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Numero do processo: 10830.006361/00-51
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP
Período de apuração: 01/04/1991 a 31/08/1991, 01/10/1991 a 31/10/1991,
01/01/1992 a 30/11/1992, 01/09/1993 a31/12/1994, 01/02/1995 a28/02/1995
NORMAS PROCESSUAIS. PRAZO. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
Aperfeiçoando o lançamento por homologação, o direito de a Fazenda
Pública lançar de ofício eventuais diferenças relativas as contribuições
sociais, extingue-se no prazo de cinco anos, contados do fato gerador.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO.
Extinguem o crédito tributário o pagamento antecipado e a homologação do
lançamento nos termos do disposto no art. 150, §§ 1° e 40, do CTN.
NORMAS PROCESSUAIS. CONSTITUCIONALIDADE.
Não cabe ao Conselho de Contribuintes o controle de constitucionalidade das leis, matéria afeta ao Poder Judiciário.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/02-02.825
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Antonio Bezerra Neto, Henrique Pinheiro Torres, Julio Cesar Vieira Gomes, Misael Lima Barreto, Elias Sampaio Freire e Antônio José Praga de Souza que deram provimento ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: GILENO GURJÃO BARRETO
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1991 a 31/08/1991, 01/10/1991 a 31/10/1991, 01/01/1992 a 30/11/1992, 01/09/1993 a31/12/1994, 01/02/1995 a28/02/1995 NORMAS PROCESSUAIS. PRAZO. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Aperfeiçoando o lançamento por homologação, o direito de a Fazenda Pública lançar de oficio eventuais diferenças relativas as contribuições sociais, extingue-se no prazo de cinco anos, contados do fato gerador. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Extinguem o crédito tributário o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no art. 150, §§ 1° e 40, do CTN. NORMAS PROCESSUAIS. CONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao Conselho de Contribuintes o controle de constitucionalidade das leis, matéria afeta ao Poder Judiciário. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Camara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Antonio Bezerra Neto, Henrique Pinheiro Torres, Julio Cesar Vieira Gomes, Misael Lima Barreto, Elias Sampaio Freire e Antônio José Praga de Souza que deram provimento ao recurso. ONIO PRA A Presidente da CSRF Processo n° 10830.006361/00-51 Acórdão n.° 02-02.825 CSRF/T02 Fls. 2 G • GILE 0 9 )1 AO B RRETO Relator v FORMALIZADO EM: 11 NOV 2009 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Manoel Antonio Gadelha Dias (*Presidente à época do julgamento), Josefa Maria Coelho Marques, Gileno Gurjdo Barreto, Antonio Carlos Atulim, Maria Teresa Martinez López, Antonid Bezerra Neto, Dalton César Cordeiro de Miranda, Henrique Pinheiro Torres, Leonardo Siadel Manzan, Julio Cesar Vieira Gomes, Misael Lima Barreto, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho. Relatório Por bem descrever os atos praticados no presente feito, adoto como relatório aquele constante da r. decisão recorrida, a seguir transcrito em sua inteireza: "Trata o presente processo de Auto de Infração (uls.03/40) lavrado contra o sujeito passivo ern epígrafe — ciência em 20/09/2000, constituindo crédito tributário no valor de R$ 23.852,70 — relativo à falta ou insuficiência de recolhimentos da Contribuição para o Programa de Integração Social -PIS, referente aos períodos de apuração de abril a agosto de 1991; outubro de 1991; janeiro a novembro de 1992; setembro de 1993 a dezembro de 1994 e fevereiro de 1995. 2. Na Descrição dos Fatos (fls.04/06), o autuante faz, resumidamente, as seguintes considerações: 2.1 — Em atividade de fiscalização no presente contribuinte e considerando a ação de repetição de indébito pelo procedimento ordinário — proc. it ° 93.060.0632-2 — 1 a VW ern Campinas/SP, que contesta os valores recolhidos ao PIS nos termos dos DL 's 2.445 e 2.449, ambos de 1988 e requer a restituição total dos valores pagos nos períodos de apuração de fevereiro de 1989 a novembro de 1992, constatamos que a referida ação já transitou cm julgado, tendo a sentença de 1 a instância julgado procedente a pretensão c o TRF — 3 a Região negado provimento à remessa oficial, mantendo a sentença de 1 a instãncia, estando a ação apenas aguardando a homologação dos cálculos apresentados pela autora; 2.2 — Entretanto, a sentença foi vazada nos seguintes termos: "Julgo procedente a ação ordinária para decretar ilegítima a cobrança da contribuição ao PIS na forma dos Decretos-leis n c's 2.445/88 e 2.449/88, e assegurar a(s) autora(s) o direito de recolher a exação na forma da Lei Complementar n ° 7/70..." o que nos obriga a refazer os cálculos da contribuição ao PIS na forma determinada pelo Judiciário; 2.3 — Apurou-se que, para o período abrangido pela ação judicial, o contribuinte, após as devidas imputações, teve débitos remanescentes dos períodos de apuração de 04/91 a 08/91; 10/91; 01/92 a 11/92; 09/93 a 12/94 c 02/95, objeto do presente auto de infração, sendo que as bases' de cálculo estão de acordo com as planilhas apresentadas pelo contribuinte, tendo sido descontados os valores recolhidos e os valores "sub judice" constantes cm 2 Processo n° 10830.006361/00-51 Acórdao n. ° 02-02.825 CSRF/1-02 Fls. 3 DcrF, relativos aos períodos de apuração de 03/94 a 02/95, conforme "Demonstrativo de Imputação de Pagamentos". 0 contribuinte efetuou compensação de valores pretensamente recolhidos a maior, com base na ação judicial descrita acima, procedimento irregular, visto que foram apurados, no período de fevereiro de 1989 a novembro dc 1992, débitos em aberto e não pagamentos indevidos. 3. Inconformada com o lançamento, a interessada interpôs impugnação cm 18/10/2000 (fls.96/136) onde alega, em síntese e fundamentalmente, que: 3.1 —possui sentença favorável em ação de repetição de indébito -proc. 93.060.0632-2, que trata de matéria idêntica à discutida no processo administrativo; 3.2 — a fiscalização não observou a regra contida no parágrafo único do art.6° da Lei Complementar n ° 7/70, ou seja, a base de cálculo da contribuição é o faturamento do sexto mês anterior; 3.3 —a Instrução Normativa n ° 67, de 26 de maio de 1992, que restringiu as disposições contidas na Lei n ° 8.383/91, notadamente quanto à correção monetária, afrontou os princípios constitucionais basilares, dentre os quais o da legalidade e o da hierarquia das normas; 3.4 — ante o exposto, é de se concluir que existe o direito de compensar, além do fato que a exigência não acontece no momenta próprio, pois, se a questão esta sub judice, não cabe a lavratura de auto de infração." A 5 a Turma de Julgamento da DRJ em Campinas -SP julgou procedente o lançamento, mediante o Acórdão DRJ/CPS N 03.024 de 06/01/2003, assim ementado: "Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep". Período de apuração: 01/04/1991 a 31/08/1991, 01/10/1991 a 31/10/1991, 01/01/1992 a 30/11/1992, 01/09/1993 a 31/12/1994, 01/02/1995 a 28/02/1995. Ementa: AÇÃO JUDICIAL. LANÇAMENTO. A constituição do crédito tributário pelo lançamento é atividade administrativa vinculada e obrigatória, ainda que o contribuinte tenha proposto ação judicial. PIS.BASE DE CALCULO. FATO GERADOR. A base de cálculo vincula-se ao fato tributável para que surja a obrigação tributdria.Aquela há de retratar, cm valores, a real dimensão do fato gerador, pelo que o art.6° da Lei Complementar 07, de 1970, veicula norma sobre prazo de recolhimento e não regra especial sobre base de cálculo retroativa da referida contribuição ao PIS, conforme Parecer PGFINI/CAT/n ° 437/98, aprovado pelo Ministro da Fazenda. Lançamento Procedente ". Regularmente notificada daquela decisão cm 28/08/2003 (f1.173), a contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls.174/192, cm 24/09/2003, instruido com o arrolamento de bens, conforme f1.223. Alegou em sua defesa a decadência do direito de a Fazenda Pública efetuar o lançamento de tributo sujeito ao lançamento por homologação depois de decorridos cinco anos do fato gerador da obrigação. Prosseguindo, alegou que a base de cálculo do PIS é o faturamento do sexto mês anterior, conforme previsto no art.6 °, 3 Processo n° 10830.006361/00-51 Ac6rd5o n.° 02-02.825 CSRF/T02 Fls. 4 parágrafo único, da LC n ° 7/70. As diferenças apuradas e lançadas pelo Fisco decorrem da inobservância da semestralidade da base de cálculo. Requereu o acolhimento de suas razões para o fim de cancelar-se a exigência." A 2 Câmara do 2° Conselho de Contribuintes julgou o recurso procedente, por unanimidade de votos, cm 29 de mat-go de 2006 (fls. 227/231), reconhecendó que ocorreu o lançamento por homologação, por ter havido pagamentos antecipados, ainda que parciais. Entendeu que, conforme disposto no § 4°, art. 150 CTN, o prazo para a Fazenda Pública rever o lançamento por homologação expira em 5 anos, e que, no caso concreto, o prázo expirou em 28/02/2000 c o contribuinte só foi notificado em 20/09/2000. Afasta a póssibilidade de aplicação do art. 45 da Lei no 8.212/90, uma vez que, para que fosse passível dc utilização, deveria inexistir o pagamento antecipado feito pelo contribuinte. Cita, ainda, o Prazo de 5 anos para a homologação da compensação, previsto no §5°, art.74 da Lei no 9.430/96. A douta Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial por Divergência (fls. 233/251) em 26/07/2006, após ciência ocorrida em 21/07/2006. Afinna que o recurso é cabível e deve ser conhecido, uma vez que, a matéria em questão foi pre-questionada, juntando aos autos, julgado da Terceira Camara deste conselho, demonstrando a divergência j uri sprudenci al . Alega quo foi exercido controle de constitucionalidade pelo Conselho de Contribuintes, ao ser afastada a incidência do art. 45 da Lei n° 8.212/91 no v. acórdão. Aduz, a recorrente, que o julgamento da Câmara do Conselho de Contribuintes, que declare a inconstitucionalidade de lei, contraria a disposição constitucional que reserva ao Supremo Tribunal Federal, o dever de julgar, em instância final, da qual não caiba recurso, a constitucionalidade de norma geral. Argumenta que a confirmação da decisão recorrida trará lesão grave c dc dificil reparação aos cofres públicos, uma vez que levará à irreversibilidade da decisão. Quanto ao mérito, salienta que há decisões judiciais sedimentadas no sentido de que a lei n'. 8.212/91 é aplicável no lugar do disposto no art. 150, §4° do CTN, juntando aos autos jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 1 5 Região c do Superior Tribunal de Justiça. Explana que, devido ao fato de a Lei n°. 8.212/91 disciplinar sobre a matéria cm discussão, está excluída a aplicação do prazo de 5 anos estabelecido no CTN. Conclui que o lançamento fiscal encontra-se dentro do prazo decadencial, vez que o auto de infração foi lavrado em data anterior à do termino do prazo de 16 anos disposto no art. 45 da lei n°. 8.212/91. Requer seja dado provimento ao recurso, restabelecendo a decisão da Primeira Instância Administrativa. Em 15/09/2006, o contribuinte foi cientificado do acórdão c Ida interposição do Recurso Especial da Fazenda Nacional (F1.267). Em 06/10/2006, apresentou contra-razões ao recurso especial da procuradoria (fls. 273/279). 0 contribuinte, cm face dos argumentos da recorrente, afirma i que a Segunda Camara do Conselho de Contribuinte, não aplicou o art. 45 da Lei 8.212/91, apenas em razão das peculiaridades contidas ‘na relação jurídico-tributária. Salienta que as Durisprudências transcritas pela contribuinte não mais persistem nos Tribunais Regionais Federais, juntando, aos autos, julgados mais recentes. Transcreve ementas da Segunda Turma do Conselho de Contribuintes, que julgam pela impossibilidade da aplicação art. 45 da Lei 8.212/91. 4 Processo n° 10830.006361/00-51 Acórdão II.' 02-02.825 CSRF/T02 Fls. 5 Requer seja negado provimento ao recurso da Unido, mantendo-se integralmente a decisão recorrida que reconheceu a ocorrência da decadência de cinco anos para o PIS, e a anulação do Auto de Infração e Imposição de Multa. o relatório. Vo to Conselheiro GILENO GURAO BARRETO, Relator O Recurso Especial interposto preenche os requisitos necessários ao seu conhecimento, conforme art. 32 e art. 33 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, constante do Anexo II da Portaria MF no 55, de 1998, sendo assim, dele tomo conhecimento. A situação em tela envolve urna divergência quanto ao prazo que a Receita Federal tem para rever lançamentos por homologação, uma vez que a contribuinte defende o prazo de cinco anos, corn base do art. 150, § 4 0 do CTN, e por sua vez, a União, recorrente neste caso, representada por seu Procurador da Fazenda Nacional, defende o prazo de 10 anos, corn base no art. 45 da Lei n° 8.212/91. Além disso, alega que houve Controle de Constitucionalidade por parte do acórdão atacado, por não considerar o art. 45 da Lei n° 8.212/91, como a regra válida para o caso. Passemos agora a discutir tais pontos: I — Prazo Decadencial para a Revisão dos Lançamentos: A contribuição social devida ao PIS foi recepcionada pela CF/88 pelo art. 239 do Ato das Disposições Gerais e não se encontra incluída na outorga de competência inserida no art. 195, I da CF/88, conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal, or ocasião do julgamento do RE 150.164-1, cujo voto do relator, Ministro Ilmar Galvdo, está assim redigido: "Por outro lado, a existência de duas contribuições sobre o faturamcnto está prevista na própria Carta (art. 195, I c 239) [referindo-se aO Finsocial e ao PIS], motivo singelo, mas bastante, não apenas para que não s'e possa falar em inconstitucionalidade, mas também para infirmar a ilação de que a contribuição do artigo 239 satisfaz a previsão do art. 195, I, no que toca a contribuição calculada sobre o faturamento". A contribuição destinada ao PIS, que está sujeita a lançamento por homologação, de acordo com reiteradas decisões do Supremo Tribunal Federal, tem natureza tributária, aplicando-se, portanto, quanto h decadência, a regra inscrita no art. 150, § 4° do CTN, assim redigido: "Art. 150. 0 lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sern prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa". 5 Sala das Sessões, em 16 dc outubro de 2007. // GILENOUAO CARRETO Processo n° 10830.006361/00-51 AcórdAo n.° 02-02.825 CSRFfro2 Fls. 6 "§4° Sc a lei não fixar prazo à homologação, sad ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a fazenda pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento c definitivamente extinto o credito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação." Diante disso, uma vez que o prazo decadencial é de cinco anos, o prazo para a Fazenda Nacional rever o lançamento venceu em 28/02/2000, sendo que o lançamento de oficio só tbi notificado à contribuinte em 20/09/2000, o que caracteriza a perda do prazo para a revisão do auto -lançamento efetuado pela contribuinte, por isso, mantenho a decisão do acórdão atacado no tocante a esse terna. II — Controle de Constitucionalidadc: A Recorrente alega em sua peça que ocorreu controle difuso de constitucionalidade por parte do acórdão atacado, por este se utilizar da premissa de que o art. 45 da Lei n° 8.212/91 estaria regulando matéria reservada à lei complementar, afastando assim sua aplicação, considerando incidentalmcnte a inconstitucionalidade da norma. Porém, o fato é que o acórdão em nenhum momento recorre a tal premissa, e justifica o não acolhimento da norma judicial em questão pelo fato de que a mesma só seria cabível se não houvesse pagamentos antecipados, fato que não aperfeiçoaria o lançamento por homologação, acrescentando de forma clara e evidente que não afastou tal norma por inconstitucionalidade. Sendo assim, não há o que se falar em controle de constitucionalidade exercido por parte da Camara a qua, corno defende a Recorrente, uma vez que não cabe a este colegiado apreciar c nem realizar qualquer controle deste tipo, conforme jurisprudência pacifica deste colegiado. III — Conclusão: Diante de todo o exposto, voto por negar provimento ao presente recurso, de forma a manter integralmente a decisão atacada pelo mesmo. como voto. 6
score : 1.0
Numero do processo: 10820.000222/2003-83
Data da sessão: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
COMPENSAÇÃO. DÉBITOS VENCIDOS. MULTA. JUROS.
Na compensação de créditos com débitos de espécies diferentes já vencidos, incide multa e juros de mora sobre os débitos não recolhidos ou compensados nos prazos legalmente estabelecidos.
RESSARCIMENTO DE IPI. TAXA SELIC
Inaplicável a taxa SELIC no ressarcimento de IPI por falta de previsão legal.
Numero da decisão: 3803-000.058
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO de JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Walber José da Silva Presidente Ad Hoc
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Ivan Allegretti.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 COMPENSAÇÃO. DÉBITOS VENCIDOS. MULTA. JUROS. Na compensação de créditos com débitos de espécies diferentes já vencidos, incide multa e juros de mora sobre os débitos não recolhidos ou compensados nos prazos legalmente estabelecidos. RESSARCIMENTO DE IPI. TAXA SELIC Inaplicável a taxa SELIC no ressarcimento de IPI por falta de previsão legal.
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LTDA. Recorrida DRJRIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXIGÊNCIA DA MULTA DE MORA. No regime de lançamento por homologação o procedimento administrativo é do contribuinte, sendo espontânea a denúncia que faz à Fazenda Pública sempre o contribuinte estiver a suprir o dever instrumental de declarar seus débitos, com concomitante pagamento, antes de qualquer procedimento fiscal. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 COMPENSAÇÃO. DÉBITOS VENCIDOS. MULTA. JUROS. Na compensação de créditos com débitos de espécies diferentes já vencidos, incide multa e juros de mora sobre os débitos não recolhidos ou compensados nos prazos legalmente estabelecidos. RESSARCIMENTO DE IPI. TAXA SELIC Inaplicável a taxa SELIC no ressarcimento de IPI por falta de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO de JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Walber José da Silva – Presidente Ad Hoc (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 0. 00 02 22 /2 00 3- 83 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10820.000222/200383 Acórdão n.º 3803000.058 S3TE03 Fl. 135 2 Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Ivan Allegretti. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 1418.965, de 12 de março de 2008, da DRJ/Ribeirão Preto/SP, fls. 105 a 113, que indeferiu a solicitação da recorrente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 95 a 102. Cientificada da decisão em 22 de abril de 2008, irresignada, apresenta recurso voluntário, fls. 116 a 126, em 20 de maio de 2008, por meio do qual reitera todos os seus argumentos trazidos na manifestação de inconformidade. Recompondo os fatos desde a origem, a contribuinte declara compensação do débito de COFINS, em 31 de março de 2003, no valor de R$ 12.631,01, do período de apuração outubro de 2002 e vencido em 14 de novembro de 2002, à qual vinculou crédito no mesmo valor, com origem no pedido de ressarcimento do quarto trimestre de 2002, fls. 01 e 02. Teve sua compensação homologada parcialmente em virtude dos acréscimos de multa e juros de mora incidentes sobre o débito, por têlo declarado fora do prazo de vencimento. O Despacho Decisório foi mantido pela decisão da DRJ/Ribeirão Preto. No recurso interposto, afirma a recorrente: a) com espeque na doutrina, ser a multa de mora penalidade pecuniária de natureza indenizatória, cujo fim compensar os prejuízos sofridos pela Fazenda com o atraso no pagamento de tributos. b) que não há razão para considerar tal pretenso prejuízo pelo fato de que seu direito a crédito formouse ao longo do quarto trimestre de 2002, e é maior que seu débito de COFINS do período de apuração outubro de 2002; c) que no momento do vencimento do seu débito teve parte do seu patrimônio subtraído e acrescido ao da Fazenda Nacional; d) o direito à elisão de sua responsabilidade, e, em conseqüência, à exclusão da incidência da multa de mora sobre o valor do seu débito, com declaração de compensação em formulário protocolada em 31 de março de 2003, constituindo este processo, pelo que vincula este seu ato ao instituto da denúncia espontânea, previsto no art. 138, do CTN; e) que a incidência de acréscimos legais sobre os débitos somente adveio com a IN SRF nº 323, 24 de abril de 2003, portanto posterior à sua declaração de compensação, sendo inaplicável a sua situação; f) seu direito à atualização do crédito a ser ressarcido, pela aplicação da taxa SELIC, tal como incidente sobre os débitos para com a Fazenda Nacional,em observância ao princípio da isonomia nas relações tributárias. Requer, ao fim, a reforma da decisão recorrida. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10820.000222/200383 Acórdão n.º 3803000.058 S3TE03 Fl. 136 3 É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele conheço. Não prospera a defesa da recorrente pelos fundamentos a seguir. 1. Da formação do crédito O direito subjetivo do contribuinte ao ressarcimento do IPI encontra previsão no artigo 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, que textualmente reza: Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda. [grifos acrescidos] Observese, primeiro, da leitura da norma legal acima, que o valor que “[...] poderá ser utilizado de conformidade com os arts. 73 e 74, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996,[...]” vale dizer, “[...] na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão” é “o saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI acumulado em cada trimestrecalendário [...]”. Ambos os textos legais transcritos, art. 11 da lei nº 9.779/99 e art. 74, da Lei nº 9.430/96, com redação dada pelo art. 49 da Lei nº 10.637/2002, mencionam que o crédito de ressarcimento de IPI a ser utilizado pelo contribuinte é o saldo credor acumulado em cada trimestrecalendário. Isto não tem outro significado senão que o crédito em cada mês é valor que apenas coopera para o referido saldo credor, não se configurando em crédito apto a ser compensado na forma do art. 74, da Lei nº 9.430/96. Os critérios para esta compensação, são os prescritos pelas “normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda”, segundo expressamente atribuiu a própria norma concessora do benefício fiscal, em sua parte final, grifada. Ao tempo do protocolo do pedido de ressarcimento e da declaração de compensação que constituíram este processo, tais normas vieram a ser veiculadas pelo texto do art. 14, da IN SRF nº 210, de 30 de setembro de 2002, verbis: Fl. 136DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10820.000222/200383 Acórdão n.º 3803000.058 S3TE03 Fl. 137 4 Art. 14. Os créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), escriturados na forma da legislação específica, poderão ser utilizados pelo estabelecimento que os escriturou na dedução, em sua escrita fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados. § 1o Os créditos do IPI que, ao final de um período de apuração, remanescerem da dedução de que trata o caput poderão ser mantidos na escrita fiscal do estabelecimento, para posterior dedução de débitos do IPI relativos a períodos subseqüentes de apuração, ou serem transferidos a outro estabelecimento da pessoa jurídica, somente para dedução de débitos do IPI, caso se refiram a: I – créditos presumidos do IPI, como ressarcimento das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), previstos na Lei no 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e na Lei no 10.276, de 10 de setembro de 2001; II créditos decorrentes de estímulos fiscais na área do IPI a que se refere o art. 1o da Portaria MF no 134, de 18 de fevereiro de 1992; e III – créditos do IPI passíveis de transferência a filial atacadista nos termos do item 6 da IN SRF no 87/89, de 21 de agosto de 1989. § 2o Remanescendo, ao final de cada trimestrecalendário, créditos do IPI passíveis de ressarcimento após efetuadas as deduções de que tratam o caput e o § 1o, o estabelecimento matriz da pessoa jurídica poderá requerer à SRF o ressarcimento de referidos créditos em nome do estabelecimento que os apurou, mediante utilização do "Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI", bem assim utilizálos na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa. Notese, uma vez mais, que o crédito do contribuinte apto a ser utilizado para a compensação com outros débitos administrados pela SRF, perfazse apenas ao final de um trimestrecalendário, como já preceituado pelas leis referidas. Dentro do trimestre os créditos são escriturais, devendo ser utilizados apenas na dedução, na escrita fiscal, de débitos de IPI. Deduzse daí que na data do vencimento do débito compensado neste processo o crédito indicado na declaração de compensação não estava disponível para que dele se servisse a contribuinte declarante. Referindose a formação do seu crédito ao quarto trimestre de 2002, sua disponibilidade somente ocorreu em 1º de janeiro de 2003. Ao declarar compensação em 31 de janeiro de 2003, encontravase, de fato, a contribuinte em mora com o débito em apreço perante a Administração Fazendária. Do que, não são sustentáveis os argumentos da recorrente de que dispunha de crédito no momento do vencimento. 2. Da exclusão da responsabilidade Fl. 137DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10820.000222/200383 Acórdão n.º 3803000.058 S3TE03 Fl. 138 5 Nesta seara de argumentação também não há como ser exitosa a recorrente, eis porque se está a lidar com contribuição sujeita a lançamento por homologação. Neste regime de tributação é pertinente “ [...]ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa,” e “operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa”, conforme regência do art. 150, caput, do CTN. Não me inclino a admitir que haja espontaneidade na denúncia de tributo sujeito ao lançamento por homologação, pois o contribuinte é quem dá início ao procedimento fiscal, substituindo a Fazenda Pública, sendo conhecedor da infração, da prática do ilícito tributário de não pagálo no vencimento, desde o momento da apuração da obrigação tributária. O procedimento administrativo é seu, propriamente. Logo, qualquer denúncia que faça à Administração Tributária, sempre se dará após o procedimento administrativo, que é seu por atribuição legal. E é esta dinâmica que retira o caráter de espontaneidade da denúncia. 3. Dos acréscimos legais sobre o débito Não procede a defesa da recorrente de que os acréscimos legais, multa e juros de mora, somente vieram a viger a partir da IN SRF nº 323, 24 de abril de 2003. O molde atual de incidência de multa de mora à taxa de 0,33% ao dia sobre os tributos e contribuições não pagos nos prazos previstos na legislação específica foi regulado pelo art. 61 da Lei nº 9.430/96,conforme se transcreve abaixo: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. [grifos acrescidos] § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. 4.Taxa SELIC sobre o ressarcimento Já bem defendido pela decisão recorrida a diferente natureza jurídica dos institutos do ressarcimento e da restituição, nada havendo a acrescentar e a modificar. Não havendo, pois, previsão legal para a concessão do que entendo ser um “plus”, para o contribuinte, não se pode servir da previsão do art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95 para aplicála a este caso concreto. De todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10820.000222/200383 Acórdão n.º 3803000.058 S3TE03 Fl. 139 6 Sala das Sessões, em 11 de agosto de 2009 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 139DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/07/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10280.005328/2006-71
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005
CRÉDITO PRESUMIDO. LEI 10.276/01. CÁLCULO DO FATOR F. CUSTOS E RECEITAS. CUMULAÇÃO
No cálculo do Fator F aplicado sobre a base de cálculo do Crédito Presumido previsto na Lei 10.276/01 serão considerados os valores da receita operacional bruta, da receita de exportação e dos custos, acumulados desde o início do ano até o mês a que se referir o Crédito.
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO ESPECIAL 993.164 APLICAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REGIME DE RECURSOS REPETITIVOS.
As decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em Regime de Recursos Repetitivos, sistemática prevista no artigo 543-C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
A oposição estatal impedindo a utilização do Crédito Presumido do IPI a que o contribuinte faz jus descaracteriza sua natureza escritural, exsurgindo legítima, a partir da data do protocolo do pedido, a incidência de correção monetária pela Taxa Selic.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3102-001.947
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
(assinatura digital)
Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa - Relator
EDITADO EM: 23/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Helder Massaaki Kanamaru.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 CRÉDITO PRESUMIDO. LEI 10.276/01. CÁLCULO DO FATOR F. CUSTOS E RECEITAS. CUMULAÇÃO No cálculo do Fator F aplicado sobre a base de cálculo do Crédito Presumido previsto na Lei 10.276/01 serão considerados os valores da receita operacional bruta, da receita de exportação e dos custos, acumulados desde o início do ano até o mês a que se referir o Crédito. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO ESPECIAL 993.164 APLICAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REGIME DE RECURSOS REPETITIVOS. As decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em Regime de Recursos Repetitivos, sistemática prevista no artigo 543-C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A oposição estatal impedindo a utilização do Crédito Presumido do IPI a que o contribuinte faz jus descaracteriza sua natureza escritural, exsurgindo legítima, a partir da data do protocolo do pedido, a incidência de correção monetária pela Taxa Selic. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa - Relator EDITADO EM: 23/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Helder Massaaki Kanamaru.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2255; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 2 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.005328/200671 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3102001.947 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de julho de 2013 Matéria Pedido de Ressarcimento Crédito Presumido do IPI Recorrente PAMPA EXPORTAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 CRÉDITO PRESUMIDO. LEI 10.276/01. CÁLCULO DO FATOR “F”. CUSTOS E RECEITAS. CUMULAÇÃO No cálculo do Fator “F” aplicado sobre a base de cálculo do Crédito Presumido previsto na Lei 10.276/01 serão considerados os valores da receita operacional bruta, da receita de exportação e dos custos, acumulados desde o início do ano até o mês a que se referir o Crédito. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. CORREÇÃO MONETÁRIA. RECURSO ESPECIAL 993.164 APLICAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REGIME DE RECURSOS REPETITIVOS. As decisões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em Regime de Recursos Repetitivos, sistemática prevista no artigo 543C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A oposição estatal impedindo a utilização do Crédito Presumido do IPI a que o contribuinte faz jus descaracteriza sua natureza escritural, exsurgindo legítima, a partir da data do protocolo do pedido, a incidência de correção monetária pela Taxa Selic. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 53 28 /2 00 6- 71 Fl. 132DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA 2 (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro – Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator EDITADO EM: 23/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Helder Massaaki Kanamaru. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Tratase de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, fundamentado no disposto na Lei nº 10.276, de 29 de novembro de 2001, referente ao terceiro trimestre de 2005, no valor de R$ 851.259,85, juntamente com declaração de compensação (fls. 32/35). 2. Após diligência realizada pelo Serviço de Fiscalização (fls. 105/118), a DRF Belém reconheceu parcialmente o direito ao crédito, no montante de R$ 710.977,74, homologando até o limite deste a compensação efetivada. Foram objeto de glosa os itens constantes do Demonstrativo de fls. 111/112, sob a justificativa de que não estão enquadrados no conceito de insumo (matériasprimas, produtos intermediários, materiais de embalagem) previstos na legislação do IPI, cuja utilização é prevista no § 5º do art. 1º da Lei n° 10.276, de 2001. 3. Cientificada em 10.06.2008 (AR fl. 143v.) a interessada apresentou, tempestivamente, em 08.07.2008, manifestação de inconformidade (fls. 144/166), abaixo resumida: a) Contesta a glosa sobre o item “Frete sobre matéria prima”, argumentando que tal medida distorce o conceito de custo da matériaprima e, portanto, o custo dos bens exportados, uma vez que “o custo da matériaprima não é o valor pago ao fornecedor tão somente, mas sim o custo dessa matériaprima no pátio de produção do exportador”. Anexa documentos de contratação do frete, ressaltando entendimento do Conselho de Contribuintes no sentido de que não seria possível o aproveitamento do frete apenas quando o exportador não consegue demonstrar e vincular cada conhecimento de transporte a uma ou mais notas fiscais de entrada de matériaprima, o que não é o seu caso; b) Ainda sobre o mesmo tema (frete), cita doutrina e orientação contida no Perguntas e Respostas da DIPJ/2005, questão n° 785, e nas Orientações da DCP/2003; c) Já no item “Material de Embalagem”, os quais foram glosados sob a justificativa da Unidade de que não estariam especificados os tipos de insumos, alega que não há como melhor especificar o material de embalagem adquirido, que seria madeira de segunda para confecção de embalagens; d) Quanto aos “serviços de industrialização”, cuja glosa deuse pelo mesmo motivo do item acima, apresenta idêntica justificativa, afirmando que não há como Fl. 133DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.005328/200671 Acórdão n.º 3102001.947 S3C1T2 Fl. 3 3 melhor especificar os serviços, ressaltando o disposto no art. 1º, § 1º, II da Lei n° 10.276, de 2001, onde consta determinação para aproveitamento dos valores correspondentes aos serviços decorrentes de industrialização por encomenda; e) Solicita a atualização monetária do crédito pela taxa Selic, citando entendimentos nesse sentido do TRF da 4ª Região e do Conselho de Contribuintes, afirmando que a negativa afronta o princípio do não enriquecimento ilícito ou sem causa, bem como da razoabilidade e da moralidade da administração pública; f) Por fim, requer que seja considerada procedente sua manifestação, no sentido de ser reconhecido o direito ao crédito presumido do IPI, homologação da compensação efetuada, além da atualização da taxa Selic. Solicita também a possibilidade de juntada de novos documentos e informações comprobatórios da veracidade do alegado e a mais ampla produção de provas. 4. Em primeira análise, entendeuse ser necessária a realização de diligência para as seguintes providências (fls. 230/233): “a.1) rever a glosa sobre frete nas compras de matériasprimas, quando pago a terceiros, nos casos em que o transporte seja efetuado por pessoa jurídica contribuinte de PIS/Pasep e da Cofins, com o conhecimento de transporte vinculado única e exclusivamente à nota fiscal de aquisição; a.2) refazer o cálculo do crédito presumido, na forma alternativa estabelecida na Lei n° 10.276, de 2001, e na Instrução Normativa SRF n° 315, de 2003, caso sejam acatados valores de frete conforme alínea acima; a.3) consolidar, em relatório circunstanciado, as informações prestadas em atendimento à presente diligência; a.4) apresentar quaisquer outras informações e anexar outros documentos que se considere úteis ou necessários ao prosseguimento do julgamento do presente processo;” 5. Em resposta, a DRF/Belém elaborou o Termo de fls. 248/250, no qual reviu as glosas sobre frete e refez os cálculos do crédito presumido, resultando no valor de R$ 785.858,37. Cientificada em 26.11.2008, a empresa não se manifestou no prazo de trintas dias. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 INSUMOS. O aproveitamento de insumos no cálculo do crédito presumido do IPI necessita da perfeita identificação dos mesmos e comprovação de sua aplicação no produto industrializado. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 JUROS SELIC. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA 4 Descabe a incidência de juros compensatórios no ressarcimento de créditos do IPI. INCONSTITUCIONALIDADE. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade de dispositivos legais. Os atos regularmente editados segundo o processo constitucional gozam de presunção de constitucionalidade até decisão em contrário do Poder Judiciário. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a empresa apresentou Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Reiterou entendimento de que o transporte entre o fornecedor da matériaprima e o pátio de produção do exportador é custo da matériaprima. Protestou mais uma vez pela inclusão do material de embalagem e dos serviços de industrialização por encomenda. Requereu correção monetária dos valores a que tem direito. Acrescentou que “mesmo na nova diligência o agente fiscalizador deixou de observar fator de suma e vital importância que resultou na apuração a menor do crédito da ora Recorrente, qual seja, deixou de acumular os custos com frete relativos ao primeiro trimestre de 2005 que havia originalmente glosado e que foram objeto de Impugnação.” Ao final, requereu deferimento de prazo para complementação do pedido de ressarcimento tendo em vista os valores apurados como decorrência de diligência fiscal serem superiores ao pedido feito na origem. De uma primeira análise considerouse necessário a conversão do julgamento em diligencia, pelas seguintes razões. Há no recurso voluntário contestação dirigida à exclusão dos valores correspondentes aos custos com frete ocorridos no primeiro trimestre de 2005. Vejamos como expressa a recorrente. Houve falta de adição dos Fretes arcados pela Recorrente no Primeiro Trimestre de 2005 e devidamente reconhecidos nos autos do processo 10280.005330/200640; Compulsando os autos, chegase à conclusão de que não há como localizar nos Demonstrativos de Insumos Utilizados na Produção, que precedem o Termo de Encerramento de Diligências localizado às folhas 256 a 258, tampouco no Termo em si, se os valores reclamados pela recorrente foram de fato excluídos no cálculo. Por outro lado, segundo me parece, não está clara a razão pela qual esses valores foram reconhecidos em outro processo, o de número 10280.005330/200640, em lugar de integrarem o presente litígio, em conjunto com as demais receitas e despesas incorridas no período. Pelo exposto, VOTO POR CONVERTER o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem esclareça se de fato deixou de incluir nos cálculos o valor das despesas com fretes incorridas pela empresa litigante no primeiro trimestre de 2005 e, se assim o fez, que justifique a razão para tal exclusão e, por fim, informe a respeito do reconhecimento do direito ao crédito em outro processo. Após, seja concedido prazo para que a empresa se manifeste sobre as informações aduzidas pela fiscalização, retornando então o processo a este colegiado. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.005328/200671 Acórdão n.º 3102001.947 S3C1T2 Fl. 4 5 Atendida a diligência demandada, o processo retorna agora para decisão final da lide. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. A Unidade de Jurisdição do Contribuinte respondeu às questões suscitadas na diligência demandada, da seguinte forma. 1 De fato as despesas com fretes incorridas pelo sujeito passivo no primeiro trimestre de 2005 não foram incluídas nos cálculos referentes a este trimestre; 2 A não inclusão destas despesas se deu tendo em vista que em função das várias manifestações de inconformidade apresentadas pelo sujeito passivo à DRJ/BELÉM, gerando por conseqüência a determinação de várias diligências, entretanto tais diligências não seguiram uma ordem cronológica dos trimestres, o que gerou o equívoco; 3 Informamos também que o frete não adicionado, foi devidamente reconhecido nos autos do processo 10280.005330/200640, no valor de R$ 500.750,03. (...) Ainda que o item 3, acima, possa gerar alguma dúvida sobre o reconhecimento do equívoco por parte da Diligenciada, o fato é que, tal como definia à época a Instrução Normativa nº 420/04, para efeito de cálculo do Fator “F”, os custos e receitas deverão ser acumulados durante todo o período, desde o início do ano, razão pela qual o fato de terem sido levados em consideração em outro processo não tem qualquer repercussão neste. Art. 10 . Para efeito de determinação do crédito presumido correspondente a cada mês, o estabelecimento matriz da pessoa jurídica deverá: I – apurar o total acumulado, desde o início do ano até o mês a que se referir o crédito, dos custos referidos no art. 6 º ; II – apurar o fator a ser aplicado, de conformidade com o art. 7 º , considerando os valores da receita operacional bruta, da receita de exportação e dos custos, acumulados desde o início do ano até o mês a que se referir o crédito; III – aplicar o fator determinado na forma do inciso II sobre o valor determinado de conformidade com o inciso I, resultando o valor do crédito presumido acumulado desde o início do ano até o mês da apuração; IV – diminuir, do valor apurado de conformidade com o inciso III, o resultado da soma dos seguintes valores de créditos presumidos, relativos ao anocalendário: a) utilizados por intermédio de dedução do valor do IPI devido ou de ressarcimento; Fl. 136DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA 6 b) com pedidos de ressarcimento já entregues à Secretaria da Receita Federal (SRF). § 1 º O crédito presumido, relativo ao mês, será o valor resultante da operação a que se refere o inciso IV. § 2 º No caso de opção exercida quando do início das atividades da pessoa jurídica, a acumulação a que se referem os incisos I, II, III, bem assim a soma a que se refere o inciso IV, aplicamse a partir do primeiro mês abrangido pela opção. Uma vez que a Unidade reconheceu a incorreção e o contribuinte, manifestandose a respeito do resultado da diligência, nada opôs, resta a questão resolvida. No que concerne ao pedido de que sejam considerados os serviços de industrialização no cálculo correspondente, não houve alteração das condições descritas em primeiro grau, razão pela qual adoto a decisão neste particular, retratada no excerto do Voto a seguir transcrito. Serviços de industrialização e materiais de embalagem 6. A DRF Belém glosou tais rubricas em virtude de não haver especificação do que seriam tais serviços. Na sua manifestação a empresa deixou de juntar qualquer tipo de comprovação de que os serviços seriam decorrentes de industrialização por encomenda, conforme inciso II do § 1°, do art. 1° da Lei n° 10.276, de 2001, ou quais seriam os materiais de embalagem, pelo que se vota no sentido de ser mantida a glosa. Seguindo adiante, digase que não pode ser atendido o pleito de concessão de maior prazo para complementação do Pedido de Ressarcimento. O Processo Administrativo Fiscal não é instrumento hábil à formulação de pedidos dessa natureza e à formação de juízo sobre esse tipo de assunto. Passo à correção monetária do Crédito. Quanto a isso, pareceme que mereça especial atenção o Recurso Especial nº 993.164 decidido no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, versando sobre matéria de interesse da lide. RECURSO ESPECIAL Nº 993.164 MG (2007/02311873) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. CONDICIONAMENTO DO INCENTIVO FISCAL AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE FORNECEDORES SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS. EXORBITÂNCIA DOS LIMITES IMPOSTOS PELA LEI ORDINÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10/STF. OBSERVÂNCIA. INSTRUÇÃO NORMATIVA (ATO NORMATIVO SECUNDÁRIO). CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535, DO CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo Fl. 137DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.005328/200671 Acórdão n.º 3102001.947 S3C1T2 Fl. 5 7 secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. 2. A Lei 9.363/96 instituiu crédito presumido de IPI para ressarcimento do valor do PIS/PASEP e COFINS, ao dispor que: "Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados , como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo . Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior." 3. O artigo 6º, do aludido diploma legal, determina, ainda, que "o Ministro de Estado da Fazenda expedirá as instruções necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei, inclusive quanto aos requisitos e periodicidade para apuração e para fruição do crédito presumido e respectivo ressarcimento, à definição de receita de exportação e aos documentos fiscais comprobatórios dos lançamentos, a esse título, efetuados pelo produtor exportador". 4. O Ministro de Estado da Fazenda, no uso de suas atribuições, expediu a Portaria 38/97, dispondo sobre o cálculo e a utilização do crédito presumido instituído pela Lei 9.363/96 e autorizando o Secretário da Receita Federal a expedir normas complementares necessárias à implementação da aludida portaria (artigo 12). 5. Nesse segmento, o Secretário da Receita Federal expediu a Instrução Normativa 23/97 (revogada, sem interrupção de sua força normativa, pela Instrução Normativa 313/2003, também revogada, nos mesmos termos, pela Instrução Normativa 419/2004), assim preceituando: "Art. 2º Fará jus ao crédito presumido a que se refere o artigo anterior a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais. § 1º O direito ao crédito presumido aplicase inclusive: I Quando o produto fabricado goze do benefício da alíquota zero; II nas vendas a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação. § 2º O crédito presumido relativo a produtos oriundos da atividade rural, conforme definida no art. 2º da Lei nº 8.023, de 12 de abril de 1990, utilizados como matériaprima, produto intermediário ou embalagem, na produção bens exportados, será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às contribuições PIS/PASEP e COFINS ." 6. Com efeito, o § 2º, do artigo 2º, da Instrução Normativa SRF 23/97, restringiu a dedução do crédito presumido do IPI (instituído pela Lei 9.363/96), no que concerne às empresas produtoras e exportadoras de produtos oriundos de atividade rural, às aquisições, no mercado interno, efetuadas de pessoas jurídicas sujeitas às contribuições destinadas ao PIS/PASEP e à COFINS. 7. Como de sabença, a validade das instruções normativas (atos normativos secundários) pressupõe a estrita observância dos limites impostos pelos atos normativos primários a que se subordinam (leis, tratados, convenções internacionais, etc.), sendo certo que, se vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia normativa sobrejacente, viciarseão de ilegalidade e não de inconstitucionalidade (Precedentes do Supremo Tribunal Federal: ADI 531 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 11.12.1991, DJ 03.04.1992; e ADI 365 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 07.11.1990, DJ 15.03.1991). 8. Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do Fl. 138DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA 8 benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS (Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 849287/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19.08.2010, DJe 28.09.2010; AgRg no REsp 913433/ES, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 04.06.2009, DJe 25.06.2009; REsp 1109034/PR, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 16.04.2009, DJe 06.05.2009; REsp 1008021/CE, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 01.04.2008, DJe 11.04.2008; REsp 767.617/CE, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.12.2006, DJ 15.02.2007; REsp 617733/CE, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 03.08.2006, DJ 24.08.2006; e REsp 586392/RN, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 19.10.2004, DJ 06.12.2004). 9. É que: (i) "a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtorexportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição" ; (ii) "o Decreto 2.367/98 Regulamento do IPI , posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais" ; e (iii) "a base de cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes" (REsp 586392/RN). 10. A Súmula Vinculante 10/STF cristalizou o entendimento de que: "Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte." 11. Entrementes, é certo que a exigência de observância à cláusula de reserva de plenário não abrange os atos normativos secundários do Poder Público, uma vez não estabelecido confronto direto com a Constituição, razão pela qual inaplicável a Súmula Vinculante 10/STF à espécie. 12. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da nãocumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). 13. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporaneamente aproveitados por óbice do Fisco (REsp 1150188/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 20.04.2010, DJe 03.05.2010). 14. Outrossim, a apontada ofensa ao artigo 535, do CPC, não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciouse de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Salientese, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos. 15. Recurso especial da empresa provido para reconhecer a incidência de correção monetária e a aplicação da Taxa Selic. 16. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. 17. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10280.005328/200671 Acórdão n.º 3102001.947 S3C1T2 Fl. 6 9 O Recurso Especial nº 993.164 faz referência textual ao Crédito Presumido previsto na Lei 9.363/96, que é o mesmo de que aqui se trata, apenas segundo método de cálculo alternativo: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363 (...). Com efeito, em tudo o mais o Crédito obedece o regramento da Lei 9.363/96, ex vi § 5º do artigo 1º da Lei 10.276/01. § 5o Aplicamse ao crédito presumido determinado na forma deste artigo todas as demais normas estabelecidas na Lei no 9.363, de 1996. As decisões tomadas em Regime Recurso Repetitivo, em matéria infraconstitucional, pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme artigo 62A do Regimento Interno deste Conselho, alteração introduzida pela Portaria 586/2010, devem ser reproduzidas nos julgamentos dos recursos submetidos a este Conselho. "Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543 B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes."(AC) VOTO POR DAR PARCIAL provimento ao Recurso Voluntário para que os cálculos do Crédito Presumido obedeçam às disposições contidas no Relatório de Diligência e para que a fração do crédito não reconhecido já no Despacho Decisório seja corrigido pela aplicação da Taxa Selic desde o protocolo do Pedido. Sala de Sessões, 24 de julho de 2013. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 140DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 10384.000670/2002-92
Data da sessão: Tue Jun 17 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO -
O direito de se pleitear o reconhecimento de crédito relativo ao
pagamento de juros de mora com o conseqüente pedido de
restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, é
de cinco anos a contar da data em que a repartição fiscal
competente cientificou ao contribuinte a decisão que entendeu
pelo não cabimento dos juros de mora em vista da contribuinte
estar em processo de intervenção federal.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/03-05.829
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO - O direito de se pleitear o reconhecimento de crédito relativo ao pagamento de juros de mora com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, é de cinco anos a contar da data em que a repartição fiscal competente cientificou ao contribuinte a decisão que entendeu pelo não cabimento dos juros de mora em vista da contribuinte estar em processo de intervenção federal. Recurso especial negado.
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ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO - O direito de se pleitear o reconhecimento de crédito relativo ao pagamento de juros de mora com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, é de cinco anos a contar da data em que a repartição fiscal competente cientificou ao contribuinte a decisão que entendeu pelo não cabimento dos juros de mora em vista da contribuinte estar em processo de intervenção federal. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que p/as integrar o presente ju ado. • INI RAGA idente SUSY E OFFMANN Relatora FORMALIZADO EM: 1 0 JUL 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Chacino Dantas Cartaxo, Sus), Gomes Hoffmann, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, Anelise Daudt Prieto, Nanci Gama e Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho. 7)7 Processo e 10384.000670/2002-92 C5FtF/T133 Acórdão n.• 03-05.829 Fls. 2 Relatório Cuida-se de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face da decisão da P Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes que afastou a decadência do direito de pleitear a restituição/compensação dos juros de mora incidentes sobre tributo. O contribuinte ingressou junto à Delegacia da Receita Federal em Teresina/PI com pedido de restituição dos juros de mora que foram incluídos no parcelamento do pagamento do crédito relativo à Contribuição ao Fundo de Investimento Social — Finsocial, referente aos períodos de apuração de ago/88, fev/89, mar/89 e ago/90, nos termos da petição inicial e documentos (fls.01/24), sob o argumento de que em tais períodos encontrava-se em regime de liquidação extrajudicial, fato este que impedia a aplicação dos juros de mora sobre os valores pleiteados. O pedido de restituição/compensação foi indeferido parcialmente (fls.92/94), pois tendo sido protocolizado o pedido dia 27/02/2002, somente pode-se considerar, para efeito de restituição, os pagamentos indevidos efetuados após 27/02/1997, considerando-se extinto o direito de o contribuinte pleitear a restituição de valores pagos antes desta data. Dessa forma, o contribuinte tem direito creditório no valor de R$ 7.778,22. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.98/107) alegando que o prazo de cinco anos refere-se ao tempo que o contribuinte possui para exercitar o seu direito de pleitear a restituição da totalidade dos valores tributários que tenha pago indevidamente. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza proferiu acórdão (fls.109/117) julgando a solicitação indeferida, uma vez que o prazo para o contribuinte pleitear a restituição de tributo/juros de mora pagos indevidamente ou a maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, conforme artigos 165, I e 168, Ido CTN, c/c o Ato Declaratório SRF n. 96/99. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário (fls.123/134) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos com a manifestação de inconformidade. Através da informação técnica (fls.156/157) foi negado seguimento ao recurso, eis que nos termos da Medida Provisória n. 232/04, que modificou o Processo Administrativo Fiscal, em determinadas hipóteses, como a do presente processo, o julgamento é feito em instância única pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento. O contribuinte apresentou petição (fls.158/159) aduzindo que nos termos do artigo 10 da MP 243/05, "Art. 1°. Os sujeitos passivos que tenham sido cientificados de decisão proferida pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento em processos administrativos fiscais no período compreendido entre I° de janeiro de 2005 e a data de publicação desta Medida Provisória (31/03/2005) e que, por força da alteração introduzida no artigo 25, inciso I, alínea "a", do Decreto n. 70.235, de 6 de março de 1972, pelo artigo 10 da Medida Provisória 2 Processo n° 10384.000670/2002-92 CSRF/1.03 Acórdão n.• 03-05329 Fls 3 n. 232, de 30 de dezembro de 2004, não tenham interposto recurso voluntário, poderão apresentá-lo no prazo de trinta dias, contado da data de publicação desta Medida Provisória. Parágrafo único. Ficam convalidados os recursos apresentados no período de que trata o caput deste artigo". A P Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes proferiu acórdão (fls.175/184) dando provimento ao recurso, pois o prazo para requerer o indébito tributário decorrente do acréscimo dos juros de mora deveria ser contado o prazo da decisão da SRF que de forma definitiva entendeu pelo não cabimento do acréscimo dos juros. A União Federal apresentou Recurso Especial (fls.186/196) sustentando que o prazo para pedido de restituição de juros de mora pago indevidamente deve ser contado do recolhimento indevido, sendo certo que a declaração administrativa não é pré-requisito ou óbice para o pedido de restituição, e não interrompe ou suspende o prazo para repetir. Devidamente intimado, o contribuinte apresentou contra-razões (fls.208/217) reafirmando os argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto O Recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. O contribuinte ingressou junto à Delegacia da Receita Federal em Teresina/PI com pedido de restituição dos juros de mora incidentes sobre os valores da Contribuição ao Fundo de Investimento Social — Finsocial, referente aos períodos de apuração de ago/88, fev/89, mar/89 e ago/90, nos termos da petição inicial e documentos (fls.01/24), sob o argumento de que em tais períodos encontrava-se em regime de liquidação extrajudicial, fato este que impedia a aplicação dos juros de mora sobre os valores pleiteados. Primeiramente, importante ressaltar que a matéria aqui discutida está vinculada ao processo de parcelamento n.10384.000384/92-30. Assim, tendo em vista o reconhecimento, naquele processo, do contribuinte efetuar o recolhimento dos valores parcelados do FINSOCIAL sem o acréscimo de juros de mora, somente a partir desse momento poderia o contribuinte exercer seu direito de buscar a repetição dos valores relativos aos juros de mora indevidamente recolhidos. Verifica-se que o processo foi arquivado em 05/11/2001, conforme consulta realizada no sítio eletrônico da Receita Federal, abaixo transcrito: Dados do Processo Número : 10384.000384/92-30 3 Processo n° 10384.000670/2002-92 CSRF/103 Acórdão n.° 03-05.829 Fts. 4 Data de Protocolo : 10/02/1992 Documento de Origem : Procedência : Assunto : PARCELAMENTO- FINSOCIAL Nome do Interessado : BANCO DO EST DO PIAUI S/A CNPJ 06.833.131/0001-36 Localização Atual Órgão Origem : ARQUIVO DEL REC FED TERESINA-PI Órgão Destino : ARQUIVO DEL REC FED TERESINA-PI Movimentado em : 05/11/2001 Sequencia : 0029 RM : 00600 Situação : ARQUIVADO POR 10 ANOS UF : PI Dessa forma, entendo que o prazo para pleitear a restituição/compensação dos juros de mora pagos indevidamente terá seu início com a decisão definitiva do Processo Administrativo que decidiu pelo recolhimento dos valores parcelados do FINSOCIAL sem o acréscimo de juros de mora. Neste sentido, adoto como razões de decidir os bens lançados argumentos do voto condutor do julgamento da eminente Conselheira Atalina Rodrigues Alves Portanto, referido prazo para pleitear a restituição será de cinco anos, contados da data da decisão administrativa proferida no Processo 10384.000384/92-30. Posto isto, voto para NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, a fim de manter a decisão proferida pela P Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, para afastar a decadência, determinando o retorno do processo à DRF para exame de mérito. É como voto. Brasília, 17 de junho de 2008. Susy Ho mann 4 Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13984.001786/2003-59
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 1999
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR - ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - EXIGÊNCIA, POR INSTRUÇÃO NORMATIVA, DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE -INEFICÁCIA.
O Poder Executivo, ao baixar provisões regulamentares, de caráter secundário, deve conter-se nos limites traçados pela lei, não podendo exorbitar em seus termos, sob pena de ineficácia. Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se) em obediência ao princípio da legalidade. Assim, instrução normativa não pode impor obrigação estabelecendo exigência, não prevista em lei, para que o sujeito passivo faça jus à exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente.
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS.
A área de reserva legal somente será considerada como tal, para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, o que não ocorreu no presente caso.
Recurso especial provido em parte.
Numero da decisão: 9202-000.458
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação a área declarada como de proteção permanente. Vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva (Relator), Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Gonçalo Bonet Allage, que davam provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Elias Sampaio Freire.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: Moises Giacomelli Nunes da Silva
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1999 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR - ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - EXIGÊNCIA, POR INSTRUÇÃO NORMATIVA, DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE -INEFICÁCIA. O Poder Executivo, ao baixar provisões regulamentares, de caráter secundário, deve conter-se nos limites traçados pela lei, não podendo exorbitar em seus termos, sob pena de ineficácia. Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se) em obediência ao princípio da legalidade. Assim, instrução normativa não pode impor obrigação estabelecendo exigência, não prevista em lei, para que o sujeito passivo faça jus à exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente. ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS. A área de reserva legal somente será considerada como tal, para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, o que não ocorreu no presente caso. Recurso especial provido em parte.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para excluir da tributação a área declarada como de proteção permanente. Vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva (Relator), Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti (convocada), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Gonçalo Bonet Allage, que davam provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Elias Sampaio Freire.
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Numero do processo: 10840.000220/2003-56
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1995, 1996, 1997, 1998
Ementa:
CONCOMITÂNCIA MULTA ISOLADA - Não é cabível a cobrança de multa isolada quando já lançada a multa de ofício, nos termos da pacífica jurisprudência desta Turma da CSRF
Numero da decisão: 9101-001.693
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos dar provimento ao Recurso do Contribuinte. Vencidos os Conselheiros, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada) e Marcos Aurélio Pereira Valadão, que apresentou declaração de voto.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo
Presidente
(assinado digitalmente)
Susy Gomes Hoffmann
Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Plínio Rodrigues de Lima, João Carlos de Lima Júnior, e eu Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1995, 1996, 1997, 1998 Ementa: CONCOMITÂNCIA MULTA ISOLADA - Não é cabível a cobrança de multa isolada quando já lançada a multa de ofício, nos termos da pacífica jurisprudência desta Turma da CSRF
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Recorrente ENGINDUS Engenharia Industrial Ltda Interessado FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1995, 1996, 1997, 1998 Ementa: CONCOMITÂNCIA MULTA ISOLADA Não é cabível a cobrança de multa isolada quando já lançada a multa de ofício, nos termos da pacífica jurisprudência desta Turma da CSRF Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos dar provimento ao Recurso do Contribuinte. Vencidos os Conselheiros, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada) e Marcos Aurélio Pereira Valadão, que apresentou declaração de voto. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Viviane Vidal AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 00 02 20 /2 00 3- 56 Fl. 781DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 782 2 Wagner (Suplente Convocada), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Plínio Rodrigues de Lima, João Carlos de Lima Júnior, e eu Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Contribuinte, contra acórdão proferido pela Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes (fls. 726/743), que por maioria de votos julgou parcialmente procedente o Recurso Voluntário, para excluir a exigência relativa à receita comprovadamente declarada e também deu provimento para excluir a exigência decorrente da omissão de receita relativa ao ano calendário 1999 e limitar a base de cálculo da multa isolada ao tributo apurado no ajuste. Inicialmente, foi lavrado auto de infração (fls. 04/17), que exigiu Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), relativo aos anoscalendário, 1999, 2000 e 2002, decorrente de diferença entre os valores declarados e os escriturados, além de multa isolada pela falta de recolhimento do IRPJ por estimativa, relativa aos anoscalendário, 1998 e 2001 e períodos de 1999 e 2000. Os valores lançados foram: R$ 94.752,91, (noventa e quatro mil, setecentos e cinquenta e dois reais e noventa e um centavos), referente à multa isolada. R$ 949.571,48. (novecentos e quarenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e quarenta e oito centavos), relativo a imposto. R$ 446.844,89, (quatrocentos e quarenta e seis mil, oitocentos e quarenta e quatro reais e oitenta e nove centavos), de juros de mora. R$ 12.178,60, (doze mil, cento e setenta e oito reais e sessenta centavos), de multa de ofício. Devidamente notificada, a Empresa apresentou Impugnação, (fls. 535/543), alegando em síntese: a improcedência de imposição da multa isolada, por falta de amparo legal. a inadequada aplicação da alíquota de 32%, uma vez que sua atividade não pode ser classificada como prestação de serviço e por isso a alíquota correta é a de 8%. e a justificou ano a ano, a alegada existência de diferença entre valores escriturados e declarados presente no auto de infração. Encaminhado para julgamento, foram os presentes autos convertidos em diligência (fls. 552/554), para solicitar à Contribuinte a apresentação de documentos que comprovassem o alegado em sua impugnação. Fl. 782DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 783 3 A Empresa apresentou documentos e justificativas. Em julgamento realizado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto, o acórdão considerou Parcialmente Procedente o lançamento e cancelou o crédito tributário de R$ 81.248,31, referente ao IRPJ, e R$ 36.201,11 de multa isolada, ficando assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOAJURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998, 1999, 2000, 2002 APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de ato não definitivamente julgado aplicase retroativamente a regra definida em Medida Provisória quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo do lançamento (CTN, art. 106, II, "c"), ainda que tenha perdido a eficácia e enquanto não editado o decreto legislativo para disciplinar as relações jurídicas dela provenientes. LUCRO REAL ANUAL OPÇÃO IRRETRATÁVEL. A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinada sobre a base de cálculo estimada. A adoção dessa forma de pagamento será manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro e será irretratável para todo o Anocalendário. LUCRO REAL. REGIME DE ESTIMATIVA. FALTA DE RECOLHIMENTO. MULTA ISOLADA. A pessoa jurídica estará sujeita à multa de ofício de sobre os valores do imposto devidos e não pagos, calculados sobre a base de cálculo estimada, ainda que apure prejuízo fiscal no encerramento do período de apuração ou valor inferior ao somatório do imposto calculado sob a forma de estimativa. Excetuase do disposto nessa regra a pessoa jurídica que comprovar que a insuficiência de pagamento decorreu do Fl. 783DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 784 4 levantamento do balanço ou balancete de suspensão ou redução na forma do art. 35 da Lei n.° 8.981, de 1995, e alterações posteriores. Lançamento Procedente em Parte. Inconformada com a decisão supra, interpôs a Contribuinte Recurso Voluntário (fls. 706/714), pleiteando a total improcedência do auto de infração. Ao apreciar o Recurso Voluntário, a Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes julgouo Parcialmente Procedente, para excluir da autuação o valor de R$ 219.885,29 nos seguintes termos: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica' IRPJ Exercício: 1999, 2000, 2001, 2003 Ementa: VALORES DECLARADOS — O auto se calcou na diferença entre receitas declaradas e escrituradas. Uma vez comprovado que parcelas componentes da base de cálculo da autuação haviam sido informadas em campo da declaração não considerado pela autoridade fiscal, o seu montante deve ser excluído do lançamento. CUSTO ORÇADO — Na apuração do resultado com unidades imobiliárias, podem ser apropriados até os custos ainda não pagos ou contratados; montante este de natureza estimada chamado "custo orçado". Dessarte, todos os custos (passados, presentes e futuros) relativos aos imóveis negociados podem ser deduzidos, mas é essencial a comprovação de que tais dispêndios efetivamente se referem ao que foi vendido. ESTIMATIVA — na atividade de construção por empreitada sem fornecimento de material pelo próprio prestador, deve ser aplicado o percentual de 32% sobre a receita para apuração das antecipações por estimativa. Fl. 784DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 785 5 MULTA ISOLADA — a multa isolada pelo descumprimento do dever de recolhimentos antecipados deve ser aplicada sobre o total que deixou de ser recolhido, ainda que a apuração definitiva após o encerramento do exercício redunde em montante menor. Pelo princípio da absorção ou consunção, contudo, não deve ser aplicada penalidade pela violação do dever de antecipar, na mesma medida em que houver aplicação de sanção sobre o dever de recolher em definitivo. Esta penalidade absorve aquela até o montante em que suas bases se identificarem, o que não ocorreu no presente lançamento. Alegando a ocorrência de divergência jurisprudencial, quanto à aplicação de multa isolada sobre as estimativas mensais e pleiteando ainda nova análise probatória, além da redução de alíquotas de 32% para 8%, a Contribuinte interpôs Recurso Especial. Para tanto, juntou aos autos acórdão paradigma (fls.762), Acórdão nº CSRF/0105.320, que foi lavrado nos seguintes termos: IRPJ MULTA ISOLADA FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA O artigo 44 da Lei n°9.430/96 precisa que a multa de oficio deve ser calculada sobre a totalidade ou diferença de tributo, materialidade que não se confunde com o valor calculado sob base estimada ao longo do ano. O tributo devido pelo contribuinte surge quando é o lucro real apurado em 31 de dezembro de cada ano. Improcede a aplicação de penalidade isolada quando a base estimada exceder ao montante de Contribuição devida apurada ao final do exercício. Ao proferir despacho de admissibilidade, fls.767/770 a Presidente da 2ª Câmara, da 1ª Seção, admitiu o Recurso Especial para apreciar apenas a questão referente a aplicação da multa isolada sobre as estimativas mensais nos termos da divergência jurisprudencial suscitada. Eis em síntese o relatório. Voto Fl. 785DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 786 6 Conselheira Susy Gomes Hoffmann O presente recurso especial é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade, tendo em vista que a recorrente logrou comprovar a existência de divergência jurisprudencial entre os julgados deste Conselho. A multa isolada encontrase originariamente prevista no artigo 44, II da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que dispõe: Art. 44, II de50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8º da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; b) na forma do art.2º desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. Importante ressaltar, que o valor recolhido por estimativa possui cunho antecipatório, sendo o lucro real apurado apenas em 31 de dezembro de cada ano. Assim, a grande maioria das decisões deste Conselho reconhece que a multa isolada não deve ser aplicada quando a base estimada exceder ao montante da contribuição devida ao final do período. Vejamos: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 MULTA ISOLADA FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA O artigo 44 da Lei nº 9.430/96 preceitua que a multa de ofício deve ser calculada sobre a totalidade ou diferença de tributo, materialidade que não se confunde com o valor calculado sob base estimada ao longo do ano. O TRIBUTO DEVIDO PELO CONTRIBUINTE SURGE QUANDO É O LUCRO APURADO EM 31 DE DEZEMBRO DE CADA ANO. Improcede a Fl. 786DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 787 7 aplicação de penalidade pelo não recolhimento de estimativa quando a fiscalização apura, após o encerramento do exercício, valor de estimativas superior ao imposto apurado em sua escrita fiscal ao final do exercício. APLICAÇÃO CONCOMITANTE DE MULTA DE OFÍCIO E MULTA ISOLADA NA ESTIMATIVA Incabível a aplicação concomitante de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas no curso do período de apuração e de ofício pela falta de pagamento de tributo apurado no balanço. A infração relativa ao não recolhimento da estimativa mensal caracteriza etapa preparatória do ato de reduzir o imposto no final do ano. Pelo critério da consunção, a primeira conduta é meio de execução da segunda. O bem jurídico mais importante é sem dúvida a efetivação da arrecadação tributária, atendida pelo recolhimento do tributo apurado ao fim do anocalendário e o bem jurídico de relevância secundária é a antecipação do fluxo de caixa do governo, representada pelo dever de antecipar essa mesma arrecadação. (CSRF/0105.875, PA 10384.000638/200479, Marcos Vinícius Neder de Lima, da Sessão: 23/06/2008) Esse também tem sido o meu entendimento a respeito da matéria, como se pode observar do voto proferido nos autos do Processo nº 13839.001516/200664, em que são partes CPQ Brasil e Fazenda Nacional, que restou assim consignado: “Recurso Especial da Procuradoria da Fazenda Nacional sobre a multa isolada simultânea à multa de ofício Ainda analisando o recurso especial por maioria, concernente à aplicação da multa isolada, já possuo entendimento firmado a respeito. A questão é: admitese a imposição simultânea de multa de ofício e de multa isolada? Não haveria, na hipótese bis in idem? O bis in idem, conceitualmente, consiste na imposição de mais de uma punição pela prática de um mesmo fato por parte da pessoa punida. É vedada no sistema brasileiro, ainda que o fato afigurese enquadrável pelas normas prescritivas das duas punições. Fl. 787DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 788 8 Diante disso, não há dúvida de que a hipótese dos autos, ao contrário do que postula a recorrente, configura a ocorrência de bis in idem. A base fática para a imposição de ambas as multas é a mesma. Na hipótese, o recorrente sustenta que as multas em questão decorrem de infrações diversas: a multa de ofício, das infrações às regras de determinação do lucro real; a multa isolada, decorrente do descumprimento do modo de pagamento do IRPJ e da CSLL sobre base de cálculo estimada. Óbvio, no entanto, que ambas as infrações são resultado de um fato comum, que pode caracterizar, abstratamente, mais de uma infração, o que não descaracteriza o bis in idem. É nesse sentido que tem entendido o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, quando enfrenta o tema e para tanto cito os números de acórdãos que referendam o entendimento por mim adotado: acórdãos nº 110200.748 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária. Primeira Seção de Julgamento do CARF; nº 140200.947 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento do CARF; Acórdão nº 9101001.261 – 1ª Turma da CSRF Diante disso, em face da inequívoca configuração do bis in idem, nego provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, a fim de que se mantenha a decisão recorrida neste ponto.” E no caso em análise, como se pode aferir do termo de conclusão fiscal (fls. 19 a 21), as multas isoladas foram lançadas sobre valores declarados pelo sujeito passivo, ou seja, sem levar em consideração as diferenças objeto do lançamento de ofício. Assim, não há como prosperar o lançamento fiscal neste item. Desta feita, julgo PROCEDENTE o Recurso Especial, interposto pela Contribuinte. Sala das Sessões em, 16 de julho de 2013. (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Fl. 788DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 789 9 Declaração de Voto Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão Tratase de Recurso Especial interposto pela Contribuinte, contra acórdão proferido pela Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes que, ao julgar dando parcial provimento ao recurso voluntário, entre outros aspectos, deu provimento para limitar a base de cálculo da multa isolada ao tributo apurado no ajuste, gerando o que costumou de denominar de “concomitância de multa isolada”, sendo esta a única matéria que está presente no recurso especial em análise. A questão é se a multa referente ao não recolhimento da(s) parcela(s) da estimativa, devidas mensalmente se acumulam com a multa pelo não pagamento do tributo devido apurado na declaração anual. Neste aspecto ouso discordar da I. Relatora. Entendo possível a aplicação da multa proporcional sobre o ajuste anual e da multa isolada pelo não recolhimento das estimativas que ensejaram, em referência ao mesmo exercício fiscal. Isto porque a legislação fixa como regra a apuração trimestral do lucro real ou da base de cálculo da CSLL e faculta aos contribuintes a apuração destes resultados apenas ao final do anocalendário caso recolham as antecipações mensais devidas, com base na receita bruta e acréscimos, ou justifiquem sua redução/dispensa mediante balancetes de suspensão/redução. Se assim não procedem, sujeitamse às multas previstas na legislação que se aplica à espécie. Na redação original da Lei nº 9.430/96 estava assim disposto: Art.44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; [...] §1º As multas de que trata este artigo serão exigidas: [...] IV isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido, na forma do art. 2º, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente; Fl. 789DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 790 10 [...] Referida norma recebeu a seguinte redação pela Medida Provisória n.º 351/2007, posteriormente convertida na Lei nº 11.488/2007: Art. 14. O art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação, transformandose as alíneas a, b e c do § 2o nos incisos I, II e III: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8o da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. § 1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. I (revogado); II (revogado); III (revogado); IV (revogado); V (revogado pela Lei nº 9.716, de 26 de novembro de 1998). § 2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o § 1o deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: I prestar esclarecimentos; II apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; III apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei. ................................................. ” Nestes termos, em ambos os dispositivos (anterior e alteração) estão presentes idênticos elementos para aplicação da penalidade: permanece ela isolada, aplicável aos casos de falta de recolhimento de estimativas mensais de IRPJ e CSLL por pessoa jurídica (art. 2o da Lei nº 9.430/96), mesmo se apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL ao final do anocalendário. A única distinção é o percentual aplicado, agora de 50% e não mais de 75%, o que inclusive motivou a aplicação de retroatividade benigna, prevista no Fl. 790DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10840.000220/200356 Acórdão n.º 9101001.693 CSRFT1 Fl. 791 11 art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN, pela autoridade lançadora. Vejase que no presente caso devese aplicar a retroatividade benigna, com multa de 50% no atraso da estimativa, ainda que à época da lavratura do auto de infração ainda vigorasse a multa de 75%. Considerase, assim, impróprio falar em aplicação concomitante de penalidades em razão de uma mesma infração: a hipótese de incidência da multa isolada é o não cumprimento da obrigação correspondente ao recolhimento das estimativas mensais – obrigação imposta aos optantes pela apuração anual das bases tributáveis, repitase que a assunção desta obrigação foi uma opção do contribuinte e que o desobrigou dos efetivos pagamentos trimestrais – e a outra hipótese de incidência da multa proporcional é o não cumprimento da obrigação principal referente ao recolhimento do tributo devido ao final do período. São, portanto, fatos distintos que geram multas diferentes, sendo penalidades que não comportam a aplicação do princípio da consunção, que em matéria de Direito Tributário deve ser aplicado cum grum salis, especialmente em virtude do que dispõe o art. 136 do Código tributário Nacional. Em virtude destes argumentos, e com a devida vênia à I. Relatora, voto por negar provimento ao recurso especial do contribuinte. Sala das sessões em 16 de julho de 2013. (assinado digitalmente) Marcos Aurélio pereira Valadão Fl. 791DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 27/09/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN
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Numero do processo: 10882.000592/2002-13
Data da sessão: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
ANO-CALENDÁRIO: 1997
FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA. MULTA DE
OFÍCIO ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. O art. 14 MP
351/2007, revogou o disposto no art. 44 da Lei n° 9430/96, que se refere ao lançamento de multa de oficio isolada no caso de recolhimento efetuado após o vencimento do prazo sem acréscimo da multa moratória. Em face da retroatividade benigna, cancela-se a multa isolada exigida de oficio.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1801-000.090
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausentes, momentaneamente o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e justificadamente o Conselheiro Marcos Vinícius Barros Ottoni.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: Rogério Garcia Peres
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Recorrida 1' TURMA/DRJ -CAMP INA S /SP Assunto: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ANO-CALENDÁRIO: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO DA MULTA DE MORA. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. RETROATIVIDADE BENIGNA. O art. 14 MP 351/2007, revogou o disposto no art. 44 da Lei n° 9430/96, que se refere ao lançamento de multa de oficio isolada no caso de recolhimento efetuado após o vencimento do prazo sem acréscimo da multa moratória. Em face da retroatividade benigna, cancela-se a multa isolada exigida de oficio. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausentes, momentaneamente o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e justificadamente o Conselheiro Marcos Vinícius Barros Ottoni. ANA DE BARROS F RN Á NDES - Presidente ROGÉRI • GAR 9 L'i9 ES- Relator - EDITADO EM: ',")c) kr1 r"‘ I k.) Partici e. am, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: João Bellini Júnior, Cheryl Bem°, Marcelo Cuba Netto, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. Relatório Com a finalidade de privilegiar o princípio da celeridade processual adoto o relatório proferido pela 1' Turma de Julgamento da DRJ de Campinas - SP: "Trata-se de Auto de Infração eletrônico decorrente do processanzento da DCTF ano calendário 1997, exigindo crédito tributário de R$ 67.289,36 (multa de ofício isolada). 2. Impugnando tempestivamente a exigência, argumenta a contribuinte, por seu representante: na forma do art. 138 do CIN, a responsabilidade pela infração é afastada quando o pagamento, embora fora de prazo, é espontâneo. Cita, em abono de sua tese, doutrina e jurisprudência." Ao analisar a Impugnação do Recorrente, a 1' Turma de Julgamento da DRJ de Campinas - SP decidiu por julgar procedente o lançamento tributário. Inconformada com a decisão acima, o Recorrente, interpôs recurso voluntário (fls. 51 a 118), reiterando as alegações apresentadas em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro ROGÉRIO GARCIA PERES O Recurso voluntário preenche todos .os requisitos de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Não há argüição de qualquer preliminar. É importante esclarecer que, na lavratura do auto de infração a fiscalização fundamentou-se nos artigos 43 e 44, incisos I e II, §1°, inciso II, todos da Lei n° 9.430/1996. Naquele período os artigos 43 e 44, previam a exigência de juros de mora e multa de oficio, de forma isolada, quando o tributo ou a contribuição houvesse sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo dos juros de mora e da multa de mora correspondentes. Verifique os artigos citados: "Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntaniente. Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: Processo n° 1 0882.000592/2002-13 Sl-TE01 Acórdão n.° 1801-00.090 Fl. 2 • 1: de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de Ragamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis." sç 1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: (-) II - isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; (OS GRIFOS NÃO CONSTAM NO ORIGINAL) No entanto, o art. 44 acima transcrito, teve sua redação alterada pelo artigo 14 da Lei 'n° 11.488/2007, conversão da Medida Provisória n°351/2007, passando a vigorar nos seguintes termos: Art. 44. Nos casos de lançanzento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; _ II - de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa fisica; b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. lo 0 percentual de multa de que trata o inciso Ido caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. 1- (revogado); II - (revogado); III - (revogado); 3 IV- (revogado); V - (revogado pela Lei no 9.716, de 26 de novembro de 1998). (Redação dada pela Lei n°11.488, de 2007) § 2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput eo §lo deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: - prestar esclarecimentos; II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; IH - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei. (-) Embora o lançamento da multa de ofício tenha sido feito em perfeita consonância com a norma aplicável à data da lavratura do auto de infração, a lei atualmente dispensa a imposição de multa de oficio exigida isoladamente na situação descrita no Auto de Infração, ou seja, recolhimento do tributo após o prazo de vencimento sem o acréscimo de multa moratória. Ocorre que, tratando-se da aplicabilidade de norma tributária deve-se obedecer ao princípio da retroatividade benéfica, conforme dispõe o art. 106, II, c, do Código Tributário Nacional, in verbis: "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: (.) 11- tratando-se de ato não definitivamente julgado: (.) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." Desta forma, em face da retroatividade benigna, norma transcrita acima, deve-se exonerar o contribuinte da multa de oficio constituída isoladamente, uma vez que as circunstâncias existentes no presente processo não se coadunam com as hipóteses previstas pela lei para aplicabilidade da penalidade. Processo n° 10882.000592/2002-13 SI-TE01. Acórdão n.° 1801-00.090 Fl. 3 - Diante do expost. , jul o improcedente o lançamento tributário, dando provimento ao Recurso Volu tário. ‘ .,: \ 1 ,./ ROGÉRIO AR\ '.. • RES - Relator • - 5
score : 1.0
Numero do processo: 10280.003273/2006-64
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jul 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO DOS RENDIMENTOS DE APONSETADORIA. COMPROVAÇÃO. RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO.
Preenchidos os requisitos exigidos pelo artigo 6º da lei n. 7.713/88, quais sejam, que os rendimentos sejam decorrentes de pensão e/ou aposentadoria pagas pelos cofres da União, Estados, Municípios, Distrito Federal e Entidades de Previdência Privada; e que o beneficiário seja portador de moléstia grave, é de ser reconhecida a isenção.
JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS NA FASE RECURSAL. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
Devem ser apreciados os documentos juntados aos autos depois da impugnação e antes da decisão de 2ª instância. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica.
Recurso Provido
Numero da decisão: 2802-001.766
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 17/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite. Ausente momentaneamente o conselheiro Sidney Ferro Barros.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO DOS RENDIMENTOS DE APONSETADORIA. COMPROVAÇÃO. RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO. Preenchidos os requisitos exigidos pelo artigo 6º da lei n. 7.713/88, quais sejam, que os rendimentos sejam decorrentes de pensão e/ou aposentadoria pagas pelos cofres da União, Estados, Municípios, Distrito Federal e Entidades de Previdência Privada; e que o beneficiário seja portador de moléstia grave, é de ser reconhecida a isenção. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS NA FASE RECURSAL. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Devem ser apreciados os documentos juntados aos autos depois da impugnação e antes da decisão de 2ª instância. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica. Recurso Provido
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ISENÇÃO DOS RENDIMENTOS DE APONSETADORIA. COMPROVAÇÃO. RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO. Preenchidos os requisitos exigidos pelo artigo 6º da lei n. 7.713/88, quais sejam, que os rendimentos sejam decorrentes de pensão e/ou aposentadoria pagas pelos cofres da União, Estados, Municípios, Distrito Federal e Entidades de Previdência Privada; e que o beneficiário seja portador de moléstia grave, é de ser reconhecida a isenção. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS NA FASE RECURSAL. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Devem ser apreciados os documentos juntados aos autos depois da impugnação e antes da decisão de 2ª instância. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica. Recurso Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 32 73 /2 00 6- 64 Fl. 44DF CARF MF Impresso em 26/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 17/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 17/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite. Ausente momentaneamente o conselheiro Sidney Ferro Barros. Relatório Tratase de Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física, lavrado em decorrência da "Omissão de Rendimentos" no valor de R$ 25.434,39 com valor de IR Fonte incidente sobre os rendimentos omitidos, no valor de R$ 763,03, Alega a Recorrente ser portadora de moléstia grave, de sorte que tais rendimentos são isentos do IRPF. Apreciada a Impugnação, o lançamento foi julgado procedente, apenas para reconhecer a dedutibilidade dos honorários advocatícios pagos e sob fundamento da ausência "de cópia da Portaria de concessão de aposentadoria, devidamente publicada em Diário Oficial, que pudesse comprovar que os rendimentos recebidos correspondiam a períodos posteriores a essa concessão". Em Voluntário, junta cópia da Portaria de concessão da aposentadoria às fls. 36/37. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Presentes os pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. O recurso se insurge contra decisão de 1ª instância que manteve parcialmente lançamento, por ausência de comprovação do ato de aposentação, mediante juntada da Portaria “(...) de concessão de aposentadoria, devidamente publicada em Diário Oficial, que pudesse comprovar que os rendimentos recebidos correspondiam a períodos posteriores a essa concessão”. Em sede de Voluntário, a Recorrente junta, às fls. 36 e 37, cópia do DOU, no qual consta a Portaria de n. 1.070, de 12 de julho de 1990, apta a suprir a ausência apontada na decisão recorrida como causa para o não reconhecimento da isenção pleiteada. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 26/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 17/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.003273/200664 Acórdão n.º 2802001.766 S2TE02 Fl. 156 3 Preenchidos, pois, os requisitos exigidos pela legislação para a fruição do preceito isencional de que trata o artigo 6º da lei n. 7.713/88, e suprida a causa apontada pela decisão recorrida para o não acolhimento da Impugnação apresentada, é de se dar provimento ao recurso interposto. Em prol da verdade material, o fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador a aprecie e lhe reconheça a validade. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento (Acórdão nº 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes). Ante o exposto, conheço do Recurso Voluntário interposto e no mérito lhe dou integral provimento. É o meu voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 46DF CARF MF Impresso em 26/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 17/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 17/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10909.900657/2008-64
Data da sessão: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Nov 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002
RECOLHIMENTOS A DESTEMPO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. INCIDÊNCIA.
A denúncia espontânea não alcança os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, não pagos nos prazos previstos na legislação, que serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de 0,33% por dia de atraso, observado o limite de 20%.
Numero da decisão: 3803-000.680
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato.
Nome do relator: Relator Belchior Melo de Sousa
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 RECOLHIMENTOS A DESTEMPO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. INCIDÊNCIA. A denúncia espontânea não alcança os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, não pagos nos prazos previstos na legislação, que serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de 0,33% por dia de atraso, observado o limite de 20%.
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DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. INCIDÊNCIA. A denúncia espontânea não alcança os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, não pagos nos prazos previstos na legislação, que serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de 0,33% por dia de atraso, observado o limite de 20%. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Alexandre Kern – Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Daniel Maurício Fedato. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 9. 90 06 57 /2 00 8- 64 Fl. 95DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0715.813, de 17 de abril de 2009, da DRJFlorianópolis/SC, fls. 55 a 58, que indeferiu a solicitação de reforma do despacho decisório que homologou parcialmente as compensações declaradas por insuficiência de crédito, em face da incidência de multa de mora por extinção do débito fora do prazo. Contra a não homologação integral de sua compensação, a Contribuinte apresentou a manifestação de inconformidade des folhas 08 a 17, na qual discordou do critério de imputação adotado pela DRF/Itajaí/SC. Alegou que a autoridade fiscal partiu da equivocada e ilegal premissa de que, sendo o débito em questão vencido em data anterior e tendo sido efetivada a compensação via DCOMP apenas em período posterior, haveria a incidência de multa mora sobre a compensação. Consignou que, em face do artigo 138 do Código Tributário Nacional CTN, o adimplemento de um valor já vencido, antes da instauração de procedimento de ofício e antes da declaração em DCTF, torna inaplicável a imposição da multa de mora. Juntou jurisprudência e doutrina que estariam a corroborar sua tese. Manifestouse pela ilegalidade ou inconstitucionalidade do que está expressamente previsto no artigo 61 da Lei n.o 9.430/1996, segundo o qual “os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso.” A DRJFlorianópolis, refutou os argumentos da impugnante assentando que em face de às instâncias administrativas, pelo caráter vinculado de sua atuação, não ser dada a atribuição de apreciar questões relacionadas com a legalidade ou constitucionalidade de qualquer ato legal, descabidas tornamse quaisquer manifestações deste juízo, sobretudo quando se trata de disposição literal de lei regularmente editada. Citou tanto a jurisprudência judicial quanto as reiteradas manifestações do Primeiro Conselho de Contribuintes, traduzidas estas em inúmeros de seus acórdãos; citese, entre estes, o de n.o 10607.303, de 05/06/95, n sentido desta limitação de competência, verbis: CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS Não compete ao Conselho de Contribuintes, como tribunal administrativo que é, e, tampouco ao juízo de primeira instância, o exame da constitucionalidade das leis e normas administrativas. Aduziu, ainda, que não tem efeito sobre a aplicação da penalidade o fato de o valor devido ter sido ou não declarado em DCTF ou a circunstância de o sujeito passivo encontrarse já em procedimento de ofício ou não. Ciente da decisão em 27 de maio de 2009, irresignada apresenta recurso voluntário de fls. 62 a 74, em 26 de junho de 2009, manejando os mesmo argumentos acima relatados trazidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator Fl. 96DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10909.900657/200864 Acórdão n.º 3803000.680 S3TE03 Fl. 96 3 O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Toda a controvérsia restringese à possibilidade ou não do uso do instituto da denúncia espontânea para o fato presente. A responsabilidade que refere o art. 138 do CTN é relativa a infrações tais como os ilícitos tributáriospenais, dolosos (sonegação, fraude, conluio e outros crimes contra a ordem tributária), e outros ilícitos tributários, não dolosos (nãoprestação de informações obrigatórias às autoridades fazendárias, concernentes à existência do fato gerador, declarações inexatas, etc). Não ao mero inadimplemento de tributo. Dessa distinção resulta a graduação de penalidades, diferenciandose em multa de ofício e multa de mora, esta, mais branda, que visa indenizar o Erário pela demora no recebimento do seu crédito, aquela, punitiva, aplicável às infrações relativas à obrigação tributária principal. A demonstrar o caráter de indenização da multa de mora, o seu percentual é proporcional à quantidade de dias de atraso, até o limite de vinte por cento do valor do tributo, conforme fixados em lei. Se não é atípico que haja possibilidade de previsão de multa de mora nas obrigações contratuais privadas, comumente pactuada, além dos juros, pelo atraso no cumprimento das obrigações, assim também acontece na obrigação tributária, com a diferença de que nesta a multa é estabelecida em lei, face ao caráter ex lege da obrigação tributária. Se um contribuinte declara o tributo e por alguma razão não pode pagálo no prazo, sujeitase à multa de mora. Outro, que sequer declara e espera a inércia do sujeito ativo, ao sobrevir um procedimento fiscal, na espécie, arca com penalidade maior, segundo a previsão legal. É esta última penalidade que é excluída pela denúncia espontânea, quando o contribuinte se antecipa a qualquer procedimento fiscal. A primeira, não. Ora, isto é que é razoável: o contribuinte meramente inadimplente arca com uma multa menor, e aquele que pratica as demais infrações tributárias será punido com uma multa maior, submetendose à multa menor caso promova a autodenúncia. Escorome no escólio de Zelmo Denari, in Infrações Tributárias e Delitos Fiscais, Paulo José da Costa Jr. e Zelmo Denari, 2ª ed., São Paulo, Saraiva, 1996, p. 24, para apreender a distinção entre multa punitiva e multa indenizatória, para, ao fim, entender em que se aplica o instituo da denúncia espontânea: “A nosso ver, as multas de mora – derivadas do inadimplemento puro e simples de obrigação tributária regularmente constituída – são sanções inconfundíveis com as multas por infração. Estas são cominadas pelos agentes administrativos e constituídas pela Administração Pública em decorrência da violação de leis reguladoras da conduta fiscal, ao passo que aquelas são aplicadas em razão da violação do direito subjetivo de crédito. (...) Como é intuitivo, a estrutura formal de cada uma dessas sanções é diferente, pois, enquanto as multas por infração são infligidas com caráter intimidativo, as multas de mora são aplicadas com caráter indenizatório. De uma maneira mais sintética, Kelsen refere que, ao passo que o Direito Penal busca intimidar, o Direito Civil quer ressarcir, (...). Como derradeiro argumento, as multas de mora, enquanto sanções civis, Fl. 97DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN 4 qualificamse como acessórias da obrigação tributária, cujo objeto principal é o pagamento do tributo. Essa acessoriedade, em contraposição à autonomia, as tornam inconfundíveis com as multas punitivas.” A respeito da incidência da multa de mora na denúncia espontânea, cumulativamente com os juros de mora, assim se pronuncia Paulo de Barros Carvalho, in Curso de Direito Tributário, São Paulo, Saraiva, 6ª edição, 1993, p. 348/351, verbis: “Modo de exclusão da responsabilidade por infrações à legislação tributária é a denúncia espontânea do ilícito (...). A confissão do infrator, entretanto, haverá se ser feita antes que tenha início qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionada com o fato ilícito, sob pena de perder seu teor de espontaneidade (art. 138, parágrafo único). A iniciativa do sujeito passivo, promovida com a observância desses requisitos, tem a virtude de evitar a aplicação de multas de natureza punitiva, porém não afasta os juros de mora e a chamada multa de mora, de índole indenizatória e destituída do caráter de punição. Entendemos, outrossim, que as duas medidas juros de mora e multa de mora por não se excluírem mutuamente, podem ser exigidas de modo simultâneo: uma e outra. O art. 138 do CTN, ao determinar que “a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora”, precisa ser interpretado em conjunto com o art. 161 do mesmo Código, que informa: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. (negrito acrescentado). Consoante o art. 161, transcrito, seja qual for o motivo determinante do atraso a parcela do crédito tributário não pago no vencimento é acrescida de juros de mora e das penalidades cabíveis. Dentre essas penalidades, que precisam estar estabelecidas em lei, encontrase exatamente a multa de mora. E é cediço que as leis sempre estipularam, ao lado dos juros de mora, também a multa moratória. Assim, é que veio compor o ordenamento jurídico pátrio idêntica previsão, no artigo 61, e parágrafos, da Lei n.o 9.430/1996, verbis: “Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento.” Fl. 98DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10909.900657/200864 Acórdão n.º 3803000.680 S3TE03 Fl. 97 5 Com o respeito que é devido à Corte Superior de Justiça, divirjo do seu entendimento e penso ser indiferente, para afastar ou não a denúncia espontânea, o fato de o contribuinte apresentar ou não a DCTF. Considerar este evento o ponto de corte entre ambos os efeitos só é possível se se desconsiderar a mecânica de apresentação desta obrigação acessória. Para o período que cobre a apuração dos débitos deste processo, julho e agosto/2003, a obrigação de apresentar a DCTF era trimestral, e a partir do anocalendário 2005, semestral, salvo a exceção prevista, de apresentação mensal. Não há razoabilidade, cogito, em considerar que dois contribuintes que recolheram tributos com um ou dois meses de atraso, um esteja coberto pela denúncia espontânea pelo fato de descumprir a obrigação acessória de apresentar a DCTF, destaquese, três ou seis meses depois do fato gerador, e após o pagamento atrasado, e o outro não esteja, pelo fato de têla cumprido. Segundo este critério, quem errou mais será mais beneficiado do que quem errou menos. De imaginarse, ainda, que seguro da cobertura do dito instituto, o primeiro contribuinte pode executar um atraso deliberado de seus recolhimentos, enquanto o segundo, que pode têlos executado por dificuldade financeira, submeterse a um ônus maior com o pagamento da multa, sendo correto no cumprimento de sua obrigação acessória. Por isso, não vejo nenhuma razão para a dicotomia. Depreendo que o efeito deste lapso de tempo entre o pagamento atrasado e a posterior apresentação da DCTF pode não ter sido sintonizado pela E. Corte Superior. Destaquese uma vez mais, ante a mecânica descrita acima, que a lei conferiu ao contribuinte a prerrogativa de substituir o Poder Público no procedimento de apurar o próprio quantum debeatur e recolhêlo “sem prévio exame da autoridade administrativa”, mantida a (prerrogativa) da Fazenda de, “tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa” dentro do prazo “de cinco anos a contar do fato gerador.”. Ademais, no caso concreto, como remate de todos os argumentos expendidos, na data da transmissão da DComp, 08/10/2004, ela tinha o mesmo efeito de confissão de dívida da DCTF, consoante o art. 74, § 6º, da Lei nº 9.430/96, com redação dada pelo art. 17 da Lei nº 10.833/2003. Art. 17. O art. 74 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, alterado pelo art. 49 da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 74. [...]. § 6o A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Em conseqüência, os débitos por ela compensados podem ser objeto de remessa à Procuradoria da Fazenda Nacional, para fins de inscrição na Dívida Ativa, tal como ocorre com os confessados em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. Noutra palavra, isto significa que cai por terra o argumento da recorrente de que efetuou a extinção do débito, por meio da compensação, antes de ser declarado/constituído, pois a própria declaração de compensação foi o meio dessa constituição. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso Fl. 99DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN 6 Sala das sessões, 24 de agosto de 2010 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 100DF CARF MF Impresso em 26/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10166.002804/2004-46
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece do Recurso Voluntário interposto após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância (art. 33 do Decreto n.º 70.235/72).
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2802-001.036
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário, nos termos do voto do (a) relator(a).
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 16/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do Recurso Voluntário interposto após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância (art. 33 do Decreto n.º 70.235/72). Recurso não conhecido.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário, nos termos do voto do (a) relator(a). (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 16/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
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