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Numero do processo: 44021.000264/2007-75
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005
AUTO DE INFRAÇÃO.AUSÊNCIA DE ELABORAÇÃO DE FOLHAS DE PAGAMENTO ESPECÍFICAS POR TOMADOR DE SERVIÇOS. Tendo em vista que a recorrente deixou de elaborar folhas de pagamento por empresa contratante de seus serviços, tal fato constitui infração ao artigo 31, parágrafo 4o da Lei n. 9.032/95, para o período de 01.1997 a 19.10.1998 e para o período restante, artigo 31, parágrafo 5. c/c o artigo 32, IV e c/c artigo 219, parágrafo 5. do Regulamento da Previdência Social e alterações posteriores
PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA. AFASTAMENTO. O pedido de relevação da multa aplicada deve ser precedido da prova inequívoca do preenchimento dos requisitos constantes no art. 291 do Decreto 3.048/99. Uma vez que a recorrente sequer demonstrou nos autos um início de prova acerca da mera existência dos documentos que deixaram de ser apresentados à fiscalização, o pedido deve ser afastado já que não fora comprovada a correção da falta.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2402-002.992
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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Tendo em vista que a recorrente deixou de elaborar folhas de pagamento por empresa contratante de seus serviços, tal fato constitui infração ao artigo 31, parágrafo 4o da Lei n. 9.032/95, para o período de 01.1997 a 19.10.1998 e para o período restante, artigo 31, parágrafo 5. c/c o artigo 32, IV e c/c artigo 219, parágrafo 5. do Regulamento da Previdência Social e alterações posteriores PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA. AFASTAMENTO. O pedido de relevação da multa aplicada deve ser precedido da prova inequívoca do preenchimento dos requisitos constantes no art. 291 do Decreto 3.048/99. Uma vez que a recorrente sequer demonstrou nos autos um início de prova acerca da mera existência dos documentos que deixaram de ser apresentados à fiscalização, o pedido deve ser afastado já que não fora comprovada a correção da falta. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 44 02 1. 00 02 64 /2 00 7- 75 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000264/200775 Acórdão n.º 2402002.992 S2C4T2 Fl. 87 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por POLICOLOR PINTURAS LTDA, em face de acórdão que manteve parcialmente o Auto de Infração n. 37.075.7416, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente deixado de elaborar folhas de pagamento específicas para a totalidade das empresas tomadores de seus serviços, no período de 1997 a 2005. O relatório fiscal aponta que a verificação da prestação de serviços deuse de da análise de faturas de serviço/notas fiscais apresentadas pela recorrente. Tal fato constitui infração ao artigo 31, parágrafo 4o da Lei n. 9.032/95, para o período de 01.1997 a 19.10.1998 e para o período restante, artigo 31, parágrafo 5. c/c o artigo 32, IV e c/c artigo 219, parágrafo 5. do Regulamento da Previdência Social e alterações posteriores O contribuinte cientificado em 24/04/2007 (fls. 01). Em sua impugnação a recorrente apenas sustentou a decadência e requereu a relevação da multa, requerendo prazo suplementar de 60 (sessenta ) dias para retificação de toda a documentação. Fora determinada a realização de diligência para a elaboração de relatório fiscal complementar que contemplasse o reajuste do valor da multa aplicada pelas Portarias do INSS, de cujo resultado a contribuinte fora devidamente intimada. Em continuidade ao processo administrativo, foi proferido o v. acórdão recorrido (fls. 61). Fora, então, interposto o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que o reconhecimento parcial da decadência demanda a necessidade de revisão do valor da multa aplicada; 2. que o valor da multa aplicada em R$ 1.195,13 foi reduzido para R$ 636,17; 3. que a multa aplicada deve ser relevada, já que seu pedido de prorrogação do prazo para apresentação da documentação retificada veio a ser indeferido, sem que esta pudesse apresentar tais documentos, situação que causoulhe prejuízo, sendo o julgamento convertido em diligência para concessão de novo prazo para apresentação de documentos; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente, cumprenos asseverar que ao apresentar sua impugnação, o contribuinte não se insurgiu quanto ao fato de ter deixado de elaborar as folhas de pagamento. Dessa forma, a autuação é incontroversa. O pedido de relevação da multa não deve ser acatado. Rezava o art. 291 do Decreto 3.048/99, à época da defesa apresentada: Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. Em momento algum a falta veio a ser corrigida, seja dentro ou fora do prazo de defesa, situação, que a meu ver, por si só, já tem o condão de afastar os argumentos constantes no recurso voluntário. A dilação de prazo requerida em sede de impugnação somente veio a ser indeferida quando proferido o julgamento a quo, sendo que tal fato, em hipótese alguma tem o condão de determinar a reabertura do prazo para apresentação dos documentos retificados, ou mesmo cercear o direito de defesa da recorrente. Ademais, a realização de diligência neste momento processual não se faz necessária, até porque, em momento algum, sequer restou comprovada a existência dos documentos retificados. A multa aplicada no presente caso é única independentemente do número de competências para o qual fora verificado o descumprimento da legislação previdenciária. Por tais motivos, o reconhecimento da decadência, mesmo que parcial, é irrelevante, eis que os períodos lançados e que não foram por ela alcançados, por si só, já mantém incólume a multa aplicada. Por fim, quanto a multa aplicada, melhor sorte não aufere a recorrente. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000264/200775 Acórdão n.º 2402002.992 S2C4T2 Fl. 88 5 Sobre o assunto assim dispôs o art. 283, II, “b”, do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social, vejamos: DAS INFRAÇÕES Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores:(Nova Redação pelo Decreto nº 4.862 de 21/10/2003 DOU DE 22/10/2003) § 3º As demais infrações a dispositivos da legislação, para as quais não haja penalidade expressamente cominada, sujeitam o infrator à multa de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos). O valor da multa, fora, portanto, atualizado de acordo com o disposto na Portaria MPAS Nº 142, de 11 de abril de 2007, (DOU DE 12/04/2007) , a seguir: Art. 9º A partir de 1º de abril de 2007: [...] V o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social RPS, para a qual não haja penalidade expressamente cominada (art. 283), varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 1.195,13 (um mil cento e noventa e cinco reais e treze centavos) a R$ 119.512,33 (cento e dezenove mil quinhentos e doze reais e trinta e três centavos); Logo, a multa aplicada o foi em seu patamar mínimo, de sorte que, uma vez que restou devidamente caracterizada a infração imputada, a multa foi corretamente aplicada. Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 90DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003214/2010-90
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Dec 03 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2009
AUTO DE INFRAÇÃO -NULIDADE - AUSÊNCIA DE EMISSÃO DE ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES PELA SRF - INOCORRÊNCIA DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA - INAPLICABILIDADE DA EXIGÊNCIA.
O ATO DECLARATÓRIO seria exigido, caso houvesse a desconsideração da opção pelo SIMPLES, devendo, apenas neste caso, ser feita a comunicação a então Secretaria da Receita Federal, para realizar a emissão do Ato Declaratório.
No procedimento em questão a AUTORIDADE FISCAL EM IDENTIFICANDO a caracterização do vínculo empregatício com empresa que simulou a contratação por intermédio de empresas interpostas, procedeu a caracterização do vínculo para efeitos previdenciários na empresa notificada, que era a verdadeira empregadora de fato.
LANÇAMENTO. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, com esteio na legislação que disciplina a matéria, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
LANÇAMENTO. COMPETÊNCIA DO AUDITOR FISCAL.
Conforme preceitua o artigo 142 do CTN, artigo 33, caput, da Lei nº 8.212/91 e artigo 8º da Lei nº 10.593/2002, c/c Súmula nº 05 do Segundo Conselho de Contribuintes, compete privativamente à autoridade administrativa - Auditor da Receita Federal do Brasil -, constatado o descumprimento de obrigações tributárias principais e/ou acessórias, promover o lançamento, mediante NFLD e/ou Auto de Infração.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO -PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
In casu, constatou-se a ocorrência de simulação, razão porque a decadência, mesmo na existência de pagamentos antecipados deixa de ser aplicada a luz do art. 150, § 4º, do CTN, passando a decadência a ser apreciada pelo art. 173, I do CTN.
INCERTEZA QUANTO A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO.
Quanto a descrição do fisco não permite à Autoridade Julgadora formar a plena convicção sobre a ocorrência do fato gerador, deve-se invalidar o lançamento por improcedência.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2401-002.599
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, I) Por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento pela não emissão do ato declaratório de exclusão do SIMPLES. Vencido o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa, que argüiu de ofício a referida nulidade. II) Por unanimidade de votos: a) rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento suscitada pelo contribuinte; b) rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância; e c) declarar a decadência até a competência 11/2004. III) No mérito, dar provimento parcial: a) Por maioria de votos, excluir do lançamento o levantamento referente a empresa PL contábil e os levantamentos 41 ao 56 e o 62, vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que anulava os referidos levantamentos por vício formal; e b) por unanimidade de votos, abater a contribuição originalmente retida e paga pelas empresas ditas por fictícias. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Declarou-se impedido o conselheiro Igor Araújo Soares.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2009 AUTO DE INFRAÇÃO -NULIDADE - AUSÊNCIA DE EMISSÃO DE ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES PELA SRF - INOCORRÊNCIA DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA - INAPLICABILIDADE DA EXIGÊNCIA. O ATO DECLARATÓRIO seria exigido, caso houvesse a desconsideração da opção pelo SIMPLES, devendo, apenas neste caso, ser feita a comunicação a então Secretaria da Receita Federal, para realizar a emissão do Ato Declaratório. No procedimento em questão a AUTORIDADE FISCAL EM IDENTIFICANDO a caracterização do vínculo empregatício com empresa que simulou a contratação por intermédio de empresas interpostas, procedeu a caracterização do vínculo para efeitos previdenciários na empresa notificada, que era a verdadeira empregadora de fato. LANÇAMENTO. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, com esteio na legislação que disciplina a matéria, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. LANÇAMENTO. COMPETÊNCIA DO AUDITOR FISCAL. Conforme preceitua o artigo 142 do CTN, artigo 33, caput, da Lei nº 8.212/91 e artigo 8º da Lei nº 10.593/2002, c/c Súmula nº 05 do Segundo Conselho de Contribuintes, compete privativamente à autoridade administrativa - Auditor da Receita Federal do Brasil -, constatado o descumprimento de obrigações tributárias principais e/ou acessórias, promover o lançamento, mediante NFLD e/ou Auto de Infração. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO -PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. In casu, constatou-se a ocorrência de simulação, razão porque a decadência, mesmo na existência de pagamentos antecipados deixa de ser aplicada a luz do art. 150, § 4º, do CTN, passando a decadência a ser apreciada pelo art. 173, I do CTN. INCERTEZA QUANTO A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO. Quanto a descrição do fisco não permite à Autoridade Julgadora formar a plena convicção sobre a ocorrência do fato gerador, deve-se invalidar o lançamento por improcedência. Recurso Voluntário Provido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, I) Por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento pela não emissão do ato declaratório de exclusão do SIMPLES. Vencido o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa, que argüiu de ofício a referida nulidade. II) Por unanimidade de votos: a) rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento suscitada pelo contribuinte; b) rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância; e c) declarar a decadência até a competência 11/2004. III) No mérito, dar provimento parcial: a) Por maioria de votos, excluir do lançamento o levantamento referente a empresa PL contábil e os levantamentos 41 ao 56 e o 62, vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que anulava os referidos levantamentos por vício formal; e b) por unanimidade de votos, abater a contribuição originalmente retida e paga pelas empresas ditas por fictícias. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Declarou-se impedido o conselheiro Igor Araújo Soares. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa.
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SEGURADOS Recorrente TRANSMAGNA TRANSPORTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO SEGURADOS EMPREGADOS INCLUÍDOS EM FOLHA DE PAGAMENTO DE EMPRESA INTERPOSTA PRINCIPIO DA PRIMAZIA DA REALIDADE. Se o Auditor Fiscal da Previdência Social constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado. Não se faz necessário caracterizar os requisitos de empregado, quando o vínculo original com terceira empresa já se dava nessa condição, bastando a configuração de gerenciamento único, ou seja, subordinação jurídica para que se redirecione o vínculo de emprego para efeitos previdenciários. A simples prestação de serviços em atividade meio sem a demonstração da subordinação jurídica dos contratantes com os prestadores de serviço não é suficiente para demonstrar o vínculo empregatício com a empresa PL Contábil. Da mesma forma a irregularidade na constituição de seu patrimônio serve como indício, mas não efetivamente como prova de subordinação jurídica, razão porque deve ser excluído por vício formal o levantamento. ARBITRAMENTO DE PAGAMENTO POR FORA PERCENTUAL DE 15% EXTENSÃO A TODOS OS TRABALHADORES DA EMPRESA. Mesmo que constatado pagamento por fora em relação a alguns empregados, deve a autoridade fiscal bem fundamentar a extensão de dita base por arbitramento a totalidade dos empregados. A ausência de indícios torna nulo o levantamento pela falta de elementos de convicção para a extensão da base de forma uniforme. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 32 14 /2 01 0- 90 Fl. 2666DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 2 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL SEGURADOS EMPREGADOS CONTRIBUINTE INDIVIDUAL CONTRIBUIÇÃO DO SEGURADO NÃO DESCONTADA EM ÉPOCA PRÓPRIA ÔNUS DO EMPREGADOR O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. CONTRIBUIÇÃO RETIDA DO SEGURADO EMPREGADO VALORES RETIDOS E RECOLHIDOS PELA EMPRESA “FICTÍCIA” POSSIBILIDADE DE ABATIMENTO DO VALOR DA COBRANÇA DE CONTRIBUIÇÕES LANÇADAS SOB A MESMA BASE PELA EMPRESA AUTUADA EVITAR BIS IN IDEM Deve ser abatido do montante lançado na empresa tomadora, as contribuições retidas e recolhidas pelos segurados empregados originalmente contratados pelas empresas fictícias. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2009 AUTO DE INFRAÇÃO NULIDADE AUSÊNCIA DE EMISSÃO DE ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES PELA SRF INOCORRÊNCIA DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA INAPLICABILIDADE DA EXIGÊNCIA. O ATO DECLARATÓRIO seria exigido, caso houvesse a desconsideração da opção pelo SIMPLES, devendo, apenas neste caso, ser feita a comunicação a então Secretaria da Receita Federal, para realizar a emissão do Ato Declaratório. No procedimento em questão a AUTORIDADE FISCAL EM IDENTIFICANDO a caracterização do vínculo empregatício com empresa que simulou a contratação por intermédio de empresas interpostas, procedeu a caracterização do vínculo para efeitos previdenciários na empresa notificada, que era a verdadeira empregadora de fato. LANÇAMENTO. NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, com esteio na legislação que disciplina a matéria, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. LANÇAMENTO. COMPETÊNCIA DO AUDITOR FISCAL. Conforme preceitua o artigo 142 do CTN, artigo 33, caput, da Lei nº 8.212/91 e artigo 8º da Lei nº 10.593/2002, c/c Súmula nº 05 do Segundo Conselho de Contribuintes, compete privativamente à autoridade administrativa Auditor da Receita Federal do Brasil , constatado o descumprimento de obrigações tributárias principais e/ou acessórias, promover o lançamento, mediante NFLD e/ou Auto de Infração. Fl. 2667DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 3 3 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário””. In casu, constatouse a ocorrência de simulação, razão porque a decadência, mesmo na existência de pagamentos antecipados deixa de ser aplicada a luz do art. 150, § 4º, do CTN, passando a decadência a ser apreciada pelo art. 173, I do CTN. INCERTEZA QUANTO A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO. Quanto a descrição do fisco não permite à Autoridade Julgadora formar a plena convicção sobre a ocorrência do fato gerador, devese invalidar o lançamento por improcedência. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, I) Por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento pela não emissão do ato declaratório de exclusão do SIMPLES. Vencido o conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa, que argüiu de ofício a referida nulidade. II) Por unanimidade de votos: a) rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento suscitada pelo contribuinte; b) rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância; e c) declarar a decadência até a competência 11/2004. III) No mérito, dar provimento parcial: a) Por maioria de votos, excluir do lançamento o levantamento referente a empresa PL contábil e os levantamentos 41 ao 56 e o 62, vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (relatora), que anulava os referidos levantamentos por vício formal; e b) por unanimidade de votos, abater a contribuição originalmente retida e paga pelas empresas ditas por fictícias. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Declarouse impedido o conselheiro Igor Araújo Soares. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Kleber Ferreira de Araújo – Redator Designado Fl. 2668DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 4 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa. Fl. 2669DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 4 5 Relatório A presente Auto de Infração de Obrigação Principal, lavrado sob o n. 37.175.4151, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo dos segurados empregados não retida pela empresa. O lançamento compreende competências entre o período de 01/2004 a 09/2009. Destacase que conforme descrito no relatório fiscal, fl. 877 e 899, durante o procedimento de auditoria, como resultado da análise documental e dos procedimentos de auditoria fiscal, ficou configurado o seguinte quadro: 1. O presente lançamento abrange unicamente as contribuições previdenciárias NÃO DECLARADAS, vencidas e não recolhidas em época própria, A CARGO DOS SEGURADOS, mas exigidas da empresa em razão do disposto no artigo 30, I, "a" e "b", da Lei n° 8.212/91, e no artigo 4°, da Lei n° 10.666/03, ambos c/c o § 5° do artigo 33 da Lei 8.212/91. Tais contribuições são incidentes sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados, avulsos e contribuintes individuais a serviço da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, no âmbito de seus CNPJ (matriz e filiais), bem como, de CNPJ(s) de "empresas" fictícias, ou seja, das "empresas" de fachada adiante relacionadas. 2. Esclarece o citado relatório que constituem fatos geradores das contribuições constantes do presente lançamento as remunerações pagas aos segurados empregados que prestaram serviços ao sujeito passivo no período de 01/2004 a 09/2009, apurados com base nas folhas de pagamento das pessoas jurídicas abaixo relacionadas, vez que, no decorrer do procedimento fiscal, verificouse que o contrato de prestação de serviços celebrado, em tese, entre as empresas arroladas e a autuada, ocorre de forma simulada a fim dessa usufruir indevidamente dos beneficios do sistema de tributação SIMPLES. a) 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 79.422.648/000106; CNPJ n° 79.422.648/000297; CNPJ n° 79.422.648/000378; CNPJ n° 79.422.648/0004 59; CNPJ n° 79.422.648/000530; b) DARA EXPRESS LTDA — CNPJ n° 02.472.834/000125; CNPJ n° 02.472.834/000206; c) JSC TRANSPORTES LTDA — CNPJ n°03.269.697/000199; d) TRANSÁGIL TRANSPORTES RODO VIARIOS LTDA — CNPJ n° 06.353.656/000174; CNPJ n°06.353.656/000255; e) MCS TRANSPORTES LTDA — CNPJ n°01.855.937/000101 f) MIURA TRANSPORTES RODOWARIOS LTDA — CNPJ n° 80.780.869/000135 g) TRANSNIL TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 02.497.990/000140; CNPJ n° 02.497.990/000221; CNPJ n°02.497.990/000302; Fl. 2670DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 6 h) TRANSBABY TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 03.931.099/000133; CNPJ n° 03.931.099/000214; i) TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS LTDA — CNPJ n° 02.501.697/0001 00; j) TRANSBULE TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 03.855.057/000160; k) TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 02.411.081/000148; 1) PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA — CNPJ n° 09.365.132/000191; m) OLIVEIRA MENDES TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 08.519.507/0001 68; n) IRF TRANSPORTES E DISTRIBUIÇÃO LTDA — CNPJ n° 04.598.939/0001 50; o) MAGNA LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO LTDA — CNPJ n° 04.271.985/000140; CNPJ n° 04.271.985/000221; p) RAIMAR PAULO ABBEG ME — CNPJ n°03.163.420/0001 87. 3. Seguindo, a autoridade fiscal, para demonstrar o esquema de simulação/fraude praticada pelo sujeito passivo, sobretudo a inexistência de fato das "empresas" retrocitadas, procedeu, ao longo do seu Relatório Fiscal de 513 páginas, de forma minuciosa, a narrativa de diversas situações observadas nos estabelecimentos da autuada em sede de diligência, outras identificadas a partir da análise de documentos apresentados e/ g .._ apreendidos, e ainda, de informações obtidas de inúmeras fontes, tais como, sitio oficial da própria empresa, contatos telefônicos, processos de reclamatórias trabalhistas obtido junto aos correspondentes Orgdos do Judiciário, banco de dados de outros Órgãos públicos, inclusive da Secretaria da Receita Federal do Brasil — RFB. Dentre tantas situações identificadas destacase: 3.1. a) criação pela empresa "mãe" (empresa de fato existente) de empresas de fachada, optantes pelo SIMPLES, sobrepondoas nos mesmos endereços de suas filiais, localizadas em diversas cidades do Estado de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Em poucas localidades onde o suposto endereço da "empresa" fictícia e o da filial da fiscalizada são formalmente diversos. Tanto é que nos estabelecimentos visitados, em sede de diligência, tudo que se viu, fachada, caminhões, áreas de depósito de mercadorias, documentos afixados nos murais, etc., tinha a logomarca da autuada. Enquanto que da suposta prestadora de serviços estabelecida, segundo seu contrato social, em outra sala, galpão, etc. do mesmo endereço, nada se via. Os empregados que atuavam nos locais diligenciados, todos utilizavam uniformes e crachás da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Alguns deles até estavam corretamente registrados pela referida empresa. Contudo, a grande maioria encontravase registrados nos CNPJ das "empresas" de fachada (vide anexo LXXX, fls. 1.800); 3.2. b) as supostas prestadoras de serviço, aqui denominadas como "fictícias", • além de serem desprovidas de quaisquer bens patrimoniais, não pagavam aluguéis a terceiros estranhos ao sujeito passivo. Na maioria das vezes, o aluguel e a grande maioria das outras despesas supostamente pertencentes a empresas fictícias eram pagas diretamente Fl. 2671DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 5 7 pela fiscalizada ao beneficiário e contabilizadas como adiantamentos feitos a estas empresas. E estes adiantamentos depois eram compensados contabilmente, mediante a escrituração de eventuais serviços prestados por elas à autuada. E nos casos que .a empresa possuía algum bem, principalmente veículos de transporte, por meio de procuração, conferiam ao proprietário da fiscalizada, Sr. Alcemir Sardagna, amplos poderes sobre este patrimônio, inclusive em relação aos que por ventura fossem adquiridos; 3.3. c) a grande maioria dos sócios destas empresas eram exempregados da autuada e/ou, simuladamente, da própria empresa. Muitos são os casos em que determinado empregado é demitido pela TRANSMAGNA ou pela empresa fictícia, passando a figurar imediatamente como sócio de uma destas, mediante aquisição das cotas do capital social por valores absolutamente ínfimos e incompatíveis com a realidade. Deixando posteriormente a condição de sócio para readquirir a condição de empregado da fiscalizada ou da empresa fictícia até então constituída, e voltando, posteriormente, a figurar como sócio de uma nova empresa criada; 3.4. d) verificouse ainda a existência de inúmeras procurações passadas pelos supostos "sócios" das empresas relacionadas no inicio deste relatório, ao Sr. Alcemir Sardagna, proprietário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA., concedendo a este poderes extraordinários sobre a administração das "empresas fictícias", assim como sobre os bens colocados em seus nomes, sobretudo no tocante aos veículos registrados em nome destas, (anexos XC, XCI e XCII, de fls. 1.864, 1.867 e 1.883); além das procurações passadas pelos supostos sócios das empresas fictícias ao Sr. Alcemir Sardagna, existem outras procurações similares (anexo XCIII, de fls. 1.893), passadas a indivíduos da confiança do proprietário da autuada, extremamente ligados à referida empresa e igualmente participes do esquema de fraude tratado; 4. Outro ponto relevante é o fato de, embora a autuada, quando da sua participação no cobiçado concurso que tinha por objeto premiar as 80 empresas TOP DO TRANSPORTES do Brasil, em 2008, tenha informado que possuía, na competência 11/2008, 960 funcionários, apenas 261 estavam devidamente registrados no seu CNPJ; ocorre que, nesta mesma competência, se adicionar os empregados registrados no CNPJ das supostas prestadoras de serviços aos registrados no CNPJ da autuada, o saldo resultante corresponde, exatamente, ao total informado pela TRANSMAGNA aos organizadores do referido concurso; 5. Da análise de várias reclamatórias trabalhistas, dentre tantas situações curiosas, verificouse que: os advogados contratados eram sempre em comum para ambas as empresas reclamadas; na maioria dos casos houve o reconhecimento judicial de que os autores da reclamação, a despeito de estarem registrados no CNPJ de uma das empresas fictícias eram, de fato, empregados da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, e ainda, em alguns casos, estes empregados figurava como sócio da suposta empresa; 6. Vários dos documentos integrantes dos anexos CLXXXI a CCI, de fls. 2.579 e 2.763, comprovam inequivocamente a prática continua da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA de pagamento de salário extrafolha — fora da folha de pagamento, aos seus funcionários, os quais atingiram percentuais bem superiores a 100% da remuneração oficialmente declarada; o documento, anexo CCUOOM, de fls. 3.798, dentre tantos outros, que estava dentro de uma das caixas apreendidas no estabelecimento matriz da Fl. 2672DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 8 autuada, em diligência, efetuada no mencionado estabelecimento, é uma boa prova deste fato, vez que se trata de um formulário de controle de pagamento de remuneração, cujo titulo é "PAGAMENTOS FUNCIONÁRIO S/ REGISTRO — P/F — NOVEMBRO/02"; 7. As empresas fictícias e a empresa TRANSMAGNA possuem o mesmo contador, localizado na cidade de Guaramirim/SC cidade sede desta, embora várias daquelas estejam situadas a mais 1.000 km de distâncias da citada localidade; 8. O Recursos Humanos da empresa mãe autuada é quem efetivamente paga/pagou salários, férias, décimo terceiro salário, verbas rescisórias, etc., e controla a frequência (através de cartões pontos e folhas de freqüência), dos funcionários registrados nos CNPJ de todas as empresas fictícias, inclusive dos supostos "sócios" destas. Utilizandose inclusive de memorandos internos para encaminhar, documentos de toda espécie, de sua MATRIZ para as referidas empresas. Das situações tratadas nos referidos memorandos internos, merecem ser relatadas, dado a sua grande importância para demonstrar a fraude praticada pelas empresas arroladas, a remessa pela autuada de cheques de titularidade das empresas fictícias, destinados ao pagamento das despesas arroladas anteriormente, rescisões contratuais, recibos de pagamento de férias, folhas de pagamentos, guias de pagamento de FGTS, GPS, DARF, contribuições sindicais, extratos e boletos bancários. Até o valor dos salários dos funcionários das supostas empresas são definidos, em última instância pelo sócio proprietário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, e pelos seus filhos, os quais atuam também (comprovadamente) como diretores desta empresa, a despeito de figurarem como supostos "sócios" de uma das empresas fictícias; 9. Por fim a autoridade fiscal aduz que: todas as contribuições apuradas no decorrer da ação fiscal foram agrupadas em levantamentos, em função do documento de origem da informação das remunerações (GFIPs, folhas de pagamento, RAIS e aferições de salários oficiosos). E que conforme a remuneração tenha sido realizada pelo sujeito passivo no âmbito da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA ou dos CNPJ de cada uma das supostas prestadoras de serviço e na apuração das remunerações destinadas aos Transportadores Rodoviários Autônomos TRA, em virtude de as contribuições selas incidentes serem diversas das contribuições incidentes sobre as remunerações destinadas aos demais segurados contribuintes individuais, também foram utilizados Códigos de Levantamento distintos. Para aferição dos valores das remunerações oficiosamente pagas foi estabelecido pela autoridade fiscal o percentual de 15%, o qual foi aplicado nos casos em que remuneração de determinado segurado corretamente constar em GFIP e na folha de pagamento, mas haver divergência entre eles foi adotado o maior valor como sendo a remuneração deste trabalhador, incidindo sobre ele, portanto, o percentual de 15%, com vistas á. aferição da remuneração oficiosa. E, na ausência de GFIP(s) e folhas de pagamento, o percentual de 15% foi aplicado sobre os valores inseridos pela empresas nas RAIS. 10. Comprovado exaustivamente que houve simulação, para efeitos de decadência, foi aplicado à regra contida no inciso I, art. 173 do Código Tributário Nacional —CTN, assim, as contribuições previdenciárias incidentes sobre os fatos geradores ocorridos no ano de 2004 também foram incluídas no presente lançamento. 11. Além do descumprimento da obrigação tributária principal, correspondente ao não recolhimento no prazo legal das contribuições a cargo do sujeito passivo (cota patronal), lançadas neste processo de autuação, e das contribuições a cargo dos segurados e das destinadas a Terceiros, lançadas, respectivamente, nos Autos de Infração n° 37.175.4151 Fl. 2673DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 6 9 e n° 37.175.4160, foram lavrados cinco Autos de Infrações distintos em virtude do descumprimento de obrigações tributárias acessórias. 12. Cabe acrescentar, ainda, que o auditor fiscal ao verificar in locu a existência de um grande número de demissões e imediatas readmissões (poucos meses depois), ocorridas no âmbito da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e/ou das demais empresas arroladas, sabedor de que falsos desligamentos são freqüentemente realizados por certas empresas, na maioria das vezes, com o objetivo de burlar a lei que disciplina o pagamento de seguro desemprego, e atento à. circunstància de que, no caso concreto, o lapso de tempo normalmente verificado entre as constantes e supostas rescisões e readmissões correspondeu, muitas vezes, ao tempo que seria necessário ao recebimento fraudulento do citado beneficio social (sintomático), elaborou representação administrativa destinada ao Ministério do Trabalho e Emprego, com vistas a informar o fato e possibilitar ao citado Orgão a apuração desta hipótese. Foram relatados pela autoridade fiscal, todos os passos descritos pela autoridade fiscal, durante o procedimento fiscal, tendo realizado e documentado entrevistas com os sócios das empresas auditadas: a) Empresa JSC TRANSPORTES , fl. 3751, entrevista com a Sócia Viviane Pietruza e visita em loco nas instalações da empresa referida onde restou contatado a localização física de uma filial da empresa TRANSMAGNA; b) Empresa 1 Do Sul Transportes Ltda, fl. 3762, onde restou constatado que o endereço e telefone descritos na GFIP da empresa eram da empresa Transmagna situada na Rod BR 280, Km 56 e que foi informado que o endereço era da residência da diretora da empresa D. Maristela Mannes . c) Foram mantidos contatos telefônicos, fl. 3764, sendo que nas empresas fiscalizadas a atendente sempre fazia referência a empresa “transmagna” no momento do atendimento., inclusive supostos sócios das empresas fictícias atendiam aos telefones identificandose com “transmagna”, ou mesmo, em cidades onde sequer existia a empresa Transmagna, mas filiais. d) Empresa Dara Express Ltda, fl. 3768 a 3781, onde foi constatado inexistir endereços distintos, nem mesmo demonstração fática seja nos trabalhos operacionais ou administrativos da empresa DARA EXPRESS. Foram constatados na sala sede da empresa 4 empregados (trajados com uniformes da Transmagna), sendo que a empresa informava em GFIP 57 vínculos administrativos. Foi inclusive identificado email, colacionado aos autos cujos empregados referemse a suposta empresa DARA como filial da empresa Transmagna e solicitam material de limpeza. A funcionária inclusive apesar de formalmente vinculada a Dara, identificase como Transmagna, possuindo inclusive email institucional da mesma. Notese que a empregada entrevistada Sra. Franciele, inclusive diz que requer material para filial, posto tratarse da mesma empresa. Ressalta, ainda o auditor que o referido email, foi encaminhado a pessoas da empresa DARA e JSC referindo a suprimento de material de limpeza. Fl. 2674DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 10 e) Foram identificados outros relatos acerca de contato mantido com as empresas auditadas, onde resta clara a constatação de que as mesmas não funcionavam da forma independente que se buscava aparentemente demonstrar mas consistem em verdadeira empresas de fachada sobre a estreita gerência da empresa TRANSMAGNA, conforme descrito acima da transcrição sintética do relatório fiscal. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 17/08/2010, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 10/11/2010. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela notificada, fls. 907 a 1004. A Decisão de Primeira Instância confirmou a procedência, total do lançamento, fls. 1345 a 1356. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/09/2009 AIOP/DEBCAD: 37.175.415 1, de 10/11/2010 NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. Não há que se falar em nulidade quando a exigência fiscal contém a descrição dos fatos geradores suficiente para o conhecimento da incidência das contribuições devidas à Seguridade Social, identifica o sujeito passivo e não se vislumbra nos autos a ocorrência de preterição do direito de contraditório e ampla defesa do contribuinte. CERCEAMENTO DE DEFESA. FASE INQUISITÓRIA DO PROCEDIMENTO FISCAL. Não caracteriza cerceamento de defesa eventual deficiência ocorrida na fase inquisitória do procedimento fiscal, quando não se tinha ainda processo, mas mero procedimento de verificação da situação do contribuinte no tocante às suas obrigações para com a previdência social, culminado com o lançamento do crédito tributário. CRIMES. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. COMPETÊNCIA. MATÉRIA PENAL. Sempre que o AuditorFiscal constatar a ocorrência, em tese, de crime ou contravenção penal, deverá realizar Representação Fiscal para Fins Penais, inexistindo competência para apreciação de matéria penal no âmbito do contencioso administrativo tributário. DECADÊNCIA. 0 direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, na hipótese de inexistência de pagamento, ou de ocorrência de dolo, fraude ou simulação, extinguese após 05 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício Fl. 2675DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 7 11 seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, (art.173 do CTN). SIMULAÇÃO. A constatação de negócios simulados, acobertando o verdadeiro sujeito passivo da obrigação tributária, enseja a autuação tendo como base a situação de fato, devendo o correspondente tributo ser exigido da pessoa que efetivamente teve relação pessoal e direta com o fato gerador. APLICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. MULTA AGRAVADA. A aplicação da multa de oficio decorre de expressa previsão legal, tendo natureza de penalidade por descumprimento da obrigação tributária e, presentes na conduta do contribuinte as condições que propiciaram a majoração da multa de oficio, pela caracterização do dolo, mantémse a multa qualificada no percentual de 150%. CONTRIBUIÇÕES RECOLHIDAS POR EMPRESAS OPTANTE PELO SIMPLES. Inexiste autorização para que as contribuições previdencidrias, relativas à cota patronal, recolhida por empresas optante pelo SIMPLES, sejam compensadas em processo de lançamento fiscal. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO. • esfera administrativa não cabe conhecer de argüições de inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei ou ato normativo, matéria de competência do Poder Judiciário, por força do próprio texto constitucional. OITIVA DE TESTEMUNHAS. Não há previsão no Decreto n° 70.235/72 que autorize a realização da oitiva de testemunhas. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Importante ressaltar que não foi apreciado o aditivo a impugnação, posto ter a a DRJ considerado que a empresa não demonstrou a presença dos elementos para a sua apreciação tardia. Vejamos trecho do despacho, fl. 5307 – Volume XXVII. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, em síntese, a recorrente em seu recurso alega o seguinte: 13. Houve cerceamento do direito de defesa na medida em que não foram conhecidas as razões aditivas à peça impugnativa que visavam demonstrar o principio norteador do processo administrativo, qual seja verdade material. Dita peça não restou conhecida, Fl. 2676DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 12 sendo que as questões ali trazidas referemse inclusive a questões de ordem pública, como decadência. 14. Restaram inobservados as garantias constitucionais da legalidade, do direito de petição, do contraditório e da ampla defesa. 15. Parte do crédito encontrase alcançado pela decadência quinquenal, mais precisamente devem ser excluídas as contribuições anteriores a 10/10/2005. 16. Os fundamentos para o lançamento respaldam todos os autos de infração lavrados durante o procedimento fiscal. No Relatório Fiscal, a autoridade lançadora apontou como fato ensejador das pretensas autuações a existência de um "esquema fraudulento milionário, entre a ora impugnante e mais 16 empresas que lhe prestam serviços, a partir da criação de empresas de fachada e de utilização de empregados como sócioslaranja no intuito de burlar a legislação do Simples Nacional", entretanto, a extensa relação de apontamentos efetuada no relatório supra baseiase em meras presunções acerca dos fatos entendidos como ocorridos, sendo interpretados apenas e tãosomente a favor do Fisco para justificar a arrecadação almejada, sem que haja comprovação robusta de sua realidade, ensejando, assim, a mais pura necessidade de cancelamento dos atos lavrados, sob pena de afronta aos princípios basilares do Direito. 17. O contribuinte absolutamente ao contrário do que sustenta a fiscalização jamais arquitetou, adotou o planejou qualquer espécie de procedimento visando à minoração fraudulenta de sua carga tributária. 18. As provas apresentadas, em sua grande maioria, foram produzidas unilateralmente, ferindo o basilar principio constitucional do contraditório e ampla defesa, vez que os depoimentos de colaboradores, principalmente dos excolaboradores foram efetuados a revelia de qualquer ciência da Impugnante, logo, foram coletados de forma ilícita; alias, quem garante que as informações narradas não tenham sido produzidas sob coação, posto que, o próprio agente, itens 693 e 694 do Relatório Fiscal, menciona o temor de certos "colaboradores", com medo das conseqüências da fiscalização efetuada; qualquer pessoa na condição de "coação" admitiriam fatos que em nada condizem com a realidade e a verdade material, com medo das atitudes administrativas do agente fiscal; cabe observar que a produção de provas, principalmente no âmbito das presunções como é o caso em tela, exige a correlação da atenção das regras formais e materiais, o que não ocorreu no caso em comento, de modo a garantir que tal "prova" seja reputada como válida; por sua vez, os "fatos", como reputa a autoridade fiscal, são juizes de valor por ela mesma efetuados, que na sua ótica são justificadores das presunções alegadas, não sendo em momento algum trazida à evidencia do que foi fundamentado; 19. O processo de terceirização questionado pela fiscalização, decorreu de ampla e muito bem estudada reestruturação interna da empresa, segundo rígidos primados da legalidade, que busca a descentralização de sua atividade empresarial. 20. A descaracterização dos negócios jurídicos precisa ser reconhecida pelo Poder Judiciário, somente após a declaração de invalidade do ato por ter havido dolo, fraude ou simulação é que a autoridade fiscal pode, no desempenho de suas funções, lavrar o ato fiscal; logo, diante de tal irregularidade, o ato impugnado, deve, sem adentrar ao mérito da questão, ser cancelado; 21. Observase, contudo, que de forma exaustiva, hábil e sensacionalista expõe a autoridade fiscal os fatos elencados em seu relatório, porém não indica nos autos os únicos Fl. 2677DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 8 13 elementos que efetivamente o autorizariam a assim agir, ou seja, os elementos caracterizados do vínculo de emprego. 22. Mesmo que se reconheça a competência da autoridade fiscal para empreender um lançamento de ofício a partir da transferência do vínculo de emprego de um contribuinte a outro tal prerrogativa está adstrita a demonstração e comprovação inequívoca dos elementos que permitem a confirmação da pretendida relação. 23. Várias são as decisões do próprio CARF no sentido de ser necessário a devida caracterização sob pena de nulidade da autuação. 24. A leitura atenta do relatório da presente autuação não nos deixa dúvidas que o seu autor a par da extensa gama de informações que buscou explorar segundo a sua préconcebida visão, não conseguiu demonstrar, no caderno procedimental, fato ou prova que sequer ventilasse que a notificada seria a real empregadora das pessoas envolvidas, quais sejam: continuidade, pessoalidade, subordinação e onerosidade. 25. Tanto a autoridade fiscal, quanto a julgadora, esqueceramse de verificar que todas as empresas envolvidas no lançamento encontravamse em plena atividade, no exercício do seu livre direito de gerir seus negócios, e sua relações com a notificada estavam amparadas em contratos de prestação de serviços que delimitavam toda a forma com que os serviços seriam executados, dada a própria singularidade do ramo de transporte. Nessa seara, o órgão julgador agarrouse por demais em questões absolutamente localizadas, e não presentes em todos os prestadores, generalizando fato isolados e tomando o todo pela parte, encerrandose um juízo presumido., em flagrante detrimento da verdade material. 26. Reconhece a decisão de primeira instância que a autuação não se sustenta em elementos diretos de prova, para indicar o movimento simulatório, sendo que a autoridade buscou fundamentar sua falsa acusação em fatos indiciários que, por implicação direta sua, seguindo sua preconceituosa visão, seriam suficientes para demonstrar a referida simulação. 27. Conforme observouse nem todas as empresas tem sua composição societária formada por exempregados da autuada, o que já fragiliza dito argumento. 28. Para que se descaracterizase os pactos realizados deveria a autoridade fiscal demonstrar que as 16 empresas fiscalizadas encontravamse em situação idêntica, o que não é o caso. 29. A respeito das reclamatórias trabalhistas merece ser observada uma simples questão, qual seja, a de que todos os fatos narrados nas iniciais mencionadas e juntados pela autoridade fiscal são tendenciosos, vez que traduzem um momento de interesse conflitante entre o reclamante e a impugnante, próprio da Justiça do Trabalho. O Agente fiscal simplesmente guinou à. categoria de "verdade absoluta" as versões parciais narradas em petições iniciais de reclamatória trabalhista, sempre redigida sem o crivo do contraditório. Ademais, não houve reconhecimento de vínculo de emprego em todos os casos, e naqueles em que houve acordo não restou consignado nenhum reconhecimento de vínculo. 30. Tanto é que os acordos homologados pelo Poder Judiciário foram desconsiderados pela autoridade administrativa, sendo tomados como irrefutáveis os fatos narrados nas iniciais, e as reclamatórias de alguns funcionários em desfavor da impugnante, visando Fl. 2678DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 14 única e exclusivamente corroborar as presunções trazidas nas autuações lavradas. Mesmo nas reclamatórias favoráveis ao impetrante não houve a condenação da mesma em relação à desconsideração de atos jurídicos perfeitamente realizados ou caracterização de grupo econômico, havendo somente a condenação ao pagamento de verbas trabalhistas, assumidas por responsabilidade subsidiária. E comum na Justiça do Trabalho assegurar que se uma empresa não pagar, outra pague o lado hipossuficiente da relação (empregado), motivo pelo qual a requerente figurou no pólo passivo das demandas mencionadas, frisandose o fato de que em momento algum houve a comprovação de fatos narrados nas iniciais, restando os acordos lavrados por aquele poder, transitado em julgado sem resolução de mérito; 31. Se uma ou outra empresa não se encontravam no mesmo endereço, isso já seria elemento suficiente para excluílas da autuação. 32. Não houve demonstração de que a empresa autuava determinasse que as empresas deveriam se submeter a um mesmo responsável contábil, sendo que em relação a empresa PL consultoria a mesma foi criada sem qualquer interferência da autuada. 33. A autoridade fiscal pautouse em situações pontuais e as generalizou, acreditando que ao transformar uma situação especifica em habitual, acabaria por caracterizar um "esquema engendrado entre as empresas, para fraudar o Simples", quando na verdade, tais situações, isoladas ou não, nada significam, pois são procedimentos absolutamente comuns no ramo de transportes, o qual tem um caráter personalíssimo, demandando extrema confiabilidade na execução da tarefa e para isso se faz necessário seguir um padrão de qualidade pelo tomador dos serviços; neste sentido a Transmagna buscou parceiros comerciais que "vestissem sua camisa", trazendo ao consumidor final a certeza da excelência dos serviços por ela prestados; além disso, cada uma das empresas relacionadas possui personalidade jurídica própria, prestam de fato os serviços mencionados no contrato estabelecido entre as partes, e, como agenciadoras de coleta e entrega de mercadorias possuem o seu fundo de comércio e exercem suas atividades em cumprimento das relações comerciais livremente estabelecidas pelas partes; o fato de haver dedicação prioritária em relação à boa parte das empresas contratadas não descaracteriza a natureza do contrato, até porque, não convém, que suas prestadoras de serviços realizem trabalhos de coleta e distribuição das mercadorias transportadas para mais contratantes simultaneamente; quando se trata de prestação de serviços, devem ser considerados diversos fatores, entre os quais a fidelidade da empresa parceira; não é a prioridade que transforma a prestadora de serviços em "empresa de fachada", seria o mesmo que pressupor que todos os postos de combustível fossem "empresas de fachada" das bandeiras que ostentam; 34. Não restou ainda demonstrado que a autuava efetivamente controlava a frequência dos funcionários dos parceiros, determinava pagamentos, não restando demonstrado o poder de interferência da autuada, sendo mais uma afirmação imprecisa e vaga. 35. A autoridade verdadeiramente pautouse na crença de que se atirar para todos os lados pudesse lograr êxito em sua falaciosa investida relação ao fato dos funcionários das diversas empresas citadas utilizarem os mesmos uniformes dos funcionários da impugnante, aduz que, como já foi dito alhures, todos esses trabalhadores fazem parte de um mesmo trabalho que se inicia em uma cidade, com um serviço de coleta (realizado por uma das prestadoras de serviço contratadas), tem continuidade com a condução das mercadorias até a cidade de seu destinatário pela Transmagna, e só finaliza com a efetiva entrega, por uma outra empresa contratada na cidade de destino. Toda essa atividade que congrega a atividade de coleta, o transporte propriamente dito e o processo de entrega, Fl. 2679DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 9 15 está sob a responsabilidade de uma única empresa, qual seja, a Transmagna. Estes trabalhadores, por sua vez, ao desempenharem suas funções, o fazem sob a bandeira e franquia da Transmagna, razão que por si só justifica o uso dos uniformes e crachás semelhantes para indicar a marca contratada; nada impede que empresas parceiras, com interesses em comum, acordem um padrão de reconhecimento de seus funcionários, de modo a intensificar sua presença e marca no mercado. 36. Quanto a empresa 1 do Sul, a mesma nem mesmo era optante pelo SIMPLES, o qeu derruba a tese da auditoria que teria se beneficiado indevidamente. Não foi trazido prova da sua interdependência, razão porque deve ser excluída da autuação. Em que pese as alegações já apresentadas pela defesa em relação a 16 empresas mencionadas pela autoridade fiscal, acerca da empresa 1 do Sul Ltda, de propriedade dos filhos do principal sócio da requerente, insta tecer alguns comentários: no que tange à. sua participação ao "esquema fraudulento milionário ao regime do Simples Nacional", em nada se encaixa no objetivo da fraude apontada, vez que a apuração do lucro desta se da com base no lucro Real; possui objeto social completamente diferente das demais, pois, além do transporte rodoviário de cargas, presta serviços de armazéns gerais e locação de veículos para transporte rodoviário de cargas em geral, sem motorista. Os objetivos e serviços prestados pela mesma são evidentemente individualizados e dissociados de qualquer "esquema" que lhe queira imputar a referida autoridade, sendo que o único vinculo que esta empresa possui para com as demais, é a locação de seus caminhões para a execução dos serviços por ela prestados 37. Não restaram demonstrados também os elementos que consubstanciaram o arbitramento, seguindo a decisão recorrida o mesmo caminho discricionário da autoridade fiscal. Para fazêlo deve a autoridade fiscal expor as suas razões, sem presumir a base de cálculo. Destacase que mesmo provocada, a autoridade julgadora de primeira instância presumir correto lançamento amparado em supostas irregularidades nos documentos e omissão em sua apresentação. Não ficou evidenciado quais os documentos encontramse irregulares ou mesmo quais foram omitidos. Os pagamentos oficiosos mencionados foram encontrados em algumas poucas iniciais de reclamatórias trabalhistas, ou seja em demandas judiciais, transformandose para fiscalização em verdade absoluta. 38. Mesmo que se admitisse supostos atos simulatórios, estes não se vinculam aos presumidos pagamentos oficiosos. Ademais, a fixação do patamar de 15% do valor constante da folha oficial, inclusive do que tributou a título de redirecionamento de vínculo de emprego consubstanciado em inconteste experiência profissional peca justamente pela falta de razoabilidade. Assim, as contribuições relativas aos códigos de pagamento 41 a 56, padecem de ilegalidade que esta Turma julgadora irá reconhecer. Face o exposto requer: I. O acolhimento da preliminar de nulidade do acordão recorrido, em razão da ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa. II. O reconhecimento da decadência até a competência 10/2005, ou 12/2004 alternativamente. III. Seja ultrapassada as preliminares para que se reconheça a improcedência integral da autuação, seja pela ausência do reconhecimento do vínculo de emprego, seja pela inexistência de simulação. Fl. 2680DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 16 IV. Caso assim, não entendam que sejam ao menos excluídos do lançamento os levantamentos 41 ao 56 em razão de absoluta falta de critério razoável, bem como pela ausência de justificativa para o arbitramento. A unidade da DRFB encaminhou o recurso a este Conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 2681DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 10 17 Voto Vencido Conselheiro Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 7754. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: QUANTO A NULIDADE PELA NÃO EMISSÃO DO ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES. Digase que este argumento é trazido em diversas ocasiões de ofício por Conselheiro desta Câmara em situações análogas, por entender o mesmo tratarse de matéria de ordem pública, razão porque entendo pertinente a apreciação de dita preliminar.. Entendo que, no caso, não há que se falar em nulidade pela AUSÊNCIA DE EMISSÃO DO ATO DECLARATÓRIO SRF PARA EXCLUSÃO DAS EMPRESAS DO SIMPLES, tendo em vista que no lançamento em questão não houve a desconsideração das pessoas jurídicas, ou mesmo sua desconsideração enquanto optantes pelo SIMPLES. Entendo que no procedimento em questão a AUTORIDADE FISCAL EM IDENTIFICANDO a condição de vínculo empregatício com empresa que simulou a contratação por intermédio de empresas interpostas, procedeu o auditor fiscal ao redirecionamento do vínculo empregatício para efeitos previdenciários na empresa notificada, que era a verdadeira empregadora de fato. Pela análise do relatório fiscal, resta claro que não houve simplesmente caracterização do vínculo de emprego, visto que os segurados já estavam enquadrados como empregados nas empresas auditadas em conjunto; porém constatouse que as características inerentes ao vínculo de emprego levaram a autoridade fiscal a desconsideração das contratações de determinadas empresas fiscalizadas em conjunto, vinculando seus supostos empregados a empresa notificada, já que constatou que a mesma é que preenchia os condição de empregadora, gerenciando de fato toda a atividade. Caso levasse a efeito o entendimento trazido pelo ilustre conselheiro Marcelo Freitas, o levantamento nem mesmo seria feito na empresa TRANSMAGNA, mas sim, na empresas interpostas. Quanto a possibilidade de exclusão de empresas do SIMPLES, ressaltese que não cobrou o auditor contribuições patronais das empresas optante pelo SIMPLES, portanto não houve desenquadramento, para que se determinasse a emissão do Ato de Exclusão. O que ocorreu em verdade, é que em constatando realidade diversa da pactuada inicialmente, procedeu o auditor para efeitos previdenciários ao vínculo dos trabalhadores das empresas interpostas diretamente com a notificada, o que encontra respaldo na própria legislação previdenciária. Fl. 2682DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 18 Assim, entendo que o ATO DECLARATÓRIO seria exigido, caso houvesse a desconsideração da opção pelo SIMPLES das referidas empresas, devendo, apenas neste caso, ser feita a comunicação a então Secretaria da Receita Federal, para realizar a emissão do Ato Declaratório. Em nenhum momento a autoridade fiscal disse que as empresas encontravamse irregulares e que dessa forma não poderiam mais funcionar. Pelo contrário, observase, conforme descrito no relatório fiscal, durante o procedimento de auditoria, constatou a fiscalização a existência de estabelecimentos que embora possuam CNPJ próprios, estão de fato, sob a administração das mesma pessoa. O que vislumbrou o auditor, conforme descrito no relatório fiscal, é a possibilidade de utilização indevida do Sistema simplificado, pela transferência de empregados, porém restou constatado que a subordinação continuou com a empresa notificada. Tais procedimentos e artifícios, conjugados com a utilização dos mesmo empregados, entre as empresas, conspiraram para o mesmo resultado: Sonegação de tributos devidos à Previdência Social, que agora, os lançamentos fiscais buscaram resgatar. A aparente distinção entre as empresa permitiu aos empresários usufruírem indevidamente do tratamento tributário simplificado e favorecido instituído pela Lei nº 9317/96 (Lei do Simples), mas constatandose que na verdade quem detinha a gerência sobre os ditos empregados era a empresa notificada. Dessa forma, a confusão entre gerência e desempenho de atividades corrobora com as informações trazidas pela autoridade fiscal neste AIOP Por fim, cumprenos esclarecer que a autoridade fiscal não extrapolou de seus limites, quando da cobrança do crédito, desrespeitando os limites legais. A fiscalização previdenciária é competente para constituir os créditos tributários decorrentes dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme descrito no art. 1º da Lei 11.098/2005: Art. 1o Ao Ministério da Previdência Social compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento, em nome do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição, bem como as demais atribuições correlatas e conseqüentes, inclusive as relativas ao contencioso administrativo fiscal, conforme disposto em regulamento. Ademais, não compete ao auditor fiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Na verdade o que se vislumbrou foi a simulação para que as empresas que prestavam os serviços pudessem se beneficiar do Sistema Simplificado de impostos – SIMPLES em um primeiro momento, mantendo o faturamento dentro dos limites da lei. Porém Fl. 2683DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 11 19 não é aceitável esse tipo de atitude, se constatado ter por objetivo distorcer a realidade dos fatos apenas como fim de lograr proveito, sem cumprir os preceitos legais. O que ocorreu durante o procedimento fiscal, por meio de diversos elementos de prova, observados pontualmente e em loco (não por mera presunção) foi a constatação, por parte do auditor fiscal, de que não existiam realmente diversos empregadores, e sim, que as empresas criadas não assumiram verdadeiramente o poder de direção, estando todos os empregados vinculados enquanto trabalhadores a um único empregador, qual seja a empresa TRANSMAGNA. Assim, não consigo identificar a nulidade apontada pelo patrono da recorrente. Não estamos falando diretamente de desconsideração de pessoa jurídica, mas observância dos princípios, por exemplo da primazia da realidade, onde valem mais os fatos que os documentos. Em restando demonstrado que o verdadeiro empregador era único, compete a fiscalização simplesmente proceder a vinculação das pessoas que lhe prestavam serviços enquanto segurados empregados para efeitos previdenciários. Portanto, não assiste razão ao recorrente, pois a presente notificação encontrase revestida das formalidades legais, tendo sido lavrada de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante disposto no artigo 33 da lei n° 8.212, de 1991, senão vejamos: Art. 33 Ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a" , "b" e "c" do parágrafo único do art. 11. bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. lI, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. Ainda apenas para efeitos de esclarecimento ao recorrente nos termos do artigo 229 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.o 3.048, de 06 de maio de 1999, também é muito claro ao dispor que: Art.229. O Instituto Nacional do Seguro Social é o órgão competente para: 1 arrecadar e fiscalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nos incisos 1, 11, 111, IVe V do parágrafo único do art. 195. bem como as contribuições incidentes a título de substituição; (Redação dada pelo Decreto n" 4.032, de 26/11/2001) 11 constituir seus créditos por meio dos correspondentes lançamentos e promover a respectiva cobrança; III aplicar sanções; e IV normatizar procedimentos relativos à arrecadação, fiscalização e cobrança das contribuições referidas no inciso 1. Fl. 2684DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 20 § 1" Os Auditores Fiscais da Previdência Social terão livre acesso a todas as dependências ou estabelecimentos da empresa, com vistas à verificação física dos segurados em selviço. para confronto com os registros e documentos da empresa, podendo requisitar e apreender livros, notas técnicas e demais documentos necessários ao perfeito desempenho de suas funções, caracterizandose como embaraço à fiscalização qualquer dificuldade oposta à consecução do objetivo. (Redação dada pelo Decreto n" 3.265, de 29/11/99) § 2" Se o Auditor Fiscal da Previdência Social constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9~ deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado. (Redação dada pelo Decreto nU 3.265, de 29/11/99) (grifo nosso). Destaco aqui as palavras do ilustre Ministro Maurício Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. Ed. LTR. 5° Edição, 2006, pág. 363364), quando sendo identificada relação fática diversa da realidade, compete as autoridades públicas, cada uma em seu campo de atuação, proceder a correção das mesmas, e quando necessário proceder a aplicação das penalidades a ela inerentes. A dinâmica judicial trabalhista também registra a ocorrência de uma situação fáticojurídica curiosa: tratase da utilização do contrato de sociedade (por cotas de responsabilidade limitada ou outra modalidade societária existente) como instrumento simula tório, voltado a transparecer, formalmente, uma situação fáticojurídica de natureza civil/comercial, embora ocultando uma efetiva relação empregatícia. Em tais situações simulatórias, há que prevalecer o contrato que efetivamente rege a relação jurídica entre as partes, suprimindose a simulação evidenciada. PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO Destacase, ainda em sede de preliminar que o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento de defesa, ou ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa, tampouco pela falta de fundamentação legal. Destacase como passos necessários a realização do procedimento: autorização por meio da emissão do Mandato de Procedimento Fiscal – MPF F e complementares, com a competente designação do auditor fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento. Intimação para a apresentação dos documentos conforme Termos de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária. Autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandato, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura da NFLD ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes. Notese, que as alegações de que o procedimento não poderia prosperar por não ter a autoridade realizado a devida fundamentação das contribuições, baseandose em presunções, não lhe confiro razão. Não só o relatório fiscal se presta a esclarecer as contribuições objeto de lançamento, como também o DAD – Discriminativo analítico de débito, que descreve de forma pormenorizada, mensalmente, a base de cálculo, as Fl. 2685DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 12 21 contribuições e respectivas alíquotas. Sem contar, ainda, o relatório FLD – Fundamentos Legais do Débito que traz toda a fundamentação legal que embasou o lançamento. Merece destaque o fato de ter a autoridade julgadora detalhado enumeras situações fáticas, que demonstravam verdadeira confusão entre os empregados da empresa TRANSMAGNA e suas supostas contratadas terceirizadas. Quanto a suposta simulação entendo que logrou êxito a autoridade fiscal em demonstrar por meio dos relatórios, documentos, anexos as situações fáticas que o levaram a caracterizar para efeitos previdenciários, os segurados inicialmente contratados pela empresas a) 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 79.422.648/000106; CNPJ n° 79.422.648/000297; CNPJ n° 79.422.648/000378; CNPJ n° 79.422.648/0004 59; CNPJ n° 79.422.648/000530; b) DARA EXPRESS LTDA — CNPJ n° 02.472.834/000125; CNPJ n° 02.472.834/000206; c) JSC TRANSPORTES LTDA — CNPJ n°03.269.697/000199; d) TRANSÁGIL TRANSPORTES RODO VIARIOS LTDA — CNPJ n° 06.353.656/000174; CNPJ n°06.353.656/000255; e) MCS TRANSPORTES LTDA — CNPJ n°01.855.937/0001 01 f) MIURA TRANSPORTES RODOWARIOS LTDA — CNPJ n° 80.780.869/000135 g) TRANSNIL TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 02.497.990/000140; CNPJ n° 02.497.990/000221; CNPJ n°02.497.990/000302; h) TRANSBABY TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 03.931.099/000133; CNPJ n° 03.931.099/000214; i) TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS LTDA — CNPJ n° 02.501.697/0001 00; j) TRANSBULE TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 03.855.057/000160; k) TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 02.411.081/000148; 1) PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA — CNPJ n° 09.365.132/000191; m) OLIVEIRA MENDES TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 08.519.507/0001 68; n) IRF TRANSPORTES E DISTRIBUIÇÃO LTDA — CNPJ n° 04.598.939/0001 50; o) MAGNA LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO LTDA — CNPJ n° 04.271.985/000140; CNPJ n° 04.271.985/000221; p) RAIMAR PAULO ABBEG ME — CNPJ n°03.163.420/000187, como segurados da empresa notificada. Assim, entendo que realizou o auditor devidamente o lançamento, tendoo fundamentado na legislação que rege a matéria, qual seja: lei 8212/91, Decreto 3.48/99. Ressalto, que não apenas o auditor realizou de forma muito minuciosa as fundamentações e descrições necessárias para caracterizar a simulação, como a autoridade julgadora de 1ª instância ao rebater os mesmos argumentos apontados na defesa, destacou de forma detalhada os dispositivos legais, descritos no relatório FLD, que também fundamentaram o lançamento. Assim, razão não assiste ao recorrente. DECISÃO NOTIFICAÇÃO NULA FACE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Quanto ao argumento de que a decisão ora recorrida é nula, uma vez que não apreciou os termos aditivos a impugnação não confiro razão ao recorrente. Conforme demonstrado pela autoridade julgadora, os termos aditivos a defesa foram apresentados em momento posterior ao prazo descrito em lei para apresentação de defesa, sendo que os elementos ali constantes não restaram apreciados. Vejamos trecho do despacho da autoridade que cientificou o recorrente a respeito do não conhecimento: Manifestou a Turma de Julgamento no sentido de que, em que pese o fato do § 4°, do art. 16 do Decreto 70.235, de 1972, disciplinar que a prova documental não apresentada na impugnação, poderá ser apresentada em outro momento processual, desde que fique demonstrada a impossibilidade de Fl. 2686DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 22 sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; refirase a fato ou a direito superveniente; ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, o aditivo à impugnação ora analisado, além de não trazer nenhuma prova da ocorrência de qualquer uma das causas indicadas, por se tratar de um complemento à impugnação apresentada em época própria, não hi como considerála como prova documental, vez que, nos termos dos art.(s) 332 do Código de Processo Civil — CPC, prova documental é tudo aquilo que representa um fato alegado de modo permanente.Visa materializar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou defesa. Assim, não demonstrou o recorrente qualquer dos elementos que possibilitariam a apreciação dos argumentos apresentados de forma tardia (§ 4°, do art. 16 do Decreto 70.235, de 1972). Ressalto apenas, que o argumento quanto a decadência suscitado pelo recorrente no respectivo termo aditivo será alvo de apreciação, considerando tratarse de matéria de ordem público, como passamos abaixo a enumerar. QUANTO A DECADÊNCIA Já quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, entendo cabível a sua apreciação. Nesse sentido, quanto a aplicação da decadência qüinqüenal, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, profiro meu entendimento. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade Fl. 2687DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 13 23 previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO LEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fl. 2688DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 24 Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fl. 2689DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 14 25 Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, Fl. 2690DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 26 que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso descrito acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 2691DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 15 27 II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas, bem como as circunstância do não pagamento para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. No caso, a aplicação do art. 150, § 4º, é possível quando realizado pagamento de contribuições, que em data posterior acabam por ser homologados expressa ou tacitamente. Contudo, no próprio dispositivo legal, observase o deslocamento do dispositivo da aplicação da contagem do prazo decadência nos caso de dolo, fraude ou simulação. Assim, considerando a constatação pela autoridade fiscal de simulação de empresas, onde os empregados contratados por empresas interpostas, estavam na verdade Fl. 2692DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 28 vinculados a empresa notificada, entendo que a decadência deve ser apreciada a luz do art. 173 do CTN. Os fatos que ensejaram a NFLD ocorreram entre 01/2004 a 09/2009 e a lavratura do NFLD com a correspondente cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 10/11/2010. . Face o exposto, em aplicandose o art. 173, I do CTN, encontramse decadentes os fatos geradores até a competência 11/2004. Superadas as preliminares passo ao exame do mérito. DO MÉRITO Quanto a inexistência de relação direta entre a empresa TRANSMAGNA e as empresas contratadas e que segundo o recorrente seriam os empregadores, entendo que novamente não logrou êxito o recorrente em demonstrar a inexistência de relação. Basta uma leitura do relatório fiscal e dos inúmeros anexos que o compõem para que se chegue a mesma conclusão trazidas pelo auditor fiscal no lançamento em questão e em todos os demais lavrados durante o mesmo procedimento. Conforme já afastado em sede de preliminar, entendo que longe está o lançamento em questão de fundarse em mera presunção. O que restou exaustivamente descrito no relatório e pelo que se pode constatar da análise dos autos, é que a autoridade fiscal, buscou incansavelmente demonstrar que as empresas, ditas como contratadas como meras prestadoras de serviço, eram na verdade fachada, posto que não se identificou a existência de comando gerenciamento, nem tampouco estavam os seus empregados a lhe prestar serviços verdadeiramente. Entendo que diversos são os fatos que devem ser considerados no lançamento em questão, nenhum deles tido de forma isolada. O que se nota é uma espécie de terceirização sim, conforme argumentou o próprio recorrente, contudo realizado de forma irregular, o que ensejou conforme preceitua o princípio trabalhista da Primazia da Realidade o vínculo entre a TRANSMAGNA e os empregados das EMPRESAS: a) 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 79.422.648/000106; CNPJ n° 79.422.648/000297; CNPJ n° 79.422.648/000378; CNPJ n° 79.422.648/0004 59; CNPJ n° 79.422.648/000530; b) DARA EXPRESS LTDA — CNPJ n° 02.472.834/000125; CNPJ n° 02.472.834/000206; c) JSC TRANSPORTES LTDA — CNPJ n°03.269.697/000199; d) TRANSÁGIL TRANSPORTES RODO VIARIOS LTDA — CNPJ n° 06.353.656/000174; CNPJ n°06.353.656/000255; e) MCS TRANSPORTES LTDA — CNPJ n°01.855.937/000101 f) MIURA TRANSPORTES RODOWARIOS LTDA — CNPJ n° 80.780.869/000135 g) TRANSNIL TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 02.497.990/000140; CNPJ n° 02.497.990/000221; CNPJ n°02.497.990/000302; h) TRANSBABY TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 03.931.099/000133; CNPJ n° 03.931.099/000214; i) TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS LTDA — CNPJ n° 02.501.697/0001 00; j) TRANSBULE TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 03.855.057/000160; k) TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 02.411.081/000148; 1) PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA — CNPJ n° 09.365.132/000191; m) OLIVEIRA MENDES TRANSPORTES LTDA — CNPJ n° 08.519.507/0001 68; n) IRF TRANSPORTES E DISTRIBUIÇÃO LTDA — CNPJ n° 04.598.939/0001 50; o) MAGNA LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO LTDA — CNPJ n° 04.271.985/000140; CNPJ n° 04.271.985/000221; p) RAIMAR PAULO ABBEG ME — CNPJ n°03.163.420/000187 Fl. 2693DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 16 29 Conforme trazido pelo próprio recorrente, entendo perfeitamente cabível a especialização e descentralização de suas atividades, contudo, para tanto deve primeiramente observar parâmetros legais, para só em observandoos, valerse de estratégias administrativas para busca da excelência. Todavia o que não se admite é contratar empresas, para que seus funcionários prestem serviços dentro do próprio estabelecimento da tomadora, em sua atividade fim, com evidente confusão entre as funções exercidas, visto que o auditor demonstrou em seus relatórios, por meio de entrevistas aos empregados e diversos documentos a que teve acesso, que os mesmos prestam verdadeiramente serviços para empresa TRANSMAGNA, sendo que em muitos casos, os seus funcionários, tratam as supostas empresas contratadas como prestadoras como verdadeiras filiais da primeira. Nos termos da Súmula 331 do TST, dispositivo hoje que regula a terceirização do Direito Trabalhista Brasileira, visto ausência de norma específica, vejamos: Contrato de Prestação de Serviços Legalidade I A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formandose o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974). II A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988). (Revisão do Enunciado nº 256 TST) III Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 2006 1983), de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividademeio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. V Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. Ou seja, da análise da referida Sumula, notase que não merece guarida a contratação de outras empresas, na forma como realizado pela recorrente e demonstrado pela autoridade fiscal. Observase de pronto o item III da referida súmula que não admite, em regra, a contratação de serviços terceirizados para atividades fim do empreendimento, formandose o vínculo diretamente com o tomados dos serviços. Ora, por si só esse argumento trazido pelo próprio recorrente, demonstra quão equivocada estava sua pretensão de valerse de empresas interpostas para executar sua atividade. Fl. 2694DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 30 Aqui independente do fato de as empresas contratadas estarem ou não sob a égide do Sistema de Tributação SIMPLES, correto o posicionamento adotado de formação do vínculo para efeitos previdenciários, sempre que constatado que a tomadora dos serviços agia como verdadeira empregadora. Dessa forma, o argumento de que a empresa 1 do Sul em não sendo optante pelo SIMPLES deveria ser excluída do lançamento não merece guarida. Aliás essa já havia sido a conclusão a que havia chago a autoridade julgadora: Frisese que o fato da empresa 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA ser ou não optante pelo SIMPLES NACIONAL em nada altera o presente lançamento, vez que a autuada não trouxe aos autos, além do contrato social e notas fiscais de prestação de serviços, nenhuma prova capaz de demonstrar que a empresa em epígrafe atua de forma independente, ou seja, não faz parte do esquema narrado pela autoridade fiscal. E, ainda, que tivesse restado comprovada a sua independência econômica/financeira, não restaria menor dúvida quanto à ocorrência de negócios simulados entre as demais empresas envolvidas. Novamente, conforme descrito pela autoridade julgadora e novamente trazido a baila pelo recorrente, a fiscalização não desconsiderou a personalidade jurídica das empresas contratadas, mas tão somente considerou que os seus empregados (já identificados como tal nas GFIP de cada um dos estabelecimentos), na verdade prestavam serviços para a TRANSMAGNA, conforme descrito no relatório fiscal. QUANTO A PRODUÇÃO DE PROVAS Observase que por inúmeras vezes o recorrente traz como argumento para desconstituir o lançamento a sua presunção, descrevendo inclusive em sua impugnação que os elementos probatórios são frágeis e produzidos de forma unilateral. Primeiramente, quanto aos argumentos de cerceamento do direito de defesa e impossibilidade do contraditório, entendo que equivocase o recorrente. O processo administrativo permite ao recorrente o amplo exercício do direito de defesa, sendo obrigação da autoridade julgadora indicar todos os seus elementos de convicção, sejam documentos aos quais teve a oportunidade de apreciar, ou mesmo descrever os elementos fáticos encontrados durante a auditoria e que o levaram a concluir pelo lançamento de contribuições. Dessa forma, entendo que teve o recorrente a oportunidade de apreciar pontualmente todos as provas e testemunhos colhidas durante o procedimento fiscal, sendolhe permitido exercer o amplo exercício do direito de defesa com vistas a rebater com elementos probatórios e fáticos, se necessários, que as constatações são totalmente equivocadas. Após apreciar detidamente a peça recursal, a decisão de primeira instância e até mesmo a impugnação apresentada, não identifico que o recorrente demonstrou que as empresas contratadas, realmente exerciam o papel de prestadoras de serviços, empregadoras, exercendo o gerenciamento de seus empregados enquanto prestadores de serviços. Notese que, conforme já mencionado anteriormente, não se funda o lançamento em apenas um elemento de convicção, mas um conjunto deles. Os fatos trazidos pelo auditor em seu relatório, quanto as entrevistas dos empregados, os telefonemas, suas constatações, não possuem presunção absoluta, mas possuem Fl. 2695DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 17 31 força probatória, na medida que não consegue o recorrente demonstrar que se tratam de verdadeiros equívocos. Quem mais poderia rebater os argumentos da auditoria, senão o próprio autuado, que poderia demonstrar a realização de contratos com as prestadoras, a contabilização devida das referidas contratações. Requerer de suas contratadas, cópia de sua contabilidade, e de todo o trâmite administrativo, para que assim, ficasse evidenciada a total ausência de ingerência da empresa TRANSMAGNA nas demais. Vale observar que muitos dos elementos trazidos pela empresa notificada em sua impugnação, nem mesmo foram repetidos na peça recursal, considerando que ditos argumentos buscavam justamente demonstrar o gerenciamento direto da notificada em relação a todos os contratados. A impugnante alega também que as provas colhidas, em sua grande maioria, foram produzidas unilateralmente, ferindo o basilar principio constitucional do contraditório e ampla defesa. Entretanto, como se verá a seguir tal argumento não pode prevalecer. Primeiro porque grande parte das provas colhidas pela fiscalização era de propriedade da própria empresa e foram apresentadas pela mesma A fiscalização, é bem verdade que, de acordo com Relatório Fiscal, algumas desta foram apreendidas em sede de diligência, mas, realmente, o que importa é que as provas que deram supedâneo ao presente lançamento, exceto as declarações colhidas dos excolaboradores da requerente, foram todos produzidos por ela, ao passo que a autoridade fiscal apenas teve acesso As mesmas. Segundo porque o direito ao contraditório e a ampla defesa se materializam somente com a impugnação do lançamento, com a formação do processo administrativo. Não há que se falar em direito ao contraditório e ampla defesa na fase de procedimento da constituição do crédito tributário, fase inquisitória, na qual o contribuinte somente irá interagir com o fornecimento de informações e documentos solicitados pela autoridade fiscal, não havendo nesta fase lugar para qualquer forma de defesa. Observese que o lançamento é ato privativo e vinculado da autoridade notificante, portanto, sem a participação do contribuinte na sua elaboração, muito menos, para produzir a sua defesa.No que diz respeito a coincidência de endereços afirma o recorrente que todas as empresas estão efetivamente instaladas em barracões, num mesmo espaço físico, fato este mencionado pelo auditor em sua informação fiscal. Notese que as informações ou mesmo fotos anexadas não tem o condão de desnaturar o lançamento. Conforme descrito pela autoridade fiscal em seu relatório: c) Dirigindose ao local, constatase que os endereços Rua Rubens Sebastião Marin e Avenida Colombo se referem ao mesmo local, pois ao lado e paralelo à Avenida Colombo situase a Rua denominada de Rubens Sebastião Marin, separadas ambas por apenas um estreito canteiro. Portanto, em jiente à Fl. 2696DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 32 calçada das empresas está a Rua Rubens Sebastião Marin, em seguida existe um canteiro e contínuo está a Avenida Colombo. d) A referência nos endereços relacionados na "PLANILHA IX Cadastro de Empresas, em anexo, de "Blocos" não foi confirmada quando em visita ao local, estando as empresas situadas no mesmo endereço. O grande ponto que merece ser apreciado é a “confusão de funções” exercidas pelos empregados das empresas que acabaram para efeitos previdenciários sendo considerados empregados da recorrente. Entendo desnecessário apreciar ponto a ponto dos argumentos do recorrente, tendo em vista que a decisão notificação os rebateu, pontualmente. Para os trabalhos de verificação foi considerada relação de trabalhadores empregados fornecidos pela próprio setor de RH, que conforme descrito pelo auditor é único para as 4 empresas. Foram também constatados: Apenas no intuito de esclarecer os pontos descritos acima de forma sucinta, transcrevo trecho da informação fiscal, em que encontramse narradas as irregularidades encontradas durante a verificação física, senão vejamos (fls. 7198): Exceto uma ou outra, estas empresas funcionam no mesmo endereço das filiais da autuada, fato que, por si só, caracteriza um forte indicio de se tratar de um mesmo estabelecimento comercial. São desprovidas de bens patrimoniais e não apresentam qualquer autonomia financeira, vez que as suas despesas em geral são quitadas pela fiscalizada a titulo de adiantamentos. 0 pagamento destas despesas operacionais, inclusive das remunerações dos trabalhadores, ainda que travestidos de adiantamentos, sinalizam que os riscos de toda atividade produtiva era/6 assumido apenas pela autuada, incompatível, portanto, com a idéia de autonomia jurídica alegada pela defesa, evidenciando também, que estas empresas não sofrem o risco da atividade econômica. ENDEREÇOS ÚNICOS Traz o auditor no item 36 do REFISC, corroborado com o item V do mesmo instrumento que os endereços das empresas eram diferenciados em sua maioria apenas pelo número da sala 01, 02, sala A, galpão A B, tendo sido constatado por meio de diligências que nos respectivos endereços não havia organização física das empresas, dita por contratadas como prestadora de serviços. Entendo que nesse ponto, um comentário se mostra relevante. A contratação de prestadores de serviços, conforme argumentado pelo recorrente, possibilita que os trabalhadores (prestadores) estejam prestando serviços nas empresas tomadoras em atividades “meio”, ou de limpeza, conservação e vigilância, contudo, as empresa prestadoras deve possuir sede própria, com contabilidade regular, registro de todas as suas operações financeiras e contábeis. Ressaltese ainda, que as empresas ditas pela autoridade fiscal como fictícias não possuem sede própria, encontrandoinseridas nos prédios da TRANSMAGNA, sem que houvesse prova do pagamento de aluguéis, ou mesmo compra de imóveis. Trouxe o recorrente argumentos, mas não fez prova contundente de suas alegações. Conforme descrito acima, houve por parte da autoridade fiscal, um minucioso relatório, com vistas e identificar uma a uma, todos os elementos de prova, pelos quais concluiu pela inexistência de empresas de fato vinculando seus trabalhadores a empresa TRANSMAGNA, conforme destacamos a seguir: Fl. 2697DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 18 33 a) ENDEREÇOS DAS EMPRESAS FICTÍCIAS x ENDEREÇOS DAS FILIAIS DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Itens 71 a (...) 73. Não obstante a singela, fantasiosa e pretensa diferenciação de endereços formalmente praticada, diligências efetuadas pessoalmente pela auditoria da RFB certificouse, de forma absolutamente inequívoca, não haver qualquer distinção física entre os estabelecimentos da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e os das "empresas" fictícias com endereços formalmente sobrepostos, circunstância esta facilmente perceptive l aos olhos de qualquer pessoa com um grau médio de inteligência, e até mesmo confirmada por funcionários presentes nos locais. 74. 0 relato das diligências efetuadas por este Auditor está realizado no doc. CCLXXV, anexo. Passamos, então, a abordar cada uma das localidades onde a TRANSMAGNA mantém sua filial e uma outra "empresa" de fachada sobreposta no mesmo endereço (em alguns casos, há mais de uma "empresa" de fachada sobreposta no mesmo endereço). 75. Abordaremos também as situações excepcionais em que os endereços formais de ambas são distintos, pois, na prática, mesmo nestes casos, os funcionários registrados no CNPJ da filial Transmagna e no CNPJ da "empresa" fictícia trabalham exatamente no mesmo estabelecimento: 1) FILIAL BLUMENAU/SC DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA "EMPRESA" DARA EXPRESS LTDA, LOCALIZADA NA CIDADE DE BLUMENAU/SC. Observações AFRFB: Percebam que os endereços atuais da filial TRANSMAGNA BLUMENAU e da suposta empresa DARA EXPRESS LTDA, diferenciamse apenas pela atribuição de sala 01 para esta última. Quanto ao endereço anterior, nem mesmo este engodo foi utilizado. Ressaltese que em diligência realizada por esta auditoria constatouse que tal diferença de endereços se trata de uma mera ficção mal concebida pela empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Esta Auditoria certificouse de que todos os funcionários, independentemente de estarem registrados no CNPJ da filial Blumenau da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA ou no CNPJ da matriz da "empresa" de fachada DARA EXPRESS LTDA, trabalhavam no mesmo estabelecimento, cuja fachada era indiscutivelmente e unicamente da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, assim como, os uniformes, caminhões, quadros localizados no interior do estabelecimento (vide relatório da diligência — doc. CCLXXV). II) FILIAL BRUSQUE/SC DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x FILIAL DA "EMPRESA" DARA Fl. 2698DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 34 EXPRESS LTDA, LOCALIZADA NA CIDADE DE BRUSQUE/SC. Observações AFRFB: Interessante notar que o endereço da "empresa" DARA EXPRESS LTDA, filial BRUSQUE, constante de sua 3a alteração contratual, realizada em 01/06/2009, enquanto que o endereço da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA permaneceu na Rua Anita Garibaldi, no 67, sala 03. Diante dos fatos, esta auditoria fez diligência em ambos os endereços, constatando não haver dois estabelecimentos distintos, um da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES e outro da suposta DARA EXPRESS LTDA, filial Brusque, e ainda, que todos os funcionários, independentemente de estarem registrados no CNPJ da TFtANSMAGNA ou no CNPJ da DARA, trabalham efetivamente no mesmo local,o_quaLapresentase inteiramente/exclusivamentecoma fachada da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (vide relatório da diligência _ doc. CCLXXV). Em face da confusão de numeração foi, posteriormente, solicitado à Auditora da Receita Federal, Sra. Maria José, lotada na cidade de Brusque, que diligenciasse junto 6. Prefeitura Municipal daquela cidade no intuído de descobrir o motivo da dupla numeração, oportunidade em que o órgão Municipal esclareceu à referida Auditora que o número 67 referese a uma numeração antiga e que o número 280 corresponde à nova numeração. Esta Auditora (Sra. Maria José), também foi ao local dos endereços e igualmente constatou não haver dois estabelecimentos, mas tãosomente um, com toda a cara da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. III) FILIAL JOINVILLE DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA "EMPRESA" JSC TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA "EMPRESA" 1 DO SUL TRANSPORTES LTDA. Observações AFRFB: Como se pode notar, à filial da TRANSMAGNA na cidade de JOINVILLE estão atualmente sobrepostas não apenas uma, mas duas empresas de fachadas, diferenciando seus endereços, no caso da "empresa" JSC TRANSPORTES,apenas pelaexpressão casodaempresa 1 do SUL TRANSPORTES LTDA, apenas pela expressão "galpão A", diferenças estas absolutamente inexistentes de fato, conforme diligências efetuadas pessoalmente por esta auditoria no endereço em questão (vide relatório das diligências — doc. CCLXXV). Relevante ressaltar que por ocasião da diligência efetuada em 30/07/2008, no endereço da TRANSMAGNA TRANSPORTES, filial Joinville / JSC TRANSPORTES / 10 DO SUL TRANSPORTES, nem mesmo a Sr. Viviane Maria Pietruza, "sócia" da suposta "empresa" JSC TRANSPORTES, tinha conhecimento da tal SALA n° 02, constante do contrato social de "sua empresa", conforme relatado por esta auditoria em relatório anexo (doc. CCLXXV). Quanto à coincidência de endereços da filial JOINVILLE da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e JSC TRANSPORTES, deve também ser destacado que tal ocorre não apenas em relação ao endereço atual, mas também em relação aos vários endereços anteriores, sempre com atribuição de SALA 2 ou Fl. 2699DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 19 35 SALA 1 para a "empresa" JSC TRANSPORTES como forma de diferenciação de endereços. Assim, desde o ano de 1999 os endereços anteriores do estabelecimento da Matriz da "empresa" JSC TRANSPORTES são coincidentes com os endereços anteriores da FILIAL TRANSMAGNA JOINVILLE, demonstrando que as "duas" empresas são completamente inseparáveis, ou seja, a mudança de endereço de uma (da filial TRANSMAGNA em JOINVILLE), implica automaticamente na mudança formal também do endereço da outra (JSC TRANSPORTES LTDA). Isso é o que se pode chamar de "empresas parceiras"!!! Convenhamos, é muita afinidade entre os da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e os proprietários da empresa JSC TRANSPORTES!!! Afinidade esta, jamais reduzida, nem mesmo por ocasião de diversas "mudanças de proprietários" da JSC TRANSPORTES LTDA. Observe que esta circunstância, qual seja, para onde vai a filial TRANSMAGNA, segue junto, no papel, a "empresa" de fachada correspondente, também foi constatada em relação As filiais da TRANSMAGNA das cidades de Blumenau, Curitiba e de muitas outras. Outra questão a ser observada diz respeito aos endereços anteriores da "empresa" 1 DO SUL TRANSPORTES LTDA, pois vejam: 0 endereço da citada sociedade no período 23/06/2003 a 09/10/2006, Rua Pedro Francisco Klein, n° 57, Centro, GUARAMIRIM/SC, conforme informado nos contratos sociais, jamais se prestou, de fato, ao uso comercial, muito menos foi sede de uma empresa do segmento de transportes, composta, no período acima aludido, por um quadro médio em torno de 45 funcionários, dentre os quais, vários com funções administrativas, cujas atividades haveriam de ser desenvolvidas, por óbvio, internamente, ou seja, dentro do suposto estabelecimento da empresa. Ora, de fato, o referido endereço corresponde, há anos, à residência familiar dos proprietários da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, Sr. ALCEMIR SARDAGNA, MARISTELA MANNES SARDAGNA, THIAGO SARDAGNA e MARCIEL SARDAGNA, estes últimos, filhos do Sr. Alcemir e Sra. Maristela, figurando eles como supostos sócios da "empresa" 1 do SUL TRANSPORTES. Assim, a despeito dos inúmeros empregados registrados no CNPJ da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES (como dissemos, em torno de 45, no período em que o endereço da família SARDAGNA foi informado no contrato social desta "empresa" como sendo o endereço de seu estabelecimento), estes, evidentemente, não trabalhavam de fato na pretensa sede informada no contrato social desta empresa, mas sim no estabelecimento matriz da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, localizado na ROD. BR 280 km 56, no 13500, B. Centro, GUARAMI RIM/SC. da aludida alteração contratual foi constituída, apenas no papel, uma filial da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA, na Fl. 2700DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 36 Rodovia Jorge Lacerda, n° 961, bloco B, Galpões 01 e 02, bairro Espinheiros, ITAJAI/SC, ou seja, no mesmo endereço onde a TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA anuncia o funcionamento efetivo de sua filial na citada cidade, mesmo não possuindo filial formalmente constituída em ltajai/SC (Neste caso também houve a costumeira diferenciação de endereços, no caso, galpões 1 e 2 para a filial da 1 do Sul Transportes e galpão 3 para a filial da Transmagna Transportes).CAPITAL SOCIAL E PATRIMÔNIO. A informação falsa no contrato social da "empresa" 1° do SUL TRANSPORTES LTDA acerca da localização de sua sede denota claramente a inexistência fática de estabelecimento físico desta empresa. A propósito, a também indicação em seus contratos sociais acerca do atual endereço de sua sede, sobrepondoa, formalmente, ao endereço onde estão localizado o estabelecimento da filial TRANSMAGNA na cidade de Joinville e, igualmente, da suposta "empresa" JSC TRANSPORTES, corrobora a inexistência fática de estabelecimentoda "empresa"1doSUL—TRANSPORTESLTDAT sendo oCNPJ desta "empresa" apenas utilizado para fins de registro de empregados da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. IV) FILIAL CURITIBA DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA "EMPRESA" MCS TRANSPORTES LTDA x FILIAL CURITIBA DA "EMPRESA" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA. Observações AFRFB: A coincidência de endereços, atuais e anteriores, verificada entre a suposta "empresa" MCS TRANSPORTES LTDA e a filial CURITIBA da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA verificase integralmente, sem nem mesmo fazer a habitual diferenciação através de um número de sala ou de galpão, como normalmente é de praxe. Já no contrato social da filial CURITIBA da "empresa" 10 do Sul Transportes Ltda, CNPJ 79.422.648/000459, foi praticado o costumeiro disfarce (pouco criativo, por sinal), ou seja, foi inserida em seu endereço a expressão "galpão B", com vista a simular a existência de estabelecimentos diferentes relativamente à FILIAL TRANSMAGNA CURITIBA e a suposta "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA. FILIAL ITAJAi DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x FILIAL ITAJAi DA "EMPRESA" 1 DO SUL TRANSPORTES LTDA. Observações AFRFB: Não ha filial formalizada da empresa TRANSMAGNA através de sua 41a alteração contratual, datada de 31/01/2005 (CNP 79.942.140/001887), esta foi transferida da Av. Mario Uriarte, n° 1.511, Galpão 4, Bloco A, Bairro Cordeiros, ITAJM/SC, para a cidade de CRICIÚMA, na Rua Irene Dalpont Milioli, no 85, sala 1, bairro Jardim Maristela, fato que se deu através da 49° alteração contratual, datada de 26/09/2006. Fl. 2701DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 20 37 Não obstante, a própria empresa reconhece em seu site oficial a existência fática de uma filial sua, recentemente inaugurada, na Rodovia _Jorge_Lacerda,n°_961, galpão3,bairro Salseiros ItajailSC(doc.XLIX). Esta nova filial, cuja previsão inicial de inauguração era 01/12/2008 (doc. L), teve sua inauguração concretizada em 02/03/2009, conforme informação obtida junto ao site oficial da mencionada empresa (doc. LI) e também em seu Informativo Institucional n° 17 "TRANSPORTANDO INFORMAÇÕES N° 17 (doc. LXVIII). Portanto, a despeito de a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES não ter formalizado a existência de sua filial na cidade de ITAJAI, esta se encontra em plena atividade operacional, em estabelecimento com Area de 4.000m2, localizado na Rodovia Jorge Lacerda, n° 961, galpão 3, bairro Salseiros, ItajailSC, conforme muito bem informado pela própria empresa nos documentos L a LII e LXVIII, anexos, sendo este fato inclusive confirmado pessoalmente por esta auditoria, em diligência realizada em 16/11/2009, da qual trataremos em ponto especifico deste relatório (vide relatório de diligências —• doc. CCLXXV) Mas se a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA não formalizou em seus contratos sociais a existência de uma filial sua na cidade de ITAJAi/SC, tampouco no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica — CNPJ junto a Receita Federal do Brasil, qual, então, o procedimento adotado pela referida empresa em relação as suas atividades naquela cidade? A resposta está na 12a alteração do contrato social da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA (doc. XLII), datada de 03/12/2008, ou seja, véspera do inicio efetivo das atividades da filial TRANSMAGNA na cidade de ITAJAI, conforme ela mesmo reconheceu em seu site oficial (doc. L ).] Através da aludida alteração contratual foi constituída, apenas no papel, uma filial da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA, na Rodovia Jorge Lacerda, n° 961, bloco B, Galpões 01 e 02, bairro Espinheiros, ITAJAI/SC, ou seja, no mesmo endereço onde a TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA anuncia o funcionamento efetivo de sua filial na citada cidade, mesmo não possuindo filial formalmente constituída em ltajai/SC (Neste caso também houve a costumeira diferenciação de endereços, no caso, galpões 1 e 2 para a filial da 1 do Sul Transportes e galpão 3 para a filial da Transmagna Transportes). E como se explica a coincidente constituição de uma filial da "empresa" 10 do SUL TRANSPORTES na cidade de ITAJAf exatamente as vésperas da inauguração, de fato, da filial TRANSMAGNA ITAJAi e, digase de passagem, no mesmo endereço? Parecenos que somente restaria à empresa admitir não haver coincidência e argumentar que a filial da "empresa" 10 DO SUL TRANPOSTES LTDA teria sido constituída Fl. 2702DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 38 exatamente com a finalidade de prestar serviços à filial da TRANSMAGNA em ITAJAL Mas nem esta argumentação, entretanto, seria razoável, pois não se pode esquecer que formalmente sequer existe filial da Transmagna na cidade de nesta cidade. Ora, está nitidamente clara a verdade: não há coincidências, e nem a filial da suposta "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES foi criada para prestar serviços à filial da TRANSMAGNA em ITAJAi. Esta foi constituída, e apenas formalmente, com o único objetivo de nela serem registrados todos os funcionários da TRANSMAGNA TRASNPORTES LTDA de sua filial ITAJAI/SC. Ou seja, a filial da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA 6 a própria filial da TRANSMAGNA na cidade de ITAJM, que não está constituída formalmente, mas cuja existência fática 6, entretanto, incontestável e reconhecida, inclusive pela própria empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA (doc. L a LII e LXVIII). A constatação acima relatada, aliás, é corroborada por uma importante informação contida no documento LXVIII, anexo, correspondente ao Informativo Institucional da TRANSMAGNA n° 17 (TRANSPORTANDO INFORMAÇÕES N° 17). No aludido documento, a empresa trata da inauguração de sua filial Itajai, nos seguintes termos: Inaugura cão Filial ltajai Em 02 de Margo de 2009, foi inaugurada na cidade de Itajai a 25a unidade da Transmagna. Com 4.000 m2 em condomínio fechado, localizado a apenas 9 km do porto de Itajai e a 14 km do porto de Navegantes a Transmagna oferece opera coes de picking,_cross_docking,— armazenagem,estufae—desova de container, dentre outras operações inerentes ao processo logístico. Contato: Gerente Jean Carlos Fernandes email: gerenciaiti@fransmagna.com.br Fone: (47) 33478362Nextel 2539 *224 (grifos nosso) Como se pode ver da transcrição acima, o Sr. Jean Carlos Fernandes era, na época da inauguração da filial Transmagna em Itajai/SC, de fato, o gerente da citada filial da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, portanto, indiscutível o reconhecimento pel0 próprio sujeito passivo, em seu site oficial, da condição de funcionário do Sr. Jean Carlos Fernandes, mais • precisamente, gerente de sua filial Itajai/SC. Não obstante o reconhecido vinculo de emprego com a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, o que é feito por ela mesma, o Sr. Jean Carlos Fernandes está registrado desde 01/0312006 na "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA (outra empresa fictícia criada pela TRANSMAGNA TRANSPORTES), cuja MATRIZ está localizada em GUARAMIRIM/SC, cidade sede da TRANSMAGNA, e com suposta filial na cidade de Chapecó, sobreposta no mesmo endereço da filial da TRANSMAGNA nesta cidade (endereços diferenciados apenas pela expressão "sala 2", como é de praxe). Fl. 2703DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 21 39 Conclusão: A filial da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA na cidade de Itajai é de indiscutível existência, como é também incontestável que o seu ente é o Sr. Jean Carlos Fernandes. Contudo, formalmente esta filial foi ocultada através da criação nesta cidade de uma filial da "empresa" de fachada 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA, na qual está alocado todo o quadro funcional da TRANSMAGNA naquela cidade, a exceção do Sr. Jean Carlos Fernandes, cujo vinculo formal não foi colocado nem com a TRANSMAGNA TRANSPORTES, nem com a "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES, mas com a "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, outra das tantas "empresas" de fachada criadas pelo sujeito passivo. VI) FILIAL CHAPEC6 DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x FILIAL DA "EMPRESA" TRANSAGIL TRANSPORTES LIDA NA CIDADE DE CHAPECO. Observações AFRFB: Como se vê, os endereços atuais e anteriores da filial TRANSMAGNA TRANSPORTES e da filial da "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES LTDA são os mesmos, diferenciandose, como de costume, apenas por um número de sala ou galpão. Ou seja, os estabelecimentos estão formalmente sobrepostos e inseparáveis, de modo que para onde a filial da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA se transfere, a suposta filial da "empresa" TRANSÁGIL a segue. Não se pode deixar de ressaltar também uma interessante "coincidência", qual seja, conforme contratos sociais da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e da suposta "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES LTDA, as filiais de ambas, localizadas na cidade de Chapecó, foram formalmente constituídas exatamente na mesma data, isto 6, no dia 17/09/2004. PorAltimo,_informarqueernvirtude de ositeoficial da TRANSMAGNA informar como endereço atual de sua filial Chapecó o n° 2955 e não o no 3.101 D, esta Auditoria ligou, em 19/10/2010, na aludida filial (número de telefone informado no site oficial), sendo atendido pelos funcionários MARLEI TEREZINHA DUCATI e ERIDSON JOSE WILLEMBRING. A primeira afirmou por várias vezes que estava falando da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. 0 segundo, ao ser questionado por esta Auditoria sobre a ausência de entrega de GFIP na empresa TRANSMAGNA e TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA desde 10/2009, informou que os funcionários daquele estabelecimento estariam registrados em uma agência, cujo nome era RODOVIL TRANSPORTES LTDA, negandose, em seguida, a dar outras informações. Pediu a este Auditor que ligasse na Matriz dele, passando o número do telefone 3373 9300. Este Auditor ponderou ao Sr. ERIDSON que o numero de telefone que ele havia passado era da MATRIZ DA TRANSMAGNA, questionando, então, se a referida empresa era matriz da RODOVIL TRANSPORTES. 0 Sr. Fl. 2704DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 40 Eridson respondeu que sim, dizendo literalmente que a matriz da TRANSMAGNA era a matriz de tudo. VII) FILIAL CAMPINAS DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA "EMPRESA" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, LOCALIZADA NA CIDADE DE CAMPINAS/SP x MATRIZ DA "EMPRESA" IRF TRANSPORTES LTDA, TAMBÉM LOCALIZADA NA CIDADE DE CAMPINAS/SP. Observações AFRFB: Mais uma ocorrência onde os endereços atuais e anteriores de "tits" empresas foram sobrepostos, quais sejam, filial CAMPINAS/SP da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e matriz das "empresas" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA e IRF TRANSPORTES E DISTRIBUIÇÃO LTDA, igualmente se diferenciando apenas por um número de sala, galpão ou ainda pela expressão "fundos". É interessante mencionar que em 31/08/2010 e 02/09/2010, este Auditor ligou na suposta "empresa" IRE TRANSPORTES LTDA (número de telefone passado pessoalmente pelo Sr. LAERTE DA SILVA PACHECO, proprietário da empresa PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA, sediada na cidade de Guaramirim/SC, responsável pela escrituração Contábil de todas as "empresas" fictícias tratadas no presente relatório fiscal). No dia 31/08 foram feitas duas ligações na parte da manha e mais uma tarde. No dia 02/09 foi feita mais uma ligação. Em todas elas atendeu a este Auditor a funcionária NAYANE JACOBSEN BERNARDES, anunciando, sem nenhuma exceção, a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, a despeito de estar ela, na ocasião, registrada na suposta "empresa" IRF TRANSPORTES LTDA. VIII)FILIAL SAO JOSÉ DOS CAMPOS DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA "EMPRESA" RAIMAR PAULO ABEGG — ME, NA CIDADE DE SAO JOSE DOS CAMPOS. Observações AFRFB: Como se v8, também os endereços atuais da filial TRANSMAGNA SAO JOSE DOS CAMPOS e da suposta "empresa" RAIMAR PAULO ABEGG diferenciamse apenas pela atribuição da expressão "galpão", colocado em relação a esta última. Quanto ao endereço anterior, nem mesmo esta enganagão foi utilizada. IX) FILIAL SOROCABA DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x FILIAL DA "EMPRESA" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, LOCALIZADA NA CIDADE DE SOROCABA/SP. Observações AFRFB: Endereço da filial TRANSMAGNA em SOROCABA/SP e da suposta filial da "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, na mencionada cidade, é o mesmo, diferenciandose apenas pela expressão "UAC 9", colocada no contrato social da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Fl. 2705DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 22 41 X) FILIAL MARLIA/SP DA EMPRESA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x FILIAL MARÍLIA/SP DA "EMPRESA" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA. Observações AFRFB: Endereço anterior da filial MAR iLIA/SP da '1FIP !El C TRANSMAGNA e da suposta filial MARILIA/SP da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA eram coincidentes, no período de 09/2003, data de abertura da filial MARLIA/SP da TRANSBABY, até o segundo semestre de 2008, diferenciandose apenas pela expressão "fundos", expressa no contrato social desta "empresa". É oportuno relatar que a "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA foi "aberta em 07/2000, comarazão socialdeCOUTO&PACAELLO LTDA, pelos supostos sócios AGUINALDO LUIZ COUTO (exfuncionário da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, nos períodos de 0210511996 a 23103/1999 e de 0110611999 a 29/07/2000 vide doc. CXXXIV) e sua esposa, Sra. VANESSA PACIELLO, permanecendo ambos nesta condição (sócios da "empresa" COUTO & PACIELLO) até 01/04/2004 ("dia da mentira"), oportunidade em que a "empresa" também alterou a sua razão social de COUTO & PACIELLO para TRANSBABY TRANSPORTES LTDA. 0 Sr. AGUINALDO LUIZ COUTO, algum tempo após "vender" a sua "empresa" (COUTO & PACIELLO), ingressou com reclamatória trabalhista em face da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, cujo objeto era o reconhecimento do vinculo de emprego com esta empresa no período em que figurou como sócio da "empresa" COUTO & PACIELO. E o mais importante: 0 vinculo foi plenamente reconhecido em sentença e confirmado em ACÓRDÃO do TRT da 15a Região, havendo, inclusive, transit° em julgado do litígio (vide RT 005452005 00415002 doc. LXXIV), comprovandose, assim, que a utilização de "sócioslaranjas" na "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA se dá desde a sua origem, quando a sua razão social ainda era COUTO & PACIELLO LTDA. E como andou bem a Justiça do Trabalho em sua percepção e conseqüente decisão, pois vejam: 0 Sr. AGUINALDO LUIZ COUTO, em 12/08/2003, data em que ainda figurava como "sócio" da "empresa" COUTO & PACIELLO, e nesta qualidade representandoa, passou procuração por Instrumento Público ao Sr. ALCEMIR SARDAGNA, proprietário da empresa TFtANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, conferindo a este os mais amplos poderes, irrevogáveis e irretratáveis, sobre os bens colocados em nome da "empresa" COUTO & PACIELLO, sobretudo no tocante à totalidade dos veículos registrados em seu nome (doc. XCI), nos termos em que fora relatado na subseção "e" deste capitulo — página 162. A procuração a que nos referimos acima é prova irrefutável de que o Sr. Fl. 2706DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 42 AGUINALDO LUIZ COUTO era, de fato, mero funcionário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e que sempre foi, na verdade, "testadeferro" do Sr. ALCEMIR SARDAGNA. Esta circunstância também ficou muito evidenciada ao identificarmos que os "adquirentes" da "empresa" COUTO & PACIELLLO LTDATTRANSBABY TRANSPORTES LTDA, em 01/04/2004, foram os senhores NELSON FERNANDES DE SOUZA (na época, era registrado no CNPJ da própria "empresa" COUTO & PACIELLO LTDA / TRANSBABY TRANSPORTES LTDA — doc. CXXXV) e CARLOS ALBERTO MARQUES, cuja história no âmbito da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e das "empresas" fictícias por esta criadas é também notável, conforme pode ser verificado na subseção "c", deste capitulo — página 76. Mas voltando à análise dos endereços da filial MARLIA/SP da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e da suposta filial MARLIA/SP da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, passamos, a seguir, à análise de seus endereços atuais, os quais, a despeito de se apresentarem formalmente distintos, esta auditoria constatou que no imóvel localizado no endereço da suposta "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, conforme informado em seu contrato social, não há atualmente nenhuma atividade comercial sendo desenvolvida, muito menos uma empresa de transporte de cargas funcionando no correspondente local. Esta informação foi obtida junto à fiscalização da Prefeitura Municipal de Marilia/SP, que relatou a esta auditoria constar em seu cadastro imobiliário o nome da empresa TRANSBABY TRANSPORTES LTDA no endereço investigado, mas que, em diligência efetuada pessoalmente no local, tal não se confirmou, na medida em que foi constatado se tratar de um sobrado residenc Figie o qual se encontrava fechado por ocasião da diligência fiscal, não havendo no referido imóvel nenhuma placa ou outra indicação qualquer de que naquele local existiria um estabelecimento empresarial, sendo que os vizinhos questionados informaram ao servidor municipal não ter conhecimento da existência de qualquer empresa naquele endereço e que já ha algum tempo não se via movimentação de pessoas no imóvel. Mas se os funcionários_registrados_no_CNPJ_da_f empresau_TRANSBABY, especialmente aqueles com funções administrativas, NÃO se encontravam • trabalhando no local onde, de acordo com o contrato social da referida empresa, estaria localizada a sua sede, então, onde eles estariam exercendo suas atividades? A resposta é muito simples: no estabelecimento r da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, isto 6, na Avenida Yusaburo Sasazaki n° 2100, Distrito Industrial Santo Barion, na cidade de MARÍLIA/SP, pois vejam. Em ligação realizada no dia 17/12/2009 para o telefone 14 3303 4059, a Sra. Juliana (Juliana Cristina Marques — registrada na. TRANSBABY TRANSPORTES LTDA) atendeu ao telefone anunciando da seguinte forma "Transmagna, boa tarde". Fl. 2707DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 23 43 Questionado sobre o endereço de onde ela falava, a referida funcionária disse que era da Avenida Yusaburo Sasazaki n° 2100, portanto, do endereço da filial TRANSMAGNA, na cidade de Marilia. • Questionada sobre o endereço da Rua Jose Batista de Almeida Sobrinho, 734, SALA() A (endereço formal da TRANSBABY), a Sra. Juliana Cristina disse que ia transferir a ligação para a Juliana, do financeiro (Juliana Marques Lopes, também registrada na TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, mas cujo email é iuliana.maroues(àtransmagna.com.br). A propósito, na competência 11/2009, última competência em que foi apresentado GFIP, havia 85 funcionários registrados no CNPJ da TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, filial MARLIA, enquanto no CNPJ da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, filial localizada na referida cidade, havia apenas 07, em que pese todos trabalharem no estabelecimento da TRANSMAGNA, localizado na Avenida Yusaburo Sasazaki n°2100. Mas enfim, transferida a ligação para a Sra. Juliana Marques Lopes, esta também atendeu ao telefone anunciando de pronto a empresa TRANSMAGNA. E ao ser questionada sobre o endereço formal da TRANSBABY, esta funcionária disse, literalmente, que era melhor que este auditor falasse diretamente com o gerente da TRANSMAGNA, Sr. Gilberto (GILBERTO TRINDADE — também registrado na TRANSBABY TRANSPORTES LTDA). Conveniente comentar que, talvez, a Sra Juliana Marques sequer tivesse conhecimento de que o Sr. Gilberto Trindade era registrado na TRANSBABY, ou se sabia, ainda sim o designou como Gerente da TRANSMAGNA em razão de isto estar muito patente no dia a dia da filial Marilia desta empresa. De qualquer forma, a Sra. Juliana Marques tem total raid() ao qualificar o Sr. Gilberto Trindade como gerente da TRANSMAGNA, pois esta era (e ainda 6), de fato, a sua condição profissional, conforme pode ser verificado pela abordagem realizada a seu respeito na subseção "c" deste capitulo (página 73), a despeito de estar ele fraudulentamente registrado no CNPJ da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA e não no CNPJ da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, seu verdadeiro empregador. A propósito, o site oficial da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES (www.transmagna.com.br clik em "informações" e, em seguida, em "noticias"), por várias vezes abordou a sua filial Manha (doc. LXXII), deixandomuito transparente a sua dimensão, sobretudo no tocante ao Fl. 2708DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 44 quantitativo de seus funcionários, seja através das inúmeras fotos disponibilizadas, seja através das redações dos textos das noticias. Em resumo, o doc. doc. LXXII nos possibilita constatar que a aludida filial da TRANSMAGNA possui um quadro superior a 50 funcionários, portanto, bem superior ao quantitativo formalmente registrado no CNPJ desta sua filial que, no período a que se referem as noticias, não passou de ínfimos 7 funcionários registrados, enquanto no CNPJ da suposta "empresa" TRANSBABY TRANSEORTES_LTDA—o— número—de funcionários registrados foi, no mesmo período, sempre superior a 80 funcionários, dos quais fazem parte até mesmo o incontestável gerente da filial Marilia da TRANSMAGNA, Sr. Gilberto Trindade, conforme falamos anteriormente. E não diga a empresa autuada que os trabalhadores constantes das fotos não são seus funcionários, mas apenas meros "colaboradores" terceirizados, pois as noticias que compõem o doc. doc. LXXII reportase a convenções da Filial da TRANSMAGNA realizadas na cidade de Marilia, nas quais sic, apresentados os números da filial e tragadas as metas da filial para 2009. Convenhamos, a TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA não iria apresentar os números e as novas metas da filial para funcionários de outra empresa. Aliás, em uma das noticias, sob o titulo: "Treinamento realizado na unidade Marilia", a própria empresa reconhece literalmente a condição de funcionários dos participantes. Concluindo, as circunstancias apontadas acima deixam absolutamente demonstrado o fato de o endereço constante do contrato social da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA (Rua Jose Batista de Almeida Sobrinho, 734, SALA() A, B. Jardim Santa Antonieta, MARILIA/SP) ser mero engodo, situação certificada pelo setor de fiscalização da Prefeitura Municipal da cidade, de Marilia/SP, corroborado pela constatação desta Auditoria de que os funcionários registrados no CNPJ desta "empresa" possuem como local de trabalho o estabelecimento da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, situado na Avenida Yusaburo Sasazaki n° 2100, Distrito Industrial Santo Barion, MARiLIA/SP, os quais exercem suas atividades juntamente com os demais funcionários da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA registrados em seu CNPJ. Finalmente, ficou comprovado que inclusive o gerente da filial TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, Sr. Gilberto Trindade, 6 um dos funcionários registrados no CNPJ da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA.5.000 m doado pela Prefeitura da cidade, cita que está sendo construido um barracão em estrutura metálica de 1.400m2, o qual abriga pelo menos 18 carretas na plataforma. Na publicação jornalística há trecho de pronunciamento do Sr. Gilberto Trindade, que fala em nome da empresa TFtANSMAGNA TRANSPORTES LIDA, na condição de seu GERENTE OPERACIONAL, ocasião em que estava presente inclusive os diretores desta empresa (6 sempre oportuno relembrar que este inegável funcionário da TRANSMAGNA, ocupante • de cargo gerencial da citada Fl. 2709DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 24 45 empresa, estava/está registrado no CNPJ da "empresa" de fachada TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, filial Marilia). Também o informativo Institucional n° 13 (mar/abr/2008 — doc. LXIV), pág. 04, ao tratar acerca das novas instalações da filial MARILIA/SP da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, relata bem a estrutura desta filial, demonstrando ser ela indubitavelmente XI) FILIAL RIBEIRÃO PRETO DA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA EMPRESA TRANSBABY TRANSPORTES LTDA: Observações AFRFB: A filial da TRANSMAGNA em Ribeirao Preto/SP está localizada, desde 19/03/2007, na rua doutor Hugo Fortes, no 1600 1630, Parque Industrial Lagoinha. Anteriormente, no período 06/01/2003 a 18/03/2007, esta filial estava localizada na rua Adhemar Penha n° 50, Bairro Parque Industrial Coronel Quito Junqueira,_Ribeirdo_Preto/SPAinformagõesobtidasjunto aos contratos sociais da referida empresa (doc. XXXII). Por sua vez, a "empresa" de fachada criada pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA na cidade de Ribeirao Preto/SP, com vistas a alocação (apenas formal) de boa parte da folha de pagamento de sua filial Ribeirao Preto/SP, cuja razão social é TRANSBABY TRANSPORTES., LTDA (vimos anteriormente que uma suposta filial desta "empresa" de fachada é utilizada para registro da grande maioria dos funcionários da filial Marilia/SP da TRANSMAGNA), está localizada, atualmente, desde comercialização do Loteamento Jardim Maravilha, denominada LOTEAMENTO JARDIM MARAVILHA — SPE LIDA, cujo representante é o Sr. Elvio Roberto Morgatto, não havendo qualquer relação com a empresa TRANSBABY TRANSPORTES LTDA. Anteriormente à locação mencionada acima, o imóvel localizado no endereço informado no contrato social da suposta empresa TRANSBABY TRANSPORTES LTDA era locado junto à sua proprietária pela Prefeitura Municipal de Serrana/SP, com vistas ao funcionamento do Posto de Saúde Dr. Plácido M. Assis, o que se deu no período de 13/03/2006 a 01/07/2009. Obviamente, também este locatário não tem qualquer relação com a empresa TRANSBABY TRANSPORTES LTDA. E finalmente, antecedendo à locação acima, chegase a uma locação muito interessante (será devidamente explicado o porquê), qual seja, no período de 18/0212005 a 30/1212005, o imóvel localizado no endereço indicado no contrato social da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LIDA como sendo o endereço de seu estabelecimento MATRIZ foi, na verdade, objeto de locação pelo Sr. SANDRELIAS PEREIRA, CPF n° 652.614.70978, com vistas ao estabelecimento de sua residência familiar. Fl. 2710DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 46 Recapitulando, tratouse de locação para fins residenciais, no período de 1810212005 a 30/12/2005, compreendendo, portanto, ao período inicial em que a suposta "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES informou, inveridicamente, o endereço de sua sede na Rua Nossa Senhora das Dores n° 823, Serrana/SP (3° alteração contratual, ocorrida em 01/08/2005). Mas haveria alguma relação entre o Sr. Sandrelias Pereira e a hipotética TRANSBABY TRANSPORTES LTDA? A resposta encontrada foi não. Isto 6, com a referida "empresa", nenhuma relação havia, mas, ao averiguar junto ao banco de dados da RFB o histórico profissional do Sr. Sandrelias Pereira, constatou ser ele, vejam só, empregado da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, comprovando, assim, quem realmente está por trás da falsa informação inserida no contrato social da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, no que diz respeito ao endereço de sua sede: a 411 empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. A propósito, o Sr. Sandrelias Pereira era, na época, GERENTE DA FILIAL DA TRANSMAGNA na cidade de Ribeirao Preto, conforme muito bem comprovado por documento emitido em 12/2005 pela própria MATRIZ DA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, no qual esta empresa informou IMOBILIÁRIA MEGHELLI, administradora do imóvel, em face de rescisão antecipada do contrato de locação, que o Sr. Sandrelias estaria sendo transferido para a filial Transmagna de Joinville. XII) FILIAL SAO JOSÉ DO RIO PRETO/SP DA TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA x MATRIZ DA EMPRESA MIURA TRANSPORTES LTDA: Observações AFRFB: Também na cidade de Sao José do Rio Preto/SP os endereços atuais e anteriores da filial TRANSMAGNA e da "empresa" MIURA TRANSPORTES LTDA são sobrepostos (doc. LXXIX), ou seja, formalmente, para onde a filial da TRANSMAGNA se muda, o "estabelecimento da empresa" MIURA TRANSPORTES LTDA a acompanha. Destacase, assim como já informado anteriormente que não se trata de mera presunção, mas constatação de que as empresas não possuíam a dita autonomia gerencial, ou mesmo física, sendo que a condição de emprego era verdadeiramente prestada em nome da TRANSMAGNA. Observa o auditor no item 76 e posteriores do relatório que realizou diversas diligências justamente para identificar a existência das empresas, ou mesmo como eram executados os serviços, bem como onde encontravamse as empresas. DOS SÓCIOS DA EMPRESA DITAS COMO “PRESTADORAS DE SERVIÇOS”. Quanto a este item, descreveu o auditor também em item próprio do seu relatórios os aspectos de convencimento inerentes a relação de sociedade.fl. 4599. Fl. 2711DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 25 47 SÓCIOS TESTASDEFERRO" E OUTROS FUNCIONÁRIOS DAS "EMPRESAS" DE FACHADA — RELATOS INDIVIDUALIZADOS. As situações são tratadas individualmente, com a narrativa das inúmeras circunstâncias aptas a comprovar a real condição destes trabalhadores, bem como, com a descrição do histórico meramente FORMAL de cada um deles, cuja leitura é de crucial importância, na medida em que evidencia o quanto estes trabalhadores são/foram extremamente vinculados à empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. 92. Além dos "sócios testasdeferro" das "empresas" fictícias, outros trabalhadores considerados importantes para evidenciagdo do esquema também foram objeto da presente abordagem. Estes trabalhadores, por sua vez, diferentemente dos primeiros citados, ao invés de terem sido colocados como falsos "sócios", foram registrados nos CNPJ destas "empresas" como seus empregados, a despeito da comprovação inequívoca, consoante veremos, de que, de fato, o empregador deles 6/era à época a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. OSNI LUCIANI: • Citado • pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu Informativo Institucional n° 01 (doc. LII — referente mar a abr/2006), página 04, como Gerente da filial Blumenau/SC da referida empresa. A matéria publicada trata de encontro de membros da Diretoria da TRANSMAGNA com o então Governador do Estado de Santa Catarina, Sr. Luiz Henrique da Silveira; • Citado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em Workshop ocorrido nos dias 15 e 16/04/2008; • Citado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu site oficial, no link "Noticias" —> "Diretoria homenageia gerente por seus 10 anos de Transmaana", como gerente da filial Blumenau da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (doc. LXXXII, anexo). Observe que neste caso há o reconhecimento do Sr. Osni como gerente da Transmagna Transportes Ltda e tambémdeque em04/2005,datadahomenagem;elecontara coml O arms de TRANSMAGNA. Todavia, não obstante tantas provas incontestáveis e robustas da condição de empregado da TFtANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, o Sr. OSNI LUCIAN!, na época de todas as citações mencionadas acima, não estava registrado no correspondente CNPJ da TRANSMAGNA, como deveria ser, mas sim figurava como "sócio" no contrato social da simulada "empresa" DARA EXPRESS LTDA, cuja matriz "localizase" na cidade de Blumenau/SC, "coincidentemente" no mesmo endereço da filial TRANSMAGNA nesta cidade. Fl. 2712DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 48 Ressaltese que este trabalhador até foi registrado pela empresa TRANSMAGNA, o que é mais sintomático, porém, no período de 01/0511997 a 30/0411998. Resta comprovado, portanto, que o Sr. OSNI LUCIANI foi apenas utilizado 110 pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA como "testadeferro" na "empresa" DARA EXPRESS LTDA, sendo ele, de fato, GERENTE da filial Blumenau/SC da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Os fatos a seguir relatados corroboram esta constatação; • 0 Sr. OSNI LUCIANI, em 22/07/2003, representando a "empresa" DARA EXPRESS LTDA, na condição de seu suposto "sócio", passou procuração por Instrumento Público ao Sr. ALCEMIR SARDAGNA, proprietário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, conferindo a este poderes extraordinários sobre a administração da "empresa"DAFtA EXPRESS LTDA, assim como sobre os bens colocados em nome desta "empresa"sobretudo no tocante aos veículos registrados em seu nome (doc. XCI), nos termos em que está relatado na subseção "e" deste capitulo, página 162. A procuração a que nos referimos acima é prova irrefutável de que o Sr. OSNI LUCIANI sempre foi, na verdade, "testade ferro" do Sr. ALCEMIR SARDAGNA e que a "empresa" DARA EXPRESS LTDA é mera fachada da TRANSMAGNA TRANSPORTES. • Ao sair da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, o Sr. Osni Luciani ingressou com reclarnatória trabalhista na qual relatou e juntou provas robustas acerca de sua condição de sócio "testadeferro" perante a "empresa" DARA EXPRESS LIDA, assim como de sua verdadeira situação, qual seja, funcionário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA (sobre a importantíssima Reclamatória Trabalhista n° 02403200905112007, movida pelo Sr. Osni Luciani em face da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, a que nos reportamos acima, vide a subseção "h", página 253. SONIA BOGO LUCIAN!: • Esposa do senhor OSNI LUCIAN!, acima abordado, esta funcionária foi homenageada pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu Informativo Institucional no 03 da (doc. LIV), página 03, em razão de integrar, na referida empresa, o quadro de aniversariantes do mês de setembro 2006, sendo citada na ocasião como integrante de sua filial BLUMENAU/SC. No entanto, na época, figurava como "sócia" da empresa DARA EXPRESS LTDA, desde 01/04/1998, conforme contrato social (doc. XXXIII). ROBERTO CESAR SALGADO: • Citado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu Informativo Institucional n° 01 (doc. LII — ref. mar/abr/2006), página 02, por ocasião da apresentação dos funcionários integrantes da MATRIZ da referida empresa, como GERENTE ADMINISTRATIVO deste estabelecimento; Fl. 2713DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 26 49 • Citado pela TRANSMAGNA em seu Informativo Institucional no 02 (doc. LIII —ref. mai/jun/2006), página 04, por ocasião da certificação ISO e SASSMAQ, como GERENTE ADMINISTRATIVO da mencionada empresa, atuando na oportunidade como representante da Diretoria da TRANSMAGNA no evento citado; • Homenageado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu Informativo Institucional n° 03 da (doc. LIV — jul a set/2006), página 03, em razão de integrar, na referida empresa, o quadro de aniversariantes do mês de julho de 2006, sendo citado na ocasião como integrante do estabelecimento MATRIZ da referida empresa; • Citado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu Informativo Institucional n° 08 (doc. LIX — abr/mai/2007), página 02, por ocasião da apresentação dos funcionários integrantes da filial SAO JOSÉ DOS CAMPOS/SP da referida empresa, como membro da gerência deste estabelecimento filial; • Citado pelo funcionário da filial SAO JOSÉ DOS CAMPOS da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, Sr. Wellington Rodrigo Pereira dos Santos, nos autos da Reclamatória Trabalhista n° 00235200804515006, como gerente da referida filial da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (doc. CCLXX, anexo). Ha prova na contabilidade da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA de que esta empresa pagou ao Sr. ROBERTO CESAR SALGADO remuneração a titulo de décimo terceiro salário (exemplo: ano de 2006). Tal desembolso esta lançado na contabilidade da referida empresa como se tratasse de um "empréstimo" efetuado 5 "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES LTDA, na qual figurava, à época, como seu suposto "sócio". Duas considerações devem ser feitas a respeito deste pagamento: a) Se o Sr. Roberto César Salgado não era em pregadoesi msócio,ndodeveria haverpagamentoatitulo de décimo terceiro salário, rubrica destinada especificamente a trabalhadores empregados; h) o pagamento efetuado a este trabalhador diretamente pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, com cheque desta e, disfarçadamente, contabilizado como se fosse empréstimo à "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES LTDA,, deixa toda evidência de que seu vinculo efetivo se dava com a TRANSMAGNA: (...) Importante também ressaltar que a assinatura do Sr. ROBERTO CÉSAR SALGADO nos memorandos internos n°2130 e 2119 (doc. CXLII — Seqüência 124 e 125) se deu sob carimbo com a expressão: "Roberto César Salgado Gerente. Ora, tratandose de memorando interno da empresa TRANSMAGNA, obviamente o carimbo a que nos referimos acima se reporta b. sua função de Gerente na filial Sao Jose dos Campos da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA"; Fl. 2714DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 50 Não obstante, este funcionário não estava registrado na referida empresa. Ao invés disso, o referido vinculo de emprego foi disfarçado mediante o seu registro no CNPJ da suposta "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA, no período de 01/03/2004a 14/07/2004,e ia partirde07/20047 como suposto'sócioadministrador" da "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES LTDA, localizada na cidade de 411) Guaramirim/SC. Posteriormente, em 07/2005, passou a figurar também como "sócio" da "empresa" MIURA TRANSPORTES RODOVIARIOS, localizada na cidade de Sao José do Rio Preto/SP (vide contratos sociais anexos doc. XXXIV e XXXV). As três"sociedades" citadas acima integram o rol de "empresas" fictícias relacionadas na seção B deste capitulo. É importante destacar que, a despeito de o Sr. ROBERTO CÉSAR SALGADO ter, supostamente, rescindido o seu contrato de emprego com a "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA em 07/2004, para tornarse, a partir de então, "sócioadministrador da "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES LTDA, ele, de maneira até hilária, permaneceu submetido a controle de horário de trabalho e de assiduidade, realizado através de CARTÃO PONTO ELETRÔNICO emitido em nome da 110 "empresa" 1 DO SUL TRANSPORTES LTDA. Tal fato está comprovado pelo próprio outdo ponto do trabalhador, referente ao período 21/11/2004 a 14/12/2004 (doc. CLXXV), localizado por esta auditoria, estranhamente, em arquivo morto na sede da matriz da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, na cidade de GUARAMIRIM/SC, juntamente com caixas e mais caixas contendo cartões pontos das demais "empresas" fictícias relacionadas na seção B deste capitulo. A propósito, não é demais ressaltar que o Sr. ROBERTO CÉSAR SALGADO, conjuntamente com o Sr. LEANDRO TOMASELLI, na qualidade de supostos "Sócios Administradores" da "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, sediada em Guaramirim/SC, passou procuração com poderes ilimitados/extraordinários de administração da referida "empresa" aos senhores ALUIZIO SCHMOCKEL e EMIR BATSCHAUER (doc. XCIII), pessoas estas, verdadeiramente funcionários da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (vide seus históricos também nesta subseção), igualmente utilizados como "sócios laranjas" nas empresas fictícias criadas pelo sujeito passivo, sendo eles, indiscutivelmente, de reconhecida confiança do Sr. ALCEMIR SARDAGNA (proprietário da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA). Os poderes outorgados foram estabelecidos através de 17 elaboradas alíneas, enumeradas de "a" a "q", culo teor é idêntico ao das procurações passadas por vários "sócios" das "empresas" fictícias ao próprio Sr. ALCEMIR SARDAGNA (doc. XCII). 0 motivo de se passar tal procuração, obviamente, foi a transferência do local de trabalho do Sr. Roberto César Salgado, efetuada pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, da cidade de GUARAMIRIM/SC (Informativo n° 01, página 02 — doc. LII), para a sua filial localizada em SAO JOSÉ DOS CAMPOS/SP (Informativo n° 08, página 02 — doc. LIX, e RT n° 00235200804515006, anteriormente citada LXXXIII). Assim, com a ausência do Sr. Roberto César Salgado na cidade de Guaramirim/SC, necessário se fez que este passasse em Fl. 2715DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 27 51 09/10/2006 uma procuração aos Srs. Aluizio Schmokel e Emir Batschauer, conferindolhes poderes de Administração da "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, poderes estes, conforme dissemos acima, semelhantes aos conferidos em inúmeras outras procurações passadas pelos supostos sócios das fictícias ao próprio Sr. ALCEMIR SARDAGNA, segundo relatado na subseção "e", página 162; JEAN CARLOS FERNANDES: Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 01 (doc. DDD11 mar e abr/2006), página 02, como integrante do "grande time TRANSMAGNA" da MATRIZ, pertencente à equipe FROTAS deste estabelecimento; • Citado no Informativo "TRANSPORTANDO INFORMAÇÕES" n° 17 (doc. DDD27 — dez a fev/2009), página 02, da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, quando do anúncio da inauguração da filial ITAJAi da mencionada empresa, como GERENTE da filial ora reportada; • Assinou no ano de 2009, na qualidade de Gerente da filial Itajai/SC da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, os documentos "SOLICITAÇÃO DE CADASTRO DE USUÁRIO" e "TERMO DE RESPONSABILIDADE" (doc. CXLVI), com vistas a autorizar o acesso na rede corporativa da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA aos funcionários lotados na filial Itajai/SC desta empresa, Senhores ANDERSON DALSOCHIO e DJEISON TOMASELLI (Digase de passagem, na ocasião estes funcionários estavam indevidamente registrados, respectivamente, nos CNPJ das supostas "empresas" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA e 1 0 do SUL TRANSPORTES LTDA, a despeito de estar claramente assinalado no documento "SOLICITAÇÃO DE CADASTRO DE USUÁRIO de ambos a opção "FUNCIONÁRIO" da TRANSMAGNA TRANSPORTES); • Participou da 11a Convenção de Gerentes — ano 2009 da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, realizada entre os dias 30/01 a 01/02/2009, na cidade de Gaspar/SC, mais precisamente no Fazzenda Park Hotel, onde foram debatidas, segundo consta do Informativo Institucional no 17 (doc. LXVIII — dez a fev/2009), página 04, as METAS e DESAFIOS da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA para o ano de 2009. Sobre a referida CONVENÇA0 DE GERENTES, inclusive a identificação de todos os seus participantes, vide subseção "g", deste capitulo — página 250. • E destinatário dos memorandos internos TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 2578, 2555 e 2503 (doc. CCXLVII — Seqüência 107 ao 1092), nos termos em que fora relatado na subseção "x" deste capitulo página 395. Estes documentos foram emitidos, respectivamente, em 19/08/2009, 16/07/2009 e 20/05/2009, pelos funcionários Fernando Dias Tamanini, e Juliana Tecila, os quais, apesar de claramente integrarem o quadro de funcionários da TRANSMAGNA TRANSPORTES — Fl. 2716DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 52 HOLDING, conforme deixou muito nítido os próprios documentos, não estavam registrados pelo seu verdadeiro empregador (empresa TRANSIV1AGNA), mas sim no CNPJ das supostas "empresas" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA e 1° do SUL TRANSPORTES LTDA, respectivamente. GILBERTO TRINDADE: • Qualificado no Informativo Institucional n° 13 (doc. LXIV — mar e abr/2008), página 04, em matéria que trata das novas instalações da filial MARILIA/SP da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, como GERENTE da aludida filial. Ilustrando a matéria há, inclusive, fotografia, na qual aparecem o referido funcionário e toda a Diretoria da autuada (Alcemir Sardagna, Maristela Sardagna e os filhos Thiago Sardagna e Marciel Sardagna); • Mencionado no Informativo n° 06 (doc. LVII — fev/2007), página 02, por ocasião da apresentação dos funcionários integrantes da FILIAL MARLIA/SP da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA ("GRANDE TIME TRANSMAGNA — FILIAL MARILIA"), como Gerente Operacional e Comercial desta filial; Homenageado no Informativo n° 03 (doc. LIV — jul/agolset/2006), página 03, em razão de integrar, na referida empresa, o quadro de aniversariantes do mês de agosto 2006; • Assinou em 11/11/2008, sob carimbo, na qualidade de Gerente da filial Marilia/SP da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, os documentos "SOLICITAÇÃO DE CADASTRO DE USUÁRIO" e "TERMO DE RESPONSABILIDADE" (doc. CXLV), com vistas a autorizar o acesso na rede corporativa da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA ao também funcionário desta empresa, lotado em sua filial MARLIA/SP, Sr. ALAN VICTOR DA SILVA (Este funcionário, na época, estava registrado no CNPJ da suposta filial Marilia/SP da "empresa" de fachada TRANSBABY TRANSPORTES LIDA, a despeito de estar claramente assinalado no primeiro dos documentos citados acima a opção "FUNCIONÁRIO" da TRANSMAGNA TRANSPORTES); • Participou também da 11a Convenção de Gerentes da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, realizada nos dias 30/01 a 01/02/2009, no Fazzenda Park Hotel, na qual foram debatidas as METAS e DESAFIOS desta empresa para o referido ano, nos termos em que fora relatado na subseção "g" deste capitulo pagina 250 (vide doc. LXVIII, pig 04 e doc. MOM). • Na relação de endereços de email apresentada a esta auditoria pela empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA Fl. 2717DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 28 53 (doc. CXLII), em 24/11/2009, consta o seguinte endereço eletrônico do Sr. GILBERTO TRINDADE: gilberto.trindade@transmacma.com.br . • É destinatário dos memorandos internos TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA no 1999, 2405, 2028, 2084, 4927, 2625 e 2374 (doc. CCXLVII — Seqüência 131 ao 137), emitidos nos anos de 2008 e 2009 pelos funcionários Fernando Dias Tamanini (Porém, registrado no CNPJ da "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA), Aritusa Mendes de Farias (Contudo, registrado no CNPJ da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA) e Alufzio Schmokel (vide histórico neste relatório, página 112), nos termos em que fora relatado na subseção "x" deste capitulo — página 395. 0 campo reservado à informação do nome do destinatário dos memorandos internos mencionados acima se apresenta da seguinte maneira (vide doc. CCXLVII — Seqüência 131 ao 137): "PARA: GILBERTO TRINDADE TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA MAMMA". Ressaltese que a assinatura do Sr. GILBERTO TRINDADE nos aludidos memorandos—internos—se—dd—sob carimbo—com— a expressão: "GILBERTO TRINDADE Gerente Operacional MARÍLIA (SP). Ora, tratandose de um memorando interno da TRANSMAGNA, obviamente o carimbo se reporta à sua função de Gerente Operacional da filial Marilia da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA". 0 mencionado carimbo também está aposto no., memorando n° 1223 e 03, emitidos, respectivamente, em 10/09/2007 e 23/01/2008, cujo destinatário é o Sr. CARLOS ALBERTO MARQUES (doc. CCXLVII — Seqüência 129 e 130). Os fatos acima relatados são provas incontestáveis de que o Sr. GILBERTO TRINDADE é funcionário da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, nela ocupando o_ cargo de GERENTE DA FILIAL MARILIA/SP. Contudo, na época de todas as citações mencionadas acima, o Sr. GILBERTO TRINDADE, ao invés de estar registrado na empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES, estava registrado, desde 01/11/2005, na suposta "empresa" de fachada TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, filial Marilia/SP. CARLOS ALBERTO MARQUES: • Citado no Informativo n° 06 (doc. LVII — fev/2007), página 02, por ocasião da apresentação dos funcionários integrantes da filial MAR iLIA/SP da TRANSMAGNA (apresentação do "grande time TRANSMAGNA MARÍLIA"), como gerente administrativo e Comercial da referida filial; • Participou também da 11a Convenção de Gerentes da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, realizada nos dias 30/01 a 01/02/2009, no Fazzenda Park Hotel, onde foram debatidas as Fl. 2718DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 54 METAS e os DESAFIOS desta empresa para o referido ano, nos termos em que fora relatado na subseção "g", página 250 (vide doc. LXVIII — dez a fev/2009, pig 04 e doc. DOOM); • Citado na Reclamatória Trabalhista n° 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA, como sócio "laranja" da "empresa" TRANSBULE TRANSPORTES LTDA, nos seguintes termos: "A 2 requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testade ferro / laranjas", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:" "Carlos Alberto, é de fato Encarregado Administrativo da Filial(SP)" (doc. CCXI); • Assinou nos anos de 2008 e 2009, na qualidade de Gerente das filiais SAO PAULO/SP e GUARULHOS da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, os documentos "SOLICITAÇÃO DE CADASTRO DE USUÁRIO" e "TERMO DE RESPONSABILIDADE" (doc. CXLVII), com vistas a autorizar o acesso na rede corporativa da referida empresa aos seguintes funcionários lotados nas mencionadas filiais, senhores Cristiano Oliveira Miranda, Luiz Carlos dos Santos, Caio César de Araújo, Edimar Francisco dos Santos, Erick de Oliveira Soares, Renato André dos S. Calixto, Valéria Cosme de Oliveira e Francisco Sales dos Santos (Digase de passagem, a despeito de estar claramente assinalado no documento "SOLICITAÇÃO DE CADASTRO DE USUÁRIO" de cada um dos funcionários citados acima a opção "FUNCIONÁRIO" da TRANSMAGNA TRANSPORTES", estes funcionários estavam registrados, na época, da seguinte forma: os dois primeiros citados estavam registrados no CNPJ da suposta filial GUARULHOS da "empresa" 10 do SUL TRANSPORTES LTDA, os seis seguintes citados estavam registrados no CNPJ da suposta "empresa" TRANSBULE TRANSPORTES LTDA, e o último citado estava registrado no CNPJ da suposta "empresa" TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS LTDA). Apesar de figurar no contrato social da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA como SÓCIO ADMINISTRADOR e de constar em folhas de pagamento e GFIPs da referida "empresa" na categoria 11 (sócio), constatouse, através da análise das folhas de pagamento apresentadas em meio magnético, que o mencionado segurado auferiu remuneração a titulo de DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO (rubrica inerente ao trabalho subordinado), relativo aos anos de 2005, 2006 e 2007 (competências 13/2005, 13/2006 e 13/2007). • E destinatário de pelo menos 21 memorandos internos TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (doc. CCXLVII — Seqüência 33 ao 53), remetidos da MATRIZ da referida empresa para a sua filial SAO PAULO, emitidos nos anos de 2008 e 2009, pelos funcionários JULIANA TECILLA (contudo, na época, estava registrada no CNPJ da suposta "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA), ALUfZIO SCHMOKEL (na época, figurava como "sóciolaranja" da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA), Fl. 2719DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 29 55 MATHEUS CAPRARO (na época, estava corretamente registrado na empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA), FERNANDO DIAS TAMANINI e MARIA LUCIA FUCKNER (contudo, na época, estavam JOSE BERNARDO DE MELO: • Citado no Informativo 02 (doc. LIII mai/jun/2006), página 02, por ocasião da apresentação dos funcionários integrantes da filial SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP da TRANSMAGNA, como Gerente da referida filial; • Citado na Reclamatória Trabalhista n° 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA, como sócio "laranja" da "empresa" MIURA TRANSPORTES RODOVIÁRIOS LTDA, nos seguintes termos: "A 2° requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testade ferro / laranjas", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna: "; "0 Sr. José Bernardo de Melo é de fato Gerente da Filial vistas a autorizar o acesso na rede corporativa da referida empresa (INTRANET, ICQ, EMAIL e SISTEMA SOFTRAN) aos funcionários lotados na mencionada filial, senhores(as) Miguel Caianello Neto, Driele Cristina Francisco, Jaqueline Fernanda cominato, Joao Navarro Neto, Juliana Marques dos Santos e Uilham Safanelli (Por oportuno ressaltamos que, a despeito de estar claramente assinalada a opção "FUNCIONÁRIO" no campo "1.6 — Vinculo com a Transmacma:", do documento "SOLICITAÇÃO DE CADASTRO DE USUÁRIO" de cada um dos funcionários acima citados, nenhum deles estava, na época, registrado na TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, mas sim no CNPJ da suposta "empresa" MIURA TRANSPORTES LTDA. A única exceção se observou em relação ao Sr. Uilham Safanelli, que sequerestava registrado na ocasião em que lhe foi autorizado o acesso à rede corporativa da TRANSMAGNA. 0 Sr. Uilham Safanelli esteve formalmente registrado no período de 06/04/2004 a 26/05/2008 na suposta "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA, voltando a ter seu vinculo novamente formalizado somente a partir de 01/07/2009, no CNPJ da filial São José do Rio Preto/SP da TRANSMAGNA (doc. CXXVII). Notese, contudo, que o documento assinalando literalmente o Sr. Uilham como funcionário da TFtANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, autorizandolhe o acesso aos sistemas corporativos desta empresa, data de 14/05/2009, portanto, período em que ele sequer estava registrado. É salutar destacarmos que a assinatura do Sr. JOSE BERNARDO DE MELO nos documentos a que nos reportamos acima, na qualidade de gerente da TRANSMAGNA, no que diz respeito aos funcionários Miguel Caianello Neto e Driele Cristina Francisco, se dá sob carimbo, com a seguinte grafia: "José Bernardo de Melo Gerente Filial S. J. Rio Preto"; Fl. 2720DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 56 Citado em 05/2009, por ocasião da inauguração da filial SAO CARLOS/SP da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, no site institucional da referida empresa, link "noticias" > "Nova unidade em São Carlos", bem como, nos site da Prefeitura Municipal de Sao Carlos/SP e da Revista Portuária Economia & Negócios, como Gerente Regional da filial SAO PAULO/SP da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (doc. CI). Como se pode notar, há provas cabais de que o Sr. José Bernardo Melo, na época das citações acima, era (e ainda 6) empregado da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, onde ocupa até mesmo cargo de gerente de filial. Entretanto, averiguando o vinculo formal do Sr. JOSE BERNARDO DE MELO, constatouse que este não está (e não estava) formalmente registrado na TRANSMAGNA, mas sim, foi colocado como "sócio" da "empresa" MIURA TRANSPORTES, desde 1998. JAISON CRISTOFOLINI: • Citado no Informativo 03 (doc. LIV — jul/ago/set/2006), página 02, por ocasião da apresentação dos funcionários integrantes da filial RIBEIRÃO PRETO/SP da TRANSMAGNA, como Gerente da referida filial; • Há prova na contabilidade da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA de que esta pagou ao Sr. JAISON CRISTOFOLINI remuneração a titulo de décimo terceiro salário (exemplo: ano de 2006). Tal desembolso está lançado na contabilidade da referida empresa como suposto empréstimo" efetuado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA à "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA, na qual o referido trabalhador figurava, à época, como suposto "sócio". Duas considerações devem ser feitas: a) Se o Sr. Jaison Cristofolini não era empregado e sim sócio, não deveria ser ele destinatário de valores a titulo de décimo terceiro salário; b) o pagamento de tal verba, cujo natureza é indiscutivelmente salarial, efetuado diretamente pela TFtANSMAGNA TRANSPORTES (apenas disfarçadamente contabilizado como se fosse um empréstimo A "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA) demonstra claramente que seu vinculo efetivo se di com a TRANSMAGNA. A seguir, transcrevemos o lançamento contábil existentena contabilidade gosujeito passivo: Não obstante as provas inequívocas demonstrando a condição do Sr. JAISON CRISTOFOLINI como empregado da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, onde ocupava, inclusive, o cargo de gerente da filial Ribeirao Preto/SP, este funcionário, na época, não estava registrado pelo referido empregador. Ao invés disso, desde o ano de 1999, o Sr. JAISON estava colocado como "sócio" da "empresa" JSC TRANSPORTES, "empresa" sediada, no papel, no mesmo endereço da filial JOINVILLE da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Ainda representando a "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA (uma das "empresas" fictícias criadas pela TRANSMAGNA, Fl. 2721DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 30 57 localizada em Joinville/SC), na condição de seu suposto "sócio", o Sr. JAISON CRISTOFOLINI passou procuração em 07/06/2004 aos senhores ALUIZIO SCHMOCKEL e EMIR BATSCHAUER (doc. XCIII), pessoas com grande participação no esquema fraudulento que ora se relata, também "laranjas" da TRANSMAGNA e de reconhecida confiança do Sr. ALCEMIR SARDAGNA (na época em que foi passada a procuração, o Sr. EMIR BATSCHAUER figurava como "sócio" da própria empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, ao lado do Sr. ALCEMIR SARDAGNA, e o Sr. ALUÍZIO SCHMOKEL estava registrado como empregado no CNPJ da "empresa" de fachada 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA,—cujo —quadro societário —é formaImenteconstituídopelosSrs MARCI EL SARDAGNA e THIAGO SARDANGA, filhos do Sr. ALCEMIR SARDAGNA, mas, de fato, comprovadamente diretores da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, conforme se relatou em seus históricos). Através da citada procuração o Sr. JAISON CRISTOFOLINI conferiu aos senhores EMIR BATSCHAUER e ALUIZIO SCHMOKELAL os mais amplos, gerais e ilimitados poderes para administrar e gerenciar todos os negócios da "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA, através de 17 elaboradas alíneas, enumeradas de "a" a "q", cujo teor é idêntico ao das procurações passadas por vários "sócios" das "empresas" de fachada ao próprio Sr. ALCEMIR SARDAGNA (doc. XCII). A aludida procuração foi passada em razão de o Sr. JAISON CRISTOFOLINI figurar, na época, como "sócioadministrador" no contrato social da "empresa JSC,_ TRANSPORTES LIDA", cuja sede é em Joinville/SC, mas ter sido transferido pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA para gerenciar sua filial localizada na cidade de Ribeirao Preto/SP. JAIME KAMER Citado pela própria empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA em seu Informativo Institucional no 05 (doc. LVI — dez/2006 e jan/2007), página 02, como integrante do "grande time TRANSMAGNA" da filial GUARAMIRIM/SC, na função de gerente da citada filial; • Citado na Reclamatória Trabalhista n° 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA (doc. CCXI), como sócio "laranja" da suposta "empresa" DARA EXPRESS LTDA (Blumenau/SC), nos seguintes termos: "A 2° requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testadeferro I laranjas", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:"; "0 Sr. Jaime Kamer é o gerente da Transmagna, filial Guaramirim" (doc. CCXI); Fl. 2722DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 58 Pois bem, não obstante todas as provas contundentes de que o Sr. Jaime Kamer era/6 funcionário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, onde ocupa, inclusive, cargo gerencial, o correspondente vinculo, na época de todas as citações acima, não estava formalizado com a referida empresa. Ao invés disso, o Sr. JAIME KAMER estava colocadonacondiçãode"sócio" dassupostas "empresas" JSC TRANSPORTES LTDA (07/1999 a 121/2001), TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA (03/2004 a 05/2006) e DARA EXPRESS LTDA (desde 05/1012006). VIVIANE MARIA PIETRUZA: Citada no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA no 15 (doc. LXVI jullago/2008), página 02, em matéria intitulada "CULTURA", como integrante do CD Centro de Distribuição Joinville da TRANSMAGNA (filial Joinville da Transmagna); Citada no Informativo Institucional da TFiANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 12 (doc. LXII dez a fev/2008), página 01, em matéria relacionada à comemoração do ANO NOVO/2008, intitulada "Começamos um Novo Ano!", como integrante da Administração da filial Joinville da TRANSMAGNA; Citada na Reclamatória Trabalhista no 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA (doc. CCXI), como sócio "laranja" da "empresa" JSC TRANSPORTES LIDA, nos seguintes termos: "A 2° requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de “testa de ferro” / laranjas ", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:" e "Viviane Maria Pietrusa, de fato, é Encarregada administrativa da filial Joinville da Transmagna." (doc. CCXI); Através do Memorando Interno TRANSMAGNA no 1777, datado de 20/02/2008 (doc. CCXLVII – Seqüência 18), emitido pelo seu funcionário FERNANDO DIAS TAMANINI—(porém, registrado no CNPJ da "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA), a Matriz da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA remeteu para a sua filial JOINVILLE, aos cuidados do Sr. NIVALDO JORGE SCREMIN, gerente da aludida filial (registrado na empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA), o cheque n° 50624, B. Bradesco, c/c n°,,, 7130945, no valor de R$ 172,99, de titularidade do sujeito passivo, destinado ao pagamento de AJUDA DE CUSTO da SRA. VIVIANE MARIA PIETRUZA. Não obstante todas as provas contundentes de que a Sra. Viviane Maria,,, Pietruza era/6 empregada da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, onde ocupa, inclusive, cargo gerencial, o correspondente vinculo, na época de todas as citações acima, não estava formalizado com a referida empresa. Ao invés disso, a Sra. Viviane Maria Pietruza estava (e está) colocada na condição de "sócia" da suposta "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA (desde 23106/2008), Fl. 2723DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 31 59 sendo ela, portanto, utilizada pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA como "testadeferro".. Os fatos a seguir relatados igualmente corroboram esta constatação: A Sra. Viviane Maria Pietruza, em 09/07/2008, representando a "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA, na condição de sua suposta "sóciaadministradora", passou procuração por Instrumento Público ao Sr. ALCEMIR SARDAGNA, proprietário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, conferindo a este, através de 17 elaboradas alíneas, enumeradas de "a" a "q", (doc. XCII), poderes extraordinários e ilimitados sobre a administração da "empresa" JSC TRANSPORTES, assim como sobre os bens colocados em nome desta (veículos), nos termos em que fora relatado na subseção "e" deste capitulo página 162. A procuração a que nos referimos acima, que foi passada também por outros falsos "sócios" das empresas fictícias, é mais uma prova irrefutável de que o Sra. VIVIANE MARIA PIETRUZA sempre foi, na verdade testa testadeferro" do Sr. ALCEMIR SARDAGNA e que a "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA é mera fachada da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Detalhes da suposta aquisição da "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA. As circunstâncias relativas à aquisição da suposta "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA pela Sra. VIVIANE MARIA PIETRUZA são muito parecidas, isto 6, são tão ridículas como outrora relatada em relação à aquisição da "empresa" DARA • EXPRESS LTDA pela Sra. Mônica Bianchet. A Sra. VIVIANE também era uma simples empregada atuante na área administrativa das supostas "empresas" TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA e MAGNA LOGÍSITCA. Até a data da suposta compra da "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA (06/2008), ela também não tinha nenhum patrimônio declarado em seu nome (ND 09/23.596.026), conforme averiguado por esta Auditoria Fiscal. O preço de aquisição de 99% do capital da suposta "empresa" JSC TRANSPORTES foi igualmente foi simbólico (R$ 9.900,00) e em pagos em dinheiro, conforme consta de documento apresentado pela referida pessoa à Auditoria XXVI). Para se ter uma idéia do ridículo, na época da "aquisição", a "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA tinha vários caminhões/carretas registrados em seu nome, aproximadamente 100 funcionários registrados em seu CNPJ, um faturamento realizado através de seu CNPJ, portanto, pretensamente seu, muito significativo (obs.: tudo faturado para a empresa TRANSMAGNA), além de inexistir qualquer endividamento que pudesse comprometer a sua saúde financeira ou econômica). A compra foi realizada do Sr. JAISON CRISTOFOLINI, funcionário, de fato, da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, mas por ela utilizado como Fl. 2724DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 60 "sóciolaranja" na própria "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA e também na "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LIDA (vide histórico do Sr. Jaison Cristofolini na subseção "c"— página 82, deste relatório fiscal). Assim como ocorreu com a Sra. MONICA BIANCHET, a condição de "proprietária" de 99% do capital da "empresa" JSC TRANSPORTES LTDA não foi suficiente para dispensar a Sra. VIVIANE MARIA PIETRUZA de outorgar ao Sr. ALCEMIR SARDAGNA, proprietário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, poderes extraordinários de gestão da "empresa" JSC TRANSPORTES, bem como, sobre os bens registrados em nome da citada "empresa". SERGIO PETERS: Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n°07 (doc. LVIII fev/mar/2007), página 01, em matéria comemorativa ao dia internacional da mulher, como integrante da filial SAO PAULO da TRANSMAGNA. Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 09 (doc. LX junlju112007), página 02, como integrante do "grande time TRANSMAGNA" da filial SAO PAULO, na função de Gerente Comercial da citada filial. Neste mesmo informativo, página 01, foi citado como integrante da filial SAO PAULO (SPO) da TRANSMAGNA, por ocasião de homenagem prestada pela referida empresa ao seu filho, em razão da comemoração do dia das crianças; Homenageado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 18 (doc. LXIX mar a jun/2009), pagina 01, como sendo um dos funcionários com, no mínimo, 10 anos de trabalho na, TRANSMAGNA, nos termos em que está relatado na subseção "f", situação' IV, deste capitulo página 210 (vide quadro resumo da situação IV, subseção "f", deste capitulo doc. LXXI); É atual PRESIDENTE da SERMAGNA SOCIEDADE ESPORTIVA E RECREATIVA DOS EMPREGADOS DA TRANSMAGNA (desde 12/09/2005). Indiscutivelmente, este é um indicio muito forte de que o Sr. Sérgio Peters continua sendo empregado da empresa TRANSMAGNA (foi registrado na TRANSMAGNA no período de 03/03/1997 a 31/05/2000 posteriormente passou pela condição de empregado e/ou sócio de três outras "empresas" de fachada criadas pela TRANSMAGNA TRANSPORTES, conforme histórico abaixo descrito, permanecendo até hoje como presidente da recreativa dos funcionários do sujeito passivo); Citado na Reclamatória Trabalhista no 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA (doc. CCXI), como sócio "laranja" da "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, nos seguintes termos: "A 2' requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testadeferro / laranjas", "A seguir descreveremos o nome de Fl. 2725DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 32 61 todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:" e "0 Sr. Sergio Peters é Gerente Comercial da Filial Transmagna em Sew Paulo(SP).. " (doc. CCXI); NILTON RIBEIRO DOS SANTOS: • Homenageado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA n° 18 (doc. LXIX mar a jun/2009), página 01, como sendo um dos funcionários com, no minim, 10 anos de trabalho na TRANSMAGNA, nos termos em que fora relatado na subseção "f", situação IV, deste capitulo pagina 210 (vide quadro resumo da situação IV doc. LJOCI); ./ Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 04 (doc. LV ouVnov/2006), pagina 02, como integrante do "grande time TRANSMAGNA" da filial SOROCABA/SP, na função de gerente da citada filial; • Funcionário homenageado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA n° 02 (doc. LIII mai e jun/2006), página 03, em razão do expressivo tempo de casa na referida empresa, nos termos em que fora por esta auditoria na subseção "f", situação IV, deste capitulo — página 210. Na aludida homenagem está informado o ingresso do Sr. Nilton Ribeiro na Transmagna em 02/1989, na área comercial de sua filial Sao Paulo. Ao final da matéria está informada a filial Sao José dos Campos/SP da TRANSMAGNA como sendo a sua lotação na época da homenagem (mai/jun/2006). Citado na Reclamatória Trabalhista n° 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA (doc. CCXI), como sócio "laranja" da "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, nos seguintes termos: "A 22 requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testadeferro / laranjas", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:" e "0 Sr. Nihon Ribeiro dos Santos trabalha na parte comercial da filial Sorocaba da Transmagna em Sorocaba(SP)." (doc. CCXI); Não obstante o incontestável vinculo de emprego do Sr. NILTON RIBEIRO DOS SANTOS com a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, onde ele ocupa, até mesmo, cargo gerencial, este vinculo, na época de todas as citações acima, foi (e está) dissimulado mediante a sua submissão à condição de "sócio" da suposta "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA (desde 0411998), sendo ele, portanto, utilizado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA como seu "testa deferro". Os fatos a seguir relatados igualmente corroboram a condição de "sócio faz de conta" do Sr. Nilton Ribeiro dos Santos: Fl. 2726DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 62 0 Sr. Nilton Ribeiro dos Santos, em 18/07/2008, representando a "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA (outorgante), na condição de seu suposto "sócioadministrador", passou procuração por Instrumento Público ao Sr. ALCEMIR SARDAGNA (outorgado), proprietário da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, conferindo a este "os mais amplos, gerais e ilimitados poderes irrevogáveis e irretratáveis" sobre todos os veículos registrados em nome da TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, nos termos em que fora relatado na subseção "e" deste capitulo página 162. ODIRLEY FLORIAN!: Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 01 (doc. LII — mar/abr/2006), página 02, como integrante do "grande time TRANSMAGNA" de seu estabelecimento Matriz, pertencente à equipe COMERCIAL; ./ Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA n° 01 (doc. LII — mar/abr/2006), página 04, em matéria intitulada "PAPAGAIOS NÃO FALAM", como integrante do Departamento Comercial da Matriz da empresa TRANSMAGNA; Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA n° 14 (doc. LXV — mai/jun12008), página 02, em matéria intitulada "CULTURA", como sendo integrante da filial TRANSMAGNA localizada em Guaramirim/SC; Contudo, no período em que se deram todas as citações a que no reportamos anteriormente, o vinculo de emprego do Sr. ODIRLEY FLORIANI NÃO foi formalizado com seu empregador de fato (TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA). Ao invés disso, o referido funcionário foi inicialmente registrado na suposta "empresa" TRANSAGIL TRANSPORTES RODOVIÁRIOS LTDA (a partir de 07/07/2004), e, posteriormente (a partir de 07/2008), submetido à condição de sócio "testadeferro" desta mesma "empresa" (TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, que corresponde a uma empresa fictícia da TRANSMAGNA, localizada em Guramirim/SC, criada por esta com o propósito de alocar, NO PAPEL, parte de sua folha de pagamento da MATRIZ. LILIANA ALVES DE SOUZA Homenageada no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 01 (doc. LII — mar/abr/2006), página 04, em razão de integrar, na referida empresa, o quadro de aniversariantes do mês de abril de 2006; • Citada no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 02 (doc. LIII mai/jun/2006), página 04, como integrante de sua equipe de Cobranga/NCs da filial SAO PAULO; Fl. 2727DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 33 63 • Citada 02 vezes no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 17 (doc. LXVIII dez/2008 e jan/fev/2009), páginas n° 01, em homenagem ao dia da Amizade, e n° 04, publicação de um pensamento, como integrante da filial Sao Paulo da referida empresa; • Homenageada no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 18 (doc. LXIX — mar a jun/2009), página 01, como sendo um dos funcionários com, no mínimo, 10 anos de trabalho na mencionada empresa, nos termos em que fora relatado na subseção "f", situação IV, deste capitulo — página 210 (vide quadro resumo da situação IV — doc. LXXI); A seguir, transcrevemos o lançamento contábil: Passou, em companhia de sua esposa, a proprietário da "empresa" DARA EXPRESS LTDA, na cidade de Blumenau/SC, "coincidentemente" sediada no mesmo endereço da filial TRANSMAGNA na citada cidade (a aquisição da "empresa" DARA EXPRESS LTDA pelo Sr. OSNI se deu por valor absolutamente vil, consoante relatado mais adiante neste relatório, assim como a sua posterior venda, não sendo apresentadas a esta Auditoria provas da realização financeira das citadas operações, sob o argumento de que tais se deram em dinheiro vivo). Todas as citações acima não deixam dúvidas de que a Sra. Liliana Alves de Souza, na época, era funcionária da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, no cargo de Encarregada Administrativa na filial SÃO PAULO/SP. No entanto, em todo o período citado ela não estava registrada na TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, mas sim no CNPJ da "empresa" TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS LTDA", situada, no papel, na cidade de SÃO PAULO; VALDIR DIAS: • HOMENAGEADO no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 01 (doc. LII — mar/abr/2006), página 04, em raid() de integrar, na referida empresa, o quadro de aniversariantes do mês de abril de 2006; • Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 16 (doc. LXVII — set a nov/2008), página 06, por ocasião de homenagem prestãdaao seu em razao da comemoração do dia das criangasTcomo integrante da filial Ribeirao Preto da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Citado na Reclamatória Trabalhista n° 0242520090021200 7, do Sr. DARCI FERREIRA (doc. CCXI), como sócio "laranja" da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA, nos seguintes termos: "A 2° requerida (TRANSMAGNAL tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testadeferro / laranjas", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e Fl. 2728DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 64 indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:" e "0 Sr. Valdir Dias é de fato EncarreRado Operacional na Filial Ribeirao Preto. ". Entretanto, o Sr. Valdir Dias estava devidamente registrado pela sua empregadora (TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA) apenas na época correspondente à 2a citação. Na época da 1a citação, este funcionário estava registrado no CNPJ da "empresa" TRANSBABY TRANSPORTES LTDA. Por ocasião da 3' citação (participação do Sr. Valdir Dias na Convenção de Gerentes da TRANSMAGNA), o referido empregado não estava registrado e nem mesmo inserido como suposto "sócio" de uma das "empresas" fictícias criadas pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, portanto, trabalhava na informalidade como gerente da referida empresa, consoante se comprova pela sua participação na citada Convenção de Gerentes. E, finalmente, quando da 4a citação, acima mencionada, o Sr. Valdir Dias figurava como "sócio testadeferro" na "empresa" TFtANSBABY TRANSPORTES LTDA. LEANDRO TOMASELLI: • Citado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA n° 01 (doc. LII mar/abr/2006), página 02, como integrante do "grande time TRANSMAGNA", pertencente a sua equipe FROTAS, da Matriz; • Homenageado no Informativo Institucional da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA n° 18 (doc. LXIX — mar a jun/2009), página 01, como sendo um dos funcionários com tempo superior a 10 anos de trabalho na TRANSMAGNA, nos termos em que fora relatado na subseção "f", situação IV, deste capitulo — página 210 (vide quadro resumo da situação IV — doc. LXXI); • Homenageado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA através de seu Informativo Institucional n° 01 (doc. LII mar/abr/2006), página 03, no quadro "em destaque", em raid() de esta empresa reconhecêlo com como sendo "o colaborador com mais tempo de Empresa", ou seja, 18 anos de TRANSMAGNA. Na ocasião, o Sr. LEANDRO mencionou todas as furóes exmidasnaempresa (Na seqüência: Ajudante Geral, Motorista, Encarregado de Depósito, Gerente Operacional, e, finalmente, Gerente de Tráfego — função exercida na época da homenagem); • Citado na Reclamatória Trabalhista n° 0242520090021200 7, do Sr. DARCIa FERREIRA (doc. CCXI), como sócio "laranja" da "empresa" TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS LTDA, nos seguintes termos: "A 2° requerida (TRANSMAGNA) tem constituído um grupo de empresas usando seus colaboradores como forma de "testadeferro / laranjas", "A seguir descreveremos o nome de todas as empresas do grupo e indicaremos os sócios, que apesar de serem sócios de tais empresas, de fato, trabalham para empresa Transmagna:" e "0 Sr. Leandro, Tomaselli, trabalha na Transma2na na filial Joinville(SC). " (doc. CCXI); Fl. 2729DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 34 65 Entretanto, na data de todos os eventos citados acima, o Sr. Leandro Tomaselli não estava registrado na empresa TRANSMAGNA. Ao invés disso, este funcionário estava (e está) colocado na condição de "sócio" da suposta "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA (desde 07/07/2004), sendo ele, portanto, utilizado pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA como "testadeferro" na referida "empresa" fictícia. Convém ressaltar que 0 Sr. Leandro Tomaselli também figurou como "sóciolaranja" na suposta "empresa" TRANSLEAN COLETAS E ENTREGAS, no período de 05/1998 a 01/2004, e até mesmo na empresa TRANSMAGNA TRANSPORTE LTDA, no período de 06/2003 a 02/2004. Ressaltese ainda que o Sr. LEANDRO TOMASELLI, a despeito de figurar como suposto "sócio" da "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA e não estar registrado no CNPJ de nenhuma "empresa", ele tem o seu horário de trabalho e assiduidade controlados através de CARTÃO PONTO ELETRÔNICO da suposta • "empresa" TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA. Tal fato está comprovado pelos próprios cartões pontos localizados na sede da matriz da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, na cidade de GUARAMIRIM/SC. Estes documentosloram apreendidos por esta auditoria, juntamente com milhares de outros cartões pontos de funcionários registrados nos CNPJ das "empresas" fictícias relacionadas na seção "B" deste capitulo, tudo conforme relatado na subseção "I", página 336. A propósito, o mesmo ocorreu com outro funcionário da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, Sr. PEDRO FERNANDES DE LIRA (doc. CXVII), cuja trajetória profissional 6 muito "coincidente" com a do Sr. LEANDRO TOMASELLI, na medida em que ambos foram "demitidos" da TRANSMAGNA em 20/07/1998, ambos fizeram inscrição na PREVIDENCIA SOCIAL como segurados empresários no dia 26/08/1998, ou seja, no mesmo dia, em data posterior a de suas supostas demissões pela TRANSMAGNA, mas utilizandose, ambos, incoerentemente, do endereço di—TRANSMAGNA— FILIAL—SAO—PAULO (inscrições com numeração seqüencial: NIT n° 1.144.213.8496 e 1.144.213.8500, indicando que tais inscrições foram efetuadas juntas, exatamente no mesmo momento). (...) Assim, entendo conforme descrito pela autoridade fiscal, que o liame empregatício entre os supostos sócios e os empregados das supostas “prestadoras de serviço” sempre existiu havendo, como dito anteriormente verdadeira CONFUSÃO entre os serviços prestados pela empresa notificada – TRANSMAGNA e todas as empresas que lhe prestavam serviços descritas no presente AI. Importante observar que o recurso do recorrente em nada rebate pontualmente os argumentos aqui trazidos, buscando tão somente desqualificar o trabalho de auditoria, alegando tratarse de presunção, o que discordo veementemente. De posse de todo o Fl. 2730DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 66 detalhamento exposto pela empresa poderia a mesma rebater ponto a ponto trazido pelo auditor fiscal, o que não o fez, razão porque deve ser mantido o lançamento, quanto a inclusão de todos os empregados das empresas “dita pelo recorrente como prestadoras de serviços”, como verdadeiros empregados da empresa TRANSMAGNA, face o liame fático e jurídico que os vincula. Observo, ainda, quanto a argumentação de que a empresa 1 do Sul não encontravase optante pelo SIMPLES e portanto deveria ser excluído do lançamento, que os elementos apresentados são claros em demonstrar, que independente do tipo de tributação a mesma era verdadeiramente entrelaçada com a empresa TRANSMAGNA, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de suas atividade e de seus empregados. Cito, trecho trazido pelo auditor quando referese a reclamação trabalhista, em que se verifica o gerenciamento do sr. Alcemir na empresa 1 do SUL TRANSPORTES.(Fls. n° 155 da citada Reclamatória Trabalhista — doc. CXCII) — Carta emitida pela "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA, datada de 13/06/2006, destinada b. Caixa Econômica Federal — CEF, autorizando a referida instituição financeira a conceder empréstimo bancário ao Sr. OSNI LUCIAN! para desconto das prestações em folha de pagamento. 0 referido documento foi assinado pelo Sr. ALCEMIR JOSÉ SARDAGNA, sócio proprietário da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, a despeito de ele não possuir, na época, qualquer vinculação formal com a suposta "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA (seus filhos figuram como "sócios" nesta "empresa"). Ressaltese que a assinatura do Sr. ALCEMIR deuse na qualidade de Diretor Administrativo da suposta "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA. Ressaltese que as fl. 4678 e seguintes do relatório fiscal, a autoridade fiscal, enumera individualmente diversos dos empregados das supostas empresas como vinculados diretamente a TRANSMAGNA. Informa por fim: Contudo, é importante dizer que a fraude é também claramente identificável pela fragrante divergência constatada entre o número de funcionários formalmente registrados em determinada filial da TRANSMAGNA em comparação ao número total de funcionários de que verdadeiramente se compõe o quadro funcional daquela filial, identificado a partir da análise das várias fotos das equipes de funcionários da referida empresa, veiculadas nos Informativos, e/ou de matérias nas quais foram citados os quantitativos de funcionários de determinada filial. Nesse sentido manifestouse a autoridade julgadora, fatos não contestados pontualmente pelo recorrente: Todas "empresas" fictícias apontadas por esta Auditoria possuem capital simbólico, assim como, a grande maioria delas é e sempre foi desprovida de quaisquer bens patrimoniais. E o mais interessante (para não dizer hilário), as poucas que tinham bens em seus nomes, mais precisamente veículos, utorgaram7atrav6s—de—seussupostos— "sócioellaranjas procurações passadas mediante instrumento público, conferindo ao Sr. ALCEMIR SARDAGNA, proprietário da TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA, poderes amplos, gerais e irrevogáveis sobre este patrimônio, inclusive em relação àqueles que viessem a Fl. 2731DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 35 67 ser adquiridos no futuro, ou seja, em data. posterior à emissão das procurações. Tal fato foi devidamente comprovado por esta auditoria através de diligência efetuada junto ao cartório Notarial localizado na cidade de Guaramirim/SC, sede da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Apenas uma das "empresas" com bens em seus nomes (muitos bens) não foi submetido a este procedimento. E é muito fácil entender o motivo: esta "empresa" tem os filhos dos Sr. ALCEMIR figurando como "sócios", sendo estes, de fato, diretores da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, consoante fartamente comprovado. DAS RECLAMATÓRIAS TRABALHISTAS Descreveu a autoridade fiscal em seu relatório fl. 4696 A apreciação destas Reclamatórias Trabalhistas é de crucial importância, na medida em que estes processos estio repletos de provas magnificas de que: a) as "empresas" relacionadas seção B deste capitulo (pág. 26) são meras fachadas dos estabelecimentos da TRANSMAGNA; b) os "sócios" destas "empresas" são funcionários da TRANSMAGNA por ela utilizados como "testasde ferro"; c) os funcionários registrados nos CNPJ destas "empresas" são, de fato, e incontestavelmente, funcionários da TRANSMAGNA; d) a TRANSMAGNA há muitos anos adota em seu modus operandi o pagamento de remuneração oficiosa (remuneração "por fora" da folha de pagamento / GFIP) aos seus funcionários. Citese também que o argumento do recorrente de que as informações constantes em reclamatórias são inverídicas, não condiz com os fatos narrados pelo auditor e pelo próprio recorrente, posto que foram apresentadas diversas provas no processo, mencionadas pelo auditor. Ademais cito a autoridade fiscal, ainda, informações acerca de memorando de reclamatórias trabalhistas de supostos empregados das “supostas prestadoras”, em que se constata pagamentos realizados ao fim da reclamatória pela empresa TRANSMAGNA. Ora, se são inverídicas todas as reclamatórias, porque gereram pagamentos, ou mesmo acordos. Caso, os trabalhadores – reclamantes, não fossem empregados verdadeiramente da TRANSMAGNA, porque a empresa procedeu a pagamentos. Destaco, informação trazida nos autos: (Fls. n° 235 a 250 da citada Reclamatória Trabalhista — doc. CXCIX) —Corresponde a diversos memorandos internos da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, através dos quais a MATRIZ e a filial BLUMENAU da referida empresa trataram de inúmeros assuntos envolvendo questões pertinentes à "empresa" DARA EXPRESS LTDA. Para ilustrar, abordaremos alguns dos citados memorandos, todos componentes do doc. CXCIX, anexo: 1 (Memorando Interno TRANSMAGNA n° BL60/06, de 28/09/2006) Ação trabalhista do funcionário VITOR POLASTRI (era registrado no CNPJ da "empresa" DARA EXPRESS LTDA). Participaram da tratativa, além do senhT•FOSNFLUCIANrque figuravacomo sócio "laranja" da "empresa" Dara EXPRESS Fl. 2732DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 68 LTDA, o senhor ANDRE OTÁVIO OSSOWSKI (departamento Jurídico da TRANSMAG NA, registrado na correspondente empresa); ,/ (Memorando Interno TRANSMAGNA n° 4331, de 21/09/2007) Guia de depósito judicial paga pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, referente processo trabalhista de JOSE CARLOS DE SOUZA (era registrado no CNPJ da "empresa" DARA EXPRESS LTDA). Participaram da tratativa, além do senhor OSNI LUCIANI, o funcionário da TRANSMAGNA TIAGO DE CARVALHO DE OLIVEIRA (porém, na época, estava registrado no CNPJ da "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA); ,/ (Memorando Interno TRANSMAGNA n°394/100, de 17/12//2007) Trata sobre recibos de pagamento de décimo terceiro salário dos funcionários LUCIANO VIEIRA DE LIZ, PATRICIA DA CUNHA e JOSE ANTONIO FERREIRA (todos registrados no CNPJ da "empresa" DARA EXPRESS LTDA). Participaram da tratativa, além do senhor OSNI LUCIAN!, a funcionária da TRANSMAGNA, Sra. JULIANA MARIA DA SILVA CARDOSO (na época, estava registrada no CNPJ da "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA); 1 (Memorando Interno TRANSMAGNA n° 086/06, de 31/08/2006) Trata sobre VALE TRANSPORTES de ADELINO STEFFEN e sobre a diferença de horas extras de JOSE DOS SANTOS (ambos registrados no CNPJ da "empresa" DARA EXPRESS LTDA). Participaram da tratativa os funcionários THIAGO SARDAGNA (diretor da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, porém, figurava como "sóciolaranja" da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA) e RONILDO ANTONIO DOS SANTOS LINS (funcionário da filial BLUMENAU da TRANSMAGNA, conforme resta claro pela análise do citado memorando, porém, na época, estava registrado no CNPJ da "empresa" DARA EXPRESS LTDA); sf (Memorando Interno TRANSMAGNA n° BL43/06, de 10/07/2006) — Trata sobre Relatório de Despesas de Viagem do funcionário OSNI LUCIANI, com vistas a reembolsálo dos gastos por ele desembolsados. Participaram da tratativa, além do senhor OSNI LUCIANI, os funcionários da TRANSMAGNA, ALUIZIO SCHMOKEL (Na época, estava registrado no CNPJ da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA) e THIAGO SARDAGNA (diretor da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, porém, figurava como "sóciolaranja" da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LIDA); (Memorandos Internos TRANSMAGNA n° 3542, de 14/09/2006, n° 3859, de 03/11/2006, n° 2972, de 09/06/2006 e n° 2972, de 09/06/2006) Tratam de diversos documentos da "empresa" DARA EXPRESS LTDA (alterações contratuais, livros contábeis, etc), elaborados pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e remetidos para o Sr. OSNI LUCIANI e sua esposa, supostos "sócios" da "empresa" DARA EXPRESS LIDA, assinarem e Fl. 2733DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 36 69 devolverem à MATRIZ da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Participaram da tratativa, além do senhor OSNI LUCIAN!, o funcionário da TRANSMAGNA, TIAGO DE CARVALHO DE OLIVEIRA (na época, registrado no CNPJ da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LIDA); (Memorandos Internos TRANSMAGNA no 1407, de 04/06/2007, e n° 383, de 05/03/2004). Através destes memorandos a MATRIZ da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA remeteu para o Sr. OSNI LUCIAN! os holerites da "empresa" DARA EXPRESS LTDA, comprovando ser a TFtANSMAGNA quem efetivamente controla o pagamento dos funcionários registrados no CNPJ da DARA EXPRESS LTDA. Participaram da tratativa, além do senhor OSNI—LUCIANITos—funcionários—da— TRANSMAGNA, ODENIR RUEDIGER e MARCOS LORENO FRANZENER (ambos registrados na empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA); (Memorandos Internos TRANSMAGNA no 115, de 17/02/2005, no 4886, de 11/11/2004, n° 3268, de 08/01/2004, n° 4460, de 11/08/2004, e n° 3959, de 13/05/2004) — Através destes memorandos a MATRIZ da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA remeteu vários cheques para o Sr. OSNI LUCIANI, destinados ao pagamento de remuneração oficiosa (não inclusas na folha de pagto/GFIP), sob o titulo de "AJUDA DE CUSTO", aos funcionários da érea comercial da filial BLUMENAU da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, senhores GUSTAVO ERNESTO BLESE NETO e DARCI FERREIA (ambos, no entanto, estavam registrados no CNPJ da suposta "empresa" DARA EXPRESS LTDA). Participaram da tratativa, além do senhor OSNI LUCIAN!, os funcionários da TRANSMAGNA (emitentes dos referidos memorandos), TIAGO DE CARVALHO DE OLIVEIRA (porém, na época estava registrado no CNPJ da "empresa" 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA), FABIO RUEDIGER (porém, na época estava registrado no CNPJ da "empresa" TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA) e ANGELA KUSKOWSKI (porém, na época, estava registrada no CNPJ da "empresa" TFtANSAGIL TRANSPORTES LTDA); (Fls. n° 289 a 360 da citada Reclamatória Trabalhista — doc. CC) — Corresponde a inúmeros emails trocados entre a MATRIZ da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e a sua filial BLUMENAU. Os referidos emails são de autoria do Sr. OSNI LUCIANI, bem como de diversos funcionários da MATRIZ da TRANSMAGNA, e tratam de descontos mensalmente efetuados por esta empresa sobre os valores das premiações e comissões por ela pagas ao Sr. OSNI LUCIAN!, em razão de diversas ocorrências em relação as quais a filial BLUMENAU da TRANSMAGNA foi responsabilizada por sua MATRIZ, tais como, indenizações a clientes por avarias nas mercadorias transportadas, Fl. 2734DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 70 indenizações decorrentes de atrasos na entrega, indenizações em razão de entregas faltando mercadorias, recebimento de faturas após o prazo de vencimento das mesmas, mas sem a exigida cobrança de juros dos correspondentes clientes, e tantos outros eventos que, segundo a MATRIZ • da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTA, acarretaram despesas financeiras a esta empresa passíveis de serem imputadas à sua filial BLUMENAU e por esse motivo, passíveis de serem descontadas do gerente daquela filial, no caso, do Sr. OSNI LUCIAN!. GERENCIAMENTO DOS RECURSOS HUMANOS DISPONÍVEIS O setor de Recursos Humanos da autuada, também, é quem efetivamente controla a freqüência (através de cartões pontos e folhas de freqüência), dos funcionários registrados nos CNPJ de todas as empresas fictícias, inclusive dos supostos "sócios" destas e paga/pagou salários, férias, décimo terceiro salário, verbas rescisórias, etc.. Até o valor dos salários dos funcionários destas empresas são definidos, em última instância pelo sócio proprietário da fiscalizada, e pelos seus filhos, os quais atuam também (comprovadamente) como diretores desta empresa, a despeito de figurarem como supostos "sócios" de uma delas. Ressaltese que estamos tratando de diversas irregularidades apontadas pela autoridade fiscal, rebatidas pela recorrente, porém que em sua totalidade não são capazes de refutar o lançamento pelas razões expostas acima. Conforme descrito pela autoridade fiscal, foram encontrados no arquivo morto da empresa TRANSMAGNA diversas informações acerca do arquivo das “empresas de fahada” o que novamente denota a confusão entre a administração das empresas objeto da auditoria e que ensejaram a vinculação a empresa TRANSMAGNA. Em diligência efetuada em 11/11/2009 no arquivo morto da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, na sede de seu estabelecimento MATRIZ, localizado na Rodovia BR. 280, KM 56, n° 13500, na cidade de GUARAMIRIM/SC, acompanhado dos Srs. LAERTE DA SILVA PACHECO, contador e procurador da referida empresa, e TIAGO DE CARVALHO DE OLIVEIRA, que atualmente está registrado no CNPJ da "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA, mas que também já foi registrado nos CNPJ da "empresa" 10 do SUL TRANSPORTES LTDA e da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, esta auditoria se deparou com pilhas de caixas contendo os mais variados tipos de documentos fiscais, contábeis, de Recursos Humanos, etc. pertencentes As empresas fictícias relacionadas na seção "B", deste capitulo, piqina 26. (...)Em 03 (três) das caixas de documentos apreendidas, apresentando em seu lado externo as escritas "CARTÕES PONTO", "CARTÕES PONTO 07/2004 A 01/2005" e "R.H. CARTÕES 2005/2006", continham várias centenas de cartões pontos, manuais e elaborados por registro de ponto eletrônico, pertencentes aos funcionários das supostas "empresas" de fachada criadas pela TFtANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, relacionadas neste relatório. (...) Doc. CLXXII — é composto de cópias de cartões pontos encaminhados em 23/11/2005 pela filial BRUSQUE da TFtANSMAGNA para a matriz desta empresa, através de seu Fl. 2735DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 37 71 memorando interno no 1302. Abaixo, uma síntese do memorando: TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA MEMORANDO INTERNO N°1302 DÊ: LUIS SOUZA FILIAL BRUSQUE PARA: ODENIR MATRIZ SEGUE EM ANEXO CARTÕES PONTOS DOS FUNCIONÁRIOS DA FILIAL BRUSOUE REF. MÊS 20/10/05 A 20/11/05 PARA SUAS PROVIDÊNCL4S. 546. Como se pode ver, o memorando interno TRANSMAGNA deixa absolutamente claro—tratarse—de— cartões_pontos_p_ertencentes a funcionários de sua filial Brusque. 547. Contudo, dos 21 cartões ponto que seguiram com o mencionado memorando, apenas 5 deles (André Howe, Jorge Albino, Juraci Vantuir, Samuel Zibell e Sérgio Klitzke) sic, relativos a funcionários, na época, registrados na TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. Os demais (16 cartões), referemse a funcionários registrados no CNPJ da "empresa" DARA EXPRESS LTDA, cujos estabelecimentos situamse, formalmente, nas cidades de BLUMENAU e BRUSQUE, nos mesmos endereços das filiais da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA destas cidades. (...) Doc. CLXXIII — é composto de cópia de 04 cartões ponto da "empresa" TFIANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA, todos pertencentes ao funcionário LEANDRO TOMASELLI, referente ao período 21/09/2004 a 20/01/2005 (apenas uma amostragem). Neste documento está indicada a função de GERENTE OPERACIONAL. Contudo, a despeito de todo o controle de horário e assiduidade exercidos sobre o funcionário, ele não estava, na época, registrado no CNPJ da aludida "empresa". Ao invés disso, ele figurava, desde 07/2004, como "sócio" na "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, situação que permanece até hoje. Doc. CLXXV — é composto de cópia de cartão ponto da "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA, pertencente ao funcionário ROBERTO CESAR SALGADO, referente ao período 21/11//2004 a 14/12/2004 (apenas uma amostragem). Neste documento está indicada a função de CHEFE DE ESCRITÓRIO. 553. Contudo, a despeito de todo o controle de horário e assiduidade exercidos sobre o funcionário, ele não estava, na época, registrado no CNPJ da aludida "empresa". Ao invés disso, figurava, desde 07/2004, COMO "sócio" na "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, tal como ocorrera COM 0 Sr. LEANDRO TOMASELLI (vide o histórico do Sr. ROBERTO CESAR SALGADO na subseção "c", página 66). Fl. 2736DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 72 Não obstante, outros documentos (doc. CLXXVIII), também contidos no interior destas caixas, merecem ser citados, pois evidenciam todo o controle que a empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA exerce sobre os funcionários registrados nos CNPJ dessas supostas "empresas", pois vejam: • Fichas de Registros de Empregados — FRE de funcionários registrados na "empresa" 1° DO SUL TRANSPORTES LTDA (aproximadamente 50 FRE I com amostragem delas em anexo, (doc. CLXXVIII)); • Relatório de controle de pagamento de VALE— TRANSPORTE—dos funcionários registrados no CNPJ da "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, localizada em São José dos Campos, assim como de funcionários registrados na filial da TRANSMAGNA na referida cidade (doc. CLXXVIII); • Mensagens de emails trocados entre a matriz da TRANSMAGNA TRANSPORTES e sua filial Sao José dos Campos/SP, tratando do controle de horário de funcionários registrados no CNPJ da "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA (doc. CLXXVIII); • Relatórios de controle das horas trabalhadas, pertencentes As diversas "empresas" de fachada relacionadas neste relatório fiscal (M C S TRANSPORTES LTDA, TRANSNAVAREZE TRANSPORTES LTDA, 10 DO SUL TRANSPORTES LTDA, RAIMAR PAULO ABBEG — ME). Estes documentos, além de terem sido apreendidos na sede da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, contêm, na parte inferior de suas folhas, a seguinte informação a respeito do sistema utilizado para as suas emissões (doc. CLXXVIII): Ressaltese que a maior parte dos emails a que nos reportamos no 3 0 item, relacionado acima, se referem a mensagens encaminhadas em 01/2006 pela funcionária FABIANA ALVES PEREIRA — fabiana.pereira@transmagna.com.br, lotada na filial Sao José dos Campos da TRANSMAGNA, ao supervisor de Recursos Humanos da matriz desta empresa, Sr. ODENIR RUEDIGER, com vistas a tratar do controle de Horário dos funcionários Jéferson Santos Leite, Bruno Erick Rodrigues, Pedro Paulo de O. Laurentino, Leonardo Luis da Silva, Valdecir Candido dos Santos, Geremias Lima Chaves, Eliseu José dos Santos, Wellington R. Pereira dos Santos e Lucimar Ferreira de Souza. 563. Pontos importantes em relação aos emails abordados acima: a) A Sra. Fabiana Alves Pereira, a despeito de sua incontestável condição de funcionária da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (vide doc. CLXXVIII), estava, na época, fraudulentamente registrada no CNPJ da "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA; b) Do mesmo modo, em que pese à condição de empregado da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA de todos os funcionários sobre os quais esta empresa exercia, à época, rígido controle de horário, relacionados no item anterior, apenas os funcionários Eliseu Jose dos Santos e Wellington R. Pereira dos Santos estavam registrados pela empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES Fl. 2737DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 38 73 LTDA, filial Sao José dos Campos/SP. Os demais estavam fraudulentamente registrados no CNPJ da suposta "empresa" TRANSNIL TRANSPORTES LTDA, localizada na mesma cidade. Notese que novamente a empresa não rebate ditos fatos, resumindose a atacar o lançamento com vistas a desconstituilo pela tese da possibilidade de terceirização dos serviços. FATOS CONTÁBEIS RELEVANTES PARA CARACTERIZAÇÃO Ainda com relação a ditas contabilizações a contabilidade de todas as empresas — autuada e fictícias , esta a cargo da mesma empresa PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA, cuja sede cidade de Guaramirim/SC — se encontra localizada na mesma cidade que funciona a MATRIZ da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, embora várias das empresas fictícias estejam situadas a mais 1.000 km de distâncias da citada localidade. Quanto a este fato destaca o auditor em seu relatório: Como é possível notar, estas "empresas" estão sediadas em estados diversos da federação, em cidades onde não faltam bons escritórios contábeis e especializados na Area de Recursos Humanos, algumas delas distantes mais de 1.000 km de GUARAMIRIM/SC, cidade sede da "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA e da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. 575. Mesmo assim, todas as "empresas" fictícias, exatamente no dia 01/1012008, assinaram contrato de prestação de serviços de Consultoria Contábil com a mencionada "empresa", que, "coincidentemente", é também a responsável pela elaboração da contabilidade e pelo setor de Recursos Humanos da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. 576. E nem pode ser dito que estas "empresas", mesmo tão distantes umas das outras e da cidade de GUARAMIRIM/SC, escolheram a "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA para cuidar de seus respectivos setores de pessoal e contábil em raid() de sua destacada estrutura empresarial e/ou de ser ela nacionalmente muito conhecida. Nada disso, pois a "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL foi formalmente constituída em 02/2008, pelos supostos "sácios" LAERTE DA SILVA PACHECO e sua esposa, MARI REGIANE GOMES BETTENCOURT, vindo a contratar seus primeiros funcionários apenas no mês 1012008, mês correspondente ao da assinatura dos contratos firmados entre a "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL e as supostas "empresas" de fachada. A propósito, dentre os funcionários registrados no CNPJ da "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA, um percentual significativo deles esteve anteriormente registrado no CNPJ da própria empresa TFtANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e/ou de alguma(s) das "empresas" de fachada. Fl. 2738DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 74 578. Quanto aos contratos assinados entre a "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL e as "empresas" de fachadas relacionadas neste relatório fiscal, é importante frisar que a expressão "Consultoria Contábil", utilizada no titulo dos mencionados instrumentos contratuais, não permite visualizarmos o quanto é abrangente o objeto das supostas contratações. 579. A clausula 1a destes documentos, sim, permitenos ter a percepção de que elas envolvem muito mais do que consultoria contábil, contemplando, dentre outros serviços: "d) elaboração de contabilidade mensal; elaboração de Balancete Mensal; g) Elaboração de Escrita Fiscal e suas obrigações; h) Elaboração de Folha de Pagamento e suas obrigações; i) Cdlculo de impostos; m) Coleta e entrega dos documentos na empresa (doc. CCXLI). 580. Portanto, praticamente todos os serviços que diga respeito ao setor contábil e de Pessoal da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, bem como, das "empresas" fictícias, é realizado no escritório da suposta "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA, na cidade de GUARAMIRIM/SC. 0 fato real é que todas estas "empresas" não existem verdadeiramente, sendo meras extensões da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, inclusive a "empresa" PL CONSULTORIA LIDA, criada apenas para possibilitar o registro em seu CNPJ de boa parte dos funcionários da Area administrativa da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA. 593. Não há qualquer dúvida de que o controle de tudo que diga respeito a estas "empresas" é realizado pela empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA, em cuja sede foram apreendidos diversos e importantes documentos, supostamente pertencentes a elas (livros contábeis e fiscais, pastas de rescisões, relatórios de controle de pagamento de vale transporte, milhares de cartões ponto, etc.). 594. Ressaltese que há, além da "empresa" PL CONSULTORIA LIDA, um ou outro escritório localizado em alguma(s) das localidades onde estão estabelecidas estas "empresas", em cujo(s) estabelecimento(s) são realizados determinados serviços, como, por exemplo, digitação de documentos ou coisa parecida. Não obstante, o A despeito da distancia entre as diversas "empresas" e destas em relação cidade de Guaramirim/SC, em alguns casos de aproximadamente mil quilômetros, "todos os seus proprietários escolheram", também "coincidentemente", a mesma empresa para confeccionar os crachás de seus supostos funcionários, qual seja, a empresa EKSET INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA, localizada na cidade de BLUMENAU/SC (o nome da empresa consta dos crachás). Fl. 2739DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 39 75 A propósito, a "emenda" relatada no item anterior é tão frágil que os participes da fraude acabaram se perdendo, pois vejam um pequeno exemplo: Nos crachás dos funcionários EDSON DONIZETTI TEIXEIRA, JOSE ROBERTO DE BRITO, EVERTON BENEDITO, EUCLIDES CANDIDO DA SILVA, VAGNER RENATO MOILOI e FABIO RODRIGUES DA SILVA, cópias em anexo (vide doc. CCXLIV), consta a seguinte expressão: "MCS Transportes Ltda a serviço da Transmagna". Contudo, todos estes funcionários não estão registrados nem no CNPJ da TRANSMAGNA, nem no CNPJ da "empresa" MCS TRANSPORTES LTDA, mas sim no CNPJ da "empresa" MIURA TRANSPORTES LTDA. QUANTO AO VÍNCULO DA EMPRESA PL CONSULTORIA Quanto aos argumentos do recorrente que a empresa contábil não estaria a ela vinculada, passemos a apreciar os fatos descritos pela autoridade fiscal em seu relatório fl. 4750 e seguintes: 601. Como se podem notar, os poderes outorgados aos senhores LAERTE DA SILVA PACHECO ou TIAGO DE CARVALHO DE OLIVEIRA são estritamente relacionados à escrituração contábil e à Area de recursos humanos das outorgantes, comprovando, assim, que a "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL é quem realiza estes serviços para as aludidas "empresas", fato que também esta comprovado pelos contratos anteriormente citados (doc. CCXLI). 621. Na ocasião, dado a confusão da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA e as diversas "empresas" fictícias e ainda, considerando a quantidade de indícios que já sugeriam a citada "empresa" como sendo mais uma extensão de fachada do sujeito passivo (seu setor de pessoal e contábil), esta auditoria tratou de observar bem toda a sua estrutura física, no que diz respeito ao seu mobiliário, máquinas e equipamentos de escritório, computadores, etc, a fim de, posteriormente, isto 6, no momento mais oportuno, intimar a referida "empresa" a fazer prova de que aquela estrutura empresarial realmente lhe pertencia. 622. Destaquese que a estrutura anotada por esta auditoria, considerando a atividade fim da "empresa" (escritório de contabilidade e de RH), a data recente do inicio de suas atividades (final do ano de 2008) e também o valor de seu Capital Social (apenas R$ 10.000,00), pode ser considerada expressiva, ou seja, o escritório está estabelecido em imóvel relativamente grande, dotado de inúmeros computadores, jogos de mesas c/ cadeiras, grande quantidade de estantes de aços, central telefônica, impressoras, variados tipos de armários e balcões, dentre outros itens, contando, também, com vários funcionários trabalhando diariamente em sua suposta sede, tudo verificado pessoalmente por este Auditor Fiscal. Fl. 2740DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 76 623. Digase de passagem, na época desta averiguação, novembro de 2009, a "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL contava com 14 empregados registrados, além da atuação de seu sóciogerente, Sr. LAERTE DA SILVA PACHECO, donde se conclui que, para um escritório contábil, com as características acima mencionadas, havia um número significativo de trabalhadores, o que realmente exigiase uma estrutura razoável. 624. A propósito, um dos empregados registrados no mês citado era a Sra. JULIANA MARIA DA SILVA CARDOSO, colaboradora responsável pela edição dos Informativos Institucionais n° 15 a 19, da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA (doc. LXVI a LXX), conforme consta do rodapé destes documentos, mesmo estando registrada, no período de publicação dos mencionados editais, primeiro, na "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA, e depois, na "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA (situação narrada anteriormente neste relatório). 625. Outra funcionária registrada na "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA no mês 11/2009 era a Sra. MARIA LUCIA FUCKNER, que, conforme narraremos mais adiante, emitiu o Memorando Interno TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA no 2025, datado de 14/05/2008, n° 1771, de 15/02/2008, no 1199, de 03/09/2007, • dentre outros, mesmo estando na época das mencionadas emissões registrada na "empresa" TRANSÁGIL TRANSPORTES LTDA. Pois bem, no intuito de averiguar a questão reportada no item anterior, esta Auditoria emitiu o Termo de Intimação Fiscal no 01 (doc. CCLXIV), datado de 08/09/2010, intimando a suposta "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA a apresentar a RFB as notas fiscais emitidas até 11/2009, relativas a TODOS os bens pertencentes A estrutura empresarial da intimada, tais como, móveis, equipamentos de escritório (computadores, impressoras, fax, etc), ou, no caso de não as possuir, apresentar os esclarecimentos justificando tal fato. 629. A resposta à intimação se deu no dia 13/09/2010, através da apresentação de um documento no qual a intimada deixou claro possuir pouquíssimas notas fiscais relativas à sua estrutura empresarial (doc CCLXV), sob a justificativa de que o inicio das atividades da "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA se deu com patrimônio pertencente à empresa LAERTE DA SILVA PACHECO CONFECÇÕES (Empresário Individual), através de comodato dos bens que compunham o ativo imobilizado desta empresa. 630. Explicou no aludido documento, antes referido, que a empresa LAERTE DA SILVA PACHECO CONFECÇÕES, apesar de possuir CNPJ ativo, mantém inoperantes suas atividades desde 2008 e, possuindo em comum o sócio LAERTE DA SILVA PACHECO, que tinha o interesse de atuar no ramo de prestação de serviços de contabilidade, houve por bem constituir a empresa PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA utilizandose da estrutura e patrimônio já existentes (ou seja, de propriedade da empresa LAERTE DA SILVA PACHECO CONFECÇÕES). Fl. 2741DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 40 77 632. Em relação ao Contrato de Comodato citado pela intimada, supostamente realizado entre ela e a empresa LAERTE DA SILVA PACHECO CONFECÇÕES, datado de 01/02/2008 e reconhecido firma em 13/09/2010, data do atendimento da intimação feita pela RFB, achamos por bem transcrevermos integralmente a sua cláusula primeira, a nosso ver, a mais importante para o caso em tela. CLAUSUDITRIMEM — OBJETO Pelo presente instrumento, o COMODANTE, vem, gratuitamente, emprestar 06 aparelhos telefônicos, 01 Ar condicionado 7.000 BTUS, 02 ar condicionados Splint 18.000 BTUS, 01 ar condicionado — servidor, 01 armário com duas portas, 10 armários de aço, 02 armários pequenos três gavetas, 02 armário marfim, 02 arquivos de ago para pastas suspensas, 01 balcão com duas portas e sete gavetas, 01 balcão com três gavetas grandes e cinco pequenas, 01 balcão com seis gavetas, 01 balcão para recepção, 13 cadeiras giratórias, 06 cadeiras sala de atendimento, 02 cadeiras sem rodas, 01 central telefônica, 01 conjunto com três cadeiras, 49 estantes de ferro, 01 impressora matricial, 0 1 máquina de escrever, 10 mesas com duas gavetas, 01 mesa com três gavetas, 02 mesas em L, 01 mesa para impressora marfim, 01 mesa redonda, 05 mesas semgavetas, 12 microcomputadores, 12 monitores, 01 pia com balcão, 02 scaners, de sua legitima propriedade que se encontra em boas condições de uso, ao COMODATARIO. 633. O primeiro comentário a se fazer é no sentido de confirmar que os bens listados na clausula primeira do tal Contrato de Comodato realmente reflete muito aproximadamente a estrutura observada in loco por esta Auditoria no estabelecimento sede do Escritório da suposta "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA. 638. Apresentamos, antes, algumas informações importantes, quais sejam: a empresa LAERTE PACHECO DA SILVA CONFECÇÕES possui Capital Social de apenas R$ 3.000,00, nunca teve empregados, nunca faturou sequer um centavo, nunca declarou nenhum bem em seu ativo imobilizado, tudo conforme verificado no banco de dados da RFB. Outro detalhe é que esta empresa é estabelecida, DESDE A SUA CONCEPÇÃO, na cidade de TAQUARA, Estado do RIO GRANDE DO SUL. Foram então solicitados pela autoridade fiscal, os documentos que comprovam a transferência dos ativos da empresa do estado do Rio Grande do Sul, para Santa Catarina. Quanto a este fato interessante observar as informações trazidas pela empresa contábil e pela autoridade fiscal: 642. Contudo, respondendo a outro Termo de Intimação Fiscal, o de n° 02 (doc. CCLXVI), emitido em 06/10/2010, a "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA afirmou não possuir nenhum documento fiscal que acobertasse a pretensa transferência de tantos bens do Estado do Rio Grande do Sul para o Estado de Santa Catarina (doc. CCLXVII). Fl. 2742DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 78 643. Afirmou em tal documento que transportou todos os bens relacionados na cláusula primeira do Contrato de Comodato, do Estado do Rio Grande do Sul, sede da empresa LAERTE DA SILVA PACHECO CONFECÇÕES, para o Estado de Santa Catarina, sede do Escritório da "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA, localizada na cidade de Guaramirim, "EM DIVERSAS VIAGENS NESTE PERÍODO COM VEÍCULO PARTICULAR DO SÓCIO" (um VOYAGE 1.0). 644. A afirmação acima, feita pela suposta "empresa" PL CONSULTORIA CONTABIL LTDA, é absurda. É muito remota, para não dizer, impossível, a possibilidade de os bens constantes da cláusula primeira do contrato de comodato ter sido realizado por intermédio do veiculo do sócio, pois, seriam necessárias não apenas várias viagens, mas uma mágica (vide relação dos bens na cláusula primeira do contrato de comodato — doc. CCLXV). 645. A propósito do Termo de Intimação Fiscal — TIF n° 02 doc. (CCLXVI), através dele esta Auditoria aproveitou para solicitar A "empresa" PL CONSULTORIA CONTÁBIL LTDA as notas fiscais de aquisição, realizada pela empresa LAERTE DA SILVA PACHECO CONFECÇÕES, relativamente a todos os bens relacionados na cláusula primeira do Contrato de Comodato apresentado a RFB, já que estes bens representam a essência de sua estrutura empresarial. Face as referidas constatações procedeu a autoridade fiscal a vinculação dos empregados da PL diretamente a empresa TRANSMAGNA. Contudo, nesse ponto não concordo com a ilustre autoridade fiscal em determinar o vínculo dos empregados da empresa PL contábil a empresa TRANSMAGNA, pelo simples fato que não foi possível identificar subordinação jurídica dos empregados da PL com a empresa notificada. Analisei de forma detalhada a narrativa da autoridade fiscal, quanto ao patrimônio da empresa PL, porém faltou quanto a este ponto, identificar o direcionamento gerencial contínuo da empresa TRANSMAGNA em relação a empresa PL, posto tratarse de atividade meio, em sede diversa da empresa notificada, sem que restasse demonstrada a “confusão de prestação de serviços” tão bem demonstrada pelo auditor em relação a todas essas empresas fictícias de serviços de transporte. Dessa forma, entendo deva ser excluído do lançamento o levantamento referente aos empregados formalmente vinculados a empresa PL contábil. Contabilmente, também bem demonstrou a autoridade fiscal como se dava o pagamento das despesas das empresas “ditas prestadoras” e a empresa TRANSMAGNA, Destaca o auditor em seu relatório parte especifica quanto a essas constatações: Para se ter uma idéia, somente no período compreendido entre 01/06/2005 a 31/12/2007, há na contabilidade da empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA 9.601 lançamentos realizados a titulo de adiantamentos supostamente concedidos a estas "empresas", todos relativos ao pagamento de despesas simuladamente a estas pertencentes, mas efetuados diretamente pela TRANSMAGNA. 762. Anexo ao presente processo segue quadro contendo os lançamentos contábeis efetuados nas contas de adiantamentos das "empresas" de fachada relacionadas na página 26 deste relatório fiscal (doc. CCXLIX). Fl. 2743DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 41 79 763. Diante do elevadíssimo número de lançamentos (9.601) no período citado, o quadro a que nos referimos acima contempla apenas uma parte destes (um mês por quadrimestre), sendo este quantitativo plenamente suficiente para ilustrar a questão ora abordada. 764. Listamos a seguir, em caráter ilustrativo, algumas das despesas pagas pela TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, mas falsamente atribuldas às "empresas" de fachada: Pagamento de Aluguel; FGTS, férias, salário, vale refeição, verbas rescisórias, décimo terceiro salário, valores decorrentes de processos trabalhistas, dos empregados registrados nos CNPJ das "empresas" de fachada; Farmácia, seguro de Vida, convênio médico (UNIMED), pensão alimentícia, IRPF e INSS retido s/ folha de pagamento, bem como outros encargos também relativos aos empregados acima mencionados; Tributos diversos devidos pelas supostas "empresas" (ICMS; IRPJ, CSLL, COFINS, DARF referente ao SIMPLES); Honorários de contabilidade e advocaticios; Contribuições para Sindicato; Faturas de telefone; 765. Destaquese que a maioria das aludidas despesas estão relacionadas aos empregados registrados nos CNPJ(s) destas "empresas" de fachada (na verdade, funcionários da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA), tais como, FGTS, férias, salários, vales refeição, verbas rescisórias, décimo terceiro salário, valores decorrentes de processos trabalhistas, etc. 766. Em que pese ao deficiente histórico contábil adotado na maior parcela dos lançamentos ter dificultado sobremaneira a identificação dos nomes dos trabalhadores, e em muitos casos, até mesmo a natureza especifica das despesas, ainda assim listamos alguns exemplos de lançamentos contábeist, nos quais o nome do empregado registrado no CNPJ de alguma das "empresas" fictícias e associado ao desembolso efetuado pela TRANSMAGNA restou literalmente consignado no histórico do lançamento contábil. 0 quadro doc. XXC contempla os referidos lançamentos contábeis. 767. Registrese o quanto é perceptivel não corresponderem tais pagamentos a adiantamentos efetuados pelo sujeito passivo a estas "empresas", e sim a pagamentos de despesas próprias da TRANSMAGNA TRANSPORTES LTDA, geradas em nome destas outras apenas no intuito de se implementar a fraude denunciada no presente relatório fiscal. Fl. 2744DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 80 768. Claro que, indiscutivelmente, é prática comum nas relações comerciais uma determinada empresa efetuar adiantamentos a seus fornecedores. Em situações reais, porém, é a empresa contratada quem, após receber tal antecipação, efetivamente administra e destina os recursos recebidos, mesmo quando a aplicação destes esteja contratualmente atrelada à aquisição de insumos necessários à prestação do serviço contratado e em relação ao qual o adiantamento foi efetuado. 769. Mas, no presente caso, a situação é completamente anômala, pois, quem efetivamente deu destinação a cada centavo chamado de adiantamento pela TRANSMAGNA foi ela mesma, ou seja, foi ela quem de fato pagou as mais variadas despesas simuladamente pertencentes a estas "empresas", com cheques seus, diretamente aos destinatários destas despesas, lançando tais desembolsos em sua contabilidade, de forma individualizada, como se tratasse de adiantamentos, apenas como artificio destinado a disfarçar a realidade. 770. Assim, por exemplo, se havia um pagamento a ser feito em favor de um funcionário registrado no CNPJ de uma das "empresas" de fachada (verbas rescisórias, verbas decorrentes de acordos trabalhistas, ajudas de custo, comissões, FGTS, férias, décimo terceiro e até salários), a própria empresa TRANSMAGNA TRANSPORTES LIDA efetuava este pagamento diretamente ao trabalhador, contabilizando tal desembolso como se fosse um adiantamento efetuado A "empresa" onde este funcionário estava registrado. Novamente, convém destacar a demonstração por parte da auditoria fiscal que os serviços prestados não se coadunam com verdadeira prestação de serviços na modalidade de terceirização, argumentada pelo recorrente, mas vinculo direto dos prestadores com a empresa notificada uma vez que era a mesma que assumia papel de empregadora, inclusive com o ônus de administrar os trabalhadores, papel que seria inerente apenas a figura de empregador. Foi destacado, ainda pela autoridade fiscal, que a empresa fornecia a todos os trabalhadores email institucionais identificando por meio da Marca TRANSMAGNA PRESENÇA DA LOGOMARCA TRANSMAGNA. Cabe registrar, ainda, que em visita realizada pela fiscalização nas dependências dos estabelecimentos de algumas das empresas fictícias que funcionam, em tese, juntamente com os das filiais da autuada, foi constatado que desde fachada, caminhões, Areas C de depósito de mercadorias, documentos afixados nos murais, crachás e uniformes usados tanto pelos empregados formalmente registrado no CNPJ das empresas fictícias como pelos registrados no CNPJ da autuada tinham/tem a logomarca da fiscalizada. Além disso, os funcionários das supostas prestadoras de serviço, até mesmo os sócios destas, são citados nos informativos institucionais da autuada como seus empregados, bem como, ao participarem de algum dos eventos por esta patrocinados os fazem na qualidade de seus empregados. QUANTO AS BASES DE CÁLCULO Conforme descrito pelo auditor os levantamentos tiveram por base a origem da informação das remunerações (GFIP, RAIS, FOPAG, Aferições de salários oficiosos). Foi Fl. 2745DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 42 81 levado em consideração ainda a origem da mesma em relação ao vínculo original. Foram ainda apurados valores em relação aos transportadores autônomos no código FPAS 620. No recurso em questão quanto as bases de cálculo, o recorrente resumiuse a atacar a validade do procedimento fiscal, e do arbitramento reasem refutar, qualquer dos fatos geradores apurados . Dessa forma, em relação aos fatos geradores objeto da presente notificação, como não houve recurso expresso as bases de cálculo descritas pela autoridade fiscal, aos pontos da Decisão presumese a concordância da recorrente com os termos da referida decisão. Assim, quanto as bases de cálculo código de levantamento 41 ao 56 e 62, pag 434, face o questionamento do recorrente acerca do arbitramento da base paga de forma oficiosa, merece uma melhor apreciação. D. CASO CONCRETO PAGAMENTO DE SALÁRIO "POR FORA": EFEITOS LEGAIS, ELEMENTOS PROBANTES, AFERIÇÃO E LANÇAMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES. 812. A contabilidade REGULAR, exceto para algumas categorias empresariais dispensadas por forge de Lei, é o único meio hábil de a empresa comprovar definitivamente que os valores por ela declarados em suas folhas de pagamento, GFIP(s) e demais declarações que a Lei lhe impõe, correspondem ao montante real das remunerações por ela paga aos segurados a seu serviço (empregados, sócios, profissionais autônomos, etc). 813. Quando se fala em contabilidade REGULAR, quer dizer uma escrituração contábil em que estejam registrados corretamente todos os fatos contábeis ocorridos no âmbito da empresa, obedecendo sempre aos princípios contábeis e à legislação pertinente. 814. Mas qual a forga probante de uma contabilidade irregular, por exemplo, que não espelhe o montante real de remunerações pagas ou creditadas aos segurados a serviço da empresa? Bem, esta contabilidade poderá ser utilizada como prova apenas contra a empresa, sendo imprestável para validar, de forma absoluta, os valores por ela declarados nas folhas de pagamento, GFIP e demais documentos declaratórios. 815. Isso porquê, a partir do momento que se constate que determinada empresa não registra todos os fatos contábeis ocorridos, ou que o registro se dá em valores diferentes dos reais, ou em contas contábeis indevidas, a contabilidade deixa de atender à sua finalidade, que é assegurar o controle do patrimônio e fornecer aos seus usuários informações sobre a composição e variações patrimoniais, bem como o resultado das atividades econômicas envolvidas. 816. Ora, nas situações em que fique comprovado que a empresa tem como modus operandi a realização de pagamentos de remunerações oficiosas, ou seja, pagamentos extracontdbeis, a Fl. 2746DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 82 sua contabilidade cai em completo descrédito, pois dificilmente se conseguirá ter certeza do montante não escriturado. 817. Explicando melhor o que dissemos acima, façamos uso de um exemplo ilustrativo: Digamos que numa situação hipotética a autoridade fiscal consiga identificar e comprovar "n" casos em que a empresa tenha efetuado pagamentos de remuneração "por fora", ou seja, extracontábil. Ora, este fato certamente não traz tona o montante exato de remunerações omitidas pela empresa de sua contabilidade, mas apenas deixa firmemente comprovado que a empresa não escritura contabilmente todas as remunerações que paga aos segurados a seu serviço. 818. E sendo assim, nos casos em que se constate a situação aventada acima, a melhor solução não poderá ser a busca incansável e interminável de todas as remunerações não registradas na contabilidade da empresa, até porquê, na imensa maioria das vezes, este procedimento restará impossibilitado, exatamente em virtude da omissão no registro de parcela dos fatos contábeis. 819. A solução destes casos, de acordo com a Lei, deverá passar quase sempre pela necessidade de aferição indireta dos valores das remunerações pagas pela empresa aos segurados a seu serviço, ou seja, no caso das contribuições. Quanto a este ponto entendo que restou constatado a prática de pagamentos por fora, porém entendo que o auto de infração carece de mais elementos que pudessem, primeiramente atribuir com certeza o percentual desse pagamento por fora, em relação a todos os empregados da empresa TRANSMAGNA, inclusive em relação aos trabalhadores originalmente vinculados as empresas fictícias e que por ocasião do procedimento fiscal, acabaram por vinculados na condição de empregados para efeitos previdenciários a empresa TRANSMAGNA. Com isso não estou atribuindo razão ao recorrente no sentido de que os pagamentos não existiram, posto o indício trazido pelo auditor, mas que entendo que que o arbitramento de 15% da base de cálculo paga a todos os empregados não encontrase devidamente demonstrada, ensejando o cerceamento do direito de defesa, razão porque excluo do lançamento os levantamentos 41 ao 56 e 62 por vício formal na constituição do lançamento, pela falta da devida indicação dos argumentos para extensão do arbitramento a totalidade de empregados. QUANTO A CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS Sendo válida a base de cálculo dos segurados, surge a obrigação da empresa em arrecadar as contribuições dos segurados empregados a seu serviço mediante desconto sobre as respectivas remunerações está prevista no art. 30, I da Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras: Art.30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 8.620, de 5/01/93) I a empresa é obrigada a: Fl. 2747DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 43 83 a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; b) recolher o produto arrecadado na forma da alínea anterior, a contribuição a que se refere o inciso IV do art. 22, assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, até o dia dois do mês seguinte ao da competência; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Uma vez que a recorrente remunerou segurados, deveria a notificada efetuar o desconto e recolhimento à Previdência Social. Não efetuando o recolhimento, a notificada passa a ter a responsabilidade sobre o mesmo. “Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a", ‘b" e "c" do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. § 5º O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei.” Em relação ao abatimento da contribuição do segurados retida e recolhida pelas empresas que originalmente os mantinham como segurados, entendo que razão em parte assiste ao recorrente. Ao contrário do que trouxe a autoridade julgadora não entendo que tenha sido requerido a compensação com parcelas relativas a contribuição para o SIMPLES, mas pela análise da defesa e do recurso apresentados fl. 2178, solicitou o recorrente que fossem considerados os valores das contribuições recolhidas pelas empresas “de fachada” referentes a parcela dos “segurados”. Ao contrário do que votou em situação pretérita acerca da mesma matéria, entendo realmente que a cobrança da contribuição dos segurados empregados na empresa TRANSMAGNA referente aos valores já efetivamente retidos e recolhidos importaria cobrança em duplicidade, tendo em vista que se estaria cobrando da empresa, parcela dos segurados já recolhida, referente ao mesmo período, porém em relação a vinculo diverso. Mas, entendo que o abatimento do valor já efetivamente recolhido, é o que melhor se amolda ao aso concreto. QUANTO A NATUREZA DO VÍCIO É pertinente também destacar, que entendo que a nulidade que alcança os levantamentos acima descritos é formal, visto não ter o auditor formalizado da maneira devida Fl. 2748DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 84 o lançamento em relação ao arbitramento da base de cálculo dos supostos pagamentos “por fora” e caracterização d vínculo dos empregados da PL Consultoria. Nesse sentido, podese identificar que a nulidade é aplicável por não ter o auditor fiscal discriminado de forma clara e precisa, os fatos geradores descritos, visto não demonstrado a subordinação jurídica entre os empregados da PL consultoria e a empresa Transmagna, bem como não ter sido feliz ao fundamentar o arbitramento para todo o período e em relação a todos os empregados. Dessa forma, entendo que a falta da descrição pormenorizada levaria a anulação da NFLD por vício formal, por se tratar do não preenchimento de todas as formalidades necessárias a validação do ato administrativo, conforme destaco abaixo. Em uma concepção a respeito da forma do ato administrativo é incluída não somente a exteriorização do ato, mas também as formalidades que devem ser observadas durante o processo de formação da vontade da Administração, e até os requisitos concernentes à publicidade do ato. Nesse sentido é a lição de Maria Sylvia di Pietro, na obra Manual de Direito Administrativo, 18ª edição, Ed. Atlas, página 200. Na lição expressa de Maria Sylvia di Pietro, na obra já citada, página 202, in verbis: “Integra o conceito de forma a motivação do ato administrativo, ou seja, a exposição dos fatos e dos direitos que serviram de fundamento para a prática do ato; a sua ausência impede a verificação da legitimidade do ato.” Não se pode confundir falta de motivo com a falta de motivação. A motivação é a exposição de motivos, ou seja, é a demonstração, por escrito, de que os pressupostos de fato realmente existiram. A motivação diz respeito às formalidades do ato. O motivo, por seu turno, antecede a prática do ato, correspondendo aos fatos, às circunstâncias, que levam a Administração a praticar o ato. São os pressupostos de fato e de direito da prática do ato. Na lição de Maria Sylvia di Pietro, pressuposto de direito é o dispositivo legal em que se baseia o ato; pressuposto de fato, corresponde ao conjunto de circunstâncias, de acontecimentos, de situações que levam a Administração a praticar o ato. A ausência de motivo ou a indicação de motivo falso invalidam o ato administrativo. No lançamento fiscal o motivo é a ocorrência do fato gerador, esse inexistindo torna improcedente o lançamento, não havendo como ser sanado, pois sem fato gerador não há obrigação tributária. Agora, a motivação é a expressão dos motivos, é a tradução para o papel da realidade encontrada pela fiscalização. Logo, se há falha na motivação, o vício é formal, se houver falha no pressuposto de fato ou de direito, o vício é material. Como exemplo nas contribuições previdenciárias: se houve lançamento enquadrando o segurado como empregado, mas com as provas contidas nos autos é possível afirmar que se trata de contribuinte individual, há falha no pressupostos de fato e de direito. Agora, se houve lançamento como empregado, mas o relatório fiscal falhou na caracterização; entendo que haveria falha na motivação; devendo o lançamento ser anulado por vício formal. A autoridade julgadora deverá analisar a observância dos requisitos formais do lançamento, previstos no art. 37 da Lei n ° 8.212. Por todo o exposto o lançamento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido nos termos acima expostos, haja vista que os argumentos apontados pelo recorrente são incapazes de refutar em sua totalidade o lançamento. CONCLUSÃO Fl. 2749DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 44 85 Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para rejeitar a preliminar de nulidade do lançamento e da decisão de primeira instância, excluir do lançamento face a aplicação da decadência qüinqüenal as contribuições até 11/2004 pela aplicação do art. 173, I do CTN. No mérito voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL para excluir o levantamento referente a empresa PL contábil pela falta de caracterização do vínculo para efeitos previdenciários e os levantamentos 41 ao 56 e o 62 pela ausência da devida indicação dos motivos que ensejariam o arbitramento dos 15% para totalidade dos empregados da empresa, bem como seja abatido a contribuição originalmente retida e paga pelas empresas ditas por fictícias. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 2750DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 86 Voto Vencedor Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado Do voto da Ilustre Relatora depreendese que foram excluídos da apuração, por vício formal, os seguintes itens: a) remuneração dos empregados da empresa PL Consultoria; b) “levantamentos” 41 ao 56 e o 62 (pagamentos extra folha calculados no percentual de 15% da remuneração declarada). As razões que levaram a Conselheira Elaine Cristina a expurgar do crédito tais bases de cálculo foram para o item “a”, a falta de demonstração pelo fisco de que os empregados da PL Consultoria eram efetivamente empregados da empresa autuada. Eis as palavras da Relatora para justificar o seu entendimento: “Contudo, nesse ponto não concordo com a ilustre autoridade fiscal em determinar o vínculo dos empregados da empresa PL contábil a empresa TRANSMAGNA, pelo simples fato que não foi possível identificar subordinação jurídica dos empregados da PL com a empresa notificada. Analisei de forma detalhada a narrativa da autoridade fiscal, quanto ao patrimônio da empresa PL, porém faltou quanto a este ponto, identificar o direcionamento gerencial contínuo da empresa TRANSMAGNA em relação a empresa PL, posto tratarse de atividade meio, em sede diversa da empresa notificada, sem que restasse demonstrada a “confusão de prestação de serviços” tão bem demonstrada pelo auditor em relação a todas essas empresas fictícias de serviços de transporte. Dessa forma, entendo deva ser excluído do lançamento o levantamento referente aos empregados formalmente vinculados a empresa PL contábil.” Quanto à alínea “b”, observo que as razões da exclusão das parcelas relativas aos “levantamentos” 41 ao 56 e o 62 decorreram do fato da Conselheira Relatora haver entendido que a aplicação da taxa de 15% para se determinar a remuneração paga por fora aos segurados envolvidos no lançamento não seria extensível à totalidade dos empregados, uma vez que a Autoridade Fiscal não a houvera convencido de que todos os trabalhadores receberiam parcelas salariais não registradas nas folhas de pagamento. Não irei aqui rediscutir os fatos que levaram à retificação do crédito quanto às parcelas acima abordadas, posto que concordo com a Relatora quanto à exclusão dos valores em questão, todavia, ouso discordar das suas conclusões acerca da natureza da invalidade parcial do lançamento. Inicialmente, peço licença para tratar apressadamente dos elementos que constituem o procedimento de lançamento, para depois discorrer sobre as consequências jurídicas advindas de vícios em cada um dessas partes que compõem o ato procedimental de constituição do crédito tributário e, por fim, aplicar essa teorização ao caso trazido a lume. Compõem o ato de lançamento: Fl. 2751DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 10920.003214/201090 Acórdão n.º 2401002.599 S2C4T1 Fl. 45 87 a) Requisitos: são as formalidades que integram a substância do ato de lançamento, integrando sua própria estrutura. A sua normatividade situase no art. 142 do CTN, verbis: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Assim, a descrição do fato gerador, a determinação da base de cálculo, a aplicação da alíquota para obter o valor do tributo e a identificação do sujeito passivo são considerados requisitos do lançamento. b) Pressupostos: são as formalidades que, malgrado não integrem a estrutura do lançamento, são imprescindíveis para a formação do ato, a exemplo de cientificação do início do procedimento fiscal, intimação para apresentação de documentos, cumprimento de normas internas de Administração Tributária que interferem no cálculo dos consectários legais do crédito, equívoco na citação dos fundamentos legais, etc. c) Condições: são providências que dão eficácia ao ato de lançamento, que sucedem a realização do mesmos, como é o caso da notificação ao sujeito passivo. Tenho entendido que os vícios situados nos pressupostos e condições do lançamento acarretam em declaração de vício formal do mesmo ou no seu saneamento, caso possível. Nessas situações, o ato pode ser refeito, sem alteração nos seus aspectos substanciais, posto que a falha localizase em elemento exterior ao lançamento. Ao contrário, quando a mácula situase nos requisitos do lançamento, devese fulminálo por vício material, quando a autoridade julgadora esteja convencida de que efetivamente ocorreu o fato gerador, todavia, houve falha na sua descrição, no cálculo do tributo ou na identificação do sujeito passivo. Ainda sobre os requisitos do lançamento, para as situações em que as provas colacionadas e a motivação do fisco não trazem o convencimento da ocorrência dos fatos geradores, posto que o mesmo não restam suficientemente demonstrados pela Autoridade Fiscal, há de se declarar a improcedência do lançamento. Votemos ao caso concreto. Do voto da Conselheira Elaine Cristina, pude inferir que a mesma não se convenceu de que os empregados da empresa PL Consultoria eram empregados da recorrente, por não sido ter demonstrada a ocorrência da subordinação jurídica, pressuposto fático jurídico imprescindível ao liame empregatício. Quanto à exclusão dos “levantamentos” em que houve a aferição indireta dos salários pagos “por fora”, também concluo que a Ilustre Relatora afastou os mesmos, por entender que não houve pelo fisco a cabal demonstração de que todos os segurados envolvidos na apuração haviam sido contemplados com essas verbas. Fl. 2752DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 88 Nas duas situações, portanto, estamos diante de mácula em requisito do ato de lançamento, qual seja na descrição do fato gerador, a qual não trouxe ao julgador a convicção quanto à ocorrência dos fatos geradores. Assim, tomando como referência os aspectos teóricos acima apresentados, posicionome pela invalidade parcial do lançamento da mesma forma que a Relatora, todavia, não por vício formal, mas por improcedência parcial das contribuições lançadas. Conclusão Diante do acima exposto, no mérito, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL para declarar improcedentes o levantamento referente a empresa PL Consultoria Contábil, pela falta de caracterização do vínculo para efeitos previdenciários, e os levantamentos 41 ao 56 e o 62, pela ausência da devida indicação dos motivos que ensejariam o arbitramento dos 15% para totalidade dos empregados da empresa. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 2753DF CARF MF Impresso em 03/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 29/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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Numero do processo: 14041.000207/2009-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/1997 a 31/12/1997
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 2403-001.723
Decisão: Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI (Presidente), IVACIR JULIO DE SOUZA, CAROLINA WANDERLEY LANDIM, PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, MARCELO MAGALHAES PEIXOTO e MARIA ANSELMA COSCRATO DOS SANTOS.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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decisao_txt : Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI (Presidente), IVACIR JULIO DE SOUZA, CAROLINA WANDERLEY LANDIM, PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, MARCELO MAGALHAES PEIXOTO e MARIA ANSELMA COSCRATO DOS SANTOS.
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O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 02 07 /2 00 9- 59 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI (Presidente), IVACIR JULIO DE SOUZA, CAROLINA WANDERLEY LANDIM, PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, MARCELO MAGALHAES PEIXOTO e MARIA ANSELMA COSCRATO DOS SANTOS. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000207/200959 Acórdão n.º 2403001.723 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, Acórdão 0338.565 da 7ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de Auto de Infração . de Obrigação Principal — AIO?, lavrado em nome do contribuinte em epígrafe, sob DEBCAD n° 37.210.0805, em 03/02/2009, no qual foram incluídas as contribuições previdencidrias incidentes" sobre a remuneração paga a segurados (cota dos segurados), além dos juros e multa correspondentes, totalizando o crédito tributário no valor de R$ 8.452,96. 0 período fiscalizado é de 03/1996 a 03/2001, sendo que o lançamento abrange a(s) competência(s) 09/1997 a 12/1997. O Relatório Fiscal de fls. 20/28 informa que o presente lançamento é realizado em substituição As Notificações de Lançamento de Débito — NFLD, n° 35.019.6095 e 35.019.608 7, lavradas em nome do contribuinte Via Engenharia S/A. Referidas notificações foram anuladas pelo Conselho de Recursos da Previdência Social — CRPS por erro de fundamentação legal. A anulação das NFLD mencionadas foi cientificada à Via Engenharia S/A a partir de 18/02/2004, de forma, que, considerando o disposto no 'artigo 173, II, do CTN, Fazendo Pública pode constituir o crédito em epígrafe em até 5 anos contados da data em que se tomar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado. Nas notificações julgadas nulas considerouse a existência da responsabilidade solidária entre os prestadores (e subempreiteiros) e o tomador de serviços por cessão de mãode obra (Via Engenharia S/A), diante da ausência de recolhimentos pelos prestadores e em razão de o tomador não ter apresentado os documentos de elisão da responsabilidade solidária (folha de pagamento, GFIP, GRPS/GPS, etc). Fl. 103DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 As NFLD foram julgadas nulas por erro de fundamentação legal, já que estavam amparadas somente no artigo 30, VI da Lei 8.212/91, e deveriam, no caso de solidariedade de subempreitada, estar fundamentadas também no artigo 124, I, do Código Tributário Nacional — CTN. Isto porque o artigo 30, VI, da Lei 8.212/91, à época do período lançado, não tratava de subempreitada, tratando apenas de cessão de mãodeobra. Assim, para aquela parcela do débito, a fundamentação legal seria a aplicação da solidariedade em razão da existência de interesse ern comum na situação que constitui o fato gerador, prevista no artigo 124, I, do CTN. O Relatório Fiscal informa ainda que os fatos geradores foram verificados mediante análise dos seguintes elementos: Livros Diário e Razão, Notas Fiscais de serviço/faturas, Contratos de prestação de serviços, Folhas de Pagamentos e Guias de recolhimento de prestadores de serviço/subempreiteiros, contas correntes de prestadores de serviço/subempreiteiros, Declarações de existência de contabilidade formalizada dos prestadores de serviço/subempreiteiros, apresentados pela empresa Via Engenharia S/A na ocasião da lavratura das NFLD substituídas. Nas NFLD substituídas também consta planilha, na qual foram relacionados os pagamentos de faturas/notas fiscais de prestadores de serviço de mãodeobra e subempreiteiras, contendo informações referentes a data do pagamento, conta em que foi efetuado o lançamento, centro de custo, valor da nota fiscal/fatura, observações sobre o serviço prestado, número da nota fiscal/fatura, prestador de serviço/CNPJ, percentual aplicado sobre o valor da nota fiscal, salário de contribuição apurado, abatimento de eventuais salários de contribuição contidos em guias apresentadas e salário de contribuição do debito apurado. A empresa Via Engenharia2.S/A foi intimada a apresentar as Guias de Recolhimento e folhas de pagamento ou GFIP referentes aos pagamentos constantes da planilha, com fins de elidir a responsabilidade solidária. Também foi oportunizada a referida empresa a apresentação de outros elementos, caso discordasse dos percentuais aplicados para efeitos de aferição do salário de contribuição. Em análise dos contacorrentes dos prestadores de serviços, verificous que a maior parte não apresentava recolhimentos compatíveis com os serviços prestados outros sequer apresentavam recolhimento. Não foram incluídos para efeito de aferição indireta os prestadores de serviços que apresentaram recolhimento compatível com os valores das notas fiscais/faturas, desde que a natureza dos mesmos permitia a apresentação de uma guia de recolhimento genérica com recolhimento englobado no CGC/CNPJ, e os prestadores de serviços que, mesmo tendo apresentado guia de recolhimento com valor inferior ao previsto, apresentaram declaração de contabilidade firmada pelo responsável pela empresa e pelo contador. Por fun, foram abatidos do debito os recolhimentos efetuados por aqueles Fl. 104DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000207/200959 Acórdão n.º 2403001.723 S2C4T3 Fl. 4 5 prestadores que apresentaram recolhimentos inferiores e não houve apresentação de declaração de contabilidade. Na substituição dos débitos anulados, foram excluídos os períodos em que as prestadoras de serviço eram optantes pelo SIMPLES e os levantamentos atinentes a prestadores de serviço que, no período, tiveram 'seus débitos incluídos no REFIS. Portanto, diante da não elisão da responsabilidade solidária, o presente débito foi apurado por aferição indireta, sendd que o salário de contribuição foi calculado aplicando percentuais sobre os valores das notas fiscais/faturas, conforme detalhado nas planilhas anexadas pela autoridade fiscal. No que concerne à responsabilidade solidária, o Relatório Fiscal . acrescenta que, conforme artigo 896 do Código Civil, a mesma não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes. No caso, o arbitramento pelo faturamento para apurar a base de cálculo das contribuições previdenciárias, na hipótese de fiscalização de prestadores de serviços mediante cessão de mão deobra, está previsto no artigo 33 da Lei 8.212/91. 0 procedimento previsto no diploma legal foi detalhado, na época do lançamento, na OS/INSS/DAF n° 176/1997 e, antes, pela OS/INSS/DAF n° 83/1993. Para o período anterior a vigência da Lei 9.528/97, a solidariedade de débitos de subempreiteiros está fundamentada no artigo 124, inciso I, do Código Tributário Nacional. A partir da Lei 9.528/97, o fundamento legal da solidariedade de débitos de subempreiteiros passa a ser o artigo 30, inciso VI, da Lei 8.212/91. Em relação A solidariedade de débitos de empresas contratantes de serviços por cessão de mãodeobra, seu fundamento legal, para os fatos geradores ocorridos até 01/1999, é o artigo 31 da Lei 8.212/91. Consta, As fls. 29/30, Termo de Sujeição Passiva Solidária, cientificado em 23/03/2009 ao sujeito passivo solidário RECAP LOCAÇõES E SERVIÇOS DE ENGENHARIA LTDA, 36.722.085/000173, conforme documento de fls. 31, juntamente com o Auto de Infração sob comento.|Do resultado do julgamento foi dado ciência exclusivamente à Via Engenharia. Inconformada com a decisão, a empresa Via Engnharia apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: · Nulidade do crédito lançado. · Decadência. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 · Até o momento da apresentação da impugnação não havia sido notificado o contribuinte do lançamento do crédito tributário em discussão. Disso decorre que o crédito, indiscutivelmente, também já decaiu para o contribuinte. · A cobrança da multa é indevida por que a contribuinte não participou do comportamento, nada sonegou, nenhum ato ilícito cometeu daí a inviabilidade de ser punida por ato de terceiro. É o relatório. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000207/200959 Acórdão n.º 2403001.723 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator Apesar do vício constatado, somente dar ciência a 1 devedor do resultado do julgamento de primeira instância, por economia processual, passo a analisar o presente processo. DECADÊNCIA – PRESTADOR DO SERVIÇO Consta do processo, folhas 29/30, Termo de Sujeição Passiva Solidária lavrado contra a empresa RECAP LOCAÇÕES E SERVIÇOS DE ENGENHARIA LTDA em 03/02/2009. A ciência ao contribuinte foi dada em 23/03/2009. Os fatos geradores ocorreram entre 09 e 12/1997. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do prazo decenal para a decadência dos créditos previdenciários devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Pelo intervalo de tempo decorrido entre os fatos geradores e a ciência do sujeito passivo constatase que ocorreu a decadência do crédito tributário por qualquer critério estabelecido pelo CTN. DECADÊNCIA – TOMADOR DO SERVIÇO O acórdão administrativo de última instância (CaJ/CRPS) que reconheceu a nulidade do crédito lançado foi prolatado em 31 de outubro de 2003. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 A notificação do contribuinte ocorreu em 2004. Segundo o CTN, a decadência opera decorridos 5 anos da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Estabelece o Decreto 70.235/72 que são definitivas as decisões de segunda instância de que não caiba recurso. Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; II de segunda instância de que não caiba recurso ou, se cabível, quando decorrido o prazo sem sua interposição; III de instância especial. Parágrafo único. Serão também definitivas as decisões de primeira instância na parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de ofício. O Regimento Interno do Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS, vigente à época da anulação, estabelecia a Câmara de Julgamento como única instância para julgar os recursos interpostos contra decisões do INSS, nos processos de interesse dos contribuintes. PORTARIA MPAS Nº 2.740, DE 26 DE JULHO DE 2001 DOU DE 03/08/2001 Art. 13.Compete às Câmaras de Julgamento: Fl. 108DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000207/200959 Acórdão n.º 2403001.723 S2C4T3 Fl. 6 9 I julgar, em última instância, os recursos interpostos contra as decisões proferidas pelas Juntas de Recursos que infringirem lei, regulamento ou ato normativo ministerial; e II julgar, em única instância, os recursos interpostos contra decisões do INSS, nos processos de interesse dos contribuintes, inclusive a que indefere o pedido de isenção de contribuições, bem como, com efeito suspensivo, a decisão cancelatória da isenção já concedida podendo, para tanto, anular os atos da constituição do crédito previdenciário e os que impõem penalidade administrativa. Entendo que quando prolatada a decisão pela Câmara de Julgamento do CRPS, a decisão tornouse definitiva. Com base no acima exposto, entendo que se operou a decadência visto que o prazo, da data em que se tornou definitiva a decisão que anulou, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado (31/10/2003) até o novo lançamento (18/02/2009) foi maior que 5 anos. CONCLUSÃO Voto pelo provimento do recurso em razão da decadência. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 109DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 8/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 19515.002728/2009-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM DADOS NÃO CORREPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS .
Toda empresa está obrigada a informar, por intermédio de GFIP/GRFP, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária.
Numero da decisão: 2301-002.985
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32-A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35-A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator: Mauro José Silva.
Marcelo Oliveira - Presidente.
Bernadete De Oliveira Barros - Relator.
Mauro José Silva - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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FATOS GERADORES Recorrente CLÍNICA FARES SOCIEDADE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM DADOS NÃO CORREPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS . Toda empresa está obrigada a informar, por intermédio de GFIP/GRFP, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Redator: Mauro José Silva. Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete De Oliveira Barros Relator. Mauro José Silva Redator designado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 27 28 /2 00 9- 41 Fl. 133DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 134DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.002728/200941 Acórdão n.º 2301002.985 S2C3T1 Fl. 130 3 Relatório Tratase de Auto de Infração, lavrado em 15/07/2009, por ter a empresa acima identificada apresentado GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, o inciso IV e § 5º, do art. 32, da Lei 8.212/91, c/c o art. 225, IV e § 4o, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Conforme Relatório do AI (fls. 07), a empresa deixou de informar, em GFIP, os valores pagos aos contribuintes individuais que lhe prestaram serviços, bem como a contribuição por eles devida. A recorrente impugnou o débito e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 1624 .641, da 13a Turma da DRJ/SP1 (fls. 91), julgou a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (fls. 103), reiterando as alegações trazidas em sede de defesa Reafirma que o Auto de Infração é nulo por cerceamento de defesa, discorrendo sobre os princípios que regulam a Administração Pública, e ressaltando que é absolutamente necessária a análise detalhada, pelo contribuinte, de todos os documentos que eventualmente registram as operações a ele imputadas e que comprovem a atuação contrária à lei. Insiste que é absolutamente necessário que o contribuinte tenha ciência de todos os documentos que integram os autos e embasaram o Auto de Infração, para que, sobre tais documentos, possa se manifestar, exercendo assim de forma ampla seu direito de defesa. Sustenta que, no presente caso, ocorreu o cerceamento de defesa, haja vista a impossibilidade de o contribuinte possuir todas as informações que deram suporte ao lançamento, ficando restrito às informações contidas no Auto de Infração que muito pouco, ou mesmo nada esclarecem a respeito da suposta infração a ele imputada. É o relatório. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA 4 Voto Vencido Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros O recurso é tempestivo e todos os requisitos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice para seu conhecimento. Da análise do recurso apresentado, verificase que a recorrente não nega que tenha deixado de informar, em GFIP, os contribuintes individuais que lhe prestaram serviços. Ela apenas se limita a alegar cerceamento de defesa por não ter tido ciência de todos os documentos que integram os autos e embasaram o Auto de Infração. Contudo, o AI que foi entregue à autuada, juntamente com todos os relatórios que a integram, possuem todas as informações necessárias para o exercício da ampla defesa do recorrente. Os demonstrativos de fls. 09 deixam claro o cálculo da multa aplicada, trazendo, inclusive, um comparativo entre a penalidade calculada em conformidade com a legislação vigente à época da ocorrência do fato gerador, com aquela calculada nos termos da nova legislação, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, conforme determina o art. 106, II, c, do CTN O Relatório Fiscal está claro e preciso e, por meio da tabela de fls. 12, a autoridade fiscal lista, por competência, os contribuintes que deixaram de ser incluídos em GFIP, e suas respectivas remunerações. Dessa forma, todos os elementos necessários para a elaboração de defesa pelos contribuintes encontramse nos autos, motivo pelo qual rejeito a preliminar de nulidade por cerceamento de defesa. Nesse sentido, ao contrário do que afirma a recorrente, constatase que o auto foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente autuante identificado, de forma clara e precisa, a obrigação acessória descumprida e os fundamentos legais da autuação e da penalidade, bem como demonstrado, de forma discriminada, o cálculo da multa aplicada. E, sendo o lançamento um ato vinculado, a fiscalização, ao constatar a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária e a sua não inclusão em GFIP, lavrou o competente auto, por infração à legislação previdenciária, consoante determinação expressa no art. 32, inciso IV, e § 1o, da Lei 8.212/91, transcrito a seguir: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do Fl. 136DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.002728/200941 Acórdão n.º 2301002.985 S2C3T1 Fl. 131 5 INSS. (Acrescentado pela MP nº 1.59614, de 10/11/97, de 10/11/97, convertida na Lei nº 9.528, de 10/12/97) § 1° O Poder Executivo poderá estabelecer critérios diferenciados de periodicidade, de formalização ou de dispensa de apresentação do documento a que se refere o inciso IV, para segmentos de empresas ou situações especificas. (Acrescentado pela MP nº 1.59614, de 10/11/97, convertida na Lei nº 9.528, de 10/12/97) Assim, conforme exposto acima, houve infração à legislação previdenciária e, como não é facultado ao servidor público eximirse de aplicar uma lei, a Autoridade Fiscal, ao constatar o descumprimento de obrigação acessória, lavrou corretamente o presente auto, em observância ao art. 33 da Lei 8212/99 e art. 293 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99: Art.293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. Nesse sentido, Considerando tudo mais que dos autos consta, VOTO no sentido de CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO É como voto. Bernadete de Oliveira Barros Relator Fl. 137DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA 6 Voto Vencedor Conselheiro Mauro José Silva, Redator Designado Apresentamos nossas considerações em sintonia com os aspectos do Acórdão para os quais fomos designados como Redator do voto vencedor. Multas no lançamento de ofício após a edição da MP 449 convertida na Lei 11.941/2009. Enfrentamos a seguir a questão do regime jurídico das multas, ainda que tal questão não tenha sido suscitada no Recurso Voluntário, por entendermos tratarse de questão de ordem pública. Antes da MP 449, se a fiscalização das contribuições previdenciárias constatasse o não pagamento de contribuições, sejam aquelas já declaradas em GFIP, omitidas da GFIP ou mesmo omitidas da escrituração ocorria a aplicação de multa de mora, sendo que esta partia de 12% e poderia chegar a 100%, segundo o inciso II do art. 35 da Lei 8.212/91. Além disso, a fiscalização lançava as multas dos §§4º, 5º e 6º do art. 32 por incorreções ou omissões na GFIP. O §4º tratava da não apresentação da GFIP, o §5º da apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores e o §6º referiase a apresentação do documento com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores. Com a edição da referida MP, foi instituído o art. 32A da Lei 8.212/91 que trata da falta de apresentação da GFIP, bem como trata da apresentação com omissões ou incorreções. Porém, foi também previsto, no art. 35A, a aplicação do art. 44 da Lei 9.430/96 para os casos de lançamento de ofício. Interessanos o inciso I do referido dispositivo no qual temos a multa de 75% sobre a totalidade do imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Tais inovações legislativas associadas ao fato de a fiscalização realizar lançamento que abrangem os últimos cinco anos e de existirem lançamentos pendentes de definitividade na esfera administrativa no momento da edição da novel legislação colocamnos diante de duas situações: · Lançamentos realizados após a edição da MP 449 e referentes a fatos geradores posteriores a esta; · Lançamentos referentes a fatos geradores anteriores a MP 449, porém ainda não definitivamente julgados na esfera administrativa. Vamos analisar individualmente cada uma das situações. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.002728/200941 Acórdão n.º 2301002.985 S2C3T1 Fl. 132 7 Lançamentos realizados após a edição da MP 449 e referentes a fatos geradores posteriores a esta Para os lançamentos realizados após a edição da MP 449 e referentes a fatos geradores posteriores a esta, o procedimento de ofício está previsto no art. 35A da Lei 8.212/91, o que resulta na aplicação do art. 44 da Lei 9.430/96 e na impossibilidade de aplicação da multa de mora prevista no art. 35 da Lei 8.212/91. Assim, se constatar diferença de contribuição, a fiscalização, além do próprio tributo, lançará a multa de ofício que parte de 75% e pode chegar a 225% nas hipóteses de falta de recolhimento, falta de declaração ou declaração inexata. A falta de recolhimento é uma hipótese nova de infração que, portanto, só pode atingir os fatos geradores posteriores a MP 449. Por outro lado, com relação às contribuições previdenciárias, a falta de declaração e a declaração inexata referemse a GFIP e são infrações que já eram punidas antes da MP 449. A falta de GFIP era punida pelo §4º do art. 32 da Lei 8.212/91 e a declaração inexata da GFIP era punida tanto pelo §5º quanto pelo 6º do mesmo artigo, a depender da existência (§5º) ou não (§6º) de fatos geradores da contribuição relacionados com as incorreções ou omissões. É certo que, a princípio, podemos vislumbrar duas normas punitivas para a não apresentação e a apresentação inexata da GFIP relacionada a fatos geradores de contribuições: o art. 32A da Lei 8.212/91 e o inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96. Tendo em conta o princípio geral do Direito Tributário de que a mesma infração não pode ser sancionada com mais de uma penalidade, temos que determinar qual penalidade aplicar. Numa primeira análise, vislumbramos que o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 seria aplicável para os casos relacionados à existência de diferença de contribuição ao passo que o art. 32A da Lei 8.212/91 seria aplicável aos casos nos quais não houvesse diferença de contribuição. No entanto, tal conclusão não se sustenta se analisarmos mais detidamente o conteúdo do art. 32A da Lei 8.212/91. No inciso II, temos a previsão da multa de “de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, (...)”. Claramente, o dispositivo em destaque estipula a multa aplicável quando houver contribuições apuradas, recolhidas ou não, nos casos nos quais a GFIP não for apresentada ou for apresentada fora de prazo. Logo, podemos concluir que tal inciso aplicase também àquelas situações em que há apuração de diferença de contribuição. Confirmando tal conclusão, temos o inciso II do §3º do mesmo artigo que estipula a multa mínima aplicável nos casos de omissão de declaração com ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária. Portanto, diversamente do que preliminarmente concluímos, tanto o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 quanto o art. 32A da Lei 8.212/91 são aplicáveis aos casos de falta de declaração ou declaração inexata de GFIP quando for apurada diferença de contribuição em procedimento de ofício. Temos, então, configurado um aparente conflito de normas que demanda a aplicação das noções da teoria geral do Direito para sua solução. Três critérios são normalmente levados em conta para a solução de tais antinomias: critério cronológico, critério da especialidade e critério hierárquico. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA 8 O critério cronológico (norma posterior prevalece sobre norma anterior) não nos ajuda no presente caso, uma vez que a determinação de aplicarmos o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 e a inclusão do art. 32A da Lei 8.212/91 foram veiculados pela mesma Lei 11.941/2009. O critério hierárquico também não soluciona a antinomia, posto que são normas de igual hierarquia. Restanos o critério da especialidade. Observamos que o art. 44, inciso I da Lei 9.430/86 referese, de maneira genérica, a uma falta de declaração ou declaração inexata, sem especificar qual seria a declaração. Diversamente, o art. 32A faz menção específica em seu caput à GFIP no trecho em que diz “o contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei(...)”. Logo, consideramos que no conflito entre o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 e o art. 32A da Lei 8.212/91, este último é norma específica no tocante à GFIP e, seguindo o critério da especialidade, deve ter reconhecida a prevalência de sua força vinculante. Em adição, a aplicação do art. 32A da Lei 8.212/91 pode ser justificada pelo nítido caráter indutor que a penalidade do art. 32A assume, facilitando , no futuro, o cálculo do benefício previdenciário. Pretende a norma do art. 32A estimular a apresentação da GFIP na medida em que a penalidade é reduzida à metade se a declaração for apresentada antes de qualquer procedimento de ofício (§2º, inciso I); ou reduzida a 75% se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação(§2º, inciso II). Esse estímulo pode ser compreendido em benefício do trabalhador na medida em que as informações da GFIP servirão como prova a favor deste no cálculo da benefício previdenciário, tendo em conta que, segundo o §3º do art. 29 da Lei 8.213/91, “serão considerados para cálculo do saláriodebenefício os ganhos habituais do segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha incidido contribuições previdenciárias, exceto o décimo terceiro salário (gratificação natalina).” Se o cálculo do saláriodebenefício considerará a base de cálculo das contribuições, certamente a GFIP é um importante meio de prova dos valores sobre os quais incidiram as contribuições. Se aplicássemos o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96, não haveria qualquer mecanismo de estímulo ao empregador para apresentar a GFIP. Iniciado o procedimento de ofício, seria aplicada, no mínimo, a multa de 75% sobre a diferença das contribuições sem que a apresentação da GFIP pudesse alterar tal valor. O empregador poderia simplesmente pagar a multa e continuar omisso em relação à GFIP, deixando o empregado sem este importante meio de prova para o cálculo do benefício de aposentadoria. Assim, a hermenêutica sistemática considerando o regime jurídico previdenciário reforça a necessidade de prevalência do art. 32A. Portanto, seja pela aplicação do critério da especialidade ou pela hermenêutica sistemática considerando o regime jurídico previdenciário, temos justificada a aplicação do art. 32A no caso de omissão na apresentação da GFIP ou apresentação desta com informações inexatas. Acrescentamos que não há no regime jurídico do procedimento de ofício previsto na MP 449, convertida na Lei 11.941/2009, a previsão para multa de mora pelo fato de ter ocorrido atraso no recolhimento. Tratase de infração – o atraso no recolhimento que deixou de ser punida por meio de procedimento de ofício. Outra infração similar, mas não idêntica, foi eleita pela lei: a falta de recolhimento. Apesar de mantermos nossa posição a respeito da inexistência de multa de mora no novo regime do procedimento de ofício, deixamos de apresentar tal voto em homenagem ao princípio da eficiência devido às reiteradas decisões Fl. 140DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.002728/200941 Acórdão n.º 2301002.985 S2C3T1 Fl. 133 9 do Colegiado no sentido de manter a multa de mora que registraram nossa posição isolada. Assim, nosso voto é no sentido de, acompanhando os demais membros do Colegiado, manter a aplicação da multa de mora. No entanto, mantida a multa de mora, esta deve ser limitada a 20% com a retroatividade benéfica do art. 61 da Lei 9.430/96. Podemos assim resumir o regime jurídico das multas a partir de 12/2008: · A multa de mora, se aplicada, deve ser mantida e limitada a 20%; · A multa de ofício de 75% é aplicada pela falta de recolhimento da contribuição, podendo ser majorada para 150% em conformidade com o §1º do art. 44 das Lei 9.430/96, ou seja, nos casos em que existam provas de atuação dolosa de sonegação, fraude ou conluio. A majoração poderá atingir 225% no caso de não atendimento de intimação no prazo marcado, conforme §2º do art. 44 da Lei 9.430/96; · A multa pela falta de apresentação da GFIP ou apresentação deficiente desta é aquela prevista no art. 32A da Lei 8.212/91. Nesses termos, temos como delineado o novo regime jurídico das multas em lançamento de ofício das contribuições previdenciárias previsto pela MP 449, convertida na Lei 11.941/2009, aplicável aos fatos geradores ocorridos após a edição da referida MP. Lançamentos referentes a fatos geradores anteriores a MP 449, porém ainda não definitivamente julgados na esfera administrativa. Com base nesse novo regime jurídico vamos determinar a penalidade aplicável à outra situação, ou seja, para os casos de lançamento relacionado aos fatos geradores anteriores à edição da MP porém ainda não definitivamente julgados na esfera administrativa. Para tanto, devemos tomar o conteúdo do art. 144 do CTN em conjunto com o art. : Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA 10 Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A interpretação conjunta desses dois dispositivos resulta na conclusão de que devemos aplicar o regime jurídico das penalidades conforme a lei vigente na data da ocorrência dos fatos geradores, salvo se lei posterior houver instituído penalidade menos severa ou houver deixado de definir um fato como infração. O que devemos ressaltar é que o art. 106 do CTN determina a comparação da penalidade mais benéfica por infração e não em um conjunto. Assim, cada infração e sua respectiva penalidade deve ser analisada. Para os lançamentos referentes a fatos geradores anteriores a MP 449, de plano devemos afastar a incidência da multa de mora, pois a novo regime jurídico do lançamento de ofício deixou de punir a infração por atraso no recolhimento. O novo regime pune a falta de recolhimento que, apesar de similar, não pode ser tomada como idêntica ao atraso. O atraso é graduado no tempo, ao passo que a falta de recolhimento é infração instantânea e de penalidade fixa. No regime antigo, o atraso era punido com multa de mora de 12% a 100%, ao passo que no regime atual o atraso não é punível em procedimento de ofício e pode atingir até 20% nos casos em que não há lançamento de ofício. Nossa conclusão de afastar a multa de mora pode também ser amparada no princípio da isonomia. Vejamos um exemplo. Duas empresas, A e B, atuam no mesmo ramo, tem a mesma estrutura de pessoal e de remuneração, bem como utilizam o mesmo escritório contábil para tratar de sua vida fiscal. A empresa A foi fiscalizada em 2007 com relação aos fatos geradores de 2006 e teve contra si lançada a contribuição, a multa de mora e a multa por incorreções na GFIP prevista no art. 32, §5º da Lei 8.212/91. Quando do julgamento de seu processo, considerando o novo regime de multas segundo nossa interpretação, o órgão julgador manteve o lançamento, mas determinou que a multa relacionada à GFIP fosse comparada com a multa do 32A da Lei 8.212/91. A empresa B foi fiscalizada em 2009 com relação aos fatos geradores de 2006 e teve contra si lançada a contribuição, sem aplicação de multa de mora, e a multa pela declaração inexata da GFIP com base no art. 32A da Lei 8.212/91 ou com base no art. 32, §5º da Lei 8.212/91, o que lhe for mais favorável. Facilmente pode ser notado que a empresa B responde por crédito tributário menor que a empresa A, pois não foi aplicada a multa de mora. Somente com a aplicação do art. 106, inciso II, alínea “a” do CTN para afastar a multa de mora Fl. 142DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.002728/200941 Acórdão n.º 2301002.985 S2C3T1 Fl. 134 11 no caso da empresa A é que teremos restaurada a situação de igualdade entre as empresas A e B. Conforme já assinalamos, apesar de mantermos nossa posição a respeito da inexistência de multa de mora no novo regime do procedimento de ofício, deixamos de apresentar tal voto em homenagem ao princípio da eficiência devido às reiteradas decisões do Colegiado no sentido de manter a multa de mora que registraram nossa posição isolada. Assim, nosso voto é no sentido de, acompanhando os demais membros do Colegiado, manter a aplicação da multa de mora. No entanto, mantida a multa de mora, esta deve ser limitada a 20% com a retroatividade benéfica do art. 61 da Lei 9.430/96. No tocante às penalidades relacionadas com a GFIP, deve ser feito o cotejamento entre o novo regime – aplicação do art. 32A para as infrações relacionadas com a GFIP – e o regime vigente à data do fato gerador – aplicação dos parágrafos do art. 32 da Lei 8.212/91, prevalecendo a penalidade mais benéfica ao contribuinte em atendimento ao art. 106, inciso II, alínea “c”. Tal procedimento aplicase, inclusive, para a multa de ofício aplicada com fundamento no art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 motivada por falta de declaração ou declaração inexata. Passamos a resumir nossa posição sobre o regime jurídico de aplicação das multas para fatos geradores até 11/2008. A aplicação do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN deve ser feita ato ou fato pretérito considerado como infração no lançamento de modo que: · A penalidade relativa ao atraso no pagamento, a multa de mora, deve ser mantida, mas limitada a 20%; · As multas por infrações relacionadas a GFIP (falta de apresentação ou apresentação deficiente), previstas nos parágrafos do art. 32 da Lei 8.212/91, devem ser comparadas com a multa do art. 32A da Lei 8.212/91, devendo prevalecer aquela que for mais benéfica ao contribuinte. Pelo exposto, votamos por manter a multa mais benéfica quando comparada a penalidade aplicada com aquela prevista no art. 32A da Lei 8.212/91. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Redator Designado Fl. 143DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA 12 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 24/10/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado di gitalmente em 29/09/2012 por MAURO JOSE SILVA
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Numero do processo: 13161.000483/2010-21
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
MULTA DE MORA E DE OFÍCIO. AIOP. CONFISCO. INOCORRÊNCIA.
Não constitui confisco a incidência de multa moratória decorrente do recolhimento em atraso de contribuições previdenciárias.
Foge à competência deste colegiado a análise da adequação das normas tributárias fixadas pela Lei nº 8.212/91 às vedações constitucionais ao poder de tributar previstas no art. 150 da CF/88.
AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PELO DESCUMPRIMENTO. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
As multas decorrentes do descumprimento de obrigação tributária principal foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual deu nova redação ao art. 35 e fez acrescentar o art. 35-A à Lei nº 8.212/91.
Na hipótese de lançamento de ofício, por representar a novel legislação encartada no art. 35-A da Lei nº 8.212/91, inserida pela MP nº 449/2008, um tratamento mais gravoso ao sujeito passivo, inexistindo hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela por ela revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência, a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-002.147
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em conceder provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições do art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela lei nº 9.876/99, para o período anterior à entrada em vigor da Medida Provisória nº 449/2008.
Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta.
Arlindo da Costa e Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vice-presidente de turma), Adriana Sato, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Juliana Campos de Carvalho Cruz e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 MULTA DE MORA E DE OFÍCIO. AIOP. CONFISCO. INOCORRÊNCIA. Não constitui confisco a incidência de multa moratória decorrente do recolhimento em atraso de contribuições previdenciárias. Foge à competência deste colegiado a análise da adequação das normas tributárias fixadas pela Lei nº 8.212/91 às vedações constitucionais ao poder de tributar previstas no art. 150 da CF/88. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PELO DESCUMPRIMENTO. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM. As multas decorrentes do descumprimento de obrigação tributária principal foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual deu nova redação ao art. 35 e fez acrescentar o art. 35-A à Lei nº 8.212/91. Na hipótese de lançamento de ofício, por representar a novel legislação encartada no art. 35-A da Lei nº 8.212/91, inserida pela MP nº 449/2008, um tratamento mais gravoso ao sujeito passivo, inexistindo hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela por ela revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência, a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido. Recurso Voluntário Provido em Parte
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AIOP. CONFISCO. INOCORRÊNCIA. Não constitui confisco a incidência de multa moratória decorrente do recolhimento em atraso de contribuições previdenciárias. Foge à competência deste colegiado a análise da adequação das normas tributárias fixadas pela Lei nº 8.212/91 às vedações constitucionais ao poder de tributar previstas no art. 150 da CF/88. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PENALIDADE PELO DESCUMPRIMENTO. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM. As multas decorrentes do descumprimento de obrigação tributária principal foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual deu nova redação ao art. 35 e fez acrescentar o art. 35A à Lei nº 8.212/91. Na hipótese de lançamento de ofício, por representar a novel legislação encartada no art. 35A da Lei nº 8.212/91, inserida pela MP nº 449/2008, um tratamento mais gravoso ao sujeito passivo, inexistindo hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela por ela revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência, a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em conceder provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 16 1. 00 04 83 /2 01 0- 21 Fl. 241DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 disposições do art. 35 da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela lei nº 9.876/99, para o período anterior à entrada em vigor da Medida Provisória nº 449/2008. Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vicepresidente de turma), Adriana Sato, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Juliana Campos de Carvalho Cruz e Arlindo da Costa e Silva. Relatório Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 Data da lavratura do AIOP: 24/06/2010. Data da Ciência do AIOP: 28/06/2010 Tratase de crédito tributário lançado em desfavor da empresa em epígrafe, tendo por objeto as contribuições previdenciárias destinadas ao custeio da Seguridade Social, a cargo dos segurados empregados e dos segurados contribuintes individuais, incidentes sobre os seus respectivos Salários de Contribuição, as quais deveriam ter sido descontadas pela empresa das respectivas remunerações mensais e recolhidas aos cofres previdenciários no prazo normativo, conforme descrito no Relatório Fiscal a fls. 111/113 e anexos I a IV a fls. 114/198. O vertente lançamento tem seu cerne constituído pelos seguintes levantamentos: · DF e DF1 Diferença entre os valores devidos pelos segurados empregados, incidentes sobre suas remunerações apuradas nas Folhas de Pagamento ou RAIS, conforme o caso, em confronto com os que foram declarados nas GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, conforme demonstrado na planilha IA, · PL e PL1 – Contribuição previdenciária incidente sobre o Pro labore pago a segurados contribuintes individuais, apurados a partir dos lançamentos na conta 3.1.2.0030009 Pro Labore, bem como folhas de pagamento das competências 08/2006 a 12/2007, conforme planilha I do Anexo I. Informa a Autoridade Lançadora que a contribuição dos segurados empregados foi apurada aplicandose as alíquotas de 7,65%, 8,65%, 9% ou 11% e 8%, 9% e 11%, conforme a competência e faixa salarial, respeitandose o limite máximo vigente. Ao Fl. 242DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 242 3 valor do pro labore foi aplicada a alíquota de 11% para o cálculo da contribuição do contribuinte individual. Irresignado com o supracitado lançamento tributário, o sujeito passivo apresentou impugnação a fls. 205/210. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande/MS lavrou Decisão Administrativa textualizada no Acórdão a fls. 222/226, julgando procedente o lançamento e mantendo o crédito tributário em sua integralidade. O Sujeito Passivo foi cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 07/04/2011, conforme Aviso de Recebimento a fl. 230. Inconformado com a decisão exarada pelo órgão administrativo julgador a quo, o ora Recorrente interpôs recurso voluntário a fls. 231/, respaldando sua inconformidade na alegação de que a multa moratória e a de ofício têm caráter confiscatório. Ao fim, requer o reconhecimento da nulidade da multa imposta. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1.1. DA TEMPESTIVIDADE O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida no dia 07/04/2011. Havendo sido o recurso recebido pelo órgão fazendário em 05/05/2011, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Presentes os demais requisitos de admissibilidade do recurso, dele conheço. Ante a ausência de questões preliminares, passamos diretamente ao exame do mérito. 2. DO MÉRITO Cumpre de plano assentar que não serão objeto de apreciação por este Colegiado as matérias não expressamente impugnadas pelo Recorrente, as quais serão consideradas como verdadeiras, assim como as matérias já decididas pelo Órgão Julgador de 1ª Fl. 243DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 instância não expressamente contestadas pelo sujeito passivo em seu instrumento de Recurso Voluntário, as quais se presumirão como anuídas pela parte. 2.1. MULTA DE MORA E DE OFÍCIO COM EFEITO DE CONFISCO Argumenta o Recorrente que a multa moratória e a de ofício têm caráter confiscatório. O clamor do Recorrente não merece acolhida. Com efeito, a Constituição Federal de 1988, no Capítulo reservado ao Sistema Tributário Nacional assentou, em relação aos impostos, os princípios da pessoalidade e da capacidade contributiva do contribuinte. Nessa mesma prumada, ao tratar das limitações do poder do Estado de tributar, o inciso IV do art. 150 da Carta obstou, igualmente, a utilização de tributos com efeito de confisco, estatuindo ipsis litteris: Constituição Federal, de 03 de outubro de 1988 Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (...) §1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. (grifos nossos) Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV utilizar tributo com efeito de confisco; Olhando com os olhos de ver, avulta que os Princípios Constitucionais suso realçados são dirigidos, sem sombra de dúvida, aos membros políticos do Congresso Nacional, como vetores a serem seguidos no processo de gestação de normas matrizes de cunho tributário, não ecoando nos corredores do Poder Executivo, cujos servidores auditores fiscais subordinamse cegamente ao principio da atividade vinculada aos ditames da lei, dele não podendo se descuidar, sob pena de responsabilidade funcional. Imerso na Ordem Constitucional positiva e eficaz, a disciplina atinente à aplicação de multa de mora decorrente do descumprimento tempestivo de obrigações tributárias principais de cunho previdenciário ficou a cargo da Lei nº 8.212/91, cujos artigos 34 e 35 estatuem, de forma objetiva, que as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a multa de mora de caráter irrelevável. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Fl. 244DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 243 5 Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876/99). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinquenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). §1º Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos. §2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo Fl. 245DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar. §3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 1º deste artigo. §4º Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinquenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Posteriormente, as normas jurídicas que disciplinavam a cominação de penalidades pecuniárias decorrentes do não recolhimento tempestivo de contribuições previdenciárias foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, a qual foi convertida na Lei nº 11.941/2009, revogando, sem solução de continuidade, o art. 34 e dando nova redação ao art. 35 ambos da Lei nº 8.212/91, estatuindo que os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212/91, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, seriam acrescidos de multa de mora e juros de mora nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430/96. Mas não parou por ai. Na sequência da lapidação legislativa, a mencionada Medida Provisória, ratificada pela Lei nº 11.941/2009, fez inserir no texto da Lei de Custeio da Seguridade Social o art. 35A, que fixou, nos casos de lançamento de ofício, a aplicação de multa de ofício de 75%. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Conforme se observa, a imputação de penalidades pecuniárias decorrentes do não recolhimento tempestivo de contribuições previdenciárias encontrase devidamente prevista em lei formal, em observância à reserva legal determinada pelo art. 97, V do CTN. Código Tributário Nacional CTN Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: I a instituição de tributos, ou a sua extinção; Fl. 246DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 244 7 II a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; III a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; (grifos nossos) VI as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. §1º Equiparase à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe em tornálo mais oneroso. §2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. Escapa, todavia, à competência deste colegiado a sindicância da adequação das normas tributárias introduzidas pela Lei nº 8.212/91 ao Ordenamento Jurídico às vedações e princípios constitucionais aviados nos artigos 145 e 150 da Lei Maior. Revelase mais do que sabido que a declaração de inconstitucionalidade de leis ou a ilegalidade de atos administrativos constituise prerrogativa outorgada pela Constituição Federal exclusivamente ao Poder Judiciário, não podendo os agentes da Administração Pública imiscuíremse ex proprio motu nas funções reservadas pelo Constituinte Originário ao Poder Togado, sob pena de usurpação da competência exclusiva deste. Ademais, perfilando idêntico entendimento como o acima esposado, a Súmula CARF nº 2, de observância vinculante, exorta não ser o CARF órgão competente para se pronunciar a respeito da inconstitucionalidade de lei de natureza tributária. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Cumpre ainda salientar, por relevante, ser vedado aos membros das turmas de julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastar a aplicação ou deixar de observar o conteúdo encartado em leis e decretos sob o fundamento de incompatibilidade com a Constituição Federal, conforme determinado pelo art. 62 Regimento Interno do CARF, aprovado pela PORTARIA Nº 256, de 22 de junho de 2009, do Ministério da Fazenda. PORTARIA Nº 256, de 22 de junho de 2009 Art. 62. Fica vedado aos membros afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: Fl. 247DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Por outro viés, mas vinho de outra pipa, sendo a atuação da Administração Tributária inteiramente vinculada à Lei, e, restando os preceitos introduzidos pelas leis que regem as contribuições ora em apreciação plenamente vigentes e eficazes, a inobservância desses comandos legais implicaria negativa de vigência por parte do Auditor Fiscal Autuante, fato que desaguaria inexoravelmente em responsabilidade funcional dos agentes do Fisco Federal. Cumprenos chamar a atenção para o fato de que as disposições introduzidas pela legislação tributária em apreço, até o presente momento, não foram ainda vitimadas de qualquer sequela decorrente de declaração de inconstitucionalidade, seja na via difusa seja na via concentrada, exclusiva do Supremo Tribunal Federal, produzindo portanto todos os efeitos jurídicos que lhe são típicos. Desbastada nesses talhes a escultura jurídica, impedido se encontra este Colegiado de apreciar tais alegações e afastar a multa moratória aplicada nos trilhos mandamentais da lei, sob alegação de inconstitucionalidade por violação ao princípio previsto no artigo 150, IV da Constituição Federal, atividade essa que somente poderia emergir do Poder Judiciário. 2.2. DA PENALIDADE PECUNIÁRIA PELO NÃO RECOLHIMENTO Malgrado não haja sido suscitada pelo Recorrente, a condição intrínseca de matéria de ordem pública nos autoriza a examinar, ex officio, a questão relativa à lei aplicável à penalidade pecuniária a ser impingida ao sujeito passivo em razão do não recolhimento tempestivo das contribuições previdenciárias objeto do lançamento ora em debate. Urge, de plano, ser destacado que no Direito Tributário vigora o princípio tempus regit actum, conforme expressamente estatuído pelo art. 144 do CTN, de modo que o lançamento tributário é regido pela lei vigente à data de ocorrência do fato gerador, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Código Tributário Nacional CTN Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. §1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os Fl. 248DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 245 9 poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. §2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. Nessa perspectiva, dispõe o código tributário, ad litteram, que o fato de a norma tributária haver sido revogada, ou modificada, após a ocorrência concreta do fato jurígeno imponível, não se constitui motivo legítimo, tampouco jurídico, para se desconstituir o crédito tributário correspondente. O princípio jurídico suso invocado, no entanto, não é absoluto, sendo excepcionado pela superveniência de lei nova, nas estritas hipóteses em que o ato jurídico tributário, ainda não definitivamente julgado, deixar de ser definido como infração ou deixar de ser considerado como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo, ou ainda, quando a novel legislação lhe cominar penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ocorre, no entanto, que as normas jurídicas que disciplinavam a cominação de penalidades pecuniárias decorrentes do não recolhimento tempestivo de contribuições previdenciárias foram alteradas pela Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009. Tais modificações legislativas resultaram na aplicação de sanções que se mostraram mais benéficas ao infrator no caso do recolhimento espontâneo a destempo pelo obrigado, porém mais severas para o sujeito passivo, no caso de lançamento de ofício, do que aquelas então derrogadas. Nesse panorama, a supracitada Medida Provisória, ratificada pela Lei nº 11.941/2009, revogou o art. 34 e deu nova redação ao art. 35 ambos da Lei nº 8.212/91, estatuindo que os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212/91, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, seriam acrescidos de multa de mora e juros de mora nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430/96. Mas não parou por ai. Na sequência da lapidação legislativa, a mencionada Medida Provisória, ratificada pela Lei nº 11.941/2009, fez inserir no texto da Lei de Custeio da Seguridade Social o art. 35A que fixou, nos casos de lançamento de ofício, a aplicação de multa de ofício de 75%. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, Fl. 249DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II de 50% (cinquenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) a) na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; (Incluída pela Lei nº 11.488, de 2007) b) na forma do art. 2o desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. (Incluída pela Lei nº 11.488, de 2007) §1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) III (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) IV (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) V (revogado pela Lei no 9.716, de 26 de novembro de 1998). (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) §2o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o §1o deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I prestar esclarecimentos; (Renumerado da alínea "a", pela Lei nº 11.488, de 2007) II apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; (Renumerado da alínea "b", com nova redação pela Lei nº 11.488, de 2007) III apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei. (Renumerado da alínea "c", com nova redação pela Lei nº 11.488, de 2007) §3º Aplicamse às multas de que trata este artigo as reduções previstas no art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, e no art. 60 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 246 11 §4º As disposições deste artigo aplicamse, inclusive, aos contribuintes que derem causa a ressarcimento indevido de tributo ou contribuição decorrente de qualquer incentivo ou benefício fiscal. Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Nessa perspectiva, o regramento da penalidade pecuniária a ser aplicada ao recolhimento espontâneo feito a destempo e ao lançamento de ofício de contribuições previdenciárias que, antes da metamorfose legislativa promovida pela MP nº 449/2008, encontravamse acomodados em um mesmo dispositivo legal, o art. 35 da Lei nº 8.212/91, agora se encontram dispostos em separado, respectivamente nos artigos 61 e 44 da Lei nº 9.430/96, por força dos preceitos inscritos nos art. 35 e 35A da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. Dispensando um enfoque, exclusivamente, ao lançamento de ofício, que é a matéria posta em apreciação no vertente caso, observamos que a novel legislação severizou a penalidade a ser aplicada ao descumprimento total ou parcial da obrigação tributária principal. Com efeito, enquanto que a legislação anterior previa multa pecuniária variando de 24% a 50%, em função da fase processual em que se encontrar o correspondente Processo Administrativo Fiscal de constituição do crédito tributário, a legislação atual prevê, em qualquer caso, a multa de ofício no valor fixo de 75%, circunstância que demonstra que a novel legislação sempre se mostrará mais gravosa ao sujeito passivo do que a legislação então revogada. Ocorre que a Secretaria da Receita Federal do Brasil editou a IN RFB nº 1.027/2010, que assim dispôs em seu art. 4º: Instrução Normativa RFB nº 1.027, de 22 de abril de 2010 Art. 4º A Instrução Normativa RFB nº 971, de 2009, passa a vigorar acrescida do art. 476A: Fl. 251DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 Art. 476A. No caso de lançamento de oficio relativo a fatos geradores ocorridos: I até 30 de novembro de 2008, deverá ser aplicada a penalidade mais benéfica conforme disposto na alínea “c” do inciso II do art. 106 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), cuja análise será realizada pela comparação entre os seguintes valores: a) somatório das multas aplicadas por descumprimento de obrigação principal, nos moldes do art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à Lei nº 11.941, de 2009, e das aplicadas pelo descumprimento de obrigações acessórias, nos moldes dos §§ 4º, 5º e 6º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à Lei nº 11.941, de 2009; e b) multa aplicada de ofício nos termos do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. II a partir de 1º de dezembro de 2008, aplicamse as multas previstas no art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996. §1º Caso as multas previstas nos §§ 4º, 5º e 6º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, tenham sido aplicadas isoladamente, sem a imposição de penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação principal, deverão ser comparadas com as penalidades previstas no art. 32A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. §2º A comparação de que trata este artigo não será feita no caso de entrega de GFIP com atraso, por se tratar de conduta para a qual não havia antes penalidade prevista. Óbvio está que os dispositivos selecionados encartados na IN RFN nº 1.027/2010 extravasaram o campo reservado pela CF/88 à atuação dos órgãos administrativos, que não podem ultrapassar o âmbito da norma que rege a matéria ora em relevo, tampouco inovar o ordenamento jurídico. Para os fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP nº 449/2008, não vislumbramos existir motivo para serem somadas as multas por descumprimento da obrigação principal e com aquelas decorrentes da inobservância de obrigações acessória, para, em seguida, se confrontar tal somatório com o valor da multa calculada segundo a metodologia descrita no art. 35A da Lei nº 8.212/1991, para, só então, se apurar qual a pena administrativa se revela mais benéfica ao infrator. Entendo que, no caso, o exame da retroatividade benigna deve adstringirse ao confronto entre a penalidade imposta pelo descumprimento de obrigação principal, calculada segundo a lei vigente à data de ocorrência dos fatos geradores e a penalidade pecuniária prevista na novel legislação pelo descumprimento da mesma obrigação, não havendo que se imiscuir com a multa decorrente de lançamento de ofício de obrigação tributária acessória. Lé com lé, cré com cré. A análise da lei mais benéfica não pode superar tais condições de contorno, pois, como já afirmado alhures, tratase de obrigação principal que é absolutamente independente de qualquer obrigação acessória a ela associada. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 247 13 Notese que o princípio tempus regit actum somente será afastado quando a lei nova cominar ao FATO PRETÉRITO, in casu, o descumprimento de obrigação principal, penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Dessarte, nos termos do CTN, para fins de retroatividade de lei nova, é incabível a comparação entre (a) o somatório das multas aplicadas por descumprimento de obrigação principal, nos moldes do art. 35 e das multas aplicadas pelo descumprimento de obrigações acessórias, nos moldes dos §§ 4º, 5º e 6º do art. 32, ambos da Lei nº 8.212/991, em sua redação anterior à Lei nº 11.941, de 2009; e (b) multa aplicada de ofício nos termos do art. 35A da Lei nº 8.212/91, acrescido pela Lei nº 11.941/2009, inexistindo regra de hermenêutica que nos autorize a extrair dos documentos normativos acima revisitados interpretação jurídica que admita a comparação entre a multa derivada do somatório previsto na alínea ‘a’ do inciso I do art. 476A da IN RFB nº 971/2009 e o valor da penalidade prevista na alínea ‘b’ do inciso I do mesmo dispositivo legislativo suso aludido, para fins de retroatividade de lei tributária mais benéfica. De outro eito, mas trigo de outra safra, o art. 97 do CTN estatui que somente a lei formal pode dispor sobre a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos e tratar de hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Código Tributário Nacional CTN Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: I a instituição de tributos, ou a sua extinção; II a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; III a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do §3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; VI as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 Mostrase flagrante que a alínea ‘a’ do inciso I do art. 476A da Instrução Normativa RFB nº 971/2009, acrescentado pela IN RFB nº 1.027/2010, é tendente a excluir, sem previsão de lei formal, penalidade pecuniária imposta pelo descumprimento de obrigação acessória nos casos em que a multa de ofício, aplicada pelo descumprimento de obrigação principal, for mais benéfica ao infrator. Tal hipótese não se enquadra, de forma alguma, na situação de retroatividade benigna prevista pelo art. 106, II, ‘c’ do CTN, pois emprega como parâmetros de comparação penalidades de natureza jurídica diversa, uma pelo descumprimento de obrigação principal e a outra, pelo de obrigação acessória. Há que se reconhecer que as penalidades acima apontadas são autônomas e independentes entre si, pois que a aplicação de uma não afasta a incidência da outra e vice versa. Nesse contexto, não se trata de retroatividade da lei mais benéfica, mas, sim, de dispensa de penalidade pecuniária estabelecida mediante Instrução Normativa, favor tributário que somente poderia emergir da lei formal, a teor do inciso VI, in fine, do art. 97 do CTN. É mister ainda destacar que o art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela Medida Provisória nº 449/2008, apenas se refere ao lançamento de ofício das contribuições previdenciárias previstas nas alíneas ‘a’, ‘b’ e ‘c’ do parágrafo único do art. 11 dessa mesma Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a outras entidades e fundos, não produzindo qualquer menção às penalidades administrativas decorrentes do descumprimento de obrigação acessória, assim como não o faz o remetido art. 44 da Lei nº 9.430/96. Assim, em virtude da total independência e autonomia entre as obrigações tributárias principal e acessória, o preceito inscrito no art. 35A da Lei nº 8.212/91, incluído pela MP nº 449/2008, não projeta qualquer efeito sobre os Autos de Infração lavrados em razão exclusiva de descumprimento de obrigação acessória associada às Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. Uma vez que as disciplinas acerca da imposição de penalidades pelo descumprimento de obrigações acessória e principal encontramse previstas em lei, somente o Poder Legislativo dispõe de competência para dela dispor. A legislação complementar, na forma de Instrução Normativa emanada do Poder Executivo, é pai pequeno no terreiro, não podendo dispor autonomamente de forma contrária a diplomas normativos de mais graduada estatura na hierarquia do ordenamento jurídico, in casu, a lei formal, e assim extrapolar os limites de sua competência concedendo anistia para exclusão de crédito tributário, em flagrante violação às disposições insculpidas no §6º do art. 150 da CF/88, o qual exige lei em sentido estrito. Vislumbrase inaplicável, portanto, a referida IN RFB nº 1.027/2010, por ser flagrantemente ilegal. Como demonstrado, é possível a aplicação da multa isolada em GFIP, mesmo que o sujeito passivo haja promovido, tempestivamente, o exato recolhimento do tributo correspondente, conforme assentado no art. 32A da Lei nº 8.212/91. Nesse contexto, afastada por ilegalidade a norma estatuída pela IN RFB nº 1.027/2010, por representar a novel legislação encartada no art. 35A da Lei nº 8.212/91 um tratamento mais gravoso ao contribuinte, inexistindo hipótese de a legislação superveniente impor multa mais branda que aquela revogada, sempre incidirá ao caso o princípio tempus regit actum, devendo ser aplicada em cada competência, a legislação pertinente à multa por descumprimento de obrigação principal vigente à data de ocorrência do fato gerador não adimplido. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13161.000483/201021 Acórdão n.º 2302002.147 S2C3T2 Fl. 248 15 Assim, para os fatos geradores ocorridos até a competência novembro/2008, inclusive, devese observância aos comandos inscritos no art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela lei nº 9.876/99. Na sequência, para os fatos geradores ocorridos a partir da competência dezembro/2008, inclusive, incide a regra estampada nos artigos 35 e 35A da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009. 3. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, devendo o regramento a ser dispensado à aplicação de penalidade pecuniária pelo descumprimento de obrigação principal obedecer à lei vigente à data de ocorrência do fato gerador, in casu, o art. 35 da Lei nº 8.212/91, com a redação dada pela lei nº 9.876/99. É como voto. Arlindo da Costa e Silva Fl. 255DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 26/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 13701.000022/95-77
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 1997
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T03:31:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T03:31:29Z; Last-Modified: 2010-01-30T03:31:29Z; dcterms:modified: 2010-01-30T03:31:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T03:31:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T03:31:29Z; meta:save-date: 2010-01-30T03:31:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T03:31:29Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T03:31:29Z; created: 2010-01-30T03:31:29Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-30T03:31:29Z; pdf:charsPerPage: 1433; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T03:31:29Z | Conteúdo => /V3-a ._----_ 2: Soo No P. o. ¡N. C FRPa" ____—c -- _ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.910.480-003.210/87-55 JAN Sessfio de 06 de julho deis 8.8. ACORDA° N.. 202-01.918 Recurso n.. 79.642 Recorrente DIAMAR S.A. Recorrid a DRF EM RECIFE-PE IPI - Isenção do art. 44, inciso )0CK,do•RIPI/82 (Decreto n 9 87.981/82). Requisitos não satisfei- tos: SUDEPE e Universidade Federal não são coió- nias ou cooperativas de pescadores. Vendas de bar cos com o desmembramento, nas notas fiscais, da; partes, peças e acessOrios, com o propOsito de e- vitar a tributação real do barco como produto pronto e acabado. Infrações demonstradas Fddido de perícia que se indefere, por ser ela desneces- sária. Nega-se provimento ao recurso voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DIAMAR S.A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimen to ao recurso. ' Sala das Sessões, em 06 de julho de 1988 A 'cru tfit .04_ €444-`e JOSÉ A VES DA FONSECA - PRESIDENTE .13AtT. IÃO19 S IStilier — RELATOR r----' Q-k5--- éã O Tej adi O __., ,V V . DOS ANJOS -PFAzROECURAEONDA NAR-cREPRELSENFANTE DA VISTA EM SESSÃO DE 15 S E T 1988 PartiCiparam, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros OSVALDO TANCREDO DE OLIVEIRA, MARIA HELENA JAIME, ELIO ROTHE, ALDE DA ',COSTA SANTOS JCNIOR, CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO FILHO e JOSÉ LOPES FER- v NANDES. • r I e j'-==cfs '- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10.480-003.210/87-55 Recurso r1": 79.642 Acorda(' n.°: 202-01.918 Recorrente: DIAMAR S.A. RELATÓRIO A fiscalização no estabelecimento da ora Recorrente te ve início no dia 23.02.87 (fls. 01), estendendo-se até o dia 29.04.87, quando foi lavrado, contra ela , o auto de infração de fls. 68, prece dido das fotografias, termos de encerramento, quadros demonstrativos e cápias de notas fiscais, acostadas às fls. 02/67. Essa autuação de correu do fato de a autuada ter deixado de recolher a quantia de Cr$ 424.938,03, relativa a IPI lançado a menor ou não lançado nas sardas de barcos para recreio e esporte, e nas sardas de barcos de pesca com isenção do IPI, sem atendimento da exigência do art. 44, inciso III,do RIPI/82. A multa proposta foi a de 100%, prevista no art. 364, inci- so II,do referido RIPI. Defendendo-se, a autuada apresentou a impugnação de fls. 77/83, sustentando a improcedência da peça básica, porque os bar cos a que dera sarda são de pesca e não de recreio ou de esportes;que a alíquota, por isso, era a de 12% e não de 50%, como pretende o Fis- co e sustentou que os barcos vendidos para a SUDEPE e para a universi dade Federal de Sergipe são de pesca, com destino à pesquisa, razão pela qual gozam eles da isenção do inciso do art. 44 do RIPI/82, hão de gozar da isenção do art. 45, inciso XIII ,do mesmo Regulamento. Replicando, veio a informação fiscal de fls. _163/165, sustentando a procedência da autuação, aos argumentos de que a defesa nãb conseguiu infirmar o auto de infração e, para demonstrar a proce- dência do auto de infração, transcreve a nota complementar da TIPI Cfls. 164). segue- 2- SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo n 9 10.480-003.210/87-55 AcOrdão n 9 202-01.918 A decisão singular (fls. 172/181) julgou procedente a ação fiscal e manteve a exigência constante da peça básica, aos fundamentos constantes desta ementa (fls. 172): "IPI - A isenção conferida aos barcos de pesca no art. 44, XXX do RIPI/82, fica condicionada ã . sua distribuição ou venda aos associados das colOnias e cooperativas de pescadores que o produziram ou ad- quiram. O não cumprimento do estabelecido na Nota (89-1) da TIPI, evidencia desmembramento visando evitar a tri butação das partes e peças integralmente com o cas- co da embarcação. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE". Com guarda do prazo legal (fls. 186 e 186-A), veio o recurso voluntário de fls. 187/198, renovando pedido de realiza- ção de perícia para verificar. se os barcos que a Recorrente ven- deu estavam ao amparo do inciso XIII do art. 45 do RIPI/82, e,quan to ã segunda parte do auto de infração, que seja a exigência julga da improcedente, para excluir a alíquota de 50% sobre partes, pe- ças e acessórios das embarcações. Em síntese e substância, o recurso procura demons- trar que a exigência da alíquota ã base de 50% g improcedente ,por- que se não vende barco montado, mas as partes e peças e acessórios desse barco, segundo o pedido expresso de cada interessado, que ór gãos da União, como a SUDEPE e a Universidade Federal do Estado de Sergipe não iriam simular uma compra de barco de pesca para Ifazer recreio ou para praticar esportes; que insiste no seu pedido de realização de perícia, como meio capaz de demonstrar a .verdadeira capacidade desses barcos, alcançadas pela regra do inciso XIII do art. 45 do AIPI, de 1982, que se trata, no caso, da chamada isen- ção objetiva, que cuida da exclusão do aspecto material da tributa ção, desprezando aspectos subjetivos de ordem pessoal, daí estar a referida isenção voltada para o fim do barco e não para as pes soas que o adquiram: colônias ou cooperativas de pescadores. Para melhor instruir este julgamento, leio as ra- zões recursais, a partir de fls. 188,item 2. segue- i //1/ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 3- Processo n 9 10.480-003.210/87-55 AcOrdão n 9 202-01.918 VOTO DO CONSELHEIRO-RUA-FOR SEDARIA° BORGESITAWARY Preliminarmente, indefiro o pedido de realização de perícia, porque, dos autos, constam os elementos necessários e su- „ ficiehtes para o julgamento da presente lide fiscal, no que concer ne, também, se estão, ou não, as vendas dos barcos à SUDEPE e a Universidade Federal do Estado de Sergipe, amparadas pela isenção do inciso III do art. 45 do RIPI/82. Essa perícia é, pois, de•ne- cessária e em nada iria colaborar com a instrução da lide. Quanto ao mérito, considero que nenhuma razão assis te a Recorrente. Realmente, ela deixou de lançar e recolher o IPI nas vendas de barcos de pesca e o Fisco não disse que tais não se- jam de pesca para,a SUDEPE e para aquela Universidade - Federal. Aliás, foi a prOpria Recorrente que afirmou, nas respectivas notas fiscais (fls. 86) que tais vendas estão isentas de IPI, na confor- midade do artigo 44 do Decreto n 9 87.981/82. Mas,e certo que aqueles adquirentes mencionados não são colanias ou cooperativas de pescadores. Por isso, aquelas ven- das não estão alcançadas pela isenção prevista nesse dispositivo do RIPI/82. Também está evidente nos autos que as demais vendas para particulares se processaram pelo desmembramento das partes e peças e acessOrios dos barcos, com o propOsito de evitar-se a tri- butação do barco, como uma unidade tributável, pela alíquota de 50%, na conformidade da TIPI. r o que se pode inferir, examinando as notas fiscais de fls. 52/67, nas quais se relacionaram desde o casco ate os bancos, classificando essas partes e peças em suas ali:quotas prOprias, como se tratasse de mera venda de peças e par- tes e não de venda de um barco, completo e acabado, com outra elas sificação e com alíquota definida. Considero ,por isso e por tudo mais quedos autescons- taque g incesurável a decisão recorrida, por seus judiciosos funda- mentos, lançados às fls. 178/180, os quais adoto, como também mi- nhas razSes de, aqui, decidir, transcrevendo e lendo estes trechos: segue- P°6 4- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n 9 10.480-003.210/87-55 Acórdão n 9 202-01.918 "Cdnsiderando estar o processo revestido das formalidades legais; Considerando que a isenção para barcos de pes- ca prevista no art. 44, inc. XXX do Decreto 87981/82 condiciona que os citados barcos produzidos ou adqui ridos por colônias e cooperativas de pescadores, se- jam distribuidos ou vendidos aos seus associados; Considerando que apesar de a interessada ter apresentado documentos da Sudepe e da Universidade Fe deral de Sergipe, declarando que os barcos adquirr, dos são empregados na atividade pesqueira, bem como sido registrados na Capitania dos Portos e Vendidos mediante financiamento para atividade pesqueira pe- lo Banco Nacional de Credito Cooperativo, tais argu- mentos não são suficientes para receber o amparo da isenção questionada; Considerando que em se tratando de norma isen- cional sujeita, conforme o disposto no art. 111, II do COdigo Tributário Nacional, a interpretação lite- ral, o condicionamento expresso no art. 44, XXX do RIPI/82, será, em principio, considerado cumprido quando constar da nota relativa ã • operação, como ad- quirente, colônia ou cooperativa de pescadores ( PN 518/71, PN 63/78); Considerando que a interessada não logrou com- provar que os barcos foram vendidos a tais eolonias ou cooperativas; Considerando que embora a interessada argumen- te que todos os barcos listados em suas notas fis- cais como de serviço, com classificação correta a 12% não fez constar tal referencia nas notas fiscais re lacionadas pela fiscalização; Considerando estar corretamente •intprpretada pela fiscalização a Nota (89.1), uma vez que para a lavratura do auto de infração nao foram incluídas no tas fiscais que isoladamente se referiam a .acess6= rios; Considerando que no levantamento realizado pe- la fiscalização foram incluídas as notas fiscais que discriminavam partes e peças e que foram emitidas i- mediatamente após outra que se referia somente ao casco, para o mesmo comprador, na mesma data; Considerando que, além disso, foram •inch-lidas no levantamento realizado pela fiscalização notas fis cais especificando o casco destacadamente das partes e peças, evidenciando o desmembramento para evitar a tributação integral;" segue- /)-3 5 - SERVIÇO PUDICO FEDERAL Processo n 9 10.480-003.210/87-55 Ac6rdãoJn 9 202-01.918 Assim, tambãm por esses fundamentos, nego provimento ao recurso voluntãrio para confirmar a decisão singular. Sala das Sessaes, em 06 de julho de 1988 /),e321S71A0 17MS 4a57.
score : 1.0
Numero do processo: 11080.722782/2010-95
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/1997 a 30/06/2000
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NULIDADE DO LANÇAMENTO ORIGINÁRIO POR VÍCIO MATERIAL.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º ou do art. 173, I do CTN, a depender da antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal; assim como quando o lançamento substituir um lançamento considerado nulo por vício material.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.658
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso em face de decadência por quaisquer dos critérios estabelecidos no CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Carolina Wanderley Landim. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Ivacir Júlio de Souza Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Carolina Wanderley Landim, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso em face de decadência por quaisquer dos critérios estabelecidos no CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Carolina Wanderley Landim. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Ivacir Júlio de Souza Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Carolina Wanderley Landim, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/1997 a 30/06/2000 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NULIDADE DO LANÇAMENTO ORIGINÁRIO POR VÍCIO MATERIAL. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º ou do art. 173, I do CTN, a depender da antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal; assim como quando o lançamento substituir um lançamento considerado nulo por vício material. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso em face de decadência por quaisquer dos critérios estabelecidos no CTN. Votaram pelas conclusões os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Carolina Wanderley Landim. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Ivacir Júlio de Souza – Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Carolina Wanderley Landim, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 27 82 /2 01 0- 95 Fl. 221DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI, DEBCAD n. 37.294.9924, lavrado em face do BANCO DO BRASIL S/A, no valor de R$ 21.687,28 (vinte e um mil, seiscentos e oitenta e sete reais e vinte e oito centavos), cuja notificação ocorreu em 23/08/2010 (fl. 02), em relação às competências de 11/1997 a 06/2000. Segundo Relatório Fiscal de folhas 17/29 e na documentação anexa, o lançamento decorre da responsabilidade solidária imputada à Recorrente, contratante de serviços de construção civil, por não ter comprovado o cumprimento das obrigações previdenciárias pela contratada, conforme estabelecido pela legislação vigente há época do fato gerador. O objeto do lançamento é a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a executora de obra de construção civil – ARMEC ENGENHARIA LTDA. CNPJ 89.248.090/000148, incluídas em notas fiscais, faturas e recibos, pelas quais o Banco do Brasil, na condição de contratante dos serviços, responde solidariamente. Ainda segundo a Fiscalização o presente lançamento objetiva restabelecer a exigência fiscal, anulada por vício formal, nos Lançamentos Fiscais constituídos pelas NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n° 35.067.6682 e 35.067.6690, por meio dos Acórdãos ns. 2.338/2005 e 2.339/2005, ambos de 29/09/2005, conforme ementa da 4ª CAJ – CÂMARA DE JULGAMENTO/CRPS, verbis: “NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO LAVRADA COM FALTA DO TIPO DE DÉBITO, ACARRETANDO AUSÊNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL NO RELATÓRIO FUNDAMENTOS LEGAIS DO DÉBITO, ENSEJA A SUA NULIDADE, PELA IMPOSSIBILIDADE TÉCNICA DE SE EFETUAR A CORREÇÃO NO SISTEMA DE CADASTRAMENTO DE DÉBITO, CARACTERIZANDOSE VÍCIO FORMAL INSANÁVEL – LANÇAMENTO NULO.” Foram feitos ajustes para que fossem excluídas as empresas do levantamento original que sofreram procedimento fiscal previdenciário, mantidas as competências não alcançadas pela auditoria fiscal previdenciária e, excluídas as empresas do levantamento original que não foram identificados (CNPJ ou Razão Social). A Fiscalização aplicou a decadência nos termos do art. 173, inciso II do CTN. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 88/102, acompanhada dos documentos de fls. 103/156. DA DECISÃO DA DRJ Fl. 222DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11080.722782/201095 Acórdão n.º 2403001.658 S2C4T3 Fl. 3 3 Após analisar os argumentos da Recorrente, a 5a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DF) – DRJ/BSB, prolatou o Acórdão n° 0347.899, de fls. 145/157, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/1997 a 30/06/2000 AIOP DEBCAD nº 37.209.8029 CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não há cerceamento de defesa se estão devidamente discriminados, no Auto de Infração e em seus anexos, os fatos geradores e as contribuições apuradas, bem como a indicação de onde os valores foram extraídos e os dispositivos legais que amparam o lançamento, uma vez que essas informações possibilitam ao impugnante identificar com precisão os valores apurados e permitem o exercício do pleno direito de defesa e do contraditório. O cerceamento ao direito de defesa somente se caracteriza pela ação ou omissão, por parte da autoridade lançadora, que impeça o sujeito passivo de conhecer dados ou fatos que, notoriamente, impossibilitem o exercício de sua defesa. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CONSTRUÇÃO CIVIL. ELISÃO. BENEFÍCIO DE ORDEM. FISCALIZAÇÃO PRÉVIA. O contratante de quaisquer serviços de construção civil responde solidariamente com o executor pelas obrigações previdenciárias em relação aos serviços prestados. A elisão da responsabilidade solidária somente é possível com a comprovação do recolhimento da contribuição devida, pela apresentação dos documentos exigidos pela legislação de regência. A não apresentação desses documentos pelo tomador de serviços implica no lançamento a esse título. A solidariedade não comporta benefício de ordem, podendo ser exigido o total do crédito constituído da empresa contratante sem que haja apuração prévia no prestador de serviços, ressalvado o direito regressivo do contratante contra o executor. AFERIÇÃO INDIRETA. PERCENTUAL SOBRE NOTAS FISCAIS. ATO NORMATIVO. Não obstante seja procedimento excepcional, a aferição indireta encontrase perfeitamente autorizada na hipótese da não apresentação pelo contribuinte, ou a apresentação deficiente, dos documentos solicitados pela Fiscalização e necessários à verificação do fato gerador. A utilização de percentual definido em ato normativo, incidente sobre o valor dos serviços contidos em notas fiscais, para fins de apuração indireta da base de cálculo Fl. 223DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 das contribuições previdenciárias, constitui procedimento que observa os princípios da legalidade e da proporcionalidade. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS CND. PROVA REGULAR. A CND certifica a inexistência, no momento de sua emissão, de crédito formalmente constituído. Contudo, não suprime o lançamento de contribuições devidas em função da constatação de ocorrência de fato gerador. O direito de o Fisco cobrar qualquer débito apurado posteriormente está previsto em lei e ressalvado na própria CND. A apresentação de CND emitida em nome de empresa prestadora de serviços não é suficiente para elidir a responsabilidade solidária na construção civil. A elisão somente é possível com a comprovação do recolhimento da contribuição devida, pela apresentação dos documentos exigidos pela legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 175/192, com os seguintes argumentos, após resumir os fatos: Da Verdade dos Fatos – Da Constituição Irregular do Crédito Tributário – Da Imperiosa Necessidade de Notificação da Empresa Contratada – Da Subsunção à Lei de Licitações A Recorrente destaca que a DRJ não acolheu o pedido de chamamento ao processo ante a falta de previsão legal no âmbito do processo administrativo. Ressalta, porém, não haver dúvida sobre as obras de reforma nas agências da Recorrente terem sido executadas por empresas da construção civil legalmente constituídas e habilitadas para executar os trabalhos, que ficaram responsáveis pelo fornecimento, contratação e remuneração da mãodeobra necessária à realização da obra, estando sob sua responsabilidade o recolhimento de todas as contribuições, inclusive previdenciárias. Por esse motivo, os documentos de prova dos recolhimentos previdenciários estão de posse da ARMEC ENGENHARIA LTDA. CNPJ 89.248.090/000148, a exemplo daqueles que compõem os processos originários de ns. 11686.000242/200813 (NFLD n. 35.067.6682) e 11686.00241/200879 (NFLD n. 35.067.6690) e considerados na redução dos valores anteriormente autuados. Evidenciando pagamentos que se contrapõem aos diversos débitos cobrados novamente neste processo. Não restam dúvidas de que a obrigação para recolher a contribuição previdenciária é da empresa contratada, nos termos do art. 49, § 1o, alínea “b” da Lei n. 8.212/91, com redação dada pela Lei n. 11.941/09. Segundo a Recorrente, o conceito de “obra de construção civil” constante na citada lei se refere exclusivamente à “construção ou obras de vulto”, que se faz necessária à supervisão de profissionais técnicos habilitados, o que não ocorreu no caso em Fl. 224DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11080.722782/201095 Acórdão n.º 2403001.658 S2C4T3 Fl. 4 5 tela, tendo em vista que se tratou de meros reparos, manutenção de dependência da recorrendo, sendo desnecessária a matrícula da obra. Ademais, por fazer parte da Administração Pública Federal, e somente poder contratar mediante licitação pública, a Recorrente estava respaldado pelo art. 71, § 1º da Lei n. 8.666/93 (Lei de Licitações/LLIC) e pelo art. 61 do Decreto Lei n. 2.300/86. Dispositivos esses que transferem a responsabilidade pelos encargos previdenciários para as empresas contratadas. Por outro lado, o art. 124, II, do CTN e o art. 265 do CC são taxativos ao referirse à obrigação solidária: “as pessoas expressamente designadas por lei” e que a solidariedade não se presume e resulta da lei ou da vontade das partes, não podendo ser fixada de forma arbitrária. Mesmo que se admita a obrigação solidária, os valores pagos nos Processos ns. 11686.000242/200813 (NFLD n. 35.067.6682) e 11686.00241/200879 (NFLD n. 35.067.6690), devem ser aproveitados para a Recorrente. Sob o risco de haver pagamento em duplicidade, urje seja determinado o chamamento ao processo da empresa contratada e o apensamento aos citados processos, em nome dos princípios da eficiência, legalidade e economicidade processual. Do Mérito Da Inexistência de Responsabilidade Solidária – Da Apresentação da CND Pela Contratada Resta evidente a impossibilidade de enquadrar a Recorrente como responsável solidária, já que a responsabilidade pelo recolhimento do tributo foi assumida pela empresa contratada, esta na forma de licitação pública. De acordo com o art. 124, inciso II, do CTN devem ser notificadas as pessoas expressamente designadas por lei. E, correse o risco de pagamento em duplicidade, provocando enriquecimento ilícito da Fazenda Pública, uma vez que sequer foi apurada, perante a contratada, sua adimplência. Registra que as Certidões Negativas de Débito – CND, expedidas há época das autuações originais, confirmam sobremaneira a inexistência de débito pendente em nome da empresa contratada junto ao INSS, descabendo, por conseguinte, eventual responsabilidade solidária por débito que, no período autuado, era inexistente. Estando viciado o ato de origem em relação ao fato gerador, à base de cálculo e à inclusão de períodos atingidos por CND, não se pode exigir da Recorrente responsabilização solidária por cumprimento de obrigação ilíquida e incerta. Da Irregularidade na Constituição e Cobrança do Crédito Tributário – Da Inexistência de Obrigação Solidária – Da Aplicação do Benefício de Ordem Fl. 225DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Segundo a Recorrente, o fundamento utilizado na fl. 164 do Acórdão recorrido, no sentido de que “o lançamento de que trata este processo não é de responsabilidade solidária, decorrente da execução de contrato de cessão de mão de obra, de acordo com o artigo 31 da Lei 8.212/91, mas de responsabilidade solidária, decorrente de serviços de construção civil, de acordo com o artigo 30, VI, da lei 8.212/91”, não condiz com a verdade, descabendo o benefício de ordem. Pela conferência do próprio Auto de Infração, no campo “3.1. A COMPOSIÇÃO DAS NFLD 35.067.6682 E NFLD 35.067.6690 E O NOVO LANÇAMENTO FISCAL”, podese confirmar a inverdade. Destaca ainda “(...) SM1 – 35.067.6682 – Remuneração paga aos segurados empregados das empresas prestadoras de seviços com cessão de mãodeobra, incluída em notas fiscais, faturas e recibos, pelas quais o Banco do Brasil na condição de contratante dos serviços responde solidariamente. Período anterior a 01/1999.” Demonstrado que a autuação também se referiu à responsabilidade solidária decorrente da execução de contrato de cessão de mão de obra, deverá ser aplicado o benefício de ordem para afastar a coresponsabilidade solidária atribuída à Recorrente. Traz doutrina acerca do “benefício de ordem”. Nesse diapasão, a Recorrente entende que a autuação se mostra indevida, por não lhe ter sido garantido o benefício de ordem, cobrando em primeiro lugar, do contribuinte propriamente dito, já que a redação do art. 30, inciso IV da Lei n. 8.212/91, não vedava sua aplicação. Dessa forma, a manutenção parcial da autuação se mostra indevida, já que haveria de ser garantido à Recorrente o benefício de ordem, por meio da cobrança, em primeiro lugar, do contribuinte propriamente dito (empresa contratada). Ademais, a redação do art. 30, VI, da Lei n. 8.212/91 (originada do art. 79, § 2o, da Lei n. 3.807/60), não afastava a aplicação de benefício de ordem. A Recorrente traz a Súmula n. 126 do TFR e jurisprudência do STJ. Ademais, considerando que a redação original do art. 31 da Lei n. 8.212/91 vigorou até fevereiro de 1999, em face da edição da Lei n. 9.711/98, o Banco tem assegurado, ao menos até fevereiro de 1999, o direito de exigir que promova a cobrança de eventual crédito, primeiramente, em nome da empresa contratada, sujeito passivo da obrigação tributária. Da Irregularidade na Apuração e Lançamento do Crédito Tributário – Da Ausência de Normativo Legal Para Fixação da Base de Cálculo em Percentual à Ordem de 40% Dispõe ter o agente fiscal estipulado, ao seu alvedrio, o percentual de 40% do valor expresso nas notas fiscais, faturas ou recibos de prestação de serviços como base para cálculo da contribuição previdenciária; e que, a fixação da base de cálculo dos tributos só pode ser estabelecida por lei, segundo o art. 97, inciso IV, do CTN. Que o legislador ordinário já havia determinado a forma de apuração da base de cálculo da contribuição em tela, no art. 33, § 4º da Lei n. 8.212/91. Que as autuações originárias reputaramse nulas, uma vez que o agente fiscal norteouse em norma ilegal – IN DC/INSS n. 18/2000 – para a fixação da base de cálculo do crédito lançado, pois as Instruções Normativas, enquanto espécies de ato Fl. 226DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11080.722782/201095 Acórdão n.º 2403001.658 S2C4T3 Fl. 5 7 administrativo, estão vinculadas e subordinadas às disposições estabelecidas na lei, podendo tão somente operacionalizar os mandamentos nela fixados, de modo a facilitar sua execução. Assim, ao ampliar a matriz legal, a referida IN feriu os princípios da estrita legalidade e da tipicidade cerrada em matéria tributária. Traz doutrina e jurisprudência do STF para fundamentar ao legado. Da Irregularidade na Constituição do Crédito – Dos Serviços Contratados Mediante Empreitada Parcial – Da Inexistência de Obrigação Solidária Segundo a Recorrente, a aplicação da responsabilidade solidária só seria cabível em se tratando de contratação de serviços mediante empreitada total, o que não foi o caso. Que da leitura da “Relação de Pagamentos a Prestadores de Serviços/Empreiteiros/Subempreteiros”, constante no Auto de Infração, os serviços prestados estavam de acordo com o art. 31 da Lei n. 8.212/91 (redação da Lei n. 9.711/98), regulamentado pelo Decreto n. 3.048/99 (que ampliou a lista de serviços contida no § 4o do art. 31), estando sujeitos à retenção de 11% sobre o valor da Nota Fiscal, prevalecendo a solidariedade apenas na contratação dos serviços de construção civil quando contratados mediante empreitada total. Para a Recorrente o art. 30 da IN INSS/DC n. 18/2000 estabeleceu que as atividades e os serviços de construção civil constantes no Anexo I e quando executados por contratação de empreitadas específicas não estão sujeitas à responsabilidade solidária, mas sim, quando for o caso, exclusivamente à retenção de 11% ao teor da OS/INSS/DAF n. 209/99. Da Legal, Devida e Obrigatória “Revisão de Ofício” do Lançamento Tributário – Do não Confisco Destaca a Recorrente que nos termos do art. 53 da Lei n. 9.784/99 “a Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogálos por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos”. O Processo Administrativo deve priorizar o princípio da verdade material, por isso, a Administração Pública tem o deverpoder de anular, corrigir ou modificar o lançamento, independentemente de se tratar de erro de fato ou de direito. O art. 149 do CTN determina ao julgador administrativo realizar de ofício o julgamento que entender necessário, privilegiando o princípio da eficiência, da legalidade, da moralidade administrativa e do não confisco. Ao final requer o provimento do recurso, para que seja cancelado o injusto e ilegal crédito tributário constituído, assim como seja reconhecida a nulidade da autuação procedida e a declaração da insubsistência do lançamento fiscal. É o relatório. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 218, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria Fl. 228DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11080.722782/201095 Acórdão n.º 2403001.658 S2C4T3 Fl. 6 9 constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. É fato incontroverso que este lançamento substituiu as DEBCADs ns. 35.067.6682 e 35.067.6690, Procs. ns. 35239.001804/200459 e 35239.001805/200401, respectivamente, pois, assim destacou o Fiscal autuante no seu Relatório Fiscal, especificamente na fl. 17, verbis: “O lançamento ora realizado objetiva restabelecer a exigência anulada por vício formal dos Lançamentos Fiscais constituídos pelas NFLD – Notificação Fiscal de Lançamento de Débito n° 35.067.6682 (levantamentos SC1 e SM1) e 35.067.6690 (levantamento SC2) (ver item 4 deste relatório fiscal), conforme ementa da 4ª CAJ – CÂMARA DE JULGAMENTO/CRPS:” Analisando os Acórdãos proferidos pela 04a CaJ – Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social, referentes às citadas NFLDs, tem se a seguinte ementa, verbis: “EMENTA: LANÇAMENTO POR ARBITRAMENTO. FALTA DE TIPO DE DÉBITO. AUSÊNCIA DE ESPECIFICAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE TÉCNICA DE CORREÇÃO. VÍCIO FORMAL INSANÁVEL. NULIDADE. Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada com falta do tipo de débito, acarretando ausência da fundamentação legal no Relatório Fundamentos Legais do Débito, enseja a sua nulidade, pela impossibilidade técnica de se efetuar a correção no sistema de cadastramento de débito, caracterizandose vício formal insanável. LANÇAMENTO NULO.” (grifo nosso) Fl. 229DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 10 Para delimitar o início da contagem do prazo decadencial, temse que analisar se a anulação das NFLDs substituídas se deram por vício formal, como destacado na ementa, ou por vício material. Pela leitura da ementa, fica explicitado que as DEBCADs foram anuladas em decorrência da existência de vício formal. Por outro lado, analisando trechos dos Acórdãos nºs. 2338/2005 e 2339/2005, respectivamente, extraise o que segue, verbis: “Impende observar que, apesar de ser inquestionável a possibilidade de o notificado figurar no pólo passivo da obrigação previdenciária, conforme dispõem os artigos 124 e 125 do Código Tributário Nacional, além do inciso VI do art. 30 e o art. 31 da lei nº 8.212, de 1991, não é menos certo que a fiscalização deixou de assinalar os fundamentos de direito que autorizariam o presente lançamento. (...) Pelo fato de estar fiscalizando uma empresa tomadora de serviços, o presente lançamento se deu por meios indiretos: notas fiscais de serviços, haja vista a empresa não ter procedido na forma determinada pela legislação, conforme já assinalado. Entretanto, em nenhum momento sequer o contribuinte foi informado de que o lançamento seria por arbitramento, conforme consta no § 3º do art. 33 da Lei nº 8.212, de 1991. (...) No presente caso, no anexo Fundamentos Legais do Débito não consta a fundamentação legal para aferição indireta por arbitramento, mencionando o dispositivo que ampara a pretensão da autarquia previdenciária, sendo certo que o sistema informatizado do setor de fiscalização não admite a correção nestes casos. (...) Importante ressaltar que, além de a fiscalização ter o dever de relatar as circunstâncias e o fundamento legal que ensejaram o arbitramento e a conseqüente lavratura da notificação em relação ao sujeito passivo solidário, é mister que se informe, também, outras evidências a respeito da possível obrigação previdenciária não cumprida e que se diz solidária. (...) Assim, considerando que a responsabilidade solidária não é um fim em si mesmo, isto é, não cria por si só o fato gerador, é importante ter a certeza que exista uma obrigação que se diga solidária, pois se ela não existir, tampouco se pode afirmar que há responsabilidade para outrem. Ou seja, em princípio, a não apresentação das guias e folhas de pagamento específicas, permitem inferir a existência de inadimplemento da obrigação previdenciária, por parte do prestador. Todavia, o fato gerador não pode ser presumido, nem tampouco inferido. O CTN informa que o fato gerador é a Fl. 230DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11080.722782/201095 Acórdão n.º 2403001.658 S2C4T3 Fl. 7 11 situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. Dessa forma, fazse necessário acrescentar outras informações que permitirão ao julgador formar sua convicção quanto à certeza da obrigação inadimplida, ou não. (...) A partir do art. 55, consta uma série de determinações para que o AFPS analise as informações disponíveis relativas a todos os devedores solidários, visando à verificação da regularidade da obrigação tributária a ser exigida, de forma a evitar o lançamento de crédito já extinto ou que já esteja sendo discutido ou cobrado judicial ou administrativamente. Ante o exposto, CONSIDERANDO que a presente notificação foi lavrada em desconformidade com a legislação vigente; CONSIDERANDO que, não foi informado ao contribuinte o fundamento legal para que fosse promovido o arbitramento das contribuições previdenciárias, possivelmente, existentes; CONSIDERANDO que a ausência de fundamento legal não pode ser sanada por limitação do sistema de processamento de dados da fiscalização da autarquia previdenciária; CONSIDERANDO que, mesmo que fosse possível o saneamento, tal procedimento somente poderia ser feito até a decisão de primeira instância (art. 203 do CTN). CONSIDERANDO que o contribuinte teve prejudicado seu direito constitucional do devido processo legal e da ampla defesa face à omissão das normas de lei que autorizariam o fisco em promover o arbitramento. CONSIDERANDO que a menção referente à responsabilidade solidária dá fundamento para o elemento sujeito passivo da obrigação previdenciária. CONSIDERANDO que a menção referente ao arbitramento dá fundamento ao elemento fato gerador da obrigação previdenciária. CONSIDERANDO que o Termo de Inscrição em Dívida Ativa é documento solene cujas formalidades são essenciais para a prática do ato a que se destina.” (grifo nosso) Nesse diapasão, mister se faz analisar as DEBCADs ns. 35.067.6682 e 35.067.6690, há luz da legislação vigente há época, qual seja: art. 142 do CTN, art. 37 da Lei 8.212/91 e art. 243 do Decreto n. 3.048/99, verbis: CTN: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência Fl. 231DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 12 do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Lei n. 8.212/91: Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de benefício reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Decreto n. 3.048: Art. 243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. (grifo nosso) O lançamento, como ato vinculado, deve atender aos preceitos legais, assim como leciona o Professor Luciano Amaro (Direito tributário brasileiro – 10a ed. Atual. – São Paulo: Saraiva, 2004. Pg. 337), verbis: “O lançamento deve ser efetuado pelo sujeito ativo nos termos da lei, vale dizer, tem de ser feito sempre que a lei o determine, e sua consecução deve respeitar os critérios da lei, sem margem de discrição dentro da qual o sujeito ativo pudesse, por razões de conveniência ou oportunidade, decidir entre lançar ou não, ou lançar valor maior ou menor, segundo sua avaliação discricionária.” (grifo nosso) Logo, restou evidenciado que os lançamentos originários ocorreram sem a devida fundamentação legal, não atendendo, por conseguinte, a legislação tributária, cerceando, inclusive, o direito de defesa da Recorrente. Nessa toada, verifico que tais equívocos nos lançamentos originários não ensejam a nulidade decorrente de vício formal, e sim na nulidade das DEBCADs por vício material, tendo em vista que a Fiscalização à época não informou ao contribuinte a fundamentação legal para embasar o arbitramento. A fim de robustar esse entendimento, trago à baila, trechos do Acórdão n. 920200.668, do Proc. n. 35465.000814/200584, julgado por unanimidade em 13 de abril de 2010 pela 2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/1998 VICIO MATERIAL. NULIDADE. Quando a descrição do fato não é suficiente para a certeza de sua ocorrência, carente que é de algum elemento material Fl. 232DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 11080.722782/201095 Acórdão n.º 2403001.658 S2C4T3 Fl. 8 13 necessário para gerar obrigação tributária, o lançamento se encontra viciado por ser o crédito dele decorrente duvidoso. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (...) Por todo o exposto, a descrição dos fatos, quando existente mas tida como insuficiente, contamina o lançamento com um vício de conteúdo, material e, portanto, não se deve aplicar a regra especial no artigo 173, II, mas tão somente as regras gerais nos artigos 150, §4° e 173, 1 do Código Tributário Nacional. Portanto, voto por negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional.” (grifo nosso) O período de apuração compreendeu as competências 11/1997 a 06/2000. A notificação ocorreu em 23/08/2010 (fl. 02), tendo em vista que para este relator as DEBCADs originárias continham vícios materiais. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período total, por quaisquer dos critérios do CTN. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente o recurso para aplicar a decadência total por quaisquer dos critérios do CTN. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 233DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 13821.000027/00-18
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992
FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65-A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código.
Numero da decisão: 9900-000.445
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Relatora
EDITADO EM: 22/10/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Relatora EDITADO EM: 22/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1990 a 31/03/1992 FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 1. 00 00 27 /0 0- 18 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 EDITADO EM: 22/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão. Relatório A Fazenda Nacional, com fundamento nos artigos 9º e 43 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007, interpôs o Recurso Extraordinário de fls. 233 a 251, visando a uniformização de decisões, em face dos Acórdãos 0305.793 e 0202.088, da Terceira e Segunda Turmas, respectivamente, da Câmara Superior de Recursos Fiscais. O acórdão recorrido 0305.793 apresenta a seguinte ementa: FINSOCIAL. RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO 0 direito de se pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que tenha sido declarada inconstitucional, somente surge com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada, inconstitucional, na via indireta.Por esta via, o termo a quo para o pedido de restituição começa a contar da data da publicação da MP n°. 1.110 em 31/08/1995, posto que foi o primeiro ato emanado do Poder Executivo a reconhecer o caráter indevido do recolhimento do Finsocial à alíquota superior a 0,5%. Precedentes: AC. CSRF/0304.227, 30131.406, 30131404 e 30131.321. Recurso Especial da Fazenda Nacional Negado. Para configurar a divergência, a recorrente apresentou como paradigma o Acórdão 0202.088, cuja ementa é reproduzida abaixo: ACÓRDÃO PARADIGMA "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL REPETIÇÃO DE INDÉBITO O dies a quo para contagem do prazo prescricional de repetição de indébito é o da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento antecipado e o termo final é o dia em Fl. 2DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13821.000027/0018 Acórdão n.º 9900000.445 CSRFPL Fl. 283 3 que se completa o qüinqüênio legal, contado a partir daquela data." (CSRF; Segunda Turma; Recurso n° 201121066, Rel. Cons.Henrique Pinheiro Torres, Ac. 0202.088, Sessão de 17.10.2005) O Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em juízo de admissibilidade, deu seguimento ao Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, por meio do Despacho de fls. 261 a 263. Em seu Recurso Extraordinário, a Fazenda Nacional requer, em síntese, o reconhecimento da decadência do direito à restituição/compensação do FINSOCIAL, uma vez que o contribuinte formalizou o seu pedido quando já havia expirado o prazo de cinco anos, contados da data de cada pagamento indevido eventualmente comprovado. Cientificado do Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, o contribuinte ofereceu, tempestivamente, as contrarazões de fls. 269 a 279, reiterando os argumentos contidos nas peças de defesa, e mais especificamente: questiona, em preliminar, a admissibilidade do Recurso Extraordinário, alegando não ter sido caracterizada a divergência entre os acórdãos recorrido e paradigma; no mérito, defende que a data de início do prazo para exercer o direito à restituição deve ser a da publicação do ato que reconheceu a existência desse indébito, no caso, a MP nº 1.110, de 1995, publicada no DOU de 31/08/1995, e a aplicação do prazo de dez anos, conforme jurisprudência consolidada no STJ. É o relatório. Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, Relatora. Inicialmente, cabe salientar que, embora não esteja previsto no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, o Recurso Extraordinário, referente a acórdão prolatado em sessão de julgamento ocorrida até 30/06/2009, será, nos termos do artigo 4º do RICARF, processado de acordo com o rito previsto no Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007. O recurso é tempestivo e, quanto aos demais pressupostos de admissibilidade, em sede de contrarazões, o contribuinte requer, em preliminar, o não conhecimento do apelo, alegando não restar caracterizada a divergência jurisprudencial. Não obstante, a divergência está caracterizada na interpretação, dada pelos julgadores da Segunda e Terceira Turmas, da norma que define o prazo, bem como o termo inicial de contagem, para o exercício do direito de restituição de indébito tributário. O dissídio jurisprudencial resta claro nas ementas e nos registros dos resultados dos acórdãos em confronto: enquanto no acórdão recorrido a contagem dos cinco anos iniciase a partir da Fl. 3DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 publicação no DOU da Medida Provisória nº 1.110/95, no acórdão paradigma é a partir da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento antecipado. Ultrapassada a questão preliminar suscitada, conheço do Recurso Extraordinário e passo ao mérito. A divergência entre os acórdãos recorrido e paradigma cingese, basicamente, à fixação da data inicial para a contagem do prazo decadencial para o contribuinte pleitear restituição/compensação de valores de FINSOCIAL, recolhidos com base nas alíquotas instituídas pelas Leis nºs 7.787 e 7.894, ambas de 1989, e 8.147, de 1990. O acórdão recorrido aplica o prazo de cinco anos, contados da data da publicação da Medida Provisória nº 1.110, de 1995. A Fazenda Nacional, por sua vez, pede que seja aplicado o prazo de cinco anos, contados da data de cada pagamento indevido eventualmente comprovado. Conforme o artigo 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, esta Corte Administrativa deve reproduzir as decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como aquelas proferidas pelo STJ em sede de Recurso Especial repetitivo. No que tange ao objeto do presente recurso, houve pronunciamento do STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como do STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, com efeito repetitivo, ao qual o CARF deve se curvar, conforme expressa disposição regimental. O entendimento exarado pelas Cortes Superiores é no sentido de que o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação (como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL), para os pedidos protocolados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. O acórdão do Supremo Tribunal Federal restou assim ementado: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO –VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13821.000027/0018 Acórdão n.º 9900000.445 CSRFPL Fl. 284 5 Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastando se as aplicações inconstitucionais e resguardando se, no mais, a eficácia da norma, permite se a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando se válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, §3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” Em síntese, os contribuintes teriam o prazo de dez anos, a contar do fato gerador, para pleitear a restituição/compensação. Assim, no caso em apreço, como o contribuinte protocolou seu pedido em 21/01/2000, concluise que os pagamentos relativos aos fatos geradores que ocorreram após 21/01/1990 são passíveis de restituição. Diante do exposto, NEGO provimento ao Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional, para AFASTAR a decadência relativamente aos pagamentos referentes aos fatos geradores do FINSOCIAL que ocorreram após 21/01/1990 e determinar o retorno dos autos à Autoridade Administrativa, para julgamento das demais questões objeto do pedido. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 6 (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 6DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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Numero do processo: 10840.720415/2008-21
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR.
Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional, que confirma a autenticidade dos recibos e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos.
MULTA. CONFISCO.
A alegação de ofensa ao princípio da vedação de confisco diz respeito à inconstitucionalidade da lei. A multa de ofício é prevista em lei, sendo defeso aos órgãos administrativos reconhecer a inconstitucionalidade de lei. Aplicação da Súmula CARF nº 2. Recurso provido
Numero da decisão: 2802-001.505
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM:22/10/2012
Participaram, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional, que confirma a autenticidade dos recibos e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. MULTA. CONFISCO. A alegação de ofensa ao princípio da vedação de confisco diz respeito à inconstitucionalidade da lei. A multa de ofício é prevista em lei, sendo defeso aos órgãos administrativos reconhecer a inconstitucionalidade de lei. Aplicação da Súmula CARF nº 2. Recurso provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora EDITADO EM:22/10/2012 Participaram, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 596 1 595 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10840.720415/200821 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.505 – 2ª Turma Especial Sessão de 17 de abril de 2012 Matéria IRPF Recorrente MARISA HELENA DARBO ALVES DE FREITAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em declaração firmada por profissional, que confirma a autenticidade dos recibos e a efetiva prestação dos serviços, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. MULTA. CONFISCO. A alegação de ofensa ao princípio da vedação de confisco diz respeito à inconstitucionalidade da lei. A multa de ofício é prevista em lei, sendo defeso aos órgãos administrativos reconhecer a inconstitucionalidade de lei. Aplicação da Súmula CARF nº 2. Recurso provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso –Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 72 04 15 /2 00 8- 21 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 EDITADO EM:22/10/2012 Participaram, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido na Primeira instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Julgamento em São Paulo (SP), de fls. 91/104, que considerou improcedente, a impugnação apresentada, contra o lançamento de ofício nos termos do Decreto 3.000/99 Regulamento do Imposto de Renda — RIR/99, tendo em vista a apuração de Deduções Indevidas a Titulo de Despesas Médicas. A Nona Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (SP), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 1750.440, 03 de maio de 2011, que se encontra às fls. 79/87, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Cabe ao sujeito passivo a comprovação, com documentação idônea, da efetividade da despesa médica utilizada como dedução na declaração de ajuste anual. A falta da comprovação permite o lançamento de oficio do imposto que deixou de ser pago. ENCARGOS LEGAIS. MULTA DE OFÍCIO ASPECTO CONFISCATÓRIO. A cobrança dos acessórios juntamente com o principal decorre de previsão legal nesse sentido, não merecendo prosperar a tese de que é confiscatória, por estar a autoridade lançadora aplicando tão somente o que determina a lei tributária. TAXA SELIC LEGALIDADE. Inexistência de ilegalidade na aplicação da Taxa SELIC devidamente demonstrada no auto de infração, porquanto o CTN outorga à lei a faculdade de estipular os juros de mora incidentes sobre os créditos não integralmente pagos no vencimento e autoriza a utilização de percentual diverso de 1%, desde que previsto em lei. Impugnação Improcedente Fl. 151DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.720415/200821 Acórdão n.º 2802001.505 S2TE02 Fl. 597 3 Crédito Tributário Mantido A ciência do Acordão se deu por via postal em 20/05/2011, consoante o Aviso de Recebimento (fls. 90). Em 21/06/2010, o contribuinte protocolou o recurso voluntário, fls. 131/140, persistindo na tese de que os recibos apresentados preencheram todos os requisitos legais impostos pelo art. 80, inciso II, do RIR, não podendo ser afastados . Menciona que o fisco deixou de levar em conta o Princípio da Boa Fé do contribuinte. Requer a apresentação de defesa oral. É o relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite Relatora O recurso de fls.. 91/104 é tempestivo. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Como se depreende, dos autos, o ponto controvertido a ser enfrentado, nesta instância recursal, consiste em apurar se os recibos, emitidos pelos profissionais, abaixo relacionados, são suficientes para comprovarem o direito do recorrente deduzir da base de cálculo do IRPF, as despesas médicas lançadas na sua Declaração de Ajuste relativa ao Exercício de 2004. 1. AGNES Z. CURY MESSIAS (FISIOTERAPEUTA), NO VALOR DE R$ 3.025,00; 2. ADRIANA MELANI LOPES (FISIOTERAPEUTA), NO VALOR DE R$ 1.500,00; 3. THAIS ZUNFRILI PALMA (PSICÓLOGA), NO VALOR DE R$ 3.000,00; 4. MARIA CLARA R. S. MAZARON (TERAPEUTA OCUPACIONAL), NO VALOR DE R$ 2.450,00; 5. RENATA ORTOLAN TROCOLLI (FONOAUDIÓLOGA), NO VALOR DE R$ 5.040,00; 6. INSTITUTO ODONTOLÓGICO DA FRANCA S/C LTDA, NO VALOR DE R$ 6.079,00. Importante citar a Lei n°. 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que em seu artigo 8°, inciso II, alínea a, determina que a base de cálculo do imposto de renda devido no anocalendário será diminuída dos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, fisioterapeutas, Fl. 152DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano calendário será a diferença entre as somas: (Omissis) II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. § 2° O disposto na alínea a, do inciso II: (Omissis) II – restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III – limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Controle Geral de Contribuintes – CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. (Omissis) Conforme consta na Notificação de Lançamento fls. 63 a 65, a autoridade autuante parte da premissa de que os recibos, por si só, não são hábeis para comprovação da realização das despesas médicas e que o ônus probatório é do contribuinte. Fundamentos da Notificação de Lançamento: in verbis: “EM VIRTUDE DA CONTRIBUINTE NÃO TER COMPROVADO A EFETIVIDADE DOS PAGAMENTOS, ATRAVÉS DE CHEQUES NOMINATIVOS COINCIDENTES EM DATAS E VALORES AOS RECIBOS APRESENTADOS OU PROVA DA DISPONIBILIDADE FINANCEIRA VINCULADA AOS PAGAMENTOS NA DATA DA REALIZAÇÃO DOS MESMOS, NÃO PERMITINDO A VERIFICAÇÃO INEQUÍVOCA DO NEXO CAUSAL ENTRE OS RECIBOS APRESENTADOS E OS PAGAMENTOS EFETUADOS, É DE SE GLOSAR OS MONTANTES MENCIONADOS ACIMA. (EXIGÊNCIA EM CONFORMIDADE COM O ARTIGO 73 DO RIR).” Essa também é a premissa defendida pela DRJ, conforme fragmento do voto do acórdão recorrido, abaixo transcrito: Fl. 153DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.720415/200821 Acórdão n.º 2802001.505 S2TE02 Fl. 598 5 “Por todos estes motivos, não basta a apresentação de mero recibo, sem vinculação do pagamento ou da efetiva prestação do serviço, tendo o contribuinte que efetuar provas complementares para ter sua dedução aceita pela autoridade fiscal. Em tese, o recibo de despesa médica devidamente preenchido pelo beneficiário do pagamento é, a priori, documento suficiente para comprovar gastos dedutíveis na declaração de rendimentos. Entretanto, quando sobre a autenticidade do recibo pairam dúvidas, isto é, se não há certeza que o recibo é autêntico ou se, mesmo autêntico, não corresponde a pagamento de serviços prestados, sendo emitido de favor para que o beneficiário possa deduzilo em sua declaração de rendimentos para se restituir de antecipações do imposto de renda ou diminuir o saldo do imposto a pagar, a autoridade fiscal há que se certificar por outros meios da idoneidade do documento. Assim, as dúvidas suscitadas acerca da efetividade dos pagamentos e dos serviços prestados dão subsídios à fiscalização para exigir outros meios de provas subsidiárias. No presente caso, foi solicitado ao interessado que comprovasse: a) os efetivos pagamentos, tais como cópias de cheques, de transferências bancárias (no caso de pagamento em dinheiro), orçamentos, exames complementares etc.; b) – a prestação efetiva do serviço, tais como laudo dos profissionais, prontuários médicos, guias de internações, guias de procedimentos’ Concordase que o ônus de provar a despesa é do contribuinte, entretanto, considerase, a princípio, que os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados são hábeis para a comprovaçãodas deduções pleiteadas, sem que fique afastado o direito/dever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço, na esteira do comando legal do §3º do art. 11 do DecretoLei nº 5.844, de 1943. Não obstante, entendo que a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. O inciso III do §2º do art. 8º da lei 9.250/1995 restringe a dedução aos pagamentos efetuados pelo contribuinte que sejam especificados e comprovados com a indicação do nome, endereço e o CPF ou CNPJ de quem os recebeu. Apesar de pertinentes as razões defendidas no voto condutor do acórdão combatido, em regra, a comprovação da efetividade da despesa médica reportada pelo Fl. 154DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 contribuinte em sua Declaração de Ajuste Anual é feita mediante a apresentação à Autoridade Fiscal dos recibos de pagamento emitidos pelo profissional ou instituição responsável pelo serviço médico prestado. Entretanto, o julgador não deve ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam a deturpação do benefício fiscal o que entendese que de fato há , não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal para tanto. Evidenciese que o legislador facultou ao contribuinte, na falta da documentação, apresentar cheque nominativo. Enfim, a Autoridade Fiscal tem sempre o direito de empreender diligências tão aprofundadas como julgue apropriado na eventualidade de suspeitar da prova apresentada pelo contribuinte; no entanto, a lavratura de Auto de Infração não pode estar fundada na suspeita da Autoridade Fiscal, necessitando de elementos que efetivamente caracterizarem os documentos apresentados como inidôneos. Na Notificação de Lançamento: sob apreciação não foi apontado qualquer indício a desabonar a idoneidade dos recibos e do profissional emitente. Se o cheque nominativo sem a indicação do endereço e sem a especificação do serviço prestado é suficiente, não haveria razão para que os recibos com a indicação do serviço, c/c as Declarações fornecidas pelos profissionais que prestaram os serviços. As Notas Fiscais com a discriminação dos serviços, não vislumbrase razão para não acatálos como comprovação das despesas médicas efetuadas Neste caso concreto, portanto, cotejando a imputação constante do auto de infração, a impugnação, a peça recursal e o documentos trazido aos autos, considerase que devem ser acatados os comprovantes abaixo relacionados: Adriana Melani Lopes Declaração de fls. 54 Recibos fls.55/56, R$1.500,00 Agnes Z. Cury, Fls 30/35 (Declaração e Recibos no valor de R$ 3.025,00) Thais Zunfrili Palma, Declaração de fls. 36 Recibos fls. 37 a 42 R$3.000,00 Maria Clara Mazaron Declaração fls. 48 R$2.450,00 e Recibos 47 a 53. Renata Ortolan Troccoli Costa Declaração fls. 43 – Recibos de fls. 44 a 47 R$ 5.040,00 Instituto Odontológico de Franca, Fl. 155DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10840.720415/200821 Acórdão n.º 2802001.505 S2TE02 Fl. 599 7 Paciente : José Luiz Ferreira R$4.000,00 (orçamento) 20 Paciente : Marisa R$2.079,00 (orçamento)21 NF: fls. 22 a 30. TOTAL R$6.079,00, no montante de R$ 21.094,00 Com a publicação da Súmula Vinculante 21, cujo teor é transcrito abaixo, tornouse inválida a exigência de depósito prévio ou de arrolamento de bens como requisito de admissibilidade do recurso administrativo, motivo pelo qual houve perda de objeto quanto à preliminar evocada. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. MULTA O requerente alega que a multa é inconstitucional por ter caráter confiscatório. Ocorre que o lançamento e o julgamento administrativo são vinculados à lei e no presente caso, foi devidamente fundamentado, posto que, conforme o auto de infração a multa de ofício aplicada no percentual de 75% é prevista no art. 44, inciso I, da lei nº 9.430/96. A este Conselho compete o controle da legalidade dos atos administrativo e não da constitucionalidade das leis. A alegação do recorrente, portanto, entra no âmbito de aferição de constitucionalidade de lei, o que é defeso aos órgãos administrativos. Aplicase a Súmula CARF nº 02 de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 259, de 23 de junho de 2009). O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, o entendese que o Recurso Voluntário é procedente Brasília/DF, Sala de Sessões, 17 de abrilde 2012. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Fl. 156DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 16/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/10/2012 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 22/10/201 2 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10120.001598/2010-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO.
Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.678
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin, Ewan Teles Aguiar e Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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RECURSO INTEMPESTIVO. Não se conhece do recurso apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin, Ewan Teles Aguiar e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 15 98 /2 01 0- 21 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10120.001598/201021 Acórdão n.º 2801002.678 S2TE01 Fl. 68 2 Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento às fls. 02/04, onde está o fisco a exigir o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 17.119,01, a título de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (Suplementar), incluídos a multa de oficio de 75% e os juros de mora, estes calculados até 26/02/2010. A exigência decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pela contribuinte para o exercício 2008, anocalendário 2007, em que a autoridade fiscal efetuou a glosa de dedução com despesas médicas no valor de R$ 32.004,00, por falta de comprovação. Embora regularmente intimada, a contribuinte não atendeu à intimação. Após a ciência do lançamento a interessada apresentou impugnação, à fl. 01, alegando, em síntese, que atendeu à intimação fiscal, mas como o motivo da glosa foi falta de comprovação, por não atendimento à intimação, encaminha, novamente, originais e cópias das despesas médicas. Deste modo, solicitou fossem revistos seus argumentos para fins de regularização da situação. A 6a Turma de Julgamento da DRJ/Brasília/DF decidiu, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte a impugnação, para restabelecer dedução de despesa médica no valor de R$ 3.842,58, mantendo as demais glosas, nos termos do Acórdão DRJ/BSB nº 0346.206, de 29/11/2011, às fls. 45/49. Cientificada do resultado do julgamento a quo em 10/01/2012, conforme faz prova o documento à fl. 55, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 10/02/2012, às fls. 58/60. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. De início, cabe apreciar a tempestividade do Recurso Voluntário apresentado pela interessada em face da decisão proferida em primeira instância. O Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, assim dispõe: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10120.001598/201021 Acórdão n.º 2801002.678 S2TE01 Fl. 69 3 I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. (grifei) No caso, a ciência à contribuinte do Acórdão da 6a Turma de Julgamento da DRJ/Brasília/DF se deu em 10/01/2012 (terçafeira), conforme documento à fl. 55 dos autos. Ocorre que, somente em 10/02/2012 (sextafeira), após transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias para interposição de recurso a este Conselho, foi apresentada petição, sem discussão quanto à sua tempestividade. O término do prazo para apresentação de Recurso Voluntário se deu em 09/02/2012 (quintafeira). Deste modo, está caracterizada a intempestividade da defesa apresentada, face o disposto no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, acima transcrito. Isto posto, VOTO por não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 69DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10120.001598/201021 Acórdão n.º 2801002.678 S2TE01 Fl. 70 4 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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