Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18471.002489/2004-13
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jul 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Jul 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Não comprovado mediante documentação hábil e idônea a origem dos
recursos depositados junto a instituições financeiras, consideram-se tais depósitos, após 1° de janeiro de 1997, com a entrada em vigor da Lei 9.430 de 1996, como rendimentos omitidos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-000.884
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Nov 19 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201107
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Não comprovado mediante documentação hábil e idônea a origem dos recursos depositados junto a instituições financeiras, consideram-se tais depósitos, após 1° de janeiro de 1997, com a entrada em vigor da Lei 9.430 de 1996, como rendimentos omitidos. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 18471.002489/2004-13
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 4847552
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-000.884
nome_arquivo_s : 280200884_18471002489200413_201107.PDF
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : LUCIA REIKO SAKAE
nome_arquivo_pdf_s : 18471002489200413_4847552.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4742729
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:48 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044439527424
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-11-22T10:42:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 11; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-11-22T10:42:58Z; Last-Modified: 2011-11-22T10:42:58Z; dcterms:modified: 2011-11-22T10:42:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:6b04b9c4-f1d4-4dbf-afbd-3d64f5b4c4b6; Last-Save-Date: 2011-11-22T10:42:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-11-22T10:42:58Z; meta:save-date: 2011-11-22T10:42:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-11-22T10:42:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-11-22T10:42:58Z; created: 2011-11-22T10:42:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-11-22T10:42:58Z; pdf:charsPerPage: 1464; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-11-22T10:42:58Z | Conteúdo => 1)1 CART MI: H. I S2-1'L02 Fl. 148 MINP37if.,) DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SECUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Process ,) n" 18471.002489/2004-13 11 ,..corso n" Voluntário ,A_córCclo n° 2802-00.884 — 2' Turma Especial SeJsão de 25 de julho de 2011 Matéria IRPF Recorrente JOÃO DIAS DE OLIVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL 3 Turma da DRJ/RJOII ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2000 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Não comprovado mediante documentação hábil e idônea a origem dos recursos depositados junto a instituições financeiras, consideram-se tais depósitos, após 1° de janeiro de 1997, com a entrada em vigor da Lei 9.430 de 1996, como rendimentos omitidos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae - Relator. EDITADO EM: Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martin Fernandez e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Auter)tIcr -r: o 33/..S12.)11 r 1)3(;)f\ REIKO SAKAL Agr3irind; -) I rr- r , , 7:11RGE Impress° crrn 20110/210 SJEL IC:..E1‘11 C:0 ML.-.NT:EF, LIA ' A C.A1.:2)0:30 Di: CAM' MF Fl. Relatório Trata-se c'e Pccuro Voluntário interposto contra acórdão proferido na instância administrativa, pc la Dgacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 116/, que considerou procedente em 'te G lançamento relativo a omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários t:c oHgem não comprovada., autuado conforme Termo de Constatação de fl. 22/23 e auto de fls. 24/30. Do Termo de Constatação Fiscal, consta que: "0 procedimento fiscal decorre da ação promovida pelo Ministério Público Federal, em requerimento deferido pela Justiça Federal no curso do Processo n° 2001.5102000542-0, tendo em vista haver sido a empresa Cada Nova Universal Câmbio Viagens e Turismo arrolada no citado processo judicial e o contribuinte participar do seu controle societário." No relato da decisão de P instância se fez constar (com grifos nossos) que: Na decisão de ia instância foi afastada: - a preliminar de nulidade pela inocorrência de quebra de sigilo bancário, uma vez que o próprio contribuinte apresentou os extratos bancários à Fiscalização e pela inexistência de prejuízo ao seu direito de defesa, em vista do prazo concedido durante a fiscalização, considerando ser essa fase apenas inquisitória, iniciando-se a fase litigiosa apenas com a impugnação; assim como pela não violação aos princípios da irreotroatividade e da legalidade, entendendo que, segundo o §1 0 , d.o art. 144, do CTN, ao lançamento deve ser aplicada a legislação posterior A ocorrência do fato gerador que houver instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização; - a decadência arguida em relação ao ano-calendário de 1.999, A medida em que o contribuinte fora cientificado em 27/12/2004. No tocante ao mérito, o lançamento foi considerado procedente em parte, excluindo-se parte dos valores lançados, mantendo-se o valor de R$ 832.682,61 corno depósitos de origem não comprovada, conforme fls. 129/132, confirmando-se, ainda, a legalidade da aplicação da taxa SELIC. A ciência de tal julgado se deu por via postal ern 28/04 /2009, consoante o AR — Aviso de Recebimento — de fl. 136 . A vista da decisão, foi protocolizado, em 26/05/ 2008, recurso voluntário de fls. 137/145 , no qua l o pólo passivo questiona a decisão proferida. Na peça recursal, o contribuinte questiona preliminarmente a decadência, conforme artigo 150, § 4 0 do Código Tributário Nacional - CTN, uma vez que os depósitos lançados se referem aos meses de janeiro a dezembro de 1.999, que a Lei n° 7.713/88 determinou a tributação mensal e o mesmo fora cientificado em 27/12/2.004. No MÉRITO, questiona que o depósito bancário por si s6 não é fato gerador do Imposto de Renda, colacionando para corroborar sua argumentação alguns acórdãos e apresentando uma digressão sobre o assunto. (fls.141 /143) AuVmt,Nlo ti3 O ;18;r:tor,10 ...):1103/0012 1.1 1 1 ;;‘c.s.r . ; L.; , /;cnd,d;:',',1<,!mr;:i: 3. Ot2O r I, liCIA REIK(1 AssnaLio (Via;:rer, v.) 23/2:&2011 .)FCO CI A ,s;01() OAO E C.:^k0D030 2 In-q.:res.,:a cm 20/10/2011 pm SUFI NO ;/=:..NL1ii1S.1 L1;\ C01J7 DF CARE' MF H. 3 Proccsso n° 18471.002489/2004-13 82-TE02 Acórdão n.° 2802-00.884 Fl. 149 Argun-;,7ta, ait,da ter, a fiscalização incorrido em erro ao tributar a sua pessoa física, á medida m que exercendo atividade econômica atua como empresa individual, devendo ser equip,. -Ao a pessoa jurídica. (fl. 143). Contesta também A fl. 144 a violação a garantias fundani:,;tAai.l. zomo o sigilo bancário, 6. intimidade etc. Concluindo que a autuação se pautou em mera prcsunção, requer o cancelamento do auto. É o relatório. Conselheiro Lucia Reiko Sakae, Relator 0 recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Trata-se de recurso voluntário em face da decisão que manteve em parte o lançamento por omissão de rendimentos caracterizados por depósitos bancários de origem não com provada. Do recurso voluntário apresentado, verifica-se que o recorrente não inova em suas argumentações, voltando a argüir a decadência, a questionar que depósitos bancários por si só não seria fato gerador do imposto de renda, assim como erro pela tributação na pessoa física e, ainda, violação a garantias fundamentais, como o sigilo bancário, a intimidade etc. Ressalte-se que dos extratos bancários juntados, verifica-se que as contas correntes eram individuais. De pronto, tratando-se de lançamento relativo ao ano calendário de 1999, cujo fato gerador se consolida em 31 de dezembro de 1.999, na melhor das hipóteses, tal como sacramentado pelo Supremo Tribunal de Justiça. a decadência ocorreria em 31/12/2004, o que não foi o caso. Quanto A violação de garantias constitucionais, considerando que o próprio contribuinte apresentou as informações, fica afastada qualquer hipótese de violação. Ainda, tratando-se de tributação com fundamento no artigo 42 da Lei no 9.430/96, não se verifica qualquer afronta ao principio da legalidade. No tocante A tributação na pessoa física, não se juntando aos autos qualquer comprovação que evidenciasse possível erro, não há como se acatar tal argumentação. Isto posto, correto o lançamento. Conclusão. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso interposto. (assinado digitalmente) Lucia Reiko Sakae tvel.t , carjo 1g1 ioQ,-y; j' .í2j 5. I r 1 ()GU\ REKa stacaa ̂,:+,Y ,!(:! :7:AR.Dr),S0 3 impren em 2017 OTC, I I 0, ,r11 SUELI Tf.D.1..N DA CRU4 Dr CARF MU 11.4 A utenticado 03 ,C8,2::)1 1 /Vss:r[Eldo ern 03;;:.'6/20f ro ; LUCIA PLIK(1 SAKAE A nccU C em 217C I I 4 rn 2Ci1C/20 'I po SUL. 1. (LENT:Nr,' -;:FV2(-S IA
score : 1.0
Numero do processo: 37324.002628/2006-09
Data da sessão: Mon Mar 22 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Mar 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1997 a 01/01/1999
PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. CONTAGEM DO TERMO A QUO. DECADÊNCIA. ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 150,§ 4°- CTN.
O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segunda a formula do artigo 150, § 4°, tendo em vista que o lançamento se deu em 27/04/2005.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2803-000.006
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 14 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201003
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1997 a 01/01/1999 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. CONTAGEM DO TERMO A QUO. DECADÊNCIA. ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 150,§ 4°- CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segunda a formula do artigo 150, § 4°, tendo em vista que o lançamento se deu em 27/04/2005. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 23 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 37324.002628/2006-09
anomes_publicacao_s : 201003
conteudo_id_s : 6740744
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 10 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.006
nome_arquivo_s : 280300006_248815_37324002628200609_201003.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 37324002628200609_6740744.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
dt_sessao_tdt : Mon Mar 22 00:00:00 UTC 2010
id : 4750913
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:52 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044442673152
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-07-13T13:37:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-07-13T13:37:00Z; Last-Modified: 2010-07-13T13:37:00Z; dcterms:modified: 2010-07-13T13:37:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:dcdd9781-cfad-4aad-b021-6e8052cb6b0d; Last-Save-Date: 2010-07-13T13:37:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-07-13T13:37:00Z; meta:save-date: 2010-07-13T13:37:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-07-13T13:37:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-07-13T13:37:00Z; created: 2010-07-13T13:37:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-07-13T13:37:00Z; pdf:charsPerPage: 1379; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-07-13T13:37:00Z | Conteúdo => S2-TE03 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS A5f SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 37324.002628/2006-09 Recurso n° 248.815 Voluntário Acórdão n° 2803-00.006 — 3' Turma Especial Sessão de 23 de março de 2010 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO. Recorrente ENERCAMP - ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida DELEGACIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA EM CAMPINAS - SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1997 a 01/01/1999 PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. CONTAGEM DO TERMO A QUO. DECADÊNCIA. ANTECIPAÇÃO DO PAGAMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 150,§ 4°- CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização, segunda a formula do artigo 150, § 4°, tendo em vista que o lançamento se deu em 27/04/2005. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). Z-1 HELTO f l' LIS I) • A IA DE LIMA — Presidente pLIARDO DE. OLIVEIRA - Relator _ Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Oséas Coimbra Júnior,Vera Kempers de Moraes Abreu (Suplente), Eduardo Augusto Marcondes de Freitas (Suplente) e Helton Carlos Praia de Lima (Presidente). Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social. O período de apuração compreende as competências 01/1995 a 13/1998, conforme relatório fiscal, fls. 89 a 91. Inicialmente, a empresa apresentou o requerimento, de fls. 106, por intermédio do qual requer dilação do prazo para apresentação da defesa, indeferido item 8, fls. 188. Posteriormente, em 01/06/2005, o sujeito passivo apresenta sua defesa, fls. 125 a 128. A defesa foi considerada intempestiva, uma vez que o contribuinte foi cientificado da NFLD, em 27/04/2005, e só em 01/06/2005, protocolizou a impugnação, fls. 170. A Delegacia da Receita Previdenciária emitiu o Despacho-Decisório - DD n° 21-424.4/071/2005, por intermédio do qual promoveu a retificação do crédito, tendo em vista a apresentação pelo contribuinte de Guias de Depósito Judicial não apresentadas durante a ação fiscal para apuração do crédito, conforme documentos, de fls.183 a 188. A empresa interpôs o recurso voluntário, em 06/03/2006, fls. 207 e 208, com Razões Recursais, as fls. 209 a 225, após cientificada da DD, em 03/02/2006, fls. 205. Por sua vez a Seção do Contencioso Administrativo Previdenciário da Delegacia da Receita Previdenciária de Campinas remeteu à recorrente o Oficio n° 418/2006/SECAP, datado de 14/06/2006, fls. 241 a 246. Onde entre outras coisas informa ao contribuinte: a) a não instauração da fase litigiosa, face a intempestividade da impugnação; b) a não reabertura do prazo de defesa, pois a revisão de ofício não agravou a situação do contribuinte; c) a não subida do recurso voluntário, decorrente de defesa intempestiva, bem como pela falta do depósito recursal — deserção. A empresa impetrou o MS 2006.61.05.002171-3, buscando a reabertura do prazo para impugnação, liminar indeferida, fls 251 e 252. Nesta esteira a sentença de mérito foi de improcedência do pedido e de denegação da segurança, fls. 276 e 277. As fls. 254, consta informação via e-mail, aparentemente, da Procuradoria Federal, de que a liminar para processamento do Recurso de Oficio sem depósito recursal foi cassada no TRF3, via Agravo de Instrumento. No entanto, as fls. 265 a 268, foi juntada ao presente feito uma Sentença judicial no MS 2006.61.05.002170-1, na qual se dá conta de que foi determinado o prosseguimento do recurso voluntário sem o depósito prévio. A SECAP, as fls. 270 a 273, apresentou Contrarrazões. r- É o Relatório. 2 Processo n° 37324.002628/2006-09 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.006 Fl. 2 Voto Conselheiro EDUARDO DE OLIVEIRA, Relator f 0 recurso - foi interposto tempestivamente, conforme fl. 205 e 207. Pressuposto superado, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. Quanto à questão preliminar relativa à fluência do prazo decadencial, a mesma deve ser reconhecida de oficio. O Supremo Tribunal Federal, confoline entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal a Súmula de n ° 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, assim devem, em regra, observar o disposto no art. 150, parágrafo 4° do CTN. Havendo, então o pagamento antecipado, observar-se-á a extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, se não houver o pagamento antecipado não se aplica o disposto no art. 156, inciso VII do CTN, devendo assim ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN; havendo a necessidade de lançamento de oficio substitutivo, conforme previsto no art. 149, inciso V do CTN. Nessa hipótese, caso não haja o lançamento, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4° do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. No presente caso o lançamento foi cientificado ao contribuinte em 27/04/2005, fl. 01, e consta do Discriminativo Analítico de Débito — DAD, fls. 04 a 11, a realização de pagamento parcial, o que faz incidir a regra do artigo 150,§ 4°, da Lei 5.172/66 — CTN. /e' 3 Desta forma, o crédito encontra-se fulminado inexoravelmente pela decadência, uma vez que constituído de contribuições de 01/1995 a 13/1998. Pelo exposto encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Para a competência mais recente, isto é, 12/1998, o termo inicial do prazo decadencial é 03 de janeiro de 2000, o que findaria sua possibilidade de constituição em 02/01/2005. CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por CONHECER DO RECURSO para no mérito DAR- LHE PROVIMENTO, reconhecendo que o crédito foi atingido pela decadência. É como voto. Sala das Sessões, em 22 de março de 2010. ' DU a P 1. etÉVE-1. ator. _ 4 Processo n° 37324.002628/2006-09 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.006 Fl. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS £,À,'Itk--• SEGUNDA SEÇÃO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3 0 do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, a tomar ciência do Acórdão n.° 2803-00.006. Brasília 24 de maio de 2010 Patricia h\)12j. Almeida Proença e Silva Chefe da Secretaria da Terceira Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Sem Recurso [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional 5
score : 1.0
Numero do processo: 13606.000042/2002-43
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 11 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Nov 11 00:00:00 UTC 2004
Numero da decisão: 303-00.990
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso em diligência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200411
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 11 00:00:00 UTC 2004
numero_processo_s : 13606.000042/2002-43
anomes_publicacao_s : 200411
conteudo_id_s : 5724260
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 08 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 303-00.990
nome_arquivo_s : 30300990_13606000042200243_200411.PDF
ano_publicacao_s : 2004
nome_relator_s : SILVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
nome_arquivo_pdf_s : 13606000042200243_5724260.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 11 00:00:00 UTC 2004
id : 4627528
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:28 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044451061760
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-11T11:40:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-11T11:40:13Z; Last-Modified: 2013-10-11T11:40:13Z; dcterms:modified: 2013-10-11T11:40:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:34478311-75d4-4b61-8613-3ccbb7e89cf9; Last-Save-Date: 2013-10-11T11:40:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-11T11:40:13Z; meta:save-date: 2013-10-11T11:40:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-11T11:40:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-11T11:40:13Z; created: 2013-10-11T11:40:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-11T11:40:13Z; pdf:charsPerPage: 933; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-11T11:40:13Z | Conteúdo => ANELISE DAUDT PRIETO Presidente - \kt4o-zin, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 13606.00004212002-43 SESSÃO DE : 11 de novembro de 2004 RECURSO N° : 128.139 RECORRENTE : OLÍMPIO GONÇALVES NETO RECORRIDA DR.j/BRASÍLIA/DF RESOLUÇÃO N" 303-00.990 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 11 de novembro de 2004 SILVIO N41 .9-+-BARCELOS FIÚ Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, SERGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMOREM e MARCIEL EDER COSTA. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. o MA/4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.139 RESOLUÇÃO N° : 303-00.990 RECORRENTE : OLiMPIO GONÇALVES NETO RECORRIDA : DREBRASÍLIA/DF RELATOR(A) : SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA RELATÓRIO 0 contribuinte recorrente teria sido intimado a recolher os créditos tributários de R$ 2.019,78, R$ 4.883,42 e R$ 3.121,44, incidentes sobre o imóvel rural "Paragem do Itacolomy" (código/SRF n° 0639877-4), com 632,3 ha, na localidade de Mariana — MG. Os respectivos lançamentos do I1'8/94, ITR/95, ITR196 e contribuições vinculadas encontram-se especificados, simplesmente, com base em extratos de consulta ao sistema fls. 40, 42 e 44 (extratos). As fls. 01/02, inconformado com o indeferimento parcial da SRL de fls. 04, o contribuinte apresentou impugnação dos lançamentos, alegando, em síntese, erro no item 29 do quadro 04 da DITR/94. Para comprovação, anexou documentos de fls. 06/27. 0 Processo foi remetido diretamente para a DRF de Julgamento em Brasilia/DF, cujo Acórdão N° 05.118 de 26/02/2003, julgou um pretenso lançamento como procedente, nos seguintes termos do voto do relator: "A impugnação é considerada tempestiva (fls. 30) e dela tomo conhecimento. A análise do presente processo demonstra que as Notificações de Lançamento do ITR194, 95 e 96, extratos de fls 40, 42 e 44, respectivamente, foram emitidas com base nos dados cadastrais da DITR/94 (cópia de fls. 28/29), retificada parcialmente pela SRL de fls. 04. Para comprovar a existência da Area do item 29 do quadro 04, foram anexados o plano de corte e o piano de manejo de rendimento sustentado (fls. 07/25), juntamente com a ART de fls. 26. Embora conste do § 1 0, art. 147, do Código Tributário Nacional — CTN, que: "A ret ificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou excluir tributo, só e admissivel mediante comprovação do erro em que se fimde, e antes de notificado o lançamento", o § 2° do mesmo artigo prescreve que: "Os erros cometidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de oficio pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela". r (/' 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 128.139 : 303-00.990 A possibilidade da retificação do lançamento fundamenta-se em um dos princípios elementares do Sistema Tributário Nacional: o da estrita legalidade e, decorrente deste, o da verdade material. Portanto, o lançamento impugnado nos termos do art. 145, inciso I, do CTN, poderá ser alterado em face da evidência do erro cometido pelo contribuinte. Assim, nos termos do § 2° do art. 147 do CTN, e de acordo com as Normas de Execução SRF/COSARJCOSIT res 01/1995, 02/1996 e 07/1996, entendo que deva ser alterada a distribuição das Areas do imóvel nas declarações processadas (extratos de fls. 34, 45 e 46), somente para fins cadastrais, como segue: Alterar para os exercícios de 1994, 1995 e 1996: QUADRO 04- DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA NO IMÓVEL CAMPO HISTÓRICO DE(ha) PARA(ha) 29 Reforest. c/ essências exóticas 0,0 106,0 30 Não isentas 30,0 136,0 31 Total inaproveitável 224,0 330,0 32 Total aproveitável 408,3 302,3 Entretanto, essas alterações somente serão consideradas para efeitos cadastrais, pois o novo Grau de Utilização da Area aproveitável do imóvel continuará abaixo de 30 %, implicando a manutenção das mesmas aliquotas de cálculo utilizadas nos referidos lançamentos. Diante do exposto, voto por considerar procedentes os lançamentos do ITR/94, ITR195, ITR196 e contribuições vinculadas, com a alteração do Quadro 04 da DITR/94, nas correspondentes declarações processadas (extratos de fls. 34, 45 e 46) apenas para fins cadastrais, conforme demonstrado." (0 Grifo é nosso) o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 128.139 303-00.990 VOTO Como pode ser aquilatado, não consta do Processo em referência qualquer documento legal que comprove os lançamentos efetivados contra o recorrente, a não ser meros extratos do sistema da Secretaria da Receita Federal acostados as fls. 40, 42 e 44, com os quais se baseou a DRF de Julgamento de Brasilia/DF para emitir julgamento. Inexiste qualquer Auto de Infração ou mesmo o Lançamento Suplementar que se possam aquilatar os reais valores lançados contra o contribuinte, pois, tão-somente, verificamos as fls. 04, o resultado da solicitação de Retificação do ITR, que supostamente o recorrente teria encaminhado. Ademais, se verifica que desde 02/04/2002, o Sr. Chefe da ARF de Ouro Preto - 6 RF de Belo Horizonte, já solicitava entre as suas "Verificações das Providencias Adotadas para Instrução do Processo", dentre outras pendências anotou: "(X) Auto de Infração/Notificação de Lançamento" e o " (X) SRL (Solicitação Retificação de Lançamento ITR)" conforme documento as folhas 30, o que não foi atendido, portanto, não saneado o processo até o presente momento. Visto está, que o processo em referencia, composto apenas com o que se contém, não se encontra apto no sentido de fornecer as condições minimas para que se possa fazer uma análise e julgamento justo. Assim sendo, Voto no sentido de transformar o julgamento em DILIGÊNCIA, para que o presente processo retorne à Delegacia da Receita Federal de origem onde deverão ser adotadas as seguintes providências: 1. Que seja acostado ao presente Processo, o Auto de Infração que porventura tenha sido lavrado contra o recorrente; 2. No caso contrário que sejam anexados ao processo os documentos que geraram efetivamente o lançamento suplementar do ITR contra o recorrente; 3. Acostar ao processo as Solicitações de Retificação de Lançamentos do ITR, que teriam sido elaboradas pelo recorrente, e que foram apreciadas e efetivadas pela DRF de Belo Horizonte conforme fotocopia do documento as folhas 04, e que supostamente deram margem as alterações; 4. Após o que, retorne o Processo para apreciação e julgamento por esse Conselho. Sala das Ses oes em 11 de novembro de 2004- COS- BARCELOS FIÚZA - Relator 1 • SILVE
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001555/2006-91
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002, 2003
PROVA OBTIDA COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL.
REMESSA AO FISCO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE.
Eventual mácula da colheita da prova não pode ser deferida no processo administrativo fiscal, sob pena de a autoridade administrativa se sobrepor à ordem da autoridade judicial, a qual, constitucionalmente, tem o monopólio da condução do processo criminal e entendeu que a prova colhida no processo crime poderia ser utilizada pelo fisco. Acatar a pretensão do
recorrente seria fazer tabula rasa da decisão judicial que determinou que o fisco cumprisse seu mister constitucional (art. 37, XVIII e XXII e art. 145, §1°, da Constituição Federal) de apurar o crédito tributário no caso vertente.
PROVAS PRODUZIDAS A PARTIR DE LAUDO PERICIAL CONFECCIONADO PELA POLÍCIA FEDERAL. DOCUMENTAÇÃO TRAZIDA DO EXTERIOR COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL. POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PELO FISCO.
DOCUMENTOS INCIDENTAIS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA. DESNECESSIDADE DE TRADUÇÃO PARA O VERNÁCULO.
Peças incidentais em língua estrangeira, periciadas pelo Instituto de criminalística da Polícia Federal, traduzidas para vernáculo nos ofícios e laudos da Policia Federal, dispensam a tradução, notadamente quando não constituem cerceamento do direito de defesa.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO DA DISPONIBILIDADE ECONÔMICA OU JURÍDICA. ÔNUS DA PROVA.
A tributação de omissão de rendimentos pressupõe que se comprove o beneficio auferido pelo contribuinte, ou seja, que houve a disponibilidade econômica ou jurídica dos rendimentos. Cabe à autoridade fiscal comprovar o momento da ocorrência do fato gerador e existência de relação pessoal e direta do contribuinte a tal fato. Cancela-se o lançamento no qual esse ônus não foi exaurido. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-001.220
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento o ano-calendário 2002 e, quanto ao ano-calendário 2001, excluir do demonstrativo de acréscimo patrimonial a descoberto o item "outros dispêndios/aplicações" (remessas para o exterior), nos termos do
voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201111
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003 PROVA OBTIDA COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL. REMESSA AO FISCO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. Eventual mácula da colheita da prova não pode ser deferida no processo administrativo fiscal, sob pena de a autoridade administrativa se sobrepor à ordem da autoridade judicial, a qual, constitucionalmente, tem o monopólio da condução do processo criminal e entendeu que a prova colhida no processo crime poderia ser utilizada pelo fisco. Acatar a pretensão do recorrente seria fazer tabula rasa da decisão judicial que determinou que o fisco cumprisse seu mister constitucional (art. 37, XVIII e XXII e art. 145, §1°, da Constituição Federal) de apurar o crédito tributário no caso vertente. PROVAS PRODUZIDAS A PARTIR DE LAUDO PERICIAL CONFECCIONADO PELA POLÍCIA FEDERAL. DOCUMENTAÇÃO TRAZIDA DO EXTERIOR COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL. POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PELO FISCO. DOCUMENTOS INCIDENTAIS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA. DESNECESSIDADE DE TRADUÇÃO PARA O VERNÁCULO. Peças incidentais em língua estrangeira, periciadas pelo Instituto de criminalística da Polícia Federal, traduzidas para vernáculo nos ofícios e laudos da Policia Federal, dispensam a tradução, notadamente quando não constituem cerceamento do direito de defesa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO DA DISPONIBILIDADE ECONÔMICA OU JURÍDICA. ÔNUS DA PROVA. A tributação de omissão de rendimentos pressupõe que se comprove o beneficio auferido pelo contribuinte, ou seja, que houve a disponibilidade econômica ou jurídica dos rendimentos. Cabe à autoridade fiscal comprovar o momento da ocorrência do fato gerador e existência de relação pessoal e direta do contribuinte a tal fato. Cancela-se o lançamento no qual esse ônus não foi exaurido. Recurso provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 18471.001555/2006-91
conteudo_id_s : 5392908
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.220
nome_arquivo_s : Decisao_18471001555200691.pdf
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 18471001555200691_5392908.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento o ano-calendário 2002 e, quanto ao ano-calendário 2001, excluir do demonstrativo de acréscimo patrimonial a descoberto o item "outros dispêndios/aplicações" (remessas para o exterior), nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 30 00:00:00 UTC 2011
id : 5684820
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:05 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044456304640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2326; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 202 1 201 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001555/200691 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280201.220 – 2ª Turma Especial Sessão de 30 de novembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente LEONARDO DE ALMENIDA RODRIGUES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003 PROVA OBTIDA COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL. REMESSA AO FISCO. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. Eventual mácula da colheita da prova não pode ser deferida no processo administrativo fiscal, sob pena de a autoridade administrativa se sobrepor à ordem da autoridade judicial, a qual, constitucionalmente, tem o monopólio da condução do processo criminal e entendeu que a prova colhida no processo crime poderia ser utilizada pelo fisco. Acatar a pretensão do recorrente seria fazer tabula rasa da decisão judicial que determinou que o fisco cumprisse seu mister constitucional (art. 37, XVIII e XXII e art. 145, §1°, da Constituição Federal) de apurar o crédito tributário no caso vertente. PROVAS PRODUZIDAS A PARTIR DE LAUDO PERICIAL CONFECCIONADO PELA POLÍCIA FEDERAL. DOCUMENTAÇÃO TRAZIDA DO EXTERIOR COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL. POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PELO FISCO. DOCUMENTOS INCIDENTAIS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA. DESNECESSIDADE DE TRADUÇÃO PARA O VERNÁCULO. Peças incidentais em língua estrangeira, periciadas pelo Instituto de criminalística da Polícia Federal, traduzidas para vernáculo nos ofícios e laudos da Policia Federal, dispensam a tradução, notadamente quando não constituem cerceamento do direito de defesa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO DA DISPONIBILIDADE ECONÔMICA OU JURÍDICA. ÔNUS DA PROVA. A tributação de omissão de rendimentos pressupõe que se comprove o beneficio auferido pelo contribuinte, ou seja, que houve a disponibilidade econômica ou jurídica dos rendimentos. Cabe à autoridade fiscal comprovar o momento da ocorrência do fato gerador e existência de relação pessoal e Fl. 213DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 direta do contribuinte a tal fato. Cancelase o lançamento no qual esse ônus não foi exaurido. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento o anocalendário 2002 e , quanto ao anocalendário 2001, excluir do demonstrativo de acréscimo patrimonial a descoberto o item "outros dispêndios/aplicações" (remessas para o exterior), nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/12/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente Justificadamente o Conselheiro German Alejandro San Martin Fernandez. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da 1ª Turma da DRJ Rio de Janeiro II que indeferiu a impugnação. O auto de infração guerreado referese ao IRPF dos exercícios 2002 e 2003 em virtude de apuração de Acréscimo Patrimonial a Descoberto, conforme Termo de Verificação Fiscal às fls. 82/89 em decorrência de ação fiscal conduzida por Equipe Especial de Fiscalização que identificou o recorrente como ordenante de remessas de recursos para o exterior por meio da conta Atlantis mantida/administrada no Banco Chase de Nova York por Beacon Hill Service Corporation, tendo como beneficiário final Yolanda Vettori de Almeida. A ação fiscal baseouse em documentos obtidos no amparo de decisão da 2ª Vara Federal de Curitiba, quais sejam: Laudo Pericial Federal, relação das operações em que o contribuinte aparece como ordenante e cópias de ordens de pagamentos. Tanto na fase de fiscalização como no contencioso administrativo o contribuinte alega que não efetuou as remessas, que não conhece Yolanda Vettori de Almeida, possui apenas parentesco com pessoa de nome parecido (Yolanda Lucia Vettori de Almeida Rodrigues, viúva de seu tio e de quem é procurador) e que os rendimentos declarados (isentos) são oriundos de lucros recebidos da pessoa jurídica Bio Botica Farmácia de Manipulação Ltda ME, CNPJ 40.339.939/000108. O Laudo de Exame EconômicoFinanceiro nº 1605/04INC (fls. 65 e ss.) informa que a relação dos ordenantes está nos Anexos IV e VIII e dos beneficiários nos anexos V e IX (fls. 74), porém não constam dos autos os referidos Anexos. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 18471.001555/200691 Acórdão n.º 280201.220 S2TE02 Fl. 203 3 A fiscalização identificou que o recorrente era sócio da empresa Bio Botica, que essa empresa informa não ter distribuídos lucro ao recorrente no período em que ele era sócio gerente, que o endereço do recorrente nas operações de remessa coincide com o da empresa (Rua Figueiredo Magalhães nº 28, Loja G Copacabana, e que o beneficiário das remessas é sua tia Yolanda Lúcia Vetorri de Almeida Rodrigues, de que o recorrente é procurador e cujo endereço é o mesmo do recorrente, concluindo a fiscalização que as remessas foram efetuadas pelo fiscalizado e que os rendimento declarados como isentos não foram comprovados. A DRJ considerou os documentos de fls. 61/64 (fls. 134). Ciência do lançamento em 04/12/2006 (fls. 97). Ciente do acórdão em 23/02/2011 (fls. 138), o recorrente protocolou recurso voluntário em 23/03/2011 (fls. 140) pautado nos seguintes argumentos: 1. decadência do anocalendário 2001, considerando que a autuação envolve apontando decisões desse Conselho (fls. 142) 2. erro de identificação do sujeito passivo, pois as movimentações objeto da autuação ocorreram na conta Administrada por sociedade estrangeira, a Atlantis Trading Corporation S/A, sociedade na qual o recorrente não figura como sócio nem procurador, bem como o recorrente não foi identificado como beneficiário desses recursos, está sendo autuado por acréscimo patrimonial a descoberto por disponibilidade de recursos que a fiscalização atribui a sua tia (beneficiária final), da qual é procurador; 3. o responsável pela administração da Atlantis Corporation, segundo o Termo de Verificação Fiscal, foi autuado e o lançamento foi julgado improcedente pela CSRF, entre outras razões, por não restar comprovado ser ele o real titular da disponibilidade econômica (acórdão 10617.155, cuja ementa é transcrita às fls.147/148; 4. a estrita legalidade impede que o lançamento se sustente em incertezas e convicções subjetivas sobre a disponibilidade econômica; 5. impossibilidade de emprego de prova emprestada colhida no exterior em procedimento alheiro a sua pessoa, a decisão do CARF mencionada pela DRJ não se aplica ao caso presente pois versou sobre troca de informações entre fiscos e não entre a Polícia Federal e a Receita Federal; assim como não é lícito utilizar provas para fins estranhos à lide em que foram produzidas, tal procedimento contraria a lei complementar 105/2001; 6. ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa, pois não a presunção de veracidade do Laudo policial não subsiste fora do âmbito policial e criminal; 7. ilicitude da prova obtida do exterior por inexistir autorização judicial para afastamento do sigilo bancário do recorrente, por ser redigidas em idioma estrangeiro, por falta de assinatura do recorrente nas ordens de pagamento Fl. 215DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 e por não se permitir ao contribuinte conhecer a fundamentação que teria respaldado a quebra de sigilo em Nova York; 8. erro no enquadramento legal, por impossibilidade de tributar o recorrente por Acréscimo Patrimonial a Descoberto sem que a fiscalização ao menos identifique se o contribuinte era beneficiário, ordenante ou remetente das supostas remessas ao exterior, sendo que a beneficiária final já foi identificada pela fiscalização como sendo a tia do recorrente; 9. o lançamento não aponta os índices de conversão utilizados e não cabe ao contribuinte – como constou no acórdão recorrido – provar que os índices estão errados; e 10. não é lícito desconsiderar como origem de recursos os rendimentos declarados (isentos lucros distribuídos) por ter a empresa negado a distribuição de lucros, sem que a fiscalização investigasse se a verdade está com o recorrente ou com a pessoa jurídica; É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Tratase de autuação de omissão de rendimentos no que tem se denominado de operação Beacon Hill ou assemelhadas. Na espécie, as operação objeto da autuação ocorreram no Banco Chase de Nova York, a fiscalização baseouse no Laudo Pericial de Exame Econômico Financeiro n.° 1605/04INC (fls. 65 e ss.) elaborado pelo Ministério da Justiça Departamento da Polícia Federal Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Força Tarefa CC5 em Curitiba/PR), examinaramse os dados relativos às transferências eletrônicas relativa a conta Atlantis, que teve sigilo bancário afastado pela Justiça Federal. Desde a fase de fiscalização o recorrente afirma que desconhece as operações e que não foi beneficiário dos recursos. DAS PRELIMINARES Diversas questões preliminares abordadas no recurso se confundem com o próprio mérito, motivo pelo qual as que não forem analisadas nesse momento serão apreciadas em conjunto com o mérito. Sem razão o recorrente em afirmar que não havia autorização judicial para acesso aos dados bancários referente a sua pessoa, pois os documentos que instruem os autos foram recebidos da Justiça Federal após regular procedimento de afastamento de sigilo bancário das contas envolvidas nas transações apuradas, entre as quais as contas em que houve as transferências imputadas ao recorrente. A natureza das operações relatada no Laudo Pericial, não obedece às normas das operações do sistema financeiro nacional – constituem um “sistema financeiro” fora da lei Fl. 216DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 18471.001555/200691 Acórdão n.º 280201.220 S2TE02 Fl. 204 5 que não atende às formalidades das operações lícitas, o que torna incabível exigir rubrica, visto ou assinaturas para comprovar a ocorrência dessas operações. De outro giro, o conjunto de documentos produzidos pela Força Tarefa e as diversas decisões judiciais, são hábeis a comprovar a existência da conta bancária e das operações objeto da autuação, tais provas foram elaboradas pelos órgãos competentes e encaminhadas à Receita Federal com autorização da Justiça Federal, para apuração dos efeitos tributários, somente poderiam ser desconstituídos em ação judicial e não no processo administrativo. Incabível, nessa instância, alegar que tais procedimentos contrariaram a legislação pertinente, até porque o órgão administrativo não poderia sobrepor seu entendimento à decisão da autoridade judiciária. As normas que estabelecem o requisito da tradução para constituição de provas, como normas instrumentais, devem ser interpretadas sistematicamente, levando em conta, inclusive, os princípios que regem as nulidades, notadamente o de que nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para acusação ou para a defesa. Não havendo cerceamento do direito de defesa não se pode dizer que a falta de tradução contaminou o lançamento. Não houve cerceamento do direito de defesa, nem violação ao devido processo legal. Inegável a licitude de utilização dos Laudos Periciais como prova, nos exatos limites das informações neles constantes. DA DECADÊNCIA O Imposto de Renda da Pessoa Física é exigido mensalmente, contudo, nos casos em que a lei o sujeita ao ajuste anual – como nesses autos , caracteriza o fato gerador complexivo, que se consolida em 31 de dezembro de cada ano. Assim, quanto ao anocalendário 2001, o fato gerador configurouse em 31/12/2001, de maneira que, quer se adote a regra do art. 173,I ou do 150, §4º do CTN, a ciência do auto de infração ocorrida em 04/12/2006 (fls. 97) respeitou o prazo decadencial. Nesse ponto, o recorrente não tem razão. DO MÉRITO Não obstante a validade dos Laudo Periciais como prova da ocorrências das operações, cabe à autoridade fiscal o ônus da prova da ocorrência do fato gerador, do momento de sua ocorrência e da relação pessoal e direta que liga o sujeito passivo ao fato tributado. Ainda que a autuação se fundamente em uma presunção legal, cabe à autoridade fiscal comprovar o fato previsto em lei como autorizador da presunção. O lançamento em questão fundamentase em Acréscimo Patrimonial a Descoberto (fls. 76 e ss.), tendo como premissas que o recorrente transferiu recursos para sua tia no exterior, que essa tia é a beneficiária dos recursos e que o recorrente é seu procurador. Não há efetivamente prova de que o recorrente seja o titular da disponibilidade econômica ou financeira, notadamente pela falta dos Anexos do Laudo Pericial nos quais seu nome é mencionado (só consta dos autos a relação produzida internamente pela Fl. 217DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Receita Federal às fls. 61/64) e por ser o recorrente procurador (matéria incontroversa) da beneficiária final dos recursos. Especificamente quanto ao emprego de transferências no cômputo do acréscimo patrimonial a descoberto adotase o mesmo entendimento exposto no acórdão 106 17.029, de 07 de agosto de 2008, cujo excerto da ementa transcrevo abaixo: (...) ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO — TRANSFERÊNCIAS BANCÁRIAS — NECESSIDADE DE VINCULAÇÃO DAS TRANSFERÊNCIAS BANCÁRIAS COM RENDA CONSUMIDA OU AUMENTO PATRIMONIAL SEM LASTRO EM RENDIMENTOS DECLARADOS Toda a relação de transferências em contas bancárias no exterior, em conta titularizada por pessoa jurídica, que não se vinculou a que título tais despesas foram efetuadas não pode ser considerada como aplicação no fluxo de caixa que apurou o acréscimo patrimonial a descoberto. Caberia a fiscalização comprovar que tais dispêndios favoreceram o recorrente, quer por consumo, quer por aumento patrimonial. (Relator Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos). Destarte, devem ser excluídos do Demonstrativo de Acréscimo Patrimonial a Descoberto todas as transferências em discussão – que no Demonstrativo de Acréscimo Patrimonial a Descoberto constou como ‘outros dispêndios/aplicações”). No anocalendário 2002 significa cancelar o lançamento por não subsistir base de cálculo. Entretanto, no anocalendário de 2001, na apuração do Acréscimo Patrimonial a Descoberto, a autoridade fiscal não só desconsiderou os rendimentos declarados como isentos, como também computou como dispêndio despesas dedutíveis, as quais somam mais de R$10.800,00, de maneira que mesmo após o expurgo das transferências para o exterior resta imposto a ser apurado. A razão da glosa dos rendimentos declarados foi a informação da empresa Bio Botica de que não distribuiu lucros para o recorrente no período (fls. 26), informação corroborada pela DIPJ (fls. 36, 42/45) entregue sob a responsabilidade do próprio recorrente (fls. 38 e 39). A prova do recebimento cabia ao recorrente, se desse ônus não se desincumbiu não pode valerse de tal fato para querer ver esses rendimento computados como origem de recursos a título de rendimentos isentos. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento o anocalendário 2002 e excluir do demonstrativo de acréscimo patrimonial a descoberto o item “outros dispêndios/aplicações” (remessas para o exterior). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 218DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 18471.001555/200691 Acórdão n.º 280201.220 S2TE02 Fl. 205 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº:18471.001555/200691 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2802001.220. Brasília/DF, 16 de dezembro de 2011 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 219DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /12/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11543.001088/2007-41
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO.
Comprovado nos autos que houve o pagamento integral do IRPF apurado na Declaração de Ajuste Anual original, posteriormente retificada para pleitear restituição, que o lançamento ao se basear na retificadora desconsiderou o pagamento anterior e que o valor principal cobrado é da mesma monta do que já foi pago antes do lançamento deve-se cancelar o lançamento.
JUROS E MULTA. COBRANÇA DE ACESSÓRIOS.
Juros e multa cobrado sobre o valor principal por terem a natureza de acessórios seguem o principal devendo ser igualmente cancelados.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2802-001.824
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO. Comprovado nos autos que houve o pagamento integral do IRPF apurado na Declaração de Ajuste Anual original, posteriormente retificada para pleitear restituição, que o lançamento ao se basear na retificadora desconsiderou o pagamento anterior e que o valor principal cobrado é da mesma monta do que já foi pago antes do lançamento deve-se cancelar o lançamento. JUROS E MULTA. COBRANÇA DE ACESSÓRIOS. Juros e multa cobrado sobre o valor principal por terem a natureza de acessórios seguem o principal devendo ser igualmente cancelados. Recurso voluntário provido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 11543.001088/2007-41
conteudo_id_s : 6733690
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.824
nome_arquivo_s : 280201824_11543001088200741_201208.pdf
nome_relator_s : JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 11543001088200741_6733690.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4578500
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:13 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044459450368
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-19T19:44:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-19T19:44:27Z; Last-Modified: 2019-09-19T19:44:27Z; dcterms:modified: 2019-09-19T19:44:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:11128dc1-be95-48bd-86a4-bf1e8442dbaa; Last-Save-Date: 2019-09-19T19:44:27Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-19T19:44:27Z; meta:save-date: 2019-09-19T19:44:27Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-19T19:44:27Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-19T19:44:27Z; created: 2019-09-19T19:44:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-09-19T19:44:27Z; pdf:charsPerPage: 1633; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-19T19:44:27Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 85 1 84 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.001088/200741 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280201.824 – 2ª Turma Especial Sessão de 15 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente NILTON NOGUEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO ANTERIOR AO LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO. Comprovado nos autos que houve o pagamento integral do IRPF apurado na Declaração de Ajuste Anual original, posteriormente retificada para pleitear restituição, que o lançamento ao se basear na retificadora desconsiderou o pagamento anterior e que o valor principal cobrado é da mesma monta do que já foi pago antes do lançamento devese cancelar o lançamento. JUROS E MULTA. COBRANÇA DE ACESSÓRIOS. Juros e multa cobrado sobre o valor principal por terem a natureza de acessórios seguem o principal devendo ser igualmente cancelados. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/08/2012 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Eivanice Canário da Silva, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de apuração de omissão de rendimentos (fls. 18) no valor de 20.000,10 mediante confronto entre valor declarado (R$1,00) e aquele que foi informado em DIRF pela Fonte Pagadora Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social Valia (R$20.001,10). O contribuinte solicitou retificação do lançamento (SRL) (fls. 20) alegando isenção por ser portador de moléstia grave, na ocasião apresentando atestados médicos. A solicitação foi indeferida (fls.21) e houve a impugnação ao lançamento em que se reitera o pleito para cancelamento do lançamento em razão da moléstia grave quadro emergencial compatível com Doença de Alzheimer , alega que o laudo emitido pelo Dr. Valter J Fagundes foi elaborado pelo “Serviço Credenciado ao Sistema Único de Saúde” e requer o benefício previsto no inciso XIV do art. 6º da Lei 7.713/88, com o processamento da DIRPF retificadora e conseqüente liberação de restituição dos valores retidos. A 2ª Turma da DRJ Rio de Janeiro II indeferiu a impugnação. Em síntese, os fundamentos da decisão guerreada foram: a) o documento apresentado (fls. 23) não se reveste das características de Laudo Oficial, pois apesar de constar a expressão “Serviço Credenciado ao Sistema Único de Saúde” seu teor foi formalizado em papel de hospital particular; b) não há previsão legal para isenção relacionada à doença de Alzheimer; c) isenção se interpreta literalmente; d) o documento apresentado foi datado de 10/02/2007 e diagnosticou o início da doença cerca de três anos antes, ou seja em 2004, ano posterior ao da autuação; e e) não houve comprovação de que os rendimentos são proventos de aposentadoria. A notificação do acórdão ocorreu por via postal em 04/06/2008, ocasião em que foi remetido ao contribuinte DARF para pagamento, valor principal R$256,89, valor total de 549,55 (fls. 54). Em 03/07/2008 o contribuinte apresenta petição dirigida ao Delegado da Receita Federal em Vitória informando que recebeu notificação de que era devedor de R$564,81, que quando apresentou a Declaração do exercício 2004 já havia recolhido R$256,89, em 02/04/2004, como confirmado em 02/07/2008 pela Receita Federal (fls. 71). A DRF Vitória tomou a petição como recurso voluntário e movimentou processo ao CARF. Consta no processo petição para prioridade de tramitação (lei 10.741/2003). É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator Fl. 92DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.001088/200741 Acórdão n.º 280201.824 S2TE02 Fl. 86 3 O requerente peticionou à DRF para que apropriasse o pagamento realizado em 02/04/2004, no valor de R$256,89, não há mais pedido para restituição alguma. De outro giro, o lançamento baseouse na Declaração retificadora, sem levar em conta o pagamento anteriormente efetuado. O pagamento a que se refere o contribuinte corresponde à integralidade do valor principal, pago antes do lançamento, nos exatos termos da Declaração de Ajuste original apresentada em 02/04/2004, este fato conjugado com os princípios do formalismo moderado e da economia processual me levam a conhecer da petição como recurso voluntário para que seja cancelada a exigência. Meu voto, portanto, é: DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para cancelar o lançamento. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 93DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 94DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.001088/200741 Acórdão n.º 280201.824 S2TE02 Fl. 87 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 16 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 95DF CARF MF Impresso em 22/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11065.003253/2008-62
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 25/10/2005 a 25/10/2010
EMENTA: CRÉDITO DE PIS PROVENIENTE DE DECISÃO JUDICIAL.
COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DE PIS. PRESCRIÇÃO. 5 ANOS DO
TRÂNSITO EM JULGADO. NÃO PROVIMENTO DO RECURSO
VOLUNTÁRIO.
A prescrição de créditos tributários, proveniente de decisão judicial, é contada pelo prazo de 5 anos, conforme art. 168 do CTN, não sendo passível de homologações pedido de compensação com créditos já alcançados pela prescrição, necessário se mostra o não provimento deste Recurso Voluntário.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-003.101
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Os conselheiros Alexandre Kern e Hélcio Lafetá Reis acompanharam o relator por suas conclusões.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 04 09:00:01 UTC 2023
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 25/10/2005 a 25/10/2010 EMENTA: CRÉDITO DE PIS PROVENIENTE DE DECISÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DE PIS. PRESCRIÇÃO. 5 ANOS DO TRÂNSITO EM JULGADO. NÃO PROVIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. A prescrição de créditos tributários, proveniente de decisão judicial, é contada pelo prazo de 5 anos, conforme art. 168 do CTN, não sendo passível de homologações pedido de compensação com créditos já alcançados pela prescrição, necessário se mostra o não provimento deste Recurso Voluntário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 11065.003253/2008-62
conteudo_id_s : 6778320
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 27 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 3803-003.101
nome_arquivo_s : 380303101_11065003253200862_201206.pdf
nome_relator_s : JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11065003253200862_6778320.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Os conselheiros Alexandre Kern e Hélcio Lafetá Reis acompanharam o relator por suas conclusões.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4576132
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:09 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044460498944
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-17T18:12:03Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-07-17T18:12:03Z; Last-Modified: 2014-07-17T18:12:03Z; dcterms:modified: 2014-07-17T18:12:03Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:cb47b9bf-e8cc-48f6-b017-572cc182f468; Last-Save-Date: 2014-07-17T18:12:03Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-07-17T18:12:03Z; meta:save-date: 2014-07-17T18:12:03Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-07-17T18:12:03Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-07-17T18:12:03Z; created: 2014-07-17T18:12:03Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2014-07-17T18:12:03Z; pdf:charsPerPage: 1754; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2014-07-17T18:12:03Z | Conteúdo => S3TE03 Fl. 1 1 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.003253/200862 Recurso nº 938192 Voluntário Acórdão nº 380303.101 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de junho de 2012 Matéria PIS Recorrente MACOFER MATERIAIS DE CONSTRUCAO E FERRAGENS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 25/10/2005 a 25/10/2010 EMENTA: CRÉDITO DE PIS PROVENIENTE DE DECISÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DE PIS. PRESCRIÇÃO. 5 ANOS DO TRÂNSITO EM JULGADO. NÃO PROVIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. A prescrição de créditos tributários, proveniente de decisão judicial, é contada pelo prazo de 5 anos, conforme art. 168 do CTN, não sendo passível de homologações pedido de compensação com créditos já alcançados pela prescrição, necessário se mostra o não provimento deste Recurso Voluntário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Os conselheiros Alexandre Kern e Hélcio Lafetá Reis acompanharam o relator por suas conclusões. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Fl. 1059DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de Recurso Voluntário em que o Contribuinte contesta decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre DRJ/RS, que julgou improcedente, por unanimidade, o pleito em Impugnação. No caso o Contribuinte ingressou em 26/06/2002 com o Mandado de Segurança nº.: 2002.71.08.0067142, que tramitou na 1ª Vara de Novo Hamburgo Vara, e teve reconhecido o direito de compensar créditos de PIS pagos a maior, decorrente da inconstitucionalidade dos Decretos nº.: 2.445/88 e 2.449/88, com também créditos de PIS, conforme decisão transitada em julgado em 10/05/2005 (fl. 160). O Contribuinte desistiu da execução judicial à fl. 161/163, tendo sido homologada em 02/08/2005. Em 13/10/2005, o Contribuinte protocolou pedido de habilitação de crédito decorrente da decisão judicial transitada em julgado nos autos do Mandado de Segurança mencionado, no total de R$ 123.745,14, tendo seu pedido homologado em 24/11/2005, conforme fls. 132. Frisase que o Contribuinte, desde 15/10/2005 passou a transmitir pedidos eletrônicos de compensação PER/DCOMP's informando o processo de habilitação do crédito transitado em julgado na ação já mencionada. Em 18/03/2010, a SEORT da DRF de origem emitiu Despacho Decisório (fls. 376/379) homologando as compensações transmitidas até 10/05/2010, ficando o Contribuinte com o saldo remanescente de R$ 7.035,16, que não seria mais passível de compensação por decurso do prazo prescricional de 5 anos do trânsito em julgado. Após ciência do referido despacho da DRF o Contribuinte continuou enviando pedidos de compensação no período de 02/06/2010 e 25/10/2010 (no total de 9 DCOMP's). A DRF, emitindo despacho decisório sobre as DCOMP's enviadas no período de 02/06/2010 a 25/10/2010 não homologandoas, pelo que, tomando ciência, o Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade. Em Manifestação foi alegado violação às IN's 600/2005 e 900/2008, bem como violação aos princípios da moralidade e locupletamento ilícito. Alegou, também que a contagem do prazo de 5 anos deveria ser da data de homologação da habilitação de crédito, marco que o crédito poderia ser considerado líquido, certo e exigível, e também configuraria um marco de interrupção da prescrição, nos termos do art. 174 do CTN. Fl. 1060DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.003253/200862 Acórdão n.º 380303.101 S3TE03 Fl. 2 3 A DRJ/RS julgou improcedente o pleito na Manifestação do Contribuinte, alegando, em síntese, que a prescrição do crédito tributário tem como marco inicial de 5 anos a data do trânsito em julgado da decisão judicial, e que não haveria de se falar em interrupção desse prazo prescricional por ausência de previsão legal, sendo que o art. 174 do CTN, alegado pelo Contribuinte, não trata de pagamentos realizados a maior, mas sim da cobrança de crédito tributário. Em Recurso Voluntário o Contribuinte alega, em síntese, os mesmo argumentos da Manifestação de Inconformidade combatendo a decisão da DRJ e pleiteando o afastamento da prescrição e consequente homologação das DCOMP's objeto dos autos. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, pelo que conheço e passo a análise do mérito. A decisão da DRJ/RS não merece reparos, pois está fundamentada pela constatação da prescrição prevista no art. 168 combinado com art. 165 do CTN, que disciplinou um prazo máximo para o direito de pleitear a restituição, no caso a compensação, de crédito tributário reconhecido por decisão judicial transitada em julgado. Para análise do caso temse que a data do trânsito em julgado é o marco inicial para a contagem do prazo prescricional de 5 anos para a restituição/compensação de crédito, sendo assim, decorrido mais de 5 anos do trânsito em julgado, não há possibilidade do Contribuinte fazer jus ao crédito tributário. Entendese que após o protocolo do pedido de restituição é que os pedidos de compensação podem ser recepcionados pela Secretaria da Receita Federal, ou seja, o Contribuinte já poderia pleitear compensações fazendo menção ao processo administrativo de homologação de crédito, como assim o fez desde 15/10/2005. Desse modo, com a possibilidade de transmissão do pedido de compensação a partir do protocolo de habilitação do crédito, não há prejuízo ao Contribuinte caso a Administração Fazendária demorasse na análise do pedido de habilitação de crédito judicial. Pelo que se demonstra a impossibilidade de se considerar como marco inicial do prazo prescricional a data da homologação da habilitação do crédito, até por que não encontra guarida legal. Ante o exposto, conheço do Recurso Voluntário, mas no mérito NEGO PROVIMENTO, tendo em vista que o Contribuinte pretender a homologação de Dcomp's com crédito tributário já alcançado pela prescrição. Fl. 1061DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira – Relator Fl. 1062DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.003253/200862 Acórdão n.º 380303.101 S3TE03 Fl. 3 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065.003253/200862 Interessada: MACOFER MATERIAIS DE CONSTRUCAO E FERRAGENS LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.101, de 26 de junho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de junho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 1063DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/ 07/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 27/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10325.001709/2003-74
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.418
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: NANCI GAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200804
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 10325.001709/2003-74
anomes_publicacao_s : 200804
conteudo_id_s : 6775188
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 24 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.418
nome_arquivo_s : 30301418_10325001709200374_200804.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : NANCI GAMA
nome_arquivo_pdf_s : 10325001709200374_6775188.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2008
id : 4623234
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:21 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044476227584
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-10T12:27:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-10T12:27:05Z; Last-Modified: 2013-10-10T12:27:05Z; dcterms:modified: 2013-10-10T12:27:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:37b9f3fa-7677-426f-bcf2-0a51bace3188; Last-Save-Date: 2013-10-10T12:27:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-10T12:27:05Z; meta:save-date: 2013-10-10T12:27:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-10T12:27:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-10T12:27:05Z; created: 2013-10-10T12:27:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2013-10-10T12:27:05Z; pdf:charsPerPage: 869; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-10T12:27:05Z | Conteúdo => Processo n° Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 10325.001709/2003-74 136.670 Solicitação de Diligência 303-01.418 24 de abril de 2008 INTELLI INDÚSTRIA DE TERMINAIS ELÉTRICOS DRJ-RECIFE/PE CC03/CO3 Fls. 293 RESOLUÇÃO 1V303-01.418 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. • tro ANELIS .410A DT PRIETO President N CI A A Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nilton Luiz Bartoli, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Celso Lopes Pereira Neto e Tardsio Campelo Borges. Ausente o Conselheiro Heroldes Bahr Neto. 1 Processo n.° 10325.001709/2003-74 Reso 'KA° n.° 303-01.418 C003/CO3 Fls. 294 RELATÓRIO Em 21 de fevereiro de 2000, o contribuinte apresentou DITR referente ao imóvel denominado "Santo Antônio", localizado no município de GrajaU - MA, com área total de 24.000,1ha, cadastrado na SRF sob o n° 5.844.050-0. Assim, a Delegacia da Receita Federal, ao apurar as informações apresentadas, verificou algumas divergências nos números apresentados com os números apurados. Assim, entendeu a Delegacia da Receita Federal em Imeratriz/MA por intimar o contribuinte a apresentar esclarecimentos que fossem necessários para comprovar as áreas de preservação permanente e as áreas de utilização limitada, conforme fls. 02/03. Não tendo se manifestado no prazo de 20 dias, fora lavrado o Auto de Infração de fls. 12/18, no qual é cobrado o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, exercício 1999, relativo ao imóvel acima especificado, no valor de R$ 310.414,89 (trezentos e dez mil, quatrocentos e catorze reais e oitenta e nove centavos), acrescido de multa de lançamento de (Akio e de juros de mora, calculados ate 31/10/2003, perfazendo um crédito tributário total de R$ 764.769,15 (setecentos e sessenta e quatro mil setecentos e sessenta e nove reais e quinze centavos). Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 15, a fiscalização apurou as seguintes infrações: fi) exclusão, indevida, da tributação de 580,0ha de área de preservação permanente; (ii) exclusão, indevida, da tributação de 18.000,0ha de área de utilização limitada. 0 Auto de Infração foi postado nos correios tendo o contribuinte tomado ciência em 10/12/2003, conforme AR de fls. 19. Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação de fls. 25/38, alegando, em síntese, que: I — "a declaração do 1TR apresentada a Receita Federal foi apresentada por um "tal" Sr. WEL1NGTON DE SOUZ4 ARANTES - CPF n° 343.189.681 -20 nada tem a ver corn a empresa (foi o vendedor da 2 Processo n.° 10325.001709/2003-74 Resolução n.° 303-01.418 CC03/CO3 Fls. 295 gleba de terras), nem mesmo tem ou teve autorização para representá- la. "; II — "trata-se de erros do sujeito passivo, podendo ser objeto de revisão, sujeito de alteração" HI — "foi enviada via Internet a Declaração Retificadora do Imposto Territorial Rural do ano de 1999 (Declaração recebida via Internet pelo agente receptor SERPRO em 07.01.04 cis 15:00:21 hrs - n° 2177372092), correspondendo a expressão da verdade. "; III — "tão logo a irnpugnante foi intimada pela SRF, contratou o Sr. Clayton Alves Trindade - CRE'A-GO 6365/Go, o qual imediatamente dirigiu-se à propriedade rural localizada no município de Grata' - Ma., para efetuar o levantamento, visando cumprir as exigências de esclarecimento daquela autarquia. ",- IV — "dada a dificuldade de locomoção naquela regido, chuvas intermináveis, estradas ruins e mal conservadas impediram-lhes (Engenheiro e seus auxiliares) de dar continuidade regular nos trabalhos, dai, foi solicitado ao Nobre Auditor Fiscal, via telefone — e prontamente concedido o prazo — para apresentação do Laudo, mas antes mesmo do término do prazo concedido, este resolveu lançar de oficio a infracão."; V — "O que ocorreu de fato, é que a impugnante não tinha conhecimento da exigência da apresentação dos documentos citados na su.sodita intimação." VI — "Percorrendo a área, concluiu que a impugnante perdeu a 44,88% (quarenta e quatro virgula oitenta e oito pontos percentuais) da sua área de 24.000,1654 hectares. "; VII — "Sua propriedade foi demarcada administrativamente pela FUNAI - Fundação Nacional do índio com apoio da União Federal sem nenhuma indenização." Em sua peça de impugnação aproveitou para juntar os seguintes documentos: (i) Declaração retificadora do Imposto Territorial do ano de 1999; (ii) laudo assinado pelo Sr. • 3 Processo n.° 10325.001709/2003-74 ResoluçAo n." 303-01.418 CC03/CO3 Fls. 296 Cleyton Alves Trindade comprovando a existência da reserva indígena de Porquinhos; (iii) memorial descriritivo de demarcação de reserva indígena e (iv) mapa comprovando a redução da propriedade em 10.771,3374 hectares. 0 referido mapa, acostado aos autos em fls. 79/80, comprova o informado pelo contribuinte em sua Declaração Retificadora do ITR, ou seja, que a Area total do imóvel fora reduzida de 24.000ha para 13.228,82 ha, sendo que dentro dessa Area ainda existe a Area de preservação permanente no total de 975,60ha. A DRJ, por sua vez, manteve o lançamento fiscal, por unanimidade de votos, cuja decisão possui a seguinte ementa: Ementa: GLOSA DAS AREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Reputa-se não impugnada a matéria quando verificada a ausência de nexo entre a defesa apresentada e o fato gerador do lançamento apontado na peça fiscal. ALEGAÇÃO DE ERRO NO PREENCHIMENTO DA DITR. FALTA DE COMPROVAÇÃO. A alegação de que informou na DITR a área total do imóvel sem considerar Area demarcada pela Funai como Area indígena somente pode ser aceita se comprovado mediante documentação hábil e idônea. Na decisão proferida pela DR.% consta ainda, no tocante ao erro no preenchimento da DITR, especialmente quanto A alteração da Area total do imóvel, o seguinte: a) memorial Descritivo de Demarcação, fls 75, onde consta como localização do imóvel o Município de Barra do Corda. 0 município do imóvel objeto do Auto de Infração impugnado é Grajati; b) retificação de Edital, datada de 1977, fls 76, onde o presidente da Fundação Nacional do Indio — FUNAI leva ao conhecimento público que fará proceder a demarcação administrativa de Area indígena localizada no Município de Barra do Corda; c) mapa de localização da Area Indígena Porquinhos, fls 71, localizada no Município de Barra do Corda; d) descrição do Perimetro, datada de 08/03/83, fls 78; e) anotação de Responsabilidade Técnica — ART, do CREA-MA, com data de 02/12'2003, fls 74, onde consta como "endereço da obra ou serviço" o 4 Processo n.° 10325.001709/2003-74 Resolu0o n.° 303-01.418 CC03/CO3 Fls. 297 imóvel Santo Antônio no Município de Grajaii e como área total 24.000,16ha; o mapa da Area Demarcada da Fazenda Coppersteel; g) mapa da Area Remanescente da Fazenda Coppersteel; h) memorial Descritivo da Propriedade Coppersteel (Remanescente), de 08/01/2004, fls 82; i) memorial Descritivo Reserva Legal da Propriedade Coppersteel, 08/01/2004, fls 83; Intimada da referida decisão em 04/08/2006, o contribuinte apresentou o presente recurso voluntário em 04/09/2006, reiterando as razões apresentadas em sua impugnação e anexando ao mesmo, entre outros, mapa de RE-Ratificação de Memorial Descritivo da Fazenda Santo Antônio. o relatório. cil 5 Processo n.° 10325.001709/2003-74 Reso'Wm n.° 303-01.418 CC03/CO3 Fls. 298 VOTO Conselheiro NANCI GAMA, Relatora Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário, por conter matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Inicialmente, alega a ora Recorrente existir =a Area de 975,60ha não tributável por tratar-se de área de preservação permamente. Ocorre que o contribuinte limitou- se, tão somente, à alegação. Não juntou aos autos documento algum que comprovasse referida Area. Quanto A alegação de que o contribuinte perdera 44,88% de sua Area, pois a FUNAI a demarcou como sendo Area indígena denominada de Área Indígena de Porquinhos, habitada pelos índios Kanela, e para o deslinde da questão, se faz necessário, a meu ver, alguns esclarecimentos que não se verificam nos laudo juntados nos presentes autos. Portanto, opino por converter o julgamento em diligência para que a FUNAI seja oficiada a se manifestar acerca da Área Indígena de Porquinhos, respondendo se esta di -ea, e se parte da Fazenda Santo Antônio encontra -se compreendida em mensionada reserva e qual é a sua extensão. Ademais, vislumbro ser necessária apresentação pelo contribuinte de uma certtidão de objeto e pé da ação que move contra FUNAI, na qual discute-se a indenização devida pelo desapossamento das terras em questão. Quanto A. Area de preservação permanete intimo o contribuinte a apresentar laudo identificando a apontada Area, o seu conteúdo e tudo necessário para a prova de sua existência. 0 referido laudo deverá ser assinado por profissional competente corn a devida apresentação de ART. como voto. Sala das Sessões, em 24 de abril de 2008. AZIGA A L Relatora 6
score : 1.0
Numero do processo: 10950.000099/2003-15
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998
PRESCRIÇÃO. PIS. NÃO OCORRÊNCIA.
O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior, a título de contribuição para o PIS, com base nas alterações introduzidas pela Medida Provisória n°. 1.212, de 1995, extingue-se em cinco anos, contados a partir da publicação do acórdão definitivo que julgou procedente a Ação Direta de
Inconstitucionalidade - ADIN.
PIS. VIGÊNCIA. MP N° 1.212/95 E SUAS REEDIÇÕES.
INCONSTITUCIONALIDADE DA PARTE FINAL DO ART. 18 DA LEI
N°9.715/98. REPRISTINAÇÃO. INEXISTÊNCIA.
A partir de 01 de março de 1996, devem ser consideradas as alterações pela MP 1212/95, e suas reedições, na base de cálculo do PIS.
Não há como se dizer que houve repristinação da Lei Complementar n° 07/70, uma vez que o art. 18 da Lei n° 9.715/98 foi declarado inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade, tendo esta declaração efeitos ex tune, passando as alterações introduzidas na contribuição para o
PIS pela MP 1212/95 a surtir efeitos a partir de março de 1996.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 2803-000.115
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE
JULGAMENTO, a unanimidade de votos, em negar provimento ao presente recurso.
Nome do relator: ANDRÉIA DANTAS LACERDA MONETA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 28 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200906
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 PRESCRIÇÃO. PIS. NÃO OCORRÊNCIA. O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior, a título de contribuição para o PIS, com base nas alterações introduzidas pela Medida Provisória n°. 1.212, de 1995, extingue-se em cinco anos, contados a partir da publicação do acórdão definitivo que julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN. PIS. VIGÊNCIA. MP N° 1.212/95 E SUAS REEDIÇÕES. INCONSTITUCIONALIDADE DA PARTE FINAL DO ART. 18 DA LEI N°9.715/98. REPRISTINAÇÃO. INEXISTÊNCIA. A partir de 01 de março de 1996, devem ser consideradas as alterações pela MP 1212/95, e suas reedições, na base de cálculo do PIS. Não há como se dizer que houve repristinação da Lei Complementar n° 07/70, uma vez que o art. 18 da Lei n° 9.715/98 foi declarado inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade, tendo esta declaração efeitos ex tune, passando as alterações introduzidas na contribuição para o PIS pela MP 1212/95 a surtir efeitos a partir de março de 1996. Recurso Voluntário negado.
turma_s : Terceira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10950.000099/2003-15
anomes_publicacao_s : 200906
conteudo_id_s : 6748304
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 23 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-000.115
nome_arquivo_s : 280300115_138237_10950000099200315_200906.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ANDRÉIA DANTAS LACERDA MONETA
nome_arquivo_pdf_s : 10950000099200315_6748304.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, a unanimidade de votos, em negar provimento ao presente recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
id : 4689541
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:35 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044484616192
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-09T13:31:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-09T13:31:52Z; Last-Modified: 2009-09-09T13:31:52Z; dcterms:modified: 2009-09-09T13:31:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-09T13:31:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-09T13:31:52Z; meta:save-date: 2009-09-09T13:31:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-09T13:31:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-09T13:31:52Z; created: 2009-09-09T13:31:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-09-09T13:31:52Z; pdf:charsPerPage: 1704; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-09T13:31:52Z | Conteúdo => S2-TE03 Fl. 9 e"--:,-tPctitr---= MINISTÉRIO DA FAZENDA 0[5t,-fy CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10950.000099/2003-15 Recurso n° 138.237 Voluntário Acórdão n° 2803-00.115 — 3* Turma Especial Sessão de 01 de junho de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO PIS Recorrente USICAMP EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS, INDÚSTRIAIS E RODOVIÁRIOS LTDA. Recorrida DRJ-CURITIBA/PR AssuNTo: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 PRESCRIÇÃO. PIS. NÃO OCORRÊNCIA. O pleito de restituição/compensação de valores recolhidos a maior, a título de contribuição para o PIS, com base nas alterações introduzidas pela Medida Provisória n°. 1.212, de 1995, extingue-se em cinco anos, contados a partir da publicação do acórdão definitivo que julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN. PIS. VIGÊNCIA. MP N° 1.212/95 E SUAS REEDIÇÕES. INCONSTITUCIONALIDADE DA PARTE FINAL DO ART. 18 DA LEI N°9.715/98. REPRISTINAÇÃO. INEXISTÊNCIA. A partir de 01 de março de 1996, devem ser consideradas as alterações pela MP 1212/95, e suas reedições, na base de cálculo do PIS. Não há como se dizer que houve repristinação da Lei Complementar n° 07/70, uma vez que o art. 18 da Lei n° 9.715/98 foi declarado inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade, tendo esta declaração efeitos ex tune, passando as alterações introduzidas na contribuição para o PIS pela MP 1212/95 a surtir efeitos a partir de março de 1996. Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACO os membros da 3° Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, a u idade de otos, - e: provimento ao presente recurso. ff • SO C ' DO ROSENBURG FILHO ' residente .. Processo e 10950.000099/2003-15 S2-TE03 Acórdão n.°2803-00.115 Fl. 10 .j...,d ditini, 2,,j., fact--)4 i"..42- ANDREIA DANTAS LACERDA MONETA Relatora Participou ainda do presente julgamento os Conselheiros Alexandre Kern e Luís Guilherme Queiroz Vivacqua. - Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 59/84) interposto pelo contribuinte acima identificado, em 23/01/2007, contra acórdão n". 06-13.048 — 3 . Turma da DRJ em Curitiba/PR, datado de 13 de dezembro de 2006, que não acolheu o pedido de compensação, mediante a pronúncia da decadência do direito de crédito relativo aos pagamentos feitos a titulo de contribuição ao Programa da Integração Social — PIS, até 14/01/1998, e, no tocante aos pagamentos posteriores, em razão da inocorrência de pagamento indevido ou a maior ante a legislação de regência, nos termos da ementa do acórdão (fls. 43), abaixo transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 30/11/1997 CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DA COFINS'. DECADÊNCIA. A decadência do direito de pleitear a compensação ocorre em cinco anos contados da extinção do crédito pelo pagamento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA OPIS/PASEP Período de apuração: 01/12/1997 a 31/10/1998 PIS. MEDIDA PROVISÓRIA N°1.212. DE 1995 E LEI N° 9.715, DE 1998. ADIN N" 1.417 -0. EFEITOS DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DE COFINS. DESCABIMENTO. Em face da inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n" 1.417-0, as disposições da Medida Provisória n° 1.212, de 1995, e suas reedições, convalidadas pela Lei n° 9.715, de 1998, aplicam-se aos fatos geradores ocorridos a partir de I° de março de 1996, restando descabida, assim, a pretensão de compensação, com a Cotins, do valor integral de todos os pagamentos efetuados a partir da referida data, como se indevidos fossem. Compensação não Homologada 4,0,,Em 14/01/2003, a contribuinte apresentou Declaração e Compensação, tencionando compensar débitos de Cofins, alusivos ao período de apur ão 01/12/2002 a 31/12/2002, perfazendo a soma de R$ 82.298,96 (oitenta e dois mil duzen e noventa e oito 2 Processo n° 10950.000099/2003-15 S2-TE03 Acórdão e.° 2803-00.115 Fl. II reais e noventa e seis centavos), com créditos provenientes de pagamentos a título de PIS e supostamente indevidos ante o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n°. 1417-0. Em 31/10/2003 (fls. 30-32) a autoridade local não homologou as sobreditas compensações porquanto inexistentes pagamentos indevidos e, assim, o crédito tributário afirmado, pois o julgamento da AD1N 1417-0 teria resultado tão somente na postergação da "aplicação das disposições da MP 1.212/95 de 01/10/1995 para 01/03/1996". A decisão referida, por seu turno, deu gênese à interposição de "Recurso Administrativo" de fls. 35-41, calcado nas seguintes razões: 1) a decisão recorrida contraria a Lei Maior no tocante aos efeitos que atribui aos julgamentos realizados em sede de controle concentrado de constitucionalidade; 2) que o resultado proclamado no julgamento da ADIN n°. 1417-0 teria comprometido a subsistência do respectivo fato gerador, originando o crédito afirmado por impossibilidade de se estender a épocas pretéritas "a nova redação dada ao texto da Lei n°. 9.715 de 25 de novembro de 1998". A DRJ indeferiu a solicitação, nos termos da Ementa já transcrita. Inconformada com a decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário perante o 2° Conselho de Contribuintes, aduzindo, em suma: a) a inocorrência da decadência porquanto iniciado o curso do respectivo prazo com o trânsito em julgado do decreto de inconstitucionalidade; b) o prazo em questão teria o seu inicio após a edição da Resolução do Senado; c) o prazo seria de 05 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, acrescido de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento (tese dos 5 + 5); d) a inaplicabilidade da Lei Complementar d. 118/2005 a fatos pretéritos; e) a efetiva existência do crédito afirmado ante a formação do cenário de inexistência de fato gerador no período supostamente considerado inconstitucional com o julgamento da ADIN n°. 1417-0, de 01/10/1995 a 25/11/1998. É o relatório. Voto • Conselheira ANDREIA DANTAS LACERDA MONETA, Relatora O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. No presente caso, trata-se de pedido de restituição/compensação de valores pagos à maior em virtude de declaração posterior de inconstitucionalidade da norma legal que obrigava o contribuinte a recolher à Fazenda Nacional, as contribuições ao PIS nos termos legais. A partir' do momento em que o STF, em sede le ADIn, declara inconstitucional a MP. 1212-0 e suas sucessivas reedições, aqueles pagf entos tidos como legais, passaram a ser considerados ilegais.try li 11117 3 Processo n° 10950.000099/2003-15 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.115 Fl. 12 Tendo em vista o efeito erga omnes da Declaração de Inconstitucionalidade, bem como os efeitos ex tunc da decisão, surgirá para o contribuinte, a partir da publicação do acórdão do STF a possibilidade de requerer a repetição do indébito. O Professor Alberto Xavier l , ao tratar do assunto, se filia a tal entendimento, ao afirmar que: "Devemos, no entanto, deixar aqui consignada a nossa opinião favorável à contagem do prazo para pleitear a restituição do indébito com fundamento em declaração de inconstitucionalidade, a partir da data dessa declaração. A declaração de inconstitucionalidade é, na verdade, um fator inovador na ordem jurídica, suprimindo desta, por invalidada, uma norma que até então nela vigorava com força de lei. Precisamente, porque gozava de presunção de validade constitucional e tinha, portanto, força de lei, os pagamentos efetuados à sombra de sua vigência foram pagamentos "devidos". O caráter "indevido" dos pagamentos efetuados só foi revelado "a posteriori", com efeitos retroativos, de tal modo que só a partir de então puderam os cidadãos ter conhecimento do fato novo que revelou o seu direito à restituição. A contagem do prazo a partir da data da declaração de inconstitucionalidade é não só corolário do princípio da proteção da confiança na lei fiscal, fundamento do Estado-de-Direito, como conseqüência implícita, mas necessária, da figura da ação direta de inconstitucionalidade prevista na Constituição de 1988. Não poderia esse prazo ter sido considerado à época da publicação do Código Tributário nacional, quando tal ação, com eficácia "erga omnes" não existia. A legitimidade do novo prazo não pode ser posta em causa, pois sua fonte não é a interpretação extensiva ou analógica de norma infraconstitucional, mas a própria Constituição, posto se tratar de conseqüência lógica da própria figura da ação direta de inconstitucionalidade. Assim, se considerarmos a data da publicação do Acórdão definitivo que julgou procedente a ADIn 1417-0, que se deu em 23.03.2001, não há que se falar em prescrição do direito a compensação dos valores pagos à maior pelo contribuinte, pois deve ser considerado este o dies a quo para contagem do prazo de 5 (cinco) anos para os pedidos de restituição / compensação. É de bom alvitre ressaltar que, o Segundo Conselho de Contribuintes, tem posicionamento idêntico ao exposto acima, conforme se observa no aresto abaixo: Número do Recurso: 133699 Câmara: PRIMEIRA CÁMARA Número do Processo: 13826.000393/2002-60 Tipo do Recurso: VOLUNTÁRIO Matéria: REST1TUIÇÃO/COMP PIS I XAVIER, Alberto. Do lançamento: teoria geral do procedimento e do processo trib ário, 2" ed., Rio de Janeiro, Forense, 2002, p. 97. rre7 4 Processo n°10950.000099/2003-IS S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.10 Fl. 13 Recorrente: FMC FEREZIN MARTINS COMERCIAL LTDA. Recorrida/Interessado: DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP Data da Sessão: 27/02/2007 14:00:00 Relator: José Antonio Francisco Decisão: ACÓRDÃO 201-80025 Resultado: PPM - DADO PROVIMENTO PARCIAL POR MAIORIA b.-1 Ementa: PIS. RESTITUIÇÃO. NORMA DECLARADA INCONSTITUCIONAL. TERMO INICIAL. O termo inicial do prazo para pedido de restituição relativamente à contribuição exigida com base em lei posteriormente declarada inconstitucional é a data de publicação da decisão do Supremo Tribunal Federal, com efeito, que considerou a norma inconstitucional, do ato administrativo que determinou a não aplicação da norma ou da resolução do Senado Federal que suspendeu sua execução, em face de decisão do STF no sistema difuso. Recurso provido em parte. D.O.U. de 14/08/2007, Seção 1, pág. 292 Assim, resta patente o direito do contribuinte pleitear a restituição/compensação dos valores pagos indevidamente de PIS, uma vez que o pedido de compensação foi formulado em 14 de janeiro de 2003, e a publicação do Acórdão da ADIn n". 1417-0 foi em 23 de março de 2001, razão pela qual se observa que o pedido foi formulado dentro do prazo prescricional. Todavia, cumpre ressaltar que ao formular o pedido de compensação, o contribuinte, no presente caso, requereu a compensação dos débitos com o valor integralmente pago à titulo de PIS, o que é inaceitável, uma vez que os valores pagos não são indevidos. Vejamos. O direito obtido com a publicação do acórdão definitivo da ADIn n". 1417-0, restringe-se tão somente ao pagamento formulado nos termos da MP 1212/1995, de modo que o seu crédito corresponde a diferença do pagamento efetuado nos moldes da MP. 1212/95 e o disposto na Lei Complementar n". 7/70. Adoto como fundamento para julgamento do mérito, pár e da declaração de voto, do Conselheiro Ivan Alegretti, proferida nos autos do RV n° 14 .105, com o seguinte teor: 9,711 5 Processo e 10950.000099/2003-15 S2-TE03 Acórdão n.• 2803-00.115 Fl. 14 A decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou os efeitos retroativos pretendidos pelo art. 18 da Lei n°9.715/98 não criou uma lacuna, ou uma vacatio legis, na incidência do PIS. O STF não declarou a inconstitucionalidade da sistemática instituída pela MP n° 1.212/95 (convertida na Lei n° 9.715/98), mas apenas do efeito retroativo por ela pretendido. A MP n° 1.212 foi publicada em 28/11/95, mas pretendia lançar efeitos a partir de 01/10/95. O STF, no entanto, assegurou que, em respeito ao princípio da anterioridade nonagesimal (art. 195, 7°, da CF), suas disposições apenas passariam a surtir efeito a partir de março de 1996. A decisão do STF apenas projetou para a frente o início dos efeitos da MP n° 1.212 (convertida na Lei n° 9.718/98), não havendo qualquer razão em alegar que isto tenha implicado numa lacuna temporal, na qual não haveria qualquer lei surtindo efeito. Postergado o início dos efeitos da Medida Provisória n° 1.212 (ao final convertida na Lei n° 9.715/98), permaneceu surtindo seus regulares efeitos, neste período, a LC n° 7/70. Ou seja, até o fim da fluência do prazo da anterioridade nonagesimal — momento em que a nova sistemática começaria a surtir seus efeitos -, continuou surtindo seus regulares efeitos a sistemática anterior, prevista na LC n° 7/70. É neste sentido a reiterada jurisprudência das demais Câmaras deste Segundo Conselho de Contribuintes: "PIS. MP 1.212/95. ADIN 1.417-0. RESTITUIÇÃO DOS VALORES REFERENTES AOS FATOS GERADORES OCORRIDOS APÓS A VACA TIO 4GIS. O STF declarou a inconstitucionalidade da aplicação retroativa da sistemática de apuração do PIS instituída pela MP 1.212/95 e posteriores reedições, convertida na Lei n° 9.715/98. Referida sistemática de apuração passou a surtir efeitos noventa dias após a publicação da MP 1.212/95, ou seja, a partir do período de apuração de março de 1996 até a entrada em vigor da Lei n° 9.715/98. DECRETOS-LEIS N"S 2.445/88 E 2.449/88. DECLARAÇÃO DE 1NCONSTITUCIONALIDADE. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR N° 07/70. A declaração de inconstitucionalidade dos Decretos- Leis ?Cs 2.445/88 e 2.449/88, pelo STF, objeto de Resolução do Senado n" 49/95, importa na aplicação da sistemática prevista na Lei Complementar n°07/70. Recurso negado." (Acórdão n° 204-02.371, Relator ConselheiroLeonardo Siade Manzan, j. 26/04/2007) "PRAZO DE RECOLHIMENTO. AIVTERIORIDAD NONAGESIMAL. VACA TIO L EGIy ocorre o fenômeno d 6 , Processo n°10950.000099/2003-15 82-TE03 Acórdão n.° 2803-00.115 Fl. 15 vaca tio legis por conta da declaração da inconstitucionalidade de parte do artigo 18 da Lei n° 9.715/98. Aplicável, nos fatos geradores entre outubro de 1995 e fevereiro de 1996, o prazo afeiçoado à LC n° 7/70 e a partir daí as regras da Lei n° 9.715/98 (Ml' n°1.212/95 e reedições). (...) Recurso negado." (Acórdão n° 201-79.786, Rel. Conselheiro Walber José da Silva, j. 08/11/2006) "PIS. PRAZO DE RECOLHIMENTO. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. VACATIO LEGIS. Não ocorre o fenômeno da vacatio legis por conta da declaração da inconstitucionalidade de parte do artigo 18 da Lei n° 9.715/98. Aplicável, nos fatos geradores entre outubro de 1995 e fevereiro de 1996, o prazo afeiçoado à LC n° 7/70 e, a partir dai, as regras da Lei n" 9.715/98 (MP n°1.212/95 e reedições). Recurso negado." (Acórdão n° 201-79.408, Rel. Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, j. 26/06/2006) A própria Administração Tributária, por meio da Instrução Normativa SRF n° 06/2000, cuidou de esclarecer que a contribuição para o PIS nos períodos de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 seria devida com base na Lei Complementar n° 7/70, como forma de observância do prazo nonagesimal das contribuições, e a partir daí o PIS seria exigido com fundamento na MP n° 1.212/95 e suas sucessivas reedições. A vigência da MP 1.212/95 passou a se dar após 29/02/1996, em razão de a Suprema Corte ter determinado a aplicação do principio da anterioridade nonagesimal para o PIS. Diante do exposto, voto no sentido negar provimento ao recurso, uma vez que no período de março de 1996 a outubro de 1998, já estava em pleno vigor a MP 1.212/95 e reedições, não existe indébito a ser restituído ou compensado. Sala das Sessões, em 01 de junho de 2009. i}nd,,,f,-. a, 4 La-, Á tom2 ANDREIA DANTAS LACERDA MONETA 7
score : 1.0
Numero do processo: 10845.001683/2008-08
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
DEDUÇÃO DE INCENTIVO. DOAÇÃO PAGA DIRETAMENTE A ENTIDADE FILANTRÓPICA.
Para beneficiar-se da dedução do incentivo o contribuinte deve comprovar que efetuou a doação diretamente aos fundos de assistência da criança e do adolescente, mediante depósito em conta especifica por meio de documento de arrecadação próprio; não se admitindo, por falta de previsão legal, a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades filantrópicas.
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR.
Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos.
Recurso provido em parte
Numero da decisão: 2802-001.820
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas incorridas com a profissional Clélia M. A. Iwamoto, no valor de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais), nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 31 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 DEDUÇÃO DE INCENTIVO. DOAÇÃO PAGA DIRETAMENTE A ENTIDADE FILANTRÓPICA. Para beneficiar-se da dedução do incentivo o contribuinte deve comprovar que efetuou a doação diretamente aos fundos de assistência da criança e do adolescente, mediante depósito em conta especifica por meio de documento de arrecadação próprio; não se admitindo, por falta de previsão legal, a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades filantrópicas. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Recurso provido em parte
numero_processo_s : 10845.001683/2008-08
conteudo_id_s : 6733522
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.820
nome_arquivo_s : 280201820_10845001683200808_201208.pdf
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 10845001683200808_6733522.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas incorridas com a profissional Clélia M. A. Iwamoto, no valor de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais), nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4567320
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:05 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044486713344
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-19T19:24:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-09-19T19:24:30Z; Last-Modified: 2019-09-19T19:24:30Z; dcterms:modified: 2019-09-19T19:24:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:6b656d50-d282-4ab5-aad1-646ba86c9b63; Last-Save-Date: 2019-09-19T19:24:30Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-19T19:24:30Z; meta:save-date: 2019-09-19T19:24:30Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-19T19:24:30Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-09-19T19:24:30Z; created: 2019-09-19T19:24:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-09-19T19:24:30Z; pdf:charsPerPage: 1936; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-09-19T19:24:30Z | Conteúdo => S2TE02 Fl. 37 1 36 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10845.001683/200808 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.820 – 2ª Turma Especial Sessão de 15 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente JOÃO LUIZ CAMARGO FAGUNDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 DEDUÇÃO DE INCENTIVO. DOAÇÃO PAGA DIRETAMENTE A ENTIDADE FILANTRÓPICA. Para beneficiarse da dedução do incentivo o contribuinte deve comprovar que efetuou a doação diretamente aos fundos de assistência da criança e do adolescente, mediante depósito em conta especifica por meio de documento de arrecadação próprio; não se admitindo, por falta de previsão legal, a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades filantrópicas. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. Recurso provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas incorridas com a profissional Clélia M. A. Iwamoto, no valor de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais), nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Eivanice Canário da Silva, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Relatório Versam os presentes autos sobre Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física, relativo ao exercício de 2005, anocalendário de 2004, na qual foi exigido crédito tributário no valor de R$ 11.871,26, dos quais R$ 5.496,72 se referem a imposto suplementar, R$ 4.122,54 são cobrados a titulo de multa de oficio e R$ 2.252,00 a titulo de juros de mora, calculados até 30/04/2008. Intimado, o Recorrente apresentou Impugnação de fls. 1, acolhida em parte (fls. 20/24), nos seguintes termos: DEDUÇÃO DE INCENTIVO 6. Junta recibos fornecidos pelo Centro de Estudos Esotéricos Afro Brasileiro Ilê Igá não aceitável para dedução do imposto de renda por tratarse de recibo fornecido pela própria entidade beneficiada, quando a contribuição deve ser dirigida aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança do Adolescente, segundo a Lei 9.250/95, art. 12, indicando a entidade que quer seja beneficiada. 7. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E FUNDO DE APOSENTADORIA PROGRAMADA INDIVIDUAL FAPI O Comprovante de Rendimentos fornecido pela Fundação Petrobrás de Seguridade Social Petros faz constar contribuição para previdência privada, no valor de R$ 4.144,45 (fls. 6), valor inferior a 12% de sua renda bruta, cabendo o restabelecimento da dedução desse valor. 8. DESPESAS MEDICAS As despesas médicas informadas no comprovante de rendimentos fornecido pela Fundação Petrobrás de Seguridade Social Petros, a fls. 6, de R$ 2.034,38 (1.887,40+146,98) é aceita para dedução, porém, os recibos fornecidos pela psicóloga Clélia M. A. Iwamoto é descartada (sic) por não preencher os requisitos legais, pois falta o endereço da profissional. Nas razões de Voluntário o Recorrente reitera os argumentos apresentados por ocasião da apresentação da Impugnação quanto à dedutibilidade da doação feita Centro de Estudos Esotéricos Afro Brasileiro Ilê Igá, bem como apresenta declaração da profissional Clélia M. A. Iwamoto, com indicação o endereço da profissional e demais dados exigidos pela legislação. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001683/200808 Acórdão n.º 2802001.820 S2TE02 Fl. 38 3 Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. Por tempestivo e pela presença dos pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. É de se manter a glosa da doação realizada ao Centro de Estudos Esotéricos Afro Brasileiro Ilê Igá. Para beneficiarse da dedução do incentivo, o Recorrente deveria comprovar que efetuou a doação diretamente aos fundos de assistência da criança e do adolescente, mediante depósito em conta especifica por meio de documento de arrecadação próprio. Não se admite, por falta de previsão legal, a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades filantrópicas (CARF 2a. Seção/ 2a. Turma da 2a. Câmara/ Acórdão 220200.847 em 19/10/2010). Entretanto, é de se restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas incorridas com a profissional Clélia M. A. Iwamoto, no valor de R$ 2.800,00, dada a comprovação mediante declaração de fl. 35, onde constam todos os dados exigidos pela legislação para reconhecer a despesa. Nos termos do já decidido por esta C. Turma julgadora, a apresentação de declaração firmada pelo prestador de serviço é suficiente para suportar a dedutibilidade da despesa médica. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. (Acórdão n. 280200.402). Em prol da verdade material, o fato da declaração da profissional somente ter sido juntada na fase recursal, não impede que este órgão julgador a aprecie e lhe reconheça suficiente força probante. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em Fl. 43DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão n.º 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Pelo exposto, conheço do recurso e no mérito lhe dou parcial provimento, para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas incorridas com a profissional Clélia M. A. Iwamoto, no valor de R$ 2.800,00. É o meu voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 44DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10845.001683/200808 Acórdão n.º 2802001.820 S2TE02 Fl. 39 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 3 de setembro de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 45DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10425.000278/2005-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
Ementa:
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
Na descrição do fato gerador, deve a autoridade lançadora fundamentar os motivos pelos quais entendeu serem imprestáveis os comprovantes utilizados pelo Contribuinte para fins de dedução de despesas médicas, sob pena de cerceamento do direito de defesa. Não havendo nada que desabone o comprovante, deve ser restabelecida a respectiva dedução. Recurso a que se dá parcial provimento.
Numero da decisão: 2802-001.278
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PARCIAL PROVIMENTO ao recurso para restabelecer integralmente a dedução de despesas médicas declarada na Declaração de Ajuste Anual.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Na descrição do fato gerador, deve a autoridade lançadora fundamentar os motivos pelos quais entendeu serem imprestáveis os comprovantes utilizados pelo Contribuinte para fins de dedução de despesas médicas, sob pena de cerceamento do direito de defesa. Não havendo nada que desabone o comprovante, deve ser restabelecida a respectiva dedução. Recurso a que se dá parcial provimento.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10425.000278/2005-62
conteudo_id_s : 5212756
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.278
nome_arquivo_s : Decisao_10425000278200562.pdf
nome_relator_s : CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 10425000278200562_5212756.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso para restabelecer integralmente a dedução de despesas médicas declarada na Declaração de Ajuste Anual.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4557299
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:02 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044489859072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1712; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 67 1 66 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10425.000278/200562 Recurso nº 169.404 Voluntário Acórdão nº 280201.278 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente FERNANDO LUIZ DE ARAUJO FERNANDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2001 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Na descrição do fato gerador, deve a autoridade lançadora fundamentar os motivos pelos quais entendeu serem imprestáveis os comprovantes utilizados pelo Contribuinte para fins de dedução de despesas médicas, sob pena de cerceamento do direito de defesa. Não havendo nada que desabone o comprovante, deve ser restabelecida a respectiva dedução. Recurso a que se dá parcial provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso para restabelecer integralmente a dedução de despesas médicas declarada na Declaração de Ajuste Anual. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 20/09/2012 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fls. 02/09), concernente ao anocalendário de 2001, que apurou irregularidades em deduções de contribuição à previdência oficial (falta de comprovação), dedução com dependentes (falta de comprovação de dependência), dedução de despesas médicas (falta de prova idônea) e de dedução indevida de imposto de renda retido na fonte. Cientificado do lançamento (fls. 30), o contribuinte apresentou, tempestivamente, Impugnação (fl. 01), sustentando e acostando, em sua defesa, contracheques que supostamente comprovariam a contribuição à previdência oficial e certidões de nascimento para comprovar a existência de dependentes, também acosta recibos de despesas médicas e novo contracheque para comprovar despesas junto à empresa de saúde Unimed. Por derradeiro, afirma que o seu empregador não lhe forneceu o DIRF, mas apenas cópia de contracheque. Ato contínuo, os autos foram remetidos para julgamento a 1ª Turma da DRJ/REC, em sessão realizada no dia 09/10/2008, resultando no Acórdão n.º 1124.036, que, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento, considerando (i) as provas dos valores despendidos com a previdência oficial coincidem com o montante declarado pelo contribuinte; (ii) que houve comprovação da existência de dependentes, através da juntada de certidões de nascimento; (iii) que os documentos acostados não servem ao convencimento da Autoridade Fiscal quanto à efetiva comprovação das despesas médicas declaradas pelo Contribuinte; (iv) que as despesas com a empresa Unimed não foram objeto de glosa; (v) que os valores retidos a título de retenção de imposto de renda coincide com os montantes consubstanciados nos contracheques apresentados; e (vi) a apuração do IRPF deve ser alterado por advento do acolhimento das alegações apresentadas pelo Contribuinte. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 47, o Recorrente, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário (fls. 48/65), guerreando os fundamentos da supramencionada decisão e repisando aqueles apresentados na Impugnação, assim como requerendo a inclusão de novos dependentes, por não terem sido objeto de glosa, e aduzindo, ainda, que os recibos com despesas médicas são idôneos, requerendo, além disto, a reconsideração da dedução com despesas efetuadas junto à empresa Unimed. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso é tempestivo, e dele tomo conhecimento. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10425.000278/200562 Acórdão n.º 280201.278 S2TE02 Fl. 68 3 Com a devida vênia ao Órgão prolator da decisão recorrida, cuja decisão deve ser enaltecida em sua tese, o caso concreto é de, s.m.j., resolução simples, na medida em que o lançamento de ofício impugnado se desincumbe do dever de motivar seu ato administrativo de efeito concreto (lançamento de ofício), pois não desvela os fundamentos que o levou a asseverar no auto de infração (fls. 09) que o “contribuinte apresentou documentos ineficazes para comprovar despesas médicas”. Ora, por que tais documentos seriam ineficazes? O Recorrente até teve o cuidado de anexar uma declaração do profissional que emitiu os comprovantes reiterando a prestação dos serviços e o respectivo recebimento dos honorários médicos, sendo absolutamente impróprio o auto de infração utilizar uma espécie de “acusação geral”, em perfeito contraponto à imprestabilidade de eventual “negativa geral”, com a qual se eventualmente depara o Órgão Judicante. Caberia, pois, à autoridade autuante dizer exatamente o por quê de sua recusa aos comprovantes apresentados pelo ora Recorrente para justificar a dedução das despesas médicas objeto de glosa, assim como no mesmo sentido não possui competência a DRJ para agravar o lançamento inovando em seus fundamentos, atribuindo motivação complementar ao auto de infração diante dos argumentos de defesa deduzidos pelo Recorrente em sua impugnação. Entretanto, deve ser pontuado que somente o ato administrativo que se reveste de todas as suas formalidades, mormente para o lançamento tributário, o qual não deixa nenhuma margem de discrionariedade para o agente público, possui o condão de inverter o ônus da prova, eis que, possuindo este ato a presunção de legitimidade, cabe ao contribuinte a contraprova de um fato nele consignado. O problema está quando o lançamento não estabelece nenhuma subsunção de fato à norma, limitandose a dizer, genericamente, existirem “irregularidades”, o que provoca inequívoco cerceamento do direito de defesa do Contribuinte, a ensejar a nulidade material do lançamento, eis que não se trata de um vício meramente formal, mas sim da ausência de descrição do núcleo material do fato gerador. Por derradeiro, é de se esclarecer que os demais pontos da irresignação do Contribuinte deixam de ser providos porque já foram cancelados pela DRJ. Pelo exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso, para cancelar integralmente a exigência fiscal, na medida em que o objeto da controvérsia se dá apenas com a glosa das despesas médicas. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10425.000278/200562 Acórdão n.º 280201.278 S2TE02 Fl. 69 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 20 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 76DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 6 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
