Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,988)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,536)
- Primeira Turma Ordinária (13,108)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,534)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,777)
- Terceira Câmara (68,236)
- Segunda Câmara (57,099)
- Primeira Câmara (21,379)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,096)
- Segunda Seção de Julgamen (115,765)
- Primeira Seção de Julgame (77,654)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,458)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,581)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,683)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,662)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,340)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10070.002253/2004-80
Data da sessão: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/1999
INTEMPESTIVO
Oferecido apelo após o prazo determinado pela legislação de regência, dele não se conhece.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.217
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma especial do terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso em face da intempestividade.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200911
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/1999 INTEMPESTIVO Oferecido apelo após o prazo determinado pela legislação de regência, dele não se conhece. Recurso Voluntário Não Conhecido.
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10070.002253/2004-80
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 6659656
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.217
nome_arquivo_s : 380300217_10070002253200480_200911.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : DANIEL MAURÍCIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 10070002253200480_6659656.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª turma especial do terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso em face da intempestividade.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4612410
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:29 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-30T14:04:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-04-30T11:07:08Z; Last-Modified: 2015-04-30T14:04:17Z; dcterms:modified: 2015-04-30T14:04:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:4e5dc379-1b16-4f57-9b18-54d83276a1cb; Last-Save-Date: 2015-04-30T14:04:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-30T14:04:17Z; meta:save-date: 2015-04-30T14:04:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-04-30T14:04:17Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-04-30T11:07:08Z; created: 2015-04-30T11:07:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2015-04-30T11:07:08Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-04-30T11:07:08Z | Conteúdo =>
_version_ : 1744209423492972544
score : 1.0
Numero do processo: 10510.002969/2003-70
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.953
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200804
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10510.002969/2003-70
anomes_publicacao_s : 200804
conteudo_id_s : 6655962
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 08 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.953
nome_arquivo_s : 30101953_10510002969200370_200804.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 10510002969200370_6655962.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
id : 4623656
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:35 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423497166848
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-29T11:03:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-29T11:03:21Z; Last-Modified: 2013-10-29T11:03:21Z; dcterms:modified: 2013-10-29T11:03:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:271ee0e8-4edb-462b-bf5c-3bade3343be1; Last-Save-Date: 2013-10-29T11:03:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-29T11:03:21Z; meta:save-date: 2013-10-29T11:03:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-29T11:03:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-29T11:03:21Z; created: 2013-10-29T11:03:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-29T11:03:21Z; pdf:charsPerPage: 913; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T11:03:21Z | Conteúdo => CC03/C0 I Fls. 39 MINISTÉRIO DA FAZENDA s'"4414 TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo nO 10510.002969/2003-70 Recurso n° 136.776 Assunto Solicitação de Diligencia Resolução n° 301-1.953 Data 25 de abril de 2008 Recorrente HAMILTON ROLEMBERG NASCIMENTO Recorrida DRJ/RECIFE/PE RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. OTACiLIO DA Presidente S CARTAXO VALDETE AP ECI P A MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Susy Gomes Hoffmann e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausente a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Processo n.° 10510.002969/2003-70 Resolução n.° 301-1.953 CC03/C01 Fls. 40 RELATÓRIO Adota-se o Relatório de fls. 24 a 26 dos autos, emanado na decisão da DRJ - 1° Turma de Recife, por meio do voto da relatora, Maria Teresa Silveira Malta de Alencar, nos seguintes termos: "Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 13/18, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, exercício 1999, relativo ao imóvel denominado "Fazenda Nova Esperança", localizado no município de Umbaúba — SE, com área total de 1.020,0ha, cadastrado na SRF sob o n° 3.144.696-5, no valor de R$ 17.129,44 (dezessete mil, cento e vinte e nove reais e quarenta e quatro centavos), acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora, calculados até 28/11/2003, perfazendo um crédito tributário total de R$ 42.431,33 (quarenta e dois mil quatrocentos e trinta e um reais e trinta e h.& centavos). No procedimento de análise e verificaçâo das informações declaradas na DITR/1999 e dos documentos coletados no curso da ação fiscal, conforme demonstrativo Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 15, a fiscalização apurou as seguintes infrações: a) exclusão, indevida, da tributação de 400,00ha de área de preservação permanente; b) exclusão, indevida, da tributação de 500,0ha de área de utilização limitada. As exclusões indevidas, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 15 tem origem na não apresentação de documentação hábil e idônea que comprovasse as áreas de preservação permanente e de utilização limitada como áreas não- tributáveis. 0 Auto de Infração foi postado nos correios tendo o contribuinte tomado ciência em 06/12/2003, conforme AR defls.19. Não concordando com a exigência, o contribuinte apresentou em 06/01/2004, a impugnação de fls. 20/21, alegando, em síntese: I — A impugnação está sendo feita pela viúva do contribuinte que não tinha conhecimento das atividades do falecido; II — solicita concessão de prazo para retificar as declaraçiies de 1999, 2000, 2001 e 2002. A decisão recorrida emanada do Acórdão n° 11 - 15.570 fls. 24 traz a seguinte Ementa: "Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR 2 Processo n.° 10510.002969/2003-70 Resolução n.° 301-1.953 CC03/C01 Fls. 41 Exercício: 1999 Ementa: GLOSA DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÁO PERMANENTE E DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Reputa-se não impugnada a matéria quando verificada a ausência de nexo entre a defesa apresentada e o fato gerador do lançamento apontado na peça fiscal. Lançamento Procedente" Irresignado, o contribuinte representado por sua esposa/viúva, Sra Maria dos Anjos Costa Nascimento, apresentou recurso voluntário a este Egrégio Conselho de Contribuintes (fls.30), onde solicita: "(..) digne observar apenas um aspecto. A fazenda somente tem 102.0 hectares de terra e não 1020.0 coma declarado na ITR. Mais uma vez clamamos que essa comissão nos permita retificar os dados ainda que seja depois de uma inspeção "IN LOCO" por parte não apenas da Receita Federal, mas também da POLICIA FEDERAL, se necessário, pois não queremos burlar nada, estamos apenas pedindo que nos conceda a oportunidade de promovermos os acertos necessários. Estamos anexando cópia da escritura de terra e colocamos ainda que haja uma hipoteca junto ao banco do nordeste que pode atestar o valor total da terra ern hectares." Em fls. 32 e 33 dos presentes autos está juntado copia autenticada da referida escritura do imóvel. o relatório. • 3 Processo 10510.002969/2003-70 ResoluçAo n.° 301-1.953 CCO3 C()I Fls. 42 VOTO Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro, Relatora 0 Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, pois, preenche as condições de admissibilidade. De fato a cópia da Escritura Pública de Compra e Venda juntada em fls. 32 a 33 dão conta que o Recorrente comprou uma faixa de terra restante da propriedade rural denominada "Mata Verde" composta de 102 hectares toda em matas sem nenhuma benfeitoria que passou a ter o nome de "Fazenda Nova Esperança". A intimação de fls. 02 e o Auto de Infração de fls. 13 traz como dados do imóvel rural a mesma identificação do referido na Escritura acima citada, apenas que no Demonstrativo de Apuração do ITR de fls. 16 a área total do imóvel consta como área total 1.020,0 há. Diante do exposto, deve o presente julgamento ser convertido em diligencia para que seja verificado pela fiscalização essa disparidade de área apontado acima, bem como a autenticidade da escritura pública de compra e venda de fls. 32, tudo no ternos do que dispõe o Decreto n° 70.235/72. como voto. Sala das Sessões, em 25 de abril de 2008 VALDETE APA ECID MARINHEIRO - Relatora 4 O
score : 1.0
Numero do processo: 10980.011474/2006-48
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL
A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, não se conhecendo do recurso apresentado, conforme preceitua a Súmula n º 1 do CARF.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.314
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: LUIZ CLÁUDIO FARINA VENTRILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, não se conhecendo do recurso apresentado, conforme preceitua a Súmula n º 1 do CARF. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10980.011474/2006-48
conteudo_id_s : 6661449
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.314
nome_arquivo_s : 280102314_10980011474200648_201203.pdf
nome_relator_s : LUIZ CLÁUDIO FARINA VENTRILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10980011474200648_6661449.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4573645
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:27 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423503458304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1656; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 105 1 104 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.011474/200648 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801002.314 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente JOÃO ELÍSIO FERRAZ DE CAMPOS Recorrida FAZENDA NACIONAL CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda Nacional antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, não se conhecendo do recurso apresentado, conforme preceitua a Súmula n º 1 do CARF. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre . Relatório Fl. 113DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10980.011474/200648 Acórdão n.º 2801002.314 S2TE01 Fl. 106 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Lavrouse contra o epigrafado Auto de Infração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de fls. 19 a 25, relativo ao exercício de 2002, o qual apurou R$ 20.138,45 de imposto suplementar e R$ 15.103,83 de multa de oficio 75%, alem dos juros de mora. O lançamento decorreu da apuração de omissão de rendimentos, no valor de R$ 148.395,88, provenientes de resgate de contribuição para a previdência privada, cujo ônus teria sido da fonte pagadora, que os consignou como rendimento tributável na Dirf e no comprovante de rendimentos apresentado pelo contribuinte. O enquadramento legal reportase aos arts. 1° ao 3° e 6° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988; aos arts. 1° ao 3° da Lei n°8.134, de 14 de abril de 1990; aos arts. 3°, 11 e 33 da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995; ao art. 11, § 1°, e 21 da Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997; à Lei n° 9.887, de 07 de dezembro de 1999; ao art. 6° da Medida Provisória 2.06261, de 28 de dezembro de 2000, e ao art. 7° da Medida Provisória n°2.159, de 24 de agosto de 2001. Foi ressaltado que a isenção prevista no art. 39, XXXVIII, do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda (RIR199), restringese às contribuições cujo ônus foi da pessoa física. Também foram glosados R$ 12.157,72 de despesas médicas, só tendo sido considerados como comprovados o pagamento de R$ 5.938,28 ao plano de saúde do HSBC e R$ 716,88 de despesas dedutiveis não reembolsadas por aquele, reportandose aos art. 8°, II, 'a' e §§ 2° e 3° da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e aos arts. 43 a 48 da Instrução Normativa SRF n° 15, de 06 de fevereiro de 2001. Cientificado do lançamento por via postal em 28/09/2006 — fl. 38/verso, o contribuinte apresentou, por intermédio de procurador — fl. 17, em 13/10/2006, a impugnação de fls. 01 a 16, acatada como tempestiva pelo órgão de origem, fl. 38/verso. Informa que apresentou declaração de ajuste referente ao ano calendário de 2001 com R$ 16.795,08 de imposto, tendo apresentado retificadora pleiteando a restituição de R$ 24.013,79 e, após fornecer documentos solicitados pelo Sefis Malha, foi surpreendido com o auto de infração exigindolhe R$ 50.720,69 de crédito tributário. Concorda com a glosa das despesas médicas, afirmando não haver recolhido os respectivos imposto suplementar, multa e juros, por entender ser credor junto ao fisco de valor de IR indevidamente por ocasião do resgate de previdência privada, pleiteando a sua compensação com a futura restituição que considera ter direito. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10980.011474/200648 Acórdão n.º 2801002.314 S2TE01 Fl. 107 3 Afirmar ter havido capitulação legal errônea no auto de infração e esclarece que, quando ainda era diretor estatutário (não empregado) do Bamerindus, optou pela adesão a plano de previdência privada firmado pela fonte pagadora e a Prever S/A Seguros e Previdência, sob o regime de FGTS, conforme facultado na Lei n° 6.919, de 02 de junho de 1981, que transcreve. Transcreve também partes da Lei n° 8.036, de 11 de maio de 1990, considerando pacífico o enquadramento das verbas depositadas a título de previdência privada equiparada ao FGTS e cogitando apenas discussão quanto à forma de tributação dos rendimentos daquela modalidade de aplicação financeira, os quais, segundo o seu entendimento, seriam isentos a partir da publicação da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, conforme disposto no art. 6°, VIII.. Alega que, somente a partir de 1° de janeiro de 1996, com a publicação da Lei n° 9.250, de 1995, os resgates dos rendimentos referentes às verbas agregadas após aquela data passaram a ser tributados, devendo permanecer intocáveis os valores constituídos em data pretérita, suscitando a ocorrência de direito adquirido e do princípio da irretroatividade das leis ,garantidos no art. 5°, XXXVI, da Constituição Federal de 1988, e no art. 6°, §§ 1° ao 3°, do Código Civil. Aduz que os depósitos efetuados pelo Bamerindus em período anterior à vigência da Lei n° 9.250, de 1995, não podem ser tributados, independente de quem arcou com o seu ônus, pois o art. 6°, VII, "b", da Lei n° 7.713, de 1988, garantiria a isenção quando o ônus fosse do participante e o inciso VIII quando fosse da empresa. Finaliza solicitando o cancelamento do auto de infração e que, por ato declaratório, seja reconhecida a declaração retificadora e concedida a restituição nela pleiteada, deduzido e compensado o valor correspondente ao imposto, multa e juros decorrentes da glosa de despesas médicas. É o relatório. Passo adiante, em 14 de outubro de 2008, através do Acórdão 0619.541 a 4a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ/CTA), entendeu por bem julgar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10980.011474/200648 Acórdão n.º 2801002.314 S2TE01 Fl. 108 4 Considerase como nãoimpugnada a parte do lançamento com a qual o contribuinte concorda ou não se manifesta expressamente. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RESGATE DE PREVIDENCIA PRIVADA. O resgate de contribuições de previdência privada é tributável, excetuandose, apenas, os correspondentes às parcelas de contribuições efetuadas no período de 1° de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1995, cujo ônus tenha sido da pessoa física. PREVIDÊNCIA PRIVADA. CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS. ISENÇÃO. CONDIÇÕES. A isenção prevista art. 6°, VIII, da Lei 7.713, de 1988 alberga tão somente as contribuições pagas à previdência privada pelo empregador e o resgate dessa contribuição pelo beneficiário. Lançamento Procedente Cientificado em 30/03/2009 (fl.54), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 23/04/2009 (fls. 55 à 68 e documentos), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Preliminarmente Nos presentes autos verificase que o ora recorrente apresentou recurso administrativo em 23/04/2009, cujos pedidos se resumem ao reconhecimento da declaração de ajuste anual 2002 (ano calendário 2001) “e conseqüente restituição segundo o artigo 6.° da Lei n.° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, determinando seja restabelecida a isenção da incidência do imposto de renda do Plano de Previdência Privada — período de 01.11.1993 a 31.12.1995, para que a Delegacia da Receita Federal em Curitiba, processe a restituição do imposto descontado indevidamente”, requerendo ao fim o cancelamento do auto e seus consectários legais (multa e juros). Posteriormente, em dezembro de 2009, o ora recorrente impetrou mandado de segurança sob número 2009.70.00.0167933 cujos pedidos tem mesmo objeto dos discutidos nos presentes autos administrativos. Nos casos de concomitância entre demanda administrativa e judicial, como no presente caso, por se tratar de matéria a ser apreciada pelo Poder Judiciário nos autos do processo em epígrafe, interposto com este desiderato pelo contribuinte, deixa de se apreciar o recurso administrativo em razão da concomitância. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10980.011474/200648 Acórdão n.º 2801002.314 S2TE01 Fl. 109 5 Ora, resta claro que a matéria em litígio no presente processo administrativo foi, igualmente, objeto de apreciação junto ao Poder Judiciário, conforme ação judicial retro mencionada. Nesta esteira, a fim de se evitar decisões conflitantes entre as esferas administrativa e judicial, considerando que as decisões judiciais na sistemática processual brasileira, gozam de preferência sobre as decisões administrativas, conforme dispõe o artigo 1°, parágrafo 2°, do Decretolei n° 1.737, de 20 de dezembro de 1979 e o artigo 38, parágrafo único da Lei n° 6.830, de 22 de setembro de 1980, reforçado pelo Ato Declaratório Normativo da Coordenação Geral do Sistema de Tributação (ADNCOSIT) da Secretaria da Receita Federal n° 3, de 14 de fevereiro de 1996, a propositura pelo contribuinte de “ mandado de segurança, ação anulatória ou declaratória de nulidade de Crédito da Fazenda Nacional”, importa em renúncia a apreciação administrativa de seu pleito com desistência do recurso apresentado, independentemente do trânsito em julgado da referida demanda judicial, conforme alínea “ e” do Ato Normativo COSIT mencionado. Neste sentido igualmente a Súmula nº 1 do CARF. Conclusão Por todo o exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário apresentado em razão da concomitância apontada, o que renúncia à instancia administrativa. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 117DF CARF MF Impresso em 21/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 9/04/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10580.720485/2007-14
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. RENDIMENTOS.
Nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do Decreto nº 3000/99, a isenção para portador de moléstia grave somente alcança os rendimentos de aposentadoria ou reforma.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.983
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201110
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. RENDIMENTOS. Nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do Decreto nº 3000/99, a isenção para portador de moléstia grave somente alcança os rendimentos de aposentadoria ou reforma. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10580.720485/2007-14
anomes_publicacao_s : 201110
conteudo_id_s : 6653864
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 06 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.983
nome_arquivo_s : 280101983_10580720485200714_201110.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10580720485200714_6653864.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4745912
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:50 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423509749760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1480; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 117 1 116 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.720485/200714 Recurso nº 895.082 Voluntário Acórdão nº 280101.983 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de outubro de 2011 Matéria IRPF Recorrente FRANCISCO BISPO DOS ANJOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 IRPF. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. RENDIMENTOS. Nos termos do art. 39, inciso XXXIII, do Decreto nº 3000/99, a isenção para portador de moléstia grave somente alcança os rendimentos de aposentadoria ou reforma. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 102DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10580.720485/200714 Acórdão n.º 280101.983 S2TE01 Fl. 118 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador (BA) emitiu em nome do contribuinte acima identificado Notificação de Lançamento (fls. 6/10) referente ao imposto de renda pessoa física, exercício 2005; anocalendário 2004, decorrente de procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual (Dirpf), no qual foi detectouse omissão de rendimentos tributáveis pagos pelo Banco do Brasil S/A de R$ 64.474,28. Apurouse imposto de renda suplementar de R$ 10.369,49. Na impugnação (fls. 2/5), o contribuinte observa que, tratada, inicialmente, como Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL), foi indeferida pela fiscalização. Reafirma a improcedência do lançamento porque servidor público federal aposentado desde 1987 e, por dois anos, desde 02/12/2003, atende à condição pessoal de portador de moléstia grave (fl. 16). O valor informado em Dirf corresponde a pagamento (primeira parcela) de rendimentos decorrentes de parcelas incorporadas aos proventos de aposentadoria pagos pela União, através do Banco do Brasil, por determinação da Justiça Federal (precatórios), conforme documentos de ação judicial anexados (fls. 17/30). Rendimentos que correspondem a reposições relativas a sua aposentadoria e creditados em 2004, ano em que gozava da isenção por ser portador de moléstia grave (art. 39, inciso XXXIII do Decreto nº 3.000, de 1999, Regulamento do Imposto de Renda). Rendimentos isentos, como por ele declarado, e a retenção indevida de 3%, em conformidade com a Lei 10.833, de 2003, ocorreu porque a fonte pagadora não foi informada da sua condição de portador de moléstia grave especificada em lei. Requer a procedência da impugnação e o cancelamento do lançamento. Entretanto, apesar das alegações do contribuinte, inexistente no processo qualquer documento a comprovar a relação dos rendimentos considerados omitidos no lançamento com a ação judicial especificada (Processo 96.00.196508, com apelação no Processo 1998.01.00.0145917) relativa a diferenças de remuneração decorrentes da Lei nº 8.911, de 1994 (55% DAS), reduzidas pela Lei nº 9.030, de 1995. Adicionalmente, há registro nos sítios da Seção Judiciária do Distrito Federal de outros processos nos quais o contribuinte é parte. Daí, ter sido solicitado que o contribuinte fosse intimado (fls. 50/51) a apresentar prova inequívoca de que os rendimentos questionados decorreram da citada ação judicial relativa a proventos de aposentadoria. Intimado (fls. 55/56), o contribuinte manifestase (fl. 57) limitandose a anexar além dos mesmos documentos já apresentados na impugnação (fls. 60/75), extrato do processo Fl. 103DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10580.720485/200714 Acórdão n.º 280101.983 S2TE01 Fl. 119 3 96.00.196508 (fls. 58/59) e ementa, relatório, voto e certidão em recurso especial (fls. 76/80).” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. A isenção decorrente da condição pessoal de portador de moléstia grave exige a comprovação de que os rendimentos recebidos questionados são proventos de aposentadoria. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual conheço do mesmo. Tratase de Auto de Infração lavrado em razão de, em procedimento de revisão de declaração de rendimentos, terse apurado omissão de rendimentos tributáveis pagos ao Recorrente pelo Banco do Brasil S/A, no montante de R$ 64.474,28. Em sua defesa, alega o Recorrente que tais rendimentos seriam isentos, na medida em que, apesar de terem sido recebidos ao final de processo judicial, tratavamse de complementação de aposentadoria, percebida por ocasião de moléstia grave adquirida. A primeira instância administrativa, em que pese ter reconhecido a condição de aposentado e portador de moléstia grave do Recorrente, negou provimento à sua Impugnação por não ter restado comprovado que o rendimento pago pelo Banco do Brasil em razão da ação proposta pelo contribuinte efetivamente rendeulhe o valor omitido. Para a produção dessa prova, bastaria que o Recorrente anexasse ao processo uma cópia do Alvará de levantamento por ele recebido. Fl. 104DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10580.720485/200714 Acórdão n.º 280101.983 S2TE01 Fl. 120 4 Nada obstante a facilidade na produção dessa prova a na imprescindibilidade da mesma para comprovarse a isenção do Recorrente, o mesmo não foi capaz de produzila nem na instância a quo, tampouco perante esse E. Conselho de Contribuintes. O Recorrente limitouse a juntar ao processo Alvará emitido em favor de outro contribuinte (fl.100), deixando de apresentar o que foi emitido em seu favor. Portanto, diante dessa inexistência de provas, deve ser mantida a autuação, razão pela qual nego provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 105DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10580.720485/200714 Acórdão n.º 280101.983 S2TE01 Fl. 121 5 Fl. 106DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
score : 1.0
Numero do processo: 13055.100005/2006-41
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
COFINS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO, CRÉDITOS GERADOS.
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS
TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE
CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO.
NECESSIDADE DE LANÇAMENTO.
A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição.
Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.247
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200910
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 COFINS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO, CRÉDITOS GERADOS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição. Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido.
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13055.100005/2006-41
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 4629347
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.247
nome_arquivo_s : 380300247_161046_13055100005200641_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : IVAN ALLEGRETTI
nome_arquivo_pdf_s : 13055100005200641_4629347.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4733825
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423516041216
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:48:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:48:24Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:48:24Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:48:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a5d019f2-a259-4639-9045-7c5d0b5dc931; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:48:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:48:24Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:48:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:48:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:48:24Z; created: 2010-09-01T16:48:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-09-01T16:48:24Z; pdf:charsPerPage: 1598; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:48:24Z | Conteúdo => ., 53-1E03 H 206 Onk •, ,%.,.. , : ",.•,, MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINIS rTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS o TERCEIRA SEÇÃO DE 'JULGAMENTO '''ftt., - ;, 0, . Processo n" 13055.100005/2006-41 Recurso n" 161.046 Voluntário Acórdão n" 3803-00.247 — 3" Turma Especial Sessão de I 9 de outubro de 2009 Matéria COFINS "NÃO CUMULATIVA Recorrente MÓVEIS KAPPESBERG LTDA Recorrida DRI -PORTO ALEGR1YRS ASSENTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 COFINS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO, CRÉDITOS GERADOS, PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OIJTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CAI ,CIlL0 DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, &ementes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição. Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de IGMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo) fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou paia o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto, Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros da 3". TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. ....,„,k; ALEXADRE KERN - Presidente....1 1 r i. I) I . I I-VA - ,è -EL,' TTI - Relator(-- \\ , Participa ,am, ain a, do presente julgamento, os Conselheiros Bechior Melo de Souza, Itélero\Latetà R. s, . mi .1 Mauricio Fedato. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Henrique .Martin„ de LidaJ-,, . Relatório Trata-se de declaração de compensação apresentada pelo contribuinte em 27/04/2006, na qual apresenta créditos de COTINS não-cumulativa apurados no 4" trimestre de 2005 (lis. 02/06). A DRF-Novo Ila.mburgo/RS reconheceu a existência do crédito pleiteado pelo contribuinte, mas recusou ao contribuinte o direito de aproveitamento integral, entendendo por bem reduzir este saldo, fazendo-o a título de "irregularidade fiscal", por ter verificado que "no período de outubro de 2004 a dezembro de 2005, a ,Jiscalizada efetuou cessão de et-éditos do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Circulação (1(1/1,5) a terceiros" e que "embora tais operações se equiparem a verdadeira alienação de direitos a título 071Cr~, originando, portanto, receitas tributáveis, que devem compor a base de cálculo da contribuição para o Cotins, conforme determina o art. 1","§' I" e 2" da Lei n" 10.83.3/2003, tais cessões de crédito de ICA/LS não .finam oferecidas à tributação" (fls.. 58/63). Assim, a Fiscalização apurou o valor que entendeu que seria devido de CO-FINS em relação à receita de venda dc créditos de IC:MS, e reduziu este valor do saldo de créditos apresentado na declaração de compensação.. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (tis, 86/105) argumentando que a glosa seda indevida porque não li feita como preceitua o artigo 142 do CTN, que seu direito dc crédito decorre da sistemática não cumulativa. e que não pode haver a incidência da COVINS sobre a venda de créditos de ICMS, visto que a sua incidência deve ser limitada às receitas das vendas de bens e serviços, conforme doutrina e jurisprudência que cita. A DWI-Porto Alegre/RS manteve o entendimento da .DRF, no sentido da homologação parcial da compensação, conforme se confere da ementa do Acórdão n" 10- 15 „406, de 10 de j ulho de 2008 (tis. 139/140): Assunto.- Contribuição paru o PLSYPasep Período de apuração.; 01/10/2005 a 31/12/2005 Ementa.. BASE DE CÁLCULO. CRÉD11OS DE ICMS .' 77?ANSFERIDOS A FORNECEDORES Incide Pis e C'ofins na <.:!es..s'ão de créditos. de ICM,S; ante a existência de alienação de direitos ela.s.sificados no ativo circulante. . INCONSTITUCIONALIDADE, MEC-TALL/JADE VIOLAÇÃO AL PRINCÍPIOS COl.V,STITUCIONAIS. A autoridade julgadora de in.stancia administrativa não é competente para apreciar a legalidade ou constitueionalidade da norina s tributárias regularmente editadas. ". Solicitação Indeferida. i f \ 2 Processo n" 13055.100005/2006-41 S3-TE03 Acórdão n.°3803-09.247 Ff 207 O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 145/158) argumentado que a questão pode ser analisada na via administrativa, inclusive no que se refere à constitucionalidade dos dispositivos envolvidos, bem como reiterando os mesmos fundamentos da manifestação de inconfomndade. É o relatório. Voto Conselheiro IVAN AI LEGREFFI, Relator O recurso é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço. A DRF reconheceu a existência do crédito de COHNS não-cumulativa pleiteado pelo contribuinte, mas recusou a homologação da compensação por entender que o contribuinte teria recolhido a COFINS correspondente àquele mesmo período de apuração em valor menor que o devido. Assim, por entender que o contribuinte teria deixado de fazer incidir a COHNS em relação aos valores correspondentes à venda de créditos de ICMS, a Fiscalização utilizou parte do saldo de créditos para o pagamento do valor que corresponderia ao débito de COHNS relativo à venda de créditos de ICMS.. Na linha de manifestações anteriores deste Conselho, entendo que o procedimento é equivocado. A sistemática não cumulativa da Contribuição ao PIS e da COFINS não funciona tal como a sistemática de apuração do IPI, como parece pretender a Fiscalização. No caso do IPI se promove a. escrituração de créditos e débitos para, no final do período de apuração, mediante o balanço entre tais valores, obter-se (a) ou um saldo credor - que é transferido para aproveitamento no período subseqüente (h) ou um saldo devedor - que implica em recolhimento do tributo. No caso do PIS e da COFINS a incidência e a apuração não dependem do confronto entre créditos e débitos. Sua incidência se dá sobre a receita ou o [aturamento, determinando o valor devido, independente da existência de créditos que possam ser usados para redução deste valor. Com efeito, a única diferença da sistemática não cumulativa reside em permitir que "Do valor apurado na ..fórina do art 2" a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação (. .)" (art„3" da Lei n' 10.637/2002 e da Lei n' 10.8.33/2003). É nítido, portanto, que os créditos gerados 1.10 sistema não cumulativo da COFINS e do PIS não compõem nem interferem na apuração da base de cálculo destas mesmas Contribuições. - • 3 No âmbito do pedido de compensação que utiliza créditos de COIT INS não cumulativo não é cabível que a Fiscalização utilize parte do crédito - a título de "irregularidade", reduzindo o saldo de créditos - - como meio indireto para promover a revisão e ampliação da base de cálculo da Contribuição, para o ação de cobrança dos valores que entende devidos.. Se a Fiscalização entende que determinado valor recebido pelo contribuinte configura receita sujeita às referidas Contribuições, de modo que o contribuinte teria declarado e recolhido tributo menor que o devido, é imprescindível que promova a constituição do crédito pelo meio próprio: o lançamento. Confira-se, ademais, que o presente entendimento reitera a jurisprudência deste Conselho em julgamentos anteriores: PEDIDO DE RESSARCIMENTO COEM' NÃO CUMULA? I VA . BASE DE CÁLCULO DOS DÉBITOS. DIFERENÇA A EXIGIR NECESSIDADE DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A .sistemática de ressarcimento da COPINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedidos de ressarcimento, valores como o de transferências de créditos de ICMS, computados pela fiscalização no [aturamento, base de cálculo dos débitos-, .sejam _subtraídas do montante a ressarcir Em tal hipótese, para a exigência das Contribuições carece seja efetuado lançamento de ofício. RESSARCIMENTO COFIAIS .NÃO-CUMULAT TI VA JUROS . SEL1C INAPLICABILIDADE. Ao ressarcimento não se aplicam,: os juro.s Sebe, incortfiindível que é com a restituição ou compensação, sendo que no caso do PIS e CUPINS não- eumulativo.s os atts. 13 e 15, VI, da Lei n" 10833/2003, vedam exprcs..samente tal aplicação. Recurso provido em parte (Acórdão 203-11852, Recurso Voluntário n'' 130.611, i Conselheiro EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, D.O. U. de 06/06/2007, Seção I, pág. 49) PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LANÇAMENI O. Constatado que, na apuração do tributo devido, no âmbito do lançamento por homologação, o .sujeito passivo não oferecera à tributação, matéria que a fiscalização julga tributável, impõe-se o lançamento para formalização da exigência tributária, pois a mera glosa de créditos legítimos do _sujeito passivo configura ii regular compensação de oficio com crédito tributário ainda não constituído e, portanto, destituído da certeza e da liquidez, imprescindíveis a .sua cobrança. , . NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS NÃO- . CUMULAT.I.V0 ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA INCABÍVEL. E incabível a atualização monetária do saldo credor do PIS não- cumulativo objeto de ressarcimento. 1k , Recurso Voluntário Provido em Parte. 4 Processo n° 13055 100005/2000-41 S3- I . E03 Acórdào n " 3803-00.247 F I 208 (Recurso Vohnuário n" 140.760, l'A n" 11065,002884/2005-11, Conselhehy SILVIA DE BI?110 OLIVEIRA, j. 22/07/2008) Pelas razões expostas, voto no sentido de dar provimento ao recurso do contribuinte, para o efeito de reconhecer-lhe o direito de utilizar na sua declaração de compensação a integralidade do saldo de créditos, sem glosas, assim homologando integralmente a sua compelis - ao, ficando ressalvada a possibilidade de a Fiscalização apurar as diferenças de tribs (lu • In ender devidas pela. via própria do lançamento.i elz. .1V .- \' At EG _TI?1-- j ,.\-. \\ j, \ 5
score : 1.0
Numero do processo: 13709.000996/00-29
Data da sessão: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/12/1991 a 30/09/1995
PRAZO DECADENCIAL PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO - TERMO INICIAL
O prazo decadencial para reconhecimento de direito creditório, relativo a tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, ainda que tenha sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, extingue-se após o transcurso de cinco anos, contados da data da extinção do crédito Tributário, inclusive na hipótese de tributos lançados por homologação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.198
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª turma especial do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200911
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/12/1991 a 30/09/1995 PRAZO DECADENCIAL PARA REPETIÇÃO DE INDÉBITO - TERMO INICIAL O prazo decadencial para reconhecimento de direito creditório, relativo a tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, ainda que tenha sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, extingue-se após o transcurso de cinco anos, contados da data da extinção do crédito Tributário, inclusive na hipótese de tributos lançados por homologação. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13709.000996/00-29
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 6659292
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.198
nome_arquivo_s : 380300198_137090009960029_200911.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : DANIEL MAURÍCIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 137090009960029_6659292.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª turma especial do terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 18 00:00:00 UTC 2009
id : 4614463
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:32 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-29T18:51:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-04-28T13:44:48Z; Last-Modified: 2015-04-29T18:51:42Z; dcterms:modified: 2015-04-29T18:51:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:0bcfe628-207c-462d-90e5-1705973a13a7; Last-Save-Date: 2015-04-29T18:51:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-29T18:51:42Z; meta:save-date: 2015-04-29T18:51:42Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-04-29T18:51:42Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-04-28T13:44:48Z; created: 2015-04-28T13:44:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2015-04-28T13:44:48Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-04-28T13:44:48Z | Conteúdo =>
_version_ : 1744209423523381248
score : 1.0
Numero do processo: 37071.000067/2006-14
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2003 a 28/02/2004
PRELIMINAR. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. ARBITRAMENTO. NULIDADE. VÍCIO FORMAL.
1. Na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito deve haver a expressa fundamentação legal do arbitramento procedido no relatório Fundamentos Legais do Débito e/ou no Relatório Fiscal.
2. A inobservância das formalidades legais na lavratura da NFLD configuram a sua nulidade.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-00.008
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a NFLD.
Nome do relator: DANIEL AYRES KALUME REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200710
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2003 a 28/02/2004 PRELIMINAR. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. ARBITRAMENTO. NULIDADE. VÍCIO FORMAL. 1. Na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito deve haver a expressa fundamentação legal do arbitramento procedido no relatório Fundamentos Legais do Débito e/ou no Relatório Fiscal. 2. A inobservância das formalidades legais na lavratura da NFLD configuram a sua nulidade. Processo Anulado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 37071.000067/2006-14
anomes_publicacao_s : 200710
conteudo_id_s : 4115961
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 206-00.008
nome_arquivo_s : 20600008_141582_37071000067200614_005.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : DANIEL AYRES KALUME REIS
nome_arquivo_pdf_s : 37071000067200614_4115961.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a NFLD.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 08 00:00:00 UTC 2007
id : 4841418
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:55 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423525478400
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:12:00Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:12:00Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:12:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:12:00Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:12:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:12:00Z; created: 2009-08-05T21:12:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-05T21:12:00Z; pdf:charsPerPage: 1019; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:12:00Z | Conteúdo => • •• CONFER‘ CCO2/C06NAL Brasilia, 423/ Fls. 123 Mana de Fatimã Mad. Siape 7516A'- ° MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESzorRy .,,terafry SEXTA CÂMARA - • Processo n° 37071.000067/2006-14 Recurso n° 141.582 Voluntário Matéria RETENÇÃO Acórdão n° 206-00.008 Sessão de 08 de outubro de 2007 Recorrente SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE CAXIAS DO SUL Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2003 a 28/02/2004 Ementa: PRELIMINAR. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO. NULIDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. ARBITRAMENTO. NULIDADE. VÍCIO FORMAL. 1. Na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito deve haver a expressa fundamentação legal do arbitramento procedido no relatório Fundamentos Legais do Débito e/ou no Relatório Fiscal. 2. A inobservância das formalidades legais na lavratura da NFLD configuram a sua nulidade. Processo anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. CC/MF - Srncel ....:arn/stra • CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 37071.000067/2006-14 Brasília, •3 (••••ri CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.008 Maria de Fatima eira e Carvalho Fls. 124 Mau". Slape 7516. ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a NFLD. K-- ELIAS SA4APAIO FREIRE Presidente DANIEL AYRES KALUME REIS Relator • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.°37071.000067/2006-14 22* CeitVIF - Sexta Câmara Acórdão n.° 206-00.008 CO:412::..:RE COM C ORIGINAL Fls. 125 Brasilia.22 / Maria a Carvalho Ma.i. Siar.. 751633 Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, lavrada contra o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicos, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul, decorrente da não comprovação das retenções de 11% (onze por cento) nas notas fiscais de serviços realizados de cessão de mão-de-obra. O débito foi apurado nas competências de 09/2003 a 02/2004. Por tais razões foi imputada a Recorrente a obrigação de recolher o montante de R$ 32.498,44 (trinta e dois mil, quatrocentos e noventa e oito reais e quarenta e quatro centavos), consolidado em 13/10/2005. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, às fls. 50/52 dos autos. Às fls. 102/106 foi proferida Decisão — Notificação julgando procedente o lançamento fiscal por considerar a Recorrente devedora do valor de R$ 32.498,44 (trinta e dois mil, quatrocentos e noventa e oito reais e quarenta e quatro centavos). Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário tempestivo, acompanhado do comprovante de recolhimento do depósito prévio (fls. 110/116). Foram juntadas contra-razões às fls. 120/122. É o Relatório. (17 • • Processo n.° 37071.000067/2006-14 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.008 2° :•:,/11° - Sexto CâmaraCONIF“:":1: CORII O ORKSINAL Fls. 126 Brasília ggarke. Maria de F.. do t-.7 a oMa. 1683 Voto Conselheiro DANIEL AYRES ICALUME REIS, Relator Preliminarmente, verifica-se que há vicio que enseja a nulidade da NFLD, tendo em vista a não observância das formalidades previstas no artigo 37 da lei 8212/91, artigo 243 do Decreto 3.048/99 e artigo 202 do CTN. Não há nos Fundamentos Legais do Débito e nem no Relatório Fiscal qualquer menção a aplicação de arbitramento por aferição indireta muito menos o seu fundamento legal (art. 33, § 3 0 da Lei n°8212/91). É imprescindível para uma regular apuração da natureza do crédito e constituição da NFLD, a indicação do fundamento legal do arbitramento nos Fundamentos Legais do Débito, que no presente caso seria o § 3° do art. 33 da Lei n°8212/91, in verbis: "Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. II; e ao Departamento da Receita Federal (Dl??) compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. § 3° Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Departamento da Receita Federal (DRF) podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário." A especificação do arbitramento aplicado é de fundamental importância para justificar o lançamento, estando diretamente vinculado ao fato gerador e as contribuições. Neste sentido, deveria o arbitramento estar expressamente previsto na fundamentação legal da NFLD sob pena de afronta ao art. 37 da Lei n° 8212/91 que determina a discriminação clara e precisa dos fatos geradores e das contribuições devidas, in verbis: "Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento." vi CCINIP eb.) Ata Camara 1 • CONP•ERE COM O ORIGINAL 1 • // Cq Processo n.° 37071.000067/2006-14 Brasília. CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.008 Maria de Fáterre 3 F e ae arvaiho Fls. 127 Mau-. Siape 751663 Por outro lado, os atos administrativos, consoante se infere do art. 50, da Lei n° 9.784/99, que regulamenta o processo administrativo, devem ser motivados, sob pena de nulidade, in verbis: "Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos [...] §1°A motivação deve ser explicita, clara e congruente " O Decreto n° 70.235/72, que regulamento o processo administrativo fiscal, não discrepa deste entendimento, senão vejamos: "Art 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: 111 — a disposição legal infringida, se for o caso; Ressalte-se que a decisão final deste órgão julgador constituirá dívida ativa tributária, e, portanto, compete a análise das formalidades essenciais para a inscrição na Dívida Ativa, nos termos do Código Tributário Nacional. Neste sentido, a indicação do fundamento legal do crédito lançado é essencial para a prática do referido ato, conforme determinado pelo inciso III do art. 202 do CTN, sob pena de nulidade prevista no art. 203 do Código Tributário Nacional. Cumpre destacar que a regularidade do termo de inscrição na dívida ativa também refletirá no âmbito judicial já que art. 2°, § 5°, inciso III da Lei n° 6830/80 que dispõe sobre cobrança judicial da divida ativa da União, Estados, Municípios e suas autarquias, também exige a discriminação da origem, a natureza e o fundamento legal ou contratual da divida. Por tais razões declaro a nulidade da presente NFLD. É o voto. Sal/ Sessõe , em 08 de outubro de 2007. n AN L AYRES ICALUME REIS •_ _ Page 1 _0004900.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1 _0005100.PDF Page 1 _0005200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11030.002623/2004-18
Data da sessão: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003
Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO, BASE DE
CÁLCULO.
As aquisições de insumos a pessoas físicas, não oneradas com as
contribuições que o beneficio visa a ressarcir, são excluídas do cômputo de sua base de cálculo.
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. JUROS SELIC.
INAPLICABILIDADE.
Ao valor do ressarcimento de IPI, inconfundível que é com restituição ou compensação, não se abonam juros calculados pela taxa Selic.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.144
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200909
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO, BASE DE CÁLCULO. As aquisições de insumos a pessoas físicas, não oneradas com as contribuições que o beneficio visa a ressarcir, são excluídas do cômputo de sua base de cálculo. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE. Ao valor do ressarcimento de IPI, inconfundível que é com restituição ou compensação, não se abonam juros calculados pela taxa Selic. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11030.002623/2004-18
anomes_publicacao_s : 200909
conteudo_id_s : 4629304
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.144
nome_arquivo_s : 380300144_145358_11030002623200418_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11030002623200418_4629304.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2009
id : 4733474
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:42 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423526526976
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-07T15:20:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-07T15:20:49Z; Last-Modified: 2010-10-07T15:20:49Z; dcterms:modified: 2010-10-07T15:20:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:45e8ce45-43f8-4819-b4c4-eb4bfe3e665f; Last-Save-Date: 2010-10-07T15:20:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-07T15:20:49Z; meta:save-date: 2010-10-07T15:20:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-07T15:20:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-07T15:20:49Z; created: 2010-10-07T15:20:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-10-07T15:20:49Z; pdf:charsPerPage: 1286; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-07T15:20:49Z | Conteúdo => S3-T E03 Fl. 69 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11030.002623/2004-18 Recurso n" 145.358 Voluntário Acórdão n" 3803-00.144. — 3" Turma Especial Sessão de 15 de setembro de 2009 Matéria IPI - RESSARCIMENTO - CRÉDITO PRESUMIDO Recorrente LAGRANHA & CIA LTDA. Recorrida DRI - PORTO ALEGRE / RS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - Período de apuração: 01/10/2003 a .31/12/2003 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO, BASE DE CÁLCULO. As aquisições de insumos a pessoas físicas, não oneradas com as contribuições que o beneficio visa a ressarcir, são excluídas do cômputo de sua base de cálculo. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE. Ao valor do ressarcimento de IPI, inconfundível que é com restituição ou compensação, não se abonam juros calculados pela taxa Selic. Recurso Voluntário Negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. nte e Relator ALEI\X 4KERN\- Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafeta Reis,Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Trata-se de pleito de ressarcimento de crédito presumido do IPI, autorizado pela Lei n" 9.363, de 13 de dezembro de 1996, referente ao 4" de 2003, no valor de R$ 10.876,48, em parte negado por despacho decisório da DRF de origem por se tratar de aquisições efetuadas a pessoas fisicas.. Na manifestação de inconformidade, o requerente, que adquire pedras semipreciosas a garimpeiros, rechaça o deferimento apenas parcial de seu pedido, sob o argumento de que o beneficio foi instituído para compensar os exportadores do PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre toda a cadeia produtivae não apenas sobre a última operação, e que não há previsão legal para a exclusão operada pela DRF de jurisdição. Sobreveio então o julgamento de administrativo de primeira instância, por meio do qual a 5" Turma da DRJ/POA houve por bem em julgar a manifestação de inconformidade improcedente e ratificar o Despacho Decisório, sob o fundamento de que pessoas físicas não são contribuintes das contribuições que o beneficio visa a ressarcir, de sorte que elas não incidiram nas operações excluídas da base de cálculo. O julgado teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - Período de apuração. 01/10/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO PRESUMIDO BASE DE CÁLCULO. Tão-somente as aquisições de insinuas que .o/terem a incidência do P1S/Pasep e da Cofins geram direito ao crédito presumido do instituído para ressarcimento dessas contribuições Solicitação Indeferida Vem agora o requerente, em sede de recurso voluntário (fls., 55 a 66), após resumir os fatos relacionados com a demanda, pedir reforma da decisão da DRJ/P0A-5" Turma, articulando as seguintes razões de direito: a) O beneficio fiscal visa à desoneração de toda a cadeia produtiva e não somente a última etapa; b) O art. 2" da Lei n 2 9„363, de 1996, determina que a base de cálculo do CP seja apurada a partir do valor total das aquisições de matérias-primas, insumos e materiais de embalagem utilizados nos produtos exportados, não havendo previsão para qualquer exclusão. A corroborar seus argumentos, transcreve excertos de jurisprudência do STJ e do antigo Conselho de Contribuintes, bem assim de doutrina de Roque Antônio Carrazza. Pede acréscimo de juros calculados pela taxa Sebe ao valor do ressarcimento autorizado. É o Relatório.. (k2- 2 Processo n" 11030-002623/2004-18 S3-TE03 Acórdão ri" 3803-00,144, Fl 70 Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fis, 55 a 66 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRI-P0A n 2 10-11.937, de 10 de maio de 2007, fls. 49 a51. Exclusão da base de cálculo do valor das aquisições de illS111770S a pessoas .fisicas Nada a reparar, neste ponto, na decisão de piso. Se é verdade que o art. 20 da Lei n2 9,36.3, de 1996, faz referência ao valor total das aquisições de insumos, jamais se pode perder de vista que o beneficio fiscal foi instituído precipuamente para ressarcir aos produtores-exportadores do valor da Contribuição para o Plano de Integração Social - PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins incidente nas aquisições de MP, PI e ME, a teor do art. 1" da Lei Instituidora: Art. I" A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nas 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercaria interna, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o . fim especifico de exportação para o exterior. No caso das aquisições de insumos a pessoas fisicas, não há falar em incidência das referidas contribuições. Pessoas físicas não são contribuintes das mesmas. Não há portanto o que ressarcir. Abono de juros Selic ao valor do ressarcimento Não estivesse prejudicado pela ratificação do indeferimento de sua solicitação, no que diz respeito às aquisições a pessoas flsicas, o pedido de abono de juros ao valor do ressarcimento desde a data do protocolo haveria de ser indeferido. Inicialmente, é sempre conveniente frisar que a taxa Selic não se confunde com os índices de preço, indicadores da inflação. A taxa Selic não é mera correção monetária. Ainda, deve-se sempre ter em conta que ao ressarcimento não se aplica o mesmo tratamento próprio da restituição ou compensação.. Não se constituindo em mera correção monetária, mas de um plus quando comparada aos índices de inflação, referida taxa somente poderia ser aplicada aos valores a ressarcir se houvesse lei especifica que o autorizasse. É certo que a partir do momento em que o contribuinte ingressa com o pedido de ressarcimento o mais justo é que fosse o valor corrigido monetariamente, até a data da efetiva disponibilização dos recursos ao requerente. Afinal, entre a data do pedido e a do ressarcimento 3 ALEKANDRE KERN o valor pode ficar defasado, sendo corroído pela inflação do período. Daí ser admissivel a correção monetária no interregno, Todavia, desde 01/01/96, não se tem qualquer índice inflacionário que possa ser aplicado aos valores em tela. A taxa Selic, representando juros, e não mera atualização monetária, é aplicável somente na repetição de indébito de pagamentos indevidos ou a maior, inconffindiveis com a hipótese de ressarcimento. Daí a impossibilidade de sua aplicação no caso ora em exame. Por oportuno, ressalto que a Câmara Superior de Recursos Fiscais, embora tenha julgados contrários, já decidiu outrora no sentido de inaplicabilidade não só de juros, mas de também de correção monetária, aos créditos do IPT. Observe-se: .Número do Recurso 201-111325 Turma • SEGUNDA TURMA Número do Proces-so.- 10120.001391/97-28 Tipo do Recurso- RECURSO DE DIVERGÊNCIA Matéria.. Mi Recorrente • REFRESCOS BANDEIRANTES IND. E COM. LIDA Interessado(a). FAZENDA NACIONAL Data da Sesstio: 24/01/2005 09- 30 00 Relator(a), Jos*: Maria Coelho Marques Acórdão: CSRF/02-01.772 Decisão: NPO - NEGADO PROVIMENTO PELO VOTO DE QUALIDADE Ementa IPI CRÉDITOS CORREÇÃO MONETÁRIA. Pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Rogério Gustavo Dreyer, Gustavo Kelly Alencar (Suplente convocado), Francisco Maurício R de Albuquerque Silva e Leonardo de Andrade Couto que deram provimento ao recurso Conclusão Em face do exposto, voto por que se negue provimento ao recurso. 4
score : 1.0
Numero do processo: 13736.001229/2008-74
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2006
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF
Nº 68.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.238
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2006 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13736.001229/2008-74
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 6660022
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.238
nome_arquivo_s : 280102238_13736001229200874_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
nome_arquivo_pdf_s : 13736001229200874_6660022.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4749525
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:54 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423529672704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1449; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 40 1 39 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13736.001229/200874 Recurso nº 172.432 Voluntário Acórdão nº 2801002.238 – 1ª Turma Especial Sessão de 08 de fevereiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente ANA MARIA VAZ MARTINS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2006 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Ewan Teles Aguiar, Eivanice Canário da Silva e Tânia Mara Paschoalin. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13736.001229/200874 Acórdão n.º 2801002.238 S2TE01 Fl. 41 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento, fls. 04/07, decorrente do resultado da revisão efetuada na declaração de rendimentos retificadora apresentada pela contribuinte, referente ao exercício 2007, anocalendário 2006, em que foi apurada pela fiscalização a omissão de rendimentos no valor de R$ 9.413,24. Cientificada do lançamento a interessada apresentou Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL) e, não se conformando com o indeferimento desta, apresentou impugnação, às fls. 01/02, argumentando, em síntese, que efetuou alteração de valores (“adicional por tempo de serviço”) anteriormente declarados como rendimentos tributáveis, passando a declarálos como isentos e nãotributáveis, com base no disposto no artigo 1º, inciso III, alínea “n”, da Lei nº 8.852/94. Ao apreciar a questão, o Órgão Colegiado de primeira instância decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência do lançamento, mantendo, portanto, a exigência fiscal, nos termos do Acórdão DRJ/RJO II nº 1320.968, de 22/08/2008, às fls. 29/33. Intimada da decisão a quo, a contribuinte interpôs o Recurso Voluntário às fls. 36/37. Em suas razões, a recorrente reitera os argumentos postos na impugnação ao lançamento. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal, razão pela qual dele tomo conhecimento. Do exame das peças processuais, constatase que o litígio mira discussão acerca da interpretação da Lei nº 8.852, de 04/02/1994, especialmente no tocante à tributação dos rendimentos recebidos pela interessada a título de “adicional por tempo de serviço”, sobre os quais sustenta em sua peça recursal que não deve incidir o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF). Ocorre que, da análise da referida legislação, inferese claramente que as alíneas “a” até “r” do inciso III, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94, tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. Assim, os valores recebidos pela recorrente a título de “adicional por tempo de serviço” encontramse incluídos no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, § 1°, da Lei n° 7.713, de 1988. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13736.001229/200874 Acórdão n.º 2801002.238 S2TE01 Fl. 42 3 Tal entendimento já é pacífico no âmbito deste Egrégio Conselho, diante da edição da Súmula CARF n° 68, aprovada pela 2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, em sessão realizada em 29/11/2010, com registro no Anexo II da Portaria nº 49, de 01/12/2010, publicada no D.O.U. de 07/12/2010, de aplicação cogente, cujo enunciado a seguir se transcreve: A Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Hígido, portanto, o lançamento formalizado na Notificação às fls. 04/07, que tomou por base os rendimentos tributáveis informados na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora. Isto posto, VOTO por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 43DF CARF MF Impresso em 30/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 17/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13884.004343/2001-86
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 1990 a 1992
ILL - RESTITUIÇÃO - SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA.
Nos casos de sociedades por quotas de responsabilidade limitada, o Egrégio Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência do ILL quando o contrato social da empresa não tivesse previsão de distribuição automática de lucros. Na hipótese em exame, o contrato social do contribuinte (corroborado pelos documentos contábeis), não previa que os lucros apurados seriam automaticamente distribuídos.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.086
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201111
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1990 a 1992 ILL - RESTITUIÇÃO - SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. Nos casos de sociedades por quotas de responsabilidade limitada, o Egrégio Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência do ILL quando o contrato social da empresa não tivesse previsão de distribuição automática de lucros. Na hipótese em exame, o contrato social do contribuinte (corroborado pelos documentos contábeis), não previa que os lucros apurados seriam automaticamente distribuídos. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13884.004343/2001-86
anomes_publicacao_s : 201111
conteudo_id_s : 6656716
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.086
nome_arquivo_s : 280102086_13884004343200186_201111.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13884004343200186_6656716.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
id : 4747792
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423544352768
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1780; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 276 1 275 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13884.004343/200186 Recurso nº 147.921 Voluntário Acórdão nº 280102.086 – 1ª Turma Especial Sessão de 30 de novembro de 2011 Matéria ILL Recorrente FREUDENBERG NAOTECIDOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1990 a 1992 ILL RESTITUIÇÃO SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. Nos casos de sociedades por quotas de responsabilidade limitada, o Egrégio Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência do ILL quando o contrato social da empresa não tivesse previsão de distribuição automática de lucros. Na hipótese em exame, o contrato social do contribuinte (corroborado pelos documentos contábeis), não previa que os lucros apurados seriam automaticamente distribuídos. Recurso Voluntário Provido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/02/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13884.004343/200186 Acórdão n.º 280102.086 S2TE01 Fl. 277 2 Relatório No caso, em 14/11/2001, a interessada entrou com Pedido de Restituição de Imposto sobre o Lucro Líquido recolhido nos anos de 1990 a 1992, com base em declaração de inconstitucionalidade. A DRF/São José dos Campos/SP, consoante Despacho Decisório de fls. 43/47, indeferiu o pedido sob o argumento de que já havia decaído o direito ao pleito. A interessada apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 58 a 67) que veio a ser indeferida pela DRJ/Campinas/SP (Acórdão de fls. 88 a 98), reiterandose os fundamentos da autoridade a quo. O Recurso Voluntário interposto (fls. 104 a 113) foi julgado pela Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, em 24/05/2006, que, por maioria de votos, afastou a decadência e determinou o retorno dos autos à DRJ para apreciação do mérito. A Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial (fls. 140 a 150), que veio a ser apreciado pela Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em 03/03/2008 (Acórdão às fls. 165 a 178), cujo resultado do julgamento foi: “ACORDAM os membros da quarta turma da câmara superior de recursos fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à DRF de origem para apreciação do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo (Relatora), Ana Maria Ribeiro dos Reis e Antônio Praga que deram provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva.” Os autos retornaram à DRF/São José dos Campos/SP que proferiu o Parecer Saort nº 13884.610/2008 (fls. 235 a 240) indeferindo o pleito e abrindo prazo para apresentação de Recurso Voluntário ao Primeiro Conselho de Contribuintes. Cientificada em 10/10/2008 (fls. 245), a interessada apresentou Recurso Voluntário (fls. 246 a 274), em 07/11/2008. O processo foi distribuído a este Conselheiro que o incluiu em pauta de julgamento da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento/CARF relativa ao mês de julho de 2009. Naquela ocasião, entendeu o Colegiado que não teria havido manifestação da DRJ competente acerca do mérito, de forma que haveria supressão de instância caso o Colegiado se manifestasse acerca do mérito. Ocorre que, ao formalizar o despacho para possibilitar a devolução dos autos à DRJ competente, verificase que efetivamente não é caso de supressão de instância, eis que a DRJ/Campinas/SP, no Acórdão de fls. 88 a 98, já havia se pronunciado acerca do mérito, Fl. 6DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/02/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13884.004343/200186 Acórdão n.º 280102.086 S2TE01 Fl. 278 3 conforme transcrito no item 7 do Parecer Saort nº 13884.610/2008, mais precisamente às fls. 236/239. Diante do exposto, os autos foram encaminhados novamente a esse Conselho de Contribuintes para análise de mérito do processo. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, porque presentes os seus requisitos de admissibilidade. Tratase, como visto, de pedido de restituição/compensação efetuado pelo ora Recorrente em razão de ter, supostamente, pago indevidamente o ILL. Aprioristicamente, seu pedido foi negado em razão de ter decaído seu direito quanto à repetição do indébito. Ocorre que tal posicionamento foi revisto pela Colenda Câmara Superior de Recursos Fiscais deste Egrégio Conselho de Contribuintes, sendo que aquela CSRF, em análise ao presente processo, entendeu no sentido de afastar a decadência quanto ao direito do Recorrente se valer da restituição pleiteada, determinando a remessa do processo às instâncias inferiores a fim de que elas analisassem o mérito do pedido de compensação. Neste contexto, e seguindo o rito dos casos de compensação previstos no art. 73 e seguintes da Lei nº 9.430/96, o processo foi remetido ao Delegado da Receita Federal a fim de que o mesmo se manifestasse acerca do pedido de restituição. Em análise ao feito, entendeu aquela autoridade no sentido de que era descabido o pleito do contribuinte, concluindo que contra a sua decisão só caberia recurso ao Conselho de Contribuintes ou o pagamento do tributo, visto que a Delegacia Regional de Julgamento já teria analisado o mérito do presente processo quando da interposição da manifestação de inconformidade interposta pelo ora Recorrente. Com efeito, vindo os autos do processo para análise desse E. Conselho de Contribuintes, mister salientar, de antemão que luzes não serão lançadas sobre a questão do prazo decadencial de restituição, eis que a matéria já fora anteriormente decidida. As atenções serão voltadas, portanto, à questão atinente à possibilidade de restituição dos valores indevidamente pagos a título de ILL pelo Recorrente. A questão de mérito não é nova nesse colegiado, já tendo sido analisada, inúmeras vezes, pela antiga Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF, que firmou orientação no seguinte sentido: “IRF IMPOSTO SOBRE O LUCRO LÍQUIDOILL. COMPENSAÇÃO / RESTITUIÇÃO. SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO STF. RESOLUÇÃO DO SENADO. É cabível a compensação e/ou Fl. 7DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/02/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 13884.004343/200186 Acórdão n.º 280102.086 S2TE01 Fl. 279 4 restituição de valores recolhidos a título de ILL, indevidamente, em face da declaração de inconstitucionalidade da expressão acionista do art. 35 da Lei nº 7.713, de 1988, sendo que o pedido tem como termo inicial a data da publicação da Resolução do Senado nº 82, de 18.11.96, aplicandoselhe às sociedades por quotas de responsabilidade cujos contratos sociais não prevejam a imediata disponibilidade econômica ou jurídica aos sócios do lucro líquido apurado na data do encerramento do períodobase posto não configurado o fato gerador do imposto. Recurso conhecido e improvido. (CSRF, 1ª Turma, Acórdão nº Acórdão nº 40104839)”. Portanto, diante da orientação externada pelo Supremo Tribunal Federal, ao reconhecer a inconstitucionalidade do ILL, esse instância administrativa posicionouse no sentido de que a restituição do tributo pleiteada pelo contribuinte é válida, (i) desde que a pessoa jurídica tenha sido constituída através de sociedade de cotas limitadas e (ii) desde que, em seu contrato social não preveja a imediata disponibilidade econômica ou jurídica aos sócios do lucro líquido apurado no encerramento do períodobase. No presente caso, como se observa do compulsar dos autos do processo, a Recorrente é pessoa jurídica constituída sob a forma das sociedades limitadas. Além disso, não é possível apurarse, da análise de seu contrato social, que haverá imediata disponibilidade econômica do lucro líquido apurado no período aos seus sócios. Muito ao contrário, pois há prova nos autos acerca da não distribuição automática de tais lucros, corroborado pela documentação contábil acostada a demanda. Diante disso, e em consonância com a orientação há muito sedimentada nesta esfera administrativa, imperioso reconhecerse a plausibilidade do direito alegado pelo Recorrente. Em face do exposto, dou provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito de restituição do ILL pago indevidamente pelo Recorrente no período de 1990 a 1992, conforme pleiteado nesta esfera recursal. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Fl. 8DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/02/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
