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Numero do processo: 10280.004926/2004-61
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2000 - 2001
NULIDADE NO LANÇAMENTO. As hipóteses de nulidade estão previstas nos art 59 e 60 do Decreto 70.235/72 e no CTN. BASE DE CÁLCULO PIS. A base de cálculo para a contribuição do PIS resta disposta nos arts. 2°c 3° da Lei n° 9.718/98, aplicáveis às receitas quando decorrentes da operação da pessoa jurídica.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-00.291
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Gileno Gurjão Barreto
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2000 - 2001 NULIDADE NO LANÇAMENTO. As hipóteses de nulidade estão previstas nos art 59 e 60 do Decreto 70.235/72 e no CTN. BASE DE CÁLCULO PIS. A base de cálculo para a contribuição do PIS resta disposta nos arts. 2°c 3° da Lei n° 9.718/98, aplicáveis às receitas quando decorrentes da operação da pessoa jurídica. Recurso Voluntário Negado.
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO " Processo n° 10280.004926/2004-61 Recurso n° 136.268 Voluntário Acórdão n° 3302-00.291 — 3a Câmara / r Turma ,Ordinária Sessão de 03 de dezembro de 2009 Matéria COFINS Recorrente CIPESA INDÚSTRIA DE PESCA DE PARGO S.A Recorrida DRJ-BELÉM-PA. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Ano-calendário: 2000- 2001 NULIDADE NO LANÇAMENTO. As hipóteses de nulidade estão previstas nos art 59 e 60 do Decreto 70.235/72 e no CTN. BASE DE CÁLCULO PIS. A base de cálculo para a contribuição do PIS resta disposta nos arts. 2°c 3° da Lei n° 9.718/98, aplicáveis às receitas quando decorrentes da operação da pessoa jurídica. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. 4 Ufzei Walber José da Silva — Presidente CT, o , eto — Relator EDITADO EM: 05/04/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Luis Eduardo G. Barbieri, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto Relatório Adota-se o relatório presente no Acórdão n°5.631 de 23 de fevereiro de 2006 da P Turma da DRJ/BEL. "Trata-se de lançamento de Contribuição para o Financiamento da Seguridade (COFINS). referente aos anos de 2000 e 2001, no valor consolidado de R$ 29.096,25, com imposição de multa de oficio de 75%. Á autuação decorreu da constatação de diferença entre os valores escriturados e os declarados a título de COFINS. Em 29.4.2005, o sujeito passivo foi cientificado do lançamento ai. 45) e, em 31.5.2005, apresentou impugnação de fls. 53 a 56, pela qual aduz, em síntese: a) que, quanto ao ano de 2000, a fiscalização lançou o mesmo tributo por meio do processo n° 10280.004928/2004-50, o que é inadmissível por configurar-se a bitributação; b) que a receita obtida pela empresa provém da venda de gelo em escama e, logo, trata-se de receita não-operacional; que as receitas não- operacionais devem ser excluídas da base de cálculo da Cofins, em conformidade com o art. 3°, ,¢2°, IV da Lei n°9.718, de 27.11.1998; c) que a COF1NS incide sobre o resultado não-operacional e não sobre a receita bruta." Em consecutivo, os membros da P Turma da DRJ/BEL, consideraram superada a questão preliminar argüida, vez • que a parcela que havia sido cobrada em duplicidade foi excluída quando da apreciação da matéria no processo IP 10280.004928/2004- 50. Quanto ao mérito da questão, a 1a Turma houve por bem decidir pela procedência do lançamento, afastando a hipótese levantada pelo recorrente vez que "o produto vendido pela empresa taa sua fase pré-operacional era gelo em escamas, que nada tem a ver com bens integrantes do ativo permanente". Encontra fundamento nos arts. 2° e 3° da Lei n° 9.718/98, expondo que a COFINS incide sobre a receita bruta da pessoa jurídica, e não sobre o resultado, como argüido pelo recorrente. Descontente, a empresa recorrente interpõe tempestivamente Recurso Voluntário em 13.04.06, repisando os argumentos outrora elencados, alegando em suas razões que a receita auferida na venda de gelo em escamas caracteriza-se como receita não- operacional não passível de tributação pela COFINS. Q9\ 2\ Processo n° 10280.004926/2004-61 S3-C3T2 Acórdão n.° 3302-00.291 Fl. 132 Voto Conselheiro Gileno Gurjão Barreto, Relator O recurso voluntário preenche os requisitos de admissibilidade necessários para a sua proposição, portanto, dele tomo conhecimento. 1— Da argüição de nulidade do lançamento. Não entendo ser cabível a nulidade do auto de infração em epígrafe uma vez que as circunstâncias do caso em tela não se enquadram no art. 59 do Decreto 70.235/72, a seguir transcrito: Art. 59. São nulos: 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1° A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2° Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3° Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. (Incluído pela Lei n° 8.748, de 1993) Ademais, também não se enquadram no art. 60 do mesmo diploma legal, a seguir mencionado: Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio. A requerente sustenta a existência de mais uma hipótese de nulidade que decorreriam, dentre outros diplomas legais, também do Código Tributário Nacional. Argumentou que o caso em tela enquadrar-se-ia no caso de nulidade do lançamento por vício formal, por decadência ou por ilegitimidade passiva, previstos nos arts. 173, I, 150 § 4° e 142 do CTN. Todavia, entendo que a recorrente utilizou —se de argumentos genéricos, não restando comprovada qualquer hipótese de nulidade, no apreciar desse relator. II — Da base de cálculo para a contribuição de PIS A Base de cálculo para a contribuição do PIS/Pasep, conforme legislação vigente, encontra-se prevista na Lei n°9.718/98, a qual determina em seus arts. 2° e 3a que: "Art 20 As contribuições para o P1S/PASEP e a COF1NS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (Vide art. 15 da Medida Provisória n°2.158-35, de 2001) Art. 3° O faturam ento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide art. 15 da Medida Provisória n°2.158-35, de 2001)(gnfos nossos)" C51/4 k Vejo que no caso concreto a recorrente apurou e ofereceu resultado liquido apurado do cotejamento entre suas vendas e suas despesas. Ainda, que as vendas que foram efetuadas enquadram-se no seu objeto social, desconfigurando-lhes a hipótese de estarmos diante das "outras receitas" previstas no malsinado § 1° do art. 3° da Lei n° 9.718/98 Neste sentido, temos que o PIS incide sobre a receita bruta da pessoa jurídica, e não apenas sobre o resultado. Desta forma, cito julgado da Terceira Câmara, que corrobora • tal entendimento: "Ementa: Assunto: contribuição para o PIS/Pasep.Periodo de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003.Base de Cálculo: A base de cálculo da contribuição para o PIS é o faturamento da pessoa jurídica, assim entendido o total de suas receitas, deduzidos dos valores expressamente elencados na legislação dessa contribuição. (...) (acórdão 203- 13773, Relator José Adão Vitorino de Morais, data da sessão 03/02/2009)" Diante do exposto, entendo que a base de cálculo para a contribuição de PIS resta disposta nos arts. 2° e 3° da Lei n° 9.718/98, e tais receitas não poderiam ser objeto do cotejamento para a formação da base de cálculo, ou sua simples exclusão desta. V - Conclusão Diante de todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso voluntário. É como voto. Gi ão 'arreto 4
score : 1.0
Numero do processo: 10768.015670/84-67
Data da sessão: Wed Apr 08 00:00:00 UTC 1987
Ementa: AGRAVAMENTO DE EXIGÊNCIA - Havendo agravamento da ,exigência na instância singular, impõe-se a remessa dos autos á repartição
de origem a fim de que a peça recursal seja examinada como se impugnação fora.
Numero da decisão: 101-77.136
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, determinar a remessa dos autos à D.R.F. no Rio de Janeiro - RJ., a fim de que a petição de fls. 53/59 seja apreciada como impugnação, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Raul Pimentel
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ementa_s : AGRAVAMENTO DE EXIGÊNCIA - Havendo agravamento da ,exigência na instância singular, impõe-se a remessa dos autos á repartição de origem a fim de que a peça recursal seja examinada como se impugnação fora.
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Numero do processo: 10410.002644/2003-15
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 31/05/2003, 06/06/2003
DESISTÊNCIA. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Não deve ser conhecido o recurso voluntário apresentado pelo contribuinte quando consta dos autos pedido assinado pelo mesmo, solicitando retorno imediato do processo à Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3102-000.066
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira votou pela conclusão.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/05/2003, 06/06/2003 DESISTÊNCIA. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Não deve ser conhecido o recurso voluntário apresentado pelo contribuinte quando consta dos autos pedido assinado pelo mesmo, solicitando retorno imediato do processo à Secretaria da Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira votou pela conclusão. e-.1-\4Q D-~) h'\ Me çia elena Traja Damorim - Presidente uío \Rosa - Relator EDITADO EM: 10/05/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mercia Helena Trajano Damorim, Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância que passo a transcrever. Trata o presente processo de Pedido de Compensação de Crédito com Débitos de Terceiros, em que a contribuinte em epígrafe pretende compensar os débitos discriminados à fl. 01, com créditos vinculados ao processo administrativo n° 10410.000030/2002-18, de interesse da contribuinte Agro Indústrias do Vale do São Francisco S/A — AGROVALE (CNPJ n°13.642.699/0004-88). 2.Faz-se, a seguir, uma breve cronologia dos principais atos processuais informados nos presentes autos: Data Descrição Fls. processo 03/07/2003 Apresentação de documento intitulado "Declaração de Compensação" 10/10/2003 Declaração da DRF em Maceió/AL, de que foi procedida a 42 compensação dos débitos nomeados no pedido de compensação de fl. 01, em cumprimento a decisão judicial proferida nos autos da Ação Ordinária n°2001.80.00.006288-O, não transitada em julgado (proposta por Agro Indústrias do Vale do São Francisco S/A — AGROVALE) 13/09/2004 Despacho determinando o cancelamento das compensações 45 operacionalizadas e o conseqüente ajuste nos sistemas de controle dos débitos, em razão do julgamento do mérito do Agravo de Instrumento n° 2001.05.00.037633-0, favoravelmente à Fazenda Nacional 27/01/2005 Apresentação de "Manifestação de Inconformidade" pelo 53 a 68 contribuinte devedor 17/02/2005 Emissão de Carta de Cobrança 91 24/02/2005 Ciência da Carta de Cobrança por AR 91, v° 10/03/2005 Solicitação de Cancelamento de Cobrança 93/94 23/05/2005 Encaminhamento para inscrição em Dívida Ativa 137 30/05/2005 Termos de Inscrição em Dívida Ativa 138/146 27/07/2005 Concessão de liminar nos autos do Mandado de Segurança n° 174/183 2005.61.00.015202-9, que determinou à autoridade impetrada (Procurador Chefe da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional em São Paulo) a remessa do presente feito à DRJ/SPO para apreciação da "Manifestação de Inconformidade" interposta pelo contribuinte devedor 02/09/2005 Encaminhamento à PFN/SP, para providências 270 01/02/2006 Encaminhamento à DRI/Recife/PE (unidade de jurisdição do 270 contribuinte detentor do crédito), conforme despacho de fls. 264 a 268, de 31/08/2005 14/11/2006 Retorno à DRJ/SPO, com vistas ao atendimento do disposto em 274 decisão judicial (Mandado de Segurança n° 2005.61.00.015202-9) 3.Na "Manifestação de Inconformidade" do devedor (fls. 53/68), apresentada contra o despacho proferido pela DRF/MaceiótAL (fl. 45), que determinou o cancelamento da compensação efetuada e a conseqüente ativação da cobrança, a empresa Distribuidora Automotiva Ltda. apresenta as alegações a seguir relacionadas, em síntese: 2 Processo n° 10410.002644/2003-15 53-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.066 Fl. 432 3.1- é absolutamente inaplicável ao presente caso o fundamento utilizado pela Secretaria da Receita Federal para o cancelamento do procedimento de compensação, qual seja, a reforma da decisão judicial proferida nos autos do Agravo de Instrumento n° 2001.05.00.037633-0, por se tratar o referido procedimento de situação definitivamente constituída nos termos do artigo 5°, inciso XXXVI, da Constituição Federal, em face da expedição pela Secretaria da Receita Federal de declaração certificando o processo de compensação, emitida expressamente em substituição ao Documento Comprobatório de Compensação; 3.2- não há que se falar em procedimento precário ou provisório, uma vez homologada a compensação pelo órgão fiscal, com fundamento no disposto na Lei n° 9.430/1996 e no Decreto n° 2.138/1997, não havendo possibilidade jurídica de Se cancelar a operação efetivada, sob pena de ferir nitidamente o direito adquirido da manifestante; 3.3- há que se resguardar a boa-fé da manifestante, que em nenhum momento integrou o pólo ativo da ação judicial proposta pela detentora do crédito, Agro Indústrias do Vale do São Francisco S/A — Agrovale, reconhecido judicialmente em favor da cedente; 3.4- em homenagem ao princípio da segurança jurídica e à luz do disposto no artigo 472 do Código de Processo Civil, não pode a reforma de uma decisão judicial afetar a esfera patrimonial de terceiros alheios à lide, devendo a exigência de eventual débito recair sobre a pessoa jurídica que intentou a ação judicial contra a Fazenda Nacional; 3.5- somente agora a manifestante foi cientificada do ato administrativo que pretende cancelar os Documentos Comprobatórios de Compensação e, assim, deve ser-lhe concedida a oportunidade de exercer o contraditório, com fulcro no artigo 5°, incisos LIV e LV, da Carta Magna; 3.6- o fato de a decisão que concedeu a tutela antecipada ter sido reformada não tem o condão de alcançar os atos já consolidados, passando no máximo a produzir efeitos ex nunc; 3.7- a suspensão da execução provisória da sentença não produziu efeitos ex tunc, vez que, para a preservação das relações jurídicas, exige-se a predominância do princípio da irretroatividade das normas; 3.8- ainda que se admita a afetação do patrimônio de terceiros alheios à lide e o cancelamento de um ato jurídico perfeito e acabado, tal não poderia nunca ser realizado sem o advento de uma decisão desfavorável no processo, transitada em julgado. - 4.Por fim, pleiteia o reconhecimento da validade das operações e a conseqüente extinção dos créditos Tributários compensados, a declaração de nulidade do despacho decisório objeto da manifestação de inconformidade e a determinação para que a Administração Tributária se abstenha de ativar a cobrança. 3 Requer, ainda, seja procedida a imediata suspensão da cobrança do crédito tributário, nos termos do artigo 151, inciso IH, do Código Tributário Nacional. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetiza sua decisão na ementa correspondente. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/05/2003, 06/06/2003 COMPENSAÇÃO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL SEM TRÂNSITO EM JULGADO. A compensação efetuada pelo contribuinte apenas é válida se o respectivo crédito for reconhecido pela Administração Fazendária ou por decisão judicial com trânsito em julgado. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa, Relator O recurso é tempestivo. Trata-se de matéria de competência deste Terceiro Conselho. Dele tomo conhecimento. Encontra-se às folhas 335 e 336 do processo manifestação do contribuinte com o seguinte teor: "Inobstante a compensação haver sido cancelada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cuja decisão foi seguida de Manifestação de Inconformidade e posterior Recurso Voluntário interposto pela Contribuinte a esse Egrégio Conselho, atualmente a mesma encontra-se restabelecida por ordem judicial proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, cuja cópia da referida decisão segue anexa à presente. Diante do exposto, a Contribuinte requer a remessa do processo administrativo n° 10410.002644/2003-15 para o órgão competente da Delegacia da Receita Federal (Equipe de Acompanhamento de Medida Judicial — EQAMI) para análise da compensação e cancelamento da inscrição em Dívida Ativa. Esclarece a Contribuinte que a negativa ou demora na realização de tal procedimento poderá lhe causar graves - prejuízos, visto estar a mesma impedida de obter a Certidão Conjunta Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa." Ant'ê pleito do contribuinte expressamente consignado nos autos, DEIXO DE CONHECER o i-dpu SQ voluntário apresentado a este Terceiro Conselho de Contribuintes. 1, \\ Ricardo • a, lo Rosa `,. 4
score : 1.0
Numero do processo: 16561.000180/2008-70
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Apr 24 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
RECURSO DE OFÍCIO. EXPORTAÇÃO. MÉTODO CAP. EXONERAÇÃO PARCIAL VÁLIDA
Restando perfeitamente verificado nos autos que a análise promovida pelas doutas autoridades julgadoras de primeira instância fundaram-se na específica e regular aplicação da respectiva legislação de regência, perfeitamente válida se verifica a exoneração parcial efetivada.
PREJUÍZOS FISCAIS. AJUSTE DECORRENTE DE DECISÃO EM OUTRO PROCESSO. REGULARIDADE.
Tendo a r. decisão de primeira instância promovido os respectivos ajustes na apuração promovida pelos agentes da fiscalização, tomando como fundamento a decisão exarada por este egrégio Conselho nos autos do PAF n. 16327.000864/2004-11, especificamente no que diz respeito à composição do saldo de prejuízos fiscais, perfeitamente regular se apresenta o ajuste realizado.
EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES. MÉTODO CAP.
Não tendo a contribuinte atendido às especificas intimações realizadas pelos agentes da fiscalização, e, não havendo óbice algum para a aplicação do método CAP na apuração dos montantes por ela devidos, legítima se apresenta a ação fiscal.
A adoção de quaisquer dos métodos apontados pelas disposições do mencionado art. 40 da então IN SRF 243/2002, no presente caso, é imposição legal decorrente da ausência de demonstração, a tempo e modo devidos, dos documentos respectivos que comprovassem a regularidade dos procedimentos adotados pela contribuinte quando solicitados pelos agentes da fiscalização, não cabendo a insurgência agora por ela apresentada.
Numero da decisão: 1301-001.363
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO aos recursos de ofício e voluntário, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
VALMAR FONSECA DE MENEZES - Presidente.
(Assinado digitalmente)
CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), Gilberto Baptista, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 RECURSO DE OFÍCIO. EXPORTAÇÃO. MÉTODO CAP. EXONERAÇÃO PARCIAL VÁLIDA Restando perfeitamente verificado nos autos que a análise promovida pelas doutas autoridades julgadoras de primeira instância fundaram-se na específica e regular aplicação da respectiva legislação de regência, perfeitamente válida se verifica a exoneração parcial efetivada. PREJUÍZOS FISCAIS. AJUSTE DECORRENTE DE DECISÃO EM OUTRO PROCESSO. REGULARIDADE. Tendo a r. decisão de primeira instância promovido os respectivos ajustes na apuração promovida pelos agentes da fiscalização, tomando como fundamento a decisão exarada por este egrégio Conselho nos autos do PAF n. 16327.000864/2004-11, especificamente no que diz respeito à composição do saldo de prejuízos fiscais, perfeitamente regular se apresenta o ajuste realizado. EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES. MÉTODO CAP. Não tendo a contribuinte atendido às especificas intimações realizadas pelos agentes da fiscalização, e, não havendo óbice algum para a aplicação do método CAP na apuração dos montantes por ela devidos, legítima se apresenta a ação fiscal. A adoção de quaisquer dos métodos apontados pelas disposições do mencionado art. 40 da então IN SRF 243/2002, no presente caso, é imposição legal decorrente da ausência de demonstração, a tempo e modo devidos, dos documentos respectivos que comprovassem a regularidade dos procedimentos adotados pela contribuinte quando solicitados pelos agentes da fiscalização, não cabendo a insurgência agora por ela apresentada.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO aos recursos de ofício e voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES - Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), Gilberto Baptista, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
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Exportação Recorrentes COINBRAFRUTESP S.A. FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 RECURSO DE OFÍCIO. EXPORTAÇÃO. MÉTODO CAP. EXONERAÇÃO PARCIAL VÁLIDA Restando perfeitamente verificado nos autos que a análise promovida pelas doutas autoridades julgadoras de primeira instância fundaramse na específica e regular aplicação da respectiva legislação de regência, perfeitamente válida se verifica a exoneração parcial efetivada. PREJUÍZOS FISCAIS. AJUSTE DECORRENTE DE DECISÃO EM OUTRO PROCESSO. REGULARIDADE. Tendo a r. decisão de primeira instância promovido os respectivos ajustes na apuração promovida pelos agentes da fiscalização, tomando como fundamento a decisão exarada por este egrégio Conselho nos autos do PAF n. 16327.000864/200411, especificamente no que diz respeito à composição do saldo de prejuízos fiscais, perfeitamente regular se apresenta o ajuste realizado. EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES. MÉTODO CAP. 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AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 56 1. 00 01 80 /2 00 8- 70 Fl. 2660DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO aos recursos de ofício e voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonseca de Menezes (Presidente), Gilberto Baptista, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Fl. 2661DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16561.000180/200870 Acórdão n.º 1301001.363 S1C3T1 Fl. 3 3 Relatório A matéria tratada nos presentes autos referese à discussão em torno da (in)validade dos procedimentos adotados pela contribuinte no que se refere à apuração dos chamados “Preços de Transferência” nas operações de exportação por ela efetivadas, já tendo sido já objeto de específica análise deste relator, conforme relatório contido da Resolução no 1301000.111 desta 1a TO, 3a Cam da 1a Sejul. Tratase, em verdade, de Recurso Voluntário interposto contra a decisão exarada pela 5a Turma da DRJ/SP1, que, enfrentando os argumentos apresentados na impugnação, entendeu pela sua procedência parcial, em aresto assim então ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003, 2004 EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES. MÉTODO CAP. Inexistindo impedimento legal para a adoção do método CAP (Custo de Aquisição ou de Produção mais Tributos e Lucro) para o cálculo dos ajustes relativos a commodities, descabe a contestação da impugnante. RECEITAS DE EXPORTAÇÂO E PREÇO PRATICADO. FATOR DE CORREÇÃO. INAPLICABILIDADE. Tratandose de exclusão de crédito tributário, a interpretação das normas que estabelecem a aplicação de coeficientes de correção sobre o valor das receitas de exportação e sobre o preço praticado deve ser literal, não cabendo a sua extensão por analogia. EXPORTAÇÃO. MÉTODO CAP. EQUÍVOCOS NA APURAÇÃO. Constatado equivoco na apuração, pela fiscalização, dos ajustes de preço de transferência na exportação, exonerase parcialmente a exigência. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE PREJUÍZOS FISCAIS. Na apuração dos saldos de prejuízos fiscais devem ser consideradas, além das autuações anteriores, as decisões do Conselho de Contribuintes e desta Delegacia de Julgamento. Exigência exonerada em parte. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA A TAXA SELIC. A aplicação da multa de oficio e o cálculo dos juros de mora com base na taxa SELIC têm previsão legal, não competindo à esfera administrativa a análise da legalidade ou inconstitucionalidade de normas jurídicas. CSLL. DECORRÊNCIA. O decidido quanto ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica aplicase tributação decorrente dos mesmos fatos e elementos de prova. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Da decisão proferida, recorreu de ofício aquela douta delegacia de julgamento. Fl. 2662DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 4 Intimada a contribuinte, foi então por ela apresentado o seu recurso voluntário, que, em face da inicial dúvida quanto à tempestividade, teve seu julgamento convertido em diligência para a regular verificação, tendo retornado então a este CARF com a consideração afirmativa, conforme se verifica. Pretendendo a reforma da decisão, destaca então a contribuinterecorrente as suas razões de fato e de direito, destacando, sobretudo, o fato a irregularidade dos ajustes propostos em relação a cada um dos produtos considerados, requerendo, assim, negado provimento ao recurso de ofício e, também, dado provimento ao recurso voluntário, desconstituindose assim, integralmente, o lançamento efetivado. Intimada, apresentou a douta PGFN as suas corespondentes CONTRA RAZÕES ao recurso voluntário, pretendendo a manutenção do lançamento em todos os seus termos. Em rápida síntese, é o que se tem a relatar. Fl. 2663DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16561.000180/200870 Acórdão n.º 1301001.363 S1C3T1 Fl. 4 5 Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER – Relator. Sendo tempestivo o recurso voluntário e regular o recurso de ofício, conheço de ambos. Do recurso de ofício A primeira questão a ser enfrentada no presente feito diz respeito à parte exonerada pela decisão de primeira instância que, como se verifica, acarretou a interposição do recurso de ofício. Na análise dos termos da decisão de primeira instância, verificamse diversos ajustes realizados naquela oportunidade em relação ao lançamento originário, adequando, assim, os cálculos realizados com a realidade fática/documental existente nos autos, fato esse, inclusive, reconhecido e apontado tanto pela contribuinterecorrente, quanto, ainda, pela PGFN em suas contrarazões, aqui já apontadas. No que tange aos apontamentos relativos aos ajustes promovidos pela decisão em relação à parte do lançamento que trata do cálculo dos ajustes de Preços de Transferência, verificase que a questão da adequação dos cálculos ali realizados decorre do acolhimento das diferenças fáticas apontadas pela contribuinte, mas decorrentes, sobretudo, dos erros nas informações por ela própria apresentadas, valendose, a esse respeito, inclusive, o seguinte trecho ali apresentado: Descabe, assim, a alegação de nulidade dos Autos de Infração, cabendo, no entanto, o saneamento das irregularidades constatadas, nos termos do artigo 60 do Decreto n° 70.235/72, revendose os cálculos dos ajustes dos preços de transferência, conforme a seguir demonstrado (valores em reais). Obs: Fl. 2664DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 6 • Com relação ao suco de laranja congelado BRIX 66 — ano 2003, não foi aceita a contestação quanto à utilização do método CAP, mas foram aceitas todas as alegações de erro material e, depois de conferido, o demonstrativo dos ajustes pelo método CAP apresentado pela impugnante fl. 1030; • Com relação ao suco de laranja natural — anos 2003 e 2004, não foi aceita a contestação quanto à utilização do método CAP, e mantidos os cálculos da fiscalização (a impugnante não alegou nenhum erro material); • Com relação ao óleo essencial de lima ácida — ano 2003, foram mantidos os cálculos da fiscalização (a impugnante não trouxe qualquer alegação especifica quanto a esse produto); e • Com relação aos demais produtos, foram aceitas todas as alegações de erro material e, depois de conferidos, os demonstrativos dos ajustes pelo método CAP apresentados pela impugnante às fls. 1045 (suco de limão/lima — ano 2003), 1081 (óleo essencial de laranja — ano 2003), 1090 (terpeno — ano 2003), 1093 (liquido aromático fase aquosa — ano 2003), 1098 (óleo essencial de laranja — ano 2004), 1101 (terpeno — ano 2004) e 1104 (liquido aromático fase aquosa ano 2004). Com relação ao ajuste de R$ 1.034.816,00, oferecido à tributação pela contribuinte no anocalendário de 2004 (fls. 402v, 470v, 471, 471v e 472), o mencionado valor refere se a ajustes relativos à exportação dos seguintes produtos: óleo essencial de limão (código 33011300), liquido aromático fase aquosa (código 33019030), óleo de lima acida (código 33011400) e suco de lima ácida (código 20093900). Como no anocalendário de 2004, dentre os supracitados produtos, houve autuação apenas com relação ao liquido aromático fase aquosa (código 33019030), de modo que apenas esse ajuste, de R$ 184.900,00 (fl. 471), deve ser considerado, zerando o ajuste relativo a esse item (que originariamente era de R$ 692.829,29 e foi recalculado para R$ 59.028,64). Isso porque os ajustes devem ser efetuados produto a produto, e eventual excesso não aproveita aos demais. Assim, o ajuste total relativo ao anocalendário de 2004, a ser exigido nos autos deste processo, passa a ser o seguinte: Obs. • Os cálculos relativos aos valores devidos a titulo de IRPJ e CSLL serão efetuados a seguir, no item "DOS TRIBUTOS MANTIDOS". A partir dessas considerações, verificase que, no que tange aos ajustes promovidos em relação a este tópico, andou bem a decisão de primeira instância, uma vez que, reconhecendo as circunstâncias fáticas especificamente contidas nos autos, promoveu a regularidade dos montantes aqui exigidos, afastando, assim, qualquer invalidade formal do procedimento, devendo aqui então ser efetivamente homenageada e, por essa razão, integralmente mantida, nos termos apontados. A par desses ajustes, verificase ainda outros, agora relativos à questão debatida nos autos a respeito dos reflexos decorrentes do PAF no 16561.000183/200722, que, Fl. 2665DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16561.000180/200870 Acórdão n.º 1301001.363 S1C3T1 Fl. 5 7 por estar, à época, ainda, pendente de julgamento neste Conselho, não poderia, de fato, acarretar a exigência de diferenças nas apurações da contribuinte em relação aos Prejuízos Fiscais e Bases Negativas de CSLL daí decorrentes, sendo ali, então, efetivamente extirpadas pela apontada decisão. Verifiquese, a esse respeito, o que consta daquele decisum: Os supracitados saldos, em 01/01/2003, de prejuízos fiscais e de bases negativas da CSLL, no entanto, devem ser alterado's para, respectivamente, R$ 25.878.527,14 e R$ 33.592.869,85 (conforme a seguir demonstrado), considerandose, além das autuações anteriores, as decisões do Conselho de Contribuintes, no processo n° 16327.000864/200411, conforme dados obtidos do sistema SAPLI (fls. 1200/1220), e desta Delegacia de Julgamento, no processo n° 16561.000183/200722, conforme cópia As fls. 1183/1199. Não bastasse a clara regularidade do procedimento apontado, tendo em vista que, enquanto pendentes de julgamento aqueles referidos lançamentos, não poderiam eles, de forma alguma, influenciar as apurações fiscais que fossem feitas em relação aos períodos posteriores da referida fiscalizada, fato é que, analisando, atualmente, as circunstâncias específicas dos autos do processo 16327.000864/200411, verificase que o Recurso Especial da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que à época estava pendente de julgamento neste Conselho, hoje já fora devidamente apreciado, tendo sido negado o seu conhecimento, conforme, inclusive, verificase das disposições do Acórdão no 9101001.380, de 04/06/2012, que assim, inclusive, restou ementado: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — RECURSO ESPECIAL — REGIMENTO INTERNO — CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS — REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE É requisito essencial de admissibilidade e conhecimento do recurso especial pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, dos recursos interpostos Fl. 2666DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 8 contra decisões proferidas, tendo como escopo os arts. 67 e 68 do Regimento Interno do CARF, além da observância do prazo estabelecido, que fique devidamente comprovado, fimdamentadamente, o conflito jurisprudencial con figurado pela interpretação divergente dada A. lei tributária por outra Camara, Turma de Camara, Turma Especial ou a própria Camara Superior de Recursos Fiscais. Não logrando a PFN produzir tal prova, o recurso é inadmissível. Recurso especial não conhecido. Em face dessas considerações, correto, verificase, é o entendimento exarado pela r. decisão de primeira instância, nada havendo, portanto, a esse respeito, a ser aqui então efetivamente reformado. Por essas considerações, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO DE OFÍCIO. Do recurso voluntário Em relação às questões trazidas pelo recurso voluntário, verificamse como efetivamente relevantes as razões apresentadas pela recorrente, sobretudo em relação ao destaque de cada um dos tipos de produtos por ela exportados, e, em relação a alguns deles, a inicial regularidade dos procedimentos apontados. Ocorre, entretanto, que, a par do que adequadamente sustentado no Recurso Voluntário, chama a atenção as considerações trazidas pela PGFN em suas contrarazões, sobretudo no que diz respeito ao fato deu que a discussão não se limitaria, exclusivamente, à análise a respeito da natureza própria das mercadorias exportadas (commodities) ou ainda a vantajosidade da utilização de um método em relação ao outro, mas sim, especificamente, a questão da ausência de comprovação, pela então fiscalizada, da regularidade dos métodos por ela aplicados. A esse respeito, relevantes se mostram as disposições contidas na r. decisão de primeira instância, especificamente quando aponta o seguinte: Alega a impugnante, com relação ao suco de laranja concentrado congelado (BRIX 66), que, por se tratar de uma commodity, o CAP não é o melhor método para o cálculo do preçoparâmetro. Com relação ao suco de laranja natural, alega que, aplicandose o método PVA, inexiste ajuste a ser efetuado. Ocorre que, intimada em 02/03/2007 (fls. 05/06) e reintimada em 08/05/2007 (fl. 11) a apresentar os cálculos dos preços praticados, preçosparâmetro e valores de ajustes espontâneos por código de item, assim, como o método adotado para a determinação do preçoparâmetro, a contribuinte não logrou fazêlo. Dessa forma, é legitima a Opção da fiscalização pela apuração do qualquer um dos métodos previstos na legislação para o cálculo dos preços de transferência (no caso, o CAP), nos termos do artigo 40, § único, da IN SRF no 243/2002, in verbis: Fl. 2667DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16561.000180/200870 Acórdão n.º 1301001.363 S1C3T1 Fl. 6 9 "Art. 40. A empresa submetida a procedimentos de fiscalização deverá fornecer aos AuditoresFiscais da Receita Federal (AFRF), encarregados da verificação: I a indicação do método por ela adotado; II a documentação por ela utilizada como suporte para determinação do prego praticado e as respectivas memórias de cálculo para apuração do preço parâmetro e, inclusive, para as dispensas de comprovação, de que tratam os arts. 35 e 36. Parágrafo único. Não sendo indicado o método, nem apresentados os documentos a que se refere o inciso II, ou, se apresentados, forem insuficientes ou imprestáveis para formar a convicção quanto ao prego, os AFRF encarregados da verificação poderão determinálo com base em outros documentos de que dispuserem, aplicando um dos métodos referidos nesta Instrução Normativa". Inexistindo, no caso em tela, impedimento legal para a adoção do método CAP para o calculo dos ajustes relativos aos produtos supracitados, há que se considerar improcedentes as alegações da impugnante e se desconsiderar os cálculos dos ajustes pelo método PVA por ela apresentados com relação ao suco de laranja natural (Conjunto Documental 11, fl. 1153/1154). Nesse ponto, verificase que o trecho destacado da ementa do julgado, e aqui considerado pela contribuinte como sendo o argumento fundamental para a desconstituição do julgado proferido (que era a afirmação a respeito da inexistência de impedimento legal para a adoção do método CAP), deve aqui ser compreendido nos contornos próprios em que efetivamente apresentados, sobretudo porque a ausência de impedimento legal – por si só não é o fundamento para a adoção dessa metodologia, mas sim o fato de que, apesar de intimada e reintimada, conforme apontado nos autos, não teria a contribuinte se desincumbido de um ônus que lhe era próprio, abrindo caminho, assim, para a aplicação de quaisquer dos métodos disponíveis pela legislação de regência para a apuração do apontado preçoparâmetro, nos termos então efetivados pelos agentes da fiscalização. O fundamento para a aplicação do método CAP no presente caso, definitivamente, em nada absolutamente nada , se relacionada com o preço praticado no mercado pela contribuinte, mas sim o fato de que, não atendendo à determinação da fiscalização, atrai assim a possibilidade de adoção de quaisquer dos métodos, sendo, portanto, completamente infundadas as considerações ali então apresentadas em seu recurso voluntário. A adoção de um método (quaisquer deles) pelos agentes da fiscalização, conforme apontado pelas disposições do mencionado art. 40 da então IN SRF 243/2002, no presente caso, é imposição legal decorrente da ausência de demonstração, a tempo e modo devidos, dos documentos respectivos que comprovassem a regularidade dos procedimentos adotados pela contribuinte quando solicitados pelos agentes da fiscalização, nos termos, inclusive, expressamente determinados pelas específicas normas de regência. Em face dessas considerações, as circunstâncias fáticas que envolvem a autuação realizada nestes autos são completamente distintas, verificase, do que aquelas apontadas pela contribuinte em seu recurso voluntário, uma vez que não se trata de simplesmente manter o procedimento por ela adotado, ou mesmo comparar o que ela havia Fl. 2668DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 10 indicado e aquele indicado pelos agentes da fiscalização, mas sim, sobretudo, a conseqüência do “silêncio eloqüente” por ela efetivado quando da realização da fiscalização e das reiteradas intimações, nos termos, inclusive, expressamente previstos e determinados pelas normas processuais de regência. A respeito da apresentação extemporânea das informações pela contribuinte, relevantes se fazem as considerações trazidas pela Procuradoria da Fazenda Nacional que aqui, inclusive, reproduzimos para fins de esclarecimento: Importa esclarecer, ainda, que o documento apresentado pelo recorrente em sede de impugnação estudo elaborado pelo economista Peter Paul Missine (Conjunto Documental n. 2 10) não tem o poder de afetar os procedimentos implementados pela fiscalização. A um, porque a documentação é intempestiva para os fins a que se destina. Ou seja, para que prevalecesse o método utilizado pelo contribuinte a documentação exigida deveria ser apresentada no tempo hábil fixado pela fiscalização, conforme determinação legal. Ante a inércia do contribuinte, várias conseqüências decorreram de sua inação, em estrito cumprimento da lei, como a desconsideração do método escolhido e a adoção de outro pela autoridade fiscal. Tais providências configuramse como verdadeiros fatos consumados e inexoráveis, estandose aqui diante de evidente situação de preclusão, pois a oportunidade que tinha o contribuinte pereceu no tempo. A relação de causa e efeito é automática e deriva da lei: ao não apresentar os documentos requeridos, o contribuinte perde a prerrogativa de escolha e o fiscal tem o poderdever de optar por um método e calcular o pregoparâmetro. A dois, em razão da insuficiência dos documentos apresentados pelo recorrente para caracterizar elemento complementar de prova na forma da lei. A rigor, somente se admite como prova legitima para comprovação dos preços "pesquisas efetuadas por empresa ou instituição de notório conhecimento técnico ou publicações técnicas, onde se especifique o setor, o período,` as empresas pesquisadas e a margem encontrada, bem assim identifique, por empresa, os dados coletados e trabalhados" (art. 21, II, da Lei n.2 9.430/96 e art. 29, II, da IN SRF 243/2002). 0 referido estudo colacionado pelo recorrente não se reveste dos requisitos presentes na lei, pois não veicula as exigências ali contidas, logo, se entremostra imprestável para o fim desejado. Tais considerações, vale destacar, encontramse reconhecidas na decisão de primeira instância e comprovadas com os elementos contidos nos autos, sendo necessária aqui a sua consideração, tendo em vista que esse, em meu particular modo de ver, apresentase como fundamental para a solução da questão apresentada. A questão, então, não se trata de identificar a natureza própria das mercadorias exportadas, ou ainda, no caso, o método que melhor se adequasse à apuração dos montantes respectivos, mas apenas, e tão somente, a verificação do descumprimento, pela contribuinte, da obrigação de prestação de regular informação aos agentes da fiscalização, tendo que arcar, portanto, com as conseqüências daí decorrentes. Em face dessas considerações, entendo, no presente caso, completamente despiciendas as considerações apresentadas pela recorrente, sobretudo porque, conforme se verifica, a solução da questão amoldase a tema diverso daquele por ela sustentado, estando afeto, sim, à questão da produção probatório e, no caso, as conseqüências decorrentes da ausência do atendimento das intimações apresentadas pelos agentes da fiscalização. Fl. 2669DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 16561.000180/200870 Acórdão n.º 1301001.363 S1C3T1 Fl. 7 11 Conclusão Em face dessas considerações, encaminho o meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso de ofício e também ao recurso voluntário interposto, mantendo assim, em todos os seus termos, a r. decisão de primeira instância, nos termos e fundamentos aqui então devidamente apresentados. É como voto. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator Fl. 2670DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 27/01/2015 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 23/04/2015 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007351/2005-21
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2001
DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
O instituto da denúncia espontânea não aproveita àquele que incide em mora com a obrigação acessória de entregar as suas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, portanto é devida a multa. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3102-000.162
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator) e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2001 DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O instituto da denúncia espontânea não aproveita àquele que incide em mora com a obrigação acessória de entregar as suas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, portanto é devida a multa. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. • Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da 1' CÂMARA / r TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator) e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. RCIA HELEN 1 QRA ANO D, AMORIM Presidente CORINTHO '5 • MACHADO Redator Designa o • Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 44 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. 2 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 45 • Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o presente processo de auto de infração OZ. 03), cientificado em 27/06/2005 07.17), mediante o qual é exigido da contribuinte qualificada o crédito tributário total de R$ 3.314,81, referente à multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF — dos quatro trimestres de 2001- apresentadas em 25/05/2001 e 26/02/2003. O enquadramento legal do lançamento encontra-se discriminado no campo 05 (Descrição dos Fatos/Fundamentação) do auto de infração, às fl. 03. Inconformada com o lançamento, a interessada interpôs tempestivamente, em 22/07/2005, a impugnação de fl. 01/02, instruída com os documentos de fl.03 a 14 (cópia do auto de infração e documentos pessoais e societários), alegando que as multas aplicadas nas DCTF's não possuem uniformidade de aplicação nos quatro trimestres, cita o artigo 150 da Carta Magna, e que a Instrução Normativa não pode se sobrepor a lei e a Constituição Federal. Argúi que a data do AI é de 10/06/2005 e que a DCTF se refere ao exercício de 2001, entretanto, as multas aplicadas não são condizentes com a época de entrega do documento. Por fim, solicita a retificação da multa para R$1.404,83. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2001 Ementa DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. LEGALIDADE. A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, bem como a multa por atraso na sua entrega, têm fundamento em ato com força de lei, não violando, portanto, o princípio legalidade. Mantém-se o lançamento quando não comprovado pela interessada que a obrigação acessória foi satisfeita dentro do prazo legal. CONFISCO A vedação ao confisco é direcionada exclusivamente aos tributos, sendo inaplicável à multa por infração a uma obrigação acessória. 3 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C11'2 Acórdão n.°3102-00.162 Fl. 46 RETROATIVIDADE DA LEI. POSSIBILIDADE. É válida a fundamentação legal do Auto de Infração, que trata da multa por entrega intempestiva da DCTF, e se reporta à data da ocorrência do fato gerador da obrigação, a teor do art. 144 do CIN. Lançamento procedente. O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 4 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 47 • Voto Vencido Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator Conheço do recurso por ser tempestivo e atender aos requisitos de admissibilidade. Pessoalmente, entendo que a entrega de Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF, espontaneamente, ou seja, antes do início de qualquer procedimento fiscal que vise exigir do contribuinte o cumprimento da mencionada obrigação acessória, configura a exclusão da responsabilidade prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional, contudo, curvo-me à jurisprudência pacificada do Superior Tribunal de Justiça, da Câmara Superior de Recursos Fiscais e deste Colegiado, que não reconhecem esta exclusão. Observo, entretanto, um novo argumento, que margeia as jurisprudências citadas, e merece ser analisado, pois, acredito, reduz a multa aplicada pela fiscalização. Senão vejamos: A multa proporcional deve ser afastada por incidência do comando descrito no artigo 138 do Código Tributário Nacional, cujo texto transcrevo: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. • A multa foi aplicada na forma descrita no artigo 7° da Lei n° 10.426/02, verbis: Art. 700 sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal - SRF, e sujeitar-se-á às seguintes multas: (Redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004). 1- de 2Vo(dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de I Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 48 falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3; II - de 2%(dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na DIRF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3"; III - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. III - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante da Cofins, ou, na sua falta, da contribuição para o PIS/Pasep, informado no Dacon, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3° deste artigo; (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004). IV - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. (Incluído pela Lei n°11.051, de 2004). § I" Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I e II do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração. § 1° Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I, II e III do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração. (Redação dada pela Lei n°11.051, de 2004). § 2° Observado o disposto no § 3°, as multas serão reduzidas: I - à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; II - a 75%(setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3°A multa mínima a ser aplicada será de: I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa fisica, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei n°9.317, de 5 de dezembro de 1996; II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. § 4° Considerar-se-á não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela Secretaria da Receita FederaL § 5° Na hipótese do § 4°, o sujeito passivo será intimado a apresentar nova declaração, no prazo de 10(dez) dias, contados da ciência da intimação, e sujeitar-se-á à multa prevista no 1 inciso Ido caput, observado o disposto nos §§ 1° a 3°. - — 6 Processo n° 10980.007351/2005-21 • S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 49 Como já dito acima, a jurisprudência do antigo Conselho de Contribuintes e do Superior Tribunal de Justiça desautoriza este argumento para afastar a multa pelo atraso na entrega da DCTF, entretanto, nenhuma decisão que conheço trata da quantificação da referida multa e da incidência do comando acima transcrito sobre esta quantificação. Sempre defendi que a aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória não poderia ser feita por percentual do tributo ou de qualquer outro valor a que esta estivesse relacionada, por gerar distorções enormes e injustificáveis, ferindo diversos princípios constitucionais. Não entrarei no debate da matéria constitucional, por ser vedado este na via estreita do processo administrativo fiscal. Porém entendo que este debate constitucional é desnecessário, pois o mencionado artigo 138 já afasta a possibilidade de aplicação da multa mencionada, na forma aplicada pela fiscalização no presente feito. Isto porque a multa foi calculada como percentual dos créditos tributários apurados nos respectivos períodos relacionados no auto de infração, ou seja, foi atribuída responsabilidade ao contribuinte e, logo, aplicada a respectiva multa por mora de sua obrigação, tendo por base de cálculo o tributo (pago ou não) devido no período. Se o contribuinte cumpriu os requisitos previstos para a denúncia espontânea ou se cumpriu regularmente a obrigação principal, estabelece a legislação que nenhuma multa de mora lhe deve ser cobrada. Entretanto, se interpretarmos que é possível aplicar, nestas mesmas hipóteses, a multa prevista no artigo no art. 7° da Lei n° 10.426, de 24/04/2002 estaríamos criando um novo caminho para exigir novamente a multa de mora da obrigação principal, que foi afastada pela denúncia espontânea ou pelo recolhimento regular do tributo. Em verdade, as duas multas se misturam, sendo impossível separar uma da • outra! e ambas devem ser afastadas em obediência ao disposto no artigo 138 do CTN. O instituto da denúncia espontânea visa impedir a punição indevida do contribuinte de boa fé, que tendo observado seu equívoco na apuração do tributo devido, corrige de forma eficaz tal equívoco ou se arrepende, também de forma eficaz, do procedimento errado que adotou. Assim, não deve tal contribuinte pagar a multa punitiva por seu atraso. Ora, a legislação tributária federal e a jurisprudência reforçada pela recente Súmula n° 360 1 do STJ, afirmam (na minha opinião, de forma equivocada, inconstitucional e ilegal) que a DCTF, documento eletrônico que formaliza a apuração pelo contribuinte do quantum tributável no período, deve ser considerada como confissão do débito e afasta a própria denúncia espontânea. Logo, caso tenha declarado o tributo devido na DCTF, o contribuinte perde o direito de usar sua prerrogativa prevista no artigo 138 do CTN, segundo este entendimento. Se, entretanto, deixar de apresentar a DCTF no prazo legal e pagar o tributo antes de sua apresentação, terá direito à denúncia espontânea, já que não haveria a confissão (neste sentido, Súmula n° 360 do STJ: "O beneficio da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo." _ _ - 7 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 50 é interessante e reveladora a inclusão do qualificativo "regularmente" rio texto da referida Súmula n° 360). Contudo, ao fixar uma multa proporcional ao valor do "montante dos tributos e contribuições informados" pelo atraso na entrega da DCTF, a legislação cria uma nova multa punitiva, que resvala o disposto do CTN, dando um "jeitinho" para aplicar uma multa que o sistema jurídico tributário não aceita como devida. O contribuinte, ao invés de ter o afastamento completo da multa, teria na realidade somente um desconto, posto que a multa pelo atraso da DCTF será menor que aquela aplicável pelo atraso no pagamento do imposto. Isto é inaceitável! Acrescente-se a isto, a clara violação ao princípio da razoabilidade 2, pois leva à punição de uma mesma infração, praticada pelo mesmo contribuinte, pelos mesmos motivos, com valores totalmente distintos. Vejamos o exemplo: Um contribuinte deixa de apresentar as quatro DCTFs trimestrais em um determinado ano, por imperícia de seu contador ou por decisão de seu administrador, ou por qualquer motivo, e vem a ser autuado pelo atraso nesta apresentação. Este mesmo contribuinte informou tributos e contribuições no total de R$ 10.000.000,00 em determinado período de apuração e R$ 100.000,00, R$ 150.000,00 e zero nos seguintes, logo, estando sujeito à multa máxima, pagaria R$ 200.000,00, R$ 2.000,00, R$ 3.000,00 e R$ 500,00, tudo pela mesmíssima infração. É evidente que não é possível tal procedimento. A punição da prática adotada pelo contribuinte não pode variar em razão de um fator que nada tem com esta mesma prática, com o eventual dano sofrido pela administração ou com o eventual beneficio usufruído pelo infrator. Não se argumente aqui que o dano/beneficio é o não recolhimento dos valores devidos à União Federal, já que, conforme verificamos acima, o recolhimento dos tributos não depende ou está vinculado necessariamente à apresentação da DCTF, logo, mesmo não tendo apresentado a DCTF, o contribuinte pode ter pago integral e regularmente os tributos devidos. A multa em questão somente é possível de se aplicar, se for fixada num valor fixo. Sua aplicação por percentual dos tributos é, repita-se, claramente violadora do principio da razoabilidade, que deve ser observado, por força do disposto no artigo segundo da Lei n° 9.784/99. Também fere eqüidade, a aplicação da multa acima, quando se aplica ao mesmo exemplo acima, mas a contribuintes distintos. Ou seja, na hipótese de termos, dois contribuintes distintos, que tem a mesma capacidade contributiva (ou seja, com o mesmo patrimônio e receitas anuais), deixaram de entregar a DCTF no prazo legal pelos mesmos motivos, contudo tiveram no período faturamentos distintos e, portanto, montantes a recolher de tributos e contribuições distintas. 2 Não se argumente a impossibilidade de aplicação do principio da razoabilidade, pois há lei especifica detenninando sua aplicação ao processo administrativo, qual seja, a Lei n° 9.874, de 29 de janeiro de 1999, em seu artigo 2°, que por seu artigo primeiro é considerada norma básica a todo procedimento administrativo. 8 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 51 Deste modo, imaginemos dois contribuintes com o mesmo faturamento anual, que deixaram de apresentar a DCTF do primeiro trimestre de um determinado ano, sendo que um tinha naquele trimestre R$ 10.000.000,00 a recolher de tributos e contribuições e o outro, R$ 100.000,00, logo, estando ambos sujeitos à multa máxima, o primeiro pagaria R$ 200.000,00, e o segundo somente, R$ 2.000,00. Parece-me evidente o tratamento desigual injustificável. Ressalto ainda que a aplicação da multa proporcional porque esta fere a capacidade contributiva, quando ignora o referencial ofensivo para a aplicação da multa e utiliza critério que desconsidera a real situação financeira do contribuinte, já que o alto recolhimento de tributo num determinado período não significa um alto resultado ou uma alta capacidade contributiva nos demais períodos. Por fim, viola também a legalidade estrita, posto que a legislação ordinária não pode criar novas incidências sobre os mesmos fatos geradores de tributos já existentes e ao fazer a multa incidir sobre os créditos tributários apurados no período, a Lei n° 10.426/02 indiretamente está novamente tributando os seus respectivos fatos geradores ou criando um adicional a estes tributos; dentre outros. Outro argumento que merece análise para afastar a incidência da multa é o comando legal do parágrafo terceiro do artigo 113, verbis: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 3° A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Como o termo final para o cálculo da multa proporcional é o inadimplemento da obrigação acessória pelo contribuinte (com atraso), logo a aplicação da multa de mora fica afastada, pois, neste caso, não existe mais a pretensa inobservância da obrigação. Melhor explicando, como a multa foi, no presente caso, aplicada depois de sanada a inobservância, ou seja, após a efetiva apresentação da DCTF, no momento da lavratura do auto de infração não havia a inobservância da norma legal, pois a obrigação acessória havia sido adimplida, sendo impossível a aplicação de multa. A multa somente poderia ser aplicada antes da apresentação e a redução prevista no parágrafo segundo, inciso I do artigo do artigo 7° da Lei n° 10.426 é de observância obrigatória em todos os casos. Por todo o exposto acima, conheço do recurso e dou-lhe provimento para afastar a aplicação da multa por atraso na entrega das DCTFs pelo contribuinte, calculadas/ sobre o crédito o montante dos tributos e contribuições informados nas mesmas. É como voto. Sala das Sessões, em 27 de março de 2009. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA 9 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 52 Voto Vencedor Conselheiro CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Redator Designado A entrega da DCTF a destempo é fato incontroverso, uma vez que a autuada não contesta o atraso na entrega da declaração, apenas argúi ter apresentado espontaneamente as declarações exigidas e clama pela nulidade do auto de infração, em virtude de a multa ter sido criada por instrução normativa com base em decreto-lei, e não por lei stricto sensu. DA BASE LEGAL DO AUTO DE INFRAÇÃO A preliminar de nulidade do auto de infração, em virtude de que a base legal plasmada na peça do fisco seria inábil para tanto não procede. Em primeiro plano, cumpre afastar a premissa falsa de que não poderia haver instituição de penalidade por decreto-lei, porquanto ela decorre de uma exegese extremamente equivocada do inciso II do artigo 5° da Constituição Federal. Hodiernamente, após pronunciamentos iterativos do e. Supremo Tribunal Federal, restou superada a tese de que as medidas provisórias e os decretos-leis (advindos do período anterior à atual Constituição) não seriam instrumentos hábeis para instituir impostos e penalidades decorrentes do inadimplemento de obrigações tributárias. A Constituição da República de 1988, assim como as demais Constituições do País, tratou de estabelecer uma nova ordem jurídica ao Estado brasileiro, sem contudo fazer tábula rasa da legislação existente até então, inclusive positivando isso no texto da nova Carta, quando se tratou de sistema tributário3 . Assim é que os DDLL não revogados expressamente pela nova legislação ou não declarados pelo Poder Judiciário como incompatíveis com o novo sistema tributário nacional, continuam em pleno vigor, e têm força de lei. Daí completamente despida de fundamento a assertiva da recorrente de que inexiste lei em sentido formal que a obrigue à entrega das DCTF. Demais disso, os fatos geradores da multa (2002) ocorreram na vigência de medida provisória (n° 16/2001) e da própria lei ( n° 10.426/2002) que resultou da convolação da indigitada medida provisória. Nessa moldura, cumpre apontar as seguintes observações cronológicas, para explicitar a existência e correção da base legal utilizada na peça fiscal: Dispõe o art. 50 do Decreto-Lei n° 2.124, de 13 de junho de 1984: "Art.5° - O ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. 3 ADCT - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias Art. 34. O sistema tributário nacional entrará em vigor a partir do primeiro dia do quinto mês seguinte ao da promulgação da Constituição, mantido, até então, o da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda n° 1, de 1969, e pelas posteriores.(...) § 3° Promulgada a Constituição, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão editar as leis necessárias à aplicação do sistema tributário nacional nela previsto. § 4° As leis editadas nos termos do parágrafo anterior produzirão efeitos a partir da entrada em vigor do sistema tributário nacional previsto na Constituição. § 50 Vigente o novo sistema tributário nacional, fica assegurada a aplicação da legislação anterior, no que não seja incompatível com ele e com a legislação referida nos parágrafos 3° e 4°. _ _------ - - 10 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 53 (-). §3 0 - Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobservância da obrigação principal, o não cumprimento da obrigação acessória na forma da legislação sujeitará o infrator à multa de que tratam os §§ 2°, 3° e 4° do artigo 11 do Decreto- lei n°1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto-lei n°2.065, de 26 de outubro de 1983." Assim, a multa a ser aplicada pelo descumprimento da obrigação acessória é a prevista nos ff 2°, 3° e 4° do art. 11 do Decreto-Lei n° 1.968, de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo art. 10 do Decreto-Lei n°2.065, de 1983, in verbis: "Art. 11 - (..) § 2°-Será aplicada multa de valor equivalente ao de uma ORTN para cada grupo de cinco informações inexatas, incompletas ou omitidas, apuradas nos formulários entregues em cada período determinado. § 3° - Se o formulário padronizado (§ 1°) for apresentado após o período determinado, será aplicada multa de 10 OR7'N, ao mês- calendário ou fração, independentemente da sanção prevista no parágrafo anterior. § 4° - Apresentado o formulário, ou a informação, fora de prazo, mas antes de qualquer procedimento ex-officio ou se, após intimação, houver a apresentação dentro do prazo nesta fixado, as multas cabíveis serão reduzidas à metade". A competência atribuída ao Ministro da Fazenda para instituir ou extinguir obrigações acessórias, expressa no artigo 5° do Decreto-Lei n° 2.124, de 1984, já transcrito, foi delegada ao Secretário da Receita Federal pela Portaria MF n°118, de 1984, que dispõe: "O Ministro de Estado da Fazenda, no uso de suas atribuições, RESOLVE 1— Delegar ao Secretário da Receita Federal a competência que lhe foi atribuída pelo art. 5° do Decreto-lei n" 2.124, de 13 de junho de 1984." No uso da competência que lhe foi delegada, o Secretário da Receita Federal, através da Instrução Normativa n° 129, de 19 de novembro de 1986, instituiu a Declaração de Contribuições e Tributos Federais —DCTF. No item 5 do Anexo III da mencionada Instrução Normativa, estabeleceu-se, com matriz legal no art. 11 do Decreto-Lei n°1.968, de 1982, a penalidade a ser aplicada aos casos de apresentação intempestiva da DCTF. No ano-calendário da autuação - 2002 - a multa pelo descumprimento da obrigação acessória estava prevista na Instrução Normativa SRF n°126, de 30 de outubro de 1998, cujo art. 6° se traslada: 11 Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 54 "Art. 62-44 falta de entrega da DCTF ou a sua entrega após os prazos referidos no art. 22, sujeitará a pessoa jurídica ao pagamento da multa correspondente a cinqüenta e sete reais e trinta e quatro centavos, por mês-calendário ou fração de atraso, tendo como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega (Decreto-lei n2 1.968, de 1982, art. 11, §§ 22 e 32, com as modificações do Decreto-lei n 2 2.065, de 1983, art. 10; Lei n2 8.383, de 1991, art. 32, inciso 1; da Lei 9.249, de 1995, art. 30). (g.n) A Instrução Normativa SRF n°255, de 11 de dezembro de 2002, com esteio no art. 7° da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002, estabeleceu novas formas de cálculo da multa por atraso na entrega da DCTF, observando-se a retroatividade benigna estatuída no art. 106 do CTN. Dispõe o art. 7° da referida Instrução Normativa: "Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar a DCTF nos prazos fixados ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal, e sujeitar-se-á às seguintes multas: I - de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago , no caso de falta de entrega desta declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 32; (g. n.) (.) § 22 Observado o disposto no § 32, as multas serão reduzidas: 1- em cinqüenta por cento, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; II - em vinte e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 32 A multa mínima a ser aplicada será de: I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa jurídica inativa; II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. § 42 Para DCTF que seja referente até o terceiro trimestre de 2001, a multa será de R$ 57,34 (cinqüenta e sete reais e trinta e quatro centavos) por mês-calendário ou fração, salvo quando da aplicação do disposto no caput resultar penalidade menos gravosa." (g.n) _ - - 12 _ Processo n° 10980.007351/2005-21 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.162 Fl. 55 DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA Embora ciente de que o e. Segundo Conselho de Contribuintes, noutros tempos, albergava a tese defendida pela recorrente, a tendência atual deste Conselho, e sufragada pela colenda Câmara Superior de Recursos Fiscais, é no sentido de que o instituto da denúncia espontânea não aproveita àquele que incide em mora com a obrigação acessória de entregar as suas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF. Assim é que compartilho do entendimento atual desta egrégia Casa, que se pode ilustrar com os arestos que seguem inter plures: DCTF - DENÚNCIA ESPONTÂNEA - MULTA DE MORA. Havendo o contribuinte apresentado DCTF fora do prazo, mesmo antes de iniciado qualquer procedimento fiscal, há de incidir multa pelo atraso. Recurso de divergência a que se nega provimento (Ac. CSRF/02-01.092 Rel. Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva) DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA - DENÚNCIA ESPONTÂNEA.A multa por atraso na entrega de DCTF tem fundamento em ato com força de lei, não violando, portanto, os princípios da tipicidade e da legalidade; por tratar a DCTF de ato puramente formal e de obrigação acessória sem relação direta com a ocorrência do fato gerador, o atraso na sua entrega não encontra guarida no instituto da exclusão da responsabilidade pela denúncia espontânea.NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE (Acórdão 302-36536 Rel. LUIS ANTONIO FLORA) No vinco do quanto exposto, entendo correto o lançamento lavrado pela autoridade fiscal, bem como o quanto decidido pelo órgão julgador de primeira instância. Voto por rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração; e, no mérito, desprover o recurso. Sala das Sessões, - ti e março de 2009. CORINTHO O . 1 MACHADO _ 13 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1
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Numero do processo: 11330.000351/2007-80
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2000
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - RETENÇÃO DE 11% - SERVIÇOS PRESTADO MEDIANTE CESSÃO DE MÃO DE OBRA- PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante nº 8São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
O lançamento foi efetuado em 27/04/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 28/04/2006. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 11/1997 a 01/1999, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de ofício.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2401-003.113
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a “Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário””. O lançamento foi efetuado em 27/04/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 28/04/2006. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 11/1997 a 01/1999, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de ofício. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 33 0. 00 03 51 /2 00 7- 80 Fl. 267DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ricardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11330.000351/200780 Acórdão n.º 2401003.113 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório A presente NFLD, lavrada sob o n. DEBCAD 37.067.5363, em desfavor da recorrente, correspondentes a parte do segurado empregado, a parte da empresa, ao financiamento da complementação das prestações por acidente do trabalho — SAT (até 06/97), ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho RAT e as destinadas a terceiros SALÁRIO EDUCAÇÃO, INCRA, SESI, SENAI E SEBRAE, relativas a segurados empregados lançados na contabilidade da empresa como "expatriados", O lançamento compreende competências entre o período de 02/1997 a 12/2000. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 27/03/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 27/03/2007. Inconformado com o lançamento a empresa apresentou impugnação, fls. 68 a 82. Foi exarada Decisão, fls. 143 a , julgando procedente em parte o lançamento fiscal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2000 REMUNERAÇÃO. PARCELAS INTEGRANTES. EXPATRIADOS. A base de calculo da contribuição previdenciária, para o segurado empregado, seja brasileiro ou estrangeiro, é a remuneração. Não havendo, na legislação previdencidria, dispositivo que fundamente a não incidência de contribuição sobre vantagem econômica auferida em razão da relação laboral ou dos serviços prestados pelos segurados, esta deve integrar a base de cálculo das contribuições. TRIBUTÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. 0 prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 10 anos, por disposição expressa da Lei 8.212/91, em seu artigo 45. Precedentes do STJ. Lançamento Procedente. Inconformado o recorrente apresentou recurso à fl. 156 a 175. É o relatório. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 4 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 281. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Antes de avaliar os argumentos apresentados pelo contribuinte quanto ao mérito do lançamento, entendo necessário tecer comentários acerca do instituto da decadência. Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido, à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: Fl. 270DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11330.000351/200780 Acórdão n.º 2401003.113 S2C4T1 Fl. 4 5 PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETOLEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base Fl. 271DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 6 de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como Fl. 272DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11330.000351/200780 Acórdão n.º 2401003.113 S2C4T1 Fl. 5 7 inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão Fl. 273DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 8 da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) Fl. 274DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11330.000351/200780 Acórdão n.º 2401003.113 S2C4T1 Fl. 6 9 O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. Ocorre que no caso em questão, o lançamento foi efetuado em 27/03/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 27/03/2007. Os fatos geradores Fl. 275DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 10 ocorreram entre as competências 02/1997 a 12/2000, sendo assim, irrelevante a apreciação de qual dispositivo legal deve ser aplicado, haja vista que a decadência há de ser declarada por qualquer das teorias existentes. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito DARLHE PROVIMENTO, face a aplicação da decadência qüinqüenal. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 276DF CARF MF Impresso em 03/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Numero do processo: 13805.011927/97-58
Data da sessão: Thu Jul 09 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/11/1990 a 30/09/1995
AVISO DE COBRANÇA. CONTESTAÇÃO
A lide foi decidida em caráter definitivo no âmbito administrativo com o transcurso do prazo previsto para apresentação de recurso especial à CSRF.
Não cabe a este colegiado se manifestar sobre aviso de cobrança expedido pela autoridade administrativa.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3301-000.028
Decisão: ACORDAM os membros da 3ªcâmara / 1ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, pelo voto de qualidade, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto vencedor. Vencidos os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Tereza Martinez López que davam provimento.
Designado o Conselheiro Mauricio Taveira e Silva para redigir o voto vencedor.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Mauricio Taveira e Silva
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S3-C3T1 Fl. 214 ntr ' k\W\ol ' -.... ...., '. MINISTÉRIO DA FAZENDA •Ir ,v•••, •: • • • 41,, ''' •4. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13805.011927/97-58 Recurso n° 124.034 Voluntário Acórdão n° 3301-00.028 — 3' Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 09 de julho de 2009 Matéria compensação - PIS Recorrente SULAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/11/1990 a 30/09/1995 AVISO DE COBRANÇA. CONTESTAÇÃO A lide foi decidida em caráter definitivo no âmbito administrativo com o transcurso do prazo previsto para apresentação de recurso especial à CSRF. Não cabe a este colegiado se manifestar sobre aviso de cobrança expedido pela autoridade administrativa. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' câmara / 1' turma ordinária da terceira seção de julgamento, pelo voto de qualidade, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto vencedor. Vencidos os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Tereza Martinez López que davam provimento. Designado o Conselheiro Mauricio Taveira e Silva para redi .ir o voto vencedor. , ,or JOSÉ AD I 11,' • RINO DE MORAIS Preside - i AURÍ IO TA i '. IRA Relator-Designado o Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 215 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Antônio Lisboa Cardoso, Maria Teresa Martinez López e Mônica Monteiro Garcia de Los Rios. Relatório Trata-se de pedido de restituição/compensação dos valores correspondentes aos recolhimentos da contribuição para o Programa de Integração Social — PIS referente ao período de novembro de 1990 a setembro de 1995. A Delegacia da Receita Federal de Santo André indeferiu o pedido de restituição/compensação, o que foi confirmado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas/SP. Em análise ao recurso voluntário apresentado, este Eg. Segundo Conselho de Contribuintes, em sessão realizada em 05/11/2003, deu-lhe parcial provimento para admitir o direito da recorrente aos indébitos do PIS, "recolhidos com base nos Decretos-Leis es 2.445/88 e 2.449/88, considerando-se como base de cálculo, até o mês de fevereiro de 1996, o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, indébitos esses corrigidos segundo os índices formadores dos coeficientes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N° 08, de 27.06.97, até 31.12.1995, sendo que, a partir dessa data, passam a incidir, exclusivamente, juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição, e de 1%, relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada". Em cumprimento à decisão deste Segundo Conselho de Contribuintes, a Delegacia da Receita Federal de Santo André (fls. 166/168) apurou o saldo credor e reconheceu parcialmente o direito ao crédito da contribuinte homologando as compensações até o limite do referido saldo. Relativamente à diferença, determinou a ciência da contribuinte (16/01/2007) para apresentação da respectiva manifestação de inconformidade, se fosse o caso. Juntamente com a intimação do despacho decisório foi anexada a carta de cobrança, nos termos da IN SRF n° 600/2005, dando prazo à contribuinte para se manifestar ou efetuar o respectivo pagamento. Não se conformando com a cobrança, a contribuinte apresentou, em 02/02/2007, manifestação de inconformidade, a qual, por meio do Acórdão DRJ/CPS n° 05- 20.814, de 14 de janeiro de 2008, foi indeferida, por unanimidade de votos pelos Membros da 3a Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas/SP. A Ementa dessa decisão possui a seguinte redação: "Ementa: HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. MANIFESTAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO. Na data da ciência da decisão que indeferiu a restituição/compensação original, cessa a contagem do prazo decadencial para que a Administração Tributária se manifeste acerca de compensações a ela vinculadas, independentemente do prosseguimento da discussão administrativa. r •,4 2 Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 216 Solicitação Indeferida". Inconformada com a decisão prolatada pela primeira instância, a contribuinte apresenta recurso voluntário a este Eg. Conselho, no qual, em síntese e fundamentalmente alega que houve a homologação tácita da compensação de acordo com o artigo 74, § 5° da Lei n° 9.430/96 e/ou o transcurso de mais de onze anos para constituição do débito, que foi atingido pela decadência. É o relatório. Voto Vencido Conselheira MARIA TERESA MARTNEZ LÓPEZ, Relatora O recurso voluntário é tempestivo, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado este processo já foi objeto de decisão pelo então Segundo Conselho de Contribuintes, em sessão realizada em 05/11/2003, quando na análise ao recurso voluntário apresentado os Conselheiros votaram no sentido de dar provimento para reconhecer o direito da recorrente aos indébitos do PIS, "recolhidos com base nos Decretos-Leis les 2.445/88 e 2.449/88, considerando-se como base de cálculo, até o mês de fevereiro de 1996, o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, indébitos esses corrigidos segundo os índices formadores dos coeficientes da tabela anexa à Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N" 08, de 27.06.97, até 31.12.1995, sendo que, a partir dessa data, passam a incidir, exclusivamente, juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição, e de 1%, relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada". No entanto, na sequência dos fatos, em cumprimento à decisão do então Segundo Conselho de Contribuintes, a Delegacia da Receita Federal de Santo André (fls. 166/168) apurou saldo credor e reconheceu parcialmente o direito ao crédito da contribuinte homologando as compensações até o limite do referido saldo. Relativamente à diferença, determinou a ciência da contribuinte (16/01/2007) para apresentação da respectiva manifestação de inconformidade, se fosse o caso. Juntamente com a intimação do despacho decisório foi anexada a carta de cobrança, nos termos da IN SRF n° 600/2005, dando prazo à contribuinte para se manifestar ou efetuar o respectivo pagamento. Houve manifestação de inconformidade, decisão da DRJ e novamente recurso da contribuinte. QUESTÃO PRELIMINAR Em primeiro lugar, foi levantado em sessão a questão de a possibilidade ou não de se conhecer do recurso voluntário eis que inicialmente o então Conselho de Contribuintes já se manifestou sobre o direito ao crédito. Passo à análise da questão prejudicial. 3 . , Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 FI, 217 Com todo o respeito à aqueles que divergem desta Conselheira entendo que sim. A priori, sobre a questão de "conhecer ou não da matéria" devemos nos lembrar que no processo administrativo fiscal há certa tolerância em relação à observação de formalidades. Se a carta de cobrança gerada é proveniente do pedido de compensação, parece-me que calar-se sobre isso sob o argumento de que não faz parte do pedido (e nem poderia) pode deixar a contribuinte sem instrumento na instância administrativa para se defender de uma cobrança por ela reputada, em desconformidade com a lei e, portanto, ilegal. Cabe lembrar que a função administrativa não é exercida por interesse da autoridade administrativa, e sim, no cumprimento de um dever jurídico de aplicar a lei, isto é, de investigar e decidir se a lei está sendo corretamente obedecida pelo seu administrado, no caso, a contribuinte. No mais, o pedido faz parte do direito de petição, garantia constitucional. É o direito de obter do Poder Público a manifestação sobre o que lhe for indagado. Veja-se que a própria Delegacia de Julgamento analisou o pleito da contribuinte (manifestação de inconformidade) e emitiu uma decisão (Acórdão) sujeita ao duplo grau de jurisdição. Conforme dispõe o art. 14 do Decreto n° 70.235/72, "a impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento". No entender desta Conselheira, a lide está formada. Dever do CARF, por meio desta Câmara se manifestar para dizer quem está com a razão: DRJ ou contribuinte. • Demais disso, em respeito ao principio da economia processual, se a questão pode ser enfrentada de pronto, não há motivo para que se aguarde outro momento para fazê-lo. A posteriori, na análise propriamente da matéria, releva adentrar nas observações, a seguir comentadas. MÉRITO Alega a recorrente que teria ocorrido a homologação tácita em virtude do tempo transcorrido entre a data da protocolização do pedido de restituição e do indeferimento da solicitação. Para essa análise, necessário verificar as respectivas datas: Protocolização do pedido de restituição/compensação (fls. 1/2): 19/11/1997; Ciência do despacho decisório: 08/11/2002. Relativamente ao prazo decadencial para a homologação da compensação declarada, assim dispõe o § 5° do artigo 74 da Lei n° 9.430/96 e o § 2° do artigo 29 da IN SRF n° 600/2005:' "Lei n°9.430/96 Art. 74. (.) § .52 O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação ".(grifei) ;F.._"IN SRF n° 600/ 05 r) 4 a • • Processo n° 13805.011927/97-58 S3 -C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 218 Art. 29. A autoridade da SRF que não homologar a compensação cientificará o sujeito passivo e intimá-lo-á a efetuar, no prazo de trinta dias, contados da ciência do despacho de não- homologação, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. (.) § 220 prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de cinco anos, contados da data da entrega da Declaração de Compensação. "(grifei) Assim, se o pedido foi efetuado em 19/11/1997 e a ciência do despacho denegatório se deu em 08/11/2002, constata-se que cessou o prazo decadencial de 5 anos. Via de conseqüência, não há que se falar em homologação tácita da compensação. Considerando que a discussão a respeito da compensação estendeu-se por mais alguns anos, a outra alegação da contribuinte cinge-se à decadência do direito da Fazenda lançar o crédito tributário. Como exposto anteriormente, o pedido de restituição/compensação data de 19/11/1997. Tendo em vista que, ao cumprir a determinação contida na decisão proferida por este Eg. Segundo Conselho de Contribuintes, a DRF-Santo André/SP apurou diferença a recolher, efetuou a cobrança do tributo, sem proceder ao lançamento, que conforme entendimento da contribuinte, seria necessário. É bem verdade que as conclusões sobre o tema — necessidade ou não de lançamento - vêm sendo resultantes da vivência de cada um; o resultado final depende exclusivamente do livre-convencimento do aplicador da lei em um caso concreto. Com bem citou o Prof. Hugo de Brito Machado', não existe uma só idéia contra a qual não se possa suscitar, fundamentadamente, outra idéia. O fato é que, ao interpretar uma lei ou um fato dentro do sistema jurídico, não há verdade absoluta, mas deve haver entendimento coerente, razoável, moral e ético. No entendimento particular desta Conselheira, enquanto não se altere a redação do art. 142 do CTN e em seu respeito, necessário como regra geral, a ocorrência do lançamento de oficio, atividade privativa da autoridade administrativa. Contudo, na tentativa de unir os entendimentos, convém aplicar ao caso o entendimento esposado na Solução de Consulta Interna n° 3, de 8 de janeiro de 2004, esclarecedora. Peço vênia para transcrever excertos do mencionado ato legal: 6. A Declaração de Compensação (Dcomp) foi instituída pelo art. 49 da MP n 2 66, de 29 de agosto de 2002, convertida na Lei n 10.637, de 30 de dezembro de 2002. 7. Cotejando o texto da MP n 2 66, de 2002, com o da MP n 135, de 2003, verifica-se que a Dcomp, à época em que foi instituída, não tinha o caráter de confissão de dívida. Tal status só lhe foi Coisa julgada, constitucionalidade e legalidade em m téria tributária/Coordenador Hugo de Brito Machado. São Paulo: Dialética, 2006, p.148. ("Y 1( 5 n • Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 219 conferido com a edição da MP n 135, de 2003, cujo art. 17, ao adicionar novo § 6' ao art. 74 da Lei n' 9.430, de 27 de dezembro de 1996, atribuiu à declaração de compensação natureza de confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. 8. Essa é a interpretação mais consentânea com o Direito, segundo a qual as leis, em princípio, produzem efeitos para o futuro. 9. Portanto, somente as declarações de compensação entregues à SRF a partir de 31/10/2003, data da publicação da MP n2 135, de 2003, constituem-se confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente à exigência dos débitos indevidamente compensados. (negrito não do original) (.) 11.Quanto ao art. 18 da Lei n' 10.833, de 2003, assim dispõe referido dispositivo legal: "Art. 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória n2 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar- se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n 2 4.502, de 30 de novembro de 1964. §1Was hipóteses de que trata o caput, aplica-se ao débito indevidamente compensado o disposto nos §§ 6 2 a 11 do art. 74 da Lei n' 9.430, de 1996. §2QA multa isolada a que se refere o caput é a prevista nos incisos I e II ou no § 22 do art. 44 da Lei n2 9.430, de 1996, conforme o caso. §3'Ocorrendo manifestação de inconformidade contra a não- homologação da compensação e impugnação quanto ao lançamento das multas a que se refere este artigo, as peças serão reunidas em um único processo para serem decididas simultaneamente." 12. A legislação tributária a que se refere o art. 18 evoluiu da forma a seguir. 13. O art. 5', § 1, do Decreto-lei n' 2.124, de 13 de junho de 1984, estabeleceu que o documento que formalizasse o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário (declaração de débitos), constituir-se-ia confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente à exigência do crédito tributário. 14.Referido crédito tributário, evidentemente, somente seria exigido caso não tivesse sido extinto nem estivesse com sua I„...- ecrp 6 wk • Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 F1, 220 exigibilidade suspensa, circunstância essa por vezes apurada pela autoridade fazendá ria somente após revisão do documento encaminhado pelo sujeito passivo à Secretaria da Receita Federal (SRF). 15.É com espeque no aludido dispositivo legal que a SRF poderia cobrar o débito confessado, inclusive encaminhá-lo à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Divida Ativa da União, sem a necessidade de lançamento de oficio do crédito tributário. 16. Contudo, o art. 90 da Medida Provisória (MP) n2 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, determinou que a SRF promovesse o lançamento de oficio de todas as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pelo órgão. 17.Assim, não obstante o débito informado em documento encaminhado pelo sujeito passivo à SRF já estivesse por ele confessado — o art. 90 da MP n 2.158-35, de 2001, não revogou o art. 5' do Decreto-lei n' 2.124, de 1984 — ,fazia-se necessário, para dar cumprimento ao disposto no art. 90 da MP n' 2.158-35, de 2001, o lançamento de oficio do crédito tributário confessado pelo sujeito passivo em sua declaração encaminhada à SRF.(negrito não do original) 18.Esclareça-se que o fato de um débito ter sido confessado não significa dizer que o mesmo não possa ser lançado de oficio; contudo, havendo referido lançamento, inclusive com a exigência da multa de lançamento de oficio, ficava sempre assegurado o direito de o sujeito passivo discuti-lo nas instâncias julgadoras administrativas previstas no Decreto ri' 70.235, de 6 de março de 1972. 19.Tal sistemática perdurou até a edição da MP n' 135, de 30 de outubro de 2003, cujo art. 18 derrogou o art. 90 da MP e 2.158- 35, de 2001, estabelecendo que o lançamento de oficio de que trata esse artigo, limitar-se-á à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n' 4.502, de 30 de novembro de 1964. 20.Assim, com a edição da MP n' 135, de 2003, restabeleceu-se a sistemática de exigência dos débitos confessados exclusivamente com fundamento no documento que formaliza o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário (DCTF, DIRPF, etc.), sistemática essa que vinha sendo adotada, com espeque no art. .5' do Decreto-lei n'a 2.124, de 1984, até a edição da MP ng 2.158-35, de 2001. (.)". k Cs r 7 , o. 4 • Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 221 Assim temos que, a mudança de entendimento da SRF só ocorreu com a edição da MP n° 135, de 2003. Se a decisão que não deferiu a solicitação é de novembro de 2002, fica claro para mim que o pedido de restituição/compensação estava sob análise no período em que a própria Secretaria da Receita Federal entendia necessário o lançamento de oficio. Portanto, por se tratar de pedido de declaração anterior a 31/10/2003 (MP n° 135/2003) entendo que a cobrança de possível débito somente seria cabível se precedido de lançamento de oficio onde possível seria a defesa do contribuinte. No caso, em se tratando de supostos débitos referentes aos períodos de apuração compreendidos entre setembro e outubro de 1997, prejudicada está a sua cobrança pela decadência, tendo em vista a ausência de lançamento de oficio. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto no sentido de: I- afastar a prejudicial levantada de oficio, de não conhecimento do recurso voluntário, e II- no mérito, por DAR PROVIMENTO ao recurso de forma a determinar o cancelamento da carta de cobrança. Sala das Sessões, em 09 de julho de 2009. ( ....--- PÁ^ MARIA TERE A MARTINEZ LÓPEZ Voto Vencedor Conselheiro MAURICIO TAVEIRA E SILVA, Designado QUANTO À DECADÊNCIA Ouso divergir da tese sustentada pela ilustre Conselheira Relatora Maria Teresa Martinez Lóper. Conforme relatado pelas instâncias julgadoras, os presentes autos se originaram de pedido de restituição/compensação de indébitos de PIS, referente ao período de novembro de 1990 a setembro de 1995. Tendo a DRF indeferido o pedido, por meio da decisão de fls. 81/82, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade de fls. 85/99, cujo resultado do julgamento, por meio do Acórdão DRJ/CPS n° 3.868, de 17/04/2003, fls. 114/118, indeferiu a solicitação, corroborando a primeira decisão administrativa. Irresignada, a interessada apresentou recurso voluntário de fls. 122/139, devidamente apreciado pelo Segundo Conselho de Contribuintes, conforme acórdão n° 202- 15.265, de fls. 142/147, o qual deu provimento em parte, encontrando-se resumido nos seguintes termos: "Em resumo, é de se admitir o direito da Recorrente aos /2._indébitos do PIS, recolhidos com base nos Decret -Leis n° 1 8 , n ''' Processo n° 13805.011927197-5 g S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 222 2.445/88 e 2.449/88, considerando-se como base de cálculo, até o mês de fevereiro de 1996, o faturatnento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, indébitos esses corrigidos segundo os índices formadores dos coeficientes da tabela anexa à Norma de Execução conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08, de 27.06.97, até 31.12.1995, sendo que, a partir dessa data, passam a incidir, exclusivamente, juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao da compensação ou restituição, e de 1%, relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada." Ao executar o acórdão, DRF em Santo André - SP (fls. 166/168) reconheceu parcialmente o direito ao crédito da contribuinte homologando as compensações até o limite do crédito reconhecido. A contribuinte foi cientificada do resultado da execução do acórdão e intimada ao recolhimento dos débitos remanescentes, conforme documentos de fls. 180/183. Inconformada, a contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade de tis, 184/185, sobre a qual se manifestou a DRJ no sentido de indeferir a solicitação, ratificando a decisão da DRF. Por fim, inconformada, a contribuinte apresentou o recurso voluntário. Entretanto, há que se registrar que o órgão julgador de segunda instância já se manifestara sobre a lide ao decidir no sentido de dar parcial provimento ao recurso. Uma vez que não houve recurso a instância superior, a matéria obteve decisão definitiva na esfera administrativa, ensejando o cumprimento da decisão. Quanto a emissão de carta de cobrança, trata-se de ato da autoridade administrativa contra o qual cabe tão somente apresentação de recurso hierárquico, em consonância com o disposto no art. 56 da Lei n° 9.784/99. Ademais, o órgão julgador de segunda instância já decidiu no sentido de não 1 se conhecer de recurso que trate de carta de cobrança, conforme ementas dos acórdãos que se transcreve, parcialmente: "AVISO DE COBRANÇA. CONTESTAÇÃO.0 Segundo Conselho de Contribuintes não tem competência para apreciar lides decorrentes de aviso de cobrança de débitos declarados em DCTF. (Acórdão 201-80733; Recurso 124390; Relator Walber José da Silva; Data da Sessão 20/11/2007). IRF - CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - AVISO DE COBRANÇA - IMPOSSIBILIDADE - O processo administrativo fiscal, tem inicio com a lavratura de auto de infração e com a emissão de notificação de lançamento. O mero aviso de cobrança não é meio hábil para inaugurar processo administrativo regulado pelo Decreto n" 70.235, de 1972. (Acórdão 104-18833; Recurso 128943; Relator João Luís de Souza Pereira; Data da Sessão 19/06/2002). IRPJ - AVISO DE COBRANÇA - Aviso de cobrança expedido eletronicamente, sem o nome da autoridade, nem assinatura, não,;,......... 9 , Processo n° 13805.011927/97-58 S3-C3T1 Acórdão n.° 3301-00.028 Fl. 223 tem valor legal, por não preencher os requisitos essenciais ao auto de infração, razão pela qual não se conhece do pedido da contribuinte para seu cancelamento." (Acórdão 105-13885; Recurso 130435; Relator Daniel Sahagoff; Data da Sessão 17/09/2002). Portanto, conforme se verifica, a lide foi decidida em caráter definitivo no âmbito administrativo com o transcurso do prazo previsto para apresentação de recurso especial à CSRF. Não cabe a este colegiado se manifestar sobre aviso de cobrança expedido pela autoridade administrativa. Isto posto, não conheço do recurso. Sala das Sessões, em 09 de julho de 2009. MAURICI TA I' À • LVA 10
score : 1.0
Numero do processo: 13161.001371/2007-92
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3403-000.633
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade votos, converter o julgamento em diligência.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Jorge Olmiro Lock Freire, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Relatório
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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score : 1.0
Numero do processo: 13317.000061/90-11
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS FATURAMENTO - EXS 1988/1989-DECORRÊNCIA
Tratando-se de lançamento reflexivo, a
decisão proferida no processo matriz se
aplica ao julgamento do processo decorrente,
dada a intima relação de causa e efeito que
vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-30.201
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Ursula Hansen
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R. COURAS & CIA. LTDA. RECORRIDA DRF em JUAZEIRO DO NORTE, CE PIS FATURAMENIO J I%W1) DECORRÊNCIA Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a intima relaçâo de causa e efeito que vincula um ao outro. V4tos, e.cttcLdos e. dJ aLutLdos o pe.4e.vte. aos de. JLe.- cUt4o e.fLpoSo poit LR. COURAS CIA. LTVA. ACORVAMo1 Me.mbito4 da Se.guida can'ia'ta. do Yrne.Jto Con.'e. £ho de. Con bnte., pot LLvictnLmdade. de. uoto, NEGAR povLnie.nto ao e. o. Sa.&a daz Se. 3 s, e.m 21 de. óe.;te.n'bito de. 1995 lii WALVEVAN A S ?E OLIVEIRA - VICE-PRESIVENTE 1 USU4 SEN - RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RiBEIRO NUNES ROCHA - PROCLIRAVOR VA FAZENVA NACIONAL SESSÃO VE 22 SET 19 Papacm, nda, do pite.e.ne. jugame.no o e.gane. Cone.e.to: McuzLa C!jJa de. A yidji.ade. FLçj ue.Lte.do, JiJío C4LVt Gonie.ó da Sc1-eva, Jo Ci Aves, Se.0 ELgn i Me.nde.s de. BizLto, Jose. CaJto4 Pce.Uo e. Joe. Ge.ado Roa (Spe.ne). MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 13317/000.061/90-11 RECURSO n. 82.636 ACÓRDÃO n. 102-30.201 RECORRENTE L. R. COURAS & CIA. LIDA. RELATÓRIO Versa o presente processo do Auto de Infração de fls. 04 e anexos, lavrado contra L. R COURAS & CIA. LTDA., CGC n. 11.740.859/0001-53, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Juazeiro do Norte, CE, formalizando a exigência de PIS Faturamento, relativa aos exercícios de 1988 e 1989, no valor de 11. 820,41 BTNF e correspondentes gravames legais. O lançamento, com base na alínea "b" do artigo 3o. da Lei Complementar n.7/70, c/c o parágrafo único do artigo 1 o. da Lei Complementar 17/73, e Regulamento do PIS/PASEP, decorreu de procedimento de fiscalização sendo apuradas irregularidades - omissão de receita operacional, ocasionando insuficiência na determinação da base de cálculo da Contribuição, e lançado Imposto do Renda - Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no processo 13317/000.059/90-61. Inconformada com a exi gência fiscal, a contribuinte apresentou,. em 10/10190, sua impugnação de fis,21 / 22, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão de primeira instância, de número 035 /91, foi proferida às fls. 31/37, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado procedente. Ciente da decisão singular em 30/0 7/91 (fls. 4 7), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 29/ 08 /91, reiterando, em suas Razões, anexadas às fls. 4 5 146 os argumentos formulados na fase impugnatória. O recurso é lido integralmente em Plenário. É o relatário,v 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 13317/000.061/90-11 ACÓRDÃO n. 102- 30 . 2 0 1 VOTO Conselheira Ursula Hansen - Relatora Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é decorrente da que foi apurada no processo matriz de n. 13317/000.059/90-61. Considerando que o recurso referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta amara em sessão realizada em 10 de julho de 1992, foi julgado improcedente, conforme faz certo o Acórdão n. 102-27.188; Considerando que, nas Razões de recurso voluntário acostadas aos presentes autos, a Recorrente revela seu reconhecinento de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo principal, não tendo apresentado qualquer nova razão ou prova que infirmasse o acerto da decisão proferida; Considerando o principio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro; Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. BRASÍLIA, DF, 21 de_ ete m b no de 1 99 5. LJRSUL -.1' , EN - Relatora 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 13204.000086/2004-68
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 1998
SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. DÉBITOS PERANTE A PGFN. REGULARIZAÇÃO DURANTE O PROCESSO ADMINISTRATIVO.
A regularização dos débitos em aberto junto à PGFN descaracteriza a hipótese de vedação à inclusão no Simples prevista no inciso XV, do artigo 9º, da Lei 9.317/96.
Numero da decisão: 1201-000.794
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Marcelo Cuba Netto.
(assinado digitalmente)
FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente.
(assinado digitalmente)
JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Gilberto Baptista (Suplente Convocado) André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.
Nome do relator: JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1998 SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. DÉBITOS PERANTE A PGFN. REGULARIZAÇÃO DURANTE O PROCESSO ADMINISTRATIVO. A regularização dos débitos em aberto junto à PGFN descaracteriza a hipótese de vedação à inclusão no Simples prevista no inciso XV, do artigo 9º, da Lei 9.317/96.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Marcelo Cuba Netto. (assinado digitalmente) FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ - Presidente. (assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Gilberto Baptista (Suplente Convocado) André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior.
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SERRAO EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 1998 SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. DÉBITOS PERANTE A PGFN. REGULARIZAÇÃO DURANTE O PROCESSO ADMINISTRATIVO. A regularização dos débitos em aberto junto à PGFN descaracteriza a hipótese de vedação à inclusão no Simples prevista no inciso XV, do artigo 9º, da Lei 9.317/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Marcelo Cuba Netto. (assinado digitalmente) FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ Presidente. (assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz (Presidente), Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente Convocado), Marcelo Cuba Netto, Gilberto Baptista (Suplente Convocado) André Almeida Blanco (Suplente Convocado) e João Carlos de Lima Junior. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 20 4. 00 00 86 /2 00 4- 68 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR 2 Tratase de retorno de diligência requerida pelos membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes por meio da Resolução nº 30301.404. Adoto o relatório formalizado em 28/02/2008 na oportunidade da conversão do julgamento do Recurso Voluntário em diligência: “Tratase de pedido de inclusão no SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das empresas de Pequeno Porte), com efeito relativo ao período de concessão, datado de 05/02/2004, consoante requerimento do contribuinte de fls. 01. Aduz na solicitação que requer o benefício, visto que desde o período de concessão atende todas as exigências para inclusão no sistema SIMPLES. Instruem a solicitação os documentos anexos às fls. 02/17, dentre estes, Declarações Anuais Simplificadas do período de 1997 a 2002 (fls. 06/11) e o Requerimento de Empresário (fls. 17). O parecer SECAT/DRF/BEL nº 166/2005 (fls. 31/33), propôs o indeferimento da solicitação, sob o argumento de que o contribuinte possui “pendências junto à Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) – representado por débitos (códigos de receita 4493 e 8822) inscritos desde 17/09/1999 em Dívida Ativa da União (fl. 30)”, sendo esta uma vedação legal, conforme o inciso XV do art. 9º da Lei 9.317/96. Diante disso, o Despacho Decisório de fls. 32 indeferiu o pedido. Ciente da decisão proferida, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 35), na qual informa que já iniciou o pagamento dos débitos inscritos em Dívida Ativa da União, porém ainda não os conclui por dificuldades financeiras e requereu o deferimento de sua solicitação. Encaminhados os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belém (PA), esta indeferiu a solicitação (fls. 37/39), nos termos da seguinte ementa: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano Calendário: 1998 Ementa: (Dispensa de elaboração da ementa concedida pelo art. 1º, inciso I, da Portaria SRF nº 1.364, de 10 de novembro de 2004) Solicitação Indeferida” Ciente da decisão proferida, conforme AR – Aviso de Recebimento – às fls. 40 – v, o contribuinte apresentou tempestivamente Recurso Voluntário às fls. 41, no qual reitera o pedido de inclusão no Sistema Simples. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR Processo nº 13204.000086/200468 Acórdão n.º 1201000.794 S1C2T1 Fl. 71 3 Diante do exposto, requer o acolhimento e o provimento do recurso em foco e sua inclusão na opção Simples, com efeito retroativo a data da concessão. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro, em um único volume, constando numeração até às fls. 42, penúltima. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria nº314, de 25/08/99. É o relatório.” E o voto proferido segue transcrito: “(...) Inicialmente, cabe ressaltar que o cerne da questão encontrase no pedido de inclusão no SIMPLES, com data retroativa ao período de concessão. Consoante extrato de fls. 30, o contribuinte possui débito inscrito em Dívida Ativa da União (fl. 30), sendo esta uma vedação legal. Assim, a necessidade de comprovação da regularidade junto à Divida Ativa da União é inconteste, visto ser requisito legal à concessão do benefício. Eis que consoante destaca a r. decisão recorrida, efetuada pesquisa no sistema de Dívida Ativa da PGFN (fls. 30), constatouse a existência das inscrições nº 20 6 99 00720474 de 17/09/1999, nº 20 4 02 00076930 de 15/03/2002, nº 20 4 00077074 de 15/03/2002 e nº 20 4 04 00036770 de 10/08/2004. Ocorre que, conforme também destacado pela r. decisão recorrida, bem como se observa nos autos do processo que o Requerente não comprovou o pagamento dos débitos, a fim de garantir a extinção das referidas inscrições que motivaram o indeferimento de sua solicitação. No entanto, às fls. 35 o contribuinte noticia que iniciara pagamentos. Nesta senda, como não se encontram presentes nos autos quaisquer comprovantes de quitação das dívidas, na busca pelo cumprimento do princípio da verdade material, entendo por mais justo converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que intime o contribuinte à apresentar comprovante de quitação dos débitos. Outrossim, manifestese também a autoridade competente a respeito da eventual quitação dos referidos débitos e/ou existência de inscrições.” O contribuinte foi intimado em 23/11/2010 a apresentar os comprovantes de pagamentos relativos aos processos 10280200727/200210 (inscrição 2040200076930), Fl. 72DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR 4 10280200728/200264 (inscrição 2040200077074) e 10280201099/200451 (inscrição 2040400036770), razão pela qual acostou aos autos os documentos de fls. 62/79 quais sejam: DARF´s de pagamentos relativos a parcelamentos dos débitos junto à PGFN, bem como documento emitido pela Secretaria da Receita Federal com informações relativas à débitos do contribuinte. Retornaram os autos a este Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro João Carlos de Lima Junior, Relator. Tratase de retorno de diligência determinada para demonstração de eventuais pagamentos dos débitos que ensejaram a negativa do pedido de inclusão retroativa no Simples do contribuinte, já que às fls. 35 foi noticiado o início do pagamento dos débitos, sem a inclusão dos respectivos comprovantes. Da análise dos autos verificase que se refere a pedido do contribuinte de inclusão retroativa no SIMPLES sob o fundamento de que este atendia às exigências para tanto, bem como que, no caso, não está presente qualquer das hipóteses de vedação à opção ou exclusão do regime (artigos 9º ao 16º). Cumpre observar que quanto à inclusão de ofício de empresa no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica como optante do Simples com efeitos retroativos foi editado o ato declaratório interpretativo SRF 16 de 02/10/2000, cuja redação segue transcrita: “Artigo único. O Delegado ou o Inspetor da Receita Federal, comprovada a ocorrência de erro de fato, pode retificar de ofício tanto o Termo de Opção (TO) quanto a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) para a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), desde que seja possível identificar a intenção inequívoca de o contribuinte aderir ao Simples. Parágrafo único. São instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (DarfSimples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada.” Assim, nos casos em que há erro de fato no preenchimento do Termo de opção quanto a ficha cadastral da Pessoa Jurídica é possível a retificação de ofício de tal termo desde que comprovada a intenção inequívoca do contribuinte de aderir ao Simples. No entanto, se faz importante observar que a opção da inclusão retroativa fica condicionada à observação das vedações previstas no artigo 9º da Lei 9.317/96. No caso dos autos apesar da demonstração da intenção inequívoca do contribuinte em aderir ao Simples por meio das declarações apresentadas (fls. 04/08), as quais comprovaram que a partir do ano calendário de 1997 o contribuinte declarava e recolhia Fl. 73DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR Processo nº 13204.000086/200468 Acórdão n.º 1201000.794 S1C2T1 Fl. 72 5 tributos como se estivesse incluído no regime simplificado de tributação, o pedido de inclusão retroativa formalizado em 05/02/2004 foi indeferido em 21/03/2005 em razão do disposto no inciso XV, do artigo 9º, da Lei 9317/96, ou seja, sob o fundamento de que o contribuinte possuía débitos pendentes junto à PGFN inscritos desde 17/09/1999. Dos documentos acostados aos autos (fl. 35) é possível verificar que à época do despacho denegatório do requerimento da inclusão retroativa, proferido em 21/03/2005, existiam débitos do contribuinte junto à PGFN representados pelas inscrições nºs 20 6 99 00720474 de 17/09/1999 (ativa não ajuizável em razão de parcelamento simplificado), nº 20 4 02 00076930 de 15/03/2002, nº 20 4 00 077074 de 15/03/2002 e nº 20 4 04 00036770 de 10/08/2004. Entretanto, após a realização da diligência solicitada foi possível constatar que em 21/12/2010 os processos encontravamse com a exigibilidade suspensa em razão do parcelamento dos débitos, senão vejamos: (1) o débito inscrito sob o nº 20 4 02 00076930 de 15/03/2002 (processo 10280200.727/200210) foi parcelado, entretanto não consta dos autos a data do parcelamento, mas apenas que em 21/12/2010 este estava parcelado e, portanto com a exigibilidade suspensa; (2) o débito inscrito sob o nº 20 4 00 077074 de 15/03/2002 (processo 10280200.728/200264) na data de 21/12/2010 estava suspenso em razão do parcelamento do débito e a primeira parcela do parcelamento foi paga em 31/01/2003; (3) o débito inscrito sob o nº 20 4 04 00036770 de 10/08/2004 (processo10280201.099/200451) na data de 21/12/2010 estava suspenso em razão do parcelamento do débito e a primeira parcela foi paga em 31/01/2005. Desse modo, após a diligência requerida, em 28/02/2008, pelos membros da Terceira Câmara do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes e análise dos documentos acostados aos autos pelo contribuinte, verificouse que este já havia efetuado parcelamento dos débitos, pois a primeira parcela do débito inscrito sob o nº 20 4 00 077074 de 15/03/2002 foi paga em 31/01/2003 e a primeira parcela do parcelamento relativo ao débito sob o nº 20 4 04 00036770 de 10/08/2004 foi paga em 31/01/2005. Entendo que se no decorrer do processo administrativo o contribuinte tornase regular, afastando o motivo da negativa de sua inclusão, correta é a sua inclusão retroativa na sistemática do Simples. Tal entendimento se baseia no fato de que a tributação simplificada surgiu como mecanismo de incentivo ao contribuinte microempresa e empresa de pequena porte. E, em vista do objetivo da lei que instituiu o Simples, não se pode desconsiderar a vontade do contribuinte quando este busca solucionar as pendências existentes para manterse no regime simplificado, em razão de sua hipossuficiência. Além disso, a lei 9317/96 traz um incentivo à quitação dos débitos, premiando o contribuinte com a possibilidade de inclusão no simples. Enquanto não apreciada definitivamente sua situação por meio do processo administrativo é aceitável, portanto, que o contribuinte promova os atos necessários ao seu regular enquadramento, dentre eles o ingresso em parcelamento. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR 6 Assim, manter a negativa de inclusão no regime nos casos em que as pendências foram regularizadas no decorrer do processo administrativo, significa ignorar o objetivo da lei que instituiu o regime simplificado de tributação. No caso em tela, o contribuinte, ainda em primeira instância, ou seja, anteriormente ao julgamento na DRJ (07/11/2006), aderiu ao parcelamento de seus débitos, o que foi informado em sede de impugnação às fls. 38 e comprovado com a certidão de fls. 78, acostada em razão da diligência solicitada. Dessa forma, conforme restou demonstrado dos documentos acostados em razão da diligência em 21/12/2010, os débitos estavam todos com a exigibilidade suspensa em razão de parcelamento. Portanto, tendo em vista que o contribuinte buscou regularizar suas pendências no decorrer do processo administrativo, bem como que a diligência evidenciou que a exigibilidade dos débitos estavam suspensas, dou provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR Relator Fl. 75DF CARF MF Impresso em 07/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 9/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 23/09/2013 por JOAO CARLO S DE LIMA JUNIOR
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