Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 19515.000530/2003-37
Data da sessão: Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN,
tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto n°. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vicio relevante e insanável, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal ou do lançamento dele decorrente.
LEI N° 10.174, DE 2001. RETROATIVIDADE.
0 art. 11, § 3 0, da Lei N° 9.311/96, com a redação dada pela Lei N° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente. (Sumula CARF N° 35)
DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL Desde 1° de janeiro de 1997, caracterizam-se omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado,
não comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos utilizados em tais operações.
LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SUJEITO PASSIVO. TITULAR DA CONTA BANCÁRIA.
A titularidade dos depósitos bancários pertence As pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. (Súmula CARF N° 32)
Preliminares rejeitadas.
Recurso negado
Numero da decisão: 2201-000.582
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201003
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto n°. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vicio relevante e insanável, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal ou do lançamento dele decorrente. LEI N° 10.174, DE 2001. RETROATIVIDADE. 0 art. 11, § 3 0, da Lei N° 9.311/96, com a redação dada pela Lei N° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente. (Sumula CARF N° 35) DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL Desde 1° de janeiro de 1997, caracterizam-se omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado, não comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos utilizados em tais operações. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SUJEITO PASSIVO. TITULAR DA CONTA BANCÁRIA. A titularidade dos depósitos bancários pertence As pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. (Súmula CARF N° 32) Preliminares rejeitadas. Recurso negado
numero_processo_s : 19515.000530/2003-37
conteudo_id_s : 6092768
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-000.582
nome_arquivo_s : 220100582_19515000530200337_201003.PDF
nome_relator_s : PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 19515000530200337_6092768.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Fri Mar 12 00:00:00 UTC 2010
id : 7985975
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782450180096
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-19T12:53:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-19T12:53:17Z; Last-Modified: 2011-09-19T12:53:17Z; dcterms:modified: 2011-09-19T12:53:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:631a2704-a794-4d58-bba1-3651310a2dbd; Last-Save-Date: 2011-09-19T12:53:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-19T12:53:17Z; meta:save-date: 2011-09-19T12:53:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-19T12:53:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-19T12:53:17Z; created: 2011-09-19T12:53:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2011-09-19T12:53:17Z; pdf:charsPerPage: 1704; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-19T12:53:17Z | Conteúdo => S2-C2T1 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 19515.000530/2003-37 Recurso n° 161.625 Voluntário Acórdão n° 2201-00.582 — 2 Câmara / l a Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2010 Matéria IRPF Recorrente MILTON DONIZETI HEINEKE TEIXEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. 1NOCORRÊNCIA. Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto n°. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vicio relevante e insanável, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal ou do lançamento dele decorrente. LEI N° 10.174, DE 2001. RETROATIVIDADE. 0 art. 11, § 3 0, da Lei N° 9.311/96, com a redação dada pela Lei N° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente. (Sumula CARF N° 35) DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PRESUNÇÃO LEGAL Desde 1° de janeiro de 1997, caracterizam-se omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado, não comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos utilizados em tais operações. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SUJEITO PASSIVO. TITULAR DA CONTA BANCÁRIA. A titularidade dos depósitos bancários pertence As pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. (Súmula CARF N° 32) Preliminares rejeitadas. Recurso negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os mem ros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, negar pro• imento ao recurso 'es termos do voto do Relator. cisc de Oliveira Júnior — Presidente • f. -a o Paul'o Pereira Barbosa — Rela or EDITADO EM: 1 8 MAI 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moises Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). 2 Processo n° 19515.000530/2003-37 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.582 Fl. 2 Relatório MILTON DONIZETI HEINEKE TEIXEIRA interpôs recurso voluntário contra decisão de primeira instância que julgou procedente lançamento formalizado por meio do auto de infração de fls. 130/138. Trata-se de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF, no valor de R$ 68.114,85, acrescido de multa de oficio de 75% e de juros de mora, totalizando um crédito tributário lançado de R$ 163.257,66. A infração que ensejou o lançamento e que está detalhadamente descrita no Termo de Verificação Fiscal de fls. 130/133, foi a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, no ano-calendário de 1998. Na impugnação de fls. 154/170 o Contribuinte insurgiu-se contra a aplicação retroativa da Lei complementar n° 105 e da Lei no 10.174, ambas de 2001. Diz que esta aplicação retroativa constitui abuso de poder. Quanto ao mérito, afirma que depósitos bancários não caracterizam o fato gerador do imposto; que não podem sustentar o inicio de procedimento fiscal e que cabe ao Fisco comprovar a existência de acréscimo patrimonial. Diz que a única fonte pagadora de seus rendimentos e a empresa Berkana Produtos Eletrônicos Ltda., da qual é sócio, e que valores pertencentes a esta empresa transitaram por sua conta particular. E argumenta que a fiscalização não comprovou a existência de outra fonte de rendimentos. A Delegacia de Julgamento - DRJ julgou procedente o lançamento com base nas considerações a seguir resumidas. A DRJ rejeitou, inicialmente, a arguição de nulidade do lançamento, ressaltando que a LC n° 105 e a Lei n° 10.174 referem-se a atividade de lançamento, aplicando- se o disposto no art. 144 do CTN. Anota, também, que já desde 1997 existia a previsão legal de lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada. Quanto ao mérito, após expor sobre a natureza do lançamento com base em depósitos bancários, enfatizando a sua previsão legal, rejeitou a alegação do Contribuinte de que depósitos bancários não se confundem com renda e de que o Fisco teria que comprovar a existência de acréscimo patrimonial. Anotou que não houve comprovação da origem dos depósitos bancários, caracterizando-se a omissão de rendimentos, 0 Contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância em 04/07/2007 (fls. 185v) e, em 02/08/2007, interpôs o recurso de fls. 189/196, que ora se examina e no qual reproduz, em síntese, as alegações e argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator 0 recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação Examino, inicialmente, a manifestação do Contribuinte contrária ao que chama de aplicação retroativa da Lei Complementar n° 105, de 2001 e da lei n° 10.174, de 2001, que recebo como arguição de nulidade, vez que seria essa a consequência do acolhimento da tese. Sobre a Lei n° 10.174, de 2001, a matéria já está pacificada no âmbito deste conselho que editou súmula a respeito, de aplicação obrigatória, a saber: Súmula CARE N° 35 0 art. 11, § 3°, da Lei N° 9.311/96, com a redação dada pela Lei N° 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplica-se retroativamente. Quanto A. Lei complementar n° 105, esta versa expressamente sobre o dever de sigilo das instituições financeiras em relação às operações financeiras de seus clientes, e fez a ressalva quanto ao acesso a essas informações pelos agentes do Fisco, a saber: Lei Complementar n° 105, de 2001: Art. I° — As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. § 3° Não constitui violação do dever de sigilo: VI — a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos artigos 2°, 3', 4°, 5', 6°, 7" e 9° desta Lei Complementar. Art. 6° As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios somente poderão examinar documentos, livPos e registros de instituições financeiras, inclusive a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. 4 Processo n° 19515.000530/2003-37 52-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.582 Fl. 3 Parágrafo único. 0 resultado dos exames, as informações e os documentos a que se refere este artigo serão conservados em sigilo, observada a legislação tributária. Entretanto, não foi esta lei complementar que instituiu a possibilidade de acesso dos agentes do Fisco As informações sobre a movimentação financeira, neste aspecto, ela apenas reafirmou o que legislação anterior já previa e definiu procedimentos administrativos a serem observados neste processo. Portanto, não há falar aqui em aplicação retroativa desta lei no que se refere ao aspecto essencial do acesso ás informações e, quanto aos procedimentos, estes têm aplicação imediata. Assim, não há falar em aplicação retroativa desta lei. Não vislumbro, pois, qualquer vicio no procedimento fiscal ou no auto de infração dele decorrente quanto a este aspecto, razão pela qual rejeito a preliminar. Quanto ao mérito, o Contribuinte questiona o lançamento afirmando que depósitos bancários não se confundem com renda. Note-se, todavia, que se trata aqui de lançamento com base em presunção legal, que tem previsão em disposição expressa de lei a qual prevê como conseqüência para a verificação de depósitos bancários cuja origem, regularmente intimado, o Contribuinte não logre comprovar como documentos hábeis e idôneos, a se de presumir que se trata de rendimentos subtraidos ao crivo da tributação, autorizando o Fisco a exigir o imposto correspondente. Trata-se do art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, o qual para melhor clareza, transcrevo a seguir, já com as alterações e acréscimos introduzidos pela Lei n°9.481, de 1997 e 10.637, de 2002, in verbis: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §1° 0 valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-cio às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente a época ern que auferidos ou recebidos. §3° Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa fisica ou jurídica; II -no caso de pessoa fisica, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano- calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). §4° Tratando-se de pessoa fisica, as rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente a época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. § 5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a tercel . to, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas sera efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. § 6° Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. Como se vê, é a própria lei que considera como rendimentos omitidos os depósitos bancários de origem não comprovada, instituindo, assim, uma presunção, no caso, relativa, que é um instrumento ao qual o Direito lança mão para alcançar certos tipos de situações que sem ele lhe escapariam. Como ensina Alfredo Augusto Becker (Becker, A. Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. 3 a Ed. — Sao Paulo: Lejus, 2002, p.508): As presunções ou são resultado do raciocínio ou são estabelecidas pela lei, a qual raciocina pelo homem, donde classificam-se em presunções simples; ou comuns, ou de homem (praesumptiones hominis) e presunções legais, ou de direito (praesumptiones júris). Estas, por sua vez, se subdividem ern absolutas, condicionais e mistas. As absolutas Yuris et de jure) não admitem prova ern contrário; as condicionais ou relativas (júris tanturn), admitem prova em contrario; as mistas, ou intermédias, não admitem contra a verdade por elas estabelecidas sendo certos meios de prova, referidos e previsto na própria lei. E o próprio Alfredo A. Becker, na mesma obra, define a presunção como sendo "o resultado do processo lógico mediante o qual do fato conhecido cuja existência é certa se infere o fato desconhecido cuja existência é provável" e mais adiante averba: "A regra jurídica cria uma presunção legal quando, baseando-se no fato conhecido cuja existência certa, impõe a certeza jurídica da existência do fato desconhecido cuja existência é provável em virtude da correlação natural de existência entre estes dois fatos". Pois bem, o lançamento que ora se examina foi feito com base em presunção legal do tipo furls tantum, onde o fato conhecido é a existência de depósitos bancários de origem não comprovada e a certeza jurídica decorrente desse fato é o de que tais depósitos foram feitos com rendimentos subtraidos ao crivo da tributação. Não se trata de confundir depósitos com renda, mas de se presumir um a partir do outro. Sobre as origens dos depósitos bancários, o Contribuinte afirma, genericamente, que movimentava na conta da pessoa fisica recursos da empresa da qual é sócio. Esta afirmação, sem efetiva demonstração das origens dos depósitos, contudo, não 6 Processo n° 19515.000530/2003-37 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.582 Fl. 4 aproveita á defesa. É que a pessoa jurídica e a pessoa fisica dos sócios não se confundem e, até prova em contrário, a titularidade da movimentação financeira em conta corrente é daquele cujo nome figura no cadastro da instituição bancária. Isto, aliás, é entendimento já pacificado e, inclusive, consolidado em sumula deste Conselho, a saber: Sumula CARE N°32 A titularidade dos depósitos banccirios pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação húbil e idônea o uso da conta por terceiros. Não basta, pois, afirmar que os recursos pertenceriam à pessoa jurídica. é preciso comprovar este fato, relacionando os depósitos com a apontada origem. Neste caso, verifica-se que, relativamente aos depósitos cuja origem foi possível identificar, a Fiscalização já afastou a exigência. Como o Contribuinte não traz no recurso nenhum elemento novo, paira incólume a presunção de omissão de rendimentos. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade e, no mé *to, negar provimento ao recurso. t/tÁ DRO PAULO PEREIRA BARBOSA 7
score : 1.0
Numero do processo: 13804.724766/2013-01
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Sep 10 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/2002 a 31/07/2003
1.ª SEÇÃO DE JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
O IRPJ é tributo de competência da 1.ª Seção conforme Art. 2.º do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Se o processo for distribuído para outra seção, esta deve declinar a competência para a 1.ª Seção de julgamento.
Numero da decisão: 3201-003.621
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso e declinar competência a primeira seção do CARF. Vencido o Conselheiro Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, que conhecia o recurso. Fez sustentação oral a patrona Dra. Marcela Greco, OAB/SP 299.940, escritório Leite Martinho Advogados.
(assinatura digital)
WINDERLEY MORAIS PEREIRA - Presidente Substituto.
(assinatura digital)
PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
Nome do relator: PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/2002 a 31/07/2003 1.ª SEÇÃO DE JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. O IRPJ é tributo de competência da 1.ª Seção conforme Art. 2.º do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Se o processo for distribuído para outra seção, esta deve declinar a competência para a 1.ª Seção de julgamento.
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 10 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13804.724766/2013-01
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5900896
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3201-003.621
nome_arquivo_s : Decisao_13804724766201301.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 13804724766201301_5900896.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso e declinar competência a primeira seção do CARF. Vencido o Conselheiro Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, que conhecia o recurso. Fez sustentação oral a patrona Dra. Marcela Greco, OAB/SP 299.940, escritório Leite Martinho Advogados. (assinatura digital) WINDERLEY MORAIS PEREIRA - Presidente Substituto. (assinatura digital) PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2018
id : 7420283
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782478491648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1583; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 832 1 831 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13804.724766/201301 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201003.621 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de março de 2018 Matéria Competência Recorrente TERRAÇO ITÁLIA RESTAURANTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2002 a 31/07/2003 1.ª SEÇÃO DE JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. O IRPJ é tributo de competência da 1.ª Seção conforme Art. 2.º do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Se o processo for distribuído para outra seção, esta deve declinar a competência para a 1.ª Seção de julgamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso e declinar competência a primeira seção do CARF. Vencido o Conselheiro Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, que conhecia o recurso. Fez sustentação oral a patrona Dra. Marcela Greco, OAB/SP 299.940, escritório Leite Martinho Advogados. (assinatura digital) WINDERLEY MORAIS PEREIRA Presidente Substituto. (assinatura digital) PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 72 47 66 /2 01 3- 01 Fl. 832DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 791 em face da decisão de primeira instância da DRJ/SP de fls. 783, que indeferiu a Manifestação de Inconformidade de fls. 531 e manteve o Pedido de Restituição indeferido, nos mesmos moldes do Despacho Decisório de fls. 517. Como é de costume desta Turma de julgamento a transcrição do relatório do Acórdão de primeira instância, segue para apreciação conforme fls. apontadas acima: "Tratase de Pedido de Restituição protocolizado em 08/10/2013 (fls. 03/33), no valor de R$ 135.771,40, referente a crédito proveniente de recolhimentos efetuados no âmbito do programa de parcelamento instituído pela Medida Provisória nº 470, de 2009. Segundo consta, a contribuinte apresentou pedidos de compensação, no período de 2002 a 2003, utilizando créditos cedidos por terceiros (créditoprêmio de IPI e crédito de IPI sobre insumos não onerados), conforme IN SRF nº 21/97. Tais compensações, após decisões judiciais desfavoráveis à interessada, foram canceladas. Posteriormente, a interessada desistiu das compensações para aderir ao parcelamento instituído pela Medida Provisória nº 470 de 2009. A interessada requereu a restituição do parcelamento, alegando que não houve qualquer procedimento formal de constituição dos créditos tributários, e que os débitos constantes das declarações de compensação somente poderiam ser exigidos pelo Fisco por meio de auto de infração lavrado dentro do prazo legal. Além disto, alegou que o direito de constituir o crédito tributário já se encontrava extinto pela decadência em momento anterior aos pagamentos realizados, e que o recolhimento por meio de um programa de parcelamento não poderia fazer renascer uma obrigação tributária já extinta. A Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo – DERAT proferiu o Despacho Decisório de fls. 517/524, indeferindo o pedido de restituição por entender que como os débitos foram informados em DCTF, já estavam confessados, não havendo necessidade de lançamento através de auto de infração. Além do mais, não teria ficado configurado prejuízo para a empresa, pois ela própria. apurou tais débitos, declarouos e compensouos nas DCTF e, posteriormente, com a invalidação das compensações pleiteadas, com conhecimento de causa, sabidamente parcelouos e quitouos integralmente com os benefícios da MP n.º 470/2009. Regularmente cientificada, a contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 531/554, alegando, em síntese, que: Fl. 833DF CARF MF Processo nº 13804.724766/201301 Acórdão n.º 3201003.621 S3C2T1 Fl. 833 3 no período compreendido entre 2002 e 2003, a contribuinte utilizou para a quitação de tributos de sua titularidade compensações com "CréditoPrêmio de IPI" e “Crédito de IPI sobre insumos” cedidos por terceiros (artigo 1o e 5º, do Decreto Lei n.° 491/1969); referidas compensações foram realizadas com fundamento em decisões judiciais, proferidas em processos ajuizados pelos, cedentes dos créditos, e documentadas perante esta Secretaria mediante a utilização de Pedidos de Compensação de Créditos (PCC), previstos pela Instrução Normativa nº 21/97 e Decreto nº 2.138/97; em que pese o decurso do prazo de mais de 05 (cinco) anos sem que houvesse qualquer manifestação de discordância com o procedimento realizado, ou lavratura de auto de infração, a contribuinte aderiu ao Programa de Parcelamento Especial instituído pela Medida Provisória n.° 470/2009 e incluiu referidos tributos no mencionado programa; o parcelamento foi consolidado e liquidado, conforme informações da Equipe de Parcelamento (EQPAC) da DERAT/SPO; tratandose de tributos compensados com "CréditoPrêmio de IPI" e "Crédito de IPI sobre Insumos" cedidos por terceiros, a legislação e o posicionamento desta Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional são claros quanto ao fato de que tais tributos são considerados como "não declarados" e, qualquer discordância com o procedimento ou ato de cobrança, demandaria o competente lançamento de ofício; o mesmo raciocínio pode ser extraído do art. 2o da Instrução Normativa n.° 77/1998, que referencia expressamente a necessidade de lavratura de auto de infração por ocasião das revisões nas declarações apresentadas pelos contribuintes, nas hipóteses de discordância de compensações nelas declaradas; o art. 90, da Medida Provisória n.° 2.15835/2001 também confirma a necessidade de constituição do crédito tributário, via auto de infração, por parte da autoridade administrativa nesses casos, sendo irrefutável á impossibilidade de cobrança sem o competente lançamento; a inclusão dos tributos no parcelamento também não poderia ser considerada como fato constitutivo do crédito tributário, porque, a "confissão de dívida" quando da adesão ao parcelamento, não tem o condão de restabelecer um.tributo que já estava extinto pela decadência; depreendese que todos os tributos incluídos no parcelamento, que não haviam sido regularmente constituídos por auto de Fl. 834DF CARF MF 4 infração lavrado dentro do prazo decadencial, já se encontravam extintos no momento da adesão, mostrandose indevido o respectivo pagamento, e sendo de rigor a sua restituição; as DCTFs são declarações apresentadas pelo Contribuinte que podem ou não representarem confissões de dívida; há situações em que o Contribuinte declara o tributo devido e não informa a sua quitação por nenhum meio, fato popularmente denominado como "débito declarado e não pago"; já nas situações em que o Contribuinte.declara o tributo devido, mas informa sua quitação por qualquer meio, não há nenhuma confissão de tributo devido; nesse caso, a DCTF não configura instrumento hábil à constituição do crédito, pois não há declaração de débito; o Contribuinte apenas informa uma quitação de tributo, formalizando a inexistência de saldo a ser pago (saldo zero); ao informar em sua DCTF os tributos e os créditos compensados, a Contribuinte declarou saldo zero de pagamento de tributo, fato que demonstra a inequívoca necessidade de lançamento de ofício para legitimar a cobrança do tributo compensado; quanto à alegação de que o lançamento não seria possível face à derrogação do art. 90, do Decreto 2.15835/2001, pelo art. 18 da Medida Provisória n.° 135/2003, não pode ser admitida, porque, nos termos do art. 144, do Código Tributário Nacional, as normas aplicadas ao lançamento são aquelas vigentes à época da ocorrência do fato gerador; importante consignar que justamente em razão da previsão contida no art. 90, do Decreto nº 2.15835/2001 é que a Secretaria da Receita Federal realizou o lançamento no caso análogo, controlado no processo administrativo n.° 19515.001185/200600, em que se discutia a exigência de tributos compensados com os mesmos créditos de origem; a Secretaria da Receita Federal lavrou auto de infração em 14/06/2006, ou seja, mesmo após a alteração do art. 90, do Decreto nº 2.15835/2001 pelo art. 18 da Medida Provisória n.° 135/2003, uma vez que os fatos geradores e as respectivas compensações ocorreram na vigência da redação original do referido art. 90; Por fim, requereu que seja integralmente acolhida a manifestação de inconformidade, reformandose o despacho decisório, a fim de reconhecer o pagamento indevido realizado e, por conseguinte, o direito creditório da Contribuinte postulado no pedido de restituição." Este Acórdão de primeira instância da DRJ/SP foi publicado com a seguinte Ementa: Fl. 835DF CARF MF Processo nº 13804.724766/201301 Acórdão n.º 3201003.621 S3C2T1 Fl. 834 5 "ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/2002 a 31/07/2003 VALORES DECLARADOS EM DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Os valores de débitos declarados em DCTF, ainda que vinculados a fatos que representem hipótese de suspensão de exigibilidade ou de extinção do crédito tributário, são considerados confissão de divida, permitindo a sua cobrança, após apuração de eventual incorreção ou falta na vinculação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido." Os autos foram distribuídos para este Conselheiro e pautados para julgamento nos moldes do regimento interno. Relatório proferido. Voto Conselheiro Relator Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Conforme o Direito Tributário, a legislação, as provas, os fatos, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresentase este voto. Por conter matéria estranha à esta 3.ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, está ausente o requisito de admissibilidade, portanto o Recurso Voluntário não deve ser conhecido. O contribuinte alega que houve pagamentos indevidos em forma de parcelamentos, mas é possível verificar nos autos que existem parcelamentos de débitos de IRPJ e outros tributos, conforme fls 493 e seguintes. Em acordo com o Art. 2 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, podese verificar que a competência é da primeira seção para julgar a presente lide administrativa fiscal, conforme segue: "Seção I Das Seções de Julgamento Art. 2º À 1ª (primeira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação relativa a: I Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)." Fl. 836DF CARF MF 6 Em razão do exposto, voto por DECLINAR A COMPETÊNCIA para a 1.ª Seção de julgamento, conforme regimento interno. Voto proferido. (assinatura digital) Conselheiro Relator Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Fl. 837DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003303/2004-37
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ESTIMATIVAS NÃO RECOLHIDAS. É inaplicável a penalidade após o encerramento do período de apuração quando o contribuinte não apura tributo devido.
Numero da decisão: 1402-000.903
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencida a Conselheira Albertina Silva Santos de Lima, que negava provimento ao recurso.
Nome do relator: Frederico Augusto Gomes de Alencar
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ESTIMATIVAS NÃO RECOLHIDAS. É inaplicável a penalidade após o encerramento do período de apuração quando o contribuinte não apura tributo devido.
numero_processo_s : 10675.003303/2004-37
conteudo_id_s : 5850597
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.903
nome_arquivo_s : Decisao_10675003303200437.pdf
nome_relator_s : Frederico Augusto Gomes de Alencar
nome_arquivo_pdf_s : 10675003303200437_5850597.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencida a Conselheira Albertina Silva Santos de Lima, que negava provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
id : 7195056
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:15:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782497366016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1650; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 352 1 351 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.003303/200437 Recurso nº 170.037 Voluntário Acórdão nº 140200.903 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 2 de fevereiro de 2012 Matéria IRPJ Recorrente UBERTEC SANEAMENTO AMBIENTAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ESTIMATIVAS NÃO RECOLHIDAS. É inaplicável a penalidade após o encerramento do período de apuração quando o contribuinte não apura tributo devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, vencida a Conselheira Albertina Silva Santos de Lima, que negava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 356DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 353 2 Relatório UBERTEC Saneamento Ambiental Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 2ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I/RJ, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Trata este processo de lançamento de multa isolada sobre os não recolhimentos de IRPJ apurados sobre estimativas mensais, no total de R$ 68.470,09, relativos aos períodos de fevereiro de 2000 a março de 2004, acompanhados de juros moratórios. A ciência do auto de infração se deu em 08/09/2004 (fl. 05). À folha 06 auto de infração a Auditora Fiscal justifica a lavratura do auto com os argumentos a seguir. a) Nos meses de janeiro de 2000 e janeiro e fevereiro de 2001, conforme informado nas DIPJ do interessado, a apuração da estimativa foi efetuada com base na receita bruta e acréscimos. Porém, para o mês de janeiro de 2001 não foi efetuado qualquer recolhimento. b) O interessado, em resposta a termo de intimação, afirmou que os balancetes que apresentou à fiscalização são suficientes para demonstrar a suspensão de recolhimentos do IRPJ. c) A aplicação da multa isolada de 75% prevista no artigo 44 da Lei n° 9.430/96 se deveu ao fato de que o interessado, além de não cumprir a determinação legal de fazer os balanços/balancetes mensais que pudessem comprovar seu direito à suspensão ou redução do recolhimento do IRPJ durante os anos calendários, também não os fez durante o processo de fiscalização que durou pouco mais de quatro meses. O quadro "Demonstrativo de situação fiscal apurada" que foi apresentado ao interessado na intimação de folha 22/27, e que serviu de base para o lançamento, utilizou as receitas informadas pelo próprio às folhas 31 a 43 e conferem com as receitas informadas nos "balancetes" que foram entregues e juntados as folhas 174 a 210. O interessado juntou apenas partes dos balancetes de verificação do ano calendário de 2003 as folhas 211 a 222. Os "balancetes" apresentados relativos ao período de janeiro de 2000 a dezembro de 2002 só contêm as receitas (fls. 174 a 210). Já, relativamente ao período de janeiro a março de 2004, o interessado informa, apenas, as seguintes linhas: recebimento de serviços referente a janeiro e fevereiro e débito de serviços referente a março. Na impugnação apresentada em 07/10/2004 às folhas 237 a 250, os principais argumentos de defesa do interessado estão a seguir resumidos. Fl. 357DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 354 3 a) O interessado apurou lucro real anual em 2000, 2001 e 2002 e prejuízo fiscal em 2003. b) No ano calendário em que apurou prejuízo não há que se falar em imposto devido por antecipação. c) Os valores cobrados a titulo de multa isolada serão passíveis de restituição, já que os lucros reais apresentados nos anos de 2000 a 2002 são menores que os cobrados pela fiscalização. d) O efeito do crédito tributário é nulo, já que fatalmente o interessado requererá administrativamente ou judicialmente os valores passíveis de restituição. e) Os balancetes apresentados continham perfeitamente todos os elementos necessários à apuração de resultados. O interessado é prestador de serviços e não possui estoques, ou seja, só possui receitas e despesas, que constam dos seus balancetes. f) O interessado apresentou espontaneamente suas DIPJ nos anos fiscalizados e apurou IRPJ a pagar em 31/12/2000, 31/12/2001 e 31/12/2002, tendoos recolhido, daí o instituto da denúncia espontânea não ter sido respeitado pela Auditora Fiscal. g) É fato que a imensa maioria das decisões proferidas pelo Conselho de Contribuintes, bem como da Câmara Superior de Recursos Fiscais, reconhece que a declaração de rendimentos entregue tempestivamente com o conseqüente recolhimento do tributo apurado em balanço patrimonial no final do exercício, dentro do prazo de ajuste exigido pela legislação tem o efeito da denúncia espontânea, não cabendo à autoridade fiscalizadora a imposição de qualquer penalidade isolada. A competência para julgamento da lide foi transferida da DRJ de Juiz de Fora MG para esta DRJ/RJ 1, através da Portaria SRF n° 296, de 20/03/2007, publicada no DOU de 22/03/2007. É meu relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 12 15.194 (fls. 305313) de 27/07/2007, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento. A decisão foi assim ementada. “MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ESTIMATIVAS NÃO RECOLHIDAS. Aplicase a multa isolada, quando a empresa, sujeita ao recolhimento por estimativa com base em balancete de suspensão/redução, não apresentar os balancetes nem recolher os valores devidos a titulo de antecipação, independente do resultado apurado ao final do anocalendário. RETROATIVIDADE BENIGNA. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. Em face do principio da retroatividade benigna, reduzse o percentual da multa de oficio isolada para 50%, nos termos da nova redação do art. 44, da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, promovida pelo art. 14 da Lei n° 11.488, de 15 de junho de 2007.” Fl. 358DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 355 4 Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 28/04/2008 (A.R. de fl. 334), a interessada interpôs recurso voluntário em 28/05/2008 (fls. 335342) onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação. É o relatório. Fl. 359DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 356 5 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Tratase de auto de infração para exigência, após o encerramento dos períodos, de multa de ofício isolada em face do não recolhimento do IRPJ sobre estimativas para os anoscalendário de 2000 a 2003. Verificase, de início, que a penalidade foi aplicada com fulcro no art. 44, inciso I, e § 1º, inciso IV, da Lei 9.430/96, in verbis: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte;” (...) § 1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: I juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos (...) IV isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2º, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano calendário correspondente;” (Grifei) Por sua vez, o art. 2º, referido no inciso IV do § 1º do art. 44, dispõe: Art. 2º A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. Fl. 360DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 357 6 Os artigos 29, 30, 31, 32 e 34 da Lei nº 8.981/95 tratam da apuração da base estimada. O art. 35 daquela Lei, com as alterações da Lei nº 9.065/95, consubstancia hipótese em que a falta de pagamento ou o pagamento em valor inferior é permitida (exclusão de ilicitude). Diz o dispositivo: “Art. 35. A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso. § 1º Os balanços ou balancetes de que trata este artigo: a) deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário; b) somente produzirão efeitos para determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro devidos no decorrer do anocalendário. (...)” Do exame desses dispositivos podese concluir que o art. 44, inciso I, c.c o inciso IV do seu § 1º, da Lei 9.430/96 é norma sancionatória que se destina a punir infração substancial, ou seja, falta de pagamento ou pagamento a menor da estimativa mensal. Para que incida a sanção é condição que ocorram dois pressupostos: (a) falta de pagamento ou pagamento a menor do valor do imposto apurado sobre uma base estimada em função da receita bruta; e (b) o sujeito passivo não comprove, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso. Nesse sentido, destaco trecho do voto proferido pelo i. Conselheiro Marcos Vinícius Neder de Lima, no julgamento do Recurso nº 105141498, Processo n° 13629.000292/200304, Acórdão CSRF/0105.838, in verbis: “As remissões relevantes são as seguintes: Art. 35 (Lei nº 8.981/95) – A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado excede o valor do imposto, calculado com base no lucro real do período em curso. (...) §2º Estão dispensadas do pagamento de que tratam os arts. 28 e 29 as pessoas jurídicas que, através de balanço ou balancetes mensais, demonstrem a existência de base de cálculo negativas fiscais apurados a partir do mês de janeiro do anocalendário. Após a edição desse dispositivo legal, inúmeros debates instalaramse no âmbito desse Conselho de Contribuintes, sobretudo acerca da aplicação cumulativa das sanções neles previstas. Na verdade, a leitura isolada dos enunciados do artigo 44 da Lei nº 9.430 tem levado alguns dos meus pares a sustentar a aplicação da multa isolada em todos os casos em que não houver recolhimento da estimativa. Sustentam que a sanção foi concebida justamente para assegurar efetividade ao regime da estimativa e preservar o interesse público. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 358 7 Ressalto, inicialmente, que a divergência não se situa na necessidade de dar efetividade ao regime de estimativa, porquanto o intérprete deve atribuir a lei o sentido que lhe permita a realização de suas finalidades. Mas, a pretexto de concretizálo, não se pode menosprezar o sentido mínimo do texto legal. Por força da segurança jurídica, a interpretação de normas que imponham penalidades deve ser atenta ao que dispõe os textos normativos e esses oferecem limites à construção de sentidos. Na verdade, Kelsen já dizia que toda norma legal deriva de uma vontade pré jurídica (um querer), mas a dificuldade do intérprete repousa na identificação de o que se reputará como sendo essa vontade. No dizer de Marçal Justen Filho, não há qualquer caráter predeterminado apto a qualificar o interesse como público. Sustenta que “o processo de democratização conduz à necessidade de verificar, em cada oportunidade, como se configura o interesse público, Sempre e em todos os casos, tal se dá por meio da intangibilidade dos valores relacionados aos direitos fundamentais”. (in MARÇAL, Justen Filho. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva, 2005, p.43/44). Nessa trilha de raciocínio, iniciaremos pelo exame das formulações literais, isolando os enunciados prescritivos e sua estrutura lógica, para depois alcançar as significações normativas e, como produto final, a regra jurídica. Norma não são textos nem o conjunto deles, mas os sentidos construídos a partir da interpretação sistemática dos textos. (in Ricardo Guastini citado por Humberto Ávila em Teoria dos Princípios, São Paulo: Malheiros, 2005, p.22). Nesse sentido, o artigo 44 da Lei nº 9.430/96 prescreve, de forma sintética, o seguinte: 3 A hipótese de majoração da multa de ofício para 150% está prevista no inciso II do art. 44 da Lei nº 9.430/96 caso identificado verdadeiro intuito de fraude. O exame literal dos textos legais acima transcritos evidencia que o caput do artigo 44 da Lei nº 9.430/96 determina que a multa seja calculada “sobre a totalidade ou diferença de tributo”. Ou seja, as penalidades previstas nos incisos I e II, e no §1º, IV, referemse todas à falta de pagamento de tributo. Assim, ambas as penalidades discutidas nesse processo, por força da previsão legal, incidem sobre a mesma base de cálculo, ao contrário, do quer fazer crer a Procuradoria da Fazenda Nacional. Importante firmar que o valor pago a título de estimativa não tem a natureza de tributo, eis que, juridicamente, o fato gerador do tributo só será tido por ocorrido ao final do período anual (31/12). O valor do lucro – base de cálculo do tributo só Fl. 362DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 359 8 será apurado por ocasião do balanço no encerramento do exercício, momento em que são compensados os valores pagos antecipadamente em cada mês sob bases estimadas e realizadas outras deduções desautorizadas no cálculo estimado. O aplicador, diante dessas proposições extraídas do texto legal, deve buscar a interpretação que alcance a coerência interna do conjunto, por isso a construção lógica da regra jurídica não pode levar ao cumprimento de um enunciado prescritivo e ao necessário descumprimento de outro do mesmo dispositivo legal. O intérprete deve buscar o sentido do conjunto que afaste contradições, afinal, dentre a moldura de significações possíveis de um texto de direito positivo a escolha do intérprete de ser feita em consonância com todo ordenamento jurídico. Nesse sentido, vale lembrar que o rigor é maior em se tratando de normas sancionatórias, não se devendo estender a punição além das hipóteses figuradas no texto. Além da obediência genérica ao princípio da legalidade, devem também atender a exigência de objetividade, identificando com clareza e precisão, os elementos definidores da conduta delituosa. Para que seja tida como infração, a ocorrência da vida real, descrita no suposto da norma individual e concreta expedida pelo órgão competente, tem de satisfazer a todos os critérios identificadores tipificados na hipótese da norma geral e abstrata. A insegurança, sobretudo no campo de aplicação de penalidades, é absolutamente incompatível com a essência dos princípios que estruturam os sistemas jurídicos no contexto dos regimes democráticos. Reportandome a doutrina de Paulo de Barros Carvalho, a base de cálculo da regra sancionatória, a semelhança da regra de incidência tributária, apresenta três funções: (i) compor a específica determinação da multa; (ii) medir a dimensão econômica do ato delituoso, e (iii) confirmar, infirmar ou afirmar o critério material da infração. A primeira função permite apurar o montante da sanção. Na segunda, o valor adotado como base de cálculo busca aferir o quanto o sujeito ativo foi prejudicado (função reparadora) e para garantir eficácia a norma (função desestimuladora da conduta ilícita). Por fim, a última função da base de cálculo atende a exigência de proporcionalidade entre o delito e a sanção. Se a conduta visa coibir falta de pagamento de tributo, a base de cálculo apropriada é o montante não pago. Se, por outro lado, a conduta ilícita referese ao descumprimento de um dever instrumental não relacionado à falta de recolhimento de tributo, não seria razoável adotar essa grandeza como base de cálculo. Nessa mesma linha, a adoção de bases de cálculo e percentuais idênticos em duas regras sancionadoras faz pressupor a identidade ou, pelo menos, a proximidade da materialidade dessas condutas ilícitas. Ou seja, sanções que têm a mesma base de cálculo devem, em princípio, corresponder a idêntica conduta ilícita. Essas conclusões aplicadas à legislação tributária evidenciam o desarranjo na adequação das regras sancionadoras atualmente vigentes no imposto sobre a renda, em que ofensas a bens jurídicos de distintos graus de importância para o Direito são atribuídas penas equivalentes, sem que se atente ao princípio da proporcionalidade punitiva. A punição prevista no artigo 44 da Lei n° 9.430/96 pelo nãorecolhimento do tributo (75% do imposto devido) é equivalente a punição prevista no mesmo artigo pelo descumprimento do dever de antecipar o mesmo tributo (75% do valor da estimativa). Em certos casos, a penalidade isolada chega a ser superior a multa de ofício aplicada pelo não recolhimento do tributo no fim do ano. Quando várias normas punitivas concorrem entre si na disciplina jurídica de determinada conduta, é importante identificar o bem jurídico tutelado pelo Direito. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 360 9 Nesse sentido, para a solução do conflito normativo, devese investigar se uma das sanções previstas para punir determinada conduta pode absorver a outra, desde que o fato tipificado constitui passagem obrigatória de lesão, menor, de um bem de mesma natureza para a prática da infração maior. No caso sob exame, o não recolhimento da estimativa mensal pode ser visto como etapa preparatória do ato de reduzir o imposto no final do ano. A primeira conduta é, portanto, meio de execução da segunda. Com efeito, o bem jurídico mais importante é sem dúvida a efetivação da arrecadação tributária, atendida pelo recolhimento do tributo apurado ao fim do ano calendário, e o bem jurídico de relevância secundária é a antecipação do fluxo de caixa do governo, representada pelo dever de antecipar essa mesma arrecadação. Assim, a interpretação do conflito de normas deve prestigiar a relevância do bem jurídico e não exclusivamente a grandeza da pena cominada, pois o ilícito de passagem não deve ser penalizado de forma mais gravosa que o ilícito principal. É o que os penalistas denominam “princípio da consunção”. Segundo as lições de Miguel Reale Junior: ”pelo critério da consunção, se ao desenrolar da ação se vem a violar uma pluralidade de normas passandose de uma violação menos grave para outra mais grave, que é o que sucede no crime progressivo, prevalece a norma relativa ao crime em estágio mais grave...” E prossegue “no crime progressivo, portanto, o crime mais grave engloba o menos grave, que não é senão um momento a ser ultrapassado, uma passagem obrigatória para se alcançar uma realização mais grave”. (in Instituições de Direito Penal, Parte Geral. Rio de Janeiro: Forense, 2002, págs. 276 e 277). Assim, não pode ser exigida concomitantemente a multa isolada e a multa de ofício na hipótese de falta de recolhimento de tributo apurado ao final do exercício e também pela falta de antecipação sob a forma estimada. Cobrase apenas a multa de ofício por falta de recolhimento de tributo. Essa mesma conduta ocorre, por exemplo, quando o contribuinte atrasa o pagamento do tributo não declarado e é posteriormente fiscalizado. Embora haja previsão de multa de mora pelo atraso de pagamento (20%), essa penalidade é absorvida pela aplicação da multa de ofício de 75%. É pacífico na própria Administração Tributária, que não é possível exigir concomitantemente as duas penalidades – de mora e de ofício – na mesma autuação por falta de recolhimento do tributo. Na dossimetria da pena mais gravosa, já está considerado o fato de o contribuinte estar em mora no pagamento. Nesse sentido, cabe ressaltar que a Medida Provisória 351, de 22 de janeiro de 2007, convertida na Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, veio a disciplinar posteriormente a aplicação de multas nos casos de lançamento de ofício pela Administração Pública Federal. Esse dispositivo legal veio a reconhecer a correção da jurisprudência desta Câmara, estabelecendo a penalidade isolada não deve mais incidir sobre “sobre a totalidade ou diferença de tributo”, mas apenas sobre “valor do pagamento mensal” a título de recolhimento de estimativa. Além disso, para compatibilizar as penalidades ao efetivo dano que a conduta ilícita proporciona, ajustou o percentual da multa por falta de recolhimento de estimativas para 50%, passível de redução a 25% no caso de o contribuinte, notificado, efetuar o pagamento do débito no prazo legal de impugnação (Lei no 8.218/91, art. 6º). Assim, a penalidade isolada aplicada em procedimento de ofício em função da não antecipação no curso do exercício se aproxima da multa de mora cobrada nos Fl. 364DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10675.003303/200437 Acórdão n.º 140200.903 S1C4T2 Fl. 361 10 casos de atraso de pagamento de tributo (20%). Providência que se fazia necessária para tornar a punição proporcional ao dano causado pelo descumprimento do dever de antecipar o tributo. No caso presente, em relação ao anocalendário de 1998 a 2002, o relatório indica que a empresa foi autuada para exigir principal e multa de ofício em relação ao imposto de renda não recolhido ao final do exercício e, concomitantemente, foi aplicada multa isolada sobre a mesma base estimada não recolhida. Como exposto, essa dupla aplicação, por força do princípio da consunção, não pode subsistir.” Portanto, a multa somente pode ser aplicada após o encerramento do ano calendário, estando rigorosamente de acordo com a lei; ou seja, desde que não se apresente concomitante com a multa proporcional de oficio sobre o tributo devido e que, evidentemente, seja apurado saldo de tributo a pagar no final do período de apuração. Este Colegiado possui entendimento sedimentado nessa linha. Faço referência, além do já citado, ao acórdão CSRF 910100.450, de 4/11/2009, cuja ementa transcrevo. MULTA ISOLADA NA FALTA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. É inaplicável a penalidade quando há concomitância com a multa de oficio sobre o ajuste anual, ou apuração inexistência de tributo a recolher no ajuste anual. No presente caso, o contribuinte apresentou as declarações de IRPJ para os períodos (relativas aos anoscalendário de 2000 a 2003) sem saldo de imposto a pagar, após as deduções de Imposto Retido na Fonte e estimativas pagas (fls. 54, 65/66, 111/112 e 147, respectivamente). Assim, tendo sido verificado que o contribuinte não apurou IRPJ a recolher no final dos períodos de apuração, e que o lançamento ocorreu após o encerramento do último período em questão, não há que se falar em exigência da multa de ofício isolada por falta de recolhimentos de estimativas mensais. Por todo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para cancelar a exigência da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2012. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 365DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13909.000148/2005-85
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2004
NULIDADE DE DECISÃO.
nula a decisão que deixa de apreciar o mérito da defesa apresentada pelo contribuinte, quando não há concomitância entre as matérias objeto dos processos administrativo e judicial.
Numero da decisão: 1802-000.325
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, declararam nula a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: JOÃO FRANCISCO BIANCO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201001
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 NULIDADE DE DECISÃO. nula a decisão que deixa de apreciar o mérito da defesa apresentada pelo contribuinte, quando não há concomitância entre as matérias objeto dos processos administrativo e judicial.
numero_processo_s : 13909.000148/2005-85
conteudo_id_s : 5639812
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 05 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.325
nome_arquivo_s : Decisao_13909000148200585.pdf
nome_relator_s : JOÃO FRANCISCO BIANCO
nome_arquivo_pdf_s : 13909000148200585_5639812.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, declararam nula a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
id : 6503845
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782505754624
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-10-10T11:53:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-10-10T11:53:37Z; Last-Modified: 2011-10-10T11:53:37Z; dcterms:modified: 2011-10-10T11:53:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:86b15497-d5e5-406f-84ac-f6d03c574065; Last-Save-Date: 2011-10-10T11:53:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-10-10T11:53:37Z; meta:save-date: 2011-10-10T11:53:37Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-10-10T11:53:37Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-10-10T11:53:37Z; created: 2011-10-10T11:53:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2011-10-10T11:53:37Z; pdf:charsPerPage: 1121; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-10-10T11:53:37Z | Conteúdo => er M ques ;ins de-Sousa- --7-Presidente. (-7 João r Francisco Bianco Rela EDITADO EM: 0 5 Nov nio S1 -TE02 Fl 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 1.3909M00148/2005-85 Recurso n° 164.443 Voluntária Acórdão no 1802-00.325 - 2° Turma Especial Sessão de 25 de janeiro de 2010 Matéria IRPJ Recorrente Minato & Rodrigues Ltda. Recorrida Turma/DRJ-Curitiba/PR ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2004 - NULIDADE DE DECISÃO. nula a decisão que deixa de apreciar o mérito da defesa apresentada pelo contribuinte, quando não há concomitância entre as matérias objeto dos processos administrativo e judicial. Vistas, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, declararam nula a decisão de primeira instância, nos termos do voto do relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Natanael Vieira dos Santos, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Jac Francisco Bianco. Processo n° 13909.000148/2005-85 51-1E02 Acórdão n.° 1802-00.325 FL 2 Relatório Tratam os presentes autos da imposição de multa por atraso na entrega da DIPJ. A fiscalização, ao lavrar o auto de infração (fls. 02), argumenta que a recorrente apresentou intempestivamente a DIPJ relativa ao exercício financeiro de 2004. Isso porque o prazo regulamentar para a entrega da DIPJ seria 31.05.2004 e a DIPJ somente teria sido entregue em 27.05.2005. Intimada, a recorrente apresentou impugnação (fls. 01), alegando, em síntese, que havia optado pelo regime de tributação denominado Simples e que a fiscalização teria determinado o seu desenquadramento, em razão do tipo de atividade desenvolvida (comércio de materiais elétricos e prestação de serviços de eletrificação). Inconformada, a recorrente interpôs medida judicial requerendo o reconhecimento do direito ao enquadramento no regime do Simples. E em função disso tudo (desenquadramento de regime e propositura de medida judicial), ao tentar apresentar a sua DIPJ eletronicamente, dentro do prazo previsto em lei, o sistema teria impedido a entrega. Dai porque ela teria sido obrigada a fazê-lo por meio físico. Por seu turno, a DRJ julgou o lançamento procedente (fls 35), sob o argumento de que a existência de ação judiciai importaria em renúncia às instâncias administrativas e que a matéria em questão encontrava-se sub judice, por decorrência do processo judicial mencionado acima. Inconformada, a recorrente apresentou recurso voluntário (fls. 48) reiterando os termos de sua manifestação anterior. No fim, pleiteou o sobrestamento do feito até o julgamento definitivo da demanda judicial. É o relatório. 2 Processo n° 13909.00014812005-85 S1-TE02 Acórdtio n.' 1802-00.325 F I. 3 Voto Conselheiro Relator, Joao Francisco Bianco. O recurso atende aos requisitos de admissibilidade. Passo a apreciá-lo. A matéria ora em discussão versa sobre penalidade imposta pelo atraso na entrega de DIPJ. Sustenta a recorrente que a DIN teria sido entregue no prazo legal, por meio fisico, tendo em vista a negativa do sistema em receba-la por meio eletrônico. Já a fiscalização sustenta que a DIPJ teria sido entregue quase um ano após o prazo, ou sej a, em 27.05.2005, em função de nessa data ter sido proferida decisão judicial favorável à recorrente. A DRJ não examinou o mérito da disputa, limitando-se a discorrer sobre o principio da unidade da jurisdição e negando-se a conhecer da impugnação cuja matéria decorreria diretamente do objeto em discussão no Poder Judiciário. Ocorre que, a bem da verdade, não ha concomitância entre as questões que estão sendo discutidas nas esferas administrativa e judicial. Com efeito, enquanto nestes autos discute-se se é ou não devida a multa por atraso na entrega da DIPJ, no processo judicial a discussão versa sobre o regime de tributação da recorrente. Como se vê, as matérias são totalmente distintas. Desse modo, nula é a decisão proferida pela DRJ que deixou de examinar o mérito da impugnação apresentada pela recorrente. Diante de todo o exposto, voto no sentido de DECLARAR A NULIDADE da decisão recorrida, devendo os autos ser remetidos de volta a DRJ para que nova decisão seja proferida, com exame do mérito da questão ora em discussão. - - I Francisco Bianco 3
score : 1.0
Numero do processo: 13116.720034/2007-43
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - PROVAS APRECIAÇÃO PELO) JULGADOR
autoridade julgadora é concedido o poder de formar livremente a sua convicção quanto a verdade emergente dos faros constantes dos autos, ou seja, o julgador apreciara e avaliara a prova dos fatos e formará a sua convicção livremente quanto a verdade dos mesmos (art. 29, do Dec. n° 70235, de 1972).
VALOR DA TERRA NUA VTN — LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO
Deve prevalecer o Laudo Técnico de Avaliação, que apresenta dados
consistentes sobre o real valor de mercado do bem, capaz de comprovar que o valor do VTN arbitrado pelo fisco para os limites do Município do imóvel superior ao efetivo valor da terra.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2191-000.850
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar de nulidade e, no mérito, em DAR provimento ao recurso para fixar o VTN em R$ 84,80 por hectare, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: Ana Neyle Olimpio Holanda
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - PROVAS APRECIAÇÃO PELO) JULGADOR autoridade julgadora é concedido o poder de formar livremente a sua convicção quanto a verdade emergente dos faros constantes dos autos, ou seja, o julgador apreciara e avaliara a prova dos fatos e formará a sua convicção livremente quanto a verdade dos mesmos (art. 29, do Dec. n° 70235, de 1972). VALOR DA TERRA NUA VTN — LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO Deve prevalecer o Laudo Técnico de Avaliação, que apresenta dados consistentes sobre o real valor de mercado do bem, capaz de comprovar que o valor do VTN arbitrado pelo fisco para os limites do Município do imóvel superior ao efetivo valor da terra. Recurso Voluntário Provido.
numero_processo_s : 13116.720034/2007-43
conteudo_id_s : 6000817
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 06 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2191-000.850
nome_arquivo_s : Decisao_13116720034200743.pdf
nome_relator_s : Ana Neyle Olimpio Holanda
nome_arquivo_pdf_s : 13116720034200743_6000817.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar de nulidade e, no mérito, em DAR provimento ao recurso para fixar o VTN em R$ 84,80 por hectare, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
id : 7723497
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782519386112
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:08:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 9; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:08:33Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:08:33Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:08:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:17713654-11cb-48d2-a56f-728dd28d0062; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:08:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:08:33Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:08:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:08:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:08:33Z; created: 2011-03-10T13:08:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-03-10T13:08:33Z; pdf:charsPerPage: 1543; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:08:33Z | Conteúdo => S2 -C1 II Fl 276 [11 INISTÉMO DA FAZENDA CONSELII0 ADMINISTRATIVO 1W RECURSOS FISCAIS saitiNDA si-00 DF JULGAMENTO Processo n" 13116,720034/200T43 Recurs() n" 343.366 Voluntário Acórdão n" 2191 -00.850 — la Cámara / 1" Turma Ordinária Sessão de 21 de outubro de 2010 Matéria hR Recorivnte COMPANHIA NOUN. , TOCANTINS Recorrida FAZkNDA NACIONAL Asa-into: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR '.,xercicio: 2003 PROCESS() ADMINISTRATIVO FISCAL - PROVAS APRECIAÇÃO PELO) 1t ,GADOR autoridade julgadora é concedido o poder de formar livremente a sua conviceao quanto ii. verdade emergente dos faros constantes dos autos, ou seja, o _julgador apreciara e avaliara a prova dos tatos e formará a sua convicção livremente quanto it verdade dos MCSMOS (art. 29, do Dec. n° 70235, de 1972). VALOR DA TERRA NUA VTN — LA tin° 'Il'CNICO DE AVALIAÇÃO Deve prevalecer o Laudo Técnico de Avaliação, que apresenta dados consistentes sobre o real valor de mercado do bem, capaz de comprovar que o valor do VTN arbitrado pelo lisco para os Ii miles do Município do imóvel superior ao efetivo valor da terra. R ecut so Voluntário Provido. IL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em Ri JEf _FAR a preliminar de nulidade e, no mérito, em DAR provimento ao recurso para fixar o VTN em R$ 84,80 por hectare, nos termos do voto da Relatora. Deciamu-se impedido o Conselheiro Alexandre .Naoki Nishioka, - ------Vaio Marcos Cándido -Presid,ente i / , ‘----. - Ana Ny14 Olirnpio Nolan& — Relatora EDITADO EM: -1 fiEV Participaram do presente julgamento os Consclheiros Caio Marcos Candido, Ana Ncyle 01 Ímpio 1.1.olanda, Alexandre Naoki Nishioka, José Raimundo Tosta Santos e Gonçalo Bonet Allage. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Odmir Fernandes, Relatório `I rata o presente processo de Notitieaçao de I,ançarnento .N" 01202/00004/2007, que diz -respeito a imposto sobre a propriedade territorial rural (TR), referente ao imóvel rural Fazenda Engenho, localizado no município de Niquelandia (GO), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima ideutificado o montante de R$ 601.64.1,03, a -titulo de imposto, acrescido da multa de oficio equivalente a 75% do valor do tributo apurado, além de juros de mora, em face da glosa de valores apresentados na doclaray'ao do tributo, no exercício 2003, corn supedaneo nos artigos 10, § 1 0, 1, a, IV, a, e 14 da Lei n" 9.393, de 19/11/1996, nos seguintes moldes: Area de Preservay5o Permanente de 5.036,50 ha pala 0,00 ha; ii) Valor da Lena Nua (V .1.'N) de R$ 2X56359,00 paia R$ 7 886 I 39,57. 2 A. autoridade fiscal efetuou o arbitramento do vTN corn base em informações do Sistema dc Preços de Terms (SIPT), instituído por meio da Portaria S.I.Z.F n" 447, de 28/03/2002. 3. Em eontraposiyao ao lanyamento, foi apresentada a impugnaçao de as 21 a 28. 4. Submetida a lide a julgamento, os membros da Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasilia (DF) acordaram por dar o lançamento como parcialmente procedente, excluindo da base de calculo cio lançamento o valor referente ii area de Preservação .Pefinancnte, resumindo o seu entendimento nos termos da ementa a seguir transcrita: 455UN70 IMPOS10 SORRE A PROPRLEDADE lERRITORIAL RURAL —IT!? Exercício 200 $ DA NULIDADE DO LANÇAMENTO - CERCEAMENTO DO DIREI10 DL DEFESA Tendo a contribuinte compreenclido as niatMas tribuladas e exercido de _fbrina plena o seu direito de defesa, iiw lid que se »liar em NULIDADE do lançamento, que contém todos os requisitos obrigatórios previstos no Processo Adininistrativo Pisca! - PAP DO 1 ,:11,01? DA TERRA NUA - VTN 2 1'1 OCCSSO II" 131 16 12(1034/2007-43 52-Cl TI Accil 13o n 2101-00.850 H 277 Para fins de revisei° do VTiV arbitrado pela fisealizayio, coin base nos VIN/ha apontado no .SIPT, exige-se clue O Laudo Té.cnieo de Avaboyier, emitido por prafissional habilitado, atencla aos requisilas das normas da ABAÏ, além de demonstrar a c..xisténeier de earacteristicas. parficularas deslimorciveis ern relay-to aos imaveis eireunvizinhas DA .4 .RF4 DL PRESERVA(j0 PERMANENTE. Eyisitndo a protecolizaçdo tempestiva do requerimento do Au) Declaratório Ambiental — ADA, junto ao 'RAMA, cabe restabeleeei a area de preserwição permanente declarada Ianytmento Procedenie ('in Palle 5. Intimado aos 30/06/2008, o sujeito passivo apresenta sua irresignação por filch) de recurso voluntário tempestivo (fls, 241 a 257). No apelo interposto, o recorrente expõe, em sintesc, os seguintes argumentos de defesa: em preliminar, nulidade do acórdão de primeira instáncia, por cerceamento de direito de defesa em virtude de falta de fundamentação da decisão; 11 no mérito, que o laudo técnico de avaliação apresentado atende as ex igéncias notmativas, por meio da metodologia e procedimentos adotas para a sua confecção, c se presta a alterar o VIN arbitrado pelo fisco. 7.. Ao final, defende que se aeatem os termos da defesa para reformar o entendimento de primeira instancia e considerar o lançamento improcedente.. 8. Vieram os autos a .julgamento nesse colcgiado, de acordo com as determinações de competência veiculadas pela Portaria MF n" .256, de 22/06/2009, em seu. attigo .3". HI É o Relatório. Voto Conselheira Ana Neylc Olímpio Frolanda., Relatora O recurso preenche os requisitos para sua admissibilidade, dele tomo c onhec i ento A lide que chega a este colegiado diz respeito a imposto sobre apropriedadc territorial rural (ITR), referente ao imóvel rural Fazenda Engenho, localizado no municipio de Niquelândia (GO), no exercício 2003, em face da modificação do Valor da Terra Nua (VTN), apresentado na declaração do ITR, de R$ 2..656.359,00 para it$ 7.886.139,57. Preliminarmente, aduz a. recorrente a nulidade do acórdão de primeira instância, por cerceamento de direito de defesa, em virtude de [Ala de fundamentação da decisão para rejeitar o laudo técnico de avaliação, no tocante à alteração do -VTN. Para tratar da matéria reportada pelo sujeito passivo, assim se pronunciou 0 relator do voto condutor do acórdão de primeira instancia: No presente! easo, não há como restabelecer o UN declarado pela contribuinte„ pois entendo que o teot do document() trazido aos autos realmente não scm 0,0 hábil pata a finalidade a que se prop6cs, Ham vez que não segue as normas da A.BNT, não demonstrando, de forma clara e inequívoca, o valor fundiário do imóvel á época do fato ,zerador do 11111/2003 (1".01.2003), nem a existência de caracteristicas particulares deVavordveis, que justificassem um VTN/ha abaixo do arbitrado pela fiscalização com base no SIFT (destaques da transeriçao) COM base em tal excerto, concess-a venia, entendo estar perfeitamente fundamentada a. rejeição do laudo de avaliação apresentado pela reclamante, nEio havendo porque se aceitarem suas considerações de cerceamento de direito de defesa. Ultrapassada a preliminar, passamos á análise do mérito.. No mérito, quer o recorrente que o laudo técnico de avaliação apresentado seja considerado para alterar oVIN arbitrado pelo fisco . Para a autuação, a autoridade fiscal arbitrou a base de cálculo do tributo, por meio da alteração do valor da terra nua (VIN), o que não á admissivel na legislação vigente, inobstante o disposto no artigo 14 da Lei n" 9393, de 19/11/1996. Segundo o § 2" do artigo 8" da referida Lei. if 9.393, de 1996, o VTN refletirá o preço de mercado de terms, apurado em 1' de janeiro do ano a que se reterir a declaração do 1TR, e sera considerado auto-avaliação da. terra nua a preço de mercado.. Nesse sentido, o sujeito passivo apresentará o VTN, que sera submetido a. apreciação do órgão fiscal, e, em sendo verificada a subavaliação, coin arrimo nas informa.ções veiculadas pela tabela do Sistema de Preços de Terras (SIFT), instituida pela Portaria SRF n" 447, de 28/03/2002, para a fixação do VTN, por meio de informações sobre preços de terras, advindos de sistemas instituidos pela Secretaria da Receita Federal, o rise() procedera a correção do valor declarado. Tal procedimento encontra respaldo no mandamento do artigo 14 da Lei n" 9.393, de 19/11/1996, nos seguintes termos: Art. .14 No ;a so de falter de omega do MC ou do DLIT, bem como de subavaliação ouprestação de infbrina0es ineyatas, incorretas ou framhdentas. a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto. considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, (ire(' tributável e grau de utilização do imórel, apurados em procedimentos de fiscalização. § .1". As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1", inciso II da Lei n°8.629, de 25 de kvereiro de .1993, e considerar/lo levantamentos realizados pelas Secretarias de Aviculture! das Unidades Federadas ou dos Municípios. (destaques da transcrição) 4 icesso n' 1 3 116 72001 ,1/2007-4 .i 52-C1 1 . 1 Ac("H ciiio 11" 2101-00.850 Fl 278 Pot seu turno, no artigo 12, § 1°, inciso IT da J ci n" 8.629, de 25/0211993, que determina os parâmetros para justa indenização em desapropriações para Teti -wino agraria, indica os aspectos que devem ser considerados para a. determinação do valor da terra nua do imóvel, e que serão levados em conta pela Secretaria da R.eceita Federal para a fixação dos preços de terms, para. tins de base de calculo do ITR, com a seguinte dicção: Art -Igo .1.2 Considei a-se justa a indeniza0o qua pet mita ao desaproptiadoa reposição, WU ini(571i0, 610 valor do barn que perdeu pot inter esse social.. 1" identificação do valor do bent.a sei indenizado screi pm .de.>rencialmente, cow base nos seguinte, KI(Venciais 12:nicos' e mercadológicos, entre OUISOS usuahnenie empte(ados: valot das benleitorias Uteis e neeesscirias, descontada a depreciação con/brine o as fado conservação, .11 - yak)i da terra nua, observados Os sevtintes aspecios: a) localização do imóvel: b) capacidade potencial da terra; dimensão do imóvel. (destaques da transcrição) A Portaria SR F n° 447, de .28/03/2002, cm seu artigo 3", indica as Secretarias de Agricultura dos Estados ou entidades correlatas como fontes das informações sobre os valores das terras que serlo inseridos para a formação da tabela do SIN, h./lei -is: ii alimentação do $.71''.1' com os valor es de tertas e domais dados reccbidos dos ,.ecretatitis de Agtieultura on entidades cm ...retracts, e coin os valores de 1Ctra 11110 da base de dechtreNt5es do I7'R, said efetuada pela e pelas Superintende?ncias Regionais da Receita Federal. Assim, a instituição da. tabela do SIPT não se deu sob a égide da Lei n" 9.393, de 1_9/11/1996, 0 que se encontra cm total con formidade corn as determinações do artigo 97 do Código Tributário Nacional, e suas informações somente podem ser contraditas corn a apreseatação dc laudo técnico de avaliação, em que reste comprovado existir em sua propriedade características peculiares que a distingam das demais da região, à vista do qual, poderá a autoridade administrativa rever o V.VN que fora atribuído ao imóvel 0 laudo pericial é, prova legal que tern o poder de in rmar os valores constantes de instrução normativa quando apresenta dados consistentes do real valor dc .mereado do imóvel. Corn efeito, o laudo de avaliação que preencha os requisitos legais é, o meio hábil para que a autoridade administrativa possa rever o VTN questionado pelo contribuinte, e, por se con figurar em prova de fundamental importância para o deslinde dos casos em que esteja presente tal questionamento, o laudo de técnico de avaliação deverá fornecer elementos suficientes ao embasamento da revisão do VTN, demonstrando que o imóvel possui peculiaridades especificas que o distingue dos demais da região. 5 Na espécie, entendo que o laudo de avaliayao carreado aos autos pela reconente atende aos requisitos legais e vcicula a utilizayao do método direto ou comparativo de mercado para a determinaçdo do VTN, em que foram comparadas operações realizadas coin imóveis na regi lo, corn caracteristicas similares tquele cm questao, tendo pot base operações fonnalizadas em cartórios de registro imobiliario, chegando ao valor R$ 84,80/ha, Por ter sido capaz de identificar o v1N com base em transações envolvendo compra e venda de imóveis na regido em periodos próximos aquele objeto do auto de irrhayao, entendo que o laudo técnico de avaliaçao apresentado se presta corno documento .habil a contraditar o arbitramento empreendido pelo fisco. forte no exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntario apresentado para fixar o VTN em R$ 84,80/ba.. Sala das Sessões, em 21 de outubro de 2010. -Ana - _ - le Olimp=anit 13
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003118/2006-71
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3401-000.321
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para aguardar decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral (RE 606107), nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Emanuel Carlos Dantas de Assis
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201110
numero_processo_s : 11020.003118/2006-71
conteudo_id_s : 6005633
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-000.321
nome_arquivo_s : Decisao_11020003118200671.pdf
nome_relator_s : Emanuel Carlos Dantas de Assis
nome_arquivo_pdf_s : 11020003118200671_6005633.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para aguardar decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral (RE 606107), nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2011
id : 7736614
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782522531840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1909; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 267 1 266 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.003118/200671 Recurso nº 11020.003118/200671 Resolução nº 3401000.321 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 06 de outubro de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente PENASUL ALIMENTOS LTDA Recorrida DRJ PORTO ALEGRERS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para aguardar decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em matéria sob repercussão geral (RE 606107), nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Júlio César Alves Ramos Presidente (assinado digitalmente) Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori e Júlio César Alves Ramos. Relatório Os autos retornam da Egrégia CSRF, que julgando Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional anulou o Acórdão nº 220100.166, por ter tratado de matéria não devolvida no recurso voluntário. Segundo a CSRF houve violação da definitividade de primeira instância, no que o acórdão anulado decidiu que “a constatação, pelo fisco, de irregularidade na formação da base de cálculo da contribuição, implicará na lavratura de auto de infração para a exigência do valor calculado a menor” e “a glosa efetuada no pedido ressarcimento, em vez do lançamento de ofício, pertinente, não pode prosperar”. Fl. 271DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 11020.003118/200671 Resolução n.º 3401000.321 S3C4T1 Fl. 268 2 Anulado o acórdão acima mencionado, a CSRF determinou a realização de outro julgamento, desta vez restrito ao contido no recurso voluntário. O Recurso Voluntário ora em reexame contesta decisão da DRJ, que em pedido de ressarcimento do PIS Faturamento nãocumulativo glosou os valores de transferências de créditos de ICMS para terceiros, considerados como receita a compor o faturamento, sobre o qual são apurados os débitos da Contribuição. A DRJ indeferiu a Manifestação de Inconformidade por interpretar que a transferência em foco é uma cessão de créditos, em que a pessoa jurídica vendedora toma o lugar cedente; o adquirente, o do cessionário; e a Unidade da Federação, o do cedido. Reportandose à legislação de regência, incluindo a Lei nº 9.718/98, considerou que na incidência das duas Contribuições há generalização, enquanto na exclusão da base de cálculo a norma foi bastante seletiva, restringindoa a um pequeno rol numerus clausus, no qual o negócio jurídico ora analisado não se enquadra. Também entendeu que a cessão em tela não está albergada pela imunidade própria das exportações. Para amparar sua interpretação, reportouse à Solução de Consulta Interna da Cosit nº 48, de 30/12/2004, segundo a qual há incidência do PIS, COFINS, IRPJ e CSLL sobre os valores auferidos com a cessão de créditos de ICMS. No mais, a instância recorrida reputou impossibilitada a aplicação dos juros Selic na espécie, por vedação expressa contida nos arts. 13 e 15 combinados, da Lei nº 10.833/2003, e considerou despiciendo haver lançamento na situação em tela. No Recurso Voluntário a contribuinte defende, em síntese, que os valores de transferência de ICMS constituem redução de despesa (o valor da rubrica tributos recuperáveis, credora, passa para o ativo), não sendo receita tributável pelo PIS e Cofins. Ao final requer lhe seja reconhecido o direito à integralidade do crédito pleiteado, com a “correção” pela Selic. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator Retorna o processo da CSRF para reanálise, haja vista o provimento do Especial interposto pala Procuradoria da Fazenda Nacional. Excluindose a questão relativa à necessidade (ou não) de lançamento, no lugar da glosa efetuada quando a RFB considera que não foram computados todos os débitos em pedido de ressarcimento do PIS e Cofins nãocumulativos, por ser matéria não devolvida a esta instância, conforme decidido pela CSRF, são dois os temas a tratar: a glosa relativa à transferência de créditos de ICMS, cujo valor foi reduzido daquele a ressarcir por entender a fiscalização que o valor do imposto Estadual está incluso na base de cálculo do PIS e Cofins, e Fl. 272DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 11020.003118/200671 Resolução n.º 3401000.321 S3C4T1 Fl. 269 3 a incidência (ou não) da Selic sobre a parcela do ressarcimento parcial autorizado pelo órgão de origem. O tema referente à inclusão (ou não) do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e da Cofins nãocumulativos está sob análise do Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº 606107, com repercussão geral já definida. Não pode, pois, ser analisado nesta oportunidade, impondose o sobrestamento do julgamento em obediência ao § 2º do art. do Anexo II do RICARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Como informa o sítio do Colendo Tribunal na internet (consulta em 03 de outubro de 2011), o debate no RE nº 606107 versa sobre o seguinte: Recurso extraordinário em que discute, à luz dos artigos 149, § 2º, I; 150, § 6º; 155, § 2º, X, a; e 195, caput, I, b, da Constituição Federal, a constitucionalidade, ou não, da exigência de que o valor correspondente às transferências de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS pela empresa contribuinte seja integrado à base de cálculo das contribuições Programa de Integração Social PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS nãocumulativas. Por oportuno, observo que a matéria também é objeto da ADC nº 18 e do RE nº 2407852/MG. Apreciando Medida Cautelar na referida Ação Declaratória de Constitucionalidade, o STF, em 14/08/2008, resolvendo questão de ordem suscitada no sentido de dar prosseguimento ao julgamento do RE nº 240.7852/MG, por maioria deliberou pela precedência do controle concentrado em relação ao controle difuso, conforme a ementa seguinte: Medida cautelar. Ação declaratória de constitucionalidade. Art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. COFINS e PIS/PASEP. Base de cálculo. Faturamento (art. 195, inciso I, alínea "b", da CF). Exclusão do valor relativo ao ICMS. 1. O controle direto de constitucionalidade precede o controle difuso, não obstando o ajuizamento da ação direta o curso do julgamento do recurso extraordinário. 2. Comprovada a divergência jurisprudencial entre Juízes e Tribunais pátrios relativamente à possibilidade de incluir o valor do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS/PASEP, cabe deferir a medida Fl. 273DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 11020.003118/200671 Resolução n.º 3401000.321 S3C4T1 Fl. 270 4 cautelar para suspender o julgamento das demandas que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. 3. Medida cautelar deferida, excluídos desta os processos em andamentos no Supremo Tribunal Federal. Pelo exposto, levando em conta art. 62A, § 2º, do RICARF, voto por sobrestar o julgamento até que o STF decida sobre a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo do PIS Faturamento e Cofins nãocumulativos. Somente após decisão transitada em julgado do Colendo Tribunal sobre o tema é que o processo deve retornar a esta Turma para julgamento. (assinado digitalmente) Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 274DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/10/2011 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 13433.000343/2005-49
Data da sessão: Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Exercício: 2002
NORMAS PROCESSUAIS, MATÉRIA NÃO IMPUGNADA, PRECLUSÃO,
Preclui na fase recursal a fundamentação não apresentada na fase
impugnatória.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 1801-000.301
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso, por preclusão das matérias recursais, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Ana de Barros Fernandes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2002 NORMAS PROCESSUAIS, MATÉRIA NÃO IMPUGNADA, PRECLUSÃO, Preclui na fase recursal a fundamentação não apresentada na fase impugnatória. Recurso Voluntário Não Conhecido.
numero_processo_s : 13433.000343/2005-49
conteudo_id_s : 5773121
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 22 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.301
nome_arquivo_s : Decisao_13433000343200549.pdf
nome_relator_s : Ana de Barros Fernandes
nome_arquivo_pdf_s : 13433000343200549_5773121.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso, por preclusão das matérias recursais, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
id : 6937428
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782536163328
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:00:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:00:22Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:00:24Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:00:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:f7b4769c-e667-4848-a7df-d057d9c6d656; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:00:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:00:24Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:00:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:00:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:00:22Z; created: 2010-12-21T10:00:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2010-12-21T10:00:22Z; pdf:charsPerPage: 1200; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:00:22Z | Conteúdo => Si-TE01 Fl. 249 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 1.3433,000343/2005-49 Recurso n" 341219 Voluntário Acórdão n" 1801-00.301 — l a Turma Especial Sessão de 03 de agosto de 2010 Matéria Auto de Infração - Simples - Diferenças bases de cálculo Recorrente WA ATACADISTA DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 2002 NORMAS PROCESSUAIS, MATÉRIA NÃO IMPUGNADA, PRE- CLUSÃO, Preclui na fase recursal a fundamentação não apresentada na fase impugnatóri a, Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso, por preclusão das matérias recursais, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente e Relatora EDITADO EM: 12 NOV 2010 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes, Relatório A fiscalização constatou que a empresa auditada informou à Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Norte valores divergentes relativos às receitas brutas mensais auferidas no ano-calendário de 2001. As informações advindas do Estado do Rio Grande do Norte e planilha de valores encontram-se às fls. 59 a 61 e integram os Autos de Infração e Termo de Verificações Fiscal lavrados para as exigências de IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e INSS apurados pela sistemática do Simples — fls. 03 a 58. Explica no Termo de Verificações que a empresa notificou à fiscalização que os livros fiscais e contábeis correspondentes aos anos-calendários de 1998 a 2003 foram extraviados, exibindo anúncio no jornal publicado na época — fls. 62. A fiscalização então solicitou que os Livros de Apuração de ICMS fossem refeitos pelas GIAM entregues à Fazenda Estadual, o que a fiscalizada atendeu com relação aos anos-calendários de 2002, 2003 e 2004. Assim, no que concerne ao ano-calendário de 2001, utilizou-se diretamente das informações prestadas ao fisco estadual. A empresa foi representada para a exclusão do Simples, tendo em vista que nos anos posteriores extrapolou os limites anuais para o gozo o regime de tributação favorecido. A exclusão e autuações referentes a anos posteriores, cujos lucros foram arbitrados em vista do extravio, foram formalizadas em processo administrativo separado, n° 13431000343/2005-93. A cópia da DIPI S/02 encontra-se às fis, 63 a 66. A empresa impunou os lançamentos tributários às fls. 138 a 157 argumentando, em síntese: a) impugna o Ato Declaratório Executivo n° 18/05; b) solicita a suspensão dos efeitos da exclusão do Simples até definitivamente julgado o processo pertinente, não sendo possível a autuação antes da decisão definitiva da exclusão do Simples, devendo ser suspensa a exigibilidade dos créditos tributários lançados e.x officio; c) as receitas brutas estão dentro dos limites legais exigidos para que a empresa possa se beneficiar do Simples, não procedendo a sua exclusão; d) irretroatividade dos efeitos da exclusão do Simples; d) a exclusão do Simples e a imediata autuação ferem os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, da segurança jurídica e da firetroatividade dos atos administrativos; e) culmina no pedido de inexigibilidade dos valores lançados de oficio e impossibilidade de modifièação nós valores já espontaneamente lançados pela sistemática do Simples A Quarta Turma da DRI em Recife/PE exarou o acórdão n° 11-20.640/07, mantendo os lançamentos tributários, fls. 165 a 169, que restou assim ementado: MATÉRIA NÃO CONTESTADA — DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO E INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela impugnante. 2 Processo n° 13433,000343/2005-49 Si-TE01 Acórdão rL° 1801-00.301 Fl. 250 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - ART. 150 DO CTN - LANÇAMENTO DE OFICIO ART 149 DO CTN - ALTERAÇÃO DO LANÇAMENTO - ART. 145 DO CTN. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado por iniciativa de oficio da autoridade administrativa quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada a antecipar o pagamento Consta como esclarecimento à autuada e fundamentação do voto-condutor: Primeiramente, cabe salientar alguns pontos importantes para delimitar os argumentos da contribuinte que influenciam diretamente no litígio: I - Neste processo, referente à análise dos autos de infração dos impostos e contribuições componentes do SIMPLES, ou seja, do período de 01/01/2001 a 31/12/2001,quando a empresa estava no sistema simplificado, não serão verificados os argumentos da impugnante quanto à exclusão do SIMPLES A análise destes argumentos é objeto de processo especifico n° 13433.000173/2005-01. Assim, suspensão, autos decorrentes e efeitos da exclusão não são assuntos relacionados com a autuação efetuada nos autos de infração do presente processo, 2 - Com relação à possibilidade de efetuar o lançamento de oficio sobre as diferenças apuradas, temos a destacar que cara cterizadamente o lançamento do SIMPLES é por homologação (art. 150 do CTN) no qual o sujeito passivo tem dever de apurar e antecipar o pagamento ficando, dentro do prazo decadencial, a fazenda pública de acordo com o inciso V do art. 149 do CTN autorizada a efetuar o lançamento: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o devei de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes casos: V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; O artigo 145 do CM citado pela contribuinte, realmente determina os casos em que o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado. Acontece que entre eles, no inciso III, estão previstos os casos do artigo 149 já comentado. Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: 1- impugnação do sujeito passivo; 11 - recurso de oficio; 3 III - iniciativa de oficio da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. Assim, procede a apuração do crédito tributário dos autos de infração do presente processo, pois é possível, dentro das determinações do Código Tributário Nacional a apuração de diferenças de impostos e contribuições administrados pela SRF, Tempestivamente, a empresa apresenta o Recurso Voluntário de fis. 185 a 240, inovando os termos da impugnação; argumenta, em síntese: I) DAS PRELIMINARES 1) Preliminarmente, a "„.representação por linguagem escrita._ "do processo administrativo tributário não aconteceu segundo as normas particulares da matéria; fundamenta a contestação no artigo 2°, VIII e IX, da Lei n° 9.784/99, dispositivos que versam sobre a observânca das formalidades essenciais e garantia aos direitos dos administrados e adoção de formas simples suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos administrados; 2) combinado com o preceito acima, invoca o artigo 2° do Decreto n° 70.235/72 — que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), ressaltando que os atos e termos processuais não possuirão "espaços em branco"; daí conclui pela nulidade do lançamento tributário porque o auditor fiscal deixou em branco as folhas ao redigir o Termo de Verificações, parte integrante dos Autos de Infração lavrados contra si; em outra circunstância alega que vicia irremediavelmente o lançamento o auditor ter preenchido por "escrituração manual" campo parecido (indicação de fls. no processo); argumenta ainda que não teria sido acostado ao processo termo de início da fiscalização; 3) discorre sobre doutrina a respeito do "ilícito" e das "normas jurídicas", distinguindo entre os atos jurídicos e atos do mundo natural; 4) prossegue sobre as imperfeições detectadas no Termo de Verificações Fiscal concluindo que ferem de nulidade o lançamento tributário por cerceamento de defesa, consoante preceituado no artigo 59, II, do PAF; discorre amplamente sobre os princípios do contraditório e da ampla defesa; reitera que as imperfeições e a inobservância à norma formal processualista pelo auditor fiscal prejudica a recorrente, impedindo-a de se defender corretamente dos fatos que lhe são imputados; 5) requer, preliminarmente, a aplicação do artigo 53 da Lei n° 9.784/99 quanto à nulidade do ato pela própria administração federal por eivados de vícios de legalidade; II) DO MÉRITO 1) explicita sobre a imprestabilidade da prova dos valores utilizados pela fiscalização com fulcro nas Guias Mensais de Informação — GIM, informações prestadas à Fazenda Estadual, pois é um informativo sintético das operações realizadas pelos contribuintes e não se restringe unicamente às vendas, mas a todas operações com circulações de mercadorias, inclusive, transferências, devoluções, remessas etc; 2) não pode ser considerada a melhor forma para embasar o lançamento tributário; cita o art. 3' do Código tributário Nacional — CTN, art. 5', II, 37 e 150, I, todos da Constituição Federal — CF, que versam sobre a legalidade e a vinculação das normas quando se trata de tributação; Processo rt° 13433 000343/200549 SI-TE01 Acórdão n.° 1801-00301 Fl 251 3) assim repudia a utilização dos valores informados no Movimento Econômico Tributário de competência do fisco estadual como base de cálculo para os tributos federais; transcreve o artigo 578 do RICMS/RN, dispositivo que versa sobre as GIM; 4) a fiscalização utilizou além das receitas valores de remessa realizados pela matriz com destino à sua filial e conseqüente devolução à matriz; 5) às fls. 6 dos autos constata-se a inclusão do termo "Vendas da Filial/0002- 31" e nesta exata coluna a inserção de valores para os exercícios de 2001, 2002, 2003 e 2004; 6) daí a necessidade de perícia para detectar quais os valores que efetivamente devem ou não compor a base de cálculo dos tributos exigidos; 7) a filial tem como única finalidade ser depósito fechado; pelo art. 428 do RICMS/RN estes depósitos são defesos à prática de vendas; 8) no campo "vendas da matriz" encontram-se valores referentes à devoluções de compras, remessa para depósitos, entre outros; 9) desta forma, os valores utilizados pela fiscalização não constituem receitas e não privilegia a presunção de ilicitude do contribuinte; 10) do relatório de fiscalização "._parece ter ocorrido inúmeras divergências entre a escrituração do Diário e dos Livros Fiscais, Isto por si só, não implica tipificação de omissão de receita, conforme Jurisprudência interativa que ora se transcreve_"; cita acórdão administrativo; 11) os valores retratados nas GIM não podem sobrepujar a verdade material dos fatos, pois são sintéticas, resumindo todas as operações, sem distinção entre vendas de imobilizados, devoluções ou cancelamentos de vendas; por esta razão é que produz ".,.efeitos devastadores no processo de lançamento do PIS.., 12) cita doutrina e jurisprudência sobre 'prova emprestada', indícios, provas; 13) discorre amplamente sobre o repúdio de nos lançamentos tributários a autoridade fiscal haver se utilizado das informações inseridas nas GIM, pois possui o dever de demonstrar cabalmente as bases de incidência; cita doutrina sobre a atividade vinculada do agente tributário; 14) aborda a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, citando o Recurso Extraordinário ri c) 240.785-2/MG em trâmite no Supremo Tribunal Federal- STF; 15) discorre exaustivamente sobre os princípios da razoabilidade, proporcionalidade, da vedação ao confisco, da capacidade contributiva. Requer, ao final: Pelo expendido, REQUER a recorrente: 5 Em sede de , julgamento preliminar seja acolhida a NULIDADE do auto de infração, considerando as ,fiindamentações produzidas pela recorrente; b) Que em não sendo o entendimento pela NULIDADE, que no mérito seja reformada a decisão de primeira instância para determinar a procedência do recurso e assim julgar pela REFORMA total da decisão de primeira instância e declarar a improcedência da ação fiscal, por ter acolhido valores não tributáveis para IRPJ - PIS - COFINS —CSL; c) Se este não . for o entendimento deste JULGADOR, que seja deferida a perícia para resolver os seguintes quesitos Qual a atividade do estabelecimento filial (0002-31)? Qual o valor real das operações de vendas para os exercícios envoltos no processo? Quando se verffica os efeitos da exclusão? Qual a valoração do ICMS em todo o período e que deverá ser exchndo da base de calculo para a imposição tributária a que busca o processo? d) Que seja, a recorrente intimada da data de julgamento deste recurso, para querendo fazer as sustentações orais necessárias para a defesa de sua tese, a fim de não configurar embargos ao disposto no art. 5°, LV da Constituição Federal de 1988 e) Protesta por todos os meios admitidos para produção de provas; É o relatório. Passo a analisar as razões recursais. 6 Processo n° 13431000343/2005-49 S1-TE01 Acórdão n.° 1801-00.301 F1 252 Voto Conselheira ANA DE BARROS FERNANDES Conheço do recurso interposto, por tempestivo. Observo, por oportuno, que as contestações trazidas em sede recursal não foram matérias de defesa apresentadas na impugnação de fis, 138 a 157, a qual limitou-se a requerer o sobrestamento do julgamento dos processos relativos às autuações em vista da exclusão do Simples, e recorreu da própria exclusão solicitando a anulação do Ato Declaratório Executivo IV 18, solicitada formalizada em outro processo, de n° 13433,000173/2005-01_ Agora, em sede recursal traz uma gama de argumentações conforme relatado. Ocorre que, em se tratando de processo administrativo fiscal, o Decreto 70235172 - PAF, que o regulamenta, dispõe em seu artigo 17, a preclusão do direito de recorrer em segunda instância das matérias não aventadas em primeira, em prestígio ao princípio do duplo grau de jurisdição. A turma julgadora a quo já assinalou no aresto recorrido, inclusive, que as diferenças de base de cálculo e a insuficiência de recolhimentos não foram matérias contestadas pela impugnante, pelo que perdeu o seu direito de defesa neste tocante. Transcrevo o trecho do acórdão: Cabe ainda destacar que em sua impugnação a contribuinte não contesta apuração das infrações referentes às diferenças de bases de cálculo e a insuficiência de recolhimento no SIMPLES deixando assim de exercer seu direito de defesa em relação a estas infrações. Lembramos a este respeito a regra contida no artigo 17 do Decreto n° 70.235/1972, o qual regulamenta o Processo Administrativo Fiscal: "An 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante." (grifos não pertencem ao original) Ressalto que estas diferenças e insuficiências foram atacadas no recurso como matéria de mérito, pela recorrente. Mas está irremediavelmente precluso o seu direito de defesa neste tocante. Enriqueço esse voto com a ementa do Acórdão n° CSRF / 01-03351/01, prolatado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais: MATÉRIA PRECLUSA O julgamento administrativo inicia-se com o exame do lançamento sobre o qual pode falar o julgador independentemente de argumentação por parte do sujeito (.2'? 7 passivo. Admitida a legalidade do ato, questões não provocadas a debate em primeira instância, quando se instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo, com a apresentação da petição impugnativa inicial, constituem matérias preclusas das quais lltiO pode o Conselho tomar conhecimento, por afrontar o principio do duplo grau de jurisdição a que está submetido o Processo Administrativo Fiscal. O não enfrentamento da matéria na inicial implica em concordáncia tácita do contribuinte com a tributação do valor omitido, sendo "extra petita " a decisão que afasta a exigência. Recurso de oficio provido. (grifos não pertencem ao original) Pelas mesmas razões, também as argumentações preliminares não apresentadas na defesa inicial são insuscetíveis de apreciação por este órgão colegiado de julgamento em segunda instância. Todavia, apenas por amor ao embate jurídico, e somente no intuito de esclarecer alguns pontos do processo administrativo fiscal à recorrente, abordo alguns questionamentos trazidos, ressaltando que o faço meramente com o objetivo discursivo (destaquei), defesa Da Preliminar — Falhas no Termo de Verificações, cerceamento do direito de A recorrente se insurge quanto aos espaços em branco relativos às menções de fls. no Termo de Verificação Fiscal e argumenta que a explicitação da autuação foi redigida de forma confusa, o que lhe inviabiliza o direito de defesa e clama pela nulidade do Auto de Infração. Também reclama que ao preencher um dos campos de 'folhas' a autoridade fiscal remeteu a outro termo que não aquele referenciado, Em se tratando de processo administrativo fiscal, não constitui qualquer prejuízo à recorrente a ausência do número de fls., ou equívocos desta ordem, uma vez que tudo no Termo de Verificações está satisfatoriamente referenciado no que respeita à matéria tributária, elementos de prova e enquadramento legal das infrações tributárias e constatando-se que o contribuinte autuado defendeu-se amplamente dos ilícitos contra si imputados, entendendo perfeitamente o mote da autuação contra si lavrada, Inclusive constou do bojo dos próprios Autos de Infração lavrados para as exigências de IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e INSS, pela sistemática do Simples (objetos deste processo) o fato que ensejou a tributação realizada ex officio: 001 - DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO Valor apurado conforme através das PLANILHAS MOVIMENTO ECONÔMICO TRIBUTÁRIO 'SAÍDAS", fornecidos pela SECRETARIA ESTADUAL DE TRIBUTAÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE; cópias anexas E quanto à infração 002: 002 - INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO Insuficiência de valor recolhido apurada conforme... Processo n° 13433.000343/200549 SI-TE01 Acórdão n ° 1801-00301 Fl 253 Sendo cediço que ao alterar-se os valores das receitas brutas, altera-se, por decorrência, o valor das alíquotas do Simples, as infrações foram objetos também da descrição dos fatos no Termo de Verificações: O ano calendário de 2001 , foi cobrado os tributos devidos a Secretaria da Receita Federal através do Sistema SIMPLES, com base nos valores apurados nas planilhas MOVIMENTO ECONÔMICO TRIBUTÁRIO, fornecido pela SECRETARIA DE ESTADO DA TRIBUTAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE, documento de folha a Encontra-se nos auto de infração de IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO, PIS E COFINS , lavrados a descrição dos fatos e enquadramento Legal. Destarte, a descrição sucinta dos fatos que ensejaram as exigências fiscais não obstruíram a defesa da recorrente, que, no presente caso, desenvolveu-se tardiamente não podendo ser apreciada devido à preclusão ocorrida. Esclareço, ainda, que as causas de nulidades formais do Auto de Infração estão tipificadas no artigo 10 do PAF e não podem ser invocados os preceitos da Lei n° 9.784/99 que trata genericamente dos processos administrativos federais quando o próprio PAF, norma específica que regula o processo administrativo fiscal, versa sobre a mesma matéria. No que respeita às contestações de mérito trazidas pela recorrente e pedido de perícia, apenas pelo embate jurídico, visto serem matérias preclusas, volto a ressaltar, esclareço à recorrente que a mera alegação de que os valores que constaram das GIM entregues ao fisco estadual são valores que englobam outras operações que não caracterizam vendas: 1°) a presente autuação valeu-se destes valores em vista da empresa ter alegado extravio de livros e documentos fiscais e não haver reconstituído a escrita fiscal, restando à fiscalização arbitrar os valores consoante as receitas brutas conhecidas; 2°) para o ano-calendário de 2001 a empresa sequer refez os Livros de Apuração do ICMS, restando à fiscalização os valores inseridos nas GIM relativos às Saídas de Mercadorias; 3°) ainda que os valores não condizem à receita bruta mensal auferida, trata- se de um arbitramento no qual a própria legislação do imposto de renda e tributos federais admite como base tributável a receita presumida e não efetivamente recebida — por isto os valores das GIM são "emprestados" para a fiscalização federal, que não dispunha de outras informações para averiguar as receitas brutas mensais conhecidas pela empresa; 4") por fim e mais importante, é o fato de que todas as Notas Fiscais emitidas pela empresa e Livros de Saídas foram extraviados, consoante argumentado pela empresa á fiscalização e noticiado em jornal, não podendo a empresa, em fase recursal, dizer que por perícia poderá comprovar que aqueles valores não correspondem às receitas brutas, visto que durante a fiscalização não pode fazer prova dos valores efetivamente recebidos. 9 O pedido de perícia/diligência não poderia ser acatado, de qualquer forma, pois a empresa teve seus livros e notas fiscais extraviados pelo que a inexistência destes, para o ano-calendário de 2001, prejudica os quesitos formulados, sendo inadmissível pedido cujos objetos a serem periciados não existem, além do que, repito, precluso o direito requerido. E com relação ao pedido da recorrente de ser pessoalmente intimada da data de julgamento deste recurso, para apresentar eventual sustentação oral, esta intimação não está prevista nem no PAF, nem no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria do MF n° 256/09, que dispõe sobre a publicação da pauta no Diário Oficial, devendo a parte interessada acompanhá-la -- parágrafo único do art. 55: Art., ,55 A pauta da reunião indicará: - dia, hora e local de cada sessão de julgamento; II - para cada processo: a) o nome do relatar; b) os números do processo e do recurso; e c) os nomes do interessado, do recorrente e do recorrido; e III - nota explicativa de que os julganientos adiados serão realizados independentemente de nova publicação. Parágrafo único. A pauta será publicada no Diário Oficial da União com 10 (dez) dias de antecedência e divulgada no sitio do CARF na Internet CONCLUSÃO invocadas. (grifos não pertencem ao original) Voto para não conhecer o recurso voluntário por preclusas as matérias 5ANA DE-1--ARROS FERNANDES - Relatora 10
score : 1.0
Numero do processo: 16327.003463/2002-51
Data da sessão: Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário: 1997
ATIVIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO - SOBRESTAMENTO
DO PROCESSO.
A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória (CTN 142, parágrafo único), não a elidindo o fato de haver ação judicial em curso sobre a matéria objeto do lançamento tributário, mormente quando o contribuinte não se encontra amparado por sentença favorável referente ao período de que trata a ação fiscal. Na ausência de decisão judicial impeditiva
do lançamento é dever de oficio o lançamento tributário pela autoridade fiscal. Destarte, não há fundamento legal para sobrestar o andamento do presente processo administrativo.
JUROS SELIC - MATÉRIA SUMULADA
Súmula 1"CC n a 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006).
Súmula 1° CC n°4; A partir de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006)
JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO - INAPLICABILIDADE
Os juros com base na taxa Selic não devem incidir sobre a multa de oficio, vez que o artigo 61 da Lei n.° 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições_ Igualmente, não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de oficio., As polêmicas e
controvérsias sobre esse assunto vem de longa data, o que já fragiliza a tese em favor da incidência, pois, tratando-se de norma punitiva, com implicação direta na dimensão da pena, não poderia o texto legal dar margem a tantas dúvidas. No âmbito das normas jurídicas de natureza punitiva, nenhuma pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo. Para que isso
pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade), a Lei deveria ser muito clara a respeito, o que não se verifica no texto normativo vigente.
Numero da decisão: 1802-000.599
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para afastar os juros de mora sobre a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Nelso Kichel. Designado o Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa para elaborar o voto vencedor no que tange ao afastamento, dos juros de mora sobre multa de oficio
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano-calendário: 1997 ATIVIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO - SOBRESTAMENTO DO PROCESSO. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória (CTN 142, parágrafo único), não a elidindo o fato de haver ação judicial em curso sobre a matéria objeto do lançamento tributário, mormente quando o contribuinte não se encontra amparado por sentença favorável referente ao período de que trata a ação fiscal. Na ausência de decisão judicial impeditiva do lançamento é dever de oficio o lançamento tributário pela autoridade fiscal. Destarte, não há fundamento legal para sobrestar o andamento do presente processo administrativo. JUROS SELIC - MATÉRIA SUMULADA Súmula 1"CC n a 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006). Súmula 1° CC n°4; A partir de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006) JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO - INAPLICABILIDADE Os juros com base na taxa Selic não devem incidir sobre a multa de oficio, vez que o artigo 61 da Lei n.° 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições_ Igualmente, não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de oficio., As polêmicas e controvérsias sobre esse assunto vem de longa data, o que já fragiliza a tese em favor da incidência, pois, tratando-se de norma punitiva, com implicação direta na dimensão da pena, não poderia o texto legal dar margem a tantas dúvidas. No âmbito das normas jurídicas de natureza punitiva, nenhuma pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo. Para que isso pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade), a Lei deveria ser muito clara a respeito, o que não se verifica no texto normativo vigente.
numero_processo_s : 16327.003463/2002-51
conteudo_id_s : 5744448
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.599
nome_arquivo_s : Decisao_16327003463200251.pdf
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA
nome_arquivo_pdf_s : 16327003463200251_5744448.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para afastar os juros de mora sobre a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Nelso Kichel. Designado o Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa para elaborar o voto vencedor no que tange ao afastamento, dos juros de mora sobre multa de oficio
dt_sessao_tdt : Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
id : 6870789
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782540357632
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:38:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:38:21Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:38:23Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:38:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:1d5cd1b2-6c83-4016-b1e1-6857fff56e34; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:38:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:38:23Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:38:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:38:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:38:21Z; created: 2010-12-15T10:38:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2010-12-15T10:38:21Z; pdf:charsPerPage: 2123; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:38:21Z | Conteúdo => SI-TE02 Fl 215 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 16327.00.346.3/2002-51 Recurso n" 157.514 Voluntário Acórdão n° 1802-00.599 — 2 Turma Especial Sessão de 3 de agosto de 2010 Matéria CSLL Recorrente lVfULTIPLA CORRETORA DE MERCADORIAS LTDA. Recorrida 10' ,Turma1DR.1/SPOI ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Ano-calendário: 1997 ATIVIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO - SOBRESTAMENTO DO PROCESSO. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória (CTN 142, parágrafo único), não a elidindo o fato de haver ação judicial em curso sobre a matéria objeto do lançamento tributário, mormente quando o contribuinte não se encontra amparado por sentença favorável referente ao período de que trata a ação fiscal. Na ausência de decisão judicial impeditiva do lançamento é dever de oficio o lançamento tributário pela autoridade fiscal. Destarte, não há fundamento legal para sobrestar o andamento do presente processo administrativo. JUROS SELIC - MATÉRIA SUMULADA Súmula 1"CC n a 2: O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006). Súmula 1° CC n°4; A partir de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006) JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO - INAPLICABILIDADE Os juros com base na taxa Selic não devem incidir sobre a multa de oficio, vez que o artigo 61 da Lei n.° 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições_ Igualmente, não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de oficio., As polêmicas e controvérsias sobre esse assunto vem de longa data, o que já fragiliza a tese em favor da incidência, pois, tratando-se de norma punitiva, com implicação direta na dimensão da pena, não poderia o texto legal dar margem a tantas dúvidas. No âmbito das normas jurídicas de natureza punitiva, nenhuma pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo. Para que isso pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade), a Lei deveria ser muito clara a respeito, o que não se verifica no texto normativo vigente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para afastar os juros de mora sobre a multa de oficio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Nelso Kichel. Designado oÇoneiheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa para elaborar o voto vencedor no que an e—ao fastamento,dosj_Ls) de ~ a multa de oficio. ' st riGlarq16-Lins`de Sousa Presidente e Relatora. „ fliSe De Oliveira erraz Corrêa — Redator Designado. /./ EDITADO EM: 0 2 SEr ?Mn Participaram da sessão de julgamento 9. conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni dé Paula Fernandes Júnior, Nelso Kichel, Alfredo Henrique Rebelo Brandão, João Francisco Banco, 2 Processo rf 16327.003463/2002-51 81-TE02 Acórdão n ° 1802-00.599 Fl. 216 Relatório Por economia processual e bem descrever a lide adoto o Relatório da decisão recorrida (f1s129/130) que transcrevo a seguir: Em trabalho de revisão interna da D1PJ/98 do contribuinte, a empresa em referência foi autuada e notificada a recolher o crédito tributário no valor de R$ 366.612,36, incluindo contribuição, multa e acréscimos legais (fl 2 — demonstrativo consolidado do crédito tributário). A fiscalização constatou que a contribuinte apresentou valores de CSLL a pagar com exigibilidade suspensa nos anos calendário de 1997 e 1998. Em pesquisa junto ao TRF .foram localizadas seguintes ações judiciais 1- Mandado de Segurança n° 98,0008702-8, com pedido para deduzir do IRPJ a despesa com a CSLL, com sentença favorável ao contribuinte e apelação 1999,03,99,115056-3, ainda não julgada junto ao TRF, 2- Mandado de Segurança 98,0008703-6, com pedido para recolher a CSLL a alíquota de 8%, com sentença favorável ao contribuinte e apelação 2001.03.99.055402-0 ainda não julgada junto ao TRF 3- Mandado de Segurança 97.0004658-3, com pedido para recolher a CSLL do ano-base de 1997 a alíquota de 8%, com sentença desfavorável ao contribuinte e apelação 97.03.085184- 3 ainda nãojulgada junto ao TRF. 4- Medida Cautelar 97,0004658-3, decorrente do MS acima, sem liminar concedida pelo TRE. Diante de tais constatações, a fiscalização constituiu o crédito tributário de CSLL relativa ao ano calendário de 1997, através do auto de infração abaixo discriminado, com exigibilidade e multa de oficio agravada pelo não atendimento à intimação por parte da contribuinte: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Auto de Infração ,fls. 3/4 Infração 001 - Falta de recolhimento da CSLL (financeiras) Valor apurado conforme Termos de Verificação Fiscal. Enquadramento Legal - Art. 2° e §§ da Lei n°7698/88; arts. 1° e 20 da Lei n°9316/1996,. art., 28 da Lei n" 9.430/96, 3 Crédito Tributário - 123..139,99 — contribuição - 138 532,48— Multa de oficio - 104.939,89 - Juros de mora (cálculo até 30/08/2002) TOTAL 366,612,36 A empresa apresentou impugnação, protocolizada em 11/11/2002 (fls. 30/41),alegando em síntese o seguinte:. a) Não é cabível no caso o agravamento da multa de oficio, posto que esta só pode ser aplicada nos casos em que o contribuinte se recusa a cumprir intimações expedidas pela SRF COM o intuito de atrapalhar arfiscalização, o que não ocorreu no caso presente, faltando assim tipicidade à conduta da Impugnante. b) Afiscalização sequer teve o trabalho de comprovar a intenção da Impugnante de não apresentar os documentos, o que poderia se dar com uma simples reiteração da intimação, procedimento aliás corriqueiro, preferindo estranhamente imputar de plano Impugnante a conduta acima e agravar a multa por ocasião da lavratura do auto de infração c) Por outro lado, é de se salientar que não poderia jamais ser penalizada a Impugnante por não apresentar documentos que, alem de públicos, são de conhecimento necessário da administração e da própria autoridade autuante.. d) O crédito tributário lançado não pode ser erigido em sua totalidade, sob pena de afronta à decisão judicial que concedeu parcialmente a segurança pleiteada nos autos do Mandado de Segurança n° 97 00046,58-3. e) Seria de rigor e até de bom senso o sobrestamento do presente processo administrativo até decisão final do Judiciário naquele feito, sob pena de se tornarem inócuas as decisões a serem proferidas nas instâncias administrativas sobre a presente matéria. O crédito tributário que se pretende ver definitivamente constituído por meio do auto de infração lavrado não pode prevalecer nos termos em que lançado, tendo em vista que os juros de mora jamais poderiam ser cobrados na dimensão consignada pelo auto de infração, por terem sido calculados com base na taxa SELIC, que é índice inadequado para tanta. Em 21 de dezembro de 2006, a 10a Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, por unanimidade de votos, conheceu da impugnação e julgou procedente em parte o lançamento, nos termos do Acórdão 16-12.003 (fls. 128 a 135), assim ementado: ASSUNTO.. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO CSLL Ano-calendário: 1997 4 Processo e 16327 003463/2002-5] S1-TE,02 Acórdão n 1802-00,599 F1 217 MULTA DE OFICIO. CABIMENTO, Na ausência de decisão judicial favorável ao contribuinte é cabível o lançamento da multa de oficio, MULTA DE OFICIO AGRAVADA. Comprovado que a Fiscalização estava de posse dos elementos necessários ao lançamento descabe a aplicação da multa agravada por não atendimento de intimação SOBRESTAMENTO. O processo administrativo terá seguimento normal em relação à matéria não levada à apreciação do Poder Judiciário. TAXA SEL1C. ALEGAÇÕES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE, Não compete à autoridade administrativa apreciar questões relacionadas à inconstitucionalidade de leis ou à ilegalidade de normas i)?fralegais, matérias estas reservadas ao Poder Judiciário.. A empresa foi cientificada da mencionada decisão de primeiro grau, conforme o Aviso de Recebimento (AR), fiA 38, em .31/01/2007, e interpôs o recurso ao Conselho de Contribuintes, em 28/02/2007, fis.145/156, que em síntese, repete os mesmos argumentos expendidos na impugnação. A recorrente alega que demonstrou em sua impugnação que impetrou o Mandado de Segurança n° 97.0004658-3 objetivando assegurar o direito líquido e certo de calcular e recolher a CSLL devida no ano-base de 1997 à aliquota de 8%, e não de 18%, sem adicionar o valor da contribuição na base de cálculo respectiva, conforme constou, inclusive, do termo de Verificação anexo ao auto de infração, e que o auto de infração foi lavrado justamente para exigir os valores apontados pela Impugnante em sua declaração de rendimentos com exigibilidade suspensa em razão do mandado de segurança supra mencionado, pelo que a Recorrente expressamente requereu o sobrestamento do processo administrativo até final decisão do mandado de segurança. Diz que a decisão de primeira instância não pode prosperar, tendo em vista que, sendo definitivamente julgado o Mandado de Segurança de forma favorável à ora Impugnante, nada será devido a titulo da contribuição social sobre o lucro e, por conseqüência, restará manifestamente prejudicada tanto a cobrança que o fiscal autuante pretendeu preservar com a constituição do respectivo crédito tributário, como os acréscimos que lhe são acessórios, inclusive a multa, nada mais podendo ser exigido da Impugnante. Ademais, igualmente não considerou o Fiscal autuante que no caso presente a r, sentença proferida no mandado de segurança n° 97.0004658-3 foi parcialmente procedente, conforme se verifica das cópias juntadas aos autos (doc. 06 da defesa), de modo que quando menos relativamente à parte que lhe foi favorável os valores não poderiam ser cobrados, e ainda acrescidos de multa, pois estão com sua exigibilidade suspensa. Quanto aos juros sobre a multa, a recorrente alega que, ao conferir os cálculos apresentados pela Secretaria da Receita Federal com o valor a ser garantido para seguimento do recurso, constatou que além dos juros de mora aplicados sobre o valor do tributo está o Fisco a aplicar taxa SELIC sobre o valor da multa, acrescendo em muito o valor supostamente devido, Afirma que tal matéria só não foi objeto da impugnação porque tais juros não foram lançados no Auto de Infração, sendo certo que a recorrente tomou conhecimento desta exigência pela primeira vez somente por ocasião da conferência do demonstrativo denominado "consolidação para arrolamento de bens e direitos na moeda corrente", fornecido pela Secretaria da Receita Federal, à pedido da Recorrente, em 23 de fevereiro de 2007 (doc. 3). Destaca que, pelo que se infere da legislação que rege a matéria, esta somente autoriza a incidência de multa e juros sobre o valor atualizado do tributo ou da contribuição. Não autoriza, como pretende o Fisco, o cálculo dos juros sobre o valor da multa, o que toma o procedimento adotado pelo Fisco totalmente ilegal e inconstitucional, por falta de amparo legal. Para reforçar sua alegação transcreve excertos de jurisprudência do Conselho de Contribuintes (fls.150/152), e, interpretando o art.61 da Lei n° 9,430/96, conclui afirmando que os débitos de tributos e contribuições e de multas (penalidades) têm causas diversas. Enquanto os débitos de tributos e contribuições decorrem da prática dos respectivos fatos geradores, as multas decorrem de violações à norma legal, no caso, do suposto não pagamento dos tributos e contribuições nos prazos legais. Aduz a recorrente que, o artigo 43 da Lei n° 9.430/96, vem evidenciar ainda mais que o artigo 61 da Lei n° 9.430/96 prevê a cobrança de juros unicamente sobre o valor dos tributos e contribuições. Quanto aos juros de mora se insurge por entender que se devidos fossem, jamais poderiam ser exigidos na dimensão pretendida, porque estão sendo calculados com base em percentual equivalente à taxa SELIC acumulada mensalmente, a qual além de ser figura híbrida, composta de correção monetária, juros e valores correspondentes a remuneração serviços das instituições financeiras, fixada unilateralmente por órgão do Poder Executivo e, ainda, extrapola em muito o percentual de 1% previsto no artigo 161 do CTN, como reiteradamente reconhecido pelo C. Superior Tribunal de Justiça Finalmente, requer (i) a improcedência da exigência de juros de mora calculados sobre a multa de oficio; (ii) a impossibilidade de utilização da taxa SELIC para cálculo dos juros de mora; e (iii) para que seja deter-urinado o sobrestamento do presente processo administrativo até julgamento definitivo do Mandado de Segurança n° 97.0004658-3, flagrantemente prejudicial à cobrança objeto da autuação e em cumprimento à sentença proferida, tudo como medida de direito e de justiça. É o relatório, 6 Processo n° 16327.003463/2002-51 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.599 Fl. 218 Voto Vencido Conselheira Relatara, Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto ri° 70.235/72, dele conheço. Conforme relatado o contribuinte discute no âmbito judicial (Mandado de Segurança 97.0004658-3) as normas impostas pelo art,2° da Lei n° 9..316/96 que alterou a aliquota para 18% para as instituições financeiras, a partir de 1° de janeiro de 1997. Nesse ponto vale transcrever o seguinte trecho da decisão recorrida (fi,131 ) que bem reproduz a situação da demanda judicial na data do lançamento tributário, verbis: No presente caso, na data do lançamento, a contribuinte não estava amparada por nenhuma decisão judicial favorável, não tendo sido reconhecido o seu direito a recolher a CSLL à aliquota de 8%. Conforme consta às fls. 109/114, a sentença proferida nos autos do Mandado de Segurança n° 97,0004658-3 foi parcialmente procedente, in verbis.' "Ante todo o exposto julgo procedente em parte o pedido, nos termos do artigo 269, do Código de Processo Civil e concedo parcialmente a segurança tão somente para determinar que a Lei 9.316/96 produza os seus efeitos a partir de 24 de janeiro de 1997, e revogo, parcialmente, a limitar concedida". Ou seja, a SL1, relativa ao ano calendário de 1997, apurada em 31/12/1997 é devida à aliquota de 18%, não estando a contribuinte amparada por sentença favorável. Quanto à referida matéria tratada no âmbito judicial, o contribuinte não se insurge no âmbito administrativo, apenas rechaça a lavratura do auto de infração por haver ação judicial em curso, e também se insurge contra a aplicação dos juros selic. No tocante à parte favorável que a recorrente alega ter-lhe sido deferida, vale esclarecer que tendo o fato gerador da exigência tributária ocorrido em 31/12/1997 está o mesmo albergado pelos efeitos da Lei 9.316/96 produzidos a partir de 24/01/1997, tal como previsto na decisão judicial, tornando-se inócua a alegação da recorrente. Passemos, pois, à análise das matérias não submetidas ao crivo judicial. No que se refere ao lançamento da CSLL há que se compreender que ainda que se fosse o caso da existência de tutela judicial caberia o lançamento para prevenir a decadência, ao teor do art,63 da Lei ri° 9,430/96. De sorte que, a ação judicial não é impedimento para que se formalize o crédito tributário, mediante o lançamento, ainda que fosse com o objetivo de prevenir a decadência, razão pela qual não merece acolhida aos argumentos da recorrente. Ademais, a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória (CTN 142, parágrafo único), não a elidindo o fato de haver ação judicial em curso sobre a matéria objeto do lançamento tributário, mormente quando o contribuinte não se encontra amparado por sentença fãvorável referente ao per-iodo de que trata a ação fiscal. Na ausência de decisão judicial impeditiva do lançamento é dever de oficio o lançamento tributário pela autoridade fiscal. Destarte, não há fundamento legal para sobrestar o andamento do presente processo administrativo. Quanto á formalização do crédito com os juros rnoratórios, o artigo 161 do CTN, não deixa margem a serem afastados, seja qual for o motivo determinante da falta de pagamento do crédito tributário, verbis. Art 161, O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § I" Se a lei não dispuser de ínodo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de uni por cento ao mês ,sç 2" O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito A exigência decorre de expressa disposição legal, não cabendo aos órgãos do Poder Executivo deixar de aplicá-la, encontrando óbice, inclusive nas Súmulas n° 2 e 4 deste E. Conselho Administrativo, verbis.. Súmula 1°CC O Primeiro Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.. (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006J. Súmula 1" CC n° 4 A partir de abril de 1995, os juros nioratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inaclimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais. (DOU, Seção 1, dos dias 26, 27 e 28/06/2006, vigorando a partir de 28/07/2006) Quanto aos juros sobre a multa, a recorrente alega que, ao conferir os cálculos apresentados pela Secretaria da Receita Federal com o valor a ser garantido para seguimento do recurso, constatou que além dos juros de mora aplicados sobre o valor do tributo está o Fisco a aplicar taxa SELIC sobre o valor da multa, acrescendo em muito o valor supostamente devido. Afirma que tal matéria só não foi objeto da impugnação porque tais juros não foram lançados no Auto de Infração. O contribuinte se insurge contra a aplicação dos juros de mora sobre a multa de oficio aduzindo que, o artigo 43 da Lei n° 9.430/96, vem evidenciar ainda mais que o artigo 61 da Lei n° 9.430/96 prevê a cobrança de juros unicamente sobre o valor dos tributos e contribuições. Em primeiro lugar há de se compreender que havendo o contribuinte se insurgido contra os illtrOs selic sobre o crédito tributário na fase impugnatória e sendo o crédito 8 Processo n° 16327 003463/2002-51 S1-TE02 Acórdão n° 1802-00.599 Fl 219 tributário constituído pelo lançamento (tributo + penalidade) coerentemente deve ser entendido que a matéria fora impugnada. Somente deve ser considerada como matéria não impugnada aos que entendem que a penalidade não é crédito tributário. Não sendo este o entendimento perseguido no presente voto, tem-se a matéria, objeto do recurso, como impugnada desde o início. Passemos, pois, ao exame da questão. Tem razão a recorrente na parte que afirma que os débitos de tributos e contribuições e de multas (penalidades) têm causas diversas, Enquanto os débitos de tributos e contribuições decorrem da prática dos respectivos fatos geradores, as multas decorrem de violações à norma legal, no caso, do suposto não pagamento dos tributos e contribuições nos prazos legais, no entanto discordo do entendimento da não incidência dos juros de mora sobre a multa de oficio. O artigo 142 do CTN, descreve, na verdade, o fato de que, no mesmo auto de infração, pode ocorrer o lançamento tributário, em que se exige o tributo devido pelo contribuinte, e a aplicação da penalidade pelo fato de este contribuinte ter deixado de recolher o tributo. Portanto reunidos em um imico lançamento, e, devidamente discriminados, a cobrança do tributo e a aplicação da multa pela infração, resta constituído o crédito tributário que deve ser exigido com os acréscimos legais (juros de mora). Portanto, efetuado o lançamento tributário, de oficio, ou seja, constituído o crédito tributário a sua substância é o pagamento do tributo e da penalidade pecuniária aplicada pelo descumprimento da norma legal, no presente caso, a denominada multa de oficio de que trata o inciso 1 do artigo 44 da Lei n° 9.430/96. Sobre os juros de mora, conforme visto acima, o próprio art. 161 do CTN menciona a incidência dos juros sobre o crédito não integralmente pago no vencimento, não podendo ser outro crédito senão àquele constituído nos termos do art.142 do CTN, ou seja, crédito tributário (objeto prestacional, representado em dinheiro) = tributo (não pago) + penalidade aplicada (não paga). Dizer que a penalidade aplicada não integra o montante do crédito tributário não passa de um imperioso despautério. A exigência dos juros sequer depende de formalização, uma vez que serão devidos sempre que o principal ( tributo ou penalidade) estiver sendo recolhido após o prazo de vencimento, mesmo que não quantificados (os juros) quando da formalização do crédito tributário por meio do lançamento. Apesar disso, há quem argumente que, se do crédito a que se refere o caput do transcrito art. 161 do CTN constasse a multa de oficio, não haveria razão para mencionar nesse mesmo dispositivo "sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis" Não é nenhuma novidade dizer que o CTN é recheado de repetições. A verdade é que, não haveria necessidade de novamente constar no mencionado art.161 tal comando, porque a partir do lançamento surge o crédito, no entanto com o intuito de afastar os juros de mora outros argumentos poderiam advir no sentido de que tendo sido aplicada a penalidade não seria cabível a aplicação dos juros de mora porque a "penalidade" seria em substituição de outros encargos etc., tiL,, 9 Ora, a caracterização da mora dá-se de direito, e, não depende sequer que o sujeito passivo seja interpelado com o auto de infração. Não sendo o valor devido integralmente pago até o vencimento, o crédito deve ser acrescido de juros de mora. Partilho do entendimento expresso no Parecer MF/SRF/Cosit/Coope/Senog n° 28, de 02 de abril de 1998, segundo o qual, considerando o disposto no art,161 do CTN, é possível concluir que mencionada norma legal autoriza a exigência de juros de mora sobre a multa em caráter geral, nada impedindo que a lei específica disponha de forma diferente, determinando que os juros de mora devam incidir apenas sobre os tributos e as contribuições. É certo que tivemos no passado dispositivos legais (art. 59 da Lei n° 8.383/91 e art.84 da Lei ric) 8981/95) que deixaram dúvidas quanto a exigência dos juros de mora sobre a multa de oficio aplicada. A interpretação literal decorrente da mencionada legislação era no sentido de que pela redação das leis mencionadas os juros deveriam incidir apenas sobre os tributos e contribuições, não autorizando, pois, a exigência dos juros de mora sobre outros débitos sem a natureza jurídica de tributo. No entanto, com a edição da Lei n° 9.430/96, é possível mudar de paradigma para concluir que, com apoio no artigo 61 e seu § 3", restou explícito ser cabível a exigência dos juros de mora sobre a multa de oficio, a partir do vencimento da penalidade, cujos fatos geradores (descumprimento da norma legal) ocorrerem a partir de 01/01/1997, vejamos: Art. 61 Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1 0 de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o 55" 3" do art. 5", a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei n°9,716, de 1998) (Grifei) Sobre o vencimento da multa de oficio lançada, depreende-se do auto de infração (f1.03) que a multa de oficio tem prazo para pagamento, qual seja, trinta dias após a ciência do lançamento pelo sujeito passivo Ora, se os juros moratórios a que se refere o § 3" do art. 61, da Lei n° 9,430/96, somente se aplicam sobre débitos com prazo de vencimento, infere-se que incidem sobre a multa de oficio não paga no prazo de trinta dias após a ciência do lançamento pelo autuado. O artigo 43 da lei n° 9.430/96 ao tratar do auto de infração sem tributo (crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente) prevê a incidência de juros de mora calculados à taxa Selic sobre o crédito tributário formalizado, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o 1716 anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento, o que demonstra claramente a imbricação com o art.161 do CTN e com o artigo 61, § 3° da mesma Lei a' 9.430/96, desnecessário seria repetir que nos casos da multa de oficio de que trata o artigo 44 da mesma lei também deverão incidir os juros de mora. io Processo na 16327.003463/2002-51 S1-TE02 Acórdão n a 1802-00399 FI 220 Feitas as considerações acima e no contexto de uma interpretação sistemática, é forçoso concluir que ao teor do art.161 do CTN, bem como dos artigos 43, parágrafo único, e 61, § 3 0, da Lei n° 9,430/96, por se tratar de débitos para com a União, incidem tanto sobre a CSLL quanto sobre a multa de oficio, os juros de mora com base na taxa Selic a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do seu pagamento. Sabendo-se que os juros de mora incidem a partir de vencimentos distintos em relação ao vencimento do tributo e ao vencimento da multa lançada de oficio (30 dias após a ciência do lançamento). Antes do lançamento não há falar em juros de mora sobre a multa de oficio. Os juros de mora incidentes sobre as multas pecuniárias proporcionais, aplicadas de oficio, terão como termo inicial de contagem o mês seguinte ao do vencimento do prazo fixado na intimação do auto de infração ou de notificação de lançamento, conforme fixado na Portaria MF n° 370 de 2.3-12-88, verbá: - Os juros de mora incidentes sobre as multas pecuárias proporcionais, aplicadas de oficio, terão como termo inicial de contagem o mês seguinte ao do vencimento do prazo .fixado na intimação do auto de infração ou da notificação de lançamento e serão calculados, à razão de I% (um por cento) ao mês- calendário ou fração, sobre o valor corrigido monetariamente. II Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação Nesse sentido traz-se à lume excerto do voto do Desembargador Dirceu de Almeida Soares quando do julgamento, pela 2'. Turma do TRF4, da AC 2005,72,01,000031-1/SC, em 2006 (Leandro Paulsen, Direito Tributário, 9' ed., Livraria do Advogado, pág. 1028), ipsis litteris: "...tanto a multa quanto ao tributo são aplicáveis os mesmos procedimentos e critérios de cobrança. E não poderia ser diferente, porquanto ambos compõe o crédito tributário e devem sofrer a incidência de juros no caso de pagamento após o vencimento. Não haveria porque o valor relativo à multa permanecer congelado no tempo. Tampouco há falar em violação da estrita legalidade „O artigo 43 da Lei n" 9.430/96 traz previsão expressa da incidência de juros sobre a multa, que pode, inclusive, ser lançada isoladamente." Com efeito, é legitima a exigência de juros de mora tanto sobre o débito lançado (CSLL) como da respectiva multa de oficio, não pagos no vencimento, calculados pela taxa Selic a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao dos respectivos vencimentos dos prazos até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento, conforme determinação legal expressa. Para sedimentar as considerações feitas no presente voto, traz-se à colação o entendimento expresso no seguinte Acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscal desse Egrégio Conselho Administrativo: ACÓRDÃO )7" CSRE/04-00.651, julgado em 18/09/2007: JUROS DE MORA — MULTA DE OFÍCIO — OBRIGAÇÃO PRINCIPAL — A obrigação tributária principal surge com a (1 ti ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo corno a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora à taxa Selic, Diante do exposto, voto no senticlo de negar provimento ao recurso. stg _MyquesjAns e 5§ ç'ra 12 Processo n" 16327.003463/2002-51 S1-TE02 Acórdão n 0 1802-00.599 Fl 221 Voto Vencedor José de Oliveira Ferraz Corrêa, Redator designado Em que pesem as razões de decidir da eminente relatora, peço vênia para dela divergir apenas quanto à incidência dos juros de mora sobre a multa de oficio. A questão é bastante polêmica, e a controvérsia vem de longa data. Esse, a meu ver, já é um primeiro ponto que fragiliza a tese em favor da incidência de juros sobre a multa de oficio, posto que, tratando-se de aplicação de norma punitiva, com implicação direta na dimensão da pena, não poderia o texto legal deixar margem para tantas dúvidas e polêmicas. De fato, pela redação do art. 161 do CTN, se considerarmos que a multa de oficio está incluída na expressão "crédito", no início do texto, é possível indagar quais seriam então as "penalidades cabíveis" referidas mais adiante no mesmo dispositivo? Art. 161 O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. (grifos acrescidos) Mas esse não é o único problema. A lei 8.383/1991, que instituiu a UFIR, deixava bastante claro que os juros de mora não incidiam sobre a rubrica relativa à multa de oficio: Art. 54. Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União, constituídos ou não, vencidos até 31 de dezembro de 1991 e não pagos até 2 de janeiro de 1992, serão atualizados monetariamente com base na legislação aplicável e convertidos, nessa data, em quantidade de Ufir diária, § 1° Os juros de mora calculados até 2 de janeiro de 1992 serão, também, convertidos em quantidade de Ufir, na mesma data § 2° Sobre a parcela correspondente ao tributo ou contribuição, convertida em quantidade de Ufir, incidirão juros morató rios à razão de um por cento, por mês-calendário ou/ração, a partir de fevereiro de 1992, inclusive, além da multa de mora ou de ofício, (grifos acrescidos) Vê-se que a multa de oficio era indiretamente atualizada pela UFIR, porque incidia sobre uma base atualizada por esse índice, mas ela própria (a multa de oficio) não sofria a incidência dos juros de mora, t 13 Com a estabilização econômica, tivemos a extinção das regras de atualização monetária e a instituição da taxa de juros Selic, mas não houve a introdução de uma regra expressa determinando que os juros passariam a incidir sobre a multa de oficio. Aliás, o texto da Lei n° 8,981/1995 indicava que os juros continuavam a incidir apenas sobre a rubrica principal dos débitos: Ari, 84. Os tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores vierem a ocorrer a partir de I" de janeiro de 1995, não pagos nos prazos previstos na legislação tributária serão acrescidos de: 1 -juros de mora, equivalentes à taxa média mensal de captação do Tesouro Nacional relativa à Divida Mobiliária Federal Interna; (grifos acrescidos) Com a introdução da Lei n° 9.430/1996, as regras relativas à multa de mora e aos juros de mora tiveram nova redação: Art.61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1" de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1°A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para apagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento, § 2" O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3' do art.. 5", a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no nzês de pagamento. (grifos acrescidos) O texto acima, igualmente ao do CTN, veio novamente suscitar dúvidas, na medida em que não identifica claramente quais rubricas estão abrangidas na expressão "débitos para com a União". OCOrre que se estes "débitos" abrangessem a multa de oficio, haveríamos de concluir também pela incidência da multa de mora sobre a multa de oficio, incidência essa que não poderia ser afastada pelo § 3° do art. 950 do RIR/1999 (Decreto n° 3.000/1999): Art,950.Os débitos não pagos nos prazos previstos na legislação especifica serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso (Lei n2 9..430, de 1996, art. 61), §2( .) •) 14 Processo ri" 1632700346:3/2002-51 S1-TE02 Acórdão a° 1802-00.599 H. 222 §32 A ?nulta de mora prevista neste artigo não será aplicada quando o valor do imposto já tenha servido de base para a aplicação da multa decorrente de lançamento de oficio. Com efeito, o decreto não poderia derrogar a Lei. Nesse contexto, a interpretação mais adequada, a meu ver, é que a multa de oficio já não estava incluída no caput do art. 61 da Lei 9.430/1996 (de onde concluo que o decreto não incorre em ilegalidade), e não que o decreto exonerou onde a Lei não exonerava. Por outro lado, com a ampliação do alcance da expressão "débitos para com a União", contida no referido art„ 61 da Lei 9.430/1996, os juros de mora deveriam também incidir sobre a multa de mora, e isso todos sabemos que não OCOTTe. Para afastar esse problema, normalmente se argumenta que os juros devem incidir apenas sobre obrigações com prazo de vencimento, como se apenas a multa de oficio o tivesse, e a multa de mora configurasse uma obrigação sem vencimento, o que a tornaria semelhante às chamadas obrigações naturais em Direito Civil (não exigíveis). Mas a multa de mora, como acontece com a multa de oficio, tem vencimento. Ele apenas é imediato, concomitante à. mora (inadimplência), tanto o é que a multa de mora é perfeitamente exigível desde então, configurando, portanto, obrigação vencida. Assim, o argumento em relação ao vencimento não serve para solucionar o problema da incidência dos juros de mora sobre a multa de mora, como também não serviria para afastar a incidência dos juros de mora sobre os próprios juros de mora, ou da multa de mora sobre a multa mora, etc., e não é razoável entender que a lei deixaria em aberto tantas possibilidades de combinação, principalmente quando se trata das conseqüência em relação à aplicação de norma punitiva. A regra contida no parágrafo único do art. 43 da Lei 9.430/1996 poderia solucionar todas essas questões, mas a incidência de juros lá prevista está restrita às multas isoladas, aquelas normalmente exigidas em decorrência do descumprimento de obrigações acessórias. Finalmente, registro que também há manifestação recente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, no sentido de que não deve haver incidência de juros de mora sobre a multa de oficio, conforme Acórdão CSRF/02-0.3.133, de 06/05/2008, nos seguintes termos: 1) Por maioria de votos, NÃO CONHECER da preliminar de perda de objeto do recurso em face do trânsito em julgado da decisão judicial quanto ao mérito, suscitada pela Conselheira Maria Teresa Martinez Lopez, Vencidos os Conselheiros Maria Teresa Martinez Lopez e Manoel Coelho Arruda Junior (Substituto convocado); 2) Por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência até os fatos geradores do mês de outubro de 1999, vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Júlio César Vieira Gomes e Elias Sampaio Freire que não acolhiam, 3) por maioria de votos CONHECER do recurso quanto a incidência sobre a multa de ofício dos juros à taxa SELIC, vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator), Gilson Macedo Rosenburg 15 Filho e Leonardo Siade Manzan, e por maioria de votos DAR provimento nessa parte, vencidos os conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator e Antonio Pra . a ue mantinham essa incidência. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Teresa Martinez Lopez, Como um último argumento, observo que no âmbito das normas jurídicas de natureza punitiva, nenhuma pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo. Para que isso pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade), a Lei deveria ser muito clara a respeito, o que não verifico em relação à questão ora debatida. Deste modo, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso, para afastar a incidência dos juros de mora sobre a multa de oficio. Sala,Ms Sessões em 03 de agosto de 2010. José de Oliveira Ferraz Corrêa jy 16 MINISTÉRIO DA FAZENDA 3::,"..W L.4:k>. 4. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ,.; J ., „0.1- SEGUNDA CÂMARA - PRIMEIRA SEÇÃO PROCESSO: 16327,003463/2002-51 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada nos despachos supra, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, 03 de setembro de 2010., Y-----.Maria Cone i ao_de Sousa Rodrigues Secretária da Câmara Ciência Data: / / Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração,.
score : 1.0
Numero do processo: 13819.002675/2002-91
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997
DCTF - REVISÃO INTERNA - PAGAMENTO INSUFICIENTE
Considerando que os pagamentos apresentados pela interessada não se mostraram suficientes para quitar o débito declarado em DCTF, e não apresentadas provas capazes de infirmar o montante levado a débito naquela declaração, mantém-se a exigência fiscal.
CRITÉRIO PARA ALOCAÇÃO DE PAGAMENTOS - ADICIONAL DO IR DECLARADO APENAS EM DIRPJ - PARCELA NÃO ABRANGIDA PELO LANÇAMENTO DE OFÍCIO
Os pagamentos devem ser imputados ao total do IRPJ, para a quitação tanto do imposto normal, quanto do adicional, que são partes indissociáveis de um todo, ou seja, do IRPJ devido no período. Havendo a necessidade de se estabelecer uma ordem de quitação/imputação, o correto é quitar primeiramente o IRPJ normal, para depois quitar a parcela que a ele se soma, o chamado "adicional", porque a quitação deve se dar no sentido ascendente, do início para fim, e não ao contrário, como fez a DRJ.
Numero da decisão: 1802-000.459
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
Nome do relator: José de Oliveira Ferraz Corrêa
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201005
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997 DCTF - REVISÃO INTERNA - PAGAMENTO INSUFICIENTE Considerando que os pagamentos apresentados pela interessada não se mostraram suficientes para quitar o débito declarado em DCTF, e não apresentadas provas capazes de infirmar o montante levado a débito naquela declaração, mantém-se a exigência fiscal. CRITÉRIO PARA ALOCAÇÃO DE PAGAMENTOS - ADICIONAL DO IR DECLARADO APENAS EM DIRPJ - PARCELA NÃO ABRANGIDA PELO LANÇAMENTO DE OFÍCIO Os pagamentos devem ser imputados ao total do IRPJ, para a quitação tanto do imposto normal, quanto do adicional, que são partes indissociáveis de um todo, ou seja, do IRPJ devido no período. Havendo a necessidade de se estabelecer uma ordem de quitação/imputação, o correto é quitar primeiramente o IRPJ normal, para depois quitar a parcela que a ele se soma, o chamado "adicional", porque a quitação deve se dar no sentido ascendente, do início para fim, e não ao contrário, como fez a DRJ.
numero_processo_s : 13819.002675/2002-91
conteudo_id_s : 5630348
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 13 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.459
nome_arquivo_s : Decisao_13819002675200291.pdf
nome_relator_s : José de Oliveira Ferraz Corrêa
nome_arquivo_pdf_s : 13819002675200291_5630348.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
id : 6484089
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:14:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782545600512
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-08-17T14:37:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-08-17T14:37:06Z; Last-Modified: 2010-08-17T14:37:07Z; dcterms:modified: 2010-08-17T14:37:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:03b8a7fe-23de-489b-a6a1-e3a44b874c2f; Last-Save-Date: 2010-08-17T14:37:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-08-17T14:37:07Z; meta:save-date: 2010-08-17T14:37:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-08-17T14:37:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-08-17T14:37:06Z; created: 2010-08-17T14:37:06Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-08-17T14:37:06Z; pdf:charsPerPage: 1543; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-08-17T14:37:06Z | Conteúdo => S1-TE02 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13819.002675/2002-91 Recurso n° 165.681 Voluntário Acórdão n° 1802-00.459 — 2 a Turma Especial Sessão de 18 de maio de 2010 Matéria IRPJ Recorrente KADIMA TRANSPORTES E TURISMOS LTDA. Recorrida 4TURMA/DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997 DCTF - REVISÃO INTERNA - PAGAMENTO INSUFICIENTE Considerando que os pagamentos apresentados pela interessada não se mostraram suficientes para quitar o débito declarado em DCTF, e não apresentadas provas capazes de infirmar o montante levado a débito naquela declaração, mantém-se a exigência fiscal. CRITÉRIO PARA ALOCAÇÃO DE PAGAMENTOS - ADICIONAL DO IR DECLARADO APENAS EM DIRPJ - PARCELA NÃO ABRANGIDA PELO LANÇAMENTO DE OFÍCIO Os pagamentos devem ser imputados ao total do IRPJ, para a quitação tanto do imposto normal, quanto do adicional, que são partes indissociáveis de um todo, ou seja, do IRPJ devido no período. Havendo a necessidade de se estabelecer uma ordem de quitação/imputação, o correto é quitar primeiramente o IRPJ normal, para depois quitar a parcela que a ele se soma, o chamado "adicional", porque a quitação deve se dar no sentido ascendente, do início para fim, e não ao contrário, como fez a DRJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACOltDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. _ ARQUES LINS DE S USA President . JO ,É DE OLIVEIRA FERRAZ CO - A — Relator. EDITADO EM: rc 8 AL 21191,,- Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente de Turma), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista (Suplente Convocado), Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, João Francisco Bianco (Vice Presidente de Turma). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, que considerou parcialmente procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica — IRPJ (fls. 7 a 14), no valor originário de R$ 69.143,24, estando incluído nesse montante a multa de oficio de 75% e os juros moratórios. A exigência decorreu de procedimento de auditoria interna de DCTF. Conforme os relatórios que integram o auto de infração, não foram localizados os pagamentos do IRPJ/lucro presumido declarado para o terceiro e o quarto trimestres de 1997. Instaurada a fase contenciosa, com a impugnação de fls. 1 a 4, a Contribuinte apresentou os seguintes argumentos, como consta da decisão de primeira instância, Acórdão n° 05-18.713 (fls. 78 a 82): (.) TERCEIRO TRIMESTRE DE 1997 [ ]Foi lançado na DCTF o valor total do débito apurado em Quota Única, e o pagamento feito em 3 quotas...., solicito e autorizo a este órgão que faça a alteração do referido lançamento de quota única para 3 quotas... QUARTO TRIMESTRE DE 1997 [ ]Foi lançado na DCTF e na declaração de IRPJ deste trimestre um valor total declarado de 1RPJ R$ 14.441,10, só que, houve um erro de informação no percentual para o cálculo do IRPJ na hora de informar para a Receita Federal através da DCTF e da Declaração de IRPJ, onde foi declarado o faturamento com percentual errôneo como por exemplo: Para o percentual de 8% foi usada a receita bruta de R$ 461.837, 06 e para o percentual de 32% foi usada a receita bruta de R$ 185.397,42, e quando somada as duas e aplicada a aliquota de 15% chega ao valor do IRPJ a pagar de R$ 14.441,10, valor este que, no ato da revisão deste AUTO DE INFRAÇÃO verificou-se que houve um erro de percentual na hora de informar na Declaração de IRPJ e na DCTF o valor do IRPJ, onde a receita bruta de percentual 32% no valor de R$ 2 Processo n° 13819.002675/2002-91 Sl-TE02 Acórdão n.° 1802-00.459 Fl. 2 185.397,42 está com uma diferença a mais de R$ 72.017,47 que deveria juntar-se ao valor de R$ 461.837,06 isso por se tratar de Serviços de Transportes de Cargas, e de acordo com a determinação do Lucro Presumido este tipo de serviços recai no percentual de 8%, ficando assim as receitas brutas com seus devidos percentuais corretos: Para 8% R$ 533.854,53 e para 32% R$ 113.379,97 aplicada a aliquota de 15% daria o valor CORRETO do IRPJ a Parar de R$ 11.848,49, valor este devidamente pago em 3 quotas de acordo com a Lei 9.430/96, conforme informação dos DARFS acima relacionados. I" , solicito e autorizo a este Órgão que faça as retificações cabíveis com relação ao erro do percentual explicado acima lançado na DCTF da Ficha Débitos e Créditos o valor do Débito Apurado informado em Quota única para 3 quotas, para que assim possa ser utilizado os pagamentos acima relacionados para liquidar o débito autuado. (grilos do original) Após a apresentação da impugnação, houve revisão de ofício por parte da Delegacia de origem, para fins de cancelar a exigência relativa ao terceiro trimestre de 1997, e reduzir o valor referente ao quarto trimestre, de R$ 14.441,10 para R$ 7.530,63, a titulo da rubrica principal, conforme demonstrativos de fls. 29 a 32, despacho de fl. 33 e Extrato do Processo de fls. 34 a 38. Na seqüência, o processo foi encaminha à DRJ Campinas/SP, que, como já mencionado, considerou parcialmente procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 DCTF. REVISÃO INTERNA. PAGAMENTO NÃO LOCALIZADO. Considerando que os pagamentos apresentados pela interessada não se mostraram suficientes para quitar o débito declarado em DCTF e não apresentadas provas capazes de infirmar o montante levado a débito naquela declaração, mantém-se a exigência fiscal, calcada na não-localização de pagamento. DÉBITO DECLARADO. MULTA DE OFÍCIO VINCULADA. Em relação ao débito mantido, em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de oficio, para débito já declarado em DCTF. Lançamento Procedente em Parte. A Delegacia de Julgamento reduziu o débito remanescente no valor de R$ 7.530,63 para R$ 5.773,99, e excluiu a multa de oficio, por se tratar de débito já declarado em DCTF, considerando, para tanto, a alteração que a Medida Provisória n° 135/2003 promoveu no alcance do art. 90 da MP n°2.158-35/2001. 3 Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 20/02/2008, a Contribuinte apresentou em 11/03/2008 o recurso voluntário de fls. 88 a 90, onde reitera para o débito remanescente, ou seja, o relativo ao 40 trimestre de 1997, os mesmos argumentos de sua impugnação, confomie descrito nos parágrafos anteriores. Este é o Relatório. 4 Processo n° 13819.002675/2002-91 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.459 Fl. 3 Voto Conselheiro JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, o presente litígio foi instaurado em razão da exigência de IRPJ/Lucro Presumido relativo ao terceiro e quarto trimestres de 1997, por falta de localização dos pagamentos correspondentes, apurada em auditoria interna de DCTF. O débito do terceiro trimestre foi cancelado por revisão de oficio da própria Delegacia de origem, remanescendo controvérsia apenas sobre parte do débito do quarto trimestre. Como visto, o objeto do lançamento é bastante simples. Entretanto, o mesmo não pode ser dito em relação ao desenrolar do processo administrativo. Cabe desde logo mencionar que a Contribuinte vem alegando erro no cálculo do IRPJ/lucro presumido do quarto trimestre. Segundo ela, a classificação das receitas para fins de aplicação dos coeficientes de presunção do lucro (8% ou 32%) estaria errada na Declaração que originou o débito em questão. Quanto a esse ponto, observo que na DIRPJ original, foi apurado IRPJ no valor de R$ 18.068,52 (R$ 14.441,10 de imposto e R$ 3.627,41 de adicional), ao passo que na DCTF foi declarado apenas R$ 14.441,10, que é o valor exigido no auto de infração, juntamente com os acréscimos legais. De acordo com as defesas apresentadas, o valor correto do imposto seria R$ 11.848,49, e para demonstrá-lo a Contribuinte preencheu nova declaração (fl. 123). Contudo, o valor apurado nesse outra declaração foi de R$ 13.747,48 (R$ 11.848,49 de imposto e R$ 1.898,99 de adicional). Outro problema é que os três pagamentos realizados para a quitação do quarto trimestre somam R$ 11.873,97, valor que também não coincide com aquele que a Contribuinte afirma ser o correto. Além disso, não foram juntados quaisquer documentos para comprovar o erro na classificação das receitas, para fins de aplicação dos coeficientes de presunção de lucro (8% ou 32%), pelo que a alegação não merece ser acolhida, conforme já haviam decidido tanto a Delegacia de origem, quando fez a revisão de oficio do lançamento, quanto a DRJ, na decisão de primeira instância. Portanto, em razão das incongruências acima, somadas à ausência de documentos que possibilitem a apartação das receitas de acordo com os coeficientes alegados, fica mantido o valor global do IRPJ que foi declarado pela própria Contribuinte em sua DCTF, e considerado no lançamento de oficio, ou seja, R$ 14.441,10. J. 5 Mas como já mencionado, após a apresentação da impugnação, a Delegacia de origem promoveu a revisão de oficio do lançamento. A DRF observou que o valor informado na DIRPJ (R$ 18.068,52) era superior ao valor declarado em DCTF (R$ 14.441,10). Mesmo assim, partindo do valor de R$ 14.441,10, e realizando alocações manuais dos pagamentos que estavam disponíveis no sistema de contas correntes, excluiu R$ 6.910,47 a título de pagamento, reduzindo o valor do débito do quarto trimestre para R$ 7.530,63. Na seqüência, encaminhado o processo a julgamento, a DRJ bem observou que dos três pagamentos realizados para a quitação do imposto do quarto trimestre de 1997, em 30/01/1998, 27/02/1998 e 31/03/1998, cada um deles com o valor de R$ 3.957,99 a título de rubrica principal, conforme os DARF de fl. 23, somente a parcela de R$ 855,47 do pagamento efetuado em 30/01/1998 havia sido alocada ao débito do período em questão. O restante deste pagamento (R$ 3.102,52) fora alocado ao débito do primeiro trimestre de 1998. E a segunda e a terceira cotas para a quitação do quarto trimestre de 1997, recolhidas em 27/02/1998 e 31/03/1998, estavam alocadas ao débito do terceiro trimestre de 1997, alocações que a DRJ entendeu incompatíveis com as características dos DARF. Assim, modificando o critério adotado anteriormente pela DRF, a DRJ vinculou tais pagamentos ao débito a que realmente correspondiam, ou seja, ao IRPJ do quarto trimestre de 1997. Estes três pagamentos referentes ao quarto trimestre de 1997, conforme já mencionado, somam R$ 11.873,97 a título de rubrica principal. A DRJ também observou excesso em relação aos pagamentos do segundo e do terceiro trimestres de 1997, nos valores de R$ 320,53 e R$ 100,04, respectivamente, sobras que foram aproveitadas para a quitação do quarto trimestre de 1997. Contudo, partindo desta vez do valor apurado na DIRPJ, ou seja, dos R$ 18.068,52, a Delegacia de Julgamento realizou a exclusão dos valores de R$ 11.873,97, 320,53 e 100,04, o que resultou no saldo em aberto de R$ 5.773,99. Na verdade, a DRJ utilizou parte da primeira cota do quarto trimestre (R$ 3.206,85) e mais as sobras do segundo e terceiro trimestres de 1997 (R$ 320,53 e R$ 100,04) para quitar o adicional do imposto constante da DIRPJ, no valor de R$ 3.627,41. E o restante da primeira cota do quarto trimestre (R$ 751,14), mais as duas outras cotas relativas a este período, no valor individual de R$ 3.957,99, foram aproveitados para a quitação parcial do débito lançado no auto de infração, originalmente no valor de R$ 14.441,10, matematicamente resultando no mesmo saldo em aberto, ou seja, R$ 5.773,99. No contexto dos fatos, percebe-se que a DRJ, considerando que o adicional do imposto configurava valor já confessado em DIRPJ, imputou primeiramente os pagamentos a este débito, para só depois deduzir do auto de infração, que correspondia ao valor declarado em DCTF, os pagamentos restantes. Quanto a esse procedimento, entendo que a DRJ não poderia cindir o débito da forma que fez, considerando que o adicional constante da DIRPJ, por configurar valor confessado, deveria ser quitado primeiro que o débito lançado no auto de infração. 6 Processo n° 13819.002675/2002-91 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.459 Fl. 4 É importante registrar que a DIRPJ também abrangia o IRPJ normal, mas a Receita Federal realizou lançamento de oficio para exigi-lo. No caso, cada uma das cotas deveria corresponder a 1/3 do imposto total, incluído o adicional. Assim, imputando os pagamentos ao total do imposto, e sendo eles insuficientes para a quitação integral do débito, a parcela em aberto abrangeria imposto e adicional, porque eles são partes indissociáveis de um todo, que é o IRPJ devido no período. Aliás, havendo a necessidade de se estabelecer uma ordem de quitação/ imputação, o correto é quitar primeiramente o IRPJ normal, para depois quitar a parcela que a ele se soma, o chamado "adicional". Com efeito, a quitação deve se dar no sentido ascendente, do início para fim, e não ao contrário. Ao adotar o critério inverso, a DRJ, a meu ver, acabou incorporando no lançamento de oficio, por vias transversas, a parcela referente ao adicional do IRPJ, sem que ela tivesse sido efetivamente lançada. Tanto é assim, que o débito remanescente seria exigido por meio deste processo, e não pelo mencionado instrumento de confissão de dívida (DIRPJ). Nestes termos, considero que os pagamentos referentes ao quarto trimestre, juntamente com as sobras dos trimestres anteriores, que foram apuradas e já aproveitadas pela própria DRJ, devem primeiramente servir para a quitação do IRPJ normal, que foi objeto do lançamento de oficio, no valor de R$ 14.441,10, sem prejuízo da cobrança de débito que exceda a esse valor, e que esteja incluído em instrumento de confissão de dívida — DIRPJ, mas que não é objeto desse processo administrativo. Neste processo, cabe tão somente deduzir do lançamento de oficio os pagamentos no valor total de R$ 11.873,97, bem como as referidas sobras de R$ 320,53 e RS 100,04. Registro novamente que a Delegacia de Julgamento já afastou a aplicação da multa de oficio, em observância ao princípio da retroatividade benigna, por se tratar de débito declarado em DCTF. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para reduzir o lançamento referente ao quarto trimestre de 1997, no valor de R$ 14.441,10, para R$ 2.146,56. d Osé de Oliveira Ferraz Corrêa 7 _.,.,". MINISTÉRIO DA FAZENDA 1J ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Processo : 13819.002675/2002-91 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do artigo 81 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Portaria MF n° 259/2009), intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Primeira Seção do CARF, a tomar ciência do inteiro ter do Acórdão n° 1802-00.459. Brasilia - DF, em 08 de julho de 2010 /gL-- ,--,- í.: -/' osé Roberto França Secretári da 2 Câmara da Primeira Seção / CARF r Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador(a) da Fazenda Nacional 1
score : 1.0
Numero do processo: 10480.003764/2002-25
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/1992 a 30/09/1995
PIS. DECADÊNCIA.
Constatando-se que o lapso temporal passado entre o período apurado pela fiscalização e a data da efetiva ciência pelo contribuinte do auto de infração superior ao prazo decadencial estabelecido pelo Código Tribunal Nacional, deve ser declarado decaído o direito da Fazenda Nacional lançar o respectivo crédito.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3201-000.602
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
Nota de correção: Conforme o registro da ata de julgamento de 10/2010, o acórdão nº 3201-000.602, foi formalizado como acórdão o nº é 3201-000.603.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Marcelo Ribeiro Nogueira
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201012
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1992 a 30/09/1995 PIS. DECADÊNCIA. Constatando-se que o lapso temporal passado entre o período apurado pela fiscalização e a data da efetiva ciência pelo contribuinte do auto de infração superior ao prazo decadencial estabelecido pelo Código Tribunal Nacional, deve ser declarado decaído o direito da Fazenda Nacional lançar o respectivo crédito. Recurso Voluntário Provido.
numero_processo_s : 10480.003764/2002-25
conteudo_id_s : 6104556
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-000.602
nome_arquivo_s : Decisao_10480003764200225.pdf
nome_relator_s : Marcelo Ribeiro Nogueira
nome_arquivo_pdf_s : 10480003764200225_6104556.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Nota de correção: Conforme o registro da ata de julgamento de 10/2010, o acórdão nº 3201-000.602, foi formalizado como acórdão o nº é 3201-000.603.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010
id : 8012247
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:16:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076782548746240
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-20T14:03:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-20T14:03:27Z; Last-Modified: 2011-04-20T14:03:27Z; dcterms:modified: 2011-04-20T14:03:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e74a6dfb-6fa2-4f00-8d70-fc322d5b8a0f; Last-Save-Date: 2011-04-20T14:03:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-20T14:03:27Z; meta:save-date: 2011-04-20T14:03:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-20T14:03:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-20T14:03:27Z; created: 2011-04-20T14:03:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-04-20T14:03:27Z; pdf:charsPerPage: 1259; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-20T14:03:27Z | Conteúdo => Judith D arcon residente Marcelo Ribeiro Nogueira - Rela S3-C2T1 Fl. 346 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10480.003764/2002-25 Recurso n° 135.115 Voluntário Acórdão n° 3201-00.603 — 2 Camara / r Turma Ordinária Sessão de 08 de dezembro de 2010 Matéria PIS - FALTA DE RECOLHIMENTO Recorrente SANTISTA FRIGORÍFICOS & DISTRIBUIDORA LIDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1992 a 30/09/1995 PIS. DECADÊNCIA. Constatando-se que o lapso temporal passado entre o período apurado pela fiscalização e a data da efetiva ciência pelo contribuinte do auto de infração superior ao prazo decadencial estabelecido pelo Código Tribunal Nacional, deve ser declarado decaído o direito da Fazenda Nacional lançar o respectivo crédito. Recurso Voluntário Provido Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Editado Em: 08 de fevereiro de 2011. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Mercia Helena Trajano D'Amorim, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Daniel Mariz Gudifio. Processo n° 10480.003764/2002-25 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.603 Fl. 347 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Contra a empresa anteriormente qualificada foi lavrado o Auto de Infração, da Contribuição para o PIS, .fls. 09/11, para exigência do crédito tributário, a seguir especificado: Valores em R$ PIS 28.552,67 Juros de Mora 43.049,86 Multa 21 414,38 Total 93.016,91 O procedimento fiscal que concluiu com o lançamento do crédito tributário acima, conforme a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 10, foi derivado da falta de recolhimento de PIS, conforme descrito no Termo de Encerramento de Ação Fiscal, fls. 18 a 21. Uma vez ciente do auto de infração, a contribuinte apresentou peça impugnatória, fls. 268/276, através de seu advogado corn instrumento procuratório, fls. 277, com as razões de defesa a seguir sucintamente expostas: 1)nd o foi considerada a compensação realizada referente ao recolhimento a maior no período de agosto/89 a fevereiro/96 — Processo n° 10480.012627/88-61; 2)exigência da contribuição com base no faturamento do mês anterior desrespeita a Lei Complementar 7/70; 3) a multa aplicada de 75% tem caráter confiscatório, afrontando o art. 150, IV da Constituição Federal,. 4) é indevida a exigência da Taxa SELIG acumulada com • juros de 1%, por configurar cobrança em duplicidade de juros e correção monetária, posto que se cobra juros que corrige o débito (chamados SELIC) em cima de urn débito que está expresso em UFIR e, ainda grava o débito corn juros de 1% a. m. cobrados na forma do § 1° do art. 161 do CTN. A contribuinte discorre sobre as razões acima, expondo seu entendimento transcrevendo acórdãos judiciais e administrativos, indicando dispositivos legais, para ao final requerer: 2 Processo n° 10480.003764/2002-25 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.603 Fl. 348 - "que seja julgada improcedente a denúncia fiscal tendo em vista as razões apontadas que demonstram a fragilidade do auto de infração, posto que exige o recolhimento do PIS dos períodos 1992, 1993, 1994 e 1995, mesmo tendo sido recolhida a maior a contribuição nesse período existindo inclusive um pedido de compensação dos pagamentos realizados a maior no período de agosto/89 a fevereiro/96, Processo n° 10480.012627/88-61. Aplica também multa de 75% afrontando a doutrina e a jurisprudência de STF e acrescenta a taxa SEL1C que ultrapassa o limite de 1% do art. 161 do CTN e 30 do art. 192 da Carta Magna", - que em caso de dúvida se interprete a norma jurídica da forma mais favorável a Defendente (art. 112 do CT1V); protesta e requer por todos os meios de provas permitidas em direito, inclusive juntada posterior de provas, perícia e diligência. A decisão recorrida manteve o lançamento impugnado, afastando os argumentos trazidos pelo contribuinte, ora recorrente. Adotando a seguinte ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01104/1992 a 30/09/1995 Ementa: PIS. PRAZO DE RECOLHIMENTO. A partir da Lei n. ° 7.691, de 15/12/1988, os recolhimentos do PIS, pela semestralidade, referidos no artigo 6°, parágrafo único, da Lei Complementar n. ° 07/70, sofreram alterações. MULTA DE OFICIO. A multa a ser aplicada em procedimento ex-officio é aquela prevista nas normas válidas e vigentes a época de constituição do respectivo crédito tributário, não havendo como imputar o caráter confiscatório penalidade aplicada de conformidade com a legislação regente da espécie. JUROS DE MORA. Na imposição de juros de mora deve-se aplicar a legislação que rege a matéria. JUROS DE MORA / TAXA SUPERIOR A UM POR CENTO AO MÊS. POSSIBILIDADE. É válida a imposição de juros de mora taxa superior a 1% (um por cento) ao mês, quando há previsão legal nesse sentido. Lançamento Procedente 0 contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. 3 Processo n° 10480.003764/2002-25 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.603 Fl. 349 É o Relatório. Voto Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira, Relator 0 recurso é tempestivo e atende aos requisitos legais, portanto, dele tomo conhecimento. Há preliminares a examinar. Passo ao exame da preliminar de decadência, que não foi argüida na impugnação, mas deve ser examinada nesta fase recursal por tratar de matéria que este Colegiado deve conhecer de oficio. Alega o contribuinte, ora recorrente: Consta do Auto de Infração que o Fisco exige o crédito tributário do PIS supostamente não recolhida pela Recorrente, no período de abril 1992 e de dezembro de 1992 a setembro de 1995, coin fundamento na LC n.° 07/70, sem levar em conta a semestralidade imposta pela retro lei Complementar, sobe argumento de que fora extinta desde a Lei n. 7.691/88. Ocorre que a Recorrente tomou ciência do Auto de Infração em 04 de abril de 2002, o que importa dizer que o período lançado foi extinto tanto pela homologação (art. 156, VII do CTN c/c com o § 4° do art. 150 do CT1V), corno pela decadência (na. 156, V do CTN) e., portanto, não mais pode ser exigido. Tais alegações estão embasadas nos documentos constantes dos autos, especialmente o auto de infração de fls. 09 a 21, onde consta a data da ciência do contribuinte da exigência fiscal (04/04/2002 — fls. 09) e os respectivos períodos apurados (fls. 10). Mesmo se considerarmos o período de apuração mais recente, qual seja, setembro de 1995, o lapso temporal passado deste até a data da efetiva ciência do contribuinte do auto de infração em debate é superior ao prazo decadencial estabelecido pelo Código Tribunal Nacional, passados mais de seis anos. Por esta razão, VOTO por conhecer do recurso para dar-lhe integral provimento, reconhecendo a decadência do crédito tributário lançado. OAML \54(tN\i'D Marcelo Ribeiro Nogueira 4
score : 1.0
