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Numero do processo: 12267.000131/2008-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2001 a 30/11/2002
CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - CONTRIBUIÇÕES SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA AOS SEGURADOS EMPREGADOS - PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - NATUREZA SALARIAL - RECOLHIMENTO DA PARTE DO CRÉDITO REMANESCENTE - RECONHECIMENTO DA DÍVIDA.
O pagamento da parte remanescente do crédito, importa reconhecimento do debito, determinando a concordância com a NFLD lavrada, não havendo o que ser apreciado no recurso.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2001 a 30/11/2002 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NFLD - RECURSO DE OFÍCIO - VALOR DE ALÇADA
O valor para que as Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRFBJ) recorram de ofício ao Conselho foi alterado pelo Ministro de Estado da Fazenda, pela Portaria MF 3/2008, para valor superior ao que a decisão exonerou o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa (um milhão de reais). Recurso de Ofício e Voluntário Não Conhecidos
Numero da decisão: 2401-002.360
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) não conhecer do recurso de ofício; e II) não conhecer do recurso voluntário.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2001 a 30/11/2002 CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - CONTRIBUIÇÕES SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA AOS SEGURADOS EMPREGADOS - PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - NATUREZA SALARIAL - RECOLHIMENTO DA PARTE DO CRÉDITO REMANESCENTE - RECONHECIMENTO DA DÍVIDA. O pagamento da parte remanescente do crédito, importa reconhecimento do debito, determinando a concordância com a NFLD lavrada, não havendo o que ser apreciado no recurso. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2001 a 30/11/2002 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NFLD - RECURSO DE OFÍCIO - VALOR DE ALÇADA O valor para que as Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRFBJ) recorram de ofício ao Conselho foi alterado pelo Ministro de Estado da Fazenda, pela Portaria MF 3/2008, para valor superior ao que a decisão exonerou o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa (um milhão de reais). Recurso de Ofício e Voluntário Não Conhecidos
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O pagamento da parte remanescente do crédito, importa reconhecimento do debito, determinando a concordância com a NFLD lavrada, não havendo o que ser apreciado no recurso. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2001 a 30/11/2002 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NFLD RECURSO DE OFÍCIO VALOR DE ALÇADA O valor para que as Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRFBJ) recorram de ofício ao Conselho foi alterado pelo Ministro de Estado da Fazenda, pela Portaria MF 3/2008, para valor superior ao que a decisão exonerou o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa (um milhão de reais). Recurso de Ofício e Voluntário Não Conhecidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) não conhecer do recurso de ofício; e II) não conhecer do recurso voluntário. Elias Sampaio Freire Presidente Fl. 241DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 2 Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 12267.000131/200819 Acórdão n.º 2401002.360 S2C4T1 Fl. 2 3 Relatório O presente NFLD, lavrado sob o n. 37.086.1264, em desfavor da recorrente, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e a destinada aos Terceiros, levantadas sobre os seguintes sobre os pagamentos feitos aos segurados empregados conforme descrito no relatório fiscal, fls. 86 a 89: O lançamento envolve o período de 09/2001 a 11/2002. Conforme descrito no relatório fiscal a ação fiscal tem por escopo a verificação de FATO GERADOR ESPECÍFICO: Auditoria Básica na remuneração de segurados empregados e contribuintes individuais. A empresa é constituída sob a forma de sociedade anônima, tendo por objeto social: "... a instalação e exploração de estações radio difusoras (rádio e televisão), serviços auxiliares de radiodifusão e serviços de telecomunicações de qualquer natureza, de acordo com os atos de outorga, permissões ou concessões, que venha a obter do Governo Federal. A execução. Em 14/09/2007 e em 17/10/2007 foram entregues novos TIAD, mais específicos, solicitando, dentre outros, os seguintes documentos: > Contrato celebrado com UNIBANCO AIG S/A Seguros e Previdência, relativo ao Plano de Previdência Privada (empregados, diretores e gerentes); > Relação dos valores descontados dos segurados e aportes efetuados pela empresa, relativos ao Plano de Previdência Privada (discriminados por segurado). 8. Não foram identificados, na contabilidade ou nas FP, quaisquer descontos relativos a participação dos segurados no custeio do referido plano. Indagada sobre a questão, a empresa confirmou a não participação dos mesmos. Com relação aos aportes efetuados, a empresa deixou de exibir a relação individualizada, por segurado, razão pela qual foi lavrado o Auto de Infração AI DEBCAD N° 37.086.1280: Em suma, o aporte de recursos efetuado pela provedora constitui base de cálculo para incidência da contribuição previdenciária oficial, uma vez que tem natureza assistencial e está desprovido de caráter isentivo, pois não previsto no rol taxativo do § 9o do art. 28 da Lei N° 8.212/91. 45. Acrescentese, a título de nota, que em todos os sistemas de previdência, onde há a existência de patrocinadora, deve haver a contribuição ou cota individual e a respectiva contrapartida Fl. 243DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 4 empresarial ou patronal. Assim, inclusive, está disposto no art. 202 da Lei Maior: "§ 3 o E vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades públicas, salvo na qualidade de patrocinador, situação na qual, em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. " (Incluído pela Emenda Constitucional n°20, de 1998) 46. A competência do órgão fiscalizador tributário, não se confunde com a do órgão fiscalizador atuarial. Este tem por finalidade primordial constatar a análise e evolução atuarial para que a entidade de previdência complementar, aberta ou fechada, tenha capacidade de saldar o compromisso de pagamento dos benefícios previstos nos respectivos programas de previdência; aquele tem o poderdever de verificar o cumprimento das obrigações fiscais, identificando o fato gerador da exação previdenciária, prevista, em regra, na Lei de Custeio. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 29/10/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 30/10/2007. Inconformado com a NFLD, a notificada apresentou defesa, conforme fls126 a 164. Da Análise Constitucional 1. A previdência privada possui características diferentes da previdência social, pois conforme prevê o art. 202 da CF, é um sistema meramente complementar à proteção previdenciária social, onde os segurados têm a faculdade de ingressar em um modelo de capitalização diverso e, ao assim escolherem, obrigamse a constituir uma reserva específica que, irá subvencionar os benefícios por eles contratados. Assim, o sistema previdenciário privado se pauta pela facultatividade, podendo ou não ter natureza contributiva. 2. O que distingue os dois sistemas é a composição de um fundo de onde sairão os recursos que irão financiar os benefícios. Se a contribuição for destinada ao fundo criado pelo Regime Geral de Previdência Social, para financiamento do bem estar social, estamos diante da previdência social. Por outro lado, se a contribuição for destinada a um fundo complementar e específico, administrado por uma entidade aberta ou fechada de previdência complementar, estamos diante da previdência privada, sistema este que não deve ser confundido com o sistema assistencial. 3. O artigo 204 da CF não deixa dúvidas de que há uma contributividade indireta ao sistema assistencial, cujo financiamento não advirá de um fundo específico, mas sim dos cofres da União, diferentemente do que ocorre com o sistema previdenciário complementar, que conta com recursos advindos exclusivamente das contribuições efetuadas pela instituidora (empregador) e pelo participante(empregado), conforme o caso Da Análise da lei Complementar 5.4. A característica contratual dos planos de previdência complementar obedece ao princípio da autonomia da vontade, pelo qual é garantido aos particulares contratarem entre si a extensão, limites ou efeitos de seus negócios jurídicos, ressalvadas algumas premissas previstas na legislação contratual. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 12267.000131/200819 Acórdão n.º 2401002.360 S2C4T1 Fl. 3 5 4. A lei define a generalidade, mas caberá às partes contratarem livremente, respeitados os limites legais. No que toca à questão da contribuição, a lei complementar não institui qualquer limitação ou determina qualquer forma específica, restando, portanto, à vontade das partes, decidirem como será formada a reserva da qual sairão os pagamentos dos benefícios previdenciários futuros.A DRFB encaminhou o recurso a este Conselho para Julgamento. 5. Em relação aos planos de previdência complementar adquiridos pelas pessoas jurídicas de natureza privada, excluindose aqui as de economia mista e as empresas estatais, é dada a possibilidade de estabelecer livremente o critério de custeio dos planos. As relações de previdência complementar são consubstanciadas por contratos por meio dos quais os participantes (empregados) e a instituidora (empregadora), conforme o caso, contribuem para um plano de previdência complementar no intuito de que tais recursos sejam revertidos aos respectivos participantes, através do benefício previdenciário, nos termos e condições estabelecidas contratualmente. Da natureza assistencial dos planos administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar 6. A fiscalização pretendeu dar ares de legitimidade às suas alegações, quando cita no item 40 do relatório fiscal trecho do livro de Wladimar Novaes Martinez, onde ele supostamente definiria a natureza assistencial quando há custeio integral do plano de previdência complementar pela empresa, Tal alegação não se mantém em face da realidade dos fatos e do contexto do trecho transcrito. 7. O trecho citado não trata sobre natureza jurídica do plano de previdência como um todo, mas sim da natureza jurídica dos pagamentos assistenciais que podem ser oferecidos por entidades Fechadas de previdência complementar. Tratase de benéfico supletivo ao programa de previdência complementar, compreendendo a assistência social e a saúde, de caráter facultativo para o patrocinador. 8. Não é o caso do plano contratado pela ora Impugnante, que prevê apenas a contratação do plano previdenciário, não havendo qualquer referência ao plano de natureza assistencial, o que nem poderia ocorrer, pois estes planos, conforme previsto no art 76 da Lei Complementar 109/01 somente poderiam ser administrados por entidades Fechadas de previdência complementar, o que não é o caso do Unibanco AIG. 9. O autor apenas diz que quando as entidades fechadas de previdência complementar fizerem pagamentos relativos a serviços assistências ( assistência médica, farmacêutica, etc), estes pagamentos têm natureza assistencial, mas não diz em momento algum que o plano de previdência custeado integralmente pela empresa teria suposta natureza assistencial. 10. É até mesma oportunista a fiscalização utilizar tal trecho retirado de seu contexto, pois induz os julgadores a erro, dando a impressão de se tratar de uma assertiva, que na verdade não existe. Do sistema Nacional de Seguros Privados 11. Como asseverou a fiscalização, compete a ela fiscalizar os benefícios aos empregados, analisando se estes estão ou não sujeitos à tributação pelas contribuições previdenciárias. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 6 Por força do disposto no art 110 do CTN não cabe à fiscalização modificar a natureza de institutos consagrados apenas com a finalidade de exigir tributos. 12. O instituto em discussão é um plano de previdência complementar, criado e administrado por entidade aberta de previdência privada (Unibanco AIG), cujo regramento está delimitado inicialmente pela Constituição Federal e, mais especificamente pela Lei Complementar 109/01. Da competência dos Órgãos Fiscalizador e Normalizador 13. É inquestionável que o CNSP e a SUSEP possuem competência para estabelecer as regras infralegais concernentes às operações e seguros e previdência complementar aberta, observados os limites estabelecidos em lei. Dos Normativos Expedidos pelos Órgãos Regulador e Fiscalizador 14. Como bem ressaltou a fiscalização nos itens 20 e 21 do auto de infração, cabe à fiscalização analisar e interpretar a legislação. Contudo, tal interpretação não pode criar normas limitadoras que não foram trazidas por lei, sob pena de se incorrer em discricionariedade indevida do Poder Executivo. 15. Não há qualquer sombra de dúvida de que o plano contratado pela Impugnante atende integralmente às disposições legais caracterizando como um plano previdencial e não assistencial e que o tratamento atribuído pela fiscalização contraria a natureza jurídica deste instituto. Da Autorização de Funcionamento do Plano 16. Os planos de previdência complementar, nos termos do artigo 6o da LC 109/01 só poderão ser instituídos com a devida autorização dos órgãos competentes. 17. Havendo o reconhecimento pelo órgão fiscalizador da natureza previdenciária do plano utilizado é evidente que a fiscalização não pode aduzir que ele tem características assistenciais, sob pena de infração ao disposto ao artigo 110 do CTN. 18. Como se demonstrou a natureza do plano utilizado é previdenciária e não houve qualquer outro elemento apontado pela fiscalização que indique que este plano foi utilizado indevidamente. Da hipótese qualificada de não incidência 19. A norma constitucional, artigo 202, parágrafo segundo, exclui da hipótese de incidência tributária das contribuições previdenciária, de forma expressa e incontroversa, toda e qualquer contribuição efetuada pelo empregador destinada a uma entidade de previdência complementar. 20. Nem se cogite alegar que a norma supracitada possuiria eficácia contida ou limitada em virtude da disposição "nos termos da lei" Nem se diga que a Impugnante não obedeceu ao disposto pela Lei 8212/91, pois, como se verá, os preceitos da legislação foram integralmente atendidos. 21. Da aplicação da alínea "p" do Parágrafo 9o do artigo 28 da Lei 8212/91 5.23. Tal dispositivo não determina que o benefício concedido seja exatamente igual a todos os participantes do plano, especialmente porque a natureza e finalidade de um plano de Fl. 246DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 12267.000131/200819 Acórdão n.º 2401002.360 S2C4T1 Fl. 4 7 previdência complementar é garantir complemento previdenciário para manuntenção do nível de vida, quando cada um destes trabalhadores deixarem de prestar serviços. Como forma de complementação do nível de vida, o conceito da previdência complementar traz em seu bojo o princípio da isonomia, por meio do qual são tratados igualmente os iguais, mas também desigualmente os desiguais. Da Decadência 22. De acordo com o art 146 da Carta Magna, o artigo 45 da Lei 8212/91 jamais poderia estender o prazo decadencial das contribuições previdenciárias para 10 anos. 23. O prazo decadencial para a constituição de crédito tributário deve ser contatado de acordo com o artigo 150, § 4 o do CTN. Do Descabimento da Taxa Selic 24. A taxa SELIC foi criada para medir a variação aportada nas operações do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. E, portanto, uma taxa de juros remuneratórios, que visa a premiar o capital investido pelo aplicador em títulos da dívida pública federal. 25. Jamais poderia ser utilizada como juros moratórios, uma vez que possui natureza jurídica totalmente diferente da mora por parte do devedor, qual seja, a remuneratória. 26. Não foi criada e definida em lei, mas por Resoluções do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil, o que ofende ao princípio constitucional da legalidade, bem como ao disposto no artigo 161, §1° do CTN. 27. Considerandose a natureza remuneratória da taxa SELIC, a inconstitucionalidade de sua aplicação, bem como sua ilegalidade, não há que se admitir a utilização da mesma, no presente caso, com a natureza de juros de mora. Da Ilegal Inclusão dos Diretores no Pólo Passivo 28. Apenas à Impugnante deveria ser imputada a responsabilidade pelo pagamento do crédito em questão, pois ela, e somente ela, neste momento processual, seria a possível responsável pelo seu pagamento. 29. Requer a improcedência do lançamento e/ou que seus diretores sejam excluídos do pólo passivo da autuação fiscal. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência parcial do lançamento, fls. 180 a 194, conforme ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2001 a 30/11/2002 C O N T R I B U I Ç Õ E S PREVIDENCIÁRIAS E C O N T R I B U I Ç Õ E S DESTINADAS A OUTRAS E N T I D A D E S D E C A D Ê N C I A . Com a edição da Súmula Vinculante n° 08 do STF, de 12/06/2008, publicada no DOU n° 117 de 20/06/2008, que Fl. 247DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 8 declarou inconstitucional o artigo 45 da Lei 8212/91, o prazo decadencial das contribuições sociais previdenciárias passou a ser regido pelo Código Tributário Nacional, ou seja, passou de 10 para 5 anos. Considerando que a fundamentação dos julgados que acarretaram a Súmula Vinculante n° 08 do STF encontrase no prazo de 5 anos estabelecido pelo Código Tributário Nacional para decadência de créditos tributários, tal prazo aplicase também as contribuições destinadas a outras entidades, haja vista a natureza tributária de tais contribuições. C O N T R I B U I Ç Ã O PREVIDENCIÁRIA. C U S T E I O . P R E V I D Ê N C I A C O M P L E M E N T A R. Os valores pagos a título de previdência complementar sofrem incidência de contribuições previdenciárias, quando não disponíveis à totalidade dos empregados e dirigentes da empresa Art. 28, §9°, "p", da Lei 8.212/91. T A X A SELIC. A aplicação de juros equivalentes à taxa referencial SELIC decorre do artigo 34 da Lei n°. 8.212/91 que determina expressamente seu caráter irrelevável. RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS A Relação de Co Responsáveis não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas os enumera de acordo com os respectivos períodos de atuação. Lançamento Procedente em Parte Devidamente cientificada, o recorrente encaminhou ofício a unidade da Receita Federal nos seguintes termos: A Requerente foi intimada acerca da lavratura do auto de infração em tela, por meio do qual se pretendia a exigência de contribuições previdenciárias supostamente devidas e não recolhidas. Apresentada a competente impugnação, foi a autuação fiscal julgada parcialmente procedente para reconhecer a extinção da maior parte do crédito tributário pelo decurso do lapso decadencial (Súmula Vinculante n° 08 STF), remanescendo em cobrança exclusivamente as competências de 10 e 11/2002, conforme se verifica do DADR Discriminativo Analítico do Débito Retificado, recebido com o acórdão. / / Em razão da manutenção de parte inexpressiva do débito, a Requerente entendeu por bem recolher o saldo remanescente, utilizandose do benefício da redução de 30% sobre o valor da multa quando recolhido o crédito tributário após a prolação da decisão administrativa de primeira instância (art. 6o , III, da Lei 8.218/1991, com redação dada pelo art. 28 da Lei 11.941/09). Nesse sentido, a Requerente logrou calcular o montante atualizado do débito, com juros equivalentes à taxa selic acumulada no período e multa reduzida em 30%, realizando o respectivo recolhimento dentro de 30 dias contados da Fl. 248DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 12267.000131/200819 Acórdão n.º 2401002.360 S2C4T1 Fl. 5 9 intimação1 comprovante anexo , requerendose seja reconhecida a vinculação desse pagamento ao débito remanescente objeto destes autos (10 e 11/2002) e, posteriormente, a extinção do crédito tributário, sob condição resolutória do não acolhimento do recurso de ofício interposto2. É o Relatório. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE 10 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 184. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DA ANÁLISE DO RECURSO DE OFÍCIO Primeiramente cumprenos apreciar o Recurso de Ofício. Quanto a esse entendo passível de conhecimento uma vez que valor para que as Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRFBJ) recorram de ofício ao Conselho foi alterado pelo Ministro de Estado da Fazenda, pela Portaria MF 3/2008, para valor de um milhão de reais, o que se coaduna com o processo em questão, já que só restaram do total de R$ 1.035.564,88, mantidas duas competência, no montante atualizado de R$ 23.180,64. Portaria MF 3/2008: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Fica revogada a Portaria MF nº 375, de 7 de dezembro de 2001. Contudo, embora inicialmente ao apreciar o valor exonerado, tenhase a impressão de que o julgado cumpre os requisitos para cabimento do recurso de ofício, devese avaliar de forma mais detida a norma. O art. 1 da referida portaria acima transcrito, descreve que é cabível recurso de ofício, sempre que a decisão exonerar do pagamento tributo( +) encargos de multa em valor superior a R$ 1.000.000,00. Notese, que as fls. 08, identificamos que o total do valor do tributo originário é de R$ 463.320,35 e multa R$ 138.996,11, perfazendo um total de R$ 602.316,46 . Ressaltese que R$ 433.248,42 referese a juros e segundo o próprio art. 1 da Portaria n. 03 não entre no cálculo. O valor remanescente após a exoneração pela decisão de primeira instância foi R$ 11.036,83 e multa R$ 3.311,05 Face o exposto, entendo que não restaram preenchidos os requisitos para a analise do recurso de Ofício, face o valor exonerado (valor original mais multa), ser inferior ao valor de alçada. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE Processo nº 12267.000131/200819 Acórdão n.º 2401002.360 S2C4T1 Fl. 6 11 DA APRECIAÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO Conforme se depreende do ofício encaminhado a Delegacia da Receita Federal após a cientificação do recorrente do Acordão proferido pela DRJ, o mesmo procedeu ao reconhecimento do crédito, com o recolhimento da parte remanescente, razão porque não existe matéria quanto ao mérito a ser apreciada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por não CONHECER DO RECURSO DE OFÍCIO, face o valor de alçada, bem como NÃO CONHECER DO RECURSO VOLUNTÁRIO, face o reconhecimento da dívida devido ao recolhimento do valor remanescente. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 251DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente e m 09/07/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA, Assinado digitalmente em 10/07/2012 por ELIAS SAM PAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10840.000490/2001-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/1993 a 30/09/1997
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO.
Constatada contradição entre o relatório, por um lado, e o voto e resultado do acórdão, por outro, decorrente de erro nestes no tocante à contagem do prazo decadencial, cabe retificação em sede de embargos de declaração, com efeitos infringentes porque da eliminação da divergência decorre alteração no resultado do julgado.
Numero da decisão: 3401-002.206
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ângela Sartori.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/1993 a 30/09/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO. Constatada contradição entre o relatório, por um lado, e o voto e resultado do acórdão, por outro, decorrente de erro nestes no tocante à contagem do prazo decadencial, cabe retificação em sede de embargos de declaração, com efeitos infringentes porque da eliminação da divergência decorre alteração no resultado do julgado.
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Embargante ASSOCIAÇÃO DE ENSINO DE RIBEIRÃO PRETO Interessado ASSOCIAÇÃO DE ENSINO DE RIBEIRÃO PRETO ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1993 a 30/09/1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO. Constatada contradição entre o relatório, por um lado, e o voto e resultado do acórdão, por outro, decorrente de erro nestes no tocante à contagem do prazo decadencial, cabe retificação em sede de embargos de declaração, com efeitos infringentes porque da eliminação da divergência decorre alteração no resultado do julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS – Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ângela Sartori. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 00 04 90 /2 00 1- 03 Fl. 850DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 Tratase dos Embargos de Declaração de fl. 845, interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional no Acórdão nº 220100.028 (fls. 840/842), já admitidos pelo Presidente deste Colegiado conforme despacho de fls. 847/848. É apontada contradição na contagem do prazo decadencial, por ter sido declarada a decadência dos fatos geradores anteriores a 12/1996, mas, em face da ciência em 02/03/2001 (o relatório informa, corretamente, a lavratura do auto de infração em março de 2001) e conforme o art. 150 do CTN, empregado nos fundamentos do voto, o reconhecimento da decadência deve ser para os fatos geradores até 02/1996 (ou anteriores a março de 1996). É o Relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Verifico a contradição apontada, já que os fundamentos do voto, ao empregar o art. 150, § 4º, do CTN e a Súmula Vinculante nº 8, do STF, não deixam dúvida quanto ao intervalo de cinco anos contados de cada fato gerador, “independentemente de ter havido ou não recolhimento da COFINS” (fl. 841, in fine). O mesmo voto informa, no terceiro parágrafo (fl. 841), que “a recorrente foi cientificada do Auto de Infração em março de 2001”, nesta parte em consonância com o relatório e tudo que os autos contêm. Todavia, o referido parágrafo do voto deduz, em seguida, que estariam decaídos os fatos geradores anteriores a dezembro de 1996, num erro que pode ser tido como proveniente de lapso manifesto. O engano involuntário é repetido no final do voto e no resultado do Acórdão, pelo que, para sua correção, os Embargos foram admitidos. Não há dúvida, a par dos fundamentos do voto e da ciência em 02/03/2001 (ver fl. 11), que a decadência atinge os fatos geradores anteriores ao mês de março, cinco anos antes – ou até 12/1996, como dito pela douta Procuradora da Fazenda Nacional. Daí o acolhimento pleno dos Declaratórios, com efeitos infringentes porque a eliminação da contradição acarreta o resultado do Acórdão.. Pelo exposto, voto por acolher os Embargos para sanar a contradição, retificando o Acórdão com efeitos infringentes de modo que trecho dos fundamentos do voto (no terceiro parágrafo, na fl. 841), o seu dispositivo e o resultado passam a ser os seguintes (alterações em negrito sublinhado): FUNDAMENTOS Pois bem, a recorrente foi cientificada do Auto de Infração em março de 2001, referente aos fatos geradores 31/10/1993 a 30/09/1997. Em sendo assim e adotando a jurisprudência da composição plenária da Câmara Superior de Recursos Fiscais, cuja reunião ocorreu em 15/12/2008, considero decaídos os fatos geradores anteriores a março de 1996, inclusive, por aplicação do artigo 150, parágrafo 4°, do CTN, independentemente de ter havido ou não recolhimento da COFINS; e na espécie não. DISPOSITIVO Fl. 851DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10840.000490/200103 Acórdão n.º 3401002.206 S3C4T1 Fl. 850 3 Voto, portanto, por declarar a decadência dos fatos geradores anteriores a março de 1996, inclusive, objetos da autuação levada a efeito... RESULTADO ... para declarar a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o credito tributário referente aos fatos gerador ocorridos antes de 03/1996 na linha da súmula 08 do STF. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 852DF CARF MF Impresso em 07/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/04/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 22/04/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10840.003535/2007-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa. PAF - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - INOCORRÊNCIA Sem a precisa identificação do prejuízo ao livre exercício do direito ao contraditório e da ampla defesa, não há razão para se declarar a nulidade do processo administrativo, ausente a prova de violação aos princípios constitucionais que asseguram esse direito. DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. Sendo a tributação das pessoas físicas sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do ano-calendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados de 31 de dezembro de cada ano-calendário questionado, entretanto, na inexistência de pagamento antecipado a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, exceto nos casos de constatação do evidente intuito de fraude. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional.
DEDUÇÕES AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO Firmase plena convicção de que restam indevidas as deduções pleiteadas
pela contribuinte e glosadas pela Fiscalização, porquanto ausentes os elementos de comprovação de suas efetivas realizações.Preliminares rejeitadas.JUROS TAXA
SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios
incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da ReceitaFederal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELICpara títulos federais.
(Súmula CARF nº 4).
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE O
CARF não écompetente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária(Súmula CARF nº 2).
Rejeitar as preliminares.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2202-001.559
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas pelo Recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa. PAF - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - INOCORRÊNCIA Sem a precisa identificação do prejuízo ao livre exercício do direito ao contraditório e da ampla defesa, não há razão para se declarar a nulidade do processo administrativo, ausente a prova de violação aos princípios constitucionais que asseguram esse direito. DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. Sendo a tributação das pessoas físicas sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do ano-calendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados de 31 de dezembro de cada ano-calendário questionado, entretanto, na inexistência de pagamento antecipado a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, exceto nos casos de constatação do evidente intuito de fraude. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício opera-se a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. DEDUÇÕES AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO Firmase plena convicção de que restam indevidas as deduções pleiteadas pela contribuinte e glosadas pela Fiscalização, porquanto ausentes os elementos de comprovação de suas efetivas realizações.Preliminares rejeitadas.JUROS TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da ReceitaFederal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELICpara títulos federais. (Súmula CARF nº 4). ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE O CARF não écompetente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária(Súmula CARF nº 2). Rejeitar as preliminares. Recurso negado.
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NULIDADE. Não está inquinado de nulidade o auto de infração lavrado por autoridade competente e que não tenha causado preterição do direito de defesa, efetuado em consonância com o que preceitua o art. 142 do Código Tributário Nacional, especialmente se o sujeito passivo, em sua defesa, demonstra pleno conhecimento dos fatos que ensejaram a sua lavratura, exercendo, atentamente, o seu direito de defesa. PAF CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA INOCORRÊNCIA Sem a precisa identificação do prejuízo ao livre exercício do direito ao contraditório e da ampla defesa, não há razão para se declarar a nulidade do processo administrativo, ausente a prova de violação aos princípios constitucionais que asseguram esse direito. DECADÊNCIA DO DIREITO DA FAZENDA NACIONAL CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. Sendo a tributação das pessoas físicas sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do anocalendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados de 31 de dezembro de cada anocalendário questionado, entretanto, na inexistência de pagamento antecipado a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, exceto nos casos de constatação do evidente intuito de fraude. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício operase a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 DEDUÇÕES AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO Firmase plena convicção de que restam indevidas as deduções pleiteadas pela contribuinte e glosadas pela Fiscalização, porquanto ausentes os elementos de comprovação de suas efetivas realizações.Preliminares rejeitadas. JUROS TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula CARF nº 4). ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE O CARF não é competente para se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Rejeitar as preliminares. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas pelo Recorrente e, no mérito, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10840.003535/200789 Acórdão n.º 220201.559 S2C2T2 Fl. 2 3 Relatório Em desfavor do contribuinte, FLAVIO DE OLIVEIRA, foi lavrado o lançamento de fls. 38 e seguintes, emitido em 09/10/07, relativa ao imposto sobre a renda das pessoas físicas DIRPF EX2003/AC2002, que glosou os valores pleiteados, na declaração de ajuste: Dedução de despesas médicas, pensão alimentícia, dependentes e instrução. Totalizando R$ 19.699,46 de deduções glosadas (R$2.872,56 +R$8.288,90 +R$2.544,00 +R$5.994,00, respectivamente). Omissão de rendimentos relativo a resgate de contribuições A previdência privada (R$1.950,00). Cientificado do lançamento em 20/11/2007, fls.50, apresenta impugnação às fls. 01 e seguintes se requer, em síntese, sem prejuízo da leitura integral da impugnação: 1 o reconhecimento da decadência, citando jurisprudência. 2 a nulidade do lançamento em razão do cerceamento de sua defesa, pelas razões que expõe, citando jurisprudência. 3 o restabelecimento dos valores glosados, defendendo o entendimento de que a documentação juntada comprovaria o direito a dedução (pensão alimentícia, dependentes, instrução e médica), alegando que a desconsideração dos recibos seria arbitrária e que o ônus da prova caberia a Fazenda, trazendo doutrina e arrazoando. 4 a aplicação da Taxa SELIC seria ilegal e inconstitucional, pelas razões que expõe. 5 insurgese contra a aplicação da multa de oficio, pelas razões que expõe. 6 solicita prazo para juntada de prova. 7 pede pela improcedência do lançamento. A DRJ São Paulo II ao apreciar as razões, julga a impugnação improcedente, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. 0 direito a dedução é condicionado a comprovação do requisitos exigidos em lei. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 PENSÃO JUDICIAL. GLOSA. O direito a dedução é condicionado a comprovação dos requisitos exigidos em lei. DEDUÇÃO DE DEPENDENTE.GLOSA O direito a dedução é condicionado a comprovação dos requisitos exigidos em lei. DESPESAS COM INSTRUÇÃO.GLOSA O direito a dedução é condicionado a comprovação dos requisitos exigidos em lei. OMISSÃO DE RENDIMENTO. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Insatisfeita, o contribuinte interpõe recurso voluntário ao Conselho onde reitera as mesmas razões da impugnação. Que podem ser assim sintetizadas: Da nulidade por cerceamento do direito de defesa; Da decadência; Da dedução de despesas médicas e odontológicas; Da dedução de pensão alimentícia e dependentes; Da Dedução de despesas de instrução, que deveria ser todas dedutíveis pois o ensino é gratuito; Da taxa selic; Da multa aplicada. É o relatório. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10840.003535/200789 Acórdão n.º 220201.559 S2C2T2 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. Da Preliminar de Nulidade – Cerceamento de Direito de Defesa Quanto a preliminar de nulidade do lançamento, de que o lançamento seria dúbio. Neste ponto cabe esclarecer que a matéria apreciada vinculase a questão tributária, ficando a autoridade restrita a observâncias das normas tributária. Em assim sendo, entendo, que o procedimento fiscal realizado pelo agente do fisco foi efetuado dentro da estrita legalidade, com total observância ao Decreto n° 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal, não se vislumbrando, no caso sob análise, qualquer ato ou procedimento que tenha violado ou subvertido o princípio do devido processo legal. O princípio da verdade material tem por escopo, como a própria expressão indica, a busca da verdade real, verdadeira, e consagra, na realidade, a liberdade da prova, no sentido de que a Administração possa valerse de qualquer meio de prova que a autoridade processante ou julgadora tome conhecimento, levandoas aos autos, naturalmente, e desde que, obviamente dela dê conhecimento às partes; ao mesmo tempo em que deva reconhecer ao contribuinte o direito de juntar provas ao processo até a fase de interposição do recurso voluntário. O Decreto n.º 70.235, de 1972, em seu artigo 9º, define o auto de infração e a notificação de lançamento como instrumentos de formalização da exigência do crédito tributário, quando afirma: A exigência do crédito tributário será formalizado em auto de infração ou notificação de lançamento distinto para cada tributo Com nova redação dada pelo art. 1º da Lei n.º 8.748/93: A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. O lançamento, como ato administrativo vinculado, celebrase com estrita observância dos pressupostos estabelecidos pelo art. 142 do Código Tributário Nacional, cuja motivação deve estar apoiada estritamente na lei, sem a possibilidade de realização de um juízo de oportunidade e conveniência pela autoridade fiscal. O ato administrativo deve estar consubstanciado por instrumentos capazes de demonstrar, com segurança e certeza, os legítimos fundamentos reveladores da ocorrência do fato jurídico tributário. Isso tudo foi Fl. 107DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 observado quando da determinação do tributo devido, através do Auto de Infração lavrado. Assim, não há como pretender premissas de nulidade do auto de infração, nas formas propostas pelo recorrente, neste processo, já que o mesmo preenche todos os requisitos legais necessários. Enfim, no caso dos autos, a autoridade lançadora cumpriu todos os preceitos estabelecidos na legislação em vigor e o lançamento foi efetuado com base em dados reais sobre a suplicante, conforme se constata nos autos, com perfeito embasamento legal e tipificação da infração cometida. Deste modo, voto por rejeitar a preliminar suscitada pelo recorrente. Da Preliminar de Decadência O lançamento se refere aos anos calendários 2002. Uma vez que a ciência do lançamento ocorreu em 20/11/2007, não há que se falar em decadência, mesmo que tivesse existido algum pagamento antecipado, que não é o caso da contribuinte. Sendo a tributação das pessoas físicas sujeita ao ajuste na declaração anual, em 31 de dezembro do anocalendário, e independente de exame prévio da autoridade administrativa o lançamento é por homologação. Havendo pagamento antecipado o direito de a Fazenda Nacional lançar decai após cinco anos contados de 31 de dezembro de cada ano calendário questionado, entretanto, na inexistência de pagamento antecipado a contagem dos cinco anos deve ser a partir do primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, exceto nos casos de constatação do evidente intuito de fraude. Ultrapassado esse lapso temporal sem a expedição de lançamento de ofício operase a decadência, a atividade exercida pelo contribuinte está tacitamente homologada e o crédito tributário extinto, nos termos do artigo 150, § 4° e do artigo 156, inciso V, ambos do Código Tributário Nacional. Isto posto, no caso concreto não há como acolher a preliminar decadência pleiteada pela recorrente. Das Dedução Pleiteadas Da análise dos autos notase que preferiu o contribuinte discutir sobre a plausibilidade das deduções que pretendia, sem ao mesmos trazer prova das mesmas. Os contribuintes devem manter em boa guarda os comprovantes de deduções e outros valores pagos, que poderão ser exigidos pelas autoridades lançadoras, quando estas julgarem necessário. Não comprovada documentalmente a despesa dedutível registrada na declaração de ajuste anual, escorreita a glosa perpetrada pela autoridade autuante. Adicionalmente, não faz sentido apreciar a argumentação sobre a validade de despesas em tese, quando o contribuinte não acostas prova da realização das mesmas. Da dedução de despesas médicas e odontológicas Nenhum documento relativo as despesas médicas foi trazido aos autos. Mantenho a glosa. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10840.003535/200789 Acórdão n.º 220201.559 S2C2T2 Fl. 4 7 Da dedução de pensão alimentícia e dependentes; Não há comprovação por meio de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente sua condição de alimentante. Da dedução de despesas de instrução, que deveria ser todas dedutíveis pois o ensino é gratuito; Sem a prova da dependência de Nathalia Meirelles R. de Oliveira, o documento de fl.31 não pode ser aceito para fins de dedução de despesas de instrução. O documento de fl. 30 não é conclusivo a respeito da natureza do curso ministrado. A tese da gratuidade da educação e da dedução ilimitada de despesas de instrução não merece ser apreciada, pois não há qualquer comprovação da realização das despesas. Da Inconstitucionalidade das Normas – Multa Confiscatória No referente a suposta inconstitucionalidade das Normas aplicadas, que determinariam a aplicação de multas e juros de natureza confiscatória, acompanho a posição sumulada pelo CARF de que não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/constitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do poder judiciário. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2). Cabe esclarecer o contribuinte que a falta de recolhimento do tributo ou declaração inexata, apurada em lançamento de ofício, enseja o lançamento da multa de 75%, prevista no art. 44, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, não podendo a autoridade lançadora deixar de aplicála ou reduzir seu percentual ao seu livre arbítrio. Nestes termos, como a multa de ofício está prevista em disposições literais de lei e como as instâncias julgadoras não podem negar validade a estas disposições, não se pode aqui acatar a alegação da contribuinte. É de se manter, assim, a penalidade de 75%. Portanto em se tratando de lançamento de ofício, é legítima a cobrança da multa correspondente, por falta de pagamento do imposto, sendo inaplicável o conceito de confisco que é dirigido a tributos. Da Inaplicabilidade da Selic como Taxa de Juros Por fim, quanto à improcedência da aplicação da taxa Selic, como juros de mora, aplicável o conteúdo da Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Assim, é de se negar provimento também nessa parte. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 8 Ante ao exposto, rejeito as preliminares e, no mérito, nego provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 25/05/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003468/2003-35
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/05/2001, 31/10/2001, 31/12/2001, 31/05/2002, 31/07/2002, 31/08/2002, 31/10/2002, 30/11/2002, 31/12/2002
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA.
É de quem alega o ônus de provar as alegações. Ao não se desincumbir do mesmo, a parte se sujeita às conseqüências. Alegação não provada é alegação não efetuada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-17845
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/05/2001, 31/10/2001, 31/12/2001, 31/05/2002, 31/07/2002, 31/08/2002, 31/10/2002, 30/11/2002, 31/12/2002 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. É de quem alega o ônus de provar as alegações. Ao não se desincumbir do mesmo, a parte se sujeita às conseqüências. Alegação não provada é alegação não efetuada. Recurso negado.
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CCO2/CO2 Fls. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA , , Processo n° 19515.003468/2003-35 Recurso n° 136.789 Voluntário , , Matéria Cofins aerl" vadat da União Publicado no ID .LaL.1_043____ Acórdão n° 202-17.845 de_112---1 lb 1 Rubrica ,...,.- Sessão de 27 de março de 2007 MF-Segundo Con. s I ode Contribuintes Recorrente JOHNSON & JOHNSON COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO LTDA. Recorrida DRJ em São Paulo - SP Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 28/02/1999, 31/03/1999, 30/04/1999, 31/05/1999, 30/06/1999, 31/07/1999, 31/08/1999, 30/09/1999, 31/05/2001, 31/10/2001, 31/12/2001, 31/05/2002, 31/07/2002, 31/08/2002, 31/10/2002, 30/11/2002, 31/12/2002 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. É de quem alega o ônus de provar as alegações. Ao não se desincumbir do mesmo, a parte se sujeita às conseqüências. Alegação não provada é alegação não efetuada. Recurso negado. j .'" . MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONIM.:U11.41 ES CONFERE COM O ORIGINAL Brasifia, 04 / li 2/ I Andrezza Nasc nto Schnicikal gn, Mat. Si 1377389 ...._.....1 ()' Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • Processo n.° 19515.003468/2003-35 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.845 Fls. 2 ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. , • f MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRISkii; nITES. ANTONIO CARLOS A ULIM CONFERE COM O OFOGINA.! Brasília 041 J Presidente Andrezza scimento ãehrucikal Pifai Siapc 1377389 \ GU "iik' L ALENCAR Relak r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero, Antonio Ricardo Accioly Campos (Suplente), Antonio Zomer, Ivan Allegretti (Suplente) e Maria Teresa Martinez López. • •n•••••••••n • Processo n.° 19515.003468/2003-35 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTMUU n NTES CCO2/CO2Acórdão n.° 202-17.845 CONFERE COM O ORiGiNAL Fls. 3, Brasília, 04 1 4-2, i W011 Relatório Andrezza Na. 1 lento Sehnicikal Mat. Siapc 1377389 "5. Trata-se de Auto de Infração de fls. 275/278, em que foi constituído o crédito tributário com a exigibilidade suspensa da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), no valor total de R$ 10.540.212,11 (dez milhões, quinhentos e quarenta mil duzentos e doze reais e onze centavos), incluindo o valor de juros calculados até 29/08/2003 e enquadrado nos art. 1° da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, arts. 2°, 3° e 8° da Lei n°9.718/1998 com as alterações da Medida Provisória n° 1.807/1999 e reedições, com as alterações da Medida Provisória n°1.858/1999 e suas reedições. 6. Segundo o Termo de Verificação Fiscal (fis. 279/286) o contribuinte questionou judicialmente a alteração da alíquota e da base de cálculo da COFINS através do processo n°1999.61.00.009758-2 em trâmite na 7" Vara Federal em São Paulo — Mandado de Segurança Preventivo, até a presente data ainda pendente de decisão final, com o objetivo de reconhecer a nulidade e inconstitucionalidade dos arts. 3° e 8° da Lei n° 9.718/1998 e para que pudesse proceder ao recolhimento das contribuições ao PIS e COFINS nos termos da Lei n°9.715/1998 e Lei Complementar n° 70/1991, respectivamente, sendo que a liminar concedida não condicionou o depósito judicial para garantia da discussão, todavia o contribuinte efetuou espontaneamente depósitos judiciais referentes ao período de apuração de fevereiro a setembro de 1999, declarando não ter se aproveitado do beneficio instituído pelo artigo 21 da Medida Provisória n° 66, de 29/08/2002. 7. Informa ainda o Termo de Verificação, que o contribuinte não recolheu a contribuição devida a COF1NS por vários motivos tais como, não ter informado alguns meses em DCTF, ter efetuado compensação parcial sem mencionar a mesma em DCTF e não ter incluído na base de cálculo da contribuição o total dos valores correspondentes a vendas efetuadas para a Zona Franca de Manaus — ZFM. 8. Diz também o Termo que considerando que a contribuição ora exigida está "sub judice", o lançamento foi efetuado objetivando a constituição do crédito tributário destinado a prevenir a decadência conforme dispõe o art. 63 da Lei n° 9.430/1996, com a redação dada pela MP n°2.158-35/2001, de 24/08/2001. 9. Em conseqüência, foi elaborado o presente lançamento de oficio que decorre da insuficiência de recolhimentos em virtude de divergências entre os valores de débitos apurados e declarados da contribuição conforme demonstrado nas planilhas de fis.280/282. relativamente às receitas auferidas nos meses fevereiro a setembro de 1999, maio, outubro e dezembro de 2001, maio, julho, agosto e outubro a dezembro de 2002. 10. Inconformado com a autuação, da qual foi devidamente cientificado em 18/09/2003, o contribuinte protocolizou em 16/10/2003, a impugnação (fls. 289/297), acompanhada de documentos (fls. \298/367) na qual se insurge com as seguintes alegações: , Processo n.° 19515.003468/2003-35 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.845 Fls. 4 11. Alega que não há o que se falar na existência de débito uma vez que a legislação de que trata o assunto, Lei n° 9.718/1998 está repleta de ilegalidades e inconstitucionalidades e que a impugnante não está obrigada a atender as determinações da legislação em virtude de depósito judicial e medida liminar obtida. 12. Após fazer comentários sobre a inconstitucionalidade da Lei n° 9.718/1998, se insurge contra a incidência da COFINS nas vendas efetuadas para a Zona Franca de Manaus e que a Medida Provisória n° 2037-23/2000 afronta diretamente o disposto pelo sistema Constitucional Tributário Brasileiro e cita decisões do ST1 para corroborar seu entendimento de que as operações efetuadas para ZFM possui regime igual ao que se aplica às exportações brasileiras lum) efetuadas para o exterior. 7o. 13. Por fim encerra sua petição informando que a cobrança do referido c"; valor não deve prosperar, haja vista a inconstitucionalidade na 5 :(ti 7.;exigência do COFINS tanto no que se refere ao disposto na Lei n° 9.718/1998 quanto ao que se refere as receitas advindas das vendas c2 CD N•-• r- O %..0 efetuadas para a ZFM e requer que se determine a improcedência do 5 2 ...C- it 7 presente Auto de Infração cancelando o débito fiscal. Lu O c É. : zO rsai Z • 14. Em 05/03/2004 o processo foi encaminhado a DIFIC/Comércio (fl. I) 03:"" O LL. 2 371/372) com a finalidade para que se verificasse se as vendas efetuadas pela autuada se enquadrasse nas hipóteses previstas nos 8 c..) incisos IV, VI, VIII e IX do artigo 14 da Medida Provisória n° 2037- ej 24/2000 para o beneficio de isenção da contribuição. U. 15. Intimado o contribuinte a se manifestar sobre o assunto, o mesmo respondeu 378/380) que as vendas efetuadas para a Zona Franca de Manaus, nos períodos em questão, não atenderam o disposto nos incisos IV, VI, VIII e IX da MP 2037-25/2000, sendo na verdade vendas efetuadas para distribuição e consumo interno na própria Zona Franca de Manaus." Remetidos os autos à DRJ em São Paulo - SP, foi o lançamento mantido, em decisão assim ementada: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração: 01/02/1999 a 30/09/1999, 01/05/2001 a 31/05/2001, 01/10/2001 a 31/10/2001, 01/12/2001 a 31/12/2001, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/07/2002 a 31/08/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002 Ementa: FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. Constatada falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição no período alcançado pelo auto de infração, é de se manter o lançamento, "ex vi legis". PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. - A propositura pela contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, antes ou posteriormente à autuação, cçm o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas. Processo n.° 19515.003468/2003-35 CCO2/CO2 Acórdão n.°202-17.845 Fls. 5 Quando forem difèrentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada. VENDAS PARA ZONA FRANCA DE MANAUS — O Decreto-Lei 288/1967 estabeleceu um beneficio fiscal aplicável aos tributos e contribuições existentes à época de sua publicação, não alcançando a Cofins que foi criada em 1991.A partir de 18 de dezembro de 2000, foram excluídas da base de cálculo da Cofins as receitas provenientes de vendas para Zona Franca de Manaus nos termos do disposto nos incisos IV, VI, VIII e IX, do art. 14 da Medida Provisória 2.158-35, necessário, entretanto, que haja efetiva comprovação dessas vendas para que seja implementada a referida exclusão. ARGÜIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. LIMITES DE COMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS - As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de argüições de inconstitucionalidade e ilegalidade." Inconformada, apresenta a contribuinte recurso voluntário no qual questiona unicamente a item relativo às receitas de vendas para a Zona Franca de Manaus. É o Relatório. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONFERE COM O ORIGAL Brasília, 04 1 Andrezza Na. i Actuo Sehmeikal Mai. Siape 1377389 I Processo n.° 19515.003468/2003-35 ••n•••nn•••n••••••nn•n~P~i/iImoi1~..., CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-17.845 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fls. 6 CONFERE COM O OR!GINAL Brasília, o4 i 4-t i Voto. .Attdrezza Na *mento Sehmehal Mat. Siapc 1377389 Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator Conheço do recurso por preenchidos os requisitos de admissibilidade. A questão limita-se à análise da aplicação ou não das legislações que prevêem a isenção da Cofins para os casos em que ocorra a venda do produto à Zona Franca de Manaus — ZFM, em períodos alternados de janeiro de 2001 a dezembro de 2002. Outrossim, verifico que inexistem provas nos autos de que as referidas operações foram, de fato, operações destinadas à Zona Franca de Manaus, razão pela qual fico impossibilitado de proferir julgamento neste caso. O ônus da prova é de quem alega, e deste ônus o recorrente não se desincumbiu, razão pela qual nego provimento ao recurso por falta de provas, considerando prejudicados os demais argumentos do recurso. É como voto. Sala das Sessões, em 27 de março de 2007. GUS 11) KE....1(7_,ALENCAR , — Page 1 _0026700.PDF Page 1 _0026800.PDF Page 1 _0026900.PDF Page 1 _0027000.PDF Page 1 _0027100.PDF Page 1
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Numero do processo: 19515.002895/2005-68
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 31/03/2000 a 30/04/2000, 31/07/2000 a 30/11/2000, 31/01/2001 a 30/09/2001
Ementa: PIS/Pasep e COFINS. DECADÊNCIA. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI 8.212.
O exame da constitucionalidade da norma transborda a competência dos Conselhos de Contribuintes.
PIS/Pasep E COFINS. DECADÊNCIA. PRAZO. DEZ ANOS. LEI No 8.212/91.
O prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da COFINS é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador, consoante o art. 45 da Lei nº 8.212/91, combinado com o art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-12.531
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, em negar provimento ao recurso, nos seguintes termos. I) pelo voto de qualidade, negou-se provimento ao recurso, afastando-se a decadência da Cofins; II) por maioria de votos, negou-se provimento afastando-se a decadência do PIS. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes de Castro e Silva, Sílvia de Brito Oliveira, Mauro Wasilewski (Suplente) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda que consideravam decaídos os períodos anteriores a outubro de 2000. Esteve presente ao julgamento, o Dr Anete Nair Medeiros.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Odassi Guerzoni Filho
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CCO2/CO3• Fls. 716 MINISTÉRIO DA FAZENDA XI; . • It7 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 1 . Processo n° 19515.002895/2005-68 Recurso u° 140.463 Voluntário „tos Matéria Cofins e Pis - Auto de Infração 6e a cov:ata '. dr--- egu oAcórdão n° 203-12.531 oc NO1 açs a(P 0'3: -1"; -- bit) i, 04.Sessão de 19 de outubro de 2007 1P° 1,00' an cy re.fr GR 5,59 • to Recorrente SKY BRASIL SERVIÇOS LTDA. • tAl" dó . -Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP _ _ *4/ri-fr. OcIt)13). Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração: 31/03/2000 a 30/04/2000, 31/07/2000 a 30/11/2000,31/01/2001 a 30/09/2001 Ementa: PIS/Pasep e COFINS. DECADÊNCIA. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI 8.212. mr-sEcuntor) CONSELHO DE COOnTeBUINTESI_ c CalFERE COM O ORECariAl øm*.. Ce 0 1 42 1 0; fie leatie .t.• no de Cclive,ra MB, f.hije c7 , r t n O exame da constitucionalidade da norma transborda a competência dos Conselhos de Contribuintes. PIS/Pasep E COFINS. DECADÊNCIA. PRAZO. DEZ ANOS. LEI l‘P 8.212/91. O prazo para a Fazenda proceder ao lançamento da COFINS é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador, consoante o art. 45 da Lei n° 8.212/91, combinado com o art. 150, § 4°, do Código Tributário Nacional. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, em negar provimento ao recurso, nos seguintes termos. I) pelo voto de qualidade, negou-se provimento ao recurso, afastando-se a decadência da Cofins; II) por maioria de votos, negou-se provimento afastando-se a decadência do PIS. Vencidos os Conselheiros Eric Moraes de Castro e Silva, Sílvia de Brito Oliveira, Mauro Wasilewski (Suplente) e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda que consideravam decaídos os Processo n.° 19515.002895/2005-68 CCO2/CO3• Acórdão n.° 203-12.531 Fls. 717 períodos anteriores a outubro de 2000. Esteve presente ao julgamento, o Dr Anete Nair Medeiros. ANTONIgERRANETO Presidente 0QAssi G&Ori'untzoNip. L O Rela r Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Eric Moraes de Castro e Silva, Silvia de Brito Oliveira, Mauro Wasilewslci (Suplente), Luciano Pontes de Maya Gomes e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. o Ur: contaattelPa 4goutto o osnotAt 00t4IW1/4E`" enema -. Mailde Cursm, c,1 - roffl 1.11. Processo n.° 19515.002895/2005-68 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.531 Fls. 718 Relatório Trata o presente processo de dois autos de infração cuja ciência se deu no dia 17/10/2005, um para a exigência da Cofins e outro para a exigência do PIS/Pasep, ambos relativos aos períodos de apuração de março, abril, julho, agosto, setembro, outubro e novembro de 2000, e janeiro a setembro de 2001, no montante de R$ 11.731.496,24 e R$ 1.001.418,84, respectivamente, neles incluídos o valor original das contribuições e o valor dos juros moratórios. Em ambos os lançamentos consta expressamente que a sua exigibilidade se encontra suspensa em virtude de liminar obtida pela empresa no Mandado de Segurança n° 2000.61.00.008915-2, motivo pelo qual, inclusive, não foi lançada a multa de oficio. O provimento judicial provisório obtido pela autuada foi no sentido de não se _ ver obrigada a recolher a Cofms e o Pis que não sem os efeitos da Lei n°9.718, de 1998, ou seja, incluindo nas respectivas bases de cálculo apenas as receitas decorrentes do faturarnento de bens e/ou de serviços e a aplicação da alíquota de 2% para a Cofins. Impugnações feitas separadamente pela autuada pugnaram pela nulidade do lançamento, em face de irregularidades na lavratura (ficou em dúvida quanto à data da lavratura do auto de infração, bem como por conter emendas quanto a identificação dos fatos geradores); pela decadência, que teria atingido aos períodos de apuração de março a setembro de 2000, em face dos cinco anos; e pela improcedência de todo o lançamento, já que os valores foram obtidos a partir de uma base de cálculo que não levou em conta somente o faturamento, e sim a receita bruta, bem como pelo fato de ter sido aplicada a alíquota de 3%, e não a de 2%, que entende como correta. Decisão da DRJ em São Paulo, Acórdão n° 169.972, de 10/08/2006, considerou ambos os lançamento procedentes, afastando a prejudicial de nulidade, alegando, primeiro, que os equívocos apontados realmente ocorreram, mas que, devidamente sanados, não acarretaram prejuízo à defesa e que a decadência das referidas contribuições é de dez anos, nos termos do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, e ratificando os termos do lançamento em face do caráter vinculado do ato administrativo, estabelecido no artigo 142 do CTN. No Recurso Voluntário a empresa não mais suscita a nulidade e apenas insiste na-argumentação-de que-a-decadência-teria-atingido aus-fatos-geradores-do-Pis-e-da-Cofins-de — março a setembro de 2000, juntando jurisprudência administrativa e judicial em seu favor, inclusive se reportando a recente julgado do STJ quanto à inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n°8.212, de 1991, no qual se fundou o entendimento da DRJ. Arrolamento à fl. 652. É o Relatório. ~Rumo CONSELHO DE rnNTRIatoges CONFERE COM O uRICINAL Ma 4910 / 0 13 • Matem d. riberr. mar,;:44 Fil. O Processo n.• 19515.002895/2005-68 CCO2/CO3 Acórdão n.• 203-12331 b„,..sEsuNDoptp:incit.:: i rRjubUE):% Fls. 719 Baseie, or0 o 1- ' Vot o MalleCurno cl6 ousaMal Si^ 910:3 Conselheiro ODASSI GUERZONI FILHO, Relator O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, merecendo ser conhecido. No Recurso Voluntário a interessada ressalta que o mesmo se refere apenas à matéria que não é objeto da ação judicial, a qual, por sua vez, em que pugna, em resumo, por proceder ao recolhimento do PIS/Pasep e da Cofins sem as alterações impostas pela Lei n° 9.718, de 1998, no que se refere ao alargamento da base de cálculo e ao aumento da alíquota da Cofms, de 2%, para 3%. Assim, tendo renunciado às instâncias administrativas, resta a este Colegiado deliberar apenas quanto à decadência suscitada para parte do lançamento efetuado a título de Pis e Cofins, mais especificamente em relação aos períodos de apuração anteriores a 17/101.2000, nos quais se incluem os lançamentos dos meses de março, abril, julho, agosto e setembro de 2000. Inicialmente, há que se enfrentar a prejudicial de decadência suscitada pela recorrente, já que alega terem sido alcançados pela mesma os períodos de apuração anteriores a 17/10/2005, em face dos cinco anos. Entende a recorrente que, por se tratar de lançamento por homologação, e que efetuara recolhimentos de PIS/Pasep e da Cofins, o prazo para o Fisco lançar as diferenças que julga devidas é de cinco anos, contados do fato gerador, nos termos do § 4° do art. 150 do CTN. Assim, mostra-se improcedente o fimdamento utilizado pela DRJ de que o prazo seria de dez anos, a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ser realizado, nos termos do artigo 45, da Lei n°8.212, de 1991. Alega que o citado artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991, padece de inconstitucionalidade, haja vista, inclusive, posicionamento do STJ nesse sentido em julgamento de incidente de inconstitucionalidade. Não obstante reconheça tenha havido a votação final do REsp 616.348 pelo STJ na Sessão de 15/08/2007, em que, por unanimidade de votos restou reconhecida a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991, seus efeitos, por ora, estão limitados àquela parte interessada. Ademais disso, a teor de inúmeros julgados, este Colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Assim, exponho a seguir o meu entendimento sobre o prazo decadencial que cerca as contribuições do PIS/Pasep e da Cofins, no sentido de rebater o primeiro argumento utilizado pela empresa, de que caberia a aplicação do disposto no parágrafo 4° do artigo 150 do CTN. O artigo 23 da Lei n2 8.212191, em consonância com o comando contido no art. 56 do ADCT da CF/88, discrimina as contribuições a cargo da empresa provenientes do wfr-sEGUICO COrktiti000cERV4TREWINTES caewt COM Processo n.° 19515.002895/2005-68 Barna oaP, O 01• CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-12.531 Fls. 720 iltadn CdArine de Otinka Mel em 91600 faturamento e do lucro, destinadas à Seguridade Social, e dentre elas está o PIS/Pasep e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins, sucessora do Finsocial. Verbis: "Art. 23. As contribuições a cargo da empresa provenientes do faturamento e do lucro, destinadas à Seguridade Social, além do disposto no art. 22 são calculadas mediante a aplicação das seguintes alíquotas: 1- 2% (dois por cento) sobre sua receita bruta, estabelecida segundo o disposto no § 1° do art. 1° do Decreto-Lei n° 1.940, de 25 de maio de 1982, com a redação dada pelo art. 22, do Decreto-Lei n° 2.397, de 21 de dezembro de 1987, e alterações posteriores; (Redação original. Alterado pela Lei Complementar n° 70/91) - 10% (dez por cento) sobre o lucro líquido do período-base antes da - provisão para o Imposto de Renda, ajustado na forma do art. 2° da Lei n° £034, de 12 de abril de 1990. (Redação original. Alterado pela Lei n°9.249/95) § 12 No caso das instituições citadas no § 1° do art. 21 desta lei, a alíquota da contribuição prevista no inciso II é de 15% (quinze por cento). (Redação original. Alterado pela Lei Complementar n° 70/91 e pela Lei n°9.249/95). § 22 O disposto neste artigo não se aplica às pessoas de que trata o art. 25." Também a Lei Complementar n2 70/91, em seu artigo 10, determina que o produto da arrecadação da Cofins integra o Orçamento da Seguridade Social. Verbis: "Art 10. O produto da arrecadação da contribuição social sobre o faturamento, instituída por esta lei complementar, observado o disposto na segunda parte do art. 33 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, integrará o Orçamento da Seguridade Social." Integrando o PIS/Pasep e a Cofins a receita da Seguridade Social, por força do art. 56 do ADCT e legislação acima citada, há que se submeter à legislação que organiza a Seguridade Social e dispõe sobre o seu Plano de Custeio. Tal regulamentação foi incluída no ordenamento jurídico pátrio com a edição da Lei n2 8.212, de 24/07/1991, onde, em seu art. 45, fixa em 10 anos o prazo para a Seguridade Social constituir o crédito tributário pelo lançamento: "Art 45. O direito de a Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada." Por fim, devo enfatizar que a boa técnica legislativa reza que uma norma jurídica não deve encerrar contradição entre seus próprios dispositivos. Evidentemente, se o § 42 do art. 150 do CTN autoriza o legislador ordinário fixar outro prazo, que não o de cinco • Processo n.° 19515.002895/2005-68 CCO2/CO3• Acórdão 203-12.531 Fls. 721 anos, para homologar o lançamento é porque dentro deste outro prazo é possível efetuar o lançamento daquilo que o Fisco entender que não mereça homologação. O contrário seria um contra-senso. E este prazo não pode se contraditar com o prazo fixado no art. 173, I, do mesmo CTN. Se assim não fosse, para quê estabelecer essa faculdade de fixar outro prazo para homologação? Em face do exposto, afasto a prejudicial de decadência e nego provimento ao recurso, ressalvando que a execução do presente Acórdão deverá atentar para a solução da lide em trâmite junto ao Poder Judiciário. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2007 -71\ DASSI GUERZONI HO AlF-SEOUND"--- 0€ •WnvmsuitarscONFERE COM O ORIGNAL - EtsdraL_QeSa WS. Cate Oehnirs Met. Sbve 91650 Page 1 _0017900.PDF Page 1 _0018000.PDF Page 1 _0018100.PDF Page 1 _0018200.PDF Page 1 _0018300.PDF Page 1
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Numero do processo: 13869.000021/00-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999
CRÉDITO PRESUMIDO. ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de provar que o valor pleiteado a título de ressarcimento de crédito presumido de IPI é certo quanto a sua existência jurídica e líquido quanto ao valor.
INSUMOS EMPREGADOS NA INDUSTRIALIZAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTÁVEL. AUSÊNCIA DE DIREITO CREDITÓRIO.
Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20).
Recurso Improvido.
Numero da decisão: 3301-001.743
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Rodrigo da Costa Pôssas
Presidente
Antônio Lisboa Cardoso
Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de provar que o valor pleiteado a título de ressarcimento de crédito presumido de IPI é certo quanto a sua existência jurídica e líquido quanto ao valor. INSUMOS EMPREGADOS NA INDUSTRIALIZAÇÃO DE PRODUTO NÃO TRIBUTÁVEL. AUSÊNCIA DE DIREITO CREDITÓRIO. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20). Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Rodrigo da Costa Pôssas Presidente Antônio Lisboa Cardoso Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 9. 00 00 21 /0 0- 11 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andrea Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). Relatório Cuidase de recurso em face da decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão PretoSP, que julgou improcedente o pedido de ressarcimento da ora Recorrente, sintetizado na ementa do acórdão a seguir reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/1999 a 31/12/1999 RESSARCIMENTO DO IPI. COMPROVAÇÃO. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO.ÔNUS DA PROVA. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. RESSARCIMENTO. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS NÃOTRIBUTADOS (NT). O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei n° 9.779, de 1999, do saldo credor de IPI decorrente da aquisição de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem aplicados na industrialização de produtos, isentos ou tributados à alíquota zero, não alcança os insumos empregados em saídas nãotributadas (N/T) pelo imposto. Manifestação de Inconformidade Improcedente . Direito Creditório Não Reconhecido. De acordo com a informação fiscal, um dos fundamentos do indeferimento foi o fato de a empresa ter apresentado somente os livros referente ao estabelecimento matriz e que, pelo princípio da autonomia dos estabelecimentos, os documentos entregue deveriam ser do estabelecimento detentor do crédito. Sendo o caso de pedido de ressarcimento de saldo credor de IP I, este deve conter relação com a discriminação dos diversos insumos empregados na industrialização, sua classificação fiscal, cópia do Livro Registro de Apuração do IPI referente ao período de apuração, contendo inclusive o estorno do crédito correspondente ao valor solicitado, cópias de notas fiscais de aquisição de matériasprimas, produtos intermediários e materiais embalagens utilizados, a exclusão do crédito de IPI de insumos usados em produtos nãotributados e a proporção do uso dos insumos quando utilizados na industrialização de produtos NT Fl. 258DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 13869.000021/0011 Acórdão n.º 3301001.743 S3C3T1 Fl. 258 3 (nãotributados), relação dos produtos comercializados, sua classificação fiscal e alíquota, entre outros, sendo passível de exame toda a escrituração da empresa. Ao constatar saídas de produtos nãotributados pelo IPI, intimou a contribuinte, sem lograr êxito, para informar o valor a estornar dos créditos relativos aos insumos utilizados nesses produtos e a apresentar demonstrativos evidenciando a apuração do estorno, juntando documentos hábeis a sustentar estes valores. Ademais, tanto a Lei nº 9.779/99, quanto a IN SRF nº 33/99, não contemplam a possibilidade de utilização do saldo credor do IPI, decorrente da aquisição de insumos, quando o produto industrializado for nãotributado (NT). A referida Instrução Normativa vai além, ao impor o estorno dos créditos originários de aquisição de MP, PI e ME, quando destinados à fabricação de produtos nãotributados. Afirma ainda, ser é sólida a jurisprudência sobre o assunto, citandose, entre outros, o Acórdão nº 20215269, publicado no DOU, de 20 de julho de 2004, do 2º Conselho de Contribuinte, como se vê abaixo: IPI – CRÉDITOS BÁSICOS – RESSARCIMENTO O princípio da nãocumulatividade aplicase apenas aos produtos tributados incluídos no campo de incidência desse imposto. Não gozam direito a créditos de IPI as aquisições de insumos aplicados em produtos que correspondem à notação NT (Não Tributados) na tabela de incidência TIPI. Recurso ao qual se nega provimento. Cientificada em 09/03/2012 (AR – fl. 242), a Recorrente interpôs recurso voluntário em 09/04/2012 (fls. 244/254), em síntese, reiterando as alegações apresentadas na fase exordial, sustentando não haver justificativa para a negativa do direito creditório, asseverando que a documentação apresentada comprova o direito pleiteado, não podendo a autoridade administrativa escusarse a reconhecer o direito creditício do contribuinte. Alega também que não teve condições de apresentar parte de seus livros e documentos requeridos porque estavam apreendidos pela fiscalização estadual. É o relatório. Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e encontrase revestido dos demais pressupostos legais necessários, devendo o mesmo ser conhecido. Conforme relatado, tratase de pedido de ressarcimento de crédito básico de IPI, relativo aos períodos de apuração do 4º trimestre de 1999, protocolado em 16/02/2000 (fl. 1), os quais não foram deferidos em razão da não comprovação quanto aos insumos utilizados na industrialização de produtos não tributados. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 Embora a Recorrente tenha afirmado que parte dos documentos solicitados se encontravam com o Fisco Estadual, todavia, não logrou comprovar a efetiva entrega desses documentos à fiscalização. Em diversos outros recursos apreciados neste Egrégio CARF a empresa não logrou comprovar o direito creditório, sendo que, em alguns casos, as compensações foram homologadas por decurso de prazo (e não pela confirmação do direito creditório), como ocorreu com o processo nº 13807.013135/200191, julgado na sessão de 22/08/2012, pelo Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Acórdão nº 3403001.742, assim ementado: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de provar que o valor pleiteado a título de ressarcimento de crédito presumido de IPI é certo quanto a sua existência jurídica e líquido quanto ao valor. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. A autoridade administrativa tem cinco anos para homologar a compensação declarada pelo sujeito passivo, sob pena de que a homologação ocorra em face do fato extintivo previsto no art. 74, § 5º da Lei nº 9.430/96. Recurso voluntário provido em parte. No presente processo, não estão sendo analisados declaração de compensação, tratandose tão somente de pedido de ressarcimento, conforme declaração à fl. 03 dos autos. Apesar de a Recorrente afirmar que entregou todos os documentos necessários à comprovação do crédito alegado, a mesma afirma que a mesma está “incompleta”, vez que “teve grande parte de seus livros e documentos apreendidos pela própria fiscalização, o que lhe impediu de atender integralmente ao solicitado”. Dessa forma, não tendo a Recorrente comprovado o direito creditório não há como deferir o seu pleito, sobretudo porque, parte dos insumos foram utilizados na produção de produtos nãotributáveis, os quais não conferem qualquer direito creditório, estando o assunto inclusive sumulado no âmbito do CARF, in verbis: Súmula CARF nº 20: Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 27 de fevereiro de 2013 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 260DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 13869.000021/0011 Acórdão n.º 3301001.743 S3C3T1 Fl. 259 5 Fl. 261DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 07/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
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Numero do processo: 10980.908558/2008-68
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.167
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 08 55 8/ 20 08 -6 8 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.908558/200868 Resolução nº 1802000.167 S1TE02 Fl. 60 2 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação cujo crédito está em pagamento indevido/a maior de IRPJ (2362) do período de apuração de 01/2000 e débito compensado parcialmente de COFINS (2172) do período de apuração 12/2002. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente Recurso Voluntário, colaciono a seguir o Relatório proferido pela 1a Turma da DRJ/CTA, através do Acórdão n° 0632.701, constante às efls 38/39: Na data de 16/09/2004 o interessado transmitiu o PER/DCOMP nº 32995.58872.160904.1.3.040065, de fls.0610, postulando compensação de Crédito de Pagamento Indevido ou a Maior IRPJ, Receita 2362, informando Crédito Original na Data da Transmissão no valor de R$ 5.715,03. 2 Como origem do Crédito foi mencionado o DARF de fls. 08, PA 31/01/2000, IRPJ Receita 2362, com valor principal e total de R$ 5.715,03, Data de Vencimento 29/02/2000 e Data da Arrecadação 29/02/2000. 3 Em 12/08/2008, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Curitiba emitiu o Despacho Decisório de fls. 02, cientificado em 22/08/2008 (fls. 05), não homologando o PER/DCOMP em questão, estatuindo: Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 5.715,03 Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, constatouse a procedência do crédito original informado no PER/DCOMP, reconhecendose o valor do crédito pretendido. PER APURAÇÃO CÓD DE REC VR TOT DARF DATA ARRECAD 31/01/2000 2362 5.715,03 29/02/2000 Entretanto, considerando que o crédito reconhecido revelouse insuficiente para quitar os débitos informados no PER/DCOMP, HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada. 4 Em 19/09/2008, o contribuinte interpôs a Manifestação de Inconformidade de fls. 1121, instruída com os documentos de fls. 22 30, que sendo tempestiva e reunindo os pressupostos de admissibilidade, deve ser analisada. 5 O manifestante, em prima facie, procura demonstrar que a interposição de Manifestação de Inconformidade suspende a exigibilidade dos Débitos resultantes da não homologação de seu Fl. 60DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.908558/200868 Resolução nº 1802000.167 S1TE02 Fl. 61 3 PER/DCOMP, arrolando legislação, e com isso pretendendo que seja reconhecido tal efeito. 6 No mérito, argumenta que a nãohomologação não procede porque ao gerar e transmitir sua compensação, declarou Débito de PIS (na verdade é COFINS, cf. fls. 9) incluindo valores de principal e juros, mas sem a multa moratória, haja vista entender ser a mesma indevida em razão do instituto da denúncia espontânea, prevista no artigo 138 do CTN, já que antecipou, pela compensação, a extinção de sua dívida tributária antes de qualquer procedimento de ofício. Porém a Secretaria da Receita Federal ao analisar a compensação incluiu, indevidamente, o valor da multa, razão pela qual o valor do Crédito restou insuficiente para a quitação integral do Débito. A partir daí, reproduz acórdãos que promanam na tese que esposa. 7 Ao final, requer o reconhecimento do direito de promover a compensação sem a incidência de multa moratória sobre seu Débito, com a conseqüente homologação da compensação e extinção do Crédito Tributário devido. Sintetizando sua interpretação, a nobre turma julgadora definiu a seguinte ementa (efls 37): Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2000 Ementa: PER/DCOMP. NÃO HOMOLOGAÇÃO. MULTA DE MORA DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A Multa de mora não tem natureza jurídica de sanção ou penalidade, mas sim de indenização por atraso no pagamento, de modo que não cabe sua exclusão em casos de denúncia espontânea. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimada em 03/08/2011 e irresignada com a manutenção da não homologação de sua compensação, interpôs recurso voluntário em 30/08/2011 (efls. 46/54), alegando em síntese que à compensação levada a efeito, cabível a aplicação da denúncia espontânea, consoante art. 138 do Código Tributário Nacional no débito compensado. Requer sustentação oral. É o relato do essencial. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.908558/200868 Resolução nº 1802000.167 S1TE02 Fl. 62 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O Recurso Voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Devido ao pleito recursal da recorrente, ressaltase que o recurso administrativo apresentado tempestivamente suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, III, do Código Tributário Nacional (CTN) – Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966: Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento. Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes. (Grifouse) Assim, os respectivos débitos controlados pelo processo administrativo fiscal não podem ser exigidos, até que consolidados definitivamente, não podendo restar obstruída a emissão de certidão positiva com efeitos de negativa de débitos, nos termos do art. 206 do mesmo códice: Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. Com relação à exigência, extraise do relatório que o contribuinte efetuou declaração de compensação, informando crédito de tributo pago a maior (IRPJ), atualizado pela taxa SELIC até a data de transmissão, com débito de COFINS, já vencido, também atualizado pela taxa SELIC até a data de transmissão, mas sem o cômputo da multa de mora (0,33% ao dia com teto de 20%). Fl. 62DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.908558/200868 Resolução nº 1802000.167 S1TE02 Fl. 63 5 Diante deste fato, a autoridade fiscal veio a homologar parcialmente a compensação, entendendo não aplicável ao caso o instituto da denúncia espontânea, de que trata o art. 138 do CTN: Art.138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Em que pese a irresignação da recorrente no sentido de que há punição daqueles que se declaram espontaneamente devedores, mas não daqueles que omitem do Fisco suas dívidas, já está pacificado o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no sentido de que, a aplicação do instituto da denúncia espontânea só tem cabimento quando o tributo não estiver declarado pelo contribuinte, senão vejamos: TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo". É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido. 2. Recurso especial desprovido. Recurso sujeito ao regime do art.543 C do CPC e da Resolução STJ 08/08. (REsp 962.379/RS, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/10/2008, DJe 28/10/2008) Como destacado no próprio Acórdão, a matéria já está inclusive sumulada pelo Superior Tribunal de Justiça (Súmula STJ n° 360), com o entendimento de que o débito declarado impede a aplicação do instituto da denúncia espontânea. No âmbito federal, vários são os instrumentos em que o débito é declarado: DACON, DCTF e DIRPJ são algumas das obrigações acessórias com esta finalidade. Assim, se o contribuinte declara o débito e não paga até o seu vencimento, o atraso é onerado com a multa de mora, independente se através de ação fiscal, ou se por espontaneidade do contribuinte. Assim como no pagamento, as outras espécies de extinção como no caso, a compensação, também devem refletir a multa pelo atraso na quitação do débito que declarado, está sendo adimplido fora do prazo. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.908558/200868 Resolução nº 1802000.167 S1TE02 Fl. 64 6 O instituto da denúncia espontânea serve de incentivo ao contribuinte na regularização de seus débitos com o Fisco, mas não na hipótese daquele que ardilosamente deixa de fazêlo e sim, daquele que dandose conta de um erro de critério em suas apurações, da qual não teve intenção, acerta e arrecada o tributo que entendeu devido, antes do início de qualquer procedimento fiscal. Ocorre que, não está demonstrado se antes de ter realizado o pedido de compensação em análise, o débito estava declarado pelo contribuinte. Às efls 32, consta que o contribuinte entregou a DCTF original em 29/12/2003, efetuando a primeira retificação em 21/09/2004, ou seja, depois de ter realizado o pedido de compensação (feito em 16/09/2004) e procedeu por fim a última entrega em 16/03/2005. Às efls 33/34 constam os débitos declarados na última DCTF retificadora entregue em 16/03/2005, que não conduz à correta identificação acerca da possibilidade de albergar ao caso, o instituto da denúncia espontânea. Assim, converto o presente julgamento em diligência, solicitando o envio à origem para que disponibilize o relatório “Resumo Geral de Débitos e Créditos da Declaração” (DCTF), da declaração original entregue em 29/12/2003. Após a juntada desse documento, retornemse os autos. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 64DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10980.926915/2009-51
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/08/2004 a 31/08/2004
PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. INCONSTITUCIONALIDADE DE DECLARADA PELO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62-A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO.
O §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 346.084/PR e no RE nº 585.235/RG, este último decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543-B). Assim, deve ser aplicado o disposto no art. 62-A do Regimento Interno do Carf, o que implica a obrigatoriedade do reconhecimento da inconstitucionalidade do referido dispositivo legal.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DECORRENTE DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. MATÉRIA NÃO CONHECIDA NA INSTÂNCIA A QUO. PRELIMINAR QUE IMPEDIU O CONHECIMENTO DO MÉRITO. AFASTAMENTO. RETORNO DOS AUTOS A` DRJ PARA EXAME DA MATÉRIA.
A DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Destarte, os autos devem retornar à DRJ para exame da matéria de mérito, sob pena de supressão de instância
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 3802-001.614
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso, determinando-se o retorno dos autos à instância julgadora a quo para fins de apreciação do me´rito.
(assinado eletronicamente)
REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente.
(assinado eletronicamente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausência momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
Nome do relator: SOLON SEHN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2004 a 31/08/2004 PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. INCONSTITUCIONALIDADE DE DECLARADA PELO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO. O §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 346.084/PR e no RE nº 585.235/RG, este último decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B). Assim, deve ser aplicado o disposto no art. 62A do Regimento Interno do Carf, o que implica a obrigatoriedade do reconhecimento da inconstitucionalidade do referido dispositivo legal. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DECORRENTE DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. MATÉRIA NÃO CONHECIDA NA INSTÂNCIA A QUO. PRELIMINAR QUE IMPEDIU O CONHECIMENTO DO MÉRITO. AFASTAMENTO. RETORNO DOS AUTOS À DRJ PARA EXAME DA MATÉRIA. A DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Destarte, os autos devem retornar à DRJ para exame da matéria de mérito, sob pena de supressão de instância Recurso Voluntário Provido em Parte. Aguardando Nova Decisão. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 92 69 15 /2 00 9- 51 Fl. 46DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso, determinandose o retorno dos autos à instância julgadora a quo para fins de apreciação do mérito. (assinado eletronicamente) REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. (assinado eletronicamente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausência momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita (fls. 31): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/08/2004 a 31/08/2004 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem resumir a controvérsia até a presente fase processual, transcrevese o relatório do acórdão da DRJ (fls. 31): Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em 29/07/2009, em face da não homologação da compensação declarada por meio do Per/Dcomp nº 03832.39045.140307.1.7.044989, nos termos do despacho decisório emitido em 07/07/2009 pela DRF em Curitiba/PR (rastreamento nº 843134196). Na aludida Dcomp, transmitida eletronicamente em 14/03/2007 para retificar a Dcomp nº 19002.81699.131006.1.3.044312, a contribuinte indicou um crédito de R$ 23,73 (que corresponde a parte de um pagamento efetuado em 15/09/2004, sob o Fl. 47DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10980.926915/200951 Acórdão n.º 3802001.614 S3TE02 Fl. 47 3 código 8109, o valor de R$ 3.448,86), e um débito de PIS (8109), do período de apuração 09/2006, vencido em 13/10/2006, no valor original de R$ 31,69. Segundo o despacho decisório, cientificado em 14/07/2009, a compensação não foi homologada porque o crédito indicado para a compensação havia sido totalmente utilizado na extinção, por pagamento, do débito de PIS de agosto de 2004, no valor de R$ 3.448,86. Na manifestação apresentada, a interessada diz que o crédito decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998 no RE 357950, e que aproveitou o referido crédito nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Demonstra numericamente a origem do crédito e diz estar amparada pelo art. 170 do CTN. Cita e transcreve jurisprudência administrativa e, ressaltando o contido no art. 165 do CTN, insiste no direito à restituição. Ao final, pede a homologação da compensação. A Recorrente, nas razões de fls. 3741, sustenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 585.235, na sistemática prevista pelo art. 543B do Código de Processo Civil (CPC). Portanto, o entendimento em questão seria obrigatório nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Carf. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 15/12/2012 (fls. 36), interpondo recurso tempestivo em 05/01/2013 (fls. 37). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. O exame dos autos mostra que razão assiste ao Recorrente, porque, até o início da vigência da nãocumulatividade do PIS, a hipótese de incidência da contribuição encontravase disciplinada pela Lei no 9.718/1998 e pela Lei Complementar n.o 70/1991. Estas, por sua vez, definiam o “fato gerador” do tributo nos seguintes termos: Lei Complementar no 70/1991: Art. 2° A contribuição de que trata o artigo anterior será de dois por cento e incidirá sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Lei no 9.718/1998: Art.2o As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 48DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 Art.3o O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) §1º Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) A Lei Complementar nº 70/1991, como se vê, restringia a materialidade do tributo ao faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias ou da prestação de serviço de qualquer natureza. Não havia previsão para a incidência sobre receitas financeiras, o que somente ocorreu após a Lei nº 9.718/1998, que, através do seu art. 3º, §1º, ampliou o âmbito normativo da contribuição, de modo a compreender a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. O §1º do art. 3o da Lei no 9.718/1998, porém, foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE no 346.084/PR: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. (STF. T. Pleno. RE 346.084/PR. Rel. Min. ILMAR GALVÃO. Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO. DJ 01/09/2006). Esse entendimento foi reafirmado pela jurisprudência do STF no julgamento de questão de ordem no RE no 585.235/RG, decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B), no qual também foi deliberada a edição de súmula vinculante sobre a matéria: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É Fl. 49DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10980.926915/200951 Acórdão n.º 3802001.614 S3TE02 Fl. 48 5 inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. (STF. RE 585235 RGQO. Rel. Min. CEZAR PELUSO. DJ 28/11/2008). Assim, apesar de ainda não editada a súmula vinculante, deve ser aplicado o disposto no art. 62A do Regimento Interno, reproduzido anteriormente, o que implica o reconhecimento da inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998. Não é possível, entretanto, o provimento integral do recurso, porquanto a DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Logo, impõese o afastamento da questão prejudicial acolhida pela DRJ, com o consequente prosseguimento do exame do mérito da compensação realizada pelo Recorrente, o que, por sua vez, deve ser realizado pela instância a quo, sob pena de supressão de instância. Votase, assim, pelo conhecimento e parcial provimento do recurso, determinandose o retorno dos autos à DRJ, para fins de apreciação do mérito. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 50DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 13971.910881/2009-80
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2006
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
Numero da decisão: 3803-004.072
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE KERN - Presidente.
(assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
NOME DO REDATOR - Redator designado.
EDITADO EM: 03/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), BELCHIOR MELO DE SOUSA, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, e JORGE VICTOR RODRIGUES.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2006 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN - Presidente. (assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator. NOME DO REDATOR - Redator designado. EDITADO EM: 03/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), BELCHIOR MELO DE SOUSA, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, e JORGE VICTOR RODRIGUES.
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 91 08 81 /2 00 9- 80 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN 2 JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. NOME DO REDATOR Redator designado. EDITADO EM: 03/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), BELCHIOR MELO DE SOUSA, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, e JORGE VICTOR RODRIGUES. Relatório A contribuinte formalizou perante a DRF/BlumenauSC Per/DComp para o encontro de contas com créditos decorrentes de pagamento realizado a maior, sendo o pedido indeferido por meio de despacho decisório que informou não haver crédito disponível para efetuar a compensação declarada. Irresignada a contribuinte manifestou a sua inconformidade, argumentando pela necessidade da busca da verdade material, deduzindo pela declaração de nulidade do ato administrativo que não homologou a compensação declarada, sob a égide da ausência de motivação e de fundamentação, o que ensejaria o desvio de finalidade, laborando em prejuízo ao exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. Pugnou, ainda, pela não exigência dos juros (taxa Selic) e da multa de mora, por se contrapor aos princípios da vedação ao confisco, razoabilidade e da proporcionalidade, devendo os juros exigidos se limitar ao disposto no CTN. Conclusos vieram os autos para a apreciação da 4a Turma de Julgadores da DRJ/FNS, quando em 25/05/12, proferiram decisão por meio do acórdão nº 0729.072, nos termos seguintes: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2006 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Para que os recolhimentos relativos a débitos declarados em DCTF sejam tidos como indevidos e passíveis de repetição, é preciso que o sujeito passivo retifique a declaração originalmente apresentada, alterando os valores daqueles débitos para, com isso, consubstanciar juridicamente a existência do indébito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O condutor do acórdão em questão entendeu que os valores declarados em DCTF, por se constituírem em confissão de dívida, só podem ter natureza infirmada diante da sua retificação, o que não ocorreu,in casu. Esclareceu que enquanto não retificados, tais valores Fl. 109DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13971.910881/200980 Acórdão n.º 3803004.072 S3TE03 Fl. 7 3 informados são considerados como devidos, não ficando disponíveis para qualquer tipo de repetição: compensação, restituição, ressarcimento ou reembolso. Aduziu, ainda, que não há vício no despacho decisório, eis que a motivação e fundamentação deixaram claro a razão da não homologação, pois compulsando os autos constatou que o despacho decisório faz referência objetiva e sumária à inexistência do crédito alegado pelo sujeito passivo, não havendo desdobramentos fáticos ou jurídicos que justificassem mais do que foi dito, eis que consta de campo próprio do Per/DComp que o recolhimento afirmado pela contribuinte como indevido foi integralmente utilizado pela própria contribuinte para o pagamento do débito relativo ao próprio tributo e ao próprio período de apuração indicados no próprio documento de arrecadação – DARF. Admitiu, entretanto, o relator, que se o contribuinte tivesse retificado previamente a sua DCTF, reduzindo o valor do débito original, não teria tido o seu crédito declarado pela DRF/BlumenauSC como indisponível, o que poderia levar a uma eventual homologação da compensação intentada. Quanto à contestação da exigência da multa de mora e dos juros de mora, tais questões não restaram apreciada em razão da ausência de competência, pois em relação aos julgamentos de reconhecimento de direito creditório, a competência das DRJ se limita à aferição da efetiva existência ou não desse direito alegado pelo contribuinte. A ciência da decisão de primeira instância pela contribuinte se deu por meio de Termo de Ciência por Decurso de Prazo de quinze dias, a contar da disponibilização dos documentos nele acostados na Caixa Postal, Módulo eCAC, do site da Receita Federal. A data de disponibilização dos documentos na Caixa Postal foi 30/05/12 e a data da ciência do acórdão da manifestação de inconformidade por decurso de prazo deuse em 14/06/12. Entretanto, a protocolização do recurso voluntário na CAC da DRF/Caxias do Sul somente ocorreu em 18/06/2012, conforme se depreende do recebimento pelo servidor em seu carimbo. O recurso voluntário aviado reiterou os argumentos expendidos na peça inaugural de forma minudente. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como dito, o contribuinte pretendeu compensar crédito indevido ou a maior, com débitos próprios, não logrando êxito nesse desiderato perante o juízo a quo, que concluiu a partir de análise efetuada nos autos pela insuficiência de crédito, considerando, inclusive que o sujeito passivo não acostou aos autos documentos que demonstrassem inequivocamente a Fl. 110DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN 4 comprovação de sua existência, bem assim não procedeu à retificação da DCTF para, mediante a alteração dos valores originalmente informados, consubstanciar juridicamente a existência do indébito. O deslinde da querela circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. Noticiam os autos que a recorrente argüiu pela ausência de fundamentação no feito e que deveria haver sido intimada para prestar esclarecimentos ou mesmo para proceder a retificação da DCTF, e que a não ocorrência de tais situações resultou em prejuízo ao contraditório, a ampla defesa e ao devido processo legal, restando caracterizada assim a nulidade do feito. Neste sentido formulou assertivas que a fundamentação ou motivação dos atos administrativos é obrigatória para o exame de sua legalidade, finalidade e da moralidade administrativa, ex vi do art. 37 da CF/88, assinalando que a autoridade administrativa antes de não homologar a compensação declarada deveria se certificar da origem do crédito. Não subsiste a pretensão de nulidade do feito. É o que se demonstrará a seguir. A DCOMP tem a finalidade de informar acerca do encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, bem assim que a responsabilidade da emissão desse documento é de exclusividade da contribuinte, de igual modo o sendo em relação à comprovação da liquidez e certeza dos débitos e créditos informados por meio de Per/DComp. De igual modo cabe à autoridade tributária a necessária verificação da documentação e da origem desses débitos/créditos e correspondente validação e, se for o caso, sobrevém à homologação confirmando a extinção da obrigação tributária, que efetivamente não ocorreu por falta da apresentação de documentação hábil e idônea que demonstrasse a existência do crédito alegado na DComp. Assim utilizandose das informações constantes dos sistemas RFB a fiscalização constatou que o pagamento informado por meio de DARF foi integralmente utilizado para o pagamento de débito regularmente declarado pela própria contribuinte, não restando saldo credor para à satisfação da compensação. Por sua vez a decisão recorrida observou que a contribuinte não efetuou a retificação dos valores informados na DComp por meio da retificação da correspondente DCTF. Compulsando os autos verificouse que a fiscalização amparouse em informações do sistema RFB alimentado pela própria contribuinte, que em momento algum laborou em demonstrar a efetividade da existência do crédito alegado, ou seja, não logrou em demonstrar a certeza e a liquidez necessária a consubstanciar a sua pretensão. Quanto a este aspecto os fatos falam por si só. A decisão consubstanciouse em seus próprios fundamentos, com base no princípio da verdade material, utilizandose de informações fornecidas pela recorrente, tornandose despicienda a sua intimação, pois discricionária é a demanda neste sentido. Partindose do pressuposto de que as informações prestadas regularmente ao Fisco são as mesmas que alimentam os registros contábeis e fiscais da recorrente, e que tais Fl. 111DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13971.910881/200980 Acórdão n.º 3803004.072 S3TE03 Fl. 8 5 informações foram utilizadas pela autoridade administrativa para a comprovação da inexistência de saldo credor para à satisfação da compensação declarada, não há se alegar cerceamento de defesa e muito menos ao contraditório, pois a peça recursal analisada em toda a sua amplitude reflete o direito de audiência e o devido processo legal. No item atinente ao crédito passível de compensação, a recorrente discorre acerca da verdade material para, justificar a possibilidade de comprovação do crédito em qualquer fase processual, entretanto não laborou em demonstrar a efetivamente existência do crédito alegado. E mais. A título de dar cumprimento aos princípios da verdade material, do contraditório e da ampla defesa, tais assertivas não se opõem ao disposto no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, que prevê que o momento de apresentação da prova dáse simultaneamente com a interposição da impugnação/manifestação de inconformidade, não podendo sêlo em outro momento processual, ressalvadas as hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, outrossim esclarecendo que a recorrente não se insere neste contexto. Determina, ainda, o disposto no artigo 16 do Dec. nº 70.235/72, que da impugnação deverá constar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta o pleito formalizado, como também as razões da discordância e as provas que comprovem o direito a que faz jus o interessado. Como dito a recorrente não laborou em demonstrar a razão superveniente que a impediu de apresentar, oportunamente, os documentos trazidos em outro momento processual. Por tal razão não há como acolher o seu pleito neste aspecto. Igualmente não logrou infirmar o conteúdo do decidido no despacho decisório eletrônico, ou mesmo demonstrar a existência de liquidez, certeza e disponibilidade do crédito informado no Per/DComp, para a satisfação da compensação, mediante a homologação e extinção do crédito, nos termos do art. 156, II, do CTN. A questão da prova na atividade administrativotributária resolvese ante o discernimento acerca da responsabilidade de quem deve provar o alegado. Para esclarecer esta questão buscase a orientação no Código de Processo Civil, subsidiariamente utilizado nos julgamentos dos processos administrativos fiscais pelo CARF, em seu art. 333, assim alude: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo, ou extintivo do direito do autor. A função do julgador administrativo no âmbito o CARF é a verificação do controle da legalidade e a aplicação da lei ao caso concreto. A aplicação da Taxa Selic a título de juros de mora encontra amparo legal, não havendo a declaração de inconstitucionalidade neste sentido pelo Pleno dos Tribunais Superiores. Este é o entendimento remansoso adotado majoritariamente nos julgamentos realizados no âmbito do CARF. Finalmente, a não apresentação de documentos necessários à comprovação de direito creditório juntamente com a impugnação, por quem de direito, no prazo e na forma da Fl. 112DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN 6 legislação tributária, impede a revisão de ofício e enseja o lançamento para o cumprimento de exigência fiscal. Ante o exposto nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 113DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 36216.036581/2001-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon May 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/1994 a 31/12/1998
PEDIDO DE REVISÃO.
As decisões poderão ser revistas quando violarem literal disposição de lei ou decreto; divergirem de pareceres da Consultoria Jurídica do MPS aprovados pelo Ministro, bem como do Advogado-Geral da União, na forma da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993; depois da decisão, a parte obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de assegurar pronunciamento favorável; ou for constatado vício insanável.
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA.
A tomadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços até a entrada em vigor da Lei n° 9.711/1998. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária na construção civil.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2301-000.162
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, conhecido do pedido de revisão e por maioria de votos, com fundamento no artigo 173, I do CTN, acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento para provimento parcial do recurso, vencidos os Conselheiros Manoel Coelho da Junior e Edgar Silva Vidal que aplicavam o artigo 150, § 4º e no mérito, por maioria de votos, manter os demais valores lançados, nos temos do voto do relator, vencido o conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior
Nome do relator: Marcelo Oliveira
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Cessão de Mão-de-Obra. Recorrente VOLKSWAGEN DO BRASIL LTDA. Recorrida DRP/SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP Assurrro: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCLARIAS Período de apuração: 01/08/1994 a 31/12/1998 PEDIDO DE REVISÃO. As decisões poderão ser revistas quando violarem literal disposição de lei ou decreto; divergirem de pareceres da Consultoria Jurídica do MPS aprovados pelo Ministro, bem como do Advogado-Geral da União, na forma da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993; depois da decisão, a parte obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de assegurar pronunciamento favorável; ou for constatado vício insanável. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. A tomadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços até a entrad em vigor da Lei n° 9.711/1998. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há beneficio de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária na construção civil. : -Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n° 36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 Fl. 321 ACORDAM os membros da 3' Câmara / V Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, conhecido do pedido de revisão e por maioria de votos, com fundamento no artigo 173, I do CTN, acatar a preliminar de decadência de parte do período a que se refere o lançamento para provimento parcial do recurso, vencidos os Conselheiros Manoel Coelho da Jtutior e Edgar Silva Vidal que aplicavam o artigo 150, maioe no mérito, por maio 'a de \idos, manter os demais valores lançados, nos temos do voto do relator, vencido o Con , - ii, anoel Coelho Arruda Junior. k -4 23> JULI i CE ' . jor l' • OMES Presid4te jr/ A rsa ps 4' - ge." IVEIRA •T -r. t o r , Participaram do julgamento os conselheiros:- Marco André Ramos Vieira, Damião Cordeiro de Moraes, Marcelo Oliveira, Edgar Silva Vidal (Suplente), Liége Lacri x Thomasi, Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior e Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente). 2 Processo n°36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 li. 322 Relatório Trata-se de Pedido de Revisão, formulado pela Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), São Bernardo do Campo / SP, fls. 0277 a 0283, para a modificação de Acórdão, fls. 0263 a 0269, proferido pela Quarta Câmara de Julgamento (CAJ), do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Para compreensão total da discussão, analisaremos o processo. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 045 a 051, o lançamento refere-se a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados, correspondentes à contribuição do empregado, da empresa, a contribuição para o financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau •de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT) e as contribuições devidas aos Terceiros. Ainda segundo o RF, os valores da base de cálculo foram obtidos por aferição, pelo valor dos serviços prestados mediante cessão de mão de obra, em que a tomadora/recorrente não elidiu sua responsabilidade solidária, como determina a legislação. A recorrente apresentou defesa, fls. 058 a 089. A DRP, após analisar os autos, julgou procedente o lançamento, fls. 0123 a 0140. A recorrente apresentou recurso, fls. 0143 a 0176. A DRP apresentou suas contra-razões, fls. 0182 a 0183. A CAJ analisou o processo, conheceu do recurso e negou provimento, fls. 0189 a 0195. A recorrente ingressou com PR, fls. 0202 a 0206. A DRP enviou o processo à CAJ, fls. 0210. A CAJ analisou o processo e decidiu pela conversão do julgamento em diligência, fls. 0219. A fiscalização respondeu à CAJ, fls. 0223. A CAJ converteu, novamente, o julgamento em diligência, fls. 0233 a 0236. •A DRP respondeu aos questionamentos, lis. 0238 a 0246. A recorrente apresentou recurso complementar, fls. 0252 a 0257. 3 Processo n°36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 Fl. 323 A CAJ analisou o processo e anulou o lançamento, em síntese, pela falta de fundamentação legal no relatório "Fundamentos Legais do Débito", fls. 0263 a 0269. A DRP ingressou com PR, fls. 0277 a 0283. A recorrente apresentou suas contra razões ao PR, fls 0291 a 0303. A Presidência da Quinta Câmara, do Segundo Conselho de Contribuintes, acolheu o PR, pelos motivos expostos. É o relatório. 4 Processo n°36216.03658112001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 Fl. 324 Voto Conselheiro MARCELO OLIVEIRA, Relator Nos exatos termos do art. 60, da Portaria MPS n.° 88/2004, que aprovou o Regimento Interno do CRPS, a admissibilidade de pedido de revisão é medida extraordinária somente admitida nos casos do Acórdão do CRPS divergir de pareceres da Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, aprovados pelo Ministro da pasta, bem como do Advogado-Geral da União, ou quando violarem literal disposição de lei ou decreto, ou após a decisão houver a obtenção de documento novo de existência ignorada, ou for constatado vício insanável. • Portaria 88/2004: Art. 60. As Câmaras de Julgamento e Juntas de Recursos do CRPS poderão rever, enquanto não ocorrida a prescrição administrativa, de oficio ou a pedido, suas decisões quando: 1— violarem literal disposição de lei ou decreto; II — divergirem de pareceres da Consultoria Jurídica do MPS aprovados pelo Ministro, bem como do Advogado-Geral da União, na forma da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993; III - depois da decisão, a parte obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de assegurar pronunciamerIto favorável; IV — for constatado vício insanável § 1° Considera-se vício insanável, entre outros: I — o voto de conselheiro impedido ou incompetente, bem como condenado, por sentença judicial transitada em julgado, por crime de prevaricação, concussão ou corrupção passiva, diretamente relacionado à matéria submetida ao julgamento do colegiado; II — a fundamentação baseada em prova obtida por meios ilícitos ou cuja falsidade tenha sido apurada em processo judicial; III — o julgamento de matéria diversa da contida nos autos; IV — a fundamentação de voto decisivo ou de acórdão incompatível com sua conclusão. In casu, o acórdão revisado anulou o lançamento por entender, em resumo, que não ficou demonstrada a fundamentação legal para a aferição das contribuições. 5 Processo e 36216.03658112001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 Fl. 325 Porém, há nos autos, RF, fl. 045, tal fundamento, garantindo, assim, amplo direito à defesa e ao contraditório. Ressalte-se que o CRPS já emitiu Enunciado sobre o tema, esclarecendo a questão. JR/CRPS - ENUNCIADO N°29 - DE 13/1212006 Nos casos de levantamento por arbitramento, a existência do fundamento legal que ampara tal procedimento, seja no relatório Fundamentos Legais do Débito - FLD ou no Relatório Fiscal - REFISC garante o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, não gerando a nulidade do lançamento. (Editado pela Resolução CRPS n" 6, de 13 de dezembro de 2006) Desta forma, é procedente o pedido de revisão, e uma vez reconhecendo o vicio do acórdão anterior (juízo rescindente), deve ser apreciada toda a questão devolvida a este Colegiado por meio dos recursos interpostos pelos notificados (juízo rescisório), incluindo as matérias cujo conhecimento deva ser realizado de oficio. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Preliminarmente, devemos verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n e 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal, a Súmula de n ° 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecido em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n ° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V, do an. 156 do CTN. A decadência decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia de titular de um direito. 6 Processo n° 36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão o.° 2301-00.162 Fl. 326 Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art. 150, § 40, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por homologação), sendo modalidade de extinção do crédito tributário. • CTN: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refe-re este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Por não haver recolhimentos a homologar, a regra relativa à decadência - que deve ser aplicada ao caso - encontra-se no art. 173, I: o direito de constituir o crédito extingue- se em cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. No lançamento, a ciência do sujeito passivo ocorreu em 07/2001 e o período do lançamento refere-se a fatos geradores ocorridos nas competências 08/1994 a 12/1998. Logo, todas as competências anteriores a 12/1995 devem ser excluídas do presente lançamento. Outras questões preliminares argüidas pela recorrente são: a) falta de clareza no lançamento; e b) exigüidade do prazo para apresentação de defesa. Fatos que teriam acarretado cerceamento em seu direito de defesa. Quanto à falta de clareza e precisão no lançamento, verificamos que no RF a fiscalização detalhou, de forma clara e precisa, como detemüna a legislação. Lei 8.212/1991: Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Os motivos, as bases de cálculo, a origem, os fundamentos do lançamento, a elaboração de anexos propiciaram amplo conhecimento do lançamento à recorrente e, conseqüentemente, amplo direito à defesa e ao contraditório. 7 Processo n° 36216.036581/2001-29 52-C3T1 Acórdão n.• 2301-00.162 Fl. 327 Assim, não há razão na alegação da recorrente. Quanto à alegada exigilidade para defesa, que cercearia seu direito à defesa, esclarecemos que esse prazo é determinado pela Legislação. Decreto 3.048/1999: Art.243, Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. §2° Recebida a notificação, a empresa, o empregador doméstico ou o segurado terão o prazo de quinze dias para efetuar o pagamento ou apresentar defesa. Nesse sentido, ressaltamos à recorrente que estamos em um Estado Democrático de Direito, em que as regras jurídicas - Constituição, Leis, Decretos, Portarias, etc. - possuem mecanismos, presentes na Constituição, para sua elaboração, manutenção e extinção. Regras jurídicas vigentes devem ser obedecidas por todos, até que seja extinta, pelo mecanismo hábil e pelo órgão competente. Portanto, não há como afastar a aplicação da Legislação. Por todo o exposto, acato parcialmente a preliminar ora examinada, no que tange à decadência, e passo ao exame de mérito. DO MÉRITO Quanto ao mérito, esclarecemos que o lançamento refere-se responsabilidade solidária na construção civil. Analisando o processo verificamos que a notificada poderia se elidir, af tar a solidariedade nos termos do art. 42 do RPS, aprovado pelo Decreto n° 612/1991 ou art. 42 do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 2.173/1997, ou art. 220, § 3° do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, conforme a época de ocorrência do fato gerador, nestas palavras: Art.220. O proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4..5v1, de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária cuja contratação da construção, reforma ou acréscimo não envolva cessão de mão-de-obra, são solidários com o construtor, e este e aqueles com a subempreiteira, pelo cumprimento dus obrigações para com a seguridade social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e _admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em .qualquer hipótese, o beneficio de ordem. Processo n° 36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 F1. 328 g 3° A responsabilidade solidária de que trata o caput será elidida: I - pela comprovação, na forma do parágrafo anterior, do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando corroborada por escrituração contábil; e II - pela comprovação do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, aferidas indiretamente nos termos, forma e percentuais previstos pelo Instituto Nacional do Seguro Social. III - pela comprovação do recolhimento da retenção permitida no caput deste artigo, efetivada nos termos do art. 219. (Inciso acrescentado pelo Decreto n°4.032, de 26/11/2001) Como acima demonstrado, não é exigido da notificada o pleno conhecimento dos fatos ocorridos na empresa construtora, bastando a guarda da documentação, folhas de pagamento e guias de recolhimento do pessoal utilizado na obra, para que a recorrente pudesse afastar a solidariedade. A elisão é uma faculdade conferida ao devedor solidário, uma vez que não houve a utilização dessa prerrogativa pela notificada, a solidariedade persiste, no presente caso. A recorrente não fez prova do recolhimento de todas as contribuições previdenciárias devidas pela contratada em relação aos segurados que lhe prestaram serviços. Ao não realizar tal prova, conseqüentemente não pode mais invocar o beneficio de ordem. Uma vez o recorrente não detendo a referida documentação, o órgão previdenciário passa a ter a prerrogativa de lançar a importância que reputar devida, cabendo ao contribuinte o ônus da prova em contrário, por força do artigo 33, §§ 3° da Lei n.° 8.212/1991. Assim a legislação previdenciária oferece à Fiscalização Federal mecanism s para lavrar a Notificação, nesse caso utilizando como base de aferição o valor da nota fiscal, pois embutido nesse valor há a parcela referente à mão-de-obra utilizada. Portanto, era dever do contribuinte a guarda da referida documentação e apresentação à fiscalização quando solicitado, conforme previsto no art. 32 caput combinado com o § 11 da Lei n ° 8.212/1991. Uma vez não apresentando a documentação, a fiscalização não pode deixar de lavrar o débito, partindo nesse caso para aferição dos valores. Conforme dispõe o art. 128 do CTN, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação. Há um vinculo entre a notificada e os segurados que prestaram serviço ao construtor, pois o beneficiado por aquela utilização de mão-de-obra foi o próprio recorrente, cujo produto dessa utilização é de sua propriedade, a edificação. Além disso, o disposto no art. 9 Processo n°36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 Fl. 329 128 do CTN permite que a lei venha atribuir a responsabilidade do crédito à terceira pessoa, assim o fez a Lei n o 8.212/1991 em seu artigo 30, inciso VI, nestas palavras: Art. 30 A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação alterada pela Lei n° 8.620, de 05/01/93) • (.) VI- o proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem; (Redação alterada pela MP n°1.523-9, de 27/06/97, reeditada até a conversão na Lei n" 9.528, de 10/12/97. Ver art. 29 da Lei n" 4.591/64) A redação original desse inciso era a seguinte: VI- o proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importáncia a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações; Destarte, o contribuinte e o responsável tributário, no caso a recorrente, s"." solidários em relação à obrigação tributária, não cabendo, nos termos do parágrafo único do artigo 124 do CTN, beneficio de ordem. Compete à Receita Previdenciária cobrar de todos os sujeitos passivos a satisfação da obrigação. Sendo a responsabilidade solidária uma garantia do crédito tributário, não pode ser dispensada pela autoridade fiscal, conforme previsto no art. 141 do CTN, nestas palavras: Art. 141 - O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade mispensa ou excluída, nos casos previstos nesta lei, fora dos quais não podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei, a sua efetivação ou as respectivas garantias. • Quanto ao argumento de que a responsabilidade só poderia surgir após o lançamento do crédito na prestadora de serviços e não antes do surgimento desse crédito, também não procede tal argumento. A responsabilidade é pelo cumprimento da obrigação previdenciária, prova disto é que a obrigação tributária persiste independentemente do crédito tributário, que pode ser anulado, administrativamente ou judicialmente, mas sem fazer desaparecer a obrigação tributária, conforme dispõe o art. 140 do CTN, nestas palavras Processo n° 36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.• 2301-00.162 Fl. 330 Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. Nesse mesmo sentido segue ementa do Parecer CliMPAS n.° 2.376/2.000, que não possui mais efeito vinculante ao Conselho de Contribuintes, mas retrata a jurisprudência administrativa acerca do assunto, nestas palavras: "DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. SOLIDARIEDADE PASSIVA NOS CASOS DE CONTRATAÇÃO DE EMPRESAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. DUPLICIDADE DE LANÇAMENTOS. NÃO OCORRÊNCIA. A obrigação tributária é uma só e o fisco pode cobrar o seu crédito tanto do contribuinte, quanto do responsável tributário. Não há ocorrência de duplicidade de lançamento, nem de bis in idem e nem de crime de excesso de exação." Assim, não procede o argumento da notificada de que a fiscalização deveria ter verificado o inadimplemento do contribuinte de direito, para se evitar possível bis in idem. Uma vez que a não há como afastar a solidariedade, a recorrente deve provar que a prestadora já recolhera toda a contribuição devida em relação aos serviços prestados. Não havendo a guarda da documentação, mas restando configurada a prestação de serviços, a utilização de mão-de-obra, a Receita Federal conseguiu demonstrar a existência do fato constitutivo do seu direito. E como principio basilar do direito processual, cabe à outra parte, no caso o notificado, demonstrar fato extintivo, modificativo ou impeditivo do direito do Fisco, o que não foi realizado. Ao contrário do entendimento, não deve a fiscalização previdenciária diligenciar para examinar a contabilidade da construtora, pois se assim o fosse não haveria o beneficio de ordem, não existiria motivo para se efetuar o lançamento na tomadora de serviços, se em qualquer caso a Receita Previdenciária devesse diligenciar para examinar a contabilidade da construtora. Havendo inversão é imprescindível a colação aos autos da prova contábil pelos interessados. Nessa mesma linha de fundamentação, não é outro o entendimento firmado pelo STJ, conforme ementa do acórdão no Recurso Especial n ° 780.703 / SC, cujo relator foi o Ministro Castro Meira, publicado no DJ em 16/06/2006: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁ RIAS. CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. BENEFÍCIO DE ORDEM ARTIGO 31, § 3° DA LEI N° 8.212/91. ELISÃO. NECESSIDADE. COMPROVAÇÃO. RECOLHIMENTO. I. A responsabilidade solidária na contratação de quaisquer serviços por cessão de mão-de-obra foi instituída pela Lei n" 8.212/91, notadamente, em seu artigo 31, ou seja, há solidariedade entre o contratante dos serviços executados mediante cessão de mão-de-obra e o executor desses serviços. A responsabilidade solidária do contratante está definida, em linhas gerais, nos artigos 124 e 128 do Código Tributário 11 • Processo n° 36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.162 Fl. 331 Nacional. O § 1° do artigo 124 do Código Tributário Nacional prevê expressamente que a solidariedade nele descrita não comporta beneficio de ordem. 2. A solidariedade somente poderia ser elidida, caso obedecido o preceito do § 3° do artigo 31 da Lei n° 8.212/91 - o executor deveria comprovar o recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluída na nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da respectiva quitação. Precedentes. 3. Recurso especial provido. Desse modo, o próprio guardião judicial da lei federal, o Superior Tribunal de Justiça, ratifica o procedimento fiscal no caso dos lançamentos por solidariedade das contribuições previdenciárias. Ao contrário do que afirma a recorrente no caso em tela não estão sendo cobradas as contribuições devidas aos Terceiros. Quanto aos juros e multas aplicados, informamos à recorrente que é a Legislação quem determina a exigência. Lei 8.212/1991: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia-SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: I - para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; b) quatorze por cento, no mês seguinte; c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento do obrigação; II - para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em a t, quinze dias do recebimento da notificação; 12 Processo n't 36216.036581/2001-29 S2-C3T1 Acórdão n." 2301-00.162 Fl. 332 b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS; d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; III - para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; b) setenta por cento, se houve parcelamento; c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. sç 1° Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se • refere o capa e seus incisos. sç 2° Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do • pagamento que se efetuar. sÇ 3 0 O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o §* I° deste artigo. ,f 4° Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. Outro ponto a ressaltar é que o Segundo Conselho, do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, aprovou - na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, publicada no D.O.U. de 26/09/2007, Seção 1, pág. 28 - a Súmula 3, que dita: É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia — Selic para títulos federais.. 13 Processo rr 36216.036381/2001-29 S2-C3TI Acórdão n.° 1301-00.162 Fl. 333 Assim, não há que se falar em improcedência na exigência dos juros e multas presentes no lançamento, pois a exigência dos mesmos é determinada e em conformidade com a legislação em vigor. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito CONCEDER-LHE PROVIMENTO PARCIAL, no que tange à decadência, conforme o voto. Sala das Ses 7 -1/4, em 1 de maio de 2009 40fr dl' • CE 4; •LIVEIRA - Relator 4 Page 1 _0074800.PDF Page 1 _0074900.PDF Page 1 _0075000.PDF Page 1 _0075100.PDF Page 1 _0075200.PDF Page 1 _0075300.PDF Page 1 _0075400.PDF Page 1 _0075500.PDF Page 1 _0075600.PDF Page 1 _0075700.PDF Page 1 _0075800.PDF Page 1 _0075900.PDF Page 1 _0076000.PDF Page 1
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