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Numero do processo: 13116.000960/2004-56
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2000
ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). SÚMULA CARF n° 41.
A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000.
ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. REDUÇÃO.
À míngua de documentação hábil para retificar a área total do imóvel, incabível a redução da aludida área.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO.
Cabe excluir da tributação do ITR a área de preservação permanente reconhecida pela autoridade ambiental competente.
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA/RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO.
Cabe excluir da tributação do ITR a área de utilização limitada/reserva legal reconhecida pela autoridade ambiental competente e averbada à margem da matrícula do imóvel até a data do fato gerador do imposto.
ÁREA DE PASTAGEM.
A nota fiscal de aquisição de vacinas contra febre aftosa é documento hábil a comprovar o quantitativo de bovino apascentado no imóvel rural.
ÁREA UTILIZADA COM PRODUTOS VEGETAIS.
É necessária a comprovação, mediante documentos hábeis e idôneos, da utilização de área com plantio de produtos vegetais.
MULTA DE OFÍCIO
É cabível a aplicação de multa de ofício, nos termos do art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430, de 1996, independentemente da intenção do agente (art. 136 do CTN).
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.268
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para acatar Área de Preservação Permanente de 400,51 ha, Área de Reserva Legal de 440,92 ha, e Área de Pastagens de 240,00 ha, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Walter Reinaldo Falcão Lima e Antonio de Pádua Athayde Magalhães que davam provimento parcial ao recurso para acatar apenas Área de Pastagens de 240,00 ha., nos termos do voto da Relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2000 ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). SÚMULA CARF n° 41. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. REDUÇÃO. À míngua de documentação hábil para retificar a área total do imóvel, incabível a redução da aludida área. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Cabe excluir da tributação do ITR a área de preservação permanente reconhecida pela autoridade ambiental competente. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA/RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Cabe excluir da tributação do ITR a área de utilização limitada/reserva legal reconhecida pela autoridade ambiental competente e averbada à margem da matrícula do imóvel até a data do fato gerador do imposto. ÁREA DE PASTAGEM. A nota fiscal de aquisição de vacinas contra febre aftosa é documento hábil a comprovar o quantitativo de bovino apascentado no imóvel rural. ÁREA UTILIZADA COM PRODUTOS VEGETAIS. É necessária a comprovação, mediante documentos hábeis e idôneos, da utilização de área com plantio de produtos vegetais. MULTA DE OFÍCIO É cabível a aplicação de multa de ofício, nos termos do art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430, de 1996, independentemente da intenção do agente (art. 136 do CTN). Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2000 ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). SÚMULA CARF n° 41. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. ÁREA TOTAL DO IMÓVEL. REDUÇÃO. À míngua de documentação hábil para retificar a área total do imóvel, incabível a redução da aludida área. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Cabe excluir da tributação do ITR a área de preservação permanente reconhecida pela autoridade ambiental competente. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA/RESERVA LEGAL. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. Cabe excluir da tributação do ITR a área de utilização limitada/reserva legal reconhecida pela autoridade ambiental competente e averbada à margem da matrícula do imóvel até a data do fato gerador do imposto. ÁREA DE PASTAGEM. A nota fiscal de aquisição de vacinas contra febre aftosa é documento hábil a comprovar o quantitativo de bovino apascentado no imóvel rural. ÁREA UTILIZADA COM PRODUTOS VEGETAIS. É necessária a comprovação, mediante documentos hábeis e idôneos, da utilização de área com plantio de produtos vegetais. MULTA DE OFÍCIO. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 227 2 É cabível a aplicação de multa de ofício, nos termos do art. 44, inciso I, da Lei n° 9.430, de 1996, independentemente da intenção do agente (art. 136 do CTN). Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para acatar Área de Preservação Permanente de 400,51 ha, Área de Reserva Legal de 440,92 ha, e Área de Pastagens de 240,00 ha, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Walter Reinaldo Falcão Lima e Antonio de Pádua Athayde Magalhães que davam provimento parcial ao recurso para acatar apenas Área de Pastagens de 240,00 ha., nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Brasília, DF. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Da Autuação Por meio do auto de infração/anexos de fls. 01/09, a contribuinte em referência foi intimada a recolher o crédito tributário de R$ 155.493,87, correspondente ao lançamento do ITR do exercício de 2000, da multa proporcional (75,0%) e dos juros de mora calculados até 30/07/2004, incidente sobre o imóvel rural "Fazenda São Bento", sob o n° 5.901.1998, localizado no município de Alto Paraíso de Goiás GO. A ação fiscal, proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2000 incidentes em malha valor (Formulários de fls. 10 e 18), iniciouse com a intimação de fls. 11/12, recepcionada em 10/05/2004 ("AR" de fls. 13), exigindose que fossem apresentados, no prazo de 20 dias, os seguintes documentos de prova: 1° Laudo elaborado por engenheiro agrônomo ou florestal, com a respectiva anotação junto ao CREA, informando, discriminadamente e individualmente, cada Fl. 241DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 228 3 área do imóvel em questão que se enquadre no art. 20 da Lei n° 4.771/65 (área de preservação permanente), redação dada pelo art. 1° da Lei 7.803/89, conforme art. 10, § 1°, inciso II, letra "a", da Lei 9.393/96; 2° Licença Ambiental ou Parecer Técnico ou Registro do órgão competente, probatória das restrições a que se submete o imóvel caso este pertença à área de interesse ecológico ou de proteção ambiental, conforme art. 10, § 1°, inciso II, letra "b", da Lei 9.393/96; 3º documentação probatória da averbação da reserva legal em Cartório de Registro de Imóveis, à margem da matrícula do imóvel, em data anterior à do fato gerador do ITR (01/01/2000), conforme art. 10, §1°, inciso II, letra "a", da Lei 9.393/96 e art. 16, §2°, da Lei 4.771/65, com redação dada pelo art. 1°, da Lei 7.803/89; 4° documento probatório do ingresso, junto ao IBAMA, da solicitação de emissão do Ato Declaratório Ambiental; 5° Nota Fiscal de venda ou transferência, ou outro documento qualquer, probatória da colheita oriunda do plantio feito durante o ano de 1999 no imóvel em questão, conforme art. 10, § 1°, inciso V, letra "a" da Lei 9393/96; 6° Notas Fiscais de aquisição de vacinas (maio e novembro de 1999) ou cópia autenticada da Ficha de Controle de Vacinação da Agência Rural ou qualquer outro documento probatório da existência de gado em suas pastagens ao longo de ano de 1999, conforme art. 10, §1°, inciso IV, letra "b", da Lei 9.393/96 e art. 25 do Decreto n° 4.382/02; e, 7° Laudo de Avaliação (nível de precisão normal ou rigorosa), conforme preconizado na NBR 8799 da ABNT. Em atendimento, foram apresentados os documentos de fls. 14, 15 e 16/17, solicitando prazo para atender à intimação. Por não ter sido apresentado qualquer documento de prova, a fiscalização resolveu lavrar o presente auto de infração, glosando integralmente as áreas declaradas como de preservação permanente (295,0 ha), como de utilização limitada (900,0 ha), como utilizadas com produtos vegetais (110,0 ha) e como pastagens (1.390,0 ha), além de rejeitar o VTN Declarado (R$ 120.000,00), que entendeu subavaliado, arbitrando o valor de R$ 748.792,00, com base no VTN médio, por hectare, apontado no SIPT. Desta forma, foi aumentada a área tributada do imóvel, juntamente com a sua área aproveitável, com redução do Grau de Utilização da nova área utilizável. Conseqüentemente, foi aumentado o VTN tributado — devido à glosa das áreas de preservação permanente/utilização limitada declaradas e ao novo valor atribuído pela fiscalização , bem como a respectiva alíquota de cálculo, alterada de 0,30% para 8,60%, para efeito de apuração do imposto suplementar lançado através do presente auto de infração, conforme demonstrativo de fls. 02. A descrição dos fatos e o enquadramento legal da infração, da multa de ofício e dos juros de mora, encontramse descritos às folhas 03, 06/07. Da Impugnação Cientificada do lançamento em 30/08/2004 (AR de fls. 19), a contribuinte, por meio de procurador legalmente constituído, doc. de fls. 67, apresentou em 22/09/2004, a impugnação de fls. 25/37, acompanhada dos documentos de fls.38, Fl. 242DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 229 4 39/42, 43/44, 45, 46/50, 51/52, 53, 54, 55/59, 60/63, 64/66 e 68/71, alegando, em síntese, que: • faz um relato do presente auto de infração, terminando com um desabafo; • não obstante a parafermália de Leis, Decretos e Instruções Normativas invocadas, não tem amparo legal, data vênia, a desconsideração feita, sendo de todo inconsistentes os lançamentos efetuados; • a isenção tributária da reserva legal e da área de preservação permanente foi assegurada por legislação própria e específica, que continua em pleno vigor sem que tenha sido alterada ou revogada por legislação de igual hierarquia e transcreve o art. 10 da Lei 9.393/96; • no mesmo sentido, e reforçando a incolumidade e a intangibilidade da reserva legal, persiste o § 8° (citao) do art. 16 do código florestal, instituído pela Lei n° 4771, de 15/09/1965, com a redação que ao referido parágrafo oitavo foi dada pela Medida Provisória n° 2.11667, de 24 de agosto de 2001. Achase conservada, mantida e preservada, portanto, a criação do instituto da reserva legal, inclusive a inseção tributária de que se beneficia, assegurada pelo §1°, inciso II, letra 'a', do art. 10 da Lei n° 9393, de 19 de dezembro de 1996, texto que não foi revogado ou alterado por qualquer legislação posterior; • transcreve os arts. 9° e 11 da INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF n° 256, de 11 de dezembro de 2002, para mostrar que ela vai no mesmo sentido da legislação invocada anteriormente e com ela coerente; • esse laborioso Órgão desconsiderou, para fins de cálculo do tributo, a referida reserva legal sob a circunstância de falta de comprovação da averbação relativa ao exercício de 1999, ano base sobre o qual incide a apuração feita; • a requerente, por sua vez, possuía primitivamente, antes de 1999, duas áreas situadas no Município de Alto Paraíso Goiás/GO, separadas pela Rodovia Estadual G0239, devidamente Registradas no Cartório de Registro de Imóveis, sob MATRÍCULA2354, LIVRO 3D, com área de 2.420,00 hectares e a MATR1CULA73, LIVRO 2B, com área de 528,00 hectares e total de 2.948,00 hectares. Ocorre que o antigo contador da proprietária veio sempre cadastrando junto à Secretaria da Receita Federal, sempre a área primitiva, penalizando também o próprio contribuinte, sem que este se dessa conta; • atualmente, conforme certidões anexas, o proprietário possui apenas uma área remanescente de 2.616,49 hectares, sendo que a MATRÍCULA2354, LIVRO 3D, possui um remanescente de 2.128,48 hectares e a MATRÍCULA 73 LIVRO 213,apenas 488,01 ha, perfazendo uma área total remanescente de 2.616.49 hectares, devendo a diferença de área a ser subrogada nas pessoas dos seus respectivos adquirentes, nos termos do artigo n° 130 do Código Tributário Nacional; • a averbação de parte da reserva legal do imóvel "FAZENDA SÃO BENTO", inicialmente identificado, de propriedade da ora impugnante, objeto do presente processo, foi feita à margem da inscrição de matrículas do referido imóvel desde 24 de novembro de 1998, apenas sob a matrícula 2.354 Livro 3D do cartório do Registro de Imóveis de Alto Paraíso, Goiás, num total de 440,93 hectares, haja vista que à época da averbação, sob a referida matrícula, a requerente possuía apenas uma área remanescente de 2.204,00 hectares conforme faz prova a documentação anexa, sendo que atualmente, conforme já mencionado, possuía apenas 2.128,48 hectares; Fl. 243DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 230 5 • no que se refere à matrícula n° 73 Livro 3B, com área primitiva de 528,00 hectares, possui esta, atualmente, a área remanescente de apenas 488,01 hectares, sendo que 20% (vinte por cento) de reserva de fato existente, equivalente a 97,60 hectares, encontrase em processo de averbação conforme se faz constar do Laudo Agronômico; • assim, portanto, possui de fato a "FAZENDA SÃO BENTO" um total de 538,53 hectares de reserva legal, sendo 440,93 hectares averbados e 97,60 hectares a averbar à margem da inscrição da matrícula do Cartório competente, decididamente, assim como a área de preservação permanente de 400,50 hectares, georreferenciada, encontrada a maior por sistema GPS, consoante Laudo anexo, excluídos da tributação do ITR, nos termos da legislação expressamente invocada; • Em verdade, o espírito da lei, o que buscou o Código Florestal e toda a legislação, regulamentação ou normalização correlata, ao instituir a Reserva Legal, foi a preservação da natureza e a utilização limitada de determinadas áreas ou regiões, em benefício da conservação de atributos naturais e da própria e condigna sobrevivência humana. Esse é o espírito maior, a razão de ser da própria lei ao instituir a Reserva Legal. O ato de averbação, em si mesmo, é mera formalização, a tradução burocrática, o procedimento prescrito pra exibir a prova de que foi atendido pelo proprietário aquele imperativo legal, isto é, a constituição da Reserva Legal, prova que, muitas vezes, não é veraz, não condiz com a realidade que ela deveria retratar; • o requerente jamais exerceria atividade predatória em sua fazenda. Muito ao contrário, dedicou sempre, e de forma natural, espontânea, especial proteção a trechos de sua propriedade destacados como Reserva Legal, com área superior a 20% da extensão superficial do imóvel, trechos que vem sendo e sempre foram religiosamente preservados, ou submetidos, quando legalmente permitida, à rigorosa utilização limitada, com plena conservação dos atributos naturais da terra, tanto é que atualmente a fazenda é utilizada principalmente como ecoturi sm o; • o Código Florestal instituiu a Reserva Legal em 1965 há quase quarenta anos e somente agora os ruralistas estão tendo conhecimento do imperativo legal de formalizála, porque a esmagadora maioria, especialmente a que se constitui dos nativos do Estado de Goiás hoje entorno de Brasília praticavamna espontaneamente, isto é, respeitavam naturalmente a Reserva Legal embora ignorando a obrigação legal de promover os vários atos burocráticos que culminam com a sua inscrição no Registro de Imóveis; • mais condizente com a realidade agrária, com a justiça social, e com os próprios objetivos da lei, seria, data vênia, prevenir, orientar e promover campanhas educativas tendo os ruralistas como clientela, antes de submetelos ao calvário da rigorosa penalização de natureza pecuniária, com rigor de impiedosa e injustiça tributação, o que levará muitos, com certeza, ao desespero e à ruína econômica; • não se tem notícia, nessa região, ao longo dos 38 anos de vigência do Código Florestal, de que qualquer proprietário rural, aqui sediado, tenha sido notificado a promover a constituição e a averbação da Reserva Legal em imóvel de sua propriedade; • o contribuinte declarou como existente à época, o quantitativo de 490 animais de grande porte na Fazenda São Bento, principalmente de arrendatários. É de tradição na região, o arrendamento verbal de pastagens, todavia, dos dois arrendatários contratados verbalmente, ainda não houve como localizar um deles, visando obter sua declaração tempestivamente, haja vista o grande lapso de tempo Fl. 244DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 231 6 decorrido para que o requerente fosse intimado a comprovar dados ainda de 1999, pelo que só foi possível comprovar 290 (duzentos e noventa) bovinos em pasto arrendado e mais 58 (cinqüenta e oito) do próprio proprietário, conforme declarações anexas; • do total de animais existentes na fazenda, declarados pelo requerente, sempre existiu uma média de 09 (nove) animais cavalares de serviço, já embutidos no total declarado de 490 (quatrocentos e noventa) constante na DIAT, criados pelo requerente, até por uma questão de lógica e de bom senso, para o manejo dos bovinos existentes, pelo que espera sejam levados em consideração por esse Órgão, dado que as fichas de vacinação, naturalmente, só registram as vacinas contra a febre aftosa, devendo estes ser aferidos para efeito do Grau de UtilizaçãoGU; • espera o aceite dos 490 animais de grande porte declarados entre bovinos e eqüinos, dado que as pastagens jamais foram subtilizadas pelo contribuinte; • no que tange à utilização do imóvel, dos 110 hectares de lavoura declarados, cerca de 30 hectares era utilizado como lavoura de subsistência pelo proprietário, sendo que os demais 90 (noventa) hectares foram arrendados verbalmente a pequenos lavradores, também para subsistência, não havendo como comproválos através de notas fiscais de venda, como exigido, existindo ainda vestígios das plantações, conforme comprovado através do Laudo Agronômico anexo ao presente; • quanto ao Ato Declaratório Ambiental (ADA), foi concebido pela Receita Federal em 1997, através da Instrução Normativa SRF 43/97, de 07 de maio de 1997, tendo ganhado corpo quatro meses após, com a edição da Instrução Normativa n° 67, de 1° de setembro de 1997, a partir de quando tentou sobreviver alimentado pelas I N n's 73/2000, de 18 de julho de 2000, IN n°60 de junho de 2001, e IN n°256, de 11 de dezembro de 2002; • essa pletora de normas manifestamente usurpadoras de função eminentemente legislativa, teve por escopo impor, por via oblíqua, restrições ao procedimento legal vigente, que exclui da área total de imóvel rural, para efeito de tributação (ITR) "as áreas de preservação permanente e de reserva legal inicialmente previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989"; • essa mesma garantia de deduzirse, da área total do imóvel, para efeito de tributação, as áreas de preservação permanente e de reserva legal, continuou assegurada aos proprietários rurais pelo artigo 10 § 1°, inciso II, letra a, da Lei n° 9393, de 19 de dezembro de 1996, exatamente o diploma legal que "Dispõe e sobre o imposto sobre a propriedade Territorial RuralITR, sobre pagamento da dívida representada por títulos da Dívida Agrária e dá outras providências"; • a pretensão da Receita ao conceber o ATO DECLARATORIO AMBIENTAL (ADA), e, posteriormente, tornálo obrigatório, teve como objetivo confesso penalizar com a tributação das áreas de reserva legal e preservação permanente os proprietários rurais que, por ignorar a exigência ou por qualquer motivo, deixassem de protocolizar, no IBAMA, e no prazo estabelecido, requerimento postulando a formalização do mencionado ADA; • é o que está expresso no § 4°, caput, e incisos I, II e III do art. 10, da Instrução Normativa SRF n° 43, de 07/05/01997, com a redação que lhe deu a IN SRF n° 67, de 01 de setembro de 1997 e os cita; Fl. 245DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 232 7 • essa possibilidade do lançamento suplementar recalculando o ITR era tudo o que se pretendia, mas tal propósito não poderia ser alcançado mediante normas infralegais; • na tentativa de dissimular a ilegalidade e alcançar o objetivo proposto introduziuse artigo decididamente impróprio e extravagante na Lei n° 10.165, de 27 de dezembro de 2000, que alterou a Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, diploma legal que dispõe sobre "Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências"; • o disparate deu nova redação ao art. 170 da mencionada Lei n°6.938/81 e o transcreve; • não foi em nada alterado, como visto, o art.10, § 1°, inciso II, letra "a", da Lei n°9393, de 19 de dezembro de 1996, exatamente o diploma legal, repetese, que "Dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR", e que assegura deduzirse, da área total do imóvel, para efeito da tributação, as áreas de preservação permanente e de reserva legal; • não merece ser invocado, data vênia, o Decreto n° 4.382, de 19 de setembro de 2002, seja porque não trata especificamente do tema (ADA), seja porque se trata de diploma de hierarquia inferior, frente às leis invocadas; • por último, e para sepultar definitivamente a obsessão arrecadadora com afronta à lei e de modo a fazer sucumbir na desventura os médios e pequenos fazendeiros e agricultores, foi editado a Medida Provisória n° 2.166, de 24 de agosto de 2001, que desautoriza a pretensão de se submeter à existência de prévio ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL a concessão legal de deduzirse da área total do imóvel, para fins de cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR), as áreas de reserva legal e de preservação permanente; • é o que está expresso no § 7° do art.10 da Lei n° 9393, de 19 de dezembro de 1996, com a redação que lhe deu a Medida Provisória n° 2.166, de 24 de agosto de 2001, em seu art. 3° e o cita para mostrar que a declaração para fim de isenção do ITR, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante; • no tocante à aplicação da multa de 75% sobre o valor apurado e aos juros moratórios, tais sanções, que na esfera do direito penal corresponderiam à pena de morte, no âmbito do direito tributário também significam, inexoravelmente, a falência, isto é, a morte econômica do proprietário rural, sendo, por isso mesmo, de se esperar que não venha a ser aplicados, até por que não encontram respaldo no atual Código Civil, que prestigiou de forma eloqüente a boafé nas atividades negociais, pois como ficou comprovado, não houve máfé por parte do contribuinte, haja vista que os dados declarados, correspondem á realidade de fato existente no imóvel à época, seja como lavoura de subsistência, seja na materialização da área de reserva legal e área de preservação permanente encontrada a maior, o que poderá ser comprovado in loco, caso seja necessário; • cita jurisprudências do CONSELHO DE CONTRIBUINTES no sentido de excluirse da área tributável (ITR) as áreas de reserva legal e de preservação permanente, independentemente da existência do ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA); • o proprietário, ora impugnante, ao impugnar tempestivamente o auto de infração apresenta, nesta oportunidade, certidões do Cartório do Registro de Imóveis de Alto Paraíso de Goiás, sede da situação do imóvel, comprovando o registro, à Fl. 246DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 233 8 margem da inscrição da matrícula, da reserva legal. Apresenta igualmente LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO E LAUDO AGRONÔMICO, elaborado por técnico devidamente habilitado apresentando, inclusive, Mapa de Uso do Imóvel, assinado por engenheiro florestal, atestando a existência de mais de 97,60 hectares de reserva legal em processo de averbação, além dos 440,93 hectares já averbados, bem como a materialização uma área de preservação permanente de 400,50 hectares, assim como comprovante de protocolização do requerimento formalizando, junto ao IBAMA, o ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA); • é de evidência solar, data vênia, que a protocolização do requerimento formalizando o ADA, ainda que o destempo, não invalida a preservação permanente, nem área de reserva legal, esta averbada com prévia aprovação do IBAMA. no Registro de Imóveis competente. Além disso, consoante decisão supra, das doutas CÂMARAS DO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, e as cita; • cita o artigo n° 130 do Código Tributário Nacional, e • em face de todo o exposto e do mais que dos autos consta, requer o impugnante, se digne acolher a presente impugnação e declarar insubsistente ou improcedente o lançamento suplementar do ITR a que se procedeu, tornando sem efeito ou desconsiderando por via de conseqüência, o Auto de Infração lavrado em desfavor do ora requerente.” O lançamento foi julgado procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 78/96, para restabelecer 1.196,0 ha de área utilizada como pastagen, bem como considerar o VTN de R$ 280.000,00, reduzindo, assim, o imposto suplementar apurado pela fiscalização de R$ 64.182,06 para R$ 16.585,95. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 18/04/2006 (fl. 103), a interessada, representada por sua procuradora (fl. 127), interpôs recurso voluntário de 109/115, em 11/05/2006. Em sua defesa, sustenta que a comprovação das áreas de preservação permanente e de utilização limitada/reserva legal para o gozo da isenção do ITR prescinde da protocolização tempestiva do ADA junto ao IBAMA, bem como independe da averbação à margem da matrícula do imóvel, sendo cabível sua comprovação por meio de Laudo Técnico e outras provas documentais, consoante jurisprudência do Conselho de Contribuintes. Requer seja considerada a área total de 110,0 ha como de produção vegetal, sendo esta dividida em 30 ha de agricultura de subsistência e 90,0 ha de agricultura explorada por meio de contratos de parceria, firmados de forma verbal. Aduz que mantinha à época do fato gerador do ITR/2000 uma média de 180 animais ovinos e que não pode fazer a comprovação por meio de vacinas, pois esse animais não estão sob controle de doenças na região. Pretende seja reconhecido 58 animais bovinos, os quais foram rejeitados pela DRJ em virtude da não comprovação de existência durante o ano de 1999. Contesta a aplicação da multa de oficio equivalente a 75% do valor do imposto apurado, alegando ter agido de boafé. Conforme Resolução nº 3012.016, da Primeira Câmara do antigo Terceiro Conselho de Contribuintes, o julgamento foi convertido em diligência para que o IBAMA se manifestasse quanto às áreas total, de preservação permanente e de utilização limitada, através de perícia, com posterior manifestação da contribuinte, a fim de permitir o exato deslinde da controvérsia. Atendida a referida resolução, conforme documentos de fls. 215/226, os autos retornaram ao atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para prosseguimento. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 234 9 O presente processo foi distribuído a esta Conselheira, nos termos do art. 50, § 3°, do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, DOU de 26/06/2009). É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De plano, ressaltese que a contribuinte teve alterado os valores correspondentes às áreas declaradas a título de preservação permanente e de utilização limitada pela falta de apresentação dos documentos solicitados pela fiscalização, dentre outros, o Ato Declaratório Ambiental – ADA. Sobre a exigência do ADA para o exercício de 2000, cabe trazer à colação a Súmula CARF n° 41, que assim dispõe: A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. Por força do que dispõe o artigo 72, § 4°, combinado com o artigo 45, inciso VI, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tal enunciado é de adoção obrigatória por este julgador. Afastada a necessidade do ADA, devese examinar a comprovação do direito alegado. Verificase que, em decorrência do procedimento de diligência, O IBAMA foi intimado a se manifestar sobre o Imóvel Rural denominado Fazenda São Bento cadastrado no INCRA sob n° 927.015.997.1880 e na Receita Federal sob n° 5.901.1998 conforme ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL em anexo, protocolizado junto ao IBAMA no dia 22/09/2004, que aponta a existência de Área de Preservação Permanente de 400,51 ha e Área de Reserva Legal de 440,92 ha. O IBAMA apresentou o Relatório de Vistoria Técnica de fl. 216, no qual registra que foi verificado que as áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente vistoriadas estão preservadas, conforme fotos em anexo (fls. 217/224). Nesse contexto, podese concluir que foram confirmadas pelo IBAMA a existência das áreas de preservação permanente de 400,51 ha e área de reserva legal de 440,92 ha, consignadas no referido Ato Declaratório Ambiental. No tocante à necessária averbação da área de reserva legal à margem da matrícula do imóvel, conforme determina o Código Florestal, Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, art. 16, § 8º, com a redação dada pela MP nº 2.16667, de 24 de agosto de 2001, a Fl. 248DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 235 10 decisão recorrida já havia concluído que foi cumprida tal exigência, qual seja, a averbação tempestiva (24/11/1998) da área de utilização limitada/reserva legal de 440,9 à margem da matrícula do imóvel, haja vista o Termo de Responsabilidade de Averbação de Reserva Legal, às fls. 43/44. Portanto, devem ser consideradas, para fins de cálculo do ITR, a área de preservação permanente de 400,51 ha e a área de reserva legal de 440,92 ha. Em relação à área de pastagens, verificase que as notas fiscais de aquisição de 60 doses de vacina aftosa, às fls. 134/135, datadas de 31/05/1999 e 16/12/1999, dão suporte ao reconhecimento de 240,0 ha de área utilizada com pastagens, considerandose o mesmo critério indicado no voto condutor da decisão de primeira instância (fls. 91/92), ou seja, observando o índice de lotação mínima por zona de pecuária fixada para a região onde se situa o imóvel (0,25 cab/ hec), conforme demonstrado: (60 : 0,25 cab/hec. 240,0 ha). Quanto à área utilizada com produtos vegetais, destaquese que a prova invocada pela recorrente é o Laudo Técnico de fls. 46/50, o qual, como bem destacou a decisão guerreada, veio desacompanhado de elementos de prova das informações ali prestadas, como notas fiscais de insumos (sementes, adubos, dentre outros). Também, não consta dos autos elementos de provas que demonstrem que, em 1° de janeiro de 2000, o imóvel realmente possuía uma área de 2.616,49 ha, menor do que a declarada de 2.948,0 ha. Logo, não há que se falar em subrogação dos créditos tributários nas pessoas dos adquirentes. Importa, ainda, ressalta que a responsabilidade por infrações à legislação tributária não depende da intenção do agente, conforme o art. 136 do Código Tributário Nacional. Ademais, temse que a apuração de infrações em auditoria fiscal é condição suficiente para ensejar a exigência dos tributos mediante lavratura do auto de infração e, por conseguinte, aplicar a multa de oficio de 75% nos termos do artigo 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996. Assim, havendo lançamento de ofício, como neste caso, essa multa é devida. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para acatar área de preservação permanente de 400,51 ha, área de reserva legal de 440,92 ha e área de pastagens de 240,0 ha. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 249DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 13116.000960/200456 Acórdão n.º 280102.268 S2TE01 Fl. 236 11 Fl. 250DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 10680.012303/2005-30
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.089
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência para que a Repartição de origem anexe extrato da opção alegada pela Contribuinte.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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Recorrida DRJ-BELO HORIZONTE/MG RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência para que a Repartição de origem anexe extrato da opção alegada pela Contribuinte. 4.4itARIA CRISTINA RCJI/).A D COSTA444 1,7797eiisidente czeirc) LUIZ RO ERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, João Luiz Fregonazzi e Valdete Aparecida Marinheiro. Ausentes as Conselheiras. Ausentes os Conselheiros Susy Gomes Hoffrnann, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda e, ocasionalmente, o Conselheiro Alex Oliveira Rodrigues de Lima (Suplente). Processo n.°10680.012303/2005-30 CCO3/C01 Resolução n.° 301-01089 Fls. 88 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ — Belo Horizonte/MG que julgou o lançamento procedente, em razão da apresentação extemporânea da DCTF, referente ao ano-calendário de 2002. Cientificado do lançamento o Recorrente apresentou impugnação em 02/09/2005, a qual lhe foi negado provimento pela DRJ-Belo Horizonte/MG, conforme a ementa abaixo transcrita: "Exercício: 2002 DCTF. MULTA POR ATRASO. O contribuinte que está obrigado a entregar DCTF sujeita-se às penalidades previstas na legislação vigente, quando deixar de apresentá-la ou apresentá-la em atraso Lançamento Procedente." Inconformado com a decisão do órgão julgador de primeira instância, da qual tomou conhecimento em 11/05/2007, interpôs o Recorrente, Recurso Voluntário, em 01/06/2007 (fls. 51/63), alegando em síntese que: (i) aderiu ao PAEX, instituído pela Medida Provisória n". 303/2006; (ii) a nulidade da autuação, em razão da adesão; e (iii) que seja reconhecida a ilegalidade da exigência em razão da subsunção à hipótese de denúncia espontânea. É o Relatório. .1/L? 2 Processo n.° 10680.012303/2005-30 CCO3/C01 Resolução n.° 301-02.089 Fls. 89 Voto Conselheiro LUIZ ROBERTO DOMINGO, Relator Conheço do recurso por ser tempestivo e atender os demais requisitos de admissibilidade. Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da DRJ — Belo Horizonte/MG que julgou o lançamento procedente, em razão da apresentação extemporânea da DCTF, referente ao ano-calendário de 2003. Preliminarmente, faz-se necessário estabelecer que o princípio da Verdade Material norteia o julgador para que descubra qual é o fato ocorrido e, a partir daí, qual a norma aplicável, ou seja, a verdade objetiva dos fatos, independente das alegações da impugnação do contribuinte. O princípio da verdade material teve início no Direito Penal, da fase inquisitória, no procedimento de averiguação dos fatos relativos ao crime com o fim de se determinar sua materialidade e autoria, tendo sido transpassado ao processo, como direito de defesa do acusado. O que se busca no processo administrativo é averiguar se ocorreu no mundo dos fenómenos o fato hipoteticamente previsto na norma, e em que circunstâncias deve ser interpretado. Os fatos são a expressão escrita de um acontecimento em determinado tempo e espaço. São os documentos que declaram a existência ou não de um fato para que alcance sua relevância para o Direito. Portanto, antes de apreciar as questões veiculadas no Recurso Voluntário, entendo que o presente feito necessita ser instruído por informações essenciais para formação da convicção deste julgador, em especial as relativas às alegações de que o débito está parcelado. Por conta disso, tenho entendimento de que o julgamento deve ser CONVERTIDO EM DILIGÊNCIA à repartição de origem, para: (i) informar se o Recorrente aderiu ao PAEX instituído pela MP 303/06; (ii) em caso de positivo o item "i", informar se o débito ora debatido encontra-se no rol dos débitos parcelados; Cumprida a diligência, intime-se o contribuinte para, querendo, manifestar-se, a respeito, em homenagem ao principio do contraditório, retornando os autos para apreciação deste Conselho. ÇtY Sala das Sessões, em . deze iro de 2008. ara fi LUIZ ROBERTO DO INGO 3 Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10932.000190/2006-00
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003, 2004
MULTA DE OFÍCIO. PEDIDO DE DISPENSA DO PAGAMENTO DE PENALIDADES.
Somente a lei pode estabelecer as hipóteses de dispensa ou redução de penalidades.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-001.868
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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PEDIDO DE DISPENSA DO PAGAMENTO DE PENALIDADES. Somente a lei pode estabelecer as hipóteses de dispensa ou redução de penalidades. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Fl. 102DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10932.000190/200600 Acórdão n.º 2801001.868 S2TE01 Fl. 95 2 Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 39 a 45, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2003, 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$14.318,31, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de deduções indevidas a título de depndentes (R$1.272,00 e R$5.088,00, exercícios 2003 e 2004, respectivamente); despesas médicas (R$14.248,00 e R$14.383,00, exercícios 2003 e 2004, respectivamente); despesas com instrução (R$1.998,00 e R$5.994,00, exercícios 2003 e 2004, respectivamente) e contribuição à previdência privada/FAPI (R$9.083,60, exercício 2004). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 51 a 56), acatada como tempestiva. Alegou, em apertada síntese, que a multa de ofício deveria ser excluída, uma vez que não houve a comprovação de máfé. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3ª Turma DRJ/Salvador/BA, conforme Acórdão de fls. 78, julgou procedente o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 03/09/2008 (fls. 83), o contribuinte apresentou, em 22/09/2008, o Recurso de fls. 84 a 88, argumentando, em síntese, que contratou terceiro, contador, para o preenchimento de suas declarações e, somente ao ser intimado para prestar esclarecimentos os Fisco, soube da inclusão de despesas não incorridas. Assevera que buscou localizar o contador, mas não obterve êxito. Afirma que fica indignado com a multa de 75%, pois foi qualificado como fraudador, o que não corresponde à realidade. Pondera que 30% dos seus vencimentos estão sendo destinados ao pagamento do parcelamento que solicitou, de forma que o pagamento da multa lhe será ainda mais penoso. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 93, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o contribuinte não discorda das glosas contempladas no lançamento de ofício, eis que, efetivamente, reconhece não fazer jus às deduções pleiteadas em suas declarações de ajuste anual dos exercícios 2003 e 2004. Inclusive, o principal exigido no Auto de Infração já foi transferido para o processo de nº 13816.000181/200714 (fls. 73 a 77). Fl. 103DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10932.000190/200600 Acórdão n.º 2801001.868 S2TE01 Fl. 96 3 O litígio cingese à exigência da multa de ofício. Entende o contribuinte que teria sido apenado com a multa de ofício qualificada, tendo sido considerado “fraudador”. Por oportuno, confira o disposto na Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 44, inc. I, com a redação então vigente, acerca da aplicação da multa nos casos de lançamento de ofício: Art. 44 Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72, e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis.” Esclareçase que, diferentemente do que supõe o contribuinte, a multa de ofício aplicada não foi qualificada (150%, inc. II acima, aplicável nos casos de evidente intuito de fraude), limitandose à multa de 75%, prevista no inc. I. Ora, a penalidade descrita no inciso "I" aplicase sempre que houver falta de recolhimento de imposto. No caso, houve falta de recolhimento do imposto exigido. Esta é exatamente a hipótese do inciso I retro, sendo legítima a multa de 75%. Quanto ao pedido do contribuinte para a exoneração da penalidade aplicada em consonância com a legislação de regência, registrese que a Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), em seu art. 97, inc. VI determina que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de dispensa ou redução de penalidades. Assim sendo, por falta de previsão legal, as razões do impugnante não afastam a sanção. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 104DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 13766.000684/2003-91
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/1989 a 28/02/96
INBÉBITO FISCAL RESTITUIÇÃO DECADÊNCIA
O pagamento antecipado extingue o crédito referente aos tributos lançados por homologação e marca o inicio do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de indébito.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.052
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1989 a 28/02/96 INBÉBITO FISCAL RESTITUIÇÃO DECADÊNCIA O pagamento antecipado extingue o crédito referente aos tributos lançados por homologação e marca o inicio do prazo decadencial do direito de pleitear a restituição de indébito. Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 13739.001214/2007-03
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
MOLÉSTIA GRAVE. RESERVA REMUNERADA. ISENÇÃO. SÚMULA
CARF 43.
Os proventos de aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, motivadas por acidente em serviço e os percebidos por portador de moléstia profissional ou grave, ainda que contraída após a aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, são isentos do imposto de renda (Súmula CARF nº 43).
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-001.800
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 MOLÉSTIA GRAVE. RESERVA REMUNERADA. ISENÇÃO. SÚMULA CARF 43. Os proventos de aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, motivadas por acidente em serviço e os percebidos por portador de moléstia profissional ou grave, ainda que contraída após a aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, são isentos do imposto de renda (Súmula CARF nº 43). Recurso Voluntário Provido.
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RESERVA REMUNERADA. ISENÇÃO. SÚMULA CARF 43. Os proventos de aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, motivadas por acidente em serviço e os percebidos por portador de moléstia profissional ou grave, ainda que contraída após a aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, são isentos do imposto de renda (Súmula CARF nº 43). Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 51DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13739.001214/200703 Acórdão n.º 280101.800 S2TE01 Fl. 45 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 1.089,79, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 486,95), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 365,21), além dos juros de mora (R$ 237,63). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de dependentes e despesas médicas, bem como de rendimentos recebidos do Comando do Exército indevidamente considerados isentos por moléstia grave. Em sua impugnação, o contribuinte alegou ser portador de cardiopatia grave desde setembro de 2001, bem como considerado incapaz definitivamente para o serviço militar. Alega que a Declaração relativa ao exercício 2003 foi devidamente processada com resultado de imposto a restituir e por questão de isonomia deveria a declaração do exercício 2004 ter o mesmo resultado. A 2ª Turma da DRJ/RJ2/RJ, conforme Acórdão de fls. 32/33, julgou improcedente a impugnação, concluindo que os valores recebidos não podem ser isentos, uma vez que se referem à reserva remunerada. Destacou, ainda, que o impugnante não questionou a dedução indevida com dependentes e despesas médicas. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 09/10/2010 (fl. 36), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 37/39, em 08/11/2010. Em sua defesa, sustenta ser insubsistente o lançamento, argumentando que ficou demonstrado que a reforma deuse em razão da existência de doença isquêmica crônica do coração, que teve seu inicio detectado através de inspeção médica e diagnosticada com inicio em setembro de 2001. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No que tange ao pleito do recorrente, a legislação de regência estabelece ser necessário o atendimento de duas condições para a concessão do beneficio da isenção de Imposto de Renda Pessoa Física: (i) que o contribuinte seja portador de moléstia grave (assim entendida aquelas constantes do art. 6°, inciso XIV, da Lei 7.713/88); e (ii) que os rendimentos recebidos pelo contribuinte sejam decorrentes de pensão, aposentadoria, ou reforma. O Laudo Oficial, às fl. 12/15, expedido pelo Ministério da Defesa – Exército Brasileiro, comprova que o contribuinte é portador de moléstia grave desde 07/09/2001. O fato de ser o questionado rendimento da reserva remunerada não retira do contribuinte o direito à isenção reclamada. Nesse sentido, foi editada a Súmula no 43, de aplicação obrigatória no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a saber: Fl. 52DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13739.001214/200703 Acórdão n.º 280101.800 S2TE01 Fl. 46 3 Os proventos de aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, motivadas por acidente em serviço e os percebidos por portador de moléstia profissional ou grave, ainda que contraída após a aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, são isentos do imposto de renda. Portanto, como pleiteado, devem ser excluídos da tributação os rendimentos percebidos pelo interessado da fonte pagadora de CNPJ 00.394.452/053304, que totalizaram R$ 50.803,20 (fl. 06). Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 53DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 13047.000770/2008-23
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
INFRAÇÃO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. INTENÇÃO DO AGENTE.
Caracteriza-se como infração a omissão de rendimentos constatada em
procedimento de ofício, cabendo a exigência do imposto e encargos legais, uma vez que a responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.699
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. INTENÇÃO DO AGENTE. Caracterizase como infração a omissão de rendimentos constatada em procedimento de ofício, cabendo a exigência do imposto e encargos legais, uma vez que a responsabilidade por infrações à legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Referese este processo à exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2005, anocalendário 2004, acrescido da multa de oficio de 75%, e dos juros de mora, estes calculados até agosto de 2008. Fl. 114DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13047.000770/200823 Acórdão n.º 280101.699 S2TE01 Fl. 100 2 Por bem descrever os fatos, reproduzse, a seguir, o relatório constante da decisão recorrida: “Trata o presente de Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (fls. 08/10v), emitida em 12/08/2008, lavrada contra o contribuinte acima identificado, no valor total de R$ 101.163,63 (cento e um mil cento e sessenta e três reais e sessenta e três centavos), por omissão de rendimentos recebidos do trabalho (R$ 160.000,00) e por omissão de rendimentos de aluguéis recebidos de pessoas físicas (R$ 7.380,00), no ano calendário 2004. Atendendo aos Termos de Intimação Fiscal, sendo o primeiro datado de 30/04/2007, o autuado encaminhou documentos e esclarecimentos que foram analisados pela fiscalização. Desta análise foi concluído que não havia como considerar isento o valor de R$ 120.000,00 pago ao Sr. Getúlio pela quitação da Nota Promissória que tinha seu pai, o Sr. Domingos Lazzari, como credor, pela ausência de documentos que comprovassem que tal valor foi adquirido por herança. Também concluiu que não há previsão legal para considerar como isento o valor de R$ 40.000,00 pago ao Sr. Getúlio como ressarcimento de despesas de custeio suportadas pelo mesmo durante o período de tramitação do processo judicial de indenização por reforma agrária no qual era advogado do desapropriado. Durante o procedimento fiscal, em 12/11/2007, o contribuinte recolheu o imposto de renda relativo aos rendimentos de aluguéis recebidos de pessoas físicas. DARF anexado na fl. 11. Dentro do prazo, o contribuinte apresentou impugnação alegando que o lançamento por omissão de rendimentos de aluguéis não corresponde à verdade, pois o devido imposto foi pago na data de 12/11/2007. Quanto à Nota Promissória (fl. 59) no valor atualizado de R$ 120.000,00, informa que a descoberta deste documento ocorreu após a partilha e cita o art. 1040, inciso II, do Código de Processo Civil: “Ficam sujeitos à sobrepartilha, os bens da herança que se descobrirem, depois da partilha ...”. Anexa a sobrepartilha lavrada no Tabelionato de Passa Sete/RS, entendendo que faz prova “jure et de jure” inequívoca, ou de pleno direito, de que juntamente com suas irmãs eram herdeiros da importância em tela. Quanto ao valor de R$ 40.000,00 (verso da Nota Promissória, fl. 59v) teve por fim quitar os débitos da firma (Lazzari Irmãos e Cia. Ltda.) referentes a gastos com viagens, refeições e outras despesas realizadas num período de 34 anos na defesa da ação de desapropriação e outra ação de prestação de contas que tramitou por mais de 30 anos. Argumenta que: além da lisura do recibo, podese dizer que o mesmo documento “milita a presunção de verdade”, é o que nos diz o Código de Processo Civil Brasileiro, no seu artigo 334, inciso II e IV. Logo, o recibo em questão deve prevalecer por ser legal e jurídico. E como Fl. 115DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13047.000770/200823 Acórdão n.º 280101.699 S2TE01 Fl. 101 3 despesa não sofre imposto de renda, é documento inquestionável. É de ordem particular. Tínhamos crédito, recebemos, damos a devida quitação no mesmo. Ato jurídico perfeito. Ao final requer a improcedência da presente Notificação de Lançamento. Foi solicitado a Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para que anexasse o dossiê fiscal aos autos, o que foi feito, retornando o processo para julgamento. (...)” Na sequência, a Egrégia 4a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria (RS), à unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento (Acórdão n° 1812.772, de 16/08/2010 – fls. 84/88), excluindo o valor de R$ 120.000,00 da base de cálculo do imposto lançado, face a comprovação pelo contribuinte de que sobre tal rendimento não há incidência do imposto de renda. Transcritas a seguir as ementas que consubstanciaram a decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. RENDIMENTOS ISENTOS OU NÃO TRIBUTÁVEIS. HERANÇA. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto os valores adquiridos por herança. A Escritura Pública de Sobrepartilha faz prova a favor do autuado. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO. Mantémse o lançamento referente aos rendimentos supostamente recebidos por ressarcimentos de despesas de custeio, suportadas pelo autuado durante o período de tramitação de processo judicial, por falta de previsão legal que lhes isente da incidência. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Devidamente cientificado da decisão de primeira instância em 28/09/2010, conforme documento à fl. 91, o contribuinte interpôs em 27/10/2010 o Recurso Voluntário às fls. 92/97, alegando, em síntese, que: não consegue entender a que omissão sobre alugueis está se referindo o Acórdão à fl. 87, pois consta do demonstrativo elaborado naquela decisão o respectivo débito, quando já está provado nos autos que o quantum devido foi recolhido, com multa e juros, na data de 29/04/2005, conforme DARF anexado aos autos; Fl. 116DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13047.000770/200823 Acórdão n.º 280101.699 S2TE01 Fl. 102 4 quanto ao valor de R$ 40.000,00, referese a despesas efetuadas com demandas judiciais relacionadas a processo de desapropriação, despesas estas arcadas pelo recorrente, e que lhe foi ressarcido pela empresa Lazzari Irmãos e Cia. Ltda., e assim, diante da nossa processualística, encontrase tal fato devidamente comprovado nos autos, não havendo necessidade de maiores provas. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso apresentado preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. De pronto, cumpre esclarecer questão posta inicialmente pelo recorrente, relacionada ao fato de constar do demonstrativo elaborado pela autoridade julgadora de primeira instância (fl. 87 dos autos) o valor de R$ 7.380,00 lançado a título de “omissão de rendimentos de alugueis recebidos de pessoas físicas”. Ora, como nitidamente se constata do exame dos autos, há a concordância expressa do contribuinte quanto à parte da exigência fiscal relacionada à essa infração (omissão de rendimentos de alugueis), tanto é verdade que, já por ocasião da impugnação ao lançamento, afirmou o interessado que efetuou o recolhimento do respectivo imposto e encargos legais, conforme DARF que juntou ao processo. Desta forma, conforme previsto no art. 17, do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação dada pelo art. 67 da Lei no 9.532, de 1997, tratase de matéria não impugnada, visto que não foi contestada pelo autuado, razão pela qual concluiu acertadamente a autoridade julgadora “a quo” pela procedência dessa parte do lançamento, mantendoa em sua decisão. Quanto ao recolhimento informado pelo contribuinte, verificase que foi realizado após o início da ação fiscal, não tendo, deste modo, o condão de ilidir a exigência da multa de oficio de 75%. Com efeito, antes de iniciado pela fiscalização o procedimento para lançamento de ofício do imposto devido, poderia o interessado ter efetuado a retificação de sua declaração, amparandose no instituto da denúncia espontânea (art. 138 do CTN). No entanto, tal medida não adotou, conforme se constata nos autos. Sendo assim, como claramente ressaltado no acórdão vergastado (fl. 86 dos autos), “procede o lançamento fiscal a esse titulo, devendo ser alocado o pagamento efetuado (em 12/11/2007), após o inicio do procedimento fiscal, conforme DARF anexado pelo contribuinte (f1. 11)”. No mais, nessa fase recursal, restringese o litígio à omissão de rendimentos recebidos da pessoa jurídica Lazzari Irmãos e Cia. Ltda., no valor de R$ 40.000,00. A infração apurada pela fiscalização teve como base recibo firmado pelo recorrente quando da quitação, pela citada empresa, de título de crédito (Nota Promissória à fl. 59) no valor total de R$ 160.000,00, apresentandose o contribuinte como herdeiro legal do credor da dívida, o Sr. Domingos Lazzari, seu genitor. Fl. 117DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13047.000770/200823 Acórdão n.º 280101.699 S2TE01 Fl. 103 5 Em sua argumentação o recorrente sustenta que o pagamento do valor de R$ 40.000,00, parte do montante recebido de R$ 160.000,00, teve como finalidade o ressarcimento de gastos com viagens, refeições, diárias, e outras despesas realizadas num período de 34 anos na defesa da ação de desapropriação, e outra ação de prestação de contas que tramitou por mais de 30 anos, dispêndios estes que teriam sido suportados pelo mesmo. Cabe registrar que o contribuinte não colacionou aos autos nenhuma prova que desse azo à sua alegação. O recibo constante do verso da nota promissória em evidência não se revela um elemento hábil a desconstituir a presente exigência. O certo é que a situação destacada pelo interessado não se enquadra em nenhuma das hipóteses de isenções tributárias elencadas na legislação de regência (art. 6° da Lei n° 7.713, de 1988). Destarte, temse que a decisão recorrida não merece reparos, devendo ser confirmados seus judiciosos fundamentos. Isto posto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 118DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 09/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10140.720517/2008-33
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO.
O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.051
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO. O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente. Recurso não conhecido.
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PRAZO. O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por sua pertinência, adoto in totum o relatório do acórdão de primeira instância, que reproduzo a seguir: “Exigese da interessada o pagamento do crédito tributário lançado em procedimento fiscal de verificação do cumprimento Fl. 109DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/ 12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10140.720517/200833 Acórdão n.º 2801002.051 S2TE01 Fl. 105 2 das obrigações tributárias, relativamente ao ITR, aos juros de mora e à multa por informação inexata na Declaração do ITR DITR/2005, no valor total de R$ 15.222,10, referente ao imóvel rural com Número na Receita Federal N1RF 3.306.2145, com área total de 5.734,8 ha, denominado: Fazenda Arco íris, localizado no município de Bonito MS, conforme Notificação de Lançamento NL, fls. 01 a 04, cuja descrição dos fatos e enquadramentos legais constam das fls. 02 a 04. 2. Inicialmente, com a finalidade de viabilizar a análise dos dados declarados nos exercícios de 2003 a 2005, especialmente a Área de Preservação Permanente APP, Área de Reserva Legal ARL, e o Valor da Terra Nua VTN, a declarante foi intimada a apresentar diversos documentos comprobatórios, os quais, com base na legislação pertinente, foram listados, detalhadamente, no Termo de Intimação, fls. 06 e 07. Entre os mesmos constam: cópia do Ato Declaratório Ambiental ADA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA; Laudo Técnico emitido por profissional habilitado, relativamente á demonstração de existência da APP conforme enquadramento legal (art. 2°, da lei n° 4.771/1965 Código Florestal), acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica ART; Certidão do Órgão Público competente, caso o imóvel, ou parte dele, esteja inserido em área declarada como de Preservação Permanente nos termos do art. 3°, do Código Florestal, acompanhado do Ato do Poder Público que assim a declarou; cópia da matrícula do registro imobiliário, com da averbação da ARL; cópia do Termo de Responsabilidade/Compromisso de averbação da ARL ou Termo de Ajustamento de Conduta; Ato específico do órgão federal ou estadual, caso o imóvel ou parte dele tenha sido declarado como Área de Interesse Ecológico AIE e; Laudo Técnico de Avaliação, elaborado por profissional habilitado, acompanhado de ART, com atenção aos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, demonstrando os métodos de avaliação e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel, com Grau 2 de fundamentação mínima. 3. Foi informado, inclusive, que, na falta de atendimento à intimação, poderia ser efetuado o lançamento de ofício com o arbitramento do VTN com base nas informações do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, conforme a legislação. 4. A intimação foi entregue no endereço da interessada em 08/10/2007, fl. 08, e em atendimento foi apresentado Laudo de Comprovação de APP, fls. 14 a 44. 5. Da Descrição dos Fatos e Enquadramentos Legais a Autoridade Fiscal mencionou que, tendo em vista que o contribuinte não apresentou do laudo técnico de avaliação solicitado, o V TN foi modificado com base nas informações constantes no SIPT, que indicou o VTN/ha de R$ 913,87. Relativamente à APP e ARL foram mantidas conforme DITR. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/ 12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10140.720517/200833 Acórdão n.º 2801002.051 S2TE01 Fl. 106 3 6. Procedidas a mencionada alteração, bem como as modificações dos demais dados conseqüentes, foi apurado o crédito tributário e lavrada a NL, cuja ciência foi dada à interessada em 25/11/2008, fl. 05. 7. Na impugnação, protocolada em 05/12/2008, fls. 45 a 50, a interessada apresentou seus argumentos de discordância alegando, em resumo, o seguinte: 7.1. O imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR). Explicou sobre o fato gerador do ITR, citou os artigos 29 e 31 do CTN e comentou que a legislação infraconstitucional repete as mesmas orientações desses dispositivos, qual seja, de que o ITR é relacionado à propriedade do bem imóvel situado em zona rural, incidindo a obrigação tributária proporcional à dimensão da propriedade, onde a apuração do valor do imposto será procedida pelo próprio contribuinte, levando em conta o VTN, a área tributável, de acordo com o art. 10, § 1°, I e II da Lei n° 9.393/1996, alcançando o VTN tributável, sobre o qual incidirá a alíquota aplicável. 7.2. Valor da Terra Nua. Sustentou o argumento do baixo valor do preço do hectare na região de localização do imóvel devido sua proximidade com o Pantanal sulmatogrossense, sujeito a intensa fiscalização ambiental, além de outros fatores, como índice pluviométrico, fertilidade do solo, pastagens nativas, condições essas que influem na diminuição do valor da terra. 7.2.1. Disse ser necessária a realização de prova técnica no local para a correta avaliação da área tributada e do preço justo do VTN, posto que o valor lançado em muito se distancia da realidade do local e difere do valor declarado. 7.3. A Perícia. Requereu, em observância ao princípio da verdade material e com apoio no art. 16, IV, da Lei n° 70.235/1972, a realização de perícia para a determinação do real VTN. 7.3.1. Mencionou que indicará assistente técnico para o acompanhamento da prova técnica e indicou seus quesitos formulados. 7.4. A Multa de Oficio e os juros de mora. Solicitou a redução proporcional da multa de ofício e dos juros de mora, excluindo as parcelas que não incidem o ITR e,a aplicação restrita à diferença que poderá ser verificada entre o valor declarado e o real VTN. 7.5. Conclusão. Ante o exposto, requereu a recepção da impugnação com a conseqüente improcedência do lançamento e protestou pela ampla produção de provas, notadamente a pericial, nos termos do requerimento e quesitos formulados. 8. Instruiu sua impugnação com a documentação de fls. 51 a 66, composta por: procuração, cópia de documento de identificação Fl. 111DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/ 12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10140.720517/200833 Acórdão n.º 2801002.051 S2TE01 Fl. 107 4 do procurador; cópia de alteração contratual da empresa; da NL; do ADA/2003 e; da matrícula do imóvel. 9. É o relatório.” A DRJ/Campo GrandeMS julgou o lançamento procedente (fls. 71/78), nos termos da ementa transcrita a seguir: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2005 Valor da Terra Nua V T N Laudo Técnico O lançamento que tenha alterado o V TN declarado, utilizando valores de terras constantes do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, nos termos da legislação, é passível de modificação somente se, na contestação, forem oferecidos elementos de convicção, embasados em Laudo Técnico, elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, que apresente valor de mercado diferente ao do lançamento, relativo ao mesmo município do imóvel e ao ano base questionado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Cientificada da decisão de primeira instância em 07/01/11, conforme Aviso de Recepção juntado às fls. 83, a interessada apresentou, em 21/02/11, o Recurso de fls. 85/89, juntamente com os documentos de fls. 90/99, em que requer a nulidade do auto de infração, com base nas seguintes alegações: a) o indeferimento do pedido de realização de perícia por parte do Fisco constitui violação ao seu direito de defesa, assim como ao disposto no art. 16, I V , do Decreto nº 70.235/72, ressaltando que, em conformidade com a legislação especial, é do Fisco o ônus da comprovação de vícios que maculem a declaração do contribuinte (art. 10, § 7º, da Lei 9.393/96); b) a avaliação do VTN foi realizada por arbitramento e sem qualquer dado técnico específico para a área tributada, em muito se distancia da realidade local e em muito difere do valor declarado pelo contribuinte. Para que não haja qualquer arbitrariedade em relação ao valor da terra nua tributada, fazse necessário garantir ao recorrente a ampla produção probatória, inclusive e especialmente a prova pericial técnica, realizada in loco, que comprove o efetivo valor da terra nua do imóvel, levando em consideração a região em que se localiza, o índice de aproveitamento, entre outros fatores, sem exceção. Afirma que não lhe foi permitida a produção de provas em relação a esta matéria. Diante do exposto acima requer o provimento de seu recurso, com a consequente extinção do crédito tributário em discussão. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/ 12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA Processo nº 10140.720517/200833 Acórdão n.º 2801002.051 S2TE01 Fl. 108 5 É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso não deve ser conhecido, por ter sido apresentado intempestivamente, como será demonstrado a seguir. De acordo com o art. 33 do Decreto nº 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Como pode ser observado pelo Aviso de Recepção de fls. 83, o recorrente foi cientificado do Acórdão da DRJ/Campo GrandeMS, de fls. 71/78, em 07/01/11. Logo o prazo para interposição do recurso teve início em 10/01/11, haja vista que na contagem do prazo se exclui o dia da ciência e o referido prazo somente se inicia em dia de expediente normal, nos termos do art. 5o do citado Decreto, e encerrouse em 08/02/11. Como o recurso foi protocolado em 21/02/11 (fls. 85), resta caracterizada sua intempestividade. Diante do exposto acima voto por NÃO CONHECER do recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 113DF CARF MF Impresso em 19/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 05/ 12/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 06/12/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 13737.000744/2003-12
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-02.059
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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B. EVENTOS LTDA - EPP Recorrida DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos tennos do voto da relatora. SUS~MANN Presidente em Exercício e Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e José Femandes do Nascimento (Suplente). Processo n.o 13737.000744/2003-12 Resolução n.o 30 J -2.059 RELATÓRIO CC03/COl Fls. 67 Trata o presente processo de solicitação de revisão da exclusão do contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES, instituído pela Lei n°. 9317, de 05 de dezembro de 1996. Tal exclusão se deu através do Ato Declaratório n° 445.124/2003, pelo fato de o contribuinte exercer atividade econômica vedada "9261-4/99 Outras atividades desportivas" (fl.03). O contribuinte fundamenta tal requerimento no fato de que a constituição da empresa teria sido aprovada pela Receita Federal e que não houve qualquer alteração em suas atividades. Contudo, em despacho decisório (fl. 15), a Delegacia da Receita Federal em Niterói indeferiu o pedido de reinclusão no Simples, sob a justificativa de que "Promoção de eventos esportivos é atividade vedada confonne Sol. Cons. SRRF/7a RF/ Disit n° 235/01." Inconfonnado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.16/26) alegando em síntese: 1. que o representante legal da empresa é um atleta profissional de Vôlei de praia; que participa de competições desportivas e, para recebimento de premiações, os organizadores das competições exigem que o atleta tenha constituída uma pessoa jurídica; 2. que os pagamentos dos prêmios são efetuados em cheque, nominais à pessoa jurídica do atleta, nunca à pessoa física; 3. que a Receita Federal instruiu os atletas a constituírem a empresa da forma como fora formada, pois não havendo atividade compatível disponível, a Receita Federal orientou para que o objeto social fosse o adotado, conforme contrato social; 4. que a exclusãofoi indevida, uma vez que a autoridade administrativa usou analogia in malan partem, enquadrando o contribuinte como promotor de eventos, enquanto na verdade, o contribuinte apenas participa do evento, não o promove; 5. que a atividade da empresa não se enquadra em nenhuma das hipóteses aventadas pela Solução de Consulta n° 235/01, cuja aplicação é absurda, posto que ela interpreta o art. 9(~XlII da Lei 9.317/95 e esta situação contraria o princípio da legalidade; 6. pugna pela declaração de nulidade do Ato Declaratório de exclusão, face a contrariedade ao princípio da legalidade; bem como a contrariedade ao princípio da capacidade contributiva. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro proferiu acórdão (fls. 36/47) indeferindo a solicitação, pois (i) não há que se falar em nulidade, posto que esta somente poderá ser argüida quando lavrado auto por pessoa incompetente, e no presente caso, foram observados todas as formalidades necess~o compete: Processo n.o 13737.000744/2003-12 Resolução n.O 301-2.059 CC03/COI Fls. 68 autoridade administrativa apreciar argüições de inconstitucionalidade ou ilegalidade e; (iii) não pode ser enquadrada no SIMPLES, a empresa que exerce atividade de promoção de eventos esportivos. o contribuinte apresentou recurso (fls. 52/63) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos com a manifestação de inconfonnidade. É o relatório. 3 Processo n.o 13737.000744/2003-12 Resolução n.o 301-2.059 VOTO Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora CC03/COl Fls. 69 o presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de solicitação de revisão da exclusão do contribuinte do SIMPLES, instituído pela Lei n°. 9317, de 05 de dezembro de 1996, sendo que tal exclusão se deu pelo fato de o contribuinte exercer atividade vedada, qual seja, "outras atividades desporti vas". Em sua defesa, o contribuinte alega que por ser atleta profissional de vôlei de praia, participa de competições desportivas e, para recebimento de premiações, os organizadores das competições exigem que o atleta tenha constituída uma pessoa jurídica e que os cheques relativos a essas premiações são, inclusive, nominais a pessoa jurídica constituída pelo atleta. Ocorre que o contribuinte não juntou aos autos qualquer documento probante destas alegações. Da mesma forma, o Fisco também se absteve de colacionar qualquer prova do fato de que o contribuinte exercesse atividade vedada, fundamentando a exclusão apenas na denominação contida no objeto do contrato social da empresa. Diante disso, e por haver indícios de prova, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que a repartição de origem providencie a notificação do contribuinte a fim de que junte aos presentes autos, a título de amostragem: a) Cópia de contratos celebrados entre o atleta e a(s) empresa(s) organizadora(s) dos eventos esportivos; b) Cópia de Regulamentos das competições das quais o atleta participa; c) Outras informações julgadas importantes para o deslinde da questão. É como voto. Sala das Sessões, em 16 de outubro de 2008 4 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10480.001737/85-00
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 1985
Numero da decisão: 303-00.026
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em o julgamento do recurso em diligência ao órgão de origem, nos do voto do Relator.
Nome do relator: HELIO LOYOLLA DE ALENCASTRO
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Sessão de ...?? ?.-_~ j~~~ _de 19 ..ª2 . ACORDÃO N,o_ . Recurso n.O Recorrente Recorrid .107.443 - Processo 10480/001737/85-00 EQUIPAMENTOS VILLARESS/A IRF - PORTO - RECIFE R E S O L U ç Ã O Nº 303/0026 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EQUIPÁMENTOS VILLARES S/A. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em o julgamento do recurso em diligência ao órgão de origem, mos do voto do Relator. Terceiro cotlverter nos ter VISTO EM SESSÃO DE: 2 6 J UL 1985 Participaram, tes ConselheirOs: de 1985 . .dente ':e.Relator Procurador da Fa zenda Nacional presente julgamento os seguin- •\., } AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO ENILA LEITE FREITAS CHAGAS HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA JOÃO EVANGELISTA CARNEIRO DA CUNHA NETO LUIZ CARLOS NOGUEIRA PAULO MORENO DE ALMEIDA SIDNEY DE CAMPOS PESSOA SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Proces~o 1.048.0/.0.01137/85-.0.0 • , .' RECURS.o: 1.07.443 REC.oRRENTE: EQUIP AMENT.oS VILLARES S/A RES.oLUÇÃO: 3.03/.0.026 R E L A T Ó R I .o E V .oT .o A ora recorrente importou pelo Porto do Recife, di versos equipamentos destinados à implantação do sistema metropolit~ no de trens da precitada Cidade, tendo o desembaraço dos produtos em causa sido formalizado pela Declaração de Importação sob nº .0.0.0294/85,no verso da qual (campo 24) pediu a liberação dos bens com isenção dos impostos - 1.1. e I.P.I. - e da Taxa de Melhoramen to dos Portos. Adveio negativa da Seção de tributação e a - r:epr~ sentação de fls . .oI, contra o pleito de isenção da TMP. A empresa, ante a pendência surgida no desembaraço, peticionou, com arrimo na Portaria - MF nº 389/76, solicitando o d~ sembaraço, pendente o pagamento da TMP, mediante assinatura de Ter mo de Responsabilidade e depósito na Caixa Econômica Federal da quantia em litigio. Diante do depósito vinculado, foi dispensada a~ sinatura do Termo de Responsabilidade e liberada a mercadoria. Equipamentos Villares S.A. ofereceu, tempestivamen te, sua impugnação, arguindo, em síntese, o seguinte: - I - Que a importação dos produtos - "in casu", te!! do em vista destinarem-se ao sistema metropolitano de t:vensdo Reci fe, contratado pelo EBTU -, está isenta da TMP, expressamente, ante os termos da letra "b", p.ú., do DL nº 2185/84, cujo inteiro teor transcreve; 11 - Que o disposi tivo transcrito não representa ihQ vação, pois já era contemplada a isenção no art. 2º, inc. 11, do DL nº-rOlú/69, com a nova redação dada pela Lei nº 6418 de 3.0/.05/77. A única modificação consistiu que, na sistemática anterior, a dispe!! sa legal do pagamento da TMP dependia de requerimento ao Ministro dos Transportes e, hoje, a isenção, relativa a bens vinculados a compromissos de prestação de serviços consubstanciados em atos in ternacionais firmados pelo Brasil, opera-se "ipso jure", ou seja, dá-se sem intervenção da parte; 111- Que o decisivo para outorga da isenção, é a vinculação dos bens importados com serviços objeto de atos interna cionais firmados pelo Brasil, tendo a cópia do respectivo acordo plurilateral (do qual são signatários, além de nosso Pais, França, Alemanha e Inglaterra) _sido apresentada a IRF/Porto do Recife; IV- Por fim, pede provimento da impugnação, conse quente arquivamento do processo e autorização para levantamento _da quantia depositada. Encerrando o preparo do processo, nos termos SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Resolução: 303/0026. Processo 10480/001737/85-00 art. 19 do Dec. nº-70.235/72, o autor do procedimento pronuncia-se pela manutenção do auto. Às fls. 72 "usque" 74; está lançada a decisão mono crática, concluindo pela procedência da ação fiscal e portanto, man tendo a exigência do pagamento da TMP, ass~m:ementada: "TAXA DE MELHORAJllIENTODOS PORTOS. Importaç ão de produto à qual não se aplica o beneficio isencio nal concedido pelo art. 2º, p.ú., Alinea "b", d~ Decreto-Lei nº 2.185/84, obriga o importador ao pagamento dessa taxa. Ação fiscal procedente." Inconformada, a empresa interpôs, em prazo habil, recurso a este Conselho, renovando os mesmos argumentos oferecidosna impugnação. A isenção, a exemplo de tantas outras, é matéria sob reserva da Lei, e a legislação tributária que sobre ela disPQ nha, interpreta-se literalmente; isto quer dizer que não comporta interpretação, quanto ao resultado, restritiva ou extensiva. É "conditio sine qua non ir à composição da presente lide, sem a qual este Conselho não estará'em situação de apreciar a matéria "sub judice", que o processo seja devidamente instruido com a cópia do protocolo.plurilateral que teria sido firmado pelo Bra sil, sob denominação de "Protocol on the supply and financing of a suburban railway system for the town of Recife". Do exposto, voto no sentido de que o julgamento se ja convertido em diligência, a fim de que a repartição de origem in time a recorrente a fim de que apresente o mencionado protocolo e, assim, se possa fazer a juntada do mesmo aos autos, acompanhado da respe~tiva tradução. Sala das Sess~e , em 25 de M o de 1985. HÉLIO L OLLA DE ALENCASTRO - Presidente e Relator 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 13055.000085/2006-36
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005
CONTRIBUIÇÃO AO PIS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO.
CRÉDITOS GERADOS PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS
COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA
BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO.
NECESSIDADE DE LANÇAMENTO.
A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição.
Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.245
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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S3-1E03 F I 164 Ádf•À\U MINISTÉRIO DA FAZENDA '' :- •. * ' ‘'',', CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS C. TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13055 000085/2006-36 Recurso n" 161,043 Voluntário Acórdão n" 3803-00.245 - .3a Turma Especial Sessão de I 9 de outubro de 2009 Matéria PIS NÃO CI JMULATIVA Recorrente MÓVEIS KAPPESBERG LEDA Recorrida DRJ-PORTO AI T,GRE/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÀO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2005 a .30/09/2005 CON'Ilt 1B1110'W AO I'IS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS G R.ADOS PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CALCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERIODO, NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de erednamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição. Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de 1CMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto Recurso Voluntário Provido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a • TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, - # s ' ALE # N 'ti KERN 1 - Presidente IVA ,(L G , ETTI - Relator , i , \ \ \ Pafficima.m, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Beehior Melo de Souza, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Mauricio Fedato.. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos H.enrique Martins de Lima_ Relatório Trata-se de declaração de compensação apresentada pelo contribuinte em 27/04/2006, na qual apresenta créditos de PIS não-cumulativa apurados no 3" trimestre de 2005 (lis.. 01/05). A DRE-Novo Hamburgo/RS reconheceu a existência do valor do crédito pleiteado pelo contribuinte, mas recusou ao contribuinte o direito de aproveitamento integral do saldo de créditos, entendendo por bem reduzir este saldo, fazendo-o a titulo de "irregularidade fiscal", por ter verificado que "no período de outubro de 2004 a dezembro de 2005, a fiscalizada efetuou cessão de créditos do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias- e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Circulação (KM,S) a terceiros" e que "embora tais operações se equiparem a verdadeira alienação de direitos a título oneroso, originando, portanto, receitas tributáveis, que devem compor a base de cálculo da contribuição para o .PIS/Pasep, confim-me determina o art.. 1",§,ss' 1" e 2 0 da Lei n" 10.637/2002, tais cessões de crédito de 1CMS não foram oferecidas à tribulação - (fis, 52/57), Assim, a Fiscalização apurou o valor que entendeu que seria devido de PIS em relação à receita de venda de créditos de 1CMS, e reduziu este valor do saldo de créditos apresentado na declaração de compensação., O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (11s. 71/90) argumentando que a glosa seria indevida. porque não foi feita como preceitua o artigo 142 do CTN, que seu direito de crédito decorre da sistemática não cumulativa da C(.).FINS e qu.e não pode haver a incidência da COVINS sobre a venda de créditos de ICMS, visto que a incidência da COHNS deve ser limitada às receitas das vendas de bens e serviços, contbrine doutrina e jurisprudência que cita. A DRI-Porto Alegre/RS manteve o entendimento da DRF, no sentido da • homologação parcial. da compensação, conforme se confere da ementa do Acórdão n." 10- 15.,414, de 10 de julho de 2008 (fls. 99/100): Assunto: Contribuição para o PhS`/Pasep Período de apuração.• 01/07/2005 a 30/09/2005 Ementa. BASE DE CÁLCULO. CRÉDI1OS DE ICMS TRANSFERIDOS A FORNECEDORES Incide Pis. e Colins na cessão de créditos de 1011S, ante a existência de alienação de direitos classificados no ativo circulante INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE VIOLAÇÃO A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. A autoridade julgadora de instáncia adminislrativa não é competente paia apreciar a legalidade ou constitucionalidade da normas tributar ias regularmente editadas. Solicitação Indeferida 2 Processo n' 13055.000085/2006-36 53-1- E03 Acórdão ti" 3803-00.245 H. 165 O contribuinte interpôs recurso voluntário (fis, 104/117) argumentado que a questão pode ser analisada na via administrativa, inclusive no que se refere à constitucionalidade dos dispositivos envolvidos, bem como reiterando os mesmos fundamentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro IVAN ALLEGRETTI, Relator C) recurso é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço. A DRF reconheceu a existência do crédito de Contribuição ao PIS não- cumulativa pleiteado pelo contribuinte, mas recusou a homologação da compensação por entender que o contribuinte teria recolhido a Contribuição ao PIS correspondente àquele mesmo período de apuração em valor menor que o devido. Assim, por entender que o contribuinte teria deixado de -fazer incidir a Contribuição ao PIS em relação aos valores correspondentes à venda de créditos de ICIVIS, a Fiscalização utilizou parte do saldo de créditos para o pagamento do valor que corresponderia ao débito de PIS relativo à venda de créditos de ICMS. Na linha de manifestações anteriores deste Conselho, entendo que o procedimento é equivocado. A sistemática não cumulativa da Contribuição ao PIS e da COFINS não funciona tal como a sistemática de apuração do IPI, como parece pretender a Fiscalização. No caso do IPI se promove a escrituração de créditos e débitos para, no final do período de apuração, mediante o balanço entre tais valores, obter-se (a) ou um saldo credor — que é transferido para aproveitamento no período subseqüente -- . (b) ou um saldo devedor -- que implica em recolhimento do tributo. No caso do PIS e da C01.7.1NS a incidência e a apuração não dependem do confronto entre créditos e débitos,. Sua incidência se dá sobre a receita ou o faturamento, determinando o valor devido, independente da existência de créditos que possam ser usados para redução deste valor. Com efeito, a única diferença da sistemática não cumulativa reside em permitir que "Do valor apurado na .fOrma do ar. 2" a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação (..,)" (art. 3" da Lei n" 10.637/2002 e da Lei n" 10.833/2003) É nítido, portanto, que os créditos gerados no sistema não cumulativo da COFINS e do PIS não compõem nem interferem na apuração da base de cálculo destas mesmas Contribuições. No âmbito do pedido de compensação que utiliza créditos de PIS não cumulativo não é cabível que a Fiscalização utilize parte do crédito --- a titulo dell "irregularidade", reduzindo o saldo de créditos — corno meio indireto para promover a revisãot ampliação da base de cálculo da Contribuição, para o efeito de cobrança dos valores que entende devidos.. Se a Fiscalização entende que determinado valor recebido pelo contribuinte configura receita sujeita às referidas Contribuições, de modo que o contribuinte teria declarado e recolhido tributo menor que o devido, é imprescindível que promova a constituição do crédito pelo meio próprio: o lançamento. Confira-se, ademais, que o presente entendimento reitera a jurisprudência deste Conselho em julgamentos anteriores: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. COEINS NÃO CUMULATIVA BASE DE CÁLCULO DOS .DÉBITOS. DIPERENÇA A EXIGIR. NECESSIDADE' DE LANÇAMENTO DE 01 ,1C10. A .sistemática de ressarcimento da COEINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedidos de ressarcimento, valores como o de transferências de créditos de ICMS, computado.s pela .fiscalização no faturamento, base de cálculo do.s débitos, sejam subtraídas do montante a res.surcir. Em tal hipótese, para a exigência das Contribuições carece .seja efetuado lançamento de oficio.. RESSARCIMENTO. CONNS NÃO-CUMULATIVA. JUROS SELIC. INAPLICABILIDADE Ao ressarcimento não se aplicam OS juras Selic, inconfilndivel que é com a restituição ou contpensação, sendo que no caso do PIS e COFINS não- cumulativos os arts. 13 e 15, VI, da Lei n`) 1083.3/200.3, vedam expressamente tal aplicação. Recurso provido em parte. (Acórdão 203-.11852, Recurso Voluntário n" 130 611, Conselheiro EMANUEL CARLOS DAMAS DE ASSIS, D.O U de 06/06/2007, Seção 1. pág. 49) PROCESSO ADMINISTR4T1VO FISCAL, LANÇAMENTO. Constatado que, na apuração do tributo devido, no âmbito do lançatnerito por homologação ., o si eito passivo não oferecera à tributação, matéria que a fiscalização julga tributável, impõe-se o lançamento para formalização da exigência tributária, pois a mera glosa de créditos legítimos do sujeito passivo configura irregular compensação de oficio com crédito tributário ainda não constituído e, portanto, destituído da certeza e da liquidez imprescindíveis a .sua cobrança. NORMAS GERAIS DE DIREITO 1RIBUTÁ RIO. PIS _NÃO- CU1.41t1LA.TIVO. Al'UALIZAÇÃO MONE1Á1UA.. INCABIVEL É incabível a atualização monetária do .saldo credor do PLS não- cumulativo objeto de ressarcimento. Recurso Voluntário Provido em Parte, (Recurso Voluntário n" 140..760, PA 11065.002884/2( 5-11, Conselheira SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, j. 22/07/2008) Olk 4 Processo n" 13055.00008512006-36 53-.1. E-03 Acórdão n .' 3803-00.245 V I . 166 Pelas razões expostas, voto no sentido de dar provimento ao recurso do contribuinte, para o efeito de reconhecer-lhe o direito de utilizar na sua declaração de compensação a integralidade do saldo de créditos, sem glosas, assim homologando integralmente a sua compensação, ficando ressalvada a possibilidade de a Fiscalização apurar as diferenças de trib ' s qu- '-.- ' tender devidas pela via própria do lançamento r 01111. . (kr IV . AL —: ilZi TI(--- .., \ 5
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