por conseqüência a NU LIDADE desse ato que deve ser declarado de ofício, com alcance nos autos para a exigencia do PIS FATURAMENTO, IR NA FONTE, FINSOCIAL/ FATURAMENTO E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL por decorr'encia. Segunda Preliminar: Diz que não se pode confundir a • Irri MIRIM Ptacional . . SERVICO PI.MLICO FEDERAL Processo n 2 13888/000.279/90-29 4. AcOrdão n 2 103-12.246 Notificação de Lançamento com o Auto de Infração, pois ao primei . ro e permitido sua emissão por processo eletrônico, e com referen- cia ao segundo não há norma legal permissiva, portanto não poderia a fiscalização desatender a norma sob alegações de ordem administra_ tiva e então eleger outra forma de autuação. Terceira Preliminar: - Descrição do Fato - Diz que deve se atentar ao princípio de realização da hipOtese de inciden-' cia, isto é deve ser relacionado a exatamente aquilo de que se tra ta, o que não aconteceu na descrição do documento a fls. 16 que não condiz com a realidade dos fatos, dificultando a defesa e con_ trariando o disposto no já citado Decreto 70.235/72. E no Mérito, se defende dizendo: - em razão do argüido na terceira Preliminar o qua dro demonstrativo n 2 1 fica prejudicado pois no exercício de 1987 não ocorreu a falta apontada, ré.° havendo portanto, nenhuma diferença. Portanto quanto ao Mérito o Auto de Infração não pode prosperar tendo em vista o que passa a expor: a fls. 14 do processo o Auditor demonstra o que chamou de "omissão de Receitas caracterizada pela falta de mercadorias no inventário em 31.12. 1988, tomando por base notas fiscais e o registro de in- ventário no qual não encontrou as correspondentes quantidades e portanto as argüiu, porem não pode progperar isto dado que a empresa é uma indústria que adquire o tecido para confecção de peças de . . seu comercio, e assim, e que se trata de meteria t prima em fase de fabr cação no período, e diz que ImpromaNadonal , sEmmonwconmAm. Processo n 2 13888/000.279/90-29 5. Acórdão n 2 103-12.246 as quantidades de tecidos constantes das notas ris cais não encontradas no registro de inventário 'fo ram cortadas e achavam-se em elaboraçãoen 31.12.88, razão pela qual não poderiam constar no inventário como tecidos, pois os valores estavam incluidos na Rubrica PRODUTOS EM ELABORAÇÃO, e constantes da De claração de Imposto de Renda 1989/88 campo 11; E após esses argumento, pede que seja julgado impro cedente o citado Ato de Infração. O Delegado da Receita encaminhou a impugnação à Di visão de Fiscalização que por sua vez, enviou-o ao fiscal autuan- te para informação, em 5.10.1990. Em conseqUência, o Autuante contestou todas as ale- gações do Contribuinte, sendo que: a) com referãncia a lavratura do Auto de Infração por computador, informa que a utilização de processamento de dados não altera a essãncia do Auto de Infração prevista no Artigo 1 2 do Decreto n 2 70.325/72, e que ãle serve como meio de escrita, assim como uma máquina de escrever ou letra de próprio punho, alem de ser a concretização nos termos regulamentares, o que não impede que a autoridade fiscal prepare antecipadamente os termos processuais e os conclua quando da intimação do contribuinte. E cita que de acor- do com o Art. 10 do Decreto 70.235/72 que disciplina a forma, o conteúdo que o Auto de Infração deve apresentar, o auto de infra- do Contribuinte revestiu-se de todos os requisitos exigidos, tais como: - foi lavrado por servidor competente; SERVIÇO MILICO FEDERAL Processo n 2 13888/000.279/90-29 6. Accirdão n 2 103-12.246 Contem: a qualificação do autuado, o local, a data e a hora da lavratura; a descrição do fato; a disposição legal infringida e a penalida de aplicada; a determinação da exigencia e a intimação pa ,ra cumprí-ia ou impugná-la no prazo de 30 dias; a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo e o n2 de sua matrícula, e termina dizendo que portanto,o fato de ter sido emitido eletronicamente evidência tão somente avan ço tecnolOgico da Repartição, não sendo passível de anulação. - No que tangia à Correção Monetária, conforme demons trado às folhas 13, a Correção Monetária foi fei- ta a maior tendo em vista a utilização de índices não oficiais justificando o lançamento, visto ter sido afetado o resultado do exercício, e reconhe ce que no documento a fls. 16 houve um erro dati- lográfico onde se fala na 6 & linha do primeiro pa rágrafo onde indevidamente se refere ao exerci- . cio de 1987 ano-base de 1986, quando na realida- de referia-se ao exercício de 1989 ano-base de 1988 e completa dizendo que, no entanto, nos cál- culos e demonstrativos, assim como na descrição dos fatos do mesmo documento, está corretamente rim cionado o exercício Financeiro de 1989 Ano-base de 1988, como objeto de autuação, o que talvez o Con tribuinte não tenha estudado atentamente. E opina pela manutençaó da exigencia fiscal, fri- zando que o Contribuinte ao abrir as contas em 1989, corrigiu os índices incorretos mas não reti ficou o resultado, reduzindo indevidamente o im- posto a pagar no Exercício Financeiro de 1989. rumem ~gni SEINVIÇO PUBUCO FEDERAL Processo n 2 13888/000.279/90-29 7. Acórdão n 2 103-12.246 - No que tange ao estoque, ficou provado que a Con- tribuinte não possui registro permanente de esto- que e, portanto, estaria obrigada à contagem fí sica do estoque por ocasião do encerramento do ba lanço, devendo avaliá-lo pelos preços das Ultimas entradas devendo tomar o valor da nota fiscal menos o valor do ICMS pois se acha incluso. Foi verifica do que a empresa adquiriu mercadorias em 28.12.88 não procedendo a nenhuma venda a partir desta da- ta, e, portanto, concluiu que essa mercadoria de- veria constar de seu inventário de 31.12.1988, o que constatou ter sido feito por quantidades in- feriores, pelo que presume-se que a diferença foi objeto de vendas sem emissão de Notas Fiscais, e que na alegação do Contribuinte de que os produ- tos faltantes se achavam relacionados como produ- tos em elaboração tal rubrica não consta do in- ventário, e não tendo sido justificado cabalmen te, opina pela manutenção do levantamento como o- missão de receitas. A informação fiscal (fls. 22 e seus anexos) foi en- caminhada à Divisão de Tributação, por esta acolhida, que no seu pa recer diz: a) que o fato do auto de infração ter sido emitido por computador não anula o mesmo; h) considerando que as contas Capital Social e Re- serva de Correção Monetária do Capital foram corrigidas por índices maiores do que o oficial no exercício de 1989; Imprensa ~tonal umnon~wom Processo n 2 13888/000.279/90-29 8. Acórdão n 2 103-12.246 c) considerando que o inventário de 31.12.1988 não expressa a realidade; d) considerando tudo o mais que consta dos autos, Jal ga, no mérito, PROCEDENTE a ação fiscal e encaminha a decisão para °lancis e intimação da interessada, facultando-lhe o recurso volun tário ao 1 2 Conselho de Contribuintes no prazo de 30 dias. O Contribuinte recebeu a intimação em 10.12.90 e em 09.01.1991 recorreu tempestivamente ao 1 2 Conselho de Contribuintes. No citado recurso o Contribuinte alega que a deci- são merece reforma porque fere não somente o direito como também provas existentes nos próprios autos, conforme descreve: A decisão de 1 2 Grau amparada na formação fiscal,con tinua sem razão pois deixou de apreciar mais detida mente o quadro demonstrativo n 2 2 e não constatou 7 que os itens 2,6,7,8 e 9 em confronto com a nota fis cal 2081 (das fls. 3) são os mesmos tecidos ao pre- ço de 770.00 por metro e que a quantidade a que se refere o item 02 do quadro 02 não é de 3.300 metros e sim de 33 metros, porque a soma das aquisições ars tantes daquela nota fiscal ao preço de 770.00 somam 974 metros, dos quais 840 metros estão no inventá- rio, e 134 foram transferidos para fabricação, não podendo figurar como estoque de matéria prima na sua totalidade, e diz que a técnica contábil usada pela empresa é a de lançamento pela forma direta, isto é, pela aquisição, e os valores são diretamente debita dos à conta de matéria prima e no final do período são inventariados como produtos em elaboração. Assin também os itens elencados pela decisão, letra F n' 9,10, 45 e 46 são produtos semi acabados que sofre processo de aplicações de bordados e acabamentos que torna inaplicável seu enquadramento como merca, rias ou produtos acabados. 5,,,,,,4c0 ,,,,,,,conozamProcesso n 2 13888/000.279/90-29 9. Acórdão n 2 103-12.246 Termina dizendo que devido a essas razões e mais a- quelas argüidas na impugnação, requer a reforma de decisão recorri- da. É o Relatório. )1,1.w; jcka-irn er~: SERvICO "SUCO FEDERAL Processo n 2 13888/000.279/90-29 10. Accirdão n 2 103-12.246 VOTO Conselheira SONIA NACINOVIC, Relatora: O Recurso é tempestivo por isto o acolho. Tendo em vista que ocorreu erro de dalilografia na descrição do Auto de Infração no item relativo à Correção Monetária do Capital Realizado, onde foi citado o exercício de 1987, como ba se de 1986, quando de fato, deveria constar o exercício de 1989,ano base de 1988 e que a autoridade monocrática ao analisar este fato considerou ter havido erro de fato, o qual por não ter repetido na descrição dos fatos nem nos quadros demonstrativos,não acarretou nu lidade do lançamento, conforme pretendia o contribuinte: - Considerando que a retificação do exercício obje to do lançamento, a que procedeu o julgador singular implicou aper- feiçoamento do lançamento Original; - considerando ainda que a Recorrente anexou novos documentos à título de prOva, quando da interposição do Recurso de fls. 47 a 49, que não foram apreciados pela autoridade de 1 2 ins- tancia; - considerando, por fim a amplitude do direito de de fesa e do duplo grau de jurisdição; Voto no sentido que seja o processo devolvido à re- partição de origem para que a petição de fls. 47/49 seja apreciada \I igmm.m.m~ semnonmucommm Processo n g 13888/000.279/90-29 11. AcOrdão n g 103-12.246 como impugnação proferindo-se nova decisão singular, na boa e devi da forma. Brasilia(DF), em 25 de maio de 1992. .ssa SONIA NAC/NOVIC RELATORA /\ Page 1 _0047400.PDF Page 1 _0047500.PDF Page 1 _0047700.PDF Page 1 _0047900.PDF Page 1 _0048100.PDF Page 1 _0048300.PDF Page 1 _0048500.PDF Page 1 _0048700.PDF Page 1 _0048900.PDF Page 1 _0049100.PDF Page 1 _0049300.PDF Page 1
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