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Numero do processo: 10880.725451/2014-52
Data da sessão: Wed May 10 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Tue May 30 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2010
RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTO MATERIAL DE CABIMENTO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL.
Não se admite o recurso especial quando os acórdãos paradigmas colacionados repousam as suas conclusões no exercício silogístico que pressupõe contexto fático distinto daquele observado no acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9101-006.589
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencida a conselheira Livia de Carli Germano que votou pelo conhecimento. Votou pelas conclusões a conselheira Edeli Pereira Bessa.
(documento assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Gustavo Guimarães da Fonseca - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia De Carli Germano,, Luis Henrique Marotti Toselli, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Alexandre Evaristo Pinto, Gustavo Guimarães da Fonseca e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente).
Nome do relator: GUSTAVO GUIMARAES DA FONSECA
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2010 RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTO MATERIAL DE CABIMENTO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. Não se admite o recurso especial quando os acórdãos paradigmas colacionados repousam as suas conclusões no exercício silogístico que pressupõe contexto fático distinto daquele observado no acórdão recorrido.
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PRESSUPOSTO MATERIAL DE CABIMENTO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. Não se admite o recurso especial quando os acórdãos paradigmas colacionados repousam as suas conclusões no exercício silogístico que pressupõe contexto fático distinto daquele observado no acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do Recurso Especial, vencida a conselheira Livia de Carli Germano que votou pelo conhecimento. Votou pelas conclusões a conselheira Edeli Pereira Bessa. (documento assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente (documento assinado digitalmente) Gustavo Guimarães da Fonseca - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia De Carli Germano,, Luis Henrique Marotti Toselli, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Alexandre Evaristo Pinto, Gustavo Guimarães da Fonseca e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). Relatório Cuida o feito de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional em face do acórdão de nº 1201-002.156, proferido em 16 de maio de 2018, Por meio deste aresto, o Colegiado a quo deu parcial provimento aos recursos voluntários manejados tão só para desagravar a multa de ofício aplicada, reduzindo-se o respectivo percentual de 225% para 150%. A decisão acima mencionada recebeu a seguinte ementa: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 54 51 /2 01 4- 52 Fl. 1530DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 9101-006.589 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10880.725451/2014-52 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2010 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, nos termos dos artigos 10 e 59, ambos do Decreto nº 70.235/72. NULIDADE DO LANÇAMENTO. VÍCIO MPF. INOCORRÊNCIA. As normas que regulamentam a emissão de Mandado de Procedimento Fiscal dizem respeito ao controle interno das atividades da Secretaria da Receita Federal, portanto, eventuais vícios na sua emissão e execução não afetam a validade do lançamento, desde que não tragam prejuízo às defesas dos contribuintes. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2010 QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. INOCORRÊNCIA. De acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em repercussão geral, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, é constitucional as normas dispostas na Lei Complementar nº 105/01 que autorizam que a Receita Federal obtenha dados bancários diretamente pelas instituições financeiras quando da existência de procedimento fiscal. Não há que se falar em nulidade do auto de infração. ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2010 EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS. A Representação para Fins de Exclusão do Simples Nacional e o Ato Declaratório foram devidamente fundamentados nos termos dos artigos 29, I e VII, e § 3º e o artigo 30, todos da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Não há que se falar em nulidade dos atos administrativos. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. APLICABILIDADE. A autoridade fiscal observou os dois pressupostos hábeis a legitimar a adoção da presunção de omissão de receitas prevista no artigo 42, da Lei nº 9.430/96 respeitou os limites legais ao individualizar os lançamentos considerados de origem não comprovada e intimou e reintimou o contribuinte para comprovar a origem dos depósitos bancários. Diante da não comprovação pelo sujeito passivo, pode haver o correspondente lançamento de tributos. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. SÓCIO DE FATO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. INTERESSE COMUM. São solidariamente responsáveis pelo crédito tributário as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, Fl. 1531DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 9101-006.589 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10880.725451/2014-52 incluindo-se na hipótese os sócios de fato da pessoa jurídica. Cabível a aplicação do artigo 124, inciso I, do CTN. APLICAÇÃO DE MULTA QUALIFICA. CARACTERIZAÇÃO DE CONDUTA DOLOSA. A autoridade fiscal trouxe elementos probatórios capazes de demonstrar que o contribuinte teria praticado as condutas dolosas descritas artigos 72 e 73 da Lei nº 4.502/64. MULTA AGRAVADA DE 225%. IMPROCEDÊNCIA. A aplicação do agravamento da multa, nos termos do artigo 44, § 2º, da Lei 9.430/96, deve ocorrer apenas quando a falta de cumprimento das intimações pelo sujeito passivo impossibilite, total ou parcialmente, o trabalho fiscal, o que não restou configurado. Aplicação da Súmula CARF nº 96. Em apertadíssima síntese, a empresa interessada foi excluída do SIMPLES Nacional e, como consequência, teve contra si lavrados autos de infração para se lhe exigir créditos tributários relativos ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, além da contribuição previdenciária e, ainda, o ICMS, todos apurados ao longo do ano de 2010. A imposição tributária, diga-se, resultou da identificação de depósitos bancários de origem desconhecida (exclusivamente). E, a par de uma possível complexidade dos fatos que culminaram com o lançamento, a exclusão da empresa do regime tratado pela Lei Complementar de nº 123/03 bem como a infração em si não se encontram em litígio (como restará mais detidamente apontado a seguir). Em adição aos tributos supra referidos, foram impostas, ainda, multa de ofício qualificada e agravada e, ainda, a responsabilidade tributária solidária em face das pessoas físicas indicadas no processo. O recrudescimento da penalidade com espeque nos preceitos do art. 44, § 1º, da Lei 9.430/96, frise-se, também não se encontra em discussão mais. Já o agravamento, de outro turno, teria sido justificado a partir da afirmação constante do relatório do acórdão da DRJ, segundo o qual nem a contribuinte, nem tampouco os solidários, teriam atendido as intimações à eles encaminhadas, impondo-se, assim, as consequências divisadas no § 2º do art. 44 já tratado alhures. Após o julgamento realizado pela primeira instância administrativa, o processo chegou à apreciação do Colegiado da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara de Julgamentos que, consoante já explicitado, deu parcial provimento às razões trazidas pela interessada e pelos devedores inquinados responsáveis, a fim de afastar o agravamento da penalidade de ofício. Neste caso, entendeu-se que não houve desatendimento às intimações lavradas mas, tão só, mal atendimento a estas o que, a também com espeque no entendimento plasmado na Sumula 96, deste CARF, não poderia justificar o aumento da sanção penal imposta. Cientificada desta decisão em 19/06/2018 (e-fl. 1.162) a D. Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN – interpôs recurso especial de divergência, sustentando ter ocorrido dissídio jurisprudencial quanto a matéria “agravamento da multa de ofício”. Para tanto invocou dois paradigmas, de n os 9101-001.456 e 9101-002.997, ambas desta 1ª Turma desta Câmara Fl. 1532DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 9101-006.589 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10880.725451/2014-52 Superior. Este recurso, diga-se, foi admitido sem ressalvas por meio do despacho de e-fls. 1.190/1.198. A contribuinte e os solidários apresentaram contrarrazões em que, ao fim, premem pelo não conhecimento do apelo mormente por defender entendimento contrário à Sumula já referida anteriormente, além de premer pela manutenção do acórdão recorrido na parte que lhes foi favorável. Demais disso, interpuseram os seus recursos especiais os quais foram, contudo, inadmitidos. E não obstante terem manejado o competente recurso de agravo, estes também foram rejeitados pela D. Presidência deste CARF. Este é o relatório. Voto Conselheiro Gustavo Guimarães da Fonseca, Relator. I ADMISSIBILIDADE. Quanto aos requisitos objetivos e extrínsecos de cabimento não tenho acréscimos a fazer aos fundamentos já postos no despacho de admissibilidade, considerando-os, assim satisfeitos. O recurso é tempestivo e, no mais, preenche, suficientemente, tais pressupostos. O problema agora é o seguinte: o acórdão recorrido assentou as suas conclusões em dois fundamentos, um primeiro em que se propõe a interpretar os ditames do próprio art. 44, § 2º, da Lei 9.430/96 a fim de exprimir entendimento segundo o qual o “tipo penal” em testilha somente se concretizaria nos casos de não atendimento às intimações que, de qualquer forma, pudesse resultar em prejuízos à fiscalização. Mais que isso, complementou que, no caso dos autos, houve atendimento às intimações, mesmo que, todavia, insuficiente. Veja-se: 93. Dessa forma, ainda que no presente caso a Recorrente e os solidários não tenham atendido as intimações de forma satisfatória, ao meu ver, tal dispositivo deve ser interpretado com cautelas, dirigindo-se apenas às situações de reiterado não atendimento às intimações feitas ao longo do procedimento fiscalizatório. E, diga-se, "não atender" não é "sinônimo de "mal atender". O segundo argumento, em certa medida conectado com a primeira parte do argumento acima, foi lastreado na aplicação, ao caso presente, do entendimento plasmado no verbete da Súmula/CARF de nº 96. E este segundo argumento, vejam bem, em nada impacta o exame agora realizado porque não houve, no caso presente, arbitramento. Trata-se, apenas, de um reforço argumentativo. Ainda assim, o recurso não merece conhecimento. Como se vê, a decisão recorrida cravou, in casu, que houve atendimento às intimações, ainda que de forma defeituosa. Não nos cabe, nesta instância, dizer se este convencimento está correto ou não justamente por não ser, a Câmara Superior, instância Fl. 1533DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 9101-006.589 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10880.725451/2014-52 ordinária. Assim, e partindo da premissa de que tal qualificação está correta, o cenário fático observado foi este: houve atendimento às intimações, ainda que de forma insatisfatória. O primeiro paradigma trazido pela D. PGFN, de nº 9101-001.456, até descreve um contexto similar ao contido na decisão vergastada. Lá se afirmou que o atendimento às intimações foi feita de forma incompleta. Todavia, o que justificou o aludido agravamento foi a falta, específica, de exibição de alguns dos livros solicitados e, com base neste cenário, entendeu-se tipificada a hipótese descrita pela alínea “a” do § 2º do já mencionado art. 44 da Lei 9.430/96. E esta especifica/realidade não é vista no caso dos autos. Com efeito, consoante se vê do Termo de Verificação Fiscal (e-fls. 511/524), a D. Fiscalização foi franciscana quando da exposição dos motivos para o agravamento da penalidade, tendo fundamentado a imposição nos preceitos do art. 44, § 2º, da Lei 9.430 sem apontar quais incisos teria calcado as suas conclusões. Verdade seja dita, afirmou, apenas, que os interessados não atenderam às intimações, sem descrever quais documentos ou esclarecimentos não teriam sido exibidos: 62. A Fiscalizada, seu sócio e as pessoas responsáveis pela movimentação financeira da empresa foram regularmente intimadas a prestarem esclarecimentos, no entanto, nenhuma delas atendeu às intimações e não justificaram o não atendimento, dificultando o andamento dos trabalhos desta fiscalização. 63. Desta forma, em conformidade com o inciso I e do §2º do art. 44 da Lei 9.430/1996, abaixo descrito, cabe o agravamento da multa de ofício em 50% pela falta de atendimento às intimações durante a ação fiscal. Está mais que clara a ausência de semelhança entre estes casos comparados, não sendo possível, até mesmo, estabelecer quais preceitos legais estariam sendo examinados por um e por outro caso. E melhor sorte não assiste à Fazenda em relação ao segundo paradigma, de nº 9101-002.997. Mais uma vez, dada a generalidade da acusação fiscal no caso vertente, torna-se muito difícil comparar o caso dos autos com qualquer outro divisável em outros feitos. Nada obstante, as particularidades contidas no acórdão paradigma também foram determinantes para embasar as conclusões ali adotadas, mesmo que o D. Relator desta decisão comparada tenha cravado uma interpretação literal e objetiva dos preceitos do precitado art. 44, § 2º. Veja-se: A norma tributária em tela apresenta requisitos de ordem objetiva: cabe a penalidade pelo não atendimento pelo sujeito passivo no prazo marcado para prestar esclarecimentos, apresentar arquivos ou sistemas ou apresentar documentação comprobatória. De acordo com os presentes autos a contribuinte deixou de apresentar as notas fiscais requeridas, forçando a fiscalização a realizar um considerável esforço adicional de auditoria, inclusive realizando diligências nas empresas que a contribuinte apontou, na sua escrituração, como sendo as emissoras das notas fiscais faltantes. Não só as circunstâncias acima não se encontram presentes na hipótese dos autos, como a parte final do voto do Conselheiro André deixa extreme de dúvidas que, mesmo que se considerando o prejuízo como elemento necessário à tipificação do antecedente normativo, naquele processo haveria provas acerca das dificuldades criadas pela inação do contribuinte. I.e., caso a mesma situação tivesse sido observada no caso presente, é possível que a decisão Fl. 1534DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 9101-006.589 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10880.725451/2014-52 proferida pela 1º Turma Ordinária desta 2ª Câmara pudesse ser, inclusive, igual à estampada no aludido paradigma. Dito assim, e sem mais delongas, o recurso fazendário não deve ser conhecido. II CONCLUSÃO. A luz do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso manejado pela Fazenda Nacional. (documento assinado digitalmente) Gustavo Guimarães da Fonseca Fl. 1535DF CARF MF Original
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Numero do processo: 14485.000108/2007-96
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/1996 a 30/11/1996
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE.
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculante aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 206-01.848
Decisão: ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em declarar a decadência das contribuições apuradas.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/1996 a 30/11/1996 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA - DECADÊNCIA - ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 - INCONSTITUCIONALIDADE - STF - SÚMULA VINCULANTE. De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculante aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Recurso Voluntário Provido.
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De acordo com a Súmula Vinculante n° 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculante aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. , =UM) CONSELHO DE CONTR1BraTES ~ME COM O ORIGINAL 4(Ca Processo n° 14485.000108/2007-96 CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.848 Oalr, Els. 157 Marie ele F • -74 atra de Carvalho Mat. &Jipe 731683 ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em declarar a decadência das contribuições apuradas. (4:52\V"--\, ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Rogério de Lellis Pinto, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 4 - SleGU141 C019 1410 tjt . Processo e 14485.000108/2007-96 J CONFERECOM O ^ A lem ai CCO2JC06 Acórdão n.• 206-01.848 Fls. 158 tka • •" Relatório Trata-se de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos empregados, à da empresa e à destinada ao financiamento dos beneficios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Consta do Relatório Fiscal da NFLD (fls. 46 a 48) que a notificada foi contratante da empresa prestadora IMPERADOR SEGURANÇA LTDA, para executar serviços com cessão de mão-de-obra, e não se elidiu da responsabilidade solidária nos termos da legislação aplicável. A autoridade notificante fundamentou o lançamento no art. 31, da Lei 8.212/91, e informou que o débito foi arbitrado com amparo no art. 33, § 3°, da mesma Lei, aplicando-se o percentual de 40% sobre o valor bruto da nota fiscal. A notificada impugnou o débito via peça de fls. 63 a 77 e a empresa contratada, intimada da NFLD por Edital (fl. 60), já que, conforme consta, a intimação por via postal não obteve êxito, não apresentou defesa. A Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da Decisão-Notificação n° 21.004.4/0445/2006 (fls. 79 a 99), julgou a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD procedente e a notificada, inconformada com a decisão, apresentou recurso tempestivo (fls. 116 a 129), alegando, em síntese, decadência do débito, nulidade do lançamento, tendo em vista que a autarquia deve averiguar a existência de débitos previdenciários junto aos prestadores de serviço e defendendo o entendimento de que nota fiscal de serviço não é base determinante do fato gerador de tributo disposto na Constituição Federal. A prestadora de serviços não apresentou recurso e a Receita Federal do Brasil não apresentou contra-razões, encaminhando os autos ao Conselho de Contribuintes para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A notificada alega, em seu recurso, decadência do débito sob o entendimento de que as contribuições subordinam-se aos prazos de prescrição e decadência previstos em lei complementar, nos termos do art. 146, III, da Constituição Federal. A fiscalização lavrou a presente NFLD com amparo na Lei 8.212/91 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue- se após 10 (dez) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. 3 — _ MF • 444/1»43/0- 47:tia .0 De conm I numa • Co coe, o row-JNAL 4 (CA Processo re 14485.000108/2007-96 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-01.848-) Fls. 159 Mará dr cheira dr •ft""T^, Mn. • 731483 No entanto, o Supremo Tribunal Federal, entendendo que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, `If da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários n° 556664, 559882, 559943 e 560626, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212191. Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante n° 08 a respeito do tema, publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo: Súmula Vinculante 8 "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário." Cumpre ressaltar que o art. 49 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, detennina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: "Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: 1 - que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; (g.n.)." Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei n°8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após o prazo decadencial e prescricional previsto nos artigos 173 e 150 do Código Tributário Nacional. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculante, conforme se depreende do art. 103-A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional n° 45/2004. in verbis: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecido em lei. § 1° A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. ? 4 MV • Sh1/4ii4jN COMLU 1 LIE CONTRIBUINTES • MIRRE CCM O OninINAL °tf 4 Processo n° 14485.00010812007-96 ailL: • CCO2/C06 Acórdão n.° 206-01.848 'ia Fls. 160 ~ia de ?Mima enata de Ma ' • 751683 § 2 0 Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidaa'e. § 3° Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, conclui-se que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64-B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. "Art 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal." Verifica-se, da análise dos autos, que a cientificação da NFLD pelo contribuinte se deu em 20.12.2005, e o período do débito é 06/1996 a 11/1996. Dessa forma, constata-se que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4°, e 173 do Código Tributário Nacional. Assim, concluo que a Previdência Social não se encontra mais no direito de constituir e lançar o presente crédito. Nesse sentido e, Considerando tudo o mais que dos autos consta. Voto por CONHECER do recurso e DAR-LHE PROVIMENTO. É como voto Sala das Sessões, em 05 de fevereiro de 2009 _ 544, OC., BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 5 Page 1 _0049700.PDF Page 1 _0049800.PDF Page 1 _0049900.PDF Page 1 _0050000.PDF Page 1
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Numero do processo: 11128.006977/2007-03
Data da sessão: Wed Jul 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 13/03/2007
PEREMPÇÃO. RECURSO VOLUNTÁRIO APRESENTADO APÓS O
TRIGÉSIMO DIA. OCORRÊNCIA.
Em razão da perempção, não se toma conhecimento de recurso voluntário apresentado após o trigésimo dia, contado a partir da ciência da decisão de primeiro grau.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3802-000.580
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do
recurso por intempestividade.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 13/03/2007 PEREMPÇÃO. RECURSO VOLUNTÁRIO APRESENTADO APÓS O TRIGÉSIMO DIA. OCORRÊNCIA. Em razão da perempção, não se toma conhecimento de recurso voluntário apresentado após o trigésimo dia, contado a partir da ciência da decisão de primeiro grau. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso por intempestividade. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. EDITADO EM: 19/07/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Tatiana Midori Migiyama, Solon Sehn e Bruno Maurício Macedo Curi. Fl. 268DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/09/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 1744.458, de 15 de setembro de 2010 (fls. 199/202), proferido pelos membros da 2ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II/SP (DRJ/SP2), em que, por unanimidade de votos, consideraram improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 13/03/2007 NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÕES QUE EXECUTAR. Cabível a multa por atraso na entrega, prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37/66, com a redação dada pela Lei nº 10.833/03, regulamentada pelo art. 37 da IN SRF nº 28/94, quando o registro do manifesto for entregue fora do prazo determinado na legislação em vigor. Cabível a mesma penalidade quando os dados do embarque forem registrados no SISCOMEX fora do prazo determinado na legislação em vigor. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Por bem resumir os fatos registrados nos autos até a prolação da decisão de primeiro grau, transcrevo a seguir o Relatório encartado no Acórdão recorrido: Tratase de auto de infração lavrado contra a contribuinte em face dos seguintes fatos: 1) a Companhia de Navegação apresentou cópia do manifesto (ALAB1226, ALAB1230, ALAB1232, ALAB1241, ALAB1241, ALAB1224, ALAB1229 e ALAB1247), acompanhada dos respectivos conhecimento de embarque fora do prazo estabelecido pela Receita Federal, para o navio “Aliança Europa”, viagem 068S, cuja saída do Porto de Santos ocorreu 18/12/2003. Os documentos foram recebidos em 26/02/2004, conforme atesta pela EQMAX. 2) A Companhia de Navegação procedeu ao registro dos dados de embarque no sistema Siscomex fora do prazo estabelecido pela SRFB para o despacho vinculado à DDE nº 2031155126/2, cujo embarque se deu 18/12/2003 e o registro foi realizado pela agencia marítima em 02/01/2004. Intimada da autuação em 09/10/2007 (fls. 127 v), a interessada apresentou impugnação e documentos, alegando em síntese: a) já foi autuada, processo administrativo nº 11128.002939/200421, pelo mesmo motivo, em relação aos Fl. 269DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/09/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 11128.006977/200703 Acórdão n.º 380200.580 S3TE02 Fl. 242 3 mesmos fatos, e teve sentença prolatada pela 1ª Turma de Julgamento, que determinou a improcedência do lançamento. b) Requer o cancelamento da multa aplicada. Sobreveio o Acórdão recorrido, sendo dele cientificada a Interessada, por via postal (fl. 204v), em 25/10/2010. Inconformada, interpôs o Recurso Voluntário de fls. 208/211, protocolado em 25/11/2010 (fl. 207), em que reiterou as razões de defesa aduzidas na peça impugnatória. Em aditamento, alegou que, caso fosse rejeitada a tese da duplicidade de autuação, o que admitia apenas para argumentar, a autuação fosse reduzida para apenas uma multa, haja vista que a infração cometida referirseia a embarques realizados em apenas 1 (um) navio/viagem. No final, requereu o acolhimento e provimento do presente Recurso, determinando o cancelamento integral das multas aplicadas. Caso assim não entendesse, hipótese que admitia apenas por força do princípio da eventualidade, que fosse cancelada uma das penalidades. Em atenção ao despacho de fl. 240, os presentes autos foram enviados a este e. Conselho. Na Sessão de abril de 2011, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro Relator. É o relatório. Voto O presente Recurso Voluntário trata de matéria da competência deste Colegiado, porém, previamente ao seu conhecimento, devo analisar os demais requisitos de admissibilidade, dedicando especial atenção para o requisito da tempestividade da sua apresentação. Tal assunto encontrase disciplinado nos arts. 5º e 33 do PAF. O primeiro preceito legal trata da forma de contagem do prazo, enquanto que o segundo fixa o prazo de 30 (trinta) para apresentação do recurso voluntário, nos termos a seguir transcrito: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 33 – Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Fl. 270DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/09/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 Logo, se vencido no julgamento de primeira instância, da parte que lhe foi desfavorável, ao Autuado é facultado, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a oportunidade de apresentar recurso voluntário ao E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que substituiu os extintos Conselhos de Contribuintes. Expirado esse prazo, sem a apresentação ou apresentação a destempo do citado recurso, configurada estará a preclusão do direito de recorrer e, em consequência, a decisão de primeiro grau tornarseá definitiva na esfera administrativa, nos termos do inciso I do art. 42 do PAF. No presente caso, consta dos autos que, em 25/10/2010, dia útil (segunda feira), portanto dia de expediente normal no Órgão preparador, a Recorrente fora intimada/cientificada do Acórdão recorrido, por via postal, conforme anotação no corpo do Aviso de Recebimento (AR) de fl. 204v. Em decorrência, o prazo recursal de 30 (trinta) dias teve início no dia seguinte, ou seja, em 26/10/2010 (terçafeira), dia útil e de expediente normal, completando o trintídio em 24/11/2010 (quartafeira), também dia útil e de expediente normal. Assim, em consonância com os critérios de contagem do prazo recursal fixados no preceito legal anteriormente transcrito, temse que o termo final do prazo de 30 (trinta) dias ocorreu em 24/11/2010, porém, somente no dia seguinte, ou seja, em 25/11/2010, a Interessada protocolou na Unidade da Receita Federal de origem o Recurso Voluntário de fls. 208/211, conforme se verifica no carimbo posto na petição de fl. 207. Dessa forma, fica cabalmente demonstrada a intempestividade e, por conseguinte, a perempção do presente Recurso, impedindo a sua admissibilidade e, por decorrência, o seu conhecimento. Com base no exposto, NÃO CONHEÇO do presente Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 271DF CARF MF Emitido em 26/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /07/2011 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/09/2011 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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Numero do processo: 37284.000982/2007-95
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 27/10/2006
CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI Nº 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO Nº 3.048/99 - OMISSÃO EM GFIP - CO-RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS - MULTA - RETROATIVIDADE
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do art. 32, IV, § 5º da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999: “informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)”.
A verba paga pela empresa aos segurados por intermédio de programa de incentivo, administrativo pela empresa Incentive House é fato gerador de contribuição previdenciária.
Uma vez estando no campo de incidência das contribuições previdenciárias, para não haver incidência é mister previsão legal nesse sentido, sob pena de afronta aos princípios da legalidade e da isonomia.
A fiscalização previdenciária não atribui responsabilidade direta aos sócios, pelo contrário, apenas elencou no relatório fiscal, quais seriam os responsáveis legais da empresa para efeitos cadastrais. Se assim não o fosse, estaríamos falando de uma empresa - pessoa jurídica, com capacidade de pensar e agir.
MULTA - RETROATIVIDADE BENIGNA
Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 206-01.782
Decisão: ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso para adequar o valor da multa ao disciplinado pela MP n° 449/2008. Fez sustentação oral o(a) advogado(a) da recorrente Dr(a). Maria Isabel Tostes da Costa Bueno, OAB/SP nº 115.127.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Inobservância do art. 32, IV, § 50 da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999: "informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)". A verba paga pela empresa aos segurados por intermédio de programa de incentivo, administrativo pela empresa Incentive House é fato gerador de contribuição previdenciária. Uma vez estando no campo de incidência das contribuições previdenciárias, para não haver incidência é mister previsão legal nesse sentido, sob pena de afronta aos princípios da legalidade e da isonomia. A fiscalização previdenciária não atribui responsabilidade direta aos sócios, pelo contrário, apenas elencou no relatório fiscal, quais seriam os responsáveis legais da empresa para efeitos cadastrais. Se assim não o fosse, estaríamos falando de uma empresa - pessoa jurídica, com capacidade de pensar e agir. '1 1 2° CCAOF Sexta Cantara CONFERE COMO ORIGINAL Brasilia, .D6LJ2L.Joq Processo n°37284.000982/2007-95 ú CCOM:06 Acórdão o. 206-01.782 Maria Este- alto Mat. Slape 762748 Fls. 172 MULTA - RETROATIVIDADE BENIGNA Na supenreniéncia de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. - ACORDAM os membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso para adequar o valor da multa ao disciplinado pela MP n° 449/2008. Fez sustentação oral o(a) advogado(a) da recorrente Dr(a). Maria Isabel Tostes da Costa Bueno, OABzrTjl27. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente • • • E CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Freitas de Souza Costa (Suplente convocado), Bemadete de Oliveira Barros, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado e Henrique Magalhães de Oliveira. weare CONFERE COM O ORIGINAL F3rasilia,gíter Processo n• 37284.000982/2007-95 Mana Ed.._ Plidd CCO2/C06 Acórdão n.°206-01.782 Mat. Siado 75248 Fls. 173 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, 5° da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o autuado não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições, em especial deixou de informar por segurado e por competência, as remunerações recebidas por meio dos cartões de premiação da empresa Incentive House S/A. A empresa deixou de informar em GFIP as remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados à titulo de cartão de premiação da empresa INCENTIVE HOUSE nos meses de 03/2004 a 03/2005, fl. 05. Importante, destacar que a lavratnra deste Al deu-se em 27/10/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no mesmo dia. Contudo, relevante informar que o procedimento fiscal teve início em 07/08/2006, com a ciência do MPF, servindo este como medida preparatória indispensável para o lançamento. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 71 a82. • Foi exarada a Decisão-Notificação - DN que confirmou a procedência do lançamento, conforme fls. 110 a 116. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela autuada, conforme fls. 120 a 153. Em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: Cerceamento do direito de defesa, visto que no cabeçalho, faz contar n° de DEBCAD, totalmente diverso. Da análise da legislação previdenciária podemos concluir que determinada verba paga integrará a base de cálculo das contribuições previdenciárias unicamente quando for habitual e retribuir os serviços prestados, o que não é o caso. Errônea a conceituação como remuneração dos prêmios pagos pela recorrente, visto que constituem apenas política interna de bonificação para as equipes compostas por empregados, caso superassem as expectativas de desempenho. Os valores pagos não representam contraprestação proporcional ao trabalho realizado e a função desempenhada, não possuindo qualquer vinculação à natureza de contraprestação pelos serviços. Nenhum dos pagamentos substituiu ou suprimiu a remuneração regularmente recebida pelos empregados. Wf 3 ccrasirertaaniara—_ - CONFERE COMO ORIGINAL Brasliia..0.1/4t g Maria EdnProcesso n°37284.000982/2007-95 CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.782 MaL Slapa 752748 a VIM-Pinto Fls. 174 A multa aplicada não é lídima eis que se refere exclusivamente aos fatos geradores ocorridos após 01408/2006. Neste caso, a multa aplicada deveria ser a da época da ocorrência dos fatos geradores. Para concluir que um pagamento seja considerado como remuneração, o mesmo deve ter características de contraprestação ao serviço, ser decorrente do contrato de trabalho, bem como ser habitual, periódico, quantificável, essencial e recíproco, o que não se &aduna com o pagamento em questão; Impossível a responsabilização das pessoas arroladas nas relações de co- responsáveis, visto não terem agido com excesso de poderes ou infração à lei, como descrito no art. 135 do CTN; Requer a improcedência do presente auto de infração e a extinção do crédito tributário, bem como a exclusão dos nomes contidos nas relações de co-responsáveis. • A Receita Previdenciária apresentOu suas contra-razões à fl. 158 a 167. É o relatório. Voto • Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 158. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES. Quanto ao argumento de ser impróprio o auto de infração, eis que a sua lavratura se deu em nítida afronta a disposição legal, por fazer constar no cabeçalho do relatório fiscal da infração n° de DEBCAD distinto, entendo que razão não assiste ao recorrente. Pela análise dos autos e do próprio recurso apresentado pelo recorrente, o mero erro material (indicação do n° de outro AI também recebido pelo recorrente durante o procedimento fiscal) no relatório não representou a omissão de informações necessárias para a compreensão do auto de infração. Ademais, na capa do AI consta o número correto do DEBCAD. Neste sentido, podemos dizer que o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo nulidade a ser declarada. Podemos citar como instrumentos necessários a conferir validade e que foram perfeitamente descritos no AI em questão: Autorização por meio da emissão do Mandato de Procedimento Fiscal — MPF- F, com a competente designação do auditor fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento. Intimação para a apresentação dos documentos conforme Termos de Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD, intimando o contribuinte para que r cctrw Sexta Câmara • CONFERE COM O ORIGINAL erasii.a.06a.J.OZJ o 9' Processo n° 37284.000982/2007-95 Maria E n frito CCO2/C06Acórdão n.• 206-01.782 MaL Slapts 762746 Fls. 175 apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária. Autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandato, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes, conforme demonstrado. Com base nestes fatos, quanto à alegação do recorrente de que o procedimento fiscal encontra-se eivado de nulidade, por não atender aos ditames legais, provocando o cerceamento de defesa, não lhe confiro razão. A fiscalização previdenciária é competente para constituir os créditos tributários decorrentes dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme descrito no art. 1° da Lei 11.098/2005: "Art. 1° Ao Ministério da Previdência Social compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento, em nome do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição, bem como as demais atribuições correlatas e conseqüentes, inclusive as relativas ao contencioso administrativo fiscal, conforme disposto em regulamento." Ademais, não compete ao auditor fiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a ocorrência de infração a dispositivo da legislação previdenciária, cumpri-lhe lavrar de imediato auto-de-infração de forma vinculada. O art. 293 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: "Art. 293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, auto-de-infração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes." Neste sentido, rejeito as preliminares argüidas pelo recorrente. DO MÉRITO Conforme prevê o art. 32, IV da Lei n° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado informar ao INSS, por meio de documento próprio, informações a respeito dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, nestas palavras: "Art. 32. A empresa é também obrigada a: 4, 5 r CGMF SEcta Câmara CONFERE COM O OiziC;NAL .0.1/4e, , 2is Processo n° 37284.000982/2007-95 CCO2/C06 Acórdão n.• 206-01.782 Mana EdnaMat Siada 752748 Fls. 176 /V - informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciá ria e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528. de 10.12.97)." (grifo nosso). Segundo a fiscalização previdenciária, a recorrente deixou de informar a remuneração por segurado por competência, recebida por meio dos cartões de premiação da Incentive House. Justificável apenas a necessária apreciação do desfecho do julgamento da NFLD que indicou como fatos geradores as remunerações pagas na modalidade de cartões de premiação. Contudo, entendo que no mérito são realmente devidas contribuições acerca desses fatos geradores, razão porque em sendo devidas contribuições, necessária, por conseqüência informação em GFIP. Dessa maneira, não tem porque o presente auto-de-infração ser anulado em virtude da ausência de vício formal na elaboração. Foi identificada a infração, havendo subsunção desta ao dispositivo legal infringido. Os fundamentos legais da multa aplicada foram discriminados e aplicados de maneira adequada. Destaca-se que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. Como é sabido, a obrigação acessória é decorrente da legislação tributária e• não apenas da lei em sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2° do CTN, nestas palavras: "Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1° A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 20 A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3 0 A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária." A legislação engloba as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, conforme dispõe o art. 96 do CTN. Assim, foi correta a aplicação do auto de infração ao presente caso pelo órgão previdenciário. O relatório fiscal, indicou de maneira clara e precisa todos os fatos ocorridos, havendo subsunção destes à norma prevista no art. 32, 111, da Lei n° 8.212/1991. 406 — r CC/ItIF Sexta Cemara CONFERE COM O ORIGINAL Bra*Illa, O q Processo n° 37284.000982/2007-95 Maria Edn r Into CCO2/C06 Acórdão ri.' 206-01.782 MIM. Main 752745 Fls. 177 O Auto de Infração sendo aplicado da maneira como foi imposto não se transforma em meio obtuso, de arrecadação, nem possui efeito confiscatório. Na legislação previdenciária, a aplicação de auto de infração não possui a finalidade precípua de arrecadação, o que pode ser demonstrado pela previsão de atenuação ou até mesmo da relevação da multa, neste último caso, o infrator não pagará nenhum valor (art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999). Vale destacar, ainda, que a responsabilidade pela infração tributária é em regra objetiva, isto é independe de culpa ou dolo. Resta-nos agora, averiguar a procedência dos fatos geradores não informados em GFIP, o que se faz possível, por estar sendo submetida a julgamento nesta mesma sessão a NFLD que constitui o crédito. Quanto ao argumento de que a NFLD deve ser declarada nula, por estarem inseridas diversas verbas sem natureza salarial, não lhe confiro razão. Conforme discutido nos autos o ponto chave é a identificação do campo de incidência das contribuições previdenciárias. Para isso façamos uso da legislação previdenciária, atrelada a conceitos trazidos da legislação trabalhista. De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n° 8.212/1991, para o segurado empregado entende-se por salário-de-contribuição a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho, incluindo nesse conceito os ganho. s habituais sob a forma de utilidades, nestas palavras: • "Art.28. Entende-se por salário-de-contribuição: 1 - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer titulo, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a , forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10/12/97)." O conceito de remuneração, descrito no art. 457 da CLT, deve ser analisado em sua acepção mais ampla, ou seja, correspondendo ao gênero, do qual são espécies principais os termos salários, ordenádos, vencimentos etc. "Art. 457. Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. I° Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. ti 7 • CCINIF anta CamaraCONFERE COMO ORIGINAL • Grasilla. q Processo e 37284.000982/2007-95 Marla ~to CCO2/006Edna Acórdão n.°206-01.782 Mat. 81ape 752748 Fls. 178 (Súmulas nos 84, 101 e 226 do TST) § 2° Não s?incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de cinqüenta por cento • do salário percebido pelo empregado. §3° Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer titulo, e destinada a distribuição aos empregados. Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas." Não procede o argumento do recorrente, uma vez que já está pacificado na doutrina e jurisprudência que os prêmios pagos possuem natureza salarial. A definição de "prêmios" dada pela recorrente não se coaduna com a de verba indenizatória, mas, com a de parcelas suplementares pagas em razão do exercício de atividades, tendo o empregado alcançado resultados no exercício da atividade laborai. O ilustre professor Maurício Godinho Delgado, em seu livro "Curso de Direito do Trabalho", 3° edição, editora LTr, pág. 747, assim refere-se ao assunto: Os prêmios consistem em parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador e vinculada à conduta indiVidual do obreiro ou coletiva dos trabalhadores • da empresa.(...). O prêmio, na qualidade de contraprestação paga pelo empregador ao empregado, têm nítida feição salarial. (..)." Claro é o posicionamento do STF, acerca da natureza salarial dos prêmios, posto o descrito na súmula 209, nestes termos: "Súmula 209 — Salário-Prêmio, salário —produção. O salário- produção, como outras modalidades de salário prêmio, é devido, desde que verificada a condição a que estiver subordinado, e não pode ser suprimido, unilateralmente, pelo empregador, quando pago com habitualidade." •• Os prêmios são considerados parcelas salariais suplementares, pagas em função do exercício de atividades atingindo determinadas condições. Neste sentido, adquirem caráter estritamente contraprestativo, ou seja, de um valor pago a mais, um "plus" em função do alcance de metas e resultados Não tem por escopo indenizar despesas, ressarcir danos, mas, atribuir um incentivo ao empregado. t8 CC/MF Sexta Camara CONFERE COMO ORIGINAL Brasilla. O e._ Processo n°37284.000982/2007-95 Maria slna CCO2/C06 Acórdão n.° 206-01.782 ara IntoMat. Siaras 752743 Fls. 179 Segundo o professor Amauri Mascaro Nascimento, em seu livro Manual do salário, Ed. Ltr, p. 334, nestas palavras "Prémio é modalidade de salário vinculado a fatores de ordem pessoal do trabalhador, como produtividade e eficiência. Os prêmios caracterizam-se por seu aspecto condicional, sendo que uma vez instituídos e pagos com habitualidade não podem ser suprimidos." Vale destacar ainda, que por se caracterizarem como remuneração, os prêmios devem, em rega, refletir no pagamento de todas as demais verbas trabalhistas, sejam elas: férias, 13° salário, repouso semanal remunerado, devendo-se observar a habitualidade dependendo da verba que se faça incidir. Pelo exposto o campo de incidência é delimitado pelo conceito remuneração. Remunerar significa retribuir o trabalho realizado. Desse modo, qualquer valor em pecúnia ou em utilidade que seja pago a uma pessoa natural em decorrência de um trabalho executado ou de um serviço prestado, ou até mesmo por ter ficado à disposição do empregador, está sujeito à incidência de contribuição previdenciária. Cabe destacar nesse ponto, que os conceitos de salário e de remuneração não se confundem. Enquanto o primeiro é restrito à contraprestação do serviço devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado, em virtude da relação de emprego; a remuneração é mais ampla, abrangendo o salário, com todos os componentes, e as gorjetas, pagas por terceiros. Nesse sentido é a lição de Alice Monteiro de Barros, na obra Curso de Direito do Trabalho, Editora LTR, 3' edição, página 730. A legislação previdenciária é clara quando destaca, em seu art. 28, §9°, quais as verbas que não integram o salário de contribuição. Tais parcelas não sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, nestas palavras: "Art. 28 (..). if 9° Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n" 9.528, de 10/12/97). a) os beneficios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; (Redação dada pela Lei n" 9.528, de 10/12/97). b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei n°5.929, de 30 de outubro de 1973; c) a parcela "in natura" recebida de acordo' com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei n°6.321, de 14 de abril de 1976; d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração deferias de que trata o 2* Cir./1AF Sexta Camara CONFERE COMO ORIGINAL Grazina, e Processo n°37284.000982/2007-95 CCO2/C06 Acórdão C206-01.782 Maria Edna nto MaL Sinos 752748 Fls. 180 art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). e) as importâncias: (Alínea alterada e itens de 1 a 5 acrescentados pela Lei n° 9.528, de 10/12/97, e de 6 a 9 acrescentados pela Lei n°9.711, de 20/11/98). I. previstas no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; 2. relativas à indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço-FGTS; 3. recebidas a título da indenização de que trata o art. 479 da CLT; 4. recebidas a titulo da indenização de que trata o art. 14 da Lei n°5.889, de 8 de junho de 1973; 5. recebidas a título de incentivo à demissão; 6. recebidas a titulo de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CL?'; 7. recebidas a titulo de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; • 8. recebidas a título de licença-prêmio indenizada; 9. recebidas a titulo da indenização de que trata o art. 9° da Lei n° 7.238, de 29 de outubro de 1984; J) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; (Redação dada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal; Q a importância recebida a titulo de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei n° 6.494, de 7 de dezembro de 1977; j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei espec(/ica; 1) o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP; (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado • 2° CC/MF Sexta Câmara • CONFERE COMO ORIGINAL Brunia, £Li f2 0 Processo n° 37284.000982/2007-95 CCO2/C06Maria Edna argrierr 1 nto Acórdão n.• 206-01.782 Mat. Step* 752743 Fls. 181 para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de, obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). n) a . importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxilio-doença, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528. de 10/12/97). o) as parcelas destinadas à assisanda ao trabalhador da -agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da Lei n° 4.870, de 1° de dezembro de 1965; (Alínea acrescentada pela Lei n° 9.528, de 10/12/97).• p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9° e 468 da CLT; (Alínea acrescentada pela Lei n° 9.528, de 10/12/97). q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (Alínea acrescentada pela Lei n° 9.528, de 10/12/97). r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços,- (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528. de 10/12/97). s) o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei n°9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualcação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação dada pela Lei n°9.711, de 20/11/98). u) a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze anos de idade, de acordo com o disposto no art. 64 da Lei n°8.069, de 13 de julho de 1990; (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528. de 10/12/97). 4, 1.9 P. I I 2° CC/MF Sexta Camara CONFERE COMO ORIGINAL 1,2kraf (9 g Processo n°37284.000982/2007 -95 Maria Edn Afra Pinto CCO2/C06 Acórdão ri, 206-01.782 Mat. Sias 752748 Fls. 182 v) os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528, de 10/12/97). x) o valor da multa prevista no § 8° do art. 477 da CLT. (Alínea acrescentada pela Lei n°9.528, de 10/12/97)." Pela análise do dispositivo legal, podemos observar que , não existe nenhuma exclusão quanto aos prêmios concedidos seja aos segurados empregados ou contribuintes individuais. Além disso, o texto legal não cria distinção entre as exclusões aplicáveis aos empregados e aos contribuintes individuais. Segundo o ilustre professor Arnaldo Sassekind em seu livro Instituições de Direito do Trabalho, 21* edição, volume 1, editora LTr, o significado do termo remuneração deve ser assim interpretado: "No Brasil, a palavra remuneração é empregada, normalmente, com sentido lato, correspondendo ao gênero do qual são espécies principais os termos salários, vencimentos, ordenados, soldo e honorários. Como salientou com precisão Martins Catharino, "costumeiramente chamamos vencimentos a remuneração dos magistrados, professores e funcionários em geral; soldo, o que os militares recebem; honorários, o que os profissionais liberais ganham no exercício autónomo da profissão; ordenado, o que percebem os empregados em geral, isto é, os trabalhadores cujo esforço mental prepondera sobre o bico; e finalmente, salário, o que ganham os operários. Na própria linguagem do povo, o vocábulo salário é preferido quando há prestação de trabalho subordinado." Ademais, o art. 458 da CLT, § 2° descreve as verbas fornecidas aos empregados que não possuem natureza salarial. Senão vejamos: "Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a ,alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Súmula n°258 do TST.) § I° Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo aceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (artigos 81 e 82). § 2° Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: 1 — vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; 12 • r CCIMF Seda câmara. CONFERE COM O ORIGIN AI- Processo ir 37284.000982/2007-95 Brasil'', • CO.r.t.4-- Ira Pin to C 2/C06 Acórdão n.° 206-01.782 Maria Ed 14 na Fls. 183 II mat. siaPe 1528 — educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matricula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; Iii — transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; IV — assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde; V— seguros de vida e de acidentes pessoais; • VI — previdência privada; • VII— VETADO." Observa-se, ainda que a interpretação para exclusão de parcelas da base de cálculo é literal. A isenção é uma das modalidades de exclusão do crédito tributário, e desse modo, interpreta-se literalmente a legislação que disponha sobre esse beneficio fiscal, conforme prevê o CTN em seu artigo 111, I, nestas palavras: "Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: 1- suspensão ou exclusão do crédito tributário;" Assim, onde o legislador não dispôs de forma expressa, não pode o aplicador da lei estender a interpretação, sob pena de violar-se os princípios da reserva legal e da isonomia. Estando, portanto, no campo de incidência do conceito de remuneração e não havendo dispensa legal para incidência de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, no período objeto do presente lançamento, conforme já analisado, deve persistir o lançamento. A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Os valores aplicados em auto de infração pela omissão ou erro na entrega da GFIP justificam-se pelo fato da importância deste documento para administração previdenciária. As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão de base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo INSS e comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos beneficios previdenciários. Desse modo, a omissão irá prejudicar não apenas a autarquia previdenciária, mas principalmente o segurado do Regime Geral de Previdência Social. Não possuindo caráter confiscatório a multa aplicada. Por fim, quanto a exclusão dos co-responsáveis, deve-se esclarecer ao recorrente que se trata do julgamento de Al pelo descumprimento de obrigações acessórias, em sendo assim a autuada é a empresa, que é o sujeito passivo da obrigação tributária e não seus sócios. Esses, por serem os representantes legais do sujeito passivo, constam da relação de Co- Responsáveis — CORESP, consoante determinação contida no art. 660, da IN 03/2005, vigente à época da lavratura do Auto, qual seja: Processo n° 37284.000982/2007-95 OrCalaNitFiCsECIMREFCS.OMO COR aintrot4AgeL CCO2/C06 Acórdão o.' 206-01.782 Maria Edna Mat. Slape 782743 Fls. 184 "Art. 660. Constituem peças de instrução do processo administrativo-fiscal previdenciário, os seguintes relatórios e documentos: X - Relação de Co-Responsáveis (CORESP), que lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação;" Entendo que a fiscalização previdenciária não atribui responsabilidade direta aos sócios, pelo contrário, apenas elencou no relatório fiscal, quais seriam os responsáveis legais da empresa para efeitos cadastrais. Se assim não o fosse, estaríamos falando de uma empresa - pessoa jurídica, com capacidade de pensar e agir, e até onde conheço as decisões de administrar e gerir os empreendimentos partem de seus sócios e diretores. Dessa forma, entendo desnecessária a apreciação do 4uestionamento. Não obstante a correção do auditor fiscal em proceder ao lançamento nos termos do normativo vigente à época da lavratura do AI, foi editada a Medida Provisória MP 449/09, que revogou o art. 32, § 9, da Lei 8.212/91. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória n° 449/2008. A citada MP alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a MP 449/2008, inseriu o art. 32-A, o qual dispõe o seguinte: "Art.32-A.0 contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos e sujeitar-se-á às seguintes multas: I- de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3Q; e II- de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. § ILPara efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não- apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. §22 Observado o disposto no § 3 2, as multas serão reduzidas: I- à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de oficio; ou II- a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo focado em intimação. • a I 14 • Processo rr 37284.000982/2007-95 E rCa0s2N11CONFERERME Fi C:0 tão CORIGINALar • CCO2/C06 e •Acórdão n.° 206-01.782 Marfa Edna os Pinto ns. 185 Mat. Sisas 752745 §32 A multa mínima a ser aplicada será de: I- R$ 20000 (duzentos reais), tratando-se de omissão de • declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária,- II- R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos • . • Entretanto, a MP 449/2008, também acrescentou o art. 35-A que dispõe o seguinte, "A ri. 35-A - Nos casos de lançamento de oficio relativos às contribuições referidas no art. 35, aplica-se o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996". O inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96, por sua vez, dispõe o seguinte: "A ri. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata." Coni a alteração acima, em caso de atraso, cujo recolhimento não ocorrer de forma espontânea pelo contribuinte, levando ao lançamento de oficio, a multa a ser aplicada passa a ser a estabelecida no dispositivo acima citado. As contribuições decorrentes da omissão em GFIP foram objeto de lançamento, por meio da notificação já mencionada e, tendo havido o lançamento de oficio, não se aplicaria o art. 32-A, sob pena de bis in idem. Considerando o principio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea "c", do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. No caso da notificação conexa e já julgada, prevaleceu o valor de multa aplicado nos moldes do art. 35, inciso II, revogado pela MP 449/2008. No caso da autuação em tela, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, § 50, da Lei n° 8.212/1991 também revogado, o qual previa uma multa no valor de cem por cento da contribuição não declarada, limitada aos limites previstos no § 4° do mesmo artigo. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte: Norma anterior, pela soma da multa aplicada nos moldes do art. 35, inciso II com a multa prevista no art. 32, inciso IV, § 5°, observada a limitação imposta pelo § 4° do mesmo artigo, ou Ar g' 15 2. CGR° " 'e" ‘12.1•At. cONFERE CON O C, • - Processo n° 37284.000982/2007-95 mer,.3 Edn 494-Pua _ CCO2/C06 Acórdão o.' 206-01.782 • Mat. StaPe 7 527 4-0 Fls. 186 Norma atual, pela aplicação da multa de setenta e cinco por cento sobre os valores não declarados, sem qualquer limitação, excluído o valor de multa mantido na notificação. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. Diante o exposto e de tudo o mais que dos autos consta. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, rejeitar as preliminares, para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO PARCIAL, para recalcular o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 44, I da Lei riça 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLD correlatas. É como voto. • Sala das Sessões, em 04 de fevereiro de 2009 - I NA MONTEIRO E SILVA VIEIRA 16 Page 1 _0079700.PDF Page 1 _0079800.PDF Page 1 _0079900.PDF Page 1 _0080000.PDF Page 1 _0080100.PDF Page 1 _0080200.PDF Page 1 _0080300.PDF Page 1 _0080400.PDF Page 1 _0080500.PDF Page 1 _0080600.PDF Page 1 _0080700.PDF Page 1 _0080800.PDF Page 1 _0080900.PDF Page 1 _0081000.PDF Page 1 _0081100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10665.000922/2006-51
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/10/2002 a 31/03/2003
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. PIS/PASEP E COFINS.
LEI Nº 10.276/2001. RECEITA OPERACIONAL BRUTA. GLOSA DE
CUSTOS. AUSÊNCIA DE PROVA.
É inviável a retificação do cálculo da receita operacional bruta na fase recursal, sobretudo quando os novos valores informados pelo interessado são desacompanhados de prova da obtenção da receita e divergem do Demonstrativo do Crédito Presumido.
O direito ao crédito está vinculado à prova da efetiva aquisição do insumo.
Para não ser alcançado pelos efeitos jurídicos da inidoneidade da
documentação fiscal ou de declaração de inaptidão da inscrição do emitente da nota fiscal, o sujeito passivo deve conservar a prova dos pagamentos e dos recebimentos dos bens ou serviços (Lei n° 9.430/1996, art. 82).
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-000.605
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: SOLON SEHN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/03/2003 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. PIS/PASEP E COFINS. LEI Nº 10.276/2001. RECEITA OPERACIONAL BRUTA. GLOSA DE CUSTOS. AUSÊNCIA DE PROVA. É inviável a retificação do cálculo da receita operacional bruta na fase recursal, sobretudo quando os novos valores informados pelo interessado são desacompanhados de prova da obtenção da receita e divergem do Demonstrativo do Crédito Presumido. O direito ao crédito está vinculado à prova da efetiva aquisição do insumo. Para não ser alcançado pelos efeitos jurídicos da inidoneidade da documentação fiscal ou de declaração de inaptidão da inscrição do emitente da nota fiscal, o sujeito passivo deve conservar a prova dos pagamentos e dos recebimentos dos bens ou serviços (Lei no 9.430/1996, art. 82). Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. SOLON SEHN Relator. Fl. 352DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 EDITADO EM: 13/07/2011 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Juiz de Fora (MG), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, em acórdão assim ementado (fls. 196): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/04/2003 a 30/06/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. VALOR PASSÍVEL DE RESSARCIMENTO. O valor a ser ressarcido tem por limite o valor do beneficio apurado no encerramento do anocalendário. Se comprovada a redução do montante do beneficio no decorrer do calendário, não passível de compensação yom crédito presumido apurado em períodos subseqüentes, não á possível ressarcir montante que extrapole ao valor do beneficio apurado no encerramento do ano (31/12). CRÉDITO PRESUMIDO. COMPROVAÇÃO DE CUSTO. A nota fiscal de aquisição de insumos, por si só, não comprova a efetividade da aquisição nem o custo dela decorrente. O adquirente deve possuir documentos hábeis e idôneos a comprovar os pagamentos efetuados e a entrada dos insinnos em seu estabelecimento. A exigência de apresentação desses documentos faz parte da atividade de fiscalização, não havendo que se falar em extrapolação de competência do Fisco. Solicitação Indeferida A decisão recorrida afastou a alegação de não observância, na apuração da receita operacional bruta, do disposto no art. 21, inciso I, da Instrução Normativa SRF nº 420/2005, uma vez que a “receita de venda” informada, além de desacompanhada de qualquer prova, seria divergente da apresentada originariamente no Demonstrativo do Crédito Presumido de fls. 126, 128, 130 e 142. Foi mantida, por fim, a glosa dos créditos relativos à aquisição de couro bovino, em face da ausência de documentação hábil e idônea capaz de comprovar os pagamentos efetuados e a entrada efetiva dos insumos (fls. 197/v199). O sujeito passivo, em suas razões recursais (fls. 205217), reitera a não observância do art. 21 IN SRF nº 420/2005. No tocante a glosa de créditos, sustenta que as operações foram devidamente comprovadas, mediante apresentação de notas fiscais válidas, dos livros contáveis, das cópias dos conhecimentos de transportes, da microfilmagem dos cheques e dos comprovantes de transferências bancárias do pagamento dos insumos. É o relatório. Voto Fl. 353DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10665.000922/200651 Acórdão n.º 380200.605 S3TE02 Fl. 292 3 Conselheiro Solon Sehn A ciência da decisão se deu no dia 07/07/2009 (fls. 200/v) e o protocolo do recurso, em 05/08/2009 (fls. 204). Tratase, portanto, de recurso tempestivo que pode ser conhecido, uma vez que versa sobre matéria da competência da Terceira Seção e reúne os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto no 70.235/1972. I DA RECEITA OPERACIONAL BRUTA A alegação de não observância do art. 21 IN SRF nº 420/2005 foi afastada pela decisão recorrida, em face da ausência de comprovação do valor da receita: Todavia, verificase que os valores informados como “Receita de Revenda”, na planilha de fl. 291, apresentada com a Manifestação de Inconformidade, não foram verificados pelos auditores, o que ensejaria baixar o processo em diligência para a confirmação dos mesmos. No entanto, não se justifica tal providência em razão de a contribuinte ter apenas informado os valores na mencionada planilha (fl. 291), não apresentando provas, ainda que por amostragem, da veracidade de suas alegações. Poderia, por exemplo, juntar aos autos cópia, ainda que parcial, do Livro de Registro de Saídas ou do RAIPI, que atestassem a ocorrência das receitas de revenda. Além disso, essa apuração da empresa, apresentada a posteriori (fl. 291), diverge da apuração original, objeto do Demonstrativo do Crédito Presumido (fls. 126 a 131), DCP esse que foi a base da verificação efetuada pela autoridade fiscal. Do confronto entre as apurações do Fisco e da contribuinte constatase que os auditores utilizaram, como valores da ROB, exatamente aqueles informados pela contribuinte no DCP (fls. 126, 128, 130 e 142). O Recorrente, para fins de reforma da referida decisão, apresenta “relação do resumo por cfop extraído do livro registro de saídas” (fls. 210, 250 e ss.). Todavia, a prova apresentada não altera o quadro exposto no acórdão recorrido. Isso porque, ainda que superada a preclusão prevista no art. 16, §§ 4º e 5º, do Decreto nº 70.235/1972, o resumo não permite uma apreciação conclusiva, que dependeria da análise do próprio Livro de Registro de Saídas do período. Os novos valores, ademais, divergem do DCP – Demonstrativo do Crédito Presumido, o que, aliada à ausência de prova da obtenção da receita, inviabiliza por completo o acolhimento da pretensão. II DA GLOSA DE CUSTOS A base de cálculo do crédito presumido do IPI é estabelecida a partir do somatório dos custos previstos no art. 1o, § 1º, da Lei nº 10.276/2001: Art. 1º Alternativamente ao disposto na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica produtora e exportadora de mercadorias nacionais para o exterior poderá determinar o valor do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento relativo às contribuições para os Programas de Integração Social e de Fl. 354DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (COFINS), de conformidade com o disposto em regulamento. § 1º A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: I de aquisição de insumos, correspondentes a matériasprimas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; II correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contribuinte do IPI, na forma da legislação deste imposto. Portanto, o direito ao crédito está vinculado ao valor do custo de aquisição do insumo e, evidentemente, à sua respectiva comprovação na forma da legislação tributária. Esta, por sua vez, deve ocorrer mediante apresentação de nota fiscal, de recibo ou de documento equivalente, contendo, no mínimo, a identificação das partes, a especificação do CPF ou do CNPJ, a descrição dos bens ou serviços, a data e o valor da operação (Lei no 9.532/1997, art. 61, § 1º). Exigese ainda, nos termos do art. 82 da Lei no 9.430/1996, que todo o contribuinte, para não ser alcançado pelos efeitos jurídicos de eventual inidoneidade da documentação fiscal ou de declaração de inaptidão da inscrição do emitente, conserve a prova da efetivação dos pagamentos e dos recebimentos dos bens ou serviços: Art. 82. Além das demais hipóteses de inidoneidade de documentos previstos na legislação, não produzirá efeitos tributários em favor de terceiros interessados, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes tenha sido considerada ou declarada inapta. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos em que o adquirente de bens, direitos e mercadorias ou o tomador de serviços comprovarem a efetivação do pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos e mercadorias ou utilização dos serviços. Desse modo, nos casos de inidoneidade do documento fiscal ou de declaração de inaptidão do emitente, o sujeito passivo tem direito ao reconhecimento dos efeitos tributários que decorrem da operação, desde que, nos termos da Lei no 9.430/1996 (art. 82, parágrafo único), apresente a prova do pagamento e do recebimento dos bens ou serviços. Esse dispositivo se aplica mesmo quando os custos encontramse registrados na escrituração fiscal, porque esta somente tem valor probante em favor do contribuinte, consoante o disposto no art. 9.º, § 1.º, do DecretoLei n.º 1.598/1977, no tocante aos fatos lastreados em documentação hábil: Art. 9º [...] § 1º A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Fl. 355DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10665.000922/200651 Acórdão n.º 380200.605 S3TE02 Fl. 293 5 É inviável, destarte, o acolhimento da pretensão do contribuinte. A legislação é clara ao estabelecer que, nos casos de suspeita de inidoneidade, a simples apresentação da nota fiscal e da escrituração fiscal, desacompanhadas da prova do pagamento e da entrega da mercadoria, mostrase insuficiente para a comprovação do custo de aquisição. Não se questiona o entendimento doutrinário que interpreta a palavra “cobrado”, prevista no art. 153, § 3º, I1, da Constituição, no sentido de incidente ou devido, na linha de Hugo de Brito Machado, José Souto Maior Borges, Cléber Giardino, Geraldo Ataliba, José Souto Maior Borges, Roque Antonio Carrazza, Paulo de Barros Carvalho, André Mendes Moreira, Eduardo Domingos Botallo, entre outros2. Todavia, na hipótese dos autos, a prova exigida em consonância com a Lei no 9.430/1996 não se refere ao pagamento do tributo incidente na operação anterior, mas à comprovação da efetiva ocorrência da aquisição por parte daquele que pleiteia a restituição, bem como do valor do respectivo. Ao indeferir o pedido de ressarcimento assentada nessa fundamentação, a decisão recorrida não demanda qualquer reparo, porque, segundo ensina Paulo de Barros Carvalho, não há incompatibilidade entre o princípio constitucional da nãocumulatividade e a exigência, para fins de aproveitamento do crédito, de documento hábil e de prova da efetiva ocorrência das operações documentadas: É, portanto, requisito para o aproveitamento do crédito que esteja ele vertido em documento hábil para certificar a ocorrência do fato que dá ensejo à apuração do crédito. [...] Cabe destacar, nesta exigência3, a necessidade dos documentos atenderem ao que dispõe a legislação, no tocante à sua confecção, tipo, série e demais perculiaridades. Aquilo que se impõe, no caso, é o dever de o contribuinte conferir os documentos que acompanham os bens adquiridos, buscando identificar se atendem ou não ao que estabelecem os dispositivos legais que tratam da matéria. Nada mais. O derradeiro requisito, também percebido na já mencionada legislação, diz respeito à efetiva ocorrência das operações documentadas, o que já foi previamente lembrado letras acima. Ou, por outras palavras, o que estiver registrado – em documento fiscal – deve refletir a efetiva realização do negócio jurídico, com ingresso, real ou simbólico, da mercadoria no estabelecimento adquirente e o respectivo pagamento. 1 "Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: [...] § 3º O imposto previsto no inciso IV: [...] II será nãocumulativo, compensandose o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores;" 2 Cf.: MACHADO, Hugo de Brito. Aspectos fundamentais do ICMS. 2. ed. São Paulo: Dialética, 1999, p. 140 e ss.; BORGES, José Souto Maior. Isenções e reduções do ICM. Revista de direito tributário, São Paulo, n.° 2526, p. 208; GIARDINO, Cléber. O ICM e o princípio da nãocumulatividade. Revista de direito tributário, São Paulo, n.° 2526, p. 119; CARRAZZA, Roque Antonio. ICMS. 10. ed. São Paulo: Malheiros, 2005, p. 292 e ss.; ed. CARVALHO, Paulo de Barros. Isenções tributárias do IPI, em face do princípio da nãocumulatividade. Revista dialética de direito tributário, São Paulo, n.° 33, p. 160 e ss.; MOREIRA, André Mendes. A nãocumulatividade dos tributos. São Paulo: Noeses, 2010, p. 122; BOTALLO, Eduardo Domingos. IPI: princípios e estrutura. São Paulo: Dialética, 2009, p. 36. MELO, José Eduardo Soares de. IPI: teoria e prática. São Paulo: Malheiros, 2009, p. 170 e ss. 3 O eminente professor se refere ao disposto especificamente no art. 36 da Lei n. 6.374/89, do Estado de São Paulo. Fl. 356DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA 6 Tais providências, quando tomadas em conjunto, evidenciam a boafé do contribuinte, eximindoo de eventuais responsabilidades caso seja posteriormente verificada a prática de ilícitos por terceiros4. Com efeito, no presente caso concreto, uma das empresas implicadas, embora tenha emitido R$ 3.299.332,15 em notas fiscais, declaravase inativa perante a Receita Federal. A segunda fornecedora – que emitiu R$ 5.592.255,60 em notas – não apresentava DIPJ há mais de dois anos, sendo que, no ano de 2002 (em que emitiu R$ 1.110.395,50 em notas), declarou como receita tributável o valor de R$ 20.145,63 (fls. 143). Tais fatos, como não poderia deixar de ser diferente, fizeram com que a Fiscalização suspeitasse da idoneidade das empresas emitentes das notas fiscais. O Recorrente, assim, foi intimado a apresentar prova do pagamento das faturas e da entrega da mercadoria, na forma prevista no parágrafo único do art. 82, da Lei no 9.430/1996 (fls. 44). Os documentos apresentados, entretanto, não foram considerados suficientes pela autoridade fiscal, pelas razões assim sintentizadas na decisão recorrida (fls. 198198/v): Quando da fiscalização da Curtidora Itaúna, e diante de suspeita de inidoneidade das empresas acima especificadas, o auditor fiscal intimou a interessada a apresentar os comprovantes dos pagamentos das aquisições efetuadas perante essas empresas (fl. 44). Em resposta, a Curtidora Itaúna apresentou as cópias de cheques anexadas às fls. 51121. A fiscalização analisou, uma a uma, essas cópias de cheques, não os tendo aceitado como comprovação hábil dos pagamentos relativos às notas fiscais relacionadas nos Demonstrativos 1 e 2 (fls. 132 a 135), em razão dos motivos identificados na coluna Observação (cheque nominal à própria Curtidora Itaúna; cheque nominal ao fornecedor, endossado pela Curtidora Itaúna e pago no caixa; cheque nominal ao fornecedor, mas sem qualquer endosso ou registro no verso do cheque a comprovar seu depósito em conta da favorecida. Ao considerar como não comprovados os pagamentos, excluiu os valores das correspondentes aquisições de couro bovino (fl. 140) da apuração do custo de couro (fl. 141). Em sua manifestação de inconformidade a interessada também não apresenta qualquer documento que comprove os pagamentos relativos às aquisições desconsideradas pela fiscalização. Tampouco apresentou, apesar de intimada a fazêlo (fl. 144), cópias dos conhecimentos de transporte vinculados às aquisições em comento. Os documentos de fls. 184 a 187, que a contribuinte apresentou como exemplo de exigências efetuadas por seus fornecedores quanto à forma de pagamento, não dizem respeito às aquisições que foram objeto de glosa nos trimestres deste processo. [...] a escrituração de uma nota fiscal de aquisição e a contabilização do correspondente pagamento não bastam para legitimar o custo de aquisição. Todo e qualquer pagamento contabilizado deve estar amparado em documentação hábil e idônea a comprovar sua efetividade, bem como sua vinculação 4 CARVALHO, Paulo de Barros Carvalho. Direito tributário, linguagem e método. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2008, p. 652 e 653654. Fl. 357DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10665.000922/200651 Acórdão n.º 380200.605 S3TE02 Fl. 294 7 com a operação descrita na nota fiscal (boletos ou títulos bancários, cheques nominativos compensados com identificação da conta de depósito, depósitos em contacorrente identificada, todos, obviamente, coincidentes em datas e valores com as aquisições a eles vinculadas). É de exclusiva responsabilidade da empresa se precaver para que todos os comprovantes dos pagamentos efetuados (e contabilizados) possam identificar o beneficiário desses pagamentos, de forma a permitir sua vinculação com as aquisições correspondentes. Da mesma forma, a empresa deve dispor de meios hábeis para comprovar a entrada dos insumos em seu estabelecimento. Apesar de suas alegações, a contribuinte não apresentou, em sua Manifestação de Inconformidade, um único documento hábil e idôneo a comprovar que os pagamentos vinculados às notas fiscais em comento tiveram os fornecedores dos insumos como beneficiário (Empral e Leather). Importante observar que muitos dos cheques apresentados como prova dos pagamentos efetuados não guardam, sequer, correspondência de datas c valores às notas fiscais emitidas por esses fornecedores. Além disso, a fiscalização apontou, cheque por cheque, quais os motivos que a levaram a concluir que os correspondentes pagamentos não se destinaram às empresas emitentes das notas fiscais (Empral e Leather), sendo que a reclamante não rebateu, especificamente, essa acusação. Com efeito, exatamente para as aquisições efetuadas perante empresas com suspeita de idoneidade a contribuinte não apresentou comprovantes de pagamentos que pemitissem vinculalos às pessoas jurídicas emitentes das notas fiscais. É, no mínimo, muita coincidência. No entender desta julgadora os documentos apresentados pela empresa como prova dos pagamentos efetuados (fls. 51 a 121) não são hábeis para a comprovação pretendida. Ressaltese que algumas das cópias dos cheques apresentadas poderiam ser consideradas hábeis a comprovar a salda de numerário da empresa (Curtidora Itaúna), mas não a comprovar a vinculação dessas saídas de numerário às aquisições de couro bovino efetuadas da Empral e Leather. Oportuno assinalar que a base de cálculo do beneficio é obtida, exatamente, a partir do custo de aquisição de insumos destinados à industrialização (art. 1o, I, da Lei 10.276/2001). Como admitir um custo se a empresa não conseguiu comprovar a vineulação do pagamento contabilizado ao fornecimento do insumo, nem a entrada desse insumo em seu estabelecimento? Ressaltese que o caso sob exame tratase de concessão de um beneficio fiscal (crédito presumido). Nesse caso, a comprovação, pela interessada, da legilimidade dos custos de aquisições toma se indispensável, uma vez que ao requerente do beneficio compete a prova do direito creditório pleiteado (artigo 333, capta c inciso I, do Código de Processo Civil). Daí ser indispensável à interessada demonstrar a vinculação do pagamento efetuado à correspondente nota fiscal de aquisição, o que, no caso, como já consignado, não ocorreu. Fl. 358DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA 8 À luz dos motivos expostos, é de se considerar não comprovados, até a presente data as aquisições amparadas pelas notas fiscais emitidas pela Empral e pela Leather, relacionadas à fl. 137 a 139, devendo ser mantida a glosa efetuada pelo auditor. Tais fundamentos, em que pese as razões apresentadas pelo Recorrente, são bastantes para justificar a glosa do custo realizado, porque não houve prova da entrega da mercadoria nem do pagamento realizado ou do respectivo valor. A prova anexa à petição recursal, por outro lado, não infirma essa conclusão, porque os extratos bancários (fls. 228 e ss.) apenas refletem as operações realizadas com os cheques já analisados pela Fiscalização (fls. 51121). A escrituração e as notas fiscais, consoante destacado, provam apenas os fatos registrados e lastreados em documentação hábil. Votase, assim, pelo conhecimento e desprovimento do recurso. Solon Sehn Relator Fl. 359DF CARF MF Emitido em 29/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 13/07/2011 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/08/2011 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.009589/2002-42
Data da sessão: Thu Aug 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Exercício: 1998
Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS.
INAPLICABILIDADE DO INSTITUTO A CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CONSTITUÍDOS EM AUTO DE INFRAÇÃO.
A compensação tributária, diferentemente do Direito Civil, é benefício fiscal e, como tal, submete-se a certos requisitos normativos. Na ausência de norma que autorize a compensação com créditos tributários objeto de auto de infração, inaplicável se revela o presente instituto.
Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 1998
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. NOVOS ARGUMENTOS
TRAZIDOS AO PROCESSO SEM APRECIAÇÃO DA INSTÂNCIA
ORIGINÁRIA. NÃO CONHECIMENTO.
De acordo com os arts. 16, III, e 17, do Decreto nº 70.235/72, não são passíveis de conhecimento em sede recursal argumentos novos, que não tenham sido apreciados pela instância a quo.
Assunto: Normas gerais de direito tributário
Exercício: 1998
Ementa: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CONFIGURAÇÃO.
NECESSIDADE DO PAGAMENTO INTEGRAL DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO, ANTES DE QUALQUER AÇÃO FISCAL.
À luz do art. 138 do Código Tributário Nacional, a denúncia espontânea somente se configura se, antes de ação fiscal, o sujeito passivo realiza o pagamento da totalidade do crédito tributário devido. Não o fazendo, inaplicáveis os benefícios do instituto.
Recurso Voluntário Conhecido Parcialmente e não provido.
Numero da decisão: 3802-000.656
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer parcialmente o recurso voluntário e negar-lhe provimento.
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
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ementa_s : Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - Cofins Exercício: 1998 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. INAPLICABILIDADE DO INSTITUTO A CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS CONSTITUÍDOS EM AUTO DE INFRAÇÃO. A compensação tributária, diferentemente do Direito Civil, é benefício fiscal e, como tal, submete-se a certos requisitos normativos. Na ausência de norma que autorize a compensação com créditos tributários objeto de auto de infração, inaplicável se revela o presente instituto. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 1998 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. NOVOS ARGUMENTOS TRAZIDOS AO PROCESSO SEM APRECIAÇÃO DA INSTÂNCIA ORIGINÁRIA. NÃO CONHECIMENTO. De acordo com os arts. 16, III, e 17, do Decreto nº 70.235/72, não são passíveis de conhecimento em sede recursal argumentos novos, que não tenham sido apreciados pela instância a quo. Assunto: Normas gerais de direito tributário Exercício: 1998 Ementa: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CONFIGURAÇÃO. NECESSIDADE DO PAGAMENTO INTEGRAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO, ANTES DE QUALQUER AÇÃO FISCAL. À luz do art. 138 do Código Tributário Nacional, a denúncia espontânea somente se configura se, antes de ação fiscal, o sujeito passivo realiza o pagamento da totalidade do crédito tributário devido. Não o fazendo, inaplicáveis os benefícios do instituto. Recurso Voluntário Conhecido Parcialmente e não provido.
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REQUISITOS FORMAIS. INAPLICABILIDADE DO INSTITUTO A CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS CONSTITUÍDOS EM AUTO DE INFRAÇÃO. A compensação tributária, diferentemente do Direito Civil, é benefício fiscal e, como tal, submetese a certos requisitos normativos. Na ausência de norma que autorize a compensação com créditos tributários objeto de auto de infração, inaplicável se revela o presente instituto. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 1998 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. NOVOS ARGUMENTOS TRAZIDOS AO PROCESSO SEM APRECIAÇÃO DA INSTÂNCIA ORIGINÁRIA. NÃO CONHECIMENTO. De acordo com os arts. 16, III, e 17, do Decreto nº 70.235/72, não são passíveis de conhecimento em sede recursal argumentos novos, que não tenham sido apreciados pela instância a quo. Assunto: Normas gerais de direito tributário Exercício: 1998 Ementa: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. CONFIGURAÇÃO. NECESSIDADE DO PAGAMENTO INTEGRAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO, ANTES DE QUALQUER AÇÃO FISCAL. À luz do art. 138 do Código Tributário Nacional, a denúncia espontânea somente se configura se, antes de ação fiscal, o sujeito passivo realiza o Fl. 172DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 02/0 7/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 pagamento da totalidade do crédito tributário devido. Não o fazendo, inaplicáveis os benefícios do instituto. Recurso Voluntário Conhecido Parcialmente e não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer parcialmente o recurso voluntário e negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. EDITADO EM: 11/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barros Rios, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn, ausente momentaneamente a Conselheira Tatiana Midori Migiyama Relatório Tratase de recurso voluntário que chega a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em razão da insurgência do contribuinte epigrafado contra o Acórdão 0329623 de 27 de fevereiro de 2009, de lavra da 4ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Brasília/DF. Em momento prévio à análise das motivações recursais, é conveniente que sejam revisitados os atos e fases processuais já superados. Por bem resumir a controvérsia até a respectiva fase processual, tomo emprestado a descrição fática lançada no acórdão da instância a quo acima referido (fl. 35/36 dos autos): Versa o presente processo sobre Auto de Infração — Cofins Declaração de Contribuições e Tributos Federais, ano calendário 1998, mediante o qual é exigido da interessada supra identificada o crédito tributário no valor de R$ 143.546,53 (fl. 43). Cientificada, a contribuinte apresentou impugnação, contestando a autuação sob o argumento de que detém créditos de Cofins retida na fonte por órgão público que não foram computados. Assim, requer seja desconsiderado em parte o auto de infração. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 02/0 7/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10166.009589/200242 Acórdão n.º 3802000.656 S3TE02 Fl. 126 3 Ao analisar a impugnação oposta à ação fiscal, a 4ª. Turma da DRJ de Brasília/DF entendeu pela total procedência do lançamento tributário, refutando na sua maioria os argumentos expendidos na peça defensiva do sujeito passivo. Assunto: Contribuição para o financiamento da Seguridade Social Exercício: 1998 Ementa: FALTA DE PAGAMENTO E/OU COMPENSAÇÃO – NÃO EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Se na fase impugnatória a contribuinte não comprova a improcedência do lançamento, por conta de recolhimentos já efetuados, ou por qualquer outra forma, há que se manter a importância da exigência fiscal correspondente. Lançamento Procedente Em seu Recurso Voluntário (fls. 116122), que ora é objeto de exame, o sujeito passivo se insurge contra o acórdão a quo, pelo qual reitera os argumentos já aduzidos por ocasião da sua impugnação inicial, trazendo ainda novo argumento quanto ao descabimento da imputação de multa de ofício sobre si, em virtude de denúncia espontânea. Os autos então seguiram ao CARF para conhecimento e julgamento da referida manifestação recursal. Sendo esses os aspectos mais relevantes do presente procedimento de revisão de lançamento tributário, passase ao voto. Voto Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi, Relator O recurso se mostra admissível quanto à sua tempestividade. Vale ressaltar, que o ofício da DICAT de fl. 124, de forma equivocada, considera como data de ciência do acórdão o dia 11.03.2009, o que ensejaria na intempestividade do recurso, porém, procedendo a análise dos autos, verificase que o AR que deu ciência da decisão a quo foi datado e assinado no dia 03.04.2009 (cf. fl. 115), e o recurso protocolado no dia 29.04.2009 (cf. fl. 116), portanto, manifestamente tempestivo. Visto isso, e ausentes quaisquer outros pontos preliminares, passo ao exame do mérito. Compulsando os autos, verificase que o lançamento contestado resultou da inadimplência ou recolhimento a menor da COFINS ao longo do exercício de 1998. O Recorrente pretende anulação parcial do auto de infração trazendo como argumento (i) a quitação parcial dos débitos visto que houve retenção na fonte feita pelos entes públicos pagadores que não foram computados; (ii) quitação parcial pela aplicação do instituto da compensação com relação àquelas retenções feitas pelos órgãos públicos; e (iii) a inaplicabilidade da multa de ofício ante a ocorrência da denúncia espontânea. Passo à análise. No que tange ao argumento do cancelamento parcial do auto de infração por conta de já terem sido retidos na fonte tais tributos pelos entes públicos, com os quais mantinha contrato de prestação de serviço, não assiste razão ao Recorrente. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 02/0 7/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 O Recorrente aduz que sua atividade resumese basicamente à prestação de serviço aos entes da Administração Pública, e que por conta da Instrução Normativa Conjunta SRF/STN/SFC Nº 1, de 9 de janeiro de 1997, c/c a Instrução Normativa Conjunta SRF/STN/SFC Nº 4, de 18 de agosto de 1997, tais entes procederam a retenção na fonte dos valores relativos à COFINS, e que, como essas parcelas não foram computadas quando do cálculo do presente lançamento, devese cancelar parcialmente o lançamento tributário. Essas retenções, feitas por órgãos públicos, foram realizadas em nome de outros contribuintes, tendo em vista que, como ressaltado pelo próprio Recorrente em suas razões, houve uma série de subcontratações. Ora, como a retenção foi feita em nome de outros contribuintes, não é possível aproveitar esses créditos de COFINS com relação a débitos do Recorrente. É decorrência lógica do estabelecimento da obrigação tributária entre o agente responsável pela retenção da contribuição e o contribuinte substituído. Desse modo, caso o Recorrente se julgue prejudicado pela ausência de repasse econômico dos valores retidos a título de COFINS, deve buscar junto a seu contratante (que, até prova em contrário, é o beneficiário dos créditos de COFINS objeto de retenção) alguma forma de reparação. Por outro lado, a rigor, seria no mínimo temerário aproveitar a retenção feita em nome de um contribuinte, para outro, sem que se demonstrasse que não houve aproveitamento prévio desse crédito. É aplicação pura e simples do raciocínio espelhado no art. 166 do Código Tributário Nacional e na Súmula 476 do STJ: a restituição (e notadamente a compensação) compete ordinariamente a quem provar que sofreu o ônus econômico do tributo. Já no que tange ao argumento de que o contribuinte possuía crédito a compensar (e que, por isso, deveria haver dedução automática dos valores que ora lhe são exigidos), também não assiste razão ao Recorrente. Isso porque, além das considerações feitas anteriormente sobre o titular desses créditos de COFINS (que juridicamente não é o Recorrente, mas sim o sujeito passivo contratado pelo órgão público responsável pela retenção da referida contribuição social), temse que a compensação tributária, diferentemente da compensação de direito privado citada pelo Recorrente, é um benefício fiscal consistente na simplificação do procedimento de solve et repete comum à relação de direito tributário. Como benefício fiscal que é, a compensação possui diversos requisitos e balizas que devem ser observadas, para que possa se desenvolver regularmente. Nesse sentido se verifica que o Recorrente não preencheu qualquer dos requisitos para compensação, seja demonstrando cabalmente que possui créditos líquidos e certos em face da Fazenda Nacional, seja por sequer ter apresentado Declaração de Compensação nos termos da legislação vigente à época. E há de realçar que nem o poderia, dado que não há previsão para compensação de créditos do sujeito passivo com créditos tributários constituídos em autos de infração. Desse modo, na ausência de previsão legal, restaria ao Recorrente o procedimento comum de solver com a sua obrigação e buscar ser restituído dos créditos que afirma possuir contra a Fazenda Nacional, ou mesmo obter compensação – cumprindo com as formalidades legais – com outros débitos ainda não autuados. Por fim, o Recorrente traz nova argumentação à lume, consistente na eventual aplicação dos benefícios da denúncia espontânea ao seu caso, para fins de afastar a multa de ofício. Ocorre que, por não ter sido aduzida em sede de impugnação, essa argumentação não pode ser conhecida. Isso porque o Decreto nº 70.235/72 é claro ao determinar, em seu artigo 16, III, que: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as Fl. 175DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 02/0 7/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10166.009589/200242 Acórdão n.º 3802000.656 S3TE02 Fl. 127 5 razões e provas que possuir; O art. 17 do mesmo diploma arremata quanto à matéria que não tenha sido objeto da impugnação: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Assim, não havendo sido ventilado na impugnação o argumento ora sob exame, não pode ser objeto de conhecimento em sede de Recurso Voluntário. E mesmo que o fosse, para fins de configuração do instituto da denúncia espontânea, o Recorrente deveria ter agido nos estritos termos do art. 138 do Código Tributário Nacional, realizando (i) pagamento integral do crédito tributário devido (ii) antes de qualquer ação fiscal. Não realizando nem um e nem outro requisito do art. 138 do CTN, incogitável a denúncia espontânea ao seu caso. Diante do exposto, oriento meu voto no sentido de que seja conhecido em parte o Recurso Voluntário, e, nessa parte, sejalhe NEGADO PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 176DF CARF MF Impresso em 17/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 02/0 7/2012 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 35013.002175/2005-18
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/1999
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NÃO CIENTIFICAÇÃO DE DILIGÊNCIA - CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE DE DN.
Não cientificação do recorrente acerca de diligência efetuadas -
cerceamento de defesa, nula a decisão de 10 instância.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-01.627
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a Decisão de Primeira Instância. Ausente ocasionalmente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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Siair 7‘1•3e3 MINISTÉRIO DA FAZENDA itt SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 35013.002175/2005-18 Recurso n° 143.119 Voluntário Matéria DESCARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO PACTUADO, CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES Acórdão n° 206-01.627 Sessão de 02 de dezembro de 2008 Recorrente CM MACHADO ENGENHARIA LTDA Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/1999 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NÃO CIENTIFICAÇÃO DE DILIGÊNCIA - CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE DE DN. Não cientificação do recorrente acerca de diligência efetuadas - cerceamento de defesa, nula a decisão de 10 instância. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (11)( I. " "E Cret F - Sexta Câmera CONFERE 80m O ORIGINAL Processo n° 35013.002175/2005-18 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-01.627 Brasília O ,71.7%-07 Fls. 192 Maria Ia Fatima Forreir • • Carvalho mau. Sla pe 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a Decisão de Primeira Instância. Ausente ocasionalmente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. "AIOELIAS SA 'AIO FREIRE Presidente E • A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n°35011002175/200548 Ce02/036 - Sexta CamaraAcórdão rt, 206-01.627 CONFERE COM O ORIGINAL Fls. 193 Sfeliffia, 0 si; rfronb Maea de Fitinla Ferreir de Carvalho Metr. Siape 751683 Relatório O presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo dos segurados empregados, da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e a destinada aos Terceiros, levantadas sobre: - Remuneração paga aos segurados empregados, obtidos pelas FOPAG, recibos, bem como registros contábeis; - Remuneração paga aos trabalhadores autônomo, na condição de condutores autônomos; - Remuneração paga aos segurados contratados como eventuais, mas que no desempenho das atividades em obra da empresa, foram considerados segurados empregados pra efeitos previdenciários; e - Remuneração contida nas NF emitidas pelas empresas que prestaram serviços de construção civil apurados por meio das notas fiscais. Relevante destacar que o lançamento foi efetuado 03/08/2001, tendo o recorrente dado ciência no mesmo dia. Não conformado com a notificação, foi apresentada defesa pela empresa, fls. 50 a81. O processo foi baixado em diligência para que a autoridade fiscal se manifestasse acerca dos equívocos apontados pelo impugnante, bem como se pronuncie frente à defesa e complementação do pedido de revisão apresentados, de modo que as dúvidas possam ser dirimidas e o serviço de análise possa então formas a devida convicção. Foi emitida diligência esclarecendo o termos da aplicação de ordens de serviços, face inúmeras discussões entre os mais diversos setores da unidade previdenciária, bem como rebateu de forma superficial os argumentos quanto a não consideração de GPS, fls. 122 a 123. A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento fiscal, fls. 129 a 141. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 147 a 169. Em síntese, a recorrente alega o seguinte: - Preliminarmente, as contribuições apuradas encontram-se alcançadas pela decadência quinquenal; - Não pode a empresa notificada ser enquadrada como sucessora, face processo de cisão parcial de conhecimento da própria auditora; atfi 3 CC/SAF - Sana Camarim Processo n° 35013.002175/200$-18 CONFERE COM O ORIGINAL CCO2.'C06 Acórdão n.° 206-01.627 emalha, a/ (0 Fls. 194 Manado FaIjn.p%mor Wh,' o matr. Slosse 71118B3 - A empresa recorrente, enquanto construtora, em relação a subempreiteiras, não se enquadra em nenhuma das figuras elencadas pela lei como solidariamente responsável; - Incabível a contribuição sobre as remunerações paga aos trabalhadores autônomos; - Incabível a aplicação da taxa SELIC; - A multa não pode ter caráter confiscatório; - Inaplicável o percentual de 40% sobre mão de obra contratada, por se tratar de pavimentação asfáltica; - Não foram demonstrados os requisitos caracterizadores do vinculo de emprego; e - Requer seja anulado o presente débito. A SRP apresenta contra-razões, às fls. 185 a 186. É o relatório. Voto Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 189. Pressupostos superados, passo ao exame das questões preliminares ao mérito. DAS PRELIMINARES AO MÉRITO Analisando os autos verifiquei uma irregularidade. A Receita Previdenciária realizou diligência fiscal, e como resultado dessa diligência, foi emitida informação fiscal e não há provas de que o recorrente foi cientificado do resultado da diligência, sendo exarada DN, sem a possibilidade do contraditório em relação à diligência fiscal. Dessa forma, contata-se que, após a impugnação do sujeito passivo e antes do julgamento de P instância, o processo foi convertido em diligência e a autoridade notificante se manifestou rebatendo as razões trazidas pela recorrente em sua defesa. Segundo o Manual dó Contencioso, o processo, como espécie de procedimento em contraditório, exige a manifestação de uma parte sempre que a outra traz para os autos fatos novos. Assim, se no curso do procedimento, são efetuadas diligências com manifestações do agente notificante sem conhecimento do sujeito passivo, faz-se necessária a abertura de prazo para sua manifestação, sob pena de cerceamento do direito de defesa. E, conforme art. 31, inciso II, da Portaria MPAS n° 520/04, são nulas as decisões proferidas com preterição do direito de defesa. (. 4 CClMF - Enata C•rnimie • • CONFERE Cem O ORIGINAL Processo n°35013.002175/2005-18 1. CCO2/C06 Acórdão n.° 206-01.627 WrOln't Maria° Fatora Ferr • arvallio Fls. 195 Mau. Siar.* 75/6e3 Portanto, a nulidade da DN merece ser decretada afim de que se possa oferecer oportunidade à recorrente de se manifestar a respeito da IF antes de qualquer decisão da Autarquia a respeito do lançamento. Entendo que a nulidade argüida de oficio só é cabível, quando identificado tratar-se de matéria de ordem pública, ou seja, caso reste constatado o efetivo cerceamento de defesa, falta de cumprimento de dispositivo legal que vicia todo o ato. A mera não cientificação dos termos de uma diligência fiscal, produzida após o lançamento não é a princípio matéria de ordem público, se na própria Decisão Notificação resta transcrita os termos da diligência. Neste caso, não haveria que se falar em cerceamento de defesa, visto ter o notificado acesso aos termos da diligência, podendo inclusive rebatê-la pela via recursal. Caso não venha a fazê-lo não caberia a este conselho fazê-lo de oficio. Pela análise dos autos durante o julgamento, observei que a decisão notificação se resume a mencionar a diligência, sem contudo, trazer os seus termos, razão porque poder-se- ia argüir ter o contribuinte em parte prejudicado o seu direito ao contraditório e a ampla defesa. Face a decisão aqui descrita, orienta-se a autoridade fiscal esclarecimentos acerca do percentual adotado na contratação de serviços e caracterização do vínculo de emprego, face os argumentos apontados pelo recorrente na peça recursal, inclusive com relação a caracterização da sucessão, evitando posterior nova baixa do processo em diligência ou exclusão de levantamento por nulidade. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por ANULAR A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, nos termos acima expostos. Sala das Sessões, em 02 de dezembro de 2008 ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA 5 Page 1 _0030600.PDF Page 1 _0030700.PDF Page 1 _0030800.PDF Page 1 _0030900.PDF Page 1
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Numero do processo: 15983.001285/2010-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 11 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Tue May 23 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008
MANUTENÇÃO DA OPÇÃO DO SIMPLES. DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA. IMPROCEDÊNCIA DA LAVRATURA PARA EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PARA OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS.
Tendo sido deferida a pretensão da empresa de se manter no Simples, por decisão administrativa de segunda instância com trânsito em julgado, não subsiste o lançamento para exigência das contribuições para outras entidades ou fundos.
Numero da decisão: 2401-011.135
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Presidente
(documento assinado digitalmente)
Wilsom de Moraes Filho Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Wilsom de Moraes Filho, Rayd Santana Ferreira, Eduardo Newman de Mattera Gomes, Ana Carolina da Silva Barbosa, Guilherme Paes de Barros Geraldi e Miriam Denise Xavier (Presidente).
Nome do relator: WILSOM DE MORAES FILHO
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 MANUTENÇÃO DA OPÇÃO DO SIMPLES. DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA. IMPROCEDÊNCIA DA LAVRATURA PARA EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PARA OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS. Tendo sido deferida a pretensão da empresa de se manter no Simples, por decisão administrativa de segunda instância com trânsito em julgado, não subsiste o lançamento para exigência das contribuições para outras entidades ou fundos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente (documento assinado digitalmente) Wilsom de Moraes Filho Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Wilsom de Moraes Filho, Rayd Santana Ferreira, Eduardo Newman de Mattera Gomes, Ana Carolina da Silva Barbosa, Guilherme Paes de Barros Geraldi e Miriam Denise Xavier (Presidente).
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DECISÃO ADMINISTRATIVA DEFINITIVA. IMPROCEDÊNCIA DA LAVRATURA PARA EXIGÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕES PARA OUTRAS ENTIDADES OU FUNDOS. Tendo sido deferida a pretensão da empresa de se manter no Simples, por decisão administrativa de segunda instância com trânsito em julgado, não subsiste o lançamento para exigência das contribuições para outras entidades ou fundos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier – Presidente (documento assinado digitalmente) Wilsom de Moraes Filho – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Wilsom de Moraes Filho, Rayd Santana Ferreira, Eduardo Newman de Mattera Gomes, Ana Carolina da Silva Barbosa, Guilherme Paes de Barros Geraldi e Miriam Denise Xavier (Presidente). Relatório Nos termos do relatório fiscal e fundamentos legais do DEBCAD 37.309.185-0, verifica-se que o presente lançamento, no valor de R$ 50.737,52 foi efetuado para constituição AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 12 85 /2 01 0- 37 Fl. 94DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2401-011.135 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 15983.001285/2010-37 do crédito relativo às contribuições devidas às outras entidades e fundos (FNDE — Salário Educação, INCRA, SESC, SENAC e SEBRAE, no período de 07/2007 a 12/2008, incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, utilizada para cálculo das contribuições destinadas à Previdência Social, conforme art.94 da Lei n° 8.212/91 e suas alterações dadas pela Lei n° 11.098/05 e conforme art.3° da Lei n° 11.457 e art. 111 da IN-RB 971/09. O Relatório Fiscal se encontra nas e-fls. 25/29. A contribuinte apresentou impugnação dentro do prazo regulamentar, às e-fls. 31/37, em síntese, com os principais tópicos a seguir: PRELIMINARMENTE I DA CONEXÃO A DETERMINAR ANÁLISE CONJUNTA II-DA ILEGALIDADE E DA IMPOSSIBILIDADE DA AÇÃO FISCAL E SUAS CONSEQUENCIAS. MÉRITO I-OS FATOS II-O DIREITO III - CONCLUSÃO E REQUERIMENTOS: Foi proferido Acórdão nº 05-34.631 - 8' Turma da DRJ/CPS (e-fls.47/54), a impugnação foi julgada improcedente por unanimidade. A seguir transcrevo as ementas da decisão recorrida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2008 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DE TERCEIROS. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher, nos prazos definidos em lei, as contribuições a seu cargo, devidas a Terceiros, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados a seu serviço. PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE. SOBRESTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. O processo administrativo fiscal é regido por princípios, dentre os quais o da oficialidade, que obriga a administração a impulsionar o processo até sua decisão final, não podendo a autoridade executiva sobrestar o julgamento na inexistência de impeditivo legal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificada do acórdão em 27/10/2011 (e-fls. 57), a contribuinte apresentou recurso voluntário em 24/11/2011 ,e-fls. 59/66, que contém em síntese: I. DESCUMPRIMENTO PELOS ÓRGÃOS DE COBRANÇA DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. Fl. 95DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2401-011.135 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 15983.001285/2010-37 ILEGALIDADE E IMPOSSIBILIDADE DA COBRANÇA E SUAS CONSEQUÊNCIAS. II-NECESSÁRIA CORREÇÃO DA PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO O acórdão já atendeu o pedido no sentido de que a cobrança só poderia ser de fato efetuada, após o julgamento do processo que se encontra pendente junto ao CARF, tal como foi requerido na peça analisada. Tal como está lançado, o acórdão em testilha estabelece uma flagrante contradição, ou seja, afirma que a impugnação é improcedente, mas, acata o pedido no sentido de que a cobrança dos tributos a que se refere fica pendente da decisão a ser proferida no processo n° 10.845.002098/2007-36. Caso a empresa tenha êxito na lide administrativa, as contribuições em apreço não podem ser exigidas, porquanto, uma vez incluída no Simples Nacional, a impugnante deixa de ser obrigada a recolher as contribuições previdenciárias..." REQUER: Diante dos fatos elencados precedentemente, verifica-se que não existe razão de ser ou fundamento para a cobrança ora combatida, uma vez que tal procedimento desatende ao disposto no acórdão em exame. REQUER-SE, portanto, a suspensão da exigibilidade e conseqüentemente da cobrança. De outra banda merece reforma a parte do referido acórdão no que pertine a improcedência da impugnação analisada, uma vez que estabelece contradição entre o indeferimento e o impedimento da cobrança dos valores apurados, motivo pelo qual REQUER a Impugnante a reforma pretendida para constar a procedência. REQUER-SE mais, final e reiteradamente, que as intimações e notificações sejam encaminhadas aos subscritores, com endereço à Rua Napoleão Laureano 74, Marapé, nesta comarca, CEP 11070-140. É o relatório. Voto Conselheiro Wilsom de Moraes Filho, Relator. ADMISSIBILIDADE O recurso voluntário foi oferecido no prazo legal, assim, deve ser conhecido. Da Improcedência do Lançamento. A empresa teve sua opção pelo sistema SIMPLES indeferida por despacho proferido pela Receita Federal do Brasil, impedindo-a de participar do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, porém, persistiu na declaração da Guia de Informação ao Fundo de Garantia e Recolhimento à Previdência Social com o código de SIMPLES. Foi indeferido, pela Equipe de Análise e Revisão de Lançamento-SACAT-DRF- STS-SP, o pedido da inclusão no SIMPLES, que foi recursado, sendo os autos do processo nº 10.845.002098/2007-36 encaminhados ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Fl. 96DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2401-011.135 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 15983.001285/2010-37 Compulsando os autos do processo nº 10845.002098/2007-36 verificamos que foi proferido Acórdão nº 1401-004.818 – 1ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, na sessão de 14 de outubro de 2020, onde foi decidido por maioria de votos, declarar a nulidade do despacho decisório e reconhecer o direito de inclusão da contribuinte no SIMPLES NACIONAL desde 01/07/2007. No Relatório Fiscal(e-fls. 25) consta que o período do lançamento do débito é 07/2007 a 12/2008. Com o trânsito em julgado administrativo da decisão que garantiu a permanência da empresa no Simples, torna-se improcedente a lavratura decorrente da exigência das contribuições para outras entidades ou fundos, haja vista que a autuada, mantendo-se como optante pelo Simples está desobrigada do recolhimento desses tributos, nos termos da Lei Complementar n. 123, art.13, § 3.°. Não há como ser atendido a solicitação para intimação no endereço do advogado, nos termos da Súmula CARF nº 110: No processo administrativo fiscal, é incabível a intimação dirigida ao endereço de advogado do sujeito passivo. CONCLUSÃO Isso posto, voto por CONHECER do recurso voluntário e dar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Wilsom de Moraes Filho. Fl. 97DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10167.001380/2007-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 10 00:00:00 UTC 2023
Data da publicação: Mon May 29 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/1995 a 31/07/2005
CONTRIBUIÇÃO PATRONAL SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO DOS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS - São devidas pela empresa e equiparadas as contribuições sociais incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhes prestem serviços.
CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A TERCEIROS. RECOLHIMENTO - A empresa é obrigada a recolher as contribuições destinadas aos Terceiros, no mesmo prazo que a Lei 8.212/91 prescreve para as contribuições previdenciárias a seu cargo, bem como para as que, por imposição legal, devem ser arrecadadas dos segurados a seu serviço
Numero da decisão: 2301-010.487
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
João Mauricio Vital Presidente
(documento assinado digitalmente)
Fernanda Melo Leal Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: s Monica Renata Mello Ferreira Stoll, Wesley Rocha, Flavia Lilian Selmer Dias, Fernanda Melo Leal, Mauricio Dalri Timm do Valle, Joao Mauricio Vital (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Alfredo Jorge Madeira Rosa.
Nome do relator: FERNANDA MELO LEAL
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/1995 a 31/07/2005 CONTRIBUIÇÃO PATRONAL SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO DOS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS - São devidas pela empresa e equiparadas as contribuições sociais incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhes prestem serviços. CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A TERCEIROS. RECOLHIMENTO - A empresa é obrigada a recolher as contribuições destinadas aos Terceiros, no mesmo prazo que a Lei 8.212/91 prescreve para as contribuições previdenciárias a seu cargo, bem como para as que, por imposição legal, devem ser arrecadadas dos segurados a seu serviço
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Mauricio Vital Presidente (documento assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: s Monica Renata Mello Ferreira Stoll, Wesley Rocha, Flavia Lilian Selmer Dias, Fernanda Melo Leal, Mauricio Dalri Timm do Valle, Joao Mauricio Vital (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Alfredo Jorge Madeira Rosa.
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CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS A TERCEIROS. RECOLHIMENTO - A empresa é obrigada a recolher as contribuições destinadas aos Terceiros, no mesmo prazo que a Lei 8.212/91 prescreve para as contribuições previdenciárias a seu cargo, bem como para as que, por imposição legal, devem ser arrecadadas dos segurados a seu serviço Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Mauricio Vital – Presidente (documento assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: s Monica Renata Mello Ferreira Stoll, Wesley Rocha, Flavia Lilian Selmer Dias, Fernanda Melo Leal, Mauricio Dalri Timm do Valle, Joao Mauricio Vital (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente(s) o conselheiro(a) Alfredo Jorge Madeira Rosa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 7. 00 13 80 /2 00 7- 35 Fl. 452DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-010.487 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10167.001380/2007-35 Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento de Débito 35.852.867-4, consolidada em 15/12/2005, correspondente às contribuições devidas pela empresa destinadas à Seguridade Social e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT e as destinadas aos Terceiros e Fundos (Salário Educação, SESC, SENAC, INCRA e SEBRAE), no valor consolidado de R$ 477.327,69, no período compreendido entre as competências 07/1995 a 07/2005. Inconformado com o lançamento do crédito, o contribuinte apresentou impugnação, tendo sido julgado em primeira instância com decisão pela procedência do débito. Da Diligência Após ciência da decisão, o contribuinte apresentou pedido de revisão da decisão, com a alegação da existência de pagamentos para as contribuições em exigência no presente débito, juntando cópias de GRPS/GPS, tendo, sido o processo baixado em diligência, ocasião em que o Auditor notificante, apresenta a Informação Fiscal de 329/332, com as retificações procedidas no período de 12/2000 a 07/2005, esclarecendo que os lançamentos de créditos compreendidos entre as competências 01/1995 a 11/2000 foram alcançados pela decadência, conforme orientação contida no Parecer PGFN/CRJ/CDAnº 1437/2008, fundamentado na decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal –STF, que decidiu pela inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91/91 e do parágrafo único do art 5º do Decreto-Lei nº 1.569/77, ensejando a edição da Súmula Vinculante nº 8. Cientificado e transcorrido o prazo legal o contribuinte não mais se manifestou. A DRJ Brasília, na análise da peça impugnatória, manifestou o seu entendimento no sentido de que : A impugnante não questiona o mérito da presente autuação, mas discorda dos valores lançados, anexando um levantamento comparativo e juntando GRPS que não haviam sido consideradas pela autoridade fiscal, solicitando diligência a fim de verificar as reais diferenças de contribuições devidas. Em sede de diligência, a vista dos documentos juntados o Auditor notificante, apresenta a Informação Fiscal de fls.361/367 e 369/370 com as retificações procedidas, informando que os lançamentos de créditos compreendidos entre as competências 01/1995 a 11/2000 foram alcançados pela decadência, conforme orientação contida no Parecer PGFN/CRJ/CDA nº 1437/2008, fundamentado na Súmula Vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal –STF, uma vez que o credito foi constituído em 15/12/2005, (com a ciência do contribuinte), abrangendo o período de no período de 01/1995 a 07/2005 que e houve a antecipação do pagamento, conforme pesquisa em nossos sistemas e RDA – Relatório de Documentos Apresentados e relato fiscal. Fl. 453DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-010.487 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10167.001380/2007-35 Dessa forma, o crédito previdenciário poderia ter sido lançado somente a partir da competência 12/2000, restando configurada a decadência dos valores lançados no período de 01/1995 a 11/2000. O saldo remanescente do lançamento de crédito ficou constituído de acordo com as planilhas, de fls. fls.361/367 e 369/370. Ante o exposto e considerando tudo o que dos autos consta, VOTA a DRJ no sentido de julgar PROCEDENTE EM PARTE a impugnação, devendo ser: => excluídos todos os lançamentos do período compreendidos entre as competências de 01/1995 a 11/2000, em decorrência da decadência; => retificados os levantamentos GFP –Valores declarados em GFIP e Levantamento DAL - Diferenças de Ac. Legais, conforme planilhas abaixo: Fl. 454DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-010.487 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10167.001380/2007-35 Em sede de Recurso Voluntário, o contribuinte segue sustentando o quanto alegado anteriormente, não trazendo argumento ou documento novo. É o relatório. Voto Conselheira Fernanda Melo Leal, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade. Portanto, merece ser conhecido. Fl. 455DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-010.487 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10167.001380/2007-35 Conforme Relatório Fiscal, resta absolutamente claro que a Recorrente não questiona o mérito da presente autuação. Apenas discorda dos valores lançados, anexando um levantamento comparativo e juntando GRPS que não haviam sido consideradas pela autoridade fiscal, solicitando diligência a fim de verificar as reais diferenças de contribuições devidas. Foram feitas as devidas análises e diligencia, e de acordo com a Informação Fiscal de fls.361/367 e 369/370, foram efetivadas retificações, inclusive os lançamentos de créditos compreendidos entre as competências 01/1995 a 11/2000 foram reconhecidos como caducos, eis que alcançados pela decadência. O saldo remanescente do lançamento de crédito ficou constituído de acordo com as planilhas, de fls. fls.361/367 e 369/370. Repito e ratifico o quanto exposto na decisão de piso. Entendo que todas as correções devidas foram efetivadas, inclusive com o reconhecimento do período atingido pela decadência. Apesar da insistência da Recorrente no sentido de que ainda existem divergências a serem corrigidas, entendo que não procede a alegação eis que nas devidas oportunidades, foram analisadas em detalhe pelas autoridades fiscais competentes. Desta feita, e considerando o atendimento dos princípios da ampla defesa, contraditório bem como o da economia processual, NEGO provimento ao Recurso Voluntário e entendo que deve ser mantido o lançamento fiscal nos moldes efetuados. CONCLUSÃO: Diante tudo o quanto exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos moldes acima expostos. (documento assinado digitalmente) Fernanda Melo Leal Fl. 456DF CARF MF Original
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Numero do processo: 37216.000672/2006-01
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/1999 a 30/12/2002
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
Deve ser dada ciência, ao contribuinte, de manifestações proferidas pelo agente notificante após a impugnação, em respeito aos princípios do Contraditório e Ampla Defesa.
A viabilidade do saneamento do vício enseja a anulação da Decisão-Notificação para a correta formalização do lançamento.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-01.683
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a Decisão de Primeira Instância. Ausente ocasionalmente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. Fez sustentação oral o(a) advogado(a) da recorrente Dr(a). Gabriel Troianelli, OAB/SP nº180317.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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Fls. 751 Mana de Fátima Ferreira de CarvaRto Mat. Siape 751683'; '44 -±irr •-n MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° 37216.000672/2006-01 Recurso n° 147.735 Voluntário Matéria RETENÇÃO Acórdão n° 206-01.683 Sessão de 03 de dezembro de 2008 Recorrente XEROX COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA - SRP ASSLTNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PFtEVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 30/12/2002 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - INOBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. Deve ser dada ciência, ao contribuinte, de manifestações proferidas pelo agente notificante após a impugnação, em respeito aos princípios do Contraditório e Ampla Defesa. A viabilidade do saneamento do vicio enseja a anulação da Decisão-Notificação para a correta formalização do lançamento. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 1( - — MF SEGUND( I )NSELHO GF. CONTR113111. — CONFERE COM O ORIGINAI. Processo n• 37216.000672/2006-01 Brunia 2-q (28Achrdão n.• 206-01.683 de_d_c) Fls. 752 Maria de Fátima Ferreira de Carvalho mit. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em anular a Decisão de Primeira Instância. Ausente ocasionalmente o conselheiro Lourenço Ferreira do Prado. Fez sustentação oral o(a) advogado(a) da recorrente Dr(a). Gabriel Troianelli, OAB/SP n°180317. Ç-Nr ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa (Suplente convocado), Cleusa Vieira de Souza, Ana Maria Bandeira e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 e Processo n°37216.000672/2006-01 E CCO2/C06 Acórdão e.° 206-01.683 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUTNYIS Fls. 753CONFERE rOm (IR TGINAL 8rm1lia-~4_ t2 aa / C)? Muia de Fatuna Ferreira de Carvao Relatório Mat. Siape 751683 Trata-se de crédito previdenciário lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada, referente à obrigação do contratante de serviços mediante cessão de mão- de-obra reter 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura emitida pelos prestadores de serviços. Consta do Relatório da NFLD (fls. 165 a 178) que a recorrente contratou serviços sob a modalidade de cessão de mão de obra junto a diversas empresas, ali discriminadas, sem, contudo, efetuar a retenção de 11% do valor bruto das notas/faturas emitidas pelas contratadas, contrariando o disposto na Lei n° 9.711/98, no Decreto n° 3.048/99 e nas Ordens de Serviço n°203/99, n°209/99 e IN n° 71/2002. A autoridade notificante informa que a recorrente não apresentou- os Contratos de Prestação de Serviços firmados com algumas das empresas contratadas, e transcreve o objeto dos contratos das demais prestadoras, esclarecendo que o débito fora apurado após análise dos registros contábeis e contratos firmados. A notificada impugnou o débito via peça de fls. 249 a 288, juntando vasta documentação (fls. 289 a 520) e, de sua análise, o processo foi convertido em diligência, resultando na manifestação fiscal de fls. 550 a 552, e na retificação do débito, conforme FORCED e planilhas às fls. 515 a 549. A Secretaria da Receita Previdenciária — SRP, por meio da Decisão-Notificação n° 17.401.4/0683/2005 (fls. 582 a 591), julgou o lançamento procedente em parte, acatando o parecer retificador da fiscalização e indeferindo o pedido de perícia formulado pela recorrente, por considerá-la prescindível. Inconformada com a decisão, a notificada apresentou recurso tempestivo ao CRPS (fls. 617 a 648), repetindo basicamente as alegações trazidas na impugnação. Preliminarmente, insiste na nulidade do lançamento pela prorrogação intempestiva do MPF, argumentando que a extinção do Mandato sem a emissão de um novo acabou gerando lançamento nulo. No mérito, defende decadência de parte do débito com a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 150, § 40, do CTN, e a impossibilidade da exigência das contribuições antes de se verificar a falta de pagamento da contribuição sobre a folha de salários devida pelo contribuinte prestador dos serviços. Reitera que a fiscalização não comprovou a ocorrência dos fatos geradores alegados, lançando com base em meros indícios e presunções e que a recorrente não sonegou qualquer documento, sendo que a apresentação deficiente dos documentos necessários à comprovação da regularidade fiscal se deu não por culpa da empresa, mas em virtude da total intransigência da fiscalização em conceder tempo hábil para tanto. Aponta o que, no seu entendimento, são inconsistências do lançamento, como inocorrência da cessão de mão-de-obra nos serviços de transporte de carga, armazenamento, 3 MI' - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUNTES CONFERE COM O onlniNAL Processo n° 37216.000672/2006-01 U-21— CCOVCO6 Brasl Acórdão n.° 206-01.683 Fls. 754 Maria de Fátima Ferreira de Carvalho Mat. Siape 751683 cobrança indevida de retenção de empresas presta. oras optantes o SIMPLE e discorre sobre a necessidade de realização de perícia. Em contra-razões, a SRP manteve a decisão recorrida e, tendo em vista sentença judicial denegando a segurança e julgando improcedente o pedido para que fosse admitido e processado o recurso independentemente do oferecimento de qualquer garantia, a recorrente efetuou o depósito recursal de 30%. A r CAJ do CRPS, por meio do Despacho de fl. 746, remeteu o processo em diligência prévia para que a RFB tomasse as providências ali expostas, e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, em atendimento ao despacho exarado pelo CRPS, prestou os devidos esclarecimentos, devolvendo os autos ao Conselho, para a emissão do Acórdão. É o relatório. Voto Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora Da análise dos autos, observa-se que antes do julgamento de l a instância o processo foi convertido em diligência e a fiscalização se manifestou combatendo os argumentos trazidos na peça impugnatória e retificando o débito, esclarecendo os motivos pelos quais foram utilizados os valores registrados na contabilidade para base de cálculo da retenção. Todavia, verifica-se que não foi dada, à notificada, a oportunidade se manifestar após o pronunciamento da autoridade notificante e antes da decisão da Autarquia Previdenciária, suprimindo uma instância administrativa do contribuinte, configurando, dessa forma, desrespeito ao contraditório e à ampla defesa. • O processo, como espécie de procedimento em contraditório, exige a manifestação de uma parte sempre que a outra traz para os autos fatos novos. Assim, se no curso do procedimento, são efetuadas diligências com manifestações do agente notificante e retificação do débito sem conhecimento do sujeito passivo, faz-se necessária a abertura de prazo para sua manifestação, sob pena de cerceamento do direito de defesa. O Decreto n° 70.235/72, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, determina, no art. 293, inciso II, que são nulas as decisões proferidas com preterição do direito de defesa. Portanto, diante da irregularidade acima apontada, entendo que a nulidade da DN merece ser decretada afim de que se possa oferecer oportunidade ao recorrente de se manifestar a respeito da IF antes de qualquer decisão da Autarquia a respeito da NFLD. Pelo exposto e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de CONHECER do recurso e ANULAR A DECISÃO-NOTIFICAÇÃO. Sala das Sessões, em 03 de dezembro de 2008 o (1„.." BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS 4 Page 1 _0075000.PDF Page 1 _0075100.PDF Page 1 _0075200.PDF Page 1
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