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Numero do processo: 11128.003336/98-28
Data da sessão: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 09/12/1997
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. CARBOFURAN.
A adição de dispersante tenso ativo inerte com função estabilizante atende aos requisitos técnicos para remeter a classificação fiscal do produto em posição do Capitulo 29, especificamente na posição 2932.99.14.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-000.243
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 11128.003336/98-28 Recurso n° 330.053 Especial do Procurador Acórdão n° 9103-00.243 — 3' Turma Sessão de 21 de outubro de 2009 Matéria II - CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado FMC DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ASSUNTO: ImposTo SOBRE A IMPORTAÇÃO - Data do fato gerador: 09/12/1997 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. CARBOEURAN. A adição de dispersante tenso ativo inerte com função estabilizante atende aos requisitos técnicos para remeter a classificação fiscal do produto em posição do Capitulo 29, especificamente na posição 293299.14. Recurso Especial do Procurador Negado. Acordam os membros do Colegiado, ar unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Carlos Alberto • ;Fiaarre t.to"--: Pre Mente / Susy Copeiro r% 4 n - Relatora EDITADO EM: 08/01/2010 Participaram do presente julgamento os Consellieiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Luis Marcelo Guerra de Castro e Leonardo Siade Manzan. Relatório Trata o presente de recurso especial interposto pela União (fls 241/244), em que pugna pela reforma parcial do acórdão de fls. 231/239, proferido pela antiga 2 Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte, por considerar corretas as classificações tarifárias adotadas pelo contribuinte nas importações objeto dos presentes autos. Por bem relatar os fatos, adoto como parte deste, o relatório emitido no Acórdão recorrido, que a seguir transcrevo: A interessada submeteu a despacho, através das Declarações de Importação 97/1216576-0 (fls. 27) e 97/1154074-6 (fis.11), os produtos descritos como CARBOFURAN, mercadoria destinada à preparação de inseticidas para uso exclusivo na agricultura, classificando-o no código 2932.99.14, relativo a Outros compostos heterociclicos exclusivamente de heteroátomo(s) de nitrogênio, e ALFACIPERMETRINA, classificando-o no código 2926.90.99, relativo a Outros compostos de função nitrila. Retiradas amostras das referidas mercadorias quando do despacho aduaneiro, f ram elaborados Laudos Técnicos do LABANA (às fls. 40 e 20), os quais concluíram que os produtos tratavam-se, na verdade, de preparação inseticida à base Metil Carbamato de 2,3-Di- Hidro-2,2-Dimetil-7-Benzofuralina (Carhofuran) e Lignossulfonato, na forma de pó, e Mistura de Isômeros (1 RS)-Cis-3-(2,2- Diclorovini1)-2,2-Dimetilciclopropanocarboxilato de (R,S)-alfa Ciano-3- Fenoxibenzila; (Alfa-Cipermetrina), um Composto de Função Nitrila. O Fisco, com base nos mencionados laudos do LABANA, desconsiderou as classificações utilizadas pelo importador, enquadrando as mercadorias, respectivamente, nos códigos 3808.10.29 (Inseticidas apresentados em quaisquer formas ou embalagens para venda a retalho ou corno preparações ou ainda sob a forma de artigos, tais como fitas, mechas e velas sulfuradas e papel mata-moscas) e 2926.9013 (Cipermetrina), do que resultou insuficiência de recolhimento de tributo em função de aliquotas maiores para o Imposto de Importação. Assim, foi lavrado Auto de Infração (fls. 01 a 03) para exigência de Imposto de Importação, juros, multa de mora (relativamente ao produto alfacipermetrina), prevista no art. 61, parágrafo 2 0 da Lei 9430/96, e multa de oficio, por declaração inexata (com relação ao produto carbofuran), prevista no art. 44, 1 da Lei 9.430/96. Inconformada com a autuação, a interessada impugnou às fls. 58 a 64, alegando, em síntese, que: - os produtos importados foram corretamente classificados; - o Carbofuran é um produto técnico que deverá ser processado para que se obtenha o resultado a que se destina, ou seja, ser utilizado como um inseticida; - na concentração em que se encontra, o produto Carbofuran não tem aplicação para pronto uso e nem se trata de unia preparação; - a Alfacipermetrina trata-se de produto técnico, destinado à formulação de ectoparasiticidas para uso veterinário; 2 • Processo n° 11128.003336/98-28 CSRF-T3 Acórdão n.° 9103-00.243 Fl. "° - é correta a classificação 2926.90.99, por não haver classificação específica para o produto Alfacipermetrina; - requer novo exame pericial; e - requer a improcedência da ação fiscal. Tendo em vista que a solução do litígio demandava melhores esclarecimentos técnicos, foi o presente transformado em diligência e encaminhado para a Alfândega do Porto de Santos (fls. 94), para que fossem providenciados laudos complementares, tendo obtido corno resposta a Informação Técnica n° 092/2000 do LABANA, parte I (fls. 97 a 100), relativa ao CARBOFURAN, e parte II (fls. 122 a 124), relativa à Alfacipermetrina. O Carbofuran foi identificado como preparação inseticida intermediária à base Metil Carbamato de 2,3-Di-Hidro-2,2-Dimetil-7-Benzofuralina (Carbofuran) e Lignossulfonato, na forma de pó, sendo este último um aditivo, adicionado com a finalidade de facilitar a dispersão ou suspensão do ingrediente ativo Carbofuran A Alfacipermetrina foi identificada como uma mistura de dois isômeros (RS)- Ciano-3-fenoxibenzil (1 RS)-Cis-3-(2,2-diclorovini1)-Ciclopropanocarboxilato da Cipermetrina, um éster do álcool alfa-ciano-3-fenoxi-benzilico uma cipennetrina, um composto de função nitrila, ou seja, é constituída de dois isômeros da cipermetrina. Notificada da diligência, a interessada manifestou-se (fls. 141 a 146) alegando, em síntese, que: - o laudo atesta que o Carbofwan trata-se de produto técnico para a formulação de inseticida e que a adição de lignossulfonato não retira dele essa condição; - a adição de lignossulfonato não permite enquadrar a mercadoria no código 3808.1029, por se tratar de aditivo inerte; - anexa laudo do INT onde consta que o Carbofuran não se trata de preparação; - o laudo assevera que alfacipermetrina não pode ser considerada cipennetrina; - a cipennetrina é constituída pela mistura de oito isômeros e a alfacipermetrina é constituída de dois isômeros da cipemietrina, sendo fórmulas e produtos diferentes; e - na hipótese de dúvidas, deve ser feita nova perícia pelo INT. A interessada também juntou o Relatório Técnico n° 000.339 do INT (fls. 147 a 152) que, relativamente à alfa-cipermetrina, diz tratar-se de um sub-conjunto dos estereoisômeros da cipermetrina, existindo ainda outros sub-conjuntos de estereoisômeros da cipermetrina, como a beta-ciperrnetrina, a teta-cipennetrina e a zeta-cipermetrina. A DR.I/SPO II, pelo Acórdão 5968, de sua 2' Turma, em 06/02/2004 (fls. 154/165), que leio em Sessão, considerou o lançamento procedente, mantendo o crédito tributário de R$145.820,18, sendo 80.476,42 de II, 7.009,50 de juros de 3 mora, 57.598,60 de multa do II (Art. 44 da Lei 9430/96), mais 735,66 de multa de mora, com a seguinte Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - Data do fato gerador: 09/12/1997 Ementa: Classificação Fiscal. O produto identificado pelo LABANA como Alfa Cipermetrina apresenta correta classificação tarifária no código 2926.90.23, por se tratar de uma mistura de isorneros da Cipermetrina, conforme Nota 1, B do Capítulo 29, sendo cabíveis os juros e a multa de mora aplicados em função de falta de recolhimento de tributo pela alíquota correta. Assunto: Imposto sobre a Importação - Data do fato gerador: 29/12/1997 Ementa: Classificação Fiscal. O produto identificado pelo LABANA como preparação inseticida intermediária à base de Carbofurano e Lignossulfonato apresenta correta classificação tarifária no código 3808.10.29, sendo cabíveis os juros de mora aplicados em função de falta de recolhimento de tributo pela aliquota correta, além da multa de oficio por declaração inexata. Lançamento Procedente. Irresignada, a interessada apresentou Recurso Voluntário, em 22/04/2004, tempestivo e com garantia de instância, de fls. 170/179, cujos pontos essenciais leio em Sessão, repetindo suas argüições já trazidas numa exposição mais didática e com citação jurisprudencial. Através de Memorando, a DRF/CAMPINAS, de 24/01/2005 (fis. 198) remete a este Conselho expediente da interessada que anexa decisão em Ação Declaratoria prolatada, em 05/11/2004, pela 4 a Vara da Justiça Federal de Santos instaurada pela ora Recte., a qual acolhe o pedido feito na inicial de anular oAI ea decisão de 1a Instância, por entender a Autoridade Judiciária que estava correta a classificação tarifária adotada pela importadora para o produto Carbofuran (fls. 200 a 209). A Recorrente junta cópia da decisão, embora referente a outro processo administrativo, e no seu expediente, pede, em conseqüência, o cancelamento do AI, e diz "não existindo, assim, qualquer multa a ser imposta" . Este processo é enviado a este Relator em despacho de fls. 210. É o relatório. Em sessão realizada no dia 21 de março de 2006, a maioria dos membros da antiga 2" Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes deu provimento ao recurso voluntário, por entender que as classificações tarifárias utilizadas pelo contribuinte nas importações dos produtos Alfa Cipermetrina e Carbofuran estariam corretas. No que concerne ao produto Carbofuran, os Ilustres Conselheiros acataram o a decisão judicial proferida nos autos da Ação Declaratória n° 97.0202335-1, que reconheceu correta a classificação adotada pelo contribuinte, determinando a anulação do Auto de Infração e Imposição de Multa relativo ao Processo Administrativo no 11128.001845/95-28. Com relação ao produto Alfa Cipermetrina, houve acatamento da decisão proferida no julgamento do Recurso n° 129.826, de relatoria do Conselheiro Paulo Roberto Cucco Antunes, e de interesse do mesmo contribuinte, declarando correta a classificação utilizada na importação em discussão. No presente recurso especial, o Procurador pleiteia a reforma na decisão quanto ao produto Carbofuran, alegando que o contribuinte descreveu a mercadoria de forma 4 • Processo n° 11128.003336/98-28 CSRF-T3 Acórdão n.° 9103-00.243 Fl. 3 incorreta na DI, informando o produto apenas como Carbofuran, omitindo a informação de que tal produto continha Lignossulfonato, "que se trata de um aditivo adicionado em preparações de produtos agroquimicos com a finalidade de facilitar a dispersão ou suspensão do ingrediente ativo CARBOFURAN." Afirma ainda que a decisão judicial acatada pelos Ilustres Conselheiros no presente julgamento ainda não transitou em julgado, afrontando assim, a legislação nacional que trata a matéria. Por fim, requer a reforma na decisão com relação ao produto Carbofuran, cuja correta classificação é a posição 38.08.10.29. Em contrarrazões (fls. 258/272), o contribuinte alega que o recurso da União não deve ser conhecido, posto que não demonstrou de maneira expressa qual a lei ou decreto teria sido contrariado pelo v. Acórdão. E que o fato de o acórdão recorrido ter como fundamento uma decisão judicial não transitada em julgado, não é requisito para admissibilidade do recurso especial, conforme se denota da análise do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes. Quanto ao mérito, reitera os argumentos aduzidos em sua defesa, baseando-se no Laudo Técnico do INT para afirmar que a classificação por ele adotada na importação do produto Carbofuran estava correta, conforme estabelece a decisão recorrida. Em síntese, é o relatório. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora. Analisando os requisitos de admissibilidade, verifica-se que o recurso é tempestivo e, com relação à comprovação de contrariedade à lei, entendo igualmente cumprido, tendo em vista que o recursos versa sobre a aplicabilidade das próprias normas contidas nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado. Trata o presente de recurso especial por maioria, interposto pela União (fls. 241/244) em que pugna pela reforma parcial do Acórdão de fls. 2311239, proferido pela antiga 2' Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte, por considerar corretas as classificações tarifárias adotadas pelo contribuinte nas importações objeto dos presentes autos. A discussão reclusa] restringe-se à verificação da correta classificação do produto Carbofuran, tendo sido classificado pelo contribuinte na posição 2932.9914 e requerida pela União na posição 3808.1029. De um lado o contribuinte defende o seu posicionamento, já tendo tido inúmeras vitórias, tanto na esfera judicial como administrativa e a Recorrente, Fazenda Nacional, afirma que o produto CARBOFURAN com a presença de ingrediente inerte lianossulfonato não pode ser classificado como produto técnico, agregado à assertiva de que a a6— decisão judicial na qual se fundou o V. Acórdão (decorrente de outro processo administrativo em que se discutia a classificação fiscal do mesmo item) não haveria transitado em julgado em favor da Recorrida. A Recorrida, por sua vez, afirma com relação ao lignossulfonato, que há eito de interpretação da Fazenda Nacional e que tal erro está no fato de não conseguir distinguir que a mercadoria importada pela recorrente — CARBOFURAN — é um produto técnico que servirá como matéria-prima de natureza ativa (ingrediente ativo), destinada ao desenvolvimento de formulações (agrotóxicos); O ERRO DE INTERPRETAÇÃO DA RECORRENTE reside na constatação de que as formulações não são compostas somente pelo ingrediente ativo CARBOFURAN, mas também por outros ingredientes de natureza inerte, que fazem parte da formulação. O ingrediente ativo CARBOFURAN, na condição de produto técnico, é impossível de se aplicar diretamente na semente, no solo, bem como, nas plantas uma vez que, o objetivo desejado somente será alcançado se utilizado o aputóxico (formulação) e não, simplesmente, o princípio ativo CARBOFURAN. Na verdade sobre tal questão pronunciou-se o Instituto Nacional de Tecnologia - INT, em seu lado juntado neste processo:• "(...). Ou seja, o produto em questão é um produto técnico que deverá, ainda, ser processado, de modo a permitir sua utilização como inseticida, uma vez que não são utilizados diretamente na agricultura, produtos com teor de princípio ativo (85,7%) tão elevado. E, ainda mais, continua o INT, em seu laudo: Trata-se de uma preparação? Não, os inseticidas são formulados em duas formas: líquido e sólido. A forma líquida compreende soluções concentrações emulsionáveis e a sólida os pós molháveis, pós concentrados, pós simples e grânulos. No presente caso trata-se de um produto técnico. É um pó feito pela mistura do pesticida com uma sustância inerte. O pesticida apresenta-se em concentração elevada, de modo que o produto não pode ser aplicado sem uma prévia diluição. Ademais o laudo conclui que Lignossulfonato ó um mero agregado ao ingrediente ativo CARBOFURAN com finalidade única de facilitar sua disposição ou suspensão nas preparações. Importante, neste voto, trazer as notas explicativas do Capitulo 29, em que está inserida a classificação pretendida pelo contribuinte: que dispõem que "ressalvadas as disposições em contrário, as posições do presente Capítulo apenas compreendem": a) os compostos orgânicos de constituição química definida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas; b) as misturas de isómeros de um mesmo composto orgânico (mesmo contendo impurezas), com exclusão das misturas de isdmeros (exceto estereoisómeros) dos hidrocarbonetos aciclicos, saturados ou não (Capitulo 27); d) as soluções aquosas dos produtos das alíneas a), b) ou c) acima; (-'1\C Processo n° 11128.003336/98-28 CSRF-T3 Acórdão n.° 9103-00.243 Fl. 4 e) as outras soluções dos produtos das alíneas a), b) ou c) acima, desde que essas soluções constituam um modo de acondicionamento usual e indispensável, determinado exclusivamente por razões de segurança ou por necessidades de transporte, e que o solvente não torne o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral; O os produtos das alineas a), b), c), d) ou e) acima, adicionados de um estabilizante (ou mesmo de um agente antiaglomerante) indispensável à sua conservação ou transporte; •-• • É certo, todavia, que esta classificação já foi objeto de amplo debate, que culminou no Poder Judiciário, como noticiado pela Recorrida, com êxito para a Recorrida em primeira e segunda instâncias judiciais. Como noticiado pela Recorrida, a jurisprudência administrativa e judicial lhe é favorável. Assim, sem maiores delongas, cito os seguintes julgados: "EMENTA: CLASSIFICAÇÃO - O produto de nome comercial CARBOFURAN técnico, nome químico 2,3 DIHYDRO, 2,2 DIMETIL - 7 BENZO FURANYL METIL CARBAIVATO, com concentração carbofuran de 94,6% consoante relatório técnico n° 103.575 do I.IV.7'. classifica-se no código TAB/SH 2932.90.01.00. Recurso provida" (Terceiro Conselho de Contribuintes - Primeira Câmara - Processo n° 10845.007853/93-30 - Acórdão n° 301-28617 -- Decisão unânime) EMENTA: Importação. Classificação. Carbofuran técnico (nome químico: 2,3 dihidro 2,2 dimethil 7 bensofuranyl metyl carbomate) na concentração mínima de 85% Produto de composição química definida. Reconhecido que a adição do produto tenso-ativo aniiinico só pode destinar-se a conferir vantagem quando da formulação do produto final, isto é tem por finalidade facilitar seu emprego e não melhorar suas qualidades; que não ficou alterada a constituição química do produto; nem ficou alterado o seu uso para aplicações especiais de preferência a sua aplicação final. Classificação fiscal no código TAB 29.35.99.00. Recurso provido. (Terceiro Conselho de Contribuintes - Primeira Câmara - Processo n° 10845001738/91-17 - Acórdão n° 301-27593 - Decisão unânime) E, para finalizar, tomo, por seus próprios fundamentos, as razões de decidir do Ilustre Conselheiro Dr. Luiz Roberto Domingo, nos autos do Processo n° 11128.003335/98- 65, Acórdão n° 301-33.014, julgado na sessão de 12 de julho de 2006: Conheço do Recurso Voluntário por ser tempestivo, por atender aos requisitos regulamentares de admissão e por conter matéria de competência deste Conselho. l "/ 7 O ponto controvertido da lide é a divergência na classificação tarifária de produto químico denominado comercialmente e descrito como: CARBOFURAN — 95% - nome químico: 2,3 DIHYDRO 2,2 DIMETHYL — 7 —BENZOEUReluNYL — CARBAMATE importado e registrado sob D.I 97/913950-9, A fiscalização sob o argumento da mercadoria tratar-se a de uma preparação intermediária,tendo em vista a presença do principio ativo inseticida, adicionado de dispersante (Lignossulfonatos — surfactante aniênico — tensoativo) e reclassificou a mercadoria importada na posição 3808.10.29. A Reconente afirma que a mercadoria é um produto técnico que servirá como matéria-prima de natureza ativa (insumo-ingrediente ativo), destinada ao desenvolvimento de formulações (ingrediente ativo + ingrediente inerte) na produção de agotoxicos). E não pode ser utilizado isoladamente, pois, não atende - aos fins aos quais é destinado, como formulação, quais sejam: tratar &doentes antes do plantio, ser aplicada diretamente no solo ou utilizado na pulverização de plantas.Trata-se de insumo na produção de formulação e não de preparação intennediária, desta forma classifica-se na posição 29.32.90.01.00 equivalente a posição 2932.99,14. A aplicação das Regras de Interpretação do Sistema Harmonizado exige do henneneuta a compreensão das características intrínsecas e extrinsecas das mercadorias objeto da análise, com o fim de corretamente classifica-las nas respectivas posições. Desta forma devemos buscar na legislação especifica, quais são as definições e terminologias empregadas com intuito de, por este caminho, traçar as premissas para balizar a averiguação das características intrínsecas e extrínsecas da mercadoria e assim classificá-la. No caso em tela são aplicáveis definições enunciadas no Decreto 98.916/90 que regulamenta a lei 7.802/89, vejamos: "Art. 10 Para os efeitos deste Decreto, entende-se por: 1 - aditivo - substância ou produto adicionado a agrotóxicos, componentes e afins, para melhorar sua ação, função, durabilidade, estabilidade e detecção ou para facilitar o processo de produção; (-4 IV - agotoxicos e afins - produtos e agentes de processos fisicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossisternas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento; VII - componentes - princípios ativos, produtos técnicos, suas matérias- primas, ingredientes inertes e aditivos usados na fabricação de agotoxicos e afins; (...) XVIII - ingrediente inerte ou outro ingrediente - substância ou produto não ativo em relação à eficácia dos agrotoxicos e afins, usado apenas como veiculo, diluente ou para conferir características próprias às formulações; r-k 8 Processo n° 11128.003336198-28 CSRF-T3 Acórdão n.° 9103-00.243 EL 5 (..-) XXIV - matéria-prima - substância, produto ou organismo utilizado na obtenção de um ingrediente ativo, ou de um produto que o contenha, por processo químico, fisico ou biológico; XXXVII - produto técnico - produto obtido diretamente de matérias-primas por processo químico, físico ou biológico, destinado à obtenção de produtos formulados ou de pré-misturas e cuja composição contenha teor definido de ingrediente ativo e impurezas, podendo conter estabilizantes e produtos relacionados, tais como isâmeros." (grifo nosso) Diante das definições legais apresentadas podemos concluir que o produto CARBOFURAN é um produto técnico destinado a obtenção de formulados. A mercadoria importada é composta em maior percentual de produto de alta concentração de ingrediente agmtóxico, portanto, necessita ser díluido, ou seja, que seja adicionado de ingrediente inerte que, por definição legal é considerado inerte por não agir na formulação com o intuito de aumentar ou diminuir a eficácia do agrotoxico, tomando-o apropriado ao uso. A mercadoria em questão é adicionada de um dispersante, trata-se de espécie de tensoativo, que segundo definição da Enciclopédia Tecnológica Planetarium "é uma substância que, em solução abaixa a tensão superficial do solvente", que altera as características fisicas de uma possível solução mas não exerce influência sobre a função agrotoxica do CARBOFURAN, é ingrediente inerte em relação a função agrotoxica desejada, exerce, em particular, a função dispersante O limiossulfonato é um dispersante (que adicionado a agroquímicos, geram dispersões estáveis a qualquer tipo de inseticida, herbicida, fungicida, incluído na fórmula como pó molhável ou concentrado). A adição do dispersante não torna a mercadoria apta para uso especifico de preferência a sua aplicação geral, bem como confere vantagem, somente no momento da preparação da formulação. O capitulo 29 compreende as Soluções não aquosas bem COMO OS compostos, mesmo que adicionados de um estabilizante. De outro lado, o laudo apresentado, elaborado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (fls. 120/126), é categórico ao afirmar que as demais "impurezas provenientes do processo de fabricação". Desta fonna, conclui-se que o produto CARBOFURAN atende às características pertinentes ao Capitulo 29. Diante do exposto DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. Assim, adotando todas as razões de decidir do acórdão acima transcrito, diante de todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DO PROCURADOR, posto que correta a classificação adotada pelo Contribuinte. À SUSy s 'e afill 9
score : 1.0
Numero do processo: 10680.010773/91-84
Data da sessão: Tue Aug 22 00:00:00 UTC 1995
Ementa: ILEGITIMIDADE DE PARTE PASSIVA - NULIDADE DO LANÇAMENTO -
Configurada a incorreta identificação do sujeito passivo da obrigação tributária, contra o qual foi efetuado o lançamento do crédito tributário, nula é a ação fiscal instaurada pela
repartição aduaneira. Acolhida preliminar de nulidade levantada pelo Conselheiro Relator.
Numero da decisão: 302-33.105
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em acolher a preliminar de nulidade do processo, por ilegitimidade de parte passiva levantada pelo Conselheiro relator, vencidos os Conselheiros Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Elizabeth Maria Violatto e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES
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Numero do processo: 10880.025511/88-26
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 1991
Ementa: DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU.
Havendo dúvidas na conclusão da decisão
de primeiro grau esta deverá ser re re-tificada pela autoridade que a proferira nos termos do art. 32 do Decreto n° 70.235/72.
Numero da decisão: 103-11.120
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, restituir os autos a DRF São Paulo-SP., a fim de que a decisão de primeira instância seja re -ratificada nos termos e limites do voto do Relator
Nome do relator: Márcio Machado Caldeira
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ACÓRDÃO N9-103.1,11.4.12 O Recumone 62.364 - PIS DEDUÇÃO - EXS: DE 1987 Recorrente HB CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA RecooW DRF EM SÃO PAULO - SP DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. Havendo dúvidas na conclusão da decisão de primeiro grau esta deverá ser re-ra tificada pela autoridade que a proferira', nos termos do art. 32 do Decreto n9 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por, HB CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, restituir os autos a DRF -São Paulo-SP., a fim de que a decisão de primeira instância seja re -ratificada nos termos e limites do voto do Relator. Sal= é.- 5es(DF)., 14 de março de 1991 OP-- I* MAC . 0 CA1DEIRA - PRESIDENTE E RELATOR 1 • VISTO EM HOLAN'A BRAGA - PROCURADOR DA FAZENDA :ESSAD DE 1 8 ABR 1991 NACIONAL ...rticiparam, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: RIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO, DICLER DE ASSUNÇÃO, CARLOS EMA DOS SANTOS PAIVA (SUPLENTE), ANTONIO PASSOS COSTA DE OLIVEIRA, VIC LUIS DE SALLES FREIRE. Ausente por motivo justificado o Conselheiro - Alberto Cava Maceira. netWOillaum Processo n9 10880/025.511/88-26 .urso n9 62.364 &dão n9103-11.120 -corrente MB CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA 'RELATÓRIO ' . MB CORRETORA DE SEGUROS S/C LTDA., estabelecida em São Paulo-SP, ã Av. São Luiz n9 50, 239 andar, conj. 231-A, inscrita no CGC sob n9 46,374.989/0001-02, inconformada com a:decisão de primeiro grau, de fls. 124/127, recorre a este Conselho de Contribuintes median te a petição de fls. 135/156. O litígio do presente processo foi instaurado com a im pugnação ao auto de. infração de fls. 80, que exige do contribuinte 241,35 OTN de 2I5/DEDUÇA0 do Imposto de Renda, 120,67 OTN de multa e juros moratórios, em decorrência de lançamento de imposto de renda-pes soa jurídica, no qual foram apuradas infrações àquela legislação econs_ tantas do Processo n9 10880/025.509/88-84. Dentro do prazo regulamentar a autuada apresentou suas razões de defesa, alinhadas na impugnação de fls. 84/103, solicitando, ao final, que fosse julgada improcedente a ação fiscal. Dentre estas razões, alega que a fiscalização, na apuração da base de cálculo do imposto, transformou o montante glosado pela OTN "pro rata" de Cz$ 121,16, obtendo um lucro real maior que o devido, com base no artigo-18 do Decreto-lei n9 2.323/87 e Instrução Normativa SRF n9 29/87, quandc este citado artigo 18 é inconstitucional. Após a apreciação da impugnação, por parte do audit fiscal autuante, foi julgada a lide, com a seguinte decisão: "Julgo procedente a exigência fiscal e deter o prosseguimento da cobrança do crédito til' rio lançado, com os acréscimos legais de a, com o Decreto-lei n9 2.471/88, artigo 9, V. , No' demonstrativo do crédito tributário exigidb ,-. do, integrante da decisão, discrimina PIS/DEDUÇÃO do Imposto de C------- no montante de 241,35 OTN e multa de 120,67 OT SI NVIÇO PUULICO I Itt UM. Processo n9 10880/025.511/88-26 Acórdão n9 103-11220 Intimada desta decisão em 05.09.90, interpôs a autua, recurso, mantendo sua discordância do feito fiscal, em sua totalided e, especificamente quanto ao montante do crédito tributrio, alega contradição entre o teor da decisão e sua conclusão, ao demonstrar . crédito tributário calculado na forma do Decreto-lei n9 2.323/87 e nã, como no Decreto-lei n9 2.471/88 como decidira. • Juntamente com o recurso foi apresentada petição ao De legado da Receita Federal, na qual se requer as providências necessá - rias para alteração dos valores exigidos a titulo de crédito tributá - rio, conforme manifestamente expresso no decisão, reabrindo-se (prazo para pagamento do crédito tributário exigido, com redução de 50% da multa, conforme facultado pelo artigo 728,5 29, do RIR/80. É o relatório. VOTO Conselheiro MÁRCIO MACHADO CALDEIRA - Relator; O recurso foi interposto dentro do prazo legal e, aten dendo os demais requisitos legais, deve ser conhecido: Como se depreende do relatório, foi exigido do contri- buinte, no Auto de Infraçáo, PIS/DEDUÇÃO do Imposto de Renda, emprese'. so em OTN, no montante de 241,35 e multa de 120,67, também expresso em OTN, além dos jurosnuratórios. A decisão de primeiro grau determinou a cobrança do crédito tributário atualizado na forma do Decreto-lei n9 2.471/88, mas - exigiu, no demonstrativo deste crédito, contribuição e multa, tal qual no auto de infração': Parece haver discrepância nesta decisão, vez que, num, passo, manda consiaerar, na atualização do crédito tributário; as dis- posições do Decreto-lei n9 2:2471/88 e, depois, ao final, inclui ons SUMO 11./41l$C0 101 liAl Processo n9 10880/025.511/88-26' . 3. Acórdão n9 103-11.120 trativo do crédito onde não se teria levado em conta o critério antes enunciado. • Em relação a esse ponto da decisão reclama o contribue' inte na petição de fls. 158/59, dirigida ao julgador "a quo"- • Entendo aue a controvérsia deve ser dirimida antes de o recurso voluntário receber julgamento neste Colegiado. Obviamente, os demais tónicos da decisão recorrida não necessitam revisão na instância singular. A divergência apontada deverá ser esclarecida naprimei' ra instância, ao abrigo do art. 32, do Decreto n9 70.235/72. Assim, após o esclarecimento que se impõe, deverá ser objeto de reabertura do prazo para pagamento ou interposição de recur so voluntário, o qual, se interposto, terá de 'restringirse ã mete- ria controvertida. Em relação ao mérito, já existe recurso nos autos (fls. 135/136), a ser julgado, nesta instância, oportunamente. Voto, pois, pelo retorno dos autos ã Delegacia da Re celta Federal em São Paulo-SP, a fim de que a decisão de primeira ins tância seja re-ratificada, nos termos e limites deste voto. Brasília-DF- 14 de março de 1991. MACHADO CALDEIRA 1 RELATOR e • Page 1 _0012300.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 37048.299900/2006-61
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998
FISCALIZAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES DO PRESTADOR DE SERVIÇO POR CESSÃO DE MÃO DE OBRA. ATRIBUIÇÃO DE , RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA AO TOMADOR. OCORRÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO NO PRESTADOR. IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO.
É improcedente o lançamento efetuado em ação fiscal realizada no tomador de serviços, para exigência de contribuições devidas pelo prestador, quando se comprova que este foi fiscalizado em período que abrange todas as competências da lavratura e o fisco não demonstra que os fatos geradores contemplados já não teriam sido objeto da pretérita auditoria na empresa contratada.
DECADÊNCIA - RESPONSÁVEIS SOLIDÁRIOS - PRIMEIRO LANÇAMENTO APENAS NA TOMADORA - NULIDADE DO LANÇAMENTO POR VÍCIO FORMAL.
O instituto da responsabilidade solidária permite ao fisco efetivar o lançamento em relação a qualquer dos corresponsáveis. Entretanto, ao escolher efetivar o lançamento apenas em relação ao tomador do serviços inicialmente (NFLD n. 35.007.354-6, anulada pelo CRPS), não ocorre interrupção da contagem do prazo decadencial em relação aos demais corresponsáveis, como no caso em relação a prestadora de serviços FIBRACOL, razão pela qual, para essa opera-se a decadência do direito de lançar.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2401-002.758
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, Pelo voto de qualidade: I) acolher a decadência para a prestadora de serviço (FIBRACOL COM. E INDÚSTRIA LTDA). Vencidos os conselheiros Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que declaravam a decadência, também, para a tomadora dos serviços (COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL); por maioria de votos, no mérito, dar provimento ao recurso. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que negava provimento. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998 FISCALIZAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES DO PRESTADOR DE SERVIÇO POR CESSÃO DE MÃO DE OBRA. ATRIBUIÇÃO DE , RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA AO TOMADOR. OCORRÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO NO PRESTADOR. IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO. É improcedente o lançamento efetuado em ação fiscal realizada no tomador de serviços, para exigência de contribuições devidas pelo prestador, quando se comprova que este foi fiscalizado em período que abrange todas as competências da lavratura e o fisco não demonstra que os fatos geradores contemplados já não teriam sido objeto da pretérita auditoria na empresa contratada. DECADÊNCIA - RESPONSÁVEIS SOLIDÁRIOS - PRIMEIRO LANÇAMENTO APENAS NA TOMADORA - NULIDADE DO LANÇAMENTO POR VÍCIO FORMAL. O instituto da responsabilidade solidária permite ao fisco efetivar o lançamento em relação a qualquer dos corresponsáveis. Entretanto, ao escolher efetivar o lançamento apenas em relação ao tomador do serviços inicialmente (NFLD n. 35.007.354-6, anulada pelo CRPS), não ocorre interrupção da contagem do prazo decadencial em relação aos demais corresponsáveis, como no caso em relação a prestadora de serviços FIBRACOL, razão pela qual, para essa opera-se a decadência do direito de lançar. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Pelo voto de qualidade: I) acolher a decadência para a prestadora de serviço (FIBRACOL COM. E INDÚSTRIA LTDA). Vencidos os conselheiros Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que declaravam a decadência, também, para a tomadora dos serviços (COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL); por maioria de votos, no mérito, dar provimento ao recurso. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que negava provimento. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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ATRIBUIÇÃO DE , RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA AO TOMADOR. OCORRÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO NO PRESTADOR. IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO. É improcedente o lançamento efetuado em ação fiscal realizada no tomador de serviços, para exigência de contribuições devidas pelo prestador, quando se comprova que este foi fiscalizado em período que abrange todas as competências da lavratura e o fisco não demonstra que os fatos geradores contemplados já não teriam sido objeto da pretérita auditoria na empresa contratada. DECADÊNCIA RESPONSÁVEIS SOLIDÁRIOS PRIMEIRO LANÇAMENTO APENAS NA TOMADORA NULIDADE DO LANÇAMENTO POR VÍCIO FORMAL. O instituto da responsabilidade solidária permite ao fisco efetivar o lançamento em relação a qualquer dos corresponsáveis. Entretanto, ao escolher efetivar o lançamento apenas em relação ao tomador do serviços inicialmente (NFLD n. 35.007.3546, anulada pelo CRPS), não ocorre interrupção da contagem do prazo decadencial em relação aos demais corresponsáveis, como no caso em relação a prestadora de serviços FIBRACOL, razão pela qual, para essa operase a decadência do direito de lançar. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 04 8. 29 99 00 /2 00 6- 61 Fl. 348DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 2 ACORDAM os membros do colegiado, Pelo voto de qualidade: I) acolher a decadência para a prestadora de serviço (FIBRACOL COM. E INDÚSTRIA LTDA). Vencidos os conselheiros Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que declaravam a decadência, também, para a tomadora dos serviços (COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL); por maioria de votos, no mérito, dar provimento ao recurso. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que negava provimento. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Kleber Ferreira de Araújo – Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 349DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório A presente NFLD, lavrada sob o n. 37.048.2999, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude do instituto da responsabilidade solidária, previsto no art. 30, IV, da Lei n ° 8.212/1991. O período compreende as competências 01/1997 a 12/1998. A base de cálculo dos segurados utilizados na prestação de serviços pela empresa FIBRACOL COM. E INDÚSTRIA LTDA, CNPJ n. 00104611/000180, em se tratando de serviços executados nas atividades de construção, foram obtidas mediante análise das notas fiscais de serviços, bem como faturas emitidas. Vale ressaltar, ainda que a NFLD em tela foi lavrada em substituição a NFLD n. 35.007.3546, cientificada ao sujeito passivo em 01/12/1999 e anulada pela 4. Câmara de Julgamento – Acordão 724/2005, ofício n. 10/4ª CAJ/CRPS, de 04/04/2006, em face da omissão no relatório FLD do dispositivo legal do arbitramento, bem como pelo fato da NFLD ter englobado de forma consolidada 169 prestadores de serviços. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 14/12/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 26/12/2006, bem como em relação ao prestador de serviços em 03/01/2007. Manifestouse a empresa prestadora, fl. 40 a , onde em síntese alega: Que a Empresa autuada não tem atividade de construção ou assemelhados, conforme se provas através dos atos as constituição, bem o CNPJ da empresa. Que a Empresa era optante do SIMPLES, conforme lei 9.317/96. Que os contratos de prestação de serviços com a COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL, sempre foram executados juntamente com material e mercadorias conforme se prova através das notas Fiscais de prestação de Serviços, e notas fiscais de materiais aplicados na obra. Que na prestação de serviços foram empregados funcionários da nossa sede, que eram submetidos à fiscalização da contratante, principalmente no tocante ao registro dos empregados, bem recolhimentos das contribuições e tributos devidos pela emissão das notas fiscais ou sejam serviços e materiais empregados. Que todos os serviços relativo aos contratos foram executados na sede da contratante, que indicava onde seriam efetivados os serviços bem com o emprego dos materiais na obra. Sendo assim, requer o cancelamento da NFLD. Foram solicitados cópias dos atos constitutivos da empresa, porém os documentos encaminhados retornaram sem recebimento, fls. 56 a 62. Fl. 350DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 4 Foi colacionado aos autos informação do CNAF acerca de fiscalizações na empresa prestadora, fls. 77 a 80, porém fiscalização total ocorreu no período de 06/1988 a 03/1996 com cobertura do diário até 04/1995 e fiscalização parcial de 04/1996 a 01/2000. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que determinou a procedência parcial do lançamento, fls. 64 a 69, excluído a contribuição patronal, considerando que à época da prestação de serviços a empresa era optante pelo SIMPLES. Não conformado com o resultado proferido a tomadora apresentou recurso, fl. 84 a . Em síntese alega: Os créditos encontramse decadentes; A responsabilidade solidária prevista no art. 3º, VI da Lei n° 8.212/91, na sua redação originária, deve ser observada no momento da exigibilidade do crédito previdenciário e não na sua constituição, sendo obrigatória a averiguação, por parte da fiscalização, da efetiva inadimplência da prestadora de serviços antes de efetuar qualquer lançamento contra a tomadora. Não foi efetuada a análise da escrituração da prestadora para fisn de verificação da sua adimplência. O débito foi constituído mediante presunção, sendo assim, o Recorrente não pode ser responsabilizada, ainda que solidariamente, por um débito cuja existência sequer foi constatada. O procedimento adotado pelo Fiscal neste lançamento impossibilita qualquer defesa da Recorrente, uma vez que não é fornecida qualquer informação acerca da origem do débito que lhe é cobrado. Destaca acórdãos e posicionamento da Consultoria jurídica afastando dita cobrança. Cabe, neste ponto, ressaltar que a simples ausência de apresentação por parte da Recorrente das guias de recolhimento previdenciário da prestadora de serviços jamais poderia ensejar o lançamento do presente débito, por tratarse de obrigação acessória. Inexiste dispositivo legal que preveja a obrigatoriedade de apresentação das guias de recolhimento previdenciário por parte da empreiteira. Concluise, portanto, que não havendo qualquer comprovação acerca da existência do débito que é cobrado, inclusive com a apresentação de guias pelo prestadora, padece de nulidade insanável o lançamento consubstanciado na NFLD n° 37.048.2999. A empresa prestadora apresentou recurso, fls. 135 a 136. Alega sinteticamente: Preliminarmente, há de ser verificado a ocorrência da prescrição qüinqüenal, conforme previsão do art. 156 do CTN. O acórdão julgou procedente em parte o lançamento porque a recorrente deixou de apresentar junto com a defesa os contratos e as notas fiscais correspondentes, não obstante o agente fiscalizador ter tido acesso e conhecimento dos referidos documentos quando fiscalizou a CSN. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 4 5 A outro tanto, deve ser observado que o lançamento pelo agente fiscalizador foi efetuado na totalidade das notas fiscais emitidas pela recorrente, quando o correto seria a dedução dos valores dos materiais, haja vista que o imposto deve incidir apenas sobre a mão de obra. Porém, para que não paire qualquer dúvida, a recorrente está anexando ao presente recurso os contratos, as notas fiscais de mão de obra, as GRPS e os relatórios analíticos das folhas de pagamentos correspondentes a todo o período. Que a recorrente era optante do SIMPLES não existe nenhuma dúvida, mesmo porque preenchia os requisitos da Lei n° 9.317196. Ressaltese que o objetivo social da recorrente, conforme se verifica em seus atos constitutivos é abrangente, porém isto não significa que tenha efetivamente praticados atividades de construção civil. Não faz o menor sentido as considerações contidas no item 11 (fls. 67), onde o agente fiscalizador entende que a recorrente, em vista de seus objetivos sociais, poderia celebrar negócios afetos à construção civil. Muito embora o objetivo social da recorrente permitisse, cumpre destacar que a atividade desenvolvida pela recorrente sempre esteve ligada em serviços de manutenção e reparos nas dependências da CSN, nunca fez nenhuma "obra", prova dessa assertiva se verifica nas notas fiscais em anexo e contratos, os quais o agente fiscalizador teve acesso junto a CSN. Conforme se verifica nas GRPS's em anexo, a recorrente efetuou o pagamento de todos os valores que eram devidos referentes a mão de obra, às épocas próprias, por esta razão não existe qualquer débito previdenciário. O processo foi encaminhado para julgamento no âmbito deste Conselho. É o relatório. O processo foi baixado em diligência, fls. 89 a 92, nos seguintes termos: DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Com relação às alegações da recorrente acerca da responsabilidade solidária, clara é a possibilidade legal nesse sentido. Conforme destacado no art. 30, VI da Lei n ° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Assim, descreve o texto legal: Art. 30 (...) VI o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu Fl. 352DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 6 direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem; (Redação dada pela MP nº 1.5239, de 28/06/97 e reeditada até a MP nº 1.52313, de 23/10/97 Republicada na MP nº 1.59614 de 10/11/97, convertida na Lei nº 9.528, de 10/12/97). Entendo que ao atribuir responsabilidade solidária pelo cumprimento da obrigação tributária, abriu o legislador a possibilidade de a autoridade previdenciária cobrar a satisfação da obrigação de qualquer das solidárias, sendo desnecessária a averiguação inicial na prestadora dos serviços. Se assim o fosse, estaríamos alterando o instituto jurídico para responsabilidade subsidiária, tornando inócuo o dispositivo legal. No entanto, mesmo discordando da necessidade de fiscalizar primeiro a prestadora, entendo pertinente seja informado pela autoridade fiscal, esclarecimentos acerca da existência de procedimento fiscal realizado na prestadora, tendo em vista que nos autos não identifiquei informações nesse sentido. Outrossim, foi trazido pela prestadora várias notas fiscais e contratos para demonstrar a existência de fornecimento de matérias. Contudo, as fotocópias constantes dos autos, apresentamse ilegíveis, tornando muito difícil a leitura dos serviços e das informações contidas nos autos. Assim, entendo pertinente a manifestação da autoridade fiscal acerca da existência de prestação de serviços com utilização de matérias, propondo se entender cabível a retificação do débito. Prestadas as informações e tendo o auditor se manifestado, deve ser conferido vistas ao recorrente, para entendendo cabível manifestarse. CONCLUSÃO: Voto por converter o julgamento em DILIGÊNCIA para que a autoridade fiscal presta as informações nos termos acima descritos, devendo o recorrente ser cientificado dos termos da diligência em questão. Manifestouse a autoridade fiscal em cumprimento a diligência, fls. 596 a 603, nos termos abaixo: Processo baixado em Diligencia Fiscal MPF. 08.1.90.00 2011037023, por solicitação do CARF, junto a empresa para a coleta de documentos e informações; 2. A empresa foi Intimada em 22/12/2011 com ciência por AR em 26/12/2011, para "Apresentar todos os originals das Notas Fiscais de prestação de serviços e os correspondentes contratos de serviços da empresa FIBRACOL COMÉRCIO E INDÚS IRIA LTDA., que foram objeto do lançamento de crédito previdenciãrio na NFLD 37.048.2999 lavrada em 14/12/2006, para o estabelecimento 33.042.730/001771, para instrução do processo fiscal." Fl. 353DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 5 7 3. 0 representante legal da empresa compareceu a esta DEFIS no dia 11/01/2012 e protocolou resposta a intimação, fornecendo cópias autenticadas das Notas fiscais de serviços (doc 2) e os correspondentes contratos solicitados (doc.3); 4. Em análise aos documentos apresentados (notas fiscais e contratos), ficou constatado que a empresa FIBRACOL COMÉRCIO E INDÚSIRIA LTDA, prestou serviços à Companhia Siderúrgica Nacional, e para estes serviços empregou mão de obra e materiais; 5. Nas Notas Fiscais apresentadas, foi constatado que a empresa Fibracol utilizou 2 (dois) tipo de notas fiscais para o faturamento, uma para a prestação de serviços (mão de obra) —Série A e outra para a aplicação de materiais (venda de produtos) SAIDA, conforme planilha 01 em anexo; 6. Na defesa da empresa, as folhas 84 a 197 do presente processo, constam várias cópias de notas fiscais, que juntamente com as notas fiscais apresentadas nesta diligência, foi possível apurar os valores que serviram como base do levantamento fiscal, em anexo a planilha 02 Notas Fiscais Constantes no Processo, indicando as Notas Fiscais que não foram apresentadas nesta Diligência Fiscal. 7. Com as informações das Notas Fiscais apresentadas (planilha 01) e as contidas no processo (planilha 02), foi elaborado a planilha 03, demonstrando os valores faturados pela empresa Fibracol referente aos serviços prestados = mão de obra e materiais aplicados, que sempre foram faturados em Notas Fiscais distintas. Os salários de contribuição foram calculados a partir dos valores dos serviços prestados (mão de obra), contidas nas Notas fiscais, aplicandose o percentual de 40% (quarenta por cento). Na apuração da base os valores das Notas Fiscais de Materiais não foram considerados; 8. No resumo da planilha 03, podemos constatar que o Auditor Fiscal quando da lavratura NFLD (Notificação Fiscal de Levantamento de Débitos) no 37.048.2999, somente incluiu/b/ considerou as notas fiscais de prestação de serviços (mão de obra), não incluindo as de materiais, assim todos os salários de contribuição contidos nesta NFLD estão corretos, e em nenhuma competência foram incluidos valores referente a materiais aplicados. 9. Conforme demonstrado acima, mantenho a totalidade do valor lançado, não havendo nenhum valor a ser excluído Fl. 354DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 8 por conta de materiais, uma vez que estes não foram incluídos. Devidamente cientificado o prestador manifestouse fl. 509 a 626, alegando a decadência do direito de lançar e o recolhimento de contribuições de segurados no período. Mesmo cientificada a empresa CSN não se manifestou. A Delegacia da Receita Federal do Brasil, encaminhou o processo a este Conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 355DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 6 9 Voto Vencido Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Tratandose de retorno de diligência comandado por este conselho, despiciendo a análise dos pressupostos, tendo em vista já terem sido avaliados quando do primeiro julgamento. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: DA DECADÊNCIA Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, entendo cabível a sua apreciação. Nesse sentido, quanto a aplicação da decadência qüinqüenal, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, profiro meu entendimento. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade Fl. 356DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 10 previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO LEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à Fl. 357DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 7 11 condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fl. 358DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 12 Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão Fl. 359DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 8 13 anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso descrito acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 360DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 14 II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. O primeiro ponto a ser apreciado diz respeito a aplicação do art. 173, II do CTN para fins de aplicação da decadência, uma vez que identificouse tratar de lançamento substitutivo, cujo lançamento original fora declarado nulo por vício formal pela ausência na cientificação de todos os sujeitos passivos no lançamento original. Assim, ao contrário do entendimento pretendido pelo recorrente o vício consubstanciado na incorreta indicação do sujeito passivo diz respeito a requisito de formalização do lançamento, o que enseja nulidade por vício formal. Assim, perfeitamente viável a retomada do prazo para realização do lançamento nos termos do art. 173, II do CTN. Em assim sendo, passamos a aplicação da decadência. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 9 15 Ultrapassada a possibilidade de lançar com respaldo no art. 173, II do CTN, devese identificar apenas se à época do lançamento original, a decadência havia se operado. Neste sentido, vale ressaltar que a NFLD em tela foi lavrada em substituição a NFLD n. 35.007.3546, cientificada ao sujeito passivo em 01/12/1999 e anulada pela 4. Câmara de Julgamento – Acordão 724/2005, ofício n. 10/4ª CAJ/CRPS, de 04/04/2006, em face da omissão no relatório FLD do dispositivo legal do arbitramento, bem como pelo fato da NFLD ter englobado de forma consolidada 169 prestadores de serviços. Ou seja, como os fatos geradores ocorreram em 1997 e 1998, não havia se operado à época decadência. A nova NFLD foi lavrada em14/12/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 26/12/2006, bem como em relação ao prestador de serviços em 03/01/2007. Novamente a lavratura deuse dentro do lapso de 5 anos da declaração de nulidade, não havendose de se falar em decadência. Contudo, diferente tratamento deve ser atribuído ao prestador de serviços. Entendo que o instituto da responsabilidade solidária permite ao fisco efetivar o lançamento em relação a qualquer dos corresponsáveis. Entretanto, ao escolher efetivar o lançamento apenas em relação ao tomador do serviços inicialmente (NFLD n. 35.007.3546, anulada pelo CRPS), não ocorre interrupção da contagem do prazo decadencial em relação aos demais corresponsáveis, como no caso em relação a prestadora de serviços FIBRACOL. Observamos, que o lançamento anulado pelo CRPS alcançava apenas a empresa CSN (tomadora), razão pela qual para ela, face ao vício formal na constituição, recomeça a contar o prazo decadencial. Já para prestadora FIBRACOL, a cientificação do primeiro lançamento deu se apenas em 03/01/2007, conforme destacado no relatório desse voto, vejamos: Vale ressaltar, ainda que a NFLD em tela foi lavrada em substituição a NFLD n. 35.007.3546, cientificada ao sujeito passivo em 01/12/1999 e anulada pela 4. Câmara de Julgamento – Acordão 724/2005, ofício n. 10/4ª CAJ/CRPS, de 04/04/2006, em face da omissão no relatório FLD do dispositivo legal do arbitramento, bem como pelo fato da NFLD ter englobado de forma consolidada 169 prestadores de serviços. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 14/12/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 26/12/2006, bem como em relação ao prestador de serviços em 03/01/2007. Dessa forma, como os fatos geradores ocorreram entre 01/1997 e 12/1998, e para a prestadora só ocorreu cientificação da lavratura em 03/01/2007, operouse a decadência independente do dispositivo legal a ser aplicado. DO MÉRITO DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA No mérito todo o argumento dos recorrentes é no sentido de que incabível o arbitramento na tomadora por presunção, tendo em vista ser a prestadora a contribuinte original Fl. 362DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 16 e ter realizado os devidos pagamentos. Destaca a condição de optante pelo SIMPLES da prestadora e que houve a utilização de materiais, o que diminuiria a base de cálculo. QUANTO A OPÇÃO PELO SIMPLES Quanto ao fato da prestadora ser optante pelo simples, tal fato não merece maiores considerações, uma vez que a autoridade julgadora já apreciou a questão, considerando a referida opção. Inclusive o débito foi mantido apenas em relação a contribuição aos segurados empregados, contribuição esta devida em relação a empresas optantes pelo SIMPLES. QUANTO A RESPONSABILIDADE Nesse sentido, quanto à alegação de que haveria a obrigação de se constituir o crédito primeiramente contra o prestador de serviços, a mesma não merece ser acolhida. Com relação às alegações da recorrente acerca da responsabilidade solidária, na prestação de serviços de construção civil, empreitada, clara é a possibilidade legal nesse sentido. Conforme destacado no art. 30, VI da Lei n ° 8.212/1991, o proprietário, incorporador ou dono da obra não importa qual seja o tipo de contratação é solidário com o construtor pelo cumprimento das obrigações perante a previdência social. Assim, descreve o texto legal: Art. 30 (...) VI o proprietário, o incorporador definido na Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem; LEI 8212/91 Artigo 30 inciso VI o proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. Decreto 612 de 21/07/92 Art. 42. O proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono de obra ou o condômino de unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor nas obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra, admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. Fl. 363DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 10 17 • § 1° A responsabilidade solidária pode ser elidida, desde que seja exigido do construtor o pagamento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da quitação da referida nota fiscal ou fatura, na forma estabelecida pelo INSS. Decreto 2173 de 05/03/97 Art. 43. O proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono de obra ou o condômino de unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor nas obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra, admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações. §1° A responsabilidade solidária somente será elidida, se for comprovado pelo executor da obra o recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída em nota fiscal ou fatura, quando não comprovadas contabilmente. §2° Para efeito do disposto no parágrafo anterior, o executor da obra deverá elaborar folhas de pagamento e guias de recolhimentos distintas para cada empresa contratante, devendo esta exigir do executor da obra,quando da quitação da nota fiscal ou fatura, cópia autenticada da_guia de recolhimento quitada e respectiva folha de pagamento. (grifamos) §3° Considerase construtor, para os efeitos deste Regulamento, a pessoa física ou jurídica que executa obra sob sua responsabilidade, no todo ou em parte. A recorrente CSN na qualidade de tomadora de serviços contratou a FIBRACOL COMÉRCIO DE INDUSTRIA LTDA, para prestação de diversos serviços de empreitada, conforme registrado contabilmente. Assim, o contribuinte e o responsável tributário, no caso o recorrente, são solidários em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do CTN e do art. 30, VI da Lei n ° 8.212/1991, benefício de ordem. DA UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS Assim, plenamente possível exigir o cumprimento da obrigação, seja da prestadora ou da tomadora de serviços, como é o caso. A dúvida que a diligência buscou sanar, foi no sentido de que no salário de contribuição apresentado estivesse incluído também o valor dos materiais fornecidos. Contudo, tal fato restou devidamente esclarecidos pelo auditor, tendo o mesmo realizado planilhas para melhor esclarecer a base descrita, conforme informação fiscal, abaixo transcrita: Fl. 364DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 18 Processo baixado em Diligencia Fiscal MPF. 08.1.90.00 2011037023, por solicitação do CARF, junto a empresa para a coleta de documentos e informações; 2. A empresa foi Intimada em 22/12/2011 com ciência por AR em 26/12/2011, para "Apresentar todos os originals das Notas Fiscais de prestação de serviços e os correspondentes contratos de serviços da empresa FIBRACOL COMÉRCIO E INDÚS IRIA LTDA., que foram objeto do lançamento de crédito previdenciãrio na NFLD 37.048.2999 lavrada em 14/12/2006, para o estabelecimento 33.042.730/001771, para instrução do processo fiscal." 3. 0 representante legal da empresa compareceu a esta DEFIS no dia 11/01/2012 e protocolou resposta a intimação, fornecendo cópias autenticadas das Notas fiscais de serviços (doc 2) e os correspondentes contratos solicitados (doc.3); 4. Em análise aos documentos apresentados (notas fiscais e contratos), ficou constatado que a empresa FIBRACOL COMÉRCIO E INDÚSIRIA LTDA, prestou serviços à Companhia Siderúrgica Nacional, e para estes serviços empregou mão de obra e materiais; 5. Nas Notas Fiscais apresentadas, foi constatado que a empresa Fibracol utilizou 2 (dois) tipo de notas fiscais para o faturamento, uma para a prestação de serviços (mão de obra) —Série A e outra para a aplicação de materiais (venda de produtos) SAIDA, conforme planilha 01 em anexo; 6. Na defesa da empresa, as folhas 84 a 197 do presente processo, constam várias cópias de notas fiscais, que juntamente com as notas fiscais apresentadas nesta diligência, foi possível apurar os valores que serviram como base do levantamento fiscal, em anexo a planilha 02 Notas Fiscais Constantes no Processo, indicando as Notas Fiscais que não foram apresentadas nesta Diligência Fiscal. 7. Com as informações das Notas Fiscais apresentadas (planilha 01) e as contidas no processo (planilha 02), foi elaborado a planilha 03, demonstrando os valores faturados pela empresa Fibracol referente aos serviços prestados = mão de obra e materiais aplicados, que sempre foram faturados em Notas Fiscais distintas. Os salários de contribuição foram calculados a partir dos valores dos serviços prestados (mão de obra), contidas nas Notas fiscais, aplicandose o percentual de 40% (quarenta por cento). Na apuração da base os valores das Notas Fiscais de Materiais não foram considerados; Fl. 365DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 11 19 8. No resumo da planilha 03, podemos constatar que o Auditor Fiscal quando da lavratura NFLD (Notificação Fiscal de Levantamento de Débitos) no 37.048.2999, somente incluiu/b/ considerou as notas fiscais de prestação de serviços (mão de obra), não incluindo as de materiais, assim todos os salários de contribuição contidos nesta NFLD estão corretos, e em nenhuma competência foram incluidos valores referente a materiais aplicados. 9. Conforme demonstrado acima, mantenho a totalidade do valor lançado, não havendo nenhum valor a ser excluído por conta de materiais, uma vez que estes não foram incluídos. Dessa forma, restou esclarecido que o salário de contribuição lançado destaca apenas a mão de obra. Notese que após cientificado da diligência, nada mais foi argumentado pelos recorrentes a respeito da questão. Entendo que ao atribuir responsabilidade solidária pelo cumprimento da obrigação tributária, abriu o legislador a possibilidade de a autoridade previdenciária cobrar a satisfação da obrigação de qualquer das solidárias, sendo desnecessária a averiguação inicial na prestadora dos serviços. Se assim o fosse, estaríamos alterando o instituto jurídico para responsabilidade subsidiária, tornando inócuo o dispositivo legal. A constituição do crédito pode ocorrer tanto no prestador como no tomador de serviços. Tal questão foi, inclusive, objeto de apreciação pelo Conselho Pleno do CRPS – Conselho de Recursos da Previdência Social que detinha a competência para julgar os casos da espécie, a qual foi transferida para o Segundo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. Por meio do Enunciado nº 30, editado pela Resolução nº. 1, de 31 de Janeiro de 2007, publicada no DOU de 05/02/2007, o CRPS assim decidiu: “Em se tratando de responsabilidade solidária o fisco previdenciário tem a prerrogativa de constituir os créditos no tomador de serviços mesmo que não haja apuração prévia no prestador de serviços.” O lançamento foi efetuado pelo fato da recorrente haver contratado a prestadora de serviços e não haver apresentado a documentação hábil a elidir a responsabilidade solidária em todas as competências, quais seja, cópia das guias de recolhimentos quitadas e respectivas folhas de pagamento elaboradas distintamente pelo executor em relação a cada contratante. Como a ação fiscal foi realizada na tomadora, a base de cálculo foi apurada por aferição indireta, tomando por base as notas fiscais de serviços emitidas pela prestadora, em procedimento previsto no § 3º do art. 33 da Lei nº 8212/1991, que dá à auditoria fiscal a prerrogativa de ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Fl. 366DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 20 Pelas disposições legais, se a CSN não apresenta a guia de recolhimento quitada, vinculada à nota fiscal/fatura, bem como os demais documentos enumerados na Legislação, assume a obrigação contributiva por solidariedade, não havendo qualquer ilegalidade quando da cobrança pelo INSS. A apresentação de guias de recolhimento em nome da FIBRACOL (prestadora) não afastam o lançamento, posto que a mão de obra empregada deveria ter sido separada, com preparação de folha e guias específicos. Os documentos apresentados pela FIBRACOL em sede de impugnação não foram capazes de provocar qualquer alteração do lançamento, uma vez que foram apresentadas apenas cópias de guias de recolhimento — GRPS genéricas, e não específica em relação ao contrato com a empresa CSN, o que não atende a legislação para elidir a responsabilidade solidária. Notese que o fato da empresa prestadora ter sido fiscalizada, não elide a responsabilidade solidária da tomadora, tendo em vista que não se tratou de fiscalização total, com cobertura contábil para o período objeto deste lançamento. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta, entendo que os argumentos apontados pelo recorrente são insuficientes para desconstituir o lançamento. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para acatar a decadência apenas em relação a prestadora FIBRACOL, e no mérito voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 367DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 37048.299900/200661 Acórdão n.º 2401002.758 S2C4T1 Fl. 12 21 Voto Vencedor Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo – Redator Designado Este voto trata do mérito da contenda, o qual diz respeito à verificação da procedência das contribuições lançadas contra a tomadora dos serviços, na condição de responsável solidária, em relação aos fatos geradores decorrentes da prestação de serviços mediante cessão de mão de obra pela empresa FIBRACOL COM. E INDÚSTRIA LTDA. Concordo com a relatora quanto a desnecessidade de fiscalização prévia na prestadora de serviços para apuração de créditos dessa natureza, todavia, peço licença para divergir do entendimento quando se comprova a ocorrência de fiscalização na empresa contratada, mesmo que sem cobertura contábil. Consta do relatório da Conselheira Elaine Cristina a seguinte observação: “Foi colacionado aos autos informação do CNAF acerca de fiscalizações na empresa prestadora, fls. 77 a 80, porém fiscalização total ocorreu no período de 06/1988 a 03/1996 com cobertura do diário até 04/1995 e fiscalização parcial de 04/1996 a 01/2000.” Entendo que restando comprovado nos autos que houve fiscalização na empresa prestadora, seria imprescindível que o fisco demonstrasse que os fatos geradores presentes no lançamento de que ora se cuida não teriam sido abrangidos. Caso contrário, terseia grande probabilidade de se tributar o mesmo fato gerador em lançamentos distintos, incorrendose no bis in idem tributário, que não encontra amparo no ordenamento pátrio. Vejase que, mesmo a fiscalização na contratada não tendo sido com cobertura contábil, o presente lançamento, que envolve competências abrangidas pela ação fiscal na prestadora, fica a depender de comprovação de que os fatos geradores ora contemplados já não teriam sido auditados. Não tendo o fisco, nessa situação específica, demonstrado que as bases de cálculo ora lançadas já não teriam sido adotadas em ação fiscal na prestadora, carece o presente crédito dos requisitos de certeza e liquidez, posto que há o risco de ter havido revisão de lançamento sem que se comprove a ocorrência das hipóteses do art. 149 do CTN, verbis: Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: I quando a lei assim o determine; II quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária; Fl. 368DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 22 III quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recusese a prestálo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; IV quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; V quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; VI quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; VII quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação; VIII quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior; IX quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial. Portanto, a falta de clareza quanto à abrangência da comprovada fiscalização ocorrida na empresa prestadora, é causa para que se declare a improcedência do crédito, posto que lhe retira os requisitos de certeza e liquidez, necessários ao prosseguimento na exigência das contribuições lançadas. Conclusão Voto pelo provimento do recurso. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 369DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 23/07/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 24/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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Numero do processo: 10640.000777/00-75
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3201-000.123
Decisão: RESOLVEM os membros da 2ª Câmara/lª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 106400007770075 Recurso n° 143.282 Resolução n° 3201-00123 — r Câmara / 1° Turma Ordinária Data 29 de abril de 2010 Assunto Solicitaeão de Diligência Recorrente JOSÉ DA SILVA PAIS E FILHOS LTDA Recorrida DRJ JUIZ DE FORPJMG Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da r Câmara/l a. Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora. 7/ 7/, },G,L2L . JUDITH O JMARAL MARCONDES ARMAN O Presidente , LN/V , ---- 8-- I_ 4.8 b 4-__.eA Q_ RIA HE ENA TR.Mb ANO D'AiVITURIM \ .‘ Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa, Méreia Helena Trajano D'Amorim, Tatiana Midori Migiyama (Suplente) e Marcelo Ribeiro Nogueira. 1 Processo n° 106400007770075 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00123 Fl. 206 RELATÓRIO O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, à fl. 182, que transcrevo, a seguir: "Trata-se o presente de pedido de regularização da compensação, efetuada nos termos da Lei 8.383/91, de débitos da COFINS, período de apuração 12/96 a 11/98 com crédito de FINSOCL4L, do período de julho de 19990 a agosto de 1991 e fevereiro de 1992. A DRF/JFA, a teor do despacho de 152/153, decidiu convalidar a compensação efetuada pelo contribuinte dos débitos da COFINS relativos aos períodos de apuração 11/96 a 11/97 com indébitos do FLVSOCIAL e não convalidar a compensação efetuada dos débitos da COFINS relativos aos períodos de apuração 12/97 a 11/98, por falta de créditos de FINSOCIAL para compensação. Inconformada com a decisão acima, da qual teve ciência em 07/03/2008, conforme "AR" de fl. 167, a requerente apresentou manifestação de inconformidade, às P. 171/176, com as seguintes alegações, em síntese: - cabe à Delegacia da Receita Federal de Julgamento julgar os eventuais recursos contra decisão que não homologar a compensação realizada; - a recorrente, tendo em vista decisão judicial que declarou o seu direito de realizar a compensação dos valores indevidamente pagos a título da majoração da alíquota de FINSOCIAL, declarada inconstitucional, procedeu à compensação, com base no art. 66 da Lei 8.383/91, dos créditos advindos dos pagamentos indevidos de FINSOCL4L com débitos da COFLVS; - a Receita Federal do Brasil desconsiderou parte do crédito devido à recorrente, sob a alegação de que o referido crédito, correspondente ao período de 09/89 a 01/91, pertence à outra empresa (José da Silva Pais — CNPJ n° 21.564.018/0001-96); - a empresa José da Silva Pais e Filhos Ltda é sucessora da empresa José da Silva Pais, que foi devidamente encerrada em 30/01/1991, para que a nova empresa pudesse dar continuidade à mesma atividade empresarial, inclusive no mesmo local, e cita o art. 133 do CIN para lastrear tal afirmação; - caso não seja considerada a sucessão, deve-se observar a norma expressa no art. 132 do CTN que prevê, expressamente, a fusão, incorporação ou , transformação quando o sócio da empresa extinta explora a respectiva \ atividade empresarial através de uma nova sociedade: 2 Processo n° 106400007770075 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00123 Fl. 207 - sustenta a homologação tácita do presente pedido de regularização em 12/03/2005, tendo em vista que o mesmo foi protocolado pela empresa em 13/03/2000 e a decisão que não homologou parte da compensação foi proferida somente em 26/12/2007. É o relatório." O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/JFA n° 09-19.871, de 09/07/2008, às fls. 181/185, proferido pelos membros da 2' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juz de Fora/MG, cuja ementa dispõe, verbis: ";‘IsSuiv70: OUTROS TRIBUTOS OU CONTI?IBUIÇOSS Período de apuração: 31/07/1990 a 28/02/1992 COMPENSAÇÃO. LEI 8.383/91. PEDIDO DE REGULARIZAÇÃO. CONVERSÃO EM DCOMP. IMPOSSIBILIDADE. A compensação efetuada sob a égide da Lei 8.383/91 não se confunde com aquela efetuada com base na Lei 9.430/96 com obrigatoriedade de requerimento, que resultou convertido em declaração de compensação se pendente de análise na data de sua instituição. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA." O julgamento foi no sentido de indeferir a solicitação, tendo em vista que a compensação em exame não se confunde com aquela regida pela Lei 9.430/96, art. 74 e alterações posteriores, e, portanto o pedido de regularização da compensação procedida não foi convertido em declaração de compensação, não se sujeitando à homologação tácita que ocorre quando ultrapassado o prazo de que trata o § 5° do citado artigo, com a redação dada pela Lei n°10.833, de 2003. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o C Áribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, às fls. 188/199, no qual, asicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. O processo foi distribuído a esta Conselheira. É o relatório. 3 Processo n° 106400007770075 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00123 Fl. 208 VOTO Conselheira MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM, Relatora O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de pedido de regularização da compensação, efetuada nos termos da Lei 8.383/91, de débitos da COFINS, período de apuração 12/96 a 11/98 com crédito de FINSOCIAL, do período de julho de 19990 a agosto de 1991 e fevereiro de 1992. Como argumenta a empresa, a Receita Federal do Brasil desconsiderou parte do crédito devido à recorrente, sob a alegação de que o referido crédito, correspondente ao período de 09/89 a 01/91, pertence à outra empresa (José da Silva Pais — CNPJ n'' 21.564.018/0001-96). Observei na decisão a quo a consideração que não se encontrava nos autos prova de que tenha havido fusão, transformação ou incorporação das empresas, muito ao contrário, verifica-se que a empresa José da Silva Pais foi baixada no CNPJ, pelo motivo "EXTINÇÃO P/ ENC LIQ VOLUNTÁRIA", ainda com a seguinte observação: "CNPJ NÃO CONSTA NA BASE OPERAÇÃO SUCESSÃO COMO SUCEDIDA". O julgamento foi no sentido de indeferir a solicitação, tendo em vista que a compensação em exame não se confunde com aquela regida pela Lei 9.430/96, art. 74 e alterações posteriores, e, portanto o pedido de regularização da compensação procedida não foi convertido em declaração de compensação, não se sujeitando à homologação tácita que ocorre quando ultrapassado o prazo de que trata o § 50 do citado artigo, com a redação dada pela Lei no 10.833, de 2003. Tendo em vista que o litígio refere-se a crédito que supostamente a recorrente possui, porém, a autoridade preparadora declara que o crédito não foi suficiente para a quitação total dos próprios débitos informados. Diante do exposto, VOTO PELA CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA À REPARTIÇÃO DE ORIGEM, para que intime a empresa para apresentar a documentação referente à sucessão empresarial, ou seja, os contratos sociais de ambas as empresas, com os respectivos registros da Junta Comercial local. Sala das Sessões, em 29 d ril de 2010. i l 'RCIACIA ÁljLENA TIO D'AMOR'IM-Relatora J 4
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Numero do processo: 10865.900753/2008-66
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 15/05/2001
PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. PROVA.
As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, a; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, a; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Direito Creditório Reconhecido em Parte.
Numero da decisão: 3802-003.547
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 15/05/2001 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, a; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, a; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2404; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 416 1 415 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.900753/200866 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802003.547 – 2ª Turma Especial Sessão de 20 de agosto de 2014 Matéria PIS/PASEPCOMPENSAÇÃO Recorrente INDÚSTRIA CERÂMICA FRAGNANI LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 15/05/2001 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃOINCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 07 53 /2 00 8- 66 Fl. 416DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 417 2 (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 15/05/2001 BASE DE CÁLCULO. COMPOSIÇÃO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. As bonificações em mercadorias configuram descontos incondicionais, podendo ser excluídas da receita bruta para efeito de apuração da base de cálculo da Cofins, apenas quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento. Dispositivos legais: arts. 2º e 3º, § 2º, I, da Lei nº 9.718, de 27/11/1998; e IN SRF nº 51, de 03/11/1978. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em sede de manifestação de inconformidade, o Recorrente alegou que o crédito seria decorrente do recolhimento indevido de PIS/Pasep e de Cofins, resultante da inclusão de bonificações na base de cálculo das contribuições. Após a conversão do julgamento em diligência, a DRJ entendeu que a documentação apresentada pelo contribuinte seria insuficiente para o reconhecimento do direito. Isso porque as bonificações não constaram da nota fiscal de venda dos bens, tendo sido objeto de nota fiscal própria, o que impede a exclusão da base de cálculo, à medida que não poderiam ser consideradas descontos incondicionais. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 418 3 O Recorrente, nas razões de fls. 372 e ss., alega que, embora as bonificações tenham sido objeto de nota fiscal separada, as mesmas eram emitidas conjuntamente às notas fiscais de venda, de forma sequencial, o que comprovaria a sua vinculação às operações de venda e a incondicionalidade do desconto concedido. Sustenta que as bonificações tanto podem ser concedidas mediante abatimento do preço ou com entrega de mercadorias em quantidade superior à paga pelo comprado, como na hipótese dos autos. Aduz não ter havido o recebimento de qualquer valor decorrente das notas fiscais de bonificação. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn, Relator O Recorrente teve ciência da decisão no dia 30/03/2010 (fls. 371), interpondo recurso tempestivo em 23/04/2010 (fls. 372). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. O contribuinte, ao transmitir o PER/Dcomp, deixou de retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) do período correspondente, o que fez com que a mesma continuasse atrelada à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em circunstâncias dessa natureza, a Turma tem interpretado que o contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 419 4 REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). “COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da Fl. 419DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 420 5 verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o contribuinte apresentou como prova da liquidez e da certeza do direito de crédito as notas fiscais de bonificação. A DRJ, entretanto, após a Fl. 420DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 421 6 conversão do julgamento em diligência, entendeu que tais documentos seriam insuficientes porque a nota fiscal em separado, sem vínculo com outra nota de venda de produto que lhe daria suporte, não caracteriza o desconto incondicional concedido. Entendo, no entanto, que as notas fiscais, mesmo isoladas ou emitidas em separado, são suficientes para a demonstração da liquidez e da certeza do direito de crédito, porque denotam claramente que se trataram de bonificação. Cumpre considerar que há, na verdade, dois tipos de bonificação: as bonificações vinculadas e as desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço de venda e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto (condição), têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. Nesse sentido, cumpre destacar o entendimento da Solução de Consulta nº 130, de 3 de maio de 2012, da SRRF 8ª Região Fiscal/SP (D.O.U. de 26.06.2012): “Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS VINCULADAS A OPERAÇÃO DE VENDA. As bonificações em mercadorias, quando vinculadas à operação de venda, concedidas na própria Nota Fiscal que ampara a venda, e não estiverem vinculadas à operação futura, por se caracterizarem como redutoras do valor da operação, constituemse em descontos incondicionais, previstos na legislação de regência do tributo como valores que não integram a sua base de cálculo e, portanto, para sua apuração, podem ser excluídos da base cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS A TÍTULO GRATUITO, DESVINCULADAS DE OPERAÇÃO DE VENDA. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e definida legalmente como o valor do faturamento, entendido este como o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Nos casos em que a bonificação em mercadoria é concedida por liberalidade da empresa vendedora, sem vinculação a operação de venda e tampouco vinculada a operação futura, não há como caracterizála como desconto incondicional, pois não existe valor de operação de venda a ser reduzido. Por não haver atribuição de valor, pois que a Nota Fiscal que acompanha a operação tem natureza de gratuidade, natureza jurídica de Fl. 421DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 422 7 doação, não há receita e, portanto, não há que se falar em fato gerador do tributo, pois a receita bruta não será auferida. Dessa forma, a bonificação em mercadorias, de forma gratuita, não integra a base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep. Dispositivos Legais: Artigo 195 da CF/88; Artigo 1º Lei nº 10.637, de 2002 e Parecer CST/SIPR nº 1.386, de 1982.” Registrese ainda o Acórdão nº 3802002.410, decidido por unanimidade pela Turma, em sessão de 27 de fevereiro de 2014: “Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1998 a 31/07/2003 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO INCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.” A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação1. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, as notas fiscais, mesmo isoladas, são suficientes para a demonstrar a liquidez e a certeza do direito, sobretudo quando descrevem claramente a natureza da operação. 1 Isso não significa que todos as bonificações vinculadas à operações de venda devam ser concedidas na mesma nota fiscal. Há casos em que, mesmo em operações subsequentes, a bonificação redutora de custo de aquisição pode estar vinculada a uma ou mais vendas anteriores. Fl. 422DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900753/200866 Acórdão n.º 3802003.547 S3TE02 Fl. 423 8 Votase, assim, pelo conhecimento e provimento parcial do recurso, apenas para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos do processo administrativo fiscal. (assinado digitalmente) Solon Sehn Fl. 423DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 13814.001783/90-28
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1990
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR, NORMAS PROCEDIMENTAIS. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. NULIDADE. SÚMULA.
De conformidade com a jurisprudência consolidada neste Colegiado,
inclusive objeto da Súmula CARF n° 21, a qual é de observância obrigatória pelos julgadores administrativos, é nula, por vício formal, a Notificação de Lançamento desprovida da identificação da autoridade fazendária que a expediu.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-001.068
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os Conselheiros Damião Cordeiro de Moraes, Gustavo Lian Haddad e Susy Gomes Hoffmann que dele não conheciam. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1990 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR, NORMAS PROCEDIMENTAIS. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. NULIDADE. SÚMULA. De conformidade com a jurisprudência consolidada neste Colegiado, inclusive objeto da Súmula CARF n° 21, a qual é de observância obrigatória pelos julgadores administrativos, é nula, por vício formal, a Notificação de Lançamento desprovida da identificação da autoridade fazendária que a expediu. Recurso especial negado.
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NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. AUSÊNCIA IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. NULIDADE. SÚMULA, De conformidade com a jurisprudência consolidada neste Colegiado, inclusive objeto da Súmula CARF n° 21, a qual é de observância obrigatória pelos julgadores administrativos, é nula, por vício formal, a Notificação de Lançamento desprovida da identificação da autoridade fazendária que a expediu_ Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os Conselheiros Damião Cordeiro de Moraes, Gustavo Lian Haddad e Susy Gomes Hoffmann que dele não conheciam.. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, esidente em exercícioMarcos\ Candida EDITADO EM: Rycardo HerVi. ue Magalhães de Oliveira - Relator : v ,.;-., , ãl0 Participaram/do presente julgamento, os Conselheiros Caio Marcos Candido (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Giovanni Christian Nunes Campos, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Damião Cordeiro de Moraes, Gustavo Lian Haddad, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório JOSÉ MÁRIO JUNQUEIRA DE AZEVEDO, contribuinte, pessoa fisica, já devidamente qualificado nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrada Notificação de Lançamento, exigindo-lhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, em relação ao exercício 1990, incidente sobre o imóvel rural denominado "Fazenda Nelore", localizado no município de Manoel Urbano/AC, cadastrado no INCRA sob o n° 012076.000159-2, conforme peça inaugural do feito, às fls. 02, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao então Terceiro Conselho de Contribuintes contra Decisão da DRJ em São Paulo/SP, n° 21.515/1998, às fls. 79/81, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 3' Câmara, em 13/07/2006, por maioria de votos, achou por bem ANULAR O LANÇAMENTO FISCAL, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão n° 303-33.400, sintetizados na seguinte ementa: "ITR — LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. NULIDADE. É nulo o lançamento de oficio que não contempla os requisitos determinados em legislação. Aplicação Retroativa da Instrução Normativa SRF 94/97. Vedado o saneamento que resulta em prejuízo a Contribuinte, ACOLHIDA A PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO," bresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às lis, 270/274, com arrimo no artigo 5 0, inciso II, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55/1998, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado entendimento levado a efeito por outras Câmaras dos Conselhos a respeito da mesma matéria, conforme se extrai do 2 Processo n° 13814001783/90-28 Acórdão n,° 9202-01,068 CSRF-T2 F I . 2 Acórdão n° .301-30,0.39, impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, uma vez comprovada à divergência argüida. Sustenta que o Acórdão encimado, ora adotado como paradigma, diverge do decisum guerreado, eis que não acolhe a nulidade do lançamento em razão da ausência de identificação da autoridade fiscal lançadora, entendimento de deverá prevalecer, igualmente, na hipótese dos autos, mormente quando não se constata qualquer prejuízo à defesa da notificada. Contrapõe-se ao Acórdão atacado, aduzindo para tanto que anular o lançamento, pela simples circunstância de inexistir a identificação da autoridade que a expediu, se traduzirá inequivocamente como um prestígio inadequado da forma documental em detrimento a verdade real dos fatos, impondo seja observado, por analogia, o princípio da instrumentalidade das formas, desapegando-se do formalismo em homenagem do atingimento da finalidade do processo. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisunz ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, a ilustre Presidente da então 3° Câmara do 3° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial da Fazenda Nacional, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão recorrido divergiu do entendimento consubstanciado no paradigma, Acórdão n" 301-30,039, relativamente à nulidade do lançamento por ausência de identificação da autoridade lançadora, conforme Despacho IV 417/2006, às fls, 298/300. Instada a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, a contribuinte apresentou suas contrarrazões, às fls. 310/320, corroborando as razões de decidir do Acórdão recorrido, em defesa de sua manutenção. É o Relatório. Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pela ilustre Presidente da 3° Câmara do 3° Conselho a divergência suscitada pela Fazenda Nacional, conheço do Recurso Especial e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende do Recurso Especial, pretende a recorrente a reforma do Acórdão em vergasta, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram outras decisões das demais Câmaras do Terceiro Conselho a respeito da mesma matéria. A fazer prevalecer sua pretensão, infere que o entendimento consubstanciado no Acórdão n° 301-30,039, ora adotado como paradigma, deixou de acolher a nulidade do lançamento em razão da ausência de identificação da autoridade fiscal lançadora, mormente quando não se constatou qualquer prejuízo à defesa da notificada, ao contrário do que restou decidido pela Câmara recorrida. 1 3 4 Sustenta que anular o lançamento, pela simples circunstância de inexistir a identificação da autoridade que a expediu, se traduzirá inequivocamente como um prestígio inadequado da forma documental em detrimento a verdade real dos fatos, impondo seja observado, por analogia, o princípio da instrumentalidade das formas, desapegando-se do formalismo em homenagem do atingirnento da finalidade do processo. Como se observa, resumidamente, o cerne da questão posta nos autos é a discussão a respeito da nulidade da Notificação de Lançamento em epígrafe, em razão da ausência da identificação da autoridade lançadora, malferindo a legislação de regência, especialmente o disposto no artigo 11 do Decreto n° 70.235/72, que assim prescreve: "Art. li A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente. 1- a qualificação do notificado; - o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação,. III - a disposição legal infringida, se for o caso,. IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico." Afora a vasta controvérsia a propósito da matéria, o certo é que o Pleno do CARF aprovou a Súmula n° 21, afastando definitivamente qualquer dúvida quanto ao assunto, conforme se extrai do seguinte Enunciado: "É nula, por vício formal, a notificação de lançamento que não contenha a identificação da autoridade que a expediu." Assim, despiciendas maiores elucubrações quanto ao tema, tendo em vista que a jurisprudência consolidada neste Egrégio Conselho oferece guarida ao pleito da contribuinte, consoante Súmula CARF n° 21 encimada, a qual, segundo o artigo 72, § 4" do Regimento Interno do CARF, é resultado de decisões unânimes, reiteradas e uniformes, e de aplicação obrigatória por este Conselho, inexistindo razão para maiores discussões nos presentes autos. Dessa forma, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantida nulidade ao lançamento, na forma decidida pela 3" Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECr DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. Rycard,0 Henrique Magalhães de Oliveira
score : 1.0
Numero do processo: 10830.007281/2001-00
Data da sessão: Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercícios: 1997, 1998, 1999, 2001
SALDO CREDOR. IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPROVAÇÃO.
Deve ser reconhecido o direito do contribuinte ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte quando restar comprovado, mediante extratos bancários e exame da escrita contábil e fiscal, que as receitas auferidas foram oferecidas à tributação e que tanto as receitas quanto o imposto retido foram adequadamente contabilizados.
SALDO CREDOR. IMPOSTO RETIDO NA FONTE POR ÓRGÃOS PÚBLICOS. IMPOSTO RETIDO EM ANOS ANTERIORES. Somente o imposto retido na fonte no próprio ano pode ser aproveitado para fins de apuração de eventual saldo credor a ser restituído/compensado.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 1301-000.292
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a realização de perícia contábil e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito da recorrente ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte no montante de R$ 12.372,78, conforme consta da linha 08/15 de sua DIRPJ do ano-calendário 1996 (fl. 211). Deve ser recalculado o saldo negativo de IRPJ desse ano-calendário, bem assim os saldos dos anos subseqüentes que por ele forem influenciados, e homologadas as compensações do presente processo até o limite dos saldos negativos assim reconhecidos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente o Conselheiro Ricardo Luiz Leal de Melo.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Waldir Viega Rocha
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercícios: 1997, 1998, 1999, 2001 SALDO CREDOR. IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. Deve ser reconhecido o direito do contribuinte ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte quando restar comprovado, mediante extratos bancários e exame da escrita contábil e fiscal, que as receitas auferidas foram oferecidas à tributação e que tanto as receitas quanto o imposto retido foram adequadamente contabilizados. SALDO CREDOR. IMPOSTO RETIDO NA FONTE POR ÓRGÃOS PÚBLICOS. IMPOSTO RETIDO EM ANOS ANTERIORES. Somente o imposto retido na fonte no próprio ano pode ser aproveitado para fins de apuração de eventual saldo credor a ser restituído/compensado. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Recorrida 2a TURMA/DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRIPJ Exercícios: 1997, 1998, 1999, 2001 SALDO CREDOR. IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. Deve ser reconhecido o direito do contribuinte ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte quando restar comprovado, mediante extratos bancários e exame da escrita contábil e fiscal, que as receitas auferidas foram oferecidas à tributação e que tanto as receitas quanto o imposto retido foram adequadamente contabilizados. SALDO CREDOR. IMPOSTO RETIDO NA FONTE POR ÓRGÃOS PÚBLICOS. IMPOSTO RETIDO EM ANOS ANTERIORES. Somente o imposto retido na fonte no próprio ano pode ser aproveitado para fins de apuração de eventual saldo credor a ser restituído/compensado. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a realização de perícia contábil e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer o direito da recorrente ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte no montante de R$ 12.372,78, conforme consta da linha 08/15 de sua DIRPJ do ano-calendário 1996 (fl. 211). Deve ser recalculado o saldo negativo de IRPJ desse ano-calendário, bem assim os saldos dos anos subseqüentes que por ele forem influenciados, e homologadas as compensações do . presente processo até o limite dos saldos negativos assim reconhecidos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente o Conselheiro Ricardo Luiz Leal de Melo. ,Ác.r,£) A,Lt,-„LL alP LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente WALDIR VEIA ROCHA - Relator EDITADO EM: 28 MM 201G Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Veiga Rocha, Thiago D'Avila Melo Fernandes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Sandra Maria Dias Nunes, Valmir Sandri e Leonardo de Andrade Couto. Relatório ADELBRAS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ADESIVOS LTDA., já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 2a Turma da DRJ em Campinas/SP, que indeferiu os pedidos veiculados através de manifestação de inconfounidade apresentada contra a decisão da Delegacia da Receita Federal em Campinas/SP. Trata a lide de pedido de restituição (fls. 01/03) de saldos negativos de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), apurados nos anos-calendário 1996, 1997, 1998 e 2000. O demonstrativo dos créditos pleiteados se encontra às fls. 06/07. Acompanham o pedido, entre outros documentos, extratos de movimentação financeira, cópias das declarações dos períodos em questão, DARFs referentes ao recolhimento de estimativas. Cumulativamente, o contribuinte protocolizou pedidos de compensação, às fls. 04, 183, 186, 190, 193 e 197. A unidade administrativa que primeiro analisou os pedidos formulados pela empresa (Delegacia da Receita Federal em Campinas/SP) decidiu pelo deferimento parcial (fls. 276/278v), conforme segue: a) No que se refere aos valores declarados na DIRPJ do ano calendário de 1996, a autoridade administrativa alterou o montante informado a título de IRRF de R$12.372,78 para R$881,99, em face das divergências encontradas nas Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte — DIRF — apresentadas pelas fontes pagadoras. Tal procedimento resultou na redução dos saldos negativos de IRPJ dos anos de 1996 e de 1997. b) Em relação ao ano 2000, o Serviço de Orientação e Análise Tributária — SEORT — verificou, também por intennédio das DIRF, que a contribuinte poderia deduzir do imposto devido somente R$449,18 a título de Imposto de Renda Retido na Fonte por órgão público, alterando para este valor o saldo credor do ano em questão. Inconformada, a empresa apresentou manifestação de inconfoiniidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, fls. 287/293, trazendo, em apertada síntese, os seguintes argumentos: > A questão resume-se basicamente a divergências entre os valores declarados e aqueles disponíveis nos sistemas da SRF. 2 Processo n° 10830.007281/2001-00 SI -C3T1 Acórdão n.° 1301-00.292 Fl. 2 > Enquanto os auditores reconheceram corno retenção na fonte apenas R$881,99 (para o ano-calendário 1996), os extratos bancários anexos comprovam que lhe foram retidos R$12.372,78. Tal procedimento teve reflexos em cascata por todos os períodos subseqüentes; • > Em relação ao ano 2000, foram reconhecidos créditos no valor de R$449,18 decorrentes de retenções efetuadas por órgãos públicos, quando, na realidade, o valor alcançou R$1.397,91, conforme comprovantes de retenção; > É um absurdo que a requerente seja penalizada pela falta ou incorreção de informações incumbidas às fontes pagadoras, a saber, instituições financeiras e órgãos públicos; • > Os documentos apresentados comprovam as retenções do imposto e o direito da requerente; > Por fim, requer perícia para comprovar a veracidade de suas alegações, ressaltando que sua não realização configuraria cerceamento de defesa e supressão do devido processo legal. A 2' Turma da Dele gacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, analisou a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte e, mediante o Acórdão ri° 05-15.352, de 23/11/2006, fls. 448/453, indeferiu a solicitação, conforme ementa a seguir transcrita. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1996, 1997, 1998, 2000 - PEDIDOS DE PERÍCIA E DILIGÊNCIA. A perícia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requeiram conhecimentos especializados para o deslinde de questão controversa, não se justificando a sua realização quando o processo contiver os elementos necessários para a formação da livre convicção do julgador. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1996, 2000 DEDUÇÃO. IRRF. COMPROVANTES DE RETENÇÃO. DIRF. Somente é dedutível do imposto devido na apuração anual, o imposto efetivamente retido na fonte no período e devidamente comprovado, por intermédio de informes de retenções ou por Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF - entregue pelas fontes pagadoras. Ciente da Decisão de Primeira Instância em 16/03/2007, conforme documento de fls. 460, a empresa apresentou recurso voluntário em 13/04/2007 (registro de recepção à fl. 461, razões do recurso às fls. 462/467), mediante o qual oferece, em apertada síntese, os seguintes argumentos: 3 > Reitera o pedido de perícia contábil, por entendê-la indispensável, sob pena de cerceamento de defesa e supressão do devido processo legal. > Com relação aos créditos pleiteados, reafirma que a DIRF não deve ser o único meio de prova aceito para comprovação do montante retido na fonte. Por sua ótica, os extratos bancários são documentos oficiais emitidos pelas instituições financeiras que refletem as posições mensais e reais das operações financeiras realizadas pelo contribuinte, indicando os valores de IR efetivamente retidos em seu favor. > Protesta mais uma vez por ser penalizada pela falta ou incorreção de informações incumbidas às suas fontes pagadoras, a saber, instituições financeiras e órgãos públicos. > Ao final, requer o deferimento de perícia contábil, o reconhecimento integral do direito creditório pleiteado, a homologação das compensações declaradas e o cancelamento da cobrança das compensações não homologadas. O processo foi levado a julgamento perante a Quinta Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes em 06/12/2007. Na oportunidade, aquele colegiado entendeu não estar o processo em condições de ser julgado e determinou a conversão em diligência, para que a unidade local da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o contribuinte adotasse as seguintes providências: 1. Confirme, ou não, o recolhimento do DARF cuja cópia se encontra à fl. 341. 2. Com relação às operações com ouro, ativo financeiro, de que tratam os documentos de fls. 341/342, confirme, ou não, pelo exame da escrita contábil e fiscal da recorrente, se as receitas financeiras e correspondente recolhimento de IR (DARF de fl. 341) foram adequadamente contabilizadas, e se as receitas financeiras foram oferecidas à tributação. 3. Com relação às operações financeiras alegadamente realizadas com o banco Safra, cf. demonstrativo de fls. 319/320 e demais documentos às fls. 322/409, confirme, ou não, pelo exame da escrita contábil e fiscal da recorrente, se as receitas financeiras e correspondentes retenções de IR na fonte foram adequadamente contabilizadas, e se as receitas financeiras foram oferecidas à tributação. 4. Com relação às operações financeiras alegadamente realizadas com o banco I-ISBC Bamerindus, cf. demonstrativo de fls. 319/320 (no qual é identificado como BBB) e demais documentos às fls. 322/409, confirme, ou não, pelo exame da escrita contábil e fiscal da recorrente, se as receitas financeiras e correspondentes retenções de IR na fonte foram adequadamente contabilizadas, e se as receitas financeiras foram oferecidas à tributação. Em cumprimento da diligência, foi elaborado o Relatório — Diligência Fiscal (fls. 875/877), em que o Auditor-Fiscal encarregado do feito descreve os procedimentos adotados, os documentos acostados aos autos e, ao final, informa: 1 — Com relação ao DARF, de fl. 341, confirmamos o efetivo recolhimento do valor nominal, conforme documentação, de fls. 874, extraída do sistema SINAL08 desta SRF. 2 — Com relação às operações com ouro, ativo financeiro, de que tratam os documentos de fls. 341/342, o exame da escrita contábil e fiscal da recorrente confirma: 4 Processo n° 10830.007281/2001-00 S1-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.292 Fl. 3 2.1 — A adequada contabilização da retenção do imposto de renda sobre as operações com ouro no livro Diário Geral, fls. 812, na conta contábil 11208003-0 (IRRF S/ APLICAÇÕES FINANCEIRAS/plano de contas, de fls. 723/745). 2.2 — A contabilização das receitas com operações com ouro na conta contábil 33103007-1 (LUCROS EM OPERAÇÕES COM OURO), correspondentes às retenções acima apreciadas, no livro Diário Geral, de fls. 682 e no Balancete Analítico, de fls. 720. 3 — Com relação às operações financeiras com os bancos Safra e HSBC Bamerindus, conforme demonstrativo de fls. 319/320 e demais documentos às fls. 322/409, o exame da escrita contábil e fiscal da recorrente confirma: 3.1 — A adequada contabilização das retenções do imposto de renda sobre aplicações financeiras na conta contábil 11208003-0 (IRRF S/ APLICAÇÕES FINANCEIRAS) conforme livro Diário Geral, fls. 4961512 e Razão de fls. 7891800, Balanço Patrimonial Analítico, de fls. 697 e Balancete Analítico, 707 3.2 — A contabilização das receitas financeiras na conta contábil 33103003-9 (RENDS. DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS), correspondentes às retenções acima apreciadas, no livro Razão, às fls. 656/669, no livro Diário Geral, de fls. 680/695 e no Balancete Analítico, de fls. 719. Cientificada do resultado da diligência, a interessada não se manifestou no prazo que lhe foi franqueado. É o Relatório. 5 Voto Conselheiro WALDIR VEIGA ROCHA O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Preliminarmente, cabe analisar o pedido de perícia contábil. Esse pedido já foi afastado em primeira instância, ao argumento de que seria prescindível para o deslinde da matéria em discussão, posto que os elementos probatórios acostados aos autos seriam suficientes para o julgador firmar seu convencimento. Entendo de igual forma. Não é o caso de perícia contábil, posto que não vislumbro necessidade de conhecimento contábil especifico para esclarecer alguma questão técnica que obstaculizasse o julgamento. As provas de que o contribuinte dispõe foram juntadas aos autos, e a perícia nada poderia acrescentar, não se caracterizando, dessa forma, qualquer cerceamento ao direito de defesa. Essa desnecessidade fica ainda mais evidenciada em face da diligência determinada por este colegiado, para esclarecimento de questões de fato, sobre cujos resultados se tratará mais adiante. Afasto, assim, a realização de perícia contábil, por desnecessária ao julgamento da lide. No mérito, a discussão se reduz a dois pontos: 1. No ano-calendário 1996, a alteração do Imposto de Renda na Fonte declarado de R$ 12.372,78 para R$ 881,99 (linha 08/15, fl. 211). Essa alteração provocou correspondente redução no saldo negativo do IRPJ apurado nesse mesmo ano, além de reflexos em anos posteriores. 2. No ano-calendário 2000, a alteração do valor declarado do Imposto de Renda Retido na Fonte por Órgão Público (linha 12A/14, fl. 238) de R$ 460,91 para R$ 449,18, além da glosa do valor de R$ 937,00 correspondente a imposto de renda mensal pago por estimativa (linha 12A/16, fl. 238). Com isso, o saldo negativo de IRPJ apurado nesse ano foi reduzido de R$ 1.397,91 para R$ 449,18. Passo a analisar o primeiro ponto. A alteração foi motivada por falta de comprovação das retenções, à vista das Declarações do Imposto de Renda na Fonte (DIRF) apresentadas pelas instituições financeiras, cujo extrato se encontra à fl. 214. A DRF Campinas, em decisão posteriormente ratificada pela DRJ Campinas, confrontou esse extrato com o demonstrativo elaborado pela interessada (fls. 319/320, e demais documentos às fls. 322/409), e concluiu que somente o montante de R$ 881,99 estaria comprovado, conforme quadro que consta à fl. 276v. É de se observar que a autoridade não levou em conta as duas retenções declaradas em DIRF pelo HSBC, CNPJ n° 76.528.660/0001-01, que somam R$ 348,32 (= R$ 1,98 + R$ 346,34), valor que muito se aproxima dos R$ 360,42 pleiteados pela interessada (cf. demonstrativo de fls. 319/320). Também não levou em conta o DARF cuja cópia se encontra à fl. 341, no valor de R$ 97,65, código 3249, correspondente a IR sobre rendimentos de operação com ouro ativo financeiro. /C- 6 Processo n° 10830.007281/2001-00 S1-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.292 Fl. 4 A principal discordância, no entanto, reside nas retenções alegadamente efetuadas pelo banco Safra, que montam a R$ 11.032,70 (cf. demonstrativo de fls. 319/320), integralmente recusadas pela autoridade de primeira instância pela inexistência de D1RF correspondente, mesmo em face dos extratos e demais documentos acostados pela interessada às fls. 322/409. Em todos os casos alegados, trata-se de imposto de renda retido na fonte incidente sobre aplicações financeiras, seja de renda fixa, seja de renda variável. Em qualquer hipótese, no ano-calendário 1996, para as pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real, situação da recorrente, as receitas de aplicações financeiras se sujeitavam a retenção de IR fonte como antecipação do imposto devido na declaração. Os documentos acostados pela interessada às fls. 322/409 constituem indícios robustos de que as operações financeiras e con-espondentes retenções na fonte de fato ocorreram, muito embora não sejam os documentos exigidos na estrita forma da lei para comprovação. Em homenagem ao princípio da verdade material, e para evitar que a interessada viesse a ser penalizada por um eventual descumprimento do dever de prestar informação (DIRF) das instituições financeiras com quem transacionou, este colegiado determinou a realização de diligência para que fosse comprovado o recolhimento do DARF de fl. 341, além da contabilização das receitas e respectivas retenções de imposto de renda na fonte alegadas pela recorrente e constantes dos extratos bancários e demais documentos às fls. 341/342, 319/320 e 322/409. Como se viu no relatório que antecede a este voto, as alegações da recorrente foram confirmadas, pelo que entendo que deve ser reconhecido seu direito ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte no montante de R$ 12.372,78, exatamente conforme consta da linha 08/15 de sua DIRPJ do ano-calendário 1996 (fl. 211). Esclarecida a primeira questão, passo a analisar o segundo ponto sobre o qual se estabeleceu controvérsia, a saber, a alteração do valor declarado do Imposto de Renda Retido na Fonte por Órgão Público (linha 12A/14, fl. 238) de R$ 460,91 para R$449,18, além da glosa do valor de R$ 937,00 correspondente a imposto de renda mensal pago por estimativa (linha 12A/16, fl. 238), tudo no ano-calendário 2000. É de se observar que o valor da estimativa foi glosado por não ter sido recolhido mediante DARF, mas sim compensado com imposto de renda retido na fonte por Órgãos Públicos, retenção essa considerada não comprovada em primeira instância. Assim, tudo se resume em confirmar o montante efetivamente retido, passível de utilização pela recorrente na apuração do IRPJ devido no ano-calendário 2000. Pelo exame da documentação que consta dos autos, constato que não assiste razão à recorrente. O extrato contábil de fl. 411, juntamente com os comprovantes de retenção de fls. 413/442, mostram que os valores pleiteados foram retidos ao longo dos anos-calendário 1998, 1999 e 2000. À luz da legislação vigente, somente os valores de imposto de renda retidos no próprio ano-calendário 2000 podem integrar o saldo de IRPJ apurado nesse ano. Transcrevo, a seguir, trecho do Acórdão combatido, às fls. 452/453, que bem esclarece o ocorrido (grifos no original): Quanto ao segundo ponto a ser analisado, relativo às retenções incidentes sobre os pagamentos realizados por órgãos, autarquias e fundações da esfera pública Pt.) 7 • - federal, no ano calendário de 2000, oportuno citar o artigo 64 da Lei n.° 9.430, de 1996, para esclarecer a matéria: Art.64. Os pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens - ou prestação de serviços, estão snjeitos à incidência, na fonte, do imposto sobre a renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para seguridade social-COFIAS e da contribuição para o PIS/PASEP. §1° A obrigação pela retenção é do órgão ou entidade que efetuar o pagamento. §2° O valor retido, correspondente a cada tributo ou contribuição, será levado a crédito da respectiva conta de receita da União. §3 0 O valor do imposto e das contribuições sociais retido será considerado como antecipação do que for devido pelo contribuinte em relação ao mesmo imposto e às mesmas contribuições. §4" O valor retido correspondente ao imposto de renda e a cada contribuição social somente poderá ser compensado com o que for devido em relação à mesma espécie de imposto ou contribuição. §5 0 O imposto de renda a ser retido será determinado mediante a aplicação da alíquota de quinze por cento sobre o resultado da multiplicação do valor a ser pago pelo percentual de que trata o art. 15 da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, aplicável à espécie de receita correspondente ao tipo de bem fornecido ou de serviço prestado. §6" O valor da contribuição social sobre o lucro líquido, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota de um por cento, sobre o montante a ser pago. §7° O valor da contribuição para a seguridade social-COFINS, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota respectiva sobre o montante a ser pago. §8° O valor da contribuição para o PIS/PASEP, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota respectiva • sobre o montante a sei- pago.(Destaques acrescidos) De acordo com o dispositivo em destaque, à época em vigor, os valores retidos no pagamento efetuado a pessoas jurídicas por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal representavam uma antecipação de tributos e contribuições, os quais somente podiam ser compensados com a mesma espécie de tributo ou contribuição. Compulsando-se os autos, constata-se, por intermédio do demonstrativo de fl. 411, que o valor reclamado pela contribuinte a título de 1RRF retido por órgãos públicos, R$ 1.397,91, é composto de retenções incidentes sobre os recebimentos ocorridos de 1998 a 2000. Ao ano calendário de 2000 corresponde apenas R$ 454,75 (O valor confirmado pelos sistemas da Receita Federal é de R$ 449,18). • 8 • Processo n° 10830.007281/2001-00 SI-C3TI Acórdão n.° 1301-00.292 Fl. 5 Tendo em vista que o liRRF deve integrar a apuração do ano de retenção, tal procedimento é improcedente. Em outras palavras, do montante de R$ 1.397,91, relativo ao IRRF utilizado no ano calendário de 2000, uma parte deveria ter integrado o saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 1998 e outra o saldo de 1999. No ano calendário de 1998, a parcela referida, de fato, integrou o saldo credor do período, conforme demonstra a DERPJ/1999 (fl. 225), na qual foi informado a título de IRRF por órgão público o valor de R$ 717,24, não podendo ser utilizado novamente em 2000, como solicita a empresa. Como o valor correspondente ao ano de 1999 não foi incluído na apuração realizada pela recorrente, poder-se-ia cogitar que essa importância, caso se convertesse em saldo credor, poderia ser utilizado no período posterior. Contudo, o ano calendário de 1999 não está inserido no presente litígio, sendo incabível a esta autoridade julgadora apreciar a questão. Desta forma, no que concerne a glosa de ERRF no ano calendário de 2000, também, não procedem as alegações da contribuinte. Assim, correto o procedimento da DRF Campinas, ratificado pela DRJ Campinas, que segregou os comprovantes de retenções correspondentes ao ano-calendário 2000, os quais totalizaram receitas de R$ 37.432,00, e retenção de tributos no montante de R$ 2.189,77. Mas esse total retido corresponde a IR, CSLL, PIS e COFINS. Para deter-ninar o quanto desse valor se refere apenas ao 1R, deve-se atentar para a determinação do § 5° do art. 64 da Lei n° 9.430/1996, ou seja, 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita. Aplicando-se esse percentual sobre a receita de R$ 37.432,00, chega-se ao valor retido do IR, a saber, R$ 449,18, considerado pela autoridade a quo, e muito próximo dos R$ 454,75 que constam do extrato contábil da recorrente, à fl. 411. Pelo exposto, quanto a este ponto, nego provimento ao recurso voluntário, devendo ser mantido o quanto decidido pela DRF Campinas e ratificado pela DRJ Campinas, no sentido de reduzir o saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário 2000 de R$ 1.397,91 para R$ 449,18. Em conclusão, voto por rejeitar a realização de perícia contábil e, no mérito, pelo provimento parcial do recurso voluntário para reconhecer o direito da recorrente ao aproveitamento de imposto de renda retido na fonte no montante de R$ 12.372,78, exatamente conforme consta da linha 08/15 de sua DIRPJ do ano-calendário 1996 (fl. 211). Deve ser recalculado o saldo negativo de IRPJ desse ano-calendário, bem assim os saldos dos anos subseqüentes que por ele forem influenciados, e homologadas as compensações do presente processo até o limite dos saldos negativos assim reconhecidos. WALDIR VEI A ROCHA - Relator 9
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Numero do processo: 10111.000108/2002-79
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3201-000.106
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM
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RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. JUDIT P ii L MARCONDES p j Q - Presidente MERCIA HELENA TAJANO D'AMORIM - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Rosa Maria de Jesus da Silva C. de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Processo n° 10111.000108/2002-79 S3 -C2T1 i Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 117 , Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, às fls. 69/75, que transcrevo, a seguir: "Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 15/03/2002, em face do contribuinte em epígrafe, formalizando a exigência de multa do controle administrativo das importações e multa proporcional ao valor aduaneiro, no valor total de R$ 20.594,05, devido à apuração dos fatos a seguir descritos. As infrações apuradas pela fiscalização e relatadas na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 02/03, foram, em síntese, as seguintes: Importação Desamparada de Licença de Importação ou Documento Equivalente: I A Indústria Farmacêutica Medley S.A. importou através da D.I. 02/0200256-4, registrada em 07/03/2002, 200 Kg de Diclofenaco Resinato, classificado na NCM/TEC no código 2922.49.69. Ocorre que a mercadoria importada acima é classificada na NCM/TEC no código 3003.90.93, de acordo com as Regras Gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado, regras 1, 3-A, e ainda a Regra Geral Complementar (RGC-1) - NCM, assim como do texto de posição 3003 transcrito abaixo: "Medicamentos (Exceto os produtos das posições 3002, 3005 ou 3006) constituídos por produtos misturados entre si, preparados para fins terapêuticos ou profiláticos, mas não apresentados em doses nem acondicionados para venda a retalho." Além da nota 1-A do capítulo 29 e do texto do subitem 3003.90.93 que diz: "Diclofenaco Resinato". Sendo que não foi feita a importação com "L. I." e a nova classificação exige 'Licença de Importação', aplica-se a multa de 30% do valor aduaneiro (art. 526, Inciso lido R.A. - Decreto 91.030/85). ANO/DL/ADIÇÃO Base de Cálculo 02/0200256-4/001 R$ 66.432,45 Enquadramento Legal: Artigos 1°, 77, inciso I, 80, inciso I, alínea "a", 83, 86, 87, inciso I, 89, inciso II, 99, 100, caput e parágrafo único, 103, 111, 112, 411 a 413, 416, 418, 432, 444, 499, 500, incisos 1 e IV, 501, inciso III, 526, inciso II, 542, do RA, aprovado pelo Decreto n°91.030/85. i Regras Gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado, regras 1, 3-A, \ ji e ainda a Regra Geral Complementar (RGC-1) - NCM, assim como do texto de posição 3003, nota 1-A do capítulo 29 e do texto do subitem. 3003.90.93. 2 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3 -C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 118 Aprovados pelos Decretos números 97.409/88, 4.070/01 e Resolução Camex 42/01. Obs: Na vigência do Siscomex, a emissão da Guia de Importação assume tão-somente o sentido de obtenção de licenciamento não-automático. Infração disciplinada pelos Atos Declarató rios COSIT n° 5 de 09/01/97 e n° 12, de 21/01/97; Portarias Secex e 21 e 22 de 12.12.96. Classificação Incorreta. Multa Exigida Isoladamente - 1% do Valor Aduaneiro: A Indústria Farmacêutica Medley S.A. importou através da D.L 02/0200256-4, registrada em 07/03/2002, 200 Kg de Diclofenaco Resinato, classificado na NCM/TEC n° código 2922.49.69. Ocorre que a mercadoria importada acima é classificada na NCM/TEC no código 3003.90.93, de acordo com as Regras Gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado, regras 1, 3-A, e ainda a Regra Geral Complementar (RGC-1) - NCM, assim como do texto de posição 3003 transcrito abaixo: "Medicamentos (Exceto os produtos das posições 3002, 3005 ou 3006) constituídos por produtos misturados entre si, preparados para fins terapêuticos ou profiláticos, mas não apresentados em doses nem acondicionados para venda a retalho." Além da nota 1-A do capítulo 29 e do texto do subitem 3003.90.93 que diz: "Diclofenaco Resinato". Fato Gerador Valor (R$) 07/03/2002 664,32 Enquadramento Legal: Artigo 84, inciso I e ,55' 2°, da Medida Provisória n° 2158-35 de 24/08/2001. Inconformado com a autuação acima descrita, cuja ciência ocorreu em 21/03/2002 (fls. 35), o contribuinte, através de seus procuradores (instrumento às fls. 48), em 19/04/2002, apresenta impugnação (fls. 21/32), alegando o seguinte: "MEDLEY S/A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA, pessoa jurídica de direito privado com sede em Campinas, SP, na Rua Macedo Costa, 55, Jd. Santa Genebra, CEP 13080-180, devidamente inscrita no CNPJ sob n° 50.929.710/0001-79, e filial em Brasília, DF, Q1 15, Lote 49 - Parte A, Setor de Indústria, Taguatinga, devidamente inscrita no CNPJ sob n° 50.929.710/0003-30, por seu advogado e bastante procurador (doc. 01 e 02), vem, respeitosamente, à presença de V.Sa, com fundamento no artigo 14 e seguintes, do Decreto n° 70.235/72 e alterações, propor a competente IMPUGNAÇÃO ao Auto de Infração - Multa de Controle Administrativo em referência, o que o faz com base nas razões de fato e de direito a seguir expostas: I - DO AUTO DE INFRAÇÃO 3 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 . Fl. 119 O Ilustre Auditor Fiscal da Receita Federal lavrou o Auto de Infração em questão como reflexo da alteração na classificação fiscal de mercadoria importada pela Impugnante sob a DI n° 02/0200256-4, o que implicaria também a exigência, de Licença de Importação. A conclusão da autoridade fiscal pela reclassificação decorre da sua análise das "Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado, regras I, 3-A, e ainda a Regra Geral Complementar (RGC-1) - NCM, assim como o texto da posição 3003 da TEC". A conclusão dessa análise implicaria em uma nova classificação da mercadoria, que foi importada no sub item NCM/TEC 2922.49.69, mas na verdade deveria ser no sub item NCM/TEC 3003.90.93. Com base nesse entendimento, a autoridade fiscal lavrou o auto de infração ora impugnado, atribuindo uma nova classificação da mercadoria na TEC e, conseqüentemente, aplicando a multa de controle administrativo e multa por classificação tarifária incorreta. O Auto de Infração foi fundamentado da seguinte forma: (.) H—DOS FATOS Cumpre ressaltar primeiramente que a Impugnante é renomada empresa do setor farmacêutico, notoriamente idônea e fiel cumpridora de suas obrigações tributárias. Como faculta a legislação em vigor, a Impugnante importou através da DI n° 02/0200256-4, de 07.03.02, cuja cópia já instrui o Auto de Infração, 200 Kg de Diclofenaco Resinato, classificando-o no sub item 2922.49.69 da NCM, insumo esse utilizado na fabricação de medicamentos. A classificaç'd o adotada se fundamentou nas características técnico-químicas do produto, bem como nos registros constantes do Ministério da Saúde, onde o Diclofenaco Resinato aparece na composição de medicamentos. ,Ou seja, a classificação tarifária decorreu de critérios objetivos e mundialmente conhecidos para a denominação do produto, bem como em dados provenientes e registrados no Ministério da Saúde. Este os fatos. - III - DO DIREITO a) DA IDENTIFICAÇÃO DA MERCADORIA IMPORTADA ; O Auto de Infração ora atacado tem como sustentaçã o basilar o entendimento da fiscalização de que a mercadoria importada através da DI n° 02/0200256-4 não estaria classificada de forma correta de acordo com .Regras Gerais de Interpretaçãoj ,, 4 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 120 O Diclofenaco Resinato é uma matéria prima apresentada na forma de pó fino, levemente amarelado e higroscópico, utilizado na formulação de medicamentos na forma farmacêutica de suspensão oral (gotas), registrado na ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária como medicamento genérico DICLOFENACO RESINATO gotas - MS 1.0181.0332.001- 4, conforme Certificado Anexo. Para a formulação final do medicamento genérico DICLOFENACO RESINATO, são utilizados as matérias primas abaixo discriminadas, conforme Certificado do Ministério da Saúde: I. Diclofenaco Potássico (na forma de Resinato de Diclofenaco) 15,0 mg 2. Dióxido de Silício Coloidal 7,5 mg 3. Metilparabeno 0,8 mg 4. Propilparabeno 0,2 mg 5. Sacarina Ácida 3,0 mg 6. Ácido Cítrico Anidro 4,0 mg 7.Aroma de Tutti-Frutti 0,00165 ml 8. Parafina Líquida 1,0 ml TOTAL DE COMPONENTES DA FÓRMULA =8 O Diclofenaco Resinado é um sal do diclofenaco sintetizado a partir do diclofenaco potássico através da reação de condensação com uma resina (daí a denominação "Resinado9. Pela sua instabilidade, essa reação de condensação com resina é a forma utilizada para formulação de medicamentos em suspensão oral (gotas). Portanto, o produto importado é parte integrante (princípio ativo) do medicamento genérico DICLOFENACO RESINATO, registrado no ministério da Saúde. Dessa descrição técnica, que poderá ser melhor elucidada em sede de perícia, podemos extrair as seguintes observações: a) O Diclofenaco Resinato não se trata de uma mistura, pois a condensação com resina ocorre em função de sua instabilidade; b) O Diclofenaco Resinato sozinho não tem função terapêutica ou profilática, pelo contrário, seu consumo na forma que foi importado pode levar o indivíduo ao óbito; c) Conforme registro no Ministério da Saúde, o Diclofenaco Resinato é um insumo utilizado na fabricação de medicamento juntamente com mais sete componentes. d) O produto importado se apresenta em estado sólido (pó fino) e o medicamento que ele origina se apresenta em estado líquido (suspensão oral), o que demonstra que obrigatoriamente deve passar por um processo de industrialização. O próprio exportador, que vendeu a mercadoria para a Impugnante, afirmou estar equivocada e classificação NCM 3003.90.93 para o produto DICLOFENACO RESINATO, como acusa a correspondência anexa, ../ 5 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl, 121 Há de se concluir que a descrição da mercadoria feita na DI corresponde exatamente ao produto importado, pois a composição da mercadoria não atende à descrição contida no sub item NCM 3003.90.93, mas sim aquela contida no item 2922.49.69. b) DA CLASSIFICAÇÃO FISCAL DA MERCADORIA Dada a composição química do produto importado, verificamos que a TEC dispõe da seguinte maneira: CÓDIGO DESCRIÇÃO ALIQUOTA DO II 2922.49.6 Diclofenaco e seus sais; derivados destes produtos 2922.49.61 Diclofenaco de sódio 16,5 2922.49.62 Diclofenaco de potássio 16,5 2922.49.63 Diclofenaco de dietilamônio 16,5 2922.49.64 Diclofenaco 16,5 2922.49.69 Outros 4,5 Por outro lado, a descrição pretendida pela fiscalização é aquela do item 3003.90.93: CÓDIGO DESCRIÇÃO ALIQUOTA DO Il 3003 MEDICAMENTOS (EXCETO OS PRODUTOS DAS POSIÇÕES 3002, 3005 OU 3006) CONSTITUÍDOS POR PRODUTOS MISTURADOS ENTRE SI, PREPA-RADOS PARA FINS TERAPÊUTICOS OU PROFILÁTICOS, MAS NÃO APRE-SENTADOS EM DOSES NEM ACONDICIONADOS PARA VENDA A RETALHO 1 3003.90.93 Diclofenaco resinato 16,5 Obviamente que a classificação da mercadoria na TEC dependerá da conclusão da perícia a ser feita, todavia, é preciso ressaltar que de acordo com a composição do produto importado (que se encontra registrado no Ministério da Saúde) a Impugnante agiu corretamente ao classificar no sub item 2922.49.69. Como já afirmado acima, e demonstrado pelos documentos anexos, o Diclofenaco Resinato não se trata de um produto terapêutico ou profilático. Ele somente tomará essa nuance depois de acrescido diversos outros elementos para a composição do medicamento. O seu uso no estado que se encontra é inviável, pois não é um medicamento, mas sim o princípio ativo que comporá um medicamento. Por esse motivo, a descrição contida no item 3003, que se inicia com a palavra "MEDICAMENTO" já afasta o enquadramento do Diclofenaco Resinato, pois ele NÃO É UM MEDICAMENTO. Ele nada mais é do que a matéria prima para a elaboração de um medicamento (produto acabado). A diferença entre matéria prima e produto acabado é prevista na legislação, senão vejamos: , / "Decreto n°79.094/77 i Art. 3° - (..) XII - Matéria Prima - Substâncias ativas ou inativas que se empregam para a fabricação de medicamentos e demais produtos abrangidos por este 6 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 122 Regulamento, mesmo que permaneçam inalteradas, experimentem modificações ou sejam eliminadas durante o processo de fabricação; (.) XV - Produto Acabado - Produto que tenha passado por todas as fases de produção e acondicionamento, pronto para a venda; (..)" Ora, é evidente que o Diclofenaco Resinato não é próprio para o consumo como um medicamento, até mesmo porque seu estado é sólido (pó) e o medicamento que ele origina é líquido (gotas). A classificação no item 2922.49.69 é a mais apropriada por tratar-se de um sal do Diclofenaco derivado da reação de condensação com uma resina, nos exatos termos da descrição genérica contida no item 2922.49.6 "Diclofenaco e seus sais". Não resta dúvida que a perícia demonstrará que o produto em referência não se trata de um medicamento, mas sim de um sal do diclofenaco, insumo necessário à fabricação de um medicamento genérico devidamente registrado no Ministério da Saúde. c) DA MULTA DE CONTROLE ADMINISTRATIVO O Auditor Fiscal que lavrou o Auto de Infração ora impugnado entendeu que a mercadoria importada pela impugnante sob a DI n° 02/020056-4 teria sido erroneamente classificada, (o que não procede, como já demonstrado acima), dessa forma, a mercadoria efetivamente importada não estaria acobertada pela "Licença de Importação", necessária para esse tipo de mercadoria, o que ensejaria a aplicação da multa prevista no artigo 526, II do Regulamento Aduaneiro. Em suma, o Ilustre Auditor Fiscal entendeu que a mercadoria deve ser reclassificada e que, pela nova classificação, a mercadoria deveria ter Licença de Importação, como determina a legislação em vigor, entendimento esse totalmente equivocado, como restará demonstrado. O Regulamento Aduaneiro dispõe: "Art. 526 - Constituem infrações administrativas ao controle das importações, sujeitas às seguintes penas: (.) II - importar mercadoria do exterior sem a guia de importação ou documento equivalente, que implique a falta de depósito ou a falta de pagamento de quaisquer ônus financeiros ou cambiais: multa de 30 por cento (30 %) do valor da mercadoria; 77 7 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 123 Dessa forma, a conduta passível de multa é "importar mercadoria do exterior sem a guia de importação", devendo implicar, ainda, na falta de pagamento de ônus financeiro, ou seja, deve haver cumulativamente a importação sem a guia de importação e a falta de pagamento de ônus financeiro. No presente caso, a mercadoria não estava acompanhada de Licença de Importação por estar inserida na modalidade de licenciamento automático SISCOMEX - Módulo de Importação. Dada a reclassificação, seria presumidamente exigível a Licença de Importação. Cumpre destacar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, quando chamada para se manifestar nos autos do Mandado de Segurança impetrado para a liberação da mercadoria, opinou da seguinte forma sobre o tema: "As importações de matérias prima 'Diclofenato Resinato e Lansoplasol' que integrarão formulações de medicamentos acabados para venda, estão sujeitas a modalidade de licenciamento automático SISCOMEX - Módulo de Importação." (cópia anexa) Verifica-se pela manifestação da ANVISA, que o entendimento do Ilustre Auditor Fiscal está equivocado, pois o Ministério da Saúde trata o produto importado como uma matéria prima de medicamento sujeita ao licenciamento automático SISCOMEX - Módulo de Importação. Dessa forma, a aplicação da multa pela inexistência de Licença de Importação com base no art. 526, H do Regulamento Aduaneiro é totalmente descabida. Não se pode aplicar uma multa pela falta de Licença de Importação se esse documento não é exigível, já que se trata de licenciamento automático. d) DA MULTA PREVISTA NA MEDIDA PROVISÓRIA 2.158-35/2001 Quando da importação da mercadoria ora discutida, vigorava na Constituição Federal o seguinte texto: "Art. 62 - Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submete-Ias de imediato ao Congresso Nacional, que, estando em recesso, será convocado extraordinariamente para se reunir no prazo de 5 dias. Parágrafo único - As medida provisórias perderão a eficácia, desde a edição, se não foram convertidas em lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo o Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes." Sob a égide dessa norma Constitucional, o Presidente da República editou em 24.08.01 a 35 a versão da Medida Provisória n° 2.158, que serviu de fundamento para a lavratura do Auto de Infração ora impugnado. O enquadramento legal adotado pela fiscalização é o artigo 84, 1, dessa MP, que possui a seguinte redação: 8 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 124 "Art. 84. Aplica-se a multa de um por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria: I - classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos instituídos para a identificaçã o da mercadoria; ou II - quantificada incorretamente na unidade de medida estatística estabelecida pela Secretaria da Receita Federal. § 1° O valor da multa prevista neste artigo será de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior. § 2° A aplicação da multa prevista neste artigo não prejudica a exigência dos impostos, da multa por declaração inexata prevista no art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996, e de outras penalidades administrativas, bem assim dos acréscimos legais cabíveis." Pois bem, a conduta sujeita à aplicação de multa é a classificação incorreta de mercadorias em desacordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul. Ora, como já dito anteriormente, a Impugnante adotou a descrição do produto nos termos do seu registro no Ministério da Saúde, não sendo cabível a presunção de que essa descrição da mercadoria não seja a mais conveniente. A nomenclatura é aquela registrada em um órgão do Poder Executivo Federal responsável justamente pelo controle, regulamentação e registro de medicamentos e suas matérias primas. Não faz sentido adotar qualquer outra nomenclatura senão a do maior órgão de saúde do país. Sendo assim, é inevitável que a perícia irá demonstrar as características e a correta classificação, qual seja, item 2922.49.69 da TEC, e por conseqüência, ficará comprovado que a classificação adotada pela Impugnante é correta e não está sujeita à aplicação de qualquer multa. III - DO PEDIDO Isto posto, requer a produção de prova pericial, que deverá ser feita pelo Instituto Nacional de Tecnologia, com sede no Rio de Janeiro, RJ, na Av. Venezuela, 82, CEP 20081-310, para identificação da mercadoria importada através da Dl n° 02/0200256-4, de 07.03.02, cujos quesitos e assistente técnico serão indicados no momento oportuno. Requer, ainda, que se julgue totalmente procedente a presente impugnação declarando nulo o Auto de Infração que originou o processo administrativo n°10111.000108/2002-79, com base nos fundamentos já expostos. Requer, por último, que todas as demais notificações e intimações sejam dirigidas ao subscritor da presente no seguinte endereço: Rua José Inocêncio de Campos, 153, 9° andar, Campinas, SP, CEP 13024.230." 9 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 125 O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/FOR if 08-13.937, de 28/08/2008, proferida pelos membros da 3a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, cuja ementa dispõe, verbis: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO— li Ano-calendário: 2002 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. PENALIDADES Mercadoria identificada como sendo Diclofenaco Resinato, constituído por ânion de diclofenaco associado à resina de troca iônica, contendo o equivalente a 32,0% a 36,0% de Diclofenaco Potássico, classifica-se no código TEC/NCM 3003.90.93, conforme entendeu a fiscalização. Dispositivos Legais: RGI / a (texto da posição 30.03), RGI 6a (texto da subposição 3003.90) e RGC-1 (texto do subitem 3003.90.93) da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), constante da Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada pela Resolução Camex n° 42, de 26 de dezembro de 2001, republicada em 9 de janeiro de 2002. Cabível a multa do controle administrativo das Importações, capitulada no art. 633, inciso II, alínea "a" do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n° 4.543/02, com fulcro na alínea "h" do inciso I do art. 169 do Decreto-Lei n° 37/66, alterado pelo art. 2° da Lei n° 6.562/78, por falta de Licença de Importação, quando a mercadoria não é corretamente descrita na declaração de importação, conforme Ato Declarató rio Normativo COSIT n°12/97. Cabível também a multa por erro na classificação fiscal da mercadoria, prevista no artigo inciso Ido artigo 84 da MP 2.158, de 24/08/2001. LANÇAMENTO PROCEDENTE." O julgamento foi no sentido de que como o contribuinte declarou de forma incompleta a descrição da mercadoria importada, gerando uma nova classificação na NCM/TEC, e em consequência uma nova exigência de licenciamento pela Secex, do que resultou a tipificação da infração prevista no art.169 do Dl n° 37/66, alterado pela redação do art. 2° da Lei n° 6.562/78, e regulamentado pelo art. 526, inciso II, do Decreto n 91.030/85, do Regulamento Aduaneiro. Bem como, aplicação da multa decorrente da classificação incorreta, de acordo com o inciso I do artigo 84 da Medida Provisória n° 2.158-35, de 24/08/2001, logo, julgando procedente o lançamento. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, às fls. 88/113, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até a fl. 115 (última), que trata do trâmite dos autos no âmbito deste Conselho. É o relatório. 10 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 126 VOTO Conselheira MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM, Relatora O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de exigência de crédito tributário resultante de aplicação de multa do controle administrativo das importações e multa por classificação fiscal incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul. A recorrente submeteu a despacho aduaneiro mercadoria descrita como — "Diclofenaco Resinato", por meio da declaração de importação n° 02/0200256-4/001, registrada em 07/03/2002 (fls. 10 a 12), classificando-a no código TEC/NCM 2922.49.69. A autoridade fiscal concluiu que a correta classificação fiscal da mercadoria é no código TEC/NCM 3003.90.93, que compreende os Medicamentos (exceto os Produtos das Posições 3002, 3005 ou 3006) Constituídos Por Produtos Misturados Entre Si, Preparados Para Fins Terapêuticos ou Profiláticos, Mas não Apresentados Em Doses Nem Acondicionados Para Venda a Retalho. O julgamento foi no sentido de que como o contribuinte declarou de forma incompleta a descrição da mercadoria importada, gerando uma nova classificação na NCM/TEC, e em consequência uma nova exigência de licenciamento pela Secex, do que resultou a tipificação da infração prevista no art.169 do Dl n° 37/66, alterado pela redação do art. 2° da Lei n° 6.562/78, e regulamentado pelo art. 526, inciso II, do Decreto n 91.030/85, do Regulamento Aduaneiro. Bem como, aplicação da multa decorrente da classificação incorreta, de acordo com o inciso I do artigo 84 da Medida Provisória n° 2.158-35, de 24/08/2001, logo, julgando procedente o lançamento. Ressalto que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, quando instada a se manifestar nos autos do Mandado de Segurança impetrado para a liberação da mercadoria, declarou que: "As importações de matérias prima 'Diclofenato Resinato e Lansoplasol' que integrarão formulações de medicamentos acabados para venda, estão sujeitas a modalidade de licenciamento automático SISCOMEX - Módulo de Importação." Tendo em vista que o litígio refere-se à desclassificação fiscal dos produtos importados, e consequente exigência da Multa ao Controle Administrativo das Importações; sugiro que baixe em diligência, pelo motivos abaixos: \./ 11 Processo n° 10111.000108/2002-79 S3-C2T1 Resolução n.° 3201-00.106 Fl. 127 -anexar Portaria de Serviço de Vigilância Sanitária (SVS) 772/98 referida na descrição dos fatos e enquadramento legal do Auto de Infração; -se, à época, com a nova reclassificação fiscal, de fato, a importação estava sujeita a licenciamento não-automático, sob a égide da Portaria Secex n° 21/96 de forma automática ou não-automática. Após a efetivação da diligência, retornem os autos para prosseguimento no julgamento. Sala das Sessões, em 03/12/2009 vRCIA HELENAENA OJANO D'AMORIM - Relatora , , 1 12
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Numero do processo: 13736.000187/2008-54
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
MOLÉSTIA GRAVE
São isentos de tributação os rendimentos relativos a aposentadoria, reforma ou pensão, recebidos por portador de doença grave devidamente comprovada em laudo - pericial emitido por serviço médico oficial.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-003.184
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para reconhecer a isenção pleiteada e cancelar a omissão de rendimentos, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, José Valdemir da Silva e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1680; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 55 1 54 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13736.000187/200854 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.184 – 1ª Turma Especial Sessão de 18 de setembro de 2013 Matéria IRPF Recorrente MILTO D'ORNELLAS MORENO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 MOLÉSTIA GRAVE São isentos de tributação os rendimentos relativos a aposentadoria, reforma ou pensão, recebidos por portador de doença grave devidamente comprovada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para reconhecer a isenção pleiteada e cancelar a omissão de rendimentos, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, José Valdemir da Silva e Marcio Henrique Sales Parada. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 6. 00 01 87 /2 00 8- 54 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 11/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13736.000187/200854 Acórdão n.º 2801003.184 S2TE01 Fl. 56 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 2ª Turma da DRJ/RJOII (Fls. 28), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada notificação de fls.18 a 21, relativa ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2005, anocalendário 2004, para formalização de crédito tributário no valor de R$3.429,84. De acordo com a descrição dos fatos de fl.19 foi apurada omissão de rendimentos no valor de R$129.689,95. O impugnante alega que foi submetido à perícia médica em 17/07/2003 e foi constatado que é incapaz definitivamente para exercer o serviço policial militar, tendo em vista a moléstia ser incurável. Afirma ainda que de acordo como os CID mencionados no laudo foi caracterizado que é portador de cardiopatia grave, portanto solicita os valores descontados a título de imposto der renda no ano de 2004 e que seja providenciada a restituição do imposto de renda retido a título de 13° salário, conforme pedido protocolizado em 19 de novembro de 2007.Requer ainda que seja desconsiderado o indeferimento do resultado da SRL. Passo adiante, a 2ª Turma da DRJ/RJOII entendeu por bem julgar o Lançamento Procedente, em decisão que restou assim ementada: MOLÉSTIA GRAVE São isentos de tributação apenas os rendimentos relativos a aposentadoria, reforma ou pensão, recebidos por portador de doença grave devidamente comprovada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados e do Distrito Federal. Cientificado em 08/08/2008 (Fls. 35), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 11/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13736.000187/200854 Acórdão n.º 2801003.184 S2TE01 Fl. 57 3 Como bem descrito no Acórdão recorridos, a isenção por moléstia grave encontrase regulamentada pela Lei n° 7.713/1988, em seu artigo 6°, incisos XIV e XXI, com a redação dada pela Lei n° 11.052, de 29 de dezembro de 2004, nos termos abaixo: "Art. 6° XIV — os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte defonnante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma” Acerca do tema, o Decreto nº 3.000/99 (RIR), em seu artigo 39, inciso XXXIII, bem como o §4º do mesmo artigo, assim dispõe: “Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); A partir do anocalendário de 1996, devese aplicar, para o reconhecimento de isenções, as disposições, sobre o assunto, trazidas pela Lei n° 9.250, de 26/12/1995, in verbis: Art. 30 — A partir de 1° de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6" da Lei n" 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei n° 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios."(g.n) De acordo com o texto legal, depreendese que há dois requisitos cumulativos indispensáveis à concessão da isenção. Um reportase à natureza dos valores recebidos, que devem ser proventos de aposentadoria, ou reforma, ou pensão, e o outro relacionase com a existência da moléstia tipificada no texto legal, atestada por laudo de serviço médico oficial. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 11/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13736.000187/200854 Acórdão n.º 2801003.184 S2TE01 Fl. 58 4 Após a análise dos documentos apresentados, principalmente os documentos de folhas 10 e 43 dos autos, não restam dúvidas de que o recorrente era portador de cardiopatia grave, desde março de 2003, que lhe garantia a isenção sobre proventos de aposentadoria reforma ou pensão a partir desta data. Resta então analisar se os proventos do recorrente se referiam, à época dos fatos, a aposentadoria, ou a reforma, ou a pensão. Neste ponto o voto do relator do acórdão recorrido estabeleceu que; in verbis: Quanto ao outro requisito referente à natureza dos rendimentos, também não foi provada que é aposentadoria, pensão reforma.Cabe salientar que apesar de o Diário Oficial de 18 de setembro de 2007 conter a reforma do interessado a contar de 17 de julho de 2003, produz efeitos tão somente para o serviço público militar, já que a natureza dos rendimentos efetivamente recebidos em 2004, para fins fiscais, não foram pagos a militar na situação de reformado. Ante ao fato de inexistência de prova de que os rendimentos recebidos se referiam a proventos de reforma, o recorrente anexou documento que, segundo ele, seria a “copia do Boletim da PMERJ n° 219 de 20 de novembro de 1984, o qual transferiu o contribuinte para a reserva remunerada ou seja, aposentadoria”. Realmente, em tal documento, de folhas 41 dos autos, há a comprovação de que o mesmo foi transferido para reserva remunerada. Também podemos observar na Carteira de Identidade funcional apresentada pelo recorrente, na folha 12 dos autos, expedida em março de 1998, que o dito recorrente é Coronel PM da Reserva Remunerada. Ou seja, já em março de 1998 o Recorrente era da Reserva Remunerada. Deste modo, entendo que o recorrente logrou êxito em provar que os seus rendimentos, no ano base 2004, eram oriundos de reforma. Tendo, portanto, direito à isenção pleiteada, à partir de março de 2003. Ante tudo acima exposto e o que consta nos autos, voto por dar provimento ao recurso, para reconhecer a isenção pleiteada a partir de março de 2003. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 58DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 11/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 13736.000187/200854 Acórdão n.º 2801003.184 S2TE01 Fl. 59 5 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 11/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 13/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN
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