Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10280.003775/2007-76
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2002
ERRO ESCUSÁVEL. EXCLUSÃO DA MULTA DE OFÍCIO.
Depreende-se dos autos que omissão de valores na Declaração de Ajuste Anual da recorrente é fruto de falta de informações prestadas pela Fonte Pagadora, em evidente descumprimento ao disposto no art. 941 do Decreto 3.000/99.
INCOMPETÊNCIA DA DRJ PARA LANÇAR MULTA.
A DRJ não possui competência para modificar o fundamento do lançamento, pois seu papel é corrigir o lançamento, não refazê-lo a partir de esteio inaugural.
Recurso Voluntário parcialmente provido
Numero da decisão: 2202-002.289
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de mora de 20%.
Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga - Presidente Substituta.
(Assinado digitalmente)
Rafael Pandolfo - Relator.
(Assinado digitalmente)
Participaram do julgamento os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins, Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga .
Nome do relator: RAFAEL PANDOLFO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2002 ERRO ESCUSÁVEL. EXCLUSÃO DA MULTA DE OFÍCIO. Depreende-se dos autos que omissão de valores na Declaração de Ajuste Anual da recorrente é fruto de falta de informações prestadas pela Fonte Pagadora, em evidente descumprimento ao disposto no art. 941 do Decreto 3.000/99. INCOMPETÊNCIA DA DRJ PARA LANÇAR MULTA. A DRJ não possui competência para modificar o fundamento do lançamento, pois seu papel é corrigir o lançamento, não refazê-lo a partir de esteio inaugural. Recurso Voluntário parcialmente provido
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 28 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10280.003775/2007-76
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5262785
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 28 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2202-002.289
nome_arquivo_s : Decisao_10280003775200776.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RAFAEL PANDOLFO
nome_arquivo_pdf_s : 10280003775200776_5262785.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de mora de 20%. Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga - Presidente Substituta. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo - Relator. (Assinado digitalmente) Participaram do julgamento os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins, Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga .
dt_sessao_tdt : Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
id : 4934090
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434525323264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1693; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 89 88 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.003775/200776 Recurso nº Acórdão nº 2202002.289 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de abril de 2013 Matéria Omissão de rendimentos. Recorrente MARIA DE LOURDES DE LIMA REIS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 ERRO ESCUSÁVEL. EXCLUSÃO DA MULTA DE OFÍCIO. Depreendese dos autos que omissão de valores na Declaração de Ajuste Anual da recorrente é fruto de falta de informações prestadas pela Fonte Pagadora, em evidente descumprimento ao disposto no art. 941 do Decreto 3.000/99. INCOMPETÊNCIA DA DRJ PARA LANÇAR MULTA. A DRJ não possui competência para modificar o fundamento do lançamento, pois seu papel é corrigir o lançamento, não refazêlo a partir de esteio inaugural. Recurso Voluntário parcialmente provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de mora de 20%. Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Presidente Substituta. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo Relator. (Assinado digitalmente) 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 37 75 /2 00 7- 76 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A Participaram do julgamento os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Márcio de Lacerda Martins, Fábio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Junior e Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga . 2 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 89 Relatório 1 Auto de Infração Em revisão da Declaração de Ajuste Anual (fls. 610), a autoridade administrativa lançou Imposto de Renda com base em omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, com vínculo empregatício, no anocalendário de 2002. O montante omitido seria de R$ 18.978,50, decorrente de seu emprego no DNER (em extinção) e no DNIT (novo órgão). Na correção foram incluídos tanto os rendimentos omitidos, quanto o IRRF não declarado. Com isto, o total do crédito tributário constituído foi de R$ 1.289,81, incluídos multa de ofício de 75% e juros de mora. O contribuinte foi notificado do auto de infração em 09/10/2007. 2 Impugnação Indignado com a autuação, o recorrente apresentou impugnação (fl. 1) tempestiva, alegando simplesmente que todas as declarações foram realizadas de acordo com o RIR/99 e com os comprovantes de rendimentos recebidos. Anexos à impugnação estão os comprovantes de rendimentos do DNER (fl. 03) e do Ministério dos Transportes (fl. 04) além de recibo de despesas médicas (fl. 5). 3 Acórdão de Impugnação A impugnação foi julgada pela 2ª Turma da DRJ/BEL, por unanimidade, pela procedência parcial da impugnação (fls. 1924). Os fundamentos foram os seguintes: a) os comprovantes de rendimentos demonstrados pela impugnante não são suficientes para comprovar a quantia recebida, devendo ela ter percebido o erro do documento quando da declaração de ajuste; b) não obstante, por ter sido induzida ao erro, não é aplicável a multa de 75%, mas tão somente a de 20%, por mora, considerada, por entendimento da Fazenda Nacional – IN SRF nº 185/2002 –, aplicável nos casos de inexatidão material por manifesto lapso no preenchimento ou erro de cálculo; 3 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A 4 Recurso Voluntário Notificado da decisão em 13/05/08, a recorrente, não satisfeita com o resultado do julgamento, interpôs recurso voluntário (fls. 2829) em 30/05/08, repisando os argumentos da impugnação, adicionando: c) os valores foram declarados erroneamente pelas fontes pagadoras, pois ela teria recebido apenas aquilo que fora declarado, e que inclusive constava no comprovante de rendimentos apresentado; d) uma vez infirmada a presunção de que a fonte pagadora declarou corretamente, única prova da Fazenda Nacional, cabe ao Fisco investigar os fatos e apurar se os valores foram realmente recebidos. 5 Julgamento de Recurso Voluntário e Diligência Esta turma iniciou o julgamento do processo em 20/06/12, ocasião na qual os conselheiros, por unanimidade de votos, resolveram por converter o julgamento em diligência. Na diligência, deveriam ser intimadas as fontes pagadoras, para que essas comprovassem o pagamento dos valores declarados em DIRF. Em resposta, (fls. 5186 o eprocesso), o Ministério dos Transportes esclareceu a situação, dizendo que a recorrente estava na folha de pagamentos do DNER até o mês de março de 2002, quando se aposentou, e passou a figurar na folha de salários do Ministério dos Transportes. Além disso, a recorrente recebia também pensão civil (sem motivo especificado). Os autos retornaram à responsabilidade deste Conselheiro. É o relatório. 4 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 89 Voto Conselheiro Rafael Pandolfo O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade do Decreto nº 70.235/71, devendo, portanto, ser conhecido. A recorrente busca o cancelamento do imposto suplementar lançado sobre os rendimentos do ano calendário de 2002. Em sua defesa, arguiu que elaborou sua declaração de imposto de renda com base nas informações prestadas pela Fonte Pagadora. A DRJ, ao julgar impugnação da recorrente, decidiu pela mudança da multa de ofício por erro na declaração, de 75%, para multa de mora, no patamar de 20%. Como fundamento, defendeu que é evidente que a recorrente foi induzida em erro pela Fonte Pagadora ao apresentar a sua Declaração de Ajuste Anual e, embora tenha cometido erro na declaração, agiu manifestamente de boafé. Foi mantido, contudo, o crédito tributário exigido. Da análise dos documentos juntados pela Receita Federal após requerimento de diligência feito por este órgão, concluise o seguinte: A recorrente possuía duas fontes de renda. A primeira, pensão civil (fls. 54 57, 6263, 7172, 7374, 76, 78, 80, 82, 84 e 86), paga pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem e a segunda, proventos de aposentadoria (fls. 5861, 6465, 70, 73, 75, 77, 79, 81,83 e 85), pagos pelo mesmo órgão, conforme documentos de controle interno do órgão; Os valores efetivamente recebidos pela recorrente (fls. 53 e 68) conferem com os valores declarados em DIRF pelo Distrito Rodoviário Federal (hoje, extinto) e Ministério dos Transportes (fls. 1213). Desse modo, verificase correto o imposto apurado. A recorrente declarou ter auferido no ano de 2002 rendimentos no valor de R$ 20.617,61. Contudo, da análise dos documentos juntados em diligência, restou comprovada a percepção de rendimentos que alcançaram o valor de R$ 39.606,11 (fls.0809). O equívoco efetuado pela contribuinte mostrase evidente. Se subtrairmos o valor declarado pelo valor efetivamente recebido (R$ 39.606,11 R$ 20.617,61) obteremos o resultado de R$ 18.978,30. Esse valor coincide exatamente com a soma dos valores recebidos em razão de pensão civil, vejase: Ano 2003 Pensão (R$) Proventos (R$) DIRF (R$) Janeiro 2.043,79 1.615,30 3.659,09 Fevereiro 1.459,93 1.724,79 3.184,72 Março 1.474,73 1.742,55 3.217,28 Abril 1.474,73 1.742,55 3.217,28 5 Fl. 93DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A Maio 1.474,73 1.673,56 3.148,29 Junho 2.202,21 1.673,56 3.875,77 Julho 1.474,73 1.742,55 3.217,28 Agosto 1.474,73 1.742,55 3.217,28 Setembro 1.474,73 1.742,55 3.217,28 Outubro 1.474,73 1.742,55 3.217,28 Novembro 1.206,43 1.742,55 2.948,98 Dezembro 1.743,03 1.742,55 3.485,58 Total 18.978,50 20.627,61 39.606,11 Desse modo, concluise que a recorrente considerou os rendimentos oriundos de pensão civil como não tributáveis, provavelmente pelo fato de não ter recebido informe de rendimentos da fonte pagadora acerca dessa fonte de renda. Contudo, como mostra o art. 2º, VI da Lei nº 10.451/02, somente os rendimentos provenientes de pensão paga por pessoa jurídica de direito público interno abaixo de R$ 1.058,00 estão isentos. Os valores auferidos pela recorrente, contudo, ultrapassam o valor da hipótese de isenção fiscal descrita, conforme Relação dos Créditos dos Beneficiários de Pensões (fls. 7086). A multa aplicada no auto de infração foi a de 75% do art. 44, I, da Lei nº 9.430/96, por falta de declaração, vejase: Art.44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; Deve ser esclarecido que, em referência ao anocalendário de 2002, o acórdão recorrido reduziu a multa de 75% para 20%, por entender que o sujeito passivo foi induzido a erro por ter recebido informações errôneas das fontes pagadoras. O lançamento tributário de ofício, nos termos do art. 142, do CTN, constitui ato que, identificando a ocorrência de fato jurídico tributário, constitui o respectivo enlace obrigacional, determinado a matéria tributável, calculando o montante do tributo devido, identificando o sujeito passivo e, sendo caso, aplicando a respectiva penalidade. Constitui ato administrativo vinculado ao motivo que lhe serve de fundamento, conforme preceitua o parágrafo único do dispositivo há pouco referido. Desse modo, a modificação do lançamento não pode ser efetuada em sede de Delegacia da Receita Federal de Julgamento, pois a nova multa possui inusitado fundamento fáticojurídico — pagamento fora do prazo, nos termos do art. 61, § 2º — em relação ao auto de infração, que tinha como fundamento falta de declaração. A DRJ não possui competência para modificar o fundamento do lançamento, pois seu papel é corrigir o lançamento, não refazêlo a partir de esteio inaugural. Esse entendimento está cristalizado na jurisprudência deste Tribunal: 6 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 89 VÍCIO DE COMPETÊNCIA. INOVAÇÃO DO FEITO. É vedado ao órgão julgador substituir, ao seu talante, a multa de ofício constante do auto de infração pela sanção moratória, usurpando a função lançadora que não está na esfera de suas atribuições. (Primeiro Conselho de Contribuintes. 3ª Câmara. Turma Ordinária. Acórdão nº 10322.836. Proc. nº 16327.001283 200234. Rel. Flávio Franco Corrêa. Julg. 07/12/06) Ademais, depreendese dos autos que omissão de valores na Declaração de Ajuste Anual da recorrente é fruto de falta de informações prestadas pela Fonte Pagadora, em evidente descumprimento ao disposto no art. 941 do Decreto 3.000/99. Assim, tendo agido notoriamente de boafé, considerase o ato praticado pela recorrente erro escusável, devendo ser excluída a multa aplicada. Essa é a jurisprudência desse Conselho: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: IRPF. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Somente o erro escusável justifica a exclusão da multa de ofício, conforme precedentes desta Primeira Turma e da 2ª. Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (Recurso Especial n° 10.414.5376, Acórdão n. 920200.007, Relator Conselheiro Gonçalo Bonet Allage, julgado em 17/08/2009). Recurso negado. (2ª Seção, 1ª Câmara, 1ª Turma, acórdão nº 2101 001.212, Rel. Alexandre Naoki Nishioka, 29/07/11) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO DRJ. INOCORRÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo. ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÚMULA CARF Nº 7 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A 12 Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. As verbas recebidas por membros do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia não têm a mesma natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, sendo incabível excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. JUROS MORATÓRIOS. AÇÃO TRABALHISTA. Os juros moratórios recebidos acumuladamente em decorrência de sentença judicial, não se sujeitam à incidência do Imposto de Renda. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Preliminares Rejeitadas. Recurso Voluntário Provido em Parte. (2ª Seção, 1ª Turma Especial, acórdão nº 2801 002.611, Rel. Carlos Cesar Quadros Pierre, 08/06/2011) Nestes termos, votos pelo PARCIAL PROVIMENTO do recurso voluntário, para que seja excluída a multa de mora de 20%. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo 8 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 28/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 26/06/2013 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORG A
score : 1.0
Numero do processo: 00660.004006/83-00
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\020-0144
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00660.004006/83-00
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4410495
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\020-0144
nome_arquivo_s : 40200144_000146_06600040068300_008.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 006600040068300_4410495.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4811764
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434528468992
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T18:23:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T18:23:03Z; Last-Modified: 2009-07-07T18:23:03Z; dcterms:modified: 2009-07-07T18:23:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T18:23:03Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T18:23:03Z; meta:save-date: 2009-07-07T18:23:03Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T18:23:03Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T18:23:03Z; created: 2009-07-07T18:23:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-07-07T18:23:03Z; pdf:charsPerPage: 1208; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T18:23:03Z | Conteúdo => PROCESSO N9:0:004.006/83-00 -ÁÀN • .4-- ' MINISTÉRIO DA FAZENDA CMVG Sessão de .12..de..nt~rQde 19 84 ACORDÃONc-CSRF/02-0.144 Recurson° RP/201-0.146 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido PRIMEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MIORI S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO IPI - SELO DE CONTROLE - Bebida nacional - exposta ã venda sem o selo decontrole res pectivo. Caso em que não ficou caracteri- zada a responsabilidade imputada ao fabri cante fornecedor pe l , prãtica da irregul-a-__ . ridade verificada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis- cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos . er- mos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente ju ':alol/P Sala das S $s;-s6F), em 12 de novembr9. se 1984 ' 4i 1;1 /1/01 AMADOR OU ^e, FERN á DEZ - PRESIDENTE 2, TERESO DE JESUSRES - RELATOR -/ LUIZ FERNAND0 , RA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS, FERNANDO NEVES DA SILVA, HAMILTON DE SÃ . DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, SEBASTIÃO BORGES TAOUARY e SEBASTIÃO RO- . DRIGUES CABRAL. .,~-~-;--.4---- og't SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0660/004.006/83-00 RECURSO N.° : RP /201-0 . 146 ACÓRDÃO NJ.°: -CSRF/02-0.144 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MIORI S.A. INDÚSTRIA E COMERCIO RELATÓRIO A fiscalização apreendeu garrafas de aguardente de ca_ na na firma Casa Suburbana Ltda., tendo em vista que as mesmas se achavam sem o selo de controle; em decorrência, lavrou auto de in- fração contra o fabricante vendedor, MIORI S.A. Indústria e Comer- cio, para dele exigir o IPI e multa correspondente à sonegação,alem da penalidade por dar sarda ao produto sem o selo, dando como in- fringidos os artigos 57, 134, 135, 160, 364, III, e 376, I, do RI- PI/82. Na defesa, o autuado sustenta que houve erro na iden tificação do sujeito passivo, pois que na forma do artigo 19, 23, VI, e 173, e parágrafos, do RIPI/82, a responsabilidade pelo impos- to e penalidades caberia ao adquirente e não ao fornecedor. Diz, ain da, que "não se evidenciou a saída de mercadoria de seu estabeleci- mento sem o lançamento do imposto e aplicação do selo de controle. Foram, ai,sim,encontrados produtos de sua fabricação já sem o selo de controle, fora de seu alcance e responsabilidade, o que e bemdi- ferente". A autoridade de la. instância concordou que o adqui- rente fosse responsável pelas infrações, porem entendeu que ,,1 fa- 9 l'r c D M F - RJ/1.° C - C - Secgra - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0660/004.006/83-00 3. Acórdão n9-CSRF/02-0.144 to não desonera o fabricante, o qual deve ficar sujeito às mesmas penas, conforme artigo 368 do RIPI/82. No recurso ao 29 Conselho de Contribuintes argúi a er_ rOnea interpretação dada ao artigo 368 citado e aduz: "A razão de ser, portanto, do artigo 368 do RI- PI, e só dimensionar o alcance das consequenci- . as onerosas para quem assume a figurá de RESPON SÃVEL: .... e nunca, porem, a duplicidade impo-1 sitiva pretendida pelo julgador de primeira ins - . tância". O conselho deu provimento ao recurso, por entender que "não comprovado que as ditas mercadorias tenham sido remetidas em de- sacordo com as normas exigidas, cabe a responsabilidade pela ausên- cia dos selos ao possuidor delas, que não cuidou de preservá-los e com eles as recebeu". Repeliu, ainda, claramente, a interpretação da da ao artigo 368 pela autoridade de 19 grau. Inconformado com a decisão do Conselho, recorre a es- ta Egregia Câmara o douto Procurador-Representante da Fazenda, Dr, I- ran de Lima, pois segundo ele o acórdão feria tanto o artigo 160, co - _ co o artigo 376, inciso I, do RIPI/82. Fere o artigo 160, porque segundo esse dispositivo,se o produto for encontrado sem selos, não vale qualquer defesa que se baseie em nota fiscal mostrando que o imposto teria sido pago ou que teria havido baixa de selo no estoque, quando da saída dáprodutodo es tabelecimento emitente da nota. Assim seria, porque inadmissível a identificação do produto com a nota fiscal,na forma do que determina o artigo 160, Fere o artigo 376, I, porque nega que duas são as hi- póteses de incidência de multa aí previstas, ou seja, na "venda" ena "exposição à venda" e, por via de consequência, nega também que a o- peração efetuada pelo fabricante seja uma "venda". Não fossem tais negaçOes, então não haveria como escapar à conclusão de/ e o abri- f "1- 1/4 1 : c-, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0660/004.006/83-00 4. • Acórdão n9-CSRF/02-0.144 cante teria feito uma "venda" de produto sem selo e, por tal motivo, incidiria na multa desse artigo. Alem disso, trás também o Representante da Fazenda um argumento de ordem material para demonstrar a responsabilidade do fa bricante e pleitear a reforma do acórdão: e o de que se o fabricante tivesse selado os produtos, restaria nesses, de qualquer modo,algum vestígio de selos, porque a cola a utilizar, por força de norma es- pecifica, é de tal natureza que o:selo não pode ser retirado sem dei xar marcas. Caso o fabricante não tenha usado a cola própria, que o protegeria, assumira ele o ónus e seu produto devera ser considerado sem selo, se não houver vestígio no caso de eventual descolamento. /,."--7 í É o relatório. - ,°--i --°' -/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0660/004.006/83-00 5. Acórdão n9-CSRF/02-0.144 VOTO Conselheiro TERES° DE JESUS TORRES, Relator: ; A questão trazida ao exame desta Câmara cinge-se, em - suma, à interpretação do inciso I do artigo 376 do RIPI/82, verbis: . "Art. 376 - Aplicam-se as seguintes penalidades, em relação ao selo de controle de que trata o artigo 134, na ocorrência das infraçOes abaixo (Decreto-lei n9 1.593/77, art. 33): I - venda ou exposição à venda de produto sem o selo ou com emprego do selo já utilizado: multa igual ao valor comercial do produto, não inferi- or a Cr$ 85.000,00 (oitenta e cinco mil cruzei- ros)". O problema específico é saber quando estaria caracte- rizada a "venda do produto sem selo", para fins de aplicação da pena- , lidade cominada na lei. Ora, não resta dúvida de que é possível, na realidade, demonstrar com inteira segurança o momento a partir do qual o produ- to já se achava sem o selo e, portanto, teria sido vendido nessas= dições. Vejam-se situações práticas como as seguintes. Caso de apreensão de produtos sem selos em estabeleci mento revendedor grossista, com a possibilidade de se coletar embala gem ou caixa intacta: esta poderia ser vistoriada e confirmar que o estado do produto nela contido preexistia à sua saída do estabeleci- mento remetente, ou seja, da fábrica vendedora, por exemplo. nqueaí . existiria elemento objetivo (o acondicionamento original) capaz , de demonstrar que o produto tinha as mesmas caracteristicas que possuía ao sair do estabelecimento industrial de onde pro -m. t ( , / SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0660/004.006/83-00 6. Acórdão n9-CSRF/02-0.144 Outra possibilidade de demonstrar objetivamente a "ven da de produto sem selo", por parte do fabricante, estaria no seu exa — me junto às empresas de transporte, ou durante o percurso entre a fábrica e o estabelecimento do adquirente. Também poderia a prova ser feita com apreensão de pro— dutos acompanhados de notas fiscais que mencionassem quantidades maio— res que as constantes das vias fixas do talão correspondente, em po- der do fabricante; o mesmo se daria se viesse a ficar provado que o pagamento do preço constante das notasfiScaisforafeitocom cheque deva lor superior e os interessados não pudessem demonstrar outra transa- ção a justificar o desembolso adicional. Muitas outras situações semelhantes poderiam ser cita— das ate finalizar com a clássica verificação de que a nota fiscal re ferente ao produto não se acha lançada na escrita do fabricante e, consequentemente, nela não fora empregado nenhum dos selos constantes do estoque do emitente da mesma, isto é, do vendedor do produto apre endido sem selo. Em todos os exemplos acima caberia a invocação do in- ciso I do artigo 376 do RIPI/82 para efeito de penalização do fabri- cante, por venda do produto sem o selo de controle. Tem, pois, em situações assim, inteira razão o ilus- tre Procurador da Fazenda Nacional ao defender a tese de que o refe- rido artigo alcança os fabricantes (e não só os revendedores): é que eles executam operações de venda e ao realizarem tais transações po- dem estar a operar com produtos sem selos. O ponto nevrálgico da questão, portanto, é o de saber se o produto apreendido em estabelecimento diverso do fabricante ven dedor, com nota e rótulos regulares, mas sem selo de controle, já fa ria prova, por si só, de que estaria sem selos desde o momento da sai da da fábrica vendedora is r to é, desde o momento de venda por parte da firma produtora. ç- • , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0660/004.006/83-00 7. Acórdão n9-CSRF/02-0.144 No recurso especial responde-se positivamente, com o argumento de que o selo deve ser colado em cada garrafa,empregando-se na selagem cola que impossibilite a retirada do selo, sem deixar mar_ cas. Tal ponto de vista se funda, naturalmente, no artigo 154 do RI- P1/82 ênaInstrução Normativa a SRF n9 139/83. Todavia, há de convir-se que os dispositivos citados não dizem se as marcas resultantes da retirada do selo devem ficarno produto ou no próprio selo, isto e, se referem a restos de selos pre gados no produto indelevelmente ou, ao contrário, se reportam a di- laceraçOes, sinais ou vestigios no próprio selo, de modo a evidenci- ar que este já teria sido usado anteriormente. No meu entender, o sentido das normas citadas e o de que o selo não possa ser retirado intacto, pouco importando o destino da parte que dele se destacar, a qual poderá continuar aderente ao produto ou ser retirada do mesmo, mediante qualquer processo. O obje tivo é o de dificultar o reaproveitamento de selo usado e não o de construir prova contra o fabricante de modo a multá-lo toda vez que se encontrasse seus produtos fora do estabelecimento, sem marcas de selos de controle. Convem transcrever, aqui, o pensamento do ilustre Pre_ sidente desta Câmara, Dr. Amador Outerelo Fernández, conforme consta do seu voto no acórdão n9 CSRF/02-0.133: "Portanto, embora teoricamente a infração tanto possa ser praticada pelo fabricante (quando vender sem selo de controle), como pelo comerciante (quando expu ser o produto "à venda sem o selo de controle); na pr -á- tica o Fisco somente poderá punir aquele que comprov -a-_ damente demonstrar haver praticado a infração. Ora, no caso dos autos,aliátdenadalmnersIdo provado contra o fabricante, ainda apurou o Fisco que quem es tava expondo ã venda o produto sem o selo de controle era o comerciante, logo somente poderia punir o comer_ ciante e não o fabricante. Essa responsabilidade surge cristalina com a lei 729- tura dos seguintes dispositivos da legisla (:) e pecá...- , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0660/004.006/83-00 8. AcOrdão n9-CSRF/02-0.144 fica (arts. 173 e § 19, 160 e 23-VI,doRegulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pe- lo Decreto n9 87.981, de 23.12.82), que se transcre- vem, ipsis litteris: "Art. 173 - Os fabricantes, comerciantes e depositários que receberem ou adquirirem para in dustríalização, comércio ou depOsito, ou para em prego ou utilização nos respectivos estabeleci- mentos, produtos tributados ou isentos, deverão examinar se estes estão devidamente rotulados ou marcados e, ainda, selados, quando sujeitos ao se lo de controle, bem como se estão acompanhado -s- dos documentos exigidos e se estão de acordo com a classificação fiscal, o lançamento do imposto e as demais prescriçOes deste Regulamento. § 19 - No caso de falta de documentos que comprovem a procedencia da mercadoria e identifi quem o remetente pelo nome e endereço, ou de pr5 duto que não se encontre selado, quando exigido o selo de controle, não poderá o destinatário re cebe-lo, sob pena de ficar responsável pelo pag -a- mento do imposto, se exigível, e sujeito ã san- Oes cabíveis. Art. 160 - A falta do selo no produto, oseu uso em desacordo com as normas estabelecidas ou a aplicação de espécie imprOpria para o produto importarão em considerar este não identificado com o descrito nos documentos fiscais. Art. 23 - São responãveis: ********* e • •e•e e . e e * e . e e e•O ID ***** • e • • • • • • O e e e O O O VI - os estabelecimentos que possuirem pro- dutos nacionais sujeitos ao selo de controle, quando não estejam selados;" Tomo, pois, conhecimento do ec .íso especial mas voto no sentido de que se lhe negue provimente de , , Brasília - DF, em 12 de novembro de 1984. TERES° DE JESUS TORRES - RELATOR , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 00845.050725/81-28
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0718
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00845.050725/81-28
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4413509
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0718
nome_arquivo_s : 40300718_000557_08450507258128_003.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 008450507258128_4413509.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4812437
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434530566144
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T13:01:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T13:01:55Z; Last-Modified: 2009-07-08T13:01:55Z; dcterms:modified: 2009-07-08T13:01:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T13:01:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T13:01:55Z; meta:save-date: 2009-07-08T13:01:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T13:01:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T13:01:55Z; created: 2009-07-08T13:01:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-08T13:01:55Z; pdf:charsPerPage: 1202; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T13:01:55Z | Conteúdo => , '' 1 , PROCESSO N9 0845/050.725/81-28 , C' i : 5 sr) ,, N: n-: ' ': '12. I MINISTÉRIO DA FAZENDA WEF Sessão de 11 fevereirode 19 82 ACORDÃO No° CSRF/03-0.718 , Recurso n° RP/303-0.557 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: VOLKSWAGEN CAMINHÕES LTDA. • FATURA - Inaplicãvel à espécie a pena lidade prevista no art. 106, inciso IV, letra "a", do Decreto-Lei 37/66, tendo em vista que o documento em ques tão contém todos os requisitos identi ficadores da mercadoria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fisc , por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Espe cial P3'' Sala da S-s;e4XDF), em 11 de fevereiro de 1982. Ar. 1 / AMA " Od .411 " 0 'EckiNDEZ ' paA'Ai PRESIDENTE LUIZ CA //à ív",,, RELATOR 1li irTard ADHEMILSO t-STO • r)E CARVALHO PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros: HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, PAULO DE ALMEIDA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente justificadamente os Coe selheiros FRANCISCO MARTINS LEITE CAVALCANTE e PAULO CÉSAR DE A.VILA E SILVA. poOlk, •, „ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0845/050.725/81-28 RECURSO N.0 : RP/303-0.557 ~DÃO CSRF/03-0.718 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrido: TERCEIRA CÃMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: VOLKSWAGEN CAMINHÕES LTDA. RELATÓRIO Através do acórdão 21.294 da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, foi dado provimento ao recur so interposto pela empresa VOLKSWAGEN CAMINHÕES LTDA., que fora intimada a recolher a penalidade prevista no art. 106, inciso IV, letra "a", do Decreto-Lei n9 37/66, tendo em vista que a fiscali zação, em ato de revisão da D.I. n9044257/80, constatou que a im portadora não apresentou, por ocasião do registro da referida D.I., fatura comercial em sua via original. Dessa decisão, recorre o ilustre Procurador da Fa zenda Nacional junto àquela Câmara (fls. 47/51) sustentando a me xistência de qualquer amparo à pretensão da empresa, uma vez que o documento apresentado não o original da Fatura Comercial eque o conhecimento aéreo não contém todos os elementos de que deva constar a fatura comercial, mas apenas parte deles, o que invali da sua aceitação. Transcreve, ainda, em apoio aos seus argumen- tos, vasta legislação a respeito do assunto. Com o intuito de melhor esclarecer aos Srs. Conse lheiros desta Câmara Superior, leio na íntegra o acórdão recorri- do, bem como os termos do recurso especi. , a fim de que fiquem fazendo parte integrante do presente. )i'y É o relatório., D M F RJ/1.° C - C - Socp, rnf - 1600/75 2. SERVIÇO PemLIco FEDERAL Processo n9 0845/050.725/81-28 Acórdão n9-CS1F/03-0.718 VOTO= = Conselheiro LUIZ CARLOS NOGUEIRA, Relator: A materia já foi amplamente discutida neste Cole- giado Superior, firmando-se iterativa jurisprudência, esta, aliás, coincidente com o entendimento da Douta Câmara recorrida. Assim, voto para que se negue provimento ao recur so especial, pelo fato de que o documento juntado aos autos con tem todos os requisitos identificadores da mercado ia e, ainda, pe los próprios fundamentos do r. Acórdão recorrido" Brasília - DF., em 11 de fevero ro de 1982. rn $ LUIZ CARLIDS NOGUE P. , PELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 00008.450615/33-80
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0503
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00008.450615/33-80
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4415836
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0503
nome_arquivo_s : 40300503_000366_084506153380_007.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000084506153380_4415836.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4813253
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434531614720
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T12:58:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T12:58:55Z; Last-Modified: 2009-07-08T12:58:55Z; dcterms:modified: 2009-07-08T12:58:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T12:58:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T12:58:55Z; meta:save-date: 2009-07-08T12:58:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T12:58:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T12:58:55Z; created: 2009-07-08T12:58:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-07-08T12:58:55Z; pdf:charsPerPage: 1421; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T12:58:55Z | Conteúdo => , ,- PROCESSO N9 0845/061.533/80 / ,bn,Sitn -..: ,....,,...0. MINISTÉRIO DA FAZENDA WEF - -21 de agosto 81 Sessão de del9 ACORDÃO N0-CSRF/03-0.503 Recurso n o RP/303-0.366 • - Recorrente FAZENDA NACIONAL -: Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: MOORE McCORMACK (NAVEGAÇÃO) S.A. . . . ° FALTA OU EXTRAVIO DE MERCADORIA IMPORTADA: parágrafo único do art. 19 do Decreto- lei - n9 37/66. Na hipótese de ser....conhecida e - apurada a falta em ato de "conferência fi nal de manifesto" (Decreto n9 63.431, de" 16.10.68, art.- 25) toma-se como referencia , para cálculo dos tributos devidos (conver são da moeda estrangeira e aplicação da-s- aliquotas tarifárias) a data da aludida con . ferencia. Atualização do valor pecuniário das penalidades fiscais (arts. 105 do C.T.N., 110 do Decreto-lei n9 37/66 e 99 da Lei n9 4.357/64) não constitui agrava_ • mento penal, devendo-se aplicar o valor vi_ ' gente ã época do lançamento. Recurso Especial provido. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso iierposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Cámara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Conselheiros-Francisco Martins Leite C alcante, Luiz Carlos Nogueira e Randolfo Henrique de Souza Neto. Sala ' das L SessOe : ), em 21 de ag to de 1981. Ail -i / ------ ffiX8- ,DOR 09"---- ER;/YEZ -ç_____PRESIDENTE 4(,/ - -, „,-- -, --- PA LO IB f TOR • , Piado /6/7 ADHEMIL'x_ei\T BAS J: E,,CARVALHO PhOCURADOR DA FAZEN DA r.7ACIONAL Participaram, ainda, do presente 1u1gamento, os se-_, guints Conselhei' ros HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. • • • g*1 • • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL • - PROCESSO N. 0845/061.533/80 RECURSO N.° : RP/303-0.366 AGOIRO -ÁO N.° : C S RP/03-0.503 • • RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: MOORE McCORMACK (NAVEGAÇÃO) S.A. • RELATÓRIO • O aresto recorrido - Acórdão n9 20.128 (f is. 30/ 33), proferido no julgamento do Recurso n9 98.465, pela Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, baseou-se no seauin .te voto vencedor:, "A recorrente disçute, em resumo, a base de cálculo do credito tributário exigido, defendendo a tese de aplicação dos valores vigentes â época do fato gerador dos tributos, os quais deixaram de ser recolhidos em virtude da ocorrência da fal ta. _O Decreto n9 63.431/68 e claro em seu art.29, • que repete as dis posiçOes contidas. no Código Tri butário Nacional (art. 143 e 144) é no Decreto-. -lei n9 37/66 (art. 23 parágrafo. e 24). A questão da apuração da falta ou o seu- conhecimen - to pela autoridade aduaneira em nada confunde "raT existência do fato gerador da obrigação, pois que a sua apuração é feita diante dos documentos - de • importação por ocasião da descarga das mercado- rias. A autoridade toma conhecimento da falta através do manifesto do navio, folhas de descarga do transportador e documentos relativos a faltas e avarias emitidos pela entidade portuária compe tente. O transportador, responsabilizado pela ocor .rencia, deve recolher, segundo o que dispõe a lei, os tributos que deixaram de ser recolhidos pelo importador, não lhe cabendo pagar o tributo em va lores superiores ao devido por ocasião do seu f -a- to gerador, em virtude de ter a autoridade deixa- do de proceder â conclusão ou termino da apuração ; iniciada por ocasião da descarga, quando já conhecia!, N , 7 1¡ ° DMF - RJ/1.0 C - C - Secgraf - 1600/75 k 7 2., • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/061.533/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.503 • os fatos e a parte responsável pelas faltas ocor ridas. O parágrafo único do art. 60, do Decreto- -lei n9 37/66, e claro a este respeito quando de termina a apuração das faltas segundo dispõe regulamento (Decreto n9 63.431/68) e a indeniza ção à Fazenda Nacional do valor dos tributos que deixaram de ser recolhidos. Dentro do mesmo entendimento deve estar o valor da multa aplicada pelo acréscimo de merca donas. A posição que sustentamos e no sentido L1C que o . fato gerador, ora em discussão, ocorre no • momento do despacho aduaneiro. A tese da defen dente traz em seu socorro o Ato Declaratório mero 0800/125/75, que reforçou este nosso enten. dimento quando constituiu o sistema de .controle sobre manifestos, tornando obrigatóriaa apresen tação da DCI pró-forma, por ocasião do desembara ço aduaneiro, quando fossem constatadas falta-s- de mercadoria. A conferencia final de manifesto passou, a partir da implantação do novo sistema, a tomar por base o documento do des pacho aduanei ro para o estabelecimento dos valores apurados.— / Assim, nos termos do Ato Declaratório n9 0800/125, de 06.06.75, do SRRF da 8a. Região Fis cal, não pode esta Câmara desconhecer que a ocor rância do fato gerador se deu na ocasião do de- sembaraço aduaneiro, quando a fiscalização tomou conhecimento das faltas e acréscimos ocorridos. Dou provimento ao recurso. O acórdão está assim ementado: "Conferencia final de manifesto. Faltas e acres cimos de volumes. O dólar fiscal, as aliquotaj e as penalidades devem ser calculados de acordo com a época do fato gerador do imposto de impor tação quando a autoridade fiscal toma conhecimen to dos fatos que deram causa à exigência. Recur- so provido". O minucioso recurso do ilustre Procurador da Fa zenda Nacional junto àquela Câmara (fls. 35/53) que leio na Inte gra, pode, entratanto, ser resumido nas seguintes linhas mes — tras: 1) quanto à data de referência para exigência de tributos e respectiva base de cálculo, no caso de falta de mercadorias ve rificada em conferencia final de manifesto, ó a da representação a que se refere o art. 25, § 19 do Decreto n9 63.431/68, que de- ve prevalecer, conforme já copiosa jurisprudencia desta Câmara Superior, embora o ilustre recorrente manifeste sua preferenciar IH 1v • 3. SERVIÇO PCJE3LICO FEDEFRAL Processo n9 0845/061.533/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.503 1 pessoal pelo declarado na Orientação Normativa . Interna n9 15, da Coordenação do Sistema de Tributação, fixando o marco temporal para aqueles efeitos na data em que o responsável for intimado a recolher o que for devido; 2) a Segunda Câmara do Terceiro Coo 1 selho de Contribuintes, ao julgar recursos abrangendo a matéria de conferência final de manifesto, de sua competência priginá ria, consagrou o entendimento de qua a alegação baseada em dispo sitivo do Ato Deciaratório n9 800/125/75 (item 6.2) da Superin tendência da 8a.". Região Fiscal não pode ser acolhida, por achar- -se o mesmo derrogado pelo item IV do Parecer Normativo n9 56/77 da Coordenação do Sistema de Tributação, o qual se sobrepóe ao referido ato declaratório, de caráter administrativo limitado á DRF em Santos, ' enquanto o último tem força intèrpretativa da le gislação tributária, constituindo-se em norma complementar dela (art. 100 do Código Tributário Nacional); 3) a antiga Instância 1 Especial decidiu reiteradamente' que no caso de mercadorias es- trangeiras faltantes na descarga respectiva, os tributos inciden tes sejam calculados segundo os índices vigorantes na data da 1 . Conferência final do manifesto; 4)!ademais, no caso em espécie, ,não consta que a importadora tenha tomado as providências firma s das no Ato Declaratório . 0850/125/75, nem de outra forma comunica -do o fato à repartição, o:que poderia ter feito, na oportunidade, 1 a transportadora, com base em seus registros de descarga; a fal ta foi somente conhecida, como nos demais casos, no curso roti nal.= da conferência final do manifesto, quando então procedeu- . ,se-a sua apuração. O ilustre Procurador faz, ainda, consideração so bre o valor da penalidade do inciso VI do art. 59 Decreto-lei n9 . 751/69 a ser exigido )entendendo deva ser o atualizado pela Por 1 taria MF n9 39/79. Ê o rlatório7:/-. ./• • 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/061.533/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.503_ VOTO _ Conselheiro PAULO DE ALMEIDA, Relator: O assunto do recurso especial já é tranqüilo nes • ta Câmara Superior, a partir do Acórdão n9-CSRF/03-0.003, no sen tido de que a data de referência para a conversão da moeda es-. trangeira e cálculo dos tributos devidos, no caso de falta de merdadorias manifestadas, e a da conferência final do manifesto - procedimento administrativo previsto na legislação aduaneira especificamente para a apuração de faltas ou acrescimos de volu mes constantes dos conhecimentos arrolados naqueie documento, exe cutado deliberada e sistematicamente pelas repartiçOes interessa das, mediante rotinas adequadas. Inadmissível, portanto, a pretensão de que a au 'toridade aduaneira toma conhecimento daquelas ocorrências pelo simples fato de'que são anotadas na descarga do"navio. Tais ano . •taçaes serão naturalmente levados em consideração, mas no momen to oportuno, dentro das rotinas de serviços da repartição, quan do os papeis dos navios são propositalmente examinados para os diversos controles fiscais necessários. . A não ser, e claro, que,por qualquer outra for ma, inclusive comunicação expressa do responsável, seja efetiva mente levada ao conhecimento da autoridade competente a irregula ridade constatada - o que, porem, não ocorreu no caso do proces so, como salientado pelo ilustre Procurador recorrente, ao discu tir a significação do Ato Declaratório n9 0800/125/75 da DRF em Santos. • Quanto ã penalidade do Inciso VI do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69, entendo que o valor a ser exigido e o atualizado pelo referido ato ministerial, por não se tratar de agravação mas de simples correção monetária de seu valor origifiã rio, o qual não implica em m. oração efetiva mas em nova tradu ção monetãria do mesmo. .)f. , 1 v.verso Dou, assim, provimento ao recurso especial.," /a Brasília - DF., em 21 de agos • de 1981. P.13 ki aMEI A - -L-ATOR. • Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 00007.100109/06-80
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\020-0107
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00007.100109/06-80
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4411212
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\020-0107
nome_arquivo_s : 40200107_000119_071001090680_005.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000071001090680_4411212.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4811852
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434533711872
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T18:21:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T18:21:16Z; Last-Modified: 2009-07-07T18:21:17Z; dcterms:modified: 2009-07-07T18:21:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T18:21:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T18:21:17Z; meta:save-date: 2009-07-07T18:21:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T18:21:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T18:21:16Z; created: 2009-07-07T18:21:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-07-07T18:21:16Z; pdf:charsPerPage: 1051; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T18:21:16Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0710/010.906/80 W MINISTÉRIO DA FAZENDA CMVG Sessão de 19 de rnarcbx.) de 19 84 ACORDÃON°-WRF/02-0.107 Recurso n°-RP/201-0. 119 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MAKRO ATACADISTA S.A. IPI - PORTARIA 518/75 - Revogação expressa da obrigação de escrituração do livro cria do pela Portaria 518/75, pela Portaria MP 299/83. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto pela FAZENDA NACIONAL: . ACORDAM os Membros da Câmara Superior de R u os Fis- cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao rec eso P Sala das S / i s7,- -/aF), em 19 de març de 198 AMADOR OU-11 wÃ5j á D' f - PRESIDENTE 111~. _..............— da Addee ' , .4. .. FE" ANDO N , S +A S7 ". - RELATOR 0 LUIZ FERNANDO O , RA DV MORAES - PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS, HAMILTON DE SÁ DANTAS, JOSn FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA, NEWTON PARANHOS e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. , 'XO,É 1WOC,.~." SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0710/010.906/80 RECURSO N.° :-RP/201-0.119 ACÓRDÃO N.° ,-CSRF/02-0.107 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDO: SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: MAKRO ATACADISTA S.A. RELATÓRIO , Trata-se de acusação de falta do livro de registro de . mercadorias estrangeiras, instituldo pela Portaria n9 518/75. Pela falta, foi exigida do contribuinte a multa do artigo 359, I do RIPI. A r. decisão recorrida julgou a exigência improceden- te em decisão assim ementada: "IPI - DOCUMENTARIO FISCAL - LIVRO DE REGISTRO DE EN- TRADA, SAÍDA E ESTOQUE DE MERCADORIAS ESTRANGEIRAS - Não mais .persiste a obrigação criada pelaPortaria MF n9 518/75 eis que nem o RIPI/79, nem o RIPI/82 in- cluem o referido livro entre os de uso óbrigatório pelos contribuintes do IPI. Recurso provido para a- fastar a aplicação da multa do artigo 395, I dORIPI/ 79." Leio, para melhor compreensão da hipótese, o voto ma- joritário. Inconformada com a posição assumida péla maioria do 4 4 Segundo Conselho de Contribuintes, r e-co / --, a Fazenda Nacional a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais i 0(.1 D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0710/010.906/80 2. Acórdão n9-CSRF/02-0.107 Sustenta, em síntese que a Portaria n9 518/75 e resul tado de atribuição de competência operadaem decorrência:do Decreto-Lei n9 400, art. 17 e, por isso, não poderia ser revogada pela edição de RIPI posterior. Tem, ainda, diversas consideraçOes, todas divorciadas , da controvérsia posto que referentes à tese sustentada pelo Conselhei_ ro Osvaldo Tancredo de Oliveira quando a falta e a multa dizem res- peito a comerciantes varejistas. Contra-razOes do sujeito passivo à fls. 293/304, ale- gando a existência de sistema que substituiu o livro criado pelaPor_ taria 518/75, e salient do que essa norma foi expressamente revoga- da pela Portaria 299/8 ] , É o relat rfo. - / ,%4A / / • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0710/010.906/80 3. Acórdão n9-CSRF/02-0.107 VOTO Conselheiro FERNANDO NEVES DA SILVA, Relator Já tive oportunidade, nesta Câmara Superior de Recur- sos Fiscais de sustentar que a obrigação criada e regulada pela Por- taria 518/75 -- escrituração do Livro de Registros de Entradas, Saí- das e Estoque de Mercadorias Estrangeiras ---foi revogada com o ad- vento dos Decretos 83.263/79 e 87.981/82, que aprovaram os Regulamen- tos do IPI de 1979 e 1982. Esses regulamentos, nos artigos 231 do RIPI/79 e 265 do RIPI/82, relacionam, especificando-os, os livros que os Contribuin ! tes devem manter e escriturar. E, deles não consta o livro criado pela Portaria n9 518/75. Assim, entendi que aquela obrigação fora revogada pe- la superveniencia de norma hierarquicamente superior. Essa posição, entretanto, não foi aceita pela douta maioria dos membros deste Colegiado. Ocorre que, agora, recentemente, o Sr. Ministro da Fa zenda, através da Portaria 299 de 19.12.83, revogou explicitamente a controvertida e burocratizante Portaria 518/75. - Assim, a controvérsia dos autos restou solucinada. Revogada a obrigação acessória não há razão para a ma nutenção da multa imposta por seu descumprimento. Aplicável, agá', 1 904 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0710/010.906/80 4. Acórdão n9-CSRF/02-0.107 norma do artigo 106, II do Código Tributário Nacional. Consequentemente, quer se aceite o entendimento do a córdão recorrido, quer se acate a Portaria 299/83, o certo e que o recurso não pode ser provido para restabelecer a multa. Com tais consideraçOes, nego-lhe provimento Brasilia, DF, em 19 de mar o de 1984. r . FE ANDO NEVES D Á SILV - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10845.003768/87-72
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-1704
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10845.003768/87-72
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4413572
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-1704
nome_arquivo_s : 40301704_000150_108450037688772_016.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 108450037688772_4413572.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4812469
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434537906176
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T09:36:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T09:36:48Z; Last-Modified: 2009-07-08T09:36:57Z; dcterms:modified: 2009-07-08T09:36:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T09:36:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T09:36:57Z; meta:save-date: 2009-07-08T09:36:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T09:36:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T09:36:48Z; created: 2009-07-08T09:36:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; Creation-Date: 2009-07-08T09:36:48Z; pdf:charsPerPage: 1652; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T09:36:48Z | Conteúdo => I MINISTINIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10845/003.768/87-72 Sessão de 14 de junho de 19. ACORDÃO N2CSRF-/-0-3,---(-)1.70491_ Recurso n2: RP/302-0.129 e RD/302-0.150 Recorrente: FAZENDA NACIONAL e CIA DE NAVEGACÃO LLOYD BRASILEIRO, REP. POR NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. Recorrida : SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES simm)PAssivo: CIA DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASILEIRO, REP. POR NAUTI LUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA e FAZENDA NACIONAL. — CONFERENCIA FINAL DE MANIFESTO - Denúncia espôntânea. Recurso da Pro- curadoria da Fazenda Nacional con- tra decisão da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que acolheu a denúncia apresentada pelo sujeito passivo. Confirmada a decisão da Câmara recorrida. II - Recurso negado. III - Recurso do sujeito passivo. Taxa Câmbial. Para efeito de cálculo dos tributos deve ser adotada a taxa de câmbio vigente na data do lança- mento do credito tributârio (art. 107 e parágrafo único do Regulamen to Aduaneiro - Dec. n9 91.030/85). IV - Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL e CIA DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASILEIRO, REP. POR NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. ACORDAM os Membros da Câmara Su perior de Recursos Fiscais,'por maioria de votos, negar provimento ao RP/302-0.129, vencido o Cons. Itamar Vieira da Costa (Relator), que lhe dava provimento parcial, para admitir a exclusão da multa apenas em relação aos acréscimos e, por maioria de votos, negar nrovimento ao RD/302-0.150, nos termos do relatório e voto que passam a in- tegrar o presente julgado, vencidos os Cons.: a) Ubaldo CampelonN V.V. Átit, DAMEFP/DF- SECOS N? 064/90 J H :1111. Neto, que nrovia narcialmente o recurso, /para reconhecer a adoção da taxa cambial vigente na data da entrada da mercadoria e, b) Sebastião Rodrigues Cabral, que reconhecia a sua adoção na data da denúncia es- Pontãnea, Designado para redigir o voto vencedor o Cons. Fausto Frei- tas de Castro Neto. S.1-a-,qas Sessões (DF), em 14 de junho de 1991. „,-/ ,•"; e. , ,,r( ---" - MA S . À, ST. - PRESIDENTE , FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO - RELATOR-IESIGNADO IN.Fr4nTTA- 7-5.- DE SÃ ARAWO - PROCURADORA DA FAZENDA NACIONAL -DESIGNADA. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOÃO HOLANDA COSTA e PAULO AFFONSECA DE BARROS F. JUNIOR. Ausen- te justificadamente o Cons. DURVAL BESSONE DE MELLO. Defendeu a recor rente, seu advogado, Dr. Paulo Roberto Cuco Antunes - OAB/RJ N944.697. Defendeu a Fazenda Nacional, sua Procuradora-Representante, Dra. Inez Maria Santos de Sã Araújo. ‘ k Sr4k liki4 , senvtco PUBLICO PECERAL 2. PROCESSO Ng 10845-003768/87-72 RECURSO Ng RP/302-0.129 e RD/302-0.150 ACÓRDÃO CSRF/03-01.704 RECORRENTES : FAZENDA NACIONAL E CIA DE NAVEGAÇÃO LLOYD BRASI LEIRO, REP. P/ NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. RECORRIDA : 2 g CÂMARA DO 3 g CONSELHO DE CONTRIBUINTES. RELATÓRIO Recorre à Câmara Superior de Recursos Fiscais a Procuradoria da Fazenda Nacional, pleiteando a reforma do acOrdão n2 302-31.352, de 23/05/89, prolatado pela 2 2 Câmara do 3 2 Conselho de Contribuintes, cujo teor foi assim amentado: , "Conferencia Final de Manifesto. A data base para efeito de cálculo da exigencia é a do respectivo lançamento (art.107, único do Regulamento Adua- neiro). Multas excluídas por denúncia espontânea. Prece dentes do colegiado e da CSRF." A recorrente dá continuidade à ação fiscal para discutir matéria relacionada com da denúncia apresentada pelo sujei to passivo, cuja espontaneidade foi aceita pela câmara recorrida,pa ra efeito do que estabelece o artigo 138 do CTN, na forma da deci são acima transcrita, proferida por unanimidade de votos. Argumenta a Procuradoria que a 1 2 Câmara desse Conselho aceita a denúncia apenas quando atendidos todos os pres supostos presentes no art. 138, do CTN, inclusive a prova da liquida. ção do crédito tributário. Assim, acusa divergehcia entre o que determina o julgado recorrido e o que consta do accirdão n 2 301-25.926. Defende a recorrente a tese de que a visita adua- neira da início aos procedimentos fiscais que excluem a espontaneida - de da confissão praticada pelo contribuinte. Discute que para as infraçoes em cujo elenco "n- r44 #4\ • • sEnv n co Pusuco reoEFRAL Processo n9 10845/003.768/87-72 3. clui-se a que ensejou a presente autuação, não cabe a hipótese de ar bitramento do valor, a que se refere o CTN, art. 138. Trata-se aqui do cálculo dos tributos e, portanto, de seu recolhimento. Insiste que não cabe à hipótese do arbitramento, haja vista a precisão dos elementos disponíveis para o cálculo exato do imposto. Por tais razões, tem como inexistente a denúncia espontânea, requerendo, pois, a reforma da sentença. Em suas contra-alegações, a interessada argumen- ta que a denúncia espontânea, além de garantir-lhe a dispensa das multas, é instrumento que agiliza os trabalhos fiscais, evitando que a Fazenda deixe de apurar elevados créditos tributários. Alega que, historicamente, todos os argumentos levantados com o objetivo de tornar sem efeito a confissão pratica- da pelos transportadores marítimos têm sido rechaçados pela Câmara Superior. Acrescenta que, combinando-se as disposições ams tantes do parágrafo único do art. 138 do CTN, com o que estabelecem os art. 25 (Dec. 63.431/68) e 7 2 , I, (Dec. n 2 70.235/72), tem-se que o transportador só perde a espontaneidade para denunciar as infra ções relativas a faltas e/ou acréscimos registrados na descarga de mercadorias, quando regularmente cientificado da conferencia final de manifesto. Contra a tese de que a denúncia deveria fazer-se acompanhar do recolhimento dos tributos para que se configurasse sua espontaneidade, menciona a jurisprudância firmada pela própria Câma- ra Superior, e afirma que tal norma destina-se ao importador, uma vez que o transportador não dispõe dos elementos necessários ao cál- culo do imposto, necessitando do arbitramento feito pela repartição para efetuar o respectivo depósito. Ainda, relativamente à questão do recolhimento do crédito tributário, insurge-se contra a tese de que o valor deposita do pela denunciante, para garantia de instância, não traduz um arbi- tramento mas sim o próprio lançamento, cujo valor deve ser pago e não discutido no que respeita a isso, garante que não está obrigado - a recolher um valor discutível, sujeito a alteração no correr do pro cesso administrativo. Assegura que esse valor não corresponde, neces 6-ZidÁ? 4 SERVIDO Pueuco FEDERAL Processo n9 10845/003.768/87-72 4. sariamente, aos tributos devidos, antes que se esgotem os recursos legais que permitam discuti-lo. No que respeita à tese de que a visita aduaneira é procedimento que exclui sua espontaneidade, sua contestação fun da-se na jurisprudância firmada e na argumentação de que a visita a duaneira não constitui procedimento diretamente relacionado com a infração. Assim, pede que se negue provimento ao recurso in terposto pela Fazenda Nacional. - Além das contra-alegações, a autuada volta a com- parecer nos autos como recorrente, desta feita para discutir a taxa de câmbio adotada no acórdão recorrido, o qual encontra-se divergen- te do que determinam os acórdãos: CSRF/03-1.147, 303-24.399, CSRF/ 03-01.410 que estabelecem data distinta como referencial para o cál- culo dos tributos. Preliminarmente, reitera a recorrente os argumen- tos desenvolvidos anteriormente, e pede a observancia do que preceitu am os arts. 19, 143 e 144 do CTN e 1 2 e 24 do D.L. n 2 37/66. Do exame desses dispositivos deduz que a taxa cam bial a ser adotada e a da data da chegada de navio no posto de desti no. No entanto, admite a aplicação do que determina o parágrafo único do art. 23, D.L. n 2 37/66, segundo o qual, afirma ser correta a adoção da taxa vigente na data da confissão da falta pelo sujeito passivo. Diante desses argumentos aguarda a reforma da sen tença proferida nos termos do acórdão n 2 302-31.352, no que respeita à taxa cambial utilizada na conversão da moeda negociada. A Procuradoria da Fazenda Nacional defende o não provimento do recurso interposto pelo contribuinte, mantendo a taxa cambial vigente na data do lançamento dos tributos. . É o relatório. f21"5 • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10845/003.768/87-72 5. RD/302-0.150 RP/302-0.129 Ac.CSRF/03-01.704 FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO, Relator designado: VOTO VENCEDOR Para apreciação desta Câmara Superior apresentou-se doisrecur sos: o da Procuradoria da Fazenda Nacional que se insurge contra a deci são da Segunda Câmara do 3 Q Conselho, no que respeita ao reconhecimento da espontaneidade da denúncia da infração praticada pelo sujeito passi vo, e o recurso de divergência interposto pela parte passiva, relaciona do com a taxa cambial a ser adotada no cálculo dos tributos exigidos. Quanto à denúncia espontânea, entendo cumpridos os requisi tos ditados pelo art. 138 do Código Tributário Nacional, conforme te nho já me pronunciado, acompanhando a jurisprudência pacífica desta Câ mara Superior de Recurso Fiscais. Acolho, portanto, a referida denúncia e nego provimento ao recurso interposto pela Fazenda Nacional. No que se refere à taxa cambial, acompanho também a jurispru ciência firmada sobre o assunto tanto no âmbito do 3 Q Conselho, quanto no desta Câmara. Com efeito, está expresso, literalmente, nos arts. 103 e 107 do Regulamento Aduaneiro, Decreto n Q 91.030/85, que a data a ser considerada para fins de conversão cambial é aquela em que se deu a apu ração da falta, isto é, a do lançamento do crédito tributário correspon dente. Assim, nego provimento ao recurso interposto pelo sujeito passivo. Sala das Sessões, em 14 de junho de 1991. ocA. '''2-4-A.ÀLÇ2x-4$7 FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. Relator designado. NOk — Imprensa Nacional sz. av '20 .,3,,,:c =_ Processo n9 10845/003.768/87-72 6. RD/302-0.150 RP/302-0.129 AC.CSRF/03-01.704 ITAMAR VIEIRA DA COSTA - RELATOR VOTO VENCIDO O processo está consubstanciado em duas partes: 1. Recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional. 1.1. A matéria discutida é a denúncia espontânea apresenta da pela empresa e acatada pela Câmara recorrida. 1.2. Contra-alegações da empresa ao RP. 2. Recurso de divergencia interposto pelo sujeito passivo. 2.1. Neste RD a interessada se insurge contra a aplicação da taxa de câmbio vigente por ocasião do lançamento do crédito tribu- tário. Pretende ela a aplicação da taxa vigente na data da entrada do navio no respectivo porto ou, alternativamente, na data em que a auto ridade tomou conhecimento da falta, isto é, da denúncia espontânea. 2.2. Contra-razões da procuradoria da Fazenda Nacional. Análise do recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional O assunto tem merecido acurado estudo tanto nas Câmaras que compõe o Terceiro Conselho de Contribuintes quanto nesta Câmara Supe rior de Recursos Fiscais. Entendo que qualquer análise a respeito deve levar em conside ração cada disposição do artigo 138 do Código Tributário Nacional que diz: "Art. 138 - A responsabilidade é excluída pela denúncia espOn tânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da im- portância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único - Não se considera espontânea a denúncia apre sentada apcis o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração." Como se ve, há vários pressupostos, cumulativos, para que se- - ja aceita a confissão do contribuinte ou do responsável pela infração. deve haver uma comunicação, por escrito, à autoridade fiscal, da exis tencia da infração, acompanhada da prova do imposto ou do depósito da importância arbitrada pelo Fisco. Além disto deve ser feita a confi - . ) sEiCo z:JEA,_ Processo n9 10845/003.768/87-72 7. são antes de qualquer procedimento fiscal relacionado com a infração. Sobre o assunto preleciona o tributarista Bernardo Ribeiro de Moraes: "Para caracterizar a denúncia espontânea, por tanto mister se faz a presença, em conjunto, dos seguintes elementos: a) o interessado deve comunicar à autoridade administrativa a existencia da infração. A denúncia espontânea se refere à in- fração; h) essa comunicação deve ser espontânea, isto é, deve ser apresentada antes de_qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalizaçao relacionada com a respectiva infração. Eis o conceito de espontaneidade, ligado não a vontade do con tribuinte mas à ação (procedimento) da autoridade administra- tiva relativamente à determinada infração. É o que dispOe o parágrafo único do art. 138 do Código Tributário Nacional. O início de uma fiscalização geral nao impede a espontaneidade da denúncia; c) essa comunicação deve ser acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e demais onus decorrentes do tem- po (juros de mora e correção monetária); ou de depósito da im portancia pela autoriade administrativa, quando o montante do trributo dependa de apuração. A exclusão da responsabilidade, pela denúncia espontânea, se prende à infração. (Compendio de Direito Tributario, Rio de Janeiro, Forense, 1987, Pág. 727)". Sobre a matéria, diz Aliomar Baleeiro: "EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE PELA CONFISSÃO - Libera-se o contribuinte ou responsável de qualquer deles, pela denúncia espontânea da infraçao acompanhada, se couber no caso, do pa- gamento do tributo e juros morat6rios, devendo segurar o Fis- co com depósito arbitrado pela autoridade se o , quantum da obrigação fiscal ainda depender de apuração. Ha nessa hipóte- se, confissão e, ao mesmo tempo, disistencia do proveito da infração. (Direito Tributário Brasileiro, Rio de Janeiro, Fo- rense, 6 § Edição, 1974, pág. 438)". Ainda, a lição do saudoso Fábio Fanucchi: "Em qualquer circunstância, é possível excluir-se a responsa- bilidade por infraçOes, embora seja impossível, quando a lei a fixar, excluir a responsabildiade pelo crédito tributário. Basta, para tanto, que o responsável denuncie espontaneamente a infração, pagando, se for o caso, o tributo devido, os ju- ros de mora, ou efetuando depósito da importância que for ar- bitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração (art. 138 do CTN). Todavia, para que seja válida a denúncia, capaz de elidir punições, portan- to, é necessário que se antecipe a qualquer procedimento ad- ministrativo ou a medida de fiscalizaçao, relacionados com a infração (parágrafo do artigo 138 do CTN). Há legislações es- pecíficas (IPI) que detalham quais os atos fiscais capazes de excluir a espontaneidade da denúncia. É verdade que esse deta lhamento é capaz, por vezes, de se transformar em uma desvan-[ )hin 5 .,, zo ...e_co„,,=E„,_ Processo n9 10845/0G3.768/87-72 8. tagem, desde que não se estabeleçam limites para a autuação fiscal. Por exemplo: a legislaçao citada impede que o sujeito passivo, depois de iniciada a fiscalização geral, se auto-de- nuncie por práticas incorretas. Sempre que a fiscalização se estende por longo período de tempo (e isso ocorre com frequen cia), o impedimento permanece e cria situação intolerável e injusta para o fiscalizado. Por isso que o justo está expres- so no Codigo Tributário Nacional, sendo a espontaneidade ex- cluída tão s6 quando o procedimento administrativo ou a medi- da de fiscalização estejam especificamente relacionados com a infração. É o que significa a ordem do parágrafo do artigo 138 do CTN. (Curso de Direito Tributário Brasileiro, Ed. Re- senha Tributária. 1 32 Edição. 1975, Pág. 261/62)”. No caso em análise, vâ-se que há duas situaçOes: uma relacio- nada com a denúncia espontânea da infração capitulada no Art. 522,111, do Regulamento Aduaneiro, pela constatação de haver acréscimo de mer- cadoria, a outra, pela constatação de falta de mercadoria. Já tenho me posicionado favoravelmente quando a denúncia se enquadra em todos os requisitos estabelecidos pelo Art. 138 do Código Tributário Nacional. No que se relaciona com a denúncia em razão da ocorrência de acréscimo isto tem acontecido e no caso sob análise nes te processo isto ocorreu. Mantenho minha posição, acatando-a, na mesma linha do Acórdão n g 301-25.898, em que fiu relator. Em relação, a falta, entretanto, faltou um dos pressupostos indicados no referido art. 138 do CTN, qual seja, o pagamento do im- posto devido. Com a mesma fundamentação deixo de acatar a denúncia espontâ- nea em razão da ocorrencia de falta de mercadoria. Por todo o exposto voto no sentido de: a) acatar a denúncia espontânea apresentada em relação ao acréscimo de mercadoria pelo atendimento de todos os pressupostos do art. 10,8 do CTN; h) não acatar a denúncia espontânea apresentada em relação 'a falta de mercadoria, uma vez que não foi atendido um dos pressupostos do art. 138 do CTN, ou seja, o pagamento do imposto devido. Por oportuno, devo consignar a existencia de controvérsia em - tomo desta matéria, transcrevendo o texto do art. 31 do Regulamento Ge42 Aduaneiro e do ADN/CST n g- 04/86: \ !D4 ‘illili . . Processo n9 10845/003.768/87-72 9. "Art. 31 - As operações de carga, descarga ou transbordo de veiculo procedente do exterior só poderao ser executados de- pois de formalizada a sua entrada no porto, aeroporto ou na repartição que jurisprudenclar o ponto de fronteira alfandega do. § 1 2 - Para efeitos fiscais, considera-se formalizada a entra da do veiculo quando encerrada a visita e lavrado o respecti- vo termo de entrada." "ADN/CST n g 04/86 - O COORDENADOR DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO,no uso de suas atribuições, tendo em vista o disposto no art.138, parágrafo ánico, da Lei n g 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN), e Considerando que, nos termos do artigo 31 do Regulamento Adua neiro, aprovado pelo Decreto n 2 91.030, de 05 de março de 1985, a formalização da entrada de veículo procedente do ex- terior é procedimento administrativo que da início aos contra les fiscais em relação à carga transportada, DECLARA, em cara terr normativo, às unidades descentralizadas e aos demais in- terressados, que, depois de formalizada a entrada de veículo procedente do exterior, não mais se tem por espontânea a de- núncia de infração imputável ao transportador ou ao responsá- vel pelo veículo, relativa à carga neste transportada." Já o art. 36 do mesmo Regulamento diz: "Art. 36 - A visita será encerrada com a lavratura do termo de entrada do veículo, de acordo com o modelo aprovado pela • SRF." É de se concluir, portanto, que a recorrente se reportou ao termo de visita aduaneira, quando se refere à formalização da entrada do veículo como procedimento administrativo que dá início aos procedi mentos fiscais em relação à carga transportada. Transcrevo e a este incorporo, parte do voto proferido pelo ilustre Conselheiro relator, Dr. José Façanha Mamede, que resultou o Acórdão n 2 CSRF/03-01.473/87, verbis: "Enganam-se, assim, "data venia", os que entendem que, após a visita aduaneira, não há mais possibilidade de denún- cia espontânea de faltas ou acréscimos na descarga, pelo su- jeito passivo. primeiramente, porqqe a visita aduaneira não e procedimento fiscal relacionado com a infração a que se re- porta o prágrafo único do art. 138 do CTN. Em segundo lugar, porque o termo de visita não preenche os requisitos de um ter mo de início de procedimento fiscal previstos no art. 7 2 do Decreto 70.235/72. Explico. O Regulamento Aduaneiro, por seu artigo 476, - define o procedimento para constatar falta ou acréscimo de vo lume ou mercadoria entrada no território aduaneiro como "con- fronto do manifesto com os registros de descarga". Este é o "procedimento fiscal relacionado com a infração". Ora, se a visita aduaneira é anterior à descarga, como pode proceder ao confronto do manifesto com os registros de descarga? É impos- sível. Mais. A Conferencia Final de Manifesto dá-se, comumen i P ;r4, p _e_cc Processo n9 10845/003.768/87-72 10. te, mais de sessenta dias após a descarga do veículo transpor tador. Na maioria dos casos, pois, o termo de visita, mesmo se considerado Termo de Inicio de Fiscalização, estaria inó- cuo, face ao disposto no 22 do art. 7 Q do Decreto n g 70235/ 72, que fixa para o Termo de Início o prazo de sessenta dias. Da mesma forma, se a repartição processante dispOe das folhas de descarga e não efetua o seu confronto com o manifes to nem dá ciência ao sujeito passivo da constatação da irregu laridade - falta ou acrescimo de mercadoria - nao se configu- ra o início do procedimento fiscal previsto no art. 7 2 do De- creto n g 70.235/72. Assim, uma anterior comunicação feita pe- lo sujeito passivo caracteriza a denúncia espontanea." No que se,refere ao item 3., vejo que não foi cumprido o manda mento do artigo 138 do CTN. Na petição em que faz sua confissão, a empresa pede.à repartição que "se digne de arbitrar o valor do impos- to correspondente, face depender de apuração por essa repartição, no- tificando em seguida a requerente para, no prazo de trinta dias efe- tuar o pagamento e/ou depósito nos termos da mencionada lei (Processo n 2 0711.006.522/86-88,- Fls. 01). Ora, depois de feito o que a empre- sa entende por arbitramento (fls. 22), já conhecido o valor fixado pe la repartição como ela pedira, só restava um caminho: pagar. Se não concordou com a apuração feita pelo Fisco é porque haveria outra cor- reta. Então deveria pagar segundo a forma que entendeu correta para cumprir a determinação do art. 138 do CTN. Análise do recurso especial de divergência "A matéria ensejou o recurso especial de divergência interpos to pela empresa, assim como as contra-razOes apresentadas pela procu- radoria da Fazenda Nacional, se refere à aplicação da taxa de câmbio na conversão de moeda estrangeira, em moeda nacional, para efeito de cálculo do Imposto de Importação devido pelo transportador, , _quando apurada falta na descarga do navio. A recorrente alegou que a data correta para se fixar o momen- to da conversão deve ser, alternativamente: 1) a data da entrada da mercadoria no território nacional e esta se configura quando da chegada ao porto de destino da carga, ou 2) a data em que a autoridade aduaniera tomou conhecimento da falta, com o oferecimento, pela recorrente, da denúncia espontânea. Trata-se, aqui, da fixação do aspecto temporal do fato gera- dor do Imposto de Importação: se o fixado pelo art. 19 do CTN, ou pe- lo art. 23, parágrafo único do Decreto-lei n g 37/66. O trib arista Bernardo Ribeiro de Moraes assim se posicionad 4genericamente: s v 7. Processo n9 10845/003.768/87-72 11. E= .= .2, _ A obrigação tributária tem sua base no respectivo fato gera- dor, isto é, na situação definida em lei necessária e sufi ciente para lhe dar nascimento. Concretizada a hipótese legal de incidencia tributária, tem-se a consequencia jurídica dese jada (nasce a obrigação tributária). Assim, uma vez recebida a competencia tributária, a entidade tributante tem necessidade de editar lei ordinária para insti tuir o tributo desejado, definindo o fato gerador da respecti va obrigação, que terá como objeto o tributo. A atribuição constitucional de competencia tributária compreende a compe- tencia legislativa plena, cabendo à entidade pública tributan te definir, em lei, o fato gerador da obrigaçao, instrumento legitimo para criar a respectiva obrigação tributária. A lei a que nos referimos é a lei tributária substantiva, formal, ato emanado do Poder Legislativo. O fato gerador da obrigação tributária deve ser definido por lei, 'conforme determina o princípio da legalidade tributária. Sem previsão legal não se configura o fato gerador da obriga- ção tributária. Para definir o fato gerador da obrigação tributária, o legis- lador ordinário é livre, devendo respeitar, naturalmente, em razão da hierarquia das leis, as limitações contidas na cons- tituição e na lei complementar. O legislador, assim, escolhe livremente os fatos que julgue idôneos para dar origem à obri gação tributária, respeitados apenas os limites de ordenamen- to positivo. A ação do legislador, na escolha, é comandada pe la racionalidade e discricionaridade, como querem FERNANDO SAINZ DE BUJANDA, ACHILLE DONATO GIANNINI, VICENTE ARCHE, etc. Obedecendo, assim, ao objeto da espécie tributária, _ contido na discriminação constitucional de rendas, o levislador ordi- nário define o fato gerador da obrigação tributaria. Tal definição é simples. A norma jurídica tributária, como qualquer norma jurídica, eminentemente normativa, oferece uma hipótese de incidencia que liga certas circunstancias de fato a determinados efeitos jurídicos (comando da norma). No caso, o legislador ordinário tributário define a hipótese de inci- dencia (fato gerador), atribuindo a esse pressuposto de fato o efeito jurídico de dar nascimento à obrigação tributária. Assim, vemos que a figura do fato gerador da obrigação tribu- tária se prende, inicialmente, ao mundo dos fatos e não ao mundo jurídico, referindo-se a algo (fato) que poderá ou não se concretizar. Neste último caso, teremos o nascimento da obrigação tributária. (fls. 144). "Quais seriam esses elementos constitutivos do fato gerador da obrigação tributária, sem os quais não haverá a produção do efeito jurídico desejado? A doutrina costuma classificá-los em dois grupos, por nós tam bem admitidos, a saber: a) elemento OBJETIVO, representado pela situação de fato, com seus elementos material, espacial, temporal e quantitativo; - h) elemento SUBJETIVO, representado pelos sujeitos da relação jurídica, o sujeito ativo e o sujeito passivo. Nesse enfoque, todos os elementos (subjetivos e objetivos) da obrigação tributária estão reunidos no conceito do fato gera dor da respectiva obrigação. S/ c Processo n9 10845/003.768/87-72 12. E Não podemos negar que esse elemento objetivo do fato gerador da obrigação tributária contém diferentes elementos constitu- tivos: um elemento material, propriamente dito; um elemento espacial; um elemento temporal; e um elemento quantitativo. Vejamos, então, como se apresentam esses elementos que compOe o elemento OBJETIVO do fato gerador da obrigação tributária: a) O elemento material propriamente dito é representado pela descrição da situação de fato que pode ser constituída livre- mente pelo legislador. h) O elemento espacial é que permite determinar, em função do território, o local da ocorrencia do fato gerador, e, em con- sequencia, o local da incidencia da lei tributária. c) O temporal, representado pelo espaço de tempo ou momneto que se deve levar em conta para a concretizaçao do fato gera- dor da respectiva obrigação. Esse elemento indica o momento em que se deve considerar concretizado o fato gerador da res- pectiva obrigação. Se a lei tributária não explicitar esse elemento temporal, entende-se que o momento a ser considerado é o da concretização do pressuposto de fato (o elemento tempo ral acha-se aqui, implícito). O pressuposto de fato da obriga ção tributária pode abrigar diversos fatos que, em relaao ao tempo, podem ser contemporâneos ou de sucessividade imediata. Comepte, então, ao legislador, quando julgar convenientemente, determinar o espaço de tempo do necessário para a concretiza- ção do respectivo fato gerador. d) Quantitativo, representado por uma expressão econômica,por algo que permita medir os bens materiais ou imateriais que fa zem parte ou estão relacionados com o fato gerador da obriga- ção tributária em questão. este fato gerador passa, com tal elemento, a ser mensurável." (Compendio de Direito Tributário, Forense, 1987, Fls. 550/551). A constituição brasileira outorgou, à União, a pompetância privativa para instituir o Imposto sobre Importação de Produtos es- trangeiro (art. 21, I, CF de 1967 e art. 153, I da CF de 1988). O Código Tributário Nacional, lei complementar à Constituição assim dispOe em seu art. 19, verbis: "Art. 19 - O imposto, de competência da União, sobre a impor- tação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entra- da destes no território nacional." Este dispositivo complementou o que determina a lei Maior, es tabelecendo o que se configura como fato gerador do referido imposto, de forma abrangente. O Decreto-lei n g- 37/66, que instituiu o Imposto de Importação disp3e, verbis: "Art. 1 2 - O imposto de importação incide sobre a mercadoria estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no Território Nacional. Parágrafo único - Considerar-se-á entrada no Território Na;' = Processo n9 10845/003.768/87-72 13. sE "-- E E A - cional , para efeito de ocorrência do fato gerador, a mercado- ria que constar como tendo sido importada e cuja falta venha a ser apurada pela autoridade aduaneira." "Art. 23 - Qaundo se tratar de mercadoria despachada para con sumo, considera-se ocorrido o fato gerador na data do regis- tro, na repartição aduaneira, da declaração a que se refere o art. 44. Parágrafo único - No caso do parágrafo único do artigo 1 2 , a mercadoria ficará sujeita aos tributos vigorantes na data em que a autoridade aduaneira apurar a falta ou dela tiver conhe cimento." Aliás, para maior clareza, transcrevo ementa e parte do voto proferido pelo eminente Ministro-Presidente do Supremo Tribunal Fede- ral, rafael Mayer no Agravo Regimental n 2 110677-8/86, verbis: "EMENTA: - Imposto de Importação. Mercadoria em falta.Art. 23, parágrafo único do Decreto-lei n 2 37/66. Art. 19 do CTN. Inexiste contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. 19 do CTN e a norma específica do parágrafo único do art. 23 do DL 37/66." "VOTO - O SENHOR MINISTRO RAFAEL MAYER (RELATOR): Dedu-se da análise do parágrafo único do art. 23 do Decreto - lei n 2 37/66, em combinação com o parágrafo único do art. 12 do mesmo diploma legal, considera-se fato gerador do imposto de importaçao, tendo-se como ingressada no território nacio nal, a mercadoria que conste como importada e no entanto se apure como faltante. A constatação da falta, mediante o proce dimento de sua apuração ou pelo conhecimento imediato é que fixam o momento de configuração do fato gerador e, de conse- guinte, da incidencia dos tributos vigorantes à época. Ora, o parágrafo segue a sorte da cabeça do dispositivo, e não há diferencia-lo para recursar a abrangencia do entendi- mento pacífico nesta Corte no sentido de que inexista "contra dição ou antinomia entre a norma genérica do art. 19 do CTN e a norma específica do art. 23 do DI 37/66, posto que a neces- sar j a caracterização de um necessário momento naquele não pre visto, e o condicionamento de indeclináveis providencias de ordem fiscal, não a desfiguram nem a contraditam, porém, a complementam para tornar precisa, no espaço, no tempo e na circunstância, a ocorrencia do fator gerador" (RE _91.j.37-RT3 96/1336)." Trago à colação parte do voto proferido pelo ilustre Conse- lheiro desta CSRF Hélio Loyolla de Alencastro, sobre a matéria,verbis: "Por outras palavras, o art. 19 do CTN e, igualmente o art. 1 2 do DL 37/66 definem o núcleo da hipótese de incidencia do 1.1., enquanto o "caput" e o p.U., do art. 23 deste último di ploma legal estatuem as coordenadas de tempo para que se de tal ocorrencia, respectivamente nos casos de mercadoria despa chadas para consumo ou cuja falta for apurada pela autoridade aduaneira, ante o cotejo entre o manifesto e os registros da descarga. ,- ) 1,44 N s pr =v-7,0 P_e_7_7; Processo n9 10845/003.768/87-72 14. Sobre a matéria, há pouco tive a oportunidade de pronunciar - me, pelo que, com a devida vânia, transcrevo voto proferido no julgamento do recurso n 2 RP/303-0.923 ("verbis"): "No magistério de Alfredo Augusto Becker, a regra jurídica de tributação que tenha escolhido o fato material da introdução de uma coisa, dentro de uma zona geográfica ou política, terá criado tributo com o genero jurídico de imposto de importação. Tanto o CTN quanto o Decreto-lei n 2 82/66 dispõem que o I.I. incide sobre a mercadoria ou produto de orivem estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no territorio nacional. Tal nácleo, no entanto, é subordinado à ocorrencia de coorde- nadas de tempo e de lugar para que se realize, em concreto, a hipótese de incidencia do tributo. No caso do fato gerador presumido do I.I. (p.11., art. 1 2 do DL n 2 8.7/66), a coordenada de tempo, para que se de a inciden cia da norma de tributação respectiva, esta fixada na data em que a autoridade aduaneira apurara a falta de mercadoria ou dela tiver conhecimento; fica, assim o produto sujeito aos en cargos tributários vigorantes nessa data e, por via de conse- quencia, a taxa de cambio aplicável é a vigente nesse dia. Referido momento dá-se no entanto, quando houver conhecimento pleno da falta e isso só ocorre quando a autoridade está em condiçOes de formalizar o lançamento. Somente aí , portanto, apOs todo um procedimento de apuração e dispondo dos elemen tos de convicção sobre a ocorrencia do evento, pode compelir o responsável a satisfazer o crédito; a simples representação . do funcionário da mesa ou banca do manifesto, ainda não fome ce base legal a autoridade para formalizar a exigencia; tal peça processual, é apenas uma constatação _preliminar, sujeita a marchas e a contra-marchas tendo o condao, unicamente, de iniciar o procedimento de apuração do evento. Por seu turno, o Decreto n 2 91.030/80 (RA) dispõe, em seus arts. 87, II, "c", 107, "caput" e p.11., que, para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador do I.I. no dia do lançamento correspondente, quando se tratar de falta apurada pela autoridade aduaneira, e que se considera apurado o fato na data do lançamento do c.t. respectivo." 0 assunto também já foi abordado pelo ilustre Conselheiro des ta CSRF, Dr. Edwaldo Reis da Silva, relator do Acórdão n 2 CSRF/ 01.553/88, quando assim pronunciou: "Em reiterados julgados de casos da mesma espécie, este Cole- giado já firmou o entedimento de que, relativamente às faltas ocorridas já na vigencia do decreto n 2 91.030/85, que aprovou o Regulamento Aduaneiro, deverá ser utilizada, no cálculo do I.I. devido, a taxa de cambio vigorante à data da ,apuração, considerada como tal a do lançamento respectivo, de acordo com o disposto nos arts. 87, II, c e 107, parágrafo (mico, do citado Regulamento ... Assim, e de acordo com o entendimento já firmado por esta Instância Especie, tenho por aplicáveis a espécie as normas dos arts. 87 e 107 do regulamento Aduanei ro." O entedimento do eminente Conselheiro desta CSRF, Dr.Hamilton o de Sá Dantas relator do Acórdão n 2 CSRF/03-01.471/88, também foi nok 4e- Processo n9 10845/003.768/87-72 15. mesmo sentido, verbis: "Quanto à taxa de câmbio a incidir, igualmente, inclino-me, por mais consetânea e lógica, de acordo com o que vem enten- dendo a maioria do Colegiado, ou seja, com a data em que a au toridade fazendária toma conhecimento da falta ocorrida, is- to é, na sua apuração temporal, conforme sustentado pelo Pro- curador da Fazenda Nacional." Vê-se que a matéria é pacífica no âmbito desta Câmara Supe- rior de Recursos Fiscais, conforme diversos Acórdãos, dentre os quais, os seguintes: Acórdão n 2 CSRF/03-01.471, 01.481, 01.491, 01.504, 01.510, 01.553 e 01.600." Por tudo que do processo consta, voto no sentido de: a) dar provimento parcial ao recurso interposto pela Procura- doria da Fazenda Nacional, para não acolher a DentIncia espontânea apresentada pelo sujeito passivo, no que respeita às faltas apuradas, acolhendo-a, no entanto, no que respeita aos acréscimos apurados. h) negar provimento ao recurso especial de divergência inter- posto pelo sujeito passivo. Sala das Ses 'es, 14 de junho de 1991. ' ITAMAR IEIR' DA - STA - Relator. ¡' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 00283.009220/82-90
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\010-0348
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00283.009220/82-90
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4423877
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\010-0348
nome_arquivo_s : 40100348_000104_02830092208290_008.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 002830092208290_4423877.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4815502
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434542100480
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T01:56:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T01:56:49Z; Last-Modified: 2009-07-08T01:56:50Z; dcterms:modified: 2009-07-08T01:56:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T01:56:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T01:56:50Z; meta:save-date: 2009-07-08T01:56:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T01:56:50Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T01:56:49Z; created: 2009-07-08T01:56:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-07-08T01:56:49Z; pdf:charsPerPage: 1582; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T01:56:49Z | Conteúdo => ....,-- Processo n9 0283/009.220/82-90 , MINISTÉRIO DA FAZENDA , GAA......____ Sessão de .01...de. j Ulla. de 19 .8.3... ACORDÃO N° CSRF/01.-...Q .348 Recurso n° : RP/10 2-0 .104 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Recorrido : SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. 1SUJEITO PASSIVO: FERNÃO LOPES DE MATOS. 1 i CÉDULA "H" - RENDIMENTOS - ACRÉSCIMO PA- 1 TRTMONIAL - O acréscimo do patrimônio da pessoa física será classificado como ren aumento da Cédula "H", auando a autorT 1_ dade lançadora comprovar, à vista das declaraçôes de rendimentos e de bens, não corresponder esse aumento aos rendi 1 mentos declarados, salvo se o contrI 1buinte provar que aquele acréscimo :teve- iorigem em rendimentos não tributáveis ou já tributados exclusivamente na fon 1 ,te, sendo irrelevante que o acréscimo verificado não seja expressivamente sig nificativo. 1 'FIRMA INDIVIDUAL - CAPITAL DE REGISTRO - 1 O capital de registro da firma indivi dual não representa, necessariamente, um 1 ingresso no patrimônio da pessoa física de seu titular. Vistos, relatados e discutidos os presentes au i_ 1tos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL, 1 ACORDAM os Membros da Cãmara Superior de Recur_ sos Fiscais, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao re- curso especial para restabelecer a tributação daquantia de CR$ 61.328,00. Vencidos os Conselheiros Jacinto de Medeiros Calmon, Wal_ devan Alves de Oliveira e Pedro Martins Fernandes que davam provi mento total ao recurso e o Conselheire Sz.:stião Rodrigues Cabraleme: negava provimento integral ao recurs•//,, ç_ ) Sala das Sessa , ' em e de Julho de 1983.,?,7---' , AaTi/~i ÁlfiliNfi AMADOR OI '' ' r RNANDEZ - PRESIDENTE /7// 41. FRANCISCO À - :,-, MANSO - RELATOR/ LUIZ ‘4 05,' ,'58 0 roE " AlirDE MORAES - PROCURADOR DA 7 FAZENDA NACIO — NAL. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse lheiros: Raul Pimentel, Urgel Pereira Lopes, Luiz Miranda e Oswal_... do Sant'Anna , `--, 1/4 \se,: SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0283/009.220/82-90 RECURSO N9: Rp/102-0.104 ACÓRDÃO N9: CSRF/01-0.348 RECORRENTE FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: FERNÃO LOPES DE MATOS RELATÓRIO A FAZENDA NACIONAL, por seu Procurador junto Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, apela para esta Câmara Superior, pleiteando a reforma do Acórdão n9 102-19.672, de 24.1,83, prolatado no julgamento do recurso volun táxi() n9 39.637, interposto por Fernão Lopes de Matos, e que es tã ementado como segue: "AUMENTO PATRIMONIAL - Capital de regis tro da firma individual não representa, necessariamente, um ingresso no patrimônio da pessoa física de seu titular. De igual modo e até prova em contrário, não há por que duvidar serem saldos bancários a crédt to da pessoa física disponibilidade finai ceira da firma individual. Recurso provi do" (fl. 68). O sujeito passivo fora autuado por acréscimo pa trimonial a descoberto, relativamente ao exercício de 1980, no montante de CR$ 412.894,00, conforme demonstrativo de fl. 30, posteriormente reduzido, na decisão de la. Instância, para CR$ 261.340,00 (f 1. 54), que determinou a substituição da parcela relativa ao pagamento do imposto de renda pago no ano-base de 1979, de CR301.120,n0 por CR$ 151.554,00. Na impugnação e no recurso o fe ibuinte centra ra sua defesa em dois pontos principais: i d,r DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 , 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0283/009.220/82-90 2. Acórdão n9 CSRF/01-0.348 1 a) embora tenha promovido registro de firma individual i em 18.01.79, com capital de CR$ 200.000,00 (f1.26), não houve efe_ tivo desembolso dessa quantia pela pessoa física, observando-se que a firma não manteve contabilidade, sempre se utilizando da faculdade de calcular o imposto de renda com base no lucro presu 1 - , mido; b) a movimentação dos recursos da pessoa jurídica era feita nas cotas bancárias de seu titular, depositando-se eventu- ais saldos inclusive em Caderneta de Pou pança. 1 O Colegiado deu provimento ao recurso voluntá- rio interposto pelo sujeito passivo, assim argumentando o Conse - 1 lheiro Relator do Voto vencedor: "Com inteira razão o Recorrente. Com base nas provas dos autos, não vemos como por em dúvida as alegações formuladas. EM se tratando de pequeno empreendimento de administração de bens, justifica-se a inexistência de investimentos. E levando- -se em conta a modesta importância de CR$ 61.328,00 que, de resto, permanece como saldo bancário de origem não comprovada, tam bémrjeverros camdesnerecer o que pelo RecoF _ 1rente foi alegado" (f 1. 70). O recurso da Fazenda Nacional, inter posto tempes tivamente e com arriráo no art. 39, I, do Decreto n9 83.304/79„susten._ ta não assistir razão á maioria do Colegiado, "porquanto, in casu, trata-se de matéria de fato, como bem acentuou o nobre relator, apenas S. Exa. não quis ' por em dúvida as alegações formuladas' pelo contribuinte,por se tratar de pequeno empreendimento de ad ministração de bens e o saldo bancário- remanescente ser de apenas CR$ 61.328,00. Na verdade, compreende-se a insurgência dos doutos Conselheiros vencidos, -Drs. Francisco de Assis Praxedes, Waldevan Al ves de Oliveira e Jacinto de Medeiros Cai mon, que negavam provimento ao recurso, de vez que não conseguiu o recorrido justifi car o acréscimo patrimonial, tanto que 5- Fisco levou em conta o item referente ao im posto de Renda pago no ano-base de 19797 EFETIVAMENTE recolhido, no import , de )ir Gli 4' , ..., I SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0283/009.220/82-90 3. Acórdão n9 CSRF/01-0.348 , 151.554,00. Muito pelo contrá-rio, quer sua impugna ção quer o recurso, RATIFICAM O PROCEDI MENTO DO FISCO, não valendo as simples are- gações de que 'NÃO HOUVE AQUISIÇÃO OU SUB CRIÇÃO de qualquer participação societária:" 1 No Direito Tributário, mais precisamen te, perante a legislação do Imposto de ReiT da, esta arma um mecanismo especifico, par -a- apresentação de documentos e justificati vas, que possam elidir a PRESUNÇÃO LEGAL, o que vale dizer, dispõe o contribuinte de , um instrumental legal, bastante elástico , para demolir as pretensões fazendárias (cf. art. 623, § 49 RIR/80). E, no entanto, comparando-se as descri ções da declaração de renda e a document -a- ção apresentada, verificar-se-á que NÃO CONSEGUIU elidir, absolutamente, a discre páncia anotada pela douta Fiscalização" (fls. 73/74 - mantidos os destaques do original). 2 o relatório. VOTO Conselheiro FRANCISCO AMARAL MANSO - RELATOR. O recurso especial reune as condiOes legais de admissibilidade, não tendo sido oferecidas contra-razões pe lo sujeito passivo. Observa-se que, no quadro de fl. 30, destinado à apuração do acréscimo patrimonial, a parcela de maior influência corresponde às disponibilidades representadas por saldos bancá rios ao final do ano-base (CR$ 622.609,00). Por outro lado, a fir — ma individual, simples administradora de imóveis, declarou recei ta bruta de CR$ 1.772.110,00 (f 1. 49-v), tendo optado pela tribu — tação com base no lucro presumido, o que evidencia serem reduzi das as despesas efetivamente incorridas. Mesmo assim, aponta, como resultado tributável, a quantia de CR$ 531.633,00, montante que foi incluldo pelo titular da firma em sua declaro de r ilw :4)r ,,,,Li SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0283/009.220/82-90 4. Acórdão n9 CSRF/01-0.348 mentos (f 1, 13-v). 2 bem possível que os valores correspondentes à receita bruta da pessoa jurídica tenham transitado pelas contas bancárias de seu titular, justificando-se parte do saldo existen te ao final do ano com a diferença entre o lucro apurado presumi_ damente e aquele efetivamente percebido pela pessoa jurídica. Con_ tudo, ao optar pelo lucro presumido, o sujeito passivo admitiu, como verdade, ter percebido lucro de CR$ 531.633,00, não . mais, , concluindo-se que foram consumidos CR$ 1.240.477,00, montante que não se há de admitir como capaz de justificar os depósitos re manescentes ao final do período. Assim, da receita bruta de CR$ 1.772.110,00, a empresa consumiu parte, restando-lhe a parcela 1 de CR$ 531.633,00, considerada distribuída, como lucro, ao seu titular, e que foi computada como recurso do contribuinte para 1, i justificar o acréscimo patrimonial detectado pela fiscalização. 1 Despicienda, pois, a circunstância de a movimentação dos recursos da pessoa jurídica fazer-se ou não através das contas bancárias de seu titular. Quanto à inteqralização do ca pital registrado, no montante de CR$ 200.000,00, entendo oportuno tecer algumas consi_ deraçOes a propósito da figura da firma individual. Distingue o Código Civil as pessoas jurídicas en tre as de direito público e as de direito privado, quanto a estas últimas dispondo: "Art. 16- São pessoas jurídicas de direito privado: I - As sociedades civis, religiosas, pias, morais, científicas ou literárias, as as sociaçoes de utilidade pública e as fund-a-_ çOes. 11 - As sociedades mercantis". Não sendo, portanto, as firmas individuais pes soas jurídicas, a legislação do imposto de renda equiparou as pri meiras ás segundas, tão somente para os efeitos daquele tributo, conforme art. 29, do DL. 1.706/79, consolidado no art. 97, do RIR/ /80, repetindo o disposto no art. 29, § 19, da Lei n9.506/ . 4///1 tlY' ,c- , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0283/009.220/82-90 5. Acórdão n9 CSRF/01-‘0.348 Na verdade, consoante estabelece o art. 29 do De _ creto n9 916, de 24.10.1980, "firma comercial é o nome sob o---- qual o comerciante exerce o comércio e assina-se nos atos a ele referentes". Ainda que, por estar equiparada a pessoa juridi ca, a firma individual possa ter sua existência considerada dis _ tinta da de seu titular (Código Civil, art. 20), a pró pria legis lação reconhece que existe maior identificação entre a pessoa na _ tural e a pessoa jurídica, quando presente a firma individual. As sim, o lucro apurado nela firma individual, considera-se como au_ tomaticamente distribuído no ano-base, ficando impedida sua con_ servação na pessoa jurídica (RIR/80, art. 104). Por outro lado,co mo se observa nas empresas individuais imobiliárias, ainda que apenas alguns imóveis se considerem integrantes do ativo da nes soa jurídica (RIR/80, art. 105, § 19), o resultado da alienaçãode imóveis que constituam o patrimônio de seu titular será computa_ _ do para apuração do lucro da empresa individual (RIR/80, art. 120, III). Parece-me, pois, que a simples referência, fel_ ta pelo titular da firma individual, ao capital registrado da Pessoa jurídica, no valor de CR$ 200.000,00 (f 1. 26), não impli que em automático e necessário desembolso do numerário que passe a integrar o capital da firma, ainda que, para efeitos conta— beis, se promova a decomposição do patrimônio da pessoa natural. Nos presentes autos, embota a firma individual tenha sido registrada em 18.1.79 (f 1. 26), o contribuinte não con signou, em sua declaração de bens (f 1. 16), o valor corresponden te ao capital da pessoa jurídica equiparada, sendo o montante de CR$ 200.000,00 acrescentado pela fiscalização (f 1. 30) como par ticipação societária. Da mesma forma, observa-se que a firma indi_ vidual encontra-se sediada em imóvel do seu titular ( fl. 26, c/c. fls. 16/18), distinto do domicílio declarado pela pessoa física. Ao que tudo indica, o contribuinte teria efetivamente computado os valores do ativo circulante da firma entre os bens da pessoa fisi ca, ainda mais que a fiscalização não trouxe aos autos nenhum comprovante de que a pessoa jurídica possuisse conta banc" i a • 4, , ' -, IkIS SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0283/009.220/82-90 6. Acórdão n9 CSRF/0'1-0.348 pria ou conservasse dinheiro em caixa, em suas instalaçOes físicas. Reconhecendo, muito embora, poder-se inquinar de irregular o procedimento adotado pelo sujeito passivo, entendo que os dados por ele apresentados reflitam, com maior precisão, a reali dade dos fatos económicos sobre os quais deva incidir a norma tribu — tária. Voto, pois, para que se conheça do recurso espe cial, interposto pela Fazenda Nacional, e se lhe dê provimento par cial, para restabelecer a tributação sobre a parcela de CR$ 61.328,00, cor es pondente ao acréscimo patrimonial apurado no exer cicio de 1980/1 rasília-DF., 01 de julho de 1983. / //ft FRANCISCO AMARAL MANSO - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 00007.830019/01-79
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\030-0155
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 00007.830019/01-79
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4413336
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\030-0155
nome_arquivo_s : 40300155_000012_078300190179_006.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 000078300190179_4413336.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4812372
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:09:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434544197632
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-06T22:33:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-06T22:33:31Z; Last-Modified: 2009-07-06T22:33:31Z; dcterms:modified: 2009-07-06T22:33:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-06T22:33:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-06T22:33:31Z; meta:save-date: 2009-07-06T22:33:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-06T22:33:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-06T22:33:31Z; created: 2009-07-06T22:33:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-07-06T22:33:31Z; pdf:charsPerPage: 1204; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-06T22:33:31Z | Conteúdo => PROCESSO N9 0783/001.901/79 p, ¥0-*/ •kt;~ MINISTÉRIO DA FAZENDA SMGF Sessão de 26 de 19 89 ACORDÃO N° -ÇSRF/03-0 . 155...... .. .. Recurso n°-RP/303-0 .012 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: USINAS SIDERÚRGICAS DE MINAS GERAIS S/A . - USIMINAS. DILIGÊNCIA -- PRELIMINAR LEVANTADA POR CONSELHEIRO E ACEITA PELA CÂMARA.Impro cede a argüição de sua inoportunidade, na fase recursal, guando visa ao esclarecimento de matéria de fato, ne- cessária ao livre convencimento do jul gador. Interpretação dos arts. 29 e 37 do Decreto n9 70.235/72 (Processo Admi nistrativo-Fiscal), e 19 e 21 do Regi- mento Interno do Terceiro Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria Ministerial n9 185, de 13.04.77. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAMde votos, DAMosmbrnoesgadar provimento en Superior ao rsoioRrecdueRecEusrpseosRecursos "S, por unanimidade cial.dn- , , ai 1 Sala das Se-6e.. wo) , em 26 de maio de 1980., h. - f--------- ( 1. 1 / I , AMADOR OUd ' 44 -/ RNA Z PRESIDENTE .22,12.6e A ‘ , 1900"ir-1, .„t 1 DWALDO_ --', IS.N., A RELATOR 4 ,...". LEON FREJD., SZ'' - :., e • ' Y‘ n PROCURADOR DA FAZENDA NACIO- NAL --__ •7 TT Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Con- selheiros: ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, PAULO DE ALMEIDA, RANDOLF0 HENRIQUE DE SOUZA NETO e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. ,PAS, WW-; SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0783/001.901/79 RECURSO N.° : -RP/303-0.012 AcC~o -CSRF/03-0.155 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: USINAS SIDERÚRGICAS DE MINAS GERAIS S/A - USIMI — NAS. RELATÓRIO USINAS SIDERÚRGICAS DE MINAS GERAIS S/A. -"USIMI NAS" importou dos Estados Unidos da América uma partida de 10.706,000 toneladas métricas de "carvão de pedra bruto, a gra- nel,para preparo de coque" (item tarifário 27.01.01.00 ),vindá pe lo navio "PRINCESS", aportado em Vitória, RS, no dia 24.02.79. A mercadoria foi submetida a despacho pelo total acima, sob o regime de "isenção", com base na Resolução n93.172, de 10.05.78, do então Conselho de Politica Aduaneira, através da Declaração de Importação n900412/79, registrada no órgão aduanei ro da jurisdição em 06.03.79 (fls. 3/5 e documentos de fls.... 6/14), Na conferencia documental, diz a FiscalizaçãDter sido "constatado pela arqueação procedida pelo técnico certifi-- cante da Delegacia da Receita Federal, um acréscimo de 76.780 Kg de mercadoria, cujo imposto de importação não foi recolhido". Dal a lavratura da Representação de fl. 2, vi-- sando ã cobrança do tributo sobre referido acréscimo e dando co- mo fundamento legal o disposto no,p ,a.rts. 19, 22 e 23 do De- creto-lei n9 37, de 18.11.66. /Yr D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0783/001.901/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.155 Mantida a exigéncia pela autoridade julgadora sin guiar (fls.37/38), apelou a importadora para a segunda instancia ae_ Ministrativas. A Terceira Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo Acórdão n9 18.990/79 (fis.49/51), que leio na Integra em plenário, houve por bem decidir, pelo voto de maio- ria de seus membros, converter o julgamento do recurso em diligén- cia ao Instituto Nacional de Tecnologia, solicitando o pronuncia-- mento desse órgão técnico sobre 4 (quatro) quesitos formulados e pedindo, ainda, esclarecimentos acerca das possíveis margens de erro e incerteza nas aferições realizadas pelo citado método de "arquea ção" além de informações outras, úteis ao deslinde da espécie. Discordando da realização da diligencia, o ilus-- tradó Procurador da Fazenda Nacional junto ã Câmara recorrida,com guarda de prazo, interpõe recurso especial a esta Câmara Superior (f is. 53/56), que leio na Integra em sessão (lê), concluindo, após fundamentada exposição dos fatos, que a importadora II ... em nenhuma fase de processo solicitou tal di ligéncia; e sendo ela a única interessada no pro- vimento de suas razões, não cuidou, em época pró- pria, de documentar o alegado, discutindo sempre matéria de mérito, pretendendo aplicar dispositi- vo expresso de multa cambial, quando não se cogi- tou de tal, mas tão somente da diferença do tribu to sobre excesso de mercadoria que comprovadamen-1 te foi importada e entregue ao interessado. A simples leitura do processo evidencia tudo que foi afirmado no presente recurso, tanto é que achamos ilegal e incongruente que, já agora, a 82-. Câmara baixe o processo em diligencia, para o fim de a parte comprovar o que deveria ter feito quan do da impugnação. Finalmente, pelas razões expostas, e que não concordamos com a diligência aprovada, por maio-- ria, uma vez que não há nenhumotivc de esclareci mento, mas, tão somente, produzir ato de responsa bilidade da recorrente, que há muito poderia tel.- pleiteado e não o fez". Em contra-razões tempestivamente apresentadas (fls.58/60 ), que leio na Integra em plenário, sustenta a ' teres M )21Ar ----- ?<,,' , 4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0783/001.901/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.155 sada a legalidade e conveniência do ato da Câmara recorrida, ins- truindo sua petição com cópias de acórdãos no mesmo sentido, das la e 3..- Câmaras do mesmo Conselho, e, ainda, do Acórdão desta Câ- mara Superior, sob n9 CSRF/03-0.129, prolatado em sessão de 17.12.79 (v. fls.61/79). As fls. 82, parecer do douto Procurador do Con- tenciosoAdministrativo, sustentando os termos do recurso espe- cial (lê). É o relatório. VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA - Relator. A questão suscitada pelo eminente Procurador da Fazenda Nacional junto à 3..- Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes há de ser examinada e decidida no âmbito do Recii- mento Interno do mesmo Conselho. Isto porque, nos termos do art. 37, do Decreto n9 70.235, de 6.03.72, que rege o processo administrativo fiscal, o julgamento de recursos nos Conselhos de Contribuintes far-se-á conforme dispuserem seus regimentos internos. O Regimento Interno do 39 Conselho de Contribuin tes, aprovado pela Portaria n9 185, de 13.04.77, do Sr. Ministro da Fazenda, em seu art. 19, faculta ao Conselheiro relator, na fa se de "vista" do processo, a proposição da diligencia que julgar necessária. É a chamada "diligencia preliminar", que depende, en- tretanto, da anuência do Presidente da Câmara respectiva. Prevê ainda o mesmo Regimento, em seu art. 21, .§. 49, proposta de conversão do julgamento em diligencia, durante os trabalhos da sessão ordinária da Câmara, para esclarecer materia (7 de fato, formulada por Conselheiro ou pelo Procurador da F nda ''. 2,/ .5 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0783/001.901/79 Acórdão n9-CSRF/03-0.155 Nacional. Neste caso, a deliberação cabe à Câmara. Assim, goza o Conselheiro da mesma prerrogativa concedida à autoridade julgadora singular, pelo art. 29 do citado Decreto n9 70.235/72, ou seja, tem inteira liberdade na formação de seu convencimento, podendo solicitar, através de preliminar le_ vantada, a conversão do julgamento em diligencia, com vistas à ob_ tenção de elementos e provas que para tanto entender necessários. No caso em exame, trata-se precisamente de busca de esclarecimentos sobre quest. -6es de fato, não havendo, pois, co- mo considerar-se inoportuna a realização da diligencia acolhida pela Câmara recorrida, sob o fundamento de não ter a mesma outro objetivo senão o de produzir provas de responsabilidade da interessa_ da, que as poderia ter pleiteado na fase inicial, mas não o fez. Isto posto, e "data venha" das razOes do ,,.douto recorrente, voto por negar provimento ao recurso especial 6/2)-( Brasília, DF, em 26 de maio de 1980 , / 'DWALDO REIS DA , ',1LVA - RELATOR c' , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11080.002392/88-21
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: CSRF\010-1622
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11080.002392/88-21
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4423812
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : CSRF\010-1622
nome_arquivo_s : 40101622_000221_110800023928821_009.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 110800023928821_4423812.pdf
arquivo_indexado_s : S
id : 4815484
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:10:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434550489088
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T00:40:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T00:40:36Z; Last-Modified: 2009-07-08T00:40:37Z; dcterms:modified: 2009-07-08T00:40:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T00:40:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T00:40:37Z; meta:save-date: 2009-07-08T00:40:37Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T00:40:37Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T00:40:36Z; created: 2009-07-08T00:40:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-07-08T00:40:36Z; pdf:charsPerPage: 1241; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T00:40:36Z | Conteúdo => •>;.m".,,'á-, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO nlfr g Sessão de 24 de março de 19 94 ACORDÃON CSRF/01-1.622 Recurso n2: RP/105-0.221 - IRPJ - EX: DE 1983 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrida : QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: LEASING SUL S/A - ARRENDAMENTO MERCANTIL IRPJ - CUSTOS, DESPESAS OPERACIONAIS E EN- CARGOS - A dedutibilidade de dispendios a •titulo de "serviços de análise técnica na elaboração de projetos e estudos de viabi- lidade econômica", para que sejaaceibsiérim prescindivéla,proivada efetividade da pres- tação dos_ serviços. Se não efetuada a prova pro cede a glosa fiscal. Recurso especial provido - Tributação res- tabelecida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pelp., FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julga do. Vencido o Conselheiro Sebastião Rodrigues Cabral, que lhe ne- gava provimento. -ala d,:s Sessaes(DF)., 24 de março de 1994. oo ' IiIn\, Odr Addifir -PRESIDENTE C á 0 •ll RODR G .2: N-6 BER -RELATOR ,ey 00V VISTO EM LUIZ FERNANDO weArIRA E MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO ,DE: NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei ros:.KASUKI SHIOBARA(SUPLENTE CONVOCADO=, WALDEVAM ALVES DE OLIVEI- RA, VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, CAR- LOS WALBERTO CHAVES ROSAS, CELI DEPINE MARIZ DELDUQUE, JACKSON SCH- NEIDER(SUPLENTE CONVOCADO), JOSÉ CALORS GUIMARÃES (SUPLENTE CONVOCA- DO) RAFAEL GARCIA CALDERON BARRANCO, DICLER DE ASSUNÇÃO, JACKOSON GUEDES FERREIRA, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausente por motivo jus- tificado o Conselheiro AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO. ei0 4. n ,,, , i • SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 11080/002.392/88-21 RECURSO N9 : RP /105-0.221 ACORDÃONS : CSRF/01.1.622 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: LEASING SUL S/A - ARRENDAMENTO MERCANTIL RELAT-ÕRIO A Fazenda Nacional, por seu Procurador junto ã Quinta Câmara do PrimeiroConsélho de Contribuintes,recorre ã Câ- mara Superior de Recursos Fiscais, com base no inciso I, do _art. 39 do Decreto n9 83.304/79, objetivando a reforma do Acórdão n9 105-5.136, de 10.12.90, fls. 188/195, prolatado no julgamento do recurso voluntário n9 95.977, interposto por LEASING SUL S/A - AR RENDAMENTO MERCANTIL. A exigência fiscal foi constituída em vvirtude de glosa de despesas a titulo de "serviços de análise técnica na elaboração de projetos e estudos de viabilidade econômica", no va lor de Cr$ 72.134.661,81, contabilizadas em 23.12.82, a que se re fere o recibo e a ficha de lançamento contábil de fls. 02 e 03,cu ja efetividade da prestação dos serviços não foi comprovada, ape- sar de a empresa ter sido regularmente intimada a comprová-la, se gundo termo de fls. 01, A infração recebeu enquadramento legal no artigo 191 e seu 19, do RIR/80. A decisão de primeira instância julgou proce - dente o lançamento tributário, fls. 126/129, contra a qual a con- tribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 133/151. A decisão monocrática está assivi.-mentada: / SER \MCC) PUBLICO FEDERAL Processo n9 11080/002.392/88-21 3. Acórdão n9 CSRF/01-1.622 "IMPOSTO DE RENDA PESSOA JUR1DICA CUSTOS, DESPESAS OPERACIONAIS E ENCARGOS Despesas de Assistência-Técnica ou Administrati tiva. Não comprovada a efetiva prestação do serviço cabe a glosa da despesa. Impugnação improcedente." A Câmara recorrida, por maioria de votos deu provi mento ao recurso voluntário acolhendo o voto do ilustre Conselhei- ro Relator Dr. José Roberto Moreira de Melo, vencidos os Conselhei ros Aldenor Abrantes e Mariam Seif, sob a seguimente ementa: "São consideradas despesas operacionais, dedutí veis para efeito de apuração do lucro real, a-ã" comissões de assessoramentó pagas pelas pessoas jurididas, necessárias ã obtenção das receitas' declaradas." Inconformada com o decidido, a douta Procuradoriada Fazenda Nacional, interpôs o recurso especial de fls. 196/198, ar- gumentando, em substância, que: . a farta documentação trazida aos autos pela con- tribuinte, não tem o condão de provar a necessidade e operacionali - dade das despesas contraídas pela empresa com a IOCHPE S/A - EM PREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS, ao contrário, sugerem ter havido trian gulação envolvendo a empresa estatal CINTEA;. . não impressionam os argumentos presentes no voto prevalente no acórdão recorrido, de que a existência dos recibosde pagamentos pelos tais estudos de viabilidade econômica, pprovada a existência de contratos entre CINTEA e IOCHPE,e .a posterior ces- são de direitos ã LEASING SUL, justificaria a dedutibilidade de tais pagamentos; ▪ é mais consistente a consideração de que a natu- reza dos serviços Alegadamente prestados por IOCHPE S/A - EMPREEN- DIMENTOS IMOBILIÁRIOS contraria seus próprios objetivos sociais , invadindo área de exercício profissional privativo de economista, o que torna inviável a sua dedutibilidade coWdespesa operacional, (rIS" J SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 11080/002.392/88-21 4. Acórdão n9 CSRF/01-1.622 normal, usual e necessária para quem toma seus serviços. Espera a Fazenda Nacional, à vista dos elementos pre sente nos autos, seja dado provimento ao seu recurso, refornando-se o acórdão recorrido. Recurso especial admitido segundo despacho do Presi- dente da Egrégia Quinta Cámara, fls. 199. Regularmente cientificada, segundo documentos de fls. 200 e 206, a contribuinte, tempestivamente, ofertou contra-razões fls. 201/205. Resumiu as conclusões do acórdão recorrido e as ,,con- frontou com as razões do recurso especial, para argumentar, em sín- tese, que: • as assertivas da Procuradoria não encontram respal do na ampla demonstração probatória produzida pela contribuinte ao longo do processo; • o recurso especial teria que demonstrar que a deci são recorrida foi contrária ã evidencia da prova; • o acórdão recorrido fundou-se integralmente em am- pla e robusta prova documental o que não enseja o cabimento do re - curso especial. Espera, a contribuinte, que esta Egrégia Câmara Supe rior de Recursos Fiscais se digne negar provimento ao recurso espe- cial, mantendo, integro o acórdão recorrido. É o relatório. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 11080/00.392/88-21 5. Acórdão n9 CSRF/01-1.622 VOTO _ Conselheiro CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER - Relator; Presentes os pressupostos. legais de admissibilidade' do recurso especial. Deve ser conhecido. Aprecio em:primeiro lugar a reclamação da contribuin te de não cabimento do recurso especial. A avaliação de que seJ:o decidido é ou não contrárioã evidencia das provas, a teor do disposto no artigo 39, inciso I do Decreto n9 83.304/79, é atribuição reservada ao Senhor Procura - dor da Fazenda Nacional, que forma livre convicção, exatamente, do confronto da decisão com as provas contidas nos autos. O recurso especial, assim interposto, tem o seu anda mento amparado no disposto no 29 do art. 59 do Regimento _Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Mi - nisterial n9 540, de 17.07.92, de igual teor das disposições de Re- gimento Interno anterior definido pela Portaria MF n9 434/79. Do exame dos autos verifica-se que aContribuinte a- propriou gastos no valor de Cz$ 72.134.661,81, em 23.12,82, a titu- lo de , "serviços de análise técnica na elaboração de projetos e estu dos de viabilidade económica". No curso da ação fiscal, regularmente intimada a .a- presentar a documentação relativa a tal lançamento contábil, nada logrou comprovar. Somente com o impugnação aportou aos autos os do- cumentos de fls. 29/117, que constituem quatro conjuntos de docu- mentos, formados por: • contrato de arrendamento mercantil entre IOCHPE AR RENDAMENTO MERCANTIL S/A, arrendante, e CINTEA - CIA INTERMUNICIPAL DE ESTRADAS ALIMENTADORAS; arrendatária; . ordem de compra dos bens objeto do con o de ar- a\ (r•W , SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 11080/002.392/88-21 6. Acórdão n9 CSRF/01-1.622 rendatário; • termo de aceitação pela CINTEA dos bens arrendados; e , • instrumento particular de cessão de contrato de arrendamento mercantil, firmado entre IOCHPE ARRENDAMENTO MERCAN - TIL S/A, vendedora cendente, e LEASING SUL S/A - ARRENDAMENTO MER CANTIL, compradora cessionária, com a interveniência da CINTEA, in- terveniente arrendatária. A contribuinte autuada, LEASING SUL, tante na impug- nação como no seu recurso voluntário, defendeu-se em síntese, asse verando que a empresa CINTEA, em rabão dos laços comerciais manti - dos com IOCHPE S/A - EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS, empresa do ramo imobiliário e de prestação de serviços na área de construção civil, a encarregou de coordenar e supervisionar uma operação de arrenda - mento mercantil, para o que a IOCHPE S/A - IMPR. IMOB., recorreu à empresa do mesmo grupo ICOHPE ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A, a qual as sinou diversos contratos de arrendamento com a CINTEA e, por ques - tóes de limites operacionais, transferiu alguns deles à LEASING SUL S/A. Alegou ainda que ficou estabelecido, em remuneração dos servi- ços de coordenação e análise desenvolvidos pela IOCHPE S/A - EMP._ IMOB., inclusive pelo encaminhamento dos contratos à impugnanterque esta deveria lhe pagar uma comissão no valor de Cr$ 72.134.661,81 , importância objeto da glosa fiscal. Feito este brevehistOrico, para melhor compreensão dos , fatos, registro desde logo que o deslinde do recurso especial _jun- ge-se a uma questão de apreciação de provas, até porque o recurso se opõe a decisão contrária à evidência das provas. Do exame de toda a documentação contida no processo, , restou efetivamente comprovado apenas a contratação do arrendamento mercantil entre IOCHPE ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A e a arrendatária' CINTEA, e o repasse de quatro contratos de arrendamento mercantil à LEASING SUL S/A. Desses contratos verifica-se que a cessionária re_ munerou a cedente, conforme claúsula segunda / os "instrumento, par- 4 k "° 04 SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 11080/002.392/88-21 7. Acórdão n9 CSRF/01-1.622 ticular de cessão de contrato de arrendamento mercantil". Não existe nos autos prova alguma de que IOCHPE S/A - Empreendimentos Imobiliários, tenha sido solicitada pela CINTEA a coordenar e supervisionar operação de arrendamento mercantil e, mesmo se tivesse havido, os custos desses serviços haveriam de ser exigidos da CINTEA, diretamente ou adicionados aos valores dos con tratos de arrendamento mercantil. Não existe provas de que aIOCHPE tivesse interferido ou intermediado cessão de contratos à LEASING' SUL S/A, de modo a fazer jus à falada comissão. Não existe nenhum contrato que prove a obrigação de pagamento de tal comissão. Não existe nenhum vínculo entre tais contratos de arrendamento e . a IOCHPE S/A - EMP. IMO., com a agravante •cle que o recibo foi passa- do a título de pagamento, pela autuada, de "serviços de análise tec nica na elaboração de projetos e estudos de viabilidade econômica" e não de comissão. Apenas após contituído o credito tributário é que surgiu a inverossímil estória de comissão,por agenciamento de cessão de contrato de leasing, ou seja, a um título o'Li a outro, os gastos seriam mesmo glosados por falta de comprovação da efetivida de da prestação dos serviços. Em nenhum momento, quer a autuada, quer aIOCHPE S/A - EMP. IMOB., lograram apresentar uma prova sequer da prestação dos serviços arrolados no recibo. Assim, ,quem melhor soube captar a realidade dos fa tos, foi a autoridade julgadora em primeira instância, no conside- rando de seu decisum,a saber: "Considerando que a impugnante não apresentou ne- nhum fato novo ou provas documental excludente da situação originá ria do lançamento que pudessem modificar ou extinguir o creditotri butãrio, porquanto seu arrazoado de defesa (fls. 11/23), limita-se apenas a meras alegações e relatos de fatos que teriam ocorrido e anexou cópias de contratos de arrendamento e peças anexas (fls.29/ /120) que nada tem a ver com o motivo determinante da autuação." Neste passo, resta evidente, ao contrário do asseve rado pela contribuinte, que não ficou cabalmente comprov nos au N SERVIÇO PliBIJC0 FEDERAL Processo n9 11080/002.392/88-21 8. Acórdão n9 CSRF/01-1.622 tos qualquer prestação de serviços pela IOCHPE S/A - EMP. IMOB., em seu benefício, que correspondessem ao recibo glosaddde modo a em- prestar legitimidade à sua dedutibilidade como despesa operacional, encontrando a glosa fiscal amparo nas disposições do art. 191 e §§ do RIR/80. Por seu turno, no voto do acórdão recorrido, deu-se enfãse à questão de direito, conforme depreende-se da leitura de sua ementa transcrita no relatório, de que são dedutíveis as comis- sões de assessoramento pagas pelas pessoas jufídicas necessárias à obtenção das receitas declaradas, tese que reputo válida e, de fato, encontra guarida na legislação fiscal, porém, sem qualquer corres - pondência com a situação fática narrada na peça exOrdial e demais e lementos contidos nos autos. Por estas razões, voto no sentido de dar provimento' ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional para, reforman do-se o Acórdão n9 105-5.136, restabelecer a exigência tributária. Brasília-DF., em24 de março de 1994. C á eIO RODR GU'_ 1EUBER - RELATOR x;,,N Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 14485.000280/2007-40
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2000 a 31/03/2004
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. REMUNERAÇÃO A PESSOAS
FÍSICAS. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer
título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço
da empresa.
NULIDADE LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA.
Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara
e precisa a origem do lançamento, bem como os fundamentos legais, não há
que se falar em nulidade pela falta de fundamentação da obrigação tributária
principal e da aplicação da multa.
DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA PARCIAL. ARTS 45 E 46 LEI
8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. STF. SÚMULA
VINCULANTE 08.
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do STF, os artigos 45 e 46 da Lei
8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à
decadência, o que dispõe o art. 150, § 4º, ou o art. 173 e seus incisos, ambos
do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado
antecipação de pagamento ou não, respectivamente.
No caso de lançamento das contribuições sociais, cujos fatos geradores não
são reconhecidos como tal pela empresa, restando claro que, com relação aos
mesmos, a Recorrente não efetuou qualquer antecipação de pagamento, deixa
de ser aplicado o § 4º do art. 150, para a aplicação da regra geral contida no
art. 173, inciso I, ambos do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-002.781
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial para reconhecer a decadência de parte do período pelo artigo 173, I do
CTN, mantidos os demais valores.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Não Informado
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2000 a 31/03/2004 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. REMUNERAÇÃO A PESSOAS FÍSICAS. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço da empresa. NULIDADE LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, bem como os fundamentos legais, não há que se falar em nulidade pela falta de fundamentação da obrigação tributária principal e da aplicação da multa. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA PARCIAL. ARTS 45 E 46 LEI 8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. STF. SÚMULA VINCULANTE 08. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do STF, os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência, o que dispõe o art. 150, § 4º, ou o art. 173 e seus incisos, ambos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não, respectivamente. No caso de lançamento das contribuições sociais, cujos fatos geradores não são reconhecidos como tal pela empresa, restando claro que, com relação aos mesmos, a Recorrente não efetuou qualquer antecipação de pagamento, deixa de ser aplicado o § 4º do art. 150, para a aplicação da regra geral contida no art. 173, inciso I, ambos do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte.
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 14485.000280/2007-40
anomes_publicacao_s : 201206
conteudo_id_s : 5152920
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-002.781
nome_arquivo_s : 2402002781_14485000280200740_201206.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Não Informado
nome_arquivo_pdf_s : 14485000280200740_5152920.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para reconhecer a decadência de parte do período pelo artigo 173, I do CTN, mantidos os demais valores.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4956710
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076434553634816
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2246; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14485.000280/200740 Recurso nº 163.784 Voluntário Acórdão nº 2402002.781 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2012 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS NA CONTABILIDADE. PRO LABORE Recorrente ESPAÇO DO BANHO E AROMAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2000 a 31/03/2004 CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. REMUNERAÇÃO A PESSOAS FÍSICAS. INCIDÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. É devida contribuição sobre remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais a serviço da empresa. NULIDADE LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Se o Relatório Fiscal e as demais peças dos autos demonstram de forma clara e precisa a origem do lançamento, bem como os fundamentos legais, não há que se falar em nulidade pela falta de fundamentação da obrigação tributária principal e da aplicação da multa. DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA PARCIAL. ARTS 45 E 46 LEI 8.212/1991. INCONSTITUCIONALIDADE. STF. SÚMULA VINCULANTE 08. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do STF, os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência, o que dispõe o art. 150, § 4º, ou o art. 173 e seus incisos, ambos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não, respectivamente. No caso de lançamento das contribuições sociais, cujos fatos geradores não são reconhecidos como tal pela empresa, restando claro que, com relação aos mesmos, a Recorrente não efetuou qualquer antecipação de pagamento, deixa de ser aplicado o § 4º do art. 150, para a aplicação da regra geral contida no art. 173, inciso I, ambos do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para reconhecer a decadência de parte do período pelo artigo 173, I do CTN, mantidos os demais valores. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente. Ronaldo de Lima Macedo Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14485.000280/200740 Acórdão n.º 2402002.781 S2C4T2 Fl. 2 3 Relatório Tratase de lançamento fiscal decorrente do descumprimento de obrigação tributária principal, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados contribuintes individuais (sóciosgerentes), relativa à contribuição previdenciária patronal, para as competências 07/2000, 08/2000, 11/2001, 01/2002, 09/2002 a 12/2002, 01/2003, 05/2003 a 09/2003, e 01/2004 a 03/2004. O Relatório Fiscal (fls. 13/14) informa que os fatos geradores decorrem das remunerações creditadas a segurado contribuinte individual (sóciogerente), apuradas com base nos livros Diário e Razão, e com aplicação da alíquota de 20%; Esse Relatório Fiscal informa ainda que, na contabilidade da empresa, foi criada a conta 2.2.3.1.03, posteriormente alterada para 222.02.00013 com o nome "Silvia Gambin", que é sócia gerente da empresa. Nesta conta, por um período de tempo, foram feitos diversos aportes de numerários sem que fossem comprovadas a origem e efetividade da operação ou transação. Também por diversos meses estes numerários eram utilizados para pagamento de despesas na empresa e também repassados para a sra. Silvia Gambin. Os valores repassados para a Sra. Silvia Gambin foram considerados pela fiscalização como retiradas de pro labore, tendo em vista a não comprovação da origem e efetividade da operação, tanto em sua origem, como em sua aplicaçã. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 30/06/2006 (fls.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 25/40) – acompanhada de anexos de fls. 41/58 –, alegando, em síntese, que: 1. Preliminarmente. Da decadência de parte dos valores lançados. Parte dos valores lançados corresponde às competências de julho e agosto de 2000 e, como se trata apenas de diferenças, uma vez que houve recolhimento de contribuições previdenciárias no período, estes valores já foram tacitamente homologados pela Administração. Apoiado no artigo 150, parágrafo 4°, do CTN, conclui que deve ser reconhecida a decadência dos lançamentos de julho e agosto de 2000; 2. Do relatório fiscal da notificação 37.010.4722. Aceitação da contabilidade da empresa. Cita o relatório fiscal e aduz que a lavratura do auto se deu por uma conta do livro razão, em que, pela leitura da fiscalização, a sócia gerente da empresa fez aportes de numerários e posterior retirada, onde a devolução dos valores foi em montante menor do que o aportado pela sócia. Conforme documentação juntada (doc. n° 3, fls. 52/58), tratase claramente de uma operação de empréstimo para a empresa e posterior devolução à referida sócia gerente. A devolução do empréstimo em nada se confunde com remuneração no presente caso. Não há regularidade nos pagamentos, nem valor fixo, sendo que a devolução se dá em Fl. 138DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 meses absolutamente esparsos. Conclui que os pagamentos não têm natureza de prólabore. Poderia até haver alguma semelhança, embora não sejam, com dividendos ou distribuição de lucros, mas de modo algum prólabore; 3. Artigo 302 do Regulamento do Imposto de Renda. Raciocínio oposto ao da fiscalização. Transcreve o fundamento legal utilizado pela fiscalização – artigo 302 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR), que serve para reputar como indedutíveis gastos da empresa com pessoas vinculadas, não efetivamente comprovados, e discorre sobre o mesmo. Se utilizada a interpretação dada pela fiscalização ao artigo, teríamos a devolução de um empréstimo como uma despesa dedutível na apuração do imposto de renda, agora classificada como remuneração de dirigente. Um artigo do RIR, que serve para considerar uma despesa como indedutível NUNCA poderia ser utilizado como base para considerar algo como remuneração a título de prólabore, pois esta é, como tal, dedutível na apuração do IRPJ; 4. Da desconsideração da Receita Federal de pagamentos que não sejam mensais fixos. Apoiado no artigo 357 do RIR, argumenta que a remuneração a título de prólabore deve ser mensal e fixa, sob pena de ser descaracterizada como tal. No entanto, no presente caso, todas as devoluções dos empréstimos foram absolutamente esparsas, o que as descaracteriza para fins de apuração do Lucro Real; 5. Contribuição ao prólabore. Caráter de remuneração por trabalho de sócio. Necessidade absoluta de disposição no contrato social ou deliberação social. Transcreve o artigo 12, V, alínea "f', da Lei 8212/91, e alega que somente a remuneração decorrente do trabalho do sócio está sujeita à incidência da contribuição previdenciária, não estando ai incluídas as retiradas a titulo de dividendos ou recebimento de pagamento de empréstimo ou de qualquer outra natureza. Conclui que constitui remuneração por trabalho somente o que o sóciogerente recebe em função desta disposição em contrato social. Restituição de empréstimo como no presente caso, distribuição de dividendos, compra e venda, ou até apropriação indébita, não podem ser classificadas como remuneração pelo trabalho de gestão; 6. Despesas da pessoa jurídica, remuneração de dirigentes e outros pagamentos. Discorre sobre a natureza dos pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas, bem como sobre o pagamento de dividendos e remuneração a título de prólabore, feitos a dirigentes de pessoas jurídicas. Discorre também sobre a devolução de empréstimos, que não é renda do sócio e nem despesa da pessoa jurídica (apresenta esquema ilustrativo). E ainda deveria ser considerada a hipótese de serem os pagamentos mera distribuição de lucros, pois, se o pagamento não foi lançado como dedutível, sua natureza é mais próxima da distribuição de lucros do que pagamento de prólabore. Apresenta tabela demonstrativa, e conclui que, em uma situação onde é possível optar entre remuneração a titulo de prólabore e dividendos, não faz sentido a sistemática de pagamento a título de prólabore, Fl. 139DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14485.000280/200740 Acórdão n.º 2402002.781 S2C4T2 Fl. 3 5 dado que a carga fiscal sobre essa remuneração é muito mais alta do que a da distribuição de dividendos; 7. Do Pedido. Requer que a NFLD seja anulada. Considerando as alegações da empresa a respeito dos valores lançados, bem como as cópias de documentos juntadas às fls. 52/58 do "Razão Analítico" e "Extrato de Contas", os autos foram convertidos em diligência fiscal (fls. 63/68), para análise e manifestação do fiscal notificante. Como resultado da diligência, o fiscal notificante elaborou a Informação Fiscal (fl. 77), registrando o seguinte: “[...] 2 Em que pese o contribuinte afirmar que a operação de aportes de recursos na empresa se trata de empréstimo, não logrou apresentar nenhum documento que comprove esta operação de empréstimo, mesmo tendo sido novamente solicitado a esclarecêla conforme se vê no TIAD de fls. 71 e as informações prestadas de fls. 72 e 73. 3 A efetividade da operação se faz: com cheque nominal depositado na conta bancária da empresa, no caso de pagamento efetuado pela sócia. cheque nominal depositado na conta bancária da sócia, caso dos pagamentos efetuados à sócia. cópia da declaração de Imposto de Renda da Sócia. 4 Portanto, é preciso provar com documentação hábil e idônea contemporânea ao fato e a efetividade da operação. 5 Por todo o exposto mantenho o débito integralmente. 6 Estou juntando um novo discriminativo com a remuneração recebida pela Sra. Silvia Gambin (fls. 74 a 76), tendo em vista que em algumas competências do anexo de fls. 15 e 16 houve erro de digitação nas datas, sem, entretanto influenciar no cálculo do débito. [...]” A empresa foi notificada dessa diligência fiscal e protocolizou, dentro do prazo regulamentar, a manifestação de fls. 89/94, sob o PT 35464.003591/200789. Alega, em síntese, que: o Auditor Fiscal Autuante somente manifestouse a respeito do mérito da "descaracterização" da operação de empréstimo realizada entre a Impugnante e sua sócia, não foram analisados os demais argumentos e fatos apresentados na defesa. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em São Paulo/SP – por meio do Acórdão 1616.317 da 11a Turma da DRJ/SPOI (fls. 97/116) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele encontrase revestido das formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 A Notificada apresentou recurso (fls. 120/132), manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados no auto de infração e no mais efetua as alegações da peça de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) de Administração Tributária/SP informa que o recurso interposto é tempestivo e encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processamento e julgamento (fl. 134). É o relatório. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14485.000280/200740 Acórdão n.º 2402002.781 S2C4T2 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator Recurso tempestivo (fls. 117/120). Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. DAS PRELIMINARES: A Recorrente alega que o lançamento fiscal seja declarado nulo, pois haveria erro de fundamentação legal e de presunção da base de cálculo. Tal alegação não será acatada, pois os elementos probatórios que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do valores lançados, bem como da legislação aplicável, e não há erro na sua fundamentação legal nem fática. Os valores apurados no presente processo decorrem das remunerações creditadas a segurada Silvia Gambin Gomes (sóciogerente), em que a base de cálculo foi apurada com base nos livros Diário e Razão (escrituração contábil na conta 2.2.3.1.03, posteriormente alterada para 222.02.00013, contendo o nome "Silvia Gambin"), e com aplicação da alíquota de 20%. Em outro giro, verificase ainda que o lançamento fiscal ora analisado atende aos pressupostos essenciais para sua lavratura, contendo de forma clara os elementos necessários para a sua configuração e caracterização. Com isso, não há que se falar em vícios no lançamento fiscal, eis que estão estabelecidos de forma transparente nos autos todos os seus requisitos legais, conforme preconizam o art. 142 do CTN e o art. 10 do Decreto 70.235/1972, tais como: local e data da lavratura; caracterização da ocorrência da situação fática da obrigação tributária (fato gerador); determinação da matéria tributável; montante da contribuição previdenciária devida; identificação do sujeito passivo; determinação da exigência tributária e intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 dias; disposição legal infringida e aplicação das penalidades cabíveis; dentre outros. Assim, dispõe o art. 142 do CTN: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Nesse mesmo sentido dispõe o art. 10 do Decreto 70.235/1972: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: Fl. 142DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O Relatório Fiscal (fls. 13/14) e seus anexos são suficientemente claros e relacionam os dispositivos legais aplicados ao lançamento fiscal ora analisado, bem como descriminam o fato gerador da contribuição devida. A fundamentação legal aplicada encontra se no relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD (fls. 09/10), que contém todos os dispositivos legais por assunto e competência. Há o Discriminativo Analítico de Débito DAD (fls. 04/06) e o Discriminativo Sintético de Débito DSD (fls. 07/08), dentre outros, que contêm todas as contribuições sociais devidas, de forma clara e precisa. Esses documentos, somados entre si, permitem a completa verificação dos valores e cálculos utilizados na constituição do crédito tributário. Com isso, ao contrário do que afirma a Recorrente, o lançamento fiscal foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente fiscal demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador das contribuições previdenciárias da parte patronal, incidentes sobre a remuneração da segurada sóciagerente (contribuinte individual), fazendo constar nos relatórios que o compõem os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. Logo, essas alegações da Recorrente de nulidade do lançamento fiscal são genéricas, ineficientes e inócuas, não se permitindo configurar qualquer nulidade, e não serão acatadas. A Recorrente alega que seja declarada a extinção do crédito tributário, pois os valores apurados foram fulminados pelo instituto jurídico da decadência, nos termos do art. 150, § 4o, do Código Tributário Nacional (CTN). Tal alegação, pelos motivos fáticos e jurídicos a seguir delineados, será acatada em parte. Esclarecemos que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, negou provimento aos mesmos por unanimidade, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei 8.212/91. Na oportunidade, os ministros ainda editaram a Súmula Vinculante 08 a respeito do tema, a qual transcrevo abaixo: Súmula Vinculante no 08 STF: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14485.000280/200740 Acórdão n.º 2402002.781 S2C4T2 Fl. 5 9 É necessário observar os efeitos da súmula vinculante, conforme se depreende do art. 103A, caput, da Constituição Federal que foi inserido pela Emenda Constitucional 45/2004, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (g.n.) Da leitura do dispositivo constitucional, podese concluir que, a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Por outro lado, ao tratar do lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art. 150, § 4º, o seguinte: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 Entretanto, tem sido entendimento constante em julgados do Superior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Se, no entanto, o sujeito passivo não efetuar pagamento algum, nada há a ser homologado e, por conseqüência, aplicase o disposto no art. 173 do CTN, em que o prazo de cinco anos passa a ser contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Para corroborar o entendimento acima, colaciono alguns julgados no mesmo sentido: TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. TERMO INICIAL. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 173, I, E 150, § 4º, DO CTN. 1. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do art. 173, I, do CTN, segundo o qual 'o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado'. 2. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação – que, segundo o art. 150 do CTN, 'ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa' e 'operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa' –,há regra específica. Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Precedentes jurisprudenciais. 3. No caso concreto, o débito é referente à contribuição previdenciária, tributo sujeito a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento. É aplicável, portanto, conforme a orientação acima indicada, a regra do art. 173, I, do CTN. 4. Agravo regimental a que se dá parcial provimento. (AgRg nos EREsp 216.758/SP, 1ª Seção, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 10.4.2006) ......................................................................................................... TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL. MANDADO DE SEGURANÇA. MEDIDA LIMINAR. SUSPENSÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 145DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14485.000280/200740 Acórdão n.º 2402002.781 S2C4T2 Fl. 6 11 1. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN), que é de cinco anos. 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Omissis. 4. Embargos de divergência providos. (EREsp 572.603/PR, 1ª Seção, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 5.9.2005) Verificase que o lançamento fiscal em tela referese às competências 07/2000 a 03/2004 e foi efetuado em 30/06/2006, data da intimação e ciência do sujeito passivo (fl. 01). No caso em tela, tratase do lançamento de contribuições, cujos fatos geradores não são reconhecidos como tal pela empresa, restando claro que, com relação aos mesmos, a Recorrente não efetuou qualquer antecipação de pagamento, conforme Relatório Fiscal (fls. 13/14) e Discriminativo Analítico de Débito DAD (fls. 04/08). Nesse sentido, aplicase o art. 173, inciso I, do CTN no presente lançamento fiscal, para considerar que estão abrangidos pela decadência os créditos correspondentes aos fatos geradores ocorridos até 11/2000, inclusive. Logo, a recorrente não poderia ter sido autuada pelas competências anteriores a 12/2000, pois o direito potestativo do Fisco – nas competências até 11/2000, inclusive, e competência 13/2000 – já estava extinto pelo instituto da decadência tributária. Esclarecemos que a competência 12/2000 não deve ser excluída do cálculo do lançamento fiscal ora analisado, porquanto a sua exigibilidade e a sua hipótese imponível (situação fática da hipótese de incidência da contribuição) somente ocorrerão a partir de 01/2001, com a remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, durante o mês, aos segurados obrigatórios do RGPS, quando poderia ter sido efetuado o lançamento fiscal. Dessa forma, acato parcialmente a preliminar de decadência tributária ora examinada, excluindo os valores apurados até a competência 11/2000, inclusive, e passo ao exame de mérito. DO MÉRITO: A Recorrente alega que a remuneração paga ou creditada aos contribuintes individuais (segurados autônomos e sóciosgerentes) não deveriam sofrer a incidência da contribuição social previdenciária. Tal alegação não será acatada, eis que há previsão na Lei 8.212/1991 para a incidência da contribuição social previdenciária sobre a remuneração dos segurados contribuintes individuais. Cumpre esclarecer que, para o contribuinte individual, configurase salário de contribuição todos os valores a este pagos por pessoas físicas e jurídicas, dentro do mês, em decorrência de serviços prestados, conforme art. 28, inciso III, da Lei 8.212/1991, in verbis: Fl. 146DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) III – para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o parágrafo 5º. Para a empresa, que é o caso do presente processo, a contribuição previdenciária patronal será de 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços, nos termos do art. 22, inciso III e § 1o, da Lei 8.212/1991, in verbis: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Entendo que o sóciogerente que recebeu remuneração decorrente de seu trabalho, na qualidade de contribuinte individual, é segurado obrigatório da Previdência Social, não restando dúvida que ele não mantém vínculo empregatício com a Recorrente, nos termos do art. 12, inciso V, alínea “f”, da Lei 8.212/1991. Isso está devidamente fundamentado nos documentos acostados aos autos, tal como o Relatório Fiscal. Lei 8.212/1991: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) V como contribuinte individual: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999) (...) f) o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Essa circunstância de que o sóciogerente é contribuinte individual obriga que a Recorrente realize o recolhimento da contribuição previdenciária prevista no art. 22, inciso III e § 1o, da Lei 8.212/1991, acima transcrito. Com isso, não acato a alegação da Recorrente, uma vez que os valores pagos ou creditados ao sóciogerente são hipóteses de incidência da contribuição social previdenciária. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 14485.000280/200740 Acórdão n.º 2402002.781 S2C4T2 Fl. 7 13 Com relação à alegação da Recorrente de que os valores lançados na contabilidade seriam devolução de empréstimos ou mera distribuição de lucros aos sócios, entendo que tal argumentação não deverá ser acatada, pois a contabilidade da empresa declara que os valores foram pagos à segurada Silvia Gambin Gomes (sóciogerente) a título de prólabore. Esclarecemos que, além de ter finalidade gerencial a escrituração contábil, ela também possuir uma finalidade probatória, especialmente para terceiros, sendo muitas vezes fundamentais para a resolução de um determinado litígio, no caso em tela para deslinde da controvérsia de que os valores pagos a segurada seriam, ou não, uma remuneração para fins tributários. Do exame dos livros (Razão e Diário) e demais documentos contábeis e fiscais analisados, a auditoria fiscal constatou que a contabilidade da Recorrente materializa a remuneração paga à segurada Silvia Gambin Gomes a título prólabore e não "devolução de empréstimos", eis que a empresa não conseguiu provar as operações escrituradas na conta 2.2.3.1.03, posteriormente alterada para 222.02.00013, contendo o nome "Silvia Gambin" O art. 378 do Código de Processo Civil (CPC) estabelece que os documentos contábeis fazem prova contra o seu autor, nos seguintes termos: Art. 378. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. Com efeito, vêse que a eficácia probatória dos livros e documentos contábeis, analisados pela auditoria fiscal, operase contra a Recorrente, eis que os valores pagos caracterizam uma remuneração recebida pela segurada Silvia Gambin Gomes, na qualidade de contribuinte individual (sóciogerente). Nada impediria, todavia, que a Recorrente demonstrasse, por outros meios probatórios, que os seus lançamentos constantes da sua escrituração, que lhe é desfavorável, são equivocados, o que não foi demonstrado em nenhum momento, seja na peça de impugnação (fls. 25/94), seja na peça recursal (fls. 120/132). Os documentos juntados pela Recorrente não têm o condão de afastar o procedimento fiscal, eis que eles não demonstram qualquer indício de que realmente os valores lançados na conta contábil 2.2.3.1.03, posteriormente alterada para 222.02.00013, seriam devolução de empréstimos ou mera distribuição de lucros. O mesmo entendimento foi esposado na decisão de primeira instância (Acórdão 1616.317 da 11a Turma da DRJ/SPOI, fls. 97/116), nos seguintes termos: “[...] No presente caso, durante a auditoria realizada, o fiscal Notificante constatou o registro contábil de supostos empréstimos à empresa, pela sra. Silvia Gambin, em valores vultosos, para os quais não foi apresentada qualquer base documental, embora o Contribuinte tenha sido devidamente intimado para tanto, situação que se manteve inalterada na diligência fiscal (TIAD's às fls. 19/20 e 71). No caso sob exame, a empresa teve duas oportunidades para comprovar a origem e efetividade das operações realizadas, na Fl. 148DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 14 auditoria fiscal, e na diligência fiscal, após a qual, inclusive, foi aberto prazo de manifestação de 10 dias. No entanto, nenhum documento comprobatório dos lançamentos contábeis foi apresentado: • Não foi apresentado nenhum contrato, o que impossibilitou a fiscalização de analisar o tipo de "empréstimo" firmado, o valor atribuído, a finalidade do mesmo, bem como o prazo de devolução; • Também não há como se distinguir se os "empréstimos" foram feitos pela sócia majoritária L'Occitane do Brasil S/A, pela sócia minoritária L'Occitane Holding Brasil Ltda., pela sócia minoritária Shower's Comercial Importadora Ltda., ou ainda pela pessoa física sra. Silvia Gambin. [...]” Logo, em decorrência das circunstâncias fáticas delineadas no Relatório Fiscal (fls. 13/14) e na Informação Fiscal (fls. 77), acompanhados dos demais documentos juntados aos autos, entendo que os valores escriturados na conta contábil 2.2.3.1.03, posteriormente alterada para 222.02.00013, devem integrar a base de cálculo das contribuições sociais lançadas no presente processo. Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para reconhecer que sejam excluídos, em decorrência da decadência tributária quinquenal, os valores apurados até a competência 11/2000, inclusive, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 11/07/20 12 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 16/07/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
