Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10665.001858/2003-82
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.727
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
Nome do relator: ATALINA RODRIGUES ALVES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200610
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10665.001858/2003-82
anomes_publicacao_s : 200610
conteudo_id_s : 6647504
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.727
nome_arquivo_s : 30101727_10665001858200382_200610.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : ATALINA RODRIGUES ALVES
nome_arquivo_pdf_s : 10665001858200382_6647504.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
id : 4624099
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886112579584
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-10T17:19:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 1; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-10T17:19:52Z; Last-Modified: 2013-09-10T17:19:52Z; dcterms:modified: 2013-09-10T17:19:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:d24ec24f-ac84-47bd-9b35-32db962aa655; Last-Save-Date: 2013-09-10T17:19:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-10T17:19:52Z; meta:save-date: 2013-09-10T17:19:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-10T17:19:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-10T17:19:52Z; created: 2013-09-10T17:19:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2013-09-10T17:19:52Z; pdf:charsPerPage: 885; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-10T17:19:52Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° Recurso n° Sessão de Recorrente Recorrida : 10665.001858/2003-82 : 132.814 : 19 de outubro de 2006 : WANDER LÚCIO MIRANDA : DRJ/BRASILIA/DF RESOLUÇÃO 1V- 301-1.727 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACiLIO DAN Presidente CARTAXO ATALINA RODRIGUE ES Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Jose Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto DOmingo, Valmar Fonseca de Menezes, Susy Gomes Hoffmann, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS Processo n° : 10665.001858/2003-82 Resolução no : 301-1.727 RELATÓRIO Trata o processo de Auto de Infração eletrônico, doc. de fls. 03, no qual se exige o credito tributário de R$ 50,00, a titulo de multa por atraso na entrega da declaração (DIAC/DIAT) do exercício de 1998, incidente sobre o imóvel "Fazendinha do Mosquito" (código/SRF n° 5.582.796-9), com 10,0 ha, no município de Serro - MG. • Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou a impugnação de fl. 01, alegando, em síntese, que jamais teve qualquer laço comercial na compra e venda no ramo de imóveis e que sequer conhece a cidade de Diamantina em cujo município se encontra localizado o imóvel rural. Foram anexados os documentos de fls. 02/04. A Primeira Turma de Julgamento da DRJ/Brasilia-DF julgou o lançamento procedente por meio do Acórdão n° 11.056, de 08 de setembro de 2004 (fls. 14/17), cuja fundamentação base encontra-se consubstanciada na sua ementa, verbis: "Ementa: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DO ITR - Cabível a exigência de crédito tributário, relativo à multa por atraso, quando restar provado que a entrega da declaração se deu fora do prazo determinado na legislação. Lançamento Procedente" Cientificado da decisão (fl. 20), o contribuinte interpôs recurso voluntário a este Conselho no qual alega que o imóvel jamais esteve sob seu domínio e informa que foi formalizado o processo n2 10665.001488/2004 no qual discute a utilização do número do seu CPF por outro contribuinte. Requer que seja cancelado o débito exigido. E o relatório. 2 Processo n° : 10665.001858/2003-82 Resolução n° : 301-1.727 VOTO Conselheira Atalina Rodrigues Alves, Relatora Vistos e examinados os autos deste processo, no qual o contribuinte recorre, em tempo hábil, da decisão proferida em la instância que julgou procedente a exigência de valor relativo a multa por atraso na entrega da DITR/98, e entendendo que não há nos autos todos os elementos necessários a formar minha convicção acerca do litígio, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, com fundamento no art. 29 do Decreto n° 70.235/72, para que a repartição de origem: 1. providencie a apensação deste processo ao processo 10665.001488/2004, tendo em vista que o deslinde da presente lide depende do resultado a ser apurado no referido processo, ou seja, de se conhecer se houve ou não utilização do CPF do recorrente por outro contribuinte; 2. solicite ao Cartório de Registro de Imóveis do Serro, município de localização do imóvel cujo NIRF é 5.582.796-9, cópia da Certidão de Registro do imóvel e esclareça se o seu proprietário é de fato a pessoa identificada nos documentos de fls. 23/24; 3. esclareça as divergências entre os dados relativos à data de nascimento e ao nome completo do contribuinte, indicados nos documentos de fls. 09 e 23/24; 4. cientifique o contribuinte para se manifestar sobre o resultado da Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006 ATA INA RODRIGUCE=S:enS ‘- Relatora • 3
score : 1.0
Numero do processo: 10680.007853/2005-37
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPROCEDÊNCIA.
Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972.
ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial
de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
Preliminares Rejeitadas
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-001.466
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201103
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Preliminares Rejeitadas Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10680.007853/2005-37
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4865221
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.466
nome_arquivo_s : 280101466_10680007853200537_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10680007853200537_4865221.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
id : 4739580
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886113628160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1703; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 249 1 248 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.007853/200537 Recurso nº 170.095 Voluntário Acórdão nº 280101.466 – 1ª Turma Especial Sessão de 17 de março de 2011 Matéria IRPF OMISSÃO DE RENDIMENTOS Recorrente ANTONIO WANDY MENEZES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 NULIDADE. LANÇAMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as alegações de nulidade quando não se vislumbra nos autos nenhuma uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. SÚMULA CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Preliminares Rejeitadas Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Julio Cezar da Fonseca Furtado e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 35, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2002, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$11.750,79, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação foi assim resumida no relatório do acórdão de primeira instância (fls. 171): Segundo a autoridade lançadora, fl. 39, cassada liminar que isentava o contribuinte maior de 65 anos da tributação do imposto de renda sobre seus proventos de aposentadoria, procedeuse ao lançamento, alterandose os seguintes dados de sua declaração, com base na Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora: rendimentos tributáveis de R$0,00 para R$78.615,76 e imposto retido na fonte de R$0,00 para R$2.731,33. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 01 a 25), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 171): o contribuinte maior de sessenta e cinco anos impetrou ação cautelar inominada, processo n° 1999.38.00.0213994, na qual obteve liminar isentandoo da tributação do imposto de renda sobre os proventos de aposentadoria. A fonte pagadora Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não cumpriu a ordem judicial, continuando a descontar o imposto de renda na fonte. Em 08/06/2000, o MM. Juiz da 16ª Vara proferiu sentença de mérito, confirmando a liminar e concedendo ao impugnante o direito à devolução dos valores cobrados indevidamente. Assim, não pode Fl. 2DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10680.007853/200537 Acórdão n.º 280101.466 S2TE01 Fl. 250 3 ser cobrado, por meio de auto de infração, o imposto que já lhe foi retido na fonte, caracterizandose bis in idem. o contribuinte amparado por ordem judicial e não por omissão deixou de informar os rendimentos em sua declaração. A medida cautelar inominada e a ação declaratória de inconstitucionalidade c/c repetição de indébito foram julgadas de forma favorável ao contribuinte em ia instância. Interposta apelação pela União, o TRF 1ª Região reformou a decisão de 1ª instância. Essa decisão foi questionada com interposição de embargos de declaração e recurso especial, que foi negado em 06/08/2001. Somente em fins de 2004, o processo retornou a 16ª Vara de Belo Horizonte, seguindo para arquivo. Portanto, o contribuinte por sete anos ficou amparado por decisão do Judiciário; o lançamento é nulo, tendo em vista que o imposto foi pago por meio da retenção na fonte; a perda da capacidade contributiva não está sendo considerada pela repartição lançadora, a qual age como se o impugnante recebesse renda ativa e não proventos de natureza alimentar, ferindo princípio constitucional. impossível aceitar os números lançados sem perícia para especificar mês a mês a incidência de juros de mora e qual o critério utilizado para: não se compensar a parcela isenta de R$13.000,00 sobre os proventos de aposentadoria de maiores de 65 anos, impor multa de 75% e juros, numa triplicidade de pena, ignorar o imposto a ser restituído na compensação sobre o imposto devido e ignorar o princípio tributário de que o acessório não pode ser maior que o principal. Contesta os números apresentados e requer uma perícia contábil para apurar o que seria devido, com direito a apresentar um assistente técnico para acompanhar os trabalhos; a incidência da multa de oficio somente pode ocorrer a partir da constituição do crédito tributário e os juros de mora somente são devidos a partir do mês seguinte a ciência do auto de infração. A multa e juros estavam suspensas enquanto durava a liminar. Requer tratamento similar ao dispensado à multa e juros de mora em julgado, que transcreve, proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte; o impugnante está a sofrer triplicidade de penas, fato que fere vários princípios constitucionais; de acordo com o art. 951 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda . RIR/1999, a interposição da ação judicial favorecida com medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial até trinta dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o imposto. Portanto, no presente lançamento, devem ser retirados os juros de mora e a multa de oficio por estar o crédito tributário suspenso a partir de Fl. 3DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL 4 outubro de 1999, por medida liminar e pago pela retenção na fonte; a aplicação da taxa Selic como juros de mora, em razão de sua natureza remuneratória, é ilegal e incosntitucional. Deve ser aplicado índice limitado a 1% ao mês nos termos do art. 161, § 1° da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, CTN. Ao longo da peça impugnatória, cita jurisprudência administrativa e doutrina que entende virem ao encontro de seus argumentos e, por fim, requer a nulidade do auto de infração, a suspensão do crédito tributário em decorrência da retenção na fonte do imposto, a inconstitucionalidade da triplicidade de penas e da aplicação da taxa Selic e a extinção da obrigação de pagar crédito tributário constituído ilegalmente. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 5ª Turma DRJ Belo Horizonte/MG, conforme Acórdão de fls. 170 a 178, rejeitou a preliminar de nulidade, indeferiu o pedido de realização de perícia e, no mérito, julgou procedente o lançamento em relação à matéria diferenciada, declarando definitiva a exigência na esfera administrativa da matéria objeto da ação judicial (tributação dos proventos de aposentadoria de maiores de sessenta e cinco anos que exceder o limite de isenção estabelecido na Lei n° 7.713, de 11 de dezembro de 1988). RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 20/08/2008 (fls. 181), o contribuinte, por intermédio de representante (Procuração às fls. 205), apresentou, via correios (fls. 247), em 19/09/2008, o Recurso de fls. 182 a 203, instruído com os documentos de fls. 204 a 246. Após recapitular os fatos e julgamento de primeira instância, argumenta que as ações referentes à medida cautelar n° 1999.38.00.0213994, à declaratória de inconstitucionalidade n° 1999.38.000402642 e à rescisória n° 2005.01.00.0355353 já estavam findas quando do julgamento de primeira instância. Ressalta que durante 7 (sete) anos esteve sob o pálio da Justiça Federal que lhe concedeu determinado DIREITO de forma ampla, geral e irrestrita, não só através de frágil LIMINAR, mas sim através de sólida sentença de mérito. Entende que teve cerceado seu direito de defesa ao ter o pedido de perícia contábil indeferido no acórdão recorrido. Insurgese contra a incidência de multa de ofício e de juros de mora sobre o principal, bem como contra o fato de o acessório superar o principal. Protesta para que multa e juros somente sejam inserido a partir da concretização do pretenso débito e invoca julgado no processo 10680.006400/9830, que seria situação análoga, em que tal pleito foi reconhecido pela DRF/MG (sic). Invoca a perda de capacidade contributiva sofrida ao longo dos anos e informa que há dois anos teve reconhecida isenção em decorrência de ser portador de cardiopatia grave. Ao final, protesta pela nulidade do lançamento. Ao longo de seu recurso, o contribuinte invoca julgados administrativos, jurisprudências e posições doutrinárias para robustecer seus argumentos. Os documentos que instruem o recurso são cópias de instrumento de procuração, identificação da procuradora e do contribuinte, de escrituras de imóveis, de relação de bens e direitos para arrolamento, do acórdão recorrido e correspondência que o acompanhou, de demonstrativos de movimentação de processos judiciais. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10680.007853/200537 Acórdão n.º 280101.466 S2TE01 Fl. 251 5 O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 248, que também trata do envio dos autos ao Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Preliminarmente, quanto à nulidade do lançamento, ratifico as conclusões do acórdão recorrido, quais sejam: Não restou, dessa forma, especificada nenhuma hipótese que propicie a nulidade do presente auto de infração, quais sejam, os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente, como também os despachos e as decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa (art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, e alterações posteriores). No tocante à alegação de nulidade do acórdão recorrido em virtude de cerceamento do direito de defesa, essa não merece acolhida. Assim se posicionaram, com muita propriedade, as autoridades julgadoras de primeira instância acerca do pedido de realização de perícia No presente caso, não se cogita a realização de perícia, pois o método de cálculo do crédito tributário está descrito no auto de infração (notas à fl. 39) e os valores e percentuais dos juros de mora e da multa de oficio, assim como a legislação pertinente, estão discriminados no demonstrativo à fl. 43. Assim, se houver discordância por parte do contribuinte em relação ao valor do crédito tributário lançado, cabe manifestála, na condição de impugnante, e não somente sugerila, procurando transferir o ônus da produção de provas para a autoridade administrativa. Relativamente ao mérito, insurgese o recorrente contra a incidência de multa e juros de mora sobre o imposto devido. Entende que esteve amparado por sete anos por decisões judiciais que lhe reconheciam a isenção dos proventos de aposentadoria, de forma que multa e juros só poderiam ser exigidos a partir da concretização do pretenso débito. Ora, como bem exposto no acórdão recorrido: Fl. 5DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL 6 Analisandose os autos, verificase que a liminar pleiteada foi deferida em 06/10/1999, tendo sido confirmada pela sentença datada de 05/06/2000. Posteriormente, em 25/05/2004, a Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da i a Região, deu provimento à apelação e às remessas oficiais, julgando constitucional e legítima a tributação dos proventos de aposentadoria de maiores de sessenta e cinco anos que exceder o limite de isenção estabelecido na Lei n° 7.713, de 11 de dezembro de 1988, art. 6°, inc. XV, fl. 124. O Acórdão prolatado transitou em julgado em 13/10/2004. Em 25/05/2005, foi impetrada ação rescisória, fl. 131. Observese que o contribuinte tinha até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerou devido o imposto para apurálo em declaração retificadora e pagálo sem a incidência da multa de mora. Não obstante, não o fez. Por ocasião da lavratura do Auto de Infração, em 17/03/2005 (fl. 35), e da ciência do lançamento, em 02/05/2005 (fl. 161), o contribuinte não estava amparado por decisão judicial, não se verificando a hipótese prevista no art. 63 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e alteração posterior. Por conseguinte, legítima a exigência da multa de oficio. No tocante à ação rescisória, registrese que o art. 489 do Código de Processo Civil, expressamente, dispõe que o seu ajuizamento não impede o cumprimento da sentença ou acórdão rescindendo. (grifos acrescidos) O contribuinte assevera, ainda, que em situação análoga o entendimento da DRF/MG (sic) teria sido que multa e juros só fluiriam após o último dia útil após a ciência do lançamento. Ocorre que o julgado invocado referese, especificamente, ao exercício 1993 lançamento (IN SRF nº 11, de 1993), para o qual, por expressa previsão legal, o saldo de imposto a pagar seria objeto de notificação. Portanto, enquanto não notificado do lançamento, não havia crédito tributário constituído e não havia que se falar em fluência de multa e juros de mora. Contudo, o exercício em apreço é o 2002. Importante destacar que juros e multa foram exigidos em conformidade com a legislação de regência, como já exposto no acórdão recorrido. Além disso, no tocante à utilização da Selic para fins de cálculo dos juros de mora tem sido entendimento pacífico deste Conselho: SÚMULA CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. No tocante às alegações de inconstitucionalidade, cabe trazer a colação o entendimento pacificado neste Conselho, objeto da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Quanto a posições doutrinária e jurisprudenciais invocadas, destaquese que não foram trazidas à colação posições que vinculariam as decisões prolatadas por este Colegiado. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10680.007853/200537 Acórdão n.º 280101.466 S2TE01 Fl. 252 7 Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 7DF CARF MF Emitido em 29/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Assinado digitalmente em 25/03/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, 30/03/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13899.000527/2009-65
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Os rendimentos comprovadamente omitidos na declaração de ajuste,
detectados em procedimentos de oficio, podem ser adicionados à base de cálculo declarada, para efeito de apuração do imposto devido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.497
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Os rendimentos comprovadamente omitidos na declaração de ajuste, detectados em procedimentos de oficio, podem ser adicionados à base de cálculo declarada, para efeito de apuração do imposto devido. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13899.000527/2009-65
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 5111592
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.497
nome_arquivo_s : 280101497_13899000527200965_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13899000527200965_5111592.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
id : 4740257
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:06 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886133551104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1581; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 37 1 36 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13899.000527/200965 Recurso nº 886.869 Voluntário Acórdão nº 280101.497 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de abril de 2011 Matéria IRPF Recorrente HELENA DA SILVA ALMEIDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Os rendimentos comprovadamente omitidos na declaração de ajuste, detectados em procedimentos de oficio, podem ser adicionados à base de cálculo declarada, para efeito de apuração do imposto devido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende – Presidente Assinado digitalmente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende (Presidente), Sandro Machado dos Reis, Tânia Maria Paschoalin e José Evande Carvalho Araujo. Ausente o Conselheiro Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 37DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 03/11/2 011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por SANDRO MACHADO DOS R EIS Processo nº 13899.000527/200965 Acórdão n.º 280101.497 S2TE01 Fl. 38 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 07/09, que exige crédito tributário referente ao anocalendário de 2005, no montante de R$3.003,89, sendo R$ 1.418,00, a título de imposto de renda pessoa fisica suplementar, R$1.063,50, de multa de ofício, e R$ 522,39, de juros de mora, calculados até 29/05/2009. Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento legal (fls. 08), o procedimento resultou na apuração da seguinte infração: Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vinculo e /ou sem Vinculo Empregaticio. Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, constatouse a omissão de rendimentos no valor de R$ 18.171,54, recebidos da Caixa Econômica Federal, CNPJ n° 00.360.305/000104. Inconformada, a interessada apresentou, em 29/06/2009, a impugnação de fls. 01, por meio da qual alega, em síntese, o que segue: 1. é pensionista, tem mais de 65 anos, faz uso de medicamentos contínuos e, no momento, não tem condições de fazer o pagamento do imposto; 2. recebeu no ano de 2006 uma quantia proveniente de ação trabalhista, que foi tributada na fonte, e caso declarasse esse valor, haveria bitributação; 3. requer, assim, o cancelamento do débito fiscal declarado. Visando instruir o presente processo, foram juntados os documentos de fls.13/16, extraídos dos sistemas de informação da RFB.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Os rendimentos comprovadamente omitidos na declaração de ajuste, detectados em procedimentos de oficio, serão adicionados à base de cálculo declarada, para efeito de apuração do imposto devido. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 03/11/2 011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por SANDRO MACHADO DOS R EIS Processo nº 13899.000527/200965 Acórdão n.º 280101.497 S2TE01 Fl. 39 3 Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, razão pela qual merece ser conhecido. Conforme relatado, tratase de lançamento devido a constatação de omissão de rendimentos por parte do contribuinte no valor de R$ 18.171,54, recebidos da Caixa Econômica Federal, CNPJ n° 00.360.305/000104. A DRJ, em decisão bem fundamentada, decidiu pela procedência do lançamento. Insatisfeita, a Recorrente apresentou o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Como foi dado improcedente que a idade e uso de medicamentos não eximem ninguém de pagar os impostos devidos, mas apelo ao bom senso, pois este valor recebido foi um erro da Previdência Social, com este erro desencadeou outros erros, Previdência Social esta um órgão governamental. Se uma aposentada, que faz uso de medicamentos caros, pago médico particular, pois o Sus também governamental não dispõe de atendimento rápido para mim, não serei eximida de pagar um valor maior que minha pensão: pergunto que Pais é este que a autoridade Fiscal não ampara e auxilia no perdão de uma divida que foi causada por uma sucessão de erros Governamentais. Quero deixar claro que não quero pagar é que eu não posso, não tenho condições de arcar com esta divida.” Como se depreende do trecho colacionado, a Recorrente não trouxe argumentos que possam ilidir o trabalho realizado pelo fiscal autuante, confessando, inclusive, a infração tributária. Como bem sabido, a Administração Pública tem sua atividade plenamente vinculada, norteada pelo princípio da legalidade, motivo pela qual não resta alternativa senão julgar procedente o presente lançamento. Isto posto, nego provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 39DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 03/11/2 011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 26/10/2011 por SANDRO MACHADO DOS R EIS
score : 1.0
Numero do processo: 13103.001083/2006-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
RENDIMENTOS PROVENIENTES DE TRANSPORTE DE CARGA.
BASE DE CÁLCULO.
Incide imposto de renda sobre 40% do rendimento total proveniente da prestação do serviço de transporte de carga, quando realizado pessoalmente pelo contribuinte, em veículo próprio ou locado.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2801-001.670
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 RENDIMENTOS PROVENIENTES DE TRANSPORTE DE CARGA. BASE DE CÁLCULO. Incide imposto de renda sobre 40% do rendimento total proveniente da prestação do serviço de transporte de carga, quando realizado pessoalmente pelo contribuinte, em veículo próprio ou locado. Recurso provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13103.001083/2006-41
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4914192
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.670
nome_arquivo_s : 280101670_13103001083200641_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 13103001083200641_4914192.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
id : 4742163
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:11 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886138793984
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1467; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 87 1 86 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13103.001083/200641 Recurso nº 171.896 Voluntário Acórdão nº 280101.670 – 1ª Turma Especial Sessão de 9 de junho de 2011 Matéria IRPF Recorrente ODALIO NERES DE BARROS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 RENDIMENTOS PROVENIENTES DE TRANSPORTE DE CARGA. BASE DE CÁLCULO. Incide imposto de renda sobre 40% do rendimento total proveniente da prestação do serviço de transporte de carga, quando realizado pessoalmente pelo contribuinte, em veículo próprio ou locado. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Tânia Mara Paschoalin. Relatório AUTUAÇÃO Fl. 92DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13103.001083/200641 Acórdão n.º 280101.670 S2TE01 Fl. 88 2 Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 06/12, relativo à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente de omissão de rendimentos recebidos da pessoa jurídica Instituto Candango de Solidariedade, no valor de R$ 23.065,59, haja vista que o interessado declarou como rendimentos tributáveis somente o valor de R$ 15.377,06, sendo que consta na DIRF entregue pela empresa como total dos rendimentos tributáveis o montante de R$ 38.442,65 (fls. 44). Foi apurado um imposto suplementar de R$ 6.343,03, mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/04, juntamente com os documentos de fls. 05/21, acatada como tempestiva, expondo os seguintes argumentos, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 67): Regularmente cientificado do Auto de Infração, o autuado apresenta impugnação às fls. 1/4, na qual informa que prestou serviços de terraplanagem ao Instituto Candango de Solidariedade, executado por 'meio de pá carregadeira, no valor total de R$ 38.442,65. Por isso, afirma que declarou corretamente como rendimento tributável a importância de R$ 15.377,06, correspondente a 40% do total dos serviços, sendo isento e não tributável o montante considerado na infração. Para amparar seus argumentos, citou o art. 47 do Decreto n° 3000/1999 e juntou aos autos o contrato de prestação de serviços firmado com o mencionado Instituto. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Brasília julgou o lançamento procedente (fls. 18/20), sendo oportuno transcrever trecho do voto do relator do respectivo acórdão que justifica a manutenção da autuação: (...) No exercício em causa, denotase que os rendimentos de pessoa jurídica, percebidos pelo contribuinte, no valor de R$ 38.442,65, são oriundos de prestação de serviços ao Instituto Candango de Solidariedade, por meio de máquina pesada denominada pá carregadeira, como mostra os termos do contrato acostado às fls. 13/21. A tributação dos rendimentos desta natureza foi regulamentada pelo Decreto n° 3000/1999, art. 47, o qual está assim disposto: Art. 47. São tributáveis os rendimentos provenientes de prestação de serviços de transporte, em veículo próprio ou locado, inclusive mediante arrendamento mercantil, ou adquirido com reserva de domínio ou alienação fiduciária, nos seguintes percentuais (Lei n° 7.713, de 1988, art. 9°): 1 quarenta por cento do rendimento total, decorrente do transporte de carga; Fl. 93DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13103.001083/200641 Acórdão n.º 280101.670 S2TE01 Fl. 89 3 II sessenta por cento do rendimento total, decorrente do transporte de passageiros. § 1° O percentual referido no inciso I aplicase também sobre o rendimento total da prestação de serviços com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados (Lei n° 7.713, de 1988, art. 9°, parágrafo único). § 2" O percentual referido nos incisos I e II constitui o mínimo a ser considerado como rendimento tributável. Da leitura do § 1° acima transcrito, extraise que os rendimentos pagos ao contribuinte pelo Instituto Candango de Solidariedade se enquadram no inciso I do mencionado dispositivo legal. Todavia, para usufruir este direito, é necessário que os serviços sejam prestados pelo próprio contribuinte, como se verifica, do termo "... em veículo próprio ou locado ..." constante do caput do citado art. 47. Esta condição não foi satisfeita no caso em análise, tendo em vista que os serviços foram prestados por meio de terceiros (operadores contratados pelo impugnante), é o que está previsto no § 1° da Cláusula Sexta do contrato pactuado entre o contribuinte e a fonte pagadora dos recursos, fl. 15. (...) (grifo meu) RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 17/04/08, fls. 73, o interessado apresentou, em 12/05/08, o Recurso de fls. 75/78, juntamente com o documento de fls. 79, em que reitera as alegações apresentadas na impugnação, acrescentando que o serviço foi executado por ele próprio, afirmando que se encontra habilitado para tanto, como prova cópia de sua carteira de habilitação, série D. Diante do exposto acima requer a extinção definitiva do crédito tributário lançado. É o relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Convém reproduzir, inicialmente, o dispositivo legal que trata da tributação à razão de 40% do total dos rendimentos provenientes de prestação de serviços de transporte, a saber, o art. 9°, da Lei n° 7.713, de 1988: Lei n° 7.713, de 1988 Fl. 94DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13103.001083/200641 Acórdão n.º 280101.670 S2TE01 Fl. 90 4 Art. 9º Quando o contribuinte auferir rendimentos da prestação de serviços de transporte, em veículo próprio locado, ou adquirido com reservas de domínio ou alienação fiduciária, o imposto de renda incidirá sobre: I quarenta por cento do rendimento bruto, decorrente do transporte de carga; II sessenta por cento do rendimento bruto, decorrente do transporte de passageiros. Parágrafo único. O percentual referido no item I deste artigo aplicase também sobre o rendimento bruto da prestação de serviços com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados. Cumpre verificar, portanto, se os rendimentos recebidos pelo interessado do Instituto Candango de Solidariedade atendem aos requisitos constantes na norma acima. A cláusula sexta do contrato firmado entre o interessado e o Instituto Candango de Solidariedade (cópia às fls. 13/21), para a prestação dos serviços por meio de máquina pesada denominada pá carregadeira, trata dos recursos humanos que serão utilizados para a execução dos serviços. Vejamos o seu teor: CLÁUSULA SEXTA DOS RECURSOS HUMANOS' Consideramse recursos hurnanos todas as pessoas físicas empregadas pelo(a) CONTRATADO(a) na prestação dos serviços. §1° 0(a) CONTRATADO (a) prestará os serviços por meio de profissionais devidamente habilitados, em número suficiente, de modo a evitar o excesso de jornada. 0(s) operador(s) da (s) máquinas) será(ão) designado(s) livremente pelo CONTRATADO, independentemente de anuência do contratante. §2° O CONTRATANTE permitirá o livre tráfego dos empregados do CONTRATADO (a) nas áreas necessárias à prestação dos serviços, desde que devidamente identificados e, se necessário, portanto, equipamentos de proteção individual ou coletiva. §3° 0(a) CONTRATADO(a) poderá, de forma fundamentada, solicitar entre si a substituição de pessoal empregado, preposto ou representante cuja atuação implique obstrução ao cumprimento das obrigações, dano ou tentativa de dano ao patrimônio ou à imagem do CONTRATANTE. §4° As substituições ou justificativas de recusas, por parte do CONTRATADO(a), serão realizadas no prazo máximo de 01 (um) dia útil. A DRJ/Brasília entendeu que o §1° acima transcrito estabelece que os serviços devem ser prestados por terceiros (operadores contratados pelo impugnante), razão pela qual considerou o lançamento procedente. Todavia, com a devida vênia dos ilustres Fl. 95DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13103.001083/200641 Acórdão n.º 280101.670 S2TE01 Fl. 91 5 julgadores que participaram daquele julgamento, o referido dispositivo não comporta tal interpretação, pois, conforme a sua redação, nada impede que o próprio contratado, no caso o contribuinte, preste os serviços, desde que devidamente habilitado. Para conduzir equipamento de terraplenagem, tal qual a pá carregadeira do recorrente utilizada para prestar serviços ao Instituto Candango de Solidariedade, o condutor deve estar habilitado nas categorias C, D ou E, conforme disposto no art. 144 do Código Nacional de Trânsito (Lei n° 9.503/97), in verbis: Lei n° 9.503/97 Art. 144. O trator de roda, o trator de esteira, o trator misto ou o equipamento automotor destinado à movimentação de cargas ou execução de trabalho agrícola, de terraplenagem, de construção ou de pavimentação só podem ser conduzidos na via pública por condutor habilitado nas categorias C, D ou E. Conforme documento anexado às fls. 79, o recorrente encontrase habilitado a conduzir a pá carregadeira em questão. Vale dizer que, como a DRJ/Brasília fundamentou a sua decisão com base na impossibilidade de o contribuinte usufruir da tributação dos rendimentos no percentual de 40% do total recebido, por entender que os serviços não foram por ele executados, legítima a apresentação de documento comprobatório na fase recursal para contraditar tal argumento, haja vista que não lhe foi feita qualquer solicitação nesse sentido no curso da ação fiscal. Convém ressaltar que não consta nos autos qualquer documento que comprove que os serviços não foram realizados pessoalmente pelo recorrente. Outrossim, conforme disposto na cláusula primeira do referido contrato, a máquina a ser utilizada na execução dos serviços não pertence à contratante, o que permite concluir que ela é de propriedade do recorrente ou locada, atendendo, portanto, aos requisitos previstos no caput do art. 9°, da Lei n° 7.713, de 1988, para obtenção do benefício em discussão. Convém ressaltar que o objetivo da lei, ao mencionar "em veículo próprio locado, ou adquirido com reservas de domínio ou alienação fiduciária" é o de evitar que tal tributação seja utilizada por empregados ou prestadores de serviço que realizem o referido transporte utilizandose de bem de propriedade da contratante dos serviços, que restou provado não ter ocorrido neste caso. Assim, no exercício da faculdade concedida pelo art. 29 do Decreto n° 70.235/72, considero que o contrato firmado entre o contribuinte e o Instituto Candango de Solidariedade e a cópia da carteira de habilitação juntada às fls. 79 constituem provas suficientes para reconhecer que os serviços prestados pelo recorrente constantes daquele contrato estão sujeitos à tributação de 40% do total dos rendimentos, nos termos do art. 9°, I, da Lei n° 7.713, de 1988. Por tais razões voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 96DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 13103.001083/200641 Acórdão n.º 280101.670 S2TE01 Fl. 92 6 Fl. 97DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 13/06/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 16/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13855.001607/2006-00
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano calendário: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ACÓRDÃO DRJ. NULIDADE.
NÃO OCORRÊNCIA.
O entendimento da DRJ diverso daquele defendido pelo contribuinte não enseja nulidade da decisão a quo.
PEDIDO DE POSTERIOR JUNTADA DE PROVAS. PRECLUSÃO.
Incabível aceitar o pedido de posterior juntada de documentos quando não demonstrado nos autos que havia fato impeditivo à sua apresentação junto com a impugnação.
DILIGÊNCIA E/OU PERÍCIA. ÔNUS DA PROVA. INDEFERIMENTO.
A diligência e/ou perícia objetiva subsidiar a convicção do julgador, e não inverter o ônus da prova já estabelecido na legislação de regência.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano calendário: 2003, 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA.
Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS. ÔNUS DA PROVA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SÚMULA CARF Nº 26.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.545
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada, indeferir o pleito de posterior juntada de provas, bem como o pedido de realização de diligências e/ou perícias e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos
do voto do Relator
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ACÓRDÃO DRJ. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. O entendimento da DRJ diverso daquele defendido pelo contribuinte não enseja nulidade da decisão a quo. PEDIDO DE POSTERIOR JUNTADA DE PROVAS. PRECLUSÃO. Incabível aceitar o pedido de posterior juntada de documentos quando não demonstrado nos autos que havia fato impeditivo à sua apresentação junto com a impugnação. DILIGÊNCIA E/OU PERÍCIA. ÔNUS DA PROVA. INDEFERIMENTO. A diligência e/ou perícia objetiva subsidiar a convicção do julgador, e não inverter o ônus da prova já estabelecido na legislação de regência. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário: 2003, 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS. ÔNUS DA PROVA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SÚMULA CARF Nº 26. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13855.001607/2006-00
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4910720
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.545
nome_arquivo_s : 280101545_13855001607200600_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
nome_arquivo_pdf_s : 13855001607200600_4910720.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada, indeferir o pleito de posterior juntada de provas, bem como o pedido de realização de diligências e/ou perícias e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741069
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:08 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886149279744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1782; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 314 1 313 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13855.001607/200600 Recurso nº 503.629 Voluntário Acórdão nº 280101.545 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria IRPF Recorrente DENIZART LEMOS SOARES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ACÓRDÃO DRJ. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. O entendimento da DRJ diverso daquele defendido pelo contribuinte não enseja nulidade da decisão a quo. PEDIDO DE POSTERIOR JUNTADA DE PROVAS. PRECLUSÃO. Incabível aceitar o pedido de posterior juntada de documentos quando não demonstrado nos autos que havia fato impeditivo à sua apresentação junto com a impugnação. DILIGÊNCIA E/OU PERÍCIA. ÔNUS DA PROVA. INDEFERIMENTO. A diligência e/ou perícia objetiva subsidiar a convicção do julgador, e não inverter o ônus da prova já estabelecido na legislação de regência. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003, 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PRESUNÇÕES LEGAIS RELATIVAS. ÔNUS DA PROVA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SÚMULA CARF Nº 26. Fl. 320DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 315 2 A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada, indeferir o pleito de posterior juntada de provas, bem como o pedido de realização de diligências e/ou perícias e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração, às fls. 03/08, relativo aos anoscalendários 2003 e 2004, onde está o Fisco a exigir do contribuinte o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 286.502,23, sendo a importância de R$ 142.808,86 a título de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), além de R$ 107.106,64 correspondente à multa de oficio, e R$ 36.586,73 de juros de mora, estes calculados até 31/05/2006. De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação, bem como do Termo de Verificação Fiscal às fls. 09/23, foi constatada a omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados nos anos de 2003 e 2004 em contas de depósitos ou investimento, mantidas em instituições financeiras, em relação aos quais o sujeito passivo, regularmente intimado, não comprovou, por meio de documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Por bem resumir os fastos, reproduzse, a seguir, trecho do relatório da decisão DRJ (fls. 289/290): [...] De acordo com o relatório fiscal (fls. 09/23), o interessado alegara que a sua conta era utilizada pela sua empresa, a DLS Representações Franca Ltda., que intermediava a compra e venda de couro para indústrias de calçado, pois a empresa não possuía conta bancária; que representava em especial o Curtume Delia Torre Ltda.; e que também transitaram por suas contas vendas de couro efetuadas pela Antik Comércio de Fl. 321DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 316 3 Couros para Calçados e Representações Ltda. e para a Calçado Sândalo S.A. Alegava ainda que recebia nas suas contas os seus rendimentos de prólabore e da atividade rural, na exploração de um sítio de sua propriedade. A autoridade lançadora fiscalizou então as empresas acima mencionadas. No caso do Curtume Della Torre, identificou os depósitos que correspondiam ao pagamento de comissões à empresa do contribuinte, a DLS Representações Franca Ltda. Constatou ainda que todo o talonário de notas fiscais da DLS havia sido utilizado exclusivamente para as intermediações com o Curtume Della Torre. Os depósitos correspondentes a estas comissões foram considerados como tendo a sua origem comprovada, e foram atribuídos à pessoa jurídica em procedimento próprio. Verificou ainda que eram inidôneas as notas fiscais da Antik Comércio de Couros para Calçados e Representações Ltda., utilizadas pelos representantes comerciais e produtores na prática de sonegação fiscal. Os pagamentos da empresa Calçado Sândalo S.A., correspondentes a estas notas fiscais, e que foram depositados na conta do contribuinte, também foram apartados para lançamento contra a DLS Representações Franca Ltda. Os demais depósitos, para os quais o contribuinte não apresentara documentação hábil e idônea para comprovar a sua origem, foram considerados rendimentos tributáveis com base no art. 42 da Lei 9.430/1996. Os argumentos do impugnante são, em síntese, os seguintes (fls. 252/258): 1. Os valores depositados em sua conta não lhe pertencem, pois, ou são da sua empresa, a DLS Representações Franca Ltda., ou foram transferidos para diversas pessoas jurídicas, real proprietária dos recursos, demonstrando que se trata de trânsito dos valores das vendas que intermediava. A prova é que as suas contas raramente apresentavam saldo positivo; pelo contrário, fora obrigado a contrair empréstimos em diversas ocasiões. Não houve aplicações financeiras nem aumento patrimonial injustificado. 2. Não representava unicamente o Curtume Delia Torre Ltda., como afirma o autuante, pois inexiste impedimento para que um mesmo representante, neste caso a DLS Representações Franca Ltda., atenda a diversas empresas. 3. Recebera de fato em sua conta os valores correspondentes a duplicatas da Antik Comércio de Couros para Calçados e Representações Ltda., como confirma declaração firmada pelo próprio representante da empresa. O autuante excluiu do lançamento parte destes depósitos, mas não todos. Para comprovar a parcela não excluída, apresenta agora cópias de cheques emitidos pela Sândalo para pagamentos de duplicatas da Antik, que somam R$ 156.672,19 (fls. 259/276). Fl. 322DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 317 4 4. Deixaram de ser excluídos alguns pagamentos de comissões efetuados pelo Curtume Delia Torre em favor da DLS Representações Franca Ltda., comprovados por cópias do livro razão da fonte pagadora (fls. 279/281). [...] Após apreciar o litígio, em decisão unânime, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador (BA) julgou procedente o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SDR n° 15 18.059, de 31/12/2008, às fls. 289/291. Transcrita, a seguir, a ementa constante do referido julgado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003, 2004 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO. Presumemse rendimentos tributáveis os depósitos de origem não comprovada. Lançamento Procedente. Cientificado da decisão a quo em 28/04/2009, conforme AR Aviso de Recebimento à fl. 294, o contribuinte, interpôs, em 27/05/2009, por meio de seu representante legal, o Recurso Voluntário às fls. 295/303, apresentando, em síntese, que: a decisão combatida traz em seu resultado, eivas de ilegalidade, posto que, imputa ao contribuinte atos ilícitos que na verdade não cometeu, o fazendo sem prova contundente e irrefutável para tanto, existindo, no entanto, provas contrárias às imputações do agente fiscal; existem provas da origem dos valores dos depósitos bancários, todas elas informadas inclusive em planilha descritiva, sendo certo é que não é necessário um documento exato em valor correspondente ao valor do depósito, não podendo isto ser exigido de ninguém, nem mesmo do contribuinte, pois uma pessoa não tem a obrigação legal de efetuar um depósito no exato valor de um cheque; os valores transitados em sua conta corrente não lhe pertenciam, e foram transferidos para a empresa titular do dinheiro, ficando retido, apenas, os valores decorrentes de sua comissão pela prestação de serviços de representação comercial; um depósito realizado na conta corrente de qualquer pessoa, necessariamente, não ocorre no mesmo valor de outro documento, ou de um único cheque, ou algo assim, sendo corriqueiro para qualquer pessoa comum receber uma determinada quantia, usar parte do dinheiro, e fazer um depósito em valor menor, ou então, receber uma quantia de mais de uma pessoa, mais de uma empresa, ou receber mais de uma vez de uma mesma pessoa, ou de uma mesma empresa, e juntar este montante em um único depósito; diante deste fato, por si só, já é possível afirmar que não há ilegalidade, má fé, ou dolo de lesar o Fisco, ao efetuar depósitos em conta corrente, diverso em valor e data, decorrente de determinados recebimentos, não pode ser considerado como ilegalidade; Fl. 323DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 318 5 para que seja possível aplicar a presunção legal de omissão de receita, necessário que outros elementos além dos depósitos ocorram, servindo como melhor exemplo, como melhor maneira de se comprovar isto, a existência de acréscimo patrimonial; o Conselho de Contribuintes, por meio de sua Segunda Câmara, nos autos do processo administrativo n° 13808.004343/200199, recurso n° 155176, proferiu acórdão com o entendimento aqui apresentado, informando que a presunção legal de omissão de rendimentos por meio dos depósitos bancários, somente pode ser considerada como válida para determinar um lançamento, quando estes depósitos bancários tiverem lastro em acréscimo patrimonial; o único erro do qual este contribuinte pode ser condenado foi o de confiar em pessoas que hoje se sabe não mereciam sua confiança, foi o de ter prestado serviços de representação comercial para a empresa Antik Comércio de Couros para Calçados e Representação Ltda., inscrita no CNPJ/MF sob o n° 56.121.189/000125, que hoje sabe ter agido de maneira inidônea, desrespeitando a legislação vigente, e lesando o Fisco; de qualquer maneira, insta informar que o contribuinte sempre acreditou prestar serviços para uma empresa correta, porém, não foi o que se estabeleceu quando este contribuinte recebeu a primeira notificação para apresentação de informações das transações que efetuou por sua pessoa jurídica, em nome e por conta de sua representação comercial à empresa Antik; o que ocorre no caso presente é que o contribuinte acabou se vendo envolvido com uma empresa que causou diversas irregularidades contra o Fisco, passando, ele também, injustamente, ser considerado como autor de delitos, o que não é verdade; a declaração do Fisco quanto a inidoneidade da empresa Antik e dos documentos por ela emitidos, somente ocorreu muito tempo depois das emissões dos documentos; se a própria Receita Federal não teve a possibilidade de julgar estes documentos como inidôneos, na época de sua emissão, como poderia este contribuinte, sem o conhecimento técnico para tanto, fazêlo; não é permitido à Receita Federal tributar a mesma renda duas vezes, e assim, cabe lembrar que foi lavrado contra a empresa deste contribuinte, ora recorrente, auto de infração (processo n° 13855.002166/200655) no qual lhe é cobrado tributos sobre a mesma situação fiscal, hipótese de incidência, fato gerador, e alegada renda apresentada nestes autos; a receita que é imputada à pessoa física é a receita decorrente dos cheques emitidos pela Sândalo para a empresa Antik, e das quitações de duplicatas de emissão da Antik contra a Sândalo, procedidas pela pessoa física, que é o mesmo fato gerador imputado à pessoa jurídica, posto que, a pessoa jurídica é tributada pela falta de emissão de nota fiscal referente aos cheques emitidos pela Sândalo para a Antik; requer seja aplicada a conexão do presente com os autos do procedimento fiscal de n° 13855.002166/200655, ou, que este Colegiado analise, ao proferir julgamento neste processo administrativo, o processo contra a pessoa jurídica, ou ainda, que seja concedido ao contribuinte o direito de posterior juntada de cópia do referido auto, de modo a não pairar qualquer possibilidade de dúvida para o caso em questão; Fl. 324DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 319 6 pleiteia ainda que seja o lançamento representado por este procedimento administrativo julgado nulo de pleno direito diante do fato de que o mesmo determina uma ilegal e coibida bitributação, infringindo primados de direito infraconstitucional e Constitucional; por fim, reitera o pedido para apresentação de novos documentos, ou outras provas que porventura se fizerem necessárias para o justo deslinde, inclusive, se for o caso, a realização de perícias e diligências. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Primeiramente, da análise dos autos, depreendese que não assiste razão ao recorrente quanto à alegação de que haveria “eivas” de ilegalidade na decisão recorrida. Ao contrário, observase que, no caso concreto, o entendimento do órgão de julgamento de primeira instância se pautou nos elementos de prova que foram trazidos aos autos, mediante a lavratura do auto de infração, bem como naqueles acostados pelo contribuinte por ocasião da apresentação de sua impugnação, inspirados pela própria infração apurada pela autoridade lançadora (omissão de rendimentos depósitos bancários cuja origem não foi comprovada pelo sujeito passivo). Assim, a contrariedade do defendente com a motivação esposada no acórdão guerreado não constitui qualquer vicio material capaz de incorrer em sua plena desconsideração, até porque, o livre convencimento do julgador administrativo encontrase resguardado pela norma processual (art. 29 do Decreto nº 70.235/72). Rejeitase, portanto, essa preliminar suscitada pela defesa. Com relação ao pleito do recorrente para juntada de provas e/ou novos documentos, cumpre lembrar que os §§ 4º e 5º do art. 16 do Dec. nº 70.235, de 1972, e alterações, estabelecem a preclusão da juntada de prova documental após a impugnação, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Não restando demonstrado enquadrarse o presente caso em uma dessas hipóteses, indeferese o pedido de posterior juntada de provas. Quanto às diligências e/ou perícias, conforme pleito genericamente formulado na peça recursal, cabe salientar que o ônus da prova da origem dos recursos utilizados nos depósitos bancários relacionados no auto de infração é do contribuinte, sendo incabível procurar transferilo para a Fazenda. Indeferese, portanto, tal pedido. Fl. 325DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 320 7 No mérito, o litígio restringese à aplicação do artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996, o qual estabelece a possibilidade de o Fisco efetuar lançamentos tributários por presunção de omissão de rendimentos, com base em depósitos bancários de origem não comprovada. A constituição do crédito tributário, na espécie em exame, decorreu em face de o contribuinte não ter logrado comprovar, através de documentação hábil e idônea, a origem dos depósitos efetuados em contas bancárias de sua titularidade, dando ensejo à omissão de rendimentos, face o disposto no dispositivo legal acima destacado. O recorrente afirma que referida movimentação bancária pertencia, em quase sua totalidade, à pessoa jurídica da qual é sóciotitular (DLS Representações Ltda., CNPJ n° 74.516.113/000180). Todavia, do exame da documentação anexada aos autos, verificase que dos valores de depósitos inicialmente relacionados pela fiscalização para fins de comprovação pelo contribuinte foram excluídos aqueles representativos de pagamentos efetuados pela empresa Calçados Sândalo Ltda. em razão da venda de couro que eram feitas pelo recorrente por meio da DLS Representações Franca Ltda., assim como aqueles referentes a pagamentos recebidos pela DLS Representações Franca a título de comissões. É o que se depreende do trecho a seguir transcrito, extraído do Termo de Verificação Fiscal lavrado pela autoridade lançadora (fls. 22/23 dos autos): (...) Verificase, então, que a lei ao prever a hipótese de incidência s6 faz menção aos depósitos de origem não comprovada, pois só eles são objeto de autuação na infração de omissão de rendimentos provenientes de depósitos bancários. Então, como já dito, basta, para a ocorrência do fato gerador da infração de omissão de rendimentos provenientes de depósitos bancários, a existência de depósitos de origem não comprovada, nos limites estabelecidos em lei. A Autoridade Fiscal, ao constatar a existência dos depósitos bancários, intimou exaustivamente o contribuinte a comprovar a origem dos mesmos, como ocorreu na presente ação fiscal, cuja comprovação o contribuinte não apresentou. Diante da situação, ficou configurada a hipótese de incidência estabelecida no ordenamento legal e justificase a autuação. (...) O contribuinte, regularmente intimado, não comprovou a origem dos depósitos em suas contas bancárias. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários, que não pode ser substituída por meras alegações. Do levantamento efetuado, obtemos, mês a mês os valores depositados e não comprovados, em que pese à justificativa dada pelo contribuinte. Tais depósitos foram consolidados na planilha "Valores Tributáveis Depósitos de Origem não Comprovada". Nesta planilha temos o registro de cada depósito, indicando o histórico constante dos extratos apresentados pelo contribuinte, o número do documento, o valor. Para efeitos de tributação, os Fl. 326DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 321 8 depósitos foram agrupados mês a mês. Constam ainda da planilha o Banco, Agência e Conta em que ocorreram os depósitos. Tal planilha é resultante das planilhas "Depósitos" excluídos os valores constantes das planilhas "Pagamentos Recebidos por DLS Representações Franca Ltda. por vendas de couro para Calçados Sândalo Ltda." e "Pagamentos Recebidos por DLS Representações Franca a título de Comissões". (destaquei) Sustenta o recorrente que os valores transitados em sua conta corrente não lhe pertenciam, e que eram transferidos para diversas pessoas jurídicas, que seriam as verdadeiras titulares dos recursos, ficando retido, apenas, a parcela decorrente de sua comissão pela prestação de serviços de representação comercial. Todavia, tal argumentação, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não se mostra suficiente para comprovação da origem dos depósitos. Neste ponto, como bem destacou a decisão recorrida (fl. 290), a saída de recursos de suas contas bancárias não comprovam que não o tenham beneficiado como rendimentos próprios, seja para investimentos em outras pessoas jurídicas, seja para outro fim, porquanto a lei exige que seja comprovada a origem do depósito, e não a sua destinação. Destaquese, ainda, que o recorrente não comprovou as diversas representações que aponta, muito menos estabeleceu a sua relação individualizada com os depósitos em questão. De fato, é certo que um depósito realizado em conta corrente bancária, necessariamente, não ocorre exatamente no mesmo valor de um único documento, ou de um único cheque, como sustenta o recorrente; mas também é correto concluir que o depositante deve estabelecer um mínimo de controle de suas operações, especialmente, como, no caso concreto, em que conforme alega o recorrente, utiliza sua conta corrente pessoa física para movimentação de valores recebidos pela pessoa jurídica do qual é sócio, valores estes que seriam decorrentes de sua atividade como representante comercial. Verificase, aqui, que o autuado sequer comprovou as diversas representações que argumenta possuir, tampouco logrou êxito em estabelecer a relação individualizada dos depósitos questionados. Relativamente às alegações de que depósitos bancários, por si só, não representam fato gerador do IRPF e de que a autoridade fiscal não comprovou acréscimo patrimonial a descoberto que pudesse ser demonstrado pelas movimentações bancárias do contribuinte, cumpre destacar a seguir o disposto na Súmula CARF nº 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Repisese que os depósitos bancários verificados pela fiscalização como sendo recursos da DLS Representações Franca Ltda., comprovados através das respectivas notas fiscais, não compuseram a base de cálculo do lançamento em exame, pois foram tributados na referida pessoa jurídica. O recorrente não comprovou nos autos que os valores tributados no presente lançamento seriam os mesmos tributados na exigência fiscal formalizada contra a DLS Fl. 327DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13855.001607/200600 Acórdão n.º 280101.545 S2TE01 Fl. 322 9 Representações Franca Ltda., ou seja, não comprovou que “a receita que é imputada à pessoa física é a receita decorrente dos cheques emitidos pela Sândalo para a empresa Antik, e das quitações de duplicatas de emissão da Antik contra a Sândalo, procedidas pela pessoa física”. Diante deste cenário, não há que se falar em bitributação destes valores, como apontado pelo litigante em sua defesa. Neste ponto, impende ainda destacar que nada obsta o julgamento da presente lide. Não há razão, portanto, para se acatar o pleito do recorrente no sentido de que fosse efetuada a análise conjunta deste processo com o processo administrativo n° 13855.002166/200655, formalizado contra a empresa DLS Representações Franca Ltda., citado na peça recursal. Assim, diante do exame dos autos, constatase que o recorrente, embora intimado por diversas vezes a comprovar, mediante a apresentação de documentação hábil e idônea, a origem de valores depositados em suas contas bancárias, atinentes aos anos calendários de 2003 e 2004, não conseguiu equacionar, de forma razoável, os depósitos questionados com os pretensos valores recebidos. Deveras, não há dúvidas de que a Lei n° 9.430/96 definiu que os depósitos bancários de origem não comprovada caracterizam omissão de rendimentos e não meros indícios de omissão, estando, por conseguinte, tais valores sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda nos termos do art. 3°, § 4°, da Lei n° 7.713, de 1988. Por fim, quanto à jurisprudência invocada na peça recursal, salientese que, excetuandose as Súmulas CARF aprovadas e as decisões judiciais que vinculam este Órgão (nos termos do art. 62A do seu Regimento), que não foram trazidas à colação, tal posição não vincula as decisões prolatadas por este Colegiado. Diante do exposto, VOTO por rejeitar a preliminar suscitada, indeferir o pleito de posterior juntada de provas, bem como o pedido de realização de diligências e/ou perícias e, no mérito, por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 328DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Assinado digitalmente em 24/05/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10855.003274/2002-23
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.725
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - Multa por atraso na entrega da Declaração
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200610
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10855.003274/2002-23
anomes_publicacao_s : 200610
conteudo_id_s : 6132920
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.725
nome_arquivo_s : 30101725_10855003274200223_200610.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : LUIZ ROBERTO DOMINGO
nome_arquivo_pdf_s : 10855003274200223_6132920.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
id : 4625392
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886157668352
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-10T17:13:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-09-10T17:13:24Z; Last-Modified: 2013-09-10T17:13:24Z; dcterms:modified: 2013-09-10T17:13:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:fde220cd-0fff-4675-bc2a-795b7e85c9fe; Last-Save-Date: 2013-09-10T17:13:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-09-10T17:13:24Z; meta:save-date: 2013-09-10T17:13:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-09-10T17:13:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-09-10T17:13:24Z; created: 2013-09-10T17:13:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2013-09-10T17:13:24Z; pdf:charsPerPage: 907; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-09-10T17:13:24Z | Conteúdo => Presidente MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° : 10855.003274/2002-23 Recurso n° : 132.806 Sessão de : 19 de outubro de 2006 Recorrente : MARINALDO DE JESUS SOUZA Recorrida : DRJ/RECIFE/PE RESOLUÇÃO M-301-1.725 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACiLIO DA AS ARTAXO LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Valmar Fonseca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS Processo n° : 10855.003274/2002-23 Resolução n° : 301-1.725 RELATÓRIO Trata-se Recurso Voluntário interposto pelo Contribuinte contra decisão prolatada pela DRJ - RECIFE/PE, que manteve lançamento de multa por atraso de entrega da Declaração do Imposto sobre Propriedade Territorial Rural - DITR exercício de 1997, relativo a propriedade rural Sitio Encanto, localizada no Povoado de Vereda, no município de Livramento de Nossa Senhora, Bahia registrada na Secretaria da Receita Federal sob o n° 5.447.694-1 com Lea total de 2,0 ha. Intimado da decisão de primeira instancia, em 24/04/2003, o Recorrente interpôs tempestivo Recurso Voluntário, em 24/04/2003, no qual alega que não é possuidor de propriedade em questão, ou de qualquer outra propriedade na Comarca de Livramento bem como não encaminhou a DITR/97. • Em seu pedido requer a anulação do Auto de Infração com o conseqüente cancelamento do lançamento efetuado. o Relatório. • • Sala das Sessões, em ouiubr de 2006 Processo n° : 10855.003274/2002-23 Resolução n° : 301-1.725 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator 0 Recurso Voluntário é tempestivo, pois, em 24/04/2003 ao tornar ciência da decisão proferida no acórdão DRJ/REC n° 04.010 de 21/03/2003, o Recorrente apresentou petição onde nega a propriedade do imóvel em discussão, bem como afirma que a declaração da DITR/97 não foi realizada por ele. A petição cujo protocolo consta de 05/01/2004, apenas configura-se como razões mais elaboradas, deste modo, o Recurso Voluntário interposto preenche os requisitos para sua admissibilidade, razão pela qual, dele tomo conhecimento. Cuida-se de multa pelo atraso na entrega e Declaração de ITR11997, relativamente ã imóvel rural com 2,0 ha. Entendo que para deslinde da questão, é necessário o conhecimento e a verificação de documentos que não estão acostados aos autos, deste modo, voto por CONVERTER 0 JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para determinar que a repartição de origem: a) oficie o Cartório de Registro de Imóveis, para que preste informação sobre a propriedade do imóvel na data da entrega da declaração; b) junte aos autos a ficha cadastral do imóvel constante no sistema da receita e as alterações havidas desde o primeiro registro do NIRF; c) junte aos autos também, o registro do CPF do Sr. Marinaldo de Jesus Souza; Concluida a diligência, intime-se o contribuinte para, querendo manifeste-se acerca das informações prestadas, voltando os autos para julgamento. LUIZ ROBERTO OMINGO - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000763/2005-83
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. CONFRONTO DE INFORMAÇÕES.
É legítimo o lançamento baseado em omissão de rendimentos apurada pelo confronto das informações prestadas pela fonte pagadora com os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte.
RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA.
O contribuinte do imposto de renda é o adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza. A responsabilidade atribuída à fonte pagadora tem caráter apenas supletivo, não exonerando o contribuinte da obrigação de oferecer os rendimentos à tributação.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2801-001.519
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. CONFRONTO DE INFORMAÇÕES. É legítimo o lançamento baseado em omissão de rendimentos apurada pelo confronto das informações prestadas pela fonte pagadora com os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. O contribuinte do imposto de renda é o adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza. A responsabilidade atribuída à fonte pagadora tem caráter apenas supletivo, não exonerando o contribuinte da obrigação de oferecer os rendimentos à tributação. Recurso negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10315.000763/2005-83
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 6644284
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.519
nome_arquivo_s : 280101519_10315000763200583_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10315000763200583_6644284.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
id : 4740358
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:08 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886171299840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1748; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 245 1 244 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10315.000763/200583 Recurso nº 168.281 Voluntário Acórdão nº 280101.519 – 1ª Turma Especial Sessão de 14 de abril de 2011 Matéria IRPF Recorrente RICARDO LIRA DOS SANTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. CONFRONTO DE INFORMAÇÕES. É legítimo o lançamento baseado em omissão de rendimentos apurada pelo confronto das informações prestadas pela fonte pagadora com os rendimentos tributáveis declarados pelo contribuinte. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. O contribuinte do imposto de renda é o adquirente da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza. A responsabilidade atribuída à fonte pagadora tem caráter apenas supletivo, não exonerando o contribuinte da obrigação de oferecer os rendimentos à tributação. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tania Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis e Ewan Teles Aguiar. Relatório Fl. 258DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 40.001,02, referente ao exercício de 2000, a título de imposto (R$ 14.997,95), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 11.248,46), além de juros de mora (R$ 13.754,61). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos e de dedução indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte. Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que, através da Ação Trabalhista nº 01.001.00718/96 (novo numero 00718.1996.001.000) teve os seus direitos trabalhistas reconhecidos, razão pela qual, em um primeiro momento, mais precisamente em 16 de Abril de 1999, foi autorizada através de alvará judicial, a retirada de R$ 75.485,18 mais honorários advocatícios e imposto de renda. Em um segundo momento o processo foi finalizado no ano de 2001 com recebimentos de R$ 42.565,36, mais honorários advocatícios, imposto de renda e contribuição INSS. Sustentou que informou, corretamente, na declaração de Imposto de Renda Pessoa Física exercício de 2000 e anocalendário 1999 a retenção de R$ 29.847,38 e o direito a restituir de R$ 24.504,39, bem como, na declaração de Imposto de Renda Pessoa Física exercício ano de 2002, anocalendário 2001, a retenção de R$ 19.067,42 e o direito a restituir de R$ 14.308,93. Requereu, portanto, que seja eximido de qualquer responsabilidade, dado que a fonte pagadora demonstrou não pretender fazer correções em sua DIRF referente ao exercício 2000, anocalendário 1999 e nem arcar com as consequências financeiras de tal ato. A 1ª Turma da DRJ/Fortaleza/CE, conforme Acórdão de fls. 219/233, julgou procedente o lançamento, conforme os fundamentos consubstanciados nas seguintes ementas: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS ACUMULADOS. PROCESSO JUDICIAL DE AÇÃO TRABALHISTA. ALVARÁ. Mantémse o lançamento por Auto de Infração, lavrado por omissão de rendimentos, quando demonstrado nos autos que o contribuinte deixou de informar na Declaração de Ajuste Anual a totalidade do valor percebido, durante o anocalendário, por levantamento de depósito judicial feito através de alvará de autorização, em processo de ação judicial trabalhista. COMPENSAÇÃO DE IRRF. RESPONSABILIDADE DO BENEFICIÁRIO DOS RENDIMENTOS E DA FONTE PAGADORA. Compete ao contribuinte oferecer a totalidade de seus rendimentos à tributação, ainda, que os mesmos não tenham sofrido a devida retenção do imposto. Invocar a responsabilidade da fonte pagadora não exime o contribuinte do pagamento do imposto, acrescido dos encargos legais e penalidades aplicáveis. IRRF. COMPENSAÇÃO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Fl. 259DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Processo nº 10315.000763/200583 Acórdão n.º 280101.519 S2TE01 Fl. 246 3 O imposto na fonte compensável é aquele devidamente demonstrado em documento fornecido pela fonte pagadora dos rendimentos, comprovando a retenção e o recolhimento. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 08/09/2008 (fl. 238), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 239/241, em 07/10/2008, no qual pretende seja cancelado o crédito tributário sob exame, e, ainda, seja lhe deferida restituição apurada em sua declaração original, pelas razões defesa que serão sintetizadas a seguir: • Os valores constantes em sua declaração estão condizentes com os documentos já apresentados, referentes à Sentença judicial/Alvará Judicial de Autorização no. 00872/1999 que comprova o recebimento do valor de R$ 75.858,18, no dia 16/04/1999, e o pagamento ao advogado ao advogado de R$ 26.361,50 no dia 16/04/1999; • Coube ao banco HSBC o recolhimento autorizado judicialmente, no valor de R$ 29.847,38 no dia 16/04/1999 a título de IRPF retido na fonte mais INSS, sendo que a própria natureza do tributo, por si só, não permitiria o seu pagamento somente em 2001 como aconteceu; • O Banco Bamerindus do Brasil S/A (HSBC Bank Brasil S/A) não agiu com boa fé ao não recolher o imposto de renda na fonte dentro das suas especificações, fazendo isto somente em anos posteriores, acrescidos de juros e correções monetárias, e em conjunto com o imposto de renda incidente em outro exercício, mesclando valores e dificultando as análises por parte do contribuinte, leigo neste ramo da tributação, e a própria receita, que tem que fazer um malabarismo para identificar os atos daquela instituição. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A despeito do inconformismo do recorrente, os fundamentos do voto condutor da decisão recorrida não merecem reparos, pelo que peço vênia para transcrevêlos e aqui adotálos como razões de decidir, in verbis: “QUANTO À INFRAÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS Durante o procedimento fiscal, o contribuinte esclareceu que os rendimentos informados na Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, ano calendário 1999, no valor de R$ 40.375,49, referemse a levantamento de depósito a disposição da Justiça, feito através de Alvará Judicial, em 16/04/1999, no valor de R$ 75.485,18, relacionado a um processo judicial de ação trabalhista movido contra Fl. 260DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES 4 o Banco HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/099549, efetivado em 16/04/1999. O contribuinte esclareceu, ainda, que a diferença, no valor de R$ 35.109,69, foi informada, na declaração, como rendimentos isentos e não tributáveis, relacionados a valores de aviso prévio indenizado, indenização por rescisão do contrato de trabalho e FGTS. Ainda, durante o procedimento fiscal, o contribuinte argumentava que o valor levantado correspondia ao valor líquido, descontado do Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$ 29.847,38. Argumentava, ainda, que a responsabilidade pela retenção e recolhimento do IRRF caberia ao Banco HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/099549. Da análise dos fatos esclarecidos pelo contribuinte, a fiscalização verificou que: 1) o contribuinte recebeu em 16/04/1999, o valor de R$ 75.485,18, por • alvará judicial; 2) o contribuinte recebeu em 02/04/2001, o valor de R$ 40.672,70, por alvará judicial; 3) os pagamentos totalizaram o valor de R$ 152.687,56 que somados a correção dos depósitos judiciais no montante de R$ 38.187,04, importam o valor global de R$ 190.874,60. O valor da retenção do imposto de renda na fonte foi efetuado somente em 03/04/2001 no valor de R$ 52.094,22; 4) foi apresentada Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) pelo Banco HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/00194, informando pagamento ao contribuinte, no mês de março de 2001, no valor total de R$ 190.874,60, com retenção de Imposto de Renda na Fonte, no valor de R$ 52.094,22; 5) a Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001, demonstra rendimentos percebidos do Banco HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/00194, no valor total de R$ 78.859,74, e correspondente Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$ 52.094,22, e saldo de imposto a restituir, no valor de R$ 32.967,60; 6) a Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, ano calendário 2001 foi liberada sob condição de se considerar na Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, o valor de R$ 75.485,18, como rendimentos percebidos do HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/00194; 7) o valor da restituição de R$ 32.967,60 foi colado à disposição do contribuinte, tendo sido resgatado o valor de R$ 42.805,13; 8) o contribuinte não retificou a Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, para considerar como rendimento tributável o valor de R$ 75.485,18, recebido em 16/04/1999, e excluir o IRRF no valor de R$ 29.847,38. Da análise desses fatos, vêse que a motivação da infração de omissão de rendimentos relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, foi o fato de o contribuinte ter percebido o valor consignado na DIRF relativa ao anocalendário de 2001 em duas parcelas, em anos Fl. 261DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Processo nº 10315.000763/200583 Acórdão n.º 280101.519 S2TE01 Fl. 247 5 calendário diferentes: uma em 16/04/1999, nos valores de R$ 75.485,18 e de R$ 26.361,50, e outra em 02/04/2001, nos valores de R$ 40.672,70, de RS 10.168,18. Vêse, ainda, que a fiscalização, relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001, aceitou como rendimento tributável o valor de R$ 78.859,74, conforme informado na declaração, contra um valor de R$ 190.874,60, conforme o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, aceitando o IRRF, no valor de R$ 52.094,22. Nesse ponto, há de se esclarecer que o valor de R$ 78.859,74, informado na Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001, corresponde à diferença entre o valor total percebido acrescido de correção monetária (R$ 152.687,56+38.187,04) e os seguintes valores: 1) de R$ 75.485,18, recebido em 16/04/1999; 2) de R$ 26.361,50, recebido pelo advogado, em 16/04/1999; 3) de R$ 10.168,18, recebido pelo advogado, em 02/04/2001. Nessa situação, relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, teria que se considerar como rendimento tributável o valor de R$ 75.485,18, uma vez que, de acordo com o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, relativamente ao anocalendário de 2001, o rendimento tributável somou o valor de R$ 190.874,60 e o rendimento isento somou o valor de R$ 50.266,35, relativamente aos rendimentos percebidos do HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/00194. Há de se ressaltar que a Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001 foi revisada pela fiscalização e liberada sem alteração, sob a condição de fosse retificada a Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, para se considerar como rendimento tributável o valor de R$ 75.485,18, e se excluir o IRRF, no valor de R$ 29.847,38. Verificase, facilmente, que o saldo de imposto a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001, foi resgatado pelo valor corrigido, que importou em R$ 42.805,13. Quanto aos rendimentos isentos e não tributáveis relacionados à rescisão do contrato de trabalho, não há como se aceitar o argumento de que do valor de R$ 75.485,18, apenas o valor de R$ 40.375,49, seja rendimento tributável, conforme declarado. Esse julgamento é baseado na simples análise das declarações de ajuste, como abaixo se demonstra: Examinandose as declarações, constatase, relativamente ao item correspondente à isenção por indenizações por rescisão contrato de trabalho que: a) relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, foi informado como rendimentos isentos por rescisão de contrato de trabalho o valor de R$ 91.318,57; b) relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001, foi informado como rendimentos isentos por rescisão de contrato de trabalho o valor de R$ 50.266,35. Fl. 262DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES 6 Como já esclarecido, conforme as informações do Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção na Fonte, fls. 182, relativa ao anocalendário de 2001, a totalidade dos rendimentos isentos relacionados ao processo judicial importou em R$ 50.266,35, devidamente informado na Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2002, anocalendário 2001. Esse valor foi aceito pela fiscalização, ao considerar como rendimento tributável, apenas, o valor de R$ 78.859,74. Ademais, na impugnação não se verifica documento que possa justificar que do valor de R$ 75.485,18, apenas, seja tributável o valor de R$ 40.375,49. Portanto, não merece reparo o feito fiscal de ter considerado como rendimento tributável o valor de R$ 75.485,18, relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999. QUANTO À GLOSA DO IRRF Como já bastante esclarecido, relativamente à Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2000, anocalendário 1999, a fiscalização glosou o Imposto de Renda Retido na Fonte, no valor de R$ 29.847,38, por falta de comprovação. Para o presente caso, não se verificou, na DIRF apresentada pelo HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/00194, relativamente ao anocalendário de 1999, o contribuinte como beneficiário de rendimento com retenção de Imposto de Renda. Também, o' contribuinte não apresentou, durante o procedimento fiscal, nenhum documento que demonstrasse a efetiva retenção do imposto, quando do levantamento do Alvará Judicial, de 16/04/1999. Na impugnação, o contribuinte argumentou que; a) o levantamento pelo Alvará, no valor de R$ 75.485,18, no dia 16/04/1999, corresponde ao valor líquido, já descontado o IRRF; b) a comprovação da retenção e do recolhimento do IRRF cabe à fonte pagadora dos rendimentos. De pronto, não merece prosperar os argumentos. Se o valor percebido foi o líquido, caberia ao contribuinte, se desconhecia o IRRF, ter informado o rendimento através de reajustamento da base de cálculo. O que não foi o caso. É certo que o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos recebidos acumuladamente percebidos por ação judicial trabalhista é compensável com o Imposto de Renda apurado na Declaração de Ajuste Anual (Lei n° 7.713, de 1988, art.12; Lei n° 8.134, de 1990, art. 3'; Lei n° 9.250, de 1995, art.12°). É certo também que o Imposto Retido na Fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado na declaração, se, efetivamente, o ônus de pagamento tenha sido do contribuinte e o contribuinte possua comprovante de rendimentos e de retenção de imposto emitido em seu nome pela fonte pagadora (Lei n° 7.450, de 1985, artigo 55). Para o presente caso, vêse que o contribuinte, intimado, não carreou aos autos nenhum documento que demonstrasse ter havido retenção de imposto de renda, relativamente ao Alvará Judicial de 16/04/1999, no valor de R$ 75.485,18. A argumentação de que o valor do alvará é líquido já descontado do valor do IRRF carece de comprovação. Não tendo o contribuinte logrado comprovar a efetividade da retenção e do recolhimento do IRRF, é indevida a compensação, pois nos termos do artigo 12, Fl. 263DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Processo nº 10315.000763/200583 Acórdão n.º 280101.519 S2TE01 Fl. 248 7 inciso V, da Lei n° 9.250, de 1995, somente poderá ser compensado do imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual o imposto retido na fonte correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo. Em sua defesa, o contribuinte além de requerer compensação vem sugerindo cobrança contra a fonte pagadora dos rendimentos, pela falta de informação sobre a retenção e recolhimento do imposto de renda na fonte, através da DIRF, relativa ao anocalendário de 1999. De uma forma geral, a sujeição passiva tributária é tratada no art. 121, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966..CTN, nos seguintes termos: Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal dizse: 1 contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador II responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. No que se refere à responsabilidade da fonte pagadora, no que tange à retenção e ao recolhimento do imposto de renda na fonte, assim determinam os artigos. 717 e 722, parágrafo único, ambos do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, RIR199, abaixo transcritos: Art. 717. Compete à fonte reter o imposto de que trata este Título, salvo disposição em contrário (Decretolei n° 5.844, de 1943, art. 99 e 100, e Lei n° 7.713, de 1988, art. 7°, § 1°). Art. 722. A fonte pagadora fica obrigada ao recolhimento do imposto, ainda que não o tenha retido (Decretolei n° 5.844, de 1943, art. 103). Parágrafo único. No caso deste artigo, quando se tratar de imposto devido como antecipação e a fonte pagadora comprovar que o beneficiário já incluiu o rendimento em sua declaração, aplicarseá a penalidade prevista no art. 957, além dos juros de mora pelo atraso, calculados sobre o valor do imposto que deveria ter sido retido, sem obrigatoriedade do recolhimento deste. Há de se ressaltar que a fonte pagadora dos rendimentos, HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A, CNPJ n° 76.543.115/00194, mesmo intimada, não apresentou documento que demonstrasse a efetividade da retenção do imposto de renda, quando do levantamento do depósito judicial, feito través do Alvará de 16/04/1999. Pelos documentos acostados aos autos, constatase que, somente em 2001, é que houve a retenção do Imposto de Renda sobre a totalidade do valor ganho como Fl. 264DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES 8 direito no processo judicial e o efetivo recolhimento, conforme a DIRF apresentada pelo HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo — Banco Bamerindus do Brasil S/A. Em 2001, houve o segundo levantamento do depósito judicial, feito través do Alvará de 02/04/2001 Desta forma, não tendo o contribuinte logrado comprovar a efetividade da retenção do IRRF, no valor de R$ 29.487,38, conforme consignado na Declaração de Ajuste Anual, é indevida a compensação do IRRF na Declaração de Ajuste Anual, nos termos do artigo 12, inciso V, da Lei n° 9.250, de 1995 (artigo 87 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999). Reprisese que somente poderá ser compensado do imposto devido apurado na Declaração de Ajuste Anual o imposto retido na fonte correspondente aos rendimentos incluídos na declaração e respaldado em documentos que demonstrem a efetiva retenção por parte da fonte pagadora dos rendimentos.” Quanto à responsabilidade tributária da fonte pagadora, acrescentese que a fonte pagadora tem a obrigação, decorrente de lei, de reter o imposto de renda devido na fonte, nos casos em que efetua o pagamento de valores, de caráter remuneratório, em decorrência de ação trabalhista. Se a retenção não se efetiva, a obrigação de pagar o imposto de renda passa a ser do contribuinte, que adquiriu a disponibilidade econômica e não está isento do pagamento do tributo, já que a fonte não o substitui, sendo mera responsável subsidiária pela retenção e antecipação do recolhimento. Correto, portanto, a imputação do ônus tributário ao contribuinte sujeito à entrega da declaração de ajuste anual, já que transposto o limite temporal de 31/12 do ano calendário em que se auferiu a renda, bem como o prazo da entrega da declaração de ajuste anual. Tal entendimento decorre, principalmente, da regra prevista no artigo 45 do Código Tributário Nacional, segundo a qual contribuinte do imposto de renda é o titular da disponibilidade econômica ou jurídica da renda ou de proventos de qualquer natureza. O fato de a fonte pagadora não ter efetuado a retenção do imposto de renda na fonte não exime o beneficiário dos rendimentos de oferecêlos à tributação, na declaração de ajuste anual, nos termos dos artigos 9° e seguintes da Lei n° 8.134/1990. A responsabilidade atribuída à fonte pagadora, que decorre da norma contida no § único, do artigo 45, do CTN, não é infinita e tem seu termo final materializase quando da entrega da declaração de ajuste anual, oportunidade em que o sujeito passivo direto da obrigação tributária, está obrigado a informar todos os rendimentos percebidos no ano calendário, apurando se há saldo de imposto a pagar ou valor a ser restituído. Assim, a autoridade lançadora somente pode exigir da fonte pagadora o imposto que ela não reteve quando tal fato for constado antes do prazo fixado para a entrega da respectiva declaração de ajuste anual, porquanto não aparecerá, ainda, para o contribuinte (beneficiário do rendimento) o dever de oferecer eventuais rendimentos à tributação. Este tem sido o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme demonstra o Acórdão CSRF/0105.026, de 09/08/2004, cujo entendimento se resume na ementa a seguir transcrita: IMPOSTO DE RENDA NA FONTE ANTECIPAÇÃO FALTA DE RETENÇÃO — LANÇAMENTO APÓS 31 DE DEZEMBRO DO ANOCALENDÁRIO — EXCLUSÃO DA Fl. 265DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES Processo nº 10315.000763/200583 Acórdão n.º 280101.519 S2TE01 Fl. 249 9 RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA PELO RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DEVIDO Se a previsão da tributação na fonte se dá por antecipação do imposto devido na declaração de ajuste anual de rendimentos, e se a ação fiscal ocorrer após 31 de dezembro do ano do fato gerador; incabível a constituição de crédito tributário através do lançamento de imposto de renda na fonte, pessoa jurídica pagadora dos rendimentos. Recurso especial negado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 266DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/04/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 1 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/04/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES
score : 1.0
Numero do processo: 10630.001500/2008-61
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS.
Mantém-se a glosa de despesas médicas quando o contribuinte não comprova a efetividade dos serviços e nem dos pagamentos alegados.
PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO.
Imprescindível a realização de perícia somente quando necessário a produção de conhecimento técnico estranho à atuação do órgão julgador, não podendo servir para suprir omissão na produção de provas.
INTIMAÇÕES. ENDEREÇO.
As intimações e notificações, no processo administrativo fiscal, devem ser encaminhadas ao domicílio tributário informado pelo contribuinte à Secretaria da Receita, Federal para fins cadastrais, ou ao endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo
sujeito passivo, em observância às disposições do Decreto nº 70.235, de 1972.
Pedido de perícia indeferido.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 2801-001.640
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de perícia e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Mantém-se a glosa de despesas médicas quando o contribuinte não comprova a efetividade dos serviços e nem dos pagamentos alegados. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Imprescindível a realização de perícia somente quando necessário a produção de conhecimento técnico estranho à atuação do órgão julgador, não podendo servir para suprir omissão na produção de provas. INTIMAÇÕES. ENDEREÇO. As intimações e notificações, no processo administrativo fiscal, devem ser encaminhadas ao domicílio tributário informado pelo contribuinte à Secretaria da Receita, Federal para fins cadastrais, ou ao endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo, em observância às disposições do Decreto nº 70.235, de 1972. Pedido de perícia indeferido. Recurso voluntário negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10630.001500/2008-61
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 6646553
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.640
nome_arquivo_s : 280101640_10630001500200861_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10630001500200861_6646553.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de perícia e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742129
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:10 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886174445568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1793; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 94 1 93 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.001500/200861 Recurso nº 889.106 Voluntário Acórdão nº 280101.640 – 1ª Turma Especial Sessão de 08 de junho de 2011 Matéria IRPF Recorrente ADALETE ANTONIA DE ALMEIDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Mantémse a glosa de despesas médicas quando o contribuinte não comprova a efetividade dos serviços e nem dos pagamentos alegados. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Imprescindível a realização de perícia somente quando necessário a produção de conhecimento técnico estranho à atuação do órgão julgador, não podendo servir para suprir omissão na produção de provas. INTIMAÇÕES. ENDEREÇO. As intimações e notificações, no processo administrativo fiscal, devem ser encaminhadas ao domicílio tributário informado pelo contribuinte à Secretaria da Receita, Federal para fins cadastrais, ou ao endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo, em observância às disposições do Decreto nº 70.235, de 1972. Pedido de perícia indeferido. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de perícia e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Fl. 101DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10630.001500/200861 Acórdão n.º 280101.640 S2TE01 Fl. 95 2 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 14.893,03, referente ao exercício de 2006, a título de imposto (R$ 7.488,83), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 5.616,62), além dos juros de mora (R$ 1.787,58). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de despesas médicas e despesas com instrução. Em sua impugnação, a contribuinte, inicialmente, argumentou que a única intimação que recebeu foi para tomar ciência do lançamento, destacando que o endereço constante da correspondência enviada pela Receita Federal está em desacordo com o constante de sua conta de luz. No mais, alegou que as deduções com despesas médicas estão baseadas na realidade e podem ser comprovadas pelas cópias dos documentos em anexo. A 6ª Turma da DRJ/Juiz de Fora/MG, conforme Acórdão de fls. 52/54, destacou que não foi impugnada a glosa da dedução de despesas com instrução, bem como a glosa das seguintes despesas médicas: Unimed, no valor de R$ 2.727,57; Imagem, no valor de R$ 60,00; Jorge Tadeu Lopes Santos, no valor de R$ 450,00; e César Augusto Araujo, no valor de R$ 40,00. Quanto à parcela restante da glosa de despesas médicas, concluiu pela sua procedência, tendo em vista que não foram devidamente comprovadas. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 08/09/2010 (fl. 62), a interessada, representada por seus advogados (fl. 84), interpôs recurso voluntário de fls. 67/83, em 01/10/2010, no qual defende que, nos termos da legislação de regência e com base na farta jurisprudência citada, o recibo onde conste o nome, endereço, CPF ou CNPJ do beneficiário, por si só, é verdadeiro, não cabendo, portanto, ao Fisco exigir comprovação de pagamento através de outro documento. Aduz também que é desnecessária declaração de prestação de serviços. Afirma que os valores das despesas médicas foram pagos em parcelas, sendo que não tem como provar os pagamentos individualmente conforme quer o fisco. Pretende sejam revistos os valores apurados pela decisão recorrida. Requer prova pericial no que couber. Solicita, ainda, que as intimações dos atos processuais sejam dirigidas ao endereço de seus procuradores. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 102DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10630.001500/200861 Acórdão n.º 280101.640 S2TE01 Fl. 96 3 De plano, registre que resta exigido no presente processo o imposto de renda pessoa física no valor de R$ 6.532,50, acrescido da correspondente multa de ofício de 75% e respectivos juros de mora, tendo em vista que o valor de R$ 55,00 (referente a despesas com instrução) foi transferido para o Processo n° 10630001797/200865 e o valor de R$ 901,33 (referente a despesas médica) foi transferido para o Processo n°10630720163/201020. O litígio cingese, portanto, à glosa de parcela da dedução de despesas médicas mantida pela decisão recorrida. Relativamente a essa questão, importa observar que a autuação está fundamentada na falta de apresentação dos comprovantes de despesas médicas solicitados pela fiscalização. A decisão recorrida, ao analisar o argumento da contribuinte de que não teria sido regularmente intimado a prestar esclarecimentos, tendo recebido tão somente a intimação para ciência do lançamento, concluiu que a contribuinte foi regularmente intimada a prestar os esclarecimentos constantes da citada intimação, não cabendo alegação de desconhecimento desta. Também rejeitou os comprovantes apresentados, às fls. 09/26, pela falta de comprovação do efetivo pagamento, considerando que o art. 73, §1°, do RIR/99, permite a requisição de elementos adicionais quando a dedução pleiteada é exagerada. Neste sentido, comparou o montante da despesas médicas declaradas de R$ 28.087,57 ao rendimento bruto declarado de R$ 63.341,34. Além disso, observou que cinco recibos anexados aos autos não foram preenchidos (fls. 25 e 26), não identificando o tratamento, quem pagou, quem é o beneficiário, qual o endereço da prestação do serviço. Em sede de recurso, a interessada defende que os recibos apresentados, quando da apresentação da impugnação, são, por si só, provas suficientes para o restabelecimento da dedução de despesas médicas. Ou seja, a recorrente se recusa a aditar elementos de provas julgados necessários pela decisão recorrida a comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Salientese que tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. Assim, não demonstrando a recorrente, ainda que minimamente, que os serviços foram efetivamente prestados (com provas complementares que comprovassem, por exemplo, o tratamento odontológico) e que os valores foram realmente pagos durante o ano calendário de 2005 (com apresentação dos meios de pagamento, como cheques, depósitos bancários, transferências de valores, além de saques e recebimento de numerário em datas e valores compatíveis com as despesas alegadas), resta considerar correta a glosa das despesas médicas em questão. Fl. 103DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA Processo nº 10630.001500/200861 Acórdão n.º 280101.640 S2TE01 Fl. 97 4 No tocante às jurisprudências citadas, cumpre registrar que essas não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. O pedido de perícia deve ser indeferido tendo em vista que a produção de prova pericial atende ao pressuposto de ser necessário a produção de conhecimento técnico estranho à atuação do órgão julgador, não podendo servir para suprir omissão na produção de provas. Por fim, esclareçase que as intimações e notificações, no processo administrativo fiscal, devem ser encaminhadas ao domicílio tributário informado pelo contribuinte à Secretaria da Receita Federal para fins cadastrais, ou ao endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo, não havendo qualquer permissão para que outra opção seja indicada durante a tramitação do feito, conforme dispõe ao art. 23, do Decreto nº 70.235/1972: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) Diante do exposto, voto por indeferir o pedido de perícia e negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 104DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Assinado digitalmente em 15/06/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, 17/06/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAY DE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001035/2002-31
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 1997
Ementa: RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO TRABALHISTA.
Acordos firmados para pôr fim a demandas trabalhistas hão que trazer especificadas a natureza e o valor de cada parcela paga, com o fito de ser ter identificadas as verbas indenizatórias não sujeitas a incidência do imposto de renda. A ausência da discriminação individualizada e da comprovação de tais parcelas submete o total recebido à incidência do imposto de renda.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS NÃO TRIBUTÁVEIS.
COMPROVAÇÃO. Sem a comprovação com documentos hábeis e idôneos,
do recebimento de verbas a título de rendimentos não tributáveis é devido o Imposto de Renda nos termos do art. 43 do RIR. ÔNUS DA PROVA.
Incumbe ao contribuinte o ônus da prova quanto ao fato constitutivo de seu direito.
AUSÊNCIA DE PROVAS - OCORRÊNCIA - O contribuinte deve indicar
que o lançamento não tem suporte em prova documental. Mera alegação, destituída de comprovação, não tem o condão de arrostar o lançamento.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3804-000.082
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da
Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso quanto a opção pela via judicial. Relativamente as demais questões NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1997 Ementa: RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO TRABALHISTA. Acordos firmados para pôr fim a demandas trabalhistas hão que trazer especificadas a natureza e o valor de cada parcela paga, com o fito de ser ter identificadas as verbas indenizatórias não sujeitas a incidência do imposto de renda. A ausência da discriminação individualizada e da comprovação de tais parcelas submete o total recebido à incidência do imposto de renda. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS NÃO TRIBUTÁVEIS. COMPROVAÇÃO. Sem a comprovação com documentos hábeis e idôneos, do recebimento de verbas a título de rendimentos não tributáveis é devido o Imposto de Renda nos termos do art. 43 do RIR. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao contribuinte o ônus da prova quanto ao fato constitutivo de seu direito. AUSÊNCIA DE PROVAS - OCORRÊNCIA - O contribuinte deve indicar que o lançamento não tem suporte em prova documental. Mera alegação, destituída de comprovação, não tem o condão de arrostar o lançamento. Recurso não conhecido.
dt_publicacao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13706.001035/2002-31
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 6647112
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3804-000.082
nome_arquivo_s : 380400082_160589_13706001035200231_004.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 13706001035200231_6647112.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso quanto a opção pela via judicial. Relativamente as demais questões NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4733976
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886176542720
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-02T20:16:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-02T20:16:34Z; Last-Modified: 2009-10-02T20:16:34Z; dcterms:modified: 2009-10-02T20:16:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-02T20:16:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-02T20:16:34Z; meta:save-date: 2009-10-02T20:16:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-02T20:16:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-02T20:16:34Z; created: 2009-10-02T20:16:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-10-02T20:16:34Z; pdf:charsPerPage: 1785; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-02T20:16:34Z | Conteúdo => S3-TE04 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS trp1W.4 TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO r Processo n° 13706.001035/2002-31 Recurso n° 160.589 Voluntário Acórdão n° 3804-00.082 — 4' Turma Especial Sessão de 28 de maio de 2009 Matéria IRPF - Ex(s): 2000 Recorrente IRANY DA SILVA PINTO Recorrida ia TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ II Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 1997 Ementa: RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. ACORDO TRABALHISTA. Acordos firmados para pôr fim a demandas trabalhistas hão que trazer especificadas a natureza e o valor de cada parcela paga, com o fito de ser ter identificadas as verbas indenizatórias não sujeitas a incidência do imposto de renda. A ausência da discriminação individualizada e da comprovação de tais parcelas submete o total recebido à incidência do imposto de renda. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS NÃO TRIBUTÁVEIS. COMPROVAÇÃO. Sem a comprovação com documentos hábeis e idôneos, do recebimento de verbas a título de rendimentos não tributáveis é devido o Imposto de Renda nos termos do art. 43 do RIR. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao contribuinte o ônus da prova quanto ao fato constitutivo de seu direito. AUSÊNCIA DE PROVAS - OCORRÊNCIA - O contribuinte deve indicar que o lançamento não tem suporte em prova documental. Mera alegação, destituída de comprovação, não tem o condão de arrostar o lançamento. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso quanto a opção pela via judicial. Relativamente as demais questões NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. 111.1 Processo n° 13706.001035/2002-31 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.082 Fl. 2 / . . • / . ,~7// NEL ON Mi KN-I<--i)residente ,, MARCELO ,t-n DCOTO - Relator FORMALIZADO EM: 2 8 SET 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Marcelo Magalhães Peixoto, Júlio Cezar da Fonseca Furtado e Nelson Mallmann (Presidente). 2 W 1 Processo n° 13706.001035/2002-31 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.082 Fl. 3 Relatório Adoto o relatório da DRJ, por bem descrever os fatos e fundamentos da Autuação: "Contra a contribuinte acima qualificada foi lavrado o Auto de Infração do ano-calendário 1999 em virtude da apuração das seguintes infrações: Omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica ou fisica decorrentes de trabalho com vínculo empregatício- Banco do Brasil. Rendimentos incluídos R$ 24.382,16. IRPF incluído R$ 80,83. O enquadramento legal consta às folhas 08/10. Foi lançado o imposto de renda suplementar no montante de R$ 4.504,59, mais multa de oficio de 75% e juros de mora regulamentares, alcançando um total de R$ 9.126,74. A interessada apresentou impugnação onde alega, em síntese, que os rendimentos no valor de R$ 20.285,20, incluídos no lançamento, são objeto da ação judicial n.° 96.0038597-1, ajuizada com o propósito de não ter tributadas algumas verbas recebidas. Conclui afirmando que não cabe cobrança até o julgamento final da lide e requerendo o cancelamento do Auto de Infração." A DRJ, por unanimidade de votos, julgou PROCEDENTE o lançamento. Inconformado o contribuinte recorre a este Conselho, alegando no mérito improcedência do lançamento, uma vez que os valores percebidos à época pela Recorrente possuíam natureza indenizatória, e não remuneratória ou salarial, portanto não sujeito a tributação. É o relatório. d 1. 1 3 Processo n° 13706.001035/2002-31 S3-TE04 Acórdão n.° 3804-00.082 Fl. 4 Voto Conselheiro MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO, Relator O Recurso preenche as condições de admissibilidade. Não conheço do recurso quanto a opção pela via judicial, as demais questões dele conheço. Acertadamente a DRJ, não tomou conhecimento da impugnação apresentada no tocante aos rendimentos no valor de R$ 20.285,20, uma vez que o valor referido encontra-se em discussão em processo judicial federal. Não obstante, nota-se que a contribuinte, tanto em sua impugnação, bem como, tudo que consta nos autos, no que tange ao valor de R$ 4.096,96, não ofereceu impugnação expressa especifica. Também não apresenta elementos de prova para demonstrar direito a improcedência do lançamento. Assim, a não-impugnação especifica, é entendida como uma concordância ao lançamento estabelecido de oficio. No direito processual administrativo, o ônus da prova é de quem alega quanto aos fatos constitutivos de seu direito, assim cabe ao contribuinte documentalmente comprovar a improcedência do lançamento que pleiteia, nos termos do artigo 16 do PAF (Decreto n.° 70.235/72). Consolida-se administrativamente o crédito tributário relativo à matéria não impugnada (Decreto n" 70.235, de 1972, art. 17). Por todo o exposto, NEGO provimento ao recurso,mantendo a decisão da DRJ. Sala de Sessões —1 V , 28 de maio de 2009 401' MARCELO , t fr • :4' WtrOTO - Relator 4d 4 lok
score : 1.0
Numero do processo: 16004.000952/2006-27
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício. 2001, 2002
DESPESAS MÉDICAS - DEDUÇÃO - Não logrando o contribuinte
comprovar a efetividade dos serviços prestados e os correspondente
pagamentos, mantém-se a glosa das despesas médicas.
AUTO DE INFRAÇÃO - NULIDADE - Não caracterizadas falhas na
elaboração do lançamento, descabe a alegação de nulidade processual.
Recurso negada.
Numero da decisão: 3804-000.024
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Aug 27 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200903
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício. 2001, 2002 DESPESAS MÉDICAS - DEDUÇÃO - Não logrando o contribuinte comprovar a efetividade dos serviços prestados e os correspondente pagamentos, mantém-se a glosa das despesas médicas. AUTO DE INFRAÇÃO - NULIDADE - Não caracterizadas falhas na elaboração do lançamento, descabe a alegação de nulidade processual. Recurso negada.
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 16004.000952/2006-27
anomes_publicacao_s : 200903
conteudo_id_s : 4797096
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3804-000.024
nome_arquivo_s : 380400024_158047_16004000952200627_007.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO
nome_arquivo_pdf_s : 16004000952200627_4797096.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2009
id : 4734469
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Aug 27 09:26:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1742305886177591296
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T15:36:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T15:36:49Z; Last-Modified: 2009-09-09T15:36:49Z; dcterms:modified: 2009-09-09T15:36:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T15:36:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T15:36:49Z; meta:save-date: 2009-09-09T15:36:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T15:36:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T15:36:49Z; created: 2009-09-09T15:36:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-09-09T15:36:49Z; pdf:charsPerPage: 1159; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T15:36:49Z | Conteúdo => S3-TE04 A. 1 r--:;41n."--=‘- MINISTÉRIO DA FAZENDA -7? " • -St "71,\4: • • t;S::.„40 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo II° 16004.000952/2006-27 Recurso n° 158.047 Voluntário Acórdão n° 3804-00.024 — 4' Turma Especial Sessão de 19 de março de 2009 Matéria IRPF Recorrente MARY CRISTINA BALDO DE CARLI Recorrida 7' TURMA/DRJ-SÃO PAULO/SP II Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício. 2001, 2002 DESPESAS MÉDICAS - DEDUÇÃO - Não logrando o contribuinte comprovar a efetividade dos serviços prestados e os correspondente pagamentos, mantém-se a glosa das despesas médicas. AUTO DE INFRAÇÃO - NULIDADE - Não caracterizadas falhas na elaboração do lançamento, descabe a alegação de nulidade processual. Recurso negada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MARY CRISTINA BALDO DE CARLI. ACORDAM os Membros da Quarta Turma Especial da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 't N SO • MANN P ,-sident, JULIO CEZAR • 1 CA FURTADO Relator Processo ras 16004.000952/2006-27 CC0I/194 Acórdão n..3804-00.024 Fls. 2 FORMALIZADO EM: 12 MAI 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Amrylles Reinaldi e Henriques Resende e Marcelo Magalhães Peixoto. /2 2 Processo n° 16004.000952/2006-27 CC01/194 Acórdão n, 3804-00.024 Fls. 3 Relatório Por uma questão de economia processual, adoto, na integra o relatório da decisão de primeira instância: "Em ação levada a efeito na contribuinte acima qualificada, foi constituído crédito tributário no valor de R$ 17.262,06, sendo que R$ 5.087,50 a título de Imposto de Renda Pessoa Física, R$ 7.631,25 referentes à Multa de Oficio proporcional e R$ 4.543,31 referentes aos juros de mora, consubstanciado no Auto de Infração de fls. 33 a 38, com fundamento especificado em fls. 34 e 37. 2. A infração apurada, que resultou na constituição do crédito tributário referido, encontra-se relatada no Termo de Constatação Fiscal (fls. 29 a 32) e nos dá conta dos seguintes aspectos: 2.1. a presente ação fiscal foi motivada pelo fato de ter sido observado, nos últimos anos, um crescimento enorme nas despesas com Psicologia, Fisioterapia e Odontologia. A DRF São José do Rio Preto desenvolveu um trabalho de apuração especial e verificou que alguns desses "profissionais" não existem e outros "profissionais" emitiram recibos sem a efetiva prestação de serviços; 2.2. analisando a DIRPF, referente ao ano-calendário de 2000, verificou-se despesa médica em nome de Alessandra Gomes, no valor de R$ 6.000,00, e de Izabel Cristina Taceli, no valor de R$ 7.500,00, e analisando a D1RPF, referente ao ano-calendário de 2001, despesa em nome de Carlos Eduardo Carvalho de Freitas, no valor de R$ 5.000,00; 2.3. em procedimento fiscal realizado junto aos emitentes dos recibos, constatou-se a inidoneidade de documentos emitidos por esses profissionais: 2.3.1. a profissional Alessandra Gomes foi intimada e informou que emitiu os recibos a pedido do própria interessada sem prestação de serviços profissionais; 2.3.2. a profissional Izabel Cristina Tacelli, em processo de Representação Fiscal para fins Penais, informou que forneceu recibos sem prestação de serviços profissionais; 2.3.3. em nome de Carlos Eduardo Carvalho de Freitas foi elaborada Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz homologado pelo Delegado da DRF de São José do Rio Preto, conforme processo administrativo n" 10850.002847/2004-11, concluindo que os recibos emitidos pelo referido profissional a partir de 01/01/1997 até 31/12/2003 são imprestáveis e ineficazes para dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa fisica; 2.4. concluiu-se que a contribuinte não se utilizou dos serviços médicos dos profissionais acima citados, bem como, não foram efetuados os pagamentos referentes às Despesas Médicas pleiteadas, ficando caracterizado o evidente intuito de fraude do mesmo, visando reduzir o imposto devido nos anos-calendário de 2000 e 2001; e 3 1 Processo tf 16004.000952/2006-27 CCO I/T94 Acórdão n.° 3804-00.024 ns 4 2.5. a fiscalização efetuou a glosa das despesas médicas declaradas e não comprovadas e constituiu o crédito tributário por meio do presente auto de infração; 2.6. foi formulada a competente Representação Fiscal para Fins Penais ao Ministério Público Federal, em conformidade com o Decreto n°2.730/1998 e Portaria SRF n° 326/2005. 3. O Auto de Infração foi lavrado em 30/10/2006, tomando a autuada ciência em 09/11/2006, via postal, conforme AR de fls. 41, ingressou com a impugnação (fls. 42 a 45), em 11/12/2006, alegando, em resumo, que: 3.1. realizou os tratamentos, tendo em vista forte depressão decorrente do falecimento de seu cônjuge; 3.2. não basta a alegação dos profissionais de tamanha inverdade para que a SRF venha acusar a contribuinte de que não houve comprovação de que o trabalho foi prestado e o pagamento realizado; 3.3. em caso de dúvida cabe o principio do in dúbio pro reo • 4. Por fim, requer a impugnante que seja tornado insubsistente e nulo o termo de intimação fiscal n°08.1.07.00-2006-00920-7, que corresponde ao número da MPF." A Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em São Paulo, DRESP011, através da 7' Turma, julgou procedente o lançamento conforme Acórdão n° 17.17.662, de 19/03/2007, o qual porta a seguinte Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2000, 2001 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Mantém-se a glosa de despesas médicas não tendo a contribuinte logrado comprovar a efetividade dos pagamentos feitos e dos serviços realizados. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Comprovado que o procedimento fiscal foi feito regularmente, não se apresentando, nos autos, as causas apontadas no art. 59 do Decreto n° 70.235/1972, não há que se cogitar em nulidade processual, nem em nulidade do lançamento enquanto ato administrativo. Cientificado, em 10/04/2007, o interessado, tempestivamente, interpôs o recurso de fls . 67/81, através do qual alega a nulidade da decisão recorrida, e, no mérito, pondera que agiu dentro da lei, efetuava os pagamentos, recebia os recibos, não agindo de má-fe. É o Relatório. 4 Processo n°16004.000952/2006-27 COW194• Acórdão n.° 3804-00.024 Fls. 5 Voto Conselheiro JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A lide diz respeito a glosas de despesas médicas, sujeitas a multa agravada de 150%, consoante demonstrado no TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL de fls. 29/32. De acordo com o TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL citado, a razão determinante das glosas das despesas foi o fato de que os profissionais Alessandra Gomes e Izabel Cristina Taceli declararam que os recibos foram graciosos, não ocorrendo prestação de serviços, e, em relação ao profissional Carlos Eduardo Carvalho de Freitas pelo fato de haver contra ele Súmula de Documentação Tributariamente Ineficaz, expedida pelo Ato Declaratório n° 42, de 30/11/2004 (DOU — Seçãol , fls. 230, relativamente aos recibos emitidos a partir de 01/01/1997 até 31/12/2003, considerados imprestáveis e ineficazes para dedução da base de cálculo do imposto de renda de pessoa fisica. A interessada, em fase de recurso, não traz novos elementos de prova para afastar o lançamento e as ponderações da autoridade julgadora de primeira instância. Restringe-se a argumentar que efetuava os pagamentos, agindo expressamente dentro da lei, que a comprovação da prestação dos serviços encontra-se nos recibos pagos, não cabendo a ela provar que realmente se utilizou dos serviços, pois os recibos apresentados seriam suficientes para demonstrar seu direito. Esclareça-se, por oportuno, que na relação jurídico-tributária o ônus da prova incumbe a quem alega o direito. Assim, à autoridade fiscal compete investigar, diligenciar, demonstrar e provar a ocorrência ou não do fato tributário, observando os princípios do devido processo legal, da verdade material, do contraditório e da ampla defesa. Ao sujeito passivo, por sua vez, cabe apresentar prova em contrário, por meio dos elementos que demonstrem a efetividade do direito alegado, bem como hábeis para afastar a imputação da irregularidade apontada. Portanto, para se fazer jus a deduções na Declaração de Ajuste Anual, se toma indispensável que o contribuinte observe todos os requisitos legais, sob pena de ter os valores pleiteados glosados. Afinal, todas as deduções, inclusive as despesas médicas, por dizerem respeito à base de cálculo do imposto, estão sob reserva de lei em sentido formal, por força do disposto na Lei n°5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), art. 97, inciso IV. • Processo n" 16004.000952/2006-27 CCOI/T94 Acórdão 3804-00.024 Fls. 6 A propósito, confira-se o estabelecido na Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995, acerca de dedução de despesas médicas: "Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: (4. II - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; 2° O disposto na alínea "a" do inciso II: II (.). - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;" Por sua vez, o Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, art. 73, dispõe: "Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, ajuízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei n°5.844, de 1943, art. 11, §39." Verifica-se, portanto, que, diferentemente da tese defendida pelo recorrente, a dedução de despesas médicas na declaração do contribuinte está, sim, condicionada ao preenchimento de alguns requisitos legais. Desse modo, se a interessada foi questionada acerca da efetividade dos serviços médicos que alega ter se submetido e dos correspondentes pagamentos, faz-se necessário que ela apresente documentos hábeis e suficientes para comprovar o direito pleiteado. Não o fazendo, como no caso, sujeita-se à glosa dos valores indevidamente incluídos na Declaração de Ajuste Anual, eis que aqui o ônus da prova do direito pretendido (dedução de despesas médicas) é da declarante. Quanto aos princípios constitucionais invocados, registre-se que o lançamento e a decisão recorrida se fizeram com estrita observância dos princípios que norteiam a atividade administrativa. 6 • Processo e 16004.000952/2006-27 CCO 11794 Acórdão n.° 3801-00.024 Fls. 7 Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É COMO voto. Sala das Sessões - DF, em 19 de março de 2009 JULIO CEZAR D ONSECA FURTADO 7 Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009000.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1 _0009200.PDF Page 1 _0009300.PDF Page 1 _0009400.PDF Page 1
score : 1.0
