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Numero do processo: 10580.722573/2010-48
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 30/11/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. PRO-LABORE DOS SÓCIOS. APURAÇÃO DOS PAGAMENTOS LEVADA A EFEITO COM BASE EM DOCUMENTAÇÃO APRESENTADA PELO CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES RESPECTIVAS. LANÇAMENTO. LEGALIDADE. Tendo em vista que o lançamento se deu com base nas informações de pagamentos efetuados a sócios, contribuintes individuais, constantes na contabilidade apresentada pela recorrente, deverá esta demonstrar mediante prova documental idônea, eventual equívoco nas informações prestadas. Em não existindo prova dos autos acerca do recolhimento das contribuições sobre os pagamentos efetuados, é de ser mantido o Auto de Infração.
COOPERATIVAS DE TRABALHO MÉDICO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não cabe ao CARF a análise de constitucionalidade da legislação tributária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.608
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 30/11/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. PRO-LABORE DOS SÓCIOS. APURAÇÃO DOS PAGAMENTOS LEVADA A EFEITO COM BASE EM DOCUMENTAÇÃO APRESENTADA PELO CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES RESPECTIVAS. LANÇAMENTO. LEGALIDADE. Tendo em vista que o lançamento se deu com base nas informações de pagamentos efetuados a sócios, contribuintes individuais, constantes na contabilidade apresentada pela recorrente, deverá esta demonstrar mediante prova documental idônea, eventual equívoco nas informações prestadas. Em não existindo prova dos autos acerca do recolhimento das contribuições sobre os pagamentos efetuados, é de ser mantido o Auto de Infração. COOPERATIVAS DE TRABALHO MÉDICO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não cabe ao CARF a análise de constitucionalidade da legislação tributária. Recurso Voluntário Negado.
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PROLABORE DOS SÓCIOS. APURAÇÃO DOS PAGAMENTOS LEVADA A EFEITO COM BASE EM DOCUMENTAÇÃO APRESENTADA PELO CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES RESPECTIVAS. LANÇAMENTO. LEGALIDADE. Tendo em vista que o lançamento se deu com base nas informações de pagamentos efetuados a sócios, contribuintes individuais, constantes na contabilidade apresentada pela recorrente, deverá esta demonstrar mediante prova documental idônea, eventual equívoco nas informações prestadas. Em não existindo prova dos autos acerca do recolhimento das contribuições sobre os pagamentos efetuados, é de ser mantido o Auto de Infração. COOPERATIVAS DE TRABALHO MÉDICO. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não cabe ao CARF a análise de constitucionalidade da legislação tributária. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 25 73 /2 01 0- 48 Fl. 377DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 02/07/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 02/07/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10580.722573/201048 Acórdão n.º 2402003.608 S2C4T2 Fl. 378 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por CENTRO MÉDICO CASSEB LTDA, em face do acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.249.1324, lavrado para a cobrança de contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados contribuintes individuais (sócios), a título de pro labore, registrados na conta 008417 "Honorários de Diretoria" do livro Razão de 2006, respeitado o limite máximo de salário de contribuição, bem como para a cobrança da contribuição a cargo da empresa de 15% (quinze por cento), incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe foram prestados por cooperados, intermediados por cooperativa médica (COPERMED). O lançamento compreende o período de 01/2006 a 11/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 18/03/2010 (fls. 02). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância, a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que todos os valores de contribuições dos sócios foram devidamente recolhidos e informados em GFIP; 2. que os pagamentos de contribuições sobre notas fiscais das cooperativas também foram devidamente recolhidos, a exceção dos valores pagos á MEDIALCOP, que possui decisão judicial proferida nos autos do Mandado de Segurança n. 2001.61.00.0104323, proibindo os tomadores de efetuaram a retenção do valor de 15% sobre as suas notas fiscais de prestação de serviços. 3. é inconstitucional a cobrança da contribuição de 15% sobre o valor das notas fiscais de cooperativas; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 379DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 02/07/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente, cumpre asseverar que a recorrente juntou aos autos uma série de guias de pagamentos, as quais demonstram o pagamento das contribuições sociais incidentes sobre o prólabore dos sócios, contribuintes individuais. Todavia, ao analisar referidas guias, não vejo outra solução possível senão adotar o entendimento já apontado pela DRJ, quando do julgamento da impugnação. É que referidas guias não detém correlação com os valores do prólabore dos contribuintes individuais objeto do lançamento, tendo em vista que todas já foram apropriadas quando da ação fiscal ora sob análise, conforme atesta o próprio relatório fiscal. Ademais, assim se manifestou o v.a acórdão de primeira instância. Confira se: Do exame das guias de recolhimento trazidas aos autos, observase que as mesmas já foram aproveitadas pela fiscalização quando da lavratura do presente AI. As referidas guias encontramse elencadas no RDA – Relatório de Documentos Apresentados, estando as suas apropriações demonstradas no Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados RADA. Logo, os documentos apresentados pelo contribuinte no momento da impugnação não causam reflexo algum no presente crédito constituído, devendo este ser mantido. Já no que se refere a cobrança das contribuições incidentes sobre a notas fiscais de serviços prestados por cooperativas médicas, melhor sorte não aufere o contribuinte. É que o presente lançamento somente engloba as notas fiscais das empresas COOPERMED COOPERATIVA MÉDICA e COPAS COOPERATIVA DE ASSISTÊNCIA A SAÚDE. No presente lançamento não constam as notas fiscais da empresa MEDIALCOP, perante a qual a recorrente sustenta não deter a obrigação de retenção e pagamento do percentual de 15%, em decorrência do citado Mandado de Segurança. No mais, quanto as alegações de que a a tributação de 15% é inconstitucional, tenho que nenhuma delas pode ser analisada por este Eg. Conselho, em respeito competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, Fl. 380DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 02/07/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10580.722573/201048 Acórdão n.º 2402003.608 S2C4T2 Fl. 379 5 conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 381DF CARF MF Impresso em 04/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 02/07/20 13 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 19515.004339/2010-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
INTEMPESTIVIDADE.
Não se conhece do recurso voluntário apresentado após o transcurso do prazo de 30 dias da ciência da decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 1302-001.118
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
EDUARDO DE ANDRADE - Presidente.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente), MARCIO RODRIGO FRIZZO, CRISTIANE SILVA COSTA, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR e GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA.
.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece do recurso voluntário apresentado após o transcurso do prazo de 30 dias da ciência da decisão de primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. EDUARDO DE ANDRADE Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente), MARCIO RODRIGO FRIZZO, CRISTIANE SILVA COSTA, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR e GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA. . Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 43 39 /2 01 0- 93 Fl. 316DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 7/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Versa o presente processo sobre recurso voluntário interposto pelo contribuinte em face do Acórdão n˚ 0426.764 da 2ª Turma da DRJ/CGE, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Anocalendário: 2007 ARBITRAMENTO DO LUCRO PELA FISCALIZAÇÃO. É motivo de arbitramento do lucro da empresa pela fiscalização, quando o contribuinte em procedimento de ofício deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal devidamente intimado a fazêlo, principalmente quando intimado por diversas vezes, caracterizando o arbitramento, como o último recurso possível para a conclusão dos trabalhos fiscais. Impugnação Improcedente A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 07/08/2012 (vide termo a fls. 280) e interpôs recurso voluntário em 18/10/2012, no qual alega as seguintes razões de defesa: a) que a Fiscalização valeuse da não entrega de documentos contábeis e fiscais e da suposta imprestabilidade da escrituração da Recorrente para justificar o arbitramento do lucro a ser tributado, fundamentando no artigo 530, II, “b” e lll do RIR/99; b) que a Fiscalização preferiu aplicar o arbitramento de lucro com a intenção de penalizar a Recorrente e não como sistemática de tributação; c) que os cruzamentos efetuados a partir de obrigações acessórias da Recorrente como ferramenta para a constituição do crédito tributário revela que, no mínimo, a escrituração da Recorrente não era imprestável, tanto que a partir dela foram cumpridas as obrigações acessórias que fundamentaram o auto de infração aqui combatido; d) que o lucro arbitrado só pode ser considerado quando não for possível, sob nenhuma hipótese, apurar o lucro tributável com base nas informações prestadas pelo contribuinte; e) que ciente da receita tributável da Recorrente, apurada por meio de documentação fiscal tomada como suficiente, a Fiscalização deveria ter apurado o lucro tributável pela sistemática do lucro presumido; f) que, se a própria Fiscalização reconhece que havia documentação demonstrando as receitas do período, conforme relatado no Termo de Verificação Fiscal e, em momento algum, demonstra ter afastado tal documentação, ao contrário, essa documentação foi utilizada para apuração do lucro arbitrado, perguntase: qual a razao para nao ter sido apurado o lucro da Recorrente pela sistemética do lucro presumido? A resposta é evidente: o que pretendeu a Fiscalização, ao adotar o lucro arbitrado, foi punir a Recorrente pela não apresentação de parte da documentação solicitada; g) que, acerca do PIS e da COFINS, a Fiscalização cometeu um equívoco ao se basear na sistemática cumulativa no cálculo dos correspondentes créditos tributários, pois a Recorrente adota o regime de apuração pelo lucro real, o que era de conhecimento da Fiscalização, conforme expressamente mencionado no Termo de Verificação Fiscal; h) que considerando que os créditos tributários exigidos no presente processo, referentes ao IRPJ, CSLL, PIS e à Cofins são ilíquidos e incertos, vez que para seu cálculo foi utilizada sistemática incompatível com a situação fática, a recorrente aguarda que esse E. Carf reforme a decisão recorrida e consequentmente cancele os autos de infração; Fl. 317DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 7/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.004339/201093 Acórdão n.º 1302001.118 S1C3T2 Fl. 317 3 i) que ofende a legalidade a exigência dos juros de mora calculados à taxa Selic sobre a multa de ofício. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. Conforme Termo de Ciência por Decurso de Prazo a fls. 280, o acórdão recorrido foi disponibilizado na caixa postal da recorrente em 23/07/2012, sendo assim, dele considerada cientificada em 07/08/2012, por força do disposto no art. 23, § 2º, III, do Decreto 70235/72. Logo, se a contribuinte foi cientificada do acórdão recorrido em 07/08/2012, o recurso voluntário apresentado em 18/10/2012 é intempestivo, razão pela qual dele não conheço. Em face do exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário do contribuinte. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 318DF CARF MF Impresso em 24/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 7/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10480.012902/2001-86
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 31/03/1996 a 31/08/2000
AUTO DE INFRAÇÃO. PIS. DILIGÊNCIA. CONSTATAÇÃO DE LANÇAMENTO A MAIOR.
Deve ser exonerado do auto de infração o valor do crédito tributário lançado a maior.
Numero da decisão: 3401-002.219
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário interposto.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Fernando Marques Cleto Duarte e Ângela Sartori.
Matéria: Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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PIS. DILIGÊNCIA. CONSTATAÇÃO DE LANÇAMENTO A MAIOR. Deve ser exonerado do auto de infração o valor do crédito tributário lançado a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário interposto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Fernando Marques Cleto Duarte e Ângela Sartori. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 01 29 02 /2 00 1- 86 Fl. 572DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 24 /05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado em 07/01/2001 (fls.04/07), pelo qual é exigida diferença de PIS não declarado e não pago relativo ao período de janeiro e fevereiro de 1996 a agosto de 2000, que somado a juros e multa proporcional totaliza a exigência no valor de R$ 127.402,86. Ocorre que os períodos lançados estavam com pedido de compensação sendo apreciado em outros processos administrativos, com fundamento em processo judicial. Assim, na primeira apreciação deste processo pelo então Segundo Conselho de Contribuinte, o julgamento foi convertido em diligência com a seguinte motivação: “A recorrente informa que protocolou o Processo Administrativo nº 13406.000111/9819 vinculado à Medida Cautelar Inominada nº 98.00177280 para informar que havia logrado êxito em pedido judicial, e que o Fisco cumprisse sua parte na demanda, operacionalizando a suspensão da exigibilidade dos créditos informados nas DCTF’s, na forma da medida judicial concedida. A fiscalização, por seu turno, afirma (fl. 04) que o contribuinte formalizou o Processo nº 13406.000111/9819 solicitando a compensação de crédito da contribuição para o PIS com débitos do PIS decorrente da Medida Cautelar Inominada nº 98.00177280. Informa, ainda, a fiscalização que a empresa já havia formalizado o Processo nº 104080.00187/9532 (digitado pela fiscalização com algum erro) onde solicita a compensação de crédito de PIS decorrentes do Mandado de Segurança nº 90.994 4. Como se vê, o processo em julgamento depende diretamente da solução dada nos Processos nºs 13406.000111/9819 e 104080.00187/9532. Já manifestei em outros julgamento semelhantes meu voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem, a fim de que a mesma aguarde o julgamento final dos processos administrativos que com este tenha dependência, para posteriormente retornarem os autos a este Colegiado, juntamente com o respectivo processo apensado, ou, em sendo o caso, cópia da decisão final naquele processo. Logo após a conclusão dos mencionados processos, se for o caso, deverão ser elaborados os demonstrativos de imputação, com observância das normas de regência, dandose ciência ao contribuinte, para que se assim, o quiser, manifestarse sobre as conclusões da diligência no prazo de 30 dias”. Posteriormente, o Recurso foi analisado pela segunda vez e novamente foi convertido em diligência (fls.390/392), da seguinte forma: Fl. 573DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 24 /05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10480.012902/200186 Acórdão n.º 3401002.219 S3C4T1 Fl. 573 3 “Como restou decidido pelos Membros desta Câmara e com o objetivo de melhor instruir o feito, voto no sentido de converter novamente o julgamento do apelação voluntário em diligência. E tem a referida diligência o escopo a verificação, pela repartição de origem e de forma conclusiva, de ter a recorrente supostamente realizado de forma correta a compensação de valores do PIS, como judicialmente determinado, levandose em consideração o que determina o art. 6o, parágrafo único, da LC nº7/70(faturamento do sexto mês anterior), critério em que esbarra a discussão nos presente autos. Em porventura havendo saldo de crédito em favor da recorrente, devem os mesmos ser bloqueados até decisão final deste Colegiado. Outrossim, e como já anteriormente decidido (Resolução 203 00.562 – fls. 377/381), caberá à Fiscalização também informar qual a solução final dada aos Processos nºs 13406.000111/9819 e 10408.000177/9532”. Na Informação Fiscal relativa à segunda diligência (fls. 471/474), foi informado o recálculo do crédito e feita uma planilha na fl.473, a qual informa os valores relativos aos períodos do auto de infração que permanecem. Contudo, na informação consta que não foi possível averiguar o resultado dos dois processos administrativos que tratam da compensação. Na terceira análise do Recurso Voluntário destes autos, ficou consignado que os processos nº 10480.001877/9532 e 13406.000111/9819 estariam tramitando juntos e foram autuados sob o Recurso Voluntário nº 129.559. Com isso, o julgamento mais uma vez foi convertido em diligência (fls.477/479), a fim de que fosse sobrestado o presente processo, ora analisado, até o julgamento do Recurso Voluntário nº 129.559. Em cumprimento à diligência, foi juntada a estes autos a cópia do acórdão do Embargo de Declaração do processo que tratava das compensações. Nesse último acórdão foram aplicados efeitos infringentes ao Acórdão que julgou o Recurso Voluntário nº 129.559, dandose parcial provimento ao mencionado recurso, a fim de que os créditos da Contribuinte fossem calculados com os seguintes critérios: “(...) deve a fiscalização, após a determinação dos valores pagos a maior com base nos decretosleis inconstitucionais, em relação que era devido com base na LC nº 7/70, segundo o critério da semestralidade, conforme a Súmula nº 11, supratranscrita, relativamente ao período de 01/01/1990 a 29/02/1996, atualizá los até o momento de realização de cada compensação, conforme coeficientes constantes da Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar nº 8, de 27/06/97, devendo aplicar a taxa Selic a partir de 01/01/96, nos termos do art. 39, §4o, da Lei nº 9.250/95. Fl. 574DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 24 /05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 4 Na determinação dos créditos a compensar nos presentes autos devese descontar os valores já compensados pela empresa nos anos de 1993 e 1994, conforme informado pela mesma no documento de fls. 47/48, após verificada a sua efetividade. Os crédito remanescentes devem ser utilizados para quitação dos débitos de PIS e COFINS compensados pela recorrente até o seu esgotamento, observandose as implicações deste procedimento nas cartas expedidas para cobrança dos valores confessados em DCTF, bem como nos autos de infração objeto dos processo nºs 10480.012902/200286 e 10480.012903/200121”. (grifo nosso) Na Informação Fiscal de fl.554, está relatado que na Informação Fiscal da segunda diligência (fls. 471/474) já se haviam aplicados os critérios definidos no processo de compensação. Conforme despacho de fl. 570, a Contribuinte já foi intimada do resultado da diligência. Nos autos não consta manifestação da Recorrente quanto à última diligência. É o Relatório. Voto Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça A presença dos requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário foi constada nas análises anteriores e ele foi conhecido. Portanto, devese dar prosseguimento à apreciação do mérito. Conforme já resumido no relatório, o auto de infração que originou este processo está atrelado aos pedidos de compensação dos processos nºs 10480.001877/9532 e 13406.000111/9819, que, ao final, foram reunidos no processo 13406.000111/9819, para análise do Recurso Voluntário nº 129.559. No julgamento do processo de compensação, ficou definido o critério de análise do crédito, o qual gerou reflexos neste processo, por alterar o cálculo do valor lançado, já que o processo de lançamento trata de períodos constantes no processo de compensação. O critério de cálculo foi utilizado pela autoridade fiscal na Informação Fiscal de fls. 471/474. Nessa Informação Fiscal, a contribuição lançada foi recalculada, com base nos critérios definidos no processo de compensação, chegandose à conclusão de que remanesceram os seguintes valores a serem exigidos da Recorrente, conforme tabela de fl.473: Fl. 575DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 24 /05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 10480.012902/200186 Acórdão n.º 3401002.219 S3C4T1 Fl. 574 5 Como não houve manifestação da Recorrente contestando o novo cálculo da autoridade fiscal, entendese que eles estão corretos. Sendo assim, devemse manter os valores originais mencionados na tabela acima, acrescidos de multa e juros. Ex positis, dou provimento parcial ao Recurso Voluntário interposto, para que o auto de infração seja recalculado, fazendose a exigência somente dos valores constantes na tabela transcrita acima, os quais devem ser acrescidos de juros e multa. É como voto. Jean Cleuter Simões Mendonça Relator Período de Apuração Valor Original 12/1999 R$ 12.030,89 01/2000 R$ 2.467,20 02/2000 R$ 1.292,47 03/2000 R$ 1.829,34 07/2000 R$ 2.119,66 08/2000 R$ 16,51 Fl. 576DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 24 /05/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
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Numero do processo: 16637.000016/2007-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2004
DECADÊNCIA
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou
inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo,
portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
VALE TRANSPORTE
A Advocacia Geral da União publicou em 08/12/2011 a Súmula 60, que
declarou que não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale
transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2302-002.617
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, devendo ser excluídas do lançamento as obrigações tributárias relativas ao auxílio transporte, bem como as obrigações tributárias relativas aos fatos geradores ocorridos nas competências atingidas pela decadência, de acordo com o relatório e voto que acompanham o presente julgado. O Conselheiro Leonardo Henrique Lopes Pires acompanhou pelas conclusões.
Nome do relator: Adriana Sato
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camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2004 DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. VALE TRANSPORTE A Advocacia Geral da União publicou em 08/12/2011 a Súmula 60, que declarou que não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
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decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, devendo ser excluídas do lançamento as obrigações tributárias relativas ao auxílio transporte, bem como as obrigações tributárias relativas aos fatos geradores ocorridos nas competências atingidas pela decadência, de acordo com o relatório e voto que acompanham o presente julgado. O Conselheiro Leonardo Henrique Lopes Pires acompanhou pelas conclusões.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2110; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 905 1 904 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16637.000016/200751 Recurso nº 246.848 Voluntário Acórdão nº 2302002.617 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2013 Matéria Remuneração de Segurados: Parcelas em Folha de Pagamento Recorrente UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2004 DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. VALE TRANSPORTE A Advocacia Geral da União publicou em 08/12/2011 a Súmula 60, que declarou que não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, devendo ser excluídas do lançamento as obrigações tributárias relativas ao auxílio transporte, bem como as obrigações tributárias relativas aos fatos geradores ocorridos nas competências atingidas pela decadência, de acordo com o relatório e voto que acompanham o presente julgado. O Conselheiro Leonardo Henrique Lopes Pires acompanhou pelas conclusões. Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva – Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 63 7. 00 00 16 /2 00 7- 51 Fl. 9DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 de turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. Relatório Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2004 Data de lavratura da NFLD: 14/12/2005. Data da ciência da NFLD: 14/12/2005. Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito cuja ciência da Recorrente ocorreu em 14/12/2005. De acordo com o Relatório Fiscal de fls.194 e seguintes constituem os fatos geradores da presente NFLD: valores pagos a contribuintes individuais — pessoas físicas que prestaram serviços para a Universidade nas competências de 01/1999 a 11/2004 e que não foram relacionadas nas guias de recolhimento do FGTS e informações a Previdência Social GFIP; e valores pagos a contribuintes individuais — pessoas físicas que prestaram serviços para a universidade nas competências de 08/2004 a 10/2004 e que foram relacionados nas Guias de Recolhimento do FGTS e informações a previdência SocialGFIP; contribuições previdenciárias devidas incidentes sobre os valores pagos à Cooperativa de Trabalho da Indústria e Comércio da Zona Sul Ltda. — CNPJ 02.450.919/000102, por serviços prestados á Universidade nas competências de 03/2000 a 10/2002; diferenças de juros incidentes sobre recolhimento de contribuições previdenciárias, efetuados após o prazo legal estabelecido, nas competências de 06/1999 a 12/2001; diferenças de contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas a segurados empregados vinculados ao Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, declaradas nas guias de recolhimentos do FGTS e de informações da previdência Social – GFIP relativas ao período de 01/1999 a 10/2003; contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos em espécie a título de Auxílio transporte, código de rubrica 951, relativa ao período de 01/1999 a 10/2003. Contribuições incidentes sobre 13°salário pago em rescisão de contrato de trabalho. Todos pagos a professores substitutos contratados em observância à Lei n. 8.74511993 cujos' valores foram informados nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social — GFIP; diferenças de contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas a Médicos Residentes, cujos valores foram informados nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência SocialGFIP, relativas ao período de 01/2004 a 05/2004; Fl. 10DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16637.000016/200751 Acórdão n.º 2302002.617 S2C3T2 Fl. 906 3 contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos á segurados empregados contratados como safristas para executarem serviços no Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça — CAVG, não declarados nas Guias de Recolhimento do FGTS e informações a Previdência Social, relativas ao período de 02/2000 a 12/2003; contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos em espécie a título de Auxíliotransporte, código de rubrica 951, relativas ao período de 01/1999 a 11/2004. Contribuições incidentes sobre 13° salário pago em rescisão de contrato de trabalho. Todos pagos a professores substitutos, contratados em observância à Lei n. 8.745/1993 cujos valores não foram informados nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social — GFIP; diferenças de contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas a Médicos Residentes, cujos valores foram informados nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social — GFIP, relativas ao período de 01/1999 a 12/2003; contribuições previdenciárias devidas incidentes sobre a comercialização de produtos adquiridos junto a produtores rurais pessoas físicas – segurados especiais, competências 03/1999 a 11/2004. Os documentos analisados pela fiscalização para apuração do débito foram: folhas de pagamentos, folhas SIAPE, registros contábeis, fichas financeiras, recibos de pagamentos, rescisões de contratos, GFIP, notas de empenho e contrato de prestação de serviços. A recorrente apresentou impugnação, alegando em síntese: nulidade por erro material; ilegitimidade passiva; cerceamento de defesa (prazo exíguo); não foram obedecidos os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, incompleta descrição dos fatos; juros abusivos; inconstitucionalidade da Selic; requerimento de perícia. Às fls. 612/615, a seção de fiscalização solicitou a emissão de relatório fiscal complementar, que foi juntado às fls.618. A Recorrente foi cientificada do Relatório Fiscal Complementar e apresentou impugnação, acrescentando às alegações da primeira impugnação que o Relatório Fiscal Complementar não discriminou pormenorizadamente os fatos geradores. Fl. 11DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 A DN julgou o lançamento procedente e a recorrente interpôs recurso que motivou uma diligência fiscal para a fiscalização esclarecer alguns prestadores de serviços. A informação fiscal foi juntada a fl. 787 e foi aberto prazo para recorrente manifestarse. A Recorrente manifestouse fora do prazo determinado. A DN julgou o lançamento procedente em parte. A Recorrente inconformada interpôs recurso voluntário com as mesmas alegações. Na sessão de julgamento realizada em 07 de fevereiro de 2012, esta 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF deu provimento parcial ao Recurso Voluntário interposto, no termos do Acórdão n° 230202.616 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, a fls. 891/894. A ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional opôs Embargos de Declaração, a fls. 898/900, em face do Acórdão acima referido, ao fundamento de omissão no que se refere ao fato de a Relatora não ter considerado a inexistência de recolhimento em algumas das competências declaradas como decaídas pela Turma dentro dos levantamentos DG1 e ND1, aplicando, de forma generalizada o art. 150, §4º do CTN para todas as competências contidas nos levantamentos DG1 e ND1. Argumenta, ainda, a PGFN que o acórdão também contém omissão no tocante ao fato de não ter sido verificado qualquer recolhimento referente ao levantamento DAL, motivo pelo qual deveria ser aplicado a este levantamento a forma de contagem do prazo decadencial previsto no art. 173, I, do CTN, conforme tese esboçada pela Relatora e não o art. 150, §4º do mesmo Codex. Os embargos acima referidos foram acolhidos em parte, exclusivamente para que a turma apreciasse e julgasse qual o regime jurídico a ser observado em relação ao Levantamento ND1, tão somente nas competências fevereiro, março, agosto e outubro de 2000, nos exatos termos propostos no Despacho 230200.039 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária, de 24/06/2013, a fls. 902/904. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator ad hoc. Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo a análise das questões suscitadas. Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Fl. 12DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16637.000016/200751 Acórdão n.º 2302002.617 S2C3T2 Fl. 907 5 Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. Fl. 13DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim sendo, independente de meu entendimento pessoal sobre a matéria, manifestado em meus votos anteriores, inclinome à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. Compulsando os autos, verificamos que o lançamento tributário aviado na NFLD ora em debate foi levado à ciência do Sujeito Passivo em 14 de dezembro de 2005, conforme consignado na folha de rosto da NFLD a fl. 01 dos autos. A questão referente ao regime jurídico atávico à decadência, à luz que dimana da Súmula Vinculante nº 8 do STF, pode ser examinada segundo duas teses predominantes: a) Pelo art. 173, I do CTN, o lançamento em questão alcançaria com a mesma eficácia constitutiva todos os fatos geradores ocorridos a contar da competência dezembro/1999, inclusive. b) Pelo art. 150, §4º do CTN, o lançamento em questão alcançaria com a mesma eficácia constitutiva todos os fatos geradores ocorridos a contar da competência dezembro/2000, inclusive. Como visto, a incidência da norma jurídica assentada em um ou em outro dispositivo legal fará diferença, tão somente, em relação aos fatos geradores ocorridos nas competências de dezembro/1999 até novembro/2000. Para as demais competências, será irrelevante. Segundo o entendimento dominante nesta 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, a sujeição ao regime inscrito no art. 150, §4º ou no art. 173, I, ambos Fl. 14DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16637.000016/200751 Acórdão n.º 2302002.617 S2C3T2 Fl. 908 7 do CTN depende, visceralmente, da existência ou não de recolhimentos antecipados relativos a cada rubrica nas competências de dezembro/1999 até novembro/2000. De fato, compulsando os autos, examinando detalhadamente o Discriminativo Analítico de Débito, a fls. 04/77, nesse horizonte temporal, verificamos que: a) Levantamentos CI e DG3: Todos os lançamentos referemse a fatos geradores ocorridos após novembro/2000, não havendo que se falar, portanto, em decadência; b) Levantamentos CI1, CT, DG2, ND2 e PR2: Não constam registros de recolhimento antecipado em nenhuma das competências lançadas entre dezembro/1999 e novembro/2000, circunstância que implica a incidência do preceito encartado no inciso I do art. 173 do CTN a todo o período acima citado; c) Levantamentos DG1, DAL e ND3, tendo em vista o pagamento parcial antecipado em todas as competências lançadas entre dezembro/1999 e novembro/2000, a regra a ser aplicada é a do artigo 150, §4° do CTN, a todo o período suso referido. d) Levantamento ND1: Constam registros de recolhimento nas competências abril, maio, junho, julho e setembro do ano 2000, circunstância que implica a incidência do preceito encartado no §4º do art. 150 do CTN às competências acima mencionadas, e o regime jurídico inscrito no art. 173, I do CTN às competências fevereiro, março, agosto e outubro de 2000. Merece ser conhecido de oficio, no que diz respeito à rubrica DG2, referente às contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos em espécie a título de auxílio transporte, código de rubrica 951, relativas ao período de 01/1999 a 11/2004, a aplicação da Súmula da AGU publicada em 08/12/2011: Súmula 60 da Advocacia Geral da União Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba. Assim, no que tange a rubrica DG2, deve ser excluído do lançamento a cobrança relativa ao auxilio transporte, devendo permanecer a cobrança dessa mesma rubrica DG2 no que tange às demais verbas (13º pagos em rescisão a professores substitutos). No que se refere aos reduzidos prazos para apresentação de defesa, vale reafirmar que pelo princípio da legalidade estrita não pode o agente público, tampouco o julgador administrativo, afastar os preceitos legais e regulamentares que estabelecem os referidos lapsos temporais (arts. 293 e 305 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99). Fl. 15DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Razão também não assiste à Recorrente no que tange à nulidade por erro material, haja vista que as relações jurídicas decorrentes da Medida Provisória 258/2005 conservaramse por ela regidas (Constituição Federal, art. 62, §11), tendose como plenamente válidos todos os atos praticados pela Receita Federal do Brasil na vigência da Medida Provisória 258/2005, por não ter sido editado Decreto legislativo. No que tange à alegação de ilegitimidade passiva, temos que as fundações e autarquias, como entidades de direito público, têm orçamentos próprios, já que dotadas de autonomia financeira e administrativa, sendo que o conceito legal de fundação pública encontrase insculpida no art. 50, inciso IV, do DecretoLei 200/67. Além disso a Lei 8.212/91, em seu artigo 15, equipara os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional à empresa, para fins de pagamento das contribuições sociais. Assim, a Universidade Federal de Pelotas, fundação de Direito Público, é dotada de personalidade jurídica, com autonomia administrativa e financeira, conforme preceitua o art. 1° do seu próprio Regimento. Os fatos geradores foram discriminados no relatório fiscal e, diferentemente do que alega a Recorrente, foram pormenorizados no relatório Fiscal Complementar. A manifestação da recorrente no que tange á desconsideração dos segurados obrigatórios que são aposentados da Entidade, a mesma não merece ser analisada haja vista que foi intempestiva. O indeferimento da perícia foi devidamente fundamentado na DN, não assistindo razão à recorrente no que tange ao pedido, haja vista que os documentos utilizados para aferir o débito foram elaborados pela própria recorrente. Insurgese a recorrente contra a aplicação da taxa SELIC ao argumento de que seria ilegal. Registrese, porque importante, que a legislação de regência, sobretudo a Lei nº 8.212/91, afasta literalmente os argumentos erguidos pelo recorrente. De fato, as contribuições sociais arrecadadas estão sujeitas à incidência da taxa referencial SELIC Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do artigo 34 da Lei nº 8.212/91: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) A propósito, convém mencionar que o Segundo Conselho de Contribuintes aprovou a Súmula nº 03, nos seguintes termos: Fl. 16DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16637.000016/200751 Acórdão n.º 2302002.617 S2C3T2 Fl. 909 9 SÚMULA Nº 3 É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais. Nesse contexto, correta a aplicação da taxa SELIC como juros de mora, com fulcro no artigo 34 da Lei nº 8.212/91. Nesse contexto, pugnamos pelo acolhimento dos Aclaratórios, reconhecendo a contradição involuntária de que padece o Levantamento ND1 quanto à aplicação do critério de decadência adotado por esta Turma Ordinária no julgamento de 07/02/2012, e plasmado no Acórdão nº 2302001.616, para ratificar nas competências em que se apurou recolhimento antecipado de contribuições previdenciárias (abril, maio, junho, julho e setembro de 2000) a sujeição às disposições inscritas no art. 150, §4º do CTN, com consequente exclusão do lançamento, e para fazer incidir em relação aos fatos geradores ocorridos nas competências fevereiro, março, agosto e outubro de 2000 o preceito inscrito no art. 173, I do CTN, devendo estas serem mantidas no lançamento, eis que não alcançadas pela decadência. CONCLUSÃO Por todo exposto, CONHEÇO do Recurso Voluntário para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO PARCIAL, devendo ser excluídas do lançamento as obrigações tributárias relativas ao auxílio transporte, lançado mediante o levantamento “DG2CDT após 1999 – declarado”, assim como as obrigações tributárias relativas aos fatos geradores ocorridos nas competências atingidas pela decadência, conforme se vos seguem: a) Levantamentos CI1, CT, DG2, ND2 e PR2: extinto o crédito tributário referente a todas as obrigações tributárias relativas às competências anteriores a dezembro/1999, exclusive, em atenção ao preceito encartado no inciso I do art. 173 do CTN; b) Levantamentos DG1, DAL e ND3, extinto o crédito tributário referente a todas as obrigações tributárias relativas às competências anteriores a dezembro/2000, exclusive, em louvor à norma tributária inscrita no art. 150, §4° do CTN; c) Levantamento ND1: extinto o crédito tributário referente às obrigações tributárias correspondentes aos fatos geradores ocorridos nas competências anteriores a dezembro/1999, exclusive, bem como nas competências abril, maio, junho, julho e setembro de 2000, em atenção ao regime previsto nos artigos 150, §4º do CTN. É como voto Fl. 17DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 Arlindo da Costa e Silva, relator ad hoc. Fl. 18DF CARF MF Documento de 10 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.1019.15078.2QA8. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ARLINDO DA COSTA E SILVA em 25/07/2013 10:36:10. Documento autenticado digitalmente por ARLINDO DA COSTA E SILVA em 25/07/2013. Documento assinado digitalmente por: LIEGE LACROIX THOMASI em 26/07/2013 e ARLINDO DA COSTA E SILVA em 25/07/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 03/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP03.1019.15078.2QA8 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 5F6A0B6288461CDB53F057F62A43B553A3FB5E07 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 16637.000016/2007-51. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10314.009404/2004-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Período de apuração: 05/07/1991 a 13/08/1992
BEFIEX. COMPROVAÇÃO DO COMPROMISSO DE EXPORTAR. Para fins de comprovação do compromisso de exportar, assumido pela contribuinte no programa BEFIEX, devem ser consideradas as exportações realizadas para países integrantes da ALADI quando não restar comprovada a efetiva utilização da redução tarifária prevista no APTR nº. 4
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 3202-000.763
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza, Octávio Carneiro Silva Corrêa e Leonardo Mussi da Silva.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza, Octávio Carneiro Silva Corrêa e Leonardo Mussi da Silva.
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COMPROVAÇÃO DO COMPROMISSO DE EXPORTAR. Para fins de comprovação do compromisso de exportar, assumido pela contribuinte no programa BEFIEX, devem ser consideradas as exportações realizadas para países integrantes da ALADI quando não restar comprovada a efetiva utilização da redução tarifária prevista no APTR nº. 4 Recurso Voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza, Octávio Carneiro Silva Corrêa e Leonardo Mussi da Silva. Relatório A empresa DU PONT PIGMENTOS LTDA, incorporada em 29/10/1999 pela DU PONT DO BRASIL S.A, por meio das DI relacionadas às fls. 23/24, submeteu a despacho aduaneiro bens de capital novos, com base no Programa Especial de Exportação – BEFIEX. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 00 94 04 /2 00 4- 11 Fl. 2472DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.473 2 Os compromissos assumidos pela empresa, bem como os benefícios que lhes seriam concedidos, foram estipulados mediante o Termo de Compromisso nº. 550/89 (fls.40/42), aditivado em 24/11/1995 (fl. 45), e o Certificado SDI/BEFIEX n.º 550/89 (fls. 43/44). Por meio de tais documentos, a contribuinte comprometeuse a exportar, durante o prazo de vigência do Programa BEFIEX, dióxido de titânio de sua fabricação, no valor FOB mínimo de US$ 22.000.000,00 (vinte e dois milhões de dólares), bem como a apresentar saldo global acumulado positivo de divisas, ao final do Programa, não inferior a US$ 15.093.700,00 (quinze milhões, noventa e três mil e setecentos dólares). À beneficiária foi assegurado importar, até o antepenúltimo ano do Programa BEFIEX, com redução de 90% do II, máquinas, equipamentos, aparelhos, instrumentos, materiais, e seus respectivos acessórios, sobressalentes e ferramentas novas, destinados a integrar o seu ativo imobilizado, em valor FOB até o limite máximo de U$ 6.506.200, 00 (seis milhões, quinhentos e seis mil e duzentos dólares). Em 04/10/1999, a Comissão BEFIEX, por meio do Ofício MDIC/SPI/BEFIEX nº. 94, informou à Receita Federal que havia encerrado o Programa, por adimplência contratual, e envioulhe a documentação para verificação fiscal e cambial (fl. 38). Conforme consta dos termos do Relatório Fiscal (fls. 18/37), a Fiscalização apurou que a totalidade das exportações apresentadas pela empresa, para efeito de adimplemento do compromisso assumido, era referente a produtos beneficiados por preferência tarifária, com base no Acordo de Preferência Tarifária Regional – APTR 04, subscrito em Montevidéu, em 27/04/84, englobando todos os países membros da ALADI. Em razão disso, todas as exportações apresentadas foram desconsideradas, visto que, nos termos do artigo 44 do Decreto nº. 96.760/88, para efeito do cumprimento dos compromissos de BEFIEX, não poderiam ser consideradas as exportações cujos produtos, na data da aprovação do programa, constassem de “listas comuns” de concessões tarifárias previstas no ACE BrasilArgentina ou quaisquer outras de mesma natureza que viessem a ser assinados no âmbito da ALADI e que se beneficiassem dessas concessões. Assim, o compromisso assumido foi considerado inadimplido, visto que : “1. Os saldos globais anuais de divisas foram nulos ou negativos no decorrer do programa. 2. O saldo global de divisas acumulado ao final do programa ficou negativo em US$ 6.506.222,00, muito aquém do limite mínimo de 50% do compromisso de US$25.600.000,00 necessário para a fruição do regime. 3. O compromisso de exportação, assumido no Termo de Aprovação e Aditivos no valor de US$38.000.000,00, não foi alcançado, tendo em vista a glosa do total das exportações” Diante de tais fatos, a autoridade fiscal, em 30/11/2004, lavrou Auto de Infração contra a empresa DU PONT DO BRASIL S/A (fls.03/37), para constituição do crédito tributário relativo a Imposto sobre a Importação e acréscimos legais, no valor total de R$ 5.524.170,65 . A contribuinte apresentou impugnação (fls. 401/407), alegando, em suma: Fl. 2473DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.474 3 que teria decaído o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário pretendido, uma vez que o tributo cobrado referiase a fatos geradores ocorridos entre os anos de 1991 e 1992; que as exportações realizadas eram destinadas às nações signatárias do ALADI, mas não houve a utilização de nenhum benefício por preferência tarifária nestas exportações. A fim de demonstrar que não houve o uso de qualquer benefício decorrente de acordo tarifário, juntou aos autos os documentos relativos às exportações glosadas pela fiscalização; que tais exportações não foram vinculadas a atos concessórios, pois não houve qualquer uso destes, e que tampouco foi indicado, na documentação de exportação, o Brasil como país de origem dos produtos, vez que a parcela nacional agregada ao produto final não foi suficiente para alterar a origem do produto, o que seria requisito imprescindível para a utilização de benefícios concedidos pela ALADI; que o próprio Estado, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, já reconheceu positivamente o integral atendimento dos compromissos outrora firmados pela impugnante; para o caso de eventual manutenção da referida exigência, requereu o ajustamento dos respectivos encargos e multas de mora. A DRJSão Paulo II/SP julgou procedente o lançamento efetuado (efl. 1.617/1.624), nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Importação II Período de apuração: 05/07/1991 a 13/08/1992 Ementa: BEFIEX. Nos termos do artigo 44 do Decreto 96.760/88, não são consideradas para efeito de cumprimento dos compromissos, as exportações de produtos que, na data da aprovação de Programa BEFIEX, constarem de “listas comuns” de concessões tarifárias previstas no Acordo de Complementação Econômica BrasilArgentina ou acordos da mesma natureza que vierem a ser assinados no âmbito da Associação LatinoAmericana de Integração ALADI e que se beneficiarem dessas concessões. Lançamento procedente Irresignada, em 12/01/2007 a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado (fls. 1.613/1.652), alegando, preliminarmente, a decadência do direito de a Fazenda constituir o crédito tributário pretendido, bem como vício na capitulação legal da conduta. Afirma que não houve subsunção dos fatos à norma legal, em razão da inexistência de qualquer vinculação entre os produtos exportados e os produtos descritos em "listas comuns" de concessões tarifárias, bem como da utilização concreta de qualquer tipo de concessão tarifária. Fl. 2474DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.475 4 No mérito, repisou os argumentos expendidos na peça impugnatória, alegando, em síntese: que o escopo do programa BEFIEX foi atingido, vez que tal programa proporcionou a exportação dos produtos industrializados pela contribuinte, gerando aumento da atividade econômica, com reflexo no nível de emprego e recolhimento de tributos, em função do efeito multiplicador da atividade promovida pelo acréscimo do faturamento da empresa. Assim, a recorrente teria atendia ao pressuposto básico do programa BEFIEX, tanto que o órgão responsável por sua supervisão considerou o acordo adimplido; que a autuação da Receita Federal é nula, por ter sido efetuada com desvio de poder, pois ao tentar descaracterizar o cumprimento do acordo, estaria violando a finalidade legal do Decretolei nº. 2.433/88, em completo desvirtuamento dos fins do programa BEFIEX; que a medida administrativa em questão ofende ao princípio da razoabilidade e da moralidade administrativa, tendo em vista que o contribuinte não realizou qualquer infração à legislação tributária, pelo contrário, auxiliou o governo brasileiro na obtenção de divisas cambiais; que não representa qualquer ofensa ao art. 44 do Decreto n.º 96.760/88 o fato de todas as exportações realizadas pela recorrente apresentarem como destino países integrantes da ALADI. O dispositivo legal impõe vedação às exportações constantes de “listas comuns” de concessões tarifárias; portanto, a simples exportação de produtos aos países signatários de concessões tarifárias não é motivo suficiente para embasar a desconsideração das correspondentes operações, para fins do BEFIEX; que, mesmo que se considere subsumido o fato à norma, com ofensa ao dispositivo legal acima citado, ainda assim devese observar que se trata de restrição não prevista no diploma legal de regência do BEFIEX (Decretolei nº. 2.433/88) e, portanto, inaplicável ao caso, por força do princípio da legalidade; que a relação jurídica entre a União e a recorrente encontrase pautada pelo Decretolei nº. 2.433/88 e que qualquer alteração nessa relação deveria ser precedida por ato de igual hierarquia, em obediência ao princípio da legalidade. Assim, o conteúdo normativo do art. 44 do Decreto nº. 96.760/88 extrapola o seu campo de atuação, na medida em que cria uma restrição ao uso e gozo dos benefícios do programa BEFIEX, tornandose inaplicável por ofender o próprio DecretoLei nº. 2433/88 e inconstitucional, por ofender o poder meramente regulamentar conferido ao chefe do Poder Executivo pelo inciso II do art. 81 da Constituição de 1967; e que, caso mantida a exigência do tributo, a multa e os juros de mora devem ser afastados, tendo em vista que a contribuinte não incorreu em mora, já que o fisco deveria constituir o crédito tributário, mas manter a sua exigibilidade suspensa, até que se desse a solução definitiva ao programa BEFIEX. Não há que se falar em mora, uma vez que o crédito tributário decorrente da incidência do II encontravase suspenso, por força da aplicação das disposições atinentes ao programa BEFIEX. Ao final, requereu a reforma da decisão a quo, para afastar a exigência fiscal. Fl. 2475DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.476 5 Em sessão de 01 de julho de 2000, esta Turma julgadora decidiu converter o julgamento em diligência, para que fossem oficiadas as autoridades aduaneiras estrangeiras nos países a que se destinaram os bens exportados, a fim de que fosse informada a existência de concessão e gozo de alguma preferência tarifária nas importações ali realizadas pela Du Pont (efl. 1.811/1.817). Cumprido o requerido, foi dada ciência do resultado da diligência à contribuinte, que apresentou manifestação (fls. 2.450/2.456). Após, retornaram os autos a este CARF, para proceder ao julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres , Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Trata o presente processo de crédito tributário constituído mediante Auto de Infração, lavrado contra a empresa DU PONT DO BRASIL S/A (fls.03/37), para exigência de Imposto de Importação e acréscimos legais pertinentes, no montante de R$ 5.524.170,65. A empresa supracitada foi beneficiada pelo Programa BEFIEX, o qual vigeu de 27/07/1989 a 31/12/1999, tendo a contribuinte assumido o compromisso de exportar, durante o prazo de vigência do Programa, dióxido de titânio de sua fabricação, no valor FOB mínimo de US$ 22.000.000,00 (vinte e dois milhões de dólares), bem como apresentar, ao final do Programa, saldo global acumulado positivo de divisas não inferior a US$ 15.093.700,00, computados os dispêndios cambiais a qualquer título. Em 04/10/1999, a Comissão BEFIEX informou à Receita Federal que havia encerrado o Programa, por adimplência contratual, e enviou a documentação àquele órgão para verificação fiscal e cambial (fl. 38). Observou a Fiscalização que, de acordo com as Relações das Exportações Vinculadas ao Programa BEFIEX, encaminhadas pela contribuinte à referida Comissão, a totalidade das exportações promovidas pela contribuinte se deu para países situados no âmbito da ALADI. Referidas exportações foram, então, desconsideradas em sua totalidade pela autoridade fiscal, ao entendimento de que se tratavam de exportações de produtos beneficiados por preferência tarifária, com base no Acordo de Preferência Tarifária Regional – APTR nº 04, contraindo, assim, as disposições contidas no art. 44 do Art. 44 do Decreto nº. 96.760, de 22 de setembro de 1.988, o qual assim dispõe: Art. 44. Não serão consideradas, para efeito do cumprimento dos compromissos, as exportações de produtos que, na data da Fl. 2476DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.477 6 aprovação de Programa BEFIEX, constarem de "listas comuns" de concessões tarifárias previstas no Acordo de Complementação Econômica BrasilArgentina ou acordos da mesma natureza que vierem a ser assinados no âmbito da Associação LatinoAmericana de Integração ALADI e que se beneficiarem dessas concessões. O Acordo de Preferência Tarifária Regional – APTR nº04, internalizado pelo Decreto nº. 90.782, de 28/12/1984, DOU de 03/01/1985, é um acordo firmado entre os 12 países membros da ALADI, em que estes foram classificados em três categorias: · Países de Menor Desenvolvimento Econômico: Bolívia, Equador e Paraguai; · Países de Desenvolvimento Econômico Intermediário: Chile, Colômbia, Cuba, Peru, Uruguai e Venezuela; e · Países de Maior Desenvolvimento Econômico: Argentina, Brasil e México. Por meio deste Acordo, os paísesmembros da ALADI outorgamse preferências tarifárias sobre suas importações recíprocas, as quais consistem em uma redução percentual dos gravames aplicáveis às importações de terceiros países, sendo que os países concedem e recebem preferências tarifárias de acordo com seu grau de desenvolvimento econômico, a saber: · os Países de Menor Desenvolvimento concedem apenas 12% de preferência tarifária e recebem os mesmos 12% de outro país de grau semelhante ao seu, 28% de Países de Desenvolvimento Intermediário e 40% de Países de Maior Desenvolvimento Econômico; · os Países de Desenvolvimento Intermediário concedem 28% de preferência tarifária e recebem 12% dos Países de Menor Desenvolvimento Econômico, 28% de país de grau semelhante ao seu e 40% de Países de Maior Desenvolvimento Econômico; e · os Países de Maior Desenvolvimento Econômico concedem 40% de preferência tarifária e recebem 12% dos Países de Menor Desenvolvimento Econômico, 28% de Países de Desenvolvimento Intermediário e 40% de país do mesmo grau ao seu. A DRJ, ao manter o lançamento efetuado, partiu do entendimento de que, para o gozo de tais reduções tarifárias, bastaria que os produtos, constantes das listas comuns, não constassem de listas de exceções. De outro lado, alegou a interessada que o fato de o produto estar incluído na lista comum não seria motivo suficiente para validar o entendimento de que teria usufruído do benefício. Para dirimir tal dúvida, este Colegiado baixou os autos em diligência, a fim de que as autoridades aduaneiras envolvidas nas operações de exportação efetuadas pela Du Fl. 2477DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.478 7 Pont informassem se, em seu respectivo país, ou seja, nas importações ali realizadas, houve o gozo de preferência tarifária. O que se pode observar é que as autoridades aduaneiras estrangeiras responderam que não houve o gozo de qualquer preferência tarifária, demonstrando assim, cabalmente, que não basta que o produto conste da lista comum e não conste de lista de exceção para que, automaticamente, seja beneficiado com a preferência tarifária prevista no APTR nº. 04. Vejamse as respostas enviadas pela autoridades estrangeiras: § Pela Bolívia (efl. 2.127): “Al respecto, comunico a usted que la Aduana Bolivia, realizó la búsqueda informática y documental, comprobando la existencia de las 2 importaciones amparadas por las facturas EX 0189/98 y EX 0242/98 y que las mismas no gozaron de ninguna preferencia arancelaria. Se adjunta fotocopias legalizadas de las 2 pólizas de importación: 12604385 y 12604372, efectuadas el 20/05/1998, por la empresa Monopol Ltda procedentes de Du Pont Pigmentos Ltda. del Brasil.”(negritei) § Pela Argentina (efl. 1.838): “Sobre el particular, se informa que en base a la muestra analizada, correspondiente al periodo 19992000 no se observaron elementos objetivos que pudieran presumir alguna concesión o beneficio de preferencia arancelaria para importaciones argentinas vinculadas con operaciones de exportación de la firma DUPONT PIGMENTOS LTDA.”(negritei) § Pela Colômbia: “Comedidamente me permito informarle com ocasión del oficio de la referencia, que hecha la búsqueda em el aplicativo SIFARO a la empresa exportadora DU PONT PIGMENTOS LTDA, se encontraron las declaraciones de importación que se anexan y cuyous autoadhesivos son: 09004060633383 de julio 9 de 1999, documento de transporte STSN9M002237 de mayo 25 de 1999, 12055011237197 de mayo 5 de 1999 con documento de transporte SSZ021279 de marzo 10 de 1999 y 12055011266185 de agosto 19 de 1999 con documento de transorte STSN9M003108 de julio 27 de 1999, en las cuales no se hizo uso de ninguna preferencia arancelaria como producto de acuerdo comercial con Brasil.” negritei) § Pelo Uruguai: à efl. 2.034, temse que o Uruguai encaminhou diversos documentos do ano de 1999 (os documentos referentes ao ano 2000 não têm interesse ao caso ora em questão) nos quais é possível verificar que não houve nenhuma exoneração referente à utilização de qualquer acordo internacional, visto aí indicar o número zero. § Pela Venezuela: o governo venezuelano foi único que não prestou informações, tendo em vista que não mais dispunha de quaisquer documentos. Fl. 2478DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.009404/200411 Acórdão n.º 3202000.763 S 3C2T2 F l. 2.479 8 Assim, entendo que restou comprovado nos autos que, para a concessão da preferência tarifária prevista no APTR 04, não basta que o produto conste da lista comum e não conste da lista de exceção para que se possa considerar que o produto tenha, efetivamente, gozado da redução tarifária. Não tendo havido qualquer comprovação, pela Fiscalização, de que os produtos exportados pela Du Pont efetivamente utilizaramse da preferência tarifária prevista no APTR 04, tenho por improcedente o lançamento efetuado. Pelo exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário. Deixo de apreciar as demais questões suscitada, por considerálas prejudicadas. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Fl. 2479DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 29/05/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10830.912987/2009-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.673
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Sustentou pela recorrente Dr. Gustavo F. Minatel OAB 210198.
JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator
Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Sustentou pela recorrente Dr. Gustavo F. Minatel OAB 210198. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1320; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 110 1 109 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.912987/200934 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401000.673 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 19 de março de 2013 Assunto Pedido de Compensação Recorrente COIM BRASIL LTDA Recorrida DRJ CAMPINAS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Sustentou pela recorrente Dr. Gustavo F. Minatel OAB 210198. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator Julio Cesar Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assisi, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .9 12 98 7/ 20 09 -3 4 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS Processo nº 10830.912987/200934 Resolução nº 3401000.673 S3C4T1 Fl. 111 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de compensação referente à COFINS no valor de R$ 27.988,80, relativo ao período de apuração maio/2003. A DRF de origem emitiu Despacho Decisório de não homologação da compensação, sob o seguinte fundamento: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” Cientificada da decisão, a contribuinte protocolou Manifestação de Inconformidade, alegando em síntese: Não foi realizada a devida alteração e retificação da DCTF no momento em que foram recalculados os débitos e identificados os valores pagos a maior, por um mero equívoco administrativo; A resolução do problema se dá com a simples retificação da DCTF alterando o valor do débito e excluindo o referido DARF como fonte de pagamento de débito. A 3ª Turma da DRJ constatou que a DCTF foi retificada após o despacho eletrônico, mas manteve o indeferimento por não haver prova de erro cometido na original. Observou que a contribuinte trouxe aos autos apenas a cópia da retificação da DCTF. A contribuinte protocolou Recurso Voluntário, tempestivamente, no qual explica que a retificação na DCTF decorre da tributação de “outras receitas” – além do faturamento –, incluídas na base de cálculo da Contribuição, asseverando que a realização de simples diligência permitiria constatar na sua escrituração o seu direito creditório. Anexou aos autos cópias de Diário e Razão, dentre outros documentos, invoca o princípio da verdade material e cita em prol de sua argumentação o Acórdão nº 20309.788 e a Solução de Consulta da 3ª Região Fiscal nº 35, de 30/08/2005. Por fim, a contribuinte requer que seja reformada integralmente a decisão proferida pela DRJ Campinas, a fim de que seja reconhecido o direito ao crédito proveniente de recolhimento indevido efetuado a título de Cofins e, conseqüentemente, que seja homologada a compensação por ela realizada. É o Relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS Processo nº 10830.912987/200934 Resolução nº 3401000.673 S3C4T1 Fl. 112 3 Voto Conheço do recurso por ser tempestivo e cumprir os requisitos admissibilidade. Em suma, a contribuinte protocolou pedido de compensação de COFINS relativo ao mês de maio de 2003. Não obtendo êxito em sua demanda, protocolou Recurso Voluntário, alegando que a retificação da DCTF decorre da tributação de “outras receitas”, destacando que a simples realização de diligência comprovará o direito creditório da recorrente. Apesar de a contribuinte ter retificado sua DCTF somente após o despacho eletrônico proferido pela DRJ de origem e de não ter trazido à primeira instância as provas que juntou aos autos à época da apresentação do Recurso Voluntário, se efetivamente tiver recolhido a Contribuição sobre “outras receitas”, nos termos do alargamento promovido pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, este Colegiado poderá decidir ao seu favor. A DRJ, ao manter o indeferimento considerando a ausência de provas do recolhimento a maior e a retificação tardia da DCTF, decidiu conforme o estado do processo até então. Certamente poderia ter cogitado de diligência, se na manifestação de inconformidade a contribuinte tivesse esclarecido o indébito, como faz na peça recursal. Assim, descabe cogitar de anulação do acórdão recorrido, sendo certo que inexistiu qualquer cerceamento do direito de defesa. A diligência ora proposta surgiu com os esclarecimentos prestados no recurso voluntário, desta feita acompanhados de documentos (cópias dos Livros Diário e Razão) que precisam ser analisados pela fiscalização. Quanto à circunstância de a DCTF ter sido retificada extemporaneamente, há de ser relevada se o resultado da diligência comprovar ter havido pagamento a maior, por terem sido computadas na base de cálculo receitas que somente seriam tributadas à luz do alargamento estabelecido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, cuja inconstitucionalidade, em caráter definitivo, é posterior ao fato gerador deste processo. Por sinal, a decisão de Superintendência da RFB confirmando a desnecessidade de retificação de DCTF, na hipótese que se afigura como a situação destes autos. Refirome à Solução de Consulta da Disit da 3ª RF nº nº 35, de 30/08/2005, com o seguinte teor, verbis: ASSUNTO:Obrigações Acessórias EMENTA:COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. A compensação de créditos tributários declarados como saldos a pagar na DCTF com créditos apurados em eventos supervenientes ao período de apuração daqueles créditos tributários obriga o sujeito passivo à entrega de Declaração de Compensação, sendo desnecessária a entrega de DCTF retificadora que tenha por fim informar a compensação efetuada. DCTF é confissão relativa e que a RFB não pode têla como definitiva, omitindose de realizar a diligências necessárias à apuração na contabilidade e escrita fiscal. Frente a todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que o órgão de origem verifique a composição da base de cálculo adotada pela Recorrente ao recolher a Contribuição, levando em conta as notas fiscais emitidas, a escrita contábil e a fiscal e outros documentos que considerar pertinentes. Ao final da diligência deve ser elaborado Fl. 95DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS Processo nº 10830.912987/200934 Resolução nº 3401000.673 S3C4T1 Fl. 113 4 relatório discriminando os montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontálos com o recolhido. Deve ser demonstrado, ainda, se houve recolhimento a maior, levandose em conta os dois valores devidos levantados (um tomandose como base de cálculo a receita bruta alargada, outro apenas o faturamento estrito anterior à Lei nº 9.718/98). Cientifiquese a contribuinte no prazo de trinta dias para, caso queira, manifestarse em relação ao resultado da diligência. É como voto! Fernando Marques Cleto Duarte Fl. 96DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 1 4/05/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 24/05/2013 por JULIO CESAR ALV ES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 13771.001002/2002-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/2000
CRÉDITOS DE IPI DA LEI NO 9.779/99. RESSARCIMENTO. DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. CORREÇÃO MONETÁRIA. NÃO INCIDÊNCIA
A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do
princípio constitucional da não-cumulatividade.
A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da não-cumulatividade quando em caso de ressarcimento.
Recurso Voluntário Improvido
Numero da decisão: 3302-001.290
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA da
TERCEIRA CÂMARA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO
ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
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ementa_s : Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/2000 CRÉDITOS DE IPI DA LEI NO 9.779/99. RESSARCIMENTO. DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. CORREÇÃO MONETÁRIA. NÃO INCIDÊNCIA A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da não-cumulatividade. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da não-cumulatividade quando em caso de ressarcimento. Recurso Voluntário Improvido
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Recorrida DRJPORTO ALEGRE/RS Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/2000 CRÉDITOS DE IPI DA LEI NO 9.779/99. RESSARCIMENTO. DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. CORREÇÃO MONETÁRIA. NÃO INCIDÊNCIA A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade quando em caso de ressarcimento. Recurso Voluntário Improvido ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA CÂMARA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado Digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (Assinado Digitalmente) Gileno Gurjão Barreto Relator Fl. 602DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13771.001002/200215 Acórdão n.º 330201.290 S3C3T2 Fl. 2 2 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Alexandre Gomes. Relatório Adoto na íntegra o relatório do acórdão recorrido de fls.477 e 478: “Trata o presente processo de RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS DE IPI, no montante de R$1.594.951,33, computado por períodos mensais compreendidos entre 01/08/1999 e 28/02/2000, conforme Pedidos de Ressarcimento de fls. 01; 03; 05; 07; 09, 11 e 13, pleiteado em 05/09/2002, sob o amparo da Lei n° 9.779, de 19/01/1999. Ao ressarcimento vinculouse, em 05/09/2002, as Declarações de Compensação de fls. 15 e 17, referentes a débitos da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (código 2172), no montante de R$1.415.938,53, e da Contribuição para o Programa de Integração Social — PIS (código 8109), no montante de R$179.012,80, ambos com período de apuração em agosto de 2002, e as seguintes PER/DCOMP, transmitidas em 05/03/2004: a) n° 30825.9001717.050304.1.3.010635 (fls. 359/362), referente a débito da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Corms (código 5856), no montante de R$173.050,88, com período de apuração em fevereiro de 2004; b) n° 14457.66270.050304.1.3.015647 (fls. 363/366), referente a débito da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins (código 5856), no montante de R$228.996,94, com período de apuração em fevereiro de 2004; c) n° 30397.13983.050304.1.3.013770 (fls. 367/370), referente a débito da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins (código 5856), no montante e R$327.040,34, com período de apuração em fevereiro de 2004. Além do presente, o contribuinte formalizou o processo RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI n° 13771.000885/200238, para o período compreendido entre 01/01/1999 a 31/07/1999. Tendo em vista o período abrangido pelo ressarcimento, de tratarem ambos de matéria correlata e interdependente, o presente processo foi ao apensado ao de n° 13771.000885/200238 para análise dos ressarcimentos pretendidos. Dessa forma, foi proferido um único Despacho Decisório para o conjunto dos dois processos, o que determinou a análise de um saldo credor de R$2.473.476,96. Juntados os processos, a autoridade competente da Delegacia da Receita Federa em Vitória, ES — DRF/VI, analisou a legitimidade do pleito e por meio do Despacho Decisório de fls. 343/344, alicerçado no Parecer Sefis n° 044/2004, As fls. 333/342, deferiu em parte o ressarcimento pleiteado, com o reconhecimento do saldo credor de R$883.532,99 para o processo n° 13771.000885/200238 e R$1.589.943,97 para o Fl. 603DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13771.001002/200215 Acórdão n.º 330201.290 S3C3T2 Fl. 3 3 presente processo. O ressarcimento parcial foi motivado por glosas no montante de R$8.772,65, sendo R$3.765,29 para o processo n° 13771.000885/200238 e R$5.007,36 para o presente processo. Tais glosas decorreram da inclusão no saldo credor de valores apropriados como créditos de IPI sobre notas fiscais de aquisições de produtos que não se qualificavam como matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, nos termos da legislação de regência. Também a homologação das compensações foi parcial, porque o saldo credor reconhecido de R$1.589.943,97, nesse processo, era inferior ao montante dos débitos declarados, o que propiciou a emissão da carta de Cobrança de fls. 390/391, nos termos do Extrato de Processo — Profisc às fls. 376/377. Cientificado do deferimento parcial de seu pleito, o contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 398/405, na qual apresenta as seguintes argumentações para requerer a incidência de juros Selic, que, no seu entender, no ano calendário de 2004, atingiu o montante de R$1.233.743,15, e solicitar a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários não extintos pela compensação”. Decidiu a 3ª Turma DRJJFA às fls. 476/481 no seguinte sentido: “CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros sobre créditos escriturais do IPI, bem como sobre o saldo credor trimestral acumulado, sejam eles decorrentes dos chamados créditos básicos ou de incentivos fiscais. Solicitação Indeferida” Intimada em 13.04.2009, apresentou Recurso Voluntário de fls. 486495 tempestivamente, repisando as razões trazidas em sua manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade, por isso dele conheço. Compulsando os autos, verifico que a controvérsia resumese na possibilidade ou não de atualização monetária pela Selic de créditos oriundos de pedidos de ressarcimento dos créditos decorrentes da Lei nº 9.779/99 em seu artigo 11. Fl. 604DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13771.001002/200215 Acórdão n.º 330201.290 S3C3T2 Fl. 4 4 Observo que a não homologação do valor principal dos créditos foi da ordem de aproximados R$ 5.007,00 e que o contribuinte compensou aproximados R$ 1.233.743,15 relativamente à atualização pela Selic calculada sobre os períodos de apuração anteriores ao pedido. Nas mais simples e claras controvérsias reside no entanto o maior potencial de surgimento de polêmicas, e essa é uma delas. Nesse sentido, inicialmente, temos que discorrer sobre a natureza desses créditos, se tratarseiam de créditos básicos de IPI ou se tais valores são incentivos concedidos à determinados produtores de industrializados, e finalmente se a vedação à correção dos créditos básicos do IPI nos livros fiscais alcança os pagamentos indevidos ou a maior cujo ressarcimento é pleitado à autoridade fiscal e resta controverso por mais de cinco anos por uma glosa de, como dito R$ 5.007,00, equivalentes a aproximados 0,6% do montante originalmente pleitado como principal (não como Selic) nos idos de 2002, de aproximados R$ 800 mil. Observo, no entanto, a atipicidade do caso. Primeiramente, o contribuinte formulou consulta, de nº 105/99, cuja solução de 19 de abril de 1999 negoulhe compensação de créditos de IPI sob a seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Ementa: CRÉDITOS INCENTIVADOS. O artigo 11 da Lei 9.779/99 não estipula nenhum novo caso de crédito incentivado do IPI, através do qual o industrial possa aproveitar o valor do imposto embutido nos insumos adquiridos para emprego na fabricação de produtos isentos ou de aliquota zero. 0 dispositivo apenas autoriza que os créditos acumulados na contabilidade, ainda que incentivados por força de outras leis, possam ser utilizados para compensação de dividas relativas a outros tributos federais, na hipótese de não poderem ser aproveitados em operações tributadas pelo imposto.” Na sequência, em existindo soluções divergentes, recorreu de sua solução, no que resultou que lhe foi assistido, em Solução de lavra da Dra. Josefa Maria Coelho Marques o direito ao crédito na forma da Lei, sob a seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Ementa: DIREITO AO CRÉDITO DO IPI. PRODUTOS IMUNES, ISENTOS OU TRIBUTADOS A ALIQUOTA ZERO. A partir de I° de janeiro de 1999, o estabelecimento industrial ou equiparado poderá creditarse do valor do IPI decorrente da aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem utilizados na industrialização de produtos imunes, isentos ou sujeitos à aliquota zero do imposto. Em ocorrendo saldo credor do IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, este poderá ser objeto de pedido de ressarcimento em espécie ou compensação com outros tributos.” Fl. 605DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13771.001002/200215 Acórdão n.º 330201.290 S3C3T2 Fl. 5 5 O contribuinte então protocolizou Pedido de Ressarcimento em 05/09/2002, relativamente aos créditos extemporâneos apurados entre 01/08/99 e 31/08/99, de 01/09/99 a 30/09/99, e assim por diante até o período de apuração de 13/09/2002. Em 30/08/2004 houve visita técnica e lavrouse termo de intimação para que a contribuinte apresentasse novos documentos, às fls. 208. Apresentoulhes respostas e documentos em 27/09/2004, às fls. 212 a 328. Às fls. 331, em 17/11/2004 a fiscalização lavrou termo de devolução de seus documentos, e às fls. 333 a 343 em 25/11/2004 concedeulhe o ressarcimento exceto pelo valor de R$ 5.007, aprovando ressarcimento no montante total de R$ 2.473.476,96 subdivididos entre os valores de R$ 883.532,99 e 1.589.943,97, relativamente a dois processos distintos, posteriormente apensados, sendo o segundo exclusivamente relativo ao presente processo. O contribuinte, então, requereu exclusão de débitos que estavam sendo cobrados sendo cobrados em duplicidade e consolidados no Paes e transmitiu diversas Declarações de Compensação dos valores apurados, sendo que parte desses valores decorreram de apuração que procedera no exercício de 2004, no valor de R$ 1.233.743,15 relativamente à atualização pela Selic até a data anterior ao despacho decisório lavrado em novembro daquele ano. Isso considerado, a tese ora sustentada pelo contribuinte é que ele teve obstado a utilização dos seus créditos, e portanto seria cabível a atualização naquele período. Entenderia cabível em princípio a solicitação, mas alguns fatos prejudicaram o requerido. Primeiramente, entendo plenamente aplicável ao caso jurisprudência do E. STJ, no AgRg Resp 995.801/PR, seguinte a ementa: CREDITAMENTO ESCRITURAL DE IPI. ISENÇÃO E ALÍQUOTA ZERO. RESISTÊNCIA INJUSTIFICADA OPOSTA PELO FISCO. CORREÇÃO MONETÁRIA DEVIDA. I Embora tenha a jurisprudência do STJ e do STF definido que é indevida a correção monetária dos créditos escriturais de IPI relativos a operações de matérias primas e insumos empregados na fabricação de produto isento ou beneficiado com aliquota zero, temse devida a atualização monetária quando o aproveitamento dos créditos é obstado pelo Fisco, provocando mora que dá ensejo a enriquecimento sem causa da Administração em prejuízo ao contribuinte. Precedentes: AgRg no REsp no 863.277/RS, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ de 7.2.2008; EREsp no 465.538/RS, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, DJ de 1.10.2007; EREsp no 430.498/RS, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJ de 07.04.2008 e EREsp no 530.182/RS, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ de 12.09.2005. II Agravo regimental improvido.” A Fazenda Pública resistira em garantirlhe direito assegurado por Lei até novembro de 2004, por meio de consulta denegatória no início, e até quando lavrou seu termo concordando com os créditos básicos pleiteados. Fl. 606DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13771.001002/200215 Acórdão n.º 330201.290 S3C3T2 Fl. 6 6 Poderseia argumentar que a partir de 13/09/2002, quando solução de divergência resolveu a controvérsia que o contribuinte poderia ter compensado tais créditos com seus débitos correntes, e que não o fizera por decisão própria. Discordo com a devida vênia de eventual argumento nesse sentido, ora que fora intimada a apresentar documentos para que fossem escrutinados seus créditos. Qualquer compensação a destempo poderia resultar em aplicação de cominações moratórias ou punitivas. Por fim, entenderia cabíveis tais créditos pelos motivos doravantes apresentados, extraídos de voto de minha lavra no Ac. 0202.742 da antiga 2ª T da CSRF, de 2 de julho de 2007, na ocasião vencida coincidentemente a relatora Dra. Josefa Maria Coelho Marques. Sem maiores prolixidades, com relação a aplicação da taxa SELIC, adoto o entendimento de que esta deve ser deferida a partir do protocolo do pedido de ressarcimento. A Lei n.° 9.250/95, estabeleceu a possibilidade de atualização monetária das compensações e/ou restituições pela taxa SELIC, conforme disposto em seu art.39, verbum ad verbum: "Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei n.° 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei n.° 9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada com o recolhimento de importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais de mesma espécie e destinação constitucional, apurado em períodos subseqüentes. (...) § 4°. A partir de 1° de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada." (original sem destaque)” Adicionalmente, a Portaria n.° 38, de 27/02/97, que "dispõe sobre o cálculo e a utilização do crédito presumido instituído pela Lei n.° 9.363, de 13 de dezembro de 1996", estabeleceu em seus arts. 5° e 8°, que: "Art. 5° A empresa comercial exportadora que, no prazo de 180 ( cento e oitenta) dias, contado da data da emissão da nota fiscal de venda pela empresa produtora, não houver efetuado a exportação dos produtos para o exterior, fica obrigado ao pagamento da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS relativamente aos produtos adquiridos e não exportados, bem assim de valor equivalente ao do crédito presumido atribuído à empresa produtora vendedora. (...) Art. 8° Os valores a que se referem o caput e o parágrafo 1° do art. 5°, quando não forem pagos no prazo previsto no parágrafo 2° do mesmo artigo, serão acrescidos, com base no art. 61 da Lei n.° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, de multa de mora e de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Fl. 607DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13771.001002/200215 Acórdão n.º 330201.290 S3C3T2 Fl. 7 7 Liquidação e Custódia SELIC , para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao da emissão da nota fiscal de venda dos produtos, pela empresa produtora vendedora, até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. (original sem destaque)” Outrossim, verifico que a legislação trata da possibilidade de atualização em casos de compensação ou restituição e o contribuinte deu entrada incorretamente em pedido de ressarcimento, e nesse sentido tenho que adotar o entendimento também adotado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais por meio do acórdão n.° CSRF/0200.708, no sentido de que o ressarcimento é uma espécie do gênero restituição. Desta forma, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala das Sessões, em 09 de novembro de 2011. (Assinado Digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Fl. 608DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 29/04/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por GILENO GURJAO BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 10875.002481/2002-22
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: DECADÊNCIA LANÇAMENTO DECLARADO NULO POR VÍCIO FORMAL ART.
173, II, DO CTN
Vício formal é aquele verificado no próprio instrumento de formalização do crédito e que não está relacionado à realidade representada (declarada) por meio do ato administrativo de lançamento.
A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal, mas sim erro material na constituição do crédito tributário.
Nesta hipótese não é aplicável o termo inicial do prazo de decadência previsto no inciso II do art. 173 do CTN (data em que se tornou definitiva a decisão que anulou a decisão por vício formal), mas sim aquele previsto no art. 150, parágrafo 4º (data do fato gerador) ou no inciso I do art. 173 (primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser
efetuado), conforme o caso.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.056
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
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A falta de descrição da matéria tributável e de clareza na tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo não configura vício formal, mas sim erro material na constituição do crédito tributário. Nesta hipótese não é aplicável o termo inicial do prazo de decadência previsto no inciso II do art. 173 do CTN (data em que se tornou definitiva a decisão que anulou a decisão por vício formal), mas sim aquele previsto no art. 150, parágrafo 4o (data do fato gerador) ou no inciso I do art. 173 (primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado), conforme o caso. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/04/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad – Relator EDITADO EM: 02/04/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa (suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em face de Luiz Carlos José Antonio foi lavrado o auto de infração de fls. 41/42, objetivando a exigência do Imposto de Renda de Pessoa Física decorrente da glosa parcial dos valores declarados como recolhidos a título de carnêleão, bem como glosa parcial do imposto retido na fonte decorrente de aluguéis em relação ao anocalendário de 1992. A Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, ao apreciar o recurso voluntário interposto pelo contribuinte, exarou o acórdão n° 10248.370, que se encontra às fls. 81/87 e cuja ementa é a seguinte: “DECADÊNCIA NULIDADE MATERIAL Os requisitos contidos no artigo 142 do Código Tributário Nacional são essenciais e intrínsecos ao lançamento. Decadência acolhida.” A anotação do resultado do julgamento indica que a Câmara, por maioria de votos, afastou a aplicação do art. 173, II do CTN e acolheu a decadência, cancelando o lançamento. Intimada pessoalmente do acórdão em 19/07/2007 (fls. 88) a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs o recurso especial de fls. 91/99, em que pleiteia, em apertada síntese, a reforma do v. acórdão recorrido por ofensa aos artigos 142 do CTN e 11 do Decreto 70235/72, bem como do § único, b, do art. 2° da Lei 4.717/65. Consoante despacho nº 1020.040/2008 (fls. 100/101) o referido Recurso Especial não foi admitido, sendo que a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs o Agravo Regimental de fls. 104/110. O Agravo foi acolhido, conforme Despacho nº 104500/2008, de 13 de novembro de 2008(fls. 113/115), dandose seguimento ao Recurso Especial. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/04/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 10875.002481/200222 Acórdão n.º 920202.056 CSRFT2 Fl. 2 3 Intimado sobre a admissão do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, o contribuinte deixou de apresentar suas contrarazões (fls. 121). É o Relatório. Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator O recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional preenche os requisitos de admissibilidade. Dele conheço. No mérito a questão posta é verificar se o lançamento anteriormente declarado nulo por não descrever a matéria tributável e não tipificar com clareza a infração atribuída ao sujeito estaria eivando de nulidade de natureza formal ou material, tendo como conseqüência, em caso de nulidade formal, a possibilidade de um novo lançamento nos termos do art. 173, inciso II, do CTN. Verifico, inicialmente, que o primeiro lançamento não descreveu a matéria tributável e não tipificou com clareza a infração atribuída ao contribuinte, requisitos esses previstos no art. 142 do CTN como essenciais, conforme reconhecido pela decisão de fls. 30, in verbis: “Considerando que a notificação de fls. 04 não contém todos os requisitos estabelecidos nos dispositivos legais acima referidos e que se encontram reproduzidos no art. 5° da IN SRF n° 54/97, especialmente por não descrever a matéria tributável e não tipificar com clareza a infração atribuída ao sujeito passivo; Considerando que as orientações contidas em instruções normativas têm caráter interpretativo, aplicandose, portanto, desde a data da vigência dos dispositivos interpretados, conforme, aliás, achase expressamente consignado no art. 6°, § 2° da citada IN, quando estende sua aplicação aos processos pendentes de julgamento; Considerando tudo o mais que do processo consta, DECLARO NULA a notificação de lançamento de fls. 04.” (original sem grifos) Transcrevo, a seguir, o disposto no artigo 142 do CTN que trata do lançamento, verbis: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, Fl. 3DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/04/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.” Tenho para mim que os requisitos do lançamento definidos no artigo 142 acima transcrito representam elementos essenciais para a formação e existência do lançamento, sendo que sua ausência ou insufiência relevantes dá azo à insubstistência da autuação, não à sua anulação por vício formal. Tratase, na hipótese, de vício material, diretamente relacionado aos elementos constitutivos da obrigação tributária, quais sejam, à base de cálculo, ao sujeito passivo, etc. O vício formal, por sua vez, está relacionado à instrumentalização em linguagem do ato de lançamento, como ausência de indicação de local e data da lavratura do lançamento, falta de indicação do cargo e/ou função do auditor fiscal, etc,. No presente caso, verifico que o vício apontado no lançamento original não pode ser caracterizado como vício formal, na medida em que trata especificamente da descrição da matéria tributável e da tipificação da infração atribuída ao sujeito passivo, elementos da essência da existência do lançamento.. Não há, assim que se se falar na aplicação do art. 173, II, do CTN – prazo de decadência contado da data em que se tornar definitiva a decisão que anular o lançamento por vício formal. Aplicável, assim, o prazo de decadência não qualificado, previsto ou no art. 150, parágrafo 4o (cinco anos do fato gerador), ou no art. 173, inciso I do CTN (5 anos do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado). Como o fato gerador é de 1992, por qualquer dois critérios o novo lançamento cientificado ao contribuinte em 2002 estaria fulminado pela decadência. Ante o exposto, conheço do recurso especial interposto para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 4DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/05/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/04/2012 por GUSTAVO LIAN HADDAD
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Numero do processo: 13839.901802/2008-93
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jun 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003
PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE.
Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos.
NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA.
Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório.
DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE.
Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-001.292
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Por maioria, em face da preclusão, não conhecer da documentação juntada aos autos, consoante alegação da recorrente em sustentação oral, após a publicação da pauta da reunião de julgamento - e, portanto, após a análise dos autos pelo Relator. Vencido, nesse ponto, o Conselheiro Solon Senh que, devido às particularidades do caso, entendia por converter o julgamento em diligência para juntado dessa documentação aos autos. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. O Dr. Fábio de Almeida Garcia, OAB/SP n. 237.078, fez sustentação oral.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
EDITADO EM: 09/10/2012
Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório. DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE. Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Por maioria, em face da preclusão, não conhecer da documentação juntada aos autos, consoante alegação da recorrente em sustentação oral, após a publicação da pauta da reunião de julgamento - e, portanto, após a análise dos autos pelo Relator. Vencido, nesse ponto, o Conselheiro Solon Senh que, devido às particularidades do caso, entendia por converter o julgamento em diligência para juntado dessa documentação aos autos. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. O Dr. Fábio de Almeida Garcia, OAB/SP n. 237.078, fez sustentação oral. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 09/10/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). DIREITO CREDITÓRIO NÃO COMPROVADO NA FASE RECURSAL. DECISÃO NÃO HOMOLOGATÓRIA MANTIDA. Não comprovada, na fase recursal, a certeza e liquidez do crédito, mantémse a decisão recorrida que, pelo mesmo motivo, não homologou a compensação declarada pelo sujeito passivo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. NULIDADE. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. ANÁLISE DE NOVO ARGUMENTO DE DEFESA. MANUTENÇÃO DA NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO POR INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. ALTERAÇÃO DA MOTIVAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade, por mudança de motivação, a decisão de primeiro grau que rejeita novo argumento defesa suscitado na manifestação AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 90 18 02 /2 00 8- 93 Fl. 226DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 inconformidade e mantém a não homologação da compensação declarada, por da ausência de comprovação do crédito utilizado, mesmo motivo apresentado no contestado Despacho Decisório. DILIGÊNCIA. REALIZAÇÃO PARA JUNTADA DE PROVA DOCUMENTAL EM PODER DO REQUERENTE. DESNECESSIDADE. Não se justifica a realização de diligência para juntada de prova documental em poder do próprio requerente que, sem a demonstração de qualquer impedimento, não foi carreada aos autos nas duas oportunidades em que exercitado o direito de defesa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade do acórdão recorrido. Por maioria, em face da preclusão, não conhecer da documentação juntada aos autos, consoante alegação da recorrente em sustentação oral, após a publicação da pauta da reunião de julgamento e, portanto, após a análise dos autos pelo Relator. Vencido, nesse ponto, o Conselheiro Solon Senh que, devido às particularidades do caso, entendia por converter o julgamento em diligência para juntado dessa documentação aos autos. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. O Dr. Fábio de Almeida Garcia, OAB/SP n. 237.078, fez sustentação oral. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 09/10/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão proferido pelos membros da 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Campinas/SP, em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 Fl. 227DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901802/200893 Acórdão n.º 3802001.292 S3TE02 Fl. 11 3 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. Para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo, deve ser demonstrada a liquidez e certeza de crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos registrados até a prolação do Acórdão de primeiro grau, transcrevo a seguir o relatório nele encartado: Tratase de Declaração de Compensação – DCOMP, com base em suposto crédito de Cofins oriundo de pagamento indevido ou a maior. A DRF de origem emitiu Despacho Decisório eletrônico de não homologação da compensação, fundamentando: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão do PER/DCOMP: 8.950,21 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada desse despacho em 29/07/2008, a interessada apresentou sua manifestação de inconformidade em 19/08/2008, alegando, em síntese e fundamentalmente, que: Seu crédito decorre de ter considerado equivocadamente na base de cálculo da contribuição do período em questão algumas vendas de produtos que se encontravam relacionados nos Anexos I e II da Lei nº 10.485/2002; Transmitiu a DCOMP utilizando aquele crédito, mas, por um lapso, deixou de retificar a DCTF relativa ao período, para que nela passasse a constar o valor correto da contribuição devida; Somente com a ciência do Despacho em tela é que percebeu seu equívoco. Assim, procedeu imediatamente à retificação da DCTF; Fl. 228DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 Tratase de mero erro de preenchimento de obrigação acessória, que não afasta a existência inequívoca de seu crédito, e não pode lhe tolher o direito à compensação. Jurisprudência administrativa e judicial corroboram seu entendimento; Não há prejuízo ao Fisco. Ao contrário, não lhe permitir utilizar tal crédito configuraria enriquecimento ilícito do Erário. Em 10/03/2011, a Interessada foi cientificada do referido Acórdão. Inconformada, em 08/04/2011, protocolou o presente Recurso Voluntário, em que reafirmou as razões de defesa suscitadas na manifestação de inconformidade. Em aditamento, a Recorrente alegou, em preliminar, a nulidade do Acórdão recorrido, com base no argumento de que houve inovação dos motivos e fundamentos expostos no vergastado Despacho Decisório, que apontou a insuficiência de crédito como causa da não homologação da compensação declarada, ao invés da suposta não comprovação da origem do crédito compensado, apresentada no referido Acórdão. No mérito, em síntese, alegou a Recorrente que (i) a origem do crédito utilizado era proveniente da indevida tributação das receitas das vendas dos produtos sujeitas ao regime monofásico; (ii) por um lapso, somente retificou a DCTF, para informar o valor correto débito, após a ciência do Despacho Decisório; (iii) a guia Darf, a DComp e a DCTF retificadora, apresentados com a manifestação de inconformidade, eram documentos hábeis e idôneos para comprovar a liquidez e certeza do crédito compensado; e (iv) o princípio da verdade material , deveria se sobrepor a qualquer equívoco cometido no cumprimento das obrigações acessórias, em consequência, meros erros de preenchimento de declaração não poderia tolher o seu direito à compensação da quantia paga a maior. Caso não fosse acolhida a preliminar de nulidade nem acatada as provas já carreadas aos autos, requereu a Recorrente a realização de diligência, com o objetivo de obter a documentação complementar destinada a comprovar o que alegara. Em 10/08/2011, os presentes autos foram enviados a este E. Conselho. Na Sessão de março de 2012, mediante sorteio, foram distribuídos para este Conselheiro, em conformidade com o disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, foi apresentado por parte legítima, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, incluindo o limite de alçada, portanto, dele tomo conhecimento. Do não conhecimento da suposta prova documental não colacionada aos autos. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901802/200893 Acórdão n.º 3802001.292 S3TE02 Fl. 12 5 Na sustentação oral realizado durante a Sessão de julgamento, alegou o patrono da Recorrente que havia entregue na Secretaria da 2ª Câmara desta 3ª Seção petição com pedido de juntada aos autos de notas fiscais de venda, emitidas durante o período de apuração do crédito informado na DComp em apreço. No memorial, naquele momento entregue, consta a informação de que tais notas foram exemplificativamente apresentadas. Na oportunidade, consultei o e.processo e verifiquei que tais documentos ainda não constavam dos autos. Além dessa circunstância, entendo que, no estágio em que se encontram os autos, tal documentação não pode ser admitida nem conhecida, uma vez que consumada a preclusão do direito de apresentála, estabelecida no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, ainda que destinada a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, situação que vislumbro no caso em tela, conforme a seguir explicitado. Da preliminar de nulidade do Acórdão recorrido. Em preliminar, alegou a Recorrente a nulidade do Acórdão recorrido, sob o argumento de que ele havia alterado a motivação e a fundamentação do presente Despacho Decisório, pois, enquanto este apontara a insuficiência de crédito como sendo a causa da não homologação da compensação declarada, aquele indicara a não comprovação da origem do crédito compensado. Não procede argumento suscitado pela Recorrente, com a devida vênia. A uma, porque insuficiência e inexistência tem o mesmo efeito em relação à utilização do direito creditório na compensação, o que equivale, para fim de compensação, a ausência dos requisitos da certeza e liquidez do crédito informado. A duas, porque ambas as decisões apontaram a falta do suposto crédito como motivo para não homologação da compensação. Na verdade, em decorrência das novas razões de defesa alegadas na manifestação de inconformidade colacionada aos autos, verificase que a diferença entre uma e outra decisão está apenas nos argumentos utilizados para respaldar a conclusão de que o crédito compensado não existia. Com efeito, segundo o teor do vergastado Despacho Decisório, a compensação em tela não foi homologada porque a existência do valor do crédito informado não foi comprovada, pois, embora o pagamento referente à origem do crédito, informado na DComp, tivesse sido localizado na base de dados da Administração Tributária, o seu valor fora integralmente utilizado na quitação do débito da Cofins do respectivo período de apuração, confessado pela própria Recorrente na DCTF original. Logo, o real o motivo da não homologação da compensação foi a inexistência do crédito compensado. Por sua vez, na manifestação de inconformidade, que deu origem ao presente contencioso, alegou a Recorrente que o débito da Cofins informado na DCTF original estava errado e que o valor correto seria aquele declarado na DCTF retificadora, o que significa que a não comprovação do alegado pagamento a maior fora motivada por erro no preenchimento da DCTF original, retificada somente após a emissão e ciência do citado Despacho Decisório. Em face dessa alegação, o Acórdão recorrido manteve a não homologação da compensação em tela, desta feita, com base no argumento de que a Recorrente não havia comprovado, com documentação contábil e fiscal adequada, as razões de fato e de direito que ensejaram a retificação do valor do débito anteriormente declarado na DCTF original. Aliás, asseverou a Turma de Julgamento de primeiro grau que a simples apresentação da DCTF Fl. 230DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 retificadora, sem suporte em documento comprobatório do alegado erro de apuração do valor débito original, por si só, não tinha o condão de comprovar a existência do alegado indébito, mantendo inalterado o valor do débito anteriormente declarado na DCTF original. Em suma, o motivo da não homologação da compensação também foi a falta de comprovação da existência do crédito compensado. Ratifica o asseverado, o teor do enunciado da ementa do referido julgado, a seguir transcrito: COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. Para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo, deve ser demonstrada a liquidez e certeza de crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. No caso em tela, comparando o teor dos dois julgados, fica evidenciado que a diferença entre ambos está no argumento utilizado para não reconhecimento do direito creditório alegado, pois, enquanto o Despacho Decisório limitouse a comparar o valor do pagamento informado com o valor do débito declarado na DCTF original, o Acórdão recorrido foi além da análise meramente formal, uma vez que também analisou o alegado equívoco na apuração do valor débito retificado, porém, não acatou a retificação, porque não foi comprovada, por meio de documentação contábil e fiscal adequada, a origem do alegado erro de apuração do valor do debito retificado, consistente no montante das supostas receitas de vendas dos produtos relacionados nos Anexos I e II da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, submetidas a alíquota 0% (zero por cento) da Cofins, por força do regime de tributação monofásica, estabelecido nos arts. 1º e 3º1 do citado diploma legal. Assim, se a Turma de Julgamento a quo não admitiu a retificação do valor do débito original, obviamente, ficou mantido o valor do débito declarado na primeira DCTF e, portanto, mantido o mesmo motivo, para a não homologação da compensação, exposto no referido Despacho Decisório, a saber: o fato de o valor do pagamento, informado como origem do crédito, ter sido “integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados” na presente DComp. No caso em tela, teria havido alteração de motivação da decisão originária, caso a Turma de Julgamento de primeiro grau tivesse acatado a retificação do valor original do débito, porém, por motivo diverso da inexistência do crédito, tivesse mantido a decisão de não 1 "Art. 1º As pessoas jurídicas fabricantes e as importadoras dos produtos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto no 4.070, de 28 de dezembro de 2001, relativamente à receita bruta decorrente da venda desses produtos, ficam sujeitas ao pagamento das contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) às alíquotas de 1,47% (um inteiro e quarenta e sete centésimos por cento) e 6,79% (seis inteiros e setenta e nove centésimos por cento), respectivamente. [...] Art. 3º Fica reduzida a 0% (zero por cento) a alíquota das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins relativamente à receita bruta da venda: I dos produtos relacionados nos Anexos I e II desta Lei; II dos produtos referidos no art. 1º, auferida por comerciantes atacadistas e varejistas, exceto as pessoas jurídicas a que se refere o art. 17, § 5º, da Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001. Parágrafo único. Fica o Poder Executivo autorizado, mediante decreto, a alterar a relação de produtos discriminados nesta Lei, em decorrência de modificações na codificação da TIPI. [...]" Fl. 231DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901802/200893 Acórdão n.º 3802001.292 S3TE02 Fl. 13 7 homologação da compensação em apreço, como por exemplo, em decorrência do indébito não ser passível de restituição, por falta de previsão legal, o que, evidentemente, não ocorreu no caso em tela. Por fim, cabe ainda ressaltar que, no caso em tela, não tem qualquer relevância a alegação da Recorrente de que houve violação ao art. 146 do CTN, pois, como de sabença, o referido preceito legal aplicase aos casos de revisão do lançamento de ofício, situação que não ocorreu nos presentes autos. Por todas essas razões, rejeito a presente preliminar de nulidade, para manter incólume o Acórdão recorrido. Da análise do mérito. No mérito, o cerne da presente controvérsia gira em torno da comprovação da existência do valor do crédito utilizado pela Recorrente na quitação dos débitos confessados na DComp colacionada aos autos. Para Recorrente, contrariando o princípio da verdade material, a simples retificação do valor do débito, por meio da DCTF retificadora, acompanhada apenas da guia de recolhimento (Darf), era suficiente para comprovar a certeza e a liquidez do crédito alegado. Por outro lado, ao meu ver, em consonância com o princípio da verdade real, entenderam os integrantes da Turma de Julgamento de primeiro grau que a simples retificação da DCTF desacompanha da comprovação, por documentação contábil e fiscal adequada, do motivo do erro de apuração do débito retificado, não era suficiente para comprovar a certeza e liquidez do crédito informado na DComp em apreço. No meu entendimento, a razão está com a Turma de Julgamento, pois, se foi a própria Recorrente quem informou os dois valores distintos para um mesmo débito, não há como saber qual deles é o correto (se o valor do débito informado na DCTF original ou o declarado na DCTF retificadora), sem que haja a confirmação por uma outra fonte de informação idônea. Daí a necessidade da apresentação da adequada documentação, com vista a confirmação do alegado equívoco. A Recorrente ainda alegou que o débito informado na DCTF original estava errado e que o valor correto seria o informado na DCTF retificadora, porém, não trouxe aos autos os elementos probatórios necessários a comprovação do mencionado erro, limitandose a apresentar apenas as cópias da Guia de Recolhimento (Darf) e da DCTF retificadora. Tal alegação trata de questão defesa que este Colegiado já apreciou e, por unanimidade, tem manifestado o entendimento de que, a simples retificação da DCTF, desacompanhada de prova robusta do alegado equívoco, não tem o condão de comprovar a existência da certeza e liquidez do crédito compensado. Com efeito, não se pode olvidar que, em conformidade com o disposto no art. 7º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, aplicável ao processo de compensação em apreço, a ciência do primeiro ato de oficio tem o condão de excluir a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores. No caso em tela, após ciência do Despacho Decisório, a redução do valor débito, objeto da compensação não homologada, somente seria admitida se Fl. 232DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 8 demonstrada e comprovada, por meio de documentação adequada, a origem do erro na apuração do valor do débito retificado. Especificamente em relação à redução dos débitos tributários, em consonância com o referido preceito legal, é oportuno ressaltar que somente nas hipóteses em que caracterizada a espontaneidade a DCTF retificadora tem a mesma natureza da DCTF original, substituindoa integralmente. Por outro lado, afastada a espontaneidade, evidentemente, tal retificação não pode mais ser admitida com a simples retificação da dita Declaração. Corrobora o asseverado, o disposto nos §§ 1° e 2º do art. 9º da Instrução Normativa RFB nº 1.1102, de 24 de dezembro de 2010, que, com pequenas alterações, manteve a redação das Instruções Normativas anteriores, conforme o teor dos referidos dispositivos, a seguir transcritos: Art. 9º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU;ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. 2 Na data da apresentação da presente DCTF retificadora estava em vigência a Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, cujo art. 11 assim dispunha sobre o assunto: “Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. [...]”. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901802/200893 Acórdão n.º 3802001.292 S3TE02 Fl. 14 9 II alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não extinto o crédito tributário. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.177, de 25 de julho de 2011) [...]. (grifos não originais) Inequivocamente, o presente Despacho Decisório representa o ato administrativo final, resultante do procedimento de controle da legalidade da compensação declarada pela Recorrente, previsto nos §§ 2º e 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. Nesta hipótese, a redução do valor do débito somente será admitida se existir prova inequívoca da ocorrência de erro de fato cometido no preenchimento da DCTF retificada. Além disso, por ter efeito direto sobre desfecho do julgamento da presente controvérsia, inaugurada com a citada manifestação de inconformidade, obviamente, a comprovação da origem da redução do valor do débito retificado deve ser tratado como um questão de defesa. Dessa forma, para que seja aceita tal retificação, ela deve atender, necessariamente, todos os requisitos previsto na legislação que rege contraditório na esfera do processo administrativo fiscal, dentre os quais merece destaque a comprovação, com documentação adequada, do equívoco cometido, especialmente, quando o erro informado não se encontra apenas no preenchimento da DCTF, mas na própria apuração do valor débito em questão. Neste último caso, admitir a simples retificação da DCTF como suficiente para comprovar a existência do crédito glosado, resultaria sem efeito a atividade de controle da regularidade da compensação declarada prevista no § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores, uma vez que o Despacho Decisório, regularmente prolatado, tornarseia juridicamente inexistente, sem que fosse pronunciada a sua inexistência ou nulidade, afrontando regras basilares que regem o processo administrativo fiscal. Nos presentes autos, para justificar a origem da redução do valor original do débito, a Recorrente alegou que a quantia paga a maior era proveniente da indevida tributação das receitas das vendas dos produtos sujeitas ao regime monofásico, contudo, nas duas oportunidades que compareceu aos autos, não apresentou qualquer documento que confirmasse tal alegação. Assim, em sintonia com o entendimento aqui esposado, como o erro apontado pela Recorrente referese a erro de apuração do valor do débito, logo, por força do disposto no art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972 (PAF), era ônus da Interessada trazer aos autos os documentos hábeis e idôneos que comprovassem o montante da receita submetida ao referido regime de tributação monofásico. Para esse fim, a simples apresentação das cópias autenticadas dos livros contábeis (Diário e Razão) e fiscais (Apuração do IPI e ICMS), corroborados pelas respectivas notas fiscais de venda, ao meu ver, eram suficientes para tal Fl. 234DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 10 comprovação. No entanto, nem sequer o demonstrativo de apuração da referida Contribuição, instituído pela legislação tributária, foi apresentado pela Recorrente. Da mesma forma, também evidencia a insuficiência da instrução probatória da incumbência da Recorrente, o fato de ela não ter relacionado sequer os produtos que se encontravam submetidos a mencionada incidência monofásica. Não é demais lembrar que, em relação ao fato constitutivo do direito pleiteado, o ônus da prova incumbe sempre a quem o alega, segundo, expressamente, dispõe inciso I do art. 3333 do CPC, que se aplica subsidiariamente ao processo administrativo fiscal. Nesse sentindo, é oportuno ressaltar que, por força do disposto no art. 170 do CTN, combinado o disposto no caput do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores, a homologação da compensação depende da comprovação, na data da realização da compensação, da certeza e liquidez do crédito passível de restituição ou ressarcimento. Entretanto, no caso em tela, nenhum dos referidos requisitos foi comprovado, o que confirma a falta de comprovação da existência do crédito utilizado no presente procedimento compensatório. Por fim, alegou a Recorrente que o princípio da verdade material deve se sobrepor a qualquer equívoco presente nas obrigações acessórias, não podendo meros erros de preenchimento de declaração tolher o seu direito a restituição ou compensação da quantia indevidamente paga. Discordo. No âmbito do processo administrativo fiscal, em conformidade com o princípio da estrila legalidade, o princípio da verdade material atribui primazia a busca pela verdade substancial em detrimento da verdade formal, porém, isto não significa dizer que a autoridade julgadora tenha de assumir ônus probatório das partes interessadas, seja da Fiscalização ou do sujeito passivo. Na verdade, a orientação determinada pelo referido princípio é no sentido de que a autoridade julgadora não deve contentarse apenas com os aspectos formais da controvérsia. Entretanto, no que tange ao dever de provar as suas alegações, tal princípio não ampara a omissão deliberada ou injustificada da parte interessada, incluindo, obviamente, o sujeito passivo, conforme expressamente determinado no § 4º4 do art. 16 do PAF, aplicável ao processo de compensação, por força do disposto no art. 74, § 115, da Lei nº 9.430, de 1996, que, em face da preclusão, veda o conhecimento da prova documental apresentada após a fase 3 "Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor". 4 "Art. 16. [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos".(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997). 5 "Art. 74. Omissis. (...) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. " Fl. 235DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 13839.901802/200893 Acórdão n.º 3802001.292 S3TE02 Fl. 15 11 impugnatório ou de manifestação de inconformidade, caso não atendidas as ressalvas previstas nas alíneas do referido parágrafo. No presente caso, ao pretender atribuir a simples retificação da DCTF a condição de prova suficiente do indébito informado, contraditoriamente, a Recorrente está agindo em dissonância com a orientação expressa no princípio em comento. Além disso, em consonância com o disposto nos arts. 15 e 18 do PAF, o encargo da instrução probatória é sempre da incumbência da parte que alega o fato probando, não podendo tal atividade ser transferida para a autoridade julgadora, sob pena de desvirtuamento das regras que rege o processo administrativo fiscal. Em consequência desse regramento legal, somente quando a instrução probatório se revelar imprescindível e necessária à formação do convencimento da autoridade julgadora é que ela poderá determinar a sua produção ou complementação, de ofício ou a requerimento da parte interessada. Não se pode também olvidar que, na condição de titular do crédito compensado, o ônus de provar a certeza e liquidez do alegado crédito, na data da compensação, era da Recorrente, conforme expressamente exige o art. 170 do CTN, combinado com o disposto no § 1º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. No caso em tela, não foi comprovado o alegado erro de preenchimento da DCTF original, portanto, não há que se falar na alegada afronta ao princípio da verdade real. Por fim, é oportuno ressaltar que o entendimento aqui esposado não significa privilegiar o aspecto formal em detrimento da verdade material, mas em deixar expresso que a aceitação da redução do valor do débito confessado na DCTF original, especialmente, após a ciência do despacho decisório, somente pode ser acatada se respaldada em provas documentais robustas do alegado equívoco. Por essas razões, rejeito as alegações da Recorrente, para manter a não homologação da compensação em tela, por falta do crédito informado na presente DComp. Do pedido de realização de diligência. No presente Recurso, a Recorrente ainda pleiteou a realização de diligência, para fim de obtenção da documentação complementar, com a finalidade de comprovar, em relação aos anos calendários de 2002 a 2004, que: a) a Recorrente recolheu valores a título de Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins em montante superior ao devido, em virtude da desconsideração do regime monofásico e redução das alíquotas das aludidas Contribuições a 0% (zero por cento); e b) as declarações e retificações apresentadas pela Recorrente eram suficientes para comprovar a existência do saldo credor, bem como para efetuar as compensações realizadas. Em consonância com o princípio verdade material, determina o art. 18 do PAF que a autoridade julgadora somente determinará a realização de diligência, de ofício ou a requerimento do interessado, quando entendêla necessária. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA 12 No presente caso, a realização da diligência requerida, para fim de juntada de provas complementares, revelase totalmente desnecessária, pois, como visto, no presente caso, tratase de documentos da escrituração contábil e fiscal da própria Recorrente que, se existentes, poderiam ter sido facilmente por ela carreadas aos autos nas duas oportunidades em que nele se manifestou, especialmente, na presente fase recursal, quando ela já tinha pleno conhecimento de que tais documentos eram imprescindíveis para comprovação do alegado equívoco. Com base nessas considerações, reputo desnecessária a realização da diligência pleiteada. Em consequência, com respaldo no art. 18 do PAF, sou pelo seu indeferimento. Da conclusão. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao presente Recurso, para manter na íntegra o Acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 237DF CARF MF Impresso em 14/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 25 /01/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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Numero do processo: 13873.000699/2010-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/2001 a 31/08/2004
AÇÃO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE.
A suspensão da exigibilidade do crédito (art. 151 do CTN) não impede o Fisco de proceder ao lançamento eis que esta é atividade vinculada e obrigatória (art. 142 do CTN) e visa impedir a ocorrência da decadência.
AUTO DE INFRAÇÃO SUBSTITUTIVO
A declaração de improcedência da notificação não se subsumiu à regra contida no inciso II do artigo 173, do CTN, para que fosse efetuado lançamento substitutivo, pois não se tratou de anulação por vício formal.
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Não havendo comprovação nos autos de pagamento parcial, aplica-se o disposto no artigo 173, I.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2302-002.429
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi , Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
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SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. A suspensão da exigibilidade do crédito (art. 151 do CTN) não impede o Fisco de proceder ao lançamento eis que esta é atividade vinculada e obrigatória (art. 142 do CTN) e visa impedir a ocorrência da decadência. AUTO DE INFRAÇÃO SUBSTITUTIVO A declaração de improcedência da notificação não se subsumiu à regra contida no inciso II do artigo 173, do CTN, para que fosse efetuado lançamento substitutivo, pois não se tratou de anulação por vício formal. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Não havendo comprovação nos autos de pagamento parcial, aplicase o disposto no artigo 173, I. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 3. 00 06 99 /2 01 0- 61 Fl. 267DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luiz Marsico Lombardi , Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13873.000699/201061 Acórdão n.º 2302002.429 S2C3T2 Fl. 267 3 Relatório O Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado em 26/11/2010 e cientificado ao sujeito passivo em 29/11/2010, referese às contribuições previdenciárias relativas à cota do empregado, incidentes sobre a remuneração dos segurados comissionados, no período de 04/2001 a 08/2004. O relatório fiscal de fls. 19/22, diz que o presente lançamento vem substituir a NFLD n.º 35.797.0934, lavrada em 07/01/2005 e declarada improcedente através da DecisãoNotificação n.º 2124340222/2005, de 28/03/2005, homolada em 13/04/2005, tendo em vista Medida Liminar no processo 1999.61100042554 da 1ª Vara da Justiça Federal de Bauru, em 21/10/1999. Apelação interposta pelo INSS foi provida pelo TRF da 3ª Região, em 10/112009 e ocrédito lançado em 26/11/2010. Após a impugnação, Acórdão de fls. 98/110, julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alega em síntese: a) a inobservância do prazo exposto no artigo 173, II, do CTN; b) a decadência do direito de constituir o crédito; c) que não é possível a cobrança de contribuições sobre parcela recebida a título de função comissionada a partir da edição da Lei n.º 9783/99, fazendo referência à jurisprudência; d) que os valor dos juros deve ser excluído do lançamento, pois inexiste mora no período da liminar proferida. Requer o provimento do recurso para declarar insubsistente o Auto de Infração, cancelando a cobrança, ou alternativamente, requer o cancelamento dos juros impostos. É o relatório. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, devendo ser conhecido e examinado. Da Preliminar A recorrente alega que se operou a decadência impedindo o fisco de lançar o crédito, eis que a autuação se deu quando passados mais de cinco anos da data em que a notificação substituída foi cancelada. Segundo as razões expostas, houve violação ao disposto no inciso II do artigo 173, do Código Tributário Nacional. Da análise dos elementos constantes do processo, é de se ver que a recorrente impetrou Mandado de Segurança junto à Justiça Federal de Bauru/SP, sob o n.º 1999.61.100042554, buscando impedir a cobrança de contribuições previdenciárias decorrentes do parágrafo13, do artigo 40, da Constituição Federal, introduzido pela Emenda Constitucional n.º 20. Em 21/10/1999, foi deferida liminar onde textualmente se lê que está suspenso o crédito tributário, e ainda determinando que o INSS se abstenha da prática de qualquer ato que venha a prejudicar o município pelo cumprimento da decisão, não podendo o mesmo figurar na lista de bloqueio das cotas do Fundo de Participação do Município ou de qualquer outro cadastro de inadimplentes, em razão das dívidas ora discutidas, in verbis: (...) Isto posto, CONCEDO A MEDIDA LIMINAR pleiteada pela impetrante, para SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO RELATIVO ÀS CONTRIBUIÇÕES PREVJDENC1ÁR1AS que se referem à aplicação do § 13°, do" artigo 40, da Constituição Federal, das Portarias expedidas pelo Ministério da Previdência e Assistência Social n°s 4.882/98 e 4.992/98 e da Lei n.° 9.717/98, DETERMINANDO ao impetrado abstenhase da prática de quaisquer atos tendentes a prejudicar o impetrante pelo cumprimento desta decisão, em especial, abstendose de relacionar o Município de ÁGUAS DE SANTA BÁRBARA na lista de bloqueios das cotas do Fundo de Participação do Município FPM, ou qualquer outro cadastro de inadimplentes, em razão de dívida relativa às contribuições previdenciárias ora discutidas, bem como expedindo a competente certidão positiva de débitos fiscais com efeitos de negativa, nos exatos termos do artigo 206 do Código Tributário Nacional, uma vez que, o crédito encontrase com sua exigibilidade suspensa em razão da decisão ora proferida. Na vigência da medida liminar, o Fisco promoveu o lançamento do crédito tributário referente a exação questionada, consubstanciado na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito DEBCAD 35.797.0934, lavrada em 07/01/2005. Ocorre que Decisão Fl. 270DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13873.000699/201061 Acórdão n.º 2302002.429 S2C3T2 Fl. 268 5 Notificação de 28/03/2005, cuja cópia se encontra às fls. 81/84, pugnou pela improcedência do lançamento, cancelando a NFLD, em vista da medida liminar. Ao ser cassada a liminar com o provimento de apelação interposta pelo INSS, conforme o Acórdão prolatado pelo TRF da 3ª Região, em 10/11/2009, o Fisco lançou novamente o crédito tornado improcedente, período de 04/2001 a 08/2004, através deste Auto de Infração de Obrigação Principal, que ora se julga, lavrado em 26/11/2010, dizendo substituir a NFLD cancelada. Começo examinando a questão pelo aspecto em que a medida liminar não trouxe qualquer impedimento para que o Fisco lançasse o crédito tributário que entendia devido, apenas foi deferida pela medida judicial a suspensão da exigibilidade do mesmo. Ou seja, o lançamento poderia ter sido efetuado, como efetivamente o foi através da NFLD cancelada, e deveria ficar aguardando o desfecho do processo judicial, quando então poderia ser cobrado, executado em caso de ganho da Fazenda Nacional, ou então, sim, cancelado, caso a recorrente obtivesse êxito em sua demanda. No caso, o levantamento das contribuições discutidas judicialmente tinha como objetivo prevenir a decadência, pois em que pese a existência de ação judicial, esta acarretará a suspensão da exigibilidade do crédito nos casos de: · depósito integral da contribuição discutida judicialmente (art. 151, II, do CTN); · concessão de medida liminar em mandado de segurança (art. 151, IV, do CTN); · concessão de medida liminar ou de tutela antecipada em outras espécies de ação judicial (art. 151, V, do CTN). De acordo com a liminar deferida verificase que a exigibilidade do crédito tributário foi suspensa e a recorrente não podia figurar em listas de inadimplentes com relação ao tributo discutido, bem como devia ser expedida certidão positiva de débito, com efeito de negativa, justamente por estar o crédito com exigibilidade suspensa. Porém, não havia qualquer referência proibitiva na sentença quanto ao lançamento do crédito tributário. É oportuno esclarecer que não há que se confundir “suspensão da exigibilidade do crédito tributário” com a impossibilidade de lançamento. A “suspensão” referese tão somente a exigibilidade do crédito previdenciário por via de execução, ou seja, do adimplemento forçado em juízo, impedindo que sejam praticados, contra o sujeito passivo, atos de natureza constritiva, expropriatórios ou assemelhados, ainda que esgotada a fase administrativa. Assim, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a liminar não proibiu o lançamento, apenas suspendeu a exigibilidade do crédito tributário não afetando a efetividade do lançamento escorreito, feito por autoridade competente dentro dos moldes definidos em lei. Em regra, quando o contribuinte ajuíza ação para afastar a cobrança de determinada contribuição, não fica a Fazenda Pública impedida de proceder ao lançamento, pois este, segundo o parágrafo único do art. 142 do CTN, constitui atividade vinculada e obrigatória da autoridade administrativa, sob pena de responsabilidade funcional: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido Fl. 271DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Neste sentido, é a inteligência do Superior Tribunal de Justiça, consolidado em acórdão da lavra da Segunda Turma, cuja ementa é ora transcrita: "TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – MEDIDA LIMINAR – RECURSO ADMINISTRATIVO – LANÇAMENTO – EFETIVAÇÃO DE NOVOS LANÇAMENTOS – POSSIBILIDADE – CTN, ARTS. 151, I E III E 173 – PRECEDENTES. A concessão da segurança requerida suspende a exigibilidade do crédito tributário, mas não tem o condão de impedir a formação do título executivo pelo lançamento, paralisando apenas a execução do crédito controvertido."(STJ – Segunda Turma – RESP 75075 – Relator Ministro Francisco Peçanha Martins, DJ 14.04.2003, p.206)." Por outro lado, o lançamento do débito, mesmo estando a Fazenda Pública impossibilitada de cobrar, tem como objetivo resguardar o crédito previdenciário do prazo decadencial. Notese que o prazo decadencial não se interrompe nem se suspende com a interposição de medida judicial, fluindo a partir da ocorrência do fato gerador ou da data prevista em lei, e, em razão disso, eventual demora na solução do processo judicial poderia acarretar a perda do direito de constituir o crédito pelo lançamento, caso a impugnante fosse vencida no pleito judicial, como ocorreu no presente caso. Desta forma, o ajuizamento de ação pelo contribuinte visando afastar a cobrança de determinada contribuição não impede a Administração de proceder ao lançamento, ainda que haja causa de suspensão da exigibilidade do crédito, ficando, neste caso, repito,suspensos tão somente os atos executórios de cobrança. Assim, verifico que a fiscalização agiu no estrito cumprimento de seu dever legal, eis que o lançamento é ato vinculado e obrigatório, procedendo corretamente ao lançar o crédito previdenciário, o qual ficaria com sua exigibilidade suspensa até o final da demanda judicial ou até decisão judicial que lhe possibilite a cobrança. Entretanto, assim não entendeu a primeira instância administrativa e cancelou a NFLD DEBCAD 35.797.0934, em 13/04/2005, (data da homologação da Decisão Notificação de 28/03/2005) sob o argumento de improcedência do lançamento em vista da existência de ação judicial com liminar deferida. Ao declarar a improcedência do lançamento, não há que se falar em auto de infração substitutivo, pois tal procedimento somente poderá ocorrer quando,ocorrer a hipótese prevista no inciso II do artigo 173, do Código Tributário Nacional, ou seja, o lançamento tiver sido anulado por vício formal, o que não se configurou no caso em tela: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: Fl. 272DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13873.000699/201061 Acórdão n.º 2302002.429 S2C3T2 Fl. 269 7 I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.(grifei) Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. É oportuno ressaltar que o vício de forma caracterizase pela imperfeição do ato jurídico por falta de cumprimento dos requisitos formais ou extrínsecos, ou seja, por não estar revestido das formalidades que a lei exige para sua constituição e validade. A nulidade, portanto, é a consequência de um defeito do ato jurídico, ao qual falte algum elemento essencial e assim pode ser sanada quando o ato jurídico ficou incompleto. Já a improcedência do ato ocorre quando não se reconhece fundamento jurídico, sendo que o ato improcedente não pode ser repetido, conforme disposto pelo inciso II do art.173, do CTN. Nos casos de nulidade por vício formal, com efeito, a decadência quinquenal para a constituição do novo crédito se opera a partir da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou o ato defeituoso. Mas, o crédito considerado improcedente não pode se albergar no mesmo dispositivo legal acima referido, porque se a notificação de débito foi declarada improcedente, significa que não havia razão para o lançamento, de forma que tal ato não pode ser substituído por outro. Neste raciocínio, é de se ver que não há como a NFLD cancelada por improcedência retornar à cena com a lavratura do presente Auto de Infração que se diz substitutivo, mantendo o período nela lançado como íntegro frente à decadência quinquenal, com fulcro no inciso II do artigo 173, do CTN, porque este dispositivo legal trata de anulação de lançamento por vício formal, o que não se operou no caso em exame. A concessão da medida liminar não interrompe o prazo decadencial, não interrompe nem suspende o prazo para a constituição do crédito e nem impede o lançamento, o que inclusive é confirmado pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça in verbis: “TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA – OBSTÁCULO JUDICIAL. 1. A constituição do crédito tributário, nos termos do CTN, não sofre interrupção ou suspensão, iniciandose o prazo na data da ocorrência do fato gerador. 2. A partir do fato gerador, dispõe a Fazenda do prazo de cinco anos para constituir o seu crédito, não estando inibida de fazêlo se houver suspensão da exigibilidade, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. 3. A liminar concedida em mandado de segurança (art. 151, IV, CTN), bem assim as demais hipóteses do mesmo art. 151, não impedem que a Fazenda constitua o seu crédito e aguarde para efetuar a cobrança. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 4. Ocorrência da decadência, porque constituído o crédito após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 173, I, CTN). 5. Recurso especial conhecido em parte e provido.” (REsp 575991/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 14/06/2005, DJ 22/08/2005, p. 197) “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO DO ART. 173, I, DO CTN. INEXISTÊNCIA DE PRAZO DECENAL PARA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONCESSÃO DE LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. MEDIDA QUE NÃO IMPEDE A REALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO. JURISPRUDÊNCIA DA PRIMEIRA SEÇÃO/STJ QUE SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DO ACÓRDÃO EMBARGADO. APLICAÇÃO DO DISPOSTO NA SÚMULA 168/STJ. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS.” (EREsp 575991/SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/03/2008, DJe 07/04/2008) Por tudo que foi explanado, entendo que o Fisco procedeu acertadamente ao lançar o crédito tributário que estava com a exigibilidade suspensa, justamente para prevenir a decadência e o fez em obediência ao artigo 142, do Código Tributário Nacional e nos termos do artigo 63, da Lei n.º 9.430/1996, sem a incidência da multa, já que a suspensão ocorreu antes do início do procedimento fiscal. Todavia, a decisão de primeira instância que cancelou a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito declarando improcedente o lançamento não se mostrou acertada e tal fato, a improcedência, impede que este auto de infração lavrado seja tomado como documento substitutivo daquela notificação. Pelas cópias documentos juntados aos autos, em especial a sentença no Mandado de Segurança, fls. 87/90, se vislumbra que a decisão pugnou pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário a observância de fornecimento de certidão positiva de débito com efeito de negativa e a não inclusão da recorrente nos cadastros de inadimplentes, mas não há impedimento para o lançamento como diz o acórdão recorrido e por isso entendo que a declaração de improcedência da primitiva NFLD não permite a sua substituição. Embora o Fisco tenha autuado o contribuinte sob a alegação de Auto de Infração de Obrigação Principal substitutivo da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito 35.797.0934, e Acórdão da DRJ, tenha mantido o lançamento sob o argumento de que a liminar impedia a constituição do crédito, não encontrei nos autos provas capazes de sustentar esta afirmativa. Apenas por hipótese, coloco que se na ordem judicial houvesse determinação expressa para que o Fisco se abstivesse de efetuar o lançamento, então, por óbvio, sob pena de desobediência, o tributo não poderia ser lançado. Estritamente nesse caso, estando o Fisco impedido de agir, não haveria como se alegar a fluência do prazo decadencial para o ato de lançar o tributo, pois o Fisco não estaria inerte, mas impedido por ordem judicial. Assim, no caso hipotético referido, quando cassada a liminar, aplicarseia a regra contida no artigo 173,I do CTN, tendose como início do prazo decadencial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que houvesse o trânsito em julgado da sentença. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13873.000699/201061 Acórdão n.º 2302002.429 S2C3T2 Fl. 270 9 Contudo, no caso em exame este fato não se configurou. A medida liminar concedida em 21/10/1999, (fls. 87/90) e posteriormente cassada em 29/11/2010 não impedia o lançamento do crédito tributário e por isso a NFLD 35.797.0934, não deveria ter sido cancelada por improcedência, mas deveria ficar sobrestada até o julgamento final da ação judicial, pois tinha o propósito de resguardar o crédito da fluência do prazo decadencial. A declaração de improcedência da notificação não se subsumiu à regra contida no inciso II do artigo 173, do CTN, para que fosse efetuado lançamento substitutivo, pois não se tratou de anulação por vício formal. Ademais, ainda que se pudesse albergar o presente auto de infração no conceito de substitutivo, a fluência do prazo decadencial teria alcançado o lançamento, posto que a declaração de improcedência transitou em julgado em 13/04/2005 e o lançamento ocorreu em 26/11/2010, transcorridos portanto mais de cinco anos da data em que se tornou definitiva a decisão de improcedência. Portanto, sob todos os aspectos examinados entendo que o crédito lançado neste Auto de Infração de Obrigação Principal lavrado em 26/11/2010, e cientificado ao sujeito passivo em 29/11/2010, referente ao período de 04/2001 a 08/2004, encontrase atingido pela fluência do prazo decadencial exposto no artigo 173, inciso I do Código Tributário Nacional. Do Mérito Acatada a preliminar de decadência, deixo de me manifestar sobre o mérito da autuação. Por todo o exposto, Voto pelo provimento do recurso. Liege Lacroix Thomasi, Relatora Fl. 275DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 14/05/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
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