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Numero do processo: 10880.009411/92-57
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Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
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Sessão de: 09 de novembro de 1995. Recurso : 02.684 - IRPF - EXS: DE 1987 e 1988 Recorrente: LEILA XERFAN HOMCI Recorrida : DRF EM SA0 PAULO - SP IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FISTCA - DECORRRNCTA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo° matriz é aplicável ao pro- cesso decorrente, em razão da relação de causa e efeito que vincula um ao outro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LEILA XERFAN HOMCI ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em rejeitar a preliminar de deca- dência argulda,nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Mário Junqueira Franco Júnior, e, no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao re- curso, para excluir da renda liquida tributável as importâncias de Cz$ 2_226,36 e Cz$ 94_477,43, nos exercicios de 1987 e 1988, respectiva- mente. Sala das Sessões. DF, em 09 de novembro de 1995. b -- MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS - PRESIDENTE E RELATOR Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: MARIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIOR, RICARDO JANCOSKI, RENATA GONÇALVES PANTOJA, SANDRA MARIA DIAS NUNES e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausentes justificadamente os Conselheiros PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA e JOSE ANTONIO MINATEL (Portaria SRF no. 1.617/95). MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2 Processo no. 10880/009.411/92-57 Acórdão no. 108-02.541 Recurso : 02.684 Recorrente: LEILA XERFAN HOMCI REI",ATORTO LEILA XERFAN HOMCI, domiciliada em São Paulo (SP), recorre a este Conselho de Contribuintes, da decisão do Sr. Delegado da Recei- ta Federal em São Paulo (SP), que manteve lançamento de oficio que lhe foi imputado pelo auto de infração de fls. 29, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física dos exercícios de 1987 e 1988, anos-base de 1986 e 1987, respectivamente. O lançamento originou-se de ação fiscal realizada na pessoa jurídica G.L. COMERCIO DE CALÇADOS LTDA., que gerou auto de infração na área do IRPJ , objeto de processo protocolizado sob o no. 10880.009.363/92-14. Naquele processo, tendo a contribuinte apresentado declara- ção de rendimentos dos mencionados exercícios no Formulário III - Lu- cro Presumido, considerou o autuante, em cada exercício, como lucro líquido sujeito à incidência do imposto, 50% (cinquenta por cento) dos valores considerados omitidos, consoante previsto no art. 369 do RIR/80 e, relativamente ao segundo exercício (1988) procedeu também ao arbitramento do lucro, em face de a receita bruta (declarada mais omitida) ter ultrapassado o limite previsto para a tributação simpli- ficada naquele exercício. No caso presente, exige o fisco os rendimentos considerados como distribuídos entre os sócios que efetivamente prestaram serviços à sociedade, incluídos na . cédula "C" da declaração de rendimentos do (91 MINISTERIO DA FAZENDA intiMg#@ 09N§fi1iffi g@NTRIPUINTM 3 Processo no. 10880/009.411/92-57 Acórdão no. 108-02.541 exercício de 1987, bem como os lucros considerados como automaticamen- te distribuídos, proporcionalmente à participação de cada sócio no ca- pital social da empresa, incluídos na cédula "F" das declarações de rendimentos dos exercícios de 1987 e 1988. Foram dados como infringidos os arts. 29, parágrafo 7o., 34, inciso I c/c 397, inciso II, todos do RIR/80. A autoridade julgadora de primeiro grau manteve integralmen- te a exigência, fundamentando-se no fato de que a ação fiscal que deu origem a esta foi por ela julgada procedente e, em face da íntima re- lação de causa e efeito existente entre os dois procedimentos, igual tratamento deve ser dispensado ao lançamento ora discutido, nos termos da decisão de fls. 61/63, que está assim ementado: "EMENTA: O decidido no processo principal, relati- vo ao IRPJ apurado em ação fiscal direta, faz coi- sa julgada no processo decorrente referente ao IRPF. Ação fiscal procedente." No recurso, a contribuinte postula a reforma da decisão sin- gular, reportando-se às razões arroladas no recurso interposto no pro- cesso matriz, e aduzindo, ainda, que: 1. teria operado o fenômeno da decadência em ralação ao primeiro exercício; 2. não se trata de ren- dimentos que beneficiaram as pessoas físicas e o máximo que se pode admitir é que seriam rendimentos da própria pessoa jurídica, que com ela permaneceram; 3. os lançamentos com base em presunções ou indí- cios, sempre que ocorrer incerteza quanto aos fatos, não se comparti- bilizam com os princípios da legalidade e da tipicidade da tributação (cita decisões judiciais no sentido de não admitir a tributação na pessoa física do sócio por via reflexa da pessoa jurídica). E o relatório. MINISTERIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10880/009.411/92-57 Acórdão no. 108-02.541 VOTO Conselheiro MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, Relator: O recurso observou o prazo previsto no artigo 33 do Decreto no. 70.235/72, merece, portanto, ser conhecido. Conforme consignado no relatório, a tributação objeto deste processo é decorrente da exigência fiscal constituída no processo no. 10880.009.363/92-14, cujo recurso foi autuado neste Conselho sob o no. 108.864. Citado recurso foi submetido á apreciação desta Câmara em sessão realizada em 22_02.95, ocasião em que foi rejeitada a prelimi- nar de decadência arguida e, no mérito, lhe dado provimento parcial, nos termos da decisão consubstanciada no Acórdão no. 108-01.776, las- treada nos fundamentos sintetizados na ementa a seguir transcrita: "DECADENCIA - A Fazenda Nacional decai do direito de proceder a novo lançamento ou a lancamento su- plementar, após cinco anos, contados da notifica- ção do lançamento primitivo ou do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento po- deria ter sido efetuado, se aquele se der após es- ta data. OMISSA() DE RECEITAS - Verificando o fisco, através de levantamento financeiro que os pagamentos efe- tuados foram superiores às receitas declaradas, legítimas é a tributação da diference não justifi- cada como sendo proveniente de receitas não decla- radas. E de se desconsiderar, contudo, dos levan- tamentos financeiros, valores fixados pela lei pa- ra fins de inclusào na declaração de pessoa físi- ca dos sócios, como lucro considerado distribuído, se não há prova do efetivo pagamento dessas quan- tias. efi MINISTERIO DA FAZENDA PPIMÊI : 3 69/4g149 Bã @NTRIPUIRTH 5 Processo no. 10880/009.411/92-57 Acórdão no. 108-02.541 ARBITRAMENTO - Por força do art. 392 do RIR/80, a pessoa jurídica, que no exercício anterior optou pela tributação com base no lucro presumido, pode permanecer no regime de tributação simplificada no exercício financeiro em que a receita bruta ultra- passar o limite legal, sendo irrelevante o montan- te da receita omitida apurada e, por conseguinte, descabido o arbitramento do lucro.- Mantida em parte que foi no processo matriz a cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, e observado o principio da decor- rência, outra não poderá ser a decisão neste recurso. Assim, considerando que no processo principal foi excluída do total das receitas omitidas no exercício de 1987 a parcela de Cz$60.719,00, o demonstrativo de Apuração do IRPF de fls. 27 deve so- frer as seguintes alterações: a) Valor Tributável - Cédula -C-: Cz$ 53.718,45 b) Valor tributável - Cédula -F-: Cz$ 31.405,14 c) Diferença Tribuável total Cz$ 44.644,59 d) Renda Líquida total : Cz$ 172.773,59 Quanto ao exercício de 1988, considerando que no processo principal foi excluído do total das receitas omitidas a parcela de Cz$ 187.252,00, bem como considerado incabível o arbitramento do lucro da empresa, o demonstrativo de Apuração do IRPF de fls. 27 deve sofrer as seguintes alterações:o MINISTERIO DA FAZENDA 6 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10880/009.411/92-57 Acórdão no. 108-02.541 a) Valor Tributável - Cédula "F-: (Cz$ 3.797_168,09 - Cz$ 187.252,00) x 50% = Cz$1.804.958,04 20,00% Cz$ 360.991,60 b) Diferença Tributável total: Cz$ 360.991,60 c) Renda Liquida Total - Cz$ 766.454,60 No que tange à irresignação da contribuinte com a possibili- dade de se lhe exigir tributo com base em presunção, é de ressaltar que esta decorre de expressa disposição legal, não cabendo a este Con- selho de Contribuintes negar aplicação de lei então em vigor,posto que, como órgão integrante do Poder Executivo, não lhe compete aqui- latar da constitucionalidade de lei, tarefa esta privativa do Poder Judiciário. A vista dessas considerações, rejeito a preliminar de deca- dência arguida pelo sujeito passivo e, no mérito, dou provimento par- cial ao recurso, para excluir da renda liquida tributável (demonstra- tivo de fls. 27) as importâncias de Cz$ 2.226,36 e Cz$ 94.477,43, nos exercícios de 1987 e 1988, respectivamente. Brasília-DF, em 09 de novembro de 1995. -d-strz-/L\ MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS - RELATOR Page 1 _0046800.PDF Page 1 _0046900.PDF Page 1 _0047000.PDF Page 1 _0047100.PDF Page 1 _0047200.PDF Page 1
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Numero do processo: 13603.001366/92-03
Data da sessão: Thu Jun 16 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
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E devida a multa prevista para a entrega fora do prazo da DIRF, quer o contribuinte o faça espontaneamente, quer intimado pela fiscalização, uma vez que não se ca- racteriza a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN, em relação ao descumprimento de obrigações acessórias com prazo fixado em lei para todos os contribuintes obrigados a prestá-las. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SONIA MARLENE DE ABREU CAMPARA - ME ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recur- so voluntário, vencidos os Conselheiros Waldevan Alves de Oliveira (Relator) e Júlio César Gomes da Silva, designado relator o Conselhei- ro Carlos Emanuel dos Santos Paiva. Sala das Ses - -..eiwg . .6 de junho de 1994 ,Att,011---- 11111111119"CA RLOS --'~'"--;415 SANTOS PAIVA - PRESIDENTE E RE-. LATOR DESIGNADO VISTO EM ÉRANCISCO TARGINO DA ROCHA NETO - PROCURADOR DA FA SESSAO DE: ZENDA NACIONALÇÇRT. 4 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Regina Junqueira Monteiro de Barros, Maria Clélia de Andrade Fi- gueiredo e Ursula Hansen. Ausente justificadamente o Conselheiro Fran- cisco de Paula Corroa Carneiro Giffoni. 2. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N.Q 13603/001.366/92-03 RECURSO NQ.: 76.522 ACORDAO NQ.: 102-29.137 RECORRENTE : SONIA MARLENE DE ABREU CAMPARA - ME EELAT2EI SONIA MARLENE DE ABREU CAMPARA - ME., empresa sediada na cidade de Contagem, Estado de Minas Gerais, na guarda do prazo le- gal, recorre a este conselho do ato do titular da DRF daquela cidade, que, indeferindo sua impugnação, manteve lançamento ex-officio no ano base de 1991, no valor correspondente a 276,80 UFIRs. Iniciou-se o procedimento em decorrência da entrega da DIRF fora do prazo, dando ensejo a aplicação da multa acima identifi- cada, nos termos da Notificação de fls. 03/04. Notificada do lançamento, a contribuinte apresentou im- pugnação tempestiva às fls. 01/02, discutindo a improcedência do fei- to, ressaltando que o simples atraso na entrega da DIRF não é sufi- ciente para ensejar a aplicação da multa em questão, invocando a ju- risprudência deste Conselho em defesa de sua pretensão. A decisão da autoridade monocrãtica foi proferida às Lis. 10/11, indeferindo a impugnação apresentada pela recorrente, cu- jos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: "MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIRF - Cabível a exi- gência de multa pela entrega, fora do prazo, da DIRF/92." Não se conformando com a decisão retro, a empresa in- terpôs recurso a este Conselho às fls. 15/19, cujas razões são lidas na íntegra em sessão. E o relatório. „ , 3. , MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N.Q. 13603/001.366/92-03 ACORDA() N.Q. 102-29.137 MQIQ ME.W12Q E Conselheiro Carlos Emanuel dos Santos Paiva - Relator Designado: Designado para redigir o voto vencedor e nada tendo a acrescentar ao relatório de lavra do ilustre Conselheiro Waidevan Al- ves de Oliveira, que adoto, passo a expor as razões da divergência vencedora. Apesar de existir decisão de outra Câmara deste Primei- ro Conselho, favorável à tese da denúncia espontânea, conforme se nos mostra o acórdão no, 106-4.298, de 26 de fevereiro de 1992, entendo que a premissa do qual o mesmo decorre não se aplica aos casos de descum- primento dos prazos fixados legalmente para a prestação de informações à administração tributária. A contribuinte com o atraso na entrega da declaração do imposto sobre a renda retido na fonte de seus empregados (DIRF) preju- dicou de forma irreversível o processamento das declarações de rendi- mentos dos mesmos, sendo esse prejuízo para o serviço de outrem o fun- damento jurídico para a imposição da multa prevista em lei. A pretença denúncia espontânea da infração, para se eximir do gravamP da multa, com suposto amparo no art. 138 da Lei no 5.172/66 (CTN), não se verifica no caso: a uma, porque a suposta de- núncia espontânea não tem o condão de evitar ou reparar o prejuízo causado com a inadimplência no cumprimento da obrigação acessória; a duas, porque juridicamente só é possível haver denúncia espontânea de fato desconhecido pela autoridade, o que não é o caso do atraso na en- trega da DIRF que se torna ostensivo com decurso do prazo fixado para --11, a Pe- ,,-- -g,a t,ffipestiva da mesma.119 4110 4. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N.Q. 13603/001.366/92-03 ACORDAO NQ. 102-29.137 Assim é que com a conduta de não cumprir o prazo marca- do pela, autoridade para a entrega da DIRF, o contribuinte terá incidi- do no tipo jurídico-tributário que autoriza o Fisco a lhe impor a pe- nalidade, uma vez que o prejuízo ao serviço público e ao interesse pú- blico em última análise, não poderá ser reparado com qualquer conduta positiva do contribuinte dai para a frente. Ademais, a muita prevista na espécie é o instrumento que dota a exigência de entrega da DIRF no prazo marcado de força coercitiva, sem a qual a norma deixaria de ser jurídica. O fato de o contribuinte confessar que está em mora no cumprimento da obrigação acessória não tem qualquer validade jurídica, de vez que tal fato se evidencia por si só, não assumindo os contornos de uma denúncia espontânea. A vista do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Brasília - DF., 16 de 'unho de 1994..000 Car s - os Santos Paiva - Relator Designado. 5. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ. 13603/001.366/92-03 ACORDAO Ns2. 102-29.137 MQIQ MEN.Q IDD Conselheiro Waidevan Alves de Oliveira - Relator: Rende ensejo ao presente julgamento, a matéria de com- petência desta Câmara, envolvendo a penalidade aplicada pora atraso na entrega da DIRF, conforme se depreende da Notificação de fls. Não resta a menor dúvida que a recorrente apresentou a DIRF - Declaração de Imposto de Renda na Fonte, fora do prazo fixado por lei. Todavia, não é menos verdade que sua apresentação se deu an- tes de qualquer iniciativa por parte do fisco, com o objetivo de ca- racterizar a infração. Essa circunsância nos leva a concluir que a contribuin- te exerceu em tempo o instituto da denúncia espontânea, porquanto se faz presente a obrigação de fazer consagrada pelo artigo 113, parag. 3o, que prescreve a sua transformação em obrigação principal, ou seja, obrigação de dar, de pagar a penalidade. O ilustre Conselheiro Dr. José do Nascimento Dias, ao proferir brilhante voto consubstanciado no acórdão 106-4.298 da Egré- gia Sexta Câmara, assim se manifestou: "Não é válido dal concluir que se o con- tribuinte não cumpre a obrigação acessória e esta se transforma na obrigação principal de pagar a multa, en- tão a denúncia espontânea de que trata o artigo 138 do CTN só produzirá efeitos se for acompanhada do pagamen- to dessa obrigação principal. Pelo fato de haver se transformado em uma obrigação principal, a penalidade não se transforma em tributo. Além do mais, o artigo 138 é bem claro ao dispor que, para ser efetiva, a de- núncia deverá vir "acompanhada do pagamento do tributo e dosjuros de mora-. De outra forma, esvaziar-se-ia o próprio conteúdo do artigo 138 do CTN, cujo objetivo é dispensar a imposição de penalidade quando o contri- buinte se antecipa ao fisco e denuncia a própria infra- ., . ção. 6. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ. 13603/001.366/92-03 ACORDA() Na. 102-29.137 Não se pode, por outro lado, negar que o artigo 10 do Decreto-lei no 1968/82, dispõe com clareza que, mesmo nos casos em que o formulário de DIRF é apresentado antes de qualquer procedimento "ex-offi- cio", será devida a multa penal; neste caso, reduzida pela metade. Não pode a administração tributária, de uma maneira geral, negar aplicação a esta norma da le- gislação ordinária. Cumpre-lhe, entretanto, ante o apa- rente conflito da lei ordinária com a lei complementar, procurar a interpretação que enseje a harmonização de ambas, respeitada a hierarquia das leis. A meu ver, o artigo 11 parag. 32 do DL 1968 (redação do DL 2.065) trata da hipótese em que o contribuinte simplesmente eentrega a DIRF na repartição fiscal, fora do prazo, mas antes de qual procedimento do oficio. Essa entrega, por si mesma, não caracateriza ainda uma auto-denúncia. 0 fato de ele haver perdido o prazo poderia até mesmo passar despercebido para a ad- ministração fiscal. Neste caso, ao ser descoberta a in- fração, é aplicada a multa, que é reduzida à metade em consideração ao fato de o contribuinte haver se anteci- pado ao fisco. Diversa é a hipótese de que trata o arti- go 138 do CTN. Aqui, o contribuinte se dirige à repar- tição fiscal e fermaimente denuncia uma infração por ele cometida e, se for o caso, paga o correspondente tributo e os juros de mora; se o montante do tributo devido ainda depender de apuração, paga um valor arbi- trado pela autoridade que fica depositado em garantia. São situações diferentes, difíceis de distinguir no caso de uma infração tão simples como a falta de entrega de um formulário no prazo. Em casos de infrações complexas torna-se-ia mais fácil distinguir as situações em que o contribuinte simplesmente entrega um formulário na repartição e em que formaliza uma au- to-denúncia, explicita a infração cometida e regulariza a situação fiscal. Entendo, assim, conciliáveis as normas do artigfo 138 do CTN e do artigo 11 do DL 1968. Se o con- tribuinte simpelmente apresenta uma DIRF fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento fiscal, aplica-se- lhe a multa penal reduzida pela metade. Se, ao contrá- rio, ele formaliza uma auto-denúncia, identifica a in- fração cometida e regulariza sua situação fiscal, fica dispensado do pagamento da multa penal, na forma do ar- tigo 138 do CTN." 7. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No. 13603/001.366/92-03 ACORDAO N2. 102-29.137 A propósito da matéria, vamos encontrar na doutrina a seguinte manifestação: "Como tudo quanto existe no mundo, as obrigações nas- cem, viM_Cla e se extinguem. Nascem de uma declaração de vontade ou em virtude deli. Vivem através de suas vá- rias modalidades, obrigações de dar, de fazer, ou de não fazer alguma coisa, a que se reduzem todas as de- mais. Extinuem-se por diversos modos: a) pagamento di- reto ou execução -voluntária da pbrigação;... Estudemos o pagamento, que vem a ser a execução volutá- ria da obrigação ou a entrega da prestação devida (prestatio vera rei debitae). Aliás, o efeito natural da obrigação, o escopo para qual tende esta, é o imple- mento de prestação. Na linguagem técnica, tem o vocábu- lo maior amplitude, .aignifi,icanda a execução voluntária dc_t _(-)12r_igãQ`ão não ia-porta naturQza, da Dre.t.wzão. Emprega-se igualmente a palavra solução (do latim solu- tio), para traduzir o cumprimento da obrigação. Como observa Clóvis, por mais expressiva, talvez divesse me- recer a preferência do legislador. o Código não dese- jou, todavia, afastar-se da terminologia adotada, op- tando, pelos demais, pelo vocábulo pagamento. Outros juristas pátrios, como LACERDA DE ALMEIDA, de acordo, aliás com a doutrina mais moderna, preconizam o emprego da palavra oumpriumento,-.2ue melhor sublinha ref.erido modo ext,intivode.abrigaçõeQ,_ abr:anger Pagamento,s em _dinheaixo, como aquele,:a_12da-a Pre.wta c e:a ,5An .da_outranatur=a. Alám .aludida Palavra põe em dexataâueQ ladn ft:Limo_ da .e:suwão, as2 passo aua Pagamento se atm a..Q: lado Pasg o." (destaque originais e gr-lios na transcrição). - WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO - Curso de Direito Ci- vil - 4o Vol./págs. 2 a 47/8 - Saraiva, 22a Edição/88). Por derradeiro, a jurisprudência administrativa vem corroborar o entendimento de inaplicabilidade da penalidade pecuniária pelo atraso na entrega da DIRF, quando a iniciativa for do próprio contribuinte, antes de qualquer procedimento fiscal, consoante se in- fere do acórdão 106-4.298, que vem encimado da seguinte ementa: kS\ 8. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ. 13603/001.366/92-03 ACORDA() NQ. 102-29.137 "IRPJ - PENALIDADE - MULTA - APRESENTAÇA0 DA DIRF - Inaplicável a multa por atraso na apresentação da De- claração de Imposto de Renda na Fonte - DIRF, quando o contribuinte formaliza uma auto-denúncia, identifica a infração cometida e regulariza sua situação fiscal. Re- curso Provido. Também a Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contri- buintes já teve oportunidade de se manifestar a propósito da matéria ao apreciar o recurso 86.958, tratando especificamente do atraso na entrega da DCTF, substituída pela DIRF, produzindo o acórdão no 202-04.812, da lavra do ilustre Conselheiro Dr. José Cabral Garofano, cuja ementa é a seguinte: "DCTF - DENUNCIA ESPONTANEA. Quando o sujeito passivo, mesmo a destempo, toma a frente do Fisco e voluntaria- mente entrega os formulários; cumpriu a prestação e es- tá excluída a responsabilidade e afastada a exigência da multa. E o comando gravado no animo do art. 138, pa- rágrafo único do Código Tributário Nacional - CTN. Re- curso Provido." Como se observa, a denúncia espontânea na hipótese dos autos se acha absolutamente caracterizada, recomendando assim sejam acolhidas as razUs de recurso para julgar insubsistente a penalidade aplicada. Pelo exposto dou provimento n_n recurso. Brasília - DF, 16 de junho de 1994 Waldevan Oliveira - Relator. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10880.021255/90-31
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 1996
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RECORRIDA : DRF EM SÃO PAULO - SP SESSÃO DE : 15 DE OUTUBRO DE 1996. ACÓRDÃO N". : 108-03.564 PROCEDIMENTO DECORRENTE - PIS DEDUÇÃO DO IR. Em virtude de estreita relação de causa e efeito entre o lançamento decorrente e o principal, ao qual foi negado provimento ao recurso, igual decisão se impõe quanto à lide reflexa. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por Chemical Specialtier Indústria e Comércio Ltda. ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. - - aft MANOEL • /4/ GADEL IAS - Presidente 4/ i/rd • S.R. DE ARVALHO - Relatora deortess_ FORMALIZADO EM: 1 USIOU 1996 - .... ,.. k -.4 .", ...' rir MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880.021255/90-31 ACÓRDÃO N°. : 108-03.564 RECURSO N'. :03.517 RECORRENTE : CHEMICAL SPECIALTTES INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO A contribuinte acima identificada recorre a este Conselho de Contribuintes da decisão da autoridade julgadora de primeiro grau, que reputou procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infração de fls. 08. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra o mesmo contribuinte na área do Imposto de Renda - Pessoa Jurídica, protocolizado na repartição local sob o n°10880.021275/90-48. Nestes autos cogita-se da cobrança da contribuição para o PIS/DEDUÇÃO sobre a parcela do imposto de renda suplementar relativo aos exercícios de 1986 e 1987. Mantida a tributação no processo matriz em primeira instância, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdição, conforme decisão de fls. 33/34. Dessa decisão a contribuinte foi cientificada e, inconformada, ingressou com recurso voluntário, reportando-se aos fundamentos apresentados no processo principal. É o Relatório. O 3 jrl • • r. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO : 10880.021255/90-31 ACÓRDÃO N'. : 108-03.564 VOTO CONSELHEIRA MARIA DO CARMO S. R. DE CARVALHO- RELATORA. O recurso foi manifestado no prazo legal e com observância dos demais pressupostos processuais, razão porque dele tomo conhecimento. No mérito, trata-se de processo decorrente. Este Colegiado, apreciou o processo principal (n° 10880.021275/90-48) e entendeu que não procediam as razões de recurso apresentados pelo recorrente, negando-lhe provimento. É caso cediço, nesta instância administrativa, que no caso de lançamento dito reflexivo há estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o decorrente, uma vez que ambas as exigências repousam em um mesmo embasamento fatie°. Assim, entendendo- se verdadeiro ou falso os fatos alegados, tal exame enseja decisões homogêneas em relação a cada um dos lançamentos. Nestas circunstâncias, o exame feito em um dos processos atinentes a lançamento ensejado pelo mesmo suporte fálico, especialmente no processo intitulado principal, serve também para os demais. Não quer dizer-se com isso que a decisão de um vincula-se a de outro. No entanto, não havendo no processo decorrente nenhum elemento novo que seja apto a alterar a convicção julgador, por questão de coerência lógica, a decisão deve ser tomada em igual sentido. i „kÁg gis% 4 jri .• 'r MINISTÉRIO DA FAZENDA `. 1> PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10880.021255/90-31 ACÓRDÃO N°. : 108-03.564 Diante do voto emanado por este Colegiado, ao apreciar os fatos ensejadores do lançamento principal, concluindo no respectivo processo que o inconformismo da recorrente não procedia, quanto à exigência do imposto de renda pessoa jurídica, como faz certo o Acórdão n° 108-03.561, de 15 de Outubro de 1996, por justas e pertinentes as considerações, nego provimento ao recurso. Sala das sessões (DF), em 15 de Outubro de 1996. ‘4,//i n • • ssu, •::12.1 .R. DE • • ' VALHO - RELATORA. 5 Page 1 _0086100.PDF Page 1 _0086300.PDF Page 1 _0086500.PDF Page 1
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Recurso desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re- curso interposto por SOUVENIR CORCOVADO LTDA ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro conselho de Contreibuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao re- curso, nos termos do relatório evoto que passam a integrar o presente julgado. Sala dE ., Sess8es, em 15 de junho de 1993 jACKSON GUEDES FERREIRA - PRESIDENTE E RELATOR Marice,brVISTO EM Felipe go Brandão - PROCURADOR DA FA S"SS" "": ;e 4 MAR '1994 ZENDA NACIONAL - Processo n. 10070-000.150/92-17 3. Recurso n.: 104.205 Acórcaío n.: 108-00.265 Recorrente: SOUVENIR CORCOVADO LTDA RELATORI O Recorre Souvenir Corcovado Lida, sediada â Estrada do Corcovado s/n, Box 6, Cosme Velho, Rio de janeiro/Rj, da decisao do Sr. Delegado da Receita Federal naquela cidade, que lulgou procedente a açao fiscal representada pelo Auto de InfrapXo de fls. 01, relativo à multa regulamentar no valor de 3.000 UTNE, em virtude do nao atendi- mento, no prazo fixado, â intima0a) de tis •. 03/04, a que estava obri- gada por força do disposto nos artigos 599, parágrafo 3 , 644 e 652 do RIR/00 aprovado pelo Decreto 85.450/80. Por infrigOncia aos dispositivos legais citados é apli- cada a multa de 3.000 UFIR, prevista no art. 9 do DL 2303/06, artigo 21 da Lei 8178 e agravada em 70% conforme artigo 1., da Lei n 8218/91. Tempestivamente, a contribuinte impugna a exigência, em petiçao de fls. 08, requerendo o cancelamento do auto de infraçWo, alegando que os formulârios enviados para preenchimento de seus esto- ques em 31.12.90 foram entregues a pessoa que nao faz parte da firma, conforme livro de empregados. Informa, nesta oportunidade, a sua rela .... pro de Estoque em 31.12.90. Em informaçao fiscal às fls. 19, o autuante opina pela manutençao da multa. A autoridade julgadora singular, em decisao de fls. 20/21, acata a proposta fiscal julganlo procedente o lançamento, sob P. os seguintes fundamentos, em sintese2 Já' kl ,1 - Processo n. 10070-000.150/92-17 4. AcórdWo n.: 108-00.265 1) A contribuinte não forneceu, no prazo marcado, as in- forma~s requeridas e nem justificou as raz3es do não atendimento, embora regularmente notificadag 2) A fixação de prazos em intimação para fornecimento de informa0es previstas na legislação tributária insere-se na competen- cia discricionária da autoridade fiscal.g 3) Retifica o valor da multa para 3.000 UFIR e altera o enquadramento legal citado no auto de infração de art. 11 da Lei 0.218/91 para o art. 1., em razão de que ressalva ao contribuinte o direito a nova impugnação, em relação à aludida retificação. Cientificada da decisão em 20.08.92 e, com ela não se confort~lo„ a interessada interpds, em tempo hábil o recurso voluntá- rio de fls. 2:L renova os mesmos argumentos apresentados em sua peça impugnatória. E o relatório, tA (01 . . . Processo n. 10070-000.150/92-17 5. Acórdão n.: 108-00.265 VOTO Conselheiro JACKSON GUEDES FERREIRA, RELATOR Recurso tempestivo, dele conheço. (;.tanto ao mérito entendo não assistir razão A recorren- te, porquanto restou comprovado nos autos que ela deixou de atender, no prazo fixado pela autoridade fiscal, à intimaçâ:o para informar os valores de seus estoques em 31.12.90. A empresa fora intimada em 19.04.91 (AR de fls. 02), mas somente após notificada do lançamento da multa (fls. 01), e juntamente com a impugnação deste, apresentou as informaçGes solicitadas pelo fisco, isso em 27.02.92. Tanto na impugnação quanto no apelo a este Colegiada alega a autuada que deixou de atender à i.riti.naçab por ter sido esta "entregue a pessoa inteiramente desconhecida da sociedade, não é só- cio e não pertence, como iamais pertenceu aos quadros de empregados, portanto não recebeu os formulários onde seriam discriminados por pro- duto e/ou mercadorias, inclusive os destinados ao uso e consumo inter- no". A alegaçã'o da recorrente, de que a intimaçã:o não fora recebida no seu estabelecimento, não convence o rel Patorim li . • Processo n. 10070-000.150/92-17 6. Acórdao n.: 108-00.265 A forma correta do nome e endereço da empresa, bem como a assinatura no AR (sobre o nome em letra de forma) da pessoa que re- cebeu a intimaOto fazem presunçab de que a mesma foi efetivamente en- tregue. Essa presunçao nao pode ser elidida por meras alegaçffes trazi- das ao processo, como pretende a recorrente. Ante o exposto, voto pelo desprovimento do recurso. E o meu voto. Drasilia (DF), 15 de junho de 1.993 4,1' OACKSC Ji GUEDES FERREIRA -- RELATOR Page 1 _0061600.PDF Page 1 _0061800.PDF Page 1 _0062000.PDF Page 1 _0062200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10840.001459/94-55
Data da sessão: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 1996
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Numero do processo: 10980.006879/91-71
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LANÇAMENTO SUPLEMENTAR - IMPOSTO DE RENDA - PESSOA FISICA. A apuração de omissão de rendimento da Cêdula uc., de lucro imobiliário e o acréscimo patrimonial não justificado por rendimentos tributáveis, nao tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, sujeitam-se àtributaçãop o imposto suplementar lançado e acrescido dos correspondentes gravames legais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de 1-ecurso interposto por DANILO ARTUSO. ACORDAM os Membros da Seounda O gimara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam ti n t r o pr t :1 1. eJ a Cl o 1::;? ( ..1 e CYST O ci 1 99:3 :L ANER PRESIDE:IATE , E:11 EK ..01 I . O R 419` 10--ex..4/ VISTO EM MAUA LUCIA DE PAULA OLIVEIRA - PROCURADORA DA SESSAO DEI; 1 17ENDA NACIONAL 2 4 MAR 1994 A E ti V j MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1 J PROCESSO N2 10980/006.879/91-71 i .1, ACóRDA0 N2 102-28.502 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, FRANCISCO DE PAULA CORREA CARNEIRO SIFFONI, KAZUKI SHIOBARA, MARIA Cl fLIA DP ANDRADE FIGUEIREDO, JULIO CÉSAR GOMES DA SILVA E CARLOS ROBERTO MONTEIRO BERTAZI. , -),.. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10980/006.879/91-71 RECURSO N2: 72.980 AU:RDA° N2: 102-28.502 RECORRENTE: DANILO ARTU80. RELATÓRIO Em decorr gincia de procedimento de revisão das Declarações de Rendimentos referentes aos exercícios de 1987 a 1989, apresentadas em 04.06.91, em atendimento à intimação do fisco, o contribuinte DANILO AR1OSO, CPF N2 052.304.039-34, jurisdicionado à Deieoacia da Receita Federal em Curitiba, PR, foi notificado do lançamento de Imposto de Renda Suplementar, pela constatação das seguintes irregularidadesg 1 - omissão de rendimentos na cédula "C" nos valores de Cz$ 97.071,00, Cz$ 198.785,00 e NCz$ 499,00, relativos aos exercícios de 1987 a 1989g 2 - variação patrimonial não justificada de Cz$ 84.658,13, Cz$ 457.536,70 e Ncz1 10.630,00 - ex. 1.987 a 19894 3 - lucro omitido na alienação de imóveis, no valor de Cz$ 309.008,32, no exercício de 1987. ., Ao impugnar parcialmente o lançamento, o contribuinte alega, em resumo g ,, - que suas declarações de rendimentos hão foram corretamente preenchidas mas que, atendendo à solicitação do fisco, foram, apresentados documentos e provas suficientes para complementar as informações 1 1. , , 3 1 , ! MINISTÉRIO DA FAZENDA !i PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,,,, PROCESSO N2: 10980/006.979/91- -/1 ', , AU:RDA() N2 102-28.502 - que o fisco desprezou os documentos referentes aos rendimentos i 1 ! da cédula "G", que são id8neos;1 - que as operações entre pessoas físicas, realizadas nas áreas rurais e agrícolas, se lastreiam em recibos, e que as empresas de pequeno porte não t:gim estrutura organizada para atender a certas exig@ncias do ....iscoR - que ê inexata sua declaração, apresentando um demonstrativo com a variação patrimonial correta - que a notificação deve ser cancelada, na parte litigiosa, peia extinção do crédito tributário e o restante, pelo pagamento do crédito tributàrio. Ao se pronunciar, nos termos do. artigo 19. do. Decreto n2 70.235/72, o autuante opina pela manutenção do lançamento. A autoridade julgadora de primeira instãncia, ao manter a parte impugnada, afirma que as alegações, para elidirem a exig@ncia fiscal, deverão ser comprovadas através de documentos hábeis e idêneos e que, conforme demonstrado na minuciosa informação fiscal, os documentos inseridos nos autos para justificar os rendimentos da Cédula "G" são simples recibos, emitidos por particulares, entre os quais um pelo próprio col~~~ 1 Com relação aos erros de preenchimento ou omissão na apresentação da Declaração de Rendimentos, afirma serem f. . . . . . . . . . ... 1 1 P 4 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA 1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10980/006.879/91-71 ,.. ,.. ACóRDA0 N2 102-28.502 1 , responsabilidade do contribuinte, não sendo lícito alegar o desOonhecimento da lei. i „ t Destaca, ainda, que, a analise da discriminação do crédito tributário objeto do pedido de parcelamento, que representa confissão espontãnea da dívida, demonstra que foram aceitos todos os lançamentos efetuados pelo fisco, ou seja, os fatos geradores realmente existiram, sendo impugnados apenas i parte dos valores lançados. Irresionado, o contribuinte, através de patrono , devidamente constituído nos autos, interp6s recurso a este ' 1 Conselho de Contribuintes, expondo em suas Razões (fls. 75 a 79), 1 em sá.nteseN 1 1 I - que não é admissivel exigir-se tributo do que não é devido, 1 face a um erro no preenchimento da deciaraçaog - que devem ser aceitos os recibos emitidos por pessoas físicas, 1 especialmente por ser o resultado da atividade agrícola de 1 pequena expressão „ „ , „ - que, em sendo considerada devida a parcela litigiosa não podem ser cobradas as multas . por atraso na entreqa da declaração, que teria sido esnontRnea. acompanhada do pagamento do tributo. . "de ofício”, por ser cumulativa com a "multa de mora", por atraso. . . a correção monetària só pode ser cobrada com base legal e na, _. / „,„---- ';_.. ‘ ..P:. 1 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10980/006.879/91-71 ACÓRDA0 N2 10-2 502 pode retroadlr devendo ser cancelada a cobrança da parcela referente á .tixáAizáçào ,nonetària petá iRrft. ...-7 Iit o reltorlx. V/ ii 1 , I I , n , 1 , A MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10900/006.879/91-71 AU:RDA° N2: 102-20.502 VOTO Conselheira URSULA HANSEN, Relatorag Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais. dele tomo conhecimento. O ora Recorrente - Engenheiro - em 04/06/91, após intimado pelo fisco, apresentou suas Declarações de Rendimentos referentes aos exercícios de 1987 a 1989, juntando aos autos, posteriormente, esclarecimentos complementares; notificado a recolher imposto de renda lançado face à constatação de omissão de receitas na Cédula "C", acréscimo patrimonial a descoberto, omissão de lucro na venda de imóvel, impugnou parcialmente o llçami:~. Nesta fase a contribuinte reitera o argumento já expendido em sua impugnação, de que se enganara ao preencher sua Declaração de Rendimentos mas que teria comprovado através de documentos idaneos possuir rendimentos da Cédula "G" suficientes para justifiLat parte do acréscimo patrimonial. Restringe se a lide á aceitação dos documentos fornecidos pelo contribuinte comprobatórios dos resultados obtidos através da atividade adrícola. Ao contrário do afirmado pelo ora Recorrente, a autoridade "a quo" não exigiu que as operações na área agrícola, para fins de imposto de renda, se restringissem áquelas real. iz k_ 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 109SO/006.879/91.-7i ACÓRDA0 N2: 102-28.502 das com pessoas jurídicas ou que o contribuinte mantivesse uma escrituração formai. Ao ressaltar que as alegaçoes devem ser comprovadas por documentos hábeis e id6neos, destaca que os documentos inseridos são simples recibos entre particulares, sendo um do próprio contribuinte, e que não mantem qualquer vinculação com alguma entidade juridica que disponha de registros contábeis, os quais possibilitariam uma comprovação. Faz referncia, ainda, á análise procedida pelo autuante, em sua Informação Fiscal e que conclui relacionando uma gama de documentos usualmente utilizados e considerados hábeis e a cl ec uaci o à prova desejada e que peço vPnia para transcrevern "Ho entanto, os documentos comprobatórios das receitas e despesas referentes às atividades agrícolas auferidas nos anos base de 1986 a 1988, não foram considerados hábeis, tendo em vista quen as receitas e atividades rurais devem ser comprovadas por documentos usualmente utilizados nessas atividades, tais como nota fiscal do pr(ukkl= e nota promissória r-k~., bem como demais documentos oficialmente reconhecidos pelas fiscaliacóes estaduais para comprovar a produção, circulação e percepção de rendimentos classificaveis na cédula "G". Simples recibos emitidos entre particulares não são suficientes para comprovar receitas oriundas desse tipo de atividade. Sobretudo os apresentados pelo 111p k.k qn r) 't e: e n do paio própr i. o Os investimentos devem ser comprovados por documentos idaneos tais como notas fiscais do produtor, quias expedidas por postos da Receita Estadual, faturas, duplicatas contrato de prestação de serviços, laudo de vistoria de órgão fiscalitir, folhas de despesas etc, de modl , , , ,.. : , „ 8 , , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .',' :: PROCESSO N2: 10980/006.879/91-71 ,,:,ACÓRDA0 N2: 102-28.502 „.. 1 1 1 I que, possam ser identificadas a origem e i destinação dos investimentos efetuados. As despesas de custeio também devem ser comprovadas :, por meio de documentação idêsnea, tais como guias de recolhimentos de ICM„ FUNRURAL, notas fiscais, I faturas, duplicatas, recibos emitidos por empregados ou prestadores de serviços pessoais ou I 1por meio de ve-iculo, etc. 1 1, (PH 121/70, 85/ .17, 90/78, 97/88)." (grifos do original) .. 1 1 1Do exposto, se depreende que a pretensão do I Recorrente não pode prosperar, por absoluta falta de amparo ,: legal. I 1 1 IAo apreciar as demais pretensões do Recorrente, I manifestadas para o caso de lhe ser desfavorável o julgamento, I cabe destacar g .I I 1, - quanto à muita por atraso na entrega da declaração - inexiste 11 1, amparo legal que autorize seja relevada a sua cobrança - ao I , contrario do que afirma o contribuinte, a entrega das Declarações de Rendimentos não foi espont ginea e não obedeceu aos prazos legais. A discussão de sua aplicabilidade, por outro lado, esta superada - a questão somente foi suscitada na fase recursal, tendo sido o seu valor incluido entre os itens que compõem o processo n2 10980/009.494/91-93, referente ao podido de pagamento parcelado da parte não litigiosa do lançamento, constando dos autos cópias de DARFs de recolhimento da multa por atraso da 1 k/7 _ 9 ! MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10980/006.879/91-71 ACÓRDA0 N2: 102-28.502 treqa da declaração. - quanto à multa "de of..ício". Determina o Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n2 85.450/80, que serão aplicadas as seguintes mui.tas nos CiRSOS de lançamento de oficiog "Artigo 728 - $2 ti 31 n7 O 11 O 71 :7 :I 47 t8 73 e: 0 O Zt - de 50% (cinquenta por cento) sobre a totalidade ou diferença do imposto devido, nos casos de falta de declaração ou nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinteg" j A titulo de exemplo, t yanscreve -se a seguir, ementas dos Ac. 12 CC - :1. obrigatória. 1 A multa prevista neste inciso é de aplicação obrigatória em todos os casos de exig@ncia de imposto decorrente de lançamento de ofício por omissão de rendimentos, não podendo ser dispensada por falta de previsão legal." 1 1 Ac. 12 CC - 104-5.077/85g í' 1 1 "Omissão de Rendimentos - São devidos multas de oficio e juros de mora nos 1 lançamentos de oficio, nos casos de omissão de 1 rendimentos, caracterizada por acréscimos patrimoniais de origem não comprovada." Ac - 12 CC - 103-7.397/86g 1 1 1 10 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N9: :1. N9: 102-20.502 "Revisao de Declaracao. Persiste a imposição da multa em lançamento ex offício decorrente de ato revisório de declaração de rendimento." Finalmente, com relação à TRD, esta vem sendo aplicada não como índice de correção ou atualização monetária, mas sim, a título de juros, a partir da extinção do <TN e DTNE. 1 Considerando o acima exposto e o que mais consta dos autos, Considerando que o ora Recorrente não apresentou qualquer nova razão ou prova que infirmasse acerto da decisão proferida, Voto no sentido de negar provimento ao recurso. Brasília, em 12 de adosto de 1993. "Li íiSF' - RFLATORA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10945.002380/91-21
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Numero do processo: 13807.000789/93-47
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DE OFÍCIO N° : 109.005 MATÉRIA : IRPJ - EXERWCIO DE 1991 RECORRENTE : DRF/SÃO PAULO - LESTE (SP) INTERESSADA : EMPRESA DE ÔNIBUS VIAÇÃO SÃO JOSÉ LTDA RECORRIDA : DRF/SÃO PAULO - LESTE (SP) SESSÃO DE : 16 DE OUTUBRO DE 1996 ACÓRDÃO N° : 108-03.579 NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO SUPLEMENTAR - LUCRO INFLACIONÁRIO. Impende considerar iníqua exigência fiscal decorrente de revisão da declaração do IRPJ, quando ficar comprovado ter sido calcada em erro formal de exclusiva responsabilidade do FISCO. RECURSO NÃO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presente autos de recurso de oficio interpostos pela DRFISÃO PAULO - LESTE (SP). ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS - Pre 'dente PLC 0d21 1~_p_ 90tAR LAFAIE E DE ALBUQUERQUE LIMA - elator FORMALIZADO EM: 14 NOV 19% Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIZ ALBERTO CAVA MACERA, PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, RENATA GONÇALVES PANTOJA, JOSÉ ANTONIO MINATEL e MARIA DO CARMO SOARES RODRIGUES DE CARVALHO. Processo n° 13807/000.789/93-47 Acórdão n° 108-03.579 REC. DE OFÍCIO N° : 109.005 -IRPJ RECORRENTE : DRF/SÃO PAULO - LESTE (SP) INTERESSADO : EMPRESA DE ÔNIBUS VIAÇÃO SÃO JOSÉ LTDA RECORRIDA : DRF/Si10 PAULO - LESTE (SP) RELATÓRIO Nos termos do artigo 34, inciso I, do Decreto n° 70.235/72, com as alterações introduzidas através da Lei n° 8.748/93, recorre-se de ofício a este PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - MF, da Decisão n° 450/93, da lavra do Chefe da Divisão de Tributação por delegação de competência do titular da Delegacia da Receita Federal em São Paulo - LESTE (SP), datada de 15/12/93, que exonerou o interessado (Sujeito Passivo) da exigência fiscal consubstanciada através da NOTIFICAÇÃO n° 01.14440 (fls. 04 a 06). 2. Consta ter a respectiva exigência sido "originada da constatação de erro no preenchimento da declaração de rendimentos do período-base de 1990 - exercício de 1991, em face do lançamento de lucro inflacionário realizado a menor que o apurado com a legislação vigente, com inffingência aos artigos 363 e 387, inciso II, do RIR/80, aprovado pelo Decreto n° 85.450/80. Artigos 22 e 23, do DL n° 2.341/87. Artigo 9°, do DL n° 2.429/88. Artigos 22 e 23, da Lei n° 7.799/89". 3. Formalizada a exigência, na forma do artigo 9°, do Decreto n° 70.235172, com as alterações impostas pela Lei n° 8.748/93, dela foi o contribuinte EMPRESA DE ÔNIBUS VIAÇÃO SÃO JOSÉ LTDA, inscrito no C.G.C./MF sob o n° 61.429.650/0001- 41, comunicado, porquanto apresenta, às fls. 01/02, impugnação a dita NOTIFICAÇÃO, argumentando, em síntese, que: "O valor do Lucro Inflacionário apurado na Notificação do Lançamento Suplementar - 1991, de $ 234.695818, é conseqüência do erro verificado no Lançamento Suplementar anterior (1990), quando desprezaram a virgula dos centavos, resultando o número inteiro do Lucro Inflacionário superior ao correto, sendo parte deste Lucro diferido para 1991. 4. Por fim, restando cumprido as formalidades procedimentais indispensáveis, face o estabelecimento da controvérsia (art. 14, do PAF), manifesta-se o Autoridade Administrativa (DRF em São Paulo - LESTE (SP), responsável por sua solução em 1a. Instância, quando profere a Decisão n°450/935, através da qual reconhece a improcedência da exigência, cancelando o crédito tributário objeto da NOTIFICAÇÃO de fls. 04 a 06. 5. Da referida decisão, na forma do artigo 34, inciso I, do Decreto n° 70.235172, recorre de oficio ao PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - MF. 6. É o relatório. - A 604 Processo n° 13807/000.789/93-47 Acórdão n° 108-03.579 VOTO Conselheiro OSCAR LAFAIETE DE A. LIMA - Relator Recorre de ofício o Delegado da Receita Federal em São Paulo - LESTE (SP), da decisão que exonerou o Sujeito Passivo EMPRESA DE ÔNIBUS VIAÇÃO SÃO JOSÉ LTDA, de exigência fiscal consubstanciada na NOTIFICAÇÃO de Os. 04 a 06, correspondendo esta à falta ou insuficiência de recolhimento do Imposto de Renda - PESSOA JURÍDICA, no valor (principal) de 179.824.91 UFIR. Consta ser a exigência decorrente de erro verificado na revisão da declaração do IRPJ do exercício de 1990, quando, na transcrição do valor do Lucro Inflacionário, não foi observado a vírgula dos centavos, tomando-se o valor como inteiro, fato objeto do Processo n° 13807/000.534/92-85, através do qual restou reconhecida a irregularidade, tendo a Autoridade Administrativa Fiscal retificado o lançamento, exonerando o Sujeito Passivo da exação em questão (exercício de 1990 - DECISÃO N° 303/93, de 26/08/93, fls. 528 55). Assim, estando o NOTIFICAÇÃO de fls. 04 a 06 calcada em irregularidade que se originara no exercício de 1990, e estando inquestionavelmente reconhecida ser ela decorrente de erro cometido pelo FISCO, quando da revisão da declaração do IRPJ (exercício de 1990), insubsistente fica a exigência dela decorrente, promovida no exercício de 1991. Portanto, partindo do valor correto, em 31/12/89 (exercício de 1990), do LUCRO INFLACIONÁRIO A REALIZAR - Ncz$. 1.385.951,00, expõe o Julgador monocrático (DECISÃO N° 450/93 - fls. 73 a 77) o Demonstrativo do LUCRO REAL da EMPRESA DE ÓNIBUS VIAÇÃO SÃO JOSÉ LTDA, onde, após as inclusão pertinentes, inclusive da parcela do LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO (Cr$. 14.906.127,00), resultou no LUCRO REAL (antes da compensação de prejuízos) de Cr$. 15.578.169,00. Como a empresa havia demonstrado, através da declaração do IRPJ do respectivo exercício de 1991 (fls. 20/verso), intenção de compensar o LUCRO REAL apurado, com o saldo acumulado de PREJUÍZO - exercício de 1990, houve por bem o Julgador monocrátivo confirmar dita compensação, reduzindo o LUCRO REAL do contribuinte a zero, fato que consta explicitado às fls. 76. Ante o exposto, resta escorreita a decisão de ia. Instância, que cancelou oportunamente a exigência fiscal, consubstanciada na NOT/F/CAÇÃO de fls. 04 a 06, porquanto efetivamente inexistente LUCRO REAL a tributar. Pelas circunstâncias, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício de fls. 76, reconhecendo-se a insubsistência da exigência fiscal em questão. Brasília (DF), 16 de outubro de 1996 0/k0J)01-04, Od2/ OSCAR LAFAIETE DE ALLIStatáQUE A - Relator a 1, Page 1 _0102400.PDF Page 1 _0102600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10469.000487/93-96
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T11:54:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T11:54:51Z; Last-Modified: 2009-09-03T11:54:51Z; dcterms:modified: 2009-09-03T11:54:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T11:54:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T11:54:51Z; meta:save-date: 2009-09-03T11:54:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T11:54:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T11:54:51Z; created: 2009-09-03T11:54:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-09-03T11:54:51Z; pdf:charsPerPage: 1062; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T11:54:51Z | Conteúdo => MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10469-000.487/93-96 Acórdão no. 108-02.132 Sessão de : 06 de julho de 1995. RECURSO NO.: 89.322 - IRPF - EX: DE 1988 RECORRENTE : ANTONIO GOMES DE OLIVEIRA. RECORRIDO : DRF EM NATAL (RN) /vjvc IMPOSTO DE RENDA PESSOA FISICA - DECORRENCIA - subsistindo a exigência fiscal formulada no pro- cesso matriz, igual sorte colhe o recurso voluntá- rio interposto nos autos do processo, que tem por objeto auto de infração lavrado por mera decorrên- cia daquele. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTONIO GOMES DE OLIVEIRA: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do. Sala das SesseJes (DF , em 06 de julho de 1995 MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS - PRESIDENTE .60 / SANDRA A-IA DIAS NUNES - RELATORA /1409/ VISTO EM MA t EL -E REGO BRANDMO - PROCURADOR DA FAZENDA NA- SESSAO DE: 2 O OUT 195 CIONAL , MINISTERIO DA FAZENDA 2. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10469-000.487/93-96 Acórdão no. 108-02.132 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: RICARDO JANCOSKI, RENATA GONÇALVES PANTOJA, MARIO JUNQUEIRA FRAN- CO JUNIOR, JOSE ANTONIO MINATEL e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Ausente, 64) Justificadamente, o Conselheiro PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA. 7 Ministério da Fazenda 3. Primeiro Conselho de Contribuintes Processo n2 10469.000487/93-96 Recurso n2: 89.322 Acórdão n2: 108-02.132 Recorrente: ANTÔNIO GOMES DE OLIVEIRA RELATÓRIO E VOTO CONSELHEIRA SANDRA MARIA DIAS NUNES, Relatora. Trata-se de recurso voluntário interposto, tempestivamente, por ANTÔNIO GOMES DE OLIVEIRA, pessoa física inscrita no CPF sob o n 2 050.310.444-20, com domicilio tributário na Rua Francisco Borges de Oliveira, 1324, Natal/RN., em 29/10/93 , com o fito de obter a reforma da decisão proferida em primeira instância, da qual foi cientificada, mediante Edital, em 13/10/93. A exigência fiscal contestada teve origem no auto de infração de fls. 03, mediante o qual foi constituído de ofício crédito tributário no valor de 6.726,57 UFIR, em 26/03/93, correspondente ao Imposto de Renda Pessoa Física devido no exercício de 1988, na forma prevista nos artigos 403 e 404 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n2 85.450/80, nele computados os juros de mora e a multa de 50%. O lançamento em apreço é mera decorrência da ação fiscal realizada na empresa, relativa ao imposto sobre a renda - pessoa jurídica, que culminou com a lavratura ao auto de infração de que trata o processo n 2 10469.000482/93-72. Esta Câmara, ao apreciar o processo matriz, em 06/06/95, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de nulidade e, no mérito, negou provimento ao recurso nos termos do Acórdão n2 108-02.048. Em conseqüência, igual sorte colhe o recurso apresentado neste feito decorrente na medida em que não há fatos ou argumentos de ensejar, na espécie, conclusões diversas4~, 1 Ministério da Fazenda 4. Primeiro Conselho de Contribuintes Acórdão n2 108-02.132 Processo ne 10469.000487/93-96 vista do exposto e de tudo o mais que do processo consta, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Brasília (DF), 06 de julho de 1995. , / / a/adia?-7101~, SANDRA MARIA DIAS NUNES Relatora 2
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Numero do processo: 10580.004289/92-06
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 108-00341
Nome do relator: Não Informado
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Recurso no.: 104.653 - IRPJ - EX: DE 1990 Recorrente : FLUXO INSTALAÇOES E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA. Recorrida : DRF/SALVADOR-BA IRPJ - MATERIA PRECLUSA - Não se toma conhecimento, por configurar matéria preclusa, de pedido de diligência ou perícia, não formulado em primeira instância, quando se instaura a fase litigiosa do procedimento administrati- vo, com a apresentação da petição impugnativa inicial, e somente vem ser pleiteado no recurso. ARBITRAMENTO DO LUCRO - A escrituração contábil é o meio material concreto de conferir-se o resultado ope- racional da pessoa jurídica tributada com base no lucro real. Se esta, quando se inicia a fiscalização, não a mantém na forma da legislação de regência, cabível se torna o arbitramento. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FLUXO INSTALAÇOES E EQUIPAMENTS INDUSTRIAIS LTDA. • ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recur- so, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões - DF, em 06 de julho de 1993. - JACKS GUEDES FERREIRA - PRESIDENTE E RELATOR • MINISTERIO DA FAZENDA 2. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10580/004.289/92-06 Acórdào no. 108-0.341 , /Ir VISTO EM MAN' F - GO BRANDO - PROCURADOR DA FAZENDA sEssmo DE: 2 O OUT 1995 NACIONAL Participaram, ainda, d 7 presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: JOSE CARLOS PASSUELO, PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA,MARIO JUN- QUEIRA FRANCO JUNIOR, REANATA GONÇALVES PANTOJA, ADELMO MARTINS SILVA, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA E RUBENS MACHADO DA SILVA (SUPLENTE CONVOCA- DO). AUSENTE, JUSTIFICADAMENTE, O CONSELHEIRO EDSON VIANNA DE BRITO. 2 PROCESSO NP: 10500/004.289/92-06 3. RECURSO hig : 104.653 ACÓRDA0 108-0..3(11 RECORRENTE: FLUXO INSTALAWFS E EOUIPAMENWS INDUSTRIAIS LTDA. RELATÓRIO FLUXO INSTALAÇDES E ENUIPAHENTOS INDUSTRIAIS 1.1 DA já identificada nos autos, irresignada com a decisão prolatada pelo Julgador Singular, vem interpor recurso voluntário ao Primeiro Conselho de Contribuintes. Conforme o Auto de Infração de fls. 04 a 07, a empresa em questão teve seus lucros arbitrados. com base nos arts. 399, III, e 400 do RIR/80 aprovado pelo decreto ng 80450/80, combinados com a Portaria NP n g 22/79, tendo em vista a falta de apresentação do livro Diário e outros elementos que amparariam a tributação com base no lucro real, após o não atendimento, por parte da empresa, das intimaçiães de fls.01 a 03. Tempestivamente, n contribuinte apresenta a impugnação de fls. 18/22, PM que transcreve várias ementas de acórdãos administrativos e judiciais e, após, alega, resumidamente, que; - a aplicação da medida extrema do arbitramento do lucro, contraria a pacífica jurisprLunIncia administrativa e demais entendimentos oficiais pertinentes; - a escrituração estava apenas pouco atrasada; - o autuante desprezou pura e simplesmente as provas e documentos exibidos ou apresentados pela empresa autuada; fji PROCESSO N9: 10580/004.289/92-06 4. • ACORDA() N2: 108-0.341 - entende que "a autoridade administrativa tributária não hasta alegar, negar, recusar ou arbitrar, sob o exclusivo critério "sponte sua", sem o suporte jurídico robustez e convincente (sic) pois, a sua unilateralidade e subjetividade dificulta a real compreensão da matéria e afins, conseqüentemente, um verdadeiro cerceamento da defesa da impugnanteng - por via de conseqü g;ncia, os valores e números levantados e inseridos nos autos, são írritos, inexatos, inexistentes, fictícios e improcedentes; - o auto de infração é simples início do processo administrativo fiscal para apuração do credito tributário; portanto, é preciso não apenas que haja o direito alegado, mas também, que ele seja líquido e certo, porquanto, a base da definição do que seja direito líquido e certo repousa na indiscutibilidade dos fatos demonstrados, e, conseqüentemente, na questão probatória ( que o autuante recusou vários documentos hábeis). A imougnante fez juntar do F.,PU arrazoado apenas copias das peças do Auto de infração (fis. 23/28). 0 autuante apresentou sua Informação Fiscal (fls. 29 a 30), propondo a manutenção integral da exiqã-lcia. A decisão de fls. 32 a 35. prolatada Nela autoridade singular baseou-se nos seguintes fundamentos: - a fiscalização teve início PM 29.11.91 e, decorridos 100 dias, o autuado não apresentou a documentação SC) licitada, tendo o autuante concedido um novo prazo de 20 dias; PROCESSO N2: 10580/004.289/92-06 5. ACÔRDRO N2: 1.02-0.341 - em 07.04.92. o autuante retornes à empresa e, não tendo recebido os elementos solicitados, concede um novo prazo de 48 horas e, ainda assim, não atendido; - mesmo na inpugnação o autuado não traz aos autos qualquer docunento que comprove suas alegaç ges ” e, então, se leva a aceitar como correto o procedimento adotado pelo fiscal autuante. Conclui, julgando procedente a ação fiscal intentada contra o contribuinte, já qualificado, para declarar devido o Imposto de Renda Pessoa Jurídica, no montante de 5.070.62 UFIR. Ciente da decisão em 20.11.92, tempestivamente, a interessada interp6s o recurso de fls. 41 a 44, onde reitera as razges apresentadas na impugnação, acrescentando: - conforme documentos acostados, em verdade, nada ocorreu do que enfatiza a autoridade; - quando existe matéria de fato duvidosa. até o srF, ao invés de decidi-la, a encaminha de volta à origem para a indispensável diligC;ncia; - a conversão do julqamentn em dilig@ncia trará dupla vantagem ao esclarecimento definitivo do fato, isto é, do resultado a ser apresentado provirá ou a manutenção ou a reconsideração da ação fiscal procedente. bei PROCESSO N9: 10580/004.289/92-06 6. ACóRDRO N9: 108-0.341 Fm abono de suas alenacbes. transcreve novamente várias ementas de acórdãos, tanto administrativo quanto judiciais. Junta aos autos cópias da decisão recorrida de Balanços Gerais e, 31/12/89 bem como de exemplar da Revista do Tribunal Federal de Recursos, de Termo de Abertura e de Encerramento de Livro Diário, (fls. 67/70). Concluindo seu apelo, diz: *Fica, aqui, o reiterado pedido anterior (pericia/dilig&ncia)". 111 o relatório. fr PROCESSO N2: 10580/004.289/92-06 7. ACÓRDA0 NP: 108-0.341 VOTO Conselheiro MARIO ALBERTINO NUNES. Relator O recurso é tempestivo, por isso dele co~ço. Seu teor traz, como visto no relativo questWo preliminar reiterando pedido anterior de conversão do julgamento em diliflocia nu perícia, com o objetivo de apurar-se a verdade dos fatos. O exame da peça impugnatoria no entanto, demonstra a inexist'ãncia Ho pleito específico alegado (o redator l, em plenário, a integra de impugnaçao). Alias, conforme lido, a petição inicial nem mesmo contém os vocábulos "dilic~cias"e "perícia". Apenas no contexto da ementa transcrita no item 3 de fls. 20, que trata de desclassificação de escrita aparece a expressão "prova". Nada mais. No final da peça impugnatária assim se expressa a contribuinten "Ex meritis, espera a impugnante, do douto examinador, em apreciando a espécie, julgue a autuação fiscal carecer de suporte jurídico suficiente, declarando, oficial, a cláusula dos autos, por ser de Direito e de Justiça Fiscal" (gritos do original) Portanto, não houve, na fase impugnatória, pedido de diligãicia nu perícia, como intenta fazer crer a recorrente. A propósito, por força do Decreto n9 70.235/72, que disciplina o processo administrativo fiscal, postulaçffes dessa natureza devem PROCESSO N2t 105807004,289/92-06 8. ACóRDRO N2: 10S-0.341 observar as rectas claramente fixadas nos Seus artioos 16, inciso IV, e 17, parágrafo único, segundo os quais: "Art. 16 - A impuonacad mencionará: I a III - omitidos IV - as dilig&ncias °cie D impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que os justifiquem. Art. 17 - Parágrafo único. O sujeito passivo apresentará os pontos de discordãncia e as razbes e provas Que tiver e indicará. no caso de pericia, o nome e endereço do seu perito." Uma vez não obedecidos, na fase imougnatória os pressupostos legais imprescindíveis para pedido ' de diligVncia ou perícia é defeso postula-la no recurso, por configurar matéria preclusa, que este Colegiado não pode examinar, sob pena de contrariar farta e pacifica iurisprud gincia do 12 Conselho de Contribuintes, bem assim de não observar o principio do duplo grau de jurisdicNo. que preside o processo administrativo fiscal. Quanto ao mérito. entendo não restar melhor sorte á recorrente. Com efeito, após trPs intimacbes sucessivas (fls. 01/03) e mais de quatro meses de espera a em presa não exibiu á FiscalizaçXo o livro Diário, livro ou fichas do Ra7ão e as fichas individualizadas de bens do ativo permanente. Por isso, procedeu corretamente o dinno Autuante ao arbitrar-lhe os lucros. Aliás, a bem da verdade, a autuada jamais contraditou, nos autos, a afirmação do Fisco (fls. 05 e 30) de que ela não apresentou o livro Diário. PROCESSO NG: 10580/004.289/92-06 9. ACóRDA0 N12: 108-0.341 Nessas condiceles, ainda que, a contribuinte houvesse trazido aos autos ( o que ela de fato não fez) os livros e documentos não apresentados na época oportuna, haveria um obstáculo intransponivel para seu exame, pois, de acordo com a antiga e pacífica jurisprudPncia do 12 Conselho de Contribuintes, inclusive da Eq. Cãmara Superior de Recursos Fiscais, inexiste a figura do arbitramento condicional, capaz de ser afastada pela posterior recomposição da escritag ao contrário, o arbitramento é ato definitivo que nasce do procedimento fiscal no momento mesmo em que, como no presente caso, perfaiem as circunstãncias previstas em lei e que o determinam. Ante o exposto, rejeito o pedido de diligncia nu perlcia e, no mérito, moto pelo não provimento do recurso. Dras1lik-DF, 06 dce julho de 1993. JACKSÉV GUEDES ERRE IRA - REI. ATOR Page 1 _0040700.PDF Page 1 _0040900.PDF Page 1 _0041000.PDF Page 1 _0041100.PDF Page 1 _0041200.PDF Page 1 _0041400.PDF Page 1 _0041600.PDF Page 1 _0041800.PDF Page 1
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