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Numero do processo: 16561.000180/2008-70
Data da sessão: Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1301-000.111
Decisão: RESOVEM os Membros deste Colegiado, POR UNANIMIDADE DE VOTOS,
CONVERTER o presente julgado em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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RESOVEM os Membros deste Colegiado, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, CONVERTER o presente julgado em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. Presente o Dr. Luiz Romano, OAB/DF n° 14.303. (Assinado digitalmente) PLINIO RODRIGUES LIMA Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plinio Rodrigues Lima, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RELATÓRIO Adotando as informações trazidas no relatório da r. decisão de origem, destaco: Conforme Termo de Constatação Fiscal de fls. 937 a 963, foi empreendida fiscalização junto à empresa acima identificada, para a verificação da observância da legislação relativa aos preços de transferência, no que diz respeito às exportações por ela efetuadas durante o período compreendido entre 01/01/2002 e 31/12/2005. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 65 61 .0 00 18 0/ 20 08 -7 0 Fl. 2629DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 3 2 Em 21/12/2007, foi entregue à contribuinte o Termo de Constatação Fiscal — Parcial, com ajustes de preços de transferência, como parte integrante do Auto de Infração lavrado para o anocalendário de 2002, que deu origem ao processo administrativo n° 16561.000183/200722. Quanto aos demais períodos, observamse o seguinte: Dos cálculos dos preços de transferência para os períodos sob fiscalização De posse de todos os dados e documentos fornecidos pela contribuinte, devidamente consolidados, a fiscalização procedeu aos cálculos para a verificação de eventuais ajustes à base de cálculo do IRPJ nos anoscalendário de 2003, 2004 e 2005. Do arbitramento O artigo 19 da Lei n° 9.430/96 (artigo 14 da IN SRF n° 243/2002) determina que estão sujeitas ao controle de preços de transferência as exportações cujo valor não alcance o limite de 90% do respectivo preço de venda no mercado interno. Do cálculo do grew praticado e do preçoparâmetro nas exportações O artigo 16 da IN SRF n°243/2002 considera que o preço médio será apurado em função das quantidades transacionadas. Dos métodos para apuração do preçoparâmetro Nas exportações sujeitas ao controle de preços de transferência, o preçoparâmetro a ser utilizado na comparação com o preço praticado poderá ser calculado por um dos métodos previstos no artigo 19, § 3°, da Lei n° 9.430/96: PVEx (Preço de Venda nas Exportações); PVA (Preço de Venda por Atacado no Pais de Destino, Diminuído do Lucro); PVV (Preço de Venda a Varejo no Pais de Destino, Diminuído do Lucro) e CAP (Custo de Aquisição ou de Produção mais Tributos e Lucro). Da metodologia Os itens importados no período foram objeto de análise pela fiscalização por amostragem, com os limites estabelecidos pelos dados informados pela contribuinte, apresentados nas respectivas tabelas de banco de dados, certificadas digitalmente. As respectivas planilhas e demonstrativos se encontram em anexo e são parte integrante do presente Termo e do Auto de Infração. Ou seja, a fiscalização se pautou exclusivamente, para a realização dos cálculos, nas informações prestadas pela contribuinte, que, mediante a assinatura de Termo de Certificação Digital, lavrado em 28/11/2008, atestou sua veracidade e validade jurídica, de modo conclusivo. Dos cálculos e aiustes realizados pela contribuinte e pela fiscalização De acordo com os dados fornecidos pela contribuinte, a fiscalização apurou os preçosparâmetro de todos os itens não dispensados pelo critério da margem de 90% (artigo 19 da Lei n° 9.430/96 e artigo 14 da IN SRF n° 243/2002) pelo método CAP, conforme disposto no artigo 26 da referida IN SRF n° 243/2002. Para os anoscalendário de 2003, 2004 e 2005, a contribuinte não realizou espontaneamente ajustes nas DIPJs; no entanto, a fiscalização apurou a necessidade de ajustes em relação a determinados itens, conforme demonstrado às fls. 945/953 (anocalendário 2003) e 953/958 (anocalendário 2004). Fl. 2630DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 4 3 Para o anocalendário de 2005, em face da aplicação da IN SRF n° 602/2005, não foram apurados ajustes de preços de transferência pelo método CAP. Do total passível de ajuste Os ajustes apurados pela fiscalização estão a seguir sintetizados (valores em reais): Todas as planilhas, demonstrativos, cálculos e dados utilizados para a apuração dos ajustes acima constam dos anexos do presente Termo, e são parte integrante deste e do respectivo Auto de Infração. Em todos os cálculos foi utilizado arredondamento para 2 casas decimais. Do ajuste decorrente dos juros relativos a mútuos com coligadas ou controladas A contribuinte declarou expressamente não possuir, para os períodos fiscalizados, quaisquer contratos de mútuo com vinculadas no exterior, razão pela qual não há necessidade de apuração de preços de transferência (artigo 22 da Lei n° 9.430/96) para a hipótese. Das infrações por glosa de prejuízos compensados indevidamente e saldos de prejuízos insuficientes Ao proceder à verificação dos valores de prejuízos acumulados, mediante o cotejo das informações disponíveis nos sistemas da RFB com os registros contábeis da LALUR da contribuinte, a fiscalização apurou, para o anocalendário de 2003, compensação indevida de prejuízo fiscal, devido à insuficiência de saldos, haja vista que no referido período houve compensação no valor de R$ 13.194.093,42, quando o saldo disponível era de R$ 11.761.783,63. Para o anocalendário de 2004, houve compensação indevida de prejuízos fiscais no valor de R$ 13.805.243,68, vez que o saldo de prejuízo acumulado no período era zero. Os demonstrativos das infrações constam do próprio Auto de Infração e foram entregues à contribuinte. Das planilhas e demonstrativos dos cálculos realizados Os cálculos realizados a partir dos dados fornecidos pela contribuinte se encontram no próprio processo, também em CDROM, como anexos a este Termo e ao Auto de Infração correspondente. Foi entregue cópia certificada do CDROM (Termo em anexo), contendo todas as informações relativas ao cálculo necessárias para o exercício de defesa em relação ao presente procedimento, em relação ao qual a contribuinte, mediante assinatura deste Termo, atesta recebimento. Dos lançamentos Em face do acima exposto, foram efetuados os seguintes lançamentos, relativos aos anoscalendário de 2003 e 2004: Fl. 2631DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 5 4 • Obs. No anocalendário de 2003, houve compensação de base de cálculo negativa (CSLL) de períodos anteriores; • FAPLI/FACS às fls. 984/987. DA IMPUGNAÇÃO Cientificada dos lançamentos em 28/11/2008 (fls. 965 e 972), a contribuinte, por meio de seu representante (fl. 1019), apresentou, em 30/12/2008, a impugnação de fls. 997 a 1018, alegando, em síntese, o seguinte: DA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO EM VIRTUDE DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA QUANTO A SUPOSTA COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE PREJUÍZOS FISCAIS Com relação à exigência decorrente de compensação supostamente indevida de prejuízos fiscais e de base negativa da CSLL, não há nos autos nenhuma indicação quanto razão da suposta compensação indevida. Encontram se nos autos apenas um "Demonstrativo . da Compensação de Prejuízos Fiscais" e um "Demonstrativo da Compensação de Bases Negativas", através dos quais a fiscalização pretendeu "demonstrar" a suposta compensação indevida, possivelmente a partir de registros internos da RFB. Nos termos do artigo 10 do Decreto n° 70.232/72 e do artigo 2° da Lei n° 9.784/99 (que trata, entre outros, do principio da motivação, a ser obedecido pela Administração Pública), a descrição completa e detalhada dos fatos e fundamentos jurídicos é requisito essencial para a validade do Auto de Infração, inclusive como forma de assegurar os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Ademais, a própria fundamentação legal utilizada como embasamento da autuação foi indicada de modo apenas genérico, não permitindo à impugnante a identificação de qual o equivoco que teria sido pretensamente cometido. Em síntese, não constam do Termo de Constatação Fiscal, e tampouco do Auto de Infração, as informações precisas das supostas incorreções cometidas pela impugnante, evidenciando a impossibilidade de defesa e a conseqüente nulidade da autuação. Fl. 2632DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 6 5 DA FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO SUPOSTO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM VIRTUDE DE ERROS DE CALCULO DECORRENTES DE EQUÍVOCOS NO CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES Os cálculos apresentados pela fiscalização estão eivados por diversos equívocos que implicam a falta de liquidez do crédito tributário discutido. Há várias divergências entre os dados de diversas notas fiscais e os dados indicados nos relatórios da fiscalização. Vejamse essas divergências, produto a produto: Suco de laranja congelado (código 200911001,— ano 2003 No relatório "Cálculo do Prep Médio das Exportações" (fls. 534/550), consta que o total das exportações é de 129.034.951 quilos e preço médio de R$ 2,11061947 por quilo (fl. 550); mas o correto é a quantidade de 124.958.928 quilos e preço médio de R$ 2,17946556 por quilo. A origem da divergência está nas quantidades de produto objeto das notas fiscais listadas à fl. 1003. A impugnante demonstrará adiante que o método CAP não pode ser aplicado a esse produto, por se tratar de commodities. Entretanto, apenas para dar uma dimensão dos equívocos praticados pela fiscalização, refazendose o cálculo pelo método CAP (o que não significa a aceitação, pela impugnante, do referido método), levandose em conta a quantidade e o preço médio corretos, o valor do ajuste seria reduzido para R$ 43.180.167,81, conforme Conjunto Documental 1 (contendo os demonstrativos, fls. 1022/1030, e as notas fiscais que mostram as quantidades corretas, fls. 1031/1040). Suco de limão/lima (código 20093900) — ano 2003 No relatório "Cálculo do Preço Médio das Exportações" (fls. 553/556), consta que o total das exportações é de 6.941.760 quilos e preço médio de R$ 0,34827404 por quilo (fl. 556); mas o correto é a quantidade de 1.695.390 quilos e preço médio de R$1,42600513 por quilo. A origem da divergência está nas quantidades de produto objeto das notas fiscais listadas às fls. 1003/1004. Além disso, na apuração do custo unitário médio ponderado, a fiscalização não fez constar a quantidade e o valor do estoque inicial em 01/01/2003 (fl. 948), respectivamente de 3.528.287 quilos e R$ 6.893.839,92. Provavelmente o equivoco se deu porque nas planilhas que foram passadas à fiscalização constou, inadvertidamente, o código 20093000, quando o correto é 20093900. Assim, refazendose o cálculo pelo método CAP, após as devidas correções, obtémse um ajuste de R$ 1.720.405,32, conforme Conjunto Documental 2 (contendo os demonstrativos, fls. 1042/1045, e as notas fiscais que mostram as quantidades corretas, fls. 1046/1074). Óleo essencial de laranja (código 33011290) — ano 2003 No relatório "Cálculo do Preço Médio das Exportações" (fl. 563/566), consta que o total das exportações é de 2.876.769 quilos e preço médio de R$ 1,54901837 por quilo (fl. 566); mas o correto é a quantidade de 2.606.234 quilos e preço médio de R$ 1,70981118 por quilo. A origem da divergência está nas quantidades de produto objeto das notas fiscais listadas à fl. 1004. Fl. 2633DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 7 6 Além disso, a quantidade, o valor e o preço médio do estoque inicial de 2003 não são, respectivamente, 499.789 quilos, R$ 1.529.801,55 e R$ 3,060894798 por quilo, como indicam as planilhas e cálculos da fiscalização (fl. 949), mas, 19.070 quilos, R$ 51.024,00 e R$ 2,675616151 por quilo, respectivamente. Assim, refazendose o cálculo pelo método. CAP, após as devidas obtémse um ajuste de R$ 66.176,33, conforme Conjunto Documental 3 (demonstrativos, fls. 1076/1081, e as notas fiscais que mostram as quantidades corretas, 1082/1087). Terpeho (código 33019020) — ano 2003 Com relação ao estoque inicial desse produto em 2003, a quantidade e valor corretos são, respectivamente, 27.680 quilos e R$ 41.545,38, conforme registrado nos livros Registro de Inventário da impugnante, e não 65.751 quilos e R$ 201.256,89, conforme constou do relatório da fiscalização (fl. 951) Assim, refazendose o cálculo, conforme Conjunto Documental 4 (fls. 1089/1090), apurase um ajuste de R$ 341.688,94. Liquido aromático fase aquosa (código 33019030) — ano 2003 Com relação ao estoque inicial desse produto em 2003, a quantidade e valor corretos são, respectivamente, 100.40 quilos e R$ 48.966,12, conforme registrado nos livros Registro de Inventário da impugnante, e não 207.105 quilos e R$ 633.926,62, conforme constou do relatório da fiscalização (fl. 952). Assim, refazendose o cálculo, conforme Conjunto Documental 5 (fls. 1092/1093), apurase um ajuste de R$ 150.975,67. Óleo essencial de larania (código 33011290) — ano 2004 O valor correto do estoque inicial desse produto em 2004, é R$ 1.297.407,27, conforme registrado nos livros Registro de Inventário da impugnante, e não R$ 4.404.330,73 (fl. 955). Assim, refazendose o cálculo, conforme Conjunto Documental 6 (fls. 1095/1098), verificase que não há ajuste a ser feito. Terpeno (código 33019020) — ano 2004 O valor correto do estoque inicial desse produto em 2004, é R$ 147.553,41, conforme registrado nos livros Registro de Inventário da impugnante, e não R$ 526.102,11 (fl. 956). Assim, refazendose o cálculo, conforme Conjunto Documental 7 (fls. 1100/1101), verificase que não há ajuste a ser feito. Liquido aromático fase aquosa (código 33019030) — ano 2004 O valor correto do estoque inicial desse produto em 2004, é R$ 56.642,14, conforme registrado nos livros Registro de Inventário da impugnante, e não R$ 307.686,59 (fl. 954). _______________________________________ Assim, refazendose o cálculo, conforme Conjunto Documental 8 (fls. 11031104) apurase um ajuste de R$ 59.028,64. O anexo Conjunto Documental 9 (fls. 1105/1119) é composto por cópia das folhas dos livros Registro de Inventário dos estabelecimentos produtores/exportadores de Bebedouro, Matão e Santos, onde estão registrados as quantidades e respectivos valores de estoque apurados em 31/12/2002 e 31/12/2003, que correspondem, respectivamente, aos estoques iniciais de 01/01/2003 e 01/01/2004. Fl. 2634DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 8 7 Os gravíssimos erros cometidos nos cálculos elaborados pela fiscalização, conforme acima demonstrados, destroem a credibilidade da autuação e, por conseqüência, a liquidez e certeza do crédito tributário objeto do Auto de Infração, inquinado de vicio material insanável. Em diversas passagens do Termo de Constatação Fiscal, o Auditor Fiscal demonstrou insegurança quanto aos valores considerados em seus cálculos, apresentando diversas ressalvas quanto aos valores por ele apurados, principalmente no sentido de que os ajustes teriam sido apurados com base nas informações apresentadas pela ora impugnante. A fiscalização não pode se eximir da responsabilidade de revisar as informações fornecidas pelos contribuintes no decorrer do procedimento fiscalizatório, sob o pretexto de que o cálculo do ajuste apurado foi obtido com base nas informações fornecidas pelo contribuinte, pois, conforme dispõe o artigo 142 do CTN, o lançamento é atividade privativa da autoridade administrativa, a qual deve determinar corretamente a matéria tributável e calcular o montante do tributo devido. Demonstrado que há erro na determinação da base de cálculo / matéria tributável, a impugnante requer que seja declarada a nulidade do lançamento. Destaquese que tais erros também acarretaram cerceamento do direito de defesa, pois obrigou a impugnante a, no prazo de 30 dias, investir muitos dias e esforços na retificação e apresentação de valores de ajustes. Não obstante a certeza de que o Auto de Infração será cancelado, em virtude do principio da eventualidade, a apresenta os equívocos cometidos pela fiscalização em matéria de mérito. DO EQUÍVOCO DA GLOSA DA COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS É evidente neste processo a falta de indicação quanto aos motivos em que se baseou o Auditor Fiscal para considerar indevidas as compensações efetuadas pela impugnante. Assim, a impugnante só tem como atacar o mérito do Auto de Infração, no que se refere à glosa da compensação de prejuízos fiscais nos anoscalendário de 2003 e 2004, por meio de um exercício de dedução, o que apenas confirma o evidente cerceamento do seu direito de defesa. Nesse exercício de dedução, a impugnante infere que tal exigência está atrelada à questão discutida em outro processo administrativo, de n° 16571.000864/200411 (sic). [a impugnante se refere ao processo n° 16327.000864/200411]. No referido processo, discutese acerca da exigência fiscal decorre impossibilidade de dedução de ágio e de tributação de variação cambial sobre dividendos oriundos do exterior, nos anoscalendário de 1999 a 2001. No caso de a exigência fiscal ser julgada procedente, teria o condão de diminuir o saldo de prejuízos fiscais nos anoscalendário subseqüentes, entre estes, 2003 e 2004. Esclareçase que, em sessão de julgamento de 26/04/2007 (Acórdão n° 10196125), a Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento, por Fl. 2635DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 9 8 unanimidade, ao recurso da impugnante. [na primeira instância, a DRJ/SPO1 havia julgado procedente o lançamento efetuado a titulo de IRPJ, improcedentes os lançamentos efetuados a titulo de PIS e COFINS e procedente em parte o lançamento efetuado a titulo de CSLL]. De qualquer modo, como a questão ainda pende de julgamento de recurso especial interposto pela representação fazendária, seria de bom alvitre que fosse sobrestado o julgamento desta exigência, até o deslinde da questão nos autos do referido processo. Como, nos termos do artigo 151 do CTN, a impugnação apresentada nos autos do referido processo suspendeu a obrigação da impugnante de reduzir o saldo de prejuízos fiscais, ela não deveria efetuar, como não efetuou, a retificação do seu saldo de prejuízos fiscais. Assumindo que a glosa da compensação de prejuízos fiscais esteja efetivamente ligada ao objeto do supracitado processo, a forçosa conclusão é que essa exigência deve ser cancelada. Na hipótese de ser mantida a glosa, o lançamento da multa de oficio é equivocado, pois não havia obrigação vencida, em face de a obrigatoriedade de redução do salde de prejuízos fiscais estar suspensa. DOS PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA — DOS AJUSTES NAS RECEITAS DE EXPORTAÇÃO De inicio, a impugnante discorre, às fls. 1010/1013, sobre alguns aspectos gerais da legislação de preços de transferência, afirmando que as operações referentes ao suco de laranja congelado e ao suco de laranja natural serão analisadas em detalhes, a fim de demonstrar a adequação dos preços por ela praticados. Observa, à fl. 1013, que "a lmpugnante não está restrita à aplicação do método CAP como fez a Autoridade Fiscal de forma arbitrária". Da inaplicabilidade de aluste nas operações com suco de laranja concentrado congelado Da decisão da fiscalização pela aplicação do método CAP, resta clara a insuficiência de conhecimento do mercado de commodities, apesar das insistentes informações e rica documentação fornecida no decorrer do procedimento fiscalizatório. O termo commodity aplicase aos produtos de base em estado bruto (matériasprimas) ou com pequeno grau de industrialização, de qualidade quase uniforme, produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores, cujo prego é determinado em mercadorias. Outro aspecto que também não foi levado em consideração pela fiscalização diz respeito à valorização da moeda nacional frente à moeda norteamericana. Nesse sentido, juntase à presente petição apresentada ao Auditor Fiscal, no dia 21/11/2008, na qual a contribuinte chamava a atenção para a valorização de 18%, entre o inicio e o fim de 2003, da moeda nacional frente ao dólar norteamericano, que levou o governo federal, através do Ministro da Fazenda, a baixar atos normativos (Portarias), em 2005, 2006 e 2007, determinando a aplicação de coeficientes de Fl. 2636DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 10 9 correção da receita de exportação, para neutralizar, no âmbito dos preços de transferência, os efeitos da valorização da moeda nacional. Assim, bastaria aplicar, sem qualquer favor, o coeficiente de 1,18 sobre o valor das suas receitas de exportação e nenhum ajuste seria apurado, a partir do método CAP. No caso concreto do suco de laranja concentrado congelado, a impugnante comprova que praticou preços de acordo com as cotações internacionais desse produto, reguladas pela Bolsa de Mercadorias de Nova York, de modo que a aplicação do método CAP, pela fiscalização, não corresponde à melhor solução para a aferição dos parâmetros que norteiam os preços de transferência. Para tanto, a impugnante junta estudo (Conjunto Documental 10, fls. 1121/1151) que traduz a estrutura de formação do 'internacional do suco de laranja concentrado e congelado e quais foram, no decorrer de 2003 e 2004, os preços diários desse produto, na condição FOB porto de Santos. Assim, a impugnante apurou que os preços médios praticados em suas operações de exportação no decorrer de 2003 estão em linha com os preços definidos pela Bolsa de Nova York, sendo irrelevante, para tal fim, o custo de produção ou de aquisição, porque, tratandose de commoditiy, não é o vendedor, nem o comprador, quem determina o preço, mas o mercado. Considerando que o preço médio apurado nas exportações do referido produto foi de R$ 2,17947 por quilo, enquanto o preço médio apurado a partir das cotações diárias da Bolsa de Nova York ficou em R$ 2,11242, resta provado que a impugnante praticou preço superior ao de mercado, inexistindo ajuste para esse produto. Sem prejuízo da inaplicabilidade do método CAP para esse produto, reiterase que, ainda que se aplicasse o método CAP, o valor do ajuste seria reduzido para R$ 43.180.167,81, conforme Conjunto Documental 1 (fls. 1022/1040). Da inexistência de ajuste nas operações com suco de laranja natural Com relação a esse produto, classificado no código 20091200, uma vez que não é cotado em bolsa de mercadorias, a impugnante aplicou o método PVA, para excluir qualquer ajuste relativo às receitas de exportação dele decorrentes. Nesse sentido, apresenta planilha (Conjunto Documental 11, fl. 1153/1154), contendo dados fornecidos pela parte relacionada, importadora desse produto, referente ao ano de 2004, a ser complementada no prazo de 30 dias, com cópia de outros documentos (faturas, relatórios, etc.) fornecidos pelo importador. Da recomposição dos ajustes — outros produtos Fazendose as correções nos relatórios e cálculos da fiscalização, os ajustes reduzemse, de imediato, para, no máximo, os valores discriminados no quadro de fls. 1014/1015, a seguir sintetizado, com (valores em reais), se utilizado o método CAP. Fl. 2637DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 11 10 Da falta de abatimento do valor do ajuste de preços de transferência tributado em 2004 Na remota hipótese de ser mantida a autuação, deve ser abatido o valor do ajuste de R$ 1.034.816,00, já oferecido à tributação no anocalendário de 2004, conforme DIPJ em anexo (Conjunto Documental 12, fls. 1156/1157). Da impossibilidade da cobrança da multa de 75% A multa de oficio de 75% é excessiva e confiscat6ria, em total confronto com o artigo 150, inciso IV, da CF/88. Da impossibilidade da cobrança dos iuros SELIC Tendo em vista a real possibilidade de a taxa SELIC vir a ser considerada inconstitucional para fins tributários pelo Poder Judiciário, a impugnante contesta a sua aplicação. Ademais, a taxa SELIC não pode recair sobre o valor da multa de oficio, que é penalidade, e não tem natureza tributária. DA DILIGENCIA FISCAL Caso os argumentos expostos e os documentos anexados não sejam suficientes para o deslinde da questão, a impugnante pleiteia que seja o processo baixado em diligência e/ou deferida a produção de prova pericial, a fim de se identificar se os equívocos acima apresentados, cometidos pela fiscalização na determinação da matéria tributável (ajuste dos preços de transferência), realmente ocorreram. DA CONCLUSÃO E DO PEDIDO A impugnante apresenta, as fls. 1017 e 1018, suas conclusões e requer o cancelamento da exigência consubstanciada no Auto de Infração. Por fim, protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito e, caso necessário, que seja determinada a diligência fiscal. DA PETIÇÃO DE FLS. 1161/1162 Na petição de fls. 1161 e 1162, recepcionada em 09/04/2009, a impugnante esclarece que ao se referir, na impugnação, ao processo administrativo n° 16571.000864/200411 (número errado), estava se referindo ao processo no 16327.000864/200411 (número correto), e argumenta, ainda, que: O Recurso Voluntário interposto nos autos do referido processo foi provido em parte (anexo 2, fls. 1164/1175), tendo havido o trânsito em julgado da decisão na parte relativa à amortização do ágio (anexo 1, fl. 1163). A Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência referente à variação cambial ativa. Fl. 2638DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 12 11 O provimento parcial do Recurso.Voluntario acarretou a recomposição do saldo de prejuízo fiscal e de base negativa da CSLL, em montante superior ao compensado pela impugnante e glosado no presente processo. Desse modo, a glosa da compensação de prejuízo fiscal e de base negativa da CSLL levada a efeito no presente processo deve ser cancelada. Da análise das circunstâncias fáticas apresentadas no relatório, decorreu o entendimento da douta DRJ no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO à impugnação apresentada, em acórdão que assim, inclusive, restou ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano calendário: 2003, 2004 EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES. MÉTODO CAP. Inexistindo impedimento legal para a adoção do método CAP (Custo de Aquisição ou de Produção mais Tributos e Lucro) para o cálculo dos ajustes relativos a commodities, descabe a contestação da impugnante. RECEITAS DE EXPORTAÇÂO E PREÇO PRATICADO. FATOR DE CORREÇÃO. INAPLICABILIDADE. Tratandose de exclusão de crédito tributário, a interpretação das normas que estabelecem a aplicação de coeficientes de correção sobre o valor das receitas de exportação e sobre o preço praticado deve ser literal, não cabendo a sua extensão por analogia. EXPORTAÇÃO. MÉTODO CAP. EQUÍVOCOS NA APURAÇÃO. Constatado equivoco na apuração, pela fiscalização, dos ajustes de preço de transferência na exportação, exonerase parcialmente a exigência. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE PREJUÍZOS FISCAIS. Na apuração dos saldos de prejuízos fiscais devem ser consideradas, além das autuações anteriores, as decisões do Conselho de Contribuintes e desta Delegacia de Julgamento. Exigência exonerada em parte. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA A TAXA SELIC. A aplicação da multa de oficio e o cálculo dos juros de mora com base na taxa SELIC têm previsão legal, não competindo à esfera administrativa a análise da legalidade ou inconstitucionalidade de normas jurídicas. CSLL. DECORRÊNCIA. O decidido quanto ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplicase tributação decorrente dos mesmos fatos e elementos de prova. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Regularmente intimada a contribuinte no dia 05/10/2009 (fls. 1250), interpõe ela então o seu Recurso Voluntário, protocolado no dia 05/11/2009 (fls. 1256), redargüindo toda a tese de defesa apresentada na IMPUGNAÇÃO, e pretendendo, ao final, a reforma da decisão, com a completa desconstituição do lançamento efetivado. Intimada a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, foram então apresentadas as suas contrarazões, apresentando, como se verifica, todos os fundamentos para a negativa Fl. 2639DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA Processo nº 16561.000180/200870 Resolução nº 1301000.111 S1C3T1 Fl. 13 12 dos argumentos expendidos, pretendendo, dessa forma, garantir a manutenção da decisão proferida pela DRJ, nos termos em que se fundamenta. No que aqui importa, esse é o relatório. VOTO Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER – Relator. . Analisando as informações constantes dos autos, verificase que, a princípio, a intimação da recorrente, segundo se verifica das informações dos autos, terseia efetivado no dia 05/10/2009 (fls. 1250), ao passo que o recurso voluntário, por sua vez, teria sido interposto no dia 05/11/2009 (fls. 1256). Numa primeira análise, sendo a data da intimação aquela aqui apontada (05/10/2009 – Segundafeira), o início da contagem do trintídio legal para a interposição do Recurso Voluntário se teria começado a contar no dia imediatamente seguinte, e, por se tratar de contagem no mês de outubro (mês com trinta e um dias), findarseia, então, no dia 04/11/2009, importando, assim, no necessário reconhecimento da intempestividade do recurso voluntário interposto. Levada a questão ao colegiado, entretanto, considerando a certidão de tempestividade exarada pela unidade preparadora, restou apontada então a necessidade de baixa dos autos para fins de verificação das circunstâncias fáticas aqui apontadas, pretendendo se, com isso, a verificação da regularidade ou não da interposição efetivada. Diante dessas singelas considerações, encaminho o meu voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, no sentido de que a competente unidade preparadora verifique, de acordo com as informações constantes nos autos, qual teria sido, de fato, a data da efetivação da intimação da contribuinte, bem como qual a data da efetiva apresentação do recurso voluntário interposto, possibilitando, a partir de uma sumária análise, a sua respectiva (in)tempestividade. É como voto. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator Fl. 2640DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 20/06/2013 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 21/06/2013 por PLINIO RO DRIGUES LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10945.900599/2014-81
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Mar 08 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL.
Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
Numero da decisão: 3401-010.371
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.360, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900579/2014-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Luis Felipe de Barros Reche e Carolina Machado Freire Martins.
Nome do relator: Oswaldo Gonçalves de Castro Neto
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
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OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.360, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900579/2014-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Luis Felipe de Barros Reche e Carolina Machado Freire Martins. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 05 99 /2 01 4- 81 Fl. 64884DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-010.371 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900599/2014-81 Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão proferida por esta Turma e assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria não impugnada e a impugnada de maneira genérica em tempo e modo próprios não deve ser conhecida por este Colegiado. DIALETICIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada. REVISÃO. LANÇAMENTO. RESSARCIMENTO. POSSIBILIDADE. SÚMULA CARF 159. Não é necessária a realização de lançamento para glosa de ressarcimento de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS não-cumulativos, ainda que os ajustes se verifiquem na base de cálculo das contribuições. DECADÊNCIA. ART. 150 § 4 o CTN. GLOSAS. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica o disposto no art. 150, § 4 o , do Código Tributário Nacional (CTN) no caso de análise de solicitação de crédito em despacho decisório, por não se tratar a operação de lançamento. NÃO INCIDÊNCIA. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. COMERCIAL EXPORTADORA. A não incidência de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, descrita no artigo 14, inciso VIII, da MP 2.158-35/2001, exige prova de que a venda se destinou a exportação, ou seja, prova de que a mercadoria foi efetivamente exportada. ISENÇÃO. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. TRADING COMPANY. O artigo 1 o do Decreto 1.248/1972 isenta de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS a exportação indireta por meio de Trading Company desde que os bens a exportar sejam enviados diretamente a armazém alfandegado, embarque ou para regime de entreposto extraordinário na exportação. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. VENDA NO MERCADO INTERNO. VENDAS NÃO TRIBUTADAS. Impossível a exclusão da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS das vendas no mercado interno e das vendas não tributadas, eis que não compõem, a priori, a base de cálculo das exações. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. FRETES. O artigo 15 da MP 2.158-35/2001 não trata de essencialidade, mas de especialização concernente a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e serviços da mesma natureza. Assim, salvo prova da especialização do frete, impossível a dedução. EXCLUSÃO. CUSTO AGREGADO. MÃO-DE-OBRA. Fl. 64885DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-010.371 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900599/2014-81 O conceito de custo agregado descrito pelo § 8 o do artigo 11 da IN SRF 635/2006 é amplo, e não vincula o custo agregado ao gasto com salário ou ainda com remuneração, limitando-se o artigo a tratar de dispêndios com mão-de-obra, ou seja, todos os valores pagos e benefícios concedidos às pessoas que prestam serviço ao contribuinte. INSUMOS. PALLETS. MATERIAL DE EMBALAGEM. Não é possível a concessão de crédito não cumulativo de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS ao pallet, salvo quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique a perda do produto ou de sua qualidade, ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. FRETE DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS. CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal de crédito referente a Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS para frete de produtos acabados entre estabelecimentos da empresa. CRÉDITOS. MANUTENÇÃO. ART. 17 DA LEI 11.033/2004. IMPOSSIBILIDADE. A manutenção dos créditos, prevista no art. 17 da Lei 11.033/2004 não se refere a créditos cuja aquisição é vedada em lei. SÚMULA CARF 157. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. MERCADORIA PRODUZIDA. O percentual da alíquota do crédito presumido das agroindústrias de produtos de origem animal ou vegetal, previsto no art. 8 o da Lei 10.925/2004, será determinado com base na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroindústria, e não em função da origem do insumo que aplicou para obtê-lo. Intimada, a Embargante opôs Embargos de Declaração, apontando uma série de omissões, contradições e erros de fato no julgado. Os Embargos foram acolhidos apenas e tão somente no tópico despesas com armazenagem e frete na operação de venda, isto porque, dentre as matérias declaradas preclusas por esta Turma, o tópico em questão foi, efetivamente, aventado tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto em Recurso Voluntário. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: A fiscalização glosa em tópico específico as DESPESAS DE ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA porquanto: Dentre as Notas Fiscais apresentadas pela Embargante “foram identificados fretes sem comprovação de origem, destino e/ou produto transportado” o que torna impossível a análise da natureza do frete; Fl. 64886DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-010.371 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900599/2014-81 Fretes entre armazéns da Embargante não geram créditos das contribuições quer estes sejam de produtos acabados, quer sejam de insumos; Quatro fretes referem-se a aquisição de ativo imobilizado. A Embargante em sede de Manifestação de Inconformidade apresentou o seguinte argumento sobre o tema: “Dentre os inúmeros fundamentos da decisão que merecem reforma, a recorrente destaca as glosas a seguir relacionadas: (...)(d3) fretes sobre a aquisição de bem não sujeito ao pagamento das contribuições e tributação monofásica e fretes de transferência entre estabelecimentos (itens 86 a 87 e 107, Informação Fiscal SEORT/EQMAC/DRF FOZ 06/2016)”. Com a máxima vênia ao ilustre Presidente desta Turma, quer parecer que, para inaugurar a lide administrativa a impugnação deve ser específica, apontar, ao menos os motivos de fato que deveriam levar ao afastamento do fundamento, o que no presente caso - sem prejuízo da vasta sabedoria do combativo patrono da Embargante - não se apresenta verdadeiro. Aliás, a Ementa do Voto destaca que “para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada”. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e rejeito os Embargos de Declaração. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de rejeitar os Embargos de Declaração. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 64887DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 19515.721347/2011-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1302-000.229
Decisão: Resolvem os membros da Turma, por unanimidade, sobrestar o julgamento, nos termo do art. 62-A do RICARF.
Nome do relator: GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
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Resolvem os membros da Turma, por unanimidade, sobrestar o julgamento, nos termo do art. 62A do RICARF. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Presidente (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros presentes Alberto Pinto Souza Junior, Marcio Rodrigo Frizzo, Luiz Tadeu Matozinho Machado, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Eduardo de Andrade. Fl. 821DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 2 2 Relatório Foi lavrado em 06/10/2011 Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – SIMPLES, com crédito tributário total lançado de R$ 1.683.738,91, decorrente de fiscalização realizada, relativa ao ano calendário 2006. Em decorrência do não atendimento pleno às Intimações para a apresentação de livros e documentos fiscais, a Autoridade Fiscal expediu Requisições de Movimentação Financeira (RMF) com pedido informações diretamente aos bancos nos quais a empresa mantinha contas bancárias. O confronto entre os extratos bancários com o livro Caixa e com a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – SIMPLES mostrou que a movimentação financeira da empresa foi superior às receitas declaradas no livro Caixa e as que declarou ter auferido. Descontados os valores referentes a resgates de aplicações financeiras, estornos, cheques devolvidos e empréstimos bancários, foram apurados os valores, mês a mês, dos créditos/depósitos não declarados pela empresa em sua DSPJ – SIMPLES, que totalizou no ano fiscalizado o montante de R$ 4.201.917,30. Intimada a comprovar a origem dos valores creditados/depositados em suas contascorrentes, informa a Autoridade Fiscal que o Contribuinte não se manifestou. Como não houve comprovação da origem dos depósitos bancários que excederam as receitas mensais declaradas, esses valores foram considerados omissão de receitas, conforme disposto no art. 42 da Lei n° 9.430/96. A Autoridade Fiscal entendeu que a Contribuinte, sistematicamente, deixou de registrar no livro Caixa movimentação financeira expressiva, prática essa que demonstra o intuito de fraude, conforme disposto nos arts. 71 e 72 da Lei n° 4.502/64, resultando na aplicação da multa qualificada no percentual de 150% do tributo devido. Foi lavrado o Termo de Responsabilidade Tributária, no qual Rita de Cássia Felipe, sócia da Fiscalizada, foi indicada responsável tributária pelo crédito tributário lançado. A Autoridade Fiscal também indicou a ocorrência de fatos tipificados como Crimes contra a Ordem Tributária, conforme arts. 1° e 2° da Lei n° 8.137/90. Cientificada do auto de infração em 06/10/2011, a Contribuinte apresentou impugnação tempestiva em 04/11/2011, na qual fez a defesa a seguir sintetizada: preliminarmente, pugnou pela nulidade da autuação por afronta à Constituição, já que a autuação partiu de informes obtidos junto a instituições financeiras e a utilização dessas – sem autorização judicial – caracteriza violação ao sigilo bancário, com infração ao art. 5º, incisos X, XII e LVI da CF. citou jurisprudência favorável a sua tese. Além disso, o art. 11, § 3° da Lei n° 9.311/96 veda a utilização de informações financeiras nos procedimentos tendentes a constituir crédito tributário relativo a impostos ou contribuições. Fl. 822DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 3 3 que a autuação se deu exclusivamente com base em presunção e não lastreada em acréscimos patrimoniais que pudessem vir a justificálas. que não foram considerados valores de exercícios anteriores bem como não foram excluídos da soma depósitos referentes a cheques devolvidos que transitaram por sua conta corrente. O arbitramento dos rendimentos foi medida carecedora de fundamento fático. que a presunção deve ser sempre reforçada por elementos inequívocos de prova. a Impugnante questionou também o agravamento da multa, pois não agiu com dolo, má fé, tampouco praticou fraude. A 3ª Turma da DRJ/SP, por unanimidade de votos julgou improcedente a impugnação alegando em síntese o seguinte: que a Impugnante pugnou pela nulidade da autuação, pois a Fiscalização, ao solicitar às instituições financeiras informações de suas contas bancárias, teria infringido dispositivos constitucionais e legais. que à alegação de nulidade, o auto de infração lavrado não possui qualquer vício que o torne nulo. O Decreto nº 70.235, de 1972, assim dispõe sobre a nulidade: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. (...)” por sua vez, o art. 10 do mesmo diploma legal, determina: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I – a qualificação do autuado; II – o local, a data e a hora da lavratura; III – a descrição do fato; IV – a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V – a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI – a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. conforme se verifica, o lançamento foi lavrado por servidor competente e com observância dos requisitos exigidos pela legislação tributária, não podendo ser acolhida, por conseguinte, a argüição de nulidade levantada pela Impugnante. que a base tributável apurada pela Fiscalização encontra fundamento na legislação tributária, especificamente no art. 42 da Lei nº 9.430/96, o qual prescreve que caracteriza omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento Fl. 823DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 4 4 mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. E este é o caso dos autos. que a empresa Fiscalizada apresentou livros e documentos, porém de forma incompleta, por essa razão, foram solicitados das instituições financeiras os extratos de suas contas bancárias. se que os valores levantados através dos extratos bancários são bem superiores aos registrados no Livro Caixa e àqueles que a empresa declarou ter auferido. Observese que a Autoridade Fiscal excluiu dos depósitos os créditos referentes a resgates de aplicações financeiras, estornos, cheques devolvidos e empréstimos bancários. Esses valores, com as devidas exclusões, constam nas tabelas do Termo de Verificação Fiscal. portanto, todos os elementos essenciais de validade do lançamento tributário encontramse presentes, conforme prescreve o art. 142 do CTN. que às alegações de ilegalidades e inconstitucionalidades, não poderão ser aqui apreciadas, por haver falta de competência legal à autoridade administrativa para apreciar inconstitucionalidades e/ou ilegalidades de normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional. que o Ministro da Fazenda, por meio da Portaria MF nº 103, de 23 de abril de 2002, publicada no DOU de 25.4.2002, alterou o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme abaixo reproduzido: O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, Interino, no uso das atribuições previstas no art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição Federal e tendo em vista o disposto nos arts. 4º e 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, no art. 2º do Decreto nº 2.562, de 27 de abril de 1998 e no art. 3º do Decreto nº 3.440, de 25 de abril de 2000, resolve: (...) “Art. 1º Alterar os arts. 19 e 21 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais aprovado pela Portaria MF nº 55, de 16 de março de 1998, Anexo I, que passam a vigorar com a seguinte redação: (...) Art. 2º Acrescentar, ao Regimento Interno referido no art. 1º, o art. 22A, com a seguinte redação: ‘Art. 22A. No julgamento de recurso voluntário, de ofício ou especial, fica vedado à Câmara Superior de Recursos Fiscais afastar a aplicação, em virtude de inconstitucionalidade, de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo em vigor. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da Resolução do Senado Federal que suspender a execução do ato; Fl. 824DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 5 5 II objeto de decisão proferida em caso concreto cuja extensão dos efeitos jurídicos tenha sido autorizada pelo Presidente da República; III que embasem a exigência de crédito tributário: a) cuja constituição tenha sido dispensada por ato do Secretário da Receita Federal; ou b) objeto de determinação, pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, de desistência de ação de execução fiscal.’ (...)” (grifouse) sobre a impossibilidade da utilização de valores extraídos de extratos bancários para a apuração de omissão de receitas, a Impugnante igualmente não possui razão. A presunção legal de omissão de receitas apurada através da movimentação bancária dos contribuintes encontra previsão legal no 42 da Lei nº 9.430/96, in verbis: “Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. (...)”. (destaquei.) que a presunção, estabelecida pelo art. 42 da Lei nº 9.430/96, consubstanciase em uma presunção legal de omissão de receita, que, portanto, admite prova em contrário, o que não foi realizado. neste conselho predomina o entendimento no sentido da validade da tributação com base em depósitos bancários não justificados ou comprovados pelo contribuinte, cujas ementas a seguir transcrevemos: “1º Conselho de Contribuintes / 7ª Câmara / ACÓRDÃO 10705774 em 20.10.1999 IRPJ Ex( s): 1989 OMISSÃO DE RECEITAS DEPÓSITOS BANCÁRIOS Compete ao fisco identificar a operação que deu origem ao depósito bancário como receita tributável e que não fora escriturada. A presunção de desvio de receitas baseada única e exclusivamente na existência de depósito não contabilizado, cuja origem o contribuinte não seja capaz de justificar, nasceu com o advento do art. 42 da Lei n 9.430, de 27/12/96.” (destaquei). Fl. 825DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 6 6 “1º Conselho de Contribuintes / 8a. Câmara / ACÓRDÃO 10806.889 em 19.03.2002 IRPJ e OUTROS Ano: 1997 IRPJ/LUCRO REAL/OMISSÃO DE RECEITAS/DEPÓSITOS BANCÁRIOS Caracterizam omissão de receita os valores creditados em conta bancária, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (art.42, Lei n.º 9.430/96)” (grifei). Dessa forma, fica demonstrada a validade da tributação empreendida no presente caso com base em depósitos bancários não justificados, os quais serviram de base para o lançamento praticado. Observese que foi respeitada a forma de tributação pelo SIMPLES que o Contribuinte havia optado no ano de 2006. O agravamento da multa no presente caso foi corretamente aplicado pois o Contribuinte declarou reiteradamente em todos os meses de 2006, valores bem inferiores aos devidos. No ano, o montante apurado do total das receitas corresponde a apenas 9,72% das receitas auferidas, comportamento esse que demonstra ter sido acertado o agravamento da multa. Do acima exposto, conclui pela legalidade do lançamento praticado bem como da multa de ofício aplicada. Intimado da decisão da DRJ em 19/10/12 apresentou recurso voluntário tempestivo em 14/11/12 reiterando os argumentos aduzidos em sede de impugnação. É o relatório. Fl. 826DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 7 7 Voto Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Conheço do recurso de ofício por preencher todos os requisitos do Decreto nº 70.235/72. Consta dos autos que em decorrência do não atendimento pleno às Intimações para a apresentação de livros e documentos fiscais, a Autoridade Fiscal expediu Requisições de Movimentação Financeira (RMF) com pedido de informações diretamente aos bancos nos quais a empresa mantinha contas bancárias, conforme o trecho seguinte do Termo de Verificação Fiscal às fls. 586, que afirma o seguinte: “.....foram expedidas Requisições de Movimentação Financeira (RMF), com base no art. 6º da LC nº 10582001 e no inciso VII do art. 3º do Decreto 3.724/2001, para pedir informações diretamente aos bancos Bradesco S/A, Itaubank S/A e Nossa Caixa S/A.” Consta entre as argumentações trazidas pela recorrente a questão da solicitação dos dados bancários diretamente pelo órgão fiscalizador e pelas disposições regimentais previstas nos §2º e 3º, inciso I, do art. 2º da Portaria CARF nº 001 de 03/jan/2012, aprecio, a possibilidade de prosseguimento do julgamento submetido a este Colegiado. Determina a Portaria CARF nº 001, de 03/01/2012, o seguinte: Art. 1º. Determinar a observação dos procedimentos dispostos nesta portaria, para realização do sobrestamento do julgamento de recursos em tramitação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, em processos referentes a matérias de sua competência em que o Supremo Tribunal Federal – STF tenha determinado o sobrestamento de Recursos Extraordinários – RE, até que tenha transitado em julgado a respectiva decisão, nos termos do art. 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil. Parágrafo único. O procedimento de sobrestamento de que trata o caput somente será aplicado a casos em que tiver comprovadamente sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal – STF o sobrestamento de processos relativos à matéria recorrida, independentemente da existência de repercussão geral reconhecida para o caso. Fl. 827DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 8 8 Art. 2º. Cabe ao Conselheiro Relator do processo identificar, de ofício ou por provocação das partes, o processo cujo recurso subsumase, em tese, à hipótese de sobrestamento de que trata o art. 1º. ....... § 2º. Sendo suscitada a hipótese de sobrestamento durante a sessão de julgamento do processo, o incidente deverá ser julgado pela Turma, que poderá: I – decidir pelo sobrestamento do processo do julgamento do recurso, mediante resolução; ou II – recusar o sobrestamento e realizar o julgamento do recurso. § 3º. Na ocorrência de sobrestamento, nos termos dos §§ 1º e 2º, as respectivas Secretarias de Câmara deverão receber os processos e mantêlos em caixa específica, movimentandoos para a atividade SOBRESTADO. Em 15 de dezembro de 2010, ao julgar o Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria, proferiu decisão sintetizada na ementa abaixo transcrita: Ementa SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, a regra é a privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas, aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo – submetida ao crivo de órgão eqüidistante – o Judiciário – e, mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução processual penal. SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL. Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita Federal – parte na relação jurídico tributária – o afastamento do sigilo de dados relativos ao contribuinte. À luz do artigo 26A, § 6º, I, do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, a seguir transcrita, o Carf somente pode deixar de aplicar lei sob o fundamento de inconstitucionalidade após o Supremo Tribunal Federal, por seu Plenário, em controle concentrado ou difuso, por decisão definitiva, ter reconhecido a inconstitucionalidade da norma. “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). .... Fl. 828DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 9 9 § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)” Ocorre que o acórdão exarado no julgamento do Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, com a ementa acima transcrita, foi desafiado por embargos de declaração, com pedido de modificação da decisão. Os citados embargos foram recebidos por despacho datado de 07/10/2011 e ainda encontramse pendentes de julgamento. Assim, estamos diante de acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal que não transitou em julgado, portanto, com base na decisão resultante do RE 389.808/PR, não é possível, nesta instância administrativa, deixar de aplicar as disposições constantes na Lei Complementar nº 105, de 2001 e na Lei nº 10.174, de 2001. A questão relacionada à alegação de impossibilidade de acesso aos dados bancários também está em pauta no Recurso Extraordinário nº 601.314/MG. Em 20/11/2009, ao examinar o Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, relatado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, quanto à matéria, a existência de repercussão geral, nos termos do artigo 542B, do Código de Processo Civil. Neste sentido, segue a ementa da decisão: EMENTA: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. Fornecimento de informações sobre movimentação bancária de contribuintes, pelas instituições financeiras, diretamente ao fisco, sem prévia autorização judicial (lei complementar 105/2001). Possibilidade de aplicação da lei 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. Relevância jurídica da questão constitucional. existência de repercussão geral. O tratamento a ser dispensado aos processos com repercussão geral encontrase no artigo 543B, do CPC, o qual transcrevo: “Art. 543B. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo. (acrescentado pela Lei 11.418, de 2006). § 1º Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhálos ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. (grifei). § 2º Negada a existência de repercussão geral, os recursos sobrestados considerarseão automaticamente não admitidos. § 3º Julgado o mérito do recurso extraordinário, os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais, Turmas de Fl. 829DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 10 10 Uniformização ou Turmas Recursais, que poderão declarálos prejudicados ou retratarse. § 4º Mantida a decisão e admitido o recurso, poderá o Supremo Tribunal Federal, nos termos do Regimento Interno, cassar ou reformar, liminarmente, o acórdão contrário à orientação firmada. § 5º O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros, das Turmas e de outros órgãos, na análise da repercussão geral.” Reconhecida a repercussão geral, cabe ao tribunal de origem, isto é, aos tribunais “a quo”, sobrestar os demais processos. O fato dos tribunais estaduais ou regionais poderem remeter ao STF um ou mais processo representativo da situação de repercussão geral não quer dizer que em relação aos demais exista necessidade de ato específico para que sejam sobrestados.O sobrestamento decorre da lei. Do Regimento Interno do STF Quando da entrada em vigor dos artigos 543B e 543C, ambos do CPC, existia pendente de julgamento no STF e no STJ processos já admitidos pelos tribunais de origem. Em relação a estes processos ou a todos quanto chegarem ao STF tratando de matéria em relação a qual for reconhecida repercussão geral, aplicase o disposto no artigo 328 do Regimento Interno, a seguir transcrito: “Art. 328. Protocolado ou distribuído recurso cuja questão for suscetível de reproduzirse em múltiplos feitos, o Presidente do Tribunal ou o Relator, de ofício ou a requerimento da parte interessada, comunicará o fato aos tribunais ou turmas de juizado especial, a fim de que observem o disposto no art. 543B do Código de Processo Civil, podendo pedirlhes informações, que deverão ser prestadas em 5 (cinco) dias, e sobrestar todas as demais causas com questão idêntica. Parágrafo único. Quando se verificar subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, o Presidente do Tribunal ou o Relator selecionará um ou mais representativos da questão e determinará a devolução dos demais aos tribunais ou turmas de juizado especial de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil.” (grifei). Quanto ao sobrestamento, na origem, dos processos com a mesma matéria, esta decorre do disposto na segunda parte do § 1o., do artigo 543B, CPC, que ao se reportar aos tribunais de origem usa as expressões “sobrestando os demais processos até o pronunciamento definitivo da corte.” Há que se perceber a diferença entre sobrestar os demais processos na origem (art. 543B, parágrafo único, do CPC) e, determinar a devolução dos demais aos tribunais de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil (art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do STF). O sobrestamento na origem diz respeito aos processos que ainda não foram remetidos ao STF. A devolução de que trata o Regimento Interno do STF dáse quando os processos já estiverem no STF e este entender que eles devam ser devolvidos à origem até decisão daquele em relação ao qual foi reconhecida repercussão geral. Fl. 830DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 11 11 Ainda sobre o tema, o Ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo acerca do sigilo bancário em relação ao qual foi reconhecida repercussão geral, em 19/10/2010, quando do exame do Agravo de Instrumento nº 765.714, proferiu decisão com o seguinte conteúdo: “Tratase de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: “TRIBUTÁRIO. SIGILO BANCÁRIO. LEI COMPLEMENTAR 105/2001. CONSTITUCIONALIDADE. VEDAÇÃO DA LEI 9.311/96 (ART. 11, § 3º). APROVEITAMENTO DE DADOS PARA CONSTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Lei 4.595/64 permitia o acesso aos agentes fiscais tributários de documentos, livros e registros de contas de depósitos quando houvesse processo instaurado e quando tais documentos fossem considerados indispensáveis pela autoridade competente. A jurisprudência se manifestou, afirmando que o processo seria o judicial e a autoridade competente seria a judiciária. 2. Em 2001, essa matéria foi alterada, tendo sido editada a Lei Complementar 105. Não há inconstitucionalidade nessa legislação, pois, na coexistência de dois bens ou valores protegidos constitucionalmente, devese sobrepor o que visa atender ao interesse público e não ao interesse privado. Os direitos fundamentais não são absolutos e podem sofrer abalo se colocados em conflito com outro valor que deva ter preferência. 3. A fiscalização pela autoridade administrativa é instrumento de arrecadação tributária pelo Estado, que, por sua vez, visa atender ao princípio da capacidade contributiva (tributando quem capacidade detém) e ao da isonomia (tributando todos aqueles que podem ser tributados), corolários dos objetivos da República de construção de uma sociedade justa e solidária e de redução das desigualdades sociais. 4. Diante do princípio da irretroatividade das leis, a utilização dos dados da CPMF para apuração de eventual crédito tributário relativo a tributos diversos é vedada para anos anteriores ao de 2001. Fatos ocorridos e já consumados não se regem por lei nova, mas sim pelas leis que vigoravam no seu tempo. Leis novas valem para o futuro. 5. Na redação original do art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96, o legislador impunha à Secretaria da Receita Federal “o sigilo das informações prestadas” e vedava sua utilização para a constituição de crédito relativo a outros tributos. Tratavase de norma que impunha o sigilo e vedava dados da CPMF, resguardando um direito do contribuinte, e sendo, portanto, norma material ou substantiva e não processual ou adjetiva sobre a qual se aplicaria o art. 144, § 1º, do Código Tributário Nacional. 6. Apelação provida em parte” (fls. 4950). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegouse ofensa, em suma, ao art. 5º, X e XII, da mesma Carta. Fl. 831DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 12 12 No caso, o recurso extraordinário versa sobre quebra do sigilo bancário com fornecimento de informações sobre a movimentação bancária de contribuintes diretamente ao Fisco, sem autorização judicial (Lei complementar 105/2001, art. 6º). Aplicação retroativa da Lei 10.174/2001, que alterou o art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96 e possibilitou que as informações obtidas, referentes à CPMF, também pudessem ser utilizadas para apurar eventuais créditos relativos a outros tributos, no tocante a exercícios anteriores a sua vigência cuja repercussão geral já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 601.314RG/SP, de minha relatoria). Isso posto, preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, dou provimento ao agravo de instrumento para admitir o recurso extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso extraordinário discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314RG/SP. (grifei). A devolução dos autos ao Tribunal de origem para que se aguarde a decisão do RE 601.314/MG, nos termos do 543B, do CPC, nada mais é do que o sobrestamento, atribuição que nos termos do artigo 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, é do relator ou do Presidente da Corte. Quanto ao processamento e julgamento junto ao Carf, o artigo 62A, § 1º e 2º, do Regimento Interno, assim dispõe: Art. 62 ...... § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B, do CPC. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. O artigo 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, prevê que nos casos em que se verificar a subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, tanto o relator quanto o Presidente do Tribunal podem determinar a devolução dos demais processos aos tribunais de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. No caso do AI 765714/SP, o relator do Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, processado pelo regime da repercussão geral, determinou o retorno à origem para que os autos do AI 765714/SP ficasse sobrestado, observandose o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314RG/SP. No momento em que o Ministro relator do Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, com repercussão geral, no A.I. 765.714/SP determinou o retorno dos autos à origem para observarse o disposto no artigo 543B, do CPC, concluiu que tal procedimento corresponde ao sobrestamento previsto no artigo 62A, § 1º, do Regimento Interno do Carf. Portanto, meu voto é no sentido de SOBRESTAR o julgamento dos presentes autos, nos termos do disposto nos parágrafos 1º e 2º do art. 62 A do Regimento Fl. 832DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE Processo nº 19515.721347/201189 Resolução nº 1302000.229 S1C3T2 Fl. 13 13 Interno, e o encaminhamento à Secretaria da Câmara para as providências de que trata o § 2º e 3º, inciso I, do art. 2º da Portaria CARF nº 001/2012. (assinado digitalmente) Guilherme Pollastri Gomes da Silva Relator Fl. 833DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por SUELI TORRES SILVESTRE CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/05/2013 por GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por EDUAR DO DE ANDRADE
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Numero do processo: 13851.001981/2003-94
Data da sessão: Wed Nov 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 04 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1302-000.024
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WiILSON FERNANDES GUIMARÃES
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PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13851.001981/2003-94 Recurso n° 165.634 . Resolução D.e 1302-00.024 — 3 14 Câmara / r Turma Ordinária Data 04 de novembro de 2009 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente FISCHER S/A COMÉRCIO, INDÚSTRIA E AGRICULTURA Recorrida 5" TURMA/DRI-RIBEIRÃO PRETO/SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. \-,,,2d-,-..9s.-:, MARCOS RODRIGUES DE MELLO - Presidente , (p,WILSO I ] 'I • '''‘I IIIM‘ • ES - Relator EDITADO EM: 2 6 , * 2010 Participar. do gr- te julgamento os Conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jacinto do Nascimento, Albertina Silva Santos de Lima, Natanael Vieira dos Santos, Irineu Bianchi e Marcos Rodrigues de Mello. 1 Relatório FISCHER S/A COMÉRCIO, INDÚSTRIA E AGRICULTURA., já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 5° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto, São Paulo, que indeferiu os pedidos veiculados através de manifestação de inconformidade apresentada contra a decisão da Delegacia da Receita Federal em Araraquara, São Paulo. Do Relatório contido na decisão de primeira instância, extraio as seguintes informações: - em 22 de dezembro de 2003, a contribuinte protocolizou documento (fls. 01/03), informando, em síntese, que: a) no ano-calendário de 1999, resgatou valores de aplicações financeiras, tendo sido descontado o IRR_F correspondente; b) no encerramento do ano-calendário, apurou IRPJ a restituir no montante de R$ 5.620.295,97; c) por um lapso, R$ 1.773.276,69, que foi descontado no momento do resgate de suas aplicações financeiras, foi retido em nome de outra pessoa jurídica (CPM — Companhia de Participações Marítimas, CNPJ: 02.679.183/0001-49); d) o equivoco ocorreu em virtude da troca de titularidade dessas aplicações financeiras, vez que a empresa CPM — Companhia de Participações Marítimas sofreu cisão parcial, transferindo a ela, a propriedade daqueles ativos financeiros; e) a operação de cisão ocorreu nos termos da legislação regente; f) os seus registros contábeis demonstram que estas aplicações financeiras compunham o seu patrimônio no momento da retenção; g) da parcela restante do imposto a restituir, no montante de R$ 3.847.019,28 (R$ 5.620.295,97 menos R$ 1.773.276,69), R$ 3.835.659,94 foi compensado com débitos dela própria, mediante PER/DCOMP; h) que formalizou a PER/DCOMP de n° 07729.60842.151203.1.2.02-5046 para formalizar o pedido de restituição do valor de R$ 1.773.276,69; i) que houve também a transmissão da PER/DCOMP de n" 14776.96083.151203.1.2.02-7015 pela CPM — Companhia de Participações Marítimas, relativo ao mesmo crédito na cifra de R$ 1373276,69. Por meio do Despacho Decisório DRF/AQA/EQORT 13851.001981/2003- 94, de 1° de dezembro de 2006 (11s. 693/701), o direito creditório da contribuinte foi reconhecido parcialmente Lin virtude das seguintes razões; 1. embora a contribuinte solicite a restituição de R$ 1.773.276,69, por meio da PER/DCOMP n° 07729.60842.151203.1.2.02-5046, não há informes de rendimentos nesse valor em seu nome, nem Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) nos sistemas informatizados da Receita Federal em igual forma; 2 Processo n° 13851.001981/2003-94 S1-C3T2 Resolução n.° 1302-00.024 Fl. 2 2. entre os informes de rendimentos apresentados, constam documentos em nome da empresa FITAL PARTICIPAÇÕES S/A, que não são passíveis de restituição; 3. a empresa CPM — Companhia de Participações Marítimas, detentora dos informes e apontada pelas fontes pagadoras como real beneficiária dos rendimentos, também apresentou pedido de restituição dos valores; 4. foi efetuada a glosa no valor de R$ 135.655,07, relativo ao informe de rendimentos do Banco Rabobank INTL. Brasil S/A, CNPJ: 01.023.570/0001-60, em razão de divergência entre os valores informados na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) e aqueles constantes nos informes de rendimento; 5. foi efetuada a glosa do montante de R$ 455.630,62, relativo ao IRRF retido pela fonte pagadora UNIBANCO, CNPJ n°33.700.394/0001-40, em virtude de insuficiência do rendimento bruto oferecido à tributação, nos termos da legislação de regência; 6. a contribuinte informou na linha 16 da ficha 13A da declaração, o valor de R$ 197.247,07, como imposto de renda mensal pago por estimativa, todavia, incluiu tal valor no total do IRRF que compôs o saldo negativo do IRPJ do ano-calendário de 1999. Diante do deferimento parcial do pedido, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fis. 715/723), momento em que ofereceu, em apertada síntese, os seguintes argumentos: - que, com exceção da glosa relativa ao valor de R$ 197.247,09 (valor informado como imposto de renda mensal pago por estimativa e incluído no total do que compôs o saldo negativo do IRPJ do ano-calendário de 1999), os demais valores foram indevidamente excluídos pela autoridade fiscal; - que discordava de que a inexistência de informes de rendimento em seu nome, por si só, seria suficiente para impedir a restituição do IRRF, nos valores de R$ 1.773.276,69 e R$ 189.990,34, tendo como beneficiárias da retenção as empresa CPM e VITAL; - que incorporou a FITAL e parcela dos bens da CPM, em decorrência de sua cisão, tomando-se titular dessas aplicações financeiras e, conseqüentemente, a efetiva beneficiária dos rendimentos produzidos nesses investimentos; - que das aplicações financeiras realizadas pela CPM, a cifra de R$ 165.870,67 foi cedido a ela mediante instrumento particular de cessão de créditos de aplicação financeira; - que os informes de rendimento deveriam ter sido emitidos em nome dela e não das pessoas jurídicas por ela sucedidas; - que as instituições financeiras incorreram em equívoco ao instruírem os informes de rendimentos e as DIRF com os nomes daquelas empresas; - que os erros e equívocos cometidos por essas instituições fmanceiras não poderiam ser utilizados pela Fiscalização para indeferir o se direito à restituição do saldo negativo, relativo ao ano-calendário de 1999; 3 - que acórdãos dos Conselhos de Contribuintes acolhem o entendimento de que os erros ou equívocos cometidos pelos sujeitos passivos no cumprimento de sua obrigação acessória não são capazes de criar ou extinguir obrigações na órbita do Direito Tributário; - que, diante do equívoco das fontes pagadoras, deveria a autoridade fiscal corrigir de oficio as respectivas DIRF e/ou determinado a correção dos respectivos informes; - que, no que dizia respeito à divergência entre DIRF e informe de rendimentos relativa à retenção realizada pelo Banco Rabobank International Brasil S.A., a instituição financeira reconheceu expressamente o equivoco cometido no preenchimento de sua DIRF, conforme correspondência anexa (doc. 27); - que, relativamente à divergência entre DIRF e infonne de rendimentos da retenção realizada pelo Banco UNIBANCO, na verdade, ela reconheceu a titulo de rendimento, decorrentes de suas aplicações financeiras, o montante de R$ 2.590.619,00, o que superaria o montante do rendimento bruto constante na DIRF elaborada pelo UNIBANCO; - que não haveria fundamento jurídico que justificasse a glosa da totalidade do IRRF declarado por aquela instituição financeira na DIRF e informe de rendimentos, mas tão somente o valor correspondente à suposta receita que deixou de ser computada no seu rendimento tributável. A 5' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto, apreciando os argumentos expendidos pela contribuinte, decidiu, por meio do acórdão n° 14- 17.435, de 29 de outubro de 2007, pela improcedência dos pedidos, conforme ementa a seguir transcrita. IR]?? DECORRENTE DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. RESTITUIÇÃO. O IRRF decorrente de aplicações financeiras somente poderá ser compensado na declaração de rendimentos se o contribuinte possuir o Informe de Rendimentos Financeiros emitido em seu nome pela fonte pagadora; caso contrário, não poderá ser compensado e, por conseguinte, não poderá gerar direito à restituição. INCORPORAÇÃO. CISÃO PARCIAL. EVENTO. A data do evento da incorporação e cisão parcial, para fins de legislação tributária, é aquela em que ocorrer a deliberação que aprovar a incorporação, através de assembléia dos acionistas, quando se tratar de sociedades por ação, ou de alteração do contrato social, no caso das demais sociedades. Se entre a data de assinatura dos documentos e de seu arquivamento na Junta Comercial decorrerem mais de 30 (trinta) dias, a data do evento de incorporação (ou cisão) será a do registro pelo órgão. DIREITO CREDITORIO. COMPROVAÇÃO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que seja aferida sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. RENDIMENTOS FINANCEIROS. FONTE PAGADORA. AUSÊNCIA DE DECLARAÇÃO. BENEFICIÁRIO. COMPROVANTES fer 4 Processo nó 13851.001981/2003-94 SI-C3T2 Resolução n.° 1302-00.024 Fl. 3 A ausência de declaração de informações de fonte pagadora referente a rendimento pago e respectivo imposto de renda retido não impede que seu beneficiário o deduza do devido no período de apuração quando este apresenta os respectivos informes emitidos por aquela e reste demonstrado que tais valores foram regularmente oferecidos à tributação. IRPJ. SALDO NEGATIVO. O reconhecimento de direito crediário a título de saldo negativo reclama comprovação contábil do valor devido na apuração anual e que referido saldo negativo não tenha sido utilizado para compensara imposto de renda devido nos períodos posteriores àqueles abrangidos no pedido. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria submetida a glosa em análise de pedido de restituição de saldo negativo de IRPJ, não contestada na manifestação de inconformidade, é reputada como incontroversa e é insuscetível de ser trazida à baila em momento processual subseqüente. Inconformada, a contribuinte impetrou o recurso voluntário de fls. 813/827, por meio do qual sustenta: Relativamente às glosas dos valores de Imposto de Renda Retido na Fonte cujos informes de rendimentos foram emitidos em nome de Companhia de Participações Marítimas ÇCPM) e Fital Participações S/A (FITAL): - que o posicionamento defendido pela Fiscalização (e corroborado na decisão de primeira instância) está equivocado, pois se encontra apoiado em erro cometido pelas fontes pagadoras dos rendimentos produzidos por aplicações financeiras à ela pertencentes no ano- calendário de 1999; - que em 30 de dezembro de 1998, previamente às retenções, incorporou a FITAL e parcela dos bens da CPM, em decorrência de sua cisão parcial, conforme comprovam as anexas atas de assembléia geral extraordinária, o protocolo e justificação de cisão parcial com incorporação e os laudos de avaliação; - que não se pode alegar, como fez a autoridade julgadora de primeira instância, que os efeitos da incorporação só poderiam ser reconhecidos por ela a partir da data do registro das operações perante ajunta comercial, ocorrido em 03 de fevereiro de 1999, pois o art. 36 da Lei n° 8.934/94, que trata do registro público de empresas mercantis e atividades afins, determina que os documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e extinção de firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e cooperativas "deverão ser apresentados na junta dentro de 30 (trinta) dias contados de sua assinatura, a cuja data retroagirão os efeitos do arquivamento; fora desse, o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder"; - que é importante observar que o termo final do prazo de trinta dias é a data de apresentação do documento societário pelo interessado na junta, e não a data do despacho que deferir o arquivamento (adita que o documento foi_apresentado tempestivamente, em 29 de janeiro de 1999, conforme atesta a anexa certidão expedida pela Junta Comercial do Estado de São Paulo; - que ainda que o documento tivesse sido apresentado intempestivamente perante a junta comercial (o que, para ela, não seria o caso), não procede a afirmação feita pela autoridade julgadora de primeira instância de que, para fins fiscais, os efeitos do ato de incorporação, fusão ou cisão só valeriam a partir da data do despacho que conceder o arquivamento, pois, na apresentação intempestiva, o que não retroage à data da assinatura do documento e só terá eficácia a partir do despacho que o conceder são os efeitos do arquivamento, e não a eficácia do ato, que continua a se reportar à data da deliberação que aprovar a incorporação, fusão ou cisão; - que a legislação tributária federal nunca condicionou os efeitos fiscais do ato de incorporação, fusão ou cisão ao registro do documento societário perante a junta comercial, e sim à data do evento, isto é, à data da deliberação que aprovar a incorporação, fusão ou cisão; - que é entendimento pacífico doutrinário que o arquivamento dos atos societários perante a junta comercial não é constitutivo de direito, mas, sim, meramente declaratório; - que os erros e equívocos cometidos pelas instituições financeiras, quando do preenchimento dos informes de rendimentos, não podem ser utilizados pela Fiscalização para indeferir o seu direito à restituição do saldo negativo de IRPJ relativo ao ano-calendário de 1999 (transcreve manifestações jurisprudenciais que convergem para esse entendimento); - que, especificamente quanto à cisão parcial da CPM, cabe esclarecer que a parcela vertida do acervo líquido em seu favor é composta, exclusivamente, por aplicações financeiras, conforme atestam os documentos societários da operação já juntados aos autos, sendo o seu valor contábil avaliado em R$ 87.538.153,70, que, somados ao crédito de R$ 165.870,67, objeto do INSTRUMENTO PARTICULAR DE CESSÃO DE CRÉDITOS DE APLICAÇAO FINANCEIRA, firmado entre a CPM e ela, chegar-se-á ao montante global de R$ 87.704.024,37, constante da folha do Livro Razão da CPM que foi juntada ao processo, comprobatória da transferência do saldo das aplicações financeiras entre as empresas; - que o objeto do mencionado instrumento particular corresponde a direitos e obrigações decorrentes de aplicações financeiras, e não à transferência de créditos de imposto retido na fonte vinculados a aplicações financeiras como alegado pela autoridade julgadora de primeira instância. Relativamente à glosa realizada em função de divergências entre a DIRF e os informes de rendimentos: - que a divergência decorre de equivoco cometido pelo BANCO ROBOBANK INTERNATIONAL BRASIL S/A que, para fins da D1RF, considerou equivocadamente que parte dos rendimentos gerados em operações de SWAP foi auferida pela CPM, mesmo depois da cisão de seu patrimônio, enquanto que, no informe de rendimento, foi devidamente considerado que a totalidade dos rendimentos dessas operações foi paga à ela; - que a referida instituição financeira reconheceu expressamente o equivoco cometido no preenchimento da DIRI, conforme se verifica pela correspondência anexa; - que, não obstante a decisão de primeira instância tenha negado provimento • integral à manifestação de inconformidade, a conclusão deste item no processo é bastante favorável à sua pretensão (transcreve excerto do voto condutor da referida decisão); •4011, Processo n° 13851.001981/2003-94 SI-C3T2 Resolução n.° 1302-00.024 Fl. 4 - que, ainda que hipoteticamente, a glosa fosse procedente, ela não poderia ser no montante total de RS 135.655,07, senão de R$ 57.420,45, correspondente à diferença entre RS 135.655,07 e R$ 78.234,62. Relativamente à glosa do imposto retido pelo UNIBANCO: - que, se os lançamentos contábeis registrados no seu Livro Razão tivessem sido examinados pela Fiscalização com a atenção exigida, verificar-se-ia que, na verdade, ela reconheceu, a título de receitas financeiras provenientes de suas aplicações realizadas no UNIBANCO, o valor total de R$ 2.590.619,00, conforme demonstram o quadro anexado aos autos e os lançamentos contábeis; - que, ainda que a Fiscalização estivesse certa, não há qualquer fundamento jurídico válido que justifique a glosa da totalidade do IRF declarado, mas tão somente do valor correspondente à suposta receita que deixou de ser computada no rendimento tributável; - que, além disso, o acórdão da DM, embora tenha concluído pelo indeferimento integral da manifestação de inconformidade, garantiu expressamente parte do crédito pleiteado (transcreve excerto do voto condutor da referida decisão). Relativamente ao direito à restituição/compensação do saldo negativo e - que autoridade julgadora de primeira instância impropriamente impõe à ela o dever de realizar a prova negativa de um fato impeditivo, modificativo ou extintivo do seu direito creditório (provar a inexistência de compensação sem requerimento à autoridade fiscal), ânus que, para ela, compete à autoridade fiscal (reproduz o art. 333 do CPC); - que a autoridade de primeira instância levantou uma questão que não havia fundamentado a glosa feita pela Fiscalização quando da elaboração do despacho decisório; - que a jurisprudência administrativa é pacífica e intransigente contra a inovação do feito pela autoridade julgadora. É o Relatório. 7 Voto Conselheiro WILSON FERNANDES GUIMARÃES Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Trata a lide de pedido de restituição de saldo negativo no montante de R$ 5.620295,97, relativo ao ano-calendário de 1999, cumulado com pedidos de compensação. A unidade administrativa que primeiro analisou os pedidos da contribuinte, Delegacia da Receita Federal em Araraquara, São Paulo, os deferiu de forma parcial, vez que: a) embora a contribuinte solicitasse a restituição de R$ 1.773.276,69, por meio da PER/DCOMP n° 07729.60842.151203.1.2.02-5046, não existia informes de rendimentos nesse valor em seu nome, nem Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) nos sistemas informatizados da Receita Federal em igual forma; b) entre os informes de rendimentos apresentados, constavam documentos em nome da empresa FITAL PARTICIPAÇõES S/A, que não seriam passíveis de restituição; c) a empresa CPM — Companhia de Participações Marítimas, detentora dos informes e apontada pelas fontes pagadoras como real beneficiária dos rendimentos, também apresentara pedido de restituição dos valores; d) efetuou-se a glosa no valor de R$ 135.655,07, relativo ao informe de rendimentos do Banco Rabobank INTL. Brasil S/A, CNP': 01.023.570/0001-60, em razão de divergência entre os valores informados na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) e aqueles constantes nos informes de rendimento; e) efetuou-se a glosa do montante de R$ 455.630,62, relativo ao IRRF retido pela fonte pagadora UNIBANCO, CNPJ n° 33.700.394/0001-40, em virtude de insuficiência do rendimento bruto oferecido à tributação; O a contribuinte informara na linha 16 da ficha 13A da declaração, o valor de R$ 197.247,07, como imposto de renda mensal pago por estimativa, todavia, incluiu tal valor no total do 'RAF que compôs o saldo negativo do IRPJ do ano-calendário de 1999: A contribuinte, tendo impetrado Manifestação de Inconformidade, alegou serem indevidas as glosas efetuadas pela autoridade administrativa, excetuando, apenas, o montante de R$ 197.247,07, que já havia sido considerado na apuração da estimativa devida. A autoridade julgadora de primeira instância, apreciando os argumentos trazidos pela contribuinte, manteve a decisão prolatada pela Delegacia da Receita Federal Araraquara. Nesse sentido, restou assinalado no voto condutor correspondente: Glosa de valores de IRRF constantes dos informes de rendimentos da CPM e da FITAL Como visto, o que é passível de restituição e o saldo negativo de imposto de renda a pagar, que ocorre nos casos em que o IM?F' compensado é superior ao imposto de renda devido no período. Cn•é-- a Processo n° 13851.0019811'2003-94 SI-C3T2 Resolução n.° 1302-00.024 Fl. 5 Dessa forma, a análise do presente indébito implica, entre outros procedimentos, verificar se está correta a compensação de 'RAF efetuada pela interessada. Conforme disposição do art. 815 do RIR/1999, fundamentado no art. 13, § 3°, da Lei n°4.154, de 1962, e art. 64 da Lei n°9.430, de 1996, a pessoa jurídica que, em sua declaração de rendimentos, efetuar compensação de imposto de renda retido na fonte, deverá comprovar a retenção correspondente com uma das vias do documento fornecido pela fonte pagadora. Igualmente, verifica-se que o parágrafo 2° do artigo 943, § 2°, do R1R/1999, determina que o imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de rendimentos, se a contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora. ••• Na manifestação de inconformidade, a interessada alega que o posicionamento defendido pela autoridade fiscal, que proferiu o despacho decisório, está equivocado, 'Pois se encontra apoiado em erro cometido pelas fontes pagadoras dos rendimentos produzidos por aplicações financeiras pertencentes à requerente no ano-calendário de 1999, quando da apuração dos respectivos informes de rendimentos". Em suma, a contribuinte sustenta ser, no ano-calendário de 1999, a efetiva beneficiária dos rendimentos em questão e não as empresas CPM e FITAL. • ... não há comprovação da certeza e liquidez do crédito almejado. Um, porque a requerente trouxe à colação informe de rendimento que tem como beneficiária a empresa FITAI. PARTICIPAÇÕES S/A. Dois, porque a data do evento que aprovou a incorporação da empresa FITAL Participações S/A pela FISCHER S/A, COMÉRCIO, INDÚSTRIA E AGRICULTURA é de 03 de fevereiro de 1999 e não 30 de dezembro de 1998, como alegado pela manifestante. Três, porque não há elementos nos autos que comprovem que as aplicações financeiras relativas ao informe de rendimentos de fl. 744 tiveram inicio em 03/02/1999, data esta que a empresa FITAL PARTICIPAÇÕES S/A foi incorporada pela requerente. E por fim, se fosse o caso de retificação do informe de rendimento de fl. 744, o qual a fonte pagadora está obrigada, anualmente, a fornecer a seus clientes, poderia a contribuinte, com facilidade, obter a retificação de referido informe junto à fonte pagadora. E tal providência caberia apenas à interessada, não ao Fisco, porquanto é obrigação daquela fazer a prova do direito à compensação do IRRF efetuada na declaração de rendimentos. Quanto à cisão parcial da empresa CP.A.I — Companhia de Participações Marítimas, a contribuinte alega que sucedeu essa empresa em seus direitos e obrigações, tomando-se titular de suas aplicações financeiras e, conseqüentemente, a efetiva beneficiária dos rendimentos produzidos nesses inverentos. , 9 De plano, quanto à data do evento, os mesmos argumentos já levantados para a FETAL PARTICIPAÇÕES S/A são válidos para a CPM — Companhia de Participações Marítimas. Sobremais, como sustenta a contribuinte, as retenções do 1RRF foram realizadas posteriormente a cisão e incorporação das referidas sociedades, devendo a contribuinte, dessa forma, possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora. Verifica-se no processo, no entanto, que juntamente com a apresentação do pedido inicial, bem como em resposta à intimação da DRF Arara quara, a interessada trouxe à colação informes de rendimentos que têm como beneficiárias as empresas CPM — Companhia de Participações Marítimas (fls. 132/141). Como já observado, se fosse o caso de retificação dos informes de rendimentos, poderia a contribuinte, com facilidade, obter a retificação de referidos informes junto às fontes pagadoras. Assim, tendo em vista que, apesar das várias oportunidades que teve (quando da protocolização do pedido inicial, quando da intimação formulada pela DRF/Araraquara e quando da manifestação de inconformidade), a interessada não procurou retificar os Informes de Rendimentos Financeiros, pressuposto básico legal para a compensação do IR!??, entendo não ter ela o direito à compensação efetuada, nas declarações de rendimentos do ano-calendário 1999. Ademais, como se viu, a cisão sob análise foi parcial, caberia, portanto, à contribuinte especificar quais as aplicações financeiras verteram efetivamente ao patrimônio da ora requerente. Ao contrário disso, tendo como justificativa "evitar a prescrição/decadência do direito de pleitear a restituição acaso seja eventualmente entendido que o pedido deveria ter sido efetuado pela outra empresa" (ti. 03), a requerente formalizou, em seu nome, a PER/DCOMP n° 07729.60842.151203.1.02-5046, solicitando restituição no valor de R$ 1.773.276,69, como também apresentou a PER/DCOMP n° 14776.96083.151203.1.2-7015, em nome da CPM — Companhia de Participações Marítimas, no qual consta o mesmo suposto indébito, ressalvando que se deferido o de uma das empresas, deve-se indeferir o outro, por se referirem aos mesmos elementos. Por outro lado, quanto ao argumento da interessada "que das aplicações financeiras realizadas pela CR1/1 (R$ 87.704.024,37 — doc. 24), muito embora o valor correspondente a R$ 165.870,67 não tenha constado da parcela cindida do patrimônio da CPM ele foi cedido à requerente mediante instrumento particular de cessão de créditos de aplicação financeira (doc. 25)", oportuno se torna dizer que a cessão de créditos é absolutamente ineficaz no âmbito da legislação tributária, em especial no que diz respeito às compensações objeto deste processo, pois, no campo tributário, a compensação perde seu contorno genérico, delimitando-se pelo principio maior que rege as relações jurídico-tributárias: o da legalidade estrita. Assim, uma condição imposta pelo artigo 170 do CTIV consiste no fato de que a compensação provocará a extinção do crédito tributário se o crédito liquido e certo for do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Para que a contribuinte possa afirmar que seu crédito é líquido e certo é necessário que se proceda ao exame formal e material dessa C Processo n° 13851.001981/2003-94 SI-C3T2 Resolução 11.° 1302-00.024 Fl. 6 constituição. É preciso resposta às seguintes indagações: a) Quem é o credor? b) Qual o montante do objeto da prestação? d) Qual o motivo do vinculo jurídico que enlaça os sujeitos de direito? Nesse sentido, o caput do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, com a redação que lhe foi dada pelo art. 49 da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, só autoriza compensação de créditos apurados pelos sujeitos passivos com débitos próprios, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. A par disso, a IN SRF n° 210, de 2002, em seu art. 30, vedou expressamente a compensação de débitos do sujeito passivo, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, com créditos de terceiros vedação hoje determinada pelo art. 40 da Instrução Normativa n°600, de 28 de dezembro de 2005. Importante lembrar, aqui, que a autoridade administrativa está vinculada, em seus despachos e decisões, às normas legais regularmente editadas, delas não podendo se afastar, sob pena de responsabilidade funcional. Como já destacado, a comprovação de indébito é atribuição da peticionária, cabendo à autoridade administrativa, por sua vez, examinar a liquidez e certeza de que teriam sido repassadas aos cofres públicos importâncias superiores àquelas devidas pela contribuinte de acordo com a legislação pertinente, autorizando, após confirmação de sua regularidade, a restituição ou compensação do crédito conforme vontade expressa da contribuinte. O pedido, dessa forma, não pode ser alternativo, mas sim líquido e certo. Destarte, ajuntada de documentos que demonstrem a certeza e liquidez do crédito que a interessada aduz possuir e a comprovação de que referido crédito foi apurado e compensado de acordo com as normas legais é obrigação da pretendente. Assim, correta a glosa dos valores de IR]??, constantes dos informes de rendimentos da CPM e da FITAI., efetuada pela DRF Araraquara. Glosa realizada em função de divergências entre DIRF e o correspondente informe de rendimentos fornecido pelo Banco Rabo bank International Brasil S/A A questão no presente tópico resume-se à aceitação ou não da comprovação de retenção pela fonte pagadora da importância de R$ 135.655,07, correspondente a aplicações em operações SPVAP da interessada durante o ano-calendário de 1999, mais especificamente no Banco Rabo bank International Brasil S.A. Como foi verificada pela autoridade fiscal diferença entre o valor pleiteado e o informado em DIRF — R$ 57.420,45, foi intimada a interessada a comprovar tal divergência por intermédio da Intimação DRF/AQA/Sorat/Eqort n° 179/2006 de fls. 321/322 — ciência em 10/11/2006. Pois bem, conforme documento de fi. 508 — fornecido pela fonte pagadora e apresentado em atendimento à Intimação DRF/AQA/Sorat/Eqort n° 179/2004 em 24/11/2006, a interessa. te11 arcou com retenção de IRRF por aplicações em operações STVÁP no valor de R$ 135.655,07. Em sua manifestação de inconformidade, a interessada juntou esclarecimentos do Banco Rabobank International Brasil 5/A que atesta ter havido erro na confecção da DIRF, confirmando os valores do informe de rendimentos defl. 508. Ora, reconhecido pela fonte pagadora o erro na informação prestada à RFB e tendo fornecido o informe de rendimentos correto à interessada, não pode ser imputada a quem arcou com a retenção do imposto a responsabilidade pelas falhas cometidas. Ademais, por reiteradas vezes esta Turma de Julgamento tem entendido que a compensação do IRRF incidente sobre rendimentos computados na declaração tem como uma das condicionantes a apresentação dos respectivos comprovantes de retenção emitido em nome da beneficiária pela fonte pagadora dos rendimentos Dessa forma, nesse tópico, por ter atendido ao previsto no artigo 55 da Lei n° 7.450, de 23 de dezembro de 1985, assiste à contribuinte o direito de deduzir do imposto de renda apurado anualmente, o valor de R$ 135.655,07, correspondente ao IRRF incidente sobre rendimentos de aplicações financeiras no Banco Rabo bank International Brasil SÁ Glosa do IRRF retido pelo UNIBANCO Em virtude de insuficiência de rendimento bruto oferecido à tributação, a autoridade fiscal glosou o montante de R$ 455.630,62, relativo ao 1W decorrente de aplicações financeiras concentradas no UNIBANCO, com fundamento no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). A contribuinte, por sua vez, informa que reconheceu a titulo de receitas financeiras, relacionadas às aplicações financeiras por ela realizadas no UIVIBÁNCO, o valor total de R$ 2.590.619,00, isto é, valor maior do que o constante no informe de rendimentos de fls. 510/511 (R$ 2.554.537,95). Para comprovar o valor declarado como 1RRF, na cifra de R$455.630,62, bem como para comprovar o oferecimento à tributação da receita financeira correspondente às aplicações financeiras sob exame, no montante de RS 2.590.619,00, a defendente elaborou o demonstrativo de fl. 774 e acostou aos autos o Livro "Razão Parcial" às fls. 775/789 do ano- calendário de 1999. A seguir, apresenta-se quadro-resumo das receitas financeiras mensais, conforme informado pela requerente no indigitado livro e consolidado no demonstrativo de fl. 774, comparativamente aos informes de rendimentos de fls. 510/511. Mês Livro Razão — Receitas Informe de Rendimentos IFLRF Financeiras - Receitas Financeiras Janeiro RS 289.811,99 R$ 289.811,99 R$ 57.962,40 Março R$ 161.603,08 R$ 161603,08 R$ 32.320,62 Abril R$ 680.996,24 R$ 680.996,24 R$ 136.199,23 Julho RS 83.873,80 R$ 82.040,80 R$ 16.408,16 Agosto R$ 965.039,66 R$ 933.546,71 R$ 186,709,34 Outubro AS 341.268,92 R$ 341.268,92 R$ 12.976,83 Dezembro /2$ 68.025,31 R$ 65.270,21 R$ 13.054,04 12 Processo n° 13851.00198112003-94 S1-C3T2 Resolução n.° 1302-00024 Fl. 7 Total R$ 2.590.619,00 1RS 2.554.537,95 RS 455.630,62 Como se observa, o quadro-comparativo entre o valor informado no informe de rendimento pela fonte pagadora (fls. 510/511), no total de R$2.554.537,95, e aquele contabilizado, segundo a requerente, no montante de R$ 2.590.619,00, apresenta diferença de valores nos meses de julho, agosto e dezembro de 1999, o que por si só já justificaria, nesses três meses, a glosa da dedução efetuada a titulo de IRRF. Todavia, mesmo nesses três meses é preciso ressaltar que há lançamentos individualizados que devem ser reconhecidos, pois correspondem aos mesmos valores lançados tanto na conta "RECEITAS C/ SWAP DE TAXA", como no informe de rendimentos de fl. 510 dos autos, quais sejam: Mês Livro Razão Informe de IRRF Rendimentos Julho RS 64.760,56 RS 64.760,56 R$ 12.952,12 Agosto R$ 58.553,84 R$ 58.553,84 R$ 11.710,78 Dezembro R$ 4.534,42 RS 4.534,42 R$ 906,88 Assim, restando confirmada nos autos a efetividade do imposto de renda na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras pagos à requerente e tendo esta confirmado a inc usão desses rendimentos na apuração do lucro real, há que se considerar a compensação do IRRF na apuração do imposto de renda a pagar, relativo às aplicações financeiras realizadas no UNTRANCO, nos seguintes valores: Mês IRRF Janeiro R$ 57.962,40 Março R$ 32.320,62 Abril R$ 136.199,23 Julho R$ 12.952,12 Agosto R$ 11.710,78 Outubro RS 12.976,83 Dezembro RS 906,88 Total R$ 265.028,86 Assim, do montante de R$ 455.630,62, a titulo de IRRF, relativamente às aplicações financeiras realizadas no UNIBANCO, tem a contribuinte o direito de deduzir do imposto de renda apurado anualmente, a cifra de R$ 265.028,86. Direito ao Saldo Negativo de IRPJ do ano-calendário de 1999 Em que pese as análises acima, relativa ao imposto de renda retido na fonte (1RRF), o enfoque que devemos dar aos autos, como já visto, é de determinação do saldo negativo de IRPJ apurado no final de cada período, uma vez que toda retenção na fonte (IRRF) é considerada, em realidade, antecipação do imposto devido (IRPJ). Em tema de restituição e compensação de saldo negativo de IRPJ com outros tributos, ou com o próprio, incumbe o atendimento de quatro premissas: 15 a constatação dos pagamentos ou das retenções; 25 a oferta à tributação das receitas que ensejaram as retenções, em face do artigo 37, § 3 0, "c" da Lei n° 8.981, de 20/01/1995; 35 a apuração do indébito, fruto do confronto acima delineado e, 49 a observância do eventual indébito não ter sido liquidado em autocompensações. s29r 13 Dessa forma, embora no tocante à previsão legal não remanesça dúvida quanto à possibilidade de a pessoa jurídica tributada com base no lucro real poder compensar o imposto retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras com o imposto apurado, no que concerne ao reconhecimento do direito creditó rio, no caso especifico de saldo negativo de IRPJ, este podia, até 01/10/2002, à opção da contribuinte, ser compensado com resultados positivos de IRPJ de períodos subseqüentes, ou compensado com outros tributos, e até mesmo restituído, dependendo, nas duas últimas hipóteses, entretanto, de requerimento à Administração. À vista do acima descrito, inconteste a faculdade da contribuinte em compensar o "saldo negativo de IRPJ", apurado no ano-calendário de 1999, em períodos subseqüentes, independentemente de autorização da Administração Tributária, desde que utilizados para quitação de tributos da mesma espécie e destinação constitucional, e atendidas as formalidades legais pertinentes ao ato. Destarte, no que tange ao exercício da livre escolha de como aproveitar o saldo disponível de IRPJ apurado no ano-calendário de 1999, é primordial que o valor apropriado em conta de ativo, a titulo de imposto de renda a recuperar e objeto do pedido de restituição em exame, não tenha sido utilizado em períodos subseqüentes. Como já alinhavado, a certeza e liquidez de crédito a titulo de saldo negativo de IRPJ, para fins de repetição tributaria, não se apura em razão do quantum do tributo declarado corno devido no ano calendário, mas sim em relação ao quantum mostrado pela contabilidade e outros documentos fiscais, sendo a declaração de rendimentos apenas um deles. Dai porque é necessário que aos autos venham as provas, notadamente contábeis. Dentre outras, os registros contábeis de conta no ativo do imposto de renda a recuperar, a expressão deste direito em balanços ou balancetes, a demonstração do resultado do exercício, etc., e ainda os registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), tudo a dar sustentação à veracidade do saldo negativo de IRPJ declarado. A par disso, cumpre observar que dos documentos juntados aos autos não se pode identificar a disponibilidade na escrituração contábil da peticionária do valor do saldo negativo de IRPJ, relativo ao ano- calendário de 1999, porventura existente no momento do pedido de restituição. Ademais, em pesquisas nos sistemas da RFB, verifica-se que a contribuinte apresentou compensações de 1RPJ e IRRF, sem processo, durante o ano-calendário de 2000, utilizando-se para tanto de "saldo negativo pen'odo anterior". E na época a contribuinte realmente poderia proceder à autocompensação (sem requerimento à autoridade fiscal), desde que envolvidos tributos da mesma espécie e os débitos fossem posteriores aos indébitos, a ver pela Instrução Normativa n°21, de 10 de março de 1997, com as alterações da Instrução Normativa n° 73, de 15 de setembro de 1997: "Art. 14. Os créditos decorrentes de pagamento indevido, ou a maior que o devido, de tributos e contribuições da mesma espécie e clestinação constitucional, inclusive quando resultantes de reforma, 14 Processo n° 13851.001981/2003-94 SI-C3T2 Resolução n.° 1302-00.024 Fl. 8 anulação, revogação ou rescisão de decisão condenató ria, poderão ser utilizados, mediante compensação, para pagamento de débitos da própria pessoa jurídica, correspondentes a períodos subseqüentes, desde que não apurados em procedimento de oficio, independentemente de requerimento." Negritos acrescidos Ressalto que nos autos não constam os registros contábeis relativos às compensações do 1RPJ devido nos períodos subseqüentes à apuração do saldo negativo de IRPJ sob exame (a partir de janeiro de 2000). Destarte, a juntada de documentos que demonstrem a efetividade e liquidez do crédito que a interessada aduz possuir e a comprovação de que referido crédito foi apurado e não tenha sido já utilizado em períodos subseqüentes, de acordo com as normas legais, é obrigação da pretendente. A par disso, assim dispõe o Código de Processo Civil, art. 333: "Art. 333. O ónus da prova incumbe: 1 - ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor". (grifei) Quanto ao pedido de perícia formulado pela manifestante, vejamos o artigo 18 e 28 do Decreto 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícia quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (redação dada pelo art. I° da Lei n°8.748/93). Art. 281 Na decisão em que forjulgada questão preliminar será também julgado também o mérito, salvo quando incompatíveis, e dela constará o indeferimento fundamentado do pedido de diligência ou perícia, se for o caso. (redação dada pelo art. 1° da Lei n°8.748/93) No caso em exame, considera-se desnecessária a perícia solicitada pela manifestante, por entendê-la dispensável para o deslinde do presente julgamento. A realização de perícia pressupõe que o fato a ser provado necessite de conhecimento técnico especializado, fora do campo de atuação do julgador, o que não é o caso dos presentes autos. Com efeito, a perícia somente se justifica quando a prova não pode ou não cabe ser produzida por uma das partes. Posto isto, entendo que o pedido deva ser indeferido. No que tange ao pedido final, na peça impugnatória, de juntada posterior de documentos, o Decreto n°70.235, de 1972, em seu art. 16, inciso Hl, com a redação conferida pelo art 1° da Lei n` 8.748/93, determina que a impugnação apresentada deve necessariamente mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. 15 O sobredito Decreto determina, ainda, que a prova documental deve ser apresentada juntamente com a impugnação, "precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual". Assim, porquanto não há comprovação da certeza e liquidez do crédito pleiteado, relativo ao saldo negativo de IRPJ apurado no ano- calendário de 1999, VOTO pela improcedência da manifestação de inconformidade. Entendo, pois, que o proceso não se encontra em condições de ser apreciado, motivo pelo qual conduzo meu voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que a unidade administrativa de jurisdição da contribuinte preste os seguintes esclarecimentos: 1. verificar, por meio de diligência, se os assentamentos contábeis indicavam a existência de imposto a recuperar relativo ao ano-calendário de 1999 por ocasião da formalização do pedido de restituição; 2. em caso positivo, informar se os referidos assentamentos contábeis apontam a utilização do citado valor (imposto a recuperar relativo ao ano-calendário de 1999) na compensação de débitos, promovendo, se for o caso, a correspondente discriminação de tal utilização. Solicita-se, ainda, que os pedidos que ora se requer sejam objeto de RELATÓRIO, o qual deverá ser objeto de ciência à Recorrente para, se quiser, aditar razões. WILSOVI • - • • S - Relator • 16
score : 1.0
Numero do processo: 10845.003922/93-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IPI - Classificação - Mercadoria com nome comercial "Tinovetin h" 1) Laudo Labana confirmando que se trata de uma preparação tensoativa à base de mistura de compostos orgânicos derivados de butilnafialenossulfonato de sódio e sulfato de sódio 2) Na falta de provas motivadas pela autuada, "in casu", laudo pericial, refutando as afirmações do Labana, há que prevalecer a presunção de legitimidade dos atos praticados pela Administração Pública 3) Classifica-se no código tarifário TAB-SH 3402.19.0000.
Numero da decisão: 301-28.482
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 26 de agosto de 1997 MOM2CRELOYI5E MEDEIROS PRESIDENTE I 1-7377"/ noc RAW" A C RAI. re. A A, nier Coo-donoyeo-Giral • • Ispz*Tor • r-eo ritfrajudiciai ISALBERTO ZAVÃO LIMA • /atenda • 'acionai RELATOR 1 O CUT 1997 C Nii5Procuradora a r areada Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, MARIA HELENA DE ANDRADE (suplente), LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS e MÁRIO RODRIGUES MORENO. RCM MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO : 117.188 ACÓRDÃO N' : 301-28.482 RECORRENTE : CUBA GEIGY QUÍMICA S/A RECORRIDA : DRF - SANTOS/SP RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Retomo de Diligência ao INT, determinada pela Resolução 301-1-26, de 25.04.96, referente Auto de Infração lavrado contra a C1BA-GEIGY QUIMICA S.A (fls. 01), sob a alegação de que esta desembaraçou o produto TINOVET1N B, classificado no sub-item tarifárico TAB/SH 2904.10.9900, com alíquota de 0% (zero por cento) para I.P.I.., ao invés de 3402.19.0000, com alíquota de 15%. Auto baseado no Laudo do Laboratório de Análises (fl. 16), que certificou tratar-se de uma preparação tensoativa à base de mistura de compostos orgânicos derivados de butil- naftalenossulfonato de sódio e sulfato de sódio, e não apenas um dibutilnaftalenosulfonato de sódio como mencionado na DL Multa capitulada no artigo 364, II, do Regulamento do I.P.I.. Nas fls. 10 a 12, a Autuada apresentou Impugnação, tendo alegado que o produto importado é um ácido naftalenossulfônico, derivado do sulfonado do hidrocarboneto, de composição química definida, pois apresenta 2 (dois) radicais butil, mais naftaleno e radical S03. A Ação Fiscal foi julgada procedente, conforme consta nas fls. 25. A Autuada, irresignada, interpôs recurso, onde alega que a análise realizada pelo LABANA, em seu Laudo n° 934, é equivocada, vez que no processo de síntese do dibutilnaftalenosulfanato jamais foi adicionado o sulfato de sódio. E reitera suas alegações, respaldando-as no Parecer do I.P.T (fls. 32 e 33) e diz mais uma vez, que o produto importado tem composição química definida, e, por conseguinte, a decisão recorrida deverá ser reformada. Comunicada quanto à Diligência e citada para manifestar-se quanto à concordância em arcar com as despesas decorrentes da elaboração de Laudo Técnico pelo I.N.T., a empresa não se manifestou, tendo a RO encaminhado o Processo ao CC para Decisão. É o Relatório. 7‘ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 117.188 ACÓRDÃO N3 : 301-28.482 VOTO No processo mencionado acima, existe o Laudo de Análise do LABANA, lastreando o Auto, que concluiu ser o produto importado uma preparação tensoativa à base de mistura de compostos orgânicos derivados de Butil- Naftalenosulfonato de Sódio e Sulfato de Sódio (fls. 16). Entretanto, às fls. 32 e 33, consta o Parecer do I.P.T., encomendado pela Autuada, que conclui no sentido de que o produto "Tinovetin B" possui dibutilnaftaleno-sulfato de sódio, sulfato de sódio, cloreto de sódio e água. Note-se que o Laudo estranhos aos Autos, apresentado pela Recorrente, confirma a presença do sulfato de sódio na proporção de 60%, contradizendo a própria argüição do Recurso de que a Empresa jamais teria adicionado tal substância. Para dirimir quaisquer dúvidas que ainda pudessem exsurgir, como a questão da composição química ser definida ou não, esta Câmara converteu o Processo em diligência na tentativa de resguardar o direito à ampla defesa e ao contraditório da Autuada. Citada à manifestar sua concordância em arcar com os custos da elaboração de novo Laudo que seria encomendado ao I.N.T., manteve-se silente o que se pressupõe sua discordância tácita. Ora, o Auto foi lavrado com respaldo num Laudo de Órgão Técnico que procedeu aos exames laboratoriais e constatou a presença de outros elementos quirnicos, adicionais aos citados pelo Importador. A Autuada, além de não apresentar provas que pudessem refinar a pretensão fiscal, não patrocinou a elaboração de outro Laudo que objetivava, justamente, confirmar as alegações utilizadas em sua defesa. Silente quanto ao novo Laudo determinado pelo CC e sem provar suas afirmações, em parte confinantes, passa batida a Recorrente, prestigiando-se a presunção de legitimidade dos Atos da Administração Pública. Em face do exposto nego provimento ao Recurso. Sala de Sessões, em 26 de agosto de 1997 ji•'\.2 ISALBERTO ZAVÃO LIMA - RELATOR 3 Page 1 _0013700.PDF Page 1 _0013800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10700.000034/2007-45
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2005 a 31/01/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - COMPENSAÇÃO - GLOSA.
Serão glosados pelo Fisco os valores compensados indevidamente pelo sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.305
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento
ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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Numero do processo: 16327.001435/2005-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.125
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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E PARTICIPAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Daniel Salgueiro da Silva, Eduardo de Andrade e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 249 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 5ª Turma da DRJ/SPOI, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, considerar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2003 LUCROS APURADOS POR CONTROLADA NO EXTERIOR. PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. SOBRESTAMENTO. A propositura pela contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, mesmo se referirse a matéria objeto de processo fiscal, não obsta o prosseguimento deste. RESULTADO NEGATIVO DE PERÍODOS ANTERIORES. INEXISTENCIA DE SALDO. Correta a apuração da base de cálculo do IRPJ sem a compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores, não mais existentes após compensação efetuada em outra autuação. EXIGIBILIDADE SUSPENSA. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. A aplicação da taxa SELIC tem previsão legal, não sendo de competência da esfera administrativa a análise da constitucionalidade de normas jurídicas. CSLL. DECORRÊNCIA. O decidido quanto ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplicase à tributação decorrente dos mesmos fatos e elementos de prova. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: DA AUTUAÇÃO Conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 107 a 110, em fiscalização empreendida junto à empresa acima identificada, constatouse o seguinte: DOS FATOS E DO DIREITO APLICÁVEL Intimada a informar, dentre outras coisas, sobre suas participações empresariais no exterior, a contribuinte apresentou documentação informando que dentro do período fiscalizado deteve participação societária de 100% no capital social da empresa Skorpius Investments Ltd., no valor de R$ 18.099.290,46 em 31/12/2003. Tratase de uma sociedade anônima internacional, constituída em 14/02/2000, localizada nas Ilhas Virgens Britânicas, que tem como principais operações e atividades a compra, venda construção no ramo imobiliário e investimentos no mercado financeiro. A contribuinte Fl. 2DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 250 3 também forneceu cópia dos atos constitutivos e das demonstrações financeiras da Skorpius relativas aos anoscalendário de 2000 a 2003. Analisando os documentos fornecidos pela contribuinte, a fiscalização verificou que, conforme § único (sic) do artigo 74 da MP nº 2.15835/2001, existem lucros disponibilizados e não oferecidos à tributação, referentes à controlada Skorpius, no ano calendário de 2003, no montante de US$ 612.543,52, correspondente a R$ 1.769.760,74 (taxa de câmbio de 2,8892, referente a 31/12/2003, nos termos do artigo 143 do CTN). DA BASE DE CÁLCULO TRIBUTÁVEL Os lucros auferidos no exterior e não oferecidos à tributação no valor de R$ 1.769.760,74, referentes ao anocalendário de 2003, devem ser objeto de lançamento de ofício. DO MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2004.61.00.0080919 A possui medida liminar, deferida nos autos do MS nº 2004.61.00.0080919, “para suspender a exigibilidade do crédito tributário referente ao imposto de renda e à contribuição sobre o lucro líquido, em relação aos lucros auferidos pela empresa, ano base de 2003, por controlada/coligada no exterior até eu ocorra a sua efetiva disponibilização.”. Dessa forma, o crédito tributário destinado a prevenir a decadência deve ser constituído sem o lançamento de multa de ofício (artigo 63 da Lei nº 9.430/96). DOS LANÇAMENTOS Em face do exposto, foram efetuados os seguintes lançamentos (com exigibilidade suspensa), relativos ao anocalendário de 2003: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) Auto de Infração fls. 95 a 99 Fundamento legal artigo 25, §§ 2º e 3º, da Lei nº 9.249/95; artigo 16 da Lei nº 9.430/96; artigos 249, inciso II, e 394 do RIR/99; e artigo 3º da Lei nº 9.959/2000 Crédito Tributário 316.923,40 Imposto (em reais) 81.354,23 Juros de mora (cálculo até 31/08/2005) 398.277,63 TOTAL Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL) Auto de Infração fls. 101 a 104 Fundamento legal artigo 2º, e §§, da Lei nº 7.689/88; artigo 19 da Lei nº 9.249/95; artigo 1º da Lei nº 9.316/96; e artigo 28 da Lei nº 9.430/96 Crédito Tributário 122.732,42 Contribuição (em reais) 31.505,41 Juros de mora (cálculo até 31/08/2005) 154.237,83 TOTAL Crédito Tributário Total (em reais) Consolidado até 398.277,63 IRPJ 31/08/2005 154.237,83 CSLL 552.515,46 TOTAL DA IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento em 16/09/2005 (fls. 96 e 103), a contribuinte, por meio de seu advogado, regularmente constituídos (fl. 123), apresentou, em 17/10/2005, a impugnação de fls. 127 a 137, alegando, em síntese, o seguinte: Fl. 3DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 251 4 Independentemente da decisão final que venha a ser proferida nos autos do MS nº 2004.61.00.0080919, o crédito tributário lançado jamais seria devido na dimensão pretendida, por outros motivos que não são objeto de discussão no processo judicial, a seguir expostos. DOS PREJUÍZOS FISCAIS E BASE DE CÁLCULO NEGATIVA ACUMULADOS Ao recompor a base de cálculo do IRPJ e da CSLL em razão das supostas infrações apuradas, o Auditor Fiscal autuante não reduziu qualquer valor a título de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de anos anteriores, em função de sua utilização integral em outros Autos de Infração, lavrados na mesma data (processo nº 16327.001434/200505), os quais, todavia, foram objeto de impugnação e, de qualquer modo, dependem da decisão final a ser proferida em outro processo judicial (MS nº 2003.61.00.0031266). Vale dizer, tratase de questão prejudicial ao julgamento do presente feito, na medida em que influi diretamente na apuração do crédito tributário que supostamente poderia ser exigido da impugnante. De fato, transitando em julgado a sentença que concedeu a segurança pleiteada nos autos do MS nº 2003.61.00.0031266, restará automaticamente cancelado o crédito tributário constituído por meio do processo nº 16327.001434/200505, com o conseqüente restabelecimento integral dos prejuízos utilizados naquele processo e que deixaram de ser considerados no presente lançamento. Por outro lado, ainda que venha a ser reformada e ao final denegada a segurança, discutese na impugnação apresentada nos autos do processo 16327.001434/200505 matéria extravagante que poderá reduzir significativamente o crédito tributário, daí também resultando no restabelecimento ao menos parcial daqueles prejuízos. Assim, impõese a suspensão do julgamento do presente feito, até decisão final tanto do MS nº 2003.61.00.0031266 como também do processo nº 16327.001434/200505. Quando menos, deverá ser reconhecido que o crédito tributário objeto do presente processo deverá permanecer com sua exigibilidade suspensa em função não só do que vier a ser decidido nos autos do MS nº 2004.61.00.0080919, mas também dos referidos processos judicial nº 2003.61.00.0031266 e administrativo nº 16327.001434/200505, a fim de que se observe o que lá vier a ser decidido. DA IMPOSSIBILIDADE DE SE EXIGIR JUROS QUANDO A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO ESTÁ SUSPENSA A exigibilidade dos créditos tributários lançados foi suspensa, por força da medida liminar concedida nos autos do MS nº 2004.61.00.0080919, posteriormente conformada por sentença concessiva de segurança (doc. 02). Com isso, restou obstada não só a sua cobrança pelas autoridades fiscais, mas também a imposição de qualquer acréscimo à obrigação principal, caso sejam devidos os tributos ao final do processo judicial. Isso porque não há que se falar em mora do contribuinte que deixa de efetuar o respectivo recolhimento ao amparo de decisão judicial. A imposição de juros moratórios só é legítima nas hipóteses de não cumprimento injustificado, culposo, da obrigação, o que, à toda evidência, não ocorre no caso Fl. 4DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 252 5 concreto, onde a exação sempre esteve com sua exigibilidade suspensa, restando manifestamente violados os artigos 963 do Código Civil passado (396 do atual) e 151, inciso IV, do CTN. DA IMPRESTABILIDADE DA SELIC COMO ÍNDICE PARA EFEITOS DE CÔMPUTO DOS JUROS DE MORA Ainda que se entenda devidos os juros de mora no caso presente, jamais o seriam na dimensão pretendida pela autoridade autuante, porque estão sendo calculados com base em percentual equivalente à SELIC acumulada mensalmente, a qual, além de ser figura híbrida, composta de correção monetária, juros e valores correspondentes à remuneração de serviços de instituições financeiras, é fixada unilateralmente por órgão do Poder Executivo e, ainda, extrapola em muito o percentual de 1% previsto no artigo 161 do CTN. DA CONCLUSÃO Por todo o exposto, resta evidenciado que, por razões outras que não são objeto de discussão no processo judicial em curso, não pode prevalecer o crédito tributário tal como constituído, posto que o valor lançado é muito superior ao que seria eventualmente devido pela impugnante caso ao final venha a ser denegada a segurança pleiteada nos autos do processo nº 2004.61.00.0080919. Assim sendo, a impugnante requer preliminarmente o sobrestamento do presente processo administrativo até o julgamento definitivo do MS nº 2003.61.00.0031266 e do processo administrativo nº 16327.001434/200505, flagrantemente prejudiciais à cobrança objeto do presente Auto de Infração. Requer, ainda, quando menos, sob pena de cobrança indevida, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário objeto do presente feito, até o julgamento final dos supracitados processos (e não só do MS nº 2004.61.00.0080919), bem como, em qualquer hipótese, seja considerado, no que diz respeito à recomposição da base de cálculo, que já considerou a redução dos resultados negativos realizada nos autos do processo nº 16327.001434/200505, o que vier a ser decidido naquele processo e a decisão final a ser proferida nos autos do MS nº 2003.61.00.0031266. Requer, outrossim, que sobre o eventual crédito tributário remanescente sejam excluídos do lançamento os valores lançados a título de juros de mora, ainda mais calculados com base na taxa SELIC. Requer, por fim, que todas as intimações relativas ao presente feito sejam dirigidas ao advogado indicado no impresso da impugnação. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: Preliminarmente, há erro material evidente no acórdão recorrido, posto que na conclusão, (fls.219) foi assinalado que os valores de R$81.354,23 e R$31.505,41, correspondentes às supostas multas de IRPJ e CSLL teriam sido mantido, sendo certo que os autos de infração foram lavrados sem a imposição de multa de ofício, correspondendo tais valores aos juros de mora originalmente indicados quando da lavratura dos autos de infração, o que facilmente se verifica do próprio quadro resumo dos lançamentos constante às fls.214; Fl. 5DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 253 6 No mérito, ao recompor as bases de cálculo de IRPJ e CSLL em razão das supostas infrações apuradas, o fiscal não reduziu qualquer valor a título de prejuízo e base de cálculo negativa de anos anteriores, em função da utilização integral em outros autos de infração lavrados na mesma data que deram origem ao processo nº 16.327.001434/200505, os quais foram, todavia, também objeto de impugnação e de qualquer modo dependem da decisão final a ser proferida em outro processo judicial (MS nº 2003.61.000031266); não poderiam ser exigidos juros de mora no caso concreto, pois a recorrente jamais incorreu em mora; se fossem devidos, os juros de mora não poderiam ter sido calculados com base na taxa Selic, que não é índice adequado para tanto. requer, assim, o sobrestamento do presente processo administrativo até julgamento definitivo do Mandado de Segurança nº 2003.61.00.0031266 e do processo administrativo nº 16.327.001434/200505, flagrantemente prejudiciais à cobrança objeto do presente auto de infração, ou então, quando menos a suspensão da exigibilidade do crédito tributário objeto do presente feito até julgamento final daqueles processos (e não só do Mandado de Segurança nº 2004.61.00.0080919), requerendo, finalmente, em qualquer hipótese, a consideração, no que diz respeito à recomposição da base de cálculo, do que for decidido no processo nº 16327.001434/200505 e a decisão final a ser proferida nos autos do mandado de segurança nº 2003.61.00.0031266. Inicialmente distribuído à 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara desta Seção de Julgamento, foi o feito redistribuído a este relator, por conexão com a matéria discutida no processo administrativo nº 16.327.001434/200505, nos termos do art.49, §7º, do Regimento Interno do Carf. É o relatório. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 254 7 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. Informa a recorrente que ao recompor as bases de cálculo de IRPJ e CSLL em razão das supostas infrações apuradas, o fiscal não reduziu qualquer valor a título de prejuízo e base de cálculo negativa de anos anteriores, em função da utilização integral em outros autos de infração lavrados na mesma data que deram origem ao processo nº 16.327.001434/200505, os quais foram, todavia, também objeto de impugnação e de qualquer modo dependem da decisão final a ser proferida em outro processo judicial (MS nº 2003.61.000031266). Assim, requer o sobrestamento do presente processo administrativo até julgamento definitivo do Mandado de Segurança nº 2003.61.00.0031266 e do processo administrativo nº 16.327.001434/200505, flagrantemente prejudiciais à cobrança objeto do presente auto de infração, ou então, quando menos a suspensão da exigibilidade do crédito tributário objeto do presente feito até julgamento final daqueles processos (e não só do Mandado de Segurança nº 2004.61.00.0080919), requerendo, finalmente, em qualquer hipótese, a consideração, no que diz respeito à recomposição da base de cálculo, do que for decidido no processo nº 16327.001434/200505 e a decisão final a ser proferida nos autos do mandado de segurança nº 2003.61.00.0031266. A recorrente acostou, ainda, jurisprudência da 5ª Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes e da 6ª Câmara, também do Primeiro Conselho de Contribuintes que determinam o sobrestamento do feito até a satisfação da condição considerada prejudicial ao julgamento. Em vista da conexão entre matérias discutidas neste processo e no de nº 16327.00001434/200505, bem como o fato de que o resultado daquele poderá influir no deste, entendo que este processo deva ser apensado àquele, para seguirem juntos até o final do contencioso administrativo. Além disso, sabendose que o resultado final obtido nos autos do Mandado de Segurança nº 2003.61.00.0031266 também poderá influir no julgamento do presente processo, é salutar, ainda, que o julgamento deste processo suceda o daquele. Assim, voto para converter o julgamento em diligência para que: a) seja o presente processo encaminhado à unidade de controle, para ser apensado ao PA nº 16327.001434/200505. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.001435/200541 Resolução n.º 1302000.125 S1C3T2 Fl. 255 8 b) após, deverá ali aguardar o trânsito em julgado do MS nº 2003.61.00.0031266, ficando até então sobrestado o julgamento deste processo. Sala das Sessões, 23 de novembro de 2011. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 8DF CARF MF Emitido em 19/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 13/12/2011 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 10835.720122/2008-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.093
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Irineu Bianchi (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Eduardo de Andrade e Daniel Salgueiro da Silva. Fl. 163DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 17/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 10835.720122/200812 Resolução n.º 1302000.093 S1C3T2 Fl. 142 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 6ª Turma da DRJ/RJI, no qual o colegiado decidiu, por maioria de votos, vencido o presidente, que declarou seu voto, negar provimento à manifestação de inconformidade apresentada, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2000 COMPENSAÇÃO. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. ÔNUS DA PROVA. Ao manifestar sua inconformidade contra a nãohomologação da compensação declarada, tem o contribuinte o ônus de provar o que alega. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: No dia 31/10/2003, a interessada transmitiu à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) o PER/DCOMP 07574.51116.311003.1.3.029383 (fls. 01/07), no qual informou possuir crédito original de R$ 60.488,26, oriundo de saldo negativo de imposto de renda de mesmo valor, que foi utilizado na compensação dos seguintes débitos fiscais: Tributo Período de apuração Valor Per/Dcomp Fls. CSLL estimativa set/03 7.434,60 07574.51116.311003.1.3.029383 6 IRPJ estimativa set/03 18.651,68 CSLL estimativa nov/03 1.738,12 39044.48512.181203.1.3.026700 9 IRPJ estimativa nov/03 7.176,03 IRRF 1ªsemjan/2004 46.500,00 01207.72464.300104.1.3.020200 11 CSLL estimativa fev/04 1.257,69 30639.99889.290304.1.3.024030 13 IRPJ estimativa fev/04 2.096,15 IRPJ estimativa mar/04 5.262,54 22037.40402.300404.1.3.022552 15 O PER/DCOMP 07574.51116.311003.1.3.029383 consigna os valores que – subtraídos do montante total do imposto de renda devido no anocalendário 2000 – compuseram o saldo negativo informado (fls. 03/05): IRPJ retido na fonte CNPJ fonte pagadora código receita Valor 00.000.000/009733 3426 16.045,37 33.884.628/000156 3426 7,36 60.942.638/000173 3426 26.993,23 Fl. 164DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 17/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 10835.720122/200812 Resolução n.º 1302000.093 S1C3T2 Fl. 143 3 61.411.633/000187 3426 175,22 Total 43.221,18 Estimativas compensadas com saldo de períodos anteriores Período de apuração da estimativa compensada Valor Período do saldo utilizado jan/00 11.058,95 1998 fev/00 10.787,54 1998 mar/00 12.678,80 1998 abr/00 12.200,67 1998 mai/00 8.074,19 1998 mai/00 2.535,31 1999 jun/00 11.707,50 1999 jul/00 9.237,56 1999 Total 78.280,52 As compensações declaradas nos PER/DCOMP 07574.51116.311003.1.3.02 9383, 39044.48512.181203.1.3.026700, 01207.72464.300104.1.3.020200, 30639.99889.290304.1.3.024030 e 22037.40402.300404.1.3.022552 foram homologadas parcialmente pelo despacho decisório de fls. 67, “até o limite do valor original de R$ 24.200,41”. Com isso, restaram saldos em aberto dos débitos declarados, conforme quadro abaixo, os quais a interessada foi intimada a pagar: Tributo Período de apuração Valor Saldo em aberto Per/Dcomp CSLL estimativa Set/03 7.434,60 0,00 07574.51116.311003.1.3.029383 IRPJ estimativa Set/03 18.651,68 0,00 CSLL estimativa Nov/03 1.738,12 0,00 39044.48512.181203.1.3.026700 IRPJ estimativa Nov/03 7.176,03 0,00 IRRF 1ªsemjan/2004 46.500,00 44.733,83 01207.72464.300104.1.3.020200 CSLL estimativa Fev/04 1.257,69 1.257,69 30639.99889.290304.1.3.024030 IRPJ estimativa Fev/04 2.096,15 2.096,15 IRPJ estimativa Mar/04 5.262,54 5.262,54 22037.40402.300404.1.3.022552 Conforme o parecer de fls. 62/66, que motivou o despacho decisório de fls. 67, a razão da não homologação integral das compensações foi a não confirmação de parte do saldo negativo do IRPJ do anocalendário 1998 – parte essa que foi utilizada para compensar a estimativa do imposto de renda de 02/2000 (R$ 3.334,17), 03/2000 (R$ 12.678,80), 04/2000 (R$ 12.200,67) e 05/2000 (R$ 8.074,19): IR devido IRRF IR/estimativa Saldo negativo DIPJ 2001 61.181,26 43.389,00 78.280,52 60.488,26 Fl. 165DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 17/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 10835.720122/200812 Resolução n.º 1302000.093 S1C3T2 Fl. 144 4 Confirmado 61.181,26 43.388,98 41.992,69 24.200,41 O parecer de fls. 62/66 justifica da seguinte maneira a glosa de parte do saldo negativo do IRPJ do anocalendário 1998 (fls. 64): “1) Saldo negativo de IRPJ Exercício 1999 (processo 10835.720121/200878) IR devido IRRF IR/estimativa Saldo negativo DIPJ 1999 50.277,78 57.523,05 102.701,53 109.946,80 Confirmado 50.277,78 57.523,05 73.265,41 80.510,68 a) De acordo com o PARECER DRF/PPE e o DESPACHO DECISÓRIO DRF/PPE proferidos no processo 10835.720121/200878 (cópia às fls. 41/47), os valores confirmados são os da tabela acima; b) O valor de IR pago por estimativa confirmado nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil foi somente de R$ 73.265,41, sendo: R$ 26.502,59 relativos a recolhimentos (tela do SINAL à fl. 30); e R$ 46.762,82, relativos à [sic] compensação das estimativas de 03/1998 a 06/1998 com saldo negativo de IRPJ do Exercício 1998 (DCTFs às fls. 35/40); c) Não foram declaradas estimativas de IRPJ nas DCTFs dos 3º e 4º trimestres de 1998” Cientificada do despacho decisório em 17/10/2008 (fls. 80/82), a interessada manifestou sua inconformidade em 13/11/2008 (fls. 83/89). Alegou, em síntese, que: “na apuração do saldo negativo de IRPJ do exercício de 1999, conclui o fisco que o saldo a compensar é menor em decorrência de estimativas do anocalendário de 1998 serem inferiores nos controles da Receita Federal, ao declarado pelo contribuinte. Tal diferença, decorre do fato da receita federal não considerar as estimativas dos meses de julho, agosto e setembro de 1998, no valor de R$ 34.113,11 (conforme declarado na DIPJ 1999, ficha 12, páginas 13 e 14), compensados na forma prevista IN 21/97 (posteriormente revogada). O fato de não ter sido declarado em DCTF, não pode ser fator preponderante para perda de direito legítimo, manifestado pelo contribuinte na DIPJ e compensado na forma prevista na legislação da época, para compensação de saldo negativo de imposto de renda, não contestados pelo fisco em relação a DIPJ” (sic); “na apuração do saldo negativo do IRPJ do exercício de 2001, anobase 2000, foram utilizados saldos negativos de IRPJ do exerício [sic] de 1998 e 1999, exercícios 1999 e 2000, e não dos exercícios considerados pelo fisco, uma vez que houve glosa indevida de saldos negativos de IRPJ destes períodos. Assim, do valor total compensado de R$ 78.250,52, o fisco considerou apenas R$ 41.992,69, devendo restituir ao saldo negativo de IRPJ o valor de R$ 36.257,83” (sic); O relator, no voto condutor prolatado pela DRJ, noticiou que a divergência entre o valor pleiteado e aquele reconhecido derivou do montante considerado de saldo negativo de IRPJ no anocalendário de 1998. Isto porque as DCTF informam débito de estimativas extintas de R$73.265,41 enquanto a DIPJ informa quitação de R$102.701,52 de estimativas. Fl. 166DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 17/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 10835.720122/200812 Resolução n.º 1302000.093 S1C3T2 Fl. 145 5 O voto condutor admitiu os valores declarados em DCTF por serem mais conservadores (posto que menores) e porque o ônus de provar seu direito recai sobre o contribuinte. Já o voto divergente (declarado) acata a homologação tácita, posto que passaramse mais de cinco anos entre a data de ocorrência dos fatos geradores que resultaram na geração do saldo negativo e a ciência da interessada, em 17/10/2008. Além disso, entendeu que é a DIPJ, e não a DCTF, a declaração que deve prevalecer na análise, porque é aquela que logra resumir a atividade do contribuinte no anocalendário A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, repisou as alegações expendidas na impugnação. É o relatório. Fl. 167DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 17/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 10835.720122/200812 Resolução n.º 1302000.093 S1C3T2 Fl. 146 6 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. A Per/Dcomp 07574.51116.311003.1.3.029383 foi transmitida em 31/10/2003 (fl.01). As demais fazem a menção a ela, pois utilizam o saldo restante, sendolhe posteriores. A ciência do indeferimento parcial das compensações data de 17/10/2008 (fl.82). A recorrente alega que os valores não reconhecidos pela autoridade fiscal porque não recolhidos nem declarados em DCTF foram compensados com saldo negativo do anocalendário de 1998. Isto porque nos meses de julho, agosto e setembro de 1998, efetuou compensações no valor total de R$34.113,11 (conforme DIPJ 1999, ficha 12), na forma prescrita pelo art. 14 da IN SRF nº 21/97 (vigente ao tempo dos fatos), que autoriza a compensação independentemente de requerimento. Assim, embora não os tenha declarado em DCTF, possui direito legítimo de crédito. Porém, foram estes os valores que não restaram acolhidos. Neste sentido, tendo em vista que a divergência reside em fato que pode ser resolvido mediante análise da escrita e documentação de suporte, voto para converter o julgamento em diligência, para que a Unidade Local da RFB informe se as estimativas de jul/98 (12.000,49), ago/98 (11.265,37), e set/98 (10.847,25), informadas pela recorrente à fl.137, embora não declaradas em DCTF, foram regularmente compensadas, com base na legislação em vigor à época dos fatos, bem como se o crédito utilizado para compensálas se revestiu dos requisitos de liquidez e certeza; Sala das Sessões, 03 de agosto de 2011. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 168DF CARF MF Emitido em 17/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE Assinado digitalmente em 17/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, 12/08/2011 por EDUARDO DE ANDRADE
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Numero do processo: 10530.720162/2006-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1301-000.084
Decisão: Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento emdiligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1299; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10530.720162/200627 Recurso nº Resolução nº 1301000.084 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 12 de setembro de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente PIRELLI PNEUS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto de Souza Junior Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto de Souza Junior, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. Declarouse impedido o Conselheiro Valmir Sandri. Fl. 434DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 18/ 09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10530.720162/200627 Resolução n.º 1301000.084 S1C3T1 Fl. 2 2 Relatório O sujeito passivo manifesta inconformidade ao DESPACHO DECISÓRIO DRF/FSA da Delegacia da Receita Federal em Feira de Santana BA, que não homologou a compensação dos débitos objeto da Declaração de Compensação relativa a parte do saldo negativo de IRPJ do exercício de 2001, ano calendário de 2000, no valor original R$1.362.651,66 (fl. 02) Cientificado do despacho decisório, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade às fls. 251/255, com as seguintes razões de defesa: • Após verificadas as DCTF e outras declarações, o despacho conclui que além de não possuir qualquer saldo negativo de IRPJ no ano base de 2000, teria imposto devido de R$1.763.788,03. Tal conclusão foi baseada em vários fatores: 1) O valor do Imposto de Renda Retido na Fonte indicado na quantia de R$1.319.796,58, não está correto uma vez que a soma dos valores dos informes de rendimentos emitidos no ano de 2000, é de R$1.349.250,83, ou seja, R$29.454,25 a mais do que destacado no levantamento da DRF/Feira de SantanaBa (doc. 04). 2) O levantamento fiscal realizado pela DRF confirmou, no ano de 2000, a quantia de R$19.013.494,16 como imposto de renda por estimativa, recolhido ou compensado. Tal afirmação está incorreta na medida em que a soma dos recolhimentos e compensações realizadas pela Recorrente foram de R$30.598.003,39, a saber: a) R$12.440.515,97 foram recolhidos pela Recorrente em Darf nos devidos prazos legais; b) R$18.157.487,42 foram valores objeto de compensações , pela Recorrente utilizandose: b.1 — R$6.572.978,19 confirmados pela DRF/FS. b.2 R$11.208.772,74 do saldo negativo do ano base de 1999 atualizado, não confirmado integralmente pela DRF/FS em Despacho Decisório 021/2007, Processo Administrativo n° 10530.720161/200682. b.3 — R$375.736,49, tratase de compensação com saldo negativo da Recorrente, atualizado, referente ao ano base de 1995. Sendo assim, resta claro que o crédito remanescente da Recorrente, em valor original passível de compensação era de R$9.850.175,45 e não no valor decorrente do cálculo realizado pela DRF/Feira de Santana, de R$1.763.788,03; Diante do exposto, pede que o despacho decisório seja reformado para 'homologar a compensação do crédito decorrente do saldo negativo de IRPJ relativo ao ano calendário de 2000, exercício de 2001, no valor original, na data da transmissão de Fl. 435DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 18/ 09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10530.720162/200627 Resolução n.º 1301000.084 S1C3T1 Fl. 3 3 R$1.402.271,57, com débito também do IRPJ, relativo ao 4° trimestre de 2003, no valor de R$666.780,06. A autoridade julgadora de primeira instância (DRJ/SDRBA) decidiu a matéria por meio do Acórdão 1517.694, de 25/11/2008 (fls. 291 e s.s.), julgando procedente em parte a compensação pleiteada, tendo sido lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano Calendário 2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Deve ser retificado o valor do saldo negativo do IRPJ apurado pela autoridade administrativa com competência originária do exame do pedido, em razão de ter sido comprovado parte do crédito pleiteado. Rest/Ress. Deferido Comp. Homologada em Parte É o relatório. Passo ao voto. Fl. 436DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 18/ 09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10530.720162/200627 Resolução n.º 1301000.084 S1C3T1 Fl. 4 4 Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas O recurso é tempestivo e assente em lei. Dele conheço. Trata o presente processo de Declarações Eletrônicas de Compensação n.°s 26871.98700.300104.1.3.028014 e 27667.93384.250204.1.3.020574 (e a sua respectiva Declaração Eletrônica de Compensação Retificadora n.° 36407.09387.250204.1.7.025440), apresentadas em 30/01/2004 e 25/02/2004 (mesma data da apresentação da Retificadora), respectivamente, para compensação de débito próprio de IRPJ do quarto trimestre de 2003, no valor de R$ 666.780,06, com créditos de Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário 2000, exercício de 2001, correspondente a R$ 9.850.181,70. Em 19 de setembro de 2006, fora proferido Despacho Decisório DRF/FSA n.° 1462 (fls. 122/125), no qual a DRF de Feira de Santana admitiu a Declaração Eletrônica de Compensação Retificadora, mas não homologou as Declarações Eletrônicas de Compensação, determinando, ademais, "a alteração no Profisc do valor do débito compensado na Declaração Eletrônica de Compensação 35075.12246.300104.1.3.024765 para 605.126,49". Em face desta decisão, foi apresentado Manifestação de Inconformidade, requerendo a reconsideração do referido Despacho em razão de erros materiais (fls. 130/138), diante da qual a própria DRF/FSA revogou o despacho Decisório n.° 1462, proferindo novo Despacho Decisório n° 022 (fls. 244/247), mantendo, todavia, a decisão de não homologar as Declarações Eletrônicas de Compensação. Restou, portanto, à Recorrente, a alternativa de manifestar, mais uma vez, a inconformidade da decisão (fls. 251/255), oportunidade em que o seu pleito foi parcialmente deferido pela 2a. Turma de Julgamento nos termos do Acórdão n.° 1517.694 (fls. 291/296), "(...) reconhecendo o saldo passível de compensação relativo ao anocalendário de 2001, na quantia de R$ 2.122.946,45, devendo ser homologada a compensação até o valor do saldo reconhecido" O recurso voluntário traz como preliminar a necessidade de distribuição por dependência destes autos com o do processo administrativo n.° 10530.720161/200682, em razão da total relação existente entre eles. Isto porque, na formação do saldo negativo do IRPJ do ano calendário de 2000, ora em discussão, estão inseridas as compensações das antecipações do IRPJ daquele ano, com créditos oriundos do saldo negativo do IRPJ do anocalendário de 1999, cuja homologação está sendo questionada naquele processo Da mesma forma insta ressaltar, que no recurso voluntário referente ao processo no. 10530.720426/200561 pautado a julgamento nesta mesma Sessão, a recorrente solicita e argumenta no seguinte sentido: “Necessidade da reunião dos Processos Administrativos n.°s 10530.720162/200627, 10530.720157/200614, 10530.720156/200670 e 10805.002997/200209 visto o resultado dos julgamentos destes interferem diretamente Fl. 437DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 18/ 09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10530.720162/200627 Resolução n.º 1301000.084 S1C3T1 Fl. 5 5 no julgamento do presente feito, em razão da total relação existente entre eles. Isto porque, na formação do saldo negativo do IRPJ do ano calendário de 2002, ora em discussão, estão inseridas as compensações das antecipações do IRPJ relacionadas nos citados processos.” Por pertinente, interessa ressaltar a atual situação processual administrativa de cada processo acima citado (pesquisa eprocesso e comprot): 10530.720162/200627 (Distribuído a este relator e pautado para esta Sessão de Julgamento); 10530.720157/200614 (Julgado 2o.TO/4a.CAM/1a.SEJUL. Formalizar Decisão/Conselheiro Carlos Pelá); 10530.720426/200561 (Distribuído a este relator e pautado para esta Sessão de Julgamento); 10805.002997/200209 (Excluído do eprocesso. Comprot: da CSRF para DRF/S.André/SP. Em 20/01/2011 para a Proc.Secc.da Faz.Nacional em Santo André/SP); 10530.720161/200682 (Julgado 2o.TO/4a.CAM/1a.SEJUL. Formalizar Decisão/Conselheiro Carlos Pelá. SNIRPJ, AC de 1999). Resta evidente, assim, que identificada conexão entre as matérias contidas em processos administrativos distintos, os autos devem ser julgados conjuntamente no sentido de que as decisões prolatadas sejam fundadas na totalidade dos elementos trazidos à consideração da autoridade julgadora. No caso, como visto, os processos administrativos 10530.720157/200614 e 10530.720161/200682 foram julgados mas pendem de formalização e eventuais apelos recursais. Diante do exposto, conduzo meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que se aguarde na Delegacia de origem o trânsito em julgado dos processos administrativos 10530.720157/200614 e 10530.720161/200682. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 438DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 18/ 09/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 10980.900372/2008-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1302-000.104
Decisão: RESOLVEM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que sejam tomadas providências conforme relatório e voto que desta formam parte integrante.
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que sejam tomadas providências conforme relatório e voto que desta formam parte integrante. “documento assinado digitalmente” Marcos Rodrigues de Mello Presidente “documento assinado digitalmente” Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Marcos Rodrigues de Mello(presidente), Irineu Bianchi (vicepresidente), Wilson Fernandes Guimarães, Eduardo de Andrade, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Daniel Salgueiro da Silva. Relatório A Recorrente compensou em 23/04/2004 saldo negativo de CSLL do ano calendário de 2002 com CSLL devida por estimativa no anocalendário de 2003. A autoridade fiscal confrontou a DIPJ com a PER/DCOMP e entendeu que a empresa não apurou saldo negativo no anocalendário de 2002, por isso não homologou a compensação. Ciente da decisão em 12/03/2008, a empresa manifestou inconformidade alegando erro no preenchimento da DIPJ de 2002, já que a empresa teve base negativa de CSLL no ano de 2002, o que é identificado pela DIPJ retificadora de fls. 34, recebida e processada em 26/12/2005 pela autoridade fiscal. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU Processo nº 10980.900372/200861 Error! Reference source not found. n.º 1302000.104 S1C3T2 Fl. 94 2 Em 17 de junho de 2010, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) proferiu sua decisão mantendo o despacho decisório. A DRJ entendeu que a informação do crédito compensado na PER/DCOMP deveria necessariamente bater com a DIPJ no que tange ao saldo negativo de CSLL, para que o crédito tenha liquidez e certeza. Diante da divergência, foi a empresa intimada a corrigir sua DIPJ (fls.34/35), conforme AR de 30/11/2006, ficando inerte. A DIPJ entregue em dezembro de 2005, embora apure base negativa de CSLL, demonstra zero de CSLL paga a compensar, conforme linhas 37/41 da Ficha 17. A autoridade entendeu que a empresa foi intimada e nada fez para comprovar a divergência entre PER/DCOMP e DIPJ. Não ficaram assim comprovadas a liquidez e a certeza do crédito compensado. Ciente da decisão em 19/07/2010 a interessada recorreu em 18/08/2010 informando que jamais recebeu a intimação de fls. 34/35 para retificar o saldo da DIPJ relativo à CSLL paga maior. Efetuou a apuração de CSLL por estimativa durante o anocalendário de 2002 nos seguintes montantes: O crédito de CSLL foi informado em DCTF retificada em 2005. Houve apenas portanto erro no preenchimento da DIPJ que não prejudica a existência, liquidez e certeza do crédito de CSLL diante dos pagamentos e da apresentação de base negativa de CSLL no ano calendário de 2002. Deve assim prevalecer a verdade material e o direito da contribuinte a compensar a CSLL paga a maior no anocalendário de 2002, nos termos do artigo 74 da Lei 9.430/96. É o relatório. Voto Conselheira Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Na folha 34 se verifica que a empresa apurou base negativa de CSLL no ano calendário de 2002 no montante de R$ 868.162,55. A empresa acusa apuração de CSLL por estimativa nos seguintes montantes. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU Processo nº 10980.900372/200861 Error! Reference source not found. n.º 1302000.104 S1C3T2 Fl. 95 3 Alega ainda a interessada que referidos pagamentos foram informados em DCTF retificada em 2005, ainda antes do despacho decisório. A DRJ fundamentou sua decisão estritamente na divergência entre o saldo negativo apurado na DIPJ, onde não constaram as antecipações mensais, e o valor compensado na PER/DCOMP. O erro no preenchimento da DIPJ, em minha visão, não prejudica a existência efetiva do saldo negativo de CSLL, caso sejam efetivamente apurados os pagamentos ou compensações das CSLL por estimativa conforme informadas pela contribuinte. Nessa medida, entendo necessária a conversão do julgamento em diligência para que a autoridade preparadora possa, por favor, proceder às seguintes providências: 1 – Levantar as DCTF do anocalendário de 2002, após retificações, e verificar efetivamente a declaração dos valores de CSLL por estimativa identificados na Tabela 1 acima. 2 – Levantar os extratos de DARF nos sistemas da Receita Federal para consultar o efetivo pagamento desses valores identificados na Tabela 1 ou ainda compor os saldos, se existentes, decorrentes de compensação com CSLL a maior de anos anteriores, como informado em DCTF e DIPJ. 2.1 Caso os saldos de CSLL do anocalendário de 2002 tenham sido compensados com anos anteriores e haja PER/DCOMP, informar o número dos processos e o status de referidos pedidos. 3 – Verificar, nos sistemas da Receita, se a empresa por acaso utilizou os pagamentos e compensações declarados e efetuados conforme 1 e 2 em outros PER/DCOMP. 4 – Informar o saldo de CSLL pago ou compensado e existente de CSLL paga/compensada por estimativa ao longo de 2002, conforme 1 e 2, após eventuais compensações em função de 3, informando o saldo disponível principal e juros para compensar com o PER/DCOMP de folhas 5 e seguintes. 5 – Intimar a contribuinte sobre o resultado da diligência (1 a 4) solicitando que se manifeste expressamente em 30 (trinta) dias. 6 – Acostar ao processo os documentos obtidos pelos procedimentos 1 a 5 e retornar o processo a este Conselho para que seja prosseguido o julgamento. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU Processo nº 10980.900372/200861 Error! Reference source not found. n.º 1302000.104 S1C3T2 Fl. 96 4 Nesses termos, decido em resumo: COMPENSAÇÃO – ERRO DE DECLARAÇÃO DILIGÊNCIA. A DRJ negou provimento à recorrente, pois o crédito compensado na PER/DCOMP não foi destacado na DIPJ. Por outro lado, a contribuinte apurou base negativa de CSLL no anocalendário de 2002 e acusa a existência de estimativa mensal no mesmo ano. Eventual erro no preenchimento da DIPJ não prejudicaria o direito ao crédito da CSLL paga/compensada a maior, desde que seja efetivamente apurada a existência dos pagamentos/compensações e inexistência de outras compensações correspondentes, para o que se pede diligência. É como voto. “documento assinado digitalmente” Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira Relatora Fl. 104DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGU
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