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Numero do processo: 11080.001780/2005-00
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2003 a 31/10/2003
DÉBITOS QUE CORRESPONDEM A ESTORNOS DE RECEITAS NÃO TRIBUTADAS. IMPOSSIBILIDADE DE COMPOR A BASE DE CÁLCULO DO PIS.
Débitos que correspondem a estornos das respectivas receitas não oferecidas à tributação, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS.
REGIME NÃO-CUMULATIVO - BASE DE CÁLCULO
Em consonância com o disposto no artigo 1º da Lei nº 10.637, de 2002, integram a base de cálculo do PIS os valores do crédito presumido do IPI instituído pela Lei nº 9.363, de 1996, os quais se caracterizam como receitas operacionais da pessoa jurídica e não estão compreendidos entre as hipóteses de exclusão da receita bruta ou de isenção previstas na legislação da contribuição.
PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETES.
Somente a partir de 01/02/2004, os valores referentes ao frete na operação de venda de produtos, desde que suportados pelo vendedor, podem compor o somatório dos créditos a serem descontados do PIS.
PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM ALUGUEL DE SOFTWARE. POSSIBILIDADE.
Por serem indispensáveis para o complemento do processo produtivo, as despesas com aluguel de software devem ser consideradas crédito para fins de apuração do PIS.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3801-002.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso no sentido de reconhecer o direito creditório decorrente de estornos de lançamentos efetuados indevidamente ou a maior realizados pela recorrente, nos termos da diligência fiscal; II Pelo voto de qualidade, negou-se provimento ao recurso no sentido de que se inclui na apuração da base de cálculo do PIS, o valor do ressarcimento referente ao Credito Presumido de IPI. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Raquel Motta Brandão Minatel e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. III Por maioria de votos, deu-se provimento ao recurso em relação ao direito de descontar créditos em relação às despesas com aluguéis de softwares. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges. IV Por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso em relação ao direito de descontar créditos em relação às despesas de fretes nas operações de venda. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Gabriel Cabral do Nascimento, OAB/SC 22.912.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereida Da Silva Murgel - Relator.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2003 a 31/10/2003 DÉBITOS QUE CORRESPONDEM A ESTORNOS DE RECEITAS NÃO TRIBUTADAS. IMPOSSIBILIDADE DE COMPOR A BASE DE CÁLCULO DO PIS. Débitos que correspondem a estornos das respectivas receitas não oferecidas à tributação, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS. REGIME NÃO-CUMULATIVO - BASE DE CÁLCULO Em consonância com o disposto no artigo 1º da Lei nº 10.637, de 2002, integram a base de cálculo do PIS os valores do crédito presumido do IPI instituído pela Lei nº 9.363, de 1996, os quais se caracterizam como receitas operacionais da pessoa jurídica e não estão compreendidos entre as hipóteses de exclusão da receita bruta ou de isenção previstas na legislação da contribuição. PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETES. Somente a partir de 01/02/2004, os valores referentes ao frete na operação de venda de produtos, desde que suportados pelo vendedor, podem compor o somatório dos créditos a serem descontados do PIS. PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM ALUGUEL DE SOFTWARE. POSSIBILIDADE. Por serem indispensáveis para o complemento do processo produtivo, as despesas com aluguel de software devem ser consideradas crédito para fins de apuração do PIS. Recurso Voluntário Provido em Parte
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IMPOSSIBILIDADE DE COMPOR A BASE DE CÁLCULO DO PIS. Débitos que correspondem a estornos das respectivas receitas não oferecidas à tributação, devem ser excluídos da base de cálculo do PIS. REGIME NÃOCUMULATIVO BASE DE CÁLCULO Em consonância com o disposto no artigo 1º da Lei nº 10.637, de 2002, integram a base de cálculo do PIS os valores do crédito presumido do IPI instituído pela Lei nº 9.363, de 1996, os quais se caracterizam como receitas operacionais da pessoa jurídica e não estão compreendidos entre as hipóteses de exclusão da receita bruta ou de isenção previstas na legislação da contribuição. PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETES. Somente a partir de 01/02/2004, os valores referentes ao frete na operação de venda de produtos, desde que suportados pelo vendedor, podem compor o somatório dos créditos a serem descontados do PIS. PIS NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM ALUGUEL DE SOFTWARE. POSSIBILIDADE. Por serem indispensáveis para o complemento do processo produtivo, as despesas com aluguel de software devem ser consideradas crédito para fins de apuração do PIS. Recurso Voluntário Provido em Parte AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 17 80 /2 00 5- 00 Fl. 546DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 522 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, deuse provimento ao recurso no sentido de reconhecer o direito creditório decorrente de estornos de lançamentos efetuados indevidamente ou a maior realizados pela recorrente, nos termos da diligência fiscal; II – Pelo voto de qualidade, negouse provimento ao recurso no sentido de que se inclui na apuração da base de cálculo do PIS, o valor do ressarcimento referente ao Credito Presumido de IPI. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Raquel Motta Brandão Minatel e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. III – Por maioria de votos, deuse provimento ao recurso em relação ao direito de descontar créditos em relação às despesas com aluguéis de softwares. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges. IV – Por maioria de votos, negouse provimento ao recurso em relação ao direito de descontar créditos em relação às despesas de fretes nas operações de venda. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Gabriel Cabral do Nascimento, OAB/SC 22.912. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereida Da Silva Murgel Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel. Fl. 547DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 523 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJPorto Alegre/RS, abaixo transcrito: “O contribuinte supracitado solicitou compensação de supostos créditos de PIS Não cumulativo de março de 2003 com débitos da filial, conforme declaração de compensação de fls.01 e 02. Posteriormente, foram apensados os processos administrativos nºs 11080.001785/200524, 11080.1782/200591, 11080.001786/200579, 11080.001784/200580, 11080.002793/200598, 11080.002792/200543, 11080.002794/200532, que envolvem os pedidos de ressarcimento e compensação dos meses de abril a outubro de 2005, bem como o processo 11080.005366/200642, para fins de controle dos débitos (fl.21). Além disso, foram apensados os processos administrativos nºs 11080.009208/200661 e 10925.00833/200604 ao já juntado processo administrativo nº 11080.001785/200524. Todas as apensações estão consolidadas no extrato do sistema de controle do COMPROT, de fl.33. A DRF de origem indeferiu e deferiu parcialmente, conforme o mês, o pleito do contribuinte através do Despacho Decisório 033/2008, de fls.140 e 141, fundamentado nos demonstrativos e na Informação Fiscal, de fls.128 a 138. Inconformado, o contribuinte apresenta manifestação de inconformidade, de fls.145 a 153. Nesta, começa alegando que as receitas financeiras, outras receitas e crédito presumido de IPI não podem ser tributadas, pois não tem o objeto/finalidade principal da empresa, bem como não fazem parte da base de cálculo da contribuição, conforme jurisprudência que analisou a inconstitucionalidade do art.3º da Lei 9.718/1998. Ademais, a tributação sobre o crédito presumido de IPI não poderia ocorrer, pois é uma recuperação de custos de insumos aplicados em produtos exportados, não uma receita. Mesmo que receita fosse, seria isenta, porque decorre da exportação de produtos. Traz jurisprudência para alicerçar sua defesa. No mesmo sentido, não foi descontada da receita tributável a quantia de R$ 133.363,72, que se referem a estornos, que podem ser identificados no razão contábil do contribuinte, bem como o valor de R$ 1.585.818,61, que seria o estorno de multa e juros de débitos inscritos no PAES, contabilizados equivocadamente pelo contribuinte. Seriam meros estornos de custos ou despesas. Traz Demonstrativo para fundamentar sua alegação. No tocante à glosa de créditos do tributo decorrentes da utilização indevida de valores de oriundos de fretes nas vendas e aluguéis (de veículos e software) pagos, haveria uma incorreta Fl. 548DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 524 4 interpretação dos fatos pela autoridade fiscal, pois os créditos se enquadram dentro dos permissivos legais contidos na Lei 10.637/2002, conforme doutrina.” Analisando o litígio, a DRJPorto Alegre/RS indeferiu a solicitação (fls. 187 a 189), conforme ementa abaixo transcrita: RECEITAS NÃO CONSIDERADAS DESPESAS/CUSTOS INDEVIDOS COMPONDO A BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO AO CONTRIBUINTE INFLUÊNCIA NO VALOR A RESSARCIR PLEITO INDEFERIDO. Na apuração do valor a ressarcir de PIS não cumulativo devem se somar as receitas não consideradas e diminuir a/os despesas/custos indevidamente considerados, que são regidos pela lei aplicável aos fatos, ambos para fins de apuração da base de cálculo da contribuição que serve para apurar o valor do ressarcimento, nos termos da legislação. Às fls. 202 a 214 consta recurso voluntário apresentado tempestivamente, no qual a empresa traz as seguintes alegações, em resumo: • O Fisco não considerou os estornos de lançamentos efetuados indevidamente ou a maior, os quais podem ser identificados no Razão da empresa (juros sobre duplicata, descontos lançados e não obtidos, despesas de aluguel, multa e juros de débitos inscritos no PAES); • Tais valores representam estorno de custo ou despesa, não sendo tributáveis pelo PIS; • O Fisco glosou também valores referentes a estorno de variação cambial e outras receitas não operacionais (créditos de PIS, ajustes de folha de pagamento, reembolsos), sendo estes não tributáveis, pois não se referem a receitas; • O valor referente ao crédito presumido de IPI não foi incluído na base de cálculo do PIS, pois corresponde a recuperação de custo e sua tributação ofenderia a razão da criação do referido crédito; • Transcrevese jurisprudência administrativa e judicial sobre a questão; • Os créditos glosados oriundos de despesas com aluguéis e fretes foram utilizados na produção de bens destinados à venda, sem os quais não se completaria o ciclo produtivo da recorrente, nos termos previstos no inciso IV do art. 3º da Lei nº 10.637/02; • Requer que o presente processo seja apensado ao de nº 11080.013973/200767, correspondente ao auto de infração decorrente do não reconhecimento dos créditos pleiteados. Fl. 549DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 525 5 O Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte foi conhecido pela Primeira Turma Especial. Esta, ao analisar os autos, verificou que a autoridade fiscal tomou como base os balancetes mensais trazidos pela empresa (fls. 104 a 127), que trazem os valores lançados a crédito nas contas de apuração de receita relacionadas pela Fiscalização, bem como aqueles lançados a débito, sem, no entanto, especificar a natureza destes últimos;bem como a planilha de fl. 128, na qual consta a relação das contas consideradas, o total da receita apurada e o PIS devido em cada mês. A Turma Especial verificou também que, comparandose os valores relacionados pela Fiscalização na planilha de fl. 128 e aqueles constantes dos balancetes mensais, a autoridade fiscal considerou apenas os registros a crédito, sem fazer qualquer exclusão relativa àqueles registrados a débito. Constatou ainda haver divergências entre a base de cálculo do PIS apurada na planilha de fl. 128 e aquela informada na planilha de fl. 135 (informação fiscal). Em face disso, esta Primeira Turma entendeu por bem determinar a conversão do julgamento em diligência à DRF Porto Alegre/RS para: 1. Verificar os valores lançados a débito nas contas relacionadas na planilha de fl. 128, registrados nos balancetes mensais e no Livro Razão da recorrente, apurando se efetivamente correspondem a estornos das respectivas receitas lançadas a crédito, devendo, nesta hipótese, ser excluídos dos totais relacionados na referida planilha, respectivamente a cada conta e mês; 2. Verificar as divergências entre os valores constantes da planilha de fl. 128 e aqueles relacionados à fl. 135, corrigindo os eventuais equívocos, se for o caso; 3. Considerando o apurado nos itens anteriores, elaborar novas planilhas de cálculo em substituição àquelas constantes da informação fiscal de fls. 133 a 138; 4. Intimar a empresa a se manifestar em aditamento ao recurso voluntário interposto, se assim desejar, relativamente apenas ao resultado da presente diligência, no prazo de trinta dias de sua ciência; Realizada a diligência sem a posterior manifestação da Recorrente, os autos retornaram para julgamento. Estes os fatos. Fl. 550DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 526 6 Voto Vencido Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereida da Silva Murgel Quanto aos valores lançados indevidamente: Em atendimento a pedido de diligência da Terceira Seção de Julgamento do CARF, foi aberto pela DRF de Porto Alegre procedimento fiscal de Diligência MPF n° 101000201101328 para a verificação dos lançamentos a débito dos meses de abril a outubro de 2003 dos Razões apresentados pelo Recorrente com vistas às suas implicações na planilha de cálculo constante do processo, bem como alguns valores divergentes apurados. A DRF de Porto Alegre verificou que para abril a outubro de 2003, apenas as rubricas contábeis 3.05.01.01 Juros s/duplicatas (fls.272 a 354), 3.05.01.04 Descontos obtidos (fls.387 a a 433), 3.05.01.10.01 Var.Ativacliente do exterior (f1s.451 a 454), 3.05.01.02 Aluguéis recebidos (fls.459 a 460) e 3.06.01.05 IPI Ressarcimento (fl.470) apresentaram lançamentos a débito. Tais débitos correspondem a estornos das respectivas receitas não oferecidas à tributação, conforme descrito na Informação Fiscal fls.133 a 138, devendo portanto, ser excluídos dos totais relacionados na planilha da folha 128. Quanto à divergência de valores informados como de receitas não oferecidas à tributação entre as planilhas constantes das folhas 128 e 135, informou a DRF Porto Alegre ter sido um erro de totalização e transcrição. Efetuados os devidos ajustes, a nova conclusão a que chegou a DRF quantos aos valores pleiteados pelo Recorrente nos meses de abril a outubro de 2003, é de que é reconhecido pela fiscalização o direito creditório do Recorrente no valor de R$ 251.980,94. Ressaltese que, instado a se pronunciar acerca do resultado da Diligência, o Recorrente permaneceuse inerte. Portanto, nessa parte, coaduno com o entendimento da Fiscalização, reconhecendo parcialmente o direito creditório reclamado decorrente de estornos de lançamentos efetuados indevidamente ou a maior, realizados pela Recorrente. Do Crédito Presumido de IPI Alega a Recorrente que não incluiu na apuração da base de cálculo do PIS, o valor do ressarcimento referente ao Crédito Presumido de IPI, levantado pela fiscalização. Dispõe tratarse de uma recuperação de custo. Pois bem. O incentivo às exportações criado pela Lei no. 9.363/96 visa ressarcir o PIS e a COFINS embutido nos preços das matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos pelo fabricante para a industrialização de produtos exportados, mediante benefício fiscal que consiste no crédito presumido de IPI, para ser lançado na escrita fiscal contra o próprio IPI. Fl. 551DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 527 7 Vejase que o produtorexportador se apropria de créditos de IPI que serão descontados, na conta gráfica da empresa, dos valores devidos a título de IPI. Porém, o incentivo não se direciona precipuamente ao IPI. O legislador pretendeu, sim, exonerar o pagamento do PIS e da COFINS. Seria, no mínimo, incoerente, conceber a cobrança do PIS sobre o incentivo que decorre da aquisição de insumos empregados na industrialização do produto a ser exportado, criado justamente para incrementar o setor exportador. Como bem esclarece Leandro Paulsen acerca do benefício: Daí que a perspectiva adotada pelo criador da norma não pode ser distorcida de modo a colocar na base de cálculo do PIS e da COFINS importâncias que derivam, em última análise, de dispensa do pagamento das próprias contribuições. Isso implicaria diminuir o benefício fiscal, fazendo com que a desoneração pretendida ocorra de forma parcial. ” (Apelação em Mandado de Segurança nº 2002.71.11.0061239/RS, Juiz Federal Leandro Paulsen, DE de 26.04.2007). De fato, o crédito presumido instituído pela Lei 9.363/96 não constitui receita nova, mas um valor retificador de custo, haja vista que o que justifica a sua existência são os insumos empregados no processo produtivo, cujo preço era composto também pelo PIS de forma cumulativa, o qual deve ser ressarcido ao exportador. Portanto, entendo que deve ser reconhecido o direito creditório do Recorrente, relativo à não inclusão na apuração da base de cálculo do PIS, do valor do ressarcimento referente ao Crédito Presumido de IPI, levantado pela fiscalização. Créditos sobre aluguéis e fretes: Alega a Recorrente que o agente fiscal glosou as compensações com créditos de PIS oriundos de despesas com aluguéis e fretes utilizados na produção de bens destinados à venda, e que sem esses serviços, não se completaria o seu ciclo produtivo. Pois bem. Através da edição das Leis nº 10.637/2002 (PIS) e 10.833/2003 (COFINS), inseriuse a nãocumulatividade para as contribuições do Programa de Integração Social PIS e para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, visando a impedir que as incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica de um produto impliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla tributação da mesma base econômica, ora como insumo, ora como integrante de outro insumo ou de um produto final. Em outras palavras, objetivou fazer com que a exação não onerasse, em cascata, o fluxo negocial. Por óbvio, a metodologia para o PIS e para a COFINS apresenta particularidades que a distingue daquela adotada, há muito, para o IPI e o ICMS. Não sem razão. Diferentemente do que ocorre com os impostos mencionados, o PIS e a COFINS não incidem sobre operações; incidem sobre a receita, que é apurada mês a mês. Fl. 552DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 528 8 A solução legislativa foi o estabelecimento da apuração de uma série de créditos pelo próprio contribuinte para dedução do valor a ser recolhido a título de PIS e de COFINS, mas sempre com em sintonia com o caráter conceitual da nãocumulatividade. Assim, tratandose de tributo direto que incide sobre a totalidade das receitas auferidas pela empresa, impõese que se permita a apuração de créditos relativamente a todas as despesas realizadas junto a pessoas jurídicas sujeitas à contribuição, necessárias à obtenção da receita. É que, em matéria de PIS e de COFINS sobre a receita, não há como limitarse à idéia de crédito físico. Fato é que embora o legislador, nos arts. 3º da Lei 10.637/02 e 3º da Lei 10.833/03, bem como na sua regulamentação por atos infralegais, tenha parecido excessivamente casuístico, trabalhando com um conceito de insumo sob a perspectiva física de utilização ou consumo na produção ou integração ao produto final, é obrigação do intérprete zelar pela coerência do sistema de nãocumulatividade de tributo direto sobre a receita. É imperioso que se considere o universo de receitas e o universo de despesas necessárias para obtêlas, considerados à luz da finalidade de evitar sobreposição das contribuições e, portanto, de eventuais ônus que a tal título já tenham sido suportados pelas empresas com quem se contratou. O crédito, em matéria de PIS e COFINS, não é um crédito meramente físico, que pressuponha a integração do insumo ao produto final ou seu uso ou exaurimento no processo produtivo. A perspectiva é mais ampla e disso depende a coerência e razoabilidade do sistema instituído. Por isso, entendo que o mais razoável é atribuir ao rol de dispêndios ensejadores de créditos constante dos arts. 3º da Lei 10.637/02 e 3º da Lei 10.833/03 caráter exemplificativo. Isso porque devem ser considerados como insumos que ensejam apuração de créditos, os gastos relativos a serviços e bens cuja aquisição configure dispêndio essencial à exploração da atividade da pessoa jurídica. Relativamente às despesas com aluguéis, estas foram incorridas para utilização de software para a fabricação de papel ondulado, ou seja, essencial à caracterizar a utilidade do maquinário utilizado nessa fabricação. Dispõe a Lei 10.637/2002: "Art. 3o. Do valor apurado na forma do art. 2o. a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: IV — aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; (..)" Diante deste comando, a Recorrente levantou as despesas incorridas com serviço de aluguel de equipamentos (software) utilizados diretamente nas atividades da empresa, e assim tomou o crédito, descontando da apuração do PIS calculado. Importante ressaltar que, no caso da Recorrente, as despesas com locação de software utilizados na produção são indispensáveis para a conclusão do produto final, já que esse software locado é Fl. 553DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 529 9 utilizado na fábrica de papel e na fábrica de embalagem, devendo destacar que a Recorrente possui em seu ciclo produtivo todas as cadeias necessárias para a confecção do produto final, desde o corte da madeira em seus campos florestais, até a efetiva produção do papel. Em face dessa peculiaridade, a despesa com locação de software, é custo de produção. Devese, portanto, considerar procedente o seu creditamento. Também por serem indispensáveis para o complemento do processo produtivo, as despesas com fretes devem ser consideradas crédito para fins de apuração do PIS. O valor do frete é tão essencial para compor o custo de produção que, posteriormente, a Lei n. 10.833/2003 veio a reconhecer o direito de crédito para a despesa de frete. Por todo o exposto, julgo parcialmente procedente o Recurso Voluntário do contribuinte para: 1) Reconhecer o direito creditório de R$ 26.324,43 decorrente de estornos de lançamentos efetuados indevidamente ou a maior, realizados pela Recorrente; 2) Reconhecer o direito de a Recorrente não incluir na apuração da base de cálculo do PIS, o valor do ressarcimento referente ao Crédito Presumido de IPI; 3) Reconhecer o direito aos créditos de PIS oriundos de despesas com aluguéis de softwares utilizados na fabricação do papel e da embalagem e fretes. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereida da Silva Murgel Relator Fl. 554DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 530 10 Voto Vencedor Conselheiro Marcos Antônio Borges, Em que pese o entendimento da Relatora, ouso dela discordar em relação à inclusão na apuração da base de cálculo do PIS do valor do ressarcimento referente ao Crédito Presumido de IPI e ao direito de descontar créditos em relação às despesas de fretes nas operações de venda. Da inclusão do Crédito Presumido de IPI na apuração da base de cálculo do PIS. A Lei nº 10.637, de 2002, em seu artigo 1o, sujeita a universalidade das receitas da pessoa jurídica à incidência da contribuição para o PIS/Pasep, que, desta forma, abrange, em princípio, todas as receitas da empresa, independentemente da classificação contábil adotada, in verbis: Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2o A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. Dizse em princípio, porque o mesmo dispositivo legal, em seu § 3o, excepciona as receitas que não integram a base de cálculo da contribuição, verbis: § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis no 9.990, de 21 de julho de 2000, no 10.147, de 21 de dezembro de 2000, e no 10.485, de 3 de julho de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; V referentes a: Fl. 555DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 531 11 a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita. VI–não operacionais, decorrentes da venda de ativo imobilizado. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) No caso em questão, observase que o crédito presumido de IPI tem inquestionável natureza jurídica de incentivo fiscal. Representa nada mais que um estímulo financeiro instituído com o objetivo de compensar as exportações de parcelas integrantes do custo do produto exportado, decorrentes do regime cumulativo de tributação das contribuições. Constituise, portanto, em uma receita da pessoa jurídica, decorrente de incentivo fiscal. Contudo, o fato de ser oriunda de um incentivo fiscal ao setor exportador, não a equipara a receita da exportação de mercadorias para o exterior. Por outro lado, não há isenção específica para as receitas relativas ao crédito presumido do IPI e tampouco previsão de redução da alíquota do PIS a zero em tal hipótese, cabendo ressaltarse que as isenções devem ser interpretadas literalmente, nos termos do artigo 111, II, do CTN. Deste modo, em que pesem as respeitáveis considerações da manifestante, em face do disposto no artigo 1o da Lei nº 10.637, de 2002, e considerando ainda a falta de previsão legal para exclusão do crédito presumido do IPI da base de cálculo do PIS, é forçoso concluirse que tal receita sujeitase à incidência da contribuição. Com relação às decisões dos tribunais colacionadas pela manifestante, registrese que elas não vinculam a Administração Fazendária e somente produzem efeitos em relação às partes que integram o processo judicial e com estrita observância do conteúdo dos julgados. Créditos sobre fretes: A despesa de frete nas operações de vendas de produção própria, suportado pelo vendedor, passou a ser admitido como item no cálculo de crédito somente a partir de 01/02/2004, segundo a decisão recorrida. A contribuinte, porém, incluiu valores incorridos antes desta data. No tocante aos valores da prestação de serviços de transporte e fretes pagos à terceiros nas operações de vendas de produtos, sujeitos ao pagamento do PIS/Pasep não cumulativo, os arts. 3.º, IX, 15 e 93, da Lei n.º 10.833, de 29 de dezembro de 2003, assim dispõem: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) Fl. 556DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 11080.001780/200500 Acórdão n.º 3801002.104 S3TE01 Fl. 532 12 IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. (...) Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto nos incisos I e II do § 3º do art. 1º, nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1º, incisos II e III, 10 e 11 do art. 3º, nos §§ 3º e 4º do art. 6º, e nos arts. 7º, 8º, 10, incisos XI a XIV, e 13. (grifos nossos) (...) Art. 93. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos, em relação: I aos arts. 1o a 15 e 25, a partir de 1o de fevereiro de 2004; (...).(gn) Constatase da leitura dos dispositivos retromencionados que, caso o valor do frete referente à operação de venda em comento seja suportado pelo vendedor, tais valores podem compor o somatório dos créditos a serem descontados do PIS, somente a partir de 01 de fevereiro de 2004, assistindo integral razão, portanto, ao pronunciamento exarado pela autoridade julgadora a quo. Com estas considerações, voto no sentido de manter a inclusão na apuração da base de cálculo do PIS do valor do ressarcimento referente ao Crédito Presumido de IPI e não reconhecer o direito de descontar créditos em relação às despesas de fretes nas operações de venda, julgando parcialmente procedente o Recurso Voluntário do contribuinte nos demais itens acatados pela Turma, conforme fundamentação da Relatora. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 557DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 19/11/201 3 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA D A SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por MARCOS ANTONIO BORGES
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Numero do processo: 10467.720038/2004-19
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Sep 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/1999
RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO.
A restituição de indébito fiscal relativo ao Programa de Integração Social (PIS), cumulada com a compensação de créditos tributários vencidos e/ ou vincendos, está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito.
ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. CONTAGEM DO PRAZO.
O termo inicial do prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primeira edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei.
Numero da decisão: 3803-000.046
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa -Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Ivan Allegretti.
Nome do relator: CONSELHEIRO BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/1999 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. A restituição de indébito fiscal relativo ao Programa de Integração Social (PIS), cumulada com a compensação de créditos tributários vencidos e/ ou vincendos, está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. CONTAGEM DO PRAZO. O termo inicial do prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primeira edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1920; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 77 1 76 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10467.720038/200419 Recurso nº 150.166 Voluntário Acórdão nº 3803000.046 – 3ª Turma Especial Sessão de 10 de agosto de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE PIS Recorrente O MESTRE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1996 a 31/01/1999 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. A restituição de indébito fiscal relativo ao Programa de Integração Social (PIS), cumulada com a compensação de créditos tributários vencidos e/ ou vincendos, está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. CONTAGEM DO PRAZO. O termo inicial do prazo de anterioridade da contribuição social criada ou aumentada por medida provisória é a data de sua primeira edição e não daquela que após sucessivas edições tenha sido convertida em lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO de RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern – Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 7. 72 00 38 /2 00 4- 19 Fl. 77DF CARF MF Impresso em 08/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10467.720038/200419 Acórdão n.º 3803000.046 S3TE03 Fl. 78 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº1118.573 , de 02 de abril de 2007, da DRJ/Recife/PE, fls. 51 a 55, que indeferiu a solicitação da recorrente, em face da manifestação de inconformidade, fls. 41 a 48. O contribuinte declarou compensações de PIS e de COFINS, conforme fls 01 a 20, e indicou como crédito pagamento indevido ou a maior. Tal crédito, no entendimento da contribuinte, é decorrente da inconstitucionalidade do art. 18 da Lei nº 9.715/98, assim declarada no julgamento da ADIn nº 1.417, que transitou em julgado em 23 de março de 2001. Em sua manifestação de inconformidade, a interessada argumentou que a MP 1.212/95 não foi convertida em lei, e sendo de 30 dias o prazo de validade da mesma perdeu sua eficácia. Aduziu, ainda, que a reedição de uma MP, constitui uma nova medida provisória, não podendo os atos anteriores ser convalidados, como dispõe o parágrafo único do art. 62 da CF. Alegou violação ao Principio da Irretroatividade da Lei Tributária, pelo que a MP 1.212/95 e diversas reedições, violaram o art, 150, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, bem como contesta o procedimento fiscal por ter, no seu entendimento, dado efeito retroativo à Lei nº 9.715/98, art. 18, até a data da publicação da resolução do Senado Federal, em outubro de 1995, dando continuidade aos inconstitucionais DecretosLeis nº 2.445 e 2.449/88. Colacionou jurisprudências. Cientificada da decisão em 03 de outubro de 2007, irresignada, apresenta recurso voluntário, fls. 58 a 72, em 22 de outubro de 2007, por meio do qual reitera todos os seus argumentos trazidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto, dele conheço. Não há de prosperar a pretensão da recorrente. O cerne do seu argumento é o fato da MP 1.212/95, exatamente ela, não ter sido convertida na lei 9.715/98, decorrente do que teria perdido a eficácia, em específico relativamente à anterioridade nonagesimal. As sucessivas e tempestivas reedições não tiveram o poder de manter a eficácia do período nonagesimal da MP 1.212/95, defendendo a recorrente Fl. 78DF CARF MF Impresso em 08/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10467.720038/200419 Acórdão n.º 3803000.046 S3TE03 Fl. 79 3 que cada MP editada constituiuse numa nova, sujeita, portanto, cada uma, ao cumprimento da sua própria noventena. No acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido na AMS nº 1998.01.00.0041630/MG, “ficou decidido que o PIS, nos moldes da MP 1.212/95, somente poderia ser exigido após a conversão em lei da referida medida provisória, haja vista a contagem do prazo nonagesimal de que fala o art. 195, § 6º, da CF/88 reiniciar a cada reedição. 1 Em ação rescisória contra referido acórdão, a União defendeu a manutenção da exigência do PIS, segundo o contorno da MP nº 1.212/95 baseada “no fato de o STF, por ocasião do julgamento da ADI nº 1.417, ter entendido constitucional a exigência do PIS nos moldes da MP nº 1.212/95, podendo a exação ser cobrada desde março de 1996”. 23 [sem grifo no original] “O TRF/1ª Região julgou procedente o pedido rescisório e, realizando novo julgamento, deu provimento à apelação da União e à remessa oficial com base nos seguintes fundamentos: [...] c) nos termos da CF, art. 195, § 6º, em caso de medida provisória convertida em lei, contase o prazo de noventa dias a partir da veiculação da primeira medida provisória; [sem grifo no original] d) é constitucional a alteração da base de cálculo do PIS, pela Medida Provisória n. 1.212, de 28/11/95, e reedições, até a Medida Provisória n. 1.67638, de 22/10/98, convertida na Lei 9.715/98, de 25/11/98”. No Recurso Especial nº 847.990DF, contra acórdão proferido pelo TRF/1ª Região, essa Corte Superior, por meio do voto do e. relator consigna que “Nenhuma censura, portanto merece o aresto recorrido, devendo os seus termos ser mantidos por seus próprios e jurídicos fundamentos”. Ao fim, foi negado provimento ao recurso especial da parte contrária à União. Desse modo, uma vez pacificada a matéria no âmbito das mais altas Cortes judiciais da República, não há como acolher a tese da recorrente. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 10 de agosto de 2009 (assinado digitalmente) 1 REsp nº 847.990DF (2006/01077348) 2 Idem. 3 Idem. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 08/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10467.720038/200419 Acórdão n.º 3803000.046 S3TE03 Fl. 80 4 Belchior Melo de Sousa Fl. 80DF CARF MF Impresso em 08/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 16327.000833/2006-21
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Período de apuração: 2002, 2003, 2004, 2005
PIS. COOPERATIVAS DE CRÉDITO. BASE DE CÁLCULO
A base de cálculo das Contribuições ao PIS das cooperativas de crédito, a partir da edição da Lei no. 10.637/2002, é a receita total auferida, excluindo-se as sobras, na forma do par. 2º do art. 1º da Lei nº 10.676/2003.
PIS SOBRE FOLHA DE PAGAMENTOS. COOPERATIVA DE CRÉDITO.
Não se aplica às cooperativas de crédito a incidência cumulativa do PIS sobre a Folha de Pagamentos e o PIS sobre as receitas auferidas, uma vez que as exclusões previstas no art. 15 da MP nº 2.15835/2001 não se referem à atividade dessa espécie de cooperativa.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-001.449
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator. Fez Sustentação Oral: Dr. Bruno Rodrigues Teixeira de Lima – OAB/RJ 164.889.
Nome do relator: Gileno Gurjão Barreto
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COOPERATIVAS DE CRÉDITO. BASE DE CÁLCULO A base de cálculo das Contribuições ao PIS das cooperativas de crédito, a partir da edição da Lei no. 10.637/2002, é a receita total auferida, excluindo se as sobras, na forma do par. 2o do art. 1o da Lei no. 10.676/2003. PIS SOBRE FOLHA DE PAGAMENTOS. COOPERATIVA DE CRÉDITO. Não se aplica às cooperativas de crédito a incidência cumulativa do PIS sobre a Folha de Pagamentos e o PIS sobre as receitas auferidas, uma vez que as exclusões previstas no art. 15 da MP no. 2.15835/2001 não se referem à atividade dessa espécie de cooperativa. Recurso Voluntário Provido em Parte. Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, nos termos do voto do relator. Fez Sustentação Oral: Dr. Bruno Rodrigues Teixeira de Lima – OAB/RJ 164.889. Walber José da Silva Presidente (Assinado Digitalmente) Gileno Gurjão Barreto – Relator (Assinado Digitalmente) Fl. 1432DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO 2 EDITADO EM: 05/01/2011 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz. e Alexandre Gomes. Relatório Adotase o relatório da decisão recorrida, por bem refletir a contenda: Tratase de impugnação (fls. 499 a 527) a Auto de Infração (fls. 477 a 488) de CONTRIBUIÇÃO PARA O PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL — PIS, por FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO, referente a fatos geradores ocorridos nos anoscalendário de 2002, 2003, 2004 e 2005, lavrado pela Delegacia de Instituições Financeiras de São Paulo — DEINF/SPOI, em 19/06/2006. O crédito tributário assim constituído foi composto pelos valores a seguir discriminados: PIS............................................................................................. R$ 122.321,13 Juros de Mora (calculados até 31/05/2006)................................R$ 33.727,82 Multa de ofício.............................................................................R$ 91.740,72 Valor do crédito tributário apurado............................................R$ 247.789,67 Como enquadramento legal do lançamento, o autuante assinala os artigos 2°, inciso I, alínea a e parágrafo único, 3°, 10, 22 e 51, do Decreto 4.524/2002 (fl. 479). Para os juros de mora traz como fundamento legal o artigo 61, parágrafo 3°, da Lei 9.430/96, e, para a multa de oficio, o artigo 86, parágrafo 1º, da Lei 7.450/85, o artigo 2°, da Lei 7.683/88, e o artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/96 (fls. 486 e 487). No Termo de Verificação Fiscal (fls. 490 a 492), a autoridade noticia que o autuado não possuía provimento jurisdicional para recolhimento insuficiente do PIS no período de 12/2002 a 12/2005, pois que, tendo impetrado o Mandado de Segurança 2001.61.00.0167568, com pedido de liminar, para não se sujeitar às modificações da sistemática de recolhimento da COFINS e PIS trazidas pela Lei 9.718/98, terminou por ter, a liminar concedida, cassada, e receber sentença denegatória da segurança, tendolhe, ainda, sido negado provimento aos embargos declaratórios que interpôs. Desta forma, foram constituídos os créditos do período, com exigibilidade integral e multa de ofício. Cientificado do lançamento em 30/06/2006 (fl. 497), o autuado protocolizou a impugnação em 28/07/2006 (fl. 499), na qual alega, em resumo, que: i) o Fisco não teria competência para descaracterizar a natureza jurídica societáriaeconômica do autuado, instituição financeira não bancária, na forma societária de cooperativa de crédito , tributando todos os atos, sem distinção entre atos cooperativos e atos não cooperativos, mediante lançamento baseado nos artigos 2°, inciso I, alínea a, parágrafo único, 3°, 10, 26 e 51, do Decreto 4.524/2001, o que desconsideraria recentes decisões do Conselho de Contribuintes, cujos excertos colaciona; Fl. 1433DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 16327.000833/200621 Acórdão n.º 330201.449 S3C3T2 Fl. 2 3 ii) a cooperativa de crédito, por determinação do Conselho Monetário Nacional —CMN e do Banco Central do Brasil — BACEN, não pratica atos não cooperativos, restringindose as operações referidas no artigo 79, da Lei 5.764/71; iii) a não incidência tributária em questão é objetiva, não subjetiva, e, assim, o foco da verificação não pode ser o próprio ente, individualmente considerado para fins classificatórios, mas sim, sua essência, em especial a extensão de seu ato cooperativo, que estaria ao largo da incidência; iv) a autoridade não excluiu do lançamento os valores referentes a seus atos cooperativos, a partir de 01/2005, conforme determina o artigo 30, da Lei 11.051/2004, com redação dada pela Lei 11.096/2005; v) no MÉRITO, o ente cooperativa, atuando como mandatária do cooperado, consoante os artigos 3°, 4° e 7°, da Lei 5.764/71, não pratica fato gerador algum, não alocando riqueza própria, recaindo a incidência tributária sobre a pessoa física do cooperado, ao contrário das sociedades comerciais, que perseguem a receita e o lucro, em nome próprio, sendo, assim, tudo tributado na pessoa jurídica, isentandose a pessoa física do sócio; vi) os eventuais resultados positivos, por não derivarem de atos mercantis, não se equiparam a lucros, correspondendo, na técnica jurídica e contábil do regime cooperativista, as sobras líquidas que pertencem aos associados e que a eles devem ser rateadas, na proporção dos resultados que realizaram; vii) na prestação de serviços aos cooperados não há "resultado do exercício", pois que se verifica somente o repasse aos associados das despesas ocorridas na consecução do objetivo social da cooperativa, nos termos do artigo 4°, da Lei 5.764/71, na proporção dos serviços utilizados; viii) o mesmo ocorre com a receita, porque o ato cooperativo não configura "operação de mercado de compra e venda", destituído, portanto, de conteúdo econômico, e não representa entrada própria com intuito de permanência, consoante o artigo 79, da Lei 5.764/71, nem receita para fins e incidência de PIS e COFINS; se houvesse receita, esta seria do cooperado e não da cooperativa; ix) o propósito do artigo 111 da Lei 5.764/71 é excluir toda incidência tributária sobre os resultados (sobras) decorrentes dos atos cooperativos, incluindose apenas os resultados dos atos não cooperativos, que devem ser contabilizados em apartado, consoante o artigo 87, da Lei 5.764/71; x) as determinações das legislações especificas também excluem a incidência tributária sobre o ato cooperativo, como o artigo 6°, inciso I, da Lei Complementar 70/91, que reforça o disposto nos artigos 79, 87 e 111, da Lei 5.764/71, consoante entendimento do STJ e TRF da 1ª Região, manifestado em excertos de julgados, que colaciona; são normas materialmente complementares, em sintonia com o artigo 146, inciso III, alínea c, da CF, que prevê o "adequado tratamento tributário ao ato cooperativo."; além disso, no que tange ao PIS, considerando a especificidade do ato cooperativo, que não tem receita, a Lei Complementar 07/70, artigo 3°, parágrafo 4°, e a Lei 9.715/98, artigo 2°, parágrafo 1°, com disciplinamento da Resolução BACEN 174/71, artigo 4°, permitem que os atos cooperativos sejam tributados apenas pelo PIS/Folha; Fl. 1434DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO 4 xi) o ato cooperativo da cooperativa de crédito tem sua essência na captação de recursos, realização de empréstimos a cooperados, bem como a movimentação financeira da cooperativa, consoante entendimento do próprio BACEN, órgão supervisor das cooperativas de crédito, contido na Resolução 3106/2003; na cooperativa de crédito a aplicação financeira, que se efetiva na forma "centralização financeira" e "aplicações no mercado", é o veículo para promover o seu objetivo estatutário, amoldandose ao contexto do artigo 79, da Lei 5.764/71, conforme reconhecido pelo STJ manifestado em julgados cujos excertos colaciona; há decisões do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, cujos excertos colaciona, reconhecendo a "centralização financeira" como ato cooperativo, e, assim, sem incidência de tributação; manter o entendimento de que a aplicação de recursos de associados no mercado financeiro constitui ato não cooperativo seria absurdo porque haveria tributação em duas frentes sobre o mesmo numerário, quanto à fonte recolhida quando o cooperado opera com a cooperativa, e quando a cooperativa faz a aplicação no mercado financeiro; xii) é necessário se excluir da base de cálculo considerada pela autoridade fiscal, receita bruta sem quaisquer deduções , os custos operacionais, retorno de sobras, despesas de captação e despesas administrativas, nos termos do disposto no artigo 3°, parágrafo 6°, da Lei 9.718/98, para se evitar a tributação de valores que apenas transitaram na contabilidade da cooperativa, com destino aos cooperados e demais despesas operacionais; tais exclusões devem retroagir à época da primeira medida provisória que disciplinou a questão, consoante o artigo 106, do CTN, e julgado do STJ, cujo excerto colaciona. Após o exame dos autos, esta Relatoria recomendou que o julgamento fosse convertido em diligência para que a autoridade lançadora informasse os valores relativos a receitas decorrentes dos atos cooperativos, por período de apuração do PIS, de 01/2005 a 12/2005, bem como os das sobras passíveis de dedução, para os meses de 12/2002 a 12/2005, levando em conta o disposto no artigo 30, da Lei 11.051/2004, e, no artigo 1°, da Lei 10676/2003. Tal requerimento de diligência foi objeto da Resolução 136/2008 (fls. 1.025 a 1028). Em resposta à solicitação, a autoridade lançadora informou, no Relatório de Diligência Fiscal (fls. 1.157 a 1.158), que, para o período de 12/2002 a 12/2004, os atos típicos das cooperativas eram tributáveis, consoante Solução de Consulta Interna DISIT/SRRF08 N° 004/08, com observância do parágrafo 1º, do artigo 3º, da Lei 9.718/98, levandose em conta as exclusões previstas nos seus parágrafos 2°, 5° e 6°, na redação dada pela MP 2.15835/2001. Quanto às sobras, informa que não havia previsão para sua dedução, tendo em conta que as cooperativas de crédito são equiparadas às instituições financeiras. Noticiou, por fim, que para os fatos geradores ocorridos entre 01/2005 e 12/2005, a base de cálculo do PIS/COFINS seria zero, em observância à Lei 11.051/2004 e à IN SRF 635/2006. Cientificado do resultado da diligência (fls. 1.160), o autuado interpôs manifestação (fls. 1.161 a 1.164), na qual, após reproduzir argumentos apresentados na impugnação, sobre impossibilidade de equiparação das cooperativas de crédito com as instituições financeiras e impossibilidade de limitação às deduções de sobras, conforme previsto no parágrafo 2°, da Lei 10.676/03, defende que deveria ser aplicado o caput do artigo 1º da citada lei (dedução das sobras brutas), o que estaria confirmado pelo artigo 15, inciso VI, da IN SRF 635/2006. Acrescenta que a autoridade fiscal, ao quantificar a base de cálculo com a exclusão das verdadeiras sobras, ignorou a aplicação do parágrafo 5°, do artigo 15, da IN SRF 635/2006. Requereu que, a par dedução das sobras, fosse o lançamento reduzido por conta da exclusão dos supostos débitos do PIS do período de 01/2005 a 12/2005, bem como efetuados ajustes nas bases de cálculo da contribuição no período anterior a 2005 por conta do ato cooperativo. Fl. 1435DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 16327.000833/200621 Acórdão n.º 330201.449 S3C3T2 Fl. 3 5 Vistos, relatados e discutidos os autos, acordaram os membros da 8ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, em julgar procedente em parte o lançamento, para excluir da base de cálculo do PIS apenas os valores de receitas decorrentes dos atos cooperativos do período de 01/2005 a 12/2005, e exonerar o autuado da correspondente parcela da contribuição. Intimada em 24/04/2009, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário em 26/05/2009. É o relatório. Voto Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche as condições de admissibilidade, por isso dele o conheço. A controvérsia resumese a dois aspectos. Elaborada a diligência, a autoridade fiscal reconheceu que parte das rendas do recorrente referese a atos cooperados. Outrossim, a decisão recorrida afirma que há receitas de atos não cooperados no período de 03/2005 a 12/2005, e que estariam sujeitos à tributação normal. Observando as fls. 1145, constato que a perícia realmente constata que há receitas de atos não cooperados. Matéria de prova, considero nesse aspecto que correta a decisão ora recorrida, posto que observando adequadamente a Lei no. 11.051/04 A maior parte do lançamento, entretanto, referese à parcela supostamente devida entre 12/2002 e 12/2004. Quanto a esse aspecto, a questão requer analisemos se, a partir da edição da Lei no. 9.718/98 e até a publicação da Lei no. 11.051/04, que literalmente excluiu das bases de cálculo desses tributos os atos cooperados, se cabível o lançamento. Primeiramente, importante observar que a sociedade deve ser tributada pela Lei no. 9.718/98, inclusive pela simples razão de que discutiu diretamente, em nome próprio, a sua aplicação às suas atividades (importante frisar que não discutiu qualquer artigo em específico) às fls. 103 e ss. De acordo com a Lei, portanto, incidiram as contribuições. O que temos que verificar é se a Lei no. 10.676/2003 teve o condão de afastar essa incidência, estabelecer outra base de cálculo e conseqüentemente modificar esse lançamento, considerando que as autoridades fiscais lançaramlhe os tributos, de acordo com a diligência de fls.1156 e os demonstrativos de fls. 1156. Nesse sentido, diligentemente o auditor fiscal já apresentou três demonstrativos: um contendo a base utilizada para o lançamento (faturamento), outra com a Fl. 1436DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO 6 dedução das sobras do art. 1o da Lei no. 10.676/2003 e outra a base de cálculo para as “demais cooperativas”, tal como o parágrafo 2o do art. 1o da mesma Lei. A Lei no. 10.676/03, conversão da MP no. 101/2002, com vigência a partir de 01/01/2002 trouxe consigo a seguinte exposição de motivos: “MF 00354 EM MP PIS/PASEP COFINS COOPERATIVAS Brasília, 30 de dezembro de 2002. Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Tenho a honra de submeter à apreciação de Vossa Excelência a proposta de edição de Medida Provisória que dispõe sobre a contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP e da Contribuição para Seguridade Social COFINS devidas pelas sociedades cooperativas. 2. A proposta aperfeiçoa a legislação do PIS/PASEP e da Cofins aplicável às sociedades cooperativas e constava da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, no seu art. 36, que foi modificada pelo Congresso Nacional, quando da conversão da Medida Provisória no Projeto de Lei de Conversão nº 31, de 2002. 3. Como os artigos do Projeto de Lei de Conversão foram vetados, a proposta ora apresentada visa a não interromper o tratamento tributário relativamente ao PIS/PASEP e à COFINS dispensado às sociedades cooperativas, e desta forma justifica a relevância e a urgência dessa Medida Provisória. 4. Essas, Senhor Presidente, são as razões pelas quais submeto a Vossa Excelência a presente proposta de edição de Medida Provisória.” Não faz, portanto, qualquer distinção entre as espécies do gênero “cooperativas”. Mais, referese ao art. 36 da MP no. 66, que resultou justamente na Lei no. 10.637/2002. Dizia o art. 36, após conversão, o seguinte: Art. 33. São isentas da Cofins as sociedades cooperativas, quanto aos atos cooperativos próprios de suas finalidades, de acordo com o disposto no art. 6o, inciso I, da Lei Complementar no 70, de 30 de dezembro de 1991 Vetado pelas seguintes razões: “Os arts. 9º e 33 restabelecem normas de incidência, respectivamente, da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins aplicáveis às sociedades cooperativas, vigentes até meados de 1999, as quais foram alteradas por darem ensejo a graves distorções concorrenciais, principalmente por alcançar todas as atividades tidas como cooperativas, inclusive consumo e crédito. Ressaltese que as alterações objetivaram construir um modelo de tributação onde apenas às cooperativas de produção passou a ser dado justo privilégio. Fl. 1437DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 16327.000833/200621 Acórdão n.º 330201.449 S3C3T2 Fl. 4 7 Assim, tais dispositivos, que retroagiriam aos fatos geradores ocorridos a partir de junho de 1999 (art. 67), produziriam uma perda de arrecadação, em 2003, da ordem de R$ 1,2 bilhão, sendo que, destes, R$ 445 milhões se referem a arrecadação corrente, que se reproduziria nos anos subseqüentes. Seu texto, ao final, é o seguinte: “1º As sociedades cooperativas também poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, sem prejuízo do disposto no art. 15 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, as sobras apuradas na Demonstração do Resultado do Exercício, antes da destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei no 5.764, de 16 de dezembro de 1971. §1o As sobras líquidas da destinação para constituição dos Fundos referidos no caput somente serão computadas na receita bruta da atividade rural do cooperado quando a este creditadas, distribuídas ou capitalizadas pela sociedade cooperativa de produção agropecuárias. §2o Quanto às demais sociedades cooperativas, a exclusão de que trata o caput ficará limitada aos valores destinados a formação dos Fundos nele previstos. §3o O disposto neste artigo alcança os fatos geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória no 1.85810, de 26 de outubro de 1999.” Em minha opinião, então, o legislador efetivamente pretendeu, com a Lei no. 10.676/2003, manter parte da tributação das cooperativas de crédito, excluindo apenas as sobras das bases de cálculo das contribuições. Quanto ao requerido pelo contribuinte, no sentido de que o PIS/Folha pago não seria cabível, portanto, poderia ser compensado com tais débitos, considero adequado seu pedido. Isso porque as Cooperativas de Crédito estão na seara do art. 26 do Decreto no. 4.524/2003, logo, não estariam sujeitas ao PIS/Folha na forma do art. 9o. desse mesmo Decreto. Adicionalmente, o artigo 15 da MP no. 2.15835, de 2001, aplicável ao caso, trás consigo rol exaustivo das exclusões que, caso adotadas pelo contribuinte, ensejariam a incidência também do PIS/Folha. Finalmente, a IN 635/2006 foi posterior aos fatos geradores aqui tratados. Por isso, do provimento ao Recurso do contribuinte nesse tópico em especial. Nesse sentido, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir do auto de infração as sobras apuradas na diligência, indevidamente computadas no auto de infração, e para que sejam compensados os pagamentos efetuados a título de PIS/Folha com os débitos apurados, mantendo no mais a decisão recorrida. É como voto. (Assinado Digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Fl. 1438DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO 8 Fl. 1439DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO, Assinado digitalmente em 09/03/201 2 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por GILENO GURJAO BARRETO
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Numero do processo: 13603.002426/2007-35
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2004 a 30/04/2004
RETENÇÃO INDEVIDA. LEI 9.711/98. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA APRESENTADA A DESTEMPO. POSSIBILIDADE. REVISÃO PELA AUTORIDADE FISCAL.
A documentação apresentada pelo contribuinte após a decisão de indeferimento do pedido de restituição pela insuficiência probatória deve ser levada em consideração pela Fiscalização. Após conversão do julgamento em diligência, a autoridade fiscal reviu o posicionamento, reconhecendo o direito creditório, sem nenhuma manifestação dos interessados intimados, apenas resta a ratificação da decisão.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Direito Creditório Reconhecido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.487
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, no sentido de ratificar a decisão de fls. 399 dos autos físicos (e fls. 411 dos autos digitais) que reconheceu parcialmente o direito creditório.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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LEI 9.711/98. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA APRESENTADA A DESTEMPO. POSSIBILIDADE. REVISÃO PELA AUTORIDADE FISCAL. A documentação apresentada pelo contribuinte após a decisão de indeferimento do pedido de restituição pela insuficiência probatória deve ser levada em consideração pela Fiscalização. Após conversão do julgamento em diligência, a autoridade fiscal reviu o posicionamento, reconhecendo o direito creditório, sem nenhuma manifestação dos interessados intimados, apenas resta a ratificação da decisão. Recurso Voluntário Provido Em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, no sentido de ratificar a decisão de fls. 399 dos autos físicos (e fls. 411 dos autos digitais) que reconheceu parcialmente o direito creditório. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 24 26 /2 00 7- 35 Fl. 422DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.002426/200735 Acórdão n.º 2803002.487 S2TE03 Fl. 425 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.002426/200735 Acórdão n.º 2803002.487 S2TE03 Fl. 426 3 Relatório Tratase de pedido de restituição de valores retidos e recolhidos por empresas tomadoras dos serviços prestados pela firma individual Cláudio Gonçalves nos meses de fevereiro, março e abril em 2004, em observância ao disposto na Lei nº 9.711/98. Ao analisar a documentação consubstanciada nos autos, a Gerência Regional de Arrecadação e Fiscalização de Belo Horizonte constatou hipótese de vedação/exclusão obrigatório do SIMPLES, nos moldes do art. 13, II, da Lei nº 9.317/96, em razão de se tratar de prestadora de serviços de manutenção industrial, usinagem, caldeiraria e montagem industrial, manutenção preventiva, corretiva e preditiva, prestados por cessão de mão de obra, o que gerou o encaminhamento de Representação Fiscal à Secretaria da Receita Federal. Adicionalmente, a autoridade fiscal indeferiu o pedido do contribuinte, por considerar que o interessado não teria apresentado documentação hábil e suficiente à comprovação da procedência da restituição. Em razão da mudança de jurisdição do contribuinte, o processo foi encaminhado à Seção de Análise de Defesas e Recursos da Delegacia da Receita Previdenciária de Contagem, que, na decisão de fls. 285, ratificou o ato da Sra. Supervisora da 4ª Equipe Fiscal da AFBH que indeferiu o pedido de restituição de contribuições retidas da empresa Cláudio Gonçalves competências 02, 03 e 04/99. Devidamente intimado da decisão proferida pela autoridade fiscal, o contribuinte apresentou o livro diário, escriturado e autenticado na JUCEMG (fls. 293/340). O processo foi, então, encaminhado à Gerência Executiva de Contagem, que prontamente solicitou a apresentação de novos documentos pelo contribuinte, sob pena de manutenção da decisão de indeferimento (fl. 342). A documentação solicitada foi apresentada pelo contribuinte às fls. 345/382. Não obstante a Fiscalização tivesse de posse dos elementos necessários à análise do pedido de restituição apresentado, em razão da alteração da jurisdição do contribuinte, o processo foi encaminhado ao Setor de Arrecadação APS de Pedro Leopoldo, posteriormente à Gerência Executiva de Contagem, e por fim, à Delegacia da Receita Federal de Sete Lagoas, que determinou a sua remessa à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte. O contribuinte recorreu de forma simplória à decisão da decisão de primeira instância, basicamente apenas apresentando os documentos solicitados pela Fiscalização (fls. 290 dos autos físicos), a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte proferiu o seguinte despacho: “em cumprimento às orientações contidas no MEMO/RFB/GABIN/nº 21/2008, que diz que ‘a competência para apreciar qualquer recurso contrário à decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRFB) que indeferir pedidos de isenção da cota patronal, de restituição e de reembolso de pagamentos relativos às Fl. 424DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.002426/200735 Acórdão n.º 2803002.487 S2TE03 Fl. 427 4 contribuições previdenciárias é do Segundo Conselho de Contribuintes’, encaminhese o presente processo ao órgão competente”. (fl. 390). Os autos, em razão das alterações de competência foram redistribuídos ao CARF/MF, e à Conselheira Dra. Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, que votou pela conversão do julgamento em diligência para determinar o retorno do processo ao órgão competente, para que a documentação apresentada pelo contribuinte seja devidamente analisada. (fls. 416 dos autos digitais). Em resposta, a tal resolução, já na Secretaria da Receita Federal do Brasil pela ARF de Pedro Leopoldo fora feita a análise dos documentos, e foi reconhecido parcialmente o direito creditório do contribuinte, de R$ 8.838,46 dos R$ 8.924,63 requeridos. (fls. 399 dos autos físicos, e fls. 411 dos autos digitais). As razões da decisão são a regularidade dos documentos juntados, apenas ressalvado quanto ao código de recolhimento de contribuição retida referente a NF n. 2631, e reconheceu a sua regularidade perante o SIMPLES FEDERAL ao qual o contribuinte é optante, logo a retenção de 11%, disciplinada no art. 31, da Lei n. 8.212/1991, seria indevido. O contribuinte foi intimado da resolução e da decisão supra mencionada, inclusive sendo cientificado da possibilidade de manifestação de conformidade, passando in albis o prazo. Esse é o Relatório. Fl. 425DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.002426/200735 Acórdão n.º 2803002.487 S2TE03 Fl. 428 5 Voto Gustavo Vettorato Conselheiro O recurso voluntário foi tempestivo, merecendo conhecimento. Preliminarmente, ao contrário da relatora anterior, o pedido de revisão e juntada, de fls. 290 dos autos físicos, apesar de simplório deve ser considerado recurso, pois foi tempestivo, e demonstrou a insatisfação do contribuinte à decisão inicial de negativa ao seu pedido, bem como em seu título apresenta a expressão de que se tratava de recurso voluntário. Após analise do processo, com a conversão em diligência, observando que a autoridade fiscal reviu o seu posicionamento, reconhecendo o direito creditório e intimação das partes sem qualquer manifestação posterior da Fazenda Nacional ou do contribuinte, para apresentar mais razões. Não há mais o que se manifestar, apenas ratificar a decisão, inclusive por ser a decisão conforme ao entendimento do CARF: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/2005 a 31/10/2006 RESTITUIÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESA PRESTADORA SERVIÇO OPTANTE PELO SIMPLES FEDERAL. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. LEI 9.711/1998. INAPLICABILIDADE. REGIME DO ARTIGO 543 C DO CPC. RECURSOS REPETITIVOS. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. ALINHAMENTO COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. Em decorrência de entendimento da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a empresa prestadora de serviço, quando optante do SIMPLES FEDERAL, não se submete à sistemática de retenção de 11% do valor da nota fiscal, prevista no art. 31 da Lei 8.212/1991, dada pela redação da Lei 9.711/1998. Recurso Voluntário Provido. (Ac. 240003.410, Rel. Ronaldo de Lima Macedo, 2ª. Turma da 4ª. Câmara da Segunda Seção de Julgamento Isso posto, voto por conhecer o recurso voluntário, para, no mérito, darlhe parcial provimento, no sentido de ratificar a decisão de fls. 399 dos autos físicos (e fls. 411 dos autos digitais) que reconheceu parcialmente o direito creditório. Gustavo Vettorato Relator Fl. 426DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13603.002426/200735 Acórdão n.º 2803002.487 S2TE03 Fl. 429 6 Fl. 427DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 15374.903526/2008-38
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
Embargos.
Ausentes os fundamentos do artigo 65 do Regimento Interno deste Conselho, os Embargos de Declaração opostos, conquanto tempestivos, não merecem ser conhecidos ante a absoluta ausência da omissão reputada.
Numero da decisão: 1301-001.237
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade não conhecer dos embargos.
(assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima
Presidente
(assinado digitalmente)
Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Plínio Rodrigues Lima , Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 Embargos. Ausentes os fundamentos do artigo 65 do Regimento Interno deste Conselho, os Embargos de Declaração opostos, conquanto tempestivos, não merecem ser conhecidos ante a absoluta ausência da omissão reputada.
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Recorrente FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 Embargos. Ausentes os fundamentos do artigo 65 do Regimento Interno deste Conselho, os Embargos de Declaração opostos, conquanto tempestivos, não merecem ser conhecidos ante a absoluta ausência da omissão reputada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade não conhecer dos embargos. (assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Presidente (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Plínio Rodrigues Lima , Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 90 35 26 /2 00 8- 38 Fl. 266DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/07/2013 p or PLINIO RODRIGUES LIMA 2 Relatório Cuidase de Embargos de Declaração opostos pela contribuinte acima identificada. A contribuinte, após relembrar os fatos sucedidos, passou a reputar o denominou de omissões no acórdão, fazendoos nos seguintes termos: (...) (...) Após articular estas razões, reputando o acórdão omisso, a Embargante formulou os seguintes requerimentos: É o relatório. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/07/2013 p or PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 15374.903526/200838 Acórdão n.º 1301001.237 S1C3T1 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Edwal Casoni de Paula Fernandes Jr., Relator. Os Embargos de Declaração opostos, conquanto tempestivos, não merecem ser conhecidos ante a absoluta ausência da omissão reputada, porquanto aduziu que o relatório, sobremodo sucinto, do acórdão impugnado não fez menção a todos os seus argumentos, deixando de apreciar a questão alusiva ao fato de a decisão judicial ter enfrentado a matéria em questão. Seguramente a Embargante pretende, na estreita via dos Embargos Declaratórios, a reapreciação dos seus argumentos. Com efeito, a decisão que se reputa omissa, conquanto desfavorável ao que sustentava a contribuinte, não omitiu a questão alusiva aos efeitos concretos da decisão judicial, contrário disso, marcou a partir deles os limites do seu enfretamento, confirase os trechos abaixo: Cuidase como visto, de apresentação de DCOMPs cujo crédito seria oriundo de pagamentos efetivados indevidamente porquanto a recorrente, na qualidade de ente imune, pagou impostos à União. Argumentou a recorrente que a referida imunidade teria sido reconhecida por provimento jurisdicional transitado em julgado, decorrendo daí, diante de pagamento espontâneo de impostos, o seu direito creditório. (...) A recorrente, por seu turno, insiste que tem reconhecida a imunidade por decisão judicial transitada em julgado, e diante disso, ainda que tenha efetivado os recolhimentos, esses se revestiriam de caráter de “tributo pago indevidamente”. Temse, portanto, que o deslinde do caso concreto passa necessariamente pelo cotejo dos efeitos da norma individual e concreta obtida pela recorrente. Inegavelmente (“vide” documentos de folhas 35 a 52 – cópias do processa judicial, incluindo certidão de trânsito em julgado), a recorrente obteve do Poder Judiciário, posicionamento no qual se assinalou que entidades fechadas de previdência privada (como seu caso), embora cobrando dos seus associados contribuições mensais a título de remuneração pelos serviços prestados, gozam de imunidade tributária. Por essa razão é que se reafirma que o enfrentamento da questão da recorrente deve ser realizado à luz da eficácia das decisões do Poder Judiciário, já que não se discute a efetividade dos pagamentos, como também não se discute o mandamento legal que impôs a superveniente obrigação à recorrente, Fl. 268DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/07/2013 p or PLINIO RODRIGUES LIMA 4 tampouco, a mudança de posicionamento do Supremo Tribunal Federal acerca das entidades fechadas de previdência. Relembrese, portanto, que o óbice encontrado pela decisão recorrida consiste no fato de o Supremo Tribunal Federal, em caso alheio ao processo da ora recorrente, ter decidido que as entidades de previdência privada não gozavam da imunidade de impostos de que trata a alínea "c" do inciso VI do art. 150 da CF (sendo este o fundamento da imunidade da recorrente), e que a lei inovadora não encontra limites na sua eficácia em razão de decisão judicial anterior, evitando eternizarse os efeitos da coisa julgada. Tem razão a decisão recorrida. Por óbvio não se olvida que em determinado período, cotejando a legislação e a jurisprudência que vigoravam, a recorrente obteve do Poder Judiciário declaração de ser ente imune, ocorre, que também na se pode olvidar, que o quadro normativo vigente, as leis que regem a matéria e o posicionamento do Poder Judiciário, evoluíram para os fins de obrigar a recorrente, ao pagamento do imposto tido por ela como indevido. (...) Como bem observou a decisão recorrida, a recorrente gozou incontinente da reconhecida imunidade, até que sobreveio alteração no sistema jurídico vigente, fato que a obrigou ao pagamento do imposto, como de fato o fez nos recolhimentos por ela considerados, posteriormente, como se indevidos fossem. Ademais, é ponto pacífico na jurisprudência e nos precedentes desse CARF que a coisa julgada não obsta que lei nova possa reger a matéria em termos diversos, o que implicaria, inarredavelmente, em desrespeito ao sistema de freios e contrapesos decorrente da tripartição dos poderes. (...) Diante disso, se a Embargante entende que a decisão administrativa negou eficácia à norma individual e concreta de que dispunha, é fato que não se confunde com omissão do acórdão embargado, que analisou a questão alusiva ao transito em julgado e a despeito disso, concluiu na esteira dos precedentes, que não havia certeza e liquidez nos créditos pleiteados. Ausentes os fundamentos do artigo 65 do Regimento Interno deste CARF, não conheço do Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 13 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/07/2013 p or PLINIO RODRIGUES LIMA Processo nº 15374.903526/200838 Acórdão n.º 1301001.237 S1C3T1 Fl. 4 5 Fl. 270DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalm ente em 22/07/2013 por EDWAL CASONI DE PAULA FERNANDES JUNIOR, Assinado digitalmente em 29/07/2013 p or PLINIO RODRIGUES LIMA
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Numero do processo: 18471.001316/2005-51
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO.
É da fiscalização o ônus de comprovar que o contribuinte mantinha no passivo obrigações já pagas, não podendo tal fato ser presumido.
Numero da decisão: 1103-000.932
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado em NEGAR provimento ao recurso de ofício por unanimidade, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO. É da fiscalização o ônus de comprovar que o contribuinte mantinha no passivo obrigações já pagas, não podendo tal fato ser presumido.
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PASSIVO FICTÍCIO. É da fiscalização o ônus de comprovar que o contribuinte mantinha no passivo obrigações já pagas, não podendo tal fato ser presumido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado em NEGAR provimento ao recurso de ofício por unanimidade, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 13 16 /2 00 5- 51 Fl. 3085DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.086 2 Relatório Tratase de autos de infração de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, anocalendário 2002, no valor total de R$ 660.365,69 (seiscentos e sessenta mil, trezentos e sessenta e cinco reais e sessenta e nove centavos), sobre o qual incidem multa de ofício (75%) e juros de mora (fls.288/315). As infrações, quanto ao IRPJ, foram assim descritas no campo “Descrição do Fatos e Enquadramento(s) Legal(is)”: 001 – OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO. 1. Omissão de Receita caracterizada pela manutenção, no passivo, de obrigações incomprovadas, conforme ‘relação em aberto de 2002 Sports Gear’ (fl.55/62), apresentada pelo Contribuinte, em atendimento ao item 13 da Intimação datada de 14/06/2005 (fl.53/54). Regularmente intimada (f1.63/65) em 20/07/2005 (AR), item 7, ‘Documentos suportes das Duplicatas elencadas no rol apresentado a esta fiscalização em sua resposta anterior no valor total de R$ 1.287.130,32’, o Contribuinte apresentou Notas Fiscais (cópias de fl.66/630), onde procura justificar a manutenção no passivo daquele valor. Ou seja, o contribuinte não logrou apresentar os documentos hábeis, legais e necessários à comprovação do solicitado por esta fiscalização (Duplicatas quitadas). 2. Omissão de Receita caracterizada pela manutenção, no passivo, de obrigações incomprovadas. Regularmente intimada (fl.63/65) em 20/07/2005 (AR), item 8, ‘Documentos suportes que justifique os Lançamentos efetuados à Conta 2302010000 Receitas de Exercícios Futuro Ficha 39A Linha 23 da DIPJ/2003 no valor de R$ 509.155,39’, o Contribuinte apresentou algumas Notas Fiscais de 2002 e depósitos bancários de 2002 (cópias de fl.631/719), onde procura justificar a manutenção no passivo daquele valor. Ou seja, o contribuinte não logrou apresentar os documentos hábeis, legais e necessários à comprovação do solicitado por esta fiscalização (p.ex.: contratos de.fornecimento, pedidos de compra, notas fiscais de saída posteriores ao ano de 2002, conhecimento de transportes, tudo coincidentes em datas e valores). 002 – OMISSÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS Omissão de receita financeira caracterizada pela falta de contabilização de rendimentos oriundos de aplicações financeiras – fundos de investimento em quotas de fundos de investimentos Boston (cópias de fl.720), gerando, em conseqüência, redução indevida do lucro sujeito à tributação. Fl. 3086DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.087 3 Regularmente intimado conforme item 10 da Intimação de fl.63/65, ‘Justificar o valor de R$ 21.926,89 de rendimentos oriundos de Aplicação de Investimento em Renda Fixa no Banco de Boston S A que não consta de sua DIPJ/2003’, o Contribuinte requereu um prazo até o dia 02/08/2005 e não apresentou o solicitado até a presente data (fl.).” A ciência do contribuinte efetivouse em 16/9/05 (fls.721, 727, 734 e 741). Os lançamentos foram considerados parcialmente procedentes pela Terceira Turma da DRJ – Rio de Janeiro I (RJ), conforme acórdão que recebeu a seguinte ementa (fls.1.602/1.609): OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO. Não restando caracterizada a ocorrência de passivo fictício, deve ser cancelado o lançamento. OMISSÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. O lançamento se consolida administrativamente no que se refere à matéria não impugnada, considerandose como tal a matéria que não tenha sido expressamente contestada. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. PIS. CSLL. COFINS. Aplicase ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e de efeito que os vincula. Em decorrência do valor exonerado, recorreuse de ofício. Devidamente cientificado de tal decisão em 14/5/08 (fl.1.620), o contribuinte não interpôs Recurso Voluntário. O processo foi encaminhado ao CARF em 8/5/09 (fl.1.622). É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator. Conforme relatado, a matéria devolvida ao CARF limitase à autuação a título de omissão de receitas (passivo fictício), exonerada integralmente em primeira instância. A Terceira Turma da DRJ – Rio de Janeiro I (RJ) decidiu, in verbis: 1. OMISSÃO DE RECEITAS. PASSIVO FICTÍCIO. Neste item, a fiscalização apurou omissão de receita caracterizada pela manutenção, no Passivo, de obrigações incomprovadas. O art. 281 do RIR/1999 determina, verbis: Art. 281. Caracterizase como omissão no registro de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da Fl. 3087DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.088 4 improcedência da presunção, a ocorrência das seguintes hipóteses: (...) II – a falta de escrituração de pagamento efetuado; III a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. A norma legal acima, no item III, separa em dois tipos a imputação de omissão de receitas: Passivo Fictício e Passivo nãocomprovado. O Passivo Fictício propriamente dito constitui a manutenção, em conta de Passivo, de obrigações já quitadas, enquanto que o Passivo Não Comprovado se revela ante a não apresentação de provas da existência de obrigações a pagar. Para a confirmação da existência de qualquer uma das espécies acima, o demonstrativo ou rol da composição analítica da conta de Passivo é peça fundamental na instrução do Auto de Infração, conquanto só a partir de tal demonstrativo é que se poderá afirmar a inexistência ou a nãocomprovação dos elementos que integram a dita conta contábil. Em relação à espécie Passivo Fictício, é da fiscalização o ônus da prova de que o pagamento ocorreu antes do encerramento do exercício. Em relação à espécie Passivo nãocomprovado, cabe ao interessado o ônus da prova dos valores por ele escriturados em conta de Passivo. Observase que o item II (citado no enquadramento legal) não trata do tipolegal Passivo Fictício. O art. 845, §1º, do RIR/1999, dispõe que ‘os esclarecimentos prestados só poderão ser impugnados pelos lançadores com elemento seguro de prova ou indicio veemente de falsidade ou inexatidão’. O art. 9° do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações posteriores, determina, verbis: Art. 9°. A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada imposto, contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis comprovação do ilícito. (sublinhei) Na Descrição dos Fatos, a fiscalização aponta que o interessado, regularmente intimado (fls.63/65), não apresentou os documentos solicitados no item 7, ‘Documentos suportes das Duplicatas elencadas no rol apresentado a esta fiscalização em resposta anterior no valor total de R$ 1.287.130,32’, uma vez Fl. 3088DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.089 5 que apresentou Notas Fiscais (fls.66/630), mas não apresentou duplicatas quitadas. Na Descrição dos Fatos, a fiscalização aponta, ainda, que o interessado não apresentou os documentos solicitados no item 8, ‘Documentos suportes que justifiquem os Lançamentos efetuados à Conta 230210000 Receitas de Exercícios Futuros Ficha 39 A Linha 23 da DIPJ/2003 no valor de R$509.155,39’, uma vez que apresentou algumas Notas Fiscais e depósitos bancários (fls.631/719), mas não apresentou contratos, pedidos de compra, etc. Observase que, conforme alega o interessado, o valor considerado pela fiscalização como omissão de receitas corresponde aos totais apresentados na DIPJ/2003, nos itens 1 (Fornecedores) e 23 (Resultado de Exercícios Futuros) da Ficha 39 A Passivo Balanço Patrimonial (fl.49). Em relação ao valor de R$ 1.287.130,32, a fiscalização juntou a relação de fls.55/62, onde temse o demonstrativo da composição analítica da conta. Em relação ao valor de R$ 509.155,39, a fiscalização não juntou demonstrativo da composição analítica da conta; em sede de impugnação, o interessado juntou a planilha de fls.1.284/1.286. Na análise do lançamento referente ao valor de R$ 1.287.130,32, verificase que a fiscalização mesclou, indevidamente, as duas espécies, Passivo Fictício e Passivo não comprovado. Apresentadas as notas fiscais, tinha a fiscalização o dever de examinálas, em confronto com a escrituração do interessado. A recusa dos documentos apresentados teria que ser fundamentada. Acrescentese que não consta dos Autos ter a fiscalização, após a apresentação das notas fiscais recusadas, ter solicitado qualquer outro esclarecimento ou documento. Uma vez que não se pode exigir prova negativa, não se pode solicitar ao interessado a prova de não ter pago determinada obrigação e, muito menos, diante de vencimento da obrigação previsto para o anocalendário subseqüente, presumir pagamento antecipado. Diante da prova da manutenção, no Passivo, de obrigações já pagas, a legislação autoriza a presunção de omissão de receitas, invertendo o ônus da prova. Porém, não se pode presumir o fato base que autoriza a presunção, que é a inclusão, no saldo de conta de Passivo, de obrigações já pagas. Este fato há que ser provado. Deve, então, ser afastada a presunção de omissão de receitas referente ao valor de R$ 1.287.130,32, posto que a fiscalização não provou o fatobase que a autoriza, que é a inclusão, no saldo da conta Fornecedores, de obrigações já pagas. Quanto ao lançamento referente ao valor de R$ 509.155,39, primeiramente, observo que o grupo Resultado de Exercícios Futuros é de utilização muito restrita, pois só deverão dele Fl. 3089DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.090 6 constar valores recebidos que não serão, em hipótese alguma, devolvidos pela empresa, nem representem obrigação qualquer de sua parte de entregar bens ou serviços. Na hipótese de valores recebidos de clientes por conta de mercadorias ou serviços a entregar, tais montantes representam uma obrigação da empresa de produzir ou entregar tais bens. Logo, sua classificação adequada e única é no Passivo, Circulante ou Exigível a Longo Prazo, conforme o previsto para o cumprimento da obrigação. Na impugnação, o interessado alega que as obrigações incomprovadas relacionadas à conta Receitas de Exercícios Futuros são referentes a depósitos a titulo de vendas antecipadas. Deste modo, registrese ser inadequada a classificação contábil adotada pelo interessado. A fiscalização efetuou o lançamento em face de o interessado não ter apresentado os documentos solicitados no item 8, uma vez que apresentou algumas Notas Fiscais e depósitos bancários (fls. 631/719), mas não apresentou contratos, pedidos de compra, etc. Diante da apresentação de Notas Fiscais e de depósitos bancários, tinha a fiscalização o dever de examinar tais documentos, em confronto com a escrituração do interessado. A recusa dos documentos apresentados teria que ser fundamentada. Acrescentese que não consta dos Autos ter a fiscalização, após a apresentação dos documentos recusados, ter solicitado qualquer outro esclarecimento ou documento. Em se tratando de adiantamentos de clientes, tendo havido a emissão de nota fiscal, a apuração da matéria tributável deveria estar relacionada com possível inexatidão quanto ao período de escrituração da receita. Assim, se apurada postergação no reconhecimento de receita, caberia lançamento com base no art. 273, do RIR/1999. Deve, então, ser, também, afastado o lançamento referente ao valor de R$ 509.155,39, por não ter restado caracterizada a ocorrência da infração imputada ao interessado.” Pois bem. Vêse, da narrativa fiscal e da decisão a quo, que o suposto passivo fictício desdobrase em duas parcelas: uma, no valor de R$ 1.287.130,32; outra, de R$ 509.155,39. A) Valor de R$ 1.287,130,32 De acordo com a fiscalização, o contribuinte, em atendimento ao item 71 do Termo de Intimação Fiscal (fls.63/64), apenas teria disponibilizado as notas fiscais (fls.66/630), sem, entretanto, entregar as duplicatas quitadas. Anteriormente, o autuado já havia 1 "[...] 7. Documentos suportes das Duplicatas elencadas no rol apresentado a esta fiscalização em sua resposta anterior no valor total de R$ 1.287.130,32 [...]"; Fl. 3090DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.091 7 sido instado a “Apresentar rol de duplicatas em aberto da Conta Fornecedores em 31.12” (item 13 do Termo de Início de Fiscalização – fl.53). Pelo relato fiscal, realmente se trataria, como identificado pela DRJ, de imputação de manutenção no passivo de obrigações já pagas (art.281, III, primeira parte, do RIR/99). Acontece que a fiscalização sequer aprofundou a auditoria. Após receber o rol de duplicatas em aberto, entendeu que se tratavam de obrigações já quitadas no curso do anocalendário. Cabialhe o ônus de comprovar que o contribuinte mantinha no passivo obrigações já pagas e não simplesmente presumir que relativamente às notas fiscais relacionadas os pagamentos ocorreram ainda em 2002. Na impugnação, o contribuinte esclareceu que “...reuniu os valores constantes da ‘relação em aberto 2002’ (base para o lançamento, conforme descrito no Auto de Infração) em grupos, conforme a situação de cada um dos valores lá referidos”: Grupo I : Notas fiscais com vencimento no ano de 2003; Grupo II: Notas fiscais cujo pagamento só se deu em 2003 (vencimento em 2002); Grupo III: Notas fiscais com vencimento prorrogado para 2003 (vencimento em 2002, com prorrogação de prazo para pagamento); Grupo IV: Descontos (vencidas em 2002 e não pagas por não serem devidas); Grupo V: Simples remessas (notas fiscais de remessas de produtos ao beneficiador, relativas a serviços de beneficiamento de produtos – v.g. tingimento/lavanderia ou bordados); Grupo VI: Notas Fiscais não pagas (notas fiscais vencidas em 2002 e que não foram pagas naquele ano). A verdade é que, de posse das notas fiscais, deveria a autoridade fiscal ter solicitado maiores informações ao contribuinte (v.g., pedidos, planos de pagamento das obrigações) ou mesmo aos fornecedores. Passados alguns anos, a realização de uma diligência poderia até servir para trazer ao autos elementos sobre as informações prestadas pelo impugnante, porém, caso se verificasse que ao final do anocalendário 2002 constaram realmente obrigações pagas na conta do passivo, o lançamento ainda assim não subsistiria, pois tal fundamentação, inclusive lastreada em provas documentais, teria sido construída em sede de julgamento, o que caracterizaria inovação por autoridade sem competência para tanto. Sem reparos a fazer, portanto, na decisão de primeira instância, que concluiu: “[...] Apresentadas as notas fiscais, tinha a fiscalização o dever de examinálas, em confronto com a escrituração do interessado. A recusa dos documentos apresentados teria que ser fundamentada. Acrescentese que não consta dos Autos ter a Fl. 3091DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.092 8 fiscalização, após a apresentação das notas fiscais recusadas, ter solicitado qualquer outro esclarecimento ou documento. Uma vez que não se pode exigir prova negativa, não se pode solicitar ao interessado a prova de não ter pago determinada obrigação e, muito menos, diante de vencimento da obrigação previsto para o anocalendário subseqüente, presumir pagamento antecipado. Diante da prova da manutenção, no Passivo, de obrigações já pagas, a legislação autoriza a presunção de omissão de receitas, invertendo o ônus da prova. Porém, não se pode presumir o fato base que autoriza a presunção, que é a inclusão, no saldo de conta de Passivo, de obrigações já pagas. Este fato há que ser provado.” B) Valor de R$ 509.155,39 O contribuinte, em atendimento ao item 82 do Termo de Intimação Fiscal (fls.63/64), apenas teria disponibilizado algumas notas fiscais e depósitos bancários de 2002 (fls.631/719), “onde procura justificar a manutenção no passivo daquele valor”, sem “apresentar os documentos hábeis, legais e necessários à comprovação do solicitado por esta fiscalização (p.ex.: contratos de fornecimento, pedidos de compra, notas fiscais de saída posteriores ao ano de 2002, conhecimentos de transportes, tudo coincidentes em datas e valores”. Pelo relato fiscal, tratarseia de autuação por manutenção no passivo de obrigações com exigibilidade não comprovada (art.281, III, parte final, do RIR/99). Na impugnação, o contribuinte afirmou que o valor se referia a vendas antecipadas. Esclareceu que, “...Nestes casos, a Impugnante recebe antecipadamente o valor da venda, que muitas vezes só se concretizará meses depois – em alguns casos, somente no exercício seguinte”. Todos os depósitos em 2002 totalizariam R$509.155,39. Parte dos valores recebidos antecipadamente, no total de R$185.250,16, seria relativa a “...vendas concretizadas somente no exercício seguinte (2003)”. Por serem “...receitas que só se realizarão no exercício seguinte (2003), está correta a sua manutenção no passivo, em conta de ‘Receitas de Exercícios Futuros’”. Teria havido incorreção contábil, pois “...as notas fiscais emitidas em 2002 foram lançadas como receita de venda, e sua contrapartida contábil foi na conta ‘Clientes a Receber’, enquanto deveriam ter sido lançadas a débito da conta vendas antecipadas, zerando parte do seu saldo”. Tais incorreções teriam sido ajustadas no fechamento do balanço de 2003. Quanto à parcela restante (R$ 323.897,79), em razão de erros contábeis deixou de efetuar a baixa nas referidas receitas. Na pior das hipóteses, o lançamento deveria ter sido realizado com base em postergação do pagamento do imposto (art.273 do RIR/99), jamais por omissão de receitas. O grupo denominado pela Lei nº 6.404/76 de “Resultados de Exercícios Futuros” compunhase, na vigência do seu art.181, revogado pela Medida Provisória nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, das “receitas de exercícios futuros, diminuídas dos 2 "[...] Documentos suportes que justifique os Lançamentos efetuados à Conta 2302010000 Receitas de Exercícios Futuros Ficha 39A Linha 23 da DIPJ/2003 no valor de R$ 509.155,39 [...]"; Fl. 3092DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.093 9 custos e despesas a elas correspondentes”. Neste grupo, ao contrário do que entendeu o Recorrente, não deveriam, como alertam Sérgio de Iudícibus, Eliseu Martins e Ernesto Rubens Gelbcke (in Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável também às demais sociedades. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1994, p.409) ser registradas as contrapartidas de eventuais faturamentos antecipados, não sendo os valores ali escriturados representativos de qualquer tipo de obrigação por parte da sociedade. Ainda de acordo com os autores: “Podese perceber que o grupo Resultados de Exercícios Futuros é de utilização muito restrita, pois só deverão dele constar valores recebidos que não serão, em hipótese alguma, devolvidos pela empresa nem representam obrigação qualquer de sua parte de entregar bens ou serviços. Além disso, esses recebimentos devem referirse a transações que afetarão o patrimônio nos exercícios seguintes.” (p.411) A rigor, ao menos formalmente, não se tratava de conta de passivo. Interessam, no entanto, os fatos contábeis. Como dito, o contribuinte acostou aos autos planilha com a relação dos depósitos efetuados em 2002 (fls.1.284/1.286), supostamente realizados por seus clientes, e dos respectivos comprovantes e notas fiscais a eles correspondentes. Tais documentos de per si não comprovam que tais operações relacionamse a vendas antecipadas. Aqui não se descarta de antemão que os cheques depositados sejam de clientes que tenham concluído pedidos de roupas e acessórios, porém, muitos comprovantes não auxiliam no esclarecimento, a exemplo dos seguintes: Data Histórico Valor (R$) Folha 08/07/02 TRANSF. ENTRE AGENC. DINH 550,09 2.424 11/07/02 AUTODEP. TRANS. ENTRE AG. 73,14 2.422 17/09/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 30.000,00 2.450 23/09/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 15.000,00 2.488 03/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 20.000,00 2.518 07/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 3.000,00 2.532 07/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 3.000,00 2.540 08/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 8.500,00 2.538 10/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 2.000,00 2.544 10/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 4.000,00 2.548 15/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 6.000,00 2.556 15/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 8.000,00 2.562 16/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 1.500,00 2.572 16/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 1.500,00 2.578 17/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 11.000,00 2.584 21/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 10.000,00 2.596 22/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 1.500,00 2.618 28/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 2.000,00 2.622 28/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 3.000,00 2.626 28/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 7.000,00 2.632 31/10/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 8.000,00 2.642 04/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 21.000,00 2.669 06/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 3.000,00 2.695 13/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 2.500,00 2.753 Fl. 3093DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.094 10 13/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 3.500,00 2.759 13/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 4.000,00 2.763 18/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 25.054,88 2.791 19/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 10.000,00 2.821 25/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 10.000,00 2.834 26/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 19.000,00 2.848 28/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 8.000,00 2.868 28/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 6.000,00 2.878 28/11/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 14.000,00 2.888 03/12/02 TRANSF. ENTRE AGENC. DINH 4.300,00 2.892 04/12/02 DEPÓSITO EM C/C 306,00 2.894 05/12/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 12.000,00 2.898 09/12/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 25.000,00 2.902 13/12/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 8.000,00 2.924 16/12/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 20.000,00 2.936 20/12/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 18.000,00 2.976 23/12/02 DEPÓSITO EM DINHEIRO 13.000,00 3.002 A relação dos depósitos/transferências, que diriam respeito aos adiantamentos dos clientes, totaliza R$ 509.147,95, conforme planilha acostada pelo contribuinte (fls.2.398/2.402), valor bem próximo ao glosado. Considerando a documentação anexada quando da impugnação, podese concluir, por verossimilhança, que os depósitos, que totalizam o valor escriturado como “Receita de Exercícios Futuros”, informado em DIPJ (Ficha 39 A, Linha 23 fl.99), dizem respeito a vendas realizadas, algumas faturadas no próprio anocalendário 2002, outras apenas em 2003. Em que pese a auditoria pudesse ter sido aprofundada, notese que o contribuinte apresentou os detalhes relacionados à comprovação de sua tese apenas em sede de impugnação, quando procurou esmiuçar as operações que lastrearam o valor escriturado na conta “Receita de Exercícios Futuros”, com a correlação dos depósitos/transferências às respectivas notas fiscais. De acordo com estes documentos, uma parcela das vendas (R$ 185.250,16) apenas foi faturada no ano seguinte. Quanto ao restante (R$ 323.897,79), deveria o contribuinte ter realizado as respectivas baixas em 2002 (R$ 323.897,79). Assim, caso os lançamentos contábeis tenham ocorrido da maneira como afirmou (crédito em Receitas de Vendas e débito em Clientes, quando da emissão da nota fiscal), deveria ter baixado da conta Adiantamento de Clientes (ou, no caso, Receitas de Exercícios Futuros), em contrapartida a Clientes, os valores inicialmente adiantados3. Entretanto, tal impropriedade não caracteriza passivo não comprovado de modo a reclamar a incidência do art.281 do RIR/99. Em se tratando de vendas, como demonstram as notas fiscais e os depósitos, a omissão resultaria de suposto não oferecimento à tributação das respectivas receitas, que, frisese, não foi o que imputou a autoridade fazendária. Desnecessário, por conseguinte, averiguar, por exemplo, os lançamentos contábeis 3 No momento inicial, quando do adiantamento, deveria ter sido creditada a conta Adiantamento de Clientes (ou, no caso, incorretamente Receitas de Exercícios Futuros) em contrapartida à conta Banco. Fl. 3094DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 18471.001316/200551 Acórdão n.º 1103000.932 S1C1T3 Fl. 3.095 11 mencionados pelo contribuinte, bem como se houve postergação do pagamento, pois a manutenção, se for o caso, de qualquer parcela do crédito tributário constituído decorreria necessariamente da premissa de inovação de fundamentação, vedada em sede de julgamento. Conforme ressaltado pela DRJ, “...em se tratando de clientes, tendo havido a emissão de nota fiscal, a apuração da matéria tributável deveria estar relacionada com possível inexatidão quanto ao período de escrituração da receita”. Pelo exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso de ofício. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 3095DF CARF MF Impresso em 12/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 02/10/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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Numero do processo: 10530.724527/2009-35
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 08/12/2009
DEIXAR A EMPRESA DE PRESTAR À RECEITA FEDERAL DO BRASIL TODAS AS INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DO INTERESSE DA MESMA.
A empresa é obrigada a prestar à Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O não atendimento à regular intimação fiscal configura infração à legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.507
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Fábio Pallaretti Calcini.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Fábio Pallaretti Calcini.
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Obrigação Acessória Recorrente COMPOJET BIOMEDICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 08/12/2009 DEIXAR A EMPRESA DE PRESTAR À RECEITA FEDERAL DO BRASIL TODAS AS INFORMAÇÕES CADASTRAIS, FINANCEIRAS E CONTÁBEIS DO INTERESSE DA MESMA. A empresa é obrigada a prestar à Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O não atendimento à regular intimação fiscal configura infração à legislação previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 72 45 27 /2 00 9- 35 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10530.724527/200935 Acórdão n.º 2803002.507 S2TE03 Fl. 3 2 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Eduardo de Oliveira e Fábio Pallaretti Calcini. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10530.724527/200935 Acórdão n.º 2803002.507 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária, por não ter prestado à fiscalização esclarecimentos acerca dos contratos de prestação de serviços firmados, constantes no TIPF, também não prestou esclarecimentos sobre os valores escriturados na conta 32007Serviços prestados por terceirosPF, que divergem do que consta da DIPJ 2006 e deixou de prestar esclarecimentos solicitados no Termo de Intimação Fiscal 003 sobre o valor declarado na DIPJ/2006, referente ao exercício de 2005 na Ficha 05A Linha 03 prestação de serviço PF sem vínculo empregatício, ao qual declarou o valor de despesa de R$ 102.948,44 (cento e dois mil novecentos e quarenta e oito reais e quarenta e quatro centavos). O r. acórdão – fls 117 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: · Todos os documentos foram apresentados, exceto os que não existem, no caso os contratos firmados informalmente. · Excesso no valor da multa. Mera portaria não tem o condão de estabelecer valor da multa. · Requer a improcedência do auto lavrado. É o relatório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10530.724527/200935 Acórdão n.º 2803002.507 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. A empresa foi autuada por não ter apresentado todos os esclarecimentos a fiscalização. In casu, não foram apresentados os contratos de prestação de serviços firmados, constantes no TIPF, também não prestou esclarecimentos sobre os valores escriturados na conta 32007Serviços prestados por terceirosPF, que divergem do que consta da DIPJ 2006 e deixou de prestar esclarecimentos solicitados no Termo de Intimação Fiscal 003 sobre o valor declarado na DIPJ/2006, referente ao exercício de 2005 na Ficha 05A Linha 03 prestação de serviço PF sem vínculo empregatício, ao qual declarou o valor de despesa de R$ 102.948,44 (cento e dois mil novecentos e quarenta e oito reais e quarenta e quatro centavos). A legislação previdenciária, em especial a lei 8212/91 art. 32, III e parágrafo 11 c/c art. 225, III do decreto 3048/99, determina a obrigatoriedade de apresentação todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis, na forma estabelecida pela Receita Federal do Brasil. Uma vez não apresentadas as informações na forma prevista na legislação previdenciária, cabe a lavratura do respectivo auto de infração. Transcrevemos o art 32,III da lei 8212/9. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) III – prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Eventual improcedência da autuação darseia, e.g. com a demonstração de que tais esclarecimentos foram devidamente prestados dentro do prazo determinado pela autoridade fiscal no Termo de Intimação entregue ao contribuinte ou fosse apontada alguma irregularidade no procedimento fiscal, o que não ocorreu. Por certo que os contratos podem ser firmados verbalmente, mas isso não afasta a responsabilidade de a empresa, ante a intimação apresentada, reduzir a termo o que contratado e apresentar ao Auditor requisitante as bases do que acordado, o que não restou demonstrado. O próprio termo de intimação informa que todos os esclarecimentos devem ser feitos por escrito. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10530.724527/200935 Acórdão n.º 2803002.507 S2TE03 Fl. 6 5 Além disso, não se manifestou acerca de outras condutas apontadas na autuação não prestou esclarecimentos sobre os valores escriturados na conta 32007Serviços prestados por terceirosPF e sobre o valor declarado na DIPJ/2006, o que por si só seria bastante a fundamentar a autuação, que tem valor fixo, não variando em razão do número de infrações praticadas. O recorrente se insurge ainda contra o valor da multa aplicada, entendendo que a Portaria MPS n. 48 de 12.02.2009, que atualizou os valores das multas, não é instrumento hábil para tanto, sendo necessária lei para tal alteração. Tenho que não assiste razão a recorrente. A legislação que fundamentou o auto é a vigente no momento do fato gerador, sendo que o art. 102 da lei 8.212/91 autoriza a correção do valor da multa nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social e este valor é aplicado quando da lavratura do respectivo auto. A portaria em questão apenas deu publicidade à correção efetivada por lei, não alterando seus índices. Assim sendo, o valor da multa aplicada foi corretamente calculado, não havendo reparo a ser efetivado. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/08/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 14/08/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13888.000474/85-37
Data da sessão: Tue Jan 14 00:00:00 UTC 1986
Ementa: IRPJ - ANULABILIDADE DA DECISÃO RECORRIDA
Se esta deixa de julgar o mérito do litígio, sem ter havido preliminar prejudicial a ele, deve ser anulada para que
o processo seja sanado e restaurado o duplo grau de jurisdição.
Numero da decisão: 101-76.357
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro
Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular a decisão recorrida para que outra seja prolatada, na boa e devida forma, no termos do relatório e voto que passa a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Agostinho Serrano Filho
1.0 = *:*
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P IRACICABANA DE AUTOMÓVEIS Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM LIMEIRA (SP) . IRPJ - ANULABILIDADE DA DECISÃO RECORRI- DA - Se esta deixa de julgar o mérito do litígio, sem ter havido preliminar preju dicial a ele, deve ser anulada para que o processo seja sanado e restaurado o du_ pio grau de jurisdição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CIA. PIRACICABANA DE AUTOMÓVEIS: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular a decisão recorrida para que outra seja prolatada, na boa e devida forma, no termos do relatório e voto que passa a integrar o presente julgadopf Sala das S g s õe(DF), em 14 de janeiro de 19861/I I," < irf jw, AMADOR 04t ' -7 ERNÃNDEZ - PRESIDE),,i ,/, ,/, jor 4.,, ,... ....0 o ...._ ...... TIN • R•À o FILHO - RELATOR ',f 1 ---f # AGOST NHO FL0,-- - PROCURADOR DA FAZENDA VISTO EM NACIONAL SESSÃO DE; 16 IAN 191f, Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: SYLVIO RODRIGUES,, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GON ÇALVES NUNES, JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, ALCEU DE AZEVEDO FONSE= CA PINTO e RAUL PIMENTEL. 2. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO Ni g 13888-000.474/85-37 RECURSO N9: 89 .839 ACÓRDÃO N9: 101 -76.357 RECORRENTEN9: CIA. PIRACICABANA DE AUTOMÓVEIS RELATORI O A empresa em epígrafe, jã qualificada nos autos, irresignada com a decisão singular de fls. 12, que julgou proceden- te o AViso de Cobrança, aposto *ás fls. 02, exigindo multa suplemen tar, recorre a este Conselho. Em sua impugnação, ã. fls. 01, alega o seguinte, em síntese: - que o lançamento suplementar foi motivado pelo fa to de a empresa ter pago o imposto de renda apenas com o acréscimo da correção monetãria, usufruindo dos benefícios do Decreto-lei n9 2.163 de 19.09.84, revigorado pelo Decreto-lei n9 2.176 de 29de no vembro de 1984; - que, por isso, requer o cancelamento da notifica- ção suplementar. Esta é a ementa da decisão recorrida: "Aviso de cobrança não instaura fase litigiosa. Im- 2 pugnaçâo improcedente". Em seu recurso, de fls. 14 e 15, alem de reiterar a defesa da impugnação, ainda DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13888-000.474/85-37 3.- ACÓRDÃO N9 101-76,357 1 - preliminarmente, protesta pela forma como foi conduzido o processo, pois, sendo algo tão simples, a empresa se vê na obrigação de recorrer. 2 - De acordo com o artigo 142 do C.T.N., o lança mento está constituído e s6 através de uma impugnação ou recurso a empresa poderá ilidi-lo, estranhando o fato de não ter havido ne_ nhuma decisão pela primeira instância. 3 - Idêntico lançamento foi feito á empresa Revel, localizada em Campinas, e, tendo havido impugnação, a Delegacia decidiu simplesmente pelo arquivamento do processo, como provamos documentos anexados. É o relatõrio. VOTO Conselheiro AGOSTINHO SERRANO FILHO, Relator: Foram interpostos, com, guarda do prazo legal, tan to a impugnação como o recurso. Por isso, deste tomo conhecimento. Esta é a ementa da decisão recorrida: "Aviso de cobrança não instaura fase litigiosa". Contudo, de acordo com o artigo 14 do Decreto núme_ ro 70.235, de 6 de março de 1972, "a impugnação da exigência ins- taura a fase litigiosa do procedimento". Portanto, data venia à decisão recorrida, quando a empresa se defendeu, através de sua impugnação de fl. 0.1, dizendo que pagou o Imposto de Renda com correção monetãria, sem multa, baseada nos decretos-leis n9 2.163 , e 2.176 de 1984, instaurou a fase litigiosa do processo e deve t _ 0 , 41 ria ter sido julgada sua pretensão. IV Considerando que a respeitável decisão de la. in - (t v.v ,..,/ - - tância não considerou o mérito do litígio, voto pela anulação da decido recorrida, a fim de que outra seja rolatada com o julgamento do merit ,1 na +oa e devida forma 'C O' 0 dP '9 -.' r 40?' 411 TI HO SERRANO FILHO - REL OR , ,., - „ - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.721067/2009-17
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008
PIS. INSUMO. FRETE. TRANSPORTE ENTRE MINA E COMPLEXO INDUSTRIAL. DESCONTO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE.
Insere-se no conceito de insumo a aquisição de matéria prima, materiais e embalagens, e, prestação de serviço quando esses se revela necessário e essencial atividade fabril, por ser específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece, no caso concreto, o frete pago pelo transporte de minérios, insumo básico a fabricação do produto, extraídos de minas de propriedade do mesmo proprietário do complexo industrial, por viabilizar a produção e guardar pertinência ao processo produtivo, insere no conceito de insumo, e, sendo assim, autoriza a tomada do crédito.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-002.971
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. Sustentou pela Recorrente a advogada Priscila Cursi - OAB 334956 - SP.
Ricardo Paulo Rosa - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Jose Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Deroulede, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 PIS. INSUMO. FRETE. TRANSPORTE ENTRE MINA E COMPLEXO INDUSTRIAL. DESCONTO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. Insere-se no conceito de insumo a aquisição de matéria prima, materiais e embalagens, e, prestação de serviço quando esses se revela necessário e essencial atividade fabril, por ser específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece, no caso concreto, o frete pago pelo transporte de minérios, insumo básico a fabricação do produto, extraídos de minas de propriedade do mesmo proprietário do complexo industrial, por viabilizar a produção e guardar pertinência ao processo produtivo, insere no conceito de insumo, e, sendo assim, autoriza a tomada do crédito. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. Sustentou pela Recorrente a advogada Priscila Cursi - OAB 334956 - SP. Ricardo Paulo Rosa - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Jose Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Deroulede, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1876; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 6 1 5 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.721067/200917 Recurso nº / Voluntário Acórdão nº 3302002.971 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2016 Matéria PIS Recorrente GALVANI INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 PIS. INSUMO. FRETE. TRANSPORTE ENTRE MINA E COMPLEXO INDUSTRIAL. DESCONTO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. Inserese no conceito de insumo a aquisição de matéria prima, materiais e embalagens, e, prestação de serviço quando esses se revela necessário e essencial atividade fabril, por ser específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece, no caso concreto, o frete pago pelo transporte de minérios, insumo básico a fabricação do produto, extraídos de minas de propriedade do mesmo proprietário do complexo industrial, por viabilizar a produção e guardar pertinência ao processo produtivo, insere no conceito de “insumo, e, sendo assim, autoriza a tomada do crédito. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. Sustentou pela Recorrente a advogada Priscila Cursi OAB 334956 SP. Ricardo Paulo Rosa Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 72 10 67 /2 00 9- 17 Fl. 164DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Jose Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Deroulede, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo. Relatório Cuidase de Recurso Voluntário de fls. 117/156, visando modificar a decisão de piso que manteve a deliberação do Despacho Decisório que reconheceu parcialmente o direito do contribuinte em tomar crédito de PIS do período de 01/07/2008 a 30/09/2008, proveniente de despesas de fretes decorrentes de transferência entre estabelecimentos, de insumos e de produtos em elaboração, bem como, da tomada de crédito proveniente das despesas de fretes de aquisição de insumos. Consta do Despacho Decisório de fls. 47 que o exame do crédito foi formalizado de ofício para tratamento manual de Pedido Eletrônico de Ressarcimento – PER – registrado sob nº 09283.31661.221009.1.5.106487 e homologando as compensações declaradas nas Dcomp nºs 33106.53588.221009.1.7.101978, até o limite do crédito reconhecido de PIS, reconhecendo o crédito de R$ 183.688,40, dos R$ 453.369,42, decorrentes de operações no mercado interno, referentes ao 3º Trimestre/2008. Sendo que os débitos assim compensados foram cadastrados no SIEF e estão controlados pelo processo eletrônico de cobrança nº 08.1.04.002010 002082. A divergência se refere apropriação de créditos relativos ás despesas de fretes tomados decorrentes de transferência entre estabelecimentos, de insumos e de produtos em elaboração, bem como, da tomada de crédito proveniente das despesas de fretes de aquisição de insumos, cujo entendimento é de que essas despesas não integram o conceito de insumo utilizado na produção e por não se tratar de custo de fretes na operação de venda, mesmo pagos ou creditados a pessoas jurídicas domiciliados no país. Extraíse, também, da “Informação Fiscal”, o raciocínio de que as despesas descritas no tópico acima não geram direito a créditos a serem descontados das contribuições do PIS e da COFINS. Irresignada com o conteúdo do Despacho Decisório, a Manifestante discorre sobre suas operações, alega que atua em toda a cadeia de produção de fertilizantes, sendo responsável não apenas pela fabricação do mesmo, mas também pela extração de minerais e o beneficiamento de uma parte dos insumos utilizados no processo produtivo (fertilizantes). Destaca que possui diversos estabelecimentos no território nacional, dentre as unidades mineradoras encontram aquelas localizadas em Minas Gerais e na Bahia, bem como os complexos industriais, assim como, possui uma unidade portuária no Estado do Ceará. Assevera que as despesas efetuadas com frete contratados quando da aquisição de insumos, bem como para a realização de transferências de matérias primas dos estabelecimentos mineradores para as unidades industriais são essenciais a confecção do produto, por essas razões o indeferimento parcial do pleito desrespeita disposição legal que assegura o direito a tomada do crédito dos insumos utilizados na produção de bens e serviços, violando, via de conseqüência, o princípio da não cumulatividade insculpido no § 12º do art. 195 da Constituição Federal, por essa razão entende que deve ser reformada a decisão. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10830.721067/200917 Acórdão n.º 3302002.971 S3C3T2 Fl. 7 3 Quanto aos insumos extraídos pela Manifestante em suas unidades mineradoras, bem como, os adquiridos de terceiros, disse que são indispensáveis ao processo produtivo. Concluiu afirmando o direito assegurado pela norma do art. 3º da Lei nº 10.833/03, que elenca os custos e despesas sobre os quais o crédito poderá ser calculado, aplicandose o inciso I, para as empresas comerciais que compram e revendem as mercadorias e o inciso II para as empresas industriais e prestadores de serviços. Os argumentos restaram rechaçados ao fundamento de que os gastos efetuados com fretes na transferência de bens e insumos entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica não geram direito a crédito do PIS e da COFINS na sistemática da não cumulatividade, por falta de previsão legal, decisão essa que encontra assim resumida: “Cumpre destacar, novamente, que o crédito das contribuições no sistema da não cumulatividade decorre de determinações legais explícitas. E no caso não há base legal para creditamento sobre aquisições isoladas de serviços de fretes nas operações de transferências entre estabelecimentos diferentes da pessoa jurídica, pois não se confundem com fretes na operação de venda, quando o ônus é suportado pelo vendedor (inciso IX do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003), como já salientado no Relatório Fiscal. Ainda sobre as possibilidades aventadas para justificar o creditamento, temse o fato de que os gastos com fretes sobre a transferência de produtos e insumos entre estabelecimentos de uma mesma pessoa jurídica geraria direito ao crédito, por se tratarem de aquisição de serviços utilizados como insumo. Entretanto, tal argumentação não pode prosperar. Isso porque os serviços adquiridos para utilização como insumo na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, nos termos do inciso II do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, com a redação da Lei nº 10.864, de 2004, implica necessariamente que tais serviços sejam consumidos ou aplicados no processo produtivo, conforme está estabelecido no art. 8º, § 4º, inciso I, letra ‘a’ da IN SRF nº 404, de 2004, já transcrita. Por certo, os serviços de fretes decorrentes dessas transferências não são serviços aplicados especificamente no processo produtivo. Poderseia aceitar que seriam serviços aplicados em fase anterior, preliminar ao processo produtivo, qual seja a aquisição de bens que, geralmente, vão a estoque antes da produção e, dessa forma, os dispêndios com fretes sobre a transferência de produtos entre os estabelecimentos da pessoa jurídica, não são passíveis de creditamento.” A conclusão do voto se refere ausência de comprovação da vinculação do frete com os insumos transportados: “No caso em análise, pela inexistência de comprovação de despesas com frete na aquisição de bens ou insumos que possam possibilitar o seu creditamento, nos termos analisados neste Voto, não há como atender a solicitação da interessada, devendo ser mantida a glosa procedida pela autoridade fiscal”. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 4 Ciente da decisão, a Interessada interpôs o Voluntário, e em razões recursais mantém os mesmos fundamentos e irresignação com as glosas, reprisa os termos da defesa e os pleitos formulados em Manifestação de Inconformidade. É relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Cuidase de Recurso tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual deve ser conhecido. A contenda trazida no bojo desse caderno se resume a tomada de crédito de PIS sobre frete de insumos decorrentes de transferência entre estabelecimentos do mesmo contribuinte. A glosa encontra justificada por ausência previsão legal e de que só cabe tomada de crédito de frete nas vendas das mercadorias quando o ônus é suportado pelo vendedor. A discussão se restringe a frete. A Interessada argumenta que os insumos dispensam altercação por serem básicos na produção de fertilizante, declina o nome de alguns dos itens. Em relação ao frete sustenta que esses decorrem do transporte contratado com pessoa jurídicas cujo objeto é a transferência da matéria prima extraídas de minas de sua propriedade para os complexos industriais que encontram implantados longe do local de exploração. De outra banda a Informação Fiscal pouco ou quase nada menciona, afirma que investigou o processo industrial da contribuinte, e, por razões tais entendeu glosar parte dos créditos provenientes de alguns insumos adquiridos e produtos em elaboração, bem como, frete relacionado com a transferência da matéria prima explorada pela Contribuinte para o pátio do complexo industrial por ausência de previsão legal. O inconformismo trazido a exame se refere a frete. Lendo a conclusão do voto do Acórdão recorrido, a conclusão encontra fundamentada na inexistência de comprovação: “No caso em análise, pela inexistência de comprovação de despesas com frete na aquisição de bens ou insumos que possam possibilitar o seu creditamento, nos termos analisados neste Voto, não há como atender a solicitação da interessada, devendo ser mantida a glosa procedida pela autoridade fiscal.” Embora a fundamentação do Despacho Decisório é de que restaram comprovado os desembolsos das aquisições de insumos e da prestação de serviços de transportes. Em sede de ressarcimento e ou restituição, não há dúvida de que ônus probante é do Interessado, mas, a fiscalização não glosou por ausência de comprovação. A motivação para glosa não decorre de ausência de documento capaz de não justificar a tomada do crédito, segundo se extraí do relatório fiscal, houve notificação para que a Recorrente prestasse informação e planilhas, bem como, apresentasse os livros fiscais, e especificação dos serviços considerados como Despesas de Frete. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10830.721067/200917 Acórdão n.º 3302002.971 S3C3T2 Fl. 8 5 Portanto, quanto a essa questão não há de se enxergar, pois em momento algum houve registro da ausência de comprovação, sendo assim, tratase de decisão equivocada. Em síntese, o tema se refere a frete de transferência entre e estabelecimentos, é o que se vê do Despacho Decisório. Em sendo assim, o ponto nodal da discussão se refere ao frete pago a terceiros no transporte de insumos básicos, necessários e essenciais atividade produtiva da Recorrente, capaz de obstar a atividade da empresa. A meu sentir, os minerais extraídos pela Interessada em minas longe do complexo industrial é pelo que se deduz dos autos o principal insumo na fabricação de fertilizantes, portanto, necessário ao processo produtivo/fabril, e, consequentemente, à obtenção do produto final, fato constatado pela fiscalização. A questão é dirimir se o frete pago a terceira pessoa jurídica na movimentação dessa matéria prima até o local de produção, fertilizante, integra o conceito de insumo por não se tratar de custo na operação de venda. Cada caso deve ser examinado com observância das particularidades próprias de cada contribuinte. No caso concreto a extração dos minerais dáse em minas de propriedade da empresa que produz o fertilizante, caso não possuísse, a aquisição darseia por meio de compra de fornecedores, cujo frete estaria diretamente interligado ao insumo, o que autoriza a tomada do crédito. De outra banda, a transferência desse material se revela fundamental ao processo de fabricação, o que é cogente reconhecer nesse caso específico tratarse, não de uma simples estocagem para venda, mas, sim, meio necessário e essencial a fabricação do produto final. A meu sentir, impedir a tomada de crédito quando se trata de processo produtivo verticalizado configura, no meu entendimento, uma punição ao contribuinte, por buscar, em decorrência da característica do produto produzido, cercarse de segurança da fonte dos insumos para que o processo produtivo não sofra interrupção. Algumas empresas como a Recorrente necessitam de produzir o próprio insumo, entre tantas, destacase as àquelas voltadas à produção de celulose, que precisam plantar eucalipto e posteriormente transportar até unidade fabril. O serviço de transporte nesse caso, quando tomado de pessoa jurídica interna, configura custo de fabricação do produto final, não há como dissociar esse fato, sem o qual obsta todo o processo produtivo. Assim, penso diversamente do signatário do despacho decisório, bem como, do julgador de piso, pois a meu ver tratase de custo necessário e essencial atividade fabril, e, se revela específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece. No caso concreto, o frete pago em decorrência do transporte dos minerais das minas até o complexo industrial local que é produzido o fertilizante se insere no conceito de “insumos” para efeitos de creditamento, nesse sentido pronunciou o Min. Campbell Marques, de onde se extrai o que há de nuclear da definição de “insumos” para efeito de creditamento: “... o bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos pertinência ao processo produtivo; Fl. 168DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 6 a produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição essencialidade ao processo produtivo; e não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto possibilidade de emprego indireto no processo produtivo.” Explica ainda que, não basta que o bem ou serviço tenha alguma utilidade no processo produtivo ou na prestação de serviço: é preciso que ele seja essencial. É preciso que a sua subtração importe na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, obste a atividade da empresa, ou implique em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultante. Em atendimento ao comando legal, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo/fabril, e, consequentemente, à obtenção do produto final. Com essas considerações, conheço do recurso e dou provimento para autorizar a tomada de crédito decorrente de frete de insumos entre a extração dos minerais até o complexo fabril da Recorrente. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 169DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 10380.003305/94-07
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IRPF - RERRATIFICAÇA0 DE JULGADO - Cabível a retificação do
Acórdão, quando o Relator não enfrentou todas as matérias.
Numero da decisão: 102-42.064
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, RERRATIFICAR o Acórdão n° 102-41.191 de 25/02/97, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Antonio de Freitas Dutra
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por GLAYDSON BEZERRA MARTINS. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, RERRATIFICAR o Acórdão n° 102-41.191 de 25/02/97, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANTONIO DEFREITAS DUTRA PRESIDENTE e RELATOR FORMALIZADO EM: 1 7 OUT 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros URSULA HANSEN, MARIA GORETTI AZEVEDO ALVES DOS SANTOS, JOSÉ CLÓVIS ALVES, JÚLIO CÉSAR GOMES DA SILVA, SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, CLÁUDIA BRITO LEAL IVO e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. CMA MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10380.003305/94-07 Acórdão n°. :102-42.064 Recurso n°. :06.317 Recorrente : GLAYDSON BEZERRA MARTINS RELATÓRIO Retorna o processo para meu exame em razão do despacho de fl. 49 onde a autoridade executora do Acórdão de n° 102-41.191 (fls. 42/47) alerta para o fato de que a glosa das deduções das despesas com instrução não foram enfrentadas. Com efeito, este Relator cometeu um lapso, ao deixar de apreciar a matéria cima mencionada. A outra matéria, ou seja, Contribuições e Doações já foi matéria apreciada pela Câmara no Acórdão n° 102-41.191. É o relatório. t( 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBULNTES Processo n°. : 10380.003305/94-07 Acórdão n°. : 102-42.064 VOTO Conselheiro Antonio de Freitas Dutra, Relator Recebo os autos, nos termos do despacho de fl. 49 já mencionado no relatório. Transcrevo o voto proferido no Acórdão n° 102-41.191, acrescentando a matéria não abordada. O recurso é tempestivo, dele conheço. O litígio trazido a julgamento desta Câmara diz respeito glosa de despesa com doações, e glosa de despesas com instrução. Na análise da cópia da declaração de rendimentos do exercício de 1993, ano calendário de 1992 observa-se que: - O valor pleiteado como dedução a título de "Contribuições e doações" foi o equivalente a 1.953,82 UFIR (documento de folha 13). e o valor pleiteado a título de despesas com instrução foi de 102,00 UFIR.A„. 3 e..; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, ze Processo n°. : 10380.003305/94-07 Acórdão n°. : 102-42.064 Apenas para argumentar, não procede o inconformismo do recorrente de que a autuação deu-se com base no RIR/80, e que o julgador monocrático fundamentou sua decisão na Lei N° 3.830/60, porquanto, os artigos 1° e 2° da Lei N° 3.830/60 são a base legal do artigo 76 do RIR/80. Assim, não há que se falar que o RIR/80, aprovado pelo Decreto N° 85.450180 derrogou a Lei n° 3.830/60. Apenas, como já disse, a Lei N°3.830/60, está ínsita no artigo 76 do RIR/80. Não subsistindo desta forma qualquer conflito. Esta exigência foi equivocadamente registrada no Manual de Orientação para preenchimento da declaração de Rendimentos do exercício em pauta, quando na página 21 no título "CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES - LINHA - 12" constou: h" as instituições filantrópicas, de educação , de pesquisa científica ou de cultura, inclusive artística, que estejam legalmente constituídas no Brasil e funcionando com observância dos estatutos aprovados. É preciso, porém, que estas entidades sejam reconhecidas como de utilidade pública em nível federal OU estadual e não distribuam lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto". Portanto, induzindo o contribuinte ao erro. Sobre o assunto a Câmara Superior de Recursos fiscais já se manifestou no Acórdão CSRF/01-1.027/90, de que os manuais de orientação identificam-se com as normas complementares admitidas no art. 100 do C.T.N, já que são atos normativos por excelência e resultam de prática reiteradamente observada pela autoridade administrativa.k_ 4 L MINISTÉRIO DA FAZENDAa„, 11%, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBULNTES •n?; Processo n°. : 10380.003305/94-07 Acórdão n°. : 102-42.064 Quanto à despesa com instrução, não há como socorrer o recorrente, tal como bem esplanou a DRJ/Fortaleza na parte final de fl. 32. Diante disso e do fato que o contribuinte comprovou, pelo documento anexado ao recurso (fis., 03/08). que a entidade beneficiada é reconhecida de utilidade pública a nível estadual, VOTO no sentido de conhecer o recurso, por tempestivo, para rerratificar o Acórdão n° 102-41.191, de 25/02/97 e no mérito dar-lhe provimento parcial para restabelecer a dedução pleiteada como "Contribuições e Doações" no valor equivalente a 1.953,82 UFIR. É o meu voto. Sala das Sessões - DF, em 17 de setembro de 1997. ANTONIO DE FREITAS DUTRA Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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