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Numero do processo: 10630.001966/2010-81
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2007 a 30/12/2009
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. TÍTULOS PRÓPRIOS.
Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais
previdenciárias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.384
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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LANÇAMENTO. FATOS GERADORES. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. TÍTULOS PRÓPRIOS. Nascida a obrigação tributária de recolher contribuições sociais previdenciárias, há a necessidade dos fatos geradores destas serem lançados mensalmente em títulos próprios da contabilidade, caso contrário, será lavrado Auto de Infração por esse descumprimento legal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Relatório Fl. 230DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.216 a 218 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG (fls. 209 a 213) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante do Auto de Infração nº 37.285.4710 no valor de R$ 14.317,78 (quatorze mil, trezentos e dezessete reais e setenta e oito centavos). Segundo o relatório fiscal de fls.06, a cobrança referese a descumprimento de obrigação acessória, tendo sido a conduta do recorrente tipificada no Código de Fundamentação Legal 34. Atesta o relatório fiscal que a empresa, de forma englobada, efetuou lançamentos na folha de pagamento que são fatos geradores de contribuições previdenciárias e os que não são, sendo que essa escrituração deve ser feito de modo específico, em que a fiscalização identifique os fatos geradores por meio dos títulos das contas sem a necessidade de fazer pesquisa no histórico contábil. Além disso, informou a auditoria que a empresa deixou de contabilizar cada obra por matrícula CEI, o que constitui infração também ao Regulamento da Previdência Social. Em razão dessa conduta, foi aplicada a multa prevista no art. 92 e art. 102, da Lei n°8.212/91, combinado com o art. 283, inciso II, alínea “a” e art. 373 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Desta autuação, o recorrente foi notificado em 25/08/2010 e apresentou impugnação às fls. 166 a 170, alegando: Que ficou inativa desde a abertura em 28/01/2005 até 22/01/2007, quando foi feita a primeira obra cadastrada no CEI, isto porque trabalhava somente com projetos de forma autônoma; Que as empresas do Simples Nacional estão desobrigadas da escrituração contábil, como previsto no artigo 47 da Instrução Normativa RFB 971, de 2009. Tal previsão consta também do sitio da Receita Previdência ao tratar da regularização de obra de construção civil; Que encontrase regularmente inscrita no Simples Nacional deste 01/07/2007, por força do disposto no inciso I do § 5°C do artigo 18 da LC 123/2006; Que sua opção foi deferida pela Receita Federal a partir de 01/07/2007, conforme documentos que junta; Que Ainda, na condição de optante pelo Simples Nacional desde 07/2007, está dispensada de contabilizar suas operações; Por fim, requereu a improcedência da autuação e a consequente anulação. Instada a manifestarse acerca da matéria, a 7° turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG proferiu o acórdão n° 0231.361 nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 30/12/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10630.001966/201081 Acórdão n.º 2403001.384 S2C4T3 Fl. 223 3 Deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, constitui infração à legislação previdenciária. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Irresignado com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 216 a 218, alegando os mesmo argumentos apresentados na impugnação. É o relatório. Fl. 232DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DO MÉRITO: I – DA INFRAÇÃO COMETIDA: I.1 – DA OBRIGATORIEDADE DO REGISTRO CONTÁBIL EM TÍTULOS PRÓPRIOS: O recorrente foi autuado com base no art.32, II, da Lei n 8.212/91 e 225, II e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social por lançar em títulos não próprios de sua contabilidade os fatos geradores relativos às contribuições sociais previdenciárias, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; DECRETO N 3.048/99 (RPS) Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10630.001966/201081 Acórdão n.º 2403001.384 S2C4T3 Fl. 224 5 § 14. A empresa deverá manter à disposição da fiscalização os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da folha de pagamento, bem como os utilizados na escrituração contábil. § 15. A exigência prevista no inciso II do caput não desobriga a empresa do cumprimento das demais normas legais e regulamentares referentes à escrituração contábil. § 16. São desobrigadas de apresentação de escrituração contábil: I o pequeno comerciante, nas condições estabelecidas pelo Decretolei nº 486, de 3 de março de 1969, e seu Regulamento; II a pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, de acordo com a legislação tributária federal, desde que mantenha a escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário; e; III a pessoa jurídica que optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que mantenha escrituração do Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário. §17. A empresa, agência ou sucursal estabelecida no exterior deverá apresentar os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações referidas neste artigo à sua congênere no Brasil, observada a solidariedade de que trata o art. 222. Pelo transcrito, percebese que a infração referese à obrigatoriedade do registro contábil dos fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias em títulos próprios. Assim, pode ser que a empresa proceda ao registro dos fatos contábeis, mas que este ocorra em título diverso que não seja o correto. No caso em tela, o recorrente efetuou de forma englobada, os lançamentos da folha de pagamento que são fatos geradores de contribuição previdenciária e os que não são, bem como deixou de contabilizar cada obra, por matrícula CEI, em conta específica, ou, ao menos, em subtítulo. Conforme cópias de fls. 8 a 60, os lançamentos englobados foram efetuados nos Livros Razão de 2007 a 2009, sendo depois da afirmada abertura da empresa em 22/01/2007. Por tanto é devido à exigência da multa prevista artigo 283, inciso II, alínea "a", e 373, do Regulamento da Previdência Social, de 1999. A respeito da inclusão da empresa no Simples Nacional, esta não procede devido ao que prevê o art. 18, § 5ºC, inciso I da LC 123/2006: Art. 18.... § 5°C. Sem prejuízo do disposto no § lo do art. 17 desta Lei Complementar, as atividades de prestação de serviços seguintes serão tributadas na forma do Anexo IV desta Lei Complementar, Fl. 234DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 hipótese em que não estará incluída no Simples Nacional a contribuição prevista no inciso VI do caput do art. 13 desta Lei Complementar, devendo ela ser recolhida segundo a legislação prevista para os demais contribuintes ou responsáveis: Incluído pela LEI COMPLEMENTAR N"128, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2008 — DOU DE 22/12/2008 I construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada; A partir de lº de janeiro de 1009, veja Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006. Portanto, para os anos de 2007 a 2008, o recorrente não poderia adotar escrituração contábil simplificada para registro de seus atos ou fatos administrativos, por ser optante pelo Simples Nacional, estaria sim desobrigado de escrituração contábil desde que escriturasse Livro Caixa e Livro de Registro de Inventário, o que não foi apresentado. Desse modo, percebese que o recorrente descumpriu preceito previsto tanto na Resolução do Conselho Federal de Contabilidade como na Lei n 8.212/91, bem com no Decreto n 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social) por ter registrado em títulos não próprios de sua contabilidade (forma englobada) os fatos geradores das contribuições sociais previdenciárias, motivo pelo qual deverá sujeitarse ao pagamento de multa nos moldes do art.92 e 102 da Lei n 8.212/91 e art.283, II, “a”: c/c 373 do RPS, in verbis: Regulamento Previdência Social Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: Nota: Valor atualizado para R$ 9.910,20 (nove mil novecentos e dez reais e vinte centavos), a partir de 1º de junho de 2003, por força do reajuste de 19,71% concedido aos benefícios da Previdência Social pelo Decreto nº 4.709, de 29/05/2003. a) deixar a empresa de lançar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10630.001966/201081 Acórdão n.º 2403001.384 S2C4T3 Fl. 225 7 No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 92 que qualquer infração a dispositivo desta legislação, quando não esteja prevista expressamente, sujeitarseá a observância desse dispositivo. Então vejamos: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Vale destacar que o artigo acima foi atualizado conforme indicativo nº 24, vejamos: 24 Valores atualizados pela Portaria MPAS nº 4.479, de 4.6.98, a partir de 1º de junho de 1998, para, respectivamente, R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) e R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) Além disso, previu o art.102 que os valores desta legislação seriam reajustados nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Art.102.Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Contudo, conforme já demonstrado, percebo que a infração foi cometida e motivo pelo qual deverá a cobrança ser mantida e atualizada na forma do dispositivo acima. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13629.000350/2010-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010
OBRA DE CONSTRUÇÃO
CIVIL.REGULARIZAÇÃO.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS NÃO RECOLHIDAS.AFERIÇÃO TABELA CUB. PROCEDÊNCIA COBRANÇA AUSÊNCIA DE PROVAS DO CONTRIBUINTE.
Será utilizada a aferição pela tabela CUB, toda vez que o contribuinte não apresentar provas contrárias ao alegado pela fiscalização ou a correta escrituração contábil da obra de construção civil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.430
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010 OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL.REGULARIZAÇÃO.CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS NÃO RECOLHIDAS.AFERIÇÃO TABELA CUB. PROCEDÊNCIA COBRANÇA AUSÊNCIA DE PROVAS DO CONTRIBUINTE. Será utilizada a aferição pela tabela CUB, toda vez que o contribuinte não apresentar provas contrárias ao alegado pela fiscalização ou a correta escrituração contábil da obra de construção civil. Recurso Voluntário Negado.
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PROCEDÊNCIA COBRANÇA AUSÊNCIA DE PROVAS DO CONTRIBUINTE. Será utilizada a aferição pela tabela CUB, toda vez que o contribuinte não apresentar provas contrárias ao alegado pela fiscalização ou a correta escrituração contábil da obra de construção civil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.116 a 120 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte/MG (fls.106 a 111) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração AIOP n° 37.241.858 9, no valor consolidado de R$ 65.153,76 (sessenta e cinco mil cento e cinquenta e três reais e setenta e seis centavos). Segundo o relatório fiscal, a autuação corresponde à atitude da empresa em não recolher as contribuições devidas à Seguridade Social (parte patronal, inclusive a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho) apuradas e incidentes sobre o valor da mão de obra utilizada na construção de um galpão comercial de um pavimento com área construída de 1.442,84 m², descumprindo preceito da Instrução Normativa SRP nº 03, de 14 de julho de 2005. O Auto de Infração nº 37.241.8589 no numerário de R$ 65.153,76 (sessenta e cinco mil cento e cinquenta e três reais e setenta e seis centavos) foi lavrado tendo como base legal os arts. 413 a 486A da IN/SRP nº 3 de14/07/2005. Desta autuação, o recorrente foi notificado em 24/03/2010 e apresentou impugnação às fls. 63 a 67 alegando: A impugnante fez cumprir ao rigor o RPS e a Lei 8212/91 todas as obrigações oriundas da execução de obra de construção civil, conforme se depreende do próprio relatório elaborado pelo agente de fiscalização. A área destinada a armazenagem que perfaz uma área construída de aproximadamente 1.274m² destinase a produtos que necessitam de sua locatária – empresa Atende Distribuidora S/A CNPJ 05.207.680/000132 – que se dedica ao comercio, por atacado, dos produtos resultantes do abate de gado bovino, bufalino, suíno e aves, o que exige, tanto ambientes que levam o produto ao congelamento, quanto mantêlo simplesmente resfriado. Nem de longe, o valor presumido pelo agente de fiscalização, com base na Tabela do Sinduscon/BA – R$ 838,47 m² pode ser admitido. Tal edificação concebese, com exceção da área destinada a escritórios, em uma plataforma coberta com telhas galvanizadas, tendo por sustentação pilares e vigas em aço, confirmadas através de fotos extraídas do local durante o período de execução da obra, conforme em anexo. O fechamento dos flancos da área de armazenagem são feitos com os próprios painéis termo acústicos utilizados para o controle da temperatura interna do armazém. Assim, constituemse tais painéis, não em obra de edificação, mas sim, em equipamento. A autuada teve sua escrituração contábil desclassificada pelo agente de fiscalização pelo simples fato de não haver esta, segregado por espécie, em rubricas distintas, gastos atinentes a obra, limitandose analisar a forma e não a essência contábil. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13629.000350/201011 Acórdão n.º 2403001.430 S2C4T3 Fl. 149 3 O fato gerador das contribuições pode ser verificado da folha de pagamento elaborada pela empresa nos moldes definidos pela legislação trabalhista e previdenciária. A escrituração contábil mantida pela autuada está revestida de todas as formalidades recomendadas pelas melhores contábeis. A não segregação dos gastos por espécie não se consagra em essência, mas tão somente em forma. A escrituração contábil relativa a aquisições de materiais pós rescisões de contratos de trabalho dos operários encontra razões alheias a vontade da autuada, que sobretudo veiolhe a tona somente por ocasião deste feito, dado a insignificância de tal fato, evidentemente merecendo averiguações por parte da diretoria da autuada fiscalização Por fim, requereu o acolhimento da impugnação e a remissão do presente crédito. O processo foi retornado para o fiscal notificante para novas diligências devida a impugnação e o mesmo juntou ao processo principal seu reporte sobre esclarecimentos exigidos de fls. 108. Foi dado prazo para o recorrente se manifestar sobre o resultado da diligencia fiscal, mas não foi apresentada nenhuma impugnação, conforme despacho de fls. 105. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 6° Turma da DRJ/BHE/MG proferiu acórdão (n° 0231.779) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2010 a 28/02/2010 Ementa: OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. REGULARIZAÇÃO. As informações prestadas pelo contribuinte na Declaração e Informação Sobre Obra – DISO constituemse em elementos para o cálculo da remuneração da mão de obra empregada na construção, na apuração das contribuições previdenciárias devidas. Impugnação Improcedente Credito Tributário Mantido. Irresignado com a decisão supra, o recorrente interpôs recurso voluntário às fls.116 a 120, onde alegou que o valor arbitrado em m² pelo fiscal não era correto, pois a destinação do imóvel era para atender exigências da locatária. Alegou também que sua escrituração estava de acordo com todas as formalidades recomendadas pelas práticas contábeis e poderia também utilizar a rubrica “1.3.2.006.001” sem macular ou patrocinar a evasão fiscal. Por último afirma que a compra de materiais após a baixa rescisória de todos os operários não implicaria em macular a transparência que exerce suas atividades pois foi fato alheio a sua vontade. É o relatório. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA INFRAÇÃO COMETIDA: I.1 – CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS A SEGURIDADE SOCIAL SOBRE A REMUNERAÇÃO DA MÃO DE OBRA: O recorrente foi autuado por não ter recolhidos as contribuições devidas a Seguridade Social sobre a remuneração da mão de obra empregada na edificação da obra de construção civil sob sua responsabilidade. Alega a fiscalização, que foi solicitado à recorrente documentos para que fosse apurada a base de cálculo da contribuição previdenciária, não tendo logrado êxito na exibição dos documentos requeridos. Ocorrendo essa recusa, a autoridade fiscal pode aferir a remuneração paga referente a mão de obra dos segurados empregados da construção civil, cabendo ao proprietário o ônus de provar o contrário, de acordo com o art. 33, §4º da Lei 8212/91, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. (...) § 4o Na falta de prova regular e formalizada pelo sujeito passivo, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída, de acordo com critérios estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa corresponsável o ônus da prova em contrário O referido crédito foi apurado pela fiscalização com a emissão do Avido de Regularização de Obra (ARO) a apartir das informações da Declaração e Informação Sobre a Obra (DISO) preenchida pelo contribuinte que enquadrou a obra como sendo: “Comercial, Andares Livres, 03 unidades, 01 pavimento, obra nova com 1.442,84m²”, documentos de fls. 98 dos autos. Em seu recurso, o contribuinte contesta o enquadramento da obra, dizendo tratarse de uma plataforma coberto por telhas galvanizadas tendo por sustentação pilares e vigas de aço, com exceção da área destinada a escritórios e que o fechamento dos flancos da Fl. 157DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13629.000350/201011 Acórdão n.º 2403001.430 S2C4T3 Fl. 150 5 área de armazenagem são feitos com os próprios painéis termoacústicos utilizados no controle de temperatura interna do armazém e não se constituem em obra de edificação mas sim, em equipamento. Ao compararmos as informações prestadas pelo contribuinte em seu recurso e nas preenchidas na DISO, vemos uma contradição nas irformações e neste caso o mesmo não trouxe aos autos novas provas ou qualquer documento que comprove que a fiscalização errou ao aplicar a tabela CUB. Quanto a escrituração contábil, o recorrente fez os lançamentos referentes à construção da obra como pagamento de salários, compra de materiais, pagamento de tributos, instalação de equipamentos, sem discriminar os fatos geradores de contribuições previdenciárias todos em uma mesma conta – 1.3.2.006..0001 – Obras em Andamento, vemos que há uma desconsideração da obra e a imputação da infração no art.32, II, da Lei n 8.212/91 e 225, II e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social. A respeito da identificação correta dos títulos próprios, os incisos do § 13 do art.225 do Regulamento da Previdência Social prevêem que os lançamentos atendam ao Princípio Contábil do Regime de Competência e sejam registrados em contas individualizadas de modo que as rubricas das contribuições sejam identificadas melhor. Contudo, conforme já demonstrado, tendo em vista a impossibilidade de regularização da obra pela escritura contábil, o recorrente ficou sujeito a apuração das contribuições devidas através de aferição indireta baseada na sua DISO, observandose que os recolhimentos por ele efetuados e declarados foram aproveitados quando do lançamento fiscal, não cabendo, qualquer revisão do lançamento. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10925.905147/2010-08
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA.
Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa.
Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9303-013.044
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(documento assinado digitalmente)
Adriana Gomes Rego - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: Luiz Eduardo de Oliveira Santos
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PAF. RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
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RECURSO ESPECIAL. CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. Para que o recurso especial seja conhecido, é necessário que a recorrente comprove divergência jurisprudencial, mediante a apresentação de Acórdão paradigma em que, enfrentando questão fática equivalente, a legislação tenha sido aplicada de forma diversa. Hipótese em que a decisão apresentada a título de paradigma trata de questão diferente daquela enfrentada no Acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Adriana Gomes Rego - Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo da Costa Possas, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Adriana Gomes Rego (Presidente). Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório Trata-se de Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional, contra a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.553, de 27/01/2021 (fls. 409/428), AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 51 47 /2 01 0- 08 Fl. 474DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-013.044 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905147/2010-08 proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Do Pedido de Ressarcimento Trata o presente processo de análise do Pedido de Ressarcimento (PER), com o objetivo de ser ressarcida do crédito da COFINS, não cumulativa - Mercado Interno, referente ao 2º trimestre de 2006, com respaldo no artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. Visando compensar débitos próprios, transmitiu a respectiva PER/DCOMP. Dos termos do Despacho Decisório de fls. 318/332, observa-se que foi efetuada a glosa de créditos decorrentes de várias operações que, no entendimento da Fiscalização, não geram direito a crédito, nos termos da legislação aplicável ao regime de apuração da contribuição. Assim, com base na documentação apresentada pelo contribuinte, relacionou, por linha do DACON, as seguintes operações que, no seu entender, não geram direito a crédito, com as respectivas fundamentações: - Linha 02 – Bens utilizados como insumos e Linha 03 – Serviços utilizados como insumos: trata-se de aquisições de bens e serviços que não enquadrados como insumos, tais como despesas com aquisições de para-choques, vidros, lanternas, painéis internos e equipamentos de rastreamento, portas, quebra-vento, material de pintura, placas, farol auxiliar, cama, cozinha, tacógrafos, horímetro, entre outros, bem como as despesas com os serviços gerais, de solda, regulagens, socorro, lavagens dos veículos, etc. e, quanto às despesas com rastreamento da frota e no tocante às despesas com o pagamento de pedágio; e Linha 10 – Sobre Bens do Ativo Imobilizado (Com base no valor de aquisição) - Em que pese o valor contabilizado ser diferente daquele indicado na nota fiscal, esta indica claramente que a aquisição direta não foi realizada pela pretendente do crédito/ressarcimento. Assim, procedeu à glosa de créditos referentes a essas despesas, resultando no reconhecimento parcial do direito creditório. Da Manifestação de Inconformidade e Decisão de 1ª Instância Cientificada do Despacho Decisório, a Contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 344/357, alegando, em síntese, que: - alega que a Fiscalização utilizou uma interpretação restritiva do conceito de insumo para fundamentar o indeferimento do pedido, uma vez que insumo possui ampla acepção e, cita os arts. 2º e 3º das Leis nºs. 10.637/2002 e 10.833/2003. Defende que os bens e serviços adquiridos pela requerente não podem ser glosados, já que a norma concessiva do beneficio é ampla, e os dispositivos que o restringem são específicos e pontuais; tanto os bens, quantos os serviços são utilizados para a manutenção da frota de veículos, sendo indispensáveis à qualidade da prestação do serviço de transporte; - quanto às despesas com rastreamento da frota, alega que são indispensáveis ao transporte rodoviário de cargas e, por tanto, se caracterizam como insumo. No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no segundo trimestre do ano de 2006. Que o mesmo ocorre com as despesas com agenciamento de carga, uma vez que se tratariam de serviço aplicado diretamente na atividade da empresa de transportes de cargas. Fl. 475DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-013.044 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905147/2010-08 - informa em sua defesa que as Leis n° 10.637/2002 e n° 10.833/2003, ao estabelecerem a possibilidade de creditamento dos encargos de depreciação e amortização de bens que integram o ativo imobilizado da empresa, não fizeram qualquer vedação ao período em que os bens foram adquiridos. A DRJ em Fortaleza (CE), apreciou a Manifestação de Inconformidade que, em decisão consubstanciada no Acórdão nº 08-45.183, de 28/11/2018 (fls. 361/383), considerou julgar procedente em parte a Manifestação apresentada, para anulação da glosa efetivada pela autoridade fiscal sobre os bens e serviços utilizados na manutenção da frota. Nessa decisão a Turma decidiu que, (i) os serviços de manutenção, bem assim as partes e peças de reposição, empregados em veículos utilizados na prestação de serviços de transporte, desde que não estejam obrigadas a integrar o ativo imobilizado, por resultar num aumento superior a um ano na vida útil dos veículos, são considerados insumos aplicados na prestação de serviços de transporte, (ii) não geram crédito os gastos relativos a rastreamento de veículos e cargas, seguros de qualquer espécie, agenciamento de frota e gastos com pedágio, uma vez que estes itens não configuram serviços aplicados ou consumidos na prestação de serviço de transporte rodoviário de carga, e o gasto com pedágio pelo uso da via é legalmente atribuído ao contratante do transporte; (iii) o contrato de arrendamento mercantil apresentado sem a devida comprovação de sua natureza, através de documentos hábeis e idôneos, enseja a manutenção das despesas glosadas. Recurso Voluntário Cientificada da decisão de 1ª Instância, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário de fls. 391/405, reprisando, na parte que que não lhe foi favorável, os argumentos da Manifestação de Inconformidade, acrescentando, em resumo, que: - discorre sobre o conceito de insumos, entendendo pela aplicação dos critérios adotados pelo STJ no julgamento do REsp n. 1.221.170-PR, sob o rito do art. 543-C do CPC de 1973, o qual deu uma interpretação mais extensiva ao conceito de insumo, considerando os critérios da essencialidade ou relevância dos gastos. - assevera que a realização de suas atividades de transporte implica uma série de despesas, dentre as quais, por serem relevantes para o presente caso, destaca a despesas com o pedágio, o arrendamento mercantil, despesas de depreciação de bens do ativo imobilizado. Acórdão/CARF O recurso foi submetido a apreciação da Turma julgadora e foi exarada a decisão consubstanciada no Acórdão nº 3301-009.553, de 27/01/2021 (fls. 409/428), proferida pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Terceira Seção de julgamento do CARF, que deu parcial provimento ao Recurso Voluntário apresentado. Nessa decisão o Colegiado assentou que as despesas consideradas como essenciais e relevantes, desde que incorridas no processo produtivo da Contribuinte, geram créditos de PIS e COFINS no regime não cumulativo, conforme entendimento em sede de recursos repetitivos do STJ no REsp nº 1.221.170-PR, e reconheceu os créditos relativos aos pedágios suportados pela Contribuinte na sua atividade de transporte e também reconhece os créditos relativos a depreciação de bens do ativo imobilizado até 2004. Fl. 476DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-013.044 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905147/2010-08 Recurso Especial da Fazenda Nacional Regularmente notificado do Acórdão nº 3301-009.553, de 27/01/2021, a Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial de fls. 431/440, apontando divergência com relação à seguinte matéria: à possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre o valor das despesas com pedágios. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, alegando que: No Acórdão recorrido a Turma defende que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. Por outro lado o Acórdão paradigma, decidiu que o Acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Ante as considerações acima, restou claramente comprovado o dissídio jurisprudencial quanto ao direito dos créditos em relação às despesas com os pedágios. Assim, com os fundamentos do Despacho de Exame de Admissibilidade do Recurso Especial – da 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção (fls. 463/467), deu seguimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Contrarrazões do Contribuinte Regularmente notificada do Despacho acima que deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, o Contribuinte NÃO apresentou suas contrarrazões nos autos, conforme noticia o Despacho de fls. 472. O processo, então, foi sorteado para este Conselheiro para dar prosseguimento à análise do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator. Conhecimento O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, conforme consta do Despacho de Admissibilidade de Recurso Especial - 3ª Câmara, de 05/05/2021, exarado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3ª Seção/CARF às fls. 463/467. Contudo, em face da análise efetuada no paradigma apresentado, entendo ser necessária uma apuração dos demais requisitos de admissibilidade referente à matéria provida no Exame de Admissibilidade. Isto porque entendo que, a Fazenda Nacional não haver conseguido a efetiva demonstração da semelhança de situações fáticas, razão pela qual não se comprovaria a divergência suscitada no Recurso Especial interposto. Explico. Fl. 477DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-013.044 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905147/2010-08 No especial, a Fazenda Nacional suscita divergência jurisprudencial de interpretação da legislação tributária quanto à (im)possibilidade de tomada de créditos das contribuições sociais não cumulativas sobre “o valor pago com as despesas com pedágios”. Para tanto, indica como paradigma o Acórdão nº 3401-002.857, de 27/01/2015. No Acórdão recorrido, a Turma assentou que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito. Por essa razão, reverteu a glosa respectiva. No dispositivo do Acórdão recorrido, restou assentado que, “(...) Acordam os membros do colegiado, (...) para reconhecer os créditos relativos aos pedágios suportados pela Recorrente na sua atividade de transporte”. (Grifei) De outro lado, o Acórdão paradigma nº 3401-002.857, de 2015, tem a seguinte ementa, na parte que interessa ao caso: DESPESAS COM PEDÁGIO. NÃO SE ENQUADRAM COMO INSUMO. Despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. Veja-se trecho do voto condutor do Acórdão: 3.1 DESPESAS COM PEDÁGIO O acórdão da DRJ manteve a glosa das despesas com pedágios, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. Dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209/ 01, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais: Art. 2º O valor do Vale Pedágio não integra o valor do frete, não será considerado receita operacional ou rendimento tributável, nem constituirá base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. (Grifei) Desta forma, as despesas com vale-pedágio não podem gerar crédito de PIS e COFINS, devendo ser mantida a glosa realizada pela autoridade fiscal. (Grifei) Importante observar que no relatório do Acórdão recorrido (com base na decisão da DRJ), descreve a seguinte informação: “(...) No tocante às despesas com pedágio, destaca que as despesas da requerente não se referem ao vale-pedágio, mas a valores que saíram do caixa da requerente utilizados para o pagamento de pedágio. Frisa que a Lei n° 10.209/2001, utilizada pelo fiscal como fundamento à glosa do crédito, não se aplica ao caso dos autos, que objetiva o ressarcimento do crédito de PIS/Cofins em relação às despesas com pedágio no primeiro trimestre do ano de 2006. E desta forma, analisou o recorrido no voto condutor: “Despesas de Pedágio - Em relação ao pedágio, a Recorrente afirma que, apesar de ser beneficiada com a disciplina da Lei n. 10.209/2001, a lei do Vale-Pedágio, ela pretende se creditar dos dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício. Explica que embora exista a previsão legal, e a obrigação de recolher o valor do pedágio tenha sido transferida aos embarcadores ou equiparados, isto é, aos clientes da recorrente, é, na realidade, a recorrente, em razão de suas relações negociais, quem, muitas vezes, acaba recolhendo os valores. Afirma que seus clientes aceitam contratar o transporte apenas sob a condição de que a recorrente pagará os gastos com o pedágio. Daí, para manter a relação negocial e, automaticamente, o seu negócio, a recorrente vê- se obrigada a ceder e pagar o pedágio. Somente razoável, nessas condições, que os custos envolvendo o pagamento de pedágio representem crédito de PIS e COFINS. Assevera que o pagamento dos pedágios é essencial para sua atividade, que é transporte, pois sem tal pagamento não poderá transitar por certas vias e realizar o Fl. 478DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-013.044 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10925.905147/2010-08 transporte. Neste ponto, creio que a Recorrente tem razão, que os gastos com pedágio suportados pela própria transportadora podem ser considerados insumos para a prestação do serviço de transporte de cargas, permitindo a apuração do crédito”. Como se vê, no Acordão recorrido debate o direito de crédito de despesas efetivamente suportadas e pagas pelo Contribuinte (valores que saíram do caixa da empresa), que é prestador de serviços de transporte de carga, por força de disposição contratual e relação negocial. A análise se deu sobre dispêndios com pedágio nos casos em que não se vale do benefício (vale-pedágio). De outro lado, a questão de fundo discutida no Acórdão paradigma, julgou recurso voluntário que controvertia a possibilidade de se creditar de gastos com o Vale- Pedágio, por entender que tais despesas seriam arcadas pelo contratante do serviço de transporte, não integrando o frete. E conclui que, dispõe o art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001, inclusive, que o valor do vale-pedágio não constituirá base de cálculo das contribuições sociais. Assim, verifica-se de imediato, o afastamento da possibilidade de se estabelecer comparação e deduzir divergência de entendimentos entre os Acórdãos confrontados (recorrido e paradigma), pois trata-se de situações fáticas distintas. No paradigma, discute-se apropriação de créditos sobre dispêndios com o vale-pedágio (art. 2º da Lei n° 10.209, de 2001); no recorrido não se discute esse tipo de despesas e sim, dispêndios com pedágio, porém nos casos em que não se vale do benefício do vale-pedágio. Portanto, não há como formar uma divergência de interpretação da legislação, requisito de admissibilidade do recurso, quando inexiste uma similitude fática demonstrada. Isto posto, não conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Conclusão Em vista do exposto, voto no sentido de não conhecer do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. É como voto. (documento assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 479DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10320.006845/2008-13
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 24/12/2008
CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO DISPONIBILIZAÇÃO DE TODOS OS DOCUMENTOS. NULIDADE. LANÇAMENTO. VIOLAÇÃO AO REQUISITO DE VALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. VÍCIO MATERIAL. PREJUÍZO COMPROVADO.
Considera-se cerceado o direito de defesa quando o contribuinte não tem acesso a todos os documentos da ação fiscal que motivaram a lavratura do Auto de Infração ou da NFLD, maculando o conteúdo do ato administrativo, requisito essencial para sua validade, o qual, uma vez desrespeitado e comprovada a ocorrência de prejuízo, acarretará o reconhecimento de vício material e a consequente nulidade do ato viciado e dos posteriores que dele dependam ou sejam consequência.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 2403-001.357
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, reconhecendo a nulidade por vicio material. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, que entendeu que todos anexos eram de conhecimento da recorrente. Fez sustentação oral o advogado da Recorrente, Dr. Schubert de Farias Machado — OAB/CE 5213.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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Carlo S2-C41'3 Fl. 302 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10320.006845/2008-13 Recurso n" 000.000 Voluntário Acórdão n" 2403-001.357 — 4' Camara / 3' Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente UB UNISAOLUÍS EDUCACIONAL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Data do fato gerador: 24/12/2008 CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO DISPONIBILIZAÇÃO DE TODOS OS DOCUMENTOS.NULIDADE. LANÇAMENTO. VIOLAÇÃO AO REQUISITO DE VALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. VÍCIO MATERIAL. PREJUÍZO COMPROVADO. Considera-se cerceado o direito de defesa quando o contribuinte não tern acesso a todos os documentos da ação fiscal que motivaram a lavratura do Auto de Infração ou da NFLD, maculando o conteúdo do ato administrativo, requisito essencial para sua validade, o qual, uma vez desrespeitado e comprovada a ocorrência de prejuízo, acarretará o reconhecimento de vicio material e a consequente nulidade do ato viciado e dos posteriores que dele dependam ou sejam consequência. Processo Anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, reconhecendo a nulidade por vicio material. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, que entendeu que todos anexos eram de conhecimento da recorrente. Fez sustentação oral o advogado da Recorrente, Dr. Schubert de Farias Machado — OAB/CE 5213. Cid Marconi Gurgel de Souza — Relator. 1 Fl. 282DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Jú lio de Souza, Cid Marconi Gut-gel de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. 2 Fl. 283DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo 10320.006845/2008-13 S2-C4T3 Acórdão o.' 2403-001.357 Fl. 303 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado As fls.178 a 201 contra decisão da 5 turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora/MG (fls. 158 a 168) que julgou PROCEDENTE o Auto de Infração n° 37.162.249-2 no valor originário consolidado de R$ 727.836, 20 (setecentos e vinte e sete mil, oitocentos e trinta e seis reais e vinte centavos). Segundo o relatório fiscal As fls. 08 a 20, o crédito exigido refere-se a descumprimento de obrigação acessória: apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições sociais previdencidrias, desrespeitando art.32, IV e parágrafo 3 e 5 da Lei n 8.212/91 combinado com o art.225, IV, e parágrafo 4 do Regulamento da Previdência Social — CFL 68. Informou a auditoria que na data fixada no MPF e no Termo de Inicio de Ação Fiscal, a empresa ficou ciente de que deveria deixar A disposição do fisco um rol de documentos solicitados mediante TIAD — Termo de Intimação para Apresentação de Documentos. Entretanto, na data firmada para esta apresentação, comunicou a recorrente que só alguns documentos foram encontrados, tendo sido estes, portanto, apresentados, juntamente com um CD-R. Posteriormente, foi expedido outro TIAD, nesse constando a necessidade de ser apresentada documentação relativa aos controles de carga horária e pagamentos aos docentes. Ademais, em 26/02/2008 foi expedido outro TIAD requerendo a apresentação de documentos ainda não exibidos pela empresa. Ern resposta a esse termo, a recorrente apresentou arquivos digitais referentes As informações de carga horária e pagamento aos docentes (competências 02/2007 a 10/2007). Posteriormente, outros TIAD's foram emitidos pelos motivos expostos no relatório fiscal que se resumem na necessidade de serem apresentados outros documentos ou os mesmos solicitados anteriormente, bem como na necessidade de serem esclarecidas outras informações (contábeis, fiscais, financeiras) à fiscalização. A auditoria esclareceu ainda alguns pontos arguidos em oficio pela recorrente e considerou que os questionamentos realizados A empresa foram precisos e determinados para apurar a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária. Todavia, constatou-se que houve pagamento a segurados diversos, não tendo sido estes registrados para fins de despesas com o pessoal, o que poderia revelar o fenômeno do suprimento de caixa, situação que demonstra a atitude evasiva do contribuinte com relação ao cumprimento de suas obrigações tributárias. Em síntese, a fiscalização tentou demonstrar que a recorrente pagou um certo número de funcionários, em sua maior parte docentes durante maio de 2003 a outubro de 2007, mas que não registrou esse fato em registro contábil próprio, inclusive não declarando em 3 Fl. 284DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO GF1P e nem apresentou toda a documentação solicitada pelo fisco, impedindo que tais valores estivessem sujeitos à tributação. Vale destacar que a fiscalização lavrou autuações de acordo com cada contribuição previdenciária especifica, tendo sido feita a divisão por rubricas das obrigações principais e das obrigações acessórias, imputando a responsabilidade do pagamento aos sócios dirigentes e juntando aos autos uma vasta documentação. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 29/12/2008 e apresentou impugnação as fls.33 a 45, alegando: - 0 excesso de prazo da ação fiscal, que perdurou por mais de 12 (doze) meses; - A ausência de empecilhos para o trabalho do fiscal, bem como a de fraude por parte dos gestores, considerando que a ausência de falhas é da essência humana, não podendo, portanto, a atitude da empresa já ser entendida como fraudulenta; - A ilegitimidade do administrador não sócio como corresponscivel pelo pagamento do crédito tributário; - A ocorrência do cerceamento de defesa por falta de informações/anexos necessários ao Auto de Infração; - A inexistência dos fatos geradores contidos nas planilhas dos anexos do Auto de Infração, considerando que não reconhece o teor dessas planilhas e consequentemente das hipóteses de incidência. Por fim, requereu a improcedência do credito previdencidrio exigido no Auto de Infração. Instada a manifestar-se acerca da matéria, a 5 turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora/MG proferiu decisão (acórdão 09-35.346) nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 24/12/2008 AÇÃO FISCAL. DURAÇÃO. LANÇAMENTO. VALOR. CO- RESPONSABILIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. AUSÊNCIA. ELEMENTOS DE PROVA. A legislação não limita o máximo de tempo que uma ação fiscal pode perdurar, apenas determina providências periódicas para sua continuidade. 0 valor correto das autuações decorrentes de mesma ação fiscal são os constantes de cada um dos lançamentos, sumarizados em lermo próprio. O administrador não sócio é co-responsável pela divida lançada observados os requisitos legais. Não 126 cerceamento de defesa por falta de anexos integrantes do lançamento se esses encontram-se devidamente juntados ao 4 Fl. 285DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 10320.006845/2008-13 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.357 Fl. 304 processo como parte da autuação e decorrem de cópias de documentos por terem sido fornecidos pelo próprio sujeito passivo. Os elementos de prova encontrados pela auditoria-fiscal no curso da ação podem ser usados para subsidiar o lançamento. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. Irresignada com a decisão supra, a recorrente apresentou recurso voluntário As fls.178 a 201 ratificando grande parte dos argumentos apresentados na impugnação e alegando: - Inicialmente a ocorrência de decadência parcial (05/2003 a 11/2003); - A ocorrência de cerceamento de defesa; - A impossibilidade da ação fiscal auditar os mesmos fatos já examinado em fiscalização anterior; - A ocorrência de vícios no arbitramento, tendo em vista que nesse caso não foram respeitados os preceitos legais e houve também desrespeito realidade, já que todas as informações prestadas possibilitaram a obtenção de uma base de cálculo correta mediante um processo regular, o que, de fato, não ocorreu. - A aplicação equivocada da multa, considerando o dispositivo legal infringido e o advento da Lei n 11.941/2009 que acrescentou à Lei n 8.212/91 o art. 32-A, alterando o critério de cálculo dessa penalidade; - A não ocorrência defraude. Ao final, requereu o conhecimento e o provimento do recurso voluntário para que a decisão de 1 instância fosse reformada, tendo também sido postulada a intimação do advogado para sustentar oralmente as razões recursais. o relatório. 5 Fl. 286DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I — DA NULIDADE VERIFICADA NA AUTUAÇÃO: 1.1 — DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA: A recorrente alega a ocorrência de nulidade relativa ao cerceamento de seu direito de defesa, considerando que não foram disponibilizados todos os anexos da autuação quando da ciência do lançamento pelo contribuinte. Verificando os autos atentamente, não encontrei todos os 30 anexos alegados pela recorrente como faltantes, o que dificulta o exercício pleno do direito de ampla defesa do contribuinte. Ora, a fiscalização em tela tem como questão nodal a exigência de valores fruto de uma aferição indireta cuja base de cálculo foi arbitrada com fundamento em uma planilha. Como o contribuinte pode defender-se amplamente se a fiscalização não disponibiliza esse documento? Não se admite que a fiscalização entenda que os documentos fornecidos pelo próprio contribuinte não terão a apresentação obrigatória. A planilha, como a própria auditoria menciona, reporta-se aos professores com suas cargas horárias e salários, ou seja, é essencial para o deslinde das controvérsias aqui encontradas. Além disso, é dever da fiscalização instruir os AI's ou NFLD's com todos os elementos de prova que serviram para a formação do juizo de que o sujeito passivo incorreu em descumprimento de obrigação tributária, in verbis: Decreto n 7.574/2011 Art.38.A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados ern autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade (Decreto n" 70.235, de 1972, art. 9 0 , com a redação dada pela Lei ii 11.941, de 2009, art. 25). §l'Os autos de infração ou as notificações de lançamento, em observância ao disposto no art. 25, deverão ser instruidos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis 4 comprovação do fato motivador da exigência. Desse modo, se a fiscalização entende que um dos motivos da autuação foi a informação obtida por uma planilha com dados de salário e carga horária de professores, esse documento é essencial para motivar o lançamento e deveria ter sido trazido pelo agente fiscal. Ademais, a ausência de documento relevante para a caracterização da infração ofende ao principio do devido processo legal, do qual também decorrem o 6 Fl. 287DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo If 10320.006845/2008-13 S2-C4T3 Acórdão n.° 2403-001.357 Fl. 305 contraditório e a ampla-defesa, sustentáculos do nosso Estado Democrático de Direito previstos na Constituição Federal de 1988: Art.5 (..) LIV - ninguém serei privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Sem a planilha, ressalte-se, no momento da ciência da autuação, o contribuinte não pode exercer de modo útil e pleno sua defesa. Assim, deve a autuação ser nula na forma do Decreto 7.574/2011, in verbis: Art. 12. São nulos (Decreto n° 70.235, de 1972, art. 59): I - os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente; e H - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Portanto, imprescindível o reconhecimento da nulidade no caso em tela. 1.2 — DA NULIDADE FOR VÍCIO M4TERIAL: Reconhecida a nulidade do lançamento, há que se destacar que, sendo um ato administrativo, regulado pelo art.142 do Código Tributário Nacional, só será nulo se violar algum requisito de validade dos atos praticados pela Administração Pública. Segundo as lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, o ato administrativo, em uma visão mais resumida, possui apenas 2 (dois) elementos: conteúdo e forma. Desse modo, o administrativista compila o entendimento majoritário da doutrina que identifica 5 (cinco) elementos do ato administrativo: sujeito, forma, objeto, motivo e finalidade. Ainda seguindo os ensinamentos desse doutrinador, entende-se que a validade do ato administrativo fica ameaçada quando se verifica um desrespeito, um não atendimento a um dos requisitos, visto que o ato s6 será válido se todas exigências forem cumpridas concomitantemente. Assim, elenca seis requisitos, que devem ser respeitados simultaneamente pelo agente administrativo quando da utilização da prática de um ato público. São eles: 1- Requisito Teleológico (Finalidade); 2- Primeiro Requisito Objetivo (Procedimental); 3 - Requisito Subjetivo (Sujeito); 4 - Segundo Requisito Objetivo (Motivo); 5 - Requisito Lógico (Causa); 6 - Requisito Formalistico (Formalização). No caso em tela, o requisito violado pelo agente fiscal foi o segundo requisito objetivo (motivo), tendo em vista que concluiu erroneamente que a base de cálculo deveria ser aferida com base em uma planilha, esta nem sequer disponibilizada ao contribuinte, violando 7 Fl. 288DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO norma legal que determina a juntada, pelo agente fazenddrio, de todos os elementos que formaram sua convicção de que o sujeito passivo infringiu obrigação tributária. 0 motivo do lançamento, portanto, baseou-se em fatos que não ocorreram ou, se ocorreram, conforme entendimento do fiscal, não foi capaz de proporcionar a participação do contribuinte no controle da legalidade do ato administrativo, visto que sem o acesso a alguns anexos do Auto Infração ficou impossibilitado o exercício pleno do seu direito de defesa. 0 lançamento ocorrido no caso em tela violou o requisito do motivo e ainda prejudicou o direito de defesa do contribuinte, ora recorrente, maculando todo o conteúdo da autuação, motivo pelo qual a espécie de vicio encontrada é material. Diferente do vicio formal, que está relacionado A. exteriorização do ato administrativo, a forma através da qual o ato produzirá seus efeitos, o vício material prejudica todo o conteúdo, e, nos casos de cerceamento de defesa, é insanável, por ter impedido a participação plena do contribuinte em algum momento (no caso, no primeiro momento — impugnação), violando direito fundamental, que, por sua natureza, deve ter aplicação imediata, segundo Texto Constitucional: Art.5 — (.) ,sç' 1° - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. Os neoconstitucionalistas defendem ainda que, por esse caráter de aplicação imediata, os direitos fundamentais possuem efeitos irradiantes. Em outras palavras, a importância do respeito a esses direitos são de tamanha importância que, todas as funções do Estado (legislativa, executiva e judiciária) devem trabalhar para atingir os ideais contidos nos direitos fundamentais, uma das premissas de um Estado Democrático de Direito. Alem disso, essa violação dificulta o controle da legalidade, também realizado pelo Contencioso Administrativo, órgão da Administração Pública de composição democrática (conselheiros provenientes de cargos públicos — auditores fiscais e conselheiros representantes dos contribuintes — indicados por setores de relevante atuação no cenário econômico). Por todo o exposto, verifica-se que a nulidade ocorrida no caso em tela decorrente de presença de vicio material no lançamento (agente fiscal deixou de trazer os elementos relevantes para a lavratura do Auto, cerceando o direito de defesa do sujeito passivo, este sem acesso A. documento essencial para o deslinde do caso), razão pela qual o prejuízo alberga todos os atos realizados posteriormente ao lançamento (à ciência do contribuinte da autuação) na forma do §1 do art.12 do Decreto 7.574/2011, anulando assim todo o processo administrativo tributário, in verbis: Art. 12. São nulos (Decreto n°70.235, de 1972, art. 59): (.) §1 A nulidade de qualquer ato só prejudica os atos posteriores que dele diretamente dependam ou sejam consequência. Contudo, todo o processo administrativo encontra-se maculado em decorrência da nulidade do lançamento (ato inaugural do qual decorrem todos os outros) 8 Fl. 289DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO Processo n° 10320.006845/2008-13 S2-C4 13 Acórdão n°2493-001.357 Fl. 306 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para reconhecer a nulidade do lançamento AT 37.162.249-2. Cid Marconi Gurgel de Souza. 9 Fl. 290DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/11/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO
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Numero do processo: 10711.001875/89-43
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.624
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao TNT, através da repartiç5o de origem (IRF-Porto-RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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Nacional. USTO FREITAS DE CASTRO ETO MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA. Sessão de 27/fevereiro de 19 91 ACORCÃO N.° Recurso n.° 111.984 Processo ng 10711-001875/89-43. Recorrente SANDOZ S.A. Pecorrici a IRE - PORTO - RJ. RESOLUÇA0 N 2 301 - 624 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira C5mara do Terceiro Canse lho de Contribuintes, por unannimidade de votos, converter o julga mento em diligencia ao TNT, atraves da repartiç5o de origem (IRF-Por to-RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presen te julgado. Brasilia-DF 27 del fevereiro de 1991. • ITAMAR VIEIRÁ DA COSTA - Presidente. VISTO E SESSÃO DE: 2 6 FEV 1991 Participaram, ainda do presente julgamento os seguinte Conselheiros: FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MEDLOVITZ, IVAR GAROTTI, LUIZ ANTONIO JACQUES, JOÃO BAPTISTA MOREIRA e os Suplentes PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET E FLO VIO CASSIO DE MELLO E SOUZA. Ausentes os Conselheiros JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK e WLADEMIR CLOVIS MOREIRA. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, 1g CÂMARA. RECURSO Ng 111.984 RESOLUÇÃO Ng 301-624 RECORRENTE: SANDOZ S.A. RECORRIDA : IRF - PORTO - RJ. RELATOR : CONSELHEIRO FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. RELATÓRIO Em ato de revisão da 0.1.14.481/ 87 da empresa SANDOZ S/A , o produto de nome comercial SANDOGEM NH SÓLIDO 220%, igualizante 'a base de um poliglicoleter cationativo, em forma cerosa, est6ve1 em tingimento de fibras poliamidicas a altas temperaturas, tenso a tividade de 49,9% dyn/cm (solução aquosa de 0,5% da concentração a 20 2 c), nela classificado no Código TAB 38.19.99.00, foi descias sificado para o Código 34.04.01.98, com base no laudo do LABANA n 2 (fls. ) que concluiu tratar-se o produto, de uma cera arti ficial soluvel, 'a base de polietileno glicol, mais tarde (INF de 1989, fls. ( ) corrigido para uma cera artificial de poliglicol éter ou eterpoliglicolico ou, ainda, polietilenoglicol éter. Em conseqUencia, foi lavrado o auto de infração de fls... , em que se lhe exige a diferença do I.I. e IPI e as multas dos arts. 524 e 526, II, do R.A. e 364, II, do RIPI/82. Impugnada a ação fiscal, foi o processo julgado pela ins tãncia inferior por decisão assim ementada: "REVISÃO - Procedimento fiscal quanto ao enquadra - mento de SANDOGEM NH SÓLIDO 220%. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE." Inconformada, a Recorrente interpOs o seu recurso no pra zo legal, no qual, como o fez na impugnação, contesta a possibili- dade do enquadramento do produto em questão poder ser classificado como cera artificial, pela simples razão de ser ele um produto quimicamente definido, descrevendo sua formula estrutural, o que o impossibilita de ser classificado na posição 39.04. da TAB, con- soante a Nota (34.1) "a" e a nota explicativa a respeito das NENCAS. Por outro lado, aponta contradição do laboratório de Ang -3- Rec. 111.984. Res. 301-624 SER VIÇO PUBLICO FEDERAL lises que em laudo anterior, de ng 116/81, sobre o mesmo produto, concluiu no ser ele uma cera artificial. Por fim, contesta a possibilidade da --aplicaç -io das multas exigidas com base no PN 477/88 e IN/SRF/PGEN ng 1, de 05.02.80,re querendo diligencia ao TNT para que esclareça se o produto tem cons tituig5o química definida e se possível o seu uso como cera. Ë o relatOrio. • -4- Rec. 111.984 Res. 301-624 ERVICO PÚBLICO FEDERAL VOTO Como se verificou do relatório ficou comprovada a existen- la de laudos divergentes do laboratório de Análises sobre o produto M tela. , Por outro lado, alega e procura demonstrar a Recorrente, descrevendo a sua fórmula estrutural, que o produto é de constituição efinida, particularidade essa sequer mencionada nos laudos e informa - es técnicas juntos ao processo. Trata-se, no entanto, de matéria cujo esclarecimento e es- ncial ao desate do processo, porquanto, como vimos, pela Nota(34.1), ", da TAB, so excluídos da posição 34.04 os substitutos das ceras rtificiais que tenham composição química definida. Pelo exposto, voto para converter o julgamento em diligen- ia ao INT, por intermédio da repartição de origem, para juntada da , mostra e intimação do Sr. Autuante e da Recorrente, para que formulem s quesitos que entenderem necessários ao completo esclarecimento da ateria e formulo o seguinte quesito: - o produto SANDOGEM NH 220% SÓLIDO tem constituição quimi ca definida? Sala das Sessaes, 27 de fevereiro de 1991. FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO - Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 15504.012380/2009-78
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2007
Ementa:
PREVIDENCIÁRIO.SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS. LEI ESPECÍFICA.
Entende-se por salário de contribuição a remuneração auferida, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, inclusive os ganhos habituais sob forma de utilidades.
A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada em acordo com a lei especifica, não integra o salário de contribuição.
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO.
Para o contribuinte individual, entende-se por salário de contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês.
INCONSTITUCIONALIDADE
A Súmula 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF
pacificou que: “ O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”
MULTA DE MORA
As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91.
Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art.
61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
MULTA MAIS BENÉFICA.
Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar o artigo 35-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA.
O artigo 144 do Código Tributário Nacional CTN aduz que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA DE OFÍCIO
Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o
contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.387
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de voto, em dar
provimento parcial ao recurso determinando a exclusão dos levantamentos PL1, PL2 e PLA Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Strtingari. II) Por unanimidade de voto a exclusão
da multa de ofício. III) Por maioria de votos determinar o recálculo da multa de mora conforme Art. 35 da Lei 8212/91, incluído pela Lei nº 11941/2009, nos termos do art. 61 da Lei
9430/1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia limitada a 20% critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.Tabela de Resultados
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2007 Ementa: PREVIDENCIÁRIO.SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS. LEI ESPECÍFICA. Entende-se por salário de contribuição a remuneração auferida, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, inclusive os ganhos habituais sob forma de utilidades. A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada em acordo com a lei especifica, não integra o salário de contribuição. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Para o contribuinte individual, entende-se por salário de contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês. INCONSTITUCIONALIDADE A Súmula 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF pacificou que: “ O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar o artigo 35-A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. Recurso Voluntário Provido em Parte. LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA. O artigo 144 do Código Tributário Nacional CTN aduz que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA DE OFÍCIO Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 20; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2155; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.012380/200978 Recurso nº 111.111 Voluntário Acórdão nº 2403001.387 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2012 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FIDENS ENGENHARIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/12/2007 Ementa: PREVIDENCIÁRIO.SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS. LEI ESPECÍFICA. Entendese por salário de contribuição a remuneração auferida, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, inclusive os ganhos habituais sob forma de utilidades. A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada em acordo com a lei especifica, não integra o salário de contribuição. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Para o contribuinte individual, entendese por salário de contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês. INCONSTITUCIONALIDADE A Súmula 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF pacificou que: “ O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de Fl. 411DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar o artigo 35 A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. Recurso Voluntário Provido em Parte. LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA. O artigo 144 do Código Tributário NacionalCTN aduz que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA DE OFÍCIO Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de voto, em dar provimento parcial ao recurso determinando a exclusão dos levantamentos PL1, PL2 e PLA Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Strtingari. II) Por unanimidade de voto a exclusão da multa de ofício. III) Por maioria de votos determinar o recálculo da multa de mora conforme Art. 35 da Lei 8212/91, incluído pela Lei nº 11941/2009, nos termos do art. 61 da Lei 9430/1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia limitada a 20% critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.Tabela de Resultados] Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Ivacir Júlio de Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza e Maria Anselma Coscrato dos Santos Fl. 412DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório A instância “ ad quod ” produziu o Relatório abaixo que li, compulsei com os autos e tendo corroborado, o transcrevi na íntegra com grifos de minha autoria: “ Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada, no montante de R$ 5.010.171,15, no período de 05/05 a 08/07, consolidado em 07/07/2009, que, conforme informado no Relatório Fiscal de fls. 60/76, foi apurado com base em folhas de pagamento e contabilidade e referese a: a) contribuições da empresa, inclusive para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de capacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT), referente a remunerações pagas aos segurados empregados a título de participação nos lucros e resultados PLR, em desacordo com a lei específica Lei 10.101/00 (levantamentos PL1, PL2 e PLA); b) contribuições da empresa referente a remunerações pagas a segurados contribuintes individuais a título de participação nos lucros (levantamento PLD). De acordo com o Relatório Fiscal, quanto aos valores pagos aos segurados empregados a título de participação nos lucros, da leitura dos Acordos e Convenções apresentadas e esclarecimentos prestados pela empresa, restou claro que o critério para pagamento da PLR é subjetivo, sem um plano de metas a ser cumprido e independe do esforço pessoal do empregado. Há conclusão de que a rubrica denominada PLR na verdade é um complemento salarial. A fiscalização relata que (fls. 66 e 69): Do exposto, concluímos que, os pagamentos da PLR baseados nas Convenções Coletivas foram efetuados independentemente de qualquer meta ou resultado, configurandose verdadeira gratificação anual ajustada, sem nenhum caráter de "participação nos lucros ou resultados ", desvirtuando completamente o disposto no art. 3°, caput, da Lei que rege a matéria, quando assevera que a participação de trata o art. 2°, não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado. Diante do acima exposto, extraise deforma inequívoca a convicção de que não houve o estabelecimento de Fl. 413DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 qualquer programa de metas e resultados a serem cumpridos, de maneira a justificar o pagamento da PLR em todo o período fiscalizado [...]. Sendo assim, os pagamentos efetuados pela empresa a seus empregados (05/2005 a 08/2007) e dirigentes diretores não empregados (04/2006 e 05/2007), a titulo de "participação nos lucros ou resultados", face à ausência de comprovação de programas de metas, resultados e prazos pactuados previamente, da necessária participação da entidade sindical das categorias representativa de seus empregados, bem como da falta de mecanismos de aferição das informações pertinentes ao acordado devidamente registrados nos acordos realizados, não se enquadram no previsto no art. 214, §9", inciso X do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.04X. de 06 de maio de 1999. TIPF, fls. 32/33. A ação fiscal foi precedida de Termo de Início de Procedimento Fiscal .A interessada foi cientificada da presente autuação em 14/07/2009, e apresentou defesa, às fls. 249/306, que contém, em síntese: Alega que pagou a PLR com base na Lei 10.101/2000 e nas Convenções Coletivas de Trabalho e acordos complementares. Diz que conforme previsto no artigo 7°, . inciso XI. da Constituição Federal a PLR tem como característica constitucional expressa a desvinculação da remuneração. Logo. não integra o saláriodecontribuição para fins previdenciários. Afirma que em processo administrativo buscase a verdade material ou real. Cita doutrina e ementa de acórdão do CARF. Aduz que com base na verdade real ou material, resta demonstrado que se tratou efetivamente de participação dos empregados da impugnante nos seus lucros ou resultados relativamente aos exercícios financeiros em questão. Argumenta que a administração direta não possui competência tributária, podendo apenas, por meio de delegação, exercer os atributos da capacidade tributária ativa, ou seja, exigir e cobrar tributos nos termos da lei. Diz que a Constituição prevê a contribuição sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho (CF, art. 195. I, ' a ' ) , mas. em outras margens, art. 7°,, XI e art. 218, § 4°, tem o cuidado de explicitar que a participação do empregado nos lucros ou resultados é desvinculada da remuneração. Assim, é vedado ao legislador ordinário regular, de forma a incluir, dentre os rendimentos pagos a qualquer título pelo empregador ao empregado, a PLR Fl. 414DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 3 5 como base de cálculo para a contribuição previdenciária. E inócua qualquer disposição legal no sentido de limitar a não inclusão da PLR na base tributária (Lei 8.212/91, art. 9° e Decreto 3.048/99). Não havendo competência para tributar, não há o que pretender isentar ou não isentar. Alega que a norma constitucional afastou do conceito de remuneração os valores pagos por força de programas de participação nos lucros. O requisito essencial é a existência do lucro ou resultado; qualquer outra condição deve ser entendida como inconstitucional. Diz que em todos os exercícios fiscalizados houve geração de lucro c resultados suficientes para justificar os pagamentos da PLR. Desta forma, a norma infraconstitucional reguladora do instituto PLR não tem poderes para modificar a natureza da verba paga, definida constitucionalmente como desvinculada da remuneração. Cita doutrina e jurisprudência. Conclui que sob pena de inconstitucionalidade, não pode a lei ordinária impor à participação nos lucros natureza que lhe foi expressamente retirada pela CF/88. Desse forma a Lei 8.212/91, art. 28, §9°, letra ' j ' , bem como os §§ 9o e 10 do art. 214 do Decreto 3.048/99 não podem ser interpretados no sentido de possibilitar a incidência de contribuição previdenciária sobre a verba em comento. Diz que a interpretação conferida pela Auditora Fiscal à Lei 10.101/00 e aos documentos examinados foi equivocada, o que enseja a improcedência da autuação. Transcreve trechos do relatório fiscal. Afirma que a adoção de dois critérios diferenciados de pagamento da PLR não é vedada pela Lei 10.101/2000, sobretudo se restar estabelecido em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e Acordos a elas complementares, como no caso vertente. Quanto às verbas pagas por força de CCT, alega que a Lei 10.101/00, no artigo 2°, determina que o instrumento fixe o direito substantivo (participação no lucro) e adjetivo (como esta será feita) do trabalhador; ou seja, apenas é exigido que exista efetiva participação em lucros ou resultados e que esta se dê por meio de regras objetivas. E, nesse sentido, a leitura da cláusula Quadragésima Terceira e seus 12 parágrafos das CCTs em comento não deixa dúvida quanto ao atendimento da referida previsão legal. Diz ser inegável que o referido dispositivo contratual contém regras claras e objetivas ditas inexistentes pela autuação. Fl. 415DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Afirma que o engano tem lastro na premissa falsa adotada pela Fiscal de obrigatoriedade de fixação de metas ou resultados. Entende que ao contrário do que sustenta a autuação, o estabelecimento de metas é uma faculdade dada às partes, e não uma obrigatoriedade. Tanto é assim que o dispositivo legal elencou a instituição de metas como uma possibilidade. Quanto à PLR paga de forma complementar, alega que mais uma vez a Fiscalização desconsiderou a existência dos Acordos Complementares às CCTs em questão. Quanto à formação da "comissão" esta possui caráter facultativo e não obrigatório, sendo sua ausência suprida pela formalização dos acordos. No tocante à filiação dos beneficiários ao SITICOP ou ao SENGE, diz ser discussão estranha ao caso vertente, pois a impugnante pertence à categoria profissional representada pelo SICEPOT e seus empregados pertencem à correspondente representação sindical, o SITICOP, independentemente de filiação. Somente o Poder Judiciário tem competência para determinar que os engenheiros não se sujeitam à representação do SITICOP para fins de Convenções ou Acordos Coletivos. Aponta como engano da fiscalização que a PLR na sua concepção constitucional permite a "participação nos lucros, ou resultados" que são figuras distintas. O que se determinou pelas CCTs foi a PLR sobre lucro. Nos acordos complementares estabeleceuse a PLR sobre resultados, com pagamentos de valores de forma diferenciada para empregados de cargos de gerência. Cita trechos do Acordo. Diz que não houve substituição de critérios de pagamento da PLR em face das CCTs e de seus acordos complementares, mas somente o estabelecimento de critério complementar de PLR, exclusivamente sobre resultados de contratos/obras, sendo que este procedimento não encontra vedação legal. Cita jurisprudência. Argumenta que os critérios previstos na lei são exemplificativos e não taxativos, por força da expressão "entre outros". Acrescenta que houve a adoção de outro critério não precisamente elencado nos incisos do §1° do art. 2° da Lei 10.101/00, ou seja, contratouse a PLR complementar para as categorias de empregados neles citados apurada sobre o "atingimento dos resultados dos contratos/obras globais da organização". Afirma que os direitos substantivos e as regras adjetivas da PLR sobre os resultados são indicadas nos acordos complementares nas cláusulas 4 e 5 e as transcreve. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 4 7 Aduz que o direito substantivo materializase na previsão contratual de pagamento da PLR complementar sobre o resultado gerencial individualizado de cada obra c do resultado gerencial da empresa obtido no exercício. As regras adjetivas também são definidas, onde consta a forma de distribuição, época do pagamento, momento do pagamento, forma de pagamento. Acrescenta que em que pese a previsão de definição anual pelos acionistas, esta definição tinha por base critérios objetivos, sujeito a variações, pois dependentes dc eventos futuros e/ou supervenientes. Tais critérios encontramse materializados e previstos em documento da impugnante denominado "Mecanismos de aferição da PLR". Admite que apenas um dos elementos das regras adjetivas (o mecanismo de aferição) deixou de constar expressamente dos instrumentos contratuais, mas sem que isso tenha o condão de descaracterizar a PLR como quer a autuação, na medida que existente tais mecanismos e efetivamente aplicados na aferição das PLRs em exame. Alega que para a impugnante e para as entidades sindicais contratantes as regras estavam bem delineadas para os fins colimados, e não é dado à autoridade fiscal exercer discricionariedade quanto à fixação dos pressupostos de fato. Indaga em que termos devem ser consideradas as citadas "regras claras e objetivas". Afirma que as Convenções Coletivas de Trabalho, assim como os Acordos Coletivos, são fontes formais de Direito. Cita doutrina e jurisprudência. Diz que não cabe nem ao Poder Judiciário o afastamento dos acertos espontaneamente firmados pelas partes, muito menos o poderia fazer a administração fiscal tributária. Registra que eventual falta de um registro literal no instrumento contratual no tocante a um elemento de regulamentação da participação nos lucros não anula ou descaracteriza o ato negociado entre as partes, no caso, a PLR de natureza constitucional não remuneratória, se do contexto contratual e práticas adotadas, resulta superada a lacuna de literalidade contratual, não causando qualquer alteração na efetiva manifestação de vontade das partes contratantes. Cita o Código Civil Brasileiro, artigo 112, segundo o qual "nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem.Requer seja declarado improcedente o Auto de Infração.” Fl. 417DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.336, a 8ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Belo Horizonte – MG DRJ/BHE, em 29 de julho de 2010, exarou o Acórdão n ° 0227.845 , mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.341/383, onde guerreou o Acórdão da instancia “ad quod ” com reiterados argumentos. É o Relatório. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 5 9 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de SouzaRelator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 395, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A empresa em tela foi descrita na convenção coletiva como pertencente ao segmento pesado da construção civil, vide documento de fls.160, logo, neste segmento, produção tem o sentido mais bruto da acepção da palavra querendo significar desempenho físico não havendo, via de regra, como estabelecer processos sofisticados de apuração. Ao dispor sobre Participação nos lucros ou resultado, a lei generalizou a nomenclatura. Isto posto, não pode passar desapercebido que a lei encerra duas possibilidades de participação dos empregados : no lucro , ou no resultado. É óbvio que para participar nos lucros o empregado tem que efetivamente concorrer para isso devendo pois sua colaboração ser previamente quantificada para ser atingida em um determinado prazo comumente convencionado de meta. Se isto estiver formal e previamente estipulado, bem como a maneira de aferir o desempenho esperado, resta implementar o projeto e pagar na forma do estabelecido entre as partes. Se justo ou injusto o critério de atingir as metas, cabe às partes discutir e aceitálas ou não. Sendo lícitas as cláusulas, não se admite tutela e tampouco interferência de terceiros. Noutro plano, participar dos resultados não implica que necessariamente tenha que ocorrer lucro ao final do exercício. O pacto deverá ser cumprido ainda que ocorra prejuízo. Ao estabelecer tal acordo, baseado nos resultados, visa o empregador reduzir as variáveis que levantou e que , à seu juízo, concorrem para resultados indesejáveis ou mesmo lucros que à seu critério poderiam ser melhores uma vez expurgados tais empecilhos diagnosticados. Desse modo, no segmento em que atua a Recorrente, seguramente o absenteísmo compromete qualquer resultado planejado mas especificamente àqueles cujo cumprimento de prazos e tarefas são interdependentes uns dos outros na medida em que iniciar certas etapas depende da conclusão das antecedentes. Neste casos as ausências dos empregados alocados para as tarefas, ferem de morte a conclusão do projeto com impactos negativos de todo ordem comprometendo inclusive os custos. É lícito pois que se estabeleça estímulos vinculados ao resultado e não ao lucro posto que comparecer ao posto de trabalho na forma dos contratos, é obrigação primária que não guarda vínculo direto que possa refletir no aumento dos lucros mas a ausência compromete tanto o lucro quanto o resultado. Fl. 419DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 DA AUTUAÇÃO Às fls.66,o Auditor Fiscal alega que ficou convencido de que ocorrera a infração em razão de: “ que os pagamentos de PLR acima foram unicamente baseados na Cláusula 43ª da PLR das Convenções Coletivas de Trabalho firmadas entre o SITICOP e o SICEPOT 2004/2005, 2005/2006 e 2006/2007 " ( em anexo ) ( firmado sem texto único para a categoria com vigência em todo o estado de Minas Gerais). Da análise do contido nestes documentos, verificamse que os pagamentos foram efetuados de acordo com a cláusula 43ª , parágrafo primeiro que estabelece como resultado “ o menor índice de absenteísmo nas empresas a ser alcançado em todo o período, assim com redução dos índices de acidentes de trabalho “ determinando ainda uma quantidade certa a ser recebida pelos empregados. Tal condição não pode ser definida como meta nem mesmo as condições impostas no parágrafo segundo ( citadas no item 3.1.8). Esta garantia mínima, sem qualquer outro plano de metas e resultados, bem como a ausência de definição de objetivos a serem atingidos, é comandada nas folhas de pagamentos sob a rubrica códigos 126. Assim, restou claro que o critério para pagamento da PLR é subjetivo, sem um plano de metas a ser cumprido e independente do esforço pessoal do empregado. ”( grifos de minha autoria) Analisando o texto escrito pelo Auditor se observa argumentos contraditórios na medida em que ele mesmo define que a cláusula 43ª estabelece resultado e não lucros. No mesmo diapasão a leitura que a Autoridade autuante faz da convenção é de que não houvera ocorrido consenso mas imposição de condições e , muito embora tenha ressaltado que há um resultado a ser atingido, tal resultado , para o Auditor não significa um objetivo.Assim, tendo em vista a estrutura inconsistente da argumentação, não posso anuir. Na seqüência, às fls. 67 do Relatório supra, aduz que ficou configurado que não houve formação de uma comissão e condenou que o pacto tivesse sido realizado com o SITICOP/MG, posto que os engenheiros da categoria são filiados ao SENGE . É relevante notar que , também, neste sentido a exigência do Autuante não se sustenta tendo em vista que a lei não exige para as convenções coletivas que se estabeleçam comissões. Tal requisito, na forma da Lei n° 10.101, de 19 de dezembro de 2000, tratase apenas de uma das forma de se levar à termo a negociação, sendo facultado escolher um ou outro procedimento : "Art 2° A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de comum acordo: I comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria; Fl. 420DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 6 11 II convenção ou acordo coletivo. Extraído do documento de folhas 160, denominado Convenção Coletiva de Trabalho, destaquei a 43 ª terceira cláusula por esta resumir os aspectos da Participação nos Lucros ou Resultados razão da lavratura do Auto de Infração em comento: “ Cláusula Quadragésima Terceira Participação nos Lucros ou Resultados Considerando as disposições da Lei n° 10.101, de 19 de dezembro de 2000, que facultam às entidades sindicais patronais e profissionais celebrarem instrumentos coletivos para a fixação de critérios para a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados das empresas , o SICEPOT MG e o SITICOP MG resolvem estabelecer, através da presente convenção , os critérios para o recebimento desta verba pelos empregados integrantes da categoria da construção pesada no Estado de Minas Gerais ,referente ao anobase de 2005, observadas as condições descritas nos parágrafos seguintes. ”( grifos de minha autoria) É de grande relevo notar que a convenção em tela teve seu registro conforme fls. 164, onde a Delegacia Regional de Minas Gerais do Ministério do Trabalho e Emprego chancelou o documento e atesta que o fez observando o comando do artigo 614 da CLT que, por oportuno, trago à colação: “ Art. 614 Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverão, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acordo, o depósito de uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos. ( Redação dada pelo DecretoLei n° 229, de 28.2.1967) § 1º As Convenções e os Acordos entrarão em vigor 3 (três) dias após a data da entrega dos mesmos no órgão referido neste artigo. ( Redação dada pelo DecretoLei n° 229, de 28.2.1967) § 2º Cópias autênticas das Convenções e dos Acordos deverão ser afixados de modo visível, pelos Sindicatos convenentes, nas respectivas sedes e nos estabelecimentos das empresas compreendidas no seu campo de aplicação, dentro de 5 (cinco) dias da data do depósito previsto neste artigo. (Redação dada pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) § 3º Não será permitido estipular duração de Convenção ou Acordo superior a 2 (dois) anos. ( Redação dada pelo Decreto Lei n° 229, de 28.2.1967)” Portanto, se a autoridade competente para fazer a exigência confirmou o feito e reconheceu a legitimidade do documento e do Sindicato para representar a categoria profissional, descabe pois qualquer intervenção de jurisdição não comportando que o Auditor fiscal desconheça o registro e , em conseqüência acate os seus efeitos legais. Fl. 421DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Aparentemente deslocada mas logo constatada pertinente, faço intervenção para consignar que absenteísmo, segundo o conceituado Mestre Aurélio Buarque de Holanda Ferreira significa falta de assiduidade. Relevante destacar que a pretensão da empresa fica patente logo no primeiro parágrafo da convenção quando registra que o pacto visa estimular a redução do número de faltas e redução dos índices de acidente de trabalho mediante pagamento de valores, como adiante se verificará, previamente fixados, que efetivamente não se vinculam ou se condicionam à ocorrência de lucros. Aduz que os demais parágrafos apenas reforçam o objeto supra : “ Parágrafo Primeiro Os convenentes elegem como resultado o menor índice de absenteísmo nas empresas a ser alcançado em todo o período, assim como a redução dos índices de acidente de trabalho.” Estabelecendo as importâncias a pagar previamente fixadas, vinculadas ao CAPITAL SOCIAL INTEGRALIZADO, e não aos lucros, se observa o comando do parágrafo terceiro, verbis: “ Parágrafo Terceiro Os empregados representados pelo SITICOP MG e que atendam todas as condições definidas no Parágrafo Segundo, receberão, a título de participação nos lucros ou resultados das empresas , até o dia 10 de maio de 2004, a importância fixa total por empregado , a ser paga pelas empresas de acordo com a estratificação a b a i x o: CLASSIFICAÇÃO VALOR A PAGAR Capital Social Integralizado A t é 10.000.000 R$ 60,00 De 1.000.001 a 50.000.000 R$ 100,00 De 50.000.001 a 100.000.000 R$ 250,00 D e m a i s E m p r e s as R$ 300,00 Reforçando que o instrumento fixava valores e não índices em razão de desempenho consignaramse o registro mediante o parágrafo quarto: “ Parágrafo Quarto A estratificação acima visa meramente estipular os valores da PLR.” Aduz que as demais convenções anuais colacionadas nada modificaram a essência pactuada e simplesmente promoveram ajustes dos valores da sobredita tabela. Clareza e objetividade circunscrevemse ao caso concreto, ao fato em si. Assim cada caso deve merecer análise específica vinculada ao contexto procurando saber, inclusive, se trata de distribuição de lucros ou participação de resultados. Cumpre reiterar que essas regras têm que ser claras e objetivas para os pactuantes e não para terceiros, que tendo concordado com as cláusulas contratuais assumiram ter havido clareza e objetividade. Compulsório destacar que o conceito de claro e objetivo não se confunde com o conceito do que é justo ou injusto. Fl. 422DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 7 13 Concretamente, o que deve ser verificado é se a participação nos lucros ou resultados foi objeto de negociação entre a empresa e seus empregados, mediante , ressaltese , a facultativa escolha de um dos procedimentos – nos lucros ou no resultado legalmente previstos. Sobre os efeitos dos princípios gerais de direito privado na definição dos respectivos efeitos tributários, o Legislador preceituou o comando do artigo do 109 do Código Tributário Nacional – CTN , “verbis”: “ Art. 109. Os princípios gerais de direito privado utilizamse para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários.” Tutelar o pacto e ainda aduzir de forma genérica e emocional que este pode ser lesivo a uma das partes, qualquer que seja ela, não é prerrogativa fiscal. Também o simples fato da discordância das regras acordadas não caracteriza fato gerador para constituição de crédito tributário. A conclusão acima não trata de entendimento solitário. Neste sentido trago à lume o julgado abaixo transcrito: “Ementa: .... Não é um fato genericamente considerado que caracteriza o direito de se exigir o tributo. ....” (TRF2ª Região. EIAC 89.02.039560/RJ. Rel. p/ acórdão: Des. Federal Alberto Nogueira. Plenário. Decisão: 28/03/96. DJ de 28/10/96, p. 81.894.)” É relevante notar que na forma da parte final do § 1o do artigo 2 o , da Lei n° 10.101, de 19 de dezembro de 2000, o rol dos critérios e condições, inclusive mecanismos de aferição, que devem nortear as negociações não é taxativo posto que se admite considerar outros não expostos : “ ....podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: I índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; II programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente.” DOS CONTRATOS Sobre contratos, focando a questão no Direito Civil, Paulo Antônio Bengalli1 afirma que: “ Contratos Bilaterais ou Sinalagmáticos, produzem direitos e obrigações para ambas as partes que são credoras e devedoras entre si.” O brocardo latino “Pacta sunt servanda” referindose aos contratos privados, quer significar que esses devem ser cumpridos, por óbvio, nos limites da lei. 1 Paulo Antonio Bengalli, Direito Contratual no Novo Código Civil, 2003, p. 100. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 O programa PLR não é um programa impositivo da legislação. É uma ferramenta de gestão que permite uma maior participação e empenho dos empregados na produtividade da empresa, que proporciona a atração, retenção, motivação e comprometimento dos funcionários na busca de melhores resultados. Nenhuma empresa está obrigada a conceder participação dos seus lucros ou resultado aos seus empregados. Salientese que a lei de regência da PLR dispõe sobre a participação dos trabalhadores nos LUCROS ou nos RESULTADOS. Participar do resultado pode até implicar perdas de liberalidades obtidas alhures. Nesse sentido, cabe inclusive que as metas possam ensejar não necessariamente que a empresa obtenha lucros mais simples redução de prejuízos ou minimização dos fatores que concorrem para tal desfecho, daí que cada caso tem que ser visto sob este prisma com todas as nuances conjunturais o que agrega grande subjetividade às análises de terceiros, expectadores esses alheios às variáveis e razões prévias abordadas nas negociações que resultaram no pacto firmado. Na hipótese de a empresa ter distribuído participação no RESULTADO que buscou atenuar os prejuízos mediante pacto conjunto do corpo de empregados, não é razoável tributar tal esforço. É relevante trazer à colação jurisprudência no âmbito administrativo e no judiciário sobre a matéria : A Turma Ordinária da 6ª Câmara, do Segundo Conselho de Contribuintes , em 089/04/2008, mediante o Acórdão nº 20600640 do Processo 10680009628200705, enfrentando este tema, decidiu dar provimento ao Recurso Voluntário, verbis: “ Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2001 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NFLD SALÁRIO INDIRETO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS. OBSERVÂNCIA DA LEGISLAÇÃO REGULAMENTADORA. I A discussão em torno da tributação da PLR não cingese em infirmar se esta seria ou não vinculada a remuneração, até porque o texto constitucional expressamente diz que não, mas sim em verificar se as verbas pagas correspondem efetivamente a distribuição de lucros. II Para a alínea "j" do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, e para este Conselho, PLR é somente aquela distribuição de lucros que seja executada nos termos da legislação que a regulamentou, de forma que apenas a afronta aos critérios ali estabelecidos, desqualifica o pagamento, tornandoo mera verba paga em decorrência de um contrato de trabalho, representando remuneração para fins previdenciários. III Os instrumentos de negociação devem adotar regras claras e objetivas, de forma a afastar quaisquer dúvidas ou incertezas, que possam vir a frustrar o direito do trabalhador quanto a sua participação na distribuição dos lucros. IV O acordo em questão prevê regras e critérios, e até mesmo metas, sendo certo que estes foram devidamente instituídos pelos interessados na distribuição ora questionada. Sem dúvida que essas regras e esses critérios podem, numa avaliação pessoal, serem considerados como não sendo ideais para implementação de um Fl. 424DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 8 15 programa de distribuição de lucros. Contudo, o que não se pode aceitar é que essa avaliação pessoal se contraponha à vontade das partes externada no instrumento de negociação coletiva, e ferindo sua autonomia, contrariando assim o que a regulamentação da PLR mais valoriza, venha a ser pretexto para a desqualificação da natureza de um pagamento. Recurso Voluntário Provido.” Noutro giro, recentemente, 27 de outubro de 2010, referindose às verbas parceladas ao longo do ano, no Tribunal Superior do Trabalho a 2ª Turma, conforme o Acórdão do processo nº RR 19150052.2003.5.02.0461, entendeu que a natureza do PLR é indenizatória e assim se manifestou: “ VOLKSWAGEN DO BRASIL LTDA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. PAGAMENTO MENSAL EM DECORRÊNCIA DE NORMA COLETIVA. NATUREZA INDENIZATÓRIA. A despeito da vedação de pagamento em periodicidade inferior a um semestre civil ou mais de duas vezes no ano cível, disposta no art. 3º, § 2º, da Lei n.º 10.101, de 19.12.2000, o parcelamento em prestações mensais da participação nos lucros e resultados de janeiro de 1999 a abril de 2000, fixado no acordo coletivo celebrado entre o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Volkswagen do Brasil Ltda., não retira a natureza indenizatória da referida verba (art. 7º, XI, da CF), devendo prevalecer a diretriz constitucional que prestigia a autonomia privada coletiva (art. 7º, XXVI, da CF). ” RECURSO DE REVISTA. VOLKSWAGEN DO BRASIL. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS – PLR. PAGAMENTO MENSAL. NATUREZA INDENIZATÓRIA. ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL TRANSITÓRIA Nº 73 DA SBDI1. A jurisprudência desta colenda Corte se pacificou no sentido de ser válido o pagamento mensal da PLR instituída pela reclamada, sendo que tal pagamento não retira a natureza indenizatória da referida parcela. Decisão em conformidade com o entendimento consubstanciado na Orientação Jurisprudencial Transitória nº 73 da SBDI1. Incidência da Súmula nº 333 e do artigo 896, § 4º, da CLT. Recurso de revista não conhecido. DIFERENÇAS DA MULTA DE 40% DO FGTS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 341 DA SBDI1. Merece reforma a decisão regional que julga improcedente o pedido do reclamante relativo às diferenças da multa de 40% do FGTS, decorrentes dos expurgos inflacionários, porquanto contrário ao entendimento consubstanciado na Orientação Jurisprudencial nº 341 da SBDI1. Recurso de revista conhecido e provido.”( grifos de minha autoria) DOS PAGAMENTOS AOS NÃO EMPREGADOS A síntese dos argumentos da Recorrente se observa na alegação de que : Tratandose de participação nos lucros da empresa, a distribuição deverá beneficiar a todos os empregados, Fl. 425DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 indistintamente e de forma igualitária. Já no caso de participação nos resultados, nada impede a criação de planos setoriais e específicos por unidade ou setores da empresa, desde que os critérios sejam claros e objetivos. [...]" (g.n) Adiantando que discordo de tal alegação, de plano, destaco que a Recorrente não contestou o levantamento sobre diretores não empregados. Leitura atenta da Cláusula Quadragésima Terceira supra, revela que os critérios para recebimento da verba foram estabelecidos para pagar aos empregados. Ressaltese que tais valores não alcança os nãoempregados – os contribuintes individuais expressamente excluídos no pacto, esses não fazem jus ao estímulo. Desse modo, regras postas e pactuadas, assim devem ser cumpridas. DOS PAGAMENTOS AOS DIRETORES NÃO EMPREGADOS O artigo 13 do Estatuto Social da empresa aduz que : “ Art. 13° Os membros da Diretoria eventualmente destituídos pela Assembléia Geral antes do término do respectivo mandato, não possuirão direito a indenização de qualquer espécie.” O Auditor Fiscal segregou os pagamentos feitos aos Diretores não empregados sob o título PLD. Tal levantamento não foi expressamente contestado pela Recorrente. Agindo assim motivara o julgador, à luz do preceituado no artigo 17 do Decreto 70.235/72 , não enfrentar a matéria : “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997)” Ocorre que razão maior me faz enfrentar a questão na medida em que na própria Convenção Coletiva, a qual exorto deva ser observada sem tutela, leitura atenta da Cláusula Quadragésima Terceira, revela que os critérios para recebimento da verba foram estabelecidos para pagar aos empregados. Assim, tais valores não alcançando os não empregados – os contribuintes individuais expressamente excluídos no pacto, devem sofrer a incidência tributária, inexoravelmente: “ Cláusula Quadragésima Terceira Participação nos Lucros ou Resultados Considerando as disposições da Lei n° 10.101, de 19 de dezembro de 2000, que facultam às entidades sindicais patronais e profissionais celebrarem instrumentos coletivos para a fixação de critérios para a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados das empresas , o SICEPOT MG e o SITICOP MG resolvem estabelecer, através da presente convenção , os critérios para o recebimento desta verba pelos empregados integrantes da categoria da construção pesada no Estado de Minas Gerais ,referente ao anobase de 2003, observadas as condições descritas nos parágrafos seguintes. ”( grifos de minha autoria) Fl. 426DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 9 17 Desse modo, regras postas e pactuadas, assim devem ser cumpridas. Que não se alegue pacto adjeto para sustentar os pagamentos tendo em vista que qualquer acordo suplementar tem de respeitar o principal. O Auditor Fiscal, à exemplo do que destaquei alhures, às fls. 63 de seu Relatório, também o fez em relação ao parágrafo terceiro da Convenção Coletiva onde ele também, observa que ficou pactuado que os pagamentos estão vinculados ao CAPITAL SOCIAL INTEGRALIZADO da empresa. Desse modo, resta claro que não havia vínculo algum com lucros a serem atingidos. Ainda que perseverasse mantendo seu entendimento de que o plano era de participação de lucros e não de resultado como assevera a empresa, se este era motivo de autuação então seria caso de se efetuar um único levantamento em razão de descumprimento de um mesmo fundamento. Isto posto, considerando que o Auditor Fiscal condenara o acordo em razão de que no seu entendimento este não continha regras claras e objetivas para o pagamento do PLR, então todos os pagamentos seriam de sofrer incidência tributária pela mesma fundamentação logo, não se vislumbra de imediato motivo para efetuar vários levantamentos sob o mesmo fundamento legal. Entretanto, o Auditor Fiscal efetuou 4 levantamentos sob o mesmo fundamento : PL1 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS EMPREGADOS Folha de Pagamento Cód. 226 PLA PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS EMPREGADOS Folha de Pagamento Cód. 226 PL2 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS EMPREGADOS Conta Contábil 2.01.06.00010 PLD PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS DIRETORES Conta Contábil 2.01.06.00010 A circunstância permite licitamente deduzir que o Auditor Fiscal agiu de forma conservadora aventando, apesar de não declinar, hipóteses de não incidência contidas no bojo de um lançamento único que maculariam a sua totalidade de vício comportando nulidade . Se assim foi, agiu bem a Autoridade Fiscal tendo em vista que Convenção resguardou direitos apenas aos EMPREGADOS e não poderia ser diferente. Assim, em razão de tudo que foi exposto, o levantamento titulado Participação nos Lucros DIRETORES PLD deve mantido ao tempo que os demais PL1, PLA, e PL2 devam ser excluídos: DAS INCONSTITUCIONALIDADES Referindome às argüições de inconstitucionalidade, exorto a Súmula nº 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF : “ O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” DA MULTA. É compulsório observar que o artigo 144 do Código Tributário Nacional CTN aduz que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada : “ Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Fl. 427DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 Na hipótese de novos critérios de apuração ou de novos processos de apuração é que se aplica a previsão do § 1º deste artigo: “ § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios ” O presente lançamento não está submetido à novos critérios de apuração. Assim, ainda que estivesse não implicaria inobservar o preceituado no caput do artigo 144 CTN: “ O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada ” Na forma do registro de fls.28, no Relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD e Acréscimos Legais da Multa, o cálculo do valor da multa teve por base os parâmetros estabelecidos pelo art. 35, I, II, II da Lei n°8.212/91. Entretanto o artigo supra foi alterado pela Lei 11.941/2009, estabelecendo não novos critérios de apuração mas determinando que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%: “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator) Lei 9.430/96: “ Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. Fl. 428DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.012380/200978 Acórdão n.º 2403001.387 S2C4T3 Fl. 10 19 § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o §3° do art. 5°, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.( Vide Lei n° 9.716, de 1998)” MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, impõese, portanto, o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 de modo que comparando o resultado com o valor da multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 prevaleça a multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa cuja a definição do cálculo se observará quando a liquidação do crédito for postulado pelo contribuinte, de acordo com o artigo 2° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n°14, de 4 de dezembro de 2009: “Art. 2° No momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte, o valor das multas aplicadas será analisado e os lançamentos, se necessário, serão retificados, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos da alínea "c" do inciso II do art. 106 da Lei n ° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN.” Fl. 429DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 20 DA MULTA DE OFÍCIO Exortando os mesmos artigos para aplicação da multa de mora, se nota que a penalidade de impingir multa de ofício às contribuições previdenciárias só se observa a partir da ocorrência de fatos geradores contemplados na vigência da edição da Medida provisória MP 449 de, 03/12/2008 não sendo, portanto, motivo de imputação aos fatos pretéritos como os dos lançamentos em tela que se reportam ao período 05/2004 a 08/2007. Desse modo, excluase a multa de ofício. CONCLUSÃO Conheço do recurso, para NO MÉRITO,DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, determinando a exclusão da multa de ofício e dos levantamentos PL1, PL2 e PLA bem como se proceda por ao recálculo da multa de mora conforme o artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n °11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% , critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Fl. 430DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.005800/89-96
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1992
Ementa: CLASSIFICAÇÃO.
1. Rejeitada a preliminar de nulidade do processo em face de produção de novo laudo pelo INT.
2. O produto SDAD-Estearil Dimetil Amina (Dest.), classe amina terciária, teor de pureza 97%, qualidade industrial, estado físico sólido/pastoso classifica-se no código TAB/SH 2921.19.9999.
3. Recurso provido.
Numero da decisão: 301-27.171
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade, em face da produção de novo laudo do INT; no mérito
por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os cons. OtacíIio Dantas Cartaxo e Itamar Vieira da Costa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTÔNIO JACQUES
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ementa_s : CLASSIFICAÇÃO. 1. Rejeitada a preliminar de nulidade do processo em face de produção de novo laudo pelo INT. 2. O produto SDAD-Estearil Dimetil Amina (Dest.), classe amina terciária, teor de pureza 97%, qualidade industrial, estado físico sólido/pastoso classifica-se no código TAB/SH 2921.19.9999. 3. Recurso provido.
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CLASSIFICAÇÃO. 1. Rejeitada a preliminar de nulidade do processo em face de produção de novo laudo pelo INT. 2. O produto SDAD-Estearil Dimetil Amina (Dest.), classe amina terci~ria, teor de pureza 97%, qualidade indus trial, estado físico sólido/pastoso classifica-se no código TAB/SH 2921.19.9999. 3. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Canse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em rejeitar a prelimI nar de nulidade, em face da produção de novo laudo do INT; no m~rito por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os cons. OtacíIio Dantas Cartaxo e Itamar Vieira da Costa, na forma do relatQ rio e voto que passam a integrar o presente julgado. • ! Re corria a IRF - PORTO - RJ. Brasília-DF em ITAMAR de agosto de 1992. - Presidente. Relator. RUY RODRIGUES DE SOUZA - Proc. da Fa;:enda Nacional. VISTO EM SESSÃO DE: 1 6 FEV 1993 RP/301-0.393. Participaram, ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, JOS~ THEODORO MASCARENHAS MENCK e RONALDO LINDIMAR JOS~ MARTON. Ausente a Cons. MA DALENA PEREZ RODRIGUES. OA"I"'/D' - IECoe "ft 04J'/91 M ,j. M. -2- l'ICFi'" ... TFCCllm CUI'IECI...HU DC CUHTF:1J:-:1111'ITC~; 1::'1,11'11:11"" C('\I'I('oI::,~,,, 1',FCUI,~'iCl 1'1" 112.866 (.1CUI::D,c,1i 11" 301-27,171 RCCClRRFHIF. HERGA IHDUETR1AE QUIMIIAS l_TOA RCCURR1DA " IRF-i"'IIRTU-RJ" I,EI ..ATClF: LUIZ (',HTUHIU .:MCQI..II:!:! .. R C I...A T Cl R I Q t(.;~r'iIl :i, n {:\d a :I.(j)(ll!1 lE'~:i.o 1:~e.t(:)v'I')a c:) 1:)I"e~;PI'l.te l:)l"()(::e~;~~;()(:Ie (:I:i.:I.i.gêllC::i.A ao :I:I~I'T'!I (1e-" IJe:La 1:~e!!;(Jl~.I~:a(:)I'~" 3():L....634.1 às '1:15" 6()/61.!, (:Ie :1.4 (je fllal"~(J (:Ie e(11 ~:;e~;!:;a(J(J v'pJ.atól'":i(:) e V(J.tc~ tlt,lO en)t)a!Sal~afll a 1:~e~;(:):Ll.l~a(J" qu:i.n t(.~m t(.:~r'mD~:;:: C= 1',1 n :i. t.I":i.la!::. (" I I",',,"". ':. )\ '''H2U 1" (:J 1:)I'"C:)cll.l"t(:) exanl:i")clej(:) é 1:lel'":ivaclo (:10 g(:)v'~:I\.'I"a arl:i{lla:l. (!~;el:)(:)? B.~.;t~J.~.n.~.:.~.~!?.t~!~.::u PI'"Odl..ltCJ "Ul)(.)1) .... Es+.(.:.~(':\I":i.lD:i.m(~.~t:i.l Am:i.na DEST'1 é l.tA) (:;(:){Ill:)(:)~:;t(:)(je (:)I":i.gorll 1'}a.t~.ll"aJ. (::(:)r}~;.t:i..tl.t:l.d(:) (:10 1.({lla (I)j.~; ... .tl.II~A (:10 a{ll:i.I'~a~:;ql"axA~:; .toJ"(:i.ál"ia~~ (:)t).t:l(:la~;l:)ol.() ~)l"(:)e:e~~~~()ele I')j.(jl"()qel'la~:a(;) (::a.ta:I,:ttj.(::a (la I'}i..tl"i:la el(:) !5el:)(:) Ila.tl.ll"a:lp c:ll.le é l.lill IJ1"(](jl.l.t(:) ()I"g~l'l:i.e:(:) (:10 (:)I"iqeil) Al')iola:I .., l.Jfll (:I(:)~~ ~)I"(~(::O~:;~~(:)~; (:Ie (:)I;)tel'I~:aC) (:Ie!:;!:;a~; Afll:i.l'la~; !:;e r'e~;l.lflle l'}a~:; :l;egl.\:i,I.)'te!l; 1"ea~~()e!5:: [) U Ii 6.. 11 (" . .•. HHo ---,. (I": C "'UH " ....1..1 n 2 • H ....1':: CH2r, 1'" c= 1,1 H2,{:. ., "- c"",\ t lo 1', "'CH2 I": CH2 .f H2 ""'" ). / 1'1 C113Cat 1', CH2 :f. 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HIllvl (~':~)!' tl"<;\n~i;CI"'C)VC~mn!l;~: • ) Rec. 112.866 Ac.301-27.171 II U ~:; p r"c,d ti. tü;:; d (.~ c:()n ~:;.-1:.:1, tu:L ~;:~':\n q 1..1.J in :i. c ~':'\ d c:'-r :i. n i c1l:"\ ~:;~':\D ,':'1.q U.c.~.... :I.p!;; (:(J(111:)(:)~5.t(:)~:; (:I~.!:Lnl:j.(::(:)~:; c:t.\.:~a P~:;.tl"\.l.tl.!I"A !SP (::(:JI"ll"lPc::e!1 Cll.~e "l0(J (::<;)I"ltéfll (:)l.l'tr"a !:;l.lb~;;.t8r'1(::i.a cle:I.:i,I:)Plra!:lafllPI"lte A(i:i. (:::i,C:)I'lACI0 !' (1l.ll"01"j"te ()ll 21:)(~S; (:1 'f:a I:)[":i. (::(] ,. I~~:~;te!~(::C)fI11J(:I!:;-t(:J!:; r)(:)(:lenl C:C)I"l"tel" i in pu f'(,.,:r. (':'.!i; " " " Cl tel"fllC:) :j.flll:)t.lv'PZa!;; al:):I.:j.c:a-"~:;e eX(::Ll.l!~:i.va(llel.).te à!5 !:;l.ll:)s;"tâl"l,. (::i0~:; (::lA.ja a~:;s;(:)(:::j.a!i:aC) (::(:)(11C) (::(:lrlll:)C)S~.t(J (:Il.l:i.rni.(::c:) (:I:i.1i;t:i.ll.t(:) f'"c,:,:'~;~ult.~':'•.~, f:!>~clu~;;:i.\}~':i. c.:.:'dir.(.:.:,t,.;'t.fnc:'ntc.! elo l)f"'nc(.:-s~:;(J ele.:.! 'f~).hl"":i." LC)" 11 \-'10 (:,:",~i;D (:10 "SDAD .... E~:;t(.;~<';'I":i.l D:i.m(.:.!1.::i.lAm:i.na D(.;!mt" I, ~I <-:-.\~:;t<:'t.~:; a{n].I')0~:; Yf"axa~:; ~:;a(~ ~)f"'c:)Vef'):iel'Jte~~ (:10 l'l:i(jr'(:)YPI')a~:ac) c:ata:l.l .... t:i(:a (1a j')j.tr"i.].a (1c) ~;pIJ(J~I.(:ll.le PC) I'" St~2 0ez!1 é C:(:)I'l~:;.t:i.tl.l:i(jc) (:Ie l.{nla (nj.~:;tl.ll'-a (10 á(::i.(:I(:)~; YI"axt)~~(66% (:10 á(::i.I:!C:) e~:;.teál"':i'- co, 3()% (10 á(:::i(:I<:) ~)a:L(fl:Ltj.{::(:) e q% ele á(:i.c:lc) (n:i.r-:r.~;.t:f.c:(J)" (:;C)I'l~i;:i.(:lel"'al')d(J""~;e0 (:le'f:j.I'I:i.~:ac) (:10 ~II~~:I'IAB~Ipav'a '1;:il'IS~ (10 (:::L0S!i;:j.'f;j.(:2~:2(:)a:L":al')c:leyál'"j.a, (l)e~;(n(J C:Cl(n a 1:)I"e~;el'I~:2 (:Ie <:I:i..... vel ...~j2S; an)j_l'la~s gf"2xa~5~1 tl'"a.ta ....~5e (10 l.l(l)c:(:)n)IJO~;t(J (1e (:(:)I')!S'" t:i.tl.l:i.~:2(:) (~l.l1(lli(::2 (ie-f::i.I'):i(ia" 3" 1:~ll.tr-e a~:; ~i~l.ll:)~s.t~llc:j.as;PI'lC:(:)I.)tl"2(:las 1'12 al'lá:L:l~;;P, p;;.tá 1:)I...e .... ~5el'1.te a p!s.teal"i.]. (1:ifllet:i.]. 2(I)j.l'la'? 8.fr.~.:.d1~}.~~~...J:.~'i\:: b :i. 1'1'1~I (I c.! t,cD l' cJo cn In :f. '1:.(-:-~m {~~ cJ u Fi: C~~i~U :I. t ,;\cf D d (.:.~ An {'~:I.:i.~:;(?" 4" (:;(:)(11':) r)(:)~!;:i .. t:iv(:), e(ll (ll.le 1:)I'(JI:)C)I"'~a(J? t~g.~.i.~.p.Etm.".t.ü:;l)o:.:-!\):i.clD {':•. C:D(flpl(-~x:i.c1i:'t.dc~~c,lo 1'.II"'Ddl..'.t.D~, !!:.c:'í1'lc:'l"'I'Lc.\ .fu .... 1'" <:".1"1"1 f'" (-;.:, ,:\ ], :i. :.:-:,;'\d i:t. ~;:. ~':',n~'~I.:I. :i. ~;, C~ ~;; q LI i:\ :I. :i. ti:', t :i. \) •.:'t. !:~" I r Rec. 112.866 AC.301-27.171 ~I U T U dt(.~ndid(:\ c:i.on~:\l d(.:~ (;1u,,)I') to <:\ IJr'(.!l :i.m:i. 1""1<":\1" l('.~:'v<':\n ti:,da P(.:.;.lD I"C'!CDf'I'''(.:.~n t(-:.! !\, C:'rl t.:.:.:'ndo qu<:\ndo foi oU'v'idn (JUtl"O li:l.bül"dtól"io!! no C:i:,~:~no In~;;.t:i.t.utD 1.,1(.:\.... 'r(.?cnoloq:i.i:"\ :[I",IT~, com ~:;(':'~I..l.l:h:I.""(':':'CC~lr técn:i.co!l <\~:; "fl~:;." l'lc) fllét'j."l(:)!l (::<:)11)(:)1:;0 (:JtJ!:;et"va 1")(:) 1:~8:I.a.t()I":i.(:) () ~)al"e(:el" (:I() INT é taxatIvo q'Jal,do respolldendo ao qlJesito lI. 2 da Resolu~:aQ desta (:~~)cll'cl~(je"f::ll'lj,I')(:I(:) (:ll.l8 (:) (::C:)flll:)(:)!;'tc:) é (:10 (:C)I.)~;t:l.tl.lj.~a(J qt.t:[nl:lc:a c:le"f::i,I"):i(:la •. 1"1" '",' ....: .... \ Ii '" D C (':\~:;(.\ (:1D ~:~D I~D ....F ~:;.t f.~(':'.f' :i.:I. D i mc\ t :i.:I. (.1rn :i.n (':'. 1) (.~~:;t "" !l (.:.:,~:;.t (',l.~:~ (':\(ll:Lrl~':\~:;ql"dX~':\.~:;Ei:'.O pf'ovpn:1.(.~rl'l:.(.~~:; dc\ h:i.df'()(J';:.~rld~i:dC) c(.:\t(.:\1:[ .... t:i.(::a I'l:i,t"'j,:l.d (J(:) !:;eIJ(:)~(:ILlO pClr Sl.ld vez~ é (::(:)I,)~:;.t:i .. tl.ll(:I(:) ck~ I..l.r'lk',. m:i.~:;'1:.1..1.1" t':'. c1C~ A c: :i. d D ~;; (,:,I I'" i,\ X O~:; ( 6 6 :",~ d (.~ / .•.c: :i. ti C) c! !:; t (.~~'~I.I'" i .... (::C:)!I 3()% (:10 ác::i.(:I(:)1:)a:l.fll:[t:i(::(:)p 4% (:10 ác::i.(:I(:) (ll:i,I":I.i:;.t:i.(::(:)" C () n~:;:i. cl f.' t'. \:\ n cf () .... !;; [.! (':1. cI f;\'f :i. n :i. ~i:(:\C) d (':\ H E 1'1":-:'1[:!I P ~':\I" (':\ '1' i I') ~:; d (.;.~ (:::Ld~;~:;j.'f:i(::a~;:a(:)a:I.'f:al'l(:legál":ia~ (110S;n)(:) (:(:)(11a 1:)I"e!;;el'l~:a de (J:i.vel"s;a~5 arll:ll'ldS; qlraXa!5~ tlrata"-~:;p de l,lfll (:(JfllP(:)S;.t(J (:10 CDn !;;t:i.tu :i. ~;>':\D qu :r.m:i. Ci:\ c/r.:"" :i.l'l:i.d(':\" 11 O pv'ndlJto :i.rnpC)t ...t~':\dn (':'.0 se:.I'" cl(':\,s~:;:i.'f:i.C:(':'.donn C(;I.P:f. 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D 1.'.'!.~}9..,...c:oínp I"'(.:'(.~n . d (.:.~:: p.r~ J.~.rq.~;'J..tJ..~.:.~.m ~h::~~;~qD..m.".t;!,.".t~:~.):.~!n.rL~.:.t.~tL_III..:,i, ~.:.:J::\ ~J..~';';'.:ttD.;!:J,lj:~. (:\ p I"[.~~:;c~nt i:\c1 (':l. ~;; :i. !:;n:l. <':,~da . flH.:.~nt(.:,~"" " 11 cu I"~:;C)" 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10380.013296/2007-30
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2000 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA.
Não constitui cerceamento de defesa, quando do indeferimento da produção de prova pericial em desacordo com o art. 16, IV do Decreto n. 70.235/72,
bem como o recorrente não demonstrar sua necessidade.
DECADÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial,
por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
BOLSA DE ESTUDO AOS FILHOS OU DEPENDENTES DOS FUNCIONÁRIOS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Deve incidir contribuição previdenciária em relação à bolsa de estudo fornecida em favor dos filhos ou dependentes dos funcionários ou sócios, ante a ausência de previsão legal em sentido contrário.
MULTA DE MORA.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.366
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por maioria de
votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência parcial de 12/2001 a 09/2002, com base no Art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de voto, dar provimento
parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2000 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não constitui cerceamento de defesa, quando do indeferimento da produção de prova pericial em desacordo com o art. 16, IV do Decreto n. 70.235/72, bem como o recorrente não demonstrar sua necessidade. DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. BOLSA DE ESTUDO AOS FILHOS OU DEPENDENTES DOS FUNCIONÁRIOS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Deve incidir contribuição previdenciária em relação à bolsa de estudo fornecida em favor dos filhos ou dependentes dos funcionários ou sócios, ante a ausência de previsão legal em sentido contrário. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência parcial de 12/2001 a 09/2002, com base no Art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
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CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não constitui cerceamento de defesa, quando do indeferimento da produção de prova pericial em desacordo com o art. 16, IV do Decreto n. 70.235/72, bem como o recorrente não demonstrar sua necessidade. DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. BOLSA DE ESTUDO AOS FILHOS OU DEPENDENTES DOS FUNCIONÁRIOS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Deve incidir contribuição previdenciária em relação à bolsa de estudo fornecida em favor dos filhos ou dependentes dos funcionários ou sócios, ante a ausência de previsão legal em sentido contrário. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 292DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência parcial de 12/2001 a 09/2002, com base no Art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 293DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10380.013296/200730 Acórdão n.º 2403001.366 S2C4T3 Fl. 63 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD (DEBCAD n. 37.131.5867), emitida em 29/10/2007, cuja notificação ocorreu em 30/10/2007 (fl. 01), lavrada em face do INSTITUTO EDUCACIONAL CHRISTUS LTDA, no valor de R$ 77.123,05 (setenta e sete mil, cento e vinte e três reais e cinco centavos), referente as contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre os valores de bolsas de estudo disponibilizadas aos segurados empregados, correspondentes à parte do empregado, conforme artigo 20, da Lei n. 8.212/91; da empresa; previstas no artigo 22, inciso I da Lei n. 8.212/91, àquelas destinadas ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrete dos riscos ambientais do trabalho, previstas no artigo 22, inciso II da Lei n. 8.212/91 e as relativas a outras eatidades (SalárioEducação, INCRA, SESC, SEBRAE), previstas no artigo 94 da Lei n. 8.212/91. Também estão incluídos os valores de contribuições previdenciárias incidentes sobre as bolsas de estudo disponibilizadas aos contribuintes individuais sócios, correspondentes à parte da empresa, conforme artigo 22, inciso III da Lei n. 8.212/91, e, no que couber, parte dos segurados, conforme artigo 4o da Lei n. 10.666/2003 e do artigo 216, inciso I, alínea “a” do Decreto n. 3.048/99 que aprovou o Regulamento da Previdência Social — RPS. Segundo o Relatório Fiscal de fls. 126/131, as remunerações correspondem às bolsas de estudo disponibilizadas aos filhos dos segurados empregados e contribuintes individuais (sócios). As citadas remunerações foram auferidas indiretamente, nos termos do art. 33, § 3o da Lei n. 8.212/91, tendo em vista que a Recorrente não atendeu às intimações da Fiscalização para que apresentasse a relação de alunos bolsistas, da relação de bolsas conceddias a filhos e/ou dependentes de professores, dos relatórios escolares, dos livros de registro de matrículas e da relação de matrículas. A Fiscalição compreendeu as competências entre 04/2000 a 12/2006. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 193/219. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza (CE), por meio da 5a Turma da DRJ/FOR, prolatou o Acórdão n° 0814.220, de fls. 222/231, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2000 a 31/12/2006 DECADÊNCIA. PRAZO. STF.CTN. O Supremo Tribunal Federal decidiu, através da Súmula Vinculante n° 8, pela inconstitucionalidade do prazo decadencial de 10 (dez) anos Fl. 294DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 4 estabelecido nos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91. Aplicarseá, assim, o prazo geral de ,5 (cinco) anos determinado pelo CTN. SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. BOLSA DE ESTUDO DE FILHOS DE SEGURADOS EMPREGADOS E DE SÓCIOS. As bolsas de estudos fornecidas a filhos de segurados empregados não estão contidas entre as parcelas excluídas da basedecálculo das contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações desses segurados, conforme se depreende do disposto na Lei n° 8.212/91, art. 22, I e § 2°, art. 28, I e §9°. Constitui prólabore indireto: dos sócios bolsa de estudo concedida a seus filhos. AFERIÇÃO INDIRETA.. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Ocorrendo recua ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputar devida, cabendo empresa . ou ao segurado o ônus da prova em contrário (Lei n° 8.212/91, art. 33, §3o). Lançamento Procedente em Parte” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 262/272, com os seguintes argumentos, em síntese: Inicia resumindo a lide. Do cerceamento do direito de defesa A Recorrente pleiteia a nulidade do acórdão pelo indeferimento do pedido de prova pericial, tendo em vista que a DRJ, ao negála, limitouse a dizer que os requisitos contidos no art. 16, IV do Decreto n. 70.235/72 não foram atendidos; sendo a prova pericial de suma importância para o caso concreto, tendo em vista a realização da aferição indireta (arbitramento). Alega que a Fiscalização na aferição desconsiderou aspectos importantes como o fato de que nem todos os filhos em idade escolar estudam na instituição da Recorrente, assim como não foram consideradoss os valores das mensalidades dos bolsistas. Sustenta que para a constatação desses equívocos não basta a apresentação de documentos, mister se faz a realização da perícia, para que seja analisada a verificação de toda a escrita fiscal, afim de evitar as dúvidas, vedadas pelo Direito Tributário, ante o princípio da estrita legalidade. A Administração Pública está obrigada a adotar o princípio da verdade material, nos termos do art. 29 do Decreto n. 70.235/72. Traz doutrina para ao final requerer a nulidade, vez que o pedido de prova pericial não poderia ser negado “sob o singelo fundamento de que não foram preenchidas as devidas formalidades.” Quanto à decadência do direito de lançar A Recorrente entende que deve ser aplicada a decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN, vez que houve pagamento a título de contribuição previdenciária e mesmo que não houvesse, no caso em tela deve ser aplicada a decadência nos citados termos. Fl. 295DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10380.013296/200730 Acórdão n.º 2403001.366 S2C4T3 Fl. 64 5 Traz jurisprudência e ao final conclui que decaiu o período compreendido entre janeiro de 2000 a setembro de 2002. Quanto ao mérito A Recorrente sustenta que o entendimento da DRJ, no sentido de que as bolsas de estudos concedidas a filhos de empregados devem ser consideradas como salários indiretos não merecem guarida, tendo em vista que o auxílio não é destinado a retribuir o trabalho, como preceitua o art. 28, I, § 9o, “t” da Lei n. 8.212/91. O auxílio serve apenas para permitir o trabalho daqueles que não podem deixar seus filhos em outras instituições, dando maior satisfação ao funcionário pois está próximo ao filhoaluno, segurança à sociedade quanto a qualidade do ensino prestado pela instituição, vez que “se os serviços de ensino prestados são tão bons, porque os próprios filhos dos professores e dirigentes estudariam em outras instituições?” Traz jurisprudência do STJ no sentido de que o auxílioeducação concedido aos filhos dos empregados não possui natureza jurídica de salário. Quanto ao inválido arbitramento A Recorrente repete os mesmos argumento do tópico “Do cerceamento do direito de defesa”. É o relatório. Fl. 296DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 274, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA A Recorrente entende que teve cerceado o seu direito à ampla defesa em face do indeferimento da produção de prova pericial. Ocorre que, para o deferimento da produção de prova pericial, mister se faz que realmente haja necessidade da sua produção, que nos autos haja algum ponto controverdido que precise ser esclarecido. Nesse sentido, lecionam Marcos Vinícios Neder e Maria Teresa Martínez López (Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, 3a edição, Dialética, 2010, pág. 295), verbis: “De fato, a perícia tem sido muito utilizada para esclarecer dúvidas técnicas, como, por exemplo, a composição química de determinado produto, para dirimir dúvidas quanto à melhor classificação fiscal para fins de cobrança do IPI. No caso de documentos fiscais, em que pairam dúvidas sobre a ocorrência de falsificação, a perícia é igualmente necessária quando somente um técnico especializado puder se manifestar sobre a matéria, indicando os elementos que o levaram a sua conclusão.” E complementa na página 296, verbis: “Caso a autoridade julgadora entanda ser desnecessária a perícia, tem o dever de, expressamente, motivar sua recusa sob pena de ser declarada a nulidade da decisão de primeira instância.” Nesse sentido segue a jurisprudência, verbis: Acórdão n. 10421.032, sessão de 13/9/05. Ementa: PAF – Pedido de Realização de Diligência e Perícia – Indeferimento – A diligência e a perícia não se prestam para produzir provas de responsabilidade das partes ou colher juízo de terceiros sobre a matéria em litígio, mas a trazer aos autos elementos que possam contribuir para o deslinde do processo. Devem ser indeferidos os pedidos prescindíveis para o desfecho da lide. Publicado no DOU em 18/4/06. Ademais, o indeferimento da perícia requerida, deuse em face de ter sido feito em desacordo com a legislação regulamentadora do Processo Administrativo Fiscal Fl. 297DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10380.013296/200730 Acórdão n.º 2403001.366 S2C4T3 Fl. 65 7 PAF, consoante disposição do art. 16, IV c/c §1° do Decreto n° 70.235/72. Nesse sentido, segue a jurisprudência do CARF, verbis: Tipo Recurso RECURSO VOLUNTÁRIO (RV) Tributo / Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL/LL Data Julgamento 17/12/2008 No. do acórdão 10809775 Cons. Relator ORLANDO JOSÉ GONÇALVES BUENO Decisão do colegiado: Por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Orlando José Gonçalves Bueno (Relator) e Cândido Rodrigues Neuber, que limitavam a multa isolada por falta do recolhimento da estimativa ao tributo devido. Designado o Conselheiro Nélson Lósso Filho para redigir o voto vencedor. Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Irineu Bianchi e Karem Jureidini Dias. Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL EXERCÍCIO: 2001, 2002, 2003, 2004 (...) PEDIDO DE PERÍCIA. REQUISITOS. INDEFERIMENTO Considerarseá como não formulado o pedido de perícia que não atenda aos requisitos previstos no artigo 16, IV c/c §1° do Decreto n° 70.235/72. Recurso Voluntário Negado. (grifo nosso) Não obstante as razões acima, a aferição indireta se deu em consonância com a legislação vigente, qual seja, de acordo com o art. 33, § 3o da Lei n. 8.212/91, ante a negativa da Recorrente em apresentar a documentação solicitada. Razão pela qual, não estava desincubida de provar o alegado. Pelos motivos expostos, não há que se falar em cerceamento de defesa, ante ao indeferimento da prova pericial. DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus Fl. 298DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 8 respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. O presente caso importa a aplicação do prazo previsto no art. 150, § 4º do CTN, pois, da análise do Discriminativo Analítico de Débito – DAD, especificamente nas fls. 06, 07, 15, 17, 18, 19, 20 e 21, verificase que houve pagamento parcial da Contribuição Previdenciária em várias competências, assim como, analisando o Termo de Encerramento da Fl. 299DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI Processo nº 10380.013296/200730 Acórdão n.º 2403001.366 S2C4T3 Fl. 66 9 Ação Fiscal – TEAF, na fl. 120, a Fiscalização destaca que examinou “Comprovantes de Recolhimentos”, fatos esses suficientes para a aplicação da decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Após o julgamento da DRJ, o período de apuração permaneceu em relação às competências compreendidas entre 12/2001 a 12/2006. A notificação ocorreu em 30/10/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 12/2001 a 09/2002, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. DO MÉRITO A Recorrente foi autuada por não incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária os valores correspondentes à bolsa de estudo fornecida aos filhos e/ou dependentes dos segurados empregados e individuais. Em relação à Bolsa de Estudo, assim disciplina a alínea “t”, § 9º, art. 28 da Lei nº 8.212/91, verbis: Art. 28 (...) (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (grifo nosso) Da análise da citada legislação, constatase que apenas os valores destinados à qualificação dos funcionários não devem incidir contribuição previdenciária. Ademais, a Câmara de Recursos da Previdência Social – CSPS, já se manifestou nesse sentido, verbis: EMENTA: PREVIDENCIARIO. CUSTEIO. NFLD.BOLSAESCOLA. SALARIO DE CONTRIBUIÇAO. INCIDENCIA DE CONTRIBUIÇAO PREVIDENCIARIA. HIPOTESE NAO PREVISTA NAS ISENÇOES DO § 9° DO ART. 28 DA LEI 8.212/91. I Os subsídios concedidos a título de bolsa escola, aos filhos ou dependentes dos empregados da empresa, integram o conceito de saláriodecontribuiçao, nao se enquadrando em nenhuma das hipóteses isentivas previstas no § 9° do artigo 28 da Lei n° 8.212/91. RECURSO CONHECIDO E NAO PROVIDO. 04ª CaJ Quarta Câmara de Julgamento (CRPS 35395002518200284 20/09/2004) Fl. 300DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI 10 Portanto o pleito da Recorrente carece de previsão legal. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente em parte o recurso para reconhecer a decadência do período compreendido entre 12/2001 a 09/2002, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 301DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 27/07/2 012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRIN GARI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.005065/89-75
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 17 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Wed Feb 17 00:00:00 UTC 1993
Ementa: l. Multa do artigo 526, II do Regulamento Aduaneiro. 2. Existência
da Guia de Importação nos autos. 3. Dado provimento integral ao
recurso.
Numero da decisão: 301-27.329
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros João Baptista Moreira, relator, Ronaldo Lindimar José Marton e Itamar Vieira da Costa. Designado para redigir o Acórdão o Conselheiro José Theodoro Mascarenhas Menck,
na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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Recorrente', J'ie corrid 17 de fevereiro 3 Sessão de de 1.99_ 112.366 • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros João Baptista Moreira, relator, Ronaldo Lindimar José Marton e Itamar Vieira da Costa. Designado pa~ ra redigir o Acórdão o Conselheiro José Theodoro Mascarenhas Menck, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do. Brasília-DF. em 7 de fevereiro de 1993. VISTO EM SESSAO DE: ITAMAR VIE DA STA - Presidente ,ri. u" ,(;~Jrt*li ;£vt fi ' JOSE~ODORO MASC'RENHA~ RelatorDeaisnado SEV SILVA~IRA - Proc. da Faz. Nacional 2 6 AGO 1993 Participaram, ros: Fausto de e Luiz Antônio ainda, do Freitas e Jacques. presente julgamento os seguintes Conselhei- Castro Neto, Sandra Míriam de Azevedo Mello DAMEFP/oF ~ SECOB N'l 047/92 ~ •••.H. 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N. 112.366 - ACORD~O N. 301-27.329 RECORRENTE INDOSTRIAS QUIMICAS RESENDE S.A. RECORRIDA IRF - Porto do Rio de Janeiro - RJ RELATOR : JO~O BAPTISTA MOREIRA RELATOR DESIGNADO : JOSÉ THEODORO MASCARENHAS MENCK R E L A T O R I O Adoto o Relatório integrante da decis~o Res. n. 301-5B6, de fls. 55 et seqs, ut infra: "INDOSTRIAS QUIMICAS RESENDE S/A., através da Declara- ;~o de Importa;~o (D.I.) n. 12.332/86 (fls. 3/6) e ao amparo da Guia de Importa;~o (G.I.) n. 131-86/915-3 (fls. 7) e Aditivo n. 131-86/458-5 (fls. 8), submeteu a despacho 3.830 kg (=1.993 kg base 100%) de Acido Chicago SS (= Acido do Naftol -Dissulfenico-Amino) (=Acido-l-Amino-8-Hidroxinaftaleno-2.4-Dissulfenico) (=Chicagosaure 55), teor de pureza: 52,041., restante: as seguintes impurezas sem ati- vidade química: 44,461. Cloretos sódicos e ou/potássicos; 3,51. Sal mo- nossódico, peso molecular: 319, classificando o produto no código TAB 29.23.12.00, com alíquotas de 301. para o Imposto de Importa;~o e zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados, obtendo o desembara~o da mercadoria com as prerrogativas da Instru~~o Normativa SRF n. 14/85. Encaminhada a amostra do produto ao Laboratório de Aná- lises, este emitiu o Laudo n. 3802/86 (fls. 11) e, após solicita~~o do Grupo de Revis~o - GREDA (C.I. n. 082/89), a Informa;~o Técnica IN. 78/89 (fls. 13), esclarecendo: a) trata-se de produto químico org~nico, sal monossódi- co do ácido aminonaftol dissulfenico, que constitui um composto amina- do de fun;~o oxigenada; b) sob o ponto de vista técnico, o Acido Chicago e seu sal monossódico s~o produtos diferentes, pois pertencem a fun~~es quí- micas diferentes, com caracteristicas próprias; c) sob o ponto de vista do emprego ou comercializa;~o, o Acido Chicago SS, constituindo a parte ativa da molécula do seu sal monossódico, tem o mesmo emprego que este último, produzindo ambos (ácido e sal) os mesmos corantes. Em ato de revis~o, o produto foi desclassificado para o CÓdigo TAB 29.23.99.99, com as alíquotas de 301. para o Imposto de Im- porta;~o (1.1.) e zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados (I.P.I.) e lavrado o Auto de Infra~~o n. 382/89 (fI. 1), para exigir- se da autuada o recolhimento da multa prevista no artigo 526, 11, do Regulamento Aduaneiro (R.A.), aprovado pelo Decreto n. 91.030/85. Devidamente intimada (fls. 18 v.), a autuada, tempesti- vamente, apresentou impugna~~o (fls. 19/21), formulando pergunta a ser encaminhada ao Laboratório de Análises e alegando que: a) foi efetuado o recolhimento do tributo em 29/08/86, conforme D.I. n. 12.332/89; tais alte~a~Ôes demonst~am tecnicamente que o Acido se ap~esenta estabilizado sob a fo~ma de sal monos- se~ confi~mado pelo Labo~ató~io de Análises; o p~óp~io Labo~ató~io de Análises diz que o emp~ego do p~oduto, sob a fo~ma de sal ou ácido, p~oduz o Ir 3 Rec.: 112.366 Ac.: 301-27.329 b) su~p~eende-se ago~a, após deco~~idos t~ês anos, com a exigência contida no Auto de Inf~a~~o n. 382/89; c) o Acido Chicago é ofe~ecido pelos fab~icantes com p~e~os base 1001. (teo~ de pu~eza de 1001.), medida adotada inte~nacio- nalmente obse~vando-se valo~es teó~icos de ácido liv~e pu~o; d) po~ razÔes técnicas, os derivados sulfÔnicos s~o p~oduzidos sob a fo~ma de sal sódico, ap~esentando um peso molecula~ maiD~ e menor concentra~~o, sem ter suas propriedades quimicas altera- das; e) o p~oduto sob fo~ma de sal sódico deve se~ classifi- cado no código TAB ~efe~ente ao ácido ou amina, desde que n~o sejam especificamente citados na NBM; f) a come~cializa~~o do p~oduto sob a fo~ma de sal vem sendo adotada em nosso Pais por longos anos, conforme pode ser confir- mado pela CACE X e po~ co~~espondência t~ocada ent~e a ABIQUIM - Asso- cia~~o B~asilei~a da Indúst~ia Química e de P~odutos De~ivados e a CA- CEX, motivando a aceita~~o dos textos - ACIDO CHICAGO -ESTABILIZADO SOB A FORMA DE SAL SODICO; g) o Aditivo 131-86/458-5 (fls. 8) alterou o campo 26 pa~a teo~ de pu~eza; 52,041.; ~estante: as seguintes impu~ezas sem ati- vidades química: 44,46 Clo~etos sódícos e/ou Potássicos, e 3,5% Sal Monossódico; h) Chicago impo~tado sádico, o que pode i ) e come~cializa~~o mesmo resultado; j) anexou várias cópias de guias de outras impDrta~~es, inclusive D.C.I., que simplesmente dizem t~ata~-se de ímpo~ta~~o de um áci~o sob a forma de sal; 1) o Acido Chicago n~o é come~cializado sob a fo~ma de ácido liv~e, mas estabilizado sob a fo~ma de sal sódico. O AFTN autuante, ao ap~eciar a defesa do cont~ibuinte (fls. 32), suge~iu encaminhamento ao Labo~ató~io de Análises. O ~eferido ó~g~o, at~avés da Info~ma~~o Técnica n. IN 16/90 (fls. 33) escla~eceu: "E~ atendimento á solicita~~o de escla~ecimento sob~e o Acido Chicago SS (ácido 1-amino-8-hid~oxinaftaleno-2, 4-dissulfÔnico), a fls. 32, temos a escla~ece~: a) Como já info~mado, sob o poto de vista químico e se- gundo os conceitos da NBM, o ácido 1-amino-B-hid~oxinaftaleno-2, 4-dissulfÔnico e o sal monossódico do ácido 1-amino-8-hid~oxinaftale- no-2, 4-dissulfÔnico s~o p~odutos químicos distintos; b) O aditivo da G.I. em ponto algum ~etifica a disc~i- mina~~o do p~oduto citado na G.I. como Acido Chicago; c) O teo~ de sal monossódico citado no aditivo é de 3,5%, quando na ve~dade, segundo os ~esultados do laudo do LABANA, é de 58.61.". 4 Na r~plica (fls. 34), a AFTN autuante opinou pela manu- ten~~o do feito, em face das Informa~~es Técnicas n.s 78-89 e 16/90 do LABANA" . A autoridade lia quo", às fls. 35, assim decidiu: "REVIS~O. Procedimento fiscal por importa~~o de merca- doria ao desamparo de Guia de Importa~~o, em face do exame laboratorial. AÇ~O FISCAL PROCEDENTE". Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 42 et seqs, que leio para meus pares. E o relatório. \ do a divergir. importação. Rec.: 112.366 Ac.: 301-27.329 VOTO VENCEDOR Adoto integralmente o relatório do Conselhei- ro João Baptista Moreira. Já no que diz respeito ao seu voto 1 sou força- A autoridade de primeira instância julgou procedente a ação fiscal para: JULGO PROCEDENTE a ação fiscal, para impor à autuada a multa capitulada no art. 526, 11, do R.A., além dos encargos legais "(fls. 38). O inciso 11 do art. 526 do Regulamento Adua- neiro assim está redigido. Art. 526. - Constituem infrações administra- tivas ao controle das importações, sujeitas às seguintes penas: - - - - - - - - - - - - - - - - - - 11 - importar mercadoria do exterior sem guia de importação ou documento equivalente, que não implique a falta de depósito ou a falta de pa- gamento de quaisquer ônus financei- ros ou cambiais: multa de trinta por cento do valor da mercadoria. Ou seja, segundo a própria literalidade da lei, é apenada a importação sem a devida guia. A lei, neste artigo, não apena eventual irregularidade no preenchimento da guia de importação, principalmente quando essa irregula- ridade só pode ser constatada em laboratórios químicos alta- mente especializados. Punida é a ausência do documento. As folhas cinco consta o original da guia de Destarte, voto no sentido de dar procedência integral ao recurso. Sala das Sessões, em 17 de fevereiro de 1993. ~)' Ji&i7W ;i ;-tV1>Í~. JOSÉ 'fi:'HEODOROMAS6A~~~AS MENCK Relator Designado -5- --~- Rec.: 112.366 Ac.: 301-27.329 o laudo do Instituto Nacional de Tecnologia n~o deixa dúvidas de que se trata de um sal e n~o de um ácido. Exatamente, por- tanto, a raz~o da desclassifica~~o: Se o produto só se encontra esta- bilizado sob a forma de sal sódico, a descri~~o na D.I. e G.I., fls. 4 e 5, como "ácido 1-amino 8 ... ", importam em descri~~o diferente da do produto relamente importado. Destarte, nego provimento ao recurso. 5.'. :::-s~,.m~".e.,eD ,.'993. ,~o"s~ - R.,j'De 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
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Numero do processo: 10711.005800/89-96
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 302-00.635
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia ao INT, através da Repartição de origem (IRF-Porto/RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES
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