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Numero do processo: 11060.000384/93-91
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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PROGRAMA DE FORMAÇMO DO PATRIMONIO DO SERVIDOR PU- BLICO - PASEP - São passíveis de lançamento de ofício as contribuiçbes não recolhidas espontanea- mente, uma vez cumprido o disposto no artioo So. da Lei Complementar nr. 08170. Visfos, relatados e discutido=, os presentes autos de recurso interposto por VITORIAWAGEN LOCADORA LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira rmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento par- cial ao recurso, para excluir da tributação as exiotsncias d ..-4, contri- buiçbes anteriores a abril de 1988 inclusive face a caducidade, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sa la das Se=r--sN.--, ~ 24 eie janeiro de 1996 .<2 ,--' --`07 F-. &-§N PPR_IRA ROERg/1 - PRESIDENTE _.,N__-) ___----(------ RAUL---P I t-FNTEF- j - RELATOR 2 5MAR 19% . FORMALIZADO PM: , Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: MARIAM SEIF, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, jEZER DE OLIVEIRA CANDI- . DO, SEBASTIA0 RODRIGUES CABRAL, KAZUKI SHIOBARA e CELSO ALVES FEITOSA. 2 M .1 r-a-r.- I S 1 - É. R IO DA FAZENDA RELATÓR I C4 PREFEITURATHRA MUNICIPAL. IDE CAÇAPAVA DO SUL— PR ;":` .-::::. 1.. r- i... in;:::•):::: :1.. ç...., i.:1i.:i •::"..5i.:.F., r:-:',/ .i.. i.:;:l iii r::: PI::: 1:: .' :1, À. i.::.:i...'..+ - - 1. " : ' (..,'IS E. : 1:' n ;:'::.,7:::.-: i' . (sii: .::: 0 .1 1-',1.. t .....i... ,..;],.....).::::. é, :.: ...1 o , .14,......,.., 1, ,:.':3 cl c:, .i.)(......:: c.... „ -7 1. „ i'..::, J. /1/ "7 2 -VÁ. .1. • t...: 1. c.:: 5 „ L.1'.-E:,. ;23 .1.. 1:'.i. .1 1. :::: .--,.:.:: ,, -,'.:1 c::: R et....v....:. 1. a ir: er..,:s .-: t...tJ Fr. .I :::::: / 1:::' ()SEI"' ,, ::::43:-.i:::(..../•...:...b...:::: F.,-.1cE, J. .:.;:. Po i-:: ti ,.*:.: i.- :1 ;..:.,... MI"' .1. 1. 2 ..1 O "..::...' g ...á r- .1.: i....fi.::.:-J:::: :.."..': g e.:-.., g 8 .!) 9 iii.r:, ..1.. ("1-) cl er) 1)e c.: „ 1 ei.... 1. 1? :: :, ','..)f.Y.' C.: r, 1. ..'..' 1. l'k ..',..:2 '..: .i...: :, 41 . 9 /19 , 3 Processo n9 11060/000.384/93-91 Acórdão n9 101-89.369 ii Consideranda;: c! 1 21,t I t i ! 1 j I t t „ t C I I. II F" ) : i".), i I 2:t 1 .t 1 I , „ C:I t 1 : t I t ; • i r j 4 Processo n9 11060/000.384/93-91 Acórdão n9 101-89.369 Ps\- 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEMn t...11s.a.--Pl.d.d'e nf.-- CUNimlPl'el...:HEs AcórdàH H g lí.)1-99:169 VOTO Conselheh-o PUI. PIMENTEL, Rel.ator:: de debrança da Cnntibeirje para. o Programa de Fol-maçãn do pE,..1.......r.....if.fïavii. do Sf..,,,i—vi.df..J:-.. Público - PASEP, não .f . edoinida e nâe da. Lei Compleent...ar n2 3/70N Resolução BASEN Ulr':-.-71d.; Ata FCH n2 39/71N ai-tigos 6r. 10, 11 . E IS do Deu.lei n2 71 1 O/7'., Titulo 3, Capítulo 2, do Reigulaento PISIPASEP, apLovado pel ,..‘ Porl...aria MF 1 .12/82!¡ artigos '..:l'n; 6 .,.: 8;., 9 E 10 lo Dec.lei f..,..../c a ;.... Edâçã dada pE.flo DEL„lei ng 2„449/SS Resol.uçâo 01/SS do Conselho ..f.:;,ietor do Fundo de Partieipaçâo PIS/PASEP, e 1 . 6 Processo n9 11060/000.384/93-91 Acórdão n9 101-89.369 c....ri4g.1.1.1:.....c» ..1....riU.Atiár....1..i.:3, .1........3i.J,..:.¡,.......i..., .1 1.... ::::.L.:-.k -1.... i..... 1.. 1:::f !...í, 1......,:::::: .:.,,:n::: :.:,..y.::.::. i........::.:i.....1 .0 v.... ..1. ;-......d..1.. :(.3 .::.... a ':::::....i... :1: 1. ,......‘ ---.D1:" „ 2 -1, c...1 ,:::::::, i :::::::: n: :::.....:, I :,...,......,... c:i (,..:...., .1..11:»".? •••:...,. (13 ::, - '... R Allr..... 1":1: 11E11\ 1 -11.... „ F; k,::.: J. ,.:: .b::::, r- Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10280.006529/88-24
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Recorrid DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM BELÉM (PA) IRPJ - Intimação por correspondência Não se considera feita, por via pos tal, a intimação expedida para ende reço que não traduza com perfeiçã5 o domicílio do sujeito passivo. - Recurso provido. Visto, relatados e discutidos os presente autos de recurso interposto por INDÚSTRIA MARONI S.A.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro I Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para determinar o retorno dos autos ã origem, a fim de seja prolatada decisão de primeiro grau julgando o mérito do litígio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente jul- gado. Sala das Sessões (DF), em 11 de julho de 1989 URGE ‘ERA LO:ES PRESIDENTE 4:.(27 CRISTÓVÃO ANCH'ETA DE PAIVA - RELATOR ç1 2 VISTO EM AFONSOINSO FERREIRA D AMPOS - PROCURADOR DA FA Z NACIONAL -iDA SESSÃO DE: 1 ¡PI - - Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CELSO AL- VES FEITOSA, CANDIDO RODRIGUES NEUBER E JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. Esteve ausente por motivo justificado o Conselheiro RAUL PIMENTEL. 2. 47, n . l'tnil1C0 ;soN ,? 10280/006.529/88-24 RE. cúiisow : 94.000 AcOnuAorn: 101-78.893 nrconnEwfu: INDÚSTRIA MARONI S.A. RELATÓRIO Em dezembro de 1987, a epigrafada teve revisada sua declaração de rendimentos do exercício de 1986, base 1985 (f is. 9). Desse procedimento resultou a exigência de 2.549,80 OTN de imposto de renda e 134,19 OTN de PIS, em virtude de: 1 - tributação do lucro inflacionãrio realizado; 2 - alteração no prejuízo fiscal compensado; 3 - desclassificação da isenção, pelo fato de a de- clarante não reunir condições de gozo do benefício (DemOnstrativo de fls. 13). Segundo o AR de fls. 6, a intimação foi cumprida em 30.12.87. Em 24.11.88, Indústrias Maroni S.A. apresenta a pugnação de fls. 1/3, onde de início afirma que o lançamentode 01.12. 87 somente chegou a seu conhecimento em junho de 1988, pelo,aviso de cobrança 92.100.969-endo em vista que o lançamento suplementar foi recebido por pessoa desconhecida, talvez que tivesse substituindo even tualmente o porteiro no momento da entrega, por motivos que não é do conhecimento da Diretoria."iA seguir, explicita seus argumentos de me A44 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10280/0006.529/88-24 Acórdão n9 101-78.893 rito, para no fim, pedir que "nos seja concedido em caráter ex traordinário o julgamento do pleito" com reforma da exigéncia. Pela decisão de fls. 17, a autoridade singular não toma conhecimento da impugnação, por perempta. Intimada da decisão em 20/01/89 (fls. 21), o su jeito passivo recorre em 17/02/89 (f is. 34) pelo arrozoado de fls. 22/26. Através dele, além de abordar questões de mérito,sus - tenta, como apoio nos artigos 215 do Código de Processo Civil e 23, I, do Decreto 70.235/72, que a intimação deve ser pessoal, sob pena de nulidade, afirmando: "Serão, pois, de nenhum valor e, portanto, abso lutamente nula a citação feita ã pessoa que nã-o de direito, pois a pessoalidade da citação é condição essencial para a sua validade, ressal- vadas as exceções das hipóteses da citação "Por edital", "Com hora certa" e "por conta do escrivão", também tratadas pelo CPC, as quais nada tem a ver com o caso em lide." No caso autos não houve citação pessoal. A noti ficação foi "recebida por pessoa completamente desconhecida da empresa, que assinou-se com identificação incompleta, apenas co- mo sendo "Paulo", não pertencendo o mesmo ao quadro efetivo da recorrente, conforme se pode provar através do documento que faz anexar a este". (f is. 27/33). E mais adiante: a notificação deve ser feita ao sujeito passivo, ao seu mandatário ou preposto,"não devendo ser considerada como feita a realizada na pessoa de quem não preencha tais características. Assim, não é preposto o por- teiro do prédio, embora seja ele uma das pessoas mais procurada para receber intimações. Pede a reforma da decisão, conhecendo-se do mé- rito. É o relatório. nij ()--) 1 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10.280-006.529/88-24 Acórdão n9 101-78.893 VOTO Conselheiro CRISTÕVÃO ANCHIETA DE PAIVA, Relator: O recurso tem por objeto a intempestividade da im- pugnação declarada pela autoridade singular através da decisão de fls. 17, arrimada no AR de fls. 6. Não há dúvida de que nos termos do artigo 15 do Decreto n9 70.235/72, a impugnação e válida, quando "apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. E o artigo 23, II, do mesmo diploma legal complèmenta: "Art.23 - Far-se-á a intimação: II - por via postal ou telegráfica, com prova de recebimento. A Administração Tributária apresenta como prova do recebimento, o aviso de recepção de fls. 6, assinado por "Paulo" em 30.12.87. Entendo que a prova não e convincente. Em se tra-- tando de correspondência, a primeira exigência a ser atendida e, a correta indicação do destinatário e de seu endereço. Isso não ocorre no AR questionado. Nele se apresen- ta como local de entrega da correspondência a rua As de Ouro,S/N, guando a própria declaração revisada (fls. 9) indica, como demo- cílio da impugnante, a rua "As de Ouro, n9 1". Aliás, várias pe- ças do processo mostram o uso de endereço diferente: O AR impug- nado (fls.6) e o carimbo padronizado do CGC indicam a rua As de Ouro S/N, enquanto a Declaração (f is.. 9) e a intimação da deci- são (fls. 19/21) especificam o n9 1 da referida rua. Entendo que essa indefinição do endereço evidencia a impèrfeição do AR de fls. 6, descaracterizando sua capacidade de provar que o sujeito , passivo teria recebido a intimação. A /PJ Ante isso, impunha-se declarar a nulidade da inti- 5. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10.280-006.529/88-24 Acórdão n9 101-78.893 mação de fls.6. Mas como, por outras vias , o sujeito passivo a- cabou tomando conhecimento da exigência e apresentou a defesa de fls. 1, entendo que a deficiencia da notificação ficou sanada,im pondo-se que o arrazoado de fls. 1 seja tomado como impugnação tempestiva. Por tudo isso, dou provimento ao recurso, determi- nando que os autos sejam devolvidos ã Delegacia de origem a fim de que a autoridade singular, tomando por tempestiva a impugna- ção, aprecie o mérito da questão. É o meu voto. ) CRISTÓVÃO ANCEIETA DE PAIVA - RELATOR ; Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13791.000085/93-17
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PIS/FATURAMENTO. ALIQUOTA E BA- SE DE CaLCULO. Após a AcOrdão STF, RE 148.794/2-RJ, é consti- tucionalmente inexigivel o PIS com fundamento nos Decre- tos-leis n2s. 2.445/89 e 2.449/88. O princípio da eco- nomicidade no ri ispOndio de re- cursos públicos, incito no ar- tigo 70 da CF, impeje a aplica- çáO daquele Acórdão, evitan- do-se à Administração desneces- sários gastos com honorários de sucumbOncia, acaso a exiOncia extrapole ao Poder judiciário. Vistos, relatados e discutidos os presen- tes autos de recurso interposto por TV COLIGADAS DE SANTA CATARINA S/A, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselhode Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR PRO E OVIMNT ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a in- tegrar o presente julgado. Saia - Já Sessbes, em 11 de janeiro de 1995 AR -401107' - PRESIDENTE 111111A1 re ROBERTO WILLIAM GONçALVES - RELATOR VISTO EM SE8S40 DE: LUIZ FERNANDO OLIVE1117(ã2r - PROCURADOR DA FAZENDA NACIO- 2 4 'IV 1995 NAL MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 13791/000.085/93-17 Sessão de 11 de janeiro de 1995 ACORDA° N2 101-87.779 Recurso n2 82.907, PIS/FATURAMENTO, exerclrios de 1988 a 1993 Recorrente: TV COLIGADAS DE SANTA CATARINA S/A Recorrida:DRF EM JOINVILLE, SC. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiroi zs: . Francisco de Assis Miranda, Kazuki Shiobara, Celso Alves Feitosa e Raul Pimentel. Ausentes justificadamente os Conselheiros Jezer de Oliveira Cãndido e Sebastião Rodrigues Cabral. - ftp n 'À4\ti , ,,: ,, "1"1111 i1 ‘911410111k NO ,t. .. _ MINISTERIO DA FAZENDA 3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n2 13971/000.085/9-17 Recuro n o 82.907 Acórdão n2 101-87.770 . Relatório , Mediante lançamento de ofício foi exigido de TV COLIGADAS DE SANTA CATARINA S/A, nos autos identificada o PIS/FATURAMENTO, incluídas, na base imponível as receitas financeiras e as variaçbes monetárias de contratos de mútuos com coligadas, rela- . tivamente ao período de 07/88 a 01/93, conforme auto de infração de , fls. 09 e informação fiscal de fls. 35. ',,, 1 No termo de verificação fiscal, o sujeito 11 passivo, empresa que realiza exclusivamente a venda de serviços, pro- cedia ao recolhimento do PiS com base na legislação anterior aos De- cretos-leis n2s. 2.445/88 e 2.449/80, isto é, parcela correspondente à dedução de 57 do imposto de renda devido, e parcela, com ecursos pró- prios, em valores iguais à primeira parcela. ., Na peça impugnatória requer o cancelamen- to da exigência face á inconstitucional idade de sua cobrança, conforme arrazoado contrário aos fundamentos legais do lançamento, Decre- tos-leis n2s. 2445/80 e 2.449/88, fls. 29132. Em ratificação, trans creve ementas de Acórdãos dos Tribunais Regionais Federais a respeito da matéria. A autoridade recorrida considera legítimO o lancamento de ofício com inclusão, na base de Cálculo das varia Cies monetárias de mútuo entre coligadas. Mantém o lançamento sob o argumento da não apreciação administrativa da constitucional idade das leis. I I Na peça recursal o sujeito passivo rati- fica os argumentos expostos na impugnação, transcrevendo o Acórdão STF aposto no Recurso Extraordinário n2 148.754-2, que declarou inconsti- tucionais os fundamentos legais da exigência. E o Relatório I 1 MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4. Processo n2 1:W71/000.085/93-17 Recurso n2 82.907 Acórdão n2 101-87.770 V O T O CONSELHEIRO ROBERTO WILLIAM GONOLVES - RELATOR Tomo conhecimentodo recurso, dada sua tempestividade. A exigência de crédito tributário com ba se nos Decretos-leis n2s. 2.445/88 e 2.449/88, fundamentos legais da presente lide, tem sido, diuturnamente rejeitada por este Primeiro Conselho de Contribuintes, baseado na aplicação do decisório aposto no Recurso Extraordinário n2 148.754/2-RJ pelo Supremo Tribunal Federal, aprovado em SeSSãO Plenaria de 24.06.93. Na oportunidade, nossa mais alta Corte de Justiça declarou inconstitucionais as alterações do PIS através do Decretos leis, julgando inconstitucionais os Decretos-leis n2s. 2.445/88 e 2.449/88, que lhes alteraram a aliquota e a base de cálcu- lo. Com fundamento naquele decisório do STF este Colegiada tem rejeitado a exigência do PIS em procedimento de oficio, fundado nos aludidos Decretos-leis. Tal posicionamento admi- nistrativo se respalda nos seguintes fatos: a) a decisão da STF é definitiva e irre- corrível; b) embora aquela não tenha efeito "erga omnes" se, em nosso sistema jurídico, -a jurisprudência não obriga além dos limites objetivos e subjetivos da coisa julgada, sem vincular os Tribunais Inferiores aos julgamentos dos Tribunais Superiores, em ca- sos semelhantes ou analogos, os precedentes desempenham, nos Tribu- nais, papel de significativo relévo: C) a própria Administração Federal tem reafirmado, ao longo dos tempos, através da Consultoria Geral da Repú- blica, o posicionamento de que a orientação administrativa não há de estar .;r conflito com a jurisprudência dos Tribunais em questões de Direito. . Ità n,g igl t , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 5. Processo ng 13971/000.085/93-17 Recurso n g 82.907 Acórdão n2 101-87.770 i 1 A propósito, o Parecer C-15 5 de 13.12.60, não revogado, do Consultor Geral da República Leopoldo Casar de Miran- 1 I da Lima Filho, já recomendava não prosseguisse o Poder Executivo "a I vogar contra a torrente de decisbes judiciais". No supracitado Parecer, o Ilustre Consul- 1 tor Geral da República expressa, com meridiana clareza, "verbis": "Teimar a Administração em aberta oposição a norma juris- orudencial firmemente estabele- cida, consciente de que seus atos sofrerão reforma, no pon- to, por parte do Poder judi- ciário, não lhe renderá mèrito, mas desprestígio, por sem dúvi- da. Faz0-lo será alimentar ou acrescer litígios, inutilmente, roubando-se, e á justiça, tempo utilizável nas tarefas ingentes que lhes cabem como instrumento da realização do interesse co- letivo": d) se coaduna, na esfera administrativa, com o entendimento do Tribunal Regional Federal, ia. Região, de que: "A decisao do Supremo Tribunal Federal, ainda que em recurso extraordinário, declarando a inconstitucionalidade de uma norma, deve, na verdade, por questão de prati cidade e bom senso, ser obedecida pelas au- toridades administrativas e ju- diciárias, em razão de ser a Corte que dá a última palavra sobre a constitucional idade ou não de uma lei. Não se deve, assim, esperar que o Senado exercite a atribuição prevista no art 52, inc X, para não cum- prir a lei tida por inconstitu- cional (TRF, ia R, AC-3401.11819-1-MS, DF 30.04.94); /2... .. ,T441. 1 • . . . . . , ..........,. ,..- . , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 6. Processo n2 13971/000.095/93-17 Recurso n2 82.907 Acórdão n2 101-87.770 e) finalmente, operacionaliza o principio da economicidade na aplicação de recursos públicos, prevista no arti- go 70 da Constituição Federal, coibindo à União desnecessários OaStOS COM honorários de sucumbência, acaso a matéria extrapole ao judi- ciário. Nessa ordem de JUIZOS,' dou provimento ao ecurso. Cancelo a exigência por inconstitucional idade de seus funda- 1 e1,.- . ••_ nt c . .i. gais. _ \ ROBERTO WILLIAM BONçALVES _ RELATOR (i _/4 nu 1 ., : Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.012286/92-55
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Recorrida : DRF EM BELHO HORIZONTE(MG) Sessão de : 21DE AGOSTO DE 1997 Acórdão n° : 101-91.319 IRF - TRIBUTAÇÃO REFLEXA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz é aplicável ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro. IRF - LANÇAMENTO - O artigo 8° do Decreto-lei n° 2.065/83 foi revogado pelo artigo 35 da Lei n° 7.713/88 (ADN/COSIT n° 06/96). Recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por OBA - ORGANIZAÇÕES BOM APPETIT LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial para cancelar os lançamentos correspondentes aos anos de 1989 a 1991 bem como afastar a cobrança da TRD - Taxa Referencial Diária, como juros de mora, no período de fevereiro a julho de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. • '0 SON PE IP" RODRIGUES 9 MI' DENTE KAZUKI SHIOBARA RELATOR FORMALIZADO EM: 23 SE 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, SANDRA MARIA FARONI e CELSO ALVES FEITOSA. Processo n° : 10680.012286/92-55 Acórdão n° : 101-91.319 Recurso n° : 88.794 Recorrente : OBA - ORGANIZAÇÕES BOM APPETIT LTDA. RELATÓRIO A empresa ORGANIZAÇÕES BOM APPETIT LTDA., inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes sob n° 19.236.504/0001-33, inconformada com a decisão de 1° grau proferida pelo Delegado da Receita Federal em Belo Horizonte(MG), recorre a este Primeiro Conselho de Contribuintes, objetivando a reforma da decisão recorrida. A exigência refere-se ao crédito tributário de Imposto sobre a Renda e seus acréscimos legais, cuja incidência sobre a receita omitida está prevista no artigo 8° do Decreto- Lei n° 2.065/83. No recurso voluntário, a recorrente reitera as razões expostas no processo matriz, sem apresentar argumentos relacionados com a exigência do Imposto sobre a Renda na Fonte. É o relatório. 2 Processo n° : 10680.012286/92-55 Acórdão n° : 101-91.319 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relator O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido por este Colegiado. No recurso juntado ao presente processo, o contribuinte revela seu reconhecimento de que a exigência decorre daquela formalizada no processo matriz que recebeu o n° 10680.012181/92-97, lavrado contra a mesma pessoa jurídica. Ao recurso interposto naquele processo matriz, julgado no dia 10 de junho de 1997 em Acórdão n° 101-91.117, foram rejeitadas as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial para excluir da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas, a parcela de Cr$ 1.000.000,00, no exercício de 1991, bem como afastar a incidência da TRD - Taxa Referencial Diária, como juros de mora, no período de fevereiro a julho de 1991. Outrossim, conforme entendimento manifestado pela Secretaria da Receita Federal no Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 06/96, o artigo 8° do Decreto-lei n° 2.065/83 foi revogado pelo artigo 35 da Lei n° 7.713/88. Nestas condições, a decisão proferida no processo matriz que excluiu a parcela de Cr$ 1.000.000,00, no exercício de 1991, não tem qualquer repercussão nos presentes autos, face ao cancelamento da exigência de imposto de renda na fonte correspondentes aos anos de 1989 a 1991, face a revogação do artigo 8° do Decreto-lei n° 2.065/88. Assim, de acordo com o princípio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitui prejulgado aplicável ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro, voto no sentido de 3 Processo n° : 10680.012286/92-55 Acórdão n° : 101-91.319 dar provimento parcial ao recurso voluntário interposto para cancelar os lançamentos correspondentes aos anos de 1989 a 1991. Sala das Sessões - DF, em 21 de agosto de 1997 tu .aI ..1-0BARA Relator 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13063.000002/91-17
Data da sessão: Wed Feb 18 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-91827
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IRPJ - OMISSÃO DE ESTOQUE - Não procede a imputação de majoração de custo quando a omissão de estoque foi presumida com base em documentos de controle interno e sem confronto com o controle permanente de estoque mantido pelo contribuinte. IRPJ - PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA - Não integra a base de cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os créditos correspondentes às vendas com reserva de domínio. Entretanto, os créditos relativos as aplicações financeiras, por não estarem excluídas no artigo 221 do RIR/80, integram a base de cálculo da referida provisão até o advento da Lei n° 8.891/95. IRPJ - AVALIAÇÃO DE ESTOQUE - Se o contribuinte comprova que tem Sistema de Custo integrado e coordenado com a contabilidade, no período-base objeto de fiscalização, não prospera o arbitramento do valor o produto acabado, no percentual de 70%, calculado sobre maior valor de venda do mesmo produto. IRPJ - DESPESAS COM FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO Não são dedutíveis como despesas operacionais, os gastos efetuados com festa de confraternização de fim de ano, coordenada pela controladora do grupo econômico, sem a participação de todos os empregados da autuada. IRPJ - DESPESAS DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA - Comprovado que a marca de produtos produzidos pela autuada foi veiculada em propaganda conjunta, coordenada pela controladora e no interesse do grupo econômico, deve ser admitida a dedutibilidade como despesas operacionais. Recurso voluntário provido parcialmente. ,1 PROCESSO N° : 13063.000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 101-91.827 RECURSO N° : 105.834 RECORRENTE : INDÚSTRIA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS IDEAL S/A Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDÚSTRIA DE MÁOUINAS AGRÍCOLAS IDEAL S/A ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da matéria tributável as parcelas de 20.070,12 ORTN e 18.549,53 ORTN, respectivamente, nos períodos-base de 1985 e 1° semestre de 1986, bem como, as parcelas de Cz$ 24.716.784,29, Cz$ 84.192.577,00, Cz$ 1.155.218.934,49 e NCz$ 3.269.116,15, respectivamente, nos exercícios de 1987 (período-base 2° semestre de 1986), 1988, 1989 e 1990, bem como afastar a incidência da TRD, como juros de mora, no período de fevereiro a julho de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ,- R~IGUES, PRE .IDENTE \ ( p, I - KAZUKI SITCWA----RA RELATOR , FORMALIZADO EM: 47 k) '; n., '; :r' 1993— Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, SANDRA MARIA FARONI e CELSO ALVES FEITOSA. ..... 2 PROCESSO N° : 13063000002191-17 ACÓRDÃO N" : 1 01- 9 1 . 8 2 7 RECURSO N° 105 834 RECORRENTE INDÚSTRIA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS IDEAL S/A RELATÓRIO Em Sessão do dia 09 de julho de 1996, o julgamento foi convertido em diligências para que a repartição de origem determine as seguintes providências a) a autenticidade dos quantitativos indicados nos demonstrativos anexados relativamente a produção, venda e estoque, conferindo com os quantitativos de colheitadeiras indicadas nas notas fiscais emitidas, com ou sem a indicação do numero de série do chassi, de forma a não deixar qualquer dúvida, quanto a omissão de estoque, b) verificar se a contabilidade controla o valor do estoque de forma permanente, nos períodos-base objeto de autuação e se o valor do estoque é baixado somente quando da contabilização da venda, c) se o Sistema de Custo demonstrado pela recorrente está, efetivamente integrado e coordenado com a Contabilidade e em caso positivo, em quais exercícios a recorrente preenchia os requisitos estabelecidos no artigo 186, § 1° do R1/80 A diligência foi providenciada e produziu o Relatório de Diligências, de fls 2446/2447, onde o Auditor Fiscal designado fez um levantamento completo sobre a produção, venda, devolução e estoque mensal de colheitadeiras e esclareceu mais que "B - No que se refere ao item B da Resolução, constatamos que a contabilidade da fiscalizada controla o estoque de forma permanente, e que, por ocasião da contabilização das vendas, o valor do estoque é baixado mediante a transferência dos respectivos custos de produção da conta Estoque dei Produtos Acabados para a conta Custo dos Produtos Vendidos. 4_, 3 PROCESSO N° : 13063 000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 01-91 . 827 C - Por fim, relativamente ao Sistema de Custo demonstrado pela recorrente entendo que o mesmo preenche os requisitos estabelecidos no artigo 186, § 1 0 do RIR/80, nos anos objetos de verificação fiscal." Cientificada a recorrente, manifesta-se às fls. 2450/2451, afirmando que da diligência realizada pelo Auditor Fiscal do Tesouro Nacional foram confirmadas as alegações expendidas no recurso voluntário e que quanto a diferença de estoque, ressalta que "Apenas no que se refere à constatação de um ESTOQUE NEGATIVO, cabe esclarecer que esse fato deveu-se à contabilização de receitas relativas às vendas de máquinas que ainda não se encontravam prontas - como anteriormente afirmado - ou seja, as receitas eram consideradas a medida em que as vendas eram efetuadas sem ser levado em conta a efetiva entrega das máquinas prontas, tratando-se na realidade de uma venda para entrega futura. Por fim, através da análise do levantamento efetuado na diligência, podemos concluir que a diferença de estoque verificada nos quatro exercícios fiscalizados é de apenas uma colhe itadeira, evidenciando a improcedência da acusação fiscal." Desta forma, o litígio se restringe aos tópicos e as parcelas abaixo identificadas e remanescentes, após a decisão de 10 grau, e conformidade do contribuinte e que foi objeto de parcelamento e absorção pelo prejuízo fiscal apurado em declaração de rendimentos 1) APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA DE CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO, caracterizada pela inclusão indevida, nos registros contábeis, de contas patrimoniais no ativo circulante, sem a correção monetária, e no patrimônio líquido, com correção monetária (despesa), conforme demonstrativo n° 01, de fls.. 73/75, com infração ao artigo 347, incisos I - item "b", II e III, do RIR/80, nos seguintes exercícios EXERCÍCIO/86-PB/85 (AI/1 1) Cr$ 2 717 538 349 , EXERCÍCIO/87-PB/1° SEM/86 (AI/2 1) Cz$ 1 842 370,20 EXERCÍCIO/87-PB/2° SEM/86 (AI13 1) Cz$ 809 021,18 1 )i 4 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 O 1-91 . 8 27 2) MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS, caracterizada pela subavaliação dos estoque de produtos prontos, o que acarretou insuficiência no recolhimento do imposto, conforme demonstrativo n° 02, 05, 07, 12 e 13 de fls 76, 156, 206, 460 e 514, com inflação aos artigos 187, inciso II e 171, incisos I e II e seu parágrafo 1° do RIR/80, nos seguintes exercícios EXERCÍCI0/86-PB1985 (M/1 3) 20 070,12 ORTN EXERCÍCIO/87-PB/1° SEM/86 (M/2 4) 18 549,53 ORTN EXERCÍCIO/87-PB/2° SEM/86 (M/3 3) Cz$ 17 784 529,05 EXERCÍCI0/88-PB187 (AI/4 2) Cz$ 84.192 577,00 EXERCÍCI0/89-PB188 (AI/5 2) Cz$ 370 588 962,00 3) APROPRIAÇÃO A MAIOR DE DESPESA OPERACIONAL caracterizada pela constituição indevida de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa sobre vendas com reserva de domínio e aplicações financeiras, conforme demonstrativo n° 03, 09 e 18 com infração aos artigos 221 e parágrafos 1°, 20 e 3°, 171, incisos I e II e parágrafo 1° do RIR/80, nos seguintes exercícios EXERCÍCIO/86-PB/85 (AI/1 4) 312,17 ORTN EXERCÍCIO/87-PB 2° SEM/86 (AI/3 5) Cz$ 448 996,26 EXERCÍCIO/90-PB/89 (AI/6 2) NCz$ 3.476 193,37 4) MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS, caracterizada pela subavaliação de estoque de produtos prontos(colheitadeiras), conforme demonstrativo n° 14 (item 5.3 do Auto de Infração) com infração aos artigos 182, parágrafo 1°, 171, incisos I e II e parágrafo 1° e 185 do RIR/80, no exercício de 1986, período-base de 1988, no valor de Cz$ 784 629 972,49 5) APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA OPERACIONAL icorrespondente a festa de confraternização de fim de ano patrocinada por outra pessoa jurídica (Cia Iochpe de Participações) em Porto Alegre, conforme demonstrativo n° 10 (item 3 6 do - ) , ..... i 5 PROCESSO N° : 13063.000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 101-91 . 8 27 Auto de Infração), com infração do artigo 191, parágrafo 2° do RIR/80, no exercício de 1987, período-base relativa ao 2° semestre de 1986 (AI/3 6), no valor de Cz$ 411 627,68 6) APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA DE PROPAGANDA E PUBLICIDADE, caracterizada pela contabilização de despesas pertencentes a outra pessoa jurídica (Cia Iochpe de Participações) conforme demonstrativo n° 11 (item 3 7 do Auto de Infração), com infração aos artigos 191, parágrafo 2° e 247 do RIR/80, no exercício de 1987, período-base correspondente ao 2° semestre de 1986, no valor de Cz$ 6.932 255,24 No recurso voluntário de fls.. 770/792, as razões de defesa apresentada pela recorrente, relativamente a matéria em litígio, podem ser resumidas sobre cada um dos tópicos acima identificados APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA DE CORREÇÃO MONETÁRIA A infração apontada decorre de comissões sobre venda lançada na contabilidade como despesa do período-base da venda e cujo valor foi adicionado ao lucro real no LALUR e excluídas no LALUR do período-base seguinte, correspondente ao do efetivo pagamento e sobre estas comissões a empresa calculou o imposto de renda de 45% (quarenta e cinco por cento) que foi assim contabilizada débito IIVIPOSTO DE RENDA - código 36 01 grupo ATIVO CIRCULANTE crédito PREJUÍZOS ACUMULADOS - código 128,001 grupo PATRIMÔNIO LÍQUIDO HISTÓRICO Ajuste de balanço encerrado em 31 12 84, referente ao Imposto sobre a Renda sobre a parcela não redutível (Provisão de Comissão de Ve das) que foi diminuído do lucro de 1984 (45% s/ Cr$ 2 752 852 276) = Cr$ 1 238.783.524 / 6 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 101-91 .827 No encerramento do exercício, procedeu a correção monetária do balanço, com o Patrimônio Líquido majorado em Cr$ 1 238 783 524 e no período-base subsequente, procedeu aos seguintes registros na contabilidade, pelos seus valores originais débito RESULTADO DO EXERCÍCIO - código 280 01 crédito IMPOSTO DE RENDA - código 36 01 HISTÓRICO Importe IR ref comissões s/ vendas do exercício encerrado Cr$ 1 238 783.524 Nos períodos-bases seguintes, a forma de contabilização foi similar, ressalvando- se que relativamente ao Ativo Circulante, em vez de baixa, houve complementação do valor correspondente ao débito do respectivo período-base Entendeu a autoridade lançadora que, o lançamento acima propiciou um aumento do valor do Patrimônio Líquido e consequentemente, houve correção monetária a maior do mesmo grupo Patrimônio Líquido e como o contribuinte não procedeu a correção monetária da conta devedora ATIVO CIRCULANTE apropriou indevidamente a parcela de Cr$ 2 717 538 349, Cz$ 1.842 370,30 e Cz$ 809 021,18 respectivamente nos períodos-base de 1985, 1° semestre de 1986 e 2° semestre de 1986 cujo entendimento foi confirmado no julgamento de 1° grau A recorrente argumenta que o procedimento adotado pela mesma guarda conformidade com o disposto no artigo 187 da Lei n° 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e que não fere qualquer dispositivo da legislação tributária, especialmente, ao princípio da competência dos exercícios Em obediência a este principio, a recorrente considerou aquelas comissões no resultado do exercício em que incorrey6, provisionando contabilmente o respectivo valor, que seria pago no exercício subsequente. iL 7 PROCESSO N" : 13063.000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 O 1-9 1 .827 Entretanto, como esta provisão não é considerada redutível para efeito do cálculo do Imposto de Renda, por entendimento do próprio Fisco, em função de estar vinculada ao evento futuro do recebimento dos valores correspondentes às vendas, razão pela qual o valor daquela provisão foi adicionado do LALUR, o que motivou sua tributação antecipada pelo Imposto de Renda, cujo fato gerador somente viria ocorrer quando do pagamento efetivo das comissões Entende a recorrente que houve um pagamento antecipado de Imposto de Renda, cujo valor, por não ser pertinente ao exercício em que foi considerado, não poderia afetar o resultado contábil desse exercício, em função do artigo 187 da Lei n° 6404/76. Assim, a única forma possível de se eliminar o efeito do imposto pago antecipadamente no resultado do exercício correspondente, de acordo com a melhor técnica contábil, é sua classificação em conta do ativo circulante, com sua contrapartida no Patrimônio Liquido e com tal lançamento, elimina-se do resultado do exercício um ônus que não lhe pertence, mas que corresponde na verdade ao exercício subsequente, em estrito cumprimento a Lei das Sociedades por Ações. No exercício subsequente, ao qual pertence aquele ônus, será o mesmo devidamente apropriado e considerado no respectivo resultado e portanto, os lançamento daquele Imposto de Renda no ativo circulante e, em contrapartida, no Patrimônio Liquido, não foram artificiais, como alegado no Auto de Infração, mas decorreram de imposição legal expressa Entende a recorrente que a ausência desses lançamentos é que acarretaria resultados contábeis distorcidos, em dois exercícios, em total desconformidade com o estabelecido na Lei n° 6.404/76 e para reforçar a sua tese, anexa a manifestação de uma empresa de auditoria independente de que o procedimento adotado pela recorrente, relativamente ao registro do imposto de renda diferido (ativo circulante) sobre adições temporárias na apuração do lucro real, está de acordo com a legislação comercial e fiscal, uma vez que estão sendo observados os Princípios Fundamentais de Contabilidade/ a Lei das — Sociedades por Ações e dos procedimentos do fisco e Conselho de Contribuintes. 1 , 8 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 01-9 1 . 8 2 7 MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS A autoridade lançadora procedeu ao levantamento de todas as máquinas produzidas a partir de janeiro de 1985 até dezembro de 1989, com base nos mapas de controle de qualidade-liberação e todas as notas fiscais de venda, bem como em todas as notas fiscais de entrega de produtos e, no confronto destes documentos constatou-se que colheitadeiras produzidas nos períodos-base, vendidas e entregues no período-base subsequente, não constaram do inventário de 31 de dezembro de cada período-base A recorrente argumenta que o levantamento fiscal fundou-se na verificação dos números de série das colheitadeiras constantes das Notas Fiscais que respaldaram a entrega fisica das mercadorias Esclarece que colheitadeiras apontadas como não consideradas foram legalmente baixadas dos estoques em função de vendas efetivamente concretizadas no exercício anterior e, portanto, para cada uma destas colheitadeiras há uma nota fiscal de venda do mesmo exercício em que foram produzidas, as quais não foram consideradas pela fiscalização Acrescenta que, apesar de definitivamente concretizadas as vendas, a entrega dessas máquinas vendidas foi postergada por interesse dos próprios compradores, ocorrendo apenas no exercício seguinte, passando tais máquinas a constituírem bens de terceiros em poder da recorrente Além disso, por ocasião da entrega efetiva, entretanto, muitas vezes não se concretizava a entrega da colheitadeira do mesmo número de série daquela baixada do estoque e este fato ocorria, com freqüência, em função da própria opção do comprador em levar uma determinada máquina Argumenta mais que na fase impugnatória, a recorrente solicitou diligências para / verificação dos fatos narrados mas não foi atendido, fato que caracteriza cerceamento do direito de defesa, porque o princípio da verdade material não pode ser preterido e anexa vasta J — 9 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 O 1 — 9 1 . 8 27 documentação para comprovar que para cada nota de venda de colheitadeira existe uma correspondente baixa APROPRIAÇÃO A MAIOR DE DESPESA OPERACIONAL Este tópico diz respeito a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa calculada sobre créditos relativos as vendas com Reserva de Domínio e sobre aplicações financeiras, sem qualquer risco de recebimento do crédito A recorrente alega que, apesar de a venda ter sido efetuado com Reserva de Domínio, os referidos contratos não foram registrados no Cartório de Registro de Títulos e Documentos e a cláusula de reserva perdeu sua eficácia contra quaisquer terceiros, nos termos expressos no artigo 129, item 5 da Lei n° 6.015/73 (Lei dos Registros Públicos) e como conseqüência estes créditos passaram a ter o tratamento similar aos demais créditos MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS Este tópico diz respeito à avaliação de 48 colheitadeiras inventariadas em 31 de dezembro de 1988 A fiscalização avaliou a colheitadeira na forma autorizada no artigo 187, inciso II do RIR/80, ou seja, por 70% do valor do maior preço de venda no período-base, por falta de sistema de contabilidade de custo integrado Por outro lado, a recorrente alega que possui contabilidade de custos integrada e coordenada e conforme autorizado pelo Parecer Normativo CST n° 06/79, está autorizada a proceder a avaliação pelo custo médio ponderado de produção ou pelo custo das produções mais recentes (PEPS) ou, ainda, com base nt ' preço médio de venda, subtraída a margem de 4lucro e, portanto, inexiste qualquer infração 7 ) . ) ..... 10 PROCESSO N° : 13063. 000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1-9 1 . 8 2 7 APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA OPERACIONAL A despesa operacional questionada refere-se a despesa com festa de confraternização realizada em Porto Alegre(RS) para os funcionários das empresas que integram o Grupo Iochpe e que a autuada pagou a totalidade da despesa A recorrente argumenta que fiscalização se equivocou em função de um documento interno da mesmas, no qual este jantar de confraternização foi denominado de "Jantar CIP" (CIP = Cia Iochpe de Participações) mas que este jantar foi assim denominado porque foi coordenado pela Companhia Iochpe, abrangendo várias empresas do grupo, tendo sido a despesa correspondente devidamente rateada entre as empresas participantes e a recorrente aparece como patrocinadora do evento Acrescenta que, o fato de o documento interno consignar "Jantar C1P" não prova absolutamente que a recorrente não tenha legítimo interesse no evento e na própria presença do mesmo de representantes de acionista controladores, interesse este que é suficiente para justificar a despesa correspondente como operacional e portanto a decisão recorrida deve ser reformada APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA DE PROPAGANDA E PUBLICIDADE A autoridade lançadora entendeu que tratar-se-ia de despesas de interesse de outra pessoa jurídica (Cia Iochpe de Participações) contabilizada como despesa operacional da recorrente No julgamento de 1° grau, a autoridade julgadora singular funda a sua decisão no fato de que os documentos arrolam a participação sempre de mais de uma empresa e a autuada não pleiteia que seja considerado a parte exclusiva da mesma, mas sim, sustenta que o total das despesas referem-se aos encargos daimpugnante e isto não pode ser aceito, pois, seria contrário ao que os documentos comprovam ( , 11 PROCESSO N° : 13063 000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1 — 91 . 8 2 7 A autoridade monocrática respalda a sua decisão no Acórdão n° 103-8.605/88 do Primeiro Conselho de Contribuintes e no fato de que as publicidades realizadas conjuntamente entre empresas, todas as participantes tem que, pormenorizadamente, demonstrar os beneficios, relações e ônus de cada uma sob pena de, em caso contrário, não ser admitida a dedutibilidade No recurso voluntário, a recorrente esclarece que a afirmação do ilustre julgador singular no sentido de que "a autuada não pleiteia que seja considerado a parte exclusiva da mesma, mas sim, sustenta que o total das despesas refere-se aos encargos da impugnante" evidencia que, efetivamente, não houve entendimento dos fatos pelo Senhor Delegado porque as Notas Fiscais emitidas pela empresa de publicidade correspondem a 100% das despesas por ela assumidas e esse valor já é o resultado do rateio das despesas efetuadas entres as empresas do Grupo Acrescenta que o que a recorrente pleiteia é que a sua participação nas despesas decorrentes do rateio seja considerada como seu encargo, como efetivamente foi visto que não pleiteou, como indevidamente afirmado pelo julgador singular, que o total das despesas, seja considerado encargo seu Finalizou o recurso voluntário, aduzindo que face a improcedência das exigências apontadas, sejam restabelecidos os prejuízos fiscais declarados É o relatório th 12 PROCESSO N° : 13063 000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1 —9 1 . 8 2 7 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relatar O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido por esta Câmara APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA A correção monetária considerada indevidamente apropriada corresponde a atualização do valor do imposto sobre a renda que incidiria sobre a parcela de comissão sobre venda contabilizada como despesas operacionais. A recorrente entende e foi confirmada pela PRICE WATERHOIJSE, em parecer de fls. 807/810, que como a comissão é necessária para a concretização da venda, a despesa deve ser apropriada no mesmo período em que a receita foi reconhecida e, portanto, teria ocorrido uma antecipação no pagamento do Imposto sobre a Renda e como tal, estaria caracterizado um crédito no Ativo Circulante e com contrapartida no grupo Patrimônio Liquido, onde gera despesa de correção monetária passiva (glosada) A comissão sobre a venda foi contabilizada como despesas operacionais e, portanto, diferentemente de custo, deve ser apropriada e deduzida como despesas operacionais no momento em que se materializa o direito do representante comercial de receber o respectivo valor. Sobre o tema, examine-se o artigo 32 da Lei n° 4.886, de 09 de dezembro de 7. 1965 que regula as atividades dos representantes comerciais autônomos que determina "verbis"' 13 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 01-9 1 . 8 2 7 "Art. 32 - O representante comercial adquire direito às comissões, logo que o comprador efetue o respectivo pagamento ou na medida que o faça, parceladamente " Assim, antes de o comprador efetuar o pagamento, a comissão não passa de mera expectativa de direito do vendedor e para a empresa constitui uma despesa futura e que pode ser apropriada como despesas operacionais somente quando preenchido o requisito prescrito no texto acima transcrito Entendo que esta colocação é válida, inclusive, para os outros vendedores, não autônomos, face ao comando inserto no artigo 5° da mesma Lei onde explicita que somente será devida remuneração, como mediador de negócios comerciais, o representante comercial devidamente registrado. O critério de contabilização de despesas de comissão é de livre escolha do contribuinte mas a sua apropriação como despesas operacionais só pode ocorrer quando configurado o direito de percepção pelo prestador dos serviços de mediação, face a condição suspensiva, nos precisos termos do disposto nos artigos 116 e 117 do Código Tributário Nacional A Secretaria da Receita Federal interpretou com muita propriedade a matéria em foco, quando expediu o Parecer Normativo CST n° 07/76, quando concluiu que "Custos, Despesas Operacionais e Encargos - Despesas cuja realização pende de evento futuro não podem ser consideradas incorridas, nem exigíveis os correspondentes rendimentos enquanto juridicamente indisponíveis para o beneficiário." Nesta seqüência, endosso o entendimento contida na decisão recorrida porque inocorre antecipação do pagamento do imposto sobre a renda que incidiria sobre a parcela da comissão tendo em vista que a mediação na venda, embora concretizada, a obrigação de pagamento estava com a condição suspensiva até que o comprador pague a compra efetuada / 1Deve ser mantida a exigência correspondente a este tópico ..,_ , 14 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 01-9 1 . 8 2 7 MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS O levantamento completo a que se refere a autoridade fiscal foi realizado com base no documento interno da autuada denominada de CONTROLE DE QUALIDADE - LIBERAÇÃO onde indica a referência e o modelo da colheitadeira, o respectivo número de série ou chassi, data de início da fabricação, data da verificação pelo setor de controle de qualidade e data de entrega para o estoque e, ainda, encontra-se sem preenchimento os campos correspondente a faturamento e a respectiva data Com base nestes documentos, a fiscalização elaborou o demonstrativo ao final de cada período-base, indicando o número do chassi, referência (modelo), data de liberação da linha de montagem, número de nota fiscal de venda, data da venda, número da nota fiscal de remessa e data da remessa Nos documentos em que os campos correspondentes ao faturamento e a respectiva data não estavam preenchidas foram confrontadas com as notas fiscais e encontrando-se notas fiscais emitidas no período-base subsequente ao da montagem (entrega para o estoque), foi considerado como omitido no estoque e, consequentemente, no Registro de Inventário vez que este livro não identificava as colheitadeiras pelo número do chassi Fundado neste demonstrativo, foi presumido que estas colheitadeiras encontravam-se no pátio do estabelecimento industrial e tendo sido omitido nos estoques, deveriam ser computados como MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS, arbitrando-se o custo de produtos acabados tomando-se o percentual de 70% (setenta por cento) do maior preço de venda do modelo da colheitadeira e calculando-se o valor do imposto postergado O valor do imposto postergado foi calculado pela diferença do valor da / i/s7OTN/ORTN entre um balanço e outro, do impo to que incidiria sobre o custo majorado das colheitadeiras consideradas omitidas do estoque , .,--' 15 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 01-91 . 827 EXEMPLO no balanço de 31/12/85 foi considerado omitido 47 colheitadeiras prontas que avaliado em 70% do maior valor de venda, o estoque teria sido sub- avaliado em Cr$ 14 820 366 981,00 e daí o cálculo Cr$ 14 820 366 981/ 80 047,00(ORTN JAN/86)=185 144,29 ORTN x 45%=83 314,93 ORTN Cr$ 14 820 366 981/105,45(ORTN JUN/86) = 63244,81 ORTN X 45% = (63 244,81) OTN INSUFICIÊNCIA NO RECOLHIMENTO DE IRPJ 20 070,12 OTN Esta metodologia de cálculo foi aplicada no períodos-base encerrado em 30/06/86 e nos demais períodos-base foi computado o montante do custo considerado majorado, sem cogitar-se de postergação vez que a empresa apurou apenas prejuízo fiscal nos respectivas exercícios. De 180 colheitadeiras nesta situação, 45 unidades já havia sido remetidas mediante nota fiscal de simples remessa, no período-base e, posteriormente, ou seja, no período-base subsequente foram emitidas as respectivas notas fiscais de venda e este fato não havia sido explicitado nem nos Termos de Verificação Fiscal e nem nos fundamentos da decisão motivo porque o Conselheiro Relator não entendeu e nem poderia entender como uma colheitadeira tivesse saído do estabelecimento e, ainda, assim deveria constar do livro Registro de Inventário Desde a fase impugnativa, a autuada vinha insistindo que existiam aproximadamente 280 (duzentos e oitenta) notas fiscais emitidas, sem a indicação número de série e que, na prática, nem sempre a colheitadeira remetida para a demonstração ou faturada permanecia com o comprador vez que, ocorria com certa freqüência, por ocasião da entrega efetiva, entretanto, não se concretizava a entrega de colheitadeira do mesmo número de série daquela baixada do estoque e isto ocorrida, por vezes, em função da própria opção do comprador de levar uma determinada máquina Vinha insistindo, também, ainda na fase impugnativa que inocorre a alegada majoração de custos porque, nos exercícios objeto de fiscalização, os custos são apropriados no 16 PROCESSO N° : 13063.000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 101 —91. 827 mesmo momento da contabilização da venda tendo em vista que a sua contabilidade transfere da conta do estoque para a conta de custo de produtos vendidos e este fato não objeto de apreciação na decisão de 1° grau visto que adotou o levantamento feito pelo autuante, sem levar em consideração os fundamentos e das razões expostas pela impugnante A não apreciação de fatos relevantes para o deslinde do litígio, seria motivo suficiente para a decretação da nulidade da decisão de 1° grau, por cerceamento do direito de defesa mas face ao que dispõe o artigo 59, § 3° do Decreto n° 70 235/72, com a redação dada pelo artigo 1° da Lei n° 8 748, de 09 de dezembro de 1993, deve ser apreciado o mérito da exigência O fato de existir 280 notas fiscais, sem indicação do número de série de colheitadefras e a falta de correlacionamento destas notas fiscais com 180 colheitadeiras consideradas omitidas no livro Registro de Inventário e tendo em vista que em 1980, por ocasião da auditoria seria impossível contar a quantidade de colheitadeiras que se encontravam no pátio do estabelecimento industrial, torna-se duvidosa a conclusão apontada pela fiscalização e endossada pela autoridade julgadora de 1° grau Por outro lado, o documento denominado CONTROLE DE QUALIDADE - LIBERAÇÃO é um simples documento interno e auxiliar de controle e que, pelo que consta dos autos, não foram confrontados com o Sistema de Custo que, segundo afirmação da recorrente, estaria integrado e coordenado com a contabilidade Sobre a utilização de documentos de controle interno, para fins de apuração do lucro tributável pelo Imposto sobre a Renda, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, em Acórdão n° CSRF/01-0 791, decidiu pela improcedência do lançamento quando a fiscalização não demonstra de forma inequívoca que resultou prejuízo para o erário, nos seguintes termos "OMISSÃO DE RECEITAS - DOCUMENTOS DE CONTROLE INTERNO - Não pode subsistir a imputação de omissão de receitas, com base em documentos de controle interno, se a fiscalização não comprova, ylefinitiva e indubitavelmente, que tais documentos não compifiseram as notas fiscais de serviços -- devidamente escriturados."( 17 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 10 1-9 1 . 8 27 Além disso, ainda na fase impugnativa, a autuada comprovou com documentação anexada, às fls. 656 a 676, que possui registro permanente de controle de estoque, mediante sistema de processamento eletrônico de dados e, portanto, sem confronto daqueles documentos de controle interno com o controle permanente de estoque jamais poderia demonstrar a verdade material a que se refere a recorrente na manifestação apresentada, às fls 2258/2290 No Termo de Diligências, de fls 2446/2447, o Auditor Fiscal do Tesouro Nacional designado para cumprir a Resolução n° 101-02.265/96 listou todas as notas fiscais de venda, com e sem indicação do n° do chassi, registrando, ainda, a quantidade de colheitadeiras fabricadas, vendidas, devolvidas e quantificando o estoque ao final de cada mês e ano Confrontando a quantidade de colheitadeiras consideradas omitidas no Auto de Infração e que totalizava 180 unidades, com o levantamento efetuado na diligência fiscal, constata-se as seguintes discrepâncias, por período-base PERIODO QUANTIDADE OMITI- DIFERENÇA APURADA EM DILIGÊNCIA BASE DA APURADO NO AI MODELO 1175 MODELO 1170 1985 47 (1) (1) 1986 72 (27 + 45) (11) 5 1987 43 (10) O 1988 18 55 (6) TOTAIS 180 33 (1) Comprovado no levantamento efetuado pelo diligenciante que a diferença de estoque é totalmente incompatível com a diferença aponta no Auto de Infração, confirma-se que a acusação fiscal baseada em documentos de controle interno de produção não tem consistência e não serve como prova de omissão de estoque Assim, entendo que no levantamento levado a efeito pela fiscalização ficou demonstrado apenas uma presunção de que poderia ter ocorrido omissão de estoque mesmo / porque no quinquênio objeto de fiscalização, a recorrente produziu e vendeu aproximadamente ( 18 PROCESSO N° : 13063 000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 10 1-9 1 . 8 2 7 5 000 colheitadeiras e como a diferença presumida é de 180, este quantitativo representa menos de 4% (quatro por cento) do movimento e portanto, perfeitamente plausível que tenha decorrido de substiuição ou troca de colheitadefra, como alega a recorrente De qualquer forma, a recorrente demonstrou que os fatos apontados pela fiscalização encerram dúvidas ponderáveis a ponto de induzir o relator extrair conclusão diversa sobre os fatos apurados e não convenientemente descrito pela autoridade lançadora Esta Câmara, ao converter o julgamento em diligência teve como finalidade, não só esclarecer os pontos controversos mas dar uma oportunidade aos autuantes para reexaminar eventuais erros que tenham sido cometidas ou premissas adotadas mas preferiu persistir no ponto de vista inicialmente adotado e não se preocupou e aperfeiçoar o procedimento fiscal Nestas condições e na dúvida, sou pelo provimento do recurso voluntário, no tocante a este tópico, face ao disposto no artigo 112 e seu inciso II do Código Tributário Nacional APROPRIAÇÃO A MAIOR DE DESPESA OPERACIONAL Este tópico diz respeito a postergação no pagamento do imposto em virtude de apropriação de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa calculada sobre a) créditos relativos as vendas com Reserva de Domínio, e, b) créditos relativos as aplicações financeiras Sobre o primeiro item acima, a decisão recorrida está correta e consoante com a jurisprudência administrativa predominante Com efeito, o artigo 221, do RIR/80, determina "verbis" "Art. 221 - Poderão ser registradas, como custo ou despesa operacional, as importâncias necessárias (11 formação de provisão para créditos de liquidação duvidosa.1- 19 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1 - 91 . 827 sç 3°- Enquanto não forem fixadas as percentagens previstas no parágrafo anterior, o saldo adequado da provisão será de 3% (três por cento) sobre o montante dos créditos, excluídos os provenientes de vendas com reserva de domínio, de alienação fiduciária em garantia, ou de operações com garantia real, podendo essa percentagem ser excedida até o máximo da relação, observada nos últimos 3 (três) anos, entre os créditos não liquidados e o total dos créditos da empresas. (grifei) Assim, claro está que as vendas com reserva de domínio não podem compor a base de cálculo para aplicação do percentual de 3% para cálculo do valor da provisão e este entendimento está consagrado no Parecer Normativo CST n° 74/75 Por outro lado, a falta de registro do respectivo contrato no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, consoante o disposto no artigo 129, item 5, da Lei n° 6015/73 só perde a eficácia contra TERCEIROS e, como o comprador não é terceiro, mas sim, parte interessada no contrato de reserva de domínio, independe de seu registro no cartório Entretanto, quanto a inclusão de créditos relativos a aplicações financeiras, a razão está com a recorrente porque, embora houvessem precedentes julgados, a nível de Conselho de Contribuintes, somente com a expedição da Lei n°8981/95, quando em seu artigo 43 veio a explicitar que somente os créditos oriundos da exploração da atividade econômica da pessoa jurídica, decorrente de vendas de bens nas operações de conta própria, dos serviços prestados e das operações de conta alheia poderiam compor a base de cálculo para aplicação do percentual de provisão Assim, se a Lei n° 8981/95 veio a limitar e definir os créditos que poderiam compor a base de cálculo, anteriormente a publicação daquela lei, não havia qualquer restrição e este entendimento já estava consagrada na firma jurisprudência do Primeiro Conselho de Contribuintes, como comprova os Acórdãos, cujas ementas são transcritas abaixo 'APLICAÇÕES FINANCEIRAS - Os saldos de aplicações /realizadas no mercado financeiro podem ser computados para efeito de determinar a base de cálculo da provisão para devedores duvidosos (Ac. 103.11457/92 - DOU 09/11/93). 7 -L ,. I 20 PROCESSO N° : 13063 000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1-91 . 827 "CAUSA OU ORIGEM DOS CRÉDITOS - Na interpretação do art. 221 do RIR/80, não cabe fazer distinções, a respeito da causa ou origem dos créditos que servem de base de cálculo da provisão, não previstas expressa ou implicitamente no texto legal (Ac. 101-79.573/89 - DOU 28/05/90) " Desta forma, deve ser excluída da exigência a parcela de NCz$ 3 269 116,15, correspondente a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, calculada no exercício de 1990, conforme demonstrativos de fls. 550 a 552 e Quadro Demonstrativo n° 18, de fis 547 MAJORAÇÃO INDEVIDA DO CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS Este tópico diz respeito a diferença de valor de avaliação do estoque de 48 colheitadeiras inventariadas no balanço encerrado em 31 de dezembro de 1988, tendo em vista que a fiscalização arbitrou o valor da avaliação em 70% do maior valor de venda do produto acabado A recorrente alega e comprova, às fls. 2291/2293 que no período-base encerrado em 31 de dezembro de 1988 já havia implantado o Sistema de Custo integrado e coordenado com a contabilidade, inclusive com o rateio automatizado de despesas administrativas indiretas Além disso, em diligências realizadas, a fiscalização confirma que o Sistema de Custo adotado pela recorrente preenche os requisitos estabelecidos no artigo 186, § 1° do RIR/80 Assim, não vejo como prosperar o arbitramento praticado pelos autuantes e portanto deve ser provido o recurso voluntário, relativamente a este tópico APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA OPERACIONAL Neste tópico, discute-se a dedutibilidade de despesas com festa de confraternização realizada em Porto Alegre(RS), para funcionários das empresas que integram 21 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1 — 91 . 8 2 7 o Grupo Iochpe e que a autuada pagou a totalidade das despesas e posteriormente, ficou comprovado que houve rateio proporcional entre as empresas integrantes do grupo Com o pagamento integral ou parcial das despesas pela recorrente, a jurisprudência deste Primeiro Conselho de Contribuintes tende para a indedutibilidade de tais despesas, conforme os Acórdãos cujas ementas são transcritas abaixo "DESPESAS DE CONTROLADORA - São indedutíveis, na controlada, despesas realizadas pela controladora (Ac. 101- 77 752/88 - DOU 12/04/88)." "CONFRATERNIZAÇÃO - Somente as despesas com eventos de confraternização que alcancem todos os empregados são considerados dedutíveis (Ac. 105.3.818/89 - DOU 14/09/90)." "DESPESAS COM RECEPÇÕES - São indedutíveis, como despesas operacionais, os gastos com recepções. Essas despesas não são necessárias porque não se ligam às transações ou operações exigidas pela atividade da pessoa jurídica recorrente e também não são usuais ou normais no transações, operações ou atividades dessa mesma pessoa jurídica, a qual teve por objeto a administração de imóvel (Ac. 104-8.683/91)." Consoante as peças acostadas aos autos, mesmo que fosse festa de fim da ano, não participaram todos os empregados da recorrente e, ainda, as despesas não estão vinculadas as atividades da recorrente e nem são normais ou usuais para o tipo de atividade desenvolvida pela mesma A controladora pode ter interesse em promover a festa de confraternização porque a sua lucratividade depende do desempenho das controladas mas o desempenho da controlada independe da controladora APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE DESPESA DE PROPAGANDA E PUBLICIDADE A decisão recorrida não aceitou a dedutibilidade das despesas relacionadas com propaganda e publicidade em virtude de os documentosicomprobatórios não demonstram / Lços beneficios, relações e ônus de cada um dos participantes ( _ 1 22 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 10 1-9 1 . 8 2 7 No caso dos autos, não há dúvida que os serviços de publicidade e propaganda foram prestados, embora tenha sido coordenado pela empresa controladora do grupo De fato, as provas acostadas aos autos, inclusive a fita de vídeo cassete comprova que o nome da máquina agrícola IDEAL foi veiculada, de forma clara e insofismável e portanto, entendo que os gastos efetuados tiveram a repercussão almejada pela campanha promocional conjunta Não se trata de campanha institucional de um determinado produto ou marca, rateada entre os interessados e que o Acórdão n° 103-8605/88 entendeu ser devida a estipulação de certos limites e regras como a escrituração destacada de todos os atos diretamente relacionados com o fato na empresa coordenadora do evento Neste caso, a marca e o nome da recorrente foi veiculada e, portanto, está satisfeito o requisito de prova exigido pela legislação tributária vigente A jurisprudência deste Primeiro Conselho de Contribuintes milita a favor da recorrente, tendo em vista os seguintes Acórdãos cujas ementas estão transcritas abaixo "CAMPANHA PUBLICITÁRIA CONJUNTA - Despesas de propaganda decorrentes de campanha publicitária institucionalizada, promovida pela pessoa jurídica em co- participação com outras integrantes de rede nacional de distribuição, são dedutíveis, desde que satisfeitos certos requisitos de prova que a própria ação fiscal deve perquirir ao ponto de esgotar as possibilidades de determinação da verdade material. Dado provimento ao recurso (Ac. 101-80.457/90 - DOU 15/10/90)." "PROPAGANDA E PROMOÇÃO INSTITUCIONAL - Os programas da chamada propaganda institucional levados a cabo pela Ford do Brasil S/A e rateados, no todo ou em parte, pelas concessionárias que vendem os seus veículos são despesas dedutiveis, se comprovada autilização da publicidade porr/ empresa de propaganda re lar perante o fisco (Ac. 103- 10.445/90 - DOU 20/11/90)." / _.... ` 23 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 01-91 .827 Não pairando qualquer dúvida quanto a realização de publicidade no nome da recorrente e como a ação fiscal não levantou qualquer óbice quanto a idoneidade das empresas prestadoras dos serviços de propaganda e publicidade, entendo que o recurso deve ser provido, relativamente a este tópico FINALMENTE As parcelas consideradas tributáveis e exoneradas da incidência do imposto de renda podem ser demonstradas no quadro abaixo TIPO DE INFRAÇÃO P/B VLR LITÍGIO EXCLUÍDO MANTIDO CMB-imposto 85 2 717 538 349,00 O 2 717 538 349,00 antecipado 1/86 1 842 370,00 O 1 842 370,00 2/86 809 021,18 O 809 021,18 Omissão de estoque 85 20 070,12 20 070,12 O 1/86 18 549,53 18 549,53 O 2/86 17 784 529,05 17 784 529,05 O 87 84 192 577,00 84 192 577,00 O 88 370 588 962,00 370 588 962,00 O Provisão p/ Dev Duvid 85 312,17 O 312,17 2/86 448 996,26 O 448 996,26 89 3.476.. 193,37 3 269 116,15 207 077,22 Arbitramento - estoque 88 784 629 972,49 784 629 972,49 O Festa de confraternização 2/86 411 627,68 O 411 627,68 Publicidade conjunta 2/86 6 932 255,24 6 932 255,24 O Outrossim, em consonância a jurisprudência firmada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, em Acórdão n° CSRF/01-01 773/94 deve ser afastada a cobrança da 'TRD - Taxa Referencial Diária, como juros de mora, no período de fevereiro a julho de 1991 ts, ) 24 PROCESSO N° : 13063000002/91-17 ACÓRDÃO N° : 1 0 1 —9 1 . 8 27 De todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial para excluir da matéria tributável as parcelas de 20 070,12 ORTN e 18 549,53 ORTN, respectivamente, nos períodos-base de 1985 e 1° semestre de 1986, bem como, as parcelas de Cz$ 24 716 784,29, Cz$ 84 192 577,00, Cz$ 1 155 218 934,49 e NCz$ 3 269 116,15, respectivamente, nos exercícios de 1987 (período-base 2° semestre de 1986), 1988, 1989 e 1990, bem como afastar a incidência da TRD, como juros de mora, no período de fevereiro a julho de 1991 Sala das Sessões - DF, em 18 de fevereiro de 1998 KAZU I SHIOBARA RELATOR 25 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13873.000215/89-62
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Recorrida : - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM BAURU - (SP) . IRRF - TRIBUTAÇÃO REFLEXA - Tratando- -se de tributação reflexa, o julgamen to do processo matriz faz coisa julga da; no mesmo grau de jurisdição, no processo decorrente, ante a intima relação de causa e efeito existente entre .mbos. R ., curs^ proviAo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ENERG - COMPONENTES ELÉTRICOS S/A.: ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provi- mento ao recurso, nos termos do relat g rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sess Òes (DF), em 20 de fevereiro de 1991 f - Alfflpek, URGE P REIR luuntile - PRESIDENTE 4111" -AUCEMEM-9* , Rt. L RELATOR VISTO EM AFON e CDLSO FERREIRA DE ' , 14-POS - PROCURADOR DA SESSÃO DE: 8 JUL ENDA NACIONAL 1 491... Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conse- lheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MI- RANDA, CRISTÕVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, CÃNDI- DO RODRIGUES NEUBER e JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. J.H. DAMEFP/DF- SECOS N6 064/90 f r we4\ 0n' 5* SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? 13873-000.215/89-62 RECURSO N9 60.231 ACORDO N2: 101-81.212 RECORRENTE: ENERG - COMPONENTES ELÉTRICOS S/A. RELATÓRIO ENERG - COMPONENTES ELÉTRICOS S/A., com sede em Ava rã-SP, recorre de Decisão prolatada pelo Delegado da Receita' - Federal em Bauru-SP, atraves da qual foi confirmado o lançamen to do Imposto de Renda na Fonte, com base no artigo 89 do Dec.- -lei n9 2.065/83, no ano de 1985, acrescido de encargos legais efetuado em decorrãncia de lançamento ex officio instaurado con tra a referida pessoa jurídica nos autos do processo n9 13873- -000.211/89-10, do qual este decorre. 2. O lançamento foi impugnado ãs fls. 17/26, tendo a k interessada se reportado 'às razOes apresentadas na defesa do pro cesso principal. 1 3. A efeito do que ocorrera com o processo principal,a exigãncia foi integralmente mantida atravãs da Decisão de fls. 43144 fundamentando-se a autoridade a quo no princípio da ideoar-, rencia, no qual o julgamento do processo matriz faz coisalulgada, no mesmo grau de jurisdição, no processo reflexo. 4. Segue-se -às fls. 48151 o tempestivo Recurso para es 1 te. e g 1,ea40, cui úl>e 4c? 44a PleníTio. f o Relatgrio. 71) DAMEFP/DF- SECOS N 9 065/ 90 PROCESSO N9 13873-000.215/89-62 3. SERVIÇO POMO FEDERAL. Ac6rdão n9 101-81.212 VOTO Conselheiro RAUL PIMENTEL, Relator: Examinando o Recurso n9 97.495, interposto pela interessada nos autos do Processo n9 13873-000.211189-10, do qual este decorre, esta Câmara, atraves do Ac6rdão n9 101- -81.030, de 22.01.91, por unanimidade de Votos, deu-lhe pro vimento integral. No caso trata-se de Impasto de Renda Retido na Fonte calculado sobre receitas omitidas pela interessada, con sideradas disrtribuidas automaticamente aos seus s3cios como lucros, por força do disposto no artigo 89 do Dec.-lei n9 2.065/83. A jurisprud2ncia do Colegiado cristalizou-se no sentido de que o julgamento do processo matriz faz coisa jul gada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdiçio, an- te intima relaçâo de causa e efeito existente entre ambos. Ante o exposto, dou •ovimento ao recurso. •I II 1 I I I I 11 I I I '81P°94 WWWWWWWWfflik W' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 00008.300163/23-74
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RESERVA PARA MANUTENÇÃO DO CAPITAL DE GIRO PRÓ- PRIO - No que toca aos Exs. de 69 . e 70, os crê- ditos com prazo de emissão superior a 120 dias deviam ser excluídos do ativo realizável. OMISSÃO RECEITA DECORRENTE AUTO INFRAÇÃODO,IPI - Em decorrência deve ser realizada a tributação do imposto 3obre a renda no que for cabível. GASTOS COM CONSTRUÇÕES, AMPLIAÇÕES E REFORMAS - Importando no aumento da vida útil do bem devem ser capitalizados. MULTA E CORREÇÃO MONETÁRIA: São calculadas , de - conformidade com o previsto em lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RIBEIRO PARADA S.A. - INDÚSTRIAS DE PAPEL E PAPELÃO: ACORDAM os Membros da Primeira Cãmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de vois, rejeitar a prelimi- nar e, no mérito, negar provimento ao recurs0( f/A Sala das S..: S9 4rDF),em 12 de;março de 1981. 1411,MADOR NIÁNDEZ PRESIDENTE 11 FERNANDOIC_ ERO VELLOSO RELATOR iV.V. /// 1 4 , 1„/ • ti . ; 1 -' ír /' I/ i 1, i /', 7. •'1 I 9 .1 I ._? , V.:: iii VISTO EM ADHElváP.e( BASTDS DE ( ÀRVALHO PROCURADOR-, SESSÃO DE: n, :,,,,i/ A rlr i DA FAZENDA n É li— b o:, -;) ii NACIONAL 1 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇAL- VES NUNES, AGOSTINHO SERRANO FILHO, RAUL PIMENTEL e LUIZ ANDRÉ NETO (suplente) . ,L SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/016.323/74 3. Acórdão n9 101-72.178 a forma adotada para cálculo da correção monetária e acréscimos quanto ao recolhimento feito. Em síntese: (a) manifesta-se pela cobrança das diferenças de correção monetária e multa; (b) exclui parte da exigência - Cr$ 28.500,00 - referente a Reserva de Manu- tenção do Capital de Giro do Ex. 70, conforme demonstrado ãs fls. 718/719; e (c) decide pela manutenção da tributação das demais par celas (fls. 721/735). Considerando o que ate foi dito, restaram a lide a tributação das parcelas a seguir discriminadas, desconsiderando-se a questão relativa as diferenças de multa e correção monetária: a. Exercício 1910: Erro Transcrição/matemático Reserva para Man. Capital de Giro b. Exercício 1971: Reserva para Man. Capital de Giro Imputação direta - desp. capitalizáveis e plurianuais c. Exercício 1972: Imputação direta - desp. capitalizáveis e plurianuais Despesas não necessárias a obtenção lucro (diversas) d. Exercício 1973: Despesas não necessárias a obtenção lucro (auditoria) e. Exercício 1974: Despesas não necessárias obtenção lucro (reg. estrangeiros) Omissão de receita operacional 5. O recurso que apresentou ?.ido em plenário para co nhecimento de todos os membros da Cãmar al(ÉN 2 o relatório. (2r \„! SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/016.323/74 4• Acórdão n9 101-72.178 _ VOTO Conselheiro FERNANDO CÍCERO VELLOSO, Relator: No que tange a preliminar envolvendo a decadência e/ou prescrição temos que a jurisprudência invocada pela recorren- te não prevaleceu ficando assentado perante este tribunal a não a- ceitação das teses que defende. Com efeito, com a apresentação de impugnação tem- pestiva estava a cobrança do credito suspensa não sendo aplicável, portantó, a decadência, o mesmo, aliás, sendo aplicável a prescri- ção. Quanto ao recolhimento efetuado, está patente que da forma que foi realizado não pode produzir os efeitos desejados pelo recorrente. Com efeito, a correção monetária aplicável ã e- poca do recolhimento deveria ser feita combasenos índices vigen- tes para o segundo trimestre civil do ano de 1980. Assim, correto o entendimento da decisão singular a respeito do assunto, nada de- vendo lhe ser acrescentado. Com relação aos itens glosados temos o seguinte: 1. Despesas auditoria: Não ficou comprovada a prestação efetiva dos serviços contrata- dos não parecendo lógico considerar como despesa operacional a im- portância que teria sido paga pelos mesmos. O contrato existente para os serviços usuais já cobria aqueles que são objeto do certi- ficado de auditoria. Quanto aos objetos do novo contrato firmado nada no processo comprova a sua execução, devendo, por isso, ser mantida a glosa. 1 2. Gastos no Escritório da Auditoria: = Referem-se a despesas com melhorias em escritório de terceiros e não foi oferecida qualquer explicação ou justificação plausível 7 ,-, /77/ . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/016.323/74 5. Acórdão n9 101-72.178 respeito, razão pela qual deve ser mantida a sua tributação. 3. Regularização Técnicos Estrangeiros Típica liberalidade como ressaltou a decisão singular e como tal não pode ser aceita como despesa operacional. 4. Erros de Transcrição e Matemáticos: A redução indevida de Cr$ 40.000,00 no transporte do resultado no Ex. 70 está bastante clara da sua declaração de rendimentos cor respondente ao período é foi bem ressaltada no parecer que instrui a decisão singular. Nenhum argumento ou explicação convincente foi apresentada razão pela qual entendo deve ser mantida a sua tribu- tação. 5. Reserva para Manutenção Capital de Giro Próprio: Pelas razões expostas na decisão singular entendo que deve per- manecer a cobrança sobre as parcelas de Cr$ 36.118,00e Cr$20.387,00, nos exercícios de 1970 e 1971, respectivamente. 6. Omissão receita operacional: Decorre de levantamento especifico feito através da fiscaliza- ção do IPI. Quanto ao que se encontra em discussão temos que pre- valeceu a sua cobrança na esfera administrativa razão pela qual o presente também deve permanecer. 7. Imputação direta como despesa operacional de despesas capitali- záveis, plurianuais, sujeitas a depreciação ou amortizações: No relatório de fls. 619/2 constata-se as despesas de vulto ha- vidas pela empresa, sendo que quanto aos exercícios de 71, 72 e, 74 referiam-se a gastos com a instalação de máquinas do ativo fixo que ao contrário do previsto no Parecer Normativo CST 230/71 não foram ativadas para posterior amortização ou depreciação. No tocante ao Ex. 74 referiam-se a despesas com obras e instalações que inexpli- cavelmente, apesar de inicialmente parte ser ativada, ao final d \ , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/016.323/74 6. Acórdão n9 101-72.178 73, serem transferidas para despesas do exercício. Não tem supor- te legal o procedimento da recorrente, razão pela qual, também quanto a este ponto deve prevalecer a tributação. 8. Tributos vedados aos custos ' Corresponde a INPS pago em função de auto de infração. Concor- dando com parte do levantamenteo do referido auto promoveli o reco- lhimento da importância respectiva. O que temos admitido e o paga- mento de INPS nos casos de parcelamento quando a autoridade compe- tente fixa novos prazos de recolhimento, o que, entretanto, não se confunde com o pagamento em função de auto de infração. Por estas razões, adicionais as referidas pela instância singular, deve ser mantida a tributação. Finalizando, quanto aos encargos legais, como já dissemos inicialmente, são devidos a correção monetária, e juros de mora, inclusiVe, no que tange ao reco imento feito em maio/80 que, como ressaltado, foi feito , a menor /2/ , FERNANDO CnfRO VELLOSO - Relator \ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 00865.010213/83-70
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AVICULTURA Recorrido - DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM LIMEIRA - SP IRPJ - INCENTIVO ÀS ATIVIDADES RURAIS E RESULTADO DA CORREÇÃO MONETÁRIA - O in- centivo fiscal às atividades rurais, co mo redução por investimentos realizado-á- no ano-base, tem como teto o limite de 80% do lucro obtido nessas atividades , representado pelo lucro operacional,que é um dos componentes do lucro líquido do exercício, distinto, portanto,de um outro componente, que é o saldo da con- ta da correção monetária, com fulcro no Decreto-lei n9 1.598/77, art. 69, .§ 19. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto por ARBOR ACRES S.A. AVICULTURA: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse- lho be Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recur so / . Sala das Sf-s;eIM/BF, em 24 de abril de 1984 /11 #470rit AMADOR O F • ÃNDEZ - PRESIDENTE teo ft `girf RRANÕ FILHO - R LÃTOR - VISTO EM ÀGQINHO F • - PROCURADOR DA FAZENDA NA- SESSÃO DE: '2 E "ji ILJtL CIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, FERNANDO Cr CERO VELLOSO, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES e BRAZ JANUÁRIO PINTO. , ,:*- •: - i • • -, Ç. 1_ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO 1\1(? 0865/010.213/83-70 RECURSO N9: - 88.220 ACÓRDÃO N9: - 101- 75 .162 RECORRENTEN9: ARBOR ACRES S.A. AVICULTURA RELATÕRIO Interpõe recurso a este Conselho, a empresa em epí- grafe, com sede à Rua 9, n9 1.231,noRioClaro, SP, írresignada com a decisão singular de fls. 24 a 27, que julgou procedente o lança- mento suplementar de fls. 11 a 14, cujo demonstrativo de fls.08 as _ sim consigna a irregularidade em litígio: "Exclusão do incentivo às atividades rurais em va- lor superior a 80% do lucro operacional ajustado pe lo saldo da conta de correção monetária (item 38, item 46 do quadro 13)". Em sua impugnação de fls. 01 a 06, alega, em sínte- se: - que o artigo 278 descreve as pessoas jurídicaspas síveis de se enquadrarem no direito ao favor fiscal e no parágrafo 49 remete para o artigo 56 e seguin- tes do RIR/80; - que nesses artigos não há a indicação de como se alcançar o valor da importância redutora do lucro AA tributável, sendo adotado a sistemática de que o va 447_ir seria o lucro °perde:louca, u que foi sistemati- L/ V zado pelo PN 379/71; - que é incabível o ajuste à título de Correção M DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600 5 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0865/010.213/83-70 Acórdão n9 101-75.162 VOTO Conselheiro AGOSTINHO SERRANO FILHO, Relator: Foram interpostos tempestivamente tanto a impugna ção como o recurso. Por isso, deste tomo conhecimento. A causa do presente litígio assim está consignada às fls. 08 dos autos: "Exclusão do incentivo às atividades rurais em va lor superior a 80% do lucro operacional ajustado pelo saldo conta de correção monetária". Sendo o SALDO DA CORREÇÃO MONETÃRIA, em linhas ge rais, a diferença entre a correção das contas do ativo permanente e do património líquido, implica dizer que se trata de uma parce la de lucro determinada por lei e incidente sobre o capital de ter ceiros. Logo, não se trata de lucro decorrente de qualquer ativida de que o empresário realize, seja ela agrícola, comercial ou indus trial. Nos termos do art. 49, § 29 do Decreto-1e1n9 902/ 69, "como incentivo satividades rurais e para os efeitos da tribu tação, poderá ser reduzido o resultado apurado nessasatividades em montante equivalente até 80% (oitenta por cento) de seu valor", é evidente que o incentivo não poderá incidir sobre o lucro líquido do exercício, mas exclusivamente sobre o lucro operacional, defini do no art. 11 do Decreto-lei n9 1.598/77, como sendo o resultado das atividades, principais ou acessórias, que constituam o objeto da pessoa jurídica. É evidente que o incentivo às atividades rurais não poderá incidir sobre o lucro líquido do exercício, mas exclusi vamente sobre o lucro operacional, consoante Decreto-lei n9 902/69. - luc o oeeracional está muito bem definido .elo art. 11 do De creto-lei n9 1.598/77, como sendo o resultado das atividades, prfn cipais ou acessórias, que constituam o objeto da pessoa jurídica • 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0865/010.213/83-70 Acórdão n9 101-75. 162 netária, como pretende a fiscalização, pois, se a- ceitássemos tal ajuste, não teríamos mais o lucro operacional, mas simplesmente o lucro da empresa; - que o procedimento adotado pela empresa está pa tente na„ página 30 do Majur para 1981, no comentá- rio à linha 14/15 da Declaração de Rendimentos; ' - que, se se adotar a interpretação do PN 7/82,subs_ tituindo lucro operacional por lucro da exploração, somente se pode aplicar tal entendimento após o 1 i dia 04 de março de 1982, quando o DOU tornou-o pú- blico, incidindo assim apenas sobre o fato gerador que ocorrer em 31 de dezembro de 1983; - que a fiscalização cometeu um erro maior ainda porque fez aplicação retroativa, o que é vedado pe lo parágrafo 29 da Constituição e pela Súmula 584 do STF; - que é maior ainda a injustiça fiscal querendo pe nalizar a empresa pelo lançamento suplementar com multa. . A decisão recorrida manteve o lançamento suplemen- tar, "considerando que o resultado da correção monetária origina-se da atualização dos valores referentes aos elementos pertencentes ao patrimônio da empresa, estando, pois, diretamente ligados às suas atividades e objetivos principais; considerando os termos do Pare- cer Normativo CST n9 17, de 08 de Novembro de 1983. Em seu recurso de fls. 32 a 34, alega o seguinte , em síntese: 1 - Está patente que o primeiro ato legal a defi-- nir a questão foi o Parecer Normativo 17, de 08.11.83, no qual fi_ cou definido como os contribuintes poderiam ajustar o saldo da Cor- reção Monetária ao Lucro Operacional, para poder depois calculare , , .?n 4. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0865/010.213/83-70 Acórdão n9 101-75.162 os 80% da redução em função dos investimentos. 2- Antes deste Parecer Normativo, apenas o PN CST 379/71 falava pela não ocorrência do ajuste da Correção Monetária. 3- O Majur/82 orientava o contribuinte para o lu- cro operacional sem o ajuste. 4- Ora, o próprio Parecer Normativo CST n9 17 diz, no item 3.1, que o lucro operacional, definido pela legislação tri butária vigente em 1971, não é o mesmo estabelecido pelo DL 1.598/ 77. 5- Não pode, portanto, a fiscalização infringiras regras contidas no parágrafo 19 do artigo 316 do Código Penal. 6- Enfim, o Conselho de Contribuintes já se pro- nunciou contrariamente ã tese da deci o recorrida, o que comprova, por exemplo, o acórdão n9 101-72.082 r- 1_ jel É o relatório. 6. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0865/010.213/83-70 Acórdão n9 101-75.162 Não resta qualquer dúvida de que não poderá ser obje to da pessoa jurídica, quer principal, quer acessório, locupletar- -se às custas do país, pois a Nação, através de suas leis, de um la do detelmina que aquele que negocia com capital líquido de terceiro inclua o resultado da multiplicação desse capital pelo índice da in fiação, por outro lado autoriza o dono desse capital a multiplicá- -lo pelo mesmo índice e a deduzi-10 do lucro real, reduzindo o Im- posto de Renda a pagar. Portanto, a Lei estabelece um mecanismo de vasos comunicantes compensatórios. • O simples enunciado do estabelecido no art. 69,§ 19, do Decreto-lei n9 1.598/77 arrola entre os elementos que compõe o lucro líquido do exercício, separadamente, as parcelas do lucro ope racional e do saldo da correção monetária. Por conseguinte, ele mes mo está dizendo que saldo de correção monetária e lucro operacional são coisas distintas, ou seja, um não abrange o outro. Enfim, se o incentivo previsto no art. 19 do Decreto- -lei n9 1.382/74 (alíquota especial de 6%) pudesse incidir não so bre o lucro operacional, mas sobre o lucro líquido do exercício, a- quele que sistematicamente tivesse prejuízos nas atividades rurais e obtivesse excelentes resultados em outras atividades gozaria tam- bém dos benefícios fiscais, o que seria contrário à lei que tem por finalidade incentivar as atividades rurais. Este é o pensamento do Conselho de Contribuintes, co f.Rzs,R) pPovs, os ao6rdÃos de n9s la1-72,079, 101-72.082, 101-73.586, 105-0_334 e n9 la1-75,078, cuja enenta diz o seguinte: "INCENTIVO ÀS ATIVIDADES RURAIS E O RESULTADO DA COR REÇÃO MONETÁRIA - O incentivo fiscal às atividadesní raiS, como redução por investimentos realizados n5 ano-base, tem como teto o limite de 80% do lucro ob- tido nessas atividades, representado pelo lucro ope- racional e este, para efeito de cálculo do benefício, não sofre qualquer ajustamento decorrente do resulta ,f dó da conta de correção monetária, nem como d:pesa, V./ quando devedor, nem como receita, se credor.W 7. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0865/010.213/83-70 Acórdão n9 101-75.162 n A questão já foi objeto de recurso na Câmara Superior de Recursos Fiscais, que, através do acordão de n9 CSRF/01-0.360, ma i nifestou-se unanimemente de acordo com a jurisprudência do Conselho. O ilustre Conselheiro Sylvio Rodrigues em seu voto, fundamentando a ementa acima transcrita, mostra muito bem como o De- creto-lei n9 1.598/77 confirma que "o saldo da conta de correção mo- netária não compõe parcela de lucro operacional, e sim de lucro lí- quido do exercício, estágio diferente daquele lucro". Ora, o lucro líquido do exercício está definido pelo parágrafo 19 do artigo 69 do mesmo diploma legal, da seguinte maneira: "O lucro líquido do exercício é a soma algébrica do lucro operacional (art.11), dos resultados não opera- cionais, do saldo da conta de correção monetária (ar- tigo 51) e das participações, e deverá ser determina- do com observância dos preceitos da lei comercial." Fora de dúvida está o fato de que o incentivo fiscal às atividades rurais são em função do lucro operacional, pois só es- te diz respeito às atividades agrícolas. Neste texto legal transcri- to está bem evidenciado que o lucro operacional e o saldo da conta de correção monetária são dois componentes do lucro líquido. Não há, pois, como se dizer que o saldo da correção monetária é. componentedo lucro operacional. Ante o exposto, voto pelo provimento do recurs Ti /(//-, (- // * ,----- / s , I '' , i )STINãO ~SERRANO FII:116 / — s RELATOR ,-( , - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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DE 1977 Recorrente EQUIPAV S.A. - PAVIMENTAÇÃO, ENGENHARIA E COMÉRCIO Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO - SP IRPJ - DISTRIBUIÇÃO DISFARÇADA DE LUCROS - CONFERÊNCIA DE BENS EM AUMENTO DE CAPI- TAL - Configura distribuição disfarçada de lucros, a transferência de bens conferidos em aumento de capital subscrito por valor que corresponde a circunstâncias outras,di ferentes das que deveriam influir de modo relevante na determinação do preço, quando estimados em nível superior ao valor obti- do em negociações contemporâneas de bens semelhantes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EQUIPAV S.A. - PAVIMENTAÇÃO, ENGENHARIA E COMÉRCIO: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Con t ';uintes, por unanimidade de votos, negar provimen- to ao recurso.00!/,/11 4e0 ala das .t,s.6e, (DF), em 21 de setembro de 1981., i I /1010 7,,/ _, , . ,, i AMADv. ei 7,040OLDEZ - PRESIDENTE Á,/ • "niáik' '2i2I' imorpoon - -.18m,", _ RELATOR liki il 1 / 7^ VISTO EM ADHEMILSON BAqTa. DE f/AR iL,0 - PROCURADOR DA FA SESSÃO DE: 2+ SEI. 1981 li V I ZENDA NACIONAL Participaram, ainda , do presente julgame fo, os seguintes Conselhei ros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS A BETO GONÇALVES NUNES, Ar: GOSTINHO SERRANO FILHO, RAUL PIMENTEL, LUIZ . , NDRÉ NETO (suplente) e OLAVO JOÃO GALVÃO (suplente). _ , .4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0830/051.911/80 RECURSO N.° : 83 .757 ACÓRDÃO N.° : 101-72.606 RECORRENTE: EQUIPAV S.A. - PAVIMENTAÇÃO, ENGENHARIA E COMÉRCIO RELATÓRIO EQUIPAV S.A. - PAVIMENTAÇÃO, ENGENHARIA E COMÉRCIO, empresa com endereço atual na capital do Estado de São Paulo, para onde se transferiu após a lavratura do Auto de Infração de fls. 68, firmado na cidade de Campinas na qual antes se encontrava estabele- cida, manifestou, no prazo previsto no artigo 33 do Decreto n9 ... 70.235, de 06.03.1972, recurso contra o ato do Delegado da Receita Federal em São Paulo, que decidiu pela procedência da ação fiscal , ao julgar-lhe a reclamação com que se opusera à cobrança do credito tributário do exercício de 1977, decorrente do ônus do imposto de renda sobre importância havida por distribuição disfarçada de lu- cros, como consta do quadro demonstrativo de fls. 65 que, como ane- xo, se acosta à peça vestibular da autuação. De acordo com a Ata da Assembleia Geral Extraordiná— ria, de 28.12.1976 (f is. 4), a diretoria propôs o aumento do )capi- tal social de Cr$ 100.000.000,00 para Cr$ 195.000.000,00, com a e- missão de 95.000.000 ações, a Cr$ 1,00 cada uma, mediante: - a) 20.000.000 açOes, no total de Cr$ 20.000.000,00 com a utilização do valor contabilizado sob a rubrica "Resultado da Alienação Bens Imóveis - DL. 1.260/73 - 1.493/76", a serem distribuídas aos atuais acionistas na proporção das ações que cada um detem na sociedade; - b) 75.000.000 açOes a serem subscritas pelos acio k nistas e integralizadas em dinheiro, no at .A ã? O) D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1609/7 ' , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 3. Acórdão n9 101-72.606 subscrição, ou com a conferencia de bens consi- derados a planos de expansão já delineados. A relação nominal dos acionistas, a fls. 99, indica que, em 28.12.1976, as 100.000.000 de ações, que ate então compu- nham o capital social da empresa, estavam assim distribuídas: - Carlos de Moraes Toledo 25.000.000 ações... - Geraldo Natividade Tarallo 24.999.999 ações - Glauco Pittigliani 24.999.999 ações - Vital Vettorazzo 24.999.999 ações ~ - Duilio Pittigliani 1 ação - Hilton Calil 1 ação - Oswaldo Tarallo 1 ação Tendo sido aprovado o aumento de capital, o presi- dente da assembleia concedeu o prazo de lei para que os acionistas pudessem exercer o direito de preferencia na parte a que se refere a letra "b" da proposta. Abolido o citado prazo para que se proce- desse de imediato .a subscrição do aumento, e ante o fato de não ha- ver sido exercido o direito de preferencia, os acionistas Vital Vet_ torazzo e Glauco Pittigliani, diretores da autuada, ambos também di rigentes da empresa Empate Engenharia e Comércio Ltda. afirmaram que esta sociedade subscreveria o aumento de capital proposto sob a letra "b". Dois dias após, em 30.12.1976, o aumento de capital se comple- tou,mediante conferencia de bens pela empresa Empate Engenharia e Comercio Ltda., que se tornara, em 28.12.1976, acionista da Equipav S.A. - Pavimentação, Engenharia e Comercio. Os bens conferidos no aumento de capital,s~do,lau do de avaliação de fls. 8, constam de glebas remanescentes do lotea mento Mansões Santo António e localizam-se no 29 Subdistrito da 2a. Circunscrição Imobiliária do Município, cidade e Comarca de Campi- nas. O loteamento da gleba Mansões Santo António, aprovado pelos De cretos Municipais n9s. 5.012, de 30.11.1976 (fls. 126) e 5.014, de 14.12.1976 (fls. 125) passou a denominar-se •Parque das Flores, quan do foram aprovados os planosde_arruamento loteamento do terre M- i> LifE) 7/. _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 4. AcOrdão n9 101-72.606 A planta a fls. 14 indica a posição de cada _ lote dentro do loteamento do Parque das Flores e as plantas de fls. 15 e fls. 64 a localização do Parque das Flores no mapa da cidade.A área conferida ao aumento de capital foi estimada, conforme se verifica a fls. 11, em 107.914,77 metros quadrados, a Cr$ 696,76 por metro quadrado,valor este obtido pelos cálculos de fls. 49, do laudo de a valiação que, de acordo com as peças de fls. 16/47, tomou, para ba- se do preço, transações imobiliárias efetuadas para a Vila ~mira, Parque Taquaral e Nova Taquâral. O Termo de Verificação de fls. 57 historia que Glau_ co Pittigliani, Vital Vetorazzo, Carlos de Moraes Toledo e Geraldo Natividade Tarallo, acionistas diretores da recorrente, fizeram, em 27.12.1968, integralização do capital da empresa Empate Engenharia_e Comércio Ltda., mediante conferência de bens consistentes na área remanescente do loteamento Mansões de Santo Antônio, hoje gleba "Par_ que das Flores", que haviam adquirido em 31.03.1967. No quadro demonstrativo de fls. 65, para caracteri- zar, como distribuição disfarçada de lucros, a incorporação do Par- que das Flores ao patrimônio da recorrente, em conferência de bens que a empresa Empate Engenharia e Comércio Ltda. lhe fez, em 30 de dezembro de 1976, como integralização das ações subscritas, o autu- ante faz descrição dos fatos salientando que não foram considerados os preços do mercado da época, relativos a regiões circunvizinhas e eqüidistantes, dos loteamentos Santa Genebra, Santa Cândida e da ven da do lote 4, quadra F, da Rua 8 (atual Rua Hermantino Coelho) do próprio loteamento Mansões de Santo Antônio. O autuante realça que a defendente, ao tomar, por parâmetro, valores pertinentes a transa Oes imobiliárias realizadas com lotes da Vila Nogueira, do Parque Taquaral e Novo Taquaral, admitiu somente os preços das regiões bem mais distantes, de bairros nobres, altamente desenvolvidos, já com arruamento infra-estruturado em asfalto, inclusive grande nilwro de construções e residências de finíssimo acabamento. E nessa linh. d./.1 f,i/ fl , ,, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 5. Acórdão n9101-72.606 observação, o autuante evidencia que não foi um critério capaz de proporcionar a obtenção de preço de mercado eqüitativo para o Par- que das Flores, situado ainda em região desprovida de recursos, com projeto apenas aprovado na Prefeitura de Campinas, com área defini- da de 107.914,77 metros quadrados para os lotes, até então sem ne- nhum melhoramento público, que ainda deveria suportar despesas de arruamento, infra-estrutura, água,luz, esgoto, asfalto e outras. Ba seando-se nos documentos de fls. 57 a 64, o autuante afirma, a fls. 65 verso, como superestimado, o valor atribuído ao Parque das Flo- res, e mediante o arbitramento do preço médio de Cr$ 300,00 para o metro quadrado, indicou a maior valia, objeto da autuação. Servindo-se de opiniões doutrinãrias e de alguns jul gados judiciais, a defesa, na petição de recurso de fls. 166/185,1i da integralmente, passou a opor restrições a figura da distribuição disfarçada de lucros em transações efetuadas entre pessoas jurídi- cas, o que até então não fizera. Da citada petição de recurso, extraem-se, em sinter- se, as seguintes contraditas da defesa, consistentes em afirmar: - que o preço do metro quadrado atribuído pela auto ridade fiscal para o loteamento do Parque das F15 res (Mansões de Santo Antônio) se baseia em ava- liação de quem não possui necessária habilitação profissional; - que, na conformidade das cartas de 24 de janeiro de 1977, de fls. 143 e 144 das empresas Organiza ção Imobiliária Ducatti S/C Ltda. e Organização Imobiliária Lider Ltda., o lote 4 da Rua 8, do lo teamento Mansões de Santo Antônio, de que serviu o autuante na fixação fiscal do preço embora se trate de unidade de perto de 9.000 metros quadra- dos ela é desvalorizada por ter uma frente de 50 metros, por isso eram de parecer que ele valia em media Cr$ 350,00 por metro quadrado; - que para considerar o valor de Cr$ 88,84 por me- tro quadrado, especificamente para esse lote 4, o4$ autuante se baseou numa escritura de abril de 1 5,0; SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 6. Acórdão n9101-72.606 porem ele foi avaliado em Cr$ 350,00 o metro qua- drado em 24 de janeiro de 1977 que é data aproxi- mada da conferência do bem objeto do presente (31 de dezembro de 1976); - que, em afirmação literal diz: "Mas não é só. Neste mesmo documento juntado o valor real e de mercado para o citado lo- teamento varia de Cr$ 800,00 a Cr$ 900,00 o metro quadrado, e, repita-se, na data de ja- neiro de 1977." (NOTA:ao referir "neste mes- mo documento" é de esclarecer-se que são a- quelas cartas da Organização Imobiliária Du- catti S/C Ltda. e da Organização Imobiliária Lider Ltda.) - que os quatro Contratos de Compromisso de Compra e Venda de lotes do Jardim Santa Genebra (Els.120/ i 124) não explicam se os preços ficaram inaltera- 4 dos e a quitação f n.1 foi pelo preço inicialmen- te convencionado. hl É o relatório. , _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 7. Acôrdão n9 101-72.606 VOTO Conselheiro SYLVIO RODRIGUES, Relator: O ordenamento jurídico, defluente da legislação im- positiva do tributo, não definia,quando a recorrente efetuou o au- mento de capital com conferência de bens, o que constituia valor de mercado. A definição do valor de mercado somente veio a ser feita com o advento do Decreto-lei n9 1.598, de 26 de dezembro de 1977.To davia, como a disposição legal que vem dar conceito a determinado instituto, que antes fora tão somente citado em outro dispositivo de lei, não cria direito novo, mas apenas esclarece a situação preexis tente, surtindo efeito de mera norma de lei simplesmente declarat6 ria, que o ordenamento jurídico a considera ficticiamente da mesma data da norma da lei interpretada, a noção de valor de mercado se colhe do 49, art. 60, do Decreto-lei n9 1.598/77. Esse valor tem sentido econômico e há de refletir-se naquele que se fixar normal- mente no mercado da oferta e da procura. Desse entendimento sobres- sai que o valor de mercado se determina através de método comparati vo entre operações que mantenham condições ou características idên- ticas, ou pelo menos semelhantes, como estatuem os §§ 59 e 69 e s6 à falta destas é que o valor negociado pela pessoa jurídica se baseia em laudo de avaliação, como se verifica do 79, art. 60, do Decre- to-lei citado. O método comparativo, porque apenas requer do obser vador o confronto de negociações idênticas ou semelhantes, não exi- ge, de quem faz comparação, habilitação profissional que envolva enormes indagações, sendo, portanto, de nenhum proveito os fundamen tos da critica, de que a defesa se utiliza, quando procura negar a justeza das provas trazidas à colação pelo autuante, a ponto de di- zer que ele se investiu das funções de perito avaliador. Labora em equívoco o entendimento consistente 40 rk,f9 ,, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 8. Acórdão n9101-72.606 alegar que, antes do advento do Decreto-lei n9 1.598/77, na figura- ção da distribuiçãoL disfarçada de lucros não se inclui a pessoa ju- rídica do sócio ou acionista. o dispositivo legal, o art. 233, alí- nea "a", do RIR/75, ao citar que a distribuição disfarçada de lu- cros ocorre com a alienação, a qualquer titulo, a acionista ou só- cio, se refere, indistintamente, tanto às pessoas físicas com às ju ridicas, uma vez que não hã impedimento legal de uma pessoa jurídi- ca ser sócia ou acionista de outra pessoa jurídica. Nem se argumente que, com a menção feita a parente ou dependente, a lei esteja admitindo que a ocorrência da distribui— ção disfarçada de lucros somente se consubstancia quando, de um la- do, existe a pessoa física do sócio ou acionista e, do outro, a pes soa jurídica, empresa ou sociedade, A referência que a disposição le gal faz a sócio ou acionista é vaga, sem fazer distinção quanto a tratar-se de uma ou outra pessoa, física ou jurídica. Se a redação da lei tivesse deixado de aludir a parentes ou dependentes, quando se cogitasse de beneficiado pessoa física, a falta de menção aos pa rentes ensejaria uma forma de contornar a figura da distribuição dis— farçada de lucros. Portanto, de forma taxativa, o dispositivo legal abrange de maneira precisa as pessoas eas causas alvejadas pela mi- ra tributária do imposto de renda. A ocorrência da distribuição disfarçada de lucros pelos motivos em que ela se configura, na generalidade dos casos mui to se aproxima da intenção premeditada de omitir rendimentos ã tri- butação, com reais proveitos para as pessoas que a disposição legal menciona. Ora, como o particípio verbal "disfarçada" advém de disfarçar, ocultar, encobrir, mascarar, dissimular, não há fundamen to lógico, em face da disposição legal então vigente, em restringir a aplicação da lei apenas às operações "mascaradas", que se efe e ei 'w)C/ c - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 9. Acórdão n9101-72.606 com pessoas físicas, e incoerentemente admitir transações "dissimu- ladas" entre pessoas jurídicas. É como diz, em seu fundamentado vo- to, o Digno e Preclaro Relator do Acórdão n9 111-00.857, Dr. Harry Conrado Schüller, ex-Conselheiro deste õrgão Administrativo, ao se referir às várias figuras da distribuição disfarçada de lucros: "... Por se tratarem de quase fraudes, a "mens le- gis" não poderia admiti-las em hipótese alguma. Ao contrário pretendeu coibir, as encobertas ou camu- fladas distribuições de lucro, praticadas para fu- gir ao pagamento do imposto devido, em beneficio de quaisquer participantes nos lucros. Dal ter mencio- nado esses participantes indefinidos ao lado dos a- cionistas, sócios e dirigentes e, ainda, ter alcan- çado as operações efetuadas com parentes ou depen- dente de todos aqueles, em ocorrendo a hipótese. É flagrante e compreensível a vontade da lei de abarcar todas as espécies de beneficiários das o perações que encobrem as disfarçadas distribuiçõe -s- de lucros, sem distinção, alcançando, por ausência de exclusão, também as pessoas juridicas,sempre que compreendidas entre aqueles beneficiários. É necessário ter em mente o principio consa- grado de Direito de que não se pode discriminar on- dea lei não distingue.E na aplicação da lei, mesmo o Juiz ha que atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum, conforme reza taxativamente o art. 59 da Lei de Introdução ao Có- digo Civil. Por outro lado, é precipitada a inferência de que - da circunstância de os parentes e dependentes estarem em relação a pessoas físicas - todos os a- cionistas,sócios, dirigentes ou participantes nos lucros disfarçadamente distribuídos, devam ser tam- bém pessoas naturais. A leiadidáreu os parentes e dependentes do acionista sõcio, dirigente ou parti cipante de outra espécie de lucros, perceptivamente- para ampliar seu alcance nas mascaradas transações que pretende coibir ou desestimular, prevenindo hi- pótese que também pode ocorrer." Assim, conquanto sejam de labor profundoes opiiões doutrinárias de que se utiliza a recorrente para defender a tese da inocorrência da distribuição disfarçada de lucros entre sócios ou a 4 cionistas, pessoas jurídicas, é de salientar-se que o fisco não esot 1 \ .J_ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 10. Acordão n9 101-72.606 deve obediência, pois a legislação do imposto de renda não isenta ou tributa pelo que a doutrina diz, mas pelo ponto de vista tributá_ rio que ela própria define. Ademais, dentro da corrente doutrinária há oposito- res ao entendimento de que a distribuição disfarçada de lucros não se afigura na hipótese de sócio ou acionista, pessoa jurídica. É o que secbsavapor exemplo, do excerto do voto proferido pelo Eminen- te Conselheiro e Presidente deste èolegiado, Dr. Amador alterei° Per- nãndez, para o Acórdão n9 111-00.446, aprovado por unanimidade de votos: n ... Isto o demonstra a melhor doutrina, como é o caso do Professor FABIO FANUCCHI, que em estudo pu- blicado na Resenha Tributária - Seção Comentário - declara NÃO SER VERDADEIRA "a tese extrema de JOSÉ LUIZ BULHÕES PEDREI- RA, de que não se possa verificar o fato ge- rador do imposto ... no caso de relação en- tre pessoas jurídicas", ammscentando que não são "precisas as sua conclusões, porque, embora, como diz, em transações entre pessoas jurldi cas a evasão que ocorre em uma determinará -a- tributação em outra, é preciso =Ide= que entre elas há possibilidades de existirem lu- cros e prejMos numa e noutra pessoa juril- dica, que podem se compensar com a prática de atos como os descritos dedistribuiçao dis- farçada de lucros, o que determinaria a eva- são visada impedir pelo legislador. Nessa or dem de idéias, pode-se formular um exemplo T uma pessoa jurídica de alta rentabilidade tem por acionista outra que possui prejuízos a compensar, advindos de exercícios anterio- res. A primeira empresa tem em perspectiva a realização de altos lucros pela venda de um bem ou direito. Em vez de realizar o negócio diretamente, aumentando os seus lucros,trans fere o bem ou direito para a segunda pesso-a- jurídica, sua acionista e coligada. Com a providência, já se vê, a primeira empresa não realiza lucros na operação realizada por va- lor notoriamente inferior ao de mercado/ l 'OY 7/2 — SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 11. Acórdão n9 101-72.606 segunda realiza lucros pela venda imediata do bem ou direito por valor bem superior ao de aquisição, compensando prejuízos que esta riam perdidos na consideração de atenuante do imposto sobre os lucros, por decorrência de mais de três exercícios financeiros desde a verificação daqueles prejuízos,conforme es tipula a legislação do imposto de renda." - 34. A igual conclusão chega categoricamente o pranteado Professor RUBENS GOMES DE SOUSA, quan do no seu livro PARECERES n9 1 - IMPOSTO DE RER DA, escreve: "6/1.6 - Pretendeu-se que a distribuição dis farçada só se configura quando o beneficiad-o- seja pessoa física. Os argumentos,tirados da própria lei, não me parecem convincentes:tan to a referência a sócios "ou seus parente ou dependentes", como a menção de que o im- posto cobrado da sociedade e "sem prejuízo do que couber à pessoa física beneficiada" (supra: 6/1.1 e 6/1.4), obviamente comportam a ressalva implícita "quando aplicável". Tão pouco é certo que as vantagens, que a distri buição disfarçada proporciona ao sOcio,s6 se" iam eficazes quanto a pessoas físicas, por não serem, em qualquer caso, tributáveis nas jurídicas: basta pensar numa sociedade que transfira a outra a realização de um lucro potencial que esta utiliza para compensar pre- juizos." 35. Aqueles que concluem que o dispositivo somen te alcança os sócios - pessoas físicas - se a--- poiam em JOSÉ LUIZ BULHÕES PEDREIRA, não em ra- zão da fundamentação que este autor desenvolve, mas porque sendo ele o encarregado de apresentar o esboço do que seria o Anteprojeto da lei d-o'im posto sobre a Renda, sua interpretação traduziri-a- o espirito da volutas pré- legislatoris. 36. Tal, todavia, não ocorre, pois o Anteprojeto apresentado pelo citado autor "foi submetido a criticas de várias autorida dades e agentes fiscais do imposto de renda do Ministério da Fazenda" e a Comissão de Reforma do Ministério da Fazen- da não deu a conhecimento o Anteprojeto que o referido advogado apresentou, como se lê na "A- PRESENTAÇÃO" do volume n9 3, publicado Age1.04 OP SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 12. Acórdão n9 101-72.606 F.G.V. e C.R.M.F., mas sim --- --- "uma versão do Anteprojeto BulhOes Pedrei- ras, ...". Por outro lado, ressalte-se ainda que, da re ferida Comissão participava, como um dos elemeií tos de maior projeção, o eminente jurista, Pro- fessor RUBENS GOMES DE SOUZA, que, como destaca mos no item 34, com toda a sua autoridade, enf -a- ticamente, declara que tal entendimento L nãopas---- sa de uma pretensão, cujos argumentos naolhe pa recem convincentes é o fato de a lei fazer refe rência a parentes ou dependentes dos sócios ou dirigentes "obviamente comportam a ressalva implicita "QUANDO APLICÁVEL" (nosso destaque)." É necessário que se frisem tais pontos, embora não tenham eles constituído fundamentos do decisório singular,quanto ao fato de a questão da distribuição disfarçada de lucros envolver pes soas jurídicas, por óbvias razões de que, sob tal argumento,a hipó- tese só veio ser suscitada na fase de recurso, para que os vários aspectos da matéria em exame fiquem bem delineados no quadro geral dos debates. Compenetra-se bem a ilação da ocorrência da distri- buição disfarçada pelos vários aspectos da questão que a espécie dos autos revela. O quadro social da recorrente indica que quatro dos seus acionistas são majoritários - Carlos de Moraes Toledo, Geraldo Natividade Tarallo, Glauco Pittigliani e Vital Vettorazzo - deti- nham, em 28.12.1976, 99.999.997 ações a quase total~ das 100.000.000 ações do capital da recorrente, Equipav S.A. - Pavimentação,Engenha ria e Comercio, o primeiro possuia 25.000.000 de ações e os outros três, cada um, 24.999.999, enquanto que os demais acionistas minori_ tários, em número de três - Duni° Pittigliani, Oswaldo Taral0 ,; e4M el 2/72 - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL processo n9 0830/051.911/80 13. Acórdão n9 101-72.606 Hilton Calil - as três ações restantes, portanto, uma cada um. Cada ação do valor nominal de Cr$ 1,00. Diz a Ata da Assembléia Geral Extraordinária de 28 de dezembro de 1976 (f is. 4) que, em face do aumento de capital, "a lista de subscrição ficaria à disposição dos Srs. acionistas pelo prazo nela cominado para ser exercido o direito de preferência na parte que se refere a letra "b" da citada proposta". Essa parte "b" corresponde ao aumento de "75.000.000 de ações a serem subscritas pelos acionistas e integralizadas em dinheiro,no ato da subscrição, ou conferência de bens considerados a planos de expansão já delinea_ dos". É evidente que tudo já estava adredemente -delinea_ do, para não dizer preparado, em mascarar a distribuição disfarçada de lucros, com o aumento do capital mediante conferência de bens pe la empresa Empate Engenharia e Comércio Ltda. da qual os quatro a- cionistas majoritários da recorrente são sócios-quotistas (fls. 57) e a própria ata citada salienta que o acionista Vital Vettorazzo,ao tomar a palavra, disse, em seu nome e no de Glauco Pittigliani, am- bos diretores-gerentes da firma Empate Engenharia e Comércio Ltda., que esta empresa "subscrevia o aumento aprovado nesta assembléia,in tegralizando essa subscrição com a entrega de bens imóveis." Estreme de dúvida que, em verdadeira análise, tudo estava preparado para beneficiar, de forma dissimulada e indireta , os quatro acionistas majoritários pelo ricochete do benefício em pessoa jurídica do interessé comum deles, através de um laudo de ava_ liação que, conforme se verificará, corresponde a circunstâncias ou tras diferentes das que deveriam influir na determinação do preço. O questionado aumento db Cr$ 75.000.000,00 fora pla- nejado de modo a tornar impossível aos três acionistas minoritíàlos, de per si, ou mesmo em conjunto, de que exercessem o direito de pre & .P ferencia ante .ã. desproporção que cada um mantinha no capital 7$ C 1... SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 14. Acórdão n9 101-72.606 corrente - de per si, uma para o grupo de noventa e nove milhOes,no vecentas e noventa e nove mil, novecentas e noventa e nove áções, graficamente representadas em números de 1: 99.999.999, ou, reuni- dos, três contra noventa e nove milhões, novencentas e noventa e no ve mil, novecentas e noventa e sete ações, que,em números, apresen- ta a grafia de 3:99.999.997. Afora isso, ainda se impunha a condi- ção de que, se o aumento fosse em dinheiro, as 75.000.000 ( setenta e cinco milhões) de ações se integralizassem no ato da subscrição , ou, se em bens, desde que fossem considerados necessários a planos de expansão já delineados. Ora, os bens assim considerados só pode- riam ser aqueles que atendiam aos interesses dos acionistas majori- tários, pois tudo já se encontrava delineado para que houvessea con ferencia de bens pela empresa Empate Engenharia e Comercio Ltda.,tan_ to que no curto espaço de dois dias foi apresentado o laudo de ava- liação de fls. 8 e anexos de fls. 9/50 que, normalmente, demandaria mais tempo para a coletade dadás que ai estão contidos. Ainda mais,fos sem quais fossem os bens, quem iria considerá-los eram os próprios acionistas majoritários. Pelo que é dado observar do Termo de Verificação de fls. 57, em confronto com as peças de fls. 9/16, anexas ao laudo de avaliação, a área conferida ao aumento de capital da recorrente e desmembramento de uma parte de outra área, denominada Mansões de San— to Antônio, que os acionistas majoritários haviam adquirido, em 31 de março de 1967, por Cr$ 90.000,00, com a qual, em conferencia de bens, integralizaram, em 27.12.68, as quotas de capital que tinham subscrito na empresa ora conferente, Empate Engenharia e Comercio Ltda. Assim, vai-se formando um encadeamento de conferencia de bens numa e noutra empresa. Verificando-se que o valor nominal de uma O.R.T.N. era de Cr$ 2,428, em março de 1967, quando a área foi adquirida pe- los citados acionistas majoritários, e que uma O.R.T.N. valia Cr$ 179,68, em dezembro de 1976, quando a recorrente aumentou o capital, tem-se que aquele valor se reajustou pelo indice de 74 vezes mais , ao passo que, mesmo tomando-se a área pelo todo e não pela parte transferida, ela se elevou de Cr$ 90.000,00 para cr$ 75.000.000 0,kg"Nzi k ,_ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 15. Acórdão n9 101-72.606 no índice representado por 833,333 ... mais. Quanto às alegações da defesa em dizer que não ocor re alienação na conferência de bens e em tecer considerações a res- peito da figura do acionista, precisas são as palavras da autorida- de recorrida, nestes termos: "As alegações de que não ocorre alienação e correspondente aquisição na conferência de bens, e que inexistia a figura do acionista quando da trans ferência da área loteada em pagamento do capita" subscrito, não podem prosperar, em face das disposi çOes claras do Parecer Normativo CST n9 59/76.Note= -se que tal parecer foi utilizado pela outra pessoa envolvida na transação como confèrente dos bens,"Em pate Engenharia e Comércio Ltda.", para apoiar ci -ã- lançamentos contábeis, efetuados com a pretensão de gozar,da isenção prevista no Decreto-Lei n9 1.260 de 1973 (cf. fls. 114). De outra parte, a subscrição de ações foi e- fetuada em 28/12/76, caracterizando naquela data a figura do acionista em momento anterior ao do paga- mento da subscrição mediante conferência da área lo teada, que ocorreu a seguir, em 30/12/76, conforme data da A.G.E. de fls. 4 e informação fiscal de f1s. 114/15. Ainda que corressem ambos os fatos na mesma data, a situação caracterizadora da figura do acio- nista permaneceria inalterada, conforme se verifica no citado parecer, nesta parte representando o en- tendimento da alta administração fiscal,abaixo trans crito: ... a incorporação de imOvel em outra em presa, como integralização do capital desta, é considerada transação de compra e venda e caracteriza uma forma de alienação ... Entre tanto, se o preço combinado não for o de me-17 cado, pode ensejar enquadramento como distrI buição disfarçada de lucros." Na fixação do valor da transação, o laudo de avalia ção estimou-o em condições avantajadas para um loteamento incipien- te, que apenas havia sido aprovado pela Prefeitura Municipal de Cam- pinas (fls. 125 e 126), gerando distorções na determinação do preço do lote. Este preço foi estimado mediante comparação com os Lpre SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 16. Acórdão n9 101-72.606 do metroqu~o dos loteamentos Novo Taquaral, Parque Taquaral e Vila Nogueira, localizados em ponto excelente, providos de arrua- mentos com infra-estrutura em asfalto, bairros nobres, com grande número de construções e residência de finíssimo acabamento. Estes três loteamentos nem sequer se limitam com o loteamento do Parque das Flores, nome que recebeu o desmembramento de parte das Mansões Santo Antônio, como se verifica do mapa topográfico da cidade(fls. 15 e 64). Nas proximidades do loteamento do Parque das Flores existiam, no entanto, outros loteamentos que eram até confinantes com aquele que se conferiu no aumento de capital. A Companhia Imobiliária Campineira, por exemplo, na ocasião em que foi aprovado o loteamento do Parque das Flores, já se encontrava vendendo unidades do loteamento Jardim Santa Genebra, cujo preço por metro quadrado, não considerando os melhoramentos da infra-estrutura, ficavam abaixo da metade do preço, -Lambem por me- tro quadrado, da área conferida em aumento de capital e,levando-se em conta ditos melhoramentos, aquele preço superava um minimo,a me tade do preço da citada área, por metro quadradp,é claro. A fls... 120/124, estão anexados quatro cópias de Contrato de Compromisso de Compra e Venda através dos quais se comprova a afirmativa. O valor adotado na transação corresonde,em realida de, ao preço, por metro quadrado, de lotes situados em áreas de lo teamentos mais distantes, com distorções de valor. Os próprios en- genheiros avaliadores declaram, a fls. 29 e 38, que, nesses lotea- mentos, as ofertas do livre mercado imobiliário se referem a todos os melhoramentos, salientando que a Companhia Imobiliária Campinei ra se obriga a entregar o loteamento com toda a infra-estrutura pron. ta (fls.,39). Serviram de parâmetro, no estudo comparativo, os preços mais elevados de loteamentos já prontos,com construções em r k- , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 17. Acórdão n9 101-72.606 cleos de alto luxo, com arruamento asfaltado,além de outros melho- ramentos públicos com os preços de uma área cujo loteamento havia sido recém-aprovado por Decreto Municipal, desprovido até de arrua- mento, sem qualquer melhoramento público, uma vez que os seus _lo- tes se achavam simplesmente demarcados em planta a ser executada,es tando por fazer todas aquelas benfeitorias exigidas por lei, - como realça bem a decisão recorrida. Embora tivessem sido extraídos os valores médios de lotes próximos aos centros mais bem desenvolvidos da cidade de Campinas, tais valores não possibilitam uma base compa rativa adequada diante de uma área desprovida de qualquer melhora- mento público. .A. contemplação do julgador há, além daquelas cópias de Contrato de Compromisso de Compra e Venda n9s. 2.714/76,2.715 de 1976, 2.716/76 e 2.717/76 (fls. 120/124) já citados também a escri- tura de compromisso de venda, a prazo, do lote 4, quadra F,do lotea_ mento MansOes Santo Antônio, do qual se desmembrou o Parque das Flo_ res, lavrada, em 29.04.1975, pelo preço do metro quadrado a Cr$ ... 88,84. A respeito do valor do metro quadrado desse lote 4 a recor- rente trouxe à colação as cartas de 24.01.1977 (fls. 143 e 144),pe- las quais as empresas Organização Imobiliária Ducatti S/C Ltda. e Organização Imobiliária Lider Ltda.,na pessoa de seus signatários dizem que, atendendo solicitação estiveram no local denominado Man- sEies Santo Antônio Soada unLettlitiu sitrplea_opin&dlandQ,:deat,,"somos de, - - parecer que esta área vale à razão de Cr$ 350,00 o metro quadrado". Mera opinião, sem base em elementos concretos, de que a defesa se u tilizou para alegar que a área foi "avaliada" em Cr$ 350,00 o metro quadrado. E mais, logo a seguir, referindo-se às citadas cartas ,mas substituindo a palavra "cartas" pela expressão "neste mesmo docu- mento", afirma:"Mas não é só. Neste mesmo documento juntado o va- lor real e de mercado para o citado loteamento varia de Cr$ 800,00 a Cr$ 900,00 o metro quadrado;e, repita-se, na data de janeiro de 1977". 4A substituição da palavra "cartas" pela expres o/ c SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0830/051.911/80 18. AcOrdão n9 101-72.606 "neste mesmo documento", em seqüência ao período anterior, evidente mente que se presta a formar a falsa idéia de que se trata de uma a valiação revestida dos requisitos necessãrios. Reafirma-se, porem , as cartas não vão alem de simples parecer pessoal insuscetível de modificar a situação fiscal perfeitamente definida. Em derradeiro, acresce dizer que um julgado apenas soluciona a questão entre as partes componentes da relação proces- sual, mas nenhum direito cria para terceiros estranhos a semelhante relação. E assim, na conformidade do que dispo -em os artigos 19 e 29 do Decreto n9 73.529, de 21.01.1974, da extensão adMinistrativa relativa aos efeitos de deciéSes judiciais somente aproveita as par'.. tes integrantes do processo judicial e com estrita observãncia do conteúdo dos julgados. A. 21todo o exposto, o elator vota denegando provi mento ao recursoÁnklr lijildáà#4;1.41,W 4r. INFRIrRODneert RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1
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