Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
4820269 #
Numero do processo: 10660.003048/2001-49
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PIS. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. EFEITO. LEGISLAÇÃO ANTERIOR. APLICAÇÃO. A declaração de inconstitucionalidade tem por efeito o restabelecimento da vigência da legislação revogada pelo diploma reputado inconstitucional. A declaração da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, pelo STF, implicou na continuidade da observância da Lei Complementar nº 7/70, notadamente da alíquota do PIS (0,75%) nela estabelecida, em prejuízo da alíquota (0,65%) fixada nos textos julgados inconstitucionais. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-10544
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: César Piantavigna

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200511

ementa_s : PIS. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. EFEITO. LEGISLAÇÃO ANTERIOR. APLICAÇÃO. A declaração de inconstitucionalidade tem por efeito o restabelecimento da vigência da legislação revogada pelo diploma reputado inconstitucional. A declaração da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nºs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, pelo STF, implicou na continuidade da observância da Lei Complementar nº 7/70, notadamente da alíquota do PIS (0,75%) nela estabelecida, em prejuízo da alíquota (0,65%) fixada nos textos julgados inconstitucionais. Recurso negado.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005

numero_processo_s : 10660.003048/2001-49

anomes_publicacao_s : 200511

conteudo_id_s : 4126127

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 203-10544

nome_arquivo_s : 20310544_125238_10660003048200149_003.PDF

ano_publicacao_s : 2005

nome_relator_s : César Piantavigna

nome_arquivo_pdf_s : 10660003048200149_4126127.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2005

id : 4820269

ano_sessao_s : 2005

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:26 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359157051392

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T16:38:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T16:38:25Z; Last-Modified: 2009-08-05T16:38:25Z; dcterms:modified: 2009-08-05T16:38:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T16:38:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T16:38:25Z; meta:save-date: 2009-08-05T16:38:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T16:38:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T16:38:25Z; created: 2009-08-05T16:38:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-05T16:38:25Z; pdf:charsPerPage: 1656; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T16:38:25Z | Conteúdo => - Ministério da Fazenda CC-MF , Segundo Conselho de Contribuintes 4 .0)15 > MIltagundo Cortada Contelball Fl. aliar tAtt Processo n° : 10660.003048/2001-49 Recurso n° : 125.238 - o Rodo (59 Acórdão n° : 203-10344 Recorrente : DISTRIBUIDORA MINAS SUL DE BEBIDAS LTDA. Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG PIS. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. EFEITO. LEGISLAÇÃO ANTERIOR. APLICAÇÃO. A declaração de inconstitucionalidade tem por efeito o restabelecimento da vigência da legislação revogada pelo diploma reputado inconstitucional. A declaração da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nos 2.445 e 2.449, ambos de 1988, pelo STF, implicou na continuidade da observância da Lei Complementar n° 7/70, notadamente da alíquota do PIS (0,75%) nela estabelecida, em prejuízo da alíquota (0,65%) fixada nos textos julgados inconstitucionais. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DISTRIBUIDORA MINAS SUL DE BEBIDAS LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 09 de novembro de 2005. 1.71dr 1 ^Ver— Antonio - erra Neto Pr e Can!' .gna Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Maria Teresa Martínez Upez, Emanuel Carlos Dantas de Assis, José Adão Vitorino de Morais (Suplente), Valdemar Ludvig e Antonio Ricardo Accioly Campos (Suplente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Sílvia de Brito Oliveira e Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva. Eaallmdc MINISTÉRIO DA FAZENDA r Constitho cie CoatrIbtantes CONFERE CO!.' O ORIGINAL Brasido 01- 1 02 1 O‘ d VISTO 1 CC-MF Ministério da Fazenda tRjjÇ Segundo Conselho de Contribuintes EL Processo n• : 10660.003048/2001-49 Recurso n° : 125.238 Acórdão n° : 203-10.544 Recorrente : DISTRIBUIDORA MINAS SUL DE BEBIDAS LTDA. RELATÓRIO Pedido de Restituição de PIS (fl. 01), apresentado em 29/08/2001, solicitava a devolução, à Recorrente, da importância de R$ 114.566,50. A restituição estava associada à declaração de inconstitucionalidade do artigo 18 da Medida Provisória n° 1.212/95, que segundo o STF violou o princípio da anterioridade mitigada. A empresa postulou, portanto, o reembolso de importância paga a titulo de PIS no interstício demarcado pelos meses 10/95 a 02/96 (fls. 03/05). No entendimento da contribuinte todo o valor pago, referente aos citados meses, deveria ser restituído, na medida em que não se operara a revalidação da Lei Complementar n° 7/70 com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 18 da Medida Provisória n° 1.212/95. Comprovantes de recolhimentos (DARFs) às fls. 20/22. Despacho decisório (fls. 70/72) indefere o pleito da contribuinte, por entender que no período assinalado no requerimento de reembolso incidiram os ditames da Lei Complementar n° 7/70, razão pela qual houve carga tributária a ser suportada, e não total liberação do encargo fiscal, a despeito do que sustentado pela empresa. Impugnação/contestação (fls. 76/79) na qual a contribuinte desloca o foco do debate para questão outra não vislumbrada na petição acostada às fls. 03/05, enveredando por questões afetas às inconstitucionalidades dos Decretos-Leis ifs 2.445 e 2.449, ambos de 1988, que não dizem respeito ao caso tratado nesses autos. Decisão (fls. 253/258) da instância de piso manteve o indeferimento da postulação da contribuinte. Recurso Voluntário (fls. 261/270) reinveste na discussão de matéria estranha ao pleito, notadamente relacionadas às inconstitucionalidades dos diplomas anteriormente mencionados. E por hilário que possa parecer, a contribuinte sustenta que na esfera judicial a matéria foi discutida e se encontra definida a seu favor, razão pela qual se utiliza da seara administrativa unicamente para colocar em prática os efeitos do provimento jurisdicional que satisfizera seus anseios repetitórios. É o relatório, no essencial. MINISTÉRIO DA FAZENDA 3C) 2* Conselho de Contributntee CONFERE O OR3GINAL Brasília, _ali () 2/ OG VISTO. '9° • 2 1 5.4.1.1;:ot CC-MF •".1 .-cti Ministério da Fazenda Fl. tsrlf:0.5 Segundo Conselho de Contribuintes frg*4 > Processo n° : 10660.003048/2001-49 Recurso n° : 125.238 Acórdão n° : 203-10.544 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR CESAR PIANTAVIGNA Não há o que alterar, ou censurar, nas decisões exaradas nesses autos. totalniente acertado o raciocínio encampado nos provimentos expedidos no processo em tela, qual seja, de que a declaração de inconstitucionalidade do artigo 18 da Medida Provisória n° 1.212/95 implicou na continuidade da vigência do diploma antecessor regente da mesma matéria, qual seja, a Lei Complementar n° 7/70. Não se operou, no interstício demarcado pelos meses de 10/95 a 02/96, um vácuo normativo. Pelo contrário, a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo legal citado implicou na aplicação da Lei Complementar n° 7/70 aos fatos perpassados no período referido. As colocações expendidas acima alinham-se ao entendimento do STF, consoante verifica-se do seguinte julgado: "RECLAMAÇÃO: IMPROCEDÊNCIA. Não confraria a decisão do 37'F (MC ADI 2189, Pertence, DJ 9.6.00), que suspendeu a cobrança, à luz da EC 20/98 — da contribuição previdenciá ria dos inativos e pensionistas paranaenses, decisão que lhe deu imediato cumprimento, nos termos do art. 11, §§ 1° e 2°, da L. 9.868/99, fazendo voltar a Lei anterior — L. est. 10.219/92, que não foi examinada na ADIn 2189." (Reclamação 2522 AgR/PR Pleno. Rel. MM. Septilveda Pertence. Julgado em 09/03/2005. DJU 08/04/2005). CLÈMERSON MERLIN CLÈVE, com esteio em manifestação do então Ministro do STF MOREIRA ALVES, posiciona-se no mesmo sentido: "Porque o ato inconstitucional, no Brasil, é nulo (e não, simplesmente, anulável), a decisão judicial que assim o declara produz efeitos repristinató rios. É que, sendo nulo, do ato inconstitucional não decorre eficácia derrogatória das leis anteriores. A decisão judicial que decreta (rectius, que declara) a inconstitucionalidade atinge todos 'os possíveis efeitos que uma lei constitucional é capaz de gerar', inclusive a inconstitucional, diz o Ministro Moreira Alves, 'permanece vigente a legislação anterior a ela e que teria sido revogada não houvesse a nulidade." (A Fiscalização Abstrata de Constitucionalidade no Direito Brasileiro. São Paulo. Revista dos Tribunais. 1995. pág. 167) Considerando-se tal fator, inexorável a observância da Lei Complementar n° 7/70, face ao que o contribuinte deveria arcar com o PIS sobre o faturamento do sexto mês anterior à competência considerada para a cobrança de tal exação, ao qual se aplicaria a aliquota de 0,75%. Nego, pois, provimento ao recurso interposto. MINISTÉRIO DA FAZENDA 2° Conserto de Ccestr:bubtesSala - as essões, cru 09 de novembro de 2005. CONFERE COM O ORIGINAL Brasília ç n / ,,2 I OG CE %," . AVIGNA .VIS 0 3 Page 1 _0028600.PDF Page 1 _0028700.PDF Page 1

score : 1.0
4824029 #
Numero do processo: 10831.000905/94-22
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 1996
Ementa: II e IPI - REVISÃO ADUANEIRA - CLASSIFICAÇÃO - SEMEN CONGELADO Reprodutor (BOVINO) A embalagem (Botijão com nitrogênio líquido) é recipiente imprescindível para conservação, transporte e venda do produto importado, seguindo a embalagem, à época da presente importação, o regime tributário do produto acondicionado.
Numero da decisão: 301-28249
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199611

ementa_s : II e IPI - REVISÃO ADUANEIRA - CLASSIFICAÇÃO - SEMEN CONGELADO Reprodutor (BOVINO) A embalagem (Botijão com nitrogênio líquido) é recipiente imprescindível para conservação, transporte e venda do produto importado, seguindo a embalagem, à época da presente importação, o regime tributário do produto acondicionado.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Nov 14 00:00:00 UTC 1996

numero_processo_s : 10831.000905/94-22

anomes_publicacao_s : 199611

conteudo_id_s : 4260600

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 301-28249

nome_arquivo_s : 30128249_117397_108310009059422_005.PDF

ano_publicacao_s : 1996

nome_relator_s : ISALBERTO ZAVÃO LIMA

nome_arquivo_pdf_s : 108310009059422_4260600.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Nov 14 00:00:00 UTC 1996

id : 4824029

ano_sessao_s : 1996

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:02:29 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359160197120

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:45:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:45:19Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:45:19Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:45:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:45:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:45:19Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:45:19Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:45:19Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:45:19Z; created: 2009-08-07T02:45:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-07T02:45:19Z; pdf:charsPerPage: 1402; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:45:19Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 10831-000905/94.22 SESSÃO DE : 14 de novembro de 1996 ACÓRDÃO N° : 301-28.249 RECURSO N" : 117.397 RECORRENTE : VOLTA INDUSTRIAL AGROPECUÁRIA LTDA RECORRIDA : DRECAMP1NAS/SP II E IPI - REVISÃO ADUANEIRA - CLASSIFICAÇÃO - SEMEN CONGELADO Reprodutor (BOVINO)- A embalagem (Botíjão com nitrogêncio líquido) é recipiente imprescindível para conservação, transporte e venda do produto importado, seguindo a embalagem, à época da presente importação, o regime tributário do produto acondicionado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o cons. João Baptista Moreira, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 14 de novembro de 1996 /111111111111111."--- MOA YR EL • 41 D e.os Presi4 - • ISALBERTO ZAVÃO LIMA Relator PROCURADORIA-W.1(AL DA FAUNDA NACTO nnAl. Coordonaçao-Geral r foprosentaçélo Extra/Macio! fazenda l-:aclon fl rm 03 . /... GID ittf F;CP/ O 6 MAR 1997 . LU(d . 17,.. à TE 5 frocuradcra da f azenda Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO e SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Ausente o Conselheiro: LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. _ - tMe MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.397 ACÓRDÃO N° : 301-28.249 RECORRENTE : VOLTA INDUSTRIAL AGROPECUÁRIA LTDA RECORRIDA : DRJ/CAMPINAS/SP RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01/03, referente à diferença do Imposto de Importação e LPI/Vinculado com as respectivas multas e acréscimos legais, em face da desclassificação das mercadorias importadas - doses de sêmen bovino, classificação TAB/SH 0511.10.0000, em ato de revisão das Declarações de Importação • nos 001321/90, 002796/90 e 003933/90, ocasionando nova classificação fiscal TAB/SH 7612.90.0200-Recipientes isotérmicos refrigerados a nitrogênio líquido, próprios para acondicionamento e transporte de sêmen. Tempestivamente, a interessada apresentou a impugnação de fls. 61/63, alegando em síntese: Que, a armazenagem das doses de sêmen bovino nos recipientes isotérmicos, refrigerados a nitrogênio líquido à 192 graus negativos de temperatura interna, é indispensável à preservação do sêmen, e que durante anos de importação, sempre seguindo as determinações do DECEX não atentava ao fato de que seria impossível importar o sêmen sem este botijão; Que há acórdão com entendimento no sentido de dar à embalagem o mesmo tratamento tributário do conteúdo, no caso em que o recipiente é indispensável para a conservação do produto importado, sendo que o sêmen não é tributado, e no presente caso a impugnante teria, inclusive, um crédito tributário, pois recolheu IPI. 1111 A ação fiscal foi julgada procedente (Decisão n°390/94-fls.72) A empresa apresentou recurso voluntário a este Colegiado, esclarecendo que: - Na importação de doses de sêmen bovino, preservados em containers (botijões), recipientes isotérmicos, refrigerados a nitrogênio líquido à 196 graus negativos de temperatura interna, é indispensável à preservação dos elementos vivos do sêmen de bovinos reprodutores com destino a inseminação artificial - Durante anos de importações de sêmen e embriões bovinos nunca foi questionado da legalidade do 1.1 e do I.P.I., por imposição da antiga Carteira de Comércio Exterior e hoje Departamento de Comércio Exterior (DECEX) em nos obrigar a descrever as embalagens nas Guias de Importação, pois, se fosse importada sepawdamente do # ve. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.397 ACÓRDÃO N° : 301-28.249 material de multiplicação, o recipiente estaria licenciado para a venda, sem se atentarem que, a preservação do sêmen e embrião é imprescindível com este tipo de embalagem, tanto na importação/exportação, quanto no mercado interno. Veja-se, 'a propósito, trechos do Acórdão n° 302.32.704/94 do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, Segunda Câmara, tendo como recorrida a IRF/Viracopos/SP - processo n° 10831-001257/92-88 da Fundação Bradesco S.A., cujo teor assim dispõe: "Revisão aduaneira. Sêmen congelado de reprodutor (bovino) é produto não tributado e a embalagem (botijão com nitrogênio líquido) 111 é recipiente imprescindível para conservação, transporte e venda do produto importado, , seguindo a embalagem, à época da presente importação, o regime tributário do produto. E o voto diz que: Se o produto (sêmen) fosse tributado, na base de cálculo estaria incluído o valor da embalagem, por mais cara e sofisticada que fosse. Como o produto é de alíquota zero para o I.I. e não tributado para o I.P.I., tal beneficio se estende ao recipiente, sem o qual o produto não poderia ser vendido. Se a importação fosse tão somente o recipiente (botijão) não haveria dúvida quanto à tributação proposta pela fiscalização, no entanto, trata-se de importação de sêmen, logo, assiste razão à recorrente. Como o produto (botijão para conservação de sêmen em nitrogênio líquido) tem grande procura no mercado interno, com preço atingindo U$ 1,00 (um dólar americano) para cada dose de sua capacidade utilizada para se determinar se se trata de importação disfarçada de botijões e não de sêmen • No presente caso é evidente tratar-se de importação de sêmen, sendo o botijão acessório indispensável ao transporte e conservação do produto. As razões apresentada pela recorrente, em sua peça recursal, são totalmente procedentes. Dou, pois, provimento ao recurso. José Sotero Telles de Menezes - Relator" O Parecer Normativo CST n° 154/70 e 134/73, trata do mesmo assunto, quanto ao fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados, sempre no sentido de referendar o entendimento da recorrente. É o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.397 ACÓRDÃO N° : 301-28.249 VOTO O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. A Decisão n° 390/94 tem a seguinte ementa: ERRO DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL - recipientes isotérmicos refrigerados a nitrogênio líquido, próprios para acondicionamento e • transporte de Sêmen, classificam-se na posição TAB/SH 7612.90.0200, com alíquotas de 40% e 8%, respectivamente para o Imposto de Importação e IPI/Vinculado, de acordo com a Resolução CPA n° 00-1724/90.Ação fiscal procedente. A matéria já foi objeto de análise e decisão consubstanciada no Acórdão n°302-32704, mencionado no recurso voluntário e transcrito no relatório: "Revisão Aduaneira, Sêmen congelado reprodutor (bovino) é produto não tributado e a embalagem (botijão com nitrogênio líquido) é recipiente imprescindível para conservação, transporte e venda do produto importado, seguindo a embalagem, à época da presente importação, o regime tributário do produto. Se o produto (sêmen) fosse tributado, na base de cálculo estaria incluído o valor da embalagem, por mais cara e sofisticada que fosse. Como o produto é • de alíquota zero para o LI e não tributado para o I.P.I, tal beneficio se estende ao recipiente, sem o qual o produto não poderia ser vendido. Se a importação fosse tão somente o recipiente (botijão) não haveria dúvida quanto a tributação proposta pela fiscalização, no entanto, trata-se de importação de sêmen, logo, assiste razão à recorrente. Como o produto (botijão para conservação de sêmen em nitrogênio líquido) tem grande procura no mercado interno, com preço atingindo U$1,00 (um dólar americano) para cada dose de sua capacidade útil, seria prático buscar-se uma relação entre capacidade útil/capacidade utilizada para se determinar se se trata de importação disfarçada de botijões de não de sêmen No presente caso é evidente tratar-se de importação de sêmen, sendo o botijão acessório indispensável ao transporte e conservação do produto. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.397 ACÓRDÃO N° : 301-28.249 As razões apresentadas pela recorrente, em sua peça recursal, são totalmente procedentes." Destarte, pois, dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 14 de novembro de 1996 ISALBERTO ZAVÃO LIMA - Relator 111, • • 5 Page 1 _0023600.PDF Page 1 _0023700.PDF Page 1 _0023800.PDF Page 1 _0023900.PDF Page 1

score : 1.0
4819768 #
Numero do processo: 10630.000403/96-48
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - CONTRIBUIÇÕES À CNA, À CONTAG E AO SENAR - Indevida a cobrança quando ocorrer predominância de atividade industrial, nos termos do art. 581, parágrafos 1 e 2, da CLT. Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria econômica do empregador (Súmula STF nr. 196). Recurso provido.
Numero da decisão: 201-71288
Nome do relator: Jorge Freire

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199712

ementa_s : ITR - CONTRIBUIÇÕES À CNA, À CONTAG E AO SENAR - Indevida a cobrança quando ocorrer predominância de atividade industrial, nos termos do art. 581, parágrafos 1 e 2, da CLT. Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria econômica do empregador (Súmula STF nr. 196). Recurso provido.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Dec 09 00:00:00 UTC 1997

numero_processo_s : 10630.000403/96-48

anomes_publicacao_s : 199712

conteudo_id_s : 4450653

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 201-71288

nome_arquivo_s : 20171288_103864_106300004039648_006.PDF

ano_publicacao_s : 1997

nome_relator_s : Jorge Freire

nome_arquivo_pdf_s : 106300004039648_4450653.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Tue Dec 09 00:00:00 UTC 1997

id : 4819768

ano_sessao_s : 1997

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:19 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359163342848

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T23:57:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T23:57:57Z; Last-Modified: 2010-01-29T23:57:57Z; dcterms:modified: 2010-01-29T23:57:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T23:57:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T23:57:57Z; meta:save-date: 2010-01-29T23:57:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T23:57:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T23:57:57Z; created: 2010-01-29T23:57:57Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-29T23:57:57Z; pdf:charsPerPage: 1213; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T23:57:57Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2.0 PUBLICADO NO D. O. U. C 1 DYi I 49.. / 06 C Processo : 10630.000403/96-48 Rubrica Acórdão : 201-71.288 Sessão • 09 de dezembro de 1997 Recurso : 103.864 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG ITR - CONTRIBUIÇÕES À CNA, À CONTAG E AO SENAR - Indevida a cobrança quando ocorrer predominância de atividade industrial, nos termos do art. 581, parágrafos 1° e 2° da CLT. Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria econômica do empregador (Súmula STF n° 196). Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Ausentes os Conselheiros Sérgio Gomes Velloso e Geber Moreira. Sala das Sessões, em 09 de dezembro de 1997. Luiza Ata Irrite de Moraes Presidenta _ Jorge Freire Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Expedito Terceiro Jorge Filho, Rogério Gustavo Dreyer, Valdemar Ludvig e João Beijas (Suplente). fclb/cf 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA -::âi•s!~ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, *-r"rdi Processo : 10630.000403/96-48 Acórdão : 201-71.288 Recurso : 103.864 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA RELATÓRIO CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA., nos autos qualificada, foi notificada do lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR e Contribuições ao SENAR, à CNA e à CONTAG, exercício de 1993 (doc. de fls. 03), referente ao imóvel rural denominado "Projeto Riacho dos Portéis", de sua propriedade, localizado no Município de Nova Era - MG, com área de 194,5ha, inscrito na Receita Federal sob o n° 0671851.5. A contribuinte solicitou (doc. de fls. 02) a reemissão da notificação alegando ser "indústria enquadrada no grupo 11 do quadro anexo ao art. 5771CLT", dedicada à produção de celulose, inclusive, sua subsidiária CENIBRA FLORESTAL S/A, indústria extrativa de madeira, está "...enquadrada no grupo 50, do citado quadro", ambas filiadas aos respectivos sindicatos patronais e seus empregados classificados como industriários, e, por conseguinte, "são indevidas as Contribuições à CNA, à CONTAG e ao SENAR" lançadas, pois sua atividade é essencialmente industrial. Pediu, ao final, "a reemissão de novas notificações para pagamento do ITR 1993, sem a incidência à CNA, à CONTAG e ao SENAR." A autoridade preparadora, ao analisar o pedido formulado, propôs seu indeferimento, nos termos da seguinte legislação: Instrução Especial/INCRA n° 05/73, aprovada pela Portaria MA n° 196/73; Decreto-Lei n° 1.166/71 (art. 4°); art. 580 da CLT, alterado pela Lei n° 7.047/82; e, ainda, o art. 149 da Constituição Federal. A autoridade singular julgou o lançamento procedente, assim ementando sua decisão: "IMPOSTO TERRITORIAL RURAL CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - COBRANÇA O plantio de eucaliptos para fins comerciais caracteriza atividade de natureza agrícola, sujeitando a contribuinte ao recolhimento das contribuições CNA e CONTAG. A incorporação da matéria-prima assim obtida ao processo produtivo para obtenção de celulose inicia o ciclo de industrialização, sendo estranha ao mesmo a fase de obtenção do insumo, que permanece como atividade de natureza primária. Lançamento procedente". 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10630.000403/96-48 Acórdão : 201-71.288 A decisão recorrida teve os seguintes fundamentos: a) embora o objetivo social da empresa seja a produção de celulose, atividade essencialmente industrial, o plantio de eucalipto de forma racional - modalidade reflorestamento - implica no emprego de práticas agrícolas que se iniciam com o preparo da terra, seguida do plantio, limpa, controle de doenças, etc., e culmina com o corte das árvores; b) de outro lado, o processo industrial, que consiste na transformação da matéria-prima, não se confunde com o processo de produção da matéria-prima, porquanto, o primeiro é de natureza agrícola, ou seja, o primeiro pertence ao setor secundário e o segundo ao setor primário da economia, portanto, distintos e inconfundíveis. Na verdade, aduz que são atividades complementares, porém, distintas; e c) finaliza concluindo que "a preponderância econômica de uma atividade sobre a outra não elide a hipótese de incidência das contribuições elencadas", pois a prática da atividade agrícola legitima a Contribuição à CNA e a utilização da mão-de-obra de terceiros legitima a Contribuição à CONTAG. Irresignada, a interessada recorreu da decisão singular que lhe foi adversa (doc. de fls. 21/22), tempestivamente, reiterando as razões da impugnação. A Procuradoria da Fazenda Nacional opinou pela manutenção da decisão recorrida, conforme se verifica das Contra-Razões (doc. de fls. 24), endossando os fundamentos da decisão prolatada. É o relatório. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA gh?,,fg32 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10630.000403/96-48 Acórdão : 201-71.288 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JORGE FREIRE O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. O presente litígio restringe-se à correta aplicação do § 2 0 do artigo 581 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que estabeleceu o conceito de atividade preponderante, ao disciplinar o recolhimento da Contribuição Sindical por parte das empresas, em favor dos sindicatos representativos das respectivas categorias econômicas, in verbis: "Art. 581 - Para os fins do item III do artigo anterior, as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais, filiais ou agências, desde que localizadas fora da base da atividade econômica do estabelecimento principal na proporção das correspondentes operações econômicas, fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho, conforme a localidade da sede da empresa, sucursais, filiais ou agências. § 1° - Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada unia dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente artigo. § 2°- Entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade do produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam, exclusivamente, em regime de conexão funcional." Da leitura atilada do citado texto legal, se verifica que foram fixados 3 (três) critérios classificatórios para o enquadramento sindical das empresas ou empregadores: a) critério por atividade única; b) critério por atividades múltiplas; e c) critério por atividade preponderante. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4\:°%g Processo : 10630.000403/96-48 Acórdão : 201-71.288 Os dois primeiros critérios, contidos no caput e no § 1° do artigo 581, não oferecem dificuldades, em contrapartida, o terceiro critério - por atividade preponderante - inserto no § 2°, tem sido objeto de controvérsia no que se refere ao seu entendimento e à correta aplicação aos casos concretos. No caso sub judice a recorrente se dedica à produção de celulose e utiliza, como insumo, madeira extraída das plantações de eucaliptos que cultiva em suas diversas fazendas, portanto, desenvolve atividades agrícolas típicas do setor primário da economia. Entretanto, o processo de produção de celulose é essencialmente industrial, na modalidade transformação, e tem como características principais: o uso de tecnologia mais elaborada, o emprego intensivo de capital e um produto final com maior valor agregado. Dentro dessa perspectiva econômica, não há dúvida de que a atividade industrial prepondera sobre a atividade agrícola, e o critério da atividade preponderante foi definido em cima de conceitos econômicos de unidade de produto, de operação ou objetivo final, em regime de conexão funcional, direcionando todas as demais atividades desenvolvidas pela unidade empresarial. Neste caso, a atividade agrícola é distinta, porém, subordinada à demanda industrial de matéria-prima no contexto do processo de verticalização industrial adotado por determinadas empresas modelo estratégico econômico. A este respeito, formou-se, no âmbito deste Colegiado, respeitável base jurisprudencial, no sentido de aplicar o critério de atividade preponderante a diversos setores industriais, como ad exemplum, ao setor sucro-alcooleiro, cuja característica principal é o desenvolvimento de intensa atividade agrícola fornecedora de insumo para a produção de açúcar ou álcool, cujo processo de fabricação é indiscutivelmente industrial, por natureza. Revela-se, destarte, a preponderância da atividade-fim de produção industrial sobre a atividade-meio de cultivo de cana-de-açúcar. Os Acórdãos IN 202-07.274, 202-07.306 e 202-08.706, da lavra dos ilustres Conselheiros Oswaldo Tancredo de Oliveira, Antonio Carlos Bueno Ribeiro e Otto Cristiano de Oliveira Glasner, firmam, dentre outros, o entendimento jurisprudencial acima comentado. Aliás, a instância judicial tem confirmado o critério da atividade preponderante, para efeito de enquadramento sindical dos empregados de empresas que desenvolvam atividades primárias e secundárias nas respectivas categorias econômicas, na forma abaixo: "ENQUADRAMENTO SINDICAL - RURAL/URBANO - A categoria profissional deve ser fixada, tendo em vista a atividade preponderante da empresa, ou seja, em sendo a empresa vinculada a indústria extrativa vegetal, os empregados que ali trabalham são industriários." (Acórdão n° 5.074 do Tribunal Superior do Trabalho, de 20.04.95, do Ministro Galba Velloso). 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10630.000403/96-48 Acórdão : 201-71.288 SÚMULA 196 "Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria do empregador (Diário de Justiça de 21.11.63, p. 1.193 - Supremo Tribunal Federal). Em decorrência, a recorrente está excluída do campo de incidência da Contribuição à CNA, por força do § 2° do art. 581 da CLT, que elegeu o critério da atividade preponderante em regra classificatória para o fim específico de enquadramento sindical. Por outro lado, entendimento igual é extensivo à Contribuição à CONTAG e ao SENAR, por tratamento analógico e jurisprudencial. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso para excluir do lançamento as Contribuições ao SENAR, à CNA e à CONTAG. Sala das Sessões, em 09 de dezembro de 1997 JORGE FREIRE 6

score : 1.0
4819585 #
Numero do processo: 10580.012519/2003-61
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. DECADÊNCIA. Nos casos de lançamento por homologação, ou seja, quando há o adiantamento do pagamento, aplica-se o art. 150, § 4º, do CTN, contando-se o prazo de 5 anos a partir da ocorrência do fato gerador. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-17.850
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a decadência dos fatos geradores lançados até novembro de 1998. Vencidos os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero e Antonio Zomer que votaram pela tese dos 10 anos
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Rangel Perruci Fiorin

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200703

ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. DECADÊNCIA. Nos casos de lançamento por homologação, ou seja, quando há o adiantamento do pagamento, aplica-se o art. 150, § 4º, do CTN, contando-se o prazo de 5 anos a partir da ocorrência do fato gerador. Recurso provido em parte.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007

numero_processo_s : 10580.012519/2003-61

anomes_publicacao_s : 200703

conteudo_id_s : 4122165

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2019

numero_decisao_s : 202-17.850

nome_arquivo_s : 20217850_133886_10580012519200361_004.PDF

ano_publicacao_s : 2007

nome_relator_s : Rangel Perruci Fiorin

nome_arquivo_pdf_s : 10580012519200361_4122165.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a decadência dos fatos geradores lançados até novembro de 1998. Vencidos os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero e Antonio Zomer que votaram pela tese dos 10 anos

dt_sessao_tdt : Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007

id : 4819585

ano_sessao_s : 2007

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:16 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359166488576

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T13:12:57Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T13:12:56Z; Last-Modified: 2009-08-05T13:12:57Z; dcterms:modified: 2009-08-05T13:12:57Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T13:12:57Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T13:12:57Z; meta:save-date: 2009-08-05T13:12:57Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T13:12:57Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T13:12:56Z; created: 2009-08-05T13:12:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-05T13:12:56Z; pdf:charsPerPage: 1349; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T13:12:56Z | Conteúdo => • Ministério da Fazenda 22 CC-MF Fl.Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10580.012519/2003-61 Recurso n2 : 133.886 Acórdão n2 : 202-17.850 Recorrente : DETASA BAHIA S/A INDUSTRIAL Recorrida _ _DRJ em Salvador, MF-Segundo Conselho de Contritsuintes - Niro Diário Oficiai da União de - Rubrica NORMAS PROCESSUAIS. DECADÊNCIA. Nos casos de lançamento por homologação, ou seja, quando há o adiantamento do pagamento, aplica-se o art. 150, § 4 2, do CTN, contando-se o prazo de 5 anos a partir da ocorrência do fato gerador. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DETASA BAHIA S/A INDUSTRIAL. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer • a decadência dos fatos geradores lançados até novembro de 1998. Vencidos os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero e Antonio Zomer que votaram pela tese dos 10 anos. Sala das - - ssões, em' de março de 2007. r r Antonio çarlos Atuli MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 13- esid•fite CONFERE COM O ORIGNAL Brasília, 0`‘ St./ le ti Nana CI,e;;I:a St iva Castro Mal ) t '32136 R • o n Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Antonio Ricardo Accioly Campos (Suplente) e Maria Teresa Martinez López. - - 1 , n , 1 ,, L .1 .. a n n , • S • •:;4>./,‘"•,, , 0..4 n-• ,•••n '•-.2-4,,r,n._,,_;—=... ,,:i.,.., ministério da Fazenda , 1VIF - ,,EGUNDO CONSELHO OE CONTRIBUINTES 't5:fr';',;-4"‘"' Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL ' $„t...r.,..ei, gr , Brasília. _____a___J_____10___, Processo nfl : 10580.012519/2003-61 . '- -- - — 4..., Recurso n2 ' : 133.886 I sana Cláudia Silva Castro Acórdão ng- : 202-17.850 Mai SI,Me 92 I,,-, , ...................~~cemerwomovw r. Recorrente : DETASA BAHIA S/A INDUSTRIAL -- RELATÓRIO Trata-se de auto de infração (fls. 03/18) lavrado contra a contribuinte acima [..,.. mbrode _identifica,cons,dr relativa 1 a qt iuvea paroest epnedr íeo ad oc os bd re a na apuração r da çaã Co odnet jr iubl uh ioç ãdoe para19a r9a8Financiamentoa sete2d0a0Sleguridade Social O lançamento decorreu da apuração de "divergências entre os valores de base de, cálculo rutilizados pelo contribuinte para seus recolhimentos e declarações, e os valores de receita àscriturados em seus livros fiscais" (fl. 4). Na_impugnação- (fls.-1 30/133)-a contribuinte alegou;- em preliminar; 'a' decadência— — do direito de o Fisco lançar o crédito e, no mérito, reiterou as razões impugnadas no processo . principal, destacando a necessidade de suspensão do presente processo até decisão final do processo matriz, relativo ao IRPJ e ao IPI, por entender que "parte da exigência decorre de lançamento reflexo e parte assume natureza autônoma, objeto de defesa própria, enquanto em relação ao lançamento reflexo, requer que seja deferida sua suspensão até decisão final do processo matriz, relativo ao IRPJ e ao IPI, pois, como acessório, há de seguir-lhe a mesma sorte" (fl. 132e 147). .• A DRJ em Salvador - BA manteve integralmente o lançamento, por meio do • Acórdão n2 8.723, de 24 de novembro de 2005 (fls. 145/149), cuja ementa é a seguinte: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração: 31/07/1998 a 30/09/2003 . , Ementa: DECADÊNCIA. ' O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativo à Cofins é de dez anos. . . 1 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. . Tratando-se de lançamento de oficio da Cofins, calculada a partir do confronto entre os valores escriturados nos livros fiscais e os valores declarados ao Fisco, não há como se caracterizar tributação reflexa à exigência de outros tributos. Lançamento Procedente". No acórdão da DRJ, o Relator cuidou de esclarecer que: "A contribuinte foi cientificada do Auto de Infração em 19/12/2003, e a contribuição questionada reporta-se a fatos geradores ocorridos a partir de julho de 1998. Logo, não.. há que se falar em decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário correspondente. Improcede também a pretensão da impugnante em ter o presente processo suspenso até O decisão de processo que versa sobre IRP.I ou IPI, pois o lançamento objeto deste litígio não relação iafra a çe iilaoçlãao com aqupaal partir outra confronto infraçãona frontoe constatada sva valores pelora esescriturados Fi soTrata-sec . n os livros des -:— j 2 \k... \\-) , 1 \..) , , e , • e • • • •a Ministério da Fazenda MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CC-MF Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL BraSilla, j JO 40‘"' Processo n2 : 10580.012519/2003-61 ' 44, Recurso n2 : 133.886 Ivana CL'adia Si! v; , Castro Acórdão n2 : 202-17.850 fiscais da autuada e os valores declarados ao Fisco e/ou recolhidos, cujas divergências foram constatadas durante o_procedimento de _ 4:verificações obrigatórias ".- - Quanto à alegação de tributação reflexa, a DRJ esclareceu que "o lançamento objeto do presente processo não guarda relação com qualquer outra infração constatada pelo • Fisco" (fl. 149), ou seja, que não se trata de lançamento reflexo, pois não houve lançamento de IR ou IPI quanto aos mesmos fatos. A contribuinte então interpôs recurso voluntário (fls. 159/164), sustentando: (a) a decadência do direito de o Fisco exigir o crédito tributário; (b) a ilegitimidade do lançamento de oficio da Cofins, calculada a partir do confronto entre os valores escriturados nos livros fiscais e os valores declarados ao Fisco, não caracterizando tributação reflexa à exigência de outros tributos; e (c) que era indevida a exigência do arrolamento de bens como condição para o processamento do recurso, pois isto violaria o princípio constitucin ai d. . pia defesa. •• , í 'Y -3 29 CC-MFMinisteno da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes roF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. • CONFERE COM O ORIGINAL , Processo n2 : 10580.012519/2003-61 Brasília. OY / / tO Recurso n-Q. : 133.886 44/ Acórdão 11.9 : 202-17.850 lvana Cláudia Silva Castro Nlat, Sidpe 92116 — VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR IVAN ALLEGRETTI Embora a recorrente tenha se insurgido contra a exigência do arrolamento, argumentando que tal exigência violaria seu direito constitucional à ampla defesa, verifica-se dos autos que houve o regular arrolamento de bens, em medida suficiente para autorizar a apreciação do recurso. Tendo ocorrido, pois, o arrolamento de bens, resta satisfeito o pressuposto para a admissibilidade do recurso voluntário, estando superada qualquer discussão a este respeito. _Quanto . à decadência, tem razão a contribuinte ao-afirmar que se aplica-o prazo-de 5 (cinco) anos para o presente caso concreto. Isto porque no período compreendido pelo auto de infração – fatos geradores de 07/1998 a 09/2003 – houve o adiantamento do pagamento do PIS e da Cofins, o que configura o lançamento por homologação previsto no art. 150 do CTN. Aplica-se, assim, a contagem da decadência na forma do art. 150, § 4 2, do CTN, tomando como início a data de ocorrência do fato gerador. • Tendo em vista que a contribuinte foi notificada do lançamento em 12/12/2003 (fl. 3), deve-se reconhecer a decadência quanto aos fatos geradores dos meses 07, 08, 09, 10 e 11/1998. Diante do exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário apenas para aplicar a decadência quanto aos fatos geradores indicados, mantendo o lançamento quanto aos demais eríodos. Sal-à\ das - sfeie / , 'em 27 de março de 2007. t, Y,Áti \ I • (IVA – E R TT/1\ - 4 \J Page 1 _0032300.PDF Page 1 _0032400.PDF Page 1 _0032500.PDF Page 1

score : 1.0
4820296 #
Numero do processo: 10660.005379/2007-17
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI. O juízo sobre inconstitucionalidade da legislação tributária é de competência exclusiva do Poder Judiciário. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. INCABÍVEL. Na apuração da base de cálculo da Cofins é incabível a exclusão do ICMS pago pela contribuinte, o qual integra a receita bruta. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-13718
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Gilson Macedo Rosenburg Filho

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200812

ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI. O juízo sobre inconstitucionalidade da legislação tributária é de competência exclusiva do Poder Judiciário. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. INCABÍVEL. Na apuração da base de cálculo da Cofins é incabível a exclusão do ICMS pago pela contribuinte, o qual integra a receita bruta. Recurso negado.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2008

numero_processo_s : 10660.005379/2007-17

anomes_publicacao_s : 200812

conteudo_id_s : 4124899

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 203-13718

nome_arquivo_s : 20313718_156996_10660005379200717_004.PDF

ano_publicacao_s : 2008

nome_relator_s : Gilson Macedo Rosenburg Filho

nome_arquivo_pdf_s : 10660005379200717_4124899.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2008

id : 4820296

ano_sessao_s : 2008

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:26 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359169634304

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T17:51:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T17:51:07Z; Last-Modified: 2009-08-06T17:51:07Z; dcterms:modified: 2009-08-06T17:51:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T17:51:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T17:51:07Z; meta:save-date: 2009-08-06T17:51:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T17:51:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T17:51:07Z; created: 2009-08-06T17:51:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-06T17:51:07Z; pdf:charsPerPage: 1338; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T17:51:07Z | Conteúdo => ' CCO2/CO3 Fls. 228 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA. Processo e 10660.005379/2007-17 Recurso n° 156.996 Voluntário • Matéria PIS Acórdão n° 203-13.718 Sessão de 04 de dezembro de 2008 Recorrente Cooper Standard Automotive Brasil Sealing Ltda. Recorrida DRJ-Juiz de Fora/MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI. O juízo sobre inconstitucionalidade da legislação tributária é de competência exclusiva do Poder Judiciário. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. INCABÍVEL. Na apuração da base de cálculo da Cofins é incabível a exclusão do ICMS pago pela contribuinte, o qual integra a receita bruta. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. LSON • 4CEDO RO ENBURG FILHO Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Eric Moraes de Castro e Silva, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, José Adão Vitorino de Morais, Fernando Marques Cleto Duarte e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. MF-EGUNDO CONSELHO DE Cc.»ITRLBUINTES CONFERE COM O ORiGINAL brasilia e, / 002 / o .9 1 Marlide Cure o de 011vaira Met, Sino 01650 . Processo n° 10660.005379/2007-17 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-13.718 Fls. 229 Relatório Como forma de elucidar os fatos ocorridos até a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, colaciono o relatório do Acórdão recorrido, in verbis: O interessado apresentou pedido de restituição de PIS/Pasep dos períodos de 07/2004 a 09/2007, alegando que os pagamentos foram 1 efetuados a maior devido ao alargamento da base de cálculo pela não exclusão do ICMS (fls. 01 e 43 a 119); I A DRF-Varginha/MG emitiu Despacho Decisório, no qual não reconhece o direito creditório, sob o fundamento de legalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/Pasep (fls. 121 a 125); A empresa apresenta Manifestação de Inconformidade (fls. 127 a 171), na qual alega que o STF vem decidindo que o ICMS deve ser excluído da base de cálculo do PIS/Pasep e que a Administração Pública Federal deve cumprir tais decisões à luz dos Decretos 2.346/1997 e 3.001/1999. Por intermédio do Acórdão n° 09-18961, de 03/03/2008, às fls. 184/188, a DRJ de Juiz de Fora negou provimento à manifestação de inconformidade do contribuinte, com a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 PIS/PASEP As exclusões admitidas na base de cálculo da contribuição somente são aquelas expressamente listadas em lei em enumeração do tipo numerus clausus. Solicitação Indeferida Descontente com a decisão de primeira instância, o sujeito passivo protocolou o recurso voluntário de fls. 190/206, argumentando, em síntese, que: A expressão faturamento caracteriza-se como toda receita auferida pelo contribuinte mediante a consecução de sua atividade, através da venda de mercadoria ou prestação de serviço. Considerando que a receita contempla o faturamento, verifica-se que o plexo de incidência do faturamento é mais restrito que receita e que receita não pode ser considerado ingresso. Pois bem, nessa linha, a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS se impõe, pois o seu valor não é abrangido pelo conceito de faturamento, sendo o ICMS receita do Erário Estadual. Assim, o valor do ICMS destacado na nota fiscal para simples registro contábil-fiscal, não deve ser incluído na base de cálculo do PIS. Termina sua peça recursal requerendo o provimento do recurso voluntário. É o relatório. MF-SEG-UNDO CONSE-11-1.0.DTEGTItUJUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Brasília, 0.4g iC22._ i tMarilde Cu sino ele ()tinira(li Mat. Siapo 91650 03 2 1 Processo n° 10660.005379/2007-17 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-13.718 MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTrRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 230 Brasília, 0(3 / / (59 Marikie Cursin e °beira Voto Mat. Sino 91650 Conselheiro GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Relator. A impugnação foi apresentada com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar. Compulsando os autos, verifica-se que a pedra angular do litígio posto nos autos restringe-se em analisar a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na Base de Cálculo do PIS. Preliminarmente, cumpre assinalar que os Órgãos Judicantes do Poder Executivo não tem competência para apreciar a conformidade de lei, validamente editada segundo o processo legislativo constitucionalmente previsto, com preceitos emanados da própria Constituição Federal ou mesmo de outras leis, a ponto de declarar-lhe a nulidade ou inaplicabilidade ao caso expressamente previsto, haja vista tratar-se de matéria reservada, por força de determinação constitucional, ao Poder Judiciário. Compete a esses órgãos tão-somente o controle de legalidade dos atos administrativos, consistente em examinar a adequação dos procedimentos fiscais com as normas legais vigentes, zelando, assim, pelo seu fiel cumprimento. Com efeito, a apreciação de assuntos desse tipo acha-se reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos da inconstitucionalidade e/ou invalidade das normas jurídicas deve ser submetida ao crivo desse Poder. O Órgão Administrativo não é o foro apropriado para discussões dessa natureza. Os mecanismos de controle da constitucionalidade, regulados pela própria Constituição Federal, passam, necessariamente, pelo Poder Judiciário que detém, com exclusividade, essa prerrogativa. Noutro giro, não se pode olvidar que está encartado no artigo 53 da Portaria n° 147, de 25 de junho de 2007, que "As decisões unânimes, reiteradas e uniformes dos Conselhos serão consubstanciadas em súmulas de aplicação obrigatória pelo respectivo Conselho". A matéria pertinente a este caso já foi objeto de Súmula pelo Segundo Conselho de Contribuinte, in verbis: SÚMULA N°02 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Ad argumentandum tantum, merece ser colacionado a título de doutrina o Acórdão n° 201-79.671 do Conselheiro Mauricio Taveira e Silva que enfrenta o assunto da exclusão do ICMS da Base de cálculo do PIS da seguinte forma: Ao longo do tempo o PIS foi regido pelas seguintes legislações: para os fatos geradores ocorridos até 29/02/1996, a LC n2 7/70 e alterações posteriores; até 31 de janeiro de 1999, a MP n2 1.212/95, convalidada pela Lei n2 9.715/98; posteriormente, a partir de 01/02/99, pela Lei n2 3 Processo n° 10660.005379/2007-17 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-13.718 Fls. 231 , 9718/98 com as alterações promovidas pela MP n 2 1.807/99 e suas reedições, as quais formam a legislação base dessa contribuição. De acordo com os diplomas legais citados, a base de cálculo do PIS, para os fatos geradores ocorridos até 29/02/1996, foi o faturamento correspondente a vendas de mercadorias e serviços; a partir de 01/03/1996 até 31/01/1999, a receita bruta das vendas de mercadorias e de serviços; e partir de 01/02/1999, a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de atividade i por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas, deduzidos o IPI, as vendas canceladas e os descontos incondicionais 1 concedidos. Dentre as deduções não se verifica a permissão para exclusão do ICMS incluído no preço de venda. Apenas o ICMS retido na condição de substituto tributário pode ser excluído da base de cálculo, consoante o art. 32, § 22, inciso I, da Lei n2 9.718/98, o que não se aplica ao presente caso. 1 Registre-se que o faturamento inclui todas as receitas de vendas e o ICMS faz parte dessa receita, por integrar o preço de vendas das mercadorias, integrando também a receita bruta, por ter um conceito ainda mais amplo. Ademais o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já se pronunciou a respeito, através da Súmula n2 68, consignando: "A parcela relativa ao ICM inclui-se na base de cálculo do PIS." 1 Por derradeiro, não se pode olvidar que a estrita vinculação legal da atividade administrativa não permite o afastamento de lei e a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS, cobrado na condição de contribuinte, depende de expressa previsão legal, a qual não existe, razão pela qual o imposto (ICMS) apurado não é dedutivel. Desta forma não há como subsistir a exclusão do ICMS pleiteada pelo contribuinte, de forma que por negar provimento ao recurso voluntário. Sala da Sessões, e 04 de deze ',Oro de 2008 411 4/ , e LSO •11"., il' CEDO ROSENBURG FILHO MF-SEUUNDO CONSELHO DE CONITRinuiNnS CONFERE COM O ORIOINAL Eirasilia Cl i_____I p3 Marilde Cu ino de Oliveira Mat. Siaoe 91650 ,.....— 4 i 1

score : 1.0
4822069 #
Numero do processo: 10768.023912/88-83
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989
Data da publicação: Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989
Ementa: IAA - Contribuição e Adicional - A falta de recolhimento da contribuição e do seu adicional implica na exigência dos acréscimos legais, inclusive da multa de 50%. Reincidência não caracterizada. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 202-03031
Nome do relator: Sebastião Borges Taquary

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 198912

ementa_s : IAA - Contribuição e Adicional - A falta de recolhimento da contribuição e do seu adicional implica na exigência dos acréscimos legais, inclusive da multa de 50%. Reincidência não caracterizada. Recurso a que se nega provimento.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989

numero_processo_s : 10768.023912/88-83

anomes_publicacao_s : 198912

conteudo_id_s : 4720360

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-03031

nome_arquivo_s : 20203031_082750_107680239128883_004.PDF

ano_publicacao_s : 1989

nome_relator_s : Sebastião Borges Taquary

nome_arquivo_pdf_s : 107680239128883_4720360.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Fri Dec 15 00:00:00 UTC 1989

id : 4822069

ano_sessao_s : 1989

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:53 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359175925760

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-08T14:27:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-02-08T14:27:41Z; Last-Modified: 2010-02-08T14:27:41Z; dcterms:modified: 2010-02-08T14:27:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-02-08T14:27:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-02-08T14:27:41Z; meta:save-date: 2010-02-08T14:27:41Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-02-08T14:27:41Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-02-08T14:27:41Z; created: 2010-02-08T14:27:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-02-08T14:27:41Z; pdf:charsPerPage: 1198; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-02-08T14:27:41Z | Conteúdo => PUBLICADO NO D O U ao De_02 ° g ,g9 421 C C Rolnica ) , ti= 4ik MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N. 10.768 - 023.912/88 - 83 FCLB Sessão de 15 de dezembro de 19 89 ACORDA° N.° "2-03 .031 Recurso n.° 82.750 Recorrente USINA SÃO BENTO S/A. Recorrida SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO IAA EM SÃO PAULO - SP IAA - Contribuição e Adicional. A falta recolhimento da contribuição e do seu adicional implica na exigência dos acres cimos legais,inclusive da multa de 50%: Reincidência não caracterizada. Recurso a que se nega provimento. Vistos relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por USINA SÃO BENTO S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conse- lho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro ALDE SANTOS JONTOR que dava provimen to ao recurso. Sala das Se ES em 15,1 = dezembro de 1989. /, ,ste r HELVIO OVEs0 BARCE ./ OS - PR: SIDENTE 'NAsa() BOÃ ES TAIYARY RELATOR IRA DE I 'ROP RANOR-REPRESENTANTE DA FAZENDA n%, IrsTA E SESSIr Dr 3 g ABA 1992 Participaram, ainda,/do presente julgamento, os Conselheiros ANTONIO CARLOS DE MO' , S, OS ALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, ELIO ROTHE, OSCAR LUÍS DE MORAIS e HELENA MARIA POJO DO REGO. '-e1WCatinYeek t'Sgrr;tji MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -02- Processo N2 10.768-023.912/88-83 Recurso N2: 82.750 Acmdâo N2; 202-03.031 Recorrente: USINA SÃO BENTO S/A RELATÓRIO Conforme consta da Notificação n g 514/83 e do Termo de Verificação de 22-11-82 (fls. 02 e 04), a ora recorrente deixou de recolher a contribuição e o adicional incidentes sobre a saída dos seus produtos ali descritos, referentes à safra de 1980/82, e no pe ríodo de 05/05/80 a 16/07/82. A notificada,defendendo (fls. 15/24), em síntese e su- bstância alega e requer o que se segue: que não procede a exigência, no seu todo,porque lhe falta amparo legal, a par de ser abuso de au toridade exigir o crédito objeto da notificação, considerando asam dições de crise que atravessa oSetor. Dito isso,requereu fosse can- celada a notificação de lançamento. Replicando, veio a informação fiscal (fls. 56/57) ,pug- nando pela confirmaçãoida exigência e propondo a elevação da multa pa ra 100%, ao argumento de que a notificada é reincidente. A decisão singular (fls. 63) julgou procedente a ação fiscal e manteve a exigência, impondo a multa de 50%, considerando a notificada nãoreincidente, além do principal e os acréscimos de juros e correção monetária, tudo nos termos chart. 49 e § 19 do De- -segue- _ -03- SEIRVICO PUBLICO FEDERAL Processo n9 10.768-023.912/88-83 Acórdão n9 202-03.031 creto n9 62.388, de 12.03.68; art. 11 c/c o art. 12 da Resolução n9 2.005/68, do Conselho Deliberativo do Instituto do Açúcar e do Álcool, e arts. 49, 69 e 11, do Dec.lei nQ 308/67. Depois de intimada e rpolprazo legal, a notificada in terpas,contra essa decisão de 1Q grau, o recurso voluntário, de fls. 66/78,onde reeditou as razões da defesa e enfatizou, em sin tese, que a decisão iecorrida viola a Constituição Federal e nega vigência ã letra da lei federal, a par de ser absurda a exigên - V.%)cia ~contribuições constantes da peça notificatória, com os a- créscimos ali indicados e confirmados na decisão de 1Q grau. É o relatório. .. _ -04- ProCevS%8 ALICOK L nocc"10.768-023.912/88-83 Acórdão n4 202-03.031 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SEBASTIÃO BORGES TAQUARY A hipótese,ora em exame,encontra inúmeros precedentes, em ambas as Câmaras do 22 Conselho de Contribuintes, dos quais são exemplos estes Acórdãos: 202-02.405, de 28.,04„8,9; 202-02.403 de 28- 04-89; 201-65,648, de 22-09-89; 201-65.801, de 10-11-89 e 201-65.825 de 12-12-89). Trata-se de não recolhimento de contribuição e adicio- nal, com seus acréscimos legais,devidos ao IAA. Os fatos ensejado - res do lançamento foram comprovados e a exigência conforma-sei:1=43.1e- gislação pertinente. Isto posto e por tudo mais que dos autos consta, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário, para confir mar a decisão de 1Q grau, por seus ' judiclososfuudamentos. Sala das Sessões, em 15 de dezembro de 1989. /EBâTIÃO 11pES TAH N A"(12

score : 1.0
4821881 #
Numero do processo: 10746.001495/95-69
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Jun 11 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - APLICAÇÃO DA REGRA DE PREVALÊNCIA DO MAIOR VALOR - O preceito contido no art. 2 da IN/SRF nr. 16/95 preside a fase preparatória do lançamento, de natureza procedimental, não litigiosa portanto. A inadequação de sua aplicação e sua eleição pelo julgador singular, como razão única de decidir, convertem esta regra em preliminar prejudicial e impeditiva do julgamento do mérito e da apreciação das provas produzidas, gerando efeitos que agridem os princípios da ampla defesa e do contraditório, amparados constitucionalmente. Processo que se anula a partir da decisão de primeira instância, inclusive.
Numero da decisão: 203-03132
Nome do relator: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199706

ementa_s : ITR - APLICAÇÃO DA REGRA DE PREVALÊNCIA DO MAIOR VALOR - O preceito contido no art. 2 da IN/SRF nr. 16/95 preside a fase preparatória do lançamento, de natureza procedimental, não litigiosa portanto. A inadequação de sua aplicação e sua eleição pelo julgador singular, como razão única de decidir, convertem esta regra em preliminar prejudicial e impeditiva do julgamento do mérito e da apreciação das provas produzidas, gerando efeitos que agridem os princípios da ampla defesa e do contraditório, amparados constitucionalmente. Processo que se anula a partir da decisão de primeira instância, inclusive.

turma_s : Terceira Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jun 11 00:00:00 UTC 1997

numero_processo_s : 10746.001495/95-69

anomes_publicacao_s : 199706

conteudo_id_s : 4447915

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 203-03132

nome_arquivo_s : 20303132_100649_107460014959569_006.PDF

ano_publicacao_s : 1997

nome_relator_s : OTACÍLIO DANTAS CARTAXO

nome_arquivo_pdf_s : 107460014959569_4447915.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Jun 11 00:00:00 UTC 1997

id : 4821881

ano_sessao_s : 1997

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:50 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359179071488

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T09:44:55Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T09:44:55Z; Last-Modified: 2010-01-30T09:44:55Z; dcterms:modified: 2010-01-30T09:44:55Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T09:44:55Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T09:44:55Z; meta:save-date: 2010-01-30T09:44:55Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T09:44:55Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T09:44:55Z; created: 2010-01-30T09:44:55Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-30T09:44:55Z; pdf:charsPerPage: 1454; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T09:44:55Z | Conteúdo => 2, PUBLICADO NO C O - Vil MINISTÉRIO DA FAZENDA IItlr E. R44; I. e .... • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10746.001495/95-69 Acórdão : 203-03.132 Sessão 11 de junho de 1997 Recurso : 100.649 Recorrente : ARTUR DA SILVA BARROS Recorrida : DRJ em Brasilia - DF 1TR - APLICAÇÃO DA REGRA DE PREVALÊNCIA DO MAIOR VALOR - O preceito contido no art. 2° da IN/SRF n° 16/95 preside a fase preparatória do lançamento, de natureza procedimental, não litigiosa portanto. A inadequação de sua aplicação e sua eleição pelo julgador singular, como razão única de decidir, convertem esta regra em preliminar prejudicial e impeditiva do julgamento do mérito e da apreciação das provas produzidas, gerando efeitos que agridem os princípios da ampla defesa e do contraditório, amparados constitucionalmente, Processo que se anula a partir da decisão de primeira instância, inclusive. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: ARTUR DA SILVA BARROS. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em anular o processo a partir da decisão singular, inclusive. Sala das Sessões, em 11 de junho de 1997 n.\ Otacijm as Cartaxo Presidente • Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ricardo Leite Rodrigues, F. Mauricio R. de Albuquerque Silva, Francisco Sérgio Nalini, Mauro Wasilewski, Daniel Corrêa Homem de Carvalho, Renato Scalco Isquierdo e Sebastião Borges Taquary, mdmiac 1 jeL.1. MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10746.001495195-69 Acórdão : 203-03.132 Recurso : 100.649 Recorrente : ARTUR DA SILVA BARROS RELATÓRIO ARTUR DA SILVA BARROS, nos autos qualificado, foi notificado (doc. de fls. 02) a recolher o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, e demais contribuições (CONTAG, CNA, SENAR), referente ao imóvel rural denominado 'Fazenda Monte Urro UI", localizado no Municipio de Ponte Alta do Tocantins, cadastrado na Secretaria da Receita Federal (SRF) sob o n°05403332 com área de 996,71-ia. Impugnando o lançamento (doc. de fls. 01), o interessado alegou, em síntese, que o Valor da Terra Nua - VTN adotado, para efeito de base de calculo, está superestimado, constatando-se urna grande disparidade entre aquele valor e o valor comercial da terra, e, sobretudo, quando comparado aos valores aferidos pelas avaliações efetuadas pela Prefeitura Municipal e Governo do Estado do Tocantins. A impugnação está instruida com os seguintes documentos: a) Laudo Técnico Pericial (doc. de fls. 05/06), b) Tabela de Classificação de Terras c respectivos valores, expedida pela Prefeitura Municipal de Ponte Alta do Tocantins (doc. de fls. 07); e d) cópia do Diário Oficial do Estado do Tocantins, de 29/06/95, que publicou a Lei n° 766/95 c o Decreto n° 63/95, fixando preços básicos por hectare, para efeito de alienação de terras de propriedade do Estado (doc. de fls. 08). O julgador singular não acatou as razões de defesa do impugnante, mediante os seguintes argumentos: 'Da análise das peças do presente processo verifica-se que a Notificação de Lançamento do exercício de 1994, fls. 02, tomou como base a DITR/94 apresentada pelo contribuinte, em 01111/94, extrato de fls. 09 a 13. Nesta declaração o contribuinte apresentou o VIN, do imóvel citado acima identificado, como sendo 4.475,86 MR. O VTN tributado foi de 62_962,20. O art. 2° da Instrução Normativa SRF/n° 16/95, diz que 'O Valor da Terra Nua - declarado pelo contribuinte, será comparado com o Valor da Terra Nua Minimo - VTNm, prevalecendo o de maior valor." 2 J 66 MINISTÉRIO DA FAZENDA "re..Z. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10746.001495/95-69 Acórdão : 203-03.132 A Secretaria da Receita Federal, através da IN/SP,FM° 16/95, fixou o VTNm/ha para os imóveis rurais situados no Municipio de Ponte Alta do Tocantins/TO, para o exercício de 1994, o valor de 66,50 CEM por hectare (fls. 17), conforme previsto no §§ 2° e 3° do art. 3° da Lei n°8.847/94 e do arti go 1° da Portaria Interministerial MEFP/MARA 1.275/91. Desta forma é de se manter o VTN tributado constante da Notificação de Lançamento do ITR194 e Contribuições (fls. 02), por estar de acordo com o Valor da Terra Nua Mínimo - VTNm/ha, fixado pela Secretaria da Receita Federal, para os imóveis rurais situados no município de Ponte Alta do Tocantins/TO." Irresignado, o sujeito passivo impetrou, tempestivamente, recurso voluntário (doc. de fls.23/24), reiterando a razão de sua impugnação e a análise dos documentos acostados, inclusive, requerendo a realização de vistoria fisica no imóvel para constatação de suas alegações. A Procuradoria da Fazenda Nacional manifestou-se (doc. de fls. 29/31) contrariamente à reforma da decisão a qua, da seguinte forma: - é utilizado no lançamento em questão o VTNm fixado pela Instrução Normativa n° 16, de 27 de março de 1995, consoante os parágrafos 2° e 3 0 do art. 3 0 da Lei n° 8.847/94. - o parágrafo 40 do artigo 3° da Lei 8.847 permite que a autoridade administrativa competente possa rever o Valor da Terra Nua minimo - VTNm que vier a ser questionado pelo contribuinte, com base em laudo técnico emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou por profissional devidamente habilitado. - o laudo técnico apresentado pelo recorrente não possui os requisitos necessários para contestar o Valor da Terra Nua mínimo fixado pela Secretaria da Receita Federal. - a avaliação do Estado do Tocantins não pode ser aceita para a revisão do VTNm fixado pela administração tributária, em razão da finalidade a que se destina, ou seja, alienação de terras. Ademais, a própria avaliação do recorrente estabelece valor superior ao estabelecido pelo Estado de Tocantins. É o relatório. 3 J69 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIEWNTES Processo : 10746.001495/95-69 Acórdão : 203-03.132 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR OTACILIO DANTAS CARTAXO Em caráter preliminar, convém que se faça o exame do fundamento jurídico que embasou a decisão singular, a qual não apreciou as razões da impugnação, inclusive as provas acostadas aos autos, restando o julgamento de mérito prejudicado. A decisão a quo se funda no art. r da Instrução Normativa SRF n° 16/95 que elegeu como regra de lançamento - a prevalência do maior Valor da Terra Nua - para efeito de apuração da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (1TR), mediante a aplicação de método comparativo, tomando como parâmetros os valores declarados e mínimo, zrz verbis: 'O art. 2° - O Valor da Terra Nua - VTN, declarado pelo contribuinte, Será comparado com o Valor da Terra Nua Minimo - VTNm, prevalecendo o de maior valor." A regra acima preside a fase preparadora do lançamento, por conseguinte rege o ato do lançamento, por ocasião de sua efetivação, uma vez expedida a notificação de lançamento e devidamente cientificado, pode o contribuinte conformar-se ou não com o lançamento. Caso não se conforme e tenha alguma objeção a fazer, amparam-lhe as regras contidas no Decreto n° 70.235/72, e demais leis materiais, relativas à matéria impugnada, inclusive constitucionais, que consubstanciam os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, No caso sub judzce, o contribuinte impugnou o valor eleito, pela autoridade lançadora, para determinação da base de cálculo, cumprindo regra do art. 2° da IN/SRF n° 16/95, isto é, elegendo o maior valor - o valor declarado pelo próprio contribuinte - em detrimento do VTNm fixado pela Administração Tributária. O pedido de revisão do VTNm está expressamente previsto no § 4° do art. 3° da Lei n° 8.847/94. No presente caso, percebe-se que a dificuldade do julgador singular foi, data vertia, em admitir a retificação do valor declarado na DITA., porquanto a declaração desse valor se deu por iniciativa do próprio contribuinte. Entendo que esta dificuldade é apenas aparente, pois, se a Lei (§ 4, art. 3 0, da Lei n° 8.847/94) garante a revisão do Valor da Terra Nua mínimo -VTNm, não obsta que também seja feita a revisão do valor declarado pelo próprio contribuinte, por ocasião do preenchimento da DITR. 4 6 15" g31/4Né MINISTÉRJO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4W.",t11- Processo : 10746.001495/95-69 Acórdão : 203-03.132 O instituto da retificação visando a correção de erros de declaração está contemplada no art. 147, § 1 0, do CTN, que pode ser feita através da iniciativa do próprio contribuinte ou de oficio pela autoridade administrativa, na forma abaixo: "Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1 0 A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissivel mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. § 20 Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de oficio pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela." Da leitura perfunctória do citado acima texto legal, fica claro que suas disposições regulam procedimentos não litigiosos que antecedem o lançamento propriamente dito e se harmonizam com o art. 2° da IN/S13F I 6/95. Entretanto, quando o sujeito passivo se insurge contra o lançamento já efetuado através da respectiva notificação, ampara-lhe, processualmente, a impugnação do lançamento nos exatos termos do Processo Administrativo Fiscal. Aliás, a própria notificação é clara quando convoca o contribuinte a pagar o crédito lançado ou a impugná-lo, conforme preceitua o inciso II do art. 11 do Decreto n° 70.235/72. A impugnação, garantida pelos princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa, não exclui nenhuma matéria do âmbito de sua apreciação ao inaugurar a fase processual litigiosa. Pouco importa o fato de ter sido o lançamento efetuado com dados informados na declaração pelo contribuinte (DITR) ou legalmente estipulados pela administração tributaria (IINI/SRF n" 16/95). Por conseguinte, não pode o julgador singular - em processo litigioso - desprezar as razões de defesa contidas na impugnação interposta, inclusive as provas antes acostadas aos autos argüindo a regra da prevalência do maior valor instituída pela citada Instrução Normativa, que rege a fase preparatória do lançamento. A aplicação da regra de prevaléncia do maior valor explica o critério utilizado no lançamento, porém não autoriza o julgador singular não conhecer e apreciar as razões da impugnação. \ià.1 5 /6C• MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESu'ES Processo : 10746.001495/95-69 Acórdão : 203-03.132 O entendimento adotado pela decisão em comento fere os principios constitucionais da ampla defesa e do contraditório porque prejudica a apreciação da questão de mérito e respectivas provas, porquanto, conclui, implicitamente pela imutabilidade do lançamento quando resultante da aplicação da regra de prevalência do maior valor. Não cabe a aplicação do preceito contido no art. 2° da IN/SRF n° 16/95, como fundamento único em decisão prolatada em processo fiscal, inaugurado por impugnação tempestiva, porquanto sua aplicação preside a fase preparatória do lançamento, de natureza procedimental, portanto não litigiosa. A inadequação de sua aplicabilidade e sua eleição pelo julgador de primeira instancia, como razão única de decidir, convertem a regra da prevalência do maior valor em preliminar prejudicial, dentro do contexto processual impeditiva do julgamento do mérito e da apreciação das provas acostadas, gerando efeitos que agridem os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Isto posto, considerando que houve grave ofensa ao direito da ampla defesa e do contraditório acima referidos, voto no sentido de que seja anulado o processo a partir da decisão singular para que outra seja proferida, com apreciação dos argumentos da impugnação e das provas produzidas nos autos pelo recorrente. Sala das Sessões, em 11 de junho de 1997 \ OTACILLO DAN • S CARTAXO 6

score : 1.0
4823478 #
Numero do processo: 10830.002189/92-57
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 30 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Fri Jun 30 00:00:00 UTC 1995
Ementa: I.I e I.P.I - Importação isenta, vinculada à qualidade do importador - Instituições de Assistência social - Imprescidível para gozo do incentivo a intransferibilidade da propriedade ou do uso dos bens a qualquer título. No caso, são devidos os impostos não recolhidos por ocasião da importação, acresidos das multas cabíveis.
Numero da decisão: 301-27833
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199506

ementa_s : I.I e I.P.I - Importação isenta, vinculada à qualidade do importador - Instituições de Assistência social - Imprescidível para gozo do incentivo a intransferibilidade da propriedade ou do uso dos bens a qualquer título. No caso, são devidos os impostos não recolhidos por ocasião da importação, acresidos das multas cabíveis.

turma_s : Primeira Câmara

dt_publicacao_tdt : Fri Jun 30 00:00:00 UTC 1995

numero_processo_s : 10830.002189/92-57

anomes_publicacao_s : 199506

conteudo_id_s : 4466612

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 301-27833

nome_arquivo_s : 30127833_115817_108300021899257_005.PDF

ano_publicacao_s : 1995

nome_relator_s : ISALBERTO ZAVÃO LIMA

nome_arquivo_pdf_s : 108300021899257_4466612.pdf

secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Fri Jun 30 00:00:00 UTC 1995

id : 4823478

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:02:17 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359185362944

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T11:32:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T11:32:51Z; Last-Modified: 2010-01-29T11:32:51Z; dcterms:modified: 2010-01-29T11:32:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T11:32:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T11:32:51Z; meta:save-date: 2010-01-29T11:32:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T11:32:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T11:32:51Z; created: 2010-01-29T11:32:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-01-29T11:32:51Z; pdf:charsPerPage: 1373; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T11:32:51Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 10830-002189/92.57 SESSÃO DE : 30 de junho de 1995 ACÓRDÃO N° 301-27.833 RECURSO N° : 115.817 RECORRENTE : IRMANDADE DE MISERICÓRDIA DE CAMPINAS RECORRIDA : DRE - CAMPINAS/SP LI e I.P.I - Importação isenta, vinculada à qualidade do importador - Instituições de Assistência Social - Imprescindível para gozo do incentivo a intransferibilidade da propriedade ou do uso dos bens a qualquer título. No caso, são devidos os impostos não recolhidos por ocasião da importação, acrescidos das multas cabíveis. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa do art. 526, II do Regulamento Aduaneiro. O Conselheiro João Baptista Moreira votou pela conclusão, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, 30 de junho de 1995. MOAC • . 1 Li OS -- PRE...0- ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATOR 1110 CARMELIO MANTSE PAIVA PROCURADOR DA EA E DA NACIONAL VISTA EM 12 JUN 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO, WLADEMIR CLOVIS MOREIRA NILO ALBERTO DE LEMOS CAHETE. Ausente a Conselheira MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ. RC 115.817 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.817 ACÓRDÃO N° : 301-27.833 RECORRENTE : IRMANDADE DE MISERICÓRDIA DE CAMPINAS RECORRIDA : DRF - CAMPINAS/SP RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Auto de Infração s/n° de 07/04/92, lavrado contra a Irmandade de Misericórdia de Campinas, por ter transferido a propriedade e o uso de um Sistema de Tomogralla Computadorizada Elscint, importado com a isenção prevista no art. 149, III, do RA/85, DI n° 00010217/89, para cobrança dos impostos Código TAB/SH 9020.0401, II de 10% de 1PI de 4% com os acréscimos legais, incluindo as multas capituladas no art. 521, II, "a", do RA/85, e art. 364, II, RIPI/82. Trata-se de doação da Elscint/EUA requerida pelo importador no campo 24 da Dl, amparada por dispensa da Cl nos termos do item 12, "a", do Comunicado Cacex n° 133/85, e autorizada pelo Ministério da Saúde, nos termos do parágrafo 1°, art. 152 do RA/85. Embasa a Autuação o contrato de locação do bem objeto da lide, firmado entre a Irmandade e a empresa de fins lucrativos, CAMP IMAGENS MÉDICAS DE CAMPINAS S/A, a titulo oneroso, está sediada no local onde foi constatada a existência do aparelho , em pleno funcionamento, conforme inspeção fisica do AFTN. Tal local, citado no Contrato de Locação do bem importado, é de propriedade da Irmandade. Porém não apresenta instrumento próprio de cessão gratuita, ou outro, que torne legitima a utilização do imóvel da Irmandade como sede da Camp Imagens. Encarta, também, o AFTN, recibos de doações à Irmandade, de importâncias em espécie, efetuadas pelos médicos-sócios da Camp Imagens, inferindo trata-se de uma forma encontrada de pagar todos os custos com a importação do referido aparelho, presumindo, a partir destes documentos, a transferência da propriedade. Acresce-se a multa prevista no art. 526, II, RA/95, em decorrência da alegada divergência entre o modelo do bem efetivamente importado, conforme declaração do AFTN, decorrente de inspeção "in loco", "EXEL 2002" e o modelo constante dos documentos de importação. Fundamenta também sua afirmação, em dois contratos de locação do bem, firmados anteriormente à importação, julho/87 e fevereiro/88, que se diferenciam pelos retrocitados modelos. Em sua impugnação de i a instância a autuada alega que: 1- O equipamento exige altos custos para instalação e operação de pessoal altamente qualificado; 2- O equipamento continua a pertencer a Irmandade e está funcionando em seu próprio prédio. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.817 ACÓRDÃO N° : 301-27.833 Ouvida as contra-razões do AFTN, confirmando o Auto, a Autoridade monocrática julgou procedente a Ação Fiscal considerando que: 1- A importação é vinculada à qualidade do importador, carecendo de previsão legal a transferência da propriedade e do uso, sem o prévio pagamento dos tributos devidos nos termos do art. 137 do RA/95; 2- O contrato de locação comprova a transferência do uso; 3- A constatação da importação de mercadoria diferente da constante na DI, configura a importação sem GI, punível com a multa capitulada no artigo 526, II, do RA/85. Inconformada a peticionária recorre a este Conselho de Contribuintes, inovando apenas na arguição de que o AFTN confundiu a locação, com a alienação do aparelho, pois este continua a lhe pertencer, funcionando em seu próprio prédio e em beneficio da Irmandade. Argui, também, que a contratação de empresa idônea para Operar o aparelho não desnatura a importação isenta de tributos. É o relatório. b. • 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.817 ACÓRDÃO N° : 301-27.833 VOTO A isenção usufruída pela impugnante está condicionada à qualidade do importador, art. 149, III, do RA/85, e, nos termos do artigo 137 do RA/85, só poderia ser transferido seu uso ou propriedade mediante prévio pagamento dos impostos devidos. A alegação de transferência de propriedade, caracterizada pelo AFTN, não procede, pois baseia-se preponderantemente nas doações que foram efetivadas pelos médicos-sócios da Camp. Imagens, recebidos pela Irmandade, sem qualquer conexão formal com a referida importação. A conexão por mera inferência presunçosa carece de legitimidade, pois inaceitável, a meu ver, a interpretação econômica não adotada em nosso Direito Tributário pátrio. Já com relação à transferência do uso, entendo que a locação a título oneroso, a uma empresa privada com fins lucrativos, desnatura frontralmente o aspecto tcleológico da isenção, mesmo que o equipamento continue a ser operado em prédio da Irmandade, local em que estranhamente, a Camp Imagens estabeleceu sua sede. Quanto a multa do art. 526, II, do RA/85, é importante frisarmos que: 1- Houve realmente uma importação de um Sistema de Tomografia Computadorizada Elscint, e todas as exigências para a importação e isenção foram atendidas, inclusive a autorização do Ministério da Saúde (art. 152, parágrafo I° do RA/85); 111, 2- A divergência restringe-se apenas ao modelo que foi doado, mais avançado tecnologicamente, baseado na inspeção física do equipamento, procedida pelo AFTN, diferente do constante em toda documentação fiscal apresentada; 3- A Autorização do Ministério da Saúde não especifica o modelo do equipamento. Ora, as multas fiscais tem por objetivo nuclear coibir atos dos contribuintes que causem prejuízo ao erário, preventivamente, pela falta dos recolhimentos tributários devidos, ou de controle sobre as importações. devem guardar silogismo com a norma que cria a obrigação tributária e os fatos a ela jungidos. Deve haver , em minha opinião, um elo de proporcionalidade entre o efeito do ato e a sanção aplicada. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 115.817 ACÓRDÃO N° : 301-27.833 Não houve propriamente, intencionalmente ou não, objetivo de omitir o real modelo que estava sendo importado. Tal operação estava livre de tributação não se podendo falar de alteração do "quantum" devido. Ademais, na doação não há cobertura cambial, ou qualquer outra movimentação financeira. Não houve qualquer prejuízo efetivo ao controle da importação, mesmo porque bastaria solicitar a modificação da GI e aditar a DI, o que ensejaria apenas mais um procedimento burocrático, sem modificação na essência da operação, por menor que fosse. Voto pelo conhecimento e provimento parcial do recurso para anular apenas a multa a que refere o artigo 526, II, do RA185. Sala das Sessões, em 30 de junho de 1995. 5-13.C.0 Xtc.-- ISALBERTO ZAVÃO LIMA - RELATOR. 5

score : 1.0
4822116 #
Numero do processo: 10768.030300/91-42
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1993
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - PROCESSO FISCAL - Este Colegiado não é foro ou instância competente para discussão da constitucionalidade da legislação tributária. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-05937
Nome do relator: Antônio Carlos Bueno Ribeiro

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199307

ementa_s : FINSOCIAL/FATURAMENTO - PROCESSO FISCAL - Este Colegiado não é foro ou instância competente para discussão da constitucionalidade da legislação tributária. Recurso negado.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1993

numero_processo_s : 10768.030300/91-42

anomes_publicacao_s : 199307

conteudo_id_s : 4699554

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-05937

nome_arquivo_s : 20205937_090298_107680303009142_004.PDF

ano_publicacao_s : 1993

nome_relator_s : Antônio Carlos Bueno Ribeiro

nome_arquivo_pdf_s : 107680303009142_4699554.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Wed Jul 07 00:00:00 UTC 1993

id : 4822116

ano_sessao_s : 1993

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:01:54 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359201091584

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T07:23:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T07:23:05Z; Last-Modified: 2010-01-30T07:23:05Z; dcterms:modified: 2010-01-30T07:23:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T07:23:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T07:23:05Z; meta:save-date: 2010-01-30T07:23:05Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T07:23:05Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T07:23:05Z; created: 2010-01-30T07:23:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-30T07:23:05Z; pdf:charsPerPage: 1276; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T07:23:05Z | Conteúdo => r~no_k/0 Ábi I) / tU 9MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO .----- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • - Processo no 10768.030300/91-42 Sessão de 07 de julho de 1993 ACORDMO No 202-05.9 Recurso no 90.298 Recorrente:: RÃS - EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇOES S/A Recorrida :d DRF NO RIO DE JANEIRO - RJ FINSOCIAL/FATURAMENTO - PROCESSO FISCAL - Este Colegiado rici é foro ou instância competente para discusso da constitucionalidade da legislaçiWo tributâria. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RÃS - EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇUES S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes 9 por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Ausente a Curse]. hei TERESA CRISTINA GONÇALVES 1 AN1O3A. Sala das 6E5i :ides, em 07 de :ilho de 1993. • ofir TEU%) TO ITSC.:0 . O BARU:L.14.G I"' r. c.:-? el en te ...• ANTot, JEN0 R 13 E: R O a to r. 308 r CARLOS DE ALMEIDA LEMOS - Procurador-Repre- . sentante da Fa- . zenda Nacional VISTA EM SE:SSAC3 DE E 4 s FT 1993 ao PFN, Dr. GUSTAVO - DO AMARAL MARTINS, ex-vi da Portaria PGFN n g 483. • Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE, OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, JOSE ANTONIO AROCHA CUNHA, TARASIO CAMPELO BORGES e jOSE CABRAL GARGFANO. APM/AC/G , 466 '--,,4- MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 1 ! 7 A, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10769.030300/91-42 Recurso no u 90.298 Ac6rWao no:: 202-05.937 Recorrente: RAS - EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇOES S/A , RELATORIO I I A Recorrente é acusada, consoante Auto de Infraçao I de fls. 01 e anexos que o instruem, de haver infringido N disposto no art. lg, parágrafo 12, do D•creto-Lei no 1940/82, ao fundamento de que a mesma teria recolhido com insuficiencia a contribui0o por ela devida ao FINSOCIAL/FATURAMENTO, relativa ao período dc• apuraUio de março de 1990, em virtude de ter omitido receitas nos registros fiscais e, portanto, da base de cálculo da • contribui0o em tela. Lançada de ofício da contribuiçao em questao, cujo crédito tributário total montou a CrS 632.482 1 27, apresentou a impugnaçao de fls. 6/10, onde, em - síntese, Alegou a inconstitutionalidad• do FINSOCIAL. A Autoridade Singular julgou procedente. o lançamento em foco pela Decis'Ao de ..C.. sob os seguintes considerandan ' "CONSIDERANDO que o procedimento fiscal obedeceu As normas aplicáveis A espécien • CONSIDERANDO que a autuada nW:3 questionou o mérito da matéria tributavein CONSIDERANDO que as razOes da defesa, trazidas A lide, carecem de substância, na área administrativo-tributária, para ilidir o feitor, CONSIDERANDO que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória sob pena de responsabilidade funcional, e CONSIDERANDO tudo o mais que do processo consta," Tempestivamente às fls. 19/23, a Recorrente. arw~nt.ou ri,•, curso contra essa decisao, onde reitera seus - argumentos quanto a inconstitucionalidade do FINSOCIAL e„ te.mlo em vista que E. STF foi chamado a se pronunciar em aço direta de inconstilkcionalidade, solicita o sobrestamento do presen processo ou que se reconheça as inc~sfitumi~.idades apontadas, Farei determinar o arquivamento da notificaçao. 2 AV(... : 4. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no n 10768.030300/91-02 . Acórdão non 202-05.937 As fls. 20, através do Despacho np. 202-01.10A do Presidente deste Conselho, o processo foi baixado em diligência â repartição de origem para juntada do correspondente acórdão do Primeiro Ccnselho de Contribuintes. Finalmente, pelo despacho de fls. 29 do Chefe de Divisão. de Tributação da DRE R3 CENTRO/NORTE-, o processo retornou 6. este Conselho com a informação de que a interessada não impugnou o lançamento do IRP3, objeto do processo principal. Ao contrário, concordou com aquela exigência tributária ar solicitar e parcelamento do débito. ' E o 'relatório. • 3 e A" MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO ."$~trnwiê- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10768.030300/91-42 . Acórdab no: 202-05.937 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO Conforme o relatado, a Recorrente, em suas razffes de recur„ restringe-se a invocar a inconstitucionalidade da cobrança do FINSOCIAL que lhe é exigida neste processo. A ilegalidade e constitucionalidage da 1egisia0o sáo assuntos que, por sua própria natureza, fogem 2:). competencia. do Procvessc. Administrativo Fiscal, cujo objeto é o processo administrativo de determinaço e exigencia dos créditos tri-• butários da Unio. Tais alegaçUes n'So podem, portanto, ser apreciadas na esfera do Processo Administrativo, pois s'áo pressupostos fundamentais e indiscutíveis no seu ãmbito. Compete ao Poder judiciário aprecia-las, sendo impertinentes na área do processo administrativo fiscal, Gi5 que o Poder Executivo cumpre os mandamentos legais, n'áo discutindo a sua validade. Sao essas as razUes que me levam a negar provimento ao ncurso. Sala das SessiNes, em 07 de Julho de 1993. • ANTf< L-RLOS BUENO RIBEIRO •

score : 1.0
4824325 #
Numero do processo: 10840.000443/2002-32
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1991 a 30/04/1995 Ementa: PRAZOS. RECURSOS. ADMISSIBI-LIDADE. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o trintídio previsto no caput do art. 33 do Decreto nº 70.235/1972. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 202-17603
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 200612

ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1991 a 30/04/1995 Ementa: PRAZOS. RECURSOS. ADMISSIBI-LIDADE. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o trintídio previsto no caput do art. 33 do Decreto nº 70.235/1972. Recurso não conhecido.

turma_s : Segunda Câmara

dt_publicacao_tdt : Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006

numero_processo_s : 10840.000443/2002-32

anomes_publicacao_s : 200612

conteudo_id_s : 4120617

dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 202-17603

nome_arquivo_s : 20217603_133874_10840000443200232_003.PDF

ano_publicacao_s : 2006

nome_relator_s : Antonio Carlos Atulim

nome_arquivo_pdf_s : 10840000443200232_4120617.pdf

secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes

arquivo_indexado_s : S

dt_sessao_tdt : Thu Dec 07 00:00:00 UTC 2006

id : 4824325

ano_sessao_s : 2006

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:02:34 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713045359203188736

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T13:30:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T13:30:27Z; Last-Modified: 2009-08-05T13:30:27Z; dcterms:modified: 2009-08-05T13:30:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T13:30:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T13:30:27Z; meta:save-date: 2009-08-05T13:30:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T13:30:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T13:30:27Z; created: 2009-08-05T13:30:27Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-05T13:30:27Z; pdf:charsPerPage: 1285; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T13:30:27Z | Conteúdo => • • CCO2/CO2 Fls. 1 , MINISTÉRIO DA FAZENDA . . nn,,l • 414 SEGUNDOCONSELHO DE CONTRIBUINTES • „ ,:n.`› SEGUNDA CÂMARA • Processo n° 10840000443/2002-32 Recurso n° 133.874 Voluntário Matéria Processo Administrativo Fiscal 2.2 PUBLI ADO NO D. O. u. _ . Acórdão n° 202-1603 Sessão de 07 de ezembro de 2006 - rica NOW. Recorrente COSTALLAT FERREIRA ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA. Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1991 a 30/04/1995 Ementa: , PRAZOS. RECURSOS. ADMISSIBI- LIDADE. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES trintídio previsto no caput do art. 33 do Decreto n2 CONFERE COMO ORICANAL 70.235/1972. Brasília, 06 02./ -2,2 Recurso não conhecido. j1-144•ClÉ Andrezza Nascimento Sehmcikul Mat. Siape 1377389 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da .: SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO • CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. ANTONIO CARLOS A LIM Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina - Roza da Costa, Gustavo Kelly Nencar, Nadja Rodrigues Romero, Ivan Allegretti (Suplente), Antonio Zomer, Simone Dias Musa (Suplente) e Maria 'reresa Martínez López. - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n.° 10840.000443/2002-32 CONFERE COM O ORIGNAL CCO2/CO2. Acórdão n.° 202-17.603 Brasília, 06 . j sji *Z/ / ZOO* Fls. 2 n„ . Arfdrezza Nàátirilentii chnIcikat - JITI Mai. Siape 13773 '9 Relatõfio Trata-se de recurso voluntário interpostó contra o Acórdão n2 10.489, de 23/01/2006, da DRJ em Ribeirão Preto - SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte. 1••• Regularmente notificada daquela decisão , em 23/02/2006 (AR de fl. 83), a contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 85_e segttes em 03/04/2006. É o Relatório. 141 • • -4 (1" %. . J ' MF SEGUNDO CONSELHO:DE CONTRIBUNTE.::1v • ' Processo n.° 10840.000443/2002-52 CONFERE COM O ORIGNAL • CCO2/CO2 Acórdão n.°202-17.603 Brasília, 06 1 02 1 -2,2071- Pis. 3 :i \4114f/t • . i A0rezza Nascuucrato-Schnicikal - Mut Siape 137738t) . Voto • - , I Conselheiro ANTONIO CARLOS ATULIM, Relator • O caput do art. 33 do Decreto n2 70.235/72 estatui que da decisão de primeira . instância caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, desde que interposto nos 30 (trinta) dias seguintes, contados da ciência. .,, ------- ----..--7,-. -.T7.7-7 .77:' ,------- 1 • , -- ' Constata-se nos autos que recorrente conheceu dá decisão- recorrida em .. i 23/02/2006, segundo o aviso de recebimento de fl. 83, e apresentou o seu recurso voluntário t em 03/04/2006 (fl. 85), além dos trinta dias seguintes àquela ciência, portanto, intempestivamente. Tendo em vista o não atendimento de requisito objetivo para sua interposição, voto no sentido de que a Câmara não tome conhecimento do recurso. • Sala das Sessões, em 07 de dezembro de 2006. --------- , • ty„orr , . . ANT010 'ARLO A . LIM, , • . • , .. • . - . • - . - - • : • :t i, , 1 - ._ ...... -r ,•,,,,,, - .„- = Page 1 _0002000.PDF Page 1 _0002100.PDF Page 1

score : 1.0