Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10768.906833/2006-61
Data da sessão: Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Anocalendário: 1999
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO.
O prazo de cinco anos para o Fisco verificar a legitimidade de crédito objeto de pedido de restituição e compensação iniciase
na data da formulação do pedido e não na época do fato gerador do crédito pleiteado.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Anocalendário: 1999
CSLL. CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO DE ESTIMATIVAS. COMPENSAÇÃO.
Devem ser analisadas em conjunto todas as compensações baseadas em Darfs que compuseram o saldo negativo de CSLL de um dado ano calendário, pois o valor total a ser compensado é limitado pelo valor do saldo negativo do citado período.
Numero da decisão: 1401-000.341
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os conselheiros Alexandre Antônio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias, que fará declaração de voto.
Nome do relator: Fernando Luiz Gomes de Mattos
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201011
ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O prazo de cinco anos para o Fisco verificar a legitimidade de crédito objeto de pedido de restituição e compensação iniciase na data da formulação do pedido e não na época do fato gerador do crédito pleiteado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 CSLL. CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO DE ESTIMATIVAS. COMPENSAÇÃO. Devem ser analisadas em conjunto todas as compensações baseadas em Darfs que compuseram o saldo negativo de CSLL de um dado ano calendário, pois o valor total a ser compensado é limitado pelo valor do saldo negativo do citado período.
numero_processo_s : 10768.906833/2006-61
conteudo_id_s : 5814395
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 08 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-000.341
nome_arquivo_s : Decisao_10768906833200661.pdf
nome_relator_s : Fernando Luiz Gomes de Mattos
nome_arquivo_pdf_s : 10768906833200661_5814395.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os conselheiros Alexandre Antônio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias, que fará declaração de voto.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 10 00:00:00 UTC 2010
id : 7076981
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782217396224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1728; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 242 1 241 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.906833/200661 Recurso nº 509.353 Voluntário Acórdão nº 140100.341 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de novembro de 2010 Matéria CSLL Recorrente TELEMAR NORTE LESTE S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O prazo de cinco anos para o Fisco verificar a legitimidade de crédito objeto de pedido de restituição e compensação iniciase na data da formulação do pedido e não na época do fato gerador do crédito pleiteado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 CSLL. CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO DE ESTIMATIVAS. COMPENSAÇÃO. Devem ser analisadas em conjunto todas as compensações baseadas em Darfs que compuseram o saldo negativo de CSLL de um dado anocalendário, pois o valor total a ser compensado é limitado pelo valor do saldo negativo do citado período. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os conselheiros Alexandre Antônio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias, que fará declaração de voto. (assinado digitalmente) Viviane Vida Wagner Presidente. Fl. 212DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS 2 (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias – Declaração de voto. EDITADO EM: 11/03/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias. Declarouse impedido o julgador Maurício Pereira Faro. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto parcialmente o relatório que integra o Acórdão recorrido (fls. 132133): Em 15.09.2003, a Telemar Norte Leste S.A. formalizou pedido de restituição e compensação, por meio da transmissão do PER/DCOMP (PEDIDO ELETRÔNICO DE RESSARCIMENTO OU RESTITUIÇÃO E DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO) de fls. 03/07, com o objetivo de ver reconhecido seu direito creditorio de R$ 1.105.573,77 e de compensála com débito de Cofins, relativo a agosto de 2003. De acordo com o pedido, com a DIPJ de fls. 42/46 e com a DCTF de fls. 40/41, o crédito pleiteado tem origem no pagamento de R$ 1.341.981,31 efetuado por darf por sua sucedida (Telecomunicações do Piauí S.A. — CNPJ 06.847.8751000100) em 31.10.2000, para quitar o débito da estimativa de CSLL do mês de setembro de 2000 de R$ 236.407,54. Em 10.09.2008, foi emitido Despacho Decisório de fl. 65, pela Derat RJ, indeferindo o pleito, com base no Parecer Conclusivo n° 172/2008 (fls. 59/64). Segundo consta do Parecer Conclusivo, o indeferimento deuse pelos seguintes motivos: • Foi efetuada diligência com o fim de verificar a base de cálculo da CSLL referente a setembro de 2000; • O relatório da diligência evidenciou a impossibilidade de apuração do efetivo valor da base de cálculo da CSLL, por falta de condição documental mínima para realização; • Os extratos dos sistemas informatizados da RFB atestam que o darf de 1.341.981,31 foi utilizado para quitar o débito declarado da estimativa de CSLL setembro de 2000 de 236.407,54, tendo restado, a principio, o saldo disponível de 1.105.573,77; • A fim de verificar se o pagamento já foi utilizado como dedução da contribuição no ajuste anual de 2000, foram considerados os Fl. 213DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 140100.341 S1C4T1 Fl. 243 3 valores retidos pelas fontes pagadoras e os efetivos recolhimentos de estimativas, inclusive a que aqui se discute, e chegouse a um saldo negativo de 946.045,09; • Desse saldo negativo, foram utilizados pelo interessado 685.163,72 para compensar débito de CSLL de janeiro de 2001, conforme DCTF e demonstrativo de fls. 57/58, restando um saldo negativo não utilizado de R$ 260.881,37; e • Esse saldo negativo já foi reconhecido para compensações pleiteadas pelo interessado, nos valores de 2.258,69, 541,99 e 258.080,69, respectivamente, nos processo administrativos n° 10768.906830/200628, 10768.906831/200672 e 10768.906832 /2006 Cientificado do Despacho Decisório da Derat — RJ em 11.09.2008 (fl. 69), o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 72/81, em 13.10.2008, alegando, em síntese, que: a) A presente manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos que foram objeto da compensação; b) O darf em questão teve apenas a parcela de 236.407,54 vinculada ao débito de CSLL — estimativa de setembro de 2000, restando saldo disponível de 1.105.573,77; c) Traz aos autos a DCTF retificadora recebida em 04.10.2004 que demonstra a certeza e a liquidez do crédito; d) A simples análise da DCTF retificadora mostra o crédito de 1.105.573,77; e) E nem se diga que a retificação da DCTF deuse de forma intempestiva por ser apresentada apôs a Dcomp; f) A compensação foi feita dentro do prazo legal de cinco anos; g) Precluiu o direito de o Fisco refazer a base de cálculo da CSLL ou o saldo negativo apurados em 2000, por força do artigo 150 do CTN, uma vez que passaram mais de cinco anos; e h) Protesta pela produção de prova pericial contábil, para demonstrar o crédito compensado. A 6ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I, por unanimidade, não homologou a compensação declarada pela contribuinte, por meio do Acórdão nº 1226.690, assim ementado (v. fls. 131): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O prazo de cinco anos para o Fisco verificar a legitimidade de crédito objeto de pedido de restituição e compensação iniciase Fl. 214DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS 4 na data da formulação do pedido e não na época do fato gerador do crédito pleiteado. Intimada desse Acórdão em 17/04/2009 (fls. 137), a contribunte apresentou em 19/05/2009 o Recurso Voluntário de fls. 140148, reiterando os argumentos apresentados na fase impugnatória. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos, Relator O recurso atende aos requisitos legais, razão pela qual deve ser conhecido. Existência do crédito passível de compensação A Recorrente, assim como já fizera na fase impugnatória, defende a existência do crédito por ela utilizado para fins de compensação. Vale dizer que o Parecer Conclusivo nº 172/2008 da Derat RJ, fls. 101106, efetivamente reconheceu a existência parcial do aludido crédito, mas ao mesmo tempo reconheceu que o referido crédito já foi integralmente utilizado em outras compensações, anteriormente declaradas pela contribuinte. Para maior clareza, transcrevo o seguinte trecho do aludido Parecer Conclusivo, fls. 103106: Os extratos às folhas 38 e 39 revelam que o DARF no valor de R$ 1.341.981,31, informado (folha 05) como origem do crédito no valor de R$ 1.105.573,77 (folha 07), está vinculado ao pagamento do débito de CSLL de setembro/2000 informado na DCTF ativa (folhas 40 e 41), no montante total de R$ 236.407,54, tendo restado, a princípio, saldo disponível no valor de R$ 1.105.573,77. Contudo, por se tratar de crédito referente a pagamento de estimativa mensal de CSLL (código 2484), devese verificar se o pagamento foi utilizado como dedução no cálculo da CSLL a pagar, por ocasião do ajuste anual, constante da ficha 17 da DIPJ 2001 ativa, linha 41, 38, à folha 46, na qual constam as seguintes informações: DIPJ 2000 Ficha 17 34. Base de Cálculo da CSLL 26.312.241,77 36. CSLL Total 2.427.208,19 Deduções 38 CSLL Mensal paga por Estimativa 3.046.982,47 39. CSLL a Pagar 619.774,28 O Manual DIPJ 2001 instrui o preenchimento da linha 38 (CSLL Mensal paga por Estimativa) da seguinte forma: Fl. 215DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 140100.341 S1C4T1 Fl. 244 5 Linha 17/38 — CSLL Mensal Paga por Estimativa Esta linha deverá ser preenchida somente pelas pessoas jurídicas que apuram o lucro real anual. Somente poderão ser deduzidos na apuração do ajuste anual os valores de estimativa efetivamente pagos relativos ao ano calendário. Considerase efetivamente pago por estimativa o crédito tributário extinto por meio de: dedução da CSLL retida por órgão público, compensação de pagamento a maior dou indevido, compensação de saldo negativo de CSLL de períodos anteriores, compensação solicitada por meio de processo administrativo nos termos da IN SRF n° 21, de 1997, e IN SRF n° 73, de 1997, compensação autorizada por Medida Judicial e valores pagos por meio de DARF. (...) (grifouse) O extrato .à folha 47 informa pagamentos de estimativa mensal de CSLL (código 2484) referentes aos períodos de apuração do anocalendário 2000 no valor total de R$ 3.356.295,73. O extrato da DCTF ativa relativa ao anocalendário 2000 (folhas 40 e 41) não informa valores de compensação. A DIPJ ativa relativa ao mesmo anocalendário (folhas 42 a 46) informa CSLL retida na fonte por órgão público num valor total de R$ 25.045,18. No entanto, a dedução de CSLL retida por órgão público, no anocalendário 2000, deve obedecer aos percentuais determinados pela Instrução Normativa SRF/STN/SFC n° 04, de 1997. O extrato de DIRF à folha 48 mostra que a detentora do crédito alegado teve, ao longo do anocalendário 2000, retenções em pagamentos por órgãos públicos de produtos e serviços, códigos 6147 e 6190, nos valores, respectivamente, de R$ 3.022,69 e R$ 138.024,96. Pelo anexo I da referida Instrução Normativa, partindo destes valores, as retenções de CSLL correspondentes seriam o resultado da divisão de tais valores pelos fatores, respectivamente, 4,85 e 8,45, resultando nos montantes de RS 623,24 e R$ 16.334,31, num total de R$ 16.957,55, valor que será considerado para o cálculo do crédito em questão. Desta forma, o valor máximo que o contribuinte poderia ter informado a titulo de CSLL Mensal Paga por Estimativa (linha 38, ficha 17 da DIPJ 2001) seria de R$ 3.373.253,28, conforme demonstrativo abaixo: Valores de estimativa efetivamente pagos Anocalendário 2000 Fl. 216DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS 6 Pagamentos c/ DARF Compensações CSLL retida por órgão público Total jan 174,518,60 0,00 0,00 174,518,60 fev 384.781.67 0,00 0,00 384.781.67 mar 223.360,36 0,00 0,00 223.360,36 abr 118.711,62 0,00 0,00 118.711,62 mai 591.302,63 0,00 0,00 591.302,63 jun 10,00 0,00 0,00 10,00 jul 305.823,09 0,00 0,00 305.823,09 ago 10,00 0,00 0,00 10,00 set 1.341.981,31 0,00 0,00 1.341.981,31 out 215.396,45 0,00 0,00 215.396,45 nov 0,00 0,00 0,00 0,00 dez 0,00 0,00 16.957,55 16.957,55 3.356.295,73 0,00 16.957,55 3.373.253,28 Com base no valor de estimativas efetivamente pagas apurado acima, refazse a seguir o cálculo de apuração da CSLL a pagar da ficha 17 da DIPJ 2001: 34. Base de Cálculo da CSLL 26.312.241,77 36. CSLL Total 2.427.208,19 Deduções 38 CSLL Mensal paga por Estimativa 3.373.253,28 39. CSLL a Pagar 946.045,09 Os extratos às folhas 56 e 57 mostram que o débito de CSLL de janeiro de 2001, informado na DCTF ativa no valor de R$ 692.015,36, foi extinto por meio de compensação de débito no valor de R$ 692.015,36, tendo como crédito saldo negativo do anos calendário 2000. Conforme informa o Demonstrativo Analítico de Compensação à folha 58, o valor de tal crédito utilizado como saldo negativo do anocalendário 2000 corresponde a R$ 685.163,72. Desta forma, o valor de pagamentos indevidos ou a maior de estimativas mensais de CSLL (código 2484) relativos a períodos de apuração do anocalendário 2000 que não foi utilizado como saldo negativo daquele anocalendário foi de R$ 260.881,37. Este é o montante de crédito disponível para todas as compensações lastreadas com DARFs de código 2484 relativos aos períodos de apuração do anocalendário 2000, conforme demonstrativo a seguir: CSLL Ano calendário 2000 Saldo negativo recalculado 916.045,09 () Saldo negativo utilizado 685.163,72 (=) Saldo negativo não utilizado 260.881,37 Os extratos às folhas 49 a 55 correspondem a consulta que demonstra que, até o presente momento, a interessada não apresentou outras Dcomp lastreadas no crédito alegado no presente processo, mas apresentou outras Dcomp lastreadas em outros DARF recolhidos a título de pagamento de estimativas de CSLL relativos ao anocalendário 2000. Todas estas Dcomp, inclusive a que aqui se analisa, terão direito creditório reconhecido no limite total de R$ 260.881,37, conforme tabela a seguir: Fl. 217DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 140100.341 S1C4T1 Fl. 245 7 Dcomps lastreadas em pagamentos indevidos ou a maior do anocalendário 2000 CSLL Telecomunicações do Piauí S. A. PER/Dcomp Processo PA Créd. pleit. (R$) Créd. a rec. (R$) 37949.02394.150903.l.3.045129 10768.906830/200628 fev/00 2.258,69 2.258,69 42703.79439.150903.1.3.049598 10768.906831/200672 mar/00 541,99 541,99 01199.05233.150903.1.3.041283 10768.906832/200617 mai/00 352.326,64 258.080,69 16733.59937.150903.13.044570 10768.906833/200661 set/00 1.105.573,77 0,00 40376,14529.150903.1.3.040090 10768.906802/200619 out/00 81.984,31 0,00 Total 260.881,37 Como facilmente se percebe, o crédito compensável em nome da contribuinte, referente ao anocalendáro de 1999 foi parcialmente utilizado.para compensar a CSLL de janeiro de 2001. O saldo remanescente, no valor de R$ 260.881,37, foi utilizado para realizar as compensações objeto dos processos administrativos 10768.906830/200628, 10768.906.831/200672 e 10768.906832/200617. Consequentemente, agiu corretamente o colegiado julgador recorrido, que não homologou a compensação objeto do presente processo administrativo (nº 10768.906833/200661), tendo em vista a inexistência de crédito remanescente. Decadência do direito do Fisco refazer a apuração do saldo negativo da CSLL de 1999 Repetindo o que já fizera na fase impugnatória, a contribuinte, ora Recorrente, alegou que o crédito utilizado na presente compensação referese a período em relação ao qual o Fisco já teria homologou tacitamente os recolhimentos geradores do crédito. Assim, no entender da Recorrente, o Fisco não poderia fazer nova apuração do saldo negativo apurado, cuja existência gerou o crédito do presente processo, em face da homologação daquele lançamento pelo próprio Fisco. Mais uma vez, não assiste razão à Recorrente. Na verdade, a Recorrente confunde o direito do Fisco de constituir o crédito tributário pelo lançamento com a obrigação do Fisco de verificar a certeza e a liquidez do crédito declarado pelo contribuinte, para fins de compensação. Como é amplamente sabido, a atividade de lançamento é limitada pelo decurso do prazo decadencial qunquenal, seja na forma do art. 150, § 4º , seja de acordo com o art. 173, I, ambos do CTN. No entanto, há que se observar que no caso presente não houve nenhum lançamento, ato administrativo tributário passível de ser alcançado pela decadência. O que houve, sim, foi a devida verificação da certeza e da liquidez de existência de crédito alegado por contribuintes. Em relação a esta atividade (verificação da certeza e liquidez do crédito), a restrição temporal ao poder de investigação do Fisco é a que consta do art. 74, § 5º da Lei n° 9.430/96, qual seja, cinco anos contados da formulação do pedido pelo contribuinte. Fl. 218DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS 8 Vale dizer que o art. 264 do Regulamento do Imposto de Renda determina que a pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem os livros, documentos e papéis relativos à sua atividade, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. Em síntese: o Fisco tem o dever de verificar a certeza e liquidez do direito creditório pleiteado pelo contribuinte. Para tanto, a autoridade administrativa pode e deve investigar a origem do alegado crédito, ainda que passados mais de cinco anos do fato gerador desse crédito. O prazo para que se efetue esta verificação também é quinquenal, mas o seu termo inicial não é a data de ocorrência do fato gerador do crédito, mas sim a data de apresentação da Declaração de Compensação. Na hipótese de apresentação de Declaração Retificadora, a contagem do aludido prazo deve reiniciar, por imperativos lógicos e jurídicos (analisados no item anterior do presente voto). No caso em análise, concluo que não havia impedimento para o fisco analisar as declarações em que o interessado disse terse formado o crédito alegado, tendo em vista que o objetivo da verificação era apenas constatar a certeza e a liquidez do direito creditório. Essa é a exata inteligência do art. 74 da Lei n° 9.430/96, que disciplina o instituto da restituição e da compensação de tributos federais. A única limitação temporal que consta deste diploma legal, está em seu § 5º, o qual determina que "o prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação". No presente caso, este prazo não chegou a ser atingido, posto que a declaração de compensação foi apresentado em 15/09/2003 e a decisão da Derat (RJ) foi cientificada à contribuinte em 11/09/2008. Validade da DCTF retificadora Em relaçao a este tema, assim se pronunciou a Recorrente (fls 144, grifado): E nem se alegue que a retificação da DCTF deuse de forma intempestiva, pois posterior à transmissão da PER/DComp. Ainda que não levantada esta questão pela RFB, pelo menos não se trata de fato levado ao conhecimento do contribuinte, cabe a demonstração de que tal circunstância é irrelevante para o deslinde da questão. Neste particular, a Recorrente tem razão em duas de suas afirmações: 1º) a apresentação da DCTF retificadora não foi questionada pela RFB; 2º) tal matéria é totalmente irrelevante para o deslinde da questão. Para maior clareza, transcrevo o trecho do Acórdão recorrido, fls. 136, que analisou esta alegação da contribuinte: Com relação à DCTF retificadora juntada à defesa, ela não afeta a presente discussão, pois é a mesma que já se encontrava nos autos (fls. 40/41), indica o mesmo débito de 236.407,54 e foi ela que embasou a apuração feita pela Derat/RJ, ou seja, a Fl. 219DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 10768.906833/200661 Acórdão n.º 140100.341 S1C4T1 Fl. 246 9 Derat/RJ não fez crítica à retificação da DCTF que contribuísse para a negativa do pleito. Dispositivo Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Declaração de Voto Conselheira Karem Jureidini Dias. Conforme se extrai do relatório, trata o presente processo de pedido de compensação de saldo negativo de CSLL, relativo ao anocalendário de 1999, com débito de COFINS, apurado em junho de 2003. Importante esclarecer que o pedido de compensação foi apresentado em 15/7/2003 e retificado em 29/10/2003. No anocalendário de 2008, a DERAT reconheceu parcialmente o direito creditório, indeferimento parte do pedido de compensação, sob o fundamento de que a contribuinte não incluiu, na apuração da base de cálculo da CSLL, despesas indedutíveis, despesas operacionais indedutíveis e provisão s/juros s/obras em andamento. Em consequência, o valor da CSLL devida seria distinto daquele informado pelo contribuinte quando da entrega de suas declarações. Ou seja, na análise do pedido de compensação, a autoridade fiscal recalculou a CSLL do anocalendário de 1999, reapurando o saldo negativo da CSLL informado para compensação. Alega a Recorrente que seria “inócua qualquer tentativa fiscal de fazer nova apuração do saldo negativo apurado, cuja existência gerou o crédito do presente processo, em face da homologação daquele lançamento pelo próprio Fisco”. O voto vencedor, proferido pelo ilustre Conselheiro Relator foi no sentido de que “no caso presente não houve nenhum lançamento, ato administrativo tributário passível de ser alcançado pela decadência (...) O que houve, sim, foi a devida verificação da certeza e da liquidez de existência de crédito alegado por contribuintes (...) Em relação a esta atividade (verificação da certeza e liquidez do crédito), a restrição temporal ao poder de investigação do Fisco é a que consta do art. 74, § 5º da Lei n° 9.430196, qual seja, cinco anos contados da formulação do pedido pelo contribuinte”. Neste passo, sem arranhar o brilhantismo do ilustre Conselheiro, ouso dele discordar pelos seguintes fundamentos, os quais pretendo apresentar nesta declaração de voto. Fl. 220DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS 10 Inicialmente, mister verificar que a compensação indeferida teve por fundamento alteração de direito creditório, correspondente a saldo negativo apurado, sem, contudo, existir lançamento de ofício hábil a suportar a alteração do saldo negativo constituído na respectiva DIPJ. Conforme já me manifestei em outros casos semelhantes, entendo que, na análise do direito creditório, a fiscalização deve proceder ao lançamento de ofício, no prazo decadencial, caso a alteração do direito creditório imponha procedimento de verificação fiscal e alteração via lançamento de ofício. Por exemplo, não pode a fiscalização rever a apuração do IRPJ e da CSLL e o respectivo prejuízo fiscal e base negativa, em período decaído. Caso não esteja decaído, a fiscalização deve efetuar a revisão pela única via possível de ajuste do prejuízo fiscal, qual seja, o lançamento de ofício. Isto porque, uma coisa é a verificação dos pagamentos ou outras formas de quitação efetuados anteriormente e que justificam a restituição pela via da compensação. Outra coisa é a revisão da própria apuração do tributo devido à época do pagamento indevido ou a maior. Ou seja, a revisão da própria apuração do saldo a restituir em nada se relaciona com o direito do fisco de averiguar a existência do pagamento ou quitação que justifica o saldo a restituir. Enquanto o fisco tem o dever de ofício de verificar este último, em relação à revisão da apuração do contribuinte, ele deve observar o prazo decadencial e, como qualquer revisão que implique em alteração de tributo declarado e/ou prejuízo e base de cálculo apurada, só poderá fazêlo por meio de veículo necessário e suficiente à revisão do crédito tributário até então legalmente constituído pelo contribuinte, quer dizer, só pode fazer por meio do lançamento de ofício. No presente caso, a d. fiscalização revisou a apuração do contribuinte ao alterar o seu saldo negativo da CSLL, em razão de supostas despesas indedutíveis consideradas pelo contribuinte na apuração desta. No entanto, não o alterou dentro do prazo decadencial e por meio do lançamento de ofício. Por esta razão, entendo que referida revisão não pode prevalecer. Assim, quanto às despesas apontadas como indedutíveis, declaro meu voto no sentido de dar provimento ao Recurso, uma vez que a fiscalização procedeu à nova apuração da CSLL, sem efetuar o correspondente lançamento de ofício. (assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias. Fl. 221DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS Assinado digitalmente em 16/05/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 11/03/2011 por KAREM JUREIDINI DIAS, 0 4/04/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10280.000983/2006-32
Data da sessão: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2003
NULIDADE.
O enfrentamento das questões na peça de defesa com a indicação dos enquadramentos legais denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento. Sendo asseguradas à Recorrente as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, não tem cabimento a nulidade do ato administrativo.
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF).
O MPF é relativo a assunto interna corporis e instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício.
INEXATIDÕES MATERIAIS.
As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções.
CSLL.
Tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aquele que foi dado ao lançamento principal.
Numero da decisão: 1801-000.327
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2003 NULIDADE. O enfrentamento das questões na peça de defesa com a indicação dos enquadramentos legais denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento. Sendo asseguradas à Recorrente as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, não tem cabimento a nulidade do ato administrativo. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). O MPF é relativo a assunto interna corporis e instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício. INEXATIDÕES MATERIAIS. As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções. CSLL. Tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aquele que foi dado ao lançamento principal.
numero_processo_s : 10280.000983/2006-32
conteudo_id_s : 5774214
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 25 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.327
nome_arquivo_s : Decisao_10280000983200632.pdf
nome_relator_s : Carmen Ferreira Saraiva
nome_arquivo_pdf_s : 10280000983200632_5774214.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
id : 6940592
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782246756352
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-23T16:55:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 9483062; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-09-23T16:55:13Z; Last-Modified: 2010-09-23T16:55:13Z; dcterms:modified: 2010-09-23T16:55:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 9483062; xmpMM:DocumentID: uuid:c2fc36df-0087-43d2-b06d-a98cf5980ea5; Last-Save-Date: 2010-09-23T16:55:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-09-23T16:55:13Z; meta:save-date: 2010-09-23T16:55:13Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 9483062; modified: 2010-09-23T16:55:13Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-09-23T16:55:13Z; created: 2010-09-23T16:55:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-09-23T16:55:13Z; pdf:charsPerPage: 2048; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-09-23T16:55:13Z | Conteúdo => S1-TE01 Fl. 583 1 582 S1-TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.000983/2006-32 Recurso nº 176.777 Voluntário Acórdão nº 1801-00.327 – 1ª Turma Especial Sessão de 31 de agosto de 2010 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA- IRPJ Recorrente ULIANA AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL LTDA Recorrida 1ª TURMA/DRJ/BELÉM/PA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2003 NULIDADE. O enfrentamento das questões na peça de defesa com a indicação dos enquadramentos legais denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento. Sendo asseguradas à Recorrente as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, não tem cabimento a nulidade do ato administrativo. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). O MPF é relativo a assunto interna corporis e instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício. INEXATIDÕES MATERIAIS. As meras alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções. CSLL. Tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aquele que foi dado ao lançamento principal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 1297DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente Substituta. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente Substituta), Maria de Lourdes Ramirez, Guilherme Pollastri Gomes da Silva (suplente convocado), José Sérgio Gomes (suplente convocado), André Almeida Blanco (suplente convocado) e Marcos Vinicius Barros Ottoni (suplente convocado). Ausentes justificadamente a Conselheira Ana de Barros Fernandes (Presidente) e o Conselheiro Rogério Garcia Peres. Relatório I - Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 305/315, com a exigência do crédito tributário no valor de R$109.634,07, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, juros de mora e multa de ofício proporcional, referente ao ano-calendário de 2002 apurado pelo regime de tributação com base no lucro real anual. A infração se fundamenta na omissão de receitas de exportação em decorrência da não escrituração das notas fiscais, fls. 121/243 e 274/277, em conformidade com as informações constantes no sistema DW Aduaneiro (LINCE), no Livro Razão, fls. 263/265, nos Demonstrativos 283/289, na Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – DIPJ, fls. 07/51, e nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, fls. 52/73. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, e art. inciso II do art. 249, parágrafo único do art. 251, art. 278, art. 279 e art. 281 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR, de 1999. Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foi constituído o seguinte crédito tributário pelo lançamento formalizado neste processo: II – O Auto de Infração às fls. 316/321 a exigência do crédito tributário no valor de R$59.293,57 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 19 e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 1º da Lei nº 9.316, de 22 de dezembro de 1996, art. 29 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 6º da Medida Provisória nº 1.858-6, de 29 de junho de 1999. Cientificada em 15/03/2006, fl. 324, a Recorrente apresentou a impugnação em 13/04/2006, fls. 336/352 e 372/388. Diz que o procedimento é nulo, uma vez que todos os valores foram considerados omitidos em 31/12/2002, o que cerceou o seu direito de defesa. Fl. 1298DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10280.000983/2006-32 Acórdão n.º 1801-00.327 S1-TE01 Fl. 584 3 Narra que o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) não foi prorrogado e que perdeu sua validade antes de ser notificada das exigências, e por esta razão readquiriu sua espontaneidade. Identifica as notas fiscais que informa foram canceladas e que devem ser excluídas do valor tributável. Discorda da aplicação da multa de ofício proporcional. Indica a legislação que rege a matéria, princípios que alega foram violados e ainda entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/Belém/PA nº 01-13.093, de 26/02/2009, fls. 404/407: “Lançamento Procedente”. Consta que ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Ano-calendário: 2002 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. NULIDADE. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NÃO OCORRÊNCIA. O Mandado de Procedimento Fiscal é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da Fiscalização, não • implicando nulidade do procedimento as eventuais falhas na emissão c trâmite desse instrumento. RECEITA OMITIDA. APURAÇÃO. Correto o lançamento da receita omitida quando a Autoridade Lançadora observa o regime de tributação a que estava submetido o contribuinte (art. 24, caput, da Lei n°9.249/95). NOTAS FISCAIS CANCELADAS. A comprovação do cancelamento de notas fiscais de vendas, sem saída de mercadoria, se dá com a conservação de todas as vias, acompanhadas do motivo do cancelamento. CSLL. Aplica-se à CSLL o que foi decidido ao lançamento matriz, dada a intima relação de causa e efeito que os une. Notificada em 25/03/2009, fl. 410, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 20/04/2009, fls. 420/421, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Fl. 1299DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 4 Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Anexa aos autos as cópias da notas fiscais que aduz foram canceladas, fls. 422/427, cujos valores estão incluídos na base tributável. Acrescenta que procedeu ao parcelamento constante no processo nº 10280.400057/2006-63, fls. 428/442. Conclui Em vista do exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, a fim de que seja anulado o lançamento realizado, em vista das razões acima descritas. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva - Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente alega que os procedimentos são nulos. Os Autos de Infração foram lavrados por servidor competente que regularmente intimou a Recorrente para cumpri- los ou impugná-los no prazo legal. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Foi oferecida à interessada a oportunidade de apresentar, no prazo legal, a peça de defesa acompanhada de todos os meios de prova a ela inerentes. A indicação data do fato gerador do IRPJ em 31/12/2002 está correta (art. 43 do Código Tributário Nacional – CTN) e em nada lhe prejudicou, pois o enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e a indicação dos enquadramentos legais não propiciam a nulidade do ato em litígio. Além disso, foram asseguradas à Recorrente as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil - CR e Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972). Desta forma, a sua alegação não tem fundamento. A Recorrente diz que o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) perdeu a validade. Os procedimentos de fiscalização relativos a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) são executados, em nome desta, pelos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (AFRB) (Decreto nº 6.104, de abril de 2007 e Decreto nº 6.641, de 10 de novembro de 2008). Esses procedimentos são instaurados mediante Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização (MPF-F) objetivando a verificação do cumprimento das obrigações tributárias, por parte do sujeito passivo, mediante termo circunstanciado do qual será dada ciência ao sujeito passivo, nos termos do art. 23 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. As alterações no MPF-F, decorrentes de inclusão, exclusão ou substituição do agente público, bem como dos tributos e contribuições a serem examinados e período de apuração são procedidas mediante emissão de Mandato de Procedimento Fiscal Complementar (MPF – C). No caso em que as infrações são apuradas, em relação a tributo ou contribuição contido no MPF-F, também configurarem, com base nos mesmos elementos de prova, infrações a normas de outros tributos ou contribuições, estes são considerados incluídos no procedimento de Fl. 1300DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10280.000983/2006-32 Acórdão n.º 1801-00.327 S1-TE01 Fl. 585 5 fiscalização, independentemente de menção expressa. O MPF – F tem validade por 120 (cento e vinte dias) prorrogáveis quantas vezes sejam necessárias, observando em cada ato o prazo de 60 (sessenta dias), cujas informações ficam disponíveis ao sujeito passivo na internet sem necessidade de novas notificações sucessivas. A extinção do MPF ocorre com a conclusão do procedimento fiscal registrado em termo próprio (Portaria RFB nº 4.066, de 2 de maio de 2007). No presente caso, o procedimento está regular, uma vez que o Delegado da Receita Federal do Brasil em Belém/PA expediu o MPF nº 02.1.10.00.2005.00010-08, fls. 01/03, que foi notificado à Recorrente em 01/02/2005 e sucessivamente prorrogado até 13/05/2006, como pode ser comprovado: http://www.receita.fazenda.gov.br/aplicacoes/atpae/mpf/confieWeb.asp (CNPJ 14.113.625/0001-74, código 82250904 e acesso em 23/08/2010). Este ato relativo a assunto interna corporis, é instrumento de controle interno de instauração de procedimentos fiscais de verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo e seus eventuais vícios se consideram meras irregularidades e não têm o efeito de contaminar de nulidade o lançamento de ofício. Por conseguinte, este argumento não pode prosperar. Sobre a espontaneidade, cabe mencionar o Decreto nº 70.235, de 1972, que determina: Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: (Vide Decreto nº 3.724, de 2001) I - o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; [...] § 1° O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. § 2° Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos. Constam ainda nos autos o Termo de Início de Fiscalização, fl. 85 e Termos de Intimação Fiscal, fls. 86/87, todos com ciência válida a Recorrente, de modo a afastar a solução de continuidade da ação fiscal. Logo, não cabem reparos ao procedimento fiscal. A Recorrente se insurge contra a aplicação da multa de ofício proporcional. As multas tributárias se fundamentam no interesse público e têm como pressuposto a prática de infração especificada e ainda como função a sanção pelo descumprimento de obrigação legal. As leis pertinentes à matéria são editadas com base nos princípios constitucionais, entre eles, os da legalidade e da tipicidade (art. 150 da CR). Ademais, a exclusão da multa ou a sua redução somente ocorrem com suporte na legislação tributária. A Lei nº 9.430, de 1996, orienta expressamente no seguinte sentido: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; Fl. 1301DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 6 De acordo com o princípio da legalidade (art. 37 da CR) deve prevalecer a multa de ofício proporcional no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) incidente sobre o tributo lançado do ofício em decorrência de infração à legislação tributária. Logo, não lhe cabe razão neste particular. A Recorrente discorda do procedimento fiscal ao argumento de que valores de notas fiscais de vendas canceladas foram indevidamente incluídos na base tributável. Sobre o lançamento, o RIR, de 1999, fixa: Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º). A relação de Notas Fiscais de Verificação de Venda/Exportação Apurada pela Fiscalização, fls. 297/303, contém, dentre outros, os seguintes registros: Nota Fiscal Emissão Natureza da Operação Valor (R$) 487 10/03/2002 Venda/Exportação 8.470,20 517 06/05/2002 Venda/Exportação 9.959,70 562 23/07/2002 Venda/Exportação 10.168,20 563 23/07/2002 Venda/Exportação 4.587,20 610 01/10/2002 Venda/Exportação 12.625,00 616 08/1-/2002 Venda/Exportação 7.621,70 Total 53.432,00 Analisando as cópias destas notas fiscais juntadas pela Recorrente, verifica-se aquelas às fls. 366/371 anexadas à peça impugnação estão diferentes das outras juntadas às fls. 422/427 em fase recursal, de modo que não assumem especial valor probante, em face da formação do livre convencimento motivado do julgador (art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972). Ademais, não constam nos autos o cumprimento das formalidades legais para tornar correta o cancelamento. As provas do ilícito tributário constante nos autos foram exaustivamente analisadas pelas autoridades fiscais. Partindo do pressuposto legal de que a defesa deve comprovar todas as suas alegações na oportunidade própria (art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1996), a Recorrente não juntou novas provas aos autos mediante documentos hábeis e idôneos que demonstrem sua afirmativa de que valores de notas fiscais canceladas compuseram na base tributável. As suas meras alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade mediante a análise de todos os documentos que embasaram a escrituração não são suficientes para elidir a motivação fiscal do procedimento, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o lançamento de ofício não contém incorreções. Sobre o parcelamento que a Recorrente alega ter aderido. O Código Tributário Nacional (CTN) determina: Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e condição estabelecidas em lei específica. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Fl. 1302DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10280.000983/2006-32 Acórdão n.º 1801-00.327 S1-TE01 Fl. 586 7 § 1o Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do crédito tributário não exclui a incidência de juros e multas. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) § 2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as disposições desta Lei, relativas à moratória. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) § 3o Lei específica disporá sobre as condições de parcelamento dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) § 4o A inexistência da lei específica a que se refere o § 3o deste artigo importa na aplicação das leis gerais de parcelamento do ente da Federação ao devedor em recuperação judicial, não podendo, neste caso, ser o prazo de parcelamento inferior ao concedido pela lei federal específica. (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) O Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), aprovada pela Portaria MF nº 125, de 4 de março de 2009, ordena: Art. 203. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil - DRF, Alfândegas da Receita Federal do Brasil - ALF e Inspetorias da Receita Federal do Brasil - IRF de Classes “Especial A”, “Especial B” e “Especial C”, quanto aos tributos e contribuições administrados pela RFB, inclusive os destinados a outras entidades e fundos, compete, no âmbito da respectiva jurisdição, no que couber, desenvolver as atividades de arrecadação, controle e recuperação do crédito tributário, de atendimento e interação com o cidadão, de comunicação social, de fiscalização, de controle aduaneiro, de tecnologia e segurança da informação, de programação e logística, de gestão de pessoas, de planejamento, avaliação, organização, modernização, e, especificamente: [...] IX - desenvolver as atividades relativas à cobrança, recolhimento de créditos tributários e direitos comerciais, parcelamento de débitos, retificação e correção de documentos de arrecadação; X - executar as atividades relacionadas à restituição, compensação, reembolso, ressarcimento, redução e reconhecimento de imunidade e isenção tributária; XI - controlar os valores relativos à constituição, suspensão, extinção e exclusão de créditos tributários; Infere-se que o pedido de parcelamento deve ser examinado em rito próprio pelo Delegado da DRF que jurisdicione a Recorrente. Por conseguinte, não compete ao CARF analisar este requerimento no presente processo. No que se refere à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Em relação aos princípios constitucionais que a Recorrente entende que supostamente foram violados, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n 2, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria n 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais -CARF), e que assim determina: Fl. 1303DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 8 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Logo, este argumento não pode prosperar. Atinente à CSLL, tratando-se de lançamento decorrente, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que o resultado do julgamento do feito reflexo acompanhe aquele que foi dado ao lançamento principal de IRPJ. Em face de o exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Conselheira Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Fl. 1304DF CARF MF Emitido em 17/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 23/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 10814.004930/2005-34
Data da sessão: Fri Jul 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
Data do fato gerador: 03/06/2005
LANÇAMENTO DESTINADO A PREVENIR DECADÊNCIA. AÇÃO JUDICIAL.
A discussão na esfera judicial não impede o lançamento para constituir o crédito tributário, visando a prevenir os efeitos da decadência.
RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA, OPÇÃO PELA VIA
JUDICIAL.
A propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial por qualquer modalidade processual, com objeto idêntico ao discutido no processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas e a desistência do recurso interposto.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 3201-000.525
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer ao recurso voluntário por concomitância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: Mércia Helena Trajano D'Amorim
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 03/06/2005 LANÇAMENTO DESTINADO A PREVENIR DECADÊNCIA. AÇÃO JUDICIAL. A discussão na esfera judicial não impede o lançamento para constituir o crédito tributário, visando a prevenir os efeitos da decadência. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA, OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. A propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial por qualquer modalidade processual, com objeto idêntico ao discutido no processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas e a desistência do recurso interposto. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
numero_processo_s : 10814.004930/2005-34
conteudo_id_s : 6102121
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-000.525
nome_arquivo_s : Decisao_10814004930200534.pdf
nome_relator_s : Mércia Helena Trajano D'Amorim
nome_arquivo_pdf_s : 10814004930200534_6102121.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer ao recurso voluntário por concomitância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 02 00:00:00 UTC 2010
id : 8006855
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782271922176
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T19:10:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T19:10:15Z; Last-Modified: 2010-11-18T19:10:15Z; dcterms:modified: 2010-11-18T19:10:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f98aec74-005b-4682-ac79-cc0b7b2ab4f5; Last-Save-Date: 2010-11-18T19:10:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T19:10:15Z; meta:save-date: 2010-11-18T19:10:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T19:10:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T19:10:15Z; created: 2010-11-18T19:10:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-11-18T19:10:15Z; pdf:charsPerPage: 1313; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T19:10:15Z | Conteúdo => S3-C2T1 Fl 250 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10814004930/2005-34 Recurso n" 345.048 Voluntário Acórdão n° 3201-00.525 — 2 Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 02 de julho de 2010 Matéria REGIMES ADUANEIROS Recorrente BERTIN LTDA Recorrida DRJ SÃO PAULO/SP ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 03/06/2005 LANÇAMENTO DESTINADO A PREVENIR DECADÊNCIA. AÇÃO JUDICIAL. A discussão na esfera judicial não impede o lançamento para constituir o crédito tributário, visando a prevenir os efeitos da decadência. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA, OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. A propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial por qualquer modalidade processual, com objeto idêntico ao discutido no processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas e a desistência do recurso interposto. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiada, por unanimidade de votos, não conhecer ao recurso voluntário por concomitância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. j iA :1 il/, r c, G-7-,(-&---- \\) ._, JUDI O AMARAL MARCONDES AMARAI, '• Presidente7 , ) i MÉ 1 .-IA — A' T t/Q/iT‘7\--— '-/ ' t ) A iA. O D'AMORIM -Relator FORMALIZADO EM,.' 03 de agosto de 2010. Processo n° 10814 004930/2005-34 53-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.525 Fl 251 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Mércia Trajano D'Amorim, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Ricardo Paulo Rosa e Tatiana Midori Migiyama (Suplente). Processo n" 10814 004930/2005-34 S3-C2T1 Acórdão n ° 3201-00.525 Fl. 252 Relatório O interessado acima identificado, recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, até então, que transcrevo, a seguir: "Em 03/06/2005 o importador promoveu através da DI n" 05/0575097-4 a admissão temporária de uma aeronave modelo Learjet 45, nova, número de série 2020, equipada com dois motores Garret TFE731-20-AR-1B, números de série P116568 e P116569, classificando na NCM 8802 .30..90.. Obteve LI do COTAC e DECEX n005/0.521809-4, Nos termos da IN SRF 285/03, .foi concedida a admissão pelo prazo de 120 meses, resultando na exigência do crédito tributário proporcional ao tempo de permanência na aliquota de 10%, nos termos do art. 79 da Lei n°9.430/96. A impugnante obteve decisão judicial da Segunda Vara da Justiça Federal de São Paulo, processo n°2005.61.00.009497-2, de 01/06/2005, determinando o desembaraço da importação sem a exigência do pagamento de impostos. Vis-ando constituir o crédito tributário, foi lavrado o presente auto de infração, com a exigência do Imposto sobre Produtos Industrializados. Intimada do Auto de Infração em 01/07/2005 (fr 01), a interessada apresentou impugnação e documentos em 19/07/2005, juntados às lis. 48 e seguintes, alegando em síntese.- Alega preliminarmente que não .foram explicitados os dispositivos legais que ,fimdamentam a autuação, gerando assim sua invalidade. Alega ainda que tal ,fato gerou cerceamento de defesa. Cita .jurisprudência administrativa e judicial sobre o tema. No mérito alega a inconstitucionalidade da exigência proporcional do IPI na importação sobre o regime da admissão temporária. Cita doutrina e jurisprudência .sobre o tema, Alega a inconstitucionalidade da exigência pois, o produto importado não possuiria a natureza de "mercadoria" para fins de incidência do 1PL Cita doutrina e jurisprudência sobre o tema. Alega a inconstitucionalidade da exigência pois, o arrendamento é hipótese de incidência do ISS, não podendo ser assim hipótese de incidência do 1Ff Cita jurisprudência sobre o tema.. Processo n° 10814.00493012005-34 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.525 F1 253 Alega ilegalidade e inconstitucionalidade da exigência por violação do artigo III do GATT Alega ilegalidade do art. 13 da IN SRF n" 285/03 por entender que este contraria o RIPI Alega a inconstitucionalidade da exigência por violação ao Princípio da Seletividade do art.. 153, sç 3, inciso 1 da CF: Cita doutrina ejurisprudência sobre o tema. Alega a inconstitucionalidade da exigência por violação ao Princípio da Isonomia Tributária do art. 150, II da F. Cita jurisprudência sobre o tema. Alega a inconstitucionalidade da TIPI por violação ao Princípio da Isonomia Tributária do art. 150, 11 da (_.7.F. Cita jurisprudência sobre o tema Requer, por fim, a improcedência do presente auto de infração. É o relatório." O pleito foi julgado procedente, no julgamento de primeira instância, nos termos do Acórdão DRJ/SPO II d--) 17-29.626, de 21/01/2009, proferida pelos membros da 2" Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP, cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 03/06/2005 CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. Ação Declaratória, Não se toma conhecimento da impugnação no tocante à matéria objeto de ação judicial, ADN Cosit ri 9- 3/96, QUESTIONAMENTO DA LEGALIDADE/ CONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO. Argüições de ilegalidade e/ou inconstitucionalidade da legislação tributária não são oponíveis na esfera administrativa. LANÇAMENTO PROCEDENTE" O julgado foi no sentido de considerar procedente a autuação lavrada pela fiscalização para constituição do crédito tributário. Inconformado, o interessado apresenta, tempestivamente, recurso, repisando os mesmos argumentos anteriores. O processo foi distribuído a esta Conselheira. É o relatório, 4 Processo rf 10814.0049.30/2005-34 S3-C2T1 Acórdão a° 3201-00.525 Fl . 254 Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM, Relator A empresa promoveu através da DI n° 05/0575097-4 a admissão temporária de uma aeronave modelo Learjet 45, Foi concedida a admissão pelo prazo de 120 meses, com exigência do IPI proporcional ao tempo de permanência no País, na alíquota de 10%, nos termos do art. 79 da Lei n° 9A30/96. A empresa obteve desembaraço da DI sem o devido recolhimento proporcional em cumprimento à medida judicial da Segunda Vara da Justiça Federal de São Paulo, processo n° 2005.61,00.009497-2, de 01/06/2005. Foi lavrado o presente auto de infração, com a exigência do Imposto sobre Produtos Industrializados, Trata-se de discussão na esfera judicial, o que, não impede o lançamento para constituir o crédito tributário, visando a prevenir os efeitos da decadência. Argumenta a empresa que o objeto da exigência do crédito tributário não se identifica com a matéria, objeto do processo judicial. Alega a inconstitucionalidade da legislação que prevê a exigência do IPI proporcionalmente ao tempo de permanência do bem no País, no caso de regime de admissão temporária de bem arrendado. A exigência fiscal deste processo depende do resultado na esfera judicial, com total conexão de matérias. Percebe-se que a situação fática da autuação tem o mesmo objeto da apreciação do Poder Judiciário, ou seja, a exigibilidade ou não do In De outra parte, está pacificamente assentado, na esfera administrativa, o entendimento de que a opção do contribuinte pela via judicial implica renúncia às instâncias julgadoras da via administrativa ou desistência de eventual recurso interposto, no caso de o objeto da lide ser idêntico em ambas. E que diante do dispositivo constitucional há prevalência da esfera judicial sobre a administrativa. Tal dispositivo encontra-se em consonância com o princípio constitucional da unidade de jurisdição, consagrado no art. 50, XXXV da Constituição Federal/88, segundo o qual a decisão judicial sempre prevalece sobre a administrativa. Desse modo, a ação judicial tratando de determinada matéria infirma a competência administrativa para decidir de modo diverso, uma vez que, se todas as questões podem ser levadas ao Poder Judiciário, a ele é conferida a capacidade de examiná-las de forma definitiva e com o efeito de coisa julgada. A respeito, já dispunha a Lei ri" 6.8.30/1980, em seu art. 38, parágrafo único, que a propositura, pelo contribuinte, de mandado de segurança importa renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto, Processo n° 10814.004930/2005-34 83 -C211 Acórdão n 3201-00„525 El 255 Cumpre ressaltar que o mesmo tratamento foi adotado pelo Ministro de Estado da Fazenda no art. 26 da Portaria n9 258/2001, ao estabelecer que a propositura pelo contribuinte contra a Fazenda Nacional de ação judicial com o mesmo objeto importa a desistência do processo. Portanto, a propositura de ação judicial pela recorrente, em razão disso, nos pontos em que haja idêntico questionamento, torna ineficaz o processo administrativo. De fato, havendo o deslocamento da lide para o Poder Judiciário, perde o sentido a apreciação da mesma matéria na via administrativa. Do contrário, ter-se-ia a absurda hipótese de modificação de decisão judicial transitada em julgado e, portanto, definitiva, pela autoridade administrativa, Assim sendo, a coisa julgada a ser proferida no âmbito do Poder Judiciário, jamais pode ser alterada no processo administrativo, pois tal procedimento fere a Constitucional Federal que adota o modelo de jurisdição una, em que são soberanas as decisões judiciais. Dessa forma, tendo a interessada buscado a via judicial para resguardar sua pretensão, renunciando à instância administrativa, nos termos do Ato Declaratório (Normativo) ri.° 3/96 do Coordenador-Geral do Sistema de Tributação da Secretaria da Receita Federal. Ressalte-se que o art. 63 da Lei n° 9.430/96 dispõe sobre o lançamento de oficio, destinado à prevenção da decadência, para a constituição de crédito tributário cuja exigibilidade houver sido suspensa em face da existência de liminar concedida em mandado de segurança ou outra medida judicial acautelatória. Logo, a constituição do crédito tributário, visando prevenir a decadência, não deve ser confundida com algum procedimento fiscal visando efetivar cobrança e/ou a execução de crédito. E, finalmente, no tocante às alegações de inconstitucionalidade/ilegalidade, não pode ser apreciado por este Conselho, ao qual é vedada a análise de questões sobre a inconstitucionalidade de leis, sendo de exclusiva competência do Poder Judiciário, nos termos da CF/88. Hugo de Brito Machado, em temas de Direito Tributário, pág. 134, Editora Revista dos Tribunais /1994, prescreve: "Não pode a autoridade administrativa deixar de aplicar uma lei ante ao argumento de ser ela inconstitucional. Se não cumpri-la, sujeita-se a pena de responsabilidade, artigo 142, parágrafo único, do Código Tributário Nacional. Tratando-se de inconstitucionalidade já declarada, o inconformado há de provocar o judiciário". Não merecer reparo a decisão a quo. Pelo exposto, voto por que não se tome conhecimento do recurso voluntário. rIj M R_CIA HELENA T 4:JANO D'AMORIM 6 Processo n° 10814004930/2005-34 S3-C211 Acórdão ri 3201-00.525 F1 256 7
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003829/2004-24
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 31/01/2000 a 31/03/2004
MULTA QUALIFICADA. DCTF. DIPJ. DESCOMPASSO.
O descompasso entre os valores consignados na DCTF e na DIPJ não comporta, por si só, a imputação do evidente intuito de fraude, tal como definido nos arts. 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502/64.
Recurso especial negado
Numero da decisão: CSRF/02-03.591
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de
Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Henrique Pinheiro Torres, Elias Sampaio Freire e Gilson Macedo Rosenburg Filho que deram provimento ao recurso.
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200811
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 31/01/2000 a 31/03/2004 MULTA QUALIFICADA. DCTF. DIPJ. DESCOMPASSO. O descompasso entre os valores consignados na DCTF e na DIPJ não comporta, por si só, a imputação do evidente intuito de fraude, tal como definido nos arts. 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502/64. Recurso especial negado
numero_processo_s : 10675.003829/2004-24
conteudo_id_s : 5664621
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 19 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : CSRF/02-03.591
nome_arquivo_s : Decisao_10675003829200424.pdf
nome_relator_s : Antonio Carlos Atulim
nome_arquivo_pdf_s : 10675003829200424_5664621.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Henrique Pinheiro Torres, Elias Sampaio Freire e Gilson Macedo Rosenburg Filho que deram provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2008
id : 6591866
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-05-09T14:11:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-05-09T14:11:13Z; created: 2013-05-09T14:11:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-05-09T14:11:13Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-05-09T14:11:13Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714076782274019328
score : 1.0
Numero do processo: 10768.009224/2003-10
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 1998
DCTF, CONSTATADO O TEMPESTIVO PAGAMENTO DO IMPOSTO.
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO INCONSISTENTE
Comprovado que o contribuinte recolheu o IRRF tido como pagamentos não localizados, objeto do presente auto de infração e pagou tempestivamente o IRRF que ensejou na cobrança de acréscimos legais, juros e mora não pago ou pago a menor, o Auto de Infração Eletrônico deve ser cancelado pois equivocado e inconsistente.
Recurso De Oficio Negado.
Numero da decisão: 2201-000.723
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento
ao recurso de oficio.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: JANAÍNA MESQUITA LOURENÇO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201006
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Ano-calendário: 1998 DCTF, CONSTATADO O TEMPESTIVO PAGAMENTO DO IMPOSTO. AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO INCONSISTENTE Comprovado que o contribuinte recolheu o IRRF tido como pagamentos não localizados, objeto do presente auto de infração e pagou tempestivamente o IRRF que ensejou na cobrança de acréscimos legais, juros e mora não pago ou pago a menor, o Auto de Infração Eletrônico deve ser cancelado pois equivocado e inconsistente. Recurso De Oficio Negado.
numero_processo_s : 10768.009224/2003-10
conteudo_id_s : 6097557
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-000.723
nome_arquivo_s : 220100723_165256_10768009224200310_004.PDF
nome_relator_s : JANAÍNA MESQUITA LOURENÇO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10768009224200310_6097557.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso de oficio.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2010
id : 7990588
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782293942272
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T11:35:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T11:35:07Z; Last-Modified: 2010-12-21T11:35:07Z; dcterms:modified: 2010-12-21T11:35:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:29be85ef-66a8-4c4d-901c-a9598a20d01e; Last-Save-Date: 2010-12-21T11:35:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T11:35:07Z; meta:save-date: 2010-12-21T11:35:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T11:35:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T11:35:07Z; created: 2010-12-21T11:35:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-21T11:35:07Z; pdf:charsPerPage: 1111; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T11:35:07Z | Conteúdo => Franc iveSira Júnior - Presidente S2-C2T1 Ft 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10768.009224/2003-10 Recurso n" 165.256 De Oficio Acórdão n" 2201-00.723 — 2° Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 17 de junho de 2010 Matéria IRRF Recorrente 6' TURMA/DM-RIO DE JANEIRO/RJ I Interessado SINDICATO DOS DESPACHANTES ADUANEIROS NO MUNICÍPIO DO RI ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Ano-calendário: 1998 DCTF, CONSTATADO O TEMPESTIVO PAGAMENTO DO IMPOSTO. AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO INCONSISTENTE Comprovado que o contribuinte recolheu o IRRF tido como pagamentos não localizados, objeto do presente auto de infração e pagou tempestivamente o IRRF que ensejou na cobrança de acréscimos legais, juros e mora não pago ou pago a menor, o Auto de Infração Eletrônico deve ser cancelado pois equivocado e inconsistente. Recurso De Oficio Negado. Vistos, relatados e discutidos os proentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso de oficio. Janà'na MeSq6ita Lourenço de Souza - Relatora EDITADO EM: n '-' EL 2-ÍJ ln (j\ Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Fatah, Janaína Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório O contribuinte foi autuado por auto de infração de fls. 04/14, lavrado em razão de possíveis infrações baseadas em divergências nas informações dos sistemas eletrônicos da SRF, sendo uma prestada pelo contribuinte autuado nas DCTF's dos 20 e 4' trimestres de 1998, e outra decorrente de inconsistências extraídas pelos sistemas da SRF que controlam os pagamentos efetuados pelos contribuintes. De acordo com descrição dos fatos, o lançamento ocorreu devido às irregularidades configuradas como falta de recolhimento ou pagamento do principal, declaração inexata, falta ou insuficiência de pagamento dos acréscimos legais e falta de pagamento de multa de mora. Inconformado com a autuação fiscal, o contribuinte apresentou impugnação às fls. 01, juntando comprovantes de pagamentos efetuados (fls. 18/21) e confirmados pelo sistema SINAL 07 da Receita Federal (tis 42/49). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro apreciou a impugnação do contribuinte e julgou o lançamento improcedente, conforme ementa do acórdão abaixo citado, e no mesmo ato, recorreu de oficio ao Conselho de Contribuintes, de acordo com o art. 34 do Decreto n° 70.235/72 e alterações introduzidas pelas Leis 8.748/93 e 9.532/97, bem como pela Portaria MF n° 375/2001. "Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRPF Ano-calendária 1998 CRÉDITO VINCULADO DECLARADO E NÃO CONFIRMADO AUDITORIA DE DCTF PROCEDIMENTO ELETRÔNICO, MALHA, ERRO NO PREENCHIMENTO DA DTCF. Devem ser canceladas as exigências fiscais se a acusação de ausência (ou insuficiência) de pagamento do imposto, de multa e de juros de nzora incidentes sobre o imposto recolhido após o vencimento carece de prova definitiva e, especialmente, se resta evidenciado nos autos tratar-se de erro na indicação do período de apuração semanal informado pelo contribuinte da DCTF. A divergência existente entre as informações constantes das DCIF e dos sistemas informatizados da SRF deve ser investigada durante a auditoria para haver a certeza da ocorrência da infração, requisito essencial do lançamento (CIN — art. 142). É improcedente o auto de infração lavrado com dúvida sobre a ocorrência da infração. Lançamento Improcedente," 017Lançamento Improcedente," 2 Processo n° 10768.009224/2003-10 S2-C2T1 Acórdão n. 2201-00,723 Fl. 2 É o relatório. Voto Conselheira Tanaina Mesquita Lourenço de Souza, Relatora Trata-se de Recurso de Oficio de decisão que julgou improcedente o Auto de Infração lavrado contra o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros no Município do Rio de Janeiro em razão de inconsistências verificadas na DCTF, no que diz respeito ao recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte do Ano Calendário de 1998. Diante do resultado, a presidente substituta daquela 6 Turma da DR.T do Rio de Janeiro-I recorreu de oficio a este Colegiado de acordo com o artigo 34 do Decreto n" 70.235/72 e alterações introduzidas pelas Leis n's 8348/1993 e 9.532/97, e pela Portaria MF n° 375/2001. A princípio cabe conhecer do RO por atender ao limite de alçada disposto na Portaria nú 375/2001 de demais requisitos legais. A autoridade julgadora de primeira instância administrativa verificou ao analisar a impugnação do contribuinte verificando a ocorrência das infrações apontadas no Auto de Infração: falta de recolhimento ou pagamento do principal, declaração inexata, falta ou insuficiência de pagamento dos acréscimos legais e falta de pagamento de multa de mora. O que foi constatado pela autoridade "a quo" foi um erro na lavratura do Auto de Infração eletrônico, que por insuficiência de provas, restou ineficiente e, ademais, no mérito, analisando os comprovantes trazidos pelo contribuinte na impugnação às fls, 18/21 de pagamentos efetuados e confirmados pelo sistema SINAL07 da Receita Federal, conforme extratos de fls. 42/49, verifica-se que o contribuinte recolheu o IRRF tido como pagamentos não localizados, objeto do presente auto de infração e pagou tempestivamente o IRRF que ensejou na cobrança de acréscimos legais, juros e mora não pago ou pago a menor. Portanto, tendo sido constatado que o Auto de Infração Eletrônico lavrado foi equivocado, voto no sentido de NEGAR PRIMMENTO AO RECURSO DE OFÍCIO, Jand4ina Mesquita Lourenço de Souza 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n': 10768.009224/2003-10 Recurso n° : 165.256 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3 0 do art, 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2201-00.723. Brasília/DF, 03/12/2010, EVELINE COÊLHO DE MELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: Apenas com ciência Com Recurso Especial Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10907.002556/2008-46
Data da sessão: Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 16/01/2004, 03/02/2004, 29/03/2004, 03/04/2004, 28/04/2004, 09/05/2004, 26/05/2004, 23/06/2004, 26/06/2004, 29/06/2004, 03/07/2004, 13/07/2007, 27/07/2004, 01/08/2004, 08/08/2004, 15/08/2004, 22/09/2004, 26/09/2004, 20/10/2004, 30/11/2004, 15/12/2004
SISCOMEX. REGISTRO A DESTEMPO DOS DE EMBARQUE. TRANSPORTADOR, MULTA. CABIMENTO.
Esgotado o prazo de sete dias para o transportador registrar junto ao SISCOMEX os dados de embarque, cabível a aplicação da multa prevista no art. 107, IV, "e" do Decreto-lei n.° .37/66.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.534
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Luciano Lopes de Almeida Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 16/01/2004, 03/02/2004, 29/03/2004, 03/04/2004, 28/04/2004, 09/05/2004, 26/05/2004, 23/06/2004, 26/06/2004, 29/06/2004, 03/07/2004, 13/07/2007, 27/07/2004, 01/08/2004, 08/08/2004, 15/08/2004, 22/09/2004, 26/09/2004, 20/10/2004, 30/11/2004, 15/12/2004 SISCOMEX. REGISTRO A DESTEMPO DOS DE EMBARQUE. TRANSPORTADOR, MULTA. CABIMENTO. Esgotado o prazo de sete dias para o transportador registrar junto ao SISCOMEX os dados de embarque, cabível a aplicação da multa prevista no art. 107, IV, "e" do Decreto-lei n.° .37/66. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
numero_processo_s : 10907.002556/2008-46
conteudo_id_s : 6102568
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 19 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-000.534
nome_arquivo_s : Decisao_10907002556200846.pdf
nome_relator_s : Luciano Lopes de Almeida Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 10907002556200846_6102568.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2010
id : 8008169
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782297088000
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T19:10:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T19:10:39Z; Last-Modified: 2010-11-18T19:10:40Z; dcterms:modified: 2010-11-18T19:10:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:3bf93d73-9516-4fe6-b5f8-2df24b5e7efc; Last-Save-Date: 2010-11-18T19:10:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T19:10:40Z; meta:save-date: 2010-11-18T19:10:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T19:10:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T19:10:39Z; created: 2010-11-18T19:10:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-11-18T19:10:39Z; pdf:charsPerPage: 1270; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T19:10:39Z | Conteúdo => LUCIANO LOPES DE AINEEIDA MORAES - Relatar AMARAL M RCONDES ARMAN O - PresidenteJUDIT S3-C2T I Fl 161 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo IV 10907.002556/2008-46 Recurso n" 303.191 Voluntário Acórdão n" 3201-00.534 r Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 29 de julho de 2010 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente TRANSGOLF AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. Recorrida DRI - FLORIANÓPOLIS/SC ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 16/01/2004, 03/02/2004, 29/03/2004, 03/04/2004, 28/04/2004, 09/05/2004, 26/05/2004, 23/06/2004, 26/06/2004, 29/06/2004, 0.3/07/2004, 13/07/2007, 27/07/2004, 01/08/2004, 08/08/2004, 15/08/2004, 22/09/2004, 26/09/2004, 20/10/2004, 30/11/2004, 15/12/2004 SISCOMEX. REGISTRO A DESTEMPO DOS DE EMBARQUE. TRANSPORTADOR, MULTA. CABIMENTO. Esgotado o prazo de sete dias para o transportador registrar junto ao SISCOMEX os dados de embarque, cabível a aplicação da multa prevista no art. 107, IV, "e" do Decreto-lei n.° .37/66, RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. FORMALIZADO EM: 09 de agosto de 2010. Processo n° 10907 002556/2008-46 S.3-C2-11 Acórdão n."3201-00.5.34 F I, 162 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Mércia Trajam D'Amorim, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luiz Eduardo Garrossino Barbieri e Daniel Matiz Gudino,. 9 Processo n" 10907.002556/2008A6 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.534 Fl 163 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo de auto de infração lavrado paia constituição de crédito tributário no valor de R$ 110.000,00, referente a multa regulamentar, que está lastreada na alínea "e", inciso IV, do artigo 107 do Decreto-Lei n° 37/66. Conforme se depreende da leitura da descrição dos fatos (11s, 04 a 05) e dos demais documentos constantes dos autos, a interessada deixou de registrar os dados de embarque de mercadorias despachadas através de Declarações de Exportação (DE's) listadas no anexo Relação de Dados de Embarque informados fora do prazo (fls, 13 a 15), no SISCOMEK, na forma e prazo estabelecidos, conforme o disposto no art. 37 da IN SRF n° 28/94 com redação dada pela IN SRF n° 510/2005. Conforme demonstrado no anexo, telas de consulta do Sáconzex (fls. 16 a 117), as mercadorias foram embarcadas, mas os "dados de embarque" no SiSC0171eX foram registrados após o prazo legal de 7 dias para tal registro, implicando na infração citada no artigo 44 da IN SRF n° 28/94 Assim, entendendo estar caracterizado a infração, a autoridade .fiscal aplicou a multa de R$ 5.000,00 para o conjunto de informação de dados de embarque não prestada no prazo (7 dias), considerando para tanto os registros que pertenciam ao mesmo veículo, resultando um total de 22 veículos cujos dados de embarque não foram registrados no prazo disciplinado. Regularmente cientificada por via pessoal (lis. 01 e 07), a interessada apresentou impugnação de folhas 124 a 130, que em síntese apresenta as seguintes argumentos Que, não nega que houve atraso na entrega das informações, contudo não teve responsabilidade no atraso do envio destas informações, visto que são os exportadores que repassam as informações; Que, não há tipificação da penalidade, não houve embaraço e impedimento à fiscalização, eventual embaraço foi causado por terceiros; Requer seja provido o recurso, para o fim de reformar o auto de infração. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis/SC deferiu parcialmente o pleito decorrente, conforme Decisão DRJ/FNS n,' 17153, de 14/08/2009, fls. 140/145: 3 Processo o' 10907 002556/2008-46 S3-C211 Acórdão n 3201-00.534 Fl 164 Assunto. Obrigações Acessórias Data do fato gerador 16/01/2004, 03/02/2004, 29/03/2004, 03/04/2004, 28/04/2004, 09/05/2004, 26/05/2004, 23/06/2004, 26/06/2004, 29/06/2004, 03/07/2004, 13/07/2007, 27/07/2004, 01/08/2004, 08/08/2004, 15/08/2004, 22/09/2004, 26/09/2004, 20/10/2004, 30/11/2004, 15/12/2004 REGISTRO NO SISCOMEX DOS DADOS DE EMBARQUE TRANSPORTADOR PRAZO DESPACHO A POSTERIORI: O prazo para registro dos dados de embarque no Siscomex pelo transportador é de 7 dias, contados da data do qfetivo embarque, para a via de transporte marítima, Este prazo não pode ser aplicado quando orientação contida na própria Instrução Normativa SRF n° 28/94 autoriza prazo superior para apresentação do despacho de exportação após a conclusão do embarque, Impugnação Procedente em Parte. Em face da decisão, o contribuinte é intimado às fls. 149/v e interpõe recurso voluntário de fls, 150/155. Após, foi dado seguimento ao recurso interposto. É o relatório.. 4 Processo n° 10907 002556/2008-46 S3-C2-1-1 Acát.(11io n ° 3201-00,534 Fl 165 Voto Conselheiro LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Discute-se nos autos a multa aplicada em face do contribuinte (transportadora) prestar informações de registro no SISCOMEX a destempo. A norma infringida foi o art. 107, IV, "e" do Decreto-lei n.° 37/66: Ar! 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas . (Redação dada pela Lei n° 10.833, de 29.12.2003) ) - de R$ 5 000,00 (cinco mil reais): [Redação dada pela Lei n° 10.833, de 29,12.2003) ) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta-a-porta, ou ao agente de carga,. ) A recorrente não contradiz a ocorrência do registro em atraso, apenas alega a sua ilegitimidade passiva Primeiramente, deve ser ressaltado que a decisão recorrida já afastou a parcela da multa da qual a recorrente não detinha responsabilidade pelo ocorrido. Entretanto, na parte que ainda resta, não há como ser afastada a responsabilidade da recorrente, já que a norma que a trata, IN 28/94, é clara: Ar!. 37.. O transportado,- deverá registrar; no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque, _s Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex, será de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos na unidade da SRF de despacho, 5 Processo n" 10907.002556/2008-46 S3-C211 Acórdão n ." 3201-00.534 Fl 166 § 2" Na hipótese de embarque marítimo, o transportador terá o prazo de sete dias para o registro no sistema dos dados mencionados no capta deste artigo.) O seu art. 44 claramente impõe ao transportador a responsabilidade pela omissão dos registros: Art. 44. O descumprimento, pelo transportador, do disposto nos mis. 37, 41 e § .3" do art. 42 desta Instrução Normativa constitui embaraço à atividade de fiscalização aduaneira, sujeitando o infrator ao pagamento da multa prevista no art. 107 do Decreto- n" 37/66 com a redação do art. 5" do Decreto-lei n" 751, de 10 de agosto de 1969, sem prejuízo de sanções de caráter administrativo cabíveis No mesmo sentido é o art. 46: Art. 46, A averbação é o ato .final do despacho de exportação e consiste na confirmação, pela fiscalização aduaneira, do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. I" Nas exportações por via aérea ou marítima, a averbação será feita, no Sistema, após a confirmação do efetivo embarque da mercadoria e do registro dos dados pertinentes, pelo transportador, na forma do art. 37. Tendo eomprovadamente sido registrado a destempo no SISCOMEX os dados exigidos pela legislação, não há comil afastar a multa imposta. Ante o exposto, voto por legar provimento ao recurso interposto, LUCIANO LOPES I)E ALMEIDA MORAES 6
score : 1.0
Numero do processo: 10680.019936/2007-31
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006
ÁREAS ALAGADAS. RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDRELÉTRICAS.
O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas.
(Súmula CARF no 45, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009)
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2102-000.593
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: NÚBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201005
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006 ÁREAS ALAGADAS. RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDRELÉTRICAS. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas. (Súmula CARF no 45, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009) Recurso Voluntário Provido
numero_processo_s : 10680.019936/2007-31
conteudo_id_s : 6039344
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-000.593
nome_arquivo_s : 210200593_342270_10680019936200731_003.PDF
nome_relator_s : NÚBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 10680019936200731_6039344.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed May 12 00:00:00 UTC 2010
id : 7838091
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782305476608
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-07-13T14:03:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-07-13T14:03:12Z; Last-Modified: 2010-07-13T14:03:13Z; dcterms:modified: 2010-07-13T14:03:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:fd0ab120-20a4-4268-9a13-563276877368; Last-Save-Date: 2010-07-13T14:03:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-07-13T14:03:13Z; meta:save-date: 2010-07-13T14:03:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-07-13T14:03:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-07-13T14:03:12Z; created: 2010-07-13T14:03:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-07-13T14:03:12Z; pdf:charsPerPage: 1266; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-07-13T14:03:12Z | Conteúdo => S2-C1T2 Fl. 163 4' • "*.-= MINISTÉRIO DA FAZENDA : :g: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10680.019936/2007-31 Recurso n° . 342.270 Voluntário Acórdão n° 2102-00.593 — 1' Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 12 de maio de 2010 Matéria ITR - Áreas alagadas Recorrente CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S/A Recorrida PRIMEIRA TURMA DA DRJ BRASÍLIA/DF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006 ÁREAS ALAGADAS. RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDRELÉTRICAS. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. (Súmula CARF no 45, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009) Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados,.e discutidos os presentes autos. Acordam os/Membros doi Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do Oto ,áa Relato a. GIOVANNI CHRI` 1AN'N di ES AMPOS — Presidente / A il 11/- g NU/ BIA MATOS OU' - — Relatora ( ,‘ V EDITADO E : 09/06/ 010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira de Lima, Ewan Teles Aguiar, Giovanni Christian Nunes Campos, NUbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Contra CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S/A foi lavrado Auto de Infração, fls. 06/13, para formalização de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) do imóvel denominado Usina Carmo do Cajuru, com 2.182,8 ha (NIRF 6.568.687- 3), relativo aos exercícios de 2003 a 2006, no valor de R$ 4.079.695,63, incluindo multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 30/11/2007. A infração apurada pela autoridade fiscal foi, conforme Auto de Infração, fls. 06, e Termo de Verificação Fiscal, fls. 14/16, arbitramento do Valor da Terra Nua (VTN), mediante utilização do valor extraído do Sistema de Preços de Terra (SIPT), em razão de a contribuinte ter deixado de apresentar laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da ABNT. Inconformada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação, que foi devidamente apreciada pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme acórdão DRJ/BSA n° 03-23.967, de 30/01/2008, fls. 112/124. Naquela pportunidade, decidiu-se, por unanimidade de votos, -pela procedência do lançamento. Cientificada da decisão de primeira instância em 22/04/2008, fls. 130, a contribuinte apresentou, em 30/04/2008, recurso voluntário, fls. 131/159, onde alega, primordialmente, que as porções de terra cobertas pelas águas de reservatórios das usinas hidrelétricas — ou que lhe servem de margem legal, de preservação ou de segurança — são bens de domínio público da União e nunca poderiam ser colhidas no critério material da hipótese de incidência de qualquer tributo, quanto mais ainda de imposto de competência privativa e exclusiva daquela mesma pessoa política de direito público interno. É o Relatório. Voto Conselheira Núbia Matos Moura O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Muito embora o lançamento trate de arbitramento do Valor da Terra Nua (VTN), verifica-se que a lide instalada desde o início do procedimento fiscal gira em tomo da possibilidade de se exigir, ou não, ITR sobre terras alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. Tal constatação confirma-se da leitura do Termo de VerificaçàO Fiscal, fls. 14/16, parte integrante do Auto de Infração, onde a autoridade fiscal discorre longamente sobre o tema. Já no recurso, assim como na impugnação, a contribuinte afirma que o imóvel em questão está em grande parte coberta de água, não se prestando a nenhum outro fim, que o de reservar água, potencializando a força hidráulica para a geração de energia e que as margens dos reservatórios também não se prestam a qualquer outro objetivo, funcionandon 4),Lfrj Processo n° 10680.019936/2007-31 S2-C1T2 Acórdão n.° 2102-00.593 Fl. 164 apenas como faixas de segurança para a variações normais do nível d'água. E, em assim sendo, defende a tese de que áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas não se sujeitam à incidência do ITR. Ocorre que tal matéria já se encontra pacificada neste Conselho, conforme Súmula CARF n° 45, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009, que a seguir se transcreve: Súmula CARF n°45 - O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. No presente caso, resta claro dos autos que o imóvel é utilizado como reservatório de usina hidrelétrica, estando suas áreas, portanto, submersas, de sorte que a exigência consubstanciada no lançamento não pode prosperar. Ante o exposto, VOTO por dar provimento ao recurso. Núbia Matos Moura - Relatora _ 3
score : 1.0
Numero do processo: 14751.720194/2014-99
Data da sessão: Tue May 16 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2011, 2012
DESCONSIDERAÇÃO DA OPERAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. SIMULAÇÃO. GANHO DE CAPITAL. VENDA DE BENS DO ATIVO. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVAS.
Para desconsiderar um ato jurídico executado pelo contribuinte sob fundamento de ter sido perpetrado com simulação e objetivo único de evasão fiscal, deve a fiscalização trazer provas ou ao menos evidências robustas neste sentido.
Não é possível tratar a venda de todo um segmento de negócios pelos sócios da empresa como uma simples alienação de bens do ativo da pessoa jurídica com base em fundamento único de que a tributação do ganho de capital é menor na pessoa física.
RESTITUIÇÃO DE CAPITAL AOS SÓCIOS REDUÇÃO DE CAPITAL DE PESSOA JURÍDICA BENEFICIÁRIA DE ISENÇÃO Não existe qualquer óbice legal no sentido de impedir a pessoa jurídica de restituir capital aos seus sócios, entretanto, quando esse capital for constituído com valores resultantes de reserva constituída com valor de Imposto sobre a Renda não pago em decorrência do gozo de isenção condicionada, mister se faz que no momento da redução de capital seja exigido o imposto que deixou de ser recolhido anteriormente em virtude do benefício fiscal, a fim de que não sejam desvirtuados os objetivos visados pela isenção ou criadas distorções que resultem por afrontar a isonomia entre os sujeitos passivos da relação jurídico-tributária e violar a estrita legalidade em matéria tributária.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. DECORRÊNCIA.
Tratando-se de tributação reflexa decorrente de irregularidades apuradas no âmbito do Imposto sobre a Renda, constantes do mesmo processo, aplicam-se à CSLL, por relação de causa e efeito, os mesmos fundamentos do lançamento primário.
FALTA DE PAGAMENTO POR ESTIMATIVA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO.
Com o advento da Medida Provisória n. 351/2007, convertida na Lei n. 11.488/2007, tornou-se juridicamente indiscutível o cabimento da incidência da multa isolada pela falta de pagamento das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL, ainda que cumulativamente haja imposição da multa de ofício proporcional ao imposto e à contribuição devidos ao final do respectivo ano-calendário.
Numero da decisão: 1201-001.669
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao Recurso de Ofício, para manter a autuação relativa às subvenções. Vencida a Conselheira Eva Maria Los, que dava provimento integral ao Recurso de Ofício. Os Conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado (Relator), Luis Henrique Toselli e Gustavo Guimarães da Fonseca, negavam provimento ao Recurso de Ofício. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro José Carlos de Assis Guimarães.
(assinado digitalmente)
Roberto Caparroz de Almeida - Presidente
(assinado digitalmente)
Luis Fabiano Alves Penteado - Relator
(assinado digitalmente)
José Carlos de Assis Guimarães - Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida (Presidente), Luis Fabiano Alves Penteado, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Eva Maria Los, Gustavo Guimarães da Fonseca (Suplente) e José Carlos de Assis Guimarães.
Nome do relator: LUIS FABIANO ALVES PENTEADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201705
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2011, 2012 DESCONSIDERAÇÃO DA OPERAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. SIMULAÇÃO. GANHO DE CAPITAL. VENDA DE BENS DO ATIVO. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVAS. Para desconsiderar um ato jurídico executado pelo contribuinte sob fundamento de ter sido perpetrado com simulação e objetivo único de evasão fiscal, deve a fiscalização trazer provas ou ao menos evidências robustas neste sentido. Não é possível tratar a venda de todo um segmento de negócios pelos sócios da empresa como uma simples alienação de bens do ativo da pessoa jurídica com base em fundamento único de que a tributação do ganho de capital é menor na pessoa física. RESTITUIÇÃO DE CAPITAL AOS SÓCIOS REDUÇÃO DE CAPITAL DE PESSOA JURÍDICA BENEFICIÁRIA DE ISENÇÃO Não existe qualquer óbice legal no sentido de impedir a pessoa jurídica de restituir capital aos seus sócios, entretanto, quando esse capital for constituído com valores resultantes de reserva constituída com valor de Imposto sobre a Renda não pago em decorrência do gozo de isenção condicionada, mister se faz que no momento da redução de capital seja exigido o imposto que deixou de ser recolhido anteriormente em virtude do benefício fiscal, a fim de que não sejam desvirtuados os objetivos visados pela isenção ou criadas distorções que resultem por afrontar a isonomia entre os sujeitos passivos da relação jurídico-tributária e violar a estrita legalidade em matéria tributária. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. DECORRÊNCIA. Tratando-se de tributação reflexa decorrente de irregularidades apuradas no âmbito do Imposto sobre a Renda, constantes do mesmo processo, aplicam-se à CSLL, por relação de causa e efeito, os mesmos fundamentos do lançamento primário. FALTA DE PAGAMENTO POR ESTIMATIVA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO. Com o advento da Medida Provisória n. 351/2007, convertida na Lei n. 11.488/2007, tornou-se juridicamente indiscutível o cabimento da incidência da multa isolada pela falta de pagamento das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL, ainda que cumulativamente haja imposição da multa de ofício proporcional ao imposto e à contribuição devidos ao final do respectivo ano-calendário.
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 14751.720194/2014-99
anomes_publicacao_s : 201707
conteudo_id_s : 5745457
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1201-001.669
nome_arquivo_s : Decisao_14751720194201499.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : LUIS FABIANO ALVES PENTEADO
nome_arquivo_pdf_s : 14751720194201499_5745457.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao Recurso de Ofício, para manter a autuação relativa às subvenções. Vencida a Conselheira Eva Maria Los, que dava provimento integral ao Recurso de Ofício. Os Conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado (Relator), Luis Henrique Toselli e Gustavo Guimarães da Fonseca, negavam provimento ao Recurso de Ofício. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro José Carlos de Assis Guimarães. (assinado digitalmente) Roberto Caparroz de Almeida - Presidente (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado - Relator (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães - Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida (Presidente), Luis Fabiano Alves Penteado, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Eva Maria Los, Gustavo Guimarães da Fonseca (Suplente) e José Carlos de Assis Guimarães.
dt_sessao_tdt : Tue May 16 00:00:00 UTC 2017
id : 6872206
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782310719488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 23; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2196; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 583 1 582 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14751.720194/201499 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 1201001.669 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2017 Matéria IRPJ Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ELIZABETH REVESTIMENTOS LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2011, 2012 DESCONSIDERAÇÃO DA OPERAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. SIMULAÇÃO. GANHO DE CAPITAL. VENDA DE BENS DO ATIVO. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVAS. Para desconsiderar um ato jurídico executado pelo contribuinte sob fundamento de ter sido perpetrado com simulação e objetivo único de evasão fiscal, deve a fiscalização trazer provas ou ao menos evidências robustas neste sentido. Não é possível tratar a venda de todo um segmento de negócios pelos sócios da empresa como uma simples alienação de bens do ativo da pessoa jurídica com base em fundamento único de que a tributação do ganho de capital é menor na pessoa física. RESTITUIÇÃO DE CAPITAL AOS SÓCIOS — REDUÇÃO DE CAPITAL DE PESSOA JURÍDICA BENEFICIÁRIA DE ISENÇÃO — Não existe qualquer óbice legal no sentido de impedir a pessoa jurídica de restituir capital aos seus sócios, entretanto, quando esse capital for constituído com valores resultantes de reserva constituída com valor de Imposto sobre a Renda não pago em decorrência do gozo de isenção condicionada, mister se faz que no momento da redução de capital seja exigido o imposto que deixou de ser recolhido anteriormente em virtude do benefício fiscal, a fim de que não sejam desvirtuados os objetivos visados pela isenção ou criadas distorções que resultem por afrontar a isonomia entre os sujeitos passivos da relação jurídicotributária e violar a estrita legalidade em matéria tributária. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. DECORRÊNCIA. Tratandose de tributação reflexa decorrente de irregularidades apuradas no âmbito do Imposto sobre a Renda, constantes do mesmo processo, aplicamse à CSLL, por relação de causa e efeito, os mesmos fundamentos do lançamento primário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 75 1. 72 01 94 /2 01 4- 99 Fl. 583DF CARF MF 2 FALTA DE PAGAMENTO POR ESTIMATIVA. MULTA ISOLADA. CABIMENTO. Com o advento da Medida Provisória n. 351/2007, convertida na Lei n. 11.488/2007, tornouse juridicamente indiscutível o cabimento da incidência da multa isolada pela falta de pagamento das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL, ainda que cumulativamente haja imposição da multa de ofício proporcional ao imposto e à contribuição devidos ao final do respectivo ano calendário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao Recurso de Ofício, para manter a autuação relativa às subvenções. Vencida a Conselheira Eva Maria Los, que dava provimento integral ao Recurso de Ofício. Os Conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado (Relator), Luis Henrique Toselli e Gustavo Guimarães da Fonseca, negavam provimento ao Recurso de Ofício. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro José Carlos de Assis Guimarães. (assinado digitalmente) Roberto Caparroz de Almeida Presidente (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado Relator (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida (Presidente), Luis Fabiano Alves Penteado, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Luis Henrique Marotti Toselli, Eva Maria Los, Gustavo Guimarães da Fonseca (Suplente) e José Carlos de Assis Guimarães. Relatório PROCESSO 14751.720194/201499 Mediante os autos de infração de fls. 03 a 20, foram exigidos o IRPJ e CSLL no valor de R$ 45.999.431,98 e 16.592.862,52, referente aos anoscalendário de 2011 e 2012, sob a fundamentação de ganho de capital na alienação de bens do ativo permanente e inobservância dos requisitos legais nas subvenções para investimentos. No Relatório da Auditoria Fiscal, de fls. 21 a 41, a fiscalização relata ocorrência de ganho de capital na alienação de bens e direitos do ativo permanente, consubstanciado nos seguintes fatos: em 28/09/2010, foi constituída a empresa Elizabeth Louças Sanitárias Ltda., tendo como sócios, as pessoas físicas também sócias da fiscalizada, excluindose o sócio majoritário pessoa jurídica; Fl. 584DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 584 3 a Elizabeth Louças Sanitárias Ltda foi constituída exclusivamente dos bens móveis, imóveis e demais ativos e passivos inerentes à atividade de produção e comercialização de louças sanitárias e acessórios, anteriormente exercida pela filial 0002 da fiscalizada; em 05/11/2010, o documento “Proposta Vinculativa de Aquisição”, firmado entre a fiscalizada e a Duratex, formalizava a operação de compra e venda da unidade produtora de louças sanitárias e acessórios da fiscalizada, e determinava os procedimentos para concretização do negócio, mediante cisão parcial de todos os bens, direitos e deveres relacionados com a unidade produtora de louças sanitárias, com incorporação pela Elizabeth Louças Sanitárias Ltda. em 30/11/2010, a fiscalizada teve parcelas de seu patrimônio incorporadas pela Elizabeth Louças Sanitárias Ltda. em 04/02/2011, os sócios da Elizabeth Louças Sanitárias Ltda. formalizaram a venda de suas quotas para a Duratex S/A (C.N.P.J. 97.837.181/000147) e Duratex Empreendimentos Ltda. (CNPJ 44.367.258/0001 04), adquirindo respectivamente 99,99% e 0,01% da participação no capital social; os sócios vendedores da Elizabeth Louças Sanitárias Ltda. (pessoas físicas) apuraram e pagaram os IR sobre os ganhos de capital na operação. Depois de tecer outras considerações, a fiscalização conclui que: “Do exposto, demonstrase que a sequência de “reestruturações societárias” (criação de empresa veículo, cisão parcial e alienação da empresa veículo) foi procedida com o intento de transferir a tributação do ganho de capital da alienação de bens e direitos do ativo permanente da fiscalizada (estabelecimento filial), que deveria ser tributada à base de 34% (25% do IRPJ mais 9% da CSLL), para as pessoas físicas dos sócios: José Nilson Crispim, José Nilson Crispim Júnior, Anna Elizabeth Henriques Crispim e George Henriques Crispim tributada à base de 15%.” Tributação das subvenções governamentais A fiscalização informa que nos anos calendários objeto desta fiscalização a empresa foi beneficiária de diversos incentivos fiscais de redução do imposto de renda e redução por reinvestimento do imposto de renda, além de subvenções para investimentos e custeios concedidos pela administração tributária estadual. Em 31/10/2012 a fiscalizada efetuou redução em seu Capital Social, através de sua 14ª alteração contratual, onde teve seu Capital Social reduzido em R$ 159.110.132,00, passando de R$ 181.000.000,00 para R$ 21.889.868,00; Do montante de R$ 159.110.132,00 reduzido, esta fiscalização considerou a utilização integral do capital social originada de outras fontes, no montante de R$ 139.763.281,11. A parcela restante de redução, no valor de R$ 19.346.850,89, corresponde à utilização de reservas de incentivos fiscais. Desta forma, resta como saldo final do capital Fl. 585DF CARF MF 4 social o montante de R$ 21.889.868,00, integralmente composto por reservas de incentivos fiscais anteriormente capitalizadas; Por todo exposto, o montante de R$ 19.346.850,89, correspondente a parcela do incentivo FAIN/ICMS capitalizada e posteriormente dada destinação diversa da prevista no artigo 18 da Lei nº 11.941/2009, fora tributada por esta fiscalização. IOF incidente nas operações de mútuo Nos anos de 2011 e 2012, a empresa realizou operações de mútuo de recursos financeiros com empresas interligadas, por meio de conta corrente (crédito rotativo), sem definição do valor principal, contabilizados nas contas 1.1.7.01.0002 – Elizabeth Produtos Cerâmicos Ltda., 1.1.7.01.0007 Cerâmica Elizabeth Sul Ltda., 1.1.7.01.0008 HC Administração e Participação Ltda. e 117010006 – Elizabeth Porcelanato Ltda., pertencentes ao grupo de contas “Créditos Operacionais”. À luz da legislação específica, esta fiscalização compilou os valores que deveriam ser retidos pela fiscalizada a título de IOF, em função dos saldos diários dos seus mútuos contratados. Para tanto, as bases de cálculo do IOF foram apuradas a partir do Razão das contas 1.1.7.01.0002 – Elizabeth Produtos Cerâmicos Ltda., 1.1.7.01.0007 Cerâmica Elizabeth Sul Ltda., 1.1.7.01.0008 HC Administração e Participação Ltda. e 117010006 – Elizabeth Porcelanato Ltda., através da consolidação dos saldos devedores diários e dos acréscimos diários à conta, com a respectiva apuração do IOF e adicional devidos mensalmente. Impugnação Em sua peça de defesa, de fls. 308 a 336, a interessada reclama preliminarmente pela nulidade do auto de infração no que diz respeito ao ganho de capital, sob o entendimento de que teria havido erro na identificação do fato tributado, base legal indicada não tem compatibilidade com o fato tributado e desconsideração do negócio jurídico sem prova da prática de ato ilícito. Quanto ao mérito, apresenta os seguintes argumentos: Ganho de capital na alienação de bens e direitos do ativo permanente a leitura atenta do Termo de Conclusão da Ação Fiscal aponta que a D. Fiscalização baseouse na tese da ausência de propósito negocial. Com base nesse único fundamento, desconsiderou a operação de cisão parcial que segregou do patrimônio da empresa autuada. Vêse que os ilustres Autuantes constataram que existiam duas atividades radicalmente distintas: a primeira, vinculada à produção e comercialização de pastilhas, pisos e revestimentos cerâmicos, que respondia por 90% do faturamento; e, a segunda, ligada à produção e comercialização de louças sanitárias e seus acessórios, que contribuía com cerca de 10% do faturamento. Essa distinção tem importância decisiva na avaliação do negócio jurídico indevidamente desconsiderado, como virá demonstrado mais adiante. Em primeiro lugar, não houve uma “série de procedimentos de ‘reestruturações societárias’”, tendo sido apenas formalizada a operação de cisão, que tem plena justificativa contábil, econômica, jurídica e negocial, como será demonstrado no Fl. 586DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 585 5 momento oportuno,além de ser uma operação usual e referendada pelo nosso ordenamento jurídico. Ademais, a tese de que o negócio efetivo foi a simples venda de bens isolados do ativo permanente é uma redução fática injustificável de um negócio muito mais amplo. Na verdade, o objeto transacionado foi o segmento empresarial, operação que só poderia ser implementada mediante a aquisição da participação societária da pessoa jurídica titular da atividade. Isso se tornou necessário para excluir a empresa alienante do mercado, o que não se alcançaria com a simples aquisição de bens isolados do ativo permanente. Não foi o que aconteceu! A desconsideração do negócio jurídico restou centrada unicamente na criativa tese da ausência de propósito negocial. Tributação das subvenções governamentais A interessada destaca o registro contido no item 54 do Relatório de Auditoria Fiscal, abaixo transcrito e, em seguida, tece suas considerações: "54 – Do montante de R$ 159.110.132,00 reduzido, esta fiscalização considerou a utilização integral do capital social originada de outras fontes, no montante de R$ 139.763.281,11. A parcela restante de redução, no valor de R$ 19.346.850,89, corresponde à utilização de reservas de incentivos fiscais. Desta forma, resta como saldo final do capital social o montante de R$ 21.889.868,00, integralmente composto por reserva de incentivos fiscais anteriormente capitalizadas." Da leitura atenta desse item, fica evidenciada a indicação de dois fatos: i) primeiro, teria sido “utilizado valor de reservas de incentivos fiscais no montante de R$ 19.346.850,89”, que no final é o valor autuado; segundo, o capital que ficou em poder da cindida seria composto das reservas anteriormente capitalizadas, significando que a D. Fiscalização admitiu essa capitalização, não invalidando os respectivos incentivos fiscais. ii) quanto ao primeiro registro, a avaliação da D. Fiscalização não foi precisa, pois não houve “utilização de reservas de incentivos fiscais” no sentido vinculado à redução do capital da empresa cindida, com restituição de valores aos sócios, uma vez que essa cifra passou a compor o capital das empresas cindendas, não havendo, insistase, a “utilização” equiparada à restituição de capital aos sócios. Fixando o exame no campo jurídico, cabe ressaltar que a exigência fiscal foi ancorada nas disposições do artigo 18 da Lei nº 11.941/2009. A norma proibitiva não alcança a simples redução do capital, como equivocadamente entenderam os ilustres autuantes. É preciso um passo adiante. Deveras, no rigor do dispositivo de controle, é necessário que da redução do capital tenha resultado a restituição aos sócios da reserva capitalizada. Ou seja, no rigor do § 1º e inciso I destacados, é imperativo que a redução de capital beneficie os sócios com a transferência do valor da reserva Fl. 587DF CARF MF 6 anteriormente utilizada para o aumento do capital social. Daí o emprego do vocábulo “restituição de capital aos sócios”. A sociedade não descumpriu essa regra de controle. Não deliberou e não efetivou a restituição de capital aos sócios, por uma razão muito simples: o capital reduzido na empresa cindida foi transferido às empresas cindendas. Há vários elementos que atestam a veracidade dessa afirmativa. O primeiro deles é a própria alteração contratual destacada pelos ilustres autuantes, pois nesse instrumento contratual está gravada a operação de cisão ultimada para o rearranjo entre as sociedades do grupo. Não houve a restituição de capital aos sócios, uma vez que na operação de cisão, simplesmente, a redução do capital na sociedade cindida foi traduzida no aumento do capital das sociedades cindendas, que pertencem ao mesmo grupo de sociedades, mantendose, assim, íntegro o capital social. Isso decorreu, aliás, do próprio regime legal da operação de cisão que está disciplinada na Lei nº 6.404/76. IOF incidente nas operações de mútuo Não existe qualquer auto de infração ou defesa da interessada neste sentido. PROCESSO Nº 14751720.249/201461 Mediante os autos de infração de fls. 03 a 12, foram exigidos o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no valor total de R$11.829.332,00 + 4.342.021,19, referente aos anoscalendário de 2011 e 2012, a título de multa exigida isoladamente sob a fundamentação de falta de recolhimento sobre base de cálculo estimada. O Relatório da Auditoria Fiscal, de fls. 13 a 141, registra: “Tendo em vista que nos anoscalendário de 2011 e 2012, a empresa optou pela forma de tributação do IRPJ e da CSLL com base no lucro real anual, com pagamento das estimativas mensais, e em considerando as infrações identificadas pela fiscalização encerrada em 27/06/2014, formalizada através do processo 14751.720194/201499, que alteram os resultados fiscais dos períodos de apuração e das estimativas mensais, apuramos que a empresa deixou de efetuar pagamentos do IRPJ e da CSLL a título de estimativa mensal.” Impugnação Em sua peça, de fls. 350 a 361, a interessada reportase aos autos e respectiva defesa constantes do processo 14751.720194/201499 além de se insurgir contra a cumulação da multa isolada com a multa de ofício. Decisão da DRJ Em decisão de 30/12/2014, a 4°Turma da DRJ/BHE afastou as preliminares argüidas e, no mérito, julgou as Impugnações PROCEDENTES, exonerando integralmente o crédito tributário, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2011, 2012 Fl. 588DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 586 7 SIMULAÇÃO. SUBSTÂNCIA DOS ATOS. Não se verifica a simulação quando os atos praticados são lícitos e sua exteriorização revela coerência com os institutos de direito privado adotados, assumindo o contribuinte as conseqüências e ônus das formas jurídicas por ele escolhida. MULTA ISOLADA Afastado o lançamento principal sobre IRPJ e CSLL, resulta prejudicada a exigência da multa isolada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2011, 2012 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, plenamente, o seu direito de defesa. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2011, 2012 GANHO DE CAPITAL/SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTOS Não restando devidamente comprovados os elementos que serviram de suporte para o lançamento, o mesmo não pode ser mantido. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2011, 2012 GANHO DE CAPITAL/SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTOS O decidido para o lançamento de IRPJ estendese aos lançamentos dos demais tributos com os quais compartilha o mesmo fundamento de fato e para o qual não há outras razões de ordem jurídica que lhes recomenda tratamento diverso. Recurso de Ofício Em razão da exoneração do crédito tributário fora apresentado RECURSO DE OFÍCIO. Razões do Recurso de Ofício A PGFN apresentou as seguintes razões ao Recurso de Ofício: Fl. 589DF CARF MF 8 Ganho de Capital i) o contribuinte contornou a tributação pelo ganho de capital que normalmente incide sobre a alienação de bens do ativo permanente, mediante o uso de estruturas societárias "ad hoc", criadas especialmente para fins da alienação desses mesmos bens; ii) é inegável que o objeto desta proposta vinculativa de aquisição, datada de 05/11/2010, eram, de fato, os bens móveis, imóveis e demais ativos e passivos inerentes à atividade de produção e comercialização de louças sanitárias e acessórios, exercida pela filial 0002 da fiscalizada, ELIZABETH REVESTIMENTOS; iii) a ELIZABETH LOUÇAS foi constituída como uma carcaça jurídica (obviamente de propriedade dos membros da família dona da autuada), usada com a finalidade de transportar o patrimônio pertencente ao ativo permanente da autuada para o grupo DURATEX. Daí a autoridade fiscal têla denominado empresaveículo; iv) ausente propósito negocial legítimo a suportar as transferências de bens em questão, resta apenas o propósito de fraudar a lei tributária. Nunca houve propósito do grupo societário de capitalizar a empresa ELIZABETH LOUÇAS, não era seu objetivo explorar aquela atividade mediante uma personalidade jurídica própria. O propósito de toda a operação, está muito claro (e quase admitido pela recorrente), era alienar uma unidade de produção (bem do ativo permanente) a terceiros e v) é evidente, pela própria cronologia dos acontecimentos e pela brevidade da existência da ELIZABETH LOUÇAS no grupo capitaneado pela família Crispim, que a alienação de 100% das ações da ELIZABETH LOUÇAS materializa, na realidade, uma operação entre a autuada e a Duratex. Das Subvenções Acerca da questão das subvenções, traz a PGFN os seguintes argumentos: i) a cisão, quando parcial, tem como pressuposto a redução do capital da sociedade em razão proporcional ao valor do patrimônio desmembrado da cindida, vertido a sociedade(s) criada(s) pela cisão ou preexistente(s); ii) conforme expressamente consignado na 14ª alteração contratual, que aprovou a redução de capital, esta redução se deu em função da versão de patrimônio decorrente da cisão; iii) a lei (art. 545 do RIR/99 e 18 da Lei 11.941/2009), ao determinar a tributação da subvenção na hipótese de redução de capital com restituição de capital ao sócio, pretendeu atingir todos os casos em que houvesse restituição de capital aos sócios por motivo de redução e não, apenas, aqueles em que a redução suplantasse o valor das reservas capitalizadas. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado Relator Fl. 590DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 587 9 Admissibilidade O Recurso de Ofício apresentado preenche todos os requisitos legais e merece ser apreciado. Preliminar Nulidade Defende a Recorrida a nulidade dos autos de infração relacionados ao ganho de capital em razão de cometimento de erro pela autoridade fiscal na identificação do fato tributado e base legal utilizada. Não cabe razão à Recorrida, vez que a suposta incorreta identificação do fato tributado, bem como, a premissa utilizada baseada na desconsideração do negócio jurídico, não configuram causa de nulidade do auto de infração, mas compõem o centro da controvérsia de mérito entre o fisco e o contribuinte, o que será analisado detalhadamente mais adiante. Assim, inexistente qualquer nulidade nos autos de infração, rejeito a preliminar suscitada. Mérito Ganho de Capital Quanto ao cancelamento dos autos de infração decorrentes de suposto ganho de capital da Recorrida na alienação de bens e direitos de seu ativo permanente, entendo que fora acertada a decisão da DRJ. Por um lado, a ora Recorrida alega (e praticou atos formais neste sentido) que o que ocorreu foi a venda de todo um segmento de negócios da ora Recorrida linha de louças sanitárias e os alienantes, neste caso, foram os sócios da Recorrida donos do negócio vendido (louças sanitárias) e mantido (pisos e revestimentos). Por outro lado, a Fiscalização alega que a operação, na realidade, concretizou uma venda de ativos do permanente da Recorrida, sendo assim, todo o conjunto de atos formais perpetrados não corresponderam à real vontade das partes, pois, não havia justificativa negocial (business purpose), devendo ser desconsiderados por serem inoponíveis ao fisco. Menciona a fiscalização, inclusive, a utilização da empresa Elizabeth Louças Sanitárias como empresa veículo. Desta feita temos claro que a Fiscalização desconsiderou os atos jurídicos executados por entender que foram simulados. A conclusão é exatamente esta, não há outra, pois, se o contribuinte demonstra uma vontade e executa atos formais neste sentido e o fisco as desconsidera por entender que a vontade era outra, estamos aqui tratando de atos simulados. Contudo, curiosamente, apesar de basear o lançamento fiscal na premissa de ocorrência de um ilícito tributário (simulação com fins de redução de tributação), o agente fiscal não concluiu o Auto de Infração neste sentido, pois, não aplicou a multa qualificada de 150% . Fl. 591DF CARF MF 10 Em outras palavras, o fiscal lançou um tributo com fundamento na ocorrência de simulação ou fraude, mas ao mesmo tempo, entendeu que não houve simulação ou fraude de forma a justificar a multa qualificada de 150%. Tal conduta me parece contraditória e incoerente mas talvez prudente, pois, sabe o fiscal que eventual acusação de simulação ou fraude demanda prova cabal de sua ocorrência e, isso não existe nos autos. De qualquer forma, devemos ir além na análise do caso concreto. Neste sentido, da documentação acostada aos autos, me parece cristalino que o conjunto de atos perpetrados visaram, efetivamente, a venda de todo um segmento de negócio (louças sanitárias) que era explorado pela Recorrida, que também tinha uma frente totalmente distinta de negócios que era a produção e venda de pisos e revestimentos. Um dos documentos mais questionados pela fiscalização foi a “Proposta Vinculativa de Aquisição” que fora assinada entre a ora Recorrida e a empresa Duratex em 05/11/2010. Contudo, interessante perceber que é justamente tal documento que evidencia de forma mais clara que o propósito de toda a negociação nunca foi simples compra de móveis e outros ativos, mas sim a efetiva transferência de todo um segmento de negócios. Resta claro que o objetivo do comprador era a de comprar um "pacote" representado pela empresa Elizabeth Louças Sanitárias, que traria consigo todo o conjunto de fatores que possibilitasse ao comprador a efetiva exploração do ramos de louças sanitárias. É verdade que os ativos do permanente antes registrados na Recorrida eram também parte do negócio. Ninguém contesta. Mas não era só isso! O negócio realizado ultrapassa muito a simples compra e venda de bens do ativo permanente. Me parece aqui que cai por terra qualquer alegação de cometimento de simulação ou fraude pela Recorrida que pudesse comprometer a oponibilidade de seu conjunto de atos ao Fisco. Aqui cabe lembrar uma informação importantíssima: o alienantes do negócio que são os sócios da Recorrida, efetivamente, perceberam ganho de capital e ofereceram tal ganho à tributação com o pagamento do respectivo Imposto de Renda. De qualquer forma, cabe aqui também analisar a afirmação de ausência de propósito negocial colocada pelo Sr. Auditor Fiscal. Cumprese definir, de início, que o propósito negocial ou substância econômica perfazem a essência de qualquer operação que vise o lucro. A dificuldade de identificação deste propósito sempre germinará a dúvida quanto à legalidade e artificialidade da operação como um todo. Contudo, o simples questionamento do uso "indevido" de empresaveículo (Elizabeth Louças Sanitárias) ou de um conjunto de atos em seqüência, desacompanahdo de evidências de artificialidade de tais atos não merece prosperar. O presente Conselheiro já definiu posicionamento que atinge exatamente a subjetividade da identificação de um propósito negocial em reorganizações societárias e a consequente utilização de empresasveículo, que visem única e exclusivamente economia tributária, por meio do Acórdão nº 1201001.438: “(...) os conceitos de propósito negocial e substância econômica carecem de fundamento legal, tornandose subjetivos e abrangentes. Veja, não são elementos aceitos e incorporados pelo ordenamento jurídico brasileiro, inexistindo qualquer dispositivo legal que lhes dêem substrato. Fl. 592DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 588 11 O alcance destes conceitos atinge a existência de razões econômicas que vão além da obtenção de vantagem fiscal, única e exclusivamente. Partindo deste conceito, a presença de um propósito negocial deve ser precedente e, além, originária na operação, de modo a concretizar a amortização do ágio e o concomitante gozo do benefício fiscal como uma consequência natural e lógica, se considerarmos o fato gerador do IRPJ. Ocorre, porém, que a indefinição dos conceitos no ordenamento jurídico impede a formação de entendimento uníssono a respeito de seus termos e limites, tornando qualquer discussão acerca das operações de ágio como ao menos parcialmente subjetivas. O ágio não é um tema tão controverso e alvo de discussões calorosas no âmbito deste Conselho à toa. Cada julgador atribui uma amplitude e alcance diverso à definição atribuída ao propósito negocial/substância econômica. O que se busca, na realidade, com referidos conceitos, sejamos claros e diretos, é a identificação de abuso, fraude ou simulação, perfazendo caráter arbitrário e artificial que vise apenas o aproveitamento do benefício fiscal. A percepção do propósito negocial/substância econômica como definidor deste cenário pode ser favorável, mas diante da referida subjetividade, frequentemente inaugura uma nova posição acerca de seu alcance, diante de casos concretos distintos, dotados cada qual de especificidade e peculiaridade. Se presta, então, o presente voto, a partir deste ponto, a analisar detalhadamente todos as informações e alegações levantadas pela fiscalização para definir se, necessário ou não um motivador para a operação que vá além do beneficio fiscal, bem como, ausente ou presente o tal propósito negocial e, da mesma forma, se presentes indícios de fraude ou simulação na operação. Primeiramente, é importante ressaltar que temos presenciado com preocupante freqüência, a utilização pelo Fisco da teoria do propósito negocial por meio do qual defende que a simples ausência sob a ótica do fisco de outros motivadores para a operação que não o alcance do benefício fiscal, já é elemento suficiente que invalida os atos do contribuinte ou, ao menos, inviabiliza o benefício fiscal almejado. Entendo que tal racional adotado pela autoridade fiscal guarda certa contradição com diversas regras e estruturas criadas há muito tempo pelo legislador pátrio, por meio das quais são oferecidos benefícios fiscais às empresas que, ao cumprirem determinados requisitos, acabam levando desenvolvimento econômico à determinadas regiões do Brasil. Menciono aqui, de forma exemplificativa, o regime fiscal da Zona Franca de Manaus, que oferece incentivos fiscais para as empresas que lá se estabelecerem e produzirem, gerando Fl. 593DF CARF MF 12 empregos, desenvolvimento econômico/social e, mesmo, arrecadação de tributos para a região. Ora, em relação à Zona Franca de Manaus, a principal função desempenhada pelas autoridades fiscais tem sido monitorar se os contribuintes, de fato, cumprem todos os requisitos previstos em lei para o gozo dos incentivos fiscais, sem haver qualquer questionamento acerca das motivações do contribuinte. O que o Fisco busca é auditar se, realmente, as empresas estão lá estabelecidas ou se os produtos são lá produzidos, por exemplo. Contudo, não há qualquer exigência de que as empresas lá estabelecidas tenham propósitos negociais além do gozo do incentivo fiscal em si, para lá se estabelecerem. Em outras palavras: nenhuma empresa busca a Zona Franca de Manaus em razão da maior proximidade com o mercado consumidor, melhor infraestrutura ou maior oferta de mão de obra qualificada. O objetivo é o gozo do incentivo fiscal e isso é garantido às empresas que cumpram todos os requisito da legislação, independentemente da existência de outras razões. Desta forma, o conceito a ser adotado para definir o propósito negocial deve ser no sentido de considerar a busca pela redução das incidências tributárias, por si, como um propósito negocial que viabiliza a dedução do ágio. Já temos importantes precedentes do CARF nesta direção: GANHO DE CAPITAL. VENDA DE QUOTAS. PLANEJAMENTO FISCAL ILÍCITO. DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS. INOCORRÊNCIA NAS REDUÇÕES DE CAPITAL MEDIANTE ENTREGA DE BENS OU DIREITOS, PELO VALOR CONTÁBIL A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI 9.249/1995. Constitui propósito negocial legítimo o encadeamento de operações societárias visando a redução das incidências tributárias, desde que efetivamente realizadas antes da ocorrência do fato gerador, bem como não visem gerar economia de tributos mediante criação de despesas ou custos artificiais ou fictícios. A partir da vigência do art. 22 da Lei 9.249/1995 a redução de capital mediante entrega de bens ou direitos, pelo valor contábil,não mais constituiu hipótese de distribuição disfarçada de lucros, por expressa determinação legal. (Acórdão nº 1402001.472 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária – Sessão de 09 de outubro de 2013) PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. NEGÓCIOS JURÍDICOS. ATOS JURÍDICOS. LICITUDE. O fato dos atos praticados visarem economia tributária não os torna ilícitos ou inválidos. O fato dos negócios praticados visarem economia tributária não os torna ilícitos ou inválidos. Fl. 594DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 589 13 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. MOTIVO DO NEGÓCIO. CAUSA DO NEGÓCIO. LICITUDE. Motivo do negócio é a razão subjetiva pela qual o contribuinte faz o negócio jurídico. Causa do negócio ou sua função econômica é o efeito que o negócio produz nas esferas jurídicas dos participes. O motivo ilícito implica em nulidade, quando declarada por um Juiz. Se a motivação do negócio é economia tributária, não se pode falar em motivo ilícito. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO. MOTIVO DO NEGÓCIO. CONTEÚDO ECONÔMICO. PROPÓSITO NEGOCIAL. LICITUDE. Não existe regra federal ou nacional que considere negócio jurídico inexistente ou sem efeito se o motivo de sua prática foi apenas economia tributária. Não tem amparo no sistema jurídico a tese de que negócios motivados por economia fiscal não teriam "conteúdo econômico" ou "propósito negocial" e poderiam ser desconsiderados pela fiscalização. O lançamento deve ser feito nos termos da lei. (...) Outra tese do Fisco que merece análise é a de que os atos praticados poderiam ser desconsiderados, porque não teriam conteúdo econômico (ou propósito negocial), já que teriam sido praticados com o único objetivo de economia tributária. Porém, tal afirmativa está em descompasso com o ordenamento jurídico. Como se vê, em última análise, a afirmação do Fisco consiste em sustentar que o planejamento tributário é proibido e que a economia tributária só é admissivel se for acidental. Apenas por isso, já se percebe a improcedência do argumento. Mas, a análise da tese do Fisco confirma o equivoco desta interpretação da fiscalização, pois nem esta motivação vicia o negócio e nem existe lei atribuindo tal efeito. As razões de ordem subjetiva que levam a pessoa a concluir algum negócio jurídico denominamse motivos. Já o efeito que o negócio produz nas esferas jurídicas dos participes chamase causa ou função econômica do negócio. Assim, independente da causa do negócio jurídico, se ele é praticado visando redução da carga tributária, podese dizer que o motivo do negócio foi economia fiscal. Conforme o Código Civil, apenas o motivo ilícito (se for determinante do negócio e comum As partes) implica em nulidade (inciso III, art. 166 do CC). Mesmo assim, tal nulidade precisa ser declarada por um Juiz. No entanto, salvo disposição de lei em contrário, não há como supor que a intenção de economizar tributos é ilícita. Assim, o inciso III, art. 166 do Código Civil não poderia ser aplicada sequer por juizes aos negócios jurídicos pelos quais a pessoa Fl. 595DF CARF MF 14 executa seu planejamento tributário. E, muito menos, poderia ser aplicada pela fiscalização, para efetuar lançamento de oficio. De outra banda, não existe regra federal ou nacional que considere negócio jurídico inexistente ou sem efeito se o motivo de sua prática foi apenas economia tributária. Somente se existisse uma lei com este conteúdo é que a fiscalização poderia desconsiderar os efeitos jurídicos dos negócios. " (Acórdão n. 1101000.835 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária – Sessão de 04 de dezembro de 2012) Neste sentido, existem também bons e recentes exemplos desta brilhante turma, merecendo destaque trecho do voto do Ilustre Conselheiro Marcelo Cuba Netto no acórdão n. 1201001.267 de 19 de janeiro de 2016: "(...) Repare que a abusividade do planejamento tributário pode ter como característica (desde que não seja a única) justamente a ausência de propósito negocial. Entretanto, quando exista uma norma jurídica incentivando, sob o ponto de vista fiscal, a realização de um negócio jurídico, seria absurdo imaginarse que além do propósito de economia fiscal deveria haver também algum outro propósito. Esse é exatamente o caso dos presentes autos." Aliás, o racional adotado nos julgados acima está integralmente alinhado com as disposições da própria Lei n. 6.404/76 define em seu art. 2º, § 3º: Art. 2º Pode ser objeto da companhia qualquer empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes. § 3º A companhia pode ter por objeto participar de outras sociedades; ainda que não prevista no estatuto, a participação é facultada como meio de realizar o objeto social, ou para beneficiarse de incentivos fiscais. Veja, a lei claramente define a possibilidade da constituição de uma holding com o intuito único de gozo de incentivos fiscais, que nada mais são que benefícios fiscais, assim como é o ágio. (...) Assim, me parece claro que a simples alegação de ausência de propósito negocial não é suficiente para a glosa da dedução da amortização do ágio, até mesmo porque, desde que utilizados instrumento legais e inexistentes a fraude, simulação ou abuso de direito, a economia tributária pode ser considerada um propósito negocial. A utilização da chamada empresa veículo pelo contribuinte tem sido invocada pelo Fisco como condição para invalidar o negócio jurídico ou conjunto de negócios jurídicos que culminaram na dedução do ágio pago. (...) Fl. 596DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 590 15 Primeiramente, é importante destacar que o fato do contribuinte se utilizar de uma empresa veículo para a perfectibilização da operação não é suficiente, por si só, para invalidar o negócio jurídico, especialmente, como se verá mais adiante, se restar demonstrada a existência de estruturas ou caminhos alternativos disponíveis ao contribuinte e que levassem ao mesmo resultado. Este racional já encontra amparo no CARF, conforme os julgados aqui destacados: "AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO. USO DE EMPRESA VEÍCULO. Em regra, é legítima a dedutibilidade de despesas decorrentes de amortização de ágio efetivamente pago. A circunstância de a reorganização societária de que tratam os arts. 7º e 8º da Lei nº 9.532, de 1997, ter sido realizada por meio de empresa veículo não prejudica o direito do contribuinte, ante o fato incontroverso de que dessa reorganização não surgiu novo ágio ou economia de tributos distinta daquela prevista em lei. (Acórdão 1102000.982 – 1ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária Sessão de 04/12/2013 Voto Vencedor Conselheiro José Evande Carvalho Araujo) (....) Destaco aqui também, trecho do voto do brilhante Conselheiro Marcelo Cuba Netto no já mencionado acórdão n. 1201 001.267: "(...) Em relação ao emprego da chamada "empresa veículo" cumpre destacar que tal expressão tem sido utilizada pela fiscalização de uma maneira pejorativa, no sentido de um "mal em si mesmo". No entanto, como é cediço, não é possível sustentarse uma autuação fiscal lastreada na simples acusação de emprego de "empresa veículo", até porque o simples emprego de "empresa veículo" não é tipificado como infração à legislação tributária. Caberia então à fiscalização apontar a relação entre o emprego da "empresa veículo" e a prática de alguma infração à legislação tributária. E, no caso dos autos, como o autor da ação fiscal não se desincumbiu de seu ônus, isso já seria razão suficiente para afastarse, de pronto, a autuação." Me parece cada vez mais pacificado o entendimento de que a utilização de uma empresa veículo para aquisição de outras empresas, de grupo econômico distinto, não revela qualquer vício, ilegalidade ou abuso em si. (...) Fl. 597DF CARF MF 16 Meu ponto aqui é que a existência de outras opções, além da utilização da chamada empresa veículo, já revela o descabimento da glosa da dedução do ágio pago sob tal fundamento utilização da empresa veículo. Assim, me parece de todo vazio o argumento de que a existência de uma "conduit company" na operação teria maculado a operação a ponto de inviabilizar a dedução do ágio.(...)” No caso em tela, a Fiscalização argüiu que o conjunto de atos e negócios executados pela Recorrida e seus sócios tiveram como objetivo dar outra roupagem à uma operação de compra e venda de ativo permanente de forma a evitar a tributação de ganho de capital na Recorrida que seria muito maior do que aquela percebida por seus sócios. Reputou, então, em juízo completamente subjetivo, vale lembrar, que o uso de cisão de empresa com transferência de ativos e mesmo uma suposta utilização de empresa veículo, apesar de formalmente e legalmente possíveis, no caso presente esbarraram na ausência de propósito negocial e, por consequência lógica unilateralmente construída, foram eivadas de ilegalidade e impossibilidade fática. Conforme já amplamente demonstrado no presente voto e também na decisão recorrida da DRJ, a teoria da fiscalização é deveras frágil, desacompanhada de evidências ou provas e contrária à jurisprudência que vem se consolidando no CARF, assim, não merece prosperar. Desta forma, entendo como irretorquível a decisão da DRJ que cancelou a autuação, devendo ser mantido tal julgado. Subvenções Neste ponto, sustentou a fiscalização que a Recorrida não observou o contido no art. 443 e 545 do RIR/99, que assim dispõem: Art. 443. Não serão computadas na determinação do lucro real as subvenções ara investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos, e as doações, feitas pelo Poder Público, desde que (DecretoLei n º 1.598, de 1977, art. 38, § 2 º , e DecretoLei n º 1.730, de 1979, art. 1 º , inciso VIII): I registradas como reserva de capital que somente poderá ser utilizada para absorver prejuízos ou ser incorporada ao capital social, observado o disposto no art. 545 e seus parágrafos; ou II feitas em cumprimento de obrigação de garantir a exatidão do balanço do contribuinte e utilizadas para absorver superveniências passivas ou insuficiências ativas. Art. 545. O valor do imposto que deixar de ser pago em virtude das isenções e reduções de que tratam os arts. 546, 547, 551, 554, 555, 559, 564 e 567 não poderá ser distribuído aos sócios e constituirá reserva de capital da pessoa jurídica, que somente poderá ser utilizada para absorção de prejuízos ou aumento do capital social (DecretoLei n º 1.598, de 1977, art. 19, § 3 º , e DecretoLei n º 1.730, de 1979, art. 1 º , inciso I). Fl. 598DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 591 17 § 1 º Consideramse distribuição do valor do imposto (Decreto Lei n º 1.598, de 1977, art. 19, § 4 º , e DecretoLei n º 1.825, de 22 de dezembro de 1980, art. 2 º , § 3 º ): I a restituição de capital aos sócios, em casos de redução do capital social, até o montante do aumento com incorporação da reserva; II a partilha do acervo líquido da sociedade dissolvida, até o valor do saldo da reserva de capital. § 2 º A inobservância do disposto neste artigo importa perda da isenção e obrigação de recolher, com relação à importância distribuída, o imposto que a pessoa jurídica tiver deixado de pagar, sem prejuízo da incidência do imposto sobre o lucro distribuído, quando for o caso, como rendimento do beneficiário, e das penalidades cabíveis (DecretoLei n º 1.598, de 1977, art. 19, § 5 º , DecretoLei n º 1.825, de 1980, art. 2 º , § 2 º , e Lei n º 9.249, de 1995, art. 10). § 3 º O valor da isenção ou redução, lançado em contrapartida à conta de reserva de capital nos termos deste artigo, não será dedutível na determinação do lucro real. Em seu turno, a Recorrida afirma que não desobedeceu o art. 545 do RIR/99, vez que não houve restituição de capital aos sócios, pois, não deliberou em momento algum a restituição de capital aos sócios. Isso porque, o capital reduzido por ocasião da cisão foi transferidos às empresas cindendas e não aos sócios da Recorrida. Ressalta a Recorrida que não houve utilização de reservas de incentivos fiscais no sentido relacionado à redução do capital da empresa cindida, com restituição de valores aos sócios, uma vez que esse montante passou a compor o capital das empresas cindendas, não havendo utilização equiparada à restituição de capital aos sócios. Para análise deste ponto, tomo a liberdade de transcreve um trecho sucinto e esclarecedor da decisão da DRJ: "De toda a legislação indicada, entendo relevantes para deslinde da presente questão os seguintes pontos: a) As subvenções para investimento devem ser registradas como reserva de capital. b) Considerase distribuição do valor do imposto a restituição do capital aos sócios ou a partilha do acervo líquido da sociedade dissolvida. c) A subvenção será tributada se houver redução do capital social e restituição do capital aos sócios. d) A cisão é operação prevista em lei. e) Não existe previsão para tributação das subvenções no caso de cisão, incorporação ou fusão." Fl. 599DF CARF MF 18 A fiscalização entendeu que a cláusula 2 da 14ª Alteração Contratual da empresa Elizabeth Revestimentos Ltda (fls. 42 a 53) concretiza o momento da efetiva redução do capital social e conseqüente desobediência ao disposto no art. 585 do RIR/99. É incontestável que em razão da operação de Cisão seguida de Incorporação houve redução do capital social mediante a versão de ativos e passivos para a Elizabeth Produtos Cerâmicos e José Nilson Crispim Administração e Participação S/S Ltda. Contudo, entendo que isso não é suficiente para justificar o lançamento, pois, o art. 585 é claro em suas vedações e minha leitura vai no sentido de que além da ocorrência de redução do capital (que ocorreu no presente caso) é necessário haver destinação diversa daquela prevista na lei e, neste ponto, o Fiscal não foi claro e objetivo de modo a apontar, exatamente, como se deu tal "destinação diversa". Como já bem mencionado no acórdão da DRJ, o item 59 do TVF demonstra tal subjetividade na acusação fiscal: “59. Por todo exposto, o montante de R$ 19.346.850,89, correspondente a parcela do incentivo FAIN/ICMS capitalizada e posteriormente dada destinação diversa da prevista no artigo 18 da Lei nº 11.941/2009, será tributada por esta fiscalização.” Vejam, a fiscalização não aponta de forma objetiva quando ou como se deu tal destinação diversa da prevista em lei, ou seja, não restou demonstrado qual foi o ato concreto que justificou a interpretação de que a legislação não fora obedecida e que, portanto, o tributo passaria a ser devido. De qualquer forma, tenho que após fazer uma análise detalhada de toda a operação ora em análise, não identifiquei a efetiva ocorrência de tal " destinação diversa da prevista em lei" que pudesse subsidiar o lançamento fiscal. Entendo, portanto, acertada a decisão da DRJ que cancelou este lançamento. Conclusão Diante do exposto, CONHEÇO do Recurso de Ofício para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto! (assinado digitalmente) Luis Fabiano Alves Penteado Voto Vencedor Conselheiro José Carlos de Assis Guimarães, redator designado. Apesar da bem fundamentada exposição do ilustre relator, peço vênia para dela divergir somente quanto à não tributação das subvenções para investimentos no ano calendário de 2012 e o consequente afastamento da multa exigida isoladamente no processo apenso de nº 14751.720249/201461. Fl. 600DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 592 19 A decisão de 1ª instância entendeu que não houve redução de capital e nem que foi dada destinação diversa da estabelecida na legislação aos incentivos capitalizados. Entendo equivocado o voto condutor da decisão de piso nesse aspecto. Trago abaixo excertos do Recurso de Ofício interposto pela Fazenda Nacional que comprova que houve a redução do capital da sociedade como decorrência da cisão, quanto sua restituição à sócia JOSÉ NILSON CRISPIM ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO S/S LTDA, diretamente, e aos sócios pessoas físicas, indiretamente, verbis: Conforme se vê do protocolo de cisão/incorporação firmado pela recorrente e seus quotistas (fls. 503 dos autos), houve cisão parcial da recorrente, de cujo patrimônio foram vertidos R$ 153.068.000,00 para a ELIZABETH PRODUTOS CERÂMICOS LTDA, e R$ 33.624.715,00 para a JOSÉ NILSON CRISPIM – ADM E PARTICIPAÇÕES LTDA. Sobre a cisão parcial, eis o que dispõe a lei das S/A: Art. 224. As condições da incorporação, fusão ou cisão com incorporação em sociedade existente constarão de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou sócios das sociedades interessadas, que incluirá: I o número, espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição; II os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio, no caso de cisão; III os critérios de avaliação do patrimônio líquido, a data a que será referida a avaliação, e o tratamento das variações patrimoniais posteriores; IV a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra; V o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação; Art. 229. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindose a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindose o seu capital, se parcial a versão. Dos dispositivos acima se extrai que a redução do capital da sociedade cindida é ínsita à operação de cisão parcial de sociedades. A cisão, quando parcial, tem como pressuposto a redução do capital da sociedade em razão proporcional ao valor do patrimônio desmembrado da cindida, vertido a sociedade(s) criada(s) pela cisão ou preexistente(s). Fl. 601DF CARF MF 20 (....) Ainda que porventura se entenda que a cisão não implica necessariamente a redução de capital, o fato é que no presente caso, até em função da magnitude do patrimônio vertido, a recorrente efetivamente promoveu a redução, conforme consta expresso na 14ª alteração contratual (doc. 01, fls. 44/45): 2. Por força do Protocolo de Cisão/Incorporação firmado entre as partes em 31 de outubro de 2012, o capital social ora de R$ 181.000.000,00 (cento e oitenta e um milhões de reais) é reduzido para R$ 21.889.868,00 (vinte e um milhões e oitocentos e oitenta e nove mil e oitocentos e sessenta e oito reais) mediante a versão de ativos e passivos no valor de R$ 153.068.000,00 (cento e cinquenta e três milhões e sessenta e oito mil reais) para a ELIZABETH PRODUTOS CERÂMICOS LTDA e R$ 33.624.715,00 (trinta e três milhões e seiscentos e vinte e quatro mil e setecentos e quinze reais) para a JOSÉ NILSON CRISPIM ADMINISTRAÇAO E PARTICIPAÇÃO S/S LTDA. Diante da clareza dos dispositivos legais envolvidos, dos ensinamentos da doutrina e dos documentos constantes dos autos, é de ser prontamente afastada a primeira das premissas que orientou a decisão da DRJ, no sentido de que não houve redução de capital. Não apenas está claro que houve, no caso, redução do capital da interessada, como também se percebe que foi uma redução substantiva, passando de 181 milhões para cerca de 22 milhões de reais. Há ainda um segundo fundamento na decisão recorrida, no sentido de que não foi demonstrado que houve destinação diversa da prevista na legislação à parcela capitalizada do incentivo e nem que houve sua devolução aos sócios. Vejamos o que dispõe a legislação sobre a destinação a ser dada aos valores subvencionados e as hipóteses de sua tributação: RIR/99 Art. 443. Não serão computadas na determinação do lucro real as subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos, e as doações, feitas pelo Poder Público, desde que (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 38, § 2º, e DecretoLei nº 1.730, de 1979, art. 1º, inciso VIII): I registradas como reserva de capital que somente poderá ser utilizada para absorver prejuízos ou ser incorporada ao capital social, observado o disposto no art. 545 e seus parágrafos; Art. 545. O valor do imposto que deixar de ser pago [...] não poderá ser distribuído aos sócios e constituirá reserva de capital da pessoa jurídica, que somente poderá ser utilizada para absorção de prejuízos ou aumento do capital social (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 19, § 3º, e DecretoLei nº 1.730, de 1979, art. 1º, inciso I). Fl. 602DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 593 21 § 1º Consideramse distribuição do valor do imposto (Decreto Lei nº 1.598, de 1977, art. 19, § 4º, e DecretoLei nº 1.825, de 22 de dezembro de 1980, art. 2º, § 3º): I a restituição de capital aos sócios, em casos de redução do capital social, até o montante do aumento com incorporação da reserva; [...] LEI 11.941/2009 Art. 18. [...] § 1º As doações e subvenções de que trata o caput deste artigo serão tributadas caso seja dada destinação diversa da prevista neste artigo, inclusive nas hipóteses de: I – capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do capital social, hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído, limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos; Segundo consta do TVF, a fiscalizada capitalizou um total de R$ 41.236.718,89 referentes a reservas de incentivos fiscais entre 2006 e 2012. Por meio da cisão de ELIZABETH REVESTIMENTOS, o capital social foi reduzido de R$ 181 milhões para cerca de R$ 22 milhões, com a versão de R$ 159 milhões divididos entre ELIZABETH PRODUTOS CERÂMICOS LTDA e JOSÉ NILSON CRISPIM – ADM E PARTICIPAÇÕES S/S LTDA A primeira, ELIZABETH PRODUTOS CERÂMICOS LTDA, tinha o mesmo objeto social da cindida, qual seja, a fabricação de pisos e revestimentos cerâmicos, e recebeu os ativos consistentes em quotas de uma empresa de porcelanatos e outra de cerâmicas (fls. 506/507). Já a segunda destinatária dos recursos cindidos era uma holding, cujo objeto social era a administração de bens próprios e participação em outras sociedades, tendo sido vertidos a ela R$ 27 milhões em moeda corrente, uma aeronave e um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 5 milhões. Ainda que se possa argumentar que a “sociedade oriunda” ELIZABETH PRODUTOS CERÂMICOS LTDA (cindenda) tinha o mesmo objeto social da cindida e simplesmente daria continuidade à atividade subvencionada como sucessora universal da cindida referente aos ativos operacionais, o mesmo não se pode afirmar a respeito da holding JOSÉ NILSON CRISPIM – ADM E PARTICIPAÇÕES S/S LTDA, à qual foram vertidos R$ 33 milhões do patrimônio da cindida. Ora, não há dúvidas de que à época desta cisão (que não se confunde com a cisão a que se refere a primeira infração), eram cinco os sócios da Elizabeth Revestimentos ltda: JOSÉ NILSON Fl. 603DF CARF MF 22 CRISPIM ADMINISTRAÇAO E PARTICIPAÇÃO S/S LTDA, VERA MARIA HENRIQUES CRISPIM, JOSÉ NILSON CRISPIM JUNIOR, ANNA ELIZABETH HENRIQUES CRISPIM, GEORGE HENRIQUES CRISPIM (14ª alteração contratual, fls 44). Também não há dúvidas de que dos R$ 159 milhões desmembrados do patrimônio da cindida, R$ 33 milhões foram destinados à sócia JOSÉ NILSON CRISPIM ADMINISTRAÇAO E PARTICIPAÇÃO S/S LTDA. Conforme expressamente consignado na 14ª alteração contratual, que aprovou a redução de capital, esta redução se deu em função da versão de patrimônio decorrente da cisão. Como pode, então, a douta DRJ afirmar que não houve no presente caso a devolução de capital aos sócios? Percebese claramente que parte do capital reduzido foi devolvido à JOSÉ NILSON CRISPIM ADMINISTRAÇAO E PARTICIPAÇÃO S/S LTDA diretamente e aos demais sócios pessoas físicas indiretamente, eis que estes eram os sócios da holding. Está evidente, portanto, a incidência da recorrente nos dispositivos transcritos alhures, que autorizam a tributação das subvenções recebidas. Cumpre aqui salientar que o fato de o capital social da recorrente, à época da redução, ser composto de R$ 139.763.281,11 provenientes de outras fontes, e apenas R$ 41.236.718,89 de incentivos fiscais capitalizados, é irrelevante para a caracterização da infração. A lei (art. 545 do RIR/99 e 18 da Lei 11.941/2009), ao determinar a tributação da subvenção na hipótese de redução de capital com restituição de capital ao sócio, pretendeu atingir todos os casos em que houvesse restituição de capital aos sócios por motivo de redução e não, apenas, aqueles em que a redução suplantasse o valor das reservas capitalizadas. Ora, a idéia da não tributação das subvenções para investimento tem em mira que os valores do imposto não pagos sejam utilizados na ampliação do patrimônio da pessoa jurídica, no incremento da produção e, por decorrência, em maior desenvolvimento da economia regional e nacional. Para isso, é mister que o valor do imposto não pago se una aos recursos privados com a pretensão de aumentar o volume de investimentos das companhias. À renúncia de recursos públicos deverão se juntar os recursos privados na busca do desenvolvimento econômico. Foge a qualquer lógica que se permita, posteriormente à utilização do privilégio traduzido no benefício do não pagamento do imposto, poder a pessoa jurídica privada retirar do investimento parcela de seu capital próprio e o empreendimento prosseguir sustentado pelo incentivo público. Tal situação, conduz, inequivocamente, à apropriação pelo sócio do valor subvencionado pelo poder público, ainda que no capital Fl. 604DF CARF MF Processo nº 14751.720194/201499 Acórdão n.º 1201001.669 S1C2T1 Fl. 594 23 social da cindida haja recursos próprios suficientes, vindos de fontes próprias. Após a incorporação da reserva relativa a incentivos fiscais ao capital da pessoa jurídica, o respectivo valor perde a sua identidade, não havendo mais como se identificar, no patrimônio líquido da pessoa jurídica, qual a parcela que seria própria e qual seria resultante do valor da reserva de incentivos. Após a incorporação da reserva constituída pelo incentivo, não se tem mais como distinguir na composição do capital quanto era a parte do imposto não pago e qual era a parte própria da pessoa jurídica. (...) Assim, entendo que o caso em análise se subsume à hipótese de tributação do inciso I do parágrafo 1º do art. 545 do RIR/99 c/c o inciso I do parágrafo 1º do art. 18 da Lei 11.941/2009, devendo ser reformada a decisão de piso nesse aspecto. Por decorrência, deve ser mantida a multa isolada por falta de recolhimento do IRPJ e CSLL sobre a base de cálculo estimada referente aos fatos geradores de 2012 apurada pela Fiscalização no processo apenso nº 14751.720249/201461, por força do artigo 44, inciso II, alínea "b", da Lei nº 9.430/96, com a redação dada pelo artigo 14 da Lei 11.488/2007. Ante o exposto VOTO por dar parcial provimento ao Recurso de Ofício, para manter a autuação relativa às subvenções e consequentemente a multa exigida isoladamente por falta de recolhimento do IRPJ e CSLL sobre a base de cálculo estimada referente aos fatos geradores de 2012 apurada pela Fiscalização no processo apenso nº 14751.720249/201461. (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães Fl. 605DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.005685/89-65
Data da sessão: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 202-01.299
Decisão: RESOLVEM os membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Sebastião Borges Taquary
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199201
numero_processo_s : 10580.005685/89-65
conteudo_id_s : 5771864
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 202-01.299
nome_arquivo_s : Decisao_105800056858965.pdf
nome_relator_s : Sebastião Borges Taquary
nome_arquivo_pdf_s : 105800056858965_5771864.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992
id : 6937301
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: ScanPDFMaker 1.0; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2017-06-27T09:41:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; pdf:docinfo:custom:Protocol: usb; pdf:docinfo:creator_tool: ScanPDFMaker 1.0; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Protocol: usb; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2017-06-27T09:41:40Z; created: 2017-06-27T09:41:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2017-06-27T09:41:40Z; pdf:docinfo:custom:DestinationAddress: /; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; TimeStamp: 2017/06/27 15:10:38.000; access_permission:can_print: true; DestinationAddress: /; producer: Samsung-M5370LX; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Samsung-M5370LX; pdf:docinfo:created: 2017-06-27T09:41:40Z; pdf:docinfo:custom:TimeStamp: 2017/06/27 15:10:38.000 | Conteúdo =>
_version_ : 1714076782337982464
score : 1.0
Numero do processo: 11128.005151/2007-19
Data da sessão: Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Data do fato gerador: 24/09/2006
A falta de informação dos dados de embarque de exportação, dentro do prazo regulamentar, prevista no art. 107, IV,"e", do Decreto-Lei nº 10.833/03, regulamentada pelo art. 37 da IN SRF ,nº
28/94, enseja a multa de R$ 5.000,00 que deve ser aplicada em relação a cada veículo transportador, e não em relação a cada despacho de exportação presente nesse mesmo veiculo.
RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.593
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Mércia Helena Trajano D'Amorim
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 24/09/2006 A falta de informação dos dados de embarque de exportação, dentro do prazo regulamentar, prevista no art. 107, IV,"e", do Decreto-Lei nº 10.833/03, regulamentada pelo art. 37 da IN SRF ,nº 28/94, enseja a multa de R$ 5.000,00 que deve ser aplicada em relação a cada veículo transportador, e não em relação a cada despacho de exportação presente nesse mesmo veiculo. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.
numero_processo_s : 11128.005151/2007-19
conteudo_id_s : 6112732
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-000.593
nome_arquivo_s : Decisao_11128005151200719.pdf
nome_relator_s : Mércia Helena Trajano D'Amorim
nome_arquivo_pdf_s : 11128005151200719_6112732.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2010
id : 8025258
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782339031040
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:06:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:06:22Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:06:22Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:06:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0c8bff97-c321-4cbe-8555-a05e8b0ef74b; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:06:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:06:22Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:06:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:06:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:06:22Z; created: 2011-03-10T13:06:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2011-03-10T13:06:22Z; pdf:charsPerPage: 1419; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:06:22Z | Conteúdo => S3-C211 H. 1.312 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 1 I 28.005151/2007-19 Recurso n" 507.415 De Oficio Acórdão n" 320:1-00393 — tatiniara / Turma Ordinária Sessão de 28 de outubro de 2010 Matéria NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Recorrente FAZENDA N AC ION AI , Interessado HAPAG-LLOYD AG MARÍTIMA LIDA ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Data do fato gerador: 24/09/2006 A falta dc informação dos dados de embarque de exportação, dentro do prazo regulametnar, prevista no art. 107, IV, "c", do Decreto-Lei n" 37/66, com a redação dada pela Lei n" 10.833/03, regulamentada pelo art. 37 da IN SRI ,' El" 28/94, cnseja a multa de R$ 5.000,00 que deve ser aplicada em relação a cada veiculo transportador, e não em relação a cada despacho de exportação presente nesse mesmo veiculo RECURS() DE OFÍCIO N.EGADO, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio. Judith Ai and Marcondes Anirdndo - PI esidea e M m He ree cna Tray.* o D'Amornn - Relator. Editado Em: 28 de janeiro dc 2011. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Judith Do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, 1uis Eduardo Garrossino 'Barbieri e Daniel Matiz Guditio. Relatúrio A DRJ de Sao Paulo recorre de oficio a este Conselho, tendo em vista recurso de (Akio, nos termos do 1 -tt, 34, do Decreto n" 70.235/72, coin as alteray6es introduzidas pela I .ei n ° 9.532/97 e Portaria ME n'' 3, de 03/01/2008. 0 interessado nao recorreu a este Conselho, de decisdo pracrida pela Delegacia acima referida. Por bem descrever os tatos ocorridos, at entao, adoto o relatório da decisdo recorrida, que transcrevo, a seguir: "Trakt-.sv de auto de inkação pela não inlbrinação tempestiva dos dados dc embarque? no ,SISCOMEX relativos as- declarações de exporlaç(íio WM!) citadels no corpo do auto. A fiscalização Iiindamentou o auto nos artigos 37 e 107, 115, "c - e "e" do Decreto-Ler n" 37/66 com a redaoo dada pela Lei ir 10 833/03, e com a regulennentacão da IN-SRI' n" 28/94 A traves do prescnte auto de infiação, cobrou-se a mullet de R$ 5.000,00 para cada declaração de exportação cujos dados de embarque !brain infOrmado.s intempestivamente Intimada do Auto de brkaedo, a interessada apresentou impugnação e documentos, alegando cm síntese. Alega preliminarmente a atipicidade erii relação ao agente maritimo. Entende que o art. 107, /V, "e", restringe o sujeito passivo da anther apenas ao "agente de earga'' e à "empresa de transporte internacional - Alega também que o agente maritimo não pode ser considerado representante do bau.sportadot; fiara os elijtos do flecrelo -Lei n" 37/66. Apresenta doutrina e jurisprudencia sobre o tema. AleTa.a aplicação do instituto da denúncia espontãnea, previsto no art. 138 do (1.7rAr pelo tato de ter prestado as informações sobre os embarques antes de qualquer procedimento fIscal. Cita .jurisprudencia administrativa sobre o lento. .4.1e,f;a que não ficou caracterizada a conduta previsto na alínea "e", Ili, do art. 107 do Dee:veto-Lei n" 37/66. Cita jurispt udencia administrativa sobre o tema Alega a aplicação da le!oria da Inflação Continuada. Entende que, por analogia ao Direito Penal, deveria ser aplicada apenas uma mutter c não múltiplas mullets ao caso concreto. Cita doutrina jurisprudencia judicial sobre a tema. Requer pai fim que seja julgado improcedente o auto de infração ou, alternativamente, seja reduzida a mutter lançada ao valor minima dc R$ 5.000,00. Requer ainda o apensamento de vários proccsso.s. J o relatório. " 2 Procosso n° I 1125 005151/2007- I 9 S3-('2T1 AciircF,io n." 3201-00.593 1 ,- 1 1 313 0 pleito foi deferido em parte, no julgamento de primena instancia, nos termos do acórdão DRI/SPO II n u 17-33.699, de 28/07/2009, proferida pelos membros da Turina da Delegacia da Receita Federal de julgamento em Sao Paulo/SP, cuja ementa dispõe, verbis: "AS,VIA 10: NORALIS DE ADIHNIS t?, TRIBU TÁRI A flata do Iwo gerador 24/09/2006 Ementa A multa por .falta de infOrmação dos &trios de embarque de exportação, dentro do prazo regulamentar, prevista no art.. 107, /V, "e", do Decreto -Lei. n" 37/66., coin a redação dada pela Lei /7" 10.833/03, regulamentada pelt.) art 37 do IN SR.1" n" 28/94, deve set . aplicada cm relação a cada veiculo tran.sportador, e não cm relação a cada despacho de exportação presente nesse inesmo veiculo. LANÇAMENTO PROCEDENTE EA[ PAR7E " 0 julgamento fbi no sentido de deferir em parte, tendo em vista q tie a multa de R$ 5.000,00 deve ser aplicada em relação a cada veiculo transportador e não em relação a. cada despacho de exportação constante desse navio.. Dessa. forma, sendo este processo relativo a um -único veiculo transportador (navio citado no relatório do auto de infração), a multa. a ser aplicada é de R$ 5,000,00, sendo improcedentes os valores lançados que ultrapassarem essa quantia.. A DR.st recorreu de oficio a este Conselho, tendo em vista recurso de oficio, nos termos do art. 34, do Decreto n" 70.235/72, com as alterações introduzidas pela Lei n" 9.532/97 e Portaria ML 3, de 03/01/2008 O interessado não apresentou. recurso voluntário. 0 . processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a. esta Conselheira., É o relatório. Voto C.-onselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, Relatora.. Inicialmente, a DR.T recorre de oficio. Versa o processo de exigéncia fórmaliza.da através de Auto de Inflação pela não informação tempestiva dos dados de embarque no SISCOMEX relativos ?is declarações de exportação --DDE mencionadas no auto. cobrou-se a multa de R$ 5.000,00 para cad a. declaração de exportação cujos dados de embarque foram .informados fora do prazo. 0 auto tem como base os artigos .37 e 107, IV, "c" e "e" do Decreto-Lei n" 37/66 com a redação dada pela Lei n"1 ft833/03, e com a regulamenUtção da IN-SR F IV 28/94 Dispõe o art. 107, IV, alíneas "e" e "e", do Decreto-Lei n" 37/66, ftm a redação dada pela Lei IV 10.833/03: -Art 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: IV - de R$ 5.000,00 (cinco mil rear's): ) c) a cittelil, pot qualquer Mel° Ott fOrilla, OilliSSiSA1 Ott comissiva, embaraçai, 0711 letthür OH inwedir açâo de fiscalizaçao aduaneira, inclusive no caso de nao-ap1esenta(Ü0 de rewosta, no prazo estipulado, a intima çao em procedimento e) por de ser de prestar rmaçâo sobre .veieuto ou carga nele transportada, ou ,sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de tran.sporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional eApr esso porta-a-porta, OH ao agente de carga; Concordo corn a decisão a quo, pois não ha motivo para a indicação da al inea "e" na fundamenta.O.o do auto de infração. lii que a simples 1:a.l.trt de intbrmação dos dados de embarque ii lo embaraçou, dificultou ou impediu a tção no caso Carteret°. No entanto, a hipótese da alínea "e" é norma legal especifica, posterior e engloba a prey isdo do art. 44 da IN SRF n" 28/94, combinado corn o art, 37 da mesma norma: -Ail 37. 0 transpoilador deverá ref.,,,istrar, no Siscornex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, CO!!? base nos documerno.s poi ele emitidos., no prazo de dois dias, contado da data da realizaçao do embarque. (Redaçao dada pela IN 510, de 2005) I" Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, or via rodoviária, fluvial on lacustre, o registro de dados do embarque, no SRC:0711(W, sera de responsabilidade do exportador ou do transportador, e deverá sei realizado antes da apresentaçao da mercadoria e dos documentos na !placid(' da SRI' de despacho 2" Na hipótese de embarque men ¡limo, 0 transportador terá o prazo de sae (has pai a o re,,_:;ivIro no Sistema dos dados mencionado) rio caput deste 0go Art 44. 0 descurvrimenio, pelo transportador, do disposto nos arts, 37, 41 3') do art 42 desta Instrução Normativa constitui embaraço atividade de liscalizaçao aduaneira, sujeitando o infrator ao pagamento da mulla prevista no art 107 do Decreto-lei n" 37/66 corn a redaçao do art 5" do Decreto-hi n" 7 5/ , de 10 de agosto de 1969, sem prejuízo de sanções de caráter administrativo cabíveis. Os dados de embarque nao foram informados dentro do prazo regulamentar i - do art,. 37 da IN SRF if 28/94.. Logo, tipilicou-se Objetivamente a conduta da alínea. "e" do j inciso IV do art. 107 do Decreto -Lei if 37/66, corn a redaçao dada pela Lei n" 10.833/03. Quanto ao calculo da infraçao aplicada, a Soluyao de Consulta if 8 da COS1T, de 14/02/2008, esclarece que: "SOLIAJO C0.NSUI,121. INTERNA N" 8 - COSI7' 4 Proces:so n' I 1128..005 IS 12007-19 s3-c2 -ri Ac6rchio n." 3201-00.593 H. 1.314 Data: 14 de fevereiro de 2008, Origem Coordenação Geral de Administração Aduaneira Assunto. - ObrigaOes Acessórias DI,.:SPA(1710 DE EXPORT-40'0 ILIU1,114 POI? EA41?4RA( 70 FLSCALIZ ,400. REGISTRO N() SISO OME V DOS 1)41)05 ./1.12OS 0 PRAZO Aplica-se a retroatividade benigna prevista na alínea "b" do inciso II do art 106 do (.7[N, pelo não registro no Siscomey dos dados pertinentes ao embarque da mercadoria no prazo previsto no art. 37 da IN SRI,- n'' 28, de 1994, CM. lace da nova redação dada a este dispositivo pela SRF it. 510, de 2005. Para as infrações cometidas a partir de 31 de dezembro de 20113, a multa a ser aplicada na hipótese de o ttansportador não infiu mar, no Siscontex, os dados telativos aos embarques de exportação na forma e nos prazos estabelecidos no art $7 da IN SRI ,- n' 28, de 1994, éa que se relete c alínea "c" do inciso IV do art. 107 do Decreto-let n'' 37, de 1966, coin a redação dada pela Lei l'/)- 10.833, de 2003 Deve ser aplicada ao transportador uma única multa de R$ 5.000,00, por se tratar de uma única infração. Relatório A Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana), por meio do Consulta Interim Fr' 001, de 2006, solicita a esta Coordenação-Geral de Tributação (Cosit) posicionamento acerca das regras pai .a aplicação do art. 37 da Instrução Normativa (IN) SR/" ne 28, de 27 de abril de 1994, quc disciplina o despacho aduaneiro de mercadorias destinadas à exportação, corn a nova redação da IN SR.E n' 510, de 14 de fevereiro de 2005. .2.. Destaca a interessada que a IN SWF n' 28, de 1994, ao disciplinar o despacho aduaneiro de exportação, determinara em seu art. 37 quc "imediatamente após realizado o embarque da mercadoria, o transportador registrará os dados pertinentes, no Sistema Integrado de Comércio Eyterior (Siscomey), com base nos documentos por ele emitidos", A Noticia Siscomex n' 105, de 27 de julho de 1994, entendeu a expressão "imediatcunente após" como o prazo de até 24 (vinte e quatro) horas do efilivo embarque das mercadorias. Cabe lembrar que o art, 44 da IN SWF .28, de 1994, caracteriza o descumprimento do disposto no art 37 como embaraço atividade de . fiscalização aduaneira., sujeitando o inflator ao pagamento de multa prevista no art, 107 do Decreto-lei it.'" 37, de 18 de novembro de 1966 3. Ocorre que a IN SRI" n ° 510, de 2005, deu nova redação ao art.. 37 da IN i1. Q 28, de 1994, e estabeleceu os prazos de dois dias (via aérea) e de sete dia,I (via marítima,) pata o registro dos dados de embarque no Siscomex. Diarje deste conjunto de regras, a cortsulente apresenta os seguintes qu(stionamento.s: a) C. ', CULSO Cabe a aplicação da retroatividade benigna previsla no a" 1. 106 da Lei nu .5 172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributa" ia Nadonal (CTN), devendo-se lançar a multa apenas nos casos em que os dodos de embarque Pram injormado.s após dois ou sete dias apos embarque, para as vias de transporte aérea e marítima, respectivamente, mesmo antes da vigjncia da IN SRI' 510, de 2005? b) se deve .ser oplicada ao transportador a multa de R$ 5.000,00 para cada declaração de exportação (DE) com dados de embai que informados fOla do prazo ou, tendo em vista o disposto no art, 99 do Decreto-lei n° 37, de .1966, que truly da aplicação e graduação das penalidades, deve set . aplicada apenas uma muita de R$ .5.000,00, por transportador, para todas as I)If: cujos dados de enibarque este tenha informado Ibra do prazo? FundamentoN Da reli oatividade benigna da lei tributeil ia 4 A IN SRI , 28, de 1994, em seu art 37, antes e após a nova redação dada pela n' 510, de 2005, e em seu art 44, , assim tratou a matéria: TAT SRI , e 28, de 1994 (redação original) Ail 37 Imediatamente af.rós realizado O embarque da jun cadot UI , O transporuidor registrará Os d.ados per tinentes, no coin base TiOS documentos por ele emitidos. Pat e'l.rtifir unico. iVa hipótese de embarque de mercadoria cm viagem inteinacional, poi Via rodoviária, fluvial ou lacustre, o regitifrO de dados do cinbarque, no ,S1SC(211.4EX, seué de lesponsabilidade do exportador Op. do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentação da mercadoria e dos documentos o unidade da SRI de despacho ( .411 .14 0 dectimprimento, pelo transportador, do disposto nos is 37, 41 e 3'' do art. 42 desta Instrução Normativa constitui embaraço li atividade de fiscalização aduaneira, sujeitando o inli .ator ao pagamento da multa prevista no art 107 do Decreto- lei n" .37/66 com a reda(ao do art 5" do Decreto-lei n" 751, de 10 de agosto de 1969, .sem prejuízo de saneões de co matem administr•ativo IN SRI , 11- 2̀ 28, de 19.94, cam a redação da IN SRF ii de 2005 Ai 1 37 0 ti anspof 1(1d01 regi-SiTUF, no SiSCOMeX, os dodos pertinentes ao embarque da meicadoria, corn base nos documentos por de emitidos - , no prazo de dois dias, contado da data da TeldiZaÇii0 (10 embarque (Redação dada pela IN n" 510, de 2005) 6 l'roceso 11" 11128 005151 12007-19 Acrao n." 3201-00.593 S3-C'2 •1•1 H. 1 315 hipótese de embcaque de mercadorta ern viagem internacional, por via todovic'tria, fluvial ou "(Rustic, o registro dados do embarque, no Siscomey, sera de pesponvibilidade e\portador ou do transportador, e deveiA set realizado antes da Ifilesenzaçao da mercadoria e dos documentos rut unidade da SRF de despacho 2" Na hipótese de embarque maritimo, o transportador ten!a o prazo de _sete dias para o registro no sistema dos dadas mencionados no eaput deste artigo. ) 4..1.. A multa de que tratava o art. 107 do 1-.)ecroo-lei 11`) 37, de 1966, antes de softer nova redação pela Lei n' 10.833, de 29 de dezembro de 2003, assim dispunha.. Art 107 - Aplicam -se (dada as seguintes multas (Redaeao dada pelo Dccreto-Lei a" 7.51, de 08/08/1969) - de N(17r$ 500,00 (quinhentos' cruzciros novos), a quem, pot qualquer meio OU forma, desacatar agente do . fisco ou embaraçar, dificultar ou impedir sua etçiio .fiscalizadora, (1?cda(ilio dada pelo Decreto-Lei n" 751, de 08/08/1969) .5. Como pode se perceber, o art. 44 da IN SR1-7 n 28, de 1994, estabelece que o clescumprimento do disposto no art. 37 daquela norma é considerado embaraço ãfi.scalização, punível com multa pecuniária. 5.1. Descumprir a lei é desobedecer a seu comando, é agir de "Orin(' di//rente conduta por ela imposta, independentemente de se ter ou ndo come objetivo alcançar tuna vantagem ou evitar um prejuízo para si ou para outra pessoa.. Contudo, a norma infr' acional em análise não dispõe de comando completo.. 0 que seria o embaraço à fiscalização na hipótese de não apresentação de documentos à .liscalização? AS-S1111, a 1100110, da . .fOr ma earn está colocada, verdadeira norma penal em branco, uma vez que o agente deve deseumprir determinada obrigação acessória, que não esiá definida na let de regência da matéria mas sim em norma infialegal, para ser considerado infrator. 5.2. Nestes termos, o comando constante do art. 37 da IN SIRE n 28, de 1994, teat poi. olyetivo criar obrigação acessória, qual, SC não observada, será considerada conduta in:fracional por parte do sujeito passivo. 0 rel erido artigo, vein completar a norma penal em branco, devoid° ser entendido e interpretado em conjunto com a norma propriamente dita, 6. O art, 97(10 CTN, tratando das leis, tratados e convenções' internacionais decrelos, assim dispiie: Art 97 Somente a lei pode estabelecer 7 ii! - definição fato gerador da obri,gação tributaria principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3" do artigo 52, e yeti. sureito passive); - a cominação de penalidades para OS açães ou ornissãe.y coniróTiu.s- a svus dispositivos, ou para outras intr. acões nela definidas, 6 1 Segundo o professor lingo de Brito Machado (Comentários ao Código iributário Na6.ional. Volume 11, pág 64), a adequada compreensão do inciso V acima transci ito demand(' Stla interpetação cm conjunto corn o estabelecido no inciso RI, do 171051110 (Ui/go, o que leva a conch& que a clefini(iio do ,jato get ador 40 obi igação acessoria TOO SC inclui 110 campo da reserva legal. .7.1.cr escenta" o inciso V fizz, refi)rjricia a penalidades para acães au onzisv)es cor tia dispositivos de Li, e tanzNin a penalidades para mauls irVraçães nela dcfinidas 'I )dc ação ou omissão conirãria a urn dispositivo de lei constitui infiação porém, metros utfraeirres nela dc/in/dos, que são exatemiente as consubstanciadas cm (vies OU ornissões conberrias a dispositivos da legislaçrio tributaria inLrior que estabelece as denominadas obrigay3es acessót jets " 6.2.. _Do entendimento do art. 97, constata-se que as leis podem comi nor penalidades para o descumprimento das obrigações acessórias. .Nesse caso, não como negar que a mudança da norma complementar, que cria determinada obrigaçe.Tio acessolia, acaba por ati..4ar o alcance da lei. 0 principio da retroativielade benigna deve ser, então, analisado pela situação jurídica nova que veio a beneficiar o contribuinte, mesmo sendo essa nova situação provocada pela mudança da legislação tributário inferior. 6..3. Nesse .sentido [Jugo de Brit() Machado corrq]lementa ((..'omentários ao Tributário Nacional, Volume .11, pag. .178); razoavel tainNin o entendimento segundo o qual se aplica I etroativamente a lei que de qualquer .lOrma . favorece o contribuinte no que diz respeito Cl .sanções mas infraçães a legislação tribute» ia Nese sentido registra-se manife.s.lação do (.:onselho Superior de Recurso.s. Fiseais do Ailinist&io da .1'e-render, as sun expressa Aplica-se retroativamente a norma que, conceituando reintildçncia de maneira mais favorável ao inflator, por limiter!' o lapso de tempo de cometrinento da nova infração em relação anterior, implica no desa,!yavamento da pe.nalidade. 7. retroatividade benigna da lei tributário concerneme a penalidades é a manij estação„ no ambit() do Direito tibutário, de um pi-Inc:11)10 fiindamental do Direito Penal, a determinar a aplicação Petroativa de lei miffs favolavel ao réu, ou acusado.. 0 art.. 106 da Lei e 5..172, de 25 de outubro de 1966 Código Ttibutario Nacional (( 1N) disp7m. 8 PrOCCSS( ia I I I 28.005151/2007-I 9 S3-C2T 1 Acórcho n 3201-0(1593 11 1 316 Art 106 A lei aplica-se a ato ou faro pretéi no: tratando-se de ato não definitivamente julgado a) quando ti he de eicl conter in/ração; b) quando delve de trota-lo como contrário a qualquer exige'ncia de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e into tenha implicado ern falter de pagomento de tributo; c) quando Hie cornine penalidade menos .sever a que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 8. Conforme destacado no item 4, a IN n" 28, de 1994, em seu art.. 37, estabelecia o prazo para o registro dos dados de embarque da mercadoria, pelo transportador, no Siscomex, como .sendo "Imediatamente após realizado o embarque da mercadoria (. 8 L O sentido do vocábulo "imediaiamente" fOi esclarecido pela Noticia ,S'/scorner n105, de 27 dejulho de 1994, a qual é a seguir reproehtzichr 2) Por oportuno, esclarecemos que o termo imediatamente, contido no art .37 do IN 28/94, deve ser in/dpi dodo como " em até 24 horas da data efetivo ernharque da mercadoria, o tarnsportador regisitara os dados per linen/es no SiWO7j1e1C, corn INISC no.s documentos por ele ernitidos". Sahentamos o disposto no art 44 da relerida IN, ou seta, a revisão legal para autuação do transportador no caso de deselimprimento do previsto no artigo tie/ma referenciado. 8,2, :11N SRI: ri."- 510, de 2005, ao dar nova redação ao art. 37 cla n." 28, de 1994, definiu C01110 prazos para registro dos dados do embarque da mercadoria no Siscomev, dois dias para o transporte aéreo e sete dias para o transporte maritima. 9, Observa-se que o art. 37, com a redação dada pela IN SRI" n" 510, de 2005, é norma complementar que modificou uma obrigação acessória. O aumento do prazo para o transportador registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, exchtiu de sanções os registros feitos depois de 24 horas c antes de dois dias, bem como os registros ,feitos depois das 24 horas e antes de 7 dias, na hipótese de embarque maritinto, A legislação tributária deixou de definir, como infração, o registro dos dados nesses intervalos de tempo, o que tor nou a nova situação jurídica mais benéfica ao transportador, devendo, portanto, ser aplicada a retroatividade benigna disposta na alínea do inciso II do art 106 do CTN, pois deivou de tratá-lo como contrário a qualquer exi,f-4 .encia de ação ou omissão. Da aplicação da multa ao transportador 10.. Otranto ao segundo que,stionamento„ referente ã aplicação da inulta R$ 5..000,00, para cada declaração de exportação infOrmada fera do p azo 9 ou pelo conjunto dc declaraçães não inflamado, (Lois- pontos devem ser observados 11 Em primeiro !rigor, cabe clistacar- que o art. 107 do Deem eto-lei 37, de 1.966, few nova reda(Cto dada pela Lei n" 10.833, de 29 de dezembro de 2003 Assim, a Lei d 10.833, de 2003, trouxe Hum definição de infração mais especifica aplicável ao caso em questão, prejudicando assim o disposto no art 44 da IN n' 28., de .1.994, o qual sujeitava o infrator ao pagamento da multa per embaraço à fiscalização prevista no art. .107 do Decreto-lei le 37, de _1966, coin a redação do art. r do Decreto-lei n' 751, de 10 de agosto de 1969. It 1, A AÍ lida 1rovis0ria ik 135, de 30 de outubro de 2003, que resultou na eonversi'lo da referida lei fbi publicada no Diário Oficial du União cm $1 de dezembro de 2003 e, como não houve alteração do artigo na conversão dessa Medida Provisória na lei, a multa a ser aplicada ao caso em questaa para as infray`ie,s cometidas a pai ir de 31 dc dezembro de 2003 éa gm? se re/are à alínea "e' do inciso IV do art 107 do Decreto-lei 37, de 1966., corn a redação dada pela .Lei n' 10 833, de 2003, in verbis t 107 Afilicam-w ainda as seguinte multas. - de RS 5 000,00 (cinco mil fetliti). ( ) c) a quern, por qualquer meio 00 lOrma, omissiva OU comissiva, embaracar, dificultar OU iinpedii açao de fiscalizacao aduaneira, inclusive no caso de nao-apresentacao de resposta, no prmo es tipulado, a intimac..ao em procedimento (- e) por deixar de prestar rnformaedo .sobre veiculo ou cargo ride frartsportada, ou sobre as operações que evecute, na fOrma e 00 piazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada empre.S.a de transporte internacional, inclusive a prestadora de servieos de iransporte internacional cAprc57 . 0 poi/a-a-par/a, oil ao agente de cargo; It 12. A. penalidade é aplicável, em qualquer caso, à empresa de transporte internacional NCS.Se sentido, o qi1C o art. 44 da IN SRI'? n" 28, de 1994, considerou como embaraço à atividade de fiscalização aduaneira fOi o lato de o transportador não promover o registro de dadas do embarque, no prazo estabelecido A obrigação do transportador encontra-se estabelecida no art. 37 do Decreto-lei 11' 37, de /966, corn a redação dada pelo art 77 da Lci n' 10.833, de 2003, in verbis.. Art. 37 (.) transpoitador deve prestar it Secretaria da Receita federal, 110 forma e no praz,0 por ela estabelecidos, as infinmaeaes Nobre as cargas transporiadas, bem como sobre a clicgada de veículo procedente do evierior ou a ele destinado 10 Proccsse Ti" 11128 005151/2007-19 S3-C2 1 .1. AcnrcEio n " 3201-00.593 F I 1 31 7 .13. Tendo em vista o acima mposto, conclui-se que a tipificação legal atualmente em vigor para a imposição de penalidade é a alínea "e" do inciso IV do art. 107 do Decreto-lei It' 37, de 1 966, com a redação dada pelo art. 77 da Lei tt 10.833, de 2003. 14. 0 segundo ponto a set observado, é no que diz I-es-pelt° a qual ação, ou no caso em estudo, qual a omissão deve ser penalizada com a mu/ia rejé rida no item 1$ A Coana questiona se se aplico ao caso o comando do art 99 do Decreto-lei n' 37, de 1966, que trata da aplicação e graduação das penalidades, que assim dispãe Art. 99 - Apurando-se, no mesmo processo, a prãtica de duos ou mais intrações pela mesma pe.ssoa natural ou jurídica, se cumulativainente, no grau col i .espondente, quando for o caso. penas a elas cominadas, se as infra(Ocs não forem idênticas 15. Como .se pode perceber, o art. 99 do Decreto-lei n' 37, de 1966, trata da cumulatividade de infrações, quando praticadas pela mesma pessoa. No presente caso, não temos ducts infrações e sim e tão somente uma única infração: não prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 15.1. Assim, não cabe a aplicação do art. 99 do Decreto-lei n' 37, de 1966, para sanar a dá vida apresentada. 16 Restaria, assim, a dúvida se a cada informação não prestada, sobre cada uma das declarações de exportação, geraria uma multa de R$ 5.000,00 ou se a multa seria pelo descuntprimento de obrigação acessória de deixar o transportador de informar os dados sobre a carga, como um todo, transportada. Ora, o transportador que deixou de infOrmar Os dados de embarque de lima declaração de exportação e o que deixou de informar os dados de embarque sobre todas as declarações de exportação cometeram a mesma infração, ou seja, deixaram de cumprir a obrigação acessória de informar os dados de embarque. Nestes termos, a multa deve ser aplicada unta única vez por veiculo transportador, pela omissão de não prestar as informações exigidas na /Omni e HO prazo estipulados. Conclusão 17 F,m Mee do exposto, comic/ui-se que; eabe a situação em CUFS 0 a aplicação da retroatividade benigna prevista no art. 106 do CTN. Portanto, aplica-se a multa por . falta de registro, lio Siscome.y, dos dados pertinentes ao embarque de mercadorias, fin-a do prazo estipulado, ,somente se o registro lOi efiquado depois de dois dias, no caso de tran.sporte aéreo, ou depois de .sete dias, no caso de transporte maritimo; b) a multa a ser aplicada ao caso em questão, para as infrações cometidas a partir de 31 de dezembro de 2003, é a que se refere à alínea "e" do inct-s / IV do art. 107 do Decreto-lei n' .37, de 1966, com a redaçâo dada pela Lei n' 10.833, de 2003. deve ser aplicada ao transportador uma finial' multa de IILS 5.000,00, uma vez que ocorre o descumprimento da obrigação acessória de informar os dados de embarque, no ,S'iscomex, nib) sendo determinante a quantidade de dados não infOrmados. De-se ciencia, via notes, à Cana, às Divisões de Tribitiacao das Superintendências Regionals da Receita Federal do Brasil, c'is Delegacias da Receita Federal do Brasil de ,Julgamento e providencie-se a divulgaçao no sistema Decisões /WALT° LACERDA DA SILVA Coordenador Geral de l'ributaçao- Puy todo o exposto, através do item 15 da sohlçao, observa-se que a situacao em tela nao é hipótese de infraçao continuada, pois trata-se de uma (mica inliacdo e lido varias infraeiics. Destarte, a multa d.e R$ 5„000,00 deve ser aplicada cm relayao a cada veiculo transportador, contOrme o item 16 da Solucao, ou seja, para. cada. navio embarcado, e nao cm relayao a cada despacho de exportaçao constante desse navio.. 0 process() é referente a um nine° veieulo transportador; 01 tal a nub a ser aplicada é de apenas R. 5,000,00. 0 recurso de oficio trata exatamente dos valores lançados que ultrapassaram essa quantia. Nilo mcrecer wpm .° a decisao de primeira instancia. Pelo exposto e por tudo o mais que do processo consta, nego provimento ao recurso de oficio.. li 7e.N.,02__ hzi,„4„ .17.--1"?'"1.0./U1' 1/t------.-- • ---- - . (fércialielena - tiaj no D'Amorim 12
score : 1.0
