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Numero do processo: 35408.000518/2007-20
Turma: Quinta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2005
Ementa: NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – COMPENSAÇÃO. GLOSA –
PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL - LIMITES PARA REALIZAR A COMPENSAÇÃO.
A compensação é um ato a cargo do contribuinte, entretanto sempre estará sujeito à revisão pela autoridade fiscal.
Não seguindo os ditames legais o órgão previdenciário possui o direito-dever de efetuar o lançamento fiscal.
A decisão judicial ordenou a aplicação do art. 170-A do CTN.
Recurso negado.
Numero da decisão: 205-00.235
Decisão: ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de decadência suscitada e, no mérito, II) por unanimidade negar provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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GLOSA — PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL - LIMITES PARA REALIZAR A COMPENSAÇÃO. A compensação é um ato a cargo do contribuinte, entretanto sempre estará sujeito à revisão pela autoridade fiscal. Não seguindo os ditames legais o órgão previdenciário possui o direito-dever de efetuar o lançamento fiscal. A decisão judicial ordenou a aplicação do art. 170-A do CTN. Recurso negado. I l‘t Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. çt1/4) . , Processo n.°35408.000518/2007-20 CCO2/CO5, Acórdão n.°205-00.235 Fls. 377 ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de decadência suscitada e, no mérito, II) por unanimidade negar provimento ao recurso. iiii, t, 1111b JULII E' R , EIRA GOMES Presid, e oreler4/41 17 .1111 "K °41 dild.-.-ditA V14:. n .....'"'"-1V-1,‘ - -Iri '' • V v 'dilkr, n Relator ..... ' ,-,--,---, coN-r RiBuNTEs L'o RTGINAL .. '- CoNv ERE c`i't {-) 1 Bras..--`93: osii_e. _,i3pe::„; Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Damião Cordeiro De Moraes, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato e Misael Lima Barreto. ‘ Processo n.° 35408.0-0-0518/2007-20 CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.235 Fls. 378 Relatório A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo dos segurados e da empresa, incluindo a relativa aos Terceiros, cujos valores foram declarados em GFIP e/ou reconhecidos em folhas de pagamentos, referente ao período compreendido entre as competências janeiro de 1996 ao décimo terceiro de 2005, fls. 139 a 141. Não conformado com a notificação, foi apresentada defesa pela sociedade empresária, fls. 144 a 164. Foi comandada diligência fiscal, fls. 280 a 281, foram anexadas as planilhas às fls. 282 a 284; sendo prestadas informações às fls. 285. A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento, em parte, fls. 338 a 347. Foram excluídos os valores referentes aos Terceiros: levantamento FPA no período envolvendo as competências janeiro de 1996 a dezembro de 1998, bem como levantamento FPG para o período janeiro de 1999 a maio de 1999. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 353 a 356. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: • A recorrente agiu dentro da legalidade quando efetuou a compensação de tributos; descabe invocar o art. 170-A do CTN; • Decaiu o direito para realizar a constituição do crédito tributário; • O julgador eximiu-se de enfrentar a questão sob alegação de cumprimento de dever funcional; o que viola o princípio do contraditório; • Requerendo o reconhecimento da improcedência da NFLD. Não foram apresentadas contra-razões pela Receita Previdenciária. É o Relatório. - SEC1JNL)0 SLiC DE CONTRIBUINTES CUNI:ERE COM O ORIGINAL Brasilia, „:2 3/ S dt. Ia* • _ MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES_ Processo ri.° 35408.000518/2007-20 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.235 _ _ Brasilia / 02)::po2 Fls. 379 _ R,, res _ at. Sia • 11 377 Voto Conselheiro MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme fls. 374, a recorrente não implementou o depósito recursal de 30% em função de estar amparada por decisão judicial, conforme fls. 357 a 361. Pressupostos superados, passo ao exame das questões de mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Quanto à questão preliminar suscitada pela recorrente de que o lançamento já feira atingido pela decadência, razão não lhe confiro. O CTN dispõe sobre normas gerais em matéria tributária, especialmente acerca da prescrição e da decadência. Estabelecendo normas gerais, a legislação ordinária pode dispor sobre normas específicas e assim o prazo decadencial previsto no art. 45 da Lei n ° 8.212/1991 é compatível com o ordenamento jurídico, conforme demonstrarei a seguir. Não se pode esquecer que a Constituição Federal em seu artigo 146, D1 reservou à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária. Dessa forma as normas gerais estão dispostas no CTN, entretanto normas específicas se tiverem de acordo com o disposto no CTN adquirem sua validade. Assim, o próprio CTN em seu artigo 97, VI dispõe que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. O instituto da decadência é modalidade de extinção do crédito tributário, conforme previsto no art. 156, V do CTN, e sendo assim pode ser regulado por lei ordinária. Além do mais, o art. 150, § 40 do CTN dispõe que a lei pode alterar o prazo à homologação do tributo, que pelo CTN é de 5 anos. Sabemos que em regra, as contribuições previdenciárias são lançadas por homologação, e assim a Lei n. 8.212/1991, poderia alterar o prazo para 10 anos, conforme previsão no próprio CTN. O prazo decadencial para levantamento das contribuições previdenciárias não surgiu somente em 1999, mas está previsto em lei específica da previdência social, art. 45 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito. Desse modo foi correta a aplicação do instituto pelo órgão fiscalizador: Art.45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada. (.) MF -SEGUNDO CONSELliu ILÁL CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 35408.000518/2007-20 Brasília, c2 3 ,0 °zoo-R CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.235: Fls. 380 dir e.n 1111111110. -0115,-0,Wer, a. tape 1983 7 • - - _ Quanto à suposta inconstitucion. i.a.e 0 • . • • • c' 8.212; não cabe tal análise na esfera administrativa. Não é de competência da autoridade administrativa a recusa ao - cumprimento de norma supostamente inconstitucional, razão pela qual são aplicáveis os prazos regulados na Lei n ° 8.212/1991 em matéria de decadência e prescrição relativas às contribuições previdenciárias. Toda lei presume-se constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame da matéria, deve o agente público, como executor da lei, respeitá-la. Nesse sentido, segue trecho do Parecer/CJ n ° 771, aprovado pelo Ministro da Previdência Social em 28/1/1997. Cumpre ressaltar que o guardião da Constituição Federal é o Supremo Tribunal Federal, cabendo a ele declarar a inconstitucionalidade de lei ordinária. Ora, essa assertiva não quer dizer que a administração não tem o dever de propor ou aplicar leis compatíveis com a Constituição. Se o destinatário de uma lei sentir que ela é inconstitucional o Pretório Excelso é o órgão competente para tal declaração. Já o administrador ou servidor público não pode se eximir de aplicar uma lei, porque o seu destinatário entende ser inconstitucional, quando não há manifestação definitiva do STF a respeito. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. Nesse mesmo sentido segue trecho do Parecer/CJ n ° 2.547, aprovado pelo Ministro da Previdência Social em 23/8/2001. Ante o exposto, esta Consultoria Jurídica posiciona-se no sentido de que a Administração deve abster-se de reconhecer ou declarar a inconstitucionalidade e, sobretudo, de aplicar tal reconhecimento ou declaração nos casos em concreto, de leis, dispositivos legais e atos normativos que não tenham sido assim expressamente declarados pelos órgãos jurisdicionais e políticos competentes ou reconhecidos pela Chefia do Poder Executivo. Não há como esse Colegiado recusar cumprimento à Lei n ° 8.212/1991, sem lhe afastar a presunção de constitucionalidade. Não cabe o disfarce de não aplicação da Lei n 8.212, sob o argumento de que deve prevalecer a lei complementar, no caso o CTN, pois se tal argumento prosperasse os tribunais judiciários não teriam que submeter a questão à Corte Especial ou ao Pleno. Mesmo porquê, por uma questão lógica não se pode declarar a ilegalidade de uma lei, que é posterior ao CTN, e além do mais é específica. De acordo com a Súmula n ° 2 aprovada pelo Conselho Pleno do 2° Conselho de Contribuintes não pode ser declarada inconstitucionalidade de norma pela Administração. SÚMULA N ° 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Desse modo, voto no sentido de rejeitar a preliminar ao mérito, ratificando a aplicação do prazo decadencial de dez anos, previsto no art. 45 da Lei n 8.212/1991, par constituição do crédito previdenciário. Processo n.° 35408.000518/2007-20 CCO2/CO5 Acórdão n.°205-00.235 — — Fls. 381 Quanto ao argumento da recorrente de que a decisão de primeira instância é nula, pois o julgador eximiu-se de enfrentar a questão da decadência sob alegação de cumprimento de dever funcional; o que violaria o princípio do contraditório; não lhe confiro razão. Foi dedicado todo um trecho da decisão para discorrer sobre a não fluência do prazo decadencial, itens 19 a 22, incluindo o fato de a inconstitucionalidade não poder ser objeto de conhecimento na esfera Administrativa. Quanto ao argumento da recorrente de que teria agido dentro da legalidade quando efetuou a compensação de tributos; descabendo invocar o art. 170-A do CTN; não lhe assiste razão. A recorrente não poderia ter realizado a compensação, em virtude de proibição legal. Conforme previsto no art. 170-A do CTN, a compensação somente pode ser realizada após o trânsito em julgado. Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. (Artigo incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001) No presente caso, a própria decisão judicial ordenou a observância do art. 170-A do CTN, conforme fl. 255. Logo não poderia a empresa ter compensado com fatos geradores ocorridos no período objeto da presente Notificação, uma vez que até o momento não houve o trânsito em julgado da decisão, conforme informação trazida pela própria recorrente em suas razões recursais. Por todo o exposto o lançamento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido nos termos da Decisão-Notificação (DN), haja vista os argumentos apontados pela recorrente serem incapazes de refutar a DN. CONCLUSÃO: Voto por CONHECER DO RECURSO do notificado para no mérito NEGAR- LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 13 de dezembro de 2007 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE CON1 O OR.:GINAL Brasília, 073/ 0.1 Rosai '11"MNIO 9‘44111, /' •41* . a iewr, RAMO( Page 1 _0026900.PDF Page 1 _0027000.PDF Page 1 _0027100.PDF Page 1 _0027200.PDF Page 1 _0027300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10435.725052/2019-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 07 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Tue Jul 04 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2015 a 31/12/2015
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. FUNDOS PÚBLICOS. APLICAÇÃO DO REGIME-GERAL DE PREVIDÊNCIA QUANDO INEXISTE REGIME PRÓPRIO.
O Fundo é instrumento de gestão financeira do ente público. Tem por objetivo afetar recursos a finalidades determinadas, e não é sujeito de direitos e deveres. Sua inscrição no CNPJ não lhe altera a natureza, não lhe conferindo personalidade jurídica, existindo tão somente para fins contábeis. Em não havendo regime-próprio de previdência, são devidas as contribuições previdenciárias sociais ao regime-geral, administrado e gerido pela União.
Numero da decisão: 2301-010.315
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 2301-010.312, de 07 de março de 2023, prolatado no julgamento do processo 10435.725041/2019-74, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
João Maurício Vital Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello, Ferreira Stoll, Wesley Rocha, Flavia Lilian Selmer Dias, Fernanda Melo Leal, Alfredo, Jorge Madeira Rosa, Maurício Dalri Timm do Valle, João Maurício Vital (Presidente).
Nome do relator: JOAO MAURICIO VITAL
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FUNDOS PÚBLICOS. APLICAÇÃO DO REGIME-GERAL DE PREVIDÊNCIA QUANDO INEXISTE REGIME PRÓPRIO. O Fundo é instrumento de gestão financeira do ente público. Tem por objetivo afetar recursos a finalidades determinadas, e não é sujeito de direitos e deveres. Sua inscrição no CNPJ não lhe altera a natureza, não lhe conferindo personalidade jurídica, existindo tão somente para fins contábeis. Em não havendo regime-próprio de previdência, são devidas as contribuições previdenciárias sociais ao regime-geral, administrado e gerido pela União. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 2301-010.312, de 07 de março de 2023, prolatado no julgamento do processo 10435.725041/2019-74, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello, Ferreira Stoll, Wesley Rocha, Flavia Lilian Selmer Dias, Fernanda Melo Leal, Alfredo, Jorge Madeira Rosa, Maurício Dalri Timm do Valle, João Maurício Vital (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, Anexo II, do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 43 5. 72 50 52 /2 01 9- 54 Fl. 978DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-010.315 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10435.725052/2019-54 Trata-se de Recurso Voluntário interposto por MUNICÍPIO DE BONITO, contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação apresentada. A autuação se dá referente a créditos previdenciários devidos à Seguridade Social, correspondentes à parte patronal, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho- GILRAT. Em seu Recurso Voluntário, o Município reproduziu as mesmas razões da defesa de primeira instância: 1 – Os fundos especiais dispõem de orçamento próprio. 2 – A Instrução Normativa RFB n. 1.005, de 9 de fevereiro de 2010, e a Nota RFB no 114, de 24 de maio de 2010, elucidaram as diferenças entre o fundo meramente contábil ou unidade orçamentária e o fundo público com personalidade jurídica, que recebe a denominação de fundo, mas se constitui como uma autarquia pública ou unidade gestora, detentora de personalidade jurídica, como no presente caso. 3 – A legislação do SUS exige a existência de fundo municipal de saúde para o recebimento e movimentação de recursos destinados à saúde pública, contemplando os recursos oriundos da União, do Estado e do Município, o que significa dizer que os fundos de saúde serão necessariamente ordenadores de despesas. 4 – O Município é competente para definir a forma administrativa de operacionalização do fundo público municipal. A Lei no 4.320/1964 estabelece que as especificidades e as características possam ser definidas pela lei municipal que cria o fundo e define a forma como será organizado, gerido e operacionalizado, em conformidade com as normas da contabilidade pública e de fiscalização. 5 – A Nota RFB nº 114, de 24 de maio de 2010, esclarece que os fundos meramente contábeis só estão isentos das obrigações acessórias por não executarem os recursos financeiros sob sua responsabilidade. Caso o façam, deixarão de ser meramente contábil, passarão a ter personalidade jurídica e terão obrigações acessórias. 6 – Os Fundos Especiais de Bonito executam os recursos financeiros sob sua responsabilidade. O Fundo Municipal de Saúde foi criado pela Lei Municipal nº 388/91, constando, expressamente, do seu artigo 3º, I, “Gerir o Fundo Municipal de Saúde e estabelecer políticas da aplicação dos seus recursos em conjunto com o Conselho Municipal de Saúde". 7 – O Fundo Municipal de Assistência Social foi criado pela Lei Municipal nº 603/97, que dispõe, expressamente, em seu artigo 3º que o FMAS será regido pela Secretaria Municipal de Ação Social e Meio Ambiente, sob orientação do Conselho Municipal de Ação Social. 8 – Quanto à contribuição ao Pasep, relativamente à divergência entre a base de cálculo apurada por meio dos balancetes e aquela apurada por meio do SICONFI, ocorreu uma falha formal na apuração realizada pela Auditoria. O valor registrado como Receitas Correntes, na verdade, consiste na Receita Total do Município. O valor das receitas de capital está sendo somado, quando deveria ser deduzido, conforme orientação da própria receita federal, na Solução de Consulta n.º 278 –COSIT. Fl. 979DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-010.315 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10435.725052/2019-54 9 – Deve-se substituir o valor da Receita Corrente na tabela elaborada pela Auditoria e excluir as receitas de capital, relativas as transferências voluntárias, obtendo-se a base de cálculo para fins de apuração do PASEP devido. Diante dos fatos, é o breve relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O Recurso Voluntário apresentado é tempestivo, seguindo a regra do art. 33 do Decreto Lei 70.235/72. DA EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Está sendo exigido do contribuinte Contribuições a cargo da empresa fiscalizada, previstas no art. 22, incisos I, II e III da Lei nº 8.212/91 (parte patronal e para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho –RAT/ SAT/GILRAT). A infração refere-se exclusivamente às folhas de pagamento dos seguintes Fundos Públicos, vinculados ao Município de Bonito/PE: I- Fundo Municipal de Saúde do Bonito – FMS, CNPJ 08.763.979/0001-61; II- Fundo Municipal de Assistência Social do Bonito - FMAS, CNPJ 12.072.383//0001-92; Estas infrações referem-se às contribuições incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados sujeitos ao regime geral de previdência social e que não foram informadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e de Informações à Previdência Social – GFIP, referente ao exercício de 2015. Em seu Recurso Voluntário o Município limitou-se sua manifestação somente à natureza dos fundos, deixando de contestar o mérito também da autuação, quanto às contribuições sociais devidas. Com isso, preclusa a matéria da autuação, restando, somente a manifestação quanto a natureza jurídica de fundos instituídos por entes federados. Diante dos fatos apresentados, é inegável a legitimidade passiva do Município. Os Fundos Municipais (Fundos Públicos), relacionados acima, por possuírem natureza meramente contábil e fiscal não possuem personalidade jurídica, e, portanto, não podem figurar como sujeito passivo de obrigação tributária. Fl. 980DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-010.315 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10435.725052/2019-54 Desta forma, os fatos geradores referentes às contribuições previdenciárias de seus segurados empregados, abordados no presente relatório fiscal, terão os respectivos autos de infração lavrados em nome do Município de Bonito/PE, CNPJ 10.121.515/0001-01. Os Fundos Públicos devem ser constituídos pelo ente federado por meio de Lei ordinária, segundo dispõe o art. 167, inciso IX, da Constituição Federal, e servem como instrumentos de gestão financeira daquele ente público para determinado objetivo a ser executado pela administração pública. Assim, o fato de possuir CNPJ não o transforma o “fundo” em pessoa jurídica de direito público, interno ou externo, tendo em vista que a inscrição nos cadastros do ente federado é para fins contábeis e de registros cadastrais de suas operações administrativas e financeiras. O artigo 165, inciso II, do §9º, da CF, determina que é por meio de Lei complementar, daquele ente federado que criou o “fundo”, que será estabelecido normas de gestão financeira e patrimonial da administração, direta e indireta, bem como para as condições de funcionamento de “fundos”. Conforme o jurista Lafayete Josué Petter “os fundos públicos não tem personalidade jurídica. Não caracterizam pessoas a que possam ser atribuídos direitos e deveres. Caracterizam um conjunto de recursos afetados a alguma finalidade (legal ou constitucional). São contábeis, por assim dizer, ali se consignando ingressos (elementos ativos) e saídas, aplicações de recurso (elementos passivos), de responsabilidade de alguma autoridade pública, que já se encontra inserida na administração (Lafayete, in Direito Financeiro. 7ª Ed. Porto Alegre-RS: Verbo Jurídico, 2013, p. 359). Portanto, diante da natureza jurídica de fundos públicos, a responsabilização é do ente federado dotado de personalidade jurídica própria, a fim de responder pela exigência tributária, e não havendo regime-próprio de previdência daquele Município, as contribuições ao regime-geral de previdência, administrado pela União, são devidas. Ante o exposto, voto no sentido de Negar provimento ao recurso. Fl. 981DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-010.315 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10435.725052/2019-54 Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do Anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital – Presidente Redator Fl. 982DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 36216.004077/2004-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 09 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2302-000.145
Decisão: RESOLVEM os membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA, DA TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDA SEÇÃO, por unanimidade de votos, converter o
julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR
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Recorrida DRJ EM SÃO BERNARDO DO CAMPOSP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA, DA TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDA SEÇÃO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI Presidente Substituta (na datada formalização do acórdão) (assinado digitalmente) MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA (Presidente), LIEGE LACROIX THOMASI, ARLINDO DA COSTA E SILVA, THIAGO D AVILA MELO FERNANDES, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANA SATO. Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, lavrada em 07/07/1999 contra o responsável solidário, em razão do contribuinte principal não ter recolhido as contribuições destinadas ao financiamento do FPAS, do SAT e de terceiros. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por VILMA SANTOS DA GRACA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 36216.004077/200411 Resolução n.º 2302000.145 S2C3T2 Fl. 2 2 No entender da Autarquia, o fato gerador das referidas contribuições previdenciárias constituise na remuneração dos trabalhadores envolvidos na prestação se serviços mediante cessão de mãodeobra. Foi apresentada defesa pelo notificado na qual foi anexada aos autos documentação concernente a outras NFLDs (fls. 37/47). Em 12 de agosto de 2004, foi prolatada DecisãoNotificação (fls. 249/253) por meio da qual julgou procedente a autuação sob o fundamento de que não houve cerceamento de defesa e que a responsabilidade solidária não comporta benefício de ordem. Inconformada com a DN proferida, a Notificada interpôs recurso voluntário que argüiu: (i) preliminarmente, a nulidade da NFLD, vez que entende que o Relatório Fiscal não explicita objetivamente os dispositivos legais que teriam sido observados pela Fiscalização do INSS. (ii) a apresentação de CND da sociedade prestadora de serviços [SIL COMÉRCIO E MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS LTDA.], por si só já demonstra que os valores devidos a título de contribuição previdenciária foram integral e tempestivamente recolhidos pela contratada; (iii) afirma que os administradores da recorrente foram indevidamente referidos como coresponsáveis do débito, o que configura violação ao artigo 135, do CTN; (iv) alega que a fiscalização deveria ter verificado se a prestadora de serviços possuía escrituração regular, tendo em vista que, nos termos da OS n. 83/93, uma vez comprovada a existência de contabilidade por parte da sociedade prestadora, presumese a regularidade dos valores por ela recolhidos, além de afastar a solidariedade da contratante para com o cumprimento das obrigações; (v) aduz que a taxa SELIC somente pode ser utilizada no mercado financeiro, tendo em vista sua natureza confiscatória; Em 10/08/2005, a então 4ª CAJ do CRPS ao apreciar os recursos interpostos resolveu converter o julgamento em diligência para a Secretaria da Receita Previdenciária informe se a prestadora de serviços já foi submetida a alguma espécie de fiscalização total [com contabilidade] e se houve adesão, por parte da empresa, a parcelamentos especiais, tais como REFIS e PAES [fls. 464467]. Instada a se manifestar, a DRJ apresentou as informações requeridas pela Câmara de Julgamento. Em 03 de fevereiro de 2009, a então Quinta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes entendeu pela conversão do julgamento em diligência [Acórdão n. 20500254] para que: […] Diante disso, entendo necessário para a regularidade do feito e para prestigiar a ampla defesa e publicidade dos atos administrativos, a conversão do julgamento em diligência para que seja o Fl. 4DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por VILMA SANTOS DA GRACA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 36216.004077/200411 Resolução n.º 2302000.145 S2C3T2 Fl. 3 3 representante da Recorrente cientificado da informação fiscal de fls. 480, para, querendo, se manifestar no prazo de 10 [dez] dias. Segundo consta dos autos, apenas a pessoa jurídica BOMBRIL S/A foi intimada. É o relatório. Conselheiro MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, pressuposto de admissibilidade superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES DILIGÊNCIA Em 03 de fevereiro de 2009, a então Quinta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes entendeu pela conversão do julgamento em diligência [Acórdão n. 20500254] para que: […] Diante disso, entendo necessário para a regularidade do feito e para prestigiar a ampla defesa e publicidade dos atos administrativos, a conversão do julgamento em diligência para que seja o representante da Recorrente cientificado da informação fiscal de fls. 480, para, querendo, se manifestar no prazo de 10 [dez] dias. Segundo consta dos autos, apenas a pessoa jurídica BOMBRIL S/A foi intimada. A pessoa jurídica SIL COM. MANUTENÇÃO MÁQUINAS LTDA. que interpôs recurso voluntário [fls. 282286] não foi intimada da Informação Fiscal. Diante disso, entendo necessário para a regularidade do feito e para prestigiar a ampla defesa e publicidade dos atos administrativos, a conversão do julgamento em diligência para que seja o representante da Recorrente SIL COM. MANUTENÇÃO MÁQUINAS LTDA. cientificado da informação fiscal de fls. 480, para, querendo, se manifestar no prazo de 10 [dez] dias. CONCLUSÃO: Diante disso, voto pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. É como voto. (assinado digitalmente) MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator Fl. 5DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por VILMA SANTOS DA GRACA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMA SI
score : 1.0
Numero do processo: 16327.914287/2009-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Mon Jun 26 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Data do fato gerador: 15/07/2002
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DILIGÊNCIA FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO.
Deve ser indeferido o Pedido de Restituição cujo crédito pleiteado não foi confirmado por diligência fiscal.
Numero da decisão: 3402-010.330
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.326, de 25 de abril de 2023, prolatado no julgamento do processo 16327.914284/2009-17, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Alexandre Freitas Costa, Jorge Luís Cabral, Marina Righi Rodrigues Lara, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Mateus Soares de Oliveira (suplente convocado), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente). Ausente a conselheira Renata da Silveira Bilhim, substituída pelo conselheiro Mateus Soares de Oliveira.
Nome do relator: PEDRO SOUSA BISPO
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Data do fato gerador: 15/07/2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DILIGÊNCIA FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. Deve ser indeferido o Pedido de Restituição cujo crédito pleiteado não foi confirmado por diligência fiscal.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2023-06-21T13:01:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2023-06-21T13:01:54Z; Last-Modified: 2023-06-21T13:01:54Z; dcterms:modified: 2023-06-21T13:01:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2023-06-21T13:01:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2023-06-21T13:01:54Z; meta:save-date: 2023-06-21T13:01:54Z; pdf:encrypted: true; modified: 2023-06-21T13:01:54Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2023-06-21T13:01:54Z; created: 2023-06-21T13:01:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2023-06-21T13:01:54Z; pdf:charsPerPage: 2093; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2023-06-21T13:01:54Z | Conteúdo => S3-C 4T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 16327.914287/2009-51 Recurso Voluntário Acórdão nº 3402-010.330 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de abril de 2023 Recorrente ECONOMUS INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Data do fato gerador: 15/07/2002 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DILIGÊNCIA FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. Deve ser indeferido o Pedido de Restituição cujo crédito pleiteado não foi confirmado por diligência fiscal. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhe aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-010.326, de 25 de abril de 2023, prolatado no julgamento do processo 16327.914284/2009-17, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Alexandre Freitas Costa, Jorge Luís Cabral, Marina Righi Rodrigues Lara, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, Mateus Soares de Oliveira (suplente convocado), Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo (Presidente). Ausente a conselheira Renata da Silveira Bilhim, substituída pelo conselheiro Mateus Soares de Oliveira. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, Anexo II, do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. A interessada entregou a Declaração de Compensação nº 38738.63861.290307.1.3.04-6049, na qual declara a compensação de pretenso crédito de pagamento indevido ou a maior da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 91 42 87 /2 00 9- 51 Fl. 304DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-010.330 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.914287/2009-51 COFINS (código de receita 7987) relativo ao período de apuração ocorrido em junho de 2002 (30/06/2002). Pelo Despacho Decisório, a compensação declarada não foi homologada, sob o fundamento de que a partir das características do DARF por meio do qual teria ocorrido o pagamento a maior ou indevido, o pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificado da decisão, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, que: - a Manifestante é Entidade Fechada de Previdência Complementar e tem como objetivo instituir e administrar plano de previdência complementar e, por conseguinte, pagar aposentadorias complementares às pagas pela Previdência Social; - tendo apurado crédito decorrente de pagamento a maior de tributos federais, apresentou, como lhe é facultado pela legislação de regência, a Declaração de Compensação de Tributos Federais n° 38738.63861.290307.1.3.04-6049; - a Manifestante cometeu um equívoco formal, pois não demonstrou a existência do crédito no preenchimento da DCTF, sendo, contudo, o crédito, legítimo; - Uma vez demonstrada a origem dos pagamentos realizados a maior que a Manifestante pretendeu compensar, como restou comprovado acima, é claro o seu direito à restituição destas quantias, sob pena de afronta ao princípio da moralidade administrativa, tendo em vista que sua negativa configura enriquecimento ilícito por parte do Estado; - os equívocos nas declarações do contribuinte não criam tributos, não podendo, uma vez comprovado o erro de fato, gerar obrigação tributária, reportando-se a ensinamentos de Ives Gandra da Silva Martins e Hugo de Brito Machado; - A quantia recolhida a título de tributo a maior, que não. era devida, nem sequer pode ser considerada tomo receita do Estado, sob pena de afronta ao princípio da legalidade e da moralidade administrativa; - Como mero ingresso de caixa e não verdadeira receita, não pode esta quantia a que se pretende compensar ser integrada ao patrimônio do Poder Público, o que implica no dever do Estado de restituir o indébito tributário ao seu legítimo proprietário; - Tão logo apurado o recolhimento indevido, esta parcela foi compensada com outros tributos devidos, nos moldes da legislação federal, de maneira que não há razões a se negar tal compensação; A DRJ julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade. Foi exarado o Acórdão nº 16-049.260. O contribuinte, tendo tomado ciência do Acórdão da DRJ, apresentou Recurso Voluntário. A Turma 3802 deste Conselho, resolveu converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos da Resolução nº 3802-000.340, em síntese: Pois bem, como é cediço, a entrega de DCTF, sem qualquer tipo de comprovação que demonstre a divergência na apuração do débito, não é suficiente para comprovar o indébito indicado. Fl. 305DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-010.330 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.914287/2009-51 No entanto, ciente disso e visando comprovar os fatos alegados e primando pelo princípio da verdade material, a Recorrente em fase de Manifestação de Inconformidade, apresentou uma planilha para demonstração da base real apurada para os cálculos do COFINS e cópia do Balancete Analítico Consolidado, referente ao período de apuração de junho de 2002. (...) Considerando que o Recorrente argumenta que o fato que gerou o despacho denegatório foi o erro de preenchimento na DCTF, em que constou valor maior que o apurado e que não apresentou DCTF retificadora, pois de acordo com a legislação, após a expedição de despacho decisório, a lei proíbe o contribuinte de retificar a declaração. Com base nessas considerações e o contido no recurso voluntário da recorrente bem como devido às particularidades do caso concreto e antes do julgamento do mérito, com fundamento no art. 29 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), voto pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, devendo os autos retornarem à DRF do domicílio tributário da recorrente, para proceder parecer sobre: a) diligenciar, com base nos dados registrados nos documentos contábeis apresentados (Balancete Analítico Consolidado, referente ao período de apuração do COFINS de junho de 2002, e pronunciar-se sobre a veracidade dos cálculos elaborados no demonstrativo do COFINS (recurso voluntário), visto que os mesmos foram trazidos extemporaneamente pelo contribuinte e, portanto, não foram analisados pelo Fisco, com isso emitindo informação sobre a comprovação do direito creditório alegado e bem como seu respectivo valor; e b) em seguida, seja cientificada a recorrente, para, querendo, dentro do prazo fixado, manifeste-se sobre as conclusões exaradas no citado parecer. Após, retornem-se os autos a esta 2ª Turma Especial/3ª Seção, para prosseguimento do julgamento. A diligência foi finalizada, conforme Despacho de Diligência EQREV/DIRAT/DEINF/SP nº 0.180/2020. Sobre as conclusões da diligência o contribuinte apresentou sua manifestação: Em observância ao disposto na Resolução nº 3802-000.340, da 2ª Turma Especial/3ª Seção do CARF que determinou a reanálise do direito creditório pleiteado no PER/DCOMP nº 38738.63861.290307.1.3.04-6049, o Sr. representante da RFB concluiu pela inexistência de pagamento indevido/a maior e pela consequente não- homologação das compensações declaradas pelo Recorrente. Ocorre que, a fiscalização não identificou o crédito pleiteado pela Recorrente sob a alegação que ao recalcular o COFINS devido nos moldes da IN SRF nº 170/2002 constatou-se que o valor apurado é maior do que aquele informado pelo interessado na DCTF e em seu Recurso Voluntário. Dessa forma, não foi possível admitir a ocorrência de pagamento indevido ou a maior, restando inegável a inexistência de liquidez e de certeza do crédito pleiteado. Todavia, existem alguns equívocos da Fiscalização quanto à apuração do(a) COFINS da Recorrente para referida competência analisada, como será demonstrado. A Fiscalização para cálculo do COFINS Devido adotou a tabela da IN SRF nº 170/2002. Contudo, apesar da tabela propor uma metodologia para o cálculo do PIS e COFINS das Entidades Fechadas de Previdência Privada (EFPC) não podemos deixar Fl. 306DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-010.330 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.914287/2009-51 de aplicar o que a Lei estabelece para identificação da obrigação tributária referente às contribuições sociais ao PIS e à COFINS. (...) Desta forma, apesar da IN SRF nº 170/2002 apresentar uma planilha prática de cálculo, essa deve ser preenchida de acordo com a legislação pertinente à apuração das contribuições ao PIS e a COFINS. Ou seja, deve-se somar as diversas receitas da EFPC Previdencial (31), Assistencial (41), Administrativo (51) e de Investimentos (61), e excluir aquilo que a legislação determina, isto é, a receita do previdencial (31), do investimentos (61) e o custeio do assistencial (42). Assim, a base de cálculo do PIS e da COFINS das EFPC pode ser resumida nas seguintes contas do seu plano de contas referencial: o custeio administrativo (3.4.2.3.01), receitas e despesas assistenciais (4.1 e 4.2), receitas administrativas (5.1), remuneração dos investimentos assistenciais e administrativos (6.4.2.2 e 6.4.2.3). No caso específico da Recorrente, as contas do plano referencial utilizadas para a apuração da base de cálculo foram os valores constantes nas contas 3.3.2.3/3.4.2.3 (variação de código de acordo com o ano); 4.1; 5.1; 6.3.2.2/6.4.2.2; 6.3.2.3/6.4.2.3 (variação de código de acordo com o ano), e 4.2 sob a forma de dedução permitida a partir de dezembro/2001. (...) Ressalte-se que as contas 4.1.1.1.01 REGULAMENTO COMPLEMENTAR; 4.1.1.1.02 FOLHA DE APOSENTADOS; 4.1.1.1.03 FOLHA DE PAGTO ASSIST. MED ; 4.1.1.1.04 RESSARC. APOS./PENSÕES GRU; e 4.1.1.1.06 CONVENIO BENEF. INSS tratam de valores reembolsáveis, ou seja, não podem ser considerados receitas, já que referem-se apenas a reembolso pelas despesas custeadas pela Recorrente. Desta forma, para não tributar valores indevidos, a Recorrente utiliza apenas as subcontas 4.1.1.1.05 e 4.1.1.1.07 na elaboração da base de cálculo para os tributos em questão, somente considerando os valores recebidos a título dos planos assistenciais FEAS E FAC, descartando as demais contas integrantes da conta 4.1. - receitas, por tratarem de valores reembolsáveis. (...) É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a compensação aqui discutida não foi homologada sob o fundamento de que “a partir das características do DARF por meio do qual teria ocorrido o pagamento a maior ou indevido, o pagamento foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Esta é a mensagem padrão para os casos em que o contribuinte Fl. 307DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3402-010.330 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.914287/2009-51 apresenta um Pedido de Restituição, alegando que pagou valor maior que o devido para determinado tributo, mas não retifica a correspondente DCTF, que permanece com o valor do débito original confessado. O próprio contribuinte, em seu Recurso Voluntário, reconhece que foi essa a razão para o indeferimento do pleito, porém afirma que não retificou a DCTF após receber o Despacho Decisório por haver impedimento legal para tanto, mas que realizou a demonstração da base de cálculo do tributo, apresentado provas de que a DCTF continha um erro material e que havia efetivamente pago o tributo a maior. Em função dos documentos acostados aos autos, a Turma 3802 deste Conselho resolveu converter o julgamento do recurso em diligência para que fossem analisados os documentos contábeis apresentados, visto que os mesmos foram trazidos extemporaneamente pelo contribuinte e, portanto, não foram analisados pelo Fisco. Em cumprimento à Resolução, foi realizada uma diligência pela DRF de origem, com base nas provas apresentadas pelo contribuinte no decorrer do processo, para quantificar o montante do direito creditório do contribuinte. A conclusão deste procedimento, conforme relatado, foi a seguinte: Conforme detalhado no tópico precedente, a apuração do tributo PIS foi refeita a partir dos balancetes contábeis apresentados pelo recorrente, conforme o disposto na planilha de cálculo constante do Anexo, da IN SRF nº 170/2002. Assim, chegou-se ao valor de R$ 103.786,89, como devido a título de PIS para o período de apuração objeto do PER/DCOMP. Note-se, portanto, que o valor apurado é maior do que aquele informado pelo interessado na DCTF e em seu Recurso Voluntário. Dessa forma, não é possível admitir a ocorrência de pagamento indevido ou a maior, restando inegável a inexistência de liquidez e de certeza do crédito pleiteado. A diligência efetivou seus cálculos com base em planilha modelo constante de Anexo da IN SRF nº 170/2002, enquanto o contribuinte utilizou planilha própria, com metodologia de cálculo distinta, o que levou à diferença entre as duas apurações. Pelo exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do Anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. Fl. 308DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3402-010.330 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 16327.914287/2009-51 (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Fl. 309DF CARF MF Original
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Numero do processo: 35464.004011/2006-90
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 2301-000.146
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em
converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES
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Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (Assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Bernadete De Oliveira Barros, Damião Cordeiro De Moraes, Mauro Jose Silva, Leonardo Henrique Pires Lopes. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 35464.004011/200690 Resolução n.º 2301000.146 S2C3T1 Fl. 2 2 Relatório 1. Retornam os autos após terem sido cumpridas, em parte, as providências solicitadas pelo relator, conforme Resolução nº 20500.086, que converteu o julgamento em diligência nos termos do voto acostado às fls. 629/632, in verbis: “5. Desta forma, o presente julgamento deve ser convertido em diligência para que o fisco faça subir os autos da citada Notificação, a fim de que este órgão possa dar seguimento à analise do pleito manejado pelo recorrente. 6. Verificase, também, a necessidade de juntada aos autos de certidão de atualização do trâmite do processo n.° 94.00259280, uma vez que consta informação no sentido de que a empresa adotou providências para a expedição do precatório judicial. 7. Após, dêse vistas ao contribuinte dos resultados da diligência, que terá prazo de 15 dias para manifestarse nos autos.” 2. Tendo em vista que o relatório já foi apresentado por ocasião da decisão anterior, cito seu inteiro teor: "1. Por bem demonstrar a controvérsia travada nos autos, colho da decisão recorrida, que indeferiu o pleito do recorrente, o seguinte relatório: “1. O presente processo de Pedido de Restituição, referese ao Pedido protocolizado junto a Superintendência do INSS em, São Paulo sob n° 35.366.001344/9901 em 12.04.1999, decorrente de recolhimentos indevidos de contribuições previdenciárias no período de 09/1989 a 05/1994 referente a rubrica "recolhimento sobre remuneração paga a autônomos e administradores” que foi julgada inconstitucional por decisão do STF — Supremo Tribunal Federal na ADIN n° 1102, com julgamento em 05.10.1995 e ação judicial movida pela requerente no processo n° 94.00259280 com apelação eivei n° 96.03.0296430/SP, transitado em julgado com decisão favorável à empresa, conforme cópias das decisões judiciais (fls. 38 até 62), cumulado com o Pedido de Operação Concomitante protocolizado sob o n°35464.000643/200501. 2. O processo foi analisado pelo Serviço de Fiscalização conforme Relatório Fiscal de 20.10.2005 às fls. 326 a 330 e Relatório Fiscal Complementar de 15.05.2006 às fls. 586 a 588 que concluiu pela procedência dó Pedido. 3. Tendo em vista o pedido ser decorrente de sentença contra a Previdência Social, o processo foi encaminhado a ProcuradoriaGeral Federal do INSS em cumprimento ao disposto no art. 235, parágrafo único, da Instrução Normativa da SRP n° 03, de 14 de julho de 2005 e retorna a este Serviço com o despacho de 17.10.2006 às fls. 590. 4. No parecer o Procurador esclarece que a sentença determinando a repetição do indébito na Ação de rito Ordinário de n° 94.00259280, se dará por intermédio de precatório, inclusive que a empresa já requereu ao Juiz da 6° Vara Federal a expedição do precatório.” 2. Contra a decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs recurso voluntário, aduzindo, em síntese, o seguinte: Fl. 2DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 35464.004011/200690 Resolução n.º 2301000.146 S2C3T1 Fl. 3 3 a) preliminarmente, defende a apreciação conjunta do Requerimento de Restituição consubstanciado na PT 35466.005756/200575, do Requerimento de Operação Concomitante instaurado pela PT 35464.000643/200501 e a NFLD 35.479.1630, cujo pedido de desistência protocolado pela empresa mediante orientação do próprio fisco, foi homologado em 10/11/2003; b) no mérito, que o indeferimento do pedido de restituição, bem como do pagamento dos débitos mediante o procedimento de operação concomitante, não observou o regramento normativo aplicado à espécie, notadamente as Instruções Normativas nos 100/2003 e 03/2005; c) entende que a coisa julgada não atinge a forma de pagamento, mas sim a obrigação de efetiválo, razão pela qual o pedido de operação concomitante poderia ser realizado, inclusive porque o pagamento em precatório no prazo de 10 anos, determinado pela sentença judicial que garantiu o direito do contribuinte, não foi sequer consolidado.” 3. Após a peça recursal, foram juntados aos autos os documentos de fls. 620/621, manifestação da ProcuradoriaGeral Federal do INSS (fls. 622/623) e contra razões do fisco, mantendo a decisão de primeira instância (fls. 624/626). 4. Instado a se manifestar novamente, o contribuinte protocolou petição e juntou documentos às fls. 01/76. O fisco e a ProcuradoriaGeral Federal do INSS se manifestaram pela improcedência do pedido de 'operação concomitante', sob o argumento de que tal procedimento fere a coisa julgada, pois a sentença que condenou o INSS foi no sentido de determinar a restituição dos valores pagos através de precatório e em dez anos. Além do que, o contribuinte já teria apresentado ao Juiz as cópias necessárias para efetivação do precatório, o que evidenciaria risco de duplicidade de pagamentos. 5. Ainda segundo a defesa do Fisco, a compensação somente seria possível com créditos vincendos e da mesma espécie (art. 66 da Lei n° 8.383/91) e o crédito que se quer compensar é vencido, tanto que já lançado em NFLD. É o relatório.” 3. Em atendimento à diligência requerida no item 6, a Equipe de Orientação da Arrecadação Previdenciária (EQARP) anexou Consulta de Movimentação Processual referente à Ação Ordinária nº 94.00259280, bem como dos processos conexos, sendo estes a Apelação Cível nº 96.03.0296430/SP, os Embargos à Execução fundado em sentença nº 2000.61.00.0269920 e o Agravo de Instrumento nº 2007.03.00.0888222. Inclusive, restou constatada o deferimento para expedição de precatórios, conforme fl. 642. 4. O item cinco da decisão, o qual solicitou o encaminhamento da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) 35.479.1630, não foi cumprido pela EQARP. O setor justificou que a realização de tal procedimento caberia à Equipe de Acompanhamento de Medidas Judiciais (DERAT/SPO). Assim, encaminhou os autos àquele departamento. 5. A DERAT/SPO, por sua vez, emitiu certidão (fl. 663) informando que juntamente com o processo estaria encaminhando a NFLD, porém esse documento não consta junto aos autos. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 35464.004011/200690 Resolução n.º 2301000.146 S2C3T1 Fl. 4 4 6. Para cumprimento do item sete, a EQARP sugeriu ainda, que após o atendido do item cinco, fossem encaminhados os autos para a Equipe de Operacionalização de Direito Creditório (EODIC). Entretanto não consta no processo nenhuma informação quanto a este procedimento. É o relatório. Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DO RETORNO DE DILIGÊNCIA 2. Inicialmente, cumpre ressaltar que em assentada anterior o julgamento foi convertido em diligência para que o fisco trouxesse aos presentes autos a NFLD 35.479.1630, para que houvesse a sua análise no intuito de sanar a controvérsia da lide conforme exposto pelo contribuinte. 3. No entanto, o requerido não foi cumprido. Os autos foram encaminhados para a EQARP, tendo o órgão esclarecido que o setor responsável pela juntada da NFLD seria a DERAT/SPO. 4. Após encaminhamento para o segundo órgão, o mesmo se manifestou no sentido de que juntaria a NFLD solicitada, porém isso não ocorreu. 5. Sendo a análise da mesma indispensável para sanar sérias dúvidas da autoridade julgadora no que diz respeito aos critérios utilizados por ele para o levantamento do débito, não vislumbro outra alternativa senão baixar novamente os presentes autos em diligência, para que a DERAT/SPO acoste a solicitada NFLD. 6. Frisese, porque importante, que não se trata de formalismo excessivo, pois o relatório fiscal objetiva exatamente permitir o contraditório e a ampla defesa do sujeito passivo, bem como propiciar a adequada análise do crédito e a ensejálo de certeza e liquidez para garantia da futura execução fiscal. E, nesse ponto, ressalto que o resultado da diligência não foi suficiente para a exata compreensão da natureza das rubricas lançadas pelo auditor fiscal na referida NFLD. 7. Posto isto, converto o julgamento novamente em diligência para que seja juntado aos autos a NFLD 35.479.1630, e posteriormente seja o contribuinte cientificado do resultado da diligência que terá o prazo de quinze dias para se manifestar nos autos, caso queira. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 35464.004011/200690 Resolução n.º 2301000.146 S2C3T1 Fl. 5 5 CONCLUSÃO 7. Ante o exposto, voto pela conversão do julgamento em nova DILIGÊNCIA, na forma acima delineada. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Fl. 5DF CARF MF Impresso em 10/08/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Numero do processo: 37284.003828/2006-94
Turma: Quinta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2005
Ementa: PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS.
O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo.
É vedado ao Segundo Conselho de Contribuintes afastar a aplicação de leis e decretos sob fundamento de inconstitucionalidade.
É prescindível a manifestação do recorrente sobre o resultado da diligência que confirme as conclusões da fiscalização e refute as alegações que a provocaram, nada acrescentando de novo, inteligência do artigo 28 da Lei n° 9.784, de 29/01/1999.
Recurso Negado
Numero da decisão: 205-00.171
Decisão: ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, II) negar provimento ao recurso. Ausência justificadamente do Conselheiro Misael Lima Barreto.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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RECONHECIMENTO PELO CONIREUNIE AlRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO, E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS. O reconhecimento através de documentos da piSpia apresa da naturea saladal das pateias integrantes das remunerações aos segurados terna hrearoversa a disassão sobre a coleção da base decálado. É vedado ao Segundo Conselho de Contabuintra afastar a aplicação de leis e decretos sob fardamento de inconstitucionalidade. É pescinclivd a manifestação do regenere sotre o resultado da diligência que confine as corrimões da fiscalização e refute as alegnee" s que a povocaram, nada aaescaitaido de novo, inteligén' ria do artigp28daLein°9.784,de29/01/1" si ReassoNegrlo \\i Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n. • 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acórdão n.• 205-00.171 19s.215 ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, II) negar provimento ao recurso. Ausência justificadamente do Conselheiro Misael Lima Barreto. 11 JULIO • ' ‘VIEEIIRA GOMES Presid in JULI ES • VIEIRA GOMES Relator ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORJGI NAL ot 9 I od- -2w: Ros jel • 3 Ni • • 198377 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros. Marco André Ramos Vieira, Damião Cordeiro De Moraes, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Liege Lacroix Thomasi, e Adriana Sato Processo n.• 37284.003828/2006-94 CCOVCOS Acórdão n.• 205-00.171 Fls. 216 Relatório Trata-se de lançamento de contribuições incidentes sobre a remuneração de segurados filiados ao Regime Geral de Previdência Social pagas no período acima apontado, conforme detalhado no relatório fiscal da notificação de lançamento, NFLD. A recorrente, através de suas folhas de pagamento e outros documentos por ela preparados, incluiu as parcelas salariais levantadas pela fiscalização na base de cálculo para incidência da contribuição. A fiscalização constatou, no entanto, que as contribuições incidentes sobre os valores declarados não foram suficientes para extinção da obrigação tributária. Após impugnação e decisão de primeira instância, ainda inconformada, interpôs o presente recurso, alegando em síntese que: a. Os valores lançados excedem o prazo qüinqüenal estabelecido pelo Código Tributário Nacional no caso dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, circunstância que determina a declaração da decadência do direito do fisco de notificar o contribuinte. b. A fiscalização da Secretaria da Receita Previdenciária é incompetente para declarar o vínculo empregatício entre a notificada e aqueles que lhes prestaram serviços, sendo tal competência apenas do poder judiciário. c. O seguro de acidente do trabalho é inexigível em razão da ilegalidade da definição da atividade preponderante da empresa por meio do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 1999, circunstância que afeta a definição da aliquota aplicável, determinando a inconstitucionalidade da exação, tendo em vista a necessidade de todos estes elementos serem definidos por meio de lei e não decreto, como ocorre, atualmente, na previdência social, ferindo o princípio da tipicidade estrita. d. O salário educação somente é devido a partir de edição da Lei n° 9.424, de 1996, pelo fato de a Medida Provisória n° 1.518, de 1996, ter perdido a sua eficácia, circunstância que determina a não regulamentação do período anterior à referida Lei. e. A contribuição destinada ao INCRA é indevida, pois, além de não se constituir em modalidade de Contribuição Social, sendo certo não existir qualquer beneficio auferido pelos contribuintes, não se destina à seguridade social, nem se relaciona com o interesse de qualquer categoria profissional ou econômica. f. A utilização da taxa SELIC no cálculo dos acréscimos legais, conforme jurisprudência pacífica do STJ, é ilegal, pelo que se requer sua exclusão dos cálculos da notificação. ME • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES É o Relatório. CONFERE COM O ORIGINAL &adio, 23 ita7S2 Rosilene-44!rs Mat. Sia • . Processo n." 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acórdão n.• 205-00.171 Fls. 217 Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Comprovado nos autos o cumprimento dos pressupostos de admissibilidade do recurso, passo ao exame das questões preliminares. O lançamento foi realizado dentro do prazo fixado no artigo 45 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. A regra contida no dispositivo é clara quanto à decadência decenal das contribuições previdenciárias; portanto, por expressa vedação regimental, não compete a este Órgão julgador afastar sua aplicação: Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada. 1-• Portaria MF n° 147, de 25/06/2007 (que aprovou o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes)cs Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado oz u p éf' ns in o aos Coelhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de z observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento OO ?_: t\-t zr o ‘i? de inconstitucionalidade. (^o Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de rizj • g 15 tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: ,‘ e‘ Z I 3 1 - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária s definitiva do Supremo Tribunal Federal; II - que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n.° 10.522, de 19 de junho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou c)pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n°73, de 10 de fevereiro de 1993. Nesse sentido é que foi aprovada pelo Conselho Pleno do Segundo Conselho de Contribuintes a Súmula 02, publicada no DOU de 26/09/2007: Processo n.• 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acera° n.•205-00.171 Fls. 218 "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária" Quanto ao procedimento da fiscalização e formaliza* do lançamento também não se observou qualquer vício. Foram cumpridos todos os requisitos dos artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235, de 06/03/72, verbis: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: 1- a qualificação do autuado; - o local, a data e a hora da lavratura; III - a descrição do fato; IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; W V - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias; 8` W - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o Lm o Çp número de matricula.o „e t. c; Li Lri E cn Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que v.j 8 Lu. administra o tributo e conterá obrigatoriamente: z z se 1- a qualificação do notificado; II I4J ' - o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III - a disposição legal infringida, se for o caso; IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matricula. O recorrente foi devidamente intimado de todos os atos processuais que trazem fatos novos, assegurando-lhe a oportunidade de exercício da ampla defesa e do contraditório, nos termos do artigo 23 do mesmo Decreto. É prescindível a manifestação do recorrente sobre o resultado da diligência que confirme as conclusões da fisc4i7ação e refute as alegações que a provocaram, nada acrescentando de novo, inteligência do artigo 28 da Lei n° 9.784, de 29/01/1999: Art. 23. Far-se-á a intimação: I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar . (Redacão dada pele Lei n° 9.532. de 10.12.1997) Processo n.• 37284.003828/2006-94 CCO21CO5 Acórdão n.° 205-00.17 I Fls. 219 II- por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada nela Lei n°9.532. de 10.12.1997) 111 - por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos 1 e II. (Vide Medida Provisória n° 232. de 20041 Lei n° 9.784, de 29/01/1999 Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse. A decisão recorrida também atendeu às prescrições que regem o processo administrativo fiscal enfrentou as alegações pertinentes do recorrente, com indicação precisa dos fundamentos e se revestiu de todas as formalidades necessárias. Não contém, portanto, qualquer vicio que suscite sua nulidade, passando, inclusive, pelo crivo do Egrégio Superior Tribunal de Justiça: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referir- se, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pela Lei n°8.748. de 9.12.1993). a3 R z 1iT o < "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NULIDADE DO ACóRDÃO. i tá INEXISTÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR C2 r4 : • PÚBLICOO o iCO INATIVO. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. SÚMULA 18 = z o 1. Não há nulidade do acórdão quando o Tribunal de origem resolve a rs "Icd controvérsia de maneira sólida e fundamentada, apenas não adotando z a tese do recorrente.n o c.) taS 2. O julgador não precisa responder a todas as alegações das partes se Cá. já tiver encontrado motivo suficiente para fundamentar a decisão, nem2 co está obrigado a ater-se aos fundamentos por elas indicados ". (RESP 946.447-RS — Min. Castro Aleira — 2° Turma — DJ 10/09/2007 p.216) Portanto, em razão do exposto e nos termos das regras disciplinadoras do processo administrativo fiscal, não se identificam vícios capazes de tomar nulo quaisquer dos atos praticados: Art. 59. São nulos: 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; MF - SEGUNDO CONSELIIU OE CONTRIBUINTES• CONFERE COM O ORIGINAL PrOCISSO n.• 37284.003828/2006-94 Brasila 025 / 01-45-Pg CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.171 Fls. 220 Rosilen MM. Sia 1198377 - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Superadas as questões preliminares para exame do cumprimento das exigências formais, passo à apreciação do mérito. As folhas de pagamentos foram preparadas pelo próprio recorrente que reconheceu, através da inclusão das rubricas salariais no campo destinado à remuneração dos segurados, a incidência sobre as mesmas das contribuições sociais lançadas pela fiscalização. Não pertencem ao lançamento impugnado parcelas contestadas pelo recorrente quanto à sua natureza salarial ou não. Melhor dizendo, a base de cálculo considerada pela fiscalização coincide com o montante de salários informado pelo recorrente. Acrescenta-se, ainda, que a partir de 01/01/99, com a implantação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social — GF1P, os valores nela declarados são tratados como confissão de dívida fiscal, nos termos do artigo 225, §1° do Decreto n° 3.048, de 06/05/99: Art.225. (..) § 12 As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenckirios, bem como constituir-se-do em termo de confissão de divida, na hipótese do não- recolhimento. Assim sendo, caso houvesse algum erro cometido pela recorrente na elaboração, tanto das folhas de pagamento como da GFIP, caber-lhe-ia demonstrá-lo e providenciar sua retificação; no entanto, embora oferecida essa oportunidade durante todo o processo, não o fez. Apreciada a regularidade das bases de cálculo consideradas pela fiscalização, passa-se ao exame das exações exibidas no relatório discriminativo analítico do débito. Todos os recolhimentos e créditos do recorrente foram devidamente considerados para o cálculo das contribuições e todas as rubricas levantadas decorrem de regras-matrizes legalmente criadas e que, portanto, não podem ser afastadas do lançamento sob pena de se negar aplicação aos diplomas legais legitimamente inseridos no ordenamento jurídico. Cuidou a autoridade fiscal de demonstrar ao recorrente em seu relatório de fundamentos legais do débito todos os dispositivos legais e regulamentares que impõem a obrigação tributária de recolhimento. Pela mesma razão já aqui apontada, não compete a este julgador afastar a aplicação das normas legais. Neste mesmo sentido é a legitimidade da incidência de juros e multa de mora. Os artigos 34 e 35 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 criaram regras claras para os acréscimos legais, que somente podem ser dispensados por expressa determinação de lei. Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia-SELIC, a que se refere o Art. 13 da Lei n°9.065. de 10 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, Processo n.° 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.171 Fls. 221 todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei n°9.528. de 10.12.97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórias relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei n° 9.876. de 26.11.99) 1- para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: (Inciso e alíneas restabelecidas, com nova redação, pela Lei n°9.528. de 10.12.97) a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei n°9.876. de 26.11.99) b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei n° 9.876. de 26.11.99) c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei n° 9,876. de 26.11.99) - para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de MJ lançamento: (Redação dada pela Lei n°9.528. de 10.12.97) É a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da c7c notificação; (Redação dada pela Lei n° 9.876. de 26.11.99) z o < z b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da C., en o R notificação; (Redação dada pela Lei n°9.876. de 26,11.99) OtN • tf o o • = c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde quece, o e antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da 8 tu . t'±" ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social 8 CC CRPS; (Redação dada pela Lei n° 9.876. de 26.11.99)z z .4 d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei n° 9.876. de 26.11.99) /// - para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: (Redação dada pela Lei n°9.528. de 10.12.97) a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei n° 9.876, de 26.11.99) b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela j: Lej n° 9,876, de 26.11.99) c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei n° 9.876, de 26.11.99) Processo n.° 37284.003828/2006-94 CCO2JCO5 Acórdão n.° 205-00.171 Fls. 222 d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei n°9.876. de 26.11.99) Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra: DECRETO-LEI NI' 1.110. DE 9 DE JULHO DE 1970. Reoulamento Cria o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), extingue o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário e o Grupo Executivo da Reforma Agrária e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item 1, da Constituição, DECRETA: Art. I° É criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (MICRA), entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede na Capital da República. Art. 2° Passam ao INCRA todos os direitos, competência, atribuições ceP2 Iss„ e responsabilidades do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), < do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (BOA) e do Grupo Z fa, Executivo da Reforma Agrária (GERA), que ficam extintos a partir dao „ o o posse do Presidente do novo Instituto. 3 o E Lu h LEI N° 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. S.:ta cid z n o Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências. Lé nn LZ O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso 2 '"2 Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 37. São órgãos específicos para a execução da Reforma Agrária: (Redacão dada Pela Decreto Lei n° 582. de 1969) 1- O Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA); (Redacão dada pela Decreto Lei n° 582. de 1969) 11 - O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), diretamente, ou através de suas Delegacias Regionais; (Redacão dada pela Decreto Lei n° 582. de 1969) III - as Comissões Agrárias. (Redação dada pela Decreto Lei n° 582. de 1969) Art. 43. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá a realização de estudos para o zoneamento do país em regiões Processo n.° 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Ac6rclio n.° 205-00.171 Fls. 223 • homogêneas do ponto de vista sócio-econômico e das características da estrutura agrária, visando a definir: I - as regiões críticas que estão exigindo reforma agrária com progressiva eliminação dos minifúndios e dos latifúndios; II - as regiões em estágio mais avançado de desenvolvimento social e econômico, em que não ocorram tenções nas estruturas demográficas e agrárias; III - as regiões já economicamente ocupadas em que predomine economia de subsistência e cujos lavradores e pecuaristas careçam de assistência adequada; IV - as regiões ainda em fase de ocupação econômica, carentes de programa de desbravamento, povoamento e colonização de áreas pioneiras. Art. 74. É criado, para atender às atividades atribuídas por esta Lei ao Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA), entidade autárquica vinculada ao mesmo Ministério, 04,41 com personalidade jurídica e autonomia financeira, de acordo com o prescrito nos dispositivos seguintes: g:(3 I - o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário tem por finalidade promover o desenvolvimento rural nos setores da 1.1. ▪ 1 colonização, da extensão rural e do cooperativismo; o o -à II - o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário terá os v:z recursos e o patrimônio definidos na presente Lei; P e2III - o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário será O dirigido por um Presidente e um Conselho Diretor, composto de três C., membros, de nomeação do Presidente da República, mediante indicação do Ministro da Agricultura; to IV - Presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário integrará a Comissão de Planejamento da Politica Agrícola; Quanto à aplicação do artigo 240 da Constituição Federal, não é em razão desse dispositivo que as contribuições ao INCRA não se destinem à Seguridade Social, mas em razão das competências atribuídas à autarquia federal, como já exposto acima. A redação é clara quanto sua restrição apenas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, onde não se enquadra o INCRA: Art. 140. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos Processo o.' 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acórdão n.• 205-00.171 Fls. 224 provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: A contribuição ao INCRA não alcança exclusivamente a produção rural, conforme sua lei de instituição, que relaciona atividades industriais que podem ser desenvolvidas tanto no meio rural como nas regiões urbanas: DECRETO-LEI N° 1.146, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1970. Consolida os dispositivos sôbre as contribuições criadas pela Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955 e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item II, da Constituição, DECRETA: Art 1° As contribuições criadas pela Lei n° 2,613. de 23 de setembro 1955, mantidas nos fôrmas déste Decreto-Lei, são devidas de acordo com o edicto 6° do Decreto-Lei n° 582. de 15 de maio de 1969, e com o artigo 2° do Decreto-Lei n° 1.110, de 9 julho de 1970: co I - Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - R INCRA: e —7 ti r: 1 - as contribuições de que tratam os artigos 2° e 5° déste cu x;t:2Ct Decreto-Lei; o o = o 2 - 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da cr, o contribuição de que trata o art: 3° &Mie Decreto-leL Z C) I 11 - Ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural - FUNRURAL,8 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o artigo 3° déste Decreto-lei. c — Ai? 2° A contribuição instituída no • caput do artigo 6° da Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955, é reduzida para 2,5% (dois e meio por cento), a partir de 1° de janeiro de 1971, sendo devida sõbre a soma da fólha mensal dos salários de contribuição previdenciária dos seus empregados pelas pessoas naturais e jurídicas, inclusive cooperativa, que exerçam as atividades abaixo enumeradas: I - Indústria de cana-de-açúcar; - Indústria de laticínios; 111 - Indústria de beneficiamento de chá e de mate; IV- Indústria da uva; V - Indústria de extração e beneficiamento de fibras vegetais e de descaro çamento de algodão; VI - Indústria de beneficiamento de cereais; VII - Indústria de beneficiamento de café; Processo n.° 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.171 Fls. 22$ VIII - Indústria de extração de madeira para serraria, de resina, lenha e carvão vegetal; IX - Matadouros ou abatedouros de animais de quaisquer espécies e charqueadas. Nesse sentido é o entendimento do Colendo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA - CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL E INCRA - EMPRESA URBANA - LEGALIDADE - ORIENTAÇÃO DESTA PRIMEIRA SEÇÃO, SEGUINDO A JURISPRUDÊNCIA DO STF - RECURSO NÃO ADMITIDO - SÚMULA I68/STJ - AGRAVO REGIMENTAL - AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA - MERA REPETIÇÃO DAS RAZÕES DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA - IRRESIGNAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA - RECURSO NÃO CONHECIDO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. 1. Nos termos da orientação desta Primeira Seção e do Supremo Tribunal Federal, é legítimo o recolhimento da contribuição socialSccia para o ~RURAL e INCRA pelas empresas urbanas. Considerando que o acórdão embargado corroborou esse entendimento, correta é a aplicação da Súmula 168 desta Corte Superior. a •(2 2. Não tendo a agravante rebatido especcamente os fundamentos dao o \-\ decisão recorrida, limitando-se a reproduzir as razões oferecidas nos b embargos de divergência, é inviável o conhecimento do recurso. grff-À 21) 9 't 3. Tratando-se de agravo interno manifestamente infundado, impõe-se -1 :6 a condenação da agravante ao pagamento de multa de 10% (dez por a 4 cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, 2°, do Código de Processo Civil. tí" 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação de multa. (AgRg nos EREsp 530802/GO. Primeira Seção. Relatora Ministra DENISE ARRUDA. Julgamento 13/04/2005. DJ 09/05/2005, p. 291) (sem grifbs no original) Quanto à aplicação da taxa SELIC às contribuições sociais, o Conselho Pleno do Segundo Conselho de Contribuintes também aprovou a Súmula 03, publicada no DOU de 26/09/2007: "É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SEIJC para títulos federais". Em razão da clareza do lançamento e do reconhecimento das bases de cálculo pelo próprio recorrente, é prescindível qualquer diligência ou perícia para a necessária - , Processo n.• 37284.003828/2006-94 CCO2/CO5 Acórdão n.• 205-00.171 Fls. 226 convicção no julgamento do presente recurso, devendo-se aplicar o disposto nas normas que disciplinam o processo administrativo tributário, in verbis: DECRETO N° 70.235. DE 6 DE MARCO DE 1972, Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redacão dada pela Lei n° 8.748. de 9.12,1993) PORTARIA N°520, DE 19 DE MAIO DE 2004 Art. li. Á autoridade julgadora determinará de oficio ou a requerimento do interessado, a realização de diligência ou perícia, quando as entender necessárias, indeferindo, mediante despacho fundamentado ou na respectiva Decisão-Notificação, aquelas que considerar prescindíveis, protelatórias ou impraticáveis. Por todo o exposto, Voto pelo CONHECIMENTO DO RECURSO para, no mérito, NEGAR PROVIMENTO. 111‘Sala das i e 1 - e 11 de Dezembro de 2007 lik i I e ix, JULIO 1 \ *. Vi e IRA GOMES ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL . Brasilia, / Ir res StY"S • a / ta.pe 1198 77 Page 1 _0050900.PDF Page 1 _0051000.PDF Page 1 _0051100.PDF Page 1 _0051200.PDF Page 1 _0051300.PDF Page 1 _0051400.PDF Page 1 _0051500.PDF Page 1 _0051600.PDF Page 1 _0051700.PDF Page 1 _0051800.PDF Page 1 _0051900.PDF Page 1 _0052000.PDF Page 1
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Numero do processo: 37280.001323/2006-25
Turma: Quinta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 15/12/2005
Ementa: CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL E OUTRAS ENTIDADES. EMPREGADOS NO EXTERIOR. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE PERÍCIA. VEÍCULO E MORADIA. PEDIDO DE PERÍCIA.
O indeferimento do pedido de perícia não caracteriza, de per se, cerceamento do direito de defesa, quando resta evidente que a mesma é desnecessária. REMUNERAÇÃO PAGA A EMPREGADOS TRANSFERIDOS PARA O EXTERIOR. É devida a contribuição para a Seguridade Social (art. 22, I e II da Lei 8.212/91) e para outras entidades (art. 94 da Lei 8.212/91), incidente sobre a remuneração paga aos empregados transferidos para o exterior (art.12, I, “c” da Lei 8.212/91). VEÍCULO E MORADIA FORNECIDOS HABITUALMENTE. O veículo e a moradia fornecidos habitualmente pelo empregador, através de leasing e aluguel, respectivamente, trazendo comodidade ao empregado, integram a remuneração e o salário-de-contribuição (art.457 CLT e art.28, I da Lei 8.212/91).
Recurso negado.
Numero da decisão: 205-00.012
Decisão: ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES
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I • CCOVCOS Fls. 140 MINISTÉRIO DA FAZENDA Wirr. :%0 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CÂMARA Processo n° 37280.001323/2006-25 Recurso n° 141.589 Voluntário NI? - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUI,' Matéria Contribuição Previdenciária CONFERE CO,i O ORIGINAL Acórdão n° 205-00.012 araria, 2tr. , 21:0 i Sessão de 09 de outubro de 2007 APnrinr Recorrente Petroflex Indústria e Comércio S/A dgr %ir Novato .1.8 80 Recorrida DRP - Duque de Caxias/RJ RosileAgen tremo Assunto: Contauições Sociais Previdencranas matt. 198371 69';5`)eN.--- ccet:cial Data do fito gerador. 15/12/2CO5 0066> ‘,9-24-- Ementa: CONIRIBUIOES PARA A SEGURIDADElovacx; 0,64„, SOCIAL E OUTRAS ENDIDADES. EMPREGADOS NO oar EXTERIOR PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PEDIDO DE PERÍCIA. VEICULO E MORADIA. PEDIDO DE PERÍCIA. O indeferirinno do pedido de perícia não caracteriza, de par se, careznento do direito de defesa, quar:flo• resta evidente que a mesma é desnecessária REMUNERAÇAO PAGA A EMPREGADOS TRANSFERIDOS PARA O EXTERIOR. É devida a contribuição para a Seguridade Social (art. 22,1 e ll da Lei 8212/91) e para outras entidades (att 94 da Dá 821291), incidente sabre a remuneração paga aos ~dos transfaidos pata o aderia (att12, I, "c" da Lei 8212/91). VEÍCULO E MORADIA FORNECIDOS HABITUALMENTE. O veículo e a moradia fornecidos habilualmaite pelo empregador, através de leasing e ahipel, respectivamente, trazendo conxxlidade a arçreffldo, integram a remtmeração e o salário-de-contnlouição (att457 CLT e ar128, Ida Lei 8212/91). Recurso negado. • tr. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • Processo n. 37280.001323/2006-25 • CCOVCO5 Acórdão n.° 205-00.012 Fls. 141 ACORDAM os Membros da QUINTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ••I la w stir JÚLIO '11' VIEIRA GOMES Presid- t \S) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator MF - SEGUNDO CON ' ,Eu 10 DE CONTRIBUI .* '" CONFERE Cuâ, O ORIGINAL it h a Bralliki--2t—t:14C Rosite •, p4-411.mente " 7, ova t. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marco Andre Ramos Vieira, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda huilor, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato e Misael Lima Barreto Processo n.° 37280.001323/2006-25 CCO2/CO5 • AcOrdào n.° 205-00.012 ME -SEGUNDO CONSELHO DE CONTREMJIK Fls. 142CONFERE COM O ORIGINAL atr / " 9 , fieslienetrRelatório p,geflt- , thsvato . B Considerando que bem resumiu a questão tratada nos presentes autos, transcrevo e adoto parte do relatório exposto na decisão de primeira instância: "1. Trata-se de crédito para a Seguridade Social no valor de R$261.215,15 (duzentos e sessenta e um mil duzentos e quinze reais e quinze centavos), abrangendo o período de 09/2003 a 06/2005, consolidado em 15/12/2005, decorrente de contribuições a cargo da empresa devidas e não recolhidas à Seguridade Social (art.22, 1, II da Lei 8.212/91) e a outras entidades (art.94 da Lei 8.212/91), incidentes sobre a remuneração paga aos empregados no exterior, que prestaram serviços à empresa, conforme Relatório Fiscal, de fls. 32/35. 2. Informa o Relatório Fiscal que: 2.1. A empresa efetuava o pagamento de remuneração ao empregado Sérgio Eduardo Novoa Melchert que trabalhava no escritório da notificada na Holanda e ao empregado Roberto Bleier que trabalhava na pessoa jurídica PETROFLEX AMERICA INC nos Estados Unidos da América. 2.2. Ambos empregados encontram-se nas folhas de pagamento de empregados da empresa notificada no estabelecimento de CNPJ 29.667.227/0001:77 e que nas mesmas folhas encontram-se a remessa dos recursos para pagamentos deles no exterior em moeda estrangeira. 2.3. Ambos empregados foram informados nas GFIP da empresa notificada, na qualidade de segurado empregado, mas os valores dos recursos remetidos ao exterior, após conversão para real eram superiores aos valores informados nas GFIP, diferença esta que está sendo cobrada por meio da presente NFLD, conforme planilha (fls. 36/37). 2.4. Anexa às folhas 63/80 aprovações de envio dos recursos ao empregado Roberto Bieler nos Estados Unidos e às folhas 37/62 planilha com os pagamentos efetuados ao empregado Sérgio Eduardo Novoa Melchert. 2.5. A empresa também forneceu salário-utilidade (leasing de carro e aluguel de residência) ao empregado Sérgio Eduardo Novoa Melchert, cujos valores foram obtidos por aferição indireta (art.33, parágrafo 3o da Lei 8.212/91), visto que os valores originais foram escriturados no seu histórico com dizeres em língua diferente da portuguesa, além de que tais despesas foram escrituradas erroneamente em um único lançamento. 3. O Auditor Fiscal fez juntada aos autos de cópia dos seguintes documentos: Documentos que comprovam a remessa de recursos aos empregados no exterior (fls.37/80)." A decisão recorrida, rebatendo os argumentos trazidos pela contribuinte em sua impugnação, julgou procedente o lançamento, restando assim ementada: Processo n.° 37280.001323/2006-25 CO02/CO5 Acórdão 11.° 205-00.012 Fls. 143 • "CONTRI13UIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL E OUTRAS ENTIDADES. EMPREGADOS NO EXTERIOR. VEÍCULO E MORADIA. É devida a contribuição para a Seguridade Social (art.22, 1 e II da Lei 8.212/91) e para outras entidades (art.94 da Lei 8.212/91), incidente sobre a remuneração paga aos empregados transferidos para o exterior ( art.12, 1, "c" da Lei 8.212/91). O veiculo e a moradia fornecidos habitualmente pelo trabalho, trazendo comodidade ao empregado , integram a remuneração e o salário-de-contribuição (art.457 CLT e art.28, Ida Lei 8.212/91). LANÇAMENTO PROCEDENTE." Em sua peça recursal, alegou o contribuinte, em síntese, que: a) o Sr. Roberto Bieler não era empregado da recorrente, mas sim de sua subsidiária, Petrolex América INC, sendo que as remessas de recursos dizem respeito aos pagamentos da remuneração do seu empregado; b) a aferição indireta processada pela autoridade fiscal para apuração da remuneração paga não obedeceu a critérios de razoabilidade; c) que o veículo e a moradia fornecidos ao empregado Sérgio Melchet não podem ser considerados como salário-utilidade, mas sim equipamentos indispensáveis à realização do trabalho, não integrando o salário, conforme reza a Súmula 367 do Tribunal Superior do Trabalho — TST; d) houve cerceamento' de defesa ao ser indeferida a prova pericial pela autoridade de primeira instância. O recurso está garantido por depósito recursal, conforme consta da fl. 123. Às fls. 137/139 constam as contra-razões elaboradas pelo fisco batalhando pela manutenção da decisão recorrida. É o Relatório. MF - SEGUNDn 110 DE CONTRIEIUIN ES CONFE gs. O ORIGINAL , d_ ,W09 AP_ Rositene oveto Agente mato ..;:111W.0 MFEGcoUNi,A)RC'EtiE:fLáigfiEG.04COANTRIL BIRN" Processo n.°37280.001323/2006-25 -S CCO2/CO5 Acórdão n.° 205-00.012 Fls. 144 arasaisi, i_Cce2z1 Voto Silv Novato a. ao Oaile • " - Conselheiro DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Relator: "' r. Conheço do recurso voluntário, uma vez que é tempestivo e está garantido por depósito recursal, devidamente comprovado à fl. 123. Preliminarmente, alega o contribuinte ter havido cerceamento do seu direito de defesa, ante o indeferimento, pela autoridade de primeira instância, do seu pedido de produção de prova pericial. A questão foi solucionada na decisão recorrida nos seguintes termos: "14. Da perícia 14.1. A perícia e a diligência não serão deferidas, por serem prescindíveis e meramente protelatórias, com base no art.I 1 da Portaria MPS N° 520, DE 19 de maio de 2004, pois o possível objetivo da sua realização seria a demonstração de que a empresa possui uma filial (escritório), fato este já reconhecido tanto pelo agente fiscal como pela empresa notificada, e demonstração das despesas para a manutenção deste escritório que não integrariam a remuneração do empregado. Entretanto os supostos valores destinados à despesa do escritório, que tido integrariam a remuneração do empregado na Holanda, são provados exclusivamente por prova documental, a qual não foi apresentada pela empresa na impugnação. 14.2. Além disso o pedido de perícia foi formulado sem a exposição do nome, endereço e qualcação profissional de seu assistente técnico, desobedecendo o art.9o, IV da Portaria MPS no.520/2004. Por concordar com tal entendimento, adoto-o como minhas razões de decidir. Acrescente-se que a matéria já foi amplamente discutida pelo Conselho de Contribuintes, firmando jurisprudência pacifica no mesmo sentido: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE PERÍCIA - INDEFERIMENTO - POSSIBILIDADE - O indeferimento do pedido de perícia não caracteriza, de per se, cerceamento do direito de defesa, quando resta evidente que a mesma é desnecessária. (ACÓRDÃO 203-08856; relator Conselheiro Mauro Wasilewski) Com relação ao mérito recursal, creio que o contribuinte também não tem razão em seu arrazoado. Senão vejamos. Tomando por base as informações trazidas no relatório fiscal, o crédito levantado incidiu sobre a remuneração paga aos empregados que prestaram serviços à recorrente no exterior. E nesse sentido as provas constantes dos autos não corroboram os argumentos trazidos pela peça recursal do contribuinte. Processo n.° 37280.001323/2006-25CO32/CO5• Acórdão n.° 205-00.012 Es. 145 Veja-se que o agente fiscal concluiu categoricamente (fls.32/33) que Roberto• Bieler era empregado da recorrente, constando inclusive da sua própria folha de pagamento no estabelecimento matriz de CNPJ 29.667.227/0001-77, bem como estava relacionado nas GFIP's elaboradas pela própria empresa notificada, na qualidade de segurado empregado. No mesmo sentido, a documentação de fls. 37/62 demonstra de forma solar, em planilha, diversos pagamentos efetuados para Sérgio Eduardo Novoa Melchert, por meio de transferência bancária, fazendo menção expressa a "salários" ou "payroll". Sendo notória a relação de emprego existente entre a empresa e os segurados, uma vez presentes os requisitos da relação de emprego (art. 2° e 3° da CLT), correto o levantamento do crédito realizado pelo Fisco com base no art.12, I, "c" da Lei 8.212/91. Razão pela qual também não houve afronta ao princípio da razoabilidade na apuração do salário-de-contribuição pela fiscalização, por aferição indireta, eis que a decisão recorrida está em conformidade com as normas previdenciárias autorizativas do procedimento, notadamente no §3° do art. 33 da Lei n°8.212/91, que peço licença para transcrever: "Art. 33 (.) §3" Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou a sua apresentação deficiente o Instituto Nacional do Seguro Social — -INSS e o Departamento da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário." No presente caso, a fiscalização encontrou erro na escrituração do histórico das despesas, ou seja, o contribuinte "escriturou diversas vezes despesas em um único lançamento", além do que no período de 09/2004 a 02/2005 o histórico da conta foi efetuado em "língua diferente da portuguesa", fatos que comprovam nitidamente a deficiência das informações. Por fim, enfrento a questão do salário-utilidade, caracterizado pelo fornecimento de veículo e aluguel de residência para Sérgio Eduardo Novoa Melchert. Sobre a matéria, entendo que tais beneficios integram a remuneração por força do caput do art. 458 da CLT, e por conseqüência o salário-de-contribuição: "Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decreto-lei n°229, de 28.2.1967)" Neste mesmo diapasão prescreve a norma previdenciária (art.28, parágrafo 9°, "m" da Lei 8.212/91): sonneneff ME - SEGUNDO COMEM ?O DE CONTRIBUIU' 4S "Art.28. CONFERE COM O ORIGINAL s Brasília, Rogiiene Nemo Si ',Novato Mr. at. B 80 • Processo n.° 37280.001323/2006-25 CCO2/CO5 • Acórdão n. 2° 205-00.01• Fls. 146 § 9" Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10.12.97) m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Incluído pela Lei n°9.528, de I0.12.97)" (negrito nosso) Sendo assim, pelos dispositivos acima elencados, o fornecimento de transporte e moradia somente não integram o salário-de-contribuição se for efetivado nos casos em que o trabalho seja exigido em localidade distante da residência do trabalhador, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estadia. E a empresa não comprovou em momento alguma o enquadramento do segurado nas situações alinhavadas no dispositivo legal. Ao contrário, fez meras afirmações sem base documental alguma. De forma que fica muito mais visível nos autos a situação encontrada e exposta pela autoridade fiscal, do que aquela narrada pela empresa. Assim, VOTO no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 09 de outubro de 2007 DAMIAO CORDEIRO DE MORAES ?4F- SEG. UNIX). CO24511.1:0 C4I CO—NTRIB. ULNFES CONFERE CO1/41 O ORIGINAL 1_450_2. _ /1 1%4 ro "'NP. Novato . IS 1.80 Roi ^ 444S 11983.-77 • • Page 1 _0009400.PDF Page 1 _0009500.PDF Page 1 _0009600.PDF Page 1 _0009700.PDF Page 1 _0009800.PDF Page 1 _0009900.PDF Page 1
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Numero do processo: 18239.001882/2009-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 09 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Mon Jun 26 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2006
COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE. SÚMULA CARF N° 143
A prova do imposto de renda retido na fonte deduzido pelo beneficiário na apuração do imposto de renda devido não se faz exclusivamente por meio do comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos.
Numero da decisão: 2201-010.573
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Douglas Kakazu Kushiyama - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: : Débora Fófano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Rodrigo Alexandre Lázaro Pinto (Suplente convocado), Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DOUGLAS KAKAZU KUSHIYAMA
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SÚMULA CARF N° 143 A prova do imposto de renda retido na fonte deduzido pelo beneficiário na apuração do imposto de renda devido não se faz exclusivamente por meio do comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: : Débora Fófano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Rodrigo Alexandre Lázaro Pinto (Suplente convocado), Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra acórdão da DRJ, que julgou improcedente a impugnação apresentada pela contribuinte. Por sua completude e proximidade dos fatos, adoto o relatório da decisão de piso quanto aos motivos que levaram ao lançamento, ora em análise: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 21 a 24, referente ao ano-calendário de 2006, para a constituição do crédito tributário relativo ao imposto de renda pessoa física, no valor de R$ 55.024,59, acrescido de multa de mora de R$ 11.004,91, além de juros de mora calculados até 31/03/2009. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 23 9. 00 18 82 /2 00 9- 49 Fl. 211DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-010.573 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 18239.001882/2009-49 Consta da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fl. 16 que foi apurada compensação indevida de imposto de renda retido na fonte, com fundamento no artigo 12, inciso V, da Lei n° 9.250/1995 e nos artigos 7o, §§ 1o e 2o, e 87, inciso IV, § 2o, do Decreto n° 3.000/1999 - RIR/1999. O interessado foi cientificado em 31/03/2009 (fl. 38) e, em 16/04/2009, apresentou a impugnação de fls. 02 e 03, por intermédio de procurador (fls. 04, 05 e 07 a 18), na qual alega, em síntese, o que segue: o “informe de rendimentos” anexo (fl. 06) comprova a retenção do imposto na fonte compensado na declaração de ajuste anual, de R$ 55.024,59, correspondente a rendimentos de aluguel no valor bruto de R$ 203.031,72; - o de cujus recebeu o rendimento de locação líquido do IRRF, ofereceu o rendimento bruto à tributação e informou o imposto efetivamente retido pela fonte pagadora no campo próprio; - assim, é assegurada ao contribuinte a compensação, ainda que a fonte pagadora não tenha efetuado o recolhimento do imposto retido na fonte, conforme item 17 (do Parecer Normativo da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação (COSIT) n° 1, de 24 de setembro de 2002). A decisão de primeira instância (fls.42/45), julgou a impugnação improcedente, nos termos da seguinte ementa: COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO RETIDO NA FONTE. Mantém-se o lançamento, uma vez não apresentados documentos hábeis a comprovar a efetividade da retenção do imposto na fonte. A contribuinte foi cientificada da decisão em 09/12/2014 (fl.52) e apresentou Recurso Voluntário no dia 06/01/2015 (fls. 55/65), alegando, em síntese, que: Embora a Escola Dinâmica não tenha informado o valor pago a título de multa no Comprovante de Rendimentos, esta procedeu à retenção do imposto de renda pelo valor total (principal e multa), conforme claramente demonstrado no extrato bancário de Maria Stella referente ao ano-calendário de 2006 (doc. 9). O extrato bancário de 2006 de Maria Stella deixa claro que ela recebeu os aluguéis pelo seu valor líquido (R$ 13.916,24 entre janeiro e abril e R$ 13.995,73 entre maio e dezembro), o que comprova a correta compensação em sua declaração do imposto de renda efetivamente retido pela fonte pagadora do rendimento. Comprova documentalmente que o crédito dos aluguéis na conta de Maria Stella ocorreu pelo valor líquido, ou seja, que houve a retenção do imposto de renda pela Escola Dinâmica, inclusive sobre os valores pagos a título de multa, não havendo que se falar em glosa da compensação, feita de boa-fé e com fundamento na lei tributária relativa ao ano-calendário de 2006. Na sessão de julgamento do dia 11 de março de 2021, esta Colenda Turma julgadora, houve por bem em converter o julgamento em diligência para que: a Escola Dinâmica manifeste-se acerca da emissão do comprovante de rendimentos, esclarecendo se reconhece as informações nele contidas e se o escritório de contabilidade subscritor tinha poderes outorgados para representá-la, podendo firmar comprovante de rendimentos em seu nome. A recorrente protocolou petição e juntou documentos (fls. 179/191), em que trouxe declaração da Escola Dinâmica em que reconhece as informações constantes do comprovante de rendimentos e que o escritório de contabilidade subscritor tinha poderes para representá-la. É o relatório do necessário. Fl. 212DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-010.573 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 18239.001882/2009-49 Voto Conselheiro Douglas Kakazu Kushiyama, Relator. Do Recurso Voluntário O presente Recurso Voluntário foi apresentado no prazo a que se refere o artigo 33 do Decreto n. 70.235/72 e por isso, dele conheço e passo a apreciá-lo. De acordo com o art. 87, inciso IV e § 2°, do Regulamento do Imposto de Renda (RIR - Decreto n° 3.000/1999) é necessário que o contribuinte que pretenda compensar Imposto de Renda Retido na Fonte possua comprovante de rendimentos emitido em seu nome pela fonte pagadora. Vejamos: Art. 87. Do imposto apurado na forma do artigo anterior, poderão ser deduzidos (Lei n° 9.250, de 1995, art. 12): (...) IV - o imposto retido na fonte ou o pago, inclusive a título de recolhimento complementar, correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo; (...) § 2° O imposto retido na fonte somente poderá ser deduzido na declaração de rendimentos se o contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos, ressalvado o disposto nos arts. 7°, §§ 1° e 2°, e 8°, § 1° (Lei n° 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 55). (Destaquei). A decisão de primeira instância não aceitou o comprovante de rendimentos emitido em nome da contribuinte pela fonte pagadora (fl.6), em razão de não ter sido assinado pela Escola Modelo do Ensino Dinâmico, mas sim por uma terceira pessoa. No afã de comprovar a regularidade da dedução efetuada, o sujeito passivo trouxe à colação, contratos de aluguel, recibos, comprovantes de depósitos e extratos bancários. A recorrente argumenta que o referido documento é válido para o fim que se propõe e que, caberia à Fiscalização o ônus de comprovar eventuais inconsistências no referido documento. Todavia, não se discute no presente caso a autenticidade do comprovante de rendimentos, mas o fato de não ter sido emitido pela fonte pagadora dos rendimentos ou por pessoa autorizada. A legislação de regência supra citada exige que o comprovante de rendimentos seja emitida em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Esta colenda Turma Julgadora houve por bem converter o julgamento em diligência para que: a Escola Dinâmica manifeste-se acerca da emissão do comprovante de rendimentos, esclarecendo se reconhece as informações nele contidas e se o escritório de contabilidade subscritor tinha poderes outorgados para representá-la, podendo firmar comprovante de rendimentos em seu nome. A recorrente protocolou petição e juntou documentos (fls. 179/191), em que trouxe declaração da Escola Dinâmica em que reconhece as informações constantes do comprovante de rendimentos e que o escritório de contabilidade subscritor tinha poderes para representá-la. Súmula CARF nº 143 Aprovada pela 1ª Turma da CSRF em 03/09/2019 Fl. 213DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-010.573 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 18239.001882/2009-49 A prova do imposto de renda retido na fonte deduzido pelo beneficiário na apuração do imposto de renda devido não se faz exclusivamente por meio do comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos. Portanto, deve ser dado provimento ao recurso para restabelecer os valores glosados à título de IRRF. Conclusão Diante do exposto, conheço do Recurso Voluntário e dou-lhe provimento para restabelecer os valores glosados a título de IRRF. (documento assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama Fl. 214DF CARF MF Original
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Numero do processo: 10166.911738/2009-10
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 31/05/2006
RETIFICAÇÃO DE DCTF ANTES DA EXPEDIÇÃO DE DESPACHO
DECISÓRIO QUE INDEFERIU COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE.
A DCTF retificadora, satisfeitas as condições normativas expedidas pela RFB, substitui integralmente a original, podendo o crédito decorrente do pagamento a maior do débito retificado ser utilizado para fins de compensação tributária, acaso não conste dos autos elementos que porventura demonstrem a impossibilidade de retificação do débito correspondente.
Recurso ao qual se dá provimento.
Numero da decisão: 3802-001.178
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/05/2006 RETIFICAÇÃO DE DCTF ANTES DA EXPEDIÇÃO DE DESPACHO DECISÓRIO QUE INDEFERIU COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A DCTF retificadora, satisfeitas as condições normativas expedidas pela RFB, substitui integralmente a original, podendo o crédito decorrente do pagamento a maior do débito retificado ser utilizado para fins de compensação tributária, acaso não conste dos autos elementos que porventura demonstrem a impossibilidade de retificação do débito correspondente. Recurso ao qual se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Fez sustentação oral o Dr. Rodrigo Leporace Farret, OAB/DF nº 13.841. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator EDITADO EM: 31/07/2012 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A 2 Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Mara Cristina Sifuentes e Solon Sehn. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 4a Turma da DRJ Brasília (fls. 40/42), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formulada pela interessada contra a não homologação do pedido de compensação que deu ensejo ao presente processo, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 Compensação Pagamento indevido Pis A compensação de débitos tributários somente poderá ser autorizada pela autoridade fiscal competente com crédito líquido e certo do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Retificação de DCTF Só é admissível mediante a comprovação do erro em que se funde, e antes de notificação do ato fiscal. Logo, a retificação de DCTF, por si só, não é prova suficiente para provar a liquidez e certeza do crédito utilizado no Per/Dcomp. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Segundo a recorrente, houve erro no preenchimento da DCTF do mês de maio de 2006, já que o valor devido do PIS no período (código de receita 4574) seria de R$ 324.906,16, tendo sido declarado, no entanto, a quantia de R$ 390.000,00. Assim, nos termos da retificação da DCTF correspondente, formalizada em 06/05/2009, o crédito em favor da interessada seria de R$ 65.093,84, acrescido de correção monetária pela taxa SELIC (ver manifestação de inconformidade às fls. 01/03). A manifestação de inconformidade foi instruída com os seguintes documentos: a) extrato de comprovante de arrecadação obtido no sítio da Receita Federal inerente a recolhimento no valor de R$ 390.000,00, a título do código de receita 4574 – PIS Entidades financeiras e equiparadas (fls. 04); b) cópia de duas DCTF retificadoras apresentadas pela interessada em 06/05/2009 e em 26/10/2009 (fls. 05/07); e, c) cópia de dois PER/DCOMP formalizados em 16/03/2007 e em 15/12/2006 (fls. 08/19). Cientificada do indeferimento de seu pleito em 12/07/2011 (conf. AR anexado ao processo eletrônico), a interessada apresentou, em 11/08/2011, recurso voluntário onde alega: a) preliminarmente, a nulidade do despacho decisório, posto que proferido por auditor fiscal que não exercia a função de Delegado da Receita Federal Fl. 157DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10166.911738/200910 Acórdão n.º 380201.178 S3TE02 Fl. 2 3 do Brasil da Delegacia de Administração Tributária, em aduzida afronta ao artigo 283, inciso III, da Portaria MF no 125/09 (Regimento Interno da RFB); b) que, em 06/05/2009, bem antes de ser proferido o despacho decisório, transmitiu DCTF retificadora na qual demonstrou o crédito disponível para compensação; c) que comprovara o direito creditório alegado, apresentando ainda, nesta instância recursal, livro razão, planilhas demonstrativas do saldo a pagar e do PIS recolhido no período, e Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais – DACON; e, d) que a decisão recorrida afronta o princípio da formalidade moderada, pois a autoridade julgadora, previamente ao julgamento, deveria ter exaurido as formas de verificação da procedência do pleito, na busca da verdade material. Diante do exposto, pede seja provido integralmente seu recurso e homologada a compensação pleiteada, ou, alternativamente, seja o processo baixado em diligência para que sejam verificados os elementos adicionais da escrituração contábil da empresa, os quais, segundo alega, comprovariam a liquidez e a certeza do crédito alegado. É o relatório. Voto Das preliminares O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os demais requisitos de admissibilidade do pleito. A primeira questão que merece ser examinada diz respeito à alegada tempestividade de apresentação da DCTF retificadora. Informa a recorrente que a retificação foi implementada em 06/05/2009, data da transmissão da declaração, antes, portanto, da emissão do despacho decisório, já que este, de fato, foi expedido em 07/10/2009 (ver fls. 21). Referido despacho decisório, de número de rastreamento 848522612, com efeito, corresponde ao débito declarado do PIS, código de receita 4574, de competência do mês de maio de 2006, no valor de R$ 390.000,00. O débito correspondente à contribuição do período, no entanto, foi retificado, em 06/05/2009, para R$ 324.906,16 (ver fls. 05/06), portanto, antes da expedição do despacho decisório que indeferiu a compensação (em 07/10/2009), em sintonia com o que foi informado pela interessada. Vale ressaltar que houve, ainda, uma segunda retificação da mesma DCTF, o que ocorreu em 26/10/2009 (conf. fls. 07). Contudo, desta feita, não foi alterado o montante correspondente ao débito do PIS código de receita 4574. À época da retificação que alterou o montante do débito do PIS (primeira retificação) vigia a IN RFB no 903, de 30/12/2008, que, sobre o procedimento de retificação, estabelecia o seguinte: Fl. 158DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A 4 Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. § 4º Na hipótese do inciso III do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 9º. § 5º A pessoa jurídica que apresentar declaração retificadora, relativa ao anocalendário utilizado como referência para o enquadramento no disposto no art. 3º, nos casos em que a retificação implicar seu desenquadramento dessa condição, poderá pedir dispensa de apresentação da DCTF Mensal. § 6º O pedido de dispensa de que trata o § 5º será formalizado, mediante processo administrativo, perante a unidade da RFB do domicílio tributário da pessoa jurídica. § 7º Em caso de deferimento do pedido de que trata o § 5º, a pessoa jurídica estará dispensada da apresentação da DCTF Mensal a partir do ano calendário em que ocorreu o enquadramento com base na declaração retificada, desde que não se enquadre, novamente, na condição de obrigada à DCTF Mensal. § 8º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que tenham sido informados: I na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e II no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador. § 9º A retificação de declarações, cuja alteração de valores resulte no enquadramento da pessoa jurídica segundo as hipóteses do art. 3º, obriga a apresentação da DCTF Mensal desde o início do anocalendário a que estaria obrigada com base na declaração retificada, sendo devidas as multas pelo atraso na entrega das DCTF Mensais relativas ao período considerado, calculadas na forma do art. 9º. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10166.911738/200910 Acórdão n.º 380201.178 S3TE02 Fl. 3 5 § 10. A retificação de DCTF não será admitida quando resultar em alteração da periodicidade, mensal ou semestral, de declaração anteriormente apresentada. Como dito, a DCTF retificadora foi apresentada antes da expedição do despacho decisório. Também não consta dos autos eventual condição impeditiva à efetiva retificação dos débitos declarados, nos termos dispostos no § 2o do artigo 11 da mencionada IN RFB no 903/08. Quanto à condição de que trata o inciso II do § 8o do mesmo artigo, constata se, na pág. 77 do arquivo no 9450341 anexado ao processo eletrônico, que o montante do PIS cumulativo do mês de maio/2006, declarado no DACON no 41.32.30.79.36, transmitido em 05/10/2006, era de R$ 324.906,16, ou seja, o valor da contribuição informado na DCTF retificadora. Portanto, diante das peças que instruem os autos, entendo como plenamente satisfeitas as condições normativas para a retificação do débito em litígio, devendo, pois, a DCTF retificadora, substituir integralmente a original, nos termos do § 1o do artigo 11 da IN RFB no 903/08. Deixase de examinar a aduzida nulidade defendida pela recorrente em vista do presente entendimento pelo provimento do recurso no que pertine ao mérito da contenda. Da conclusão Com estas considerações, dou provimento ao recurso para reconhecer a retificação do débito do PIS, código de receita 4574, de competência do mês de maio de 2006, para o valor de R$ 324.906,16. Consequentemente, reconheço o direito à compensação tributária até o montante do crédito decorrente do pagamento a maior do tributo em tela, o qual, considerando o comprovante de arrecadação de fls. 04, no montante de R$ 390.000,00, revela transparente direito creditório de R$ 65.093,84, em favor da interessada. Sala de Sessões, em 18 de julho de 2012. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 160DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 31/ 07/2012 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 02/08/2012 por REGIS XAVIER HOLAND A
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Numero do processo: 13609.901686/2018-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/07/2017 a 31/07/2017
ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS-PASEP/COFINS
Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do Tema 69 da Repercussão Geral, O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. Os efeitos da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS devem se dar após 15.03.2017, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até (inclusive) 15.03.2017 e o ICMS a ser excluído da base de cálculo do PIS é o destacado nas notas fiscais
Numero da decisão: 3302-013.258
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário para excluir o ICMS destacado da base de cálculo das contribuições, devendo a unidade de origem apurar se o crédito é suficiente para quitar os débitos apontados no PERD/COMP. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-013.255, de 25 de abril de 2023, prolatado no julgamento do processo 10680.726670/2020-53, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Flávio José Passos Coelho Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva, Walker Araujo, Fabio Martins de Oliveira, Jose Renato Pereira de Deus, Wagner Mota Momesso de Oliveira (suplente convocado(a)), Mariel Orsi Gameiro, Denise Madalena Green, Flavio Jose Passos Coelho (Presidente).
Nome do relator: FLAVIO JOSE PASSOS COELHO
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2017 a 31/07/2017 ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS-PASEP/COFINS Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do Tema 69 da Repercussão Geral, “O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS”. Os efeitos da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS devem se dar após 15.03.2017, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até (inclusive) 15.03.2017 e o ICMS a ser excluído da base de cálculo do PIS é o destacado nas notas fiscais Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário para excluir o ICMS destacado da base de cálculo das contribuições, devendo a unidade de origem apurar se o crédito é suficiente para quitar os débitos apontados no PERD/COMP. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-013.255, de 25 de abril de 2023, prolatado no julgamento do processo 10680.726670/2020-53, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Flávio José Passos Coelho – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva, Walker Araujo, Fabio Martins de Oliveira, Jose Renato Pereira de Deus, Wagner Mota Momesso de Oliveira (suplente convocado(a)), Mariel Orsi Gameiro, Denise Madalena Green, Flavio Jose Passos Coelho (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 90 16 86 /2 01 8- 98 Fl. 200DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-013.258 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13609.901686/2018-98 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) BASE DE CÁLCULO. ICMS A RECOLHER. EXCLUSÃO. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. Para fins de cumprimento das decisões judiciais transitadas em julgado que versem sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, no regime cumulativo ou não cumulativo de apuração, o montante a ser excluído da base de cálculo mensal das contribuições é o valor mensal do ICMS a recolher, conforme o entendimento majoritário firmado no julgamento do Recurso Extraordinário nº 574.706/PR, pelo Supremo Tribunal Federal. Em sede recursal, a Recorrente se insurge contra a decisão recorrida que restringiu o direito de excluir o ICMS da BC das contribuições apenas em relação aos valores recolhidos, arguindo que o direito de excluir o ICMS é mais amplo do que decidiu a DRJ. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Conforme exposto anteriormente, o cerne do litigio diz respeito ao direito ou não da Recorrente excluir o ICMS destacado da BC das contribuições, considerando que o recolhido já foi admitido pela fiscalização. Essa questão da exclusão do ICMS da base de cálculo foi muito debatida nas turmas do CARF, e até pouco tempo atrás não se tinha entendimento uniforme quanto ao seu julgamento, isso porque havia turmas que achavam já aplicável imediatamente aos casos discutidos, no âmbito administrativo, a Fl. 201DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-013.258 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13609.901686/2018-98 decisão do STF no RE 574.906, sob repercussão geral, enquanto outras turmas entendiam que, por essa decisão ainda não ter transitado em julgado, em vista de julgamento pendente de embargos de declaração e estar sujeita a modulação dos seus efeitos, não seria de aplicação imediata nos processos à época discutidos. No entanto, essa questão foi definitivamente resolvida com o julgamento datado de 13/05/2021 do referido embargos de declaração, nos seguintes termos: Decisão: O Tribunal, por maioria, acolheu, em parte, os embargos de declaração, para modular os efeitos do julgado cuja produção haverá de se dar após 15.3.2017 - data em que julgado o RE nº 574.706 e fixada a tese com repercussão geral "O ICMS não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS" -, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até a data da sessão em que proferido o julgamento, vencidos os Ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Marco Aurélio. Por maioria, rejeitou os embargos quanto à alegação de omissão, obscuridade ou contradição e, no ponto relativo ao ICMS excluído da base de cálculo das contribuições PIS-COFINS, prevaleceu o entendimento de que se trata do ICMS destacado, vencidos os Ministros Nunes Marques, Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Tudo nos termos do voto da Relatora. Presidência do Ministro Luiz Fux. Plenário, 13.05.2021 (Sessão realizada por videoconferência - Resolução 672/2020/STF). Como se observa, o STF modulou os efeitos do julgado cuja produção haverá de se dar após 15/03/2017, ressalvadas as ações judiciais e administrativas protocoladas até a data da sessão em que proferido o julgamento. No caso concreto, por aplicação do artigo 62, § 2° do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015, deve ser aplicada a referida decisão do STF, proferidas na sistemática dos recursos repetitivos, para considerar que o valor do ICMS destacado ou recolhido não compõe a base de cálculo para fins de incidência do PIS e da COFINS. Diante do exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário para excluir o ICMS destacado e recolhido da base de cálculo das contribuições, devendo a unidade de origem apurar se o crédito é suficiente para quitar os débitos apontados no PERD/COMP. Fl. 202DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-013.258 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13609.901686/2018-98 Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário para excluir o ICMS destacado da base de cálculo das contribuições, devendo a unidade de origem apurar se o crédito é suficiente para quitar os débitos apontados no PERD/COMP. (documento assinado digitalmente) Flávio José Passos Coelho – Presidente Redator Fl. 203DF CARF MF Original
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