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Numero do processo: 10865.906235/2016-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 21 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Sat Sep 04 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL)
Ano-calendário: 2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP) DE SALDO NEGATIVO DE CSLL COMPOSTO POR COMPENSAÇÕES DE ESTIMATIVAS NÃO HOMOLOGADAS. GLOSA DE CRÉDITO. IMPROCEDÊNCIA. PARECER NORMATIVO COSIT nº 02/2018.
Não cabe a glosa de créditos de estimativas compensadas por meio de DCOMP, ainda que não homologada, tendo em vista o efeito de confissão de dívida. O valor não homologado será objeto de cobrança e deve compor o saldo negativo do período.
Numero da decisão: 1401-005.680
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer o crédito pleiteado e homologar as compensações realizadas até o limite do crédito disponível.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Itamar Artur Magalhães Alves Ruga - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano, José Roberto Adelino da Silva, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Itamar Artur Magalhães Ruga e André Severo Chaves.
Nome do relator: Itamar Artur Magalhães Alves Ruga
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSLL) Ano-calendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP) DE SALDO NEGATIVO DE CSLL COMPOSTO POR COMPENSAÇÕES DE ESTIMATIVAS NÃO HOMOLOGADAS. GLOSA DE CRÉDITO. IMPROCEDÊNCIA. PARECER NORMATIVO COSIT nº 02/2018. Não cabe a glosa de créditos de estimativas compensadas por meio de DCOMP, ainda que não homologada, tendo em vista o efeito de confissão de dívida. O valor não homologado será objeto de cobrança e deve compor o saldo negativo do período. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer o crédito pleiteado e homologar as compensações realizadas até o limite do crédito disponível. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (documento assinado digitalmente) Itamar Artur Magalhães Alves Ruga - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano, José Roberto Adelino da Silva, Daniel Ribeiro Silva, Letícia Domingues Costa Braga, Itamar Artur Magalhães Ruga e André Severo Chaves. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 62 35 /2 01 6- 66 Fl. 169DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1401-005.680 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10865.906235/2016-66 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra a Decisão - 6ª Turma da DRJ/RPO (Acórdão 14-86.340, fls. 132 e ss.) que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela ora recorrente. Por meio de declaração de compensação o contribuinte pretendeu compensar os débitos informados, utilizando-se de suposto crédito de saldo negativo de CSLL referente ao ano-calendário de 2012, no valor original de R$ 4.199.512,16. O despacho decisório eletrônico de fls. 122, reconheceu parcialmente o direito creditório no valor de R$ 3.493.339,20 e as compensações foram homologadas também parcialmente, sob o fundamento de que a parcela de composição do crédito referente a estimativas mensais de CSLL compensadas (R$ 706.172,96) não foi confirmada. O julgador a quo entendeu que, a estimativa de CSLL do mês de abril/2012 está com a exigibilidade suspensa em função da manifestação de inconformidade apresentada, mas não está extinta. Logo, estando sob litígio administrativo, a estimativa mensal de CSLL cuja compensação não foi homologada, não goza de certeza e liquidez e não pode compor o saldo negativo, a teor do art. 170 do CTN. Concluiu então que, por não estar extinta, não é possível considerar a estimativa mensal de abril/2012 na composição do saldo negativo. Inconformada com a decisão de primeiro grau, após ciência, a ora Recorrente apresentou Recurso Voluntário reiterando as alegações já apresentadas por ocasião da Manifestação de Inconformidade. Segue o argumento central: A EVENTUAL NÃO HOMOLOGAÇÃO DOS PER/DCOMPS Nº 17683.45444.230212.1.3.02-7606 E 04339.30792.310512.1.3.02-5100, REFERENTES AO SALDO NEGATIVO DE IRPJ DO ANO-CALENDÁRIO DE 2010, EXERCÍCIO DE 2011, NÃO PODEM INFLUIR NO RESULTADO DE PERÍODOS SUBSEQUENTES, POSTO QUE A FAZENDA NACIONAL DISPÕE DE MECANISMOS PARA EXIGIR O RESPECTIVO CRÉDITO TRIBUTÁRIO - DA DUPLA COBRANÇA PELO MESMO DÉBITO E DA VEDAÇÃO AO BIS IN IDEM EM MATÉRIA TRIBUTÁRIA É o relatório. Fl. 170DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1401-005.680 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10865.906235/2016-66 Voto Conselheiro Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, portanto dele conheço. É entendimento pacífico nesta Turma que débitos de estimativas declarados em DCOMPs não devem ser glosados na apuração do tributo a pagar ou do saldo negativo do período. A declaração de compensação constitui confissão de dívida apta à cobrança posterior por parte da Fazenda Pública. É nesse sentido que editou-se o PARECER NORMATIVO COSIT/RFB Nº 02, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2018, cuja conclusão segue transcrita abaixo: Síntese conclusiva 13. De todo o exposto, conclui-se: [...] e) no caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação; não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido; f) se o valor objeto de Dcomp não homologada integrar saldo negativo de IRPJ ou a base negativa da CSLL, o direito creditório destes decorrentes deve ser deferido, pois em 31 de dezembro o débito tributário referente à estimativa restou constituído pela confissão e será objeto de cobrança; Na mesma linha: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário:2004 COMPENSAÇÃO. GLOSA DE ESTIMATIVAS COBRADAS EM PER/DCOMP. DESCABIMENTO. Na hipótese de compensação não homologada, os débitos serão cobrados com base em Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), e, por conseguinte, não cabe a glosa dessas estimativas na apuração do imposto a pagar ou do saldo negativo apurado na Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). (Acórdão n. 9101002.489. Dj 06/12/2016). Fl. 171DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1401-005.680 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10865.906235/2016-66 Parecer Normativo Cosit/RFB Nº 02, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2018. Síntese Conclusiva e) no caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação; não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido; f) se o valor objeto de Dcomp não homologada integrar saldo negativo de IRPJ ou a base negativa da CSLL, o direito creditório destes decorrentes deve ser deferido, pois em 31 de dezembro o débito tributário referente à estimativa restou constituído pela confissão e será objeto de cobrança; Estimativas compensadas (Acórdão nº 1401-005.041 — PAF no. 13839.902584/2013-71) Cito julgado recente deste Colegiado de relatoria do I. Conselheiro Carlos André Soares Nogueira – Relator: Neste ponto, penso que a decisão de piso deve ser reformada. Esta Turma tem jurisprudência firmada no sentido de que as estimativas compensadas por meio de DCOMP devem compor o saldo negativo, mesmo que os respectivos processos ainda estejam pendente de julgamento, nos termos do Parecer COSIT nº 02/2018, cuja ementa transcrevo abaixo: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. EXTINÇÃO DE ESTIMATIVAS POR COMPENSAÇÃO. ANTECIPAÇÃO. FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO. 31 DE DEZEMBRO. COBRANÇA. TRIBUTO DEVIDO. Os valores apurados mensalmente por estimativa podiam ser quitados por Declaração de compensação (Dcomp) até 31 de maio de 2018, data que entrou em vigor a Lei nº 13.670, de 2018, que passou a vedar a compensação de débitos tributários concernentes a estimativas. Os valores apurados por estimativa constituem mera antecipação do IRPJ e da CSLL, cujos fatos jurídicos tributários se efetivam em 31 de dezembro do respectivo ano-calendário. Não é passível de cobrança a estimativa tampouco sua inscrição em Dívida Ativa da União (DAU) antes desta data. No caso de Dcomp não declarada, deve-se efetuar o lançamento da multa por estimativa não paga. Os valores dessas estimativas devem ser glosados. Não há como cobrar o valor correspondente a essas estimativas e este tampouco pode compor o saldo negativo de IRPJ ou a base de cálculo negativa da CSLL. No caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório que não homologou a compensação for prolatado antes de 31 de dezembro, e não foi objeto de manifestação de inconformidade, não há formação do crédito tributário nem a sua extinção; não há como cobrar o valor não homologado na Dcomp, e este tampouco pode compor o saldo negativo de IRPJ ou a base de cálculo negativa da CSLL. No Fl. 172DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1401-005.680 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10865.906235/2016-66 caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação. Não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido. Se o valor objeto de Dcomp não homologada integrar saldo negativo de IRPJ ou a base negativa da CSLL, o direito creditório destes decorrentes deve ser deferido, pois em 31 de dezembro o débito tributário referente à estimativa restou constituído pela confissão e será objeto de cobrança. Dispositivos Legais: arts. 2º, 6º, 30, 44 e 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; arts. 52 e 53 da IN RFB nº 1.700, de 14 de março de 2017; IN RFB nº 1.717, de 17 de julho de 2017. e- processo 10010.039865/0413-77 (grifei). Neste sentido, colaciono alguns precedentes: PER/DCOMP. ESTIMATIVAS MENSAIS COMPENSADAS COM CRÉDITO DE PERÍODO ANTERIOR. SALDO NEGATIVO. POSSIBILIDADE. Nos termos do Parecer Normativo COSIT nº 02/2018, podem compor saldo negativo de IRPJ os montantes de estimativa compensados com créditos de períodos anteriores, caso tais compensações tenham sido ob jeto de DCOMP, mesmo que as Declarações de Compensação estejam pendentes de julgamento definitivo. (Acórdão CARF nº 1401-004.371, de 17/06/2020). PER/DCOMP. INDEFERIMENTO EM RAZÃO DE NÃO HOMOLOGAÇÃO DE ESTIMATIVAS COMPENSADAS NO PERÍODO. IMPOSSIBILIDADE. Na hipótese de compensação de estimativas não homologada, os débitos serão cobrados com base em Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), e, por conseguinte, não cabe a glosa dessas estimativas na apuração do imposto a pagar ou do saldo negativo apurado na Declaração de Informações Econômico - fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). A compensação regularmente declarada, tem o efeito de extinguir o crédito tributário, equivalend o ao pagamento para todos os fins, inclusive, para fins de composição de saldo negativo. A glosa do saldo negativo utilizado pela ora Recorrente acarreta cobrança em duplicidade do mesmo débito. (Acórdão CARF nº 1401-004.362, de 16/06/2020). Assim, é de se deferir que as estimativas compensadas por meio de DCOMP com créditos anteriores componham integralmente o saldo negativo de CSLL, mesmo que as respectivas compensações não tenham sido integralmente homologadas. Na mesma linha (Acórdão nº 9101002.489 — PAF no. Processo nº 10783.900282/201100): Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário:2004 Fl. 173DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1401-005.680 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10865.906235/2016-66 COMPENSAÇÃO. GLOSA DE ESTIMATIVAS COBRADAS EM PER/DCOMP. DESCABIMENTO. Na hipótese de compensação não homologada, os débitos serão cobrados com base em Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), e, por conseguinte, não cabe a glosa dessas estimativas na apuração do imposto a pagar ou do saldo negativo apurado na Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Desse modo, reconheço o crédito adicional de R$ 706.172,96 para utilização nas compensações em litígio. Conclusão Desta forma, VOTO por DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, Relator Fl. 174DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 16000.000762/2007-21
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/04/1996
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91.
Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-001.092
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/04/1996 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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score : 1.0
Numero do processo: 36624.015872/2006-86
Data da sessão: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1992 a 31/07/1994 DECADÊNCIA
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-000.329
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, com fundamento no CTN, acatar a preliminar de decadência do período a que se refere o lançamento para provimento do recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Manoel Coelho Arruda Júnior
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1992 a 31/07/1994 DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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EMPRESAS EM GERAL Recorrente RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA. Recorrida DRP SÃO PAULO - OESTE/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 0 I /0.3/1992 a 31/07/1994 DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, Ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros da 3" Câmara / 1" Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, com fundamento no CTN, acatar a preliminar de decadência do pei lio o a que se refere o lançamento para provimento do recurso, nos termos do voto do Rel&iN I Processo n°36624 015872/2006-86 S2-C311 Acórdão n " 2301-00_329 F I 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco André Ramos Vieira, Damião Cordeiro de Moraes, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Liége Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Edgar Silva Vidal (suplente), e Julio Cesar Vieira Gomes (presidente). Relatório Trata-se de NFLD lavrada em 27/05/2004, referente às contribuições devidas à Seguridade Social correspondentes à parte do segurado, da empresa e financiamento dos beneficias concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho,. O débito refere-se às competências de 01/07/1992 a 01/01/1995, a ciência do lançamento em 02/06/2004_ Importa dizer que o presente lançamento se refere a ato substitutivo da NFLD n. 35,435.781-6, lavrada em 05/03/2002 [fl. 28], e anulada por meio da DN sob o n, 2 L003,0/0013/2002, de 17/01/2003, A Rádio e. Televisão Bandeirantes apresentou impugnação tempestiva ao lançamento (11s.117/150) e apresentou adendo a sua impugnação (tis .206/252) em decorrência do novel Relatório Fiscal (fis,209/230). A DN n, 21,003.0/0219/2007 (fls,283/300) julgou o lançamento Inconformada com a decisão, a Rádio e Televisão Bandeirantes interpôs recurso (fls,311/349), alegando, em síntese: A Recorrente foi dispensada do depósito recursal em decorrência de decisão no Mandado de Segurança que tramitou perante a 20" Vara Federal de São Paulo; a) Nulidade da NFLD por inexistência de fundamentação legal; b) Dever do INSS em chamar a prestadora e não somente a tomadora de serviço; c) Inexistência de solidariedade, ante a não caracterização de cessão de mão de obra; d) Ausência de diligencias às empresas prestadoras de serviço; e) A fiscalização ignorou as provas documentais e indeferiu a prova pericial; f) Utilização indevida do procedimento de aferição indireta; g) Decadência; h) Crime de prevaricação; Processo n°36624015872/2006-86 Acórdilo n." 2301-00,329 S2-C3111 Fl 3 1) Crime de excesso de exação por manter indevidamente a contribuição previdenciária (SAI) da Recorrente; É o relatório. Voto Conselheiro MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame das questões preliminares suscitadas,. DA QUESTÃO PRELIMINAR - Decadência É cediço que o Diário Oficial da União do dia 20/06/2008 publicou o enunciado da Súmula Vinculante ne 8, do STF, verbis: Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos. termos do 4" do art. 2"da Lei'n" 11 417/2006. Súmula vinca/ante n" 8 - São inconstitucionais o f7a c'tgrafb único do artigo .5" do Decreto-Lei a" 1..569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n" 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadéncia de crédito tributário Precedentes: RE 560.626, rel. Mia. Gilmar Mendes, j 1.2/6/2008, RE 556 664, rel. Mia Gilmar Mendes, j 12/6/2008, RE 5.59.88.2, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008,- RE .5.59.943, rei Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, lel Mia Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE /38.284, rel Min Carlos Venoso, DJ 28/8/1992. Legislação: Decreto-Lei n" 1 .569/1997, art. 5", parágralb único Lei a" 8..21.2/1991, artigos 45 e 46 CF, art 146, III Brasília, 18 de junho de 2008 Ministro Gilmar Mendes Presidente" (DOU n" 117, de .20/06/2008, Seção I, pág. 1) Portanto, diante da declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei ri2 8212/91 não há como se acolher o entendimento da Fiscalização que o direito de constituir o crédito é de 10 [dez] anos. Hoje, a discussão cinge-se em saber se o prazo de decadência para o lançamento dás contribuições sociais, sujeitas à sistemática do chamado "lançamento por Processo n" 36624 015872/2006-86 Acórdão n " 2.301-00..329 El 4 homologação", deve ser contado pela regra do art.. 150, § 4" ou do art. 173, inciso 1, ambos do Caracteriza-se o lançamento da Contribuição corno da modalidade de "lançamento por homologação", que é aquele cuja legislação atribui ao sujeito passivo a obrigação de, ocorrido o fato gerador, identificar a . matéria tributável, apurar o imposto devido e efetuar o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, Ciente, pois, dessa informação, dispõe o Fisco do prazo de cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para exercer seu poder de controle. É o . que preceitua o art. 150, § 4, do CTN, in verbis . Art. 150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos. tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa 40 Se a lei não fixar prazo á homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fido gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, s-alvo se comprovada a oconência de dolo, fraude ou simulação'' Sobre o assunto, torno a liberdade de transcrever parte do voto prolatado pelo Conselheiro Urgel Pereira Lopes, relator designado no Acórdão CSRF/01-0.370, que acolho por inteiro, onde analisando exaustivamente a matéria sobre decadência, assim se pronunciou: ( ) Em conclusão a) nos impostos que comportam lançamento por homologação . . a exigibilidade do tributo independe de prévio lançamento, b) o pagamento do tributo, por iniciativa do contribuinte, mas em obediência a comando legal, extingue o crédito, embora sob condição resolutória de ulterior homologação, c) transcorrido cinco anos a contar do fato gerador, o ato jurídico administrativo da homologação expressa não pode mais. ser revisto pelo fisco, ficando o sujeito passivo inteiramente liberado, cl) de igual modo, transcorrido o qiiinqíiênio sem que o fisco se tenha ~infestado, dá-se a homologação tácita, com definitiva liberação do sujeito passivo, na linha de pensamento de SOUTO MAIOR BORGES, que acolho por inteiro; e) as conclusões de "c" e "d" acima aplicam-se (ressalvando os casos de dolo, .fraude ou simulação) às seguintes situações jurídicas (I) o sujeito passivo paga integralmente o tributo devido, (II) o sujeito passivo paga tributo integralmente devido,. (TIO o sujeito passivo paga o tributo com insuficiência, (IV) o Processo n" 36624.015872/2006-86 S2-C3T1 Acórdão o " 2301-00.329 F I 5 sujeito passivo paga o tributo maior que o devido, (0 o sujeito passivo não paga o tributo devido; f) em todas essas hipóteses o que se homologa é a atividade prévia do sujeito passivo Elkl casos de o contribuinte não haver pago o tributo devido, dir-se-ia que não há atividade a homologar. Todavia, a construção de SOUTO MAIOR BORGES, compatibilizando, excelentemente, a coexistência de procedimento e ato jurídico administrativo no lançamento, à luz do ordenamento jurídico vigente, deixou chila a existência de uma ficção legal na homologação tácita, porque nela o legislador pôs na lei a idéia de que, se toma o que não é como se , fbsse, expediente de técnica jurídica da ficção legal Se a homologação é ato de controle da atividade do contribuinte, quando se dá a homologação tácita, deve-se considerar que, também por ficção legal, deu-se por realizada a atividade tacitamente homologada Ainda sobre a mesma matéria, trago à colação, o Acórdão n" 108-04,974, de 17/03/98, prolatado pelo ilustre Conselheiro .JOSË. ANTÔNIO MINATEL, cujas conclusões acolho e, reproduzo, em parte Impende conhecermos a estrutura do 170SSO sistema tributário e o contexto em que foi 'produzida a Lei 5.172/66 (CTN), que faz as vezes da lei complementar prevista no ar! 146 da atual Constituição. Historicamente, quase a totalidade dos impostas requeriam procedimentos pi évios da administração pública (lançamento), para que pudessem ser cobrados, exigindo-se, então, dos sujeitos passivos a apresentação dos elementos indispensáveis para a realização daquela atividade À regra era o crédito tributário ser lançado, com base nas informações contidas na declaração apresentada pelo sujeito passivo Confirma esse entendimento o comando inserto no artigo 147 do CTN, que inaugura a seção intitulada "Modalidades de Lançamento" estando ali previsto, como regra, o que a doutrina convencionou chamar de "lançamento poi declaração" Ato contínuo, ao lado da regra geral, previu o legislador um outro instrumento à disposição da administração tributária (ar! 149), antevendo a possibilidade de a declaração não ser prestada (inciso II), de negar-se o sujeito passivo a prestar os esclarecimentos (inciso III), da declaração conter erros, falsidades ou omissões (inciso 10, e outras situações ali arroladas que pudessem inviabilizar o lançamento via declaração, hipóteses em que agiria o sujeito ativo, de &ma direta, ou de ofício para fOrmaliz,ar a constituição do seu crédito tributário, dai o consenso doutrinário no chamado lançamento direto, ou de oficio. Não obstante estar fixada a regra para formalização dos créditos tributários, ante a vislumbrada incapacidade de se lançar, previamente, a tempo e hora, todos os tributos, deixou em aberto o CTN a possibilidade de a legislação, de qualquer tributo, atribuir " ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da atum idade achninisti ativa" (ar! Processo n" 36624. 015872/2006-86 52-C3'11 AcórtIrm n " 2301-00329 El 6 150), deslocando a atividade de conhecimento dos fatos para um momento posterior ao do fixado para cumprimento da obrigação, agora já nascida por disposição da lei Por se tratar de verificação a posteriori, convencionou-se chamar essa atividade de homologação, encontrando a doutrina ali mais uma modalidade de lançamento — lançamento por homologação. Claro está que essa última norma se constituía em exceção, mas que, por praticidade, comodismo da administração, complexidade da economia, ou agilidade na arrecadação, o que era exceção virou regra, e de há bom tempo, quase todos os tributos passaram a ser exigidos nessa sistemática, ou seja, as suas leis reguladoras exigem o ". pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa" Neste ponto está a distinção fundamental entre uma sistemática e outra, ou seja, para se saber o regime de lançamento de um tributo, basta compulsar a sua legislação e verificar quando nasce o dever de cumprimento da obrigação tributária pelo sujeito passivo: se dependente de atividade da administração tributária, com base em informações prestadas pelos sujeitos passivos — lançamento por declaração, hipótese em que, antes de notificado do lançamento, nada deve o sujeito passivo; se, independente do pronunciamento da administração tributária, deve o sujeito passivo ir calculando e pagando o tributo, na fOrma estipulada pela legislação, sem exame prévio do sujeito ativo — lançamento por homologação, que, a rigor técnico, não é lançamento, porquanto quando se homologa nada se constituí, pelo contrário, declara-se a existência de um crédito que já está extinto pelo pagamento. Essa digressão é fimdamerual para deslinde da questão que se apresenta, uma vez que o CTN fixou períodos de tempo diferenciados para essa atividade da administração tributária Se a regra era o lançamento por declaração, que pressupunha atividade prévia do sujeito ativo, determinou o art. 173 do código, que o prazo qüinqüenal teria início a partir "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia te,- sido efetuado" imaginando um tempo hábil para que as infOrmaçôes pudessem ser compulsadas e, com base nelas, preparado o lançamento. Essa a regra da decadência. De outra parte, sendo exceção o recolhimento antecipado, _fixou o CIN, também, regra excepcional de tempo para a prática dos atos da administração tributária, onde os mesmos 5 anos já não mais dependem de uma carência inicial para o início da contagem, uma vez que não se exige a prática de atos administrativos prévios. Ocorrido o fato gerador, já nasce para o sujeito passivo a obrigação de apurar e liquida, o tributo, sem uak uer participaçãoa do sujeito ativo que, de outra }arte 'á tem o direito de investigar a regularidade dos procedimentos adotados pelo sujeito passivo a cada fido gerador; independente de qualquer informação ser-lhe prestada. " ferifo nosso) Processo n°36624 015872/2006-86 S2-C3T1 Acendüo n." 2301-00.329 Fl 7 "Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do . fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se lenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto O cré.dito, salvo se comprovada a oco, rência de dolo, fraude ou simulação . Entendo que, desde o advento do Decreto-lei 1 967/82, .se encaixa nesta regra a atual sistemática de arrecadação do imposto de renda das empresas, onde a legislação atribui às pessoas jurídicas o dever de antecipar o pagamento do imposto, sem prévio exame da autoridade administrativa, impondo, inclusive, ao .sujeito passivo o dever de efetuar o cálculo e apuração do tributo e/ou contribuição, daí a denominação de "auto-lançamento Registro que a referência ao formulário é apenas refiro) de argumentação, porque é a lei que cria o ti ibuto que deve qualificar a sistemática do seu lançamento, e não o padrão dos seus fOrmulários adotados. Refino, também, o argumento daqueles que entendem que só pode haver homologação de pagamento e, por conseqüência, como o lançamento efetuado pelo Fisco decorre da insuficiência de recolhimentos, o procedimento . fiscal não mais estaria no campo da homologação, deslocando-se para a modalidade de lançamento de ofício, sempre sujeito à regra geral de decadência do art 173 do CTN. (grifi nosso) Nada mais falacioso. Em primeiro lugar, porque não é isto que está escrito no capto do art. 1.50 do CTN, cujo comando não pode ser sepultado na vala da conveniência interpretativa, porque, queiram ou não, o citado artigo define que "o lançamento por homologação . . opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa" O que é passível de ser ou não homologada é a atividade exercida pelo sujeito passivo, em todos os seus Contorno-5 legais, dos quais sobressaem os efeitos tributários. Limitar a atividade de homologação exclusivamente à quantia paga .significa reduzir a atividade da admiram ação tributária a um nada, ou a um procedimento de obviedade absoluta, visto que toda quantia ingressada deveria ser homologada e, a 'contrário senso', não homologado o que não está pago. Em segundo lugar, mesmo que assim não fosse, é certo que a avaliação da suficiência de uma quantia recolhida implica, inexoravelmente, no exame de todos os fatos sujeitos à tributação, ou seja, o procedimento da autoridade administrativa tendente à homologação fica condicionado ao "conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado", na linguagem do próprio CTN " Assim, tendo em vista que a regra de incidência de cada tributo é que define a sistemática de seu lançamento e, tendo a Contribuição Previdenciária natureza tributária, cuja 7 Processo n'' 36624 5872/2006-86 S2-C3T1 Acórdão n " 2.301-00.329 Fl 8 legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, amoldando-se à sistemática de lançamento por homologação, a contagem do prazo decadencial desloca-se da regra geral estatuída no art. 173 do CTN, para encontrar respaldo no § 40 do art.. [50, do mesmo Código, hipótese em que os cinco anos têm como termo inicial a data da ocorrência do fato gerador. Como a inércia da Fazenda Pública homologa tacitamente o lançamento e extingue definitivamente o crédito tributário, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (CTN, art.. 150, § 4 9), o que não se tem noticia nos autos, entendo decadente o direito da Fazenda Nacional de constituir o crédito tributário relativamente à contribuição, para os fatos geradores ocorridos há mais de 5 anos, Como dito no relatório, trata-se de lançamento substitutivo, tendo o anulado sido lavrado em 05/03/2002 [fl. 28]. Apesar de inexistir nos autos informação quanto a data de ciência pela Pessoa Jurídica interessada e sem analisar a natureza do vício — se formal ou material -, vislumbro que o crédito está decadente. Tal entendimento aplica-se mesmo para aqueles Conselheiros que consideram o cites a riu° aquele do art 173, do CIN.. Por todo o exposto, acato a preliminar ora examinada, restando prejudicado o exame de mérito. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto pelo PROVIMENTO do recurso. É como voto, Sala das Sessões, em 1 de junho de2009, ZiS ---'-NOE OÉL:111111Alk.U. A J NIO/RelÁ 1 7 6É LHO AáliffA/J6N101Rel,dri,....„---.
score : 1.0
Numero do processo: 35564.004144/2006-38
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/2006
DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 150, § 40
DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias.
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
A mera discordância com os fundamentos esposados na Decisão Notificação não ensejam a sua nulidade.
SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg.
Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuição e administrados pela Secretaria da Receita Federal.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE.
Numero da decisão: 2402-000.936
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos: a) nas preliminares, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150, do CTN, as contribuições apuradas até 02/2002, anteriores a 03/2002, na forma do voto do relator. Acompanhou a votação pelas conclusões o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto; b) nas preliminares, em rejeitar os argumentos de nulidade, nas forma do voto do Relator; e c) no mérito, em negar provimento ao recurso, na forma do voto do relator.
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
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SÚMULA VINCULANTE N. 08 DO STF. ART. 150, § 40 DO CTN. É de 05 (cinco) anos o prazo decadencial para o lançamento do crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTANCIA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. A mera discordância com os fundamentos esposados na Decisão Notificação não ensejam a sua nulidade. SELIC. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. Nos termos da Súmula n. 03 do Eg. Segundo Conselho de Contribuintes é cabível a cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC para débitos relativos a tributos e contribuiçõ e administrados pela Secretaria da Receita Federal. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4a Câmara / 2a Turma Ordinária da Segu da Seção de Julgamento, por unanimidade de votos: a) nas preliminares, em dar provime o parcial ao recurso, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 40 , Art. 150, do CTN, as contribuições apuradas até 02/2002, anteriores a 03/2002, na forma do voto do relator. Acompanhou a votação pelas conclusões o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto; b) nas preliminares, em rejeitar os argumentos de nulidade, nas forma do voto do Relator; e c) no mérito, em negar pro cao recurso, na forma do voto do relator. /1111#AR -11 - Presidente LOURENÇO FERREIRA DO PRADO — Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lenis. Pinto, L. ae enço erreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Ewan Teles Aguiar (Convocado). • 2 Processo n° 35564.004144/2006-38 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.936 Fl. 483 Relatório Trata-se de crédito tributário lançado em desfavor de INDUSTRIA ELETRÔNICA CHERRY LTDA, por meio de NFLD, consubstanciada na cobrança de diferenças de contribuições da empresa e para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do GILRAT, incidentes sobre remuneração de contribuintes individuais e segurados empregados, apuradas mediante divergências entre GFIP's e GPS. O lançamento compreende o período de 01/1999 a 02/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 29/03/2006. Mantida a integralidade do lançamento pela r. Decisão Notificação (fls. 366/372), foi interposto o presente recurso voluntário, por meio do qual, sustenta o contribuinte: • a nulidade do julgamento de primeira instancia na medida em que fora efetuado de forma singular e por auditor fiscal; • a nulidade do julgamento de primeira instancia por ausência de fundamentação do julgado; • que não foram apreciados todos os itens abjeto da matéria de defesa; • que o julgamento de primeira instancia configurou o cerceamento do direito de defesa da contribuinte; • nulidade do julgamento pela não realização da perícia formulada; • nulidade da NFLD em razão da prorrogação de MPF vencido; • a decadência do direito de o fisco efetuar o lançamento„ com arrimo no art. 150, 4° do CTN; • que a empresa possui créditos perante o INSS que não foram compensados com os valores lançados na presente NFLD; • inconstitucionalidade do FUNRURAL e INCRA, a ser exigido de empresas urbanas; • inconstitucionalidade da eliminação do teto da contribuição patronal IAPAS; • ilegalidade da cobrança de juros pela taxa SELIC; e • inconstitucionalidade da contribuição ao SAT, SEBRAE e do SALÁRIO-EDUCAÇÃO; Processado o recurso com contrarrazões da Secretaria da Receita Previdenciária, fls. 478/481, subiram os autos a este Eg. Conselho. E o relatóri 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Tempestivo o recurso e presentes os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Inicialmente, quanto à preliminar de decadência aventada, há de se levar em consideração, que o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, em observância aquilo que disposto no artigo 146, III, "b", da Constituição Federal, à unanimidade de votos, negou provimento aos Recursos Extraordinários n° 556.664, 559.882, 559.943 e 560.626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, os quais concediam à Previdência Social o prazo de 10 (dez) anos para a constituição de seus créditos. Na mesma assentada, inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, o STF editou a Súmula Vinculante de n" 8, cujo teor é o seguinte: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". _- Dessa forma, em observância ao que disposto no artigo 103-A e parágrafos da Constituição Federal, inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004, as súmulas vinculantes, por serem de observância e aplicação obrigatória pelos entes da administração pública direta e indireta, devem ser aplicadas por este Eg. Conselho de Contribuintes, in verbis: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Logo, inaplicável o prazo de 10 (dez) anos para a aferição da decadência no âmbito das contribuições previdenciárias, resta necessário, para a solução da demanda, a aplicação das noinias legais relativas à decadência e constantes no Código Tributário Nacional, a saber, dentre os artigos 150, § 4° ou 173, I, diante da verificação, caso a caso, se tenha-ou não havido dolo, fraude, simulação ou o recolhimento de parte dos valores das contribuições sociais objeto da NFLD, conforme mansa e pacifica orientação desta Eg. Câmara. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, motivo pelo qual, em regra, devem observar o previsto no art. 150, § 4° do CTN. Dessa forma, verificado o Pagamento antecipado, observar-se-á a rega de extinção inscrita no art. 156, inciso VII do CTN, que condiciona o acerto do lançamento efetuado pelo contribuinte a ulterior homologação por parte de Fisco. - Ao revés, caso não exista pagamento ou mesmo a parcialidade deste, não há o que ser homologado, motivo que - - =mia do disposto no art. 173, inciso I do CTN, 4 Processo n° 35564.004144/2006-38 S2-C4T2 Acórdão it.° 2402-00.936 Fl. 484 hipótese na qual o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. No caso dos autos, consta do item 03 do relatório fiscal (fls. 114) que do cotejo das diferenças entre as GFIP's e GPS foi verificado a ocorrência de recolhimentos parciais, fato este que atrai a incidência da regra do art. 150, § 4° do CTN, motivo pelo qual estão fulminados pela decadência as competências anteriores a 03/2001 uma vez que a ciência do lançamento se deu em 03/2006. Ainda quanto as preliminares, no que se refere as alegadas nulidades da decisão de primeira instancia tenho que nenhuma razão assiste ao contribuinte. Ao revés do que sustentado, o julgamento de primeira instancia obedeceu ao que descrito no art. 243 do Decreto 3.048/99, o qual aprovou o Regulamento da Previdência Social, não havendo a necessidade de que o mesmo tenha sido efetuado por Turma de julgadores, mas sim pela autoridade competente da Delegacia da Receita Previdenciária, qual seja o auditor fiscal a ela vinculado. Confira-se: "Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. § 1° Aplica-se o disposto neste artigo em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado ou em caso de pagamento desse beneficio sem observância das normas pertinentes estabelecidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social. §2° Recebida a notificação, a empresa, o empregador doméstico ou o segurado terão o prazo de quinze dias para efetuar o pagamento ou apresentar defesa. § 3° Decorrido esse prazo, será automaticamente declarada a revelia, considerado, de plano, procedente o lançamento, permanecendo o processo no órgão jurisdicionante, pelo prazo de trinta dias, para cobrança amigável. § 4° Após o prazo referido no parágrafo anterior, o crédito será inscrito em Dívida Ativa. § 5° Apresentada a defesa, o processo formado a partir da notificação fiscal de lançamento será submetido à autoridade competente, que decidirá sobre a procedência ou não do lançamento, cabendo recurso na forma da Subseção II da Seção II do Capitulo Único do Titulo I do Livro V. Ademais, também não se verifica qualquer vicio acerca da decisão ter deixado de fundamentar devidamente os motivos e razões de fato e de direito que levaram a conclusão pela procedência do lançamento objeto da NFLD. Ao que se verifica, todos os pontos levantados em sede de defesa foram devidamente analisados, não havendo, também que se falar em qualquer situação que caracterize o cerceamento do direito de defesa do contribuinte. Todos os motivos pelos quais a defesa apresentada foi considerada iri dente foram indicados na Decisão de modo a 5 garantir ao contribuinte a devida compreensão e motivação do ato proferido. Defronte aos argumentos expostos na Decisão, pode o contribuinte perfeitamente exercer o seu contraditório, ora analisados nas razões do presente recurso voluntário, o qual ressalte-se, possui 61 (sessenta e uma) páginas. Ao contribuinte fora ainda garantido o exercício de seu direito de defesa em todas as fases, atos e termos do processo administrativo, de acordo com os prazos fixados em Lei e demais disposições aplicáveis a espécie, de modo que a todo o tempo sempre fora cumprido o devido processo legal, inclusive com a indicação de toda a fundamentação legal do lançamento no anexo FLD — Fundamentos Legais do Debito. Também não merece guarida a pretensão da realização da prova pericial, já que esta se demonstra totalmente desnecessária no caso dos presentes autos, pois se trata do lançamento de diferenças apuradas do cotejo de GPS e GFIP's apresentadas pelo proprio contribuinte, alem do fato de que o pedido fora formulado em total desacordo com o que disposto no art. 16 do Decreto 70.235/72, o qual dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: I — [...} II — [...] III — [...] IV - as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a foiinulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei n° 8.748, de 1993) Mais uma vez se mostrou acertada a r. Decisão Notificação, já que a mera insurgência quanto ao decisum combatido não tem o condão de caracterizar o alegado cerceamento do direito de defesa, bem como a nulidade do julgamento de primeira instancia. No que se refere a necessidade de que seja anulada a NFLD em razão da ilegal prorrogação dos Mandados de Procedimento Fiscal, melhor sorte não aufere a recorrente. Esta sustenta que não recebeu o Mandado de Procedimento Fiscal emitido em 21/02/2006, fato que não condiz com a realidade, pois no documento de fls. 365, consta claramente referido documento com a assinatura da Sra. Kathia Cristina Tinen, gerente administrativa-financeiro da empresa, a qual também assinou todos os demais Mandados. Logo, quando da consolidação o MPF estava valido e em vigor, o que permitiu ao fiscal efetuar o lançamento do credito tributário. A alegação de desconhecimento do documento pela empresa é inverídica, pois. Já no que se refere ao MÉRITO, o reconhecimento da inconstitucionalidade da cobrança do SALÁRIO EDUCAÇÃO, da contribuição ao SEBRAE, do FUNRURAL, e a da eliminação do teto da contribuição patronal TAPAS, bem como a impossibilidade de Decreto fixar as alíquotas e base de cálculo do SAT e mesmo a inconstitucionalidade do art. 22 da Lei 8.212/91, também não podem ser analisadas por este Conselho, em respeito a competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente as contribuições, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o Segundo Conselho de Contribuintes editou a Súmula n. 02, aplicável ao presente caso, assim ementada: SÚMULA n. 02 "Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pro ". e bre a inconstitucionalidade de legislação tributária 6 Processo n° 35564.004144/2006-38 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.936 Fl. 485 Acresça-se que a cobrança do salário contribuição também é matéria pacífica e sua constitucionalidade já veio a ser declarada pelo Colendo STF, o qual, diante de consolidada jurisprudência, promulgou o enunciado da Súmula 732, a seguir transcrito: "Súmula 732 — É constitucional a cobrança da contribuição do salário- educação, seja sob a Carta de 1969, seja sob a Constituição Federal de 1988, e no regime da Lei 9.424/1996." Por fim, a insurgência quanto a aplicação da taxa SELIC também não merece amparo. A sua aplicação, enquanto juros moratórios e multa aplicadas sobre as contribuições objeto do lançamento, foi efetivada com supedâneo em previsão legal consubstanciada no art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito: Art.34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia-SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo reestabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros morató rios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Não obstante a matéria já foi objeto de inúmeras discussões neste Eg. Conselho, quando então fora editada a Súmula n. 03 do Segundo Conselho de Contribuintes, aplicável ao presente caso e cuja redação fora assim aprovada na sessão plenária de 18/09/2007: "SÚMULA N. 3 - É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — Selic para titulo federal. Ante o todo o exposto, voto no sentido de DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso apenas para reconhecer a decadência e declarar extinto o credito ' tributário d. competências anteriores a 03/2001, mantendo, no mais, todos os fundamentos da NFLD. E como voto. Sala das Sessões, em 10 de junho de 2010 -LOURENÇO FERRÉ-I-RA DO PRADO - Relator 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA MA' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 35564.004144/2006-38 Recurso n°: 149.217 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2402-00.836. Brasília, (7- ' de julho de 2010 \ ELIAS SAIPAIO FREIRE - Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / ProcuradOr (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10580.721907/2008-41
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2101-000.124
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento deste recurso até que transite em julgado o acórdão do Recurso Extraordinário em nº 614.406, nos termos do artigo 62-A do RICARF.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento deste recurso até que transite em julgado o acórdão do Recurso Extraordinário em nº 614.406, nos termos do artigo 62A do RICARF. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Eivanice Canário da Silva. Relatório O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1525.971, proferido pela 3ª Turma da DRJ Salvador (fl. 131), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, mantendo integralmente o lançamento. A infração indicada no lançamento e os argumentos de defesa suscitados na impugnação foram sintetizados pelo Órgão julgador a quo nos seguintes termos: Fl. 262DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.1120.20015.XIW2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.721907/200841 Resolução n.º 2101000.124 S2C1T1 Fl. 261 2 Tratase de auto de infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física –IRPF correspondente aos anos calendário de 2003, 2004, 2005 e 2006, para exigência de crédito tributário, no valor de R$ 397.566,56, incluída a multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes no auto de infração, o crédito tributário foi constituído em razão de ter sido apurada classificação indevida de rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual como sendo rendimentos isentos e não tributáveis. Uma parte destes rendimentos foram recebidos do Ministério Público do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”, em 36 (trinta e seis) parcelas no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, em decorrência da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 20, de 08 de setembro de 2003. Tais diferenças recebidas teriam natureza eminentemente salarial, pois decorreram de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1994, conseqüentemente, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento. Uma segunda parcela dos rendimentos classificados indevidamente pelo contribuinte como isentos ou não tributáveis foram recebidos a título de aposentadoria no período de janeiro de 2003 a outubro de 2005, com base no Mandado de Segurança nº 1999.33.000070074, onde se pretendia a isenção do imposto sobre a integralidade dos proventos de aposentadoria recebidos pelos maiores de 65 anos. A segurança concedida foi denegada pelo Tribunal Regional Federal da 1ªRegião em 16/04/2002, e transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal em agosto de 2004. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal e apresentou impugnação parcial, contestando apenas a infração relativa à diferença de URV. Foi, alegado, em síntese, que: a) a) o lançamento fiscal é improcedente, pois teve como objeto valores recebidos pelo impugnante a título de diferenças de URV, que não estão sujeitos à incidência do imposto de renda, em razão do seu caráter indenizatório, não se enquadrando nos conceitos de renda ou proventos de qualquer natureza, previstos no art. 43 do CTN; b) o STF, através da Resolução nº 245, de 2002, reconheceu a natureza indenizatória das diferenças de URV recebidas pelos magistrados federais, e que por esse motivo estariam isentas da contribuição previdenciária e do imposto de renda. Este tratamento seria extensível aos valores a mesmo título recebidos pelos membro do magistrados estaduais; c) o Estado da Bahia abriu mão da arrecadação do IRRF que lhe caberia ao estabelecer no art. 3º da Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, a natureza indenizatória da verba paga, sendo a União parte ilegítima para exigência de tal tributo. Além disso, se a fonte pagadora não fez a retenção que estaria obrigada, e levou o autuado a informar tal parcela como isenta em sua declaração de rendimentos, não tem este último qualquer responsabilidade pela infração; d) caso os rendimentos apontados como omitidos de fato fossem tributáveis, deveriam ter sido submetidos ao ajuste anual, e não tributados isoladamente como no lançamento fiscal; Fl. 263DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.1120.20015.XIW2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.721907/200841 Resolução n.º 2101000.124 S2C1T1 Fl. 262 3 e) parcelas dos valores recebidos a título de diferenças de URV se referiam à correção incidente sobre 13º salários e a férias indenizadas (abono férias), que respectivamente estão sujeitas à tributação exclusiva e isenta, portanto, não deveriam compor a base de cálculo do imposto lançado; f) ainda que as diferenças de URV recebidas em atraso fossem consideradas como tributáveis, não caberia tributar os juros e correção monetária incidentes sobre elas, tendo em vista sua natureza indenizatória; g) mesmo que tal verba fosse tributável, não caberia a aplicação da multa de ofício e juros moratórios, pois o autuado teria agido com boafé, seguindo orientações da fonte pagadora, que por sua vez estava fundamentada na Lei Estadual Complementar nº 20, de 2003, que dispunha acerca da natureza indenizatória das diferenças de URV. Foi determinada diligência fiscal para que o órgão de origem adotasse as medidas cabíveis para ajustar o lançamento fiscal ao Parecer PGFN/CRJ/Nº 287/2009, de 12 de fevereiro de 2009, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que, em razão de jurisprudência pacificada no Superior Tribunal de Justiça, concluiu pela dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e pela desistência dos já interpostos, desde que inexistisse outro fundamento relevante, com relação às ações judiciais que visassem obter a declaração de que, no cálculo do imposto renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente, deveriam ser levadas em consideração as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais rendimentos, devendo o cálculo ser mensal e não global. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA IRPF. As diferenças de remuneração recebidas pelos membros do Ministério Público do Estado da Bahia, em decorrência do art. 2º da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 20, de 2003, estão sujeitas à incidência do imposto de renda. MULTA DE OFÍCIO. INTENÇÃO. A aplicação da multa de ofício no percentual de 75% sobre o tributo não recolhido independe da intenção do contribuinte. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Em seu apelo ao CARF o recorrente reitera as mesmas questões suscitadas perante o juízo a quo. É o Relatório. Fl. 264DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.1120.20015.XIW2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.721907/200841 Resolução n.º 2101000.124 S2C1T1 Fl. 263 4 Voto Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, Relator. O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Antes de adentrar às questões suscitadas na peça recursal, há que se enfrentar questão preliminar que diz respeito à possibilidade de apreciação do feito neste momento, tendo em vista o disposto no artigo 62A do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, com a redação dada pela Portaria MF nº 258, de 2010: Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Conforme descrição dos fatos no auto de infração, o lançamento tributário decorre da classificação indevida de rendimentos recebidos acumuladamente. Sobre a matéria, há orientação fazendária firmada no Parecer PGFN n.º 287/2009, posteriormente ratificado também pelo Ato Declaratório n.º 1/2009, editado à época da consolidação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema. Referida orientação, firmada no sentido de que “no cálculo do imposto de renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente, devem ser levadas em consideração as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais rendimentos, devendo o cálculo ser mensal e não global”, por derrogar, em última instância, o texto legal do art. 12 da Lei nº 7.713/88. Entretanto, essa forma de tributação foi levada à apreciação, em caráter difuso, do egrégio Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a repercussão geral do tema, nos seguintes termos, in verbis: “TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados – se por regime de caixa ou de competência – vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Fl. 265DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.1120.20015.XIW2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.721907/200841 Resolução n.º 2101000.124 S2C1T1 Fl. 264 5 Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC.” (STF, RE 614406 AgRQORG/RS, Relator(a): Min. Ellen Gracie, julgado em 20/10/2010, DJe043 DIVULG 03032011) Com fulcro no reconhecimento da repercussão geral do tema pelo Supremo Tribunal Federal, verificase que o Parecer PGFN nº 287/09 teve a sua eficácia suspensa pelo Parecer PGFN nº 2.331/10, enquanto perdurar a discussão judicial a respeito da matéria. Por essas razões, em virtude da contradição entre os termos do art. 12 da Lei n.º 7.713/88 e o teor do Parecer n.º 287/09, e, especialmente, em razão do caráter vinculado do lançamento tributário, na forma preconizada pelo art. 142 do CTN, para evitar possível violação aos princípios da legalidade e da tipicidade cerrada, entendo por bem suspender o julgamento do presente recurso voluntário. Diante do exposto, voto no sentido de determinar o sobrestamento do presente recurso, até ulterior decisão definitiva do egrégio Supremo Tribunal Federal, a ser proferida nos autos do RE nº 614.406/RS. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 266DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP02.1120.20015.XIW2. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS em 18/04/2013 14:14:54. Documento autenticado digitalmente por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS em 18/04/2013. Documento assinado digitalmente por: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS em 19/04/2013 e JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS em 18/04/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 02/11/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP02.1120.20015.XIW2 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: CA84D6F67CC30EA2FF53301F20387BEA7DB4FA43 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10580.721907/2008-41. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10530.000551/2003-90
Data da sessão: Tue Jul 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1994
REPETIÇÃO DE INDÉBITO ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE Na Declaração de Ajuste Anual Modelo
Completo, relativa ao exercício de 1994, correspondente ao
ano-calendário de 1993, todos os valores foram preenchidos em UFIR, inclusive o cálculo final do imposto. Desta forma, os valores assim quantificados em UFIR foram convertidos em reais, com base no valor da UFIR vigente em 1° de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287, passando a ser acrescidos de juros SELIC a partir desta data.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-001.288
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1994 REPETIÇÃO DE INDÉBITO ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE Na Declaração de Ajuste Anual Modelo Completo, relativa ao exercício de 1994, correspondente ao ano-calendário de 1993, todos os valores foram preenchidos em UFIR, inclusive o cálculo final do imposto. Desta forma, os valores assim quantificados em UFIR foram convertidos em reais, com base no valor da UFIR vigente em 1° de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287, passando a ser acrescidos de juros SELIC a partir desta data. Recurso negado.
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Desta forma, os valores assim quantificados em UFIR foram convertidos em reais, com base no valor da UFIR vigente em 1° de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287, passando a ser acrescidos de juros SELIC a partir desta data. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Fl. 1DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 19/08/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 19/08/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10530.000551/200390 Acórdão n.º 220201.288 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório O interessado, JOSÉ BRITO DOS SANTOS, requer que a restituição do imposto de renda que incidiu sobre verbas de incentivo a participação em programa de demissão voluntária com correção a partir da data da retenção do imposto na fonte, em 1993, e não da data prevista para a entrega da declaração. Requer, portanto, a restituição da diferença resultante na forma pleiteada. O pedido foi indeferido pela DRF, em Feira de Santana, conforme Despacho Decisório de fls. 05/08, com o argumento de transcorreu o prazo decadencial de cinco anos entre a data do fato gerador e o pedido de revisão da restituição. Insatisfeito, o contribuinte interpõe recurso a DRJSalvador alega que não se trata de restituição de imposto regularmente retido na fonte, que se daria normalmente através da declaração, mas de retenção indevida do tributo, uma vez que não se configurou o fato gerador. A restituição deveria obedecer às regras para a restituição de pagamento indevido, e não como imposto antecipado, compensável na declaração de ajuste anual. Indica que já existe jurisprudência firmada a respeito da correção ser efetuado na data da efetiva retenção, A 3a' Turma de Julgamento, mediante o Acórdão DRJ/SDR n° 10.241, de 20 de abril de 2006, deferiu a solicitação sob o argumento de que o termo inicial para o cálculo dos juros equivalentes à taxa Selic sobre o imposto de renda retido indevidamente sobre os rendimentos recebidos a título de incentivo à adesão a Programa de Desligamento Voluntário P.D.V, considerados como verbas de natureza indenizatória, é o mês subseqüente ao do pagamento indevido. Os autos foram devolvidos à DRJSalvador, pela SAORT/DRF/FSA, nos termos do embargo de fls. 26/28, para que fosse verificada possível impropriedade no resultado do julgamento. A DRJSalvador, reconheceu um erro, e entendeu pelo indeferimento da solicitação. Para a autoridade recorrida, o imposto retido na fonte sobre indenização recebida por adesão a PDV não se caracteriza como antecipação do devido na declaração, mas pagamento indevido. Sendo assim, a taxa SELIC deve incidir a partir de 1 de janeiro de 1996 ou do mês seguinte ao da retenção, como a referida retenção ocorreu no anocalendário de 1993, não há que se falar em correção indevida, pois o contribuinte já obteve a atualização completa da SELIC desde janeiro de 1996. Insatisfeito com a decisão o contribuinte interpõe recurso voluntário, reiterando as suas razões. Argumenta que no acórdão DRJ/SDR nr10.241, de 20 de abril de 2006, no seu relatório às fls 20 relata o que realmente foi solicitado, entretanto, o voto abaixo, na mesma folha e seguidas trata apenas da taxa SELIC quando o meu pedido nada tem a ver com a mesma, o que eu solicito é a diferença do Imposto restituido indevidamente, não de correção do mesmo, o que se daria automaticamente, uma vez reconhecida diferença a maior a ser restituída. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 19/08/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Primeiramente devese registrar que o fato tributário em análise já foi submetido a apreciação deste Conselho, no processo 10530.001312/9982, no qual foi reconhecida a não incidência do IRPF sobre o PDV, o que resultou na restituição ao recorrente, conforme consignado as fls. 02 e 03. A questão a ser decidida referese à definição da correção a ser aplicada e dos procedimentos de cálculo, tal como se depreende do pedido de fls.01, último parágrafo. A decisão recorrida da DRJ sustenta que o direito à restituição só surge com o ajuste anual e, portanto, somente quando dessa apuração é que se cogita de pagamento indevido ou a maior, devendo, somente dai, incidir a atualização monetária. Nessa matéria embora entenda que a incidência dos juros, no caso de restituição imposto incidente sobre verbas recebidas a titulo de incentivo por adesão a Programa de Demissão Voluntária — PDV deva ocorrer desde a data da restituição, neste caso, esse posicionamento não aproveita à defesa. É que antes de 1996, os créditos tributários eram indexados e, portanto, apurados em UFIR. Tanto é assim, que o valor a ser restituído foi apurado, inicialmente, em UFIR passando a incidir, sobre esse valor, os juros com base na taxa SELIC. Correto, portanto, o procedimento de cálculo. Desta forma, os valores assim quantificados em UFIR foram convertidos em reais, com base no valor da UFIR vigente em 1° de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287, passando a ser acrescidos de juros SELIC a partir desta data, tal como efetuado as fls.03 Registrese que, em relação ao imposto retido e posterior confrontado com o apurado na declaração, foram aplicadas as normas relativas à correção monetária então em vigor, não cabendo nova atualização. O cálculo proposto pelo recorrente não encontra fundamento nas disposições legais. O art. 66, § 3° da Lei n° 8.383, de 1991 previa a correção monetária com base na variação da Ufir, o que, neste caso foi feita, e o art. art. 39, § 4° da Lei n° 9.250, de 1995, com a alteração da Lei n° 9.532, de 1997, estabelece a aplicação dos juros Selic a partir do mês seguinte ao do pagamento indevido: Lei n°8383, de 1991: Art. 66[...] § 3°. A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da Ufir. Lei n°9.250, de 26/12/1995 Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei n°8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei n°9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada Fl. 4DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 19/08/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10530.000551/200390 Acórdão n.º 220201.288 S2C2T2 Fl. 3 5 com o recolhimento e importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais de mesma espécie e destina ção constitucional, apurado em períodos subseqüentes. (.) § 4° A partir de I° de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia — SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir da data do paramento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de I% (um por cento) relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. (sublinhei) Lei n°9.532, de 10/12/97 Art. 73. O termo inicial para cálculo dos juros de que trata o § 4° do art. 39 da Lei n°9.250, de 1995, é o mês subseqüente ao do pagamento indevido ou a maior do que o devido. Por tudo o que foi acima exposto, é de se concluir pelo acertos dos procedimentos de cálculos adotados pela autoridade preparadora, que, portanto, não merecem reparos. Em face do exposto, encaminho meu voto no sentido de negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 5DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 19/08/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/08/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 10880.001428/96-90
Data da sessão: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL
Exercício: 1991
Ementa: Acolhem-se os embargos de declaração quando presente contradição entre a conclusão do voto e o resultado do julgamento, para re-ratificar o julgado anterior
Numero da decisão: 9101-000.674
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e dar provimento para sanar a contradição e re-ratificar o Acórdão n" 9101-00.305, alterando-se o resultado do julgamento para dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: VIVIANE VIDAL WAGNER
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Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Exercício: 1991 Ementa: Acolhem-se os embargos de declaração quando presente contradição entre a conclusão do voto e o resultado do julgamento, para re-ratificar o julgado anterior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, em conhecer dos embargos e dar provimento para sanar a contradição e re-ratificar o Acórdão n" 9101- 00.305, alterando-se o resultado do julgamento para dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que ikegram o presente julgado. VIVIANE VIDAL'WAGNER - Relatara, EDITADO EM: 01/10/2010 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Francisco Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Leonardo de Andrade Couto, Karem Jureidini Dias, Claudemir Rodrigues Malaquias, Viviane Vidal Wagner, Valmir Sandri, Susy Gomes Hoffinann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Ausente, justificadamente o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho, Relatório Tratam-se de embargos de declaração (fls. 284/287) interpostos pela Fazenda Nacional contra o Acórdão 9101-00,305 (fls. 277/281 e v.) que, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso especial anteriormente por ela apresentado. Sustenta a Fazenda Nacional que existe contradição no acórdão ora embargado, quando o voto-condutor da relatora conclui no mesmo sentido que a tese defendida pela embargante no recurso especial, ao declarar que o Decreto n° 332/91 apenas acompanhou as disposições da Lei n° 8,200/91, quando previu que não poderia ser apropriado, na apuração da base de cálculo da CSLL, o curso referente a parcela de encargos decorrente da diferença IPC/BTNF, para, em seguida, negar provimento ao recurso. É a síntese dos fatos 2 CSRF-T1 F1 2 Processo n0 10880.001428/96-90 Acórdão n 9101-00.,674 Voto Conselheira VIVIANE VIDAL WAGNER Presente a contradição apontada, os embargos são conhecidos. Verifica-se que o Acórdão n° 108-08,916 (fls. 237/246), que deu parcial provimento ao recurso voluntário e gerou o presente recurso especial, havia excluído a tributação da CSLL lançada a título de dedução indevida de diferença de correção monetária IPC/BTNF, tendo concluído que a dedução era possível porque o art. 3 0 da Lei n° 8.200/91 não incluiu a CSLL no campo das restrições, limitando-se ao IRPL No recurso especial, a Fazenda Nacional trouxe a tese de que a Lei n° 8200/91, ao não prever a dedução a esse título da base de cálculo da CSLL, a proibiu, ainda que tacitamente, não tendo o Decreto n° 332/91 inovado nesse sentido. O acórdão embargado tem a seguinte ementa: CSLL - EXERCÍCIOS 1992. DIFERENÇA 1PC/BTNF, LEI N° 8200/91. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO E CORREÇÃO MONETÁRIA. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da Lei n° 8,200/91 no julgamento do RE no 201.465-6, entendendo tratar- se a utilização do 1PC, corno índice de correção monetária das demonstrações fmanceiras, um beneficio concedido ao contribuinte, sendo válidas as determinações contidas no Decreto n' 332/91 a respeito do escalonamento do aproveitamento de seus efeitos no âmbito do IRP.T.I.Por seu turno, o artigo 41 do decreto,é expresso ao dispor que este resultado não interfere na base de cálculo da contribuição social sobre o lucro, Verifica-se a contradição do voto-condutor e da ementa em relação ao resultado do julgamento proposto ao final do voto e consubstanciado na decisão, no sentido de negar provimento ao recurso. Para esclarecer a posição adotada no acórdão embargado, transcrevo abaixo parte do voto da relatora Ivete Malaquias Pessoa Monteiro em recente decisão prolatada na 2" Turma da 1 Câmara da 1' Seção, no acórdão ri° 1102-00282, de 3 de julho de 2010, em que traça a evolução da jurisprudência desta Côrte: A Câmara Superior de Recursos Fiscais, alterou o entendimento, à unanimidade, conforme prova a transcrição da ementa proferida no acórdão 9101-00 014, de 09 de março de 2009, assim ementado: CSLL — DIFERENÇA IPC/BTNF 1990 — DEDUTIBILIDADE — IMPOSSIBILIDADE — De acordo com o disposto no artigo 41 do Decreto n° 332/91, o resultado da correção monetária das demonstrações financeiras correspondente à diferença entre a variação do IPC e a variação do BTNF não influencia na base de cálculo da CSLL, não havendo que se falara em possibilidade de dedução do resultado da correção nionetária das demonstrações financeiras da base de cálculo dessa contribuição. Disposição do Decreto 332/1991 em conformidade com os termos da Lei n,8200/1991, consoante . jurisprudência administrativa e judicial. O voto condutor desse mesto comenta a jurisprudência pretérita daquela corte. Transcreve as ementas dos acórdãos CSRF/01- 05.205, de 14/03/2005, CSRF/01-04:739, de 14/10/2003, CSRF/01-04,701, de 13/10/2003, que bem mostravam a aceitação do Colegiada administrativo , no tocante à tese de que a Lei 8200/1991 permitia que o resultado da correção monetária especial influísse na base de cálculo da CSLL e do IRRI. Nesse passo, o artigo 41 do Decreto 332/91, exorbitara às disposições contidas na Lei, motivo suficiente para não se dar vigência a este dispositivo. Contudo, a partir das decisões do Superior Tribunal de Justiça, que posicionou-se em sentido contrário à citada orientação, a Primeira Seção definiu que o disposto no art. 41, § 2° do Decreto n. 332/91 não extrapolou os limites traçados pela Lei n° 8,200/91, sendo legitima a devolução diferida prevista nos citados diplomas normativos. Prova ementa do acórdãos proferidos no Recurso Especial n° 637.178/RJ e nos Embargos de Divergência n's 187,295/SC e 179,429/PR, a seguir transcritos "TRIBUTÁRIO RECURSO ESPECIAL. CSLL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO PERÍODO- BASE DE 1990, CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3°, I, DA LEI N° 8.200/91 DECLARADA PELO STF, LEGALIDADE DO ART. 41 DO DECRETO N° 332/91. DEVOLUÇÃO ESCALONADA POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Trata-se de recurso especial interposto contra acórdão que reconheceu que o art, 41 do Decreto n° 332/91 exorbitou o disposto na Lei n° 8.200/91 ao não permitir que a aplicação da dedução influísse na base de cálculo da CSLL e do IRPJ, uma vez que aquela lei não estabeleceu nenhuma restrição nesse sentido 2. Em data de 02/05/2002, o Plenário do colendo Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE n° 201465-6/MG, de relataria do ilustre Ministro Marco Aurélio - tendo proferido voto-vencedor o eminente Ministro Nelson Jabiru - declarou a constitucionalidade do art. .3', I, da Lei n° 8.200/91, com a redação que lhe deu a Lei n° 8.682/93. 3. Na esteira do entendimento do STF', a Primeira Seção deste Tribunal Superior passou a reconhecer a legalidade da devolução diferida prevista na Lei ri° 8.200/91 e no Decreto n° 332/91, ou seja, o disposto no art. 41, §2°, desse Decreto não extrapolou os limites traçados pela Lei n° 8200/91 . 4, Recurso especial provido," (RESp 637178/RJ, Rei. Ministro JOSE DELGADO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 14/09/2005, DJ 06/03/2006p.. 144) 4 CSRF-TI Fl 3Processo n° 10880001428/96-90 Acórdão a.' 9101-00.614 TRIBUTÁRIO BASE DE CALCULO DA CSSL. DECRETO 332/91, ART. 41. LEGALIDADE, EM FACE DA LEI 8,200/91. PRECEDENTE DA 1" SEÇÃO 1 "Na esteira do entendimento do STF, a Primeira Seção deste Tribunal Superior passou a reconhecer a legalidade da devolução diferida prevista na Lei n° 8.200/91 e no Decreto n° 332/91, ou seja, o disposto no art. 41, § 2', desse Decreto não extrapolou os limites traçados pela Lei n° 8.200/91"(RESP n,638,I78/RJ, Mm José Delgado,DJ de 06032006).2.Embarg0s de divergência a que se nega provimento "..(ERESP 179429/PR,Rel.Min Teori Albino Zavasclg), Primeira Seção , julgado em 14/09/2005,DJ 06/03/2006 p.144) A orientação .jurisprudencial dos Tribunais Superiores, levou a Câmara Superior de Recursos Fiscais a rever seu entendimento sobre a matéria para reconhecer a legitimidade do disposto no art. 41, § 2° do Decreto n, 332/91 e, consequentemente, a ausência de influência (na base de cálculo da CSLL) do resultado da correção monetária das demonstrações financeiras correspondente à diferença entre a variação do 1PC e a variação do BTNF, permitindo-se a dedutibilidade deste resultado apenas para o 1RPJ a partir de 1993, nos termos espelhados no Acórdão CSRF/oi -05.573 de 04/12/2006 (Relator Conselheiro Carlos Alberto Gonçalves Nunes) "CSLL - DIFERENÇA IPC/BTNF - LEI IV' 8.200/91 - CORREÇÃO MONETÁRIA — O Superior Tribunal de Justiça, através de sua Primeira Seção, uniformizando a jurisprudência daquele Tribunal, reconheceu a legalidade do disposto no art.. 41„ 2° do Decreto 332/91 (EREsp 187.295/SC; Embargos de Divergência no REsp n° 2006/0016750-6 e EREsp 179 429/PR; Embargos de Divergência no REsp 2005/0074376-6.), cabendo à instância administrativa, em tal situação, decidir em conformidade com os Tribunais Superiores, instância superior e autônoma CSLL - De acordo com o disposto no 41, áç 2° do Decreto n° 332/91, o resultado da correção monetária das demonstrações financeiras correspondente à diferença entre a variação do 1PC e a variação do BTNF não influencia a base de cálculo da CSLL, em se tratando de procedimento extra-contábil aplicável, sendo a sua dedutibilidade autorizada apenas para o imposto de renda, a partir de 1993." No mesmo sentido o acórdão CSRF/01-05.892, Conselheiro José Carlos Passuello, Sessão do dia 23/06/2008: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPI Exercício: 1993 CSSL - CORREÇÃO MONETÁRIA -DIFERENÇAS IPC/BTNF O resultado líquido da correção monetária complementar decorrente da diferença verificada em 1990 entre o IPC e o BTNF, nos termos da Lei n° 8.200/91 e do Decreto n° 332/91, não influirá na base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro, na . forma da jurisprudência dominante na Turma, Recurso especial provido." A transcrição desse voto demonstra não apenas a posição da relatora original do recurso, mas, principalmente, evidencia a posição dominante deste colegiado quanto à interpretação de que o art. 41, § 2', do Decreto if 332/91 não extrapolou os limites traçados pela Lei n° 8.200/91, restando vedado o aproveitamento da diferença entre o IPC e o BTNF na apuração da base de cálculo da CSLL. No mesmo sentido é o voto-condutor ora embargado. Diante disso, acolho os embargos para esclarecer a contradição, re-ratificando o julgado para dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, 31 de agosto de 2010. VIVIANE VIDAL WAGNER - Relatora 6
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Numero do processo: 18050.005317/2008-78
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVI DENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/07/199.3
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante 1.10 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN,
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-001.444
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVI DENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/07/199.3 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante 1.10 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN, Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo 11" 18050.005317/2008-78 Recurso n" 271167 Voluntário Acórdão n" 2301-01.444 — 3" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 29 de abril de 2010 Matéria DECADÊNCIA Recorrente CM MACHADO ENGENHARIA LTDA SUCESSORA DE AM AMORIM MEL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVI DENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/07/199.3 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante 1.10 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN, Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Câmara / 1" Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 8.3, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos f \ recursos repetitivos. Ressaltase que ócampo "Data do fato gerador:" foi apresentada a competência de ocorrênd0dó ffito ,erador mais recente do lançamento. A data de 20/12 corresponde ao décimo tereeiró sialárit. . \ L r JULIO Ch. II 'A j VIEIRA GOMES — Presidente e Relator 1 \ , 1 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Bemadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva, Edgar Silva Vida! (suplente), Damião Cordeiro de Moraes e Julio Cesar Vieira Gomes (presidente). Relatório Adotou-se no julgamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CARE n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos Dessa forma, a solução que foi adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, foi aplicada a este recurso e a todos os demais repetitivos, conforme divulgado através da pauta de julgamento: No julgamento dos itens 59 (recurso-padrão) e 60 a 104 (demais recursos repetitivos) será adotado o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 DOU de 29/09/2009, tendo como idêntica questão de direito a aplicação da Súmula Vinculante n° 08 ‘Io STF, de 12/06/2008. 59 - Recurso 264191 Tipo: Ri/ Processo.. 11330 000468/2007- 63 Recorrente 1NPAL SÃ INDUSTRIAS OUIMICAS Recorrida, DRJ NO RIO DE JANEIRO 1 - Ri Matéria.: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIARIA por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos' termos do voto do(a) relwor(a). O julgamento do recurso-padrão acima resultou o Acórdão n°2301-01406. É o relatório. Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso. Confrontando-se a data da ciência do lançamento, 06/08/2004, com os relatórios preparados pela fiscalização, contata-se que todo o período objeto do lançamento está integralmente alcançado pela decadência, independentemente da regra aplicável, artigo 173, I ou artigo 150, §4° do CTN; motivo pelo qual adoto a decisão proferida no recurso- padrão, conforme relatório acima. Assim, voto pelo provimento cio recurso, É corno voto. r, Sala das Sessões, em 29 de abril de 2010. i 4.• .. • JULIO ÉSA. lEIRA GOMES - Relatar \c A 2
score : 1.0
Numero do processo: 17546.001113/2007-42
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/12/1998
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN,
Recurso Voluntário Provido,
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2391-001.432
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/12/1998 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN, Recurso Voluntário Provido, Crédito Tributário Exonerado.
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Processo n" 17546,001113/2007-42 Recurso n" 272..231 Voluntário Acórdão n" 2391-01.432 — 3" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 29 de abril de 2010 Matéria DECADÊNCIA Recorrente ACHE LABORATOT1OS FARMACEUTICOS S/A E OU Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/12/1998 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN, Recurso Voluntário Provido, Crédito Tributário Exonerado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3" Câmara / 1" Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF IV 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalta';-Se 9.0\ no campo "Data do fato gerador:" foi apresentada a competência de ocorrência dorfato gerador mais recente do lançamento. A data de 20/12 corresponde ao décimo terdeiroi salário \ \'' 'Yk à 3 - •\ ---- JULIO CE AR VI IRA GOMES — Presidente e Relator 'i Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Bemadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva, Edgar Silva Vidal (suplente), Damião Cordeiro de Moraes e Julio Cesar Vieira Gomes (presidente), 1 Relatório Adotou-se no julgamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que foi adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, foi aplicada a este recurso e a todos os demais repetitivos, conforme divulgado através da pauta de julgamento: No julgamento rios itens 59 (recurso-padrão) e 60 a 104 (demais recursos repetitivos) será adotado o procedimento previ,sio na Portaria CARE n° 83, de 24/09/2009 DOU de 29/09/2009, tendo como idêntica questão de direito a aplicação da Súmula Finculante n° 08 do STF, de 12/06/2008 59 - Recuso • 264191 Tipo. RI/ Processa 11330.000468/2007- 63 Recorrente INPM SÃ INDUSTRIAS OUIMICAS Recorrida DRJ NO RIO DE JANEIRO I - RJ Matéria- CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁ RIA por unanimidade de votas, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto (/o(o) relator(a) O julgamento do recurso-padrão acima resultou o Acórdão n°2301-01406. É o relatório. Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso. Confrontando-se a data da ciência do lançamento, 29/11/2006, com os relatórios preparados pela fiscalização, contata-se que todo o período objeto do lançamento está integralmente alcançado pela decadência, independentemente da regra aplicável, artigo 173, I ou artigo 150, §4° do CTN; motivo pelo qual adoto a decisão proferida no recurso- padrão, conforme relatório acima. Assim, voto pelo provimento do recurso. É como voto. n ' Sala das Sesiões . e-i 29 de abril de 2010.1( ii-,. • .4 V. i vJ------- JULIO C .SAR VIEIRA GOMES - Relator \ j- 2
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000493/2007-06
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/02/2000
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - cl-N.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-001.177
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalta-se que no campo "Data do fato gerador:" foi apresentada a competência de ocorrência do fato gerador mais recente do lançamento. A data de 20/12 correspondente ao décimo terceiro salário.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/02/2000 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - cl-N. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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