Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,953)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,943)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,140)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,299)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,523)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10872.000665/2010-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2024
Numero da decisão: 2402-001.370
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil adote as providências solicitadas nos termos do voto que segue na resolução.
(documento assinado digitalmente)
Francisco Ibiapino Luz- Presidente
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo Rigo Pinheiro - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Francisco Ibiapino Luz, Rodrigo Duarte Firmino, Gregório Rechmann Júnior e Rodrigo Rigo Pinheiro. Ausente a Conselheiro Ana Cláudia Borges de Oliveira.
Nome do relator: RODRIGO RIGO PINHEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 20 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202403
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10872.000665/2010-98
anomes_publicacao_s : 202404
conteudo_id_s : 7055451
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 2402-001.370
nome_arquivo_s : Decisao_10872000665201098.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : RODRIGO RIGO PINHEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 10872000665201098_7055451.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil adote as providências solicitadas nos termos do voto que segue na resolução. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz- Presidente (documento assinado digitalmente) Rodrigo Rigo Pinheiro - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Francisco Ibiapino Luz, Rodrigo Duarte Firmino, Gregório Rechmann Júnior e Rodrigo Rigo Pinheiro. Ausente a Conselheiro Ana Cláudia Borges de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2024
id : 10383863
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 20 09:38:02 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1796846011172257792
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-04-02T18:11:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-04-02T18:11:47Z; Last-Modified: 2024-04-02T18:11:47Z; dcterms:modified: 2024-04-02T18:11:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-04-02T18:11:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-04-02T18:11:47Z; meta:save-date: 2024-04-02T18:11:47Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-04-02T18:11:47Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-04-02T18:11:47Z; created: 2024-04-02T18:11:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2024-04-02T18:11:47Z; pdf:charsPerPage: 1811; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-04-02T18:11:47Z | Conteúdo => S2-C 4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10872.000665/2010-98 Recurso Voluntário Resolução nº 2402-001.370 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de março de 2024 Assunto DILIGÊNCIA Recorrente INSTITUTO METODISTA BENNETT Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil adote as providências solicitadas nos termos do voto que segue na resolução. (documento assinado digitalmente) Francisco Ibiapino Luz- Presidente (documento assinado digitalmente) Rodrigo Rigo Pinheiro - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Francisco Ibiapino Luz, Rodrigo Duarte Firmino, Gregório Rechmann Júnior e Rodrigo Rigo Pinheiro. Ausente a Conselheiro Ana Cláudia Borges de Oliveira. Relatório Trata-se de crédito tributário lançado pela Fiscalização (DEBCAD nº 37.283.269- 5 por infração ao art. 11, §§ 3º e 4º da Lei 8.218, de 29/08/91/91 com redação da MP nº 2.158, de 24/08/2001. O relatório fiscal (fls. 33/43) informa que a empresa deixou de incluir nas Guias de Recolhimento e Informação a Previdência Social -GFIP nas competências de 01/2006 a 12/2007 diversos pagamentos efetuados a diversas pessoas físicas (contribuintes individuais), tais como relacionados na planilha integrante do Anexo I do COMPROT 10872.000620/2010- 13, a este apensado. Ademais, por não ter possuir o Certificado de Entidade no período de 06/02/2006 a 11/04/2006, por inércia no pedido de renovação, foi constituído o crédito em relação às RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 72 .0 00 66 5/ 20 10 -9 8 Fl. 248DF CARF MF Original Fl. 2 da Resolução n.º 2402-001.370 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10872.000665/2010-98 contribuições a cargo da empresa, por não ter a Autuada a qualidade de entidade imune neste período. Assim sendo, restou configurada a infração acima capitulada. De acordo com o Relatório da Aplicação da Multa, fls. 44/45, a penalidade aplicada corresponde a 100% do valor da contribuição previdenciária devida e não declarada, limitada, por competência, em função do número total de segurados da empresa, observado, o limite mensal, previsto no § 4o , do art. 32, da Lei n°. 8.212/91. Os valores encontram-se discriminados na planilha acostada às fls. 46. Informa ainda a autoridade fiscal que o lançamento foi realizado já na vigência da Medida Provisória 449 de 03/12/2008, convertida na Lei 11.941/2009, a qual modificou a forma de cálculo da multa para a infração objeto deste lançamento. Assim, em obediência ao artigo 106, II, “c” do CTN e ao artigo 44, I da Lei 9.430/97, foi feito o comparativo entre os valores de multa apurados de acordo com a sistemática anterior e aqueles apurados pelo critério do artigo 35-A da Lei 8.212/91 (após a alteração pela MP 449/2008), verificando-se qual a mais benéfica ao contribuinte. Verificou a fiscalização, pela tabela de fls.47/48, que a multa vigente à época do fato gerador é mais benéfica ao contribuinte nas competências ora lançadas, sendo por isto lavrado este Auto de Infração com base nesta legislação. A contribuinte apresentou Impugnação (fls. 52/76) com os seguintes argumentos defensivos, transcritos em rápida síntese: Afirma que o entendimento da Fiscalização em relação à não declaração dos contribuintes individuais em GFIP não pode ser agasalhado, eis que a escrituração contábil da entidade sempre foi feita dentro dos critérios definidos na legislação que regula a matéria, além de ser a mesma devidamente aditada, sendo certo que nenhuma entidade beneficente sem fins lucrativos e imune ao recolhimento de impostos de qualquer natureza e de contribuição previdenciária. Tece considerações acerca de sua natureza jurídica de entidade filantrópica, sem fins lucrativos, narrando o seu histórico, e alegando fazer jus à imunidade tributária prevista no artigo 195, §7o da Constituição Federal, bem como no artigo 55 da Lei 8.212/91, sendo certo que cumpre os requisitos legais para ter direito à tal benefício fiscal. Expõe entendimentos doutrinários e jurisprudência acerca do tema. Assevera que o instituto preenche, inteiramente, os requisitos do art. 203 da Constituição Federal, sendo de extrema importância e expressão o desempenho dos Institutos Metodistas de Ensino, eis que exercem o poder estatal delegado para a educação, e equiparando- se a verdadeiras pessoas jurídicas de direito público. Conclui que os estabelecimentos de ensino, diante da incapacidade do Estado, exercem um múnus público, e desta maneira, possuem características peculiares, dentre elas o direito à imunidade fiscal. Discorre sobre a estrutura organizacional das Instituições Metodistas de Ensino, afirmando serem todas sem fins lucrativos. Em conclusão, afirma que nada é devido ao órgão previdenciário, eis que não houve vulneração de legislação, e que jamais deu motivo para o cancelamento da isenção de que goza, devendo, assim, o Auto de Infração ser julgado improcedente. Fl. 249DF CARF MF Original Fl. 3 da Resolução n.º 2402-001.370 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10872.000665/2010-98 Em 10 de julho de 2013, a 13ª Turma da DRJ/RJ1, por unanimidade de votos, negou provimento à impugnação, conforme ementa abaixo transcrita: “DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. GFIP. IMUNIDADE. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Constitui infração deixar o contribuinte de declarar à Receita Federal do Brasil na forma, prazo e condições estabelecidos, os dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS, conforme previsto no art. 32, inciso IV, § 9º, da Lei nº 8.212, de 24/07/91, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97, com redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 04/12/2008, convertida na Lei 11.941, de 27/05/2009, c/c o art. 32-A da Lei nº 8.212/91, acrescentado pela MP nº 449/2008. A imunidade tributária concedida pela Constituição Federal às entidades filantrópicas abrange apenas as contribuições inseridas nos artigos 22 e 23 da Lei 8.212/91, não estando as mesmas desobrigadas de cumprir todas as demais obrigações previstas em lei, inclusive as obrigações acessórias”. A partir da folha 163, a Recorrente apresenta seu Recurso Voluntário reiterando as razões de fato e de direito já expostas (e já transcritas) em sua Impugnação. Não foi apresentada contrarrazões pela Procuradoria da Fazenda Nacional. É o Relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Rigo Pinheiro, Relator. Com efeito, verifica-se que este processo administrativo tributário cobra penalidade decorrente de descumprimento de obrigação acessória, cuja obrigação principal a qual é correlata encontra-se em discussão no processo administrativo nº 10872.000620/2010-13. Naquele processo, este Conselheiro notou que a Recorrente copia a imagem de uma certidão, em seu instrumento recursal, que em seu item 3.1 consta que “o processo 44006.000114/2003-26 foi formalizado tempestivamente, com validade correta do certificado no período de primeiro de junho de 2003 a trinta e um de maio de 2006”. Com base nessa informação, realmente, o período lançado naqueles autos deveria ser cancelado. Ao buscar a mencionada Certidão também naqueles autos, verifiquei que não a encontrei. Pelo contrário, há uma pesquisa de histórico anexada aos autos, na qual em seu item 4 assegura a validade do Certificado tão-somente no período de seis de junho de 2003 a cinco de fevereiro de 2006 (fl. 293). O item seguinte (5) fala que o novo processo foi formalizado intempestivamente, e que sua validade é de doze de abril de 2006 a 11 de abril de 2009. Com a aparente contradição nas informações, este Conselheiro buscou o Sistema de Informações do Conselho Nacional de Assistência Social, no qual constatou que o processo mencionado tem decisão de deferimento tão-somente para o período de seis de fevereiro de 2003 a cinco de fevereiro de 2006. Fl. 250DF CARF MF Original Fl. 4 da Resolução n.º 2402-001.370 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10872.000665/2010-98 Pareceu-me, portanto e salvo melhor julgamento, que há efetiva contradição entre a Certidão colacionada no instrumento recursal, a documentação probatória anexada e o sítio eletrônico oficial. Nessa linha, considerando a boa-fé do contribuinte, bem como da higidez que o crédito tributário merece em sua formação, converti o presente julgamento para que o contribuinte apresentasse: (i) a Certidão colacionada em seu recurso, a qual, em seu item 3.1; e (ii) cópia integral do processo administrativo de nº 44006.000114/2003-26. Considerando que o crédito tributário nestes autos (obrigação acessória) está umbilicalmente ligado com o processo administrativo da obrigação principal, determino, também, sua conversão em julgamento para: (i) apensá-lo ao mencionado processo nº 10872.000620/2010-13; (ii) suspender o seu julgamento até que o mencionado processo tenha a sua diligência cumprida. É como voto. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Rigo Pinheiro Fl. 251DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11065.003743/2004-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003
Ementa:
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. OPÇÃO. INALTERABILIDADE DO
REGIME DE APURAÇÃO.
Com o advento da Lei nº 10.276/01, o ordenamento jurídico pátrio passou a prever regime de apuração para o crédito presumido de IPI alternativo ao previsto pela Lei nº 9.363/96, sendo possível a opção desde que haja opção expressa no Demonstrativo do Crédito Presumido (DCP) correspondente ao último trimestre-calendário
do ano anterior.
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO EM AQUISIÇÃO DE INSUMOS JUNTO A
PESSOAS FÍSICAS.
As aquisições de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagens de pessoas físicas, as quais venham a participar da industrialização de produtos destinados à exportação devem compor a base de cálculo do crédito presumido de IPI, previsto pela Lei n° 9.363/96.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 3101-000.636
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para reconhecer, parcialmente, o direito a ressarcimento do crédito presumido de IPI, com base na Lei 9.363/96, com inclusão dos valores relativos às matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem adquiridos de pessoas físicas,na base de cálculo desse incentivo fiscal.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 20 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 Ementa: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. OPÇÃO. INALTERABILIDADE DO REGIME DE APURAÇÃO. Com o advento da Lei nº 10.276/01, o ordenamento jurídico pátrio passou a prever regime de apuração para o crédito presumido de IPI alternativo ao previsto pela Lei nº 9.363/96, sendo possível a opção desde que haja opção expressa no Demonstrativo do Crédito Presumido (DCP) correspondente ao último trimestre-calendário do ano anterior. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO EM AQUISIÇÃO DE INSUMOS JUNTO A PESSOAS FÍSICAS. As aquisições de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagens de pessoas físicas, as quais venham a participar da industrialização de produtos destinados à exportação devem compor a base de cálculo do crédito presumido de IPI, previsto pela Lei n° 9.363/96. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11065.003743/2004-35
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4773184
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3101-000.636
nome_arquivo_s : 310100636_11065003743200435_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : LUIZ ROBERTO DOMINGO
nome_arquivo_pdf_s : 11065003743200435_4773184.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer, parcialmente, o direito a ressarcimento do crédito presumido de IPI, com base na Lei 9.363/96, com inclusão dos valores relativos às matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem adquiridos de pessoas físicas,na base de cálculo desse incentivo fiscal.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4739367
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 20 09:38:06 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1796846011175403520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2089; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 4.75 1 33..7755 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.003743/200435 Recurso nº 879.156 Voluntário Acórdão nº 310100.636 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 01 de março de 2011 Matéria CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI Recorrente MOINHOS CRUZEIRO DO SUL S/A Recorrida DRJPORTO ALEGRE/RS Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 Ementa: IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. OPÇÃO. INALTERABILIDADE DO REGIME DE APURAÇÃO. Com o advento da Lei nº 10.276/01, o ordenamento jurídico pátrio passou a prever regime de apuração para o crédito presumido de IPI alternativo ao previsto pela Lei nº 9.363/96, sendo possível a opção desde que haja opção expressa no Demonstrativo do Crédito Presumido (DCP) correspondente ao último trimestrecalendário do ano anterior. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO EM AQUISIÇÃO DE INSUMOS JUNTO A PESSOAS FÍSICAS. As aquisições de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagens de pessoas físicas, as quais venham a participar da industrialização de produtos destinados à exportação devem compor a base de cálculo do crédito presumido de IPI, previsto pela Lei n° 9.363/96. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer, parcialmente, o direito a ressarcimento do crédito presumido de IPI, com base na Lei 9.363/96, com inclusão dos valores relativos às matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem adquiridos de pessoas físicas,na base de cálculo desse incentivo fiscal. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 5.75 2 Henrique Pinheiro Torres –Presidente Luiz Roberto Domingo Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres.. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento do crédito presumido de IPI, cumulado com compensação, referente ao 2º Trimestre de 2003, apurado, originariamente conforme DCP de fls. 17, com fundamento na Lei nº 9.363/96. Em 22/09/2004 a Recorrente retificou a DCP, retransmitindoa para alterar o fundamento legal do regime de apuração para a Lei nº 10.276/01 (fls. 95). O pedido de ressarcimento/compensação foi, então, parcialmente concedido, segundo os fundamentos do Parecer DRF/NHO/SECAT nº 192/2009 (fls. 283/285), no sentido de que a opção pelo regime de apuração é definitiva para o período, entendimento este embasado pela Solução de Consulta DISIT/SRRF 10ª Região Fiscal, nº 198 de outubro de 2005. Além disso, a Fiscalização fundamentou seu posicionamento no fato de que não é possível a apuração de crédito presumido de IPI proveniente da aquisição de insumos junto a pessoas físicas. Em sede de Manifestação de Inconformidade (fls. 308/330), a Recorrente aduziu que: i) ao fazer a troca do regime de apuração para o 2º Trimestre de 2003, também o fez para os demais trimestres do anocalendário de 2003, informando a existência de outros três Processos Administrativos em que se discutem os demais períodos de apuração (nºs 11065.003742/200491, 11065.003741/200435, 11065.003744/200480) em que requereu a alteração do regime; ii) a escolha do regime de apuração não é definitiva para o período, fundamentando que as normas que regem a matéria não impedem a alteração quando realizada para todo o anocalendário; iii) a aquisição de insumos junto a Pessoa Física dá direito ao crédito presumido de IPI, sob o argumento de que o objetivo das normas instituidoras do benefício têm como objetivo a desonaração das exportações do PIS e da COFINS incidentes sobre a cadeira econômica e que tal proibição não está prevista na Lei, mas sim em Instrução Normativa, protestando por sua ilegalidade. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 6.75 3 A DRJ de Porto Alegre/ Rio Grande do Sul julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, com base nos fundamentos apresentados pela seguinte ementa (fls. 337/340): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. A opção pelo regime de apuração do crédito presumido do IPI — o regime da Lei n° 9.363, de 1996, ou o da Lei n° 10.276, de 2001 é definitiva para cada anocalendário, não se admitindo retificação do Demonstrativo do Crédito Presumido para troca de regime. O valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas, não contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não integra a base de cálculo do crédito presumido do IPI. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimada da decisão de primeira instância em 12/11/2009 a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 14/12/2009, repisando os mesmos argumentos da Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do recurso por ser tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade. Há dois pontos a serem analisados em face do recurso voluntário: (i) possibilidade de alteração do regime de apuração da Lei n° 9.363/96 para o da Lei n° 10.276/2001, e (ii) o direito ao crédito decorrente de aquisições feitas de pessoas físicas e cooperativa. O crédito presumido de IPI foi introduzido em nosso sistema jurídico pela Medida Provisória nº 1.48427 de 1996, que concedeu ao contribuinte produtor exportador, o direito à utilização, como crédito, dos valores incidentes a título de PIS e COFINS sobre insumos utilizados na industrialização de mercadorias destinadas à exportação. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 7.75 4 A Medida Provisória foi convertida na Lei nº 9.363/96, que previa, em seu regime de apuração a possibilidade de ressarcimento das referidas contribuições incidentes sobre matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagens. A forma de apuração do benefício foi posteriormente ampliada pela Lei nº 10.276/01 que, expressamente, abriu ao contribuinte a alternativa de inserir no rol das aquisições que geram direito a crédito presumido de IPI os valores relativos à incidência do PIS e da COFINS sobre a energia elétrica e os combustíveis, utilizados no processo produtivo. Vejamos: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica produtora e exportadora de mercadorias nacionais para o exterior poderá determinar o valor do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento relativo às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (COFINS), de conformidade com o disposto em regulamento. § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: I de aquisição de insumos, correspondentes a matériasprimas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; II correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contribuinte do IPI, na forma da legislação deste imposto. Tratase de um regime de apuração alternativo ao trazido pela Lei nº 9.363/96, em que é dado ao contribuinte a possibilidade de escolha, de modo que, ao optar pelo regime da nova lei, terá de obedecer a duas condições, previstas pelos incisos I e II do §4º desse mesmo artigo: § 4o A opção pela alternativa constante deste artigo será exercida de conformidade com normas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal e abrangerá, obrigatoriamente: I o último trimestrecalendário de 2001, quando exercida neste ano; II todo o anocalendário, quando exercida nos anos subseqüentes. A opção se dá por meio da Demonstrativo do Crédito Presumido do último trimestre do ano anterior. Desta forma, a opção exercida na DCP inicial foi definitiva. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 8.75 5 Inobstante, a Recorrente tem direito de utilizar no cômputo do cálculo do crédito presumido de IPI os valores relativos às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem de pessoas físicas e cooperativas. É fato incontroverso nos autos que a Recorrente é empresa produtora exportadora e que nos termos da Lei nº 9.363/96 foilhe reconhecido o direito ao ressarcimento de PIS e COFINS, na forma de crédito presumido de IPI, uma vez que tais contribuições oneravam as aquisições realizadas no mercado interno e, embutidas no preço de compra, acabavam por compor o custo das mercadorias produzidas e exportadas. Percebese, desde já, que é elemento integrante da estrutura dessa contribuição social a exclusão de sua base de cálculo tributável o resultado das vendas destinadas ao exterior, sendo que literalmente a norma corrigiu uma irregularidade do passado, reconhecendo tal característica intrínseca tanto ao PIS como à COFINS, qual seja a não oneração das exportações. Ocorre que, deixara de considerar o legislador que, sendo o PIS e a COFINS tributos que incidem cumulativamente sobre a cadeia produtiva, provocando o “efeito cascata”, os produtos exportados continuavam a ser majorados por tais tributos, pois permaneciam embutidos no custo de aquisição dos insumos utilizados. Portanto, está claro que a legislação prevê o ressarcimento do crédito presumido do IPI dos produtos exportados, contudo, o que se discute nos autos é o direito ao crédito presumido relativamente às aquisições feitas de pessoas físicas. A desoneração tributária das receitas de exportação com visa de evitar a exportação de tributos foi instituída como direito do contribuinteexportador, desde a edição da Lei n° 7.714 de 29/12/88, que em seu art. 5° determinou que fosse excluída da receita operacional bruta o valor da receita de exportação de produtos manufaturados nacionais para efeito da determinação da base de cálculo de incidência da contribuição ao PIS/PASEP. Em relação à COFINS, com a edição da Lei Complementar n° 70 de 30/12/91, o seu art. 7° isentou da COFINS as receitas decorrentes de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, inclusive em situações equivalentes. Tal isenção foi regulamentada pelo Decreto n° 1.030 de 29/12/93. Em 15/02/96 foi editada a Lei Complementar 85/96, cujo art. 1° alterou o Art. 7° da já editada Lei Complementar 70/91, cujos efeitos retroagiram a 1º de abril de 1992, verbis: “Art. 1° O art. 7° da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação: (...) Art. 7° São também isentas da contribuição as receitas decorrentes: I. de vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, realizadas diretamente pelo exportador; II. de exportações realizadas por intermédio de cooperativas, consórcios ou entidades semelhantes; Fl. 5DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 9.75 6 III. de vendas realizadas pelo produtorvendedor às empresas comerciais exportadoras, nos termos do Decretolei n° 1.248, de 29 de novembro de 1972, e alterações posteriores, desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior; IV. de vendas, com fim específico de exportação para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; V. de fornecimentos de mercadorias ou serviços para uso ou consumo de bordo em embarcações ou aeronaves em tráfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversível; VI. das demais vendas de mercadorias ou serviços para o exterior, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo.” (...) Art. 2° Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1° de abril de 1992.” Com tais medidas, evitouse que o valor equivalente ao PIS/PASEP e COFINS fosse repassado nos preços de mercadorias destinadas à exportação, de forma que o evento “saída das mercadorias com destino à exportação”, ou sua respectiva receita, deixou de ser base de cálculo das contribuições acima mencionadas. Ou seja, das receitas decorrentes da atividade de exportação foram expurgados os valores equivalentes à cobrança das contribuições. Percebese, desde já, que é elemento integrante da estrutura dessa contribuição social a exclusão de sua base de cálculo tributável o resultado das vendas destinadas ao exterior, sendo que literalmente a norma corrigiu uma irregularidade do passado, reconhecendo tal característica intrínseca tanto ao PIS como à COFINS, qual seja a não onerar as exportações. Ocorre que, deixara de considerar o legislador que, sendo o PIS e a COFINS tributos que incidem cumulativamente sobre a cadeia produtiva, provocando o “efeito cascata”, os produtos exportados continuavam a ser majorados por tais tributos, pois permaneciam embutidos no custo de aquisição dos insumos utilizados. A “isenção” ou a não tributação da PIS/PASEP e COFINS somente estava operando efeitos legais quando da saída da mercadoria, mas, não quando da entrada das matériasprimas integradas aos produtos destinados à exportação. Ora, sendo a despesa com PIS/PASEP e COFINS uma parcela do custo de aquisição de matériasprimas, constante da formação do preço das mercadorias exportadas, que, em última análise, representa a receita de exportação não se pode admitir que tal receita contenha, na sua composição, qualquer parcela de PIS/PASEP e COFINS. Se assim não se entender, haverá a repercussão dos valores equivalentes ao PIS/PASEP e COFINS no preço final e, em consequência, na receita de exportação, que configura fato econômico, ou ainda, fato gerador desonerado da incidência do PIS/PASEP e da COFINS. Verificada a indevida oneração da receita de exportação, criou o legislador através, da Medida Provisória n° 674 de 25/10/94, um sistema de ressarcimento pelas perdas incorridas pelos contribuintes produtores e adquirentes de produtos destinados à exportação, Fl. 6DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 10.75 7 mediante crédito fiscal. Mais tarde a Medida Provisória n° 948 de 23/03/95 determinou que tal crédito fiscal deveria ser feito através de um crédito presumido de IPI. Após seguidas reedições, a redação inicial da Medida Provisória n° 948/95 foi adotada pela Lei n° 9.363/96. Vejamos. A MP 674/94, publicada no DOU de 26/10/94, inaugurou o reconhecimento ao ressarcimento ao produtor exportador das contribuições ao PIS e a COFINS que oneravam a exportação, nos seguintes termos, in verbis: “Art. 1° Fica instituído a favor do produtor exportador de mercadorias nacionais, crédito fiscal, mediante ressarcimento em moeda corrente, destinado a compensar o custo representado pelas contribuições sociais de que tratam as Leis Complementares ns. 7 (1), de 7 de setembro de 1970; 8 (2), de 3 de dezembro de 1970; e 70 (3), de 30 de dezembro de 1991, que incidirem sobre o valor das matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos no mercado interno pelo exportador para utilização no processo produtivo.” Esta Medida Provisória foi reeditada 4 vezes nestes mesmos termos, tendo sido alterada apenas por ocasião da edição da Medida Provisória 948/95 de 23/03/95, publicada no DOU de 24/03/95, a qual passou a especificar que este crédito fiscal anteriormente conferido tratase de crédito presumido de IPI, in verbis: “Art. 1° O produtor exportador de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares ns. 7 (1), de 7 de setembro; 8 (2) de 3 de dezembro de 1970; e 70 (3), de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo.” A redação supra se repetiu em diversas outras medidas provisórias, a última n° 148427/96 foi adotada para o efeito de promulgação da Lei 9363 de 13/12/96, que dispôs: “Art. 1° A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares ns. 7 (2), de 7 de setembro de 1970; 8 (3) de 3 de dezembro de 1970; e 70 (4), de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda à empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior.” O crédito presumido deve ser apurado aplicandose o percentual de 5,37% sobre o valor da base de cálculo determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produto Fl. 7DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 11.75 8 exportador. Ou seja, aplicase 5,37% sobre o valor das aquisições de insumos que forem proporcionais às receitas de exportação. A legislação em questão prevê, ainda, em sendo comprovada a impossibilidade de utilização do crédito presumido, em compensação do IPI devido, pelo produtor exportador, nas operações de venda no mercado interno, o ressarcimento em moeda corrente, o que é o objeto do pedido. Assim, criou o legislador uma ficção jurídica pela qual os valores equivalentes ao PIS/PASEP e COFINS deixam de ser considerados como sendo tributos diretos de responsabilidade do produtor exportador ou da empresa comercial exportadora, e passam a ser tributos indiretos de responsabilidade do consumidor interno nacional, contribuinte de fato do IPI, por força do procedimento de compensação que o legislador criou, para o efeito de ressarcir as despesas com o PIS/PASEP e COFINS. Logo, desde o momento em que as receitas de exportação foram desoneradas da incidência das contribuições em questão, a desoneração em exame deve se aplicar tanto para o efeito da saída das mercadorias quanto para o efeito da entrada de matériasprimas destinadas à exportação. Em suma, a partir da Lei n° 7.713/88, no que diz respeito ao PIS/PASEP, e da Lei Complementar n° 70/91, no que diz respeito à COFINS, as receitas de exportação foram desoneradas da incidência das respectivas contribuições, de forma que a repercussão de tais contribuições, através da inclusão dos respectivos valores nos preços de aquisição de matérias primas, acarretou danos que somente passaram a ser ressarcidos a partir da MP 674/1994 e MP 948/1995 em forma de crédito presumido de IPI. Há que se deixar claro que o objetivo buscado pela MP 674/94 e 948/95 conforme se pode verificar pelas Exposições de Motivos abaixo transcritas foi compensar o exportador dos valores das contribuições ao PIS e das parcelas da COFINS os quais oneraram os insumos e as mercadorias empregadas na fase produtiva dos produtos exportados, in verbis: “Submeto à elevada consideração de Vossa Excelência projeto de Medida Provisória que institui mecanismo de ressarcimento das contribuições para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público PASEP, Programa de Integração Social PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, incidentes sobre matériasprimas, materiais de embalagens e produtos intermediários diretamente empregados na fabricação de produtos industrializados e semiindustrializados remetidos para o exterior. 2. Conforme é do conhecimento de Vossa Excelência, a desoneração dos tributos indiretos incidentes sobre as exportações é uma das práticas permitidas pelo GATT e, por isso, o instrumento mais amplamente empregado por todos os países que buscam ampliar os mercados para as suas produções nacionais. 3. No sistema tributário brasileiro coexistem basicamente dois tipos de tributos indiretos que incidem sobre tais operações: a) aqueles que incidem sobre o valor adicionado, como o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e b) aqueles que incidem “em cascata”, como as contribuições sociais em tela. 4. A desoneração do IPI sobre as exportações, assegurada por determinação constitucional, tem sido viabilizada pela própria técnica do imposto, que permite assegurar a manutenção do crédito incidente sobre as matériasprimas empregadas na fabricação do produto exportado, sem a qual o benefício da Isenção na etapa final de exportação seria efetivamente menor. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 12.75 9 5. Por outro lado, o Governo de Vossa Excelência vem, diante da importância vital das exportações para o crescimento do emprego, da renda e da manutenção da capacidade de importar do País, criando condições e estímulos para a expansão das vendas externas, cabendo mencionar a isenção da COFINS e PIS na etapa final da exportação. Porém, tal benefício, ainda que importante para as exportações, perde muito de sua força em decorrência da própria mecânica de incidência dessas contribuições que, ao contrário dos tributos sobre o valor adicionado, não permite que o montante despendido sobre as matériasprimas e produtos intermediários empregados na fabricação de um produto possa ser creditado contra os débitos registrados pelo faturamento desse bem. Desse modo, a contribuição vai se acumulando “em cascata” em todas as fases do processo produtivo. 6. Por essas razões, estou propondo o presente projeto de Medida Provisória, com o objetivo de desonerar também a etapa produtiva imediatamente anterior à exportação, da incidência daquelas contribuições, o que permitirá, no âmbito dos tributos indiretos federais, a eliminação quase total dessas incidências sobre as operações comerciais de vendas de mercadorias ao exterior. 7. Finalmente, destaco o caráter urgente e relevante da medida, devido à necessidade de indicar aos exportadores ações objetivas que estimulem a continuidade de suas operações com o exterior.” (grifos acrescidos ao original) Do texto da Exposição de Motivos nº 345/94, podemos deduzir que: I. o direito ao ressarcimento foi instituído como forma de excluir do custo dos bens destinados à exportação a tributação pelo PIS e COFINS, direta e indiretamente; II. tais contribuições incidentes em todos as operações internas são cumulativas a cada etapa da cadeia produtiva provocando o fenômeno da incidência em “cascata”. A Exposição de motivos nº 120/95, expedida pelo Ministro da Fazenda, por sua vez contempla: “A Medida Provisória n° 905, de 21 de fevereiro de 1995, dispôs sobre a desoneração fiscal da COFINS e PIS/PASEP incidente sobre os insumos, objetivando possibilitar a redução dos custos e o aumento da competitividade dos produtos brasileiros exportados, dentro da premissa básica da diretriz política do setor, no sentido de que não se deve exportar tributos. Em seu elemento motriz, a proposta em comento dispunha que sobredita desoneração deveria ser feita mediante ressarcimento em dinheiro desses encargos a favor do produtor exportador nacional. 2. Sendo as contribuições da COFINS e PIS/PASEP incidentes em cascata, sobre todas as etapas do processo produtivo, parece mais razoável que a desoneração corresponda não apenas à última etapa do processo produtivo, mas sim às duas etapas antecedentes, o que revela que a alíquota a ser aplicada deve ser elevada para 5,37%, atenuando ainda mais a carga tributária incidente sobre os produtos exportados, e se revelando compatível com a necessidade de ajuste fiscal. 3. Por outro lado, as dificuldades de caixa do Tesouro Nacional demonstram que, em lugar do ressarcimento da natureza eminentemente financeira, melhor e de efeitos mais imediatos será que o exportador possa compensar o valor Fl. 9DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 13.75 10 resultante da aplicação da alíquota com seus débitos de IPI, recebendo em espécie apenas a parcela que exceder o montante que deveria ser recolhido a esse título. Daí a opção pela concessão de um crédito presumido do IPI, no montante equivalente à aplicação da alíquota de 5,37% sobre os insumos e material de embalagem que compõem o produto exportado, mantido o mesmo critério de apuração anteriormente previsto, ou seja, a parcela das aquisições na mesma proporção entre a receita de exportações e a receita operacional bruta do exportador. 4. Não é demais lembrar que é preservada a possibilidade de recebimento em moeda por parte do exportador quando, comprovadamente, não for possível a utilização exclusiva da sistemática de compensação própria do IPI, como, por exemplo, no caso de empresa com predominância de vendas externas, que pouco terá que recolher relativamente ao IPI incidente sobre as vendas que realizar no mercado interno. 5. Por outro lado, na versão ora editada, buscase a simplificação dos mecanismos de controle das pessoas que irão fruir o benefício, ao se substituir a exigência de apresentação das guias de recolhimento das contribuições por parte dos fornecedores de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, por documentos fiscais mais simples, a serem especificados em ato do Ministro da Fazenda, que permitam o efetivo controle das operações em foco. 6. Finalmente, propõese a declaração de insubsistência dos atos praticados com base nas Medidas Provisórias anteriores, plenamente justificável, na medida em que as necessidades de controle de sistemática sugerida recomendam que a fruição do benefício somente ocorresse a partir de regulamentação a ser baixada pelo Poder Executivo, o que não ocorreu.” (grifos acrescidos ao original) Também da Exposição de Motivos nº 120/95, podemos extrair conclusões relevantes a respeito do intuito do legislador e do conteúdo e alcance da norma expedida: 1. que o intuito é de não devem ser exportados tributos e portanto é imperativa a exclusão das contribuições em cascata que compõem o custo das aquisições dos insumos dos produtos destinados à exportação; 2. que, inobstante o número de etapas havidas na cadeia produtiva dos bens destinados à exportação, fixarseia o índice de 5,37% que representa a incidência de PIS e COFINS em duas etapas antecedentes; 3. que tal índice somente se justifica se considerado como uma média ponderada do número de etapas dos insumos que compõem produtos exportados. Podemos inferir, assim que não só o crédito de IPI é presumido, como também, é presumido o índice de aplicação sobre os insumos para obter tal crédito. Outra questão que aflora referese à obtenção da base em que será aplicada a alíquota presumida para cálculo do ressarcimento, ou seja, a relação entre receita bruta e receita de exportação indica uma proporcionalidade entre os insumos adquiridos para compor o total dos produtos industrializados e os produtos industrializados destinados ao mercado externo. Essa fórmula fornece importantes subsídios interpretativos para aplicação das normas, como veremos adiante. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 14.75 11 Assim colocado o histórico da legislação atinente ao crédito presumido de IPI relativo ao ressarcimento do PIS/COFINS de insumos adquiridos para a industrialização de produtos destinados à exportação, cabe verificar a aplicação da norma ao caso concreto. Definidos estes parâmetros, foi editada a referida Medida Provisória criando o crédito presumido de IPI para ressarcimento de PIS/PASEP e COFINS incidente sobre as matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagens. Estes normativos jamais contiveram qualquer restrição quanto ao fato dos insumos estarem ou não sujeitos às contribuições, outorgando o credito presumido a todos os exportadores. Ressaltase que a Lei não estabelece limites à fruição do direito ao ressarcimento. A inexistência de restrição quanto à tributação ou não dos insumos, justificase pelo fato de que o crédito é destinado a ressarcir o PIS e COFINS de todas as operações da cadeia e não apenas da última, portanto, mesmo em caso de isenção para esta etapa, o produto adquirido esteve sujeito à contribuições nas etapas anteriores. No caso em tela, mesmo que as cooperativas e os produtores rurais, pessoas físicas, não estejam sujeitos à incidência de PIS e COFINS em suas operações de saída, quando estas pessoas adquiriram os insumos necessários à manutenção da lavoura de soja, estiveram sujeitas aos tributos, visto que o maquinário está sujeito à contribuição, o combustível para movimentar estas maquinas, também, é tributado e diversos outros insumos como fertilizantes e defensivos agrícolas sofrem a incidência dessas contribuições. As sementes, os adubos, enfim, tudo que é necessário ao cultivo da soja está sujeito ao PIS e à COFINS. Mais do que isto, na cadeia produtiva destes insumos, também há operações anteriores e todas tributadas pelo PIS e pela COFINS. Se assim é de ser reconhecido o direito em relação às aquisições dessas pessoas. Primeiro, porque a metodologia adotada pela Lei, para possibilitar o ressarcimento das contribuições embutidas no custo de aquisição de insumos, considerou de forma aleatória o índice de 5,37%, que, apesar de representar numericamente a incidências dessas contribuições nas duas etapas antecedentes, é um percentual estipulado única e exclusivamente para viabilizar, essa metodologia. Não se trata aqui de fixação de índice como a outorga de um direito em relação às duas etapas antecedentes, mas de um valor que a lei elegeu como sendo suficiente para o ressarcimento – ainda que não seja. Se fosse diferente, o índice não seria fixado de forma aleatória, mas sim consideraria o número de etapas antecedentes para efetivamente mensurar o ressarcimento devido. Devese considerar que a legislação que criou o ressarcimento em comento, instituiu os créditos a partir de uma presunção legal, como fica evidente da simples leitura da ementa da Medida Provisória n.º 948/95: “Dispõe sobre a instituição de credito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, para ressarcimento do valor do PIS/PASEP e COFINS nos casos que especifica e dá outras providencias” Esta presunção legal que estabeleceu o crédito no percentual de 5,37% é notadamente uma presunção absoluta, não admitido qualquer ilação em sentido contrário (presunção juris et de jure). Fl. 11DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 15.75 12 Tratandose de credito presumido outorgado em um percentual idêntico para todos os setores da economia, resta evidente que se trata de uma presunção absoluta, pois, do contrario, um exportador de produtos com alto grau de industrialização e várias etapas na cadeia produtiva, teria direito a um credito superior a 5,37%, desde que comprovado este fato. Mas esta hipótese não encontra amparo na Lei, nem tampouco a situação inversa adotada como razão de decidir pelo r. despacho recorrido. A presunção juris et de jure criada pela Lei 9.363/96 outorga aos exportadores (industria exportadora) o direito ao credito, independente de qualquer restrição relativa à tributação ou não dos produtos adquiridos. Portanto, a simples aplicação de uma das regras elementares de hermenêutica e suficiente para resolver a questão, visto que não fazendo o legislador a distinção, não cabe ao intérprete distinguir. Segundo, ainda que fosse o índice um ícone da fixação de um direito a ressarcimento relativo ao PIS e à COFINS pagos nas duas etapas antecedentes, voltaríamos a questão de que tanto as Cooperativas como as Pessoas Físicas, estiveram sujeitas à tributação do PIS e da COFINS dos insumos que adquiriram para produção de suas mercadorias. E, assim, se for possibilitada a abertura do comando legal para reduzir o direito da Impugnante, romperseá a estrutura procedimental criada pela norma para viabilizar o ressarcimento. D’outro lado, poderseia pleitear o alargado número de etapas antecedentes para cômputo do PIS e da COFINS a que se teria direito ao ressarcimento. Contudo, não é isso que se quer. A Impugnante pleiteia a execução e aplicação da norma jurídica de forma veiculada, pela qual evidenciase que o fato da última operação ser ou não tributada é irrelevante para a outorga do benefício, pois o escopo do legislador foi desonerar as exportações e não apenas a última etapa. Ocorre, no entanto que, em sentido contrário à norma legal, foram editadas as Instruções Normativas SRF n.ºs 23/97 e 103/97, subvertendo o benefício fiscal em comento, ao determinar a exclusão do cômputo dos créditos do montante relativo à aquisição de mercadorias de produtores rurais pessoas físicas e cooperativas, sob a justificativa que estes fornecedores não estão sujeitos ao PIS e COFINS. Mister trazer a colação o referido dispositivo (IN SRF 23/97) que, contrariando literal dispositivo de lei, “criou” a restrição em comento: “Art. 2.º Fará jus ao credito presumido a que se refere o artigo anterior a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais. § 1.º .... § 2.º O crédito presumido relativo a produtos oriundos da atividade rural, conforme definida no art. 2.º da Lei 8023 de 12 de abril de 1990, utilizado como matériaprima, produto intermediário ou embalagem, na produção de bens exportados, será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às contribuições PIS/PASEP e COFINS.” São dispensáveis maiores conhecimentos jurídicos para vislumbrar a nítida incompatibilidade entre o texto da Instrução Normativa e o teor das Medidas Provisórias. Tão Fl. 12DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 16.75 13 simples como a identificação do problema é sua solução, pois, evidentemente, deve prevalecer a norma hierarquicamente superior. O Sistema Tributário Nacional, estruturado na Constituição Federal e consagrado no Código Tributário Nacional, veda que norma inferior possa alterar dispositivos de norma superior. Ainda que no intuito de regulamentar a execução dos direitos e deveres estampados na Lei, uma Instrução Normativa não pode dar interpretação restritiva ou ampliativa à lei a qual se submete, vez que, ocorrendo, ofende o princípio da estrita legalidade, o princípio da hierarquia das normas e o princípio da vinculação da administração à lei. Não havendo duvidas quanto à prevalência das disposições da Medida Provisória, que tem força de Lei desde a sua edição, sobre as normas criadas por normativos oriundos do Poder Executivo, que devem ser editadas apenas para regulamentar a lei, devese destacar outro aspecto constitucional de fulcral importância à analise do caso em tela, insculpido no inciso I, do artigo 150 da Lei Maior. É certo que a competência tributária outorgada pela Constituição às pessoas de direito constitucional, reserva a elas prerrogativas necessárias ao exercício da função tributante, mas, em contra partida estabeleceu limites rígidos à atuação do Estado com o fim de preservar as garantias individuais. Daí, porque, a relação jurídica tributária possui uma definição rígida nos limites impostos estabelecidos em LEI, não sendo lídimo criar qualquer obrigação por normativo inferior, por meio do exercício atípico de legislar. Portanto, os termos das Instruções Normativas n.ºs 23/97 e 103/97, que determinam restrições não previstas em lei, não devem ser considerados na solução do caso em tela, visto que manifestamente ilegais. Faço referência a trecho do Voto do Ilustre e Saudoso Conselheiro Oswaldo Tancredo de Oliveira, que sustentou o v. Acórdão nº 20209865, proferido pela então 2ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, a justa interpretação em relação ao assunto: “Aqui, também, como argumenta a Recorrente, e como se acha justificado na própria EM que encaminhou a MP em questão, essas contribuições incidem em cascata, assim, mesmo os insumos delas isentos na última aquisição, como no presente caso, já trazem embutidos no seu custo parcelas da COFINS e do PIS que incidiram em fases anteriores, da cadeia de comercialização, portanto, os insumos (sementes, fertilizantes, herbicidas, ração, etc.) utilizados pelos produtores rurais, cooperativas e mesmo pessoas físicas, para produção e beneficiamento de seu produto, por ela adquirido, ou mesmo produzido, sujeitaramse efetivamente a essas contribuições, em fases anteriores de sua comercialização, o que onerou o seu preço final de aquisição, pelo produtorexportador. ... Ou seja, a base de cálculo do crédito presumido do IPI em questão será o montante do valor de todos os insumos e material de embalagem que compõem a mercadoria exportada, como é explicitado no item 3 da EM do Ministério da Fazenda, que instrui a Medida Provisória nº 948/95, na qual é dito: Fl. 13DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11065.003743/200435 Acórdão n.º 310100.636 S3C1T1 Fl. 17.75 14 ‘Daí a opção de um crédito presumido do IPI no montante equivalente à aplicação da alíquota de 5,37% sobre os insumos e material de embalagem que compõem o produto exportado’ ... A base de cálculo desse incentivo, portanto, sendo de conformidade com o mencionado ato ministerial, o valor total dos insumos que compõem a mercadoria exportada, engloba tanto os insumos adquiridos de contribuintes das citadas contribuições sociais, como os adquiridos de pessoas físicas e cooperativas. ... E onde a lei não distingue, ao intérprete não é dado distinguir.” E esse entendimento já está pacificado no âmbito da Câmara Superior de Recursos Fiscais, seguindo a linha da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Com base nesses pressupostos legais é que entendo que as aquisições de insumos de pessoas físicas e cooperativas devem ser consideradas no cômputo do crédito presumido de IPI. Diante do exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário, para reconhecer, parcialmente, o direito a ressarcimento do crédito presumido de IPI, com base na Lei 9.363/96, com inclusão dos valores relativos às matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem adquiridos de pessoas físicas,na base de cálculo desse incentivo fiscal. Luiz Roberto Domingo Fl. 14DF CARF MF Impresso em 24/01/2012 por MARIA FRANCISCA MEDEIROS DE AQUINO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 11/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10380.015396/00-71
Data da sessão: Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Período de apuração: 01/05/1997 a 31/05/1997
IPI. RESSARCIMENTO. PRODUTO EXPORTADO NÃO TRIBUTÁVEL.
Uma vez que a mercadoria exportada está fora do campo de incidência do imposto, não há que se falar em sistema de crédito e débito do imposto, e via de consequência, de direito a ressarcimento de IPI.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.508
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro,Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Designado o Conselheiro Corintho Oliveira Machado para redigir o voto vencedor.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Apr 20 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 31/05/1997 IPI. RESSARCIMENTO. PRODUTO EXPORTADO NÃO TRIBUTÁVEL. Uma vez que a mercadoria exportada está fora do campo de incidência do imposto, não há que se falar em sistema de crédito e débito do imposto, e via de consequência, de direito a ressarcimento de IPI. Recurso Voluntário Negado.
numero_processo_s : 10380.015396/00-71
conteudo_id_s : 5988892
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3101-000.508
nome_arquivo_s : Decisao_103800153960071.pdf
nome_relator_s : LUIZ ROBERTO DOMINGO
nome_arquivo_pdf_s : 103800153960071_5988892.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro,Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Designado o Conselheiro Corintho Oliveira Machado para redigir o voto vencedor.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2010
id : 7697965
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 20 09:38:08 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1796846011223638016
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-28T14:40:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-28T14:40:47Z; Last-Modified: 2011-04-28T14:40:47Z; dcterms:modified: 2011-04-28T14:40:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:b122644f-5f14-406f-ad03-7e9703a503b8; Last-Save-Date: 2011-04-28T14:40:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-28T14:40:47Z; meta:save-date: 2011-04-28T14:40:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-28T14:40:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-28T14:40:47Z; created: 2011-04-28T14:40:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2011-04-28T14:40:47Z; pdf:charsPerPage: 1209; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-28T14:40:47Z | Conteúdo => Henrique-Pinh-i ti Torres - P Luiz Roberto is mgo - Relator EDITADO EM: 29/12/2010 Corintho Oliv 1 chado - Redator Designado S3-C1T1 Fl. 235 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10380.015396/00-71 Recurso no 343.751 Voluntário Acórdão no 3101 -00.508 — la Camara / la Turma Ordinária Sessão de 26 de agosto de 2010 Matéria IPI/CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente IRACEMA INDÚSTRIA DE CAJU LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 31/05/1997 IPI. RESSARCIMENTO. PRODUTO EXPORTADO NÃO TRIBUTÁVEL. Uma vez que a mercadoria exportada está fora do campo de incidência do imposto, não há que se falar em sistema de crédito e débito do imposto, e via de consequência, de direito a ressarcimento de IPI. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao - recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Valdete Aparecida Marinheiro,Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Designado o Conselheiro Corintho Oliveira Machado para redigir o voto vencedor. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Tardsio Campelo Borges, Corintho Oliveira Borges, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls. 164/184) interposto contra decisão da DRJ de Recife/PE (fls.157/162) que negou provimento A. manifestação de inconformidade manejada pela Recorrente, em que discute o direito ao ressarcimento de créditos-prêmio de IPI, com base na Lei n° 8.402/92 e no art. 5° do Decreto-Lei n° 491/69. A recorrente apresentou, em 22/09/2000, pedido de ressarcimento (fls. 01 e 75-retificação) dos créditos-premio de IPI decorrentes dos insumos adquiridos durante o período de apuração de 01/05/1997 a 31/05/1997, relativamente a produção e comercialização de castanhas de caju para o exterior. Instrui o pedido com documentação de fls. 13/19, 78 e 83. Os créditos requeridos foram objeto de posterior pedido de compensação com débitos de Cofins, conforme declaração de fls. 21. A restituição foi indeferida, o que redundou na não homologação da compensação pleiteada, conforme despacho decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal de Fortaleza do Setor de Serviço de Orientação e Análise Tributária (SEORT), sob o fundamento de que o crédito-prêmio é possível apenas em casos de saída de produtos tributados ou não isentos do IPI e, como os autos tratam da exportação de Não-Tributados (NT), não há que se falar em direito a crédito. A Recorrente interpôs manifestação de inconformidade (fls.143/153), à qual foi negado provimento, sob o argumento de que (fls. 160): Como o ressarcimento instituído pelo art. 5° do Decreto-lei n° 491/69, posteriormente restabelecido pela Lei n°8.402/92, apenas compreende "a manutenção e utilização do crédito relativo its matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem efetivamente utilizado na industrialização de produtos exportados" (grifamos), não se enquadrando a mercadoria como produto industrializado, nos termos da legislação de regência, resta impossibilitada a concessão do beneficio. Intimada desta decisão em 22/06/2005, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls.164/184), aduzindo que os produtos enquadram-se na categoria de industrializados e que, se assim não fosse, não teria obtido sucesso em processos administrativos análogos ao presente. Apresenta também um relatório das etapas produtivas para comprovar que sua atividade se consubstancia em industrialização. o relatório. 2 Processo n° 10380.015396/00-71 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.508 Fl. 236 Voto Vencido Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do Recurso Voluntário, por tempestivo e atender aos demais requisitos de admissibilidade. Inexiste divergência quanto à posição da classificação fiscal adotada, de modo que a Recorrente e o Fisco concordam tratar-se de produto inserido na NCM 0801.32.00, sendo que a discussão está inserida na aplicação ou não do "EX" tarifário. Passemos, então, análise. Para o enquadramento da castanha de caju no "EX" tarifário da posição NCM 0801.32.00, o produto depende da forma do acondicionamento, ou seja, a castanha de caju deverá estar acondicionada em embalagem de apresentação não superior a 20 quilos. De acordo com o inciso IV, do artigo 4°, do Dec.2.637/98 — RIPI — dentre as operações de industrialização encontra-se aquelas que importem em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria. Desta feita, embalagem de apresentação é a que visa alcançar o consumidor final, contendo produto na quantidade em que é comumente destinado no varejo, até 20 (vinte) clans (art. 6°, §1°, inciso II do RIPI198). Além disso, são consideradas também como de apresentação as embalagens contendo quantidades de produtos superiores a 20 (vinte) quilos, desde que apresentem rótulos disponíveis colocados com o propósito de promover ou valorizar o produto industrializado, ou seja, a qualidade do material aplicado, a perfeição do acabamento ou sua utilidade adicional são essenciais para caracterizar o recipiente, envoltório ou embalagem, como de apresentação, definidos através dos Pareceres Normativos CST n`'s 66/75, 208/70 e 873/71, expedidos para melhor entendimento da definição da embalagem de apresentação. Portanto, a qualidade do material aplicado, a perfeição do acabamento, ou sua utilidade adicional são essenciais para caracterizar a embalagem como de apresentação, para que o produto submetido ao processo seja considerado industrialização, conforme estabelece a legislação. No presente caso, verifica-se que a Recorrente vendia ao exterior castanhas , de caju acondicionadas em caixas de papelão de 22,680 Kg, conforme consta do memorial i descritivo de fls. 94, em que a Recorrente afirma expressamente que: As embalagens para as amêndoas de castanha de caju são realizadas em caixas de 22,68 Kg, que contém um saco aluminizado ou duas latas de flandres, mt em caixa de papelão box de 793,8 Kg contendo saco aluminizado Contudo, o Recorrente não trouxe aos autos provas que demonstram de forma irrefutável que as caixas de papelão (embalagem utilizada para importação do produto) preenchem os requisitos para serem classificadas como embalagem de apresentação. Ao contrario, as informações constantes às fls. 94, deixam claro que na embalagem utilizada para exportar as castanhas de caju não consta qualquer identificação promocional clara e inequívoca para caracterizar como de apresentação. Vejamos: Os produtos originários do processo produtivo, vendidos ou não para o mercador externo, seguem em embalagens acondicionadas para transporte, conforme define o art. 6° do RIPI/98. Diante do exposto; é correta a classificação adotada pelo Fisco, tendo em vista que a mercadoria vendida ao exterior pelo Recorrente não preenche os requisitos necessários para ser considerado no "EX" tarifário 01, visto que os produtos não eram acondicionados em embalagem de apresentação. Quanto ao mérito, a discussão trazida aos autos resume-se em determinar se possível a concessão do beneficio previsto pelo Decreto 491/69 c/c a Lei 8.402/92 consistente no reconhecimento do direito a crédito do IPI, incidente nos insumos utilizados na produção de artefatos destinados A exportação. Trata-se do chamado crédito-prêmio do IPI, previsto no art. 1 0, inciso II, da Lei n° 8.402/1992 e Decreto-Lei n° 491/1969, art. 5°: Lei 8.402192, art. 1°, II: Art. 1° Sao restabelecidos os seguintes incentivos fiscais: II - manutenção e utilização do crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados relativo aos insumos empregados na industrialização de produtos exportados, de que trata o art. 5° do Decreto-Lei n° 491, de 5 de março de 1969 Decreto-Lei n° 491/69, art.'s 1° e 50 Art. 10 As emprgsas fabricantes e exportadoras de produtos manufaturados gozarão a titulo estimulo fiscal, créditos tributários sôbre suas vendas para o exterior, como ressarcimento de tributos pagos internamente L.1 Art. 5° É assegurada a manutenção e utilização do crédito do IPI relativo ás matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem efetivamente utilizados na industrialização dos produtos exportados Os enunciados jurídicos acima nos levam a concluir que o referido beneficio concedido ás exportações que se utilizaram de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens tributados pelo IPI e cuja manutenção e utilização do crédito, passa a evitar a exportação do custo desse imposto que incidiu nos "insumos". Para tanto a norma estabelece como requisitos o seguinte: 1) que as matérias- primas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem tenham sido efetivamente 4 Processo n° 10380.015396/00-71 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.508 . Fl. 237 utilizados na industrialização dos produtos exportados; 2) que a empresa beneficiária seja fabricante e exportadora de produtos manufaturados. Nota-se que as exigências relacionam-se apenas A. necessidade dos insumos serem tributados .pelo IPI e que a mercadoria exportada tenha passado por processo de industrialização. 0 legislador não fez menção ao fato de a mercadoria exportada ser ou não qualificada como Não Tributada — NT. 0 IPI que incide na cadeia produtiva é suportado, a principio, pelo comerciante, , que passa a integrá-lo no custo de aquisição do produto industrializado para revenda como mercadoria, e, por fim, pelo consumidor final que adquire a mercadoria com os tributos nela já incididos e majorados no preço. Quando da exportação, esses tributos, se não aproveitados financeiramente pelo exportador, passam a compor o preço, tal qual o que ocorre com o consumidor final. Contudo, o que se busca é a desoneração tributária das exportações com o fim de tornar o produto nacional competitivo no exterior. A partir do raciocínio pelo qual o produto NT não tem direito A. manutenção dos créditos dos "insumos" adquiridos, verificaremos que o custo dessa tributação passa a ser suportada pelo exportador, não obtendo a redução de custo para a desejada competitividade. É relevante, para o caso, identificar se as mercadorias exportadas passaram ou não por processo de industrialização, pois este é requisito legal para a concessão do crédito. Para o Regulamento do IPI, vigente h época de ocorrência do fato gerador, o Decreto n° 2.637/98, em seu art. 4°, industrialização é entendida corno: Art. 4° Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei n° 4.502, de 1964, art. 3°, parágrafo único, e Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, parágrafo único): I - a que, exercida sobre matéria-prima ou produto intermediário, importe na obtenção de espécie nova (transformação); II - a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento); , III - a que consista na reunido de produtos, peps ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem); IV - a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao i i transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); 5 V - a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicionamento). Parágrafo único. São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condições das instalações ou equipamentos empregados. Para saber, portanto, se um determinado produto passou ou não pelo processo de industrialização, é necessária a verificação de ocorrência de pelo menos uma das atividades elencadas pelo RIPI/98. A Recorrente apresenta descrição do processo de beneficiamento da castanha de caju in natura, detalhando as várias etapas de preparo antes de serem liberadas para venda no mercado consumidor. Dentre estas etapas, observamos processos de cozimento e torrefação, corte mecanizado, pelo qual têm suas cascas rompidas e, após estas etapas, passam pelo despeliculamento, quando se dá o processo de remoção da película que cobre as amêndoas. Por fim, passam por processo de seleção, para, então, serem embaladas para venda a consumo. Estas informações são confirmadas pelas planilhas apresentadas pela Recorrente, em que constam os produtos utilizados no preparo das castanhas para venda, sobre os quais se recolhe o IPI, declaração em que se observa a presença dos materiais utilizados no beneficiamento das castanhas e em suas embalagens. Conclui-se, portanto, que as castanhas, depois de todo este beneficiamento não podem mais se consideradas in natura, pois passaram por processo de modificação e deixaram de ser a castanhas apresentadas da forma como foram colhidas. Ainda que não se levasse em conta todas as provas apresentadas pela Recorrente, constata-se nos autos que a Autoridade Fiscal não foi capaz de justificar a inaplicabilidade do beneficio do crédito-prêmio de IPI à Recorrente, mesmo após ter verificado o processo industrial de acondicionamento, limitando -se a argumentar que se tratava de castanhas in natura. Ressalte-se que até 1999, antes da Lei n° 9.779, o fabricante de produto cuja saída seria NT, isento, com aliquota zero ou suspensão, não poderiam escriturar os créditos decorrentes das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, conforme art. 171, § 1 0, do RIPI/98: Seção III - Da Escrituração dos Créditos Requisitos para a Escrituração Art. 171. Os créditos serão escriturados pelo beneficiário, em seus livros fiscais, à vista do documento que lhes confira legitimidade: I - nos casos dos créditos básicos, incentivados ou decorrentes de devolução ou retorno de produtos, na efetiva entrada dos produtos no estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial; 6 Processo n° 10380.015396/00-71 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.508 Fl. 241 II - no caso de entrada simbólica de produtos, no recebimento da respectiva nota fiscal, ressalvado o disposto no sç' 2'; III - nos casos de produtos adquiridos para utilização ou consumo próprio ou para comércio, e eventualmente destinados a emprego como matéria-prima, produtos intermediários ou material de embalagem na industrialização de produtos para os quais o crédito seja assegurado, na data da sua redestinaca IV - nos casos de produtos importados adquiridos para utilização ou consumo próprio, dentro do estabelecimento importador, eventualmente destinado a revenda ou saída a qualquer outro titulo, no momento da efetiva saída do estabelecimento. § 1° Não deverão ser escriturados créditos relativos a insumos que, sabidamente, se destinem a emprego na industrializactio de produtos isentos, saídos com suspensão, não tributados ou de aliquota zero, maw manutencão não tenha sido autorizada pela legisla cão. Do texto regulamentar acima, verifica-se que a vedação à escrituração contempla uma exceção, qual seja, "cuja manutenção não tenha sido autorizada pela legislação. No caso em apreço, há uma legislação especifica que concede a manutenção do crédito para os produtos cujo destino seja a exportação, de modo que, mesmo os produtos não tributados, isentos, sujeitos à aliquota zero ou suspensão, quando destinados à exportação dardo ao estabelecimento fabricante exportador o direito ao crédito Diante do exposto, D015, PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para determinar o retorno dos autos h. o verificação acerca da correição dos valores requeridos pel Luiz Roberto Dom Voto Vencedor Corintho Oliveira Machado - Redator Designado Sem embargo das razões ofertadas pela recorrente, e das considerações tecidas pelo I. Conselheiro Relator, o Colegiado firmou entendimento em contrario, no que pertine ao direito aplicável A. conjuntura que deu azo ao pedido de crédito do IPI incidente nos insumos utilizados na produção de artefatos destinados à exportação, chegando à conclusão de que não assiste razão à recorrente, na sua irresignação contra a não homologação da compensação encetada, e bem assim contra a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento. E tal conclusão não deriva do tipo de embalagem utilizada pela recorrente, matéria que dominou as discussões em primeiro grau, porquanto o Colegiado acordou que a i embalagem não era mesmo de apresentação, consoante diz a própria recorrente ao descrever o 7 Processo n° 10380.015396/00-71 53-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.508 Fl. 242 seu processo produtivo, a fl. 94, e portanto não estaria o produto enquadrado no EX que o tornaria aliquota zero, em vez de NT, mas sim da análise das normas legais que outorgam o direito requerido pela recorrente. 0 eminente Relator diz ser possível a concessão do beneficio previsto pelo Decreto 491/69 c/c a Lei 8.402/92, consistente no reconhecimento do direito a crédito do IPI incidente nos insumos utilizados na produção de artefatos destinados A exportação, desde que os insumos sejam tributados pelo IPI e a mercadoria exportada tenha passado por processo de industrialização, pois o legislador não fez menção ao fato de a mercadoria exportada ser ou não qualificada como Não Tributada - NT. De outra banda, a facção vencedora no julgamento entende que se a mercadoria exportada está fora do campo de incidência do imposto, não há que se falar em sistema de credito e débito do imposto, ainda que seja para os termos do Decreto-lei n° 491/69. Aliás, nesse sentido eram unânimes as quatro Câmaras dos Conselhos de Contribuintes, e a matéria veio de ser sumulada inclusive no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: Súmula CARF n° 20: Não há direito aos créditos de IPI em relação its aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. r Posto isso ntendo corretas as decisões administrativas anteriores e voto pelo DESPROVIMENTO do reI . voluntário. i Corinth. • i e eira Machado f 8
score : 1.0
Numero do processo: 10314.005782/2005-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2005
Ementa:
CLASSIFICAÇÃO FISCAL – RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE
IMPORTAÇÃO. POSSIBILIDADE. ÔNUS DA PROVA. – Ainda que possível a revisão aduaneira das importações realizadas pela contribuinte com a consequente exigência de diferença no recolhimento de tributos, cabe ao Fisco apresentar a prova da materialidade do erro na classificação fiscal, ou seja, de que os produtos importados se enquadram em posição tarifária diversa da indicada nas Declarações de Importação. A elaboração de Laudo Técnico para subsidiar a exigência torna-se indispensável à plena
caracterização do produto objeto da revisão, sendo que a ausência implica incerteza quanto à materialidade da aplicação da norma tributária, o que configura cerceamento ao direito de ampla defesa e do contraditório.
Recurso de Ofício a que se Nega Provimento
Numero da decisão: 3101-000.570
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso de Ofício.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
dt_index_tdt : Sat Apr 20 09:00:02 UTC 2024
anomes_sessao_s : 201012
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2005 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL – RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. POSSIBILIDADE. ÔNUS DA PROVA. – Ainda que possível a revisão aduaneira das importações realizadas pela contribuinte com a consequente exigência de diferença no recolhimento de tributos, cabe ao Fisco apresentar a prova da materialidade do erro na classificação fiscal, ou seja, de que os produtos importados se enquadram em posição tarifária diversa da indicada nas Declarações de Importação. A elaboração de Laudo Técnico para subsidiar a exigência torna-se indispensável à plena caracterização do produto objeto da revisão, sendo que a ausência implica incerteza quanto à materialidade da aplicação da norma tributária, o que configura cerceamento ao direito de ampla defesa e do contraditório. Recurso de Ofício a que se Nega Provimento
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10314.005782/2005-14
conteudo_id_s : 5447928
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3101-000.570
nome_arquivo_s : Decisao_10314005782200514.pdf
nome_relator_s : LUIZ ROBERTO DOMINGO
nome_arquivo_pdf_s : 10314005782200514_5447928.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso de Ofício.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 08 00:00:00 UTC 2010
id : 5879229
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 20 09:38:07 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1796846011240415232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1772; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 533 1 532 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10314.005782/200514 Recurso nº 502.532 Voluntário Acórdão nº 310100.570 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 08 de dezembro de 2010 Matéria Classificação Fiscal II/IPI Recorrente DRJSÃO PAULO/SP Recorrida MALLINCKRODT DO BRASIL LTDA. Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2005 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL – RETIFICAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. POSSIBILIDADE. ÔNUS DA PROVA. – Ainda que possível a revisão aduaneira das importações realizadas pela contribuinte com a consequente exigência de diferença no recolhimento de tributos, cabe ao Fisco apresentar a prova da materialidade do erro na clssificação fiscal, ou seja, de que os produtos importados se enquadram em posição tarifária diversa da indicada nas Declarações de Importação. A elaboração de Laudo Técnico para subsidiar a exigência tornase indispensável à plena caracterização do produto objeto da revisão, sendo que a ausência implica incerteza quanto à materialidade da aplicação da norma tributária, o que configura cerceamento ao direito de ampla defesa e do contraditório. Recurso de Ofício a que se Nega Provimento Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso de Ofício. Henrique Pinheiro Torres – Presidente Luiz Roberto Domingo – Relator Fl. 558DF CARF MF Emitido em 15/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10314.005782/200514 Acórdão n.º 310100.570 S3C1T1 Fl. 534 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Valdete Aparecida Marinheiro, Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres.. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório exarado no Julgamento de primeira instância (fls. 512/513) “O presente auto de infração é resultado de revisão aduaneira sobre declarações de importação da impugnante dos anos de 2000 a 2005. Analisando tais declarações a fiscalização apontou a ocorrência de três irregularidades: 1. Mercadorias declaradas na NCM 9033.00.00 que segundo a fiscalização deveriam estar classificadas na NCM 9019.20.10. Suporta a reclassificação com base no extrato de ficha RADAR referente à Dl n° 04/11170168, desembaraçada no Aeroporto de Viracopos. 2. Mercadorias declaradas na NCM 9018.90.10, EX 002, descrevendo o produto "OPTISTAR LE — SISTEMA DIGITAL DE INJEÇÃO", não estariam cobertas pelo EX em questão. Sustenta sua descaracterização de EX tarifário no extrato de retificação da DI n°04/1061696O, fl. 199; 3. Mercadorias declaradas na NCM 9018.39.29, EX 001, não estariam acobertadas pelo EX tarifário pois seriam "sondas e cânulas endrotraquiais descartáveis". Suporta a descaracterização do EX tarifário no extrato de retificação da DI n°05/01174057, fl. 196. Com base nas informações acima, foi lavrado o presente auto de infração para a cobrança das diferenças de imposto de importação, multa de ofício, juros, multa pela falta de LI e multa pelo erro de classificação fiscal. Intimada do Auto de Infração em 01/07/2005 (fl. 209), a interessada apresentou impugnação e documentos em 29/07/2005, juntados às folhas 213 e seguintes, alegando em síntese: 1 Em relação à irregularidade 2 acima descrita, afirma que a fiscalização não verificou de fato qual mercadoria estava sendo importada nas declarações de importação listadas e tampouco atentou para qual EX tarifário estava vigente no momento de registro de tais declarações. Cita, declarações de importação que não descrevem o produto "OPTISTAR" e que sequer solicitam o EX 002. Cita ainda declarações registradas em datas nas quais sequer vigia o EX 002 citado. 2. Com relação à irregularidade 3 acima descrita, esclarece que as mercadorias importadas pelas declarações de importação listadas não descrevem apenas "sondas e cânulas endotraquiais descartáveis", mas sim "tubos endobronquiais, kits cânula (composta por tubo endobronqueal), tubos endotraqueais, sondas para gastrostomia e cateteres umbilicais). Logo, inaplicável a presunção da fiscalização para todas as importações utilizando a NCM 9018.39.29 e o EX 001. Fl. 559DF CARF MF Emitido em 15/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10314.005782/200514 Acórdão n.º 310100.570 S3C1T1 Fl. 535 3 3. Com relação à. irregularidade 1 acima descrita, a fiscalização anexa catálogos e descrições técnicas visando demonstrar que os produtos relacionados nas declarações de importação listadas pela fiscalização são passíveis de serem utilizados em vários tipos de maquinas, não sendo, nos termos das NESH, passíveis de serem classificadas com uma espécie determinada de máquina como procedeu a fiscalização ao impor a NCM 9019.20.10 (aparelho de oxigenoterapia). Alega que a fiscalização, partindo de urna única retificação específica, presumiu sem analisar que todas as demais importações feitas com a NCM 9033.00.00 estavam erradas. 4. Alega violação do Principio da Verdade Material, visto que a fiscalização não buscou a correta identificação e individualização de cada mercadoria importada em cada declaração de importação, partindo de três retificações isoladas e presumindo irregularidades para todas as demais. 5. Alega violação ao Princípio da Legalidade. Cita doutrina e jurisprudência administrativa. 6. Requer, por fim, que seja julgada improcedente a presente autuação. A DRJSão Paulo/SP julgou improcedente o lançamento, conforme fundamentado na seguinte ementa: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/0112001 a 31/12/2005 Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. O auto de infração deve ser instruído com todos os elementos de prova, porque o ônus da prova é da autoridade autuante. Improcede o reenquadramento de produto na NCM ou em EX tarifário, se desacompanhado de prova técnica que permita o conhecimento de suas características merceológicas. Lançamento Improcedente Por tratarse de crédito exonerado superior ao limite de alçada, o órgão julgador de primeira instância submeteu sua decisão a reexame necessário. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Conheço do Recurso de Ofício por atender pressupostos de admissibilidade. Andou bem a decisão recorrida ao considerar nulo o lançamento por ausência de prova para fundamentar questão de fato imprescindível para realização da subsunção da norma tributária. Fl. 560DF CARF MF Emitido em 15/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10314.005782/200514 Acórdão n.º 310100.570 S3C1T1 Fl. 536 4 Como já me posicionei, anteriormente, a classificação fiscal é a aplicação de norma jurídica sobre determinado fato identificável no produto objeto da relação jurídica objetivada, pois se trata de fato hipoteticamente descrito que deve coincidir com o fato concretamente ocorrido no mundo. Tanto as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado quanto a TIPI são instrumentos veiculados por leis, ou seja, o direito positivou seus textos de modo que passaram a integrar o sistema. Notese que os textos das posições e as notas do Sistema Harmonizado veiculam normas que devem ser seguidas pelo intérprete a fim de corretamente fazer a subsunção. Têmse suportes fáticos (conceito de fato) cuja hipótese está descrita na norma. Isto é, as características intrínsecas e extrínsecas da mercadoria se traduzem no suporte fático que se subsumirá à hipótese de incidência. Essa característica é que faz uma determinada mercadoria classificarse numa posição e não em outra, pois a descrição da mercadoria deverá corresponder exatamente à hipótese prevista na norma, à descrição contida na tipi ou que se enquadre nos limites traçados pelas notas explicativas. Aliás, esse é o conteúdo da primeira regra de interpretação. É uma regra pautada no princípio da tipicidade estrita, ou seja, aquela que informa que para uma mercadoria deveser aquela dada classificação e não outra. Mas qual seria a importância dessa introdução no caso que se apresenta? Acredito que um produto não pode ser considerado igual a outro se intrínseca ou extrinsecamente apresente características diversas, ou ainda, não é possível determinarse qual a norma aplicável se ausente a prova da materialidade do produto. O procedimento fiscal tendente a desconsiderar a classificação fiscal adotado pelo contribuinte necessita da prova técnica que explicite as características intrínsecas e extrínsecas do produto para boa definição de sua natureza. Para tanto é necessária a colheita de provas indispensáveis à identificação do fato jurisdicizado, de forma a conhecer da verdade material que se submeterá à norma. Alberto Xavier (in, Do lançamento teoria geral do ato do procedimento e do processo tributário. 2º ed. Rio de Janeiro, Forense, 1998.) explica que o Direito Tributário é de natureza indisponível , ou seja, nem o Fisco pode deixar de aplicar a norma nem o contribuinte pode pagar tributo que não seja devido. E, ainda, que a Administração não pode prescindir das diligências probatórias previstas em lei para pleno conhecimento do objeto: “Da natureza indisponível do Direito Tributário material, derivam naturalmente reflexos na natureza do procedimento, através do qual a Administração fiscal aplica o tributo. Porque o procedimento representa a disciplina da atividade de aplicação do Direito material, deve entenderse que também ele se encontra subtraído a livre disposição das partes – Administração e contribuinte – de tal modo que são de excluir, em Direito Fiscal, as figuras da confissão, da desistência ou da transação, pois qualquer delas só pode recair sobre fatos relativos a direitos disponíveis. Também o material probatório se encontra subtraído à disponibilidade das partes, visto que a Administração fiscal não só não está limitada aos meios de provas facultados pelo contribuinte, como não pode prescindir das diligências Fl. 561DF CARF MF Emitido em 15/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10314.005782/200514 Acórdão n.º 310100.570 S3C1T1 Fl. 537 5 probatórias previstas na lei como necessárias ao pleno conhecimento do objeto do procedimento, salvo quando a lei excepcionalmente autorize.” Assim, no exercício de sua função a administração fiscal tem o dever de provar a ocorrência do fato do qual decorreu a aplicação do Direito, é dele o ônus da prova. Vejamos o que doutrina Alberto Xavier (op. cit. pág. 144): “Porque no procedimento administrativo de lançamento se tende à averiguação da verdade material quanto ao objeto do processo indispensável para a aplicação da lei de imposto nele não se coloca, em rigor, um problema de repartição do ônus da prova como critério de juízo sobre o fator incerto.” ... “Que o encargo da prova no procedimento administrativo de lançamento incumbe à Administração fiscal, de modo que em caso de subsistir a incerteza por falta de prova (Beweislosigkeit), esta deve absterse de praticar o lançamento ou deve praticálo com um conteúdo quantitativo inferior, resulta claramente da existência de normas excepcionais que invertem o dever da prova e que são as presunções legais relativas. Com efeito, a lei fiscal não raro estabelece presunções deste tipo em benefício do Fisco, liberandoo deste modo do concreto encargo probatório que na sua ausência cumpriria realizar; nestes termos, a Administração fiscal exonerarseá do seu encargo probatório pela simples prova do fato índice, competindo ao particular a demonstração do contrário.” ... “Na ordem jurídica brasileira não pode duvidarse da solução a dar ao problema em causa: o respeito pela propriedade privada, consagrado constitucionalmente, e que em matéria tributária se reflete no princípio de uma rígida legalidade, revela só por si que no caso de incerteza sobre a aplicação da lei fiscal são mais fortes as razões de salvaguarda do patrimônio dos particulares do que as que conduzem ao seu sacrifício . ( in dubio pro libertate; melhor est conditio possidentis).” Nunca é demais repetir os ensinamentos do doutrinador Paulo Celso B. Bonilha, em sua obra "Da Prova no Processo Administrativo Tributário"( Ed. Dialética, São Paulo, 1997, 2ª edição) ao tratar do ônus da prova na relação processual tributária, conclui que: "Se é verdade que a conformação peculiar do processo administrativo tributário exige do contribuinte impugnante, no início, a prova dos fatos que afirma, isto não significa, como vimos, que, no decorrer do processo, seja de sua incumbência toda a carga probatória. Tão pouco a presunção de legitimidade do ato de lançamento dispensa a Administração do ônus de provar os fatos de seu interesse e que fundamentam a pretensão do crédito tributário, sob pena de anulamento do ato." Ora, ainda que possível a revisão aduaneira das importações realizadas pela Contribuinte, no período em que se baseou a fiscalização, inclusive com a exigência de tributos Fl. 562DF CARF MF Emitido em 15/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10314.005782/200514 Acórdão n.º 310100.570 S3C1T1 Fl. 538 6 recolhidos a menor, cabe ao Fisco apresentar prova da materialidade do erro na clssificação fiscal, ou seja, prova de que os produtos importados se enquadram em posição tarifária diversa da indicada nas Declarações de Importação. A incerteza quanto à materialidade da aplicação da norma tributária pretendida pelo Fisco configura cerceamento ao direito de ampla defesa e do contraditório, uma vez que, o subsídio da exigência por meio de Laudo Técnico tornase indispensável à plena caracterização do produto objeto da revisão. Diante do exposto, por não ter sido produzida prova fundamental à alteração da classificação fiscal – laudo pericial – NEGO PROVIMENTO ao Recurso de Ofício. Luiz Roberto Domingo Fl. 563DF CARF MF Emitido em 15/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 17/11/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 13555.000163/2003-19
Data da sessão: Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998
AUTO DE INFRAÇÃO, PIS/PASEP. DECADÊNCIA.
Nos termos da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, de
20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/Pasep deve ser buscada, ou no § 4º do artigo 150, ou no inciso 1 do artigo 173, ambos do Código Tributário Nacional, de forma excludente, a depender da existência
ou não de pagamento antecipado. No caso, em que foi informada a
compensação na DCTF, portanto, para fins de determinação do termo a quo do prazo decadencial, equivalente a um pagamento antecipado, o prazo de cinco anos se inicia na data da ocorrência do fato gerador, de modo que, tendo a ciência do lançamento se dado em 29/07/2003, foram atingidos pela decadência todos os períodos de apuração.
Recurso provido.
Numero da decisão: 3401-000.985
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer, de ofício, a decadência de todos os períodos de apuração, cancelando-se o lançamento. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean
Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 30 09:00:03 UTC 2024
anomes_sessao_s : 201009
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998 AUTO DE INFRAÇÃO, PIS/PASEP. DECADÊNCIA. Nos termos da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/Pasep deve ser buscada, ou no § 4º do artigo 150, ou no inciso 1 do artigo 173, ambos do Código Tributário Nacional, de forma excludente, a depender da existência ou não de pagamento antecipado. No caso, em que foi informada a compensação na DCTF, portanto, para fins de determinação do termo a quo do prazo decadencial, equivalente a um pagamento antecipado, o prazo de cinco anos se inicia na data da ocorrência do fato gerador, de modo que, tendo a ciência do lançamento se dado em 29/07/2003, foram atingidos pela decadência todos os períodos de apuração. Recurso provido.
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 13555.000163/2003-19
anomes_publicacao_s : 201009
conteudo_id_s : 7044377
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3401-000.985
nome_arquivo_s : 340100985_238477_13555000163200319_004.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : ODASSI GUERZONI FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 13555000163200319_7044377.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer, de ofício, a decadência de todos os períodos de apuração, cancelando-se o lançamento. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 29 00:00:00 UTC 2010
id : 4751533
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 30 09:38:15 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1794943481795313664
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:35:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:35:50Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:35:51Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:35:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c6c5b047-91e8-4955-8d35-2d825325dda5; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:35:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:35:51Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:35:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:35:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:35:50Z; created: 2010-12-21T10:35:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-21T10:35:50Z; pdf:charsPerPage: 1859; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:35:50Z | Conteúdo => S3-C4T1 Fl. 117 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13555,00016.3/2003-19 Recurso n° 238477 Voluntário Acórdão n° 3401-00.985 — 4' Camara / 1" Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2010 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO - AUDITORIA ELETRÔNICA DCTF - DECADÊNCIA TOTAL DE OFÍCIO Recorrente SUZANO PAPEL E CELULOSE S/A (Nova denominação de Bahia Sul Celulose S/A) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/04/1998, 31/05/1998, 30/06/1998 AUTO DE INFRAÇÃO, PIS/PASEP. DECADÊNCIA. Nos termos da Súmula Vinculante 8 do Supremo Tribunal Federal, de 20/06/2008, é inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8212, de 1991. Assim, a regra que define o termo inicial de contagem do prazo decadencial para a constituição de créditos tributários da Cofins e do PIS/Pasep deve ser buscada, ou no § 40 do artigo 150, ou no inciso 1 do artigo 173, ambos do Código Tributário Nacional, de forma excludente, a depender da existência ou não de pagamento antecipado. No caso, em que foi informada a compensação na DCTF, portanto, para fins de determinação do termo a quo do prazo decadencial, equivalente a um pagamento antecipado, o prazo de cinco anos se inicia na data da ocorrência do fato gerador, de modo que, tendo a ciência do lançamento se dado em 29/07/2003, foram atingidos pela decadência todos os períodos de apuração. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em reconhecer, de ofício, a decadência de todos os períodos de apuração, cancelando-se o lançamento. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça/Angela Sartori. ,./.:,--7 r:,--,.-iirzi „,,,--:;,--,---1- --''-' ,,,-----/ G oilg ri,Macedo Rosenburg Filho - Presidente ./ ..,, l' Odassi Guerzoni Filho elator Partihipar3m do julgamerV os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori e Gilson Macedo Rosenburg Ausente o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. 2 Relatório O julgamento versa sobre auto de infração do PIS/Pasep cientificado ao sujeito passivo em 29/07/2003, relacionando-se a procedimento eletrônico de auditoria interna em DCTF, ao final do qual apurou-se que o número do processo administrativo indicado pela autuada em sua DCTF para justificar a vinculação a débito compensado não se confirmara. Os períodos de apuração foram de abril, maio e junho de 1998. No Recurso Voluntário interposto, em face da manutenção integral do lançamento por parte da instância recorrida, a autuada admitiu que indicara, de fato, um número de processo administrativo que em nada se relacionava às compensações informadas na DCTF, mas, que, porém, possuía, de fato, crédito (PIS/Pasep recolhido sob a égide dos Decretos-Leis n's. 2.445 e 2.449, de 1988) reconhecido por meio de decisão judicial transitada em julgado, capaz de suportar as compensações ora glosadas pelo Fisco, tendo efetuado tal procedimento com base no art, 66 da Lei ri° 8.383, de 30 de dezembro de 1991. No que interessa para o deslinde do julgamento, é o Relatório, elaborado que foi a partir de arquivo digitalizado e a mim disponibilizado pela Secretaria da 4' Câmara da Terceira Seção do Cari', Voto Conselheiro Odassi Guerzoni Filho, Relator A tempestividade se faz presente pois, cientificada da decisão da DRJ em 03/11/2006, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 28/11/2006, Preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. Não obstante a Recorrente não tenha arguido a ocorrência da decadência de todo o lançamento, o faço de oficio por se tratar tal instituto matéria de ordem pública. Desde a edição da Súmula Vinculante 08, do Supremo Tribunal Federal, que decretou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, esta Turma vem entendendo, à maioria, eu e o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho vencidos, que a regra para a fixação do prazo decadencial de que dispõe a Fazenda Pública para constituir crédito tributário relativo a tributos e contribuições sujeitos ao lançamento por homologação é que consta do § 40 do artigo 150 do Código Tributário Nacional, qual seja, de cinco anos contado da ocorrência do fato gerador. Nosso entendimento destoa do defendido pela maioria por consider(rmos que a aplicação de tal dispositivo deve se dar apenas diante da inexistência de p amentos Processo ri° 13555.000163/2003-19 S3-C4T1 Acórdão n.° 3401-00,985 A 118 antecipados efetuados pelo sujeito passivo, pois, em caso contrário, isto é, em havendo qualquer forma de antecipação, ou para fins de contagem do prazo decadencial assim considerados, tais como, depósitos judiciais, compensações etc,, a regra a prevalecer é a do inciso 1 do art. 173, do Código Tributário Nacional, ou seja, tem como seu termo inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo ou a contribuição poderia ser lançado. Para defender esse posicionamento, na doutrina, invoco, inicialmente, Luciano Amaro, que, in Direito Tributário Brasileiro, Ed. Saraiva, 2005, 1 l n ed., p. 409, ensina que, verbis, "(.,), quando não se efetua o pagamento 'antecipado' exigido pela lei, não há possibilidade de lançamento por homologação, pois simplesmente não há o que homologar; a homologação não pode operar no vazio. Tendo em vista que o artigo 150 não regulou a hipótese, e o art, .149 diz apenas que cabe lançamento de oficio atem V), enquanto, obviamente, não extinto o direito do Fisco, o prazo a ser aplicado para a hipótese deve seguir a regra geral do art. 173, ou seja, cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que (à vista da omissão do sujeito passivo) o lançamento de oficio poderia ser ,feito" Sacha Calmon, in Curso de Direito Tributário Brasileiro, Ed. Forense, 1999, p. 721, afirma que, verbis: "Nos impostos sujeitos a 'lançamento por homologação', contudo — desde que haja pagamento — ainda que insuficiente par pagar todo o crédito tributário — o dia inicial da decadência é o da ocorrência do fato gerador da co-respectiva obrigação, a teor do parágrafo 4' do art. 1.50, retrotrasncrito, E que a Fazenda tem cinco anos para verificar se o pagamento é suficiente para exaurir o objeto da obrigação tributária, isto é, o crédito tributário. Mantendo-se inerte, o Código Tributário Nacional considera esta inércia como homologação tácita, perdendo a Fazenda a oportunidade de operar lançamentos suplementares em caso de insuficiência de pagamento (preclusão. (....)",(grifei) Nessa mesma linha se posiciona Carlos Mário da Silva Velloso, Decadência e prescrição do crédito tributário, Revista de Direito Tributário, n. 9/10, p, 184-5, São Paulo, Revista dos Tribunais, 1979, ao afirmar que a homologação não tem lugar quando inexiste pagamento antecipado, pois o artigo 150, § 4 0, só trata da hipótese de ter havido pagamento. A jurisprudência do STJ é farta nesse mesmo sentido, a exemplo do julgado no REsp 678454/SC, Recurso Especial 2004/00886.34-5, Relatora Ministra Denise Arruda, DJ 17/09/2007, p. 211, assim ementado: RECURSO ESPECIAL TRIBUTÁRIO., EXECUÇÃO FISCAL DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO, PAGAMENTO NÃO ANTECIPADO PELO CONTRIBUINTE INCIDÊNCIA DO ART 1 73, 1, DO CTN RECURSO DESPROVIDO 1, O prazo decadencial para constituição do crédito tributário pode ser estabelecido da seguinte maneira: . (a) em regra, segue- se o disposto no art. 1 73, 1, do MV, ou seja, o prazo é de cinco anos contados "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado"; (b) nos tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo é de cinco anos contados do fato gerador, nos termos do art.150, § do C/N. 2 Em se tratando Odassi Guerzoni de tributo sujeito a lançamento por homologação cujo paEamento não foi antecipado pelo confribuinte, deve ser aplicado o disposto no art. 173, 1, do CTN, 3. No caso dos autos, não houve pagamento antecipado pelo contribuinte, motivo pelo qual a Fazenda Pública estadual lavrou Notificação Fiscal em 25 de janeiro de 1988, pugnando por débitos de ICMS referentes ao período de . janeiro de 1982. Assim, o prazo que o Fisco estadual possuía para efetuar o lançamento era até 1" de janeiro de 1988, tendo em vista que, na hipótese, o prazo decadencial de que dispãe a Fazenda Pública para constituir o crédito tributário é de cinco anos a contar "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (art. 173, 1, do CTN).. Portanto, efetivamente se implementou a decadência, não havendo o que ser reformado no acórdão recorrido.. 4. Recurso especial desprovido, Acórdão. Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso especial, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatara. Os Srs.. Ministros José Delgado,Francisco Falcão, Luiz Fux e Teori Albino Zavascld votaram com a Sra. Ministra Relatara.. (grifas meus) E, no presente caso, em que, para fins de determinação do termo inicial de contagem do prazo decadencial, houve o pagamento antecipado, ainda que na forma de compensação indicada em DCTF, a regra de contagem do prazo decadencial deve ser buscada no § 40 do artigo 150 do CTN, razão pela qual, em face da ciência do lançamento ter ocorrido em 29/07/2003, deve ser dado provimento ao recurso de modo a serem considerados atingidos pela decadência os fatos geradores de abril, maio e junho de 1998, todos, portanto. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10480.725142/2018-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2016
IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. BENEFICIÁRIOS.
São dedutíveis da base de cálculo do IRPF na Declaração de Ajuste Anual os pagamentos efetuados pelos contribuintes para serviços a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes perante a legislação tributária (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"), desde que devidamente comprovados.
Numero da decisão: 2202-010.563
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-010.561, de 08 de março de 2024, prolatado no julgamento do processo 10480.726069/2016-31, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, João Ricardo Fahrion Nüske, Alfredo Jorge Madeira Rosa, Marcelo Milton da Silva Risso, Thiago Buschinelli Sorrentino e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
Nome do relator: SONIA DE QUEIROZ ACCIOLY
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 30 09:00:03 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202403
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2016 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. BENEFICIÁRIOS. São dedutíveis da base de cálculo do IRPF na Declaração de Ajuste Anual os pagamentos efetuados pelos contribuintes para serviços a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes perante a legislação tributária (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"), desde que devidamente comprovados.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10480.725142/2018-19
anomes_publicacao_s : 202403
conteudo_id_s : 7044225
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 2202-010.563
nome_arquivo_s : Decisao_10480725142201819.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : SONIA DE QUEIROZ ACCIOLY
nome_arquivo_pdf_s : 10480725142201819_7044225.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-010.561, de 08 de março de 2024, prolatado no julgamento do processo 10480.726069/2016-31, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, João Ricardo Fahrion Nüske, Alfredo Jorge Madeira Rosa, Marcelo Milton da Silva Risso, Thiago Buschinelli Sorrentino e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2024
id : 10353384
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 30 09:38:11 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1794943481812090880
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-03-25T19:22:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-03-25T19:22:42Z; Last-Modified: 2024-03-25T19:22:42Z; dcterms:modified: 2024-03-25T19:22:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-03-25T19:22:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-03-25T19:22:42Z; meta:save-date: 2024-03-25T19:22:42Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-03-25T19:22:42Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-03-25T19:22:42Z; created: 2024-03-25T19:22:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2024-03-25T19:22:42Z; pdf:charsPerPage: 1973; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-03-25T19:22:42Z | Conteúdo => S2-C 2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10480.725142/2018-19 Recurso Voluntário Acórdão nº 2202-010.563 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de março de 2024 Recorrente JOSE MANOEL COSTA DA SILVA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2016 IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA. IRPF. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. BENEFICIÁRIOS. São dedutíveis da base de cálculo do IRPF na Declaração de Ajuste Anual os pagamentos efetuados pelos contribuintes para serviços a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes perante a legislação tributária (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"), desde que devidamente comprovados. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-010.561, de 08 de março de 2024, prolatado no julgamento do processo 10480.726069/2016-31, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, João Ricardo Fahrion Nüske, Alfredo Jorge Madeira Rosa, Marcelo Milton da Silva Risso, Thiago Buschinelli Sorrentino e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 87 do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 1.634, de 21 de dezembro de 2023. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 51 42 /2 01 8- 19 Fl. 66DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-010.563 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.725142/2018-19 Trata-se de recurso voluntário interposto em face do Acórdão nº 02-100.684, proferido pela 9ª Turma da DRJ/BHE, que julgou improcedente a impugnação à constituição de crédito tributário, em razão de dedução indevida de despesas médicas. Segundo o Acórdão recorrido: Contra o sujeito passivo acima identificado foi expedida notificação de lançamento referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2017, ano- calendário 2016, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$10.968,62, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de Dedução Indevida de Despesas Médicas no total de R$39.885,88, detalhadas na notificação de lançamento, campo “DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL”, conforme transcrito abaixo: Procedemos à glosa do valor de R$ 39.885,88 da dedução pleiteada com despesa efetuada com o plano de saúde SUL AMERICA COMPANHIA DE SEGURO SAUDE. Conforme DMED, a parcela paga para o próprio contribuinte foi de R$ 22.160,48. Conforme dispõe a legislação do Imposto de Renda aplicável, somente são dedutíveis as despesas próprias e as efetuadas com dependentes admitidos perante a citada legislação e informados na Declaração. Parcelas pagas para beneficiários contemplados em plano de saúde que não figuram ou que não são admitidos como dependentes do(a) contribuinte em sua Declaração do IRPF, não são dedutíveis. Cientificado do lançamento em 08/06/2018, o sujeito passivo apresentou impugnação em 26/06/2018. Informa que efetua pagamento de plano de saúde em seu benefício e em benefício de mais três beneficiários que não são seus dependentes. Salienta que estes beneficiários apresentam declaração em separado e não podem informar o valor em suas declarações pois não teriam como comprovar uma vez que os comprovantes são emitidos em seu nome. Pede alteração da Notificação de Lançamento. É o relatório. O R Acórdão trouxe a ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2017 DISPENSA DE EMENTA. Acórdão dispensado de ementa, conforme Portaria RFB nº 2.724, de 27 de setembro de 2017. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificado da decisão de 1ª Instância, o contribuinte apresentou o presente recurso voluntário, argumentando a legalidade da dedutibilidade das despesas. Fl. 67DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-010.563 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.725142/2018-19 Assinala que paga seguro de saúde e outras 3 pessoas são beneficiários. Estes beneficiários não são seus dependentes para o IRPF. Ressalta seu direito à dedutibilidade. Esse, em síntese, o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Sendo tempestivo e preenchidos os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. O Recorrente insurge-se contra a glosa das despesas médicas, ao fundamento de que foram comprovadas e utilizados por beneficiários não dependentes para o IR. São dedutíveis da base de cálculo do IRPF na Declaração de Ajuste Anual os pagamentos efetuados pelos contribuintes para serviços a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"), desde que devidamente comprovados. Segundo a alínea "a" do inciso II do artigo 8º da Lei 9.250/95, regulamentada no artigo 80 do RIR/99: Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). § 1º O disposto neste artigo: I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; A terminologia de restrição da dedutibilidade aos dependentes diz respeito ao conceito de dependência segundo a legislação tributária. Podem ser dependentes de acordo com a legislação tributária: Fl. 68DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2202-010.563 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.725142/2018-19 1 - companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge; 2 - filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade; 3 – filho(a) ou enteado(a) com deficiência, de qualquer idade, quando a sua remuneração não exceder as deduções autorizadas por lei (tendo em vista a decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.583/DF); 4 - filho(a) ou enteado(a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade; 5 - irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; 6 - irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos; 7 - Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) com deficiência, sem arrimo dos pais, do(a) qual o contribuinte detém a guarda judicial, em qualquer idade, quando a sua remuneração não exceder as deduções autorizadas por lei (tendo em vista a decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.583/DF); 8 - pais, avós e bisavós que, em 2022, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 22.847,76; 9 - menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial; 10 – pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador. Sabendo-se, pelo próprio Recorrente, que os beneficiários do seu plano de saúde não eram seus dependentes perante a legislação tributária, mesmo ele que tenha suportado o ônus da despesa financeira, não pode deduzir da base de cálculo do IR os valores relativos ao plano de saúde utilizado por estes beneficiários, por ausência de previsão legal. Assim, correta a Decisão de Piso, restando-nos manter a autuação pelos seus fundamentos. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Conclusão Importa registrar que as situações fática e jurídica destes autos se assemelham às verificadas na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Fl. 69DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2202-010.563 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.725142/2018-19 Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 87 do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora Fl. 70DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 19515.720175/2014-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Ano-calendário: 2009
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE IMPOSTO PELA PORTARIA MF N° 2 DE 17 DE JANEIRO DE 2023. SÚMULA N° 103 DO CARF. APLICABILIDADE
A Portaria MF n° 02, de 17 de janeiro de 2023, dispõe que a decisão de primeira instância administrativa se encontra sujeita à confirmação pelo CARF quando exonerar o contribuinte do pagamento de valor superior a R$ 15.000.000,00 (Quinze Milhões de Reais). Tal limite de alçada deve ser analisado na data do julgamento em segunda instância administrativa, nos termos da Súmula CARF n° 103.
Recurso de Ofício não conhecido.
Numero da decisão: 3301-013.819
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Juciléia de Souza Lima - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Wagner Mota Momesso de Oliveira, Laércio Cruz Uliana Junior, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe (Presidente) e Juciléia de Souza Lima (Relatora).
Nome do relator: JUCILEIA DE SOUZA LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 30 09:00:03 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202402
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Ano-calendário: 2009 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE IMPOSTO PELA PORTARIA MF N° 2 DE 17 DE JANEIRO DE 2023. SÚMULA N° 103 DO CARF. APLICABILIDADE A Portaria MF n° 02, de 17 de janeiro de 2023, dispõe que a decisão de primeira instância administrativa se encontra sujeita à confirmação pelo CARF quando exonerar o contribuinte do pagamento de valor superior a R$ 15.000.000,00 (Quinze Milhões de Reais). Tal limite de alçada deve ser analisado na data do julgamento em segunda instância administrativa, nos termos da Súmula CARF n° 103. Recurso de Ofício não conhecido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 19515.720175/2014-79
anomes_publicacao_s : 202403
conteudo_id_s : 7045004
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 3301-013.819
nome_arquivo_s : Decisao_19515720175201479.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : JUCILEIA DE SOUZA LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 19515720175201479_7045004.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe - Presidente (documento assinado digitalmente) Juciléia de Souza Lima - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Wagner Mota Momesso de Oliveira, Laércio Cruz Uliana Junior, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe (Presidente) e Juciléia de Souza Lima (Relatora).
dt_sessao_tdt : Wed Feb 28 00:00:00 UTC 2024
id : 10355683
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 30 09:38:13 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1794943481824673792
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-03-20T18:10:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-03-20T18:10:10Z; Last-Modified: 2024-03-20T18:10:10Z; dcterms:modified: 2024-03-20T18:10:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-03-20T18:10:10Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-03-20T18:10:10Z; meta:save-date: 2024-03-20T18:10:10Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-03-20T18:10:10Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-03-20T18:10:10Z; created: 2024-03-20T18:10:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2024-03-20T18:10:10Z; pdf:charsPerPage: 1541; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-03-20T18:10:10Z | Conteúdo => S3-C 3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 19515.720175/2014-79 Recurso De Ofício Acórdão nº 3301-013.819 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de fevereiro de 2024 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado UNILEVER BRASIL INDUSTRIAL LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Ano-calendário: 2009 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE IMPOSTO PELA PORTARIA MF N° 2 DE 17 DE JANEIRO DE 2023. SÚMULA N° 103 DO CARF. APLICABILIDADE A Portaria MF n° 02, de 17 de janeiro de 2023, dispõe que a decisão de primeira instância administrativa se encontra sujeita à confirmação pelo CARF quando exonerar o contribuinte do pagamento de valor superior a R$ 15.000.000,00 (Quinze Milhões de Reais). Tal limite de alçada deve ser analisado na data do julgamento em segunda instância administrativa, nos termos da Súmula CARF n° 103. Recurso de Ofício não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe - Presidente (documento assinado digitalmente) Juciléia de Souza Lima - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Wagner Mota Momesso de Oliveira, Laércio Cruz Uliana Junior, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe (Presidente) e Juciléia de Souza Lima (Relatora). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 01 75 /2 01 4- 79 Fl. 434DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-013.819 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720175/2014-79 Relatório Trata-se de Recurso de Ofício contra lançamento de COFINS, inicialmente no valor total de R$ 22.903.467,37 (fls. 53/62), em função de constatações descritas no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 04/10. Posteriormente, a autoridade fiscal emitiu novo Termo de Verificação Fiscal de retificação (fls. 131/140) e reduziu o valor total lançado para R$ 3.181.495,56 (fls.141/151). A Recorrida apresentou defesa administrativa a qual foi julgada totalmente procedente lavrada através do acórdão nº 09-728.75 pela 7ª Turma de Julgamento em Juiz de Fora/MG. Por sua vez, dado que o valor do crédito exonerado superava R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil Reais), assim estava sujeito ao reexame necessário através do presente recurso de ofício. É o Relatório. Voto Conselheira Juciléia de Souza Lima, Relatora. Na data de interposição do presente recurso, o limite necessário para o apelo recursal era de R$ 2.500.000,00, com base na Portaria MF n° 63/2017. Ocorre que a Portaria MF n° 02, de 17 de janeiro de 2023, passou a dispor que decisão de primeira instância administrativa se encontra sujeita à confirmação pelo CARF quando exonerar o contribuinte do pagamento de valor superior a R$ 15.000.000,00 (Quinze Milhões de Reais). Sobre o tema a Portaria do Ministério da Fazenda nº 02/2023 disciplinou o limite para interposição de recurso ofício, vejamos: O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, substituto, no uso da atribuição que lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e tendo em vista o disposto no inciso I do art. 34 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, resolve: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento de Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. § 2º Aplica-se o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. Art. 2º Fica revogada a Portaria MF nº 63, de 9 de fevereiro de 2017. Fl. 435DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-013.819 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.720175/2014-79 Art. 3º Esta Portaria entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2023. O lançamento de ofício que constituiu crédito de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social- COFINS, perfaz, até a presente data, o valor de R$ 4.089.803,54. Logo, a exoneração do crédito tributário se deu em valor abaixo do limite imposto pela Portaria MF n° 02/2023. Portanto, impõe-se a aplicar a Súmula CARF n° 103: “Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância”. Por conseguinte, voto por não conhecer do recurso de ofício. É o voto. (documento assinado digitalmente) Juciléia de Souza Lima Fl. 436DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10166.727980/2013-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2011
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. PROVA DO EFETIVO PAGAMENTO.
O direito à dedução de pensão alimentícia está condicionado à comprovação do seu efetivo pagamento por meio de documentação hábil e idônea, além de que decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial.
DESPESAS MÉDICAS. PROVAS.
A dedução das despesas médicas na declaração de ajuste anual está condicionada à comprovação hábil e idônea dos gastos efetuados e restrita aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes.
Numero da decisão: 2201-011.477
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Marco Aurelio de Oliveira Barbosa - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Fernando Gomes Favacho - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Francisco Nogueira Guarita, Carlos Eduardo Fagundes de Paula, Thiago Alvares Feital, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente).
Nome do relator: FERNANDO GOMES FAVACHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 30 09:00:03 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202403
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2011 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. PROVA DO EFETIVO PAGAMENTO. O direito à dedução de pensão alimentícia está condicionado à comprovação do seu efetivo pagamento por meio de documentação hábil e idônea, além de que decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial. DESPESAS MÉDICAS. PROVAS. A dedução das despesas médicas na declaração de ajuste anual está condicionada à comprovação hábil e idônea dos gastos efetuados e restrita aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10166.727980/2013-85
anomes_publicacao_s : 202403
conteudo_id_s : 7045671
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 2201-011.477
nome_arquivo_s : Decisao_10166727980201385.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : FERNANDO GOMES FAVACHO
nome_arquivo_pdf_s : 10166727980201385_7045671.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Aurelio de Oliveira Barbosa - Presidente (documento assinado digitalmente) Fernando Gomes Favacho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Francisco Nogueira Guarita, Carlos Eduardo Fagundes de Paula, Thiago Alvares Feital, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2024
id : 10357806
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 30 09:38:14 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1794943481828868096
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-03-20T20:13:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-03-20T20:13:56Z; Last-Modified: 2024-03-20T20:13:56Z; dcterms:modified: 2024-03-20T20:13:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-03-20T20:13:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-03-20T20:13:56Z; meta:save-date: 2024-03-20T20:13:56Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-03-20T20:13:56Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-03-20T20:13:56Z; created: 2024-03-20T20:13:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2024-03-20T20:13:56Z; pdf:charsPerPage: 1821; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-03-20T20:13:56Z | Conteúdo => S2-C 2T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10166.727980/2013-85 Recurso Voluntário Acórdão nº 2201-011.477 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2024 Recorrente CARLOS AUGUSTO NASCIUTTI Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2011 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. PROVA DO EFETIVO PAGAMENTO. O direito à dedução de pensão alimentícia está condicionado à comprovação do seu efetivo pagamento por meio de documentação hábil e idônea, além de que decorre de acordo homologado judicialmente ou sentença judicial. DESPESAS MÉDICAS. PROVAS. A dedução das despesas médicas na declaração de ajuste anual está condicionada à comprovação hábil e idônea dos gastos efetuados e restrita aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Aurelio de Oliveira Barbosa - Presidente (documento assinado digitalmente) Fernando Gomes Favacho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Fernando Gomes Favacho, Francisco Nogueira Guarita, Carlos Eduardo Fagundes de Paula, Thiago Alvares Feital, Marco Aurelio de Oliveira Barbosa (Presidente). Relatório A Notificação de Lançamento (fl. 37) é referente a Imposto de Renda Pessoa Física, Exercício 2011, que formaliza a exigência de imposto e acréscimos legais, em decorrência de apuração indevida de despesas médicas e de pensão alimentícia. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 79 80 /2 01 3- 85 Fl. 98DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-011.477 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10166.727980/2013-85 Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 09 e 10), constatou-se: Dedução Indevida de Despesas Médicas no valor de R$ 2.298,06 (o valor do Plano de Saúde do contribuinte é R$ 121.188,52) e dedução Indevida de Pensão Alimentícia Judicial e/ou por Escritura Pública no valor de R$ 37.655,00, nos seguintes termos: (fl. 09) Glosa do valor de R$_ .*****37.655,00, indevidamente .deduzido a título de Pensão - - Alimentícia .e/ou por Escritura - Pública, -:.por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. A oferta de alimentos não se confunde com a pensão. alimenticía estabelecida por ordemludiCial. O percentual -dos vencimentos repassados diretamente ao cdnjuge. E filhos, voluntariamente, a titulo de oferta de alimentos, não é dedutível integralmente da base do imposto de renda, como se infere do:art:8, II, f, da Lei no 89..250/95. (fl. 10) Glosa do valor de RS "*****4:-2-298,°6, indevidamente deduzido a título:de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução, conforme abaixo discriminado. QUALICORP ADMINISTRADORA DE BENS R$ 14.486,58 Cientificado do lançamento, o sujeito passivo apresentou Impugnação (fls. ), em que afirma: a) O atual Plano de Assistência Médica com pagamento estabelecido em Lei não pode sofrer a Glosa, pois não existe limite do valor a efetuar o pagamento estabelecido por Sentença Judicial em Ação de Alimentos a sua filha Bruna Regiane Veloso. b) Requer que sejam refeitos os cálculos considerando documento determinante por Sentença Judicial da 5ª vara de família, como feito da oferta de alimentos a filha Kátia Cristina Regiane e que seja refeito o valor dos pequenos erros relacionados na referida DIRPF. O Acórdão n. 101-003.551 (fls. 49 a 52) da 3ª Turma da DRJ01, em julgou a impugnação improcedente. Com relação as despesas médicas, manteve-se a glosa, dado que o Contribuinte não anexou a Sentença Judicial ou a homologação judicial do Acordo em relação às despesas médicas da filha Bruna Regiane Veloso. Quanto à pensão alimentícia, da mesma forma, manteve-se a glosa por ausência de comprovação. Cientificado em 11/02/2021(fl. 58) o Contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 62 a 70) em 21/12/2020 (fl. 60), vide Despacho de Encaminhamento (fl. 96). Na peça. Aduz: a) No que concerne a pensão alimentícia, aduz que a Sentença não constava nesses autos por erro, mas constava nos autos do processo n. 10166.729041/2013-75. b) Quanto á comprovação do pagamento a título de pensão alimentícia afirma que consta “comprovante de Rendimentos pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte” na DIRF fornecida pela fonte pagadora (doc 3). Fl. 99DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-011.477 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10166.727980/2013-85 c) Quanto ao pagamento de seguro saúde à QUALICORP, afirma que é correto o valor de R$ 14.486,58 e não o valor de R$ 12.188,52. provado pelos documentos 2 a 4, a existência da decisão judicial determinando o pagamento do seguro saúde para a alimentada; dúvidas não remanescem de que o Recorrente faz jus à dedução. d) Eventualmente, requer a conversão do julgamento em diligência para a confirmação da verdade material. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Gomes Favacho, Relator. Admissibilidade. Inicialmente, atesto a tempestividade da peça recursal. Cientificado em 11/02/2021(fl. 58) o Contribuinte interpôs recurso voluntário em 21/12/2020 (fl. 60), vide Despacho de Encaminhamento (fl. 96). Dedução. Pensão alimentícia judicial Afirma o Contribuinte que a Sentença não constava nesses autos por erro, mas constava nos autos do processo n. 10166.729041/2013-75, e quanto á comprovação do pagamento alimentícia, defende que consta “comprovante de Rendimentos pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte” na DIRF fornecida pela fonte pagadora (fl. 88). A primeira instância manteve a glosa, dado que: (fl. 51)Quanto a glosa de despesas médicas, o contribuinte alega que a decisão judicial obriga o pagamento das despesas médicas da alimentanda Bruna Regiane Veloso. No entanto, não foram anexados documentos quaisquer relacionados a glosa de despesa médica, nem mesmo o comprovante dos valores pagos. Por sua vez, os documentos anexados referentes aos processos judiciais de prestação de alimentos são insuficientes para demonstrar a obrigatoriedade dos pagamentos de despesas médicas da alimentanda, uma vez que foram anexados somente os pedidos iniciais, e não a sentença judicial ou homologação judicial do acordo. Em sede recursal o Contribuinte anexa a homologação do acordo judicial (fl. 72 e 73) e Acordo de reconhecimento e dissolução de sociedade de fato c/c partilha, guarda da filha, regulamentação de visitas e alimentos (fls. 83 a 86), além de comprovante de Rendimentos pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte” na DIRF fornecida pela fonte pagadora (fl. 88). Entendo que as provas devem ser conhecidas, tanto pelo princípio da verdade material aplicada ao PAF, quanto pelo art. §4º, c do art. 16 do Decreto 70.235/1972. Da análise dos documentos, verifica-se que a pensão alimentícia foi estipulada em 6,2 salários mínimos (fl. 84). Fl. 100DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-011.477 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10166.727980/2013-85 Dado que no Comprovante de Rendimentos pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte consta R$ 37.665,00 destinados à Kátia Cristina Regiane, mãe de Brina Regiane, entendo que há a comprovação das despesas com pensão alimentícia. Dedução. Despesas médicas. Afirma o Recorrente que o pagamento de seguro saúde à QUALICORP é comprovado pelos documentos anexados (2 a 4), dado que há a existência da decisão judicial que determina o pagamento do seguro saúde para a alimentada. A primeira instância manteve a glosa, dado que o contribuinte não apresentou a Sentença Judicial, nem comprovação do efetivo pagamento em sede de impugnação. No Acordo Judicial homologado judicialmente consta a determinação do pagamento de assistência médica à alimentanda (fl. 85) e pelos demonstrativos há a comprovação do pagamento total de R$ 14.486,58 (fl. 90) Conclusão. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário e, no mérito, dou provimento. (documento assinado digitalmente) Fernando Gomes Favacho Fl. 101DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10660.004833/2002-08
Data da sessão: Thu Aug 07 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 204-00.606
Decisão: RESOLVEM os Membros da QUARTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Júlio César Alves Ramos e Henrique Pinheiro Torres. Esteve presente o Dr. Ronald Alencar.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: LEONARDO SIADE MANZAN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Mar 30 09:00:03 UTC 2024
anomes_sessao_s : 200808
numero_processo_s : 10660.004833/2002-08
conteudo_id_s : 7042500
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 204-00.606
nome_arquivo_s : Decisao_10660004833200208.pdf
nome_relator_s : LEONARDO SIADE MANZAN
nome_arquivo_pdf_s : 10660004833200208_7042500.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da QUARTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Júlio César Alves Ramos e Henrique Pinheiro Torres. Esteve presente o Dr. Ronald Alencar.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 07 00:00:00 UTC 2008
id : 10349873
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 30 09:38:06 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1794943481833062400
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-05-07T19:29:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2014-05-07T19:29:16Z; Last-Modified: 2014-05-07T19:29:16Z; dcterms:modified: 2014-05-07T19:29:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:542ebe08-7798-497b-a284-525ea8af1d34; Last-Save-Date: 2014-05-07T19:29:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2014-05-07T19:29:16Z; meta:save-date: 2014-05-07T19:29:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2014-05-07T19:29:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2014-05-07T19:29:16Z; created: 2014-05-07T19:29:16Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2014-05-07T19:29:16Z; pdf:charsPerPage: 1059; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2014-05-07T19:29:16Z | Conteúdo => CCO2/C04 Fls. 112 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n° 10660.00483312002-08 Recurso n° 146.600 Assunto Solicitação de Diligência Resolução n° 204-00.606 Data 07 de agosto de 2008 Recorrente COOPERATIVA AGROPECUÁRIA BOA ESPERANÇA LTDA. Recorrida ' DRJ em Juiz de Fora-MG Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da QUARTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros hallo César Alves Ramos e Henrique Pinheiro Torres. Esteve presente o Dr. Ronald Alencar. ; C-17.NWINTES cRIGH4,6,1. (0 02 NI2s, ,.iti mar Novais '(111111111101161.1111111111.1"."-- lARDO SI • lo E "ÁNZAN Relator Participaram, ainda, do presente, julgamento, os Conselheiros Ivan Allegretti (Suplente), Mônica Monteiro Garcia de Los Rios (Suplente), Ali Zraik Júnior, Silvia de Brito Oliveira e'Renata Auxiliadora Marcheti (Suplente). HENRIQUE PINHEIRO T-ORR Presidente 1 k1F - - '—'RELATÓRib' — CCO2/C04 Fls , 113 Processo n.° 10660.004833/2002-08 Resolução n.° 204-00.606 Por bem retratar os fatos objeto do presente litígio, adoto e passo a transcrever o relatório da DRJ em Juiz de Fora/MG, ipsis literis: Cinge-se a presente lide ao indeferimento de ressarcimento de crédito presumido de IPI de que trata a Lei n°9.363, de 13/12/1996, referente aos trimestres do ano-calendário de 1998, cujo pedido no montante de R$469.429,40 foi formalizado, em 13/11/2002, com fundamento na Portaria MF n`: 38, de 27/02/1997. Consoante o Despacho Decisório de fls. 25/26, exarado pelo Delegado da Delegacia da Receita Federal em Varginha, MG, em 20/03/2007, indeferiu-se o pleito da interessada, pois que esta dava saída a apenas a produto . não-tributado, ou seja, a café em grão não torrado. Tal posicionamento teve por sustentáculo o trabalho fiscal relatado aft 23 no qual o auditor .fiscal encarregado da verificação da legitimidade do pleito opinou pela sua denegação tendo em vista as disposições do artigo 1" da Lei n°9.363, de 13/12/1996, bem como o que determinam as Instruções Normativas SRF n' s 313, artigo 17, §1", e 419, artigo 17, §1 0 Cientificada do Despacho Decisório, a interessada apresenta, por intermédio de seus • procuradores (fl. .41), a Manifestação de inconformidade defis. 32/40 para alegar que: a) A NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO, POR OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS, uma vez que as Instruções Normativas como razão para o indeferimento, quais sejam as IN SRF n" 313, de 2003; 419, de 2004, e 600 de 2005, foram editadas em períodos posteriores ao que se . referia o. seu pleito, atentando assim contra princípios constitucionalmente assegurados, especialmente a Segurança Jurídica, a Irretroatividade, a Legalidade e a Capacidade Contributiva; b) A IMPOSSIBILIDADE DE INSTRUÇÃO NORMATIVA RESTRINGIR DIREITO GARANTIDO EM LEI, pois quando a Lei n" 9.363,- de 1996, instituiu o beneficio fiscal do ressarcimento de crédito como ressarcimento do PIS e da Co/Ins não exigiu, expressa ou implicitamente, corno condição no enquadramento dos beneficiários, que a pessoa jurídica fosse contribuinte do IPI, assim' como não impôs COMO requisito que o produto exportado fosse tributado pelo mesmo imposto; c) A POSSIBILIDADE DA MANIFESTANTE — COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE PRODUTOS RURAIS - SER BENEFICIADA PELO CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI EM RESSARCIMENTO AO PIS E A COFINS, porque para ter direito ao beneficio a Lei n" 9.363, de 1996, requer apenas que a pessoa jurídica preencha os seguintes requisitos: - - seja produtora; - seja exportadora de mercadorias nacionais; • Processo n.°10660.004833/2002-08 Resolução n.° 204-00.606 CCO2/C04 Fls. 114 • - adquira no mercado interno matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem z para a produção e exportagii das mercadorias elaboradas coin esses insumos; - seja contribitinie do . PIS e da Cofins. Pelos . Motivos acima, alegou a manifestante enquadrar-se indiscutivelmente como produtora a Medida que recebe dos seus cooperados os grãos de café cru, enfim, para que sofram o processo produtivo até chegar ao produto final, que será exportado. Ressaltou, por fim, a interessada que o • conceito de produto intermediário utilizado pela cooperativa para inserir custos dos - mesmos é o definido no artigo 164, inciso I, do • Regulamento do Imposto sobre produtos Industrializados." A DRJ em Juiz de Fora/MG indeferiu o pleito do contribuinte, em decisão assim ementada: CRÉDITO PRESUMIDO DO IPL EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NT. 0 direito ao crédito presumindo do JPI instituído pela Lei n" 9.363/96 condiciona-se a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, não estando, por conseguinte, alcançados pelo beneficio os produtos não-tributados (NT). LEGISLAÇÃO TRIBUTARIA. LEGALIDADE. As normas e determinações previstas na legislação tributária presumem-se revestidas do caráter de legalidade, contando ." com validade e eficácia, não cabendo à esfera administrativa questioná-las ou negar-lhes aplicação. Solicitação Indeferida • Irresignada corn a, decisão de Primeira Instância, o contribuinte interpôs o presente Recurso Voluntário reiterando os termos de sua Manifestação de Inconformidade. o Relatório. • - * e.* CON'.7,1,1BUINTES A cai4:31Na. içoao _ j 0.2 Maria Luz!' Novzis NI:a ',iv,: (416.11 Processo n.° 10660.004833/2002-08 Resolução n.° 204-00.606 CCO2/C0,1 Fls. 115 VOTO Conselheiro LEONARDO SIADE MANZAN, Relator Conforme relato supra, trata-se de pedido de ressarcimento de PIS e Cofins, relativo a crédito presumido de IPI oriundo da exportação de mercadorias nacionais. A Recorrente fundamentou seu pleito no art. 1° da Lei n° 9.363/96. Por sua vez, o Orgdo Local indeferiu a solicitação, alegando não haver amparo legal para o referido crédito, tendo em vista a solicitante não ser contribuinte de IPI, pelo que exporta produtos não tributados (NT). A DRJ, analisando o mérito do litígio, confirma o entendimento da DRF, manifestando que considera ser improcedente o pedido da interessada, por "absoluta falta de amparo legal para a existência de crédito presumido do IPI para produtos classificados corno "NT". Todavia, antes de adentrar no mérito dos autos, esta Camara já decidiu, em outros processos semelhantes, converter o julgamento em diligência a fim de que sejam apurados fatos releyantes para urn perfeito deslinde da controvérsia instaurada, razão pela qual utilizo, com a devida vênia, o mesmo pedido realizado pelo Ilustríssimo Ex-Conselheiro desta Camara, Dr. Jorge Freire na Res. n.° 204-00459. • Entendo que algumas matérias de ordem .fcitica devem ser solucionadas, tais como qual o processo produtivo por que passa o café para chegar na condigdo em que é exportado, em que medida os insumos que a cooperativa alega serem matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem são utilizados no processo produtivo do produto exportado e quem os fornece. Todas essas questões são fundamentais para que eu possa formar minha convicção para julgamento do recurso. CONCLUSÃO Assim; decido converter o presente julgamento, para que o órgão local intime o contribuinte a: . — descrever minuciosamente a forma em que o cafe é adquirido e qual o processo produtivo que passa para fins de exportação, descrevendo pormenorizadamente as etapas desse processo 'ate resultar no produto final exportável, diferenciando-o daquele ao adentrar no estabelecimento produtivo; 2 . — como os alègados insumos são utilizados, e em que medida, no curso *do • processo produtivo; • • 3 — quem são os fomecedores dos insumOs listados nos autos, apontando aqueles fornecidos por cooperativas' e .pessoas fisicas, juntando os documentos fiscais de suas • aquisições. i • , ;-471\itES i .4 ' - • -. • • -:.::::::: . s:t.i.. '4 I I foizW • 'I rt; . 1 v a I S Processo n.° 10660.004833/2002-08 Resolução n.° 204 -00.606 CCO2/C04 Fls. 116 Depois de cumpridos os itens acima, elabore o órgdo de origem relatório circunstanciado acerca do resultado das diligências, e, caso tenha informações suplementares vinculadas aos referidos itens, deve, a termo, acrescê-las aos autos. Após, retomem os autos a esta Câmara para julgamento. o meu voto. Sala das Sessões, em 07 de 'agostO de 2008. IMF - S.FG:r.F. - !7 ,") cc 1FIL! a'r: CON7RIBUIIITES • cc.:: ,̀ : EF,E C.X..i.;'■ 0 OrniNAL / oR • 5
score : 1.0
Numero do processo: 10380.724394/2013-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2024
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2011
ISENÇÃO DE IRPF POR MOLÉSTIA GRAVE.
Ensejam a isenção do imposto de renda os rendimentos percebidos por pessoas físicas se cumpridos os requisitos abaixo:
1 - sejam proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço;
2 - as pessoas físicas que receberem sejam portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma, no período objeto da isenção;
3 - a moléstia grave seja comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Numero da decisão: 2202-010.485
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-010.484, de 06 de março de 2024, prolatado no julgamento do processo 10380.724392/2013-55, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, João Ricardo Fahrion Nüske, Alfredo Jorge Madeira Rosa, Marcelo Milton da Silva Risso, Thiago Buschinelli Sorrentino e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
Nome do relator: SONIA DE QUEIROZ ACCIOLY
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 30 09:00:03 UTC 2024
anomes_sessao_s : 202403
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2011 ISENÇÃO DE IRPF POR MOLÉSTIA GRAVE. Ensejam a isenção do imposto de renda os rendimentos percebidos por pessoas físicas se cumpridos os requisitos abaixo: 1 - sejam proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço; 2 - as pessoas físicas que receberem sejam portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma, no período objeto da isenção; 3 - a moléstia grave seja comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2024
numero_processo_s : 10380.724394/2013-44
anomes_publicacao_s : 202403
conteudo_id_s : 7043195
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2024
numero_decisao_s : 2202-010.485
nome_arquivo_s : Decisao_10380724394201344.PDF
ano_publicacao_s : 2024
nome_relator_s : SONIA DE QUEIROZ ACCIOLY
nome_arquivo_pdf_s : 10380724394201344_7043195.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-010.484, de 06 de março de 2024, prolatado no julgamento do processo 10380.724392/2013-55, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, João Ricardo Fahrion Nüske, Alfredo Jorge Madeira Rosa, Marcelo Milton da Silva Risso, Thiago Buschinelli Sorrentino e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2024
id : 10351573
ano_sessao_s : 2024
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 30 09:38:09 UTC 2024
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1794943481848791040
conteudo_txt : Metadados => date: 2024-03-24T00:02:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-03-24T00:02:19Z; Last-Modified: 2024-03-24T00:02:19Z; dcterms:modified: 2024-03-24T00:02:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-03-24T00:02:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-03-24T00:02:19Z; meta:save-date: 2024-03-24T00:02:19Z; pdf:encrypted: true; modified: 2024-03-24T00:02:19Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-03-24T00:02:19Z; created: 2024-03-24T00:02:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2024-03-24T00:02:19Z; pdf:charsPerPage: 2183; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-03-24T00:02:19Z | Conteúdo => S2-C 2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10380.724394/2013-44 Recurso Voluntário Acórdão nº 2202-010.485 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 06 de março de 2024 Recorrente NILTON GUIMARAES NOVAES Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2011 ISENÇÃO DE IRPF POR MOLÉSTIA GRAVE. Ensejam a isenção do imposto de renda os rendimentos percebidos por pessoas físicas se cumpridos os requisitos abaixo: 1 - sejam proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço; 2 - as pessoas físicas que receberem sejam portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma, no período objeto da isenção; 3 - a moléstia grave seja comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 2202-010.484, de 06 de março de 2024, prolatado no julgamento do processo 10380.724392/2013-55, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, João Ricardo Fahrion Nüske, Alfredo Jorge Madeira Rosa, Marcelo Milton da Silva Risso, Thiago Buschinelli Sorrentino e Sonia de Queiroz Accioly (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 43 94 /2 01 3- 44 Fl. 193DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-010.485 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10380.724394/2013-44 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 87 do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 1.634, de 21 de dezembro de 2023. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário interposto em face da R. Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, que julgou improcedente a impugnação em razão de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica de R$ ... Segundo o Acórdão recorrido: Trata-se de Notificação de Lançamento fls [...] em nome do sujeito passivo em epígrafe, decorrente do procedimento de revisão da sua Declaração de Ajuste Anual (DIRPF) do exercício [...], ano-calendário [...], em que foi constatada omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica de R$ [...]. 2. Em decorrência deste lançamento, o imposto a restituir declarado de R$ [...] foi alterado para Imposto Suplementar de R$ [...]. Já havia sido restituído o imposto de R$ [...]. Da Impugnação 3. Inconformado, o interessado contestou o lançamento em [...], através do instrumento de [...] e anexos, argumentando: 3.1 É inválida a intimação por edital, tendo em vista que na declaração apresentada foi indicado o endereço completo e acertado. No presente caso existe a mera alegação de que a tentativa por via postal teria sido improfícua, não havendo prova do alegado. Requer, assim, que a notificação seja considerada nula. 3.2 O requerente é militar reformado e sofre de doença grave, sendo, portanto, isento do pagamento do imposto de renda. Para que seja isento do imposto de renda é necessário ser portador de doença grave e que seus rendimentos sejam relativos a aposentadoria. Como todos os seus rendimentos decorrem de ser militar reformado e, conforme laudos médicos juntados, sofre de cardiopatia grave, cumpre os dois requisitos para o gozo das isenção. 3.3 Tendo a fonte pagadora dos seus proventos de aposentadoria se negado a aceitar os laudos médicos, se viu obrigado a impetrar mandado de segurança (MS [...] fls. [...]) contra o ato abusivo praticado pela 10ª Região Militar. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região se manifestou pela isenção do recolhimento de imposto de renda do requerente, uma vez que este é portador de cardiopatia grave. Transcreve a decisão (fls. [...]). 3.4 Tendo em vista o posicionamento favorável do TRF5, procedeu com a retificação de sua Declaração do Imposto de Renda, zerando os valores referentes a imposto de renda retido na fonte. 3.5 O lançamento não merece prosperar uma vez que decorre de suposta incidência de multa sobre valores de impostos que não são devidos pelo requerente. 4. Consta às fls. requerimento para que as intimações ocorram em nome do advogado. Fl. 194DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-010.485 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10380.724394/2013-44 5. Os autos foram encaminhados ao Serviço de Orientação e Análise Tributária -SEORT da DRF Fortaleza, que proferiu o Despacho Decisório de fls. [...], no qual analisou as notificações nº [...], as três lançadas contra o contribuinte em análise, referentes aos exercícios [...]. 6. Considerou que o contribuinte apresentou atestados médicos emitidos pelo Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará, datado de 04/07/2010, indicando que o interessado é portador de Cardiopatia Grave e que à míngua de maiores informações, considerou a patologia reconhecida a partir de julho de 2010, data da emissão dos atestados. 7. Assim, manteve integralmente as notificações referentes aos anos-calendário [...] e parcialmente a do ano-calendário [...]. 8. Cientificado do Despacho Decisório em [...] (AR fls.), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.) em [...], alegando, em síntese: 8.1 O julgador entendeu que a cardiopatia grave foi diagnosticada e reconhecida na data de julho de 2010. Levou em consideração unicamente a data de elaboração do atestado médico emitido pelo Hospital Universitário Walter Cantídio. No entanto a isenção aplica-se a partir da data em que a doença foi contraída, quando indicada no laudo médico. 8.2 No presente caso, o laudo considerado como válido determina expressamente que a doença foi adquirida em 03/07/2007 (fls.). Acrescenta que existe laudo médico datado de 24/07/2007 constatando a existência da cardiopatia grave, no entanto a digitalização dos documentos está ilegível, motivo pelo qual traz-se aos autos nova cópia (fls. ). 8.3 Portanto, houve equívoco quando o julgador considerou como data inicial do gozo da isenção a data de emissão do laudo constante às fls., uma vez que este expressamente determina a existência da doença desde 03/07/2007. 9. É o relatório. O R Acórdão foi dispensado de Ementa, consoante a Portaria RFB nº 2.724/2017. Cientificado da decisão de 1ª Instância, o contribuinte apresentou o presente recurso voluntário. Segundo afirma, é portador de moléstia grave desde 03/07/2007. Por este motivo, tem direito à isenção do rendimento de aposentadoria desde então. Pede o cancelamento da notificação de lançamento. Juntou documentos. Esse, em síntese, o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Fl. 195DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2202-010.485 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10380.724394/2013-44 Sendo tempestivo e preenchidos os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. O Recorrente sofreu notificação de lançamento por ter indicado seus rendimentos no campo da isenção e compensado o IRRF, ao fundamento de ser portador de moléstia grave. Segundo o Despacho Decisório de Revisão de Ofício, subscrito pela Autoridade Fiscal: O interessado insurge-se contra os lançamentos acima relacionados, sob o argumento de ser ISENTO do imposto de renda por ser portador de moléstia grave. (...) Pelo teor do disposto nos artigos acima transcritos, verifica-se que são condições ao gozo da isenção que os proventos sejam de aposentadoria ou reforma motivado por acidente em serviço ou percebidos por portadores de moléstias graves com base em conclusão da medicina especializada, cuja comprovação deverá ser feita com base nos seguintes documentos: 1. laudo médico pericial, emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e os Municípios, que especifique a data a partir da qual a moléstia foi contraída; 2. documento comprobatório da aposentadoria ou reforma, com respectiva data a partir da qual passou a essa condição. O solicitante apresentou atestados médicos emitidos pelo Hospital Universitário Walter Cantídio - Universidade Federal do Ceará, datado de 04/07/2010, indicando que o interessado é portador de Cardiopatia Grave. À míngua de maiores informações, considera-se a patologia reconhecida a partir de julho de 2010, data da emissão dos atestados. No que se reporta a outra condição exigida pela legislação de regência para gozo do benefício fiscal, por ter nascido em 22/03/1933, cumpre concluir-se que o requerente, no ano calendário de 2008, já se encontrava na condição de reformado do Exército. A documentação apresentada pelo interessado indica que a Cardiopatia Grave foi diagnosticada a partir de julho de 2010, após a data da concessão de sua reforma. Nesse contexto, o termo inicial da isenção, com proposição de deferimento, é a data em que o contribuinte teve reconhecida a moléstia grave, 04/07/2010, nos exatos termos do inciso III do § 5º do art. 39 do RIR/99. Assim sendo, nos termos do inciso XIV do art. 6º da Lei nº 7.713/88 e do inciso XII do art. 5º da IN SRF nº 15, de 06/02/2001, infere-se que somente as retenções efetivadas a título de IRRF a partir de julho de 2010 estão albergadas pela isenção em comento, visto que essa data corresponde ao mês em que o interessado teve reconhecida a moléstia grave, através de laudo pericial Examinando a Instrução Processual, o Colegiado de Piso assinalou que: 23. Com relação à comprovação da aposentadoria ou reserva, a autoridade revisora considerou que tendo nascido em 1933, no ano-calendário 2008 o contribuinte já se encontrava na condição de reformado do Exército. Fl. 196DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2202-010.485 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10380.724394/2013-44 24. O contribuinte apresentou atestado médico (fls. 52) emitido pelo Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará, datado de 04/07/2010, onde consta que o interessado é portador de Cardiopatia Grave. A autoridade revisora considerou que a isenção deve ser considerada a partir da data do atestado, uma vez que não consta do mesmo maiores informações sobre quando foi contraída a moléstia. 25. Assim, foi considerada improcedente a impugnação e mantido o presente lançamento, vez que o mesmo refere-se ao ano-calendário 2008. 26. Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando que o laudo considerado como válido determina expressamente que a doença foi adquirida em 03/07/2007 (fls. 52). Acrescenta que existe laudo médico datado de 24/07/2007 constatando a existência da cardiopatia grave (fls. 149). 27. Verificando os autos do processo 10380.724393/2013-08 relativo à Notificação 2010/385211656952087, constatamos que o contribuinte foi intimado a apresentar comprovação da data em que entrou para reserva e juntou a Portaria nº 114 do Departamento Geral do Pessoal do Ministério do Exército, datada de 22/09/1998 (fls. 170 do processo citado). 28. No processo acima citado, a Equipe Regional de Julgamento de Processos - EJULG da Superintendência Regional da Receita Federal na 3ª Região emitiu o Ofício nº 13/2019, em 22/02/2019, encaminhado ao Presidente da Junta Médica da Superintendência do Ministério da Fazenda do Estado do Ceará, solicitando que fosse informado "...se pelos Atestados que seguem anexos se pode afirmar que o paciente é portador de Cardiopatia Grave desde de 03 de julho de 2007, considerando que consta do laudo em anexo a data do cateterismo realizado nessa data (03/07/2007." (fls. 179 do processo acima). 29. Em resposta, foi emitido o Laudo Pericial no qual é informado que "...avaliando a documentação médica apresentada, não temos como afirmar que o Sr. Nilton Guimarães Novais é portador de cardiopatia grave desde a data de 03/07/2007. Para tanto necessitaríamos de mais exames complementares onde pudéssemos ter uma avaliação mais acurada do estado funcional cardíaco naquela data." (fls. 191 do processo acima). 30. Anexamos de fls.155 a 156 cópia das folhas citadas constantes do processo 10380.724393/2013-08. 31. Considerando o Laudo Pericial acima transcrito no item 29, e analisando o Atestado de fls. 52, não é possível concluir que o cateterismo realizado em 03/07/2007 seja prova contundente do início da cardiopatia grave. 32. Portanto, entendo que deve ser considerada a isenção a partir da data da emissão de Atestado, qual seja 04/07/2010. Como o ano-calendário ora em questão é 2008, deve ser mantido o lançamento. A situação relativa à aposentadoria não foi contestada. O Recorrente alega direito à isenção por moléstia grave desde 2007. Em sede de impugnação, juntou pedidos, atestados particulares e exames médicos anteriores ao fato gerador. No bojo dos documentos, encontra-se atestado emitido por Hospital Público, que noticia, a meu ver com clareza, a cardiopatia grave desde 03/07/2007. Fl. 197DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2202-010.485 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10380.724394/2013-44 Há também decisão judicial favorável ao Recorrente (fls.), determinado à fonte pagadora que cesse com as retenções do IRRF em razão da moléstia grave. Em que pese, ao que conste do despacho decisório e decisão de piso, o laudo pericial tenha se omitido sobre a informação relativa à data da constatação da moléstia grave, e de que instado a manifestar-se a respeito do assunto, a Junta Médica da União tenha expressado não poder afirmar que o Recorrente é portador da moléstia grave desde 03/07/2007, acredito que o conjunto probatório fornecido pelo Recorrente à Autoridade Fiscal, tempestivamente, seja bastante e suficiente para suprir eventual lacuna do laudo pericial, de forma a que seja considerado que no ano-calendário 2008, o Recorrente já era portador de moléstia grave. Ensejam a isenção do imposto de renda os rendimentos percebidos por pessoas físicas, se cumpridos os requisitos abaixo: 1 – sejam proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço; 2 – as pessoas físicas que receberem sejam portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; 3 – a moléstia grave seja comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Assim, cumpridos os requisitos legais, cumpre dar provimento ao recurso, cancelando a notificação de lançamento. Pelo exposto, voto dar provimento ao recurso . Fl. 198DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 2202-010.485 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10380.724394/2013-44 Conclusão Importa registrar que as situações fática e jurídica destes autos se assemelham às verificadas na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 87 do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Sonia de Queiroz Accioly - Presidente Redatora Fl. 199DF CARF MF Original
score : 1.0
