Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4738198 #
Numero do processo: 11065.908256/2009-75
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.094
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201102

ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.

turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011

numero_processo_s : 11065.908256/2009-75

anomes_publicacao_s : 201102

conteudo_id_s : 4652855

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 3803-001.094

nome_arquivo_s : 380301094_11065908256200975_201102.pdf

ano_publicacao_s : 2011

nome_relator_s : ALEXANDRE KERN

nome_arquivo_pdf_s : 11065908256200975_4652855.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado

dt_sessao_tdt : Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011

id : 4738198

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:38 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811627020288

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1759; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE03  Fl. 65          1 64  S3­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11065.908256/2009­75  Recurso nº  1   Voluntário  Acórdão nº  3803­01.094  –  3ª Turma Especial   Sessão de  2 de fevereiro de 2011  Matéria  PEDIDO DE RESTITUIÇÃO ELETRÔNICO­ DECLARAÇÃO DE  COMPENSAÇÃO  Recorrente  CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002  INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.  Dada  a  existência  de  determinação  legal  expressa  em  sentido  contrário,  indefere­se  o  pedido  de  endereçamento  das  intimações  ao  escritório  do  procurador.  ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL  SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.  Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002  Ementa:  PEDIDO  DE  RESTITUIÇÃO.  INDÉBITOS.  DÉBITOS  CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.  O  deferimento  de  pedido  de  restituição  de  pagamento  indevido  de  débito  declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser  produzida,  mesmo  no  curso  do  contencioso  administrativo  fiscal,  até  o  momento processual da reclamação.  COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.  É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de  liquidez e certeza.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado      Fl. 70DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     2 Alexandre Kern – Presidente e relator  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Belchior  Melo  de  Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel  Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 –  fez  sustentação  oral.  Relatório  Centro  Clínico  Canoas  Ltda.  transmitiu,  em  16/06/2005,  o  Pedido  de  Ressarcimento  ou  Restituição  /  Declaração  de  Compensação  ­  PER/DCOMP  no  29239.69138.160605.1.3.04­2626,  visando  a  restituir­se  de  indébito  ocasionado  pelo  pagamento de no 1277369271 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente  com  débitos  de  Cofinsdo  período  de  apuração  de  jun/2002.  O  Despacho  Decisório  no  842598842, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi parcialmente  utilizado  para  a  quitação  de  débitos  do  contribuinte,  restando  saldo  disponível  inferior  ao  crédito  pretendido,  insuficiente  para  a  compensação  dos  débitos  informados  no  PER/Dcomp  para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.  Sobreveio Manifestação  de  Inconformidade,  fls.  2  a  6,  por meio  da  qual  o  requerente alega que:  a)  o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento  do  tributo.  Pagamento  este  comprovado  a  partir  da  guia  DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu  o pagamento;  b)  o documento  legitimador do crédito é a  respectiva DARF e  não a DCTF e/ou DIPJ;  c)   o  pagamento  indevido  decorreu  de  equívoco  constatado  na  apuração  do  valor  devido  a  título  de  Cofins,  período  de  apuração:  jun/2002, que não corresponde ao valor constante  da  DARF  de  pagamento.  Logo,  apenas  a  instituição  fazendária  é  capaz  de  autorizar  o  contribuinte  a  retificar  a  DCTF, com  isso,  restará explícito o direito creditório que a  empresa possui.  A DRJ/POA­2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o  direito creditório pleiteado. O Acórdão no 10­23.421, de 16 de dezembro de 2009, fls. 32 e 33,  teve emente vazada nos seguintes termos:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002  RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO ­ FALTA DE LIQUIDEZ  E CERTEZA ­ INDEFERIMENTO.  Nos  termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional,  essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos  para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação  do  contribuinte  comprovar  suas  alegações,  nos  termos  do  art.333, inciso II do Código de Processo Civil.  Fl. 71DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.908256/2009­75  Acórdão n.º 3803­01.094  S3­TE03  Fl. 66          3 Manifestação de Inconformidade  Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido  Cuida­se  agora  de  recurso  voluntário  contra  a  decisão  da  DRJ/POA­2a  Turma.  O  arrazoado  de  fls.  37  a  54,  em  sede  de  preliminar,  argui  a  nulidade  da  decisão  recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos  arts.  2°  e  50  da  Lei  no  9.784,  de  29  de  janeiro  de  1999.  No  mérito,  sinteticamente,  pede  reforma, alegando que:  a)  a  instituição  fazendária  tem o dever de  intimar a  recorrente  para  apresentar  os  documentos  contábeis  e  fiscais  para  comprovar  o  erro  ocasionado  no  preenchimento  da  DCTF,  sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade;  b)  conforme  entendimento  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  e  jurisprudência  pacificada  no  Superior  Tribunal  de  Justiça,  a  cópia  autenticada  do  DARF  é  suficiente  para  comprovação  do  recolhimento  indevido  de  tributo;  c)  o  pagamento  indevido  decorreu  do  equívoco  decorrente  da  apuração do valor devido a título de Cofins, na competência  de jun/2002;  d)  apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa  retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus  argumentos para que seja possível sanar o erro cometido.  Conclui,  pedindo  anulação  do  acórdão  ora  recorrido  e,  alternativa  e  sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a  existência do DARF legitimador do direito creditório.  Requer,  por  derradeiro,  sejam,  todas  as  intimações  e  comunicações  do  presente  procedimento  administrativo,  inclusive  para  fins  de  sustentação  oral,  realizadas  sempre em nome dos procuradores signatários.  É o Relatório.  Voto             Conselheiro Alexandre Kern, Relator  Presentes  os  pressupostos  recursais,  a  petição  de  fls.  32  e  33  merece  ser  conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ­POA­2ª Turma nº 10­23.421, de 16  de dezembro de 2009.  Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores  Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas  ao  presente  processo  sejam  enviadas  ao  endereço  do  patrono  da  causa,  indefira­se. Na  atual  fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o  Fl. 72DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 ­ PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela  Lei  nº  9.532,  de  10  de  dezembro  de  1997,  art.  67,  determina  que,  nesta modalidade,  sejam  endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a  solicitação  para  que  as  intimações  sejam  encaminhadas  ao  domicílio  dos  procuradores  da  sociedade.  Preliminar de nulidade da decisão recorrida  O  recorrente  infirma  a  decisão  de  piso  sob  o  argumento  de que  apresentou  novo  fundamento para o  indeferimento do pleito,  em  infração ao  art.  50  da Lei nº 9.784, de  1999.  O  argumento  recursal  é  o  de  que,  enquanto  o  Despacho  Decisório  no  842598842  considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do  DARF  teria  sido  utilizado  para  quitar  débito  do  contribuinte,  a  decisão  recorrida  julgou  improcedente  a manifestação  de  inconformidade  sob  o  fundamento  de  que  a  ora  recorrente  deveria  comprovar,  por  meio  de  documentos  contábeis  e  fiscais  que  houve  erro  no  preenchimento da DCTF.  A  argüição  de  nulidade  não  prosperará  simplesmente  porque  inexistiu  a  alegada inovação.  Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição  e para a não­homologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no  1277369271  na  extinção  de  débitos  do  próprio  contribuinte.  Tratando­se  de  julgamento  de  reclamação  formulada  pelo  requerente,  fundada  na  alegação  de  erro  no  preenchimento  da  Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa  SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgou­a improcedente porquanto  inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para  o indeferimento do pleito, vis­à­vis o motivo original, mas, tão­somente, de refutação expressa  de argumento brandido na reclamação.  Rejeito a preliminar.  Mérito – A comprovação do indébito  O  recorrente  está  prenhe  de  razão:  constatando  que  houve  equívoco  na  apuração  da  base  de  cálculo  de  um  tributo  ou  contribuição,  o  sujeito  passivo  tem  direito,  independentemente  de  prévio  protesto,  à  restituição  total  ou  parcial  do  tributo  no  caso  de  cobrança  ou  pagamento  espontâneo  de  tributo  indevido  ou maior  que  o  devido  em  face  da  legislação  tributária  aplicável,  ou  da  natureza  ou  circunstâncias  materiais  do  fato  gerador  efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo  recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.:  “Ementa:  ....  I. Demonstrado o pagamento  indevido de  tributo,  em  razão  de  erro–  depósito  judicial  feito  por  equívoco,  mas  convertido em renda da União – impõe­se a restituição (art. 165,  II, do CTN). ....” (TRF­1ª Região. AC 2000.01.00.095880­0/MA.  Rel.:  Des.  Federal  Olindo  Menezes.  3ª  Turma.  Decisão:  29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.)  “Ementa:  ....  É  clara  a  autorização  normativa  à  restituição  de  tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF­2ª  Região. AC 1999.02.01.035164­7/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo  Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.)  Fl. 73DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.908256/2009­75  Acórdão n.º 3803­01.094  S3­TE03  Fl. 67          5 “Ementa:  ....  III.  A  restituição  do  tributo  recolhido  indevidamente  encontra  arrimo  no  art.  165,  I,  do  CTN.  ....”  (TRF­5ª Região. AC 2002.05.00.017710­5/PE. Rel.: Des. Federal  Luiz  Alberto  Gurgel  de  Faria.  Decisão:  17/12/02.  DJ  de  16/04/03, p. 407.)  Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu opor­se a esse  direito.  O  recorrente,  no  entanto,  articula  argumento  falacioso,  ao  pugnar  por  seu  direito  à  restituição,  bradando que o mesmo  “..,  consoante  dispõe o  art.  165,  inc.  I  do CTN  decorre  da  ‘cobrança  ou  pagamento  espontâneo  de  tributo  indevido  ou  maior  que  o  devido  em  face da  legislação  tributária  aplicável,  ...",  e  não  dos  valores  declarados  pelo  contribuinte  em  DIPJ,  DCTF...”.  Se,  de  um  lado  é  certo  que  o  DARF  informado  no  PER/Dcomp nº 29239.69138.160605.1.3.04­2626 comprova um recolhimento, de outro, como  bem destacou  a  decisão  recorrida,  inexiste  nos  autos  qualquer prova  de  que  o  pagamento  nº  1277369271  seja  indevido.  Há  tão­somente  a  alegação  do  requerente,  ora  recorrente.  Nada  mais.  E,  em  sede  de  prova,  nada  alegar  e  alegar,  mas  não  provar  o  alegado  se  equivalem  (allegare  nihil  et  allegatum  non  probare  paria  sunt). A  esse  propósito,  reporto­me  à  Lei  nº  9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que  regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal:  o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente:  Art.  36.  Cabe  ao  interessado  a  prova  dos  fatos  que  tenha  alegado,  sem prejuízo  do  dever  atribuído  ao  órgão  competente  para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei.  No  mesmo  sentido  o  art.  330  da  Lei  no  5.869,  de  11  de  janeiro  de  1973  (CPC),  já  referido  pela  decisão  recorrida.  A  jurisprudência  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  também corrobora esse entendimento:  Allegare  nihil  et  allegatum  non  probare  paria  sunt  —  nada  alegar  e  não  provar  o  alegado,  são  coisas  iguais.(HABEAS  CORPUS Nº  1.171­0 — RJ,  R.  Sup.  Trib.  Just.,  Brasília,  a.  4,  (39): 211­276, novembro 1992, p. 217)  Alegar  e  não  provar  significa,  juridicamente,  não  dizer  nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 8­3 — PR, R. Sup. Trib.  Just., Brasília, a. 7, (66): 93­116, fevereiro 1995. 99)  RECURSO  ORDINÁRIO  EM MANDADO  DE  SEGURANÇA  –  APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL  DE  CONTAS  –  ATOS  ADMINISTRATIVOS  NÃO  COMPROVADOS  –  ART.  333,  INCISO  II,  DO  CPC  –  PAGAMENTO  DOS  PROVENTOS  DE  NOVEMBRO/96  E  DÉCIMO  TERCEIRO  SALÁRIO  DAQUELE  MESMO  ANO  –  IMPOSSIBILIDADE  –  SÚMULAS  269  E  271  DA  SUPREMA  CORTE  –  1.  O  ônus  da  prova  incumbe  ao  réu,  quanto  à  existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito  do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às  Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a  professora  havia  sido  notificada  da  suspensão  de  sua  aposentadoria.  2.  Não  cabe  em  mandado  de  segurança  para  cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e  Fl. 74DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ –  ROMS  9685  –  RS  –  6ª  T.  –  Rel. Min.  Fernando  Gonçalves  –  DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II   TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA  – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇA­PRÊMIO  – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL –  ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto  ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de  fato  impeditivo,  modificativo  ou  extintivo  do  direito  do  autor.  Cabe  ao  contribuinte  comprovar  a  ocorrência  de  retenção  na  fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias  e  à  Fazenda  Nacional  incumbe  a  prova  de  eventual  compensação  do  imposto  de  renda  retido  na  fonte  no  ajuste  anual  da  declaração  de  rendimentos.  Recurso  provido.  (STJ  –  REsp  229118  –  DF  –  1ª  T.  –  Rel.  Min.  Garcia  Vieira  –  DJU  07.02.2000 – p. 132)  PROCESSO  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO  –  EXECUÇÃO  FISCAL  –  EMBARGOS  DO  DEVEDOR  –  NOTIFICAÇÃO  DO  LANÇAMENTO  –  IMPRESCINDIBILIDADE  –  ÔNUS  DA  PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte  do  imposto devido. 2.  Incumbe ao embargado,  réu no processo  incidente  de  embargos  à  execução,  a  prova  do  fato  impeditivo,  modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II).  3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 –  (1999/0099660­7)  –  SP  –  2ª  T.  –  Rel. Min.  Francisco  Peçanha  Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147)  TRIBUTÁRIO  E  PROCESSUAL  CIVIL  –  IRPF  –  REPETIÇÃO  DE  INDÉBITO  –  VERBAS  INDENIZATÓRIAS  –  RETENÇÃO  NA  FONTE  –  ÔNUS  DA  PROVA  –  VIOLAÇÃO  DE  LEI  FEDERAL  CONFIGURADA  –  DIVERGÊNCIA  JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ  ­ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção  do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do  seu direito; ao  réu competia a prova de  eventual  compensação  na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto  de  renda  retido  na  fonte,  fato  extintivo,  impeditivo  ou  modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ  –  Recurso  especial  conhecido  pela  letra  a  e  provido.  (STJ  –  RESP  232729  –  DF  –  2ª  T.  –  Rel.  Min.  Francisco  Peçanha  Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294)  Ao  contrário,  em  face  da  legislação  tributária  aplicável,  milita  contra  a  alegação  do  requerente  a  presunção  de  que  o  pagamento  nº  1277369271  não  lhe  confere  qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF.  O  recorrente  poderia  objetar  que,  dada  sistemática  declaratória  atual  do  procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado  do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente,  retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF  no  482, de 21 de dezembro de 2004,  então vigente,  e o próprio processamento  eletrônico do  PER/Dcomp nº 29239.69138.160605.1.3.04­2626 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo  para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa  do  procedimento  administrativo  fiscal,  que  ora  se  desenrola,  quando  já  não  mais  teria  Fl. 75DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.908256/2009­75  Acórdão n.º 3803­01.094  S3­TE03  Fl. 68          7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a  prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do  art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de  dezembro  de  2008.  O  recorrente,  contudo,  não  se  dignou  a  fazê­lo,  talvez  esperando  que  a  autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o  requerente  justamente  com  a  usual  dilação  temporal  do  processo  administrativo  com  o  propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como  permite  supor  a  sua  insistência  nos  requerimentos  de  suspensão  da  exigibilidade  do  débito  oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da  edição da Medida Provisória no 66, de 2002.  Seja  como  for,  tranqüilize­se  o  contribuinte.  Caso  realmente  disponha  do  direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932,  tem  cinco  anos,  contados  da  data  do  pagamento  indevido  –  desde  que  devidamente  comprovada essa circunstância – para buscar seu direito.  Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art.  50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto.  Conclusão  Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso.  Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011  Alexandre Kern                                                              1 Súmula CARF No. 33  A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de  ofício.  Fl. 76DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     8       Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara    TERMO DE ENCAMINHAMENTO      Processo nº:   11065908256200975  Interessada:  CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA.        Encaminhem­se, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência  à interessada do teor do Acórdão no 3803­01.094, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial  da 3a. Seção e demais providências.  Brasília ­ DF, em 2 de fevereiro de 2011.   [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente                              Fl. 77DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN

score : 1.0
4666599 #
Numero do processo: 10711.005805/92-13
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2001
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO AÇÃO ORDINÁRIA N° 2000.51.01.11537-5. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA CONCEDIDA PELO JUÍZO DA 8ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL/RJ. Havendo decisão judicial, por força de ação impetrada pela recorrente, desistindo esta, portanto, da via administrativa, não há porque haver julgamento na esfera administrativa. NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE
Numero da decisão: 303-29.636
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, tendo em vista a opção do contribuinte pela via judicial, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: CARLOS FERNANDO FIGUEIRÊDO BARROS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200104

ementa_s : RECURSO VOLUNTÁRIO AÇÃO ORDINÁRIA N° 2000.51.01.11537-5. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA CONCEDIDA PELO JUÍZO DA 8ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL/RJ. Havendo decisão judicial, por força de ação impetrada pela recorrente, desistindo esta, portanto, da via administrativa, não há porque haver julgamento na esfera administrativa. NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2001

numero_processo_s : 10711.005805/92-13

anomes_publicacao_s : 200104

conteudo_id_s : 4402652

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 303-29.636

nome_arquivo_s : 30329636_118351_107110058059213_010.PDF

ano_publicacao_s : 2001

nome_relator_s : CARLOS FERNANDO FIGUEIRÊDO BARROS

nome_arquivo_pdf_s : 107110058059213_4402652.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, tendo em vista a opção do contribuinte pela via judicial, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2001

id : 4666599

ano_sessao_s : 2001

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:35 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811635408896

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T17:40:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T17:40:43Z; Last-Modified: 2009-08-10T17:40:45Z; dcterms:modified: 2009-08-10T17:40:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T17:40:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T17:40:45Z; meta:save-date: 2009-08-10T17:40:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T17:40:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T17:40:43Z; created: 2009-08-10T17:40:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-08-10T17:40:43Z; pdf:charsPerPage: 1309; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T17:40:43Z | Conteúdo => • • ...ir , l'rYk; MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10711.005805/92-13 SESSÃO DE : 17 de abril de 2001 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 RECURSO 1\1' : 118.351 RECORRENTE : HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA. RECORRIDA : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ RECURSO VOLUNTÁRIO AÇÃO ORDINÁRIA N° 2000.51.01.11537-5. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA CONCEDIDA PELO JUIZO DA 8' VARA DA JUSTIÇA FEDERAL/RJ. Havendo decisão judicial, por força de ação impetrada pela recorrente, desistindo esta, portanto, da via administrativa, não há porque haver julgamento na esfera administrativa. NÃO CONHECIDO POR UNANIMIDADE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário, tendo em vista a opção do contribuinte pela via judicial, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 17 de abril de 2001 P JOÃ ANDA COSTA P res . ente LIO 1 7 /BR 20C2 CARLOS FERNAN • F UEIREDO BARROS Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS, NILTON LUIZ BARTOLI e MARIA EUNICE BORJA GONDIM TEIXEIRA (Suplente). Ausente a Conselheira ANELISE DAUDT PRIETO. alljeW Ats/1 • MINITÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 . ACÓRDÃO N° : 303-29.636 , RECORRENTE : HERGA INDÚSTRIAS QUÍMICAS LTDA. RECORRIDA : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ RELATOR(A) : CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS , RELATÓRIO , A recorrente, mediante as Declarações de Importação n.°s 008.520/91 (fls. 5/8) e 013.227/91 (fls. 16/19), bem como ao amparo das Guias de Importação n.°s 1-90/37610-2 (fl. 9) e 1-91/020261-1 (fl. 21), submeteu a despacho aduaneiro as mercadorias descritas como: II FATTY AMINE ADOGEN 343 — AMINA GRAXA TERCIÁRIA e FATTY AMINE AMINA 6343 — AMINA GRAXA TERCIÁRIA classificando-as no código 2921.19.9900 (alíquotas: II = 20% e IPI Vinculado = O %). Realizada análise em amostra dos produtos, os laudos do LABANA n.°s 2.907/91 (fl. 12) e 4.371/91 (fl. 22), concluiram que: ti. I= a) Laudo n.° 2.907/91: trata-se de uma mistura de aminas graxas Terciárias, derivadas de gordura animal (sebo), produto de constituição química não definida; b) Laudo n.° 4.371/91: trata-se de um produto sem constituição O química definida (uma mistura de aminas graxas). Com base na análise acima, a fiscalização aduaneira, em ato de revisão aduaneira, desconsiderou a classificação adotada pelo importador, reenquadrando os produtos no código TAB 3823.90.9999, com aliquotas de 60 % (sessenta por cento) para o I.I. e de 10 % (dez por cento) para o I.P.I. vinculado, sendo lavrado o Auto de Infração n.° 175/92 (fls. 1/3) para exigir-se da autuada as diferenças do II. e as parcelas do I.P.I. vinculado apuradas, bem como as multas do I.I. (multa do art. 524 do Regulamento Aduaneiro — R.A., aprovado pelo Decreto n.° 91.030/85, relativa à D.I. n.° 8.520/91 e a multa de 100 % prevista na Lei n.° 8.218/91 — relativa à D.I. n.° 013.227/91), do I.P.I. vinculado (multa do art. 364, II, do Regulamento do Imposto Sobre Produtos Industrializados — RIPI, aprovado pelo Decreto n.° 87.981/82) e a multa do art. 526, II, do R.A., além dos encargos legais cabíveis. ' • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCE/RA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 Regularmente intimada (fls. 25/26), a recorrente, tempestiva e legalmente, apresentou as suas razões de defesa, conforme consta das fls. 27 a 41 dos autos. À vista das ponderações técnicas apresentadas pela autuada, o fiscal autuante, encarregado de apreciar a impugnação, propôs o encaminhamento dos autos ao LABANA para que este se pronunciasse a respeito. O LABANA, atendendo a solicitação do fisco, apresentou a Informação Técnica n.° 147/92, fls. 45/48, onde faz considerações mais detalhadas sobre o produto, resumindo no final desta forma: 44 . . . Resumindo, o produto analisado, consiste em uma complexa mistura, cuja composição é aproximadamente conhecida. Isto significa que estão presentes, predominantemente, as aminas graxas (quadro item "d", anterior) citadas e outros não determinados. É bastante evidente que não é possível considerar um produto deste gênero como isolado, de constituição química definida." Tendo em vista a Informação Técnica n.° 147/92, o agente autuante não colheu as razões de defesa da recorrente, mantendo integralmente o Auto de Infração Lavrado. A fim de evitar possível alegação de cerceamento do direito de defesa, a Alfândega do Porto do Rio de Janeiro deferiu, fl. 58, com base no art. 17 do Decreto n.° 70.235/72, o pedido de perícia técnica formulado pela recorrente e enviou Ofício, fl. 57, ao Instituto Nacional de Tecnologia — INT, instruído com os dados técnicos e quesitos apresentados pela empresa, bem como com os quesitos por ela formulados. Após o exame das contraprovas dos produtos em causa, o INT apresentou o Relatório Técnico n.° 100.255, fls. 62/71, esclarecendo, em síntese, tratar-se a mercadoria de "compostos de constituição química definida", mesmo com a presença de diversas aminas graxas. Considerando que as conclusões apresentadas pelo LABANA e pelo INT divergiram quanto ao ponto crucial da questão, qual seja, serem ou não os produtos defíveis como compostos de constituição química definida, apresentados 3 • • MINI4STÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 isoladamente, a Repartição Fazendária autuante expediu Ofício, fls. 78/81, ao Presidente do Conselho Regional de Química para que este se pronunciasse a respeito da divergência entre o LABANA e o INT. Em resposta, o Conselho Regional de Química, fls. 83/84, assim se pronunciou: a) o produto Fatty Amine Adogen 343 é constituído por uma mistura de aminas terciárias obtidas pela hidrogenação catalítica de nitrilas graxas provenientes dos ácidos graxos encontrados naturalmente no sebo (60 % de ácido esteárico, 30% de ácido palmítico, 4% de ácido mirístico e outros em proporções menores), com fórmula molecular geral (R-CH 2)2—NH, onde R varia fundamentalmente entre C 13 e Cr; b) os resultados analíticos apresentados tanto pelo LABOR como pelo INT são convergentes e confirmam in totum caracterização do produto constante do item anterior; ;Vrr C) o LABOR sustenta de forma correta a sua interpretação do conceito de composto de constituição química definida, consoante o que dispõe tanto as notas legais do Capítulo 29 da TAB, como as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado. Já o mesmo não se poderia dizer das considerações produzidas pelo INT, onde se observa omissões conceituais, cuja importância no deslinde do litígio não poderiam faltar; e (g.n.) d) a singularidade que caracteriza um composto de constituição química definida proveniente de um conjunto fundamental de propriedades físico-químicas (peso molecular certo, estrutura única, ponto de fusão e ebulição característicos etc.), não é atribuível aos produtos em causa. Às fls. 91/101, consta o julgamento de primeiro grau que considerou o lançamento fiscal procedente em parte, eximindo a autuada das multas do art. 524 (DI n.° 8.520/91), 526, II, do R.A., e da multa do art. 4, I, da Lei n.° 8.218/91 (DI n.° 13.227/91). Inconformada com a decisão de primeira instância, a autuada apelou a este Conselho, tempestiva e legalmente, conforme recurso voluntário de fls. 106/111, insurgindo-se contra os conceitos emitidos pelo LABANA e produzindo diversas ponderações de caráter técnico para justificar que os produtos 4 . ' MINNTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA , , RECURSO N° : 118.351, ACÓRDÃO N° : 303-29.636 sob questão enquadram-se no Capítulo 29 por se tratarem de "compostos orgânicos de constituição química definida". , , Consta do recurso um pleito da interessada para que a contradição entre o LABANA e o INT seja deslindada mediante novo exame laboratorial, com contraprova do material importado, a ser efetuado por órgão técnico de igual respeitabilidade. , A recorrente, no final do seu R.V. ataca a manutenção da exigência da multa prevista no art. 364, II, do RIPI, alegando que salta aos olhos que tal dispositivo não é o apropriado para punir o fato tido como delituoso, sendo que a infração punível seria a classificação equivocada de mercadoria. 111, Apresentando suas contra-razões, fls. 114/115, a Procuradoria da Fazenda Nacional do Estado do Rio de Janeiro, requereu a manutenção da decisão de primeira instância que julgou procedente em parte o lançamento. ' Em Sessão de 18 de março de 1997, a Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, e consoante o 1 relatório e voto do Relator, resolveu converter o julgamento em diligência ao Instituto de Química da Universidade de São Paulo, no sentido de que fosse realizado um Laudo Técnico de desempate, à vista da contraprova existente no LABANA, de forma a responder aos seguintes quesitos: a) Os produtos sob exame se identificam com a descrição contida -.. nas Guias de Importação, como sendo FATTY AMINE ADOGEN 343 — Amina Graxa Terciária? IPb) São produtos químicos orgânicos e de que substâncias são os mesmos constituídos? c) Ambos são considerados mistura? De que é constituída? Qual o processo utilizado para se chegar à sua composição atual? Qual o grau de impureza encontrado nos mesmos? d) Ambos são de uma composição conhecida e formada por diversos componentes? Qual a denominação técnica de cada , i componente e a que agrupamento/função química pertence? e) Qual a propriedade ou função que cada componente confere a cada um dos produtos? 4) r, MINI§TÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 O Qual a função e a aplicação de cada produto? Se específica ou geral? Caso possuam mais de uma, qual a função/aplicação principal ou predominante? g) Os produtos contém impurezas provenientes das matérias iniciais, ou residuais de reagentes utilizados no processo de fabricação? h) Os produtos contém alguma substância adicionada ou deixada por motivos de segurança, por necessidade de transporte, ou indispensável à sua conservação? • i) A presença de substância, conforme o quesito 'g", tem a finalidade de conferir aos produtos alguma característica especial, ou torná-lo apto ao uso específico? Explicar. j) Fornecer outras informações que induzam a discernir a verdadeira natureza do material. A Terceira Câmara decidiu, ainda, que a Repartição Fiscal de origem intimasse tanto a autuada quanto o autuante a formularem os seus quesitos necessários ao deslinde do litígio. Intimada, a empresa formulou os seguintes quesitos (fl. 144): a) O produto sob exame pode ser classificado como um composto orgânico de função amina? b) Este produto pode ser classificado como um composto de constituição química definida nos termos do conceito fixado na Nota 1 do capítulo 29 da TAB "Um composto de constituição química definida, apresentado isoladamente é um composto químico distinto, de estrutura conhecida, que não contém outra substância deliberadamente adicionada durante ou após a fabricação (incluída purificação)"? Instado pela repartição de origem a sugerir quesitos, o LABANA ofereceu os seguintes quesitos (fl. 147): a) O que é um composto orgânico de constituição química definida apresentado isoladamente? ah • 6 MINN-FERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 b) Qual a definição de impureza? c) Um componente com teor elevado em determinada composição pode ser considerado como impureza? CH3 d) Um produto com fórmula geral R — N — R, onde R constitui variados radicais alquil (estearil, miristil, palmitil, etc.) pode ser considerado um composto orgânico isolado? • e) Um produto cujo resultado de análise por cromatografia em fase gasosa revelou a presença de aminas graxas dos ácidos mirísticos, palmítico e esteárico pode ser considerado um composto orgânico isolado? A recorrente foi intimada, fls. 158, 161 e 168, a comparecer ao LABANA para presenciar a abertura da amostra contraprova, não se apresentando até a presente data. A Alfândega do Porto do Rio de Janeiro, foi informada pelo MEMO/DISIT/SRRF/7'RF n.° 379/00, de 31/07/2000, da antecipação da tutela concedida pelo Juízo da 8' Vara Federal nos autos da Ação Ordinária n." 2000.51.01.11537-5, ajuizada pela recorrente contra a União Federal, determinando a suspensão da exigibilidade dos créditos relativos aos processos administrativos relacionados na exordial (relação de fls. 171/172), inclusive este, e, ainda, para que se abstenha de: impor penalidades à Autora, executá-la judicialmente, inscrevê-la no 110 CADIN, negar-lhe a inscrição no CNPJ, ou indeferir certidões negativas, quando requeridas, em razão dos referidos créditos tributários, até decisão final da lide. ;1;11 É o relatório. 41111,r aeP 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 VOTO Infere-se dos autos que o litígio se instaurou, a partir da lavratura do Auto de Infração (fls. 1/3), exigindo-se um crédito tributário decorrente da constatação, mediante Laudos Técnicos do LABANA, fls. 12 e 22, de que o produto importado e declarado nas D.I.s n.'s 008520/91 e 013227/91, não seria enquadrável no código tarifário 2921.19.9900 (alíquotas: II = 20% e I.P.I. Vinculado = 0%), mas sim no código 3823.90.9999 (alíquotas: II = 60% e I.P.I. Vinculado = 10%). 11( O LABANA, ao ser solicitado, emitiu Informação Técnica, fl. 45, complementando o laudo elaborado e confirmando as informações prestadas no mesmo. A Repartição Fiscal, atendendo solicitação da recorrente, solicitou ao Instituto Nacional de Tecnologia Laudo Técnico, o qual apresentou Relatório Técnico, fls. 61/71, cujo resultado diverge daquele contido no Laudo Técnico do LABANA. A DRJ-Rio de Janeiro, por meio da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro, por entender que não estavam presentes nos autos todos os elementos necessários a formar convicção acerca da matéria, decidiu recorrer ao Conselho Regional de Química, solicitando esclarecimentos técnicos que pudessem contribuir na elucidação do deslinde. Em resposta, o Conselho Regional de Química apresentou Ofício, fls. 83/84, onde, em síntese, concorda com a posição do LABANA. Posteriormente, os autos foram encaminhados ao 3" CC, por força de recurso interposto pelo contribuinte. A Terceira Câmara do CC, decidiu baixar o processo em diligência para que fosse emitido, pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo, laudo técnico de desempate. Notificada várias vezes (fls. 151, 161 e 168), a recorrente não compareceu para acompanhar a retirada de amostra para que a USP realizasse o seu trabalho, uma vez que optou pela via judicial para resolver a lide, desistindo da esfera administrativa. Isto posto, e considerando que, com a lavratura do correspondente Auto de Infração está salvaguardado o direito da Fazenda Nacional, entendemos que Ire•- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.351 ACÓRDÃO N° : 303-29.636 o processo está esgotado na esfera administrativa, restando, tão-somente, aguardar a decisão judicial para proceder à cobrança, se for o caso, do crédito tributário. Por esses motivos, VOTO NO SENTIDO DE NÃO CONHECER DO RECURSO VOLUNTÁRIO, devendo o presente processo retornar à repartição de origem para aguardar a decisão definitiva da justiça e, em consequência, adotar as medidas pertinentes. Sala das Sessões, em 17 de abril de 2001 • 4 a.- CARLOS FERNANDO .7 i IREDO BARROS - Relator 410 9 .0 • jp. .; 'MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ge¥40, TERCEIRA CÂMARA - - Processo n.°: 10711.005805/92-13 Recurso n.°. 118.351 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador, Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do ACORDÃO N° 303.29.636 Atenciosamente 101 Brasília-DF, 16 DE ABRIL 2002 Joãt •landa Costa Pr; idente da Terceira Câmara Ciente em: .) . 1-{ -VDD z e (\IA/G ec,,,INJO PF4- 1 ' Go,5 36-cofuou,--- 04 F42, _ MAC vo Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009000.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1 _0009200.PDF Page 1 _0009300.PDF Page 1 _0009400.PDF Page 1 _0009500.PDF Page 1 _0009600.PDF Page 1 _0009700.PDF Page 1

score : 1.0
9538151 #
Numero do processo: 13710.003569/2004-02
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1997 IRPF. MATÉRIA NÃO QUESTIONADA NA FASE IMPUGNATORIA. PRECLUSÃO Não havendo, na fase impugnatória, questionamento sobre as argumentações da Delegacia de Origem, acha-se a matéria preclusa na fase recursal. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2802-000.262
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso pela perda de seu objeto, nos termos do voto do Relator
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: CARLOS NOGUEIRA NICÁCIO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)

dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201004

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1997 IRPF. MATÉRIA NÃO QUESTIONADA NA FASE IMPUGNATORIA. PRECLUSÃO Não havendo, na fase impugnatória, questionamento sobre as argumentações da Delegacia de Origem, acha-se a matéria preclusa na fase recursal. Recurso não conhecido.

numero_processo_s : 13710.003569/2004-02

conteudo_id_s : 6681636

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 11 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2802-000.262

nome_arquivo_s : Decisao_13710003569200402.pdf

nome_relator_s : CARLOS NOGUEIRA NICÁCIO

nome_arquivo_pdf_s : 13710003569200402_6681636.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso pela perda de seu objeto, nos termos do voto do Relator

dt_sessao_tdt : Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010

id : 9538151

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:50 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811670011904

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-15T10:34:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-15T10:34:13Z; Last-Modified: 2010-12-15T10:34:13Z; dcterms:modified: 2010-12-15T10:34:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:95e5ec95-a6f4-475e-8dc9-812dea1dd5df; Last-Save-Date: 2010-12-15T10:34:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-15T10:34:13Z; meta:save-date: 2010-12-15T10:34:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-15T10:34:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-15T10:34:13Z; created: 2010-12-15T10:34:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2010-12-15T10:34:13Z; pdf:charsPerPage: 1255; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-15T10:34:13Z | Conteúdo => S2- E E02 F I I MINISTÉRIO DA FAZENDA• ni•f CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13710.003569/2004-02 Recurso n° 155.556 Voluntário Acórdão n" 2802-00.262 — 2" Turma Especial Sessão de 13 de abril de 2010 Matéria IRPF Ex(s).: 1997 Recorrente VICTOR COELHO LEAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FiSICA IRPF Exercício: 1997 IRPF. MATÉRIA NÃO QUESTIONADA NA FASE IMPUGNATORIA. PRECLUSÃO Não havendo, na fase impugnatória, questionamento sobre as argumentações da Delegacia de Origem, acha-se a matéria preclusa na fase recursal. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso pela perda de seu objeto, nos termos do voto do Relator. Carlos Nogueira Nicácio- Presidente em exercício e Relator EDITADO EM: 2 O AG() 2019 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Eriehsen, Lúcia Reiko Sakae, Odmir Fernandes (Suplente convocado), José Evande Carvalho Araujo (Suplente convocado) e Carlos Nogueira Nicacio (Presidente em exercício). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Sidney Ferro Barros e Valéria Pestana Marques (Presidente), - Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro — RJ. Em 19/11/2004, ingressou o recorrente com Pedido de Repetição de Indébito de valores indevidamente retidos na fonte sobre indenização recebida em decorrência de adesão a Plano de Desligamento Voluntário promovido pelo Banco do Brasil no ano-calendário de 1996. A Delegacia da Receita Federal conheceu do pedido e exarou despacho decisório indeferindo o pleito do Recorrente sob o argumento de que estava extinto o direito do Recorrente de pleitear a restituição, urna vez que já havia transcorrido o prazo de cinco anos previsto nos artigos 165 e 168 da Lei n' 5.172/66 (Código Tributário Nacional). Com relação ao mérito, entendeu a delegacia que as verbas auferidas pelo Recorrente foram provenientes de resgate de previdência privada e não de Programa de Desligamento Voluntário. Devidamente cientificado da decisão, o Recorrente apresentou Manifestação de Inconfbrrnidade, alegando, em síntese, que com base no §4', do artigo 150, do Código Tributário Nacional, o direito à restituição de valores de imposto de renda retidos indevidamente decai após cinco anos a contar da extinção do crédito tributário. Tendo em vista que para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação a extinção do crédito tributário ocorre após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, o Recorrente teria cinco anos a contar de 2001 para pleitear a repetição do indébito. Urna vez que o pedido de repetição do indébito foi apresentado em 2001, deve ser afastada a decadência, O Recorrente não se manifestou acerca do entendimento da Delegacia de origem sobre o mérito da questão. O acórdão da Delegacia de Julgamento, por unanimidade de votos, indeferiu o pedido, sob o argumento de que ao solicitar a restituição dos valores em 19/11/2004, já havia transcorrido mais de cinco anos da data da extinção do crédito tributário, tendo decaído o direito do Recorrente requerer a restituição do imposto indevidamente retido. Dada a decisão da Delegacia de Julgamento houve a interposição de Recurso Voluntário através do qual o Recorrente pleiteia provimento para seu pedido repetindo a alegação de que o prazo prescricional do direito à restituição do imposto começa a fluir após o decurso de cinco anos, contados da data do pagamento ou recolhimento indevido, somados de mais cinco anos contados da data em que houve a declaração de inconstitucionalidade pelo STF da lei em que fundamentou o gravame. Novamente o Recorrente não faz qualquer menção acerca do mérito da questão em seu Recurso Voluntário, É o relatório. N.,..,/---Ï 2 • Processo n" 13710 003569/2004-02 S2-TE02 Acórdão n." 2802-00262 Fl Voto Conselheiro Carlos Nogueira Nicácio, Relator Conforme análise dos autos, verifica-se que o Recorrente não questiona em sua Manifestação de Inconformidade a , alegação da Delegacia de Origem acerca da desqualificação das verbas recebidas corno provenientes de Programa de Desligamento Voluntário, Desta feita, uma vez que a Delegacia de Origem apreciou o mérito da questão, declarando que as verbas auferidas pelo Recorrente são provenientes de resgate de previdência privada e não de Programa de Desligamento Voluntário, caberia ao Recorrente em sua Manifestação de Inconformidade trazer documentos ou argumentos que comprovassem a sua adesão ao Plano de Desligamento Voluntário. Urna vez que o Recorrente não enfrentou em sede de Manifestação de Inconformidade, bem como de Recurso Voluntário o conteúdo da decisão da Delegacia de Origem, forçoso concluir pela preclusão da matéria trazida na peça recursal. Pelo exposto, não conheço do Recurso Voluntário interposto tendo em vista a perda de seu objeto. 4z, Carlos Nogueira Nicácio • 3

score : 1.0
9544680 #
Numero do processo: 11030.001766/2004-11
Data da sessão: Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001, 2002 IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA CONCOMITANTE. A aplicação concomitante da multa isolada pelo não recolhimento do imposto de renda mensal a título de antecipação, e da multa de ofício prevista no inciso I, do artigo 44, da Lei n° 9.430/96, decorrente do lançamento suplementar de imposto de renda, não é legítima. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.361
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para tão somente afastar a multa de oficio exigida isoladamente em razão do não recolhimento do imposto de renda mensal, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: CARLOS NOGUEIRA NICÁCIO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)

dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201006

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001, 2002 IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA CONCOMITANTE. A aplicação concomitante da multa isolada pelo não recolhimento do imposto de renda mensal a título de antecipação, e da multa de ofício prevista no inciso I, do artigo 44, da Lei n° 9.430/96, decorrente do lançamento suplementar de imposto de renda, não é legítima. Recurso provido.

numero_processo_s : 11030.001766/2004-11

conteudo_id_s : 6685417

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 18 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2802-000.361

nome_arquivo_s : Decisao_11030001766200411.pdf

nome_relator_s : CARLOS NOGUEIRA NICÁCIO

nome_arquivo_pdf_s : 11030001766200411_6685417.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para tão somente afastar a multa de oficio exigida isoladamente em razão do não recolhimento do imposto de renda mensal, nos termos do voto do Relator.

dt_sessao_tdt : Wed Jun 16 00:00:00 UTC 2010

id : 9544680

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:54 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811672109056

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-11-18T19:02:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-11-18T19:02:09Z; Last-Modified: 2010-11-18T19:02:09Z; dcterms:modified: 2010-11-18T19:02:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:dc343c55-8283-439c-93ee-3f4403bc03ca; Last-Save-Date: 2010-11-18T19:02:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-11-18T19:02:09Z; meta:save-date: 2010-11-18T19:02:09Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-11-18T19:02:09Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-11-18T19:02:09Z; created: 2010-11-18T19:02:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-11-18T19:02:09Z; pdf:charsPerPage: 1389; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-11-18T19:02:09Z | Conteúdo => S2 E.02 Fl 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11030.001766/2004-11 Recurso n" 154.798 Voluntário Acórdão n" 2802-00.361 — 2" Turma Especial Sessão de 16 de junho de 2010 Matéria IRPF Ex(s).: 2001 e 2002 Recorrente JOÃO NELSON FAUTH. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001, 2002 IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA CONCOMITANTE. A aplicação concomitante da multa isolada pelo não recolhimento do imposto de renda mensal a título de antecipação, e da multa de ofício prevista no inciso I, do artigo 44, da Lei n° 9.430/96, decorrente do lançamento suplementar de imposto de renda, não é legítima. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para tão somente afastar a multa de oficio exigida isoladamente em razão do não recolhimento do imposto de renda mensal, nos termos do voto do Relator. aSL Valéria Pestana Marques - Presidente I Carlos Nogueira Nicácia Relator Participaram do present:e julgamento, os Conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli-Erichsen, Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente). EDITADO EM:E,D1TADO EM: • Z ""( sET Processo n" 1 I 030 00 I 766/2004-11 S2-TE02 Ai:à dão n." 2802-00..361 Fl 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria/RS. Em procedimento de verificação do cumprimento de obrigações acessórias, foi lavrado Auto de Infração em face do Recorrente por terem sido apuradas as seguintes infrações: a) Omissão de rendimentos de alugueis recebidos de pessoa jurídica, conforme informação prestada pela imobiliária Ariotti Ltda; b) Omissão de rendimentos recebidos de pessoas fisicas, decorrentes de trabalho sem vinculo empregatício; c) Omissão de rendimentos de alugueis recebidos de pessoas físicas, conforme informação prestada pela Imobiliária Ariotti Ltda.; d) Não recolhimento do imposto de renda mensal incidente sobre Os valores de rendimentos recebidos de pessoas físicas, omitidos quando do preparo das Declarações de Ajuste Anual dos anos-calendário 2000 e 2001. Em sede de impugnação, o Recorrente limitou-se a contestar a aplicação da multa isolada de 75% pelo não recolhimento do imposto de renda mensal, uma vez que tal multa isolada foi exigida concomitantemente com a multa de oficio incidente sobre o valor de imposto de renda suplementar apurado em decorrência da omissão de rendimentos auferidos de pessoa física. O acórdão da Delegacia de Julgamento, por unanimidade de votos, declarou o lançamento fiscal parcialmente procedente, na medida em que declarou ser a multa isolada penalidade relativa ao descumprimento da obrigação legal de realizar a antecipação mensal do imposto de renda, enquanto a multa de oficio é penalidade relativa ao imposto suplementar apurado em sede de fiscalização, não havendo coincidência entre as mesmas. Adicionalmente, o acórdão reduziu a aliquota da multa isolada aplicada para 50%, em observância ao princípio da retroatividade benéfica em matéria fiscal. Dada a decisão da Delegacia, houve a interposição de Recurso Voluntário, reiterando-se os argumentos apresentados na fase impugnatória acerca da impossibilidade da cobrança da multa isolada pelo não recolhimento do imposto de renda mensal coneomitantemente à aplicação da multa de oficio incidente sobre o imposto suplementar. apurado no lançamento, ante a identidade da base de cálculo entre as penalidades \_.nÉ o relatóriar(n, 3 4 Voto Conselheiro Carlos Nogueira Nicácio, Relator O Recurso é tempestivo e preenche as formalidades legais, por isso, dele conheço. A matéria ora em litígio limita-se ao questionamento da viabilidade da aplicação da multa isolada pelo não recolhimento do imposto de renda devido em bases mensais, concomitantemente com a cobrança da multa de oficio incidente em razão da apuração de imposto de renda suplementar em sede de auto de infração. No presente caso, ambas as multas aplicadas têm como base de cálculo o valor do imposto de renda suplementar apurado em sede de lançamento, em razão da omissão de rendimentos recebidos de pessoa física no curso dos anos-calendário 2000 e 2001 O artigo 44, da Lei n° 9,430, de 27 de dezembro de 1996, conforme redação vigente à época dos fatos, assim determinava: Art, 44, Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte: II — de cento e cinquenta por cento,nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71,72 e 73 da Lei n 4,502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis, §1 - As multas de que trata este artigo serão exigidas: I — juntamente com o tributo ou contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; II — isoladamente, quando o tributo ou contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III — isoladamente, no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto (camê-leão) na forma do art. 8 da Lei n 7313, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de fazê-lo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste. (Ornissis) Partindo-se da premissa de que a uma mesma conduta ilícita não pode ser atribuída mais de uma penalidade sob pena de bis in idem, forçoso concluir que as multas previstas nos incisos 1 a 111, do parágrafo 1 , do artigo 44, da Lei n 9.430/96 não poderiam ser aplicadas concomitantemente. Desta feita, não seria permitido à Autoridade, em uni mesmo exercício, exigir a multa aplicável pela ausência de recolhimento do imposto de renda mensal, concomitantemente com a multa de oficio pela redução indevida, total ou parcial, do imposto de renda devido ao final do ano-calendário, apurado em sede de Declaração de Ajuste Anual, IN_ Processo ri" 11030 001766/2004-11 S2-TE02 Acóalão ri" 2802-00,361 Fi. 3 Assim, somente mostra-se possível a cobrança da multa de oficio pelo não recolhimento da antecipação mensal, prevista no inciso III, do parágrafo 1 , do artigo 44, da Lei n 9430/96, nas hipóteses em que tal penalidade venha a ser exigida isoladamente, sem qualquer relação com a infração decorrente da falta de pagamento do imposto devido pela pessoa fisica ao final do ano- calendário. Contrariamente, o inciso I, do parágrafo 1, do artigo 44, da Lei n. 9.4.30/96, trata da aplicação da multa a ser exigida juntamente com o imposto de renda devido para o ano-calendário, quando tal montante não houver sido recolhido no prazo estabelecido pela legislação, o qual, no caso das pessoas fisicas, coincide com o termo final para a apresentação da Declaração de Rendimentos. Contendo o inciso I, do parágrafo 1 , do artigo 44, da Lei n 9.430/96, penalidade que busca coibir a 1.-alta decorrente da ausência de recolhimento do imposto devido pela pessoa fisica para determinado exercício, sua aplicação inibe a eficácia simultânea da penalidade prevista no parágrafo 1 inciso III, do mesmo artigo. Tendo em vista que na hipótese dos autos foi apurado o pagamento a menor pelo Recorrente do valor de imposto de renda devido ao final do ano-calendário em razão da omissão de rendimentos recebidos de pessoa física, forçoso concluir-se pela exclusiva aplicabilidade da multa de oficio de 75%, a ser exigida juntamente com o principal, Pelo exposto, conheço do Recurso Voluntário apresentado na forma da lei e voto no sentido de dar-lhe provimento a fim de que seja desconstituída a multa de oficio exigida isoladamente em razão do não recolhimento dg imposto de renda mensal, Car os Nogueira Nicácio C c--(1 5 Data da ciência: MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2" CAMARA/2" SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n": 11030.001766/200441 V. Recurso IV: 154.798 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3 0 do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial a" 256, de 2.2 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n" 2802-00.361. Brasília/DF, 2 / 8 E 1° 2A0 EVEL1NE COÊLHO DE MIN\LO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos cie Declaração Procurador(a) da Fazenda Nacional

score : 1.0
4824570 #
Numero do processo: 10845.000663/93-46
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 1996
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - A classificação da mercadoria DESMODUR HL-TER, preparação endurecedora de Resina Sintética à base de Isocianato Aromático e Solvente Orgânico Volátil (Acetato de Etila), é no código 3823.90.0500. Sendo tal classificação diferente da adotada quer pelo fisco, quer pelo contribuinte, o crédito lançado é inexigível.
Numero da decisão: 303-28.434
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em fazer a classificação do produto no código 3823.900500 e em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199604

ementa_s : CLASSIFICAÇÃO - A classificação da mercadoria DESMODUR HL-TER, preparação endurecedora de Resina Sintética à base de Isocianato Aromático e Solvente Orgânico Volátil (Acetato de Etila), é no código 3823.90.0500. Sendo tal classificação diferente da adotada quer pelo fisco, quer pelo contribuinte, o crédito lançado é inexigível.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 1996

numero_processo_s : 10845.000663/93-46

anomes_publicacao_s : 199604

conteudo_id_s : 4403332

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 13 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 303-28.434

nome_arquivo_s : 30328434_116212_108450006639346_004.PDF

ano_publicacao_s : 1996

nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO

nome_arquivo_pdf_s : 108450006639346_4403332.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em fazer a classificação do produto no código 3823.900500 e em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Apr 24 00:00:00 UTC 1996

id : 4824570

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:42 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811702517760

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T14:47:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T14:47:08Z; Last-Modified: 2009-08-07T14:47:08Z; dcterms:modified: 2009-08-07T14:47:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T14:47:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T14:47:08Z; meta:save-date: 2009-08-07T14:47:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T14:47:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T14:47:08Z; created: 2009-08-07T14:47:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-07T14:47:08Z; pdf:charsPerPage: 1295; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T14:47:08Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10845-000663/93-46 SESSÃO DE : 24 de abril de 1996 ACÓRDÃO N° : 303-28.434 RECURSO N° : 116.212 RECORRENTE : BAYER S/A RECORRIDA : DRF/SANTOS/SP CLASSIFICAÇÃO - A classificação da mercadoria DESMODUR HL-TER, preparação endurecedora de Resina Sintética à base de Isocianato Aromático e Solvente Orgânico Volátil (Acetato de Etila), é no código 3823.90.0500. Sendo tal classificação diferente da adotada quer pelo fisco, quer pelo contribuinte, o crédito lançado é inexigível. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em fazer a classificação do produto no código 3823.900500 e em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 24 de abril de 1996 JøI OLANDA COSTA • residente 8i-%`64 ANELISE DAUDT PRIETO Relatora VISTA EM ndo Oliveira de adrede, kl .5 J L. 1 rngi', gladonad9 9,-ir CP"xisr„„. dg aernas Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros :ROMEU BUENO DE CAMARGO, LEVI DAVET ALVES, GUINEZ ALVAREZ FERNANDES e MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES. Ausentes os Conselheiros: SÉRGIO SILVEIRA MELO e FRANCISCO RITTA BERNARDINO. OT1C MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 116.212 ACÓRDÃO N° : 303-28.434 RECORRENTE : BAYER S/A RECORRIDA : DRF/SANTOS/SP RELATOR(A) : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO Em 25 de maio de 1994 esta Terceira Câmara resolveu, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, conforme a Resolução 303-582, nos termos ora lidos em sessão. Em atendimento, o LABANA/Santos anexou aos autos a Informação Técnica n° 038/95 ( fls.64 e65 ), com o seguinte teor : "Pergunta 1-) A base do DESMODUR HL é uma poliolefina sintética líquida ou outro polímero sintético contendo em média pelo menos 5 unidades monoméricas que formam uma sequência ininterrupta? Resposta : Não. Pergunta 2-) Apresenta-se sob a forma de solução de matérias não tratadas ou parcialmente tratadas? Resposta : Não. Pergunta 3-) É, o produto, usado como produto de impregnação, como induto, base de tintas e vernizes? Resposta : Não. Para tomar clara a nosssa resposta solicitamos substituir os textos da Conclusão e Respostas aos Quesitos do Laudo de Análises n° 4854/90 (fl. 08), conforme se segue: CONCLUSÃO E RESPOSTA AOS OUESITOS: substituir: de: 12° MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 116.212 ACÓRDÃO N° : 303-28.434 Trata-se de uma preparação à base de Isocianato Aromático e Solvente Orgânico Volátil (Acetato de Etila), na forma de solução. Não dispomos de informações técnicas específicas do produto de nome comercial "DESMODUR HL-TBR", que confirmem a composição química e o uso conforme declarado no Campo 6 do Pedido de Exame. para: Trata-se de uma preparação endurecedora de Resina Sintética à base de Isocianato Aromático e Solvente Orgânico Volátil (Acetato de Etila), na forma de solução. Segundo a literatura técnica específica, a mercadoria de denominação comercial DESMODUR HL é utilizada como um dos componentes, juntamente com mercadorias do tipo DESMOPHEN ou outros compostos apropriados, que contenham grupos hidroxílicos para a fabricação de Vernizes e Tintas de Poliuretano, de dois componentes, de secagem rápida e boa estabilidade à luz. Pergunta 4-) Qual a proporção do solvente líquido em relação ao peso da solução? Resposta : O teor de Solvente Orgânico Volátil é de 37,6%." É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 116.212 ACÓRDÃO N° : 303-28.434 VOTO Trata-se da classificação do produto DESMODUR HL-TBR, que a recorrente importou identificando como Poliisocianato Aromático Alifático, atribuindo-lhe o código TAB-SH 3911.90.0000. A fiscalização o reclassificou no código 823.90.9999, à vista de laudo apresentado pelo LABANA. De acordo com o LABANA, a base do DESMODUR HL não é uma poliolefina sintética ou outro polímero sintético contendo em média pelo menos 5 unidades monoméricas que formam uma sequência ininterrupta. Sendo um polímero, conforme afirma a recorrente, o produto não poderia , então, ser classificado na posição 3911, conforme dispõe a Nota 3 do Capítulo 39. O LABANA afirma também, na sua Nota Técnica 038/95, tratar-se de "uma preparacão endurecedora de Resina Sintética à base de lsocianato Aromático e Solvente Orgânico Volátil (Acetato de Etila), na forma de solução"(grifei). É adequada, portanto, a classificação do produto na posição 3823, como fez o fiscal autuante, mas, tendo em vista esta nova informação (de que a preparação é • endurecedora), é de se concluir pelo código 3823.90.0500 - Preparação endurecedora para cola, resina sintética e semelhante" , que é mais específico. Voto pela classificação do produto DESMODUR HL-TI3R no código 3823.90.0500, que é diferente da adotada, seja pela Recorrente, seja pelo Fisco. Segundo a reiterada jurisprudência deste Conselho, em casos como este o crédito lançado é inexigível, já que embasado em fundamento legal errôneo. Sala das sessões, em 24 de abril de 1996. gLayik...42; ANELISE DAUDT PRIETO-Relatora 41 Page 1 _0019000.PDF Page 1 _0019100.PDF Page 1 _0019200.PDF Page 1

score : 1.0
9557447 #
Numero do processo: 10830.004438/90-69
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 303-00.685
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 199709

turma_s : Terceira Câmara

numero_processo_s : 10830.004438/90-69

conteudo_id_s : 6690205

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 303-00.685

nome_arquivo_s : Decisao_108300044389069.pdf

nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO

nome_arquivo_pdf_s : 108300044389069_6690205.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 1997

id : 9557447

ano_sessao_s : 1997

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:06 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811708809216

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30300685_108300044389069_199709; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-05-31T17:27:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30300685_108300044389069_199709; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30300685_108300044389069_199709; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-05-31T17:27:56Z; created: 2017-05-31T17:27:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2017-05-31T17:27:56Z; pdf:charsPerPage: 778; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-05-31T17:27:56Z | Conteúdo => .-.' MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA PROCESSOW SESSÃO DE RECURSOW RECORRENTE RECORRIDA 10830,004438/90-69 24 de setembro de 1997 118.699 BUCKMAN LABORATÓRIOS LIDA DRJ/CAMPINAS/SP 1 I 1• RESOLUÇÃO W: 303-685 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 24 de setembro de 1997 c ,,-~ tJEZ 1997M:iuclana Cortez rrlorlz /(Jontes Procuradora da Fazenda Nacional ~J.dJ ANELISE DAUDT PRIETO RELATORA • Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: NIL TON LUIZ BARTOLI, LEVI DAVET ALVES, GUlNÊs ALVAREZ. FERNANDES e MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, Ausente o Conselheiro SÉRGIO SILVEIRA MELLO. ReM MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON" RESOLUÇÃO N" RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 118.699 303-685 BUCKMAN LABORATÓRIOS LIDA DRJ/CAMPINAS/SP ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO • • • A empresa acima qualificada recorre, tempestivamente e legalmente representada, a este Conselho, de decisão de primeira instância, que julgou procedente o lançamento efetuado por meio do Auto de Infração de fls. 112 a 118, lavrado por Auditores da Delegacia da Receita Federal em Campinas-SP. Trata-se das importações realizadas com as Declarações de Importação de n.o 001620, registrada em 06/07/87 (fls. 02/06), 00974, registrada em 09/03/85 (fls. 29/31) e 01893, registrada em 21/07/86 (fls. 46/48). Todas dizem respeito ao produto químico descrito pela empresa como 2-bromo-4-hidroxiacetofenona, nome comercial BHAP, concentração 45%, fabricado e exportado pela Buckman Laboratories Inc. - U.S.A, matéria prima para fabricação de produtos químicos industriais, para uso na indústria de papel. As importações foram realizadas ao amparo do beneficio de drawback, isenção. Com base em vários laudos emitidos pelo LABANA e entendendo que as mercadorias não eram aquelas descritas nas Guias de Importação e nas Declarações de Importação, já que a concentração 2-bromo-4-hidroxiacetofenona era diferente (em tomo de 32% em duas das amostras, prejudicado o terceiro resultado pois o LABANA não mais dispunha da amostra) e que eram preparações daquele composto, a autoridade autuante desclassificou-as da posição TAB-NBM 29.13.54.99 (11de 30% e IPI de 0%) para a posição 38.11.03.01 (11de 50% e IPI de 0%), em face do que estabelecem as Notas do Capítulo 29 (NC 29-1, letras "e" e "f'). Citou, também, cada B/L emitido, onde constava a seguinte descrição: ''FUNGICIDE, CORROSIVE LIQUID ...".Exigiu o Imposto de Importação, a Taxa de Melhoramento dos Portos, os respectivos juros de mora, as multas dos artigos 524, caput, e 526, inciso 11, do Regulamento Aduaneiro, face à divergência entre o insumo licenciado e aquele efetivamente importado. Lançou, ainda, a multa prevista no artigo 74 da Lei 7.799/89, referente à T.M.P .. Impugnando o feito, a empresa alega, preliminarmente, a nulidade do Auto de Infração por excesso de penalização pois, de acordo com o Regulamento Aduaneiro- RA a única multa que poderia ser aplicada é a prevista no seu artigo 524. A multa do artigo 526, 11, refere-se à falta de Guia de Importação ou documento equivalente, o que não é o caso. As DI's correspondentes foram regularmente expedidas, estando em discussão somente a classificação fiscal do produto. Não procederia, também, a aplicação da penalidade prevista no artigo 74 da Lei n.o 7.799/99, em razão do princípio da irretroatividade da lei tributária, especialmente com relação ao Direito Tributário Penal (artigos 105, 106 e 112 do C.T.N.) e também porque a mora somente se caracterizaria a partir da autuação, pois até então não existia exigência de pfi 2 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON 118.699 303-685 • • • recolhimento de tributo. A penalidade, que eXIstIU somente a partir de 1989, não pode ser aplicada a importações efetivadas em 1985, 1986 e 1987. Levanta, ainda, outra preliminar, de decadência, em relação à D.I. n.o 00974, de 29/03/85. Alega, também, que o artigo 4.° do Decreto-Lei 2.227, de 25 de julho de 1985, cancelou todos os débitos eventualmente pendentes com relação à erro de classificação de mercadorias. Quanto ao mérito, esclarece o seguinte: a-) O produto "BHAP" é de exclusivo desenvolvimento de sua matriz americana, desta forma patenteado, constando inclusive da Referência Chemical Abstracts n.o 9987d,july 16, 1964, citada pelo LABANA. (cópia às fls. 135). Portanto, a empresa seria a única apta a fornecer os parâmetros para análise do produto, bem como o método para tal. Tanto é que em laudo expedido pelo Instituto de Pesquisas Técnológicas, decorrente de exame que procedeu, consta a observação de que a determinação fora realizada segundo método fornecido pelo interessado. (anexa cópia do Certificado). Naquele exame consta que a concentração dos produtos químicos em questão é a declarada nas DIs . b-) Conforme comprova o Laudo Técnico anexado (fls. 138), que foi protocolado na CACEX em 28/11/79, a empresa sempre deixou claro para aquele órgão a finalidade microbicida do produto em questão. c-) A autuação decorreria de irresponsabilidade do laboratório, já que todos os exames teriam sido realizados mais de dois anos após a coleta de amostra do produto, quando teriam sido alteradas as suas características, pois, de acordo com o documento denominado ''Material Safety Data Sheet" (fls. 139 e verso), a sua vida útil seria de menos de um ano. d-) A diferença relativa ao teor de 2-bromo-4-hidroxiacetofenona, de 45% para 32%, decorre do tempo transcorrido entre a coleta da amostra e o laudo de exame, e do erro na metodologia empregada pelo LABANA, que somente determinou a percentagem de área e não de peso, absolutamente necessária para estabelecer a concentração do produto. O fato de não dispor de substância de referência, alegado pelo laboratório, não dispensa tal determinação, que deveria ter sido feita com a orientação da contribuinte, detentora da patente do produto . e-) O BHAP é um produto que, quando puro, tem características muito agressivas, com propriedades lacrimejantes, necessitando da adição de solventes para torná-lo apto a ser transportado e estocado. Por tal motivo, está sob controle do Ministério do Exército que, por solicitação da impugnante, forneceu a declaração de fls. 140, onde se lê o seguinte: 3 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON RESOLUÇÃON 118.699 303-685 • •• • "Declaramos para fins de prova junto à Secretaria da Receita Federal- Campinas-SP, que a empresa Buckman Laboratórios Ltda, CR n.o 943-SFPC/2, se uliliza do Produto Químico 2-Bromo-4-hidroxiacitofenona, classificado como Produto Químico Agressivo e constante do número 109 da Relação dos Produtos Químicos Controlados pelo Ministério do Exército (Decreto n.o 55.649, de 28 de janeiro de 1965), com categoria de controle 1, necessitando portanto ser diluído em solvente com a finalidade de garantir as condições de segurança necessárias ao manuseio e transporte, por se constituir em substância lacrimejante. " f-) Os laudos afirmam que se trata de uma preparação de um composto orgaruco de composição definida em uma mistura de solventes orgânicos. Como está comprovado que é necessária a adição de solventes para o transporte, manuseio e estoque, o produto deve ser classificado no Capítulo 29 da NBM, conforme o disposto em suas Notas "I.e" e "1.f'. Deve-se atentar ao princípio de que a classificação deve ocorrer na posição mais específica em detrimento da genérica. O fiscal autuante, chamado a manifestar-se, propôs o encaminhamento dos autos, em diligência, ao LABANA, para que respondesse a quesitos. Transcrevo, a seguir, pontos da conseqüente Informação Técnica (fls. 167/169), que julgo importantes. ''Pergunta 01) A Buchman Laboratórios, Inc. e suas filiais são as urucas empresas possuidoras de tecnologia e da patente do produto objeto dos Laudos de Análise de nros. .... e são as únicas empresas aptas a fornecer os parâmetros para análise do produto, bem como o método para tal? Resposta) Como não encontramos em referências Bibliográficas metodologias bem como parâmetros que permitam realizar a perfeita análise da mercadoria, consideramos que estes detalhes não são de domínio público . Pergunta 03) Os produtos analisados através dos Laudos de Análise de nros. e seus respectivos aditivos são utilizados como microbicida ou microbiocida? Resposta) Sim, conforme descrito na Resposta n.o 4 dos Laudos ... Pergunta 04) O produto analisado apresenta vida útil inferior a um ano? Resposta) Não encontramos nas Referências Bibliográficas citações que indiquem a vida útil da mercadoria . Pergunta 05) O teor de 2-bromo-4-hidroxiacetofenona encontrado nos produtos analisados ...em tomo de 32% (trinta e dois por cento), divergente de 45% (quarenta e cinco por cento) declarado pelo contribuinte decorre de dois fatores: a-) o tempo decorrido entre a coleta da amostra e o Laudo de Análise? b-) erro na metodologia empregada pelo LABANA que somente determinou a percentagem. de área e não de peso, absolutamente necessário para a determinação da concentração do produto? 4 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA • RECURSONRESOLUÇÃON 118.699303-685 •• Resposta) a) O tempo decorrido entre o recebimento das amostras, a emissão dos respectivos Laudos, até o recebimento da solicitação dos Aditamentos, Reanálises e, principalmente, a falta de Informações Técnicas Específicas adequadas como vida útil do produto e Metodologia Analítica Específica, são fatores que podem prejudicar a determinação do teor do princípio ativo com mais exatidão. b) Não. Pergunta 06) O produto ...quando puro tem características muito agressivas com propriedades lacrimejantes, necessitando, assim, da adição de solventes, com o objetivo de tomá-lo apto a ser transportado e estocado? Resposta) De acordo com Referências Bibliográficas, o princípio ativo 2- Bromo-4-Hidroxiacetofenona, quimicamente puro, na forma isolada é um sólido com ponto de fusão igual a 130.oC e considerado lacrimejante e irritante. No entanto, a Referência Bibliográdica "lATA DANGEROUS GOODS REGULATIONS, 27th ED, 1986" não cita a necessidade da presença de diluentes ou solventes em produtos desta natureza, como sendo indispensáveis por razões de segurança, ou necessidade de transporte. Pergunta 07) Em Declaração (doc. de fls. 53), expedida em 14/01/91, o Ministério do Exército afirma que o produto ...necessita ser diluído em solventes com a finalidade de garantir as condições de segurança necessárias ao manuseio e transporte, por se constituir em substância lacrimejante. Isto posto, pergunta-se: a) o BHAP não pode ser transportado puro? Resposta: Ressaltamos que não encontramos nas Referências Bibliográficas citações da necessidade da presença de diluentes ou solventes como sendo indispensáveis por razões de segurança, ou necessidade de transporte em produtos desta natureza. Como exemplo, citamos o produto Omega- Bromoacetofenona (Brometo de Fenacetila), também sólido porém, com ponto de fusão igual a 50.oC, bem abaixo em relação ao 2-Bromo-4- Hidroxiacetofenona, cujo vapor é considerado irritante e lacrimejante e, no entanto, é permitido o seu transporte na forma pura. b) o BHAP puro é um produto lacrimejante? Resposta: Sim. c) O BHAP diluído em solventes orgânicos, é, também, um produto lacrimejante? Resposta: Não observamos esta característica nas mercadorias analisadas." Intimada a se manifestar sobre o Laudo acima, a empresa argumenta tentando mostrar que foi confirmada a impugnação apresentada em todos os seus termos, concluindo que não poderia ter havido lançamento com base em laudo de análise de laboratório que não detém o conhecimento técnico para determinar se é necessária a presença de diluentes para assegurar o transporte em condições seguras. Afirma que a matéria foi, entretanto, superada com a declaração do Ministério do Exército, e pede seja cancelado o Auto de Infraçã<:>. 5 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON RESOLUÇÃON 118.699 303-685 A decisão da DRJ está assim ementada: •• "DRAW BACKlISENÇÃO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO E TMP Descaracterizado o regime pela constatação, através de laudo técnico, de que a mercadoria importada não é idêntica à descrita na Guia de Importação, no Ato Concessório e nas DI, deve ser exigido o pagamento dos créditos tributários excluídos. Cabe, ademais, a imposição das penalidades previstas nos artigos 524 e 526, lI, do Regulamento Aduaneiro, assim como, no que diz respeito à TMP, a do artigo 74 da Lei 7.788/89. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE" A autoridade recorrida alega, principalmente, o seguinte: " ...O que se questiona neste processo não é, substancialmente, a questão da adição ou não de suplementos ao BHAP, mas sim e fundamentalmente, o nível de adição de suplementos ao BHAP importado, da ordem de cerca de 70%. Com semelhante adição de suplementos, o produto importado possui concentração (+/-32%) de preparação fungicida própria para "consumo", e não de princípio ativo meramente protegido para o transporte e a estocagem." Continuando, diz tal concentração não confere com aquela da DI. Entretanto, consta do processo (fi. 76) informação editada pela autuada sobre o produto "BUSAN 90, um microbicida de amplo espectro para indústrias de celulose e papel", em que se verifica que o ingrediente ativo em questão tem teor de 30%. Os outros 70% são de substâncias inertes. Nessa relação de componentes se caracterizaria a preparação fungicida e não um princípio ativo apresentado isoladamente . O documento emitido pelo Ministério do Exército não se prestaria, portanto, para reforçar o ponto de vista defendido pela impugnante. Em seu recurso, a empresa alega o seguinte: a-) Pede que na remota possibilidade de serem mantidas as exigências, seja expressamente decidido pela não aplicação da TR sobre os débitos em discussão, como correção monetária ou como juros, pelo que argumenta. De qualquer forma, apenas por cautela, alega que o índice poderia ser utilizado apenas a partir de agosto de 1991. 6 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON 118.699 303-685 • b-) Repete argumentos trazidos na impugnação: de excesso de penalização, solicitando seja declarado nulo o Auto de infração ou que seja cancelada a exigência da multa fundada no artigo 526, lI, do RA ; aplicação retroativa da legislação; decadência, afirmando que a decisão de primeira instância teria cometido um silogismo, pois teria havido lançamento, mas sob a alíquota zero, ante a isenção concedida no momento. c-) Acrescenta ser impossível ser revisto o lançamento, pois o prazo, conforme disposto no artigo 447 do Regulamento Aduaneiro, é de 05 dias para formalizar exigências decorrentes de desclassificação de mercadorias. Além disso, teria obtido a ciência e a anuência da autoridade aduaneira, tendo havido a homologação expressa do lançamento : segundo o artigo 150 do C.T.N., a revisão do lançamento estaria condicionada à inexistência de prévio exame da autoridade. Ocorreu mudança de critério jurídico no lançamento do tributo e, caso assim não seja entendido, deve ser aplicado o disposto no parágrafo único do artigo 100 do CTN, sendo excluída a imposição de penalidades. d-) Alega haver contradição na decisão recorrida, ao manter as eXlgenclas relativas à DI 000974, de 23/03/83, pois, "no inicio do "decisium", está expressamente afirmado que "estão tecnicamente prejudicadas as amostras relativas à DI n.o 000974/85". Se o LABANA não determinou a concentração do elemento ativo, o fisco não pode pretender manter a desclassificação da mercadoria importada, pois não há parecer nesse sentido. e-) Quanto às demais declarações, ressalta ter ficado expressamente consignado pelo LABANA que o mesmo não detém a tecnologia necessária para análise do produto, cuja patente é da recorrente, que é a única apta a fornecer os elementos necessários para sua realização. Reforça tal afirmação os diversos aditivos aos laudos elaborados. f-) A decisão recorrida não poderia ter ignorado a afirmação do laboratório de que o grande tempo decorrido pode ter prejudicado a determinação do teor do princípio ativo com mais exatidão, com a estranha alegação de que "não desmerecem a comprovada divergência de concentração". Está sendo invertido o princípio de Direito e de Direito Tributário de que, em caso de dúvida, deve a legislação tributária ser interpretada sempre favoravelmente ao contribuinte (artigo 112 do CTN). g-) O método utilizado, o exame de cromatografia gasosa, não é a técnica mais adequada para determinar a concentração de BHAP, uma vez que o ingrediente ativo decompõe- se rapidamente a 130.oC para que o BHAP mova-se através da coluna cromotográfica. O método recomendável seria a cromotografia líquida. h-) Ficou devida e cabalmente provado nos autos que a adição de solventes na mercadoria decorre de seu efeito lacrimejante, quando puro, o que foi confirmado pelo Ministério do Exército em declaração totalmente desprezada pela decisão recorrida. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON RESOLUÇÃON 118.699 303-685 i:"}As mercadorias importadas se tratam de simples matérias-primas para a elaboração de fungicidas aptos a serem utilizados na produção do produto final, tendo em vista que, na forma como foram importadas, não são diluÍveis em água, não podendo, portanto, ser utilizadas pelo consumidor finál. O produto final, "BUSAN 1130"., é obtido com a adição de surfactante e solvente, para dar ao produto aquela característica, possibilitando sua utilização como fungicida e microbicida para indústrias de papel e de couro. A acusação de que tratar-se-ia de produto final não tem fundamento e implicaria em estar atribuindo à recorrente a imputação de procedimento fraudulento. Fraude não se presume, prova-se! Constam das folhas 226 à 228 as contra-razões apresentadas pela Procuradoria da Fazenda Nacional, fundamentando seu apelo pela manutenção da decisão recorrida. É o relatório. 8 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA • RECURSO~RESOLUÇÃO N° 118.699303-685 VOTO '. São duas as questões básicas no que se refere à classificação da mercadoria em questão: se a presença de solventes é necessária para garantir condições de manuseio e transporte e se o teor dos mesmos caracterizaria a mercadoria em questão como preparação fungicida própria para consumo, Considero que tais questões não estão respondidas com os elementos constantes dos autos. Voto, portanto, por realização de diligência por meio da repartição de origem, para que o Instituto Nacional de Tecnologia responda aos seguintes quesitos, sobre o produto objeto dos autos: a-) A amostra em questão pode ter seu exame prejudicado em função do decurso de tempo? Qual é a vida útil do produto? b-) Quais os resultados que seriam e afetados pela passagem de tempo a que se refere a questão anterior? c-) O produto tem propriedades agressivas com efeitos lacrimejantes? A adição de solventes ao produto é necessária, por razões de segurança ou para o seu transporte, em decorrência daquele ou de outro fator? d-) O teor de solventes caracteriza a mercadoria como preparação fungicida própria para consumo? e-) Qual o melhor método a análise do produto? A Buchman Laboratórios e suas filiais são as únicas detentoras da tecnologia sobre o produto? Só elas poderiam fornecer os parâmetros para sua análise? f-) Caso ainda seja viável, e se necessário, solicita-se que seja procedido novo exame nas amostras em questão, g-) Outras informações que julgar necessárias para o deslinde da questão. Esclareço que a estas questões devem ser acrescidas aquelas que a contribuinte, intimada, pleitear, bem como aquelas que a repartição julgar necessárias. 9 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA • RECURSONRESOLUÇÃON 118.699303-685 À recorrente deverá ser fornecido prazo para que se manifeste em relação ao resultado do novo Laudo. Sala das Sessões, em 24 de setembro de 1997. ~~ ~LISE DAUDT PRIETO / ANl RELATORA 10 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009 00000010

score : 1.0
5901805 #
Numero do processo: 10825.900707/2008-33
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 14/04/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.005
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 15 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201012

ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 14/04/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.

turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção

numero_processo_s : 10825.900707/2008-33

conteudo_id_s : 5463272

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 14 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 3803-001.005

nome_arquivo_s : Decisao_10825900707200833.pdf

nome_relator_s : ALEXANDRE KERN

nome_arquivo_pdf_s : 10825900707200833_5463272.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010

id : 5901805

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:43 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811738169344

conteudo_txt : Metadados => date: 2011-08-23T12:53:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-08-23T12:53:54Z; Last-Modified: 2011-08-23T12:53:54Z; dcterms:modified: 2011-08-23T12:53:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:282572f3-a304-46fe-9fcd-40de86891547; Last-Save-Date: 2011-08-23T12:53:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-08-23T12:53:54Z; meta:save-date: 2011-08-23T12:53:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-08-23T12:53:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-08-23T12:53:54Z; created: 2011-08-23T12:53:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2011-08-23T12:53:54Z; pdf:charsPerPage: 1685; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-08-23T12:53:54Z | Conteúdo => :; •:) S3- I E03 Fl 92 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10825.900707/2008-33 Recurso n" 500.951 Voluntário Acórdão n" 3803-01.005 — 3" Turma Especial Sessão de 8 de dezembro de 2010 Matéria PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CADBURY ADAMS BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS ALIMENTiCIOS LIDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMS CERAM' ny. DIREITO TRIBUTARIO Data do fato gerador: 14/04/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos cio relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexanche Kern - Presidente e Relator Participar am ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Helcio Lafeta Reis, Daniel Mauricio Fedato, Elias Fernandes Eufrasio (suplente) e Antônio Mário de Abreu Pinto (suplente). Relatório Cadbury Adams Brasil indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.. formulou Pedido de Ressarcimento ou Restituição cumulado com Declaração de Compensação, enviados eletronicamente (na 23623.00515.130504.1.3., fls. 1 a 54-8579), por meio dos quais o interessado pretendeu extinguir parcialmente debito de Cofins, no valor de RS 46.696,21, com credito por pagamento indevido, montante a RS 14,239,24. De acordo com o Despacho Decisório de 11. 6, o direito creditório não foi reconhecido porque o DARF comprobatório do pagamento indevido ou a maior, no valor de R$ 1.568.430,47, o pagamento indicado no pedido de restituição foi integralmente utilizado pala quitação de débitos do connibuinte, não Testando crédito clisponivel pata compensação dos débitos Informados no PER/DCOMP. Via de consequência, a compensação não foi homologada Sobreveio reclamação, conhecida como Manifestação de Inconformidade pela la 'Turma da DEURPO, que, todavia, a julgou improcedente, nos termos do Acórdão na 14-24.014, de 18 de maio de 2009, que teve ementa vazada nos seguintes termos: .-15S(//VTO NORMAS DE AMIN'S! R:100 1 RIBULIRL-1 Data do fato gel ador 1=1/04/2003 JUROS MURAT ()RIOS SEL1C A utilização da taxa Selic decorre da observância legislação tr ./1)111614a per tinente, cry() con ti ole c/c constitucionaliciade é de competência exclusive! do Poder Judiciário COMPENSAÇÃO LIQUIDEZ E CERTEZ4 DO CREDITO INEXISIÊNCIA A compensação de débitos do sujeito passivo somente pode ser executada se compi ovada a liquidez e cerleza de seu crédito cant, a a Fazenda Nacional. Solicitação Indefrida Cuida-se agora de recurso voluntário, fls. 61 a 74, interposto contra a decisão da 1 'Emma da DR.I/RPO, que, após síntese dos fatos, controverte as seguintes questões de fato e de direito, Em sede 10825.900.589/2008-63; 10825.900,530/2008-75; 10825.900 522/2008-29; 10825 .900..585/2008-85; 10825.900.520/2008-30; 10825 .900..541/2008-55; 10825.900. 552/2008-35; 10825.900.535/2008-06; 10825,900,565/2008-12; e, de preliminar, pede a reunião dos 10825.900,588/2008-19; 10825.900,529/2008-41; 10825.900.582/2008-41; 10825.900.734/2008-14; 10825.900.539/2008-86; 10825.900.543/2008-44; 10825.900.564/2008-60; 10825.900.534/2008-53; 10825,900.572/2008-14 processos administrativos 10825.900,581/2008-05 10825.900 525/2008-62; 10825.900.583/2008-96; 10825.900.587/2008-74; 10825.900,539/2008-86; 10825,900.544/2008-99; 10825.900.580/2008-52; 10825.900.533/2008-17; Após discorrei sobre os princípios que informam o processo administrativo fiscal, protesta pela posterior juntada de documentos que comprovarão a existência do crédito utilizado, a fim de restar devidamente demonstrada a regularidade da compensação levada a efeito. Ti anscreve ementa de jurisprudência administrativa. No mérito, fundamenta seu direito creditório na inconstitucionalidade do § 1° do art. 3° da Lei na 9.718, 27 de novembro de 1998, já declarada no julgamento dos Recuisos Extraordinários nas 357.950/RS, 358,273/RS, 390.840/MG, todos da relatoria do Ministro Marco Aurélio, e na 346.084-6/PR, do Ministro limar Galva°. 2 1 ; ; Processo n" 10825 900707/2008-33 S3- t E03 AcOrdao n " 3803-01 1015 Fl 93 Lembra que a Lei na 11.941, de 27 de maio de 2009, em seu artigo 79, inciso XII, revogou expressamente o referido dispositivo. Invoca ainda o Ato Declaratório Inter pretativo SRF na 25, de 2003, para rechaçar a incidência das contribuigeres sociais sobre a recuperação de tributos pagos indevidamente, De outra banda, dá noticia de que o débito oposto em compensação está sendo objeto de exigência nos autos do processo administrativo na 10825.900,619/2008-31, o que, no seu entender, afronta o art. 142 da Lei na 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional — CTN, Discorre novamente sobre os princípios que norteiam a atividade administrativa.. Conclui, pedindo que: a) sejam reunidos por ocasião do julgamento dos recursos voluntários interpostos os processos administrativos destacados no recurso; b) sejam considerados, por ocasião do julgamento, com fundamento nos princípios que norteiam o processo administrativo, os documentos comprobatórios do direito alegado a ser apresentados pela Recorrente; c) em respeito ao principio da verdade material orientador do processo administrativo fiscal, sejam considerados os créditos apur ados com base no recolhimento indevido, a teor do entíio disposto no art. 3°, § 1°, da Lei na 9.718. de 1998; d) seja o presente recurso julgado integralmente procedente, com a homologação da compensação realizada, cancelando-se integralmente o indébito exigido pelo Processo Administrativo n 0 10825.900945/200849; e, e) finalmente, protesta or realizar sustentação oral por ocasião do julgamento do Recurso Voluntário, nos termos do art. 58 do Regimento Interno deste E. Conselho.. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Ker n, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de tis, 61 a 74 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRI-RPO- l° Tur ma na 14-24.014, de 18 de maio de 2009 . Pedido de julgamento conjunto de processos administrativos 0 recorrente , invocando conveniência relacionada corn a identidade das matérias tratadas nos processos citados, pede que os mesmos sejam julgados conjuntamente. Reporto-me aos arts. 40 e 80 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MV n°256, de 22 de junho de 2009— RUCARF. Lá o recorrente •.• 1'1: 1 '1; 3 poderá constatar que as competências das turmas de julgamento CARF estão divididas segundo o tributo de que se trata e o valor do crédito tributário envolvido. Esta 3 1E13 3 S, por exemplo, está adstrita aos recursos voluntários contra decisties de DR] que versem sobre P1S/Pasep, Corms,Finsocial, IP!, CPMF, 10F, C1DE, 11 e 1E, limitados a R$ 1.000.000,00. Ademais, segundo os arts. 46 e 47 do RI-CARE, os processos devem ser sot teados e distribuídos segundo critérios de pi ior idade e observada a competência da turma de j ulga memo Destaco essas regras regimentais para ilustrar a impossibilidade de atendimento do pedido. Pedido de juntada posterior de documentos A possibilidade de juntada de documentos aos autos depois do momento processual da inter posição da reclamação deve set avaliada à luz dos princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal. Dispõe o Decreto re2 70.235172, verbis: 'Alt 14. A impugnagão da exigénact insulin a a frise litigiosa do pi ocedimento AI 1 1,5 A impagnaviio, for malizada 1101 esci Ito e insli nida cam os documentos eta que se fundamental ., serci apresentada ao th geio preparador no pIVZO de ti inta dias. contados da claia em que fella a intimação da exigência Ii Ait 16 .1 iinpugnação mencionar6 I .1 Ill — os motivos c/c fato e de direito em que se limilamenta, as pontos de discordáncia e as ac-Iies e pi OWLS que possuil , (Redagiin dada pela Lei n 2 8,748, de 1993) I] § -P .4 piora documental sod apresentada na imprignavão, precluindo o direito de o impagnante fa:ê.-Io Cl?! outi o momenta pt ocessual, a menos que fique demonsuada a impossibilidade de sua apresentaccio °pot tuna, por motive) de forget maim ;(1neluido pela Lei n2 9.532, de 1997): b) refira-se a l'ato ou a direito supo venienie;(1ncluido pela Lei na 9.532' , de 1997). destine-se a 4-o/wax)) kuos ou 'cedes poste, lot moue tra:idas aos autos (Incluído pela Lei n2 9.532, de 1997) I] .4,1 17 Colisidelar-se-6 uão impugnada a matêt ia que não tenha Aida expressamente contestada pelo impugnante (Redaçiio dada pela Lei na 9 532, de 1997) ' 4 Process° n" 10825 900707/2008-33 53;1 E03 Acórao n " 3803-01.005 1 , 1 9, 1 De acordo corn as normas processuais, é no momento ptocessual da teclamação que a lide é demarcada e o processo administrativo piopriamente dito tem inicio, corn a instauração do litigio, não se permitindo, a parth dai, a abet WI a de novas teses de defesa ou a apresentação de novas pi ovas, a não set nas situações legalmente excepcionadas.. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martinez López1 assevetam que inicial e a 'n4,107(100 fixam as hunks da controvérsia, integrando o °Net° da defesa as afirmações contidas na petição inicial e no documentação que a acompanha". Antônio da Silva Cabral, no seu livro "Processo Administrativo Fiscal" (Ed, Saraiva: São Paulo, 1993, p. 172). assim se manifestou sobre o assunto: '0 lei mo nurho pair: indicar que a pi oclusão .signijica impossibilidade de se reali:ar um cli, eito, quer porque a poi ta do lempo estri fechada, quer porque o recinto onde esse direito pork, la ever cem -se também está fechado O titular do direito acha-se impedido de ever cor o sett ducha. °situ, como alguém está impedido de win ar num i echno poi que a poi ta está Acharia ' Na pagina seguinte, o mesmo autor, reportando-se aos ótgdos julgadores de segunda instancia, completa: Sc o n ibunal acolhei tal espécie de 1 e.C10 so estai ci, na r condone, omitindo uma instrincia. já que o julgador singular não apreciou partc que so é contestada na fine iccui sal ' Grinover e Dinamdco, no livro Teoria Geral do Processo, assim se posicionam sobre a 'medusa): *0 instindo da prechtsão liga-se ao principio do impulso processual Objetivantente entendida, a preclusiio consiste cai um fah, impeditivo destinado a pain& o avanço pi ogressivo da elação pi Qr.-Lessard e a obstar o seu recuo para as faces mile, lc), es do pm ocedimento Subjetivamente, a prechisão epiesenta a pei da rle uma faculdade ou de um poder on direito pi ocessual; as causas dessa perda correspondem às diversas espécies de pi echtsãO f ' Ensinam, também, estes douttinadores que: prechtsão não é sanção Aldo pi acém • de mas de incompatibilidade do poder, faculdade ou &fella com o desenvolvimento do process°, on da consumação de unt esse .Seus deltas confinam-se à relação pi ocessual e exaurem-se no pr . ocos so ' As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituem-se em verdadeito ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo ptaticado no tempo edit). stugem para a parte conseqUências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazê-lo posteriormente, pois opeta-se, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto potque o processo é um caminhar paia a fiente, não se admitindo, em regra, tessuscitar questões já ultrapassadas em rases antei ides, 5 ocesw Achninistr why fiscal Federal Comentado. SOo Paulo: Dialdtica, 2002. p 67. I f•••••11 De acordo com o § 42 do art 16 do Decreto n2 70.235, de 1972. supratranscrito, s6 é licito deduzir novas alegações em supressão de instancia quando: I) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de oficio, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. O § 52 do mesmo dispositivo legal exige que a juntada dos documentos deve ser requerida A autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. No caso desses autos, o recorrente não se preocupou em produzir oportunamente os documentos que comprovariam suas alegações, ônus que lhe competia, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Apt .36 Cabe ao interessado a playa dos linos que tenha alegado, sem prejui:o do dever au 'Guido ao cirgclo compoente para a inSlInçâo e do disposto no ar ligo 37 desta Lei No mesmo sentido o art. 330 da Lei n 5,869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): :1,1 333 0 6nus da prova incumhe 1 — ao auto; quanto ao fato constinaivo do seu direito. Ii — ao r6u, quoin° à exist6ncia de lino impeditivo. modificativo ott extintivo cio direito do auto,- O recorrente tampouco comprovou a ocorrência de qualquer das hipóteses das alíneas "a" a "c" do § 40 do art 16 do Decreto n 2 70.235, de 6 de março 1972 — PAF., que justifique a apresentação tardia de documentos. Indefiro o pedido . Exigência controvertida nos autos do processo administrativo rig 10825.900945/2008-49 Não conheço da parcela do recurso atinente A exigência do débito que emergiu inadimplido em face da não homologação da compensação objeto da DCornp n2 23623.00515.130504.1.3., fls., 1 a 54-8579. Trata-se de matéria estranha a que se controverte nos autos e que sera merecedora de tratamento adequado no processo próprio.. Mérito — reconhecimento de indébito decorrente da inconstitucionalidade do § 1" do art. 3" da Lei tV 9.718, de 1998 Bradando pelo principio da verdade material, o recorrente pede que sejam considerados os créditos apurados com base no recolhimento indevido, a teor do então disposto no art. 3°, § 1°, da Lei n2 9.718, de 1998. Pergunto: que créditos? Que apuração? Penso ser até intuitivo, não basta a existência "em tese" de urna declaração de inconstitucionaliclacle de lei instituidora de um tributo para que surja um direito de crédito. 1-1d de se verificar, primeiramente. se o pagamento - reputado posteriormente como indevido em razão da declaração de inconstitucionalidade da lei - realmente existiu. . ' 6 L Processo n" 10825 900707/2008-33 S3- [ 10 13 AetiTao n " 38113-01.005 ri 95 O Despacho Decisório de fl. 6 da conta de que o pagamento referido no PER- Dcomp náo foi localizado. Contra essa constataçáo, o recorrente tergiversa e desenrola listas de princípios processuais.. Ainda que existisse o referido DARF, haver ia de demonstrar o pagamento a maior, demonstrando cabalmente a base de cálculo correta, em síntese, quanto foi pago a maior. Ora, se o prop io Cisco precisa instaurar um procedimento administrativo para que se reconheça a existência do rat() ge l ado, por que poder in o particular ter um "credito" em face do fisco apenas em razáo de hipotéticos pagamentos? Essa Li a pretensáo do recorrente: lestituir-se de um indébito apenas em face de uma tese, sem ao menos comprovar que recolheu algo ao fisco . Nada a reparar na decisáo recorrida, cujos fundamentos, forte no § I° do art. 50 da Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto, Conelus;lo Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 2010 A I exandi e Kern 7

score : 1.0
9550735 #
Numero do processo: 10580.006526/2003-24
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1996 IRPF. JUROS DE MORA TERMO INICIAL. A restituição de eventual imposto pago indevidamente em 1995 será atualizada monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e acrescida de juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente, a partir do mês de janeiro de 1996 até o mês anterior ao da restituição, c de 1% no mês em que o crédito for disponibilizado ao contribuinte no banco. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.413
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)

dt_index_tdt : Sat Oct 22 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201008

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1996 IRPF. JUROS DE MORA TERMO INICIAL. A restituição de eventual imposto pago indevidamente em 1995 será atualizada monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e acrescida de juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente, a partir do mês de janeiro de 1996 até o mês anterior ao da restituição, c de 1% no mês em que o crédito for disponibilizado ao contribuinte no banco. Recurso provido.

turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção

numero_processo_s : 10580.006526/2003-24

conteudo_id_s : 6687714

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 21 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2802-000.413

nome_arquivo_s : Decisao_10580006526200324.pdf

nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO

nome_arquivo_pdf_s : 10580006526200324_6687714.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2010

id : 9550735

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:44:01 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-09T12:48:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 280200413_10580006526200324_201008; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 14675722172; dcterms:created: 2019-10-09T12:48:49Z; Last-Modified: 2019-10-09T12:48:49Z; dcterms:modified: 2019-10-09T12:48:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 280200413_10580006526200324_201008; xmpMM:DocumentID: uuid:b874e50d-ecee-11e9-0000-4072869111b3; Last-Save-Date: 2019-10-09T12:48:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2019-10-09T12:48:49Z; meta:save-date: 2019-10-09T12:48:49Z; pdf:encrypted: false; dc:title: 280200413_10580006526200324_201008; modified: 2019-10-09T12:48:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 14675722172; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 14675722172; meta:author: 14675722172; dc:subject: ; meta:creation-date: 2019-10-09T12:48:49Z; created: 2019-10-09T12:48:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2019-10-09T12:48:49Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 14675722172; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2019-10-09T12:48:49Z | Conteúdo =>

_version_ : 1748648811761238016

score : 1.0
4649606 #
Numero do processo: 10283.001984/96-78
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2001
Ementa: DRAWBACK SUSPENSÃO. Incentivo a exportação, simples formalidade com a comprovação do SECEX, não descaracteriza o Regime. RECURSO PROVIDO
Numero da decisão: 303-29.611
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Carlos Fernando Figueiredo de Barros e João Holanda Costa, que fará Declaração de voto.
Nome do relator: MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 05 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 200102

ementa_s : DRAWBACK SUSPENSÃO. Incentivo a exportação, simples formalidade com a comprovação do SECEX, não descaracteriza o Regime. RECURSO PROVIDO

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2001

numero_processo_s : 10283.001984/96-78

anomes_publicacao_s : 200102

conteudo_id_s : 4401135

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 01 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 303-29.611

nome_arquivo_s : 30329611_119587_102830019849678_005.PDF

ano_publicacao_s : 2001

nome_relator_s : MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES

nome_arquivo_pdf_s : 102830019849678_4401135.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Carlos Fernando Figueiredo de Barros e João Holanda Costa, que fará Declaração de voto.

dt_sessao_tdt : Wed Feb 14 00:00:00 UTC 2001

id : 4649606

ano_sessao_s : 2001

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:34 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811765432320

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T17:39:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T17:39:42Z; Last-Modified: 2009-08-10T17:39:43Z; dcterms:modified: 2009-08-10T17:39:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T17:39:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T17:39:43Z; meta:save-date: 2009-08-10T17:39:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T17:39:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T17:39:42Z; created: 2009-08-10T17:39:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-10T17:39:42Z; pdf:charsPerPage: 1052; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T17:39:42Z | Conteúdo => t''.**Jrt 7. ‘' agita' 4e MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10283.001984/96-78 SESSÃO DE : 14 de fevereiro de 2001 ACÓRDÃO N° : 303-29.611 RECURSO N° : 119.587 RECORRENTE : COMPANHIA INDUSTRIAL DE MADEIRAS RECORRIDA : DRJ/MANAUS/AM DRAWBACK SUSPENSÃO. Incentivo a exportação, simples formalidade com a comprovação do • SECEX, não descaracteriza o Regime. RECURSO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman, Carlos Fernando Figueiredo de Barros e João Holanda Costa, que fará Declaração de voto. Brasília-DF, em 14 de fevereiro de 2001 JO - LANDA COSTA • P idente solk-2 MANOEL D • SSUNÇÃO FERREJRA GOMES Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS e NILTON LUIZ BARTOLI. Atsil/fc119587 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.587 ACÓRDÃO N° : 303-29.611 RECORRENTE : COMPANHIA INDUSTRIAL DE MADEIRAS RECORRIDA : DRJ/MANAUS/AM RELATOR(A) : MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES RELATÓRIO E VOTO Trata-se da perda da concessão dos beneficios fiscais de suspensão de tributos nos casos de Drawback. • Com o retorno da diligência de fls. 74 e 75, a Secretaria de Comércio Exterior, nas suas considerações finais, é bem conclusiva, "caso o registro tivesse sido alterado ou, então, nas condições requeridas no compromisso de exportação, teria sido aceito para baixa do Ato Concessório". O problema ocasionado na realidade é uma simples formalidade. Como o Drawback é um incentivo à exportação e não um favor fiscal, fica claro que a exportadora cumpriu o objetivo do Programa que é a exportação. Em razão disso, não posso deixar de acatar as informações do SECEX, votando para dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 14 de fevereiro de 2001 111 1,4 OEL D' ASS ÇÃO FERREIRA MES — Relator 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.587 ACÓRDÃO N° : 303-29.611 DECLARAÇÃO DE VOTO O processo fora baixado em diligência ao SECEX, em vista dos documentos de fls. 24, 27 e 28 para que o órgão oficial os examinasse e informasse se referidos documentos serviam de conformação para efeito da baixa do ato Concessório. •A autoridade julgadora de primeira instância declarara nos fundamentos da decisão ora recorrida que tais documentos comprovam apenas que a exportação fora efetivada mas não eram suficientes para comprovar que na composição dos produtos exportados haviam sido utilizados os insumos importados através da D.1. 026637/95. A resposta do SECEX consta do Oficio DECES/GEACRO — 2000/0003, de 04/01/2.000 (fls. 74/75) do seguinte teor: "Referimo-nos ao "fac-simile" GAB/ALF/PTO/MNS/N°131, de 11/11/99, que trata de pedido de diligências feito pelo Terceiro Conselho de Contribuintes sobre baixa de Ato Concessório da Cia. Industrial de Madeiras. Sobre o assunto temos o seguinte a informar: A Cia. Industrial de Madeiras obteve Ato Concessório em 24/07/95 para suspensão de tributos em importação de resinas fenólicas 111 (NBM/SH 3506.91.0201) comprometendo-se a exportar madeiras compensadas plastificadas (NBM/SH 4412.21.9900) até 20/01/96; Em 02/02/96, após vencido o Ato Concessório, a Agência Centro Manaus encaminhou correspondência à interessada comunicando- lhe o fato e convidando-a a indicar os registros de exportação para comprovação do seu compromisso; Em 21/02/96, a Cia. Industrial de Madeiras informou que, através do RE 95/0733741-001, exportou 20 pacotes de compensados plastificados no valor de US$ 16,835.28 indicando-o para efeito de comprovação de baixa de seu Ato Concessório; O registro de exportação oferecido confirma que houve a operação acima indicada, tendo, no entanto, sido cometidos os seguintes equívocos pela exportadora: 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.587 ACÓRDÃO N° : 303-29.611 - - O RE não foi enquadrado para efeito de comprovação de "drawback" ou seja, no campo 02-a deixou de constar o código 81.101 (drawback suspensão comum); - A NBM/SH utilizada - 4408.90.01990 - (outras madeiras em folhas) estava em desacordo com a do Ato Concessorio - 4412.21.9900. Salientamos, entretanto, estar o produto descrito no campo 11 do RE dentro dos parâmetros compromissados; - No período de vigência do Ato Concessorio, a interessada não 4111 apresentou pedido de correção do registro de Exportação no Siscomex. - Caso o registro tivesse sido alterado, ou então, nas condições requeridas no compromisso de exportação, teria sido aceito para baixa do Ato Concessório." Como se verifica das informações produzidas pelo SECEX, o RE em causa não foi enquadrado para efeito de comprovação do "drawback" nem se consumou de fato a comprovação do regime especial. O SECEX informa ademais em termos de condicional no sentido de que se o registro estivesse alterado ou então se estivesse nas condições requeridas no compromisso, teria sido aceito. A conclusão é por não terem sido atendidas as condições, não se prestou para fins da baixa do compromisso do "drawback". Não vejo, portanto, outra conclusão a não ser negar provimento ao ank recurso voluntário. -• Sala das Sessões, em 14 de fevereiro de 2001 JOÃO 14AANDA COSTA - Conselheiro 4 kk... MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • it:¥44,V TERCEIRA CÂMARA Processo n.° : 10283.001984/96-78 Recurso n.° : 119.587 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador, • Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-29.611 Brasília-DF, Atenciosamente O João BL Costa Presi e da Terceira Câmara Ciente em: Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1

score : 1.0
4736100 #
Numero do processo: 10907.000823/2004-17
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IRPF. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. No caso de rendimentos pagos acumuladamente em cumprimento de decisão judicial, a incidência do imposto ocorre no mês de recebimento (art. 12 da Lei 7.713/88), mas o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referirem os rendimentos, evitando-se, assim, ônus tributário ao contribuinte maior do que o devido caso a fonte pagadora tivesse procedido tempestivamente ao pagamento dos valores reconhecidos em juízo. RENDIMENTOS. TRIBUTAÇÃO NA FONTE. ANTECIPAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Em se tratando de imposto em que a incidência na fonte se dá por antecipação daquele a ser apurado na declaração, inexiste responsabilidade tributária concentrada, exclusivamente, na pessoa da fonte pagadora, devendo o beneficiário, em qualquer hipótese, oferecer os rendimentos à tributação na Declaração de Ajuste Anual. (Súmula CARF n.º 12) Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2802-000.499
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos rejeitar as preliminares e no mérito, dar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Oct 29 09:00:02 UTC 2022

anomes_sessao_s : 201009

ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IRPF. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. No caso de rendimentos pagos acumuladamente em cumprimento de decisão judicial, a incidência do imposto ocorre no mês de recebimento (art. 12 da Lei 7.713/88), mas o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referirem os rendimentos, evitando-se, assim, ônus tributário ao contribuinte maior do que o devido caso a fonte pagadora tivesse procedido tempestivamente ao pagamento dos valores reconhecidos em juízo. RENDIMENTOS. TRIBUTAÇÃO NA FONTE. ANTECIPAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. Em se tratando de imposto em que a incidência na fonte se dá por antecipação daquele a ser apurado na declaração, inexiste responsabilidade tributária concentrada, exclusivamente, na pessoa da fonte pagadora, devendo o beneficiário, em qualquer hipótese, oferecer os rendimentos à tributação na Declaração de Ajuste Anual. (Súmula CARF n.º 12) Recurso Voluntário Provido.

turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010

numero_processo_s : 10907.000823/2004-17

anomes_publicacao_s : 201009

conteudo_id_s : 4914668

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2022

numero_decisao_s : 2802-000.499

nome_arquivo_s : 280200499_154751_10907000823200417_009.pdf

ano_publicacao_s : 2010

nome_relator_s : ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN

nome_arquivo_pdf_s : 10907000823200417_4914668.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos rejeitar as preliminares e no mérito, dar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto da Relatora.

dt_sessao_tdt : Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2010

id : 4736100

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Sat Nov 05 09:43:37 UTC 2022

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1748648811775918080

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1825; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2‐TE02  Fl. 1          1             S2­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10907.000823/2004­17  Recurso nº  154.751   Voluntário  Acórdão nº  2802­00.499  –  2ª Turma Especial   Sessão de  23 de setembro de 2010  Matéria  IRPF  Recorrente  VALDEMAR ARAUJO DA SILVA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2002  IRPF. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE.  No caso de rendimentos pagos acumuladamente em cumprimento de decisão  judicial,  a  incidência  do  imposto  ocorre no mês  de  recebimento  (art.  12  da  Lei 7.713/88), mas o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se  referirem os rendimentos, evitando­se, assim, ônus tributário ao contribuinte  maior  do  que  o  devido  caso  a  fonte  pagadora  tivesse  procedido  tempestivamente ao pagamento dos valores reconhecidos em juízo.  RENDIMENTOS.  TRIBUTAÇÃO  NA  FONTE.  ANTECIPAÇÃO.  RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.  Em  se  tratando  de  imposto  em  que  a  incidência  na  fonte  se  dá  por  antecipação  daquele  a  ser  apurado  na  declaração,  inexiste  responsabilidade  tributária concentrada, exclusivamente, na pessoa da fonte pagadora, devendo  o beneficiário, em qualquer hipótese, oferecer os rendimentos à tributação na  Declaração de Ajuste Anual. (Súmula CARF n.º 12)  Recurso Voluntário Provido      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos  rejeitar  as  preliminares  e  no  mérito,  dar  provimento  ao  recurso  interposto,  nos  termos  do  voto  da  Relatora.     (assinado digitalmente)     Fl. 1DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN     2 VALÉRIA PESTANA MARQUES   Presidente    (assinado digitalmente)  ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN   Relator    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Valéria  Pestana  Marques (Presidente), Carlos Nogueira Nicácio, Jorge Cláudio Duarte Cardoso e Lúcia Reiko  Sakae. Ausente justificadamente o Conselheiro Sidney Ferro Barros.  Relatório  O presente lançamento foi efetuado, tendo em vista que foi apurada Omissão  de  rendimentos  recebidos  de  pessoa  jurídica,  decorrentes  de  trabalho  com  vínculo  empregatício,  conforme  créditos  trabalhistas  recebidos  em  ação  trabalhista,  ano­calendário  2001.  A primeira parcela foi recebida em 15/10/2001, no valor de R$ 105.455,66 e  a  segunda  parcela  em  15/10/2001,  no  valor  de  R$  21.672,35.,  conforma  guia  de  retirada  309/2001 e 310/2001.  A DRJ de Curitiba – PR julgou o lançamento procedente em parte nos termos  da ementa abaixo transcrita:  RENDIMENTOS  DECORRENTES  DE  AÇÃO  TRABALHISTA.  TRIBUTAÇÃO. RESPONSABILIDADE.  Existindo decisão judicial impedindo a fonte pagadora de efetuar  a  retenção  do  IR,  cabe  ao  contribuinte  oferecer  os  valores  recebidos à tributação, segundo sua natureza.  ACORDO  JUDICIAL.  PERDAS  SALARIAIS.  REPOSIÇÃO.  TRIBUTAÇÃO.  Os  rendimentos  referentes  a  diferenças  ou  atualizações  de  salários,  proventos  ou  pensões,  inclusive  juros  e  correção  monetária,  recebidos  acumuladamente  por  força  de  decisão  judicial, estão sujeitos à incidência do imposto de renda quando  do seu recebimento, devendo ser declarados como tributáveis na  declaração de ajuste anual.  AÇÃO  TRABALHISTA.  NATUREZA  TRIBUTÁRIA  DOS  VALORES  RECEBIDOS.  JUSTIÇA  DO  TRABALHO.  INCOMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL.  Por  ser  um  tribunal  especializado  apenas  em  causas  trabalhistas,  falece  à  Justiça  do  Trabalho  competência  Fl. 2DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 10907.000823/2004­17  Acórdão n.º 2802­00.499  S2‐TE02  Fl. 2          3 constitucional  para  imiscuir­se  em  questões  tributárias,  ainda  mais quando a matéria possui disposição contrária expressa na  legislação vigente.  RENDIMENTOS  SUJEITOS  Á  TRIBUTAÇÃO  EXCLUSIVE.  DÉCIMOS  TERCEIRO  SALÁRIO.  TRIBUTAÇÃO  NO  AJUSTE  ANUAL DESCABIMENTO.  Em razão de o décimo terceiro salário estar sujeito à tributação  exclusiva na fonte, deve ser retirado dos rendimentos tributáveis  sujeitos ao ajuste de declaração anual.  JUROS MORATÓRIOS. TRIBUTAÇÃO.  Os  rendimentos  referentes  a  juros  e  correção  monetária,  recebidos  acumuladamente por  força  de decisão  judicial,  estão  sujeitos  à  incidência  do  imposto  de  renda,  quando  do  seu  recebimento,  se  o  principal  a  que  está  correlacionado  não  possuir natureza isenta ou não­tributável.  O Contribuinte  foi  intimado  em  24/08/2004  e  interpôs  Recurso Voluntário  em 23/09/2004 onde aduz em sua defesa:  a)  Falta de capacidade patrimonial e financeira;  b)  Necessidade  de  convocação  da  COPEL­  para  informar  nestes  autos  se  recolheu ou não o imposto de renda referente a demanda trabalhista;  c)  Que  a  responsabilidade  pelo  recolhimento  do  IR  foi  atribuída,  pela  sentença trabalhista à empresa COPEL;  d)  Que seja  reformado o Acórdão da 4ª Turma,  isentando­o do pagamento  de  qualquer  valor  a  título  de  imposto  de  renda,  juros  e  correção  monetária,  multas  e  quaisquer  outras  penalidades  oriundas  do  presente  feito.  É o relatório.  Voto             Conselheiro ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN  O  Recurso  é  tempestivo  e  preenche  os  demais  pressupostos  legais,  dele  conheço e passo a análise do mérito.  Discute­se  no  presente  processo  a  responsabilidade  pelo  recolhimento  do  imposto de renda sobre verbas recebidas em reclamatória trabalhista.  O  auto  de  infração  foi  lavrado  em  26/04/2004  e  refere­se  a  rendimentos  recebidos no ano­calendário, tendo em vista que o contribuinte não ofereceu os rendimentos à  tributação, sendo que para o exercício de 2002, apresentou declaração de isento (fls. 83).  Fl. 3DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN     4 No  concernente  as  alegações  de  responsabilidade  da  fonte  pagadora  pela  retenção e recolhimento do imposto de renda e de impossibilidade de se cobrar do impugnante  o imposto em questão, é de se verificar as disposições contidas no Parecer Normativo COSIT  nº. 01, de 2002, o qual abaixo em parte transcrevo, e é integralmente acolhido por mim:  .........................................................................................................  IRRF.  ANTECIPAÇÃO  DO  IMPOSTO  APURADO  PELO  CONTRIBUINTE. RESPONSABILIDADE.  Quando a incidência na fonte tiver a natureza de antecipação do  imposto a ser apurado pelo contribuinte, a responsabilidade da  fonte  pagadora  pela  retenção  e  recolhimento  do  imposto  extingue­se,  no  caso  de  pessoa  física,  no  prazo  fixado  para  a  entrega  da  declaração  de  ajuste  anual,  e,  no  caso  de  pessoa  jurídica,  na  data  prevista  para  o  encerramento  do  período  de  apuração  em  que  o  rendimento  for  tributado,  seja  trimestral,  mensal estimado ou anual.  IRRF.  ANTECIPAÇÃO  DO  IMPOSTO  APURADO  PELO  CONTRIBUINTE.  NÃO  RETENÇÃO  PELA  FONTE  PAGADORA. PENALIDADE.  Constatada a falta de retenção do imposto, que tiver a natureza  de  antecipação,  antes  da  data  fixada  para  a  entrega  da  declaração de ajuste anual, no caso de pessoa física, e, antes da  data prevista para o encerramento do período de apuração em  que o rendimento for tributado, seja trimestral, mensal estimado  ou  anual,  no  caso  de  pessoa  jurídica,  serão  exigidos  da  fonte  pagadora o imposto, a multa de ofício e os juros de mora.  Verificada  a  falta  de  retenção  após  as  datas  referidas  acima  serão exigidos da fonte pagadora a multa de ofício e os juros de  mora  isolados,  calculados  desde  a  data  prevista  para  recolhimento do  imposto que deveria  ter  sido  retido até a data  fixada para a entrega da declaração de ajuste anual, no caso de  pessoa  física,  ou,  até  a  data  prevista  para  o  encerramento  do  período  de  apuração  em  que  o  rendimento  for  tributado,  seja  trimestral,  mensal  estimado  ou  anual,  no  caso  de  pessoa  jurídica; exigindo­se do contribuinte o imposto, a multa de ofício  e  os  juros  de  mora,  caso  este  não  tenha  submetido  os  rendimentos à tributação.  .........................................................................................................  Sujeição passiva tributária em geral  2. Dispõe o art. 121 do CTN:  "Art.  121.  Sujeito  passivo  da  obrigação  principal  é  a  pessoa  obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.  Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz­ se:  I  ­  contribuinte,  quando  tenha  relação  pessoal  e  direta  com  a  situação que constitua o respectivo fato gerador;  Fl. 4DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 10907.000823/2004­17  Acórdão n.º 2802­00.499  S2‐TE02  Fl. 3          5 “II  ­  responsável,  quando,  sem  revestir  a  condição  de  contribuinte,  sua  obrigação  decorra  de  disposição  expressa  de  lei.”  3. Como visto, a sujeição passiva na relação jurídica tributária  pode se dar na condição de contribuinte ou de responsável. Nos  rendimentos sujeitos ao imposto de renda na fonte o beneficiário  do  rendimento  é  o  contribuinte,  titular  da  disponibilidade  econômica  ou  jurídica  de  renda,  a  que  se  refere  o  art.  43  do  CTN.  4. A fonte pagadora, por expressa determinação legal, lastreada  no parágrafo único do art.  45 do CTN,  substitui  o  contribuinte  em  relação  ao  recolhimento  do  tributo,  cuja  retenção  está  obrigada a fazer, caracterizando­se como responsável tributário.  5.  Nos  termos  do  art.  128  do  CTN,  a  lei,  ao  atribuir  a  responsabilidade  pelo  pagamento  do  tributo  à  terceira  pessoa  vinculada  ao  fato  gerador  da  obrigação  tributária,  tanto  pode  excluir a responsabilidade do contribuinte como atribuir a este a  responsabilidade em caráter supletivo.  6.  A  fonte  pagadora  é  a  terceira  pessoa  vinculada  ao  fato  gerador  do  imposto  de  renda,  a  quem  a  lei  atribui  a  responsabilidade  de  reter  e  recolher  o  tributo.  Assim,  o  contribuinte  não  é  o  responsável  exclusivo  pelo  imposto.  Pode  ter  sua  responsabilidade  excluída  (no  regime  de  retenção  exclusiva)  ou  ser  chamado  a  responder  supletivamente  (no  regime de retenção por antecipação).  7. No caso do imposto de renda, há que ser feita distinção entre  os dois regimes de retenção na fonte: o de retenção exclusiva e  o  de  retenção  por  antecipação  do  imposto  que  será  tributado  posteriormente pelo contribuinte.  .........................................................................................................  Imposto retido como antecipação  11.  Diferentemente  do  regime  anterior,  no  qual  a  responsabilidade  pela  retenção  e  recolhimento  do  imposto  é  exclusiva da fonte pagadora, no regime de retenção do imposto  por  antecipação,  além  da  responsabilidade  atribuída  à  fonte  pagadora para a retenção e recolhimento do imposto de renda  na  fonte,  a  legislação determina que a apuração definitiva do  imposto de renda seja efetuada pelo contribuinte, pessoa física,  na  declaração  de  ajuste  anual,  e,  pessoa  jurídica,  na  data  prevista para o encerramento do período de apuração em que o  rendimento  for  tributado,  seja  trimestral, mensal  estimado  ou  anual.  Responsabilidade  tributária  na  hipótese  de  não­retenção  do  imposto  12. Como o dever do contribuinte de oferecer os rendimentos à  tributação surge tão­somente na declaração de ajuste anual, no  Fl. 5DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN     6 caso de pessoa física, ou, na data prevista para o encerramento  do período de apuração em que o rendimento for tributado, seja  trimestral,  mensal  estimado  ou  anual,  no  caso  de  pessoa  jurídica,  ao  se  atribuir  à  fonte  pagadora  a  responsabilidade  tributária  por  imposto  não  retido,  é  importante  que  se  fixe  o  momento em que foi verificada a falta de retenção do imposto:  se antes ou após os prazos fixados, referidos acima.  13.  Assim,  se  o  fisco  constatar,  antes  do  prazo  fixado  para  a  entrega da declaração de ajuste anual, no caso de pessoa física,  ou,  antes  da  data  prevista  para  o  encerramento  do  período  de  apuração  em  que  o  rendimento  for  tributado,  seja  trimestral,  mensal  estimado  ou  anual,  no  caso  de  pessoa  jurídica,  que  a  fonte pagadora não procedeu à retenção do imposto de renda na  fonte,  o  imposto  deve  ser  dela  exigido,  pois  não  terá  surgido  ainda para o contribuinte o dever de oferecer tais rendimentos à  tributação.  Nesse sentido, dispõe o art. 722 do RIR/1999, verbis:  "Art.  722.  A  fonte  pagadora  fica  obrigada  ao  recolhimento  do  imposto, ainda que não o tenha retido (Decreto­Lei nº. 5.844, de  1943, art. 103).  13.1. Nesse  caso,  a  fonte  pagadora  deve  arcar  com  o  ônus  do  imposto,  reajustando  a  base  de  cálculo,  conforme  determina  o  art. 725 do RIR/1999, a seguir transcrito.  "Art. 725. Quando a fonte pagadora assumir o ônus do imposto  devido  pelo  beneficiário,  a  importância  paga,  creditada,  empregada,  remetida  ou  entregue,  será  considerada  líquida,  cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto, sobre  o  qual  recairá  o  imposto,  ressalvadas  as  hipóteses  a  que  se  referem  os  arts.  677  e  703,  parágrafo  único  (Lei  nº.4.154,  de  1962, art. 5º e Lei nº. 8.981, de 1995, art. 63, § 2º)."  14.  Por  outro  lado,  se  somente  após  a  data  prevista  para  a  entrega da declaração de ajuste anual, no caso de pessoa física,  ou,  após  a  data  prevista  para  o  encerramento  do  período  de  apuração  em  que  o  rendimento  for  tributado,  seja  trimestral,  mensal  estimado  ou  anual,  no  caso  de  pessoa  jurídica,  for  constatado que não houve retenção do  imposto, o destinatário  da  exigência  passa  a  ser  o  contribuinte.  Com  efeito,  se  a  lei  exige que o contribuinte submeta os rendimentos à tributação,  apure o imposto efetivo, considerando todos os rendimentos, a  partir  das  datas  referidas  não  se  pode  mais  exigir  da  fonte  pagadora o imposto.  .........................................................................................................  16. Após o prazo final fixado para a entrega da declaração, no  caso  de  pessoa  física,  ou,  após  a  data  prevista  para  o  encerramento do período de apuração em que o rendimento for  tributado, seja trimestral, mensal estimado ou anual, no caso de  pessoa jurídica, a responsabilidade pelo pagamento do imposto  passa a ser do contribuinte.  Assim, conforme previsto no art. 957 do RIR/1999 e no art. 9º  da Lei nº 10.426, de 2002, constatando­se que o contribuinte:  Fl. 6DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 10907.000823/2004­17  Acórdão n.º 2802­00.499  S2‐TE02  Fl. 4          7 a) não submeteu o rendimento à tributação, ser­lhe­ão exigidos  o imposto suplementar, os juros de mora e a multa de ofício, e,  da fonte pagadora, a multa de ofício e os juros de mora;  b) submeteu o rendimento à  tributação, serão exigidos da fonte  pagadora a multa de ofício e os juros de mora.  (grifos meus)  .........................................................................................................  Ou seja,  a própria  sistemática do  regime de  fonte e de declaração de ajuste  anual  confere  ao Fisco Federal  o poder de  exigir do  contribuinte o  imposto devido  sobre os  rendimentos tributáveis, mesmo que não tenha sido anteriormente retido. Há, com isso, mero  deslocamento  temporal  do  gravame  a  ser  suportado  pelo  contribuinte,  que  deixa  de  ser  o  momento da percepção dos rendimentos e passa a ser o do vencimento do imposto devido na  declaração.  Contudo, aspecto importante para deslinde da questão diz respeito ao fato de  ser  o  rendimento  tido  como  omitido,  proveniente  de  ação  trabalhista.  Sendo  que  as  verbas  devidas  foram  pagas  através  de  duas  guias  de  retirada,  sendo  que  ambas  as  parcelas  foram  recebidas  em  15/10/2001,  no  valor  de  R$  105.455,66  e  a  outra  parcela  no  valor  de  R$  21.672,35, conforma guia de retirada 309/2001 (fls. 19) e 310/2001 (fls.18).  Referidos  valores  foram  pagos  após  sentença  da  1  Vara  da  Justiça  do  Trabalho, RT 2181/95. Depreende­se do processo que referidas verbas trabalhistas foram pagas  a título de horas extras, sobreaviso, dupla função, com respectivos reflexos (fls76), sendo que,  posteriormente,  por  haver  divergência  nos  cálculos  do  crédito  deferido  na  referida  ação  trabalhista, as partes fizeram um acordo, homologado pela justiça do trabalho, para definição  do valor.   Com  a  edição  do  Parecer  PGFN/CRJ/Nº  287/2009  sedimentou­se  o  entendimento  de  que  não  pode  prevalecer  a  tributação  integral  de  verbas  recebidas  acumuladamente segundo a tabela progressiva vigente no mês do recebimento. De tal Parecer  sobreveio o AD PGFN nº 1/2009, com o seguinte teor:  “ATO DECLARATÓRIO Nº 1, DE 27 DE MARÇO DE 2009  O  PROCURADOR­GERAL  DA  FAZENDA  NACIONAL,  no  uso  da  competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº  10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro  de  1997,  tendo  em  vista  a  aprovação  do  Parecer  PGFN/CRJ/Nº  287/2009,  desta  Procuradoria­Geral  da  Fazenda  Nacional,  pelo  Senhor  Ministro  de  Estado  da  Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 13/05/2009,  DECLARA  que  fica  autorizada  a  dispensa  de  interposição  de  recursos  e  a  desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante:  "nas  ações  judiciais  que  visem  obter  a  declaração  de  que,  no  cálculo  do  imposto  renda  incidente  sobre  rendimentos  pagos  acumuladamente,  devem  ser  levadas  em  consideração  as  tabelas  e  alíquotas  das  épocas  próprias  a  que  se  referem tais rendimentos, devendo o cálculo ser mensal e não global.".  Fl. 7DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN     8 JURISPRUDÊNCIA: Resp 424225/SC (DJ 19/12/2003); Resp 505081/RS (DJ  31/05/2004);  Resp  1075700/RS  (DJ  17/12/2008);  AgRg  no  REsp  641.531/SC  (DJ  21/11/2008); Resp 901.945/PR (DJ 16/08/2007).   LUÍS INÁCIO LUCENA ADAMS”  É  fato  que  efetivamente,  o  valor  recebido  pelo Contribuinte  originou­se  de  verbas devidas em diversos períodos anteriores ao ano 2001, parcelas estas que, se  levadas à  tributação na época própria, talvez sequer resultassem em imposto devido.  Conforme já assim se manifestou o Conselheiro Sidney Ferro Barros, em seu  voto que aqui reproduzo, não se trata de negar validade ao art. 12 da Lei nº 7.713/1988:  “Art.  12.  No  caso  de  rendimentos  recebidos  acumuladamente,  o  imposto  incidirá,  no  mês  do  recebimento  ou  crédito,  sobre  o  total  dos  rendimentos,  diminuídos  do  valor  das  despesas  com  ação  judicial  necessárias  ao  seu  recebimento,  inclusive de advogados, se  tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem  indenização.”   O  mencionado  Parecer,  transcrevendo  trecho  retirado  do  voto  proferido  quando  do  julgamento  do  REsp  424225/SC,  Rel.  Ministro  TEORI  ALBINO  ZAVASCKI,  PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/12/2003, DJ 19/12/2003 p. 323, sublinhou o modo como  o Pretório Superior equacionou a questão:  “A aparente antinomia dos dois dispositivos se resolve pela seguinte exegese:  o primeiro disciplina o momento da incidência; e o segundo, o modo de calcular o  imposto. Assim, no caso de rendimentos pagos acumuladamente em cumprimento de  decisão judicial, a incidência do imposto ocorre no mês de recebimento (art. 12 da  Lei  7.713/88),  mas  o  cálculo  do  imposto  deverá  considerar  os  meses  a  que  se  referirem os rendimentos (art. 521 do RIR)(...) Desse modo, configura­se descabida,  por afronta ao citado art. 521, a aplicação das tabelas e alíquotas referentes ao mês  em  que  recebidas  as  diferenças  acumuladas,  acarretando  um  ônus  tributário  ao  contribuinte  maior  do  que  o  devido  caso  a  fonte  pagadora  tivesse  procedido  tempestivamente o pagamento das diferenças salariais reconhecidas em juízo.”.  Ora, se mantida a exigência em tela é possível que se estaria, contrariamente  ao que  foi  sedimentado pelo STJ  e  recepcionado pela PGFN, homenageando a  tributação de  valores  recebidos  acumuladamente  exatamente  nos moldes  reprovados  –  ou  seja,  segundo  a  aplicação de alíquotas do imposto vigente no mês de recebimento (e no ano deste ­ 2001).  No caso dos autos, a situação é idêntica aos julgados acima apontados, logo,  por se referir a rendimentos de anos anteriores recebidos acumuladamente em decorrência da  reclamação  trabalhista  RT  2181/95,  o  valor  lançado  de  ofício  no  auto  de  infração  deve  ser  excluído da base de cálculo, nos termos do Parecer PGFN/CRJ nº 287/2009, do Despacho do  Ministro da Fazenda SN/2009, do Ato Declaratório PGFN nº 1, de 27 de março de 2009 e do  Parecer PGFN /CAT 815/2010.  Ao mesmo tempo, não compete ao órgão de julgamento refazer o lançamento  com outros critérios jurídico, mas tão somente afastar a exigência indevida.  Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário.  Sala das Sessões – DF, 23 de setembro de 2010.  (assinado digitalmente)  Fl. 8DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Processo nº 10907.000823/2004­17  Acórdão n.º 2802­00.499  S2‐TE02  Fl. 5          9   ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN ­ Relator                                Fl. 9DF CARF MF Emitido em 21/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 07/02/2011 por ANA PAULA LOCOSELLI ERICHSEN

score : 1.0