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Numero do processo: 13706.002120/2005-69
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001
IRPF. RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE.
Não se conhece de apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado após decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão.
Numero da decisão: 2201-002.068
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade.
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah - Relator.
EDITADO EM: 15/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado) e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente).
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado após decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestividade. Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator. EDITADO EM: 15/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado) e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 21 20 /2 00 5- 69 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2001, consubstanciado no Auto de Infração (fls. 22/27). A fiscalização apurou omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica ou física, decorrente de trabalho com vínculo empregatício e dedução indevida de imposto de renda retido na fonte. A autoridade fiscal reduziu a restituição apurada de R$ 11.828,44 para R$ 1.426,80. Cientificado do lançamento, o interessado apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, que: ... que os rendimentos considerados omitidos no presente lançamento são na realidade isentos por força do parágrafo único, artigo 9º, da Lei nº 10.559, de 13/11/2002, por ser anistiado político. A 1ª Turma da DRJ – Rio de Janeiro/RJ II julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Consolidase administrativamente o crédito tributário relativo à matéria não impugnada. PROVENTOS. ANISTIADO POLÍTICO. Os valores percebidos mensalmente antes de 29 de agosto de 2002 (vigência da Medida Provisória nº 65, de 28 de agosto de 2002), a título de remuneração que o anistiado político receberia se houvesse permanecido no emprego, mesmo que denominado de caráter indenizatório, constitui rendimento tributável na fonte e na declaração de ajuste anual, por inexistir dispositivo legal concedendo a isenção. JURISPRUDÊNCIA. As decisões judiciais e administrativas não constituem normas complementares do Direito Tributário, aplicandose somente à questão em análise e vinculando as partes envolvidas no litígio, à exceção das decisões do STF sobre inconstitucionalidade da legislação. Lançamento Procedente Intimado da decisão de primeira instância em 17/09/2009 (fl. 86), Fernando de Santa Rosa apresenta Recurso Voluntário em 21/10/2009 (fls. 87/92), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah Fl. 149DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 13706.002120/200569 Acórdão n.º 2201002.068 S2C2T1 Fl. 3 3 Consta nos autos que o sujeito passivo foi cientificado da decisão recorrida em 17/09/2009, uma quintafeira, conforme fl. 86. O Recurso Voluntário para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais deveria ser apresentado no prazo máximo de trinta (30) dias, conforme prevê o artigo 33 do Decreto n° 70.235/1972. Considerando que 17/09/2009 foi uma quintafeira, dia de expediente normal na repartição de origem, o início da contagem do prazo começou a fluir a partir de 18/09/2009, uma sextafeira, primeiro dia útil após a ciência da decisão de primeiro grau, sendo que neste caso, o último dia para a apresentação do recurso seria 19/10/2009, uma segundafeira. Contudo, o Recurso Voluntário somente foi apresentado em 21/10/2009 (fls. 87/92), uma quartafeira, ou seja, 32 (trinta e dois) dias após a ciência da decisão do julgamento de primeira instância. Portanto, se o sujeito passivo, no prazo de trinta dias da intimação da ciência da decisão de primeira instância, não se apresentar ao processo para interpor Recurso Voluntário para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, automaticamente, independente de qualquer ato, no trigésimo primeiro (31º) dia da data da intimação, ocorre a perempção. Por todo exposto, o Recurso Voluntário apresentado foi intempestivo. Nestes termos, não conheço do recurso. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 150DF CARF MF Impresso em 24/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 22/05/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
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Numero do processo: 10768.005511/89-31
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NORMAS GERAIS. COMPENSACA-0 DO IMPOSTO. ONUS ASSUMIDO PELA FONTE PAGADORA. Deve ser considerado como liquido o valor con signado no comprovante de rendimentos pagos e ser tributado ) como rendimento bruto, o valor reajustado de acordo com f5rmula aprovada pe- la IN-SRF 004/80, compensando-se o imposto de renda na fonte, ainda que n jo retido, com o devido na declaraçjo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Camara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relat5rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Venci dos os Cons. Carlos Walberto Chaves Rosas (Relator), Irineu Simia- ner, Candido Rodrigues Neuber, Juarez de Morais e Mariam Seif, que proviam o recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Cons. E- vandro Pedro Pinto. ,ala d.. Sessões-DF, em 28 de agosto de 1902. 014,' MAR rA 4 S " 14 - PRESIDENTE lent-1 ) f • • 1/./ EVANDRO P DRO P RIO - RELATOR DESIGNADO ,e LUIZ FERNANDO OLI EIRA DE MORAES - PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL - , v.v DAMEFP/OF- SECOS N2 064/90 4.H. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, WALDEYAN ALVES DE OLIVEIRA, D1CLER DE AS- SUNÇÃO, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO e MÁRIO ALBERTINO NUNES (Suplente Convocado). Ausentes justificadamente os Cons. Aquiles Rodrigues de O- liveira (Substitudo por Wilfrido Augusto Marques) e o Procurador, Dr. Iran de Lima (Substituído pelo Dr. Luiz Fernando Oliveira de Moraes). 1 0.-N. ot.,., SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? 10768/005.511/89-31 , RECURSO N9: RP/106-0.213 ACOROÀ. 0 Ne : CSRF/01-01.325 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: ROSA MARIA TEIXEIRA BASTO O'SHEA RELATÓRIO Trata-se de recurso inter posto a esta Camara Supe- rior pelo digno Procurador da Fazenda Nacional com assento na 6a. Camara do 1P Conselho de Contribuintes. O relatário oferecido ao acárdão objeto do presente recurso está assim vazado e aqui o leio para o fim de faze-lo par- - te integrante do presente julgado, por retratar com fidedignidade a mat jria aqui discutida. Inconformado com a decisão proferida na segunda ins tancia, o douto Procurador da Fazenda Nacional dela recorre, apre- sentando as razões de fls. que agora leio para integra-las do pre- sente relatário. A contribuinte regularmente intimada, oferece as con_ tra-razões de fls. 61 a 74 que aqui leio para conhecimento dos meus dignos pares, incorporando-as a este relatário. 1Pr4 ntf/ É o relatário.Jilá I 7Ál 5 4 ... sERvico Pueuco FEDE F/AL Processo n9 10768/005,511/89-31 3. Ac5rdão n9-CSRF/01-01.325 VOTO VENCEDOR Conselheiro EVANDRO PEDRO PINTO, Relator O recurso j tempestivo, motivo por que dele tomo conhecimento. Com efeito, não unanime a decisão recorrida, o úni co requisito exigido para a admissibilidade do recurso é a tem- pestividade de sua interposição. No mérito, adoto como razão de decidir o voto cons_. tante do Ac -Ordão de fls., proferido pelo digno relator do proces_ so, quando do julgamento pela 6a. Camara do 19 Conselho de Con- tribuintes, acrescendo, ainda, as seguintes considerações. O art. 128 do CTN atribui a Lei a faculdade de al_ terar a reiaçEo juridico-tributária atribuindo a Terceiros a res_ ponsabilidade pelo pagamento do tributo. Assim, a relação origi- nal prevista na lei do fato gerador, em seu aspecto subjetivo,en - tre o poder tributante e a pessoa que pratica o -Pato economico tributável, pode vir a se estabelecer alcançando terceiros vincu_ lados àquele fato gerador. E essa lei de atribuição de responsa- bilidade poderá faz j'-lo, inclusive, excluindo a responsabilidade do sujeito passivo original, o chamado contribuinte. No caso concreto, a lei que atribui à fonte paga- dora dos rendimentos tributáveis a responsabilidade pela retença-o e recolhimento do imposto de renda incidente excluiu da relação o beneficiário desses rendimentos, ao atribuir unicamente à fon- te aquela responsabilidade. Eis porque voto no sentido de negar provimento ao recurso para o fim de manter a decisão recorrida. É como voto. Brasilia-DP, em 28 de agosto de 1992. j7i, , ,,,,,t0,? , lp; EVANDRO P DRO P ‘ NTO - RELATOR DESTONADO ‘, 114( 7 Imprensa Nacional SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/005.511/89-31 4. Acórdão n9-CSRF/01-01.325 VOTOVENCIDO Conselheiro CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, relator. Conheço do apelo especial interposto porque se acham atendidos os pressupostos de admissibilidade contidos na legislação de regência. Não obstante as judiciosas razões contidas no voto prevalecente proferido por ocasião do julgamento do feito na Egré- gia 6a. Câmara, entendo que as considerações e fundamentos alinha- dos pelo ilustre Conselheiro Benedícto Onofre Evangelista em votos prolatados sobre a mesma questão melhor dirimem a controvérsia. A matéria em debate jã é conhecida deste Conselho,re gistrando-se inclusive, que a 4a. Câmara em ocasiões diversas já se pronunciou sobre a questão, entendendo a maioria de seus membros â qual me incluo, ser legitima a exigência do imposto do contribuinte, tendo em vista que não houve a retenção do mesmo pela fonte pagado- ra, como requer a lei tributária. De igual forma tem se orientado esta Câmara Superior ao apreciar hipóteses idénticas a dos autos, cabendo citar, neste passo, o Acórdão n9 CSRF/01-01.129, do qual foi relator o ilustre Conselheiro João Dias Neto e cuja ementa consigna: "IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA: - RENDIMENTOS TRIBUTAVEIS - CÉDULA "C": . ,5;2 Classifica-se na cédula "C" os rendimentos percebi- „,.- / dos a título de "incentivos de desligamento" por oca sião da cessação do contrato de trabalho. - FALTA DE RETENÇÃO DO IMPOSTO: 4U A falta de retenção do imposto pela fonte agador rj,: , -,, I \ ' , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/005.511/89-31 5. Acórdão n9-CSRF/01-01.325 não exonera o beneficiário dos rendimentos da obriga ção de inclui-los, para tributação, na declaração de rendimentos. - CONVENÇÕES PARTICULARES: As convenções particulares, relativas à responsabili dade pelo pagamento de tributos, não podem ser opos- tas à Fazenda Pública, para modificar a definição le gal do sujeito passivo das obrigações tributáriascjr- respondentes (Art. 123 CTN)." Com efeito, parece-me acertado tal entedimento em fa ce do que dispõe o art. 89, § 19, alínea a do RIR/80, cuja matrizle gal acha-se no art. 99 do Decreto-lei n9 94, de 1966, que reza: "Art. 99 - No cálculo do imposto de renda devi- do pelas pessoas físicas, e para fins de restituição ou cobrança de diferença do tributo, será abatida do total apurado a importância que houver sido desconta da nas fontes correspondentes a imposto retido, como / i2 antecipação, sobre rendimentos incluídos na declara- r17 ção, revogadas as disposições especiais em sentido contrário." Ora, diante de tão peremptório preceito, evidencia- -se o íntimo vínculo existente entre o valor a abater e aquele efe- tivamente retido pela fonte pagadora. Por outro lado, ao inVes de se aplicar à espécie a norma do art. 128 do Código Tributário Nacional, como propôs o su- jeito passivo em suas contra-razões, entendo que mais se afina com a materia a regra do art. 123 do mesmo Código, que estabelece que as convençOes particulares - no caso dos autos o acordo firmado entre a interessada e a Fundação EDUCAR - não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Alinhando-me à corrente majoritária nesta Câmara, qu / SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/005.511/89-31 6. Acórdão n9-CSRF/01-01.325 entende ser ilegitima a compensação do imposto não retido e muito menos recolhido pela fonte pagadora, conheço do presente recurso e lhe dou provimento. Brasilia - D.F., em 28 de agosto de 1992. cy,i1A CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS--- RELATOR VENCIDO ///;- „ 7 \\':Áki,,' ',<, DA7..COWDIAA§ FAZ.Z.J:::. -.:; PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10510/001.036/87-75 CSRF/01-01.326 Sessão de 28 de acrostojels 92 ACORDÃO N2 Recurso n 2: RP/10 3-0 . 069 Recorrente : FAZENDA NACIONAL Recorrida : TERCEIRA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CASA DAS TINTAS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA SUPRIMENTOS DE• CAIXA - As operações cuja ortgeme ingresso nao estão devida- mente comprovadas, constituem presun ção legal para efeito de caracteriza ção de omissão de receitas, na form -a- do artigo 181 do RIR/80. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. , ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis_ • cais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termosdo 7 ”. ,./ E_.,,, - -, ' • relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos , os Cons. Waldevan Alves de Oliveira, Dlcler de Assunção e Sebastião Rodrigues Cabral, que lhe negavam provimento. - -Sala .akje_sões (DF), em 28 de agosto de 1992. //7 L_MA ii / / ; . - PRESIDENTE r / 4 '4 tf' WAFONSO • :',/ "re . n1 "8 LOU ". N • - RELATOR ir• Se CE SO FERREr, A • CAMPOS - PROCURADOR DA FAZEN— DA. NACIONAL (SubStj_,_. tuto) Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: IRINEU SIMIANER, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, EVANDRO PEDRO PINTO CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, JUAREE DE. MORAIS, MÁRIO ALBERTINO NU- . NES (suplente) e WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. Ausentes o Cons. AQUILES RODRIGUES DE OLIVEIRA (substituído por WILFRIDO AUGUSTO MARQUES) o Procurador, Dr. IRAN DE LIMA (substituído por AFONSO CELSO FERREIV'w \.. RA DE CAMPOS).Defendeu a recorrente seu patrono, Sr. Manoel Correia de Oliveira Filho - CRC1253,222163. 6 , s rl á I no i V Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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P. 303-0.872 MATÉRIA : MANIFESTO RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : 3' CÂMARA DO 3° CC SESSÃO DE 23 de outubro de 1995 SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA SAMPAY0 NICKHORN LTDA. ACÓRDÃO N°. : CSRF/03-2.333 Taxa de melhoramento dos portos, inexigível na hipótese dos autos. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. . „40•00" PISON PE' 'ODRI 5 - PRESIDENTE 1113ALDO CAM ELO NETO - RELATOR FORMALIZADO EM: O AOR 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, FAUSTO DE FREIRAS E CASTRO NETO, ELIZABETH EMILIO MORAES CHIEREGATI 10, JOÃO HOLANDA COSTA e ROMEU BUENO DE CAMARGO. MilNISTERIO DA FAZENDA a 2AMA1A SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS , - - PROCESSO N°. 11080/013.166/84-60 ACÓRDÃO : CSRF/03-2.333 RECURSO N°. : R.P. 303-0.872 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA SAMPAY0 NICKHORN LIDA. RELATÓRIO A Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes prolatou a decisão contida no acórdão n°303-24.191, cuja ementa. foi lavrada nos seguintes termos: "Conjerência final de manijesto. Falta ou acréscimo de volumes. Responsabilidade do transportador e do agente marítimo. Aplicação da taxa de conversão e ali quota vigentes na data do lançamento. Taxa de melhoramento dos portos, inexigível na hipótese dos autos. Recurso provido, em parte. Decisão rétbrrnada." O procurador da Fazenda Nacional apresentou recurso especial contra o referido acórdão argumentando o seguinte: "Foi emitida a decisão de fls. 48/55 contra a interessada, que foi responsabilizada pelo pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos, Inconformada, com c5' gravames impostos pela decisão de primeira instância, a interessada recorreu 'ao Terceiro conselho de Contribuintes, que, atraVá 14[ta Terceira Câmara, ánii provimento, por maioria de votos, ao recurso interposto. A eblenflq rfinr-ra, em Rua decisão, excluiu a exigência de Taxa de Melhoramento de Portos, que, todavia, não fora objeto da inconformidade da autuada. Dai o voto divergente, do ilustre Conselheiro Paulo Moreno de Almeida ; que - considerou a dita exclusão "extrapetita", já que não fora. reclamada no recurso da autuada, restando, 2 iJii FAIENDA CÂMARU5PRIUG,2 ItE RECUIZSOS PROCESSO W. : 11080/013.166/84-60 ACÓRDÃO : CSRF/03-2:333 pois, preclusa a imposição fiscal de TMP, segundo o expresso ditame do parágrafo único do Art. 42, do Decreto if 70.235/72 ; que transcrevo: 'Parágrafo único - Serão também definitivas as decisões de primei ra instância na parte que não Ar objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de oficio." Sendo a V. decisão da douta Câmara, desta forma contrária à norma processual específica, venho dela recorrer para que essa Egrégia Câmara Superior, reformando-a, restabeleça, a exigência de Taxa de Melhoramento de Portos, mantida em decisão definitiva Em 05/04/93 consta do processo a seguinte informação da Procuradoria da Fazenda Nacional: 'Revisado o processo constatei equívoco no processamento do mesmo posto que a intimação ao interessado às fi.s. 59 tinha por objetivo oportunizar a que o mesmo oferecesse contra-razões ao recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais na parte do auto de infração relativa à imposição de Taxa de melhoramento dos Portos, bem corno irztimar apagar o débito relativo ao Imposto de Importação ou oferecer recurso de divergência à CSRE Sem a manifestação do interessado, a DRE/PA. entendeu haver ocorrido a revelia (17s. 60. verso) e determinou o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins tie inscrição em Dívida Ativa„ o que ocorreu em relação a ambos os débitos, que ora se encontram em Ase de execução fiscal. Impõe-se, portanto, visando o saneamento do processo, as seguintes providências: a) cancelamento da inscrição n°0068500761-45: b) remessa do processo à origem para que em reiação TCL: .( 1 de Melhoramento dos Portos :sela processado o recurso e,speciai da Procuradoria da Fazenda Nacional perante à Câmara Superior de 3 MINISTÉRIO I, A f',A,ZIUNTDA AARA SUJCR CllRSOS FISCAIS PROCESSO N. : 110801013.166/84-60 ACÓRDÃO N°, : CSRW03-2.333 Recursos' Fiscais (lis. 56/57, consoanie despacho de admissibilidade 58 O crédito relativo ao imposto de importação ,uermanece exigiveL" É o Relatório. ' IV JNLÍNIS1'ÉRi0 DA FENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N°. 11080/013.166/84-60 ACÓRDÃO Nc). : CSRF/03-2.333 VOTO CONSELHEIRO - UBALDO CAMPELO NETO, RELATOR O presente recurso está tramitando no Ministério da Fazenda desde 1985. Agora, finalmente, chega à esta Câmara Superior de Recursos Fiscais, para julgamento. A matéria, aqui, se restringe à exigência ou não, da Taxa de M.elhor=ito dos Portos. Sobre o assunto, transcrevo aparte do voto condutor do acórdão, da lavra do ilustre Conselheiro Hélio Loyola de alencastro, verbis: "Por derradeiro, há de se ter em conta a exigência relativa à Taxa de Melhoramento dos Portos feita no Auto de Infração e mantida pela decisão de l'instegt eia. Em verdade, a TIWP é cobrada, nos termos do art. 3 da Lei n' 3.421/58, pela movimentação de mercadorias' nos portos- organizados, de ou para navios ou embarcações auxiliares Ora, a hipótese dos autos v erga sobre jaita de mercador'a mas ainda não movimentada nas instalações portuárias: Logo, não se pode exigir o pagamento da TMP tanto do importador, quanto do transportador ou de seu representante e consignatário do navio. "Ex positis"„ rejeito as preliminares argüidas' e, fio mérito dou provimento ao recurso, em parte, para, assim reformando a decisão de 1' instánda, considerar desprovida de suporte legal e cobrança - da Taxa de Melhoramento do Portos, e, por via de consequência sela feita a. exigência constante no Auto delis. 06," 3 :',0s:- , MIL“4-18 I . 110 DA V kif,ENDA...- _ .,,. _ CA11 11u,iA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS - :-- -, PROCESSO N'' : 11080/013.166/84-60 ACÓRDÃO N' : C SRF/03 -2. 333 Entendo correto o entendimento que embasou a decisão da. 3' Câmara do 3° Conselho de Contribuintes e voto no sentido de negar provimento ao recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional. Sala das Sessões - DF, em 23 de outubro de 1995 I, li 4 ALDO CAMPEI, ..-' .c..TO — 6 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Recorrkdo\: : SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL PIS/REPIQUE/IRPJ - Decorrência . - Recur só Especial de Divergencia - Reportan- do exclusivamente as razoes do recurso interposto no processo matriz - A solu ção dada ao litígio principal, relati= vo ao imposto de renda pessoa jurídica, estende-se ao litigio decorrente, rela tivo ã contribuição ao PIS. Rejeitada a preliminar argUida - Nega- do provimento ao redurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VIAÇÃO CIDADE DO SALVADOR LTDA., ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar susci- tada e, no mérito, por maioria de votos, em NIEG/, ,' provimento ao re curso, nos termos do relat6rio e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Vencidos os Conselheiros Didier de Assunção, Walde- van Alves de Oliveira, Evandro Pedro Pinto, Afonso Celso Mattos Lou renço e Wilfrido Augusto Marques, que proviam o recurso. S. a dJs Sessaes,em 20 de novembro de 1992 120,, MARI .1/, - PRES IDENTE A • 'OD " APBER - RELATOR 427 VISTO EM LUIZ FERNANDO)A PA 5 E MORAES- PROCURADOR DA FAZEN SESSÃO DE: // DA NACIONAL V:V: DAMIEFP/IW-StC06 N q 064/90 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Con- selheiros: Irineu Simianer, Carlos Walberto Chaves Rosas, Jua- rez de Morais, Maria da Gl6ria de Oliveira Coelho Leal e Sebas— tião Rodrigues Cabral. t 1•7)1À n11. C C „ n mgeMLN, Oâirn SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10580/002.545/88-17 RECURSO N9 : RD/102-0.465 ACORDO N9: CSRF/01-01.460 ' RECORRENTE: VIAÇÃO CIDADE DO SALVADOR LTDA. RECORRIDA: , SEGUNDA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO 'DE CONTRIBUINTES RELATdRI A contribuinte VIAÇÃO CIDADE DO SALVADOR LTDA.,in conformada com o decidido no AcOrdão n9 102-25.074, de 18.04.90, Lis. 131/135, apela à CaMara Superior de Recursos Fiscais, 'fls. 140/152, acompanhado de c6pias de Ac6rdãos de fls. 153/164, com fulcro no artigo 39, inciso II, do Decreto n9 83.304, de 28.03.79. Trata-se de exigência de contribuição ao PIS/REPI QUE/IR, em virtude da constatação de omissão de receitas apurada em outro processo instaurado contra a contribuinte, o de no 10580/002.547/88-34, recurso voluntãrio n9 96.354, que deu origem ao AcOrdão n9 102-25.072, de 18.04.90, tamb gm objeto de recurso es pecial de divergõãcia a esta aliara Superior de Recursos Fiscais, segundo RD/102-0.463. Em primeira instancia a exigência foi julgada par cialmente procedente, o mesmo ocorrendo quanto ao recurso voluntã rio julgado pela Catara recorrida. A recorrente, a rigor, apegou-se ao principio da decorrência, visto que juntou c6pia do recurso especial interpos- to no processo matriz: no qual, em substanciaalegou divergência' em relaeão, ao.dêcidido pela CSRF nos Ac6rdãos n9s ./ DAMEFP/OF - SECOS 142 065/90 SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10580/002,545/88-17 3., ACUDA) N9 CSRF/01,01.460 CSRF/01-0.464 e CSRF/01-0.425, no que se refere, unicamente, ã aliquota aplicável, na hip6tese de omissão de receitas, em empre- sa dedicada à atividade de transporte rodoviário de passageiros,be neficiada 'com a tributação à aliquota especial de 6%, quanto ao IRPJ, ao passo que o Fisco exigiu o imposto à aliquota normal de 35%. O recurso especial foi admitido, segundo despacho de fls. 168, do ilustre Presidente da Segunda Câmara. Cientificada da interposição do recurso especial, a Fazenda Nacional ofertou contra-razões, fls. 169, reportando-se àquelas apresentadas no processo matriz, anexadas por cOpia, fls. 170/173, argUindo nreliminar de inadmissibilidade do recurso espe cial e, no mérito pediu fosse o recurso desprovido. É o relat6rio. Imprensa Nacional SERVICO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10580/002.545/88-17 4. ACUDA° N9 CSRF/01-01.460 VOTO Conselheiro CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Relator O recurso especial atende aos pressupostos legais de admissibilidade. Deve ser conhecido. A presente exigência deriva de outro lançamento le vado a efeito contra a,empresa, processo n9 10580/002.547/88-34., cujo recurso especial de divergência recebeu o n9 RD/102-0.463. Neste processo decorrente, tanto a contribuinte, ora recorrente, quanto a Fazenda Nacional, se reportaram ãs ra- zões e contra-razões, respectivamente, ofertadas no citado proces so matriz; Esta Catara Superior de Recursos Fiscais, ao jul- gar o recurso especial de divergência interposto no processo ma- triz; rejeitou a preIiffiinar de inadmissibilidade do recurso espe- cial argUida e, no mérito, negou provimento ao recurso, consoante ACõrdão n9 CSRF/01-01.428, de 20.11.92. Por se tratar de lançamento reflexo, o decididonp Processo matriz aplica-se a este processo decorrente, face ã ma relação- de causa, e efeito existente entre as matériaS litigio- sas, especialmente p mesmo suporte fg„tico. Pelas mesmas ratões, voto no sentido de rejeitar a preliminar de inadmissibilidade argüida e, no m jrito, negar nro vimento ao recurso especial. BrasTlia (DF),eM 20 de novembro de 1992 ! is RODRIG - ÁEUBER - RELATOR h ( Imprensa Nacional Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Falta de mercadoria importada apurada em vistoria aduaneira. Fica descaracte_ rizada a responsabilidade fiscal do transportador se o "container", embora descarregado do navio sem lacre de ori gem, permanece sem ser lacrado pela fiS. calização aduaneira e sem qualquer di—s — positivo de segurança. Vistos, relatados e discutidos os presente autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis- cais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Afonso Celso de Mattos Lourenço. Sala das SessOes(DF) , em 21 de setembro de 1987. / URGE_____L Pad"..4......1 .• ..,021111 - PRESIDENTE PAULO C - AR D r, A --I I E SILVA - RELATOR w/ ,A 4/ MARCO AIN T 1 MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA 9 ‘\ NACIONAL v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: HÉLIO LOYOLLA DE ALENCASTRO, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSn FAÇA- NHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Fez sustentação oral pelo sujeito passivo o Dr. Paulo Roberto Cuco Antu nes - Insc. OAB-RJ n9 44.697 com instrumento de mandato nos autos, e, pela Fazenda Nacional o Dr. Marco Antonio Meneghetti. 0 A' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10 845/009 . 768/85-23 RECURSO N9: RP/302-0.351 ACORDÃON9: CSRF/03-01.492 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: NAUTILUS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA. RELATÓRIO O Procurador da Fazenda Nacional junto ã. 2a. Câmara do Egrégio 39 Conselho de Contribuintes, tempestivamente, recor- reu de decisão constante do AcOrdão n9 302-30.963, de 24 de março de 1987, de fls. 160, daquele colegiado, lido em sessão e assim ementado: "Extravio. A responsabilidade tributária do trans- portador fica excluída se o "container", embora descarregado sem lacre de origem, não é pesado pe- la depositória, nem lacrado pela fiscalização adua_ neira." No seu arrazoado de fls. 164/166, diz o ilustre re- corrente: I) Que a decisão adotou como fundamento legal oart. 59 do Decreto n9 63.431/68, que diz: "O volume que ao ser descarregado se apresen- tar quebrado, repregado ou de qualquer modo avariado, ou, ainda, com indícios de viola- ção, será pesado e, sempre que as cautelas fiscais o impuserem, cintado, fazendo-se,ato contínuo, anotaçOes nos registros de descar- ,), DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 108451009.768185-23 2. Acórdão n9-CSRP103-01.492 ga. O funcionário aduaneiro deverá apor o si- nete da repartição no volume cintado, isolan- do-o em local próprio do armazém ou depósito." II) Que, conforme consta do processo, o depositário realmente descumpriu sua obrigação acessória de pesar as mercado- rais e de tomar as providências cabíveis para que o "container"fcs se lacrado novamente pela repartição aduaneira. Entretanto, de a- cordo com o disposto no art. 470 do Regulamento Aduaneiro, aprova- do pelo Decreto n9 91.030/85, lavrou o termo de avaria fazendocans tar que o "container" estava amassado, enferrujado e sem lacre de origem. III) Que a violação do lacre constitui um indício mui— to forte de que as mercadorias faltantes foram retiradas antes da descarga do navio e que a forma legal mais adequada para a solução do processo, seria a contida no art. 124 do Código Tributário Na- cional, que trata da solidariedade, sendo mais justo que a solida- riedade, no caso em tela, fosse reconhecida. Em contra-razões, o sujeito passivo afirma: "Parece incoerente o pedido final com os fundamentos do mesmo, pois que se entende que a responsabilidade deve ser dividida, deveria ter plei teado o restabelecimento, em parte, da responsabilidade do transpor tador, segundo tais fundamentos. E reitera os argumentos anterior- mente espendido 2 o relatório. /27 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/009.768/85-23 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.492 VOTO Conselheiro PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA, Relator Data venia do Douto Procurador autor do recurso espe- cial, tem razão o sujeito passivo quando alega a incoerência do pe- dido. Alem do mais, o voto do ilustre Conselheiro Enrique Manuel Garbayo Guarido de folhas 163, aborda, a meu ver, com muita proprie dade a questão tratada no presente processo razão pela quel o adoto e, em consequência, nego provimento ao recurso especial, ate pela simples razão de que entendo que a responsabilidade deva ser da de- positária. Brasília-DF, em 21 de setembro de 1987. PAULO Cn AR DE m¥ . A E SILVA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Tra- tando-se de produto imune e taxado à alíquota zero, não é exeqüível a co- brança de imposto. Ã espécie aplica-se, apenas, a multa específica, conforme a legislação vigente. Recurso especial que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis_ cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos ter- mos do relatõrio e voto que passam a integrar o presente julgado. ..., Sala das Sessoes(DF), em 24 de março de 1988. ) URGEL (P. iREI • à LO E. - 'RESIDENTE : (61 HAM TOM DE À. li A " & ' - RELATOR _ MARCO ANTONIO MENEGHETTI - PROCURADOR DA FAZENDA NA- CIONAL v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheí ros: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR, HÉLIO LOYOLLA DE ALEN= CASTRO, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA, PAULO CÉSAR DE AVILA E SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10 711/000 . 543/86-35 RECURSO N9: RP/302-0.360 ACORDÃON9: CSRF/03-01.512 RECORRENTE FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CIA DE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA NETUMAR RELATÓRIO A Fazenda Nacional, através de seu ínclito repre- sentante, recorre junto a 2a. Câmara do Terceiro Conselho de Con- tribuintes, contra a decisão daquele Colegiado, consubstanciada no Acórdão n9 302-31.004, de 30 de abril de 1987, assim ementada: "FALTA DE MERCADORIA constante como importada (01 bobina de papel com linhas d'água), código tarifá rio 48.01.02.10). Rejeitada a preliminar de cerce amento de defesa. Falta de previsão legal para exigência do tributo (I.I.). Cabível, entretanto, a multa prevista no art. 106, inc. II, alínea d, do Decreto-lei n9 37/66, agravada para 75% e cal- culada na forma prevista no § 19 do mesmo artigo, com a redação dada pelo Decreto-lei n9 751/69." Aponta o recurso divergência entre essa decisão e alguns arestos desta Câmara Superior, entre os quais o que inte- gra o Acórdão CSRF/03-1.203. No mérito, entende, com esteio ainda nas decis8es pretéritas, que a decisão recorrida interpretou mal a legislação tributaria, que respaldara os precedentes entendimen tos firmados por este Colegiado. DMF - DF/19 C C - Secgraf 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/000.543/86-35 2. Acórdão n9-CSRP/03-01.512 Pelo arrazoado das razOes recursais denota-se que o seu fundamento tanto poderia propiciar o seu recebimento pelo inci- so I, quanto pelo inciso II, do art. 49, do Regimento Interno. En- tretanto, a acolhida do recurso com base no inciso II não deve pros_ perar por descumprimento do que dispõe o § 19 do art. 59, do mesmo Regimento (comprovação mediante cópia da decisão divergente). Dal, dentro do principio da fungibilidade dos recursos, a sua acolhida com espeque no inciso I do art. 49 do mesmo comando normativo. Instada, a Companhia interessada formulou as suas contra-razOes (f is. 64/65) pedindo a manutenção do "—acórdão re- corrido, permitindo que prevaleça a tão almejada Justiça." 7;--) 2 o relatório. — O/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10711/000.543/86-35 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.512 VOTO Conselheiro HAMILTON DE SÃ DANTAS, Relator. O entendimento que, sobre o assunto, vinha mantendo a Câmara Superior foi revisto em Acórdão proferido em 21 de setembro de 1987, o qual tomou o número CSRF/03-1.464, cujo voto transcrevo integralmente: "A importação se refere a papel imune, produto submetido a rigorosos controles, estando emexame, fa ce à apresentação do Recurso de Divergência, as exi- gências tributárias correspondentes ao tributo de im portação e à multa do parágrafo primeiro do art. 10 do DL 37166. Descabe, na espécie, a cobrança do Imposto de Importação, face ao apelo de que inexiste previsão legal que a autorize, quer por se tratar de mercado- ria submetida a despacho como imunidade, quer por estar gravada na TAB com aliquota zero. Estas razOes tornam impossível calcular qual- quer valor de imposto. Ademais, valer ressaltar e esclarecer que a única menção a imposto incidente sobre o papel imune está contida para hipótese que não contempla o caso dos presentes autos, com o procedimento descrito não podendo ser estendido à hipótese ora sob exame, sob pena de descumprimento da regra do artigo 97 do Códi go Tributário Nacional, o qual enumera os casos reserva legal em matéria tributária. Quanto à multa, a qual entendo como cabível, o parágrafo primeiro do art. 106 do DL 37/66 adotou o procedimento de cálculo mediante o qual seria aplica da a aliquota constante da TAB, a maior dela, fixada para papel similar, destinado à impressão, mas sem as características do papel linha d'água. Assim, pelo exposto, dou provimento parcial ao recurso de divergência, para efeito de excluir, por falta de amparo legal, a exigência tributária relati va ao Imposto de Importação. - É o meu voto." (2-) SERVIÇO Pú p uco FEDERAL PROCESSO N9 10711/000.543/86-35 4. Acórdão n9-CSRF/03-01.512 Verificados,agui, os mesmos pressupostos proces- suais, voto por negar provimento ao recurso especial. :rasIlia-DF, em 24 de março de 1988. 4/À - HAMI ZON DE SÃ D LATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Sessão de 04 de agtode 19 8.3 ACORDÃO N a-. CSRF10371.111 Recurso n°-RP/302-0.234 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrido : SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA. LAURITS LACHMANN S/A. CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Deniincia espontânea - Art. 138 do COdi_ go Tributãrio Nacional. - A comunicação da infração antes do ini cio do procedimento fiscal, com pedido de arbitramento do valor do I.I. e multa, exclui a penalidade por caracterizar a denilncia espontânea previsto no art. 138 do C.T.N.. - Recurso especial a que se nega provi_ mento, por maioria de votos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recurs,. F' cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recursoesp7a1 4/ 2 l Sala das S1zs7ies ' i RF) , em 04 de agosto d- "98 .i - 01, AMADOR OU_ ue. -4 .----. n , , D Z - PRESIDENTE PAULO SA-• DD .Pi- f. hr'', SI f ' - RELATOR 7 /9),00.for / LUIZ FERNANDO 0_ , RIA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL / Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei_ v.v. ros: ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, JOSÉ FA CANHA EAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA-e SEBASTIÃO RODRIGUES CAB.RAL. Auser te justificadamente o,Cons. AGOSTINHO SERRANO DE ANDRADE CSuplente Con- vocado). SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0 711/000 . 16 3/82-6 9 RECURSO N.° : RP/302-0.234 ACÓRDÃO N.° CSRF/03-1. RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA EARITIMA LAURITS LACHMANN S/A. RELATõRIO Recurso interposto pelo Procurador da Fazenda Na- cional junto à Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes pleiteando a reforma do acOrdão n9 302-29.235, de 25 de março de 19_83, em que foi provido parcialmente recurso da Agência Marítima Laurits Lachmann S.A.. A decisão esta assim ementada: "FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA - A denúncia espontânea da infração exclui a exigibilidade da muna (art. 138, CTN). No câlculo da exigência, de vem ser utilizados dOlar - fiscal e aliquota vigo- rantes na data da denúncia espontânea (Art. 23, pa râgrafo único, 2a. alternativa)". Discute-se a exclusão da multa do art. 106, II, do DL n9 37/66, decorrente da falta de volumes apurada em conferência final de manifesto e sendo sujeito passivo transportador marítimo. Em petição de fls. 1 este denunciou a falta posteriormente apurada e solicitou o arbitramento do valor do I.I., para fins de depOsito. O pedido não foi respondido pela autoridade competente, que optou por lavrar AI impondo I.I. e multa. O montante foi recolhido no pra zo da impugnação . Diante desse quadro, entendeu o Colegiado que se caracterizou a denúncia espontânea da infração de que tra o a, -E_ D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1 00/75 'SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 07111000.163182-69 2. Acórdão n9-CS.Rn/03-1.111 138 do CTN, concluindo pela manutenção do tributo e dispensa da mui_ ta: O acórdão recorrido traz o voto discordante do en- tendimento acima exposto da lavra do Conselheiro Edwaldo Reis da Silva, invoca o diáposto no art. 79 do Dec. n9 70.235172 cujo inci- so III prescreve que "o início do procedimento fiscal exclui a es- pontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriorese, independentemente de intimação, a dos demais envolvidos nas infra- çaes verificadas. O recurso especial (fls. 57160) ora em julgamento se ampara na declaração de voto acima citado, apontando o registro da declaração de importação como o ato que inicia o procedimento fis_ cal, ficando exclurda a espontaneidade do contribuinte. A Agência Marítima Lautíts Lachmann S.A. ofereceu contra-razOes que tamb gm são lidas em sessão. Em síntese, argumenta que não poderia ter efetuado o depósito no momentõ da denúncia ida infração por não conhecer o valor a ser recolhido e não ter sido a- tendida pela repartição aduaneira no sentido de arbitrar esse va- lor. Por outro lado, o registro da Declaração de Importação não sur te nenhum efeito para o transportador, wlue g p-, nalizado com base em outra legislação que lhe g próprif É o Relatório. .,. , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 07111000.163182-69 3. Acórdão n9CSRF,103-1.111 VOTO Conselheiro PAULO CÉSAR DE filVILA E SILVA, Relator: Discute-se a caracterização ou não da hipOtese pre vista no art. 138 do Código Tributário Nacional. O- documento de fls. 1, protocolizado na reparti- ção noticia a falta da mercadoria Y transportada por navio que entrou no Porto do Rio de Janeiro - RJ em 29/06/78, procedimento adminis- trativoque atende o disposto na Lei. A matéria tem sido objeto de inúmeras decisões des - ta Câmara Superior de Recursos Fiscais, dentre estas indico a que re sultou no acórdão CSRF103-1.088, de 29.06.83, da lavra da eminente Conselheira Enila Leite de Freitas Chagas, do qual por seus consis- tentes fundamentos, extraio as seguintes considerações e conclusões. "A relação Fisco transportador e regida por legislação especifica, que nada tem a ver com o procedimento adotado na importação da mercadoria que chegou ao pais e foi desembaraçada pelo importa dor. O Dec. n9 63.431/68 define a responsabilidade do transportador pela falta ou avaria de mercado- ria estrangeira importada. Na hipótese da falta, o fato gerador e a obrigação de natureza indenozat6- ria, já que o transportador faz um ressarcimento do prejuízo causado á Fazenda Nacional, por for- ça do art. 60 do DL n9 37166. O momento de inciden cia tributaria também 6 outro. Segundo entende a maior parte da administração, ocorre quando a fal- ta é apurada, sendo a data utilizada como referen- cia para conversão da moeda estrangeira. Para esse efeito, e irrelevante a data do registro da D.'. &U a_te mesmo se houver esse registro. É observação fa cilmente comprovável, quando se extravia toda partida de mercadoria e apenas o transportador so- fre tributação, não se estabelecendo a relnão Fis co importador. Entretanto que as duas relaçoes sã5 distintas em todos os aspectos. Não há como con- fundi-las, pretendendo que o procedimento fiscal relativo ao importador produza efeitos para otrans portador, impedindo-o de valer-se do beneficio de denunciar uma infração de sua exclusiva respo , SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO-N9 0711/000.163_/82-69 4. AcOrdão n9-CSRF/03-1.111 lida de. Concluo que o art. 79, III e § 19, e inaplicáivel à espécie. Quanto ao segundo argumento do recurso es pecial, de que não houve concomitância entre a de niincia da infração e o depOsito da importância exi gida, reputo-o alheio aos elementos contidos no processo. O contribuinte, antes de qualquer proce- dimento fiscal, confessou a falta e solicitou o arbitramento do valor a recolher a título de impos to. O pedido não obteve resposta da repartição com petente, pelo que o "quantum" exigido s6 chegou a seu conhecimento através do AI. Dentro do prazo de impugnação foi feito o depOsito". 1-sim sendo, voto no sentido de negar provimento ao recurso. W4r Brasília, DF, em 04de agosto de 1983. PAULO C - AR DE A" L^, 5 SILVA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 11065.003519/2004-43
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/1993 a 31/05/2004
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. COFINS. LC 70/91. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO.
As autoridades administrativas não possuem competência para declarar inconstitucional lei ou ato legal regularmente editado, vide artigo 26-A do Decreto nº 70.235/1972 e artigo 62 do Regimento Interno do CARF. Posicionamento pacificado pela jurisprudência com a edição da Súmula nº 2 pelo CARF.
RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO.
Numero da decisão: 3101-001.367
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário,
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Leonardo Mussi da Silva, Rodrigo Mineiro Fernandes.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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COFINS. LC 70/91. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas não possuem competência para declarar inconstitucional lei ou ato legal regularmente editado, vide artigo 26A do Decreto nº 70.235/1972 e artigo 62 do Regimento Interno do CARF. Posicionamento pacificado pela jurisprudência com a edição da Súmula nº 2 pelo CARF. RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 35 19 /2 00 4- 43 Fl. 627DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 4 2 Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Leonardo Mussi da Silva, Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. 522 a 523 dos autos emanados da decisão DRJ/POA, por meio do voto da relatora Zilda Maria de Araujo Ribeiro Alvares, nos seguintes termos: “Trata o presente do pedido de restituição apresentado em 11 de agosto de 2004, através do formulário "Pedido de Restituição" aprovado pela Instrução Normativa SRF n° 21 de 2002, de fl.01, com as justificativas e os esclarecimentos do motivo de pedir de fls. 03/29. Segundo faz constar, a Instrução Normativa SRF n° 432, de 2004, no seu artigo 3°, permitiu o uso dos formulários de restituição e compensação, anteriormente vedado pela Instrução Normativa SRF n° 320, de 2003. Afirma encontrarse em situação que a coloca dentre as exceções para utilizarse de PER/DCOMP. Quanto ao Pedido de Restituição, esclarece constituirse em sociedade simples que tem como objetivo social a prestação de serviços odontológicos, recolhendo a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins, em cumprimento à legislação vigente. Porém, pleiteia a isenção da contribuição, com base no inciso II do artigo 6°, da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, o qual não poderia ser revogado pelo artigo 56 da Lei n° 9.430, de 1996. Requer a compensação dos créditos daí decorrentes, corrigidos monetariamente, com tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Também defende que a prescrição do seu direito ao crédito somente ocorre após 10 anos da ocorrência do fato gerador. Apresenta o Demonstrativo de Cálculo dos créditos (fls. 43/50) e cópias dos DARF's de fls. 51/87. Verificase que os fatos geradores correspondentes aos pagamentos são a partir de dezembro de 1993 a janeiro de 1995, abril e maio de 1995, abril a outubro de 1997, janeiro a agosto e outubro a dezembro de 1998, maio, julho, setembro e dezembro de 1999, janeiro a julho, setembro a dezembro de 2000, janeiro a novembro de 2001, janeiro a abril, julho a dezembro de 2002, e janeiro de 2003 a março de 2004 e maio de 2004. Juntadas as PER/DCOMPs transmitidas pela interessada a partir de 13 de agosto de 2004 (fls. 159/305). A interessada também fez juntada da cópia da Alteração e Consolidação de Contrato Social (fls. 32/41), datada de 01 de janeiro de 2004. Fl. 628DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 5 3 Juntadas às fls. 98/124 cópias de peças do Mandado de Segurança impetrado em 17/08/2004, através do qual a contribuinte pleiteia no Judiciário a isenção da Cofins por força do inciso II do artigo 6° da Lei Complementar n° 70, de 1991, isenção esta que não teria sido revogada pela Lei n° 9.430, de 1996, e a possibilidade de compensar os valores pagos indevidamente, sujeitandose â fiscalização por parte da Secretaria da Receita Federal. Verificase não ter sido concedida liminar e não ter ocorrido o trânsito em julgado naquele processo. Ademais, a Justiça Federal tem negado seu pleito em todas as instâncias. A DRF em Novo Hamburgo juntou também resultado de pesquisa evidenciando que os valores pagos de Cofins dos períodos de apuração de 1994 foram objeto de restituição através do processo administrativo n" 11065.0016501/9551, além da verificação que a sociedade calcula seu Imposto de Renda como Pessoa Jurídica com base no Lucro Real (fl. 88). Com base no Parecer DRF/NHO/Seort n° 08/2008 (fls. 135/148) que analisou o pleito da contribuinte, o Despacho Decisório DRF/NHO (fls. 149/150) foi exarado nos seguintes termos: quanto aos fatos geradores de 12/1993 a 03/1997 — tendo em vista que nos períodos de 1994 a contribuinte já recebeu restituição dos valores pagos a título de Cofins, e ante a ocorrência da decadência de todos os valores pagos em data anterior a 11 de agosto de1999, não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações efetuadas, assegurando o direito â manifestação de inconformidade dirigida à esta Delegacia de Julgamento, nos termos do Processo Administrativo Tributário, e quanto aos fatos geradores a partir de 04/1997 tendo em vista que a interessada ingressou com ação judicial nos mesmos termos do pleiteado administrativamente (isenção da Cofins a partir de abril de 1997, data de vigência do artigo 56 da Lei n° 9.430, de 1996 e possibilidade de compensação) declarou a definitividade da discussão na esfera administrativa e imediata cobrança dos débitos constantes das Declarações Compensação porventura apresentadas, sendo assegurado o direito de recurso hierárquico no prazo de 10 dias a contar da ciência, nos termos da Lei n° 9.784, de 1999. Verificase que a contribuinte apresentou o Recurso Hierárquico A Superintendência da Receita Federal do Brasil (fls. 316/335). Com isto, foram transferidos os supostos créditos dos períodos após abril de 1997 e os débitos constantes das DCOMP's entregues após 28/03/2005 e parcialmente da entregue em 11/03/2005 para o processo n° 11065.00268/200896, conforme explicitado no Termo de Transferência de Crédito Tributário Fl. 629DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 6 4 de fls. 476/477. Restaram no presente os débitos declarados nas DCOMP's transmitidas entre agosto de 2004 a fevereiro de 2005 e parte de março de 2005. Tempestivamente enviou a Manifestação de Inconformidade (fls. 486/506), na qual desiste do pedido de restituição relativamente aos valores de Cofins pagos entre 02/1994 e 01/1995, por já terem sido objeto de restituição em outro processo administrativo. Passa a analisar que a Lei nº 9.430, de 1996, não poderia revogar a isenção concedida pela Lei Complementar n° 70, de 1991, relativamente As sociedades especificadas no Decretolei n° 2.397, de 1987, face A hierarquia das leis. Cita e transcreve jurisprudência sobre o assunto. Inconformada por ter sido exarada decisão de primeira instância pela SAORT de Novo Hamburgo, citando o Decreto n° 70.235, de 1972, e alterações posteriores, que reconheceriam apenas duas instâncias de julgamento no processo administrativo tributário: alega que a decisão de primeira instância caberia A DRJ, e em segunda instância aos Conselhos de Contribuintes, sendo instância especial o Ministro da Fazenda. Já o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal — Portaria n" 259, de 2001, não concedeu competência A Divisão de Orientação e Análise Tributária para julgar qualquer processo administrativo tributário. Assegura que toda a legislação lhe confere o direito a compensação. Também afirma que, não homologada a compensação, o artigo 17 da Lei n° 10.833, de 2003, que alterou o artigo 74 da Lei n° 9.430, de 1996, determinou que a manifestação de inconformidade e o recurso apresentados pelo contribuinte determinariam a suspensão da exigibilidade dos débitos cuja compensação foi não homologada. Segundo alega, tal suspensão não foi aplicada aos débitos não homologados relativos ao presente. Quanto a decadência, considera ilegal o disposto no artigo 3° da Lei Complementar n° 118, de 2005, defendendo a tese de que somente seria extinto o direito do contribuinte de pleitear a restituição após decorridos 5 (cinco) anos do fato gerador. Ademais, seu pedido foi apresentado anteriormente A edição da referida Lei Complementar. Com base nos argumentos que expôs, pleiteia reforma da decisão da SAORT, reconhecimento do direito creditório conforme formulado, exceto as já recebidas, e homologação das compensações.” Fl. 630DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 7 5 A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 1017.068 de fls. 522 traz a seguinte ementa: “Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/12/1993 a 31/05/2004 Ementa: FALTA DE COMPROVAÇÃO — Não comprova a interessada preencher os requisitos elencados na legislação como obrigatórios para a isenção do inciso II, do artigo 6°, da Lei Complementar n° 70, de 1991. DECADÊNCIA — 0 prazo para a interessada pleitear a restituição de valores que teriam sido pagos a maior que o devido é de 5 (cinco) anos contados a partir do pagamento. Rest/Ress. Indeferido Comp. não homologada” O contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Conselho – CARF (fls. 531 a 552) onde resumidamente, faz as mesmas alegações: É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Nesse processo a tese defendida pela Recorrente não prosperou no judiciário brasileiro, ou seja, a Lei Complementar 70/91 instituiu a Contribuição Social denominada COFINS, sabendose posteriormente que podia têlo instituído via lei ordinária. Em 27/12/1996 a Lei 9.430 em seu artigo 56, extinguia o benefício da isenção para as sociedades civil, previsto no artigo 6º, item II, da LC 70/91. Contestada juridicamente quanto a sua legalidade no Supremo, ela foi considerada constitucional através da Declaração Direta de Constitucionalidade 11/DF e também, no julgamento do RE 138.284 8/CE o STF confirmou que a instituição de contribuições sociais não necessitam de Lei Complementar. Mas, apesar desse preambulo, para o deslinde desse caso, cabe como uma luva o voto do Conselheiro Luiz Roberto Domingo em sessão de 22/08/2012 – RV 936.993 onde participei, acompanhandoo na integra, que em sua homenagem vou aqui repetir como razões de decidir: “ (...) Fl. 631DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 8 6 Conforme relatado, a questão posta restringese à alegação de inconstitucionalidade da revogação por lei ordinária da isenção concedida pela Lei Complementar nº 70/91, tendo em vista a violação ao princípio da hierarquia das normas. Primeiramente, cumpre destacar que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF não detêm competência para declarar inconstitucionalidade de lei, ex vi artigo 26A do Decreto nº 70.235/72 e artigo 62 do Regimento Interno do CARF: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (...) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II – que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993.” “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou Fl. 632DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 9 7 c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993.” Salvo as exceções previstas nos artigos citados, os juízes do CARF, por expressa previsão legal, não possuem competência objetiva para apreciar argüição de inconstitucionalidade de lei. A competência outorgada pela União ao órgão administrativo para exercer a função julgadora recursal decorre de autorização concedida por lei, ou seja, a competência julgadora está adstrita aos termos da lei. A lei que institui a competência julgadora de determinado órgão administrativo estipula seu limite objetivo. Para melhor análise do assunto, restam pertinente as lições de Tácio Lacerda Gama1: “Classificase a função jurisdicional do Estado segundo critérios de repartição da competência. São inúmeros os critérios de divisão da competência: segundo o valor da causa – valor de alçada , segundo a matéria, segundo a instância recursal, o local onde esteja situado o bem jurídico objeto do conflito de interesse e assim sucessivamente. Cada uma dessas divisões faz surgir uma esfera de competência, onde se pode exercer uma parcela da jurisdição.” [grifamos] Atuando a Administração Pública como órgão julgador, a competência pode ser dividida em alguns critérios. No presente caso, a divisão criada por lei para classificar a competência do CARF não alcança a declaração de inconstitucionalidade de lei. A questão inclusive já foi pacificada na Corte Administrativa com a edição da Súmula nº 2 do CARF, que assim dispõe: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” Ademais, além de não possuir competência para tanto, a matéria já foi pacificada pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento, em sede de repercussão geral, do Recurso Extraordinário nº 377.457, cuja ementa segue abaixo: EMENTA: Contribuição social sobre o faturamento COFINS (CF, art. 195, I). 2. Revogação pelo art. 56 da Lei 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão regulamentada pelo art. 6º, II, da Lei Complementar 70/91. Legitimidade. 3. Inexistência de relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. Questão exclusivamente constitucional, relacionada à distribuição material entre as espécies legais. Precedentes. 4. A LC 70/91 é apenas formalmente complementar, mas materialmente ordinária, com relação aos dispositivos concernentes à contribuição social por ela instituída. ADC 1, Rel. Moreira Alves, RTJ 156/721. 5. Recurso extraordinário conhecido mas negado provimento. 1 GAMA, Tácio Lacerda. Competência Tributária fundamentos para uma teoria da nulidade. Vol. 1, São Paulo: Noeses, 2009, p.213. Fl. 633DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003519/200443 Acórdão n.º 3101001.367 S3C1T1 Fl. 10 8 (RE 377457, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 17/09/2008, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe241 DIVULG 18122008 PUBLIC 19122008 EMENT VOL0234608 PP01774) Por fim, quanto à aplicação da Súmula nº 276 do STJ, esta foi cancelada pela Primeira Seção quando do julgamento da Ação Rescisória nº 3.761. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. Luiz Roberto Domingo.” Assim, como no mérito foi pacificado pelo STF, a empresa não tem direito à reclamada isenção, portanto, não tendo o que restituir/ressarcir ou compensar. Isto posto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário quanto ao mérito, ficando prejudicada a matéria quanto ao prazo de restituição/compensação È como voto. Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 634DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 23 /04/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 03/05/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis— cais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termoS do i relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado, vencidos 1 os Cons. Waldevan Alves de Oliveira (Relator), Luiz Alberto Cava Ma- ceira e Geraldo Vieira. Designado Relator para o AcOrdão o Cons. Ja- cinto de Medeiros Calmon. 1 Sala das Sessoes(DF), em 14 de abril de 1989. v.v ' URGEL PÊBEIP LOP S - PPFSIDENTE 6ie 1.2 y - JjYelAN4 MEDEIROS CALMO - ATOR DESIGNADO J1344iejnSAR GON0~- CORREA - PROCURADOR DA FAZEN DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: JOSÊ EDUARDO RANGEL DEALCKMIN, LOURIERDES FIUZA DOS S2NTOS7 CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MARIAM SEIF, BENEDICTO ONOFRE EVANGE LISTA e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. • • i „ SEflVÇO Punico FEDERAL Pnousso No 10768/001.516/86-61 r,Ecul;so N r?: PP/106-0.031 ACORUAON 0 : CSPF/01-0.865 ItECWHEME FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: HERVAL TAROUINIO BITTENCOURT RELATÓRIO Recorre a esta Câmara Su perior deRecursos Fiscais, a FAZENDA NACIONAL, através de seu Procurador-Representante junto a Colenda Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, da decisão desse Colegiado consubstanciada no acórdão n9 106-1.339, proferida em sessão realizada em 20.10.87, tendo o procurador to- mado vista em 19.11.87. Na decisão suura, aquela Câmara, por maioria de vo tos, deu provimento ao recurso inter posto uelo sujeito passivo, contra os votos dos Conselheiros Elmo Salvucci e Lourierdes Fiuza dos Santos, que negavam provimento ao recurso, cujos fundamentos se achar sintetizados na seguinte ementa: "IRPF - TRIBUTACÃO SOBRE LUCRO IYOBILIÃRIO - O imó vel residencial urbano não é da mesma espécie d5 imóvel residencial rural, portanto, a posse nãonre judica, in casu, a isenção pleiteada com base n-50 Decreto re-i n9 1.950/82: noém restrita ao disnos- to no § 39 do mesmo artigo - Recurso provido em Parta." /9 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/0G1.516/86-61 2. AcOrdão n9-CSRF/01-0-865 O recurso da Fazenda Nacional, formulado com ba- se no artigo 39, inciso I, do Decreto n9 83.304 de 28 de março de 1979, se encontra âs fls. 9_3/94, sob a égide dos seguintes fundamentos: CCCCCCCC *******"*“*Wee ********** *0*“*"*•* "3. Entendeu aquele colegiada nos termos do voto do Relator, que o im6ve1 residencial ru- ral de propriedade do Recorrente não da mesma espãcie, de outro imOvel residencial urbano e, portanto, a posse desse não prejudica a isenção pleiteada com base no art. 12 do Decreto-lei n9 195G/82. Venia Concessa, a R. Decisão não merece prosperar conquanto ministra ã lei que concede isenção, interoretação, excessivamente elãstica, em evidente afronta ao dis posto no art. 111 do CTN. 5. Com efeito, quando o mencionado diploma legal estabelece as condições para, a fluição do benefício, ou seja, dentre outras, não possuir o contribuinte outro imOvel da mesma esnecie, não excepciona o imOvel residencial rural, não sendo, portanto, lícito ao inter prete exceder os limi- tes do comando legal, mormente em se tratando de outorga de isenção." .ks fls. 95 acha-se o despacho do Presidente da - Sexta Câmara dando seguimento ao recurso oferecido pelo Procura dor, abrindo vista ao interessado para contra-razões, o que o- correu ãs fls. 99/10G, lidas na íntegra em sessão. t o relatõriavn SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/001.516/86-61 3. Acórdão n9-CSRF/01-0.865 VOTO VENCEDOR DO'CON'S'ELHEIRO JACINTO DE MEDEIROS CAIMON Discute-se a -abrangência da expressão "não Pos- sua imóvel da resma especie", no texto do artigo 12 do Decreto lei n9 1.950, de 14 de julho de 1982, verbis: "Art. 12 - Fica isento do imposto de renda o lu- cro auferido ror pessoa física na venda de imó- veis, desde que o alienante, no prazo de um ano contado da celebração do contrato, aplique opro duto da venda na compra de imóvel residencial --e -gue, na data da amiísição, não Possua imóvel da mesma espécie." Como se ve, o aludido preceitO legal subordina a isenção que outorga ao requisito de que o alienante do imóvel, além de aplicar o produto da venda, no Prazo de um ano, na com- pra de imóvel residencial, não possua outro imóvel da mesma es- pécie na data da aquisicão. Ora, o imóvel destinado a veraneio, férias ou a fins de semana, como e o caso da propriedade gue o contribuinte• possui em Vassouras, Estado do Rio de Janeiro, ainda que em zo- na rural, é ine gavelmente um imóvel residencial. •A Própria escritura de venda e conora, datada de 27 de agosto de 1965, anexada de fls, 80 a 82, assim se refere ao imóvel então adquirido: ... imóvel situado nas "Granjas Cinco Lagos",na zona rural deste 19 Distrito Municipal, axmtantq de lote de terras n9 44-A, cor: área de 8.000 m4 C...), e de una casa residencial, com sala, quar- tos (131, cozin a, •an eíro e varanda". (0 grifo é nosso) A propriedade de Vassouras constituía-se, por- tanto, como diz a Própria escritura, de imóvel residencial, em-_ r- 111 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/001.516/86-61 4. Acórdão n9-CSRF/01-0.865 bora situado em um amplo terreno de 8.000 m 2 e em zona rural; não se destinava obviamente a exploração agrícola, pois não hã rendimentos na cédula G, nem a qualquer outra finalidade a -não ser, exclusivamente, a residencial, embora em carâter transit5- rio. Como bem afirma o Parecer Normativo CST n9 16,de 7 de agosto de 1984, interpretando o artigo 12 do Decreto lei n9 1950, de 14.07.82, "deve-se considerar imóvel da mesma espé- cie a unidade construída para fins residenciais", ou seja "a e- dificaçãoque tenha sido construída com esta destinação, segundo as normas disciplinadoras da localidade em mie se situarem, in- dependentemente "da utilização que lhe tenha sido dada". Não há', ademais, no referido artigo 12 qualquer distinção entre imóvel residencial em zona urbana ou em zona rural, como pretende a decisão recorrida; o que importa, sim, e isto o que a lei enfatiza, é que o imóvel remanescente tenha finalidade residencial,e a ela se restringe a expressão "da mesma espécie". Discordamos, também do 'Toto do ilustre Relator -Dr. Waldevan Alves de Oliveira, quando afirmaqua"nãosepodecon ceituarr como da resma es pécie, um imóvel residencial na cidade do Rio de Janeiro e uma residência momentânea, em sitio portan- to, na cidade de Vassouras, na'área rural, destinada a Passar férias e descansar aos fins de semana com a sua família". argumentamos que a lei não distingue quantoao uso do imóvel residencial, seja em cat .-à:ter !Permanente ou even- tual. Não procede, também, a arguida distnção entreim§. veis residenciais que se situem em localidades ou cidades dife- ferentes.r 721 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10_768/00.1.516/86-61 5. AcOrdão n9-CSRF/01-0.865 A lei tributéria federal tem alcance em todo o territOrio nacional, e as condiçOes que ela impe devem ser en- tendidas como extensivas a tal territeirio, quando não hé ressal- va ou restrição que circunscreva a sua a plicação a um determina do local, ou ao âmbito do domicilio do contribuintes. Assim, da mesma forma que o aludido preceito li- berat8rio de tributo não restringe a compra de outro.im8vel re- sidencial aos limites da localidade ou estado em que se situa o imOvel vendido, também estende o fator condicionante da isen- ção ao âmbito do território nacional, ou se-ía, estabelece que a posse ou Propriedade de outro imOvel, em qualquer parte dopais, na data da aquisição com ao numerârío obtido na alienação imo biliâria, inibe o gozo da isenção de imposto sobre o respectivo lucro. Esta é, segundo entendo, a interpretação mais consentânea cor o elevado oronOsito social da lei, que é efeti_. vamente o de proteger o único im8vel residencial do contribuin te, no pais, possibilitando a troca, substituição ou melhoria da residência, sem anus fiscal. Se, como na hipótese dos autos, o contribuinte possui mais de uma residência, ainda que em cidades diferentes, não faz jus a isenção sobre o lucro decorrente da venda de uma delas. Assim sendo, dou provimento ao recurso. 11 Brasília-DF, em 14 de abril de 1989. / - CINTO , Ile, ni,i/e;~ i J* CINTO DE MEDEIROS CAL~ - RELATOR DESIGNADO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/001.516/86-61 6. Acórdão n9-CSRF/01-0.865 VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA Versam os presentes autos sobre lancamento funda- do em lucro que o contribuinte teria obtido na alienação de imO vel, sobretudo no que concerne a sua isenção com base no artigo 12 do Decreto-Lei n9 1.950, que dispõe: "Art. 12 - Fica isento do imposto de renda o lu- cro auferido por ressoa física na venda de im6- vel, desde que o alienante, no prazo de um ano contado da celebração do contrato, aplique opro duto da venda na compra de imOvel residencial -é" que, na data da aquisição, não possua im6vel da mesma espécie." Como se infere do relatório, na hi pótese dos au- tos, o contribuinte alienou o imóvel situado rua Miguel Perei ra, n9 34, apt9 302, Rio de Janeiro e adquiriu, igualmente rara residir outro imóvel ã. Rua Senador Vergueiro, n9 237, também no Rio de Janeiro, beneficiando-se da isenção de que trata o dispo sitivo acima transcrito. Ao promover o lançamento suplementar, entendeu o fisco que o contribuinte não estaria sujeito ao gozo da preten- dida isenção, uma vez que não preenchia todos os requisitos in- dispensáveis a esse incentivo, haja vista possuir um imóvel na cidade de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro, considerando da mesma esnécie. O contribuinte Procura demonstrar que o citado imóvel, numa área de 8.000 m2 , distante da cidade onde reside e trabalha não pode ser considerado da mesma espécie, uma vez tra tar-se de um sitio, ou casa de campo para onde se desloca even- tualmente, nasférias e ou fins de semana. Com efeito, entendemos assistir razão ao contri- ()) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/001.516/86-61 7. AcOrdão n9-CSRF/01-0.865 buinte. De fato, não se pode conceituar como da mesma espécie, um imOvel residencial na cidade do Rio de Janeiro e uma residén cia momentânea, um sitio portanto, na cidade de Vassouras, na área rural, destinado a passar ferias e descansar aos fins de semana com a sua família. Nesse Passo, o ilustre Relator do acOrdão recor- rido Conselheiro Braz Januârio Pinto, assim se manifestou: 0.0•••••“““•cãe e me COOOSO O..“•"0“••• n "Examinando o Processo, verifica-seque, de fato, o Contribuinte, â é poca de transaçao, pela qual adquiriu a nova residência no Rio deJa neiro CRjl, jâ possuía um imóvel rural em Vassoil ras CRJ)„ por ele e seus familiares, utilizado como casa de camno. Restaria saber, em primeiro lugar, se a posse desse imOvel impediria o gozo da isenção pleiteada e, em caso negativo, ou se- ja, inexistência do impedimento, restaria saber, por último, qual a parcela do lucro tributado es tarja isenta do imposto exigido, Porquanto .ape= nas uma parte do valor recebido pela venda doim6 vel sito ã Rua Nina Rodrigues, n9 . .4.9 (Apt9 102), no Rio de Janeiro (RJ), no montante de Cr$...... 51.890.000, foi aplicado na referida aquisição, ou seja, Cr$ 17.000_000. No que diz res peito a isenção, ã para reconhecer-se o direito do Recorrente ã mesma. O imOvel de Vassouras (RJ), não deve ser considera do no caso, de vez que, em termos estritos, n.o era residência do Contribuinte, nem antes, quan- do residia ã" Rua Miguel Pereira, n9 34, Apt9302, no Rio de Janeiro CM", nem depois, quando pas- sou a residir no im6vel adquirido, Apt9 601, a Rua Senador Vergueiro, n9 227, na mesma Capital. X época da aquisição desse im6vel onde reside, o Contribuinte não DOSSUía outro "im6vel da mesma espécie" de que fala o D.L. 1950/82, art. 12. Pa ra o Contribuinte, o imóvel que possuía em Vas- souras, na zona rural, conforme Escritura anexa- da, um sitio de 8.00G ms 2 , com uma casa residen- cial, uma casa de caseiro, etc., não é da mesma espécie de imOvel urbano onde reside, um aparta- mento na cidade do Rio de Janeiro." ., , ,, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10768/001.516/86-61 8. Acórdão n9-CSRF/01-0.865 Como se vê, a decisão recorrida, _foi _proferida com base no brilhante voto, .Coarte transcrita), dando ao fato. a 1 melhor interpretação e por isso mesmo devendo permanecer malte _ rada., Pelo exnosto, nego nróvimento ao recurso. ri : i! BrasIlia-DF, em 14 de abril de 1959- 1 W \:: '\» ‘ . , À ,JA i WALDEVAN At . S Dz QLIVEIRA- - RELATOR VENCIDO's72},i‘ \I \ ' i i I 1 , : 1 I , 1 1i 1 • i I 1 1 I 1 - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10280.003662/2006-90
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jul 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE
Só poderá ser deduzido do imposto apurado, o valor do imposto retido na fonte, correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo, quando confirmada a retenção do imposto em DIRF ou quando existir comprovante dos rendimentos e da retenção pela fonte pagadora em nome do sujeito passivo.
Numero da decisão: 2201-001.858
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
EDITADO EM: 10/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Rayana Alves De Oliveira Franca, Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad (Vice-Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa.
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. EDITADO EM: 10/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Rayana Alves De Oliveira Franca, Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad (Vice-Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 116 1 115 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.003662/200690 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201001.858 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de outubro de 2012 Matéria Glosa de IRRF Recorrente JOSE ANTONIO DOS SANTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE Só poderá ser deduzido do imposto apurado, o valor do imposto retido na fonte, correspondente aos rendimentos incluídos na base de cálculo, quando confirmada a retenção do imposto em DIRF ou quando existir comprovante dos rendimentos e da retenção pela fonte pagadora em nome do sujeito passivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. EDITADO EM: 10/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Rodrigo Santos Masset Lacombe, Rayana Alves De Oliveira Franca, Eduardo Tadeu Farah, Gustavo Lian Haddad (VicePresidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 36 62 /2 00 6- 90 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face do acorda 0113.630 2a Turma da DRJ/BEL que julgou parcialmente procedente a impugnação interposta em face do auto de infração que determinou a glosa de valores declarados pelo contribuinte em sua DAA como retidos pela fonte pagadora. Sustenta o contribuinte tratarse de valor depositado pela fonte pagadora em juízo em função de execução de sentença trabalhista. A DRJ houve por bem entender que caberia ao contribuinte em relação ao anocalendário 2004 declarar os rendimentos recebidos, sem incidência de imposto, no valor de R$ 76.908,75, sendolhe permitido deduzir deste valor os gastos com honorários advocatícios de R$ 22.106,10, devendo declarar como rendimentos tributáveis recebidos no processo trabalhista, nesse anocalendário, o valor de R$ 54.802,65. Inconformado o Contribuinte recorre reafirmando seus argumentos e confrontando analiticamente com a decisão recorrida. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe O recurso é tempestivo e dele conheço. É de se notar que no presente caso duas situações se verificam, a primeira é a indisponibilidade do valor bruto que materialmente ficou retido pelo Poder Judiciário. Além disso, verificase que a fonte pagadora em vez de recolher o imposto devido aos cofres públicos efetuou depósito judicial. Temos assim duas situações em 2003 o contribuinte recebeu parte do valor incontroverso discutido na ação trabalhista sendo que somente em 2005, quando foi efetivamente liquidado o crédito trabalhista houve o recolhimento do IRRF sobre a totalidade dos rendimentos pagos no contexto da ação trabalhista. Em outras palavras, no ano calendário de 2003 não houve recolhimento sobre os rendimento recebidos e em 2005 houve o recolhimento integral sobre todas as verbas. A certidão emitida pela 6 Vara em 11/04/2006, às fls. 62 informa que o valor de imposto de renda devido calculado em 14/07/2004 importava em R$ 92.621,04 estando o exeqüente isento do INSS segurado e que os valores das contribuições fiscais ainda não haviam sido recolhidos, já que a execução ainda não havia sido concluída naquela data. Verificase nos cálculos às fls. 64 que a retenção do imposto de renda ocorreu somente no anocalendário 2006, quando foi paga a última parcela devida ao reclamante em 26/07/2006, conforme demonstrativo de cálculos às fls. 63/64, onde consta o valor bruto de R$ Fl. 121DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO Processo nº 10280.003662/200690 Acórdão n.º 2201001.858 S2C2T1 Fl. 117 3 154.001,50 que deduzido do imposto de renda de R$ 96.735,57 resultou no valor líquido a pagar ao reclamante de R$ 57.265,93 Desta forma, em 2003 não houve imposto a compensar ao passo que em 2005 houve imposto a maior a restituir. Desta forma, não há como reconhecer o direito creditório para o exercício de 2004, mas tão somente para 0 exercício de 2006 Ante o exposto voto no sentido de negar provimento ao recurso. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 122DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 10/07/2013 por MARIA HELENA CO TTA CARDOZO
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