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Numero do processo: 10380.010357/90-99
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 1993
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - EXIGÕNCIA DECORRENTE DE FISCALIZAÇÃO DO IRPJ, CUJO FEITO FOI JULGADO SUBSISTENTE - Tendo sido mantida in totum, pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, a decisão singular que, corretamente, julgou procedente o lançamento relativo ao IRPJ, a exigência reflexa, referente à Contribuição, deve guardar idêntica sorte. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-00626
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • I"' r o cesso no 10380,010357/90-99 SessWo de u 24 de a Éu os to de 1993 ACORDNO n2: 203-00 .626 Re CU riso no90 487 Reco ren te :: COLONIAL NOTEIS E Tos temo 1...TDA Recorrida u DM" E:11 FORT ALTEZA F I NSOC I Al.../FATURAME NI TO •••• EXIonNic IA DEE CORRENTE DE I"' :I: SCAL. ZAC; MO DO :I: R • C I.33 O L. T*0 :J1.11...GAD O SUB3ISTE:N .1E •••• 'T'r.:•Ért cl o si do man -tida in to tum „ pel a Primei ra Warn a i r a do 1E' ir r» e É. I r o Con És e 1. h o Con t :É Pu n -Les „ a r•:.: c is2rto in g ti :I. ar o v. v- e 1.. afll n „ É:t OU E/ rOCE Cl C? 1. t o re a .1 j. vo ao „ i c.? t•:-,11 ci.:t i re:41ex „ et e re n Con t ri Int É. c't.Yo ci e ve• g t.t.ut v-d a r i.ctn ti ca sor t. e .. Re cur so nr•:•Éçt ad o .. V :i. os„ rela ta el o Is d s eu t cl os os p es e n te s a lA 'LOS de re curso :Én ter posto Por COLONIAL NOTEIS E TuRismo LTDA OR DAli os em 1::1 ro s d a Te r. cc.:: ra CtItffia r a do S e (.:f lA n cl Canse]. ho de Con t, r . :É bit :É n ices „ por- unanimidade de votos „ em rt ega p rov :É men to ao re c urso „ sc-:'n te o Con 1 h e ro rs BEER A Y F1E:RRAZ DOS SANTOS.. Sa ia das Sessffes em 24 cl e a g os to de :1993 afig..-~dgálbw., GSVA •••• esi.clen 1 . • ' ••:0 14 -IS Itta I< 1 Re I it to r / RODRIGO DAR D E •• 1.:: :I: RA •••• 1 E' i r o c kl rad O l'''"' Re 13 r e ce n ta n -É. e da Vaze n cl a Na Ci. 0 rl a 1. • • VISTA EM SE:SI:MO DE 2', a auT 1993 Par . 1 ir: :i. param, a :i. dr.:\ „ do p r.r:•?st•:•:rs te : julgar:Ie.:ri-to ,, os Coriso:1 hei os RICARDO 1.1::: I TE RODR I „ MARIA '11-IEREZA VASCOHCO...L0'3 DE ALMEIDA „ SER(3:1:0 AVE ANÁS I IETTE „ CEL.S O A Kl 3 Es DA G C:I: e S E Et A ar Imo DoRGEs .T'ACRJARY 1-1R/m las/AC-OS _ PU , 44 MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO „,4 ,0114- • SEGUNM~SELMODECON1MMUNUS Processo no 10380.010357/90-99 Recurso non 90.487 Acerd'go lige 203-00.626 Recorrenten COLONIAL NOTEIS E TURISMO LTDA. RELATORI O Conforme Auto de Infraçao de fls. 03, exige-se da ,empresa acima identificada o recolhimento de 67,03 BTNF, a título de contribuiçao ao FINSOCIAL/EATURAMENTO, relativa ao ano de I 1980, por ter sido apurado, pela fiscalizaçao do IRPj, omissao de I receita operacional caracterizada pela existência de saldo credor. na conta caixa. Fundamenta-se a exigência no artigo lp, parágrafo 12, do Decreto-Lei no 1.940/02, e nos artigos 16, 00 e 83 do Regulamento do FINSOCIAL, 'aprovado pelo Decreto n2 92.690/06. Tendo sido concedida a prorrogacao de prazo para apresentaçao de impugnaçao, prevista no artigo 62, inciso I, do Decreto no 70.235/72, a autuada, tempestivamente, apresentou o documente de fls. 09, requerendo o sobrestamento do presente feito até que sela iulgado o processo de IRPj do qual este é decorrente. As fls. 12, manifesta-se o autuante, propondo que. CD iulgamento do presente processo seja procedido após conhecimento da decisao dada no processo-matriz de IRPj. Consta, As fls. 13/10, cópia da informaçao fiscal prestada no . referido processo-matriz, na qual propff•-se a manutençao integral do auto de infraçao daquele processo, bem como de todos os demais dele decorrentes. As fls. 20, consta cópia de informaçao, prestada pela DRF-Fortaleza no processo de IRP3, esclarecendo que, por ocasiao do lançamento, nao fora incluído o adicional sobre excedente do lucro real obtido nos exercícios financeiros de 1,969 e 1990, períodos-base de 1.988 e 1989, em conformidade com o disposto no artigo 12 do Decreto-Lei n2 2.462/89 e no artigo 39 da Lei ne 7.799/09. Diante do que, propffe-se a remessa do processo á Divisa° de Fiscal. izaçao da DRF-Fortaleza para Cumprimento do que determinam os dispositivos mencionados, devendo ser reaberto prazo para impugnaçao, caso haja agravamento da exigência constante do auto de infraçao. Consta, As fls. 22, Termo de Revelia lavrado pela Divisa° de Arrecadaçao, em decorrência de ter transcorrido o prazo regulamentar, sem que a contribuinte tenha apresentado , impugnaçao, recolhido o crédito tributário exigido ou apresentado prova de haver interposto açao judicial para anular o auto de infraçao complementar. Ár0;7- Y pil , it.... MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ''," r, - ff .--,x• Mt:4-11,:-,•1: SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10380.010357/90-99 . Acórdro no:; 203-00.626 Em 03/07/91, a autuada solicitou, através do documento de fls. 23, a realizaçro de perícia com o obje'tivo de comprovar a improcedéncia das im1:uta0es que acarretaram o agravamento da exigéncia consubstanciada no Auto de Infraçro de fls. 03. Aduz, ainda, a contribuinte que oportunamente formulará questeíes, cuias respostas requer que selam consideradas como sua • impugnaçro. As fls. 24, é indeferido o pedido de perícia, nos termos dos artigos 17 e 21 do Decreto no 70.235/72, tendo em vista a intempestividade do mesmo. As fls. 27, foi anexada aos autos Intimaçro de Cobrança Amigável ng 0458/91, exigindo o pagamento do débito no valor originário de 58,12 DTNE, referente A contribuiçro ao FINSOCIAL/FATURAMENTO. As fls. 30/31, consta cópia de documento apresentado no processo de IRPj, no qual a autuada reitera o pedido de realizaçro de perícia e solicita a nro-extensro dos efeitos do Termo de Revelia ao primeiro auto de infraçro lavrado, pelo fato do mesmo ter sido impugnado tempestivamente. Por fim, requer a contribuinte seja sustada a tramitaçro dos procedimentos reflexos até o julgamento do processo principal de IRP3. D Parecer de fls. 34/35 propele que o Termo de Revelia de fls. 22 seja tornado sem efeito e que seja ' deferido o pedido para a realizaçro da diligóncia solicitada na peça impugnatória referente ao auto de infraçro original do processo de MEU. As fls. 36, o Chefe da Divisro de Tributaçro/DRE- Fortaleza determinou que fosse realizada a diligOncia solicitada pela autuada. Conforme cópia do Relatório de DiligOncia pertinente ao processo de TRP3, anexada as fls. 37/38, mantém-se a posiçro assumida na informaçrn de fls. 26/31, mantendo integralmente o crédito tributário, sob a alegaçro de que comi base na documentaçro apresentada, apenas um lançamento encontra-. se como tendo sido registrado a destempo, e mesmo assim, por valor inferior ao "estouro" da conta . "CAIXA", objeto da autuaçro. Tenta comprovar a empresa, que tal ' lançamento refere-se a adiantamento para aumento de capital, recebido em 29.07.88. .de 3 diRt 4:1fQw5, - MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO -..i . Wzkt SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES%--,- Processo no n 10380.010357/90-99 Acórdão lige 203-00.626 sua coligada Master Incosa Engenharia S/A., no valor de Cz$ 5.537.355,57, escriturado somente em janeiro de 1989. Ocorre que os registros contábeis da empresa que fez o adiantamento não corrobora a alegação da interessada, pois, lá, consta que a operação só aconteceu em 9aneiro/89 e não em julho/88,i conforme recibo de fls. 70. Nova impugnação é apresentada as fls. 00/00, as . quais, por motivo de maior objetividade e fidelidade ao5 ,argumentos expendidos, leio em sessão. I I o Delegado-da Receita Federal em Fortaleza julgou I procedente a ação fiscal, fls. 56/59, baseando-5e nos seguintes I fundamentos: . "Quanto a inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição, alegada pela impugnante, ressalte-se que a autoridade administrativa nãb é . competente para decidir sobre questão de inconstitucionalidade tributária, cabendo aos Tribunais decidir sobre tal matéria. O lançamento obedeceu ao5 preceitos do artigo 83 do RECOFIS, aprovado pelo Decreto n ” 92.698/86, e tendo a autuada logrado comprovar a improcedOncia da illfração apurada neste • processo, bem como, no processo referente ao IRNY, o qual foi julgado, conforme decisão de tis,. 46/54, decido pelo cancelamento integral do crédito tributário exi g ido no Auto de Infração de fls. 03. Isto posto e, CONSIDERANDO que o procedimento fiscal obedeceu as normas legais aplicáveis a espécie, não merecendo reparosg• CONSIDERANDO o que a legislação em vigor dispNe para a cobrança do FINSOCIALg . CONSIDERANDO que a impugnação de fls. 40/44, não apresenta elementos que induzam a improc•dencia do feito: 2 a A" , ar44k MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ‘~'• SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no n 10380.010357/90-99 •AcÓrdão no n 203-00.626 CONSIDERANDO, finalmente, tudo o mais que do processo consta e face a competOncia que me confere o artigo 25, inciso I, letra "a", do Decreto n. 70.235/72, combinado com o artigo 03 do RECOFIS/06:: Inconformada, a autuada tempestivamente recorre a . este Conselho, fls. 63/64, reportando-se aos argumentos já aduzidos na peça impugnatória de fls. Consta, às fls. 67, o Despacho no 202-01.100, do Presidente do Segundo Conselho de Contribuintes, determinando a baixa dos presentes autos em diligÊncia à repartição de origem, para que a mesma providenciasse a anexação, por cópia, da decisão proferida pelo Primeiro Conselho de Contribuintes no processo principal de IRP3. Em atendimento ao solicitado às fls. 67, a Delegacia da Receita Federal em Fortaleza providenciou a juntada aos autos do documento de fls. 60/75, constante do Acórdão no 101-84.311, da Primeira Càmara do Primeiro Conselho de Contribuintes que, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso. E o relatório. . ' • 9 1! Si MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO '44~ eb.,WN0-1 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • Processo no n 10380.010357/90-99 Acórd'Ao no n 203-00.626 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR MAURO WASILEWSKI Trata-se de exigencia de FINSOCIAL/FATURAMENTO, apurada em decorrencia de fiscaliza0o do IRPU. Relativamente ao processo-matriz, a Primeira Cámara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso. Assim, como as exigOncias reflexas devem ter sorte identica àquela de que sWo decorrentes, quando estas n:Xo merecem reparos como é o caso dos autos, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo Integra a decisitio recorrida. • Sala ' erl 2(4 de agosto de 1993. ".cJ w 33.EWSKI
score : 1.0
Numero do processo: 10530.001734/92-27
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Dec 05 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Mon Dec 05 00:00:00 UTC 1994
Ementa: ITR - CORREÇÃO DO VALOR DA TERRA NUA - VTN - Descabe, neste Colegiado, apreciacão do mérito da legislacão de regência, manifestando-se sobre sua legalidade ou não. O controle da legislacão infra-constitucional é tarefa reservada a alçada judiciária. O reajuste do Valor da Terra Nua utilizando coeficientes estabelecidos em dispositivos legais específicos fundamenta-se na legislação atinente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - Decreto nr. 84.685/80, art. 7, e parágrafos. É de manter-se lançamento efetuado com apoio nos ditames legais. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-01932
Nome do relator: OSVALDO JOSÉ DE SOUZA
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O controle da legislação infra-constitucional é tarefa reservada a alçada judiciária. O reajuste do Valor da Terra Nua utilizando coeficientes estabelecidos em dispositivos legais específicos fundamenta-se na legislação atinente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - Decreto n.° 84.685/80, art. 7.°, e parágrafos. É de manter-se lançamento efetuado com apoio nos ditames legais. Recurso negada Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MARIA VAZA BANIA DA SILVA PITOMBO. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente, justi- ficadam.ente, o Conselheiro Mamo Wasilewski. Sala das Sessbes, em 05 de dezembro de 1994. "er , tir•OS— • n4% —idente e Rela Maria Vrnida Prloc\ -1:M . 0:a r:Representante da Fazenda Nacional VISTA EM SESSÃO DE 30 p301995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ricardo Leite Rodrigues, Maria Thereza Vasconeellos de Almeida, Sérgio Afanas ieff, Tiberany Ferraz dos Santos, Celso Angelo Lisboa Gallucci e Sebastião Borges Taquary. FIRAndinimasks Jll •44‘9X MINISTÉRIO DA FAZENDA , • , , O SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 'rt; Processo n.° 10530.001734192-27 Recurso n.° 96.758 Acórdão n.° : 203-01.932 Recottente : MARIA LUZA BAHIA DA SILVA PITOMBO RELATÓRIO A contribuirdp acima identificada foi notificada a pagar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, Taxa de Serviços Cadastrais e Contribuições Parafiscal e Sindi- cal Rural CNA e CONTAG no montante de Cd 4361.596,00 correspondente ao exercício de 1992, do imóvel de sua propriedade denominado "Fazenda Genipapo", cadastrado no INCRA sob o a° 309 150 296 180-9, localizado no Município de Tapiramutá-BA. mo aceitando tal notifiração, a requerente procedeu á Impugnação (fls. 01) alegando que os valores cobrados não corresponde a realidade em virtude de 70% da área encontrar-se situada em brejo e o restante composto de morros. A autoridade julgadora de Primeira Instância, as fls. 08/10, julgou procedente o lançamento, cuja ementa destaco: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL BASE DE CÁLCULO A base de cálculo do ITR é o Valor da Terra Nua (VTN), declarado pelo contribuinte, quando não impugnado pelo órgão que administra o tributo. (Art. 7.° parágrafo 2 e 3 do Doermo n.° 84.685/80)." Cientificado em 27/09(93, a recorrente interpôs recurso voluntário em 22110/93 (fls. 13) alegando, que: a) o valor mínimo fixado por hectare para o Município de Tapiramuta de Cr$ 100.000,00 foge totalmente da realidade, pois negócios realizados recentemente não passaram de CrS 50.000,00; b) tendo em vista as condições da terra DÃO possuir aproveitamento nem para agricultura como para pecuária de corte, estão ampliando projeto para criação de búfalos, fato inédito na região e talvez no Estado, tendo grande desembolso para tomar realidade; 2 JIA ofinh MINISTÉRIO DA FAZENDA , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.°: 10530.001734192-27 Acórdão A° : 203-01.932 c) gostaria que fosse lavrado em conta as condições fisicas da fazenda, hoje toda beneficiada com estradas VirinalS, energia elétrica, casa para colonos e acima de tudo, por força da seca que assola a mais de um ano, teve-se de fazer remanejamento de parte do gado, tendo para isso feito complementação com ração, mesmo assim, tendo uma perda de mais de 30% do rebanho. É o relatório. 3 IP% MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Processo n.° : 10530.001734192-27 Acórdão a° : 203-01.932 • VOTO DO CONSELDETRO-RELATOR OSVALDO JOSÉ DE SOUZA Conforme relatado, entende-se que o inconfomtismo da ora recorrente prende- se, de forma precipua, aos valores estipulados para a cobrança da exigência fiscal em discussão. Considera insuportável a elevação ocorrida, relacionando-se aos exercieios anteriores. Analisa como duvidosos e discutiveis os parâmetros concernentes à legislação basilar, opinando que são injustos e descabidos, confrontados aos valores atributdos a áreas mais desenvolvidas do território pátria Traz rk baila o fMo de que o lançamento louvou-se em instrumento normativo não vigente por ocasião da emissão da cobrança. Vê, ainda, como descumprido, o disposto nos parágrafos 2.° e 3.°, art. 7.°, do Decreto a° 84.685/80 e item I da Portaria Interministetial a° 1.275/91. No mérito, considero, apesar da bem elaborada defesa, não assistir razão requerente. Com efeito, aqui oconeu a fixação do VTN, lançado com base nos atos legais, atos normativos que se limitam à atualização da terra e correção dos valores em observância ao que dispõe o Decreto n.° 84.6851R0, art. 7.° e piu-ágrafos. Incluem-se tais atos naquilo que se configurou chamar de "normas comple- mentares", as quais assim se ideie Hugo de Brito Machado, em sua obra "Curso de Direito Tributário", verbis: As normas complementares são, fonnahnente, atos administrativos, mas materialmente são leis. Assim se pode dizer, que são leis em sentido amplo e estão compreendidas na legislação tributária, conforme, aliás, o art. 96 do CIN determina expressamente. (Hugo Brito Machado - Curso de Direito Tributário - 5. ediçâo - Rio de Janeiro -E4. Forense 1992). 4 .•. . rt,).... MINISTÉRIO DA FAZENDA '-' r:.n‘:' . ' SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES a. ' Y . ._. Processo n.° : 10530.001734192-27 Acórdão n.° : 203-01.932 Quanto a impropriedade das normas, é matéria a ser discutida na área juridi- ca, encontrando-se a esfera administrativa cingida a lei, cabendo-lhe fiscrilizar e aplicar os instrumentos legais vigentes. O Decreto ri." 84.685/80, regulamentador da Lei n.° 6.746/79, prevê que o aumento do ffR será calculado na forma do artigo 7.° e parágrafos. É, pois, o alicerce legal para a atualização do tributo em função da valorização da terra. Cuida o mencionado Decreto de explicitar o VTN a considerar como base de cálculo do tributo, balizamento preciso, a partir do valor venal do imóvel e das variações ocor- rentes ao longo dos pesiodos-base, considerados para a incidência do exigido. A propósito, permito-me aqui transcrever Paulo de Barros Carvalho que, a respeito do tema e no tocante ao critério espacial da hipótese tributária, enquadra o imposto aqui discutido, o ITR, bem como o 1PTU, ou seja, os que incidem sobre bens imóveis, no seguinte tópico: "a) b) hipótese em que o critério espacial alude a áreas especificas, de tal sorte que o acontecimento apenas ocorrerá se dentro delas estiver geograficamente contido; " (Paulo de Barros Carvalho - Curso de Direito Tributário - S. edição - São Paulo; Saraiva, 1991). Vem a calhar a citação acima, vez que a ora recorrente, por diversas vezes, se rebela com o descompasso existente entre o valor cobrado no município em que se situam as glebas de sua propriedade e o restante do Pais. Trata-se de disposição expressa em normas específicas, que não nos cabe apreciar - são resultantes da politica governamental. Mais uma vez, reportando-se ao Decreto ri." 84.685180, depreende-se da leitu- ra do seu art. 7.", parágrafo 4.", que a incidência se dá sempre em virtude do preço corrente da terra, levando-se em conta, para apuração de tal preço, a variação "verificada entre os dois exercicios anteriores ao do lançamento do imposto". Vê-se, pois, que o ajuste do valor baseia-se na variação do preço de mercado da terra, sendo tal variação elemento de cálculo determinado em lei para verificação correta do imposto, boja vista suas finalidades. 5 IIÕ ,00 MINISTÉRIO DA FAZENDA I -7 , 9." SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo a° : 10530.00034/92-21 Acórdão n.°: 203-01.932 • Não ha que se cogitar, pois, em afronta ao principio da reserva legal, insculpi- do no art. 97 do CTN, conforme a certa altura argúi a recorrente, vez que não se trata de nnjo- ração do tributo de que cuida o inciso II do artigo citado, mas sim atualização do valor monetário da base de cálculo, exceção prevista no parágrafo 2.° do mesmo diploma legal, sendo o ajuste periódico de qualquer forma expressamente determinado em lei. O parágrafo 3.° do art. 7.° do Decreto a° 84.685180 é claro quando menciona o fato da fixação legal de VTN, louvando-se em valores venais do hectare por terra nua, com preços levantados de forma periódica e levando-se em conta a diversidade de terras existentes em cada municipio. Da mesma forma, a Portaria Interministerial a° 1.275/91 enumera e esclarece, nos seus diversos itens, o procedimento relativo no tocante a atualização monetária a ser atri- buida ao V1'N. E, assim, sempre levando em consideração o já citado Decreto n.° 84.685180, art. 7.0 e parágrafos. No item Ida Portaria supracitada está expresso que: o I- Adotar o menor preço de transação com terras no meio rural levantado referencialmente a 31 de dezembro de cada exercício financeiro em cada micro-região homogênea das Unidades federadas definida pelo IBGE, através de entidade especializada, credenciada pelo Departamento da Receita Federal como Valor Mínimo da Terra Nua, de que trata o parágrafo 3.° do art 7.° do citado Decreto; Assim, considerando que a fisr 'fixação agiu em consonância com os padrões legais em vigência e ainda que, no que respeita ao considerável aumento aplicado na correção do "Valor da Terra Nua", o mesmo esta submisso kl politica fundiária imprimida pelo Governo, na avaliação do patrimônio rural dos contribuintes, a qual aqui Mo nos é dado avaliar. Além disso, o que condiciona a redução do imposto - ITR, a título de estimu- lo fiscal é o GUT - Grau de U66 ?não da Terra - que especificara o FRU - Fator de Redução pela Utilização e o FR.E - Fator de Redução pela Eficiência, neste caso calculado corretamente. Assim sendo, não há como prosperar a pretensão da Recorrente e portanto, NEGO provimento 80 reCULSO. Sala de Sessões, ••,: -1,-; • • dezembro de 1994. OSV • '030 D 6
score : 1.0
Numero do processo: 10140.000851/93-75
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 04 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Jul 04 00:00:00 UTC 1995
Ementa: CAPTAÇÃO DE POUPANÇA POPULAR - Adequação ao caso de instrumento legal específico - Lei nr. 4.591/64, norma disciplinadora do condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias. Inaplicabilidade do disposto no art. 7, III, da Lei nr. 5.768/71. - Discussões sobre relações contratuais descumpridas e direitos lesados - mais apropriadamente devem ser levadas à apreciação do foro competente para tanto. Recurso provido.
Numero da decisão: 203-02281
Nome do relator: MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA
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E CONSTRUÇÕES LTDA. Recorrida : DRF em Campo Grande - MS CAPTAÇÃO DE POUPANÇA POPULAR - Adequação ao caso de instru- mento legal específico - Lei n.° 4.591/64, norma disciplinadora do condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias. - Inaplicabilidade do disposto no art. 7. 0 ,IR, da Lei n.° 5.768/71. - Discussões sobre relações contratuais descumpridás e direitos lesados - mais apropriadamente devem ser levadas à apreciação do foro competente para tanto. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ENCCON ENGENHARIA COM. E CONSTRUÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Tiberany Ferraz dos Santos. Sala das Sessões, em 04 de julho de 1995 1,14, ,ebastiao Bo s Ta4ry ice-P ente, no exercício da Presidência e,ct410 • . 01 e aria There as n - • e Almeida - Re • tora Alexandra M ad"ora-Representante da Fazenda Nacional VISTA EM SESSÀO DE £ 6 JUL Agat' Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ricardo Leite Rodrigues, Sérgio Afanasieff, Celso Angelo Lisboa Gallucci, Mauro Wasilewski e Armando Zurita Leão (suplente). IIR/mdm/masirs 1 \ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 10140.000851/93-75 Recurso n.° : 97.145 Acórdão n.°: 203-02.281 Recorrente : ENCCON ENGENHARIA COM. E CONSTRUÇÕES LTDA. RELATÓRIO Inconformada com a autuação sofrida (fls. 03 e anexos), recorre a empre- sa epigrafada a este Colegiado, submetendo à apreciação do Tribunal Administrativo, a a matéria a seguir relatada. Considerou a repartição fiscal, estar a interessada em desconformidade com as normas legais de regência, por promover mediante oferta pública e recebimento antecipado do preço, construção de apartamentos em blocos residenciais. A atividade descrita acima, considerada como de captação de poupança popular, mereceu o enquadramento legal e a descrição dos fatos de fis. 04, pela digna autoridade fiscal, que anexou documentação julgada pertinente. Na impugnação interposta (fis. 37/41 e anexos) esclarece a interessada que, dedicando-se ao exercício da engenharia no ramo destinado a incorporação e cons- trução de imóveis em geral, ajustam-se suas atividades naquelas mais apropriadamente abrangidas pela Lei n.° 4.591/64, que cuida dos empreendimentos em prédios divididos em planos horizontais para vendas especificas, alienáveis, independentemente de quais- quer manifestações dos demais participantes. Insurge-se contra a alegada infring-ência a legislação estranha aos fatos, Lei n." 5.768/71, que trata dos condomínios convencionais e indivisíveis, os quais subordinam-se mais perfeitamente à disciplina prescrita pelo Código Civil. Registra que mencionado instrumento legal, regulamentador das relações civis na esfera judiciária, estabelece que para alienação de quaisquer quotas, partes ou fração ideal, o alienante depende da aquiescência dos demais proprietários. 2 . . MINISTÉRIO DA FAZENDA ---- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° : 10140.000851/93-75 ' Acórdão n.° : 203-02.281 Afirma que, como in.comoradora, não vende imóveis em condomínios, mas tão-somente imóvel, unidade autônoma. Assinala que é ininteligível o fato da fiscalização ter calculado multa capitulada como "Multa do Imposto de Renda Pessoa Jurídica", vez que o caso apresen- ta características tributárias próprias. Requer pela improcedência do Auto. Na réplica (fls. 104/109) o autuante detalha o feito, analisando e opinan- do pela manutenção da ação fiscal "in totum". O julgador singular, na Decisão de fls. 110/119, registra que inobstante considerar cabível a cobrança exigida, iguahnente considera de justiça devolução de prazo para apresentação de nova impugnação pela autuada. Justificando sua atitude, esclarece que alterando-se, o enquadramento legal dado como infrigido, inclusive com agravamento, mister se faz manifestação da empresa a respeito. Às fls. 126/135, defende-se novamente a interessada, desta vez através de procurador habilitado (fls. 125). Argumenta o patrono da causa, faltar competência a fiscalização para o lançamento discutido, visto a matéria escapar à esfera fiscal. Afirma que, sendo polêmico o tema do litígio, a dúvida quanto a inter- pretação da lei, milita a favor da impugnante. Explica que, se deficiência houve em relação a correta obediência quanto aos dispositivos da Lei n.° 4.591/94, a falta observada pela repartição foi sanada, fugin- do dessa forma a controvérsia ao âmbito da Receita Federal. Aduzindo que o negócio proposto pela empresa tem previsão expressa e contratual, cita como bem atendidos os arts. 1222 e 52, do Código Civil e Código de Proteção ao Consumidor, respectivamente. 3 ‘, MINISTÉRIO DA FAZENDA 'd SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n: Acórdão n.° : 203-02.281 Rebela-se contra o valor da base de cálculo considerada, requerendo a extinção do procedimento fiscal. Esclarecendo persistir a situação fática que embasou o lançamento, não elididas as raz5es que o sustentaram, o julgador monocrático, em Decisão de fls. 343/348, opina ser infundada a impugnação. Anexando documentação de fls. 365/407, a requerente apresenta peça de defesa de fls. 352/364, ratificando a argumentação anteriormente lançada. Reafirmando a injustiça cometida, requer mais uma vez pela impro- cedência da autuação. É o relatório. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° : 10140.000851/93-75 Acórdão n.° : 203-02.281 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA É do conhecimento de todos que, configura-se a obrigação tributária, ocorrendo um fato do qual a lei faça decorrer impositivamente uma obrigação. Da mesma forma, sobre a obrigação tributária, poder-se-ia falar que há duas correntes divergindo sobre o papel do lançamento. De modo elucidativo, ensina a respeito Alcides Jorge Costa, ao referir-se ao tema: "Para a corrente declaratéria, a obrigação tributária e, portanto, o crédito tributário, nascem com a ocorrência do fato gerador; o lançamento apenas declara a existência de um crédito que o precede no tempo. Para a carente construtivista, o lançamento é que constitui a obri- gação tributária, para cuja existência o fato gerador é condição necessária, mas não suficiente." Alcides Jorge Costa, in Curso de Direito Tributário, Ed. Cejup, Belém, 1995, pg. 221. Em ambas as vertentes, não há como negar, evidencia-se, sobremaneira, o nascedouro da obrigação tributária - ocorrência do fato gerador. O Código Tributário Nacional, como é cediço, deduzindo-se especial- mente da leitura do seu art. 113, § 1.°, adotou a corrente declaratória nesse particular, mesmo que em seu art. 142, mencione competir privativamente à autoridade administra- tiva a constituição do crédito tributário pelo lançamento, em flagrante dicotomia sobre a matéria. A relevância, no entanto, é o necessário destaque dado ao fato gerador da obrigação tributária, principio norteador, responsável pelo desencadeamento dos fatos posteriores. 5 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA s SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo nf : 10140.000851/93-75 Acórdão n.° : 203-02.281 Sobre a correta adequação das normas legais ao assunto enfocado, pronuncia-se com maestria Sacha Calm.on Navarro: "O fato gerador deve ser descrito em lei (7ex scripta et stricta) em razão do principio da legalidade. Deve, mais, ser minuciosamente descrito (principio da especifi- cação) para evitar ao intérprete ou ao aplicador da lei, entendimentos dilarga- dos ou contraditórios a seu respeito, gerando insegurança e incerteza para o contribuinte. O fato gerador há de ser típico." Sacha Calmon Navarro, in Obrigação Tributária, Ed. Rev. dos Tribunais, S.P, 1988, pg. 43. (grifos na transcrição) O assunto tratado no processo sob análise merece as considerações feitas, tratando-se de matéria que considera-se, escapa à esfera da tributação exigida. Conforme relatado, a ora recorrente foi autuada por inobservância da regulamentação expressa no art. 7.", inciso TII, da Lei n." 5.768/71, e artigos 31, III, c/c o art. 57, I, do Dec. 70.951/72. Nega-se assim, o pretendido enquadramento das atividades exercidas pela interessada, na Lei n.° 4.591/64, que disciplina o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias. A ocorrência acima explicitada, permitiu o pedido preliminar da reque- rente na peça recursal. Considera a empresa, incompetente a autoridade fiscal para apreciar o assunto, visto caber mais adequadamente ao Ministério Público a análise da matéria. Desconsiderando a preliminar argüida, considera-se como preservado o princípio da ampla defesa, contrariamente ao que alega a interessada. 6 j.. MINISTÉRIO DA FAZENDA<O/2U <. CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n." : 10140.000851/93-75 Acórdão nf: 203-02.281 Quanto ao mérito, verifica-se que o julgador singular, inobstante atestar como infrigidos os dispositivos da Lei n.° 5.768 de 20/12/71, relevou, citando inúmeras vezes nas decisões anexadas, o descumprimento dos preceitos elencados na Lei n.° 4.591/64, que o próprio Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, considerou aplicável ao caso, em pronunciamento às fls. 82. Da leitura do art. 7.°, da Lei 5.768/71, regulamentadora das operações de captação de poupança popular, entende-se que dependerão de prévia autorização do Ministério da Fazenda às operações enunciadas em seus incisos, somente quando não sujeitas à de outra autoridade ou de órgãos federais, ou seja, quando não restar, por assim dizer, nenhuma garantia à coletividade. A Lei n.° 4.591/64, que rege os condomínios e edificações, regulamenta em caráter explícito a atuação exercida pela requerente, fornecendo a pretendida segu- rança aos negócios imobiliários e aos que deles se servem. Como se não bastasse, o assunto em foco mereceu detalhada apreciação em data recente, perante a Segunda Câmara deste Colegiado Administrativo, sendo que nas bem lançadas razões de decidir do acórdão n.° 202-07.576, D.J. 29/03/95, assim se pronunciou o ilustre Conselheiro José Cabral Garofano: "Quando chamado a proferir meu voto neste julgado, sustentei que os dispositivos da Lei n.° 5.768/71 e legislação complementar, devem ser tomados com certa reserva e que a vontade do legislador estava voltada à proteção de pessoas que agem de boa fé e que entregam recursos a terceiros sob a promessa de receberem bens ou serviços não chegando ao ponto de inter- ferir em seus negócios, desde que licitos e não defesos em lei . Ai está a lei civil para regular tais transações e cabe ao Poder Judiciário decidir sobre direi- tos, quando se discute o interesse econômico das partes." E continua o insigne prolator do acórdão citado: 1 "Nosso pais, em termos de proteção do consumidor, é um daqueles que possui a legislação mais aperfeiçoada neste sentido, bastando dizer que o conteúdo do Código de Defesa do Consumidor é um instrumento poderoso a ser utilizado quando da inobservância de cumprimento de claúsulas contra- tuais entre as partes - Lei n.° 8.078/90." Adianta ainda a decisão em comento: 7 ‘\..5 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n." : 10140.000851/93-75 Acórdão n.° : 203-02.281 "Também não perdi a oportunidade de asseverar que, nos mesmos moldes do assunto aqui tratado, a legislação que disciplina a distribuição gratuita de prêmios e captação de poupança popular com oferta pública, não se aplica às obras de construção civil. Ou melhor dizendo, para as incorporações imobiliárias, empreendimentos lançados na forma de obra por administração ou empreitada, a matéria está regulamentada na Lei n.° 4.591, de 16.12.64, pelo que não se aplica o disposto no artigo 7. 0, do inciso ifi, da Lei n.° 5.768/71. Naquela lei especifica estão contidas as obrigações e direitos dos adquirentes e dos vendedores ou incorporadores, assim como as imposições legais de registros, alvarás, etc., sem que seja exigida a presença da União para autorizar tais lançamentos. negócio puramente civil e às suas leis estão sujeitas as partes, não cabendo ao Poder Público Federal interferir em contratos de iniciativa privada, ainda mais quando inexiste interesse fiscal da Fazenda Impositiva." Na interpretação da lei, cautelas são devidas, e a respeito já ensina Pontes de Miranda que "é preciso compenetrar-se do pensamento que exponha nas regras jurídicas escritas, e penetrando-se nelas, dar-lhes a expansão doutrinária e prática, que é o comentário jurídico. Só assim se executa o programa do jurista, ainda que, de quando em vez, se lhe juntem conceitos e correções de lege ferenda." Pontes de Miranda, Comentários à Constituição de 1967, Ed. RT, 1967, T. I, pg. 05. Os fatos trazidos nos autos, não caracterizam a obrigação tributária requerida, lembrando-se aqui, as digressões e comentários iniciais, sobre a hipótese de incidência da exigência discutida. A interpretação da lei, favorece a contribuinte, registrando-se afinal que a prévia autorização da Fazenda Nacional, como ordena a Lei n.° 5.768171, não tem por si só o condão de garantir o pleno cumprimento do plano autorizado, como também as pessoas que dele venham a participar, não podem esperar que ela seja assecuratória de seus direitos, visto que deferiu o pedido e sob sua autorização formal foram captados recursos, mas posteriormente desobedecidos os termos da proposta aprovada, restaram lesados direitos de pessoas que agiram de boa fé. A prévia autorização não capacita a 8 . - • ,dg• , . MINISTÉRIO DA FAZENDA , . • '-'.'' .V3;": SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES \,i,Sink;,ur-- Processo n.: 10140.000851/93-75 Acórdão n." : 203-02.281 Fazenda Nacional como avalista ou responsável junto à clientela, quando aqueles autori- zados nao cumprem o plano aprovado. O correto endereçamento para que se discuta direitos dessa natureza é o Poder Judiciário. Diante das circunstâncias, conheço do apelo e no mérito, dou provimento ao recurso. É como voto. Sala das Sesles, em 04 de julho de 95.j "NCELLOS E ALMEIDA411t#PlaáÁl 14711ER/L1 V.° '' - G1 /1/1/1 e 4 C) (- (3- - - - --- -- - -- - / 9
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Numero do processo: 10108.000690/90-64
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Jan 08 00:00:00 UTC 1992
Ementa: ITR - Base de cálculo. Redução do tributo, a título de estímulo fiscal. Não é impeditivo da redução, quando o tributo relativamente a exercício anterior não foi lançado e notificado o contribuinte sobre esse lançamento.
Recurso provido.
Numero da decisão: 201-67.719
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausente o Conselheiro SÉRGIO GOMES VELLOSO.
Nome do relator: LINO DE AZEVEDO MESQUITA
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Redução do tributo, a ti tulo de estimulo fiscal. Não é impeditivo da r. dução, guando o tributo relativamente a exercí- cio anterior não foi lançado e notificado o con tribuinte sobre esse lançamento. Recurso provi - do. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SICARD MACIEL DE BARROS. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provi- mento ao recurso. Ausente o Conselheiro SÉRGIO GOMES VELLOSO. Sala das Sessões, em 08 de janeiro de 1992. ROBE BAZO 4 DE CASTRO - PRESIDENTE Ar Vit Ate-, c LINO . IT Ir-fr- e0 Mcy-ESQUITA - RELATOR I .2, , , t 4, ANTOL 4 NI, R .. t.,I (AMARGO - PROCURADOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA NACIONAL VISTA EM SESSÃO DE 10 JAN 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros HENRIQUE NEVES DA SILVA, SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK, DO MINGOS ALFEU COLENCI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO e ARIST6FANES FONTOURA DE HOLANDA. " • , nn,011- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUrNTES Processo N2 10108-000.690/90-64 Recurso Nt 86.586 Acordão Nt 201-67.719 Recorrente: SICARD MACIEL DE BARROS RELATÓRIO O contribuinte em referência, ora recorrente, por in conformado com o lançamento do ITR e acessórios referente ao exer cicio de 1990, relativamente ao imóvel inscrito no INCRA sob o nc) 907030025232-0, denominado Fazenda Santa Clara, sito no município de Corumbá-MS, apresentou a impugnação de fls. 01, alegando que dito imóvel, na apuração do imposto devido, não gozou dos incenti vos (redução do tributo a pagar) que lhe são facultados; alega, a redução em tela não fora aplicada, ao fundamento de que o dito imóvel rural apresentava débito referente a exercício anterior a 1990, entretanto, é certo que o recorrente não pagara o tributo relativamente ao ano de 1989, porquanto a Guia respectiva ficara retida no INCRA, apesar de solicitação que fizera àquele orgão para liberá-la. A fls. 08, a Divisão de Cadastro e Tributação do IN CRA informa que "A Guia do ITR/89 do presente imóvel encontra-se retida pelo INCRA para verificação. O lançamento do exercício de 1990 foi efetuado sem a concessão de benefícios". A autoridade singular, ou seja, o Inspetor da /nspe tona da Receita Federal em Corumbá-MS, manteve o lançamento im- -segue- ÇV-( SERVICO PUBLICO FEDERAL -3- Processo n g. 10108-000.690/90-64 Acórdão nQ 201-67.719 impugnado sob os seguintes fundamentos: "Vê-se pela petição de fl. 01, que o interes sado pleiteia os benefícios que teria direito caso não tivesse exercício em débito, com a alegação de que a existência de tal débito decorre da retenção da Guia de Recolhimento por parte do INCRA. Em análise ao dispositivo legal que prevê a redução do ITR (art. 11 do Decreto :IQ 84.685/80), verifica-se que tal benefício não se aplicará ao imó vel que na data do lançamento não esteja com o impos- to de exercícios anteriores devidamente quitado e, pe lo que se observa, é irrelevante a razão do não-reco lhimento. Ante o exposto e, tendo em vista a existên cia de débito de exercício anterior (conf. inform. fls. 08), impõe-se a manutenção do lançamento confor- me se encontra na notificação de fls. 02, com fulcro nos dispositivos legais ementados." Cientificado dessa decisão, o recorrente, ainda irre- signado, vem, tempestivamente, a este Conselho, em grau de recur- so, com as razões de fls. 18/19, alegando, em síntese: - o imóvel em tela sempre foi considerado uma Empresa Rural gozando dos abatimentos que o Decreto nQ 84.685/80 permite, como se observa da Guia relativa ao ITR de 1988, anexa: - a decisão recorrida reconhece que o não-recolhimen- to do ITR relativo ao ano de 1989 se deve ao fato do INCRA haver retido a Guia para pagamento, o que, ate o dia 16.04.91, ainda não havia sido liberada; - sem a posse da Guia referida, o recorrente não poderia quitar o tributo referente ao exercício de 1989; o argu- mento utilizado pela decisão recorrida de ser "irrelevante" a retenção pelo INCRA da referida Guia, e, "no mínimo, uma afronta ao bom senso de qualquer pessoa." É o relatório. -segue- hprensaNnionM W1) SERVICO PUBLICO FEDERAL -4- Processo no 10108-000.690/90-64 Acórdão no 201-67.719 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR LINO DE AZEVEDO MESQUITA Do exame da notificação do lançamento questionado (f is. 2) não há como se deduzir se, na apuração do ITR devido, foi ou não aplicado o disposto no sS 5O do art. 50 da Lei no 4.504/64, com a redação dada pela Lei no 6.746/79, qual seja: "Art. 50- 5o O imposto calculado na forma do "caput" deste artigo poderá ser objeto de redução de até 90% (noventa por cento), a título de estímulo fiscal, segundo o grau de utilização econômica do imóvel rural, na forma seguinte: II Tenho, entretanto, face ao afirmado pela informa- ção técnica de fls. 08, acatada pela decisão recorrida, que no cálculo do credito tributário de que se cuida não foram conside rados os citados benefícios de redução. A redução em tela, nos termos do S 6o do art. 50 da citada norma, não se aplicará, verbis: "A redução do imposto de que trata o iS So deste artigo não se aplicará para o imóvel que, na data do lançamento, não esteja com o imposto de exercícios anteriores devida- mente quitado, ressalvadas as hipóteses previstas no artigo 151 do Código Tributá- rio Nacional." Da norma acima transcrita, é fora de dúvida que somente haverá débito sobre o imóvel se houver lançamento requ lar, nos termos do art. 142 do CTN, atendidas as normas adminis trativas (Processo Fiscal - Decreto nO 70,235/72). No caso, como se verifica da decisão recorrida, ig -seque- WWW~NadWal Qb . ' SERVIÇO PUBLICO FEDERAL -5- Processo nQ 10108-000.690/90-64 Acórdão /IQ 201-67.719 o recorrente não fora notificado para pagamento do crédito lança do (se é que houve lançamento, pois no processo se informa apenas que a Guia está retida no INCRA para verificação) ou impugnação regular, nos termos do Decreto /IQ 70.235/72, sendo esta uma das formas de suspensão do crédito regularmente lançado (art. 151, III, do CTN). Disso resulta, que enquanto não lançado o tributo e notificado o contribuinte (ainda que através da imprensa) não há crédito tributário a exigir do imóvel, não se encontrando, por tanto, em débito o imóvel rural. São estas as razões que me levam a dar provimento ao recurso, para que o órgão lançador proceda a nova notificação de lançamento, observado no cálculo do tributo os incentivos a que o recorrente tiver direito em relação ao imóvel (Lei nQ 4.504/64, na redação da Lei nQ 6.746/79, art. 50, § 50. e 6Q). É o meu voto. Sala das Sessões, em 08 de 'aneiro de 1992. „„„... Late LINO DE • os MESQU TA Imprensa Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10510.003800/99-07
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2005
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. OBSERVÂNCIA.
Havendo sentença judicial transitada em julgado, não compete à autoridade executora do Acórdão integrar os termos da decisão judicial.
PRESCRIÇÃO.
O termo a quo para considerar prescrito o direito à repetição do indébito é aquele estabelecido na sentença judicial.
PIS. SEMESTRALIDADE.
A base de cálculo do PIS, até a edição da Medida Provisória nº 1.212/95, era o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. Jurisprudência consolidada do Egrégio Superior Tribunal de Justiça e, no âmbito administrativo, da Câmara Superior de Recursos Fiscais.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-16568
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa
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ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. OBSERVÂNCIA. Havendo sentença judicial transitada em julgado, não compete à autoridade executora do Acórdão integrar os termos da decisão judicial. PRESCRIÇÃO. O termo a quo para considerar prescrito o direito à repetição do indébito é aquele estabelecido na sentença judicial. PIS. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, até a edição da Medida Provisória nº 1.212/95, era o faturamento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. Jurisprudência consolidada do Egrégio Superior Tribunal de Justiça e, no âmbito administrativo, da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso provido em parte.
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D• _— Processo n2 : 10510.003800/99-07 ICS?"--- Recurso n2 : 129.768 Acórdão n2 : 202-16.568 Recorrente : DISBERJ – DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS RAIMUNDO JULIAN() LTDA. Recorrida : DRJ em Salvador - BA NORMAS PROCESSUAIS. SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. OBSERVÂNCIA. . Havendo sentença judicial transitada em julgado, não compete à autoridade executora do Acórdão integrar os termos da decisão - judicial. PRESCRIÇÃO. MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes O termo a quo para considerar prescrito o direito à repetição do CONFERE COP40 ORIGINAL indébito é aquele estabelecido na sentença judicial. Brasília-DF. em 10 / /e /at.S. PIS. SEMESTRALIDADE.i • 4£424201fuj: A base de cálculo do PIS, até a edição da Medida Provisória n2 Secretária da segunda unam 1.212/95, era o faturarnento do sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador, sem correção monetária. Jurisprudência consolidada do Egrégio Superior Tribunal de Justiça e, no âmbito administrativo, da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso provido em parte., . . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DISBERJ – DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS RAIMUNDO JULIAN() LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Sala d.- essões, em 9 de outubro de 2005. 44 Or . • - orno Carlos Presidente 14 am.,- ec‘-f-t-c--- I &f- faria Cristina Roza d Costa elatora Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Antonio Zomer, Raimar da Silva Aguiar, Evandro Francisco Silva Araújo (Suplente), Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. 1 o, MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes 2 Ministério da Fazenda O Segundo Conselho de Contribuintes CBrasNiiFisEDREE.eCm076,012LORIG121t4h5L 2 Fl. CC-MF • alÁtcalifujiProcesso n2 : 10510.003800/99-07 Sacralina da Segunda Camara Recurso n2 : 129.768 Acórdão n2 : 202-16.568 Recorrente : DISBERJ — DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS RAIMUNDO JULIANO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 44 Turma de Julgamento da Delég. acia da Receita Federal de Julgamento em Salvador - BA, referente ao não reconhecimento do direito creditório pleiteado pela recorrente, no valor de R$2.363.930,43, relativos a pagamentos a maior do PIS nos períodos de apuração de julho de 1988 a abril de 1995, não homologando, por decorrência, as compensações dos débitos do PIS e da Cofins relacionados às fls. 341/343. Por bem descrever os fatos, reproduz-se, abaixo, parte do relatório da decisão recorrida: "(..) tendo comprovado nos autos o trânsito em julgado da ação judicial impetrado pela interessada, o SAORT efetuou o levantamento do montante do direito creditório da interessada, considerando, para efetivação dos cálculos, a legislação pertinente concernente ao prazo de recolhimento do PIS, com a retirada do mundo jurídico dos decretos-leis n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988, e o Parecer PGFN/CAT n°437/1998, item 46, bem como os índices de atualização monetária e indexações da contribuição autorizadas por lei para o período em questão. Posteriormente, procedeu a imputação dos pagamentos efetuados pela interessada, para concluir que este recolhera no período pleiteado, valores inferiores ao devido, conforme fls.346/380. 3. Aos autos foram anexados os DARF de fls.41/200 de recolhimento do PIS, confirmados às fls. 201/213. 4. Cientificado do Parecer SAORT em 28/09/2004 (AR de 11.38" a interessada apresenta sua Manifestação de Inconformidade às fls.398/405, alegando que: • A manifestação de inconformidade apresentada é tempestiva tendo como único fundamento para a glosa das compensações, o equívoco de interpretação, tanto da decisão judicial transitada em julgado, quanto do alcance e da aplicabilidade do art. 6° da LC n°07/70, a inobservância da semestralidade do PIS, que condena os cálculos elaborados pela fiscalização neste procedimento e conseqüentemente da decisão atacada; • A decisão judicial transitada em julgado proferida nos autos da ação ordinária foi no sentido de declarar a inconstitucionalidade dos Decretos-leis n°2.445 e 2.449, ambos de 1988, permanecendo a sistemática de recolhimento do PIS nos moldes da Lei Complementar n°07, de 1970, por isso utilizou em seus cálculos, que acompanharam o pedido de compensação, o 6° mês subseqüente à ocorrência do fato gerador, fato este ignorado pelo Parecer n°305/2004 e pela fiscalização; • A própria Receita Federal através do Conselho de Contribuintes adota este entendimento, que é corroborado também pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme ementas que transcreve, razão pela qual requer que seja dado provimento a esta manifestação de inconformidade." Apreciando as razões postas na manifestação de inconformidade, o Colegiado de primeira instância proferiu decisão resumida na seguinte ementa: "Assunto: Contribuição para o P1S/Pasep • 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA" Ministério da Fazenda CC-MF • Segundo Conselho de Contribuintes•••• CONFERE COM O ORIGINAL Fl. • Segundo Conselho de Contribuintes Brashia-OF em alai 2005. • Processo ne : 10510.003800/99-07 Cezittfuji Recurso n! : 129.768 Secretana da ~nu Câmara Acórdão n! : 202-16.568 Período de apuração: 01/07/1988 a 30/04/1995 Ementa: COMPENSAÇÃO. Hipótese expressa na legislação de extinção do crédito tributário (art. 156 do C7719, a compensação só poderá ser efetivada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública estiverem revestidos dos atributos de liquidez e certeza, de acordo com os ritoi próprios para o seu pleito. Solicitação indeferida",, . Intimada a conhecer da decisão em 10/03/2005, a empresa, insurreta contra seus termos, apresentou, em 28/04/2005, recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes, com as mesmas razões de dissentir postas na manifestação de inconformidade, reforçando a improcedência total do indeferimento em razão da inobservância da semestralidade da base de cálculo do PIS para o período considerado, o que está em total desacordo com a sentença transitada em julgado. Requer o provimento do recurso voluntário para reconhecer o direito creditório da recorrente nos termos do pedido inicial e a conseqüente homologação das compensações efetuadas. É o relatório. e.. 3 • MINISTÉRIO DA FAZENDA• Segundo Conselho de Contribuintes 2 CC-MF ex Ministério da Fazenda - CONFERE COPy1,0 ORIGINAL Fl Segundo Conselho de Contribuintes Grulha-DF, em lb I /II ,f3fl" Processo ns : 10510.003800/99-07 ~1afuji Recurso ns : 129.768 Secretária da Segunda Grau Acórdão n2 : 202-16.568 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA O recurso voluntário atende aos requisitos legais exigidos para sua admissibilidade e conhecimento. Cabe ressaltar que a tempestividade do recurso voluntário está arrimada no art. 12 da Medida Provisória n2 243, de 31/03/2005, o qual supriu a lacuna produzida pelo art. 10 da Medida Provisória n2 232, de 30/12/2004. Trata-se de pedido de restituição cumulado com pedido de compensação com débitos vincendos do PIS, amparados por decisão judicial transitada em julgado, conforme certidão de objeto e pé de fls. 273 e 274, expedida pela Seção Judiciária do Distrito Federal, a qual a autoridade responsável pela execução aplicou o entendimento ainda vigente no âmbito da Administração da Secretaria da Receita Federal. Entretanto, vista a sentença, verifica-se que a interpretação cabível é a hoje pacificada nos Conselhos de Contribuintes e na Câmara Superior de Recursos Fiscais. A decisão judicial proferida pelo Juiz Substituto da 8 1 Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, ao apreciar preliminar de decadência oposta na contestação apresentada pela União (Fazenda Pública), a qual não sofreu reforma por parte do TRF da 1 Região e já transitada em julgado, determinou que a prescrição, e não a decadência, do direito de -• repetir o indébito é de ser admitida somente para o qüinqüênio anterior à propositura da ação. A Ação Ordinária n2 1997.34.00.005470-0 foi autuada em 04/03/1997. Segue-se a fundamentação da preliminar rejeitada constante da referida sentença: "Equivocada está a ré quanto à preliminar de decadência A hipótese é de prescrição e, em sendo assim, aplica-se o teor da súmula n° 163 do extinto Tribunal Federal de Recursos: "Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como devedora, somente prescrevem as prestações vencidas antes do qüinqüênio anterior à propositura da ação." (fl. 08 e 09). Portanto, cuida-se de erro na interpretação contida no Acórdão a quo, posto que a sentença judicial transitada em julgado foi expressa em determinar a prescrição somente para o período anterior a 04/03/1992, por ser a data limite do qüinqüênio anterior à propositura da ação e não da apresentação do pedido administrativo de compensação, conforme entendeu a autoridade julgadora a quo. Agora, quanto à alegação da semestralidade da base de cálculo, entendo que a sentença proferida pelo Juiz Federal da 82 Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, não havendo sido reformada nesta parte, deve ser acatada in totum. Ou seja, a retirada do mundo jurídico dos Decretos-Leis n2s 2.445 e 2.449, ambos de 1988, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos mesmos pelo STF, impõe a observância dos termos da Lei Complementar n2 7/70, inclusive quanto à semestralidade da base de cálculo, uma vez que tanto judicial quanto administrativamente está pacificado que as normas posteriores que alteraram prazo de recolhimento não introduziram modificação na sistemática de apuração da base de cálculo do PIS até o advento da Medida Provisória n 2 1.212/1995. e 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 21CC-MF t- CONFERE CONI,0 ORIGINAL Fl. ray Segundo Conselho de Contribuintes Brasllia-DF. em /6 1 /Z 12QPS • Processo n2 : 10510.003800/99-07 eu a afuji Recurso n2 : 129.768 ~na da Segunda Cima/ a Acórdão ni2 : 202-16.568 Após o elucidativo voto da Sra. Ministra Eliana Calmon, relatora do RE n2 144.708 — Rio Grande do Sul (1997/0058140-3), de 29/05/2001, não mais pairou dúvida, nas esferas judicial e administrativa, acerca da semestralidade da base de cálculo da contribuição para o PIS, bem como de não ocorrência de sua correção monetária. Vale aqui transcrever excertos do voto prolatado: "Sabe-se' que, em relação ao PIS, é a Lei Complementar que, instituindo a exação, estcibeleceu fato gerador, base de cálculo e contribuintes. Doutrinariamente, diz-se que a base de cálculo é a expressão econômica do fato gerador. É, em termos práticos, o montante, ou a base numérica que leva ao cálculo do quantum devido, medido este montante pela aliquota estabelecida Assim, cada exação tem o seu fato gerador e a sua base de cálculo próprios. - Em relação ao PIS, a Lei Complementar n° 07/70 estabeleceu duas modalidades de cálculo, ou forma de chegar-se ao montante a recolher: Assim, em julho, o primeiro mês em que se pagou o PIS no ano de 1971, a base de cálculo foi o faturamento do mês de janeiro, no mês de agosto a referência foi o mês de fevereiro e assim sucessivamente (parágrafo único do art. 6). r• - -- ..., Esta segunda forma de cálculo do PISficbu'conhecido como PIS SEMESTRAL; embora fosse mensal o seu pagamento. f...] o Manual de Normas e Instruções do Fundo de Participação PIS/PASEP, editado pela Portaria n° 142 do Ministro da Fazenda, em data de 15/07/1982 assim deixou explicitado no item 13: "A efetivação dos depósitos correspondentes à contribuição referida na alínea "b ", do item 1, deste Capitulo é processada mensalmente, com base na receita bruta do 6' (sexto) mês anterior (Lei Complementar n° 07, art t5. e ,¢ único, e Resolução do CMN n° 174, art. r e 11" A referência deixa evidente que o artigo 6", parágrafo único não se refere a prazo de pagamento, porque o pagamento do PIS, na modalidade da alínea "b" do artigo 3' da LC 07/70, é mensal, ou seja, esta é a modalidade de recolhimento. Consequentemente, da data de sua criação até o advento da MP n° 1.212/95, a base de cálculo do PIS FATURAME1VTO manteve a característica de semestralidade." E sobre a correção monetária elucida o referido voto: "[..1 O normal seria a coincidência da base de cálculo com o fato gerador, de modo a ter-se como tal o faturamento do mês, para pagamento no mês seguinte, até o quinto dia. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA Minisé da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 2' CC-MF trio -> Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CO51,0 ORIGINAL Brunia-DF. em lã I 1Z licor Fl. , • Processo ng : 10510.003800/99-07 auji Recurso in2 : 129.768 ~Mona de Segunde Cbmara Acórdão n'2 : 202-16.568 Contudo, a opção legislativa foi outra. E se o Fisco, de moto próprio, sem lei autorizadora, corrige a base de cálculo, não se tem dúvida de que está, por via oblíqua, alterando a base de cálculo, o que só a lei pode fazer." (o destaque não é do original). Nesse diapasão, como vem decidindo este Conselho, cuja jurisprudência já se encontra pacificada, bem como a da Câmara Superior de Recursos Fiscais, para o período cujo direito não se encontra prescrito, deve ser reconhecido o direito da recorrente de efetuar a apuração da contribuição relativa ao PIS nos termos da Lei Complementar n9 07/70, considerando-se a base de cálculo como sendo o faturamento do sexto mês anterior ao do fato gerador, sem aplicação de correção monetária sobre a mesma. Ressalte-se que o indébito, nos termos do art. 165 do CTN, ocorre a partir da data do pagamento indevido e não da ocorrência do fato gerador. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para afastar a prescrição do direito à repetição do indébito para os períodos posteriores a 04/03/1992 e para que seja observada a semestralidade da base de cálculo do PIS, sem correção monetária, tudo nos termos da decisão judicial transitada em julgado em favor da recorrente. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2005. A CRISTINA RO DA COSlati 6 Page 1 _0048200.PDF Page 1 _0048300.PDF Page 1 _0048400.PDF Page 1 _0048500.PDF Page 1 _0048600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10245.000231/95-93
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - VTNm. O Valor da Terra Nua - VTN, declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecida pela legislação tributária. Recurso não provido.
Numero da decisão: 202-09181
Nome do relator: Antônio Sinhiti Myasava
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O. U. 2.Q 05- 19 9 + MINISTÉRIO DA FAZENDA C 471 • -.--- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES C Rubrica Processo : 10245.000231/95-93 Sessão : 13 de maio de 1.997 Acórdão : 202-09.181 Recurso : 98.798 Recorrente : ANTONIO DE PÁDUA SOARES Recorrida : DRJ/MANAUS-AM. ITR - VTNm. O Valor da Terra Nua - V'TN, declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado mediante', prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecida pela legislação tributária. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTÔNIO DE PÁDUA SOARES ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso Sala das Se sões, em 13 de maio de 1.997 I ' Ma ":".! micius Neder de Lima PO, nte 1 ; An! • yasava R . or r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarasio Campeio Borges, Osvaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho e José Cabral Garofano. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10245.000231/95-93 Acórdão : 202-09.181 1 Recurso : 98.798 Recorrente : ANTÔNIO DE PÁDUA SOARES RELATÓRIO O contribuinte Antônio de Pádua Soares, residente e domiciliado na cidade de Boa Vista-RR, inscrito no CPF sob n° 723.225.358/34, proprietário da Fazenda Água Boa, localizado na Gleba Cauame, em Boa Vista-RR, com área de 1.082,1 ha., imóvel cadastrado na Receita Federal sob n° 3604323, inconformado com a decisão de primeira instância, recorre a este Conselho de Contribuinte, sob os seguintes pretextos: Face a decisão n° 289/95-21.52, da DRJ de Manaus-AM, que manteve integralmente o lançamento em razão da inexistência do laudo técnico, anexa nesta oportunidade o documento através da Associação dos Pecuaristas de Roraima, principalmente em atendimento a Notificação Sasit n° 13/95, elaborada pelo Instituto de Terras de Roraima - Iteraima. A decisão de primeira instância manteve integralmente o lançamento, pela falta de um laudo técnico, especifico ao imóvel rural, elaborado por entidade de reconhecida capacitação técnica ou por profissional devidamente habilitado, pelo disposto no 4 0, do art. 30, da Lei n° 8847/94. E, por fim que quando o latido técnico se referir ao VTNm do município, somente a autoridade competente para expedir os atos normativos, pode proceder a alteração na forma e condições estabelecidas na legislação e nunca em contencioso administrativo. A Decisão de Primeira Instância, manteve o entendimento de que após o lançamento não pode ser retificada as declarações prestadas pelo contribuintes e o VTNm por ser atribuído em Ato Normativo do Secretario da Receita Federal, somente este pode alterar a base de calculo lançado ao município. É o relatório. 1 2C"--- I#1./ . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES n•7'1,•5„- Processo : 10245.000231/95-93 Acórdão : 202-09.181 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO SINHITI MYASAVA O petição apresentado em 23 de fevereiro de 1996 é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. Tendo em vista que o lançamento é realizado com base no Valor da Terra Nua declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, a sua revisão só é possível, mediante prova irrefutável do erro cometido na prestação da informação ou o fixado pela autoridade administrativa, razão porque na impugnação deve estar acompanhada dos elementos comprobatorio, individualizado em Laudo Técnico, relativamente ao seu imóvel rural. Nestas condições o pedido encontrará amparo legal no § 4°, art. 30, da Lei n° 8.847, de 28/01/94, que autoriza: "A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico, emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica; ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, que vier a ser questionado pelo contribuinte." Entretanto é fundamental que o laudo técnico indique os critérios utilizados e os elementos comparativos, com a identificação individualizada, de forma precisa e específica dos bens avaliados, assinados por profissionais da área como engenheiros civis, engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, médicos veterinários (quando se tratar de criação/engorda de animais), etc. ou entidades públicas ou privadas de reconhecida capacitação técnica, acompanhada de cópia da ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, devidamente registrada no CREA, se for o caso, e de conformidade com as normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnica - (NBR 8799). O valor da avaliação deve reportar-se a 31 de dezembro do exercício anterior ao lançamento, com a demonstração do calculo da terra nua, nas condições estabelecida no "Quadro de Cálculo do Valor da Terra Nua da DIT11", com prova das fontes pesquisada e dos métodos avaliatórios, podendo ser aquelas realizadas pelas Fazendas Públicas Estaduais ou Municipais, Secretarias de Agriculturas dos Estados, inclusive da EMATER, EMBRAPA, etc. Quando se tratar de animais de grande ou pequeno porte, as informações deverão estar acompanhada de declaração de entidade pública, com base em ficha de controle de vacinação contra a febre aftosa, de doenças epidêmicas ou endêmicas que o contribuinte declarar ao órgão, movimentação e controle interna de animais, etc., e quando pertencente a terceiros os respectivos instrumentos contratuais. 3 ,r 40,1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10245.000231/95-93 Acórdão : 202-09.181 Se houver alteração a ser realizada em área de exploração agrícola, agropecuária, florestal, reservas legais, indígenas, área de preservação ambiental, etc., as informações deverão estar acompanhadas de projetos ou laudos fornecidos por entidades públicas como os das Secretarias de Agriculturas, Secretarias de Meio-Ambiente, Certidões de Registro de Imóveis, quando sujeito a averbação, Empresas Públicas que controla o setor, Bancos Regionais de Desenvolvimentos, etc. E, por fim em se tzatando de informações relativa a mão de obra rural, da entidade que represente a categoria, como o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura ou 'do CONTAG, etc. Regularmente intimado na forma determinada pela Diligência n° 202-01.837 e não tendo trazido aos autos nenhum laudo técnico de avaliação que possa comprovar a supemvaliação do valor da terra nua de seu imóvel rural, por ato normativo do Secretario da Receita Federal, é de se entender correta a decisão de primeira instância, visto que cada propriedade tem sua peculiaridades e seu VTNm maior ou menor que a média atribuída ao município. Portanto só é admissivel este exame, se na impugnação vier acompanhada de todas as provas acima mencionada, individualmente à sua propriedade rural. O Laudo emitido pela ITERAIMA, por ser de caráter geral para os municípios de Normandia, Boa Vista, Caracaraí, São Luiz, Bonfim, Mucajaí e Alto Alegre, só poderá servir para solicitar a alteração do valor da terra nua atribuída pelo Secretario da Receita Federal, para estas localidades, não servindo para individualmente em contencioso administrativo alterar a base de calculo do ITR. Por todas estas razões, nego provimento ao recurso. Sala das sessões, em 13 de maio de 1.997 ;1111/1.411P ANTONIO :I )09 ASAVA ; 4
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Numero do processo: 10283.005955/92-98
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 27 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Apr 27 00:00:00 UTC 1995
Ementa: ITR - Imposto lançado com base no VTN fixado pela autoridade competente, nos termos do art. 7, parágrafos 2 e 3, do Decreto nr. 84.685/80, Portaria Interministerial nr. 1.275/91 e IN-SRF nr. 119/92. Falta de competência do Conselho para fazer sua revisão. Contribuição CNA: valor decorrente do VTN e do ITR lançado. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-07720
Nome do relator: Oswaldo Tancredo de Oliveira
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-22T00:56:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-22T00:56:21Z; Last-Modified: 2010-01-22T00:56:21Z; dcterms:modified: 2010-01-22T00:56:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-22T00:56:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-22T00:56:21Z; meta:save-date: 2010-01-22T00:56:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-22T00:56:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-22T00:56:21Z; created: 2010-01-22T00:56:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-22T00:56:21Z; pdf:charsPerPage: 1426; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-22T00:56:21Z | Conteúdo => :Á __------------;) j.„0 1 ). O. IJ. \ - 1 1.(31i1..1i_ ‘,.,7 , , n f . n °, M IN IS TÉR 10 DA FAZENDA 1 tk """ 04 i u 1 . 1J ...........L. C ---- ........ . . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Vá.,brl Is ` sl-,,I1U-;` Processo n° : 10283.005955/92-98 Sessão de : 27 de abril de 1995 Acórdão n° : 202-07.720 • Recurso n° : 97.549 Recorrente : APLUB - AGRO FLORESTAL AMAZÔNIA S/A Recorrida : DRF em Manaus - AM ITR - Imposto lançado com base no VTN fixado pela autoridade competente, nos termos do art. 7°, §§ 2° e 3 0 , do Decreto n° 84.685/80, Portaria Interministerial n° 1.275/91 e IN-SRF n° 119/92. Falta de competência do Conselho para fazer sua revisão. Contribuição CNA: valor decorrente do VTN e do ITR lançado. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por APLUB - AGRO FLORESTAL AMAZÔNIA S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 27 abril de 1995 ' .0/ or Helvio 9 edo Ba cellos (,, Preside tei i - eLd--PS-1.)--darN- Oswaldo Tancredo de Oliveira Relator e,• -,er , Adrian4 Queiroz de Carvalho Procurà4e:a - Representante da Fazenda Nacional ., VISTA EM SESSÃO DE 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro, José de Almeida Coelho, Tarásio Campelo Borges, José Cabral Garofano e Daniel Corrêa Homem de Carvalho. TPB 1 . MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ''Ittr3` Processo n° : 10283.005955/92-98 Acórdão n° : 202-07.720 •Recurso n° : 97.549 Recorrente : APLUB - AGRO FLORESTAL AMAZÓNIA S/A RELATÓRIO A ora Recorrente impugnou a notificação de lançamento do ITR referente ao exercício de 1992, relativa ao imóvel nela identificado, juntamente com Taxa de Cadastro, Contribuições Parafiscal e CNA, com as alegações que resumimos. Relativamente ao Valor da Terra Nua - VTN, refere-se à Instrução Normativa SRF n° 119, de 18.11.92, que aprovou o referido valor para o ano de 1992, alegando que o fez "ferindo o Decreto n° 84.685/80, art. 7°, §§ 2° e 3° ", que são transcritos, com destaque para o § 3°, na parte que este declara que dito valor "terá como base levantamento periódico de preços venais do ha. de terra nua, para os diversos tipos de terras existentes no município". Refere-se às "peculiaridades da região amazônica", que diz não terem sido levadas em consideração para a fixação do referido valor, visto que adota valor igual para qualquer tipo de terra no Estado, seja ela próxima ou distante da Capital, terras de várzeas, áreas impróprias a lavouras, as que não servem nem como pastagens nativas, e outras desigualdades que menciona. Diz que anexa a tabela do VTN para o ano de 1991, à guisa de demonstração das desigualdades e que o índice de correção aplicado, de mais ou menos 11.449%, "milhares de vezes acima do acumulado no exercício de 1991." Acrescenta que não foram consideradas ao chamadas áreas inaproveitáveis, não passíveis de utilização agrícola, o que, no seu entender, contraria o art. 6° do citado Decreto n° 84.685/80. Também impugna o lançamento da Contribuição para a CNA, sem indicar as razões. Alega, finalmente, a existência de um "Processo Expropriatório, União versus Aplub", no qual a oferta do INCRA é consideravelmente menor do que o adotado para o VTN, conforme processo que identifica. Requer, afinal, a Revisão de Lançamento, com base na declaração apresentada, com as correções devidas. 1 / 2 ri MINISTÉRIO DA ÇAZENDA - \ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ra:_ãer - Processo n° : 10283.005955/92-98 Acórdão n° : 202-07.720 A decisão recorrida, depois de se referir às alegações da impugnante, declara, quanto ao VTN, que, de acordo com o art. 1° da Lei n° 8.022/90, foi transferida para a Receita Federal a administração do ITR, cabendo à SRF estabelecer o referido valor, o que foi feito pela IN-SRF n° 119/92. Assim, diz que, "se o contribuinte deseja contestar tais valores, seria necessário apresentar outras avaliações que permitissem contestá-los", o que não foi feito. E, "sendo legal a competência da Receita Federal para estabelecer os preços, improcede a alegação apresentada". Quanto à alegação sobre "áreas inaproveitáveis", diz que são improcedentes, "de vez que foram consideradas as deduções relativas às mesmas". Finalmente, quanto à Contribuição à CNA, a impugnante "não apresenta nenhum argumento". Por essas principais razões, julga procedente a notificação de lançamento impugnada. Em recurso tempestivo a este Conselho, a Recorrente começa por apreciar e contestar os fundamentos da decisão recorrida. Quanto à competência da SRF para administrar o tributo, estabelecida na Lei n° 8.022/90, diz que, por sua vez, o § 3° do art 1° desse diploma prescreve a realização de diligências nas propriedades rurais, "para confrontar as informações cadastrais, prestadas pelos proprietários com as reais condições de exploração do imóvel". E invoca tal prescrição, que deveria ser observada na fixação do VTN, o que não foi feito. Quanto a ter sido o Valor de Terra Nua-VTN fixado "legalmente", através da IN-SRF n° 119/92, afirma que tal fixação não observa o disposto nos §§ 2° e 3° do art 70 do Decreto n° 84.685/80 e que_esses dispositivos foram_!!feridosr. Invoca e transcreve o § 2° do art. 49 da Lei n° 4.504/64 - Estatuto da Terra - que autoriza o órgão responsável pelo lançamento do imposto a fazer "o levantamento e a revisão das declarações prestadas pelos proprietários" ... "procedendo-se as verificações in loco, se necessário". Também transcreve o art. 50 dessa lei, invocando-o em seu favor, sobre o Valor de Terra Nua-VTN e a forma de estabelecer a base de cálculo do imposto. No que diz respeito às "áreas inaproveitáveis", contesta a afirmação da decisão recorrida, de que teria sido consideradas, fato que não esta comprovado. thj4 3 ze,di , • . N- .. •. MINISTÉRIO DA ;AZENDA . - \ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ri".1.C,er Processo n° : 10283.005955/92-98 Acórdão n° : 202-07.720 Quanto à afirmação da decisão recorrida, de que não foi apresentado nenhum argumento contra a exigência da contribuição à CNA, alega que, além de registrar a impugnação, nenhum argumento caberia, pois o percentual para cálculos dessa contribuição está intimamente ligado aos valores do ITR; logo, a revisão destes modificará também os valores daquele. Pede revisão dos valores adotados para o lançamento e, em conseqüência, o provimento do recurso. É o relatório. /59'ç 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • 1",:;,'S'`- Processo n° : 10283.005955/92-98 Acórdão n° : 202-07.720 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OSWALDO TANCREDO DE OLIVEIRA Insurge-se a Recorrente contra o Valor da Terra Nua - VTN atribuído à sua propriedade pela IN-SRF n° 119/92, pelas razões já mencionadas no relatório, valor que servia de base para o cálculo do ITR/92, objeto do lançamento sob exame. A fixação do VTN pela citada IN-SRF n° 119/92 atendeu ao disposto no art. 7 0 , §§ 2 0 e J do Decreto n° 84.685/80 e em decorrência da Lei n° 8.022/90, que atribuiu competência à Secretaria da Receita Federal para a hipótese, com vistas à incidência do ITR. No caso do exercício de 1992, o Ministro da Fazenda, juntamente com o Ministro da Agricultura, baixou a Portaria Interministerial n° 1.275/91, estabelecendo as condições para a fixação do VTNm e com sua fixação, afinal, pela citada IN-SRF n° 119/92, passou a prevalecer sobre o declarado pelo contribuinte sempre que este seja inferior. Assim, fundada a competência em questão, escapa a este Conselho qualquer revisão do citado valor, conforme entendimento expresso em reiterados julgados sobre a matéria. No que diz respeito à Contribuição à CNA, conforme reconhece a Recorrente, seu valor é uma decorrência do próprio VTN adotado para o cálculo do TTR, pelo que é de se manter a decisão recorrida, pelo não provimento do recurso. Sala das Sessões, em 27 de abril de 1995 OSWALDO TANCREDO DE OLI EIRA 5
score : 1.0
Numero do processo: 10108.000685/90-24
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - PRAZOS - PEREMPÇÃO - Recurso apresentado fora do prazo fixado pelo art. 33.
Recurso não conhecido, por perempto.
Numero da decisão: 202-08.076
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto.
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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Do 04 MINISTÉRIO DA FAZENDA i C y() SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Iii,ubrica n 4Vig?" .................... k'iNv* Processo : 10108.000685/90-24 -Sessão . 21 de setembro de 1995 Acórdão : 202-08.076 Recurso : 97.705 Recorrente : LOURDES GATTASS PESSOA Recorrida : IRF em Corumbá - MS PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - PRAZOS - PEREMPÇÃO - Recurso apresentado fora do prazo fixado pelo art. 33. Recurso não conhecido, por perempto. I Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LOURDES GATTASS PESSOA. 1 ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por perempto. 1 Sala das Sessões, em 21 de se -/11 bro de 1995 / / Helvio EscØTe s o Barcel os Presidente Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho, Tarásio Campelo Borges, José Cabral Garofano e Daniel Corrêa Homem de Carvalho. OPR/mdm 1 b MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10108.000685/90-24 Acórdão : 202-08.076 Recurso : 97.705 Recorrente : LOURDES GATTASS PESSOA RELATÓRIO Lourdes Gattass Pessôa, através dos avisos de cobrança de fls. 02 e 03, foi notificada a recolher o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, Taxa de Serviços Cadastrais e Contribuições Parafiscais e Sindical Rural CNA-CONTAG, ano 1990, referentes aos imóveis "Fazenda Paraíso" e "Fazenda Bela Vista do Norte", localizados no Município de Cáceres-MT, cadastrados no INCRA, respectivamente, sob os códigos 902 012 262 889 6 e 902 012 262 870 5, com áreas totais de 2.657,0 e 9.726,0 hectares. A Interessada, pela Petição de fls. 01 e documentos que anexou (fls. 05 a 24), impugnou o lançamento supra, ale.gando, em síntese, que os imóveis em questão, devido as suas características, não se prestavam à exploração agropecuária e solicitou a reavaliação e a revisão cadastral dos mesmos. O INCRA, em Informação Técnica de fls. 44, opinou pelo indeferimento do pleito da impugnante, visto que a mesma vinha quitando os ITRs normalmente nos anos anteriores ao exercício de 1990. A Autoridade Julgadora de Primeira Instância, considerando que as razões apresentadas não ilidiram a ação fiscal e a legislação pertinente ao caso, decidiu negar razão à pretensão do Sujeito Passivo, mediante Decisão de fls. 46/48, assim ementada: "NÃO CABE O CANCELAMENTO DA NOTIFICAÇÃO DO ITR/90, QUANDO AS ALEGAÇÕES DO INTERESSADO NÃO CONFEREM COM AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NO CADASTRO DO ÓRGÃO RESPONSÁVEL: ARTIGO 1.0 DA LEI N.° 8.022/90 C/C O DECRETO N.° 84.685/80, A PORTARIA INTERMINISTERIAL N.° 560/90 E NE/CST N.° 003/90 - NOTIFICAÇÕES PROCEDENTES." A contribuinte foi dado ciência da Decisão Singular (ST n.° 088/91) em 22.11.95 (AR de fls. 50, postado em 07.11.91), sendo posteriormente a mesma intimada (AR fls. 52) a recolher os tributos impugnados, em 18.08.94. 2 Li 6t MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES v Processo : 10108.000685/90-24 Acórdão : 202-08.076 Às fls. 53, a Interessada solicitou o parcelamento do ITR/90 e acessório referentes ao imóvel "Fazenda Paraíso", cadastrado no INCRA sob o código 902 012 262 889 6 e, às fls. 54, recorreu, a destempo, a este Segundo Conselho de Contribuintes para cancelar o lançamento do ITR/90 referente ao imóvel "Fazenda Bela Vista", cadastrado no INCRA sob o código n.° 902 012 262 870 5, por ser o mesmo de propriedade da União, anexando como prova Declaração do Ministério do Exército (fls. 55). É o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA j. 407 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -;:gkrOt. Processo : 10108.000685/90-24 Acórdão : 202-08.076 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HELVIO ESCO VEDO BARCELLOS Apesar de ser o cancelamento do lançamento do ITR/90 referente ao imóvel "Fazenda Bela Vista", cadastrado no INCRA sob o código n.° 902 012 262 870 5, direito líquido e certo, por força da imunidade conferida pelo art. 150, inciso VI, b, da Constituição Federal, nada pode ser feito neste processo, pois o Recurso apresentado é manifestamente perempto. Considerando que a recorrente tomou ciência da Decisão Singular após 15 dias da postagem do AR de fls. 50 em 07.11.91, como dispõe o art. 23, parágrafo 2.°, inciso II, Decreto n° 70.235/72, e entregado o Recurso Voluntário, dirigido a este Segundo Conselho de Contribuintes, à IRF/Corumbá somente em 24.08.94, está caracterizada a perempção. Não foram observados pela recorrente os comandos do art. 33 do Decreto n° 70.235/72, com as alterações introduzidas pela Lei n° 8.748/93. Assim sendo, voto no sentido de não se conhecer da Peça Recursal de fls. 54, por perempta. Sala das Sessões, em 21 de sete ro de 1995 r°- HELVIO ES • 'EDO BARCEIS 4
score : 1.0
Numero do processo: 10467.005226/91-10
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Feb 20 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Mon Feb 20 00:00:00 UTC 1995
Ementa: ITR - Lançamento efetuado conforme declaração apresentada pelo contribuinte. Aplicabilidade do parágrafo 1 do artigo 147 do CTN. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-07492
Nome do relator: DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO
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ementa_s : ITR - Lançamento efetuado conforme declaração apresentada pelo contribuinte. Aplicabilidade do parágrafo 1 do artigo 147 do CTN. Recurso negado.
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Numero do processo: 10166.008474/2002-31
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Nov 08 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFÍCIO.
Não é passível de reexame obrigatório a decisão que exonerar o sujeito passivo de pagamento do tributo e encargos em valor superior ao limite de alçada, quando decorrente de revisão de ofício.
COFINS. LANÇAMENTO. ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF.
Deve a verdade material prevalecer sobre a formal, pelo que, se demonstrado que o erro pelo preenchimento da declaração provocou o lançamento, deve ser reconhecida a sua invalidade. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-17521
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: Maria Teresa Martínez López
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E DR; EM BRASÍLIA -1W Recorrida : Dlii em Brasfila - DF • . • , 4 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL RECURSO DE Não é passível de reexame obrigatório a decisão que exonerar o - sujeito pasivo de pagamento do tributo e encargoi cm valor superior ao limite•de alçada, quando decorrente de revisão de oficio COFINS. LANÇAMENTO. ERRO NO PREENCHIMENTO Deve a verdade material prevalecer sobre a formal, pelo que, se demonstrado ,que o 'erro pelo preenchimento da declaração provocou -o lançamento, deve ser reconhecida a sua invalidade. Recurso provido. , • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ;de recursos interpostos por - . COMANDO AUTO PEÇAS LTDA. E DR' EM BRASÍLIA —DF. , ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de • • Contribuintes, por maioria de votos: I) em Mo conhecer do recurso de toficio; e II) em dar • provimento ao recurso voluntário. Vencida a Conselheira Nadja Rcidrigues Romero, que votou , pela nulidade do processo a partir da decisão de prinieira instância. . : , -.1 1 8 de novembro de 2006. is • A . .' MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Mgallegige 'Brasília CONE:28E COMM0040RIGIINA0L,3: • Iv'ana Cláudi,a Silva CastroMaria T Martina 1...6pez ktut Si pe 92116 ltdatora _ . • _ . Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Simone Dias Musa (Suplente), Antonio Zomer' e Ivan Allegretti „_ . • 2Ncr..-mF • ~rio da Fazenda MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBM iES h • . , . wSevmdo Conselho de Contribuin CONFERE COM °ORIGINAL Brasília. /I / O 04" Processo/C 10166.008474/2002-31 itecurso nt 132:022:: • lvana Cláudia Silva Castro " — - • Aa5rdilo : 202-17-521 • • Mal S13 1;1= 92136 Recorrentes: COMANDO AUTO PEÇAS LTDA. E DRJEM BRASÍLIA - DF RELATÓJUO • • t.f.. • - . Contra a anpresa nos -autos qualificada foi lavrado auto de infração eletrônico' : • exigindo-lhe aContribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofin.s relativamente • . , - : Em prosseguimento, adoto e transcrevo, a seguir, e relatório -que -CoMía5e a decisão reoorrida: 'Vens ` 4? presente processo sobre Auto 4e Infração - Cofins - Declaração de. : • : - Contribuições e Tributos Federais, ano-calendário 1998, folhas 07, pelo qual é exigido' . da „interessada acima identficada crédito tributário no valor . de R$ J224.369,72, ". Conforme descrição dos fatos, enquadramento legal " e demonstrativos :constantes , às . follias08/13. ' Cientificada, a contribuinte apresentou impugnação (folias 01), contestando o Auto de - ' • Infração,a pont tanto apresenta cópias dos Darf pagos para serem taalisados. ' O lançamento foi objeto de revisão de oficio. '14; • Por meio do Acórdão DRUBSA n2 14724, de 10 de agosto de 2005, os Membros - s••• da Quarta Turma da DRJ em Brasília - DF, por unanimidade, julgaram procedente cm parte o .:„..;A;;J; • ' - • lançamento. ' Da parte exonerada (fl. 74) houve recurso de oficio. A ementa dessa decisão possui +o' g•-•,-a-setizinteieditção: - • , " """ •• . •-• • "Assunto: Contriiiiição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins - ; Ementa.: Pagamento -- Cancelamento da Exigência Correspondente -"--Extinção do , . . ,Se na fase imjnegnalária 4Z <contribuinte ;comprovar a improcedência de parte do :lançamento por conta de recolhimentos já efetuados, há que se cancelar a importância - " da exigência fiscalaorrespondente, vez que o pagamento <extingue o crédito tributário, < • < mantendo-se goianas o Word° crédito cujo recolhimento não foi comprovada Iançauses.t. Procedeste Pane t ' Inconformada com a decisão que manteve parte do lançamento a recorrente .` r • itpntsentou recurao voluntário, alegando, em síntese, não ter havido falta de recolhimento ou •• •• ,•recolhimento a menor nos meses de outubro, novembro e dezembro de 1999, e sim duplicação de- - • informações nas DCITs original e complementar -Que, (sic) "Vale lembrar que quandofoifeito z • YriDaF COmp-Tementar, em 1998 o frograniaW Rejeita F Deff • = retificadora (versão 60) 'Pede a recorrente para que seja julgado procedente o recurso:— , . ._ . .• •_ . - _ _ _ .• CO-MF . INtrinistésio da Fazenda ME • SEGUNDO CONSELHO DE CONTR1BLLINTES Segtmdo Conselho de Comboiou* CONFERE COM O ORIGINAL BrOsiba. 12 / 0" Pr Defluo& 10166.008474/2002-31 ~o13241322 Moa Cláudia Silv. Caístro • • Seérdlo ta-• 20247521 hidi 9213á • Consta Jos autos Termo de Arrolamento 4e Bens e Direitos para seguimento do recurso ao Conselho de Contribuintes, conforme preceitua o .art. 33, § 2 2, datei ar° I032Z .de t9/07t20OZéi Instruçtle Normativa SRF n2 264,4e 20/12/2002. • • , _ 3 •• • ••• • 21•CC-mF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUNTES : Segundo Conselho de Contribuiu - - CONFERE COM O ORIGINAL Brasilia Cili ok: (Processo at- 10166.008474/2002-31 . - Recurso 1112 z 132.022 • • Nana Cláudia Silva Castro : 20247321 n 'Moro DÀCGNSflMEIItA-RflATORA ▪' MARIA-TERESA 11ARTINEZ LÓPEZ 0.rectirso voluntário :atende aos Pressupostos genéricos de:regularidade fonial " • , *de tánpestividade, merecendo a sua admissibilidade Já quanto 2wice:Urso rle oficio: faço 'a": I:. • , as seguintes coníderaçõer Recwndeoflcl • •,./. • " Contra dai:tecia' o recorrida-que: - , • . • „•.- "- ' - tlnalnando as isecns Iprxiiaissuais -verifiquei .que na revisão " Sie nfacio foi &clorado . , improcedente sais valoresateséraesnos fatos geradores de janeiro à setembro/1998 ' - Unhe -entoes tenha tiavido indicação na decisão de primeira instância de recurso '!ts .• ' ' ' " de oficio, oporias° ressaltar que a exoneração de valores ocorreu em grau de revisão de oficio; operada pela Delegacia da Receita Federal - DICAT, por ter comprovado pagamentos :efetuados-, • •' pela .contribuin'te. ••• •". . Nos ~A em que a revisão ê efetuada com base nos arts. 145, 111,147, -§ 22,t .!;:& • "• 149, do Clbi, em que o sujeito passivo seja exonerado do pagamento de tributos e encargos de multa em valor total superior ao limite de alçada (Parecer Cosit ri- 33, de 07 de junho de 1999), elf , não époisivel a revisão de oficio. 5 ... Em face do acima exposto, não tomo conhecimento do-i:evétifin de oficio._ ; • . • • ' " ' Conforme relatado, trata-se de auto de infração eletrônico. A i,priori, não há, nos • " • autos do presente processo administrativo, qualquer intimação da Fiscalização à contribuinte / . com o intuito de caclaneceros fatos ocorridos. Assim, embora a Fiscalização dê indícios de que ". • houve CITO de preenchimento de DCTF pela contribuinte,snada fez para esclarecer os fatos. . • - ' De outra freire, muito cmoora esta Conselheira agenda que adecisão recorrida : loja nauta; porque ausente a intimação da contribuinte Paia ciência da revisão de oficio operada= pda Delegacia da Receita Federal, determina o 32 do art 59 do Decreto S 70235/72 que, - quando o _julgador puder decidir do mérito a favor da Parte .a quem aproveite a declaatção da t• nulidade, tão pronunciará a nulidade e nem fará suprir a falta. É medida de economia p-rocessual • ' • para-evitar as idas e vindas do processo administrativo, cujo desfecho favorável ao contritiánte . • já é pevianaeate conhecido pelo julgador. Assim, ao invés de invocar a nulidadç a autoridade , - • -pode decidir, diretamente, o mérito da lide a favor do interessado. Cabe lembrar que ,ti processo alo deve ser externamente formal, mas, sim, de forma célere,rtpropiciar aos interessados •o desfecho de sua final/Ame .. • É nesse critério que Lasso à análise das razões meritórias. • - • '• • De acordo com a juntada de documentos efeitiz;d; pela própria contribuinte às fls. 09 "a 13 (anexo ao auto de infração), verifica-se que se trata de auto de infração eletrônico:. I decorrente de auditoria em DCTF exigindo Crédito tributário de Cofins, em razão de "Pgto . . _ — - • Minietério da Fazenda MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONT.RIBUINTES 21,CC-MF — - 4, • É CONFERE COM O ORIGINAL : : P . Segundo .Coneelho de Contribuintes — . /Grasilia, ••-• / Gil / 0? • • Prscenoat4: 10166.008474/2002-31 • ". atecang - • 1321)22 • • - • Ivone fláudia Silva Castro , ACardie ea2 202;17321 . . , _ , • . • • ., . ..A contribuinte :apresentou impugnação juntando :Darfs pagos de , Cofias • • -.- --relatiVaniente ao. s perlodosde iPiração de janeiro a dezembro de 1998 (fls.18 a 41). - As fli. 72/73 .encontra-se o Deapadio ,Deciaério que, baseado no resultado de ••••:, 3̂3. ' , anfitsa,prévia -pelz131CAT(fl 71), decidiu cancelar parcialmente o crédito tributário relativo ao , • • • período de *apuração de 1111998 cancelar os créditos tributários improcedentes, constantes no • L';‘" •••• Danoistrativó da AtiáliiedO Lançamento e VinculaçõesComprovadas (fi. 64): • ' •• • • 'Seguem as considerações contidas no retendo Despacho Decisório: • ..•••••.4 interessada interinos! Valores coincidentes Mas DCTFOrtgmal e Complementa? de • ; 420FINZ de R$ 34.908,43 e .R3 44.529,91, " 'Pára P.4 JOs12/1998, respectivairente,as fls. " ?•• 4956 Pará • P.111/1998, -declarem 1t$ 31272,56 na DCTF Original e RS 31252,38 na': • .COM excepto- de reáállsimenio efetuadoem 10/12/98, no valor total de RS 505,01 que se aamfl.;; paicialmente alocado 40 PÁ 21/1998 no sistema contacorpj, referente ao ,;,/` .• • Ágrafas' irforiMado na DCTF Original de RS 2018, (ls. 62/63), os demais " ;2* • pitgantentat apresentados pela interessada as fiz 18/41, possuem as características dos 7j4. • • /lábio:ia, lançados de **SÓe eni:OntrinfirSe disponíveis para efetivação de recalculo, • - ' contorne Deffunistrativó de Pagamentos Alocados na Analise da Impugnação, às fls. ▪ : „Js • A interessada mão solicitou Retificação de DCIF, :relativo ao 4° trimestre de 1998: . • Mediantir processo, isOs moldes previstos no inciso XL art.' da IN SRF n° 45 dei::: 'Az'', 05.1757 1998, diu há forma prevista na IN SRF re 255 de 11.12.2002, conforme pesquisas 'às fls. 44/45; antes drieMiSião do auto de infração, ' -4 '. • - , • 'Pari Subsidiar á analise da presente impugnação, foi juntado (sic) a Relação de Deeleraftret .Coritribuiçães -e Tributos Federais, o Resumo Geral de Débitos e: - • Criditair da DCTFe consitha da DIPJ, relativo leCOFINS de 1998, fls. 45 a 56." ' 4ti'roferida a Decisão Pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília • - DF, que julgou- :o lançamento procedente •ern parte, não concordando com o resultado, a . ;:contribisinitaptesentou recueis voliintári6, no qual alega que o crédito tributário não cancelado '. • . • • refere-se equivoco • da preenchimento de :DCTF. Isso prcjue e débito :correspondente foi • ' - - doa-anulo em duas DCITs, tnna senelO onal-e a outra-- coMplementar (fis. 95 a 114). . 'Afirma, ainda; á recorrente que as informações foram devidamente prestadas em ...-• ▪ :ta DIPJ de 1999, nue- junta ao mcurso (fl. 116). Que (sic) "Vale lembrar que quando foi feito a : • DC7F cornpk.mentar. , em 1998 o programa da Receita Federal não disponibiliurva „a DCTP". . • .. • • : • -'.retijloadora (versão 60)" •• • - • • • •-•,;„ _ , Muito ambOnt a FisCalização tenha sido _ capaz, de_ apontar ir:formar/5es coincidentes nas DCTF original e complementar da contribuinte, baseada nos documentos de lis • " •4.9 C SÓ, ao -confrontar .as informações com a DIP1 (fis. 51 •.i 56), na qual está declarado • •• exatarisaite o valõr devido (a Fiscaliz' ação em momento algum refittou os dados constantes da :3 : _ linziton-se a 'afinam rine a contribuinte não solicitou retificação de DCTF mediante , _ , - processo ou na forma prevista pela •INSRF 255/2001 • " _ • - • Note-se que a legislação apontada no Despacho Decisório assim está disposta: ' • " • „ . . , . r, 5 - • . . . , _ • . • . . • •_ • : • • • ' a, CC-itif - - 'Ministério da Fazenda,#t SegAmdo Colmato de Contribuinbu - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES / t, CONFERE COM O ORIGINAL I • Preces.° ais . 10166.008474/2002-31 Brasilia. n l I 01- • '• • • • • iteõrdi•ii's 2024j7,32l " tv s'Iv Ca-tro , An. Et Os Pedidos 41 e altiraç.ão mas irtformaçoe,s--- " Prestadas Pelo contribuinte na DCTF,, .efetuados fora do prazo permitido para ia .entrega da declaração retsficadora, :serão . jonnalzzados por meio de: '- - .1-£?CTFEComplementannos:casoi prMittozno artigo interior; .‘- M- solicitação em processo adinnnsn-alwo. nos demais casos -. - „ s 40152F a' 255, de ti díeiimenthr.ir de 2002 ' < • '• • • t; - • • Art. 9*.g.")s pedidos de e:Itã-ação ri ras inforniações prestadas em -DC7'F. sao formalizados • 4.11: . - • por meio de DCTF rettficadora, mediante a apresentação de nova DCTF'slaborada , r • : .obserwincia das mesmas normas estabelecidos para a declaração' retificada. e §J04 DOF %mencionada mo capuz deste artigo tirvi a mesma natUreza da declaração ..t,3r,7:4 ' Originariamente apresentada, substituindo-a integralmente, e iervirá . Pira declarar » nervos débitos, aumentar ou reduzir Os valores de débitos :já informados ou efetivar- I : qualquer alteração nos créditos 'vinculados éM declarações antiriores. : • ". " 2* Não será aceita a retificação que tenha por objeto alterar os :débitos relativos a • 1 ....cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à -F;ocuradoria da Fazenda Nacional . , para inscrição como Divida Ativa da União, mos ecasas •ern -qué o pleito importe alteração - em relação aos quais o sujeito passivo tenha sido . intimado do início de procidirriento,t-::..F;trY , . . ,. . •' • -mista- ;que seja observado ique o impedimento de apresentação de DCTÉ •Retificadora d para que o contribuinte, por iniciativa própria, depois de iniciado o procedimento , ASC:g envie pelo sistema, alterando os dados esãálinclos.'r,ontUdO, nãOhkiitip" . ediniehto para,'e comprovando-sé que o recolhimento foi corretamente efetuado de *cerdo tom o realmente ." • devido e -que houve ca 'verdade erro de preawhiniento de DCTF, que a sitUação tática seja acatada pela Fiscali7ngo ec erro corrigido •de -.oficio. É razoável se pensar dessa forma, em ' ' . • obediência aos princípios insaidos na. Lei nt . 9.784/99, dentre os quais o da finalidade,.„. _ : : • razoabilidade, interesse público e eficiência. .• - • • :e: • "e : n' •••• • ' I : Se o auto de infração foi lavrado e, ePós apzeientação'. dos documentos pela •-, contribuinte, a FisCalização se encontrou em condições de efetuar a análise dos fatos, ao 'se • •nn'-': • deparar com uma dúvida, esta tem que ser et:Carecida antes de proferida uma decisão, sob paia . de cerceaniento de defesa. • : • • • • - de o rantniviiete não poda4g:sicesen • tar a DCIE itetificadosi não jiistifícá a • . : t• inatiüte—iição dl dúvida. A Fiscalização, ÓúWtiTõ Zeuffía l.ida Iii gidí hei õeiiàii quanto : • ' • ao débito para julgá-lo devido e poder cobrá-lo.' • . • _ .„ .• , : • . . - . .• , ._ „ . , •• • . „ . _ ". ; • - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES : 211/4CC-NIF— •• %Culinário da Fazenda CONFERE com O ORIGINAL . • ti. Segundo Concelho de Contribuintes . Btasina. 04 0- ' •• Processo ai 10166.008474/2002-31 • • - Recurso ai2 :: 132222 Ivana Cláudia Silva Castro z Siape 92135Acórdão : 202-17.521 'Atm Conforme D1P1 trazida aos .autos pela recorrente .(f1. 116), as valores :declarados • -para outubro, novembro e dezembro de 11998 a titulo de Cofias l(R$ 34.908,43, .R.5 32252,55 a . • " 1(5 44329,91, respectivamente), conferem com aqueles -declarados a sua DC17 ComPlemea deixando .evidenciado que, na verdade, a ,que bouve foi somente duplic.ação de,- • •' • • informação, sendo que pai o periodo de novembro a contribuinte utilizou-se da DCTF • , • Camplanentar; quando e coneto seria a 'Retificador*, de forma a registrar o decréscimo de tua - informação original. - - , y Desta forma, ao considerarque, se não foram refinadas pela SRF as informações - apresentadas ,:- • • "nfiresintOdas na DIP/ da contribuinte, verdadeiras são; ficando evidenciado que as informações ;•- • ' - troadas na DC17 Complementar fama ião-somente .duplicadas e, aquela relativamente ao •- "t • • perimido:te apuração de outubro de 1998, como passou de RS 32.272,56 para 1(5 32.252,55, ou .seja, o valor foi reduzido, foi informada em documento indevido: DCTF Complementar quando • As informações prestadas 'pelos contribuintes indiscutivelmente se prestam de • "•;•-•: s.;.„ , bise Pine o lançamento válido, mas não podem estar acima da verdade material, quando esta comprovadanente refletir -outra realidade. Nesse sentido, oportuno lembrar precedentes dos Conselhos de Contribuintes . • ". ed".~0 7 ERRO, NO PREENCHIMENTO al DECLARAÇÃO — Deve .4 2 . 7 • • I • -verdade material prevalecer sobre a formal, pelo que se demonstrado que o erro pelo - preenchimento da declaração provocou o lançamento, deve ser reconhecida a sita' , àtvalidade." (CSRF 42 0 1 1 - 8 5 4 , processo "nt 10920.000.270/91-1, ReL Afonso Celso , . ..Mattos Lourenço, sessão de 15 de-maio de 1995)1 ' •.. diaite de todo o acima exposto, superando-se a nulidade (art 59, § 32, do '-'4:7\.gc. Deareto -010.235/72), que poderia ser alegada relativamente ao auto de infração eletrônico, por não trai:erma :int bojo os requisitos necessários, de acordo coma art. 142 do C1N, bem cario da ,;1 1,:tc • . decido de 'primeira instância (ausênciade intimação do contribuinte da revisão de oficio); voto •••• no sentido dr • - 1- não conhecer do recurso de oficio; e -• • ti.; dar previtisnato no recurso voluntário, uma vez que a recorrente comprovou ' '•:•"••.-17:` -docunientalraieMe . inexistência de recolhimento de tributo, mas tão-somente aro de ' . • • ~imano de DC17, que deveria ter sido superado em sede de fiscalização. 'Sala de Sessões, em 08 de novembro de 2006. g' . - - , MARIA : I ' A MARTÍNEZLóPEZ .• • , _ , . _ • . ! '(ride 'Acórdão ne 108-07.418, sessão de II de jimbo de 2003. , • „ -„ . •, Page 1 _0012400.PDF Page 1 _0012500.PDF Page 1 _0012600.PDF Page 1 _0012700.PDF Page 1 _0012800.PDF Page 1 _0012900.PDF Page 1
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