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Numero do processo: 13827.000778/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tão-somente
de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.801
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 97DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13827.000778/200811 Acórdão n.º 280101.801 S2TE01 Fl. 91 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 21.164,68, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 9.917,85), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 7.438,38), além dos juros de mora (R$ 3.808,45). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica e dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, a contribuinte alegou, em síntese, que a legislação permite que a dedução deduções de despesas médicas seja comprovada com recibos emitidos pelos profissionais. Juntou extratos bancários com os dados dos saques, conforme planilha inserida no corpo da peça de defesa. Requereu o cancelamento da notificação. Ainda, informou que iria recolher o valor correspondente aos rendimentos tidos como omitidos. A 8ª Turma da DRJ/SP2/SP, conforme Acórdão de fls. 71/75, julgou procedente em parte a impugnação, para restabelecer a parcela de R$ 880,00 da dedução de despesas médicas. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 08/09/2010 (fl. 79), a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 80/87, em 22/09/2010. Em sua defesa, alega que o ônus da prova da ocorrência de fatos que levam à ocorrência do fato gerador sempre é da autoridade lançadora, sustentando que devem ser considerados idôneos os recibos apresentados para comprovar as despesas médicas, que cumprem os requisitos constantes da alínea "c" do art. 11 da Lei 8.383, de 30 de dezembro de 1991. Neste sentido, cita decisões do antigo conselho de contribuintes. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A recorrente defende que os recibos apresentados comprovam suficientemente seu direito à dedução em questão. Relativamente a essa questão, importa observar que a glosa foi motivada pela falta de comprovação do efetivo pagamento. A decisão recorrida acatou a parcela de R$ 880,00 da dedução de despesas médicas, após realizar um detalhado confronto entre os valores e datas dos saques indicados nos extratos bancários apresentados pela impugnante, com os valores e datas dos recibos das despesas médicas juntados aos autos. Inclusive, consta do voto condutor um quadro demonstrando que os referidos extratos não são suficientes a dar respaldo aos demais recibos de pagamentos apresentados à fiscalização, pois não há correspondência entre as datas e Fl. 98DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13827.000778/200811 Acórdão n.º 280101.801 S2TE01 Fl. 92 3 valores das movimentações de saída em espécie das referidas contas e os tais recibos entre os quais consta até com emissão em dia de domingo (31/10/2004). Em sede de recurso, a interessada requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade dos pagamentos das reclamadas despesas médicas. Também entendo que, no caso sob exame, a falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Diferentemente do que aduz a recorrente, não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, devendo o contribuinte apresentar elementos de prova do efetivo desembolso dos valores e efetiva prestação do serviços. O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, que representam aproximadamente 30% dos rendimentos da autuada, sem tais comprovações. Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. No tocante às jurisprudências citadas, cumpre registrar que essas não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 99DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13827.000778/200811 Acórdão n.º 280101.801 S2TE01 Fl. 93 4 Fl. 100DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10805.001259/2009-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
GLOSA DE DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Nos termos do artigo 80, §1 0, II, do RIR/99, a dedução de despesas medicas da declaração de rendimentos restringese
aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes.
Mantidas as glosas de despesas médicas, visto que o direito às suas deduções condiciona-se à comprovação dos correspondentes pagamentos.
Inteligência dos artigos 73 e 80 do Regulamento de Imposto de Renda (Decreto n° 3.000/99).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.806
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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DESPESAS MÉDICAS. Nos termos do artigo 80, §1 0, II, do RIR/99, a dedução de despesas medicas da declaração de rendimentos restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Mantidas as glosas de despesas médicas, visto que o direito às suas deduções condicionase à comprovação dos correspondentes pagamentos. Inteligência dos artigos 73 e 80 do Regulamento de Imposto de Renda (Decreto n° 3.000/99). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 59DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10805.001259/200911 Acórdão n.º 2801001.806 S2TE01 Fl. 54 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Relatório Do Lançamento 0 processo referese à notificação de lançamento de fls. 04/06 lavrada em face do contribuinte acima identificado, em decorrência de procedimento interno de revisão de Declaração Anual de Ajuste de Imposto de Renda Pessoa Física relativo ao exercício 2006, por meio da qual foi exigido crédito tributário apurado no valor de R$ 3.979,62, sendo imposto suplementar apurado no valor de R$ 1.878,60, juros de mora no valor de R$ 692,07 (calculados até 29/05/2009) e multa de oficio no valor de R$ 1.408,95. De acordo com o contido na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 04/05, a autoridade fiscal procedeu ao lançamento das seguintes infrações na notificação fiscal em exame: Glosa de Dedução Indevida de Dependente — R$ 1.404,00 mesmo após regularmente intimado, o contribuinte não se manifestou, motivo que ensejou a glosa por falta de atendimento a intimação fiscal; • Glosa de Dedução Indevida de Despesas Médicas — R$ 5.659,72 mesmo após regularmente intimado, o contribuinte não se manifestou, motivo que ensejou a glosa por falta de atendimento à intimação fiscal; • Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica — R$ 5.948,40 — Colégio Vida Nova S/A — é resultado do confronto entre os valores de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica pelo titular informados na Declaração de Ajuste com os valores informados pela fonte pagadora em DIRF; Da Impugnação Transcorrido o prazo regulamentar para apresentação de defesa ou pagamento do débito em epígrafe, o contribuinte apresentou manifestação tempestiva às fls. 01, anexando documentos as fls. 02/03 e 07/11, alegando em síntese que: > não recebeu a intimação fiscal a que alude o lançamento; > apresenta cópia de carteiras de identidade (interessado e genitora), comprovantes do convênio saúde ABC (R$ 308,64), Dr. Nelson Pereira Campanha (R$ 2.240,00) e Sul América (R$ 1.801,70 — ref 5 parcelas); Fl. 60DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10805.001259/200911 Acórdão n.º 2801001.806 S2TE01 Fl. 55 3 > referente a fonte pagadora omitida, não foi deduzido a previdência oficial (R$ 442,99) e informado o 13° salário respectivo (R$ 446,58) > requer acolhimento da impugnação, inclusão das deduções e cancelamento do débito fiscal reclamado; É o relatório” Passo adiante, em 16 de agosto de 2010, através do Acórdão 1743.909, a 8a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SPO/II) entendeu por bem julgar procedente em parte a impugnação, mantendo o crédito tributário em parte, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 GLOSA DE DEDUÇÃO DE DEPENDENTE. GENITORA. Restabelecese a dedução de dependente de genitora na DIRPF restando comprovado pelo contribuinte a respectiva relação de dependência, bem como verificado nos assentamentos da Receita Federal do Brasil de que esta não auferiu rendimentos, tributáveis ou não, acima de R$ 13.968,00 para o exercício fiscalizado. GLOSA DE DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Nos termos do artigo 80, §1°, II, do RIR199, a dedução de despesas médicas da declaração de rendimentos restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Restabelecemse as deduções no valor do desembolso financeiro efetivamente comprovado pelo contribuinte. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Tributamse os rendimentos do trabalho com vinculo empregaticio recebidos de pessoa jurídica e comprovados através de Declaração de Imposto Retido na Fonte DIRF entregue A Receita Federal do Brasil. INCLUSÃO DE NOVAS DEDUÇÕES NA DECLARAÇÃO ANUAL DE AJUSTE. À exceção da contribuição previdenciária oficial devidamente comprovada, é inadmissível a inclusão de novas deduções depois de notificado o contribuinte do lançamento fiscal. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte” Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10805.001259/200911 Acórdão n.º 2801001.806 S2TE01 Fl. 56 4 Cientificado em 23/09/2010 (fl. 28v), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 27/09/2010, (fls. 31 e documentos de fls. seguintes), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. I ) Delimitação da presente lide Matéria Não Impugnada. No presente caso, de se destacar que o contribuinte em sua impugnação, impugna exclusivamente e de forma genérica, a glosa de despesas médicas. Desta feita, são tidas por reconhecidas e incontroversas para todos os efeitos legais pelo contribuinte, ora recorrente, consoante o disposto no artigo 17 do Decreto n.° 70.235/1972, com as modificações introduzidas pela Lei n.° 9.532/1997, as despesas que extrapolam as descritas no parágrafo anterior. II ) Glosa de Deduções Indevidas com Despesas Médicas Neste sentido de se destacar que o artigo 8° da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, assim dispõe: "Art. 8°A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário,exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiálogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias;(g.n) Sobre a forma de apresentação dos referidos documentos comprobatórios de tais despesas assim delimita o artigo 80 do RIR, verbis: Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bent como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10805.001259/200911 Acórdão n.º 2801001.806 S2TE01 Fl. 57 5 próteses ortopédicas e dentárias (Lei n2 9.250, de 1995, art. 82, inciso II, alínea "a"). §1º. O disposto neste artigo (Lei n2 9.250, de 1995, art. 8º., §2º.): I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;” Ora a autoridade fiscal, a fim de formar seu convencimento pode solicitar ao contribuinte elementos que comprovem não somente a efetiva realização dos procedimentos como também a prova do efetivo desembolso por parte do contribuinte. No presente caso, à luz dos documentos acostados, entendo por não preenchidos os requisitos legais determinados pela fiscalização tampouco as exigências legais para a dedução das referidas despesas médicas. Conclusão Por todo o exposto voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 63DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 2 0/09/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 20/09/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES
score : 1.0
Numero do processo: 10209.000117/2003-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.777
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos,converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem,na forma do relatório e voto que passam integrar o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10166.902296/2014-70
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2011
NÃO HOMOLOGAÇÃO DE PER/DCOMP. COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. DESCABIMENTO.
Improcede a não homologação de declaração de compensação quando comprovadas em sede recursal a certeza e liquidez do crédito nela pleiteado.
Numero da decisão: 1002-002.333
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, reconhecendo o direito creditório no valor de R$ 2.336,07 a favor do sujeito passivo, a ser utilizado para compensar os débitos constantes do PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149 até o limite do crédito reconhecido.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
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COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. DESCABIMENTO. Improcede a não homologação de declaração de compensação quando comprovadas em sede recursal a certeza e liquidez do crédito nela pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário, reconhecendo o direito creditório no valor de R$ 2.336,07 a favor do sujeito passivo, a ser utilizado para compensar os débitos constantes do PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149 até o limite do crédito reconhecido. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa. Relatório Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao julgamento da Impugnação, transcrevo e adoto parcialmente o relatório produzido pela DRJ/BEL: Trata o presente acórdão da Manifestação de Inconformidade apresentada pela pessoa jurídica ENCOMENDAS E TRANSPORTES DE CARGAS PONTUAL LTDA, CNPJ 01.253.053/0001-87, contra o Despacho Decisório de fls. 7, número de rastreamento 089567293, o qual não homologou a compensação pleiteada no PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149. DO DESPACHO DECISÓRIO AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 90 22 96 /2 01 4- 70 Fl. 90DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.333 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.902296/2014-70 O crédito pleiteado, no valor de R$ 2.336,07, teve como origem o Pagamento Indevido ou a Maior nº 0152987773, no valor de R$ 33.563,44, realizado em 31/08/2011, período de apuração 31/07/2011, código de receita 2372. Entretanto, o pagamento encontrava-se inteiramente utilizado na quitação de débitos do contribuinte. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Em sua Manifestação de Inconformidade, às fls. 15, o recorrente afirma que ocorreram erros na confecção da DCTF, na qual o crédito informado não estava de acordo com o que de fato havia sido apropriado ao débito, mas que o erro foi corrigido e a declaração retificada. Diante do exposto, requer a revisão e extinção dos débitos submetidos no PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/BEL em 29 de abril de 2020, conforme acórdão n. 01-37.927 (e-fl. 42). Cientificado da decisão, o ora Recorrente apresenta o Recurso Voluntário de e-fls. 60, no qual apresenta fundamentos de fato e de direito a seguir sintetizados. Relata que o acórdão recorrido entendeu “que não havia direito creditório a se reconhecer no presente processo vez que no PAF nº 10166.902.295/2014-25 já havia sido reconhecido o direito creditório no valor integral do pagamento, R$ 33.563,44.” Afirma que “apesar do crédito ter sido pleiteado no PERDCOMP 34529.66254.210314.1.3.04-7647 corresponder à totalidade do valor - R$ 33.563,44, este foi não totalmente aproveitado, restando um saldo de R$ 2.336,07” e que “Foi justamente esse saldo não utilizado no PERDCOMP 34529.66254.210314.1.3.04- 7647 no valor de R$ 2.336,07 que foi solicitada a compensação no PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149 que deu origem a presente controvérsia.” Aduz que “foi solicitado no PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149 o aproveitamento do referido crédito - R$ 2.336,07 - a fim de viabilizar o não perecimento do direito da Recorrente.” É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Fl. 91DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.333 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.902296/2014-70 Mérito O Recorrente alega, em suma, que o crédito de R$ 2.336,07 vindicado no PER/DCOMP em questão constitui saldo remanescente do crédito de R$ 33.563,44, pleiteado e deferido no PERDCOMP 34529.66254.210314.1.3.04-7647, constante do processo nº 10166.902295/2014-25. Da análise do PERDCOMP 34529.66254.210314.1.3.04-7647, constata-se que, de fato, o contribuinte apurou saldo residual de crédito no valor de R$ 2.336,07, conforme indicado no excerto seguinte: Embora o Despacho Decisório Eletrônico num primeiro momento não tenha reconhecido o direito creditório relativo ao referido PER/DCOMP, a Manifestação de Inconformidade contra o indeferimento foi julgada procedente pela pela DRJ/BEL: Acórdão 01-37.926 - 5ª Turma da DRJ/BEL Sessão de 29 de abril de 2020 Processo 10166.902295/2014-25 Interessado ENCOMENDAS E TRANSPORTES DE CARGAS PONTUAL LTDA CNPJ/CPF 01.253.053/0001-87 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Data do fato gerador: 31/08/2011 Ementa: Vedada pela Portaria RFB nº 2.724/2017. Manifestação de Inconformidade Procedente Fl. 92DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.333 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10166.902296/2014-70 Assim, restou comprovada a existência do crédito vindicado no presente processo, eis que, tal qual afirmou o Recorrente, do total do crédito de R$ 33.563,44 reconhecido no PERDCOMP 34529.66254.210314.1.3.04-7647, foi apurado saldo remanescente de R$ 2.336,07, utilizado no PER/DCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149 analisado. Dispositivo Por todo o exposto, dou provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório o valor de R$ 2.336,07, a ser utilizado para compensar os débitos constantes do PERDCOMP 18068.06934.250414.1.3.04-6149, até o limite do crédito reconhecido. É como voto. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 93DF CARF MF Original
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Numero do processo: 10715.007397/87-47
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 1988
Numero da decisão: 303-00.163
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de não Instauração da fase litigiosa, em razão da defesa, haver sido assinada pelo despachante aduaneiro, levantada de de ofício pelo Procurador da Fazenda; vencidos os Conselheiros,Carlindo de Souza Machado e Silva, Murilo Forjaz Mathias e José Jadir dos Santos; por maioria de votos, acolher a preliminar de baixa do processo à origem, para regularização da representação processual, proposta pela relatora, vencidos os mesmos Conselheiros da preliminar anterior.
Nome do relator: CELITA OLIVEIRA SOUSA
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Recurso n.O Recorrente Recorrid 109.545 - Processo nº 10715/007.397/87-47. CIA ENERG~TICA DE MINAS GERAIS - CEMIG IRF - AIRJ. V 1ST O~S, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CENTRAIS ELÉTRICA DE MINAS GERAIS-CEMIG, R E S O L V E M os Me~bros da Terceira C~mara do : Ter: ceiro Co~s~~~o de Con!ri~uintes, Eor maioria ~e.v?tos, emrejei ~ -tar a preliminar de nao Instauraçao da -fase litigiosa, em razao da defesa,~aver sido assinada pelo despachante aduaneiro, levantada de de ofício pelo Procurador da Fazenda; vencidos os Conselheiros,Ca~ lindo de Souza Machado e Silva, Murilo Forjaz Mathias e Jose Jàdir dos Santos; por maioria de votos, acolher a preliminar de baixa do processo à origem, para regularização da representação processual, proposta pela relatora, vencidos os mesmos Conselheiros da preliml nar anterior. (.. R E S O L U ç Ã O Nº 303 - 0.163 ALENCASTRO - Presidente - Conselheira relatora \...-U5 ALEXANDRE COSTA DE LUNA FREIRE - Proc. da Faz.Nacional: VISTOr-ÉM- SESSÃO DE: n. ;~,í.6198B; ,l 1) i ""'I\!'Participaram, ainda, presen e julgamento os seguintes Conselheiros: PAULO AFFONSECA D ~~~ I JUNIOR, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES,MU RILO FORJAZ MATHIAS, RUBENS PE LICCIARI, CARtIN~O DE SOUZA MACHADO E SILVA E JOSt JADIR DOS SANTOS. • ~ECURSO-bo PROCURADOR NQ 303-0.955 .< • SERVICO PÚBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO .DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO Nº 109.545 RESOLUÇÃO'Nº 303 - 0.163 RECORRETE: COMPANHIA ENERG~TICA DE MINAS GERAIS RECORRIDA: lIRFJAIRJ. RELATOR CELITA OLIVEIRA SOUSA • • A recorrente-foi autuada em 19/08/87, sob a alega- ç~o de descumprimento de requisit o de controle administrativo das importações - art. 526, inciso IX do Decreto nº 91.030/85, pelo fato dos dados reférentes ao nome do fabricante e o pais de origem ~serem diferentes daqueles da Declaraç~o de Importaç~o - D.I. e da Guia de Importaç~o - GIl., emitidas pela CACEX. O cr~dito tribut~r io exigido~~~de 20% do valor das mer- cadorias, no total de Cz$ 65.849,04 (sessente e cinco mil, oitocen - tos e quarenta e nove cruzados e quatro centavos), consoante o disPQsitivo legal citado. Irresignada com a exigência tribut~ria, a recorrente a presentou impugnaçao, argumentando;que~n~o houve infringência ao dii positivo capitulado no AI e que se a própria CACEX emite Guias de im portaç~o sem indicar o pãis de origem, esse dado n~o ~ importante ~ suficiente para caracterizar infraç~o ao diploma legalfpertinente. Em arrimo de sua defesa, indica os números de vários £córd~os desta Douta Terceira Câmara. Acrescenta ainda a recorrente que "as caracteristicas do material submetido a despacho e verificado em ato de conferência,s~o as mesmas, sua classificaç~o tarifária confere, os tributos foram pi gos na forma da legislaç~o vigente." Destarte, a falha alegada "n~o está expressamente deli - neada como infraç~o ao diploma legal". Essas elegações n~o foram refutadas na r. decis~o de lªinstância. Às fls. 29 a 32 o Sr. Inspetor aprecia a defesa ,ressal- tando que de fato a CACEX emite guias sem a identificaç~o do fabri - cante, e afirma: "n~o ~ sensato impedir-se a importaç~o de um produ- to simplesmente por desconhecer-se o seuprodutor", mas que deve -seadmitir como exceç~o e n~o como regra; acrescenta ainda que em con - traposiç~o aos acórd~os citados na defesa, há dois de outras Câmaras que esposam entendimento diferente, n~o significando, portanto,enten dimento ~acifico de que as divergências de origeme~ procedência n~~ configurem infraç~o administrativa ao controle das importações,raz~o porque julgou procedente a aç~o fiscal. A recorrente interpõe recurso (fls. 34 a 37 ) ratificando os argumentos da defesa . Preliminarmente considero que o recurso n~o se encontra em consições de ser conhecido, face n~o constar dos autos o instru- mento de habilitaç~o do procurador da recorrente que assinou as r£ zões de recurso etió despachante Aduaneiro que assinou a impugnaç~o. ,i,;'. , Recurso 109.545 Resolução 303-0.163 't SERVICO PUBLICO FEDERAL Embora tenha sido observado o prazo legal de apresenta- ção, previsto no art. 33, do Decreto ~º 70.235, de 06 de março de 1.972, não poder~ prosperar, face ao descumprimento de ! rre~üi~ttQ essencial qual seja a procuração da recorrente para que o seus r~ presentantes possam promover a defesa dos seus direitos. No processo administrativo fi~cãl,como no processo tra- balhista, a lei admite o jus postulandi, todavia se a parte se -faz representar, indispens~vel se torna a juntada do instrumento de ou- torga de poderes, conforme disp6e o art. 70 da Lei nº 4.215/63, quediz expressamente: -, "Salvo nos processos de habeas corpus o advog-ª.do postular~ em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato ... " Cabe salientar que a irregularidade Qe representação ,tem como consêquência reconhecer-se como inexistentes os atos pratlcados, caso nao seja senado o defeito. Diante do exposto, proponho que seja o julgamento con - vertido em dili~ência, dando-se oportunidade ~ recorrente de suprir a falha processual, legalizando-se a representaçao, tanto em relaçao ao signat~rio da impugnação quanto ao do recurso e ratificando os atos praticados, sob pena do não conhecimento do recurso. sal{S~,)ões, em 24 de fevereiro de 19~ CEL~~ - Relator. 1 OLS/CF 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10530.002354/2002-24
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.048
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Recorrida DRJ/RECIFE/PE RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e José Fernandes do Nascimento (Suplente). Fez sustentação oral o representante da recorrente Lédio de Melo Costa. Processo n.° 10530.002354/2002-24 Resolucdo n.° 301-2.048 CC03,C01 Fls. 110 RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ-Recife/PE, que manteve a glosa das áreas de reserva legal declaradas na DITR/1998 e reconheceu a area de preservação permanente para fins de exclusão da tributação, e conseqüentemente alterou o lançamento do crédito tributário do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural de 1998 incidente sobre imóvel rural denominado Fazenda São Francisco, cadastrado na Receita Federal sob o n°. 1.151.697-6, com área de 7.000,0 ha, localizado no Município de Barreiras, BA. O fundamento do lançamento limita-se a não apresentação de documento hábil que comprove ser a area de preservação permanente e de reserva legal passíveis de dedução da área tributável. Cientificado do lançamento em 28/01/2003, o Contribuinte apresentou impugnação em 10/02/2003 (fls. 14/15), a qual lhe foi dado provimento em parte para reconhecer a área de preservação permanente para fins de dedução da área tributável, conforme a ementa do acórdão abaixo transcrito: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1998 Ementa: ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA AREA TRIBUTÁVEL DO IMÓVEL RURAL. CONDIÇÃO. A exclusão de área como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração cio ITR, está condicionada ao reconhecimento dela pelo IRA MA ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ou comprovacão de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, con taclo da data da entrega dct DITR. ÁREA DE RESERVA LEGAL. A exclusão da área de reserva legal da tributação pelo ITR depende de sua averbação à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, até a data da ocorrência cio fato gerador. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. A legislação tributária que disponha sobre outorga c/c isenção deve ser interpretada literalmente. Lançamento Procedente em Parte. Inconformado corn a decisão do órgão julgador de primeira instância, da qual tomou conhecimento em 07/11/2005 (fls. 57), interpôs o Recorrente Recurso Voluntário, em 07/12/2005 (fls. 60/64), alegando em síntese: "a) seja reconhecida e constatada que o impedimento de averbação da RL à margem da matricula cio imóvel no Cartório do I" Oficio cio Registro de Imóveis cle Barreiras, se deu por ocorrência de força maior independente c/c ato ou vontade da contribuinte; 2 Processo n.° 10530.002354/2002-24 Resolução n.° 301-2.048 CCO3 CO! Fls. I 1 1 b) seja constatada e reconhecida a inclusão da área de 1.400,0 ha como RL, no ADA apresentado ao 1BAMA, em 11.08.98, dentro do pralo previsto na legislação aplicável em 1998; c) seja reconhecida, também, como área isenta os 1.400,0 hectares de RL apresentado no DITR do exercício de 1998, por estar declarada 170 ADA apresentado ao IBAMA, emit conformidade com a legislação vigente aquela época; e por reconhecer que esta mesma área de RL não se encontra devidamente averbada na matricula do imóvel por absoluto motivo de força maior, independente de ato de vontade do contribuinte; d) seja reformada a decisão proferida pelos membros da 1" Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Recife/PE, que deixou de considerar isenta de pagamento de ITR a área de 1.400 ha destinados a Reserva Legal; e) seja reconhecido como pertinente o lançamento no DITR de 1998, da área de 1.400 ha, como RL, com o finz de isentá-la da incidência de Imposto Territorial Rural; f) seja declarado improcedente o auto de infração determinando a sua extinção, bem como o seu devido arquivamento;" "a) seja refeito o cálculo do imposto apresentado como devido por apresentação de erro nzaterial, acorde demonstração apresentada 170 teor deste recurso, para que a aliquota aplicável se coadune com a determinação estabelecida para áreas de acima de 1.000 ha até 5.000 ha, no percentual de 3,4%, apresentada na Tabela anexa a Lei 9.393/96; b) seja, igualmente, determinado que os juros incidentes sobre os cálculos passem a ser computados a partir da comunicação da final decisão, tendo em vista que a morosidade administrativas whiz causando um retard() incalculável 17C1S decisões, estendendo por 111CliS de 07 (sete) anos o julgamento de um assunto sem maiores complexidades, levando o contribuinte ou a desistir de discutir o seu direito ou citei- de guitar, se lido forem acatadas as suas impugna cães, o débito .fiscal com uma astronômica majoração." o relatório. 3 Processo n.° 10530.002354/2002-24 Resolueao ri.° 301-2.048 CC03/C01 Fls. 112 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do recurso por ser tempestivo e atender os demais requisitos de admissibilidade. Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ-Recife/PE, que manteve a glosa das areas de reserva legal declaradas na DITR/1998 e reconheceu a área de preservação permanente para fins de exclusão da tributação, e conseqüentemente alterou o lançamento do crédito tributário do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural de 1998 incidente sobre imóvel rural denominado Fazenda Sao Francisco, cadastrado na Receita Federal sob o n°. 1.151.697-6, com Area de 7.000,0 ha, localizado no Município de Barreiras, BA. Preliminarmente, faz-se necessário estabelecer que o principio da Verdade Material norteia o julgador para que descubra qual é o fato ocorrido e, a partir dai, qual a norma aplicável, ou seja, a verdade objetiva dos fatos, independente das alegações da impugnação do contribuinte. 0 que se busca no processo administrativo é averiguar se ocorreu no mundo dos fenômenos o fato hipoteticamente previsto na norma, e em que circunstâncias deve ser interpretado. Os fatos são a expressão escrita de um acontecimento em determinado tempo e espaço. São os documentos que declaram a existência ou não de um fato para que alcance sua relevância para o Direito. Portanto, antes de apreciar as questões veiculadas no Recurso Voluntário, entendo que o presente feito necessita ser instruido por algumas informações essenciais para formação da convicção deste julgador. Há indícios e declaração formal de que foi a Contribuinte mantem a Area de reserva legal e alega que tal reserva está registrada A margem da matricula do imóvel. Considerando que, para mim, não haveria necessidade do registro imobiliário para efeito da exclusão da área preservada da base de cálculo do ITR, em face, inclusive, da declaração feita perante o IBAMA pelo contribuinte sob as penas da lei, entendo que não seria necessária maiores provas. Contudo, parte da Camara mantém o entendimento de que o Registro é providência que qualifica a área para exclusão, a diligência mostra-se necessária para prestigiar Por conta disso, tenho entendimento de que o julgamento deve ser CONVERTIDO EM DILIGÊNCIA à repartição de origem, a fim de que seja oficiado o Cartório de Registro de Imóveis, onde se encontra arquivada a matricula do respectivo imóvel, para que forneça cópia da matricula do imóvel e/ou certidão do registro contendo todos os registros e averbações relativos ao imóvel. Concluída a diligência, intime-se o contribuinte para querendo, manifestar-se no prazo de 30 dias, sendo que, após, retomem os autos para julgamento das questões veiculadas no Recurso Voluntário. o de 2008 Sala das S sões, em LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator 4
score : 1.0
Numero do processo: 13603.002741/2007-62
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE.
A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10)
Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.185
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2002 a 30/06/2002 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10) Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12). Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 13984.000187/2001-56
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
RESSARCIMENTO. IPI. CRÉDITOS.
A legislação em vigor não permite o creditamento do IPI calculado pelo contribuinte sobre aquisições de empresas comerciais varejistas não equiparadas a industrial e estabelecimento optantes pelo SIMPLES.
NÃO INTEGRANTES A BASE DE CÁLCULO.
Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.101
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma especial do terceira SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
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IPI. CRÉDITOS. A legislação em vigor não permite o creditamento do IPI calculado pelo contribuinte sobre aquisições de empresas comerciais varejistas não equiparadas a industrial e estabelecimento optantes pelo SIMPLES. NÃO INTEGRANTES A BASE DE CÁLCULO. Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' turma especial do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. AL: • NDRE KERN Presidente DANIEL MAURÍCIO FEDATO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafeta Reis e Ivan Allegretti. Processo n° 13984.000187/2001-56 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-000.101 Fl. 277 Relatório Trata-se de recurso voluntário tempestivo manejado pela Recorrente onde solicita o reconhecimento de créditos de IPI. Irresigna-se a interessada, já contra o Despacho Decisório proferido pela Delegacia da Receita Federal de Lages — SC, que não acatou integralmente o pleito almejado, indeferindo parte do Pedido de Ressarcimento dos referidos créditos. Ocorre que o AFRF julgou que os créditos não são procedentes, considerando que foram indevidamente compensados, pois estendeu que seriam oriundos de empresas comerciais varejistas não equiparadas à industrial e por empresas optantes do simples conforme ilustrado no auto. Consequentemente, a requerente foi intimada ao pagamento dos débitos indevidamentes compensados. Mesmo entendimento, demonstrou também a DRJ. Mediante ao ocorrido, apresentou sua manifestação de inconformidade e defesa a este Conselho, solicitando o reconhecimento dos créditos não homologados. É o relatório. Voto Conselheiro DANIEL MAURÍCIO FEDATO, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende as demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. O presente recurso inicia-se com solicitação de ressarcimento de créditos de IPI e posteriormente a solicitação de compensação, referente a matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens, utilizados na fabricação de produtos para exportação. Conforme apontado no relatório, a solicitação não foi acatada integralmente, ementa do despacho decisório: "Assunto: Ressarcimento de IPI IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI — RESSARCIMENTO DO SALDO CREDOR DO IMPOSTO INCIDENTE NA AQUISIÇÃO DE INSUMOS EMPREGADOS NA INDUSTRIALIZAÇÃO — CRÉDITOS NÃO PREVISTOS NA LEGISLAÇÃO — GLOSA — COMPENSAÇÃO DECLARADA rik PELO SUJEITO PASSIVO. 2 Processo n° 13984.000187/2001-56 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-000.101 Fl. 278 É assegurada a manutenção e utilização do crédito do IPI relativo às matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem efetivamente utilizados na industrialização dos produtos exportados (art. 5 0 Decreto-lei 491/1969). O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, acumulado em cada trimestre-calendário, decorrente de aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser ressarcido ou compensado (art. 11 da Lei 9.779/99). Os valores escriturados pelo sujeito passivo a título de créditos de IPI não previstos na Legislação devem ser glosados. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos e contribuições sob administração da SRF. A compensação será efetuada mediante entrega à entrega a SRF, pelo sujeito passivo, de Declaração de Compensação. A compensação declarada à SRF extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação SOLICITAÇÃO PARCIALMENTE DEFERIDA" A recorrente mediante a esta decisão, interveio a DRJ de Ribeirão Preto/SP solicitar reconhecimento dos créditos que não foram homologados, mas a banca julgadora assinalou que a Legislação em vigor não permite o creditamento do IPI calculado pelo contribuinte sobre aquisições de empresas comerciais varejistas não equiparadas a indústria e estabelecimento optantes pelo SIMPLES, com apoio no: Art. 149 As aquisições de produtos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES, de que trata o art. 105, não ensejarão aos adquirentes direito a fruição de crédito de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem (Lei n°9.317, de 1996, art. 5°, § 5°). Valor devido mensalmente pela micro empresa e empresa de pequeno porte, inscritas no SIMPLES, será determinado mediante a aplicação, sobre receita bruta mensal auferida, dos seguintes percentuais: 1— § J°.. O percentual a ser aplicado em cada mês, na forma deste artigo, será o correspondente á receita bruta acumulada até o próprio mês. 3 c...Á • . . • Processo n° 13984.000187/2001-56 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-000.101 Fl. 279 ás 2° - No caso de pessoa jurídica contribuinte do IPI, os percentuais referido neste artigo serão acrescidos de 0,5 (meio) ponto percentual. A Súmula 12 do Conselho de Contribuintes, descreve: "Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário." Neste sentido e em face da matéria tratada nos autos destaco o Art. 149 do RIPI198, que veda o direito ao crédito fiscal sobre matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, quando as aquisições tenham sido realizadas de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES, assim: "Art. 149 As aquisições de produtos de estabelecimentos optantes pelo SIMPLES, de que trata o art. 105, não ensejarão aos adquirentes direito a fruição de crédito de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem (Lei n°9.317, de 1996, art. 5°, § 59." De outro vértice, a única possibilidade de escrituração de crédito fiscal do IPI, proveniente de aquisição realizada de estabelecimento não industrial é o contido no Art. 148 do RIPI, quando estas aquisições forem realizadas de comerciante atacadista, caso em que a base de cálculo corresponde a 50% do valor do produto. Todavia as aquisições cujos créditos fiscais estão sendo glosados, foram realizadas junto a estabelecimento varejista, conforme relação apresentada. E para finalizar o direito ao crédito fiscal possível é o consignado na legislação de regência conforme revela a instrução processual e os créditos borrados não estão neste figurino. Daí a improcedência de pleito do sujeito passivo, ratificando os aspectos tratados na decisão recorrida para manter a glosa fiscal. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 10 de agosto de 2009 Ql........i ...s , ""..4.41,0 ., --,— DANIEL MAURÍCIO FEDATO (k 4
score : 1.0
Numero do processo: 00875.052038/83-98
Data da sessão: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 1985
Numero da decisão: 303-00.010
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência a CACEX, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CARLOS NOGUEIRA
1.0 = *:*
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score : 1.0
Numero do processo: 10580.010212/2005-98
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. FONTE PAGADORA. RENDIMENTOS RECEBIDOS POR SÓCIO. COMPENSAÇÃO CONDICIONADA À COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DO TRIBUTO.
Sendo o beneficiário dos rendimentos sócio da fonte pagadora, a
compensação, no ajuste anual, do imposto retido na fonte, fica condicionada à comprovação do seu recolhimento.
MULTA. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF N° 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. BASE DE CÁLCULO. VALOR DECLARADO. PENALIDADE MÍNIMA.
Por falta de previsão legal para a imposição de multa por atraso na entrega de DIRPF sobre o valor lançado de oficio, tal multa tem por base de cálculo o valor do imposto devido informado na declaração, devendo ser respeitado o valor mínimo de penalidade.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.202
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para reduzir a multa por atraso na entrega da declaração ao valor mínimo de R$ 165,74, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. FONTE PAGADORA. RENDIMENTOS RECEBIDOS POR SÓCIO. COMPENSAÇÃO CONDICIONADA À COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DO TRIBUTO. Sendo o beneficiário dos rendimentos sócio da fonte pagadora, a compensação, no ajuste anual, do imposto retido na fonte, fica condicionada à comprovação do seu recolhimento. MULTA. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF N° 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. BASE DE CÁLCULO. VALOR DECLARADO. PENALIDADE MÍNIMA. Por falta de previsão legal para a imposição de multa por atraso na entrega de DIRPF sobre o valor lançado de oficio, tal multa tem por base de cálculo o valor do imposto devido informado na declaração, devendo ser respeitado o valor mínimo de penalidade. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reduzir a multa por atraso na entrega da declaração ao valor mínimo de R$ 165,74, nos termos do voto do Relator.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1875; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 85 1 84 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.010212/200598 Recurso nº 169.542 Voluntário Acórdão nº 2801002.202 – 1ª Turma Especial Sessão de 20 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente ALOISIO ANDRADE DE MENEZES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. FONTE PAGADORA. RENDIMENTOS RECEBIDOS POR SÓCIO. COMPENSAÇÃO CONDICIONADA À COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DO TRIBUTO. Sendo o beneficiário dos rendimentos sócio da fonte pagadora, a compensação, no ajuste anual, do imposto retido na fonte, fica condicionada à comprovação do seu recolhimento. MULTA. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF N° 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. BASE DE CÁLCULO. VALOR DECLARADO. PENALIDADE MÍNIMA. Por falta de previsão legal para a imposição de multa por atraso na entrega de DIRPF sobre o valor lançado de oficio, tal multa tem por base de cálculo o valor do imposto devido informado na declaração, devendo ser respeitado o valor mínimo de penalidade. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reduzir a multa por atraso na entrega da declaração ao valor mínimo de R$ 165,74, nos termos do voto do Relator. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.010212/200598 Acórdão n.º 2801002.202 S2TE01 Fl. 86 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Trata o presente processo de auto de infração, às fls. 15/22, em que se está a exigir o recolhimento de crédito tributário no valor total de R$ 17.107,48, sendo R$ 6.680,00 a título de Imposto de Renda Pessoa Física (suplementar), R$ 5.010,00 referente à multa de ofício, R$ 5.217,08 de juros de mora calculados até o mês de setembro de 2005, além de multa por atraso na entrega da declaração no valor de R$ 200,40. A exigência fiscal decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual do exercício de 2001, anocalendário 2000, em que foi glosado o Imposto de Renda Retido na Fonte declarado pela contribuinte, no valor de R$ 7.533,00. Relatou a autoridade lançadora que não houve comprovação do recolhimento do IRRF pela fonte pagadora, da qual o contribuinte e sócioadministrador. Cientificado do lançamento, o interessado apresentou impugnação, às fls. 01/11, alegando, em síntese, que: a responsabilidade pelo imposto é tãosomente da pessoa jurídica que efetuou a retenção; a fonte pagadora, da qual é sócioadministrador, vem sofrendo limitações financeiras nos últimos anos e que, por essa razão, tem deixado de honrar os seus compromissos fiscais, dentre outros; é inconstitucional a exigência das multas de oficio e por atraso na entrega, de cunho confiscatório, considerandoas inaplicáveis ao caso concreto, segundo doutrina e jurisprudências citadas; Ao final de sua defesa o contribuinte solicitou o cancelamento do crédito tributário, por entender inexistente, inconsistente e ilegítimo. A 3a Turma da DRJ/Salvador/BA, à unanimidade, julgou procedente o lançamento. Transcrita, a seguir, a ementa constante do Acórdão DRJ/SDR nº 1515.652, às fls. 48/50: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2001 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. DEDUÇÃO INDEVIDA. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.010212/200598 Acórdão n.º 2801002.202 S2TE01 Fl. 87 3 Mantémse indevida a dedução de imposto de renda retido na fonte mas não efetivamente recolhido, quando o contribuinte é responsável pela fonte pagadora. Lançamento Procedente. A ciência da decisão “a quo” ocorreu em 25/06/2008, conforme faz prova o Aviso de recebimento – AR à fl. 83. O contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 16/07/2008, às fls. 53/60, reiterando os argumentos apresentados quando da impugnação ao lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Examinada a documentação acostada ao presente processo, passase, de pronto, à análise da matéria litigiosa. É cediço que, em se tratando de pessoas jurídicas, inequivocamente os sócios são responsáveis solidários nos atos praticados pela empresa e, em particular, pelos créditos decorrentes do não recolhimento tributário, a teor do que preceitua o artigo 8°, do Decretolei n° 1.736/79. Na espécie, temse que o recorrente é sócioadministrador da empresa/fonte pagadora Beira Mar Construções e Incorporações Ltda. (CNPJ nº 15.130.248/000144), fato este inconteste, conforme destacado pelo próprio contribuinte em sua peça recursal, em excerto a seguir reproduzido (fl. 54 dos autos): [...] 1.2. Em verdade, o recorrente é um dos sócios da Beira Mar Construções e Incorporações Ltda., razão pela qual recebeu no ano de 2000, a titulo de honorários, o valor de R$ 48.000.00, tendo sido retido o valor de R$ 7.533,00, de Imposto de Renda Retido na Fonte, como demonstrou a declaração própria (DIRF) da Beira Mar Construções e Incorporações Ltda. que reconheceu ter procedido a citada retenção. 1.3. Em que pese o recorrente ser Sócio Administrador da referida empresa, o devedor do aludido tributo é a pessoa jurídica e não a pessoa física de um dos seus sócios. [...] (grifos nossos) Portanto, como sócio cotista da pessoa jurídica/fonte pagadora dos rendimentos, o contribuinte é solidariamente responsável pelos créditos decorrentes do não Fl. 96DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.010212/200598 Acórdão n.º 2801002.202 S2TE01 Fl. 88 4 recolhimento do imposto descontado na fonte, não podendo, assim, beneficiarse em sua DIRPF de imposto de renda retido que não tenha sido recolhido pela empresa. Cabe ainda salientar que, embora a sociedade, perante terceiros, assuma personalidade jurídica própria, jamais deixa de ser resultante da vontade de seus sócios. Sob essa ótica, a função gerencial de uma empresa é de natureza meramente administrativa, sendo sempre norteada pelo interesse comum dos sócios, aos quais descabe alegar que a empresa da qual fazem parte é uma terceira pessoa, estranha aos seus atos, comandos e participação. Deste modo, a comprovação do recolhimento se faz necessária, conforme se depreende dos seguintes julgados do então Conselho de Contribuintes: IRPF SÓCIO GLOSA DE FONTE RESPONSABILIDADE Por força do princípio da responsabilidade tributária solidária, sendo o contribuinte sócio da empresa (fonte pagadora), incabível a compensação do IR Fonte quando comprovada a inexistência do recolhimento do tributo retido. (1º CC, 4ª Câmara, Acórdão nº 10420.394/2004). IRPF – SÓCIOS DE SOCIEDADE CIVIL COMPENSAÇÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL – Sendo o beneficiário dos rendimentos sócio de sociedade civil a qual é a fonte pagadora, a compensação do imposto retido na fonte pelo sócio fica condicionada à comprovação do pagamento pela empresa. (1o CC, 4ª Câmara; Acórdão nº 10419.989/2004). Salientese, ainda, que não procede a argumentação do recorrente no que se refere à multa de oficio 75% exigida nos autos, já que a falta ou insuficiência de recolhimento do imposto remete ao lançamento de oficio, para exigilo com acréscimos e penalidades legais. Ademais, o percentual de multa aplicado está de acordo com a legislação de regência, sendo incabível a alegação de inconstitucionalidade baseada na noção de confisco, por não se aplicar o disposto constitucional à espécie dos autos. Rejeitase, portanto, a inconformidade do defendente, a teor do que determina a Súmula CARF no 2, in verbis: Súmula CARF no 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Com relação à exigência da multa por atraso na entrega da declaração de ajuste anual, deve seguir o que estabelece o art. 88, da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, ora transcrito: Art. 88 A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica : I à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto de renda devido, ainda que integralmente pago; II à multa de duzentas UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração de que não resulte imposto devido. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.010212/200598 Acórdão n.º 2801002.202 S2TE01 Fl. 89 5 § 1° O valor mínimo a ser aplicado será: a) de duzentas UFIR, para as pessoas físicas; b) de quinhentas UFIR, para as pessoas jurídicas. Não há dúvida acerca da base de cálculo da multa por atraso no caso de falta de apresentação de declaração ou quando o contribuinte entrega a declaração após o prazo, sem infração à legislação tributária – é o imposto devido apurado pelo fisco ou o imposto devido nela apurado pelo contribuinte. O legislador, entretanto, ao tratar da base de cálculo da multa por atraso na entrega da declaração, não cuidou expressamente de prever a situação em que o contribuinte, intempestiva e espontaneamente cumpre a obrigação acessória de fazer, mas, ao mesmo tempo, apura imposto a menor do que o devido, seja por omitir rendimentos ou por majorar as deduções a que faria jus. Contudo, não se pode perder de vista que a multa em questão é aplicada pelo descumprimento de obrigação acessória, tendo função compensatória pela demora na apresentação das informações ou pela inobservância dos prazos estabelecidos. Para as demais hipóteses de infração à legislação tributária, exaustivamente elencadas pelo legislador em Título e Capítulo específicos do Regulamento do Imposto de Renda, cabe o lançamento do imposto suplementar, acrescido de multa de ofício ou de mora. Na ausência de previsão expressa pelo legislador, considerando que a aplicação de penalidades é matéria sob reserva legal e que a infração cometida pelo contribuinte motiva lançamento suplementar, com penalidade específica, a cobrança de multa por atraso sobre valores lançados de ofício, no que excederem aos informados na declaração espontaneamente entregue fora do prazo, implicaria interpretação extensiva do art. 88 da Lei nº 8.981, de 1995, o que é vedado pelos arts. 97, inciso V, e 112 do CTN. Dessa forma, deve ser exigida multa por atraso na entrega da declaração do exercício de 2001 no montante de R$ 165,74, equivalente a 200,00 UFIR, nos termos do art. 88, II, “a” da Lei nº 8.981, de 1995, uma vez que na declaração espontaneamente apresentada não se apurou imposto devido. Por fim, quanto às posições doutrinárias e jurisprudenciais invocadas pelo recorrente, registrese que estas não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Diante do exposto, VOTO por dar provimento parcial ao recurso para reduzir a multa por atraso na entrega da declaração ao valor mínimo de 200,00 UFIR, equivalente a R$ 165,74. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 98DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10580.010212/200598 Acórdão n.º 2801002.202 S2TE01 Fl. 90 6 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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