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Numero do processo: 17546.000306/2007-86
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Fri Dec 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 19/06/2006
INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE, OS FATOS GERADORES DAS CONTRIBUIÇÕES
PREVIDENCIÁRIAS.
Constitui infração A. Lei n° 8.212/91, a não discriminação dos fatos geradores das contribuições previdenciárias em títulos próprios da contabilidade.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO.
O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A TÍTULO DE JUROS MORATÓRIOS DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. LEGALIDADE.
Taxa Selic é legalmente aplicada a titulo de juros moratórios incidente sobre os créditos tributários constituídos (Lei n. 9.250/1995), ajustando-se ao disposto do art. 162, do CTN. (ADRESP 200500950874, DENISE ARRUDA, STJ - PRIMEIRA TURMA, 02/04/2009)
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2803-000.431
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 19/06/2006 INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE, OS FATOS GERADORES DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração A. Lei n° 8.212/91, a não discriminação dos fatos geradores das contribuições previdenciárias em títulos próprios da contabilidade. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A TÍTULO DE JUROS MORATÓRIOS DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. LEGALIDADE. Taxa Selic é legalmente aplicada a titulo de juros moratórios incidente sobre os créditos tributários constituídos (Lei n. 9.250/1995), ajustando-se ao disposto do art. 162, do CTN. (ADRESP 200500950874, DENISE ARRUDA, STJ - PRIMEIRA TURMA, 02/04/2009) Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido.
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Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 19/06/2006 INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE, OS FATOS GERADORES DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS. Constitui infração A. Lei n° 8.212/91, a não discriminação dos fatos geradores das contribuições previdenciárias em títulos próprios da contabilidade. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC A TÍTULO DE JUROS MORATÓRIOS DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. LEGALIDADE. Taxa Selic é legalmente aplicada a titulo de juros moratórios incidente sobre os créditos tributários constituídos (Lei n. 9.250/1995), ajustando-se ao disposto do art. 162, do CTN. (ADRESP 200500950874, DENISE ARRUDA, STJ - PRIMEIRA TURMA, 02/04/2009) Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao r curso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. HELTON -A PRAIA DE LIMA - Presidente. TAVO VETTORATO - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório 0 presente Recurso Voluntário (fls. 48-51) busca a revisão total da decisão a quo (fls.42-44), que manteve crédito constituído pelo Auto de Infração por deixar de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, fatos geradores de contribuições previdencidrias, de acordo com o art.32, inciso II da Lei 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, referentes h pagamentos realizados a titulo de cestas básicas fornecidas aos seus funcionários. A penalidade está descrita no artigos art. 283, II, "a" , 292, II, e art. 373, do RPS. A ocorrência dos eventos sobre os quais incidiu a norma de imposição tributária se deu nas competências de 04/2002 e 12/2005, sendo o lançamento cientificado no dia 14.12.2006 (fls.01). Em seu recurso, a contribuinte alegou que os documentos solicitados pela fiscalização foram devidamente apresentados, bis in idem em razão do AI n. 37.032.966-0 teria aplicado sanção sobre a mesma infração, que a multa imposta é confiscatória e que a Constituição Federal limitaria-a a 10%, ilegalidade/inconstitucionalidade da aplicação da Taxa Selic, em face do art. 161, do CTN, e da Constituição Federal 0 recurso foi considerado tempestivo pela autoridade preparadora, seguindo originalmente para o 2° Conselho de Contribuintes, que teve suas competências transferidas 2a Seção de Julgamento do CARF/MF, e, por conseguinte, veio distribuído à presente Turma Especial e relator. Este é o Relatório. Voto Conselheiro GUSTAVO VETTORATO, Relator I - 0 recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. 2 Processo n° 17546.000306/2007-86 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.431 Fl. 79 II - 0 auto de infração foi lavrado e teve lavrada multa fixa conforme com o art.32, inciso II da Lei 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso II, do Regulamento da Previdencia Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, referentes A pagamentos de cestas básicas aos funcionários. A multa foi aplicada conforme o disposto no art. artigo 283, inciso II, "a" , combinado com os artigos art. 283, II, "a" , 292, II, e art. 373., do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, artigos 92 e 102 da Lei 8.212/91. Os artigos 92 e 102, da Lei n. 8.212/1991, autorizam ao Poder Executivo Federal, mediante Decreto, cominar as penalidades As infrações aos dispositivos do mesmo diploma legal, que não tenham previsão de sanção especificas, respeitados os valores máximos e mínimos nele estabelecidos. Tais valores ainda podem e devem ser atualizados por portaria ministerial. III - Quanto A alegação de que houve a devida entrega dos documentos solicitados pela fiscalização, não influi no presente Auto de Infração, pois a obrigação de apresentar os documentos solicitados pela fiscalização está prevista no art. 33, §2°, da Lei n. 8.212/1991, já o objeto da autuação é justamente por deixar de lançar em títulos próprios de sua contabilidade, fatos geradores de contribuições previdenciárias, de acordo com o art.32, inciso II da Lei 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Obrigação essa que tem natureza instrumental (art. 113, do CTN), como forma de auxiliar o controle e arrecadação tributária, mas é autônoma do cumprimento das demais obrigações. III — Em prática seqüência ao posto acima, pela mesma razão, não procede a denúncia de que há bis in idem da aplicação da multa do presente Auto de Infração com o Auto de Infração n. 37.032.967-8 (processo n. 17546.000304/2007-97). Enquanto o presente auto de infração tem fundamento na infringencia ao disposto o art.32, inciso II da Lei 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, o Auto de Infração paradigma, sob apreciação deste mesmo conselheiro (Recurso Voluntário n. 257.816), tem fundamento nos seguintes fatos e dispositivos legais: deixar de informar na devida guia de informações (GFIP) os valores correspondentes aos fatos geradores das contribuições previdenciArias, conforme o disposto no artigo art.32 IV, da Lei n° 8.212/1991, com penalidade estabelecida pelo §5°, da mesma lei. Ou seja, houve na verdade duas autuações por ter ocorrido infração em duas obrigações tributárias instrumentais (acessórias) diversas. Não podendo se dizer que houve a aplicação sancionatória sobre o mesmo evento. IV - Alegar que a mesma multa aplicada é confiscatória e, em conseqüência, inconstitucional, devendo ser afastada e limitada A. 10%, não dá azo A Administração Pública afastar a aplicação do que está disposto no art.32, inciso II da Lei 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, sobre o qual não paira qualquer decisão judicial que declarou a sua inconstitucionalidade. Ainda mais, o CARF e seus conselheiros não podem afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, conforme o art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, salvo as estritas ressalvas do mesmo artigo. V - Quanto A alegação de ilegalidade de aplicação da Taxa Se lic, por ser o presente Auto de Infração constituidor de crédito oriundo de multa fixa, impede qualquer 3 confrontação com a matéria. Mesmo assim a aplicação da Taxa Selic não pode ser afastada por alegação de inconstitucionalidade, como trazido pelo o art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, salvo as estritas ressalvas do mesmo artigo. Indiferentemente, é pacifico pela jurisprudência, de que Taxa Selic é legalmente aplicada a titulo de juros moratórios incidente sobre os créditos tributários constituídos (Lei n. 9.250/1995), ajustando-se ao disposto do art. 162, do CTN. (ADRESP 200500950874, DENISE ARRUDA, STJ - PRIMEIRA TURMA, 02/04/2009) VI - Isso posto, entende-se que se deve ser conhecido o recurso, mas, no mérito, deve-se NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, mantendo-se a decisão a quo inalterada. Sala das Sessões, em 3 de dezembro de 2010 AVO VETTORATO - Relator 4
score : 1.0
Numero do processo: 35464.004730/2006-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 04/12/2006
ARTIGO 30, I DA LEI Nº 8.212/91 C/C ARTIGO 283, I, "g" DO RPS, APROVADO PELO DECRETO Nª 3.048/99 - OMISSÃO NOS DESCONTOS DAS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS EMPREGADOS.
A inobservância da obrigação tributaria acessória do fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma do exigir Obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a fiscalização na administração tributária.
Não se confudem o descumprimento da obrigação principal do descumprimento da obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2302-000.604
Decisão: ACORDAM os membros du 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente e julgado
Nome do relator: MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 04/12/2006 ARTIGO 30, I DA LEI Nº 8.212/91 C/C ARTIGO 283, I, "g" DO RPS, APROVADO PELO DECRETO Nª 3.048/99 - OMISSÃO NOS DESCONTOS DAS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS EMPREGADOS. A inobservância da obrigação tributaria acessória do fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma do exigir Obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a fiscalização na administração tributária. Não se confudem o descumprimento da obrigação principal do descumprimento da obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado.
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'■11 6 -.I) MINISTE'RIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SFCIUNDA SH.,',ÃO DE StIl ,CIAM NT() Processo n" 35,164.004730/2006-19 Recurso n" 251.417 Voluntario t's.córdio n" 2302-00.604 — 3" Camara / 2" Turtna Ordiunria Sessïio de 22 de setembro dc 201 0 INTatéria AUTO DE INI:RAÇAO: 013R.IGAÇÕES ACI-SSORIAS EM GERAl. Recorrente PP-PSI:CO DO BRASIL I TDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE [DIGAM EN 10 EM SAO PAULO SP ASSUNI 0: OBRICAOES ACESSÓRIAS Data do fat() getador: 04/12/21)06 AR FIGO 30, I DA LEI N." S 212/91 C/(' ARTIGO 253, I, "t;" DC) RPS, APROVADO ELI D1TCR PTO N. 11.0--)S»») - IS'S ,V) NOS DFSCON rOS DAS CONTRt131_110ES SI2.GlikADoS EMPRE G ADOS A inoEserviincia da obrigacao tributaria acessOria d fato ti,cludou do auto de intiaçao, o qual se constitui. principalmente, cm torma do eisir Obrigay50 seja cumprida; obrigaijiio quo tem pot linalidade auxiliai ii lisealizaç5o iia administiac5o 11 ibulai ia WO se conamdcm 0 descumpt intent() da obti j ac::io principal do deseumprimento de obrigaçao iieessória Recurs() Volunt-atio Ne gado Crédito •Tributatio Vistos, iclalados e discutidos os preset -11es -dittos ACORDAM os nielniVOS du 3" Camara / 2'' 'Cumin Ordii6cia da Seganda Sceo de Julgamento, unanimidade do rotos, em negar provimento zto recuuso. nos let [nos do relatorio e votos (plc inte!.?„tam 0 pi escol e julgado. - P resid cut c e Relator Patticiparam do iffescnte jul gamertlo, os con;e11: e i ros: I.iego Li rhomasi, Eduardo ()hyena (suplente). &Endo Costa e Rugiio de lei [is P0c) t- suplente). Ibingo D'Avi la Mel() I er nandes e kkrico Andre. Ramos Viein a (pies -ideate) ksteve, presenie an .rulgamento o advogado da 3ccorrenle Dr. Walace Huringer, OA R/DF 9197-E. Relatório Trata o ptescute auto (.1e i ri II rrçrio , lavrado em desfirvor da recondite, on i_ginado em virtude do deseumprimento do ant. 30, 1, "a" do Lei a" 8.212/1991, coin a multi pnaitiva aplicada con fonne dispdo aunt. 28.3, 1, "g" do RPS Regulamento da Pr evidt"..aleia Social, tyrovado pelo Deereto ii 3.048/1900 SCgt11111) a liscalizaça. o pr evidenciaria, recou:ente, doixoll JO. at Ci7adar, riled iantc deSC011[0 das relllUllelay6CS pagas aos segurados. as cola' ihuieões plevidencitliias incidentes sohte valores pagos por meio do cattsio de premia0o, conforme lis 04 a 05 A autuada apresentou defeso adMinistrativti, Ii 44 a 55. A Delegacia da Reecho Federal do Brasil de Julgamento em So Paolo emitiu a Decisao de lis 121 in 118, mantendo a aututreao ern sua integralidade A reeon rçartc,t, nao concon dando corn a decisiio profenda pelo 61gt'io fazenclario, in1erpOs recai so, lis 137 a 151. A lega cm síntese: 1 Os pranios nao possuem tratureza saint mal, ir/ia integrando o sakirio- de-contribuição; o pagamento eta eventual; tratou-se de um dei \) prérniot, Itact sendo devida a contribni0o, ra ro cabe autua0o pelo descumptimento de obligaçao ticess6tia -, S. netindendo o eancelamento (la Nil 1). NP:10 Cor run i Npicsciiuhlits conn.:1-1:17.6cs pelo Otg,:ao ftrzendiio, o 1:clat6t in. Vo lo Consellicino MARCO ANDRFt RAMOS VILIRA, Relator 0 recta so C.! kill pesa \A), CCal [61 all: ti. [ 72; pressuposto de admissibilidade super ado passo para o exame das quest6es p1 etimintri es rc) unierito Quanto a quesi5o preliminar relativa flu3ncia do prazo (1=1(1(.11.611, a mcsma dcve ser roconliecida cm pat-te, tuas 16o un alterar o valor do presente auto do nti 0 Supr cano 1 tibunal Federal, eonlOrrne entendimento sumulado, Sinnitla Vineulante de a ' 5, no julgamento ploferido ern 12 de junho de 2008, reeonheceu ineonstitueionalidade tin art 45 da Lei it 8 212 de 1991, nestas paLivras: It" .5 , 16 , 1 004731V2006-19 Aci'mUit) " 2302-00.604 S2-C3 Stimitio (ante n" 8 -mo palgtal0 Ítirico all,/,1,,C) 5 do Deci cw-lo . .1569/77 c Of Ci tios 4.5 a 46 (10 Lei 82/2/9!, cria 17 worn (lc pi escriçcio a dectidCnt:to dc (.1 L;(1ito i()", Conforme ptcvisto no Lilt 103-A da Conslituieilo Federal a Salmila de " vincula toda a Administraçao Pnblica, devendo este Colegiado aplicala id 103 -4 O Suprciuii nth/M al Polo 01 podcv 4, de yflulo oir [mr ptop.1i:(10.10, decoiio dc (lois tar t,:os. dos, stlis iuienuhi t), aPús citct ocias deC'iSjcs NO/Ten/a/CV/a Go/z)l1Titc7iothti, op) olv, w ronrila qttc, it »UT ura pablit-o<ii() nu imp; cnso teici cftilo vincitlante icloo7o tios deinfn, ,L;(los Poder hioric4<ivw a it adnh/uiiflI açdoaíbIiaa direto att. 17 ■ 11 C11(V171 eq(7611101 ii 11111711-Cipal, 01110 ii oc ca`o (21 ma Vi í j() conthoncrilo, na fin - ma (.'N hihclectc.hr (311 lc) As eontribuiç6es previdenciai ias sir() tributos laneados por homologaçar, assim devour, em regra, observar o disposto no art 150, paragrafo 4 " do CM, Conrudo, st.:, tratando de lançamento de o [leio para aplicar penalidade pacuniar ia, previsto no art 149, inciso V do C l'N, .1)A (IOU so observar sempre a i qua j .n evista no ai t. 173 do CI N. Assim, a contar do primeiro dia do exeteicio seguinte aquele em quo o crédito poderia ter sido constituido, a fiscalizirOo federal teria o prazo do chic° anos para nolificar O contribnintc. No presenie cast) o Iançamcnio 1 .01 L'FOLC1(.10 t.1.1) 41 de dezembro de 2006, tI. 01, pato exposto enconham-se atingidos pela fluéncia do pi azo docadencial os latos rt,cradork..s apurados pcla fisealiza0o ocorridos linter - jot manic ii competC.ncia ile7embro de. 2000, inclusive esta Contudo, o valor da [mina é indHsivel, scnilo um valor fixo n'fio ltavcia alteraçzio do quantum devido. Lima vez qua pat) fornm dc_.::coutados Va101- L'S dUS segurados car período nau decadenie, esses sustentam o levantamento real izado Nrio se confundam as obtigaçOes pi incipal c acessária. Enquanto a I -nil -maim e.t .a" e-se ao recolliimento do tributO; as últimas s;:ro devotes instrumentais auxiliares d o 51g50 fiscalizadm . descumprimento da obi .1rayrio pu inei pal seta aplicada a multa decorrente do atraso 110 pagamento. Polo deseumprimento de obrigricdes acessOi ins sera impostri multa isolada in CaS11, CSC1 sendo aplicada multa por descamprimanto da obi acessOria, A recoureate deixou de atrecadat mediaute desconto dos segurados os valores deeorrentes de inci&mcia sobre is eartiies de premiaçaft 0 valor do tributo n;lo rocc.dhido esta sendo cobrando na N1.1.1) eorrespondente e a multa moral6ria aplicada cai tal lançainento n;ro elide a aplica0o da presente autune -ao, pois sIbo cond alas distintas Como LI eediço, tI obrigaçao fteess6ria é docoirente da legislay5o tributaria apenas da lei cm sentido estrito, contou tua disp6e o att. 113, 2' nestas plavt ,as: 1t t. 1 / 3 i<fok;io thult"wio c'• pi incipol I II r oc:( . ■ \,1)1,1 3 I" .1 obi inc !pal \(1/i') row a 0c .01 r .ch, (.10 JO fat() , olycio o pagamelm. ■ c/c ii lbw() (0/ pLatalidadc pecana'a ia c...\lifiHc•-se fannancmc cool o c'eliio doh, oiccoir Cale' 2 '1 obriga(r7o a(.a,s("n ia arc:con iblueiria 1( .111 por Us 191 i's.1(1‹,:ei,'N, r 011 71(Ti7lil'ilS, 11010 111 i.'1'111e15 170 in/Cri'S sC del an cc.ada((-11) on' CIO ii ,,,calizao'io Llos 3" i1 obi I .,.:;Ario a( 1 , Nst "0 pull) Nouplcs Jalo da Alta (.(i171V7/e-tt' ( .'1)/ (7 1)1 i!5'0< i,r0 pi ifiripat ;-eirifirrin/Cf/f(! ("? J/f/Ii(h (de tforrali( "ti i‘r A iesponsabilidade pela infraerio é objetiva, independe da culpit ou da intenoao do agente para (Inc surja a imposiy -to do auto de it -Write:no 0 ponto contioverso, tclativo ao. mérito, teside na inc.incia niio de coinl ibuiçrios sobie os valoi es pagos nos sogurados., por meio da titiliyayao da sociedade emprcsúl ia Incentive House Pion o deslindo du qut.ist.;io é inipreso,indivel a tuOlisc do campo do incidjmoia dLIS CO[11.1 il)UIÇOCS plevidenoint ias. De ;loot do com o previsto no aft 28 da Lei 11 g 212/1 99 1, pin a o soLitii ado emprogado entende-se p01 sahnio de contribui0o a totalidade dos rendimentos destinados a I ettibuir o ttabalho. inclnindo nc.‘:se conceito os ganhos habituais sob a foi ma do mil idades. nest as palavias: 4; I ./N 1, 1110urIc Sc 01 iciIi ribtli<110 1 - p(7111 0 ('/00 C11(11) I' It ell)(tIllaelOi e11'111S0 it aafia c.vn amp, etas. (1% e • IC /1(11,1/! a totalida)la dos cad intent()) ilt:VidOt OilCraft lade tinalqaca (1)10111h" 0 lett'A, elt!qhhtiliPs IT( 1)1171 o Ii,FIlIIII/u. alialrynci (Inc Neja Ci ,,na fin ma, in( lusrly,, as os. ,fouhos habituais .501,, a lOrma 117 lad hIchli»; 0 (), aelictutallicwo (1(7(7)11(4;1a\ 1k raajusia so la) red, yuci Nca Lfiiiivulame ptoqados., (11 1< 71 pclo lamp() d disposvio do coqn tomodor si'! yi< 1011)70 da Ica ou (»mil a10 0 7/ , ele (0111 ,01( . 1-10 01i 7/LI/ CIO (.0Ialivo obalho nolmanra, (Radae,ri (1 dada pala " V 5 '2<`.il 111: I 2/9 7) l'elo exposit) o comp() de ineidCalcia (1; delimitado pelo conceito romunoracao. Rennuierai sioni lca otribnir abalho ienlizado. Desse modo, qualquer vai ai cm pecimia ou utilidatle que soja pago It LlIlla Iles ,;oa natural eni decoriCitieia de: um it abalho executado ott de U1-11 sei Viço ou até mesmo por tet li/lado disposiçao do empt egador, ost;1 sujeito ;'t incitincia tic cowl ibnitiao ic evide00i111 ia Cabe destaent nesse ponio, quo os conceitos de salatio e de torminemeao nap se conkindom Enquanto o ptitnciro é tes,trito connapiesiaçiTio do serviço devida e paga ditetilmonle pelo enunegador ao empi ciado, em viitude rolneao do emplogo; a romunoraçao uf mais ampla, aluan;,:i.endo o sainiio, coin todos os componentes, e as gorjetas, pagas pot toitienos. Nesse sentido é a liçao de Alice Monk:no do 13arros, na obi it Curs() do Direito do Irabalho, ( .1i lot a LIP, .3' pngina 730. O 5111111 to pode set jitito dinheiro, born como em utilidades. como tilimentaçao, vostunrio, habitaeao, OU OLttLllS pl eS'kli:;OCS in nututa. Logo, a verba paga 11.0 4 rioic:;so n 34Ó4 0017 i0/2006-I9 52-( ; I 2 AC6 i HO 11 " 2 102-09,b04 S Fl 3 presente caso na° se enquadra no conceito utilidade, Como alerta Ii recoil - L.0e, pois dinheir o ntio se subsume ao conceit() de .utilidade par a fins do conceito salarial Desse modo, a quesPrio da habitualidade para fins de incidência dc contribuições previdencidrias somente é relevante quundo it parcela paga 11:10 I i C111 dinhello (.) gunk° eventual que nib se sujeita a incidência dc contrihuicao d aquele c2s,pressamen1e desvinculado do salario pot força tie lei, conforme previsto no art 2 14, pat agra f° 9", inciso V, alínea "j" do Regulamento da Previdência Social, apt ovado pelo De i. n 3 04,S de 1 999. Assim, iiiiti procedo o argumento recursal de (pre Us ganhos eventuais estao eNcluídos do salaiio-de-conhibuiç'do, pai ilibo SOUCITI dependem de express:A previslio em lei. 0 dinheiro é a ferramenta de hoca universal, e logrearneme pot incio de (al recurso, o benclieiario conseguirob satisiazer as suas necessidades basicas; Conlin Inc a disponibilidade finaneen a eseoll 1 .)ein que lhe conviel Como é cediço, ii remuneraeno 1150 possui conto componenie apcnas o stdario, além desse existem par colas vatidveis, v g 7 comissões, percentagens, abonos, prtTinios. 0 Into de os srdarios terem prop edido :10 longo do iempo, iiibo afasia a ineidêneia de counibui0o sobre as demais vet has pagas. A legislacao iiibo impõe quo 115 ver has sejam lineares prim haver incidência de contribui0o.. Por sua vez, quanto tIO argument() de gill` INIgZlYnCill dClE-SC para cxecu0o do trabalho e 111-10 pela execuçao; tambêm riïio assiste. razibo (I I ee01 rente O pagamento para o ttabalho Ilibo acarreta um rendimento para O trabalhador, unt ganho ou uma varnagent parr o inesmo. Sio valores despendidos pelo empregadin utiliAados pet() trabalhadou como imprescindiveis part a realiza0o do trabalho. Nao ha 'novas nos autos da zile.2,:ic5 . o da recorrente de que us valores tinam parl,os para (Inc o 11h11! ho fosse possivel Pelo contrario, ha provas de quo us segurados recebertan Os valor es, obtendo assim um ganho eeonCimico, rand varttagcni financeira, ern funçao de serviços que foram prestados a recori erne Poi tanto, foram valores pagos pelo trabalho realizado, sendo Irma rettibuiçdo pelos niesnros () critêrio clue a sociedade empresaria ulilizou para pagar It verba hi setts segurados é irrelevarne pant o deslinde tia quesCto Os prêmios Se earlleterizam atendimento a determinadas condiOes impostas pelo empregador, possuindo natureza remuneratinia, integrando o stdario-de-conhibuiçao Agora, caso a empresa lenna p:.Igo) os valores scat obser vai as condições, tais verbas niio &kart) de ter naturcza remuneralátia, passando a ser indenizatória. Como jib anal iSadk) a kfIl1pIVS;1 1150 d 1/4:111011:41 ZIS VCI blIS rOi an) pagas para o trabalho e rodo polo ttabalho Alêm CIO k) 110111e dado a \cibtr irrelevante, o que interessa é saber se a mesma remunerou ou 11:10 trobalho realizado No presente caso, estou con ‘ , encido, ii partir das provas cotaeionailas, de quo a verba Idl paga pelo Trabalho. No presente caso, nrIo resta dt .Ivida que houve prestaea° de serviços a sociedade empresaria pelos segui talos, e os valores pagos pela pri:f-Anc;ro de serviços estrio in campo de incidência tilbittibria, par rennmerarem tat serviço Ulna vez. Ll 11011 liCAL1 Se111 . RIOS, deVerin el .4...'[{. 1 \11 . recolhiruento Previdência Social. N'tio efeirrando o recolliimento, a nolilicada passa ti et a responsabilidade sobre o mcsmo, (.) lain de os valores serem tepassados a tuna lutetposta empicsa, no caso a Incentive 1 loisa, iiin dcsontiiin o luto gcradoi de contribui0e.s preN,idenciarins cm rela0o ecoo ionic 0 cucai linanceiro lot supoi Lido pela recoi ente, cotifoi tite dcmonstrum us mias a'aisjuntailas pclu fiseliza0o: a Incentive liouse simplest/lento octopi ia as determinaeries du teeoriente, que inlii cava os valoi es (pc (levei lam sei dispouibilizudos mios scgurados, ben] como a icl,iezi. 0 colonial dos mesmos. Os valores percebidos pelos segurados surgiram em Iinmç do vfoculo coin a 1 CVO! t ente C flO de vincula0o cow a Incentive House. Mesmo to:io efetuando os icfcridos descontos a responsabilidade, perante PievitIC:ncia sompie seta da cntidade conlialante, conforme previsto no art. 33, § 5" da Lei o " 8.212/1991, 11(..1ti ...117. 3 ) tia comriNactio a dc coiAlMI(rir.) ,u1io1 1i70(hi% s, ,Mpr'e premmc oporiumt a rc,5vdeinikrac peio cmin awl' ohri,f,rad,q, mio via/ui Onli‘ ■ t7,2 pal U sL. extmli Ly_ h I ta, fict111(10 dii'tqa11tcni0 c' V0111 i 'ai pC10 !MIMI 1411( ia quc deixort ilc ccher an to - Pc( (1(101! aiim lc ■ oiof coin o :Iiwo.,10 nosh)* C ONC LU SÃ O: Voto pot (.'.01\11-1L.CLR do i CCUI SO do autuado, para no niClito NLCIAR-1..HE PR( )VI LN 1 .0 das Sessiies, em 22 de setembro de 20 11) Iiko ANr ) VILIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11843.000038/2007-61
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
Ementa: PRODUÇÃO PROBATÓRIO. RITO ORDINÁRIO.
A prova documental deve ser apresentada no momento da impugnação,
precluindo o direito de o contribuinte fazê-lo em outro momento processual.
FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL.
PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL.
A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.413
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 Ementa: PRODUÇÃO PROBATÓRIO. RITO ORDINÁRIO. A prova documental deve ser apresentada no momento da impugnação, precluindo o direito de o contribuinte fazê-lo em outro momento processual. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 Ementa: PRODUÇÃO PROBATÓRIO. RITO ORDINÁRIO. A prova documental deve ser apresentada no momento da impugnação, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que, regularmente intimado, tenha deixado de apresentar as provas solicitadas, visando à comprovação dos créditos alegados. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Fl. 177DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório SUPER GRÃO COMÉRCIO ATACADISTA DE CEREAIS LTDA. formulou Pedido de Ressarcimento e Declarações de Compensação, pretendendo o ressarcimento de suposto crédito de Cofins, nãocumulativo, no valor de R$ 144.221,56, apurado no 4º Trimestre de 2006, bem com a sua compensação com débitos próprios. A autoridade fiscal competente, acatando resultado de diligência, com vista apurar o crédito liquido e certo a favor da contribuinte, em Despacho Decisório (fls. 96 a 107), reconheceu crédito contra a Fazenda Nacional, no valor de R$ 110.369,77, com glosa de R$ 33.851,79, e homologou a compensação realizada até aquele limite. Sobreveio reclamação (fls. 126 a 130) por meio da qual o interessado explica que a homologação parcial das compensações declaradas, ocorreu porque a documentação apresentada foi reputada como não hábil para a comprovação das despesas com fretes e armazenagem nas operações de venda. Aduz que referidas despesas efetivamente ocorreram e podem ser cabalmente comprovadas, o que tornaria sem efeito a glosa efetuada. Reitera que possui toda a documentação comprobatória do crédito, prometendo aportála aos autos em momento oportuno. Reconhece que a prova documental deve ser apresentada no momento da protocolização da impugnação, por força do § 4° do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 PAF, mas, argumenta que, pelos princípios da instrumentalidade processual e da verdade material, toda prova, ainda que apresentada a destempo, deve conhecida. Transcreve jurisprudência administrativa, que entende pacífica, e doutrina de Bernardo Ribeiro de Moraes. A 4ª Turma da DRJ/BSB julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 03047.161, de 16 de fevereiro de 2012, fls. 148 a 152, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 DCOMP Ressarcimento de crédito de Cofins/Compensação. Nos termo da legislação tributária de regência, a compensação de crédito tributário somente poderá ser autorizada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, contra a Fazenda Nacional. Prova A legislação processual tributária que rege o contencioso administrativo fiscal prevê que, salvo exceções, a prova documental deverá ser apresentada no momento da impugnação, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 4ª Turma da DRJ/BSB. O arrazoado de fls. 155 a 160, após síntese dos fatos relacionados com a lide, reproduz integralmente os termos de sua Manifestação de Inconformidade. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11843.000038/200761 Acórdão n.º 380303.413 S3TE03 Fl. 172 3 O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 155 a 160 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJBSB4ª Turma nº 03047.161, de 16 de fevereiro de 2012. Nos exatos termos da decisão recorrida, a prova documental deve ser apresentada até o momento processual da reclamação, precluindo o direito de o reclamante fazêlo em momento processual posterior, a menos que se caracterizem as hipóteses excepcionais das alíneas “a” a “c” do § 4º do art. 16 do PAF. O recorrente demonstrou bem sabêlo. Aliás, prometeu a produção das provas em momento oportuno e não o fez. Provavelmente, pretende produzilas recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais. Não há, nos autos, qualquer prova do alegado direito judicialmente reconhecido, ônus que cabia ao recorrente, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. À míngua de prova do indébito, o crédito do contribuinte não se revestiu dos atributos de liquidez e certeza, exigidos pelo art. 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN para que se homologuem as compensações. Portanto, nada há reparar no procedimento fiscal, que indeferiu o ressarcimento e não homologou as compensações, e na decisão recorrida, que manteve tal decisão. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2010 Alexandre Kern Fl. 179DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11843.000038/200761 Interessada: SUPER GRÃO COMÉRCIO ATACADISTA DE CEREAIS LTDA.. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.413, de 21 de agosto de 2010, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 21 de agosto de 2010. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 180DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 13819.001688/2003-23
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.506
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CELSO LOPES PEREIRA NETO
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RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. ANELI DAUDT PRIETO Presidente CELSO LOPES PEREIRA NETO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, HeroIdes Bahr Neto, Luis Marcelo Guerra de Castro e Tardsio Campelo Borges. 1 Processo n.° 13819.001688/2003-23 Resolução n.° 303-01.506 CC03/CO3 Fls. 134 RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário manejado contra Acórdão DRJ/CPS n° 05-13.560, de 29 de maio de 2006, proferido pela DRJ Campinas/SP. Por bem descrever os fatos, adoto parcialmente o relatório componente da decisão recorrida, de fls. 48, que transcrevo, a seguir: Trata o processo de pedido de enquadramento no Simples com efeitos retroativos a 13/11/2001. A Delegacia da Receita Federal em Sao Bernardo do Campo, indeferiu a solicitação, em razão de a contribuinte exercer atividade impeditiva. Cientificada do indeferimento de seu pleito, em 21/08/2003 (fl. 15), a contribuinte apresentou manifestaçdo de inconformidade em 18/09/2003 (fls. 16), na qual alega, el11 síntese e fundamentalmente, que: 1. apesar do objetivo social ser abrangente, a empresa exerce atividades que não se encontram no contexto da vedação pelo Simples; 2. na ocasião da constituição da sociedade, não encontramos na legislação qualquer impedimento para a opção pelo Simples, pois a Lei 9.317/96, e os outros dispositivos legais que deram a fundamentação para o desenquadramento, em momento algum mencionam a atividade que efetivamente a empresa tern exercido, apesar de seu objeto social ser amplo e nele existir atividades impeditivas; 3. outro fato a se considerar di:: respeito ao aceite pela SRF quanto ao enquadramento nesta sistemática na ocasião da constituição da empresa, inclusive recepcionando a DIPJ dos anos-calendário de 2001 e 2002. 4. se o entendimento da SRF for mantido, solicita que a exclusão seja feita a partir do mês 09/2003, mês seguinte ao do recebimento do despacho decisório, C01710 forma de minimizar os custos da empresa. A DRJ Campinas indeferiu sua solicitação, através do referido Acórdão, cuja ementa transcrevemos a seguir: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2001 2 • • Processo n.° 13819.001688/2003-23 Resolução n.° 303-01.506 CC03/CO3 Fls. 135 Ementa: OPÇÃO. VEDAÇÃ O. Não podem optar pelo Simples as pessoas jurídicas que desempenhem atividades vedadas ã permanência na sistemática. Solicitação Indeferida Seguiu-se recurso voluntário, de fls. 56/59, em que a recorrente reitera as alegações de sua impugnação aduzindo, ainda, que: - o termo "serviços prestados" que consta no objeto da empresa é algo que abrange empresas terceirizadas e a recorrente apenas comercializa e loca equipamentos de segurança; - os julgadores responsáveis pela decisão recorrida não tomaram o cuidado, para fundamentar sua decisão, de sequer proceder a uma diligência no local das instalações do contribuinte para constatar que tipo de serviço é realizado; - na decisão recorrida, alega-se que não foram juntados documentos que comprovem que a atividade da recorrente não a impede de estar no Simples, mas esquecem que a SRF é o órgão fiscalizador e este, em nenhum momento, procurou verificar de forma concreta a real atividade exercida pela empresa; - se o entendimento do Conselho for por manter a empresa fora do Simples, que a decisão passe a valer a partir de 09/2003, mês seguinte ao do recebimento da notificação da exclusão, - o contribuinte, em 01/12/2003, efetuou alteração contratual devidamente registrada na Junta Comercial em 12/12/2003, alterando definitivamente o objeto social para "Comércio de Equipamentos de Vigilância e Segurança Patrimonial e Prestação de serviços de Cópias e Reproduções em Geral", atividades estas que deixam claro que a empresa poderia optar pelo Simples; - se o pedido para enquadramento no Simples a partir da constituição da empresa, 13/11/2001, não for aceito, que seja deferido o seu ingresso a partir de 01/01/2004, uma vez que houve alteração contratual e o envio tempestivo da FCPJ, alterando a atividade econômica e solicitando a inclusão no Simples. É o Relatório. ,)\ 3 Processo n.° 13819.001688/2003-23 Resolução n.° 303-01.506 CC03/CO3 Fls. 136 VOTO Conselheiro CELSO LOPES PEREIRA NETO, Relator A recorrente tornou ciência da decisão, ora recorrida, em 21/02/2007 (AR de fls. 55v), e protocolou seu recurso voluntário, em 14/03/2007 (fls. 56), sendo, portanto, tempestivo. 0 indeferimento do pedido de inclusão da recorrente no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES foi motivado, segundo o Despacho Decisório n° 100/2003 (fls. 12/13), pelo fato de que várias das atividades relacionadas no Contrato Social da empresa impedirem a sua opção pelo Sistema simplificado. A empresa alegou que apesar do objetivo social ser abrangente, a empresa exerce atividades que não se encontram no contexto da vedação pelo Simples e que, no despacho que negou o seu pedido de inclusão, em momento algum é mencionada a atividade que efetivamente a empresa tem exercido, apesar de seu objeto social ser amplo e nele existir atividades impeditivas. A decisão da 5' Turma da DRJ em Campinas considerou que o fato de uma atividade impeditiva estar prevista nos atos constitutivos da empresa, não é prova cabal de que a mesma exerça, mas caberia ao contribuinte provar quais são, efetivamente, as atividades por ele exercidas, como indica trecho da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Olvidou-se, contudo, que, nesses casos — nos quais a contribuinte sustenta uma pretensão — cabe a ela o ônus de provar que as atividades exercidas não são vedadas ti permanência na sistemática. Assim, pretendendo a empresa incluir-se no Simples, e de maneira retroativa, caberia a ela demonstrar e comprovar as atividades que efetivamente exerce, detalhando-as e apresentando documentação compatível, tais como: contrato de prestação de serviços no qual conste o efetivo serviço a ser prestado; notas fiscais dos serviços prestados, acompanhadas — em caso de apresentarem descrição genérica - de informações precisas, da tomadora dos serviços, quanto aos serviços executados; e contrato de trabalho dos empregados porventura existentes e qualificação profissional deles, assim como a qualificação profissional dos sócios, principalmente se eles exercerem pessoalmente as atividades. Ademais, acaso sejam muitas as notas fiscais, caberia a interessada, no mínimo, apresentar aquelas relativas a alguns períodos (meses), a titulo de amostragem." Complementando, a seguir que, na falta de outros elementos de prova, vale a declaração de vontade do contribuinte, expressa em seu contrato social: "Desse modo, a análise quanto a possibilidade de opção pelo Simples, sob o aspecto da atividade exercida pela interessada, limitar-se-á ás atividades declaradas como sendo o objeto da sociedade. Isto porque, até prova efetiva em • Processo n.° 13819.001688/2003-23 Resolução n.° 303 -01.506 CC03/CO3 Fls. 137 contrário, as atividades fins declaradas no contrato social constituem elemento caracterizador da empresa, COMO bem ensina o Enunciado n" 54 da I Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal, ao comentar o art. n° 966 do Código Civil: 54 — Art. 966: é caracterizador do elemento empresa a declaração da atividade- fim, assim como a prática de atos empresariais. (http://www.cifgov.br/reyista/enunciados/Hornada.pdf) " 0 contribuinte, ante tal decisão, apresentou cópia das alterações contratuais nas quais o objetivo social da empresa foi mudado, notas fiscais simplificadas relativas aos serviços de cópias e reproduções, no período de novembro de 2003 a maio de 2005 (fls. 115 a 130) e outras notas fiscais (já com a nova razão social: Fênix Segurança Eletrônica Ltda.) de locação de equipamentos de segurança, no período de novembro de 2005 a setembro de 2006. Não foram apresentados contratos de serviço relativos a esses períodos anteriormente mencionados. Também, nenhum documento relativo ao período inicial, que vai da constituição da empresa até novembro de 2003, foi apresentado. Como o pedido de inclusão no Simples é retroativo a novembro de 2001, entendo ser essencial para a solução do presente litígio saber se a recorrente exercia efetivamente alguma das atividades descritas em seu objeto social que vedaria a sua opção pelo Simples, nos termos da Lei n° 9.317/96, também neste período. Portanto, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o recorrente seja intimado a apresentar as Notas Fiscais referentes aos serviços prestados, acompanhadas, se for o caso, de contratos de prestação desses mesmos serviços, desde a data de sua constituição, e que a Unidade de Origem anexe cópia daquelas notas que entenda comprovarem o exercício da atividade vedada. Atendida a providência relacionada anteriormente, deverão as partes ser intimidas para apresentar manifestações em 15 (quinze) dias. Após, devolvam os autos para julgamento. Sala das Sessões, em 12 de novembro de 2008 CELSO LOPES PEREIRA NETO 5
score : 1.0
Numero do processo: 13840.000084/00-41
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.426
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-10T12:40:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 6; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-10T12:40:58Z; Last-Modified: 2013-10-10T12:40:58Z; dcterms:modified: 2013-10-10T12:40:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:72c68021-70ed-4230-9371-6a719c55736a; Last-Save-Date: 2013-10-10T12:40:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-10T12:40:58Z; meta:save-date: 2013-10-10T12:40:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-10T12:40:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-10T12:40:58Z; created: 2013-10-10T12:40:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-10-10T12:40:58Z; pdf:charsPerPage: 855; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-10T12:40:58Z | Conteúdo => ANELIS President/ AUDT PRIETO CC03/CO3 Fis. 412 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° 13840.000084/00-41 Recurso n° 135681 Assunto Solicitação de Diligencia Resolução n° 303-01.426 Data 19 de maio de 2008 Recorrente INTERNATIONAL PAPER DO BRASIL (CHAMPION PAPEL E CELULOSE LTDA.) Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP RESOLUCAO 1V303-01.426 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. TON S BARTO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro, Celso Lopes Pereira Neto, Tardsio Campelo Borges, Vanessa Albuquerque Valente e Heroldes Bahr Neto Processo n.° 13840.000084/00-41 Resolução n.° 303-01.426 CC03/CO3 Fls. 413 RELATÓRIO Trata-se de Pedido de Compensação de Débito com Crédito de Terceiros (fls. 01/02), para compensação entre os valores recolhidos a titulo de FINSOCIAL (crédito em nome da empresa Marino Comércio de Papéis Ltda), referentes aos períodos de outubro de 1989 a fevereiro de 1992 (fls. 03/04), com débitos de COFINS declarados em DCTF, relativos ao 10 e 2° trimestre de 2000 (fls. 47 a 52). Por se tratar de processo de outra jurisdição, foi requisitado ao contribuinte (fls. 53), os pedidos de compensação. Assim, foram apresentados cópias dos pedidos de compensação infra, já requisitados por intermédio do processo administrativo n° 13804.003203/99-76, em nome da empresa Marino Comércio de Papéis Ltda (fls. 57 a 58): Cód. Contrib. Período de apuração Vencimento Valor do imposto 2172 31/03/2000 14/04/2000 R$500.000,00 2172 30/04/2000 15/05/2000 R$583.654,95 Solicitada informações acerca do andamento processual supra mencionado, o r. Representante Fiscal da Agencia da Receita Federal em Mogi Guaçu, foi informado que esse processo de reconhecimento creditório foi indeferido, tendo sido apresentado recurso pela parte (fls. 64 a 66). Solicita o encaminhamento dos autos A Equipe de Restituição, Compensação e Ressarcimento para juntada da r. decisão de indeferimento do julgador monocrático (fls. 69). Em atendimento ao Despacho de fls. 69, foi anexado As fls. 70, cópia do Despacho Decisório proferido pela DIORT e cópia do acórdão DRJ 56.878 As fls. 71/76, acompanhada de documentos de fls. 77 a 102, indeferindo o pedido da interessada Marino Comércio de Papéis Ltda, face a decadência dos créditos relativos ao período de apuração 01/09/89 a 30/09/89 e 01/11/89 a 31/01/92. Face ao precedente do julgamento supra, não reconhecendo o direito creditório, foi apresentado pelo contribuinte Manifestação de Inconformidade (fls. 104 a 124), colacionando, inclusive, cópia da liminar concedida nos autos de Ação Cautelar, determinando a suspensão da exigência dos débitos relativos a COFINS, que são objetos de compensação, com os créditos oriundos do recolhimento do FINSOCIAL (fls. 133 a 168). Em julgamento do Recurso Voluntário interposto pela contribuinte Marino Comércio de Papéis Ltda perante o Conselho de Contribuinte, foi negado provimento recursal, cassando-se a Liminar concedida que amparava a emissão de CND, inscrição em DAU e Processo n.° 13840.000084/00-41 Resolução n.° 303-01.426 CC03/CO3 Hs. 414 CADIN até decisão final na esfera administrativa do processo n° 13804.003203/99-76 (fls. 180). Inconformada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário perante esse Egrégio Conselho (fls. 189 a 214), face a decisão administrativa definitiva apresentada a empresa Marino Comercio de Papéis Ltda. Dando prosseguimento aos trabalhos, o processo administrativo do contribuinte aqui discutido (direito creditório para compensação de débito referente a COFINS), foi remetido A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas/SP, fls. 221/225, que consubstanciou sua decisão na seguinte ementa: "Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2000 Ementa: COMPENSAÇÃO. DÉBITO DE TERCEIROS. Indeferido o processo principal, de o contribuinte titular do alegado crédito, não cabe discussão administrativa no processo de acompanhamento dos débitos que seriam compensados por terceiro. Impugnação não Conhecida" Intimado da decisão proferida (AR - fls. 230), o contribuinte apresenta tempestivamente o Recurso Voluntário As fls. 231/255, sob as seguintes alegações: a) foram formulados, mediante demonstração da sua origem regular, os pedidos de compensação (processo 13840.000084/00-41) e de restituição (processo 13804.003203/99-76), o qual foi indeferido e indevidamente desapensado, por esse motivo, interpôs Recurso Voluntário como terceiro interessado, tendo em vista seu direito a compensação, o que não foi conhecido, tornando obrigatória discussão sobre a matéria; b) o pedido foi formulado quando ainda era autorizado pela Secretaria da Receita Federal, na vigência da IN 21/97 e a nova redação dada pelo ao art. 74 da Lei 9430/96 pela Lei 10.637/02 determina a conversão dos pedidos de compensação pendentes em declaração de compensação, o que não foi observado pela autoridade administrativa; c) segundo o §11° do artigo 74 da Lei 9.430/96 todo procedimento de compensação está submetido As disposições do Decreto 70.235/72 que suspende a exigibilidade do debito objeto da compensação, cabendo, portanto apresentação de manifestação de inconformidade, que se indeferida deve ser dirigida ao Conselho de Contribuintes; d) todos os formulários foram devidamente entregues, não apresentando irregularidades formais, corn data de ingresso do pedido de compensação em 18/02/2000 e não como data de apreciação como entende a Receita Federal; e) a alegação de que o prazo para se pleitear a compensação teria inicio na data do pagamento do tributo não se aplica, pois o FINSOCIAL é sujeito a lançamento por homologação, conforme artigo 150 do CTN, possuindo peculiaridades (como sujeição ao controle do Fisco) em relação à fixação da data de extinção do respectivo crédito tributário; Processo n.° 13840.000084/00-41 Resolução n.° 303-01.426 CC03/CO3 Fls. 415 f) a extinção de tais créditos tributação operou-se cinco anos após a ocorrência de seus respectivos fatos geradores e, portanto a data da homologação tácita do lançamento representa a data de extinção do crédito tributário, isto 6, não havendo homologação expressa, o prazo prescricional é de dez anos, conforme entendimento pacificado pelo STF; g) desse modo, o período de 10/1989 a 02/19992 encontra-se dentro do prazo decadencial de dez anos, pois o pedido de compensação/restituição é datado de 10/08/1999; h) ainda que fosse considerada a contagem do prazo prescricional mais favorável a Fazenda, não se verificaria a prescrição, pois segundo a MP 1.110/95, o marco inicial para restituição/compensação se verificou em 31/08/1995, portanto, o prazo final para pleitear o direito a restituição seria em 30/08/2000 e o pedido foi realizado em 18/02/2000. Diante do acima demonstrado, o contribuinte requer indeferimento da decisão em primeira instância, provimento de suas alegações e ainda sustentação oral do recurso ora discutido. Traz aos autos documentos de fls. 259 a 311, entre os quais, Relação de Bens e Direitos para Arrolamento (fls. 271/284), Certidão de Objeto e Pé (fls. 287/289). Os autos foram distribuídos a este Conselheiro em um único volume, constando numeração até as fls.313, última. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF n°. 314, de 25/08/99. o relatório. 4 Processo n.° 13840.000084/00-41 Resolução n.° 303-01.426 CC03/CO3 Fls. 416 VOTO Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Versa o presente caso sobre Pedido de Restituição de importância recolhida a titulo de FINSOCIAL, formalizado sob a égide da IN 21/97, acompanhado de Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiro. Consta dos autos que a recorrente INTERNATIONAL PAPER DO BRASIL LTDA. teria adquirido os créditos em tela da empresa MARINO COMÉRCIO DE PAPÉIS LTDA., empresa essa que efetivamente requereu a Restituição. No curso do processo onde se discutia o direito ao crédito (autos n° 13804.003203/99-76) foi proferida decisão de primeira instância, negando o pleito ao argumento de se ter operado a decadência do direito à restituição. Naquele momento, por não mais manter contato com a empresa-cedente, nem tampouco saber de seu paradeiro, optou a ora recorrente (INTERNATIONAL) por interpor recurso voluntário a esse Conselho de Contribuintes, na qualidade de terceiro interessado, status este adquirido através da Cessão de Crédito anteriormente havida. Sucede que a Autoridade Fiscal, não reconhecendo o interesse recursal da ora recorrente, reputou como findo o Pedido de Restituição, ante a não interposição do recurso voluntário pela empresa MARINO. A partir de então, diante da perda de objeto (ausência de créditos) do Pedido de Compensação formulado pela recorrente (autos no 13840.000084/00-41), os valores que deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos em virtude da compensação que vinha sendo efetuada pela recorrente, estavam na iminência de serem remetidos à Divida Ativa. Foi então que a recorrente propôs Ação Cautelar (autos n° 2004.61.27.002183 -3), seguida da competente Ação Ordinária (autos n° 2004.61.27.002442 - 1), ambas propostas perante a P Vara Federal da Seção Judiciária de Sao João da Boa Vista (SP), onde requereu a suspensão da inscrição do débito fiscal em divida ativa e no CADIN, enquanto perdurasse a discussão do tema no âmbito administrativo. Foi concedida medida liminar (fls. 159/166), suspendendo a exigibilidade do crédito. Sobreveio, então, decisão de primeira instância nos autos n° 13840.000084/00-41, indeferindo a compensação por ausência de créditos a compensar. Processo n.° 13840.000084/00-41 Resolução n. ° 303-01.426 CC03/CO3 Fls. 417 Os autos dos dois processos foram, então, novamente apensados, e remetidos a esse Conselho em razão do recurso voluntário interposto ern face da decisão supra mencionada. A solução para a controvérsia passa pelo exame de duas questões: (i) poderia o cessionário intervir no processo onde se discute o crédito; e (ii), em caso positivo, se teria de fato se operado a decadência do indigitado direito. Compulsando atentamente os autos, verifiquei a existência de duas Certidões de Objeto e Pé, dando conta dos processos judiciais iniciados pela recorrente (fls. 287/288). Consta da Certidão de n° 104/2005 (fls. 287) que a ação declaratória foi julgada parcialmente procedente, tendo a autora e a União interposto recurso de apelação. Verifiquei também que apesar de estarem encartadas nos autos cópias na petição inicial da ação eautelar e da liminar ali concedida, não hi cópia da ação ordinária, nem da sentença ali proferida. Desconhecendo o exato teor da discussão que se processa no âmbito judicial, não havendo como se avançar na análise do mérito aqui discutido, sob pena de sobreposição de instâncias, este relator, incluira o presente na pauta da sessão do dia 18.10.2007, para juntada de rol de documentos indispensáveis para o julgamento. Sucede que, por uma feliz coincidência, o processo restou retirado de pauta (fls. 315), haja vista que a Receita Federal acostou As fls. 318/410 a maior parte dos documentos que seriam solicitados. Sucede que na linha do que já havia sustentado naquela ocasião, julgo indispensável, ainda, a juntada de cópia autenticada do Instrumento de Cessão de Crédito, mencionado na liminar concedida, para que se possa justamente ter um entendimento amplo das razões de decidir do D. Magistrado. Embora o restante tenha sido juntado, remanesce a dúvida, para a qual considero indispensável o seu saneamento, diante do cenário dos autos. Diante disso, proponho a conversão do julgamento em diligência, para que o contribuinte seja notificado a juntar aos autos a cópia autenticada do Instrumento de Cessão de Crédito, mencionado na liminar concedida. Sala das Sessões, e de maio de 2008. )1.12TON Z BART I - Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000585/2001-48
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Drawback suspensão. Adimplemento de compromissos do regime aduaneiro especial.
Carece de fundamento jurídico o denunciado inadimplemento de compromissos do regime aduaneiro especial cujo relatório de comprovação aponta em sentido contrário quando unicamente motivado na falta de anotação do drawback no documento comprobatório da exportação e o incorreto enquadramento das operações de exportação no Siscomex.
A data da expedição do ato concessório do drawback não se presta como dies a quo para a aferição do prazo de suspensão do pagamento do Imposto de Importação – um ano prorrogável por igual período – previsto no caput do artigo 318 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 1985.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 303-33.407
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. O Conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira declarou-se impedido.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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TERCEIRA CÂMARA_ Processo n° : 13502.000585/2001-48 Recurso n° : 124.850 Acórdão n° : 303-33.407 Sessão de : 15 de agosto de 2006 Recorrente : GRIFFIN BRASIL LTDA. [sucessora de PROCHROM INDÚSTRIAS QUÍMICAS S.A.] Recorrida : DRJ/FORTALEZA/CE Drawback suspensão. Adimplemento de compromissos do regime aduaneiro especial. Carece de fundamento jurídico o denunciado inadimplemento de compromissos do regime aduaneiro especial cujo relatório de comprovação aponta em sentido contrário quando unicamente motivado na falta de anotação do drawback no documento comprobatório da • exportação e o incorreto enquadramento das operações de exportação no Siscomex. A data da expedição do ato concessório do drawback não se presta como dies a quo para a aferição do prazo de suspensão do pagamento do Imposto de Importação — um ano prorrogável por igual período — previsto no caput do artigo 318 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 1985. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. O Conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira declarou-se impedido. • ANELIS DAUDT PRIETO Presidente TAW€PC5—SIO CAMPELO BORGES Relator Formalizado em: 2 8 SEI 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Marciel Eder Costa, Silvio Marcos Barcelos Fiúza e Zenaldo Loibman. Ausente o Conselheiro Sérgio de Castro Neves. Presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. DM Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 RELATÓRIO Cuida-se de retorno de diligência à repartição de origem nos autos de recurso voluntário contra acórdão da Segunda Turma da DRJ Fortaleza (CE) que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento do Imposto de Importação' acrescido de juros de mora equivalentes à taxa Selic e multa proporcional (75%, passível de redução), do qual o preposto da sociedade empresária teve ciência no dia 14 de agosto de 2001. Segundo a denúncia fiscal 2, a fiscalização aduaneira constatou o inadimplemento de compromissos assumidos por Prochrom Indústrias Químicas S.A. [3] para a fruição dos beneficios do drawback suspensão outorgados nos Atos • Concessórios 6-95/076-0, 6-95/132-4, 6-95/147-2 e 6-96/034-7, expedidos pela Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil S.A. nos dias 3 de julho de 1995, 27 de outubro de 1995, 29 de novembro de 1995 e 29 de março de 1996 [ 4], com prazo de validade das exportações fixado para os dias 3 de julho de 1996, 27 de outubro de 1996, 29 de novembro de 1996 e 29 de março de 1997, respectivamente. Os prazos dos três primeiros AC foram alterados, por intermédio de aditivos, para: 28 de junho de 1997, 22 de dezembro de 1997 e 23 de novembro de 1997. Para a concessão do regime aduaneiro especial, a beneficiária assumiu o compromisso de exportar os produtos indicados no quadro que se segue e requereu suspensão dos tributos incidentes na importação de insumos específicos para cada um dos produtos igualmente identificados no quadro referido. Os quantitativos e os valores monetários das importações requeridas e das exportações compromissadas foram alteradas em aditivos aos atos concessórios. • I Auto de infração do Imposto de Importação acostado às folhas 2 a 11. Fatos geradores: 22 de janeiro a 22 de dezembro de 1996. 2 Relatório de fiscalização acostado às folhas 13 a 23. 3 Informação estranha à denúncia fiscal: no dia 30 de junho de 2000, conforme ata de assembléia geral ordinária e extraordinária publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia em 16 e 17 de dezembro de 2000, Prochrom Indústrias Químicas S.A. foi transformada em sociedade por quotas de responsabilidade limitada sob a denominação Griffin Brasil Ltda. (fotocópia acostada à folha •217). 4 Atos concessórios acostados às folhas 26, 77, 132 e 114. 2 Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 Ato Exportação Importação requerida com Concessório compromissada suspensão dos tributos 2-cloroetil ácido Bis (2-cloroetil) 2-cloroetil fosfônico fosfonato, 97% 6-95/076-0 (nome comercial: (nome comercial: Bisester) Etefon) [5] [6] 2-ethoxi-2,3-dihidro- 3,3-dimetil-5- benzofuranil 6-95/132-4metenosulfonato Isobutiraldeido [8] (nome comercial: Ethofumesato) [7] 6-95/147-2 Isopropil fenil isocianato (IPPI) [9] P-isopropil-amilina (PIPA) • [10] 2-cloroetil -ácido Bis (2-cloroetil) 2-cloroetil fosfônico phosponate 6-96/034-7 (nome comercial: (nome comercial: Bisester) Etephon) [H] [12] No curso da ação fiscal, o autuante aponta três infrações como suficientes para caracterizar o inadimplemento dos compromissos de exportar: falta de vinculação no documento de exportação 13 ; não enquadramento no Siscomex das exportações efetuadas na operação própria de drawback14; e exportações fora do prazo previsto no artigo 318 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 5 Código NBM/SH 2931.00.0402, alterado pelo aditivo de folha 29, vinculado ao AC 6-95/76-0, para o código NCM 2931.00.31. 6 Código NBM/SH 2919.00.9900, alterado em aditivo para o código NCM 2919.00.90. • 7 Código NBM/SH 3808.30.0200, alterado em aditivo para o código NCM 3808.30.29. Código NBM/SH 2912.19.9900, alterado em aditivo para o código NCM 2912.19.99. 9 Código NBM/SH 2929.10.9900, correspondente ao código NCM 2929.10.90. I ° Código NBM/SH 2921.42.0299, correspondente ao código NCM 2921.42.29. II Código NBM/SH 2931.00.0402, alterado pelo aditivo de folha 138, vinculado ao AC 6-95/147-2 para o código NCM 2931.00.90. 12 Código NBM/SH 2919.00.9900, alterado em aditivo para o código NBM/SH 2920.90.0199 (folha 135) e depois para o código NCM 2919.00.90 (folha 138). 13 Inobservância do disposto no artigo 325 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 1985. 14 Enquadramento das exportações nos códigos 80000, correspondente às exportações normais, 80108, correspondente ao Befiex, e 80116, correspondente ao Sistema Geral de Preferências, ao revés do código 81101, correspondente ao drawback, suspensão comum. . • 3 Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 91.030, de 1985, a despeito de embarcadas dentro do prazo de validade da exportação prorrogado em aditivo. Por outro lado, nos Relatórios de Comprovação de Drawback ls dos Atos Concessórios 6-95/076-0, 6-95/147-2 e 6-96/034-7 estão assinalados: "mercadorias importadas ao amparo do ato concessório sob referência totalmente utilizadas no produto exportado". Apenas no Relatório de Comprovação de Drawback relativo ao AC 6-95/132-4 [ 16] está assinalado: "mercadorias importadas ao amparo do ato concessório sob referência não utilizadas no produto exportado [...]. O saldo deverá ser nacionalizado (73.044,00 kg; US$ 108.159,54)." Regularmente intimada do lançamento, a interessada instaurou o contraditório com as razões de folhas 206 a 215, assim sintetizadas no relatório do • acórdão recorrido: 4.1 - argui a decadência do direito de constituição do crédito tributário, já que decorrido tempo superior a 5 (cinco) anos, do fato gerador do imposto, ou seja do registro das declarações de importação elencadas no item 3.3.4 do Relatório de Fiscalização; 4.2 - caso seja ultrapassada a preliminar acima, ressalta a importância do Drawback como incentivo a [sic] exportação, destacando que essa técnica protecionista parece datar dos séculos do mercantilismo — XVI e XVII; 4.3 - toda a literatura científica e técnica sobre a Política Aduaneira, Teoria do Comércio Internacional, Câmbio e Moeda, sem variações, atribui ao Drawback um e único objetivo: o de proteger a produção nacional quando as mercadorias exportáveis levam em sua composição partes ou ingredientes importados; • 4.4 - na expansão das exportações, os homens de Estado visam a obtenção do saldo ou, pelo menos, do equilíbrio da balança de pagamentos, sem o qual não é praticamente possível moeda e câmbio estáveis, enfim, saúde econômica do país; 4.5 - os próprios fiscais autuantes não negaram que o drawback existiu e foi comprovado e aceito junto á CACEX, acrescentando apenas que a operação deveria ter sido realizada com a total utilização dos insumos importados, o que na realidade IS Relatórios de Comprovação de Drawback acostados às folhas 30 a 35, 117 a 119 e 139 a 146. . 16 Relatório de Comprovação de Drawback acostado às folhas 85 a 92. 4 • Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 ocorreu, como será largamente demonstrado, afrontando a autuação cristalinamente as finalidades precípuas do drawback previstas pelo legislador pátrio; 4.6 - salienta que as comprovações das exportações, como provado pelos documentos anexos, se deram nos prazos estabelecidos pela antiga CACEX, atual DECEX, ou por ela prorrogados, por julgar procedente tal situação, já que a razão final do processo é a exportação dos bens comprometidos, gerando com isto as divisas esperadas pelo país e não as originadas das cobranças de multas, vez que este recurso só deveria ser utilizado quando da existência de débitos comprovados ou de má-fé; 4.7 - destaca quanto à primeira acusação de erro de classificação, que tal fato não implica em descaracterização de todos • os registros de exportações que foram devidamente averbados no SISCOMEX, bem como seus respectivos códigos de identificação foram aceitos pela CACEX como 8000 ou 80116 ao invés de 81101 apenas, comprovando assim de forma cabal a vinculação das exportações com seus respectivos Atos Concessórios, como atestam os documentos anexados; 4.8 - quanto à inobservância do prazo de exportação referente ao Ato Concessório n° 6-95/132-4, de 27/10/95, improcede a alegativa do autuante de que excedeu os 2 anos concedidos; 4.9 - saliente-se que neste caso não foi observado a concessão pelo Serviço de Comércio Exterior do Banco do Brasil, do aditivo n° 0006-97/000198-2, de 05/09/97, que prorrogou o prazo para 22/12/97, ou seja suficiente para abrigar o embarque, visto que a exportação foi efetivada em 28/10/97, conforme confirma o • Relatório de Fiscalização; 4.10 - acrescenta ainda que sob o ponto de vista fiscal, não pode prosperar a acusação, pois a exportação em 28/10/97, ainda estaria dentro do prazo, pois teria que incluir o dia seguinte aos 2 anos; 4.11 - se alguma multa fosse cabível no caso, teria que ser imputada ao Banco do Brasil e não a autuada, que agiu de boa fé. 4.12 - cita respeitáveis doutrina e jurisprudência. , 5 I _ , Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 26/04/1996, 15/05/1996, 17/05/1996, 23/05/1996, 05/07/1996, 22/12/1996, 22/01/1996, 26/01/1996, 15/02/1996, 29/02/1996, 04/04/1996, 05/07/1996, 11/07/1996, 17/09/1996, 11/10/1996 Ementa: DECADÊNCIA. O início do prazo decadencial para lançamento do Imposto de Importação relativo às importações efetuadas ao amparo do regime de drawback suspensão é o do primeiro dia do ano seguinte ao da • emissão do Relatório Final de Comprovação de Drawback. ,, Assunto: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 26/04/1996, 15/05/1996, 17/05/1996, 23/05/1996, 05/07/1996, 22/12/1996, 22/01/1996, 26/01/1996, 15/02/1996, 29/02/1996, 04/04/1996, 05/07/1996, 11/07/1996, 17/09/1996, 11/10/1996 Ementa: DRAWBACK SUSPENSÃO. COMPROVAÇÃO DE EXPORTAÇÃO. , Somente serão aceitos para comprovação do regime drawback, Registros de Exportação devidamente vinculados ao Ato Concessório, e que contenham a informação de que se referem uma operação de drawback . • Lançamento Procedente Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRJ Fortaleza (CE), recurso voluntário é interposto às folhas 251 a 258. Nessa petição, as razões iniciais são reiteradas noutras palavras. Instrui o recurso voluntário, dentre outros documentos, o arrolamento de bens de folha 261. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo no despacho de folha 279. Na sessão de julgamento de 12 de maio de 2003, por intermédio da Resolução 303-00.873, da lavra do conselheiro Irineu Bianchi, o julgamento do . . 6 , 1 Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 presente recurso voluntário foi convertido em diligência à repartição de origem para averbação do arrolamento perante o Oficial do Registro Imobiliário competente bem como intimação da recorrente para substituir o instrumento de mandato então vencido. Em resposta à determinação deste colegiado, a DRF Camaçari (BA) acostou aos autos o instrumento particular de mandato de folha 292 e 293, por fotocópia com autenticidade aferida por notário público, informou o não cabimento de averbação do bem arrolado no Cartório de Registro de Imóveis e devolveu os autos a este Terceiro Conselho de Contribuintes no despacho de folha 311. Os autos retornaram da diligência à repartição de origem em dois volumes, processados com 311 folhas. É o relatório. • • 7 Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 VOTO Conselheiro Tarásio Campelo Borges, Relator Conheço o recurso voluntário interposto às folhas 251 a 258, porque tempestivo e com a instância garantida mediante arrolamento de bens cuja suficiência foi aferida pela autoridade preparadora. É cediço que o benefício do drawback, um incentivo à exportação, pode ser concedido nas modalidades suspensão, isenção ou restituição, cada qual com suas peculiaridades. No Regulamento Aduaneiro (RA) vigente à época da ocorrência dos fatos geradores 17, então aprovado pelo Decreto 91.030, de 5 de março de 1985, a matéria era regulada em capítulo próprio, nos artigos 314 a 334. • No caso presente, conforme relatado, versa a lide sobre o denunciado inadimplemento de compromissos assumidos para a fruição do beneficio do drawback, na modalidade suspensão. A propósito dessa modalidade do beneficio fiscal, permite o RA, no inciso I do artigo 314, cuja matriz legal é o inciso II do artigo 78 do Decreto-lei 37, de 18 de novembro de 1966, a "suspensão do pagamento dos tributos exigíveis na importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento ou destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada". Também vigiam naquela época outras normas jurídicas, de hierarquia inferior, todas com a finalidade precípua de controlar o adimplemento do compromisso de exportação assumido como condição indispensável ao gozo do beneficio fiscal. Pelos Atos Concessórios 6-95/076-0, 6-95/132-4, 6-95/147-2 e • 6-96/034-7, expedidos nos dias 3 de julho de 1995, 27 de outubro de 1995, 29 de novembro de 1995 e 29 de março de 1996 [ 18], com as alterações introduzidas por seus aditivos, a ora recorrente assumiu o compromisso de exportar, no prazo assinalado, determinada quantidade de certos produtos químicos e, em contrapartida, foi autorizada a promover importações de insumos específicos com suspensão do pagamento dos tributos exigíveis nesta operação. Portanto, entendo como únicos aspectos relevantes para o deslinde dessa questão perquirir a existência e a procedência de denúncia quanto ao inadimplemento do compromisso de exportação, seja sob o aspecto da 17 Período de ocorrência dos fatos geradores: 19 de junho a 10 de julho de 1996. 18 Atos concesários acostados às folhas 26, 77, 132 e 114. \eKl- 8 Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 tempestividade, seja sob o aspecto da suficiência. Feitas essas considerações preambulares, passo ao exame do mérito. São três as infrações apontadas como suficientes para caracterizar o inadimplemento do compromisso de exportação. A primeira delas é quanto à inobservância do disposto no artigo 325 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 1985, caracterizada pela falta de vinculação no documento de exportação. É certo que o artigo 325 do Regulamento Aduaneiro então vigente determinava a anotação do beneficio no documento comprobatório da exportação. Todavia, a revogação do incentivo à exportação não é pena prevista para os casos de descumprimento dessa obrigação nem o dever de anotar é tratado nas normas legais como compromisso indispensável ao deferimento do pedido. • Na segunda infração denunciada, o autuante aponta incorreto enquadramento das exportações no Siscomex: o código 81101, do drawback, suspensão comum, foi preterido pelos códigos 80000, das exportações normais, 80108, do Befiex, e 80116, do Sistema Geral de Preferências. Mutatis mutandis, repito aqui os argumentos expendidos no enfrentamento da primeira denúncia: a revogação do incentivo à exportação não é pena prevista para os casos de incorreto enquadramento das exportações no Siscomex nem o dever de enquadramento correto das operações no Siscomex é tratado nas normas legais como compromisso indispensável ao deferimento do pedido. Portanto, entendo insuficientes para caracterizar o inadimplemento do compromisso de exportar a falta de anotação do drawback no documento comprobatório da exportação e o incorreto enquadramento das operações de exportação no Siscomex. • Ademais, apesar do lançamento ser motivado no inadimplemento de compromissos assumidos pela ora recorrente para a fruição dos beneficios do drawback suspensão, em nenhum momento é sequer denunciada insuficiência no quantitativo ou inobservância do prazo das exportações inerentes aos Atos Concessórios 6-95/076-0, 6-95/147-2 e 6-96/034-7, enquanto nos Relatórios de Comprovação de Drawback19 estão assinalados: "mercadorias importadas ao amparo do ato concessório sob referência totalmente utilizadas no produto exportado". Nesses casos, o autuante apega-se a vícios formais nos procedimentos adotados pela autuada, mas não discute a efetiva saída das mercadorias do território nacional na forma compromissada. Entendo que o rigor dos aspectos formais têm como finalidade controlar o adimplemento dos compromissos. Se 19 Relatórios de Comprovação de Drawback acostados às folhas 30 a 35, 117 a 119 e 139 a 146. 9 Processo n° : 13502.000585/2001-48 Acórdão n° : 303-33.407 nenhuma dúvida concreta há quanto à efetiva adimplência, os vícios denunciados devem ser recepcionados como erros de forma. Diferentemente das duas primeiras, a terceira infração denunciada é o desrespeito ao aspecto temporal do caput do artigo 318 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 1985 [ 21, na exportação compromissada no Ato Concessório 6-95/132-4, de 27 de outubro de 1995, cujo penúltimo aditivo, emitido em 5 de setembro de 1997 [21 ], prorrogou o prazo de validade da exportação para 22 de dezembro de 1997 e o embarque foi levado a efeito no dia 28 de outubro de 1997. Nada obstante a anterioridade do embarque perante o marco fixado em aditivo ao ato concessório, ambos extrapolariam, na versão da Fazenda Nacional, o prazo previsto no caput do artigo 318 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto 91.030, de 1985, que limita em um ano, prorrogável por igual período, a suspensão do pagamento dos tributos exigíveis nas importações. • Porém entendo equivocada a aferição da tempestividade regulamentar do prazo de suspensão do pagamento do Imposto de Importação a partir da data da expedição do ato concessório do drawback22, porquanto se a suspensão é do tributo o dies a quo para a aferição do prazo dela — um ano prorrogável por igual período — é a data do registro da primeira importação vinculada ao ato concessório: 22 de dezembro de 1995 [21. Com essas considerações, dou provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 15 de agosto de 2006. Alst T SIO CAMPELO BORGES - Relator • 20 Regulamento Aduaneiro, artigo 318, caput: "De conformidade com o art. 250, o pagamento dos tributos exigíveis nas importações efetuadas no regime previsto nesta Seção poderá ser suspenso pelo prazo de até 1 (um) ano, prorrogável por período não superior a 1 (um) ano (Decreto - Lei no 1.722/79, art. 40)". 21 Aditivo 6-97/198-2, acostado à folha 83. 22 Data da expedição do ato concessório: 27 de outubro de 1995. 23 Data do registro da Declaração de Importação (DI) 2909, fato gerador mais antigo dentre os informados no lançamento do Imposto de Importação objeto deste litígio, acostada à folha 102. 10
score : 1.0
Numero do processo: 13153.000379/98-42
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2003
Ementa: ITR/95. NULIDADE DO LANÇAMENTO.
Descabida a declaração, de oficio, da nulidade do lançamento eletrônico por falta da identificação, na Notificação de Lançamento, da autoridade autuante. Exegese dos artigos 59 e 60 do Decreto 70.235/72.
O Laudo Técnico preparado pela EMATER e os documentos juntados pelo
Contribuinte são elementos de convencimento suficientes, quando corretamente apresentados.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-30.604
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, vencidos os Conselheiros Paulo de Assis, relator, Nilton Luiz Bartoli e Irineu Bianchi, por unanimidade de votos, tomar conhecimento do recurso, e no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma
do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designada para redigir o voto quanto à preliminar a Conselheira Anelise Daudt Prieto.
Nome do relator: PAULO DE ASSIS
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NULIDADE DO LANÇAMENTO. Descabida a declaração, de oficio, da nulidade do lançamento eletrônico por falta da identificação, na Notificação de Lançamento, da autoridade autuante. Exegese dos artigos 59 e 60 do Decreto 70.235/72. Laudo Técnico preparado pela EMATER e os documentos juntados pelo Contribuinte são elementos de convencimento suficientes, quando corretamente apresentados. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, vencidos os Conselheiros Paulo de Assis, relator, Nilton Luiz Bartoli e Irineu Bianchi, por unanimidade de votos, tomar conhecimento do recurso, e no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Designada para redigir o voto quanto à preliminar a Conselheira Anelise Daudt Prieto. Brasília-DF, em 26 de fevereiro de 2003 JOÃO' OLANDA COSTA Presiá ente PAUS ) 2 ASSIS Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN e CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS. Ausente o Conselheiro HÉLIO GIL GRACINDO. une MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO NI° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 RECORRENTE : VILSON MIGUEL VEDANA RECORRIDA : DR.T/CAMPO GRANDE/MS RELATOR(A) : PAULO DE ASSIS RELATOR DESIG. : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO O ora Recorrente impugnou o lançamento de fl. 03 do ITR/95 incidente sobre o imóvel rural de sua propriedade, denominado Fazenda Tartaruga, com área de 1847,5 ha„ situado no município de Sorriso-MT, cadastrado na SRF sob o número 29899380.1, sob o fundamento de que o lançamento não retrata a realidade, 11/ uma vez que: a) não fora levada em consideração a distribuição da área, pois 923,7 ha da mesma é isenta de tributação, por ser destinada a Reserva Legal Florística, conforme legislação vigente na época e averbada na matricula de registro (comprovante anexo), restando portanto 923,7ha, área essa que foi utilizada em 100%, para a produção de lavoura no ano de 1995; b) o grau de utilização de 14,35% que serviu de base para o lançamento, se deve ao fato de que a autoridade lançadora não excluiu a área de reserva floristica. A produção agrícola da safra 95/96 foi de 1.869.109 kg de soja, o que equivale a 31.151 sacas, também na propriedade foram produzidas 9.447 sacas de arroz de sequeiro e 9.941 sacas de milho, comercializado no ano de 1996, conforme Notas Fiscais de Venda. Há também Notas Fiscais de Insumos agrícolas e sementes • c) o Laudo Técnico de Avaliação anexo, foi preparado pela EMPAER-MT- EMPRESA MATO-GROSSENSE DE PESQUISA, ASSISTÊNCIA E EXTENSÃO RURAL S/A E FUNDAMENTA O PLEITO DE REVISÃO DO LANÇAMENTO; Processada a impugnação, a autoridade singular indeferiu o pleito, com os seguintes fundamentos: a) o VTN informado pelo sujeito passivo fora rejeitado por ser inferior ao estabelecido na IN SRF 42/96; b) o Laudo Técnico apresentado, em relação ao VIN não explicita os métodos de avaliação, limitando-se a dizer que conforme Cadastro Rural do INCRA, o vrN é de R$ 204,58/ha. Desta 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 forma o Laudo apresentado não atende às exigências básicas da ABNT, sendo assim incompleto, não servindo de prova para revisão do VTN tributado c) No que concerne ao Grau de Utilização da Terra- GUT, o laudo também é insuficiente para considerar como produtiva os 50% da área total. As NF juntadas pelo impugnante não se referem à produção que o mesmo diz haver realizado no ano em questão. Não há uma Nota sequer, seja de aquisição de insumos, tais como produtos químicos e sementes, seja das vendas de produtos colhidos, que tenha sido emitida no ano base de 1994, utilizável para o exercício de 1995. O próprio impugnante 11, informa que as vendas de sua produção foram efetuadas em 1996. Em conclusão, a impugnação foi provida, em parte, pela DREMS (fls. 83 a 86), nos seguintes termos: "CONHEÇO da impugnação por tempestiva e na forma da lei, para, no mérito, julgá-la PROCEDENTE EM PARTE E DETERMINO o prosseguimento da cobrança do ITR do exercício de 1995, conforme a Notificação de Lançamento de fl. 03, referente ao imóvel rural de propriedade do interessado, alterando-se a área de Reserva Legal de 369,5 ha para 923,7 ha." Tal Decisão, entretanto não foi fielmente cumprida, resultando na emissão da Notificação de fl. 88 na qual, sem registro de qualquer justificativa, a aliquota de cálculo foi elevada de 1,9% para 3,8%, sem registro de qualquer justificativa. Assim, o valor da Notificação inicial foi elevado de R$ 10.474,91 para • R$ 12.693,46. Inconformado, o ora Recorrente vem, a este Conselho, com as razões de fls. 97 a 101, acompanhadas do DARF de garantia de instância e dos documentos relacionados à fl. 101. Nas razões de recurso, o Recorrente apresenta dados retificadores de informações que prestara no ITR/94 (p. 98), detalha os dados sobre utilização de cada área da propriedade, mostra valores de investimentos no exercício de 1993, valores de compra de insumos e de venda dos produtos de sua lavoura, nos exercícios de 1994 e de 1995, juntando as Notas Fiscais. Junta, também a escritura dos glebas que compõem o imóvel, as escrituras públicas contendo as averbações das áreas de reserva, bem como laudo técnico emitido pela EMPAER, conceituada Empresa de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso. É o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÁMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 VOTO Em pauta o recurso voluntário de folhas 50/59, apresentado tempestivamente. À sua interposição, seguiu-se longo trâmite processual envolvendo a questão do depósito recursal e a ação de execução da dívida (fls. 60/181). Como a União requereu a extinção da execução em decorrência de a Quarta Turma do TRF, contrariando jurisprudência dominante, ter dado provimento à apelação do impetrante, e como o resultado de tal decisão significou a dispensa da apresentação do depósito recursal, entendo que o recurso administrativo em pauta deve ser conhecido. 111 Há uma questão de tempestividade a considerar. O processo foi encaminhado a este Conselho sem que o Fisco tivesse recebido da ECT o AR da intimação que especifica na página 219, de encaminhamento do Processo a este Conselho. Como o último movimento do processo, anteriormente ao Recurso protocolizado em 04/08/2000 é de 20/07/2000, há que se considerar entre o acolhimento do processo ou seu retorno em diligência para que seja juntado o AR. Mérito A atenção que se dá à questão do ITR não é diferente da que se dá à agricultura de modo geral. Não é, pois de causar surpresa a decisão de Primeira Instância, recusando o Laudo Técnico de Avaliação da EMPAER, por não atender aos requisitos da legislação madrasta de regência, muito diferente da que permite a aceitação de informações para a tomada de decisões sobre classificação de equipamentos de alto valor. 111 Quanto ao Grau de Utilização, a decisão recorrida diz que as Notas de Vendas apresentadas datam do ano de 1996. É muito natural, pois o ano agrícola não se subordina ao calendário gregoriano, e o impugnante foi claro quando falou em safra 1995/1996. Os produtos listados, arroz, milho e soja, são culturas de verão, com período normal de maturação de cerca de 6 meses, exceto para variedades precoces, que podem ser abreviadas em uns 30 dias. O plantio é feito de setembro a novembro, e as colheitas, de fevereiro a abril, conforme o produto e a época do plantio. O Boletim 200, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo é rico em informações a esse respeito. No recurso, temendo que se repetissem os percalços da impugnação, o Recorrente juntou cópias das NF de vendas relativas à safra 93/94 e da safra 94/95, vendida no exercício de 1995. O mesmo fez com os comprovantes de compras de insumos agrícola, exibindo as NF de produtos que adquiriu no segundo semestre de 4 fr MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 1994, para a própria safra de verão 94/95 e de inverno de 1995, como as compras que fez em 95 para a safra de verão 95/96 e de inverno de 1996. Diga-se de passagem, compras bem feitas, adubos próprios para terrenos permeáveis e pobres em fósforo, como termofosfato e o supersimples. Quanto à área de reserva, a Decisão recorrida considerou um total de 923,7 ha, muito superior à que constava do cadastro do Contribuinte e do Laudo da EMATER. Baseou-se a DRJ, certamente, no registro do termo de responsabilidade consignado nas escrituras dos imóveis que lhe foram apresentadas e no limite mínimo de 50% para os imóveis localizados na Amazônia (parágrafo único do art. 44 da Lei 4. 771/65- Código Florestal, com redação da Lei 7.803/89). • Acontece que nas razões de recurso a área de reserva pleiteada pelo Contribuinte é menor, 581,8 ha (fl. 98) ficando a área autorizada para exploração em 1.264,73 ha. De fato, há um termo de retificação na averbação da escritura da maior das glebas, aumentando a área aproveitável de 50% para 80% (fl. 115 O. O Laudo da EMATER destaca uma reserva florística de 582 ha e uma de Cerrado de 239,53 ha, onde, no mínimo, não é permitido o corte raso em percentual superior a 20% de cada imóvel rural. Nessas circunstâncias, parece-me certo acatar como corretas as informações dadas pelo contribuinte (fl. 98), de que a área de reserva legal é de 581,8 ha e que o restante da propriedade está ocupada com benfeitoria, pastagens e produção de arroz e soja. Esse entendimento leva-me à inevitável conclusão de que o grau de utilização da propriedade, que, nos termos da Lei 9.393, art. 10, VI, é a relação percentual entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável, é de 100%. • De fato, o § 3° do inciso VI reporta-se ao § 1° do inciso V: V- área efetivamente utilizada, a porção do imóvel que no ano anterior tenha: a) sido plantada com produtos vegetais; b) servido de pastagem, nativa ou plantada, observados índices de lotação por zona pecuária; Como se vê, a única referência ao índice de lotação por zona pecuária, considerada na definição do Grau de Utilização definido no art. 10, VI da Lei 9.393/96, é que consta do inciso V, e este trata da "porção do imóvel utilizada no ano anterior". fr MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 Em resumo. VOTO no sentido de, em preliminar, conhecer do recurso, e no mérito, dar-lhe provimento. Os juros moratórios, a partir do fato gerador são devidos e a multa de mora só ocorrerá na hipótese de o pagamento da nova Notificação de Lançamento não ocorrer na data legal de vencimento. Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 2003 PAUL DE ASSIS — Relator • • 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N" : 303-30.604 VOTO VENCEDOR QUANTO À PRELIMINAR Preliminarmente, devo abordar a questão da nulidade do lançamento em decorrência da falta de identificação do agente fiscal autuante na Notificação de Lançamento emitida por meio eletrônico, levantada por Conselheiros desta Câmara. Importa esclarecer que tal notificação é emitida, em massa, eletronicamente, por ocasião do lançamento do ITR, não se tratando de revisão de • lançamento e sim do próprio lançamento que, de acordo com o artigo 6.° da Lei 8.847/94, que vigorou até a edição da Lei 9.393, de 19 de dezembro de 1996, segue, a princípio, a modalidade de oficio. Discordo da declaração, de oficio, da nulidade de tal lançamento. Esclareço que tal declaração seria realmente de ofício pois, embora tal argumento tenha sido apresentado pelo contribuinte, o foi em outras peças do presente processo e não no recurso voluntário de que ora se cuida. Em primeiro lugar, de acordo com o artigo 59 do Decreto 70.235/72, são nulos os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Por outro lado, o artigo 60 do mesmo diploma legal dispõe que outras irregularidades, incorreções, e omissões não importarão nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa ou quando não influírem na solução do litígio. Deduz-se, então, que o artigo 59 é exaustivo quanto aos casos em que a declaração de nulidade deve ser • proferida. Conclui-se, portando, que os requisitos constantes do artigo 11 daquele mesmo Decreto, entre os quais a identificação do agente, somente tomam nulo o ato de lançamento se este for proferido por autoridade incompetente ou se houver preterição do direito de defesa. Ora, o presente caso não se consubstancia, de forma nenhuma, em cerceamento do direito de defesa, tanto é que o contribuinte apresentou as peças recursais, sabendo exatamente a quem iria procurar. Ademais, é público e notório qual a autoridade fiscal que chefia a repartição e que tem competência para praticar o ato de lançamento. Em segundo lugar, o contribuinte sequer argüiu tal nulidade, o que 7 1"1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 corrobora a conclusão de que não se sentiu prejudicado com tal forma de lançamento. Não sendo caso de nulidade absoluta, ou seja, não sendo caso de cerceamento do direito de defesa ou de ato praticado por autoridade incompetente, trata-se de caso que deveria ser sanado se resultasse em prejuízo ao sujeito passivo, o que não se verificou. Entendo que a anulação de ato proferido com vício de forma, prevista no artigo 173, inciso II, do Código Tributário Nacional, somente deve ser realizada se demonstrado prejuízo para o sujeito passivo, o que deve por ele ser levantado. Tratar-se-ia, então, na prática, de saneamento do ato previsto no artigo 60 do Decreto 70.235/72. hl casu, poder-se-ia afirmar que seria inclusive matéria preclusa, não argüida por ocasião da impugnação ao lançamento. O argumento de que a Instrução Normativa n.° 94, de 24 de dezembro de 1997 deveria ser aqui aplicada também não me convence, haja vista que tal ato normativo é específico para lançamentos suplementares, decorrentes de revisão, efetuados por meio de autos de infração, o que não se aplica ao presente. Mesmo que assim não fosse, é jurisprudência nesta Casa que tais atos não vinculam as decisões deste Colegiado. Com base neste mesmo argumento, rejeito também as alegações quanto à possível aplicabilidade do disposto no Ato Declaratório Normativo COSIT n.° 2, de 03/02/99, à presente lide. Um terceiro ponto a ser considerado diz respeito à economia processual, que ficaria a léguas de distância a partir de uma decisão como a que ora questiono. Basta imaginar-se que a autoridade deveria proceder, dentro de cinco anos, conforme art. 173, inciso II, do CTN, a novo lançamento, ao qual provavelmente se seguiria nova impugnação, outra decisão, e outro recurso voluntário. A ninguém interessa tal acréscimo de custo: nem ao contribuinte e nem ao Estado. • O princípio da proporcionalidade, que no Direito Administrativo emana a idéia de que "as competências administrativas só podem ser validamente exercidas na extensão e intensidade proporcionais ao que seja realmente demandado para cumprimento da finalidade de interesse público a que estão atreladas" (MELLO, Celso Antonio Bandeira. Curso de Direito Administrativo. 9. 5 ed. revista, atualizada e ampliada. São Paulo: Malheiros, 1997. p. 67) estaria sendo seriamente violado. Finalizando, trago a decisão a seguir, que corrobora o exposto: "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4• 5 REGIÃO. Primeira Seção. Ementa: Embargos Infringentes. Notificação Fiscal de Lançamento de Débito. Art. 11 do Decreto 70.235/72. Falta do Nome, Cargo e Matrícula do Expeditor. Ausência de Nulidade. iia„ce MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.037 ACÓRDÃO N° : 303-30.604 1. A falta de indicação, no auto de notificação de lançamento fiscal expedido por meio eletrônico, do nome, cargo e matricula do servidor público que o emitiu, somente acarreta nulidade do documento quando evidente o prejuízo causado ao contribuinte. 2. No caso dos autos, a notificação deve ser tida como válida, uma vez que cumpriu suas finalidades, cientificando o recorrente da existência do lançamento e oportunizando-lhe prazo para defesa. 3. Embargos infringentes improvidos." Embargos Infringentes em AC n.° 2000.04.01.025261-7/SC. Relator Juiz José Luiz B Germano da Silva. Data da Sessão: 04/10/00. D.J.U. 2-E de 08/11/00, p. 49. • Pelo exposto, rejeito a preliminar de nulidade do lançamento. Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 2003 144 USE DAUDS1-102±Itte ora Designada • 9 • MINISTÉRIO DA FAZENDA• TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ••;,:2;ap TERCEIRA CÂMARA Processo n. °:13153.000379/98-42 Recurso n.° :123.037 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acordão n° 303.30.604 Brasília - DF 14 de outubro 2003 /7 't ;:(ÉlaP • Joãy flolanda Costa Presidente da Terceira Câmara • Ciente em: Page 1 _0015300.PDF Page 1 _0015400.PDF Page 1 _0015500.PDF Page 1 _0015600.PDF Page 1 _0015700.PDF Page 1 _0015800.PDF Page 1 _0015900.PDF Page 1 _0016000.PDF Page 1 _0016100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13805.001170/92-80
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.461
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: Finsocial- ação fiscal (todas)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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Numero do processo: 10280.005318/2008-05
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2004
EXCLUSÕES DO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO ESTABELECIDAS PELA LEI Nº 8.852/1994.
As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68)
ALEGAÇÕES GENÉRICAS SOBRE O CARÁTER INDENIZATÓRIO DE VALORES RECEBIDOS.
Alegações genéricas a respeito do caráter indenizatório não são suficientes para afastar o trabalho fiscal, sendo necessário que o Contribuinte demonstre a que se referem os rendimentos que alega ter caráter indenizatório.
Numero da decisão: 2001-003.653
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 EXCLUSÕES DO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO ESTABELECIDAS PELA LEI Nº 8.852/1994. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68) ALEGAÇÕES GENÉRICAS SOBRE O CARÁTER INDENIZATÓRIO DE VALORES RECEBIDOS. Alegações genéricas a respeito do caráter indenizatório não são suficientes para afastar o trabalho fiscal, sendo necessário que o Contribuinte demonstre a que se referem os rendimentos que alega ter caráter indenizatório.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-03T20:04:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-03T20:04:09Z; Last-Modified: 2020-10-03T20:04:09Z; dcterms:modified: 2020-10-03T20:04:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-03T20:04:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-03T20:04:09Z; meta:save-date: 2020-10-03T20:04:09Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-03T20:04:09Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-03T20:04:09Z; created: 2020-10-03T20:04:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-10-03T20:04:09Z; pdf:charsPerPage: 1846; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-03T20:04:09Z | Conteúdo => S2-TE01 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10280.005318/2008-05 Recurso Voluntário Acórdão nº 2001-003.653 – 2ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 26 de agosto de 2020 Recorrente CARLOS LIMA DAS NEVES Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 EXCLUSÕES DO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO ESTABELECIDAS PELA LEI Nº 8.852/1994. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68) ALEGAÇÕES GENÉRICAS SOBRE O CARÁTER INDENIZATÓRIO DE VALORES RECEBIDOS. Alegações genéricas a respeito do caráter indenizatório não são suficientes para afastar o trabalho fiscal, sendo necessário que o Contribuinte demonstre a que se referem os rendimentos que alega ter caráter indenizatório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento lavrada em 23 de abril de 2008, ano- calendário 2004, exercício 2005, da qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 1.578,29, acrescido de multa e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimento recebidos de pessoa jurídica, no valor de R$ 26.546,06. Devidamente notificado, o ora Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 53 18 /2 00 8- 05 Fl. 76DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.653 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10280.005318/2008-05 a) os valores tidos como omitidos foram recebidos a título de adicional de tempo de serviço, adicional de periculosidade, abono pecuniário, 1/3 de férias, 13º salário, salário família, diárias, adicional noturno e gratificação de risco, sobre as quais não poderia incidir IRPF, na forma do art. 1º, III, da Lei 8.852/94; e b) o valor de R$ 6.442,00, tido como rendimento omitido foi recebido pelo ora Recorrente em decorrência de reajuste de 28,86% nos seus vencimentos, estando tal matéria em Impugnação. O Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) documentos de identificação (fls. 07); (ii) recibo de entrega da declaração de ajuste anual completa (fls. 14 a 25); (iii) contracheques (fls. 26 a 28); (iv) declaração de ajuste anual (fls. 38 a 40). Foi apresentado pelo Recorrente Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL (fls. 08), sendo o indeferido o pedido. Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pelo ora Recorrente, a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém, proferiu o acórdão nº 01-18.015 – 5ª Turma da DRJ/BEL, julgando improcedente a impugnação por entender, em síntese, que quaisquer proventos, rendas ou vantagens, independentemente da denominação, da origem ou da forma de percepção, em princípio, devem compor o rendimento bruto para efeito da tributação do imposto sobre a renda, porquanto abrangidos pelo campo de incidência do referido tributo. A Turma Julgadora a quo destacou, ainda, que as alegações genéricas e desprovidas de provas quanto ao valor de R$ 6.442,00 não possuem o condão de elidir o lançamento. Irresignado com o v. acordão a quo, o Recorrente interpôs recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Rendimentos Fiscais alegando, em síntese que: o rendimento recebido, no valor de R$ 20.104,06 é isento de IRPF por força da Lei nº 8.852/1994; e o rendimento recebido no valor de R$ 6.442,00 refere-se a verba de caráter indenizatório não sujeita à incidência do IRPF. É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de sua admissibilidade. Ab initio, deve-se destacar que o Recorrente, em seu recurso voluntário, limita-se a afirmar genericamente que o valor de R$ 20.104,06 é isento por força da Lei nº 8.852/1984, sem desenvolver argumentação mais detalhada sobre a origem dos rendimentos, não sendo Fl. 77DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.653 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10280.005318/2008-05 possível verificar, a partir do exame da petição do recurso voluntário, a que se referem os rendimentos tidos como omitidos. Em verdade, o Recorrente afirma em seu recurso que “decorrendo o valor de R$ 20.104,06 (vinte mil, cento e quatro reais e seis centavos) do percebimento de diárias de viagem, adicionais de férias, etc., inexiste qualquer razão para que tais créditos sejam tratados como rendimentos tributáveis, de acordo com a Lei nº 8.852/1994.” Dessa forma, nota-se que o Recorrente acredita que o simples enquadramento dos rendimentos na Lei nº 8.852/1984 é suficiente para ver reconhecida a isenção tributária de IRPF. Ocorre que equivoca-se o Recorrente, uma vez que o enunciado prescritivo transcrito acima não veicula norma de isenção tributária, mas norma que exclui algumas verbas do conceito de remuneração para fins do chamado teto remuneratório dos servidores públicos. Por outro lado, é certo que tais valores são pagos em decorrência do trabalho exercido pelo seu beneficiário, se enquadrando, portanto, no conceito de renda, nos termos do art. 43, do Código Tributário Nacional. Deve-se ter em mente, ainda, que a legislação tributária que disponha sobre a outorga de isenções, nos termos do art. 108, II, do Código Tributário Nacional, deve ser interpretada de forma literal. Neste sentido, este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais já consolidou entendimento no sentido de que a Lei nº 8.852/1994 não outorga isenção nem enumera hipótese de não incidência de IRPF. Veja-se o enunciado da Súmula CARF nº 68: Súmula CARF nº 68 A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Igualmente genérica é a alegação de que os rendimentos tidos como omitidos no valor de R$ 6.442,00 referem-se a verba de caráter indenizatório não sujeita à incidência do IRPF. A este propósito, o Recorrente ocupa-se de desenvolver longo arrazoado sobre a não incidência de imposto de renda sobre indenizações, mas omite-se quanto ao seu ônus de demonstrar que os rendimentos recebidos teriam, de fato, caráter indenizatório. Assim, é certo que simples alegações genéricas não tem o condão de afastar o trabalho fiscal. Este entendimento já foi manifestado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Veja-se: Numero do processo: 10860.001835/2005-23 Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção Câmara: Quarta Câmara Seção: Segunda Seção de Julgamento Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 BRT 2019 Data da publicação: Wed Aug 14 00:00:00 BRT 2019 Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf Fl. 4 do Acórdão n.º 2001-003.653 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10280.005318/2008-05 Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2004 ÔNUS DA PROVA Cumpre ao contribuinte provar as alegações contidas na Impugnação ao Auto de Infração, não bastando meras alegações genéricas, sem qualquer respaldo documental. Numero da decisão: 2401-006.726 Nome do relator: MARIALVA DE CASTRO CALABRICH SCHLUCKING Portanto, entendo que deve ser mantida a autuação. Conclusão Diante do exposto, conheço do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 79DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11050.001497/96-66
Turma: Segunda Turma Especial
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL— ITR
EXERCÍCIO: 1995
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE - Ausência de Súmula Impeditiva de sua Declaração, no Âmbito desse Terceiro Conselho de Contribuintes - Decurso de mais de nove anos entre o Julgamento da Impugnação ao Lançamento do Crédito Tributário e a Intimação do Contribuinte - Ocorrência - Precedentes do Egrégio Superior Tribunal de Justiça.
Auto de Infração Desprovido da Identificação da Autoridade
Responsável pela sua lavratura - Nulidade - Conhecimento de Oficio - Súmula n° 3 desse Conselho de Contribuintes.
Violação ao Principio da Anterioridade. Vedação Constitucional.
PROCESSO ANULADO.
Numero da decisão: 392-00.014
Decisão: ACORDAM os membros da segunda turma especial do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de prescrição intercorrente, arguida pelo Conselheiro Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque Pizzolante, relator e por
unanimidade de votos, acolher a preliminar de insubsistência do 1TR/94, e por unanimidade de votos, anular o processo por vicio formal aplicando-se súmula n" 1 do Terceiro Conselho de
Contribuintes, nos termos do voto do relator. Designada para redigir o voto vencedor quanto a preliminar de prescrição intercorrente a Conselheira Maria de Fatima Oliveira Silva.
Nome do relator: FRANCISCO EDUARDO ORCIOLI PIRES E ALBUQUERQUE PIZZOLANTE
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Auto de Infração Desprovido da Identificação da Autoridade Responsável pela sua lavratura - Nulidade - Conhecimento dc Oficio - Súmula n° 3 desse Conselho de Contribuintes. Violação ao Principio da Anterioridade. Vedação Constitucional. PROCESSO ANULADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da segunda turma especial do terceiro conselho de contribuintes, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de prescrição intercorrente, arguida pelo Conselheiro Francisco Eduardo Orcioli Pires e Albuquerque Pizzolante, relator e por unanimidade de votos, acolher a preliminar de insubsistência do 1TR/94, e por unanimidade de votos, anular o processo por vicio formal aplicando-se súmula n" 1 do Terceiro Conselho de Contribuintes, nos termos do voto do relator. Designada para redigir o voto vencedor quanto a preliminar de prescrição intercorrente a Conselheira Maria de Fatima Oliveira Silva. y"." Processo n" 11050.001497/96-66 Accirdao n.° 392-00.014 CC03.792 Fls. C/L/L.- JUDITH DO A A AL M-ARCONDES ARMANDO - esidentc FRANCISCO EDUARDO EDUARDO ORCIOC7 PIRES E ALBUQUERQUE PIZZOLANTE - Relator Ausente o Conselheiro Luis Alberto Pinheiro Gomes e Aleoforado. 2 Processo n° 11050.001497/96-66 Aar/15o n.° 392-00.014 CCONT92 Fls. 29 Relatório Cuida o presente de recurso voluntário manejado por EVALDO LONGO MARCHAND em face de decisão prolatada pela DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM PORTO ALEGRE nos autos da ação fiscal de número 11050.001497/96-66, que tem por objeto a cobrança do Imposto Territorial Rural, exercício 1995, lançado sobre o imóvel constituído pelo lote n° 10 do loteamento Traíras, registrado junto à Receita Federal sob o n° 2565878-6, de propriedade do ora recorrente, no valor equivalente, à época, a RS 7.573,69 (sete mil, quinhentos e setenta e três Reais e sessenta e nove centavos). Na peça de impugnação (fls. 1 e 2 dos autos), o ora recorrente aduz, em síntese: i) não lhe ser oponível a posição de sujeito passivo na relação tributária objeto da referida ação fiscal, em razão da impossibilidade material da ocupação do imóvel tributado, ao qual, segundo as suas razões, resta impedido de dar qualquer destinação econômica — realidade cuja responsabilidade imputa ao Poder Público, inclusive afirmando já ter oferecido a referida area para a realização da reforma agrária tendo restado, ainda segundo as suas razões, tal oferecimento denegado justamente pela impossibilidade de sua ocupação e, consequentemente, de sua utilização; ii) ilegalidade no lançamento do imposto ora sob análise, vez que, em seu entender, restaria violado o principio constitucional da anterioridade, já que, para tanto, a Receita valeu-se do disposto na lei 8.847/94, fazendo lançamento de imposto sobre fato gerador havido em 1993 e, por Ultimo, aduz que iii) o lançamento desconsiderou a existência de 20% de Area de preservação em sua propriedade, pelo que entende ser o valor objeto da ação fiscal excessivo. A peça de impugnação veio aos autos desprovida de quaisquer documentos ou outros elementos de prova das razões que expõe. A decisão ora recorrida (fls. 09/18), por seu turno, entende pela procedência da ação fiscal, em síntese, porque: i) a lei 8.847/94, foi precedida pela Medida Provisória dc n° 399, de 29 de dezembro de 2003, que cuida da mesma matéria, razão pela qual, e com fulcro no disposto no artigo 62 da CF/88, não restaria violado o principio da anterioridade, já que a referida lei ordinária não estaria criando um tributo com vigência sobre fato gerador ocorrido em exercício anterior, mas sim recepcionando outra norma legal antecedente, que cuida da mesma matéria; ii) a referência à impossibilidade de ocupação do imóvel não é bastante para ilidir a caracterização da obrigação tributária, vez que a sua hipótese de incidência reside na propriedade sobre imóvel localizado em Area rural, não sendo relevante, para o estabelecimento da relação de sujeição, a possibilidade de sua ocupação ou do seu aproveitamento c, por que: iii) a alegação de desconsideração, no lançamento do crédito tributário, de Area de reserva, não se sustenta, ern face da inexistência de referência à tal área quando da declaração fi rmada pelo contribuinte, ora recorrente, bem como pela ausência de comprovação de sua regular inscrição ou averbação no titulo do imóvel. Em sede recursal, o contribuinte destaca, em sede de preliminar, a ocorrência da prescrição intercorrente, em razão do lapso de mais de cinco anos entre o inicio da ação fiscal e 3 Processo n° 11050.001497/96-66 Ordilo r1.° 392 -00.014 CC03/T92 Fls. 30 o presente julgamento, no mérito reiterando as razões já anteriormente elencadas quando de sua impugnação. 0 recurso é tempestivo e preenche os requisitos atinentes à matéria, pelo que deve ser conhecido. o relatório. 4 Processo IV 11050.001497/96-66 Acórcliio ri. 0 392-00.014 CC03/1'92 Fls. 31 Voto Vencido Conselheiro Francisco Eduardo Orcioli Pires c Albuquerque Pizzolante, Relator A preliminar suscitada pelo ora recorrente diz respeito A verificação da prescrição, dado o transcurso do lapso de mais de cinco anos verificado desde o inicio da ação fiscal, que se refere a imposto cujo exercício remonta ao ano de 1995. A análise preliminar dessas razões não levaria, tal como acima posto, ao reconhecimento da ocorrência da prescrição, já que não se verifica a ausência da prática de atos pela Fazenda Pública quanto à cobrança do crédito tributário que impõe ao contribuinte, ora recorrente — o que se depreende ate mesmo da existência do presente processo administrativo. Não tendo havido inércia da Administração quanto à implementação dos atos necessários à cobrança do imposto lançado, não pode a demora devida ao exercício regular dc direitos de parte do contribuinte (no caso, a apresentação de impugnação ao lançamento tributário e posteriormente a apresentação de recurso voluntário), em esfera administrativa, justificar eventual transcurso de prazo prescricional ern seu favor. Todavia, se não se pode considerar prescrita a cobrança do imposto objeto do presente recurso pela prescrição, contada simplesmente desde o seu lançamento, entendo que tal não se dá quanto à ocorrência da prescrição intercorrente, esta oriunda da inatividade da credora em face da tomada das diligências que lhe cabiam para dar andamento regular ao próprio processo administrativo. Ocorre que a decisão ora recorrida foi havida em 14 de fevereiro de 1997 (11s. 18), tendo sido determinada, na mesma data (fls. 18), a intimação do contribuinte para conhecimento dos seus termos — o que só veio a ocorrer em 7 de maio de 2007 (Us. 19), portanto nada menos que dez anos após a prolação da decisão que ensejou o presente recurso. É principio fundamental do Direito a garantia da segurança das relações jurídicas, para sucesso da qual mister evitar-se a etemização dos feitos, judiciais ou administrativos, principalmente quando causada pela inércia de uma das partes, vez que a outra não pode permanecer, indeterminadamente, na condição de sujeito de uma relação, senão pelo tempo necessário ao seu deslinde. É evidente que o contribuinte não pode restar indefinidamente posto sob a condição de sujeito passivo de uma obrigação tributária, principalmente quando ela esteja, como no caso presente, subordinada a processo administrativo, regido pelos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Em que pese as súmulas de números 11 e 7 dos Primeiro e Segundo Conselhos de Contribuintes entenderem não aplicar-se a prescrição intercorrente nos procedimentos administrativos fiscais, o Egrégio Superior Tribunal de Justiça assentou jurisprudencialmente o entendimento de que é cabível a sua declaração cm sede judicial ou administrativa — REsp n° 1.048-512 — PE, Relatora Ministra Eliana Calmon; AgRgREsp n° 1.005.334 — SP, Relator Ministro Castro Meira, assim ementados, respectivamente: v1; 5 Processo n" 11050.001497/96-66 Acórdão n.° 392-00.014 RECURSO ESPECIAL N° 1.048.512 — PE (2008/0081751-3) EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO EXECUÇÃO FISCAL NÃO ARQUIVADA NEM SUSPENSA — PRESCRIÇÃO — DECRETAÇÃO DE OFICIO. POSSIBILIDADE — ART. 219, § 5", DO CPC, REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 11.280/06 — DEMORA NA CITAÇÃO POR MECANISMOS DA JUSTIÇA — REEXAME DE PROVAS — IMPOSSIBILIDADE — PRECEDENTES. I. A intimação da Fazenda Púbilea, nos tel7710S do § 4" do artigo 40 da Lei n° 6.830/80, incluído pela Lei n° 11.051/04, trata de hipótese diversa. Cuida-se de prescrição intercorrente e pressup5e execução fiscal arquivada e suspensa por não ter sido localizado o devedor ou encontrado bens penhoráveis, nos termos dos §§ 2" e 3" do referido dispositivo 2. Prescrita a ação de cobrança de referidos créditos, aplica-se ã hipótese o ssç 5" do artigo 219 do Código de Processo Civil, com redação que the foi conferida pela Lei n° 11.280/06, vigente a partir de 17 c/c maio de 2006, ulna vez que se trata de norma processual superveniente, que veicula matéria cogniscível de oficio pelo julgador. 3. Verificar se a demora na citação decorreu por desídia do exeqüente ou por motivos inerentes ao inecanisino da Justiça, na presente hipótese, implica reexaminar o conjunto /ótico — probatório constante dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial, a teor do disposto na Súmula 07 STJ. 4. Recurso Especial conhecido em parte e, nessa parte, não provido. *** AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO N° 1.005-334 — SP (2008/0016926-8) EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. ARTO. 40 DA LEF. ART. 174 DO CTN. DECRETAÇÃO DE OFICIO. OITIVA DA FAZENDA PÚBLICA. SÚMULA 83/STJ. INAPLICABILIDADE DO ART. 5', PARÁGRAFO ÚNICO, DO DECRETO — LEI N° 1.569/77. I. Se a execução fiscal, ante a inércia do credor, permanece paralisada pOr de cinco anos a partir clo despacho que ordena a suspensão do feito, cabível a decretação da preset-kJ° intercorrente. 2. 0 preceito do art. 40 da LEE não tem o condão de tornar imprescritível a dívida fiscal, já que não resiste ao confronto coin o art. 174 cio CTN. 3. Tratando-se de execução fiscal,a partir da Lei no 11.051/04, que acrescentou o § 4" ao art. 40 da Lei n° 6,830/80, pode o juiz decretar de oficio a prescrição, cipós ouvida a Fazenda Pública exeqiiente. 4. Acórdão recorrido encontra-se em consonância com o entendimento jurisprudencial desta Corte Superior. Incidência da 83/STJ.-- CC03/1 .92 Fls. 32 6 Processo n" 11050.001497/96-66 Acórdao n.° 392-00.014 CC03/T92 Fls. 33 5. 0 arquivamento do execução .fiscal, sem baixa na distribuição, decorre do disposto no art. 20 da Lei n° 10.522/02, e não do art. 5", caput, do Decreto — Lei n° 1.569/77. Precedentes. 6. Agravo regimental não provido. *** Contextualizando as razões que lastreiam este entendimento, no julgamento do REsp n° 1.048-512 — PE, a eminente Ministra Eliana Calmon determina, textualmente, que: "Cumpre, antes de tudo, entender que a prescrição intercorrente, consoante aplicação, é resultante de construção doutrinária e jurisprudencial para punir a negligência do titular de direito e também para prestigiar o principio da segurança jurídica, que não se coachma com a eternização de pendências achninistrativas ou judiciais. Assim, quando determinado processo administrativo ou judicial .fica paralisado por um tempo longo, por desidia c/a Fazenda Publica, embora interrompido ou suspenso o prazo pre.scricional, este começa a fluir novamente. Portanto, a prescrição illierCOTTellte pressupõe a preexistência de processo administrativo ou judicial, cujo prazo prescricional havia sido interrompido pela citação ou pelo despacho que ordenar a citação, conforme inciso I, do parágrafo único do artigo 174 do CTN, com a redação que lhe foi dada pela Lei Complemental . n°118, de 9 — 2 -- 2005. Portanto, a prescrição intercorrente é aquela que diz respeito ao reinicio da contagem do prazo extintivo após ter sido interrompido." Esta 6, de fato, a matéria ora submetida a julgamento: ainda quando se compreenda que a existência do processo administrativo, em tese, impeça a ocorrência da prescrição da ação de cobrança fiscal, a sua paralisação imotivada por dez anos, no seio da própria Receita Federal, torna-se plenamente capaz de gerar o efeito do reinicio da contagem do prazo prescricional, que se verifica com cinco anos e urn dia de ausência de andamento do feito. Portanto, e ern se tratando de matéria suscetível ao conhecimento de oficio em qualquer instância, judicial ou administrativa, conheço da preliminar de prescrição e lhe dou provimento, declarando prescrita a ação de cobrança objeto do presente processo. Ainda em sede preliminar, há que se atentar para a ausência da identi fi cação da autoridade que expediu o auto de infração objeto do presente recurso, o que leva â necessária observação da Súmula de n° 1 desse Terceiro Conselho de Contribuintes, que, textualmente, deterniina: Súmula 3° CC n° 1 — É nula, por vicio formal, a notificação de lançamento que não contenha a identificação da autoridade que a expediu. Assim, em se tratando de matéria em que o conhecimento de oficio se impõe, entendo por bem em decretar a nulidade do lançamento tributário objeto do presente recurso ;,, vi' 7 Processo n° 11050.001497/96-66 Acórdão n.° 392-00.014 CC03/T92 Fls. 34 No mérito, a matéria remonta à legalidade do lançamento do crédito tributário, exercício 1995, em face do disposto no art. 150, I e III, 'a' e 'b' da Constituição Federal de 1988, ou seja, à. legalidade no lançamento de imposto territorial rural com base na Lei n° 8.847/94, que sucedeu à Medida Provisória n° 399, de 30.12.1993. cediço que a interpretação dada pelo Colendo Supremo Tribunal Federal têm se orientado no sentido de considerar licita a recepção de dispositivo constante de Medida Provisória por lei posterior, não se constituindo, em tese, tal evento na desobediência ao principio constitucional da anterioridade no estabelecimento dos tributos. Ocorre que, no caso especifico de que trata o presente recurso, a Medida Provisória n° 399, de 30.12.1993, foi publicada sem o acompanhamento do Anexo I, que continha as Tabelas imprescindíveis à incidência do tributo. Assim, ern 7.1.1994, foi reeditada a MP 399, agora corn o Anexo I e as respectivas tabelas contendo as aliquotas. De tal sorte que, na hipótese, a utilização da Medida Provisória 399, convertida, posteriormente, na Lei 8.847/94, está cobrando ITR em relação a fato gerador ocorrido no próprio exercício de 1994. Impossível se admitir a existência de 'lei' anterior com base na MP 399 publicada em 30.12.1993, porque ausente na publicação o Anexo I que trazia as tabelas, cujo conhecimento dos contribuintes era indispensável para determinação das aliquotas do tributo. A republicação da MP 399 é de ser considerada lei nova ante o disposto no art. 1", § 40 , LICC: "As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova". O Colendo Supremo Tribunal Federal, julgando matéria idêntica, sob rehitoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, decidiu pela ilegalidade da imposição do Imposto Territorial Rural nos moldes ora sob análise, tendo sido assim ementado aquele v. Acórdão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO 448.558-3 PARANÁ EMENTA: Recurso extraordinário. 2. Tributário. ITR. 3, A nova configuração do ITR disciplinada pela MP 399 somente se aperfeimou coin sua reedição de 07.01.94, a qual por meio de seu Anexo alterouas alíquotas do referido imposto. 4. A exige'ncia do ITR sob esta nova disciplina, antes de 01 de janeiro de 1995, viola o principio constitucional (la anterioridade tributária (Art. 150, III `b). 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 0 voto do eminente Ministro Relator é claro ao delimitar, assim, a matéria: "No presente caso discute-se se houve ou não violação ao principio cht anterioridade tributária ao se cobrar o ITR, C0177 base na MP n° 399, de 1993, convertida na Lei n° 8.847, de 28 de jcmeiro de 1994, referente agfato gerador ocorrido no exercício de 1994. Para tanto, deve-se analisar se houve instituição de imposto ou sua majoração. Portanto, cio se verificar que houve de fato instituição de nova configuração do imposto e que esta apenas se aperfeiçoou em 07 de janeiro de 1994, com a publicação, a titulo de "retificaçcio", do anexo c't MP 399, essenciais á caracterização e quantificação da aliquota c/a vi Processo n° 11050.001497/96-66 Acórdão n.° 392-00.014 CC03/T92 Fls. 35 exação pot- foro do mesmo diploma, conclui-se que a exigência do ITR sob esta nova modalidade, antes de I° de janeiro de 1995, por força ao art. 150, III, "b", da CF, viola o principio constitucional da anterioridade tributãria. Cabe ressaltar que o referido principio constitucional é uma garantia fundamental do contribuinte, não podendo ser suprimido nem mesmo por emenda constitucional, confOrme assentado por esta Corte no julgamento da ADI 939, Rel. Sydnei Sanches, DJ 10.03.94. Assim, nego provimento ao recurso". Por estas razões, voto no sentido do conhecimento e provimento da preliminar de prescrição da ação de cobrança fiscal, bem corno declarar a nulidade do lançamento do crédito tributário, a teor da Súmula n° 3 deste Terceiro Conselho de Contribuintes c, no mérito, julgo procedente o recurso, para detenninar o cancelamento do lançamento ora sob análise, por violação da norma constante do artigo 150, III, 'b' da Constituição Federal de 1988. E corno voto. Sala das Sessões, em 23 de setembro de 2008 FRANCISCO EDUARDO ORCIOLI P RES E ALBUQUERQUE PIZZOLANTE — Relator 9 Processo n° 11050.001497/96-66 Acórao n.° 392-00.014 cco3rr92 Fls. 36 Voto Vencedor Conselheira Maria de Fátima Oliveira Silva, Redatora Designada Trata o presente processo, da cobrança do Imposto Territorial Rural, exercício 1995, através de Notificação de Lançamento, que objetiva o pagamento do crédito tributário, lançado sobre o imóvel cadastrado junto â Receita Federal sob o n° 265878-6, de propriedade do ora recorrente no valor de RS 7.573,69 (sete mil, quinhentos e setenta e três reais e sessenta c nove centavos) Em referência ao voto do I. Conselheiro Relator, no que se refere a prescrição intercorrente, manifesto minha discordância pelas razões que passo a expor: 1. é sabido que a Lei n" 11.051, de 29 de dezembro de 2004 acrescentou o § 4" ao art. 40 da Lei 6.830, de 22 de setembro de 1980— Lei da Execução Fiscal, nestes termos: "Art. 40. - O juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair penhora e, nesses casos, não ocorrerá o prazo da prescrição. (grifos 17C-10 são do original) ç, - Suspenso o curso da execução, sera aberta vista clos autos ao representante judicial da Fazenda Pública. § 2 0 - Decorrido o prazo máximo de I (uni) ano, Se111 que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos autos. 3°- Encontrados que sejam, a qualquer tempo, o devedor ou os hens, serão desarquivados os autos para prosseguimento da execução. ,sçs 4"- Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver ocorrido o prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, poderá, de oficio, reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la de imediato. (incluido pela Lei n" 11.051, de 2004)". 2. por determinação expressa do citado art. 40, § 4' da Lei n" 6.830 supra, nos termos do EREsp 699.016-PE, os Ministros da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao analisar a matéria, decidiu que, antes de decidir pela prescrição, o magistrado deve intimar a Fazenda, oportunizando-lhe alegar qualquer fato impeditivo ou suspensivo prescrição. Sobre a matéria, importa anotar o teor da súmula n° 314, de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: "Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por 11177 ano, lindo o qual se inicia o prazo da prescrição , qüinqüenal intereorrente." 10 Processo n° 11050.001497/96-66 AcOrcliio n.° 392-00.014 CC03/T92 Fls. 37 Anote-se, também, sumula n° 11 e 7 do Primeiro e Segundo Conselho de Contribuintes, respectivamente, verbis: "Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal." Atente-se que a discordância ora manifestada refere-se exclusivamente â prescrição intercorrente, pelas razões expostas e por considerar que a presente matéria (execução fiscal) não é objeto do processo do qual ora se cuida. Pelo exposto, e por tudo o mais que do processo consta, mantenho a nulidade do lançamento do credito tributário, a teor da Súmula n° 01, da Segunda Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, rejeitando a prescrição intercorrente nos moldes como se apresenta, pois não assistida pela norma que rege à matéria presentemente questionada, tampouco abrigada pelo contraditório estabelecido, inda a teor das Sumulas 11 e 7 do E. Primeiro c Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, respectivamente, supra transcritas. Sala das Sessões, em 23 de setembro de 2008 MARIA DE FATI OLV IRA SILVA — Redatora Designada
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