Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10730.004444/2006-27
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
IRPF. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE NO REGIME DE ANTECIPAÇÃO. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE PELO IMPOSTO DEVIDO APÓS O TÉRMINO DO PRAZO PARA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL.
A falta de retenção pela fonte pagadora não exonera o beneficiário e titular dos rendimentos, sujeito passivo direto da obrigação tributária, de incluí-los, para fins de tributação, na Declaração de Ajuste Anual; na qual somente poderá ser deduzido o imposto retido na fonte ou o pago. Aplicação da Súmula CARF nº 12.
IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA.
A competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil.
ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS.
Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-000.651
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR
as preliminares argüidas e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IRPF. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE NO REGIME DE ANTECIPAÇÃO. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE PELO IMPOSTO DEVIDO APÓS O TÉRMINO DO PRAZO PARA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. A falta de retenção pela fonte pagadora não exonera o beneficiário e titular dos rendimentos, sujeito passivo direto da obrigação tributária, de incluí-los, para fins de tributação, na Declaração de Ajuste Anual; na qual somente poderá ser deduzido o imposto retido na fonte ou o pago. Aplicação da Súmula CARF nº 12. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA. A competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil. ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS. Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. Recurso negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10730.004444/2006-27
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 6694096
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 03 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.651
nome_arquivo_s : 280200651_10730004444200627_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 10730004444200627_6694096.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares argüidas e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
id : 4738989
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:39 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811963613184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1932; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 90 1 89 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.004444/200627 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280200.651 – 2ª Turma Especial Sessão de 9 de fevereiro de 2011 Matéria IRPF Recorrente PAULO FERNANDO RECHTMAN Recorrida 2ª Turma da DRJ/STM ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IRPF. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE NO REGIME DE ANTECIPAÇÃO. NÃO RETENÇÃO PELA FONTE PAGADORA. RESPONSABILIDADE DO CONTRIBUINTE PELO IMPOSTO DEVIDO APÓS O TÉRMINO DO PRAZO PARA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. A falta de retenção pela fonte pagadora não exonera o beneficiário e titular dos rendimentos, sujeito passivo direto da obrigação tributária, de incluílos, para fins de tributação, na Declaração de Ajuste Anual; na qual somente poderá ser deduzido o imposto retido na fonte ou o pago. Aplicação da Súmula CARF nº 12. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA. A competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil. ACORDO TRABALHISTA. NATUREZA DAS VERBAS. Na impossibilidade de discriminar a natureza e os respectivos montantes de cada verba recebida no bojo de acordo trabalhista, para identificar a natureza indenizatória ou não, ou hipótese de isenção, a incidência do Imposto de Renda ocorre sobre o valor total recebido. Precedente do STJ. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares argüidas e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. (Assinado digitalmente) Fl. 1DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Valéria Pestana Marques Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Relator. EDITADO EM: 22/02/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (Presidente da turma), Jorge Claudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen, e Lúcia Reiko Sakae. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Carlos Nogueira Nicácio e Sidney Ferro Barros. Relatório Contra o contribuinte foi lavrado auto de infração referente ao exercício de 2002, anocalendário de 2001 exigindo Imposto de Renda Pessoa Física,com fulcro em Omissão de rendimentos recebidos de Televisão Record do Rio de Janeiro, CNPJ 27906734/000190, no valor de R$180.000,00 (fls. 05). Já na impugnação afirmava o interessado que esse valor decorre de Reclamatória Trabalhista processada na 31ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, sendo apenas a parcela de 30% (trinta por cento) corresponde à rendimentos tributáveis nos termos do item 6 da conciliação realizada em 06/02/2001, pleiteando o abatimento de valores pagos de honorários advocatícios conforme recibos juntados aos autos. Na primeira instância de julgamento o lançamento foi tido como parcialmente procedente, pois foi acatado o abatimento do valor dos honorários advocatícios de forma proporcional aos rendimentos tributáveis orecebidos, rejeitandose, porém, o pleito de que apenas 30% do valor da omissão apurada era tributável, sob o fundamento de que, na ação judicial trabalhista, não houve juízo de mérito sobre a natureza das verbas auferidas. Ciente do acórdão da DRJ em 11005/2009 (fls. 61), na peça recursal apresentada em 10/06/2009 foram apontadas as seguintes alegações: 1) o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) é que a Justiça do Trabalho é competente para fixar a natureza das verbas recebidas pelo reclamante, citando diversos precedentes da Justiça do Trabalho; 2) a responsabilidade pelo pagamento é exclusiva da fonte pagadora, consoante inteligência do §1º do inciso I do art. 7º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988; 3) a determinação legal para que seja feita a retenção na fonte é um incidente da execução trabalhista de competência do juiz da causa, e findo o processo judicial carece de competência a União para lançar ou promover Fl. 2DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10730.004444/200627 Acórdão n.º 280200.651 S2TE02 Fl. 91 3 a execução do tributo, nesse sentido é o provimento nº 1 da Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho, de 12/01/1993; 4) o provimento TST/CG nº 1, de 05/12/1996, atribuiu ao empregador, com exclusividade, o ônus de calcular, deduzir e recolher à União o imposto de renda sobre as importâncias pagas ao reclamante, e a jurisprudência do TST reconhece a competência da Justiça do Trabalho para executar o imposto de renda que decorre de suas decisões, o que foi ratificado pela Lei nº 11.457/2007; 5) o INSS não se manifestou contrariamente à competência da Justiça do Trabalho para fixar a natureza das verbas, e com a unificação dos Órgãos arrecadadores feita pela Lei nº 11.457/2007 a prevalecer o entendimento esposado no acórdão recorrido haverá afronta à unidade do sistema; 6) ainda não tendo sido autorizado o desarquivamento do processo judicial, protesta pela juntada posterior de documentos em homenagem ao princípio da verdade material; 7) a interpretação dada pela Receita Federal fere a legítima confiança do contribuinte que pautou sua conduta nos termos fixados no acordo homologado pelo Poder Judiciário; e 8) requer a integral anulação do auto de infração; É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. PRELIMINARES 1. Ilegitimidade passiva Há uma questão preliminar que consiste na ilegitimidade passiva. No que tange às alegações de que era da fonte pagadora a responsabilidade de retenção e de que houve retenção no pagamento das verbas trabalhista, confundese o contribuinte ao identificar a retenção do imposto de renda com o pagamento definitivo, posto Fl. 3DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 que a retenção do imposto de renda no caso de recebimento de salários e de verbas trabalhistas tributáveis é mera antecipação do imposto, motivo pelo qual a Declaração Anual de Imposto de Renda é chamada de Declaração de Ajuste Anual, na qual após serem considerados os rendimentos obtidos, as deduções e as antecipações de imposto chegase à apuração de imposto a pagar ou a restituir. Aplicase a Súmula CARF nº 12 de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 259, de 23 de junho de 2009). Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. Não assiste razão ao recorrente nesse ponto. 2. Ilegitimidade ativa Em matéria de execução de ofício pela Justiça do trabalho a competência da Justiça do Trabalho está restrita às contribuições sociais, regulamentadas, por força do artigo 114 da CF, no artigo 195, incisos I, alínea “a” e II, da Lei Maior, além de seus acréscimos legais, o que não alcança a exigência de contribuição social com base em decisão que apenas declare a existência de vínculo empregatício conforme assentado no RE 569056 / PA, julgado em 11/09/2008, com deferimento de repercussão Geral e proposta de edição de Súmula Vinculante. Com muito mais razão a competência da Justiça do Trabalho não alcança o imposto de renda, portanto, a competência para fiscalizar e cobrar o imposto de renda é da União (inciso I do art. 153 da Constituição de 1988 c/c art. 142 do CTN) que a exerce por meio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Dessarte, a interpretação empregada pela Receita Federal não fere a legítima confiança do contribuinte. Igualmente sem razão o recorrente nesse tópico do recurso. MÉRITO Da natureza jurídica das verbas trabalhistas A questão central desse litígio é a incidência do imposto de renda sobre verbas recebidas em decorrência de acordo trabalhista que em as partes convencionaram que 70% seriam de natureza indenizatória e somente 30% possuiriam caráter remuneratório. De início, frisese que os julgados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) não possuem efeito erga omnes e, assim como demais atos normativos da Justiça do Trabalho não tem efeito vinculante, de forma que, ainda que viessem a tratar de situação fática idêntica, não vinculariam as decisões desse Conselho. O acordo possui natureza jurídica de transação e seus efeitos restringemse às partes, não são oponíveis a terceiros, como é o caso da União. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10730.004444/200627 Acórdão n.º 280200.651 S2TE02 Fl. 92 5 Evidenciase para deslinde desse julgamento que o imposto de renda regese pelo princípio constitucional da universalidade, a prescrever a incidência sobre todas as fontes de riqueza, e seu fato gerador é a aquisição de renda ou proventos de qualquer natureza, cujo núcleo é o acréscimo patrimonial. Se o contribuinte recebe alguma verba de natureza indenizatória, que implique em inexistência de acréscimo patrimonial ou em caso de isenção, deve comprovar indubitavelmente a natureza da verba. Ocorre que, no caso desses autos, o acordo não discrimina as verbas, apenas reparte o todo em percentuais de 70% e 30%, em autêntica convenção entre as partes, o que impossibilita a identificação da natureza e respectivos valores das verbas que foram pagas. Destarte, deve ser tributado o valor integral. Nesse mesmo sentido é o precedente do Superior Tribunal de Justiça abaixo: EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO SOBRE A RENDA IRPF. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA.CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE VERBAS DE RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE LIQUIDAÇÃO DOS VALORES. ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES. IMPROCEDÊNCIA DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO FISCAL. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. ACORDO DAS PARTES. IMPOSSIBILIDADE. 1. A isenção tributária, como espécie de exclusão do crédito tributário, deve ser interpretada literalmente e, a fortiori , restritivamente (CTN, art. 111, II), não comportando exegese extensiva. 2. O Imposto sobre a Renda incide sobre o produto da atividade que implique o auferimento de renda ou proventos de qualquer natureza, que constitua riqueza nova agregada ao patrimônio do contribuinte e deve se pautar pelos princípios da progressividade, generalidade, universalidade e capacidade contributiva, nos termos do arts. 153, III e § 2º, I e 145, § 1º da CF. 3. O conceito do art. 43 do CTN de renda e proventos, sob o viés da matriz constitucional, contém em si uma conotação de contraprestação pela atividade exercida pelo contribuinte, verbis: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. 4. A norma isentiva do Imposto de Renda, por sua vez, insculpida no art. 6º, inc. V, da Lei n.º 7.713/88, assim dispõe: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; 5. A regra, portanto, aponta no sentido de que advinda disponibilidade econômica ou jurídica, incide, sobre a renda ou provento, o tributo correspectivo, sendo certo que qualquer exceção deve decorrer de lei, que por seu turno reclama interpretação literal. 6. In casu, em reclamação trabalhista, houve condenação da ex empregadora ao pagamento de verbas rescisórias de contrato de trabalho, em que parte das parcelas era passível de incidência do imposto de renda e outras não, porquanto abrangidas pela norma isentiva. Não obstante, supervenientemente, as partes homologaram acordo na Justiça do Trabalho, em um "montante global", que incorporou as diversas verbas devidas, houve recolhimento do imposto de renda, que o autor pretende restituir. 7. Na impossibilidade de separar os valores no tocante a cada verba, para aferir o caráter indenizatório ou não, impõe a incidência do Imposto de Renda sobre o todo, porquanto a isenção decorre da lei expressa, vedada a sua instituição por vontade das partes, através de negócio jurídico. 8. Inteligência, ademais, do art. 123, do Código Tributário Nacional, no sentido de que "salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes" . (...) 11. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido. (RECURSO ESPECIAL Nº 958.736 SP Relator : Ministro Luiz Fux, Julgado em 06 de maio de 2010). Por fim, a juntada de provas deve ser feita junto com a impugnação, no caso dos autos o conjunto probatório é suficiente à formação da livre convicção do julgador. Diante do exposto, voto por REJEITAR as preliminares argüidas e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10730.004444/200627 Acórdão n.º 280200.651 S2TE02 Fl. 93 7 (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 7DF CARF MF Emitido em 29/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 25/03/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 22/02/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11050.002019/2003-72
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002
NORMAS PROCESSUAIS. PEREMPÇÃO.
0 prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de
Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tornou definitiva.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2802-000.459
Decisão: Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002 NORMAS PROCESSUAIS. PEREMPÇÃO. 0 prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tornou definitiva. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 11050.002019/2003-72
anomes_publicacao_s : 201008
conteudo_id_s : 4679209
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.459
nome_arquivo_s : 280200459_11050002019200372_201008.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : LUCIA REIKO SAKAE
nome_arquivo_pdf_s : 11050002019200372_4679209.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
id : 4815644
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:39 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811965710336
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-07T18:50:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-07T18:50:06Z; Last-Modified: 2011-04-07T18:50:06Z; dcterms:modified: 2011-04-07T18:50:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:32e5478e-62f9-4910-ae2a-9a5b1df1d451; Last-Save-Date: 2011-04-07T18:50:06Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-07T18:50:06Z; meta:save-date: 2011-04-07T18:50:06Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-07T18:50:06Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-07T18:50:06Z; created: 2011-04-07T18:50:06Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2011-04-07T18:50:06Z; pdf:charsPerPage: 1178; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-07T18:50:06Z | Conteúdo => VW' • EDITADO EM: 10/2010 Valeria Pestana Marques- Presidente. i(c-P Sakae- Relator. S2-TE02 FL 81 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11050.002019/2003-72 Recurso n° 157.004 Voluntário Acórdão n° 2802-00.459 — 2 Turma Especial Sessão de 19 de agosto de 2010 Matéria IRPF Recorrente REIMIR NICOLAU SAUSEN Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002 NORMAS PROCESSUAIS. PEREMPÇÃO. 0 prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes é de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se torna conhecimento, visto que a decisão já se tornou definitiva. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Valéria Pestana Marques (Presidente), Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Claudio Duarte Cardoso, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Lúcia Reiko Sakae e Sidney Ferro Barros. Ausente justificadamente a Conselheira Ana Paula Locoselli Erichsen. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na la instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 66/69, que considerou procedente o lançamento.decorrente omissão de rendimentos do trabalho com vinculo empregaticio recebidos de pessoa jurídica informados em DIRF para o CPF do interessado, tendo em vista que o mesmo é omisso na entrega da declaração de ajuste nos exercícios 1999 a 2003. Consta do relato da decisão, que o contribuinte alegou: "em síntese que está ciente dos valores por ele omitidos e que já providenciou na apresentação da declaração dos exercícios em questão, utilizando-se do modelo completo por lhe ser mais benéfico lendo em vista as deduções pleiteadas de pensão alimentícia, dependentes e contribuição previdenciária oficial as quais lido foram consideradas no auto de infração. Junta cópias das DIRPFs e comprovantes das despesas realizadas, fls. 40/64, solicitando o cancelamento dos lançamentos e a conseqUente restituição do imposto nelas apurados." Na decisão de la instância (fis.66/69) foi mantido o lançamento nos seguintes termos: " Verifica-se, inicialmente, que o contribuinte concordou com os rendimentos apurados pela _fiscalização, conforme demonstrativos de fls. 22/29. 0 litígio versa sobre o direito de deduzir desses rendimentos apurados as despesas a titulo de contribuição previdenciária oficial, dependentes e pensão alimentícia, não obstante ser ele omisso na apresentação da DIRPF dos anos-calendário de 1999 a 2002. De conformidade corn os artigos 74, 77 e 78 do Regulamento do Imposto de Renda - Decreto no 3.000, de 26 de março de 1999, esclareça-se que o contribuinte, na declaração de rendimentos poderá deduzir os pagamentos efetuados, no ano-calendário, as mencionadas deduções, desde que devidamente comprovados mediante documentos hábeis. A _fiscalização ao efetuar o lançamento de oficio concedeu o valor do desconto simplificado correspondente 20% dos rendimentos do trabalho assalariado, C0171prOvadamente omitidos pelo interessado. Necessário esclarecer que a apresentação no modelo completo, trata-se de opção do contribuinte na declaração de ajuste anual, o que não ocorreu na espécie, tendo em que não foram apresentadas as declarações dos anos-calendário correspondentes. Incabível, portanto, a concessão de deduções no caso de lançamento de oficio por omissão de rendimentos na 2 Processo n 0 11050.002019/2003-72 S2-TE02 Acórddo n.° 2802-00.459 Fl. 82 hipótese de falta de apresentação das declarações de ajuste anuais. Por outro lado, o lançamento do imposto é tratado nos artigos 836 e seguintes do Decreto citado, sendo especificamente o "lançamento de oficio" previsto nos arts. 841 a 850 (do Decreto n'" 3000/1999), dos quais transcrevo alguns: "Art. 841. 0 lançamento será efetuado de oficio quando o sujeito passivo (Decreto-Lei Na 5.844, de 1943, art. 77, Lei No 2.862, de 1956, art. 28, Lei No 5.172, de 1966, art. 149, Lei No 8541, de 1992, art. 40, Lei No 9.249, de 1995, art. 24, Lei No 9317, de 1996, art. 18, e Lei No 9.430, de 1996, art. 4V: 1- não apresentar declaração de rendimentos,. II- deixar de atender ao pedido de esclarecimentos que lhe for dirigido, recusar-se a prestá-los ou não os prestar satisfatoriamente; 111 -fizer declaração inexata, considerando-se corno tal a que contiver ou omitir, inclusive em relação a incentivos fiscais, qualquer elemento que implique redução do imposto apagar ou restituição indevida; IV - não efetuar ou efetuar com inexatidão o pagamento ou recolhimento do imposto devido, inclusive na fonte, V - estiver sujeito, por ação ou omissão, a aplicação de penalidade pecuniária; Vi - omitir receitas ou rendimentos. Parágrafo único. Aplicar-se-á o lançamento de oficio, além dos casos enumerados neste artigo, àqueles em que o sujeito passivo, beneficiado com isenções ou reduções do imposto, deixar de cumprir os requisitos a que se subordinar o.favor fiscal." "Art. 845. Far-se-6 o lançamento de oficio, inclusive (Decreto- Lei No 5.844, de 1943, art. 79): 1 - arbitrando-se os rendimentos mediante os elementos de que se dispuser, nos casos de/alta de declaração; II - abandonando-se as parcelas que não tiverem sido esclarecidas e fixando os rendimentos tributáveis de acordo com as informações de que se dispuser, quando os esclarecimentos deixarem de ser prestados, fbrem recusados ou não forem satisfatórios; III - computando-se as importâncias não declaradas, ou arbitrando o rendimento tributável de acordo com os elementos de que se dispuser, nos casos de declaração inexata. sÇ 2 0 Na hipótese de lançamento de oficio por falta de declaração de rendimentos, a não apresentação dos 3 esclarecimentos dentro do prazo de que trata o art. 844 acarretará, para as pessoas .físicas, a perda do direito de deduções previstas neste Decreto (Decreto- Lei n 05.844, de 1943, art. 79. § 3°)" (grifei) Diante desses dispositivos legais fica evidenciado que o lançamento de oficio é realizado entre outras .formas incluindo na base de cálculo declarada os rendimentos omitidos, não cabendo a fiscaliza cão conceder deduções que são prerrogativas do contribuinte pleitear no momento próprio da realização da declaração e nem cabe ao contribuinte retificar sua declaração quando já sob ação .fiscal nos estritos termos do ,sç 1°, art. 7° do Processo Administrativo Fiscal PAF. Assim, procede o lançamento, não sendo a impugnação o momento próprio para pleitear deduções. Diante do acima exposto, VOTO no sentido de considerar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido." A ciência de tal julgado se deu por via postal em 21/12/2006, consoante o AR — Aviso de Recebimento — de fl. 72 A vista da decisão, foi protocolizado, em 25/1/2007, recurso voluntário de fls. 73, no qual o pólo passivo questiona a decisão proferida. Na peça recursal, o contribuinte, declarando não ter sido intimado a prestar esclarecimentos sobre a falta de apresentação de sua declaração de ajuste, nos períodos relacionados, não entende por que não pode requerer qualquer dedução, dado ao fato do lançamento ter lhe concedido o desconto simplificado. Questiona se tal fato não conflitaria com o disposto nos artigos 836, assim como nos artigos 841 a 850 do RIR/99., transcrevendo o § 2° do artigo 845, acima citado. Ao final, requer sejam aceitas as deduções pleiteadas nas " declarações retificadas e aceitas pelo sistema SRF", corn o cancelamento do lançamento. Encontra-se ã. fl. 74 a lavratura do Termo de Perempção o relatório.. Voto Conselheira Lucia Reiko Sakae, Relatora Primeiramente, cabe analisar a tempestividade da apresentação do recurso voluntário. 0 Decreto n° 70.235/72, que regula o processo administrativo tributário, prevê, no art.33, o cabimento de recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 dias seguintes à ciência da decisão, sob pena de perempção deste direito do contribuinte, a saber: 4 Processo n° 11050.002019/2003-72 S2-TE02 Acórdão n.° 2802-00.459 Fl. 83 " Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes a ciência da decisão. § 10 (Revogado pela Medida Provisória n°465, de 2009) § 2 (Incluído pela Lei n° 10.522, de 2002) Men00: (Vide Adin n" 1.976-7) § 3 0 arrolamento de que trata o § 2-̀2 sera realizado preferencialmente sobre bens imóveis. (Incluído pela Lei le 10.522, de 2002) § 4' 0 Poder Executivo editará as normas regulamentares necessárias a operacionalização do arrolamento previsto no ,f 2'. (Incluído pela Lei n°10.522, de 2002)" Passados os trinta dias sem qualquer manifestação, a decisão de primeira instância torna-se definitiva, a teor do artigo 42 do Decreto n° 70.235/72 - PAF "Art. 42. Sao definitivas as decisões: I - de primeira instancia esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; II - de segunda instância de que não caiba recurso ou, se cabível, quando decorrido o prazo sem sua interposição; III - de instancia especial. Parágrafo único. Serão também definitivas as decisões de primeira instancia na parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de oficio. "(g.n) Cientificado da decisão de primeira instância em 21/12/2006, o contribuinte apresentou o recurso em 25/01/2007, ou seja após o prazo estabelecido, tornando -se definitiva a decisão de primeira instância. Conclusão. Ante o exposto, com a apresentação intempestiva do recurso voluntário, voto por Nik0 CONHECER DO RECURSO, por perempto. 5
score : 1.0
Numero do processo: 16682.721751/2015-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador:25/07/2011
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO.
Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
Numero da decisão: 3201-009.766
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
Nome do relator: Hélcio Lafetá Reis
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202209
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador:25/07/2011 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 16682.721751/2015-66
anomes_publicacao_s : 202210
conteudo_id_s : 6687174
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3201-009.766
nome_arquivo_s : Decisao_16682721751201566.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Hélcio Lafetá Reis
nome_arquivo_pdf_s : 16682721751201566_6687174.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
id : 9548999
ano_sessao_s : 2022
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:57 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811970953216
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-10-18T15:11:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-10-18T15:11:12Z; Last-Modified: 2022-10-18T15:11:12Z; dcterms:modified: 2022-10-18T15:11:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-10-18T15:11:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-10-18T15:11:12Z; meta:save-date: 2022-10-18T15:11:12Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-10-18T15:11:12Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-10-18T15:11:12Z; created: 2022-10-18T15:11:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2022-10-18T15:11:12Z; pdf:charsPerPage: 2127; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-10-18T15:11:12Z | Conteúdo => S3-C 2T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 16682.721751/2015-66 Recurso Voluntário Acórdão nº 3201-009.766 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de setembro de 2022 Recorrente PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador:25/07/2011 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto em contraposição ao acórdão da Delegacia de Julgamento (DRJ) que julgou procedente em parte a Impugnação manejada pelo contribuinte acima identificado em decorrência do lançamento de multa isolada, exigida em AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 17 51 /2 01 5- 66 Fl. 319DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.766 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721751/2015-66 razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Na Impugnação, o contribuinte requereu (i) o reconhecimento da nulidade do auto de infração, aduzindo a falta de motivação válida, dada a inocorrência de conduta ilícita ou abusiva, (ii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no julgamento do Recurso Extraordinário 796.939/RS, com repercussão geral reconhecida pelo STF, (iii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no processo em que se discute a compensação não homologada e (iv) o reconhecimento da ocorrência de bis in idem em razão da exigência da multa de mora sobre o débito não compensado cumulativamente com a multa destes autos. A DRJ manteve a exigência da multa, afastando-se todos os argumentos de defesa do contribuinte. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seus pedidos, repisando os argumentos de defesa, sendo ainda requerida a apensação destes autos ao processo da compensação. Por meio da Resolução, esta turma ordinária converteu o julgamento do recurso em diligência, para que estes autos fossem apensados ao processo nº 16682.720030/2015-39, em razão de conexão. O contribuinte peticionou junto à repartição de origem aduzindo que o presente processo devia ser imediatamente extinto por perda de objeto, ante o seu caráter acessório ao processo de crédito, dada a prolação, pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, declarando a nulidade do despacho decisório que dera origem aos presentes autos. O Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho informando que, no julgamento do processo nº 16682.720030/2015-39, já havia sido prolatada decisão administrativa definitiva no sentido de se reconhecer a nulidade do despacho decisório, razão pela qual a resolução destes autos havia perdido o seu objeto. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Conforme acima relatado, trata-se do lançamento de multa isolada, exigida em razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Fl. 320DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.766 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721751/2015-66 Após a conversão do julgamento do Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem para que estes autos fossem apensados ao processo da compensação, em razão de conexão, o Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho, no qual se destacam os seguintes trechos: O colegiado resolveu remeter os autos para a Unidade de Origem para que fosse realizada a apensação ao processo principal acima referido, a requerimento da parte, com posterior retorno para continuidade do julgamento. Ao que parece, o colegiado pretendeu que os autos fossem remetidos para julgamento em conjunto com o processo nº 16682.720030/2015-39, o que ocorreu na 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento. Ocorre que o julgamento do processo principal ocorreu em 13/12/2018, antes do julgamento em que se prolatou a resolução, em 31/01/2019. No caso, a distribuição por decorrência poderia ocorrer antes do julgamento do processo principal, a teor do §2º do artigo 6º do Anexo II do RICARF, abaixo transcrito: (...) Destaca-se ainda que o processo principal já possui decisão definitiva no âmbito administrativo e não mais retornará para pauta. Ao contrário, deverá retornar à Unidade de Origem para dar seguimento na apuração do direito creditório. Em consulta aos seus autos, verifico que o Acórdão de Embargos nº 3302-006.418 teve a seguinte decisão: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao recurso voluntário e declarar a nulidade do despacho decisório ora atacado; efetivar a apuração das contribuições e do direito creditório através dos arquivos digitais no leiaute do ADE nº 15/2001, independentemente da apresentação do ADE nº 25/2010; e para que DCOMP sejam separadas por processo.” Tomando ciência da decisão, a PGFN interpôs recurso especial, o qual, entretanto, não foi admitido, conforme despacho, cujo dispositivo transcrevo abaixo: “3 Conclusão Em cumprimento ao disposto no art. 18, inc. III, do Anexo II do RI-CARF, NEGO SEGUIMENTO ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Contra este despacho cabe o recurso previsto no art. 71, do Anexo II, do RI-CARF. Encaminhe-se à PGFN, para ciência do presente despacho. Após, caso haja interposição do recurso previsto no art. 71 do RI-CARF, encaminhe- se ao CARF para apreciação. Caso não haja, encaminhe-se à Unidade Local da RFB, para cientificar o sujeito passivo do Acórdão nº 3302- 006.418, bem como para a adoção das demais providências de sua alçada.” Desse despacho a PGFN não interpôs agravo, tornando a decisão proferida no acórdão de embargos definitiva. Portanto, a resolução perdeu seu objeto. Fl. 321DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.766 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721751/2015-66 Destarte, devem os autos retornar para nova distribuição/sorteio no âmbito da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, uma vez que o relator original não mais pertence aos quadros de conselheiro do CARF. Salienta-se que o processo deve ser desapensado do processo principal nº 16682.720030/2015-39, que deve ser encaminhado à Unidade Preparadora para dar continuidade à apuração do direito creditório, não havendo mais litígio quanto ao despacho decisório que deu origem à não homologação das compensações. (g.n.) Considerando-se o acima exposto, conclui-se que, diante da declaração de nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento de exigência da multa destes autos, razão pela qual deve ela ser cancelada. Diante do exposto, vota-se por dar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Fl. 322DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10980.903013/2014-11
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013
DILIGÊNCIA. SOLICITAÇÃO IMPRECISA E GENÉRICA. INEFICÁCIA.
Considera-se não formulado o pedido de diligência que não cumpre os requisitos exigíveis.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OFERTADO. LIQUIDEZ E CERTEZA. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Incumbe ao contribuinte a prova de que o crédito oferecido em declaração de compensação reúne os atributos de liquidez e certeza.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013
INFORMAÇÕES EM DIPJ. ART 150, § 4°, DO CTN. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INAPLICÁVEL.
O artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, cuida da homologação tácita da Administração Tributária quanto aos pagamentos antecipados pelo obrigado, sendo o instituto inaplicável aos dados informados pelo sujeito passivo em DIPJ.
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013
DIPJ. NATUREZA MERAMENTE INFORMATIVA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
A DIPJ possui natureza meramente informativa, inexistindo previsão legal para incidência do instituto da homologação tácita da Administração Tributária quanto aos dados inseridos na declaração pelo sujeito passivo.
DCTF. RETIFICAÇÃO. IMPEDIMENTO. CRÉDITO PLEITEADO. PROVA DE SUA PROCEDÊNCIA POR OUTROS MEIOS. POSSIBILIDADE.
O eventual impedimento de apresentação de DCTF retificadora não afasta a possibilidade do contribuinte provar a procedência do crédito pleiteado por outros meios.
Numero da decisão: 1001-002.710
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Fernando Beltcher da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Fernando Beltcher da Silva (Presidente), José Roberto Adelino da Silva e Sidnei de Sousa Pereira.
Nome do relator: Fernando Beltcher da Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202210
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013 DILIGÊNCIA. SOLICITAÇÃO IMPRECISA E GENÉRICA. INEFICÁCIA. Considera-se não formulado o pedido de diligência que não cumpre os requisitos exigíveis. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OFERTADO. LIQUIDEZ E CERTEZA. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Incumbe ao contribuinte a prova de que o crédito oferecido em declaração de compensação reúne os atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013 INFORMAÇÕES EM DIPJ. ART 150, § 4°, DO CTN. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INAPLICÁVEL. O artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, cuida da homologação tácita da Administração Tributária quanto aos pagamentos antecipados pelo obrigado, sendo o instituto inaplicável aos dados informados pelo sujeito passivo em DIPJ. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013 DIPJ. NATUREZA MERAMENTE INFORMATIVA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A DIPJ possui natureza meramente informativa, inexistindo previsão legal para incidência do instituto da homologação tácita da Administração Tributária quanto aos dados inseridos na declaração pelo sujeito passivo. DCTF. RETIFICAÇÃO. IMPEDIMENTO. CRÉDITO PLEITEADO. PROVA DE SUA PROCEDÊNCIA POR OUTROS MEIOS. POSSIBILIDADE. O eventual impedimento de apresentação de DCTF retificadora não afasta a possibilidade do contribuinte provar a procedência do crédito pleiteado por outros meios.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10980.903013/2014-11
anomes_publicacao_s : 202210
conteudo_id_s : 6689388
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1001-002.710
nome_arquivo_s : Decisao_10980903013201411.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Fernando Beltcher da Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10980903013201411_6689388.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Fernando Beltcher da Silva Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Fernando Beltcher da Silva (Presidente), José Roberto Adelino da Silva e Sidnei de Sousa Pereira.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2022
id : 9553261
ano_sessao_s : 2022
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:03 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648811990876160
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-10-14T19:06:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-10-14T19:06:39Z; Last-Modified: 2022-10-14T19:06:39Z; dcterms:modified: 2022-10-14T19:06:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-10-14T19:06:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-10-14T19:06:39Z; meta:save-date: 2022-10-14T19:06:39Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-10-14T19:06:39Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-10-14T19:06:39Z; created: 2022-10-14T19:06:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2022-10-14T19:06:39Z; pdf:charsPerPage: 1959; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-10-14T19:06:39Z | Conteúdo => S1-TE01 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10980.903013/2014-11 Recurso Voluntário Acórdão nº 1001-002.710 – 1ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 6 de outubro de 2022 Recorrente ROTO & FERMAX DO BRASIL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013 DILIGÊNCIA. SOLICITAÇÃO IMPRECISA E GENÉRICA. INEFICÁCIA. Considera-se não formulado o pedido de diligência que não cumpre os requisitos exigíveis. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OFERTADO. LIQUIDEZ E CERTEZA. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Incumbe ao contribuinte a prova de que o crédito oferecido em declaração de compensação reúne os atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013 INFORMAÇÕES EM DIPJ. ART 150, § 4°, DO CTN. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INAPLICÁVEL. O artigo 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, cuida da homologação tácita da Administração Tributária quanto aos pagamentos antecipados pelo obrigado, sendo o instituto inaplicável aos dados informados pelo sujeito passivo em DIPJ. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/2013 a 31/03/2013 DIPJ. NATUREZA MERAMENTE INFORMATIVA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A DIPJ possui natureza meramente informativa, inexistindo previsão legal para incidência do instituto da homologação tácita da Administração Tributária quanto aos dados inseridos na declaração pelo sujeito passivo. DCTF. RETIFICAÇÃO. IMPEDIMENTO. CRÉDITO PLEITEADO. PROVA DE SUA PROCEDÊNCIA POR OUTROS MEIOS. POSSIBILIDADE. O eventual impedimento de apresentação de DCTF retificadora não afasta a possibilidade do contribuinte provar a procedência do crédito pleiteado por outros meios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 90 30 13 /2 01 4- 11 Fl. 262DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Fernando Beltcher da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Fernando Beltcher da Silva (Presidente), José Roberto Adelino da Silva e Sidnei de Sousa Pereira. Relatório Cuida-se de Recurso Voluntário contra o Acórdão 16-94.684, da 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP), que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte. De início, a Recorrente apresentara a Declaração de Compensação (“Dcomp”) de n° 35229.52103.021213.1.7.04-6054, por meio da qual intentara liquidar débitos próprios com suposto crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (“IRPJ”) do 1° trimestre de 2013, no montante de R$ 47.451,76 (quarenta e sete mil, quatrocentos e cinquenta e um reais e setenta e seis centavos). Tal indébito estaria relacionado a um documento de arrecadação (“DARF”) efetuada em 28 de maio de 2013, no valor de R$ 67.666,54 (sessenta e sete mil, seiscentos e sessenta e seis reais e cinquenta e quatro centavos), alusivo à segunda quota do imposto do período em referência. Ao se debruçar sobre o pleito, a Unidade de origem denegou o direito creditório, sob a justificativa de que o pagamento indicado pela pessoa jurídica fora integralmente alocado ao débito do próprio imposto daquele período, não havendo que se falar em pagamento indevido ou a maior. Em decorrência, a autoridade fiscal não homologou a compensação declarada. Em sua Manifestação de Inconformidade, a interessada argumentou que o pagamento tido por efetuado a maior fora integralmente alocado ao próprio débito em razão de não ter sido previamente efetuada a retificação da respectiva Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (“DCTF”). Ciente da decisão da Unidade, denegando o crédito, a pessoa jurídica promoveu a retificação da dita DCTF, reduzindo o valor do IRPJ do 1º trimestre de 2013 outrora confessado. Após narrar que o contribuinte promovera a entrega, entre original e retificadoras, de 6 (seis) DCTFs alusivas a março de 2013 (onde inicialmente confessara o referido débito de IRPJ tal como recolhido), o colegiado a quo se deteve na análise da hipótese de ser levada em consideração as tais DCTFs retificadoras, apresentadas após a transmissão da Dcomp e da ciência do Despacho Decisório que lhe negara o crédito. Para tanto, socorreu-se do Parecer Normativo Cosit n° 2, de 28 de agosto de 2015, cuja ementa reza o seguinte: Assunto. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Fl. 263DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 As informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. Retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo. (...) Dispositivos Legais. arts. 147, 150, 165 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN); arts. 348 e 353 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil (CPC); art. 5º do Decreto-lei nº 2.124, de 13 de junho de 1984; art. 18 da MP nº 2.189-49, de 23 de agosto de 2001; arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010; Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20 de novembro de 2012; Parecer Normativo RFB nº 8, de 3 de setembro de 2014. A DRJ ressalvou que a retificação de DCTF após a ciência do Despacho Decisório que denegou o direito creditório ao contribuinte deveria guardar relação com outras informações por ele prestadas à Receita Federal do Brasil (“RFB”), sem prejuízo de demais verificações que fossem tidas por necessárias ao esclarecimento dos fatos. Nessa toada, a decisão recorrida considerou inconsistentes os dados contidos em declarações entregues pela Recorrente, nesses termos: Deste modo, ainda que retificada a DCTF, que declarou o débito pago a maior, após a transmissão da DCOMP, e mesmo após a ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação (como é o presente caso), poderia o direito creditório relativo ao PGIM ser reconhecido, desde que tal retificação guardasse correspondência com outras informações (declarações prestadas à Receita Federal do Brasil - RFB). Frise-se, a exigência de que haja efetivamente a retificação da DCTF, declarando-se o débito corretamente, não é condição única. É necessário também que o débito retificado esteja em conformidade com as demais declarações apresentadas, tal como a DIPJ, e que esteja satisfatoriamente comprovado nos autos, a juízo da autoridade julgadora. Com efeito, as informações prestadas pela contribuinte interessada à RFB são inconsistentes, não há como saber se o débito de IRPJ (0220) relativo ao 1º Trimestre de 2013 foi de R$ 220.989,75 (declarado na DCTF original cancelada), ou R$ 58.634,46 (como alega a manifestante), ou mesmo, R$ 0,00 (como informado na DIPJ). Desta forma, não há como atribuir ao crédito pleiteado o atributo de liquidez e certeza a quel (sic) alude o art. 170 do Código Tributário Nacional. (...) Fl. 264DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 Cumpre ainda notar que cabe à contribuinte comprovar a existência de seu direito creditório relativo a pagamento indevido ou a maior, consoante art. 373 do Código de processo Civil. A manifestante é “autora” no presente processo, pois a declaração de compensação nada mais é do que uma “petição inicial”, ou seja, um pedido dirigido à autoridade administrativa que pode ou não ser deferido, após a verificação da certeza e liquidez do crédito pleiteado. Frise-se, a contribuinte não apresentou nenhuma documentação contábil fiscal que viesse a comprovar o correto valor do IRPJ (0220) do 1º Trimestre de 2013. Irresignada, recorre o contribuinte a este Conselho, tecendo as seguintes considerações: - que o valor histórico do crédito é de R$ 67.666,54; - que a pessoa jurídica incorrera em erro material, ao apurar IRPJ devido de R$ 200.898,75; - que, inicialmente, os lançamentos contábeis alusivos à provisão do passivo circulante apontavam para o débito de IRPJ tal como inicialmente levantado em memória de cálculo, no montante imediatamente acima assinalado; - que optara pelo pagamento do IRPJ em 3 (três) parcelas, vencidas em abril, maio e junho de 2013; - que, considerados os acréscimos legais, o valor total recolhido, em 3 (três) quotas, foi de R$ 202.731,64; - que, em razão de reestruturações, fora realizada auditoria interna na pessoa jurídica, para validação dos valores de tributos calculados no período; - que a auditoria indicara que a Recorrente apurara prejuízo fiscal e que não haveria, por conseguinte, IRPJ do 1º trimestre de 2013 a ser pago; - que, por tais razões, transmitira DIPJ retificadora em 27 de junho de 2014, indicando o referido prejuízo fiscal; - que a RFB confirmara, ainda que parcialmente, crédito decorrente do alegado prejuízo fiscal em programa de quitação de multa e de juros de débitos incluídos no “REFIS da COPA”, objeto do PAF n° 14486.720040/2019-99; - que, confirmada a existência de crédito oriundo de prejuízo fiscal do 1º trimestre de 2013, não há que se cogitar débito do IRPJ do mesmo período; - que desde a transmissão da DIPJ retificadora já se passaram 5 (cinco) anos, sem qualquer questionamento dos valores declarados, restando, assim, caracterizada a homologação tácita dos valores, conforme dispõe o §4º, art. 150 do Código Tributário Nacional. - que, a despeito de qualquer inconsistência verificada nas informações declaradas em DCTF, não seria mais possível sua retificação, ainda que necessária à comprovação do alegado crédito - haja vista o disposto no art. 9º, § 5º, da Instrução Normativa RFB n° 1.599/2015; Fl. 265DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 - que sendo o IRPJ um tributo sujeito a lançamento por homologação, o contribuinte é quem possui o dever de apresentar elementos para comprovar o pagamento a maior ou indevido realizado, o que nesse presente caso, de fato, ocorreu; - que efetuara a retificação de sua DIPJ, prestando de forma adequada e comprovada as informações relativas aos eventos ocorridos; e - que diante de apontamento algum do Fisco para afastar o contido na DIPJ, deveria ter reconhecido o direito creditório em questão. Postula a Recorrente, em conclusão: (i) pelo recebimento do recurso e a consequente suspensão da exigibilidade do crédito tributário; (ii) que este processo seja reunido aos de n° 10980.903012/2014-69 e 10980.903014/2014-58, para julgamento conjunto; (iii) pelo provimento do recurso, reconhecendo-lhe o direito creditório e homologando a compensação; (iv) e, caso se entenda necessário, pela conversão do julgamento em diligência, para obtenção de maiores esclarecimentos ou apresentação de outros documentos. Os demais processos referidos no parágrafo anterior dizem respeito à repetição de indébito alusivo às demais quotas do IRPJ do 1º trimestre de 2013 recolhidas pelo contribuinte. Ambos sob minha relatoria e postos em pauta de julgamento na mesma assentada. É o Relatório. Voto Conselheiro Fernando Beltcher da Silva, Relator. O Recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos necessários à sua admissibilidade. Logo, dele conheço. Preliminarmente, diga-se que, em face da apresentação de recurso, a suspensão da exigibilidade dos débitos decorrentes de compensações não homologadas decorre de expressa disposição legal (art. 74, §§ 10 e 11, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com alterações da legislação superveniente). Deve-se destacar, de início, que os presentes autos versam sobre direito creditório postulado pela Recorrente, para fins de compensação. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, o crédito ofertado deve ser líquido e certo. Alega, a Recorrente, que o valor original de seu crédito seria de R$ 67.666,54 (a integralidade da quota paga a título de IRPJ do 1º trimestre de 2013), enquanto o pleiteado em Dcomp foi de R$ 47.451,76. Recebo a informação contida em seu Recurso Voluntário apenas como argumento tendente a reforçar sua alegação de que nada devia a título de IRPJ para o período em referência, em razão do prejuízo fiscal levantado em auditoria interna a que supostamente fora submetida. Mesmo assim, cumpre-me assinalar que é o contribuinte quem delimita sua pretensão ao apresentar a declaração de compensação, de modo que qualquer valor adicional de eventual indébito escapa ao objeto do presente processo administrativo. Fl. 266DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 A Unidade de origem pautou sua decisão nas informações disponíveis, apresentadas até então pela pessoa jurídica. Em sede de Manifestação de Inconformidade, o contribuinte alegou erro contido na DCTF original. Retificou a declaração após a ciência do Despacho Decisório que lhe denegou o crédito, cujas informações, quando cotejadas com as alimentadas pelo mesmo contribuinte em outras declarações, foram tidas por inconsistentes pelo colegiado de primeira instância. O erro material em que se funda a retificação de declaração, seja ela uma DCTF, ou DIPJ, para fins de reforma de decisão administrativa que lhe fora desfavorável, deve ser provado pelo interessado (art. 373 do Código de Processo Civil). A decisão recorrida expressamente dispôs: Frise-se, a contribuinte não apresentou nenhuma documentação contábil fiscal que viesse a comprovar o correto valor do IRPJ (0220) do 1º Trimestre de 2013. Prova alguma a corroborar sua versão a Recorrente trouxe aos autos, mesmo na corrente etapa do contencioso administrativo. Por outro lado, os documentos acostados ao Recurso Voluntário pela pessoa jurídica (Livro Registro de Apuração do Lucro Real, de 31 de março de 2013, e Razão da conta que controla a provisão para o IRPJ devido no 1º trimestre daquele ano), contidos no processo às fls. 163 a 167, ratificam, isso sim, que o contribuinte devia o que confessara na DCTF original, R$ 200.989,75, quitado em 3 (três) quotas. O que sobressai da análise dos autos é que foi garantido o exercício do contraditório e da ampla defesa à Recorrente, a fim de contrapor os fundamentos do Despacho Decisório e do Acórdão recorrido. Todavia, ao não carrear ao processo as provas dos fatos alegados, inclusive quanto à auditoria interna a que supostamente fora submetida, acabou por jogar por terra suas alegações de recurso. O julgador administrativo deve lançar-se sobre a situação colocada nos autos, descabendo, portanto, substituir a Recorrente na sua obrigação de produção de provas do fato alegado na tentativa de suprir deficiências causadas pelo autor do feito. Assim, considera-se não formulado o pedido de diligência genérico, que não atenda aos requisitos dispostos no art. 16, inciso IV, do Decreto n° 70.235, de 1972, como dispõe o § 1º do mesmo artigo. A propósito, a Manifestação de Inconformidade já deveria ter sido adequadamente instruída, nos termos do artigo 16, inciso III, do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, sem prejuízo de apresentação de provas em sede de Recurso Voluntário (desde que, nesse caso, atendidos os pressupostos do § 4º do mesmo artigo), sob pena de a matéria ser considerada preclusa, não impugnada, sendo certo que o rito estabelecido no diploma em referência aplica-se aos casos como o presente (art. 74, § 11, da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996). Nesse sentido, a jurisprudência deste Conselho revela-se sólida, como se percebe nas ementas dos precedentes a seguir, trazidas a título ilustrativo: ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Fl. 267DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. A realização de diligência não se presta para a produção de provas que toca à parte produzir. PRODUÇÃO DE PROVAS. MOMENTO PRÓPRIO. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS APÓS PRAZO DE DEFESA. REQUISITOS OBRIGATÓRIOS. A impugnação deverá ser formalizada por escrito e mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamentar, bem como os pontos de discordância, e vir instruída com todos os documentos e provas que possuir, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, salvo nas hipóteses taxativamente previstas na legislação, sujeita a comprovação obrigatória a ônus do sujeito passivo. (Acórdão nº 2401-007.403) APRESENTAÇÃO DE NOVAS PROVAS. PRECLUSÃO. Não é de se admitir o pedido genérico de apresentação de provas a qualquer tempo no processo administrativo fiscal. O legislador pátrio já ponderou os princípios da igualdade, da razoável duração do processo, da eficiência, da verdade material e do formalismo moderado ao instituir no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 a regra geral de preclusão e as exceções que possibilitam a apresentação de elementos probatórios após a impugnação. (Acórdão nº 1401-003.826) No que tange a processo diverso do contribuinte, em que utilizara crédito fiscal decorrente de prejuízo fiscal do 1º trimestre de 2013, decisão alguma proferida naqueles autos vincula este Conselho, preponderando o princípio do livre convencimento conferido à autoridade julgadora (art. 28 do Decreto n° 70.235, de 1972). Por seu turno, a par do aqui discutido e decidido, pode a autoridade fiscal da Unidade de jurisdição do sujeito passivo rever seus próprios atos, respeitadas as garantias e as limitações impostas pela legislação. Quanto à Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ – é cediço que sua natureza é meramente informativa e que sequer constitui instrumento hábil e suficiente para a exigência de qualquer crédito tributário nela indicado pelo contribuinte, sendo essa matéria pacificada no Conselho a ponto de restar sumulada, cujo pronunciamento é de observância obrigatória (art. 45, inciso VI, do Anexo II do Regimento Interno do Carf, aprovado pela Portaria MF n° 343, de 9 de junho de 2015): Súmula CARF nº 92 A DIPJ, desde a sua instituição, não constitui confissão de dívida, nem instrumento hábil e suficiente para a exigência de crédito tributário nela informado. Não há previsão legal ou normativa alguma para que a Administração Tributária se pronuncie sobre os dados contidos em DIPJ, sob pena de incorrer na alegada “homologação tácita”. Assim sendo, descabe qualquer aplicação do art. 150, § 4º, do CTN, ao caso concreto, visto que tal dispositivo trata da homologação tácita do pagamento antecipado pelo obrigado como hipótese de extinção do correspondente crédito tributário. Eventual crédito do contribuinte deve encontrar lastro na respectiva documentação comprobatória, devendo a referida documentação estar disponível para avaliação do Fisco até que encerrados os processos que tratam da repetição do indébito (art. 264 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, de teor replicado no art. 278 do Decreto n° 9.580, de 22 de novembro de 2018). Nesse sentido, reproduzo excertos da ementa do Acórdão n° 1201-004.665, proferido pela 1ª Turma Ordinária, da 2ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento, em sessão realizada em 11 de fevereiro de 2021 (relatoria do Conselheiro Wilson Kazumi Nakayama): Fl. 268DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 1001-002.710 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.903013/2014-11 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2003 CRÉDITO DE SALDO NEGATIVO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INEXISTÊNCIA. APRECIAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA. OBRIGATORIEDADE. Não há previsão legal de homologação tácita de saldos negativos. Impróprio, pois, impor ao Fisco limitação temporal à confirmação do direito creditório deduzido pelo sujeito passivo, limitação esta não prevista no CTN ou em lei ordinária. Outro, dentre vários precedentes, é o Acórdão n° 103-23.579, da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, sessão de julgamento realizada em 18 de setembro de 2008 (relatoria do Conselheiro Antonio Bezerra Neto): SALDO NEGATIVO DO IRPJ. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Não se submetem à homologação tácita os saldos negativos de IRPJ apurados nas declarações apresentadas, a serem regularmente comprovados, quando objeto de pedido de restituição ou compensação. A respeito da eventual impossibilidade de se transmitir DCTF retificadora, tal circunstância não impede o conhecimento do erro material cometido pelo contribuinte no preenchimento daquela declaração que se pretenderia corrigir, desde que a pessoa jurídica cumpra o seu mister de comprovar a real existência do crédito por outros meios, como assinalado no já referido Parecer Normativo Cosit n° 2, de 2015: A não retificação da DCTF pelo sujeito passivo impedido de fazê-la em decorrência de alguma restrição contida na IN RFB nº 1.110, de 2010, não impede que o crédito informado em PER/DCOMP, e ainda não decaído, seja comprovado por outros meios. Pelo exposto, e destacando que a decisão dada nestes autos será observada nos processos conexos, considero não formulado o pedido de diligência e, no mérito, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Fernando Beltcher da Silva Fl. 269DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11065.907124/2008-45
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996
RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO
Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, é essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996
PIS. VIGÊNCIA.
Suspensa a aplicação de medida provisória durante o período de anterioridade nonagesimal, aplica-se o disposto na legislação então vigente.
ANTERIORIDADE. CONTAGEM DO PRAZO. VACATIO LEGIS.
INEXISTÊNCIA
O termo a quo do prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primitiva edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei.
Numero da decisão: 3803-000.915
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, é essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996 PIS. VIGÊNCIA. Suspensa a aplicação de medida provisória durante o período de anterioridade nonagesimal, aplica-se o disposto na legislação então vigente. ANTERIORIDADE. CONTAGEM DO PRAZO. VACATIO LEGIS. INEXISTÊNCIA O termo a quo do prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primitiva edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei.
numero_processo_s : 11065.907124/2008-45
conteudo_id_s : 6679760
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 10 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.915
nome_arquivo_s : Decisao_11065907124200845.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 11065907124200845_6679760.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
id : 9536965
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812005556224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1815; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 90 1 89 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.907124/200845 Recurso nº 522.654 Voluntário Acórdão nº 3803000.915 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de outubro de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente INDÚSTRIA DE BORDADOS SCHUCH LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, é essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 31/01/1996 PIS. VIGÊNCIA. Suspensa a aplicação de medida provisória durante o período de anterioridade nonagesimal, aplicase o disposto na legislação então vigente. ANTERIORIDADE. CONTAGEM DO PRAZO. VACATIO LEGIS. INEXISTÊNCIA O termo a quo do prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primitiva edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Rangel Perrucci Fiorin. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Fl. 93DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12075.RV15. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1020.945, de 11 de setembro de 2008, da DRJPorto Alegre/RS, fls. 48/49, que não reconheceu o direito creditório deduzido em declaração de compensação e não homologou as compensações declaradas e determinou a cobrança dos débitos indevidamente compensados. Ao apresentar manifestação de inconformidade, a interessada alegou que ao fazer levantamento de importâncias pagas a título de PIS, conforme disposição da Lei nº 9.715/98, constatou valores pagos a maior, localizado na vacância de lei com a revogação da Lei Complementar 07, de 07 de setembro de 1970, que, por impedimento ao instituto da repristinação no ordenamento pátrio, não pode esta ser aplicada no período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, bem como pela inexigibilidade do PIS desde março de 1996, nos ditames da MP nº 1.212/1995 e reedições até a conversão na citada lei. A seu ver não seria correto entendimento do decidido na ADIn 1.1470, haja vista que partir da declaração de inconstitucionalidade do art.15 da MP 1.212, de 28 de novembro de 1995, e reedições, transformado no art.18 da Lei 9.715, de 25 de novembro de 1998, somente da edição desta Lei é que a modificação normativa no fato gerador do PIS começou a viger. Outrossim, alega que tem o direito de compensar nos moldes da legislação e que os débitos compensados estariam suspensos, forte no art.151, inciso III, do CTN e no art.48, parágrafo 3º do inciso I da IN SRF 600/2005. Cientificada da decisão em 24 de fevereiro de 2010, irresignada, apresentou o recurso voluntário de fls. 55 a 89, em 15 de março de 2010, em que evoca o mesmo fundamento jurídico com que respaldou sua manifestação de inconformidade. Pede, ao final, que seja recebido e conhecido o presente recurso voluntário, para o fim de darlhe provimento e, reconhecido o seu direito creditório declarar homologadas as suas compensações. É o relatório Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade. Portanto dele conheço. Toda a controvérsia centrase na consideração de existência de vacância de lei, deixando de existir incidência da contribuição em apreço de 1º de outubro de 1995 a 28 de fevereiro de 1998, pelo argumento da recorrente já apontado acima. A questão encontrase pacificada nesta Corte, do que resulta sem razão a recorrente. Fl. 94DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12075.RV15. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11065.907124/200845 Acórdão n.º 3803000.915 S3TE03 Fl. 91 3 No julgamento pelo Pleno do STF, concluído em 02 de agosto de 1999, no RE 232.896, cujo relator foi o Min. Carlos Velloso, foi dado “provimento, em parte, a fim de que seja observado o princípio da anterioridade nonagesimal, contados noventa dias a partir da veiculação da Medida Provisória nº 1.212, de 28/11/1995, declarada a inconstitucionalidade da disposição inscrita no seu art. 15. – ‘aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/10/1995’ e de igual disposição inscritas nas medidas provisórias reeditadas e na Lei nº 9.718/98, de 25/11/1998 art. 18, para reformar o acórdão recorrido no ponto em que decidiu que, não ocorrida a conversão legislativa, fica restaurada a eficácia jurídica dos diplomas legislativos afetados pela medida provisória não convertida em lei.” Com esta posição definida pela Corte Suprema, não se há mais que falar em inexistência de lei impositiva da contribuição, nem no período entre outubro de 1995 e fevereiro de 1996, período em que a eficácia do citado artigo da MP foi suspensa pela declaração de inconstitucionalidade, nem a partir de março de 1996, quando regia eficazmente a Medida Provisória n.º 1.212, de 1995 e suas sucessivas reedições. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso. Sala das sessões, 27 de outubro de 2010 Belchior Melo de Sousa Fl. 95DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12075.RV15. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 06/02/2011 09:11:52. Documento autenticado digitalmente por BELCHIOR MELO DE SOUSA em 06/02/2011. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 07/02/2011 e BELCHIOR MELO DE SOUSA em 06/02/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 05/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP05.0420.12075.RV15 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 2BFB3BA277AC9F3CC2764FDE94FD353A196CAC5B Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11065.907124/2008-45. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 11080.905123/2009-59
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL
SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002
Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS
CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.
O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.131
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11080.905123/2009-59
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4668054
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.131
nome_arquivo_s : 380301131_11080905123200959_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11080905123200959_4668054.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
id : 4738231
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:38 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812014993408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1759; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 64 1 63 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.905123/200959 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 380301.131 – 3ª Turma Especial Sessão de 2 de fevereiro de 2011 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO ELETRÔNICO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CENTRO CLÍNICO GAÚCHO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado Fl. 87DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 – fez sustentação oral. Relatório Centro Clínico Canoas Ltda. transmitiu, em 16/06/2005, o Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação PER/DCOMP no 17952.11201.160605.1.7.047260, visando a restituirse de indébito ocasionado pelo pagamento de no 1449941291 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente com débitos de PISdo período de apuração de dez/2002. O Despacho Decisório no 825065242, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi parcialmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para a compensação dos débitos informados no PER/Dcomp para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Sobreveio Manifestação de Inconformidade, fls. 6 a 10, por meio da qual o requerente alega que: a) o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento do tributo. Pagamento este comprovado a partir da guia DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu o pagamento; b) o documento legitimador do crédito é a respectiva DARF e não a DCTF e/ou DIPJ; c) o pagamento indevido decorreu de equívoco constatado na apuração do valor devido a título de PIS, período de apuração: dez/2002, que não corresponde ao valor constante da DARF de pagamento. Logo, apenas a instituição fazendária é capaz de autorizar o contribuinte a retificar a DCTF, com isso, restará explícito o direito creditório que a empresa possui. A DRJ/POA2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o direito creditório pleiteado. O Acórdão no 1023.459, de 16 de dezembro de 2009, fls. 30 e 31, teve emente vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO FALTA DE LIQUIDEZ E CERTEZA INDEFERIMENTO. Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação do contribuinte comprovar suas alegações, nos termos do art.333, inciso II do Código de Processo Civil. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.905123/200959 Acórdão n.º 380301.131 S3TE03 Fl. 65 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/POA2a Turma. O arrazoado de fls. 36 a 47, em sede de preliminar, argui a nulidade da decisão recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos arts. 2° e 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999. No mérito, sinteticamente, pede reforma, alegando que: a) a instituição fazendária tem o dever de intimar a recorrente para apresentar os documentos contábeis e fiscais para comprovar o erro ocasionado no preenchimento da DCTF, sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade; b) conforme entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, a cópia autenticada do DARF é suficiente para comprovação do recolhimento indevido de tributo; c) o pagamento indevido decorreu do equívoco decorrente da apuração do valor devido a título de PIS, na competência de dez/2002; d) apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus argumentos para que seja possível sanar o erro cometido. Conclui, pedindo anulação do acórdão ora recorrido e, alternativa e sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a existência do DARF legitimador do direito creditório. Requer, por derradeiro, sejam, todas as intimações e comunicações do presente procedimento administrativo, inclusive para fins de sustentação oral, realizadas sempre em nome dos procuradores signatários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 30 e 31 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA2ª Turma nº 1023.459, de 16 de dezembro de 2009. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Fl. 89DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Preliminar de nulidade da decisão recorrida O recorrente infirma a decisão de piso sob o argumento de que apresentou novo fundamento para o indeferimento do pleito, em infração ao art. 50 da Lei nº 9.784, de 1999. O argumento recursal é o de que, enquanto o Despacho Decisório no 825065242 considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do DARF teria sido utilizado para quitar débito do contribuinte, a decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade sob o fundamento de que a ora recorrente deveria comprovar, por meio de documentos contábeis e fiscais que houve erro no preenchimento da DCTF. A argüição de nulidade não prosperará simplesmente porque inexistiu a alegada inovação. Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição e para a nãohomologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no 1449941291 na extinção de débitos do próprio contribuinte. Tratandose de julgamento de reclamação formulada pelo requerente, fundada na alegação de erro no preenchimento da Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgoua improcedente porquanto inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para o indeferimento do pleito, visàvis o motivo original, mas, tãosomente, de refutação expressa de argumento brandido na reclamação. Rejeito a preliminar. Mérito – A comprovação do indébito O recorrente está prenhe de razão: constatando que houve equívoco na apuração da base de cálculo de um tributo ou contribuição, o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.: “Ementa: .... I. Demonstrado o pagamento indevido de tributo, em razão de erro– depósito judicial feito por equívoco, mas convertido em renda da União – impõese a restituição (art. 165, II, do CTN). ....” (TRF1ª Região. AC 2000.01.00.0958800/MA. Rel.: Des. Federal Olindo Menezes. 3ª Turma. Decisão: 29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.) “Ementa: .... É clara a autorização normativa à restituição de tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF2ª Região. AC 1999.02.01.0351647/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.) Fl. 90DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.905123/200959 Acórdão n.º 380301.131 S3TE03 Fl. 66 5 “Ementa: .... III. A restituição do tributo recolhido indevidamente encontra arrimo no art. 165, I, do CTN. ....” (TRF5ª Região. AC 2002.05.00.0177105/PE. Rel.: Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria. Decisão: 17/12/02. DJ de 16/04/03, p. 407.) Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu oporse a esse direito. O recorrente, no entanto, articula argumento falacioso, ao pugnar por seu direito à restituição, bradando que o mesmo “.., consoante dispõe o art. 165, inc. I do CTN decorre da ‘cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ...", e não dos valores declarados pelo contribuinte em DIPJ, DCTF...”. Se, de um lado é certo que o DARF informado no PER/Dcomp nº 17952.11201.160605.1.7.047260 comprova um recolhimento, de outro, como bem destacou a decisão recorrida, inexiste nos autos qualquer prova de que o pagamento nº 1449941291 seja indevido. Há tãosomente a alegação do requerente, ora recorrente. Nada mais. E, em sede de prova, nada alegar e alegar, mas não provar o alegado se equivalem (allegare nihil et allegatum non probare paria sunt). A esse propósito, reportome à Lei nº 9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC), já referido pela decisão recorrida. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça também corrobora esse entendimento: Allegare nihil et allegatum non probare paria sunt — nada alegar e não provar o alegado, são coisas iguais.(HABEAS CORPUS Nº 1.1710 — RJ, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 4, (39): 211276, novembro 1992, p. 217) Alegar e não provar significa, juridicamente, não dizer nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 83 — PR, R. Sup. Trib. Just., Brasília, a. 7, (66): 93116, fevereiro 1995. 99) RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL DE CONTAS – ATOS ADMINISTRATIVOS NÃO COMPROVADOS – ART. 333, INCISO II, DO CPC – PAGAMENTO DOS PROVENTOS DE NOVEMBRO/96 E DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DAQUELE MESMO ANO – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULAS 269 E 271 DA SUPREMA CORTE – 1. O ônus da prova incumbe ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a professora havia sido notificada da suspensão de sua aposentadoria. 2. Não cabe em mandado de segurança para cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e Fl. 91DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ – ROMS 9685 – RS – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇAPRÊMIO – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL – ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Cabe ao contribuinte comprovar a ocorrência de retenção na fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias e à Fazenda Nacional incumbe a prova de eventual compensação do imposto de renda retido na fonte no ajuste anual da declaração de rendimentos. Recurso provido. (STJ – REsp 229118 – DF – 1ª T. – Rel. Min. Garcia Vieira – DJU 07.02.2000 – p. 132) PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO – EXECUÇÃO FISCAL – EMBARGOS DO DEVEDOR – NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO – IMPRESCINDIBILIDADE – ÔNUS DA PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte do imposto devido. 2. Incumbe ao embargado, réu no processo incidente de embargos à execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II). 3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 – (1999/00996607) – SP – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IRPF – REPETIÇÃO DE INDÉBITO – VERBAS INDENIZATÓRIAS – RETENÇÃO NA FONTE – ÔNUS DA PROVA – VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL CONFIGURADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do seu direito; ao réu competia a prova de eventual compensação na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto de renda retido na fonte, fato extintivo, impeditivo ou modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ – Recurso especial conhecido pela letra a e provido. (STJ – RESP 232729 – DF – 2ª T. – Rel. Min. Francisco Peçanha Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294) Ao contrário, em face da legislação tributária aplicável, milita contra a alegação do requerente a presunção de que o pagamento nº 1449941291 não lhe confere qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF. O recorrente poderia objetar que, dada sistemática declaratória atual do procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente, retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF no 482, de 21 de dezembro de 2004, então vigente, e o próprio processamento eletrônico do PER/Dcomp nº 17952.11201.160605.1.7.047260 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa do procedimento administrativo fiscal, que ora se desenrola, quando já não mais teria Fl. 92DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.905123/200959 Acórdão n.º 380301.131 S3TE03 Fl. 67 7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008. O recorrente, contudo, não se dignou a fazêlo, talvez esperando que a autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o requerente justamente com a usual dilação temporal do processo administrativo com o propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como permite supor a sua insistência nos requerimentos de suspensão da exigibilidade do débito oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da edição da Medida Provisória no 66, de 2002. Seja como for, tranqüilizese o contribuinte. Caso realmente disponha do direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tem cinco anos, contados da data do pagamento indevido – desde que devidamente comprovada essa circunstância – para buscar seu direito. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern 1 Súmula CARF No. 33 A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11080905123200959 Interessada: CENTRO CLÍNICO GAÚCHO LTDA. Encaminhemse, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.131, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 2 de fevereiro de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 94DF CARF MF Emitido em 25/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 24/02/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10909.001217/98-17
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2002
Ementa: ENQUADRAMENTO EM 'EX' TARIFÁRIO QUE ASSINALA TRIBUTAÇÃO À ALÍQUOTA ZERO - IMPOSSIBILIDADE FACE À CONTUDENTE PROVA PERICIAL EM SENTIDO CONTRÁRIO, CONTRA A QUAL NÃO SE INSURGIU O CONTRIBUINTE.
Questôes técnicas devem ser dirimidas com o auxílio de Laudo Parcial. Se o contribuinte, intimado a se manifestar, permanece inerte, o processo deve ser julgado com base nos elementos constantes nos autos.
RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO.
Numero da decisão: 303-30.376
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200208
ementa_s : ENQUADRAMENTO EM 'EX' TARIFÁRIO QUE ASSINALA TRIBUTAÇÃO À ALÍQUOTA ZERO - IMPOSSIBILIDADE FACE À CONTUDENTE PROVA PERICIAL EM SENTIDO CONTRÁRIO, CONTRA A QUAL NÃO SE INSURGIU O CONTRIBUINTE. Questôes técnicas devem ser dirimidas com o auxílio de Laudo Parcial. Se o contribuinte, intimado a se manifestar, permanece inerte, o processo deve ser julgado com base nos elementos constantes nos autos. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 10909.001217/98-17
anomes_publicacao_s : 200208
conteudo_id_s : 4271777
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 04 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-30.376
nome_arquivo_s : 30330376_120141_109090012179817_013.PDF
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : NILTON LUIZ BARTOLI
nome_arquivo_pdf_s : 109090012179817_4271777.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2002
id : 4685383
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812018139136
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T17:26:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T17:26:10Z; Last-Modified: 2009-08-10T17:26:11Z; dcterms:modified: 2009-08-10T17:26:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T17:26:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T17:26:11Z; meta:save-date: 2009-08-10T17:26:11Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T17:26:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T17:26:10Z; created: 2009-08-10T17:26:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; Creation-Date: 2009-08-10T17:26:10Z; pdf:charsPerPage: 1238; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T17:26:10Z | Conteúdo => • 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10909.001217/98-17 SESSÃO DE : 20 de agosto de 2002 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 RECURSO N° : 120.141 RECORRENTE : CANGURU EMBALAGENS CRICIÚMA LTDA. RECORRIDA : DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC ENQUADRAMENTO EM "EX" TARIFÁRIO QUE ASSINALA TRIBUTAÇÃO À ALÍQUOTA ZERO - IMPOSSIBILIDADE FACE À CONTUNDENTE PROVA PERICIAL EM SENTIDO CONTRÁRIO, CONTRA A QUAL NÃO SE INSURGIU O CONTRIBUINTE. Questões técnicas devem ser dirimidas com o auxílio de Laudo Pericial. Se o contribuinte, intimado a se manifestar, permanece inerte, o processo deve ser julgado com base nos elementos constantes nos autos. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. • Brasília-DF, em 20 de agosto de 2002 • JOÃO O ANDA COSTA 1 9 SEI 200aPresid te N220N BAR LI R ator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS e HÉLIO GIL GRACINDO. ) MInnin MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 RECORRENTE : CANGURU EMBALAGENS CRICIÚMA LTDA. RECORRIDA : DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC RELATOR(A) : NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO O presente processo já esteve em análise por esta Eg. Câmara, quando resolveu-se por converter o julgamento em diligência, oportunidade em que fui o conselheiro designado e elaborei Relatório e Voto do mesmo. Desta feita, adoto o Relatório de fls. 141/146, o qual passo agora a transcrever: "A empresa acima qualificada teve contra si lavrado Auto de Infração, por ter entendido a fiscalização ter sido a mercadoria importada classificada erroneamente conforme consta da Declaração de Importação n° 97/1211881-9/0001, sendo-lhe portanto exigido o montante de R$ 680.980,61, a título de Imposto de Importação, multas e juros de mora. Segundo a declaração da Recorrente, a correta classificação seria 8477.20.90, com enquadramento no destaque tarifário " EX" 010 da Portaria MF 279/66 onde a alíquota do Imposto de Importação é de 0%. 1111 Ocorre que, de acordo com a fiscalização e laudos solicitados para averiguar a lide, foi concluído que, "em verdade trata-se de uma linha de produção de filmes plásticos incluindo outros equipamentos além da extrusora. A extrusora não é do tipo planetária". Diferentemente do alegado pela recorrente, que sustenta ser a máquina extrusora planetária para termoplástico, com dois ou mais estágios com capacidade de produção 600 a 650 KG/h, com controle de espessura computadorizado. Para dirimir tal conflito, foram solicitados dois laudos diferentes e laudos complementares que trouxeram em seu bojo detalhamento das características da máquina e fotos ilustrativas. Após solicitar maiores esclarecimentos aos Peritos nomeados, a fim de examinar a alegação da contribuinte de que o elemento 2 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 descrito no catálogo Traversanip Oscilating Hauloff (fls. 54) corresponderia a um sistema planetário, a Fiscalização concluiu: "Na realidade, trata-se o dispositivo em voga de um outro componente da linha funcional, distinto da extrusora, que tem função de puxar e uniformizar o filme plástico. Não possui, portanto, esse equipamento, qualquer relação com o atributo que caracteriza uma extrusora planetária - como demonstrado, a existência de fusos periféricos circundando o fuso central - uma vez que tal equipamento, sequer, é parte da extrusora. " (conforme o original -fls. 09). Interpretou a fiscalização, que tanto a declaração apresentada pelo importador como a fatura comercial não classificaram corretamente a mercadoria incorrendo portanto na infração penalizada com a multa prevista no art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96. Intimada, a recorrente apresentou sua impugnação de fls. 64/73 em 02/09/98 alegando fundamentalmente que: 1. o equipamento importado é uma máquina extrusora planetária para termoplástico e contém um sistema planetário, tal como descrito no catálogo; II. a grande dúvida a dirimir está no fato de que, se for considerada a importação de uma extrusora, esta não será planetária e se for considerada como uma linha ou conjunto, então é planetária, posto um de seus • elementos conter tal característica; III. ressalta-se que o Fisco adotou a primeira interpretação e diante desta ambigüidade é que foi exigido da Recorrente multas e imposto de forma indevida; IV. no que tange a classificação propriamente dita, esta deve ser norteada pelas regras inscritas no artigo 100 e parágrafo único do Regulamento Aduaneiro, das Regras Gerais e das Regras Gerais Complementares e, subsidiariamente, pelas Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NENCCA) o que não foi sequer citado pela fiscalização para classificar 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 a matéria, logo a classificação fiscal feita no código 8477.20.90 ao não ser questionada reconhece o acerto de tal posição; V. tal descrição não abrange apenas as extrusoras, mas o conjunto de máquinas ou linhas integradas onde venham estas a exercer função principal conforme disposto nas notas 3 e 4 da Seção XVI do Sistema Harmonizado; VI. outro aspecto relevante, é o fato de a mercadoria, ao ser apresentada para despacho, conter todos os ANIL elementos necessários à sua identificação, bem como o enquadramento tarifário 8477.20.90, que foi aceito pelo Fisco, não podendo atribuir-se à Recorrente a declaração indevida ou inexata; VII. ademais, o engenheiro certificante, o Sr. Humberto Fajardo Nunes da Silva concluiu pelo mesmo entendimento do DECEX/GEROP em seu oficio n° 97/535 e, não existindo similar nacional (requisito essencial para concessão do destaque " ex") e sendo o DECEX o órgão competente para habilitar a concessão do " ex" tal atestado emitido, já configura uma expectativa de direito e improcede a aplicação do disposto no artigo 111, do Código Tributário Nacional; 110 VIII. por fim, ao tratar da matéria sobre declaração indevida (art. 524 do Regulamento Aduaneiro) ou inexata (art. 44, da Lei n° 9.430/96) o AFTN faz uma confusão, pois não se trata de indicação incorreta de código e sim de dúvidas quanto a mercadoria enquadrar-se no destaque " ex" 010 ou 004 da Portaria do Ministério da Fazenda 279/96 e mais o Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 10/97, suprime qualquer enfoque punitivo, desde que o produto se apresente com os elementos necessários a sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado e não haja o intuito de fraude do declarante; 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 • ACÓRDÃO N° : 303-30.376 IX. pelo exposto, requer a insubsistência do Auto de Infração e que seja, mantido o entendimento do laudo onde a mercadoria se enquadraria no " ex" 004 fazendo jus ao mesmo nível de tarifação pleiteado. Tendo a Recorrente realizado o depósito administrativo do crédito tributário exigido, foi realizado o desembaraço aduaneiro, em 03/09/98, conforme Portaria do Ministério da Fazenda n° 389/76. Encaminhando a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis, a autoridade julgadora singular considerou o lançamento procedente com a seguinte ementa: 4111 'IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. AUTO DE INFRAÇÃO. Ano 1998. DESTAQUE TARIFÁRIO "EX". O “EX" é um destaque tarifário criado para diferenciar mercadorias classificáveis dentro de um mesmo código da NCM/SH, e por esse motivo, especifica singularmente a mercadoria. Tendo o "EX" a finalidade de conceder redução da alíquota do imposto de importação para bens de capital sem produção nacional, diferenças na característica da mercadoria apresentada a despacho aduaneiro, ainda que pequenas, impossibilitam o seu enquadramento no " EX" que especifica a mercadoria a ser importada com amparo em determinado " EX" . A mercadoria a ser importada deve ser exatamente aquela objeto 111 da concessão, com todas as suas características, nem mais nem menos. LANÇAMENTO PROCEDENTE.' Eis os principais tópicos da decisão, após detalhado relatório do julgador: I. a mercadoria importada, para a qual pretende-se o enquadramento em determinado " Ex" , deve ser exatamente - absolutamente - aquela objeto da concessão, com todas as suas características, nem mais nem menos. "Por essa razão, entende-se ser absolutamente irrelevante ou até mesmo inócuo a trazida, em feitos da natureza, de questionamentos: a) a respeito da competência para a apreciação do pedido de _ _ _ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 "Ex" ; b) relativos à política econômica que conduz à concessão de "Ex" tarifário (conforme o original - fls. 118); II. o equipamento importado, mercê das descrições havidas nos laudos dos Técnicos credenciados junto à rRF em Rajá, SC, e conforme consignado pela própria interessada ao formalizar a declaração de importação não é a mesma constante do "Ex" 010 do código NCM/SH de que trata a Portaria MF n° 279/96. "Tem- se suficientes provas de que a mercadoria importada e 0110 apresentada a despacho aduaneiro com base na declaração de importação n° 97/121188-9, registrada em 26/12/1997, não tem a característica de ser planetdria". (conforme o original - fls. 120); 111. a mercadoria não pode ser enquadrada no "Ex" 004 do código 8477.20.90, por ser formulação de iniciativa da interessada, quando da formalização do despacho aduaneiro e porque trouxe especificação de mercadoria que não aquela objeto da importação promovida por ela; IV. reconheceu o julgador ser incabível no caso do destaque tarifário a aplicação do mandamento disposto no artigo 111 do Código Tributário Nacional. "Consideradas, no entanto, todas as circunstâncias que • envolveram o procedimento fiscal, a referência feita relativamente ao dispositivo em questão como sendo alicerce para sustentar a exigência imposta, ao ser repelida, por imprópria, não é razão para expor o procedimento à insubsistência". (conforme o original - fls. 120); V. entendeu como não relevante o fato de "autoridade autuante haver confundido declaração indevida com declaração inexata, haja vista que a denominação equivocada de uma situação fdtica, não invalida a exigência imposta, desde que essa situação esteja corretamente descrita e haja a demonstração de sua subsunção à norma tipificadora da infração, com o devido enquadramento legal e à aplicação da 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 penalidade correspondente." (conforme o original - fls. 120); VI. entendeu não ser aplicável o Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 10/97, posto que a interessada não descreveu corretamente a mercadoria quando da formalização da correspondente declaração de importação. Intimada da decisão de Primeira Instância de fls. 113/121 em 22/03/99, a recorrente apresentou tempestivamente em 19/04/99, Recurso Voluntário a este Egrégio Conselho, colacionando os mesmos argumentos já apresentados na peça impugnatória, ressaltando em especial que: 1. a decisão refutou nominalmente o princípio da interpretação literal, mas entendeu não ser suficiente para expor o procedimento à insubsistência; aponta o que entende ser contraditório, pois, segundo alega, o julgador, apesar de reconhecer não ser o caso de adotar a literalidade interpretativa, aplica-a em suas razões; III. assevera que o "Ex" visa à importação de bens sem similar nacional, sem implicar em redução de direitos, mas de estabelecer, no mundo das • obrigações, um imposto integral equivalente a 0% (zero por cento) a incidir sobre a importação daquela espécie de bens. Afirma que o julgado recusou a interpretação econômica, considerando-a dispensável; IV. entende que "não há como dissociar a causa (política econômica) ao efeito (destaque tarifário). O imposto de importação, convenha-se, tem exatamente um cunho extrafiscal porque atende imperativos e política econômica, não se esgotando no efeito puramente arrecadador" (conforme o original - fls. 130); V. eventual discrepância no enquadramento da mercadoria, deveria merecer a aplicação do artigo 112, do CTN; 7 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 • ACÓRDÃO N° : 303-30.376 VI. enfatiza não haver erro de classificação, posto que o Fisco não questionou o código declarado. Finaliza seu recurso requerendo a total improcedência do Auto de Infração, com a conseqüente restituição dos valores que depositou à guisa de garantia." Em atendimento a diligência proveniente da Resolução 303-778, foram apresentados Esclarecimentos Técnicos, por parte dos peritos, em resposta aos quesitos formulados para a diligência, cujos resultados seguem: Quesito 1 Fosse a mercadoria descrita como "linha de fabricação para filmes plásticos no processo blown fim constituída por uma extrusora para termoplástico, com dois estágios, produção superior a 600kg/h, tipo monofuso" , possuiria ela os atributos de uma "extrusora de rosca dupla co-rotativa para trabalhar plástico"? Resposta Eng. Carlos Frederico da Cunha Teixeira - Negativo. Sendo a extrusora da linha de fabricação para filmes plásticos acima descrita do tipo monofuso, isto é, com apenas uma rosca, por conceito fica excluída a possibilidade dela possuir os atributos construtivos de uma extrusora de rosca dupla co-rotativa para trabalhar plásticos. Resposta Eng. Humberto Fajardo Nunes da Silva - Não, fosse a mercadoria descrita como "linha de fabricação para filmes plásticos no processo blown fim constituída por uma extrusora para termoplástico, com dois estágios, produção de 600 kg/h, tipo monofuso" , ela não possuiria os atributos de uma • " extrusora de rosca dupla co-rotativa para trabalhar plástico. Quesito 2 O que diferencia uma extrusora de rosca dupla co-rotativa dos demais tipos de extrusora? Resposta Eng. Carlos Frederico da Cunha Teixeira - A característica construtiva essencial de uma extrusora de rosca dupla co-rotativa é a existência de duas roscas (parafusos) dispostas lado a lado cujos lobos se intercalam e cuja rotação é sincronizada. No aspecto operacional/produtivo a extrusora de rosca dupla é menos sensível a variações das formulações do termoplástico mas é dotadas de menor capacidade de produção do que uma extrusora de uma rosca só, do mesmo tamanho. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 Resposta Eng. Humberto Fajardo Nunes da Silva - O que diferencia uma extrusora de rosca dupla co-rotativa dos demais tipos e extrusora é o fato de um extrusora de rosca dupla co-rotativa possuir 02 (duas) roscas que giram no mesmo sentido dentro do canhão enquanto as outras extrusoras possuem: no caso das monofuso ou mono-rosca apenas uma rosca dentro do canhão; no caso de uma extrusora de rosca dupla contra- rolativa, 02 (duas) roscas que giram em sentidos contrários dentro do canhão; e no caso de extrusoras multi-fuso duas ou mais roscas dentro do canhão. Quesito 3 Uma extrusora de rosca dupla pode ser do tipo monofuso? Resposta Eng. Carlos Frederico da Cunha Teixeira - Negativo. Entende-se como extrusora do tipo monofuso aquela que possui apenas uma rosca o que conceitualmente a diferencia de uma extrusora de rosca dupla, a qual possui duas roscas. Resposta Eng. Humberto Fajardo Nunes da Silva - Não, pelas razões já expostas na resposta ao Quesito 2, acima uma extrusora de rosca dupla possui duas roscas dentro do canhão e portanto não pode ser uma extrusora do tipo monofuso que possui apenas uma rosca ou fuso dentro do canhão. • Quesito 4 Existindo, dentre as partes do equipamento importado, uma extnisora de rosca dupla co-rotativa, pode-se afirmar que seja a função principal do conjunto a mesma que a da extrusora? Resposta Eng. Carlos Frederico da Cunha Teixeira - Afirmativo. A função principal deste conjunto é produzir filme plástico por processo de extrusão (denominado Blown Film) onde o composto termolástico, na forma de granulado ou pó, após ser plastificado/fundido pela energia mecânica gerada pela rotação da rosca e pelas resistências de aquecimento ao longo do cilindro, é conformado em uma matriz de extrusão especial com um mandril cilíndrico vertical por onde se injeta ar e um anel de ar (Polycool®800 Autoprofile) que sopra, refrigera e estabiliza o filme plástico na saída da matriz. O material extrudado, passando ao redor do mandril, é expandido pelo ar injetado por este, assumindo a 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 forma de um balão tubular na posição vertical. Na seqüência, dispositivos mecânicos com cilindros rotativos tracionam para cima o filme tubular, desfazem o balão tubular tornando-o plano e chato (Traversanip®Oscillating Hauloff) para permitir seu acondicionamento em bobinas por enrolamento no bobinador (Winder Serie 1000). O processo é controlado por um sistema de controle de processo integrado (Extrol 600). Resposta Eng. Humberto Fajardo Nunes da Silva - Prejudicado em função da resposta ao Quesito 3. A Recorrente foi devidamente intimada quanto ao conteúdo do resultado da diligência, conforme comprova o AR de fls. 165, contudo, não manifestou-se a respeito, dentro do prazo permitido. É o relatório. zo • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 VOTO De início, reporto-me à Resolução n° 303-778, especialmente às fls. 147/148 dos presentes autos e, sem mais delongas, reitero sua fundamentação. O ponto controverso na presente lide fiscal é o enquadramento do produto importado e descrito na GI, em algum dos "EX" tarifários (n° 04 ou n° 10) instituídos pela Portaria MF n° 279/96. Em observância ao princípio da Verdade Material converti o julgamento em diligência, no que fui acompanhado por todos os meus pares, determinando que Profissionais Técnicos, os quais, pelos Laudos de fls. 08/60 confrontaram o produto importado com a descrição trazida pelo EX 010, o fizessem também à luz das disposições do EX 04 da posição 8477.20.90, garantindo à Recorrente o direito de se manifestar e exercer com plenitude seus direitos ao contraditórios e à ampla defesa. Ocorre, entretanto, que intimada a tecer suas considerações sobre as conclusões alcançadas pelo Laudo de Esclarecimento de fls. 154/160, a Recorrente permaneceu inerte, optando pelo silêncio (fl. 167). Desta feita, julgo o presente feito da forma em que se encontra, adotando como elementos de convicção os trazidos aos autos até aqui. A matéria tratada na presente lide não é inédita neste E. Terceiro • Conselho, vide Acórdão n° 301-28748 prolatado à unanimidade de votos pela C. ia Câmara desta Corte, nos autos do processo n° 10314.003127/94-81: "CLASSIFICAÇÃO / "EX"/ &tensores de canais ( ) - Comprovado em Laudo Técnico, que as características da mercadoria importada não coincidem com a descrição no item 001 da Portaria MF n° 541/93. não pode a mesma se beneficiar do "ex" n° 001 (...)."( grifei) No diapasão do entendimento acima, que se encontra em perfeita consonância para com o prescrito no art. 111 do Código Tributário Nacional, entendo, ante as conclusões trazidas pelos Laudos de fls. 08/60 e 154/160, que as pretensões Fazendárias devem prevalecer. 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.141 ACÓRDÃO N° : 303-30.376 Senão vejamos: O E'X 010 trazido pela Portaria MF n° 279/96 refere-se a: "Extrusora planetária para termoplástico, com dois ou mais estágios de produção igual ou superior a 600 Kg/h" Ao falar sobre o produto importado pela Recorrente porém, o Laudo Técnico às fls. 17/18 conclui: "Em verdade, trata-se de uma linha de produção de filmes plásticos incluindo outros equipamentos além da extursora. A • Extursora não é do tipo planetária." Assim, entendo que não merece acolhida a pretensão da Recorrente, uma vez que às evidências os produtos importados diferem do descrito no EX 010 / Portaria MF n° 279/96. Por outro lado, a descrição do EX 004 da Portaria MF n° 279/96 ("linha para fabricação de filmes plásticos no processo "blow film" constituída por uma extrusora para termoplástico, com dois estágios, produção superior a 600 kg/h, tipo monofuso") tampouco corresponde aos produtos importados pela Recorrente, conforme se depreende da leitura dos Laudos de fls. 154/155, os quais, categoricamente, apontam as diferenças existentes entre o produto descrito na norma e o importado pela Recorrente. Ante o exposto, e o que mais nos autos consta, NEGO • PROVIMENTO ao Recurso Voluntário mantendo integralmente o lançamento inicial. Sala das Sessões, em 20 de agosto de 2002 Isji2T----------OATUIZ BA OLI - Relator 12 - .. MINISTÉRIO DA FAZENDA Sve."::),off TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ^," • .), TERCEIRA CÂMARA% . •ei, •• -- w -- Processo n.°: 10909.001217/98-17 Recurso n.° 120.141 . TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 20 do artigo 44 do Regimento • Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador, Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acordão n° 303.30.376 • Brasília-DF, 17, de setembro de 2002 Joã ai/Hn 1 ÉVLa Costa Pr idente da Terceira Câmara , ICiente em: IC\ ' 1°Pf ' 2c-D?.____ , ili / \... -A1 )̀DLI- Fe- 1K 6\)'.-6V\ • PVN 0 ç .
score : 1.0
Numero do processo: 10380.004839/2002-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/05/1997, 30/06/1997, 31/07/1997, 31/08/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. INOVAÇÃO DOS ARGUMENTOS EM
SEDE DE RECURSO VOLUNTÁRIO.
A inovação dos argumentos de defesa em sede de recurso impede a sua apreciação por afronta ao princípio do contraditório, dado que a matéria não fora apreciada na primeira instância administrativa.
ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito, devendo prevalecer a informação obtida nos sistemas internos do órgão fazendário que serviu de fundamento ao lançamento de ofício, dado inexistir qualquer outro elemento de prova em sentido contrário.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 31/05/1997, 30/06/1997, 31/07/1997, 31/08/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF.
COMPENSAÇÃO NÃO CONFIRMADA.
Nos termos do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, vigente à época do lançamento de ofício, as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada deveriam ser objeto de lançamento de ofício.
Numero da decisão: 3803-001.289
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/05/1997, 30/06/1997, 31/07/1997, 31/08/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. INOVAÇÃO DOS ARGUMENTOS EM SEDE DE RECURSO VOLUNTÁRIO. A inovação dos argumentos de defesa em sede de recurso impede a sua apreciação por afronta ao princípio do contraditório, dado que a matéria não fora apreciada na primeira instância administrativa. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito, devendo prevalecer a informação obtida nos sistemas internos do órgão fazendário que serviu de fundamento ao lançamento de ofício, dado inexistir qualquer outro elemento de prova em sentido contrário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/05/1997, 30/06/1997, 31/07/1997, 31/08/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. COMPENSAÇÃO NÃO CONFIRMADA. Nos termos do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, vigente à época do lançamento de ofício, as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada deveriam ser objeto de lançamento de ofício.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10380.004839/2002-13
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4667979
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-001.289
nome_arquivo_s : 380301289_10380004839200213_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10380004839200213_4667979.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4816019
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:41 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812041207808
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1843; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 96 1 95 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.004839/200213 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 380301.289 – 3ª Turma Especial Sessão de 01 de março de 2011 Matéria PIS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente NOVATERRA DIESEL VEÍCULOS PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/05/1997, 30/06/1997, 31/07/1997, 31/08/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. INOVAÇÃO DOS ARGUMENTOS EM SEDE DE RECURSO VOLUNTÁRIO. A inovação dos argumentos de defesa em sede de recurso impede a sua apreciação por afronta ao princípio do contraditório, dado que a matéria não fora apreciada na primeira instância administrativa. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o fato modificativo, extintivo ou impeditivo do direito, devendo prevalecer a informação obtida nos sistemas internos do órgão fazendário que serviu de fundamento ao lançamento de ofício, dado inexistir qualquer outro elemento de prova em sentido contrário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/05/1997, 30/06/1997, 31/07/1997, 31/08/1997, 31/10/1997, 30/11/1997, 31/12/1997 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. COMPENSAÇÃO NÃO CONFIRMADA. Nos termos do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, vigente à época do lançamento de ofício, as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida ou não comprovada deveriam ser objeto de lançamento de ofício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 100DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 05/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente ALEXANDRE KERN Presidente. Assinado digitalmente HÉLCIO LAFETÁ REIS Relator. EDITADO EM: 03/03/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face da decisão da DRJ Fortaleza/CE que julgou parcialmente procedente o auto de infração relativo à Contribuição para o PIS, exonerandose a multa de ofício com base no princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, II, “c”, do Código Tributário Nacional (CTN). O auto de infração fora lavrado em razão da falta de recolhimento ou pagamento do principal (fls. 16 a 24), sendo desconsideradas as compensações declaradas em DCTF em razão do fato de que o processo judicial informado seria de outro CNPJ. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 1 a 15) e requereu a nulidade do auto de infração por vício formal ou, subsidiariamente, a declaração de total improcedência do lançamento de ofício. Alegou o então Impugnante violação aos princípios da cientificação e da legalidade, arguindo não ter sido previamente intimado do início do procedimento fiscal que precedera a lavratura do auto de infração, bem como a falta de assinatura do servidor competente, considerando que a chancela mecânica constante do auto de infração não seria hábil para substituir a assinatura de próprio punho. No mérito, alegou que atuaria como litisconsorte no processo judicial informado na DCTF, o que denotaria a improcedência das razões aduzidas pela Fiscalização. A DRJ Fortaleza/CE julgou o lançamento parcialmente procedente (fls. 29 a 43), afastou as preliminares de nulidade do auto de infração, exonerou a multa de ofício em face do princípio da retroatividade benigna e decidiu pela procedência do lançamento do principal e dos juros de mora, cujo intuito seria a prevenção da decadência. Inconformado com o teor da decisão a quo, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 51 a 56) e requer a declaração de improcedência do auto de infração, alegando, em síntese, o seguinte: Fl. 101DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 05/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10380.004839/200213 Acórdão n.º 380301.289 S3TE03 Fl. 97 3 a) a razão da não comprovação da ação judicial informada na DCTF foi um equívoco ocorrido na digitação do número do processo, em que se omitiram dois dígitos, erro esse passível de retificação a partir de uma simples intimação prévia à lavratura do auto de infração; b) o objeto da demanda judicial seria uma ação cautelar em que se requeria a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários da Cofins e da Contribuição para o PIS até o limite das quantias recolhidas indevidamente da contribuição com base nos DecretosLei nº 2.445 e 2.449/1988; c) no processo administrativo, deve prevalecer o princípio da verdade material, devendo o agente fiscal diligenciar no sentido de obter a verdade dos fatos controvertidos, uma vez que, no presente caso, o processo judicial efetivamente existia; d) a autoridade julgadora fiscal modificou o motivo da autuação, considerando devido o lançamento para assegurar o direito da Fazenda Nacional a proceder à cobrança da contribuição no caso de decisão judicial final desfavorável ao contribuinte ou da insuficiência do direito creditório para quitar todos os débitos compensados; e) inaplicabilidade do disposto no art. 170A do CTN (exigência de decisão judicial definitiva para fins de compensação) por não se encontrar vigente à época dos fatos geradores; f) incorreto procedimento da DRJ em deixar de analisar o mérito da compensação por entender que a matéria já se encontraria sob o crivo do Poder Judiciário; g) logrouse vitorioso na ação judicial nº 97.00139123 que lhe garantiu o direito à compensação declarada, motivo esse que ensejaria a extinção de pronto do auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, tratase de controvérsia relativa à lavratura do auto de infração da Contribuição para o PIS em razão da falta de recolhimento, cujo débito fora declarado em DCTF como compensado com base em ação judicial cujo processo indicado pertenceria a outro CNPJ. De início, devese ressaltar que o contribuinte inova em seus argumentos de defesa em sede de recurso voluntário, substituindo parte dos fundamentos apresentados na Impugnação por novos, sem que tenha havido alteração no substrato de sua defesa. Vejamos. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 05/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 4 Enquanto que na Impugnação alegara vício formal em face da violação dos princípios da cientificação e da legalidade, no Recurso Voluntário passa a arguir ofensa ao princípio da verdade material. Na impugnação, sustentara que o processo judicial informado na DCTF decorreria de ação em que atuara como litisconsorte; em grau de recurso passa a alegar que o número do processo fora digitado com a supressão de dois dígitos, o que teria acarretado a sua não identificação pelo Fisco. Dada a inovação dos argumentos de defesa, tais questões não serão ora apreciadas, tendo em vista que não foram submetidas ao crivo do contraditório na fase de impugnação. Passase à análise dos demais argumentos do recurso. Quanto à alegação de trânsito em julgado da ação judicial com provimento favorável ao contribuinte, devese ressaltar que este trouxe aos autos tão somente cópia da sentença da 7ª Vara da Justiça Federal do Ceará e informações relativas ao trâmite do processo, bem como de sua baixa, não havendo qualquer notícia quanto ao conteúdo de uma eventual decisão final, o que prejudica sua defesa nesse quesito. Em relação à fundamentação do lançamento de ofício, uma vez não confirmada a existência do crédito líquido e certo para amparar a compensação declarada na DCTF, conforme exige o art. 170 do CTN, temse por escorreito o procedimento fiscal, precipuamente se se considerar que, à época da autuação, vigia a redação do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, que determinava o lançamento de ofício de divergências apuradas em decorrência de compensação declarada de forma indevida ou não comprovada. O fato de a autoridade administrativa julgadora de primeira instância ter feito referência ao lançamento de ofício para prevenir a decadência, temse que, no voto do relator unanimemente aprovado, este fundamentou a exclusão da multa de ofício no princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, II, “c”, do CTN, dada a modificação do alcance do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, operada pelo art. 18 da Lei nº 10.833/2003, com redação dada pela Lei nº 11.051/2004, em razão do que se restringiu a aplicação da penalidade nos casos ali especificados, dentre os quais não se incluía o presente. Por fim, temse que a decisão da autoridade de piso de não apreciar o mérito da compensação por concomitância da discussão nas esferas judicial e administrativa, esta não se mostra desarrazoada, pois o próprio contribuinte alegara em sua impugnação que se encontrava discutindo a matéria em medida judicial, não tendo trazido aos autos, apesar de alegar diferentemente, qualquer dado que demonstrasse o conteúdo da controvéria levada à apreciação do Poder Judiciário, o que veio a ocorrer somente em sede de recurso voluntário, em total afronta ao art. 16, caput, e § 4º, do Decreto nº 70.235/1972 – Processo Administrativo Fiscal – que preceitua que a prova será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, salvo as exceções elencadas, nenhuma delas aplicável ao presente caso. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, decidindo por manter o lançamento de ofício, dado que devidamente fundamentado. É como voto. Assinado digitalmente Fl. 103DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 05/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10380.004839/200213 Acórdão n.º 380301.289 S3TE03 Fl. 98 5 Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 104DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 05/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10380.004839/200213 Interessada: NOVATERRA DIESEL VEÍCULOS PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.289, de 01 de março de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 01 de março de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 105DF CARF MF Emitido em 15/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS Assinado digitalmente em 05/03/2011 por ALEXANDRE KERN, 03/03/2011 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10166.902268/2008-12
Data da sessão: Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ASSUNTO:
CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS /PASEP
Data do fato gerador: 24/04/2008
AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO EFETUADO A MAIOR.
O julgador deve buscar analisar as razões e provas apresentadas pelo impugnante, em confronto com as documentações e fatos (comprovados) que serviram de base ao lançamento.
A contribuinte não logrou trazer aos Autos material probatório que comprovasse as alegações feitas, o que permitiria a este colegiado formar convicção sobre as mesmas alegações.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.942
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Os conselheiros Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin votaram pelas conclusões
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201010
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS /PASEP Data do fato gerador: 24/04/2008 AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO EFETUADO A MAIOR. O julgador deve buscar analisar as razões e provas apresentadas pelo impugnante, em confronto com as documentações e fatos (comprovados) que serviram de base ao lançamento. A contribuinte não logrou trazer aos Autos material probatório que comprovasse as alegações feitas, o que permitiria a este colegiado formar convicção sobre as mesmas alegações. Recurso Voluntário Negado.
numero_processo_s : 10166.902268/2008-12
conteudo_id_s : 6680796
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 11 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.942
nome_arquivo_s : Decisao_10166902268200812.pdf
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10166902268200812_6680796.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Os conselheiros Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin votaram pelas conclusões
dt_sessao_tdt : Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2010
id : 9538092
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812050644992
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-07-23T19:53:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: CNC Capture; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; pdfa:PDFVersion: A-1b; dc:creator: CNC Solution; dcterms:created: 2013-07-23T19:53:07Z; Last-Modified: 2013-07-23T19:53:07Z; dcterms:modified: 2013-07-23T19:53:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:30a96f24-94cc-4d50-a182-52bc703d34b7; Last-Save-Date: 2013-07-23T19:53:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC Capture; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-07-23T19:53:07Z; meta:save-date: 2013-07-23T19:53:07Z; pdf:encrypted: true; modified: 2013-07-23T19:53:07Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solution; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solution; pdfaid:conformance: B; meta:author: CNC Solution; meta:creation-date: 2013-07-23T19:53:07Z; created: 2013-07-23T19:53:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-07-23T19:53:07Z; pdf:charsPerPage: 305; access_permission:extract_content: true; pdfaid:part: 1; access_permission:can_print: true; Author: CNC Solution; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2013-07-23T19:53:07Z | Conteúdo => Fl. 439DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12296.GU5Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Fl. 440DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12296.GU5Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Fl. 441DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12296.GU5Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Fl. 442DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12296.GU5Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Fl. 443DF CARF MF Cópia autenticada administrativamente Documento de 5 página(s) autenticado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP05.0420.12296.GU5Q. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento autenticado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Corresponde à fé pública do servidor, referente à igualdade entre as imagens digitalizadas e os respectivos documentos ORIGINAIS. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por LEVI ANTONIO DA SILVA em 24/07/2013 11:05:07. Documento autenticado digitalmente por LEVI ANTONIO DA SILVA em 24/07/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 05/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP05.0420.12296.GU5Q Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E26D33F02AA3A0E423F9E344F559EF30B157DE1C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10166.902268/2008-12. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 10831.000415/92-91
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 22 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Thu Sep 22 00:00:00 UTC 1994
Ementa: Verificado, através de análise laboratorial, que a mercadoria
importada diverge da licenciada pela Guia de Importação, aplicável a multa do art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro.
Recurso não provido.
Numero da decisão: 303-28.023
Decisão: ACORDAM, os Membros da Terceira Câmara, do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Cons. Francisco Ritta Bernardino (que dava provimento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199409
ementa_s : Verificado, através de análise laboratorial, que a mercadoria importada diverge da licenciada pela Guia de Importação, aplicável a multa do art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro. Recurso não provido.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 22 00:00:00 UTC 1994
numero_processo_s : 10831.000415/92-91
anomes_publicacao_s : 199409
conteudo_id_s : 4458400
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-28.023
nome_arquivo_s : 30328023_115121_108310004159291_005.PDF
ano_publicacao_s : 1994
nome_relator_s : SANDRA MARIA FARONI
nome_arquivo_pdf_s : 108310004159291_4458400.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM, os Membros da Terceira Câmara, do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Cons. Francisco Ritta Bernardino (que dava provimento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 22 00:00:00 UTC 1994
id : 4823967
ano_sessao_s : 1994
atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:42 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1748648812067422208
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-16T20:44:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-16T20:44:31Z; Last-Modified: 2010-01-16T20:44:31Z; dcterms:modified: 2010-01-16T20:44:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-16T20:44:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-16T20:44:31Z; meta:save-date: 2010-01-16T20:44:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-16T20:44:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-16T20:44:31Z; created: 2010-01-16T20:44:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-16T20:44:31Z; pdf:charsPerPage: 1231; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-16T20:44:31Z | Conteúdo => ( -. n.td,..4.•c:k - V4 MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CON CAN-11-(A TRIBUINTES TERCEIRA RC 10831-000415/92.91 PROCESSO N9 22 SETEMBRO 4 • 303-28.023 Sessão de de I.99_ ACORDA° N° •115.121 Recurso ne.: Recorrente: CARBORUNDUM DO BRASIL LTDA 1 Recorrid IRF - VIRACOPOS - SP Verificado, através de análise laboratorial, que a mercadoria importada diverge da licenciada pela Guia de Importação, aplicável a multa do art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro. Recurso não provido. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM, os Membros da Terceira Cãmara, do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Cons. Francisco Ritta Bernardino (que dava provimento), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF/ 2 de setembro de 1994 JO • m / IANDA COSTA - PRESIDENTE - Â ). gc="1 SANDRA MARIA FAROi I - RELATORA ('-...r CARLOS M. E RA - PROCURADOR DA FAZ. NAC. VISTO EM 3 MAI 199 Participaram, ainda, do Jesente julgamento os seguintes Conselhei- ros: DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA, CRISTOVAM COLOMBO SOARES DAN- TAS, ROMEU BUENO DE CAMARGO, SERGIO SILVEIRA MELO. MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES e ZORILDA LEAL SCHALL (suplente). 1 1 ,.,.. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CAMARA RECURSO N. 115.121 - ACORDA° N. 303-28.023 RECORRENTE : CARBORUNDUM DO BRASIL LTDA RECORRIDA : IRF - VIRACOPOS -.SP RELATORA : SANDRA MARIA FARONI RELATORIO A empresa acima identificada foi autuada por haver importado mercadoria do exterior ao desamparo de guia de im- portação, sendo-lhe aplicada a multa prevista no art. 526, inc. II do Regulamento Aduaneiro (Dec. 91.030/85). A infra- ção foi verificada a partir do laudo de análise da amostra da mercadoria importada, que conclui tratar-se o produto de "uma obra obtida a partir da aglomeração de lã de silicato de alumínio (lã mineral), na forma de folha com espessura de lmm", enquanto a Guia obtida autorizava a importação de ma- terial à base de lã de rocha - papel de fibra de óxido de alumínio eletrafundido tipo 9703' e 970F. Afirmou, ainda, o laudo de análise que "a mercadoria analisada não se trata de ,fibra de óxido de alumínio". Em sua impugnação, a empresa alega, em resumo, que: - Não importou mercadoria sem Guia, mas obe- deceu a todos os ditamos legais; - Classificou a mercadoria como sendo lã de rocha e o laudo entendeu tratar-se de lã mineral, já que continha 45,44 de silício, afirmando que a denomino comercial corre- ta do produto seria em fibra de silicato de alumínio e não em fibra de óxido de alumí- nio; - Tanto a fibra de óxido de alumínio (lã de rocha), como a fibra de silicato de alumí- nio (lã mineral), ocupam a mesma posição na TAB (6806.10.0000), não havendo desclassi- ficação de mercadoria nem diferença de tri- butos; - Em nenhum momento afirmou a inexistência de silício, que atua no produto como mero ii- gante, elemento secundário e sem maiores alteraçães na natureza do produto; . - Apenas foi aposta a denominação comercial do produto, qual seja, "Papel de Fibra de Oxido de Alumínio Eletrafundido", já que o Rec. 115.121, Ac. 303-28.023 3 inerente ao produto, ou seja, sem caráter refratário, deve-se à presença do óxido de alumínio eletrofund ido e não à presença do silício. A autoridade singular não acolheu as razões da im- pugnação e manteve a exigência. Fundamentou se, principal- mente, nas conclusbes do laudo de análise e na irrelevância do fato de não haver mudança de código tarifário, pois que o núcleo do litígio se resume na identificação da mercadoria, e não na sua classificação. No recurso apresentado a este Conselho a empresa reeditou as razbes articuladas na impugnação. Apreciado o recurso em sessão de 04 de maio de 1993, resolveram os membros desta Terceira Câmara, nos ter- mos do relatório e voto do Conselheiro Milton de Souza Coe- lho, converter o julgamento em diligência ao LABANA, através da repartição de origem, para que fossem prestados ' os se- guintes esclarecimentos: " 1) Qual a importância dessa divergência en- contrada entre o produto declarado e o importado? 2) Qual a relevância do silício nessa com- posição? E ele mero elemento ligante? 3) Outras informações que entender necessá- rias." Retornam, os autos, com a Informação Técnica n. 016/94, prestada pelo LABANA, nos seguintes termos: "Em atendimento à solicitação de informação técnica à folha 97. referente à mercadoria "PAPEL DE FIBRA DE OXIDO DE ALUMINIO ELETRO- FUNDIDO - TIPO 970 j". de interesse da firma em epigrafe, informamos: RESPOSTAS AOS QUESITOS: Pergunta 1) Qual a importância dessa di- vergencia encontrada entre o produto declarado e o inter- nado? Resposta- A mercadoria analisada não é constiturda de Fibras de óxido de alumínio. Segundo as informaçbes técni- cas especificas (fls. 03 a 04), a Fibra Fiberfrax é obti- da a partir da fuso da Alumi- na (Oxido de Alumínio) e Síli- ca (Dióxido de Silício)Pergun- ta 2), e apresenta a seguinte composição química: 4 Rec. 115.121 Ac. 303-28.023 Al203 : 47,17. TiO2 : 0,01% Si02 : 52,27. K20 : 0,017. Fe203 : 0,027. Na20 : 0,257. De acordo com a referência bibliográfica, a mistura binária de Alumínio e Sílica fundida, com teor de Sílica superior a 307. em peso, forma, ao resfriar, Silicato de Alumínio (Mu- lita), deixando de existir a fase Aluminia. Pergunta 2) Qual é a relevãncia do silí- cio nessa composição? E ele mero elemento ligante? Resposta- A Sílica, no teor declarado à folha 03, é um dos componentes na obtenção das Fibras de Lã de Silicato de Alumínio (Fi- bras de Lã Mineral). Não se trata de mero ligante. Pergunta 3) Outras informaçbes que en- tender necessárias. Resposta- Ratificamos integralmente o Laudo de Análise n. 6194/91 (fls. 18), ou seja, a mercado- ria analisada não é constitui- da de Fibras de Oxido de Alu- mínio (Alumínia). Trata-se de uma obra obtida a partir da aglomeração de Fi- bras de Lã de Silicato de Alu- mínio (Fibras de Lã Mineral), na forma de folha com espessu- ra de 1mm. Segundo literatura técnica especifica (fls. 05 a 07), o "PAPEL FIBERFRAX" é feito de fi- bras Fiberfrax que tem baixa condutividade térmica e boa resistência ao manuseio, sendo vantajosas as suas aplicaçbes como gaxeta, vedação e espaçamento." Encontra-se, assim, o processo, em condições de ser julgado. r5.- E o relatório. 5 Rec. 115.121 Ac. 303-28.023 VOTO Sujeita-se à multa prevista no art. 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro, aquele que importar mercadoria do exterior sem Guia de Importação ou documentação equivalente, que não implique a falta de depósito ou falta de pagamento de quaisquer Ônus finanaceiros ou cambiais. Para afastar a aplicação da penalidade, não é su- ficiente a existência física de Guia de importação, sendo imprescindível que a mercadoria cuja importação foi autori- zada por meio de Guia apresentada seja a mesma efetivamente importada. No apenas tenha a mesma classificação tarifaria, mas sim, que seja a mesma mercadoria. A análise laboratorial da mercadoria apurou que a mesma não é constituída de fibras de Oxido de Alumínio, como autorizada na SI, mas de Silicato de Alumínio. A Recorrente não refuta essa afirmação, mas argumenta que o Silício é mero elemento ligante, o que é negado pelo LABANA em sua In- formação Técnica n. 16/94, cuja resposta à Pergunta 2 escla- rece que a Sílica, no caso, é um dos componentes para obten- ção da Fibras de Lã de Silicato de Alumínio (Fibras de LA Mineral). Toda a argumentação trazida pela Recorrente não foi suficiente para desnaturar o seguinte fato: que a mesma obteve Guia para importar merca- doria constituída de Fibra de Oxido de Alumí- nio (Lã de Rocha) e a mercadoria importada é constituida de Fibra de Silicato de Alumínio (Lã mineral). Dessa forma, a Guia que instruiu a importação não ampara a mercadoria importada, restando caracterizada in- fração. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessbes, 22 de setembro de 1994. SANDRA MARIA FARONI - RELATORA.
score : 1.0
