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Numero do processo: 15983.001139/2008-97
Data da sessão: Tue Nov 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Apr 24 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2403-000.290
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Ivacir Júlio de Souza Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência à Repartição de Origem. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza – Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Ewan Teles Aguiar. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 83 .0 01 13 9/ 20 08 -9 7 Fl. 844DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001139/200897 Resolução nº 2403000.085 S2C4T3 Fl. 3 2 RELATÓRIO Tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização contra o contribuinte acima identificado, referente a contribuições previdenciárias devidas à Seguridade Social, no período de 12/2002 a 12/2007, correspondentes à parte da empresa, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho SAT/RAT, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados, bem como a parte patronal incidente sobre as remunerações pagas aos contribuintes individuais e aquelas incidentes sobre os valeres brutos das notas fiscais ou faturas de prestação de serviços de cooperados, intermediadas pela Cooperativa de Trabalho Unimed de Santos, conforme Relatório Fiscal de fls. 81 a 88 e anexos de fls. 89 a 357. Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.764, a 10 ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo – SP DRJ/SP II, em04 de março de 2009, exarou o Acórdão n° 1730.312 mantendo procedente o Não obstante o êxito parcial, irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 780, onde combatendo o decisium reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ” . Resumidamente, a Autoridade Fiscal procedeu à constituição do crédito em comento em razão da ocorrência dos fatos geradores acima descritos bem como do Ato Cancelatório registrado conforme o Relatório Fiscal fls.82, itens 09 e 17 : “ Do Cancelamento da Isenção Previdenciária 9. Através do Ato Cancelatório de Isenção de Contribuições Sociais n° 01/2008, emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santos em 03.03.2008, a instituição teve cancelado, com efeitos a partir de 01/01/1993, o direito que usufruía de isenção das contribuições previdenciárias de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei 8.212/91, pelo descumprimento dos requisitos previstos para essa finalidade nos incisos I, 1V e V do art. 55 e, mesma Lei. (..) 17. Ora, como vimos o reconhecimento da isenção previdenciária da Fundação Lusíada, cuja manutenção depende da observância dos requisitos contidos no art. 55 da Lei 8.212/91 sendo que possuir o Certificado CEAS é apenas um deles , foi cancelado pela Receita Federal, em 03.03.2008, conforme mencionado no item 9 acima. O próprio CEAS relativo ao período de vigência de 01/2001 a 12/2006, conforme também mencionado no item 10, encontrase também cancelado por decisão administrativa respaldada por decisão judicial transitada em julgado em , 02.07.2008. Teve a autuada portanto a oportunidade de, aproveitando a espontaneidade existente antes de iniciada a ação fiscal, recolher as importâncias devidas e corrigir o Fl. 845DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001139/200897 Resolução nº 2403000.085 S2C4T3 Fl. 4 3 descompasso existente entre as suas declarações em GFIP e os fatos geradores de contribuições previdenciárias.” Fl. 846DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001139/200897 Resolução nº 2403000.085 S2C4T3 Fl. 5 4 VOTO. Conselheiro Ivacir Júlio de Souza Relator Cumpre destacar que o Relatório Fiscal não faz alusão ao recurso interposto pela Recorrente recebido pela RFB conforme carimbo de protocolo às fls. 647, datado de 16/04/2008, destaquese, anterior ao início da ação fiscal cujo Termo de Início ocorreu em 17/06/2008, fls. 67, que se infere na oportunidade tramitava no então Conselho de Contribuintes. Aduz que na forma do Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal – TEPF de fls. 71, a empresa foi notificada do Crédito em 16/10/2008. Em sede de impugnação , às fls. 768, o item 7.4 do Relatório “ ad quod ”, revela que a Recorrente já exortara o Recurso Voluntário interposto contra a decisão do Ato Cancelatório que sofrera : “ 7.4. O interposto Recurso Voluntário contra o Ato Cancelatório possui efeito suspensivo, nos moldes do art. 151, III do CTN e do art. 206, IV do Decreto 3.048/99, não havendo desta forma motivo, conveniência e oportunidade para a administração pública lavrar o presente auto de infração, subtraindo os direitos constitucionalmente garantidos ao duplo grau de jurisdição e devido processo legal.” Na condução do voto, a instância “ad quod ” se referindo a esta alegação se manifestou na forma dos itens 10.3 de fls. 770 abaixo transcrito: “ 10.3. Em relação à emissão do Auto de Infração, uma vez emitido o Ato Cancelatório, sem interposição de recurso, a Fiscalização será comunicada para constituir o crédito respectivo que terá tramitação normal. Em caso de interposição de recurso contra o Ato Cancelatório a Fiscalização será comunicada para constituir o crédito respectivo, cuja exigibilidade ficará suspensa até o julgamento final do processo de cancelamento da isenção pelo 2° Conselho de Contribuintes.” Nos itens 10.4 a 10.6 seguintes, o texto sugere mas não deixa claro se o decisium considerou que a autuação teria ocorrido tãosomente para ilidir hipótese decadencial. No que se refere a isto, também o Relatório Fiscal é silente: “ Não efetuado o lançamento no curso do prazo de decadência, o Fisco não mais poderá fazêlo, ainda que obtenha decisão judicial favorável, pelo fato de o crédito acharse fulminado pela decadência. É que o prazo decadencial não se interrompe nem se suspende com a interposição de medida judicial, fluindo .a partir da ocorrência do fato gerador ou da data prevista em lei. 10.5. Ressaltase que, como já afirmado, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não possui o condão de impedir o lançamento, por este ser ato vinculado e obrigatório, indispensável para prevenir a decadência. Além disso, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não afeta a obrigação tributária que lhe deu origem. Assim já afirmava Aliomar Baleeiro: Fl. 847DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001139/200897 Resolução nº 2403000.085 S2C4T3 Fl. 6 5 "O direito de crédito da Fazenda não se extingue, mas,enquanto duram as causas arroladas no art. 151 (CTN), não poderá ser exercido por ausência de exigibilidade. Mais uma vez se comprovaque a existência do direito não se confunde com a sua exigibilidade ou seu exercício." (BALEEIRO, Aliomar, Direito Tributário Brasileiro,1 l a ed., Rio de Janeiro, Forense, 2004, p. 840). 10.6. O que a suspensão da exigibilidade impede é que sejam executados pelo sujeito ativo os atos executórios (de cobrança) do crédito enquanto suspensa a sua exigibilidade. Entendamse como atos executórios (de cobrança) os consubstanciados na inscrição em Dívida Ativa e propositura da ação de execução fiscal.” Em Recurso Voluntário, a Recorrente aludiu o item 10.3 acima referido exortando que se deva observar a SUSPENSÃO e ainda a conveniência e oportunidade para a administração pública lavrar o presente auto de infração, subtraindo os direitos constitucionalmente garantidos ao duplo grau de jurisdição e devido processo legal : “ Importante destacar que como o Recurso Voluntário interposto contra o ato cancelatório esta sujeito ao efeito suspensivo, não havendo desta forma motivo, conveniência e oportunidade para a administração pública lavrar o presente auto de infração, subtraindo os direitos constitucionalmente garantidos ao duplo grau de jurisdição e devido processo legal.” Enfrentando a matéria, entendo que neste sentido, assiste parcial razão à Recorrente quando alude à suspensão, entretanto descabe provimento quanto a questionar o poder de a administração efetuar o lançamento e mantêlo sobrestado até o trânsito em julgado. Esta questão potestativa foi bem esclarecida na condução do voto “ ad quod ” , no item 10. 5, quando o I. Julgador exorta lição do Mestre Aliomar Baleeiro que corrobora que o direito de crédito da Fazenda não se extingue : “ 10.5. Ressaltase que, como já afirmado, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não possui o condão de impedir o lançamento, por este ser ato vinculado e obrigatório, indispensável para prevenir a decadência. Além disso, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não afeta a obrigação tributária que lhe deu origem. Assim já afirmava Aliomar Baleeiro: "O direito de crédito da Fazenda não se extingue, mas,enquanto duram as causas arroladas no art. 151 (CTN), não poderá ser exercido por ausência de exigibilidade. Mais uma vez se comprova que a existência do direito não se confunde com a sua exigibilidade ou seu exercício." (BALEEIRO, Aliomar, Direito Tributário Brasileiro,1 l a ed., Rio de Janeiro, Forense, 2004, p. 840).” DAS MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS. Nos autos, a Recorrente discutiu apenas matéria de direito não exercendo o direito de impugnar faticamente os motivos relatados pela Autoridade Fiscal para a constituição do crédito ora em apreço. Isto posto, inferese desde já ocorridos os fatos geradores. DO RECURSO VOLUNTÁRIO EM FACE DO ATO CANCELATÓRIO. Fl. 848DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.001139/200897 Resolução nº 2403000.085 S2C4T3 Fl. 7 6 A Recorrente informa que o Cancelamento do Ato foi objeto de Recurso Voluntário n° 0390912008. Na forma do abaixo transcrito, busca no sitio deste Conselho revelou que para o sobredito Recurso Voluntário datado de 16/04/2008, em face do Ato Cancelatório n° 01/2008 (Decisão Notificação n° 21.433.4/006812007 e 21.433.4/0069/2007), não se verifica registro. Número do Processo Número do Recurso 35569.003489/200624 265874 15983.001140/200811 507543 15983.001137/200806 507550 15983.001139/200897 507553 15983.001143/200855 507555 15983.001141/200866 507559 15983.001142/200819 507562 15983.001138/200842 507563 15983.001135/200817 873795 15983.001136/200853 873796 CONCLUSÃO Dado que o Acórdão de primeira instância, aparentemente, considerou a existência do Recurso supra, é fundamental que se esclareça se naquele julgamento houve entendimento que a autuação ocorreu para ilidir hipótese decadencial visando sobrestar o lançamento até o trânsito em julgado. Resta esclarecer , também, qual o número do processo que sobredito Recurso obteve por ocasião do cadastro neste Conselho e a fase em que se encontra. Ante todo o exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que os autos sejam encaminhados à DRJ de origem para as providências supraelencadas. É como voto. Ivacir Júlio de SouzaRelator Fl. 849DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 20/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16045.000390/2008-05
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. CONVÊNIO. REPASSE INTEGRAL. ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL. INTERMEDIAÇÃO.
Não há que se falar na figura do contribuinte individual, e consequentemente nas obrigações previdenciárias decorrentes, quando a associação demonstra que exerceu mera intermediação dos negócios e realizou o repasse integral aos associados, descontada a taxa de administração, dos valores recebidos em razão do convênio por ela firmado com outras empresas.
ERRO NA DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO JURÍDICA EXISTENTE ENTRE A ASSOCIAÇÃO E OS DENTISTAS. FALHA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RELATÓRIO FISCAL. VÍCIO MATERIAL. OCORRÊNCIA.
A autoridade fiscal deixou de comprovar de forma inequívoca a relação jurídica de prestação de serviços existente entre a Associação e os dentistas, bem como de demonstrá-la adequadamente através do relatório fiscal, motivos pelos quais deve ser reconhecida a nulidade do lançamento, por vício material.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-003.685
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário para declarar a nulidade do lançamento por vício material.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Carlos Henrique de Oliveira.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. CONVÊNIO. REPASSE INTEGRAL. ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL. INTERMEDIAÇÃO. Não há que se falar na figura do contribuinte individual, e consequentemente nas obrigações previdenciárias decorrentes, quando a associação demonstra que exerceu mera intermediação dos negócios e realizou o repasse integral aos associados, descontada a taxa de administração, dos valores recebidos em razão do convênio por ela firmado com outras empresas. ERRO NA DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO JURÍDICA EXISTENTE ENTRE A ASSOCIAÇÃO E OS DENTISTAS. FALHA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RELATÓRIO FISCAL. VÍCIO MATERIAL. OCORRÊNCIA. A autoridade fiscal deixou de comprovar de forma inequívoca a relação jurídica de prestação de serviços existente entre a Associação e os dentistas, bem como de demonstrá-la adequadamente através do relatório fiscal, motivos pelos quais deve ser reconhecida a nulidade do lançamento, por vício material. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário para declarar a nulidade do lançamento por vício material. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Carlos Henrique de Oliveira.
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CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. CONVÊNIO. REPASSE INTEGRAL. ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL. INTERMEDIAÇÃO. Não há que se falar na figura do contribuinte individual, e consequentemente nas obrigações previdenciárias decorrentes, quando a associação demonstra que exerceu mera intermediação dos negócios e realizou o repasse integral aos associados, descontada a taxa de administração, dos valores recebidos em razão do convênio por ela firmado com outras empresas. ERRO NA DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO JURÍDICA EXISTENTE ENTRE A ASSOCIAÇÃO E OS DENTISTAS. FALHA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RELATÓRIO FISCAL. VÍCIO MATERIAL. OCORRÊNCIA. A autoridade fiscal deixou de comprovar de forma inequívoca a relação jurídica de prestação de serviços existente entre a Associação e os dentistas, bem como de demonstrála adequadamente através do relatório fiscal, motivos pelos quais deve ser reconhecida a nulidade do lançamento, por vício material. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 04 5. 00 03 90 /2 00 8- 05 Fl. 727DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário para declarar a nulidade do lançamento por vício material. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado e Carlos Henrique de Oliveira. Fl. 728DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 16045.000390/200805 Acórdão n.º 2402003.685 S2C4T2 Fl. 727 3 Relatório Tratase de auto de infração constituído em 27/08/2008 (fl. 06), decorrente do não recolhimento dos valores referentes às contribuições da empresa incidentes sobre a remuneração dos segurados contribuintes individuais (autônomos) que lhe prestaram serviços, no período de 01/01/2004 a 31/12/2004. No relatório fiscal (fls. 26/30), a Autoridade Tributária informou que essas contribuições não foram descontadas dos profissionais vinculados à entidade e que o débito foi apurado com base nos documentos apresentados pela empresa conveniada ALSTON HYDRO, que repassa à Recorrente os pagamentos dos serviços prestados pelos dentistas. A Recorrente apresentou impugnação (fls. 71/102) requerendo a total improcedência da autuação. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas, ao analisar o processo (fls. 110/117), julgou o lançamento totalmente procedente, sob o argumento de que: (i) a Recorrente intermediava os serviços prestados pelos dentistas às empresas conveniadas, muito embora seu estatuto não permitisse tal operação; (ii) não ficou comprovado nos autos que houve o mero repasse de valores aos segurados contribuintes individuais; (iii) o art. 22, inc. IV, da Lei nº 8.212/1991, é aplicável à empresa tomadora de serviços de cooperativa, não guardando qualquer similitude com o presente caso; e (iv) cabe ao contribuinte o ônus de provar as pretensões contrárias àquilo que ficou evidenciado nos autos; A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 122/237) alegando que: (i) o presente processo está obrigatoriamente vinculado ao processo nº 16045.000390/200805, (ii) houve o repasse do valor recebido, descontados da taxa de administração e do IRRF, (iii) deve ser realizada diligência e (iv) está impedida de prestar serviços. O d. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, ao analisar o recurso interposto (fls. 241/244), determinou a conversão em diligência para que fossem anexadas: (i) cópia do convênio firmado entre a Recorrente e a empresa Alston; (ii) cópia dos documentos emitidos pela Recorrente em face da empresa Alston que suportam o “faturamento” (relativamente às competências deste processo), tais como notas fiscais, recibos, etc.; (iii) caso não existam os documentos acima, juntar nos autos os documentos emitidos pelos dentistas em face da empresa Alston que suportam o “faturamento” (relativamente às competências deste processo); (iv) cópia dos registros contábeis da Recorrente relativos às operações ora analisadas; e (v) se houve alguma fiscalização na empresa Alston relativa ao mesmo período objeto deste processo. Se sim, informar qual foi o resultado. Juntar cópia do procedimento de fiscalização, caso existente, independentemente se houve ou não autuação. A Recorrente apresentou os relatórios dos valores que foram repassados, cópias dos cheques através dos quais efetuou os repasses, os recibos de pagamento da empresa ALSTON, os demonstrativos de resultado, os balanços patrimoniais do período autuado, cópia do convênio firmado, as atas da nomeação da diretoria, o CPF, RG e os comprovantes de residência do atual presidente da APCD (fls. 255/713). Fl. 729DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 Este Conselho determinou nova diligência para que a Recorrente se manifestasse sobre o resultado da diligência anterior (fls. 717/719). Intimada a se manifestar (fl. 723), a Recorrente deixou transcorrer o prazo in albis, sem apresentar considerações (fl. 724). É o relatório. Fl. 730DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 16045.000390/200805 Acórdão n.º 2402003.685 S2C4T2 Fl. 728 5 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente sustenta que é uma entidade de classe, sem fins lucrativos, que exerce somente funções administrativas de representação da categoria profissional dos dentistas da região de Taubaté. Devido ao convênio firmado pela Recorrente com a empresa ALSTON, no qual esta última poderia usufruir dos trabalhos realizados pelos dentistas associados da Recorrente, a autoridade tributária entendeu que tais dentistas associados deveriam ser enquadrados como contribuintes individuais que prestam serviços diretamente à Recorrente, a qual por sua vez ficaria responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias devidas. Ocorre, no entanto, que a relação de prestação de serviços se dá diretamente entre o paciente (empregado da empresa ALSTON) e o dentista. A Recorrente (Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas) não tem no seu objeto social a prestação de serviços de odontologia, tampouco tem pacientes no seu quadro de associados. O Relatório Fiscal (fls. 26 a 30) também não traz qualquer registro de prestação de serviços entre a Recorrente e os dentistas. Vale destacar que os valores que são pagos pela ALSTON à Recorrente são integralmente repassados aos dentistas associados, após descontada a taxa de administração de 4%, não havendo que se falar em prestação de serviços pelos dentistas à Recorrente, mas sim diretamente à empresa contratante. Diante disso, analisando os documentos que foram trazidos aos autos por ocasião da conversão em diligência, verifico que assiste razão à Recorrente em seus argumentos, pois fica claro que não exerce a função de uma prestadora de serviços, mas unicamente atua como intermediadora dos negócios realizados pelos seus associados (os dentistas) com as empresas interessadas nos respectivos serviços. De fato, ainda que o instrumento do “Convênio de Prestação de Serviços Odontológicos” firmado entre a Recorrente e a ALSTON (fls. 256/260, trazidos aos autos por ocasião da conversão em diligência) mencione que a associação (ora Recorrente) se obriga, através dos dentistas credenciados, a prestar serviços de assistência odontológica à empresa contratante, é possível verificar, nos demonstrativos contábeis trazidos pela Recorrente, que tal não ocorreu e que os valores recebidos pela entidade sequer transitaram em seu resultado, vindo a ser integralmente repassados aos dentistas associados, após descontada a taxa administrativa de 4%, o que comprova não ser a Recorrente a efetiva prestadora dos serviços odontológicos. Destaquese, ainda, que a autoridade fiscal não juntou esse Convênio à época do lançamento, nem mencionou o seu conteúdo no Relatório Fiscal. Fl. 731DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 6 A título exemplificativo, analisando o demonstrativo do resultado do exercício trazidos aos autos, destaquese, somente por ocasião da diligência (fls. 272/273), é possível constatar que, com exceção da taxa administrativa de 4%, não há receita em razão de serviços odontológicos prestados pela associação Recorrente para a empresa ALSTON. Ainda, analisando as despesas mensais da associação Recorrente, verificase que também não há nenhuma despesa por pagamento de prestação de serviço aos dentistas, o que permite concluir que eram realmente os dentistas os que prestavam serviços de forma independente aos pacientes. Consta inclusive no próprio instrumento do Convênio que são os dentistas os que assistem aos pacientes e seus dependentes, cabendolhes toda a responsabilidade pelo tratamento a ser prestado (Cláusula 4a), e que os preços pelos serviços odontológicos são cobrados pelos mesmos dentistas, com os pagamentos sendo entregues à Recorrente (Cláusula 5a e 5b.), naturalmente para o posterior repasse dos valores aos dentistas, conforme se verifica na prática. Nesse sentido, na análise do balanço patrimonial (fl. 270), verificase que de fato há no passivo uma conta lançada com o título “CONVÊNIO ALSTON – PGTO DENTISTAS”, que todo mês recebe lançamento contábil a débito, referente ao repasse pela Recorrente aos dentistas, e a crédito, em razão do lançamento das novas obrigações de repasse, tudo em conta patrimonial, sem transitar pelo resultado do exercício, o que uma vez confirmado pelos demais subsídios já referidos, também faz prova em favor da Recorrente (inteligência do art. 226 da Lei nº 10.406/02). Assim, é possível concluir que os serviços de assistência odontológica são realizados diretamente pelos dentistas credenciados, e que a Recorrente, apesar de receber os valores diretamente da empresa contratante, repassaos aos associados, após descontada a taxa administrativa, não havendo que se falar na figura do contribuinte individual que lhe preste serviço e nem em obrigações previdenciárias decorrentes desta operação. Vale destacar que todas essas questões relativas ao lançamento, principalmente acerca da análise dos demonstrativos contábeis e da demonstração da relação de prestação de serviços existente entre a Associação e os dentistas, deveriam ter sido consideradas pela autoridade fiscal por ocasião da fiscalização e devidamente detalhadas no relatório fiscal. Quando a fiscalização não observa na sua atividade os elementos intrínsecos do lançamento relacionados à validade e à incidência da lei (no caso, a caracterização adequada dos fatos geradores, pela demonstração inequívoca da relação de prestação de serviço entre a associação e os dentistas), ela está incorrendo em vício material. Nesse sentido, leciona Leandro Paulsen1: “Vícios materiais são os relacionados à validade e à incidência da lei.” Vejase, assim, que a ocorrência do vício material está diretamente ligada com a deformidade do conteúdo do lançamento, que acaba por exigir indevidamente tributos do sujeito passivo, em ofensa, inclusive, ao princípio da legalidade, situação inaceitável nas relações do fisco com o contribuinte. 1 Paulsen, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado. Editora: ESMAFE, 2010. p. 1194. Fl. 732DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 16045.000390/200805 Acórdão n.º 2402003.685 S2C4T2 Fl. 729 7 É importante deixar claro que a irregularidade cometida pela autoridade tributária na presente demanda se trata de um vício material e não formal. Isso porque, muito embora durante o decorrer deste processo tenha sido oportunizada à autoridade fiscal analisar os demonstrativos fiscais, esta deixou de comprovar de forma inequívoca a relação jurídica de prestação de serviços existente entre a Associação e os dentistas, bem como de demonstrála adequadamente através do relatório fiscal. Não se trata, portanto, de fundamentação deficiente, situação em que se tem entendido que o vício do lançamento seria formal, mas sim no total descompasso da análise fática da situação que deu ensejo a presente autuação. Assim, como o equívoco realizado pela autoridade tributária alterou substancialmente a situação fática da Recorrente, ocasionando a exigência de um tributo que no seu caso não é devido, deve ser anulada a presente autuação por vício material. Em se tratando de vício material, o novo lançamento não pode se valer do prazo decadencial previsto no art. 173, inc. II, do CTN, somente aplicável em caso de lançamento anulado por vício formal. Versando sobre os efeitos resultantes das alterações promovidas pelo lançamento superveniente, este CARF assim se posicionou: “VÍCIO MATERIAL Havendo alteração de qualquer elemento inerente ao fato gerador, à obrigação tributária, à matéria tributável, ao montante devido do imposto e ao sujeito passivo, se estará diante de um lançamento autônomo que não se confunde com o lançamento refeito para corrigir vício formal, nos termos previstos no artigo 173, II, do CTN. (...)”. (CARF, 1° Conselho, 2ª Câmara, Relator José Raimundo Tosta Santos, Acórdão n° 10247829, Sessão de 16/08/2006) – destacouse Por fim, face a nulidade integral da presente autuação, nos termos da fundamentação acima, deixo de analisar os demais argumentos trazidos pela Recorrente. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PROVIMENTO, reconhecendo a nulidade do presente lançamento por vício material. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 733DF CARF MF Impresso em 16/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 22/07/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
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Numero do processo: 10580.011501/00-92
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1999
COFINS. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-002.234
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Ausente, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama.
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1999 COFINS. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito. Recurso Especial do Procurador Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Rodrigo Cardozo Miranda - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama.
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TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN, e não de acordo com o § 4º do artigo 150, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 01 15 01 /0 0- 92 Fl. 1118DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo Cardozo Miranda Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama. Relatório Cuidase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional (fls. 573 a 589) contra o v. acórdão proferido pela Colenda 1ª Turma da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF (fls. 561 a 70) que, por unanimidade de votos, deu provimento parcial ao recurso, declarando a decadência do direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos fatos geradores ocorridos antes de 29/12/1995, na linha da Súmula 08 do STF. A presente controvérsia diz respeito, em síntese, a auto de infração lavrado em 29/12/2000 por falta de recolhimento da COFINS no período de 31/01/1995 a 31/12/1999. Em sua impugnação e, posteriormente, em seu recurso voluntário, o contribuinte alegou que é uma instituição beneficente sem fins lucrativos, isenta da COFINS em razão do disposto no § 7º do artigo 195 da Constituição Federal, visto que atende aos requisitos exigidos pelo artigo 55 da Lei nº 8.212/91. A Colenda Turma a quo, como já apontado, reconheceu a decadência apenas quanto aos fatos geradores compreendidos no período de 31/01/1995 a 29/12/1995, com arrimo no § 4º do artigo 150 do CTN, na esteira do voto proferido pelo Ilustre relator, Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça. Quanto ao mérito, manteve o lançamento. A ementa do v. acórdão recorrido é a seguinte: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofíns Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1999 Ementa: MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. DECADÊNCIA. A decadência, por ser matéria de ordem pública, pode ser declarada a qualquer momento de ofício pelo julgador. DECADÊNCIA. PRAZO PARA UNIÃO CONSTITUIR CRÉDITO. SÚMULA VINCULANTE N° 08. Fl. 1119DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 10580.011501/0092 Acórdão n.º 9303002.234 CSRFT3 Fl. 689 3 É de cinco anos o prazo para a constituição do crédito tributário da COFINS. Súmula vinculante n.8 do STF. "São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5o do DecretoLei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". INSTITUIÇÃO BENEFICENTE SEM FINS LUCRATIVOS. ISENÇÃO DA COFINS. IMPRESCINDÍVEL O ATENDIMENTO AOS REQUISITOS EXIGIDOS PELO ART. 55 DA LEI N° 8.212/91. Se a contribuinte não atender todos os requisitos exigidos pelo artigo 55 da Lei n° 8.212/91 não fará jus à isenção tributária. MATÉRIA DE CONSTITUCIONALIDADE. O Segundo Conselho de Contribuintes não tem competência para apreciar matéria de constitucionalidade de normas, conforme sua Súmula n° 02, in verbis: "SÚMULA N° 02 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para SQ pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária”. Recurso provido em parte. A Fazenda Nacional alegou em seu recurso, em síntese, que como não houve antecipação de pagamento pelo contribuinte, o termo inicial do prazo decadencial é o primeiro dia do exercício seguinte ao que o tributo poderia ser lançado, nos termos do inciso I do artigo 173 do CTN. Assim, assevera que, verbis, o prazo de decadência, possui, como termo de início, a teor do art. 173, inciso I, do CTN, o primeiro dia do exercício seguinte, ou seja, o dia 1° de janeiro de 1996, o qual findaria somente em 31 de dezembro de 2000, sendo considerado decaído somente a partir de 1° de janeiro de 2001. Como já mencionado, o lançamento foi cientificado ao contribuinte em 29 de dezembro de 2000, dentro, portanto, do prazo decadencial de cinco anos. O recurso foi admitido através do r. despacho de fls. 598 a 599. Contrarrazões do contribuinte às fls. 622 a 630 em que se propugnou, em suma, pela aplicação do disposto no § 4º do artigo 150 do CTN. O contribuinte também interpôs recurso especial quanto à matéria de mérito (fls. 607 a 619), mas ele foi inadmitido (fls. 642 e 643), e, portanto, não se afigura passível de apreciação por esta Colenda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. É o relatório Fl. 1120DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 4 Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso. Com relação ao mérito, especificamente quanto ao prazo decadencial para lançamento dos créditos tributários nos casos de tributos cujo lançamento é por homologação, é de se destacar que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça já se posicionou quanto à matéria na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, ou seja, através da análise dos chamados “recursos repetitivos”. O precedente proferido tem a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, Fl. 1121DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 10580.011501/0092 Acórdão n.º 9303002.234 CSRFT3 Fl. 690 5 iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009) (grifos e destaques nossos) Com isso, restou consolidado no âmbito do Egrégio Superior Tribunal o entendimento de que, nos casos de tributos cujo lançamento é por homologação e não há pagamento, o termo inicial do prazo decadencial é o previsto no inciso I do artigo 173 do CTN, e não no § 4º do artigo 150 do mesmo Código. O Regimento Interno do CARF, por sua vez, na redação dada recentemente pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, tem os seguintes comandos nos seus artigos 62 e 62 A: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: Fl. 1122DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 6 a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifos e destaques nossos) Verificase, assim, que a referida decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o auto de infração, cuja ciência se deu em 29/12/2000 (fls. 07), diz respeito a créditos tributários referentes a COFINS relativa aos fatos geradores de 01/01/1995 a 31/12/1999. Pelo que consta dos autos, verificase que não houve pagamento antecipado, até mesmo porque toda a defesa da contribuinte nos autos está pautada na sua imunidade/isenção. Assim, não havendo pagamento, nos termos da jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, aplicase à espécie o disposto no inciso I do artigo 173 do Código Tributário Nacional. Como o auto de infração diz respeito a fatos geradores de 1995, o termo inicial do prazo decadencial para esse período foi o dia 1º de janeiro de 1996, sendo o termo final o dia 31 de dezembro de 2000. Como a intimação do lançamento se deu no dia 29 de dezembro de 2000, não há que se falar em ocorrência de decadência, devendo ser mantido na íntegra o crédito tributário constituído. Por conseguinte, em face de todo o exposto, com arrimo no artigo 62A do RICARF, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso especial da Fazenda Nacional para manter o lançamento na sua integralidade. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 1123DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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Numero do processo: 13808.000321/2002-31
Data da sessão: Thu Sep 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1996
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. SISTEMÁTICA. DECADÊNCIA
O que determina a natureza do lançamento, se por homologação ou declaração, é a legislação especifica do tributo, e não a circunstância de ter ou não havido pagamento. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, não sendo caso de dolo, fraude, ou simulação, o termo inicial para a contagem do prazo de decadência é a data da ocorrência do fato gerador. (Ac. 101-96.636, j. 16/04/2008)
Numero da decisão: 1102-000.306
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência, o que implica na extinção do credito tributário em litígio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: José Sérgio Gomes
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SISTEMÁTICA.. DECADÊNCIA_ O que determina a natureza do lançamento, se por homologação ou declaração, é a legislação especifica do tributo, e não a circunstância de ter ou não havido pagamento. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, não sendo caso de dolo, fraude, ou simulação, o termo inicial para a contagem do prazo de decadência é a data da ocorrência do fato gerador, (Ac„ 101-96.636, j. 16/04/2008) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, acolher a preliminar de decadência, o que implica na extinção do credito tributário em litígio, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. IVETRISUEAOUTO PESSOA MONTEIRO - Presidente. JOSE VERGIO 'GOMES Relator. EDITADO EM: 08/09/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: lvete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), José Sérgio Gomes (Relator), Silvana Rescigno Guerra Bar-reto, João Otávio Opperman Thome e Frederico de Moura Theophilo. Relatório Em foco recurso de oficio previsto no artigo 34, inciso 1, do Decreto n" 70,23.5, de 6 de março de 1972, interposto pela 7" Turma de Julgamento da DR]. em São Paulo/SP-I, em face daquele Colegiado ter julgado parcialmente procedente o lançamento efetuado em 28/02/2002 pela Delegacia da Receita Federal em São Paulo/SP com vistas à exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) relativo ao ano-calendário de 1996, sem o acréscimo de multa de oficio em vista da suspensão da exigibilidade decorrente de discussão judicial do tributo, mas acrescido de juros moratórios correspondentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), como também, recurso voluntário aviado pela autuada objetivando a reforma daquele decisório no que tange à exigência fiscal mantida. A ação fiscal consistiu na inclusão ao lucro do exercício, sob o título denominado "outras adições", do valor da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL) correspondente à diferença entre a alíquota de 30% (trinta por cento) prevista na Emenda Constitucional ir 1, de 1' de março de 1994, e a originária de 8% (oito por cento) prevista na Lei n" 7.689, de 31 de dezembro de 1988, assim postulada em Juízo por via de ações mandamentais, com liminares concedidas. Imputou-se, também, falta de realização de percentual mínimo obrigatório (10%) do lucro inflacionário a realizar, máxime em função da incorreta conversão monetária realizada no ano de 1986. Impugnando o lançamento a contribuinte suscitou preliminar de decadência do direito fiscal em face de se tratar de lançamento por homologação previsto no artigo 150, § 40, do Código Tributário Nacional. Quanto ao mérito aduziu que a autoridade fiscal cometeu equívoco espetacular na medida em que os mandados de segurança tratam do questionamento de alíquota da CSLL, o que impede o lançamento de 1RPJ, e que mesmo fosse possível o lançamento inexiste a diferença apontada, já que regularmente adicionada ao lucro real, na forma do artigo 41 da Lei n" 8,981/95. Além disso, afirmou que não teria sido considerado erro no preenchimento da declaração de rendimentos referente ao ano-calendário de 1991, referentemente ao saldo de correção monetária — diferença IPC/BTNF. Aquela 7" Turma de Julgamento admitiu a impugnação e decidiu, inicialmente, pela conversão do julgamento em diligência, fls.. 297/299, vindo aos autos os esclarecimentos e parecer fiscal externando entendimento de assistir razão à contribuinte na assertiva de que a diferença de CSLL já fora adicionada ao lucro líquido do período, fls. 304/305. Seguiu-se, então, o decisório de tis, 334/346 no sentido de que não ocorreu a decadência e, quanto ao mérito, julgou o lançamento parcialmente procedente para afastar a adição fiscal em comento, motivando recurso de oficio a este Conselho. O acórdão foi assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica — !RH Data do fato gerador: 31/12/1996 Ementa: IRPI DECADÊNCIA DO DIREITO DE LANÇAR DE OFÍCIO A NÃO REALIZAÇÃO DO LUCRO INFLACIONÁRIO DIFERIDO, 2 Processo n" 13808 000321/2002-31 S1-C1T2 Acórdão n 1102-00306 F I 382 No que respeita à realização do lucro inflacionário, o prazo decadencial não pode ser contado a partir do exercício em que se deu o diferimento, mas a partir de cada exercício em que deva ser tributada sua realização. RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE DE DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. PRAZO DECADENCIAL. Qualquer retificação pelo contribuinte da declaração de rendimentos deve ser realizada dentro do prazo decadencial de 5 anos estabelecido pelos arts. 150, § 4', e 174, inciso I, do Código Tributário Nacional e conforme entendimento da Secretaria da Receita Federal exposto no Parecer Cosit n° 48, de 7 de julho de 1999, ADIÇÃO AO LUCRO LIQUIDO DO PERÍODO DO MONTANTE DA CSLL COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA, COMPROVAÇÃO. É. improcedente o lançamento quando comprovada pela contribuinte através da escrituração fiscal a adição ao lucro liquido do período do montante da CSLL questionada judicialmente e que se encontrava com a exigibilidade suspensa. Cientificada do decisório em 28 de março de 2008 a contribuinte apresentou em 29 do mês seguinte o recurso de fis. .353/359 reprisando suas razões de impugnação no sentido da decadência do direito fiscal em proceder ao lançamento e acrescendo que o fenômeno decadeneial também teria ocorrido mesmo se tendo em conta a regra do artigo 173, inciso 1, do Código Tributário Nacional, já que o fato gerador ocorreu em 31/12/1996 e o auto de infração foi recebido em 28/02/2002. Ao final, requereu o cancelamento do crédito tributário remanescente. É o relatório, em apertada síntese. 3 Voto Conselheiro JOSÉ SÉRGIO GOMES — Recurso de Oficio Referida modalidade recursal tem por objeto reapreciação da matéria condizente a adição da diferença de Contribuição social Sobre o Lucro Líquido ao lucro líquido do período, do que resultou exoneração de imposto na ordem de R$ 803.258,57, sem qualquer interferência no tocante à multa de oficio porque sequer lançada, Inicialmente, verifico que à época em que aviado o recurso, em 03/08/2006, o valor do crédito tributário exonerado realmente superava o limite previsto no artigo 2" da Portaria MF n° 375, de 7 de dezembro de 2001, qual seja, a sorna do principal e encargos de multa em cifra superior a R$ 500,000,00 (quinhentos mil reais). Contudo, com a Portaria MF n" 03, de 03 de janeiro de 2008, referido valor foi alterado para R$ 1,000,000,00 (um milhão de reais), Considerando, pois, tratar-se de norma de efeitos imediatos, abarcando, inclusive, os processos pendentes de julgamento, não mais existe razão para o processamento deste feito, Assim, VOTO por não se conhecer do recurso de oficio interposto pela autoridade julgadora de primeira instância, — Recurso Voluntário Observo a legitimidade processual e o aviamento do recurso no trintídio legal. Assim sendo, dele tomo conhecimento. A exigência materializada no auto de infração encontra-se afeta a lançamento cuja natureza é por homologação, assim compreendida pela atividade imposta ao contribuinte em determinar a matéria tributável, calcular a exação e efetuar o pagamento do quanttan eventualmente apurado, independentemente de notificação. É que, afora o lançamento por excelência (praticado de oficio), duas outras modalidades de lançamento foram previstas pelo Código Tributário Nacional: i) por declaração (artigo 147) e por homologação (artigo 150). Assim, se a administração fiscal praticamente baniu a utilização da primeira modalidade (ao menos o tributo aqui discutido não foi lançado mediante informações da contribuinte acerca de matéria de fato indispensável ao lançamento), resta concluso que impera a segunda As prescrições do lançamento por homologação encontram-se delineadas no artigo 150 do Código Tributário Nacional (CTN), que estabelece: "Apt 150 — O lançamento por homologação, que °com quanto aos tributos urja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 4 Jose lleS Processo n" 3808.000321/2002-3 I Acórdão n " 1102-00306 SI-CIT2 El 383 administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa § 1" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. ) § 4" Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de .5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Entendo que a "atividade" eleita pela norma não se restringe à presença de efetivo pagamento, bastando a existência do sujeito passivo, é dizer, encontrar-se a pessoa .juridica inscrita nos cadastros fiscais, seja porque o pagamento nem sempre poderá apresentar- se necessário, embora apurado crédito tributário, que se anula à vista de crédito a favor da própria contribuinte, seja diante da figura da mera inadimplência. Por sua vez, não há imputações à fiscalizada que digam respeito ao instituto da fraude, a qual, na seara fiscal, encontra-se delineada nos artigos 71 a 73 da Lei n° 4.502, de 1964. Assim, assiste razão à Recorrente na argüição de que o direito fiscal na constituição do crédito tributário suplementar decaiu, eis que compreendidas operações econômicas (faturamento e lucro) ocorrentes entre os dias 1" de janeiro a 31 de dezembro do ano-calendário de 1996, de sorte que nesse último dia aperfeiçoou-se o fato gerador, iniciando- se aí a contagem do prazo qüinqüenal para a prática do ato administrativo a que alude o artigo 150, § 4" do CTN„ Aplicando-se as regras de contagem insertas no artigo 210 do CTN e artigo 66, § 3 0, da Lei n" 9384, de 29 de janeiro de 1999, quais sejam, que se exclui o dia de início e inclui-se o dia final, bem como, que na fixação de prazo em meses e anos conta-se data a data, apercebe-se que em 28 de fevereiro de 2002, quando se ultimou o ato administrativo de fl. 2.38, já se encontrava perecido o direito fiscal em proceder ao lançamento complementar. Com tais razõ s, dou provimento ao recurso voluntário para reconhecer ate ,extinção do crédito trio -emanescente, na forma do artigo 156, inciso V, do Código Tributário Nacional. í W i 5
score : 1.0
Numero do processo: 13839.001094/2005-46
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep e Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/06/1996 a 30/06/2000
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO
O direito de pedir restituição/compensação de contribuição para o PIS/Pasep e Cotins extingue-se em cinco anos, contados do pagamento. A edição da Lei Complementar n" 118/2005 esclareceu a controvérsia de interpretação quanto ao direito de pleitear a restituição do indébito, sendo de cinco anos contados da extinção do crédito que, no lançamento por homologação, ocorre no momento do pagamento antecipado previsto no 1" do art.150 do CTN.
PIS E COFINS, RESTITUIÇÃO, CONSUMIDOR FINAL. AQUISIÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO DE DISTRIBUIDORA
Com o advento da lei n" 9 718/98, a partir de 01/02/1999, surgiu a
possibilidade de ressarcimento ao consumidor final, pessoa jurídica,
hipótese de aquisição de gasolina automotiva e óleo diesel, diretamente na distribuidora, vez que as refinarias de petróleo, na condição de contribuintes substitutos do PIS e da Cofins, deveriam recolher as contribuições devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas de combustíveis derivados de petróleo.
Contudo a possibilidade de ressarcimento não se aplica a auto posto,
por se tratar de comerciante varejista de combustíveis derivados de petróleo.
RESTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
Para que haja a possibilidade de restituição é necessário que a contribuinte demonstre a liquidez e certeza de que efetivamente fez recolhimentos a maior do que os devidos. Ausente tal pressuposto, é de ser indeferido o pedido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-000.513
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Mauricio Taveira e Silva
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ementa_s : Contribuição para o PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/06/1996 a 30/06/2000 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO O direito de pedir restituição/compensação de contribuição para o PIS/Pasep e Cotins extingue-se em cinco anos, contados do pagamento. A edição da Lei Complementar n" 118/2005 esclareceu a controvérsia de interpretação quanto ao direito de pleitear a restituição do indébito, sendo de cinco anos contados da extinção do crédito que, no lançamento por homologação, ocorre no momento do pagamento antecipado previsto no 1" do art.150 do CTN. PIS E COFINS, RESTITUIÇÃO, CONSUMIDOR FINAL. AQUISIÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO DE DISTRIBUIDORA Com o advento da lei n" 9 718/98, a partir de 01/02/1999, surgiu a possibilidade de ressarcimento ao consumidor final, pessoa jurídica, hipótese de aquisição de gasolina automotiva e óleo diesel, diretamente na distribuidora, vez que as refinarias de petróleo, na condição de contribuintes substitutos do PIS e da Cofins, deveriam recolher as contribuições devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas de combustíveis derivados de petróleo. Contudo a possibilidade de ressarcimento não se aplica a auto posto, por se tratar de comerciante varejista de combustíveis derivados de petróleo. RESTITUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Para que haja a possibilidade de restituição é necessário que a contribuinte demonstre a liquidez e certeza de que efetivamente fez recolhimentos a maior do que os devidos. Ausente tal pressuposto, é de ser indeferido o pedido. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/06/1996 a 30/06/2000 RESTITI tçÃo PRESCRIÇÃO O direito de pedir restituição/compensação de contribuição para o PIS/Pasep e Cotins extingue-se em cinco anos, contados do pagamento. A edição da Lei Com [ementar n" 118/2005 esclareceu a controvérsia de interpretação quanto ao direito de pleitear a restituição do indébito, sendo de cinco anos contados da extinção do crédito que, no lançamento por homologação, ocorre no momento do pagamento antecipado previsto no 1" do art.150 do CTN. PIS E COFINS, RESTITUIÇÃO, CONSUMIDOR FINAL. AQUISIÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO DE DISTRIBUIDORA Com o advento da lei n" 9 718/98, a partir de 01/02/1999, surgiu a possibilidade de ressarcimento ao consumidor final, pessoa .jurídica, hipótese de aquisição de gasolina automotiva e óleo diesel, diretamente na distribuidora, vez que as refinarias de petróleo, na condição de contribuintes substitutos do PIS e da Cofins, deveriam recolher as contribuições devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas de combustíveis derivados de petróleo. Contudo a possibilidade de ressarcimento não se aplica a auto posto, por se tratar de comerciante varejista de combustíveis derivados de petróleo. RESTITUIÇÃO. IMPOSS1131 I IDADE. Para que haja a possibilidade de restituição é necessário que a contribuinte demonstre a liquidez e certeza de que efetivamente fez recolhimentos a maior do que os devidos. Ausente tal pressuposto, é de ser indeferido o pedido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. rel . Rodrigo o (:_ osta Possas - Presidente 77'77-----7,Mauricio l a.veira. J' Silva -'isciator Participaram, ainda, do p .escute .julgamento, os Conselheiros Maria Teresa. Martinet López, José Adão Vitorino de Morais, Gustavo Kelly Alencar e Antônio Lisboa Cardoso, Relatório AUTO POSTO 3 :IRMÃOS DL 11 .A.L.LBA LTDA., devidamente qualificada nos autos, recorre a este Colegiado através do recurso de Ils,. 150/154 contra o Acórdão n" 05- 20249, de 23/11/2007, prolatado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas - SP, fls. 145/147v, que não homologou as compensações decorrentes de solicitação de restituição de créditos de PIS e Cofias, de valores retidos em substituição tributária, no período de junho de 1996 a junho de 2000, cuja solicitação foi protocolizado em 08/06/2005 (fl. 01v). ConfOrme Despacho Decisório de fls. 125/127v, a contribuinte solicita restituição do PIS e da Cotins pagos ao substituto tributário entre junho/1996 a .junho/2000, instruindo seu pedido com planilhas demonstrativas dos valores retidos. A DRF considerou não formulado o pedido de restituição e não homologando as compensações dos débitos, pelo fato de a interessada não ter -procedido conforme Os artigos 3 0, § 1", e 76 da IN SRF n" 460/04. Irresignada, em 16/01/2007, a contribuinte apresentou manilbstação de inconformidade de fls. 1.30/140, alegando os seguintes argumentos: 1. que é detentora de crédito -tributário já reconhecido,. gerado corri, base em recolhimentos indevidos passados, oriundo de lei declarada inconstitucional: 2. a compensação está prevista nos artigos 156, 11, 170 e 170A do Código Tributário Nacional (CTN). As Instruções Normativos não são leis, e consistem em entraves burocráticos para dificultar ou impossibilitar o reconhecimento do direito do contribuinte em compensar; 1 dificultar ou impedir a compensação alegando-se que não se reconhece o crédito consiste em crime de apropriação indébita. A .DR.1 não homologou as compensações. O acórdão restou assim ementado: As-sunto Contribuição para o Financiamento da Segui idade Social - G,fins 2 processo ri 0 139.001094/2005-46 53-C311 Accia111io o 3130/-00.513 O 157 Pci íodo de apuração: 01/06/1996 a 30/06/2000 Restituição de Indébito. Extinção do Direito O direito de a contribuinte pleitear a restituição de tributo ou C:077 171hirição pago indevidamente e proceder à declaraçc.-io de compensação exiingue-se após- o transcurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento. ,S'ubsfituicão Tributária ; .Nuo Gerador Presumido No caso de substituição tributária só é cabível a restituição da quantia paga na hipótese de não se realizar o fator gerador esumido Assunto. Contribuição para o PI.S/Pasep Período de apuração. 01/06/1996 a .30/06/2000 Re yfituição de Indébito Extinção do Direito. O direito de a contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pa go indevidamente e proceder à declaração de C01171 leilUIÇãO extingue-se após o transcurso do prazo de cinco amys contados da data do pagamento. Substituição Tributária Fato Gerador Presumido. iVo caso de .subStituição ti ibutária só 6 cabível a restituição da quantia paga na hipótese de 17ã0 5 1 ealizar o fator gerador presumido. Compr-.1rsação não Homologada Tempestivamente, em. 15/02/2008, a contribuinte protocolizou recurso voluntário de (ls. 150/154, apresentando os seguintes argumentos: á) esta apelação seja recebida cai ambos Os efeitos, ou seja no devolutivo e no suspensivo; b) O direito de se pleitear a restituição ou a. compensação se extingue cinco anos após a homologação tácita, ou seja., dez anos após a ocorrência. do Cato gerador.. Nesse sentido continua decidindo o STI. Tece, ainda, comentários acerca de decadência e prescrição; C) a base de cálculo estimada pelo fisco não poderá ser superior ao preço efetivamente praticado, sob pena de quebra do principio da não cumulatividade. 1 Iaveria, assim, enriquecimento sem causa do Estado. -Por fim, requer seja julgado "procedimento (sic) o pedido de homologação bem como ter reconhecido o direito creditório" É o Relatório. (. n Voto Conselheiro Mauricio Taveira e Silva, Relator O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual, dele se conhece. inicialmente, de se registrar que, conforme os art. 16, 111 e 17 do Decreto n" 70,235/72, com a redação dada pelas 1,eis rfs 8.748/93 e 9.5:32/97 as alegações e provas devem ser apresentadas em primeira instância, precluindo o direito de lazê-lo em outro momento processual. Ademais, de se ressaltar que não há autorização na norma para que a interessada taça alegações imprecisas e genéricas.. Nessa toada, .passa-se à análise de matéria Objeto de apreciação na impugnação e que guarde pertinência com o presente processo.. A contribuinte reivindica a restituição de alegados créditos de -PIS e Colins, referentes a junho de -1996 a junho de 2.000, cujo pedido fOi protocolizado em 08/06/2005 (I1. 01), Assim, analisa-se a ocorrência de eventual perda do direito à restituição em decorrência do transcurso do prazo prescricionat. O art.. 168, I, do CTN, .fixa o prazo de cinco anos para pleitear restituição, da data da extinção do crédito tributário, caracterizado pelo pagamento indevido. Nem a declaração de inconstitucionalidade no controle concentrado, nem a Resolução do Seriado Federal no controle difiso, e tampouco um ato de caráter geral do Executi. VO que reconheça a inconstitucional idade, têm o condão. de ressuscitar direitos patrimoniais prescritos segundo as regras do CTN. Apesar de controversa, esta questão ficou sanada com a edição da Lei Complementar n" 118 de 09/02/2005, visto que, o seu art. 3' esclarece a interpretação que deve ser dispensada ao caso: Ari` 3' Para çfidlo de intetpretação do ii7C1SO 1 do art.. 168 da Lei no .5.172, de 25 de outubro de 19(ió — (.."(5digo Tributário Nacional a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo ai/eito O lançamento por hornolo,,,,,,ação, no momento do pagamento antecipado de que trata o ás. i'do art _150 da rdérida Lei Com a edição da 1 ,ci. Complementar 118/2005, o seu artigo 3' foi debatido no âmbito do ST.1 no EResp 327043/DF, que entendeu tratar-se de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do S'.11 decidiram que as ações impetradas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Todavia, no âmbito administrativo, a LC n" 118/05 somente ratificou o entendimento anteriormente consolidado de -prescrição qüinqüenal. Ademais, não compete a autoridade administrativa declarar ou reconhecer a inconstitueionalidade ou ilegalidade de lei, pois essa competência foi atribuída em caráter privativo ao Poder Judiciário. As normas emanadas do órgão competente passam a pertencer ao sistema, cabendo à autoridade administrativa tão-somente velar pelo seu fiel cumprimento. 4 Pro;.,...Aso n" 1A g39 001091/200:5-4(i 53-C311 n " 330.1.-00,513 1..1 15.; Assim sendo, O início da contagem de prazo presericional se verifica no momento do pagamento.. Deste modo, tendo o pedido sido protocolizado em 08/06/2005, encontra-se CO]]] O direito de restituição extinto eventual recolhimento indevido efetuado anteriormente a 08/06/2000, tendo, portanto, sido alcançado pelo instituto da prescrição. Em relação aos poucos valores que, consoante a planilha de fl. 53, Coram recolhidos no período de 09 a30 de .junho de 2000, melhor sorte não assiste à interessada, a urna, pela ausência das devidas notas fiscais com os valores destacados, em conformidade com o art. 6' da IN Skf ri' 06/99; a duas, pois a possibilidade de ressarcimento surge da inocorrência do fato gerador presumido, qual seja, um consumidor final adquirir diretamente da distribuidora., como no caso de uma indústria, por exemplo, evitando, desse modo, a aquisição e consequente fato gerador relativo ao comerciante varejista de combustíveis. Contudo, no presente caso, a interessada é comerciante varejista de combustível derivado de petróleo e não consumidora final, inexistindo, portanto, qualquer recolhimento indevido que pudesse ser ressarcido. Por fim, para que haja a possibilidade de restituição/compensação é necessário que a contribuinte demonstre a liquidez e certeza de que efetivamente fez recolhimentos a maior do que os devidos. Ausente tal pressuposto, é de ser indeferido o pedido. Sendo essas as considerações que reputo suficientes e necessárias à resolução da lide, voto no sentido de considerar alcançado pela prescrição os valores recolhidos até 08/06/2000 e, quanto aos demais, nego provimento ao recurso voluntário. :-. Mauricio r.l. rvei 1(e Áilva( i 5
score : 1.0
Numero do processo: 10480.029049/99-19
Data da sessão: Mon Feb 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Mon Feb 16 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IRPJ - PREJUÍZOS FISCAIS - COMPENSAÇÃO - LIMITAÇÃO - O saldo acumulado de prejuízos fiscais em 31/12/94, bem como os prejuízos fiscais gerados a partir de janeiro de 1995, sofrem a limitação de compensação de 30% do lucro real antes das compensações imposta pelas Leis 8.981/95 e 9.065/95.
Recurso especial a que se dá provimento.
Numero da decisão: CSRF/01-04.871
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Victor Luís de Saltes Freire, Remis Almeida Estol e Wilfrido Augusto Marques.
Nome do relator: Manoel Antônio Gadelha Dias
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-08T00:23:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-08T00:23:39Z; Last-Modified: 2009-07-08T00:23:39Z; dcterms:modified: 2009-07-08T00:23:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-08T00:23:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-08T00:23:39Z; meta:save-date: 2009-07-08T00:23:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-08T00:23:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-08T00:23:39Z; created: 2009-07-08T00:23:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-07-08T00:23:39Z; pdf:charsPerPage: 1157; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-08T00:23:39Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS • - PRIMEIRA TURMA Processo n.°. : 10480.029049/99-19 Recurso n.°. : 103-124.851 Matéria : IRPJ Recorrente : FAZENDA NACIONAL Suj. Passivo : NASSAU CORRETORA DE SEGUROS LTDA. Recorrida : 3a CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sessão de : 16 de fevereiro de 2004 Acórdão n.°. : CSRF/01-04.871 IRPJ — PREJUÍZOS FISCAIS — COMPENSAÇÃO — LIMITAÇÃO — saldo acumulado de prejuízos fiscais em 31/12/94, bem como os prejuízos fiscais gerados a partir de janeiro de 1995, sofrem a limitação de compensação de 30% do lucro real antes das compensações imposta pelas Leis 8.981/95 e 9.065/95. Recurso especial a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Victor Luís de Saltes Freire, Remis Almeida Estol e Wilfrido Augusto Marques. PERWA---"se " UES --1E-;11ZrESIDEKTE MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS RELATOR FORMALIZADO EM: O 2 MAR 2004 Processo n.° : 10480.029049/99-19 Acórdão n° : CSRF/01-04.871 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: ANTONIO DE FREITAS DUTRA, MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, DORIVAL PADOVAN, JOSÉ CARLOS PASSUELLO, JOSÉ RIBAMAR BARROS PENHA, JOSÉ CLOVIS ALVES, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES E MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR. Ausente temporariamente o Conselheiro CELSO ALVES JL FEITOSA. \I 2 Processo n.° : 10480.029049/99-19 Acórdão n° : CSRF/01-04.871 RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu i. Procurador, e com fulcro no art. 5°, I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, interpõe recurso especial da decisão consubstanciada no Acórdão n° 103-20.542, que está assim ementado (fl. 152): "IRPJ — COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS — LIMITAÇÃO — Os prejuízos fiscais não podem sofrer a limitação de 30% previsto nos artigos 42 da Lei n° 8.981/95 e 12 da Lei n° 9.065/95, uma vez que ferem as disposições do artigo 43 do CTN e o conjunto de normas que regem o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, apresentado pela Lei Comercial e encampado pelas Leis Fiscais. A compensação dos prejuízos apurados anteriormente a 1995, devem observar a legislação vigente à época de sua formação. Recurso voluntário provido." Assevera a douta Procuradoria que o aresto recorrido "está em contrariedade expressa com o art. 42 da Lei 8.981/95, e seu parágrafo único, que inadmitem, expressamente, a redução superior a 30% do lucro líquido, apurado nos anos calendário posteriores a 1995, mediante compensação de prejuízos fiscais". (fl. 181) Ademais, lembra o d. Procurador da Fazenda Nacional que o E. Supremo Tribunal Federal já apreciou a compatibilidade da Lei n° 8.981/95 frente a todos os dispositivos constitucionais afeitos à matéria e declarou que tal norma não ofende os direitos adquiridos dos contribuintes. Ressalta ainda a recorrente (fl. 185): "A par da taxativa jurisprudência acima citada, vale ainda dizer, com relação ao eventual "direito adquirido" à 3 ( Processo n.° : 10480.029049/99-19 Acórdão n° : CSRF/01-04.871 compensação de prejuízos que poderia ser caracterizado pelos contribuintes na matéria, que a formação de um "direito adquirido" depende da realização de todos os fatos jurídicos necessários ao seu surgimento, o que não se verificou na hipótese pois a Medida Provisória n° 812/94, convertida na Lei 8.981/95, a qual adveio anteriormente ao fato gerador do IRPJ para o ano-calendário de 1994 e 1995 e, em conseqüência, anteriormente à caracterização de qualquer "patrimônio" do contribuinte em relação a situações jurídicas derivadas da apuração do tributo naquele período temporal. Por outro lado, não há "direito adquirido" quanto à forma de exercício de um direito — pois normas procedimentais não são aptas a gerar "direitos subjetivos", condição prévia e sina qua non à subseqüente caracterização de um "direito como "adquirido" -, e na hipótese do art. 42 da Lei n° 8.981/95 não se afastou qualquer "direito" acaso existente, mas única e exclusivamente disciplinou o seu exercício." O recurso especial foi admitido por despacho do Presidente da Câmara recorrida às fls. 189/190. Intimado, o sujeito passivo ofereceu contra-razões às fls. 199/219, propugnando pela manutenção do aresto combatido. É o breve relatório. ) 4 Processo n.° : 10480.029049/99-19 Acórdão n° : CSRF/01-04.871 VOTO Conselheiro MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS, Relator O recurso especial da Fazenda Nacional é tempestivo e, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. Em exame a validade da limitação de compensação de prejuízos fiscais a 30% do lucro líquido ajustado, estabelecida no art. 42 da Lei n° 8.981/95, em face do princípio constitucional do direito adquirido. A matéria já se encontra pacificada nesta instância especial, que firmou o entendimento de que o saldo acumulado de prejuízos fiscais em 31/12/1994, bem assim os prejuízos apurados a partir de 1°/01/1995 sofrem a mencionada limitação de 30%, sob pena de se negar vigência à referida lei. Nesse sentido os Acórdãos n°s CSRF/01-03.808, de 15/04/2002, CSRF/01-03.915, de 17/06/2002, CSRF/01-04.094, de 19/08/2002, CSRF/01- 04.222, de 14/10/2002, CSRF/01-04.499, de 14/04/2003, CSRF/01-04.551, de 09/06/2003, CSRF/01-04.606, de 11/08/2003, entre tantos outros. Ademais, o E. Supremo Tribunal Federal, muito embora sem enfrentar expressamente o argumento da ofensa ao conceito de renda, vem corroborando esse entendimento, afastando qualquer ofensa aos princípios constitucionais da anterioridade, da irretroatividade e do direito adquirido, conforme decisões a seguir transcritas: "TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. MEDIDA PROVISÓRIA N° 812, DE 31.12.94, CONVERTIDA NA LEI N° 8.981/95. ARTIGOS 42 E 58, QUE REDUZIRAM A 30% A PARCELA DOS PREJUÍZOS SOCIAIS APURADOS EM EXERCÍCIOS ANTERIORES, A SER DEDUZIDA DO LUCRO REAL, PARA APURAÇÃO D9 S 5 Processo n.° : 10480.029049/99-19 Acórdão n° : CSRF/01-04.871 TRIBUTOS EM REFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA IRRETROATIVIDADE E DIREITO ADQUIRIDO. Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado, ante a não- comprovação de haver o Diário Oficial sido distribuído no sábado, depois das dezenove horas, o que teria impedido a publicação, no mesmo dia, do referido diploma normativo. Descabimento da alegação de ofensa aos princípios da anterioridade, da irretroatividade e, obviamente, do direito adquirido, relativamente ao Imposto de Renda, o mesmo não se dando no tocante à contribuição social, sujeita que está à anterioridade nonagesimal prevista no art. 195, parágrafo 6°, da CF. Ausência, entretanto, de alegação de ofensa ao mencionado dispositivo. Recurso não conhecido." (RE 256.273-4/MG) "TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. MEDIDA PROVISÓRIA N° 812, DE 31.12.94, CONVERTIDA NA LEI N° 8.981/95. ARTIGOS 42 E 58, QUE REDUZIRAM A 30% A PARCELA DOS PREJUÍZOS SOCIAIS, DE EXERCÍCIOS ANTERIORES, SUSCETÍVEL DE SER DEDUZIDA NO LUCRO REAL, PARA APURAÇÃO DOS TRIBUTOS EM REFERÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ANTERIORIDADE E DA IRRETROATIVIDADE. Diploma normativo que foi editado em 31.12.94, a tempo, portanto, de incidir sobre o resultado do exercício financeiro encerrado. Descabimento da alegação de ofensa aos princípios da anterioridade e da irretroatividade, relativamente ao Imposto de Renda, o mesmo não se dando no tocante à contribuição social, sujeita que está à anterioridade nonagesimal prevista no art. 195, parágrafo 6° da CF, que não foi observado. Recurso conhecido, em parte, e nela provido." (RE 232.084- 9/SP) Com essas considerações, DOU provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Brasília — DF, 16 de fevereiro de 2004 ,, 4, 7 MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS - RELATOR 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10835.002741/96-72
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2002
Ementa: ITR VALOR DA TERRA NUA MÍNIMO — VTNm.
A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico de avaliação emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, que vier a ser questionado pelo contribuinte. Previsão contida no § 4º, do art. 3º, da
Lei n° 8.847, de 28/01/94 e na Norma de Execução COSAR/COSIT/N' 01, de 19/05/95.
NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO.
Inobservância de requisitos obrigatórios. Lançamento constituído em desacordo com o disposto no art. 11 do Dec. 70.235/72 e art. 6° da IN/SRF n° 094/97. Ausência de nome, cargo, número de matrícula e assinatura da autoridade lançadora. A validade do ato jurídico requer agente capaz... art. 145, inciso I, da
Lei n° 3.071/16 CC.
Numero da decisão: 301-30.078
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, declarar a nulidade da notificação de lançamento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luiz Sérgio Fonseca Soares e Roberta Maria Ribeiro Aragão.
Nome do relator: Moacyr Eloy de Medeiros
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A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico de avaliação emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, que vier a ser questionado pelo contribuinte. Previsão contida no § 40, do art. 3 0, da • Lei n° 8.847, de 28/01/94 e na Norma de Execução COSAR/COSIT/N' 01, de 19/05/95. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. Inobservância de requisitos obrigatórios. Lançamento constituído em desacordo com o disposto no art. 11 do Dec. 70.235/72 e art. 6° da IN/SRF n° 094/97. Ausência de nome, cargo, número de matrícula e assinatura da autoridade lançadora. A validade do ato jurídico requer agente capaz... art. 145, inciso I, da Lei n° 3.071/16 CC. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, declarar a nulidade da notificação de lançamento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luiz Sérgio Fonseca Soares e Roberta Maria Ribeiro Aragão. • Brasília-DF, em 20 de fevereiro de 2002 n-- MOACYR • ri ir e. Presi- ior 01 JUL 2002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: JOSÉ LUIZ NOVO ROSSARI, FRANCISCO JOSÉ PINTO DE BARROS e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ. Ausentes os Conselheiros CARLOS HENRIQUE ICLASER FILHO e PAULO LUCENA DE MENEZES. tmc • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 RECORRENTE : DANIEL MARTINS FILHO RECORRIDA : DRRIUBEIRÃO PRETO/SP RELATOR(A) : MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATÓRIO O recorrente, tempestivamente, contesta o lançamento do 111(195 sobre o imóvel rural de sua propriedade, por entender que o Valor da Terra Nua VTN está superestimado. Pleiteia a respectiva retificação baseado em Laudo Técnico de Avaliação de fls. 13/33, pelo CREA de São Paulo/SP. O VTN estabelecido para o município da localidade já citada é inferior ao apresentado no lançamento. A Autoridade Administrativa de acordo com o § 40, art. 30, da Lei 8.847/94, pode rever o valor do VTN, concernente à propriedade rural do contribuinte, quando por ele questionado. Outrossim, os elementos constantes dos laudos não são suficientes ao embasamento para que se efetue uma revisão do VTNm. Com base nos autos, a autoridade administrativa de Primeira Instância, julga procedente o lançamento em decisão DRJ/Ribeirão Preto/SP 625/99 (fls. 65), para mantê-lo na sua integralidade. É o relatório. 2 . , . . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 VOTO Conhecemos do Recurso, por ser tempestivo, por atender aos demais requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Há que se ressaltar que, preliminarmente, existe no caso em tela, a nulidade do lançamento, em decorrência da ausência de identificação da autoridade lançadora na notificação expedida. • O feito detectado caracteriza vicio de forma, que de acordo com as normas mencionadas, não permite que se produza a eficácia de coisa julgada material, conduzindo à extinção do processo sem o julgamento da lide. Como bem expressa Marcelo Caetano (in "Manual de Direito Administrativo", 10a edição, Tomo I, 1973, Lisboa). "O vicio de forma existe sempre que na formação ou na declaração da vontade traduzida no ato administrativo foi preterida alguma formalidade essencial ou que o ato não reveste a forma legal. Formalidade é, pois, todo o ato ou fato, ainda que meramente ritual, exigido por lei para segurança da formação ou da expressão da vontade de um órgão de uma pessoa coletiva. Formalidade - Derivado de forma (do latim formalistas), significa a • regra, solenidade ou prescrição legal, indicativas da maneira por que o ato deve ser formado. Neste sentido, as formalidades constituem a maneira de proceder em determinado caso, assinalada em lei, ou compõem a própria forma solene para que o ato se considere válido ou juridicamente perfeito." O Decreto 70.235/72 que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, estabelece no artigo 11 que a notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: "I - ...Ornissis...; ; 3 • 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número da matricula." Isto posto, tomo conhecimento do recurso, para De Oficio, DECLARAR a NULIDADE ab initio do lançamento relativo ao exercício do ITR/95, constante da notificação de fls. 04 dos autos, sem prejuízo do disposto na Lei n° 5.172, art. 173, inciso II (CTN). É assim que voto. • Sala das Sessões, em 20 de fevereiro de 2002 .-MOACYR - e. EDEIROS — Relator 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 DECLARAÇÃO DE VOTO Com relação à esta questão levantada nesta Câmara como preliminar de nulidade de lançamento, por não constar a identificação do chefe, seu cargo ou função e o número de matrícula nas notificações de lançamento, conforme determina a IN SRF 54/97, revogada pela IN SRF 94/97, discordo, data venta, de que seja decretada a nulidade do lançamento, por entender que a falta do nome e da matrícula do chefe da repartição não causa nenhum prejuízo ao contribuinte, visto que a impugnação foi apresentada diretamente à autoridade competente, demonstrando a • inexistência de dúvida em relação à autoridade autuante, não caracterizando, portanto, o cerceamento de defesa, conforme hipótese de nulidade prevista no inciso II, do art. 59, do Decreto n° 70.235/72. Por sua vez, a outra hipótese de nulidade prevista no inciso I do referido artigo com relação à lavratura por pessoa incompetente, não está comprovado que a notificação de lançamento foi emitida por pessoa incompetente, por não ter sido questionado à repartição de origem esta comprovação, ou seja, entendo que também inexiste nulidade prevista para este caso. Neste sentido, concordo com os fundamentos emitidos no voto da Ilustre Conselheira íris Sansoni, o qual adoto, na íntegra, conforme transcrição a seguir: "Examino questão referente a Notificações de Lançamento do no período em que o tributo era lançado após a apresentação de declaração do contribuinte, onde foi omitido o nome e o número de 411 matrícula, do chefe da Repartição Fiscal expedidora, no caso uma Delegacia da Receita Federal. Segundo a Instrução Normativa SRF n. 54/97 (que trata da formalização de notificações de lançamento), hoje revogada pela IN SRF 94/97 (pois os tributos federais não mais são lançados após apresentação de declaração, mas sim através de homologação de pagamento, cabendo auto de infração nos casos de pagamento a menor ou sua falta), as notificações de lançamento devem conter todos os requisitos previstos no art. 11 do Decreto 70.235/72, sob pena de serem declaradas nulas. Os requisitos são: - a qualificação do notificado; - a matéria tributável, assim entendida a descrição dos fatos e a base de cálculo; • , 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 , - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e número de matrícula; , Obs: prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processamento eletrônico. DA INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA DO DECRETO 70.235/72 Apesar de elencar nos artigos 10 e 11 os requisitos do auto de infração e da notificação de lançamento, o Decreto 70.235/72, ao tratar das nulidades, no art. 59, dispõe que são nulos os atos e • termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. O parágrafo segundo do citado artigo 59 determina que "quando puder decidir o mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta." E no art. 60 dispõe que "as irregularidades e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhe houver dado causa, ou não influírem na solução do litígio". Observa-se claramente que o Processo Administrativo é regido por dois princípios basilares, contidos nos artigos citados, que são o princípio da economia processual e o princípio da salvabilidade dos • atos processuais. Antonio da Silva Cabral, in Processo Administrativo Fiscal (Saraiva, 1993), explicita que "embora o Decreto 70.235/72 não tenha contemplado explicitamente o princípio da salvabilidade dos atos processuais, é ele admitido, no artigo 59, de forma implícita. Segundo tal princípio, todo ato que puder ser aproveitado, mesmo que praticado com erro de forma, não deverá ser anulado. Tal princípio se encontra no artigo 250 do CPC que diz: o erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo praticar-se os que forem necessários, a fim de se observarem, quanto possível, as normas legais." 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 É por esse motivo que, embora o artigo 10 do Decreto 70.235/72 exija que o auto de infração contenha data, local e hora da lavratura, sua falta não tem acarretado nulidade, conforme jurisprudência administrativa pacífica. Isso porque a data e a hora não são utilizados para contagem de nenhum prazo processual, como se sabe, tanto o termo final do prazo decadencial para formalizar lançamento, como o termo inicial para contagem de prazo para apresentação de impugnação, se contam da data da ciência do auto de infração e não da sua lavratura. Assim embora seja desejável que o autuante coloque tais dados no lançamento, sua falta não invalida o feito, pois o ato deve ser aproveitado, já que não causa nenhum prejuízo ao sujeito passivo. 011 E é por economia processual que não se manda anular ato que deverá ser refeito com todas as formalidades legais, se no mérito ele será cancelado. A NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA SEM NOME E MATRÍCULA DO CHEFE DA REPARTIÇÃO TEM VÍCIO PASSÍVEL DE SANEAMENTO Tendo em vista a interpretação sistemática exposta, podemos concluir que a notificação eletrônica sem nome e número de matrícula do chefe da repartição, não é, em princípio, nula. Não cerceia direito de defesa, e até prova em contrário, não foi emitida sem ordem do chefe da repartição ou servidor autorizado. Uma notificação da Secretaria da Receita Federal, emitida com base em declaração entregue pelo sujeito passivo, presume-se emitida pelo órgão competente e com autorização do chefe da repartição (princípio da aparência e da presunção de legitimidade de ato praticado por órgão público). Declarar sua nulidade, pela falta do nome do chefe da repartição, implica refazer novamente a notificação, intimar novamente o sujeito passivo, exigir dele nova apresentação de impugnação, nova juntada de documentos de instrução processual, etc...Tudo para se voltar à mesma situação anterior, pois a nulidade de vício formal devolve à SRF novos cincos anos para retificar o vício de forma, conforme consta do artigo 173, inciso II, do CT'N. Nesse sentido, as INs 54 e 94/97 do Secretário da Receita Federal deram interpretação errônea ao Decreto 70.235/72, concluindo que a falta de qualquer elemento citado nos artigos 10 e 11 seriam causa de declaração de nulidade, o que não é verdade, quando se analisa 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 122.166 ACÓRDÃO N° : 301-30.078 também os artigos 59 e 60 do mesmo decreto, e os princípios que o regem. Assim, se o contribuinte recebeu a notificação da SRF e nela identificou seus dados e sua declaração, e entendeu que a notificação foi expedida pelo órgão competente e com a autorização do chefe da repartição, uma declaração de nulidade praticada de oficio pelos órgãos julgadores da Administração seria um contra- senso. Já se o contribuinte, à falta do nome do chefe da repartição e seu número de matrícula, levantar dúvidas sobre a procedência da notificação eletrônica e se ela foi expedida com ordem do chefe da repartição, causando suspeita de que possa ter sido expedida por pessoa incompetente não autorizada para tanto, é absolutamente razoável que o processo seja devolvido à origem para ratificação pelo chefe da repartição, para sanar a suspeita. Em havendo ratificação, pode o processo retornar para julgamento, após ciência do contribuinte desse ato, a abertura de prazo para manifestação, se assim o desejar. Caso a ratificação não ocorresse, provando-se que o documento é espúrio, caberia anulação.". Assim, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento. Sala das Sessões, em 20 de fevereiro de 2002 :724- ROBERTA MAU 'RIBEIRO ARAGÃO - Conselheira 8 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n°: 10835.002741/ 96-72 Recurso n°: 122.166 • TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Primeira Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 301-30.078. Brasília-DF, (Mo 02, • Atenciosamente, Moacyr ; - e - • e P - •• - n ------e da Primeira Câmara Ciente em: lh I. 9- Moo 2- ))- rELIPP 43J 1) f7'N Df. Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1 _0002200.PDF Page 1 _0002300.PDF Page 1 _0002400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10283.011929/99-39
Data da sessão: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL (PIS). RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Não havendo análise do pedido anula-se a decisão de primeira instância, devendo outra ser proferida em homenagem ao duplo grau de jurisdição. Processo ao qual se anula a partir da decisão recorrida, inclusive.
Numero da decisão: 202-14718
Decisão: Por unanimidade de votos, anulou-se o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Eduardo da Rocha Schmidt
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MINISTÉRIO DA FAZENDA Segundo Conselho de Contribuintes Segundo Conselho de contribuintes Fl. Publicado no Diário Oficial da União Processo n° : 10283.011929/99-39 De a. IR C I I 1-1LS Recurso n° : 122.743 Acórdão n° : 202-14.718 Sr.. VISTO Recorrente : LORD HOTEL LTDA. Recorrida : DRJ em Belém - PA PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL (PIS). RESTI- TUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a MIM. On FAZEW.P\ - 2" C-. autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei quen SRIGINAL 1 ORA SiLIA ali I Oo 15 ec---":"---igaa-r-- VISTC se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração CONFEREaM O de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei ______ declarada inconstitucional, na via indireta. Não havendo análise do pedido anula-se a decisão de primeira instância, devendo outra ser proferida em homenagem ao duplo grau de jurisdição. Processo ao qual se anula a partir da decisão recorrida, inclusive. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: LORD HOTEL LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Sala das Sessões, em 16 de abril de 2003 2 : kínilifütginfileiro4-To—rres -7 —.1" Presidente 4-., Ar' L:\ -^ ---71,--G-1— Eduardo da Rocha Schmidt Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Ana Neyle Olímpio Holanda, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Nayra Bastos Marmita e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. cl/opr - 1 2Q CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes •;;‘,3C.,k;r ri% DA F A 7 t: MOA Processo no : 10283.011929/99-39 Recurso n° : 122.743 Acórdão n° : 202-14.718 ViST ORecorrente : LORD HOTEL LTDA. RELATÓRIO Trata-se de pedido de restituição/compensação de valores indevidamente recolhidos a titulo de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) na vigência dos Decretos-Leis n's 2.445 e 2.449, de 1988. O pedido foi indeferido por decisão que recebeu a seguinte ementa: "Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP. Período de apuração: 01/01/1988 a 31/10/1994. Ementa: PIS. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. PRAZO PARAA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO. O prazo para pleitear a restituição de valores pagos a maior ou indevidamente a titulo de tributos e contribuições, inclusive aqueles submetidos à sistemática do lançamento por homologação, é de cinco anos contados da data do efetivo pagamento. Solicitação Indeferida". Inconformada, interpôs a Contribuinte o Recurso Voluntário, onde, em suma, requer a procedência integral de seu pedido inicial. É o relatório. / 2 if yen 22 Ministério da Fazenda 1)4 FAZENOft - 2" CC.: CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O G lGlNi5.1 Fl. •,•- 40` -• BRASÍLIA Processo n° : 10283.011929/99-39 Recurso n° : 122.743 visto Acórdão n° : 202-14.718 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT Sendo tempestivo o recurso, passo a decidir. Com efeito, como se sabe, o SENADO FEDERAL, por meio da Resolução n° 49, de 9 de outubro de 1995, suspendeu a eficácia dos Decretos-Leis n°s. 2.445 e 2.449, de 1988, dando assim efeitos erga-omnes à anterior decisão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que os declarou inconstitucionais em face de pretérita Constituição da República. Entendo que somente a partir deste momento - edição da Resolução do SENADO FEDERAL que suspendeu a eficácia dos referidos diplomas legais, conferindo efeitos gerais à anterior decisão do Pretório Excelso -, é que começa a fluir o prazo prescricional para repetir os valores indevidamente recolhidos com base na legislação declarada inconstitucional. Este é o entendimento exarado através do Parecer COSIT n°58, de 26.11.98, lavrado nos seguintes termos, verbis: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário. Ementa: RESOLUÇÃO DO SENADO. EFEITOS. A Resolução do Senado que suspende a eficácia de lei declarada inconstitucional pelo STF tem efeitos ex tunc. TRIBUTO PAGO COM BASE EM _LEI DECLARADA INCONSTITU- CIONAL. RESTITUIÇÃO. HIPÓTESES Os delegados e inspetores da Receita Federal estão autorizados a restituir tributo que foi pago com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, em ações incidentais, para terceiros não-participantes da ação - como regra geral - apenas após a publicação da Resolução do Senado que suspenda a execução da lei. Excepcionalmente, a autorização pode ocorrer em momento anterior, desde que seja editada lei ou ato especifico do Secretário da Receita Federal que estenda os efeitos da declaração de inconstitucionalidade a todos. RESTITUIÇÃO. DECADE. NCL4 Somente são passíveis de restituição os valores recolhidos indevidamente que não tiverem sido alcançados pelo prazo decadencial de 5 (cinco anos), contado a partir da data do ato que conceda ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição. Dispositivos Legais: Decreto n° 2.346/1997, art. 1° Medida Provisória n° 1.699-40/1998, art. § 2°, Lei n° 5.172/1966 (Código Tributário Nacional) art. 168. concrusÃo 32. Em face do exposto, conclui-se, em resumo que: a) as decisões do STF que declaram a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, seja na via direta, seja na via de excecão, têm eficácia ex tune; 7 3 20 CC-MF Ministério da Fazenda MiN. DA FAZENDA - 2'4 CC Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM 0 0,R!GINAt BRASh..14 Processo n° : 10283.011929/99-39 Recurso n° : 122.743 x.irregatÁVL • Acórdão n° : 202-14.718 . _ b) os delegados e inspetores da Receita Federal podem autorizar a restituição de tributo cobrado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, desde que a declaração de inconstitucionalidade tenha sido proferida na via direta; ou, se na via indireta: 1. quando ocorrer a suspensão da execução da lei ou do ato normativo pelo Senado; ou 2. quando o Secretário da Receita Federal editar ato espec(co, no uso da autorização prevista no Decreto n°2.346/1997, art. 4'; ou ainda 3. nas hipóteses elencadas na MP n°1.699-40/1998, art. 18; c) quando da análise dos pedidos de resti-tuição/compensação de tributos cobrados com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, deve ser observado o prazo decadencial de 5 (cinco) anos previsto no art. 168 do CTN, seja no caso de controle concentrado (o termo inicial é a data do trânsito em julgado da decisão do STF), seja no do controle difuso (o termo inicial para o contribuinte que foi parte na relação processual é a data do trânsito em Julgado da decisão judicial e, para terceiros não-participantes da lide, é a data da publicação da Resolução do Senado ou a data da publicação do ato do Secretário da Receita Federal, a que se refere o Decreto n° 2.346/1997, art. 4°), bem assim nos casos permitidos pela MP n° 1.699-40/1998, onde o termo inicial é a data da publicação: 1. da Resolução do Senado n°11/1995, para o caso do inciso I; 2. da MP n° 1.110/1995, para os casos dos incisos II a VII; 3. da Resolução do Senado n°49/1995, para o caso do inciso VIII; 4. da MP n°1.490-15/1996, para o caso do inciso IX; d) os valores pagos indevidamente a titulo de Finsocial pelas empresas vendedoras de mercadorias e mistas - MP n° 1.699-40/1998, art. 18, inciso III - podem ser objeto de pedido de restituição/compensação desde a edição da MP n° 1.110/1995, devendo ser observado o prazo decadencial de 5 (cinco anos); e) os pedidos de restituição/compensação do PIS recolhido a maior com base nos Decretos-Leis /Cs 2.445/1988 e 2.449/1988, fundamentados em decisão judicial especifica. devem ser feitos dentro do prazo de 5 (cinco) anos, contando da data de publicação da Resolução do Senado n°49/1995; J) na hipótese da IN SRF n° 21/1997, art. 17, § i°, com as alterações da IN SRF n° 73/1997, não há que se falar em prazo decadencial ou prescricional, tendo em vista tratar-se de decisão já transitada em julgado, constituindo, apertas, uma prerrogativa do contribuinte, com vistas ao recebimento, em 4 OA FAZEM" .?." 2° CC-MF•••• 4%. Ministério da Fazenda r. nriFERE COM O CRIGtNee15.— I Fl.t i;•7124: sr Segundo Conselho de Contribuintes --• • - /1 r),;:c,fner BRASILIA A Processo n° : 10283.011929/99-39 VISTORecurso n° 122.743 _ Acórdão n° : 202-14.718 prazo mais ágil, de valor a que já tem direito (a desistência se dá na fase de execução do titulo judicial)." Este foi, também, o entendimento que, afinal, prevaleceu na Câmara Superior de Recursos Fiscais, como se vê da ementa a seguir transcrita: "DECADÊNCIA — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO — TERMO INICIAL — Em caso de conflito quanto à inconstitucionalidade da exação tributária, o termo inicial _para contagem do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente inicia-se: a) da publicação do acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal em ADIN; b) da Resolução do Senado que confere efeito erga omnes à decisão proferida inter partes em processo que reconhece inconstitucionalidade de tributo; c) da publicação de ato administrativo que reconhece caráter indevido de exação tributária." (Acórdão CSRF/01-03.239, de 19/03/2001) Por todo o exposto, considerando que o pleito da Contribuinte foi formulado em 31 de março de 2000, antes, portanto, de completados 5 (cinco) anos da edição da Resolução n° 49, de 9 de outubro de 1995, entendo que o mesmo não se encontra fulminado pela prescrição, razão pela qual afasto a prejudicial de prescrição e anulo o processo a partir da decisão recorrida, inclusive, para que nova decisão seja proferida, desta feita examinando o mérito do pedido inicial. É como voto. Sala das Sessões, em 16 de abril de 2003 EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, 5
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Numero do processo: 10980.016317/99-75
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2001
Ementa: IRPF - RESTITUIÇÃO - TERMO INICIAL - PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - Conta-se a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n.º 165, de 31 de dezembro de 1998, o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos aos planos de desligamento voluntário.
IRPF - PDV - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - ALCANCE - Tendo a Administração considerado indevida a tributação dos valores percebidos como indenização relativos aos Programas de Desligamento Voluntário em 06/01/99, data da publicação da Instrução Normativa n.º 165, é irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo.
Recurso provido.
Numero da decisão: 104-18155
Decisão: Por maioria de votos, DAR provimento ao recurso para: I - afastar a decadência; II - anular as decisões proferidas pelas autoridades administrativa e julgadora; e III - determinar à autoridade administrativa o enfrentamento do mérito. Vencido o Conselheiro Roberto William Gonçalves que provia o recurso quanto ao mérito.
Nome do relator: João Luís de Souza Pereira
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T17:01:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T17:01:33Z; Last-Modified: 2009-08-10T17:01:33Z; dcterms:modified: 2009-08-10T17:01:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T17:01:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T17:01:33Z; meta:save-date: 2009-08-10T17:01:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T17:01:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T17:01:33Z; created: 2009-08-10T17:01:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-10T17:01:33Z; pdf:charsPerPage: 1635; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T17:01:33Z | Conteúdo => 440:44,4 zza-* . iir MINISTÉRIO DA FAZENDA n1,•:15 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ?. QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Recurso n°. : 124.731 Matéria : IRPF - Ex(s): 1994 Recorrente : VALDEMAR DA ROCHA Recorrida : DRJ em CURITIBA - PR Sessão de : 25 de julho de 2001 Acórdão n°. : 104-18.155 IRPF - RESTITUIÇÃO - TERMO INICIAL - PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO - Conta-se a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n.° 165, de 31 de dezembro de 1998, o prazo decadencial para a apresentação de requerimento de restituição dos valores indevidamente retidos na fonte, relativos aos planos de desligamento voluntário. IRPF - PDV - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - ALCANCE - Tendo a Administração considerado indevida a tributação dos valores percebidos como indenização relativos aos Programas de Desligamento Voluntário em 06/01/99, data da publicação da Instrução Normativa n.° 165, é irrelevante a data da efetiva retenção, que não é marco inicial do prazo extintivo. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VALDEMAR DA ROCHA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso para: I - afastar a decadência: II - anular as decisões proferidas pelas autoridades administrativa e julgadora de primeira instância; e III - determinar à autoridade administrativa o enfrentamento do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Roberto William Gonçalves que provia o recurso quanto ao mérito. ~_kr-.(5 s7r LEILA MARIA CHERRER LEITÃO PRESIDENTE ê, ti.:i4 ,Z..‘;'..fiè: MINISTÉRIO DA FAZENDA.,,.,; :1-; f "Pti:J.,..:tr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Acórdão n°. : 104-18.155 , , II ii 1 WW)M---- 1 li40 1 LUÍ D SfiU 1) REIRA " • TOR FORMALIZADO EM: 19 QUI 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, VERA CECÍLIA MATTOS VIEIRA DE MORAES e REMIS ALMEIDA ESTOL. 2 , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Acórdão n°. : 104-18.155 Recurso n°. : 124.731 Recorrente : VALDEMAR DA ROCHA RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário contra decisão singular que não acolheu o pedido de restituição do imposto de renda incidente sobre os valores recebidos em decorrência da adesão a programa de demissão voluntária promovido por ex-empregador. Ás fls. 01 e seguintes, o contribuinte formula seu pedido de restituição, apresentando para tanto as razões e documentos que entendeu suficientes ao atendimento de seu pedido. A Delegacia da Receita Federal, ao examinar o pleito, indefere o pedido de restituição, entendendo já haver transcorrido o prazo de cinco anos previsto no Código Tributário Nacional. Não se conformando, o contribuinte apresenta sua Manifestação de Inconformidade à Delegacia da Receita Federal em Curitiba/PR, reiterando seu pedido inicial. A DRJ em Curitiba/PR manteve o indeferimento do pleito através de decisão assim ementada: 3 ..41. - • te MINISTÉRIO DA FAZENDA flÇtk PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Acórdão n°. : 104-18.155 PDV - DECADÊNCIA - Tendo transcorrido, entre a data da retenção do tributo e a do pedido de restituição, lapso de tempo superior a cinco anos, é de se considerar que ocorreu a decadência do direito de o contribuinte pleitear restituição de tributo pago indevidamente ou a maior que o devido - arts. 165, I e 168, I, da Lei n°5.172, de 1966, (CTN) e AD SRF n° 096, de 1999. SOLICITAÇÃO INDEFERIDA. Devidamente cientificado dessa decisão, ingressa o contribuinte com tempestivo recurso voluntário ratificando suas manifestações anteriores. Processado regularmente em primeira instância, os autos são remetidos a este Colegiado. É o Relató rit 4 4firo• MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4z3/...:11 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Acórdão n°. : 104-18.155 VOTO Conselheiro JOÃO LUiS DE SOUZA PEREIRA, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. Decidiu a autoridade monocrática, a exemplo do despacho decisório exarado pela Delegada da Receita Federal, que estaria decadente o direito do contribuinte pleitear a restituição, ambos entendendo que o marco inicial na contagem do prazo seria a data da retenção, já tendo transcorrido os 5 (cinco) anos previstos no Código Tributário Nacional. Portanto, a matéria submetida ao colegiado restringe-se à questão do termo inicial do prazo decadencial, especificamente em relação ao pedido de restituição do imposto retido na fonte incidente sobre a verba percebida por força da adesão ao Programa de Desligamento Voluntário. Antes de mais nada, é da maior importância ressaltar que não estamos diante de um recolhimento espontâneo feito pelo contribuinte, mas de uma retenção compulsória efetuada pela fonte pagadora em obediência a um comando legal, então válido, inexistindo qualquer razão que justificasse o descumprimento da norma. 5 r. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Acórdão n°. : 104-18.155 Feito isso, me parece induvidoso que o termo inicial não seria o momento da retenção do imposto, isto porque o Código Tributário Nacional, em seu artigo 168, simplesmente não contempla esta hipótese e, por outro lado, a retenção do imposto pela fonte pagadora não extingue o crédito tributário, isto porque não se trata de tributação definitiva, mas apenas antecipação do tributo devido na declaração. Da mesma forma, também não vejo a data da entrega da declaração como o momento próprio para o termo inicial da contagem do prazo decadencial para o requerimento da restituição. Tenho a firme convicção de que o termo inicial para a apresentação do pedido de restituição está estritamente vinculado ao momento em que o imposto passou a ser indevido. Antes deste momento as retenções efetuadas pelas fontes pagadoras eram pertinentes, já que em cumprimento de ordem legal, o mesmo ocorrendo com o imposto devido apurado pelo contribuinte na sua declaração de ajuste anual. Isto significa dizer que, anteriormente ao ato da Administração atribuindo efeito "erga omnes" quanto a intributabilidade das verbas relativas aos chamados PDV, objetivada na Instrução Normativa n°. 165 de 31 de Dezembro de 1998, tanto o empregador quanto o contribuinte nortearam seus procedimentos adstritos à presunção de legalidade e constitucionalidade próprias das leis. Concluindo, não tenho dúvida de que o termo inicial para contagem do prazo para requerer a restituição do imposto retido, incidente sobre a verba recebida em decorrência da adesão ao Plano de Desligamento Voluntário, é a data da publicação da Instrução Normativa n°. 165, ou seja, 06 de Janeiro de 1999, sendo irrelevante a data dau 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA siur;t, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10980.016317/99-75 Acórdão n°. : 104-18.155 efetiva retenção que, no caso presente, não se presta para marcar o início do prazo extintivo. Comungo da certeza de que uma visão diferente, fatalmente levaria a situações inaceitáveis como, por exemplo, o reconhecimento pela administração pública de que determinado tributo é indevido quando já decorrido o prazo decadencial para o contribuinte pleitear a restituição, constituindo verdadeiro enriquecimento ilícito do Estado e tratamento diferenciado para situações idênticas, o que atentaria, inclusive, contra a moralidade que deve nortear a imposição tributária. Nesse contexto, reconhecendo que o pedido de restituição foi protocolado antes de esgotado o prazo decadencial, voto por DAR provimento ao recurso voluntário para anular não só a decisão da Delegacia Regional de Julgamentos como a da Delegacia da Receita Federal, determinando que esta última enfrente o mérito e, a partir daí, dê regular tramitação ao processo. Sala das Sessões - DF, em 25 de julho de 2001 Lb.- {I , I O LUÍS DE U • i; 'EIRA 7 Page 1 _0017700.PDF Page 1 _0017800.PDF Page 1 _0017900.PDF Page 1 _0018000.PDF Page 1 _0018100.PDF Page 1 _0018200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10882.003580/2002-32
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 31/01/1997 a 31/12/1998
Ementa: DECLARAÇÃO APRESENTADA APÓS INÍCIO DE AÇÃO FISCAL. ESPONTANEIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. MULTA DE OFÍCIO. LANÇAMENTO.
A declaração ou retificação de declaração apresentada após o início da ação fiscal é inapta para caracterizar a espontaneidade do sujeito passivo e, em conseqüência, afastar a aplicação de multa de ofício e a lavratura do auto de infração.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: CSRF/02-02.779
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso
voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Josefa Maria Coelho Marques
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MINISTÉRIO DA FAZENDA •,,il CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA TURMA Processo n° 10882.003580/2002-32 Recurso n° 203-123.787 Voluntário Matéria Cofins Acórdão n° CSRF/02-02.779 Sessão de 3 de julho de 2007 Recorrente PLASCO INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Recorrida 3' Câmara do 2° Conselho de Contribuintes Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 31/01/1997 a 31/12/1998 Ementa: DECLARAÇÃO APRESENTADA APÓS INICIO DE AÇÃO FISCAL. ESPONTANEIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. MULTA DE OFICIO. LANÇAMENTO. A declaração ou retificação de declaração apresentada após o início da ação fiscal é inapta para caracterizar a espontaneidade do sujeito passivo e, em conseqüência, afastar a aplicação de multa de oficio e a lavratura do auto de infração. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS Presidente Processo n.° 10882.003580/2002-32 CSFtF/T02 Acórdão n.° CSRF/02-02.779 Fls. 2 PkteetA:0‘ •- ttMAR1A COELHO MARQUES Relatora FORMALIZADO EM: 26 MAI 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: GILENO GORA° BARRETO, ANTONIO CARLOS ATULIM, MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, ANTONIO BEZERRA NETO, LEONARDO SIADE MANZAN (Substituto convocado), HENRIQUE PINHEIRO TORRES, RODRIGO BERNARDES RAIMUNDO DE CARVALHO (Substituto convocado) e JOSÉ CARLOS PASSUELLO (Substituto convocado). afre Processo n.° 10882.003580/2002-32 CSRF/F02 Acórdão n.° CSRF/02-02.779 Fls. 3 Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 471 a 479) apresentado contra o Acórdão n2 203-09.110 (fls. 439 a 445) da 3' Câmara do 2 Conselho de Contribuintes, que deu provimento ao recurso de oficio relativo ao Acórdão n2 3.427 (fls. 384 a 391) da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas, que considerou procedente em parte lançamento da Cofins efetuado em 23 de dezembro de 2002. Segundo a DRJ, seria inaplicável a multa de oficio aos valores relativos aos anos de 1997 e 1998, pelo fato de haverem sido declarados em DIRPJ e DIPJ. Segundo a DRJ, as declarações de imposto de renda relativas aos mencionados anos-calendários discriminavam os valores devidos da Cotins e representavam confissão de dívida. Para o ano de 1998, a Instrução Normativa SRF n2 77, de 1998, art. 1, com fulcro no art. 5 2 do Decreto-lei di 2.124, de 1984, estabelecia a possibilidade de inscrição em dívida, dispensando o lançamento de oficio. Para o ano de 1999, o recibo de entrega da declaração continha referência ao mencionado DL, o que não teria ocorrido em relação aos demais anos. Segundo a DRJ, o lançamento seria dispensável mas não vedado, razão pela qual caberia apenas a exclusão da multa de oficio. A 3' Câmara, por sua vez, à unanimidade de votos, considerou haver o acórdão incorrido em erro, uma vez que as declarações foram apresentadas em atraso e após o início da ação fiscal, impedindo a possibilidade de confissão e denúncia espontânea e obrigando o fisco ao lançamento de oficio. No recurso voluntário, alegou o interessado que seria impossível a exigência de multa de oficio sobre valores confessados. A decisão da DRJ, ademais, representaria concordância da Secretaria da Receita Federal com a regularidade da apresentação da declaração Destacou que os valores declarados seriam "rigorosamente idênticos" aos lançados, havendo a fiscalização apurado os valores já anteriormente confessados. Citou ementa de acórdão do i Conselho de Contribuintes, segundo o qual seria "Incabível o lançamento ex officio de imposto, regular e espontaneamente declarado pelo Contribuinte (...)". Dessa forma, seria apenas exigível a multa moratória e afirmou que a aplicação da multa estaria também sujeita ao princípio da capacidade contributiva. Nas contra-razões (fls. 512 a 516), a Procuradoria da Fazenda Nacional enfatizou que as declarações foram apresentadas após o inicio da ação fiscal e que, dessa forma, o contribuinte teria perdido a espontaneidade. Ademais, o CTN exige para a configuração da denúncia espontânea o pagamento dos valores devidos, acompanhados de juros de mora. É o Relatório. 40u- Processo n.° 10882.003580/2002-32 CSRF/T02 Acórdão n.° CSRF/02-02.779 Fls. 4 Voto Conselheira JOSEFA MARIA COELHO MARQUES, Relatora. No tocante à matéria de denúncia espontânea, a jurisprudência administrativa é pacifica, quanto à impossibilidade de sua configuração após o início da ação fiscal, conforme Acórdãos CSRF/01-03.969, 106-14719 e 301-31835, dentre outros. O art. 138 do CTN é claro ao afastar a possibilidade de denúncia espontânea após o inicio de procedimento administrativo a respeito da infração. O Decreto irt 70.235, de 1972, art. r, § 1 Q, traz disposição mais específica, que determina, em consonância com o art. 138 do CTN, que o primeiro ato de oficio praticado pela autoridade fiscal exclui a espontaneidade do contribuinte. Tais dispositivos dizem respeito, especificamente, à aplicação da multa de oficio, razão pela qual, constatado que as declarações foram apresentadas pela interessada após o início da ação fiscal, não são elas aptas a caracterizar a espontaneidade e, conseqüentemente, a afastar a aplicação da multa de oficio. No tocante ao lançamento do tributo, a situação é semelhante. As declarações que formalizam o crédito tributário, a teor do disposto no Decreto-lei rt! 2.124, de 1984, art. S, § 1 2, constituem confissão de dívida e, assim, tornam o lançamento incabível, por ausência de objeto, já que a constituição do crédito tributário ocorre por confissão, uma vez que se trata de ato plenamente vinculado. Ademais, a confissão de dívida, no sentido adotado pela lei, por representar ato de vontade do sujeito passivo, somente é possível enquanto não iniciada a ação fiscal. Depois de iniciado o procedimento fiscal, a apresentação de declaração não é mais apta a evitar o lançamento de oficio. Dessa forma, não há o que reparar no acórdão recorrido. Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sala de Sessões, 3 de julho de 2007. SEF MARIA COELHO MAI411.r Page 1 _0016700.PDF Page 1 _0016900.PDF Page 1 _0017100.PDF Page 1
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