Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,680)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18471.000340/2007-34
Data da sessão: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995
CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR
VÍCIO FORMAL - ART. 173, II, DO CTN
Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento. Essa espécie de vício não diz respeito aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, ao fato
gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal. Uma vez afastada a aplicação do art. 173, II, do crN, o crédito tributário relativo à CSLL dos meses de abril, julho,
agosto e setembro de 1995, e lançado em 15/05/2007, encontrava-se, nesta data, fulminado pela decadência, tanto pelo prazo do § 4º do art. 150 do CTN, quanto pelo prazo do art. 173, I, e até mesmo pelo antigo prazo do art. 45 da Lei 8.212/1991, que não é mais aplicado por força da Súmula 8 do STF.
Numero da decisão: 1802-000.179
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, reconhecer a decadencia e dar provimento ao recurs9, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Jose de Oliveira Ferraz Correa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200909
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR VÍCIO FORMAL - ART. 173, II, DO CTN Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento. Essa espécie de vício não diz respeito aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, ao fato gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal. Uma vez afastada a aplicação do art. 173, II, do crN, o crédito tributário relativo à CSLL dos meses de abril, julho, agosto e setembro de 1995, e lançado em 15/05/2007, encontrava-se, nesta data, fulminado pela decadência, tanto pelo prazo do § 4º do art. 150 do CTN, quanto pelo prazo do art. 173, I, e até mesmo pelo antigo prazo do art. 45 da Lei 8.212/1991, que não é mais aplicado por força da Súmula 8 do STF.
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 18471.000340/2007-34
anomes_publicacao_s : 200909
conteudo_id_s : 5631524
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.179
nome_arquivo_s : 1802000179_162234_18471000340200734_014.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Jose de Oliveira Ferraz Correa
nome_arquivo_pdf_s : 18471000340200734_5631524.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, reconhecer a decadencia e dar provimento ao recurs9, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
id : 4615225
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932573372416
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-16T16:38:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-16T16:38:22Z; Last-Modified: 2009-11-16T16:38:23Z; dcterms:modified: 2009-11-16T16:38:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-16T16:38:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-16T16:38:23Z; meta:save-date: 2009-11-16T16:38:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-16T16:38:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-16T16:38:22Z; created: 2009-11-16T16:38:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2009-11-16T16:38:22Z; pdf:charsPerPage: 1769; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-16T16:38:22Z | Conteúdo => SI.-TE02 Fl. 1 . , • _ ....... ___ MINISTÉRIO DA FAZENDA • • , _ CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS. . ,.....•. , . , PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 18471.000340/2007-34 Recurso n° 162.234 Voluntário Acórdão n° 1802-00.179 — 2* Turma Especial Sessão de 30 de setembro de 2009 Matéria CSLL Recorrente MILBURN DO BRASIL LTDA. Recorrida zia TU'RMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 CSLL - DECADÊNCIA - LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR VÍCIO FORMAL - ART. 173, II, DO CTN Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento. Essa espécie de vício não diz respeito aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, ao fato gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal. Uma vez afastada a aplicação do art. 173, II, do crN, o crédito tributário relativo à CSLL dos meses de abril, julho, agosto e setembro de 1995, e lançado em 15/05/2007, encontrava-se, nesta data, fulminado pela decadência, tanto pelo prazo do § 40 do art. 150 do CTN, quanto pelo prazo do art. 173, I, e até mesmo pelo antigo prazo do art. 45 da Lei 8.212/1991, que não é mais aplicado por força da Súmula 8 do STF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, reconhecer a decadencia e dar provimento ao recurs9, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. • .„------- _.-------!"--; ------ ,------7 EST - -'-- 11 L " il S • d A — Presidente. 'DE . J 0,17. KA FERRAZ 'CORRÊA — Relator. . 1 - EDITADO EM: A 4 Piuu •uu9 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente da Turma), João Francisco Bianco (Vice-Presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Leonardo Lobo de Almeida, Nelso Kichel (Suplente) e Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior 2 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ I, que considerou procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL (fls. 57 a 61), no valor de R$ 42.631,81, estando incluído nesse montante a multa de oficio de 75% e os juros moratórios. A autuação decorreu do fato de a contribuinte, em alguns meses do ano- calendário de 1995, ter efetuado compensações indevidas de base de cálculo negativa de períodos anteriores, sem a observância do limite de 30% previsto no art. 58 da Lei 8.981/95 e no art. 16 da Lei 9.065/95. De acordo com o Termo de Constatação de fls. 53 a 55, esta mesma matéria já havia sido objeto de um lançamento anterior, controlado pelo processo n° 15374.000989/00- 18 (que está anexado ao presente), e esse outro lançamento foi declarado nulo pela Delegacia de Julgamento, em razão da inobservância de requisitos essenciais em sua confecção. Assim, observando o disposto no art. 173, II, do Código Tributário Nacional, teria aquela autoridade julgadora determinado que o lançamento fosse refeito em boa e devida forma, o que resultou nessa nova autuação, que ora se examina. O referido Termo de Constatação também informa que a contribuinte ajuizou Mandado de Segurança preventivo, processo n° 95.0013280-0, pleiteando a compensação integral dos prejuízos fiscais e das bases negativas da CSLL, sem a limitação legal de 30%. Contudo, o Tribunal Regional Federal da r Região teria exarado decisão, em sede de apelação, denegando a segurança pleiteada pela contribuinte, e o processo judicial estaria aguardando julgamento de Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. Deste modo, e de acordo ainda com a fiscalização, a contribuinte, ao realizar a compensação de base negativa acima do limite permitido, deixou de apurar débitos de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL em alguns meses de 1995. Como haviam depósitos judiciais que cobriam parcialmente esses débitos, a fiscalização constituiu uma parte deles com exigibilidade suspensa, por meio do processo n° 18471.000339/2007-18, e a parte que estava desacobertada de depósito se encontra no presente processo, lançada com multa de oficio e juros de mora. Com a instauração da fase contenciosa, por meio da impugnação de fls. 91 a 109, a contribuinte insurgiu-se contra a exigência fiscal, trazendo os seguintes argumentos, conforme descritos na decisão de primeira instância, Acórdão n° 12-15.168, de fls. 202 a 216: 13.1 através do Mandado de Segurança impetrado pretende o reconhecimento do direito de proceder à compensação integral dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas acumulados, sem o limite de 30% (trinta por cento) previsto nos artigos 42 e 58 da Lei n°8.981/1995; 33 13.2 no curso da ação de Mandado de Segurança, efetuou depósitos judiciais de IRPJ, CSLL e PIS/REPIQUE; 13.3 as autoridades fiscais lançaram no auto de infração os valores de IRPJ já depositados em Juízo, relativos aos períodos de agosto e setembro11995, salientando-se que o lançamento foi efetuado com suspensão da exigibilidade do crédito em razão de depósito judicial do montante considerado devido; 13.4 a mencionada limitação de 30% introduzida pela Lei n° 8.981/1995 constitui verdadeira afronta aos princípios basilares do Direito Tributário, quais sejam, da anterioridade, da irretroatividade, do direito adquirido, da capacidade contributiva e da isonomia fiscal; 13.5 os conceitos de lucro e renda pressupõem acréscimo patrimonial, que somente pode ser comprovado se do resultado de um exercício forem primeiramente deduzidos os prejuízos apurados em exercícios anteriores; 13.6 no tocante à inconstitucionalidade da limitação referida, cumpre examinar a questão relacionada com a própria validade do ato normativo publicado no Diário Oficial da União de 31/12/1994 (sábado), que somente circulou efetiva e normalmente no dia 02/01/1995; 13.7 é sabido que a publicação da lei é requisito essencial para a sua obrigatoriedade, sendo condição indispensável à sua validade, logo, importa definir se a data a ser considerada como marco inicial da vigência da lei é a constante do Diário Oficial ou aquela em que o mesmo é efetivamente levado a público, pois tal definição esclarecerá se a majoração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL é exigível já a partir de 01/01/1995; 13.8 para que a lei seja conhecida e cumprida, necessário se faz, porém, sua publicação, porquanto o conhecimento da lei pressupõe a circulação efetiva do Diário Oficial, motivo pelo qual conclui-se que a data da publicação da lei deve ser considerada como a data de sua efetiva circulação e não a data constante do veículo oficial utilizado para sua divulgação; 13.9 essa questão já foi analisada pelo Poder Judiciário, tendo ficado decidido na oportunidade que a data da publicação da Lei n° 8.383, de 31 de dezembro de 1991, não foi aquela constante do Diário Oficial em que foi veiculada, mas sim a de sua efetiva circulação, tese adotada igualmente pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal; 13.10 o Diário Oficial que trazia a publicação da Medida Provisória n° 812/1994, circulou apenas no dia 02/01/1995, data em que, portanto, a referida norma entrou em vigor, assim, não poderiam as disposições nela contidas alcançar os fatos geradores do IRPJ ocorridos antes de 01/01/1996, nos termos do inciso III, "a" e "b", do artigo 150, da Constituição Federal, que dispõe sobre os princípios da irretro atividade e da anterioridade; 13.11 no que tange à CSLL, ocorre que, por força do artigo 195, § 6°, da Constituição Federal, além das garantias citadas, dever- 4 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 3 se-á observar o prazo de 90 (noventa) dias contados da respectiva publicação, para que entre em vigor a lei que vier a instituí-1a ou modificá-la; 13.12 o Supremo Tribunal Federal já decidiu em sessão plenária que a lei que visa instituir ou modificar a CSLL, se não for publicada noventa dias antes do encerramento do ano-base respectivo só abrangerá fatos geradores ocorridos no exercício financeiro seguinte, em homenagem ao princípio da irretroatividade, conforme ocorreu com o artigo 8° da Lei n° 7.689/1988, declarado inconstitucional pelo STF; 13.13 desse modo, tem certeza que ao menos no que diz respeito à inaplicabilidade das restrições impostas pelos artigos 42 e 58 já no exercício financeiro de 1995, terá sua pretensão acolhida face aos princípios da irretroatividade, da anterioridade e do previsto pelo artigo 195, § 6°, da Constituição Federal; 13.14 por não fazer as ressalvas necessárias no sentido de assegurar aos contribuintes a manutenção de seu direito adquirido, a Lei n° 8.981/1995 feriu, de maneira frontal e direta, o princípio da irretroatividade das leis previsto no artigo 5°, =I, da Constituição Federal; 13.15 ao não garantir-lhe o gozo do direito adquirido de compensar integralmente os saldos de prejuízos fiscais e de bases negativas, constituídos em períodos anteriores ao de sua vigência, a Lei n° 8.981/1995 infringiu o princípio da segurança jurídica, porque o direito surgiu no momento em que os mesmos foram apurados, ou seja, na data de levantamento do balanço, entendimento esse mantido, inclusive, pelo Primeiro Conselho de Contribuintes através dos Acórdãos n° 101-92.411, de 12/11/1998, e n°101-92.605, de 17/03/1999; 13.16 não se trata de mera expectativa de direito, pois à época da promulgação da lei já sabia a interessada a proporção exata do quantum que poderia deduzir do lucro a ser apurado futuramente, signcando que esse direito já integrava seu "patrimônio líquido"; 13.17 o Primeiro Conselho de Contribuintes já decidiu que as normas aplicáveis à compensação de prejuízos são aquelas vigentes à época de sua constituição (Acórdão n°101-75.566, de 02/12/1984); 13.18 lei nova não pode retroagir, alcançando fatos que já se consumaram, afetando direitos adquiridos, logo, aceitar a limitação imposta pela Lei n° 8.981/1995 seria o mesmo que reconhecer a retroatividade da lei, fazendo letra morta da garantia constitucional, razão pela qual é flagrante a inconstitucionalidade das limitações por ela impostas ao gozo do direito adquirido; 13.19 por outro lado, sua capacidade contributiva estaria sendo inflada de forma artificial, de modo a provocar maior incidência tributária a recair sobre base de cálculo superavaliada, Ql._ 5 - decorrente de falso signo de aptidão econômica, por força da desconsideração dos resultados negativos acumulados superiores a 30% previstos na lei, desrespeitando, assim, o disposto no 1° do artigo 145 da Constituição Federal; 13.20 a limitação quantitativa à compensação dos resultados negativos acumulados importa, na prática, elevação da alíquota e da base de cálculo dos tributos incidentes sobre a renda e o lucro, relativamente aos contribuintes que alternam, sucessivamente, períodos de lucro e prejuízo; 13.21 considerados os princípios da continuidade da empresa e da interpenetração dos períodos-base de apuração de resultados, mostra-se discriminatória a restrição dos artigos 42 e 58 da Lei n o 8.981/1995, porquanto situações análogas com resultados globais idênticos no curso do empreendimento teriam tratamentos tributários diferenciados, visto que pagaria mais imposto sobre a renda ou o lucro aquele contribuinte que alternasse períodos de prejuízo e lucro, sucessivamente, o que• fere o princípio da isonomia fiscal; 13.22 em aspectos práticos, os contribuintes que apuram prejuízo vêm a recolher, na proporção da limitação de 30%, mais imposto e contribuição do que aqueles que, nos mesmos montantes, apuram apenas lucros, o que torna o tributo regressivo e discriminatório; 13.23 equivocou-se a Fiscalização ao considerar que os depósitos judiciais efetuados não correspondem ao valor total discutido judicialmente, eis que foram ignorados os depósitos correspondentes aos meses de janeiro, fevereiro, março, junho, julho, agosto e setembro/1995 (fls. 183/189), os quais são, no mínimo, suficientes para suprir a suposta insuficiência; 13.24 a Fiscalização não atentou para a existência de saldo de imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), equivalente a R$ 2445.5,5 1, na medida em que utilizou, na apuração do IRPJ supostamente devido, valor muito inferior àquele detido pela interessada; 13.25 esse saldo, conforme se verifica através dos documentos de fis. 191/199, originou-se de aplicações financeiras realizadas no decorrer do ano-calendário de 1995; 13.26 o crédito tributário total, pretensamente devido a título de IRPJ, CSLL e PIS/Repique (R$ 103.668,68) é bem inferior ao total dos depósitos realizados (R$ 108.902,48), razão pela qual apresenta demonstrativo com o objetivo de mostrar que os depósitos judiciais efetuados são suficientes para garanti-lo integralmente; 13.27 deve ser salientado que os depósitos realizados em excesso precederam as insuficiências detectadas pela Fiscalização, o que leva à conclusão de que a exigibilidade dos tributos lançados pela Fiscalização sempre esteve suspensa, nos termos do inciso lido art. 151 do CIN; 6 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 4 13.28 os valores depositados, por seu turno, não sofreram qualquer tipo de atualização, porém, caso tivessem sido atualizados o valor indevidamente depositado seria ainda maior; 13.29 desse modo, comprova-se que os valores depositados judicialmente, em conjunto ou não com o saldo credor de IRRF, seriam não só suficientes para suspender a exigibilidade do crédito tributário, mas também para fazer frente ao crédito contido nos autos de infração; 13.30 sabendo-se que sua exigibilidade estava suspensa quando da lavratura do auto de infração, não poderia a Fiscalização ter lançado o principal acrescido de multa e juros de mora, na medida em que nenhum dos depósitos judiciais foi insuficiente ou efetuado em atraso, conforme, inclusive, entendimento do Conselho de Contribuintes (Acórdãos n's 101-93675, de 07/11/2001, 105-14322, de 17/03/2004, 108-07439, de 01/07/2003, e 202-11240, de 08/06/1999); 13.31 no mesmo sentido é o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, mantido através do Acórdão CSRF n° 02- 01.095, de 22/01/2002, concluindo-se que, também por esse aspecto, deve ser julgado improcedente o auto de infração; 13.32 sendo flagrante a inconstitucionalidade da limitação contida nos artigos 42 e 58 da Lei n°8.981/1995, eis que afronta princípios fundamentais insculpidos na Constituição Federal, - requer a improcedência integral da ação fiscal ou, subsidiariamente, do lançamento dos juros de mora, até porque os valores supostamente devidos estão com sua exigibilidade suspensa em face dos depósitos judiciais efetuados, nos termos do artigo 151, inciso II, do CTN; 13.33 caso assim não entenda a autoridade julgadora, requer seja determinado que se aguarde a decisão definitiva a ser proferida nos autos do Mandado de Segurança, por meio do qual pleiteia o reconhecimento de seu direito de proceder à compensação integral dos prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativas acumulados, sem o limite de 30% previsto nos artigos 42 e 58 da Lei n° 8.981/1995, devendo ser esclarecido que, na hipótese de improcedência da ação mandamental, a conversão dos valores depositados em Juízo extinguirá o suposto crédito lançado pela Fiscalização. Como mencionado, a DRJ Rio de Janeiro/RJ I considerou procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 PRELIMINAR. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS. 7 Falece competência aos órgãos administrativos da Administração Pública para apreciar argüições de inconstitucionalidade e/ou ilegalidade de leis promulgadas pelo Poder Legislativo, atribuição esta privativa do Poder Judiciário. PRELIMINAR. SOLICITAÇÃO DE SOBRESTAMEN7'0 DO JULGAMENTO. FALTA DE AMPARO LEGAL. Inexiste norma na legislação tributária e fiscal que disponha sobre o sobrestamento do julgamento de processos administrativos fiscais até o trânsito em julgado de sentença judicial. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ATIVIDADE VINCULADA E OBRIGATÓRIA. A atividade do lançamento, no que respeita aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, além de privativa do Auditor Fiscal é vinculada e obrigatória, motivo pelo qual impõe-se a constituição do crédito tributário pelo lançamento de oficio, como meio de garantia de eventual cobrança do crédito tributário, ainda que sua exigibilidade esteja suspensa por força de depósitos judiciais efetuados nos autos de ação de Mandado de Segurança. Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Data do fato gerador: 30/04/1995, 31/07/1995, 31/08/1995, 30/09/1995 LUCRO REAL MENSAL. COMPENSAÇÃO DE BASES DE CÁLCULO NEGATIVAS ACUMULADAS DE PERÍODOS ANTERIORES. LIMITAÇÃO DE 30% AJUIZAMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. LAVRATURA DE AUTO DE INFRAÇÃO COM O MESMO OBJETO. MÉRITO NÃO CONHECIDO. O ajuizamento de ação judicial contra a Fazenda Nacional, por qualquer que seja a modalidade processual, com o mesmo objeto, importa em renúncia tácita às instâncias administrativas e desistência de eventual impugnação interposta, operando-se, por conseguinte, o efeito de constituição definitiva do crédito tributário na esfera administrativa. AÇÃO JUDICIAL PREVENTIVA. INEXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS. EnGÊNCIA DE MULTA DE OFICIO E JUROS MORATÓRIOS. Impõe-se o lançamento da contribuição, com acréscimo de multa de oficio e de juros morató rios, se a pessoa jurídica não deposita judicialmente os valores da CSLL posteriormente exigidos em auto de infração. Falece competência aos órgãos administrativos da Administração Pública no sentido de promover alterações, a qualquer título, nas informações constantes das guias de depósito judicial. IRRF SOBRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. DEDUÇÃO. INAPLICABILIDADE. 8 Processo n° 18471.000340/2007-34 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 5 Descabe a dedução do IRRF sobre aplicações financeiras realizadas no ano-calendário, se nos autos não fica demonstrado que os rendimentos correspondentes incluem-se dentre aqueles oferecidos à tributação na Declaração de Rendimentos, a título de receitas financeiras. Lançamento Procedente Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 27/08/2007, a contribuinte apresentou em 17/09/2007 o recurso voluntário de fls. 222 a 246, onde reitera os mesmos argumentos de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores, acrescentando ainda que: - não se está a requerer nenhum tipo de compensação tributária, uma vez que não se está diante de pagamentos, mas de depósitos judiciais; - todos os valores depositados constaram de guias específicas para cada tributo, porém encontram-se em uma única conta bancária; - a decisão final do mandado de segurança somente poderá acarretar duas conseqüências: ou a liberação da totalidade dos valores depositados e a conseqüente invalidade dos lançamentos efetuados, ou a conversão em renda da totalidade dos valores depositados e a conseqüente quitação dos valores lançados; - para comprovar que os rendimentos correspondentes ao IRRF foram oferecidos à tributação, a recorrente traz a Demonstração do Resultado de 10 de janeiro a 31 de dezembro de 1995, além do balancete gerencial, valendo lembrar que a escrita contábil dos contribuintes, quando regular, faz prova em seu favor; - na remota eventualidade de que essa Câmara não entenda comprovada de plano a suficiência dos valores depositados, bem como do saldo de IRRF, a recorrente requer a baixa dos autos em diligência, para que não reste dúvidas quanto ao alegado; - apesar de a decisão de primeira instância ter entendido que houve renúncia à esfera administrativa, em razão do referido mandado de segurança, é preciso ressaltar que a verificação da suficiência dos depósitos judiciais, bem como do saldo de IRRF, não é objeto de nenhum processo judicial, devendo ser levada a cabo na esfera administrativa, porque a comprovação da suficiência dos valores depositados deverá, no mínimo, suspender a exigibilidade dos créditos lançados. Este é o Relatório. • 9/ 9 Voto Conselheiro JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. -Conforme relatado, a controvérsia diz respeito ao limite de 30% (trinta por cento) para a compensação de base de cálculo negativa de CSLL, nos termos do artigo 58 da Lei n° 8.981/1995 e do artigo 16 da Lei n° 9.065/1995, abaixo transcritos. Lei 8.981/1995 Art. 58. Para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido por compensação da base de cálculo negativa, apurada em períodos-base anteriores em, no máximo, trinta por cento. Lei 9.065/1995 Art. 16. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, quando negativa, apurada a partir do encerramento do ano- calendário de 1995, poderá ser compensada, cumulativamente • com a base de cálculo negativa apurada até 31 de dezembro de 1994, com o resultado do período de apuração ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação da referida contribuição social, determinado em anos-calendário subseqüentes, observado o limite máximo de redução de trinta por cento, previsto no art. 58 da Lei n° 8.981, de 1995. Restou bastante esclarecido que o mérito da questão principal está a cargo do Poder Judiciário, no Mandado de Segurança n° 95.0013280-0, onde será dada a decisão sobre a - obrigatoriedade ou não de se observar o limite de 30% na compensação das bases negativas, e, conseqüentemente, sobre a existência ou não dos débitos de CSLL que foram constituídos em razão de a contribuinte não ter observado esse limite. Contudo, como bem apontou a recorrente, embora haja a concomitância em relação a essa questão dita principal, caberia a essa instância administrativa analisar o problema da suficiência ou não dos depósitos judiciais, pois sendo estes suficientes, como alega a recorrente, não subsistiriam a multa de oficio e os juros de mora que foram incluídos no lançamento sob exame. • No caso, estaríamos diante da hipótese de lançamento dê débitos com exigibilidade suspensa, aliás, como ocorreu com os débitos que estão controlados no processo de n° 18471.000339/2007-18. O problema em relação aos depósitos ocorre porque a contribuinte pretende que eles sejam considerados em conjunto, ou seja, pelo valor global dos vários tributos nos vários períodos de apuração, conforme planilha à fl. 240, enquanto que a fiscalização levou em conta, para fins de suspensão da exigibilidade, apenas os depósitos referentes à própria CSLL dos períodos autuados. .1 o Processo n° 18471.000340/2007-34 81-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 6 De acordo com a decisão de primeira instância, a Receita Federal não tem competência para fazer com que valores depositados a maior a título de um tributo sejam alocados a outro tributo, ou para que depósito judicial relativo a fato gerador de um período seja atribuído a outro período, vez que a administração dos depósitos está a cargo do juiz da causa, e a Receita Federal não teria, portanto, qualquer ingerência sobre eles. Somando-se a esses depósitos, haveria ainda a questão do IRRF, cujos valores não foram considerados pela DRJ, decisão essa que foi adotada em razão de não estar comprovada a tributação dos rendimentos correspondentes a essas retenções, apesar de o lançamento sob exame referir-se à CSLL e não ao TRPJ. Antes de adentrarmos na análise dessa matéria, porém, há outro problema a ser examinado em relação ao presente lançamento, embora ele não tenha sido argüido pela recorrente. O fato é que este lançamento, que se deu em 15/05/2007, em substituição ao lançamento de 28/03/2000, destinou-se à constituição de débitos cujos fatos geradores ocorreram em 30/04/1995, 30/07/1995, 31/08/1995 e 30/09/1995. Como mencionado, esse lançamento anterior, controlado pelo processo n° 15374.000989/00-18, foi declarado nulo pela Delegacia de Julgamento, em razão da inobservância de requisitos essenciais em sua confecção. E a nova autuação foi realizada, no entendimento da fiscalização, com observância do disposto no art. 173, II, do Código Tributário Nacional, que trata do prazo de decadência quando há anulação por vício formal: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I — (..) II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver 1 anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. É de suma importância, então, verificar se o vício do primeiro lançamento configura-se ou não como vício formal, para fins de aplicação do art. 173, II, do CTN. A Lei n° 4.717/1965 (Lei da Ação Popular), ao tratar da anulação de atos lesivos ao patrimônio público, permite, em seu art. 2°, uma análise comparativa entre os diferentes elementos que compõe o ato administrativo (competência, forma, objeto, motivo e finalidade): "Art. 2° São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: a) incompetência; b) vicio de forma; c)ilegalidade do objeto; d)inexistência dos motivos; (\, 11 e) desvio de finalidade. Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas: a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o praticou; b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato; c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento ou outro ato normativo; d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido; e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explicita ou implicitamente, na regra de competência." (grifos acrescidos) Pela enumeração dos elementos que compõe o ato administrativo, já se pode visualizar o que se distingue da forma, ou seja, o que não deve ser confundido com a aspecto formal do ato (a competência, o objeto, o motivo e a finalidade). No contexto do ato administrativo de lançamento, vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito, e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio deste ato. - O vício formal, portanto, não pode estar relacionado aos elementos constitutivos da obrigação tributária, ou seja, não pode referir-se ao fato gerador, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. O vício a que se refere o artigo 173, II, do CTN abrange, por exemplo, a ausência de indicação de local, data e hora da lavratura do lançamento, a falta de assinatura do autuante, ou a falta da indicação de seu cargo ou função, ou ainda de seu número de matrícula, todos eles configurando elementos formais obrigatórios para a lavratura de auto de infração, conforme art. 10 do Decreto n° 70.235/1972. Nesse passo, e retomando o caso concreto, registro que a anulação do primeiro lançamento, conforme Acórdão DRJ/RJ I n° 6.023/2004, proferido nos autos do processo n° 15374.000989/00-18 (fls. 177 a 189), traz os seguintes fundamentos: 8. Exige-se da interessada nestes autos, o recolhimento da CSLL pelo suposto cometimento da seguinte infração, assim descrita pelo fiscal autuante: "Falta de recolhimento da Contribuição Social sobre o Lucro. Falta de pagamento integral e/ou pagamento a menor através de depósito judicial da Contribuição Sociais/Lucro Liquido." 9. O auto de infração, no entanto, contém sérias deficiências, a meu juizo, insanáveis, que o tornam insubsistente, pelas razões a seguir aduzidas. 10. Inicialmente, verifico que a falta de clareza na descrição dos fatos é evidente. No sentido de obter os esclarecimentos 12 Processo n° 18471.000340/2007-34 S11-TE02 Acórdão n.° 1802-00.179 Fl. 7 necessários com vistas ao conhecimento da matéria a ser apreciada, passei à análise dos elementos constantes dos autos, através do qual pude constatar, então, que o presente feito resulta de revisão interna da declaração de rendimentos do IRPJ/1996, efetuada pela Malha Fazenda, consubstanciada no Relatório de fls. 44/45. 11. Por outro lado, somente a partir da leitura da impugnação interposta pela interessada consegue-se compreender os reais motivos que levaram o fiscal autuante a lavrar o auto de infração sob exame e que ensejaram o presente contencioso. Assim, tratam os autos, na realidade, de compensação indevida de base de cálculo negativa da CSLL, por inobservância do limite de 30% (trinta por cento) previsto na legislação que rege a matéria (Lei n°8.981/1995, art. 58). (.) 15. Por outro lado, o fundamento legal em que se baseou o autuante para caracterizar a infração é o seguinte: arts. 856 e 889, incisos I e IV, do R1R/1994; arts. 56 - § 40 e 97, da Lei n° 8.981/1995; art. 10 da Lei n°9.065/1995, cujos textos transcrevo a seguir: (.) 17. Assim, além das deficiências mencionadas anteriormente, mais uma se apresenta, qual seja, os dispositivos legais ora transcritos, que fundamentam o auto de infração, não guardam qualquer relação com a descrição dos fatos. 18. Todavia, a maior deficiência do auto de infração decorre, a meu ver, da não verificação por parte do fiscal autuante da efetiva ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. 19. isto porque, o depósito judicial a menor da Contribuição Social sobre o Lucro não se constitui em infração a qualquer dispositivo da legislação fiscal em vigor. A irregularidade cometida pela interessada que, efetivamente, constituiu fato gerador da contribuição em questão, e que deixou de ser descrita no auto de infração, seria aquela decorrente de compensação indevida de base de cálculo negativa, por inobservância do limite de 30%, previsto no art. 58 da Lei n° 8.981/1995. • 20. Desse modo, concluo que o fiscal autuante não apurou, nestes autos, a ocorrência do fato gerador da Contribuição Social, tarefa que o Código Tributário Nacional lhe atribui competência privativa, de conformidade com o art. 142 in verbis: 22. A comprovação da tipicidade, que se caracteriza pela estreita correlação entre o fato e a hipótese em abstrato descrita Ç. 13. na norma legal, sendo requisito essencial à demonstração do ilícito, não restou, portanto, caracterizada nestes autos. 23. Em decorrência, voto pela nulidade do lançamento, por ausência de comprovação, no auto de infração, da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, devendo novo auto ser lavrado em boa e devida forma. Está bem evidente que o problema do primeiro lançamento não pode ser caracterizado como vício formal, posto que ele diz respeito à descrição da própria matéria tributável, bem como à tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo. Com efeito, esse vício em muito ultrapassa os aspectos formais do ato de lançamento. Sendo assim, resta prejudica a aplicação do art. 173, II, do CTN. E, deste modo, por qualquer dos outros prazos de decadência, seja o previsto - no § 4° do art. 150, ou no art. 173, I, do CTN, ou até mesmo o do art. 45 da Lei 8.212/1991, já afastado do mundo jurídico por força da Súmula 8 do STF, constata-se que o direito de lançar os débitos dos meses de 1995 (abril, julho, agosto e setembro) já se encontrava desde há muito tempo fulminado pela decadência, quando se deu o lançamento sob exame, em 15/05/2007. Diante do exposto, voto no sentido de reconhecer de oficio a decadência, para cancelar a exigência fiscal constante deste processo. /— I# 4 SÉ DE OLIVEIRA FERRAZ • " A/ _ • • 14
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007985/2003-12
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1998
COMPENSAÇÃO. FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA.
Para a compensação, mister que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez.
Numero da decisão: 1202-000.793
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Nelson Lósso Filho - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nereida de Miranda Finamore Horta - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno.
Matéria: DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
Nome do relator: NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998 COMPENSAÇÃO. FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. Para a compensação, mister que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez.
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.007985/2003-12
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5198143
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1202-000.793
nome_arquivo_s : Decisao_10980007985200312.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA
nome_arquivo_pdf_s : 10980007985200312_5198143.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho - Presidente. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4523352
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932589101056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1868; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 38 1 37 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.007985/200312 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1202000.793 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de junho de 2012 Matéria IRPJ Recorrente Vilhena Máquinas e Sistemas de Escritório Ltda Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998 COMPENSAÇÃO. FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. Para a compensação, mister que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Nelson Lósso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno. Relatório A contribuinte Vilhena Máquinas e Sistemas de Escritório Ltda. (CNPJ 81.704.355/0001 63) teve contra si lavrado Auto de Infração referente ao IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, oriundo de cruzamento de informações a partir da DCTFDeclaração AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 79 85 /2 00 3- 12 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA 2 de Débitos e Créditos Tributários Federais, de 1998, onde foram encontradas infrações (fl. 12/13) O Auto de Infração foi lavrado em atenção aos períodos de 07/1998, 08/1998 e 09/1998, exigindose IRPJ no importe de R$ 4.582,72, acrescidos de R$ 3.437,04 referentes à multa de ofício, imputada em 75%. O valor total do auto foi de R$ 12.209,61, já incluídos os juros de mora. A contribuinte foi intimada em 11 de julho de 2003 (fl. 20) Irresignada, apresentou Impugnação (fl.1), alegando, em breve síntese, que, em 1996, a empresa “deixou em haver” o valor de R$ 63.282,35, protocolando na SRF em 27.11.1997, pedido de restituição referente ao montante acima indicado, o que ocasionou a abertura do Processo nº 10980.014976/9779. Dada a demora na tramitação do pedido de restituição e, ante a necessidade da utilização destes recursos, a empresa efetuou pedido de compensação. Junta cópia de “Demonstrativo de Créditos vinculados e não confirmados” referentes ao 3º trimestre de 1998, informando compensações e o processo vinculado, lastreando seu pedido no artigo 16, III e IV, Decreto nº 70.235/72. Portanto, requer o cancelamento do auto de infração. Ao julgar a impugnação, a 2ª Turma da DRJ/CTB, no Acórdão nº 0616.602, houve por bem indeferila sob o argumento de que pelo exame dos fatos ficou evidente que a impugnação é improcedente. Os julgadores informam que a compensação pleiteada não pode ser deferida, dado à condição imposta na legislação tributária de que a compensação só pode ser efetuada ante a liquidez e certeza do créditos da contribuinte, conforme previsão insculpida no artigo 170 do CTN – Código Tributário Nacional, e tal condição não foi verificada nos autos. Prossegue o acórdão asseverando que não há informações de que a contribuinte tenha desistido do processo em que pleiteava a restituição dos mesmos créditos que pretende compensar, o que inviabilizaria a compensação visada. Junta extrato de movimentação do aludido processo (fl. 22). Assim, o Acórdao julgou procedente os lançamentos, mantendo a exigência de IRPJ, acrescido de multa e juros legais, afastando, então, a impugnação. Consoante AR, a ciência foi dada em 15 de fevereiro de 2008 (fl. 28) e o AR foi juntado em 17 de março de 2008, o Recurso Voluntário foi apresentado em 10 de abril de 2008, onde reitera os argumentos trazidos com sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta O Recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Tratamse de Auto de Infração por falta de recolhimento de IRPJ referente aos meses de agosto a outubro de 1998. A recorrente alega, em seu Recurso Voluntário, que informou erroneamente em sua DCTF Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, Fl. 42DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA Processo nº 10980.007985/200312 Acórdão n.º 1202000.793 S1C2T2 Fl. 39 3 do anocalendário de 1998, no campo do crédito vinculado, sobre a quitação desses débitos que fora feita sob a forma de compensação sem DARF através do Processo Administrativo nº 10980.014976/9779. Todavia, o correto seria através da compensação de créditos negativos de exercícios anteriores, a saber, decorrente da DIP Declaração de Informações Econômico fiscais da Pessoa Jurídica do anocalendário de 1997, motivo pelo qual pede a reconsideração. A DRJ por sua vez, evoca o artigo 170 do CTN, o qual requer a liquidez e certeza para a admissão do crédito. A DRJ está correta, como veremos. Para análise do crédito do sujeito passivo contra a Fazenda Pública, mister partirmos da leitura do artigo 170, que esclarece que, para que seja efetivada a compensação, o crédito deve ser líquido e certo, in verbis: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública” (grifamos) Deriva daí que o pressuposto nuclear para a compensação tributária é que o crédito do contribuinte contra a Fazenda Pública se revista de certeza e liquidez. A certeza diz respeito ao reconhecimento por parte da Secretaria da Receita Federal do Brasil quanto à possibilidade da contribuinte se compensar de supostos indébitos. Já a liquidez do direito, há de ser comprovada pela prova documental do montante compensável, a ser reconhecido pela devedora. A recorrente não observou as formalidades necessárias para a compensação e também não apresentou nenhum documento que demonstrasse a existência do crédito no ano calendário de 1997, assim, não temos presente o conceito de crédito líquido e certo nos termos do artigo 170 do CTN. Portanto, meu voto é no sentido de NEGAR provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Nereida de Miranda Finamore Horta Relatora Fl. 43DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FINAMORE HORTA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por NEREIDA DE MIRANDA FIN AMORE HORTA
score : 1.0
Numero do processo: 11330.001044/2007-16
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 27/04/2007
INFRAÇÃO. FOLHA DE PAGAMENTO ELABORADA DE FORMA INCORRETA.
Constitui infração, punível na forma da Lei, deixar de preparar folha(s) de pagamento(S) da remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com padrões e normas estabelecidas, conforme disposto no art. 32,I, da Lei 8.812/1991, combinado com art. 225, I e §9º,do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovada pelo Decreto 3.048/1999.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2402-000.246
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200910
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 27/04/2007 INFRAÇÃO. FOLHA DE PAGAMENTO ELABORADA DE FORMA INCORRETA. Constitui infração, punível na forma da Lei, deixar de preparar folha(s) de pagamento(S) da remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com padrões e normas estabelecidas, conforme disposto no art. 32,I, da Lei 8.812/1991, combinado com art. 225, I e §9º,do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovada pelo Decreto 3.048/1999. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11330.001044/2007-16
anomes_publicacao_s : 200910
conteudo_id_s : 5303281
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-000.246
nome_arquivo_s : 2402000246_11330001044200716_200910.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11330001044200716_5303281.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4614050
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-06-17T13:47:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-06-17T13:47:00Z; created: 2013-06-17T13:47:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-06-17T13:47:00Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-06-17T13:47:00Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074932591198208
score : 1.0
Numero do processo: 13899.000612/2005-08
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2000, 2002, 2003
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. REAQUISIÇÃO DE ESPONTANEIDADE - Face à inércia do Fisco em cientificar o contribuinte do auto de infração esse readquire espontaneidade. Porem, em não efetuando, esse mesmo contribuinte, o pagamento da integralidade do tributo devido acrescido da multa de mora, resta devida a exigência da multa de ofício.
DECADÊNCIA - O fato gerador do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física é complexivo anual, completando-se apenas em 31 de dezembro de cada ano, devendo ser esse o termo inicial para contagem do prazo decadencial, na hipótese do artigo 150, § 4º do CTN.
Numero da decisão: 2101-001.918
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
EDITADO EM: 10/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka, José Raimundo Tosta Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator) e Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2000, 2002, 2003 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. REAQUISIÇÃO DE ESPONTANEIDADE - Face à inércia do Fisco em cientificar o contribuinte do auto de infração esse readquire espontaneidade. Porem, em não efetuando, esse mesmo contribuinte, o pagamento da integralidade do tributo devido acrescido da multa de mora, resta devida a exigência da multa de ofício. DECADÊNCIA - O fato gerador do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física é complexivo anual, completando-se apenas em 31 de dezembro de cada ano, devendo ser esse o termo inicial para contagem do prazo decadencial, na hipótese do artigo 150, § 4º do CTN.
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13899.000612/2005-08
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5179992
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2101-001.918
nome_arquivo_s : Decisao_13899000612200508.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 13899000612200508_5179992.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator. EDITADO EM: 10/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka, José Raimundo Tosta Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator) e Gonçalo Bonet Allage.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
id : 4432959
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932591198209
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1955; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 86 1 85 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13899.000612/200508 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101001.918 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de outubro de 2012 Matéria IRPF Recorrente LUCIANO RODRIGUES DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000, 2002, 2003 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. REAQUISIÇÃO DE ESPONTANEIDADE Face à inércia do Fisco em cientificar o contribuinte do auto de infração esse readquire espontaneidade. Porem, em não efetuando, esse mesmo contribuinte, o pagamento da integralidade do tributo devido acrescido da multa de mora, resta devida a exigência da multa de ofício. DECADÊNCIA O fato gerador do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física é complexivo anual, completandose apenas em 31 de dezembro de cada ano, devendo ser esse o termo inicial para contagem do prazo decadencial, na hipótese do artigo 150, § 4º do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. EDITADO EM: 10/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka, José Raimundo Tosta Santos, Célia AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 9. 00 06 12 /2 00 5- 08 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator) e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 75) interposto em 30 de outubro de 2009 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Brasília (DF), (fls. 64/69), do qual o Recorrente teve ciência em 30 de setembro de 2009 (fls.73), que, por unanimidade de votos, julgou procedentes os lançamentos: a) de fls. 19/24, lavrado em 03 de maio de 2005, em virtude de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica ou física, decorrente de trabalho com vínculo empregatício e dedução indevida com dependentes, na declaração de ajuste anual exercício de 2000, anocalendário 1999, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 2.511,38, acrescido de multa de ofício e juros de mora; b) de fls. 11/17, lavrado em 06 de maio de 2005, em decorrência de deduções indevidas a título de contribuição à previdência privada e FAPI; dependentes; despesas com instrução e médicas, na declaração de ajuste anual exercício 2002, ano calendário 2001, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$9.710,90, acrescido de multa de ofício e juros de mora; c) de fls. 26/31, lavrado em 06 de maio de 2005, em decorrência de deduções indevidas a título de contribuição à previdência privada e FAPI; dependentes; despesas com instrução e médicas, na declaração de ajuste anual exercício de 2003, anocalendário 2002, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 10.431,85, acrescido de multa de ofício e juros de mora; O acórdão teve a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercícios: 2000, 2002 e 2003 MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS Consideramse não impugnadas, portanto não litigiosas, as matérias que não tenham sido expressamente contestadas pelo contribuinte. REAQUISIÇÃO DE ESPONTANEIDADE Fl. 96DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13899.000612/200508 Acórdão n.º 2101001.918 S2C1T1 Fl. 87 3 Não há espontaneidade quando o contribuinte não se beneficiou do decurso de prazo de sessenta dias de que trata o parágrafo 2º do art. 7º do Decreto nº 70.235/1972. DEDUÇÕES NÃO PLEITEADAS. Incabível a retificação da declaração de ajuste anual visando incluir deduções não pleiteadas por ocasião de sua apresentação, após notificado o lançamento. Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 75), alegando, em síntese, que: a) Não foi efetuado o devido pagamento por total e completo desconhecimento dos valores devidos. b) Recebeu a intimação para prestar informações sobre as declarações, tendo comparecido na delegacia no dia 06 de dezembro de 2004, apresentando documentos comprobatórios da declaração em 15 de dezembro de 2004; c) Recebeu os autos de infração após 60 (sessenta) dias do último ato do auditor fiscal. Por fim, requer a reaquisição da espontaneidade e, de consequência, a exclusão da multa de ofício de 75%. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. Não há argüição de preliminar. O Recorrente aquiesce em suas razões de recurso os débitos dos valores principais. Questiona, no entanto, a incidência da multa de ofício tendo em vista a reaquisição da espontaneidade. A matéria em questão está regulada no artigo 7º do Decreto 70.235/72, verbis: “Art. 7º O procedimento fiscal tem início com: Fl. 97DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 I o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificando o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto; II a apreensão de mercadorias, documentos ou livros; III o começo do despacho aduaneiro de mercadoria importada. § 1º O início do procedimento exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação, a dos demais envolvidos nas infrações verificadas. § 2º Para os efeitos do disposto no § 1º, os atos referidos nos incisos I e II valerão pelo prazo de 60 (sessenta) dias, prorrogável, sucessivamente, por igual período com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos.” Verificase da transcrição acima que com o início do procedimento fiscal o contribuinte perde seu direito ao recolhimento espontâneo das obrigações tributárias eventualmente em atraso. Nada obstante, com o transcurso de mais de 60 dias sem que a autoridade fiscal dê continuidade ao procedimento, a espontaneidade é readquirida. No caso dos autos, verificase que o procedimento fiscal teve início em 18/11/2004 (fls. 08), com ciência do Recorrente em 22/11/2004, tendo sido devidamente prorrogado em 15/12/2004 (fls. 08). Posteriormente, foram lavrados os autos de infração em 03 e 06/05/2005, recebidos pelo Recorrente em 03/06/2005, 07/06/2005 e 23/06/2005, respectivamente. Observase que após a ciência do Termo de Intimação Fiscal e antes das lavraturas dos autos de infração, o Recorrente não efetuou o recolhimento de quaisquer montantes relativos aos autos, sem o acréscimo da multa de ofício que lhe foi imputada em cada autuação. Segundo o Recorrente, o mesmo não efetuou pagamento por total e completo desconhecimento dos valores devidos. Ora, tal esclarecimento poderia ser facilmente obtido junto à DRF de jurisdição do contribuinte. Como não houve recolhimento, resta claro que a espontaneidade deixou de ser readquirida, sendo cabível a aplicação da multa de ofício sobre os valores principais devidos. Contudo, relativamente ao auto de infração de fls. 19/24, lavrado em 03 de maio de 2005, em virtude de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica ou física, decorrente de trabalho com vínculo empregatício e dedução indevida com dependentes, na declaração de ajuste anual exercício de 2000, anocalendário 1999, tenho que o mesmo está sob o alcance do instituto da decadência. Senão vejamos: Dispõe o artigo 150, § 4º do CTN: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) Fl. 98DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13899.000612/200508 Acórdão n.º 2101001.918 S2C1T1 Fl. 88 5 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Doutrinariamente já se firmou posição acerca da natureza do lançamento tributário concernente ao imposto de renda, in verbis: “Sob essa ótica, por exemplo, são compatíveis com o “lançamento por homologação” por se ajustarem integralmente à hipótese prevista no artigo 150 do CNT: O Imposto sobre a Renda, o IOF, os impostos sobre o comércio exterior (II e IE), a CPMF, o ICMS, o ISS, o ITR e as contribuições especiais em geral.” (in. Impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza / Mary Elbe Queiroz – Manole – 2004, p. 295) (g.n). “No tocante ao Imposto sobre a Renda, NÃO SE PODE CONFUNDIR que a DATA DE APRESENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO ANUAL para o imposto, no ano subseqüente ‘aquele da percepção e aquisição da renda, é o momento em que ocorre o próprio fato gerador e o momento do lançamento do tributo. A declaração é, apenas, o instrumento de que se vale o sujeito passivo para informar os fatos geradores JÁ OCORRIDOS de acordo com a periodicidade em lei” (p. 350) (g.n). Nessa mesma direção ensina o Prof. Dr. Paulo de Barros Carvalho: “O IPI, o ICMS, o IR (atualmente, nos três regimes, jurídica, física e fonte) são tributos cujo lançamento são feitos por homologação, tudo, reitero, consoante a classificação do Código.) (g.n) (in. Curso de direito tributário / Paulo de Barros Carvalho. – 13 ed ver e atual. – São Paulo : Saraiva. 2002 – p. 423). Kiyoshi Harada, leciona ainda: “Não restam dúvidas, ao nosso sentir, de que o lançamento do imposto de renda tem natureza jurídica de lançamento por homologação” (Harada, Kiyoshi. Imposto de renda. Decadência: termo inicial e termo final. Jus Navigandi, Teresina, a7, n. 61, jan. 2003. Disponível em: http://www1.jus.com.br/doutirna/texto.asp?) (gn). Portanto, o preceito normativo inserto no § 4º, do art. 150, do CTN, trata especificamente sobre as regras de contagem de prazo decadencial (termo a quo) para os impostos lançados sobre a modalidade denominada “lançamento por homologação”. É norma específica especial e que, portanto, se sobrepõe a qualquer outra norma geral, ou seja, quando o legislador logrou tratar dessas modalidades o fez expressamente, fixando critérios objetivos aplicáveis à mesma. Assim, o termo a quo para cômputo do prazo decadencial começa a fluir a Fl. 99DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 partir da ocorrência do “fato gerador”, em respeito ao quanto disposto no § 4º, do art. 150, CTN. Nesse contexto, é entendimento desse colegiado que o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito. Este colegiado, em casos análogos, assim tem julgado: Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 IRPF. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL ORDINÁRIO REGIDO PELO ART. 150, § 4º, DO CTN, DESDE QUE HAJA PAGAMENTO ANTECIPADO. NA AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO, APLICASE A REGRA DECADENCIAL DO ART. 173, I, DO CTN. ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REPRODUÇÃO NOS JULGAMENTOS DO CARF, CONFORME ART. 62A,DO ANEXO II, DO RICARF. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). Reprodução da ementa do leading case Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, relator o Ministro Luiz Fux, que teve o acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008 (regime dos recursos repetitivos).Recurso provido.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (Nº Acórdão 2102001.299 Segunda Turma/Primeira Câmara/Segunda Seção de Julgamento). Ementa ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 IRPF. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL ORDINÁRIO REGIDO PELO ART. 150, § 4º, DO CTN, DESDE QUE HAJA Fl. 100DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13899.000612/200508 Acórdão n.º 2101001.918 S2C1T1 Fl. 89 7 PAGAMENTO ANTECIPADO. NA AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO, APLICASE A REGRA DECADENCIAL DO ART. 173, I, DO CTN. ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REPRODUÇÃO NOS JULGAMENTOS DO CARF, CONFORME ART. 62A,DO ANEXO II, DO RICARF. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). Reprodução da ementa do leading case Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, relator o Ministro Luiz Fux, que teve o acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008 (regime dos recursos repetitivos).Recurso provido.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (Nº Acórdão 2102001.299 Segunda Turma/Primeira Câmara/Segunda Seção de Julgamento). Conforme a peça básica (fls.19/24) o Recorrente teve pagamentos oriundos de fatos geradores ocorridos no anobase de 1999 e foi cientificado do lançamento relativo ao indigitado auto de infração por via postal, em 23/06/2005 (fl. 18). Considerando que o fato gerador do imposto de renda, in casu, está afeto ao anobase de 1999, o prazo decadencial tem início em 01/01/2004 e, de consequência, os fatos imponíveis de 1999 foram extintos em 31/12/2003. Aplicável, portanto, ao auto em tela, o disposto no § 4º do artigo 150 acima referenciado. Ante o exposto voto por dar provimento em parte ao recurso, para reconhecer a decadência do direito de lançamento do tributo relativo ao anocalendário 1999. Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 101DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 8 Fl. 102DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10320.720080/2007-39
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
Ementa
SUJEIÇÃO PASSIVA, POSSUIDOR A QUALQUER TITULO.
Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade.
NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA IMPROCEDÊNCIA
Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vício prejudicial, não há que se falar em nulidade do lançamento.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO
Comprovando-se tratar de área de preservação permanente legalmente estabelecida, correta a exclusão dessa área da base de cálculo para efeito de apuração do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR.Recurso Voluntário provido
Numero da decisão: 2802-001.229
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto da redatora designada. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Lúcia Reiko Sakae.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Redator ad hoc
(Acórdão formalizado extemporaneamente. A redatora designada não mais integra o CARF)
EDITADO EM: 17/10/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano (Suplente convocada), e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro German Alejandro San Martin
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201111
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2004 Ementa SUJEIÇÃO PASSIVA, POSSUIDOR A QUALQUER TITULO. Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade. NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA IMPROCEDÊNCIA Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vício prejudicial, não há que se falar em nulidade do lançamento. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO Comprovando-se tratar de área de preservação permanente legalmente estabelecida, correta a exclusão dessa área da base de cálculo para efeito de apuração do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR.Recurso Voluntário provido
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10320.720080/2007-39
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5174155
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2802-001.229
nome_arquivo_s : Decisao_10320720080200739.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 10320720080200739_5174155.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto da redatora designada. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Lúcia Reiko Sakae. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Redator ad hoc (Acórdão formalizado extemporaneamente. A redatora designada não mais integra o CARF) EDITADO EM: 17/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano (Suplente convocada), e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro German Alejandro San Martin
dt_sessao_tdt : Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
id : 4340452
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:44:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932603781120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2105; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 19 1 18 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10320.720080/200739 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.229 – 2ª Turma Especial Sessão de 30 de novembro de 2011 Matéria ITR Recorrente AGRO PECUÁRIA E INDUSTRIAL SERRA GRANDE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 Ementa SUJEIÇÃO PASSIVA, POSSUIDOR A QUALQUER TITULO. Comprovado nos autos que o contribuinte detinha a posse do imóvel rural à época do fato gerador, é ele o sujeito passivo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural na qualidade de possuidor a qualquer título, sendo irrelevante a existência de documento legítimo de propriedade. NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA IMPROCEDÊNCIA Não provada violação das disposições contidas no art. 142 do CTN, tampouco dos artigos 10 e 59 do Decreto nº. 70.235, de 1972 e não se identificando no instrumento de autuação nenhum vício prejudicial, não há que se falar em nulidade do lançamento. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO Comprovandose tratar de área de preservação permanente legalmente estabelecida, correta a exclusão dessa área da base de cálculo para efeito de apuração do imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR.Recurso Voluntário provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto da redatora designada. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (relatora). Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Lúcia Reiko Sakae. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 72 00 80 /2 00 7- 39 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Jorge Claudio Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Redator ad hoc (Acórdão formalizado extemporaneamente. A redatora designada não mais integra o CARF) EDITADO EM: 17/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano (Suplente convocada), e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro German Alejandro San Martin Relatório AGRO PECUÁRIA E INDUSTRIAL SERRA GRANDE LTDA, recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância, proferida pela Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, pleiteando sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário apresentado. Tratase de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural —ITR (fls. 01/06), no valor de R$ 112.846,00 (cento e doze mil oitocentos e quarenta e seis reais), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 31/10/2007, relativo ao imóvel denominado "Fazenda Canastra", cadastrado na RFB sob o n° 4.119.8069, com área total de 14.107,0 ha, localizado no Município de Mirador MA.: O lançamento foi efetuado sob os seguintes fundamentos: a)exclusão, indevida, da tributação de 14.707,0 ha de Área de preservação; Fundamentos: ausência de comprovação de Ato Declaratório Ambiental ADA protocolado no Ibama dentro do prazo legal. b) sub avaliação do Valor da Terra Nua VTN. Fundamentos: Falta de comprovação do valor declarado Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou tempestivamente impugnação, alegando, consoante o relatório da decisão de primeira instância o seguinte: I que as informações prestadas pela contribuinte não foram sequer analisadas pelos Auditores Fiscais da RFB tornando o crédito tributário inexigível, em violação aos princípios da legalidade, do contraditório e da ampla defesa; Fl. 157DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 20 3 II que o imóvel encontrase encravado no Parque Estadual do Mirador, no estado do Maranhão, criado pelo Decreto n° 7.641, de 04/07/1980; III que as áreas englobadas pela dimensão do Parque são consideradas unidades de conservação integrantes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza SNUC, criado pela Lei Federal n°9.985/2000; IV que os SNUC são compostos de Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável, conforme consta do art. 7° da Lei Federal n° 9.985/2000; V que o imóvel em questão possui Laudo de Avaliação bem como possui o Ato Declaratório Ambiental ADA; VI que por se tratar de área encravada em Parque Estadual, portanto, Unidade de Proteção Integral por determinação da Lei Federal 9.985/2000, a sua comprovação é feita tão somente pela apresentação do ato do Poder Público, o Decreto n° 7.641/80; VII que o valor da terra nua tributável é obtido mediante a multiplicação do valor da terra nua pelo quociente entre a área tributável e a área total do imóvel. No caso em espécie o imóvel não possui área tributável já que a totalidade da área encontrase inserida no Parque Estadual de Mirador. Não havendo área tributável, o valor da terra nua tributável é igual a 0 (zero); VIII que o Decreto 7.641/80, no art. 7°, veda o uso direto das áreas englobadas pelo Parque Estadual do Mirador, do que se conclui que a impugnante não detém a posse do imóvel e também não poderá dele dispor não sendo, portanto, responsável tributário pelo recolhimento do ITR; IX transcreve ementas de decisões administrativas. A Primeira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife (PE), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n°. 1126.113, de 07 de maio de 2009, que se encontra às fls. 119 a 132, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL 1TR Exercício: 2004 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de Áreas declaradas como de preservação permanente da Área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao protocolo do Ato Declaratório Ambiental ADA, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. VALOR DA TERRA NUA. COMPROVAÇÃO. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 O Valor da Terra Nua VTN é o preço de mercado da terra nua apurado em 12 de janeiro do ano a que se referir a DITR. Lançamento Procedente em Parte Cientificada do Acórdão de primeira instância, em 20/06/2009 (vide AR de fl.135), a contribuinte apresentou, em 17/07/2009, tempestivamente, o recurso de fls, 136/148, no qual, após breve relato dos fatos, dos fatos, expõe as razões de sua irresignação a seguir sintetizadas: a) “No caso em tela, verificase que a lançamento do crédito tributário relativo ao ITR do exercício de 2004 do imóvel rural cadastro sob o NIRF n. 4.119.8069 denominado "FAZENDA CANASTRA",bem como os atos administrativos dele decorrentes, são NULOS, pois o Recorrente foi visivelmente preterido no exercício pleno de seu direito a ampla defesa e ao contraditório, posto que os documentos apresentados em atendimento a intimação fiscal, não foram analisados e nem mesmos juntados ao processo administrativo..” b) “...concluise, portanto, que o imposto ora exigido não é devido pelo recorrente, posto que a totalidade da área em questão configurase ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE devendo, portanto, ser excluída da área tributável e, por conseqüência, excluída da base de cálculo do ITR, que, no presente caso, será igual à zero; · O ADA foi tempestivamente protocolado no IBAMA em 04.11.2002, portanto, dentro do prazo estipulado pela legislação, então em vigor, para o protocolo de tal documento (seis meses após a entrega da declaração do ITR). c) “...que seja considerado o Valor da Terra Nua (VTN) igual a zero (0), com a aplicação da alíquota de 0,45%.conforme declarado no DIAT/ITR/2004 do imóvel "FAZENDA CANASTRA", pois a propriedade tem o seu valor substancialmente reduzido em razão de se encontrar englobado no Parque Nacional do Mirador/MA, portanto, inviabiliza qualquer possível empreendimento econômico ou exploração para fins rurais. É o relatório. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 21 5 Voto Vencido Conselheira Dayse Fernandes LeiteRelatora O recurso de fls. 136/148 é tempestivo, consoante o cotejo do AR – Aviso de Recebimento de fl. 135 protocolo de recepção aposto à fls.136. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. O objeto do auto de infração é a cobrança de valores auto de infração que diz respeito a imposto sobre a propriedade territorial rural (1TR), referente ao imóvel rural "FAZENDA CANASTRA", localizado no município de Mirador (MA), no exercício 2004, em face da glosa de valores apresentados na declaração do tributo, nos seguintes moldes: i) Área de Preservação Permanente 14.107,0 ha para 0,00 ha, ii) Valor da Terra Nua (VTN) R$ 66.500,00 para R$ 564.280,00. Em preliminar, alega a recorrente: · Ilegitimidade do sujeito passivo, vez que não detém a posse do imóvel, pois o imóvel encontrase encravado no Parque Estadual do Mirador, no Estado do Maranhão, criado pelo Decreto n° 7.641, de 04/07/1980. Destarte, não é o responsável tributário pelo recolhimento do ITR relativo a este imóvel; · Nulidade do Lançamento – Cerceamento do direito de defesa Rejeito de plano a preliminar de nulidade do lançamento, por entender que procedimento fiscal realizado pelo agente do fisco foi efetuado dentro da estrita legalidade, com total observância ao Decreto nº. 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal não se vislumbrando, no caso sob análise, qualquer ato ou procedimento que tenha violado ou subvertido o princípio do devido processo legal. O princípio da verdade material tem por escopo, como a própria expressão indica, a busca da verdade real, verdadeira, e consagra, na realidade, a liberdade da prova, no sentido de que a Administração possa valerse de qualquer meio de prova que a autoridade processante ou julgadora tome conhecimento, levandoas aos autos, naturalmente, e desde que, obviamente dela dê conhecimento às partes; ao mesmo tempo em que deva reconhecer ao contribuinte o direito de juntar provas ao processo até a fase de interposição do recurso voluntário. O Decreto nº. 70.235, de 1972, em seu artigo 9º, define o auto de infração e a notificação de lançamento como instrumentos de formalização da exigência do crédito tributário, quando afirma: A exigência do crédito tributário será formalizado em auto de infração ou notificação de lançamento distinto para cada tributo Com nova redação dada pelo art. 1º da Lei nº. 8.748/93: Fl. 160DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. O auto de infração, bem como a notificação de lançamento por constituírem peças básicas na sistemática processual tributária, a lei estabeleceu requisitos específicos para a sua lavratura e expedição, sendo que a sua lavratura tem por fim deixar consignado a ocorrência de uma ou mais infrações à legislação tributária, seja para o fim de apuração de um crédito fiscal, seja com o objetivo de neutralizar, no todo ou em parte, os efeitos da compensação de prejuízos a que o contribuinte tenha direito, e a falta do cumprimento de forma estabelecida em lei torna inexistente o ato, sejam os atos formais ou solenes. Se houver vício na forma, o ato pode invalidarse. Ora, não procede à nulidade do lançamento argüida pelo recorrente, com o argumento de que notificação de lançamento não foi lavrada dentro dos parâmetros exigidos pelo art. 10 do Decreto nº. 70.235, de 1972, ou seja, que a sua lavratura foi efetuada de forma a prejudicar a ampla defesa. Ressalto que a Notificação de Lançamento, foi lavrado tendo por base os valores constantes em documentos oficiais, onde consta de forma clara a existência das áreas glosadas, que são partes integrantes dos autos, sendo que o mesmo, identifica por nome e CNPJ a autuada, esclarece que foi lavrado na Delegacia da Receita Federal do Brasil de jurisdição da contribuinte, cuja ciência foi por AR e descreve as irregularidades praticadas e o seu enquadramento legal assinado pelo AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, cumprindo o disposto no art. 142 do Código Tributário Nacional, ou seja, o ato é próprio do agente administrativo investido no cargo de AuditorFiscal. Assim, não há falar em cerceamento do direito de defesa quanto ao procedimento fiscal, pois foram asseguradas ao Contribuinte amplas condições para manifestar sua inconformidade com a autuação, com a impugnação e o recurso, que ora se examina. Rejeito, pois, preliminarmente, a argüição de nulidade do lançamento. 1) Ilegitimidade do sujeito passivo Conforme disposto no artigo 113, § 1°, do Código Tributário Nacional (CTN), a obrigação tributária surge com a ocorrência do fato gerador. E, em se tratando do ITR, o fato gerador está definido no artigo da Lei nº.9393, de 19/12/2006, verbis: Art. 1º . O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1" de janeiro de cada ano. (destaques da transcrição) Assim, o fato gerador do ITR é a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel rural, em 1º de janeiro de cada ano. É sabido que o contribuinte do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR "é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a Fl. 161DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 22 7 qualquer título" (art. 41 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996). A Instrução Normativa SRF nº. 73, de l8 de julho de 2000, esclarece ainda que (grifei): Art. 4° Contribuinte do 1TR é I — o proprietário de imóvel rural; II— o titular do domínio útil; III— o possuidor por usufruto; e IV— o possuidor a qualquer titulo. § 1º É titular do domínio útil aquele que adquiriu o imóvel rural por enfiteuse ou aforamento. § 2º Para efeito do ITR, é possuidor a qualquer título aquele que tem a posse do imóvel. I — com justo título e boafé, 11— sem oposição, independentemente de Justa título e boafé, 111— por ocupação autorizada, ou não, pelo Poder Público; ou IV — por promessa ou compromisso particular de compra e venda. Assim, o fato de que o contribuinte tenha o imóvel totalmente em Área do Parque Mirador, não tem o condão de afastar o recorrente do pólo passivo da obrigação tributária. Isso porque, independentemente de o contribuinte ser a legítimo proprietário do imóvel rural em questão, ficou demonstrado que ele era possuidor a qualquer título do mesmo, ainda que de forma irregular, à época do fato gerador (01/01/2004), explorandoo economicamente e, portanto, nos termos da legislação que rege a matéria, ele era o contribuinte do ITR. Destarte, rejeitase a preliminar de ilegitimidade passiva. Quanto ao mérito, o cerne da questão diz respeito à tempestividade ou não do ADA como condição para a isenção das áreas de preservação permanente e à alteração do VTN. No tocante a matéria de mérito concordo com o entendimento exposto no voto condutor do acórdão recorrido e peço vênia a relatora Maria Teresa Silveira Malta de Alencar para transcrever trecho de seu voto proferido , acórdão 1126.116, in verbis: Área de Preservação Permanente 28.1. Para o exercício de 2003, o prazo se expirou em 30/03/2004, ou seja,seis meses após o prazo final para a entrega da DITR/2003, que foi 30/09/2003. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 28.2.No presente caso a impugnante apresentou copia bastante ilegível de Ato Declaratório Ambiental — ADA datado de 12/11/2002, protocolado no Ibama sem condições de verificação da data do protocolo por completamente ilegível (significa ausente na copia), fl. 25. Esta relatora proferiu voto, em Sessão de 20 de dezembro de 2007, no processo 10320.003027/200516, da ora Impugnante relativo a auto de infração decorrente da D1TR/2001, que tomou o n° de Acórdão 1122.069. A peça impugnatória dos autos do processo retro referido foi apresentada em 23/03/2006. Consta na fl. 112 (do referido processo) no item 16.2 do Acórdão: "No presente caso o contribuinte não apresentou Ato Declaratório Ambiental — ADA". Assim, apesar de datado de 12/11/2002, por não constar a data do protocolo no Ibama e por todo o retro narrado esta relatora não aceita a copia do ADA por falta da data do protocolo no Ibama, conseqüentemente a Impugnante não faz jus it redução do valor a pagar do ITR. 29.0 prazo para apresentação de ADA protocolado no Ibama jamais deixou de existir. Tanto é assim que o Decreto n° 4.382, de 19/09/2002, que regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do ITR (Regulamento do ITR), e que consolidou toda a base legal deste tributo que se encontrava em vigência à data de sua edição em um único instrumento — inclusive a Medida Provisória n° 2.16667/2001, assim dispõe, em seu art. 10: "Art. 10. Área tributável é a área total do imóvel, excluídas as áreas: I de preservação permanente (Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965 – Código Florestal, arts. 2°c 3°, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989, art. I°); II de reserva legal (Lei no 4.771, de 1965, art. 16, com a redação dada pela Medida Provisória n°2.16667, de 24 de agosto de 2001, art. 1º.); III de reserva particular do patrimônio natural (Lei n°9.985, de 18 de julho de 2000, art. 21; Decreto nº. 1.922, de 5 de junho de 1996); IV de servidão florestal (Lei no 4.771, de 1965, art. 44A, acrescentado pela Medida Provisória n°2.16667, de 2001); V de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas nos incisos I e II do caput deste artigo (Lei nº. 9.393, de 1996, art. 10, § 1°, inciso II. alínea " b" ); VI comprovadamente imprestáveis para a atividade rural, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual (Lei n°9.393, de 1996, art. 10, § inciso II, alínea " c" ). § 2°A área total do imóvel deve se referir à situação existente na data da efetiva entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — DITR Fl. 163DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 23 9 § 3º. Para fins de exclusão da área tributável, as áreas do imóvel rural a que se refere o caput deverão: I ser obrigatoriamente informadas em Ato Declaratório Ambiental ADA,protocolado pelo sujeito passivo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAN1A, nos prazos e condições fixados em ato normativo (Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, art. 170, § 5º, com a redação dada pelo art. 1° da Lei n°10.165, de 27 de dezembro de 2000); e II estar enquadradas nas hipóteses previstas nos incisos I a VI em 1° de janeiro do ano de ocorrência do fato gerador do ITR.” (negritei e grifei). 30.Afirma a Impugnante que estando a totalidade da Área do imóvel dentro do Parque Estadual do Mirador esta o contribuinte desobrigado de apresentar o ADA . 31 .Estando a totalidade da Área do imóvel dentro do Parque Estadual do Mirador, fica comprovada ser Área de preservação ambiental porém não existe nenhuma norma que desobrigue o contribuinte do ITR de protocolar o ADA no Ibama caso a mesma esteja situada em Parque de Área de proteção ambiental. Esclareço que é exatamente os contribuintes do ITR cuja propriedade rural tenha Área (seja parcial ou total) de proteção ambiental (da qual faz parte a Área de preservação permanente) que são obrigados a apresentar o ADA protocolado no Ibama dentro do prazo legal para que possa usufruir do beneficio fiscal, ou seja, possa considerar a Área de proteção ambiental como dedutível da Área tributável. 32.Assim sendo, restando não cumprida a exigência de protocolização tempestiva do ADA, para fins de dedução do ITR das áreas nele constantes, deve ser mantida a glosa da Área de preservação permanente, e sua conseqüente reclassificação como Área tributável. Valor da Terra Nua 33.Alega a Impugnante que o valor da terra nua tributável é obtido mediante a multiplicação do valor da terra nua pelo quociente entre a área tributável e a Área total do imóvel. No caso em espécie o imóvel não possui Área tributável já que a totalidade da área encontrase inserida no Parque Estadual de Mirador. Não havendo Área tributável, o valor da terra nua tributável é igual a 0 (zero) . 34.0 § 2° do art. 8º da Lei n° 9.393, de 1996, determina que o VTN refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1° de janeiro do ano a que se referir a DITR, e será considerado auto avaliação da terra nua a preço de mercado. Art. 8° 0 contribuinte do ITR entregará, obrigatoriamente, em cada ano, o Documento de Informação e Apuração do ITR Fl. 164DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 DIAT, correspondente a cada imóvel, observadas data e condições fixadas pela Secretaria da Receita Federal. §1º O contribuinte declarará, no DIAT, o Valor da Terra Nua – VTN correspondente ao § 2° 0 VTN refletirá o preço de mercado de terras, apurado em I' de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerada autoavaliação da terra nua preço de mercado. (...) 35. No mesmo diploma legal acima o art. 10, § 1º. inciso I, determina o que se considera VTN para os efeitos de apuração do ITR: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: I VIN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias: b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d) florestas plantadas 36 .Ainda na Lei 9.393, de 1996, o art. 10, § 1°,inciso III, determina o que se considera VTN para os efeitos de apuração do ITR: III VTN, o valor da terra nua tributável, obtido pela multiplicação do FIN pelo quociente entre a área tributável e a área total; 37.Cabe esclarecer que, para efeito do ITR, terra nua é o imóvel por natureza ou acessão natural, compreendendo o solo com sua superfície e a respectiva mata nativa, floresta natural e pastagem natural. Vale dizer, o Valor da Terra Nua (VTN) é o valor de mercado do imóvel, excluídos os valores de mercado relativos a construções, instalações e benfeitorias; culturas permanentes e temporárias; pastagens cultivadas e melhoradas; florestas plantadas. 38 .Em caso de informações constantes da Declaração do ITR consideradas inexatas ou incorretas, a RFB solicita esclarecimentos e comprovações das informações declaradas. Foi exatamente o que ocorreu no caso em tela, a Impugnante foi intimada pelo Termo de Intimação Fiscal, fls. 12/13, a prestar os esclarecimentos e apresentar Laudo de Avaliação do VTN. Apenas quando o contribuinte não atende a intimação ou, atendendo,presta informações inexatas, incorretas ou fraudulentas a RFB considera o VTN levando em consideração informações sobre pregos de terras, constantes do Sistema de Fl. 165DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 24 11 Pregos de Terra (SIPT) aprovado pela Portaria SRF n° 447, de 28/03/2002, publicada no Diário Oficial da Unido de 07/06/2002. 1É exatamente o que determina o art. 14 da Lei n° 9.393/1996 que assim dispõe: "Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do D1AT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1° As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1°, inciso II da Lei n° 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. (...)” 39. Em atendimento ao dispositivo legal supracitado, e com o objetivo de fornecer informações relativas a valores de terras para o cálculo e lançamento do ITR, foi editada a Portaria SRF n° 447, de 28/03/2002, publicada no Diário Oficial da União de 07/06/2002, que aprovou o Sistema de Preços de Terra (SIPT). Vale salientar que os valores fornecidos á. Receita Federal tomam sempre por base as peculiaridades de cada um dos municípios pesquisados, tais como: limitação do crédito rural, custos e exigências; crise econômica e social na regido; instabilidade climática nos municípios localizados na região semiárida, aumentando consideravelmente os riscos das atividades agropecuárias; baixos preços dos produtos agrícolas e elevados custos dos insumos; possível acidez do solo; etc.. 40.1n casu, verificase o VTN médio/há fixado para o município de Mirador, microrregião Chapada do Alto Itapecuru MA para o exercício de 2003 foi de 15,00 R$/ha. que, multiplicado pela Área total do imóvel declarada, (que é a mesma considerada pelo autuado), 8.070,0 ha. resultou em um VTN de R$ 121.050,00. 41.Vêse, portanto, que o procedimento administrativo que precedeu a fixação do VTN para o exercício de 2003 foi realizado com absoluta observância da legislação de regência. 42.A Impugnante afirma que o o valor da terra nua tributável é igual a 0 (zero) . Entretanto apresenta Laudo de Vistoria, fls. 26/45, elaborado em 2007, cujo objetivo foi levantar a situação dos imóveis denominados "Fazenda Cabeceira dos Porcos", para determinar o valor da terra nua — VTN fl. 31, onde consta que o VTN é de 4,34 R$/ha., que multiplicado pela área total do imóvel 8.070,0 ha. corresponde ao VTN de R$ 35.000,13, fl. 44. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 12 43. Tendo o autuante intimado o contribuinte para apresentação de Laudo de Avaliação do Imóvel conforme estabelecido na NBR 14.653 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT alertando que a falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do Sistema de Preços de Terra — SIPT da RFB, e tendo a Impugnante apresentado o Laudo de Avaliação de fls. 26/45,entendo deva ser considerado o VTN constante do Laudo de Avaliação, fl. 44.” Como se vê, a autoridade a quo manteve a glosa da Área de Preservação permanente sob o fundamento de que o contribuinte apresentou copia bastante ilegível de Ato Declaratório Ambiental — ADA datado de 04/11/2002, protocolado no Ibama sem condições de verificação da data do protocolo por completamente ilegível (significa ausente na copia), fl.25 e acatou as informações veiculadas em laudo técnico de avaliação apresentado pelo sujeito passivo o que justifica o VTN de 4,01 /ha., que multiplicado pela área total do imóvel 14.107,00 ha. corresponde ao VTN de R$ 56.500,43, fl. 43 . Assim, a controvérsia reside exatamente na tempestividade do ADA, cópia fls. .150 e a alteração do VTN. Nessas condições, penso que concluiu acertadamente a decisão de primeira instância visto que analisando o ADA apresentado, não vislumbrei NA CÓPIA APRESENTADA a data de protocolo no IBAMA . Elemento essencial para a solução do litígio. Ressalto que, no caso em pauta, o ônus da prova documental é da contribuinte autuada, a qual caberia apresentar cópia legível que demonstre claramente a data em que o ADA foi protocolado. Ocorre que a interessada limitouse a reapresentar o documento ilegível. Destarte, entendo que o documento apresentado (fls.150) não preenche os requisitos previstos na legislação acima transcrita, sendo inábil para o propósito pretendido pelo recorrente, razão pela qual devese manter a glosa efetuado. Quanto ao VTN, embora o valor considerado pela autoridade de primeira instância seja o constante no laudo apresentado pele contribuinte , percebo que o autuado solicita que seja considerado o Valor da Terra Nua (VTN) no montante de R$ 56.500,43 (cinqüenta e seis reais, quinhentos reais, quarenta e treis centavos) conforme declarado no DIAT/ITR/2004 do imóvel "FAZENDA CANASTRA", pois a propriedade tem o seu valor substancialmente reduzido em razão de se encontrar englobado no Parque Nacional do Mirador/MA, portanto, inviabiliza qualquer possível empreendimento econômico ou exploração para fins rurais. Consequentemente, que o valor da terra nua tributável seja considerado igual a zero (0), com a aplicação da alíquota de 0,45%. Entendo que a simples correção do valor de aquisição, como pretende a recorrente, não serve para fins de determinação do VTN, uma vez que o art., 8º, § 2º, da Lei nº. 9.393, de 1996, determina que o VTN "refletirá o preço de mercado de terras, apurado em 1º de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerado autoavaliação da terra nua a preço de mercado". Conclusão Diante do exposto, voto por REJEITAR as preliminares suscitadas pela recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 25 13 Sala das Sessões, 30 de novembro de 2011 (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora Voto Vencedor Conselheiro JORGE CLAUDIO CARDOSO, Redator designado. Concordo com a ilustre relatora quanto à rejeição das preliminares argüidas, mas peço vênia para discordar do voto proferido no tocante à área de preservação permanente e, via de conseqüência, ao valor tributável mantido pela decisão de primeira instância. Primeiramente, registro que em face desta recorrente foram lavrados 04 (quatro) notificações de lançamentos relativos ao Imposto Territorial Rural, como a seguir relacionados. APP DRJ Proc. n° Fazenda Exercício declarada, autuada por falta de comprovação VTN Vlr. Imposto Mantido (R$) 10320.720064/200746 Cabeceira dos Porcos 2003 6.990,00 10320.720079/200712 Cabeceira dos Porcos 2004 6.990,00 10320.720095/200705 Cabeceira dos Porcos 2005 8.070,00 R$ 4,34/ ha ==> R$ 35.000,00 6.990,00 10320.720080/200739 Canastra 2004 14.107,00 56.500,00 11.290,00 Pelo voto da primeira instância, observo que a mesma considerou o lançamento procedente em parte, acatando o valor da terra nua informado no laudo de avaliação juntado pela impugnante (R$ 4,34/há), resultando, no entanto, ainda, em valor tributável (fl. 112) em decorrência da manutenção da área declarada como de preservação permanente na área total. O cerne do litígio gravita em torno da área de preservação permanente, que passo a analisar. A Delegacia de Julgamento ao proferir o voto declarou: “28.2.No presente caso a impugnante apresentou copia bastante ilegível de Ato Declaratório Ambiental — ADA datado de 12/11/2002 protocolado no Ibama sem condições de verificação da data do protocolo por completamente ilegível (significa ausente na copia), fl. 25. Esta relatora proferiu voto, em Sessão de 20 de dezembro de 2007, no processo 10320.003027/200516, da ora Impugnante relativo a auto de infração decorrente da Fl. 168DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 14 D1TR/2001, que tomou o n° de Acórdão 1122.069. A peça impugnatória dos autos do processo retro referido foi apresentada em 23/03/2006. Consta na fl. 112 (do referido processo)” no item 16.2 do Acórdão: "No presente caso o contribuinte não apresentou Ato Declaratório Ambiental — ADA". Assim, apesar de datado de 12/11/2002, por não constar a data do protocolo no lbama e por todo o retro narrado esta relatora não aceita a copia do ADA por falta da data do protocolo no Ibama, conseqüentemente a Impugnante não faz jus it redução do valor a pagar do ITR.” (grifei) Considerando que a lide gravita sobre a questão de área de preservação permanente, vale transcrever os dispositivos do Código Florestal Lei nº 4.771, de 1965 : “Artigo 1º .... §2oPara os efeitos deste Código, entendese por: (Incluído pela Medida Provisória nº. 2.16667, de 2001) (Vide Decreto nº. 5.975, de 2006) II área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. 2o e 3o desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bemestar das populações humanas; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.16667, de 2001) Art. 2° Consideramse de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 1 de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989) 2 de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 3 de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 4 de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) 5 de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; (Incluído pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; Fl. 169DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 26 15 c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) d) no topo de morros, montes, montanhas e serras; e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação. (Redação dada pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, obervarseá o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo.(Incluído pela Lei nº. 7.803 de 18.7.1989) Art. 3º Consideramse, ainda, de preservação permanentes, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas: . a) a atenuar a erosão das terras; b) a fixar as dunas; c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias; d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares; e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico; f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção; g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas; h) a assegurar condições de bemestar público. § 1° A supressão total ou parcial de florestas de preservação permanente só será admitida com prévia autorização do Poder Executivo Federal, quando for necessária à execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 16 § 2º As florestas que integram o Patrimônio Indígena ficam sujeitas ao regime de preservação permanente (letra g) pelo só efeito desta Lei. ... A Lei n° 9.393, de 19/12/1996, ao dispor sobre a base de cálculo do ITR, determina que para se calcular a área tributável devese subtrair da área total do imóvel as áreas de preservação permanente e de reserva legal, conforme alínea “a” do inciso II do artigo 10 da referida lei, Ocorre que a obrigatoriedade da utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR , para os exercícios a partir de 2001, foi estabelecida pela Lei n° 10.165, de 2.000 ao incluir o artigo 17O na Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, in verbis: “Art. 17O Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria." (NR) (...) § 1o A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.” (grifei) Analisando os dispositivos, verifico que algumas áreas de preservação permanente, já restam de pronto definidas, desde que enquadradas nas situações legalmente determinadas, ficando, por exemplo, as do artigo 3º do Código Florestal a serem fixadas e conhecidas através de ato do poder público. Desta feita, comprovandose tratar de área de preservação permanente definida pelo artigo 2° do código (margens de rios, chapadas etc..), a utilização do ADA para redução da base de cálculo não é obrigatória. Dos autos, verificase à fl. 49, Declaração do Gerente Adjunto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, afirmando que os imóveis denominados “Canastra, Brejo dos Porcos e Cabeceira dos Porcos” estão inseridos nos limites do Parque Estadual do Mirador, unidade de conservação de Proteção Integral. E, de acordo com a cópia juntada aos autos do Diário Oficial do Estado do Maranhão, tal parque foi criado pelo Decreto n 7641, de 04/06/1980. Além disso, considero que a apresentação do ADA, datado de 12/11/2012, com indicação do número de processamento no órgão ambiental também vem a corroborar a comprovação exigida, mesmo o ADA não sendo a base para a redução do ITR, nos termos do artigo 17O já transcrito. Por todo o exposto, considerando comprovada a área de preservação permanente, o lançamento deve ser cancelado, restando prejudicada a discussão sobre o valor da terra nua. Conclusão Fl. 171DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 27 17 Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso interposto (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 172DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 18 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10320.720080/200739 Acórdão n.º 2802001.229 S2TE02 Fl. 28 19 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 17 de outubro de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 174DF CARF MF Impresso em 24/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 18/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 12045.000114/2007-05
Data da sessão: Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1999 a 30/10/2004
AQUISIÇÃO DE PRODUTO RURAL DE PESSOA FÍSICA
É devida, pelo produtor rural pessoa física, contribuição previdenciária incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção.
RESPONSABILIDADE DO ADQUIRENTE
Toda pessoa jurídica que adquire produção rural de produtores rurais pessoas físicas fica sub-rogada nas obrigações de tais produtores.
DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI N° 8.212/1991 -INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE
De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
TAXA SELIC -INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI
A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no artigo 34 da Lei 8.212/91.
Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2301-000.779
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara /1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, com fundamento no artigo 173,1 do CTN, vencido o Conselheiro Edgar Silva Vidal que entendeu que deveria se aplicar o artigo 150, §4° CTN, em acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento e no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200911
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1999 a 30/10/2004 AQUISIÇÃO DE PRODUTO RURAL DE PESSOA FÍSICA É devida, pelo produtor rural pessoa física, contribuição previdenciária incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. RESPONSABILIDADE DO ADQUIRENTE Toda pessoa jurídica que adquire produção rural de produtores rurais pessoas físicas fica sub-rogada nas obrigações de tais produtores. DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI N° 8.212/1991 -INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. TAXA SELIC -INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI A utilização da taxa de juros SELIC encontra amparo legal no artigo 34 da Lei 8.212/91. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade da lei no âmbito administrativo. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido.
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 12045.000114/2007-05
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 6394692
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 07 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2301-000.779
nome_arquivo_s : 230100779_144193_12045000112200716_012.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 12045000114200705_6394692.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara /1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, com fundamento no artigo 173,1 do CTN, vencido o Conselheiro Edgar Silva Vidal que entendeu que deveria se aplicar o artigo 150, §4° CTN, em acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento e no mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
id : 4614148
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-10-29T14:29:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-10-29T14:29:43Z; created: 2013-10-29T14:29:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2013-10-29T14:29:43Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T14:29:43Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074932629995520
score : 1.0
Numero do processo: 10907.002668/2006-35
Data da sessão: Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003, 2004,2005,2006
NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
A observância dos preceitos legais nos procedimentos de fiscalização e dos princípios do processo administrativo fiscal garante o contraditório e a ampla defesa e afasta a hipótese de ocorrência de nulidade do lançamento.
DESPESAS MÉDICAS. INDÍCIOS DE NÃO-PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS CONSIGNADOS NOS RECIBOS.
Justifica-se a glosa de despesas médicas quando existem nos autos indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos apresentados não foram de fato executados e o contribuinte deixa de carrear aos autos a prova do pagamento e da efetividade dos serviços.
MULTA QUALIFICADA.
Correta a aplicação da multa qualificada quando restar comprovado nos autos que o contribuinte utilizou-se de despesas médicas fictícias para diminuição do valor do imposto de renda apurado na Declaração de Ajuste Anual.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-000.369
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Núbia Matos Moura
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200910
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003, 2004,2005,2006 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. A observância dos preceitos legais nos procedimentos de fiscalização e dos princípios do processo administrativo fiscal garante o contraditório e a ampla defesa e afasta a hipótese de ocorrência de nulidade do lançamento. DESPESAS MÉDICAS. INDÍCIOS DE NÃO-PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS CONSIGNADOS NOS RECIBOS. Justifica-se a glosa de despesas médicas quando existem nos autos indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos apresentados não foram de fato executados e o contribuinte deixa de carrear aos autos a prova do pagamento e da efetividade dos serviços. MULTA QUALIFICADA. Correta a aplicação da multa qualificada quando restar comprovado nos autos que o contribuinte utilizou-se de despesas médicas fictícias para diminuição do valor do imposto de renda apurado na Declaração de Ajuste Anual. Recurso negado.
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10907.002668/2006-35
anomes_publicacao_s : 200910
conteudo_id_s : 6033072
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-000.369
nome_arquivo_s : 210200369_165170_10907002668200635_010.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Núbia Matos Moura
nome_arquivo_pdf_s : 10907002668200635_6033072.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
id : 4613575
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-09-26T18:10:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-09-26T18:10:50Z; created: 2013-09-26T18:10:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2013-09-26T18:10:50Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-09-26T18:10:50Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714074932678230016
score : 1.0
Numero do processo: 10860.000339/2004-71
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. EXCLUSÃO. Não havendo prova do efetivo exercício de atividade vedada, deve ser reconhecido o direito do contribuinte em permanecer na sistemática de tributação do SIMPLES.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-39.898
Decisão: ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Oct 09 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200810
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO. Não havendo prova do efetivo exercício de atividade vedada, deve ser reconhecido o direito do contribuinte em permanecer na sistemática de tributação do SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10860.000339/2004-71
anomes_publicacao_s : 200810
conteudo_id_s : 6495548
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 08 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 302-39.898
nome_arquivo_s : 30239898_10860000339200471_200810.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10860000339200471_6495548.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
id : 4618143
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932690812928
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-11-07T18:08:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-11-07T18:08:54Z; Last-Modified: 2013-11-07T18:08:54Z; dcterms:modified: 2013-11-07T18:08:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:07e3a059-9ca6-4e05-8fc6-5963d2cb9809; Last-Save-Date: 2013-11-07T18:08:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-11-07T18:08:54Z; meta:save-date: 2013-11-07T18:08:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-11-07T18:08:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-11-07T18:08:54Z; created: 2013-11-07T18:08:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-11-07T18:08:54Z; pdf:charsPerPage: 952; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-11-07T18:08:54Z | Conteúdo => CC03/CO2 Fls. 41 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° Recurso n° Matéria Acórdão n° Sessão de Recorrente Recorrida 10860.000339/2004-71 138.853 Voluntário SIMPLES - EXCLUSÃO 302-39.898 16 de outubro de 2008 ROBERTO JUN ARIMA - ME DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO. Não havendo prova do efetivo exercício de atividade vedada, deve ser reconhecido o direito do contribuinte em permanecer na sistemática de tributação do SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da segunda câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. JUDITH DO ARAL MARCONDES ARMANDO - Pre idente 0\A MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA - R la or • Processo n° 10860.000339/2004-71 Acórdilo n.° 302-39.898 CC03/CO2 Fls. 42 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa, Luis Alberto Pinheiro Gomes e Alcoforado (Suplente), Davi Machado Evangelista (Suplente) e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausentes os Conselheiros Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e a Procuradora da Fazenda Nacional Maria Cecilia Barbosa. I 2 Processo n° 10860.000339/2004-71 AcOrdzio n.° 302-39.898 CC03/CO2 Fls. 43 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instancia por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Cuida-se de manifestação de inconformidade, com data de protocolo de 05/02/2004 (11s. 01/05), dirigida contra decisão da DRF de origem que negou provimento à SRS antes .formalizada (11. 08, verso). Desta última decisão teve dela ciência o Contribuinte em 06/01/2004 (11. 10). Argúi o Contribuinte que exerceria, além do comércio, a prestação de serviços em relação aos quais prescindiria do domínio de conhecimento técnico-cientifico próprio de profissional da engenharia dolt assemelhado. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES. O exercício de atividade que pressupõe o domínio de conhecimento técnico-cientifico próprio de profissional da engenharia é circunskincia que impede o ingresso ou a permanência no Simples. Solicitação indeferida. O contribuinte, restando inconformado corn a decisão de primeira instancia, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados a este Conselho de Contribuintes e fui designado corno relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. o relatório. 3 Processo n0 10860.000339/2004-71 Acórdão n.° 302 -39.898 CC03/CO2 Fls. 44 Voto Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira, Relator 0 recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. A questão parece ter se resolvido pela própria constatação da decisão de primeira instância, quando afirma: Vê-se que o Contribuinte foi excluído do Simples à conta da atividade atrelada ao CNAE-fiscal. Nesse passo, convém deixar claro, desde logo, que dito CNAE 7fiscal, justamente porque se apresenta como um rol de códigos/atividades imune a qualquer influência volitiva do Contribuinte, não passa de um indicio da real atividade por ele desempenhada. 0 que se precisa saber é se, nos autos, seja por instrução da DRF de origem, seja do próprio Contribuinte, há elementos que confirmam ou infirmam o especifico CNAE-fiscal ora impugnado. Os autos estão instruidos com cópia dos atos constitutivos (fl. 09) levados a arquivamento na repartição pública competente. Ai, sim, particularmente no que tange ao objeto de atividade econômica, domina a vontade do Contribuinte, chancelada, a propósito, por ato de terceiro desinteressado, isto 6, pelas repartições públicas do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou do Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Significa isto que os atos constitutivos levados a arquivamento (contrato ou estatuto social, declaração c/c .firma individual) são meios de prova mais vigorosos que o CNAE-fiscal para efeito de se permitir melhor e precisa aproximação sobre ci real atividade desempenhada pelo Contribuinte. No caso presente, consta como atividade econômica explorada pelo Contribuinte: "Comércio e Prestação de Serviço em elétrica- eletrônica". A partir do texto em comento, não é possível dizer, peremptoriamente, que o Contribuinte, ao exercei- sua atividade, prescinde de conhecimento técnico-cientifico próprio de profissional de engenharia (Lei n" 9.317/96, art. 9", inciso XIII), isto para o desempenho do(s) serviço(s) retro mencionado(s). Por outra, sem maiores especificações, diga-se, sem mais elementos tendentes (prova) a colocar à luz a real atividade desempenhada pelo Contribuinte, realmente, não se tem condições de saber se o interessado incide n'alguma vedação para efeito de ingresso/permanência no Simples respeitante ao quesito "atividade econômica". Não se deixe esquecer: o Simples é um beneficio fiscal, logo, se o interessado quer fazer jus a ele não pode deixar campo aberto á dúvida sobre a satisfação das condições exigidas. 4 • Processo n0 10860.000339/2004-71 Acórdão n.° 302-39.898 CC03/CO2 Fls. 45 Contudo, e apesar de todo este ai -razoado, a decisão de primeira instancia concluiu que cabia ao contribuinte a prova de que não exerceu a atividade vedada, exigindo verdadeiramente prova negativa, o que é impossível. No procedimento de exclusão do contribuinte da Sistemática de Tributação do Simples, o ônus da prova o efetivo exercício da atividade vedada e do Fisco. Não havendo tal prova nos autos é de reconhecer o direito do contribuinte em permanecer naquela sistemática. Assim, VOTO por conhecer do recurso e dar-lhe integral provimento. Sala das Sessões, em 16 de outubro de 2008 Av Qo MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA - Re IA /ia, or . . • 5
score : 1.0
Numero do processo: 10235.720215/2009-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon May 21 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.469
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 16 09:00:03 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10235.720215/2009-97
conteudo_id_s : 6497593
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 13 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3401-000.469
nome_arquivo_s : 340100469_901579_10235720215200997_005.pdf
nome_relator_s : FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
nome_arquivo_pdf_s : 10235720215200997_6497593.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Mon May 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4566185
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932710735872
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-11-20T17:08:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-08-29T13:26:14Z; Last-Modified: 2014-11-20T17:08:42Z; dcterms:modified: 2014-11-20T17:08:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:290fddb2-cc06-49dc-8b84-240dc7650efe; Last-Save-Date: 2014-11-20T17:08:42Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-11-20T17:08:42Z; meta:save-date: 2014-11-20T17:08:42Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-11-20T17:08:42Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-08-29T13:26:14Z; created: 2012-08-29T13:26:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2012-08-29T13:26:14Z; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: doPDF Ver 7.3 Build 382 (Windows XP Professional Edition (SP 3) - Version: 5.1.2600 (x86)); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: doPDF Ver 7.3 Build 382 (Windows XP Professional Edition (SP 3) - Version: 5.1.2600 (x86)); pdf:docinfo:created: 2012-08-29T13:26:14Z | Conteúdo => S3-C4T1 Fl. 1 1 S3-C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10235.720215/2009-97 Recurso nº 901.579 Voluntário Acórdão nº 3401-000.469 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2012 Matéria PIS não cumulativa Recorrente AMCEL - AMAPÁ - FLORESTAL E CELULOSE Recorrida Fazenda Nacional Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente. FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator. EDITADO EM: 29/08/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório A contribuinte apresentou Pedido de Ressarcimento de créditos da Cofins não cumulativa, referentes ao 1º Trimestre de 2008, no montante de R$ 191.649,45 A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Macapá, por meio do Parecer e do Despacho Decisório de fls. 85/96, deferiu parcialmente o pleito, no valor de R$ 105.321,59, sob os seguintes fundamentos: Fl. 560DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 2 - Os dispêndios que originaram o pedido de ressarcimento podem ser agrupados em Florestamento e Reflorestamento, Transporte e Carregamento de Madeira, Serviço de Desgalho e Descasque, Energia Elétrica, Depreciação e Diesel e Lubrificantes; - no que tange ao Florestamento e Reflorestamento, os dispêndios não são originários de crédito de Cofins e PIS, pois devem compor o custo de formação de floresta contabilizável no Ativo Imobilizado e ser apropriado como custo na proporção da exaustão. Nesse sentido, nem mesmo a parcela de exaustão apurada para compor o custo de determinados períodos são geradores de créditos de Cofins e PIS, conforme dispõe o artigo 3º da Lei nº 10.833/2003 e artigo 30 da Lei nº 10.637/2002; - no que tange ao Transporte e Carregamento de Madeira, ficou evidenciada a realização do grupo de dispêndio com permissibilidade de geração de direito creditório de Cofins e PIS; - no que tange aos dispêndios relativos ao Serviço de Desgalho/Descasque, Energia Elétrica e Depreciação são procedentes e geram créditos da Cofins e PIS; - no que tange aos dispêndios de Diesel e Lubrificantes, observou-se que a empresa não possui um sistema contábil capaz de evidenciar de forma segregada os valores utilizados em Reflorestamento (que não geram créditos) e os utilizados nos setores produtivos da empresa (que geram créditos), em desatendimento à exigência prevista no art. 30 da Instrução Normativa SRF nº 387/04; A contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade, alegando em suma que: a) da análise do despacho proferido, constata-se que foram deferidos os créditos referentes aos insumos empregados no transporte e carregamento de madeira e serviço de desgalho/descasque energia elétrica e depreciação. De outra feita, foram indeferidos os créditos referentes às rúbricas “florestamento/reflorestamento” e “diesel e lubrificantes”; b) após traçar relato acerca da não cumulatividade da Cofins, afirma que todos os insumos que sofram alterações em função da ação direta exercida sobre o produto em frabricação são geradores de crédito de Cofins. Neste teor, está autorizada a aproveitar-se de créditos do PIS na aquisição de insumos utilizados em todas as fases de seu processo produtivo; c) a fim de que se possa compreender todo o seu processo produtivo, junta laudo descritivo, o qual demonstra a existência de quatro fases: produção de mudas pelo método de mini estaquia, silvicultura (reflorestamento), colheita e processo fabril. A autoridade fiscal glosou todos os créditos oriundos dos insumos referentes à primeira e segunda fases do processo podutivo, bem como o dispêndio de Diesel e Lubrificantes dessa fase e de todo o processo produtivo, alegando , data máxima venia, a impossibilidade de segregação de valores; d) a legislação vigente define a agroindústria como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produçaõ própria e adquirida de terceiros. Assim, neste caso, a atividade agroindustrial representa a integração do processo produtivo do cavaco, jungindo a atividade rural e industrial. O processo produtivo do cavaco pode ser dividido em atividade rural e atividade industrial, cuja subsunção perfaz a atividade agroindustrial. A atividade rural compreendida nas fases 1 e 2 também integram o processo produtivo da empresa, posto que, sem a produção da matéria prima, o processo não se perfectibiliza. Todos os insumos relativos a esta fase são Fl. 561DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10235.720215/2009-97 Acórdão n.º 3401-000.469 S3-C4T1 Fl. 2 3 consumidos na planta, pois o sucesso da floresta depende da aplicação de defensivos, adubos, inseticidas, ou seja, são determinantes para a qualidade do produto em sua fase de industrialização. Ademais, como os insumos e serviços adquiridos e contratados nesta fase produtiva correspondem às hipóteses do art. 9º da IN SRF nº 404/2004, não há razão plausível para a glosa dos créditos. Entendimento contrário viola o princípio da legalidade; - sem ater-se a tais detalhes, e por desconhecer a atividade agroindustrial da Manifestante, a r. Fiscalização, no presente processo administrativo, excluiu da base de cálculo do PIS os insumos utilizados na produção de mudas e reflorestamento, os quais, em seu entendimento, devem compor o custo de formação da floresta contabilizável no Ativo Imobilizado e ser apropriado como custo na proporção de exaustão; e) repudia a glosa dos créditos do PIS, referente à aquisição de diesel, óleo; graxa, frete, pneus, câmeras de ar, fertilizantes, mudas etc, utilizados na fase 1 e 2 do processo produtivo, eis que a mesma viola frontalmente o princípio da não cumulatividade da Cofins. Aduz que segundo processos de consulta exarados pela Receita Federal do Brasil, os quais refere, já se sedimentou o entendimento em casos análogos e que as despesas de exaustão geram direitos ao crédito da Cofins; f) quanto à alegação de ausência de segregação do diesel e lubrificantes utilizados tanto no reflorestamento quanto nos setores produtivos, a manifestante possui um relatório detalhado do “Consumo de Combustíveis”, no qual é perfeitamente possível chegar ao percentual médio dos gastos com combustíveis e lubrificantes dos anos 2007 e 2008, consumidos no processo de reflorestamento, e o restante, consequentemente atribuída a utilização nos setores industriais. Ora, se existe um meio seguro que permite a referida aferição, não pode o fisco desconsiderá-la, ainda mais se esta servir para beneficiar o contribuinte. g) superada a questão referente à suposta ausência de segregação das informações, tem-se a aquisição de diesel e lubrificantes utilizados na fase do reflorestamento é gerador de crédito da Cofins. Refere à solução de consulta acerca do conceito de insumos. Sustenta, ainda, que é inconsistente o seu direito ao aproveitamento dos créditos oriundos da aquisição de diesel e lubrificantes utilizados nos setores industriais. Laudo técnico comprova a efetiva utilização dos mesmos no processo fabril, sendo este inclusive o entendimento do CARF; h) a manifestante faz jus aos acréscimos de correção monetária e juros, sob pena de enriquecimento sem causa da Administração em prejuízo da contribuinte. Refere decisão judicial e aduz que o ressarcimento integral, com correção e juros compensatórios, não é faculdade, mas imposição legal. Admitir a escrituração/manutenção, para posterior ressarcimento em espécie, sem a devida correção monetária, é retornar aos tempos leoninos, é apropriação indébita, é enriquecimento ilícito. Refere e cita julgados judiciais e administrativos; Por fim apresenta decisões judiciais e administrativas que corroboram seu pedido. Em 21.9.2010 a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém (PA) negou provimento à Manifestação de Inconformidade, conforme ementa reproduzida: Fl. 562DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DE SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de Apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. São improficuos os julgados judiciais e administrativos trazidos pela contribuinte, por lhes falecer eficiência normativa, na forma do art. 100, II, do CTN. COFINS NÃO-CUMULATIVA. INSUMOS. CRÉDITO. Somente podem geram créditos da Cofins as despesas com matéria-prima, produto intermediário, material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas em função da ação diretamente exercida sobre o produto em frabricação, desde que não estejam incluidas no ativo imobilizado. COFINS NÃO-CUMULATIVA. INSUMOS. DIESEL E LUBRIFICANTES. NECESSIDADE DE LIQUIDEZ E CERTEZA. A apropriação dos créditos da Cofins só pode ser efetivada quando os mesmos se revestirem de atributos de certeza e liquidez necessários. JUROS COMPENSATÓRIOS. RESSARCIMENTO. Não incidirão juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, bem como na compensação dos referidos créditos. Em 14.1.2011 a contribuinte protocolou Recurso Voluntário, onde repisa os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade e finaliza, requerendo o ressarcimento dos créditos referentes às glosas. É o Relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte Em suma, a contribuinte protocolou pedido de ressarcimento de créditos referentes à Cofins. Logrando êxito parcial em sua demanda, protocolou Recurso Voluntário onde defende a existência dos créditos glosados referentes às aquisições de diesel e lubrificantes, bem como aos insumos aplicados em seu processo de plantio e de reflorestamento. Neste caso, existe a necessidade de segregação quanto ao diesel e lubrificantes utilizados no processo efetivamente industrial efetuado pelo contribuinte daquele utilizado em seu processo pré-industrial, bem como quais gastos referentes ao plantio e ao reflorestamento são efetivamente agregados à matéria-prima que adentra o processo industrial da contribuinte, uma vez que caso a contribuinte, ao invés de produzir, adquirisse sua matéria- prima, esta aquisição geraria créditos. Fl. 563DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 10235.720215/2009-97 Acórdão n.º 3401-000.469 S3-C4T1 Fl. 3 5 Frente a todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que sejam identificados e quantificados os valores referentes ao diesel e lubrificantes utilizados no processo efetivamente industrial, bem como quais gastos referentes ao plantio e ao reflorestamento são efetivamente agregados à matéria prima que adentra o processo industrial da contribuinte. Cientifique-se a requerente sobre o resultado da diligência, dando-lhe o prazo de 30 dias para sua manifestação. É como voto Fernando Marques Cleto Duarte – Relator. Fl. 564DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 9/10/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 29/08/2012 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 10675.001183/2001-91
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1995
RECOLHIMENTOS EFETUADOS POR ANTECIPAÇÃO DO IRPJ
DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DIRETA COM
OUTROS TRIBUTOS.
Os recolhimentos efetuados à título de imposto retido na fonte sobre rendimentos ou valores recolhidos por estimativa constituem, no caso das empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, antecipação do imposto de renda devido, não podendo ser compensado diretamente com outros tributos. Só após o encerramento do período de apuração, e na hipótese de vir a ser apurado saldo negativo de imposto de
renda, é que nascerá para o contribuinte um crédito líquido e certo, passível de utilização para fins de compensação com outros débitos.
O PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DO SALDO NEGATIVO DO IRPJ TEM COMO TERMO INICIAL O PRIMEIRO DIA DO MÊS SEGUINTE AO ENCERRAMENTO DO PERÍODO DE APURAÇÃO - O prazo para pleitear a restituição de valor pago indevidamente ou em valor maior que o devido, relativo a tributo ou contribuição, extingue-se após o transcurso de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário, nos termos dos artigos, 165 e 168, do Código
Tributário Nacional. Portanto, o direito de postular a restituição/compensação do saldo negativo do IRPJ referente ao ano calendário de 1995 teve seu termo inicial no dia 01/01/1996, e o termo final no dia 01/01/2001. Formulado o pedido de restituição/compensação somente em 06/06/2001, caracterizada
está a prescrição prevista no art.168 do CIN.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1802-000.035
Decisão: ACORDAM os Membros da 2ª turma especial da primeira SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencida a Conselheira Cheryl Berno, que dava provimento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Ester Marques Lins de Sousa
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1995 RECOLHIMENTOS EFETUADOS POR ANTECIPAÇÃO DO IRPJ DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DIRETA COM OUTROS TRIBUTOS. Os recolhimentos efetuados à título de imposto retido na fonte sobre rendimentos ou valores recolhidos por estimativa constituem, no caso das empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, antecipação do imposto de renda devido, não podendo ser compensado diretamente com outros tributos. Só após o encerramento do período de apuração, e na hipótese de vir a ser apurado saldo negativo de imposto de renda, é que nascerá para o contribuinte um crédito líquido e certo, passível de utilização para fins de compensação com outros débitos. O PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DO SALDO NEGATIVO DO IRPJ TEM COMO TERMO INICIAL O PRIMEIRO DIA DO MÊS SEGUINTE AO ENCERRAMENTO DO PERÍODO DE APURAÇÃO - O prazo para pleitear a restituição de valor pago indevidamente ou em valor maior que o devido, relativo a tributo ou contribuição, extingue-se após o transcurso de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário, nos termos dos artigos, 165 e 168, do Código Tributário Nacional. Portanto, o direito de postular a restituição/compensação do saldo negativo do IRPJ referente ao ano calendário de 1995 teve seu termo inicial no dia 01/01/1996, e o termo final no dia 01/01/2001. Formulado o pedido de restituição/compensação somente em 06/06/2001, caracterizada está a prescrição prevista no art.168 do CIN. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10675.001183/2001-91
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 5273771
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 02 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.035
nome_arquivo_s : 1802000035_157418_10675001183200191_009.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Ester Marques Lins de Sousa
nome_arquivo_pdf_s : 10675001183200191_5273771.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da 2ª turma especial da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencida a Conselheira Cheryl Berno, que dava provimento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
id : 4613010
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932713881600
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T11:16:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T11:16:33Z; Last-Modified: 2009-09-09T11:16:33Z; dcterms:modified: 2009-09-09T11:16:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T11:16:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T11:16:33Z; meta:save-date: 2009-09-09T11:16:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T11:16:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T11:16:33Z; created: 2009-09-09T11:16:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-09-09T11:16:33Z; pdf:charsPerPage: 1975; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T11:16:33Z | Conteúdo => 51-1102 ai • MINISTÉRIO DA FAZENDA .• CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ,-k4L11,- PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO • Processo n° 10675.001183/2001-91 Recurso n° 157.418 Voluntário Acórdão n° 1802-00.035 — 2' Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2009 Matéria IRPJ - Ex(s): 1996 a 2000 Recorrente GRANJA PLANALTO LTDA. Recorrida 2' TURMA/DRJ-JUIZ DE FORA/MG -ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1995 RECOLHIMENTOS EFETUADOS POR ANTECIPAÇÃO DO IRPJ DEVIDO. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DIRETA COM OUTROS TRIBUTOS. Os recolhimentos efetuados à título de imposto retido na fonte sobre rendimentos ou valores recolhidos por estimativa constituem, no caso das empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, antecipação do imposto de renda devido, não podendo ser compensado diretamente com outros tributos. Só após o encerramento do período de apuração, e na hipótese de vir a ser apurado saldo negativo de imposto de renda, é que nascerá para o contribuinte um crédito líquido e certo, passível de utilização para fins de compensação com outros débitos. O PRAZO PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DO SALDO NEGATIVO DO IRPJ TEM COMO TERMO INICIAL O PRIMEIRO DIA DO MÊS SEGUINTE AO ENCERRAMENTO DO PERÍODO DE APURAÇÃO - O prazo para pleitear a restituição de valor pago indevidamente ou em valor maior que o devido, relativo a tributo ou contribuição, extingue-se após o transcurso de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário, nos termos dos artigos, 165 e 168, do Código Tributário Nacional. Portanto, o direito de postular a restituição/compensação do saldo negativo do IRPJ referente ao ano calendário de 1995 teve seu termo inicial no dia 01/01/1996, e o termo final no dia 01/01/2001. Formulado o pedido de restituição/compensação somente em 06/06/2001, caracterizada está a prescrição prevista no art.168 do CIN. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatado e discutidos os presentes autos de recurso interpo . pela GRANJA PLANALTO LTDA. • Processo? 10675.001183/2001-91 S1-TE02 Acérd8o o.° 1802-00.035 Fl. 2 ACORDAM os Membros da r turma especial da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, vencida a Conselheira Cheryl Berno, que dava provimento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. otetniennnoL, ADRIANA GO&SYnar'. Presidente ta • :03 -- ! OUS • Relatora FORMALIZADO EM: 28 d L 2009 Participaram, ainda, d. •resente julgamento, os Conselheiros ROGÉRIO GARCIA PERES e CHERYL BERNO. 2 Processo n° 10675.001183/2001-91 81-TE02 • Ac6rdlio a° 1802-00.035 Fl. 3 • Relatório Por economia processual e bem resumir a lide adoto parte do Relatório da decisão de primeira instância (fls.337/338), a seguir transcrito: "Trata o presente processo de pedido de restituição do saldo negativo de IRPJ, apresentado em 06/06/2001 (I• 01), relativamente aos anos-calendário de 1995 a 1999, para compensação com valores devidos a título de 1RRF, período de apuração 08/2000 e 09/2000, e da Contribuição ao PIS, períodos de apuração 02/2000 a 01/2001, conforme pedido de compensação de fls. 04/05. Por meio do despacho decisório de fls. 293/296, a SAORT/DRF/UBE resolveu: - - - - - - - - - - - - a)-NÃO RECONHECER à Grcmja Planalto Ltda.- o créclitcrpara - - - - - - - - - -- com a União a título de saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/1995, haja vista a perda do direito à restituição do valor recolhido a maior ou indevidamente depois de transcorrido o prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 168 do Código Tributário Nacional; b)RECONHECER à Granja Planalto Ltda. o crédito para com a União, a título de saldo negativo de IRPJ relativo ao período de apuração encerrado em 31/12/1996, no valor de R280,52 (oitenta reais e cinqüenta e dois centavos), o qual se encontra detalhado nos fundamentos acima; c) HOMOLOGAR PARCL4LME1VTE as compensações objeto da Declaração de Compensação de fl. 04, de forma a ser considerada extinta por compensação declarada apenas parte do débito de IRRF (código de receita 0561) do PA 1-08/00, no valor de R.$146,39 (cento e quarenta e seis reais e trinta e nove centavos), remanescendo um débito do mesmo imposto e mesmo PA a ser exigido do sujeito passivo no valor de R$26.285,23 (vinte e seis mil, duzentos e oitenta e cinco reais e vinte e três centavos), além do débito de IRRF (código de receita 0561) do PA 2-09/00, no valor de R$26. 270,90 (vinte e seis mil, duzentos e setenta reais e noventa centavos); d) CANCELAR DE OFÍCIO a Declaração de Compensação de fl. 05, tendo em vista que os débitos objeto da referida Declaração de compensação, após terem sido constituídos mediante lançamento de oficio (Processo n° 10675.002041/2003- 11), foram incluídos no parcelamento Especial de que trata a Lei n°10.684, de 30 de maio de 2003, parcelamento esse controlado no Processo n°10675.001624/2004-OS; e e) EXCLUIR dos presentes autos (Proflsc) os débitos objeto da Declaração de Compensação de fl. 05." 3 •Processo n° 10675.001183/2001-91 S1-TE02 Acórdào n.° 1802-00.035 Fl. 4 Na fase impugnatória, a empresa interessada manifestou sua inconformidade para reforma da decisão da Delegacia da Receita Federal em Uberlândia, apenas em relação ao não reconhecimento do direito ao crédito do saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/1995, no valor de R$ 111.160,60, e a conseqüente não homologação do pedido de compensação. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRI/juiz de Fora/MG) proferiu decisão negando a solicitação do pleito em decisão, assim ementada: DECADÊNCIA. COMPENSAÇÃO. "O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição/compensação de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito Tributário." A empresa foi cientificada da decisão prolatada mediante o Acórdão n° 09- 15.258 de_ 17/01/2007, conforme_o_Aviso de_ Recebimento_ (AR), _f1.345, em_ 02/03/2007, e,-- – - — - – interpôs recurso ao Conselho de Contribuintes em 27/03/2007 (fis.346/357). As razões de inconformidade na peça recursal quantd ao indeferimento do direito creditório, são no essencial, as mesmas apontadas em sua impugnação, no que tange ao prazo para pleitear a restituição/compensação (fis.352/357). Em suma, afirma que a decisão de primeiro grau é equivocada na medida em que o direito de pleitear a restituição/compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior, desde que sujeitos a lançamento por homologação (como é o caso do IRPJ) não é de 05 anos contados da entrega da declaração, mas de 05 anos contados da data que houve a homologação tácita. Portanto, a Recorrente vem defender a tese dos "5+5". • Para reforçar sua alegação traz aos autos doutrina do ilustre professor SACHA CALMON NAVARRO COELHO (fis.353/354), sobre o prazo decadencial para o Fisco proceder ao lançamento suplementar e, jurisprudência do STJ (f15.355/356). Com tais considerações pede a reforma do julgado e o conseqüente deferimento da Restituição/Compensação. É o relatório,..4 • • 4 • Processo n°10675.001183/2001-91 81-TE02 AcOrdâo o.° 1802-00.035 Fl. 5 •Voto Conselheira ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade constantes no Decreto n° 70.235/1972. Dele conheço. O litígio decorre da decisão administrativa que manteve o indeferimento de direito creditório relativo ao suposto saldo negativo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - II‘I'J do ano calendário de 1995 e por conseqüência a não homologação das compensações efetuadas pelo contribuinte. A decisão de primeira instância indeferiu o pedido da recorrente fundamentada nos artigos 150, §§ 1° e 4°, 156, VII, e 168, I, do Código Tributário Nacional e no Ato Declaratório SRF n.° 096, de 26/11/1999, por entender que o direito de pedir a ---- restituição- do saldo -negativo-do- TRPJ relativo ao ano calendário-de 1995,- já -havia -sido — alcançado pela decadência. Quanto ao prazo para postular a restituição de tributos, vem a Recorrente, defender a tese dos "5+5", por ser o TRPJ tributo lançado por homologação. Indubitavelmente, o prazo -para se pleitear restituição ou compensação de tributo pago indevidamente ou a maior que o devido, inicia-se na data do pagamento, conforme disposição contida no art. 165, inciso I, combinada com o art. 168, capta, e inciso I, todos do Código Tributário Nacional, verbis: "Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for à modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4° do artigo 162, nos seguintes casos: 1- cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; - erro na edcação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Art 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: 5 • Processo n° 10675.001183/2001-91 S1-TE02 Ata-dito n.° 1802-00.035 n. 6 - 1— nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II — na hipótese do inciso M do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória." A recorrente optou pela tributação dos resultados apurados no aludido ano- calendário, com base no lucro real anual, o qual delimita a base de cálculo e a temporalidade do fato gerador do tributo para a data de 31 de dezembro do ano correspondente. No que se refere ao alegado recolhimento a maior de IRPJ no ano calendário de 1995 (saldo negativo), é preciso delimitar a partir de quando a pessoa jurídica adquire o direito de pleitear a restituição ou compensação do IRPJ em decorrência de eventual excesso de antecipação de tributo no ano calendário e ainda, sobre a incidência dos juros SELIC. Dispunha a Lei n° 8.541/92: "Art. 23. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão optar pelo pagamento do imposto mensal calculado por estimativa. § I° A opção será formalizada mediante o pagamento espontâneo do imposto relativo ao mês de janeiro ou do mês de início de atividade. § 4° O imposto recolhido por estimativa, exercida a opção prevista no § 3°, deste artigo, será deduzido do apurado com base no lucro real dos meses correspondentes e os eventuais excessos serão compensados, corrigidos monetariamente, nos meses subseqüentes. § 5° Se do cálculo previsto no § 4° deste artigo, resultar saldo de imposto a pagar, este será recolhido, corrigido monetariamente, na forma da legislação aplicáveL Art. 28. As pessoas jurídicas que optarem pelo disposto no art.23. , desta Lei deverão apurar o imposto na declaração anual do lucro real, e a diferença verificada entre o imposto devido na declaração e o imposto pago referente aos meses do período-base anual será: I - paga em quota única, até a data fixada para entrega da declaração anual quando positiva; • 11 - compensada, corrigida monetariamente, com o imposto mensal a ser pago nos meses subseqüentes ao fixado para a entrega da declaração anual se negativa assegurada a 6 Processo a° 1067$.001183/200141 SI-TE02 Acórdão a° 1802-00.035 EL 7 alternativa de restituição do montante pago a maior corrigido monetariament "(grifamos) Os recolhimentos efetuados à título de imposto retido na fonte sobre rendimentos ou valores recolhidos por estimativa constituem, no caso das empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, antecipação do imposto de renda devido, não podendo ser compensado diretamente com outros tributos. Só após o encerramento do período de apuração, e na hipótese de vir a ser apurado saldo negativo de imposto de renda, é que nascerá para o contribuinte um crédito líquido e certo, passível de utilização para fins de compensação com outros débitos. Destarte, no caso de pessoa jurídica que apura o resultado em período anual, o recolhimento de IRPJ sob a forma de antecipação ( parcelas de estimativa ou IRRF) são adiantamentos que só com o fato gerador ocorrido em 31 de dezembro poderão se transformar em pagamento a maior. Como se vê, o supracitado dispositivo legal delimitou que só a partir do mês subseqüente ao fixado para a entrega da -declaração, - 6-que--a-pessoajuridica-podetrpleitear a- — restituição/compensação da diferença do imposto considerada, a maior. A Lei n° 9.430/96, também permite compensar o saldo do imposto de renda, apurado no encerramento do período anual de 31 de dezembro, com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano seguinte, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior, verbis: "Ar:. 6° .0 imposto devido, apurado na forma do art.2°, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele que se referir. §1° - O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: 1- pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente se positivo(..); II - compensado, com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos a restituicão do montante pago a maior." (Destaquei) A Instrução Normativa SRF n° 127, de 30.10.98, instituiu a Declaração Integrada de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ e tornou extinta a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica, a partir do Exercício de 1999. No sentido de esclarecer aos contribuintes, foi expedido o Ato Declaratório SRF N° 3, de 07/01/2000, orientando que os saldos negativos do IRPJ e da CSLL das pessoas jurídicas submetidas ao regime de tributação com base no lucro real, apurados anualmente, poderão ser restituídos ou compensados a partir do mês de ianeiro do ano-calendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, acrescidos de juros equivalentes . taxa referencial Selic, observando o disposto no § 40 , art.39 da Lei n° 9.250, d de dezembro de 1995, assim redigido: 7 Processo n° 10675.001183/2001-91 SI -TE02 Acórdão n.° 1802-00.035 Ft 8 Art.39. • C.) sç 4° - A partir de 1° de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de I% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada." Da questão apontada conclui-se, diante dos fundamentos jurídicos alinhados, que a pessoa jurídica, após 31 de dezembro, momento do fato gerador adquire o direito de pleitear a restituição ou compensação do IRPJ, do pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual. Quanto a tese aventada pela Recorrente em relação ao prazo decadencial, não obstante a jurisprudência do STJ trazida aos autos, e, ainda, considerando o aspecto não vinculante desta, partilho do entendimento de que o alcance da norma consagrada pelo art. 168, inciso I, do CTN, que por sua vez dispõe sobre a contagem do prazo prescricional para o pedido de restituição de valores pagos a maior ou indevidamente, nas hipóteses do art. 165, inciso I, do CTN, somente pode ser entendido se contarmos 5 (cinco) anos da data da extinção do crédito tributário, ou seja, da data em que se considerou o pagamento indevido ou maior. Segue-se do arrazoado que não é da homologação do pagamento, expresso ou tácito, que flui o prazo prescricional de cinco anos, senão do pagamento a maior, que no caso da apuração anual, a lei considera a partir de 31 de dezembro, podendo ser requerida a restituição ou procedida a compensação, no caso presente, a partir de 01/01/96. Não pode o contribuinte a seu talante ter a seu favor a tese dos 10 anos para alargar o prazo prescricional que se expirou para os fins de pedir a restituição/compensação em razão de sua inércia. O direito de postular a restituição do saldo negativo do IRPJ somente exsurge após o encerramento do ano calendário. Assim, o direito de postular a restituição dos saldos negativos do IRPJ referente ao ano calendário de 1995 teve seu termo inicial no dia 01/01/1996, e o termo final no dia 01/01/2001. Formulado o pedido de restituição somente em 06/06/2001, mediante a apresentação do Pedido de Restituição/Compensação, caracterizada está a prescrição, no que se aplica o disposto no artigo 168 do CTN. Processo n°10675.001183/2001-91 SI-TE02 Acórdão n.°1802-00.035 Fl. 9 Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso, mantendo o indeferimento ao pedido de restituição e a não homologação das compensações efetuadas pelo contribuinte. Sala das Sessões - DF, em 27 de maio de 2009. - r> ,• n • L • • 9 Page 1 _0067800.PDF Page 1 _0067900.PDF Page 1 _0068000.PDF Page 1 _0068100.PDF Page 1 _0068200.PDF Page 1 _0068300.PDF Page 1 _0068400.PDF Page 1 _0068500.PDF Page 1
score : 1.0
