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Numero do processo: 13802.000374/98-55
Data da sessão: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2002
Numero da decisão: 201-00.262
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar competência para julgamento do recurso ao Terceiro Conselho de Contribuintes, em razão da matéria.
Nome do relator: Sergio Gomes Velloso
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RESOLUÇÃO NQ 201-00~262 : 13802-000374/98-55 : 111.936 TECH sPRÀ YER EMBALAGENS LTDA . :oRJ em São Paulo' - SP .' Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes (. Vistos, relatados e discutidos os' presentes autos de recurso interposto por:. TECIi SPRA YER EMBALAGENS LTDA. . RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Segundo' Conselho .de Contribuintes, por unanimidade de votos, declinar competência para julgamento do recurso ao Terceiro Conselho de Contribuintes, em razão da matéria. Sala das Sessões, em 19 de março de 2002 tt~~: pres~.tOW ~. . Sérg ~mes Vellos~ Rela . . Processo.n!! Recurso n!! . Eaallopr/mb . Recorrente Recorrida , .."CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS" Confirmada a classificação fiscal adQtada pe!o fisco através das Regras Gerais para Interpretação 'do Sistema Harmonizado e de pareCeres e instruções emanadas da Secretaria da Receita Federal, que é o órgão competente para dirimir dúvidas quanto à classificação fis_cal dos produtos sujeitos ao IPI, exigível torna-se o crédito que deixou de ser recolhido. . - 2 ~ .... Ld 13802-000374/98-55 111.936 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de "Contribuintes LANÇAMENTO PROCEDENTE". Irresignada, a contribujnte apresentou' o recurso voluntário de fls. 177/194, repisando os argumentos já expendidosna peça impugnatória. \~ TECH SPRA YER EMBALAGENS LTDA. ' RELATÓRIO Através do auto de infração de fls. 68/72, está sendo exigido da contribuinte o IPI recolhido com insuficiência, em razão de erro na classificação fiscal e alíquota do produto Pump Spayer, ao longo dos meses de janeiro/96 a abril/98. Inconformada com aautllação, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 74/85, alegando: " 1. nulidade do auto de infração por haver o i. fiscal deixado de mencionar o local, a data e a hora da lavratura do auto de infração, e também, a correta descriçã,o dos 'fatos, uma vez que não relacionou os números dos documentos fiscais nos quais foram constatadas as irregularidades na classificação dos produtos; 2. que, nos termos do artigo 6° da Instrução Normativa nO 54, de 13.06.97, a, autoridade julgadora declarará a nulidade do lançamento de oficio, nos casos em que,violados os artigos '142, do CTN e 11, do Decreto nO70.235/72.; 3. que a ,Coordenação do Sistema de Tributação exarou o Parecer CST n° 1.228/84, classificando produto similar no código 98.14.99.00, da TIPI/83, que passou a ter a classificação 9616.10.00, da TIPI/96, aplicável somente ao produto pqr ela examinado; 4. que não comercializa O produto Pump Sprayer, mencionado pelo fiscal, mas sim ~'Bombas volumétricas alternativas disperasdoras e/ou disperasadores de líquidos, soluções e emulsões para uso cosmético e/ou farmacêutico," que não possuem dispositivo pneumático; e . \.. 5. que seus produtos possuem duas esferas e.o Pump Sprayer possui uma esfera; 6. que, no período compreendido entre janeiro/96 e fevereiro/97, os produtos achavatn-se isentos por força da 1\1P n° 1.508/96, "mas que, não tendo certeza quanto à conversão da 1\1P em lei, desconsiderou tal beneficio. Através da Decisão de fls. 163/170, o lançamento foi julgado procedente com a seguinte ementa: "" Processo nº " Recurso n!! As fls. 195/199, foi ~nexado c6pia" daÜminar que defe~iu o processamento do recursO sem a necessidade do depósito de 30% (trint~ por cento) da exigência fiscal definida'na decisão de pri~eira instânda.~, .. . E.o relatório. . ~ -'O, Ministério da Fazenda 'Segundo :Conselho de Contribuintes \ Processo ri!! Recurso n!!. , ( \, .' q802-000374/,8-55 111.936 \ / , \ . \. . ' , ~.g éC.-MF.~~.' .~ bJ , I \ . .' ~" .. 3 - ' ,. ~...•. 4 .~.CC_MF. Ld VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR SÉRGIO GOMES VELLOSO 13802-000374/98-S5 111.936 Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes O recurso é tempestivo, deJ:étomo conhecimento. Cumpre desde logo de'stacar que a autuação teve como base a clássificação fiscal dos produtos industrializados e comercializados pela Recorrente" Somente por ter a d. Fiscalização considerado errÔoÍléaa classiflcação fiscal adotada, pela Recorrente é que foi apurada a exigência fiscal. ' Ocorre que o artigo 'Iodo Decreto nO2.562, de 27 de abril de 1998, estabelece: "Art. 1° Fica transferida do Segundo parti o Terceiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda a competência para julgar' os recursos interpostos em processos fiscais de que trata o art. 25 do Decreto N°: 70.235, de 6 de março de 1972, alterado pela Lei N° 8.748, de 9 de dezembro de 1993, cuja matéria, objeto de litígio, decorra de lançamento de oficio de c!assificaçao de mercadorias relativa ao Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI. " Desta forma, a competência para julgar o presente litígio é do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo que entendo deva ser declinada a competência para aquele E. Colegiado. I' • É como voto. SÉRG .GOMES VELLOSO ~ . Processo nº' Recurso nº 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 10140.001752/93-29
Data da sessão: Fri May 15 00:00:00 UTC 1998
Ementa: IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL -Em razão dos veementes indícios em que se baseou a autuação, cabia ao contribuinte o Ónus da prova de que a diferença de gado constatada não teve efetiva saída das propriedades. Não o fazendo, mantém-se a ação fiscal.
IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA NÃO OPERACIONAL -A alienação
de bens a parente do sócio até o terceiro grau, caracteriza
distribuição disfarçada de lucros, se feita por valor notoriamente inferior ao de mercado; por autorização legal, procede-se arbitramento do valor de venda.
Não se caracteriza como permuta de bens isente de tributação a
venda de bens do ativo permanente contra recebimento em
cabeças e arrobas de gado.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS-FATURAMENTO FINSOCIAL:-
Processos Decorrentes - Tratando-se de autuações reflexas, é de
se manter o mesmo tratamento dado à autuação principal da
pessoa jurídica, dada à intima relação de causa e efeito,
ressalvadas as inconstitucionalidades manifestamente constantes
da peça de lançamento.
Numero da decisão: 105-11.483
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para: 1- IRPJ : excluir da exigência o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991; 2 - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: excluir da exigência o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991; 3- PIS/FATURAMENTO: excluir da exigência a parcela da contribuição do PIS exigida na forma dos Decretos-leis n°s 2.445 e 2.449/88, na parte que exceder o valor devido com fulcro na Lei Complementar n° 7/70, e alterações posteriores, bem como o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a Julho de 1991; 4- FINSOCIAL/FATURAMENTO: excluir da exigência a importância que exceder a aplicação da alíquota de 0,5% (meio por cento) definida no DL n° 1940/82, bem como o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991 ,nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Jorge Ponsoni Anorozo, José Carlos Passuello e Ivo de Lima
Barboza, (o primeiro excluía, ainda, da base de calculo da exigência do IRPJ a parcela correspondente à "distribuição disfarçada de lucros", e ajustava as demais exigências ao voto por ele ali proferido; os dois últimos, excluíam, do IRPJ, o
mesmo que o Conselheiro Jorge Ponsoni Anorozo e ajustavam as demais exigências ao voto ali por eles proferidos, exceto quanto ao PIS/FATURAMENTO - aqui, davam provimento integral).
Nome do relator: Afonso Celso Mattos Lourenço
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ementa_s : IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL -Em razão dos veementes indícios em que se baseou a autuação, cabia ao contribuinte o Ónus da prova de que a diferença de gado constatada não teve efetiva saída das propriedades. Não o fazendo, mantém-se a ação fiscal. IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA NÃO OPERACIONAL -A alienação de bens a parente do sócio até o terceiro grau, caracteriza distribuição disfarçada de lucros, se feita por valor notoriamente inferior ao de mercado; por autorização legal, procede-se arbitramento do valor de venda. Não se caracteriza como permuta de bens isente de tributação a venda de bens do ativo permanente contra recebimento em cabeças e arrobas de gado. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS-FATURAMENTO FINSOCIAL:- Processos Decorrentes - Tratando-se de autuações reflexas, é de se manter o mesmo tratamento dado à autuação principal da pessoa jurídica, dada à intima relação de causa e efeito, ressalvadas as inconstitucionalidades manifestamente constantes da peça de lançamento.
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Recorrida : DRF em CAMPO GRANDE - MS Sessão de : 15 DE MAIO DE 1997 Acórdão n°. :105-11.483 IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL -Em razão dos veementes indícios em que se baseou a autuação, cabia ao contribuinte o Ónus da prova de que a diferença de gado constatada não teve efetiva saída das propriedades. Não o fazendo, mantém-se a ação fiscal. IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA NÃO OPERACIONAL -A alienação de bens a parente do sócio até o terceiro grau, caracteriza distribuição disfarçada de lucros, se feita por valor notoriamente inferior ao de mercado; por autorização legal, procede-se arbitramento do valor de venda. Não se caracteriza como permuta de bens isente de tributação a venda de bens do ativo permanente contra recebimento em cabeças e arrobas de gado. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL! PIS-FATURAMENTO FINSOCIAL:- Processos Decorrentes - Tratando-se de autuações reflexas, é de se manter o mesmo tratamento dado à autuação principal da pessoa jurídica, dada à intima relação de causa e efeito, ressalvadas as inconstitucionalidades manifestamente constantes da peça de lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ITA JÓIAS AGROPECUÁRIA LTDA. ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para: 1- IRPJ : excluir da exigência o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991; 2 - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: excluir da exigência o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991; 3- PIS/FATURAMENTO: excluir da exigência a parcela da contribuição do PI xigida . • MINISTÉRIO DA FAZENDA . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752193-29 ACÓRDÃO N° :105-11.483 na forma dos Decretos-leis n°s 2.445 e 2.449/88, na parte que exceder o valor devido com fulcro na Lei Complementar n° 7/70, e alterações posteriores, bem como o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a Julho de 1991; 4- FINSOCIALJFATURAMENTO: excluir da exigência a importância que exceder a aplicação da alíquota de 0,5% (meio por cento) definida no DL n° 1940/82, bem como o encargo da TRD relathro ao período de fevereiro a julho de 1991 ,nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Jorge Ponsoni Anorozo, José Carlos Passuello e Ivo de Lima Barboza, (o primeiro excluía, ainda, da base de calculo da exigência do IRPJ a parcela correspondente à "distribuição disfarçada de lucros", e ajustava as demais exigências ao voto por ele ali proferido; os dois últimos, excluíam, do IRPJ, o mesmo que o Conselheiro Jorge Ponsoni Anorozo e ajustavam as demais exigências ao voto ali por eles proferidos, exceto quanto ao PIS/FATURAMENTO - aqui, davam provimento integral). 41) 1.1 L aí A ISVERI • Bi: r ii EtA SILVA PRESI e : AFO A E • MA • LOU i ENÇO RE . • R ._ FORMALIZADO EM 1 JUN 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NILTON PESS, CHARLES PEREIRA NUNES . Ausente o Conselheiro VICTOR WOLSZCZAK. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10140.001752193-29 ACÓRDÃO N° :105-11.483 RECURSO N° 108.261 RECORRENTE ITA JÓIAS AGROPECUÁRIA LTDA. RELATÓRIO ITA JÓIAS AGROPECUÁRIA LTDA. teve contra si a lavratura do Auto de Infração de fls. 01, decorrente da fiscalização ter verificado, no âmbito do I.R.P.J., as seguintes irregularidades: EXERCÍCIO DE 1991 - Omissão de receitas por falta de emissão de nota fiscal de venda, caracterizada por saldo credor de caixa e diferença na quantidade de bovinos saldos durante o ano; - Omissão de receitas caracterizada pela não inclusão do resultado de receitas não operacionais decorrente da venda de bem do ativo permanente na apuração do lucro arbitrado por opção da empresa; EXERCÍCIO DE 1991 - Omissão de receitas da venda de bovinos sem a emissão de nota fiscal; - Omissão de receitas caracterizadas pela não inclusão no lucro arbitrado, do resultado de receitas não operacionais decorrente da venda de imóvel por alienação a valor notoriamente Inferior ao de mercado. ,/....75)/. G i 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752/93-29 ACORDA° :105-11.483 Tendo em vista tais irregularidades, procedeu-se ao arbitramento do lucro, vez que a autuada, não autorizada a optar pelo lucro presumido, e sem possuir escrituração na forma da legislação comercial e fiscal, se auto-arbitrou, por valores inferiores aos apurados pela fiscalização. Face à apuração de matéria tributável relativa ao IRPJ, de forma reflexa impor-se os lançamentos de fls. 14, 23 e 33, referentes à Contribuição Social sobre o lucro, ao PIS e ao FINSOCIAL, respectivamente. Tempestivamente, a autuada, Interpôs Impugnação às fls. 454/462, instruída com os documentos de fls. 463/489, alegando, em síntese, o seguinte: - "que, no ato vertente, o impugnante demonstra que o ato administrativo tributário, apesar de aparentemente estar conforme a Lei, à luz dos reais fatos ocorridos na empresa, não encontra apoio no Direito e na Jurisprudência de nossos tribunais; - que, no tocante à suposta falta de emissão de nota fiscal de venda de gado, a autoridade lançadora não houve por provar de plano a ocorrência do fato gerador; considerando-se a juntada dos documentos - DAP's e Cadastros Agropecuádos - comprova-se ter havido simples erro numérico na sua elaboração; o fisco trabalhou em cima de suposições e conjecturas, transferindo o ónus da prova; é a palavra do Fisco contra a do contribuinte; em suma, o imposto não pode incidir sobre mera dedução; - que, no tocante à alienação de Fazenda Sedan, escriturada e efetivamente vendida por Cr$ 9.000.000 100, o arbitramento do valor de venda, através da avaliação municipal, base para a cobrança do ITBI, é inaceitável e juridicamente desamparado no aspecto legal; trata-se de um valor aleatório e somente comprovando ser o valor escritura otoriamente inferior ao de mercado poderia o arbitramento ser utilizad - r ê 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO ti°: 10140.001752/93-29 ACORDA° N° :105-11.483 - que, quanto à transação do imóvel rural denominado Fazenda Santa Aparecida, é de se atentar para o fato de que houve permuta de bens e que, segundo os pareceres PGFN/PGA n°s 970/91 e 454/92, no caso em tela nada há a tributar, dada a correspectividade de preço entre os bens permutados; - que, a cobrança de juros segundo a variação da TRD, no período de fevereiro a dezembro de 1991, sobre débitos não pagos no prazo regular, é Improcedente; e que a indexação de tributo à UFIR antes de 01/01/93 fere à constituição, especialmente aos princípios da anterioridade e da irretroafividade tributárias. Termina o impugnante por requerer que se julgue Improcedente a exigência fiscal.' Quanto aos autos reflexos apresentou Impugnação as 11s. 490/499, solicitando a extinção do procedimento sem o julgamento do mérito, face à carência das ações, pelo que se não conhecida a preliminar, reitera as razões de defesa oferecidas contra o auto matriz. Houve Informação fiscal às lis. 501/512, opinando pela manutenção integral dos créditos tributários constituídos com relação ao IRPJ, á CSSL, e ao FINSOCIAL, e quanto ao de PIS, propõe pela redução das bases de cálculo referentes aos períodos de dez/90 e jun/91. A autoridade singular, através da decisão de 11s. 514/528, julgou procedente a ação fiscal, para manter as obrigações consubstanciadas nos lançamentos de IRPJ, CSLL e FINSOCIAL, outrossim, determinando a correção de oficio das bases de cá ulo da Contribuição ao PIS referente aos meses de DEZ/90 e JUN/91. (- 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10140.001752193-29 ACORDA0 :105-11.483 Inconformada, a autuada, dentro do prazo legal, ofereceu peça recursal às fls. 537/547, juntamente com os documentos de fls. 548/583, ratificando as razões elencadas em sua defesa, bem assim aduzindo a inconstitucionalidade das majorações de aliquotas relativas - o FINSOCIAL. É o relatórile /- 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752193-29 ACÓRDÃO N° :105-11.483 VOTO Conselheiro AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, Relator. Recurso tempestivo, dele conheço. Em exame matérias diversas, as quais abordaremos de forma Isolada, para um melhor posicionamento, como segue: 1 - OMISSÃO DE RECEITAS (DIFERENÇA DE BOVINOS SAíDOS E SALDO CREDOR DE CAIXA) Tal ilícito foi detectado pela fiscalização através de cotejos de entradas e saídas de bovinos, sendo que a autuada alega que ocorreu um simples erro numérico na elaboração dos DAP's. Entendo como cabível o procedimento, inclusive quando da ausência de contabilidade, em raciocínio condizente com a aceitação do mesmo no lucro presumido. No mérito, a recorrente não questiona os valores do fluxo de caixa (movimentação financeira), razão que atesta a correção do lançamento. Procedente a exigência. r 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752/93-29 ACORMÃO N° :105-11.483 2 - OMISSÃO DE VENDA DE BOVINOS A diferença aventada pela fiscalização se refere a 541 cabeças, sendo a mesma detectada no item anterior. A autuada assim justifica a diferença: 'As notas fiscais n°s. 11139676 a 11139683 e a de n° 11140343 dizem respeito a 531 vacas com crias até 6 meses. Logo, para efeito da DAP esses bezerros são computados no total das saídas, sem que, naturalmente, correspondam à emissão de notas fiscais específicas (vez que encontram-se compreendidos nas notas fiscais das vacas-matrizes), não podendo assim, como tais, serem confundidas, sob pena de se pretender tributar como omissão de receita, algo que, efetivamente, omissão de receita não é. Tal situação pode ser facilmente percebida, bastando que as fb. 142, 143, 144, 145 e 152, partes assinaladas, sejam devidamente verificadas. Considerados esses fatos, a quantidade de 1872 bezerros, constantes do Cadastro Aoropecuário, de fiz. 74, 75, está devidamente acobertada por notas fiscais, relacionadas às fis. 122 a 153, conforme se verifica, pelo destaque, na relação anexa, inexistindo, portanto, qualquer diferença. Este sucinto esclarecimento, em verdade nâo contestado pela fiscalização, no entendimento deste relator não afasta a diferença detectada e a consequente omissão, Já que não esclarecido o elemento primordial, ou seja, a razão porque as crias negociadas não originaram receitas. Cabível a exigenclçl fro - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752/93-29 ACÓRDÃO :105-11.483 3- OMISSÃO DE RECEITAS (DIFERENÇA DE 470 VACAS) Na peça de recurso a recorrente apenas manifesta sua Incompreensão para com a alegada diferença (fls. 540) não apresentando qualquer elemento efou argumento concreto que possa afastar a imputação fiscal. Cabível a exigência. 4- OMISSÃO DE RECEITAS NÃO OPERACIONAIS (FAZENDA SANTA APARECIDA) A alegação da autuada de que tratou-se de uma permuta parcial e não de uma compra e venda pura e simples em verdade não pode prevalecer, pelo que não vejo como alterar o já decidido na 1* instância, verbis: "A argumentação do contribuinte de que a transação do citado imóvel rural caracteriza apenas permuta de bens não encontra respaldo legal porque as parcelas representadas por gado, e arrobas, do ponto de vista da legislação tributária, não se enquadram nos critérios aceitos para a permuta de bens Isenta de tributação. Até porque o gado, na medida em que for sendo entregue como pagamento do imóvel, constitui receita tributável da parte de quem o detinha até então. A própria escritura pública deveria ser de permuta, o que também não ocorreu, pois trata-se de escritura pública de compra e venda, conforme se vê às fls. 68 e 71'. Procedente o lançame • . 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO 14° : 10140.001752193-29 ACORDA0 :105-11.483 5 - OMISSÃO DE RECEITAS NÃO OPERACIONAIS (FAZENDA SEDAN) Trata-se de examinar valor de alienação de propriedade rural para irmão de proprietário da empresa recorrente. A fiscalização considerou o preço pago como abaixo do valor de mercado, fixando como parâmetro a base de cálculo do ITBI. O valor da alienação correspondeu a 19,6% do valor utilizado como base de cálculo para o ITBI. A autuada não apresenta nenhum elemento concreto de defesa, pugnando apenas que a base de cálculo do ITBI não é valor legal para fins de caracterizar distribuição disfarçada de lucros, assim como que descabe tal possibilidade, na hipótese, face à ocorrência do arbitramento. Entendo que o contribuinte nada prova e, assim, é procedente o lançamento. Quanto ao aspecto da exigência face ao arbitramento tenho que o argumento não é correto, em vista que em verdade não é uma distribuição disfarçada, mas sim mera omissão de receitas. Procedente a Imputação. As demais alegações da recorrente, relativas à alíquota aplicada e base de cálculo não são matérias prequestionadas, pelo que descabe apreciação nesta oportunidade, inclusive pelo fato de que as mesmas não foram examinadas na decisão singular, o que afetaria o princípio do contraditório. r 10 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752/93-29 ACÓRDÃO N° :105-11.483 A aplicação da TRD, nesta oportunidade, já foi pacificada no âmbito administrativo, com a exclusão no período de fevereiro a julho de 1991, inclusive. As exigências reflexas, constantes em conjunto no processo de IRPJ, podem assim ser dirimidas: - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Como são relativos aos exercícios de 1991 e 1992 a sua constitucionalldade é indiscutível. Assim, cabe exclusivamente adaptar o decidido no processo matriz a esta decorrência. PIS -" Em que pese os diversos aspectos relativos a questão, tenho que a mesma já se encontra resolvida, em face da manifestação do Plano do Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário rt° 148754-2 - Rio de Janeiro, em cujo julgamento foi declarada a inconstitucionalidade dos Decretos-leis 2.445 e 2.449, de 1988. Pelo exposto, em vista do enquadramento legal constante dos presentes autos, onde se inclui a Lei Complementar 07/70 e outros dispositivos, entre os quais os considerados Inconstitucionais, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para determinar que o crédito tributário seja apurado e exigido com base exclusiva nas disposições das Leis Complementares n°s. 07/70 e 17/7V. FINSOCIAL - 'O presente processo comtenpla exigência tributária relativa ao FINSOCIALJFATURAMENTO, sendo que a contribuinte questiona em suas peças de defesa a co, -titucionalidade dos dispositivos legais enquadradores da exigência. LIO MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10140.001752/93-29 ACORDA° N° :105-11.483 Nestes termos, partilho da posição da ilustre Conselheira Sandra Maria Dias Nunes, que no teor do voto embasador do Acordâo 108-01.280 assim resumiu a questão. "Contudo, toda a discussão-acerca do assunto parece-me, agora, despiciendo diante das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal que, em sua composição plenária, analisou e definiu acerca da exigibilidade do FINSOCIAL da seguinte maneira: a) no Recurso Extraordinário n° 150764-1/Pemambuco, de 16.12.92, onde a Impetrante era uma empresa comercial, aquela Corte declarou, por maioria de votos, a inconstitucionalidade do artigo 9° da Lei 7.689, de 15 de dezembro de 1988, como também as majorações de alíquotas previstas no artigo 7° da Lei n° 7.787, de 30 de junho de 1989 e no artigo 1° da Lei n° 8.147, de 28 de dezembro de 1990. Deste modo, prevaleceu as disposições contidas no Decreto-lei n° 1.940/82 e a alíquota de 0,5%. b) no Recurso Extraordinário n° 150755-1/Pernambuco, de 18/11/92, onde a Impetrante era uma prestadora de serviços, aquela Corte declarou a constitucionalidade do artigo 28 da Lei n° 7.738/89, fundada em razões de isonomia com as empresas vendedoras de mercadorias ou de mercadorias e serviços? Assim, tenho que a matéria está decidida, e, isto posto, voto no sentido de excluir da exigé • . fiscal a parcela que exceder a alIquota de 0,5% (meio por cento). la Lip 12 , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°: 10140.001752193-29 ACORDA° N° :105-11.483 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto no sentido de: a) quanto ao IRPJ - dar provimento parcial ao recurso, para efeito de excluir a TRD de fevereiro a julho de 1991, inclusive; b) quanto à CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - adaptar este procedente reflexo ao de IRPJ, inclusive no tocante à TRD; c) quanto ao PIS - adaptar a exigência ao processo de IRPJ, inclusive no tocante à TRD, e determinar que a mesma seja exigida com base exclusiva nas disposições das Leis Complementares 07170 e 17/73; d) quanto ao FINSOCIAL - adaptar a exigência ao processo de IRPJ, inclusive no tocante à TRD, e determinar que a mesma seja exigida na aliquota de 0,5% (melo por cento). É o meu voto. Sala das ' - s . es( P ), e 1 . e maio de 1997. 1 ( à\ AFONSO A 1 1L • 4' MATTOS OUR • NÇO 13 Page 1 _0019200.PDF Page 1 _0019300.PDF Page 1 _0019400.PDF Page 1 _0019500.PDF Page 1 _0019600.PDF Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019800.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1 _0020000.PDF Page 1 _0020100.PDF Page 1 _0020200.PDF Page 1 _0020300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10283.720827/2008-23
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/11/2006 a 28/02/2008
PIS. BASE DE CÁLCULO. VALOR DE INCENTIVO FISCAL CONCEDIDO POR GOVERNO ESTADUAL NÃO ENQUADRÁVEL COMO SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS NÃO CUMULATIVOS.
O valor de incentivo fiscal concedido por Governos estaduais que não se vincule à efetiva implantação ou ampliação de empreendimento caracteriza-se como subvenção para custeio e deve ser registrado contabilmente como receita integrante da base de cálculo de contribuições devidas sobre a totalidade das receitas auferidas.
Numero da decisão: 9303-003.432
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Tatiana Midori Migiyama (Relatora), Demes Brito, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Fez sustentação oral o Dr. Marcelo Reinecken de Araújo, OAB/DF nº 14.874, advogado do sujeito passivo. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto e Maria Teresa Martínez López.
Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto
Tatiana Midori Migiyama - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama (Relatora), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, e Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto).
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/11/2006 a 28/02/2008 PIS. BASE DE CÁLCULO. VALOR DE INCENTIVO FISCAL CONCEDIDO POR GOVERNO ESTADUAL NÃO ENQUADRÁVEL COMO SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS NÃO CUMULATIVOS. O valor de incentivo fiscal concedido por Governos estaduais que não se vincule à efetiva implantação ou ampliação de empreendimento caracteriza-se como subvenção para custeio e deve ser registrado contabilmente como receita integrante da base de cálculo de contribuições devidas sobre a totalidade das receitas auferidas.
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BASE DE CÁLCULO. VALOR DE INCENTIVO FISCAL CONCEDIDO POR GOVERNO ESTADUAL NÃO ENQUADRÁVEL COMO SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS NÃO CUMULATIVOS. O valor de incentivo fiscal concedido por Governos estaduais que não se vincule à efetiva implantação ou ampliação de empreendimento caracteriza se como subvenção para custeio e deve ser registrado contabilmente como receita integrante da base de cálculo de contribuições devidas sobre a totalidade das receitas auferidas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Tatiana Midori Migiyama (Relatora), Demes Brito, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello, que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Fez sustentação oral o Dr. Marcelo Reinecken de Araújo, OAB/DF nº 14.874, advogado do sujeito passivo. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto e Maria Teresa Martínez López. Henrique Pinheiro Torres – Presidente Substituto Tatiana Midori Migiyama Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 08 27 /2 00 8- 23 Fl. 998DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama (Relatora), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Demes Brito, Valcir Gassen, Rodrigo da Costa Pôssas, Vanessa Marini Cecconello, e Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto). Relatório Tratase de Recurso Especial apresentado pela Nokia do Brasil Tecnologia Ltda contra o Acórdão nº 3302002.398, da 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que negou, pelo voto de qualidade, provimento ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte, entendendo, entre outros, que os incentivos de restituição e de créditos presumido e estímulo do ICMS, concedidos pelo Estado do Amazonas – caracterizamse como subvenção, integrando a base de cálculo do PIS. Para melhor elucidar, trago a ementa consignada pelo Colegiado naquele julgamento (Grifos meus): “ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/11/2006 a 28/02/2008 INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. PRECEITOS LEGAIS. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possuía atribuição para apreciar a arguição de inconstitucionalidade ou de ilegalidade dos preceitos legais que embasaram o ato de lançamento. As leis regularmente editadas segundo o processo constitucional gozam de presunção de constitucionalidade e de legalidade até decisão em contrário do. Poder Judiciário. VINCULAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA À LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA A vinculação da autoridade administrativa à legislação tributária advém da Lei n° 8.112 de 11/12/1990, no inciso III de seu artigo 116, que elenca como um dos deveres do servidor observar as normas legais e regulamentares. ATOS NORMATIVOS COMO FONTE DE DIREITO Fl. 999DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 983 Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas (art. 100, inciso I, do CTN), caracterizamse como fontes do Direito Tributário, produzindo efeitos que se presumem válidos enquanto não expurgados formalmente do mundo jurídico, vinculando indistintamente, em caráter geral e obrigatório, contribuintes e agentes. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/11/2006 a 28/02/2008 CRÉDITO ESTÍMULO DO ICMS. SUBVENÇÃO. INCIDÊNCIA. Os incentivos de restituição e de créditos presumido e estímulo do ICMS, concedidos pelo Estado do Amazonas com base nas Leis (Estaduais AM) n° 1.939, de 1989, e n° 2.826, de 2003, caracterizamse como subvenção, integrando a base de cálculo do PIS/Pasep. DESPESAS. CUMPRIMENTO DE CONDIÇÕES E DE ENCARGOS DIFUSOS. CONTRIBUIÇÕES FINANCEIRAS DESTINADAS Á UEA E AO FTI. NÃO ACOLHIMENTO. ROL EXAUSTIVO DE CRÉDITOS As despesas para cumprimento das condições e dos encargos difusos (estipulados pelo artigo 4º parágrafo 1º da Lei do Estado do Amazonas n° 2.826/2003 e pelo artigo 22 do Decreto do Estado do Amazonas n° 23.994/2903) e as contribuições financeiras destinadas à UEA e ao FTI são indedutíveis da base de cálculo das contribuições para o PIS e COFINS, posto não constarem do rol exaustivo de créditos discriminados no artigo 3º da Lei n° 10.637/2002 e no artigo 3º da Lei n° 10.833/2003. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/11/2006 a 28/02/2008 COFINS. LANÇAMENTOS DECORRENTES DA MESMA DESCRIÇÃO FÁTICA. Aplicase ao lançamento da COFINS o disposto em relação ao lançamento do PIS/PASEP, por decorrer da mesma descrição fática e referirse a idêntica matéria tributável. Recurso Voluntário Negado.” Fl. 1000DF CARF MF 4 Para melhor compreensão dos pontos apreciados naquele julgamento, importante trazer breve histórico do ocorrido: · Na origem, foram lavrados Autos de Infração para exigência de PIS e COFINS decorrentes, segundo a fiscalização, da não contabilização, como receita, dos créditos escriturais incentivados de ICMS concedidos pelo Estado do Amazonas, na forma de crédito presumido, denominado estímulo ICMS, por meio do Decreto Concessivo 24.206/04, nos termos da Lei 2.826/03 regulamentada pelo Decreto 23.994/03; · A fiscalização entendeu que os valores de benefício fiscal representariam receita passível de tributação pelo PIS e pela Cofins, nos termos da Lei 10.637/02 e da Lei 10.833/03; · O sujeito passivo trouxe argumentação que o benefício fiscal não possui natureza de receita, considerando que o crédito estímulo de ICMS não apresenta traços essenciais que deverão estar presentes na identificação de uma receita, tais como, positividade patrimonial, titularidade e disponibilidade, definitividade e potencialidade de lucro; · A DRJ/BEL julgou improcedente as impugnações, mantendo os créditos constituídos por meio dos Autos de Infração; · Após apresentação do recurso voluntário com as, entre outras, alegações tratando da natureza do benefício fiscal, a 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por voto de qualidade, decidiu que o benefício deveria ser incluído na base de cálculo das contribuições. Irresignado, o sujeito passivo interpôs Recurso Especial, requerendo a reforma do acórdão recorrido, para, após definição se os mencionados créditos escriturais (ou presumidos) de ICMS devem ou não ser considerados como receita para fins de incidência de PIS e de Cofins, independentemente da classificação desses créditos presumidos como subvenção ou recuperação de custos ou despesa, seja considerado improcedente os Autos de Infração que deram origem aos Processos Administrativos de nºs 10283.720827/200823 e nº 10283.720828/200878 – juntados por anexação. O apelo do sujeito passivo foi admitido integralmente, nos termos do Despacho de fls. 950/955 apreciado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3º Seção desse Conselho em exercício à época que, entre outros, após análise, traz que, nos termos das Fl. 1001DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 984 ementas e do teor das decisões dos acórdãos paradigmas, evidente é a divergência quanto à possibilidade da incidência de PIS e da Cofins, ambos não cumulativos, sobre o benefício fiscal estadual crédito presumido/estímulo de ICMS. A Fazenda Nacional tomou conhecimento dos autos, apresentando Contrarrazões às fls. 957 a 969, requerendo que seja negado provimento ao Recurso Especial interposto, destacando, entre outros, que os incentivos de restituição e de créditos presumido e estímulo do ICMS, concedidos pelo Estado do Amazonas com base nas Leis 1.939/89 e 2.826/03, caracterizamse como subvenção, integrando a base de cálculo do PIS/Pasep. E que tal subvenção não é de investimento, devendo ser oferecida à tributação do PIS/COFINS na forma do art. 3º, caput, da Lei 9.718/98, por se tratar de receita operacional, ou seja, faturamento em sentido estrito. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Tatiana Midori Migiyama. O Recurso é tempestivo e, depreendendose da análise de seu cabimento, entendo pela admissibilidade integral do recurso. O que concordo com a análise feita através do Despacho de fls. 950/955 apreciado pelo Presidente da 3ª Câmara da 3º Seção desse Conselho em exercício à época. Eis que, quanto à divergência interpretativa, procede o conflito assinalado pelo recorrente, considerando o exame do acórdão divergente n° 3302 002.398, pois se constatou interpretação diferente em relação aos acórdãos paradigmas indicados– qual seja, de que o crédito de ICMS não se constitui em entrada de recursos, não podendo ser assim considerado – o que, por conseguinte, os valores escriturados a título de crédito de ICMS não compõe a base de cálculo do PIS nãocumulativo. Fl. 1002DF CARF MF 6 As contrarrazões apresentadas pela Fazenda Nacional devem ser consideradas, pois tempestivo. Após discorrer sobre a admissibilidade do Recurso Especial, passo a analisar o cerne da lide trazida nesse recurso, qual seja, se os mencionados créditos escriturais (ou presumidos) de ICMS devem ser considerados ou não como receita para fins de incidência de PIS e de Cofins, independentemente da classificação desses créditos presumidos como subvenção ou recuperação de custos ou despesa. O que, para o caso em apreço, não importa. Vêse, assim, que a análise do caso vertente, considerando sua especificidade, devese dar observando os argumentos acolhidos pelo Colendo Supremo Tribunal Federal em recente julgado – Recurso Extraordinário 606.107 que tratou da incidência do PIS e COFINS sobre a transferência de saldos credores de ICMS. Eis que se enquadra perfeitamente ao presente caso. O que passo forçosamente a discorrer sobre aquele julgamento. O Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou, na assentada de 22.5.2013, o RE 606.107, de relatoria da Ministra Rosa Weber, com repercussão geral reconhecida, definindo que os créditos de ICMS transferidos a terceiros por empresa exportadora não compõem a base de cálculo das contribuições para PIS e COFINS. É de se lembrar que o tema teve repercussão geral reconhecida, conforme segue (Grifos meus): “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VALORES DA TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS DE ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 1. A questão de os valores correspondentes à transferência de créditos de ICMS integrarem ou não a base de cálculo das contribuições PIS e COFINS nãocumulativas apresenta relevância tanto jurídica como econômica. 2. A matéria envolve a análise do conceito de receita, base econômica das contribuições, dizendo respeito, pois, à competência tributária. 3. As contribuições em Fl. 1003DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 985 questão são das que apresentam mais expressiva arrecadação e há milhares de ações em tramitação a exigir uma definição quanto ao ponto. 4. Repercussão geral reconhecida” (RE 606.107 – RG, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 20.8.2010). Continuando, é de se recordar que ao julgar o mérito desse RE, o Tribunal negou provimento à pretensão da União e definiu não incidirem as contribuições de PIS e de COFINS sobre créditos de ICMS transferidos a terceiros por empresas exportadoras. Não obstante o julgamento tenha tratado de empresa exportadora, impossível ignorar os fundamentos adotados, pois evidente válidos para o caso em questão. Sendo assim, retornando, temse que o Supremo Tribunal Federal afastou à época a cobrança das contribuições, baseando seu entendimento no fato de que tais créditos de ICMS representariam incentivo à exportação – e que não seriam passíveis de tributação pelas contribuições, pois se caracterizam como redução do custo econômico do ICMS – não se compreendendo, portanto, ao conceito de receita para fins de apuração desses tributos. Compulsando aos autos do processo, notase que o crédito estímulo do ICMS previsto no art. 13 da Lei 2.826/03 do Estado do Amazonas corresponde a 100% do débito de ICMS incidente sobre cada operação de saída de produtos e foi criado com o intuito de garantir tanto a competitividade de empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus quanto o desenvolvimento do Estado. O que entendo, por óbvio, que tais créditos caracterizariam como redução do custo econômico do ICMS – vez que correspondem a 100% do débito do ICMS, em consonância com a fundamentação esposada pelo Supremo Tribunal Federal. Fl. 1004DF CARF MF 8 Ademais, importante trazer que a concessão dos créditos pela realização das operações de saída deve observar requisitos criteriosos – quais sejam: · O pagamento compulsório, em pecúnia, de contribuições financeiras à Universidade do Estado do Amazonas – UEA de 10% do valor do crédito; e · O pagamento a um fundo de fomento – FTI de 1% do faturamento bruto da empresa. (Lei nº 2.826/03, art. 19, XIII, b, item 1 e c, item 2). Dessa feita, evidente que para a empresa adquirir os créditos deve também cumprir com as determinações contidas na legislação estadual. Tal benefício, por conseguinte, caracterizase ingresso condicionado, pois além da aquisição condicionada, o destino do crédito é o obrigatório abatimento do ICMS devido nas operações futuras. Dessa forma, insurgindo ao entendimento do Supremo Tribunal Federal no referido RE 606.107/RS de que o conceito constitucional de “receita bruta” pressupõe um “ingresso financeiro que se integra no patrimônio na condição de elemento novo e positivo, sem reservas ou condições” – o que, peço licença para transcrever o voto da Min. Rosa Weber, para melhor aclarar: “Receita pública é a entrada que, integrandose no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondências no passivo, vem acrescer seu vulto, como elemento novo e positivo.” Vêse esvaziada a discussão sobre qual seria a correta classificação contábil do referido crédito, se subvenção para custeio, para investimento, recuperação de custo ou de despesa, haja vista que, independentemente da classificação contábil adotada, a Suprema Corte definiu o conceito constitucional de “receita bruta”, entendendo imprescindível a verificação, no caso concreto, se o ingresso patrimonial se submete ou não a alguma espécie de condição, reserva ou contraprestação pela pessoa que o recebe. Para melhor elucidar tal entendimento, impõese a transcrição de trecho da ementa do referido julgado, in verbis: Fl. 1005DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 986 “(...) V – O conceito de receita, acolhido pelo art. 195, I, “b”, da Constituição Federal, não se confunde com o conceito contábil. Entendimento, aliás, expresso nas Leis 10.637/02 (art. 1º) e Lei 10.833/03 (art. 1º), que determinam a incidência da contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS não cumulativas sobre o total das receitas, “independentemente de sua denominação ou classificação contábil”. Ainda que a contabilidade elaborada para fins de informação ao mercado, gestão e planejamento das empresas possa ser tomada pela lei como ponto de partida para a determinação das bases de cálculo de diversos tributos, de modo algum subordina a tributação. A contabilidade constitui ferramenta utilizada também para fins tributários, mas moldada nesta seara pelos princípios e regras próprios do Direito Tributário. Sob o específico prisma constitucional, receita bruta pode ser definida como o ingresso financeiro que se integra no patrimônio na condição de elemento novo e positivo, sem reservas ou condições. (...)” (grifouse)” Em linha com esse entendimento, notase que o crédito concedido pelo Estado do Amazonas, sob as condições definidas pela Lei Estadual 2.826/03 não constitui “receita bruta” para fins da incidência das contribuições do PIS e da COFINS, pois não é concedido “sem reservas ou condições” e não representa elemento novo e positivo. Na mesma seara, ALIOMAR BALEEIRO no livro “Uma introdução é Ciência das Finanças” havia tratado tal conceito da mesma forma que o julgado no STF ao manifestar: "Receita pública é a entrada que, integrandose no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, MI, acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo. Fl. 1006DF CARF MF 10 Frisese também o entendimento de Aires Barreto em seu artigo “A nova Cofins: primeiros apontamentos” contemplado na saudosa Revista Dialética de Direito Tributário: "receita é [...] a entrada que, sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo, se integra ao patrimônio da empresa, acrescendoo, incrementandoo„", Cabe trazer que em consonância com o entendimento de que o conceito de receita bruta independe do que está classificado contabilmente como receita, além do referido precedente do STF – firmado sob a sistemática do artigo 543B do CPC – a jurisprudência pacífica de ambas as Turmas de Direito Público do Superior Tribunal de Justiça, como inclusive ressaltado pelos Ministros Teori Albino Zavascki e Luiz Fux ao proferirem seus votos (Grifos meus): “CRÉDITO PRESUMIDO. ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. IMPOSSIBILIDADE. BENEFÍCIO FISCAL. RESSARCIMENTO DE CUSTOS. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. TESE DOS "CINCO MAIS CINCO". LC Nº 118/2005. APLICAÇÃO RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. I "Sobre a prescrição da ação de repetição de indébito tributário de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a jurisprudência do STJ (1ª Seção) assentou o entendimento de que, no regime anterior ao do art. 3º da LC 118/05, o prazo de cinco anos, previsto no art. 168 do CTN, tem início, não na data do recolhimento do tributo indevido, e sim na data da homologação – expressa ou tácita – do lançamento. Assim, não havendo homologação expressa, o prazo para a repetição do indébito acaba sendo de dez anos a contar do fato gerador. A norma do art. 3º da LC 118/05, que estabelece como termo inicial do prazo prescricional, nesses casos, a data do pagamento indevido, não tem eficácia retroativa. É que a Corte Especial, ao apreciar Incidente de Inconstitucionalidade no Eresp 644.736/PE, sessão de 06/06/2007, declarou inconstitucional a expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional", constante do Fl. 1007DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 987 art. 4º, segunda parte, da referida Lei Complementar. (REsp nº 890.656/SP, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJ de 20/08/07). II O Estado do Rio Grande do Sul concedeu benefício fiscal às empresas gaúchas, por meio do Decreto Estadual nº 37.699/97, para que pudessem adquirir aço das empresas produtoras em outros estados, aproveitando o ICMS devido em outras operações realizadas por elas, limitado ao valor do respectivo frete, em atendimento ao princípio da isonomia. III Verificase que, independentemente da classificação contábil que é dada, os referidos créditos escriturais não se caracterizam como receita, porquanto inexiste incorporação ao patrimônio das empresas industriais, não havendo repasse dos valores aos produtos e ao consumidor final, pois se trata de mero ressarcimento de custos que elas realizam com o transporte para a aquisição de matériaprima em outro estado federado. IV Não se tratando de receita, não há que se falar em incidência dos aludidos créditospresumidos do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS. V Recurso especial improvido.” (Grifouse) (RESP nº 1.025.833 / RS, 1ª Turma do STJ, Rel. Min. Francisco Falcão, Publicado no DJe do dia 17.11.2008)” Consoante esse entendimento, disse o Ministro Luiz Galloti no julgamento do RE 71.758: “Se a lei pudesse chamar de compra e venda o que não é compra, de exportação o que não é exportação, de renda o que não é renda, ruiria todo o sistema tributário inscrito na Constituição”. Sendo assim, temse claro que o conceito de receita bruta independe do que está classificado contabilmente como receita, se subvenção ou recuperação de custo. A discussão, de per si, gira em torno da abrangência dos Fl. 1008DF CARF MF 12 conceitos de receita e faturamento para fins de base de cálculo do PIS e da COFINS e, no caso dos créditos de ICMS provenientes de benefícios fiscais. Forçoso negativamente também considerar como receita para fins de tributação das contribuições a redução de custo proveniente do benefício fiscal do ICMS em análise, pois natureza jurídica de receita não possui, vez que precisamente não foi concedido “sem reservas ou condições” e por não representar elemento novo e positivo Para melhor compreensão e por não considerar tal benefício como receita, podese ainda aproveitar para decompor a norma tributária que trata da incidência do PIS e da Cofins, invocando a Regra Matriz de Incidência Tributária: 1. 1ª Regra Matriz – relação obrigacional Autoridade Fazendária/Contribuinte: 1.1. Hipótese: Critério Material: auferir receita. Critério Espacial: perímetro nacional; Critério temporal: mensal 1.2. Consequente: Critério Pessoal: (i) sujeito ativo, Estado – via “autoridade fazendária”; (ii) sujeito passivo – quem aufere receita bruta. Critério Quantitativo: alíquota de 3,65% sobre a receita bruta 2. 2ª Regra Matriz – dever de lançamento pela Administração: Hipótese: Critério Material: ser autoridade fazendária Critério Espacial: perímetro nacional; Critério Temporal: até o último dia útil da primeira quinzena subsequente ao de ocorrência dos correspondentes fatos geradores. Consequente: Critério Pessoal: Estado – autoridade fazendária Critério Prestacional: realizar o lançamento 3. 3ª Regra matriz: sancionadora do não pagamento Fl. 1009DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 988 Hipótese: Critério material: não pagar a importância devida; Critério Espacial: perímetro nacional Critério temporal: até o último dia útil da primeira quinzena subsequente ao de ocorrência dos correspondentes fatos geradores Consequente: Critério pessoal: Estado – autoridade fazendária e pessoa jurídica que aufere receita bruta Critério Prestacional: pagar com multa e juros de mora. Depreendendose da análise da regra matriz de incidência, é possível identificar que o critério material constante da 1ª Regra Matriz de Incidência Tributária somente se satisfaz para quem efetivamente aufere receita. Portanto, crucial afastar o benefício fiscal do ICMS da tributação das contribuições, pois não se configura juridicamente como tal, independentemente do registro contábil adotado ou adotável. O que, na hipótese dos autos não se deve chegar ao questionamento de que a lei não previu sua exclusão e que, portanto, deverseia tributar o referido crédito pelo PIS e Cofins pois de receita auferida não se trata, mas de um ingresso que configura a recomposição do patrimônio, até então decomposto pelo custo arcado com o pagamento do tributo. Tanto é assim – recomposição do patrimônio que o crédito corresponde a 100% do débito de ICMS incidente sobre cada operação de saída de produtos. Indiscutível que seu efeito econômico não caracteriza nova riqueza, comportando somente a recomposição do patrimônio anteriormente desfalcado ou recomposição da mesma disponibilidade preexistente. Fl. 1010DF CARF MF 14 Sendo assim, o crédito do ICMS não ostenta natureza de receita ou faturamento, mas mera recomposição do patrimônio na forma de incentivo fiscal concedido pelo Estado, não integrando, portanto, a base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. Vêse que a operação de obtenção dos créditos, considerando até mesmo a essência contábil e sua primazia, deve ocorrer com a escrituração na contabilidade da empresa para posterior utilização. O que, por consequência, devese escriturálos em contas patrimoniais, visto que, os créditos não utilizados se constituem em meros direitos. E não devem ser registrados como ingresso de receitas, compondo o seu resultado. Dessa forma, é de se esclarecer que pela essência econômica, a correta classificação contábil dos r. créditos de ICMS deveria considerar seu registro em contas patrimoniais. E, em respeito a Regra Matriz de incidência das contribuição ao PIS e Cofins, bem como a análise da essência do crédito de ICMS, não há que se falar em tributação, pois forçoso se tributar tais direitos pelas r. contribuições. Frisese também a jurisprudência deste Conselho, conforme julgado pela 3ª Turma Ordinária da 4ª Câmara dessa 3ª Seção, que analisou situação idêntica, inclusive envolvendo a mesma empresa, cuja ementa restou redigida (Grifos meus): “[...] PIS NÃOCUMULATIVO. CRÉDITOS DO ICMS. BASE DE CÁLCULO. Não incide PIS sobre os valores de créditos de ICMS, obtidos em razão de subvenção estadual, uma vez sua natureza jurídica não se revestir de receita. Recurso Voluntário Provido” (grifouse) (Acórdão nº 340300.799, P.A. 10283.000091/200521, Rel. Cons. Winderley Morais Pereira, julgado em 03.02.2011)” E o posicionamento exarado pela 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara desta 3ª Seção no acórdão abaixo transcrito4: “(...) Fl. 1011DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 989 “NÃOCUMULATIVIDADE. BASE DE CÁLCULO. INCENTIVO FISCAL ESTADUAL. REDUÇÃO NA APURAÇÃO DO ICMS DEVIDO. NÃO INCLUSÃO. Não compõe o faturamento ou receita bruta, para fins de tributação da Cofins e do PIS, o valor do incentivo fiscal concedido pelo Estado sob a forma de crédito escritural, para redução na apuração do ICMS devido. Recurso Voluntário Provido em Parte.” (Grifouse) (Acórdão nº 3401001.976, P.A. 11618.000542/200563, Redator para acórdão Conselheiro Emmanuel Carlos Dantas de Assis, julgado em 26.09.2012)” Em vista de todo o exposto, reconheço que os créditos incentivados de ICMS concedidos pela Lei Estadual 2.826/03 do Estado do Amazonas não constituem “receita” para fins de incidência das contribuições destinadas ao PIS e da COFINS, na linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal ao julgar o RE 606.107 / RS – pois o crédito de ICMS não se constitui entrada de recursos passível de registro em contas de resultado, não podendo ser assim considerado e, por conseguinte, não compõe a base de cálculo do PIS nãocumulativo. Ante o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso especial interposto pelo contribuinte, É como voto. Tatiana Midori Migiyama Relatora Voto Vencedor CONSELHEIRO JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Incumbiume a Presidência da difícil missão de demonstrar por que o colegiado dissentiu do bem elaborado voto da dra. Tatiana. Provavelmente tal escolha se tenha dado por já ter eu, no passado, proferido votos no sentido de incentivos estaduais semelhantes, a exemplo daqueles que existem nos estados do Ceará e da Bahia, constituírem receita e receita tributável pelas contribuições que tenham na totalidade da receita auferida sua base de cálculo. Fl. 1012DF CARF MF 16 Para começar, pois, trago os fundamentos genéricos daqueles votos para, depois, passar à análise das especificidades deste sob análise e das implicações da decisão do STF que embasou, em grande medida, o voto da dra. Tatiana. Quanto à segunda matéria, se refere ao correto enquadramento contábil das subvenções e, por decorrência, à incidência da Cofins. O primeiro registro do tema pode ser encontrado na norma legal que tratava dos lançamentos contábeis para efeito de exigência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, antes da edição da Lei nº 6.404/76 (Lei das SA), ou seja, a Lei nº 4.506/64. Assim dispunha: Art. 44. Integram a receita bruta operacional: I O produto da venda dos bens e serviços nas transações ou operações de conta própria; II O resultado auferido nas operações de conta alheia; III As recuperações ou devoluções de custos, deduções ou provisões; IV As subvenções correntes, para custeio ou operação, recebidas de pessoas jurídicas de direito público ou privado, ou de pessoas naturais. Mesmo tendo sido adaptada, pelo Decretolei nº 1.598/77, às disposições da lei das S.A., neste particular não sofreu alteração. Vale dizer que o segundo não revogou a norma anterior. Ele dispôs: Art. 38 Não serão computadas na determinação do lucro real as importâncias, creditadas a reservas de capital, que o contribuinte com a forma de companhia receber dos subscritores de valores mobiliários de sua emissão a título de: I ágio na emissão de ações por preço superior ao valor nominal, ou a parte do preço de emissão de ações sem valor nominal destinadas à formação de reservas de capital; II valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; III prêmio na emissão de debêntures; IV lucro na venda de ações em tesouraria. § 1º O prejuízo na venda de ações em tesouraria não será dedutível na determinação do lucro real. § 2º As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos concedida como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e Fl. 1013DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 990 as doações não serão computadas na determinação do lucro real, desde que: a) registradas como reserva de capital, que somente poderá ser utilizada para absorver prejuízos ou ser incorporada ao capital social, observado o disposto no artigo 36 e seus parágrafos; ou b) feitas em cumprimento de obrigação de garantir a exatidão do balanço do contribuinte e utilizadas para absorver superveniências passivas ou insuficiências ativas. Examinando o assunto, a Coordenação do Sistema de Tributação da SRF expediu o Parecer Normativo (PN CST) nº 112/78, que esclareceu os requisitos para que as subvenções recebidas possam ser tratadas como para investimento, permitindose o seu lançamento direto em conta de reserva de capital sem transitar pelo resultado do período. Assim, tomando como referência o PN CST nº 02/78, adotou o seguinte entendimento: 2.12 – Observase que a subvenção para investimento apresenta características bem marcantes, exigindo até mesmo perfeita sincronia da intenção do subvencionador com a ação do subvencionado. Não basta apenas o” animus” de subvencionar para investimento. Impõese, também, a efetiva e específica aplicação da subvenção, por parte do beneficiário, nos investimentos previstos na implantação ou expansão do empreendimento econômico projetado. Por outro lado, a simples aplicação dos recursos decorrentes da subvenção em investimentos não autoriza a sua classificação como SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. Mais adiante em seu item 2.14: ... As SUBVENÇÕES, em princípio, serão todas elas, computadas na determinação do lucro líquido: as subvenções para custeio ou operação, na qualidade de integrantes do resultado operacional; as subvenções para investimento, como parcelas do resultado nãooperacional. Resta ainda definir se essa inclusão das subvenções no resultado operacional, se de custeio, e nãooperacional, se para investimento, implica sua tributação pela COFINS, após a edição da Lei nº 9.718/98. É que entendem alguns que, mesmo integrando o resultado operacional, não se conformariam a um conceito de receitas, mais restritivo, que exigiria uma efetiva Fl. 1014DF CARF MF 18 contraprestação em bens ou serviços por parte da recebedora dos recursos. Essa linha de raciocínio pretende estabelecer uma distinção entre acréscimo patrimonial, o gênero, e receitas, definindoas como espécie daquele, que incluiria ainda as recuperações de despesas, as subvenções e as doações. Podese encontrar na literatura contábil exemplo (embora aparentemente isolado) de tal definição, na seguinte conceituação 1 Receita é a expressão monetária, validada pelo mercado, do agregado de bens e serviços da entidade, em sentido amplo, em determinado período de tempo e que provoca um acréscimo concomitante no ativo e no patrimônio líquido, considerado separadamente da diminuição do ativo (ou do acréscimo do passivo) e do patrimônio líquido provocados pelo esforço em produzir tal receita. Entretanto, tal definição (ou, melhor dizendo, a interpretação que nela pretenda ver a possibilidade de excluir alguns tipos de acréscimo patrimonial) não encontra guarida nas normas técnicas de contabilidade emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), órgão legalmente habilitado a disciplinar o exercício da profissão. Com efeito, a Norma Técnica NBT 10, subitem 10.16, aprovada pela Resolução CFC nº 922, de 13 de dezembro de 2001 estabelece: 10.16.2 REGISTRO CONTÁBIL 10.16.2.1 As transferências a título de subvenção que correspondam ou não a uma contraprestação direta de bens ou serviços para a entidade transferidora, devem ser contabilizadas como receita na entidade recebedora dos recursos financeiros. 10.16.2.2 As transferências a título de contribuição, mesmo que não correspondam a uma contraprestação direta de bens ou serviços para a entidade transferidora, devem ser contabilizadas como receita na entidade recebedora dos recursos financeiros. 10.16.2.3 Os auxílios ou contribuições para despesas de capital devem ser contabilizados diretamente em conta específica de Reserva de Capital, no Patrimônio Líquido. De igual modo, os auxílios ou contribuições devem ser contabilizados em conta específica, designativa da operação, no Patrimônio Social das entidades que se sujeitam às normas contábeis mencionadas no item 10.16.1.4. 10.16.2.4 As doações financeiras para custeio devem ser contabilizadas em contas específicas de receita. As doações para investimentos e imobilizações, que são consideradas patrimoniais, inclusive as arrecadadas na constituição da entidade, devem ser contabilizadas no Patrimônio Líquido ou Social, conforme seja o caso específico da pessoa jurídica 1 IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1986. p.127 Fl. 1015DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 991 beneficiária da transferência. Essa determinação do órgão responsável pelo disciplinamento do exercício da contabilidade no nosso País, ratifica, como não poderia deixar de ser, o que já vem expresso na norma legal específica do assunto, qual seja a Lei nº 6.404/76: Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; c) o prêmio recebido na emissão de debêntures; d) as doações e as subvenções para investimento. § 2° Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto nãocapitalizado. § 3° Serão classificadas como reservas de reavaliação as contrapartidas de aumentos de valor atribuídos a elementos do ativo em virtude de novas avaliações com base em laudo nos termos do artigo 8º, aprovado pela assembléiageral. § 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. § 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. Guarda, além disso, e igualmente como não poderia deixar de ser, inteira coerência com as resoluções do mesmo Conselho que definem e explicam os princípios de contabilidade geralmente aceitos. São elas a Resolução CFC nº 750, de 29 de dezembro de 1993, que diz SEÇÃO VI O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Art. 9º As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente Fl. 1016DF CARF MF 20 quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. § 1º O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. § 2º O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. § 3º As receitas consideramse realizadas: I – nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetiválo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à ENTIDADE, quer pela fruição de serviços por esta prestados; II – quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; III – pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros; IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções. e a de nº 774, de 16 de dezembro de 1994 (DOU de 18.01.1995) que, aprofundando a anterior, menciona: 1.4 Dos objetivos da Contabilidade O objetivo científico da Contabilidade manifestase na correta apresentação do Patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob ótica pragmática, a aplicação da Contabilidade a uma Entidade particularizada, busca prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da Entidade e suas mutações, o que compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos, expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas e outros meios. O tema, tão claro no quadrante científico, comporta comentários mais minuciosos quando direcionado aos objetivos concretos perseguidos na aplicação da Contabilidade a uma Entidade em particular. Adentramos, no caso, o terreno operacional, regulado pelas normas. Assim, ouvese com freqüência dizer que um dos objetivos da Contabilidade é o acompanhamento da evolução econômica e financeira de uma Entidade. No caso, o adjetivo “econômico” é empregado para designar o processo de formação de resultado, isto é, as mutações quantitativoqualitativas do patrimônio, as que alteram o valor do Patrimônio Líquido, para mais ou para menos, correntemente conhecidas como “receitas” e Fl. 1017DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 992 “despesas”. Já os aspectos qualificados como “financeiros” concernem, em última instância, aos fluxos de caixa. E mais adiante: 2.6.1 As variações patrimoniais e o Princípio da Competência A compreensão do cerne do Princípio da COMPETÊNCIA está diretamente ligada ao entendimento das variações patrimoniais e sua natureza. Nestas encontramos duas grandes classes: a daquelas que somente modificam a qualidade ou a natureza dos componentes patrimoniais, sem repercutirem no montante do Patrimônio Líquido, e a das que o modificam. As primeiras são denominadas de “qualitativas”, ou “permutativas”, enquanto as segundas são chamadas de “quantitativas”, ou “modificativas”. Cumpre salientar que estas últimas sempre implicam a existência de alterações qualitativas no patrimônio, a fim de que permaneça inalterado o equilíbrio patrimonial. A COMPETÊNCIA é o Princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio, para transformarse em elemento modificador do Patrimônio Líquido. Da confrontação entre o valor final dos aumentos do Patrimônio Líquido – usualmente denominados “receitas” – e das suas diminuições – normalmente chamadas de “despesas” –, emerge o conceito de “resultado do período”: positivo, se as receitas forem maiores do que as despesas; ou negativo, quando ocorrer o contrário. Observase que o Princípio da Competência não está relacionado com recebimentos ou pagamentos, mas com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas no período. Mesmo com desvinculação temporal das receitas e despesas, respectivamente do recebimento e do desembolso, a longo prazo ocorre a equalização entre os valores do resultado contábil e o fluxo de caixa derivado das receitas e despesas, em razão dos princípios referentes à avaliação dos componentes patrimoniais. Quando existem receitas e despesas pertencentes a um exercício anterior, que nele deixarem de ser consideradas por qualquer razão, os competentes ajustes devem ser realizados no exercício em que se evidenciou a omissão. Por tudo quanto exposto, não parece haver dúvida de que, sendo as subvenções para custeio, RECEITAS integrantes do subgrupo Fl. 1018DF CARF MF 22 dos Resultados Operacionais, estão englobadas no conjunto de elementos contábeis sujeitos à tributação pela COFINS após o advento da Lei nº 9.718/98. No caso em discussão, a impropriedade de sua classificação como subvenção para investimento avulta da leitura da documentação acostada aos autos, da qual inequivocamente se conclui não haver qualquer exigência para que os recursos recebidos dos cofres do Estado do Ceará sejam obrigatoriamente aplicados na aquisição de ativos necessários à implantação ou à expansão do parque fabril da autuada. Muito ao contrário, a concessão de tais recursos apenas encontra como condições: 1. a implantação do empreendimento no Estado do Ceará; 2. uma vez implantado, a sua continuidade dentro de padrões de desempenho vagamente definidos e acompanhados pelo governo do Estado. Destarte, a meu ver, tais incentivos, genericamente falando, se caracterizam pela colocação à disposição do beneficiário de determinado valor pelo Estado concedente, valor esse cuja aplicação é, no mais das vezes, vinculada a certas condições ou destinações. Tudo isso não obstante, continuam a se classificar contabilmente como receitas, desde que tal destinação vinculada não seja a própria implantação ou a ampliação do parque fabril, isto é, os recursos não entram na beneficiária como recursos de capital. E receitas sendo, não se podem excluir da base de cálculo das contribuições que a tenham na totalidade da receita auferida como é o caso do PIS não cumulativo ora discutido, a menos que tal exclusão fosse expressamente prevista. Postas tais premissas, e passando agora à análise do caso concreto, acentua a relatora que 1) há uma vinculação dos recursos recebidos, que não podem ser aplicados livremente pelos beneficiários; 2) não constituem eles ingresso de valor novo; 3) a situação é semelhante àquela abordada pela Ministra Rosa Weber. Peço vênia para discordar de todas as três. Primeiramente, como salientado no voto que transcrevi, não é a vinculação da aplicação dos recursos que os faz não serem receitas. Apenas deixam de o ser quando classificáveis como capital, o que exige que só possam ser aplicados na implantação ou ampliação dos empreendimentos, o que, mais uma vez, não é o caso. Fl. 1019DF CARF MF Processo nº 10283.720827/200823 Acórdão n.º 9303003.432 CSRFT3 Fl. 993 Em seguida, também não posso concordar com a afirmação de que não constituam novo ingresso, e nisso reside, aliás, uma das diferenças para a modalidade tratada pela Ministra Rosa Weber. Deveras, neste tipo de incentivo, o que se tem é um valor gerado pelo Estado, que independe totalmente das operações de compra realizadas pelo beneficiário; ele depende, ao contrário, das operações de saída, já que o incentivo visa, exatamente, a "zerar" o débito de ICMS, disfarçando uma isenção plena ou redução de alíquota a zero, submetidas que estão, ambas, a aprovação pelo CONFAZ. O terceiro ponto, já adiantei, é o mais relevante: os incentivos aqui discutidos NÃO são equivalentes àquilo que se decidiu no STF. Lá o que se discutia era se a mera destinação de créditos de ICMS legitimamente tomados pelo estabelecimento, isto é, créditos por efetivas entradas tributadas, mas que não podem ser utilizados no abatimento do imposto devido pelas saídas porque desoneradas essas em virtude da imunidade, se essa mera destinação em aquisição de outras mercadorias, repito, constituiria receita ou não. Concordo com a dra. Tatiana que é possível ler (com bastante esforço, diga se) no voto da Ministra Rosa Weber, que aquela destinação especial não transforma em receita o que antes (créditos escriturais de ICMS) receita não era. E digo que essa leitura é difícil porque igualmente baseado o voto da Ministra na imunidade. Ora, só se pode falar de imunidade se primeiro o valor for receita; se receita não é, é caso de simples não incidência. Não obstante a aparente contradição, fato é que as situações são bastante dessemelhantes: naquela enfrentada pelo STF temse um valor já corretamente escriturado pelo contribuinte como crédito de ICMS e que ele aplica na aquisição de bens, transferindoo a terceiros, por expressa autorização do ente tributante, o qual, em outra circunstância, teria de o restituir ao exportador. Já no incentivo aqui discutido nenhum valor está previamente reconhecido pelo beneficiário: ele só nasce à medida que o beneficiário pratica operações de saída autorizadas pelo ente tributante, não estando vinculado e sendo independente daquele crédito escritural registrado pelo beneficiário em razão de suas compras. Em suma, lá de ingresso novo não se cogita; aqui, é exatamente disso que se trata. A outra distinção já foi reconhecida pela própria relatora: ali se tratava de operações de exportação e esse foi um dos motivos da Ministra para declarar a impossibilidade de as contribuições o alcançarem. Aqui se tributam valores movimentados dentro do País. Tais considerações espelham razoavelmente assim espero as razões do colegiado para manter a decisão da Turma, sendo esse, pois, o acórdão que fui incumbido de redigir. CONSELHEIRO JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Redator para o acórdão. Fl. 1020DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13855.000436/91-64
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 1993
Numero da decisão: 108-00.016
Decisão: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o
julgamento em diligência, na forma do voto do relator
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MINISTERIO DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANE.lAMENTO PROCESSO N9 13855/000.436/91-64 AF. Sessão de 1O de ma i o de 19_9~3__ ACOROÃONQ ---XX--- Recurso nº: Recorrente: Recorrida : 104~060 - IRPJ - EX: DE 1987 INDÚSTRIA DE CALÇADOS GALVANI LTDA. DRF EM RIBEIRÃO PRETO (SP) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por INDÚSTRIA DE CALÇADOS GALVANI LTDA: RESOLVEM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, na forma do voto do relator. '. VISTO EM SESSÃO DE: CAIRBA PERE '1'6 Nov/1993 (DF), em 10 de maio de 1993. - PRESIDENTE - RELATOR - PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL Participaram, ainda" do presente julgamento, os seguintes Canse-I, _ lheiros :PAUID.IRVIN'DE CARVALHO VIANNA,. EDSON VIANNA DE BRITO, MARIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, RENATA GONÇALVES PANTOJA, ADELMO MARTINS SILVA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. RECURSO N9 : RESOLUçAO N2: RECORRENTE : •SERViÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N! 13855/000.436/91-64 104.060 108-00.016 INDÚSTRIA DE CALÇADOS GALVANI LTDA. R E L A T 6 R I O 2. INDÚSTRIA DE CALÇADOS GALVANI LTDA., pessoa juríd~ ca de.direito privado, por intermédio de seu representante (docu- mento as fls. 58), recorre a este Conselho (fls. 78/82) pleitea~ do reforma da decisão (fl.s.71/2) prolatada pelo Delegado da Re- ceita Federal em Ribeirão Preto (SP), que indeferiu impugnação Jf~ lhas 60/2) referente ao lançamento descrito às fls. 53. 2 . O procedimento fiscal, referente aos anos-base de 1986/8 ~ de 1987/9 cujos fatos fundamentos, exerclcios , e en- contram-se descritos as fls. 46/8, aponta como infrações: A) ANO-BASE: 1986 - EXERCíCIO: 1987 alteração da forma tributável, de lucro presum~ do para lucro arbitrado, em razão de a empresa, não estar enquad~ad~ nas condições lega~s de fazer aquela opção, além de não ter escritura- ção do livro DIÂRIQ ..... Cz$ 2.346.753,00 B) ANO-BASE: 1987 ~ EXERCíCIO: )988 omissão de receitas, caracterizada. pela nao es- crituração .de vendas, lastreada em levantamen- to do Fisco estadual, anexo (fls. 4/35) . Cz:);59.210,98 • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13855/000.436/91-64 Resohíção"n9 108-00.016 3. 4: •• • • C) ANO-BASE: 1988 - EXERCíCIO: 1989 omissão de receitas, caracterizada pela nao es- crituração de vendas, lastreada em levantamento do Fisco es~adual, anexo (fls. 4/35) . Cz$ 33L876,09 3. Ciente dos termos do auto de infração em 16 de dezembro de 1991 (fls. 53), a empresa, em 14 de janeiro de 1992, requer prorrogação do prazo para defesa, nao consta deferimento pela autoridade preparadora, tendo, em 28 de janeiro de 1992, apresentado impugnação (fls. 60/2), consideradacomo tempest,!. va, contendo concordância com a tributação referente a omissão \ de receitas (itens 2B e 2C, acima) juntando documentos compr~ batórios (fls. 63) de ter efetuado.o resp'ectivo pagamento, e insurge-se contra 0 arbitramento aposto no item 2A,acima,pois, apesar de ter apresentado erroneamente a declaração de rendi- mentos pela opção do lucro presumido, não tem o Fisco autori- zaçao para arbitrar seu lucro vez que po~sui contabilidade re- gular, de acordo com as leis fiscais e comerciais, citando a ementa do acórdão, deste Conselho, n9 10.1-74.976, para corrobo rar seus argumentos. Ao final requer sejadeciarada a impro- \cedência do auto de infração relativamente ao item discutido. 4. A autora do procedimento fiscal, com base nos ter- mos da defesa" efetuou diligência e intimou (fls. 65) a em- presa a apresentar o livro DIÁRIO, que na oportunidade da ação fiscal, ,disse nao ter escriturado em razão da opção pelo lucro presumido. A empresa, em 27 de fevereiro de 1992, solici tou (fls. 66) maior prazo (sete dias) para proceder a aprese~ tação do livro, em razão de o mesmo estar na posse do patrono desta defesa, em outro município. Em 24 de março de 1992, a, fiscal procedeu diligência na sede da empresa, constatando, me- diante termo (fls. 67), 'que o livro não se encontrava naquele estabelecimento. Nessa mesma data, a procuradora da empresa fez SERViÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13855/ OOO•436/91 -64 Resoluç~o n9 108-00.016 entrega dos livros DIÁRIO. n9s 2 e 3, a autuante (fls. 68). 4. 5. Às fls. 69/70 foi acostada informaç~o fiscal que propõe a manutenç~o do auto de infraç~o discutido, em razao de n~o existir arbitramento condicional, vez que a epoca do lançamento o livro não estava escriturado. 6.- Às fls. 69/72 a autoridade j.ulgadorasingular pr~ lata decisão, em que fundamenta n~o assistir razão a contri- buinte, porque a própria empresa declara (fls. 2) nao pos- suir a escrituraç~o regular. do período sob exame, em razao da sua opção pelo lucro presumido, logo a contabilidade inexis- tia. Em face de não haver arbitramento.condicional, pois o ato administrativo do lançamento nao e modificável pela posterior apresentaç~o de documentário cuja inexi~ência e/ou recusa foi a sua causa, entendimento esse firmado neste Conselho, atra / ves dos Acórdãos n9s 101-76.289, 101~76.257, 105-5.001, 105- -:-5.131 e o CSRF 01-0.241, é mantido o .lançamento tal como constituído. 7. Ciente dos termos da decis~o em 13 de julho de 1992 (fls. 75), a empresa, em 03 de agosto de 1992 (fls. 77), apresenta recurso (fls. 78/81) a este Conselho,alegando que fatos alheios a sua vontade contribuíram para não apresen- tação do livro DIÁRIO, primeiro porque a informação, constan- te da declaração às fls. 2, foi prestada por funcionário nao autorizado que desconhecia a existência da contabilidade do período, tanto isso é verdade que logo na sua primeira defesa decla~a haver a regular escrituração. Posteriormente, quando da intimação efetuada pela fiscal autuante, os livros encontra vam-se com sua advoga4a, que estando em férias não pode ser atendida de imediato, mas logo após seu retorno procedeu-se a~ . . - sua entrega. Para corroborar seus argumentos, junta declaração (fls. 83) do profissional que presta serviços a empresa, na qual consta haver contabilidade regular para o periO~~Ot Resolução n9 108-00.016'. SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13855/000.436/91-64 5 • discussão. Provada a exist~ncia da escrituração, desprovida de qualquer irregularidad~~ desconsiderar, agora, sua validad~ ju- rídica e atitude ilegal, arbitrária e reprovável, vez que os acórdãos citados na decisão indicaminexist~ncia ou recusa de entregá-Ia..,o que não acontece no caso presente, devendo o Fisco proceder a tributação pelo luc:ro real, vez que o lança- mento foi ef~tuaqo através.do arbitramento de um lucrp fictí- cio~ Pede, ainda, que sejam descontado? os valores já reco- lhidos, conforme comprovantes juntados aos autos, e descon- siderados pelo julgador singular. Ão final, requer o acolhimen-- - - . to do recurso para reformar. a decisão, com o conseq~ent,e arquivamento do processo. É o relatório. SERViÇO PÚBLICO FEOERAL PROCESSO N9 13855/000.436/91-64 6. Resolução n9 108-00.016 v O T O Conselheiro JOSÉ CARLOS PASSUELLO, Relator: Como do relatório se conclui, a querela remanesce sobre o arbitramento do lucro da empresa_no exercício de 1987, conturbado pelas peças de fls. 65, 66, 67 e 68. (fls. prazo dado de 3 dias - -por mais 7'dias, com pretensão Assim, mesmo apos obter do sócio da empresa \ 02), Senhor Norival D. Galvani ,a afirmativa de que "Deixamos de apresentar documentação ref ..a contabilidade da empresa ref. ao ano-base de 1986 por falta de escrituração contãbil por tratar- -se de Lucro Presumido neste período", em18 de outubro de . ' 1991" e ter emitido o competente auto de infração (fls. 53) con - - . tendo o arbitramento combatido, em 16 de dezembro de 1991, estan- do porta~nto o 'lançamento pronto e acabado, volta o contribuinte a ser intimado (fls. 65), em 25 de fevereiro de 1992, a aprese~ , téir sua contabilidade (livro Diário), e documentação contábil. O foi objeto de pedido de dilação (fls. 66). , ~. aceita. Em 24 de março de. 1992 fo-, ' ram lavrados dois documentos contraditórios, o primeiro deles (fls. 67) sob o título de "Termo de Diligência e Constatação", firmado pelo Auditor Fiscal e com ciência da empresa, decla- rando que, comparecendo a empresa o livro Diánio nao se encon- trava lá, e o segundo (fls.,68), uma correspondência da empresa encaminhando os livros diãrios n9s 02 e 03, assinada pelo procu- rador da empresa e com protocolo de recebimento firmado pelo mesmo Auditor Fiscal signatário do termo anterior (ambos com mes ma data). referidO~ J!kF Na informação fiscal de fls. 69, em 13 de abril 1992, o Auditor Fiscal não declarou o uso que fez dos de SERViÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13855/00 0.436/91-64 Resolução n9 108-00.016 7. •• livros diários, nem informou se atendem aos princípios de es- crituração e muito menos se estavam escriturado!? Limitou-se a, de posse dos mesmos, como o comprova o recibo de fls. 68,afir- mar que" Finalmente, foram entregues, pela advogada da reque- rente, os livros diários números 02 e 03, conforme termo anexo". Em nenhum momento o Auditor Fiscal ou a autoridade julgadora esclareceu o motivo por que houve intimação para a apresentação dos livros diários, apos a emissão do auto de in- fração nem mencionou se estavam devidamente escriturado? Não consta do's autos que os diários tenham sido devolvidos ao con tribuinte nem foram apensados ao processo. Diante de tudo o que acima consta, proponho deter- . , minar-se Resolução, par.a requisitar diligência, retornando o processo a Delegacia da Receita Federal para se obter junto a autoridade julgadora, objetivamente, os seguintes esclareci~en- tos: 1 - Com qual objetivo foi expedida a intimação de fls. 65? Para confirmar o lançamento efetuado ou para revê-lo de ofício? 2 - Exigida e efetivada a apresentação do livro Diário da empresa, apos lavrado o auto de in- fração, por qüal'mo,tivo não foi o mesmo apreci~ do, devolvido ou juntado ao processo? 3 - Se ficou constatado ,existir a escrituração con tábil e se, em existind<:>,atende às ragras téc nicas para sua aceitação na apuração dos resul- tados da empresa, ou se inexistindo, foi lavra- do o competente termo no livro Diário, tal ocorrência? Resolução n9 108-00.016.' SERViÇO PÚBLICO FEOERAL PROCESSO N9 13855/000.436/91-64 8. Entendo ser importante o esclarecimento às ques- tões acima, visando principalmente a garantia do duplo grau de jurisdição e do princípio da ampla defesa. • • JOSÉ CAR de maio de. 1993. ~ 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
score : 1.0
Numero do processo: 10711.005173/86-03
Data da sessão: Tue Apr 18 00:00:00 UTC 1989
Ementa: Conferencia final de manifesto. Falta de mercadoria.
1 - Responsabilidade fiscal do agente marítimo configurada Art. 95, II do Decreto-lei 37/66 e art. 500, II do Regulamento Aduaneiro Preliminar de Ilegitimidade de parte passiva "ad causam" rejeitada.
2 - Não se considera a isenção ou redução de imposto que beneficie mercadoria quando apurada sua falta. Art. 481, § 3º do Regulamento Aduaneiro.
3 - Denúncia espontânea da infração. Não foram atendidos todos os pressupostos previstos no Art. 138 do Código Tributário
Nacional.
4 - Cálculo do Imposto. Aplica-se a taxa de
câmbio vigente na data de lançamento.Art.
107 do Regulamento Aduaneiro.
5 - Negado provimen;to ao recurso
Numero da decisão: 301-25.926
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao
recurso, vencidos os Conselheiros: Fausto Freitas de Castro Neto, Maria Lucia Silva Castelo Branco e Rosa Marta Magalhães de Oliveira,que davam provimento acatando a denúncia espontânea para excluir a multa do art. 521, II,."d" e o Cons. Hamilton de Sá Dantas que fixava o valor da taxa de cambio na data da denúncia, na forma do relatório e voto que passam a integra o presente julgado.
Nome do relator: Itamar Vieira da Costa
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Recorrente AGÊNCIA MARITIMA LAURITS LACHMANN S/A. Recorde:1 IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. • Conferencia final de manifesto. Falta de mer- cadoria. 1 - Responsabilidade fiscal do agente maríti- mo configurada Art. 95, II do Decreto-lei 37/66 e art. 500, II do Regulamento Adua- neiro Preliminar de Ilegitimidade de par- te passiva "ad causam" rejeitada. 2 - Não se considera a isenção ou redução de imposto que beneficie mercadoria quando apurada sua falta. Art. 4S1, 3Q do Regi lamento Aduaneiro. 3 - Denúncia e ispontânea da infração. Não fo- ram atendidos todos os pressupostos pre- vistos no Art. 138 do Codigo Tribútario Nacional. 4 - Cálculo do Imposto. Aplica-se a taxa de câmbio vigente na data de lançamento.Art. 107 do Regulamento Aduaneiro. 5 - Negado provimen;to ao recurso... , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros: Fausto Freitas de Castro Neto, Ma- ria Lucia Silva Castelo Branco e Rosa Marta Magalhães de Oliveira,que • davam provimento acatando a denúncia espontânea para excluir a multa do art. 521, II,."d" e o Cons. Hamilton de Sá dantas que fixava o va- lor da taxa de cambio na data da denúncia, na forma do relatório e vo to que passam a integra o pr-sente julgado. Brasília-O 1 18 d- abril de I 1989. oss ITAMAR VIEI D. A DA IOSTA - Presidente e Relator. 01)-1,..;,-.X.R.,c., nteo 082_ g. LUIZ FIBEDERI O V DE BESSA FLEURY - Proc. da Fazenda nacional VISTO EM 1 9 AB7, 1989 SESSÃO DE: Partici p aram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselherios: 30ÃO'H0LANDA . COSTA; JOSÉ MARIA DE MELO E ABEILAáli BARRETO -2- SERVIÇO PúBLICO FEDERAL MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES. RECURSO N2 110.289 - ACÓRDÃO N 2 3011-25.926 RECORRENTE Á AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. RECORRIDA : IRF - PORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. RELATOR : ITAMAR VIEIRA DA COSTA. RELATÓRIO Trata-se de autuação feita em razão de conferência fi nal de manifesto em que houve o confronto dos dados nele constan tes e os das folhas de descargas da Cia. Docas do Estado do Rio de Janeiro - CODERJ. A recorrente não impugnou as faltas verificadas, mas alegou que,d a) é parte ilegítima na relação processual, uma Jvez que agiu apenas como representante do transportador ao tratar dos assuntos afetos ao navio "Lloyd São Paulo" junto à IRF/Porto-RJ; b) é incabível a exigência 'tributária porque a merca- doria coberta pelo Conhecimento n 2 33 foi importada com o benefí- cio estabelecido pela Resolução CPA n 2 07.0698/84, que reduziu a zero a alíquota do Imposto de Importação; c) é improcedente a penalidade aplicada visto que apresentoudentíncia espontânea para as divergências registradas por ocasião da descarga (processo 10.711.002833/86-96, apenso); d) é incorreta a aplicação da taxa de câmbio utiliza- da na apuração do crédito tributário, sendo cabível a vigente na data da entrada do navio no porto. Ouvida a AFTN autuante esta, opinou pela manutenção do Auto de Infra'ç- ao em todos os seus termos. O Inspetor da IRF/Porto-RJ,' ao proferir a decisão re- corrida enfatizou que: a) o Art. 500, II, do Regulamento Aduaneiro (RA) ao dispor que são responsáveis, conjunta ou isoladamente, pelas fal- tas ou avarias, :proprietário e o consignatário do veículo, eviden cia a obrigação da autuada.; b) o valor dos tributos referentes à mercadoria ava- riada ou extraviada será calculado à vista do manifesto ou dos do cumentos de importação (Art. 481 do RA) l e no seu cálculo não será -3- Rec. 110.389 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Ac. 301-25.926 considerada isenção de impostos que beneficie a mercadoria (Art. 481, § 3 2 do RA); c) de acordo com o parágrafo único do Art. 138 do Có- digo Tributário Nacional (CTN), "no i se considera espontânea a denúncia apresentada após o inicio de qualquer procedimento admi- nistrativo ou medida de fiscalização relacionados com a infração". 1 Assim, nos termos do Art. 31 do RA a formalização da entrada do veículo procedente do exterior é procedimento administrativo que dá inicio aos controles fiscais em relação à carga transportada, não sendo possível, após essa formalização, haver denúncia espon- tânea; d) os valores em moeda estrangeira devem ser converti dos em moeda nacional, à taxa de câmbio vigente na data em que se considerar ocorrido o fato gerador do imposto (Art. 103 do RA) e para efeito de cálculo este se considera ocorrido no dia do lança mento respectivo, quando se tratar de mercadoria constante de ma- nifesto ou documento equivalente cuja falta venha a ser aapurada pela autoridade aduaneira (Art. 87, II, "c" do RA). Dessa decisão a empresa recorre, tempestivamente, a este Colegiado, reiterando os argumentos apresentados ao julgador de l a Instãncia (fls. 90/93). 1 É O RELATÓRIO. -4- Rec. 110.389 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL AC. 301-25.926 VOTO O recurso, conforme de depreende do relatório apresen tado, contém quatro partes distinta is, cabendo, portanto, uma aná- lise Pára . cada.tópico: - - 1) A preliminar levantada pela recorrente insurgindo- se contra a autuação por figurar como sujeito passivo, porque ape nas se limitou ao exercício de suasHtribuições próprias de agen- te marítimo, representando a empresa transportadora, não pode pros perar já que a liber4ao do veículo l se deu após atendido o dispos to no Art. 39, § 3 2 do Decreto-lei 37/66, quando a recorrente as- sinou o respectivo termo de responsabilidade. Aliás, neste sentido já se pronunciou o Egrégio Tribunal Federal de Recursos (Apelação MS 106.875-SP), com a seguinte ementa: "TRIBUTÁRIO. IMPORTAÇÃO. EXTRAVIO. :' :-.SRESPONSABILIDA- DE FISCAL DO AGENTE MARÍTIMO. INAPLICABILIDADE DA Sú MULA N 2 192 do TFR. I - "O agente marítimo, quando no exercício das atri- buições próprias, não é considerado responsável tribu trio, nem se equipara ao transportador para efeitos do Decreto-lei n 2 37, de 1965." - Súmula TIIR 1q72do T. II - Torna-se inaplicável, na espécie sob julgamento, a Súmula acima transcrita, em razão do agente maríti mo ter assinado termo de responsabilidade, onde pas- sou a agir, também como agente consignatário, equipa- rando-se ao transportador marítimo. III - Apelação desprovida. Sentença confirmada." 2-) O argumento da recorrente de que é incabível a exi gencia tributária porque a mercadoria foi importada com benefício fiscal estabelecido por ésoluço CPA 1 (redução de alíquota do Im- posto de Importação) não encontra amparo na legislação vigente. Correta a posição do julgador "a quo"Ào invocar o Art. 481 e seu § 3 2 , do Regulamento Aduaneiro para casos como este em que não po de ser considerada isenção ou redução de imposto que beneficie a mercadoria. 3) A recorrente alega que e improcedente a penalidade aplicada visto que apresentou dentincia l espont-anea para as diver - gencias registradas por ocasião da descarga. No Processo n2 10711.002833/86-96, apenso, a Agência, representando o transporta dor: -5- • RUc. 110.389 SERVIÇO PDBLICO FEDERAL Ac. 301-25.926 3.1 - informa a IRF/Porto-RJ das faltas por ela regis tradas; 3.2 - requer o arbitramento do valor do imposto cor- respondente para poder efetuar seu 'pagamento ou depositar a impor tância arbitrada (invoca, erroneamente o Art. 139 do CIN-Fls.01); 3.3 - esclarece quei caso venha a ser identificado o paradeiro dos volumes, a qualquer tempo será providenciado o re- torno dos mesmos ao Porto-RJ para fins de regularização do mani- festo. Ao fazer o requerimento que deu origem ao processo acima indicado, a Agência fez uma denúncia espontânea para fins de excluir a responsabilidade por infrações, de acordo com o Art. 138 do CTN, se comprometendo a pagar o imposto devido. Pediu, in- clusive, que fosse feito o arbitramento do valor no prazo de trin ta dias para que pudesse liquidar o débito. No mesmo requerimento, entretanto, aventa a possibili dade de fazer retornar a mercadoria faltãnte ao porto se esta for localizada posteriormente. Num momento confessa quecometeu a infração, tanto que faz, ela própria, a denúncia da:irrêgularidade cometida e se propCie liquidar o imposto devido; num outro momento diz que pode- ...! rá, no futuro, regularizar a situaçao com o retorno dos volumes se estes forem encontrados e, em consequência, o manifesto respec tivo. Posteriormente, ao ser notificada pela Inspetoria pa- ra esclarecer as faltas constatadas na conferência final de mani- festo (fls. 14) a recorrente pede juntada do processo relativo à denúncia espontânea e, ao ser intimada para impugnar o Auto de In fração (fls. 41), solicita autorização para efetuar o depósito do Imposto de Import4ao (Cz$ 59.065,86) para garantia de instância e não para pagamento (fls. 53). Em seguida alega não ser parte le gitima no processo, diz que a exigência tributária não cabível e que os cálculos estão incorretos. Esclareça-se que o depósito para garantir a instância é feito, justamente, quando o contribuinte não se conforma com a exigência do Fisco. Presupõe inconformismo com a cobrança do dábi to tributário. No caso sob análise, nao atendeu,portanto, ao dis- posto no Art. 138 do CTN. -6- Rec. 110.389 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL AC. 301-25.926 Não foi esta, seguramente, a postura da recorrente quando fez voluntariamente a denúncia da infra .çao que cometera. Sobre o assunto, preleciona o tributarista Bernardo Ribeiro de Mo raes: "Para caracterizar i a denúncia espontânea, portanto] mister se faz a presença, em conjunto, dos seguintes elementos: a) o interessado deve comunicar à autoridade adminis- trativa a existência da infr4ao. A denúncia espontâ- ] nea se refere à infr4ao; h) essa comúnicaçãoIdeve ser espontânea, isto é, deve ser apresentada antes de qualquer procedimento. admi nistrativo ou medida de fiscaliz4ao relacionada com a respectiva infra -çao. Eis o conceito de espontaneida de, ligado não à vontade do contribuinte mas à ação (procedimento) da autoridade administrativa relativa- , mente à determinada infra -çao. É o que dispõe o pará- grafo único do art. 1::8 do código tributário nacional. O inicio de uma fiscalizaao geral não impede a espon taneidade da denúncia; c) essa comunica -ç- ao deve ser acompanhada ., se for o ca so, do pagamento do tributo devido e demais ônus de- correntes do tempo (juros de mora e correção monetá- ria); ou do depósito da importância pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apura'çao. A exclusão da responsabilidade, pela denúncia espontâ nea, se prende à infr4ao. (Compêndido de Direito Tri butário, Rio de Janeiro, Forense, 1987, Pág. 727)" Ainda, sobre a matéria; diz Aliomar Baleeiro: "EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE PELA CONFISSÃO. - Libe- , ra-se o contribuinte ou responsável e, ainda mais, re presentante de qualquer deles, pela denúncia espontâ- nea da infração acompanhada, se couber no caso, do pa gamento do tributo e juros moratórios, devendo , segu- rar o Fisco com depósito arbitrado pela autoridade se o quantum da obrigação fiscal ainda depender de apura ção. • Rec. 110.389 SERVIÇO 13013LICO FEDERAL AC. 301-25.926 Há nessa hipótese, c 'Onfissão e, ao mesmo tempo, desis- tência do proveito de infração. (Direito Tributário Brasileiro, Rio de Janeiro, Forense, 62 Edição, 1974, Pág. 438)" Assim, por entender que a denúncia espontânea represen ta uma confissão de divida e deve ser acompanhada da prova de li- quidação do crédito tributário o \que não ocorreu neste processo (o depósito efeyuado foi apenas para, a pedido da recorrente, ga- rantir a instância (fls. 75), nãoconheço da denúncia apresentada. 4) Em relação à taxa de câmbio aplicável, transcrevo e a este incorporo o esclarecedor voto proferido pelo ilustre Con- selheiro Hélio Loyolla de Alencastro junto à Câmara Superior de Recursos Fiscais que resultou o Acórdão n 2 CSRF/03-01.510, verbis: "Em discussão no presente processo está a questão da taxa de câmbio aplicável na conversão da moeda estrangeira para efeito 'de cálculo do tributo de vido pelo transportador,\ em caso de falta apurada na descarga do navio; enquanto a ora recorrente entende deva ser aplicada a taxa i de conversão vigorante na da- ta da entrada do navio transportador, o aresto recorri do decidiu pela taxa de câmbio vigente na data do lan- çamento, com fundamento rio art. 107, "caput" e parágra fo único do R.A. \ A controvérsia ora trazida a esta instân- cia recursal resulta, em última análise, da definição de fato gerador do imposto de importação, em artigos do C.T.N. e do DL n 2 37/66. A matéria, todavia, já se encontra bastan- te dissecada e foi abordada, inclusive, pela nossa Cor te Suprema, ao pronunciar-se pela inexistência de Con- tradição ou antinomia entre , a norma genérica do art.19 do CTN e a norma especifica' do parágrafo único do art. 23 do DL n 2 37/66, em decisão un. de Agravo Regimental, interposto nos autos do Agravo de Instrumento n2 110. 677-8-RJ. Por outras palavras, o art. 19 do C.T.N e, igualmente, o art. 1 2 do DL r2 37/66 definem o núcleo da hipótese de incidência do\I.I., enquanto o "caput" e o P. 11., do art. 23 deste último diploma legal esta- \ -8- Rec. 110.389 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL AC. 301-25.926 estatuem as coordenadas de tempo para que se dê tal ocorrência, respectivamnete nos casos de mercadorias despachadas para consumo ou cuja falta for apurada pe- la autoridade aduaneira, ante o cotejo entre o manifes to e os registros da descarga.I Sobre a matéria, há pouco tive oportunida- de de pronunciar-me, pelo que, com a devida venia,trans crevo voto proferido no julgamento do recurso n 2 RP/ 303-0.923 ("verbis"): "No magistério de Alfredo Augusto Becker,a regra jurídica de tributação que tenha escolhido o fa- to material da introdução de unta coisa, dentro de uma zona geógráfica ou política, terá criado tributo com o gênero jurídico de imposto de importação. Tanto o CTN quanto lo Decreto-lei n 2 37/66 dispõe que o 1. 1. incide sobre mercadoria ou produto de origem estrangeira e tem como fato gerador sua en- trada no território nacional. Tal núcleo, no entanto, é subordinado à ocorrência de coordenadas de tempo e de lugar para que se realize, em concreto, a hipótese de incidência do tributo. No caso do fato gerador presumido do I.I. (p.11., art. 1 2 do DL. n 2 37/66), a coordenada de tempo, para que se dê a incidência da norma de tributação res pectiva, está fixada na data em l que a autoridade adua- neira apurar a falta da meradoria ou dela tiver conhe- cimento; fica, assim, o produto' sujeito aos encargos tributários vigorante nessa data e, por via de conse- qüência, a taxa de câmbio aplicável é a vigente ,nesse dia. Referido momento dá-se no entanto, quando houver conhecimento pleno da falta e isso só ocorre quando a autoridade está em condições de formalizar o lançamento. Somente aí, portanto, apOs todo um procedi mento de apuração e dispondo dos elementos de convicção sobre a ocorrência do evento, pode compelir o responsá vel a satisfazer o crédito; a simples representação do funcionário da mesa ou banca do manifesto, ainda não fornece base legal à autoridade para formalizar a exi- Rec. 110.389 SERVIÇO POBUCO FEDERAL Ac. 301-25.926 gencia; tal peça processual, é apenas uma conStata-ção • preliminar, sujeita a marchas e a contra-marchas, ten- do o condão, unicamente de iniciar o procedimento de apuração do evento. Por seu turno, o Eecreto n 2 91.030/80 (RA) disp3e, em seus arts. 87, II, "c", 107, "caput" e p.11. que, para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador do I.I. no dia do lançamento correspondente, quando se tratar de falta apurada pela autoridade aduaneira, e que se considera apurado o fa- to na data do lançamento do c.t. respectivo". Por todo o exposto, voto no sentido de negar provimen- to ao recurso. Sala das Se:s8es, 18 de abril de 1.989. 41 thi i Or ITAMAR VIEIR' DA CoSTA - Relator.
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Numero do processo: 00710.012013/83-16
Data da sessão: Thu Aug 27 00:00:00 UTC 1987
Numero da decisão: CSRF/01-00.055
Decisão: RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência,
nos termos propostos pelo Relator
Nome do relator: Jacinto de Medeiros Calmon
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RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, converter o julgamento em dilig&ncia, nos termos propostos pelo Relator. Sala das Sessões, 27 de agosto de 1987. URGEL PEREI LO ES - PRESIDENTE '11 46i SDEROS CALMON - RELATOR AGOSTINHO FLORES,- - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSE EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, AN- TONIO DA SILVA CABRAL, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, LEVY VAL2RIO DE OLIVEIRA, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, CARLOS AGOSTINHO ALESSI° OLIVE- TO, RUY CRUVINEL FILHO, LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS. Ausente justifi- cadamente o Conselheiro SEBASTIAO RODRIGUES CABRAL. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0710/01_2.013/83-16 RECURSON9: RD/101-0.360 IMO N9: CSRF/01-0.055 RECORRENTE ZECA'S MALHARIA LTDA INTERESSADA: FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO ZECA'S MALHARIA LTDA., sediada no Rio de Janeiro, RJ, recorre para esta Camara Superior, com o objetivo de reformar o Acórdão n9 101-75.957, de 17 de janeiro de 1984, do 19 Conselho de Contribuintes, que, por unanimidade de votos, deu provimento par- cial a recurso voluntário por ela interposto, para reduzir os coefi cientes de arbitramento, nos exercícios de 1980 a 1982, respectiva- mente, de 18%, 21,6% e 25,9% para 15%, 18% e 21%, insurgindo-se con tra a manutenção da decisão de primeiro grau na parte em que arbitrou os lucros. Alega a recorrente que a decisão recorrida conflita com os Acórdãos de números 103-04.685, de 17 de agosto de 1982, e 103-05.183, de 22 de fevereiro de 1983, ambos da 3 Camara do 19 Con selho de Contribuintes, anexados de fls. 104 a 112. A fls. 116 decidiu o ilustre Presidente da Camara re- corrida acolher o recurso, com a seguinte justificativa: "5. Tendo em vista a natureza da irregularidade ob- jeto dos presentes autos, a singularidade adotada pelo subscritor do Termo de fls. 01, para, aparentemente, exigir a continua apresentação de cópias de declara- ções de rendimentos, livros e documentos, totalmente colocados de lado no momento de calcular o lucro arbi trado, sem qualquer termo formal de recusa de apreseTI tagão, apesar do excessivo prazo em que durou tal ação SERVICO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0710/012.013/83-16 3. Resolução n9 CSRF/01-0.055 fiscal; o apurado pela Fiscalização na diligencia de fls. 58-v; os elementos deduzidos nos arestos invoca dos como divergentes e outros fatos cuja apreciação carece de maior aprofundamento; dou seguimento ao re- curso para mais completa analise por parte do Colegia do, eis que também foi tempestiva a sua apresentação, determinando o seu processamento nos termos regimen- tais, fazendo-se, inicialmente, os autos presentes ao senhor Procurador junto a Camara recorrida." De fls. 118 a 121, pronunciou-se o Dr. Procurador da Fazenda Nacional junto a l Camara refutando a preliminar de nulida de arguida pelo recorrente, e reportando-se ao voto do relator para sustentar que "a recorrente pretende confundir essa Camara Superior, alegando simples atraso em copiar as matrizes no Livro Diário, quan do o que esta provado nos autos a "efetiva auséncia de contabili- zação". ()--N E o relatório.0 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo N9 0710/012.013/83-16 .4. Resolução n9 CSRF/01-0.055 VOTO DO CONSELHEIRO JACINTO DE MEDEIROS CALMON - RELATOR A apreciação do presente recurso, inclusive no que concerne a sua admissibilidade, impe a conversão do julgamento em diligencia para que sejam juntadas cOpias xerox autenticadas dos Balanços anuais referentes ao período fiscalizado, extraidos do DIÁRIO, inclusive do LALUR, emitindo a repartição de origem parecer conclusivo em face do confronto de tais Balanços com as correspon- dentes declaragOes de rendimentos, e demais elementos constantesdos autos. Brasilia - DF., 27 de agosto de 1987. DI( y/24 .4,05 2VLO4DE ME EIROS CALMON - RELATOR
score : 1.0
Numero do processo: 19515.006370/2008-44
Data da sessão: Wed Jan 31 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Jun 28 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 9202-000.181
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à câmara recorrida, para aguardar o julgamento do crédito tributário do processo principal nº 19515.006372/2008-33, atualmente pendente de apreciação de recurso voluntário, para posterior julgamento de recurso especial em conjunto, caso aplicável.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Nome do relator: RITA ELIZA REIS DA COSTA BACCHIERI
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à câmara recorrida, para aguardar o julgamento do crédito tributário do processo principal nº 19515.006372/2008-33, atualmente pendente de apreciação de recurso voluntário, para posterior julgamento de recurso especial em conjunto, caso aplicável. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente em exercício (assinado digitalmente) Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à câmara recorrida, para aguardar o julgamento do crédito tributário do processo principal nº 19515.006372/200833, atualmente pendente de apreciação de recurso voluntário, para posterior julgamento de recurso especial em conjunto, caso aplicável. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente em exercício (assinado digitalmente) Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Acórdão: Retificando o relatório da Resolução nº 9202000.113, esclareço que contra o contribuinte foi lavrado auto de infração pelo descumprimento de obrigação acessória RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .0 06 37 0/ 20 08 -4 4 Fl. 352DF CARF MF Processo nº 19515.006370/200844 Resolução nº 9202000.181 CSRFT2 Fl. 353 2 (DEBCAD 37.200.1785) haja vista a não informação em GFIP, no período de 02/2004 a 12/2005, de créditos referentes a contribuições devidas e não recolhidas nos prazos legais em razão de valores pagos a segurados empregados à título de participação nos lucros e resultados. Nos termos do relatório fiscal de fls. 06, "na análise comparativa entre os dados contábeis, da folha de pagamento, da Relação Anual de Informações Sociais RAIS, da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, constatouse que a empresa deixou de declarar em GFIP a rubrica "Participação nos Lucros ou Resultados PLR" como parte dos fatos geradores de contribuições previdenciárias como discriminado na coluna "Pagto PLR" do Anexo A constante do AI de DEBCAD n. 37.167.097 7 (Processo n. 19515.006372/200833)". No referido processo principal foi destacado que os programas de PLR não previam regras claras e objetivas, além de não ter sido observada a periodicidade prevista na lei. Além deste Auto de Infração foram lavrados os seguintes débitos: AI DEBCAD N° PROCESSO 37.167.0977 19515.006372/200833 (empresa) 37.167.0985 19515.006373/200888 (terceiros) 37.200.1777 19515.006374/200822 (segurado) 37.200.1793 19515.006371/200899 (CFL 59) Contribuinte apresentou impugnação com o seguinte conteúdo: O presente auto de infração tem por objeto a imposição de multa, por omissão de informações de fatos geradores de contribuições previdenciárias a serem lançados na GFIP, decorrente da imposição, pelo Agente Fiscal, de natureza salarial a pagamentos efetuados aos empregados a título de participação nos lucros e resultados, conforme consta do objeto do Auto de Infração n° 37.167.0977, lavrado pela autoridade fiscalizadora. Dessa forma, tendo em vista que o presente auto de infração possui intrínseca relação com as disposições do Auto de Infração n° 37.167.0977, já que dele decorre o objeto principal deste auto e que há o risco de ocorrerem decisões conflitantes, requer seja a análise da presente sobrestada até que haja decisão final quanto à impugnação apresentada naquele Auto de Infração n° 37.167.0977, ou que àquele seja apensado, a fim de que as decisões sejam uniformes. Indiscutível, assim, que o presente auto de infração possui fundamentação em idêntica origem do Auto de Infração n° 37.167.097 7, daí o porque de serem as impugnações correlatas, sendo certo que a impugnação apresentada naquele auto de infração vale, e aqui é referenciada, quanto aos seus argumentos, documentos e disposições, para o presente. Por fim, e à vista de tudo até aqui exposto, a Impugnante reportase ao alegado nos termos da impugnação apresentada quanto ao Auto de Infração n° 37.167.0977. Delegacia da Receita Federal de Julgamento (efls. 69) manteve o lançamento e negou o pedido de sobrestamento do feito. Fl. 353DF CARF MF Processo nº 19515.006370/200844 Resolução nº 9202000.181 CSRFT2 Fl. 354 3 Foi interposto Recurso Voluntário juntado às efls. 84 e seguintes onde foram reiterados os argumentos de defesa requerendo o sobrestamento do feito até decisão definitiva no processo relativo ao DEBCAD 37.167.0977. Após saneamento do feito, a 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária, por meio do acórdão nº 2403001.828, por maioria de votos, decidiu dar provimento parcial ao recurso, para: (i) excluir do lançamento efetuado os pagamentos feitos a segurados a título de PLR que estão em conformidade com a legislação no tocante à periodicidade, conforme o disposto no art. 3º, § 2º da Lei 10.101/2000 (no primeiro pagamento de cada semestre civil) e (ii) recalcular a multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao art. 35 da Lei 8.212/91, com prevalência do valor mais benéfico ao contribuinte. O acórdão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO REGULARIDADE DO LANÇAMENTO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autodeinfração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a RFB na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PLR REGRAS CLARAS E OBJETIVAS REQUISITOS PREVISTOS NA LEI 10.101/2000 LIBERDADE PARA FIXAÇÃO DE CRITÉRIOS E CONDIÇÕES POR MEIO DE NEGOCIAÇÕES A jurisprudência do CARF, nos dizeres de Elias Sampaio Freire (Freire, Elias Sampaio. A repercussão da adoção de programas de participação nos lucros ou resultados sobre a incidência de contribuições previdenciárias. In Contribuições previdenciárias à luz da jurisprudência do CARF Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Freire, Elias Sampaio. Peixoto, Marcelo Magalhães (coords). São Paulo: MP Ed., 2012. p. 9.) aponta no sentido de que a Lei 10.101/2000 não traz regras detalhadas, justamente porque privilegia a participação dos empregados, seja indiretamente por intermédio dos respectivos sindicatos, seja diretamente por intermédio de comissão escolhida por eles, dandolhes liberdade para fixarem critérios e condições por meio de negociação. Ademais, nem poderia a autoridade fiscal criar critérios subjetivos no caso concreto, sob pena de violação do Princípio da Legalidade, artigo 37, caput, da Constituição Federal. Fl. 354DF CARF MF Processo nº 19515.006370/200844 Resolução nº 9202000.181 CSRFT2 Fl. 355 4 CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº 8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32A, LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART. 106, II, C, CTN Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Provido em Parte A Fazenda Nacional interpôs recurso especial para questionar o entendimento adotado pelo acórdão recorrido no que tange: a) existência de regras claras e objetivas para o pagamento da PLR; b) incidência de contribuição previdenciária somente nas parcelas posteriores a primeira de cada semestre civil; e c) a aplicação retroativa da multa do art. 32A, da Lei nº 8.212/91. O sujeito passivo apresentou contrarrazões requerendo o não conhecimento do recurso pela impossibilidade de reexame de provas pela Câmara Superior, e no mérito requereu a manutenção do julgado. Inicialmente pautado para a sessão de julgamento do mês de maio de 2016, este Colegiado, considerando a intrínseca relação entre este lançamento e o lançamento da obrigação principal, por meio da Resolução nº 9202000.113, converteu o julgamento em diligência determinando o apensamento do presente processo ao processo nº 19515.006372/200833 (Debcad 37.167.0977 Cota patronal). Cumprindo os temos da Resolução, em 26.07.2017, procedeuse a juntada dos autos (Termo de Apensação de efls. 351) e em 15.08.2018, os autos foram redistribuídos a essa relatora. É o relatório. Voto: Conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri Relatora Conforme exposto no relatório, o processo foi redistribuído a esta relatora após o cumprimento da Resolução nº 9202000.113, a qual foi assim fundamentada: Conforme descrito no relatório, a discussão devolvida a este Colegiado por meio do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional resumese em decidir se os valores pagos por meio dos Programas de Distribuição de Lucros e Resultados PLR, cumpriram as condições da lei, especificamente Fl. 355DF CARF MF Processo nº 19515.006370/200844 Resolução nº 9202000.181 CSRFT2 Fl. 356 5 no que tange a existência de regras claras e objetivas e observância da periodicidade na forma da lei. A depender do entendimento adotado, restará afastada a incidência da multa lançada. Ocorre que, embora haja de fato uma divergência jurisprudencial a ser sanada, destacamos que o presente lançamento possui como objeto a cobrança de multa por descumprimento de uma obrigação acessória cuja origem está diretamente relacionada ao lançamento para a cobrança do débito relativo à obrigação Principal (cota patronal). Conforme consta do Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal (TEPF) de fls. 17, o procedimento fiscal deu origem, além do lançamento objeto deste processo os seguintes processos: AI DEBCAD N° PROCESSO 37.167.0977 19515.006372/200833 (empresa) 37.167.0985 19515.006373/200888 (terceiros) 37.200.1777 19515.006374/200822 (segurado) Assim, considerando a relação de causa e efeito entre a decisão eventualmente proferida no processo em que se discute a exigibilidade ou não do débito relativo à obrigação principal (empresa) e o presente processo, se faz prudente converter o julgamento em diligência à secretaria de câmara, para apensar o presente processo ao de nº 19515.006372/2008 33, com posterior retorno à relatora, para eventual julgamento conjunto, por conexão. Embora haja a determinação de retorno dos autos a esta relatora para julgamento do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em conjunto com o processo de nº 19515.006372/200833 (onde se discute o lançamento da obrigação principal relativo a contribuição cota patronal DEBCAD 37.167.0977), em cumprimento ao regimento interno e em observância do devido processo legal, esse retorno somente deve ocorrer quando ambos processos envolvidos se encontrarem na mesma fase processual. Ocorre que, embora no presente processo (19515.006370/200844) já tenha havido o respectivo julgamento do Recurso Voluntário e tenha havido a interposição de Recurso Especial pela Fazenda Nacional, no processo principal de nº 19515.006372/200833, relativo ao lançamento da obrigação principal (cota patronal), ainda está pendente de julgamento o Recurso Voluntário interposto pelo Contribuinte. Assim, diante de todo o exposto e reiterando os termos da Resolução nº 9202 000.113, converto o julgamento em diligência à secretaria de câmara para aguardar o julgamento do crédito tributário do processo principal nº 19515.006372/200833, atualmente pendente de apreciação de recurso voluntário, para posterior julgamento de recurso especial em conjunto, caso aplicável. (assinado digitalmente) Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri Fl. 356DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11610.004503/2003-43
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 2003
DOAÇÃO, ENTIDADES CIVIS SEM FINS LUCRATIVOS COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS.
Comprovados os requisitos legais para doação a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, admite-se a parte do saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) decorrente da referida dedução.
Numero da decisão: 1803-000.478
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado,
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2003 DOAÇÃO, ENTIDADES CIVIS SEM FINS LUCRATIVOS COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. Comprovados os requisitos legais para doação a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, admite-se a parte do saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) decorrente da referida dedução.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T00:10:16Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T00:10:15Z; Last-Modified: 2010-09-02T00:10:16Z; dcterms:modified: 2010-09-02T00:10:16Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:733d7d06-ff51-4fa4-9a30-f03b7c761ea5; Last-Save-Date: 2010-09-02T00:10:16Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T00:10:16Z; meta:save-date: 2010-09-02T00:10:16Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T00:10:16Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T00:10:15Z; created: 2010-09-02T00:10:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2010-09-02T00:10:15Z; pdf:charsPerPage: 1387; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T00:10:15Z | Conteúdo => 46-(-2 S 1-T E O 3 F l. 542 • VW;u: MINISTÉRIO DA FAZENDA 'WídCh0,,,?; CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 11610.004503/2003-43 Recurso n" 177.249 Voluntário Acórdão n° 1803410.478 — 3" Turma Especial Sessão de 08 de julho de 2010 Matéria IRPJ - DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CONSÓRCIO ALFA DE ADMINISTRAÇÃO S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 200.3 DOAÇÃO, ENTIDADES CIVIS SEM FINS LUCRATIVOS, COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS, Comprovados os requisitos legais para doação a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, admite-se a parte do saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) decorrente da referida dedução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, fls." - -eira de Moraes - Presidente P/1/\U"\ Sérgio Rodrigues Meçgct Relator EDITADO EM: 08/07/2010 - Participaram presente de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Roberto Armond Ferreira da Silva, Sérgio Rodrigues Mendes e Benedicto Celso Benício Júnior, Processo n° 11610.004503/2003-43 SI-TE03 Acórdão n.° 1803-00,478 F1 543 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido, na parte ainda objeto de litígio (fls 487): Por ineio das Declarações de Compensação de . fls. 01/02 deste processo e do processo apensado (n° 11610.006393/2003-54), a empresa pretende compensar seus débitos tributários com saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário de 2002 Em Despacho Decisório de fl. s, 258/266, a DERAT/SPO/DIORT homologou apenas parcialmente as compensaçõe.s declaradas. Cientificada dessa decisão, a contribuinte, em 17/04/2008, apresentou manifestação de inconformidade (fls.. 277/280), alegando, em síntese, que.: - no que concerne ao valor considerado como excluído indevidamente, trata-se de doação à Fundação Clemente [de] Faria, CWPJ 17.192.782/0001-00, no valor de R$ 100.000,00, que foi adicionado em junho/2002, por ser apenas uma provisão Entretanto, uma vez ocorrido o pagamento, de acordo com o inciso III, § 2°, do artigo 13 da Lei 9,249/1995, a despesa tornou-se dedutiva Assim, a autoridade . fiscal não podia desconsiderar tal valor no cálculo do saldo negativo de IRPJ Em 20/06/2008, a empresa apresentou petição de 17 346, para solicitar ajuntada dos documentos de fls.. 347/459. A decisão da instância a qua foi assim ementada , na parte ainda objeto de litígio (fls. 485 e 486): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2002 - DOAÇÕES EFETUADAS NÃO DEDUTIBILIDADE. Para efeito de determinação da certeza e liquidez do crédito invocado, necessária a verlficação da regularidade da determinação da base de cálculo apurada pelo contribuinte, A dedução de valor relativo à doação fica condicionada à comprovação de sua efetivação e de que foi direcionada à entidade prevista em lei. Jefrj'- Solicitação Deferida em Parte Processo n° 11610 004503/2003-43 S1-1E03 Acrialão n." 1803-00,478 Fl 544 Cientificada da referida decisão em 25/02/2009 (KR. de fls. 493-verso), a tempo, em 27 de março de 2009, apresenta a interessada recurso de fls. 498 a 502, instruído com os documentos de fls. 503 a 540, nele argumentando, em síntese: a) que, em momento algum, antes de proferir o Despacho Decisório, foi intimada a prestar quaisquer esclarecimentos acerca da doação efetuada, em julho de 2002, à Fundação Clemente de Faria; b) que a doação foi efetuada conforme previsto no art. 365, inciso II, do RIR11999; e e) que, para melhor elucidação e confirmação definitiva de que a doação foi realizada conforme a legislação legal vigente, anexa cópias autenticadas de diversos documentos. Em mesa para julgamento. Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Âmbito da lide Inicialmente, cumpre transcrever o seguinte trecho da decisão recorrida (fls. 489), não contraditado no Recurso apresentado: Todavia, a empresa não se manifesta nem comprova que declarou a receita sobre capital próprio correspondente à parcela em que incidiu o IR]??, no valor de R$ 261,89 Assim, a presente lide apenas se limita a analisar a parte da glosa procedida pelo Despacho Decisório de fls. 258 a 266, relativa à doação efetuada à Fundação Clemente de Faria. Glosa de doação Dispõe o art. 1.3, inciso VI, e § 2°, incisos II e III, da Lei if 9,249, de 26 de dezembro de 1995, consolidado no art, 365 do Regulamento do Imposto de Renda - RIR11999 (Decreto ng 3.000, de 26 de março de 1999) (grifou-se): Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas as seguintes deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei n°4.506, de 30 de novembro de 1964: VI - das doações, exceto as referidas no § 2"; Yv Processo n° 11610.004503/2003-4.3 S1-1E03 Acórdão n." 1803-00478 FI 545 § 2" Poderão ser deduzidas as seguintes doações: [ 7; III - as doações, até o limite de dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computada a sua dedução, efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, ou em benefício da comunidade onde atuem, observadas as seguintes regras: a) as doações, quando em dinheiro, serão feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária; b) a pessoa jurídica doadora manterá em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração, segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa .física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto; c) a entidade civil beneficiária deverá ser reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão competente da União.. Por sua vez, estatui o art. 28 da Instrução Normativa SRF" n° 11, de 21 de fevereiro de 1996 (destacou-se): Art. 28. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro é vedada a dedução das despesas com doações e contribuições não compulsórias. § 1" A vedação de que trata este artigo não se aplica, exclusivamente, em relação às,: ; b) doações efetuadas.- 3, a entidades civis le • ahriente constituídas no Brasil sem ais lucrativos, que prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, ou em beneficio da comunidade onde atuem, até o limite de dois por cento do lucro operacional, antes de computada a sua dedução, observado o disposto no § [7. 4 Processo o' 11610.004503/2003-43 S1-TE03 Acórdão n.° 1803-00478 EL 546 § 3" Na hipótese de que trata o 1", b, 3, a dedutibilidade das doações está condicionada a que: a) a entidade civil beneficiária tenha sido reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão competente da União, exceto quando se tratar de entidade que preste exclusivamente servi os ratuitos em bene leio de em•re . ados da ,essoa jurídica doadora; b) as doações em dinheiro sejam feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária; c) a doadora mantenha em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto. Com relação a esse ponto, foi a seguinte a fundamentação do acórdão recorrido (fls. 489 a 491) (sublinhou-se): No que diz respeito à provisão considerada pela DERAT como excluída indevidamente, argui a defendente que se trata de doação à Fundação Clemente [de] Faria, CNPJ 17.192,782/0001-00, no valor de R$ 100,000,00, o qual foi adicionado em junho/2002 por ser, naquela ocasião, apenas uma provisão. Entende que, uma vez ocorrido o pagamento, a despesa tomnozt-se dedutível, nos termos do § 2" do artigo 13 da Lei 9,249/1995: Do que se depreende do texto legal acima, uma das condições a serem satisfeitas para admissibilidade da dedução de doações efetuadas é a comprovação de que o valor doado foi direcionado para pessoa jurídica de que tratam os incisos 1 a HL prova essa não colacionada pela defesa. Cabe ainda lembrar que a doação à pessoa jurídica mencionada na dispositivo supra, quando em dinheiro, deve ser feita mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária. Tal exigência decorre da necessidade se demonstrw, de forma cabal e inequívoca, a entrega do recurso, o que pode ser feito por meio de comprovante de depósito, extrato bancário, documento de transferência entre contas bancárias, etc. Note-se que também nos casos de doação por meio de cessão de direito ou entrega de bem, é imprescindível a comprovação, mediante a apresentação de documentação hábil e idônea, da sua efetividade. Processo ri° 11610 004503/2003-43 S1-1 E03 Acórdão a° 1803-00.478 R 547 O texto legal acima também dispõe que a pessoa jurídica doadora deve manter em arquivo, à disposição da .fiscalização, declaração, segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e [a] não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto. No caso vertente, a empresa apenas acostou aos autos cópia de recibo que, pot si só, não faz prova a favor da interessada relativamente à transferência de recursos à entidade beneficiária. Portanto, a alegação de que o valor em questão se refere à doação não pode ser aceita, porquanto não comprovada a sua efetividade e o seu direcionamento à entidade prevista em lei. Assim, tendo em vista que, para efeito de determinação da certeza e liquidez do crédito invocado pelo sujeito passivo para extinção de seus débitos . fiscais, necessária a verificação da regularidade da determinação da base de cálculo apurada pelo contribuinte, deve-se manter o valor do LIICID Real calculado pela DERAT Em seu recurso, apresenta a recorrente, entre outros, os seguintes documentos: a) comprovante de depósito bancário em dinheiro, no valor de R$ 100.000,00, efetuado na conta da Fundação Clemente de Faria, em 26/07/2002 (fls. 508): BANCW.REhg.,: . .W07/2021 'AdÊnTA5ÁDO. PLM.CORPORAT 1 SAO COPROVANTE DE DEPOrrD • CONTA CORRENTE CONTA • —7o6129-1 - zFUNDACA13 CIMENTE RR" . . CdOSNOtéNITO toL000 r 00 : • TOTAL NAE ,INÉin 100.000000 AUT= 0.00. 01.i000585 TR=0302 CX=0632082 FIG=1.9 b) recibo emitido pela citada Fundação (fls. 509): íT Processo n" 11610004503/2003-43 SI-TE03 Acórdão n,° 1803-00478 F1 548 RECIBO , A Fundação Clemente de Faria recebeu, a título de doação, a quantia de RS100.000,00 (cem mil reais) da empresa Consórcio Alta de Administração S/A em 26/07/2002. ' i ulo, 26 de julho de 2002 FUN AO CLEMENTE DE FARIA r -) 17 192 782 i 0001-00 FUNDAÇÃO CLEMENTE DE FARIA Alameda Santos, 4661V Andar - Cerquelra Dkar - CEP 01418-000 SÃO PAULO - SP L .1 c) declaração emitida pela referida Fundação, relativa ao recebimento do mencionado valor, segundo modelo aprovado pela Instrução Normativa SRF n° 87, de 31 de dezembro de 1996 (fls. 510): DECLARAÇÃO Entidade Civil 1 1. Identificação [ Nomo: FUNDAÇÃO CLEMENTE DE FARIA Endereço Completo da Sede: Alameda Santos, 466 - 12 andar- Cerqueira Cesar, CEP 01418-000 - São Paulo - SP. CNPJ: 17.192.782/0001-00 2. Informações Bancárlae Banco: Banco Real Agência: 0689 - Fiel Corporate Conta Corrente: 3,706„129-1 r Processo rl" 11610004503/2003-43 E03 Acórdão n° 1803-00.478 F I 549 3.Ato Formal, de Orgão Competente da União, de Reconhecimento de Utilidade Pública. Dispensada dessa exigência por tratar-se de entidade que presta exclusivamente serviços gratuitos em beneficio dos empregados da pessoa jurídica doadora e respectivos dependentes, conforme determinação contida no artigo 365, U 'V, do Decreto n2. 3 000, _de 29/0/99Jetificado em 17/06/99_(RIR/99). 4.Flesponsávei pela Aplicação Legal dos Recursos Nome: OSMIR CONTRI A.G. n2: Órgão Expedidor: 6.236.171 SSP-SP Data de Expedição: 22/11/1971 C.P.F: 306.720.998-58 Endereço Residencial; Rua Paraná rt 2 35 apto 31 Sorocaba-SP CEP 18035-590 Endereço Profissional: Alameda Santos r?- 466 FP andar Cerqueira Cesar- São Paulo-SP CEP01418-000 Declaram, para afeito do disposto no aÉ. 13, §2, inciso III - "a", "b" e "c", da Lei 11 5? 9.249, de 26 de dezembro de 1995, e no art. 28, § 1, letra "b.3" e § 3% ''a", "b" e "c", da IN SRF n'2 11, do 21 de fevereiro de 1996, que esta entidade se comprometo a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto, e que o responsável pela aplicação dos recursos, o o representante legal da entidade estão cientes de que a falsidade na prestação destas informações os sujeitarão, juntamente com as demais pessoas que para ela concorrerem, as penalãjades previstas na legislação criminal e tdbutária, relativas à falsidade ideológica (art 299 o Código Penal) e ao crime contra a ordem tributária (art. 1 2 da Lei rf 8.137, de 27 de deze)bro de 1990). LoCal - •It ata: ão Paulo, 26 de julho de 2002. \\\A RESPONSAVEL PELA APLICAÇÃO REPRESENTANTE LEGAL DOS RECURSOS NOME: OSMIR CONTAI CPF: 300.72&998-68 ;Zn.; • 41Varal linstituido peie IN ne 87, de 31.12.1996, k$,Attmeijeocive• riesextrai nina] smetaniaoes d) folha do Livro Diário do ano-calendário de 2002, no qual consta o registro do pagamento da doação efetuada (fls. 51): I ticãoáp: tutu llít LÀ; ryr, mitm.nEiniu Jr [AUL . . -2-- In:021 eq-; e) Estatuto Social da Fundação Clemente de Faria com a redação vigente à época da doação (fls. 517 a 534): "ESTATUTO SOCIAL DA - FUNDAÇÃO CLEMENTE DE FARIA 'd1t61 n" 17.192.782/0001-00 lilk.rotiIrne •: CAPITULO I Da denominação, sede, foro e duração .5‘ 8,"((0c PI ()cesso n" 11610.004503/2003-43 81-1-E03 Acórdtlo n 1803-00,478 Fl. 550 Art. 1" - A FUNDA,ÇÂO CLEMENTE DL FARIA, fundada era 29 de maio d- 1956, com seus atos constitutivos registrados no Cartório Jero Oliva do Registro Civil das Pessoas Jurídicas- da- cidade-e-Comarca-de-Sai 1-1C-sinte, .-Estado de Minas Gerais, no livro A-1, sob ni) 891, às folha - 280v., doravante simplesmente denominada Fundação, é pessoa juri dica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia adminis trativa, financeira e patrimonial. CAPÍTULO Do objeto e finalidades Art. 5° - A Fundação tem por objeto e finalidade a instituição e manutenção de planos e programas de• caráter cultural, recreativo e esportivo, bem como pronTer p aprimoramento profissional de seus associados. r If(.1.1,1 Dos membros da Fundação 81 8,07 Art. 7° - São membros da Fundaçã.o: _ _ a) as entidades patrocinadoras, adiante simplesmente denominadas Patrocinadoras; b) os Associados; c) os dependentes dos associados. Art. 10 - São considerados Associados todos aqueles que, em caráter perma- nente, exerçam emprego ou atividade em qualquer das Patrocinado- ras, independente de formalidade de inscrição ou adesão„ Art. 11 - Para os efeitos do disposto neste Capitulo, consideram-se Associados também aqueles que exerçam cargos de Gerentes, Diretores, Conse- lheiros e demais ocupantes de cargos eletivos, em qualquer Patroci-_ _nadora, _bem corno os empregados-e-dirigentes-da-própifá-Fundação. Art.. 12 - Os Associados, como tal definidos nos artigos 10 (dez) e 11 (onze) deste estatuto, serão mantidos em tais condições, usufruindo e fazen- do jus aos serviços, benefícios e vantagens, programas recreativos, culturais ou esportivos concedidos pela Fundação, independente-, mente de qualquer participação ou contribuição para custeio da Fun- dação, que fica a cargo exclusivo das Patrocinadoras. Entidades Patrocinadoras da Fundação Clemente de Faria; CONSÓRCIO ALFA DE ADMINISTRAÇÃO S.A. Aloysio de Andrade Faria, Flávio Márcio Passos Barreto 5Pfv\ç\ Comprovados os requisitos legais para doação, a saber: Processo n" 11610.004503/2003-43 S!4 E03 Acárdào o. 1803-00.478 Fl. 551 (1) entidade civil; (2) legalmente constituída no Brasil; (3) sem fins lucrativos; (4) que preste serviços gratuitos em beneficio de empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes; (5) cuja doação, em dinheiro, foi feita mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária; (6) apresentada, ainda, declaração, segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação da pessoa fisica responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto;admite-se a parte do saldo negativo de IRPJ decorrente da referida dedução. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO, para RECONHECER o direito creditório de R$ 25,000,00, além do já reconhecido pela instância preliminar (R$ 802A39,95 - R$ 777,439,95), homologando as compensações remanescentes até o limite desse valor. É como voto. SÉnmi2A/ Sérgio Kodrigue\s‘Uides Processo n° 11610004503/200343 S1-TE03 Acórdão n " 1803-00.478 Fl 552 i TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, Q5 AG(_- 2010.• iiku , aMira-dn-estliodrigu Secretária da Câmara Ciência Data: / / Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ 1 apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. t i 4,0P-1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS - CARF Processo n° : 11610,004503/2003-43 Interessado(a) CONSÓRCIO ALFA DE ADMINISTRAÇÃO S.A., TERMO DE JUNTADA i a Seção Declaro que juntei aos autos original do acórdão n° 1803-00.478, (fls. ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo. Encaminhem-se os presentes autos à Procuradoria da Fazenda Nacional, para ciência do acórdão. Em ASSINATURA
score : 1.0
Numero do processo: 10665.720088/2008-85
Data da sessão: Fri Oct 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. GLOSA.
O contribuinte que apresentou recibos comprovadamente inidôneos, inclusive assim declarados por meio de súmula administrativa de documentação tributariamente ineficaz, deve apresentar contraprova do pagamento e da prestação do serviço.
DESPESAS MÉDICAS. MULTA DE OFICIO QUALIFICADA.
APLICAÇÃO.
Caracteriza evidente intuito de fraude a declaração de despesas médicas ou odontológicas supostamente realizadas com profissional não habilitada a exercer a profissão na área de saúde, hipótese em que deve ser aplicada a multa de oficio qualificada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2101-000.370
Decisão: ACORDAM os Membros do Colegiado for unanimidade de votos, em
NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. O contribuinte que apresentou recibos comprovadamente inidôneos, inclusive assim declarados por meio de súmula administrativa de documentação tributariamente ineficaz, deve apresentar contraprova do pagamento e da prestação do serviço. DESPESAS MÉDICAS. MULTA DE OFICIO QUALIFICADA. APLICAÇÃO. Caracteriza evidente intuito de fraude a declaração de despesas médicas ou odontológicas supostamente realizadas com profissional não habilitada a exercer a profissão na área de saúde, hipótese em que deve ser aplicada a multa de oficio qualificada. Recurso negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-05-03T12:51:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-05-03T12:51:37Z; Last-Modified: 2010-05-03T12:51:37Z; dcterms:modified: 2010-05-03T12:51:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-05-03T12:51:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-05-03T12:51:37Z; meta:save-date: 2010-05-03T12:51:37Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-05-03T12:51:37Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-05-03T12:51:37Z; created: 2010-05-03T12:51:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-05-03T12:51:37Z; pdf:charsPerPage: 1250; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-05-03T12:51:37Z | Conteúdo => Fl. 60 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO1-4-tt:W-3 Processo n° 10665.720088/2008-85 Recurso n° 168.553 Voluntário Acórdão n° 2101-00.370 — P Câmara I l a Turma Ordinária Sessão de 30 de outubro de 2009 Matéria IRPF - Despesas médicas Recorrente MURILO ALVES DA ROCHA Recorrida 5a. TURMA/DRJ-BELO HORIZONTE/MG ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. O contribuinte que apresentou recibos comprovadamente inidoneos, inclusive assim declarados por meio de súmula administrativa de documentação tributariamente ineficaz, deve apresentar contraprova do pagamento e da prestação do serviço. DESPESAS MÉDICAS. MULTA DE OFICIO QUALIFICADA. APLICAÇÃO. Caracteriza evidente intuito de fraude a declaração de despesas médicas ou odontológicas supostamente realizadas com profissional não habilitada a exercer a profissão na área de saúde, hipótese em que deve ser aplicada a multa de oficio qualificada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado for unanimidade de votos, em NEGAR provir - to ao recurso, nos termos do voto cl. • elator. . .40 der. AIO MARCOS CÂNDIDO(.:120sidente Allk ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA -Relator • EDITADO EM: 1 6 ABR 2010 Participaram, ainda, do julgamento os Conselheiros Ana Neyle Olímpio Holanda, Silvana Mancini ICaram, José Raimundo Tosta Santos e Gonçalo Sanei Allage. Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 50/55) interposto, em 14 de julho de 2008, • contra o acórdão de fls. 41/45, do qual o Recorrente teve ciência em 16 de junho de 2008 (fl. 49), proferido pela 5' Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o auto de infração de fls. 02/04, lavrado em 04 de março de 2008 (ciência em 07 de março, fl. 02), em decorrência de dedução indevida de despesas médicas, verificada no ano-calendário de 2003. O relatório contido no acórdão recorrido resume as infrações apontadas e as alegações do Recorrente da seguinte forma: "Contra Murilo Alves da Rocha, CPF 506489426-00, foi lavrado Auto de Infração (fls. 02 a 07), relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 3.636,87, acrescido de multa de oficio nos percentuais de 75% e 150%, totalizando R$ 4.790,15, e de juros de mora calculados até fevereiro de 2008 (R$ 1.996,64). Conforme descrito pela autoridade lançadora, fls. 03 e 04, o lançamento decorre de glosas de despesas médicas relativas às profissionais Vilda Maria de Almeida (R$ 10.000,00, com multa qualificada, representação fiscal processo n° 10665.720.089/2008-20, pois há Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz para esta profissional, no período em questão, exarada no processo n° 10665.000204/2006-84), e Maria das Graças G. Lima (RS 3300,00, eis que o contribuinte não logrou comprovar a efetiva utilização dos serviços profissionais, bem como os respectivos desembolsos, não obstante intimado a fazê- lo). Por outro lado, acatou-se o direito à inclusão de despesas médicas no valor de R$ 275,00, pois os recibos apresentados, emitidos por Hevton A. de Azevedo, CPF 444.419.596-72, somaram R$ 740,00 e não apenas R$ 465,00, conforme declarado. Enquadramento legal às fls. 04 e 06. Cientificado em 07/03/2008 (fls. 02 e 26), o contribuinte, em 07/04/2008, apresenta impugnação de fls. 28 a 30, instruída com os documentos de fls. 31 a 39, 4argumentando, em síntese, que faz jus às despesas médicas pleiteadas com base nos recibos e declaração apresentados à autoridade lançadora. Pondera que o Auto de Infração em questão não se reveste das formalidades devidas e que não há trânsito em julgado do processo de n° 10665.000204/2006-84, cujas cópias não constam dos autos" (fl. 42). A Recorrida julgou procedente o lançamento, por meio de acórdão que teve a seguinte ementa: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FISICA - 1RPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. Somente são dedutiveis quando comprovada a efetiva prestação dos serviços médicos e a vinculação do pagamento ao serviço prestado. Lançamento Procedente" (fl. 41). 2 Processo n° 10665.720088/2008-85 82-C1T1 Acórdão n.° 2101-00370 Fl. 61 Não se conformando, o Recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. 50/55, no qual relatou, preliminarmente, que atendeu, tempestivamente, a solicitação fiscal e comprovou todas as deduções lançadas a titulo de despesas médicas no ano-calendário de 2003. Quanto aos pagamentos efetuados à Dra. Vilda Maria de Almeida, a fiscalização entendeu que os documentos apresentados são inidôneos, tendo em vista o processo administrativo n° 10665.000204/2006-84. Neste ponto, questionou o Contribuinte o fato de a fiscalização sequer ter juntado cópia do referente processo administrativo aos autos do presente e ressaltou o fato de que o processo ainda está em andamento, ou seja, não há decisão definitiva sobre o caso. No que se refere aos pagamentos efetuados à Dra. Maria das Graças G. Lima, afirmou que a fiscalização recusou os documentos apresentados sem qualquer embasamento legal ou fundamentação, devendo ser invalidado o auto de infração, pelo fato de não estar revestido de suas formalidades essenciais. Por fim, requereu o Recorrente a reforma da decisão recorrida, para cancelar o auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator O recurso preenche seus requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. As preliminares de nulidade por cerceamento de defesa devem ser afastadas. Com efeito, (i) todos os elementos essenciais do procedimento fiscal estão presentes no auto de infração lavrado; (ii) o lançamento não decorreu apenas da súmula de documentação tributariamente ineficaz, mas também da ausência de qualquer comprovação da efetiva realização dos pagamentos e da prestação dos serviços; (iii) o que determinou a - autuação foi o conjunto probatório dos autos, tal como o elevado valor pago a titulo de '- tratamento dentário, no ano-calendário de 2003. No mérito, verifica-se que o auto de infração foi lavrado em virtude de dedução indevida de despesas médicas, constantes de recibos emitidos por Maria das Graças G. Lima e Vilda Maria de Almeida, sendo que os recibos lançados por esta última foram declarados inidôneos por meio de "Súmulas de Documentação Tributariamente Ineficaz". Sustenta o Recorrente que os recibos apresentados são idôneos e que os serviços odontológicos foram prestados, mas não apresenta, em contrapartida, qualquer prova em seu favor, que comprove hábil e idoneamente os gastos efetuados. 3 Em relação à. profissional Vilda Maria de Almeida, apresenta, nas fls. 11115 dos autos, recibos de pagamento de prestação de serviços dentários e respectivos orçamentos, no ano-calendário de 2003. Em que pese a documentação trazida aos autos, não logrou o Recorrente demonstrar a efetiva prestação de serviços e os pagamentos correspondentes, sobretudo diante da prova coligida nos autos do Processo Administrativo n.° 10665.000204/2006-84, que deu origem à Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz. Diante da comprovação de que o fiscalizado, quando da declaração de ajuste anual, informou dados de pessoas que não são os beneficiários dos supostos pagamentos utilizados para dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda, fica flagrante a existência dos requisitos justificadores da qualificação da multa, a teor do que estabelece o artigo 44 § 1° da Lei n°9.430, de 1996. Assim sendo, entendo que, neste processo, foi aplicada corretamente a multa qualificada de 150%, cabível nos casos de evidente intuito de fraude, conforme farta jurisprudência emanada deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais: "DESPESAS MÉDICAS — GLOSA — (...). MULTA QUALIFICADA — Identificadas as condições estabelecidas na legislação de regência, qual seja, art. 44, inc. II, Lei 9.430/96 cabe a manutenção da multa qualificada." (1° Conselho de Contribuintes, 2 Câmara, Recurso Voluntário n.° 146.674, relatora Conselheira Silvana Mancini Karam, sessão de 21/10/2005). "DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS - COMPROVAÇÃO— MULTA QUALIFICADA - EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE - SÚMULA DE DOCUMENTAÇÃO TRIBUTARIAMENTE INEFICAZ - A utilização de documentos inidõneos para a comprovação de despesas, principalmente quando existe Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz em relação ao emitente dos comprovantes, caracteriza o evidente intuito de fraude e determina a aplicação da multa de oficio qualificada." (1° Conselho de Contribuintes, 4" Câmara, Recurso Voluntário n.° 151.342, relator Conselheiro Remis Almeida Estol, sessão dei8/10/2007). "'PT "DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS - COMPROVAÇÃO — (...). MULTA QUALIFICADA - EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE - A utilização de documentos inidêmeos para a comprovação de despesas caracteriza o evidente intuito de fraude e determina a aplicação da multa de oficio qualificada." (1° Conselho de Contribuintes, 4' Câmara, Recurso Voluntário n.° 151.511, relator Conselheiro Remis Almeida Estol, sessão de 18/10/2007). Em relação à profissional Maria das Graças G. Lima, o Recorrente não apresentou sólidos elementos de que teria havido a prestação de serviços e, tendo em vista as dúvidas suscitadas acerca da autenticidade dos recibos de despesas médicas, cabe ao beneficiário do recibo provar que realmente efetuou o pagamento do valor nele constante, bem como a realização do serviço prestado. 4 Processo n°10665.720088/2008-85 82-C1T1 Acórdão n.° 2101-00.370 Fl. 62 A inversão do ônus da prova, do Fisco para o contribuinte, transfere para o Recorrente o ônus da comprovação e justificação das deduções, de modo que, não o fazendo, deve assumir as conseqüências legais, ou seja, a glosa das deduções, por falta de comprovação e justificação. Ainda, o ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto ao fato questionado. Na realidade, o recurso repete os mesmos argumentos contidos na impugnação, refutados, de forma bem fundamentada, pela decisão recorrida. Como o Recorrente não contestou nenhum dos argumentos da Recorrida não trazendo qualquer alegação com o objetivo de infirmar o acórdão recorrido, o recurso deve ser improvido. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de AFASTAR as preliminares e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões-DF, em 30 de outubro de 9. roj. Alexana; Naolu ishioka 5
score : 1.0
Numero do processo: 13605.000276/2004-62
Data da sessão: Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Exercício: 200.3
EMENTA: INGRESSO E PERMANÊNCIA NO SIMPLES, REPARAÇÃO DE
APARELHOS TELEFÓNICOS E ELETRODOMÉSTICOS, ATIVIDADES PERMITIDAS,
A Lei no. 11.051, de 2004, no art. 15, excetuou da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9 0, da Lei no, 9..317, de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem à prestação de serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos e os efeitos desse novo entendimento devem retroagir à data em que a empresa tenha optado pela sistemática.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1801-000.305
Decisão: Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Maria de Lourdes Ramirez
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 200.3 EMENTA: INGRESSO E PERMANÊNCIA NO SIMPLES, REPARAÇÃO DE APARELHOS TELEFÓNICOS E ELETRODOMÉSTICOS, ATIVIDADES PERMITIDAS, A Lei no. 11.051, de 2004, no art. 15, excetuou da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9 0, da Lei no, 9..317, de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem à prestação de serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos e os efeitos desse novo entendimento devem retroagir à data em que a empresa tenha optado pela sistemática. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrente VANDER ALBENY DE MORAES Recorrida DRI-BRASILIA/DF ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Exercício: 200.3 EMENTA: INGRESSO E PERMANÊNCIA NO SIMPLES, REPARAÇÃO DE APARELHOS TELEFÓNICOS E ELETRODOMÉSTICOS, ATIVIDADES PERMITIDAS, A Lei no. 11.051, de 2004, no art. 15, excetuou da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9 0, da Lei no, 9..317, de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem à prestação de serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos e os efeitos desse novo entendimento devem retroagir à data em que a empresa tenha optado pela sistemática, Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiada por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado, ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente -` Q WIA,C15 MARIA DE LORIES RAM11tE 7 Relatora EDITADO EM: 1 2 NO V 2010 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Loindes Ramirez, André Almeida Blanco, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes, Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra a decisão da 4 n Turma da Delegacia de Julgamento em Brasilia/DF que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra o Ato Declaratório Executivo de Exclusão do Simples DRF/CFN n" 512,812, de 02 de agosto de 2004 (fl. 03) do Delegado da DRF em Coronel Fabriciano/MG, O Acórdão possui a seguinte ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2003 Ementa: Opção pelo Simples - Condição Vedada - Impossibilidade, Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei, Solicitação Indeferida A Dl-e em Coronel Fabriciano/MG emitiu o ADE n° 512.812/2004 sob o fundamento de que a empresa desenvolvia atividade econômica vedada — a reparação e manutenção de aparelhos telefônicos. Na Solicitação de Revisão de Exclusão do Simples — SRS (f1.07) a interessada alega exercer a atividade de reparação e manutenção de aparelhos telefônicos, não possuir empregados e apresentar um faturamento mensal de R$ 900,00. Por envolver matéria de direito a SRS foi considerada improcedente em 10/111/2004 (fl. 14) tendo sido a interessada cientificada do indeferimento em 19/11/2004 (AR à fl. 15, verso) pela Comunicação Sacat no. 361, de 2004 (fl. 15). A contribuinte apresentou impugnação tempestiva contra o indeferimento da SRS (fls. 17 a 26), na qual argúi que a simples indicação da atividade econômica no CNAE- Fiscal não poderia ensejar a exclusão da empresa do Simples, tampouco sua atividade poderia ser equiparada a de engenheiro, nos termos da Lei no 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que regulamenta as atividades de engenharia. Infoirnou que antes de iniciar suas atividades consultou o plantão fiscal da Receita Federal para obter informações e que em nenhum momento lhe foi informado que a atividade pretendida seria vedada para ingresso no Simples. Colaciona julgados administrativos que, em situações análogas, permitiram a manutenção das empresas na sistemática simpltficada e acrescenta que não há qualquer exigência legal de habilitação qualquer órgão público ou particular para o desempenho de sua 2 Processo if 13605 000276/2004-62 SI-TE01 Acórdão n." 1801-00305 Fl 91 atividade, observando, ao final, haver ofensa aos princípios constitucionais da inetroatividade e da anterioridade da lei. Ao argumento de que os serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletro-eletrônicos e de comunicação caracterizariam serviços profissionais inerentes às atribuições de engenheiros ou assemelhados a 4 Turma da DR.1 em Brasília/DF indeferiu a manifestação de inconformidade e manteve a empresa excluída da sistemática simplificada„ A interessada foi cientificada do Acórdão da DR.1 em Brasília/DF em 09/10/2007, como comprova o AR de fl, 61, verso, e, em 05/11/2007 apresentou Recurso Voluntário em face deste colegiado (fls. 63 a 71). Em preliminar invoca a nulidade do ADE de exclusão do Simples, ao argumento de que apenas a indicação do CNAE-Fiscal como motivo de exclusão seria ilegal, pois não teria comprovado que a atividade praticada pela empresa seria vedada para ingresso e permanência na sistemática simplificada. No mérito, resumidamente entende não se enquadrar em nenhuma das hipóteses de exclusão veiculadas no inciso XIII do art. 9°, da lei no. 9,317, de 1996 e que a Lei no. 10.964, de 2004, deu nova interpretação ao inciso XIII do art. 9°. da Lei no, 9317/1996, excepcionando da exclusão as empresas que desenvolvessem atividades de reparação e manutenção de automóveis e aparelhos eletrodomésticos. Colaciona jurisprudência administrativa para concluir que sua exclusão do simples seria insubsistente. Ao final pugna pela reforma da decisão de l a. instância e a insubsistência do ato declaratório de exclusão do Simples É o relatório. 3 Voto Conselheira MARIA DE LOURDES RAM1REZ O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. O litígio circunscreve-se a elucidar, a partir dos elementos disponíveis nos autos — estatutos sociais, declarações, código CNAE-Fiscal e Notas Fiscais - se atividade econômica praticada pela empresa estaria inserida no rol de atividades que necessitariam de conhecimentos técnicos especializados de engenheiros agrônomos ou arquitetos e, por essa razão, teriam seu ingresso e permanência na sistemática simplificada vedada em Lei. Tal análise é necessária, pois, como bem ressaltou a interessada, a Lei no. 10.964, de 2004, no art. 4°., excetuou da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9°. da Lei no. 9,317, de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem à prestação de serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos e os efeitos desse novo entendimento deveriam retroagir à data em que a empresa teria optado pelo sistema, o que foi confirmado pelo artigo 15 da Lei no, 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Assim, verifico que na folha 04 dos presentes autos encontra-se a "Declaração de Firma Individual", cuja atividade econômica é descrita como "prestação de serviços elétricos, eletrônicos e sonorização". O nome fantasia da empresa é "Eletrônica do Vandinho" Posteriormente, à fL 06, em novo "Requerimento de Empresário", a descrição do objeto da empresa foi alterada para "reparação e manutenção de aparelhos telefônicos e prestação de serviços de segurança do trabalho". Já à fl. 36, encontra-se novo formulário denominado "Declaração de Firma Mercantil Individual" na qual consta como atividade principal a "prestação de serviços elétricos, eletrônicos e sonorização". A seu turno, as cópias das Notas Fiscais apresentadas pela empresa e anexadas às fls. 49 a 53 trazem em seu bojo, invariavelmente, a descrição dos seguintes serviços: "reparação em aparelho de fax"; "reparo do ventilador de teto"; "reparo do microfone do videokê", e ainda, "troca do reator de duas lâmpadas", "reparo em antena parabólica","reparo em sistema de alarme", dentre outros. Por todos os elementos aqui analisados não há como afirmar que as atividades praticadas pela empresa necessitem de conhecimento técnico especializado de engenheiro. Ao contrário. As atividades descritas correspondem a simples manutenção de aparelhos eletrodomésticos como telefones, fax, microfones e antenas. Por tais motivos não vislumbro razões para que a empresa seja excluída da sistemática simplificada. Por todo o exposto voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário, para deferir a solicitação de permanência da empresa na sistemática do SIMPLES, com efeitos retroativos desde sua opção. MARIADE LMQD S 4Relatora r\`\. Z - Relatora 4
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