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Numero do processo: 14041.000585/2007-71
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/2002
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instancia, motivo pelo qual não poderá ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.383
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestividade
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instancia, motivo pelo qual não poderá ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestividade Carlos Albertos Mees Stringari Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 121DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 17/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto intempestivamente, às fls. 110 a 115 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Brasília/DF (fls. 100 a 104) que julgou PROCEDENTE o lançamento oriundo da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD n° 37.007.6184, relativamente às competências de 01/1999; 02/1999; 04/1999 a 09/1999; 11/1999 a 02/2002, inclusive 13/1999, 13/2000 e 13/2001 no valor consolidado de R$ 85.661,57 (oitenta e cinco mil, seiscentos e sessenta e um reais e cinquenta e sete centavos). Desta autuação, a recorrente foi notificada em 25/07/2007 e apresentou impugnação às fls. 48 a 53, onde, em síntese: Relatou que os fatos geradores das respectivas dívidas são referentes aos períodos de 04/1999 até 02/2002, sendo que o prazo decadencial para a Fazenda constituir o crédito tributário previdenciário, por meio do lançamento, começou a fluir a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (artigo 173, inc. I, do Código Tributário Nacional); Explicitou que no tocante ao lançamento por homologação, que é aplicável aos tributos em que o contribuinte antecipa o pagamento sem prévio exame do fisco, caso em exame, a Fazenda Pública, também, dispõe de cinco anos para homologar o pagamento e uma vez finalizado este prazo, sem que o fisco tenha se manifestado, operamse os efeitos da decadência e considerandose tacitamente homologado o pagamento antecipado, feito pelo sujeito passivo, extinguindose, conseqüentemente, o crédito tributário; Alegou que houve a decadência do direito referente ao debito lançado no valor das contribuições referidas na NFLD em referência e que todos os créditos tributários referentes as competências referentes às contribuições previdenciárias, inclusive dos segurados, encontramse extintos, pelo decurso do prazo de 5 anos, devendo ser arquivada a presente notificação. Por fim, requereu a improcedência da NFLD, declarandoa insubsistentes os débitos lançados. Instada a manifestarse acerca da matéria, a 5ª Turma da DRJ de Brasília proferiu acórdão (n° 0322.367) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/2002 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Fl. 122DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 17/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.000585/200771 Acórdão n.º 240300.383 S2C4T3 Fl. 122 3 O prazo decadencial para o lançamento de contribuições previdenciárias é de 10 anos. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 110 a 115, referendando todos os argumentos defensórios já apresentados na impugnação, pretendendo a reversão do decisum. É o relatório. Fl. 123DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 17/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi de Souza, Relator. DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: Cabe destacar que os processos administrativos que tramitam neste Contencioso são regidos pelas regras do Decreto n° 70.235/72, espécie normativa que regula o processo administrativo fiscal em âmbito federal. Desse modo, as regras previstas neste Decreto deverão ser seguidas sob pena de sua violação constituir hipótese de não admissibilidade de impugnações e/ou recursos. No caso em tela, a empresa teve ciência do Acórdão n° 0322.367 na data de 07/07/2008 mediante Aviso de Recebimento (fls.109), sendo tal intimação admitida pelo Decreto, in verbis: Art. 23. Farseá a intimação: (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Assim, realizada a intimação, se o sujeito passivo pretender, poderá interpor recurso voluntário a contar da data da ciência do acórdão. Então vejamos a previsão do Decreto, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão A ciência da decisão ocorreu em 07/07/2008 através de Aviso de Recebimento (fls.109), e o recurso voluntário foi protocolado em 07/08/2008 (fls.110). Entretanto, o prazo para apresentação de recurso expirouse em 06/08/2008, quartafeira, (30 dias a contar de 08/07/2008 1º dia útil após 07/07/2008), segundo o art.5° e parágrafo único do Decreto n° 70.235/72, razão pela qual o recurso não poderá ser conhecido. Desse modo, percebese que houve interposição do recurso voluntário fora do prazo legal, o que ainda foi confirmado às fls.117 dos presentes autos, motivo pelo qual não poderá nem sequer ser conhecido para apreciação de mérito. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 17/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 14041.000585/200771 Acórdão n.º 240300.383 S2C4T3 Fl. 123 5 CONCLUSÃO Voto pelo NÃOCONHECIMENTO do recurso voluntário em razão de sua intempestividade. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 125DF CARF MF Emitido em 22/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 15/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 17/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13501.000188/2001-86
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1402-000.069
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
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Recorrente CIA DE FERRO LIGAS BAHIA FERBASA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Jaci de Assis Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO CIA DE FERRO LIGAS BAHIA FERBASA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela da 2ª Turma de Julgamento da DRJ/SalvadorBA em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: COMPANHIA DE FERRO LIGAS DA BAHIA – FERBASA, manifesta inconformidade ao Parecer/Despacho SAORT/DRF/CCI nº 0087/2005, aprovado pelo Delegado da Receita Federal em Camaçari BA, que deferiu parcialmente o pedido de restituição referente ao saldo negativo do IRPJ do anocalendário de 2000, exercício de 2001 DIPJ/2001 e homologou, de forma parcial, a compensação do crédito com débito de sua responsabilidade, declarada à fl. 01 e 02, e fls. 66 a 73. O relato e as fundamentações expostos no parecer acima referido estão transcritos às fls.260 a 266. O presente processo, formalizado em 26/12/2001, trata de pedido de restituição de Saldo Negativo de IRPJ, exercício 2001, anocalendário 2000, seguido de pedido de compensação com débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal, conforme tabela abaixo e formulários de fls. 01 e 02, 66 a 73. Cód. Receita P.A. Vencimento valor 1097 dez01 28/12/2001 R$ 100.000,00 1097 dez01 10/01/2002 R$ 60.000,00 1097 jan02 18/01/2002 R$ 109.000,00 2172 dez01 31/12/2001 R$ 1.270.000,00 2484 nov01 28/12/2001 R$ 281.000,00 2484 dez01 31/01/2002 R$ 692.973,56 8109 dez01 31/12/2001 R$ 275.000,00 Total R$ 2.787.973,56 02. Foram os débitos acima citados cadastrados no PROFISC e declarados em DCTF, conforme fls. 119 a 127. 03. Ressaltese ter sido o débito relativo ao 1º decêndio de fevereiro de 2002, no valor de R$ 156.029,69 (cento e cinqüenta e seis mil, vinte e nove reais e sessenta e nove centavos), transferido, conforme fls. 131 a 135, para o processo 13501.000019/200227. 04. De forma a instruir o pedido, foi a interessada, em 01/07/2002, a apresentar cópias dos livros Razão e Lalur que se relacionassem com a compensação em apreço, sendo em 21/12/2004, fls. 129, intimada a apresentar Informes de Rendimento e Retenção na Fonte referentes aos créditos pleiteados, comprovantes de pagamentos de IRPJ apurado por estimativa ou balancete de redução ou suspensão, etc, todos relacionados ao ano calendário de 2000. FUNDAMENTAÇÃO 05. O sujeito passivo tem direito de pleitear, no prazo de 05 (cinco) anos, a restituição de quantias pagas de forma indevida ou maior que o devido, conforme definido no Código Tributário Nacional – CTN – Lei 5.172/66. Contudo, cabe ao postulante o ônus de provar o direito pretendido. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 3 3 06. A compensação é uma das modalidades de extinção do crédito tributário, cujo procedimento se dá entre créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos com débitos do sujeito passivo (Arts. 165, I; 168, I ; 156, 0II; e 170 do CTN – Lei nº 5.172/66). 07. Os institutos da restituição e da compensação, tratados nos diplomas legais em referência, encontramse disciplinados pela Lei n.º 9.430/96, que, em seus artigos 73 e 74, ampliou o campo das compensações entre tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, estando os procedimentos administrativos vigentes regulamentados pela Instrução Normativa SRF n.º 460, de 2004. 08. No caso em apreço, conforme demonstra o documento de fls. 235 a 239, faz o interessado jus à isenção no período do ano calendário de 1997 ao ano calendário de 2006 e redução de IRPJ até o ano calendário de 2010, cujos valores, relativos ao ano calendário de 2000, após os ajustes procedidos na DIPJ/2001, geraram Saldo Negativo de IRPJ para aquele período. 09.De acordo com as fichas 08 e 10 da DIPJ/2001, fls. 13 e 15, respectivamente, foi apurado Lucro da Exploração no valor de R$ 37.030.282,24 (trinta e sete milhões, trinta mil, duzentos e oitenta e dois reais e vinte e quatro centavos), do qual originouse o valor de R$ 7.720.417,54, a ser deduzido do Imposto sobre o Lucro Real, na forma exposta na ficha 12A, de fls. 20. 10. Conforme se infere da DIPJ/2001, de fls. 08 a 64, em especial da ficha 12A, parcialmente transcrita abaixo, o saldo negativo de IRPJ, apurado após deduções constantes das linhas 10, 13 e 16, totalizou o valor de R$ 3.022.336,21 (três milhões, vinte e dois mil, trezentos e trinta e seis reais e vinte e um centavos). FICHA 12A – CÁLCULO DO IR SOBRE O LUCRO REAL (fl. 20) IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL 01. A ALÍQUOTA DE 15% 5.127.640,40 03. ADICIONAL 3.394.426,93 . DEDUÇÕES 10. () ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IMPOSTO 7.720.417,54 13. () I MPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) 658.729,00 16. () IMPOSTO DE RENDA MENSAL PG POR ESTIMATIVA 3.165.257,00 18. IMPOSTO DE RENDA A PAGAR 3.022.336,21 11. Assim, no presente caso, a análise da procedência do pleito implica, entre outros procedimentos, verificar se houve apuração, e de forma correta (em conformidade com a legislação), de saldo negativo de imposto de renda, na correspondente declaração de rendimentos, e que este já não tenha sido objeto de compensação pelo próprio contribuinte. 12. Na verificação do saldo negativo apurado, deve restar demonstrado, também, que as receitas financeiras, sobre as quais incidiu o respectivo IRRF, foram efetivamente oferecidas à tributação quando da apuração definitiva do imposto, condição indispensável para que este pudesse ser aproveitado na declaração. Imposto de Renda Retido na Fonte 13. No que se refere à parcela relativa ao imposto de renda retido na fonte, foram anexados aos autos, cópias de DIRF, fls. 104 a 118, e cópias de informes de rendimentos, fls. 200 a 212, por meio das quais se detectou diferença entre os valores deduzidos pelo interessado na DIPJ/2001 e os passíveis de reconhecimento, quais Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 4 4 sejam, aqueles efetivamente declarados em DIRF ou, ao menos, constante dos informes de rendimentos, conforme quadro abaixo: Declarante cód. de rec. IRRF confirmado em fls. Banco Safra 3426 R$ 11.262,27 Dirf 109 Banco Bradesco 5273 R$ 253,10 Dirf 112 Banco Santander 6800 R$ 13.037,57 Dirf e informe 200 Banco Itaú 3426 R$ 122.223,10 Informe de rend. 201 Banco Itaú 6800 R$ 99.849,00 Informe de rend. 201 Unibanco 6800 R$ 26.503,96 Dirf e informe 202 Banco ABN Amro Real AS 6800 R$ 60.172,87 Dirf e informe 107, 203, 204 Banco do Brasil 3426 R$ 7.221,15 Dirf e informe 206 Banco do Brasil 5273 R$ 3.163,32 Dirf e informe 206 Banco do Brasil 3426 R$ 77.251,20 Dirf e informe 207 Banco do Brasil 5273 R$ 34.429,76 Dirf e informe 207 Banco Baneb 3426 R$ 76.449,44 Dirf e informe 208,209 Banco Bandeirantes 3251 R$ 47,59 Dirf e informe 210 Banco Cidade 6800 R$ 10,12 Dirf e informe 211 Banco Cidade 6800 R$ 166,34 Dirf e informe 211 Banco Cidade 6800 R$ 4.911,19 Dirf e informe 211 Banco Bradesco 6800 R$ 114.210,99 Dirf e informe 212 Total R$ 651.162,97 14. Ressaltese, ainda, conforme se infere da ficha 6A, DIPJ/2001, anexada Às fls. 12, que o valor indicado na linha 24 Outras Receitas Financeiras indica terem as receitas financeiras que originaram as retenções acima referidas sido levadas à tributação, autorizando, portanto, a dedução do IRRF acima descrito na determinação do saldo de IRPJ a pagar apurado no ajuste anual. Imposto de Renda PJ – Estimativa 15. Em relação ao imposto de renda pago por estimativa, foram localizados no sistema Sinal 05 pagamentos realizados com o código de receita 2362, conforme fls. 102 a 103, os quais lastreiam a utilização do valor indicado pelo interessado na DIPJ/2001. 16. Nesses termos, refizemos o demonstrativo de apuração do imposto de renda sobre o lucro real, a partir das informações prestadas pelo contribuinte nas respectivas DIPJ’s, e observados, ainda, os valores acima demonstrados, que foram objeto de confirmação mediante consultas realizadas aos demais sistemas de apoio da SRF (SINAL05 e DIRF): DIPJ/2001 FICHA 09A – DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL (fl. 18) 01 Lucro Líquido antes do IRPJ 27.450.989,87 23 Soma das Adições 6.930.287,68 37 Soma das Exclusões 197.008.,32 46 Lucro Real 34.184.269,32 FICHA 12A – CÁLCULO DO IR SOBRE O LUCRO REAL (fl. 25) IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 5 5 01. A ALÍQUOTA DE 15% 5.127.640,40 03. ADICIONAL 3.394.426,93 . DEDUÇÕES 10. () ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IMPOSTO 7.720.417,54 13. ()IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) 651.162,97 16. () IMPOSTO DE RENDA MENSAL PAGO POR ESTIMATIVA 3.165.257,31 18. IMPOSTO DE RENDA A PAGAR 3.014.770,49 17. Fazse, ainda, necessário verificarse se os valores referentes ao saldo negativo em apreço não foram objeto de outras compensações efetuadas pelo interessado. 18. Conforme se infere da consulta ao sistema COMPROT, não foram localizados processos administrativos referentes a pedidos de compensação que tratassem da parcela creditória em análise. 19. No que se refere às compensações com mesmo tributo, foi o contribuinte, conforme fls. 128 e 129, intimado a apresentar cópias do livro Razão e Diário que se relacionassem com o pedido em tela e, ainda, declaração, sob as penas da lei, de que não teria efetuado compensações espontâneas ou automáticas com este mesmo crédito. 20. Da análise da documentação apresentada pelo interessado e das DCTF de fls. 229 a 231, verificase, entretanto, contrariamente ao alegado nos autos, ter o interessado efetuado compensações espontâneas do saldo negativo apurado na DIPJ 2001, as quais devem ser deduzidas da parcela acima confirmada. 21. As DCTF de fls. 229 a 231 demonstram as compensações de Saldo Negativo de IPRJ apurado em 31/12/2000 com os débitos, abaixo demonstrados: Período de apuração Cód de receita Valor outubro 2001 2362 R$ 255.919,60 novembro 2001 2362 R$ 493.932,50 dezembro 2001 2362 R$ 707.129,77 Total R$ 1.456.981,87 22. Vale ressaltar que as cópias do livro Razão, anexadas às fls. 154 a 158, referente à conta 11040001011/3 – IRPJ A RECUPERAR – ANOS ANTERIORES, demonstra a utilização na forma de “compensação automática” ou espontânea do saldo negativo em apreço para quitação de débitos de IRPJ Estimativa, relacionados aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2001 da seguinte forma: Período de apuração Cód de receita Origem do Saldo negativo Valor outubro 2001 2362, DIRPJ/1997 158.794,00 outubro 2001 2362 DIPJ/2001 135.036,00 novembro 2001 2362 DIPJ/2001 238.012,90 dezembro 2001 2362 DIPJ/2001 707.129,77 Total 1.238.972,67 23. Não obstante, no que se refere à quitação das parcelas acima descritas, restringiu se à análise do presente processo às informações constantes das DCTF citadas, Fl. 5DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 6 6 ressaltando que as diferenças dos valores encontradas entre a contabilidade e as DCTF deverão ser analisadas em processo próprio. 24. Outrossim, conforme as planilhas de cálculo e informações prestadas pelo interessado, bem como, as considerações feitas no Parecer nº 076/2005, cópia anexada às fls. 244 a 253, emitido no processo 13502.000766/200174, o Saldo Negativo de IRPJ, referente ao exercício 1997 foi integralmente utilizado para quitação de IRPJ estimativa de exercícios posteriores, não podendo este ser utilizado para a quitação suscitada. 25. Dessa forma, após as auto compensações acima indicadas, resta como saldo credor a ser considerado como direito creditório objeto do presente processo, conforme cálculos de fls. 240 a 242, a quantia de R$ 1.759.770,53 (um milhão, setecentos e cinqüenta e nove mil, setecentos e setenta reais e cinqüenta e três centavos). 26. Por fim, consoante disposto no Ato Declaratório SRF n.º 03, de 07 de janeiro de 2000, os saldos negativos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, apurados anualmente, poderão ser restituídos ou compensados com o imposto de renda ou a contribuição social sobre o lucro líquido devidos a partir do mês de janeiro do anocalendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, acrescidos de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. CONCLUSÃO 27. Diante do relatório e da fundamentação apresentada, de tudo mais que consta do presente processo, PROPONHO: a) o DEFERIMENTO PARCIAL do crédito requerido (utilizado) na forma de saldo negativo de IRPJ/2001, referente ao anocalendário de 2000. RECONHECENDO o direito creditório contra a Fazenda Nacional de CIA DE FERROS LIGAS DA BAHIA FERBASA, CNPJ N.º 15.141.799/000103, no valor original de R$ 1.759.770,53 (um milhão, setecentos e cinqüenta e nove mil, setecentos e setenta reais e cinqüenta e três centavos), correspondente ao saldo negativo (saldo credor) de IRPJ efetivamente apurado na DIPJ/2001, já deduzido das auto compensações discriminadas no item 21 b) a HOMOLOGAÇÃO das compensações declaradas no presente processo até o limite do crédito reconhecido. c) o PROSSEGUIMENTO NA COBRANÇA dos débitos não alcançados pela compensação em tela. 28. Ressaltese, ter sido a presente análise realizada com base apenas nas informações contidas nas declarações prestadas pelo próprio contribuinte e entidades retentoras, quais sejam, DIPJ, DIRF, DCTF e no sistema SINAL 05, podendo a autoridade administrativa competente para reconhecimento do direito creditório determinar a realização de diligência fiscal no estabelecimento do interessado a fim de que seja verificada a exatidão das informações prestadas, nos termos do art. 4º da IN SRF 460, de 2004. 29. Cumpre, ainda, salientar que o acolhimento do pleito não implica na homologação dos valores constantes das DIPJ/2001, mas tão somente a regularização dos dados declarados, uma vez que a declaração do contribuinte ainda está sujeita a Fl. 6DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 7 7 eventual revisão em razão de qualquer procedimento de fiscalização (RIR/99, art. 835, 841), que possa vir a ser instaurado, observados os prazos decadenciais de constituição do crédito tributário. Cientificada do Parecer SAORT/DRF/CCI Nº 0087/2005, aprovado pelo Despacho Decisório do Delegado da Receita Federal em Camaçari (fl. 267), que indeferiu parcialmente o direito creditório, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade, alegando, às fls. 276 a 286, as seguintes razões: DA CONEXÃO • a presente manifestação de inconformidade e a anteriormente apresentada no Processo Administrativo nº 13502.000766/200174, devem ser decididas em conjunto, de modo a evitar decisões antagônicas, bem assim para conferir celeridade ao julgamento dos pleitos, uma vez que a decisão relativa à primeira manifestação apresentada interferirá, de forma direta, no julgamento da manifestação de inconformidade ora oferecida; • desta forma, para evitar decisões contraditórias e em atendimento ao princípio da economia processual requer, de logo, a reunião dos processos administrativos nºs 13502.000766/200174 e 13501.000188/200186; DO PROCESSO ADMINISTRATIVO nº 13501.000766/200174 • por fim, convém registrar que na manifestação de inconformidade anteriormente apresentada nos autos do Processo Administrativo de nº 13501.000112/0017, relativa ao Parecer DRF/CCI/SAORT nº 76/05, fora informado e posteriormente requerido um crédito de IRPJ de origem do anocalendário de 1999 no valor de R$ 117.245,66; • sendo contribuinte do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, a contribuinte realizou no anocalendário de 1995, compensação integral do citado tributo com prejuízo fiscal de exercícios anteriores, razão pela qual, em 2000, foi autuada pela Receita Federal, ao entendimento de que tal abatimento só poderia ser realizado observandose o limite de 30% (trinta por cento) previsto na MP nº 812, posteriormente convertida na Lei nº 8.981, de 1995; • diante de tal fato, apresentou, tempestivamente, sua impugnação, aduzindo, dentre outras coisas, ser uma empresa localizada na área da SUDENE, tendo, por via de conseqüência, os benefícios fiscais de isenção/redução do IRPJ; • no processo de nº 13501.000112/0017 Acórdão DRJ/SDR de nº 00.476 , os pleitos aduzidos pela Requerente, referentes ao benefício fiscal de isenção/redução concedido pela SUDENE e ao Adicional do Imposto de Renda foram acolhidos pela ilustre relatora, conforme itens 27 a 29 do aludido acórdão; • neste sentido, a Requerente utilizouse, conforme determinado, no ano calendário de 1995, de saldo de crédito tributário no valor de R$501.711,61; • notese que o valor para feito de cálculo utilizado pelo Auditor da Receita Federal, no Parecer de nº 76/2005, item 22, foi de R$371.454,87, desconsiderando autoridade administrativa a decisão proferida no Acórdão supra mencionado, que determina que se proceda ao lançamento correto de R$501.711,61; • concluise destarte que o Auditor da Receita Federal, ao tentar proceder alguns ajustes necessários nas DIPJs, equivocouse por completo, principalmente por ter Fl. 7DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 8 8 desconsiderado a decisão proferida no processo nº 13501.000112/0017, Acórdão DRJ/SDR nº 00.476; • diante do exposto, vem a Requerente solicitar, preliminarmente, se digne V.Sa em proceder a unificação dos processos administrativos nºs 13502.000766/200174 e 13501.000188/200186, de modo a evitar decisões antagônicas, bem como para conferir celeridade ao julgamento dos pleitos; DOS FATOS E DO DIREITO • a Requerente é pessoa jurídica de direito privado, e como tal possui isenção do IRPJ correspondente ao período de 1997 a 2006, bem como redução do IRPJ até o período de 2010; • em sendo assim, após os ajustes procedidos na DIPJ/2001, geraram saldo negativo de IRPJ para o período de 2000; • desta feita, a ora Requerente, por ser possuidora de tal crédito, realizou tanto auto compensações como também protocolou pedidos de compensação/restituição, conforme será demonstrado; • ocorre que, no momento que a Autoridade Fiscal analisou o referido crédito pertinente ao Saldo Negativo do IRPJ, e bem assim as compensações realizadas, desconsiderou aspectos de extrema relevância, acarretando numa equivocada conclusão que teve por conseqüência a expedição da Carta Cobrança em questão; • proferido o despacho conclusivo da autoridade fiscal que transcreve, foi expedida a Carta Cobrança em tela que perfaz o montante de R$ 1.480.490,11, sendo R$1.407.221,40 correspondente à CSLL (Cód. 2484) e R$73.268,71 pertinente ao IPI (Cód. 1097); • ocorre que ao analisar todos os argumentos da Autoridade Fiscal que embasaram a constituição do alegado débito objeto da citada Carta Cobrança a ora Requerente detectou vários equívocos e imprecisões; • para melhor compreensão e visualização dos equívocos que geraram a referida Carta Cobrança, a Requerente irá demonstrar detalhadamente, por tópicos, tais imprecisões com vistas a demonstrar que inexiste débito, conseqüentemente a dita Carta de Cobrança deve ser arquivada; • como é sabido, nas compensações a ser realizadas entre o crédito, oriundo do Saldo Negativo do IRPJ e débitos do próprio IRPJ, eram dispensados preenchimento do formulário do pedido de compensação; • a autoridade fiscal considerou que o débito de IRPJ referente à competência de outubro de 2001, correspondente ao valor de R$255.919,60, foi compensado apenas com crédito do próprio IRPJ oriundo do anocalendário de 2000; • ocorre que o dito débito em comento foi compensado com outros créditos do IRPJ, quais sejam: crédito do anocalendário de 1996, no valor de R$129.344,62; crédito do IRPJ, anocalendário de 1999, no valor de R$22.046,86; crédito do IRPJ, anocalendário de 2000, no valor de R$104.528,12; DA COMPENSAÇÃO DO IRPJ CORRESPONDENTE A COMP. NOV/2001 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 9 9 • conforme pode ser verificado pela DCTF referente ao 4º trimestre do exercício de 2001 (doc. 06) deve ser informado efetivamente o débito do respectivo mês; • ocorre que erroneamente a ora Requerente informou indevidamente que o valor do débito de IRPJ pertinente ao período acima citado era de R$ 493.932,50, ou seja, informou o montante acumulado dos débitos dos meses de outubro/2001 e novembro/2001; • sendo que, de acordo com as instruções de preenchimentos das DCTFs apenas deveria ter sido informado o valor do débito de IRPJ do respectivo mês em comento, ou seja, o débito de IRPJ da competência de novembro/2001 perfaz em R$ 238.012,90; • desta feita, a Requerente aproveita o ensejo para anexar cópia da DCTF retificadora, na qual informa o valor correto do débito do IRPJ da competência em tela (Doc. 07); • como pode ser verificado na DCTF referente ao 4º trimestre de 2001 (acostada no Doc. 06), o débito de IRPJ correspondente ao período acima citado foi informado que era de R$ 707.129,77; • ocorre que, na época da contabilização da provisão de IRPJ em 31 de dezembro, o valor a ser informado na DCTF seria efetivamente o montante de R$707.129,77; • em junho de 2002, quando a ora Requerente foi preencher a DIPJ, verificou inconsistências no cálculo da provisão do IRPJ, por via de conseqüência, foi detectado um novo débito do IRPJ no montante de R$602.907,07, conforme demonstrado na Ficha 11 da DIPJ mês de dezembro (Doc.08); • como se não bastasse o erro acima citado na DCTF, a Requerente informou que o débito pertinente a competência em comento foi compensado exclusivamente com o crédito apenas de IRPJ; • a compensação do débito foi realizada com crédito de IRPJ e IPI, conforme quadro demonstrativo à fl. 283; ou seja, o débito do IPRJ no valor de R$602.907,07, correspondente à competência de dezembro/2001, foi compensado com o crédito remanescente de saldo negativo de IRPJ oriundo do anocalendário 2000, no valor de R$317.907,07 e com o crédito prêmio do IPI conforme comprovase pelo pedido de compensação no processo de nº 13501.000019/200277, no valor de R$ 285.000,00 (Doc.09); • desta feita, a Requerente aproveita para remeter cópia da DCTF retificadora, na qual encontrase devidamente informado o valor do débito de IRPJ da competência de que se trata, bem como o valor corretamente compensado (Doc 07); DO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO POR FORMULÁRIO PRÓPRIO • a autoridade fiscal promoveu, de oficio, compensação de parcela do débito de IPI de competência do 3º decêndio em setembro de 2001 – valor total do débito de R$170.000,00 – com crédito de origem distinta daquela informada no pedido de compensação correspondente (Doc.10); • de fato, o fiscal promoveu compensação de parcela do débito de IPI no valor de R$128.528,50 com o crédito de IRPJ do anocalendário de 1996, ao passo que o pedido de compensação nº 13502.000766/200174 prevê que o mencionado débito será compensado com créditos relativos aos períodos base de 1997e 1999; Fl. 9DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 10 10 • elaborado o recálculo das compensações, se apurou os seguintes valores, considerando juros SELIC, conforme planilha anexa (Doc.11): a) crédito remanescente IRPJ, anocalendário de 1996 –R$129.344,62 com juros SELIC até novembro de 2001. b) crédito remanescente IRPJ, anocalendário de 1999 –R$22.046,86 com juros SELIC até novembro de 2001. • por fim, cumpre ressaltar, que após os esclarecimentos acima prestados, bem como as retificações realizadas, a Requerente não possui débito e sim crédito oriundo do anocalendário 2000 no valor de R$133.106,25, conforme demonstrado na planilha em anexo (doc.11). Por meio do Despacho DRJ/SDR Nº. 045, de 22/05/2006, às fls. 524 a 528, foi o presente feito convertido em diligência e encaminhado a DRF em CamaçariBa., para exame das argüições da contribuinte quanto à análise do presente processo juntamente com o processo de nº. 13502.000766/200174, e quanto aos valores e as formas de quitação das parcelas de estimativa mensal de IRPJ pela autoridade administrativa. Da diligência realizada pela autoridade administrativa resultaram as seguintes conclusões registradas às fls. 557 a 560: Trata o presente processo de pedido de restituição de saldo negativo de IRPJ, exercício de 2001, ano calendário 2000, seguido de pedido de compensação com débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil. Conforme o Parecer/Despacho SAORT/DRF/CCI nº 87/2005, fls. 260/267, proferido em 14/10/2005, foi referido pedido parcialmente deferido. Cientificado da decisão supra, em 26/10/2005, protocolou o interessado a Manifestação de Inconformidade juntada às fls. 276 a 286. Por meio do Despacho DRJ/SDR Nº. 045, de 22/05/2006, às fls. 524 a 528, proferido pela DRJ – Salvador, foi o presente feito convertido em diligência e encaminhado a esta Seção para análise do presente processo juntamente com o processo nº. 13502.000766/200174, alegando que os dois processos seriam parcialmente idênticos e que se refeririam a assuntos relacionados entre si. Insurgiuse, ainda, o interessado contra os valores e as formas de quitação das parcelas de estimativa mensal de IRPJ, relativas aos PA de outubro, novembro e dezembro de 2001, analisadas na decisão impugnada, juntando aos autos cópias das DCTF retificadoras de forma a consubstanciar o quanto legado. Cabe, entretanto, alguns esclarecimentos sobre tais alegações. No que tange à análise conjunta dos referidos processos, apenas no que se refere à quitação da estimativa de IRPJ, PA OUT/2001, poderseia aventar algum tipo de ligação entre eles, na medida em que o Saldo Negativo objeto de análise teria sido utilizado para quitação de tal parcela. Em relação ao IRPJ – estimativa mensal, acima referida, foi inicialmente declarado em DCTF, conforme fls. 229, o valor de R$ 255.919,60 (duzentos e cinqüenta e cinco mil, novecentos e dezenove reais e sessenta centavos), quitado por autocompensação com Saldo Negativo de IRPJ/2001, ano calendário 2000. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 11 11 Em sua manifestação de inconformidade, às fls. 282, o interessado alegou a quitação de R$ 255.919,60 (duzentos e cinqüenta e cinco mil, novecentos e dezenove reais e sessenta centavos), referente ao débito de IRPJ estimativa mensal, PA out/2001, por meio de autocompensação com Saldo Negativo de IRPJ anocalendário 1996, no valor de R$ 129.344,62 (cento e vinte e nove mil e trezentos e quarenta e quatro reais e sessenta e dois centavos), com saldo negativo de IRPJ no anocalendário de 1999, no valor de R$ 22.046,86(vinte e dois mil e quarenta e seis reais e oitenta e seis centavos) e a parcela remanescente com Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário de 2000, no valor de R$104.528,12 (cento e quatro mil e quinhentos e vinte e oito reais e doze centavos). Traz, portanto, o interessado em sua impugnação a indicação de nova forma de quitação do débito do IRPJ estimativa mensal, PA out/2001, divergente inclusive dos valores registrados em sua contabilidade, conforme cópia às fls. 155, sem apresentar documentos hábeis a comprovar suas alegações e consubstanciar a retificação de sua DCTF(cópia anexada pelo interessado à fls. 364), apresentada tão somente em 24/11/2005 (fl 361) ou seja, após apreciação do pleito por esta delegacia jurisdicionante. Acrescentese, ainda, o fato de ter o interessado anexado às fls. 296 do processo nº 13502.000766/200174, declaração de que não seria utilizado o Saldo Negativo de IRPJ/1998 e 2000 em autocompensações, declaração anexada ao presente às fls. 550, o que corrobora a total falta de controle do interessado quanto à utilização dos créditos em apreço e, por conseguinte, a ineficácia de suas alegações. No que se refere, ainda, ao valor do total referente ao período em apreço, out/2001, a DIPJ/2002, tanto a original cancelada, anexada ás fls. 537, como a retificadora anexada à fls. 542 ,trazem o valor de R$255.919,60 (duzentos e cinqüenta e cinco mil, novecentos e dezenove reais e sessenta centavos), utilizado para compor o valor da redução do IRPJ devido, declarado na linha 16, Ficha 12 A, às fls. 543. No que se refere à compensação do débito de IRPJ estimativa mensal, PA nov/2001, asseverou o interessado ter declarado em DCTF equivocadamente o valor somado das parcelas de outubro e novembro, sendo o valor correto da parcela de nov/2001 o montante de R$ 238.012,90 (duzentos e trinta e oito mil, doze reais e noventa centavos), apresentando também DCTF retificadora para o respectivo período, anexada às fls. 365. Digase, aqui também, retificação essa datada de 24/11/2005, ou seja, posterior a decisão recorrida. Não obstante o valor inicialmente declarado pelo interessado na DCTF original, relativo ao débito de IRPJ, estimativa de nov/2001, no montante de R$ 493.932,50 (quatrocentos e noventa e três mil e novecentos e trinta e dois reais e cinqüenta centavos), conforme fls. 230, o valor declarado tanto na DIPJ/2002 original cancelada, quanto na retificadora ativa, Ficha 11 – Cálculo do Imposto de Renda por Estimativa, fls. 537 e 542, respectivamente, bem como o montante levado ao ajuste a título de estimativa paga (linha 16, Ficha 12A – Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real), já incluídas as parcelas de IRRF do próprio período utilizadas para reduzir a estimativa mensal devida, confirma o quanto legado na manifestação de inconformidade do interessado. Quanto ao débito de IRPJ estimativa mensal, PA dez/2001, o interessado alegou ter também declarado equivocadamente o valor devido de R$ 707.129,77 (setecentos e sete mil, cento e vinte e nove reais e sete centavos), atribuindolhe, como forma de quitação, autocompensação com Saldo Negativo de IRPJ/2001, ano calendário 2000. Fl. 11DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 12 12 De acordo com o interessado, o valor correto seria de R$ 602.907,07 (seiscentos e dois mil e novecentos e sete reais e sete centavos), quitados da seguinte forma: R$ 317.907,07 (trezentos e dezessete mil e novecentos e sete reais e sete centavos) autocompensados com Saldo Negativo de IRPJ/2001 e R$ 285.000,00 (duzentos e oitenta e cinco mil reais) compensados com crédito de ressarcimento de IPI. Foram juntadas aos autos cópia do pedido de compensação, às fls. 461, constante do processo n.º 13501.000019/200227, e consulta ao sistema PROFISC, fls. 544, que confirma a compensação de parte do débito, na forma suscitada pelo interessado. No que se refere ao valor total, as DIPJ/2002, original e retificadora, Ficha 11 – Cálculo do Imposto de Renda por Estimativa, às fls. 537 e 542, confirmam a apuração de débito de IRPJ estimativa mensal, PA dez/2001, no montante de R$ 602.907,07 (seiscentos e dois mil e novecentos e sete reais e sete centavos), correspondente, ainda, ao valor utilizado na Ficha 12ª, linha 16 – Estimativas Mensais Efetivamente Pagas, da DIPJ/2002 retificadora, à fl. 543, e não de R$ 707.129,77 (setecentos e sete mil e cento e vinte e nove mil e setenta e sete centavos), anteriormente declarado e levado em consideração na decisão contestada. Entretanto, cabe ressaltar que o valor de R$ 707.129,77 corresponde ao registrado na contabilidade do contribuinte, conforme cópia do “Razão Analítico”, à fl. 157. Mencionese, ainda, que na DCTF original entregue em 06/02/2002, bem como nas retificadoras entregues em 01/12/2004 e 09/06/2005, todas canceladas, o débito encontravase declarado pelo montante de R$ 707.129,77 e quitado mediante autocompensação (sem processo) com saldo negativo de IRPJ de períodos anteriores. Somente na DCTF retificadora (ativa) entregue em 24/11/2005, ou seja, após a ciência da decisão contestada, é que o contribuinte declarou corresponder o débito em questão ao valor de R$ 602.907,07, quitado na forma por ele suscitada (vide docs. às fls. 551 a 556). No item II.2, fls. 284, constante da manifestação de inconformidade apresentada pelo interessado, foi asseverado ter sido promovida, de oficio, a compensação de débito de IPI, 3º decêndio de setembro de 2001, com crédito de origem distinta da indicada no pedido de compensação correspondente. Segundo interessado, às fls. 284, “De fato, o fiscal promoveu compensação de parcela do débito de IPI no valor de R$ 128.528,50 (cento e vinte e oito mil e quinhentos e vinte e oito reais e cinqüenta centavos) com crédito de IRPJ anocalendário 1996, ao passo que o pedido de compensação n.º 13502.000766/200174 prevê que o mencionado débito será compensado com créditos relativos aos períodos base de 1997 e 1999”. Cumpre ressaltar que o referido débito e a respectiva compensação integram apenas o objeto do mencionado processo n.º13502.000766/200174, não tendo as alegações do interessado repercussão alguma no presente processo. No entanto, apensas o título de esclarecimento, juntouse às fls. 545 a 549 do presente, extrato do processo nº 13502.000766/200174, sendo às fls. 548 demonstrada a compensação do referido débito com crédito oriundo do anocalendário de 1997. Por todo o exposto, concluise que, de fato, não há efetiva conexão entre os processos referidos pelo interessado, Percebese, sim, descontrole por parte deste nas autocompensações efetuadas com os Saldos Negativos em tela, levando o mesmo, a Fl. 12DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 13 13 indicar diversas formas de quitação para o mesmo débito, o que, em princípio não deve determinar a análise conjunta ou juntada dos processos. Os créditos envolvidos são originados de anoscalendário distintos e não restou comprovado que alguma parcela de estimativa de IRPJ/2001, ano calendário 2000, objeto do presente processo tenha sido quitada com autocompensação que utilizasse crédito de Saldo Negativo de IRPJ dos exercícios analisados no processo 13501.000766/200174, ou mesmo, que a estimativa de IRPJ, out/2001, tenha sido quitada com créditos analisados e compensados em ambos processos. Desta forma, prestadas as informações requeridas no despacho de fls. 524 a 528, propõese o retorno do presente processo à DRJSalvador para prosseguimento. A decisão recorrida está assim ementada: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL. RERATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO. Na ocorrência de erro material no acórdão proferido, são cabíveis os embargos opostos para retificar o valor do crédito reconhecido. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. Na hipótese de apuração anual, a partir do mês de janeiro do anocalendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, o contribuinte poderá pedir a restituição ou compensar o saldo negativo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, referente ao anocalendário anterior, com os débitos relativos aos tributos e contribuições administrados pela SRF, observadas as condições estabelecidas na legislação de regência. Compensação Homologada em parte. Transcrevese a conclusão do voto condutor do aludido acórdão: Dessa forma, acolho as fundamentações da autoridade administrativa, em razão da diligência realizada, que integram a presente decisão, e voto no sentido de reconhecer o direito creditório de R$ 221.393,51 (duzentos e vinte um mil, trezentos e noventa e três reais e cinqüenta e um centavos) e homologar a compensação pleiteada do crédito com débitos, até o limite reconhecido. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta em parte as conclusões do acórdão recorrido, discorrendo sobre seus argumentos às fls. 603 e seguintes. É o relatório. Fl. 13DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Processo nº 13501.000188/200186 Resolução n.º 140200.069 S1C4T2 Fl. 14 14 VOTO Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Conforme relatado tratase de pedido de reconhecimento de direito creditório do IRPJ, saldo negativo de recolhimentos do anocalendário de 2000. A contribuinte havia pleiteado R$ 3.022.332,21. a DRF deferiu R$ 1.578.770,53, sob o entendimento que a contribuinte já havia compensado 1.456.981,87 no transcurso do ano de 2001. A DRJ reconheceu que o valor de 221.393,51 deve ser acrescido ao direito creditório remanescente em face de erro no preenchimento da DCTF quanto a compensação realizada em novembro de 2001. No recurso voluntário a contribuinte insiste na alegação da ocorrência de erros e apresenta novos documentos, fls 613 a 705, no intuito de fazer prova da correção de seus procedimentos no que tange a compensação de outros créditos em 2001, que não o saldo negativo do IRPJ de 31/12/2000. Analisei os documentos trazidos aos autos, inclusive na manifestação de inconformidade e conclui que, salvo melhor juízo, somente a Unidade de origem tem condições de confirmar, ou infirmar, a correção das alegações do contribuinte, haja vista envolver aproveitamento de saldos negativos desde o ano de 1996, até 2000, cuja análise depende de incursões nos sistemas da Receita Federal. Diante do exposto, propugno pela conversão do julgamento em diligência para que a Unidade de origem: 1) intime a contribuinte a apresentar demonstrativo único de utilização dos saldos negativos de recolhimento do IRPJ desde o anocalendário de 1996 até 2000, correlacionando com os registros contábeis e as respectivas DIPJ e DCTF, incluindo notas explicativas (se necessário); 2) verifique a correção desse demonstrativo, elaborando parecer consubstanciado, indicando os valores que eventualmente estejam equivocados; 3) cientifique o contribuinte desse relatório, concedendolhe o prazo de 30 dias para manifestação. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 14DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA Assinado digitalmente em 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 02/06/2011 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 10825.900484/2006-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 25 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1402-000.047
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos da presente Resolução. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima (Presidente de Turma), Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Antonio José Praga de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Viviani Aparecida Bacchmi e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Fl. 220DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10825.900484/200642 Resolução n.º 140200.047 S1C4T2 Fl. 143 2 Relatório Laboratório Bauru de Patologia Clínica S/C recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 5ª Turma da DRJ Ribeirão Preto/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP) de fls. 01/10, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos (Cofins) de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (IRPJ). Por intermédio do despacho decisório de fls. 11/14, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, “não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls.16/17, na qual alega, em síntese, que o despacho decisório não homologou a compensação declarada em razão das declarações (DIPJ e DCTF) originais apresentadas, utilizarem integralmente o valor recolhido para quitação de débitos. A par disso, a contribuinte encaminha em anexo as respectivas declarações retificadoras e os pagamentos de impostos indevidos ou maiores, que resultou no crédito utilizado nas compensações. Ao final, requer o acolhimento da presente manifestação de inconformidade e a improcedência da cobrança dos valores compensados.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 1421.611 (fls. 100103) de 25/11/2008, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da contribuinte sob o argumento de que o reconhecimento do indébito depende da efetiva comprovação do alegado recolhimento indevido ou maior do que o devido, o que, no presente caso, não teria ocorrido, entendimento representado em sua ementa, a seguir transcrita. “RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. O reconhecimento do indébito depende da efetiva comprovação do alegado recolhimento indevido ou maior do que o devido. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 16/03/2009 (A.R. de fl. 109), a interessada interpôs recurso voluntário em 14/04/2009 (fls. 114118) onde repisa os argumentos trazidos em sua impugnação. É o relatório. Fl. 221DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10825.900484/200642 Resolução n.º 140200.047 S1C4T2 Fl. 144 3 VOTO Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. De se atentar, inicialmente, que o assunto tratado no presente processo é idêntico àquele constante em diversos processos da mesma empresa, cuja análise neste Colegiado foi levada a efeito pelo ilustre Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva. Nesse sentido, comungando com o entendimento ali esposado, peço vênia ao ilustre Conselheiro para adotar os fundamentos de sua lavra, apresentados nos parágrafos a seguir. À luz do parágrafo único do artigo 142 do CTN, a atividade de lançamento, assim entendido como o procedimento tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido e identificar o sujeito passivo, é atividade administrativa vinculada e obrigatória. Quer nos casos de lançamento de ofício, quer nas hipóteses de lançamento por homologação em que o sujeito passivo, por conta própria, identifica a matéria tributável, base de cálculo, a alíquota incidente e, quando devido, realiza o pagamento, não há faculdade, em relação a nenhuma das partes, para exigir ou deixar de pagar tributo previsto em lei. A garantia constitucional consagrada no artigo 150, I, que veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios “exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça”, também contém a obrigação do contribuinte de pagar, com exatidão, os tributos legalmente fixados. Tal comando constitucional advém do princípio da legalidade consagrado no artigo 5º, II, da Constituição de 1988 e não é novo em nosso direito, pois já se encontrava previsto nas constituições anteriores e no artigo 97 do Código Tributário Nacional. Nos casos de pagamento a menor cabe ao Fisco, nos termos do artigo 142 do CTN, por lançamento de ofício, exigir a diferença. Efetuado pagamento a maior, diante da impossibilidade de se exigir tributo além do montante fixado em lei, cabe à Administração proceder a restituição, que nos casos de pessoa jurídica pode darse mediante compensação, conforme previsto no artigo 170 do CTN. Ainda em relação à compensação, o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as modificações introduzidas pelas Leis nº 10.637, de 2002 e Lei nº 10.833, de 2003, dispõe “in verbis”: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada ao caput pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002, DOU 31.12.2002 Ed. Extra, com efeitos a partir de 01.10.2002) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 10.637, de Fl. 222DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10825.900484/200642 Resolução n.º 140200.047 S1C4T2 Fl. 145 4 30.12.2002, DOU 31.12.2002 Ed. Extra, com efeitos a partir de 01.10.2002. § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002, DOU 31.12.2002 Ed. Extra, com efeitos a partir de 01.10.2002). No caso dos autos, a prevalecer o argumento de que a parte recorrente, tributada com base no lucro presumido, no quarto trimestre de 1998, recolheu tributo levando em consideração base de cálculo de 32% (trinta e dois por cento), quando o correto, em tese, seria 8% (oito por cento), não há o que se falar em extinção do direito de postular a compensação, visto que tal direito foi exercido no decorrer do anocalendário de 2003, conforme especificado na PER/DCOMP de fls. 01/10. Superada a questão acima, adentro ao mérito donde se extrai que o contrato social de fls. 120/123 e a alteração contratual de fls. 124/128, datada de 11/03/2003, dão conta de que a recorrente se constitui de Laboratório que tem por objeto social a atuação no campo de “análises clínicas, abrangendo o campo de bioquímica, hematologia, hormônios, imunologia, microbiologia, parasitologia e citologia”, cuja base de cálculo do imposto de renda é de 8% (oito por cento) e não 32% (trinta e dois por cento), conforme já decidiu o Superior Tribunal de Justiça no REsp nº 1.116.399/BA, julgado sob o regime de recurso repetitivo de que trata o artigo 543C do Código de Processo Civil). Neste sentido, segue a seguinte ementa: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. ALÍQUOTA REDUZIDA. ARTIGO 15, PARÁGRAFO 1º, INCISO III, ALÍNEA "A", DA LEI Nº 9.249/95. SERVIÇOS HOSPITALARES. APOIO DIAGNÓSTICO POR LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS. 1. Restam compreendidas no conceito de "serviços hospitalares" (artigo 15, parágrafo 1º, inciso III, alínea "a", da Lei nº 9.249/95, antes das alterações da Lei nº 11.727/2008) as atividades típicas de prestação de serviços de apoio diagnóstico por imagem e laboratório de análises clínicas, permitindose quanto a estas a incidência do percentual reduzido de 8% relativamente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ, excluídas as simples consultas médicas ou atividades de cunho administrativo (cf. REsp nº 1.116.399/BA, julgado sob o regime do artigo 543C do Código de Processo Civil). 2. Recurso especial provido.(REsp 837.913/SC, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/11/2010, DJe 19/11/2010). "DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 535 e 468 DO CPC. VÍCIOS NÃO CONFIGURADOS. LEI 9.249/95. IRPJ E CSLL COM BASE DE CÁLCULO REDUZIDA. DEFINIÇÃO DA EXPRESSÃO 'SERVIÇOS HOSPITALARES'. INTERPRETAÇÃO OBJETIVA. DESNECESSIDADE DE ESTRUTURA DISPONIBILIZADA PARA INTERNAÇÃO. ENTENDIMENTO RECENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO. RECURSO SUBMETIDO AO REGIME PREVISTO NO ARTIGO 543C DO CPC. Fl. 223DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10825.900484/200642 Resolução n.º 140200.047 S1C4T2 Fl. 146 5 1. Controvérsia envolvendo a forma de interpretação da expressão 'serviços hospitalares' prevista na Lei 9.429/95, para fins de obtenção da redução de alíquota do IRPJ e da CSLL. Discutese a possibilidade de, a despeito da generalidade da expressão contida na lei, poderse restringir o benefício fiscal, incluindo no conceito de 'serviços hospitalares' apenas aqueles estabelecimentos destinados ao atendimento global ao paciente, mediante internação e assistência médica integral. 2. Por ocasião do julgamento do RESP 951.251PR, da relatoria do eminente Ministro Castro Meira, a 1ª Seção, modificando a orientação anterior, decidiu que, para fins do pagamento dos tributos com as alíquotas reduzidas, a expressão 'serviços hospitalares', constante do artigo 15, § 1º, inciso III, da Lei 9.249/95, deve ser interpretada de forma objetiva (ou seja, sob a perspectiva da atividade realizada pelo contribuinte), porquanto a lei, ao conceder o benefício fiscal, não considerou a característica ou a estrutura do contribuinte em si (critério subjetivo), mas a natureza do próprio serviço prestado (assistência à saúde). Na mesma oportunidade, ficou consignado que os regulamentos emanados da Receita Federal referentes aos dispositivos legais acima mencionados não poderiam exigir que os contribuintes cumprissem requisitos não previstos em lei (a exemplo da necessidade de manter estrutura que permita a internação de pacientes) para a obtenção do benefício. Daí a conclusão de que 'a dispensa da capacidade de internação hospitalar tem supedâneo diretamente na Lei 9.249/95, pelo que se mostra irrelevante para tal intento as disposições constantes em atos regulamentares'. 3. Assim, devem ser considerados serviços hospitalares 'aqueles que se vinculam às atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente à promoção da saúde', de sorte que, 'em regra, mas não necessariamente, são prestados no interior do estabelecimento hospitalar, excluindose as simples consultas médicas, atividade que não se identifica com as prestadas no âmbito hospitalar, mas nos consultórios médicos'. 4. Ressalva de que as modificações introduzidas pela Lei 11.727/08 não se aplicam às demandas decidida anteriormente à sua vigência, bem como de que a redução de alíquota prevista na Lei 9.249/95 não se refere a toda a receita bruta da empresa contribuinte genericamente considerada, mas sim àquela parcela da receita proveniente unicamente da atividade específica sujeita ao benefício fiscal, desenvolvida pelo contribuinte, nos exatos termos do § 2º do artigo 15 da Lei 9.249/95. 5. Hipótese em que o Tribunal de origem consignou que a empresa recorrida presta serviços médicos laboratoriais (fl. 389), atividade diretamente ligada à promoção da saúde, que demanda maquinário específico, podendo ser realizada em ambientes hospitalares ou similares, não se assemelhando a simples consultas médicas, motivo pelo qual, segundo o novel entendimento desta Corte, faz jus ao benefício em discussão (incidência dos percentuais de 8% (oito por cento), no caso do IRPJ, e de 12% (doze por cento), no caso de CSLL, sobre a receita bruta auferida pela atividade específica de prestação de serviços médicos laboratoriais). Fl. 224DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10825.900484/200642 Resolução n.º 140200.047 S1C4T2 Fl. 147 6 6. Recurso afetado à Seção, por ser representativo de controvérsia, submetido ao regime do artigo 543C do CPC e da Resolução 8/STJ. 7. Recurso especial não provido." (Resp 1116399/BA, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 28/10/2009, DJe 24/02/2010). O artigo 62 do Regimento Interno do CARF, com a redação dada pela Portaria nº 586, de 22/12/2010, dentre as quais se destaca o acréscimo do artigo 62A, dispõe que as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, à luz do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, há que se reconhecer que a base de cálculo dos Laboratórios de Análises Clínicas, em relação às receitas destas atividades, quanto ao IRPJ é de 8% (oito por cento) e não 32% (trinta e dois por cento). Quanto aos aspectos até aqui enfrentados, ao que se depreende do acórdão recorrido, não há divergência. A controvérsia surge em relação à instrução da impugnação. A impugnação foi desacolhida porque a parte recorrente deixou de apresentar documentos que a autoridade julgadora considerou essenciais, dentre os quais a Declaração do Imposto de Renda, documento este que, à época, ainda não havia sido retificado e que, ao meu sentir, por estar em poder da Administração esta, à luz do artigo 29, segunda parte, artigo 36, segunda parte e artigo 37, todos da Lei nº 9.784, de 1999, podia ter juntado aos autos. Ao meu sentir, quando da impugnação em relação ao pedido de compensação não homologado, que tenha por objeto controvérsia relacionada à base de cálculo, a parte recorrente deve apresentar: a) cópia do contrato social que vigorava no período de apuração do crédito em discussão; b) cópias das DCTFs referentes aos períodos dos alegados pagamentos a maior, junto com a correspondente DIPJ, identificando a base de cálculo aplicada e a natureza dos rendimentos. c) cópia dos comprovantes de pagamento e/ou extinção dos débitos tributários por compensação; d) quadro demonstrativo referente ao período do alegado pagamento a maior, indicando a natureza da origem da receitas (comércio, prestação de serviços, atividades de laboratórios, etc.), a base de cálculo considerada, o valor pago à época, o quanto seria devido se aplicado base de cálculo de 8% (oito por cento) e não de 32% (trinta e dois por cento) e, finalmente, os valores pagos a maior; e) nos casos de pagamentos a maior, com débitos subseqüentes, deverá a requerente fazer constar do quadro acima quando isto se deu, em que valores e em que forma (DCTF, DCOMP, etc.). ISSO POSTO, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para: Fl. 225DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA Processo nº 10825.900484/200642 Resolução n.º 140200.047 S1C4T2 Fl. 148 7 (i) que a requerente seja intimada para, no prazo de 30 (trinta) dias, prestar as informações constantes nas letras “a” a “e”, acima referidas; (ii) após juntada dos documentos apresentados, a fiscalização deverá lançar manifestação analisando a veracidade das informações trazidas aos autos, informando a efetividade dos valores alegadamente pagos ou compensados, em cada um dos períodos; (iii) na análise de que trata o item anterior, a autoridade preparadora também deverá analisar se o mesmo crédito, se existente, foi ou está sendo objeto de compensação em outros processos e, caso afirmativo, em que montantes. (iv) após a manifestação da fiscalização, deverá a parte interessada ser intimada para se manifestar no prazo de 15 (quinze) dias, devendo os autos, juntamente com eventuais processos conexos, retornarem ao CARF para exame do mérito. É o voto. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar. Fl. 226DF CARF MF Emitido em 06/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE Assinado digitalmente em 01/04/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALE, 06/04/2011 por ALBERTINA SIL VA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 12898.000002/2009-77
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1401-000.340
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, declinando competência para 3ª Seção do CARF.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, declinando competência para 3ª Seção do CARF. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto (Presidente em Exercício), Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sergio Luiz Bezerra Presta, Carlos Mozart Barreto Vianna (Suplente Convocado) e Antonio Alkmim Teixeira. Ausente, justificadamente, a conselheira Karem Jureidini Dias. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 28 98 .0 00 00 2/ 20 09 -7 7 Fl. 476DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0221.14252.P2WX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12898.000002/200977 Resolução nº 1401000.340 S1C4T1 Fl. 3 2 Relatório Versa o presente processo sobre auto de infração para exigência da Contribuição Para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional CONDECINE de fls. 58/65, no valor de R$ 933.655,75, acrescida da multa de ofício e dos juros de mora. No Termo de Constatação dos Fatos (fls. 56/57), o Fisco expõe as razões para o respectivo lançamento, conforme abaixo: a) Dos exames realizados no razão contábil, verificouse que o contribuinte não recolheu a CONDECINE nas datas dos créditos registrados em contas contábeis referentes às participações dos produtores estrangeiros; b) As provas coligidas e anexadas aos autos revelam de forma cristalina a ilicitude de sua conduta e a ofensa ao disposto no artigo 32, parágrafo único da MP 2.228 1/2001. Ao apreciar a impugnação apresentada pela interessada, a 4ª Turma da DRJ/RJ1 manteve integralmente o lançamento, por meio de Acórdão assim ementado, fls. 349: Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE Anocalendário: 2003 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA NACIONAL CONDECINE. O campo de incidência da norma tributária a qual especifica a exigência da CONDECINE é delimitado pela lei que a regulamenta. Incumbe ao interessado o ônus de comprovar, através de documentação hábil e idônea, que não lhe pode ser exigido a respectiva tributação na forma como foi determinado através do devido procedimento de lançamento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com esta decisão, a contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 336356. É o sucinto relatório. Fl. 477DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0221.14252.P2WX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12898.000002/200977 Resolução nº 1401000.340 S1C4T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Conforme relatado, versa o presente processo exclusivamente sobre exigência da Contribuição Para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional CONDECINE , acrescida da multa de ofício e dos juros de mora. A Contribuição ao CONDECINE ostenta a natureza jurídica de CIDE Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE, que interfere no domínio econômico do setor audiovisual. Dispõe o vigente Regimento Interno do CARF, em seu art. 4º: Art. 4° À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: [...] VIII Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE); Assim sendo, declino da competência para julgamento do presente feito, o qual deve ser julgado pela Terceira Seção de Julgamento deste CARF. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 478DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 3 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0221.14252.P2WX. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS em 30/04/2015 17:32:00. Documento autenticado digitalmente por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS em 30/04/2015. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO BEZERRA NETO em 04/05/2015 e FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS em 30/04/2015. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 18/02/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP18.0221.14252.P2WX Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E065FEFC8ADD98B15FD6F4C456E8DB7017BCB363 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 12898.000002/2009-77. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10480.903072/2013-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 24 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2012 a 31/03/2012
MATÉRIA-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO. CONCEITO.
Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto.
Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final.
PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS.
Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979.
Numero da decisão: 3302-012.506
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente).
Nome do relator: Larissa Nunes Girard
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CONCEITO. Somente as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, conforme a conceituação albergada pela legislação tributária, são hábeis ao creditamento do imposto. Para que seja dado o tratamento de insumos aos bens que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização, tais bens devem guardar semelhança com as matérias primas - MP e produtos intermediários - PI, em sentido estrito, semelhança essa que reside no fato de exercerem, na operação de industrialização, função análoga a das MP e PI, ou seja, se consumirem, em decorrência de uma ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou por esse diretamente sofrida, mesmo que não integrando ao produto final. PARTES E PEÇAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. MATERIAIS REFRATÁRIOS. COMBUSTÍVEIS. Não geram direito a crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas, equipamentos e ferramentas, mesmo que se esgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Assim, glosam-se os créditos relativos a materiais intermediários que não atendam aos requisitos do Parecer Normativo CST nº 65, de 1979. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em afastar a diligência. Vencido o conselheiro Jorge Lima Abud. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-012.496, de 24 de novembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10480.903074/2013-21, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 30 72 /2 01 3- 31 Fl. 284DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Vinicius Guimaraes, Walker Araujo, Jorge Lima Abud, Jose Renato Pereira de Deus, Larissa Nunes Girard, Raphael Madeira Abad, Denise Madalena Green, Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Aproveita-se o Relatório do Acórdão de Manifestação de Inconformidade, em síntese: Em análise no presente processo o litígio decorrente de Despacho Decisório emitido quando da análise do(s) PER/DCOMP n° 35634.61504.201212.1.1.01-6240, transmitido(s) para utilização do saldo credor do IPI apurado no 1° trimestre/2012, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99. O reconhecimento parcial se deveu a glosas de créditos de aquisições de produtos que não atendem os requisitos para o creditamento. Conforme se vê do Relatório Fiscal, as glosas se referiram a aquisição de coque de petróleo, além de outros produtos (descrição constante do Anexo "Demonstrativo dos Créditos do IPI Passíveis de Ressarcimento”). A Manifestante alega, em síntese, que todas as aquisições referem-se a insumos utilizados e consumidos no processo industrial, sustentando sua afirmação em laudo técnico anexo à Manifestação de Inconformidade. A Turma da Delegacia Regional de Julgamento julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação e ingressou com Recurso Voluntário alegando, em síntese: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. Aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; Fl. 285DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. DO PEDIDO Por todo o exposto, a Recorrente REQUER: em sede de preliminar, que seja: a. a imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança de todos os “débitos” albergados no processo administrativo n° 10480-900.304/2014-81 (Processo de Crédito nº 10480.903.073/2013- 31), face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados (art. 151, III, do CTN; art. 74, §§ 4°, 7°, 9°, 11, da Lei n° 9.430/96; o art. 15 do Decreto n° 70.235/72 e 137, da Instrução Normativa RFB n° 1717, de 17 de julho de 2017); b. por força dos mesmos dispositivos legais, que tais processos “de débito” passem a constar como “exigibilidade suspensa” nos sistemas informáticos da Receita Federal, de forma seja não sejam impedimento à obtenção de imprescindível Certidão Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa - CPD-EN, nos termos dos arts. 205 e 206 do CTN, tampouco sejam enviados ao CADIN, conforme art. 7° da Lei n° 10.522/2002; No mérito, que seja revisado e reformado o Acórdão proferido pela DRJ, o qual foi cientificado ao contribuinte, inclusive com realização de imprescindível prévia perícia, mais uma vez justificada e requerida, por prevalência da verdade material no âmbito administrativo, conforme determina o art. 149, IV e VIII do CTN e é o núcleo das Súmulas n°s 346 e 473 do STF. É o relatório. Fl. 286DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto condutor consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Quanto ao conhecimento, à tempestividade e ao mérito do Recurso Voluntário do contribuinte, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto do relator do acórdão paradigma: Da admissibilidade. Por conter matéria desta E. Turma da 3 a Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. A empresa foi intimada do Acórdão de Impugnação, por via eletrônica, em 02 de setembro de 2020, às e-folhas 222. A empresa ingressou com Recurso Voluntário, em 02 de outubro de 2020, às e-folhas 223. O Recurso Voluntário é tempestivo. Da Controvérsia. Foram alegados os seguintes pontos no Recurso Voluntário: Da necessária homologação da compensação do contribuinte. aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Do coque de petróleo; Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si; Do concreto alum; Da argamassa; Do corpo moedor; Da chapa; Da correia transp; Da placa autectic; DA necessidade da aplicação da súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional; Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. Passa-se à análise. A ora Recorrente, em 20.12.2012, apresentou o PER/DCOMP n° 42333.36803.201212.1.1.01-4402, com crédito referente ao ressarcimento de R$ 1.009.251,51, transmitido para utilização do saldo credor do IPI apurado no 3° trimestre/2012, com fulcro no art. 11 da Lei n° 9.779/99, sendo referido saldo credor relativo ao estabelecimento n° 10.656.452/0023-95. Sobre o direito aos créditos básicos de IPI, assim dispõe o art. 226, I do Regulamento do IPI de 2010: Art. 226. Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditar-se (Lei n°4.502, de 1964, art. 25): Fl. 287DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 I - do imposto relativo a matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; (...) O Parecer Normativo CST n° 65/79 é um ato normativo expedido por uma autoridade administrativa, nos termos do art. 100, I do CTN, auxilia na determinação do conteúdo e alcance do art. 226, I do RIPI/2010, acerca de quais seriam os insumos que ensejam aproveitamento de créditos do IPI. Em virtude de abordar precisamente os elementos fáticos e pelo seu didatismo, trago o Acórdão de Recurso Voluntário n° 3402-007.295, de Relatoria da ilustre Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula, a partir das folhas 06 daquele documento: Parecer Normativo CST n° 65/79 (DOU de 6/11/79) Imposto sobre Produtos Industrializados. 4.18.01.00 - Crédito do imposto - Matérias-primas, Produtos Intermediários e Material de Embalagem. A partir da vigência do RIPI/79, ex vi do inciso I de seu art. 66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários stricto sensu, e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu Ativo Permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas. Inadmissível a retroação de tal entendimento aos fatos ocorridos na vigência do RIPI/72 que continuam a se subsumir ao exposto no PN CSTn° 181/74. Em estudo o inciso I do artigo 66 do Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados, aprovado pelo Decreto n° 83.263, de 9 de março de 1979 (RIPI/79). O artigo 25 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, com a redação que lhe foi dada pela alteração 8 a do artigo 2 o do Decreto-lei n° 34, de 18 de novembro de 1966, repetida “ipsis verbis” pelo artigo 1° do Decreto-lei n° 1.136, de 7 de setembro de 1970, dispõe: ‘Art. 25 A importância a recolher será o montante do imposto relativo aos produtos saídos do estabelecimento, em cada mês, diminuindo do montante do imposto relativo aos produtos nele entrados no mesmo período, obedecidas as especificações e normas que o regulamento estabelecer’. Como se vê, trata-se de norma não auto-aplicável, de vez que ficou atribuído ao regulamento especificar os produtos entrados que geram o direito à subtração do montante de IPI a recolher. 3. Diante disto, ressalte-se serem ‘ex nunc’ os efeitos decorrentes da entrada em vigência do inciso I do artigo 66 do RIPI/79, ou seja, usando da atribuição que lhe foi conferida em lei, o novo Regulamento estabeleceu as normas e especificações que a partir daquela data passaram a reger a matéria, não se tratando, como há quem entenda, de disposição interpretativa e, por via de conseqüência, retroativa, somente sendo, portanto, aplicável a norma em análise, a seguir transcrita, aos fatos ocorridos a partir da vigência do RIPI/79: ‘Art. 66 - Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se (Lei n° 4.502/64 arts. 25 a 30 e Decreto-lei n° 3.466, art. 2°, alt. 8a): I - do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e os produtos intermediários, aqueles que, Fl. 288DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente.’ 4 - Note- se que o dispositivo está subdividido em duas partes, a primeira referindo- se às matérias-primas, aos produtos intermediários e ao material de embalagem; a segunda relacionada às matérias-primas e aos produtos intermediários que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos no processo de industrialização. 4.1 - Observe-se, ainda, que enquanto na primeira parte da norma ‘matérias- primas’ e ‘produtos intermediários’ são empregados ‘stricto sensu’, a segunda usa tais expressões em seu sentido lato: quaisquer bens que, embora não se integrando ao produto em fabricação se consumam na operação de industrialização. 4.2 - Assim, somente geram direito ao crédito os produtos que se integrem ao novo produto fabricado e os que, embora não se integrando, sejam consumidos no processo de fabricação, ficando definitivamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização. 5 - No que diz respeito à primeira parte da norma, que se refere a matérias- primas e produtos intermediários ‘stricto sensu’, ou seja, bem dos quais, através de quaisquer das operações de industrialização enumeradas no Regulamento, resulta diretamente um novo produto, tais como, exemplificadamente, a madeira com relação a um móvel ou o papel com referência a um livro, nada há que se comentar de vez que o direito ao crédito, diferentemente do que ocorre com os referidos na segunda parte, além de não se vincular a qualquer requisito, não sofreu alteração com relação aos dispositivos constantes dos regulamentos anteriores. 6 - Todavia, relativamente aos produtos referidos na segunda parte, matérias- primas e produtos intermediários entendidos em sentido amplo, ou seja, aqueles que embora não sofram as referidas operações são nelas utilizados, se consumindo em virtude do contato físico com o produto em fabricação, tais como lixas, lâminas de serra e catalisadores, além da ressalva de não gerarem o direito se compreendidos no ativo permanente, exige-se uma série de considerações. 6.1 - Há quem entenda, tendo em vista tal ressalva (não gerarem direito ao crédito os produtos compreendidos entre os bens do ativo permanente), que automaticamente gerariam o direito ao crédito os produtos não inseridos naquele grupo de contas, ou seja, que a norma em questão teria adotado como critério distintivo, para efeito de admitir ou não o crédito, o tratamento contábil emprestado ao bem. 6.2- Entretanto, uma simples exegese lógica do dispositivo já demonstra a improcedência do argumento, uma vez que, consoante regra fundamental de lógica formal, de uma premissa negativa (os produtos ativados permanentemente não geram o direito) somente conclui-se por uma negativa, não podendo, portanto, em função de tal premissa, ser afirmativa a conclusão, ou seja, no caso, a de que os bens não ativados permanentemente geram o direito de crédito. (...) 10 - Resume-se, portanto, o problema na determinação do que se deve entender como produtos ‘que embora não se integrando no novo produto, forem consumidos, no processo de industrialização’, para efeito de reconhecimento ou não do direito ao crédito. 10.1 - Como o texto fala em ‘incluindo-se entre as matérias primas e os produtos intermediários’, é evidente que tais bens hão de guardar semelhança com as matérias- primas e os produtos intermediários ‘stricto sensu’, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor Fl. 289DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida. 10.2 - A expressão ‘consumidos’ sobretudo levando-se em conta que as restrições ‘imediata e integralmente’, constantes do dispositivo correspondente do Regulamento anterior, foram omitidas, há de ser entendida em sentido amplo, abrangendo, exemplificativamente, o desgaste, o desbaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou químicas, desde que decorrentes de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre o insumo. (...) 11 - Em resumo, geram o direito ao crédito, além dos que se integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários, “stricto senso”, material de embalagens), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação; ou vice-versa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face dos princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Ao que se observa do Parecer Normativo CST n° 65/79, a partir da vigência do RIPI/1979, o conceito de insumo para fins de creditamento do IPI foi alterado, não se exigindo mais que o consumo se desse "imediata e integralmente" 4 no processo de industrialização, ou seja, o consumo do bem pode se dar após vários ciclos produtivos; e de outra parte, impedindo o creditamento aos bens classificados no Ativo Permanente. 5 A decisão proferida no Resp 1.075.508/SC, submetido à sistemática de que trata o artigo 543-C do CPC/73, cujos termos vincula este Colegiado, acolhe a tese, veiculada pelo Parecer Normativo CST n° 65/79, do contato físico e do desgaste direto em contraposição ao desgaste apenas indireto, tendo sido assim ementada: EMENTA PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO IMOBILIZADO E AO USO E CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE. RATIO ESSENDI DOS DECRETOS 4.544/2002 E 2.637/98. A aquisição de bens que integram o ativo permanente da empresa ou de insumos que não se incorporam ao produto final ou cujo desgaste não ocorra de forma imediata e integral durante o processo de industrialização não gera direito a creditamento de IPI, consoante a ratio essendi do artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (Precedentes das Turmas de Direito Público: AgRg no REsp 1.082.522/SP, Rel.Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 16.12.2008, DJe 04.02.2009; AgRg no REsp 1.063.630/RJ, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 16.09.2008, DJe 29.09.2008; REsp 886.249/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18.09.2007, DJ 15.10.2007; REsp 608.181/SC, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 06.10.2005, DJ 27.03.2006; e REsp 497.187/SC, Rel. Ministro Franciulli Netto, Segunda Turma, julgado em 17.06.2003, DJ 08.09.2003). Deveras, o artigo 164, I, do Decreto 4.544/2002 (assim como o artigo 147, I, do revogado Decreto 2.637/98), determina que os estabelecimentos industriais (e os que lhes são equiparados), entre outras hipóteses, podem creditar-se do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se ‘aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente’. Fl. 290DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 In casu, consoante assente na instância ordinária, cuida-se de estabelecimento industrial que adquire produtos ‘que não são consumidos no processo de industrialização (...), mas que são componentes do maquinário (bem do ativo permanente) que sofrem o desgaste indireto no processo produtivo e cujo preço já integra a planilha de custos do produto final’, razão pela qual não há direito ao creditamento do IPI. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. [negritei] (Grifo e negrito próprios do original) No caso, a fiscalização sustentou as glosas de créditos nas aquisições de materiais refratários pelo não enquadramento no conceito de assemelhados a produtos intermediários para fins de creditamento de IPI (Parecer Normativo CST n° 65/79), conforme Relatório Fiscal. O Recorrente, já na Manifestação de Inconformidade, apresentou Laudo Técnico, a partir das e-folhas 101. Do próprio Laudo Técnico acostado pelo Recorrente à Manifestação de Inconformidade, extrai-se que: - Do coque de petróleo: A Manifestação de Inconformidade traz a seguinte alegação às folhas 08 daquele documento: 1) o produto COQUE DE PETRÓLEO, cujas aquisições pela Impugnante gerou crédito de IPI no montante de R$ 1.380.143,58, corresponde mais de 78,41% dos créditos glosados e é utilizado na industrialização de cimento (produto tributado à alíquota zero e se desgasta direta e imediatamente no processo produtivo), conforme Laudo Técnico n° 115 6562-205 (doc. anexo); Desconsideração do coque de petróleo como matéria-prima ou produto intermediário na fabricação do cimento, tendo se entendido que o mesmo é mero combustível utilizado na geração de energia térmica. - Do tijolo alum, tijolo básico e tijolo si (e-folhas 107): TIJOLO ALUM. Cl (288927) TIJOLO BÁSICO (295208) TIJOLO BÁSICO (455103) TIJOLO BÁSICO (455108) TIJOLO BAS; MAG (445231) TIJOLO BAS; MAGN (445227) TIJOLO ALUM. C2 (288853) Os tijolos citados acima, 5.7 a 5.13, são utilizados como elementos protetores da estrutura do forno, sendo que são parcialmente consumidos na fabricação do clinquer em função do atrito e alta temperatura. Esses elementos são substituídos em intervalos não necessariamente periódicos. Atualmente esse intervalo é de aproximadamente 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do concreto alum (e-folhas 106): CONCRETO ALUM (377846) Fl. 291DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 CONCRETO ALUM (288146) CONCRETO SIC SU (376472) O material acima, 5.1 a 5.3, é utilizado para revestimento de regiões quentes do forno de clinquer e torre de ciclones. O material é aplicado em média a cada 8 meses. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da argamassa (e-folhas 107): ARGAMASSA ALUM (146432) ARGAMASSA SIL-A (214001) ARGAMASSA BASIC (455132) Os materiais citados acima, 5.14 a 5.16, são utilizados para assentamento dos tijolos refratários quando instalados no forno de clinquer. Sua função principal é corrigir os desníveis presentes nas peças de refratário ou casco do forno. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Do corpo moedor (e-folhas 106): CORPO MOEDOR; D (343023) CORPO MOEDOR; D (342918) CORPO MOEDOR; M (343037) Estes materiais, 4.1 a 4.3, possuem reposição mensal de acordo com medições de volume ocupado dentro do moinho, e que equivalem a 2 ton. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da chapa: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 18: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 6.2 CHAPA ESP 3733002301 HAVER&BOECKER (283870) O item 6.1 são telas que compõem a peneira da ensacadeira. A sua função é não deixar passar corpo com alta granulometria para não entupir os bicos. A cada 8 meses fazemos a sua troca em função do desgaste da passagem do material. Os itens 6.2 e 6.3 são as chapas de encosto e mangotes dos bicos, que também sofrem desgastes durante a expulsão dos sacos após atingir o seu peso. A cada 6 meses sofrem substituição, bem como o item 6.4 responsável pelo acionamento das duas correias transportadoras da “camara” de limpeza dos sacos cheios. Demais itens (6.5 a 6.9) são correias transportadoras que transportam os sacos de cimento ao sair da Ensacadeira até a Paletizadora. Elas sofrem desgastes pela abrasão do saco de papel e a borracha durante o transporte. Com frequência media de troca de 7 meses, variando em função da posição ou caso de quebra por algum acidente. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Fl. 292DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 - Da correia transp (e-folhas 104): O item acima citado, corresponde a correia de transporte de material advindo do britador primário que é levado para a pilha pulmão de material bruto. O desgaste das correias também ocorre em função do contato direto entre material transportado e superfície das mesmas. A substituição ocorre sob demanda a partir de avalição técnica, ou anomalia indesejada. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. - Da placa eutectic: O Recurso Voluntário traz a seguinte alegação às folhas 19: Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Observando trecho do Laudo Técnico é possível verificar que: 5.2 PLACA EUTECTIC/CDP 4666 0604 (374253) O item 5.2 acima são placas que revestem a calha de entrada. Elas são placas especiais para desgaste por sofrer altíssima abrasão e choque na queda dos materiais durante a alimentação constante do moinho. Não sofrem o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Sendo assim, conheço do Recurso Voluntário e nego provimento ao recurso do contribuinte. Quanto à conversão do julgamento em diligência, transcrevo o entendimento majoritário da turma, expresso no voto vencedor do redator designado do acórdão paradigma: Com a devida vênia, divirjo quanto à proposta de conversão do julgamento em diligência. Importante ressaltar inicialmente que se analisa o conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem no contexto do IPI, tributo para o qual tais definições foram há muito assentadas, a exemplo dos Pareceres Normativos CST nº 181/1974 e nº 65/1979. Por meio das referidas normas, ficou definido que partes e peças de máquinas não se confundem com as matérias-primas ou produtos intermediários. E, considerada essa exclusão, para além da matéria-prima, do produto intermediário stricto sensu e do material de embalagem, geram direito a crédito outros bens, desde que não contabilizados no ativo permanente e que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas, desde que não sejam partes e peças de máquinas. O segundo aspecto a se considerar é que se analisa os bens passíveis de serem classificados como insumo para a industrialização do cimento. Fl. 293DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 3302-012.506 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10480.903072/2013-31 Partindo dessas premissas, entendo por desnecessária a conversão do julgamento em diligência, haja vista que os produtos submetidos à apreciação pelo Colegiado estão adequadamente identificados e descritos nos autos. Resta-nos realizar uma discussão conceitual a partir das informações existentes, e suficientes, como realizado no julgamento de primeira instância. Portanto, rejeito a proposta de conversão do julgamento em diligência. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de afastar a diligência. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Redator Fl. 294DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10768.720251/2007-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1402-000.033
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Ausente momentaneamente o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, que foi substituído pelo Conselheiro Sérgio Luiz Bezerra Presta.
Nome do relator: CARLOS PELÁ
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RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Ausente momentaneamente o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, que foi substituído pelo Conselheiro Sérgio Luiz Bezerra Presta. (assinado digitalmente) Albertina Silva dos Santos Lima Presidente (assinada digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 427DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório Cuidase de recurso voluntário contra decisão da DRJ/SPOI, que indeferiu a compensação efetuada pelo contribuinte, sob o argumento de iliquidez e certeza do Crédito utilizado. Vejamos o relatório da DRJ. Relatório O presente processo foi formalizado para tratamento manual da DCOMP n"39248.36732.311003.1.3.041188 de folhas 03 a 07, onde o interessado tenta compensar um crédito que entende possuir de CSLL no valor original de R$ 6.360.163,51 pago em 31/01/01,relativo ao 4° trimestre de 2000, com débitos de IRPJ e CSLL do período de apuração de setembro de 2003. 2 A DCOMP foi analisada pela DIORT da DERAT — RJO através do Parece Conclusivo n°062/08, constante das folhas 16 e 17, resumido a seguir. PARECER DIORT/DERAT RJ 3 Pesquisas nos sistemas informatizados da Receita Federal revelaram que: a) Consta declarado em DCTF o débito de CSLL do PA. de 31/12/2000, no valor de R$ 9.621.277,94, parcialmente quitado mediante DARF no valor de R$ 6.360.163,51 e parcialmente suspenso por ação judicial (fls. 13/14). b) O DARF acima encontrase confirmado no sistema SINAL 07 (fl. 15). 4 O crédito solicitado não é passível de restituição ou compensação, visto que o pagamento não foi indevido ou a maior, posto que o valor recolhido é idêntico ao declarado em DCTF, declaração esta que se constitui em confissão de divida, conforme entendimento disposto no artigo 5° do Decretolei n°2.124/84. 5 Em face do concluído, foi emitido o Despacho Decisório n°062/08 que decidiu: a) Não reconhecer o direito creditório pleiteado, referente ao suposto pagamento a maior de CSLL código 6012, do período de apuração de 31/12/2000, no valor de R$ 6.360.163,51; b) Não homologar as compensações constantes da DCOMP eletrônica acostada às fls. 03 a 07. 6 O interessado teve ciência do despacho em 07/04/2008 (fl. 22) e, em 06/05/2008, apresentou a manifestação de folhas 23 a 29, aduzindo as seguintes razões. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. Fl. 428DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 3 3 Questão de Direito. 7 O interessado apresentou DCTF referente ao 4° trimestre de 2000, informando que havia apurado débito de R$ 9.621.277,9. 4.9 8 Para quitar este suposto débito, aduziu naquela declaração que R$ 6.360.163,51 foram pagos e que R$ 3.261.114,43 estavam suspensos em razão de decisão judicial. 9 Meses depois, em 29/06/2001, apresentou sua DIPJ, na qual, como se pode aferir de sua leitura, não constou débito a pagar ao final de 2000, em razão do que se verifica que a declaração prestada na DCTF referente àquele trimestre foi feita de forma errada. 10 Uma vez recolhida a CSLL, indevidamente, tem direito à restituição do pagamento em forma de compensação. 11 Como se pode verificar da DCOMP apresentada, o crédito informado corresponde exatamente ao que foi recolhido de forma indevida, com as atualizações previstas na legislação. 12 Como o interessado nada devia de CSLL ao final do ano de 2000, a conclusão a que se chega é que houve um erro formal ao preencher a DCTF do 4° trimestre. 13 O legislador, tanto em relação à CF, quanto em relação ao CTN, privilegiou a materialidade sobre a forma, ao não permitir a restrição ao direito de propriedade em razão de mero erro formal . Aliás, isso nada mais é que a efetivação do principio da verdade material, em detrimento da verdade formal, princípio basilar para fins do processo administrativo fiscal. 14 Acrescenta jurisprudência do Conselho de Contribuintes e salienta que o interessado é credor da CSLL, já que apurou, em 31/12/2000, base negativa no valor de R$ 72.768.761,48 (fl. 78). 15 Por fim, solicita que, caso não seja aceito o erro material quando do preenchimento da DCTF, que seja o processo baixado em diligência para que se certifique se a DIPJ 2001 apresentada, reflete a verdade dos fatos. Ao analisar a manifestação de inconformidade, a DRJ houve por bem manter a decisão da DRF, embora sob outro argumento. Vejamos como decidiu a DRJ: Voto 17 A manifestação é tempestiva, tendo sido apresentada por parte legitima,atendendo, portanto, aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 06/03/1972, com as alterações implementadas pela Lei n°8.748, de 09/12/1993, devendo, pois, ser conhecida. PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES 18 Conforme se verifica da DIPJ 2001 (11. 78), o interessado apurou, ao final do 4' trimestre de 2000, uma base negativa de CSLL no valor de R$ 72.768.761,48.19 Embora tenha declarado na DIPJ, CSLL a Fl. 429DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 4 4 pagar ao final dos 1°, 2° e 3°trimestres, em suas DCTF so declarou CSLL a pagar no 4° trimestre de 2000 (fl. 62). Nesta, o débito declarado de R$ 9.621.277,94 estava dividido em. R$ 6.360.163,51 recolhidos através de DARF (ft 96), disponível nos sistemas da SRF, e R$ 3.261.114,43 suspensos através da ação judicial 9400155336 (fl. 64). 20 O crédito que o interessado pleiteia é unicamente o valor do DARF pago — R$ 6.360.163,51. 21 Não haverá necessidade de diligência, em função de que a própria julgadora pôde levantar os eventos e dados principais que interferem diretamente na lide. 22 Através de pesquisas efetuadas nas DIPJ 2002 e 2003 e nas respectivas DCTF verifiquei que o interessado, em relação ao ano calendário 2001 não apurou qualquer valor de CSLL a pagar mensal ou anual, e quanto ao anocalendário 2002 tenta compensar as CSLL devidas por estimativa em fevereiro e março de 2002, com um processo relativo a crédito de PIS (em julgamento no CARF). Verifiquei também que ele não utilizou o DARF pleiteado neste processo, para fazer compensações, por sua própria conta, nas DCTF relativas a 2001 e • 2002, quando já instituída a DCOMP. 23 Conforme o extrato de folha 96, o pagamento no valor de R$ 6.360.163,51 não está vinculado a qualquer outro processo. SOBRE A LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. 24 Conforme verificado através dos documentos juntados às folhas 101 a 115, o interessado solicitou, através do processo 10070.001870/00 63 (que está em recurso voluntário no CARF), compensar o débito de CSLL referente ao 3° trimestre de 2000, no valor originário total de R$ 11.957.603,26. A compensação foi negada através do Acórdão DRJ/RJO I n" 7744, de 30/05/2005. 25 Além do mais, através do julgamento do processo 18471.000331/200310 —Acórdão DRJ/RJ I n° 4174, de 28/08/03 (fls. 117 a120), ainda em recurso voluntário junto ao• CARF, ficaram mantidos os lançamentos do auto de infração de CSLL para os 1°, 2' e 3" trimestres de 2000 e reduzida a base de cálculo negativa do 4° trimestre de 2000. 26 Tudo bem que os dois processos ainda não foram julgados no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, mas, o único pagamento que o interessado fez de CSLL, em 2000, e do qual deseja restituição/compensação neste processo, soma R$ 6.306.163,51 (fl. 96). 27 Ora, como conceder restituição/compensação de um DARF referente ao único pagamento de R$ 6.306.163,51 efetuado de CSLL para o anocalendário de 2000, se os débitos pendentes de apreciação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, ainda não pagos, somam, ao longo de 2000, R$ 12.883.388,38? Processos Débitos Fl. 430DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 5 5 10070.001870/0063 09/2000 R$ 11.957.603,26 03/2000 R$ 162.883,0118471.000331/200310 (auto de infração) 06/2000 R$ 224.703,88 09/2000 R$538.198,23 Total devido em 2000 R$ 12.883.388,38 28 Além de tudo que foi verificado e exposto, o interessado ainda possui uma ação judicial discutindo a própria CSLL Sobre a hipótese de compensação ou restituição, quando o interessado discute créditos fiscais em ações judiciais, assim dispõe o CTN: Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. 29 Com efeito, não há como se certificar de créditos referentes a pagamentos efetuados, se existem débitos do interessado, não pagos, que ainda estão sendo analisados em ações administrativas não transitadas em julgado e, ainda, quando o mesmo possui a ação judicial n°. 9400155336 discutindo parte da CSLL. Isso porque a restituição/compensação exige a certeza e liquidez do crédito pretendido. Como as ações, até o momento, se encontram em trâmite, o interessado ainda não tem a certeza da existência e a liquidez de seu suposto crédito, que poderia se alterar até as decisões finais daqueles processos. 30 Importa salientar que o interessado não traz aos autos qualquer prova de que o valor declarado de CSLL na DCTF do 4° trimestre de 2000 estava errado e que o mesmo deveria ser 0,00. Cabia a ele a comprovação do seu erro, e isso ele não fez. CONCLUSÃO 31 Assim, por tudo que foi exposto acima, INDEFIRO o pleito do interessado, não reconhecendo seu direito creditório e não homologando as compensações pleiteadas através da PER/DCOMP 39248.36732.311003.1.3.041188, for falta de certeza e liquidez do crédito pleiteado. Em suma, o crédito do contribuinte foi indeferido por conta da falta de certeza e liquidez, uma vez que o contribuinte possui outros processos que discutem compensações do saldo negativo apurado e que ainda não foram julgados por decisão final na esfera administrativa. Inconformado, o contribuinte apresenta recurso voluntário, em que aduz: PRELIMINARMENTE Nulidade da decisão de primeira instância, uma vez que a DRJ utilizou fundamentos novos, não presentes no relatório do agente fiscal, para fundamentar a autuação. Vejamos como se expressou o contribuinte: Numa análise perfunctória do Acórdão recorrido chegase à conclusão de que aquele decisum incorreu em nulidade, porquanto inovou os fundamentos ventilados no despacho decisório originário, ao aduzir Fl. 431DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 6 6 que a Recorrente utilizouse de créditos que não eram dotadas de certeza e liquidez, posto que supostamente ainda pendentes de apreciação na esfera administrativa e judicial, não oportunizando à Recorrente o direito de defesa. Isso está bastante claro nos autos! 11.Com efeito, o despacho decisório, em nenhum momento, fez menção às compensações realizadas em 2000, utilizandose créditos do Processo Administrativo n° 10070.001870/0063, tampouco mencionou a Ação Judicial n° 94.00155336 e o lançamento de CSLL realizado nos autos do Processo Administrativo n° 18474.000331/200310. 12.Em vista da flagrante inovação do despacho decisório pelo Acórdão recorrido, não foi permitido à Recorrente impugnar todos os argumentos fáticos e jurídicos necessários para a sua ampla defesa e, via de conseqüência, ao exercício do direito ao contraditório, compreendendo este a audiência bilateral das partes litigantes. 13.Resta claro, portanto, que o julgamento de primeira instância inovou quanto ao fundamento da imputação fiscal, na medida em que tratou de questão não suscitada no despacho decisório, de modo que tampouco poderia ser abordada nadefesa em primeira instância. 14.A Constituição Federal, em seu art. 5 0, inciso LV, assegura aos litigantes em processo judicial ou administrativo, o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Tal norma encontra respaldo também no art. 59, inciso 112, do Decreto n° 70.235/72. 15.Aliás, o entendimento pacífico do Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é no sentido de declarar a nulidade da decisão de primeira instância administrativa quando fundamentada em motivo divergente daquele que baseou o despacho decisório. Vejase: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Ano calendário: 1997, 1999 e 2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE DE DECISÃO E DESPACHO DECISÓRIO. Já nulo o Acórdão proferido pela primeira instância de julgamento quando fundamentado em motivo divergente daquele que baseou o Despacho Decisório, configurando assim cerceamento do direito de defesa. Recurso anulado."3 (grifouse) MÉRITO No mérito, alega que a ação judicial citada pela DRJ já transitou em julgado, com decisão parcialmente procedente para reconhecer o direito de o contribuinte proceder as correções monetárias relativas a janeiro de 1989 pelo índice de 42,72%. Quanto aos processos administrativos, assim se manifestou o contribuinte: 23.Quanto ao Processo Administrativo 10070.001870/0063, utilizado para compensação, importa que, diferente do que aduzido no v. Fl. 432DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 7 7 Acórdão recorrido, a Primeira Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes já apreciou o caso, determinando apenas que o processo aguardasse decisão final proferida nos autos do Processo Administrativo n° 18471.002809/200346 (doc.03), por existir relação entre ambos. 24.Esse processo, contudo, já foi julgado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, que negou provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional contra o acórdão que considerou nulo o lançamento (doc.04). 25.Já em relação ao Processo Administrativo n° 18471.000331/2003 10, conforme se pode depreender do andamento processual anexo (doc.05), o Recurso de Ofício foi negado e o Recurso Voluntário interposto pela Recorrente foi parcialmente provido para afastar a exigência referente ao ano de 2001. 26. Assim, fazse incidir o art. 74, §4°, que assim dispõe: "Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei n° 10.637, de 2002) 27. alinhavados, importa dizer que se faz necessária a suspensão do presente processo até o julgamento final dos Processos Administrativos n°s 10070.001870/0063 e 18471.000331/200310. Complementa seu recurso reiterando as razões já expendidas na manifestação de inconformidade, especialmente quanto ao erro formal cometido na DCTF do 4T de 2000, corrigido quando da apresentação da DIPJ. Reitera o pedido de suspensão do presente processo até decisão final dos processos arrolados. É o Relatório. Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. Os casos de compensação têm sido fontes de inúmeros problemas no âmbito deste CARF quando, sendo relacionados com outros processos do mesmo período, são decididos isoladamente. Este problema, contudo, encontra solução no próprio regimento interno do CARF, que determina sejam julgados ao mesmo tempo, reunidos para decisão conjunta, nos termos do artigo 6º. Verbis: Fl. 433DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10768.720251/200771 Resolução n.º 140200.033 S1C4T2 Fl. 8 8 “Art. 6° Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo.” No caso de impossibilidade de reunião dos processos, é o caso de suspender o julgamento deste, nos termos do artigo 265, IV. “a” do Código de Processo Civil, por aplicação subsidiária. do julgamento de outra c Penso que é o caso do presente processo, cuja solução tem relação direta com outros processos, citados na própria decisão da DRJ. Posto isso, penso que é o caso de determinar a reunião deste aos processos pendentes que tramitam neste Conselho, para decisão conjunta. Para isso, proponho a conversão do julgamento em diligência, para que a unidade preparadora junte a este o processo 10070.001870/0063 e extraia cópias, a partir da decisão de primeira instância, dos processos 18471.000331/200310 e 18471.002809/200346. Sala das Sessões DF, em 25 de janeiro de 2011 (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Fl. 434DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 13/03/2011 por CARLOS PELA, 14/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 10950.001524/2008-06
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO.DESCUMPRIMENTO.OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.DEIXAR DE DESCONTAR REMUNERAÇÕES DOS SEGURADOS.
A empresa que deixe de arrecadar, mediante descontos, as contribuições dos segurados contribuintes individuais, sujeitar-se-á ao pagamento de multa por descumprimento de obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.420
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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A empresa que deixe de arrecadar, mediante descontos, as contribuições dos segurados contribuintes individuais, sujeitarseá ao pagamento de multa por descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Eivanice Canário da Silva (suplente). Ausentes os conselheiros: Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.102 a 110 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Porto Alegre/RS (fls.93 a 95) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração n 37.105.6810, no valor consolidado de R$ 1.254,89 (hum mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e oitenta e nove centavos) A autuação, segundo o relatório fiscal às fls.10 e 11, corresponde ao descumprimento por parte da empresa da obrigação acessória prevista no art. 30, inciso I, “a”, da Lei 8.212/91 combinado com o art. 216, I , “a” do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99 e ainda no art.4, caput, da Lei n 10.666/2003. O período objeto da fiscalização compreendeu as competências de 04/2003 a 12/2007. Ainda segundo o relatório fiscal, a empresa deixou de arrecadar, mediante desconto sobre remuneração, contribuições dos segurados contribuintes individuais. Desta autuação, a recorrente apresentou impugnação às fls. 50 a 57 alegando em síntese: A inconstitucionalidade da norma que determina a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória; Por fim, requereu o recebimento da peça de impugnação para que fosse instaurada a fase litigiosa administrativa e, ao final, a declaração de nulidade do Auto de Infração. Protestou ainda provar o alegado por todos os meios de prova, inclusive prova pericialcontábil. Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 7° Turma da DRJ/Porto Alegre/RS proferiu acórdão (n°1016.724) nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2003 a 31/12/2007 AutodeInfração AI DEBCAD n° 37.105.6810 (Código de Fundamento Legal 59) 1. INCONSTITUCIONALIDADE. A constitucionalidade das leis é vinculada para a Administração Pública. 2. JUNTADA DE DOCUMENTO. Não comprovadas quaisquer das hipóteses previstas para a apresentação posterior de documentos, descabe fazêla em momento diferente da impugnação. 3. PERÍCIA. Ausente qualquer justificativa que a autorize, temse como prescindível a prova pericial. Lançamento Procedente. Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.102 a 110, ratificando o único argumento levantado na impugnação. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10950.001524/200806 Acórdão n.º 2403000.420 S2C4T3 Fl. 148 3 É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO I – DA IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTARSE ACERCA DE (IN)CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS: Diante do único argumento trazido à baila pela recorrente, qual seja a inconstitucionalidade da norma que determina a aplicação da multa por descumprimento de obrigação acessória, cabe destacar que todas as normas infraconstitucionais, quando vigentes no ordenamento jurídico, são para serem cumpridas, não podendo a autoridade administrativa exercer juízo de valor e afastar a aplicação da norma, tendo em vista sua atividade como agente público ser vinculada à lei. Assim, estando a legislação vigente, deparandose o agente administrativo com uma situação que lhe exija a aplicação de norma infraconstitucional, esta será aplicada em todos os termos, sendo vedada, em regra, a conduta de afastar a incidência dessa norma, sob pena de violação ao Princípio da Legalidade. Ademais, a Portaria RFB n° 10.875, de 16 de agosto de 2007, que disciplina o processo administrativo fiscal relativo às contribuições sociais de que tratam os arts. 2° e 3° da Lei n° 11.457/2007, veda, em seu art.18, que o Contencioso Administrativo Federal afaste aplicação de lei por inconstitucionalidade ou ilegalidade: Art. I8 É vedado à autoridade julgadora afastar a aplicação, por inconstitucionalidade ou ilegalidade, de tratado, acordo internacional, lei, decreto ou ato normativo em vigor, ressalvados os casos em que: 1 tenha sido declarada a inconstitucionalidade da norma pelo Supremo Tribunal Federal (STF); em ação direta, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da resolução do Senado Federal que suspender a sua execução; II haja decisão judicial, proferida em caso concreto, afastando a aplicação da norma, por ilegalidade ou inconstitucionalidade, cuja extensão dos efeitos jurídicos tenha sido autorizada pelo Presidente da República ou, nos termos do art. 4 2 do Decreto n2 2.346, de 10 de outubro de 1997, pelo Secretário da Receita Federal do Brasil ou pelo ProcuradorGeral da Fazenda NacionaL. Além disso, vale destacar que a Portaria n 256 do Ministério da Fazenda, que aprovou o Regimento Interno do CARF, em seu artigo 62, veda aos julgadores do Contencioso Administrativo Federal afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Observese, que somente nas hipóteses contempladas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal acima citado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência, o que não se vislumbra no presente caso. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10950.001524/200806 Acórdão n.º 2403000.420 S2C4T3 Fl. 149 5 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Para haver harmonia nos julgamentos, conforme artigo 72 do Regimento Interno, o CARF emitirá súmulas para decisões reiteradas e uniformes, de observância obrigatória pelos membros do CARF. Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Nesse sentido, o CARF sumulou a matéria em comento, Súmula CARF nº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Finalmente, o artigo 102, I, “a” da Constituição Federal, não deixa dúvida a propósito da discussão sobre inconstitucionalidade, que deve ser debatida na esfera do Poder Judiciário, senão vejamos: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendolhe: I – processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de Lei ou ato normativo federal; Dessa forma, não há como se acolher a pretensão do contribuinte em relação à possibilidade da autoridade julgadora afastar norma infraconstitucional, sob o argumento da norma aplicável à multa ser inconstitucional, tendo em vista que tal função é típica do Poder Judiciário, que goza da liberdade para decidir, desde que haja motivação em suas decisões. II – DA INFRAÇÃO COMETIDA Fl. 5DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 A empresa autuada foi submetida à fiscalização federal desde 12/02/2008 com a entrega do Termo de Início de Ação Fiscal (fls.06 e 07). Durante a ação fiscal, foram verificados diversos documentos, tais como a GFIP com comprovantes de entregas e eventuais retificações. Assim, diante dessa análise documental, verificouse que a empresa , no período de 04/2003 a 12/2007, deixou de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço, na qualidade de autônomos, conforme relação de nomes, remunerações e serviços prestados. Em razão dessa omissão, a empresa violou preceito legal (art.30, I, “a” da Lei 8.212/1991; art.4° da Lei n° 10.666/2003 e art.216, I, “a” do RPS). Não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes ou atenuantes previstas nos artigos 290 e 291 do mesmo Regulamento, in verbis: LEI N 8.212/91 Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; LEI N° 10.666/2003 Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA Art.216. A arrecadação e o recolhimento das contribuições e de outras importâncias devidas à seguridade social, observado o que a respeito dispuserem o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal, obedecem às seguintes normas gerais: I a empresa é obrigada a: a) arrecadar a contribuição do segurado empregado, do trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração; Desse modo, a consequência da infração do presente caso é o pagamento de multa prevista na legislação competente, qual seja o Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n 3.048/99) e a Lei n 8.212/91, in verbis Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Fl. 6DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 10950.001524/200806 Acórdão n.º 2403000.420 S2C4T3 Fl. 150 7 Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: (...) g)deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados a seu serviço; O Regulamento (Decreto n 3.048/99) cuidou ainda de tratar da atualização do valor cobrado, nos termos do art.373, in verbis: Art.373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social No mesmo sentido, a Lei nº 8.212/91 preleciona ainda em seu art. 92 que qualquer infração a dispositivo desta legislação, quando não esteja prevista expressamente, sujeitarseá a observância desse dispositivo. Então vejamos: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Vale destacar que o artigo acima foi atualizado conforme indicativo nº 24, vejamos: 24 Valores atualizados pela Portaria MPAS nº 4.479, de 4.6.98, a partir de 1º de junho de 1998, para, respectivamente, R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) e R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos) Além disso, previu o art.102 que os valores desta legislação seriam reajustados nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Art.102.Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 Contudo, conforme já demonstrado, percebo que a infração foi cometida e motivo pelo qual deverá a cobrança ser mantida e atualizada na forma do dispositivo acima. Por fim, não constatei a ocorrência de circunstancias agravantes, de modo que a multa a ser aplicada deverá ser o valor mínimo com base no art.292, I, do Regulamento da Previdência Social. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO, de modo que seja mantida a cobrança do Auto de Infração nº 37.105.6810, observado o valor mínimo da infração. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 30/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 17/03/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 29/03/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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Numero do processo: 11634.720117/2011-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1401-000.125
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, suspender o feito em função da Repercussão Geral (inconstitucionalidade do RMF).
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, suspender o feito em função da Repercussão Geral (inconstitucionalidade do RMF). . (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire Da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Mauricio Pereira Faro, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, João Carlos de Figueiredo Neto. RELATÓRIO: Dentre as questões em discussão no presente feito, encontrase a utilização da Requisição de Movimentação Financeiras – RMF, por parte da Autoridade Fiscal, como forma de conhecer os extratos bancários da Recorrente. A constitucionalidade de referido instrumento está em julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE 601.314, sob regime de repercussão geral. Fl. 424DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 11634.720117/201134 Resolução n.º 1401000.125 S1C4T1 Fl. 2 2 VOTO Segundo o art. 62, § 1º Código de Processo Civil, “Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543b, do CPC”. Ainda, nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o reconhecimento da repercussão geral conduzirá |à aplicado no art. 543B do CPC. Senão, veja se: Art. 328. Protocolado ou distribuído recurso cuja questão for suscetível de reproduzirse em múltiplos feitos, o Presidente do Tribunal ou o Relator, de ofício ou a requerimento da parte interessada, comunicará o fato aos tribunais ou turmas de juizado especial, a fim de que observem o disposto no art. 543 B do Código de Processo Civil, podendo pedirlhes informações, que deverão ser prestadas em 5 (cinco) dias, e sobrestar todas as demais causas com questão idêntica. Parágrafo único. Quando se verificar subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, o Presidente do Tribunal ou o Relator selecionará um ou mais representativos da questão e determinará a devolução dos demais aos tribunais ou turmas de juizado especial de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. (sem grifos no original). Por sua vez, a Portaria nº 138, de 23 de julho de 2009, do Supremo Tribunal Federal, impõe que todo processo onde tiver havido repercussão geral deverá ser sobrestado, independentemente de determinação expressa nesse sentido. Leiase o dispositivo, in verbis: PORTARIA Nº 138, DE 23 DE JULHO DE 2009 O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no art. 543B, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, e no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno, com redação da Emenda Regimental nº 21/07, RESOLVE: Art. 1º Determinar à Secretaria Judiciária que devolva aos Tribunais, Turmas Recursais ou Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais os processos múltiplos ainda não distribuídos relativos a matérias submetidas à análise de repercussão geral pelo STF, os encaminhados em desacordo com o disposto no § 1º do art. 543B, do Código de Processo Civil, bem como aqueles em Fl. 425DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 11634.720117/201134 Resolução n.º 1401000.125 S1C4T1 Fl. 3 3 que os Ministros tenham determinado sobrestamento ou devolução. Pelo exposto, entendo deva o presente feito ficar suspenso até ulterior análise da questão constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Transitada em julgada a decisão do Excelso Pretório, retornem os autos para julgamento. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 426DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 08/10/2012 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA
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Numero do processo: 19740.000114/2009-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.092
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
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Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Sergio Luiz Bezerra Presta, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira e Karem Jureidini Dias. Fl. 308DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 19740.000114/200961 Resolução n.º 1401000.092 S1C4T1 Fl. 278 2 Relatório Trata o presente processo administrativo fiscal de autos de infração lavrados contra o contribuinte em epígrafe em 26/03/2009. Efetuouse o ajuste da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ (fls. 2, 100 a 102) e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL (fls. 1, 96 a 98), referente a fatos geradores ocorridos em 31/12/2004. Foram reduzidos o prejuízo fiscal, no que tange ao IRPJ, no montante de R$ 17.064,60; e a base de calculo negativa, referente à CSLL, no montante de R$ 9.321.981,09. Originalmente, o procedimento fiscal tinha a finalidade de verificar a falta de adição na apuração da base de cálculo da CSLL de despesas reconhecidas nos registros contábeis da empresa fiscalizada a titulo de tributos com exigibilidade suspensa. Uma das infrações apuradas pelo Fisco foi, precisamene, a falta adição à base de cálculo anual da CSLL da despesa relacionada a crédito tributário de Contribuição para o PIS, COFINS e INSS e juros de mora, cuja exigibilidade estava suspensa por força de depósitos judiciais. A 1ª Turma da DRJ Rio de Janeiro I, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, por meio do Acórdão 1227.727 (fls. 228 e seguintes). O presente litígio versa apenas sobre a dedutibilidade, na apuração da base de cálculo da CSLL, de despesas com PIS, COFINS e INSS cuja exigibilidade estava suspensa por depósitos judiciais. Dentre outras alegações, afirmou a recorrene que ocorreu simples postergação do pagamento dos tributos, uma vez que a despesa relativa ao PIS não foi considerada para fins de determinação da base de cálculo da CSLL, referente ao anocalendário de 2008, e que houve pagamento efetivo e espontâneo de CSLL no respectivo anocalendário”. Segundo a recorrente, a simples postergação do pagamento dos tributos encontrase claramente comprovada, por meio do demonstrativo anexado como doc. 2 da sua impugnação, em conjunto com os documentos anexados como docs. 5 a 6 à resposta datada de 24/10/2008 ao Termo de Intimação Fiscal II (fls. 49/65 e 137/140). Apresentou diversos precedentes do Conselho de Contribuintes decidindo que quando ocorrer inexatidão quanto ao períodobase de competência de receitas deve ser exigida apenas a correção monetária e os juros de mora pelo prazo em que tiver havido a postergação do pagamento do imposto. É o relatório. Fl. 309DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 19740.000114/200961 Resolução n.º 1401000.092 S1C4T1 Fl. 279 3 Voto Em relação a este tema, assim decidiu o acórdão recorrido, fls. 235236 (grifado): 35. Em primeiro lugar, cumpre destacar que cabia ao interessado o ônus da prova da alegada postergação. 36. Observase que o pagamento citado pelo contribuinte versa apenas sobre a ação judicial referente à Contribuição para o PIS, ainda assim parcialmente. Por outro lado, não há pagamento referente à COFINS e à Contribuição para o INSS. 37. Ademais, o contribuinte não comprova que a despesa não foi considerada para fins de determinação da base de cálculo da CSLL, referente ao anocalendário de 2008, e que houve pagamento efetivo e espontâneo de CSLL no respectivo anocalendário, como requer o Parecer Normativo n° 02/1996, item 6.1 e 6.2. 38. Pelo exposto, não há que se considerar a postergação aventada. De fato, os elementos de prova trazidos aos autos pela contribuinte na fase impugnatória, em conjunto com os documentos apresentados na fase que antecedeu ao lançamento, não são suficientes para comprovar os fatos alegados. No entanto, são bastante fortes os indícios em favor do contribuinte. Afinal, os documentos de fls. 137140 comprovam o recolhimento parcial de valores a título de PIS. Resta apenas comprovar o pagamento efetivo e espontâneo de CSLL no anocalendário de 2008. Com relação a este aspecto, devese ter em conta que, na data da lavratura do presente auto de infração, a DIPJ do anobase de 2008 ainda não havia sido apresentada à SRF, não havendo como se comprovar, naquela ocasião, qual havia sido a atitude do contribuinte com relação àquela despesa do PIS. Sobre o tema, assim dispôs o Termo de Verificação Fiscal, fls. 91: O contribuinte informou ainda que, quanto ao PIS, face à sentença proferida na medida judicial n° 1999.61.000211433, extinguiu por pagamento, aos 30/09/2008, os valores devidos do tributo no montante de R$ 55.856.761,81 (fls. 65/6). Para o ano base de 2004, alvo do presente trabalho, foi recolhida a quantia de R$ 1.241.960,58 (pagamentos confirmados — fls. 137/40). Dessa forma, afirma o contribuinte que, face ao pagamento do PIS, não há mais exigibilidade suspensa e que, o fato de não ter promovido no ano base de 2004 a sua adição, acarretaria, apenas, em uma postergação no pagamento da CSLL (fls. 49). Esse raciocínio do contribuinte não é compartilhado por esta fiscalização. O procedimento correto seria o de promover na apuração da CSLL, do ano base de 2004, a adição dos montantes dos tributos suspensos para que, somente após o transito em julgado da medida judicial, aqueles tributos considerados efetivamente devidos e recolhidos fossem excluídos da base de cálculo da CSLL. No presente Fl. 310DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS Processo nº 19740.000114/200961 Resolução n.º 1401000.092 S1C4T1 Fl. 280 4 caso, se os recolhimentos se deram no ano base de 2008, a sua exclusão poderia ser se implementada em 2008. Considerandose que a DIPJ do ano base de 2008 não foi ainda apresentada à SRF, não há como vislumbrarmos qual foi a atitude do contribuinte com relação à esta despesa com o PIS. No entanto, diante da real possibilidade de que as alegações da recorrente sejam ao menos parcialmente procedentes, julgo oportuno converter o julgamento em diligência, visando verificar se efetivamente ocorreu a alegada postergação de pagamento da CSLL. Dispositivo Por todo o exposto, proponho a realização de diligência, para que a autoridade competente da unidade de origem esclareça os seguintes pontos controversos: a) Verifique se o valor referente ao PIS, recolhido em 2008, efetivamene foi integrado na base de cálculo da CSLL no aludido anocalendário; b) Em caso afirmativo, elabore relatório conclusivo, realizando os cálculos pertinentes à postergação de pagamento; c) Dê ciência a contribuinte concedendolhe o prazo de 10 dias para manifestação, conforme art.44 da Lei n° 9.784/99. É como voto. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Fl. 311DF CARF MF Emitido em 31/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 3 1/10/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 29/10/2011 por FERNANDO LUIZ GOMES DE M ATTOS
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Numero do processo: 13864.000347/2007-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2001 a 31/12/2005
Ementa:
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA.
ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR
Integra o salário de contribuição a parcela "in natura" recebida em desacordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.454
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial acatando a preliminar de decadência até a competência 07/2002 com base nos critérios estabelecidos no Art. 150, § 4º, CTN. Os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid
Marconi Gurgel de Souza e Eivanice Canário da Silva votaram pelas conclusões. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora e a conselheira Eivanice Canário da Silva na tributação do Auxilio Alimentação em desacordo com o PAT.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2001 a 31/12/2005 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR Integra o saláriodecontribuição a parcela "in natura" recebida em desacordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento parcial acatando a preliminar de decadência até a competência 07/2002 com base nos critérios estabelecidos no Art. 150, § 4º, CTN. Os conselheiros Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Eivanice Canário da Silva votaram pelas conclusões. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencidos o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora e a conselheira Eivanice Canário da Silva na tributação do Auxilio Alimentação em desacordo com o PAT. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Eivanice Canário da Silva (suplente). Ausentes os conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000347/200719 Acórdão n.º 240300.454 S2C4T3 Fl. 655 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas, Acórdão 0524.858 8ª Turma, que julgou procedente em parte o lançamento pelo reconhecimento da decadência de algumas competências com recolhimento. Intimado a apresentar comprovantes de adesão ao PAT — Programa de Alimentação do Trabalhador o contribuinte não o fez. O lançamento referese às contribuições dos segurados, calculado com base na alíquota mínima. Registrese que, segundo a fiscalização, conforme Relatório Fiscal, folhas 53 a 57, não foi constatada a ocorrência de desconto dos segurados e que a recorrente não atendeu à solicitação de prestação de esclarecimentos e informações sobre favorecidos e respectivos valores de utilidade desfrutados; incorrendo em infração que foi objeto de autuação por meio de Auto de Infração. Em conseqüência, ficou prejudicado o cálculo exato da correspondente contribuição do segurado. Pelo mesmo motivo, ficou prejudicada a do estabelecimento para o qual as contribuições deveriam ser alocadas. Em decorrência, todos foram alocados ao centralizador da contabilidade (matriz). Os fatos geradores foram agrupados em dois levantamentos, conforme descrito abaixo: C1 – Cesta Básica : corresponde aos valores de cestas básicas e alimentos adquiridos pelo contribuinte em favor de seus empregados. Não foi detectado, nas folhas de pagamento apresentadas nem na contabilidade, desconto de contrapartida dos segurados, para a aquisição das cestas básicas. U1 – Vale Refeição: Corresponde aos valores de vale refeição ou tickets alimentação adquiridos pela recorrente e distribuídos a seus empregados. Foram abatidos os valores descontados dos segurados. O Relatório Fiscal tem anexo diversas planilhas detalhando as bases de cálculo. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese: • Forneceu ao auditorfiscal todos dados e documentos necessários ao levantamento. • Segundo a Lei Complementar 123/2006, a fiscalização deve ser prioritariamente orientadora. • Decadência. • Nova autuação para período já fiscalizado. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • O lançamento deve ser revisto para obtenção do valor exato. • os valores pagos com a finalidade de reparação dos gastos efetuados pelo empregado, na realização dos serviços de interesse do empregador, não compõem a base de cálculo da contribuição previdenciária. • O auxilio alimentação é considerado pagamento in natura não possuindo natureza de salário, conseqüentemente não sofrendo a incidência de contribuições previdenciárias — estando ou não o contribuinte inscrito no PAT. É o Relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000347/200719 Acórdão n.º 240300.454 S2C4T3 Fl. 656 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Decadência O julgamento efetuado pela DRJ decidiu pela decadência com base no § 4 do artigo 150 do CTN, das competências que continham recolhimentos (pagamento antecipado do tributo) e com base no artigo 173 para as competências sem recolhimentos, conforme transcrição do voto, apresentada abaixo. Como se depreende da leitura do Parecer acima transcrito, não havendo pagamento de contribuição, o prazo a ser utilizado para a contagem da decadência é o do art. 173 do CTN, e havendo pagamento, ainda que parcial, o prazo é o do § 40 do art. 150 do CTN. Assim, temos a seguinte situação no presente lançamento: A ciência da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito se deu em 02/08/2007, e as competências do lançamento vão de 05/2001 a 12/2005. Portanto, pela contagem de, prazo com base no § 4° do art. 150 do CTN, da competência 08/2002 até 08/2007 a decadência para a constituição do crédito não ocorreu. E se houve pagamento de contribuição nas competências anteriores, estas estariam decaídas. Devese considerar também que as competências de 11/2001 para trás estariam decadentes levandose em conta qualquer um dos dispositivos' legais que regem o instituto da decadência. Com relação à competência 12/2001, porém, tratase de exceção, pois seu recolhimento é efetuado em janeiro/2002, portanto, neste caso o marco inicial do prazo decadencial é o primeiro dia do ano 2003, encerrando se em 31/12/2007. Desta forma, a competência 12/2001 também não se encontra decadente. Conforme verificado nos sistemas informatizados da Previdência Social constatouse que a impugnante não efetuou os recolhimentos nas competências de 12/2001, 01/2002, 03/2002, 04/2002 e 05/2002, assim, pela contagem de prazo conforme o § 4° do art. 150 do CTN, as competências de 12/2001 e de 01/2002, 03/2002, 04/2002 e 05/2002 não decaíram. Concluise, portanto, que as competências de 05/2001 a 11/2001, 02/2002, 06/2002 e 07/2002 devem ser excluídas do lançamento, tendo em vista a decadência ocorrida. As demais competências devem permanecer, pois não decaíram. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 O lançamento fundamentouse no artigo 45 da Lei 8.212/91. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade desse artigo, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN), o art. 173 ou o art. 150 (este último diz respeito ao lançamento por homologação). Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Fl. 6DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000347/200719 Acórdão n.º 240300.454 S2C4T3 Fl. 657 7 O artigo 150 trata do lançamento, e este pode, como é o caso do crédito em discussão neste processo, englobar várias competências. Entendo que quando se trata do lançamento devese dar tratamento único e uniforme para todo o lançamento e não fracionar por competência. A ciência do lançamento acorreu em 02/08/2007. O período é de 05/201 a 12/2005. Existem recolhimentos em várias competências. Concluo que aplicando a regra do § 4° do art. 150 do CTN, todas competências até 07/2002 estão decadentes. Mérito Fiscalização orientadora Alega a requerente, com base no artigo 55 da Lei Complementar 123/2006, que a fiscalização deveria ser orientadora. E observar o critério da dupla visita. Art.55.A fiscalização, no que se refere aos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário, ambiental e de segurança, das microempresas e empresas de pequeno porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse procedimento. §1o Será observado o critério de dupla visita para lavratura de autos de infração, salvo quando for constatada infração por falta de registro de empregado ou anotação da Carteira de Trabalho e Previdência SocialCTPS, ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização. §2o (VETADO). §3o Os órgãos e entidades competentes definirão, em 12 (doze)meses, as atividades e situações cujo grau de risco seja considerado alto, as quais não se sujeitarão ao disposto neste artigo. §4o O disposto neste artigo não se aplica ao processo administrativo fiscal relativo a tributos, que se dará na forma dos arts. 39 e 40 desta Lei Complementar. Leitura um pouco mais atenta do referido artigo, indica que se trata da fiscalização dos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário, ambiental e de segurança. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Registro também o caráter orientador do resultado da ação fiscal. Todas as falhas encontradas são apontadas, detalhadas em relatório assim como as fundamentações legais do que se constatou. Portanto não cabe razão a esta alegação. Fornecimento à fiscalização de todos dados e documentos e exatidão do lançamento. Alega a requerente que forneceu ao auditorfiscal todos dados e documentos necessários ao levantamento e que o lançamento deve ser revisto. Abaixo veremos que não cabe razão às alegações, visto que houve sonegação de informações durante a fiscalização. Tais alegações são contraditas pelo Relatório Fiscal, que afirma por duas vezes, que informações e dados não foram fornecidos, o que obrigou o auditorfiscal a tributar com base na alíquota mínima, sem considerar os limites de contribuição. Registro também que a requerente foi autuada pelo não fornecimento dos dados. 2.4. O contribuinte não incluiu o valor das utilidades, relacionadas ao presente levantamento, entre as remunerações dos empregados nas folhas de pagamentos. Também não atendeu à solicitação de prestação de esclarecimentos e informações sobre favorecidos e respectivos valores de utilidade desfrutados; incorrendo em infração que foi objeto de autuação por meio de AI — Auto de Infração, referido na Seção IV — Documentos de débito emitidos na ação fiscal. Em conseqüência, ficou prejudicado o cálculo exato da correspondente contribuição do segurado. Assumiuse a alíquota mínima de contribuição do segurado (8%) sobre os montantes apurados em cada competência, sem limite de contribuição. 3.4. O contribuinte não incluiu o valor das utilidades, relacionadas ao presente levantamento, entre as remunerações dos empregados nas folhas de pagamentos. Também não atendeu à solicitação de prestação de esclarecimentos e informações sobre favorecidos e respectivos valores de utilidade desfrutados; incorrendo em infração que foi objeto de autuação por meio de AI — Auto de Infração, referido na Seção IV — Documentos de débito emitidos na ação fiscal. Em conseqüência, ficou prejudicado o cálculo exato da correspondente contribuição do segurado. Assumiuse a alíquota mínima de contribuição do segurado (8%) sobre os montantes apurados em cada competência, sem limite de contribuição. Autuação referente a período já fiscalizado. Inicialmente cabe registrar que o fisco tem o dever de cobrar os tributos devidos. Fl. 8DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000347/200719 Acórdão n.º 240300.454 S2C4T3 Fl. 658 9 No cumprimento desse dever, a fiscalização se insere com as estratégias que julga mais adequadas. Isso resulta em que muitas vezes a fiscalização não verifica a totalidade dos fatos geradores. Conforme detalhado no voto da DRJ, a fiscalização anterior foi seletiva. Abaixo transcrevo trecho do voto da DRJ detalhando o acorrido. Quanto à discussão sobre haver uma nova autuação relacionada ao mesmo fato, analisandose os documentos acostados pela impugnante referentes à NFLD n° 35.459.8306 e ao AI n° 35.459.9550, verificase o seguinte: com relação ao AI n° 35.459.9550, cuja cópia foi acostada aos autos às fls. 467/471 e à sua respectiva DecisãoNotificação juntada às fls. 220/228, constatase que se tratou de autuação pela falta de apresentação dos livros/fichas de registro de empregados e de salário família da matriz e filiais da empresa, no período de 04/2000 a 03/2004. Como se vê, este Auto de Infração não influencia o presente lançamento, a não ser pela constatação de que a empresa na ação fiscal anterior deixou de apresentar elernenios importantes à fiscalização, quanto aos seus empregados registrados; a NFLD n° 35.459.8306 referese ao período de 05/2000 a 03/2004, e corresponde ao desconto de segurados empregados em folhas de pagamento, e é composto de dois levantamentos: o Levantamento FP — folha de pagamento que corresponde às diferenças entre as folhas de pagamento e os valores declarados em GFIP's, e o Levantamento GFP — corresponde aos valores informados em GFIP's, informados no sistema CNISA. Na Notificação Fiscal 35.459.8306 ficou registrado que os documentos examinados foram, além dos contratos sociais e alterações, guias de recolhimento da Previdência Social informadas no Sistema, folhas de pagamento e GFIP's informadas no Sistema. Desta forma, observase que não foram examinados os livros Diários. Por outro lado, o presente lançamento se baseia em relação a ambos os levantamentos em valores lançados em livros Diários, conforme explicitado no Relatório Fiscal da NFLD. Este fato ratifica o esclarecimento dado pela fiscalização na DecisãoNotificação às fls. 226, item 15, de que a fiscalização anterior se tratou de fiscalização seletiva, ou seja, "batimento de folha de pagamento com GFIP", não tendo sido verificado, portanto, os livros Diários, base da presente Notificação. Não verifico problema ou falha no procedimento de nova fiscalização incidindo sobre período já fiscalizado. Tributação do auxílio alimentação e cestas básicas Quanto ao auxílioalimentação e cestas básicas oferecidos aos segurados, a inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador é requisito essencial para que o benefício não integre a base de cálculo das contribuições previdenciárias. O inciso I do artigo 28 da Lei nº 8.212/1991, assim dispõe sobre o saláriodecontribuição: Fl. 9DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). E o art. 458 da CLT assevera a natureza salarial do benefício. Logo, uma vez que se subsume ao conceito de saláriodecontribuição, somente outro dispositivo legal seria idôneo para o excluir da base de cálculo da contribuição: Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações “in natura” que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. (...)Grifamos Assim o fez a Lei nº 8.212/91 em sua alínea “c”, do §9º do artigo 28; no entanto, somente para as empresas inscritas no Programa de Alimentação do Trabalhador: § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; No caso sob exame, está demonstrado nos autos que durante o período a que se refere o lançamento da rubrica a recorrente não estava inscrita no programa e, portanto, o lançamento está correto. Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a Fl. 10DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000347/200719 Acórdão n.º 240300.454 S2C4T3 Fl. 659 11 multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Conclusão À vista do exposto, voto por, nas preliminares, reconhecer a decadência das competências até 07/2002. No mérito, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 11DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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