Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18329.000212/2007-34
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/2001 a 30/04/2007
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE
REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que
suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e
do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e
materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência,
especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do
lançamento.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 - PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula
Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São
inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei
1569/77 e os
artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de
crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A
da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes
aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na
imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do
Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas
federal, estadual e municipal
Na hipótese dos autos, aplica-se
o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC
nos termos do art. 62-A,
Anexo II, Regimento Interno do CARF - RICARF,
com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve
recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte.
No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 06/2001 a
04/2007, a ciência da NFLD ocorreu em 01.11.2007, dessa forma, já se
operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até
a competência 10/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - DESCONSIDERAÇÃO DE VÍNCULO - SEGURADO
EMPREGADO.
Quando a Auditoria-Fiscal
constatar que o segurado contratado como
contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra
denominação, preenche as características de segurado empregado, previstas
na Legislação, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar seu correto
enquadramento.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART.
106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram
distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35
da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991
(que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A,
para disciplinar a multa de
ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei
quando, tratando-se
de ato não definitivamente julgado, lhe comine
penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua
prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se
o cálculo da multa com
base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la
com a multa aplicada com
base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito
lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora
mais benéfica.
Ressalva-se
a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se
deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora
(com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art.
5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A,
Lei
8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.161
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
reconhecer a decadência até a competência de 10/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No Mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o
valor mais benéfico ao contribuinte.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/04/2007 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO - NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 - PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF - RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte. No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 06/2001 a 04/2007, a ciência da NFLD ocorreu em 01.11.2007, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 10/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - DESCONSIDERAÇÃO DE VÍNCULO - SEGURADO EMPREGADO. Quando a Auditoria-Fiscal constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as características de segurado empregado, previstas na Legislação, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar seu correto enquadramento. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 18329.000212/2007-34
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 5062284
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.161
nome_arquivo_s : 2403001161_18329000212200734_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 18329000212200734_5062284.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência até a competência de 10/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No Mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4750164
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578918461440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 38; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2520; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 248 1 247 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18329.000212/200734 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.161 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 13 de março de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CARDIO NEFROCLINICA DELTA SOC S LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/04/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE REGULARIDADE NO LANÇAMENTO NÃO OCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplicase o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 06/2001 a 04/2007, a ciência da NFLD ocorreu em 01.11.2007, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 10/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO DESCONSIDERAÇÃO DE VÍNCULO SEGURADO EMPREGADO. Quando a AuditoriaFiscal constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as características de segurado empregado, previstas na Legislação, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar seu correto enquadramento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência até a competência de 10/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No Mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei Fl. 253DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 249 3 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado contra Acórdão nº 1810.555 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Santa Maria – RS que julgou procedente em parte a autuação por descumprimento de obrigação principal, NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito nº. 37.048.7087, com ciência da Recorrente em 01.11.2007, às fls. 01, com valor consolidado inicial de R$ 174.469,63, sendo retificado para R$ 107.891,30. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias da empresa incidentes sobre as remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados e as destinadas a terceiros conveniados, apuradas neste lançamento de débito, são as seguintes, com as respectivas alíquotas, INSS — Instituto Nacional do Seguro Social, constituída da contribuição do segurado empregado — 7,65% a 11%, cota patronal básica — 20%, Seguro Acidente do Trabalho — 2% e Terceiros — 5,8% ( Salário Educação 2,5%, INCRA — 0,2%, SENAC — 1%, SESC — 1,5% e SEBRAE — 0,6%)., no período de 06/2001 a 04/2007. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 45 a 48, o débito previdenciário tem por base a constatação pela Auditoria Fiscal Previdenciária dos pagamentos de salários a empregada Mary Lílian Antunes Araújo, que trabalhou na empresa no período de 06/2001 a 04/2007, onde assinou Contrato de Trabalho Temporário, na função de médica, para atender pacientes em tratamento de diálise. Segundo ainda o Relatório Fiscal, às fls. 45 a 48: 7 — Que logo em 2004, passou a receber valores mais expressivos por desempenhar trabalhos e receber pelo número de plantões médicos executados e sobre avisos nos fins de semanas. 8 — A empresa pagava a empregada com cheques e ou em dinheiro, fazendo constar apenas em cheques e cópias de cheques que o caixa emitia, não emitindo qualquer recibo pelo pagamento, portanto o salário da empregada no período de 04/2004 a 04/2007 foi tomado como base seu próprio salário recebido em 03/2004, bem identificado pela fiscalização através da cópia de cheque 850.932, emitido. 9 — A empresa não registrou e não assinou a carteira de trabalho da empregada, tampouco fez folha de pagamento e não lançou as despesas de salários em sua , contabilidade, o que originou o AI 37.134.5634 — Deixar a empresa de inscrever o segurado empregado. e AI 37.134.5642 — Deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. 10 A empresa é uma clinica, tendo como atividade fim o tratamento a âmbito ambulatorial, de pacientes com problemas renais (hemodiálise). Para poder exercer suas atividades, necessário será o exercício da medicina, mas a empresa contrata Fl. 255DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 250 5 e remunera esse profissional, ignorando na sua qualidade de segurado como empregado e ou autônomo. 11 Diante de fatos como a execução de serviços dentro da empresa, utilizando os próprios da empresa, cumprindo jornada, de trabalho prédeterminadas, trabalhando na atividade fim, executando serviços especificamente relacionados aos clientes da empresa, cumprindo uma escala de serviço prédeterminada ou ficando a disposição e recebendo mensalmente pelos serviços prestados, esta fiscalização entendeu inegável o vinculo empregatício da pessoa relacionada no Relatório de Lançamentos, anexo, pela presença dos pressupostos básicos da relação de emprego, tais como a subordinação, a pessoalidade, a remuneração certa, a não eventualidade, a utilização de toda a estrutura necessária ao desenvolvimento das atividades clinicas oferecidas pela Clinica aos pacientes. 12 0 Contrato de trabalho é "intuitu personae" no que diz respeito ao empregado, isto é, leva em conta a pessoa contratada, constituindo obrigação, que pode ser delegada sem anuência do empregador. Esta característica traduz no principio da pessoalidade oriundo do direito trabalhista. A pessoalidade é bem demonstrada na relação do médico contratado e a Clinica contratante, tendo em vista a própria natureza da profissão, não podendo suas atividades serem delegadas a terceiros, sem o consentimento do Empregador. 13 A subordinação é evidenciada quando o trabalho a ser executado é determinado pelo empregador que tendo contratado os serviços com clientes, determina ao empregado que execute, fazendo com que este fique em estado de sujeição quanto aos pacientes a serem atendidos, e ainda, na determinação dos dias e os horários a serem trabalhados, principalmente com o médico plantonista que cumpre escalas de trabalho. 14 A não eventualidade ficou constatada pela natureza e pela regularidade na prestação dos serviços. 15 — Concluo que Mary Lílian Antunes Araújo, é empregada da Empresa, que a remuneração está demonstrada em contrato de trabalho, em cheques e cópias de cheques emitidos que serviram de base de cálculo deste lançamento. 16 — A empresa, conforme itens acima, apresentou folhas de pagamentos e GFIP de forma deficiente, que de acordo com o art. 33, parágrafo 3°, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 233, parágrafo único do Decreto 3.048/99, considerase deficiente o documento ou a informação apresentada que não preencha as formalidades legais e que omita informação verdadeira. 17 — A contabilidade foi desconsiderada, porque não registra a total utilização da mão de obra a seu serviço, passando a ser aferida conforme determina o Art. 33, parágrafo 6 da Lei 8.212/91 e Art. 235 do Decreto 3.048/99 "Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da Fl. 256DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, da receita ou do faturamento e do lucro, esta será desconsiderada, sendo apuradas, por aferição indireta e lançadas de oficio as contribuições devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrario". 18 — A presente notificação , está fundamentada na Lei 8.212/91 e no Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, cujo enquadramento encontrase anexo, no relatório de fundamentos legais do débito. O Anexo do Relatório Fiscal, às fls. 41 a 44, denominado “Demonstrativo de Observações Contábeis”, mostra que na ação fiscal desenvolvida na junto à empresa encontrouse os seguintes erros contábeis praticados na sua contabilidade, dentre outros: Em 13/05/2004, emitiu cheque 851024 no valor de R$ 27.671,88 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 11/06/2004, emitiu cheque 851069 no valor de R$ 45.264,70 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 14/07/2004, emitiu cheque 851108 no valor de R$ 31.643,85 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 10/09/2004, emitiu cheque 196464 no valor de R$ 22.449,87 para pagamentos diversos entre eles, Dr Freitas e Dra Mary, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 14/10/2004, emitiu cheque 196425 no valor de R$ 20.425,00 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 25/10/2004, emitiu cheque 196440 no valor de R$ 500,00 para pagamento por conta de material e mão de obra, sem o correspondente documento e identificação a quem foi pago, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização do lançamento. Em 03/12/2004, emitiu cheque 218908, R$ 5.000,00 para pagamento de salários de Lucila, Paola, Laura, Márcia, Viviane, Rosane, Risete e sobre aviso, funcionários pertencentes a outra empresa, sem o correspondente recibo, conseqüentemente se Fl. 257DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 251 7 deduz o não lançamento em despesas, pela não localização de tal lançamento. Em 20/12/2004, emitiu cheque 218940, R$ 13.258,70 para pagamentos diversos, inclusive de salários de Viviane, Rosane, Risete e Vali, funcionários pertencentes a outra empresa, sem o correspondente recibo, conseqüentemente se deduz o não lançamento em despesas, pela não localização de tal lançamento. Em 13/01/2005, emitiu cheque 213375, R$ 22.426,26 para pagamentos diversos, entre eles Dra Mary e Dr Freitas, sem correspondente comprovante de pagamento para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento em despesas, pela não localização do lançamento. O Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09403881F00, foi emitido, às fls. 49. O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 19, é de 06/2001 a 04/2007. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 01.11.2007, conforme fls. 01. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, de fls. 57 a 75. A unidade julgadora de primeira instância fez Requisição de Diligência Fiscal, às fls. 78 a 79, nos seguintes termos: 1) Identificar de forma precisa qual a origem dos lançamentos discriminados no Relatório de Lançamento RL folhas 26 a 34, anexando cópia dos documentos que deram motivo ao lançamento; 2) Anexar o documento citado no item 06 do Relatório Fiscal (ti. 46), "Contrato de Trabalho Temporário" e comprovantes de pagamento, que sustentam o enquadramento da segurada como empregada, visto a afirmação da impugnante na folha 73 de que a Drª. Mary jamais teve vinculo empregatício com a notificada; 3) Observase no Demonstrativo de Observações Contábeis que os valores dos cheques emitidos para pagamento da Dra. Mary inclui pagamentos diversos, conforme alegação da impugnante na folha 73, e que, tais valores, correspondem a retiradas bancárias para pagamento de diversas despesas, inclusive a Dra. Mary, portanto cabe especificar e documentar o critério de arbitramento; posto que alterado a partir de 01/2004; 4) Anexar os documentos examinados que levaram o auditor notificante a concluir pela existência dos pressupostos necessários ao enquadramento da segurada como empregada; Fl. 258DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 5) Tendo em vista a afirmação de que os pagamentos e serviços prestados pela segurada para a Notificada são eventuais (fl. 73) solicitamos comprovação da não eventualidade e freqüência dos pagamentos efetuados à Dra. Mary (Escalas de Plantão, folha ponto, etc.). A AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, anexou os seguintes documentos, às fls. 80 a 177: Contrato de Trabalho Temporário; Cópia de cheques e movimento do caixa da empresa; Recibos de Pagamentos assinados pela De Mary Lilian Antunes Araújo; Vales correspondentes a "Adiantamento de salário"; Recibos de pagamento de honorários; Cópia de cheques para pagamento de diversas despesas incluindo "sobreaviso" à De Mary; Recibos de pagamentos diversos à Dr' Mary; Cópias de movimento do caixa; Alterações contratuais; Notas Fiscais de Serviço; Demonstrativos de Gastos coin materiais e honorários; e Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte — DIRF por serviços prestados a pessoas jurídicas. A AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, assim se manifestou, às fls. 178 a 182: (...) 5 .Nas folhas 80 a 177 anexouse documentos, na tentativa de comprovar os pressupostos necessários. ao enquadramento da segurada como empregada. 6 Já no Relatório Fiscal, item 6, as folhas 46, a fiscalização descreveu que a Dra. Mary trabalhou na empresa no período de 06/2001 a 04/2007, sonde assinou contrato de Trabalho Temporário, na função de médica, com o fim especifico de atender pacientes em tratamento de diálise, conforme 'Cláusula Primeira do referido Contrato, anexo as folhas 80, entendendo a fiscalização, que o serviço foi executado nos pacientes e nos próprios da empresa, estabelecendo assim os pressupostos básicos da relação de emprego como a subordinação e a pessoalidade. 7 Comparamos o que já foi citado no item 11 d'o Relatório Fiscal, as fls. 46, com o contrato de trabalh6 e recibos de pagamentos, anexos As fl. 80 a 128: Diante de fatos como a execução de serviços dentro da empresa (cláusula primeira do contrato), utilizando os próprios da empresa (clausula primeira do, Contrato); cumprindo ‘jornada de trabalho pré determinadas (recibos de pagamentos), trabalhando na atividade fim (clausula primeira do' contrato); executando serviços especificamente relacionados aos clientes da empresa (clausula primeira do contrato), Cumprindo uma escala de serviço Fl. 259DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 252 9 predeterminada (recibos de pagamentos) ou ficando a disposição (conforme recibo de sobre aviso, anexos às fls. 84, 108,. 109,, `114, 12. 2,• 124, 125, 126 e 127); recebendo , mensalmente pelos serviços prestados (cláusula terceira recibos de pagamento). Ainda, contrato de trabalho estabelece exclusividade, quando na sua Cláusula Sétima, estabelece que o Contratado não poderá exercer sua atividade profissional para outra empresa. ' 8 Quanto a comprovação da não eventualidade e freqüência dos pagamentos efetuados, levouse em consideração a que a empresa contratou a Médica Dra. Mary, não. assinou s'a sua carteira de trabalho, lido emitiu folhas ,de pagamento e o mais grave tentou esconder a sua relação de trabalho; quando não lançou na contabilidade, o Contrato e seus pagamentos, a empresa pagou quase que sempre via Caixa/Dinheiro, sem o correspondente recibo de pagamento, dito pagamento por fora, com fins específicos :de sonegação fiscal, situação que para a fiscalização a Empresa vem a confirmar, quando em sua defesa às fls. 73,. alega: "Quanto a cópia de chequei estes eram apenas retiradas para o fundo de caixa e com eles eram elaborados diversos pagamentos, e a referencia anotadas nas observação eram apenas referência a algum dos pagamentos a que se destinavam". 9 – O Contrato de trabalho estabelece prazo ate 31/05/2003; podendo ser prorrogado e foi o que a fiscalização entendeu que houve prorrogação de contrato, pela continuidade de pagamentos feitos a médica; pelo não repatriamento ao pais de origem (Cláusula Sexta. do Contrato) da segurada, já que trabalha até hoje para a .empresa pela declaração feita pelo Sr. Tulio Menezes Assinann, médico que também prestou serviços empresa (NFLD 37.134.5650) de que prestou serviços juntamente com a Di' Mary e a Dra Ruth Lilian Dias de Avila (NFLD 37.048.7052), onde trabalhavam dentro da empresa, atendendo os pacientes da empresa, que cumpriam sim uma forma' de escala de serviço, nunca deixando a empresa (pacientes), sem os seus Serviços, mesmo aos fins de semana, recebendo sobre aviso como demonstra os' recibos as folhas 84, 108, 109, 114, 12 124, 125, 126 e 127. Entendeuse que o contrato foi prorrogado, porque se sabia, qlue a Dra Mary lá trabalhava; que em 09/03/2007, constituiu .a empresa EULA E ANTUNES SERVIÇOS MÉDICOS SOCIEDADE SIMPLES LTDA, CNPJ 08.750.725/000109, conforme anexos As fls. 129 a 131, nova forma encontrada ,pela empresa para. dissimular o vinculo empregatício que a empresa mantém com os Médicos a seus serviços, ou seja, a mesma forma encontrada quando tomou os serviços das empresas Centro, Clinico Brunet Assmann ' S/C Ltda é Centro Cirúrgico Livramento S/C Ltda. , 10 As verbas pagas pela empresa a seus empregados; a titulo de Sobre aviso, nunca integraram a folha de pagamento, eram pagas sem recibos, sem identificação a quem eram pagas; a despesa não era contabilizada, conforme se verifica nos recibos, daí a fiscalização entender, que quem recebia salários vem Fl. 260DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 forma de sobre aviso, eram aquelas pessoas que geralmente ficavam a disposição da 'empresa aos fins de semanas e ou aquelas que faziam plantões e ou aquelas que tinham, a obrigação, de atender o paciente na. hora. necessária, como é o caso da Dra. Mary. 11 Nos recibos anexos As folhas 91,.,92, 95, 99, 106, 191, 107 e 109, demonstram que a médica Dra Mary, trabalhou em determinados dias do, mês, conforme discriminadonos recibos, ditos como turnos e também aos finais de semanas, conforme foi constatado via calendário da época, anexo As fls. 175 e 176, caracterizado muito a relação de emprego, que têm com a. empresa, confirmando o que já havia sido relatado em Relatório Fiscal nos item 11, às fls 46. Como a fiscalização detectou serviços de médicos aos finais de semanas, de serviços 'pagos por turnos, de salários em forma de sobre aviso e a clinica prestar serviços a pacientes que ficam internados aos seus cuidados, é natural que se deduza que a empresa utilize empregados em serviços de plantões. 12 Pelo exposto no item 9 do Relatório Fiscal, às folhas 46 e item 9 acima; Pela sonegação v fiscal comprovada via processo de Representação Fiscal para Fins Penais e Informação Fiscal da NFLD 37.048.7060, anexa às fls. 160 a . 173, onde demonstra e comprova a falta de lançamentos contábeis de muitas despesas; Pelos documentos aqui já anexados; Pela atitude da empresa em não permitir ingresso da fiscalização no seu interior, para verificação física, conforme correspondência, anexa às fls. 174; entende a fiscalização que o período trabalhado da Dra Mary, tenha sido ininterruptamente de 06/2001 . a 04/2007, .na qualidade de segurada empregada. 13 Encontramos todos os requisitos necessários para caracterizar como empregada a segurada que prestou os serviços Médicos, Dra. Mary Lilian. Pois, os serviços foram prestados com pessoalidade e recebeu na sua contraprestação uma remuneração; a pessoalidade é verificada na real' prestação de serviços em que ela própria a prestou; os pagamentos foram efetuados mensalmente demonstrando habitualidade e prestados nas dependências da empresa CARDIO NEFROCLINICA; vos serviços prestados são todos necessários e indispensáveis ao funcionamento: da empresa contratante, "sem os quais a mesma não alcançaria seus objetivos sociais; a subordinação está, explicita na prestação de serviços, a qual exige inclusive o cumprimento de plantões médicos, .situação que a empresa reconhece em sua defesa às fls. 81, da NFLD 37.048.7052, anexo às . fls. 177, quando diz: "0 relato do senhor fiscal é correto quando afirma que a Dra Lilian, ficava a disposição da empresa nos fins, e mais, este tipo de atividade exige que se fique a disposição 24 horas por dia, pois para tratase de doença das pessoas, que não tem dia ou hora para acontecer esta é a regra, nestes termo é que se contrata profissionais destas áreas, mas o tipo da atividade desempenha nada tema ver com a forma jurídica. como este serviço é.prestado. (...) Fl. 261DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 253 11 16 Quanto aos valores lançados como salários recebidos no período de 06/2001 a 12/2003, levouse em 'consideração o valor estipulado em contrato, nas competências 01/2064 e 02/2004, a base foi recibos de pagamento, anexo às fls. 109, embora d recibo da competência 02/2004, não foi possível anexar, pela não mais localização, quando do retorno à empresa na diligência fiscal. 17 Como já foi relatado no item 8, do Relatório Fiscal, ás fls. 46, que para o período de 03/2004 a 04/2007, tomouse como base para o salário .da. empregada,.o valor constante e discriminado na copia do cheque 850.932. O valor constante na copia do cheque 850.932, anexo as fls. 112, pago a Dra.Mary é de R$ 3.850,00 e não de R$ 6.300,00, constituindo assim lapso da fiscalização, solicitando desta forma que seja corrigido e o salário atribuído a empregada seja a partir de 63/2004 a 04/2007 de. R$ 3..850,00. 18 — O salário da Dra Mary foi aferido, porque além do já relatado no item 12; a partir da competência 03/2004, a fiscalização conseguiu constatar que a segurada sempre trabalhou na empresa, diferente do alegado, que tenha trabalhado em alguns meses de forma alternada. (...) O Contribuinte, após regularmente intimado da resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, se Manifesta às fls. 188 a 193, ratificando os pontos argüidos em sede de Impugnação. Após análise dos autos, houve a emissão do Acórdão nº 1810.555 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Santa Maria RS, fls. 195 a 203, julgando procedente em parte a autuação, de forma a declarar parcialmente a decadência, com base no art. 150, § 4º, CTN, das competências 06/2001 a 10/2002, exceto a competência 03/2002: (...) e com base no § 4° do artigo 150 do CTN, estão decadentes as competências 06/2001 a 10/2002 nesta NFLD, exceto a competência 03/2002, por não haver qualquer recolhimento a homologar. Neste sentido, são improcedentes os lançamentos das competências decadentes. Segue a Ementa do Acórdão nº 1810.555 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Santa Maria RS: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/04/2007 Fl. 262DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 SEGURADO EMPREGADO – NÃO EVENTUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS DECADÊNCIA segurado empregado Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob subordinação e mediante remuneração. A não eventualidade está associada à atividade fim da empresa e a necessidade do serviço à execução dos objetivos sociais. São decadentes as contribuições atingidas pelos artigos 150, § 40 e 173 do CTN visto a edição da Súmula Vinculante n° 08/2008. Lançamento Procedente em Parte Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 219 a 244, ratificando os pontos da defesa apresentados em sede de Impugnação, em síntese: Em sede Preliminar. (i) Preliminar de nulidade da decisão por imprescindível conexão de processos administrativos. A Recorrente requer que todos os processos administrativos de débito sejam julgados conjuntamente. Assim sendo, se faz necessário a decretação de nulidade da decisão proferida 4a Turma Julgadora da DRJ/STM, por evidente necessidade de união das NFLD nrs. 37.048.7028, 37.048.7036, 37.048.7044 37.048.7052 37.048.5650 Al 37.048.7060, Al 37.048.7079, Al 37.048.7087, Al 37.134.563 4, 37.134.5644, 37.134.5618 e 371345626, nos termos do § 1° do Art. 9° da Lei do Processo Administrativo Fiscal — Decreto 70.235/72, com redação dada pela Lei 11.196/2005, determinando novo julgamento pela instância de 1° grau com a devida união de todos os processos supra mencionados. (ii) Nulidade por cerceamento de defesa por não apreciar o pedido de perícia contábil. Conforme se constata do próprio relatório do senhor relator a RECORRENTE pediu e fundamentou seu pedido de PERÍCIA CONTÁBIL no art. 38 da Lei 9.784/99, a r. decisão de primeira instância administrativa simplesmente ignorou o pedido, não se manifestando sobre o mesmo. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 254 13 Do Mérito. (iii) Diminuição da multa e dos juros por força da Lei 11.941/2009 Por justiça devese salientar que a inovação legislativa trazida pela Lei 11.941/2009 é posterior ao julgamento da 4a DRJ/STM, e portanto não poderia tal circunstância estar ao seu alcance. Entrementes, o reconhecimento da revogação da punibilidade da forma como imposta e a conseqüente insubsistência do Al 37.048.7087 por parte desta Egrégia Câmara, é matéria de direito público suscetível de reconhecimento de oficio. (iv) Do contrato de trabalho temporário. A RECORRENTE está estabelecida em Sant'Ana do Livramento na fronteira seca com a vizinha cidade de Rivera no Uruguai, existindo ali condições especiais de trabalho reconhecidas pela legislação, ou seja o trabalho fronteiriço. Sendo o fronteiriço o estrangeiro natural e residente em pais limítrofe ao território nacional que pode estudar ou exercer atividade remunerada em município brasileiro fronteiriço ao seu pais de origem, desde que autorizado pela Polícia Federal. Esta era a condição especial da contratada pela RECORRENTE e por isso foi firmado o CONTRATO DE TRABALHO TEMPORÁRIO o que efetivamente ocorreu e não um CONTRATO DE EMPREGO TEMPORÁRIO Na realidade a relação existente entre a RECORRENTE e a Dra. Mary sempre foi uma relação de trabalho sem vinculo empregatício, ou seja, um contrato de trabalho por prazo determinado sem vinculo empregatício. (v) Da não caracterização da relação de emprego. É cediço tanto no Poder Judiciário quanto na Jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, que os fatos que levam a fiscalização à conclusão de que os segurados são empregados e não autônomos está condicionada á plena demonstração pela auditoria fiscal dos pressupostos da relação de emprego. (...) O fato de haverem pagamentos mediante recibos, é fato inconteste ao qual chegou o Agente Fiscal pelos próprios documentos a ele disponibilizados na contabilidade da RECORRENTE, contudo no restante as afirmações não são mais do que ilações decorrentes desta circunstância sem se revestirem Fl. 264DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 de qualquer elemento probatório ou presuntivo. A começar pelo fato de que tais documentos não permitem supor que tais pagamentos foram feitos a Dra. Mary! Tal fato é uma presunção irrazoável e desmedida (...) Não existe nenhum testemunho, depoimento pessoal ou qualquer outra informação em qualquer um dos lançamentos lavrados contra a RECORRENTE que possam atribuir um resquício de veracidade a estas afirmações, de tal sorte que não pode ser imposto ao contribuinte o diabólico encargo de provar aquilo que não aconteceu. (...) No caso da Dra. Mary, a própria pessoalidade, habitualidade e remuneração, são frutos de presunções despidas de qualquer elemento que lhes garanta confiabilidade. (...) Os seja, a pessoalidade, habitualidade e remuneração imputada a Dra. Mary decorrem do fato de que alguém recebeu aqueles valores segundo documentos a que teve acesso a fiscalização. Nada indica, entretanto, que tais valores tenham sido pagos a Dra. Mary! (...) Muito embora a solicitação de que fiscalização agendasse data e horário para visitar as dependências da clinica, com vistas a permitir que a visita não interferisse na rotina dos pacientes nem prejudicasse as condições de assepsia do ambiente, tenha sido interpretado pelo Agente Fiscal como uma afronta, a verdade é que a impugnante sustenta que tal providência reflete na verdade seu compromisso com aqueles que são os verdadeiros destinatários de seus esforços: os pacientes do SUS cujo tratamento é custeado pelas verbas públicas que o Agente Fiscal tanto parece zelar. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 247. É o Relatório. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 255 15 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação às fl. 247. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a Terceiros. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrada NFLD que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD) Fl. 266DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, com a clara discriminação de cada débito apurado e dos acréscimos legais incidentes, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); Fl. 267DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 256 17 c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. CORESP Relatório de Coresponsáveis do Débito; g. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); h. MPF – Mandado de Procedimento Fiscal; i. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. j. TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal;. k. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose a NFLD 37.048.7087, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a Fl. 268DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. (B) Da decadência. Analisemos. Devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja Fl. 269DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 257 19 controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou Fl. 270DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 258 21 § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada máfé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 Nesta corrente doutrinária podese citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres1, Eduardo Sabbag2, Mauro Luís Rocha Lopes3 e Leandro Paulsen4. Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência exposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN, conforme se depreende do REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF. Na hipótese presente, verificase que a decisão de primeira instância constata, dentre as competências objeto da presente NFLD, pagamentos realizados pela Recorrente a homologar pela AuditoriaFiscal, embora não haja recolhimento na competência 03/2002, conforme se constata às fls. 199, na decisão de primeira instância: Portanto, com base na legislação precedente, cabe revisão do lançamento fiscal a luz do Código Tributário Nacional — CTN, observandose a existência ou não de pagamentos efetuados e tendo em vista a vinculação das decisões ao referido ato e com base no § 4° do artigo 150 do CTN, estão decadentes as competências 06/2001 a 10/2002 nesta NFLD, exceto a competência 03/2002, por não haver qualquer recolhimento a homologar. Neste sentido, são improcedentes os lançamentos das competências decadentes. Então, aplicandose o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF, exsurge a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN para todas as competências, posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte em pelo menos uma competência objeto da NFLD, além de não se materializar as hipóteses de dolo, fraude ou simulação. Verificase, da análise dos autos, que a cientificação da NFLD pela Recorrente, às fls. 01, se deu em 01.11.2007 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social no seguinte período 06/2001 a 04/2007. Nos termos do artigo 150, § 4o, CTN, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos lançados até a competência 10/2002, inclusive. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 259 23 (i) Preliminar de nulidade da decisão por imprescindível conexão de processos administrativos. A Recorrente requer que todos os processos administrativos de débito sejam julgados conjuntamente. Assim sendo, se faz necessário a decretação de nulidade da decisão proferida 4a Turma Julgadora da DRJ/STM, por evidente necessidade de união das NFLD nrs. 37.048.7028, 37.048.7036, 37.048.7044 37.048.7052 37.048.5650 Al 37.048.7060, Al 37.048.7079, Al 37.048.7087, Al 37.134.563 4, 37.134.5644, 37.134.5618 e 371345626, nos termos do § 1° do Art. 9° da Lei do Processo Administrativo Fiscal — Decreto 70.235/72, com redação dada pela Lei 11.196/2005, determinando novo julgamento pela instância de 1° grau com a devida união de todos os processos supra mencionados. Analisemos. A argumentação da Recorrente não prospera porque além de encontrar óbices no procedimento operacional da Secretaria da Receita Federal do Brasil e também do Ministério da Fazenda, temse que o art. 9º do Decreto 70.235/1972 apenas estabelece que a exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. Ou seja, conforme se depreende do art. 9º, Decreto 70.235/1972, não há, na legislação de regência do processo administrativo fiscal, dispositivo que obrigue a tramitação de processos conexos para julgamento conjunto. Decreto 70.235/1972 Art. 9o A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) § 2º Os procedimentos de que tratam este artigo e o art. 7º, serão válidos, mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 274DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 24 § 3º A formalização da exigência, nos termos do parágrafo anterior, previne a jurisdição e prorroga a competência da autoridade que dela primeiro conhecer. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 4o O disposto no caput deste artigo aplicase também nas hipóteses em que, constatada infração à legislação tributária, dela não resulte exigência de crédito tributário.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o Os autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em decorrência de fiscalização relacionada a regime especial unificado de arrecadação de tributos, poderão conter lançamento único para todos os tributos por eles abrangidos.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica às contribuições de que trata o art. 3o da Lei no 11.457, de 16 de março de 2007. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (ii) Nulidade por cerceamento de defesa por não apreciar o pedido de perícia contábil. Conforme se constata do próprio relatório do senhor relator a RECORRENTE pediu e fundamentou seu pedido de PERÍCIA CONTÁBIL no art. 38 da Lei 9.784/99, a r. decisão de primeira instância administrativa simplesmente ignorou o pedido, não se manifestando sobre o mesmo. Analisemos. A unidade julgadora de primeira instância, no Relatório do Acórdão 18 10.555, às fls. 197, relaciona a solicitação de pedido pericial feito em Sede de Impugnação: “(...) Por fim, solicitam a realização de perícia contábil com fundamento no art. 38 da Lei no 9.784/99 e a nulidade da presente autuação por estar lastreada em bases irreais e sem qualquer sustentação jurídica.” Outrossim, não prospera a argumentação da Recorrente porque a decisão de primeira instância considerou, ao não se manifestar expressamente em seu Voto, ser prescindível a perícia contábil requerida em sede de Impugnação. Neste sentido, observase que a unidade julgadora de primeira instância fez Requisição de Diligência Fiscal, às fls. 78 a 79, a AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal se manifestou, às fls. 178 a 182 e o Contribuinte, após regularmente intimado da resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, se Manifestou às fls. 188 a 193. Fl. 275DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 260 25 Desta forma, não vislumbro a ocorrência de nulidade por cerceamento de defesa pois a lavratura da NFLD foi regular, conforme o já analisado no item (A), a Recorrente foi corretamente cientificada nos autos, além de ter se manifestado nas ocasiões próprias. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Do Mérito. (iii) Diminuição da multa e dos juros por força da Lei 11.941/2009 Por justiça devese salientar que a inovação legislativa trazida pela Lei 11.941/2009 é posterior ao julgamento da 4a DRJ/STM, e portanto não poderia tal circunstância estar ao seu alcance. Entrementes, o reconhecimento da revogação da punibilidade da forma como imposta e a conseqüente insubsistência do Al 37.048.7087 por parte desta Egrégia Câmara, é matéria de direito público suscetível de reconhecimento de oficio. Analisemos. Conforme já verificado no item (A), a lavratura da NFLD foi regular e atendeu aos preceitos da legislação tributárioprevidenciária, o que afasta de plano a argumentação de ter havido insubsistência parcial da NFLD no que tange a multa e os juros previstos respectivamente no art. 35, I, II e III Lei 8.212/91 e no art. 34 da mesma Lei. Outrossim, esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente Fl. 276DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 26 julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Portanto, devese recalcular a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. (iv) Do contrato de trabalho temporário. A RECORRENTE está estabelecida em Sant'Ana do Livramento na fronteira seca com a vizinha cidade de Rivera no Uruguai, existindo ali condições especiais de trabalho reconhecidas pela legislação, ou seja o trabalho fronteiriço. Sendo o fronteiriço o estrangeiro natural e residente em pais limítrofe ao território nacional que pode estudar ou exercer atividade remunerada em município brasileiro fronteiriço ao seu pais de origem, desde que autorizado pela Polícia Federal. Esta era a condição especial da contratada pela RECORRENTE e por isso foi firmado o CONTRATO DE TRABALHO Fl. 277DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 261 27 TEMPORÁRIO o que efetivamente ocorreu e não um CONTRATO DE EMPREGO TEMPORÁRIO Na realidade a relação existente entre a RECORRENTE e a Dra. Mary sempre foi uma relação de trabalho sem vinculo empregatício, ou seja, um contrato de trabalho por prazo determinado sem vinculo empregatício. (v) Da não caracterização da relação de emprego. É cediço tanto no Poder Judiciário quanto na Jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, que os fatos que levam a fiscalização à conclusão de que os segurados são empregados e não autônomos está condicionada á plena demonstração pela auditoria fiscal dos pressupostos da relação de emprego. (...) O fato de haverem pagamentos mediante recibos, é fato inconteste ao qual chegou o Agente Fiscal pelos próprios documentos a ele disponibilizados na contabilidade da RECORRENTE, contudo no restante as afirmações não são mais do que ilações decorrentes desta circunstância sem se revestirem de qualquer elemento probatório ou presuntivo. A começar pelo fato de que tais documentos não permitem supor que tais pagamentos foram feitos a Dra. Mary! Tal fato é uma presunção irrazoável e desmedida (...) Não existe nenhum testemunho, depoimento pessoal ou qualquer outra informação em qualquer um dos lançamentos lavrados contra a RECORRENTE que possam atribuir um resquício de veracidade a estas afirmações, de tal sorte que não pode ser imposto ao contribuinte o diabólico encargo de provar aquilo que não aconteceu. (...) No caso da Dra. Mary, a própria pessoalidade, habitualidade e remuneração, são frutos de presunções despidas de qualquer elemento que lhes garanta confiabilidade. (...) Os seja, a pessoalidade, habitualidade e remuneração imputada a Dra. Mary decorrem do fato de que alguém recebeu aqueles valores segundo documentos a que teve acesso a fiscalização. Nada indica, entretanto, que tais valores tenham sido pagos a Dra. Mary! (...) Muito embora a solicitação de que fiscalização agendasse data e horário para visitar as dependências da clinica, com vistas a permitir que a visita não interferisse na rotina dos pacientes nem prejudicasse as condições de assepsia do ambiente, tenha sido interpretado pelo Agente Fiscal como uma afronta, a verdade é que a impugnante sustenta que tal providência reflete na verdade seu compromisso com aqueles que são os verdadeiros destinatários de seus esforços: os pacientes do SUS cujo tratamento é custeado pelas verbas públicas que o Agente Fiscal tanto parece zelar. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 28 Analisemos os itens (iv) e (v) conjuntamente.. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias da empresa incidentes sobre as remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados e as destinadas a terceiros conveniados, apuradas neste lançamento de débito, são as seguintes, com as respectivas alíquotas, INSS — Instituto Nacional do Seguro Social, constituída da contribuição do segurado empregado — 7,65% a 11%, cota patronal básica — 20%, Seguro Acidente do Trabalho — 2% e Terceiros — 5,8% ( Salário Educação 2,5%, INCRA — 0,2%, SENAC — 1%, SESC — 1,5% e SEBRAE — 0,6%)., no período de 06/2001 a 04/2007. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 45 a 48, o débito previdenciário tem por base a constatação pela Auditoria Fiscal Previdenciária dos pagamentos de salários a empregada Mary Lílian Antunes Araújo, que trabalhou na empresa no período de 06/2001 a 04/2007, onde assinou Contrato de Trabalho Temporário, na função de médica, para atender pacientes em tratamento de diálise.Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 45 a 48, o débito previdenciário tem por base a constatação pela Auditoria Fiscal Previdenciária de que os segurados Antonio Sespedes Parron, Wanda dos Santos e Maria das Neves C. Mergulhão, trabalhavam na empresa sem o devido registro como empregados. O Relatório Fiscal, às fls. 45 a 48, traz aos autos provas materiais e fáticas de que, em relação à médica Mary Lílian Antunes Araújo, se evidenciam as características da relação de emprego entre a médica e a Recorrente: 7 — Que logo em 2004, passou a receber valores mais expressivos por desempenhar trabalhos e receber pelo número de plantões médicos executados e sobre avisos nos fins de semanas. 8 — A empresa pagava a empregada com cheques e ou em dinheiro, fazendo constar apenas em cheques e cópias de cheques que o caixa emitia, não emitindo qualquer recibo pelo pagamento, portanto o salário da empregada no período de 04/2004 a 04/2007 foi tomado como base seu próprio salário recebido em 03/2004, bem identificado pela fiscalização através da cópia de cheque 850.932, emitido. 9 — A empresa não registrou e não assinou a carteira de trabalho da empregada, tampouco fez folha de pagamento e não lançou as despesas de salários em sua , contabilidade, o que originou o AI 37.134.5634 — Deixar a empresa de inscrever o segurado empregado. e AI 37.134.5642 — Deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. 10 A empresa é uma clinica, tendo como atividade fim o tratamento a âmbito ambulatorial, de pacientes com problemas renais (hemodiálise). Para poder exercer suas atividades, necessário será o exercício da medicina, mas a empresa contrata e remunera esse profissional, ignorando na sua qualidade de segurado como empregado e ou autônomo. 11 Diante de fatos como a execução de serviços dentro da empresa, utilizando os próprios da empresa, cumprindo jornada, Fl. 279DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 262 29 de trabalho prédeterminadas, trabalhando na atividade fim, executando serviços especificamente relacionados aos clientes da empresa, cumprindo uma escala de serviço prédeterminada ou ficando a disposição e recebendo mensalmente pelos serviços prestados, esta fiscalização entendeu inegável o vinculo empregatício da pessoa relacionada no Relatório de Lançamentos, anexo, pela presença dos pressupostos básicos da relação de emprego, tais como a subordinação, a pessoalidade, a remuneração certa, a não eventualidade, a utilização de toda a estrutura necessária ao desenvolvimento das atividades clinicas oferecidas pela Clinica aos pacientes. 12 0 Contrato de trabalho é "intuitu personae" no que diz respeito ao empregado, isto é, leva em conta a pessoa contratada, constituindo obrigação, que pode ser delegada sem anuência do empregador. Esta característica traduz no principio da pessoalidade oriundo do direito trabalhista. A pessoalidade é bem demonstrada na relação do médico contratado e a Clinica contratante, tendo em vista a própria natureza da profissão, não podendo suas atividades serem delegadas a terceiros, sem o consentimento do Empregador. 13 A subordinação é evidenciada quando o trabalho a ser executado é determinado pelo empregador que tendo contratado os serviços com clientes, determina ao empregado que execute, fazendo com que este fique em estado de sujeição quanto aos pacientes a serem atendidos, e ainda, na determinação dos dias e os horários a serem trabalhados, principalmente com o médico plantonista que cumpre escalas de trabalho. 14 A não eventualidade ficou constatada pela natureza e pela regularidade na prestação dos serviços. 15 — Concluo que Mary Lílian Antunes Araújo, é empregada da Empresa, que a remuneração está demonstrada em contrato de trabalho, em cheques e cópias de cheques emitidos que serviram de base de cálculo deste lançamento. 16 — A empresa, conforme itens acima, apresentou folhas de pagamentos e GFIP de forma deficiente, que de acordo com o art. 33, parágrafo 3°, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 233, parágrafo único do Decreto 3.048/99, considerase deficiente o documento ou a informação apresentada que não preencha as formalidades legais e que omita informação verdadeira. 17 — A contabilidade foi desconsiderada, porque não registra a total utilização da mão de obra a seu serviço, passando a ser aferida conforme determina o Art. 33, parágrafo 6 da Lei 8.212/91 e Art. 235 do Decreto 3.048/99 "Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, da receita ou do faturamento e do lucro, esta será desconsiderada, sendo apuradas, por aferição indireta e Fl. 280DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 30 lançadas de oficio as contribuições devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrario". 18 — A presente notificação , está fundamentada na Lei 8.212/91 e no Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, cujo enquadramento encontrase anexo, no relatório de fundamentos legais do débito. Além do que, o Anexo do Relatório Fiscal, às fls. 41 a 44, denominado “Demonstrativo de Observações Contábeis”, mostra que na ação fiscal desenvolvida na junto à empresa encontrouse os seguintes erros contábeis praticados na sua contabilidade, dentre outros, o que demonstra que a contabilidade da empresa não apresenta a real movimentação contábil da empresa: Em 13/05/2004, emitiu cheque 851024 no valor de R$ 27.671,88 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 11/06/2004, emitiu cheque 851069 no valor de R$ 45.264,70 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 14/07/2004, emitiu cheque 851108 no valor de R$ 31.643,85 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 10/09/2004, emitiu cheque 196464 no valor de R$ 22.449,87 para pagamentos diversos entre eles, Dr Freitas e Dra Mary, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 14/10/2004, emitiu cheque 196425 no valor de R$ 20.425,00 para pagamentos diversos entre eles, Dra Mary e Dr Freitas, sem o correspondente documento e valor para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização dos lançamentos. Em 25/10/2004, emitiu cheque 196440 no valor de R$ 500,00 para pagamento por conta de material e mão de obra, sem o correspondente documento e identificação a quem foi pago, o que se deduz o não lançamento contábil, pela não localização do lançamento. Em 03/12/2004, emitiu cheque 218908, R$ 5.000,00 para pagamento de salários de Lucila, Paola, Laura, Márcia, Viviane, Rosane, Risete e sobre aviso, funcionários pertencentes a outra empresa, sem o correspondente recibo, conseqüentemente se deduz o não lançamento em despesas, pela não localização de tal lançamento. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 263 31 Em 20/12/2004, emitiu cheque 218940, R$ 13.258,70 para pagamentos diversos, inclusive de salários de Viviane, Rosane, Risete e Vali, funcionários pertencentes a outra empresa, sem o correspondente recibo, conseqüentemente se deduz o não lançamento em despesas, pela não localização de tal lançamento. Em 13/01/2005, emitiu cheque 213375, R$ 22.426,26 para pagamentos diversos, entre eles Dra Mary e Dr Freitas, sem correspondente comprovante de pagamento para lançamento na conta de despesas, o que se deduz o não lançamento em despesas, pela não localização do lançamento. Ademais, a AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, anexou os seguintes documentos, às fls. 80 a 177, que contribuem para a fundamentação da caracterização da relação de emprego: Contrato de Trabalho Temporário; Cópia de cheques e movimento do caixa da empresa; Recibos de Pagamentos assinados pela De Mary Lilian Antunes Araújo; Vales correspondentes a "Adiantamento de salário"; Recibos de pagamento de honorários; Cópia de cheques para pagamento de diversas despesas incluindo "sobreaviso" à De Mary; Recibos de pagamentos diversos à Dr' Mary; Cópias de movimento do caixa; Alterações contratuais; Notas Fiscais de Serviço; Demonstrativos de Gastos com materiais e honorários; e Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte — DIRF por serviços prestados a pessoas jurídicas. Não obstante, A AuditoriaFiscal, em resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, se manifestou, às fls. 178 a 182, concluindo pela caracterização da relação de emprego a partir de provas fáticas e materiais: (...) 5 .Nas folhas 80 a 177 anexouse documentos, na tentativa de comprovar os pressupostos necessários. ao enquadramento da segurada como empregada. 6 Já no Relatório Fiscal, item 6, as folhas 46, a fiscalização descreveu que a Dra. Mary trabalhou na empresa no período de 06/2001 a 04/2007, sonde assinou contrato de Trabalho Temporário, na função de médica, com o fim especifico de atender pacientes em tratamento de diálise, conforme 'Cláusula Primeira do referido Contrato, anexo as folhas 80, entendendo a fiscalização, que o serviço foi executado nos pacientes e nos próprios da empresa, estabelecendo assim os pressupostos básicos da relação de emprego como a subordinação e a pessoalidade. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 32 7 Comparamos o que já foi citado no item 11 d'o Relatório Fiscal, as fls. 46, com o contrato de trabalh6 e recibos de pagamentos, anexos As fl. 80 a 128: Diante de fatos como a execução de serviços dentro da empresa (cláusula primeira do contrato), utilizando os próprios da empresa (clausula primeira do, Contrato); cumprindo ‘jornada de trabalho pré determinadas (recibos de pagamentos), trabalhando na atividade fim (clausula primeira do' contrato); executando serviços especificamente relacionados aos clientes da empresa (clausula primeira do contrato), Cumprindo uma escala de serviço predeterminada (recibos de pagamentos) ou ficando a disposição (conforme recibo de sobre aviso, anexos às fls. 84, 108,. 109,, `114, 12. 2,• 124, 125, 126 e 127); recebendo , mensalmente pelos serviços prestados (cláusula terceira recibos de pagamento). Ainda, contrato de trabalho estabelece exclusividade, quando na sua Cláusula Sétima, estabelece que o Contratado não poderá exercer sua atividade profissional para outra empresa. ' 8 Quanto a comprovação da não eventualidade e freqüência dos pagamentos efetuados, levouse em consideração a que a empresa contratou a Médica Dra. Mary, não. assinou s'a sua carteira de trabalho, lido emitiu folhas ,de pagamento e o mais grave tentou esconder a sua relação de trabalho; quando não lançou na contabilidade, o Contrato e seus pagamentos, a empresa pagou quase que sempre via Caixa/Dinheiro, sem o correspondente recibo de pagamento, dito pagamento por fora, com fins específicos :de sonegação fiscal, situação que para a fiscalização a Empresa vem a confirmar, quando em sua defesa às fls. 73,. alega: "Quanto a cópia de chequei estes eram apenas retiradas para o fundo de caixa e com eles eram elaborados diversos pagamentos, e a referencia anotadas nas observação eram apenas referência a algum dos pagamentos a que se destinavam". 9 – O Contrato de trabalho estabelece prazo ate 31/05/2003; podendo ser prorrogado e foi o que a fiscalização entendeu que houve prorrogação de contrato, pela continuidade de pagamentos feitos a médica; pelo não repatriamento ao pais de origem (Cláusula Sexta. do Contrato) da segurada, já que trabalha até hoje para a .empresa pela declaração feita pelo Sr. Tulio Menezes Assinann, médico que também prestou serviços empresa (NFLD 37.134.5650) de que prestou serviços juntamente com a Di' Mary e a Dra Ruth Lilian Dias de Avila (NFLD 37.048.7052), onde trabalhavam dentro da empresa, atendendo os pacientes da empresa, que cumpriam sim uma forma' de escala de serviço, nunca deixando a empresa (pacientes), sem os seus Serviços, mesmo aos fins de semana, recebendo sobre aviso como demonstra os' recibos as folhas 84, 108, 109, 114, 12 124, 125, 126 e 127. Entendeuse que o contrato foi prorrogado, porque se sabia, qlue a Dra Mary lá trabalhava; que em 09/03/2007, constituiu .a empresa EULA E ANTUNES SERVIÇOS MÉDICOS SOCIEDADE SIMPLES LTDA, CNPJ 08.750.725/000109, conforme anexos As fls. 129 a 131, nova forma encontrada ,pela empresa para. dissimular o vinculo empregatício que a empresa mantém com os Médicos a seus serviços, ou seja, a mesma forma encontrada quando tomou Fl. 283DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 264 33 os serviços das empresas Centro, Clinico Brunet Assmann ' S/C Ltda é Centro Cirúrgico Livramento S/C Ltda. , 10 As verbas pagas pela empresa a seus empregados; a titulo de Sobreaviso, nunca integraram a folha de pagamento, eram pagas sem recibos, sem identificação a quem eram pagas; a despesa não era contabilizada, conforme se verifica nos recibos, daí a fiscalização entender, que quem recebia salários vem forma de sobre aviso, eram aquelas pessoas que geralmente ficavam a disposição da 'empresa aos fins de semanas e ou aquelas que faziam plantões e ou aquelas que tinham, a obrigação, de atender o paciente na. hora. necessária, como é o caso da Dra. Mary. 11 Nos recibos anexos As folhas 91,.,92, 95, 99, 106, 191, 107 e 109, demonstram que a médica Dra Mary, trabalhou em determinados dias do, mês, conforme discriminadonos recibos, ditos como turnos e também aos finais de semanas, conforme foi constatado via calendário da época, anexo As fls. 175 e 176, caracterizado muito a relação de emprego, que têm com a. empresa, confirmando o que já havia sido relatado em Relatório Fiscal nos item 11, às fls 46. Como a fiscalização detectou serviços de médicos aos finais de semanas, de serviços 'pagos por turnos, de salários em forma de sobre aviso e a clinica prestar serviços a pacientes que ficam internados aos seus cuidados, é natural que se deduza que a empresa utilize empregados em serviços de plantões. 12 Pelo exposto no item 9 do Relatório Fiscal, às folhas 46 e item 9 acima; Pela sonegação v fiscal comprovada via processo de Representação Fiscal para Fins Penais e Informação Fiscal da NFLD 37.048.7060, anexa às fls. 160 a . 173, onde demonstra e comprova a falta de lançamentos contábeis de muitas despesas; Pelos documentos aqui já anexados; Pela atitude da empresa em não permitir ingresso da fiscalização no seu interior, para verificação física, conforme correspondência, anexa às fls. 174; entende a fiscalização que o período trabalhado da Dra Mary, tenha sido ininterruptamente de 06/2001 . a 04/2007, .na qualidade de segurada empregada. 13 Encontramos todos os requisitos necessários para caracterizar como empregada a segurada que prestou os serviços Médicos, Dra. Mary Lilian. Pois, os serviços foram prestados com pessoalidade e recebeu na sua contraprestação uma remuneração; a pessoalidade é verificada na real' prestação de serviços em que ela própria a prestou; os pagamentos foram efetuados mensalmente demonstrando habitualidade e prestados nas dependências da empresa CARDIO NEFROCLINICA; vos serviços prestados são todos necessários e indispensáveis ao funcionamento: da empresa contratante, "sem os quais a mesma não alcançaria seus objetivos sociais; a subordinação está, explicita na prestação de serviços, a qual exige inclusive o cumprimento de plantões médicos, .situação que a empresa reconhece em sua defesa às fls. 81, da NFLD 37.048.7052, anexo às . fls. 177, quando diz: Fl. 284DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 34 "0 relato do senhor fiscal é correto quando afirma que a Dra Lilian, ficava a disposição da empresa nos fins, e mais, este tipo de atividade exige que se fique a disposição 24 horas por dia, pois para tratase de doença das pessoas, que não tem dia ou hora para acontecer esta é a regra, nestes termo é que se contrata profissionais destas áreas, mas o tipo da atividade desempenha nada tema ver com a forma jurídica. como este serviço é.prestado. (...) 16 Quanto aos valores lançados como salários recebidos no período de 06/2001 a 12/2003, levouse em 'consideração o valor estipulado em contrato, nas competências 01/2064 e 02/2004, a base foi recibos de pagamento, anexo às fls. 109, embora d recibo da competência 02/2004, não foi possível anexar, pela não mais localização, quando do retorno à empresa na diligência fiscal. 17 Como já foi relatado no item 8, do Relatório Fiscal, ás fls. 46, que para o período de 03/2004 a 04/2007, tomouse como base para o salário .da. empregada,.o valor constante e discriminado na copia do cheque 850.932. O valor constante na copia do cheque 850.932, anexo as fls. 112, pago a Dra.Mary é de R$ 3.850,00 e não de R$ 6.300,00, constituindo assim lapso da fiscalização, solicitando desta forma que seja corrigido e o salário atribuído a empregada seja a partir de 63/2004 a 04/2007 de. R$ 3..850,00. 18 — O salário da Dra Mary foi aferido, porque além do já relatado no item 12; a partir da competência 03/2004, a fiscalização conseguiu constatar que a segurada sempre trabalhou na empresa, diferente do alegado, que tenha trabalhado em alguns meses de forma alternada. (...) Observase que a AuditoriaFiscal expressamente caracteriza a relação de emprego, observando os requisitos que ensejam tal caracterização: 13 Encontramos todos os requisitos necessários para caracterizar como empregada a segurada que prestou os serviços Médicos, Dra. Mary Lilian. Pois, os serviços foram prestados com pessoalidade e recebeu na sua contraprestação uma remuneração; a pessoalidade é verificada na real' prestação de serviços em que ela própria a prestou; os pagamentos foram efetuados mensalmente demonstrando habitualidade e prestados nas dependências da empresa CARDIO NEFROCLINICA; vos serviços prestados são todos necessários e indispensáveis ao funcionamento: da empresa contratante, "sem os quais a mesma não alcançaria seus objetivos sociais; a subordinação está, explicita na prestação de serviços, a qual exige inclusive o cumprimento de plantões médicos, .situação que a empresa reconhece em sua defesa às fls. 81, da NFLD 37.048.7052, anexo às . fls. 177, quando diz: "0 relato do senhor fiscal é correto quando afirma que a Dra Fl. 285DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 265 35 Lilian, ficava a disposição da empresa nos fins, e mais, este tipo de atividade exige que se fique a disposição 24 horas por dia, pois para tratase de doença das pessoas, que não tem dia ou hora para acontecer esta é a regra, nestes termo é que se contrata profissionais destas áreas, mas o tipo da atividade desempenha nada tema ver com a forma jurídica. como este serviço é.prestado. Neste mesmo diapasão, a decisão de primeira instância afasta os argumentos aduzidos pela empresa, em sede de Impugnação, reconhecendo a caracterização da relação de emprego: (...) No mérito, está a impugnante inconformada com o enquadramento da Drª. Mary como segurada empregada, posto que em nenhum momento a notificada negou os serviços prestados pela referida segurada. Portanto, o foco da impugnação consiste em comprovar se a segurada prestou serviços na condição de contribuinte individual ou empregada. Tais definições devem ser vistas sobre a ótica previdenciária, mesmo que reproduzindo o conceito do Art. 3° da Consolidação das Leis do Trabalho, conforme definidos no artigo 12 da Lei n° 8.212/91, (...) (...) Das provas trazidas aos autos, verificase que os pagamentos efetuados à Dra. Mary eram constantes e decorreram de serviços prestados à impugnante, inclusive na condição de "sobreaviso", ou seja, a impugnante pagava valores à segurada pela sua disponibilidade, mesmo que não houvesse atendimento emergencial. Observase que inicialmente os pagamentos eram feitos a titulo de " salário" e, posteriormente, chamados de "honorários" o que não modifica a condição da segurada. Ainda tendo por sustentação as provas anexadas, observase que a segurada não estava registrada, mas tinha Contrato de Trabalho Temporário, assinado em 01/06/2001 pelo sr. João Andreuchetti Delta de Freitas, sócio majoritário (98%) da CARDIO NEFROCONICA DELTA SOCIEDADE SIMPLES LTDA, conforme 4a Alteração Contratual em 01/06/2000, cláusula primeira e reconhecida no 1° Tabelionato de Santana do Livramento e, portanto, infundada a afirmação na peça impugnatória na folha 73 de que a segurada "jamais teve vinculo empregatício (...) Neste sentido de caracterização do segurado empregado quando presentes as premissas da relação de emprego, a jurisprudência do Conselho de Contribuintes e do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais aponta nesta direção: Fl. 286DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 36 Segundo Conselho de Contribuintes . 6ª Câmara. Turma Ordinária Título Acórdão nº 20600979 do Processo 37299000092200552 Data 05/06/2008 Ementa Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2003 a 30/06/2004 CUSTEIO CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA –SEGURADOEMPREGADO CARACTERIZAÇÃO. É atribuída à fiscalização da SRP a prerrogativa de, seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurados empregado da empresa contratante, desde que presentes os requisitos do art. 12, I, "a", da Lei n. 8.212/91. Os elementos caracterizadores do vínculo empregatício estão devidamente demonstrados no relatório fiscal da NFLD. Recurso Voluntário Negado. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. 2ª Seção de Julgamento. 4ª Câmara. 1ª Turma Ordinária Título Acórdão nº 240300068 do Processo 10552000525200737 Data 08/07/2010 Ementa ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIASPERÍODO DE APURAÇÃO: 01/09/2002 A 30/11/2006CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PARTE PATRONAL E TERCEIROSCARACTERIZAÇÃODE VÍNCULO EMPREGATÍCIO.SEGURADOEMPREGADO. ASSOCIADOS ELEITOS PARA CARGO DE DIREÇÃO EM COOPERATIVA.A EMPRESA É OBRIGADA A ARRECADAR AS CONTRIBUIÇÕES A SEU CARGO E AS DESTINADAS AOS TERCEIROS E RECOLHER O PRODUTO ARRECADADO DENTRO DO PRAZO ESTIPULADO PELA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA.SE O AUDITOR FISCAL CONSTATAR QUE OSEGURADO, QUALQUER QUE SEJA A DENOMINAÇÃO QUE LHE FOR DADA, PREENCHE AS CONDIÇÕES QUE CONFIGURAM A RELAÇÃO DE EMPREGO (PESSOA FÍSICA, PESSOALIDADE, ONEROSIDADE, SUBORDINAÇÃO E NÃO EVENTUALIDADE), DEVERÁ DESCONSIDERAR O VINCULO PACTUADO E EFETUAR O ENQUADRAMENTO COMOSEGURADOEMPREGADO.SÃOSEGURADOSCONTRIBUINTES INDIVIDUAIS EMPRESÁRIOS OS ASSOCIADOS ELEITOS PARA CARGO DE DIREÇÃO EM COOPERATIVA.RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.ACORDAM OS MEMBROS DA 4ª CÂMARA / 3ª TURMA ORDINÁRIA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, NAS PRELIMINARES POR UNANIMIDADE DE VOTOS EM REJEITAR A DECADÊNCIA. NO MÉRITO POR MAIORIA DOS VOTOS EM DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO E DETERMINAR O RECALCULO DA MULTA DE MORA COM BASE ART. 32A DA LEI 8.212/91 NA REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.941/2009 E PREVALÊNCIA DA MULTA MAIS BENÉFICA AO CONTRIBUINTE. VENCIDOS OS CONSELHEIROS RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA E CLEUSA VIEIRA DE SOUZA (CONVOCADOS) QUE VOTARAM POR NEGAR PROVIMENTO. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 18329.000212/200734 Acórdão n.º 240301.161 S2C4T3 Fl. 266 37 Segundo Conselho de Contribuintes. 6ª Câmara. Turma Ordinária Título Acórdão nº 20601581 do Processo 35582002142200777 Data 06/11/2008 Ementa Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/07/2003 a 31/12/2005CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADOEMPREGADO AUDITORIA FISCAL COMPETÊNCIA. É atribuída à fiscalização a prerrogativa de, seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurados empregados, se constatar a ocorrência dos requisitos da relação de emprego. RELAÇÃO JURÍDICA APARENTE DESCARACTERIZAÇÃO. Pelo Princípio da Verdade Material, se restar configurado que a relação jurídica formal apresentada não se coaduna com a relação fática verificada, subsistirá a última. De acordo com o art. 118, inciso I do Código Tributário Nacional, a definição legal do fato gerador é interpretada abstraindose da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Recurso Voluntário Negado. Devemos observar a posição do CARF (conforme se observa de vários julgados) no sentido de que pelo Princípio da Verdade Material, se restar configurado que a relação jurídica formal apresentada não se coaduna com a relação fática verificada, subsistirá a última. De acordo com o art. 118, inciso I do Código Tributário Nacional, a definição legal do fato gerador é interpretada abstraindose da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ou seja, houve discriminação clara e precisa dos fatos geradores nos relatórios que compõem a NFLD, possibilitando o pleno conhecimento pela Recorrente. A contratação de trabalhadores por meio de pessoas jurídicas, sem que se demonstre o cumprimento aos preceitos legais e que a realidade fática diverge dos documentos apresentados, acaba por descaracterizar a contratação nessa modalidade, provocando o enquadramento como segurados empregados perante a Previdência Social. Diante das provas fáticas e materiais fartamente colacionadas pela Auditoria Fiscal nos autos, tanto em sede de Relatório Fiscal, quanto em sede de resposta à Solicitação de Diligência Fiscal, inclusive com as provas apontadas de irregularidades na contabilidade da empresa, conforme o Anexo do Relatório Fiscal, às fls. 41 a 44, denominado “Demonstrativo de Observações Contábeis, afasto as argumentações da Recorrente e concluo que está presente a relação de emprego com características de pessoalidade, onerosidade, nãoeventualidade, subordinação, e continuidade, nos termos dos arts. 2° e 3º da CLT. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 38 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NAS PRELIMINARES, se declarar a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados na competência 10/2002, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN, e, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO para que se recalcule o valor da multa de mora, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 289DF CARF MF Impresso em 02/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 29/03/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/03/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10845.005076/88-31
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 1989
Numero da decisão: 301-00.424
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198909
numero_processo_s : 10845.005076/88-31
conteudo_id_s : 6595256
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.424
nome_arquivo_s : Decisao_108450050768831.pdf
nome_relator_s : ITAMAR VIEIRA DA COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 108450050768831_6595256.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 21 00:00:00 UTC 1989
id : 9291769
ano_sessao_s : 1989
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:50 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 3010424_108450050768831_198909; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-03-29T17:59:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 3010424_108450050768831_198909; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 3010424_108450050768831_198909; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-03-29T17:59:48Z; created: 2017-03-29T17:59:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2017-03-29T17:59:48Z; pdf:charsPerPage: 876; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-03-29T17:59:48Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA'TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . PRIMEIRA CÂMARA Sessão de ..?J..::.~.~.1;.~III.~r.()de 1913!J ACORDÃO N ' . • Recurso n.O Recorrente Recorrid 110.911 - Processo nR 10845.005.076/88-31 FLUMAR TRANSPORTES FLUVIAIS E MARíTIMOS rep por Transchem Agência Marítima Ltda. DRF SANTOS/SP ~ E S O LU-Ç Ã O NR 30 hO. 4124 ,".. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos" .1 TA - Presidentee.Relator MeMbros da Primeira Cimara do Tefc~iro Conse- par Unanimidade de votosj em conV~rter o jul a Repartiçâo de Origem, ,nos termos dorelat6- a integrar o presente jUlgado. , 21 de setembro de 1989BrasÍlia- RESOLVEM os lho de Contribuintes, gamento em diligência rio e voto que passa ELSO SI VA - Procurador da Fazenda Nacional. VISTO EM "2SESSÃO DE: j; Participaram, ainda, do presente julgamentd os seguintes' Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, JO St MARIA DE .MELO, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, ROSA MARTA MAGA , , - LHÃES DE OLIVEIRA, WLADEMIR CLOVIS MOREIRA e HAMILTON DE SÁ DANTAS. • -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, 11 CÂMARA. RECURSO Ng 110.911 RECORRENTE: FLUMAR TRANSPORTES FLUVIAIS E MARíTIMOS, represo porTRANSCHEM AG[NCIA MARíTIMA LTDA. RECORRIDA DRF - SANTOS - SP. RELATOR : ITAMAR VIEIRA DA COSTA. R E L A T Ó R I O V O T O • ',- )"-... Ao iniciar a análise do processo verifiquei engano nos cálculos procedidos para quantificar a falta existente, a saber: a) no Auto de Infração consta o total apurado de-22.S37 quilos. (fls. OI-v); b) nos cálculos feitos pelo Grupo de Apoio a Fiscaliz~ ção - GAF foi colocado o total das faltas apurarlas igual a 60.620 quilos que, rleduzidos O,Sr. do total manifestarlo (O,S% de 7.616.683 = 38.083) restou,22.S37 qui1'ls (fls. 02); c) na IDFA - CODESP nQ 80S0 o total de faltas represen ta 70.620 quilos (fls. 04); d) o mesmo quantitativo está indicado no laudo t~cnico, isto ~ S2.076 + 18.S44 = 70.520 (fls. OS-v e 06-v). Assim fica evidente que o total das faltas e de,n.S37,'- quilôs (70.6::>0 - 38.(83). Pelo exposto voto no sentido de converter o julgamento em diligência à Repartição de origem para proceder à nova verific~ ção dos quantitativos indicados no processo e adotar asproiidên"- cias-que o caso requer. Sala das Sessões, 00000001 00000002
_version_ : 1731525578929995776
score : 1.0
Numero do processo: 10711.003681/87-66
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 301-00.346
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, por intermédio da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 198811
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10711.003681/87-66
conteudo_id_s : 6593268
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.346
nome_arquivo_s : Decisao_107110036818766.pdf
nome_relator_s : ROSA MARTA MAGALHAES DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 107110036818766_6593268.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, por intermédio da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 23 00:00:00 UTC 1988
id : 9289982
ano_sessao_s : 1988
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578931044352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 301346_107110036818766_198811; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2018-03-06T14:47:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 301346_107110036818766_198811; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 301346_107110036818766_198811; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2018-03-06T14:47:41Z; created: 2018-03-06T14:47:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2018-03-06T14:47:41Z; pdf:charsPerPage: 911; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2018-03-06T14:47:41Z | Conteúdo => • MINISTÉRIO DA FAZENDA ~'TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA s•••a. d•.2.3Inovembr.Q. d. 19 ..88.. ACORDÃO N.'. Recurso n.' 110.061 Processo n2 10711/003681/87-66. Recorrente COMPANHIA CERAS JOHNSON • Recorrida IRF PORTO DO RIO DE JANEIRQ~RJ. . R E S O L U C Ã O N2 301-346 • Vistos relatados e discutido os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de 'votos, em converter o julgamen to em diligência ao INT, por intermédio da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 25 NOV 1988 Participaram, ainda, do presente julgamento Conselheiros: Nacional. os seguintes MARTINS - Procurador da Fazenda - II)-t{/l~ HÃES DE OLIVEIRA - Relatora. de novembro de 1988.Brasília ITAMAR -QvROSA MARTA MAGA~m~s VISTO EM: SESSÃO DE • JOÃO HOLANDA COSTA, -PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET, HAMILTON DE TAS, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, JOSÉ MARIA DE MELO e SÁ DAli RO BERTO VELLOSOSuplente. Ausente justificadamente o Conselheiro Fausto Fre~ tas de Castro Neto. -. • -2- SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MF - 3~ CONSELHO DE CONTRIBUINTES. J RECURSO N.~ 110.061 - RESOLUÇÃO N~ 301-3~6. RECORRENTE: COMPANHIA CERAS JONHSON. RECORRIDA RELATOR : IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO-RJ. : ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA. R E L A T 6 R I O recorre a este Colegiado de julga procedente a ~çao fiscal • • • '. Companhia Ceras Johnson decis~o de primeira inst;ncia que, instaurada como o Auto de Infraç~o de n~ 000104. fls. 01 e verso. ficando a mesma sujeita ao recolhimento da 6iferença dos tributos devidos e ainda multas previstas nos artigos 524 e 526. inciso 11 do Decreto n~ 91.030/85 (RA) referente ao Imposto de importaç~o e multa do artigo 364, inciso 11 do Decreto n~ 87.891/82, relativos ao Imposto sobre Produtos Industrializados. A recorrente procedeu a impo:ttaç~o de "5.000 kg de PQ lietileno de Baixa Densidade industrial. emulcificante", de aco£ do com a descriç~o da DI n~ 007619/86, código TAB 39.02.22.99. Entende a fiscalizaç~o tratar-se de cera artificial a base de polietileno, posicionando no código TAB 3~.0~.01.03. O Laudo Técnico - LABANA - concluiu ser "polietileno de baixa densidade. com características de cera artificial". Devidamente notificada e, na guardp do prazo legal, a autuada apresenta razões de defesa alegando que por ser uma indú~ tria química utiliza o produto "Polietileno AC 680 como matéria prima na fabricaç~o .de diversos produtos de ,sua comercializaç~o. N~O concorda com o entendimento do laudo emitido pelo LABANA, por considerar que "Polietileno de baixa densidade" com características de cera artificial" n~o há de ser confundido com cera artificial de polietileno, podendo apresentar algumas '.pro~ priedades físicas semelhantes, mas distintas nas .características essenciais. • Rec. 110.061 Res ..301-346 -3- • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Compara as características do Polietileno AC 680 com as ceras artificiais. Insiste no aspecto de que 'n.iJ; posição 34.04 classificam-se os produtos que não tem constituição química defi nida, não sendo o caso do "Polietileno AC-680" em questão, pois o mesmo possui fórmula química definida, como demonstrado nos aQ tos (C2H4). • o laudo LABANA confirma o ponto de fusão do importado a 102"C . produto • • • Para se classificar como cera há de ter todas as ca- racterísticas de cera, e não algumas características. Requer seja julgado improcedente a açao fiscal. o órgão preparador, em vista à argumentação da autu~ da solicitou ao Laboratório de Análise complementação dos esc.l~ recimentos da informação técnica, sendo prontamente atendiqo: - o produto analisado é um polietileno de baixa densidade, emgr~ nulos, identificando-se com a descrição contida na GI n" 1-86/9457-8 (fls. 19); - nao tem constituição química definida, e um polímero; - seu ponto de fusão é de 108"C.; a 20"C é duro, de estrutura cristalina ou micro-cristalina, opaco, mas nao vidrado; - acima do seu ponto de fusão nao se torna facilmente estirável; - torna-se brilhante quando se fricciona exercendo .ligeira pressão;: - e um substituto das ceras naturais, obtido por processo~ quími co~' I ' - sua consistência e solubilidade dependem tanto da quanto do tipo de solvente empregado; - apresenta viscosidade. temperatura Com base nestas Lnformaç6es e considerando as Regras gerais e complementares para interpretação da Nomenclatura Brasi leira de Mercadoria, e, que não houve decÜiração indevida, a autQ ridade de primeiro grau julgo';'procedente, em parte, a ação.fiscal • Rec. 110.061Res. 301.,346 -.4- • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL para declarar devidas as diferenças do 11 e do IPI e multa do art. 364, 11 do RIPI/82, e encargos legais.: InconformadQ, tempestivamente, recorre a este lho alegando que: Consg • • • - a decisio de fls. 44/49 carece de fundamento quanto ~ classifi caçio tarif~ria do produto em questio, por estar baseada em laudo tecnicamente incorreto;, o referido Polietileno ~ somente utilizado como mat~ria prima; sempre o classificou na posição TAB 39.02.02.02, posteriormen- te mudado para 39.02.22.00 (Resoluçio CBN 45 de 07/12/79); - ao classificar na posi~ao 39 a autoridade fiscal est~ ~on£undin do mat~ria prima com denominaçio da empresa; - por ser assunto eminentemente t~cnico traz aos autos pareceres do INT, LABANA, IMA e outros que identificam o produto, :tecnica- mente, como "Polietileno de Baixa densidade", e acórdio da Egr~ gia C&mara Superior (Acórdão nº CSRF/03-0 526). - h~ incompatibilidades nas afirmaç6es e negaç6es, os "consideran dos" sio contraditórios; - possuir algumas características das ceras artificiais nao dizer que seja "cerall; - o polietileno AC-680 tem composiçio química definida; quer - para se classificar na posiçio 34.04 há de ter contituiçio quí- mica definida; • - demonstra a fórmula do polietileno (fls. 68 a 71); - vários processo da recorrente já foram julgados considerando produto na posiçio TAB 34.02.22.00. o Em vista de toda a jurisprudência e doutrina citada e apensa aos autos requer seja reformada a decisio de primeiro grau, classificando a mercadoria na p6sição pleiteada pela recorrente. É Q; RELATÓRIO '" I • • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O Rec. 110.061 Res. 301-346 -5- na • • • • Da análise dos autos verifica-se que o deslinde da questio reside, apenas em reconhecer se o "Polietileno AC-680" de baixa densidade, com constituiçio química definida é classificado no código TAB 39.02.22.00 ou se se classifica como "cera artifi- cial" - posição TAB 34004001.03. Os vários pareceres e laudos apensos aos autos se r~ ferem a amostras de importações anteriores a do produto, ora em questio . Com relação a DI n2 007619/86, objeto do presente AQ to de Infração, somente encontramos o Laudo Técnico LABANA de n2 2.741/86 e informações complementares (fls. 22, 39, 40, 42) . Diante das argumentações da recorrente voto no senti do de se converter o julgamento em diligincia ao INT, por inte~ médio da Repartição de origem para juntada de amostra, com os me~ mos quesitos oferecidos ao LABANA nos termos da Resoluçio n£ 345, e que seja dado ao contribuinte oportunidade de elaborar seus pr~ prios quesitos. 1 - O produto analisadose identifica,'comaqueledescrito GI n2 1-85/37:086-6 '(fls.08)? 2 - trata-se de 'polímero? 3 - Pode-se dizer que um polímero tem compos~çao quími -c 'ca.definida, na conceituação da NBM?-' 4 - O produto em causa pode dizer-se que é substituto é da cera artificial obtido por processos químicos? 5 -'Outros dados de interesse para a solução da lide. Sala das Sessões, em 23 de novembro de 1988. ROSA MARTA - Relatora. ----_ ....•• 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10845.007560/87-13
Data da sessão: Fri Jun 14 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA - A denúncia espontânea da infração antes da Conferencia Final do Manifesto exime o responsável da multa prevista para a falta.
Demonstrada a falta da mercadoria cabe a cobrança do tributo, inexistindo em sua comprovação cerceamento do direito de defesa.
A mercadoria importada constante do Manifesto de Carga tem sua falta considerada apurada e como ocorrido o respectivo fato gerador na datado lançamento do crédito tributário, devendo-se adotar no seu cálculo a taxa de câmbio vigente nessa mesma data.
Não cabe a este Colegiado cuidar da restituição de valores recolhidos ao Tesouro Nacional.
Numero da decisão: CSRF/03-01.698
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de cerceamento do direito de defesa suscitada. No mérito, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso, para admitir a exclusão da multa ao amparo da denúncia espontânea, nos termos do relatório e
voto que passam a integrar o presente julgado, vencidos os Cons: a) Itamar Vieira da Costa, que negava provimento ao recurso; b) Ubaldo Campelo Neto, na parte que reconhecia a adoção da taxa cambial vigente na data da entrada da mercadoria, e, c) Sebastião Rodrigues Cabral, na parte que reconhecia a adoção da taxa cambial vigente na data da denúncia espontânea.
Nome do relator: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 30 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199106
ementa_s : FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA - A denúncia espontânea da infração antes da Conferencia Final do Manifesto exime o responsável da multa prevista para a falta. Demonstrada a falta da mercadoria cabe a cobrança do tributo, inexistindo em sua comprovação cerceamento do direito de defesa. A mercadoria importada constante do Manifesto de Carga tem sua falta considerada apurada e como ocorrido o respectivo fato gerador na datado lançamento do crédito tributário, devendo-se adotar no seu cálculo a taxa de câmbio vigente nessa mesma data. Não cabe a este Colegiado cuidar da restituição de valores recolhidos ao Tesouro Nacional.
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10845.007560/87-13
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4418001
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : CSRF/03-01.698
nome_arquivo_s : 40301698_000138_108450075608713_006.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 108450075608713_4418001.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de cerceamento do direito de defesa suscitada. No mérito, por maioria de votos, dar provimento, em parte, ao recurso, para admitir a exclusão da multa ao amparo da denúncia espontânea, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencidos os Cons: a) Itamar Vieira da Costa, que negava provimento ao recurso; b) Ubaldo Campelo Neto, na parte que reconhecia a adoção da taxa cambial vigente na data da entrada da mercadoria, e, c) Sebastião Rodrigues Cabral, na parte que reconhecia a adoção da taxa cambial vigente na data da denúncia espontânea.
dt_sessao_tdt : Fri Jun 14 00:00:00 UTC 1991
id : 4814034
ano_sessao_s : 1991
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 30 09:37:44 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1731525578962501632
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T12:08:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T12:08:40Z; Last-Modified: 2009-07-08T12:08:40Z; dcterms:modified: 2009-07-08T12:08:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T12:08:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T12:08:40Z; meta:save-date: 2009-07-08T12:08:40Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T12:08:40Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T12:08:40Z; created: 2009-07-08T12:08:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-07-08T12:08:40Z; pdf:charsPerPage: 1673; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T12:08:40Z | Conteúdo => PROCESSO N9 10845/007.560/87-13 sue 4kemw 1HVTÉ1IO Ô.. CCNOMIA 9 FAZENDA E PLANEêAMENTO sesta ° de 14 de junho d e 19 91 ACORDÃON2 CSRP/02-01.698 . Recurso n 2 : RD/301-0.138 • Recorrente: MEX-BRAS LINER SERVICE, IN JOINT VENTUFE , REP. POR AG. DE NAV. BOSSOLA S/' Recorrida PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA - A denúncia es- pontãnea da infração antes da Conferencia Fi- nal do Manifesto exime o responsável da mult. prevista para a falta. Demonstrada a falta da mercadoria cabeacobran ça do tributo, inexistindo em sua comprovaça. cerceamento do direito de defesa. A mercadoria importada constante do Manifesto de Carga tem sua falta considerada apurada eco, mo ocorrido o respectivo fato gerador na datado lançamento do crédito tributário, devendo-se . dotar no seu cálculo a taxa de câmbio vigente nessa mesma data. Não cabe a este Colegiado cuidar da restitui- ção de valores recolhidos ao Tesouro Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MEX-BRAS LINER SERVICE, IN jOINT VENTURE,REP. POR AGENCIA DE NAVEGACÃO BUSSOLA S/A. - ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis i— cais, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de cerceamen- to do direito de defesa suscitada. No mérito, por maioria de votos, 1 dar provimento, em parte, ao recurso, para admitir a exclusão da multa ao amparo da denúncia espontãnea, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencidos os Cons: a) itamar Vieira da Costa, que negava provimento ao recurso; b) Ubaldo Campeio Neto, na parte que reconhecia a adoção Ra taxa cambial DAPAEFP/DF- SECOS N e 064/90 4H gente na data da entrada da mercadoria, e, c) Sebastião Rodrigues Ca- bral, na narte que reconhecia a adoção da taxa cambial vigente na da- ta da denúncia espontãnea. S. . das sessões (DFY, em 14 de junho de 1991 Ar4, MA" • 3; - PRESIDENTE ,h PAULO -AFFONSECA B.F. JUNIOR RELATOR INÉrklARIA —.0S DE SÃ ARAt130 - PROCURADORA DA FAZENDA NACIO- NAL - DESIGNADA Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei: ros: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e JOÃO HOLANDA COSTA. Ausente jus- tificadamente o Cons. DURVAL BESSONE DE MELLO. I l'ec SENVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10845/007.560/87-13 RECURSO N9 ; RD/301- O . 13 8 ACORDO : CSRF/03-01 6 98 RECORR ENTE: MEX-BRAS LINER SERVICE , IN JOINT VENTURE , EM). POR AG. DE NAV. BUSSOLA RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A RECORRENTE insurge-se contra a decisão adotada pe lo Acórdão 301-26,113 de 4/12/89 em questão de falta de mercado ria apurada em Conferência Final de Manifesto, alegando: - que houve cerceamento do direito de defesa, poi teria ocorrido compensação das mesmas mercadorias sob embalagens diferentes, e que ela não foi noti- ficada para acompanhar e nem abertura de vista pa- ra pronunciamento sobre as diligências requeridas. Pede a nulidade do Acórdão para que possa pronun- ciar-se sobre elas: - que houve deniíncia espontânea antes da Conferencia do Manifesto e que pagou o valor dos tributos em valor superior ao cobrado, pedindo sua restituição acrescida de juros e correção monetária; - que a taxa de câmbio usada não foi a da data do fa to gerador (entrada de mercadoria)._ mas indevidamen te a vigente quando do lançamento, como dito no A- córdão. DAMEFP/DF- SECOB N 2 065/90 J.H. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/007.560/87-13 2. Acõrdão n9-CSRF/03-01.6a8 A divergência jurisprudencial apontada foi aco- lhida e a douta Procuradoria da Fazenda Nacional reporta-se e endossa os fundamentos da decisão. É o relatOrio. ' 111 n , Ir tdl‹ a , i , 1 SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/007.560/87-13 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.698 VOTO_ Conselheiro PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR, Relator Não se trata de pedido de diligência, propriamen te dito, mas de pedido para que se procedesse à compensação das quantidades das mesmas mercadorias em embalagens diversas ou a volta do processo à Repartição de origem para as "diligências que cabem para tanto". Em Resolução 301-0.413 de 24/08/89 a Primeira Cã mara, por voto do ilustre Conselheiro João Holanda Costa, con- verteu o julgamento em diligência S. Re partição de origem "para que se digne esclarecer quanto ao conteúdo dos 2 volumes(estra- dos) de pigmento à base de diOxido de titãnio que pertence- riam aos lotes dos conhecimento 38 e 39 de Tampico/Santos, con- forme procurou demonstrar a recorrente com a petição de 13/4/87 juntada na impugnação". Com as explicações prestadas, o mesmo Conselhei- ro retro citado, em seu voto no Acórdão recorrido, considerou que ficaram a descoberto dois volumes faltantes. Considerando esses elementos, entendo ser corre- to o "decisum" nesse passo. A visita aduaneira não se constitui em inicio de procedimento fiscal. O ART. 79 do Decreto 70.235/72 determina que a ação fiscal começa com ato de oficio, escrito, ciente o sujeito passivo da obrigação tributãria. Nem a posse das folhas de descarga nem a lavratu ra do termo de visita preenchem esses requisitos pois a Lei diz /1/4, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/007.560/87-13 4. Acórdão n9-CSRF/03-01.69_8 que a apuração das faltas ou extravios se processa pelo confron to entre as folhas de descarga e o Manifesto do veículo trans- portador. Aqueles atos, anteriores a esse confronto, não podem apurar faltas ou extravios. Como essa averiguação só se concretiza com a Con- ferência Final de Manifesto, entendo ser cabível a exclusão da multa por denúncia espontânea, conforme o ART. 138 do CTN. Não compete a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais a questão de restituição de valores recolhidos. n de meu julgamento que a taxa de conversão da moeda estrangeira a ser aplicada no cálculo de tributos, quando se tratar de falta de mercadorias importadas, é a vigorante na data do lançamento do crédito tributário, conforme o ART. 23, § único, do DL 37/66 e os ARTs. 87, II, C e 103 e 107, § único,do RA, quando se perfaz a apuração. Face ao exposto, dou provimento parcial ao Recur so para excluir a multa capitulada no ART. 106, II, D, do DL 37/66 (521, II, D, do RAI mantendo a falta apurada, inexistindo cerceamento do direito de defesa, com a consequente cobrança do I.I. e a taxa de câmbio usada no cálculo do tributo. Brasília em 14 de junho de 1991. 11/2))'-"--i) PAULO AFFONSECA DE B. F 1 /A JUNIOR - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10830.002841/93-23
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 301-00.977
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia A Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199504
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10830.002841/93-23
conteudo_id_s : 6612001
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.977
nome_arquivo_s : Decisao_108300028419323.pdf
nome_relator_s : MOACYR ELOY DEMEDEIROS
nome_arquivo_pdf_s : 108300028419323_6612001.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia A Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
id : 9348321
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1734062496331857920
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-27T18:39:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-27T18:39:24Z; Last-Modified: 2013-09-27T18:39:24Z; dcterms:modified: 2013-09-27T18:39:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:bb685bd0-6d87-435c-9160-d86d64a1327c; Last-Save-Date: 2013-09-27T18:39:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-27T18:39:24Z; meta:save-date: 2013-09-27T18:39:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-27T18:39:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-27T18:39:24Z; created: 2013-09-27T18:39:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-09-27T18:39:24Z; pdf:charsPerPage: 1104; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-27T18:39:24Z | Conteúdo => MOACYR ELOY D DS - Presidente e relator MINISTiRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N9 10830-002841/93-23 Sessão de 25 abril de 1.99 5 ACORDÃO N° Recurso n 2 .: Recorrente: 117.064 Re cor-rid ABBOTT LABORATORIDS DO BRASIL LTDA. DRF - CAMPINAS - SP RESOLUÇn0 N. 301-0.977 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia A Repartiçáo de Origem, na forma do relató- rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 25 de abril de 1995. P u-tat CARMELLIO MANTUAN° DE AIVA - Procurador da Faz. Na- cional SESSAO DE: 2 2 JUN 1995 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Fausto de Freitas e Castro Neto, Joáo Baptista Moreira, Marcia Regina Machado Melaré, Isalberto Zaváo Lima, Jorge Climaco Vieira (suplente) e Nilo Alberto de Lemos Cahete. Ausente a Conselheira Maria de Fatima P. de Mello Cartaxo. DAMEFP/DF - SECO6 H2 047/112 - J.H. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 117.064 - RESOLUCAO N. 301-0.977 RECORRENTE: ABBOTT LABORATORIOS DO BRASIL LTDA RECORRIDA : DRF/CAMPINAS - SP RELATOR : Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATORIO A empresa em tela importou 30 (trinta) "sistemas automáticos para análises físicas e químicas por espectofotome- tria, modelo QUANTUM II, REF. 3303-03 e desembaraçou-as através da DI n. 002021/88. A mercadoria foi enquadrada no Código TAB 90.28.99.00, com tarifas de 40% para o II e 15% para o IPI, e com beneficio amparado no GATT, que reduzia a aliquota do II para • 15%. Em 17/06/93, foi lavrado Auto de Infração em de- corrência de Revisão Aduaneira, para exigir recolhimento da dife- rença de tributos, com os devidos acréscimos legais. 0 AI foi fundamentado no entendimento de que o produto importado deveria ser enquadrado na posição TAB n. 90.28.09.03, com aliquotas de 40% para o II e 15% para o IPI, sem reducão, por se tratar de "Espectofotometros tipo ultravioleta, visível ou infravermelho". Tal entendimento foi fundamentado no "Laudo Pericial" n. 093, de 12/05/91, realizado apenas pela aná- lise da DI, e que havia sido solicitado pela fiscalizacao em 31/07/91. Em sua impugnação tempestiva a DRF, a defendende alegou: • a - o desembaraço aduaneiro, segundo o art. 444 do RA seria um ato perfeito e completo, não ca- bendo portanto a sua revisão; b - a CACEX, ao emitir a Guia competente, não te- ria contestado a classificação adotada pela impugnante; e c - o "Laudo Técnico" seria tênue, realizado sem o exame físico da mercadoria e quase cinco anos após o desembaraço, e que o pedido da assis- tencia técnica não seria coincidente com o re- ferido laudo, assinado muito posteriormente. A autoridade de la. Instancia manteve o AI, con- tra-argumentando, em síntese: a conferência física e documental não encerra o despacho aduaneiro; a CACEX não teria feito ressal- va na classificação da interessada, por estar coincidente com a 2 descrição fornecida: e, finalmente, por considerar válido o Laudo Pericial. Da decisão, recorre, tempestivamente, a interessa- da a este Conselho, reiterando os mesmos argumentos já apresenta- dos guando da impugnação, e solicitando, por fim, a realização de diligência para a realização de novo laudo pericial, e caso não se entenda necessário, pelo provimento total do recurso. As posições 90.28.99.00 e 90.28.09.03, são assim descritas na TAB: "90.28. - Instrumentos e aparelhos elétricos ou eletrônicos de medida de verificação, de controle, de regulação ou análise de eletricidade, incluindo os aparelhos para sua aferição." "90.28.99.00 - Colorimetro, fotômetro e aspectofo- teimetro". "90.28.09.03 - Espectofotemetro tipo ultravioleta visível ou infravermelho". E o relatório. • • • Rec. 117.064 Res. 301-0.977 VOTO Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: Considero que a conferência física e documental da Declaração de Importação, prevista no art. 444 do RA (Decreto n. 91.030/85) não encerra o Despacho Aduaneiro, pois já no art. 445 do mesmo diploma existe a previsão da Revisão Aduaneira. Não procede também a alegação de que a CACEX não teria feito ressalvas 6. classificacão do importador, por esta coincidir com a descrição fornecida. Quanto ao Laudo Pericial, em que pese a afirmação constante do item 4.0 (fl. 34) da SEANA de que o mesmo teria sido realizdo "após minucioso exame físico da mercadoria", tal fato aparentemente não teria ocorrido. Como se depreende do configura- do no referido laudo (n. 093/91), no item n. 01: "Pela análise da DI...". Isso posto, proponho seja o presente julgamento transformado em diligência 6, origem, para providenciar a realiza- QgtO de novo Laudo Pericial, junto ao INT, com o exame do bem im- portado, ou de catálogos técnicos que porventura tenham sido apresentados quando do desembaraço, e, estejam arquivados junto com a DI. Sala da SessZes, 25 de abril de 1995. MOACYR ELO • MEDEIROS elator 4
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000186/94-77
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 30 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 301-00.985
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARCIA REGINA MACHADO MELARE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199506
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 11128.000186/94-77
conteudo_id_s : 6612084
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.985
nome_arquivo_s : Decisao_111280001869477.pdf
nome_relator_s : MARCIA REGINA MACHADO MELARE
nome_arquivo_pdf_s : 111280001869477_6612084.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Jun 30 00:00:00 UTC 1995
id : 9348327
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1734062496338149376
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-27T19:13:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 4; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-27T19:13:55Z; Last-Modified: 2013-09-27T19:13:55Z; dcterms:modified: 2013-09-27T19:13:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:8c15dd5f-1bfe-4f4c-97df-e0aa0aa40781; Last-Save-Date: 2013-09-27T19:13:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-27T19:13:55Z; meta:save-date: 2013-09-27T19:13:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-27T19:13:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-27T19:13:55Z; created: 2013-09-27T19:13:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-09-27T19:13:55Z; pdf:charsPerPage: 1026; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-27T19:13:55Z | Conteúdo => MOACYR EL IROS Presidente MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N° SESSÃO DE RESOLUÇÃO N° RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 11128.000186/94-77 30 de junho de 1995 301.985 117.337 BASF S/A. ALF/PORTO SANTOS /SP • • RESOLUÇÃO N° 301.985 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência 6. Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, 30 de junho de 1995 — / "-----,---,----,—.-- ..--c ,2--(- MARCIA REGINA MACHADO MELARE- ' Relatora CARMEL I S ANTUANO DE PAIVA Procurado o azenda Nacional VISTA EM 2 DEZ 995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, MARIA DE FATIMA P. DE MELLO CARTAXO, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. Ausente o Conselheiro NILO ALBERTO DE LEMOS CAHETE. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO : 117.337 RESOLUÇÃO N° : 301.985 RECORRENTE : BASF S/A RECORRIDA : ALF/PORTO DE SANTOS SP RELATOR(A) : MARCIA REGINA MACHADO MELARt RELATÓRIO • Foi a empresa BASF S.A., autuada por infração ao disposto nos artigos 99, 100 a 102; 220; 499 e 542 do R.A., e artigos 55, I, letra "a"; 63, I, a"e 112, I do RIK em razão de, erroneamente, ter classificado o, produto denominado de REAX 85-A no código tarifário NBM/SH 3804.00.0100 0 ententimento fiscal é de que o produto deve ser classificado no código tarifario 3804.00.0200 em decorrência das conclusões constantes dos laudos de análise do produto emitidos pelo LABANA, As fls. 24 e 36. exigida da recorrente também a multa prevista no inciso II do artigo 364 do RIPI e art. 4°, I, da Lei 8.218/91. 0 produto REAX 85-A foi importado pela recorrente nos anos de 92, 93 e 94, tendo sido elaborados laudos técnicos somente no ano de 1994, relativos aos produtos declarados nas DI's n° 1392/001-94 e 19786/001-94. Em impugnação apresentada As fls. 87, a recorrente sustentou a insubsistência do auto de infração lavrado e as exigências nele contidas face não ter sido efetuada análise especifica dos produtos importados e declarados nas DI's n°s: 14035/001-92; 18976/001-92; 27450/001-92; 53888/001-92; 6716/001-93 e 74218/001-93, não podendo os laudos de fls. 24 e 36, que analisaram os produtos declarados nas DI's nos 1392/001-94 e 19786/001-94 ser base de lançamento de outras importações. • 0 recorrente indica julgados deste Conselho que entenderam que somente pode prevalecer o lançamento quando há laudos específicos para cada produto. A recorrente em sua defesa pleiteou pela análise das amostras pelo INT tendo, contudo, desistido da perícia posteriormente (fls. 112) As fls. 114/121 constam o relatório e a decisão recorrida, que julgou procedente a ação fiscal, considerando correta a reclassificação tarifária para o código NBM/SH 3804.00.0200. O relatório contém aprofundada e fundamentada análise do mérito da questão, enfocando que a caracterização do REAX 85-A no cod. 3804.00.0200 se dá em razão de a fabricação da pasta de celulose ser pelo processo da soda ou sulfato, conforme anota a própria bibliografia emitida pelo fabricante do produto. 2 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.337 RESOLUÇÃO N° : 301.985 Regularmente intimada da decisão, o recorrente apresentou tempestivo recurso a este E.Conselho, requerendo a decretação da nulidade da autuação, face inexistir laudos específicos de amostras dos produtos importados e declarados na DI n° s 14035/001-92; 18976/001-92; 27450/001-92; 53888/001-92; 6716/001-93 e 74218/001-93 e, no mérito a improcedência da autuação sob o argumento de o lignossulfonato ser obtido pelo processo de bisulfito. É o Relatório. • 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.337 RESOLUÇÃO N° : 301.985 VOTO PRELIMINARMENTE. O "punctum pruriens" da questão é definir, com exatidão, se a fabricação da pasta de celulose, que di lixivias residuais, incluídos os lignossulfonatos, se dá pelo processo bissulfito ou pelo processo de solda ou sulfato. Isto porque, como bem ponderado relatório de fls. 118, da fiscalização, a divergência da classificação está no posicionamento tarifário do produto na TAB/SH, a partir do item, já que o contribuinte classifica o produto no cod. 3804.00.0100 e a fiscalização no cod. 3804.00.0200. E, como sustenta a fiscalização: " O código tarifário 3804.00 abrange as "lixivias residuais da fabricação das pastas de celuloses, mesmo concentradas, desaçucaradas ou tratadas quimicamente, incluidos os Lignossulfonatos..." 0 item 0100 trata das "lixivias residuais da fabricação das pastas de celulose pelo processo do bissulfito" 0 item 0200 trata das "lbdvias residuais na fabricação das pastas de celulose pelo processo da soda ou sulfato". Toda a discussão, portanto, irá se centralizar no processo original de obtenção da lixívia, por ser este o fator determinante da posição do produto na TAB, a nível do item. Diz o LABANA, nos laudos /Vs 1194 e 1399/94: "Segundo referência bibliográfica, a mercadoria de marca comercial REAX 85-A, trata-se de lignossulfonato de sódio obtido por meio da lignina isolada durante a fabricação de pastas de celulose pelo processo sulfato (KARFT), modificado, utilizado como dispersante em tintas." Esta conclusão é plenamente ratificada pelas cópias do catálogo técnico do fabricante, juntada as fls. 81/83, onde diz que o REAX-85-A" é o sal de sódio de um polímero da lignina KRAFT quimicamente modificado de alto peso molecular,..." A recorrente, por sua vez, diversamente, sustenta que o lignossulfonato, produto que importou, utiliza-se do processo bissulfito. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.337 RESOLUÇÃO N° : 301.985 A questão técnica precisa ser, pois, solucionada por órgão especializado. Proponho, assim, preliminarmente, a CONVERSÃO do julgamento do recurso em DILIGÊNCIA ao I.N.T., a fim de que o mesmo responda aos seguintes quesitos: - o REAX-85 -A é lignossulfonato de sódio obtido por meio de lignina isolada durante a fabricação de pastas de celulose pelo processo de sulfato ou pelo processo bissulfito? - A descrição do produto REAX 85-1 constantes das Dl's anexadas aos autos estaria correta, qual seja: e "REAX 85 A DISPERSANTE A BASE DE LIGNOSULFONATO DE SÓDIO. LIX1VIA RESIDUAL DE FABRICAÇÃO DAS PASTAS DE CELULOSE PELO PROCESSO BISSULFITO." - queiram os Srs. peritos informar aspectos técnicos relevantes, que possam colaborar para a boa solução da questão. Sala das Sessões, em 30 de junho de 1995 MARCIA REGINA MACHADO MELARE • RELATORA 5
score : 1.0
Numero do processo: 10845.002409/93-82
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 15 00:00:00 UTC 1994
Numero da decisão: 301-00.945
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199406
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10845.002409/93-82
conteudo_id_s : 6611328
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.945
nome_arquivo_s : Decisao_108450024099382.pdf
nome_relator_s : MOACYR ELOY DEMEDEIROS
nome_arquivo_pdf_s : 108450024099382_6611328.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 15 00:00:00 UTC 1994
id : 9346679
ano_sessao_s : 1994
atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1734062496341295104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100945_1085450024099382_199304; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-12T10:32:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100945_1085450024099382_199304; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100945_1085450024099382_199304; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-12T10:32:52Z; created: 2017-06-12T10:32:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2017-06-12T10:32:52Z; pdf:charsPerPage: 923; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-12T10:32:52Z | Conteúdo => i- •MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N9 10845 002409/~.~8~2 _ • Sessão de Recurso n2 .. Re corrente: Recorrid • 28 de abri :de 1.99---3 ACORDA0 N! _ 116.190 RIO GUAHYBA MALHAS LTDA. DRF - SANTOS/SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,• R E S O L U ç A O N. 301-0.945 RESOLVEM os Membros da Primeira C~mara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligéncia á reparti~~o de origem, na forma do relató- rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 15 de junho de 1994. S~ en e e relator • VISTO EM SESSAO DE: MOM ELOY D . ~AU~£O~~ES 3 O SET 1994 itÉ - Procurador" Nacional da Fazenda I•I Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Jo~o Baptista Moreira, Ronaldo Lindimar José Mar- ton, Maria de Fátima Pessoa Mello Cartaxo e Luciano Wirth Chaibub. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Fausto de Freitas e Cas- tro Neto, Isalberto Zav~o Lima e Márcia Regina Machado Melare. DAhlEFP/OF - SECOS Nt 047/92 _ •.•.H. I i •! I ~ • • MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA RECURSO N. 116.190 RESOLUÇAO N. 301-0.945 RECORRENTE: RIO GUAHYBA MALHAS LTDA. RECORRIDA DRF/SANTOS-SP RELATOR Conselhei~o MOACYR ELOY DE MEDEIROS R E L A T O R I O A emp~esa RIO GUAHYBA LTDA., ~eco~~e tempes- tivamente de Auto de Inf~a~âo s/no., lav~ado em 30/3/92 con- t~a a mesma, e mantido pela DRF/Santos. A fi~ma DRAKKARS S/A, poste~io~mente sucedida pela o~a ~eco~~ente, impo~tou me~cado~ias em ~egime de ad- missâo tempo~à~ia. Ao pedi~ p~o~~oga~âo do p~azo da admissâo em 16/11/90, o mesmo foi negado sob a alega~âo de i~~egula- ~idades que esta~iam apontadas no P~ocesso núme~o 10845.005252/91-67. Em ~ecu~so aO Supe~intendente a decisâo foi ~efo~mulada, e p~o~~ogado o p~azo de vig~ncia do ~egime po~ mais 30 dias. Ao submete~ a me~cado~ia à Despacho pa~a Con- sumo, em 23/12/92, a fiscaliza~âo, po~ entende~ que a ~eco~- ~ente deixou de obse~va~ o p~azo de validade da GI n. 5501-91/000036-8, autuou a mesma com base no disposto no a~t. 526, inciso IX do RA. Na sua defesa, a autuada alega, em sintese: a) é detento~a de Guia de Impo~ta~âo; b) a GI inicial foi emitida em data ante~io~ ao indefe~imento do pedido de p~o~~oga~âo; c) a decis~o do Super"intendente no ~ecu~so a ele di~igido, p~o~~ogou po~ mais 30 dias o prazo de validade da GI já mencionada; d) que ampa~ada nessa decis~o, "obteve o ~e- gist~o da Decla~a~~o de Impo~ta~~o de Na- cionalizai~D (doc. anex'o), bem como, recO- lheu todos os t~ibutos incidentes sob~e a ope~a~~o (doc. anexos); despachando, po~ fim, os bens para consumo. I. (grifei); E pelas ~az~es ap~esentadas, conclui p~opug- nando po~ que seja dec~etada a imp~oced~ncia da a~~o fiscal. A afi~mativa de que os bens fo~am despachados pa~a consumo n~o foi obse~vada, uma vez que a ~espectiva DI de nacionaliza~âo n~o foi desemba~a~ada pela fiscaliza~âo, caindo em exigência, face ao exposto acima, e que resultou no Auto que se questiona. E o ~elat6~io. Rec. 116.190 Res. 301-0.945 v O T O Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS, Relator: O litigio diz respeito ao cumprimento de pra- zos, e para um perfeito conhecimento dos fatos apurados, ne- cessário se faz a análise do que consta do Processo número 10845.005252/91-67, raz~o porque voto no sentido de se enca- minhar o presente em diligência á DRF/Santos para a juntada do mesmo . • • • • Sala das Sess~es, MOACYR ELOY DE 15 de junho de 1994. 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10380.001491/92-42
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Frete Marítimo - Carga enviada através de navio distinto daquele
autorizado pela Superintendência Nacional da Marinha Mercante, porém da mesma bandeira - provada força maior do evento - cancelamento das exigências.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-27.799
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro JOAO BAPTISTA MOREIRA, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199504
ementa_s : Frete Marítimo - Carga enviada através de navio distinto daquele autorizado pela Superintendência Nacional da Marinha Mercante, porém da mesma bandeira - provada força maior do evento - cancelamento das exigências. Recurso provido.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
numero_processo_s : 10380.001491/92-42
anomes_publicacao_s : 199504
conteudo_id_s : 4458759
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-27.799
nome_arquivo_s : 30127799_115201_103800014919242_003.PDF
ano_publicacao_s : 1995
nome_relator_s : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ
nome_arquivo_pdf_s : 103800014919242_4458759.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro JOAO BAPTISTA MOREIRA, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
id : 4818165
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:40:59 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1734062496347586560
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T11:32:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T11:32:12Z; Last-Modified: 2010-01-29T11:32:12Z; dcterms:modified: 2010-01-29T11:32:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T11:32:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T11:32:12Z; meta:save-date: 2010-01-29T11:32:12Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T11:32:12Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T11:32:12Z; created: 2010-01-29T11:32:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-01-29T11:32:12Z; pdf:charsPerPage: 1400; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T11:32:12Z | Conteúdo => – , MINISTERIO DA ECONOMIA , FAZENDA 'E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RO PROCESSO N 9 10390-001 4 9 1 / 92 42 Sessão de f I de 1.99 5. ACORDAO N° :30 1 -- 27 . 7 9 • Recurso n2.: 115 . 201 Recorrente: IRMAOS COUTINHO, INDUSTRIA DE COUROS S/A Recorrid DRF - FORTALEZA - CE 11, Frete Maritimo - Carga enviada através de navio dis- tinto daquele autorizado pela Superintendência Nacional da Marinha Mercante, porém da mesma bandeira - provada forca maior do evento - cancelamento das exigências - Recurso provido. VISTOS, relatos e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro JOAO BAPTISTA MOREIRA, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, 25 de abril de 1995. _,,mommeemmen.— e MOACY l`k .IROS— P RES 1 DENTE • MARE: A REGI Ne lítprnç ME 1 ,4aFg --- RE L AT O R(.:1 PRWURAMR::. G. . 4 1_ ,a I A COoRcE^.A D- nEFRESENT,X3.3 FX7JuDICAL r MANHANO DE PAIVA - PROCURADOR DA FAZ. NAC. çÁiAp—E,Ins DE LIMA .1 aro EM 2 8 SET 1995 PItCUNGU,$ ,iUdg".141 Participaram, ainda, do presente julgamento -os seguintes Conselhei ros: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, ISALBERTO ZAVA0 LIMA, JORGE CLIMACO VIEIRA (suplente), NILO ALBERTO DE LEMOS CA•ETE. Ausente a Conselheira MARIA DE FATIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO. • DAINEFP/DF - SECOS MI 047/92 - J. H. , • 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMERIA CAMARA RECURSO N. 115.201 - ACORDO N. 301-27.799 RECORRENTE : IRMAOS COUTINHO, INDUSTRIA DE COUROS S/A RECORRIDA : DRF - FORTALEZA - CE RELATORA : MARCIA REGINA MACHADO LARE RELATOR1 O O presente processo retorna de diligência â. repar- tição de origem ordenada pela Resolução 301-B88 (fls. 69) A repartição de origem intimou o contribuinte a apresentar os originais dos documentos de fls. 32 e 33, res- AMO pectivamente, "Liberação de carga n. 89/0487, emitido pela Superintendência Nacional da Marinha Mercante" e "Declaração firmada por CHM Itália", com sua correspondente tradução pa- ra o idioma nacional. . A resolução 301.866 foi itegraimente • cumprida, constando às fls. 76, 77 e 76 originais e a tradução dos do- cumentos solicitados. Adotadando, no mais, o relatório de fls. 70/72, que passa a fazer parte integrante deste, acrescento que: Trata-se de questão de importação com isenção do IP I, realizada nos termos do artigo 17 do Decreto-lei 2433/88, com a redação do artigo 1. do Decreto-lei 2.451/88. A isenção do IPI relacionada com a importação do bem constante da Declaração de Importação n. 000388, de 08.06.89 é expressamente reconhecida pela fiscalização (fls. 65, item 2.2); entretanto, sob o argumento de que o equipa- mento não teria sido transportado em navio de bandeira bra- sileira, o contribuinte teria perdido a isenção, nos termos do disposto no Decreto lei 666/69 alterado pelo DL 687/69. • O contribuinte, no momento processual oportuno, alegou que, face a inexistênica de navio de bandeira brasi- leira para o transporte do equipamento, a Superintendência Nacional da Marinha Mercante - Delegacia para Europa e Asia, na cidade de Hamburgo - Alemanha, nos termos do disposto no- parágrafo 2. do artigo 3. do Eft.,666/69, com a redação que lhe deu o DL 687/69, liberou o tranpote para navio de ban- deira panamenha. O navio Seas Eiffel, de bandeira panamenha, está indicado no termo de liberação da SUNAMAM para transportar o equipamento. Entretanto, em razão de greve ocorrida no porto de Gênova, Itália, o navio Seas Eiffel não pode atracar na data esperada de 07.03.89; este fato motivou o embarque e trans- porte do equipamento importado através do navio Santa Fé II, da mesma linha armadora SEAS, de bandeira panamenha. A fiscalização insite, entretanto, na perda da isenção pelo recorrente, vez que e equipamento foi tranpor ..... tada por outro navio que não o especificadamente autorizado pela SUNAMAM. E o relatório. . . , -. , - „ 3. „, Rec. 115.201, Ac. 301-27 799 - „ VOTO Entendo não caracterizada a perda de isenção do IPI pelo contribuinte, face o equipamento ter sido, efetiva- mente, transportado por navio de bandeira panamenha, tal co- mo expressamente autorizado pela SUNAMAM. O fato de o equipamento ter sido transportado pelo 410 navio SANTA FE II e não pelo SEAS EIFFEL, ambos da mesma em- presa armadora e de bandeira panamenha, por motivo de força maior, não tem o efeito pretendido pela fiscalização. A norma legal constante do parágrafo 2. do artigo 3. do DL 666/69, com a redação dada pelo DL 687/69, determi- na que: "Caso não haja navio de bandeira brasileira, ou de bandeira do importdor ou exportador em posição para o embaT.... -que da carga, poderá a Superintendência Nacional da Marinha , Mercante, a seu exclusivo critério, liberar o transporte pa- ,ra navio de terceira bandeira especificamente designada." No caso, por motivo de força maior - que é uma ex- cludente de responsabilidade - a contribuinte não conseç2luiV embarcar o equipamento no navio Soas Eiffel de bandeira pa- namenha, tendo-o embarcado no navio Santa Fé II, da mesma cia. armadora SEAS, de bandeira panamenha. O requisita legal, portanto, foi cumprido, tendo a recorrente embarcado seu equipamento em navio de bandeira panamenha, tal como autorizado pela SUNAMAM no termo de li- beração de carga. lik O equipamento somente não foi embarcado no próprio navio SEAS EIFFEL por comprovado motivo de força maior. E, sendo a força maior a ocorrênica de um fato cujo efeito não era possível evitar ou impedir (cf, parágrafo único do arti- go 1.058 do CCiv C/C480- parágrafo 2. R.A), sobreleva a ino- corrênica de culpa do recorrente ao evento que determinou a alteração do navio transportador do equipamento. Isto posto, por ter sido, a final, o equipamento embarcado em navio de bandeira panamenha, tal como autoriza- do pela SUNAMAM, voto na sentido de ser DADO PROVIMENTO ao recurso do contribuinte, cancelando-se as exidências cons- tantes do AI lavrado às fls. 1 deste processo. E como voto. Sala das Sessaes, em 25 de abril de 1995 /"2.----7------2.-------, ..._.,,---<,----- . MARCIA REGINA MACHADO MEL ARE - RELATORA ,
score : 1.0
Numero do processo: 11065.001759/93-16
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2000
Numero da decisão: 301-01.176
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: PAULO LUCENA DE MENEZES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200011
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2000
numero_processo_s : 11065.001759/93-16
anomes_publicacao_s : 200011
conteudo_id_s : 6611832
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.176
nome_arquivo_s : 30101176_110650017599316_200011.pdf
ano_publicacao_s : 2000
nome_relator_s : PAULO LUCENA DE MENEZES
nome_arquivo_pdf_s : 110650017599316_6611832.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 07 00:00:00 UTC 2000
id : 4626543
ano_sessao_s : 2000
atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:40:57 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-05-20T18:09:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-05-20T18:09:19Z; created: 2013-05-20T18:09:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2013-05-20T18:09:19Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-05-20T18:09:19Z | Conteúdo =>
_version_ : 1734062496367509504
score : 1.0
Numero do processo: 10845.001738/91-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 20 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.848
Decisão: RES0LVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat May 28 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199208
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10845.001738/91-17
conteudo_id_s : 6608276
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon May 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-00.848
nome_arquivo_s : Decisao_108450017389117.pdf
nome_relator_s : JOÃO BAPTISTA MOREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 108450017389117_6608276.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RES0LVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 20 00:00:00 UTC 1992
id : 9339846
ano_sessao_s : 1992
atualizado_anexos_dt : Sat May 28 09:41:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1734062496397918208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30100848_108450017389117_199208; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-09T14:03:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30100848_108450017389117_199208; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30100848_108450017389117_199208; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-09T14:03:10Z; created: 2017-06-09T14:03:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2017-06-09T14:03:10Z; pdf:charsPerPage: 852; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-09T14:03:10Z | Conteúdo => '1'"j I "- ;,)-: : , I , •I -- •••MIHISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -Sessão de20 de agosto de1.99~ ACORDA0 N!_- _ Recurso nÇ, : 114.780 Recorrente: FMC DO BRASIL INDaSTRIA E COM~RCIO LTDA. Recorrid DRF - Santos - SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOrVEM os Membros da Primeira Cimara do Terceiro Cons~ lho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamen- to em diligência ao INT, através da repartição,de'origem, vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e VQ to que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF. em O de agosto de 1992. I• • ITAMAR RU VISTO-EM SESS1\o DE: O 4 DEZ 1992 Presidente .1 - Proc, da Fazenda Nacional Pàrticiparam ainda do presente julgamento os seguintes Conselh~iros: Fausto Freitas de Castro Neto, Otacílio Dantas Cartaxo, ~osé Theodoro Mascarenhas Menck e Luiz Antônio Jacques. Ausente a Conselheira Mada- lena Perez Rodrigues. DAMl"/D' ~ S(coe Nt 041/'1 - .•.H. '; .1• SERVICO PUBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÂMARA RECURSO Nº 114.780 - RESOLUçAo N9 301-848 RECORRENTE: FMC DO BRASIL INDOSTRIA E COM~RCIO LTDA RECORRIDA DRF - Santos - SP RELATOR JOÃO BAPTISTA MOREIRA I -I Adoto o Relatório integrante da decisão recorrida,fls. 85 et seqs, ut infra: 1 - O_rAIO: REVISAO ADUANEIRA de •• • • Ir Consta que, no exercicio das fun~Oes de Auditor Fiscal do Tesouro Nacional, em ato de Revis~o Aduaneira, conforme dispõem os artigos 455 e 456 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85 e a nova reda~~o dada pelo Decreto-lei n. 2472/88 para o ar- tigo 54 do Decreto-lei n. 37/66, das Declara~Oes de Importa~~o ns . 021244, 021246 e 021349, todas do dia 29/06/88, o autor do feito cons-tatou que: a) o importador declarou a importa~~o do produto Carhofuran Téc- nico, em despacho pelas Dls acima citadas; b) que retirou a referida mercadoria, anteCipando-se ao resul- tado do exame lahoratorial do produto, com hase na IN-SRF 014/85, me- diante termo de responsahilidade firmado no campo 24 das Dls; c) que com hase no Laudo de Análise n. 5145/89 (fls. 27), con- clui tratar-se o produto de: "ulla prepara~~o a hase Hethyl-Carhallate de 2,3-Dihidro-2,2 Dimetil-7 Benzofuranila (Carhofuran) e composto or- gánico sulfanado" e a informa~~o de que "prepara~Oes contendo Carhofu- ran s40 utilizadas como inseticida do tipo acaricida", foi intimado o importador para a formula~~o da DCI, com a altera~~o da classifica~~o tarifária e, consequentemente, cOllplellenta~~o do trihuto, na forma dos itens 2 e 3h da IN-SRF 014/85 para cumprimento do artigo 100 do Regu- lamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85; d) que a n~o manifesta~~o do interessado determinou a lavratura do auto de Infra~~o de fls. 01, de conformidade com o Decreto n. 70.235/72, para a cobran~a da diferen~a do Imposto de Importa~~o, pago na allquota de 30%, quando o correto seria 50%, em decorrência da transposi~~o da posi~~o 29.35.99.99 para a posi~~o 38.11.02.01 (códi- gos da TAS vigentes na época do fato gerador, bem como aliquotas res- pectivas), fato que caracteriza a infra~~o prevista no artigo 524 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85. Tempestivamente, a impugnante apresenta suas razões de defesa, alegando motivos de fato e de direito (fls. 46/53), conforme: I - Auto de In£ra~~o ) a) contra ter o digno Agente Fiscal, em lamentável equivoco,si o Auto de In£ra~~o ora questionado, soh a suposta lavradoalega~~o Imprensa Nacional. .' I• SERVICO PUBLICO FEDERAL Rec.: 114.780Res.: 301-848 • •• • • de existéncia de diferen~a de aliquota de Imposto de Importa~ão a ser paga, em decorréncia da errOnea classifica~ão na TAB, pela impugnante, de produtos importados ao amparo das Guias de Importa~ão ns. 18-88/6376-1, 6375-3 e 6374-5 (£1s. 10, 21 e 31) e Ois ns. 021244/88, 021246/88 e 021349/88, respectivamente, de 29/06/88 (f ls. 6, 16 e 27), passando a aplicar-lhe a multa prevista no artigo 524 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85; Ii - DO DIREITO: a) que, preliminarmente, esclarece ser a impu~nante, eMpresa que opera exclusivamente no fabrico e comercializa~ão de produtos destina- dos a agricultura, qualificados como defensivos agricolas, conforme demonstram seus atos constitutivos e posteriores altera~Oes na JUCESP (docs. anexos), tratando-se de empresa de ilibada reputa~ão, prestado- ra de relevantes servi~os a agricultura nacional, quer através da in- dustrializa~ão de imprescindiveis produtos agricolas, quer através da realiza~ão de diversos projetos e pesquisas voltadas para o desenvol- vimento nacional; b) que os firmes erigidos principios morais e legais que nor- teiam a impugnante, impossibilitam a realiza~ão por esta infra~ão apontada, devendo-se a lavratura do Auto ora combatido, com a devida vénia do Ilustre Agente Fiscal, à terrivel falha na exegese do comple- xo legal tributario em vigor e do laudo da analise; c) que dest'arte, demonstrar-se-a a seguir, de forma inequlvoca, a insubsisténcia do Auto de Infra~ão: 1 - o equivoco do Autor do Feito, na interpreta~ão dada ao Laudo de Analise n. 5145; 2 - ser o tal laudo falho ou pelo menos incompleto, ensejan- do errOnea classifica~ão do produto; 3 - que o questionado laudo se limitou apenas a defini~ão da composi~ão do produto, não concluindo quanto a sua classifica~ão, n~o mencionando o grau de pureza da amostra, elemento diferenciador entre "prepara~ão" e "produto técnico"; 4 - que tal produto ja foi objeto de análise e classifica~ão realizada pelo Instituto Nacional de Tecnologia - (Consulta Técnica sobre Furadan Técnico e em formula~Oes, protocolo INT-01344/81) fls. 55, tendo o mesmo Orgão dado parecer semelhante no processo INT n. 3287/73-0073/74 de 16/01/74, como consta da prOpria Consulta Técnica (Consulta anexa); 5 - ser no mesmo sentido o parecer CST (SNK) n. 2878, publi- cado no D.O.U. de 16/10/78, pagina 16.668, proferido no processo n. 0880-32-508/78 (cópias anexas), £1s. 61; 6 que o Parecer Normativo n. 70, de 30 de Setembro de 1986, publicado no D.O.U., Se~ão Ide 03/10/86, pagina 14.927, é cate- gOrlCO ao classificar o produto Carbofuran, na concentra~ão de 85% (presen~a de 13 a 15% de impurezas normal) coa0 produto enquadrado na posl~ão 29.35.99.00 código TIPI/TAB (cOpia anexa), fls. 65; Imprensa Nacional Rec.: Res.: rT.,----------------------------------------:-4---------. 114.780 301-848 SERVICO PUBLICO FEDERAL 7 - que baseada em todos esses pareceres e na própria tabe- la, é que a impugnante classificou o produto objeto da importa~ao, tendo recolhido o imposto devido, na forma correta, nao havendo qual- quer altera~ao a ser feita, tendo cumprido sua obriga~ao perante o Fisco; • •I•• I•• • 8 salienta que, com a doa~ao do Sistema Harmonizado em 1988, nao houve propriamente drasticas altera~Oes e reclassifica~Oes de produtos, buscando o legislador naquela ocasiao, dar maior abran- gência aos produtos sujeitos a classifica~ao na TAB. Tanto é assim, que o produto em quest~o, Carbofuran, veio ter classifica~ao autOnoma, na posi~ao e sub posi~ao 29.32.90 item e sub item 0100, ou seja 29.32.90.0100, mantendo-o no capitulo 29, que trata dos prodútos qui- micos orgânicos, reafirmando a classifica~ao no mesmo capItulo 29; 9 - que a própria consulta técnica, juntada a presente, rea- lizada anteriormente aos eventos ora mencionados, ja denotava, naquela ocasiao, a classifica~ao do produto no capItulo 29; 10 - que o Parecer Normativo CST n. 70/86, também anexado a presente, tomou por base para a classifica~ao, a mesma Informa~ao n. 140/78 do Laboratório de Analises da SRRF/7a. RF, que foi utilizada com base, também, do Parecer CST (SHH) n. 2878 (cópia anexa); 11 - que assim, afasta-se a possibilidade de classifica~~o no capitulo 38, pretendida pelo Autor do Feito, até porque, a TAB dis- pOe que: classificar-se-ao nesse capitulo, entre outros, os insetici- das apresentados nas formas e embalagens previstos na posi~~o 38.11: "desinfetantes, inseticid.as, fungicidas, .... apresenta- dos em prepara~Oes ou sob qualquer forma ou embalagem para a venda a varejo .. li; 12 - que pelas provas ja apresentadas nos autos, o produto esta longe de ser considerado prepara~ao, e sim produto técnico, sendo impossível a sua comercializa~~o no varejo no estado em que se encon- tra, contrariando a classifica~ao pretendida pelo Autor do Feito, pois implicaria tratar-se de inseticida pronto para o uso, pois este proce- dimento colocaria em risco tanto quem o manuseasse, quanto a lavoura a ser protegida, certo que para tanto é necessario que sofra um processo de industrializa~~o, mais uma vez caracterizando-o como produto técni- co e n~o como pretende o Auto de Infra~ao; 13 - ser, portanto, correta a classifica~ao dada pela Impug- nante, fundamentada em pareceres normativos e consulta técnica, o que faz insubsistente totalmente o Auto de Infra~ab ora impugnado, tendo ainda como corrobora~~o ao procedimento da impugnante, o Laudo juntado (IHT 01344/81), que tem prerrogativa de ser adotado nos aspectos técnicos, segundo dispOe o artigo 30 do Decreto n. 70.235/72; 14 - que caso haja outro entendimento da Autoridade Julgado- ra, requer a Impugnante a realiza~ao de perlcia, afim de derimir a questao da classifica~ao como produto técnico ou inseticida pronto pa- ra uso, com a indica~ao oportuna do seu Assistente Têcnico, conforme lhe faculta a legisla~ao, protestando pela juntada de novos documentos probantes e complementa~ao da defesa; 15 - que, diante do exposto, requer seja julgado improceden- te o Auto de Infra~ao (fls. 01), com o consequente cancelamento da su- posta obriga~~o tributaria e da multa, bem como o arquivamento do pre- sente processo. Imprensa Nacional. • Rec.: 114.780 Res.: 301-848 SERVICO PUGl.ICO FEDEf\A~ 3 - CDIItSI"ID (fls. 82/83): Preliminarmente, o Autor do Feito transcreve trechos da impugnae~o apresentada, para concluir: a) que o argumento de idoneidade da empresa nada acrescenta de relevante na solu~~o da quest~o em litígio; b) que a multa do artigo 524 do RA é devida, pelo fato de ter sido declarado um produto técnico e importado uma prepara~~o à base • desse produto mais um composto orgânico sulfonado, sendo que essa "de- ~là£àaaQ__inde~idà" acarretou uma diferen~a de imposto recolhido a me- nor, pela aplica~~o da alíquota incorreta, vinculada ao código tarifà- rio do produto "CARBOFI1RAIITI:CIIICO",identifica~~o esta que o laudo de anàlise da amostra, retirada da partida desembara~ada, desqualificou, concluindo tratar-se de uma prepara~~o que "~Qnlem" o produto declara- do; c) que o fato de n~o tratar-se de produto de utiliza~~o imediata • COIIO inseticida, insto é, produto para consumo, como alega o autuado, . n~o significa que o mesmo seja classificàvel como produto "técnico" do capítulo 29, pois, segundo as notas explicativas do capItulo 29, espe- cificamente a nota la., essa não. é caracterlstica ou condi~ão para in- cluir-se nesse código e sim: compostos orgânicos de constitui~ão quí- mica definida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas, condie~o prescípua que o produto n~o atende (Vide Laudo às fls. 36/37 e informae~o técnica às fls. 78/80), portanto, só pode tratar-se de um produto da industria química, do capítulo 38 da IIBM, em tudo mantido na KBM/SH; • • d) que analisando-se os trabalhos técnicos de laboratório (fls. 36/37 e 78/80), pode-se concluir que a amostra era uma "prepara~~o à base de Carbofuran e composto orgânico sulfanado". O ~esmo laborató- rio, co••base e••referência bibliogràfica, não conte.stado pela parte, informa que tal preparae:lo é utilizada co••o inseticida do tipo acari- cidaj , e) que no pedido de exame (fls. 36), assinado pelo fiscal, aaos- etrador e representante da parte, verifica-se e•• fune:lo dos "quesitos", que, na mercadoria despachada, constava rótulo de identifica~ão do fa- bricante dizendo "IKSETICIDA" e alertando para o perigo de contato de crianeas. Pergunta: seria necessâria tal precau~ão para um produto técnico de uso industrial?; f) que de qualquer modo, a resposta a essa questão n:lo é rele- vante na classificae:lo tarifária que, indubitavelmente, se enquadra no código 38.11.02.01 da antiga KBM e no 3808.10.9999 da KBM/SH; g) que para o argumento de que o CARBOFI1RAIITI:CKICO tem classi- ficae~o definida por parecer CST, não pretende contestar, pois concor- da com isso, entretanto, o produto em lide, importado pela autuada, ê um outro, qual seja: "uma preparae~o á base de Carbofuran", para uti- lizaeão, mesmo que após outro processo industrial, como inseticida do tipo acaricida; Por todo o exposto, propOe pela manuten~ão integral do Auto de lnfrae:lo de fls. 01. Imprensa Nacional. t(.:\ I ~;;t~:.~ :I.:i. z.::\c!o~:; !'10l.lve l.dl.ldc:)eJo l...abarld, a~5 '(l.s" eJe IJr'e~)ar'a~:âo (CAI:~BC)Fl.JI:~AI\I) e c::C)nlp(J~5.teJ c:C)nlC) :i.l'lsetic::i(ja eJ(:) tj.pc:) dC:dlrj.e::ida" PE'e" " J:I./~,,7UO F;~(.:.~.;;;,,:: ~':-;O:L....B,qB 37, elLle (::ol'lc:l.lA:ij)(Jt" tl'.a.... C)lrg~nj.(:() ~~Ll:l..1:ol.1a(j(J!1Llti .. d(~.:1'11 c.:':' l,i1 . ( C()I:mUFU . • • • • REVISRO ADUANEIRA • Funcl~';'\m(.:)ntc)~:;lE'(J.ú\:i.~i~di;\ (.:.:'x:i.(.:J(.:.~nc:i.{;\ 'f:i.~;;cal:: • P.~} g.~f::.~;I.~:.~.;!:.~I\.m.~:::~!.'.!..t.P 0..~;!.~J.~j\D..~';':~..:J !~".f.:.~..'.l ~:~.!;~..l.::r~l.~t:/:~JJ.~;~ J;!.f:~.;!:.E~.. .p.~::~:.~.:.:.r:.~.;.~.'l'.C) !:~...'.'.. ?J ".9.;:;9/0 ~.',:: Ar..t:i.g(J~5 100 e 524" P.Q p.~~:::.~.:.:..r.~:.ç.;.?:t.ç;~.::::.;!:.~:::~.;j:..l.)..:~ ;::~.z/.ú6 ~..~;;.E~.l.'.~.:t~;~..I.::.J]H::f: !:)..~;!.~:.~.il .!: ,~::::.~;!.~X~.ii;.{~~,q~.:.I.,~.::..~,:.I..~';~.,..l;~.~:::~:.,. ;!,.f.:,:!..,.,X~.@.,~;;.!:".~:~~.t.f.:.~::::.J:..ç.;,?,.:.i.-., .. ,.!J...'.',.., ?~:!"Z.?l.EH1.). ...:.:,. f.ll,.t:i.qD ~:.ll1" D:i. z C) I...(';\ucl n;: GP.!:JG.L.U.~.:.H.:1o.:: TI" (';"1. t.a ''''~::.<-:'~ cIf~ uma p I"e-:-~p(':\ 1""(:\ ~;:~-rD~~\b(':\~:;f-: Cart)ama.t(J ele 2,3-.I)j.~\:i(jl•.(J....2,2 ....Dj.,netj,l 7 - Bel'lZ()fur.allj,],a F~AI\I) e C;OfI1l)()ste) C)r'g~ll:i.C::C)~;l.l:l'f:c)l'la(j(J" !::I.;;()I'.::.~)\;i.!•.0.....t!.n.I...Fl.UI;;.~;i.J.T(:).:: 'rrata""~se ele Llnla 1)I~e~)ar'a~:a(J à t)a~:ie de nletj.:I....C;al'.J:)dfna.t(:)cle ~':~~l:.':).... n'l Jll.dl'.C' ...~~,1'(~.I) I iIlt) l. I I. ") 'I~(".'11Z\)'f.{tl"('.\II.l.l(;\ (CAF~I3()F:UI~(.:'JI\I)(-'.,CDfnpo~:;.I:,C) 01"'" çJ~~n:i.co ~:)ul'fDrt ad o" SE'Ç.l un do I:~(.:.:.t=(.:'~l"(.~~nc:i. (.;\ B:i. b:l.:i. OÇJr' (~\.fi ca:1 p V'(.:: pc':\ f.(.:\~;:e/(.:.~~:; cC)n.... tel'ldo Cal"b(J'fllr'arl !5~J t,ltil:izaeJ(J~; (:C)nlO :i.l'lse't:ic::ida cio t:ipeJ a(:arj.(:j,cla~ (~O(lj ten\pestiv:idacle, 'feJ:i :i.rl.ter'~)Osit(J (J l~e(:Lll'.S(:)de 'f::l~~" 97 e.t seqs:t (:Il~e :leic) ~)ara (11GltS r)0V'81Sn .'I • ! • 'i • • J=Ç(.:.~c"" :I.llt " 'l~:~O F;~(.;!~:~,,::~':)Ol- +~,q~J v [) T [) F'n]t).:.~st~.:\ l:). :Re-cor...T~jl..t.:~'jpf~l.;:\ V'(~'~.ú\l:i.1:{:"'~:.i:\Ddf.~ F)l;:.~V :r.c:i.';:\~l como C:C)ínl:)len\ellta~i:aC) (je cle'fe~5a~1 (:(;)nl o (:jLle eS"t()lA (:10 aCClV'(j()p IJ(Jlr erlC:C)fltl"alr aga~~all'l(J CC)lls'tj.tl,l(::j,cllla:L !'1() av,.t" CILlj,l"lt()!! :i.rl(:j,so I...V" D(.:.:~:;tav.t(.:.~:,~DtD no ~:;(.:.!ntido c1f: que-:.:o pr'(~.:~:c.:nte.: j ulq,':\in(.:.:'!'"lt(J se~ja tv"arls'f(Jlrma(jo em dj.:lj,géllc:i.a!, a.travé~5 (:Ia r'epalr.tj.~;:ao (~eC)f'j.gen)~ .:iLll'l-' to (':'t.o II-IT!I c(-::,d:i.da <:\ c:nn tl"(':"'PI"DV~':\ C:in pod (.;:I" elo I...AB,{;l!\I(.:l!, (.:.:, in t:i.m<':\d.;: •.~:~ <:\ITlb.a~:;. a~~i lJav.tes a aIJresen.tal~em (:)~~(:lues;j.t(J~; (lLle .jlA:Lgal"ern rle(::e5;s;ál~i(:)~;ao (:185'-' :Lj.flcle (j& (:C)fltV'(Jvér~;:i.a, illaj.s e~;te~;:: tl~ata'-'se (je tA(lla pl~e~)ar'a~a()'? 1::'(:)1"ellle? tl•.ata ....~:;e (je unl IJV'(:)(jutC)téC:l'I:LC(J'? F)C)I" (:!'.t8'? 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
score : 1.0
