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Numero do processo: 11543.005071/2003-39
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 CONCOMITÂNCIA DE PROCESSOS NA VIA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. A propositura de ação judicial importa a renúncia à discussão administrativa relativamente à matéria sub judice. Quanto à matéria diferenciada, há de ser conhecido o recurso. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO. Cabe ao órgão julgador de segundo grau deixar de anular a decisão de primeira instância que não conheceu da impugnação e apreciar o mérito quando, com os documentos presentes nos autos, puder decidir em favor do contribuinte. Aplicação dos princípios da economia processual e da eficiência. DEPÓSITO E JUROS DE MORA. Reconhecido o depósito do montante do crédito tributário, por meio de autorização judicial, não somente fica suspensa a exigibilidade do crédito tributário com também não cabe a cobrança de juros de mora. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.549
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO

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A propositura de ação judicial importa a renúncia à discussão administrativa relativamente à matéria sub judice. Quanto à matéria diferenciada, há de ser conhecido o recurso. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO. Cabe ao órgão julgador de segundo grau deixar de anular a decisão de primeira instância que não conheceu da impugnação e apreciar o mérito quando, com os documentos presentes nos autos, puder decidir em favor do contribuinte. Aplicação dos princípios da economia processual e da eficiência. DEPÓSITO E JUROS DE MORA. Reconhecido o depósito do montante do crédito tributário, por meio de autorização judicial, não somente fica suspensa a exigibilidade do crédito tributário com também não cabe a cobrança de juros de mora. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Fl. 1DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Valéria Pestana Marques - Presidente. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Relator. EDITADO EM: 17/11/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valéria Pestana Marques (presidente da turma), Carlos Nogueira Nicácio (vice-presidente), Jorge Claudio Duarte Cardoso (relator), Ana Paula Locoselli Erichsen, Lúcia Reiko Sakae e Sidney Ferro Barros. Relatório Pelo caráter esclarecedor sirvo-me do relatório produzido no acórdão recorrido: “1. Foi lavrado Auto de Infração do Imposto de Renda Pessoa Física, fls. 84/109, em nome de HONÓRIO PINHEIRO RAMALHO, relativo ao exercício de 1999, ano-calendário 1998, para formalização e cobrança de crédito tributário, no valor de R$ 44.294,48, aí inclusos juros de mora, conforme detalhado às fls. 105, sem incidência de multa de ofício. 2 O auto de infração é decorrente do desenvolvimento do programa de trabalho associado à operação fiscal baseada em Omissão de Rendimentos, tendo por parâmetro de seleção Rendimentos Auferidos em Decorrência de Ação Judicial, de modo que foi determinado, por meio de MPF-F, o início do procedimento fiscal ern face do(a) contribuinte acima identificado. 3 A ação fiscal restringiu-se ao exame da infração omissão de rendimentos, auferidos durante o ano de 1998, em decorrência da reclamação trabalhista n° 575/1990, movida pelo S1NDPREV em desfavor do EX-INAMPS (União) e baseou-se nos esclarecimentos prestados pelo(a) contribuinte, nos documentos apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência no Estado do ES (S1NDPREV), nos documentos constantes da citada reclamação trabalhista, nas peças processuais constantes do Mandado de Segurança n° 99.0001456-1, impetrado na Justiça Federal pelo SINDPREV, bem como nos dados constantes do Sistema Informatizado da SRF. 4 Em decorrência dos trabalhos de fiscalização, foi apurada a infração "Apuração Incorreta do Imposto de Renda Pessoa Física/Imposto de Renda a Pagar com Exigibilidade Suspensa - Medida Judicial", bem como lavrado o auto de infração e o respectivo Termo de Constatação e Encerramento da Ação Fiscal de fls. 84/109, do qual tomou ciência o(a) interessado(a) em 15/01/2004, conforme AR de fls. 111. 5 Ressalte-se que, neste caso em particular, o valor do imposto, no montante de R$24.270,95, foi lançado com a sua exigibilidade suspensa, sem incidência da multa de ofício no percentual de 75%, haja vista que o referido montante foi depositado judicialmente, conforme detalhado às fls. 101/102. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.005071/2003-39 Acórdão n.º 2802-00.549 S2-TE02 Fl. 153 3 6 Inconformado(a) com a exigência, o(a) contribuinte apresentou impugnação em 12/02/2004, alegando, em síntese, que entende indevida a incidência do imposto de renda sobre as verbas trabalhistas que recebeu, em face da RT 575/1990, movida pelo SINDPREV em seu favor contra o EX-INAMPS. 7 Afirma que, na verdade, não houve qualquer omissão de receitas, e que tal fato resta evidenciado pelo levantamento feito pela fiscalização, com a indicação exata de todos os valores declarados pelo impugnante na sua declaração de ajuste anual e declaração retificadora, esta levada a efeito em razão da impetração da medida judicial, ambas mantendo conformidade com os documentos apresentados. 8 Alega que efetuou o depósito judicial no valor de R$24.720,95, com amparo em decisão judicial, e não porque entendeu devido o imposto sobre valores que recebeu a título de verbas trabalhistas.” A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) não conheceu da impugnação sob o fundamento de que a matéria em litígio no presente processo administrativo foi, também, objeto de apreciação junto ao Poder Judiciário, conforme ações judiciais próprias. O acórdão recorrido possui a seguinte ementa: A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial - por qualquer modalidade processual-, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto. Ciente da decisão de primeira instância em 22/05/2002 (fls. 134), o requerente apresentou recurso voluntário em 19/06/2007 (fls. 135). Na peça recursal alega o seguinte: PRELIMINAR Como se trata de dois autos de infração lavrados sob a alegação de apuração incorreta de lançamento a menor do imposto de renda pessoa física, tendo por base a mesma Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda ano calendário de 1998 e, sendo o 2° lançamento, relativamente à discussão quanto à exigência de Juros de Mora sobre valor depositado judicialmente, complemento do primeiro, requer, por decorrência, sejam distribuídos ao mesmo Julgador, a fim de evitar prejuízos ao Recorrente na interpretação dos fatos. MÉRITO 1) caso a decisão judicial seja favorável ao fisco nenhum prejuízo haverá os cofres públicos, sendo pois, indevido o lançamento dos juros de mora sobre valores integrais depositados relativos a tributos e contribuições em discussão na esfera judicial ou administrativa, e, ao contrário ocorrerá prejuízo ao Contribuinte e enriquecimento sem causa da União pela duplicidade no recebimento de tais verbas; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 2) a cobrança de imposto sobre as verbas recebidas em ação trabalhistas não foi impugnada administrativamente porque foi objeto da ação judicial; 3) contesta nestes autos a cobrança de juros de mora por entender incabível em caso de suspensão da exigibilidade do crédito tributário decorrente do depósito judicial devidamente comprovado; 4) em sua defesa aponta disposições do decreto 2.850/1998 e da Lei nº 9.703, de 17 de novembro de 1998, destaca o art. 4º do referido decreto que prevê o dever da caixa econômica federal de repassar à Receita Federal o depósitos com o respectivo acréscimo de juros; 5) alega violação a princípios constitucionais e da administração pública; 6) que não se aplica aos autos a legislação que fundamentou o acórdão recorrido (artigo 1°, parágrafo 2°, do Decreto- lei n° 1.737/79; do artigo 38, parágrafo único da Lei n° 6.830, de 22 de setembro de 1980 e os preceitos do ADN-COSIT n° 3, de 14 de outubro de 1996), em virtude da matéria em litígio não ser aquela objeto de apreciação junto ao Poder Judiciário; e 7) requer a anulação da decisão de primeira instância e o acolhimento da impugnação na íntegra. Constam no processo: 1) decisão interlocutória proferida no Mandado de Segurança/Processo n.° 99.0002545-8 ( fls. 63); 2) certidão registrando redistribuição do Mandado de Segurança nº 99.0002445-8 por conexão ou continência, para ser julgado juntamente com o de nº 99.0001456-1 (fls. 65); e 3) sentença proferida no mandado de segurança 99.0001456-1 (ls. 67/83). É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.005071/2003-39 Acórdão n.º 2802-00.549 S2-TE02 Fl. 154 5 Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele deve-se tomar conhecimento. PRELIMINAR Este processo e o outro mencionado pelo recorrente foram distribuídos a este mesmo relator e ambos estão sendo julgados na mesma sessão de julgamento. Pedido deferido. MÉRITO Consoante Termo de Constatação e Encerramento da Ação Fiscal de fls.84/104 foram lavrados dois autos de infração no mesmo dia 24/12/2003, um deu origem ao Processo n° 11543.005070/2003-94, servindo para exigir o pagamento do imposto de renda no valor R$ 12.125,40, acrescido de juros de mora no valor R$ 10.003,45 e multa proporcional de R$9.094,05, totalizando R$ 31.222,90, refere-se ao valor do imposto de renda não coberto pelo depósito judicial. Foi lavrado na mesma data o segundo auto de infração, que deu origem ao Processo n° 11543.005071/2003-39, objeto do presente Recurso, para exigir o pagamento do imposto de renda no valor de R$24.270,95 e juros de mora no valor de R$20.023,53, totalizando R$44.294,48, sem a cobrança de multa, esse lançamento teve por finalidade prevenir a decadência do crédito tributário objeto de depósito judicial que foi realizado com amparo no mandado de segurança 99.0001456-1, tendo como base legal com base o inciso IV do art. 151 do CTN c/c art. 63 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. O órgão julgador de primeira instância não conheceu a impugnação por ter reputado ocorrida renúncia à instância administrativa, decorrente da existência de ação judicial em que se discute o mesmo objeto do presente processo administrativo. Fundamentaram a decisão de primeira instância o parágrafo único do art. 38 da Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 198, §2º do art. 1º do Decreto-lei n° 1.737, de 20 de dezembro de 1979 e Ato Declaratório Normativo Coordenação Geral do Sistema de Tributação (ADN-COSIT) da Secretaria da Receita Federal n° 3, de 14 de outubro de 1996. Alega o requerente que não há identidade entre o objeto da ação judicial e o mérito deste processo, sustenta que no processo judicial se discute a incidência do Imposto de Renda sobre verbas recebidas por condenação da União em decorrência de reclamação trabalhista, neste, se discute se é devida ou não a exigência, pela fiscalização, de Juros de Mora sobre importância depositada por força de medida judicial. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 O instituto da renúncia à instância administrativa deve ser apreciado, mediante os dados do caso concreto, sendo aplicado quando houver identidade entre os elementos que compõem a ação (a denominada identidade tríplice a envolver as partes, a causa de pedir e o pedido) e o processo administrativo. Se houver matéria submetida ao julgamento administrativo que não tenha sido objeto da ação judicial, estritamente sob essa parte deve se manifesta o julgador administrativo, reconhecendo-se a renúncia ao direito de recorrer administrativamente na outra parte. No Mandado de Segurança nº 99.0002545-8 objetivou-se a autorização para depósito do montante integral para o fim de suspender a exigibilidade do crédito tributário. Por força de conexão ou continência o referido writ for redistribuído para ser decidido juntamente com o mandado de segurança 99.0001456-1. A fim de verificar a existência ou não de identidade de pedido e causa de pedir, convém analisar o relatório da sentença proferida pelo juízo da Seção Judiciária no Espírito Santo. Foram formulados múltiplos pedidos cumulados, a saber: a) declaração da condição suspensiva, na forma do art. art. 117, I, do CTN, determinando-se ao Impetrado que se abstenha de proceder qualquer retenção sobre os valores recebidos na Reclamação Trabalhista nº 575/90, até final decisão da ação rescisória; b) declaração do direito à compensação, de eventual valor pago a titulo de Imposto de renda, com o total a ser restituído, no caso de a ação rescisória interposta em face da sentença exarada na Reclamação Trabalhista nº 575/90 ser julgada procedente; c) declaração do direito dos substituídos à integralidade das vertas auferidas na Reclamação Trabalhista no 575/90; d) declaração do direito ao pagamento do Imposto de renda com base nos valores históricos e na época própria, determinando-se à autoridade impetrada que somente proceda a cobrança de Imposto se se verificar, caso a caso, sê-lo devido, mês a mês, praticadas as ' deduções, alíquotas e demais vantagens atinentes a legislação-pertinente à época; e) declaração do direito dos substituídos quanto à Indenização compensatória, equivalente ao prejuízo causado, pela União, quando deixou de , pagar os i ' diretos devidos nas épocas próprias, acarretando incidência de . imposto ou majoração de alíquotas, determinando-se à autoridade Impetrada que proceda a compensação, cobrando-se dos substituídos apenas os valores devidos à época própria, e da UNIÃO, o restante devido, com base no valor percebido no ano 1998 (teoria .do caixa), referente a cada um dos substituídos. O impetrante, para tanto, deduz os seguintes fundamentos: a) está em curso ação rescisória tendente à desconstituIção da sentença exarada na RT 575/90, que legitimou o recebimento das verbas glosadas, em - razão do que as mesmas não Fl. 6DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.005071/2003-39 Acórdão n.º 2802-00.549 S2-TE02 Fl. 155 7 podem ser livremente dispostas, por força de condição suspensiva (art. 117, 1, do CTN); b) sucessivamente, se não acolhido o primeiro fundamento e os substituídos tiverem que restituir as verbas auferidas na RT 575/90, Impõe-se a declaração quanto à possibilidade de compensação da importância paga a titulo de imposto de renda com o montante a ser restituído, sob pena de enriquecimento Ilícito; c) a Incidência do Imposto sobre o montante total das verbas pagas em razão da RT 575/90, sem considerar: o mês em que cada parcela deveria ter sido paga, o valor histórico e a alíquota correspondente, ofende o principio da capacidade contributiva; d) também afronta o principio da isonomia, pois Impõe tratamento desigual entre os trabalhadores que recebem as verbas salariais corretamente e os que só.. percebem seus direitos por força de decisão Judicial, urna vez que destes se exclui o cômputo de deduções e isenções; e) Justiça do Trabalho não tem competência para determinar a retenção do Imposto de renda na fonte; f) não há previsão legal do fato gerador; . g) a responsabilidade tributária pelo Imposto de renda, que não tenha sido retido na fonte, é exclusiva da fonte pagadora; h) as verbas recebidas na Reclamação Trabalhista 575/90 perderam a natureza remuneratória, por não poderem ser apuradas em relação às épocas próprias; têm, assim, natureza indenIzatória, tanto que não foram incorporadas para efeito do posicionamento nos cargos que os substituídos ocupam, se negada a natureza indenizatória, deverá ser declarado o direito dos substituídos à incorporação das referências apuradas, com o reposicionamento na carreira; i) não pode incidir Imposto de renda sobre juros e correção monetária; j) é Incabível o desconto do Imposto de renda sobre o montante Integral das verbas pagas em razão da RT 575/90, considerando que, se somadas à remuneração mensal de cada substituído e divididas pelo número de meses laborados, não se ultrapassaria a ,faixa de isenção do tributo; e k) se remanescer a responsabilidade tributária dos substituídos, haverá o direito a Indenização pelo prejuízo causado, com fulcro no art. 159 do Código Civil, em razão da Incidência do Imposto de renda, quando na época Fl. 7DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 própria estariam Isentos, e em razão de elevação da alíquota a ser paga. No auto de infração em julgamento, constituiu-se crédito tributário de R$24.270,95, referente ao valor depositado, acrescido de juros de mora. Os juros de mora, neste processo, não têm vida própria. São mera atualização do valor de depósito feito originalmente para fins de controle administrativo cuja cobrança está obstaculizada em razão da suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Neste recurso voluntário não se renova qualquer pedido ou causa de pedir tratados na ação judicial, discute-se, exclusivamente, a cobrança de juros de mora, e isso não faz parte da ação judicial. Diga-se que desde a impugnação o litígio estaria delimitado a esse ponto. A realização do depósito do montante do tributo em litígio tem por principal finalidade fazer cessar os efeitos da mora. Quem deposita o faz para não ter de pagar juros de mora caso seja vencido na ação judicial. Ainda que o lançamento tenha sido feito com a exigibilidade suspensa e que o depósito, uma vez convertido em renda pelo seu valor corrigido será forma de extinguir o crédito tributário integralmente, incluindo seus acessórios (inciso II do §3º do art. 1º da Lei nº 9.703, de 17 de novembro de 1998). O lançamento dos juros está se configurando como mero procedimento administrativo de controle do crédito tributário, cuja extinção ocorreria ou pela decisão judicial favorável ao sujeito passivo ou pela conversão em renda. Reputo que esse procedimento não é a melhor forma de garantir segurança jurídica ao cidadão. Penso que o direito material não pode ser suplantado pela práticas administrativas, conseqüentemente, entendo que há interesse de agir pelo fato de terem sido lançados juros de mora para uma futura cobrança, se houver, embora impedir que isso ocorra é a principal finalidade do depósito. Tenho como suficientemente demonstrado pelo recorrente que não se trata de repetir na instância administrativa os pedidos e as causas de pedir da ação judicial. Não há identidade de objeto como constou na ementa do acórdão recorrido. O que se requer neste recurso somente tornou-se possível após o lançamento, trata-se unicamente do inconformismo com a cobrança de juros de mora sobre o depósito. Discordo, portanto, da solução dada no acórdão recorrido. Nesse sentido têm se manifestado esse Conselho, conforme excerto de ementas abaixo: CONCOMITÂNCIA DE AÇÃO JUDICIAL - A propositura de ação judicial importa a renúncia à discussão administrativa relativamente à matéria sub judice. Quanto à matéria diferenciada, há de ser conhecido o recurso.(Acórdão nº 105- 17358, de 17/12/2008, da 5ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Marcos Rodrigues de Mello) Fl. 8DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.005071/2003-39 Acórdão n.º 2802-00.549 S2-TE02 Fl. 156 9 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação de matéria distinta da constante do processo judicial.(acórdão nº 303-35829, de 10/12/2008, da 3ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Luis Marcelo Guerra de Castro) NORMAS PROCESSUAIS - CONCOMITÂNCIA DE PROCESSOS NA VIA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL - INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA - PREVALÊNCIA DA UNA JURISDICTIO - No aparente conflito entre magnos princípios a autoridade administrativo-julgadora deverá sopesar e optar por aquele que tenha maior força frente as peculiaridades do caso sub judice, a fim de a decisão assegurar as garantias individuais e realizar a segurança jurídica através do respeito à coisa julgada e à ordem constitucional, aqui revelado pelo prestígio a unicidade de jurisdição. Na concomitância de processos na via administrativa e judicial, o óbice para que a instância administrativa se manifeste não decorre da simples propositura e coexistência de processos em ambas as esferas, ele somente exsurge quando houver absoluta semelhança na causa de pedir e perfeita identidade no conteúdo material em discussão.(...)(acórdão nº 103-20883, de 21/3/2002, da 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, conselheiro(a) relator(a) Mary Elbe Gomes Queiroz) Com essas últimas considerações, primando pela economia processual e com fulcro no §3º do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 – mesma inteligência do §2º do art. 249 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil)- , considero que cabe deixar de aplicar a nulidade quando for possível julgar o mérito em favor de quem a declaração de nulidade aproveitaria. No caso dos autos, constata-se que ao chegar à conclusão que a impugnação deveria ter sido conhecida já se está apreciando o mérito. Assim, considero não declarar a nulidade da decisão de primeira instância e julgar o mérito favoravelmente ao sujeito passivo, sem prejuízo de, na hipótese de a decisão judicial ser no sentido de converter o depósito em renda, a Fazenda Nacional receber o valor depositado devidamente corrigido. Diante do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso tão somente para excluir do auto de infração os juros de mora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 9DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 10 Fl. 10DF CARF MF Emitido em 24/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 09/02/2011 por VALERIA PESTANA MARQUES, 17/11/2010 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO

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Numero do processo: 10314.004961/94-11
Data da sessão: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 303-00.717
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao DEINT/MICT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI

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RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia ao DEINT/MICT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 21 de agosto de 1998 PROCURADORIA.C:RAL DA fAZeNC:A Coordenoçao Se-cl , f spraserecseo fr.troiyd;cioi A wa if lifyonal LUCIANA COR 1E4 ROitIZ PONTES Proursdor a d0 Fazanda Ihlacionol LO 3 DE/1998 JO 0 A COSTA P esidente NIL N BARTO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: GUINES ALVAREZ FERNANDES, ANELISE DAUDT PRIETO, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES e TEREZA CRISTINA GUIMARÃES FERREIRA (Suplente). Ausentes os Conselheiros SÉRGIO SILVEIRA MELO e ISALBERTO ZAVÃO LIMA. 4.4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 RESOLUÇÀO N° : 303-717 RECORRENTE : RHODIA FARMA LTDA RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RELATOR(A) : NTLTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Em ato de despacho aduaneiro da IRF/São Paulo/SP, foi lavrado Auto de Infração (fls. 02) contra a Recorrente, no valor de 623.602,76 Ufirs, tendo por fundamento fitico a utilização indevida de beneficio fiscal, vez que o contribuinte submetera a análise DI n° 310.399/94, que amparou a importação da mercadoria identificada comercialmente como pefloxacine methane sulfonate, sendo "50 quilos desse produto químico de nome cientifico mesilato do ácido etil- 1- fluoro-6 (metil-4- piperazil) —7 oxo- 4 dihidro 1,4 quinoleina-3 carboxilico dihidratada, tendo classificando-a na posição NBM/TAB 2941.90.9100" com aliquota de 0% para os Impostos de Importação e sobre Produtos Industrializados, aliquotas reduzidas conforme "Ex" n° 004, dessa posição. Entendeu a fiscalização, entretanto, com base no Laudo de Técnico n.° 009/94 (fls. 33, 33v0), proferido por técnico dos quadros da Receita Federal, Engenheiro Luiz Aurélio Alonso, tratar-se da mercadoria "MESILATO DE PEFLOXACINA DIHIDRATADA", composto orgânico de constituição química definida isoladamente, caracterizando-se como um antibiótico, enquadrivel no código declarado, mas sem gozar do beneficio contido na "EX" 004 destinado A. PEFLOXACINA, usufruído indevidamente. Considerando a utilização do beneficio indevida, a fiscalização lavrou Auto de Infração exigindo de oficio a diferença do Imposto de Importação, bem como a aplicação de multa, relacionando as Declarações de Importação n's 307.072/94, 301.831/94, 307.857/94, 308.978/94, 310.017/94, 308.330/94, 304.116/94, 300.692/94 e 303.081/94 (fls. 25 a 64), sem, contudo enquadrar regularmente as infrações cometidas, aplicando a multa de oficio de 100% sobre o Imposto de Importação, na forma do art. 4°, inciso Ida Lei n° 8.218/91. Intimada pessoalmente da autuação (fls. 02), em 24/11/94, a autuada apresentou Impugnação (fls. 66/80), tempestivamente, alegando em sua defesa que: Preliminarmente, houve cerceamento do direito de defesa, pois o Auto de Infração não descreveu o enquadramento legal, ou seja, "a disposição legal infringida e a penalidade aplicável", ferindo assim o art. 10, inciso IV do Decreto n° 70.235/72, o que torna o Auto de Infração nulo; 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 119.197 : 303-717 Ainda em preliminar, alega que a mercadoria não foi Classificada erroneamente, pois a posição atribuida foi a correta 2941.90.9900 e não como relatou a fiscalização, que a mercadoria havia sido classificada na posição 2491.90.9100. No mérito, entende que, tendo em vista que o produto em questão é utilizado na composição de medicamento denominado PEFLACIN (fls. 79/80), e a concessão da aliquota zero, proporcionada pelas Portarias MEFP nos 488/92 e 308/94, foi concedida em pleito da Recorrente junto a Coordenadoria técnica de tarifas, provavelmente, por exclusivo critério interno do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, com o fim de prestigiar a simplificação nominal, foi adotado apenas o nome pefloxacina, ao invés de seu nome químico. Alega ainda que, uma vez que tal beneficio foi concedido especificamente à Recorrente, para a matéria-prima PEFLACIN, em caso de dúvida em relação á. concessão ou não, os autos deveriam ser baixados em diligência fiscal, para manifestação do órgão competente conclusivamente a respeito do caso concreto. Por fim, juntando cópia do processo administrativo que analisou o pleito de redução da aliquota, onde consta o componente MESILATO DE PEFLOXACINA DIHIDRATADO, a Recorrente requereu a nulidade e inépcia do Auto de Infração com o fim de manter a aplicação da aliquota zero em todas as importações. Verifica-se que, durante a fase do preparo do processo, manifestou-se o fiscal autuante (fls. 83/84), alegando que: I. a classificação incorreta do produto importado incorreta, enseja apenas em casos de recolhimento de diferença do crédito tributário pago a menor, vez que aquele procedimento não se acha tipificado como infração; conforme parecer CST n° 477/88 e errôneo enquadramento na TAB do produto descrito com exatidão pelo importador, desde que ratificada essa descrição pela conferência fisica, não caracteriza infração, pois para efeito de declaração da mercadoria prevalece a sua descrição. III.o Auto de Infração lavrado, tem como finalidade, a retificação do enquadramento tarifário adotado erroneamente e a aplicação da penalidade pertinente; concluindo-se que a fundamentação do Auto de Infração lavrado é ilícita, pois em nenhum momento a defendente contradiz o laudo pericial (fls. 23). 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 119.197 : 303-717 IV.em relação à classificação fiscal TAB, por um lapso datilográfico, ao invés de 2941,90.9900 foi declarado 2941.90.9100 que de fato não existe, mas não é suficiente para anular o Auto de Infração. Tendo apresentado impugnação, a Recorrente solicitou, em 15/02/95, o desembaraço de mercadoria importada sob o amparo da DI n° 310.399/94, mediante apresentação de Termo de Responsabilidade com Fiança do Banco Bradesco S/A (fls. 89/91), o qual foi deferido e procedido (fls. 104/105). Considerando a manifestação do Auditor Fiscal do Tesouro nacional (fls. 83/84), a ff(F/SAo Paulo/SP reabriu o trintidio para apresentação de nova impugnação apresentada is fls. 111 e 112. Em seu aditamento a Recorrente, ratifica suas objeçiies preliminares em relação it nulidade do Auto de Infração e reitera os argumentos da inicial (fls. 66/71). Conclui da a fase de instrução, a DRJ/SP prolatou decisão (fls.115 a 124) julgando procedente a ação fiscal, afastando a preliminar de cerceamento do direito de defesa uma vez que os fatos não impedem uma perfeita compreensão da acusação, que foi objeto da impugnação da Recorrente. Entendeu que o produto importado embora coincida com o declarado não é o mesmo que trata a Portaria MEFP n° 308/94, resultando na necessidade de recolhimento dos tributos calculados de acordo com a aliquota vigente para o produto efetivamente importado. Sendo assim, sentenciou que o produto que o contribuinte importou não é exatamente o mesmo a que alude a Portaria Ministerial, conforme comprovação do laudo técnico. A aliquota de 0 % é para o produto PEFLOXACINA, no entanto o produto que chegou ao pais não tem essa denominação nem comercialmente. A decisão recorrida buscou fundamento no art. 111 CTN "Interpreta- se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: H- outorga de isenção", para concluir que não poderia ser estendido o beneficio caso não esteja caracterizado o produto como sendo beneficiado pela redução. O fato de ter sido publicada a denominação do produto de forma errônea, não constitui elemento de defesa para a Recorrente, pois reconhecido o erro, deveria ter sido comunicado a administração para revogar o ato viciado e corrigi-lo retroativamente, vez que o ato administrativo consubstanciado na Portaria MEFP n.° 308/94, produziu plenamente seus efeitos, mas diz respeito tão somente ao produto PEFLOXAONA e não ao MES1LATO DE PEFLOXAONA DIHIDRATADA. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 RESOLUÇÃO : 303 -717 A autoridade julgadora, por fim, decidiu pela manutenção do lançamento tributário e multa, determinando o agravamento da exigência pela aplicação dos juros moratórios, calculados is fls. 123, na forma do art. 54, § 2°, e art. 59 da Lei n° 8.383/91, concedendo novo prazo à Recorrente para apresentação de impugnação quanto ao agravamento. Em 30/08/95 foi refeito o auto de infração para aplicação do agravamento da exigência do crédito tributário com o cálculo dos juros, tendo sido juntadas novas planilhas com discriminação complementar quanto ao lançamento tributário. Intimada do agravamento da exigência tributária, 22/09/95, a Recorrente apresentou nova impugnação, tempestiva, em 19/10/95, (fls. 132 a 149) alegando que: I. importou para fabricação de seus medicamentos de uso humano denominado PEFLAC1N, a matéria-prima farmacêutica PEFLOXACINA cujo nome comercial é mesilato do ácido Etil- 1- Fluoro-6 ( metil-4 Piperazil)-7 Oxo-4 Dihidro,1.4 Quinoleina-3 Carboxilico Dihidratado, conforme DI n° 310399, 04/10/94, que recebeu a classificação TAB /SH 2941.90.99.00; II. em virtude de tal situação, no desembaraço aduaneiro, foi aplicada aliquota zero para o Imposto de Importação, com base na Portaria MEPF n.° 488 e prorrogada pela de n° 308. III. a matéria-prima foi retida na Alfândega AISP sendo lavrado posteriormente o Auto de Infração datado de 30/08/94 (fls. 126/127). IV. é a única beneficiária do favor fiscal concedido pelas Portarias MEFP ifs 488/92 e 308/94, que ocorreu justamente em razão do pleito da Recorrente. V. desde o pleito inicial da concessão da aliquota zero da PEFLOXAC1NA em fins de 1991 o produto importado para fabricação do medicamento humano PEFLAC1N, sempre foi exatamente o mesmo que 6 objeto das Declarações de Importações. VI. a Recorrente não pode ser penalizada, pois os próprios órgãos do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento que foram os responsáveis pela concessão adotaram tão somente a denominação comercial PEFLACIN ao invés de utilizarem o nome químico. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 119.197 : 303-717 VII. sendo a única beneficiária com a importação dessa matéria-prima PEFLOXACINA em todo Brasil e já tendo comprovado a fabricação do medicamento de uso humano PEFLACIN, da linha farmacêutica deve-se em caso de dúvida os autos serem levados a diligencia fiscal para que o atual DrgAo Federal CTT/MIC, sucessor do que concedeu em 1992 se manifeste conclusivamente a respeito do caso concreto. Requerem ao final que, conforme prova documental, sejam julgados totalmente improcedentes e insubsistentes as exigências fiscais. Em 23/10/95 foi proposto o encaminhamento da impugnação a DRJ/SP/SECAV para prosseguimento, de acordo com a decisão de 26/02/96 da DRF- JULGAMENTO ficou retificada a decisão da DRJ n° 1.394/95.41.76 retirando-se o agravamento relativo aos juros moratórios, uma ser impossível a separação dos juros moratórios dos demais elementos constitutivos do crédito tributário, sendo desnecessário o agravamento do lançamento. Em relação aos autos, foi solicitado que fossem remetidos a repartição de origem para que fosse cancelado o Auto de Infração de fls. 126/129 e dada ciência a interessada da decisão de fls. 115/123 já devidamente retificada. Tendo tomado ciência da decisão proferida as fls. 154/155, em 11/06/97, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário a este Egrégio Conselho, em 08/07/97 (fls. 159 a 195) ratificando os termos da impugnação e alegando que: I. desde 1988 importava o insumo MESILATO DE PEFLOXACINA DIHIDRATADA para fabricação do medicamento PEFLAC1N suportando elevados custos com Imposto de Importação de 20%, indagando "porque pleitear a redução tarifária para PEFLOXACINA se é exatamente este o medicamento fabricado pela Recorrente e cuja importação jamais existiu?" II. o favor fiscal foi concedido todas Ls vezes para a matéria-prima farmacêutica PEFLAC1N sendo totalmente impertinente as suposições fiscais de que não se aplicaria a redução para a matéria- prima importada. Recorrente não teria nenhuma ra7ão em pleitear redução tarifária para uma matéria-prima que se apresentasse insensível ao processo industrial (PEFLOXACINA) especialmente considerando as rígidas determinações do Ministério da Saúde para fabricação de medicamentos de uso humano como é o caso do PEFLACIN da sua linha farmacêutica. 6 e MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° : 119.197 : 303-717 Em desfecho, fazendo considerações a cerca da questão da importação da matéria-prima do produto que industrializa, PEFLOXACINA, nomenclatura utilizada como objeto da portaria ministerial concessora do beneficio, requer a procedência do RECURSO ORDINÁRIO, para que seja decretada a anulação do crédito tributário. Encaminhado A. D. Procuradoria da Fazenda Nacional houve manifestação em contra-razões de recurso, que "a interessada, ainda que de modo mais enfático, reproduz os argumentos da impugnação sem trazer, no entanto, algum elemento novo que justifique a modificação do julgado", requerendo seja negado provimento ao Recurso e mantido o crédito tributário. E o relatório. e 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 RESOLUÇÃO N° : 303-717 VOTO Trata-se beneficio de redução de aliquota do Imposto de Importação outorgado pela Administração Pública, por seu órgão competente o então Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, face ao pleito ingressado pela Recorrente, sendo que, quando da publicação das Portarias Ministeriais de concessão e renovação da concessão, houve urn equívoco na denominação do produto beneficiado pela redução do imposto, ou seja, ao invés de ter sido publicado o nome da matéria-prima importada foi publicado o nome comercial do produto final, industrializado pela Interessada. De plano, verifica-se que a argumentação da Recorrente - de que o erro material da norma beneficiadora não seria suficiente para excluir a redução do imposto, inclusive pelo fato de ser ela (Recorrente) a (mica beneficiária dessa redução e que a redução só foi possível a partir de seu pleito ao CTT - poderia ser capaz para o reconhecimento da manutenção do beneficio. Contudo, não há provas nos autos suficientes para tal convencimento, sendo necessário oficiar-se os órgãos envolvidos na concessão da redução para se manifestarem a respeito. Como vem insistentemente alegando a Recorrente, seu pleito junto et antiga Coordenação Técnica de Tarifas, do MEFP, objetivando destaque "EX" no código tarifário 2941.90.900, refere-se efetivamente ao produto importado, ou seja, MES1LATO DE PEFLOXACINA DIHIDRATADA, conforme processo n° 10768- 042417/91-97. Alega, ainda, que o favor fiscal concedido através da Portaria n° 488192, prorrogado pela Portaria MF 308/94, atendeu especificamente ao pleito daquela empresa - RHODIA FARMA LTDA, não podendo ser penalizada em função da simplificação, pelo referido órgão, do nome do produto, optando pelo seu nome comercial, ou seja, apenas "Pefloxacina". Diante do exposto, objetivando a busca de elementos esclarecedores que possam resultar na melhor solução para o presente litigio, voto no sentido de converter o julgamento em diligência ao Departamento Internacional de Tarifas (DE1N'T), do IvIECT, órgão que sucedeu a antiga CCT/MEFP, para que promova a juntada aos autos de cópia do inteiro teor do processo mencionado pela Recorrente que, segundo afirma, ensejou o destaque "EX" 001 - para o produto "Pefloxacina", no código tarifário 2941.90.900, através das Portarias MEFP nos 488, de 22/06/92 e 308, de 30/05/94. Sala das Sessões, em 21de agosto de 1998 NILT;N BAR LI - Relator 8

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Numero do processo: 10314.004961/94-11
Data da sessão: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO - BENEFÍCIO FISCAL. As Portarias Ministeriais n.° 488/92 e n.° 308/94 não amparam a redução tarifária de alíquota de 20% para zero do insumo Mesilato de Pefloxacina Dihidratado. RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO
Numero da decisão: 303-30.152
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário quanto aos impostos e às penalidades, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI

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As Portarias Ministeriais n.° 488/92 e n.° 308/94 não amparam a redução tarifária de alíquota de 20% para zero do insumo Mesilato de Pefloxacina Dihidratado • RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário quanto aos impostos e às penalidades, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 19 de março de 2002 J0 7 ' .1%4 1A COSTA ;O Pr sidente 2 2T0N Z BAR172I elator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOIBMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS e MARIA EUNICE BORJA GONDIM TEIXEIRA (Suplente). Ausentes os Conselheiros MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES e CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS. Ats/1 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 ACÓRDÃO N° : 303-30.152 RECORRENTE : RHODIA FARMA LTDA. RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RELATOR(A) : NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO O presente feito retorna para apreciação desta Eg. Câmara após a conversão do julgamento em diligência, conforme Resolução n.° 303-717, de 03 de Dezembro de 1998, da qual fui relator e cujo relatório de fls. 200/206, adoto e • passo a ler em Sessão. À época, como relator do feito, objetivando a busca de elementos esclarecedores que pudessem resultar na melhor solução para o presente litígio, fui pela conversão do julgamento em diligência ao Departamento Internacional de Tarifas (DEINT), do MICT, órgão que sucedeu a antiga CCT/MEFP, para que promovesse a juntada aos autos, de cópia de inteiro teor do Processo mencionado pela Recorrente que, segundo afirma, ensejou o destaque " EX" 001, para o produto " Pefloxacina" , no código tarifário 2941.90.9900, através das Portarias MEFP n.°s 488, de 22/06/92 e 308, de 30/05/94. Concluída a Diligência, apenso aos autos o Processo n° 10768.042417/91-97, retorna para apreciação e julgamento. Ciente quanto ao resultado da diligência, a Recorrente não • apresentou manifestação. É o relatório. 2 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 ACÓRDÃO N° : 303-30.152 VOTO Trata-se de processo que questiona a concessão do benefício de redução de alíquota, de 20% para zero, do Imposto de Importação outorgado pela Administração Pública, por seu órgão competente, o então Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, face ao pleito ingressado pela ora Recorrente nos autos do processo n.° 10768.042417/91-97, apenso ao presente processo em razão de diligência, sendo que, quando da publicação das Portarias Ministeriais n e's 488/92 e 308/94, respectivamente de concessão e renovação da concessão, houve, segundo a Recorrente, um equívoco na denominação do produto beneficiado pela redução do imposto, ou seja, a ora Recorrente alega que ao invés de ter sido publicado o nome da matéria-prima importada (Mesilato de Pefloxacina Dihidratado) foi publicado o nome comercial do produto final (Pefloxacina), por ela industrializado. Concluída a diligência oriunda da Resolução n.° 303-717, a qual objetivou a busca de elementos esclarecedores para a melhor solução do litígio, pude observar que o processo n.° 10768.042417/91-97, apenso aos presentes autos, foi originado pelo pedido de modificação de alíquota do imposto de importação de 20% para zero, referente ao insumo Pefloxacina, fls. 01. Observei que tanto o mencionado pedido como os respectivos documentos que o instruíram foram feitos com base no insumo Pefloxacina, conforme depreende-se dos autos apensados, ou seja, o produto objeto do pleito de redução de alíquota elaborado pela ora Recorrente e analisado pela Coordenação • Técnica de Tarifas foi a Pefloxacina e não o Mesilato de Pefloxacina Dihidratado (fls. 17-A e 18), como pretende sugerir a Recorrente. Sobreveio, assim, a Circular DECEX n.° 76, de 09/03/92, que tornou público o pleito feito pela ora Recorrente à Coordenação Técnica de Tarifas o qual tratava da redução da alíquota do imposto de importação referente ao insumo Pefloxacina. Assim, o insumo que foi analisado e teve sua alíquota reduzida de 20% para zero, em conformidade com o pleito da ora Recorrente e com as Portarias Ministeriais n° 488, de 22/06/92 e n° 308, de 30/05/94 foi a Pefloxacina (código da TAB 2941.90.9900). A Recorrente alega que Pefloxacina é o nome comercial do 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 ACÓRDÃO N° : 303-30.152 Mesilato de Pefloxacina Dihidratado e que a intenção das Portarias Ministeriais n. °s 488/92 e 308/94 era de reduzir a aliquota do imposto incidente sobre o insumo Mesilato de Pefloxacina Dihidratado. Entretanto, não há que se confundir ambos os insumos. A própria Recorrente define a Pefloxacina como um insumo utilizado na produção do medicamento, de nome comercial, Peflacin. Outrossim, alega que a Pefloxacina é a primeira quinolona que é ativa no tratamento de infecções sistêmicas graves. Ou seja, de acordo com as informações dadas pela Recorrente pude • constatar que a mesma ora diz ser a Pefloxacina o nome comercial do Mesilato de Pefloxacina Dihidratada, ora que aquela é um insumo utilizado na produção de medicamentos. Visando a esclarecer a contradição da Recorrente observei as respostas aos quesitos elaborados através do Laudo Técnico n° 009/94, acostado aos presentes autos às fls. 23, pois, ao se questionar se o produto importado que estava em análise tratava-se de Pefloxacina as respostas dadas pelo engenheiro credenciado pela IRF foram as seguintes: "1) Não. O produto em questão não se trata de pefloxacina. 2) O produto em questão trata-se de Mesilato de Pefloxacina Dihidratada, um composto orgânico de constituição química definida e isolada, caracterizando-se como um antibiótico, apresentando a fórmula química bruta Ci8H24FN306.S-H20 e os • seguintes nomes científicos: • Metanosulfonato de pefloxacina dihidratado; • Mesilato de pefloxacina dihidratado; • Mesilato do ácido 1-etil-6-flãor-1, 4 dihidro-7- (4-metil piperazinil) -4-oxo-3-quinoleínacarboxicilico dihidratado. 3) O produto em questão apresenta as seguintes características: • Aspecto: pó bege apresentando odor característico; • Composição Química: Mesilato de pefloxacina" Restou claro, ao analisar as respostas do laudo, que o produto importado pela Recorrente e declarado nas DI's não se trata de Pefloxacina, mas sim de Mesilato de Pefloxacina Dihidratado. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 119.197 ACÓRDÃO N° : 303-30.152 Outrossim, a própria Recorrente em seu Recurso Voluntário de fls. 159/167 atesta que é a única importadora, em todo o Brasil, da matéria farmacêutica: Mesilato de Pefloxacina Dihidratada e sendo assim, não teria interesse em pleitear a redução tarifária para uma matéria-prima que "se apresentasse absolutamente inservivel ao seu processo industrial ("Pefloxacina")" (fls. 165). Neste trecho, utilizado pela própria Recorrente como argumento em seu Recurso Voluntário, pude observar que os produtos Mesilato de Pefloxacina Dihidratada e Pefloxacina não são sinônimos (conforme as palavras da Recorrente) e tampouco se trata de um ser o nome comercial e o outro o nome químico do mesmo insumo. Desta feita, com fulcro no Laudo Técnico n.° 009/94 (através do qual restou comprovado que Pefloxacina e Mesilato de Pefloxacina Dihidratado não são o mesmo insumo, isto é, o primeiro não é o nome comercial deste), nas alegações da própria Recorrente e no processo n.° 10768.042417/91-97, apenso aos autos, concluo que o insumo importado pela RHODIA FARMA LTDA., conforme constata-se nas DI's, trata-se de Mesilato de Pefloxacina Dihidratado (Mesilato do ácido 1-etil-6-flúor-1, 4 dihidro-7- (4-meti! piperazinil) -4-oxo-3- quinoleínacarboxícilico dihidratado), não estando este produto contemplado com a redução tarifária concedida através das Portarias Ministeriais n.°s 488/92 e 308/94. Ante o exposto, é procedente a autuação fiscal. Sendo assim, tomo conhecimento do recurso voluntário, uma vez que foi interposto tempestivamente, e no mérito nego-lhe provimento. Sala das Sessões, em 19 de março de 2002 • L/,-BARTO - Relator 5 'MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES J.4 • -A:, TERCEIRA CÂMARA Processo n.°: 10314.004961/94-11 Recurso n.° 119.197 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador, Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do ACORDÃO N° 303.30.152 411 Brasília-DF, 21de maio 2002 Jo" H anda osta P esidente da Terceira Câmara Ciente em: Q,3 , 2002 • • 13\) ft» F6Li êJ PER) IDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1

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Numero do processo: 11065.910764/2009-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INDÉBITOS. DÉBITOS CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO. O deferimento de pedido de restituição de pagamento indevido de débito declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser produzida, mesmo no curso do contencioso administrativo fiscal, até o momento processual da reclamação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.122
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado
Nome do relator: ALEXANDRE KERN

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CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002  INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.  Dada  a  existência  de  determinação  legal  expressa  em  sentido  contrário,  indefere­se  o  pedido  de  endereçamento  das  intimações  ao  escritório  do  procurador.  ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL  SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.  Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002  Ementa:  PEDIDO  DE  RESTITUIÇÃO.  INDÉBITOS.  DÉBITOS  CONFESSADOS. ERRO. COMPROVAÇÃO.  O  deferimento  de  pedido  de  restituição  de  pagamento  indevido  de  débito  declarado em DCTF depende da prova do erro na confissão, passível de ser  produzida,  mesmo  no  curso  do  contencioso  administrativo  fiscal,  até  o  momento processual da reclamação.  COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.  É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de  liquidez e certeza.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado      Fl. 74DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     2 Alexandre Kern – Presidente e relator  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Belchior  Melo  de  Sousa, Rangel Perrucci Fiorin, Hélcio Lafetá Reis, Carlos Henrique Martins de Lima e Daniel  Maurício Fedato. O Dr. Camilo de Oliveira Leipnitz – OAB/RS no 58.392 –  fez  sustentação  oral.  Relatório  Centro  Clínico  Canoas  Ltda.  transmitiu,  em  13/10/2005,  o  Pedido  de  Ressarcimento  ou  Restituição  /  Declaração  de  Compensação  ­  PER/DCOMP  no  41205.59553.131005.1.3.04­3779,  visando  a  restituir­se  de  indébito  ocasionado  pelo  pagamento de no 1356225701 e a declarar a compensação do direito creditório daí emergente  com  débitos  de  Cofinsdo  período  de  apuração  de  nov/2002.  O  Despacho  Decisório  no  843610139, fl. 1, não homologou a compensação porque o referido pagamento foi parcialmente  utilizado  para  a  quitação  de  débitos  do  contribuinte,  restando  saldo  disponível  inferior  ao  crédito  pretendido,  insuficiente  para  a  compensação  dos  débitos  informados  no  PER/Dcomp  para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.  Sobreveio Manifestação  de  Inconformidade,  fls.  2  a  6,  por meio  da  qual  o  requerente alega que:  a)  o direito creditório está relacionado com o efetivo pagamento  do  tributo.  Pagamento  este  comprovado  a  partir  da  guia  DARF devidamente autenticada pela instituição que recebeu  o pagamento;  b)  o documento  legitimador do crédito é a  respectiva DARF e  não a DCTF e/ou DIPJ;  c)   o  pagamento  indevido  decorreu  de  equívoco  constatado  na  apuração  do  valor  devido  a  título  de  Cofins,  período  de  apuração: nov/2002, que não corresponde ao valor constante  da  DARF  de  pagamento.  Logo,  apenas  a  instituição  fazendária  é  capaz  de  autorizar  o  contribuinte  a  retificar  a  DCTF, com  isso,  restará explícito o direito creditório que a  empresa possui.  A DRJ/POA­2ª Turma julgou a reclamação improcedente e não reconheceu o  direito creditório pleiteado. O Acórdão no 10­23.450, de 16 de dezembro de 2009, fls. 30 e 31,  teve emente vazada nos seguintes termos:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002  RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO ­ FALTA DE LIQUIDEZ  E CERTEZA ­ INDEFERIMENTO.  Nos  termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional,  essencial à comprovação da liquidez e certeza dos créditos  para a efetivação do encontro de contas, sendo obrigação  do  contribuinte  comprovar  suas  alegações,  nos  termos  do  art.333, inciso II do Código de Processo Civil.  Fl. 75DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.910764/2009­13  Acórdão n.º 3803­01.122  S3­TE03  Fl. 70          3 Manifestação de Inconformidade  Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido  Cuida­se  agora  de  recurso  voluntário  contra  a  decisão  da  DRJ/POA­2a  Turma.  O  arrazoado  de  fls.  35  a  52,  em  sede  de  preliminar,  argui  a  nulidade  da  decisão  recorrida, que teria alterado a fundamentação do indeferimento de seu pleito, em violação aos  arts.  2°  e  50  da  Lei  no  9.784,  de  29  de  janeiro  de  1999.  No  mérito,  sinteticamente,  pede  reforma, alegando que:  a)  a  instituição  fazendária  tem o dever de  intimar a  recorrente  para  apresentar  os  documentos  contábeis  e  fiscais  para  comprovar  o  erro  ocasionado  no  preenchimento  da  DCTF,  sob pena de incorrer em manifesta ilegalidade;  b)  conforme  entendimento  do  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  e  jurisprudência  pacificada  no  Superior  Tribunal  de  Justiça,  a  cópia  autenticada  do  DARF  é  suficiente  para  comprovação  do  recolhimento  indevido  de  tributo;  c)  o  pagamento  indevido  decorreu  do  equívoco  decorrente  da  apuração do valor devido a título de Cofins, na competência  de nov/2002;  d)  apenas a fiscalização tem o poder de autorizar que a empresa  retifique a DCTF, motivo pelo qual a recorrente reitera seus  argumentos para que seja possível sanar o erro cometido.  Conclui,  pedindo  anulação  do  acórdão  ora  recorrido  e,  alternativa  e  sucessivamente, sua reforma para homologar o pedido de compensação formulado, haja vista a  existência do DARF legitimador do direito creditório.  Requer,  por  derradeiro,  sejam,  todas  as  intimações  e  comunicações  do  presente  procedimento  administrativo,  inclusive  para  fins  de  sustentação  oral,  realizadas  sempre em nome dos procuradores signatários.  É o Relatório.  Voto             Conselheiro Alexandre Kern, Relator  Presentes  os  pressupostos  recursais,  a  petição  de  fls.  30  e  31  merece  ser  conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ­POA­2ª Turma nº 10­23.450, de 16  de dezembro de 2009.  Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores  Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas  ao  presente  processo  sejam  enviadas  ao  endereço  do  patrono  da  causa,  indefira­se. Na  atual  fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o  Fl. 76DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     4 Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 ­ PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela  Lei  nº  9.532,  de  10  de  dezembro  de  1997,  art.  67,  determina  que,  nesta modalidade,  sejam  endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a  solicitação  para  que  as  intimações  sejam  encaminhadas  ao  domicílio  dos  procuradores  da  sociedade.  Preliminar de nulidade da decisão recorrida  O  recorrente  infirma  a  decisão  de  piso  sob  o  argumento  de que  apresentou  novo  fundamento para o  indeferimento do pleito,  em  infração ao  art.  50  da Lei nº 9.784, de  1999.  O  argumento  recursal  é  o  de  que,  enquanto  o  Despacho  Decisório  no  843610139  considerou que não haveria direito creditório para realizar a compensação, porque o valor do  DARF  teria  sido  utilizado  para  quitar  débito  do  contribuinte,  a  decisão  recorrida  julgou  improcedente  a manifestação  de  inconformidade  sob  o  fundamento  de  que  a  ora  recorrente  deveria  comprovar,  por  meio  de  documentos  contábeis  e  fiscais  que  houve  erro  no  preenchimento da DCTF.  A  argüição  de  nulidade  não  prosperará  simplesmente  porque  inexistiu  a  alegada inovação.  Com efeito, o fundamento fático para o indeferimento do pleito de restituição  e para a não­homologação da compensação declarada foi a integral utilização do pagamento no  1356225701  na  extinção  de  débitos  do  próprio  contribuinte.  Tratando­se  de  julgamento  de  reclamação  formulada  pelo  requerente,  fundada  na  alegação  de  erro  no  preenchimento  da  Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF, instituída pela Instrução Normativa  SRF nº 129, de 19 de novembro de 1986, a decisão recorrida julgou­a improcedente porquanto  inexistia, nos autos, qualquer prova do erro alegado. Não se trata pois de novo fundamento para  o indeferimento do pleito, vis­à­vis o motivo original, mas, tão­somente, de refutação expressa  de argumento brandido na reclamação.  Rejeito a preliminar.  Mérito – A comprovação do indébito  O  recorrente  está  prenhe  de  razão:  constatando  que  houve  equívoco  na  apuração  da  base  de  cálculo  de  um  tributo  ou  contribuição,  o  sujeito  passivo  tem  direito,  independentemente  de  prévio  protesto,  à  restituição  total  ou  parcial  do  tributo  no  caso  de  cobrança  ou  pagamento  espontâneo  de  tributo  indevido  ou maior  que  o  devido  em  face  da  legislação  tributária  aplicável,  ou  da  natureza  ou  circunstâncias  materiais  do  fato  gerador  efetivamente ocorrido. É o que assegura o inc. I do art. 165 do CTN, transcrito em rodapé pelo  recorrente, mas merecedor de maior destaque por caudalosa jurisprudência judicial, e.g.:  “Ementa:  ....  I. Demonstrado o pagamento  indevido de  tributo,  em  razão  de  erro–  depósito  judicial  feito  por  equívoco,  mas  convertido em renda da União – impõe­se a restituição (art. 165,  II, do CTN). ....” (TRF­1ª Região. AC 2000.01.00.095880­0/MA.  Rel.:  Des.  Federal  Olindo  Menezes.  3ª  Turma.  Decisão:  29/10/02. DJ de 13/12/02, p. 47.)  “Ementa:  ....  É  clara  a  autorização  normativa  à  restituição  de  tributo recolhido indevidamente (art. 165, I, CTN). ....” (TRF­2ª  Região. AC 1999.02.01.035164­7/RJ. Rel.: Des. Federal Ricardo  Regueira. 1ª Turma. Decisão: 06/11/00. DJ de 07/12/00.)  Fl. 77DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.910764/2009­13  Acórdão n.º 3803­01.122  S3­TE03  Fl. 71          5 “Ementa:  ....  III.  A  restituição  do  tributo  recolhido  indevidamente  encontra  arrimo  no  art.  165,  I,  do  CTN.  ....”  (TRF­5ª Região. AC 2002.05.00.017710­5/PE. Rel.: Des. Federal  Luiz  Alberto  Gurgel  de  Faria.  Decisão:  17/12/02.  DJ  de  16/04/03, p. 407.)  Tenho certeza, o relator da decisão recorrida jamais pretendeu opor­se a esse  direito.  O  recorrente,  no  entanto,  articula  argumento  falacioso,  ao  pugnar  por  seu  direito  à  restituição,  bradando que o mesmo  “..,  consoante  dispõe o  art.  165,  inc.  I  do CTN  decorre  da  ‘cobrança  ou  pagamento  espontâneo  de  tributo  indevido  ou  maior  que  o  devido  em  face da  legislação  tributária  aplicável,  ...",  e  não  dos  valores  declarados  pelo  contribuinte  em  DIPJ,  DCTF...”.  Se,  de  um  lado  é  certo  que  o  DARF  informado  no  PER/Dcomp nº 41205.59553.131005.1.3.04­3779 comprova um recolhimento, de outro, como  bem destacou  a  decisão  recorrida,  inexiste  nos  autos  qualquer prova  de  que  o  pagamento  nº  1356225701  seja  indevido.  Há  tão­somente  a  alegação  do  requerente,  ora  recorrente.  Nada  mais.  E,  em  sede  de  prova,  nada  alegar  e  alegar,  mas  não  provar  o  alegado  se  equivalem  (allegare  nihil  et  allegatum  non  probare  paria  sunt). A  esse  propósito,  reporto­me  à  Lei  nº  9.784, de 1999, que o recorrente demonstrou bem conhecer. De acordo com o seu art. 36, que  regulamenta o sistema de distribuição da carga probatória no Processo Administrativo Federal:  o ônus de provar a veracidade do que afirma é do requerente:  Art.  36.  Cabe  ao  interessado  a  prova  dos  fatos  que  tenha  alegado,  sem prejuízo  do  dever  atribuído  ao  órgão  competente  para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei.  No  mesmo  sentido  o  art.  330  da  Lei  no  5.869,  de  11  de  janeiro  de  1973  (CPC),  já  referido  pela  decisão  recorrida.  A  jurisprudência  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  também corrobora esse entendimento:  Allegare  nihil  et  allegatum  non  probare  paria  sunt  —  nada  alegar  e  não  provar  o  alegado,  são  coisas  iguais.(HABEAS  CORPUS Nº  1.171­0 — RJ,  R.  Sup.  Trib.  Just.,  Brasília,  a.  4,  (39): 211­276, novembro 1992, p. 217)  Alegar  e  não  provar  significa,  juridicamente,  não  dizer  nada.(INTERVENÇÃO FEDERAL Nº 8­3 — PR, R. Sup. Trib.  Just., Brasília, a. 7, (66): 93­116, fevereiro 1995. 99)  RECURSO  ORDINÁRIO  EM MANDADO  DE  SEGURANÇA  –  APOSENTADORIA – NEGATIVA DE REGISTRO – TRIBUNAL  DE  CONTAS  –  ATOS  ADMINISTRATIVOS  NÃO  COMPROVADOS  –  ART.  333,  INCISO  II,  DO  CPC  –  PAGAMENTO  DOS  PROVENTOS  DE  NOVEMBRO/96  E  DÉCIMO  TERCEIRO  SALÁRIO  DAQUELE  MESMO  ANO  –  IMPOSSIBILIDADE  –  SÚMULAS  269  E  271  DA  SUPREMA  CORTE  –  1.  O  ônus  da  prova  incumbe  ao  réu,  quanto  à  existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito  do autor (art. 333, II, do Código de Processo Civil). Incumbe às  Secretarias de Educação e da Fazenda a demonstração de que a  professora  havia  sido  notificada  da  suspensão  de  sua  aposentadoria.  2.  Não  cabe  em  mandado  de  segurança  para  cobrança de proventos não recebidos, a teor das súmulas 269 e  Fl. 78DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     6 271 da Suprema Corte. 3. Recurso parcialmente provido. (STJ –  ROMS  9685  –  RS  –  6ª  T.  –  Rel. Min.  Fernando  Gonçalves  –  DJU 20.08.2001 – p. 00538)JCPC.333 JCPC.333.II   TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – IMPOSTO DE RENDA  – VERBAS INDENIZATÓRIAS – FÉRIAS E LICENÇA­PRÊMIO  – NÃO INCIDÊNCIA – COMPENSAÇÃO – AJUSTE ANUAL –  ÔNUS DA PROVA – O ônus da prova incumbe ao autor quanto  ao fato constitutivo de seu direito e ao réu quanto à existência de  fato  impeditivo,  modificativo  ou  extintivo  do  direito  do  autor.  Cabe  ao  contribuinte  comprovar  a  ocorrência  de  retenção  na  fonte do imposto de renda incidente sobre verbas indenizatórias  e  à  Fazenda  Nacional  incumbe  a  prova  de  eventual  compensação  do  imposto  de  renda  retido  na  fonte  no  ajuste  anual  da  declaração  de  rendimentos.  Recurso  provido.  (STJ  –  REsp  229118  –  DF  –  1ª  T.  –  Rel.  Min.  Garcia  Vieira  –  DJU  07.02.2000 – p. 132)  PROCESSO  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO  –  EXECUÇÃO  FISCAL  –  EMBARGOS  DO  DEVEDOR  –  NOTIFICAÇÃO  DO  LANÇAMENTO  –  IMPRESCINDIBILIDADE  –  ÔNUS  DA  PROVA – 1. Imprescindível a notificação regular ao contribuinte  do  imposto devido. 2.  Incumbe ao embargado,  réu no processo  incidente  de  embargos  à  execução,  a  prova  do  fato  impeditivo,  modificativo ou extintivo do direito do autor (CPC, art. 333, II).  3. Recurso especial conhecido e provido. (STJ – REsp 237.009 –  (1999/0099660­7)  –  SP  –  2ª  T.  –  Rel. Min.  Francisco  Peçanha  Martins – DJU 27.05.2002 – p. 147)  TRIBUTÁRIO  E  PROCESSUAL  CIVIL  –  IRPF  –  REPETIÇÃO  DE  INDÉBITO  –  VERBAS  INDENIZATÓRIAS  –  RETENÇÃO  NA  FONTE  –  ÔNUS  DA  PROVA  –  VIOLAÇÃO  DE  LEI  FEDERAL  CONFIGURADA  –  DIVERGÊNCIA  JURISPRUDENCIAL NÃO COMPROVADA – SÚMULA 13/STJ  ­ PRECEDENTES – Cabe ao autor provar que houve a retenção  do imposto de renda na fonte, por isso que é fato constitutivo do  seu direito; ao  réu competia a prova de  eventual  compensação  na declaração anual de rendimentos dos recorrentes, do imposto  de  renda  retido  na  fonte,  fato  extintivo,  impeditivo  ou  modificativo do direito do autor – Incidência da Súmula 13 STJ  –  Recurso  especial  conhecido  pela  letra  a  e  provido.  (STJ  –  RESP  232729  –  DF  –  2ª  T.  –  Rel.  Min.  Francisco  Peçanha  Martins – DJU 18.02.2002 – p. 00294)  Ao  contrário,  em  face  da  legislação  tributária  aplicável,  milita  contra  a  alegação  do  requerente  a  presunção  de  que  o  pagamento  nº  1356225701  não  lhe  confere  qualquer direito creditório porque foi alocado a débito espontaneamente confessado em DCTF.  O  recorrente  poderia  objetar  que,  dada  sistemática  declaratória  atual  do  procedimento de compensação, não lhe foi oportunizada a comprovação do crédito, originado  do pagamento indevido. Objeção improcedente. Bastaria que o contribuinte, espontaneamente,  retificasse a DCTF respectiva, conforme lhe autorizava o art. 10 da Instrução Normativa SRF  no  482, de 21 de dezembro de 2004,  então vigente,  e o próprio processamento  eletrônico do  PER/Dcomp nº 41205.59553.131005.1.3.04­3779 lhe deferiria o crédito pleiteado, transferindo  para o Fisco o ônus da posterior verificação do seu procedimento. Mesmo na fase contenciosa  do  procedimento  administrativo  fiscal,  que  ora  se  desenrola,  quando  já  não  mais  teria  Fl. 79DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.910764/2009­13  Acórdão n.º 3803­01.122  S3­TE03  Fl. 72          7 espontaneidade para retificar a DCTF1,o requerente, enquanto manifestante, poderia produzir a  prova necessária para a demonstração de seu direito, em face da aplicação analógica do § 4º do  art. 16 do PAF, autorizada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de  dezembro  de  2008.  O  recorrente,  contudo,  não  se  dignou  a  fazê­lo,  talvez  esperando  que  a  autoridade fiscal suplementasse a sua vontade e o intimasse a tanto. Ou, quem sabe, contasse o  requerente  justamente  com  a  usual  dilação  temporal  do  processo  administrativo  com  o  propósito de fazer adiar ao máximo o cumprimento da obrigação tributária confessada, como  permite  supor  a  sua  insistência  nos  requerimentos  de  suspensão  da  exigibilidade  do  débito  oposto na compensação do hipotético direito creditório, aventura jurídica corriqueira depois da  edição da Medida Provisória no 66, de 2002.  Seja  como  for,  tranqüilize­se  o  contribuinte.  Caso  realmente  disponha  do  direito creditório alegado, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932,  tem  cinco  anos,  contados  da  data  do  pagamento  indevido  –  desde  que  devidamente  comprovada essa circunstância – para buscar seu direito.  Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art.  50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto.  Conclusão  Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso.  Sala das Sessões, em 2 de fevereiro de 2011  Alexandre Kern                                                              1 Súmula CARF No. 33  A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de  ofício.  Fl. 80DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN     8       Ministério da Fazenda  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais  Terceira Seção ­ Terceira Câmara    TERMO DE ENCAMINHAMENTO      Processo nº:   11065910764200913  Interessada:  CENTRO CLÍNICO CANOAS LTDA.        Encaminhem­se, de ordem, os presentes autos à unidade de origem, para ciência  à interessada do teor do Acórdão no 3803­01.122, de 2 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial  da 3a. Seção e demais providências.  Brasília ­ DF, em 2 de fevereiro de 2011.   [Assinado digitalmente]  Alexandre Kern  3a Turma Especial da 3a Seção ­ Presidente                              Fl. 81DF CARF MF Emitido em 23/02/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 08/02/2011 por ALEXANDRE KERN

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9553983 #
Numero do processo: 12466.001600/95-31
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 303-00.667
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: GUINES ALVAREZ FERNANDES

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DRJ - RIO DE JANEIRO - RJ R E S O L U ç Ã O N° 303-667 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 26 de fevereiro de 1997 G .' ator / "')(,"OAOO",A.oc"'c DA 'AZfNOA NAciONAl Coordenaçõo.Gerel de repre'enfoçõo Ext,oIUdlcl!l1 •••••• •• _•• _. __[_m_.•'.~_~._.Q.. _"!__~.__'./[J:d.'.~.;Jj.'.~._'.~.f__~._.~._:~_ - ~y "-_ fi. ':1 .Jt..ll. 1991 LUCIANA CORitz RORIZ"~'ÕNTEiS' \U ~ Procuraelora co' Fazenela NQclonoJ Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: LEVI DAVET ALVES, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, NILTONLUIZ BARTOLI, ANELISE DAUDT PRIETO e FRANCISCO RITTA BERNARDINO. Ausente o Conselheiro SÉRGIO SILVEIRA MELO. mfclacl18211 --- ----------. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSOW RESOLUÇÃOW RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 118.211 303-667 ATLÂNTIDA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. DRJ - RIO DE JANEIRO - RJ GUINÊs ALVAREZ FERNANDES RELATÓRIO • Ao proceder revisão em declarações de importação individualizadas às fls. 2, registradas pela Recorrente ante a Alfàndega de Vitória em 13/05/94, referentes a importação de sete automóveis tipo "jipe, marca Daihatsu - modelo Feroza", desembaraçados sob classificação na posição - TAB - 87.03.23.07.00, com alíquota de 35%, para o Imposto e Importação e 8%, para o Imposto Sobre Produtos Industrializados, a fiscalização aduaneira lavrou o auto de infração de fls; 01/03, sob fundamento de que a mercadoria importada deveria classificar -se no código TAB - 87.03.23.10.99, que encampa veículos de uso misto, sujeitos a alíquota de 25% do Imposto Sobre Produtos Industrializados, imputando-lhe a exigência de diferença deste tributo, vinculado à importação, além da multa de 100% prevista no artigo 364 do RIPI, e juros de mora, no montante de 65.320,01 UFIR's. Regularmente intimada, a Autuada, tempestivamente, ofertou a impugnação de fls. 301/326 e documentos de fls. 327/334, argüindo em síntese que: a) O procedimento da fiscalização em ato revisional implica em verdadeira mudança de critério jurídico, já que o desembaraço foi processado sem impugnação da classificação, consoante o magistério jurisprudencial; b) que o desembaraço desses veículos sob a classificação impugnada era feito rotineiramente, o que caracterizaria a prática reiterada observada pela autoridade administrativa, constituindo-se em norma complementar às leis, prevista no art. 100 do CTN, e tornaria indevida a multa e demais imposições; c) que é equivocada a classificação que fundamenta a exigência na alínea "c" da RGI - 38 do Sistema Harmonizado, eis que o correto seria o enquadramento na alínea "a", que determina a prevalência da posição mais específica - "jipe"-, ante a genérica - "veículo de uso misto"; d) que é equivocada a decisão proferida no processo de consulta e Despacho Homologatório nO 45/45, de 15/05/95, que classifica o jipe Feroza como veículo de uso misto, buscando enquadrá-lo de forma mais vantajosa para o fisco, prática repelida pelo Poder Judiciário; 2 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON RESOLUÇÃO N° 118.211 303-667 • e) que o veículo preenche todos os requisitos do AD.N. - 32/93, além de possuir outros equipamentos que o caracterizam como jipe, como, "clinômetro, passagem a vau, transmissão mecânica"; f) que a classificação como veículo misto somente se caracterizaria se pudesse transportar mercadorias sem modificação de sua estrutura, que não se configura com o simples rebatimento do banco traseiro, finalidade que não se compatibiliza com a sua destinação, eis que concebido para trafegar em terrenos acidentados; g) que ao se manifestar sobre veículo de dimensões e características similares, a Divisão de Nomenclatura preservou o código 87.03.23.07.00, e a discriminação feita ao jipe "Feroza", constitui ofensa ao princípio de isonomia; h) que a classificação aventada pela fiscalização, viola o princípio da essencialidade, pois enquadra o veículo entre os destinados a transporte de passageiros e de carga, quando na verdade se destina a operar em atividades agrícolas e terrenos acidentados. Postulou por prova pericial, indicando perito e oferecendo quesitos. Às fls. 339/359 foram juntados pela DRF-RJ, Relatório Técnico do I. Nacional de Tecnologia e Despachos Homologatórios COSIT(DINOM) nO245/94 - 05/95 e 28/95. A autoridade julgadora de la instância concluiu pela manutenção da exigência vestibular, sob os seguintes fundamentos: Inicialmente repele a preliminar de impossibilidade da reVlsao do .y lançamentol, tendo em vista que o procedimento está expressamente previsto em textos / '\ legais e regulamentares, contidos nos artigos 44 a 54 do D.L. 3766 e 455/456 do Regulamento Aduaneiro, referendados pela doutrina e ementas jurisprudenciais, que transcreve. Igualmente não acolhe a alegação de mudança de critério jurídico na classificação adotada no ato revisional, por entendê-la matéria de fato, consoante o magistério da doutrina. Observa que não se caracteriza prática reiteradamente adotada pela Administração, o desembaraço de veículos idênticos no período de 18/5 a 8111/94, na classificação impugnada, uma vez que os despachos não estavam conclusos, porque ainda pendentes de revisão. Indefere a perícia técnica requerida, por prescindível, face ao laudo do I.P.T. constante do Relatório Técnico nO100444, emitido em 21/09/94, em decorrência do exame no veículo objeto do feito e anexado aos autos. 3 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON RESOLUÇÃON 118.211 303-667 • ~. Quanto ao mérito, aduz que o laudo do I.P.T. conclui que o veículo atende aos requisitos estabelecidos no Ato Declaratório Normativo nO32/93, da CST e pode ser considerado "jipe", adicionando, ao exame de sua capacidade de carga, que ela corresponde a 25% do seu peso e por esse índice é inadequado para tal mister. Entretanto a NESH, nas observações à posição 87.03, esclarece que se consideram veículos de uso misto, os que, com até 9 lugares, possam ter utilizado o seu interior, sem modificação da estrutura, tanto para o transporte de pessoas como de mercadorias, sem qualquer restrição ao peso e sua proporcionalidade para ambas as atividades. Adiciona que o veículo em exame tem os bancos traseiros rebatíveis e nessa operação, sua capacidade volumétrica se altera em 3,382 vezes podendo ser utilizado tanto para o transporte de passageiros como de mercadorias, caracterizando-se como de "uso misto", segundo a NESH. Assim, além de classificar-se como "jipe" é igualmente específica a sua caracterização como "veículo de uso misto" que em consonância com a regra de interpretação número "3C", deve classificar-se na posição situada em último lugar na ordem numérica, no caso a "87.03.2310.99", consoante já foi determinado no Despacho Homologatório COSIT/DINON-45/95 (fls. 351/353)". Repele o argumento de tratamento discriminatório em relação a veículo do mesmo tipo, aduzindo que os paradigmas não atendem às condições para caracterizá-los como de uso misto, por não manterem assentos rebatíveis. Mantém a exigência, com a imputação da multa e juros moratórios. Regularmente intimada, a Recorrente ofertou tempestivo recurso, reiterando a matéria da impugnação e aduzindo que: 1) A decisão cerceou a sua defesa, ao negar a prova pericial tempestivamente requerida, sob fundamento de que já havia laudo do I.P.T., que no entanto, contrariou em suas conclusões. Além disso, afirmou que os veículos similares indicados pela Recorrente como paradigma para merecer igual tratamento, eram diferentes dos em exame, o que não ocorre, e só a prova pericial pode definitivamente esclarecer. 2) Submeteu a despacho a mercadoria, com clareza descritiva, sem qualquer exigência da fiscalização no desembaraço, e o procedimento da fiscalização no ato revisional, caracteriza modificação do critério jurídico, repelido pela doutrina e pela jurisprudência. 3) É indevida a eX1gencla de multa, porque o procedimento da Recorrente se pautou em prática reiteradamente observada pela autoridade administrativa, no caso, o despacho de 200 D.I.s anteriores que desembaraçaram os mesmos veículos sob a classificação impugnada, pretensão que ofende expresso 4 'I MINIsTÉRIO DA FAZENDA lERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES lERCEIRA CÂMARA RECURSO NO RESOLUÇÃO NO 118.211 303-667 dispositivo contido no art. 100 do C.T.N., carecendo de fundamento o argumento do decisório de que os despachos anteriores não estavam concluídos, face ao que dispõe o , artigo 450-1 do Regulamento Aduaneiro. 4) Pelo teor do expresso na posição 87.03, veículos de uso misto são os "station wagon", peruas, que pela disposição da carroceira tem capacidade volumétrica superior aos autos sedan, tais como "Parati, Quantum, etc", hipótese em que jamais se enquadraria o jipe "Feroza". 5) Assim, é indevida a classificação com fundamento na regra3 - "c", equívoco em que já incidira a Divisão de Nomenclatura ao editar o Despacho Homologatório nO45, de 15/05/95, ao invés da "3-a", eis que o veículo em exame caracteriza-se como "jipe", preenchendo os requisitos do ADN 32/93, que é a posição mais específica, devendo prevalecer sobre a mais genérica - "veículo de uso misto". 6) O ato administrativo acima mencionado é norma complementar às leis e tratados, segundo o art. 100, do CTN, que impede a autoridade julgadora de impor novos parâmetros, sob pena de violar o art-/ 142, parágrafo único, da mesma legislação de regência. 7) Foi impedida de comprovar que os paradigmas invocados contém os mesmos dispositivos que consideraram o "jipe" objeto da autuação como "de uso misto", o que caracterizaria a discriminação comprovável pela perícia indeferida e enfatiza que a decisão violou o princípio da essencialidade inerente ao I.P.I. previsto no texto constitucional, ao tributar de forma mais onerosa, veículo destinado a atividade primária e de campo. Conclui postulando a nulidade da imputação, por cerceamento de defesa, ou a sua insubsistência, por ofensa a expressos dispositivos da legislação tributária, e em qualquer hipótese, a exclusão da multa, correção monetária e juros moratórios, face ao que dispõe o art. 100, m -,do Código Tributário Nacional. A Procuradoria da Fazenda Nacional manifestou-se às fls. 404, pela manutenção da exigência. É o relatório. 5 .¥ MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON 118.211 303-667 VOTO Tendo em vista que face às qualificações do veículo objeto do feito, tais como, dimensão, e espaço interior disponível constantes do documento de fls. 350 e verso, remanescem dúvidas se, embora considerado 'Jipe", pode igualmente ser caracterizados como "de uso misto". Assim, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o feito seja encaminhado ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas, através da repartição de origem, a fim de que sejam respondidos os seguintes quesitos: 1) O veículo DAIATSU - Modelo Feroza, tem efetivamente as dimensões, "porta malas normal - 272 V.D.A" e ''banco rebatido" - 920 V.D.A.", constantes das suas especificações arroladas às fls. 350 v.? 2) Se confirmadas tais especificações, qual a área útil aumentada, com o banco rebatido? a) Esse aumento de área utilizável, se existente, pode ou não caracterizá-lo como veículo apto ao transporte de carga? b)Por que? 3) Quais as características básicas de um veÍCulo de uso misto? Há -Limites quantificáveis de área e ou peso, para qualificá-lo? 4) Considerando as qualificações do veículo em exame "pode-se considerá-lo como veículo de uso misto? (station wagon) Por que? 5) Outras informações suplementares que permitam o melhôr esclarecimento do litígio. sões, em 26 de fevereiro de~'997 / 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006

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4675296 #
Numero do processo: 10830.009342/2003-27
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PDV - PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO POR APOSENTADORIA INCENTIVADA - RESTITUIÇÃO PELA RETENÇÃO INDEVIDA - DECADÊNCIA TRIBUTÁRIA INAPLICÁVEL - O início da contagem do prazo de decadência do direito de pleitear a restituição dos valores pagos, a título de imposto de renda sobre o montante recebido como incentivo pela adesão a Programa de Desligamento Voluntário - PDV, deve fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecido, pela administração tributária, o seu direito ao benefício fiscal. Decadência afastada.
Numero da decisão: 106-15.940
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, AFASTAR a decadência do direito de pedir do Recorrente e DETERMINAR a remessa dos autos à DRJ de origem para exame das demais questões de mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: LUIZ ANTONIO DE PAULA

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MINISTÉRIO DA FAZENDA C. " • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES-it FIG.SEXTA CÂMARA es„, ethri0 Processo n°. : 10830.009342/2003-27 Recurso n°. : 152.517 Matéria : IRPF - Ex(s): 1993 Recorrente : EDMUNDO IANELLA Recorrida : 33 TURMA/DRJ - SÃO PAULO/SP II Sessão de : 20 DE OUTUBRO DE 2006 Acórdão n°. : 106-15.940 PDV - PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO POR APOSENTADORIA INCENTIVADA - RESTITUIÇÃO PELA RETEN- ÇÃO INDEVIDA - DECADÊNCIA TRIBUTÁRIA INAPLICÁVEL - O inicio da contagem do prazo de decadência do direito de pleitear a restituição dos valores pagos, a titulo de imposto de renda sobre o montante recebido como incentivo pela adesão a Programa de Desligamento Voluntário - PDV, deve fluir a partir da data em que o contribuinte viu reconhecido, pela administração tributária, o seu direito ao beneficio fiscal. Decadência afastada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EDMUNDO IANELLA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, AFASTAR a decadência do direito de pedir do Recorrente e DETERMINAR a remessa dos autos à DRJ de origem para exame das demais questões de mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 4 JOSÉ RI :AMA BØ,43ROS PENHA PRESIDENTE Lb/da-- LUIZ ANTONIO DE PAULA REATOR FORMALIZADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, GONÇALO BONET ALLAGE, JOSÉ CARLOS DA MATTA RIVITTI, ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI e ANTONIO AUGUSTO SILVA PEREIRA DE CARVALHO (Suplente convocado). MHSA • o C<n . MINISTÉRIO DA FAZENDA C.tip t-1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10830.009342/2003-27 Acórdão n° : 106-15.940 Recurso n° : 152.517 Recorrente : EDMUNDO IANELLA RELATÓRIO Edmundo lanella, já qualificado nos autos, inconformado com a decisão de primeiro grau de fls. 22-25 prolatada pelos Membros da 3' Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo — SP/II, mediante Acórdão DRJ/SP011 n° 14.742, de 29 de março de 2006, recorre a este Conselho pleiteando a sua reforma, nos termos do Recurso Voluntário de fl. 28. 1.Do Pedido de Restituição O requerente protocolizou em 12/12/2003 o Pedido de Restituição de fl. 01, acompanhado dos documentos de fls. 03-14, referente ao Imposto de Renda Retido na Fonte, incidente sobre os valores percebidos por adesão ao Programa de Demissão Voluntária — PDV, instituído pela sua ex-fonte pagadora relativo ao ano-calendário de 1992. O Chefe Subst. SEORT/DRJ/CAMPINAS analisou o pedido do requente, e concluiu que o presente pedido de restituição do interessado era improcedente, devido o decurso do prazo decadencial de 5(cinco) anos para o exercício do referido pleito, nos termos Despacho Decisório, de fls. 15-16. 2. Da Manifestação de Inconformidade e do Julgamento de Primeira instância Desse despacho de indeferimento o requerente foi cientificado em 15/06/2005, °AR" - fl. 18, e não se conformando, apresentou Manifestação de Inconformidade de fl. 19, cujos argumentos de defesa foram devidamente relatados pela autoridade julgadora de Primeira Instância à fl. 23. Os Membros da 35 Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal em São Paulo — SP/II, após resumir os fatos constantes do pedido de restituição e as razões de inconformidade apresentadas pelo interessado, acordaram, por unanimidade de votos, em indeferir a solicitação do requerente, sem 2 jia • ' MINISTÉRIO DA FAZENDA o.,0 e o •i• r: J., PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Fls. s+ 6'.> Processo n° : 10830.009342/2003-27 eã (T1'21 Acórdão n° : 106-15.940 apreciação do seu mérito, nos termos do Acórdão DRJ/SP011 n° 14.742, de 29 de março de 2006, fls. 22-25, uma vez já transcorrido o prazo previsto para pleitear a restituição de imposto incidente sobre verbas indenizatórias que teriam sido recebidas por adesão a Programa de Desligamento Voluntário — PDV. 4. Do Recurso Voluntário O manifestante foi cientificado dessa decisão em 11/05/2006, "AR" - fl. 27, e ainda inconformado interpôs o Recurso Voluntário em tempo hábil (31/05/2006), fl. 28, repisando os argumentos já apresentados em sua Manifestação de Inconformidade. É o Relatório.rn 3 • • • G,.<" ‘", MINISTÉRIO DA FAZENDA o C.— • C " • :. k PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES"'"/ n t" rit,..n•• SEXTA CÂMARA Fls. nrr; s. C AmeProcesso n° : 10830.009342/2003-27 Acórdão n° : 106-15.940 VOTO Conselheiro LUIZ ANTONIO DE PAULA, Relator O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo art. 33, do Decreto n° 70.235 de 06 de março de 1972, tendo sido interposto por parte legítima, razão porque dele tomo conhecimento. Da análise dos presentes, verifica-se que o mesmo versa sobre Pedido de Restituição do Imposto . dé Renda Retido na Fonte, segundo o requerente, incidente sobre as verbas provenientes de rescisão do contrato de trabalho por adesão ao Programa de Desligamento Voluntário — PDV, instituído pela sua fonte pagadora — Rockwell Braseixos S/A, CNPJ n° 61.080.3961006-23, ocorrido no ano- calendário de 1992. É entendimento pacifico nesta Câmara, bem como no âmbito da Secretaria da, Receita Federal que as verbas rescisórias especiais recebidas pelo trabalhador quando da rescisão do contrato por dispensa incentivada têm caráter indenizatório. Assim como, que os valores pagos por pessoa jurídica aos seus empregados a título de incentivo a Programa de Desligamento Voluntário — PDV, não se sujeitam à incidência do imposto de renda na fonte e na Declaração de Ajuste Anual, Entretanto, cabe analisar quanto ao alcance do instituto da decadência ao direito de requerer a restituição do imposto considerado indevido. E, para isto, torna necessário definir o termo inicial para a contagem do prazo. Para o caso em discussão cabe então observar qual foi o momento em que o imposto cuja restituição ora reclamada, tomou-se indevido. O meu entendimento é diferente do exposto pelas autoridades julgadoras de Primeira Instância, pois, como já manifestei em diversas oportunidades, a fixação do termo inicial para apresentação do pedido de restituição 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA O . • 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESvt, ,;.•;fit''' SEXTA CÂMARA • ^tik: 4°' Processo n° : 10830.009342/2003-27 e.0 maAcórdão n° : 106-15.940 está estritamente vinculada ao momento em que o imposto passou a ser indevido. Antes deste momento, as retenções efetuadas pela fonte pagadora eram pertinentes, já que em cumprimento da ordem legal. E, o mesmo ocorrendo com o imposto devido apurado pelo requerente em sua declaração de ajuste anual. Ou seja, antes do reconhecimento de improcedência do imposto, tanto a fonte pagadora quanto o beneficiário agiram dentro da presunção legal. Assim, reconhecida sua inexigibilidade, quer por decisão judicial transitada em julgado, quer por ato da administração pública, somente a partir deste ato está caracterizado o indébito tributário, gerando o direito a que se reporta o artigo 165 do CTN. Os valores recebidos como incentivo por adesão aos Programas de Desligamento Voluntário não eram tidos, pela administração tributária, como sendo de natureza indenizatória, e somente depois de reiteradas decisões judiciais é que a Secretaria da Receita Federal passou a disciplinar os procedimentos intemos no sentido de que fossem autorizados e Inclusive revistos de ofício os lançamentos referentes à matéria. A Instrução Normativa SRF n° 165, de 31 de dezembro de 1998 (DOU de 06/01/99) assim disciplinou: Art. 1°. Fica dispensada a constituição de créditos da Fazenda Nacional relativamente à incidência do imposto de Renda na fonte sobre as verbas indenizatórias pagas em decorrência de Incentivo à demissão voluntária. Art. 2°. Ficam os Delegados e Inspetores da Receita Federal autorizados a rever de ofício os lançamentos referentes à matéria de que trata o artigo anterior, para fins de alterar total ou parcialmente os respectivos créditos da Fazenda Nacionat(destaque posto) O Ato Declaratório SRF n° 003, de 1999, dispôs que: / - os valores pagos por pessoa jurídica a seus empregados, a título de incentivo à adesão a Programas de Desligamento Voluntário — PDV, considerados, em reiteradas decisões do Poder Judiciário, como verbas de natureza indenizatória, e assim reconhecidos por meio do Parecer PGRVICRJ/1" 1278/98, aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda em 17 de setembro de 1998, não se sujeitam à incidência do imposto de renda na fonte nem na Declaração de Ajuste Anuat..(destaque posto).4? (i/ C • o MINISTÉRIO DA FAZENDA lt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fls. 4". , r‘fifiaj. SEXTA CÂMARA 6`. Cã ms Processo n° : 10830.009342/2003-27 Acórdão n° : 106-15.940 Dessa forma foi aplicado o inciso I, do art. 165, da Lei n° 5.172, de 1966 - CTN que prevê: Art. 165 - O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for à modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 40 do art. 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;...(destaques postos) Portanto, não devolvido ao contribuinte, o que ele pagou indevidamente, não há como impedi-lo de, em solicitando, ver seu pedido analisado e deferido, se estiver enquadrado nas hipóteses para tanto. Desta forma, entendo que somente a partir da publicação da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n° 165, de 31 de dezembro de 1998, publicada em 06 de janeiro de 1999, surgiu o direito do requerente em pleitear a restituição do imposto retido. O contribuinte não pode ser penalizado por uma atitude que deixou de tomar, única e exclusivamente porque era detentor de um direito não reconhecido pela administração tributária, que só veio a divulgar novo entendimento quando da publicação da referida Instrução Normativa. A contagem do prazo decadencial não pode começar a ser computado senão a partir dessa data (06/01/99), pois o requerente não poderia exercer o direito, antes de tê-lo adquirido junto a SRF, através do reconhecimento do Órgão expresso pelos atos relativos à matéria. O pedido de restituição do imposto de renda pessoa física foi protocolado em 12/12/2003. Assim sendo, entendo que não ocorreu a decadência do direito de pleitear a restituição em tela. Entretanto, o que se observa nos autos é que tanto a autoridade preparadora como os Membros da 3 8 Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo-SP/II não se manifestaram sobre o mérito da questão. 6 • ' /-• wi MINISTÉRIO DA FAZENDA • C. " 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES t:).> SEXTA CÂMARA tr• • Processo n° : 10830.00934212003-27 eitos% Acórdão n° : 106-15.940 Do exposto, voto para afastar a decadência tributária, devendo os autos retomar à Repartição de origem para que se pronuncie quanto ao mérito do pedido. Sala das Sessões - DF, em 20 de outubro de 2006. -4beeta__ LUIZ ANTONIO DE PAULA 7 Page 1 _0023300.PDF Page 1 _0023400.PDF Page 1 _0023500.PDF Page 1 _0023600.PDF Page 1 _0023700.PDF Page 1 _0023800.PDF Page 1

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Numero do processo: 10410.000602/96-96
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 01 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 303-00.680
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao DEINT do MICT/Secretaria do Comércio Exterior, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MANOEL D`ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES

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DRJ - RECIFE - PE R E S O L U ç Ã O N° 303-680 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao DEINT do MICT/Secretaria do Comércio Exterior, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 01 de julho de 1997 PROCllRADORIA.G~RAL DA fAUNr. A ,--~-('C" AL Coordenoçêo~Gercl <1-:;r.epra~en1oçêo t:dfOil'dL:.lo! _---:ml~lf~=~~.------ LUCIANA COIHEZ RORIZ 1-(,j~7ES .Procur.dora do fazendO Naela""l f'r2~~~..~I1997 ~. • 1. •• Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, NaTON LUIZ BARTOLI, LEVI DAVET ALVES e GUlNÊs ALVAREZ FERNANDES. Ausentes os Conselheiros SÉRGIO SILVEIRA MELO e FRANCISCO RITTA BERNARDINO. mfclfr1l8477 • MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA cÂMARA RECURSO: 118477 - RES}O:l:)!1J:~;~O:303-680 RECORRENTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS LTDA. RECORRIDA: DRJ/RECIFEIPE RELATOR: MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES RELATÓRIO Vistos e examinados os autos do presente processo, o qual trata do Auto de Infração, protocolado sob o nO10410.000602/96-96, de fls. 01/10, lavrado e cientificado em 20103/96, versando sobre a autuação do recorrente quanta à falta de recolhimento do 1.1 e I.P.I, em decorrência da aplicação de alíquota de imposto de importação incorreta, "O" (zero), pelo enquadramento indevido em ''EX'' da Portaria MEPF 840/90 dos equipamentos importados, segundo as Declarações de Importação de nO0078 e 0079 (fls. 22/24), ambas de 05/04/91, resultando num crédito tributário no valor de 59.054,81 UFIR's (fls. 11/13). De acordo com as características descritas nos textos informativos sobre os equipamentos (fls. 14/21 e 25/35), estes não se enquadram nas definições dos ''EX'', por não serem "scanner" para composição de fotolitografia nem máquinas fotocompositoras com as especificações definidas no texto, cabendo, portanto, a aplica ção da alíquota prevista para o código NBM 8442-100000 a época, ou seja, 10% (dez por cento).O enquadramento legal da infração apurada repousa nos artigos 55 inciso I, alínea "a"; 63, inciso I, alínea "a" e artigo 112, inciso I do RI.P.I, aprovado pelo Decreto 87.981/82 e artigos 99, 100 a 102, 220,499 e 542 do RA, aprovado pelo Decreto 91.030/85. Tempestivamente, o ora recorrente apresentou impugnação (fls.43/45) em 18/04/96, juntando documentos de fls.46/57, alegando, em síntese, que: importara os produtos, conforme as Guias de Importação n° 0013-91/019-2 e nO 0013-91/018-4, classificando-os nas Declarações de Importação nO0079/91 e n° 0078/91 (fls.l1/13 e 22/24) no Código NBMlSH/TAB n° 8442.10.0000, com ''EX'' da Portaria MEFP 840/90; que, no processo de revisão, a Fiscalização entendeu que "os equipamentos não se enquadram nas definições dos ''EX'' possíveis, por não serem "scanner" para composição de fotolitografia, nem máquinas fotocompositoras com as especificações definidas no texto."; que, embora o material importado, portanto fabricado no exterior, não adote a seqüência de expressões da redação da T.A.B, abrange completamente todos os atributos exigidos; que, protesta pela juntada posterior de parecer técnico, para elucidar definitivamente a questão e comprovar a conduta correta e de boa-fé ao classificar os produtos importados e, portanto, gozar de beneficio tarifário; que as multas aplicadas se revelam extorsivas e até confiscatórias, contrariando a Constituição Federal, em seus artigo 150, inciso IV; que, a multa sobre IPI é descabida e inexigível uma vez 2 • " R E CU RS O: 1 18 .477 RESOLUÇÃO: 303-680 que o fato gerador ocorrera antes da vigência da lei que a criou, a Lei n° 8218/91, devendo, portanto, ser indeferida. Recebida a impugnação pelo Sr. Delegado da DRF de Julgamento/Recife-PE, este julgou procedente a ação administrativa para exigência do crédito tributário em 30/09/96 (fls.62/70), com a seguinte ementa: " IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO E fP.I VINCULADO. REDUÇÃO DE ALÍQUOTA. Mercadoria corretamente classificada, porém indevidamente enquadrada em aliquota temporária, estabelecida pela Port.MEFP 840/90, com redução do fI para zero por cento, obriga ao recolhimento desse tributo, com a alíquota correspondente, além da d(ferença do fP.I, sem prejuízo das sanções cabíveis. AÇÃO ADMINISTRATIVA PROCEDENTE. " Fundamenta o Sr. Delegado que: a mercadoria importada não se enquadra na descrição proposta pela Porto MEFP 840/90 para o gozo de alíquota especial no tocante ao imposto de importação, pois as características das máquinas importadas vão além das especificações técnicas dos produtos beneficiados pelos "EX"; que, deve-se entender que um "EX" não visa englobar todo um universo de mercadorias, mas tão somente aquela que descreve; que, entendeu desnecessária a elaboração de Parecer Técnico sobre a matéria, conforme pleiteado pelo sujeito passivo, principalmente porque o objeto de litígio não é a classificação dos produtos na NBM e sim o seu enquadramento na Porto MEFP 840/90; que é aplicável à mercadoria a alíquota de 10% (dez por cento) vigente a época, correspondente ao 1.1, obrigando ao recolhimento desse tributo e da diferença do IPI; que cabe a aplicação da multa de oficio de 100% (cem por cento) sobre a diferença do IPI vinculados à importação, nos termos do artigo 80 da Lei 4.502/64, combinado com artigo 2°,alt 22a do Dec.lei 34/66, e artigo 364, inciso 11,do RIPI/82; que, portanto, é completamente descabida a alegação do sujeito passivo de que a multa incidente sobre o IPI teria tido amparo na Lei 8.218/91, revelando desatenção da defesa na fundamentação legal que dera suporte às penalidades aplicadas, porquanto tal dispositivo legal não fora objeto de citação no Auto de Infração, exatamente porque não vigia à época; que, ainda, cabe a aplicação da multa de 50% (cinqüenta por cento ) sobre o 11, em razão da declaração indevida das mercadorias nos documentos de importação, nos termos do artigo 108 do Dec.lei 37/66, regulamentado pelo artigo 524 do RN85. o ora recorrente interpôs, tempestivamente, em 25/11/96, o presente recurso de fls. 74/78, juntando os documentos de fls 79/84, pelo qual alega que: os produtos importados, uma máquina de reprodução gráfica AUTOKON 1030 e o scanner de marca ITEK, foram devidamente classificados nas Declarações de Importação de fls. 11/13 e 22/24, no Código NBM/SH/TAB n° 8442.10.0000, com ''EX'' da Porto MEFP 840/90; que os referidos produtos abrangem todos os atributos exigidos, apesar de não adotar a seqüência de expressões da redação da T.A.B devido à sua fabricação no exterior; que os RECURSO: RESOL. 118.477 303-68 O • ,i" juros e multas aplicados violam a Constituição Federal, em seu artigo 150, incisos lU e IV; que a forma de cálculo empregada pela Receita é completamente abusiva, utilizando juros e T.R sobre um valor já corrigido , ou seja, a moeda atualizada fora novamente corrigida, elevando em mais de 300% o valor cobrado; que ao contribuinte, quando credor da Receita Federal, não lhe é auferido a mesma regalia, ou seja, seu crédito não é corrigido pelos mesmos percentuais que a Fazenda Nacional aplica em sua dívida ativa, agredindo, dessa forma, o princípio da igualdade perante a Lei, previsto pela C.F/88; que, a Lei tributária deve ser anterior à ocorrência do fato imponível - princípio da anterioridade - sendo, portanto, inexigível a multa sobre IPI, uma vez que o fato gerador em discussão ocorrera antes da vigência da Lei nO8.218/91. A procuradoria fora intimada em 02/12/96, e apresentou as contra-razões, conforme £1s.87/89, onde alega, em síntese que: os encargos incidentes sobre o valor principal do tributo fincaram-se em legislação absolutamente anterior ao nascimento do fato gerador, conforme enquadramento legal declinado pela autoridade julgadora às £1s.67 e 68; que, no que tange ao quanto devido, o ora recorrente se limitou a contestar vaga e imprecisamente a correção do crédito tributário, não apontando concretamente onde residira a imperfeição. É o relatório MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' TERCEIRA cÂMARA • RECURSO N!: 118.477.4 r.~-"~ '".:'~~'º'-,RE S'-Ol:.U Ç'AO': :3 03 - 68 O .\ VOTO O ponto de discussão é a aplicabilidade ou não das definições dos produtos beneficiados pela alíquota estabelecida na Porto MEPF 840/90 aos equipamentos importados pela ora recorrente. Alega a fiscalização que a análise dos textos informativos sobre os equipamentos não as enquadram nas definições dos "ex" possíveis, por não serem "scanner" para composição de fotolitografia nem máquinas fotocompositoras com as especificações - definidas no texto, cabendo, por isso, a aplicação da alíquota prevista para o código NEM 8442.10.000 à época coma alíquota de 10%. Ao analisar os já referidos documentos, conclui-se que os equipamentos importados gozam de detalhamento técnico bem mais sofisticado e complexo do que aqueles descritos na referida portaria, cujas definições são apenas simples e objetivas, visando beneficiar tão somente os produtos que nelas se enquadram. O processo fiscal, dentre outros princípios, é regido pelo Princípio da Verdade Material, sendo de suma importância conhecer os fatos com precisão, a fim de aplicar a eles a norma legal cabível. Tal princípio combinado com o do Livre Convencimento do Julgador, vêm amparados pelo art. 29 da Lei n. 70.235/72. Diante da falta de precisão quanto aos fatos, pelo frágil convencimento em face de informações demasiadamente técnicas, e, principalmente, em obediência aos princípios acima citados, voto para baixar em diligência para serem esclarecidos os seguintes quesitos: i) Tendo em vista que a EX OOivisa beneficiar o " Aparelho "scanner" para composição de fotolitografia e separação de cores ", pode-se considerar que tal definição abranja aquelas referentes ao Scanner ITEK, mod220S (f/s.i5/2i) ? 2) A EX 002 inclui na sua definição o "... teclado de comando programado para português ... ".Tal atributo não fora incluído dentre aqueles referentes à máquina de reprodução gráfica AUTOKON i030.Tal omissão seria o suficiente para se considerar como enquadramento indevido? 5 ,. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO~ 118.477 303-680 • Os quesitos acima descritos serão encaminhados e devidamente apreciados pelo setor de nomenclatura do departamento de Negócios Internacionais (DEINT), da Secretária de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio. Do resultado da diligência seja cientificado o contribuinte para que em prazo razoável adite suas considerações, querendo. Sala das Sessões, em O1 de julho de 1997 Y' CÃO FERRE~MES- Relator 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006

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Numero do processo: 10825.001765/2003-78
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. Não comprovada a natureza dos rendimentos declarados como de tributação exclusiva na fonte, além de não estar comprovada qualquer retenção a esse titulo, correto o lançamento como omissão de rendimentos tributáveis. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA RETENÇÃO. Não comprovada a retenção do imposto de renda pela fonte pagadora sobre os rendimentos de alugueis, indevida a compensação do imposto. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2001 MULTA DE OFICIO SUBSTITUÍDA PELA MULTA DE MORA.. RETROATIVIDADE BENIGNA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DO IRRF Tratando-se de penalidade, cuja exigência se encontra pendente de julgamento, aplica-se a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, cominando penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática, em respeito ao principio da retroatividade benigna contido no Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2802-000.448
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para tão somente exonerar a parte do crédito tributário.
Nome do relator: LUCIA REIKO SAKAE

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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-23T14:19:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-23T14:19:52Z; Last-Modified: 2011-09-23T14:19:52Z; dcterms:modified: 2011-09-23T14:19:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c3a20aa9-d18d-4ce1-b61a-677082b8192a; Last-Save-Date: 2011-09-23T14:19:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-23T14:19:52Z; meta:save-date: 2011-09-23T14:19:52Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-23T14:19:52Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-23T14:19:52Z; created: 2011-09-23T14:19:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2011-09-23T14:19:52Z; pdf:charsPerPage: 1677; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-23T14:19:52Z | Conteúdo => S2 -T ILOZ H 105 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10825.001765/200.3-78 Recurso n" 162.354 Voluntário Acórdão n" 2802-00.448 — 2" Turma Especial Sessão de 19 de agosto de 2010 Matéria IRPF Recorrente ROBERTO SE1TI TAMAMATI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURIDICA. Não comprovada a natureza dos rendimentos declarados como de tributação exclusiva na fonte, alem de não estar comprovada qualquer retenção a esse titulo, correto o lançamento como omissão de rendimentos tributáveis. DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA RETENÇÃO. Não comprovada a retenção do imposto de renda pela fonte pagadora sobre os rendimentos de alugueis, indevida a compensação do imposto. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2001 MULTA DE OFICIO SUBSTITUÍDA PELA MULTA DE MORA.. RETROATIVIDADE BENIGNA. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DO IRRF Tratando-se de penalidade, cuja exigência se encontra pendente de julgamento, aplica-se a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, cominando penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua pi ática, em respeito ao principio da retroatividade benigna contido no Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para tão somente exonerar a parte do crédito tributário Sakae- Relator.. correspbndente à aplicação da multa de oticio sabre o valor do IRRF compensado indevidamente, a qual deveiá ser mitigada pela multa de mora prevista na legislação tributária em vigor, Valeria Pestana Marques- Presidente. EDITADO EM: 26/04/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Valeria Pestana Marques (Presidente), Carlos Nogueira Nicacio, Jorge Claudio Duarte Cardoso, Guilherme Bartanco de Souza (Suplente convocado), Lucia Reiko Sakae e Sidney Ferro Banos, Ausente justificadamente a Conselheira Ana Paula Locoselli Ericlisen. Relatório 'Trata-se de Recurso Voluntário interposto contia acórdão proferido na instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, de fls. 83/89, que considerou procedente o lançamento refer ente a: "Omissão De Rendimentos Recebidos De Pessoa Jut idica Rendimentos Dec/ a; aclos Como Exclusivo Na Fonte No Valor De R$ 105.633,00 Recebidos Como Premio De Bingo Da Federação Btasileira De Vela E Motor - Filial silo Paulo- CNPJ 34 169.060/0002-35 ; - Dedução Indevida A Titulo De Pensão Alimentícia Judicial. Glosa De RE 12 000,00 Como Pagamento De Pensão Alimenticia A Ex- Cônjuge Maria Ponce -CPF 404.040 648-68 Libetalidade, Não Estando Estipulado Pagamento De Pensão Bin Sentença Judicial De Separação . E • Dedução Indevida De Imposto De Renda Retido Na Fonte Não Foi Conqn ovado Coin Documentação Hábil E Idõnea A Retenção Na Fonte Sobie Aluguéis Pot Claudia Maria De Lima Scotches - Me - CNPJ 00 651.951/0001-20, Empiesa Não Possui DIRT, Nem Recolhimentos De Ti ibutos " No relatório constante da decisão constou que: " Em 10/11/2003, o lançamento Ibi impugnado, em petição de gs. 05/15, acompanhada dos documentos de us. 01/04 e 16/54, na qual se alega, resumidamente, o quanta segue. Bin principio, levanta preliminar de nulidade do lançamento, pois entende ter sido cerceado seu direito de delesa pela não aceitação das provas que desejava aduzi;' Explica que, ao obter as provas da natureza jurídica dos rendimentos recebidos da Feder ação Brasileira de Vela e Motor, feria procurado o Auditor Fiscal responsável pelo lançamento e este o infin111011 2 ocesso n" 10825 001765/2003-78 Acenclao n ° 2802-00,448 S2-TE02 Fl 106 que não mais aceitaria as 'Novas, pois as trabalhos fiscais já estavam se ence, rondo A .seu ver, tal comunicação deveria ter se dodo por escrito para que, então, tivesse coma exer car o direito ampla delesa No tocante à infração de omissão de rendimentos, o contribuinte sustenta que os valores recebidos correspondiam a prêmios e já terrain sofrido retenção de Imposto sob a farina de tributação eYclusiva na "ante, con/brine comprovantes que anew na oportunidade (fls. 18/25). A segunda infração, dedueão indevida de pensão alimentícia, fai impugnada coin a juntada do Instrumento Particular de Compromisso de Pagamento de Pensão Alimentícia firmado entre o contribuinte e o er-cónjuge e dos recibos firmadas pela alinrentanda gh 26/38) Por Jim, alega que, quanto à infração de dedução indevida de IR1?F spine aluguéis, a responscivel pela retenção e recolhimento do Imposto era a empresa Cláudia IVIaria de Lima — ME e não ele Confi»na que era feita a retenção do Imposto pela fonte pagadora e apresenta os recibos de aluguéis firmados por ele (fls 39/47) Tendo ern visla as dúvidas flu gidas em relação infrações langadas de omissão de rendimentos e dedução indevida de IRRF, o processo foi reine/ido a DRF/Batim/SP para as seguintes providências: a) intimar a empresa Federação Brasileira de Vela e Motor (CNPI n" 34.169.060/0002-35) a informar se efetuou pagamento de prémios em dinheiro para o contribuinte no ano-calendário de .2000 e, em caso atirmatim solicitor que a mesma informe e comprove, com documentação hábil e idõnea, os valores dm rendimentos pagos e do Imposto retido, comprovando, inclusive, o recolhimento do Imposto; intimar a empresa Cláudia Maria c/c Lima Sanchas — ME (CNPJ n" 00.651.95110001-20) a informar o valor dos rendimentos pagos a titulo de aluguéis para o contribuinte no ano-calendário de .2000, bem como o valor do Imposto retido incidente sobre os rendimentos, comprovando, também, o recolhimento do Imposto; c) dar conhecimento ao contribuinte acerca do resultado da reab, indo-lhe o prazo de defesa por 30 CliaS a con/ar da ciência para, se quiser, manifestar-se sobre a ines-ma; e d) anevar cópia da D1RPF/2001 do contribuinte. Em cumprimento à diligência, a SACAT da DRF/Bauru/SP infbrina que, feitas as intimações conforme solicitado, as intimadas não se manifestaram depois de esgotado o prazo de 30 dias O connibuinte também não se maniteS1011 170 prazo que lhe foi concedido AS0111, o Ore° juntou a DIRPF/2001 do interessado e devolveu os autos para julgamento." (g 11 ) Na decisão de In instância foi rejeitada a preliminar de nulidade cerceamento de defesa e, mantido o lançamento nos seguintes termos: 3 "Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica O lançamento da infração acima foi motivado pela falta c/c conyn ovação pelo corm ibuinte que os rendimentos dechtrados comer auferidos da Federação Bi waledi a de Vela e illotor, a titulo de prémio ele bingo. se refer ia a rendimentos de tributação exclusiva na fame A prova trazida pelo contribuinte junto impugnação corresponde a oito recibos c/c pagamento dos prêndos firmados pelo próprio 18/25) Tais recibos não constituem prover strliciente a comp; ovar a natureza dos rendimentos pagos a permitir que scram consider ciclos como de tributação exclusive., na fonte. Sei ia necessM io, parer tanto, que o cor(, ibuinte apresentasse documentos .farirecidos pela empresa, conro p ex , o Comprovante de Rendimentos emitido pela fonte pagadora e/ou os comprovantes do recolhimento cio Imposto. Na ausência (le elementos c/c provas no pr ocesso,,fai realizada a diligência de fls 61/63 A DRF/Baui u/SP não obteve resultado satisfatório na diligencia, vez que a fame pagadora clos rendimentos não se maiiiftoit sobre a Intimação/1 0825/SACAT/N" 203/2007 (f 1. 65) Por sua vez, o contribuinte manteve-se silente e não apresentou outras provas capazes de confirmar a natal eza dos rendimentos, mesmo após receber cópia cio teor da diligência, Crimple o essaltm que em nenhum momento o contribuinte nega que tenha i ecebido os rendimentos no valor infOrmado na Declaração. Assim, diante da ausência de provas conclusivas sobre natureza dos rendimentos cutter idos, deve ser manticlo o lawantento Dedução Indevida de Pensão Alimenticia Judicial A legislação cio Imposto c/c Render é bent clata ao permitir somente a dedução das importâncias pagas a titulo c/c pensão em cumprimento de decisão judicial ou clew do homologado judicialmente, ou seja, somente o valor estipulado emjuizo está sujeito à dedução na apuração da base c/c cálculo cio Imposto c/c Renda. 0 fato cle O coral ibuinte haver firmado o Imo umento Particular de Compromisso c/c Pagamento c/c Pensão (fl 26, fiente e verso) e comprovado, nos autos, a eletiva entrega dos vale): es alimentanda, com Os recibos de fl.s, 27/38, não autoriza a dedução na Declaração c/c Imposter de Renda, isto porque o pagamento oco; meu por liberalidade clo alimentante Desta forma, Ilea noontide: a glosa Dedução Indevida de Imposto de Renda Relido na Fame A glosa cle IRRF referente a o endimentos decoro entes de alugueis recebidos c/c pessoa jurídica se deveu a falta ele prover da retenção e do recolhimento elo valor A prova trazida pelo 4 Processo IV 10525.001765/2003-78 S2-TE02 Acói n' 2802-00448 Fl 107 contribuinte CO! responde a recibos do pagamento dos aluguéis firmados- pelo próprio De se notar- que O contribuinte está correto ao ofirmar que a obrigação pela retenção e o tecolhimento do IRRF é da fonte pagadora dos rendimentos quando essa for pessoa jtaidica. Mas, ressalte-se que fica a cargo do contribuinte, que pi atenda se compensar do Impor/o, comprovar que •sofi - eu a retenção No caso, não houve tal comprovação, pois não são aceitáveis como prova recibos Jiimados de próprio punho pelo inteitssado, O documento própiio para fiizer a prova seria o Comprovante de Rendimentos emitido pela Tonle pagadora ou or comp, amines dos recolhimemos do Imposto, vez que a pessoa jurídica tem obrigação legal de fornecer o Comprovante de Rendimentos aos beneficiários pessoas fincas e juridicas. Outro fato importante, é que não houve a confir mação do recolhimento do Imposto 110S Sistemas InforMatizados da Receita Federal do Brasil — RFB Tal fato, por si só, não seria suficiente para a manutenção da glosa, caso o contribuinte lograsse comprovai - a retenção. Assim, fie° mantida integralmente a glosa do IRRF" (g ir) A ciência de tal julgado se deu por via postal em 28/09/2007, consoante o AR — Aviso de Recebimento — dell 94. vista da decisão, foi protocolizado, em 29/10/2007, recurso voluntário de fls. 95/103, no qual o pólo passivo questiona a decisão proferida. Na peça recursal, o contribuinte assevera: "No que se refere à manifestação do RECORRENTE sobre as diligências fiscais para comprovação do recolhimento do IRFON, de responsabilidade exclusiva c/a fontc pagadora, nenhuma ação poderia ser assumida pelo RECORRENTE, vez que, nenhuma ligação há coin a mesma, e a operação que se sufeitou à tribulação exclusiva fbi absolutamente esporádica, dada a especificidade da atividade da referida Fonte. E mais, refoge ao contribuinte qualquer competência para exigir da fonte pagadora o documento especifico exigido pela repartição fiscal Tal situação -contempla inúmeros casos e a administração pública não pode e não deve ignorar que o cant, ibuinte não dispõe de nenhum poder de policia para exigir daquela, o cumprimento day obrigações acessórias a que está obi igada 4)- Ora, Irvine Relator(a) REVISOR(a), em que pese entendimentos divergentes, é de sobejo que o contribuinte não deve ser penalizado em espécie alguma, quando a lei impõe a obrigação principal, e a acessaria dela deco, rente, ao RESPONSÁVEL, especialmente, quando a beneficiário, conio no caso vertente, suportou eletivamente o Onus do desconto do valor correspomulente à incidédicia do IRFON, de naturera esclusivamente na Ionic, face ti natureza do ganho craft:Ado, ego/ar e tempestivamente submetido à ti ibutacdo A pm emlecem - tal entendimento, a Furando Pública estará onemando o contribuinte cm duplicidade, na medida am que, e como já se disse, ao perceber a rendimento, a RECORRENTE já !eve descontado pela respectiva ionic pagadora, do valor do IRE ON Ademais, Oil se batando de IMPOSTO NA FONTE SOB O REGIME DE TRIBUTACÃO EXCLUSIVA, INCABII/EL a responsabilidade lributám ia concentrada exclusivamente no BENEFICIARIO, mormente quando este fá suportou efetivamente aquele Onus.. 5)- 0 entendimento "homologado" pela decisão m acorrida só encontra albergue nesse respeitado e imparcial Tribunal Administrativo, quando a lei impõe a retenção pelo regime de ANTECIPAÇÃO, advindo dai, son qualquer dúvida, a Responsabilidade Solidária . . Após colacionar ementas de decisões do Conselho (tis. 99/I 02),tinaliza o recurso, entendendo estar demonstrado que a decisão a quo carece de motivação e fundamentação, requer a reform da mesma, "puma o Ihn de considem or o IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE, descontado dos rendimentos pagos pela fonte pagadora e tempestivamente submetidos à tributação na declamação de a juste anual, mobs/ante o julgador independem•cle provocação da pal te para examinar a regulam idade processual e questões de ordain pública que deve nortear a constituição do cm édito ti ibutário Pm otesta, pela apresentação de novas provas e, por SUSTENTAÇÃO ORAL, .ficando esta desde já i equerida, no julgamento dos autos sub examine " (g mr) o relatório. Voto Conselheiro Lucia Reiko Sakae, Relatora, 0 recurso voluntário é tempestivo e presentes, ainda, os demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. Do recurso apresentado, verifica-se que o recorrente discorda da decisão apenas no tocante ao imposto de renda retido na fonte, solicitando considerar que o imposto fora descontado dos rendimentos pagos pela fonte pagadora. Apesar de interpretar que o recorrente estivesse a questionar apenas a glosa relativa ao imposto declarado como retido na fonte por conta dos alugueis, por não contestar diretamente, neste recurso, o valor lançado corno omissão de rendimentos tributáveis, como o fez nal impugnação, para não incorrer em omissão no acórdão, passo a análise das duas 6 Processo n" 10825 001765/2003-78 Ac6rclao n." 2802-00.448 . S2-1E02 F1 108 matérias, ou seja, da glosa do imposto de renda na fonte pleiteada em relação aos rendimentos de aluguéis e o alegado recebimento de prêmio de Bingo, informado como rendimento de tributação exclusiva, uma vez que indiretamente cuida de imposto de renda alegado como retido em fonte.. Relativamente à omissão de rendimentos em que alegou tratar-se de valores recebidos da Federação Brasileira de Vela e Motor, de tributação exclusiva na fonte, há que registrar que: a) nos recibos anexados, consta tratar-se de "Recibo de Pagamento de Prêmio em Dinheiro- Bingo Permanente", como a seguir: Bingo FL Data Valor bruto IRF (indicado não com pensável) Valor Liquido 1 18 9/9/2000 6.071,42 1.821,42 4.250,00 2 19 11/10/2000 22.857,14 6.857,14 16.000,00 3 20 1/11 12000 34.642,85 10.392,85 24.250,00 4 21 2/11/2000 29.500,00 8.850,00 20.650,00 5 22 3/11/2000 11.428,57 3.428,57 8.000,00 23 3/11/2000 9.357,14 2.807,14 6.550,00 7 24 17/11/2000 26.857,14 8.057,14 18.800,00 8 25 30/11/2000 10.190,00 3.057,00 7.133,00 Total 150.904,26 45.271,26 105.633,00 b) a decisão a quo entendendo que tais recibos firmados pelo próprio impugnante, não constituiriam prova suficiente a comprovar a natureza dos rendimentos pagos a permitir que fossem considerados como de tributação exclusiva na fonte, afirmou a necessidade de que o recorrente apresentasse documentos fornecidos pela empresa, como p. ex., o Comprovante de Rendimentos emitido pela fonte pagadora ( Federação Brasileira de Vela e Motor ) e/ou os comprovantes do recolhimento do Imposto; c) corroboro com tal entendimento, principalmente da análise dos recibos juntados, em que não ha o nome da pessoa representante da fonte pagadora que supostamente tenha assinado tais documentos, as datas dos recebimentos frequentes, inclusive no mesmo dia (03/11), corn assinaturas do responsável pelo pagamento totalmente diferentes; considerando que normalmente o responsável pelos pagamentos não deveriam mudar tanto; - d) ainda, imaginando ser um bingo autorizado, à época, provavelmente o recorrente conseguiria apresentar documentação própria da Federação, ou da empresa administradora do bingo permanente, como constante do recibo, não bastando a juntada de recibos sem a identificação dos responsáveis, cargo ou função da própria Federação; aliado ao fato de que a mesma não apresentou qualquer informação sobre tais retenções; e) desta feita, diante da falte de comprovação de retenção ou da natureza dessa receita, que comprovasse tratar-se de receitas sujeito à tributação exclusiva e aliado ao fato de que o recorrente nunca negou o recebimento desses valores, o lançamento deve ser mantido. 7 Quanta aos rendimentos de alugueis, acolho na Integra a decisão de primeira instância que entendeu não ser aceitável corno prova, recibos firmados de próprio punho pelo interesSado, principalmente sem qualquer informação ou anuência do locatário, que seria o responsável pela retenção. Da mesma forma, também concordo corn a assertiva de que o contribuinte locador tern responsabilidade em comprovar que houve a retenção do imposto, para se valer dessa compensação. Isto posto, correta a glosa no valor de RS 1.828,81. No entanto, relativamente a aplicação da multa de oficio sobre a glosa da compensação indevida do imposto, ha que observar que I. a Medida Provisória n° 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, em seu art. 90, determinava: Art 90 Serão objeto de lançamento de oficio as drj erenças aims odes, em declaração prestada pelo sujeito passim, decorrentes de pagamento, pat celamento, compensacão ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e ás contribuições administr adios pela Secreturia da Receita Federal 2. no entanto, corn a vigência da Medida Provisória n." 135, de 30 de outubro de 2003 - posteriormente convertida na Lei n." 10.833, de 29 de dezembro de 2003 - a matéria foi alterado pelo art. 18 do primeiro diploma legal citado MEDIDA PROVISÓRIA IV" 135, DE 30 DE OUTUBRO 2003 (Convertida na Lei n" 10.833, de 29/12/2003) Art.18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Pi ovisor ia n " 2 158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar-se-6 imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensacão indevida e aplicar-se-á unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passive! de compensa cão por expressa disposição legal, de o cm édito ser de natureza não tributária, OU ern que .ficar caracterizada a prática das infiações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n°4 .502, de 30 de novembro de 1964 (grifbs e sublinhado não iginais) 3.. Por sua vez, a Lei it" 11.051, de 29.12.2004, alterou as hipóteses de lançamento de oficio previstas no retrocitado artigo 90, conforme abaixo expresso: Art. 25. Os arts 10, 18, 51 e 58 da Lei n " 10833, de 29 de dezembro de 2003, passam a vigorar corn a seguinte. redação. "( "Ai 1 18 O lançamento de oficio de que trata o art 90 da Medida Provisória n°2.158-35, de 24 de agosto de 2001, limitar- se-á à imposição de multa isolada em razão da não- homologacão de compensação declarada pelo sit/eito passivo nas hipóteses cm que flea, cm acted izcula a prática das infiações previ.stas nos arts. 71 a 73 da Lei n" 4.502, de 30 de novembro de 1964. — 4. posteriormente, tal comando foi alter ado pelo ar ligo 18 da Lei n." 11.488, de 15 de 'unho de 2007, a saber: 8 "Art 18 Os cais. 3 e 18 da Lei n' 10.833, de 29 c/c dezembro de 200.3, passam a vigorai- coin a seguinteledação • " Art 18. 0 lançamento de oficio de que tram o ai t. 90 da Medida Provisória a" 2 158-3.5, de 24 de agosto de 2001, limitar- se-cl à imposição de multa isolada em razão de ado- homologação da compensaciin quando se comprove falsidade da deelantcao op; esentada pelo sujeito passivo. fRedação dada pela Lei a" 11.488. de 2007) 5. Desta feita, de acordo com o disposto no artigo 106, inciso II, alínea "c" do CTN, o disposto na Lei n." 11.051/2004, por aplicar penalidade menos severa, deve ser aplicado ao lançamento ora analisado, resultando na aplicação da multa de mom sobre o imposto equivocadamente declarado como retido no valor de R$ 1.828,81, cuja compensação fora glosado por este lançamento, Conclusão. Ante o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para tão somente exonerar a parte do crédito tributário correspondente à aplicação da multa de oficio sobre o valor do IRRF compensado indevidamente, a qual deverá ser mitigada pela multa de mora prevista na legislação tributária em vigor. ocesso n" 10825.001765/2003-78 A.c6:0.0 n " 2802-00,448 S2-TE02 Fl 109 9 BrasiliaJDF, 03/12/201 i MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n°: 10825.001765/2003-78 Recurso n° : 162.854 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto-no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2802-00.448. EVELINE COELHO D MELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ) Apenas com ciência ) Com Recurso Especial ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional

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Numero do processo: 10907.000216/97-11
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.264
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração ao acórdão 303-31584 de 14/09/2004 e converter o julgamento em diligência para que a empresa seja intimada a apresentar garantia de instância, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN

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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-19T16:04:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-19T16:04:30Z; Last-Modified: 2013-08-19T16:04:30Z; dcterms:modified: 2013-08-19T16:04:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:02097f9e-6b9a-4606-aeff-53a2a0d0ed07; Last-Save-Date: 2013-08-19T16:04:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-19T16:04:30Z; meta:save-date: 2013-08-19T16:04:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-19T16:04:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-19T16:04:30Z; created: 2013-08-19T16:04:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2013-08-19T16:04:30Z; pdf:charsPerPage: 1048; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-19T16:04:30Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo IV : 10907.000216/97-11 Recurso n° : 118.943 Sessão de : 23 de janeiro de 2007 Interessado : INDÚSTRIA GESSY LEVER LTDA. Embargante : PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL. Embargada : TERCEIRA CAMARA DO TERCEIRO CONSELHO. RESOLUÇ -ÃO N2 303-01.264 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração ao acórdão 303-31584 de 14/09/2004 e converter o julgamento em diligência para que a empresa seja intimada a apresentar garantia de instância, nos termos do voto do relator. ANELIS DAUDT PRIETO Presidente ZEN/ALDO LOIBMAN Relgor VI Formalizado em: 09 MAP 9 r.10:7 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Tarásio Campelo Borges, Luis Carlos Maia Cerqueira (Suplente) e Nilton Luiz Bartoli. Ausente o Conselheiro Sergio de Castro Neves. DM • Processo n° : 10907.000216/97-11 Resolução n° : 303-01.264 RELATÓRIO E VOTO Conselheiro Zenaldo Loibman, relator. A d. PFN protestou por meio de embargos a ocorrência de omissão no acórdão n° 303-31.584, de 14.09.20004 (fls.204/208). Diz que compulsando os autos verificou que a recorrente não haveria procedido ao depósito recursal exigível. Que o relatório e voto condutor do referido acórdão foram omissos quanto a isso, que por tal motivo requer que sejam conhecidos e acatados os embargos de declaração para sanar a omissão acusada, pede a anulação do acórdão atacado e que não se conheça o mérito do recurso voluntário interposto. A ilustre Presidente desta Camara acolheu proposição deste relator no sentido de submeter os embargos à apreciação do plenário. É o relatório. O acórdão atacado foi proferido depois de retorno de diligência determinada pela Resolução n° 303-764 (fls.99/109) que apresentou questões dirigidas ao LABANA. No entanto, em ambas as sessões de julgamento, a que resultou na Resolução e a que resultou no acórdão ora sob ataque, apesar de estar presente representante da PFN, sendo-lhe facultada a oportunidade de manifestação oral de defesa da União quanto ao caso apresentado, em nenhuma dessas oportunidades a PFN acusou a referida omissão. Então, em principio, dever-se-ia apreciar a possível preclusão dessa argüição, posto que o fato da Resolução, que determinou a realização de diligencia para elucidar questão de mérito, pressupõe que os requisitos de admissibilidade do recurso voluntário foram apreciados antes, por ocasião da sessão de julgamento ocorrida na ocasião em que ficou decidida a diligência. De fato a ocasião do relatório e voto correspondentes ao acórdão embargado não era mais o momento processual de se retornar à análise de requisitos de admissibilidade do recurso, posto que a diligência determinada já havia inaugurado a fase de análise de mérito. É inolvidável que, ainda que possa ocorrer eventual erro de direito em decisões administrativas ou judiciais, a análise de mérito efetivamente produzida não vira pó, não se desfaz, não se pode considerar como se fosse não produzida e não registrada nos autos. A lacônica expressão escrita dos embargos se omite quanto a se houve, ou não, dispensa judicial do depósito recursal, ou mesmo se a questão foi, ou não, enfrentada na sessão de julgamento em que se decidiu pela Resolução, sessão esta, repito, em que a ilustre PFN esteve oficialmente representada. Em tese, eventualmente, mesmo que o texto do relatório/voto condutor possa não mencionar, por erro, o advento de liminar judicial, ou deixe de atestar a competência da Camara in ratione materiae, ou ainda, não registre a confirmação dos requisitos de admissibilidade, isto não significa necessariamente que Processo n° : 10907.000216/97-11 , Resolução n° : 303-01.264 na sessão de julgamento tais aspectos tenham sido efetivamente deixados sem apreciação pelo plenário. Em nada ajuda aos interesses da Fazenda Nacional, que a ilustre PFN deixe passar in albis, durante a própria sessão de julgamento, as eventualmente cabíveis argüições relativas às questões apontadas acima, bem como milita contra o melhor interesse da Unido urna proposição de embargos mais de 365 dias depois de proferida a decisão do Conselho de Contribuintes. Por outro lado, entendo que, a priori, deve ser acatada apenas parcialmente a pretensão da PFN, ou seja, por se reconhecer que os autos são omissos quanto à questão arguida, visto que a repartição de origem não informou convenientemente se houve, ou não, a devida intimação ao contribuinte para apresentar depósito recursal, se havia, ou não, amparo do interessado em liminar judicial libertadora de tal requisito e, como também se revelou omisso o relatório que antecedeu a Resolução n° 303-764 desta Camara, proponho que sejam acatados os presentes embargos, anulada a decisão proferida, mas que seja convertido o presente julgamento em nova diligência para que a repartição de origem intime expressamente o recorrente a, no prazo legal, providenciar o arrolamento de bens em valor suficiente a garantia recursal. Por todo o exposto voto por converter o presente julgamento em diligência à repartição de origem. Sala das Sessões, em 23 de janeiro de 2007. r ZEN 0 LOIBMAN - Relator •

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Numero do processo: 14120.000304/2008-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Oct 31 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Data do fato gerador: 31/12/2003 ATIVO IMOBILIZADO. RECEITA NÃO TRIBUTÁVEL O maciço florestal integrava o ativo permanente, subgrupo imobilizado, cuja receita de venda não era computada na base de cálculo da COFINS (inciso IV do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/12/2003 ATIVO IMOBILIZADO. RECEITA NÃO TRIBUTÁVEL O maciço florestal integrava o ativo permanente, subgrupo imobilizado, cuja receita de venda não era computada nas bases de cálculo do PIS (inciso VI do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637/02).
Numero da decisão: 3301-011.830
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Ari Vendramini (Relator), José Adão Vitorino de Morais e Marco Antônio Marinho Nunes, que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Costa Marques d’Oliveira (suplente convocado). (documento assinado digitalmente) Marco Antônio Marinho Nunes – Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini – Relator (documento assinado digitalmente) Marcelo Costa Marques d’Oliveira – Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Antônio Marinho Nunes (Presidente Substituto), Ari Vendramini, Marcelo Costa Marques d’Oliveira (Suplente Convocado), José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe, Sabrina Coutinho Barbosa e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: Salvador Cândido Brandão Junior

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RECEITA NÃO TRIBUTÁVEL O maciço florestal integrava o ativo permanente, subgrupo imobilizado, cuja receita de venda não era computada na base de cálculo da COFINS (inciso IV do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/12/2003 ATIVO IMOBILIZADO. RECEITA NÃO TRIBUTÁVEL O maciço florestal integrava o ativo permanente, subgrupo imobilizado, cuja receita de venda não era computada nas bases de cálculo do PIS (inciso VI do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637/02). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Ari Vendramini (Relator), José Adão Vitorino de Morais e Marco Antônio Marinho Nunes, que negavam provimento ao recurso voluntário. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Marcelo Costa Marques d’Oliveira (suplente convocado). (documento assinado digitalmente) Marco Antônio Marinho Nunes – Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Ari Vendramini – Relator (documento assinado digitalmente) Marcelo Costa Marques d’Oliveira – Redator Designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 12 0. 00 03 04 /2 00 8- 81 Fl. 486DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marco Antônio Marinho Nunes (Presidente Substituto), Ari Vendramini, Marcelo Costa Marques d’Oliveira (Suplente Convocado), José Adão Vitorino de Morais, Juciléia de Souza Lima, Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe, Sabrina Coutinho Barbosa e Semíramis de Oliveira Duro. Relatório Trata-se de recurso voluntário, interposto nestes autos, que consubstancia autos de infração originalmente abrangendo os tributos IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. Conforme relatado pela decisão recorrida, a autoridade fiscal efetuou os lançamentos de ofício em face de: 1) Diferença a maior do saldo da conta “gastos com reflorestamento exaustão florestas” controlado na parte B do LALUR, e o saldo da conta contábil “Projetos de reflorestamentos incentivados”, em relação ao IRPJ e CSLL, tendo deixado o contribuinte de considerar essa diferença na apuração do lucro real e na base de cálculo da CSLL; 2) Em relação ao PIS e a COFINS a autoridade fiscal efetuou o lançamento em relação à alienação de um maciço florestal de eucalipto de uma área aproximada de 2.000 hectares, equivalentes a 500.000 metros cúbicos de madeira em pé, pelo valor de R$ 18.900.000,00, tendo o contribuinte excluído esse valor da base de cálculo das contribuições mencionadas, pelo fato de entender tratar-se de receita não operacional, considerando esse maciço como de bem integrante do Ativo Permanente, enquanto que a autoridade fiscal entendeu que a venda desse maciço florestal classificada como da atividade da empresa, conforme seu objeto social, que, dentre outras atividades está a de florestamento e reflorestamento. Ao apresentar sua impugnação, a interessada informou que os débitos de IRPJ e CSLL não eram objeto de contestação e seriam quitados com o desconto de 50% sobre o valor da multa. Diante deste fato, o litígio ficou limitado ao lançamento envolvendo o PIS e a COFINS. Conforme relatório componente do Acórdão DRJ, assim foram apresentados os argumentos em impugnação : a) Os débitos de IRPJ e CSLL não são objeto da impugnação e serão quitados com o desconto de 50% sobre o valor da multa; b) Em relação ao PIS e à COFINS, a impugnação cinge-se exclusivamente na assertiva do contribuinte de que a alienação do maciço florestal deve ser excluída das bases de cálculo dessas contribuições pelo fato de serem pertencentes ao ativo permanente da empresa e consequentemente não se tratarem de faturamento da empresa, de conformidade com inciso IV do § 2° da Lei 9718/1998, VI do § 3° da Lei 10.637/2002 e inciso II do § 3° da Lei 10.833/2003; c) Transcreve o Inciso IV do artigo 179 da Lei 6.404/76, conceituando contas do ativo imobilizado: d) Transcreve da mesma forma o Parecer Normativo CST 108/1978, que define a classificação de determinadas contas para efeito de correção monetária, transcrevendo também questões constantes de perguntas e respostas do “site” da Receita Federal que tratam das depreciações e exaustão das florestas; Fl. 487DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 e) Indica também instruções para preenchimento da DIPJ, que indica que deve constar na linha 36/38 a informação no ativo permanente de florestamento e reflorestamento; f) Argui como matéria preliminar a inconstitucionalidade da Lei 9.718/98 em seu artigo 3° § 1° quando alargou a base de cálculo da COFINS e do PIS, para receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade e a classificação contábil adotada, conforme decisão definitiva pelo STF no RE 346.084-6; g) Defende ainda a impugnante, que a venda esporádica, de alienação de maciço florestal onde o objeto da venda é de madeira em pé, ou seja, é feita a venda de “porteira fechada”, que está nitidamente fora das atividades sociais, e, assim deve ser registrada como uma receita não operacional; h) Afirma ainda a impugnante, que a venda não foi de eucalipto somente, mas de uma área aproximada de 1900 hectares das espécies “Eucalyptus grandis”, “eucalyptus urophila” “e “eucalyptus urograndis”, transcrevendo a cláusula primeira do contrato de alienação, para indicar tratar-se de área alienada, afirmando que referida alienação enquadra-se perfeitamente na não inclusão descrita na lei 10.637/02”; i) Transcreve ainda, processo de consulta da 9º Região fiscal n° 254/07 que trata de insumos para "formação de florestas indicando a forma de incorporação desses insumos no ativo imobilizado e a contabilização da aquisição de florestas no ativo imobilizado, informando que tais aquisições por serem do ativo imobilizado não são sujeitas à tributação do PIS e da COFINS; Indica novamente o cumprimento de normas de preenchimento da DIPJ linha 21/18, invocando o artigo 100 do CTN com seus incisos, para requerer a exclusão de penalidades juros de mora e atualização monetária da base de cálculo do tributo, transcrevendo acórdão do Conselho de contribuintes onde se afirma que o fisco deve respeitar as instruções constantes do MAJUR, que é documento emitido pela SRF com o objetivo de instruir os contribuintes. A impugnação foi considerada improcedente pela DRJ, com o Acórdão ementado da seguinte forma : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 MATÉRIA NÃO EXPRESSAMENTE CONTESTADA A matéria que não é expressamente contestada na impugnação considera-se matéria não impugnada na forma das normas vigentes. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 2003 MATÉRIA NÃO EXPRESSAMENTE CONTESTADA A matéria que não é expressamente contestada na impugnação considera-se matéria não impugnada na forma das normas vigentes. Fl. 488DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 2003 BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da COFINS e do PIS é o faturamento que é definido pela nom1a legal como a receita bruta da pessoa jurídica, sendo que a receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria e o preço dos serviços prestados, com as exclusões previstas nessa mesma norma. A exclusão da alienação de bens do ativo permanente da base de cálculo não alcança os bens que, embora estejam classificados na contabilidade da empresa nessa condição não se revestem das condições previstas em lei para que se constituam em bens do ativo imobilizado, mas, sim, em bens que se configuram como objeto social da empresa constante de seu contrato social ou estatuto. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2003 BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da COFINS e do PIS é o faturamento que é definido pela norma legal como a receita bruta da pessoa jurídica, sendo que a receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria e o preço dos serviços prestados, com as exclusões previstas nessa mesma norma. A exclusão da alienação de bens do ativo permanente da base de cálculo não alcança os bens que, embora estejam classificados na contabilidade da empresa nessa condição não se revestem das condições previstas em lei para que se constituam em bens do ativo imobilizado, mas, sim, em bens que se configuram como objeto social da empresa constante de seu contrato social ou estatuto. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido No recurso interposto, a discussão permanece com tal escopo, sendo assim estruturado : -BREVE HISTÓRICO - BREVE HISTÓRICO DOS FATOS - DA DECISÃO RECORRIDA - DA CLASSIFICAÇÃO CONTABIL DOS MACIÇOS NATURAIS - DOS OBJETIVOS SOCIAIS DA RECORRENTE - DA FLORESTA COMO ATIVO IMOBILIZADO - DA RECONHECIDA INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI Nº 9.718/1998 - SELIC SOBRE MULTA DE OFÍCIO – IMPOSSIBILIDADE A Recorrente alega, em sua defesa, em apertada sintese : Fl. 489DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 - a empresa ora Recorrente atuava como empresa de base florestal para produzir mudas, plantava e colhia florestas renováveis de eucalipto para fins de produção de celulose e papel para empresas produtoras de papel. Assim, a atividade principal que era exercida pela Recorrente correspondia à venda de madeira para a produção de papel e celulose. Para 0 exercício da atividade de extração e comercialização da madeira é que mantinha em seu ativo imobilizado o maciço florestal. No entanto, como todo ativo o maciço florestal tem vida útil, uma vez que com 0 decorrer do tempo, as árvores que 0 compõem perdem as características necessárias para a produção de celulose. No caso dos autos, em 17 de novembro de 2003, após constatar que parte de seu maciço florestal não continha a configuração necessária para a produção de celulose e papel, a Recorrente promoveu a alienação do bem do ativo mediante contrato de compra e venda. (...) Pela redação do contrato, verifica-se que o objeto foi a aquisição de todo maciço constante da área, sem operação de corte e sem menção à quantidade de árvores. Após a celebração do contrato, a empresa ora Recorrente, procedeu à baixa do ativo pela alienação submetendo o resultado à apuração de ganho ou perda de capital. Em relação ao PIS e a COFINS, ultimou-se a exclusão da base de cálculo dos valores recebidos, uma vez que não se trata de receita, com norma expressa de não tributação constante nas Leis n° 9.718/98 e n° 10.637/03. (...) Como já exposto desde a Impugnação, a receita da atividade da Recorrente proveniente da venda de eucaliptos em toras, sendo que para o exercício desta atividade é que precisa manter ativo que lhe forneça as toras. Tanto é assim que nos cadastros da Secretaria da Receita Federal adotava, à época, o CNAE 02.11-9/11 aplicado às pessoas jurídicas que promoviam o cultivo de eucalipto. É Com efeito, o cultivo de eucalipto, está dentro dos objetivos sociais, mas a receita é auferida pela sua venda, em toras. A venda do maciço não é atividade, ao contrário, o maciço florestal é a fonte de atividade. O objeto social, como a expressão técnica indica quais os objetivos a serem perseguidos pela pessoa jurídica. - o maciço florestal, na qualidade de ativo imobilizado, deve ser classificado contabilmente no grupo Ativo Permanente e, a sua venda, por ser de ativo imobilizado, não é receita operacional e, portanto, não sujeita á incidência da Contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS - invoca a inconstitucionalidade da Lei nº 9.718/1998, finalizando com o argumento de que ainda que superados os argumentos já aduzidos, a incidência da COFINS deve ser cancelada uma vez que à época dos fatos, não era possível incluir receitas não operacionais na base de cálculo da COFINS. - discorre sobre a impossibilidade de aplicação da Taxa SELIC sobre o valor da multa de ofício, alegando que “a Recorrente manifestar sua repulsa contra a prática de aplicação da taxa SELIC sobre a multa lançada de ofício, procedimento este que, muito embora nao encontre qualquer respaldo no ordenamento jurídico, vem sendo teimosamente adotado pelas autoridades administrativas. É o relatório. Fl. 490DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Voto Vencido Conselheiro Ari Vendramini, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto dele conheço. Preliminarmente, por maciço florestal se entende que se seja o revestimento arbóreo da floresta considerado independentemente da natureza das espécies, idade, disposição e origem das árvores. (Dicionário de Termos Florestais – 2018 – fls. 70 - 1ª edição revista e ampliada - ORGANIZADORES: Paulo de Tarso de Lara Pires Ailson Augusto Loper Carlos José Mendes Edson Luiz Peters Gabriela Nicolau Maia Lucas Moura de Abreu / FUPEF – Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná – encontrado no endereço eletrônico https://www.apreflorestas.com.br/wp-content/uploads/2018/03/APRE_dicionario_2018_digital-1.pdf , em 15/12/2021). Do Contrato Social da recorrente extraímos o seu objeto social ( Contrato Social objeto do Termo de Retenção nº 001, ás e-fls. 15-: - O CERNE DA QUESTÃO – A VENDA DE MACIÇO FLORESTAL – RECEITA OPERACIONAL DA RECORRENTE – BEM MÓVEL POR ANTECIPAÇÃO Assim se expressou a autoridade fiscal, no auto de infração : 001 - PIS - INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVA - APURAÇÃO REFLEXA . FALTA DE RECOLHIMENTO DO PIS - INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVA A empresa fiscalizada vendeu "um maciço florestal de eucalipto, existente em uma área aproximada de 2.000 ha. (dois mil) hectares, equivalente a 500.000 (quinhentos mil) metros cúbicos sólidos de madeira de eucalipto em pé, das espécies Eucalyptus grandis, Eucalyptus urophylla e Eucalyptus urograndis, localizado no Estado de Mato Grosso do Sul, de propriedade da Chamflora", conforme contrato CHFTL N° 019/2003, firmado em 17 de novembro de 2003 Fl. 491DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 entre a empresa fiscalizada, naquela época denominada Chamflora-Três Lagoas Agroflorestal Ltda, na condição de VENDEDORA, e Votorantim Celulose e Papel S.A. na condição de COMPRADORA. O preço contratado pela operação foi R$ 18.900.000,00 (dezoito milhões e novecentos mil reais) o qual foi pago antecipadamente. De acordo com a documentação apresentada, a fiscalizada reconheceu a receita dessa operação em Dezembro de 2003, conforme abaixo: RECEITA NÃO OPERACIONAL (+)Valor da Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. R$ 18.900.000,00 (-`)va1c›r contábil do Bem alienado . . . . . . . . . . . . . _. .....Rs 6.206.135,09 Observando o Contrato Social da fiscalizada nota-se que a mesma tem por objeto "a exploração agrícola, pecuária, florestal, inclusive florestamento ou reflorestamento, bem como o comércio expediente anexos ou derivados dessas atividades". No cálculo do PIS (regime não cumulativo) e da COFINS (regime cumulativo) a fiscalizada excluiu da base de cálculo dessas contribuições o valor dessa operação, por entendê-las como Vendas de Bens do Ativo Imobilizado/Permanente. No decorrer da ação fiscal intimamos a fiscalizada, através do Termo de Constatação Fiscal n° 002, a justificar o recolhimento do PIS e COFINS incidente na alienação do maciço florestal acima descrito. Em resposta, resumidamente, manifestou: 01) ter vendido bens de seu ativo permanente os quais seriam excluídos da base de cálculo dessas contribuiçoes; 02) que em casos esporádicos promovia a venda de madeira em pé, a qual estaria fora das atividades sociais, e assim deveria ser registrada como uma receita não operacional. Conforme o Contrato Social da fiscalizada, podemos inferir que a mesma explora culturas permanentes, ou seja, aquelas que permanecem vinculadas ao solo e proporcionam mais de uma colheita ou produção. Conforme a legislação comercial, os custos ou gastos necessários para a formação de culturas permanentes são classificados Ativo Permanente - Imobilizado. Conforme RIR/99, "Art. 278. Será classificado como lucro bruto o resultado da atividade de venda de bens ou serviços que constitua objeto da pessoa jurídica (Decreto-Lei n° 1.598, de 1977, art. 11, § 2°)". Considerando a atividade da fiscalizada, conforme descrito em seu Contrato Social, fica evidente que a mesma ao alienar seu maciço florestal, ou seja, o que ela se dispõe a produzir, está atingindo seus objetivos. A escrituração dos custos ou gastos para a formação de florestas no Ativo Permanente - Imobilizado, e a 'conseqçente venda dos produtos em pé e de forma esporádica, como ocorreu na operação, não depende da classificação da receita. Pois, a receita decorre da venda de bens que constitui o objeto da fiscalizada, o que nos leva inferir, se tratar de receita operacional. ' Por outro lado, a legislação que trata da cobrança do PIS e da COFINS, deixa claro que não importa o tipo de atividade exercida pelo contribuinte nem a denominação ou classificação contábil adotada para as receitas, conforme descrito abaixo: O1) LEI N“ 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3° O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde â receita bruta da pessoa jurídica. § 1° Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação Fl. 492DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 contábil adotada para as receitas. 02) LEI No 10.637, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2002. Art. lo A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Devido a essas peculiaridades, a receita proveniente dessas operações, deve compor a base de cálculo das contribuições acima. Sendo assim, estamos procedendo ã constituição do presente crédito tributário, O contrato de venda e compra do maciço florestal objeto da autuação consta das e-fls. 49-59. Extraímos os seguintes trechos do citado contrato : CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO - Constitui objeto do presente Contrato a venda e compra de um maciço florestal de eucalipto, existente em uma área aproximada de 2.000 ha. (dois mil) hectares, equivalente a 500.000 (quinhentos mil) metros cúbicos sólidos de madeira de eucalipto em pé, das espécies Eucalyptus grandis, Eucalyptus urophylla e Eucalyptus umgrandis, localizado no Estado do Mato Grosso do Sul, de propriedade da Ci-IAMFLORA. O maciço florestal objeto deste Contrato será procedente, do Horto Matão, conforme descritos no mapa, que passa a faz parte Integrante deste contrato como ANEXO I, (…) CLÁUSULA SEGUNDA - DO APROVEITAMENTO DA MADEIRA A VOTORANTIM fará o aproveitamento da madeira do maciço florestal, objeto do presente Contrato, de acordo com as seguintes condições, as quais desde já são aceitas pela CHAMFLORA. 02.1. A madeira em pé, em condições de aproveitamento para fabricação de celulose com diâmetro minimo de até 6 (seis) centímetros na parte mais fina e no máximo de até 45 (quarenta e cinco) centimetros na parte mais grossa), será cortada, em toretes de aproximadamente 3,70 m (três metros e setenta centímetros) ou 5,70m. (cinco metros e setenta centímetros) de comprimento e removida até o seu respectivo carreador ou pátio, para posterior transporte. 02.2. A madeira com diâmetro abaixo de 6 (seis) centímetros não será aproveitada pela VOTORANTIM, ficando esta à disposição da CHAMFLORA, dentro dos respectivos taihões ou nas margens destes. A madeira sem condições para aproveitamento de celulose (secas) com diâmetro acima de 6 (seis) centímetros na parte mais fina, em um volume no máximo de 5 % (cinco por cento) por taihão, será derrubada, removida e deixada ao longo do carreador flcando a disposição da CHAMFLORA. Fl. 493DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 02.3.A madeira oom diâmetro superior a 45 cm (quarenta e cinco centimetros) será cortada pela VOTORANTIM, sendo deixada à disposição da CI-IAMFLORA ao longo do carreador. 02.5. A Ci-IAMFLORA poderá vistoriar todos .os taihões após o corte efetuado pela VOTORANTIM, e caso a CHAMFLORA constate alguma irregularidade quanto ao aproveitamento de madelra descrito nesta cláusula a CI-IAMFLORA poderá.parallsar a colheita até que a VOTORANTIM resolva a pendência. (…) CLÁUSULA TERCEIRA - DA COLHEITA E TRANSPORTE DA MADEIRA A madeira .objeto do presente Contrato será cortada e transportada pela VOTORANTIM através de pessoal próprio ou de empreiteiras especializadas e por ela contratadas, observando-se o seguinte: 03.1. Todas as despesas decorrentes dessas operações correrao por conta da VOTORANTIM, inclusive os impostos jncidentes sobre essas atividades observando-se todo o disposto na Cláusula Nona abaixo. 03.2. A colheita da madelra em 1= (primeira) 'rotação será efetuada no máximo a 15 cm (quinze centímetros) do solo',°-a retirada da madelra ocorrerá de forrna ordenada, devendo ser ambas. operações executadas de acordo com as boas normas de colheita florestai. O3.2.1. A ordem de colheita ' dos talhões será determinada conjuntamente pela CHAMFLORA e VOTORANTIM. 'embora seja permitida a existência de colheita em vários taihões ao mesmo tempo, a VOTORANTIM se compromete a terminar a exploração em cada um deles de forrnaa que não permaneçam remanescentes para colheitas posteriores. (...) 05.3 A VOTORANTIM se compromete a comunicar a CHAMFLORA com 10 (dez) dias de antecedência, o início das atividades no maciço florestai, objeto deste contrato. A ocorrência de caso fortuito ou força maior, inclusive a incidência de pavimentadas de acesso maciço florestal objeto do presente Contrat_ poderá determinar a prorrogação do prazo ajustado na proporção d' impedimento ocasionado, o que se dará através de alteração contratual A VOTORANTIM se compromete a deixar para colher e transportar a partir de 01/01/2005 um volume máximo de 100.000 (cem mil) metros chuvas que venham a dificultar o trânsito de veiculos nas estradas cúbicos de madeira de eucalipto correspondente à uma área de 380,00 (trezentos e oitenta hectares). (...) 07.12. A VOTORANTIM se compromete a retirar toda a madeira cortada de dentro dos taihões da área objeto deste contrato, no máximo até 45 a brotação dos eucaliptos, que rão controlados em conjunto pela VOTORANTIM e CHAMFLORA. (…) 07.18. Em havendo incêndio com causa comprovadamente de não responsabilidade da VOTORANTIM e caso esta venha a efetuar gastos para seu combate e extinção, a CHAMFLORA se compromete a reembolsar os_ custos bem como disponibilizar igual volume de madeira verde, sã e ernz pè que eventualmente tiver sido queimado e não possa ser aproveltãdo para a fabricação de celulose. (destaques deste Relator). Como pode ser verificado dos trechos do contrato de venda e compra, é objetos da alienação : - a área do maciço florestal, que claramente se destinará a reflorestamento e aproveitamento das árvores de eucalipto que surgirão, para fabricação de celulose; Fl. 494DF CARF MF Original Fl. 10 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 - as árvores em pé que puderem ser aproveitadas para fabricação de celulose. A própria Recorrente confirma esta informação, ás e-fls. 76 dos autos digitais, quando em resposta á Intimação da autoridade fiscal, como segue : Como facilmente podemos observar, o objeto do contrato foi a venda e compra de “um maciço florestal de eucalipto. com área aproximada de 1.900 hectares. Das espécies Eucalvptus grandis, Eucalyptus urophvlla e Eucalvvtus urograndis ", ou seja, VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL S.A adquiriu as terras e as árvores plantadas nesta área. Em momento algum foi adquirido somente Eucalipto, o.que pode ser comprovado pela análise do contrato, onde somente consta uma área agroximada de 1.900 hectares, ou seja, não consta no contrato a quantidade de Eucalipto que estava plantado nesta área, mas sim área adquirida. Assim, pelo fato de não ser a atividade do Sociedade, e ainda, pelo fato do contrato não mencionar a quantidade de madeira, claramente observamos que a receita com a venda deste maciço florestal, com área aproximada de 1.900 hectares, foi uma receita não operacional da Sociedade, e que inclusive, esta receita foi informada corretamente na DIPJ de 2004(03), ou seja, na linha Linha O6A/42 - Receitas de Alienações de Bens e Direitos do Ativo Permanente - R_$ 18.900.000,00. (destaques deste Relator) Verifica-se que tais atividades (reflorestamento e fabricação de celulose) são atividades constantes do objeto social da Recorrente. Com relação á classificação contábil de ambas – a área e as árvores – a boa técnica contábil as registra como ativos imobilizados, componentes do antigo grupo denominado Ativo Permanente. A recorrente alega que a alienação de ativos imobilizados constituem receita não operacional e, portanto, não sujeita á tributação pelo PIS e pela COFINS, por ser receita não operacional. Dispõe o art. 79 do Código Civil, que “são bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente”. O art. 81 do referido diploma legal determina que não perdem o caráter de imóveis, as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local e os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. Por outro lado, depreende-se da leitura do art. 82 do mesmo codex que são móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Segundo afirma Carlos Roberto Gonçalves, “as árvores e os frutos pendentes são bens imóveis por acessão natural e podem ainda ser bens imóveis por acessão artificial ou industrial, entretanto, se forem destinadas ao corte, serão consideradas bens móveis por antecipação” (in Direito Civil Brasileiro - 2008, pág. 248 / vol. I / 6ª edição ). Quanto aos “bens móveis por antecipação” referenciados, o autor aponta outros doutrinadores que compartilham o mesmo entendimento, tais como Washington de Barros Monteiro, Caio Mário da Silva Pereira, Francisco Amaral e Silvio Rodrigues. Fl. 495DF CARF MF Original Fl. 11 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Assim, infere-se do art. 82 supracitado e da doutrina pertinente, que os bens móveis podem ser semoventes, móveis por natureza, móveis propriamente ditos, móveis por determinação legal e móveis por antecipação. O conceito que mais se amolda ao caso em análise diz respeito aos bens móveis por antecipação, conforme esclarece Carlos Roberto Gonçalves, na pág. 253 da obra citada anteriormente: Móveis por antecipação - A doutrina refere-se, ainda, a esta terceira categoria de bens móveis. São bens incorporados ao solo, mas com a intenção de separá-los oportunamente e convertê-los em móveis, como as árvores destinadas ao corte e os frutos ainda não colhidos. Observa-se, nesses casos, aos quais podem somar-se as safras não colhidas, a vontade humana atuando no sentido de mobilizar bens imóveis, em função da finalidade econômica. Podem ainda ser incluídos nessa categoria os imóveis que, por sua finalidade, são vendidos para fins de demolição. Pelo mesmo raciocínio, podemos inferir que a área, que é vendida para posterior aproveitamento para reflorestamento com árvores de Eucalipto, para produção de celulose, inserem-se nesta categoria, pois é evidente a vontade humana atuando no sentido de mobilizar bem imóvel, em função da finalidade econômica. Na mesma obra, o referido autor cita Agostinho Alvim: “as árvores e frutos só aderem ao imóvel, enquanto não sejam “objeto de negócio autônomo” ( in Comentários ao Código Civil, v. 1, p. 223, n. 4). Ainda o STJ assim se pronunciou ao julgar o Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 174.406 SP / Relator Min. Eduardo Ribeiro : Venda de safra futura. Bens móveis por antecipação. A venda de frutos, de molde a manifestar o intuito de separação do objeto da venda em relação ao solo a que se adere, impõe a consideração de que tais coisas tenham sido, pela manifestação de vontade das partes contratantes, antecipadamente mobilizadas. (...). Também, neste mesmo vetor e de forma conclusiva, têm-se as palavras de Nestor Duarte, em obra coordenada pelo Ministro Cezar Peluso (Código Civil Comentado, 3ª edição, , 2009, página 83 ), onde explica: As árvores destinadas ao corte e os frutos que devem ser colhidos consideram-se móveis por antecipação, do que decorre a desnecessidade de outorga uxória e a incidência de imposto sobre circulação de mercadorias e não de transmissão de bens imóveis. Portanto, a área do maciço florestal e as árvores de Eucalipto frutos dela, em virtude de sua alienação com finalidade econômica, onde a função econômica a ser dada a tais bens se amolda perfeitamente entre as atividades constantes do objeto social da alienante, são, conforme exposto, bens móveis por antecipação. Quanto á sua classificação como receita operacional, a que se considerar que, neste caso, trata-se de produto da terra. O terreno que se espera utilizar por mais de um período e mantido para extração natural de seus frutos - a terra nua - sem dúvida é bem do imobilizado, mas seu produto destinado à comercialização é mercadoria autônoma da terra e que não compõe, no caso descrito, essa classe. Na verdade, ao se cultivar uma floresta, está se produzindo uma mercadoria – árvore – que exige longo tempo de maturação até estar pronta para corte e venda. Os gastos com o plantio Fl. 496DF CARF MF Original Fl. 12 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 e o cultivo das árvores que futuramente serão vendidas formarão o custo e o preço de venda, processo que se conhece contabilmente como produtos em elaboração, ou, no caso, florestas em formação. As árvores colhidas e beneficiadas serão comercializadas como mercadorias, e não como imobilizado, tanto que são tributadas pelo IPI e ICMS, e não pelo ITBI, natural, portanto, que o produto da venda de florestas seja receita bruta da entidade cujas finalidades são a comercialização de árvores a serem utilizadas para fabricação de celulose e, ainda, o reflorestamento. No que tange à base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no regime de apuração cumulativa, foi exarada a Solução de Consulta Cosit nº 84, de 8 de junho de 2016, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 16 de junho de 2016, da qual citamos o seguinte trecho : “Fundamentos (...) 18. (...), a base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, no regime de apuração cumulativa, passou a ficar restrita ao faturamento, que compreende a receita bruta auferida pela pessoa jurídica, nos termos estabelecidos pelos arts. 2º e art. 3º, caput, da Lei nº 9.718, de 1998. 19. Por conseguinte, a partir da publicação da Lei nº 11.941, de 2009, ocorrida em 28 de maio de 2009, para a apuração da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no regime de apuração cumulativa deve ser considerada somente a receita bruta auferida pela pessoa jurídica, ou seja as receitas decorrentes do exercício de seu objeto econômico, ou ainda, as receitas decorrentes das atividades constantes de seu contrato social ou estatuto, bem como daquelas atividades empresariais que, ainda que eventualmente não contempladas por seu ato constitutivo, na prática sejam por ela habitualmente exercidas no contexto de sua organização de meios. 20. Quanto a esse ponto, é oportuno observar que no exame de Recursos envolvendo pessoas jurídicas cujas atividades empresariais não se restringiam à venda de mercadorias e à prestação de serviços, isto é, em julgamentos que demandaram delimitação mais precisa do conceito de faturamento para a solução das lides, o STF, reiteradamente (RE nº 371.258- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ 27.10.2006; RE nº 318.160, DJ 17.11.2005, Rel. Min. Cezar Peluso; RE nº 367.482, DJ 28.11.2005, Rel. Min. Cezar Peluso; dentre outros), manifestou-se no sentido de que o conceito de receita bruta, sujeita à exação tributária, envolve não só aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, mas sim a soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. 21. Por sua clareza, vale destacar a ementa do Acórdão emitido no exame do RE nº 371.258-AgR: “EMENTA: RECURSO. Extraordinário. COFINS. Locação de bens imóveis. Incidência. Agravo regimental improvido. O conceito de receita bruta sujeita à exação tributária envolve, não só aquela decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços, mas a soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais.” (grifou-se) (RE 371258 AgR, Relator Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, votação unânime, julgado em 03/10/2006, DJ 27.10.2006) (...) 23. Ainda, deve-se ressaltar que o caput do vetusto art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, que alberga tradicional conceito de receita bruta, foi alterado para expressar esse consolidado entendimento acerca da abrangência das receitas decorrentes da atividade empresarial: “Art. 12. A receita bruta compreende: (Redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014) I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; (Incluído pela Lei nº 12.973, de 2014) Fl. 497DF CARF MF Original Fl. 13 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 II - o preço da prestação de serviços em geral; (Incluído pela Lei nº 12.973, de 2014) III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e (Incluído pela Lei nº 12.973, de 2014) IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III.”(grifou-se) 24. Nesse contexto, verifica-se a identidade entre a receita bruta e as receitas decorrentes das atividades empresariais desenvolvidas pela pessoa jurídica. 25. O objeto da sociedade, como se sabe, são as atividades por ela escolhidas, aquelas cujo desenvolvimento ela busca promover para a geração de lucro, que é o objetivo de qualquer sociedade empresária. Há de se notar que, sob o ponto de vista meramente formal, o objeto social corresponde à definição, não contrária à lei, à ordem pública e aos bons costumes, constante do ato constitutivo da empresa. Porém, é necessária a identificação do objeto social sob ângulo substancial, ou seja, a partir do exame concreto da completa organização de meios articulada pela sociedade na busca de seu objetivo, para que se tenham caracterizadas as atividades empresariais por ela exercidas. 26. A revogação do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, não alterou, em particular, o critério definidor da base de incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins como o resultado econômico das operações empresariais que se exteriorizam no faturamento. Apenas estabeleceu que não é qualquer receita que pode ser considerada parte do faturamento para fins de incidência dessas contribuições sociais, mas tão-somente aquelas decorrentes das atividades empresariais da sociedade. 27. Descabe, portanto, interpretação no sentido de que o faturamento se restringe ao preço recebido pela venda de bens ou pela prestação de serviços. O resultado de uma atividade da pessoa jurídica, apesar de não estar sujeito diretamente à ação de faturar, pode integrar o seu faturamento para o efeito fiscal de concretizar o fato gerador da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep. 28. Deve-se, pois, ter claro que o faturamento representa o somatório das receitas auferidas pela pessoa jurídica mediante a exploração das atividades empresariais a que se dedica, independentemente de essas receitas serem ou não registradas em fatura. Como se extrai desses excertos da SC Cosit nº 84, de 2016, o fator relevante para determinar se há a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no regime de apuração cumulativa sobre determinada receita é a existência de vinculação dessa receita à atividade negocial/empresarial/principal desenvolvida pela pessoa jurídica nos termos de seus atos constitutivos ou de sua prática econômica (ainda que não formalizada em seus atos constitutivos). No caso concreto em exame, alienação de madeira em pé não se confunde com a alienação ou cessão de uso de florestas. No primeiro caso, as árvores são objeto de negócio autônomo que tem como objeto a extração de madeira existente em área florestal contratualmente demarcada, sendo seu valor determinado pelo volume de madeira extraída e o seu término ocorre com a retirada da madeira. Não há, nesse caso, transmissão de uso da floresta em si ou de alienação de seus ativos biológicos e naturais, mas simples alienação da madeira de árvores localizadas em área determinada. Trata-se de alienação de árvores concretas, existentes em dado momento. A alienação de ativo florestal ou biológico passível de amplos aproveitamentos, sucessivas germinações e renováveis elementos de fauna e flora constitui receita da atividade quando a atividade empresarial é o reflorestamento. Se o sujeito passivo tem como objeto social a venda de árvores de Eucalipto para fabricação de celulose e, também, a atividade reflorestamento, deve incidir PIS/COFINS sobre as receitas decorrentes da venda da área do maciço florestal e das árvores de Eucalipto. Por conclusão, tais receitas são receitas operacionais, e sujeitas á tributação pela Contribuição ao PIS/PASEP e pela COFINS. À data da alienação do maciço florestal, 17 de novembro de 2003, estava em vigor a Lei nº 10.637/2002, instituiu a sistemática não cumulativa para a Contribuição para o PIS/Pasep, e assim estabelecia, em sua redação á época, a base de cálculo da contribuição : Fl. 498DF CARF MF Original Fl. 14 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Art. 1 o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. A COFINS ainda continuava na sistemática cumulativa, regulamentada na forma da Lei 9.718/98, uma vezo que a Lei 10.833/03, que instituiu a sistemática não cumulativa pra esta contribuição, foi publicada no DOU de 30 de dezembro de 2003, e com relação á sistemática da não cumulatividade, passou a produzir efeitos a partir de l° de fevereiro de 2004. Assim restou a redação dos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/1998, vigente á época da alienação, após a declaração de inconstitucionalidade do seu § 1º , com a modificação introduzida pela MP 2.158-35/2001: Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (Vide Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001) Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001) Portanto, correta a autuação. Quanto à discussão a respeito da inconstitucionalidade da Lei nº 9.718/1998, já é pacífico o entendimento que o alargamento da base de cálculo das Contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS, promovida pelo § 1º do seu artigo 3º foi rechaçado do ordenamento jurídico pátrio pelo STF, entretanto, no caso em exame, a recorrente alega que a receita da venda promovida seria não operacional, portanto não estaria entre as receitas típicas de sua atividade. Entretanto, a revogação do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, não alterou, em particular, o critério definidor da base de incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins como o resultado econômico das operações empresariais que se exteriorizam no faturamento. Apenas estabeleceu que não é qualquer receita que pode ser considerada parte do faturamento para fins de incidência dessas contribuições sociais, mas tão-somente aquelas decorrentes das atividades empresariais da sociedade. Descabe, portanto, interpretação no sentido de que o faturamento se restringe ao preço recebido pela venda de bens ou pela prestação de serviços. O resultado de uma atividade da pessoa jurídica, apesar de não estar sujeito diretamente à ação de faturar, pode integrar o seu faturamento para o efeito fiscal de concretizar o fato gerador da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep. Por derradeiro, a questão da incidência de Taxa SELIC sobre o valor da multa de ofício foi pacificada neste CARF pela edição da Súmula nº 108, com efeitos vinculantes : “Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício Conclusão Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto (assinado digitalmente) Ari Vendramini Fl. 499DF CARF MF Original http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2158-35.htm#art15 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2158-35.htm#art15 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2158-35.htm#art15 Fl. 15 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Voto Vencedor Peço vênia, para divergir do muito bem fundamentado voto do i. conselheiro relator. Extraio do auto de infração as controvérsia e conclusão da fiscalização, ratificada pela DRJ e pelo conselheiro relator: “(. . .) A empresa fiscalizada vendeu "um maciço florestal de eucalipto, existente em uma área aproximada de 2.000 ha. (dois mil) hectares, equivalente a 500.000 (quinhentos mil) metros cúbicos sólidos de madeira de eucalipto em pé, das espécies Eucalyptus grandis, Eucalyptus urophylla e Eucalyptus urograndis, localizado no Estado de Mato Grosso do Sul, de propriedade da Chamflora", conforme contrato CHFTL N° 019/2003, firmado em 17 de novembro de 2003 entre a empresa fiscalizada, naquela época denominada Chamflora-Três Lagoas Agroflorestal Ltda, na condição de VENDEDORA, e Votorantim Celulose e Papel S.A. na condição de COMPRADORA. O preço contratado pela operação foi R$ 18.900.000,00 (dezoito milhões e novecentos mil reais) o qual foi pago antecipadamente. De acordo com a documentação apresentada, a fiscalizada reconheceu a receita dessa operação em Dezembro de 2003, conforme abaixo: RECEITA NÃO OPERACIONAL (+)Valor da Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. R$ 18.900.000,00 (-) Va1or contábil do Bem alienado . . . . . . . . . . . . . . R$ 6.206.135,09 Observando o Contrato Social da fiscalizada nota-se que a mesma tem por objeto "a exploração agrícola, pecuária, florestal, inclusive florestamento ou reflorestamento, bem como o comércio expediente anexos ou derivados dessas atividades". No cálculo do PIS (regime não cumulativo) e da COFINS (regime cumulativo) a fiscalizada excluiu da base de cálculo dessas contribuições o valor dessa operação, por entendê-las como Vendas de Bens do Ativo Imobilizado/Permanente. No decorrer da ação fiscal intimamos a fiscalizada, através do Termo de Constatação Fiscal n° 002, a justificar o recolhimento do PIS e COFINS incidente na alienação do maciço florestal acima descrito. Em resposta, resumidamente, manifestou: 01) ter vendido bens de seu ativo permanente os quais seriam excluídos da base de cálculo dessas contribuições; 02) que em casos esporádicos promovia a venda de madeira em pé, a qual estaria fora das atividades sociais, e assim deveria ser registrada como uma receita não operacional. Conforme o Contrato Social da fiscalizada, podemos inferir que a mesma explora culturas permanentes, ou seja, aquelas que permanecem vinculadas ao solo e proporcionam mais de uma colheita ou produção. Fl. 500DF CARF MF Original Fl. 16 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Conforme a legislação comercial, os custos ou gastos necessários para a formação de culturas permanentes são classificados Ativo Permanente - Imobilizado. Conforme RIR/99, "Art. 278. Será classificado como lucro bruto o resultado da atividade de venda de bens ou serviços que constitua objeto da pessoa jurídica (Decreto-Lei n° 1.598, de 1977, art. 11, § 2°)". Considerando a atividade da fiscalizada, conforme descrito em seu Contrato Social, fica evidente que a mesma ao alienar seu maciço florestal, ou seja, o que ela se dispõe a produzir, está atingindo seus objetivos. A escrituração dos custos ou gastos para a formação de florestas no Ativo Permanente - Imobilizado, e a consequente venda dos produtos em pé e de forma esporádica, como ocorreu na operação, não modifica a classificação da receita. Pois, a receita decorre da venda de bens que constitui o objeto da fiscalizada, o que nos leva inferir, se tratar de receita operacional. Por outro lado, a legislação que trata da cobrança do PIS e da COFINS, deixa claro que não importa o tipo de atividade exercida pelo contribuinte nem a denominação ou classificação contábil adotada para as receitas, conforme descrito abaixo: 01) LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3° O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. § 1° Entende-se por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. 02) LEI Nº 10.637, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2002. Art. lº A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Devido a essas peculiaridades, a receita proveniente dessas operações, deve compor a base de cálculo das contribuições acima. (. . .)” A recorrente alega que sua atividade era a de venda de eucalipto em toras. E que , o maciço florestal de onde eram extraídas as toras se qualificava como ativo permanente, subgrupo imobilizado, pois se tratava de bem utilizado para a produção das mercadorias para venda. Fundamenta seu posicionamento no inciso IV do art. 179 da Lei nº 6.404/76, com a redação então em vigor: “Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. (. . .) c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. Fl. 501DF CARF MF Original Fl. 17 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 (. . .) Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: (. . .) IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial ou comercial; (. . .)” Transcreve trechos da SC nº 254/07 e o PN CST nº 108/78, para demonstrar que o Fisco compartilha da interpretação dos artigos 178 e 179 da lei nº 6.404/76. Reproduzo excerto do PN CST nº 108/78: “(. . .) a) no imobilizado, as florestas destinadas à exploração dos respectivos frutos e as que se destinem ao corte para comercialização, consumo ou industrialização, bem como os direitos contratuais de exploração de florestas, com prazo de exploração superior a dois anos; (. . .)” Consigna que a legislação tributária deve observar os conceitos de direito privado (no caso, da Lei nº 6.404/76): “Art. 109. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários. Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias.” E conclui que, uma vez classificado como ativo imobilizado, a venda, em dezembro de 2003, não era tributável pelo PIS, sob o regime não cumulativo (Lei nº 10.637/02), e COFINS, no regime cumulativo (Lei nº 9.718/98): Lei nº 9.718/98 “Art.3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (. . .) § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluem-se da receita bruta: (. . .) IV- a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente. (. . .)” Lei nº 10.637/02 Fl. 502DF CARF MF Original Fl. 18 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 “Art. 1 o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 2 o A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. § 3 o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: (. . .) VI–não operacionais, decorrentes da venda de ativo imobilizado. (. . .)” Assiste razão à recorrente. De pronto, registro que a fiscalização não se aprofundou no estudo da classificação contábil do maciço florestal, porém simplificou o debate e concluiu que o bem estava relacionado à atividade da recorrente e, por este motivo, a receita com a venda era tributável pelas contribuições: “(. . .) A escrituração dos custos ou gastos para a formação de florestas no Ativo Permanente - Imobilizado, e a consequente venda dos produtos em pé e de forma esporádica, como ocorreu na operação, não modifica a classificação da receita. Pois, a receita decorre da venda de bens que constitui o objeto da fiscalizada, o que nos leva inferir, se tratar de receita operacional. Por outro lado, a legislação que trata da cobrança do PIS e da COFINS, deixa claro que não importa o tipo de atividade exercida pelo contribuinte nem a denominação ou classificação contábil adotada para as receitas, conforme descrito abaixo: (. . .)” Com a devida vênia, reputo que a classificação contábil é a questão nuclear da controvérsia: se o maciço florestal de fato integrava o ativo permanente, subgrupo imobilizado, cuja venda não era tributável pelo PIS (inciso VI do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637/02) e a COFINS (inciso IV do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98), ou se era registrado em conta não pertencente ao ativo permanente, devendo a receita com sua alienação ser computada nas bases tributáveis pelas contribuições. Com efeito, cumpre mencionar que, em dezembro de 2003, data em que supostamente teriam ocorridos os fatos geradores do PIS e da COFINS, o imobilizado era um subgrupo do ativo permanente. A classificação “ativo permanente” foi revogada pela Lei nº 11.941/09, quando foi criado o “ativo não circulante”, que o imobilizado passou a integrar. A legislação tributária não estabelece um critério a ser adotado para determinar se um bem é ou não ativo imobilizado. Não obstante, há diversos dispositivos legais e atos normativos em que há claras indicações acerca do entendimento do Fisco sobre o tema, os quais serão adiante mencionados. Os parâmetros para a classificação contábil se encontram na legislação societária (Lei nº 6.404/76), a qual deve ser observada para fins fiscais, nos termos dos anteriormente Fl. 503DF CARF MF Original Fl. 19 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 reproduzidos artigos 109 e 110 do CTN. Com efeito, a própria legislação do IRPJ determina que o lucro contábil, base para a apuração do lucro tributável, seja apurado de acordo com a legislação comercial: “Art 7º - O lucro real será determinado com base na escrituração que o contribuinte deve manter, com observância das leis comerciais e fiscais. (. . .) § 4º - Ao fim de cada período-base de incidência do imposto o contribuinte deverá apurar o lucro líquido do exercício mediante a elaboração, com observância das disposições da lei comercial, do balanço patrimonial, da demonstração do resultado do exercício e da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. (. . .)” (g.n.) Isto posto, novamente transcrevo o inciso IV do art. 179 da Lei nº 6.404/76, onde há a definição de ativo imobilizado: Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: (. . .) IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial ou comercial; (. . .)” (g.n.) Para uma compreensão plena do conceito, importante reproduzir excerto do Pronunciamento CPC 27 – “Ativo Imobilizado”, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), órgão responsável pela edição de normas técnicas sobre contabilidade, os quais são incorporados aos regramentos de órgãos reguladores, tais como, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). “CPC 27 6. Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento, com os significados especificados: (. . .) Ativo imobilizado é o item tangível que: (a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e (b) se espera utilizar por mais de um período. (. . .)” (g.n.) O maciço florestal é o local onde eram cultivadas as árvores de eucalipto, das quais extraíam a madeira, que então era vendida em toras. Não há dúvida que se enquadra no conceito de imobilizado. A participação no negócio se assemelha à das máquinas industriais de uma fábrica, responsáveis pela fabricação do produto para comercialização e cuja classificação como imobilizado é absolutamente consagrada e inquestionável. Fl. 504DF CARF MF Original Fl. 20 do Acórdão n.º 3301-011.830 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14120.000304/2008-81 Conforme mencionado pela recorrente, na SC nº 254/07 e no PN CST nº 108/7, o Fisco consignou que as reservas florestais mantidas para a venda de seus frutos devem ser registradas em conta de ativo imobilizado e sujeitas à exaustão. Adiciono ao rol de manifestações formais sobre a matéria o tópico “7. INSUMOS E ATIVO IMOBILIZADO”, do recente PN COSIT 05/18, que tratou das repercussões, no âmbito da RFB, do conceito de insumos estabelecido pelo STJ, nos autos do RE nº 1.221.170/PR, e o inciso II do art. 122 da IN RFB nº 1.700/17: “PN COSIT nº 05/18 7. INSUMOS E ATIVO IMOBILIZADO (. . .) 78. (. . .) b) no caso de pessoa jurídica que explora a extração de florestas, os dispêndios com a plantação de floresta sujeita a exaustão permitirão a apuração de créditos das contribuições na modalidade aquisição de insumos e os encargos de exaustão não permitirão a apuração de qualquer crédito. (. . .)” IN RFB nº 1.700/17 Dos Bens Depreciáveis Art. 122. Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive: (. . .) II - projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. (. . .)” Com base no acima exposto, concluo que o maciço florestal integrava o ativo permanente, subgrupo imobilizado, cuja receita de venda não era computada nas bases de cálculo do PIS (inciso VI do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637/02) e da COFINS (inciso IV do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98). Dou provimento ao recurso voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) Marcelo Costa Marques d’Oliveira Fl. 505DF CARF MF Original

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