Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,988)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,536)
- Primeira Turma Ordinária (13,108)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,534)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,777)
- Terceira Câmara (68,236)
- Segunda Câmara (57,099)
- Primeira Câmara (21,379)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,096)
- Segunda Seção de Julgamen (115,765)
- Primeira Seção de Julgame (77,654)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,458)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,581)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,683)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,662)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,340)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11080.007464/2003-71
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR
Exercício: 1998
Multa por Atraso Na Entrega do DIAC. Cálculo.
Confirmado que o sujeito passivo efetivamente não efetuou a
entrega do Documento de Informação e Atualização Cadastral do
ITR - DIAC no prazo regulamentar, bem assim o valor do
imposto devido, há que se aplicar a multa prevista no art. 7° da
Lei n° 9.393, de 1996.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 303-35.338
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
dt_index_tdt : Sat Feb 11 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200805
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 1998 Multa por Atraso Na Entrega do DIAC. Cálculo. Confirmado que o sujeito passivo efetivamente não efetuou a entrega do Documento de Informação e Atualização Cadastral do ITR - DIAC no prazo regulamentar, bem assim o valor do imposto devido, há que se aplicar a multa prevista no art. 7° da Lei n° 9.393, de 1996. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 11080.007464/2003-71
anomes_publicacao_s : 200805
conteudo_id_s : 4445738
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 10 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-35.338
nome_arquivo_s : 30335338_134836_11080007464200371_003.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
nome_arquivo_pdf_s : 11080007464200371_4445738.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue May 20 00:00:00 UTC 2008
id : 4698283
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043896365056
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-11T15:54:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-11T15:54:05Z; Last-Modified: 2009-11-11T15:54:05Z; dcterms:modified: 2009-11-11T15:54:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-11T15:54:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-11T15:54:05Z; meta:save-date: 2009-11-11T15:54:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-11T15:54:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-11T15:54:05Z; created: 2009-11-11T15:54:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-11-11T15:54:05Z; pdf:charsPerPage: 1258; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-11T15:54:05Z | Conteúdo => CCO3/CO3 Fls. 117 bb. ==, • , K; MINISTÉRIO DA FAZENDA '?1 TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA Processo n° 11080.007464/2003-71 Recurso n° 134.836 Voluntário Matéria IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Acórdão n° 303-35.338 Sessão de 20 de maio de 2008 Recorrente COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA Recorrida DRJ-CAMPO GRANDE/MS • ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR Exercício: 1998 Multa por Atraso Na Entrega do DIAC. Cálculo. Confirmado que o sujeito passivo efetivamente não efetuou a entrega do Documento de Informação e Atualização Cadastral do ITR - DIAC no prazo regulamentar, bem assim o valor do imposto devido, há que se aplicar a multa prevista no art. 7° da Lei n° 9.393, de 1996. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos • do voto do relator. -4 é ANELISE DAU PRIETO - Presidente LUIS 1' CELO GUERRA DE CASTRO - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Tarásio Campelo Borges. Ausente justificadamente o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. Processo n° 11080.007464/2003-71 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.338 Fls. 118 Relatório Trata-se de auto de auto de infração (doc. de fl. 02), lavrado em razão de atraso na entrega da declaração do ITR, exercício 1998, relativa ao o imóvel denominado "Horto Bugres Canastra", NIRF n° 5.919.103-1, no município de Canela/RS, lavrado com espeque nos artigos 6° ao 9° da Lei n° 9.393, de 1996. Conforme se observa na impugnação de fl. 01, pleiteou a recorrente que o julgamento do presente processo se desse em conjunto com o de n° 11020.005.387/2002-49, no qual estaria sendo debatida a exigência do imposto relativo ao imóvel em questão. Entendendo que não haveria justo motivo para a juntada dos autos, mas que o • resultado julgamento do processo suso mencionado teria influência sobre o que ora se julga, na medida em que a multa em debate, como é cediço, é calculada à razão do imposto devido, decidiu este Colegiado, por meio da Resolução n° 303-01.300, pelo sobrestamento do julgamento até a fixação definitiva do quantum devido. Considerando o julgamento definitivo do processo relativo ao débito oriundo do lançamento do imposto, levado a efeito por meio do Acórdão n° 301 - 33.820, da egrégia Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes (doc. de fls. 96 a 105), que manteve integralmente a exigência debatida, retornaram os autos para julgamento. É o Relatóri O 2 Processo n° 11080.007464/2003-71 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.338 Fls. 119 Voto Conselheiro LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Relator Inicialmente, cabe frisar que, embora este Conselheiro não tenha sido originalmente sorteado para relatar o presente Recurso Voluntário, fui designado para tanto pela i. Presidente desta Terceira Câmara, em razão do encerramento do mandato do seu relator original, o i. Conselheiro Zenaldo Loibman. Penso que, como bem frisou o i. relator original do presente processo, o ponto nodal para a solução do litígio estava adstrito à definição do quantum da multa ora debatida. • Com efeito, não pairam dúvidas acerca da materialidade da conduta em questão. Efetivamente, caracterizou-se a hipótese abstratamente prevista no art. 7° da Lei n° 9.393, de 1996. Diz o dispositivo: "Art. 70. No caso de apresentação espontânea do DIAC fora do prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, será cobrada multa de 1% (um por cento) ao mês ou fração sobre o imposto devido não inferior a R$ 50,00(cinqüenta reais), sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota". Nessa esteira, uma vez confirmado o valor do imposto devido, penso que não mais persiste dúvida acerca da exatidão da multa objeto deste Recurso Voluntário, razão pela qual voto no sentido de negar-lhe provimento. • Sala das Sessões, em 20 de maio de 2008 ~V* LUIS MAR LO GUERRA DE CASTRO - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10950.005196/2009-90
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL
ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA.
As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.138
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA. As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10950.005196/2009-90
conteudo_id_s : 6780532
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 28 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.138
nome_arquivo_s : 380303138_10950005196200990_201206.pdf
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 10950005196200990_6780532.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
id : 4576656
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:10 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043898462208
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-14T16:14:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-14T16:14:48Z; Last-Modified: 2014-07-14T16:14:48Z; dcterms:modified: 2014-07-14T16:14:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:6a8e7caa-694e-4d24-9237-65be49dfbf30; Last-Save-Date: 2014-07-14T16:14:48Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-14T16:14:48Z; meta:save-date: 2014-07-14T16:14:48Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-14T16:14:48Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-14T16:14:48Z; created: 2014-07-14T16:14:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2014-07-14T16:14:48Z; pdf:charsPerPage: 1755; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-14T16:14:48Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 0 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.005196/200990 Recurso nº 946.288 Voluntário Acórdão nº 3803003.138 – 3ª Turma Especial Sessão de 27 de junho de 2012 Matéria DCOMP RESSARCIMENTO DE PIS/PASEP Recorrente CIAPETRO DISTRIBUIDORA DE COMBUSTIVEIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA. As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento da PIS/PASEP, no valor de R$ 36.714,17, relativos ao 3º trimestre de 2004, vinculandose aos mesmos, Pedido de Compensação. A DRF/Maringá proferiu Despacho Decisório no qual foi parcialmente deferido o ressarcimento pleiteado, no montante de R$ 5.423,59, e homologadas as compensações apresentadas até o limite do crédito deferido. A fiscalização não considerou os valores referentes à aquisição de álcool anidro para fins de composição da base de cálculo da contribuição. Em Manifestação de Inconformidade a Interessada alegou que o álcool anidro é insumo em seu processo produtivo, posto que é adicionado a gasolina tipo “A”, para a obtenção da gasolina tipo “C”, e assim, em face da legislação do PIS e da Cofins não cumulativos, entende que tem direito ao abatimento do crédito relativo às aquisições do referido insumo, nos termos do art. 3º, II, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, desde o advento da Lei nº 10.865/2004. Argumenta ainda que: a) o álcool hidratado adquirido pela recorrente é revendido ‘in natura’ aos postos revendedores, (consumidoresvarejistas) ; por sua vez, o álcool anidro é utilizado como insumo na produção da gasolina ‘c’, desta forma, não se poderia tratar ambos produtos como se fossem idênticos, de modo que possuem destinação e finalidades dispares, sobretudo porque não há autorização legal para revenda e distribuição de álcool anidro de acordo com determinações técnicas desde o antigo órgão CPN e ANP, Agência Nacional do Petróleo, sendo utilizado exclusivamente como insumo obrigatório na composição final da gasolina ‘c’; b) a vedação ao creditamento contida no art. 3º, I, “a” das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, referese única e exclusivamente ao álcool hidratado, e que as contribuições em debate, incidentes sobre o álcool anidro, não estão sujeitas ao regime de substituição tributária, como teria afirmado o fisco, mas, ao contrário, incidiriam em cada etapa do ciclo produtivo, conforme a situação do vendedor/adquirente, ou seja, se produtor, aplicarseia o disposto no art. 5º, I da Lei nº 9.718/1998, e se distribuidor, aplicarseia o contido no art. 5º, II da mesma lei. A DRJ em Curitiba indeferiu a Manifestação de Inconformidade e não reconheceu o direito creditório da CIAPETRO, conforme ementa que transcrevemos a seguir: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 RESSARCIMENTO. CRÉDITOS DE PIS E COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a crédito do PIS e da Cofins, no sistema de nãocumulatividade, para distribuidora de combustíveis sobre aquisição de álcool anidro para fins Fl. 164DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005196/200990 Acórdão n.º 3803003.138 S3TE03 Fl. 2 3 carburantes adicionado à gasolina “A” para obtenção da gasolina “C”. DCOMP. CRÉDITO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Comprovado nos autos a inexistência do crédito informado como suporte, não se homologam as compensações vinculadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada do acórdão retro em 20/04/2012, apresentou Recurso Voluntário para este Conselho Administrativo em 10/05/2012, no qual, em apertada síntese, repisou os mesmos argumentos aduzidos em sede de Manifestação de Inconformidade. Requereu, ao final, pelo reconhecimento do crédito oriundo das aquisições de álcool anidro, anteriores a agosto de 2008, e a homologação das compensações transmitidas pela empresa. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O presente recuso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade razão pela qual dele tomo conhecimento. Compulsando os autos facilmente se observa que a lide encontrase delimitada quanto a existência ou não de direito pelo contribuinte ao creditamento do Pis e da COFINS sobre as aquisições de álcool anidro, em face da realização de sua mistura à gasolina “A” com o fito de obter a gasolina “C”. Por seu turno, a DRJ em Curitiba considerou que a ora Recorrente não fabrica ou produz bens, de forma que possa considerar, para efeitos tributários, o álcool anidro e a gasolina “A” como insumo do produto, a gasolina “C”, destinado à venda. Argumenta que, diferentemente de produzir, a distribuidora apenas realiza a mistura da gasolina “A” com o álcool etílico anidro, para obtenção da gasolina “C”, em atendimento às normas baixadas pela Agência Nacional do Petróleo e que a legislação tributária de regência determinou que a alíquota para aquele produto seria zero por ser considerado um produto vendido pela distribuidora, e não um insumo. Ademais disso, ressaltou que o aproveitamento de créditos sobre aquisição de álcool anidro para adição à gasolina, para contribuinte sujeito ao regime de apuração nãocumulativa da COFINS e do PIS/PASEP somente tem vigência a partir de 01/10/2008, com a previsão contida no § 13 do art.5º da Lei nº 9.718,de1998. A contribuinte, busca através do Recurso Voluntário emplacar o entendimento de que o álcool anidro é produto intermediário obrigatório, e portanto insumo, da gasolina “c”, enquadrando o direito ao creditamento no art. 3º, II, das Leis nº 10.637/02 e 10.833/02, que assim dispõem: Fl. 165DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Contudo, em que pesem seus argumentos e toda a construção jurídica desenvolvida no Recurso Voluntário que ora se analisa com vistas ao creditamento, os mesmos não merecem prosperar. Isto porque os créditos decorrentes da aquisição de álcool anidro os quais busca o ressarcimento se referem ao 3º trimestre de 2004. Conforme se extrai de fls. 90 dos autos, parte integrante do Despacho Decisório proferido pela DRF em Marigá, a contribuinte “considerou as receitas de revendas de gasolina adicionada de álcool anidro como pertencente ao regime nãocumulativo de apuração da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins de que trata a Lei nº 10.833/2003, apropriando como custo, o total das aquisições de álcool anidro para fins carburantes do período”. Nas vendas de gasolina, com exceção da de aviação, óleo diesel e GLP, a contribuição para o Pis/Pasep e para a COFINS incide de forma concentrada, no inicio da etapa de comercialização, realizada pelos produtores ou importadores. Até o advento da Lei nº 10.637/02 e da 10.833/02, que instituíram a sistemática da nãocumulatividade para o Pis/Pasep e para a COFINS, respectivamente, essas receitas se mantiveram no regime da cumulatividade, se sujeitando ao art. 2º da Lei nº 9.718/98 se produtor, e arts. 5º e 6º do mesmo diploma legal se distribuidores ou importadores. O inciso IV do §3º do art. 1º da Lei nº 10.833/02, reproduzido de igual forma na Lei nº 10.637/02, determinava a não inclusão na base de cálculo das contribuições sociais das receitas de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição, dentre esses produtos destacamos o álcool para fins carburantes: Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; Fl. 166DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005196/200990 Acórdão n.º 3803003.138 S3TE03 Fl. 3 5 IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; Com o advento da Lei nº10.865, de 30 de abril de 2004, o artigo acima transcrito sofreu mudanças, de maneira que a vedação à inclusão na base de cálculo das contribuições sociais ficou restrita tão somente as operações de venda de álcool para fins carburantes, tal qual o caso: § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; IV de venda de álcool para fins carburantes; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Medida Provisória n° 413, de 3 de janeiro de 2008)(Vide art. 42 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) Desta forma, a venda de álcool para fins carburantes permaneceu na sistemática da cumulatividade, a qual não permite o creditamento do crédito oriundo das referidas aquisições, de modo que esta situação permaneceu até sua revogação pela Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008, convertida na Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, que assim dispôs em seu art. 42: 1 1 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1638910 de 17 de Maio de 2012. DRJ/SPO1. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. Os pro cedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2005 a 31/12/2005 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM RIBEIRÃO PRETO. 1 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1425212 de 13 de Julho de 2009. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a créditos da Cofins para distribuidora de combustíveis, sobre aquisição de álcool anidro par a fins de adição à gasolina. Período de apuração: : 01/07/2004 a 30/09/2004 Fl. 167DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Art. 42. Ficam revogados: III – a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao da publicação desta Lei: a) o parágrafo único do art. 6º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; b) os incisos II e III do caput do art. 42 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001; c) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do art. 8º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002; d) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003; e)os arts. 49, 50, 52, 55, 57 e 58 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não havendo, após essa data, outra forma de tributação além dos 2 (dois) regimes previstos nos arts. 58A a 58U da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e demais dispositivos contidos nesta Lei a eles relacionados;(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) f)o § 7º do art. 8º e os §§ 9º e 10 do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004.(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) Outrossim, o álcool anidro, composto que misturado a gasolina “A” origina a gasolina “C”, comercializada pelos postos revendedores e utilizada pela população em geral em seus veículos automotores, ao meu sentir, não foi tratado pela legislação tributária como insumo, mas sim um produto vendido pelo distribuidor. Tanto é que o inciso II do artigo 42 da MP nº 2.15835, de 2001, portanto vigente à época dos fatos, reduziu a zero a alíquota das contribuições sociais sobre a receita bruta decorrente da venda de álcool para fins carburantes quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores, dispositivo que também foi revogado pela Lei nº 11.727/08, porquanto o recolhimento já haveria sido efetuado na etapa anterior pelos produtores (usinas): Art.42.Ficam reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de: Igasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e GLP, auferida por distribuidores e comerciantes varejistas; IIálcool para fins carburantes, quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores; (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM SÃO PAULO. 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1619305 de 05 de Novembro de 2008. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. Os procedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2004 a 31/12/2004 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005196/200990 Acórdão n.º 3803003.138 S3TE03 Fl. 4 7 IIIálcool para fins carburantes, auferida pelos comerciantes varejistas. (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) Nestes termos, as aquisições de álcool anidro realizada no período de 01/07/2004 a 30/09/2004 não geram direito ao ressarcimento da COFINS tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com o advento da Lei nº 11.727/08 e a produção dos efeitos do seu art. 7, a qual instituiu este regime diferenciado de tributação para os distribuidores de álcool anidro adicionado à gasolina. 2 De se acrescentar, que conforme todo o apanhado, não contestado pela Recorrente, no período de agosto de 2001 a setembro de 2008, as saídas de álcool promovida pelas distribuidoras, ainda que misturados à gasolina, estavam sujeitas à alíquota zero, o que comprova a sua finalidade carburante. Por tal razão, não se pode opor à situação que ora se analisa, o permissivo legal contido no art. 17 da Lei nº 11.033/04 cujo conteúdo transcrevemos a seguir para fins de melhor interpretação: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Pelo que se percebe, o contribuinte não poderá se creditar de todas as aquisições de produtos cuja saída do estabelecimento esteja sujeita à alíquota zero, tendo em vista que em determinados casos, como o dos autos, existe expressa determinação legal que veda esse aproveitamento (inciso IV, do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833/03). Em julgado recente, a 4ª Câmara da 1ª Turma Ordinária desta 3ª seção posicionouse de forma semelhante, no acórdão de nº 340101.111, partilhando do mesmo entendimento que o refletido neste voto: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 CRÉDITOS NA AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTES. ÁLCOOL ANIDRO. VEDAÇÃO EXPRESSA. A possibilidade de manutenção de créditos a que se refere o art. 17 da 11.033, de 21 de dezembro de 2004, não é ampla e irrestrita, em face de vedação expressa contida na regra então vigente, qual seja, o artigo 3º, I, “a”, c/c o art. 2 SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 52 de 29 de Junho de 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: DISTRIBUIDOR DE GASOLINA. DIREITO A CRÉDITO. Até 30/09/2008, as aquisições, por distribuidor, de álcool anidro para fins carburantes para ser adicionado à gasolina não geravam direito a crédito, por força de vedação expressa contida na letra “a”, do inciso I do artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. A partir de 01/10/2008, com a produção dos efeitos do artigo 7º da Lei nº 11.727, de 2008 e do Decreto nº 6.573, de 19/09/2008, pode o distribuidor que adquire álcool anidro para mistura à gasolina de produtor, importador ou outro distribuidor, creditarse em relação ao produto adquirido, sendo o valor do crédito determinado por unidade de medida, conforme estabelecido na norma regulamentadora. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 8 1º, § 3º, IV, da Lei nº 10.833, de 29/12/2003. Ante o exposto, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário, mantendo incólume a decisão proferida pelo Órgão de Piso. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 170DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 35710.003819/2005-10
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 30/07/2005
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR A EMPRESA DE APRESENTAR GFIP´S COM VALORES CORRETOS.
1. Constatada infringência ao parágrafo 5º do inciso IV do artigo 32 da Lei 8212/91, deve ser realizada a autuação fiscal.
2. Multa aplicada nos termos da legislação vigente, art. 32, inciso IV, § 4° da Lei n. 8212/91 c/c artigo 284, inciso II do RPS.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.107
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Nome do relator: DANIEL AYRES KALUME REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200711
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1995 a 30/07/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR A EMPRESA DE APRESENTAR GFIP´S COM VALORES CORRETOS. 1. Constatada infringência ao parágrafo 5º do inciso IV do artigo 32 da Lei 8212/91, deve ser realizada a autuação fiscal. 2. Multa aplicada nos termos da legislação vigente, art. 32, inciso IV, § 4° da Lei n. 8212/91 c/c artigo 284, inciso II do RPS. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 35710.003819/2005-10
anomes_publicacao_s : 200711
conteudo_id_s : 4115143
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 23 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 206-00.107
nome_arquivo_s : 20600107_141453_35710003819200510_004.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : DANIEL AYRES KALUME REIS
nome_arquivo_pdf_s : 35710003819200510_4115143.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
id : 4840854
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:57 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043902656512
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T21:10:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T21:10:58Z; Last-Modified: 2009-08-05T21:10:58Z; dcterms:modified: 2009-08-05T21:10:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T21:10:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T21:10:58Z; meta:save-date: 2009-08-05T21:10:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T21:10:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T21:10:58Z; created: 2009-08-05T21:10:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-05T21:10:58Z; pdf:charsPerPage: 982; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T21:10:58Z | Conteúdo => MF - SEGUNDO crwsrt.mo DE CONTRIEUrntS coNFERE com u menu. Bruflik_212 O 9, c_,M.t) < CCO2/C06 Fls. 159 Maria de Fada" 7 1683 MINISTÉ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ".4it?- SEXTA CÂMARA Processo n° 35710.003819/2005-10 Recurso n° 141.453 Voluntário scon„0.,,kotes Matéria AUTO DE INFRAÇÃO caos° eProf3448i122:2-- futtla Acórdão n° 206-00.107 de_sir Sessão de 20 de novembro de 2007 Recorrente CURSO DELTA PREPARATÓRIO DE VESTIBULAR LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração . 01/01/1995 a 30/07/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DEIXAR A EMPRESA DE APRESENTAR GFIP 'S COM VALORES CORRETOS. 1. Constatada infringência ao parágrafo 50 do inciso IV do artigo 32 da Lei 8212/91, deve ser realizada a autuação fiscal. 2. Multa aplicada nos termos da legislação vigente, art. 32, inciso IV, § 4° da Lei n. 8212/91 c/c artigo 284, inciso lido RPS. Recurso Voluntário Negado. 971 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF SEGUND2 DfICONIRIBUNFES . . Processo n.° 35710.003819/2005-10 Brasífia,_11 O (1.0 (5% CCO21C06 Acórdào n.• 206-00.107 Fls. 160 est;# 19.414) Maria de Fátima - de Carvalho Mat. Siape 75)683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente ca DANIEL AYRES KALUME REIS Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Proccsson.°35710.003819/200S-IO MF SECI t '' .F •,.. CCO21C06 Acórdão n.° 206-00.107 o + Fls. 161 131, (1) O 9.00% Maria de Fátima de Carvalho12.elatório Mat. Siape 731683 Trata-se de Auto de Infração com base em infringência ao artigo 32, inciso IV parágrafo 5° da Lei 8.212/91, em razão de o contribuinte ter deixado de informar mensalmente ao INSS, por intermédio de GFIP/GRFP, os dados cadastrais e todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias do contribuinte individual, contadora. Às fls. 42/44, foi apresentada impugnação. Às fls. 137/140 foi proferida Decisão-Notificação, nos seguintes termos: "OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INFORMAÇÃO DOS FATOS GERADORES DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. O Contribuinte é obrigado a informar mensalmente ao INSS, por intermédio de GFIP, todos os dados relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse da previdência. AUTUAÇÃO PROCEDENTE". Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, alegando que não há omissão na apresentação de GFIP, tendo em vista que não há incidência de contribuição nos valores pagos para a contadora/contribuinte individual, bem como que a multa aplicada é elevada, sendo verdadeiro confisco (144/149). Foram juntadas contra-razões da Secretaria da Receita Previdenciária de Goiânia-GO, às fls. 155/157. É o Relatório. 199\ Processo n.• 35710.003819/2005-10 - SEGUIti Impe . CCO2/C06Acórdão n.° 206-00.107 'ti àn Bradli t00% Fls. 162 n Maria de Fátima cri°. èIÇ Voto Mat. S . 731683 Conselheiro DANIEL AYRES KALUME REIS, Relator Processado regularmente o presente feito, sendo observados os princípios da ampla defesa e contraditório, artigo 5°, inciso LV da Constituição Federal, às fls. 137/140 foi proferida Decisão — Notificação julgando totalmente procedente a autuação fiscal. Depois de detida análise dos autos e estudo das questões atinentes ao caso, entendo que a decisão recorrida deve ser mantida. É cediço que a empresa que apresenta documentos com dados não correspondentes aos fatos geradores está sujeita à pena administrativa, nos termos da legislação transcrita abaixo, in verbis: "Art. 32. A empresa é também obrigada a: (.4 IV — informar mensalmente ao Instituto do Seguro Social-INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. § 50 A apresentação documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente a multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior." Diante disso, configurada a falta, deve ser aplicada a multa nos termos da legislação vigente, artigo 32, inciso IV, § 4° da Lei n°8212/91 e/c artigo 284, inciso II do RPS. Por esta razão não merece reforma a decisão recorrida. CONHEÇO DO RECURSO, MAS, NO MÉRITO, NEGO-LHE PROVIMENTO. Sala das Sessões, em 20 de novembro de 2007 DA' EL AYRES '<ALUME REIS Page 1 _0004100.PDF Page 1 _0004200.PDF Page 1 _0004300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10882.002789/96-70
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.391
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Marciel Eder Costa.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200712
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10882.002789/96-70
anomes_publicacao_s : 200712
conteudo_id_s : 6773168
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 23 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.391
nome_arquivo_s : 30301391_108820027899670_122007.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : NILTON LUIZ BARTOLI
nome_arquivo_pdf_s : 108820027899670_6773168.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Marciel Eder Costa.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2007
id : 4625759
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:24 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-19T14:23:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; xmp:CreatorTool: CNC Capture; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; pdfa:PDFVersion: A-1b; dc:creator: CNC Solution; dcterms:created: 2013-08-19T14:23:14Z; Last-Modified: 2013-08-19T14:23:14Z; dcterms:modified: 2013-08-19T14:23:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:07119976-4934-41fa-a644-409b0678110e; Last-Save-Date: 2013-08-19T14:23:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC Capture; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-08-19T14:23:14Z; meta:save-date: 2013-08-19T14:23:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-19T14:23:14Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solution; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solution; pdfaid:conformance: B; meta:author: CNC Solution; meta:creation-date: 2013-08-19T14:23:14Z; created: 2013-08-19T14:23:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2013-08-19T14:23:14Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; pdfaid:part: 1; access_permission:can_print: true; Author: CNC Solution; producer: CNC Solution; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solution; pdf:docinfo:created: 2013-08-19T14:23:14Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290043908947968
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010714/98-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
Ementa: INSUSBSISTÊNCIA DA RESOLUÇÃO N° 303-00.867. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA DO RECURSO.
A 3ª Câmara do Terceiro Conselho em Resolução exarada em 27/02/2003 havia convertido o julgamento em diligência para saneamento de questão relativa à garantia de instância, porém em 30/09/2003 a interessada protocolou pedido de desistência do recurso dirigido ao Presidente do Terceiro Conselho de Contribuintes. Desfez-se a lide, devendo ser obstada a providência determinada na referida Resolução pela perda de objeto deste processo.
PERDA DE OBJETO DO PROCESSO. HOMOLOGOU-SE A DESISTÊNCIA
Numero da decisão: 303-31.810
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, homologar a desistência do recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200501
ementa_s : INSUSBSISTÊNCIA DA RESOLUÇÃO N° 303-00.867. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA DO RECURSO. A 3ª Câmara do Terceiro Conselho em Resolução exarada em 27/02/2003 havia convertido o julgamento em diligência para saneamento de questão relativa à garantia de instância, porém em 30/09/2003 a interessada protocolou pedido de desistência do recurso dirigido ao Presidente do Terceiro Conselho de Contribuintes. Desfez-se a lide, devendo ser obstada a providência determinada na referida Resolução pela perda de objeto deste processo. PERDA DE OBJETO DO PROCESSO. HOMOLOGOU-SE A DESISTÊNCIA
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10980.010714/98-61
anomes_publicacao_s : 200501
conteudo_id_s : 4404545
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-31.810
nome_arquivo_s : 30331810_124405_109800107149861_002.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 109800107149861_4404545.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, homologar a desistência do recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
id : 4692206
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043913142272
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T13:01:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T13:01:50Z; Last-Modified: 2009-08-07T13:01:50Z; dcterms:modified: 2009-08-07T13:01:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T13:01:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T13:01:50Z; meta:save-date: 2009-08-07T13:01:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T13:01:50Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T13:01:50Z; created: 2009-08-07T13:01:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-07T13:01:50Z; pdf:charsPerPage: 1465; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T13:01:50Z | Conteúdo => f' MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA - PROCESSO N° : 10980.010714/98-61 SESSÃO DE : 27 de janeiro de 2005 ACÓRDÃO N° : 303-31.810 RECURSO N° : 124.405 RECORRENTE : EMPRESA LAPEANA LTDA. RECORRIDA : DR.T/BRASÍLIA/DF INSUSBSISTÊNCIA DA RESOLUÇÃO N° 303-00.867. DESISTÊNCIA • VOLUNTÁRIA DO RECURSO. A 3" Câmara do Terceiro Conselho em Resolução exarada em 27/02/2003 havia convertido o julgamento em diligência para saneamento de questão relativa à garantia de instância, porém em 30/09/2003 a interessada gl• protocolou pedido de desistência do recurso dirigido ao Presidente do Terceiro Conselho de Contribuintes. Desfez-se a lide, devendo ser obstada a providência determinada na referida Resolução pela perda de objeto deste processo. PERDA DE OBJETO DO PROCESSO. HOMOLOGOU-SE A DESISTÊNCIA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, homologar a desistência do recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 27 de janeiro de 2005 • -IS DAUDT PRI --O Presidente fffe. NA I, LOIBMAN R. ato Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS (Suplente) e MARCIEL EDER COSTA. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MAr3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 124.405 ACÓRDÃO N° : 303-31.810 RECORRENTE : EMPRESA LAPEANA LTDA. RECORRIDA : DM/BRASÍLIA/DF RELATOR(A) : ZENALDO LOIBMAN RELATÓRIO E VOTO Ocorre que o recurso voluntário foi oportunamente oferecido e devidamente apreciado por esta 3' Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, que mediante a Resolução n° 303-00867, de 27.02.2003, decidiu converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que esclarecesse questão é relativa à garantia de instância e se fosse o caso promovesse saneamento no arrolamento de bens oferecidos em garantia. Antes mesmo que o processo chegasse a ser despachado para a repartição de origem, a DRF/Curitiba encaminhou para juntada aos autos o pedido de fls.101, formulado pelo representante legal da empresa interessada regularmente credenciado pela Procuração de fls.102, no sentido de desistir do recurso em causa, declarando sua renúncia em razão de opção exercida pela empresa quanto ao Programa de Parcelamento Especial instituído pela Lei 10.684/2003.que impõe a desistência de recursos interpostos e renúncia de quaisquer alegações de direito sobre as quais se funde o processo. Assim em decorrência da desistência do recorrente, desfez-se a lide. Em conseqüência se configura a perda de objeto deste processo não fazendo mais sentido o prosseguimento das providências determinadas pela Resolução 303-00.867. Pelo exposto proponho que seja declarada insubsistente a Resolução 303-00.867 pela perda de objeto deste processo, devendo ser homologada a desistência. Sala das Sessões, em 27 de janeiro de 2005 'MN k LOIBMAN - Relator 2 Page 1 _0000200.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10730.001849/2009-56
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2003
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ISENÇÃO.
As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68)
Numero da decisão: 2001-003.633
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luís Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202008
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2003 ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ISENÇÃO. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68)
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10730.001849/2009-56
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6281361
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2001-003.633
nome_arquivo_s : Decisao_10730001849200956.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : ANDRE LUIS ULRICH PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 10730001849200956_6281361.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luís Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
id : 8497527
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:15 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043925725184
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-03T18:30:40Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-03T18:30:40Z; Last-Modified: 2020-10-03T18:30:40Z; dcterms:modified: 2020-10-03T18:30:40Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-03T18:30:40Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-03T18:30:40Z; meta:save-date: 2020-10-03T18:30:40Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-03T18:30:40Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-03T18:30:40Z; created: 2020-10-03T18:30:40Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2020-10-03T18:30:40Z; pdf:charsPerPage: 2013; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-03T18:30:40Z | Conteúdo => S2-TE01 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10730.001849/2009-56 Recurso Voluntário Acórdão nº 2001-003.633 – 2ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 25 de agosto de 2020 Recorrente EDVALDO LOPES DA SILVA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2003 ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ISENÇÃO. As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF. (Súmula CARF nº 68) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luís Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 01 de dezembro de 2008, ano- calendário 2003, exercício 2004, da qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 190,90 , acrescido de multas de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimentos de pessoa jurídica, glosado em R$ 7.030,80. Ciente do lançamento, o Recorrente protocolou SRL (fl. 11) à DRF – Niterói, cujo provimento fora negado, mantendo o lançamento. Insatisfeito com a notificação de lançamento, o Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese, que os rendimentos tidos como omitidos correspondem a adicional por tempo de serviço e, portanto, não estão sujeitos a incidência de IRPF. O ora Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) documentos de identificação (fls. 08); (ii) bilhetes de pagamento (fl. 14 à 27) (iii) declaração de ajuste anual (fls. 28 a 30). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 00 18 49 /2 00 9- 56 Fl. 59DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.633 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10730.001849/2009-56 Na ocasião do julgamento da Impugnação apresentada pela ora Recorrente, a 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro, proferiu o acórdão nº 13-26.349 – 1ª Turma DRJ/RJ2, julgando improcedente a impugnação, por entender em suma, que não há hipóteses de isenção ou de não incidência do imposto de renda de pessoa física. Irresignado com o v. acórdão a quo, o Recorrente interpôs recurso voluntário para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando os motivos supracitados neste relatório. Voto Conselheiro André Luís Ulrich Pinto, Relator. O recurso é tempestivo, preenche os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Cinge-se a controvérsia sobre a omissão de rendimentos recebidos pelo Recorrente, que alega serem isentos por se tratarem de adicional por tempo de serviço. Assim, o Recorrente invoca a norma jurídica prescrita no art. 1º, III, “n”, da Lei nº 8.852/1994, que assim dispõe: Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: (...) III - como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei nº 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: (...) n) adicional por tempo de serviço; Ocorre que equivoca-se o Recorrente, uma vez que o enunciado prescritivo transcrito acima não veicula norma de isenção tributária, que, como é curial, deve ser interpretada de forma literal. Em verdade, no sistema do direito positivo não há qualquer norma que isente os valores recebidos a título de adicional por tempo de serviço. Por outro lado, é importante destacar que tais rendimentos se enquadram no conceito de renda e proventos de qualquer natureza e, portanto, devem ser oferecidos à tributação em razão do princípio da universalidade. Dessa forma, entendo que deve ser mantido o lançamento tributário. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negar-lhe provimento. Fl. 60DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art62 Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.633 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10730.001849/2009-56 (documento assinado digitalmente) André Luís Ulrich Pinto Fl. 61DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10580.726968/2009-86
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006
IRPF. ABONO PERCEBIDO PELOS INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA (LEI ESTADUAL nº 20/2003)
As verbas percebidas pelos Membros do Ministério Público do Estado da Bahia, resultantes da diferença apurada na conversão de suas remunerações da URV para o Real, ainda que recebidas em virtude de decisão judicial e reconhecida por lei expressa, têm natureza salarial e, portanto, estão sujeitas à incidência de Imposto de Renda. Precedentes do C. STJ e deste E. Sodalício.
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL.
Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-000.992
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos REJEITAR as preliminares e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. Quanto à multa, vencida, em parte, a Conselheira Lúcia Reiko Sakae que afastava a multa de ofício com a aplicação da multa de mora.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 26 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 IRPF. ABONO PERCEBIDO PELOS INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA (LEI ESTADUAL nº 20/2003) As verbas percebidas pelos Membros do Ministério Público do Estado da Bahia, resultantes da diferença apurada na conversão de suas remunerações da URV para o Real, ainda que recebidas em virtude de decisão judicial e reconhecida por lei expressa, têm natureza salarial e, portanto, estão sujeitas à incidência de Imposto de Renda. Precedentes do C. STJ e deste E. Sodalício. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício. Recurso provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10580.726968/2009-86
conteudo_id_s : 5252782
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.992
nome_arquivo_s : Decisao_10580726968200986.pdf
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 10580726968200986_5252782.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos REJEITAR as preliminares e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. Quanto à multa, vencida, em parte, a Conselheira Lúcia Reiko Sakae que afastava a multa de ofício com a aplicação da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4876990
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:04 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043926773760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2082; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 228 1 227 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.726968/200986 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280200.992 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2011 Matéria IRPF Recorrente AURIMAR SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006 IRPF. ABONO PERCEBIDO PELOS INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA (LEI ESTADUAL nº 20/2003) As verbas percebidas pelos Membros do Ministério Público do Estado da Bahia, resultantes da diferença apurada na conversão de suas remunerações da URV para o Real, ainda que recebidas em virtude de decisão judicial e reconhecida por lei expressa, têm natureza salarial e, portanto, estão sujeitas à incidência de Imposto de Renda. Precedentes do C. STJ e deste E. Sodalício. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos REJEITAR as preliminares e, no mérito, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do relator. Quanto à multa, vencida, em parte, a Conselheira Lúcia Reiko Sakae que afastava a multa de ofício com a aplicação da multa de mora. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. Fl. 228DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN 2 (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 26/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Lúcia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Pela fidelidade do quanto passado no feito, adoto o relatório elaborado pela d. DRJ, por ocasião do julgamento da Impugnação apresentada: “Tratase de auto de infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física –IRPF correspondente aos anos calendário de 2004, 2005 e 2006, para exigência de crédito tributário, no valor de R$ (...) incluída a multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes no auto de infração, o crédito tributário foi constituído em razão de ter sido apurada classificação indevida de rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual como sendo rendimentos isentos e não tributáveis. Os rendimentos foram recebidos do Ministério Público do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”, em 36 (trinta e seis) parcelas no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, em decorrência da Lei Estadual da Bahia nº 20, de 08 de setembro de 2003. As diferenças recebidas teriam natureza eminentemente salarial, pois decorreram de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1994, conseqüentemente, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento. Na apuração do imposto devido não foram consideradas as diferenças salariais que tinham como origem o décimo terceiro salário, por estarem sujeitas à tributação exclusiva na fonte, nem as que tinham como origem o abono de férias, em atendimento ao despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 16 de novembro de 2006, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ nº 2.140/2006. Foi atendido, também, o despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 11 de maio de 2009, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ nº 287/2009, que dispõe sobre a forma de apuração do imposto de renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal e apresentou impugnação, alegando, em síntese, que: a) o lançamento fiscal teve como objeto verbas recebidas pelo impugnante a título de diferenças de URV, que não representaram qualquer acréscimo patrimonial, mas sim o ressarcimento por erro cometido pela fonte pagadora no cálculo da remuneração paga no período de 1º de abril de 1994 a 31 de agosto de 2001; b) o referido erro ocorreu no procedimento de conversão de cruzeiro real para URV a que eram submetidos os salários pagos aos membros do Ministério Público Estadual. Tal procedimento tinha o intuito de preservar o ganho mensal, compensando as perdas em face dos altos índices de inflação, o que evidencia a feição indenizatória da URV; c) o acordo para o pagamento das diferenças de URV se deu através da Lei Fl. 229DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN Processo nº 10580.726968/200986 Acórdão n.º 280200.992 S2TE02 Fl. 229 3 Estadual Complementar nº 20, de 08 de setembro de 2003, tendo o impugnante recebido tais valores ao longo dos anos de 2004, 2005 e 2006; d) a referida diferença consistiu apenas em correção do capital, ou seja, recomposição de quantias que deveriam integrar a remuneração ao longo do tempo passado. Não correspondeu a qualquer permuta do trabalho/serviço por moeda que configurasse a natureza salarial. Assim, por ser mera atualização do principal, e por não ter sido implementada em tempo certo, não deveria ser levada à tributação, haja vista o entendimento doutrinário e jurisprudencial, que veda a tributação da correção monetária; e) a mera correção monetária não aumenta ou acresce patrimônio do contribuinte, apenas lhe torna indene das perdas inflacionárias, portanto, não integra a base de cálculo do imposto de renda; f) havia um evidente caráter compensatório da URV desde sua gênese, e as diferenças recebidas representaram uma reparação por danos, tendo clara natureza de indenização, e não de salário. Dessa maneira, por não caracterizar aumento patrimonial, a verba recebida não subsume nos conceitos de renda e proventos de qualquer natureza, previstos no art. 43 do CTN; g) o STF, através da Resolução nº 245, de 2002, deixou claro que o abono conferido aos magistrados federais em razão das diferenças de URV tem natureza indenizatória, e que por esse motivo está isento da contribuição previdenciária e do imposto de renda; h) apesar da citada resolução ter sido dirigida à magistratura federal, é impositiva e legítima a equiparação do tema por analogia às verbas recebidas pelos magistrados estaduais, conforme preceitua o art. 108 do CTN. Negar o caráter indenizatório destas verbas é afrontar o princípio constitucional da isonomia, não só na sua concepção geral, mas, também, no que tange a tratamento diferenciado entre membros do Ministério Público Federal da União e Estadual. Viola, também, o disposto no inciso II do art. 150 da Constituição Federal que proíbe o tratamento desigual entre os contribuintes que se encontrem em situação equivalente; i) o Estado da Bahia abriu mão da arrecadação do imposto ao estabelecer no art. 3º da Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, a natureza indenizatória da verba paga. Implementou todos os pagamentos sem qualquer retenção de IR e informou aos beneficiários dos rendimentos a natureza desta parcela como indenizatória; j) o sujeito passivo da obrigação de tributária, na condição de responsável, era a fonte pagadora, que estava obrigada a reter o imposto. Desta forma, a discussão acerca da classificação dos rendimentos pagos deveria ser travada entre o fisco federal e a fonte pagadora. Entretanto, não se instaurou qualquer procedimento fiscal contra a fonte pagadora, mas sim contra o impugnante, que sofreu os dissabores e ônus da ação fiscal, inclusive com a imposição de multa de ofício e juros moratórios; l) de forma transversa o Estado Membro devedor da obrigação mensal de retenção não exauriu sua obrigação e gerou para o contribuinte o dever de pagar mais imposto; conseqüentemente o Estado se beneficia com os acréscimos que sua inação causou. Assim, ao lançar o tributo nos termos da autuação gera quebra da capacidade contributiva do signatário; m) o impugnante não agiu com intuito de fraude, simulação ou conluio, simplesmente seguiu a informação prestada pela fonte pagadora, e fez constar em suas declarações de rendimentos relativas aos períodos bases de 2004 a 2006 as parcelas recebidas como isentas de tributação. Isto posto, mantida a exigência fiscal, devese observar o princípio da boafé, da qual estava imbuído o impugnante, e afastar a exigência da multa de ofício e juros de mora; n) a informação prestada pela fonte pagadora estava fundamentada na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, que dispunha acerca da natureza indenizatória das diferenças de URV. Portanto, os valores declarados pelo impugnante tratase de informação lastreada em ato normativo expedido por autoridade administrativa, que se enquadra na hipótese do inciso I do art. 100 do CTN. Assim, de acordo com o parágrafo único do mesmo artigo, devem ser afastados a multa de ofício e os juros de mora; o) o lançamento fiscal tributou isoladamente os rendimentos apontados como omitidos, deixando de considerar os rendimentos e deduções já declarados, Fl. 230DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN 4 conforme determina o art. 837 do RIR/1999. Caso fosse mantida a tributação das verbas recebidas, caberia sujeitálas ao ajuste anual, o que resultaria em um imposto devido menor; p) nos anos de 1994 e 1998, a alíquota do imposto de renda que vigorava era de 25%, e não as alíquotas de 26,6% e 27,5% aplicadas no lançamento fiscal; q) parte dos valores recebidos a título de URV se referia à correção incidente sobre 13º salários e férias indenizadas (abono férias), que respectivamente estão sujeitas à tributação exclusiva e isentas, conseqüentemente, mesmo que prevalecesse o entendimento do órgão fiscalizador, caberia a exclusão de tais parcelas na apuração da base de cálculo sujeita ao lançamento fiscal; r) os juros de mora constantes no cálculo da diferença de URV representam um indenização pelos danos emergentes do não uso do patrimônio. Assim, os juros de mora têm natureza distinta da originária do principal ao qual incidiu acessoriamente, porque não se constituíram em aquisição de disponibilidade de renda, produto do trabalho remunerado pelo Estado da Bahia;”. Perante o órgão colegiado a quo, a ação fiscal foi julgada procedente e o crédito tributário mantido, sob o fundamento de que as verbas recebidas pelos Membros do Ministério Público do Estado da Bahia, em decorrência da Lei Estadual nº 20, de 08 de setembro de 2003, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, por se revestirem de natureza salarial, além de não acolher o pleito subsidiário de exclusão da multa punitiva, por se tratar de aplicação de sanção na qual não haveria de se considerar a intenção do agente na prática infracional. Inconformada, a recorrente interpôs Voluntário com vistas a obter a reforma do julgado, com fulcro nas mesmas razões já apresentadas por ocasião da Impugnação. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández Relator O recurso é tempestivo e atende a todos os requisitos para fins de admissibilidade; por isso, dele conheço. Passo, de pronto, à análise das preliminares argüidas. Alega o Recorrente em Voluntário, nulidade do lançamento, por deficiência na fundamentação, em razão da ausência de análise, pelo colegiado a quo, sobre a falta de legitimidade da União para figurar no pólo ativo da relação tributária do IRRF e por não abordar a alegada quebra da capacidade contributiva da recorrente. Sem razão. A decisão colegiada de 1º grau enfrentou a infundada alegação sobre a ilegitimidade ativa da União Federal, ainda que resumidamente; portanto, é de se constatar que houve a sucinta, porém, suficiente abordagem, sendo desnecessário exigir do órgão julgador fundamentação exaustiva, conforme pretendido. A constatação do quanto afirmado se dá pela simples leitura de trecho da decisão atacada a seguir transcrito: Fl. 231DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN Processo nº 10580.726968/200986 Acórdão n.º 280200.992 S2TE02 Fl. 230 5 Além disso, cabe observar que a exigência em foco se refere ao imposto de renda incidente sobre rendimentos da pessoa física e não ao IRRF que deixou de ser retido indevidamente pelo Estado da Bahia. Portanto, tanto a exigência do tributo, quanto o julgamento do presente lançamento fiscal, é da competência exclusiva da União. (fl. 129, destaques meus). Para evitar qualquer argüição quanto a não apreciação do pleito de ilegitimidade ativa da União Federal para exigir imposto de renda retido na fonte, é de ressaltar que a prerrogativa dada pelo artigo 157, I, da Constituição Federal, aos Estados, em arrecadar em definitivo o IRRF sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem, apenas implica em dispositivo relativo a repartição constitucional de receitas tributárias, sem qualquer implicação quanto à legitimidade ativa da União para exigir o IRPF por meio de Auto de Infração. Nesse sentido, Leandro Paulsen: "O art. 157, I e o art. 158, I, são dispositivos que tratam da repartição de receitas tributárias. Não cuidam, de modo algum, de distribuição de competência tributária. A competência para instituição do IR é da União (art. 153, III), que o faz por lei federal. O sujeito ativo é, também, a União, sendo tal tributo administrado pela SRF. Os Estados, o DF e os Municípios são simples destinatários do produto da arrecadação do imposto que incide na fonte sobre a renda e proventos pagos por eles. Nesses casos, aliás, os Estados, DF e Municípios figuram enquanto substitutos tributários (obrigados à retenção e ao recolhimento do IR na qualidade de empregadores como qualquer outra pessoa jurídica), mas, em seguida à retenção, em vez de recolherem em favor da União, farão o recolhimento em seu próprio favor em face de serem destinatários constitucionais da respectiva receita." (Direito Tributário Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, Livraria do Advogado Editora, 12ª edição, 2010, pág. 419). No mesmo sentido, TRF da 3ª Região (processo n. 0012157 87.2003.4.03.6108, j. em 30/03/2011. Quanto ao não enfrentamento expresso do alegado desrespeito à capacidade contributiva, é de se constatar que a adoção da premissa pelo órgão julgador a quo, de que as verbas impugnadas possuem natureza salarial, prejudicou a análise do argumento, além de ser pacífico o entendimento do C. STJ, no sentido de que “o órgão julgador não está obrigado a se manifestar sobre todos os argumentos expostos pelas partes” (AgRg no Ag 1401739/RJ. DJe 29/06/2011) desde que adote fundamentação suficiente para o efetivo julgamento da lide, da forma como feito. Aliás, as nulidades argüidas por ocasião da Impugnação e abordadas na decisão a quo, se repetem nas razões do Voluntário, de sorte a rejeitálas sob os mesmos argumentos. Conforme razões expostas na decisão ora recorrida e não ilididas pelo contribuinte “(...) o imposto de renda devido foi apurado com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referiam tais rendimentos, conforme dispõe o Parecer PGFN/CRJ nº 287/2009”. Na mesma toada, rejeito as alegações de que foram aplicadas alíquotas incorretas Fl. 232DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN 6 nos anoscalendários 1994 e 1998, apontadas em planilha, pois corretamente aplicadas as alíquotas em vigor à época dos fatos. Do mesmo modo, não é de se acolher a alegação de que a tributação se deu isoladamente, a resultar em imposto maior do que o devido. Isto porque, nos respectivos anos calendários, as bases de cálculo declaradas já sujeitavam o contribuinte ora recorrente à incidência do imposto de renda em sua alíquota máxima, bem como, já tinham sido aproveitadas as parcelas a deduzir previstas legalmente. Logo, nos termos da decisão guerreada, o “imposto apurado mediante aplicação direta da alíquota máxima sobre os rendimentos omitidos coincide com o imposto apurado com base na tabela progressiva sobre a base de cálculo ajustada em razão da omissão.” (fl. 127). Ademais, não é de ser acolhida a alegação de que parcelas dos valores recebidos a título de URV se referiam à correção incidente sobre férias indenizadas e 13º salário. Isso porque, confrontando as planilhas de cálculo da diferença de URV emitida pelo Ministério Público, às fls. 19/21, com o demonstrativo de apuração do imposto de renda elaborado pela fiscalização, à fl. 12, verificase que tais parcelas não foram incluídas no lançamento fiscal. Passo ao mérito. Com a ressalva do meu entendimento pessoal já exposto em julgados anteriores, voto no sentido de acompanhar o entendimento desta C. Turma. Com efeito, em que pese a expressa qualificação legal dada aos rendimentos pela lei baiana, o C. Superior Tribunal de Justiça tem reiteradamente decidido, em casos análogos, que os valores referentes ao pagamento da diferença da URV (11,98%) têm natureza remuneratória, constituindo, assim, fato gerador do imposto de renda, nos termos do art. 43, inciso I, do CTN (RMS nº 19.088/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJ de 20/04/2007; RMS nº 19.089/DF, Rel. Min. JOSÉ DELGADO, DJ de 20/02/2006; RMS nº 19.196/MS, Rel. Min. JOSÉ DELGADO, DJ de 30/05/2005; RMS 27.847/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 03/08/2010, DJe 16/08/2010; AgRg no Ag 1281129/PE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 22/06/2010, DJe 01/07/2010; ). Esse posicionamento foi reafirmado em recente julgado da Segunda Turma do STJ, Relator Ministro Herman Benjamin, cuja ementa é a seguir transcrita: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DIFERENÇA SALARIAL DECORRENTE DA CONVERSÃO DA URV (11,98%). INCIDÊNCIA. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmouse no sentido de que as verbas percebidas por servidores públicos resultantes da diferença apurada na conversão de suas remunerações da URV para o Real têm natureza salarial e, portanto, estão sujeitas à incidência de Imposto de Renda e de Contribuição Previdenciária. 2. Agravo Regimental não provido. AgRg no REsp 1235069/MA AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2011/00175830. j. em 24/05/2011 . DJe 30/05/2011. Pela clareza do quanto decidido, transcrevo trecho de voto do Ministro José Delgado, no RMS 19.196/MS, a seguir: Fl. 233DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN Processo nº 10580.726968/200986 Acórdão n.º 280200.992 S2TE02 Fl. 231 7 “8. Inferese dos autos que as quantias foram pagas em razão das diferenças retroativas da URV, devidamente corrigidas pelo IGPMFGV, referentes ao período de 01 de janeiro de 1996 a 31 de dezembro de 2000, que corresponde aos cinco anos anteriores à decisão em que foi reconhecido o pagamento correspondente a 11,98% (onze vírgula noventa e oito por cento) decorrentes da implantação da URV. 9. Ora, vêse claramente que as quantias foram recebidas em decorrência de diferenças não recebidas durante interregno antes mencionado, e que foram recompostas por decisão judicial. 10. Evidente, pois, que tais verbas são derivadas de benefício nitidamente salarial. 11. A incidência da tributação deve obediência estrita ao princípio da legalidade, e, conforme bem esposado pelo Exmo. Des. Relator do acórdão recorrido, a definição prevista no inciso I, do artigo 43 do CTN se subsume ao caso em questão, isto porque, as quantias percebidas pelos recorridos são produto do trabalho, e do trabalho não nascem indenizações. 12. Ademais, o conceito de acréscimos patrimoniais abarca salários e abonos e vantagens pecuniárias.(...)” Logo, ainda que recebidas em virtude de decisão judicial, insuficiente a qualificação de verbas indenizatórias dada pelo art. 2º da Lei Estadual nº 20/2003, para excluir os rendimentos recebidos (principais e acessórios) da tributação pelo imposto de renda pessoa física, sob pena de ofensa à universalidade a que se refere o § 1o do artigo 43 do CTN e inciso I, § 2º, do artigo 153 da CF/88 (“A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento ...”). Entretanto, voto pela exclusão da multa de ofício, pelo fato de que o não recolhimento do IRPF se deu pela classificação dada aos rendimentos pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Logo, a exegese da fonte pagadora ao considerar a verba não tributável foi decisiva para a conduta do recorrente, que nada mais fez do que declarar o rendimento de acordo com a mesma natureza atribuída pela fonte pagadora, sem incorrer em qualquer das modalidades de culpa exigidas para a tipificação da conduta infracional. Nesse caso, cabível a exoneração, exclusivamente, da multa de oficio em decorrência do erro escusável induzido pela interpretação errônea dada pela fonte pagadora (processo 17883.000287/200503, rel. Jorge Cláudio Duarte Cardoso). Conforme lição do saudoso Ruy Barbosa Nogueira: "... o que o art. 136, em combinação com o item III do art. 112, deixa claro, é que para a matéria da autoria, imputabilidade ou punibilidade, somente é exigida a intenção ou dolo para os casos das infrações fiscais mais graves e para as quais o texto da lei tenha exigido esse requisito. Para as demais, isto é, não dolosas, é necessário e suficiente um dos três graus de culpa. De tudo isso decorre o princípio fundamental e universal, segundo o qual se não houver dolo nem culpa, não existe infração da Fl. 234DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN 8 legislação tributária." (Ruy Barbosa Nogueira, Curso de Direito Tributário, 14' edição, Ed. Saraiva, 1995, p. 106/107. (Destaques meus). No mesmo sentido os seguintes acórdãos deste C. Sodalício: 10616801, 10616360 e 19600065, cujas ementas são a seguir reproduzidas: “(...) MULTA DE OFÍCIO EXCLUSÃO Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. (...)” (acórdão 10616801, de 06/03/2008, da 6ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes,relator Conselheiro Luiz Antonio de Paula).” “(...) MULTA DE OFICIO CONTRIBUINTE INDUZIDO A ERRO PELA FONTE PAGADORA Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. (...) (Acórdão n° 10616360, sessão de 23/01/2008, relator o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos).” “(...) MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.(...)” (acórdão nº 196.00065, de 2/12/2008, da 6ª Turma Especial do 1º Conselho de Contribuintes, conselheira relatora, Valéria Pestana Marques).” Na mesma toada, o C. Superior Tribunal de Justiça, ao admitir a exigência do imposto e a exclusão da multa, em casos semelhantes ao ora posto em julgamento: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. IMPORTÂNCIAS PAGAS EM DECORRÊNCIA DE SENTENÇA TRABALHISTA. IMPOSTO DE RENDA. RESPONSABILIDADE PELA RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IMPOSTO. AFASTAMENTO DA MULTA PREVISTA NO ART. 4º, INCISO I, DA LEI N. 8.218/91. A falta de cumprimento do dever de recolher na fonte, ainda que importe em responsabilidade do retentor omisso, não exclui a obrigação do pagamento pelo contribuinte, que auferiu a renda, de oferecêla à tributação, por ocasião da declaração anual, como aliás, ocorreria se tivesse havido recolhimento na fonte. Em que pese o erro da fonte não constituir fato impeditivo de que se exija a exação daquele que efetivamente obteve acréscimo patrimonial, não se pode chegar ao extremo de, ao afastar a responsabilidade daquela, permitir também a cobrança de multa deste. Recurso especial provido em parte para afastar a multa aplicada. REsp 439142/SC. RECURSO ESPECIAL Fl. 235DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN Processo nº 10580.726968/200986 Acórdão n.º 280200.992 S2TE02 Fl. 232 9 2002/00666692, Min Fraciulli Netto, 2ª Turma, DJ 25/04/2005 p. 267.(destaques meus). Ante o exposto, rejeitadas as preliminares argüidas, conheço do recurso voluntário e no mérito lhe dou parcial provimento, apenas para excluir da multa de ofício, sem restabelecer a multa de mora. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 236DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN 10 Fl. 237DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN Processo nº 10580.726968/200986 Acórdão n.º 280200.992 S2TE02 Fl. 233 11 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 26 de junho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 238DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por GERMAN ALEJAN DRO SAN MARTIN FERN
score : 1.0
Numero do processo: 10183.006130/2005-21
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.467
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento ern diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200808
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10183.006130/2005-21
anomes_publicacao_s : 200808
conteudo_id_s : 6778241
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 27 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.467
nome_arquivo_s : 30301467_10183006130200521_200808.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
nome_arquivo_pdf_s : 10183006130200521_6778241.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento ern diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 14 00:00:00 UTC 2008
id : 4622717
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:20 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043932016640
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-09T12:57:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-09T12:57:18Z; Last-Modified: 2013-10-09T12:57:18Z; dcterms:modified: 2013-10-09T12:57:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a7019d44-cd92-4df6-a55f-c62d3cd97928; Last-Save-Date: 2013-10-09T12:57:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-09T12:57:18Z; meta:save-date: 2013-10-09T12:57:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-09T12:57:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-09T12:57:18Z; created: 2013-10-09T12:57:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2013-10-09T12:57:18Z; pdf:charsPerPage: 844; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-09T12:57:18Z | Conteúdo => Processo n° Recurso ri° Assunto Resoluerio n° Data Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA CC03/CO3 Fls. 254 10183.006130/2005-21 137877 Solicitação de Diligência 303-01.467 14 de agosto de 2008 J MANSUR PECUÁRIA PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS LIDA DRJ-CAMPO GRANDE/MS RESOLUÇÃO IV- 303-01.467 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento ern diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. ANELIS DAUDT PRIETO LUIS ARCELO GUERRA DE CASTRO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Tardsio Campelo Borges. Processo n.° 10183.00613012005-21 Resoluvâo n.° 303-01.467 CC03/CO3 Fls. 255 RELATÓRIO Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou a decisão recorrida, que passo a transcrever: Trata o presente processo do Auto de Infração/Anexos, fls. 01/09, através do qual se exige, da interessada, o Imposto Territorial Rural – ITR, relativo ao exercício de 2001, no valor original de R$ 2.652.095,16, acrescido de juros moratórios e multa de oficio, incidente sobre o imóvel rural denominado "Fazenda Taquaral", com NIRF – Número do Imóvel na Receita Federal – 1.931.203-2, localizado no município de Bardo de Melgaço/MT. 2. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal de ,f1s. 06/07, foram glosadas as áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada informadas na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial – DITR (DIAC/DIAT), em virtude do não cumprimento dos requisitos estabelecidos para permitir sua exclusão da incidência do imposto. 3. As alterações no cálculo do imposto estão demonstradas à fl. 02. As glosas efetuadas culminaram com a redução do grau de utilização de 80,9% para 20,2%, com a conseqüente alteração da aliquota aplicável do imposto, de 0,45% para 20,00%, conforme a tabela mencionada no art. 1/ da Lei n° 9.393/96. Ainda foi alterada a área do imóvel de 33.550,0 ha para 47.132,4 ha. Conseqüentemente, a área tributável sofreu aumento de 11.775,0 ha para 47.132,4 ha, com substituição do VTN informado na DITR pelo constante no laudo. 4. A interessada apresentou impugnação tempestivamente, fis. 110/148, esboçando, resumidamente, seus argumentos como segue abaixo: Que apresentou Declaração do Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural relativa ao exercício 2002, onde efetuou o pagamento do imposto devido e declarado no prazo estabelecido pela legislação tributária, estando em dia corn todos os tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. Recebeu Intimação da Delegacia da Receita Federal em Cuiabá/MT, para apresentar o Ato Declaratório Ambiental — ADA, bem como Certidão de Matrícula do Imóvel contendo a respectiva averbação da Reserva Legal, no Registro de Imóveis e Certidão do IBAMA/Órgão ligados ei preservação ambiental, bem como Laudo Técnico de Avaliação para comprovar o Valor da Terra Nua informado. Embora tendo apresentado a documentação foi efetuado lançamento suplementar através da lavratura do Auto de Infração, no montante de R$ 2.846.618,57 (dois milhões oitocentos e quarenta e seis mil 2 Processo n.° 10183.006130/2005-21 Resolução n.° 303-01.467 seiscentos e dezoito reais e cinqüenta e sete centavos), sendo R$ 1.141.569,89 (um milhão cento e quarenta e um mil quinhentos e sessenta e nove reais e oitenta e nove centavos), de imposto, acrescido de juros de mora de R$ 848.871,37 (oitocentos e quarenta e oito mil oitocentos e setenta e um reais trinta e sete centavos), e multa de R$ 856.177,41 (oitocentos e cinqüenta e seis mil cento e setenta e sete reais e quarenta e um centavos). 0 Auto de Infra cão carece ser anulado, por falta de amparo legal, pois foram desconsideradas as áreas de preservação permanente e utilização limitada como não tributáveis. Transcreveu o Artigo 15° de Decreto n° 70.235/72. Omissis. Ficou constatado que a contribuinte não faz jus à isenção relativa as áreas de preservação permanente e utilização limitada, devendo tais áreas ser consideradas como Áreas não Utilizadas, refletindo no grau de utilização, que foi alterado de 80,9% para 20,2%, com a aplicação da conforme tabela progressiva em vigência. As informações constantes no Laudo Técnico, com relação a distribuição das áreas do imóvel e sua utilização são verdadeiras e fidedignas. O lançamento é o meio pelo qual a autoridade administrativa, verifica a ocorrência do fato imponivel e torna exigível a obrigação tributária. Transcreveu o art. 142 do Código Tributário Nacional e 37 da Constituição Federal. Omissis. Citou lições de Paulo de Barros Carvalho, Rui Barbosa Nogueira e Hely Meirelles. A Lei 9.784/99 regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, assegurando em seu artigo 2° e incisos, 04 (quatro) princípios e critérios que devem ser observados para preservar os direitos dos administrados para melhor cumprimento da finalidade da Administração. O Ministério Público está legitimado a ajuizar todas as medidas cabíveis para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais. Com a Constituição de 1988 restou garantido, no art. 5° LV, o contraditório e a ampla defesa a todos os litigantes, seja no processo judicial, ou no administrativo. Ao contribuinte deverá estar assegurado o direito de defender-se corn as provas que, obviamente, lhe dizem respeito. O ônus da prova não está adstrito somente ao interessado, mas também a Fazenda a Fazenda Pública. A área correta do imóvel é 33.550 ha, e não 47.132,4 ha, como considerado no lançamento, pois é resultante da soma das matriculas 9.185; 9.186; 42.560; 50.143; 56.251; 56.253 e 56.429 do Cartório de Registro de Imóveis de Cuiabá/MT, 5° oficio. CC03/CO3 Fls. 256 3 Processo n.° 10183.006130/2005-21 Resoluvao n.° 303-01.467 CC03/CO3 Fls. 257 As matriculas de n.° 9.184 e 54.105 compõem a denominado Fazenda Pindaival, devidamente Federal sob o NIRF 4.912.639-3. As Fazendas: Pindaival (NIRF 4.912.639-3) 1.931.203-2). encontram-se rigorosamente em administrados pela SRF. area do imóvel rural inscrito na Receita e Taquaral (NIRF dia com os tributos Transcreveu o artigo 10 da Lei n°9.393/1996. Omissis. No imóvel existem as areas de reserva legal, recoberta de vegetação nativa e preservação permanente, córregos e rios, etc... Transcreveu os artigos 225 da Constituição Federal de 1988 e o 16 da Lei n° 4.771/65. Omissis. 0 entendimento dos Tribunais Superiores tern sido no sentido de que a aceitação de comprova cão das areas de preservação permanente e utilização limitada é feita com documentos e meios de que dispõe o interessado e não com aqueles exigidos pela fiscalização da SRF, inclusive para justificar tal assertiva, citou a decisão proferida nos autos de Recurso Especial, sob n.° 587.429 — AL (STI — Superior Tribunal de Justiça..). A Legislação do ITR não prevê averbagio da area de reserva legal et margem da inscrição da matricula do imóvel para concessão de isenção, à época do fato gerador do ITR. Tal situação ocorreu somente com a edição do Decreto n°4.382/2002, no art. 12 ,¢ 10. Há divergência no entendimento da legislação estadual e federal, no Mato Grosso, no tocante à averbagdo das areas de reserva legal e preservação permanente, inclusive cita artigo de Tiago Trentinella. Omissis. De acordo com as matriculas n. °s 9.185, 9.186 e 42.560, a reserva legal relativa ao imóvel corresponde a 20%, averbada em 1996. As areas de preservação permanente, bem como a area de Reserva Florestal Legal do imóvel corresponde a 50% da area total do imóvel, declaradas na DIAT do ITR 2001, devendo ser aceita como isenta. Transcreveu várias ementas de acórdãos do Conselho de Contribuinte. Omissis. Em não sendo consideradas as areas de preservação permanente e utilização limitada, houve reflexo no grau de utilização do imóvel, que foi alterado para 20,2%. Transcreveu o artigo 161 do Código Tributário Nacional. Omissis. Apresentou Laudo Técnico, onde utilizou método comparativo para comprovar as areas de preservação permanente e utilização limitada e o valor da terra nua do imóvel. Deve ser considerado como VTN o valor declarado na DIRPF, na Escritura Pública de Compra e Venda, uma vez que foi efetuada a avaliação do imóvel para fins de recolhimento de ITB1 (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). 4 Processo n.° 10183.006130/2005-21 Resolução n.° 303-01.467 CC03/CO3 Fls. 258 Transcreveu várias ementas de acórdãos sobre o assunto. Omissis. ilegal e injusta a cobrança de juros e da multa de mora, vez que não havia que se falar em lançamento suplementar mediante a lavratura do Auto de Infração, em virtude de encontrar-se suspensa por form da impugnação apresentada. REQUER: Seja apreciado e aceito o Laudo Técnico apresentado, para comprovação das áreas de preservação Permanente e Reserva Legal, por refletir a real situa cão do imóvel; Que seja considerado o VTN constante da DIRRI ou da Escritura Pública de Venda e Compra.' Que seja desconstituido o Auto de Infração, por fundamentar-se no uso do solo atribuído ex-officio, diferente da realidade fcitica existente no imóvel; Sejam também cancelados o imposto, a multa e os juros moratórios, por estarem desprovidos de amparo legal; Sendo dado outro entendimento ao caso, o que não se espera, sejam consideradas as áreas de Preservação Permanente e Reserva legal como inaproveitáveis; Finalmente, requer o encerramento e arquivamento do presente procedimento fiscal, expedindo-se após as certidões negativas. Ponderando os fundamentos expostos na impugnação, decidiu o órgão julgador de la instância, nos termos do voto do relator, considerar a exigência integralmente procedente, conforme se observa na leitura da ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2002 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não restando comprovada a ocorrência de preterição do direito de defesa nem de qualquer outra hipótese expressamente prevista na legislação, não há que se falar em nulidade do lançamento. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA, Se o autuado revela conhecer as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo-as de forma meticulosa, com impugnação que abrange questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. Constitucionalidade de Lei 5 Processo n.° 10183.006130 12005-21 Resolução n.° 303-01.467 CC03/CO3 Fls. 259 As autoridades e órgãos administrativos não possuem competência para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo. ATO DECLARA TÓRIO AMBIENTAL. É necessário que o contribuinte protocolize o ADA no Ibama ou em órgãos ambientais estaduais delegados por meio de convênio, no prazo de até 06 (seis) meses, contado a partir do término do prazo fixado para a entrega da declaração, para que as áreas de Preservação Permanente e de Utilização Limitada possam ser excluídas da incidência de ITR. MULTA DE OFÍCIO — JUROS — TAXA SELIC A obrigatoriedade da aplicação da multa de oficio, nos casos de informação inexata na declaração, e os acréscimos do imposto com juros de mora equivalentes it taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC decorrem de lei. VALOR DA TERRA NUA 0 valor da terra nua, apurado pela fiscalização, em procedimento de oficio nos termos do art. 14 da Lei 9.393/96, não é passível de alteração, quando o contribuinte não apresentar elementos de convicção que justifiquem reconhecer valor menor. Lançamento Procedente Mantendo sua irresignação, comparece a recorrente aos autos para, em sede de Recurso Voluntário, sinteticamente, reiterar suas razões de inconformidade e pugnar pela reforma da decisão de 1a instancia no que se refere a: a) revisão da dimensão do imóvel; e b) comprovação das areas de reserva legal e de preservação permanente. o Relatório. e 6 Processo n.° 10183.006130/2005-21 Resolução n.° 303-01.467 CCONC03 Fls. 260 VOTO Conselheiro LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Relator O recurso é tempestivo: conforme se observa no AR de fl. 203, a recorrente tomou ciência da decisão de 1 3 instância em 18/10/2006 e, no protocolo de fl. 205, apresentou suas razões de recurso em 08/11/2006. Preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, dele se deve tomar conhecimento. Observando-se que não mais persiste o litígio em torno do Valor da Terra Nua, cabe a este colegiado enfrentar os três pontos em que remanesce a inconformidade do sujeito passivo: a divergência entre dimensão do imóvel declarada e a apurada pelo Fisco; a comprovação das Areas de preservação permanente; bem assim a data da constituição de área de reserva legal. Com relação a tais rubricas, faço coro com as autoridades recorridas no sentido de que, sem a discriminação dos fatores considerados para a determinação do quantitativo das áreas isentas, em especial as de preservação permanente, não há como se reconhecer suas conseqüências para o cálculo do imposto, máxime quando existe uma divergência conceitual entre a legislação ambiental do ente federado de situação do imóvel e o Código Florestal. Cabe aqui relembrar que, nos termos do que dispõe o art. 10, parágrafo 1 0, inciso II, "a", da Lei ri° 9.393, de 1996 1 , para efeito de cálculo do ITR, somente serão excluídas as Areas assim consideradas pelo Código Florestal (Lei n° 4.771, de 1965). Discordo, entretanto, no que se refere às conseqüências da suposta incongruência contida no laudo colacionado aos autos, especialmente porque não ficou demonstrado que tenha sido oferecida oportunidade para que a recorrente, após a agregação das matriculas que não fizeram parte da DITR alvo de ação fiscalizadora, produzisse laudo que discriminasse o total das areas consideradas pelo Fisco quando do cálculo do ITR complementar alvo do presente litígio. Penso, nessa esteira, que a busca da verdade material, elemento norteador do processo administrativo fiscal e, em Ultima análise, do cumprimento dos princípios norteadores da administração pública gizados no art. 37 da Magna Carta de 1988, reclama que se converta o presente processo em diligência, a fim de que seja complementado o laudo técnico apresentado, apontando as características das frações de todo o imóvel considerado pelo fisco (soma das fazendas taquaral e pindaival) que justificariam o seu enquadramento como de área de preservação permanente. Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condiç6es estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1 0 Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-A: (...) II - área tributável, a Area total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°4,771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Processo n.° 10183.006130/2005-21 Resoluçâo n.° 303-01.467 CC03/CO3 Fls. 261 Deverá ser, indicada, portanto, cada fração do imóvel, repita-se, considerado na DITR e agregado por ocasião da ação fiscal, que reúna uma das seguintes características, extraídas do art. 2° Código Florestal: Art. 2° Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura minima será: (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) 1 - de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura; (Redação dada pela Lei n" 7.803 de 18.7.1989) 2 - de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) 3 - de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) 4 - de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) 5 - de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; (Incluído pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais; c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura; (Redação dada pela Lei n" 7.803 de 18.7.1989) d) no topo de morros, montes, montanhas e serras; e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 450, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como ftxadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; (Redação dada pela Lei n" 7.803 de 18.7.1989) h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação. (Redação dada pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) Outrossim, deverá ser juntado ao presente processo a DITR relativa à Fazenda Pindaival, (NIRF 4.912.639-3), correspondente ao ano-calendário considerado na ação fiscal e Processo n.° 10183.006130/2005-21 Resolução n.° 303-01.467 CC03/CO3 Fls, 262 oferecida oportunidade para que a recorrente apresente, afora o laudo técnico acima descrito, outros documentos que dêem respaldo ao informado em tal declaração. Concluida tal instrução, deve a autoridade fiscal se pronunciar conclusivamente acerca dos documentos juntados, oferecendo o prazo de 30 dias para que a recorrente se manifeste acerca de tais conclusões. Findo esse prazo, com ou sem manifestação da recorrente, devem os autos retornar a este Conselho. como voto. Sala das Sessões, em 14 de agosto de 2008. LUIS MARCEtO GUERRA DE CASTRO - Relator • 9
score : 1.0
Numero do processo: 13016.000015/2001-30
Data da sessão: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2004
Ementa: COMPENSAÇÃO DE TRIBUTOS COM TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA — TDA.
Descabe a compensação de débitos de natureza tributária com
Títulos da Dívida Agrária em virtude de falta de previsão legal.
RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO
Numero da decisão: 303-31.770
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Nov 26 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200412
ementa_s : COMPENSAÇÃO DE TRIBUTOS COM TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA — TDA. Descabe a compensação de débitos de natureza tributária com Títulos da Dívida Agrária em virtude de falta de previsão legal. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 13016.000015/2001-30
anomes_publicacao_s : 200412
conteudo_id_s : 4684544
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-31.770
nome_arquivo_s : 30331770_125440_13016000015200130_006.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : MARCIEL EDER COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 13016000015200130_4684544.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 02 00:00:00 UTC 2004
id : 4702683
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:36 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043945648128
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T18:23:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T18:23:48Z; Last-Modified: 2009-11-10T18:23:48Z; dcterms:modified: 2009-11-10T18:23:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T18:23:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T18:23:48Z; meta:save-date: 2009-11-10T18:23:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T18:23:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T18:23:48Z; created: 2009-11-10T18:23:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-11-10T18:23:48Z; pdf:charsPerPage: 1183; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T18:23:48Z | Conteúdo => 4 - n,„ • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N' : 13016.00001512001-30 SESSÃO DE : 02 de dezembro de 2004 ACÓRDÃO N° : 303-31.770 RECURSO N° : 125.440 RECORRENTE : FASOLO ARTEFATOS DE COURO LTDA. RECORRIDA : DRT/PORTO ALEGRE/RS COMPENSAÇÃO DE TRIBUTOS COM TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA — TDA. Descabe a compensação de débitos de natureza tributária com Títulos da Dívida Agrária em virtude de falta de previsão legal. 41‘ RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 02 de dezembro de 2004 • ANELISE DA PRITO Preside , te\ Oh* 1 O A Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS (Suplente) e MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR (Suplente). Ausente o Conselheiro SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/4 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.440 ACÓRDÃO N° : 303-31.770 RECORRENTE FASOLO ARTEFATOS DE COURO LTDA. RECORRIDA : DRYPORTO ALEGRE/RS RELATOR(A) : MARCLEL EDER COSTA RELATÓRIO Pela clareza das informações prestadas adoto o relatório constante às folhas 67 a 72 deste processo. É o relatório.4111 • • 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.440 ACÓRDÃO N° : 303-31.770 VOTO O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. De acordo com o disposto no artigo 170, caput, do Código Tributário Nacional, tem-se que: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Destarte, consoante o estabelecido no dispositivo supratranscrito, verifica-se que a lei complementar remeteu à legislação ordinária a regulamentação das hipóteses e condições que devem ser atendidas para que seja realizada a compensação. Em outras palavras, importa dizer que o art. 170 do CTN deve ser entendido como uma norma que permitiu a compensação de uma maneira genérica, sendo que, para a sua eficácia mister se faz a existência de uma lei ordinária, especificando as hipóteses de compensação e permitindo que a autoridade administrativa o faça de forma vinculada. No caso dos autos, por se tratar de uma hipótese de compensação de • natureza tributária, é regido pelas disposições constantes do CTN, em seu artigo 170, e não do Código Civil, regulada pelo seu artigo 1009, haja vista ser o Direito Tributário um ramo autônomo que possui institutos e princípios próprios. Passando então à análise da legislação tributária que disciplina a compensação, qual seja, artigo 66, da Lei n° 8.383/91, com a redação dada pela Lei n° 9.069/95, o art. 39 da Lei n° 9.250/95 e os arts. 73 e 74 da Lei n° 9.430/96, verbis: LEI n° 9.069/95 "Art. 58. O inciso III do art. 10 e o a , 6. Lei 1,08.383. de 30 de dezembro de 1991, passam a vigorar .om a se:. te redação: 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.440 ACÓRDÃO N° : 303-31.770 "Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. § 1° A compensação só poderá ser efetuada entre tributos contribuições e receitas da mesma espécie. § 2° É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. • § 3° A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com com base na variação da UFIR. § 4° As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social — INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo". LEI N° 9.250/95 "Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei n° 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada com o recolhimento de importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais de mesma espécie e destinação constitucional, apurado em períodos subseqüentes.• § 4°A partir de 1° de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, caculados a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de I% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada". LEI N°9.430/96 "Art. 73. Para efeito do disposto no a t. 7° do ' 'creto-lei n° 2.287, de 23 de julho de 1986, a utilizaç o &g créditos contribuinte e a 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.440 ACÓRDÃO N° 303-31.770 quitação de seus débitos serão efetuadas em procedimentos internos à Secretaria da Receita Federal, observado o seguinte: 1- o valor bruto da restituição ou do ressarcimento será debitado à conta do tributo ou da contribuição a que se referir; — a parcela utilizada para a quitação de débitos do contribuinte ou responsável será creditada à conta do respectivo tributo ou da respectiva contribuição". "Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei n° 10.637. de 30/12/2002)". Assim, na legislação acima citada há tão-somente a previsão das hipóteses de compensação nos casos em que o sujeito passivo tenha um crédito de natureza tributária contra a Fazenda Pública, isto é, decorrente de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Acontece, contudo, que os Títulos da Dívida Agrária são títulos de créditos emitidos pelo Poder Executivo da União, regulados pelo artigo 105 do Estatuto da Terra, os quais não são créditos de natureza tributária, sendo ainda que o referido artigo não prevê a sua utilização na compensação de débitos de natureza tributária, com exceção da efetivação de pagamento do Imposto Territorial Rural • (ITR). Desta forma, considerando que não existe previsão legal para as hipóteses de compensação ou pagamento de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal com a utilização dos Títulos da Dívida Agrária, deve ser indeferido o pleito da Recorrente. Por oportuno, vale ressaltar que a jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes firmou-se no sentido segundo o qual, por absoluta falta de previsão legal, não é cabível a compensação de tributos federais com créditos constantes de Títulos da Dívida Agrária. Com relação à denúncia espontâ ea, co me o disposto nos artigos 138 e 162, do CTN, não é permitido q r ferida den cia seja cumulada 5 - . . . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 125.440 ACÓRDÃO N° : 303-31.770 com pedido de compensação, como requer a Recorrente, motivo pelo qual deve ser o instituto da denúncia espontânea afastado no caso em questão. Isto posto, voto no sentido • e conhecer do recurso voluntário, por ser tempestivo, e no mérito, negar-lhe ,,,' ovimento, indeferindo o pedido de reconhecimento de direito creditório pleiteai/ p:la Recorrente. 1 É COMO vot 4 Sala das Sess. O , d:r embro de 2004 #1 01. lb o qi ‘' i-.. i • e E 1 (! • S i • - Relatur IIP 6
score : 1.0
Numero do processo: 10168.000239/99-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2003
Ementa: ITR/97. RETIFICAÇÃO DAS ÁREAS DECLARADAS.
Á vista de provas convincentes das áreas ocupadas com culturas vegetais, de pastagens e total do imóvel, apresentadas na impugnação, cabe a revisão do lançamento , com a conseqüente redução do imposto.
RECURSO DE OFÍCIO DESPROVIDO.
Numero da decisão: 303-30.659
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200304
ementa_s : ITR/97. RETIFICAÇÃO DAS ÁREAS DECLARADAS. Á vista de provas convincentes das áreas ocupadas com culturas vegetais, de pastagens e total do imóvel, apresentadas na impugnação, cabe a revisão do lançamento , com a conseqüente redução do imposto. RECURSO DE OFÍCIO DESPROVIDO.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2003
numero_processo_s : 10168.000239/99-61
anomes_publicacao_s : 200304
conteudo_id_s : 4404226
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-30.659
nome_arquivo_s : 30330659_123024_101680002399961_011.PDF
ano_publicacao_s : 2003
nome_relator_s : ANELISE DAUDT PRIETO
nome_arquivo_pdf_s : 101680002399961_4404226.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
dt_sessao_tdt : Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2003
id : 4646837
ano_sessao_s : 2003
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:32 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290043955085312
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T11:49:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T11:49:59Z; Last-Modified: 2009-08-07T11:49:59Z; dcterms:modified: 2009-08-07T11:49:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T11:49:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T11:49:59Z; meta:save-date: 2009-08-07T11:49:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T11:49:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T11:49:59Z; created: 2009-08-07T11:49:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-08-07T11:49:59Z; pdf:charsPerPage: 1134; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T11:49:59Z | Conteúdo => cÀt"Éb.- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10168.000239/99-61 SESSÃO DE : 15 de abril de 2003 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 RECURSO N° : 123.024 RECORRENTE : DRJ/BRASILIA/DF INTERESSADA : AGROPECUÁRIA MORRO VERMELHO LTDA. ITR/97. RETIFICAÇÃO DAS ÁREAS DECLARADAS. À vista de provas convincentes das áreas ocupadas com culturas vegetais, de pastagens e total do imóvel, apresentadas na • impugnação, cabe a revisão do lançamento, com a conseqüente redução do imposto. RECURSO DE OFICIO DESPROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 15 de abril de 2003 • /, „,/JOÃO fr'éL • 'ACOSTA Presi * nte ANELISE DASSILJT PRIETO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS, NILTON LUIZ BARTOLI e NANCI GAMA (Suplente). Ausente o Conselheiro HÉLIO GIL GRACINDO. trac MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO ND : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 RECORRENTE : DM/BRASÍLIA/DF INTERESSADA : AGROPECUÁRIA MORRO VERMELHO LTDA. RELATORA : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO E VOTO Em 17/04/2002, com a Resolução n° 303-00.818, este Colegiado decidiu converter o julgamento do Recurso de Oficio 123.024 em diligência à Repartição de Origem, na forma de relatório e voto que transcrevo a seguir: "A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília recorre de oficio de decisão que considerou parcialmente procedente lançamento efetuado por meio do Auto de Infração de fls. 01/07, pela Delegacia da Receita Federal em Goiânia, contra a empresa acima qualificada, relativo ao Imposto Territorial Rural - ITR, exercício de 1997, da Fazenda Morro Vermelho, cadastrada na SRF sob n.° 2680527/8, localizada em Mineiros/GO. O lançamento foi decorrência de incorreções no preenchimento do Documento de Informação e Apuração do ITR — DIAT/97, verificadas pelo Grupo Especial de Fiscalização responsável pelo Projeto Piloto de Fiscalização do ITR/97, a partir da confrontação daquelas informações com dados levantados junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária — INCRA. Intimado a apresentar documentos comprobatórios do declarado, a contribuinte, apesar de ter solicitado prorrogação de prazo por três vezes, não se manifestou. Foram, então, alteradas as informações declaradas relativas à: a-) área total do imóvel b-) área de preservação permanente c-) área de utilização limitada (reserva legal e imprestável) A autoridade lançadora também desconsiderou o número de cabeças de rebanho, que não constavam da Declaração de Propriedade — DP apresentada ao INCRA, tendo a área de pastagem sido zerada. Afirmou, ainda, que a contribuinte não apresentou ao INCRA nenhum documento que comprovasse a existência de cultura em sua fazenda.frof 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 Refeitos os cálculos, a fiscalização concluiu por um crédito tributário de R$ 6.047.140,55, composto pela diferença de 1TR, pela multa de 75% prevista no artigo 44, inciso I, da Lei n.° 9.430/96 e por juros de mora. Na impugnação (fls. 51/57) a empresa esclareceu que apresentou a DP ao INCRA e requereu a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural - CCIR, para fins de registro das áreas de terras que seriam distribuídas a cada sócio da empresa. Este último documento foi emitido, mas foram desconsideradas as informações prestadas na DP, devido à não juntada de documentos tais como notas fiscais de 111 vendas de produtos e aquisições de vacinas e mapas da área. Tinha os documentos, mas aguardou para regularizar a situação após a realização das divisões das terras, o que ocorreria tão logo fossem baixados os ónus existentes, oriundos de dívidas contraídas anteriormente, onde figurava como garantidora de cédulas rurais pignoratícias e hipotecárias a área de terras de 16.209,66 hectares. Acrescentou ainda que: a-) a área total do imóvel seria de 16.209,66 ha, composta da soma das áreas de 4 matrículas: 7.260,0 ha, 4.941,24 ha, 2.236,22 ha e 1.772,20 ha; b-) deste total foi extraída a área de 308,33 ha, vendida para Everlane V. T. Rodrigues da Cunha, restando a área de 15.901,33 ha; • c-) com o intuito de informar a área real, a empresa declarou na DIAT a área calculada por meio de medições anteriores, ou seja, 15.861,6 ha, o que gerou 39,73 ha de diferença entre a área declarada ao INCRA e no DIAT; d-) a área de "reserva permanente" realmente existe, o que comprova por mapa confeccionado que anexa, e é de 741,429 ha, maior que os 500,00 ha declarados ao INCRA e no DIAT, faltando, no entanto, a averbação junto ao Registro de Imóveis, o que foi deixado para ser feito assim que concluída a partilha do imóvel, por cada um dos novos proprietários; e-) da mesma forma que no item anterior, comprova a área de utilização limitada, de 4.465,068 ha, maior que a informada, de Alar 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 3.175,00 ha, faltando, também, a sua averbação junto ao cartório, pelas razões já apontadas; f-) a área tributável declarada foi de 12.186,6, diversa da encontrada pela fiscalização, que desconsiderou as informações da DP, de 16.209,6 ha. Por outro lado, a nova área, objeto de medição via satélite, é de 9.920,992 ha; g-) a real área ocupada com benfeitorias, encontrada após a medição exata, é de 16,976 e não de 20,00, conforme declarado pelo contribuinte e acatado pelos auditores; 41 h-) a área aproveitável declarada, de 12.166,6 ha foi alterada pela fiscalização e pelo INCRA para 16.189,60 ha, mas a medida é de 9.904,016 ha; i-) a área com produtos vegetais declarada de 4.856,0 ha foi alterada pela fiscalização e pelo INCRA para O ha, mas a medida é de 4.225,839 ha; j-) a área destinada à pastagem declarada de 7.310,6 ha foi alterada pela fiscalização e pelo INCRA para O ha, mas a medida é de 5.678,177 ha; k-) a área utilizada declarada de 12.166,6 ha foi alterada pela fiscalização e pelo INCRA para O ha, mas a medida é de 9.904,016 ha. • Esclareceu que a empresa paralisou suas atividades e estaria em dia com suas obrigações fiscais. A Fazenda Morro Vermelho estaria sendo explorada pelos sócios em parceria agrícola. Anexou uma série de documentos como prova do afirmado. Juntou também uma Declaração de ITR retificando a anterior e que conteria as informações corretas, que estariam sendo objeto de regularização junto ao INCRA e ao Cartório de Registro de Imóveis de Mineiros- GO. Requereu que fossem considerados verídicos os dados apresentados e que fosse arquivado o Auto de Infração, tendo em vista tratar-se de área totalmente produtiva, com áreas de reserva legal e permanente "ell9 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N' : 303-30.659 maiores que as legalmente exigidas e com o Imposto já devidamente quitado. A decisão singular (fls. 564/571) está ementada da seguinte forma: 'REDUÇÃO DA ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. A redução da área total do imóvel só é admissivel quando comprovada a parte desmembrada, por meio de documentação hábil e idônea, atestando o motivo e forma como se procedeu esta redução. • RETIFICAÇÃO DA FORMA DE DISTRIBUIÇÃO E USO DO IMÓVEL. Procede-se à retificação, apenas, dos dados que comprovadamente contenham erro, atestado por documentação idônea à finalidade que se propõem. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE.' Transcrevo, a seguir, os fundamentos por ela adotados: 11. Preliminarmente, convém ressaltar que o lançamento do ITR/97 reporta-se à época da ocorrência do fato gerador, neste caso o ano- calendário de 1996, quando o imóvel não se encontrava desmembrado, e sim fundido e pertencente à pessoa jurídica: Agropecuária Morro Vermelho. 12. O lançamento ora impugnado, será revisado parcialmente com base na documentação juntada na fase impugnatória, e somente poderá sofrer alterações quando comprovados erros cometidos na autuação, mediante de provas hábeis e idôneas, exigidas nos termos da legislação. Da Área Total do Imóvel. 13. Para comprovar que a área total do imóvel será menor à considerada pelo lançamento, o contribuinte juntou matriculas de frações de terras pertencentes à Agropecuária MOITO Vermelho (fls. 64 a 81), bem como, em nome da sócia Everlaine Viccari Trentin Rodrigues da Cunha (fls.82), e também mapa topográfico confeccionado via satélite e outro de distribuição e uso da propriedade, Laudo Técnico e contrato da constituição da sociedade. "ene MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 14. As matrículas das frações do imóvel, bem como mapas, apenas garantem que as partes de terras neles contidas pertencem à Agropecuária Morro Vermelho, no entanto, por si só, não permitem qualquer conclusão quanto à redução na área total do imóvel incorporada ao capital social do contribuinte, Agropecuária Mono Vermelho. Também, o Laudo, não é documento suficiente para comprovar o desmembramento de parte do imóvel. Portanto, no presente caso, o único documento juntado capaz de comprovar a área incorporada pela pessoa jurídica do contribuinte, é o contrato social de constituição de sociedade por quotas de responsabilidade limitada (fls.92 a 104), assinado em 27/07/1988, no qual consta que • parte das cotas de capital foram subscritas em bens móveis, entre eles as seguintes glebas de terras (fls.97): Em ha Fazenda Morrinhos 4.840,0 Fazenda Morrinhos 624,0 Fazenda Morrinhos 1.793,0 Fazenda Babilônia 1.772,0 Fazenda Babilônia 2.236,2 Fazenda Babilônia 4.941,2 Fazenda Babilônia 308,3 Total (sete glebas) 16.514,7 (-)Fazenda Babilônia 308,3 16.206,4 15. Não apresentou nenhuma alteração contratual nem mesmo • escritura de gleba contendo retificação do tamanho da área, para comprovar a redução pleiteada. Verifica-se, portanto, que conforme a documentação anexa, as áreas de imóveis incorporadas ao capital social perfazem 16.514,7 ha, sendo que com a exclusão da gleba de 308,3 3 ha, passou a ter 16.206,4 ha, valor bastante próximo dos 16.209,6 ha, informados ao INCRA na Declaração para Cadastro de Imóvel Rural - DP, e não 15.861,6 ha, como informado pelo contribuinte na DITR/97. Portanto, a área informada pelo contribuinte na DP ao INCRA já levou em conta a exclusão dos 308,3 ha, bem como o lançamento do ITR/97. 16. Realmente, observa-se que a gleba de 308,33 ha, pertencente a Sra. Everlane Viccari Trentin Rodrigues da Cunha foi registrada junto ao INCRA (fls. 28) e à SRF com matricula própria, e foi entregue a DITR/97 (fls. 78 a 82 e 563/564) independente da Agropecuária Morro Vermelho. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 17. Ainda que haja paralisado a atividade da pessoa jurídica, como alegado na defesa do contribuinte, as glebas que compõem o imóvel continuam sendo exploradas como em se tratando de imóvel único, inclusive observa-se que mesmo no exercício seguinte, 1998, foi entregue uma única DITR, com a exclusão apenas da gleba de 308,3 ha, que como já esclarecido adiante, foi entregue DITR em separado desde o exercício de 1997, em nome da contribuinte Everlane Viccari Trentin Rodrigues da Cunha. E o lançamento reporta-se à época da ocorrência do fato gerador, neste caso, 1.° de janeiro de 1997, quando de acordo com os argumentos da própria defesa, a Agropecuária Morro Vermelho, ainda unificada, era o contribuinte, 411 por força do art. I.° c/c art. 40 da Lei 9.393/96. 18. Sendo que a documentação apensa ao processo não esclarece sobre outros possíveis desmembramentos ou mesmo erro de medida do imóvel, que justifiquem a redução da área total do imóvel em 344,9 ha (16.206,5 ha - 15.891,6 ha ), junto a SRF (que inclusive, foi mantida junto ao INCRA, pelo contribuinte, como de 16.209,6 ha), cumpre retificar a área de acordo com o somatório das glebas que compõem o capital da pessoa jurídica em questão, 16.206,5 hectares. Da Forma de Distribuição e Utilização 19. No que diz respeito às áreas de preservação permanente e utilização limitada (isentas do LTR), atendidos os requisitos estabelecidos nos art. 2.°, 3.°, 5.° alínea "a", 6.°, 9.° e 18; e, art. 16, § 2.° da Lei n.° 4.771/65, com as alterações dadas pela nova redação • na Lei 7.803/89, respectivamente, e exigência legal que estejam agravadas junto ao IBAMA, bem como, no caso da área de reserva legal, deverá estar averbada à margem da inscrição da matrícula ou certidão do Cartório de Registro de Imóveis competente. Como esclarece o contribuinte, por intermédio de preposto, as áreas não se encontram averbadas, e nem detém Termo de Responsabilidade junto ao 113AMA, do qual teria que haver protocolizado pedido junto ao D3AMA, até no máximo 6 (seis) meses após a entrega da DITR, exigência estabelecida pela IN SRF n•° 67/97 ao art. 10, § 4.°, inciso II, portanto, não é possível aceitá-las como áreas isentas. Mesmo porque, em se tratando de isenções, segundo o art. 111, inciso III do Código Tributário Nacional - CTN, a interpretação deve ser literal. Assim sendo, cumpre manter a área tributável, apurada equivalente a 16.206,5 ha. "toe 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 20. O contribuinte, na fase impugnatória, juntou Laudo Técnico (fls. 85 a 91), assinado por profissional competente (Eng.° Agrônomo), sócio e administrador da empresa, responsável civil e criminalmente pelas informações ali prestadas, documento hábil e idóneo para fundamentar alterações pretendidas do lançamento em causa, no que diz respeito aos seguintes itens: - restabelecer a área de culturas em 4.856,0 ha, indicada no Laudo (fls.86) e corroborada pelas Notas Fiscais de Produtor e de Entrada (fls. 119 a 332 e 335 a 463); - as benfeitorias em 16,9 ha, pois além de assim atestar o Laudo (fls. 87), o Contrato Social de Constituição de Sociedade por Quotas de Responsabilidade, contém a descrição de diversas benfeitorias • existentes no imóvel (fls. 99/100); - corrigir a área servida de pastagem aceita para 5.678,1 ha, conforme o Laudo Técnico, que tomou por base o mapa feito via satélite. 21. Nesta fase, o contribuinte, também apresentou cópias do Livro de Registro de Gado com o movimento do ano-calendário de 1996 às fls.551 a 557, registrando um rebanho bovino com número médio de animais de 3.672 cabeças, quantidade que se incluirá para efeito do índice de rendimento pecuário que servirá de base para apurar as áreas de pastagens a ser consideradas para efeito do lançamento. Os outros documentos apresentados (nota de compra de vacinas e de venda de gado), são alheios a este processo pois pertencem ao ano-calendário de 1997, exercício de 1998.' Conclui pela retificação do lançamento consubstanciado no Auto de 111 Infração como demonstrado a seguir, onde a primeira coluna refere- se à área declarada, a segunda à lançada e a terceira à retificada, tudo em hectares: ÁREA TOTAL DO IMÓVEL 15.861,6 16.209,6 16.206,5 ÁREA DE PRES. PERMANENTE 500,0 ÁREA DE UTIL. LIMITADA 3.175,0 ÁREA TRIBUTÁVEL 12.186,6 16.209,6 16.206,5 ÁREA OCUPADA COM BENFEITORIAS 20,0 20,0 16,9 ÁREA APROVEITÁVEL 12.166,6 16.189,6 16.189,6 PRODUTOS VEGETAIS 4.856,0 - 4.856,0 ÁREA DE PASTAGEM 7.310,6 - 5.678,1 ÁREA UTILIZADA 12.166,6 - 10.534,1 GRAU DE UTILIZAÇÃO 100% 0% 65,1% /125? 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 Quanto aos valores em reais, consta da decisão: VALOR TOTAL DO IMÓVEL 17.392.528,00 17.392.528,00 17.392.528,00 VALOR DAS BENFEITORIAS 2.304.000,002. 304.000.00 2.304.000,00 VALOR DAS CULTURAS 4.880.528,004. 880.528,00 VALOR DA TERRA NUA 10.208.000,00 15.088.528,00 10.208.000,00 VALOR DA TERRA NUA TR1BUT.7.842.806,40 15.088.528,00 10.208.000,00 ALIQUOTA 0,45% 20,0% 3,0% IMPOSTO CALCULADO 35.292,63 3.017.705,60 306.240,00 O saldo de ITR a recolher é, portanto, de R$ 270.947,38, sobre o qual deverão incidir a multa de oficio de 75% e juros de mora calculados na forma da legislação vigente na data do pagamento. • É o relatório. VOTO O Recurso de Oficio, versa basicamente sobre as seguintes alterações dos dados constantes do Auto de Infração, que contribuíram para diminuir o valor da Imposto Territorial Rural lançado: a-) área total do imóvel b-) área ocupada com culturas vegetais c-) área de pastagem d-) valor das culturas. A decisão recorrida levou em consideração as informações constantes do Laudo Técnico de fls. 85/91. Não localizei nos autos a • Anotação de Responsabilidade Técnica a ele relativa. A Lei n.° 6.496, de 7 de dezembro de 1977, determina, em seu artigo 1. 0, que todo contrato, escrito ou verbal, para execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Pelo exposto, voto pela realização de diligência para intimar a contribuinte a anexar ao processo a ART acima mencionada." Em resposta, foi acostada aos autos a A.R.T. de fl. 596. De acordo com os fundamentos da decisão acima transcrita, entendo que as alterações no lançamento foram devidamente realizadas, à vista das provas acostadas aos autos pela contribuintepf. 9 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.024 ACÓRDÃO N° : 303-30.659 Assim, concordo com a redução da área total do imóvel, de 16.209,6 (lançamento) para 16.205,5 hectares (decisão), com base nas informações constantes do contrato social relativas às áreas incorporadas ao capital (fl. 97), diminuídas da área que foi excluída, pertencente a Everlane Rodrigues da Cunha, conforme documentos de fls. 78/82. A área ocupada com culturas vegetais também deve ser restabelecida, alterando de "zero", conforme consta do lançamento, para 4.856,0 hectares, com base no laudo de fls. 85/91 - que, embora tenha sido realizado em fevereiro de 1999, expõe que as áreas utilizadas para agricultura foram incorporadas ao processo produtivo a partir de 1992 - e com base em notas fiscais de produtor acostadas ao processo. • No que diz respeito à área de pastagem também deve ser feita a alteração trazida pela decisão, de "zero" (lançamento) para 5.678,1 hectares, com base no laudo e nas cópias do livro de registro de gado. Como conseqüência das alterações naquelas áreas e na área ocupada com benfeitorias, que não é objeto deste recurso, foi recalculado o Grau de Utilização — GU, relação percentual entre a área efetivamente utilizada e a aproveitável, de 0% para 65,1%. Tendo em vista que a contribuinte demonstrou que, à época, a terra estava sendo cultivada, a autoridade julgadora acatou o valor das culturas inicialmente declarado. O \TM tributável, em decorrência, foi alterado de R$ 15.088.528,00 para R$ 10.208.000,00. Considerados a nova área total do imóvel e o grau de utilização da • terra, pela aplicação da Tabela de Alíquotas da Lei n.° 9.393/96, chega-se a uma aliquota de 3% no lugar da de 20% adotada no lançamento. Esta nova aliquota, aplicada ao VTN tributável acima transcrito, leva a um ITR de R$ 306.240,00, como consta da decisão. Portanto, por estar de acordo com a decisão no que diz respeito à parcela do lançamento que foi considerada improcedente, nego provimento ao recurso de oficio. Sala das Sessões, em 15 de abril de 2003 AtJ LISE DAUDT PRIETO - elatora to MINISTÉRIO DA FAZENDA srt§j». TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES J4*i.tr;"J• TERCEIRA CÂMARA~,‘ Processo n°: 10168.000239/99-61 Recurso n.°:.123.024 TERMO DE INTIMAÇÃO• Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar 40 ciência do Acórdão n° 303.30.659 Brasília- 10 de junho de 2003 João anda Costa Presiden da Terceira Câmara Ciente em: Page 1 _0008700.PDF Page 1 _0008800.PDF Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009000.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1 _0009200.PDF Page 1 _0009300.PDF Page 1 _0009400.PDF Page 1 _0009500.PDF Page 1 _0009600.PDF Page 1
score : 1.0
