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Numero do processo: 10183.002945/00-10
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2005
Ementa: ITR/94 ITR/95 ITR/96. Intimada em decorrência de resolução deste
Colegiado, a empresa não trouxe qualquer elemento de prova ou
detalhamento de suas alegações.
RECURSO NEGADO.
Numero da decisão: 303-31.921
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10183.002945/00-10 Recurso n° : 125.157 Acórdão n° : 303-31.921 Sessão de : 17 de março de 2005 Recorrente : HENRIQUE JOÃO DAMO Recorrida : DRECAMPO GRANDE/MS ITR/94 ITR/95 ITR/96. Intimada em decorrência de resolução deste Colegiado, a empresa não trouxe qualquer elemento de prova ou detalhamento de suas alegações. RECURSO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANELISE DAUDT PRIETO ti Presidente e Relatora Formalizado em: 19 JUL 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Sérgio de • Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bartoli, Luis Carlos Maia Cerqueira (Suplente) e Tarásio Campeio Borges. Ausente o conselheiro Zenaldo Loibman. • Processo n° : 10183.002945/00-10 Acórdão n° : 303-31.921 RELATÓRIO E VOTO Por meio da Resolução n° 303-00912, de 10 de setembro de 2003, este Colegiado converteu o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto que transcrevo a seguir: "Em decorrência de solicitação de retificação de lançamento, o recorrente acima qualificado, proprietário do imóvel rural "Fazenda Campo Alto", situado no município de Campo Verde-MT, cadastrado na SRF sob n.° 1921123-6, foi notificado do lançamento do Imposto Territorial Rural, multa por atraso na entrega da e declaração e Contribuições Sindicais do Empregador e para o SENAR, em montantes de R$ 22.368,25, R$ 60.844,81 e R$ 36.267,61, relativos aos exercícios de 1994, 1995 e 1996. Consta da SRL de fl. 2 que os documentos que apresentara somente haviam comprovado aumento de área, motivo pelo qual foi alterado o CAFIR, da seguinte forma: área total de 2.470,90 para 4.268,00 hectares e área aproveitável de 1.840,90 para 3.638,00. Na petição de fl. 1 é alegado que os demais itens das declarações não haviam sido alterados, o que provocara altos valores a serem cobrados, sendo quase impossível a sua quitação. A decisão da DRJ foi por considerar procedente o lançamento e recebeu a seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR O Exercício: 1994, 1995, 1996 Ementa: VALOR DA TERRA NUA — VTN O lançamento que tenha sua origem em valores oriundos de pesquisa nacional de preços da terra, publicados em atos normativos nos termos da legislação, é passível de modificação se na contestação forem oferecidos elementos de convicção embasados em laudo técnico elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT. ALTERAÇÕES CADASTRAIS Alterações cadastrais que visem modificar informações prestadas através de declaração somente poderão ser aceitas mediante 2 4/ 4....e/P Processo n° : 10183.002945/00-10 Acórdão n° : 303-31.921 apresentação de elementos concretos que levem à Convicção de que realmente ocorreram." No Demonstrativo de Consolidação para Pagamento à Vista de fl. 38 consta crédito tributário composto, além da receita dos impostos e contribuições constante na notificação, de multa e juros de mora. Tempestivamente e com garantia de instância, o contribuinte apresentou recurso voluntário em que reconheceu ter feito a solicitação de retificação das declarações de forma insuficiente e novamente equivocada. Aduziu que a propriedade rural sempre foi produtiva. Afirmou que em 1995 produziu 21 mil sacas de soja. Alegou que a fazenda era • produtiva "na sua totalidade", que parte da mesma era ocupada por pastagens e que cumpriu a disposição legal quanto às áreas de preservação permanente. Quanto ao 'VTN, disse que o ITR foi encontrado com base em laudo que supervalorizou o imóvel, sendo que ele "não vale mais que 50% do valor encontrado pela recorrida". Anexou comprovantes de produção na propriedade. Protestou por todos os meios de prova para comprovar as suas alegações. É o relatório. VOTO Tomo conhecimento do recurso, que é tempestivo, está acompanhado de garantia de instância e trata de matéria de 4111 competência deste Colegiado. O contribuinte, em sua declaração, apresentou como base de cálculo para o ITR valores de terra nua inferiores àqueles mínimos estabelecidos pela SRF por meio de instruções normativas, em consonância com o que reza a Lei n.° 8.847, de 28/01/94, artigo 3.°, parágrafo 2.°. Por este motivo, os lançamentos foram efetuados com base nos VTNm constantes daquelas instruções. Para a atribuição do VTNm são consideradas as características gerais do município onde está localizada o imóvel rural. Sua fixação tem como efeito principal criar uma presunção juris tantum em 3 MF. Processo n° : 10183.002945/00-10 Acórdão n° : 303-31.921 favor da Fazenda Pública, invertendo o ónus da prova caso o contribuinte se insurja contra o valor de pauta estabelecido na legislação. Nesse sentido, o parágrafo 4.° do artigo 3.° da Lei 8.847/94 estabelece que a autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o VTNm que vier a ser questionado pelo contribuinte. Portanto, cabe ao contribuinte comprovar que o VTN do imóvel objeto do lançamento é inferior àquele estabelecido pela Secretaria da Receita Federal de acordo com o disposto no parágrafo 2.° do art. 3.° da Lei 8.847/94. E isto deve ser feito por meio de laudo que O demonstre que o imóvel possui peculiaridades específicas que o distingue dos demais da região. Por outro lado, reza o artigo 29 do Decreto n.° 70.235/72 que "na apreciação da prova, a autoridade julgadora fumará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias." Entendo que laudo apto para a comprovação do VTN da propriedade em questão deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado pelos Conselhos Regionais e Engenharia, Arquitetura e Agronomia e, de acordo com o disposto no artigo 1.0 da Lei n.° 6.496/77, está sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica — ART. Dele deve constar a metodologia aplicada para a avaliação, bem como os níveis de precisão adotados. O imóvel tem que estar ecaracterizado e individualizado, inclusive com o estado da propriedade objeto da avaliação. Como decorrência da vistoria, há necessidade de que fique caracterizada, também, a região em que está localizada a propriedade. Quanto à pesquisa de valores, precisam estar identificadas as fontes das informações adotadas. Obviamente, deverá referir-se à data da ocorrência do fato gerador do tributo. In casu, o contribuinte alegou, mas não comprovou, que a propriedade teria um valor muito menor do que o utilizado no lançamento. Além disso, demonstrou que a fazenda era produtiva, mas não trouxe qualquer dado sobre a área abrangida pela produção nos exercícios em pauta. Também não ficou comprovada a área de preservação permanente. 4 fir Processo nci : 10183.002945/00-10 Acórdão n° : 303-31.921 Por isso, voto pela realização de diligência para que o recorrente seja intimado a apresentar os laudos necessários para a comprovação de suas alegações. Conforme resume o despacho de fl. 109,0 contribuinte foi intimado no endereço constante do Cadastro de Pessoas Físicas, conforme A.R. de fl. 104. Como não atendeu, foi tentada a intimação de seu procurador, que não foi encontrado no endereço informado no processo e nem no constante daquele cadastro. Em decorrência, o processo foi encaminhado a este Conselho em 24/09/2004. Posteriormente, em 21/10/2004, foram protocolizadas diretamente na Secretaria desta Câmara a procuração de fl. 110 e as cópias de documentos de identificação de fl. 111. Ressalto que consta da Procuração, como endereço do outorgante, o mesmo que fora utilizado na intimação. eComo se vê, foi dada oportunidade ao recorrente para prestar esclarecimentos quanto aos dados e apresentar as provas, medida que até ele mesmo já havia aventado. Entretanto, não atendeu à intimação. Como concluíra o voto anterior desta Câmara, já transcrito, não havia qualquer dado especifico sobre a área abrangida pela produção. Observe-se que a declaração de Il. 62/65 refere-se à Fazenda Raízes, com inscrição no INCRA totalmente diversa daquela que consta das notificações de lançamento, que se referem à Fazenda Campo Alto. Também não foi acostada prova da quantidade de cabeças de gado e nem foi informada área de preservação permanente diversa daquela constante da declaração (600 ha). À vista do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 17 de março de 2005. OC, AN LISE DAUDT PRIET - Relatora Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11070.002045/2009-58
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
PAF. CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS. NÃO CONHECIMENTO.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.956
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PAF. CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido.
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CONCOMITÂNCIA DE OBJETOS. NÃO CONHECIMENTO. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Adriana Oliveira e Ribeiro. Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento e de Declarações de Compensação transmitidos eletronicamente pela contribuinte, onde procurou utilizar pretenso saldo credor de COFINS Não Cumulativo — Mercado Interno acumulado no 1° trimestre/2005, para compensar débito de sua responsabilidade, relativo a tributo administrado pela Receita Federal do Brasil. Foi desenvolvida ação de fiscalização junto a empresa, MPF nº 10.1.08.00 2009003441 para conferência do crédito de COFINS informado no pedido de ressarcimento, tendo a autoridade fiscal concluído pela ilegitimidade do saldo credor pleiteado pelo contribuinte, conforme excerto que transcrevemos a seguir: O pleito da contribuinte não encontra respaldo na legislação pertinente ao assunto, visto que, o desconto de créditos das operações com substituição tributária no regime de tributação da não cumulatividade encontrase vedado pelo disposto na redação original do artigo 3º, inciso I letra "a" da Lei nº 10.833 de 29 de dezembro de 2.003. Posteriormente, o referido dispositivo legal veio a sofrer modificações pelas Leis nº 10.865 de 30 de abril de 2004; 11.727 de 23 de junho de 2.008 e 11.787 de 25 de setembro de 2.008, mas que não alteraram sua essência. No mesmo sentido, o artigo 17 da Lei n° 11.033 de 21 de dezembro de 2.004, ao permitir a manutenção de créditos vinculados às operações de vendas efetuadas com suspensão, isenção, aliquota zero ou com não incidência das contribuições do PIS e da COFINS, não respalda o procedimento adotado pela contribuinte. O artigo 16 de Lei n° 11.116 de 18 de maio de 2.005 veio esclarecer que o crédito apurado em virtude do contido no artigo 17 de Lei n ° 11.033/2004 deve ser apurado na forma dos artigos 3º das Leis nº 10.637/2.002 e 10.833/2003, portanto, alem das permissões, devem também ser observadas as proibições lá destacadas na apropriação de créditos. A DRF em Santo Ângelo adotou o Relatório Fiscal como razão de decidir e não homologou a compensação, nem reconheceu o direito creditório pretendido. Inconformado, apresentou manifestação de inconformidade na qual aduz, em apertada síntese que: a) há direito de crédito de PIS e de COFINS em relação às aquisições tributadas quando a saída é isenta, não tributada, imune ou tributadas com aliquota zero. Conforme o art. 16 da MP n° 206, de 2004 (atualmente art. 17 da Lei n° 11.033, de 2004), os contribuintes cujas operações de venda são isentas, não tributadas, tributadas com alíquota Fl. 148DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.002045/200958 Acórdão n.º 3803002.956 S3TE03 Fl. 2 3 zero ou com suspensão têm direito à manutenção dos créditos de PIS e COFINS decorrentes da aquisição de insumos; b) não existe na legislação que rege a matéria qualquer restrição ao crédito efetuado pela empresa. Ao contrário, existe expressa autorização legal para que isto ocorra (art.17 da Lei n° 11.033, de 2004). Ainda que houvesse restrição, tal seria inconstitucional, porquanto a não cumulatividade deve ser entendida como integral e absoluta, nunca parcial e relativa. O direito de abatimento é garantido constitucionalmente (art. 195, § 12, da CF). A CF não dá margens para que o legislador ordinário restrinja o principio da nãocumulatividade, autorizando, apenas, que sejam definidas as categorias econômicas para as quais as contribuições seriam nãocumulativas; c) o caráter de nãocumulatividade inerente As contribuições para o PIS e para a COFINS deve ser interpretado de forma ampla, devendo a técnica base contra base ser atentamente observada, não podendo qualquer legislação infraconstitucional restringir o direito ao crédito; d) sendo a empresa revendedora de mercadorias, onde sua operação de venda é tributada com aliquota zero, suspensa, não tributada ou isenta, tem ela direito à manutenção dos créditos de PIS e de COFINS decorrentes da aquisição de insumos vinculados a esta vendas, em função do regime da nãocumulatividade. A DRJ em Porto Alegre considerou improcedente a manifestação de inconformidade, confirmando o despacho decisório e o relatório fiscal conforme ementa que transcrevemos a seguir: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 INCONSTITUCIONALIDADE. LEGISLAÇÃO REGULARMENTE EDITADA. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade ou de ilegalidade de dispositivos normativos, bem como a legislação regularmente editada goza de presunção de constitucionalidade e de legalidade. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. PRODUTOS. AQUISIÇÃO. DISTRIBUIDOR/COMERCIANTE. REVENDA. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. No regime da nãocumulatividade da COFINS, a aquisição de produtos sujeitos à tributação concentrada não gera créditos para o comerciante na revenda/distribuição dos mesmos por Fl. 149DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 expressa vedação legal, não se aplicando à hipótese a disposição contida no art. 17 da Lei n° 11.033, de 2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Cientificada em 13/12/2011, apresentou recurso voluntário para este Conselho, no qual advoga a mesma tese da manifestação de inconformidade, requerendo ao final, o reconhecimento do direito creditório e homologação da DCOMP. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, entretanto, dele não tomarei conhecimento pelo que explano a seguir: Do breve relato dos fatos extraise que o direito creditório pleiteado pela contribuinte se origina da aquisição de produtos sujeitos à tributação monofásica, a qual fica desonerada sobre as receitas auferidas com a venda posterior destes produtos, que são revendidos pelo seu estabelecimento com alíquota zero. Compulsando os autos, observamos ainda, que a discussão em comento, qual seja, o creditamento da aquisição de produtos sujeitos à tributação monofásica cujas operações de venda são tributadas à alíquota zero, foi objeto de Mandado de Segurança impetrado pela ora Recorrente, junto à 2ª VF e JEF CÍVEL DE SANTO ÂNGELO sob o n° 2009.71.05.0014210/RS. Em consulta ao andamento processual no sítio da Justiça Federal da 4ª Região, constatei que foi proferida decisão em 04/08/2010, publicada em 12/08/2010, admitindo o Recurso Extraordinário e o Recurso Especial interposto pela Redepeças. Peço vênia para trasladar a decisão monocrática: DECISÃO Tratase de recurso extraordinário interposto com apoio no art. 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido por Órgão Colegiado desta Corte, cuja ementa foi lavrada nas seguintes letras: TRIBUTÁRIO. LEI Nº 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO A CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO A INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. Tratandose de tributação monofásica não há que se falar em cumulatividade, diante da inexistência do pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, qual seja, a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica. O artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 restringese ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária REPORTO", descabendo aplicálo a situações diversas daquela prevista na legislação, sob pena de privilegiar indevidamente certas atividades econômicas, em detrimento das outras sujeitas à tributação polifásica. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.002045/200958 Acórdão n.º 3803002.956 S3TE03 Fl. 3 5 [...] O recurso merece prosseguir, tendo em conta o prequestionamento da matéria relativa aos dispositivos supostamente contrariados, não envolvendo exame de provas. Além disso, encontramse preenchidos os demais requisitos de admissibilidade. [...] (grifamos) A título informativo, em 30/11/2010 o Min. Herman Benjamin, em decisão monocrática, negou seguimento ao Recurso Especial e em 10/10/2011 houve a baixa definitiva dos autos do MS retromencionado. Ademais, cotejando os argumentos aduzidos pela Defendente nos recursos até então apresentados no presente processo administrativo fiscal com os interpostos na contenda judicial, verificouse que tais encontramse inclusos nas razões do madamus o que definitivamente se constata na leitura do relatório da sentença que julgou improcedente o Mandado de Segurança impetrado: Para tanto, alegaram que se dedicam à distribuição de máquinas agrícolas e peças, adquirindo produtos direto das indústrias, sendo que alguns, quando da revenda, existe suspensão do pagamento das contribuições para o PIS e COFINS, cuja tributação se dá com alíquota zero, isentos ou não são tributados. Disseram que, desde a implantação do sistema não cumulativo, vinham descontando do valor a pagar relativo ao PIS e COFINS, créditos em relação às compras efetuadas com tributação destas contribuições, em conformidade com a redação original do art. 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, tendo por base o art. 17 da Lei nº 11.033/04 (MP 204/2004). Mencionaram que, em decorrência da MP nº 451, que inseriu o parágrafo 15 no art. 3º da Lei nº 10.637/2001, o direito ao abatimento do valor a recolher, de créditos de PIS e COFINS, relativo aos insumos mencionados, foi suprimido. Falaram que, por este dispositivo, o direito de crédito ao PIS e COFINS em relação às vendas efetuadas pelos distribuidores e os comerciantes atacadistas e varejistas restou impossibilitado, ficando os créditos restritos apenas em relação aos custos, despesas e encargos vinculados às receitas com a venda de produtos cuja saída é onerada por estas contribuições. Defenderam nos casos em que a operação de venda é tributada com alíquota zero, suspensa, não tributada ou isenta, ter direito à manutenção dos créditos de PIS e COFINS decorrentes da aquisição de insumos vinculados a estas vendas, em função do regime de nãocumulatividade. Disseram que a restrição imposta pela MP nº 451 deve observar o prazo nonagesimal, previsto no art. 195, § 6º, da CF/88. Falaram acerca do direito de correção monetária dos valores. Pediram liminar e, por fim, em caso de não ser reconhecido o direito de efetuar créditos de PIS e COFINS decorrentes de aquisição de insumos, independentemente se a saída é onerada ou não por estas contribuições, seja determinada a observância da anterioridade nonagesimal. Juntaram documentos (fls. 13/28). Fl. 151DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Assim, socorreuse a ora Recorrente do judiciário com a finalidade de ver assegurado e reconhecido o direito de efetuar créditos de PIS e COFINS decorrentes de aquisição de insumos, independentemente se a saída é onerada ou não por estas contribuições, o que inequivocamente configurou a concomitância entre as demandas. Cabe salientar que a opção pela via judicial implica na renúncia da via administrativa, bem como dos recursos eventualmente interpostos pelo sujeito passivo, tal qual o caso. Isto porque pelo princípio da unicidade da jurisdição e inafastabilidade do controle jurisdicional, competirá ao Poder Judiciário dar a última palavra nos casos trazidos à sua apreciação, e portanto sua decisão sempre sobejará sobre a administrativa. A decisão judicial se torna lei entre as partes e vincula a administração tributária aos seus ditames, devendo ser aplicada, inclusive, no processo administrativo. Vejamos o teor da súmula nº 01 do CARF: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Sabendo que o sujeito passivo propôs mandado de segurança para discutir o suposto direito creditório na via judicial, com o mesmo objeto da demanda administrativa, implicando na renúncia do recurso por ele interposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do presente recurso voluntário. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 152DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11070.002045/200958 Acórdão n.º 3803002.956 S3TE03 Fl. 4 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11070.002045/200958 Interessada: REDEPECAS REDEPARTS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.956, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 153DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/07/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10970.000024/2008-19
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Exercício: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008
CORREÇÃO DE FALTA. REINCIDÊNCIA.
Mesmo corrigindo a falta em obrigação instrumental, no prazo da defesa, a reincidência desautoriza relevação de multa (art. 291 do R.P.S.).
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA
MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei nº 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, deve-se aplicar a norma mais benigna ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-000.732
Decisão: Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32-A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §§1º e 3º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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REINCIDÊNCIA. Mesmo corrigindo a falta em obrigação instrumental, no prazo da defesa, a reincidência desautoriza relevação de multa (art. 291 do R.P.S.). RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, devese aplicar a norma mais benigna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, : por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §§1º e 3º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Fl. 1775DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 1776DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000024/200819 Acórdão n.º 280300.732 S2TE03 Fl. 1.759 3 Relatório A empresa foi autuada por não ter incluído informações de Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP relacionadas aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, no período de 1/2003 a 05/2008, incorrendo em infringência ao artigo 32, Inciso IV e §5 º, da Lei n° 8.212/91, vigente a época do lançamento. A multa foi aplicada conforme o disposto no art. 284, inciso II, do Regulamento da Previdência SocialRPS, e artigo 32, Inciso IV e §5 º, da Lei n° 8.212/91,. Tudo conforme Auto de Infração e Relatório Fiscal (fls 1213) e documentos anexos. Houve constatação de situação agravante (art. 290, V, do RPS) e não ocorrência de situação de relevação da multa (art. 291). A contribuinte tomou ciência da autuação em 03/06/2008, apresentou a correção das falhas, bem como requereu a relevação da multa. A decisão a quo, concluindo pela improcedência parcial da impugnação e mantendo a autuação, pois entendeu que relevação da multa pela correção da falta somente poderia ocorrer caso não houvesse constatação de reincidência, pois conforme verificado o presente auto de infração foi lavrado e cientificado em lapso inferior à 5(cinco) anos contados do transito em julgado de duas outras autuações anteriores, (art. 291, §1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3.048/99). Contudo, reconheceu a existência de situação atenuante, devido a própria correção. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário tempestivo, alegando exatamente os mesmos argumentos da impugnação. Os autos vieram encaminhados ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF do Ministério da Fazenda DF para julgamento (fls. 126). É o relatório. Fl. 1777DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 Voto Conselheiro Relator O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. Quanto ao mérito, segue razão a autoridade a quo quanto à impossibilidade de relevação da penalidade, pois como demonstrado nos autos, o presente Auto de Infração representa uma reincidência aos Autos de Infração n° 35.549.4906 e n° 35.549.4914, dentro dos 5(cinco) a contar do transito em julgado destes últimos. Logo, não haveria a incidência da norma do dispositivo do art. 291, §1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3.048/1999. Todavia, por dever de ofício, em que houve questionamento da aplicação da multa, mas sem ser específico ao assunto a seguir, ao se verificar a multa aplicada por descumprimento de obrigação acessória prevista no art. 32, IV, §§5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, devese atentar às alterações legais implementadas por esta e sua lei de conversão (Lei n. 11.941/2009), que revogou os parágrafos e incluiu o art 32A, I,. Recentemente, as normas sancionatórias relativas à GFIP foram alteradas pela lei n º 11.941/09, e provavelmente beneficiam a Recorrente. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, in verbis: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 1778DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000024/200819 Acórdão n.º 280300.732 S2TE03 Fl. 1.760 5 I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Toda multa tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva, ou de penalização. Contudo, ainda assim podem ser classificadas em multa moratória, decorrente do simples atraso na satisfação da obrigação tributária principal, e multa punitiva em sentido estrito, quando decorrente de infração à obrigação instrumental cumulada ou não com a obrigações principais. Tal classificação é necessária pois, apesar de não terem natureza remuneratória, mas sancionatória, os tribunais brasileiros admitem que as multas tributárias devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de tratamentos diversos para cada espécie pelo próprio Código Tributário Nacional e legislação esparsas. (RESP 201000456864, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito tributário, constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª Ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2010, p.1103 1109) Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa punitiva em sentido estrito. Como supra colocado, a primeira decorre do mero atraso da obrigação tributária principal, podendo sendo constituída pelo próprio contribuinte inadimplente no momento de sua apuração e pagamento. Já, a segunda espécie de multa, a punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício por parte dos agentes fiscais (art. 149, do CTN), em que se apura a infração cometida e a penalidade a ser aplicada. Inclusive a estipulação e definição da espécie de multa é dado exclusivamente pela lei, fato ressaltado em face do principio da estrita legalidade a que se regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se poderia comparar com multas punitiva em sentido estrito (referente à descumprimento de obrigação exclusivamente instrumental) com multas de natureza moratória a exemplo com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n. 449/2008. Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define as infrações e comina suas penalidades deve ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte em casos de dúvidas quanto à natureza das infrações e suas penalidades. Interpretação que deve ser conjugada com a retroatividade benigna prevista no art. 106, II, a e c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça Fl. 1779DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 6 pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte. Assim, em razão do princípio da retroatividade benigna (art. 106, do CTN), como o entendimento que a aplicação da sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. Isso posto, voto por conhecer o Recurso Voluntário e, no mérito, para DAR LHE PARCIAL PROVIMENTO, no sentido de que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §§1º e 3º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008. Sala de Sessões, 12 de maio de 2011. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 1780DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 24/08/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 24/08/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10530.000518/2001-06
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed May 12 00:00:00 UTC 2004
Ementa: SIMPLES — EXCLUSÃO.
Ausência de prova do motivo que ensejou a exclusão. Inexistência
nos autos do Ato Declaratório de Exclusão, ato que deu ensejo à
exclusão do contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de
•Impostos e Contribuições — Simples. Não há que ser mantida a
exclusão, sob pena da mesma ser fundada em presunção de fato.
RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO
Numero da decisão: 303-31.416
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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VIEIRA DA SILVA RECORRIDA DRJ/SALVADOR/BA SIMPLES — EXCLUSÃO. Ausência de prova do motivo que ensejou a exclusão. Inexistência nos autos do Ato Declaratório de Exclusão, ato que deu ensejo à exclusão do contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de •Impostos e Contribuições — Simples. Não há que ser mantida a exclusão, sob pena da mesma ser fundada em presunção de fato. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 12 de maio de 2004 // JOÃO IL • 'D A COTA Presi - nte elator • • ON BART LI Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NANCI GAMA e SÍLVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA (Suplente). Esteve Pressente a Procuradora Fazenda Nacional ANDREA KARLA FERRAZ. MA/3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.889 ACÓRDÃO N° : 303-31.416 RECORRENTE : C. VIEIRA DA SILVA RECORRIDA : DRJ/S ALVADOR/B A RELATOR(A) : NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Tem por objeto o presente processo, exclusão da Recorrente do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES. O mesmo já fora apreciado por esta Egrégia Câmara, nos termos do Relatório de fls. 60/61, oportunidade na qual se decidiu por converter o julgamento em diligência, já que nos autos não se encontrava o Ato Declaratório de Exclusão do Contribuinte. Retornam os autos para julgamento, com os documentos de fls. 67/85 e a informação da Delegacia da Receita Federal em Feira de Santana — BA, às fls. 86. Segundo referida informação, o Ato Declaratório, objeto da Resolução, não foi localizado, pelo qual foi juntado extrato às fls. 84/85, contendo as "mesmas informações" do referido ato. Tendo em vista o disposto na Portaria MF n° 314, de 25/08/1999, deixam os autos de serem encaminhados para ciência da Procuradoria da Fazenda Nacional, quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro, constando numeração até as fls. 86, última. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N' : 124.889 ACÓRDÃO N° : 303-31.416 VOTO Apurado estarem presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário, por conter matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Inicialmente, cabe ressaltar que o cerne da questão, encontra-se na exclusão de contribuinte que tendo optado pelo simples, tenha tido débito inscrito em Divida Ativa junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional — PGFN, ou junto ao 1111 Instituto Nacional do Seguro Social — INSS. A exclusão do contribuinte se deu por meio de Ato Declaratório, ressalte-se, não constante dos autos, emitido pela Delegacia da Receita Federal em Feira de Santana/BA e que teria trago como motivo, segundo consta do extrato de fls. 84/85, "débitos inscritos na PGFN". Muitos já foram os Atos Declaratórios apreciados por esta Câmara, em que apesar de não encontrar-se referido ato devidamente fundamentado, admitiu- se que o ensejo da exclusão encontra-se previsto no artigo 9°, incisos XV e XVI, da Lei 9.317/96, redação dada pela Lei n° 9.779/99, estabelecendo que não poderá optar pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, a pessoa jurídica que: ‘,... XV — que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do 411 Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa; XVI— cujo titular, ou sócio que participe de seu capital com mais de 10% (dez por cento), esteja inscrito em Divida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Ocorre que o Ato Declaratório é ato administrativo e privativo da autoridade administrativa, que tem o poder de aplicar o direito e reduzir a norma geral e abstrata em norma individual e concreta, portanto, mas que um poder, é um dever de aplicar a norma, de forma vinculada, porque a lei é que deve estabelecer requisitos para a atuação da Administração Pública. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N' : 124.889 ACÓRDÃO N° : 303-31.416 Note-se que independentemente de qualquer norma específica quanto ao Simples, o ato administrativo deverá sempre ser vinculado, ou seja, ser realizado segundo os ditames normativos legais, tanto no que tange às normas de competência que possibilitam o exercício da fiscalização, como no que tange às normas jurídicas atinentes ao Simples, que estabelecem os limites e os sujeitos passivos à quem destinam-se os benefícios oferecidos pelo sistema. A Lei 9.784/99, que regula o Processo Administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, determina em seu artigo 20, que a administração pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 1111 O artigo 50 do mesmo dispositivo legal, determina que os atos administrativos sejam motivados e que indiquem os fatos e fundamentos jurídicos que o originaram quanto se tratar de atos que: ,,(...) I — neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; Na lição de Hely Lopes Meirelles, a motivação deve apontar a causa e os elementos determinantes da prática do ato administrativo, bem como o dispositivo legal em que se funda.1 Não obstante, dos autos em apreço não consta o Ato Declaratório de exclusão, em que pese o pedido formulado em diligência para que a Delegacia da Receita Federal o juntasse. Não há como admitir-se a substituição de ato, de suma importância, que excluiu o contribuinte da sistemática Simples, afetando direitos ou interesses individuais, por simples extrato juntado pela Receita Federal em Feira de Santana, posto que não há como concluir se o Ato seguiu os preceitos do devido processo legal, garantindo ao contribuinte seu direito ao contraditório e à ampla defesa. Para configuração da exclusão, por meio de Ato Declaratório, compete ao Poder Público, de modo privativo e obrigatório, a comprovação da existência de todos os elementos componentes do fato, sob pena de mera presunção, acarretando em incerta situação fiscal. I IVIEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 23'. edição. Malheiros Editores. São Paulo: 1998. p. 177. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO I\1° : 124.889 ACÓRDÃO NO : 303-31.416 Ressaltem-se as palavras de Paulo Celso B. Bonilha: "Fazer justiça, em princípio, é aplicar a lei ao fato. Indispensáveis, portanto, à administração da justiça o conhecimento da lei e da verdade do fato. A descoberta desta verdade como elemento essencial ao julgamento, impõe a exigência da prova."2 Do mesmo autor, ao tratar do ônus da prova na relação tributária, tem-se a conclusão, que: "Se é verdade que a conformação peculiar do processo administrativo tributário exige do contribuinte impugnante, no início, a prova dos fatos que afirma, isto não significa, como vimos, que, no decorrer do processo, seja de sua incumbência toda a carga • probatória. Tampouco a presunção de legitimidade do ato de lançamento dispensa a Administração do ônus de provar os fatos de seu interesse e que fundamentam a pretensão do crédito tributário, sob pena de anulamento do ato." Além do que, nos termos do artigo 59, do Decreto 70.235/72, são nulos os despachos e decisões que tenham sido proferidos com preterição do direito de defesa, o que se aplica ao presente, já que não há nos autos elemento de prova dos motivos que ensejaram a exclusão do contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições — Simples. Diante do exposto, por ausência de provas contrárias à permanência do contribuinte no SIMPLES, dou provimento ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, 12 de maio de 2004 ›k2TO - Relator 2 BONILHA, Paulo Celso B. Da Prova no Processo Administrativo Tributário. 2° edição. Dialética. São Paulo: 1997. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°: 10530.000518/2001-06 Recurso n°: 124889 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos • de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Câmara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-31416. Brasília, 10/08/2004 JOA• /*L 'ACOSTA Presi, ente da Terceira Câmara Ciente em Page 1 _0019500.PDF Page 1 _0019600.PDF Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019800.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 35209.000536/2006-77
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1998
Ementa: NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – REMUNERAÇÃO. PAGA A PRESTADORES DE SERVIÇOS CONTRATADOS DIRETAMENTE PELO MUNICÍPIO – SEGURADOS OBRIGATÓRIOS.
Os valores pagos a pessoas físicas contratadas diretamente por ente público municipal é fato gerador de contribuições previdenciárias.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.282
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Daniel Ayres Kalume Reis e Rogério de Lellis Pinto, que votaram por anular a NFLD. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira.
Nome do relator: DANIEL AYRES KALUME REIS
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1998 Ementa: NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – REMUNERAÇÃO. PAGA A PRESTADORES DE SERVIÇOS CONTRATADOS DIRETAMENTE PELO MUNICÍPIO – SEGURADOS OBRIGATÓRIOS. Os valores pagos a pessoas físicas contratadas diretamente por ente público municipal é fato gerador de contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado.
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PAGA A PRESTADORES DE SERVIÇOS CONTRATADOS DIRETAMENTE PELO MUNICÍPIO — SEGURADOS OBRIGATÓRIOS. Os valores pagos a pessoas fisicas contratadas diretamente por ente público municipal é fato gerador de contribuições previdenciárias. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 4.. MF SL.JUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES COM ME COM O ORIGINAL Processo n.• 35209.000536/2006-77 Brunia, 7" C) g" 9—edb mujo% Acórdão rt.° 206-00.282 Fls. 155 Maria de Fáti Ira e arvalho • Mat. Siape 751683 S ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Daniel Ayres Kalume Reis e Rogério de Lellis Pinto, que votaram por anular a NFLD. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente •rle • • • • • • - • VA VIEIRA Relatora-Designada Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. • Processo n.° 35209.000536/2006-77 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CO pj»jJ CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.282 1 CONFERE COM O ORION Fls. 156 Brisilla. 9.. 1 0g, Maria de Fátima Ft lit`i Lre d.e Relatório Mat. Supe 75 ión Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada contra Município de Primavera—Câmara de Vereadores que, conforme o Relatório Fiscal de fls. 72/73, resulta da falta de recolhimento de contribuições sociais devidas, incidentes sobre a folhas de pagamento de autônomos, não vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social, bem como dos prestadores de serviços remunerados, sem vínculo empregatício, nas mais diversas atividades, tais como assessoria técnica, consultoria, consertos diversos, serviços de informática e serviços de transporte. O crédito foi apurado nas competências de 01/1995 a 12/1998. O débito foi apurado no valor de R$ 89.351,49 (oitenta e nove mil trezentos e cinqüenta e um reais e quarenta e nove centavos). A Prefeitura Municipal apresentou defesa às fls. 77/86. Às fls. 130/135 foi proferida Decisão — Notificação julgando procedente o lançamento fiscal, para declarar a Prefeitura Municipal devedora do valor de R$ 89.351,49 (oitenta e nove mil trezentos e cinqüenta e um reais e quarenta e nove centavos). Inconformada a notificada interpôs Recurso tempestivo às fls. 139/147 desacompanhado do comprovante de depósito recursal em virtude de ser órgão público. Em síntese, alega (i) a ausência de discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos que se referem, nos termos do artigo 243, do RPS e (ii) a existência de servidores efetivos. Às fls. 149/152 foram juntadas as contra-razões da SRP-Recife/PE. É o Relatório. 4/.0 "0 o.' 35209.000536/2006-77 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUl•rrILSProcesso CCO2/C06Acórdão n.• 206-00.282 CONFERE COM O OR IGINAL Fls. 157 EfraSiti , uts 4,, Voto Vencido Meria de Fkinla "it de c&D tyLn , . S 751610 Conselheiro DANIEL AYRES KALUME REIS, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo ao exame da questão. Pela análise dos autos, verifica-se que a primeira elagação do Contribuinte merece prosperar, para que seja declarada a nulidade do lançamento, conforme as razões que seguem abaixo. Conforme se depreende dos autos, a presente NFLD resulta da falta de recolhimento de contribuições sociais devidas, incidentes sobre a folhas de pagamento de autônomos, não vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social, bem como dos prestadores de serviços remunerados, sem vinculo empregaticio, nas mais diversas atividades, tais como assessoria técnica, consultoria, consertos diversos, serviços de informática e serviços de transporte. Todavia, a i. auditoria fiscal ao promover o lançamento, não explicitou de forma clara e precisa no Relatório Fiscal quais seriam os segurados obrigatoriamente filiados ao RGPS, bem como quais seriam os prestadores de serviços, sem vinculo empregaticio, para a incidência da contribuição social, o que acarretou em cerceamento do direito de defesa do contribuinte. O artigo 37, da Lei n. 8212/91 e o artigo 243 do Decreto n. 3048, determinam o seguinte: "An. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notcação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Art. 243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições sociais e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes." (sem grifos no original). Ao proceder de forma omissa, deixando de demonstrar no Relatório Fiscal de maneira clara e precisa as irregularidades cometidas pelo Contribuinte, o ilustre fiscal autuante incorreu em vicio insanável, cerceando o direito de defesa da autuada, ensejando a nulidade do Auto de Infração, conforme legislação de regência e torrencial jurisprudência deste Conselho. Diz o artigo 5°, inciso LV da Constituição Federal de 1988: "LV — aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ele inerentes." IÇ)a - S....JUNDO CONSELHO DE CONTRIBULNTES • CONFERE COM O ORIGINAL 9Processo n.• 35209.000536/2006-77 arraia. 52.) o CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.282 (IP41 (i)e Fls. 158 Maria de Fátima - Carvalho Mat. Siape 7M683 Alexandre de Moraes, in Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional, 5' edição, São Paulo, Editora Atlas, 2005, pg. 366, assim se manifesta a respeito da questão, in verbis: "C.). O devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o contraditório, que deverão ser assegurados aos litigantes, em processo judicial criminal e civil ou em procedimento administrativo, inclusive nos militares, e aos acusados em geral, conforme o texto constitucional expresso. Assim, embora no campo administrativo não exista necessidade de tipificação estrita que subsuma rigorosamente a conduta à norma, a capitulação do ilícito administrativo não pode ser tão aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa, pois nenhuma penalidade poderá ser imposta, tanto no campo judicial quanto nos campos administrativos ou disciplinares, sem a necessária amplitude de defesa. Os princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, como já ressaltado, são garantias constitucionais destinadas a todos os litigantes, inclusive nos procedimentos administrativos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Por ampla defesa entende-se o asseguramento que é dado ao réu de condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade ou mesmo de calar-se, se entender necessário, enquanto o contraditório é a própria exteriorização da ampla defesa, impondo a condução dialética do processo (par conditio), pois a todo ato produzido caberá igual direito da outra parte de opor-se-lhe ou de dar-lhe a versão que lhe convenha, ou, ainda, de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor." Alberto Xavier, in Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, l' edição, Rio de Janeiro, Editora Forense, 2005, pgs. 5/10, se manifesta no seguinte sentido: "52° AMPLA DEFESA Devido processo legal. Direito de defesa e contraditório são, por seu turno, manifestações do princípio mais amplo do 'devido processo legal' (due process of law) consagrado no XIV aditamento à Constituição dos Estados Unidos da América, cuja seção P: 20 frase assegura que ninguém pode ser 'privado de sua vida, liberdade ou propriedade sem um processo justo e disciplinado por lei'. Como diz Pedro Machete ' o significado imediato deste direito constitucionalmente reconhecido (e, portanto, vinculativo para todos os Estados) é a exigência de que o exercício do poder jurídico-público se faça nos termos de um procedimento justo Tair procedure). Tal implica para o particular afetado, em princípio, o direito de conhecer os fatos e o direito invocado pela autoridade, o direito de ser ouvido pessoalmente e de apresentar provas e, ainda, de (D\ d) - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFIE COM O ORIGINAL Processo n.• 35209.000536/2006-77 Bresina. a *9- 9,o0t) .2. Acórdão n.• 206-00.282 F1L 159 Maria de F . ' - 4 -Ire de Ca o Mat. Srape 751683 confriontar as posições dos adversários (confrontation and cross- examinition). Direito de Audiência O direito de ampla defesa reveste hoje a natureza de um direito de audiência (Audi alteram partem), nos termos do qual nenhum ato administrativo suscetível de produzir conseqüências desfavoráveis para o administrado poderá ser praticado de modo definitivo, sem que a este tenha sido dada a oportunidade de apresentar as razões (fatos e provas) que achar convenientes à defesa dos seus interesses. O direito de defesa ou direito de audiência é um direito de participação procedimental, que pressupõe a atribuição ao particular do estatuto jurídico 'parte' no procedimento administrativo, com vista à defesa de interesses próprios. Todavia, nem todo o direito de participação procedimental visa a finalidade garantística de defesa, podendo também, desempenhar a função de colaboração democrática dos cidadãos, individualmente ou associados, na própria formação das decisões administrativas, segundo um modelo de 'administração participada': a primeira é uma participação defensiva ou garantística; a segunda, uma participação informativa ou democrática.' § 3° CONTRADITÓRIO. O princípio do contraditório encontra-se relacionado com o princípio da ampla defesa por um vínculo instrumental: enquanto o princípio da ampla defesa afirma a existência de um direito de audiência do particular, o princípio do contraditório reporta-se ao modo do seu exercício. Esse modo de exercício, por sua vez, caracteriza-se por dois traços distintos: a paridade das posições jurídicas das partes no procedimento ou no processo, de tal modo que ambas tenham a possibilidade de influir, por igual, na decisão (Princípio da igualdade de armas 2; e o caráter dialético dos métodos de investigação e de tomada de decisão, de tal modo que a cada uma das partes seja dada a oportunidade de contradizer os fatos alegados e as provas apresentadas pela outra." Patente, portanto, o cerceamento de defesa no presente caso. Por outro lado, o Decreto n° 70.235/72, no seu artigo 59 prevê as nulidades por vícios insanáveis. Veja-se. "CAPITULO III Das Nulidades Art, 59. São nulos: 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. e»..1 — NIF - SL.3UNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE CONI O ORIGINAL Processo n.° 35209.000536/2006-77 Brasília. 2.. i ink003" CCO2/C06 Acórdão n.•206-00.282 e2D Fls. 160 Maria de Fátima FWVaçallio MM. Siape 751683 sç 1° A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2 0 Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3° Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. (Incluído pela Lei n° 8.748, de 1993)." No presente caso, entendo que o defeito na constituição do crédito tributário inobservou o direito de defesa do Contribuinte, nos termos do inciso II, do artigo 59, do Decreto n. 70.235/72, razão pela qual deve ser reconhecida nulidade por vicio material. No mesmo sentido, transcrevem-se julgados deste Egrégio Conselho de Contribuintes que corroboram a argumentação da existência de vicio material: "(.) A descrição defeituosa dos fatos impede a compreensão dos mesmos, e, por conseqüência, das infrações correspondentes, sendo, portanto, vício material, pois mitiga, indevidamente, a participação do contribuinte na instauração do litígio, mediante a apresentação da impugnação. No caso em análise, havia possibilidade de conhecimento dos fatos descritos e das infrações imputadas, posto que complexas." (Recurso n. 131.449, Acórdão n. 108-07556, 8' amara, Relator Conselheiro Mário Junqueira Franco Júnior, sessão de julgamento de 15/10/2003). "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO EX OFFICIO — É nulo o Ato Administrativo de Lançamento, formalizado com inegável insuficiência na descrição dos fatos, não permitindo que o sujeito passivo pudesse exercitar, como lhe outorga o ordenamento jurídico, o amplo direito de defesa, notadamente por desconhecer, com a necessária nitidez o conteúdo do ilícito que lhe está sedo imputado. Trata-se, no caso, de nulidade pro vício material, na medida em que falta conteúdo ao ato, o que implica inocorrência da hipótese de incidência." (Recurso n. 132.213, Acórdão n. 101-94049, 1 amola, Relator Conselheiro Sebastião Rodrigues Cabral, sessão de julgamento de 06/12/2002). Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER do recurso E ANULAR A NFLD POR VICIO MATERIAL. Sala das Sessões, em 11 de dezembro de 2007 D EL AYRES KALUME REIS Processo n.• 35209.00053612006-77 CCO2/036 Acórdão n.° 206-00.282 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESCONFERE COM O ORIGINAL Fls. 161 Rada. (2.1 / à 2, 'end Maria à Fatima de Carvalho Mat Stant. 751683 Voto Vencedor Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora Não concordo com o entendimento do conselheiro representante dos trabalhadores quanto a auditoria fiscal não ter explicitado de forma clara e precisa no Relatório Fiscal quais seriam os segurados obrigatoriamente filiados ao RGPS, bem como quais seriam os prestadores de serviços, sem vinculo empregaticio, para a incidência da contribuição social, o que acarretou em cerceamento do direito de defesa do contribuinte. Em primeiro lugar, reporto-me ao relatório já devidamente descrito pelo conselheiro relator para a apresentação deste voto divergente. No entanto, analisando os autos constatei que no relatório fiscal existe não apenas a indicação dos elementos de forma clara dos serviços executados, como no anexo, mencionado no relatório fiscal, existe a discriminação nominal de todos os trabalhadores que na qualidade de prestadores de serviços são segurados obrigatórios da previdência social. Dessa forma, a argumentação do conselheiro para promover a nulidade do presente lançamento face o cerceamento de defesa do contribuinte não merece prosperar. Os fatos geradores objeto da presente notificação, bem como as bases de cálculo foram devidamente descritas no relatório fiscal, e nos relatórios que acompanham a NFLD. No que diz respeito aos fundamentos legais do débito, encontramos relatório próprio, pormenorizado, onde estão descritos, ao longo de todas as competências objeto do lançamento, o embasamento legal que justifica a sua exigência. Dessa forma, quanto ao aspecto da fundamentação legal, também não há que se falar em nulidade. Pelo exposto, o lançamento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido em sua integralidade haja vista os argumentos apontados pelo recorrente serem incapazes de refutar a presente notificação. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR- LHE PROVIMENTO, julgando procedente o lançamento efetuado. É como voto. ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Page 1 _0078500.PDF Page 1 _0078600.PDF Page 1 _0078700.PDF Page 1 _0078800.PDF Page 1 _0078900.PDF Page 1 _0079000.PDF Page 1 _0079100.PDF Page 1
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Numero do processo: 13971.722038/2014-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 06 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2011
HIPÓTESE DE EXCLUSÃO DE OFÍCIO.
Exclui-se de ofício do SIMPLES, dentre outras hipóteses, a pessoa jurídica que comercializar objeto de contrabando e descaminho (artigo 29, VII, da Lcp 123/2006). Exclusão efetuada após a aplicação da pena de perdimento de mercadoria.
Recurso Voluntário conhecido e não provido.
Numero da decisão: 1301-004.793
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente
Lucas Esteves Borges - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Heitor de Souza Lima Junior, Rogerio Garcia Peres, Lucas Esteves Borges, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausentes a conselheira Bianca Felicia Rothschild e o conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa.
Nome do relator: LUCAS ESTEVES BORGES
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Exclui-se de ofício do SIMPLES, dentre outras hipóteses, a pessoa jurídica que comercializar objeto de contrabando e descaminho (artigo 29, VII, da Lcp 123/2006). Exclusão efetuada após a aplicação da pena de perdimento de mercadoria. Recurso Voluntário conhecido e não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente Lucas Esteves Borges - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Giovana Pereira de Paiva Leite, Jose Eduardo Dornelas Souza, Heitor de Souza Lima Junior, Rogerio Garcia Peres, Lucas Esteves Borges, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Ausentes a conselheira Bianca Felicia Rothschild e o conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 72 20 38 /2 01 4- 13 Fl. 309DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-004.793 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.722038/2014-13 Relatório SIDNEI LOOS - ME recorre a este Conselho Administrativo pleiteando a reforma do acórdão proferido pela 2ª Turma de Julgamento da DRJ/CGE que NEGOU PROVIMENTO à Manifestação de Inconformidade apresentada. Trata o presente processo de exclusão do Simples, mediante Ato Declaratório Executivo da DRF de origem, com base no artigo 29, VII, da Lei Complementar 123/2006, com efeitos a partir de 01/10/2011, pelo motivo de comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. Cientificado da exclusão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando questões relacionadas à autuação de apreensão de mercadorias, a saber, conforme acórdão DRJ: a) que cabe à fiscalização o ônus da prova. Citou e transcreveu jurisprudência administrativa. Argumentou que as razões relatadas que justificam sua exclusão são absolutamente equivocadas. Contestou a fiscalização, que para atribuir a sua aquisição irregular de mercadorias informou 4 notas fiscais de pessoas físicas que não estavam cadastradas para compra/venda de tais produtos. Porém, mensurou para a apuração do crédito e de suposto tributo tido como não recolhido o valor da venda de bens, o que da mesma forma não procede; b) questionou a alegação do fisco de que todos os produtos por terem sido fabricados na China seriam necessariamente oriundos de contrabando/descaminho, contudo tal fato é presumido. Afirmou que a imensa maioria dos produtos eletrônica tem procedência chinesa ou asiática. A presunção de que o produto chinês, no país, importaria em introdução clandestina, é absurda. Ressaltou que em momento algum se demonstrou que estaria vendendo produtos abaixo do preço de mercado ou em concorrência desleal, portanto inexiste qualquer prova ou demonstração de prejuízo; c) no Termo de Fiscalização e demais documentos há exclusivamente menção aos jogos de vídeo game, entre eles, Playstation 2 e 3 , Xbox e Nintendo WII, todavia, nas folhas 246 a 325 há narrativa de peças de computadores, sem fazer qualquer referência a nota fiscal ou documentação relativa a sua compra, desta forma, existe a presunção para a autuação quanto à comercialização destas peças e componentes. Então, devem ser desconsiderados os itens narrados nas notas fiscais nºs. 480, 747, 536, 753, 554, 919, 922, 977, 606, pois em momento algum houve qualquer narrativa ou prova, por parte da fiscalização que tais itens não tenham sido adquiridos no mercado nacional; d) não há comprovante da fiscalização quanto a alguma irregularidade dos bens Xbox e Nintendo, devendo da mesma forma ser desconsiderado no termo de fiscalização e autuação; e) não há fundamento legal para que o crédito tributário, supostamente não recolhido ou devido, seja auferido com base no valor da suposta venda de bens; f) argumentou que os documentos acostados aos autos não evidenciam os motivos ensejadores para a sua exclusão, pois decorre de uma análise isolada dos documentos sem a devida contextualização. Invocou o direito para apresentar outros elementos que possam ensejar a descaracterização da imposição fiscal, caso se faça necessário. Por fim, requereu a extinção/cancelamento do Ato Declaratório. Ao tratar da questão, a DRJ/CGE julgou improcedente o pleito do contribuinte, sob o entendimento, em síntese, de que: - no presente processo está sendo apreciada a exclusão do Simples Nacional, sendo impertinentes as alegações relativas ao perdimento de mercadoria e à autuação, objetos de outros processos; Fl. 310DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-004.793 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.722038/2014-13 - no mérito, tendo o contribuinte se limitado a atribuir ao fisco a prova da origem das mercadorias, tendo, em verdade, sido lavrado os autos de infração porque a autoridade fiscal entendeu que havia comercialização de produtos oriundos de contrabando ou descaminho, caberia ao contribuinte o ônus probatório de que tais mercadorias não seriam estrangeiras e/ou obtidas nas circunstâncias autuadas, nos seguintes termos: Logo, deveria ter comprovado que as adquiriu no mercado interno, por meio de notas fiscais de forma regular, ou que foram diretamente importadas, juntando para tanto a documentação competente. Não o fazendo, não há como dar guarida à sua argumentação. Dessa forma, manteve incólume o Ato Declaratório Executivo que excluiu o contribuinte da sistemática de apuração pelo Simples Nacional. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário repisando os argumentos já trazidos aos autos, requerendo o cancelamento do ato executivo que o excluiu do Simples Nacional. É o relatório. Fl. 311DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1301-004.793 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.722038/2014-13 Voto Conselheiro Lucas Esteves Borges, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual, dele conheço. Analisando o que dos autos constam, entendo que não merece guarida a pretensão do recorrente, haja vista que toda a sua peça recursal intenta, sem sucesso, descaracterizar a suposta comercialização de mercadorias objeto de contrabando, discussão alheia à lide. Entende, o recorrente, que a autuação foi lavrada com base em suposições e que caberia ao fisco o ônus probatório de que as mercadorias viriam do exterior e estariam em desacordo com as normas fiscais internas. Não apresentado o recorrente elementos fáticos-probatórios capazes de desconstituir as alegações do fisco, não haveria razão para a reforma da autuação fiscal realizada, entretanto, esta matéria não diz respeito ao presente litígio. Retornando-se ao presente processo administrativo, têm-se que a DRF/BLU excluiu o recorrente do Simples Nacional em decorrência do auto de infração expedido em razão da comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. Ora, não havendo a descaracterização da infração, no processo em que foi autuado, não há outra medida a ser tomada no presente, senão a manutenção da exclusão do Simples, por expressa previsão legal, vide artigo 29, VII, da Lcp 123/2006: Art. 29. A exclusão de ofício das empresas optantes pelo Simples Nacional dar-se-á quando: [...] VII - comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho; Pelo exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário, para no mérito, negar-lhe provimento. Lucas Esteves Borges Fl. 312DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11065.910864/2009-40
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 02/11/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO.
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de
ato administrativo regularmente proferido.
A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO.
INOCORRÊNCIA
A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos.
Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação.
Embargos de Declaração Rejeitados
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.924
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 02/11/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 02/11/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestarse. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Adriana Oliveira e Ribeiro (suplente) e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório CALCADOS QSONHO LTDA. transmitiu, em 30/11/2005, a Declaração de Compensação (Dcomp) nº 30032.92499.301105.1.3.040561 fls. 13 a 18, visando a extinguir débitos próprios com direito creditório advindo de pagamento indevido ou a maior de Contribuição para o PIS/Pasep, recolhido em 02/11/2004, no valor de R$ 1.209,64. O Despacho Decisório da fl. 7 não reconheceu o direito creditório pleiteado e não homologou a compensação declarada porque o DARF indicado como pagamento indevido ou a maior teve seu valor integralmente aproveitado na amortização de crédito tributário referente ao Ines de outubro de 2004, declarado pela empresa em DCTF. Sobreveio reclamação, fls. 1 a 6, por meio da qual o requerente alega: a) erro nos valores informados nas declarações fiscais, tendo procedido, no ano de 2005, a revisão dos créditos tributários dos anos anteriores; b) que apresentou DCTF retificadora corrigindo o erro, na qual consta o valor correto da contribuição apurada no período de 01/10/2004 a 31/10/2004; c) que o não reconhecimento do direito creditório foi acarretado pelo sistema eletrônico aplicado pela Receita Federal do Brasil, no qual qualquer defeito de informação gera automaticamente um despacho decisório de denegação de crédito. Transcreve ainda acórdãos do Conselho de Contribuintes, que autorizaram a revisão de valores quando constatado erro de fato e apresenta como comprovação de suas alegações planilha de apuração do PIS/Cofins, DCTF retificadora e o Livro Razão de 2005 com a contabilização dos indébitos e da compensação realizada. A DRJ/POA2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente porque o reclamante não indicou a origem do erro na apuração da contribuição, nem mesmo juntou qualquer prova que confirmasse o novo valor indicado. O Acórdão nº 1028.129 de 5 de novembro de 2010, fls. 40 e 41, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/2004 a 31/10/2004 DIREITO CREDITÓRIO. CERTEZA E LIQUIDEZ. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910864/200940 Acórdão n.º 380302.924 S3TE03 Fl. 3 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Insatisfeito com o resultado do julgamento administrativo de primeira instância, o requerente interpôs recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 44 a 55, após síntese dos fatos relacionados com a lide, explicou que, em outubro de 2005, o contribuinte efetuou revisão nos seus cálculos tributários, ajustando a base de cálculo das contribuições sociais em face do creditamento extemporâneos relativo a despesas realizadas na manutenção de máquinas, equipamentos, prédios e instalações, assim como os relativos à depreciação, todos ligados diretamente ao setor produtivo, forte no art. 3º, inc. II da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, tendo registrado e reconhecido o pagamento a maior em sua contabilidade, mediante lançamento no ativo circulante com contrapartida no resultado. Acrescentou que, como essa situação se repetiu em várias competências, optou por registrar todos os pagamentos a maior a titulo de PIS e COFINS efetuados entre novembro/2000 a novembro/2004 de uma só vez, motivo pelo qual o registro contábil se deu no valor de R$ 65.018,80, sendo R$ 12.960,62 de pagamentos a maior de PIS e R$ 52.058,18 de pagamentos a maior de Cofins. Na continuação, invocou o art. 147 do CTN, para insistir na possibilidade de retificação da DCTF. Afirma que o erro de fato no preenchimento da DCTF não pode afetar o seu direito. Pede a correção de ofício da DCTF, nos moldes do art. 149do CTN. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Invoca o princípio da verdade material, pugnando por seu direito ao crédito pretendido, decorrente do creditamento extemporâneos relativo a despesas realizadas na manutenção de máquinas, equipamentos, prédios e instalações, assim como os relativos à depreciação, todos ligados diretamente ao setor produtivo, forte no art. 3º, inc. II da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, não havendo motivos para ser negada a existência daquele crédito e do procedimento compensatório adotado. Discorreu sobre os efeitos das declarações entregues ao Fisco. Concluiu, requerendo: i) Reconhecimento em favor da recorrente o crédito oposto na compensação; ii) Homologação da compensação declarada até o limite do crédito existente; iii) Alternativamente, a baixa em diligência do processo, para que a autoridade preparadora confirme a veracidade das informações prestadas e a existência dos créditos pleiteados. Pediu deferimento. Esta 3ª Turma Especial, em sessão de 7 de novembro de 2011, negou provimento ao recurso. O Acórdão nº 380302.162 fls. 76 a 79 teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 02/11/2004 PRECLUSÃO Fl. 104DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 4 É ilícito inovar na postulação recursal para incluir questões diversas daquelas que foram originariamente deduzidas quando da reclamação junto à instância a quo. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 02/11/2004 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Regularmente intimada do resultado do julgamento de seu recurso voluntário, o contribuinte interpôs os Embargos de Declaração de fls. s/nº, invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF e acusando a ocorrência de contradição no Acórdão nº 380302.162, na medida em que teria julgou precluído o direito de produção de provas e, ao mesmo tempo, negou provimento ao recurso por falta de provas. Discorre sobre a dilação probatória no processo administrativo fiscal federal. Pede que se analisem as provas e o mérito de seu pedido. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 380302.162, de 7 de novembro de 2011. A propósito, recorro à doutrina de Moacyr Amaral dos Santos1 (1998, p. 146 a 148) para lembrar que se dá omissão quando o julgado não se pronuncia sobre ponto, ou questão, suscitado pelas partes, ou que os julgadores deveriam pronunciarse de ofício. O autor sublinha que a contradição verificase “...quando o julgado apresenta proposições entre si irreconciliáveis.” Humberto Theodoro Junior2 (2004, p. 560), a seu turno, leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam a reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, 1 SANTOS, Moacyr Amaral. Primeiras linhas de direito processual civil. São Paulo: Saraiva, 1998. v3: 17ª ed. rev. e atual. por Aricê Moacyr Amaral Santos. 2 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 105DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910864/200940 Acórdão n.º 380302.924 S3TE03 Fl. 4 5 sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) De pronto destaco não existir qualquer contradição entre o decidido pelo Acórdão embargado e seus fundamentos. Com efeito, a decisão embargada foi coerente ao negar provimento ao recurso, sob o fundamento de que havia precluído o direito de produção de provas na fase recursal do procedimento e de que inexistiam provas suficientes para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação. A título de esclarecimentos ao embargante, saiba que a produção probatória, no PAF, já há 40 anos, obedece o art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 19723, que, em seu §4º, assim estatui: § 4.º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Sem a cabal demonstração de que tivesse ocorrido alguma das hipóteses das alíneas “a” a “c”, acima, as provas aportadas aos autos somente na fase recursal não mereceram conhecimento. Tal fato, absolutamente, não se coloca em contradição com a negativa de provimento por falta de provas. Ao contrário, tratase de decorrência lógica. Não conhecidas as provas intempestivamente apresentadas, e na ausência de outras que atestassem a liquidez e a certeza do direito creditório oposto em compensação, a pretensão do requerente não poderia ter outro destino. 3 Saiba a embargante, que as regras do PAF, originalmente postas para os processos de determinação e exigência de crédito tributário, têm sua aplicação ao processos de restituição, ressarcimento e compensação determinadas pelo art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, em seu § 11, incluído pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Com essas considerações e sem mais delongas, rejeito os declaratórios interpostos pelo contribuinte. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Alexandre Kern Fl. 107DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910864/200940 Acórdão n.º 380302.924 S3TE03 Fl. 5 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065.910864/200940 Interessado: CALÇADOS QSONHO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.924, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 108DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 16366.000234/2009-94
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008
Ementa: NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS.
CONCEITO.
Insumos, para fins de creditamento da Contribuição Social não-cumulativa, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade empresária, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes.
Os serviços de corretagem não se subsume no conceito de insumo para fim de creditamento, pois não guarda relação de pertinência, nem de essencialidade, com o processo produtivo de café solúvel.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
NÃO CUMULATIVAS. CORREÇÃO. VEDAÇÃO.
O aproveitamento de créditos de PIS. não enseja atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.416
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Vencidos os conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues, que admitiram o creditamento como insumo das despesas com corretagem na compra de café em grão.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 Ementa: NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Insumos, para fins de creditamento da Contribuição Social não-cumulativa, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade empresária, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. Os serviços de corretagem não se subsume no conceito de insumo para fim de creditamento, pois não guarda relação de pertinência, nem de essencialidade, com o processo produtivo de café solúvel. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO CUMULATIVAS. CORREÇÃO. VEDAÇÃO. O aproveitamento de créditos de PIS. não enseja atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Insumos, para fins de creditamento da Contribuição Social nãocumulativa, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade empresária, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. Os serviços de corretagem não se subsume no conceito de insumo para fim de creditamento, pois não guarda relação de pertinência, nem de essencialidade, com o processo produtivo de café solúvel. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS NÃO CUMULATIVAS. CORREÇÃO. VEDAÇÃO. O aproveitamento de créditos de PIS. não enseja atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 525DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 2 ACORDAM os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues, que admitiram o creditamento como insumo das despesas com corretagem na compra de café em grão. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa e Hélcio Lafetá Reis. Relatório Recorrente formulou Pedido de Ressarcimento de crédito de Cofins Não Cumulativa Exportação (PER de nº 15229.41216.270309.1.5.099350), apurados com fundamento no § 1° do art. 3° da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, correspondente ao 3º trimestre de 2008, no valor de R$ 3.977.573,46. De acordo com a Informação Fiscal (fls. 366 a 378), o pleito mereceu somente parcial deferimento porque houve: a) aproveitamento indevido de crédito integral sobre aquisição de produtor rural, quando o creditamento teria que ter se dado sob a forma de crédito presumido; b) recálculo dos percentuais de créditos relativos aos mercados interno e externo, em virtude de a empresa ter considerado como vendas não tributadas no mercado interno as operações com empresas situadas em áreas de livre comércio; c) glosas de créditos relativos a materiais consumidos na manutenção de máquinas e equipamentos utilizados na fabricação de bens destinados à vendas que não foram aplicados em máquinas ou equipamentos utilizados diretamente no processo produtivo; d) glosas de créditos relativos a bens do ativo imobilizado, em virtude da constatação de que alguns bens não se inserem no conceito de máquinas e equipamentos; e) glosa de créditos relativos a insumos sujeitos à aliquota zero da contribuição (leite em pó e composto lácteo) e de serviços não considerados insumos (gastos com corretagens); e f) vendas para clientes estabelecidos em Estados situados em Áreas de Livre Comércio, sem inclusão dessas receitas na base de cálculo da contribuição. Em função dessas ocorrências, conforme planilhas de valores consolidados anexadas ao processo, o direito creditório de Cofins, do 3º trimestre de 2008, foi reconhecido em apenas R$ 3.937.127,56, nos termos do Despacho Decisório da DRF Londrina, fl. 412. Fl. 526DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 16366.000234/200994 Acórdão n.º 380303.416 S3TE03 Fl. 526 3 Sobreveio reclamação, fls. 436 a 446, por meio da qual o interessado insurge se contra as glosas referentes aos créditos de corretagens. Diz que do valor total glosado a autoridade fiscal "deixou de reconhecer os créditos oriundos dos serviços de corretagens decorrentes das aquisições de seus produtos, em evidente ato ilegal". Sustenta que o conceito de insumo não está limitado aos bens e serviços utilizados diretamente na atividade produtiva, pois "a lei incluiu expressamente o crédito sobre combustíveis e lubrificantes, que, na maioria das vezes, são materiais auxiliares ou intermediários, conforme disposto no art. 3°, II, da Lei 10.833/2003". Alega que, corroborando o seu entendimento, a alínea b, do inc. I, do § 4º, do art. 8° da Instrução Normativa SRF nº 404, de 12 de março de 2004, determina que se consideram insumos "os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto". Em virtude disso, afirma que o conceito de insumo não está relacionado diretamente à produção, entendendo que pode descontar créditos de insumos que integram o processo produtivo (matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem) e créditos relativos a custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoas jurídicas domiciliadas no País, separadamente daqueles efetuados a pessoas jurídicas domiciliadas no exterior. Diante desse entendimento, alega que sendo o serviço de corretagem inerente ás operações de venda e compra da sua principal matériaprima (café em grãos) para a produção do café solúvel e sendo prática do mercado cafeeiro um agente intermediário entre o vendedor e o comprador, tais serviços são essenciais para a realização da atividade da empresa. Refere doutrina. Pede que seu crédito seja corrigido pela Selic. A DRJ/CTA3ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 06032.967, de 3 de agosto de 2011, fls. 472 a 475, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 CRÉDITOS. INSUMOS. DESPESAS COM CORRETAGEM. No cálculo da Cofins e do PIS/Pasep, o sujeito passivo somente poderá descontar créditos calculados sobre valores correspondentes a insumos, assim entendidos os bens ou serviços aplicados ou consumidos diretamente na produção ou fabricação de bens e na prestação de serviços. RESSARCIMENTO. JUROS EQUIVALENTES A TAXA SELIC. É incabível a incidência de juros compensatórios com base na taxa Selic sobre valores recebidos a titulo de ressarcimento de créditos relativos contribuição em epígrafe, por falta de previsão legal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/CTA. O arrazoado de fls. 506 a 518, após síntese dos fatos relacionados com a lide, alega, em síntese que todos os serviços que configuram entradas ao processo produtivo caracterizam se como insumo, inclusive os serviços de corretagens nas aquisições de café cru, que são Fl. 527DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 4 despesas incorridas para a aquisição dos produtos e que estão intrinsecamente interligadas entre si, vez que cobrados pelos agentes intermediários dos proprietários dos cafés cru e possui relação íntima com a atividadefim da empresa, que é a industrialização do café. Ilustra seu argumento com jurisprudência judicial, que defende a adoção de um conceito de insumo relacionado com o conceito de custos e despesas operacionais do Imposto de Renda. Conclui tratarse de despesas que se enquadram na acepção ampla do termo “insumos" dentro da legislação do PIS e da Cofins, pela sua direta relação com o faturamento, e que não o há como restringir o conceito de "insumo" às determinadas operações, para fins de tomada de créditos, uma vez que, para fins da contribuição não cumulativa, devese considerar, não as operações em si, mas sim, os custos/despesas inerentes à atividade econômica empresarial, ensejadora da receita tributável pela aludida contribuição. O serviço de corretagem é aplicada e consumida diretamente na produção dos produtos, fazendo parte dos custos e despesas da Recorrente. Adicionalmente, requer a correção do valor do ressarcimento pelo abono de juros Selic. Pede provimento. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 506 a 518 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCTA3ª Turma nº 06032.967, de 3 de agosto de 2011. Conceito de insumo para fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas Com a edição da Emenda Constitucional nº 42, de 31 de dezembro de 2003, o princípio da nãocumulatividade das contribuições sociais alcançou o plano constitucional através da inserção do § 12 ao art. 195 da Constituição da República Federativa do Brasil – CF/88. É verdade, da norma constitucional em referência não se extrai a possibilidade de dedução de créditos a todo e qualquer bem ou serviço adquirido para consecução da atividade empresarial, restando expresso que a regulamentação da sistemática da nãocumulatividade aplicável às Contribuições Sociais ficaria afeta ao legislador ordinário. Foi o art. 3º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 , inc. II, com a redação da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, no que pertine ao PIS, que regulamentou o direito de crédito da Contribuição sobre bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI. Fl. 528DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 16366.000234/200994 Acórdão n.º 380303.416 S3TE03 Fl. 527 5 Interpretando o conteúdo da legislação fiscal em comento, a Autoridade Tributária veiculou, pela Instrução Normativa SRF nº 247, de 21 de novembro de 2002 (redação alterada pela Instrução Normativa SRF nº 358, de 9 de setembro de 2003), e Instrução Normativa SRF nº 404, de 12 de março de 2004, orientação necessária à sua execução, estabelecendo, para fins de aproveitamento de créditos, o alcance do termo "insumo", ao dispor: INSRF nº 247, de 2002 PIS/Pasep Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep não cumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I – das aquisições efetuadas no mês: [...] b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: (Redação dada pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.1) na fabricação de produtos destinados à venda; ou (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.2) na prestação de serviços; (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) [...] § 5º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entende se como insumos: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) II utilizados na prestação de serviços: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) Fl. 529DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 6 INSRF nº 404, de 2004 Cofins Art. 8º Do valor apurado na forma do art. 7º, a pessoa jurídica pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I das aquisições efetuadas no mês: [...] b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: b.1) na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; ou b.2) na prestação de serviços; [...] § 4º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entende se como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; II utilizados na prestação de serviços: a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. [...] O que se deduz da leitura das referidas regras infralegais é que a apuração do creditamento da Contribuição ao PIS e da Cofins foi restrita aos bens que compõem diretamente os produtos da empresa (a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado) ou prestação de serviços aplicados ou consumidos na fabricação do produto. A definição de "insumos" adotada pelo Fisco foi, nitidamente, contrabandeada da legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, ditada, atualmente pelo art. 226 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010 – RIPI/2010. Comparese: Art. 226. Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): Fl. 530DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 16366.000234/200994 Acórdão n.º 380303.416 S3TE03 Fl. 528 7 I do imposto relativo a matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; [...] Todavia, penso não ser possível que a sistemática das Contribuições Sociais nãocumulativas colha o conceito de "insumos" adotado pela legislação própria do IPI, porque o legislador ordinário simplesmente não fez essa importação. Cabe enfatizar: nas leis que tratam do PIS/Pasep e Cofins nãocumulativos, não há remissão a qualquer arcabouço normativo em vigor para se colher o conceito de "insumos". A nãocumulatividade das Contribuições Sociais apresenta perfil totalmente diverso daquela atinente ao IPI, visto que a previsão legal possibilita a dedução dos valores de determinados bens e serviços suportados pela pessoa jurídica dos valores a serem recolhidos a título dessas contribuições, calculados pela aplicação da alíquota correspondente sobre a totalidade das receitas por ela auferidas. Como se verifica, na técnica de arrecadação dessas contribuições, não há propriamente um mecanismo nãocumulativo, decorrente do creditamento de valores das entradas de bens que sofrerão nova incidência em etapa posterior da cadeia produtiva, nos moldes do que existe para o IPI, tributo geneticamente informado pelo princípio. As próprias Leis Instituidoras elasteceram a definição de "insumos", ao admitir que prestação de serviços seja considerada como tal, verdadeira heresia no regime do IPI. Ressalta se, ainda, que a nãocumulatividade do PIS e da Cofins não tem por objetivo eliminar o ônus destas contribuições apenas no processo fabril, visto que a incidência destas exações não se limita às pessoas jurídicas industriais, mas a todas as pessoas jurídicas que aufiram receitas, inclusive prestadoras de serviços (excetuandose as pessoas jurídicas que permanecem vinculadas ao regime cumulativo elencadas nos artigos 8º da Lei nº 10.637, de 2002, e 10 da Lei nº 10.833, de 2003), o que dá maior extensão ao contexto normativo desta contribuição do que aquele atribuído ao IPI. A utilização da legislação do IR, como pretendem o recorrente, parcela da doutrina e a jurisprudência marginal do CARF, também encontra o óbice do excessivo alargamento do conceito de "insumos" ao equiparálo ao conceito contábil de "custos e despesas operacionais" que abarca todos os custos e despesas que contribuem para a produção de uma empresa, perdendo a conceituação uma desejável proximidade ao processo produtivo e à atividadefim, que é o que se intenta desonerar, passandose a desonerar o produtor como um todo e não especificamente o processo produtivo. Com efeito, o conceito de “insumos” não é próprio da legislação do Imposto de Renda que faz uso de termos jurídicocontábeis, a exemplo dos termos “Custos de mercadorias ou serviços” e “Despesa Operacional”. Sob o signo “Despesas Operacionais” se encontra uma miríade de despesas que sequer se aproximam de um conceito formulado pelo senso comum de “insumos”. Inclinome pelo conceito de insumo deduzido no voto condutor do REsp nº 1.246.317 MG (2011/00668193). Nele, o Ministro Mauro Campbell Marques interpreta que, da dicção do inc. II do art. 3º tanto da Lei nº 10.637, de 2002, quanto da Lei nº 10.833, de 2003, extraise que nem todos os bens ou serviços, utilizados na produção ou fabricação de bens geram o direito ao creditamento pretendido. É necessário que essa utilização se dê na Fl. 531DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 8 qualidade de "insumo" ("utilizados como insumo"). Isto significa que a qualidade de "insumo" é algo a mais que a mera utilização na produção ou fabricação, o que também afasta a utilização dos conceitos de "Custos e Despesas Operacionais" inerentes ao IR. Não basta, portanto, que o bem ou serviço seja necessário ao processo produtivo, é preciso algo a mais, algo mais específico e íntimo ao processo produtivo. As leis, exemplificativamente, mencionam que se inserem no conceito de “insumos” para efeitos de creditamento: a) serviços utilizados na prestação de serviços; b) serviços utilizados na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; c) bens utilizados na prestação de serviços; d) bens utilizados na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; e) combustíveis e lubrificantes utilizados na prestação de serviços; f) combustíveis e lubrificantes utilizados na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. O Min. Campbell Marques extrai o que há de nuclear da definição de “insumos” para efeito de creditamento e conclui: a) o bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos pertinência ao processo produtivo; b) a produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição essencialidade ao processo produtivo; e c) não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto possibilidade de emprego indireto no processo produtivo. Explica ainda que, não basta, que o bem ou serviço tenha alguma utilidade no processo produtivo ou na prestação de serviço: é preciso que ele seja essencial. É preciso que a sua subtração importe na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, obste a atividade da empresa, ou implique em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultante. O voto conclui, deduzindo o conceito de insumos que se extraído da teleologia da própria norma para os casos ali não expressos: insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei nº 10.637, de 2002, e art. 3º, II, da Lei nº 10.833, de 2003, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. Segundo a descrição constante dos autos (fls. 158 a 163), o processo produtivo inicia com a compra de café verde arábica e conilon já beneficiado, de todas as regiões produtoras do País, diretamente dos agricultores, sem contrato de compra ou assistência ao produtor, pelo preço de mercado. No armazém é realizado um rebeneficiamento do grão Fl. 532DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 16366.000234/200994 Acórdão n.º 380303.416 S3TE03 Fl. 529 9 para uniformizar o seu tamanho e a diminuição dos defeitos existentes no café beneficiado. Fazse a retirada grossa das sujeiras (barbante, palhas) através de esteiras vibratórias. Em seguida, o grão passa por outra esteira vibratória com imã onde as pedras e os corpos metálicos são retirados. Depois o café passa por duas esteiras vibratórias inclinadas com funil de madeira para separação de grãos com defeitos. Por fim os grãos passam por um equipamento de seleção programado, que utiliza células fotoelétricas e injeção de ar para detectar e separar os grãos verdes, pretos e ardidos. A rigorosidade da limpeza depende da qualidade exigida pelo cliente. Assim, a limpeza termina nesta etapa e o café é armazenado em silos. O grão de café verde é transportado,até a balança do setor de torrefação através de esteiras transportadoras. Seguemse então as etapas de industrialização propriamente ditas, consistentes em torrefação, granulação, centrifugação, pasteurização, envasamento, secagem, aglomeração, liofilização e acondicionamento. Como se percebe, a intervenção de um corretor, na compra do café verde, muito embora seja conveniente ao industrial, não é inerente, nem essencial ao processo produtivo. Podese suprimir a intervenção do corretor sem nenhum comprometimento do processo, já que nada impede que a compra do café cru seja feita diretamente pelo fabricante de café solúvel. Sem essas características de essencialidade e pertinência, requeridas pelo conceito de insumo adotado, não há como admitir o creditamento pelo valor pago pelos serviços de corretagem, ainda que prestados por pessoa jurídica. Abono de juros ao valor do ressarcimento A matéria prescinde de maiores digressões, pois a pretensão do recorrente – correção do ressarcimento pela incidência da taxa SELIC – encontrase cabal e expressamente vedada pela legislação de regência (art. 13 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, aplicável também ao ressarcimento de créditos da Contribuição para o PIS não cumulativa pela norma de extensão do inc. VI do art. 15): Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4º do art. 3º, do art. 4º e dos §§ 1º e 2º do art. 6º, bem como do § 2º e inciso II do § 4º e § 5º do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. Conclusão Com essas considerações, nego provimento ao recurso Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012 Alexandre Kern Fl. 533DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN 10 Fl. 534DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13811.001681/00-77
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/1995 a 30/06/1995
CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO.
Nos períodos de apuração anteriores a 1º de janeiro de 1997, o crédito presumido de IPI é apurado anualmente, com base nos dados do balaço encerrado em 31 de dezembro, sendo a indevida a interposição de condições para a sua fruição instituídas apenas para períodos posteriores.
Numero da decisão: 3803-002.337
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/1995 a 30/06/1995 CRÉDITO PRESUMIDO. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. Nos períodos de apuração anteriores a 1º de janeiro de 1997, o crédito presumido de IPI é apurado anualmente, com base nos dados do balaço encerrado em 31 de dezembro, sendo a indevida a interposição de condições para a sua fruição instituídas apenas para períodos posteriores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Andréa Medrado Darzé, Alan Fialho Gandra, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Douglas Holdings Ltda. formulou, em 13/09/2000 (fl. 01), pedido de ressarcimento do Crédito Presumido de IPI, instituído Lei no 9.363, de 13 de dezembro de 1996, no valor de R$ 13.604, 17, referente ao 2° trimestre de 1995. Tendo como base apenas os balancetes analíticos mensais e o Livro de Apuração do IPI, a Fiscalização apurou crédito presumido do IPI para o trimestre em referência no valor de R$ 12.290,44 (fl. 275). Nada obstante, o DESPACHO DECISÓRIO Fl. 414DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 2 DRF/MNS/Seort no375 em 04 de dezembro de 2009, fls. 273 a 285, indeferiu o pleito, invocando as seguintes razões: a) prescrição, em face do disposto Parecer Normativo CST no 515 , de 1971 , exarado com base no Decreto no 20.9 10, de 06 de janeiro de 1932; b) falta de apresentação das notas fiscais de entrada, que comprovassem a minuta de cálculo do CPIPI elaborada pelo requerente; c) falta de comprovação da escrituração do CPIPI no Livro RAIPI; d) falta de comprovação do estorno do CPIPI no Livro RAIPI. Irresignado, o interessado, agora denominandose DOUGLAS INDÚSTRIA ELETRÔNICA LTDA., apresentou reclamação, fls. 290 a 299, por meio da qual, após resumir o fatos relacionados com a lide e repisar a finalidade do benefício fiscal, combate a decretação da prescrição, pugnando pela adoção de termo inicial coincidente com o final do período de apuração, e não do final do trimestre de referência, nos termos da citada Portaria MF no 129, de 05 de abril de 1995, art. 1o. Quanto à falta de apresentação de documentos, insiste no fato de ter disponibilizado à Fiscalização, no seu próprio estabelecimento, todos os documentos necessários à análise do pleito, não havendo razões para que a Fiscalização não diligenciasse sua análise in loco. Reconhecendo que não escriturou o CPIPI no livro próprio, entende que o mesmo ficou cabalmente demonstrado no Balancete de outubro de 2009, contas contábeis 1.1.2.04.108 e 1.1.2.04.106. Destaca que, em nenhuma das intimações recebidas, constou a necessidade de apresentação do Livro RAIPI. Aduz que a legislação de regência, referindose à Instrução Normativa SRF no 21, de 10 de março de 1997, não condicionava a fruição do benefício à comprovação do estorno do CPIPI, o que só veio a acontecer com a edição da Instrução Normativa SRF no 210, de 30 de setembro de 2002. A DRJ/BEL3a. Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão no 0116.383, de 23 de fevereiro de 2010, fls. 343 a 347, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1995 a 30/06/1995 DOCUMENTAÇÃO FISCAL. GUARDA. RESSARCIMENTO. CONTRIBUINTEAUTOR. ÔNUS DA PROVA. No processo sobre ressarcimento de tributo, o contribuinte é o autor e, como tal, possui o encargo probatório quanto ao fato constitutivo de seu direito. Para tanto, terá que manter e apresentar os livros contábeis e fiscais devidamente acompanhado de documentos que respaldem sua pretensão. Se o sujeito passivo optar por não apresentar tais provas, ficará em situação jurídica desfavorável no processo correspondente. DIREITO CREDITÓRIO. LIQUIDEZ E CERTEZA. NOTAS FISCAIS. NORMAS DE SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA METODOLOGIA DE FISCALIZAÇÃO. RELATIVA DISCRICIONARIEDADE. DEVERES DO ADMINISTRADO. Fl. 415DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13811.001681/0077 Acórdão n.º 380302.337 S3TE03 Fl. 389 3 Somente é ressarcível o crédito com liquidez e certeza. As notas fiscais são regidas por normas de segurança e, portanto, apresentam dados com maior confiabilidade que os livros contábeis que as consolidam. A autoridade fazendária possui relativa discricionariedade para escolher a metodologia mais adequada à tarefa fiscalizatória, só encontrando limites nos direitos e garantias individuais prescritos no artigo 5° do diploma constitucional. Por fim, o administrado tem o dever, perante a Administração, de não agir de modo temerário e de prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/1995 a 30/06/1995 RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRESCRIÇÃO. PORTARIA MF 129/1995. No âmbito de aplicação da Portaria MF n° 129/1995, que determinava a apuração de crédito presumido com periodicidade anual, o termo inicial de prescrição ocorre em 31 de dezembro do ano em que ocorreram os fatos originadores do mencionado crédito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso interposto pelo interessado, agora denominandose DOUGLAS ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA., contra a decisão da DRJ/BEL3a. Turma. O arrazoado de fls. 349 a 359, após resumo da lide e dos objetivos finalísticos do CPIPI, retomas as explicações já dadas, por ocasião da apresentação da Manifestação de Inconformidade, para a falta de apresentação das notas fiscais de entrada, entende que a apresentação do Livro de Registro de Entradas no 30, regularmente escriturado, supriria tal falta. Da mesma forma, repete que a falta de escrituração do Livro RAIPI foi plenamente suprida pela apresentação do Balancete de outubro de 2009, e que a legislação de regência, vigente à época do pedido, não exigia a prova do estorno do CPIPI. Invoca o princípio da verdade material. Acusa a ofensa ao princípio da moralidade administrativa e a ocorrência de enriquecimento sem causa por parte da União. Pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 349 a 359 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJBEL3a. Turma nº 0116.383, de 23 de fevereiro de 2010. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Inicialmente, sublinho que, nos períodos anteriores a 1o. de janeiro de 1997, a apuração e a utilização do crédito presumido do IPI, como ressarcimento das contribuições para o PIS/PASEP e Cofins, era efetuada com observância do disposto na Portaria MF no 129, de 5 de abril de 1995, em face da expressa autorização constante do art. 6o. da Medida Provisória no 948, de 23 de março de 1995 [notese: a Lei no 9.363, de 13 de dezembro de 1996, ainda não havia sido editada]. A propósito, convém transcrever o que está disposto no art. 1o. da PMF no 129, de 2005: Art. 1o. O crédito presumido a que se refere a Medida Provisória no 948, de 23 de março de 1995, será apurado anualmente, com base nos dados do balaço encerrado em 31 de dezembro de cada ano. A PMF no 129, de 1995, instituiu como obrigação acessória, condicionante da fruição do benefício, a apresentação de demonstrativo, no qual deverá constar: I – relação de notas fiscais das exportações realizadas; II – data do embarque; III – data do ingresso das divisas IV – informações relativas à receita operacional bruta, à receita de exportação e às aquisições de matériaprima (MP), produto intermediário (PI) e material de embalagem (ME). A disciplinar a utilização antecipada, a escrituração e o controle do CPIPI, a SRF, autorizada pelo art. 7o. da PMF no 129, de 1995, editou a Instrução Normativa SRF no 21, de 12 de abril de 1995. Já em seu art. 2o, a referida instrução, assim dispunha: Art. 2º A escrituração do crédito, calculado na forma do artigo anterior, condicionase à entrega, até o quinto dia útil do mês seguinte àquele em que forem realizadas exportações para o exterior, à unidade da Secretaria da Receita Federal com jurisdição sobre o estabelecimento, de comunicação, na qual o interessado informará o valor do crédito e declarará a inexistência de débitos relativos a tributos e contribuições federais. Parágrafo único. O crédito presumido será escriturado no quadro "Demonstrativo de Créditos", no item 005: ""Outros Créditos", do livro Registro de Apuração do IPI, modelo 8, com indicação de sua origem no quadro "Observações, na data da entrega da comunicação prevista neste artigo. É evidente, a obrigação acessória instituída no parágrafo único do art. 1º referese ao crédito calculado na forma do artigo anterior, na dicção do caput, isso é, utilizado antecipadamente. No mais, tratandose de fruição ex post¸ exigiase tãosomente a apresentação do Demonstrativo do Crédito Presumido – DCP, nos moldes estabelecidos pela CoordenaçãoGeral do Sistema de Fiscalização. Esse incipiente regramento vigeu até a edição da Instrução Normativa SRF nº 21, de 10 de março de 1997, que revogou a INSRF no 21, de 1995, e passou a regulamentar o cálculo e a utilização do CPIPI e, mesmo assim, somente para períodos de apuração posteriores a 1º de janeiro de 1997, conforme dispunha o seu art. 24: Fl. 417DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13811.001681/0077 Acórdão n.º 380302.337 S3TE03 Fl. 390 5 Art. 24. A apuração e utilização do crédito presumido do IPI, como ressarcimento das contribuições PIS/PASEP e COFINS, relativo a períodos anteriores a 1º de janeiro de 1997, serão efetuadas com observância do disposto na Portaria MF n.º 129, de 5 de abril de 1995, e na Instrução Normativa SRF n.º 21, de 12 de abril de 1995. Parágrafo único. Relativamente aos períodos iniciados a partir de 1º de janeiro de 1997 aplicamse as normas da Portaria MF n.º 038, de 1997, e desta Instrução Normativa. No caso concreto, constato que Fiscalização, tendo como base os balancetes analíticos mensais e o Livro de apuração do IPI, logrou calcular o valor do crédito presumido do IPI do 2° TRIMESTRE DE 1995 no valor de R$ 12.290,44, conforme consta do próprio Relatório do Despacho Decisório, na fl. 273. Julgo que, assim apurado, a Fiscalização foi ao encontro do disposto no art. 1º da PMF nº 129, de 1995, acima transcrita. Julgo também que é indevida a invocação de critérios de apuração e de condicionantes à fruição do benefício instituídos para períodos posteriores ao de referência, em face da restrição do art. 24 da INSRF no 21, de 1997, de forma que os rechaço. Com essas considerações, voto por que se dê provimento parcial ao recurso, autorizandose o ressarcimento de R$ 12.290,44 (doze mil, duzentos e noventa reais e quarenta e quatro centavos), a título de crédito presumido do IPI do 2º trimestre de 1995. Sala de sessões, em 26 de janeiro de 2012. Alexandre Kern Fl. 418DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13811.001681/0077 Interessada: DOUGLAS ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380302.337, de 26 de janeiro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 26 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 419DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13811.001681/0077 Acórdão n.º 380302.337 S3TE03 Fl. 391 7 Fl. 420DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 13819.000111/00-07
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/02/1993 a 31/12/1999
EMBARGOS INOMINADOS. LAPSO MANIFESTO.
Constatado erro no julgamento anterior devido a lapso manifesto, anula-se o Acórdão nº 202-18.900.
ALÍQUOTA.
Na vigência da LC nº 70/91 a alíquota da Cofins era de 2%. Após a edição da Lei nº 9.718/98 a alíquota passou a ser de 3%.
Embargos inominados acolhidos.
Numero da decisão: 202-19.600
Decisão: ACORDAM os membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em acolher os embargos
inominados para sanar o erro apontado, anular o Acórdão nº 202-18.900 e negar provimento ao recurso.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS -8 2 Período de aPuração: 01/02/1993 a 31/12/1999 . o EMBARGOS INOMINADOS. LAPSO MANIFESTO. -9- gcl(11 nt o o O .;t" Constatado erro no julgamento anterior devido a lapso manifesto, C> o. 1:3 anula-se o Acórdão n2 202-18.900.PA 8 A LÉ2 Ç:o (I) ALÍQUOTA. 2 g :2) 0 Na vigência da LC n° 70/91 a aliquota da Cofins era de 2%. Após- E 15., La a edição da Lei n°9.718/98 a aliquota passou a ser de 3%. Embargos inominados acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONT lt-UINTES, Por unanimidade de votos, em acolher os embargos inominados para sanar cyerro apontado, anUlar o Acórdão n 2 202-18.900 e negar provimento ao recurso. , AN ,1 7;-[(61 4i NIO CARLOS A4 IM Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Zomer, Gustavo Kelly Alencar, Mônica Monteiro Garcia de los Rios (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso, Carlos Alberto Donassolo (Suplente), Domingos de Sá Filho e Maria Teresa Martinez López. Processo n° 13819.000111/00-07 CCO2/CO2 • Acórdão n.° 202-19.600 Fls. 408 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL BraSilia, O G1 / (1-L„_„) , Celma Maria de Albuquerqu - Mat. Sia . e 94442 4. Relatono • i • Trata-se de embargos de declaração apresentados pela Conselheira-Relatora do • Acórdão n2 202-18.900, proferido por este Colegiado na sessão de 08/04/2008. Informa a referida conselheira que constatou a ocorrência de lapso manifesto, na medida em que o litiO presente nos autos abrange duas e não uma só matéria como constou _ do referido acórdão. Enue a contribuinte apresentou pedido de restituição/compensação não só do recolhimento a maior do Finsocial pago até 07/11/1991, como também da Cofins que julgou haver recoaida_a_maiornapedndo_de 17/02/1993 a 30/12499-90s:42 e-03). 1. Ocorre-que-a-Terceira Câmara-do-T-erceiro-Conselho de ContribumIú já-havia - - — se• Manifestado nos autos por meio da Resolução n 2 303-01.087, votada na sessão de - 27/12/2005, na qual foi solucionada a parte do pedido da contribuinte referente ao Finsocial e _declinada a _competência -para- este Segundo Conselho-de- Contribuintes-quanto à parte do pedido relativa à Cofins. Em face do referido erro, relativo à não observância do julgamento realizado - -naquela Câmara, o acórdão acima citado restou omisso quanto à apreciação de matéria de comiietência deste Colegiado (restituição/compensação da Cofins) e contraditório em relação à matéria de competência do Terceiro Conselho de Contribuintes (restituição/compensação de Finsocial), pois declinou competência de matéria que lá já havia sido apreciada. À vista de tal constatação, apresentou embargos inominados com a finalidade de corrigir o lapso manifesto acima apontado, nos termos do art. 58, caput, do RICC. É o Relatório. Voto Conselheiro ANTONIO CARLOS ATULIM, Relator • O art. 58 do RICC prevê a apresentação de requerimento para retificar decisão na qual seja constatada a existência de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto, como é o caso apontado pela relatora do acórdão embargado. Verifica-se nos autos a apresentação pela recorrente de Certidão de Objeto e Pé (fl. 269), emitida pelo Tribunal Regional Federal da 3 2 Região, informando sobre a existência de ação em mandado de segurança, com pedido de liminar, a qual tem como objeto eximir a recorrente "do recolhimento das contribuições ao Pis e à Cofins nos moldes da Lei n° 9.718/98, subsistindo as obrigações nos termos das Lei n° 7/70 (com as alterações da Lei Complementar n°17/73) e 70/91, respectivamente". Na referida certidão consta que a sentença foi proferida 'julgando procedente o pedido e concedendo a segurança, Para que sejam afastadas as exigências contidas nos arts. 22, 32 e 82 e seus §§ da Lei n2 9.718/98, autorizando a Impetrante a recolher a Cofins sobre o - • 2 • 1' I • Processo n° 13819.000111/00-07 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.600 Fls. 409 faturamento, consoante definido na Lei Complementar n 2 70/91, à aliquota de 2% (dois por cento)". Conforme consta da referida sentença judicial, obtida no site do TRF da 32 Região, na internet, e anexada aos autos, a sentença de primeiro grau foi reformada para considerar válidas as alterações promovidas pela Lei n2 9.718/98 na Lei Complementar n2 70/91k . Também, o que se constata de imediato é que os períodos de apuração que a -recorrente alega ter havido recolhimento a maior que O- devido da Cofins são, em sua grande maioria, anteriores à edição da Lei n 2 9.718/98. Portanto, a ação judicial proposta não alcança tais-periodos: Ocorre que os créditos decorrentes de diferença de aliquota, apurados pela —rec.-ó-frente no demonstrativo de fls. 243/245, decorreram da apuração da Cofins à aliquota de 0,5% 4 em todos os períodos de apuração relacionados. , Inexiste previsão legal ou autorização judicial para apuração da contribuição nos moldes -em -que pretendido -pela-recorrente. --A- norma legal- é clara- em-exigir a -contribuição à _ aliquota de 3%; a decisão . judicial de primeira instância que autorizou a aplic4ão da aliquota de 2% para os períodos posteriores à edição da Lei n 2 9.718/98 foi reformada e a recorrente, inovando, apurou a Cofins pela aliquota de 0,5%. Portanto, descabida a pretensão por falta de amparo legal ou judicial. Em face do exposto, voto • no sentido de acolher e prover os embargos , inominados, com efeitos infringentes, para anular. o Acórdão n2 202-18.900 em face da alegada • inexatidão material por lapso manifesto e, no mérito, por negar provimento ao recurso voluntário. Sala d/a/./iS, (:(sifiLões, em(.40.1 15 de fevereiro de 2009. ANTONI CARLOS ‘"M MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - CONFERE COMO ORIGINAL • Brasília, ti Calma Maria de Albuquer • ue Mat. Sia • e 94442 40" 3 Page 1 _0040500.PDF Page 1 _0040600.PDF Page 1
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