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Numero do processo: 15586.000281/2009-81
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 05 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/07/2004, 01/11/2004 a 30/11/2004
RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
Cabe à Primeira Seção do CARF processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre a aplicação da legislação dos demais tributos, quando derivados de procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3403-003.182
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso e em declinar a competência para o seu julgamento à 1ª Seção do CARF, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Esteve presente ao julgamento o Dr. Guilherme Bicudo, OAB/DF 40.034.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2004 a 31/07/2004, 01/11/2004 a 30/11/2004 RECURSO VOLUNTÁRIO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. Cabe à Primeira Seção do CARF processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre a aplicação da legislação dos demais tributos, quando derivados de procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Recurso Voluntário Não Conhecido Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso e em declinar a competência para o seu julgamento à 1ª Seção do CARF, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Esteve presente ao julgamento o Dr. Guilherme Bicudo, OAB/DF 40.034. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 02 81 /2 00 9- 81 Fl. 838DF CARF MF 2 Relatório JD Comissária de Café Ltda. teve lavrados contra si os autos de infração, em decorrência da constatação de falta ou insuficiência de recolhimento ou de declaração da Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS (fls. 528 a 534) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS (fls. 535 a 541), referente aos períodos de apuração de 01/2004 a 07/2004 e 11/2004, no valor total de R$ 40.749,55 e R$ 187.936,18. O Termo de Verificação Fiscal de fls. 515 a 527 dá conta de que: a) ação fiscal foi implementada em vista de indícios de que a autuada omitia receitas auferidas no anocalendário de 2004, em face da diferença entre a receita bruta declarada na DIPJ, no valor de R$ 0,00 (zero) e o montante das movimentações financeiras no ano de 2004, informado pelas instituições financeiras à RFB, no valor de R$ 709.725,20; b) a Fiscalização apoiouse sobre elementos constantes do dossiê do contribuinte e nos elementos fornecidos por terceiros, já que a autuada não apresentou os livros contábeis exigidos pela legislação fiscal depois de intimada a fazêlo; c) A DIPJ foi apresentada com opção pelo lucro real, tendo sido informado receita igual a zero no ano de 2004; a DCTF foi apresentada em desacordo com a DIPJ; as Notas Fiscais apresentadas, ratificadas pelos registros no Livro Registro de Saídas, demonstram que foram efetuadas operações de venda de mercadoria no mercado interno e externo, nos valores relacionados no Demonstrativo I; o contribuinte foi intimado a justificar e comprovar os motivos das diferenças apuradas no demonstrativo II, não tendo apresentado resposta; d) o IRPJ e a CSLL foram lançados com base no Lucro Arbitrado; os valores devidos relativos ao PIS e a COFINS foram apurados no demonstrativo em fl. 509 e informados no corpo do auto de infração e) pelo fato de (i) ter tentado ocultar sua real situação financeira e suas operações comerciais; (ii) ter retardado o conhecimento da Administração Tributária sobre suas receitas; e (iii) ter prestado declaração falsa ao omitir, na DCTF e na DIPJ, débitos fiscais comprovadamente existentes, caracterizando sonegação fiscal, conforme art 71 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, a multa aplicada foi agravada, conforme cominação no inc. II do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; Fl. 839DF CARF MF Processo nº 15586.000281/200981 Acórdão n.º 3403003.182 S3C4T3 Fl. 839 3 f) lavrouse a competente Representação Fiscal para Fins Penais perante o Delegado da RFB, conforme Decreto 2.730/98 e Portaria SRFB 665/2008. g) Giucafé Exportação e Importação e Giucafé Armazéns Gerais, bem como os seus proprietários Pedro Giubert, Carlos Alberto Giubert, Augusto Giubert e Alfredo Giubert forma incluídos no polo passivo como responsáveis solidários pelo crédito tributário. O contribuinte não impugnou a exação. Augusto Giubert apresentou impugnação às fls. 551 a 590). As demais pessoas componentes do polo passivo apresentaram impugnação em conjunto (fls. 626 a 665). Todos alegaram, em síntese, que: a) Toda a argumentação da Fazenda Pública está alicerçada em um contrato de mandato firmado entre uma empregada da Giucafé Exportação e a JD Comissária de Café, extinto em abril de 2004. Não se pode impor crédito tributário de todo o ano de 2004 com base neste argumento; b) a autuação se baseia nos mesmos equívocos já cometidos pelas autoridades fazendárias de piso em procedimentos anteriores, os quais foram afastados pelas instâncias superiores, e assim, essa nova tentativa de imposição de responsabilidade é um desrespeito à posição já consolidada na Administração pública; c) no processo nº 0035.538.2857, que tratava dos mesmos fatos e que se utilizava das mesmas bases probatórias, a 4ª Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos de Previdência Social decidiu que a empresa Giucafé Exportação e Importação e seus proprietários não poderiam ser responsabilizados por ilícitos tributários praticados pela interessada, diante da não configuração de grupo econômico; d) também inexiste prova de que as responsabilizadas agiram de modo ilícito ou com abuso do contrato social, requisito essencial para a atribuição de responsabilidade, como prevê o art. 135 do Código Tributário Nacional (CTN); e) muitas das pessoas físicas citadas não interferiram na administração da Giucafé Exportação ou da Giucafé Armazéns Gerais (Pedro, Carlos e Augusto), uma vez que residiam em outras localidades e não detinham poder de gestão nas empresas da família, muito menos numa pessoa jurídica que apenas mantinha relacionamento comercial esporádico com a Giucafé Exportação e Giucafé Armazéns Gerais; f) a JD Comissária de Café Ltda, não era a única fornecedora da Giucafé Exportação e Importação nem a Giucafé era a única compradora da JD Comissária de Café; g) a interessada, mesmo podendo legalmente armazenar seu produto exclusivamente na Giucafé Armazéns Gerais, possuía outros locais de estocagem, fato omitido pela fiscalização; h) Fl. 840DF CARF MF 4 h) não há poder de gestão nas procurações da JD para pessoas ligadas à Giucafé, mas apenas poderes para movimentar conta bancária, prática essencial na atividade de compra e venda de café, principalmente no interior, onde, na maioria das vezes, os pagamentos aos produtores rurais são efetuados em moeda corrente; i) coincidentemente, a JD escolheu para lidar com suas contas bancárias, pessoas confiáveis ligadas a Giucafé, devido ao excelente relacionamento dos seus proprietários com esta empresa, surgido com os anos de bom relacionamento comercial; j) as pessoas detentoras das procurações também não possuíam poder de administração na Giucafé Exportação e tampouco na Giucafé Armazéns; k) a Consolidação da Lei do Trabalho não pode ser usada como supedâneo em lugar das normas gerais de direito privado para basear imposição tributária, principalmente neste caso, em que o próprio artigo afasta essa possibilidade. A utilização de base legal inadequada (art. 2º, § 2º da CLT) torna nulo o lançamento; l) no caso, não existiu qualquer controle ou subordinação entre as empresas, mas apenas ligações comerciais. A maioria das vendas da JD não se direcionava à Giucafé, mas a outras empresas, como comprovam o relatório de compra e venda de café anexo; m) mesmo que se considerasse aplicável ao caso o artigo 2°, §2°, da CLT, não haveria a formação de grupo pois para que várias sociedades sejam consideradas componentes de um mesmo grupo econômico, deve ser demonstrada a existência efetiva de "direção, controle ou administração entre as reclamadas." Tal verdade não está comprovada; n) para que a Administração Tributaria impute responsabilidade aos sócios pelo pagamento das obrigações tributárias deve provar que houve infração à lei ou violação do contrato social ou estatutos, conforme preceituado no art. 135 do CTN; o) no encerramento da defesa produzida, as pessoas responsabilizadas pelos créditos tributários constituídos requerem a realização de perícia, indicando seu perito e formulando quesitos. Requerem, ainda, seja provido o recurso e decretada a nulidade da autuação com relação aos requerentes. Na impugnação apresentada individualmente por Augusto Giubert consta, além dos argumentos acima resumidos que: a. especificamente quanto ao Requerente, desde 1996 não é mais administrador de fato das empresas Giucafé Exportação ou Giucafé Armazéns, muito menos procedeu a algum tipo de ato de gestão, seja abusivo ou não, com relação à contribuinte. Na verdade, seu domicilio, desde 1996 é o município de Vitória, conforme documentos em anexo; b. o Requerente nunca possuiu procuração ou qualquer relação com a empresa autuada. Não poderia sequer em tese praticar atos de gestão que Fl. 841DF CARF MF Processo nº 15586.000281/200981 Acórdão n.º 3403003.182 S3C4T3 Fl. 840 5 levassem a uma possível responsabilização tributária, pela via do artigo 135 do CTN; c. visando a dar efetividade aos princípios da verdade real e da ampla defesa, traz questões legais de ordem pública e conhecíveis de ofício, tudo com base em decisões do CARF publicadas posteriormente ao protocolo da primeira defesa, principalmente a Súmula 29, bem como decisão recente do STF. Nesse contexto, não se aplicam os arts. 15, 16 III e 17 do decreto 70.235/72; d. a autuação é nula pois não individualiza as supostas práticas delitivas e o ônus respectivo, o que acaba por inviabilizar a defesa e impor gravame excessivo à Recorrente, nos termos do art. 59, II do Decreto 70.235/72 e art. 42, § 5º e 6º da Lei 9.430/96; e. quanto à nulidade do ato de responsabilizar, o CARF tem decidido que os auditores fiscais da Receita federal são incompetentes para aferir e imputar responsabilidade solidária; f. já que os lançamentos basearamse em movimentação bancária, deveria ter havido intimação de todos os cotitulares das contas que deram base à imposição tributária para comprovar a origem dos valores depositados. Não o fazendo, houve violação do art. 42, § 6º da Lei 9.430/96, conforme entendimento do CARF; g. a reiteração desse entendimento levou recentemente á edição da Súmula 29; h. no julgamento do Recurso Extraordinário 389.808, do dia 15/08/2010, o STF entendeu ser ilegal a quebra do sigilo bancário de empresa sem que haja uma ordem judicial permitindo; g) pelo exposto, o recorrente reitera que deve ser afastada sua responsabilização, ou seja, declarada a nulidade do ato de sujeição passiva solidária e do lançamento respectivo. A 17ª Turma da DRJ/RJ1 julgou a impugnação procedente em parte a impugnação apresentada por Augusto Giubert, apenas para excluílo do polo passivo. A impugnação apresentada em conjunto pelos demais responsáveis solidários foi julgada improcedente. O Acórdão nº 1248.178, de 12 de julho de 2012, fls. 733 a 746, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2004 a 31/07/2004, 01/11/2004 a 30/11/2004 RESPONSABILIDADE PELO CRÉDITO TRIBUTÁRIO As pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador são solidariamente responsáveis pelo crédito tributário apurado. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO SÓCIO GERENTE. Fl. 842DF CARF MF 6 Apenas os sócios com poder de gerência ou as pessoas que exerçam de fato a administração da sociedade respondem pessoalmente pelo crédito tributário resultante de atos praticados com excesso de poder ou infração de lei. AUTO DE INFRAÇÃO NULIDADE. Não se verificando a ocorrência de nenhuma das hipóteses previstas no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72 e observados todos os requisitos do artigo 10 do mesmo diploma legal, não há que se falar em nulidade da autuação. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Operamse os efeitos preclusivos previstos nas normas do processo administrativo fiscal em relação à matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, ou em relação à prova documental que não tenha sido apresentada, salvo exceções legalmente previstas. PEDIDO DE PERÍCIA. Indeferese o pedido de perícia quando a sua realização revele se prescindível ou desnecessária para a formação da convicção da autoridade julgadora. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido Cuidase agora de recurso voluntário formulado por GIUCAFÉ EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA., GIUCAFÉ ARMAZÉNS GERAIS LTDA., CARLOS ALBERTO GIUBERTI, PEDRO GIUBERTI e e ALFREDO GIUBERTI contra a decisão da 12ª Turma da DRJ/RJ1. O arrazoado de fls. 766 a 806, após síntese dos fatos relacionados com a lide, argui a nulidade da decisão recorrida, que não teria enfrentado adequadamente questões referentes a sua inclusão no polo passivo do lançamento, em cerceamento de seu direito de defesa. Em sua defesa, entre outros argumentos, foi defendida a impossibilidade de imputação genérica do ônus tributário e da necessidade da individualização das condutas; a ausência de provas que demonstrem que os recorrentes geriram, de fato, a empresa JD Comissária de Café. Nenhum desses argumentos teria sido satisfatoriamente analisado na Decisão da DRJRJ1. Cita e transcreve excertos de jurisprudência. Pede a decretação da nulidade da decisão da 12ª Turma da DRJ/RJ1. Na continuação, insiste no argumento de que não há qualquer prova de que os responsabilizados agiram de modo ilícito ou com abuso do contrato social, o que é requisito para a responsabilização solidária, nos termos inscritos no art. 135 do CTN. Também restou não comprovada a formação de grupo econômico. Repete a digressão sobre a não configuração de grupo econômico e a inexistência de responsabilidade tributária solidária entre a fiscalizada e os recorrentes, já oferecida na impugnação. Transcrevo os requerimentos finais (fls. 804 e 805): I PRELIMINARMENTE: a) que seja anulado o Acórdão atacado, eis que o mesmo deixa de analisar diversos aspectos importantes da Impugnação Administrativa, como a individualização das condutas dos terceiros, e tal omissão configura evidente violação ao Fl. 843DF CARF MF Processo nº 15586.000281/200981 Acórdão n.º 3403003.182 S3C4T3 Fl. 841 7 princípio da ampla defesa, na medida em que impede a veiculação destes argumentos no Recurso Voluntário e o consequente conhecimento da matéria pelo CARF; b) que seja determinada a produção de prova pericial para esclarecimento de afirmações inverídicas trazidas pela Fiscalização, a ser custeada pelos requerentes, realizada pelo perito Sr. Antônio Celso de Almeida, brasileiro, casado, contador, inscrito no CPF sob n.° 157.159.81700, Cl n.° 161.313/SSPES, com endereço na Rua das Palmeiras, n.° 815, Ed. Work Center, sala 901, Santa Lúcia, CEP 29.050 950, Vitória ES, para que se proceda à análise: dos documentos contábeis da JD Comissária de Café Ltda e outros documentos fiscais, no sentido de apurar se ela mantinha relações comerciais com várias outras empresas, tanto no que tange a armazenagem de café e, principalmente, na venda deste produto, afastandose o afirmado de que a movimentação desta era quase toda com a empresa Guicafé Exportação e Importação Ltda.; dos livros de Giucafé Exportação e Importação e Giucafé Armazéns Gerais e outros documentos, para se verificar que estas empresas mantinham relações comerciais com diversas outras empresas, na compra de café e na armazenagem; dos documentos fiscais e verificar que a JD Comissária de Café Ltda. possuía outros locais de estocagem além da Giucafé Armazéns Gerais. II ultrapassados os pedidos preliminares, que seja provido este recurso e decretada à nulidade da autuação, com relação aos requerentes, diante da não caracterização de grupo econômico e ou da prática de atos de gestão ilegais ou abusivos que implicasse na redução ou supressão de tributos (art. 135 do CTN). O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração digitalmente estabelecida. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Conforme relatado, o lançamento de ofício de que se trata foi decorrente da constatação de que JD COMISSÁRIA DE CAFÉ LTDA. omitiu receitas, fato a partir do qual decorreram lançamentos de ofício de IRPJ, CSLL. Esses mesmos fatos ensejaram também o lançamento que ora se controverte. Fl. 844DF CARF MF 8 Nos termos do Inc. IV do art. 2º do Anexo II ao Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF, com as alterações introduzidas pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010, compete à Primeira Seção o julgamento de recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação dos demais tributos e do IRRF, quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Tal é exatamente o caso do presente processo. Assim sendo, voto por que não se conheça do recurso de que se trata e que se decline a competência para o seu julgamento à 1ª Seção do CARF. Sala de sessões, em 20 de agosto de 2014 Fl. 845DF CARF MF
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Numero do processo: 11020.003967/2002-00
Data da sessão: Wed Oct 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3402-001.175
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente.
Diego Diniz Ribeiro - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: DIEGO DINIZ RIBEIRO
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1753; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.003967/200200 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402001.175 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 25 de outubro de 2017 Assunto PIS Recorrente VINHOS SALTON S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Jorge Olmiro Lock Freire Presidente. Diego Diniz Ribeiro Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto. Relatório 1. Por bem retratar o caso em tela, emprego aqui o relatório formulado no bojo da resolução n. 20300.938 (fls. 1.412/1.414), o que passo a fazer nos seguintes termos: O presente feito tem origem no indeferimento de pedidos de restituição/compensação de créditos referentes a recolhimentos realizados a titulo de "quotas de contribuição ao IBC". Tais pleitos foram fundamentados em sentença judicial ajuizada pela interessada, transitada em julgada e referente a declaração de inconstitucionalidade da exigência acima mencionada. A Fiscalização não conheceu dos referidos pleitos, pois que extinta a tal quota de contribuição ao IBC, inexistente previsão legal para sua restituição. Dai que, em verificação obrigatória e em conseqüência do RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 20 .0 03 96 7/ 20 02 -0 0 Fl. 1496DF CARF MF Processo nº 11020.003967/200200 Resolução nº 3402001.175 S3C4T2 Fl. 3 2 indeferimento daqueles pedidos, lavrouse Auto de Infração com exigência do PIS. Tal lançamento foi parcialmente mantido à unanimidade pela DRJ/POA, uma vez que a própria Fiscalização no curso do processo apurou que os valores que se pretendiam restituir e compensar estavam corretos. Restou, então, para análise daquela DRJ/POA examinar a infração denominada "diferenças apuradas entre os valores escriturados e os valores declarados/pagos" pela interessada. Inconformada, a interessada recorre a este Segundo Conselho de Contribuintes, sustentando a insubsistência da autuação uma vez que para apurar a base de cálculo do PIS exigido, a Fiscalização utilizou se dos valores do IRPJ e da CSLL. (...). 2. Na oportunidade em que lavrada a sobredita resolução, este Tribunal Administrativo resolveu converter o julgamento em diligência para que fossem tomadas as seguintes medidas: (...). Assim, diante de tudo quanto consta dos autos, voto por converter o recurso em diligência para que a Fiscalização, conclusivamente e de posse de toda documentação constante destes autos, apure e informe se todas as hipóteses legislativas de diminuição da base de cálculo do PIS foram efetivamente consideradas, tais como isenções referentes a vendas à empresa exportadora, vendas canceladas e vendas do ativo fixo. Se, não, que proceda às devidas exclusões e, em seguida, promova a devida imputação, apontando se ainda há saldo a pagar por parte da recorrente e em que montante. Ao final, dêse prazo razoável à recorrente para que, em querendo, manifestese exclusivamente sobre o resultado da diligência determinada. (...). 3. Em resposta a tal conversão do feito em diligência, a unidade preparadora promoveu o relatório de diligência fiscal de fls. 1.420/1.424. 4. Retornando os autos ao CARF, a então turma julgadora resolveu novamente converter o julgamento em diligência (resolução n. 3402000.517 fls. 1.334/1.340), para que fossem providenciadas as seguintes medidas: (...). Entendo que o recorrente tem parcial razão, senão vejamos: Os documentos apresentados pelo recorrente quando da propositura do recurso voluntário foram: Fl. 1497DF CARF MF Processo nº 11020.003967/200200 Resolução nº 3402001.175 S3C4T2 Fl. 4 3 1) Orientação da Secretaria da Receita Federal sobre o PIS; 2) Arrolamento de bens; 3) Decisão da DRJ; 4) Cópias de notas fiscais de exportação (filial) do período de 08/1997 a 31/12/2001; 5) Cópias de notas fiscais de venda do ativo imobilizado (filial) do período de 08/1997 a 31/12/2001; e 6) Cópias do livro razão consolidado da conta de devoluções de mercadorias do período de 08/1997 a 31/12/2001. As principais reclamações do recorrente quanto à análise documental referemse às devoluções de vendas, às vendas do ativo imobilizado e às venda para comercial exportadora. Vejamos como a Autoridade Fiscal se pronunciou acerca de cada um destes itens. Devoluções de Vendas (...). Pelo texto acima, não há como identificar se análise do Fisco levou em conta os documentos acostados às fls. 691/1267. Vendas do Ativo Imobilizado (...). Mais uma vez não consigo identificar a análise das glosas referentes à venda de ativo imobilizado tendo por base os documentos de fls. 691/1267. Vendas a Empresa Comercial Exportadora (...). Quanto a essa matéria, entendo que houve a análise dos documentos acostados aos autos quando da propositura do recurso voluntário. Outras Hipóteses de Dedução (...). Pelas assertivas feitas quanto às devoluções de vendas, não consigo identificar se a Autoridade Fiscal analisou a cópia do livro razão consolidado da conta de devoluções de mercadorias do período de 08/1997 a 31/12/2001. Diferente deste Colegiado, a Delegacia de Origem tem possibilidade de fazer a análise e informar acerca da veracidade dos dados constantes nas documentações aduzidas pelo sujeito passivo quando da propositura do recurso voluntário. Em virtude dessas considerações converto novamente o julgamento em diligência para que a Unidade de Origem analise os documentos de fls. 691/1267 e produza um relatório conclusivo sobre a composição das Fl. 1498DF CARF MF Processo nº 11020.003967/200200 Resolução nº 3402001.175 S3C4T2 Fl. 5 4 bases de cálculo das exações, observando em especial as glosas referentes à venda do ativo imobilizado e a devolução de vendas. Da conclusão da diligência deve ser dada ciência à contribuinte, abrindolhe o prazo de trinta dias para, querendo, pronunciarse sobre o feito. (...). 5. Novamente baixado em diligência, a unidade preparadora elaborou o relatório fiscal de fls. 1.462/1.466, oportunidade em que, em determinados períodos da autuação pinçados por amostragem, apurou que as deduções legais cabíveis para a apuração da base de cálculo do PIS foram levadas em consideração pela fiscalização. 6. A respeito desta manifestação o contribuinte manifestouse por intermédio da petição de fls. 1.474/1.480. 7. É o relatório. Resolução 8. Conforme se observa dos autos, a questão central aqui discutida é no sentido de verificar se ao promover a presente autuação a fiscalização considerou ou não todas as exclusões legais da base de cálculo do PIS. 9. Ao longo de suas manifestações no presente processo, o recorrente apresentou inúmeros documentos fiscais (cópias de notas fiscais de exportação; cópias de notas fiscais de venda do ativo imobilizado; cópias do livro razão consolidado da conta de devoluções de mercadorias etc.) que, aparentemente, atestam que de fato algumas exclusões legais foram ignoradas pela fiscalização. Aliás, foi exatamente a verossimilhança das alegações do contribuinte, aliada às provas documentais aqui produzidas, que fizerem que este Tribunal convertesse, por duas vezes, o presente julgamento em diligência. 10. Ressaltese, ainda, que a presente autuação compreende o período de janeiro de 1997 e dezembro de 2001. Assim, quando os Relatores que me antecederam determinaram que a unidade preparadora fizesse a reanálise do trabalho fiscal e produzisse um "relatório conclusivo" acerca da existência ou não exclusões legais possíveis para a apuração do PIS aqui exigido, é óbvio que a intenção foi no sentido de que o trabalho fosse promovido para a integralidade do período em cobro, mês a mês. Não foi isso, todavia, que fez a unidade preparadora. 11. Conforme se observa do relatório fiscal de fls. 1.462/1.466, dentro de um universo fiscalizatório que compreende 60 (sessenta) meses, a unidade preparadora limitouse a analisar, por amostragem apenas 5 (cinco) meses da contabilidade da recorrente. É o que se observa dos seguintes trechos do sobredito relatório: (...). Fl. 1499DF CARF MF Processo nº 11020.003967/200200 Resolução nº 3402001.175 S3C4T2 Fl. 6 5 (...). (...). 12. Não foi isso repitase que as diligências pretéritas determinaram, mas sim que a documentação fiscal apresentada pelo contribuinte para todo o período fiscalizado fosse analisada pela unidade preparadora de modo a redundar em um relatório conclusivo a respeito das exclusões legais da base de cálculo do PIS, o que não ocorreu no presente caso. 13. Nesse sentido, voto por converter o presente julgamento em diligência para que sejam tomadas as seguintes providências: (i) dignese a unidade preparadora a, mês a mês, analisar todos os documentos fiscais acostados nos autos de modo a demonstrar se, para a integralidade do período em cobro, as exclusões legais da base de cálculo do PIS em comento foram ou não respeitadas; (ii) elabore parecer analítico e com cortes mensais demonstrando qual a base de cálculo eleita pela fiscalização, quais as exclusões eventualmente ignoradas no mês e, ainda, qual seria a base de cálculo correta para fins da presente exigência fiscal; e Fl. 1500DF CARF MF Processo nº 11020.003967/200200 Resolução nº 3402001.175 S3C4T2 Fl. 7 6 (iii) apresente quadro comparativo demonstrando a possível diferença entre o montante tributário exigido com a base de cálculo considerada pela fiscalização e aquela a ser calculada levando em conta as possíveis exclusões legais. 14. Se os documentos acostados nos autos não forem suficientes para a conclusão da referida diligência, a unidade preparadora deverá intimar o contribuinte para apresentar outros documentos essenciais para tanto. 15. Ao final, uma vez ofertada as respostas aos questionamentos acima, o recorrente deverá ser intimado para, facultativamente, manifestarse em 30 (trinta) dias a seu respeito, nos termos do que prevê o art. 35 do Decreto nº 7.574/2011. 16. É a resolução. Diego Diniz Ribeiro Relator. Fl. 1501DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10768.907253/2006-91
Data da sessão: Thu Feb 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2003
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE: PROVA. MOMENTO DE
APRESENTAÇÃO.
A prova documental deve ser apresentada na manifestação de
inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazê-lo em outro
momento processual. As alegações desacompanhadas de provas não
produzem efeitos.
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2003
41 RETIFICAÇÃO DE DCTF POSTERIOR À DCOMP.
Na data de transmissão da DCOMP, o direito creditório pleiteado deve ser liquido e certo.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL.
Não elidido o fato de que o DARF foi alocado a débito confessado, mantém-se o despacho decisório que não homologou a compensação declarada.
Numero da decisão: 1401-00.477
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso .voluntário.
Nome do relator: Mauricio Pereira Faro
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2003 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE: PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazê-lo em outro momento processual. As alegações desacompanhadas de provas não produzem efeitos. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2003 41 RETIFICAÇÃO DE DCTF POSTERIOR À DCOMP. Na data de transmissão da DCOMP, o direito creditório pleiteado deve ser liquido e certo. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL. Não elidido o fato de que o DARF foi alocado a débito confessado, mantém-se o despacho decisório que não homologou a compensação declarada.
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Numero do processo: 10830.006410/2006-49
Data da sessão: Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e Outros
Exercícios: 2002 e 2005
Ementa: LANÇAMENTO POR 1-[HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA(FATO GERADOR - No lançamento por homologação, conforme o disposto no art., 150, § 40, do CTN, se a lei não fixar prazo para a homologação será
ele de cinco anos a contar do fato gerador, exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude e simulação, que não corresponde à situação dos autos. Hipótese em que parcela dos débitos se referia a Fitos imponíveis concretizados no terceiro trimestre do ano-base de 2001, não obstante a ciência dos autos de infração tenha se dado somente em 06/12/06.
PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RECEITAS — SALDO CREDOR DE CAIXA — NÃO CONTABILIZAÇÃO DE AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS — Nos termos dos arts. 281 e 528 do RIR/99, considera-se omissão de receita o saldo credor de caixa, oriundo da não contabilização da aquisição de
imóveis, devendo referido saldo ser incluído na base de cálculo do imposto devido e de seu eventual adicional. Presunção de omissão de receitas que deve persistir, já que o contribuinte, intimado para tanto, não logrou explanar, documentalmente, a origem dos recursos utilizados para a compra do patrimônio imobilizado.
MULTA DE OFICIO AGRAVADA - ATENDIMENTO MOROSO E INCOMPLETO ÀS INTIMAÇÕES DA AUTORIDADE AUTUANTE - AUSÊNCIA DE PREJUÍZO) PARA OS LANÇAMENTOS - DESCALUMUNTO - Deve-se desagravar a multa de oficio na hipótese em que o não atendimento às Ultimações da fiscalização não representou óbice à lavratura dos autos de infração, não criando qualquer prejuízo para o procedimento fiscal.
Numero da decisão: 1803-000.320
Decisão: Acordam Os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para acolher a preliminar de decadência em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 06/12/2001, e no mérito, em afastar a cominação das multas agravadas, reduzindo-as até o importe de 75% (setenta e cinco por cento) sobre as exações lançadas, vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes que negava provime,nto ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrai o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Selene Ferreira de Moraes
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e Outros Exercícios: 2002 e 2005 Ementa: LANÇAMENTO POR 1-[HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA(FATO GERADOR - No lançamento por homologação, conforme o disposto no art., 150, § 40, do CTN, se a lei não fixar prazo para a homologação será ele de cinco anos a contar do fato gerador, exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude e simulação, que não corresponde à situação dos autos. Hipótese em que parcela dos débitos se referia a Fitos imponíveis concretizados no terceiro trimestre do ano-base de 2001, não obstante a ciência dos autos de infração tenha se dado somente em 06/12/06. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RECEITAS — SALDO CREDOR DE CAIXA — NÃO CONTABILIZAÇÃO DE AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS — Nos termos dos arts. 281 e 528 do RIR/99, considera-se omissão de receita o saldo credor de caixa, oriundo da não contabilização da aquisição de imóveis, devendo referido saldo ser incluído na base de cálculo do imposto devido e de seu eventual adicional. Presunção de omissão de receitas que deve persistir, já que o contribuinte, intimado para tanto, não logrou explanar, documentalmente, a origem dos recursos utilizados para a compra do patrimônio imobilizado. MULTA DE OFICIO AGRAVADA - ATENDIMENTO MOROSO E INCOMPLETO ÀS INTIMAÇÕES DA AUTORIDADE AUTUANTE - AUSÊNCIA DE PREJUÍZO) PARA OS LANÇAMENTOS - DESCALUMUNTO - Deve-se desagravar a multa de oficio na hipótese em que o não atendimento às Ultimações da fiscalização não representou óbice à lavratura dos autos de infração, não criando qualquer prejuízo para o procedimento fiscal.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T17:07:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T17:07:30Z; Last-Modified: 2010-09-01T17:07:32Z; dcterms:modified: 2010-09-01T17:07:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:348d54f7-680c-442d-b85f-c8b5c2de57fb; Last-Save-Date: 2010-09-01T17:07:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T17:07:32Z; meta:save-date: 2010-09-01T17:07:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T17:07:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T17:07:30Z; created: 2010-09-01T17:07:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; Creation-Date: 2010-09-01T17:07:30Z; pdf:charsPerPage: 2036; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T17:07:30Z | Conteúdo => f SI- 1103 Fl MINISTÉRIO DA FAZ:ENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE .1IJIÁRMENTO Processo n" 10830 0064 I 0/2006-49 , Recurso 11 0 167.361 Voluntário Acórdão n -1803-00.320 — 3" Turma "Especial Sessão de 09 de março de 201.0 Matéria IRP.1 E OUTROS Recorrente TV EDUCATIVA DE PAI JUNTA LIDA Recorrida 2" "FURMA/D RI-CA MPIN AS/SP Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e Outros Exercícios: 2002 e 2005 Ementa: LANÇAMENTO POR 1-[OM.OLOGAÇA0 - DECADIS( 4A. - FATO GERADOR - No lançamento por homologação, conforme o disposto no art., 150, § 40, do CTN, se a lei não fixar prazo para a homologação será ele de cinco anos a contar do fato gerador, exceto se comprovada a ocorrência de dolo, f.'ratide e simulação, que não corresponde à situação dos autos. Hipótese em que parcela dos débitos se referia a Fitos imponíveis concretizados no terceiro trimestre do ano-base de 2001, não obstante a ciência dos autos de infração tenha se dado somente em 06/12/06. PRESUNÇÃO LEGAL DE OMISSÃO DE RECEITAS — SALDO C.",R MOR DE CAIXA — NÃO CONTABILIZAÇÃO DE .AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS — Nos termos dos arts, 281 e 528 do RIR/99, considera-se omissão de receita o saldo credor de caixa, oriundo da não contabilização da aquisição de imóveis, devendo referido saldo ser incluído na base de cálculo do imposto devido e de seu eventual adicional. Presunção de omissão de receitas que deve persistir, já que o contribuinte, intimado para tanto, não logrou explanar, documentalmente, a origem dos recursos utilizados para a compra do patrimônio imobilizado, MULTA DE OFICIO AGRAVADA - ATENDIMENTO MOROSO E INCOMPLETO ÀS INTIMAÇÕES DA AUTORIDADE AUTUANTE - AIJSISCIA DE PRP...R:SI/Á) PARA OS LANÇAMENTOS - DESCALUMUNTO - Deve-se desagravar a multa de oficio na hipótese em que o não atendimento às Ultimações da fiscalização não representou óbice à lavratura dos autos de infração, não criando qualquer prejuízo para o procedimento liscal Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.. Pioce;so n" 1(1:10 006110/2006-19 SI-1 EQ3 Acórdão n " 1803-00.320 1-1 2 Acordam Os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para acolher a preliminar de decadência em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 06/12/2001, e, no mérito, em afastar a cominação das multas agravadas, reduzindo-as até o importe de .75% (setenta e cinco por cento) sobre as exacões lançadas, vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes que negava provime,nto ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrai o presente julgado ----,--=---- - — -- :-------- _ SI1_EN E FERREIRA 1-. E f\TUR-A-ES--- Presidente z 13ENED1C11 CEL 'O B -,-NÍCIO JÚNIOR - Relatou n, , i i () n IQ[/DITADO EM: Ll ii e Lulu Participaram, da s , são de julgamento os Conselheiros: Selene Ecireira de Moraes, Walter Adol.fo Matesch, Benedicto Celso Bcnico Júnior, Sergio Rodrigues Mendes, Luciano Inocêncio dos Santos e Silvana Rescigno Guerra Barreto Relatório [lata-se dos autos de infração à legislação do Imposto sobre a Renda das Pessoas _I uridicas - IRP I, lis. 27/28, e das contribuições para o Programa de integração Social - PIS/Pasep, ills 32/33, Conti ibuição para o Financiamento da Seguridade Social - CIOHNS, lls 36/37, e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CS LL, Es. 40/42, lavrados ou 01/12/2006, consolidados no TERMO DE ENCERRAMENTO de il. 166, constituindo o crédito tributário no montante de R$ 44 726,72, incluídos o principal, a multa de oficio agravada e os juros de morá devidos sobre diferenças de tributos nos anos-calendário de 2001 e 2004. Na DESCRIÇÃO DOS I , Ai OS E ENQUADRAMEN'l O LEGAI, do Auto de Infração do IRPJ, tis. 28, o autuante atribui á pessoa jurídica a prática da seguinte irregularidade: 001 - 011/11,5",SÃO DE RECEITAS DA ATIVIDADE - A PARTIR DO AC 93 Omissão de receitas da atividade, coujOrme TER11/10 DL VERIFICAÇÃO PI,SrAl. EM ANEXO, parte integrante e indi,s',soctuvel do presume Auto de Infração Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto li/f R$3 750,60 alta N 30/09/2001 .112,50 31/03/2002 R$ 5 036,40 112.50 Enquadramento Legal: Arts 281. 282, 288, 528, 537 e 925 do RIR/99 Por sua vez, o TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL PARCIAL DO IRP I U. REFLEXO, lis. 06/17, re gistra o que se reproduz adiante: ? Proceso 10K -30 006410/2006-49 .S1-4" F03 Acói di:io " 1803-00.320 11 3 1- Trata-se de ação fiscal 1(1)(0(1 a ekito na empresa 11' Educativa de Paulínia Lida , (.:NP.1 00 028 295/0001-01, com endereço social na Rua 0,scar Seivas de(.), lleroz, 117, em SP, doravante denominada fiscalizada ./- A EMPRESA 2- A fiscalizada é sociedade por cotas de re,sponsabilidade Ltda., tendo como sócias colistas: Edson Aloura (C:PE 219 776 328-34) e Edson Aloura Júnior (CPF 254.312978-21) e Cai las Eduardo Fe:TI-vira (C.PT' 068.444 288-47) e, como Tu-ocular:10r legalmente habilitado, Ar/bar Augusto Campos Freire (CPE 22.1 618 $8- 5.5) e, por atividade principal, Atividades de Telcvis .ão Aberta ((I .N.A.E fiscal 92 22-3/01) 3- Apl esentou regulamente as Declarações de InfOt mações Económico riscais da Pessoa Jurídica (DIPP:), bem como as Declarações de Créditos e .Débitos Tributárias Federais (1,)111,), r(/ Crentes ao período sob ação fiscal * DUCA O Presumido 11- .4 AÇÃO FISCAL 4- 4 ação fiscal iniciou-se em 12/05/2006 (f1x 49/80), através do Termo de Diligência, tendo a . fiscalizado apresentado, em 19/05/2006, os Contratos- Sociais e Alterações. 5- O exame descrito neste Termo de Verificação Fiscal foi direcionado única e c yclusivamente para o Imposto de Renda da Pessoa ,huldica* e .seus reflex:os, referente aos anos-calendár io .2001 e 2004, em atendimento aos Mandados de Procedimentos Fiscais em epígrafe * Nos fatos e matérias relatados neste Termo, 6- Tendo em vista que a fiscalizada, incidiu em omissão de receitas; nos anos-calendário 2001 e 2004, procedemos à lavratur a do presente Auto de lidi'ação, concernente à legislação que disciplina a matéria, conforme a seguir será explanado. 7-0 exame fiscal dos dernais exercícios pi osseguira, esclarecendo-se que o encerramento é parcial, restrito c yclusivamente ao ano-calendário 2001 - Em conformidade com o disposto no artigo 173, .1 combinado com o artigo 1.50 e parágrafo quarto, ambos do Código Tributário Nacional (Lei n' 5.172/66) procedemos ao lançamento de oficio, na . fOrma do artigo 142 do mesmo diploma legal relativo aos fatos apurados, por este Serviço de Eiscaliz,ação concernente aos anos-calendário 2001 e 2004 9- Em 09/06/2006 (fls. 86 a 89) a fiscalizado fOi cientificada do Mandado de Procedimento Fiscal - Fiscalização n° 0810400- 2006-00307-0, bem como do Termo dc Início de Ação onde foram, solicitados vários elementos. P] oces:::o i (W3O )06 ,4 10/2006-19 Si.-.VO3 Acórdz. k) n "1803-00.320 10- Em 03/07/2006 (Ils .90 a 94) a fiscalizada apresentou alguns esclatecimento.s e tequei piorrogação do prazo para O atendimento dos demais elementos 11- Em 07/07/2006 e 25/07/2006 (fis 95/96), a fiscalizada apresentou petição na apartiçao anexando Li VI-05 Diário e Razão Contábil dos anos-calendário 2001 a 2005 12-Em 10/08/2006 (fls 97 a .113), a fi.sealizada fOi cientificado do leimo de Intimação Fiscal 003, 5 end0 solicitado alguns esclarecimentos 1 -.1",'m 06/09/2006 (11s. 114), a fiscalizada lOt cientificado do lermo de Ciência Intimação Fiscal. requisitando a apresentação dos docutnento.s. comprobatóhos (notas fiscais) das receift.7.5 declaradas nas declarações de .1111Y (2001 a 2005) 14- Em 06/09/2006 Uls 11.5/116), a fiscalizada fui icada do Tei mo de Intimação Fiscal 004, sendo intimada a esclai ceei .• " Em pesquisa aos sistemas da SIZE constatou-se que a contribuinte efetuou a seguinte aquisição de bem imóvel em 29/01/2004: • Uma casa situada na Rua ()sear Seixas de Queiroz, 135, Centro, pal.-dirija, Si?, adquirido por R$ 150.000,00. Entretanto, eia análise aos Livios Diário/Razão encaminhados a esta fiscalização ieferente aos anos- calendário 2001 a 2005, não foi encontrada a contabilização dessa tiquisiçã.o. Isto posto: a. Esclarecer porque irão ftri encontrada a contabilização.) dessa aquisição; Is. Qual foi a origem dos recursos utilizados para a aquisição deste imóvel; c. Apresentar cópias reputgráfi.eas da escritura de aquisição. „." 15- "iVe.ssa mesma data (06/09/2006 - 117/118) a fiscalizado apresentou petição na relha tição onerando notas fiscais de despesas não .solicitadas pot esta ,fiscali2,-ação 16- Em 26/09/2006 (11s.119/120) a fiscalizada foi cientificada do Termo de Intimação Fiscal 005, sendo intimada a esclarecer " „.. 1.1 Em pesquisa aos sistemas da MU ; constatou- se que a. contribuinte efetuou a seguinte aquisição de bem imóvel eia 29/01/2004, qual seja, uma casa situada na Rua Oscar Scixas de Queiroz, 1.35, Centro, Paulínia, SP, adquirido por .R$ 150.000,00, K - Processo n" 1(1830.006410/2006-49 8.1-TE03 Acón:Eio n 1803-00.320 fq 5 Entretanto, em análise aos 1 ivros Diário/Razão encaminhados a esta fiscalização referente aos anos- calendário 2001 a 2005, não tbi encontrada a contabilização dessa aquisição. Isto posto: areeer porque não foi encontrada a. contabilização dessa a.quisição; b. Qual Toi a. origem dos recursos utilizados para a aquisição deste imóvel; c. Apresentar cópias reprográficas da escritura de aquisição.," 17- .1,:m 11/10/2006 (fls. 121), a fiscalizada foi ci lificada Te11110 de Intimação Fiscal 006,s crido intimada a (/eixa f cl dispas ição alguns documentos para análise desta fisco lizaçã o. 18- Em 26/10/2006 (11s. 122/124), fiscalizada Jai cient . ficado do Termo de Intimação Fiscal 007, sendo intimada a esclareceu " 2.. Em pesquisa aos sistemas da SRE constatou-se que a contribuinte efetuou a seguinte aquisição de bem imóvel em 29/01/2004, qual seja, uma casa situada. na Rua Oscar Seixas de Queiroz, 1:35, Centro, Paulinia, SP, adquirido por R$ 150.000, 00. Entretanto, em análise aos Livros Diário/Razão encaminhados a esta fiscalização referente aos anos- calendário 2001 a 2005, não foi encontrada a • contabilização dessa aquisição. Isto posto: 2..1 Esclarecer porque não foi encontrada contabilização dessa aquisição; 2,2 Qual foi a origem dos recursos utilizados para a aquisição deste imóvel; 23 Apresentar cópias reprográficas da escritura de aquisição, 3. Em pesquisa aos sistemas da SR constatou-se, também, que a contribuinte efetuou a seguinte aquisição de bem imóvel* em 27/03/2001, qual seja, um terreno com Frente para a Avenida "F", designado pelo Lote três (03), da quadra quarenta e quatro (44), quarteirão 34, do lotcamento denominado Vila Real, ()i 1-lortolândia, SP, adquirido por R$ 5 000, 00.. Entretanto, em análise aos Livros Diário/Razão encaminhados a esta fiscalização referente aos anos- calendário 2001 a '2005, não foi encontrada a contabilização dessa a.qui si ção . Isto posto: 3.1 Esclarecer porque não foi encontrada a contabilização dessa aquisição; cfrs l'i'ocesso n II OW:4 I 0/2000-19 SI-1 LO3 Acórcno a 1803-00.320 1'1 3 .2 Qual mi t oligem dos recursos utilizados para a aquisição deste imóvel; * Cópias replográlieas da escritura em anexo.' I9-Em 28/11/2006 Ws. 125/129), em atendimento aos Termo de Intimação 005 e 007, a fiscalizada apresentou petição na repartição, apresentando, 7101)(1711 ente, os Livros. Diário de 200$ a 2005 e, infirrinou que os numerárias utilizados nas aludidas aquisições dos bens imóveis supostamente seriam provenientes da empresa SAURO BRASILEIRA DE PE1ROLE0 S/A. lambem, infarmou que. a.s escrituras públicas teriam .saneado a não contabilização dos imóveis 20- À despeito de suas assertivas, a ,lisealizada não apresentou nenhum documento comprobatório hábil e idôneo, tais como, (.ópias reprográficas de cheques, ordem. de pagamento, extratos bancário..s, transações eletiônicas, etc„ que comprovassem a efttividade da transferência do 11 UIT I C I" Fi0 entre a fiscalizada e a empresa Sauna Brasileira de Petróleo 5/4, para justificar a aquisição dos imóveis retromencionados. 21-Em relação a singela declaração de que a própria Escritura Ddinitiva de Venda e Compra firmada pela mesma te; ia sanada a não contabilização, a mesma não merece sequer ser levada em consideração, tendo ni vista que, uma vez comprovado tal ato, contraria ainda mais os- Princípios Contábeis' amplamente aceitos, tais como o da Competência e da Oportunidade quando da constatação de um fato concreto, o qual obniga o correspondente registro contábil de forma a demonstiar .seus eleitos na mutação patrimonial da empresa, 22- Portanto, o fato da existência de ato administnativo de escritura publica, não pode e não se sobrepõe à necessidade/obt6,,,atoriedade em trazer aos livros contábeis o seu devido registro 2$-lambém, em análise ao Li ri- o Diário (lls 139 a 14$) do ano- calendário 2004 encaminhado em 28/11/2006, novamente, não fOl encontrada a contabilização do aludido bem imóvel adqua ido em 2.9/01/2004 24- l'endo sido intimada por várias vezes e, lenda decorrido tempo mais que suficiente para responder às crWvidas suscitadas, até a presente data, não houve qualquer . justificativa plausível pai parte da .fiscalizada 25-Mediante o exame da documentação analisada, chegou-se às seguintes consiatações: DAS APUI?AÇÕES EFETUADAS 26- Intimada várias vezes, e com amplo prazo paia o atendimento, a fiscalizada não apresentou qualquer documentação ou . justificativa plausível para a não ;r• ocesso n 1 u3o w61 I 0/2006-19 S V03 Ai dão n." 1803-00.320 Fl 7 CO n tabilização da aquiskii0 dos bens imóveis a segith especij icados, cuias- cópias repro gráficas das escr ituras pá Nicas de aquisições se encontram em. anexo: • Um terreno com . fi .ente para a AVENIDA E designado pelo LOTE YRIr:S (03), da QUADRA QUARENTA E 0U1TRO (41), quarteirão 24, do h:Verrinem° denominado VILA REAL - CY)NTINUA(7.10, município de 1.Iortokindia, Sumaré, SP, C0111 área de 327,50 ni2, adquirido em 27/03/2001, por R$ 5 000,00 (cinco mil reais); • Uma CASA RESIDENCIAL localizada à Rua Oscar SciVétS de Otteiraz„whordivada ao número / s ituado em Paul titia, SP, 4' Circunscrição imobiliária da Comarca de Campinas, SP, adquirido em 29/01/2004, por R$ 150.000,00 (cento e cinqUenta mil reais). 27- Também, não apresentou documentação hábil e idônea., tais como, cópias repro gráficas de cheques, ordem de pagamento, estratos bancários, ti anS (Mie S eletrônicas, etc, que comprovassem a detividade da transftrência do numerário enfie a fiscalizada e a Sauro Brasileira de Petróleo S/A, para jusin icar a aquisição dos imóveis retromencionados, inter indo-se se trata, de rendimentos auferidos à margem da escrituração, ou seja, em omissão de receitas da atividade, conforme presunção legal disposta no (ungi .) 281 do R1R/99. 28- Para a verificação do montante omitido no ano-calendário 2001, procedemos à recomposição do Livro Caisa da empresa através da utilização dos valores mensais da conta contábil Caixa 1.1 1.0.1.0001 000001 com a adição (débito/crédito) tios valores mensais esc] : iturado.s na Conta Bane.spa 571 1.1 1 02 0005 000006, bem COMO do pagamento (fil . -irado para a aquisi<ão do bem imóvel situado no município dc Horto/cindia (R$ 5,000,00), visando a correta composição do fluxo financeiro - hW!. o Ri eV,11111-(10 da fiscalizada 29- Para a vern icação do montante omitido no ano-calendário 2004, procedemos à recomposição do Livro Caixa da empresa através da utilização dos valores mensais da conta eonlábil Banespa S/A 1.1 1.02.0005 000006, bem como do pagamcnto efetuado para a aquisição do bem imóvel situado no município de Paulínia (R$ 150.000,00), visando a CGF-feia COMpOsição do fluvo financeiro - Lucro Presumido da fiscalizada E ne( es-s.ário Cs'clarecer que a fiscalizada não procedeu à escrituração da conta (.'aixa neste ano. 30- Mister ,se faz esclarecer que cópias reprográficas do Livro Razão contendo as aludidas- contas contábeis ..fóram encaminhadas- à fiscalizada para sua análise e confirmação dos dados irnOrmados quanto à veracidade 31-As /Varinhas a seguir discriminadas do Livro Coi-xa''', .fOrtirn elaboradas mediante a extração dos lançamentos ektuados Hl; 1 Pi ()cesso n' j M30 00611(1/20W)-49 S I.- 1 F.0.3 AcúrcUio " (803-00 320 contas contábeis do Lá,/ O .Razão, encaminhadas a esta liscalizaç...ão pela fiscalizada (fls 144/ a 16.5), mediante a utilização de soma algébrica dos saldos mensais lançados à débito Ou O eréclito, de ambas as contas contábeis (caha e banco.$) O maior saldo credor no período (anos-calendá rio 2001 e 2004) será utilizado corno base de cálculo da presente autuação *Devido a opção pela sistemática do Lucro Presumido, a mesma está obrigada a escriturar apenas o Livro Caixa, contendo a ni.ovimentação financeira, inclusive a bancai ia, não necessitando de autenticação legal ou outras lormalidades. (—) 32- O inciso 1 do artigo 281 do RIR - Regulamento do Inwosto de Renda/99 é taxativo quanto à incidência de omissão de cceitas quanto à falta de escr infração de pcgamenlos efetuados "Omissão de Receita Saldo Credor de Caixa, Falta de Escrituração de Pagamento, Manutenção no Passivo de Obrigações Pagas e [alta de Comprovação do Passivo Art 281 Caracteriza.-se como omissão no registro de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção, a ocorrência das seguintes hipóteses (Decreto-Lei ri 1.598, de 19.77, mi 1.2, § 2', e Lei n2 9430, de 1996, art. 40): 1- a indicação na escrituração de saldo credor de caixa; 11 - a {alta de esetitutaçâo de pagamentos efetuados; (grifo nosso) 1.11 - a manutenção no passivo de obrigações jii pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada." $3- Uma vez °cori ida a hipótese de nicidência inserta no dispositivo leal, qual seja, saldo credor de caixa, haverá a 12T CS 1,f11(.-ii0 legal de omissão de receitas da atividade da pessoa jurídica, cm favor do fisco, admitindo-se, entretanto, prova em contrária. 34-No caso em COTICI elo, a fiscallIadc.-t„ mediante documentação hábil e idônea, qual sejam, escrituras publicas de compra e 1>enda lavradas por auten .idades competentes, efetuou os pagamentos de R$ 5 000,00, em março de 200.1 e R$ 150.000,00 cm janeiro de 2004 para as aquisições dos bens imóveis retromencionalos, sem a correspondente contabilização, em .sua cseritur ação, dessas aquisições. 35- Com base nessa irtfór mação, procedemos à recomposição do Livro Caixa* da fiscalizada nos ano.s-ealendário 2001 e 2004. (/` 1i < ii" 10830 006d 10/2006-49 S 1-1 FAI3 Acordão n '' 1803-00.320 1-;1 9 COiNtatand0 os saldos credo, es desta conta, configurando a omissão de receita s Optmile pelo 1 mero Presumido 36-A fiscalizada TWO pl'OCedell à eüllíabiliZa00 dos bens imóveis, nem, tani pouco, ao escutou documentação plausível para justificar (I origem dos numerários utilizados nessas. aquisiçães, oi(st(.1.(:is i'i c -i. ) 7riír.j, - t(a, liluo prazo as z.( suficiente s.)a k 1 o (1-(s credores ? d i,,a ior(1.,s ,u, (lc.yi cr'(-51i t oi(x(t n(,i , u s c. .e . $) cI(.pi n l. ( 1, -1- ((: i :(. i) 11 1-17((- i..,,(../7-1ii-.-)(,s é ''..)s .. autorizando, pou tanto, na presunção legal dc ounts.são (le receitas ., inferindo-.se que os recursos . foram originários de receitas não registradas, à maugem (1a contabilidade 37-Assim, sendo a prC,51111.ÇãO legal em comento "1 uris -rantum", a FTICNiiià admite prova em contrário. Portanto, incumbina à fiscalizada trazer à pi esente lume, documentação hábil e idónea, coincidentes em datas e valores, que pudesse fidm ainr a In esnnÇãO Fe/afira, fato este que não sobreveio E' uns ir (I, esclarecer, novamente, que a presunção ,se opera em favor do fisco $8- Não lOi o que ocorreu, mesmo após várias intimaçõe.s e, sendo concedido amplo prazo, a fiscalizada não apresentou a esta fiscalização qualquer documento ou, .justificativa pia si vol., pau a O não atendimento. $9- Os saldos credores de caixa, nos montantes de 1n 8 5 294,18 e R$ 150.000,00, anos-calendário .2001 e .2004, respectivamente, caracterizam-se como orni.s são de receitas da atividade e correspondem à base de cálculo do MI' .I. e reflexos do plesente Auto de 'Inflação. O pcf centual aplicável para o cák..ulo do Lucro Presumido á de 3.2%, lendo em vista que os percentuais declarados e as infOrmações prestadas na 011).1, pela fiscalizada 40- O enquadramento Legal, os valores- de apuração do 1RP,.I e seus reflexos se encontram discriminados nas fóthas em anexo do PI esente Auto (le infração e .suas folhas de continuação, juntamente com o demonstrativo de multa e juros (1(.. mora IV- DO AGRA V-1.IVIENTO DA 41111.,TA DE OFÍCIO 41-.4 fiscalizada foi várias vezes intimada à pies tar esclarecimentos e apresentar os livros e documentos requeridos por esta fiscalização. Entretanto, a mestria não prestou os esclarecimentos nos prazos .solicitados. Foi coneedklo à / fim-net:eu- os documentos requeridos pot- esta fiscaliZação. 42-A fiscalizada foi advenida nas intimações de que o não aiendinwnto no prazo previsto ensejaria a aplicação da multa agravada nos termos do artigo 959 do RIR/99 Assim, não tendo a mesma, atendido às Ultimações nos prazos estipulados, nem justificado o não atendimento, procedeu-se ao agravamento da multa de oficio cle. 7.5% para 112,5%, (OHM 111.0 ari.959 do RIR 199, transcrito a seguiu v";. • Ploce~ uom 10/2ão6•49 sl - 1 .11:03 Acon161 " 180:3-00..320 '1 10 "ART. 959 do RIR/99 As multas a que se referem os incisos 1 (75%) e 1.1 do art, 957 passarão a ser cento e doze e meio por cento e de duzentos e vinte e cinco por cento, respectivamente, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para (Lei 9.4:30/1990, L 44, § 2' e "Lei 9 5:32/1.997, ai t 70,1): 1- prestar esclarecimentos," V- DA A 1.1TUAÇÃO DO IRP.1" REFL.E X0,5' 43-11 empresa está sendo autuada no.s anos-ealentlario 2001 e 2004, tendo em vista que a mesma não contabilizou a aquisição de bens imóveis, bem couro, não apontou a origem do numerária 44- [sio po.sto e, lendo em vista que os elementos ai» esentaclos são .suficientes para ,fotinação de convicção no que tange a infração à legislação II ibutária, Lavramos o presente Auto de infração do IRPI e Reflevos em lace de 717 Educativa de Paulínia Lida , informando que o encerramento é 1>4R(.111„ devendo a fiscalização prosseguir pata os anoscalendário 2002 á 2005 45- O pi «sente ler mo de Verificação Piscai é parle integrank e indissociável do presente Auto de Infração 46- Ressalte-se que a Fazenda Nacional poderá, obedecido ao 1E020 deeadencial, cf.luar ilOVON lançamentos suplementares, em pei ainda que já lisealizado.s, quando detectar novos elementos que comprovem a prática de ilícito fiscal 47- FaZeill parte integrante do presente Auto de infração os documerno.s. • Demonstrativo Consolidado do Crédito Tributário do Processo, • Este 'Termo de Verificação Piscai,. • »olha de Rosto dos Autos de Infração e folhas de continuação,. • Pese de Cálculo I.R.R.1 e Reflexos,- • .Demonstrativos de Multa e juros de Moia • Cópias Rcprogi aficas das Lscrituras Públicas L, para constar e surtir todos Os efeitos da lei foi lavrado o presente Termo, em três vias de igual forma e teor, assinalar pelo /firditor-.Fiscal da Receita Federal, e pelo contribuinte ou seu upte.sentante legal, que neste presente aio recebera as vias, para ciência e providências." Tendo tomado ciência da autuação em 06/1.2/2006, a conti ibuinte inteipC)s, em 05/01/2007, por meio de seu procurador (procuração à 11 47) a impugnação de lis 170/177, alegando as ialÕeS de Lato e de direito adiante sintetizadas, , \ ()cesso n" 108:30 IAM 111/2006.41) S I-T Acôrdâo " 180.3-00.320 H I I Pie i i niinarmente, a impugnante alega que na ciência da autuação (06/12/2006) j á estaria decaído o direito da Fazenda PUblica constituir o credito de IR.P,1 relativo aos fatos geradores ocorridos nos três primeiros trimestres do ano-calendário de 2001, tendo OITI conta a natureza de lançamento por homologação do IR PI e o taro da enviesa ser optante pela apuração com base no lucro presumido, tendo já ocorrido a homologação pelo transcurso do prazo de cinco anos do fato gerador, nos termos do art. 150, §4") do CIN. -Transcreve julga.do do Conselho de Contribuintes. Afirma a impugnante que os atos .jurídicos desencadeadoies da. tributação nos autos fi)rain a não contabilização de duas aquisições de imóveis, uma em 27/03/2001 e outra em 29/01/2004 (item 26 do lei mo de Constatação). Entende, entretanto, que até a edição do ai t.. 40 da lei ir 9.430, de 1996, a omissão de receitas por omissão de compras seria um fluo gerador especi rico, não se confundindo com a matriz legal do saldo credor de caixa Cita .jurisprudência do Conselho de Contribuintes e da CSRF acerca da referida distinção Ressalta., ainda, que o demonstrativo da 'Recomposição Mensal do item .32 do AIIM também contraria a „jurisprudência do Conselho de Conti ibuinte,s na medida que não leva. em conta a movimentação diária de entrada e saída do caixa. Conclui que ta.nto pela incorreta capitulação legal (omissão de compras ao invés de saldo credor de caixa), como pela forma inadequada de apuração do saldo credor, todo o auto de infração padece de ilegalidade. Reproduz jurisprudência do Conselho de Contribuintes da qual extrai o entendimento de que cabe a caracterização de omissão de receitas qua.ndo o contribuinte apura o [RN pelo Lucro Presumido. Insurge-se, ainda, a impugnante quanto ao agravamento da nuilttr de alicio, aplicado por, supostamente, não ter atendido às Ultimações para prestação de esclarecimentos e apresentação de documentos, conforme previsto no art.. 959 do RIR I 99. Alerta que o próprio Sr. A1RF reconheceu nos autos que as intimações Coram respondidas, conforme se evidencia do relatório do auto de infração que consigna o fato de a conti ibuinte ter prestado os esclarecimentos necessários em todos os momentos em que solicitado e, mesmo não tendo em seu poder alguns dos documentos requeridos pelo Sr AUR.F, sempre colaborou com a fiscalização, .jamais tendo agido com culpa. ou dolo com. o intuito de fraude ou óbice à fiscaliza.ção. 'Transcreve a seguinte ementa de acórdão do I" Conselho de Contribuintes. A respeito das exigências decorrentes (PIS, COhINS e (/5 Li) a impugnante se reporta a todos os argumentos mencionados nos tópicos relativos ao lançamento do IR.PJ, apresentando as seguintes contestações contra as exigências de CSI J , PIS e CO I NS: l'a/ como fez em ielação ao IRPJ, O ./tP 15.1-1? /arfou Autos- de In/ação em face da IMPLIGNAN1F-, a título de CS1,1",, PIS e COFINS. Outro aigumento fándainental milita eia . favor do cancelamento degsa.s. cobranças decorrentes e que a Lei ri° 9.249/95, art. 24 e una/ri: legal da incidência dessas contribuições sociais- sobre a omissão de receita, não qualificou as fatos geradores- espectficos riu si OM1SS(5C-s, diftrentemente do que a legislação do IRRI, que as delimitou (saldo credor de caixa, omissão dc compras, [ eu u`' 10830 00(»410/2006-49 Si- I1.1;(3 Acc.m (kR) " 18W-110.320 1'1 12 stip) imento.s. não justificados, auditoria de produção, depósitos bancátios). É entendimento doutrinário e jurisprudencial de que a lei fiscal tem que estabelecer minuciosamente as hipóteses de onn,ssões de receitas, sob pena de ilegalidade E.s se entendimento lin sufi agudo pelo próprio (.'onselho de (:ontribuintes, que construiu isprudência mansa e pacifica quanto às omissões de compras sem base legal e de (Apósitos batuarios sem nego causal, ambas ol.).jeto de leis especificas para poderem vingar /10 prever simplesmente que a CS.1,1„ PIS e C:0E1MS incidirão sobre onu.ssões receitas. sem descrevei as hipóteses fátiças 1/essas omissões, e criar noi ma em branco, deixando ao aplicar/or da lei (fiscal) O (incito de nela incluir os aios jurídicos que bem entendei, Nem h fil contrariando a legalidade e a .scgurança jurídicas. Ao analisar os zirgumentos apresentados pelo contribuinte na cilada manifestação de inconformidade, a 2" TURMA [)RJ EM CAMPINAS SP decidiu pela manutenção dos lançamentos combatidos, nos seguiliites termos: "ASSUNTO: 1'RO(1,„SSO A DMINLWRA171/0 1'IS(7.4L Data do falo gerador 30/0.9/2001, 31/03/2004 INOCORRÊNCIA htisçjarn a nulidade atos e lermos /1/vi..(.1(10 por pessoa incompeieme ou com prettu'ição do direito de defesa da nucl. essada Descabe sua alegação quando inexistentes atos insanáveis se o autuante observa Os devidos proceãmentas fiscais previstos. na legislação ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE 1Y11/1 ,31-0 TRIBIJTÁRIO Data do fato cituim- 30/09/2001 DE(.AI)ÊNCIA IREI LAN Ç1MEN1 O 1.)OR I,U(RO PRESUMIDO. AUSÉN(1/1 A !RA O P: /1111.E.N O O M 1,S 'SÃ O DER EC: E Inexistindo no período autuado qualquer apuração de tributo ou recolhimento ao erário público, não há que se .falar em homologação de lançamento, deslocando-se o prazo de decadência par-a a regra geral prevista no art 173, inc. I do um, subi eludo quando as evigências incidem sobre receitas ocultadas pela contribuinte à administração tributai ia DEC1D1N(.74. (.'ONIRMI11(:'õES SOCIAIS O /7l azo decadencial pata lançamento das contribuições sociais á de 10 (dez) anos a pai lis do primeiro dia do exercício seguinte em que O crédito tributário poderia lei 12 _ A)1/47 Pt °cesso n" 10::;30 006 .1 0/200649 S EIM AcóaKio ii' 1803-00.321) Fl 13 sido constituído, entendimento e.s SC consolidado no artigo 45, Ida Lei n' 8 212, de 1991. A.,S',STINTO.: 111170,S'TO SOBRE A RENDA DE PESSOA JUkÍDJC - IRP,1 Data do fato gerador . 30/09/2001,31/03/2004 LUCRO PRESUMIDO. PRES141MRA DE SERVIÇOS OAILSS/TO 1.)»;R IC 1fAS OMSERVÂNCIA DO REGIME Reg,ular a tributação de receitas omitidas em empresa optante pelo lucro presumido quando na apuração dos tributos devidos observa-se a aplicação do percentual de presunção sobre as receitas auferidas no desenvolvimento das atividades da empresa 8/111)0 CREDOR DE C4 .1.V.4 4OULS7C/i0 DE IMÓVEIS .Nii0 CONTAS/LU/IDA ocorrência de saldo credor de caixa na escrituração do contribuinte, após a recomposição de seus registros com inclusão de imóveis adquiridos e não contabilizados, (mit» iza a pres'unção legal de omissão de receitas /15ST/N7'0: NORMAS ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador. 30/09/2001, 31/03/2004 NÃO ATENDIMENTO 4 INTIMA (,'ÕAS ES'C1 ARI ,,C1141ENTOS .NA-0 PRE,ST4DOS 411ILTA A GRA VADA Confirmado nos autos que a contribuinte deixou de prestar esCialVeifilCidOS solicitados pela fiscalização, resta justificado o agravamento do percentual da multa de ofício TRIBUTA LE,VA CSLT,P1,5' COFIAIS. Na mc'chdci CM que as ex:igèncias IcIleyas têm pot base me,smos fatos que ensejaram o lançamento do iinjyosio de renda, a decisão de mérito prolatada naquele constitui pi (julgado na decisão dos autos de infração decorrentes" Cientificado do acórdão em 14/03/08, o contribuinte apiesentou Recurso a este Conselho, em 08/04/08, teiterando os argumentos suscitados no instrumento impugnalátio ( o relatório do essencial, Processo n" 1053() 0061 I !)./21)06--4') S 1-1E03 Acórdão 11 1803-00..320 14 VOtO Conselheiro BEN EDICTO CELSO BEN -ICIO JÚNIOR Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. Para maior facilidade no tratamento dos tópicos temáticos suscitados, divido o presente voto cm três partes, doravante expostas (1) deeadencia de parcela dos tributos lançados A empresa autuada, como .jz't afirmado, encontra-se sujeita à tributação pelo regime do lucro presumido, apurado trimestralmente. Pin caráter preliminar, aduz o contribuinte ter ocorrido a decadência do direito do Fisco de lançar parcela dos créditos tributários versados. .1,specificaniente„ insurge-se,' a pc..'ticionai ia contra a formalização de passivos fiscais atinentes a fatos imponiveis concretizados durante o terceiro trimestre do ano-calendatio de 2001, nas datas de 30/09/01 (1R.P.I e CS1,1,) e de 31/08/01 (PIS/Pasci) e ("'OFINS). A respeito, contrariamente orientação veiculada pelo aresto guerreado, entrevejo razão na pi etensão da empresa interessada. A jurisprudência desta Corte tem consagrado a aplicação do artigo 150, do C1N a todos os créditos de IRP.1 (e respectivos lançamentos reflexos), dado tal espécie de tributo estar sujeita á sistemática do lançamento por homologação. Neste sentido: "LANÇAMENTO POR 1I0410LOGAG10 - DEr/wE'Num. - PAIO GERADOR - No lançamento por homologação, conforme o ehsposto no ml. 150, 4", do CIN„se a lei não fluir prerz,o para a homologação será ele de cinco anos . a contar do fino ,,L;eraelor, exceto se comprovada a ocorrirda de dolo, fraude e simulação, que não corresponde à ,situação dos autos (Ac. I" CC —107-09.567/08)" "L)17CADÊNCIA - Ao tributo sujeito à modalidade de lançamento por homologação, que ocorre quando a legislação impãe ao sujeito passivo o clerer de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, aplica-se a regra especial de decadênc .,.ia prevista no parágratO 47 do ar!. 150, do Código .1r ibutário Nacional. (Ac. I" CC 107-09 339/00" 'Dito artigo 150, § 4", do CTN preceitua que a contagem do prazo decadencial quinquenal deva ser realizada a partir do lapso de ocorrência dos fatos geradores Vigora o mandamento com Os seguintes termos: 'Art. 150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja le.?,isleieão atribua ao sujeito pasivo o dever de antecipar o pagamento .sem prévio exame da autoridade adrninistraiii ,a, opera-sc pelo ato em /-2 Processo n" 1 6530. 006410/2006-49 S1- f F:03 Acórdão " 18(13-01).321 -) ri 15 que a rekrida autorid(uk, tomando conhecimento da atividade assim . ex-erc.j.da pelo ()In tçado, exTyressamente homologa. 4" Se a lei não lixar prazo a homologação„sera ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo SCH-1 que et l'azenda Pública .se lenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivanicitte e.xiinto o crálito, salvo se comprovada a ocorrência de azule ou „simulação." No presente caso, dos autos de infração formalizados foi dada ciência ao contribuinte somente em 06/12/06. I.Zetroagindo um lustro, é fácil perceber que só poderiam subsistir autuações relativas a fatos imponíveis acontecidos a partir de 06/12/01, e não antes d isso.. Considerando que parte das exações impugnadas pela recorrente precede esta data-limite, é de se reconhecer a caducidade do direito fiscal de lançá-las, nos exatos termos do Recurso Voluntário. Mantidos ficam, por óbvio, os demais tributos, apurados no ano- calendário de .2004. (2) -Omissão de COMO. (IS X ,S'aido Credor de Caixa" No que respeita ao mérito dos lançamentos, sustenta o contribuinte ler havido im.precisào na capitulação legal da omissão de receitas constatada. Aduz, também, incorreção na apuração do saldo credor de caixa, vez que não haveria como se admitir omissão de rendimentos nos casos d.e apuração de IRP." pelo lucro presumido. Analisemos separadamente cada um dos . fmnts argumentati vos. Em primeiro lugar, em relação à aventada impossibilidade de haver omissão de receitas sob a é gide do regime do lucro presumido, entendo não caber nenhuma retidão aos argumentos da recorrente. O pleito Kwinulado se baseia em entendimento consagrado por isolado julgado .judicial (REsp n" 604,780, do Sn), cuja ementa roi colacionada à peça recursal. Dito precedente, todavia, trata de situação totalmente distinta da atual, relativa à aplicação de sanção pecimiaria de 50% sobre o valor do rendimento omitido, com fulcro na Lei n" 7.450/85. A tese defendida pela recorrente, dizendo de outra maneira, não se identifica com o caso em. foco. Ora, é de ululante obviedade a pertinência do instituto da "omis.siio de receitas" ao campo da tributação pelo Itle1-0 presumido. Não custa recordai que, nos termos do abaixo transcrito artigo 518 do Decreto n() 3.000/99, a base de cálculo do IRTI (e adicional) se computa, na sistemática do lucro presumido, mediante a aplicação de percentuais previamente definidos sobre a receita bruta auferida no período -- entendendo-se por "receita bruta" o RI :miai -4e calculado na forma do artigo 224 do mesmo Decreto, tam.bérn abaixo copiado: "Art. 518. A base de cálculo do imposto e do adicional (541 e 54.2), em cada trimestre, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida no período de apuração, observado o que dispõe o 7' do arr. 240 e demais disposições deste Subtítulo." (31(.5 Processo II'' 108:30 0064 10/2006-49 S 1-1E03 Ack :n dão n " 1803-00_320 II 10. "Aí/. 224. A r•(Tita binta das vendas c .5..e1 viços COMInCe77.de o produto da venda de bens MIN operações de conta 12rópria, o preço dos ,tiV1-1'4'08 preSMCIOS e o iesultado aufçrido nas operações de conta alheia (Lei n. 2 8 981, de 1995, (frt. 31) Paragrafó Unica Na recr fia bruta não se incluem as vendas canceladas, Os descontos incondicionais concedidos e os impo.sto.s não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos quais O vendedor dos bens ou O prestador do.s serviços sela mero depositário." 'Vão obvio é o entendimento ora apresentado que, no próprio 1)ecreto n" 3,000/99, há um artigo normativo totalmente dedicado à situação de omissão de receitas no bojo do regime do lucro presumido: "Ari 528 Verificada orni.s.são de receita, o montante omitido .seró computado para determinação da base de cálculo do impo.sto devido e do adicional, se lOr o caso, no pei lodo de apuração correspondente, observado o disposto no rui 5/9. rágr alo único No caso de pessoa for ídica com atividade.s diversi ficadas tribinada.s com base no lucro presumido„ não sendo possível a identificação da atividade (7 que se rdere a receita omitida, esta será adicionada àquela que corresponder o percentual mais elevado." Claro está a possibilidade de serem omitidas receitas pelo contribuinte, pa.ru indevida minoração de sua receita bruta e, consequenteinente, de seu lucro. Deve ser afastado, de absoluto, (malquer argumentação concorrente. Pois bem. Seguindo adiante, o interessado alega que a "omissão de receitas poí ausenci a de contabilização de ciuript as" representaria fato gerador especifico, incontimdivel com a figura do "saldo credor de caixa". Assim sendo, incorreta estaria, no entender da recorrente, a capitulação legal feita pelos autos de infração • • que registraram a constatada omissão de receitas como sendo hipótese de verificação do citado .soldo credor (artigo 281, 1, do RIR/99), ao invés de substitui-1a na pertinente idéia. de falta de escrituração de comi); as (artigo 40 da Lei n" 9..430/96). Ora, entendo que a distinção proposta pela autuada, no presente caso, não tem o condão de eivar as presentes autuações. De fato, o artigo 40 da Lei 9.430/96 vige com a seguinte redação: "Art 40 A. falta de CSCrillfraÇãO de p(warnentos pela pes..soa jurídica, 0.55ini como a manutenção, no tussivo, de obr igações cuja exigibilidade não seja comprovada, caracterizam. também, ornis-são de receita." O artigo 281, 1, do Decreto n" 3.000/99, por sua vez, tem a seguinte feição: "Art. 281. Caracteriza-se corno omissão ni»egistro receita, ressalvada ao comi i bui nte a 'mova da improcedrcia da presunção, a ocorréneia (Ias .segitintes , '-"•&ç\ Pl-ocesso n' 10830 006410/2006-49 SI- 1E03 AcÓldão n. 1803-00.320 H. 17 hipóteses . (Decreto-Lei n2 1.598, de ' 1977, art. 12, § 22 e Lei n2 9.130, de 1996, art. 40): 1- a indicação na escrituração de saldo credor de caixa, (. ),, .Não parecem restar dúvidas, da leitura destes dispositivos normativos, que ambos versam sobre situações quase idênticas, enunciadas seguindo formulas redacioriais semanticamente pouco distintas.. No entanto, dados os textos empregados, parece que a. omissão de receitas derivada da não contabilização da aquisição de imóveis (patrimônio imobilizado) seja mais escorr •eitamenle subsumível na regia. do artigo 28 -1„ :1, do RIR/99, escolhida pelo fiscal arituan •te. Aplica-se o artigo 40 da Lei n" 9.430/96, mais diretamente, às situações de omissão de compras de mercadorias -- incoillimdivel com o presente caso. As considerações apresentadas sobre a matéria, repita-se, não podem viciar os lançamentos debatidos, Está demonstrado, nos autos, que o contribuinte, intiinado a explicar. a origem dos recursos utilizados para a compra dos imóveis, limitou-se a afirmar o repasse de verbas feito por terceira pessoa jurídica, sem comprovar a causa disto e sem explicar a não contabilizaç,ão dos negócios.. Coirsiatou-se, então, efetivamente, hipótese de saldo credor de caixa, distinta da omissão de compras de mercadorias aventada 'pela recorrente, dando-se ma •rgem para a aplicação da presunção puis lantim] prevista no artigo 281 do Decreto n" 3.000/99, (3)1)a redução da multa qualificada de 112,50% Por derradeiro, bate-se a recorrente pelo afastamento da multa agravada. de 1 .12,50%, cominada pelo agente autuante em virtude de alegada omissão no atendimento às intimações endereçadas à primeira, A a.plicação da sanção majorada, segundo relatado no - ferino de Verificação Fiscal (fl. 16), teve por motivo-eficiente a não apresentação de explicações para a tirita de contabilização da aquisição dos dois imóveis supra descritos, bem corno a não entrega, a Fazenda, de documentos ou títulos que legitimassem e demonstrassem a veracidade das genéricas e sucintas explanações formulada acerca dos rendimentos omitidos. O fundamento legal do agravamento da multa está posto no artigo 959, I, do Ri R/99, adiante reproduzido: "Art. 959. 4s multas a q .1.“- se refel em os incisos 1 e H do ar t. 957 passarão a ser de cento e doze e meio por cento e de duzentos e vinte e cinco por cento, respectivamente, nos . casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no pi azo,,, , •marcado, de intimação para (Lei n-o 9.430, de 1996, ari. 14, ( ,,,S .2=', e Lei ti.-) 9. 532, de 1997, c-til 70, 1): K.)\ 1 - pi estar esclarecimentos; ( ..)', Ocorre, contudo, que o contribuinte atendeu, sim, às intimações feitas pelo Fisco, ainda que o tenha feito de, manen a morosa e incompleta. U certo que a recorrente não • logrou elucidar a omissão de receitas - - o que ensejou as presentes alltliaÇõeS , mas isto não significa que ela tenha desatendido aos pedidos realizados pelo agente fazendário. \ l:t.te excerto: o eix)reóepr(:io ' 1 ' lC MO de Verificação Fiscal, acima indigitado, que comprovaeste fato, no segn i "( ...) a fiscalizada apresentou petição na repartição, apresentando, novamente, os Livros Diários de 200.3 a . 1 1' rmes;:o (I' 1 ()30 0004 I 0/2006-19 Si- I E03 Mil (Ii:w n "1803-00 320 1-1 2005 c, infórinou que us nume' ário,s utilizados nas aluthdas mlqzltsLÇoes dos bens de imóveis supostamente provenientes da empresa SA URO BRASILIdRA DE PM:ROJA:O ,,SVA Não existe, portanto, substrato fãtico que possa manter o agravamento da multa Sequer pode ser alegado que as i espostas da autuada, embora tenham sido apresentadas, foram formuladas a destempo. Não obstante tenha havido morosidade, esta circunstância não redundou CRI nenhum prejuízo à Fiscalização, que realizou e encerrou seu trabalho normalinente, valendo-se de todos os dados necessários para a eonstituiç .ão das autuações Este colegiado já definiu, em seus julgados, orientação no sentido da Maplicabilidade da multa agravada, sempre que do comportamento omisso do sujeito passivo não restarem nocividades ao trabalho fiscal: "MUT, 1 'A DL OFICIO AGRA 17/11),-1 N/TO I I! NDIME N'TO iÀS liV1141A C õES DA AU TO R ll).,41).12; /1U1'11/1NTE - AUSÊNCIA .1).1: PREJUÍZO 1',4 R:1 O T/INÇIAMENTO - DESCABIMLNIO - Deve-,se desagravar a multa de oficio, pois a fiscalização ja detinha Ui/Ovulações suliciente,s para concretizar a autuação. Assim, O não atendimento às Ultimações da fiscalização não obstou a lavratura do auto de infração, não criando qualquer prejuízo para o procedimento fiscal (ite l'' CC.' -- 106-17 051/08)" : "MI,TIA DL OFICIO AGRAVADA — MOTIVAÇÃO Não ,se justifica o agravamento da multa de lançamento de ofício para 225%, quando o contribuinte atende, 111(.:Mi70 que parcialment(.', as intimaeo•s da Prscalização, por não restar perftitamenW caracterizada a recu,sa de apre,sentaÇãO de esclarecimentos e/ou documento (Ac I" Cc.' - 101-96.811/08)" , : Isto posto, DOU PR.OVIMEN'l O PARCIA1, ao recurso, para: a) determinar a decadência dos tributos derivados de fatos imponíveis anteriores a 06/12/01; e b) afastar a cominação das multas agravadas, reduzindo-as até o importe de 75% sobre as exacões lançadas i BENEDICKCE ,S0 _ -J\IICIO JUNIOR)(- i : ; I í MINISTÉRIO DA FAZENDA .5:'t:NE., • t•'. _ CONSELHO ADMINIS'ER A115/0 DE 12.ECERSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA - PRIN/IFIRA SECA() Processo n" : 10830.006410/2006-49 Acórdão n" : 1803-00 320 TERMO DE FINTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado _junto a este Conselho, da decisâo consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art 81, § 3', do anexo II, do Regimento Interno do CAR E, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009 Brasília, 09 de julho de 2010 isti l'er-;) Secretária da Câmara Ciência Data: / Nome: ocurador(a) da Fazenda Nacional .Encarninbantento da PFN: [1 apenas com ciência; ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração
score : 1.0
Numero do processo: 11030.001897/2001-47
Data da sessão: Wed Jun 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS,
Referindo-se a lei a contribuições "incidentes" sobre as "respectivas" aquisições, somente se admite, para efeito de cálculo do crédito presumido do IPI, as aquisições sobre as quais efetivamente incidiu o PIS/Pasep e a Cofins e que foram suportadas pelo produtor/exportador que pretende se beneficiar
do crédito.
BASE DE CÁLCULO. RECEITA DE EXPORTAÇÃO. AQUISIÇÕES E EXPORTAÇÕES DE BENS QUE NÃO SOFRERAM INDUSTRIALIZAÇÃO
Excluem-se da base de cálculo do beneficio e do montante da Receita de Exportação, respectivamente, os valores das aquisições e das saídas de bens que transitaram pelo estabelecimento, ainda que com destino ao exterior, sem sofrer qualquer etapa de industrialização.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-000.138
Decisão: ACORDAM os Membros da PRIMEIRA TURMA ORDINÁRIA da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por maioria de votos, em negar provimento
ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gileno Gurjão Barreto (Relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Alexandre Gomes que davam provimento parcial, Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walber José da Silva.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: WALBER JOSÉ DA SILVA
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INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS, Referindo-se a lei a contribuições "incidentes" sobre as "respectivas" aquisições, somente se admite, para efeito de cálculo do crédito presumido do IPI, as aquisições sobre as quais efetivamente incidiu o PIS/Pasep e a Cofins e que foram suportadas pelo produtor/exportador que pretende se beneficiar do crédito. BASE DE CÁLCULO. RECEITA DE EXPORTAÇÃO. AQUISIÇÕES E EXPORTAÇÕES DE BENS QUE NÃO SOFRERAM INDUSTRIALIZAÇÃO Excluem-se da base de cálculo do beneficio e do montante da Receita de Exportação, respectivamente, os valores das aquisições e das saídas de bens que transitaram pelo estabelecimento, ainda que com destino ao exterior, sem sofrer qualquer etapa de industrialização, Recurso Voluntário Negado. ACORDAM os Membros da PRIMEIRA TURMA ORDINÁRIA da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gileno Gurjão Barreto (Relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Alexandre Gomes que davam provimento parcial, Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walber José da Silva, Oj Qw W-10-6.1~) MARIA COELHO MAROUES PresilJOSEFA ~IA COELHO MARQUES — Presidente ) WâER JOSE DA S VA — Redator Designado ParticiParam, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Maurício Taveira e Silva, Fabiola Cassiano Keramidas„ José Antonio Francisco, Alexandre Gomes e Gileno Gurião Barreto. Ausente o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça. Relatório O estabelecimento industrial, acima qualificado, formalizou pedido de ressarcimento do Crédito Presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados - 1PI, instituído pela Lei n2 9,363/96, para ressarcimento das contribuições de que trata as Leis Complementares ns 7/70; 8/70; e 70/91, incidentes sobre as aquisições , no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, empregados na industrialização de produtos exportados durante o 3 0 trimestre(s) de 2001. Após a realização das verificações fiscais no estabelecimento da recorrente, a DRF em Passo Fundo - RS reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado, nos termos do Despacho Decisório de fls. 134. A autoridade competente glosou diversas aquisições sem direito a crédito (fls. 117 a 121) e a receita de exportação de produtos adquiridos de terceiros. Não se conformando com a decisão acima, a empresa interessada ingressou com manifestação de inconformidade pleiteando os créditos relativos às aquisições de pessoas fisicas e, também, as exportações adquiridas de terceiros. A 2 Turma de Julgamento da DRJ em Porto alegre - RS indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão DRJ/POA n 7.736, de 23/02/2006 — fls. 184 a 192. Desta decisão a empresa interessada tomou ciência no dia 10/07/2008, conforme AR de fl. 194, e, no dia 11/08/2008, ingressou com o recurso voluntário de fls. 195/213, onde repisa os argumentos da manifestação de inconfbrmidade. É o Relatório. 2 Processo n° 11030001897/200!-47 S2-C1T1 Acórdão n ° 2102-00,138 F1,217 Voto Vencido Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, por isso dele o conheço. Quanto ao mérito, a questão encerra-se no entendimento da autoridade fiscal quanto a i) possibilidade de aquisição de matérias-primas provenientes de pessoas físicas ou cooperativas; e ii) da inserção na base de cálculo do crédito presumido de produtos adquiridos no mercado interno para revenda para o exterior. Os dois itens decorrem da própria concepção do crédito presumido tal como concebido pelo legislador, e podem ser solvidos sob o mesmo raciocínio: Dentre as matérias controversas trazidas à baila, como dito, temos as aquisições feitas e a base de cálculo adotada pela empresa, ora recorrente, frente a pessoas fisicas ou cooperativas de produtores, cujo objetivo é o levantamento do crédito presumido de IPI e a apuração saldo suficiente de crédito presumido do referido imposto, visando o ressarcimento. Tal matéria encontra-se disciplinada nos arts. 1 2 e 22 da Lei n.° 9363, de 13/12/96, transcritos a seguir: "Artigo 1" A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares n." s., 7, de 7 de setembro de 1970; 8, de 3 de dezembro de 1970; e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim especifico de exportação para o exterior. Artigo 2", A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. " (grifas nossos) Cabe, a esta altura, ter em mente que a apuração do crédito presumido de IPI está associada à quantificação dos créditos gerados pelas aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem 41-k- 4 Nesse exame é possível asseverar que boa parte da aquisição de matéria- prima, produto intermediário e material de embalagem deve integrar a apuração do crédito presumido de IPL Dessa forma, não é possível limitar ou selecionar as aquisições (valores) das demais matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens que seriam passíveis de integrar o levantamento do crédito presumido de IPI, porquanto tal posicionamento configuraria postura contrária à lei. Além disso, a questão sob exame conta com posicionamento sedimentado da Câmara Superior de Recursos Fiscais, segundo observa-se dos seguintes julgados: "IPI - CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI NA EXPORTAÇÃO -1) AQUISIÇÕES DE PESSOAS F1SICAS - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação„sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários, e material de embalagem referidos no art. 1" da Lei n." 9 363, de 13. 12,96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 2° da Lei n,° 9.363/96). A lei citada refere-se a 'valor total' e não prevê qualquer exclusão, As Instruções Normativas SRF n."s 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n.° 9.363, de 13,12.96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às Contribuições ao PIS/PASEP e à COF1NS (IN SRF n.° 23/97), bem como que as matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas não geram direito ao crédito presumido (IN SRF n." 103/972 Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante Lei ou Medida Provisória, visto que as Instruções Normativas são normas complementares das leis (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto da norma que complementam, 2) EXPORTAÇÕES ATRAVÉS DE EMPRESAS COMERCIAIS EXPORTADORAS Estando em pleno vigor, no ano de 1996, os artigos 1' e 3' do Decreto-Lei II, 1.248, de 29.11.72, são assegurados ao produtor-vendedor os benefícios .fiscais concedidos por lei para incentivo à exportação nas vendas a empresas comerciais exportadoras destinadas à exportação. 3) TAXA SELIC - NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - Incidindo a Taxa SEL1C sobre a restituição, nos termos do art. 39, § 4", da Lei n 9.250/95, a partir de 01,01.96, sendo o ressarcimento uma espécie do gênero restituição, conforme entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais no Acórdão CSRF/02-0.708, de 04.06.98, além do que, tendo o Decreto n " 2.138/97 tratado de restituição e ressarcimento da mesma maneira, a referida taxa incidirá, também, sobre o ressarcimento. Recurso provido," (12 Câmara, Recurso n," 110.657, Processo n.° 10675.000979/97-61; julgado em 17/04/2001; rel, Conselheiro Serafim Fernandes Corrêa, Acórdão n." 201-74,438) "IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI). RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO PIS/COFINS,. RECEITA DE EXPORTAÇÃO RECONHECIMENTO. <\J Processo o' 1030001897/2001-47 S2-C1T1 Acórdão n," 2102-00,138 Fi 218 A receita, inclusive de exportação, deve ser reconhecida quando da tradição do bem exportado, que se dá apenas quando da entrega do bem pelo vendedor exportador ao comprador estrangeiro, conforme a modalidade de exportação contratada, e não quando da celebração de dito contrato e da emissão da correspondente nota fiscal. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS. Incluem-se na base de cálculo do crédito presumido as aquisições .feitas de não contribuintes das contribuições para o PIS e da COFINS. Recurso a que se nega provimento," (Acórdão CSRF/02-01,250, 22 Turma, relatar Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Recurso n," 110.146, Processo n." 10945.008246/97-56, sessão: 27/01/2003) Adoto a orientação como parâmetro decisório, salientando que também o ST.I enfrentou a matéria, tendo optado por idêntico desfecho: "TRIBUTÁRIO - CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI - AQUISIÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS E INSUMOS DE PESSOA FÍSICA - LEI 9.363/96 E IN/SRF 23/97 - LEGALIDADE. 1, A IN/SRF 23/97 extrapolou a regra prevista no art.. 1", da Lei 9,363/96 ao excluir da base de cálculo do beneficio do crédito presumido do IPI as aquisições, relativamente aos produtos da atividade rural, de matéria-prima e de insumos de pessoas .fisicas, que, naturahnente, não são contribuintes diretos do PIS/PASEP e da COFINS. 2. Entendimento que se baseia nas seguintes premissas: a) a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtor-exportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição; b) o Decreto 2.367/98 - Regulamento do IPI posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais,' c) a base cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 29, sem condicionantes. 3. Regra que tentou resgatar exigência prevista na MP 674/94 quanto à apresentação das guias de recolhimentos das contribuições do PIS e da COFINS, mas que, diante de sua caducidade, não .foi renovada pela MP 948/95 e nem na Lei 9.363/96. 4, Recurso especial improvido." (REsp n." 586.392/RN, Ministra Eliana Cahnon, Segunda Turma, julgado em 19/10/2004, DJ de 06/12/2004, p, 259) Assim, o direito creditório de que a contribuinte se diz detentora e sobre o qual fundamenta, decorre do pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, do qual, pelos fundamentos aqui expostos, encontram pleno respaldo na legislação. i%5\ Quanto à revenda de mercadorias, surge a controvérsia em decorrência da interpretação restritiva do conceito legal de "produtor exportador". Nesse tocante, assiste razão à fiscalização quando glosa o crédito sobre as mercadorias adquiridas para revenda, porquanto o direito ao crédito pertence àquele que a produziu, tendo agido a recorrente como empresa comercial-exportadora apenas Assim dispõe a jurisprudência no Acórdão 201-74328: Ementa IPI - LEI N° 9.363/96 - CRÉDITO PRESUMIDO - EXPORTAÇÃO -1) AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, referidos no art. 1° da Lei e 9.363, de 13 12.96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 20 da Lei n" 9.363/96). A lei citada refere-se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. As Instruções Normativas SRF nrs, 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n" 9,363, de 13.12.96, ao estabelecerem que o crédito presumido de 1PI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às Contribuições ao PIS/PASEP e à COHNS (IN SRF n° 23/97), bem como que as matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de cooperativas não geram direito ao crédito presumido (IN SRF n' 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser .feitas mediante Lei ou Medida Provisória, visto que as Instruções Normativas são normas complementares das leis' (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto da norma que complementam. 2) PRODUTOS EXPORTADOS, CLASSIFICADOS NA TIPI COMO NA-0 TRIBUTADOS - O art. 1" da Lei n° 9.363/96 prevê crédito presumido de IPI como ressarchnento de PIS e COFINS em favor de empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais. Referindo-se a lei a "mercadorias", contemplou o gênero, não cabendo ao intérprete restringir sua aplicação apenas aos 'produtos industrializados", que são uma espécie do gênero "mercadorias". 3) PRODUTOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS - CUMULATIVIDADE - A Lei n° 9,363/96, em seu artigo 1, definiu que a empresa produtora e exportadora fará jus ao crédito presumido de IPI Sendo assim, são duas exigências cumulativas: a de produção e a de exportação. Se a empresa atende a apenas uma das duas exigências, não fará jus ao crédito presumido, razão pela qual devem ser excluídas as exportações de produtos adquiridos de terceiros, Negado provimento quanto a este item. (,) Recurso parcialmente provido. 6 Acórdão n ° 2102-M138 Fl 219 NOCeSSO n°11030.002897/2001-47 S2-C1T1 Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial à pretensão da recorrentes, dando provimento à pretensão quanto à possibilidade de creditamento dos produtos adquiridos de pessoas fisicas ou cooperativas e negando provimento quanto à possibilidade de creditarnento sobre a revenda de mercadorias para o exterior. Voto Vencedor Conselheiro Walber José da Silva — Redator Designado Concordo com o Ilustre Conselheiro Relator e adoto o seu voto na parte que negou provimento ao recurso voluntário (mercadoria revendida para o exterior), discordando da parte que deu provimento ao recurso voluntário (aquisições de pessoas fisicas ou cooperativas), pelas razões de fato e de direito que passo a expor. Como disse a decisão recorrida, a lide versa exclusivamente sobre as glosas relativas às aquisições de insumos de pessoas fisicas e às exportações de produtos adquiridos de terceiros. Dito isto, passemos ao mérito. Discordo das teses esposadas pela recorrente e pelo Ilustre Conselheiro Relator quando à inclusão do valor das aquisições de pessoas fisicas e me alinho à tese do acórdão recorrido. A Lei n2 9363/96, em seu art. 1 2, é muito clara ao dispor que a empresa produtora exportadora de mercadorias nacionais fará jus ao crédito presumido do IPI, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares n os 7/70; 8/70; e 70/91, "incidentes sobre as respectivas aquisições", no mercado interno, de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Ora, se não houve incidência das contribuições nas aquisições, não há que se falar em ressarcimento. E neste sentido deve-se observar que a lei fala em "incidentes sobre as respectivas aquisições", de forma que pouco importa se incidiu em etapas anteriores. O que importa é que nas aquisições efetuadas pela empresa produtora e exportadora, estas não incidiram. A respeito deste assunto, destaco o Parecer PGFN n 2 3,092, de 27 de dezembro de 2002, aprovado pelo Ministro da Fazenda: "21. Quando o PIS/PASEP e a COFINS oneram de forma indireta o produto .final, isto signca que os tributos não 7 'incidiram sobre o insumo adquirido pelo beneficiário do crédito presumido (o fornecedor não é contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS), mas nos produtos anteriores, que compõem este insumo, Ocorre que o legislador prevê, textualmente, que serão ressarcidas as contribuições 'incidentes' sobre o insumo adquirido pelo produtor/exportador, e não sobre as aquisições de terceiros, que ocorreram em fases anteriores da cadeia produtiva. 22. Ao contrário, para admitir que o legislador teria previsto o crédito presumido como um ressarcimento dos tributos que oneraram toda a cadeia produtiva, seria necessária uma interpretação extensiva da norma legal, inadmitida, nessa específica hipótese, pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código Tributário Nacional", E não é só a partir do art. 1 2 da Lei n2 9.363/96 que se pode vislumbrar este entendimento, porque nos demais artigos da lei também se verifica tal posicionamento, como muito bem elucida o mencionado parecer, que transcrevo: "24. Prova inequívoca de que o legislador condicionou a fruição do crédito presumido ao pagamento do PIS/PASEP e da COFINS pelo fornecedor do insumo é depreendida da leitura do artigo 5° da Lei e 9.363, de 1996, in verbis: 'Art. 5" A eventual restituição, ao fornecedor, das importâncias recolhidas em pagamento das contribuições referidas no art. 1 0, bem assim a compensação mediante crédito, implica imediato estorno, pelo produtor exportador, do valor correspondente'. 25. Ou seja, o tributo pago pelo fornecedor do insumo adquirido pelo beneficiário do crédito presumido, que for restituído ou compensado mediante crédito, será abatido do crédito presumido respectivo. 26. Como o crédito presumido é um ressarcimento do PIS/PASEP e da COFINS, pagos pelo fornecedor do instinto, o legislador determina, ao produtor/exportador, que estorne, do crédito presumido, o valor já restituído. 27. O art. 1" da Lei n°9.363, de 1996, determina que apenas os tributos 'incidentes' sobre o insunzo adquirido pelo beneficiário do crédito presumido (e não pelo seu fornecedor) podem ser ressarcidos. Conforme o art. 50, caso estes tributos já tenham sido restituídos ao fornecedor dos insunios (o que _significa, na prática, que ele não os pagou), tais valores serão abatidos do crédito presumido. 28, Esta interpretação lógica é confirmada por todos os demais dispositivos da Lei ri° 9_363, de 1996. De fato, em outras passagens da Lei, percebe-se que o legislador previu . formas de controle administrativo do crédito presumido, estipulando ao seu beneficiário uma série de obrigações acessórias, que ele não conseguiria cumprir caso o fornecedor do insumo não fosse pessoa jurídica contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS Como exemplo, reproduz-se o art. 3' da multicitada Lei n° 9.363, de 1996: t‘X) 8 Processo n° 11030 00189712001-47 82-C1TI Acórdão n,° 2102-00.138 Fl. 220 'Art. 3 0 Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. I', tendo em vista o valor constante da respectiva nota .fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador' (Grifas não constantes do original), 29. Ora, como dar efetividade ao disposto acima, quando o produtor/exportador adquir insumo de pessoa física, que não é obrigada a emitir nota fiscal e nem paga o PIS/PASEP e a COFINS? Por outro lado, como aferir o valor dos insuino,s adquiridos de pessoas físicas, que não estão obrigados a manter escrituração contábil? 30. Toda a Lei n" 9,363, de 1996, está direcionada, única e exclusivamente, à hipótese de concessão do crédito presumido quando o fornecedor do insumo é pessoa jurídica contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS, A lógica das suas prescrições milita sempre nesse sentido. Não há qualquer disposição que regule ou preveja, sequer tacitamente, o ressarcimento nas hipóteses em que o fornecedor do insumo não pagou o PIS/PASEP ou a COFINS, 31. Em suma, a Lei n° 9,363, de 1996, criou um sistema de concessão e controle do crédito presumido de IR!, cuja premissa é que o fornecedor do insumo adquirido pelo beneficiário do incentivo seja contribuinte do PIS/PASEP e da COEM" Logo, ao contrário do que aduz a recorrente, as autoridades julgadoras, ao aplicarem a IN SRF n2 23/97, não negaram vigência à Lei n2 9.363/96. Também não lhe socorre a jurisprudência colacionada aos autos, porque não possuem qualquer força vinculante sobre o que ora se decide, aliás, já existe jurisprudência administrativa e judicial a respeito do assunto, manifestando-se frontalmente contrária ao defendido pela recorrente, conforme se pode verificar das ementas a seguir transcritas: "IPI — CRÉDITO PRESUMIDO —1) INSUMOS ADQUIRIDOS DE COOPERATIVAS E PESSOAS FÍSICAS — Ao determinar a ,fonna de apuração do incentivo, a lei excluiu da base de cálculo aquelas aquisições que não sofreram incidência das Contribuições ao PIS e à COFINS, no fornecimento de bastimos ao produtor exportador." (Acórdão n°202-12.303) "TRIBUTÁRIO. LEI 9_363/96. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI A TITULO DE RESSARCIMENTO DO PIS/PASEP/PASEP E DA COFINS EM PRODUTOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS E/OU RURAIS QUE NÃO SUPORTARAM O PAGAMENTO DAQUELAS CONTRIBUIÇÕES, AUSÊNCIA DE FUMUS BONI JURES AO CREDITAMENTO. cg\ 9 1, Tratando-se de ressarcimento de exações suportadas por empresa exportadora, tal como se dá com o benefício instituído pelo art. 1' da Lei 9363/96, somente poderá haver o crédito ,wk,L respectivo se o encargo houver sido efetivamente suportado pelo contribuinte, 2. Sendo as exações PIS/PASEP/PASEP e COF1NS incidentes apenas sobre as operaçães com pessoas jurídicas, a aquisição de produtos primários de pessoas Miais não resulta onerada pela sua cobrança, daí porque impraticável o crédito dos seus valores, sob a forma de ressarcimento, por não ter havido a prévia incidência, 3 Tutela liminar deferida," (TRF/5 a Região, AI n°32877, DJde 2/2/200I, p. 337) Para concluir, é verdade que o objetivo da lei, como um todo, foi o de estimular a exportação, contudo, sem dúvidas, há limitações para o gozo deste beneficio, sendo descabido falar na inclusão, para efeito de custo acumulado dos insumos, no cômputo do crédito presumido, dos valores relativos às aquisições de matérias-primas, quer adquiridas de pessoas fisicas, quer adquiridas de sociedades cooperativas ou de qualquer outra pessoa jurídica que não seja contribuinte do PIS e da Cofins. No mais, com fulcro no art, 50, § 1 2, da Lei n° 9784/1999 1 , adoto os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, que reputo suficientes ao deslinde, voto no sentido de negar provimento ao recurso volunjÁrio. Art. 50 Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: .1 § 1 / A motivação deve ser explicita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato 10
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003833/2003-10
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1999
DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - OMISSÃO DE RENDIMENTOS - PRESUNÇÃO LEGAL - Desde 1° de janeiro de 1997, caracterizam-se omissão de rendimentos os valores creditados em contas bancárias, cujo titular, regularmente intimado, não
comprove, com documentos hábeis e idôneos, a origem dos recursos
utilizados em tais operações.
LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - ALEGAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DA CONTA POR TERCEIROS - COMPROVAÇÃO - A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. (Súmula CARF Nº 32)
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.510
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS - i ALEGAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DA CONTA POR TERCEIROS - COMPROVAÇÃO - A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo quando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. (Súmula CARF N'' 32) Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os mem: os do Colegial' :., n or th:: 1 . .a• - :e votos, negar provimento ao recurso, nos temias do oto .01 5 elato:. . ?nc sco i : is de ll iveira Júnior - Presidente(.--- ;eito • aulo9eLere) a LiDarbosi? Re16"C"-- \ ' 1 EDITADO EM: P,k1i 'Là • Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Janaina Mesquita Lourenço de Souza, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório VILMA TORRES PEREIRA interpôs recurso voluntário contra decisão de primeira instância que julgou procedente lançamento formalizado por meio do auto de infração de fls. 177/182. Trata-se de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF, no valor de R$ 186.522.12, acrescido de multa de oficio de 75% e de juros de mora, totalizando um crédito tributário lançado de R$ 474.736,09. A infração que ensejou o lançamento e que está detalhadamente descrita no Termo de Verificação Fiscal de fls. 174/176, foi a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada no ano-calendário de 1998. Na impugnação de fls. 187/188, a qual reporta-se à manifestação de fls. 190/192, a Contribuinte alegou, em síntese, que a movimentação bancária que ensejou o lançamento pertence à microempresa MARIO MANOEL MARQUES PEREIRA ME; que é casada com o Sr. Mario Manoel e que, em face da situação econômica da referida empresa, teve que movimentar os recursos desta em sua conta pessoal. A Delegacia de Julgamento - DRJ julgou procedente o lançamento com base nas considerações a seguir resumidas. Após tecer considerações sobre a natureza do lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada tendo por fundamento o art. 42 da Lei n° 1 9.430, de 1996, ressaltando a inversão do ônus da prova que decorre deste tipo de lançamento, e após enfatizar que a Contribuinte é a titular da conta bancária, a DRJ rejeitou a alegação de que os recursos movimentados pertenceriam à microempresa MARIO MANOEL MARQUES PEREIRA-ME, por falta de comprovação do fato alegado. Argumentou que, se a Contribuinte permitiu a utilização de sua conta por empresa, deveria manter registros destas operações e, se não o fez, assumiu o risco das consequências desta omissão. A Contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância em 12/11/2007 (fls. 246v) e, em 11/12/2007, interpôs o recurso de fls. 254/256, que ora se examina e no qual reitera a alegação de que os recursos movimentados em sua conta bancária eram da microempresa MÁRIO MANOEL MARQUES PEREIRA da qual o titular é seu esposo, que confessou o fato mediante declaração escrita. Aduz ainda que não foram considerados na apuração da base tributável os cheques devolvidos, alguns dos quais foram redepositados. É o relatório. 4 • Processo n° 19515.003833/2003-10 S2-C2T11 Acórdão 9.° 2201-00.510 EL • Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa, Relator ' O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Fundamentação • Como se vê, cuida-se de lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada tendo por fundamento o art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996. A presunção de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários, portanto, tem previsão ess disposição expressa de lei a qual prevê como conseqüência para a verificação de depósitos bancários cuja origem, regularmente intimado, o contribuinte não logre comprovar com.e documentos hábeis e idôneos, a de se presumir que se trata de rendimentos subtraídos ao crivo da tributação, autorizando o Fisco a exigir o imposto correspondente. Eis o teor do art. 42 da Lei if 9.430, de 1996, o qual para melhor clarezsí, transcrevo a segui, já com as alterações e acréscimos introduzidos pela Lei n° 9481, de 1997 e 10.637, de 2002, a saber: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de • investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idónea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. §I' O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será ,• considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e • contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3 0 Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizaclamente, observado que não serão considerados: , 1- os decorrentes de transferências de outras contas da própria • pessoa física ou jurídica; II -no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano- calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). ) §4° Tratando-se de pessoa fisica, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. § 5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. § 6' Na hipótese de contas de depósito ou de investimento manadas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. Como se vê, é a própria lei que considera como rendimentos omitidos os depósitos bancários de origem não comprovada instituindo, assim, uma presunção, no caso, relativa, que é um instrumento ao qual o Direito lança mão para alcançar certos tipos de situações que sem ele lhe escapariam. Como ensina Alfredo Augusto Becker (Becker, A. Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. 3' Ed. — São Paulo: Lejus, 2002, p.508): As presunções ou são resultado do raciocínio ou são• estabelecidas pela lei, a qual raciocina pelo homem, donde classificam-se em presunções simples; ou comuns, ou de homem (praesumptiones hominis) e presunções legais, ou de direito (praesumptionies juris). Estas, por sua vez, se subdividem em absolutas, condicionais e mistas. As absolutas Giiris et de jure) não admitem prova em contrário; as condicionais ou relativas Guris tantum), admitem prova em contrário; as mistas, ou intermédias, não admitem contra a verdade por elas • estabelecidas senão certos meios de prova, referidos e previsto na própria lei. E o próprio Alfredo A. Becker, na mesma obra, define a presunção como sendo "o resultado do processo lógico mediante o qual do fato conhecido cuja existência é certa se infere o fato desconhecido cuja existência é provável e mais adiante averba: "A regra jurídica cria uma presunção legal quando, baseando-se no fato conhecido cuja existência é certa;impõe a certeza jurídica da existência do fato desconhecido cuja existência é provável em virtude da correlação natural de existência entre estes dois fatos". Pois bem, o lançamento que ora se examina foi feito com base em presunção legal do tipo juris tantuin, onde o fato conhecido é a existência de depósitos bancários de origem não comprovada e a certeza jurídica decorrente desse fato é o de que tais depósitos foram feitos com rendimentos subtraídos ao crivo da tributação. Tal presunção pode ser ilidida mediante prova em contrário, a cargo do autuado. No caso concreto, a Contribuinte limita-se a afirmar que os recursos movimentados em suas contas bancárias seria de uma microempresa da qual seu esposo é o titular, sem apresentar contudo nenhum prova deste fato além de declaração do próprio titular da referida empresa. Nestas condições, não há como se acolher a pretensão da Recorrente. 4 Processo ri° 19515.003833/2003-10 S2-C2T1 Acórdão n.° 2201-00.510 a 3 A Contribuinte é inequivocamente uma das titulares das contas bancárias e, portanto, a co-responsável pela movimentação financeira nestas contas. Se, eventualmente, permitiu a utilização de sua conta por terceiro, teria o ônus de comprovar este fato de forma inequívoca, demonstrando, de forma individualizada, que operações foram realizadas no interesse destes terceiros. Não basta uma simples declaração destes, mormente neste caso, em que o terceiro em questão é empresa de titularidade do próprio esposo da Recorrente, que prestou a declaração. Este entendimento reflete posição consolidada neste conselho que editou súmula a respeito, a saber: Súmula CARF N°32 A titularidade dos depósitos bancários pertence às pessoas indicadas nos dados cadastrais, salvo guando comprovado com documentação hábil e idônea o uso da conta por terceiros. Assim, caberia à Contribuinte comprovar de forma inequívoca, como documentos hábeis e idôneos, que a movimentação financeira realizada em sua conta refere-se a operações da referida microempresa. Seriam hábeis a comprovar este fato, por exemplo, notas fiscais, registros contábeis, comprovantes de depósitos e outros que vinculassem os depósitos à alegada origem. Quanto aos cheques devolvidos, examinando a relação dos depósitos de fls. 125/141, verifica-se que a autoridade lançadora teve o cuidado de excluir estes valores, inclusive discriminando, de forma individualizada, cada um dos cheques devolvidos. Portanto, não merece reparos o lançamento também quanto a este aspecto. Não comprovada a origem dos depósitos bancários, portanto, paira incólume a presunção de omissão de rendimentos. Conclusão • e o expes, encaminho, eu v to no sentido de negar provimento ao recurso. P • O PA O PERt/IR"‘A BA SA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.001716/95-68
Data da sessão: Tue Sep 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Exercício: 1991
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. EMBALAGENS PLÁSTICAS DESTINADAS AO ACONDICIONAMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS.
As embalagens plásticas, ainda que destinadas ao acondicionamento de produtos alimentícios, classificam-se na sub-posição 3923.30.000 (garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes).
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-001.155
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Nome do relator: Susy Gomes Hofmann
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Exercício: 1991 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. EMBALAGENS PLÁSTICAS DESTINADAS AO ACONDICIONAMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS. As embalagens plásticas, ainda que destinadas ao acondicionamento de produtos alimentícios, classificam-se na sub-posição 3923.30.000 (garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes). Recurso Especial do Procurador Provido.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-18T17:43:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-18T17:43:58Z; Last-Modified: 2011-04-18T17:43:58Z; dcterms:modified: 2011-04-18T17:43:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:3fe049cf-d598-48ee-88f9-126e67705541; Last-Save-Date: 2011-04-18T17:43:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-18T17:43:58Z; meta:save-date: 2011-04-18T17:43:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-18T17:43:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-18T17:43:58Z; created: 2011-04-18T17:43:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2011-04-18T17:43:58Z; pdf:charsPerPage: 1375; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-18T17:43:58Z | Conteúdo => CSRF-T3 Fl. 718 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 10830.001716/95-68 Recurso n° 330.168 Especial do Procurador Acórdão n° 9303-01.155 — 3a Turma Sessão de 28 de setembro de 2010 Matéria IPI - CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ENGRAPLAST INDUSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Exercício: 1991 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. EMBALAGENS PLÁSTICAS DESTINADAS AO ACONDICIONAMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS. As embalagens plásticas, ainda que destinadas ao acondicionamento de produtos alimentícios, classificam-se na sub-posição 3923.30.000 (garraffies, garrafas, frascos e artigos semelhantes). Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. (Hennque Pinheiro Torres - Presidente Substituto Susy sft fmann - Relatora EDITADO EM: 11/02/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez López e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, com base em divergência jurisprudencial. 0 auto de infração originou-se da apuração de classificação fiscal errônea das embalagens comercializadas pelo contribuinte, acarretando a falta de recolhimento do IPI. Tem-se que o contribuinte classificou os frascos de plástico, consistentes em garrafas, potes e bisnagas, na posição 3923. 90. 9901 da linha alimentícia e, da linha farmacêutica, na posição 3923.90.9902. Constatou-se, contudo, que a classificação fiscal correta dos referidos produtos é a posição 3923.30.0000, de garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes, com aliquota de 15% a partir de 01/04/90 (Decreto 99.182/90) e posteriormente reduzidas para 10% a partir de 04/07/94 (Decreto 1.176/94). 0 contribuinte apresentou impugnação As fls. 148/194 dos autos. Preliminarmente, alegou que a autoridade fiscalizadora não considerou que o tributo em questão caracteriza-se pela não- cumulatividade, que se concretiza na compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas operações anteriores, nos termos do art. 153, §3 0 , inciso II, da Constituição Federal. Assim, não se teria observado na fiscalização os seus créditos referentes As operações anteriores. Por outro lado, argumentou que a fiscalização não identificou corretamente o seu objeto nem o seu termo final, restando, o auto de infração, maculado de nulidade. No mérito, expôs, num primeiro momento, que o IPI rege-se, nos termos do art. 153, §3°, inciso I, da Constituição Federal, pelos princípios da seletividade e da essencialidade, de modo que o legislador poderá estabelecer aliquotas diferenciadas em razão da essencialidade do produto tributado. Assim, tendo em vista que produtos alimentícios e farmacêuticos são essenciais A. vida, não deveriam sofrer a incidência daquele imposto. Ressaltou que toda a cadeia produtiva relativa a tais produtos deve estar acobertada pela determinação constitucional, atingindo, destarte, as embalagens, sob pena de se retirar a plenitude da sua eficácia. Aduziu que as Notas Explicativas ao Sistema Harmonizado- NESH não oferecem subsídios para se aferir a correta classificação dos produtos em questão, pois que, no que se refere à posição no 39.23, apenas estabelece o que se inclui e o que não se inclui na posição, "silenciando quanto àquela que trata especificamente a ser utilizado para fins de acondicionamento de produtos alimentícios e farmacêuticos". Discorreu sobre o critério de classificação utilizado pela autoridade fiscal, que, valendo-se da regra n°3 das NESH, que determina que se a mercadoria for aparentemente passível de classificação em mais de uma posição deve-se optar pela mais especifica, apontou como correta a posição 3923.30.0000. Asseverou, contudo, que mais especificas são as classificações por ele indicadas: 3923.90.9901 e 3923.90.9902. Isto porque nos próprios recipientes estão expressas as suas finalidades, especialmente no que diz respeito aos produtos alimentícios. Ademais, afirmou que, não havendo critério predeterminado para a classificação na hipótese, não haveria como se reputar incorreta a classificação inicialmente adotada. Alegou que a classificação apontada no auto de infração está incorreta, uma vez que se refere, genericamente, a garrafbes, garrafas, frascos e artigos semelhantes, não tratando de recipientes, potes e bisnagas, o que, enfatizou, não pode ser abarcado pelo termo 2 Processo n° 10830.001716/95-68 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-01.155 Fl. 719 "artigos semelhantes", o que importaria em tributação por presunção. Suscitou o disposto no art. 108, parágrafo único, do CTN. Finalmente, o contribuinte rechaçou a aplicação da TRD no calculo dos juros de mora, bem como a incidência de Ufir sobre a Tr, argumentando tratar-se de anatocismo. 0 processo foi convertido em diligência, para apuração das preliminares levantadas pelo contribuinte (fls. 485/486). A Delegacia da Receita Federal de Julgamento, As fls. 557/573 dos autos, julgou parcialmente procedente a ação fiscal, determinando a redução do imposto devido, de 726.518,89 UFIR para 476.351,91 UFIR, excluindo-se do montante original o valor de 250.166,98 UFIR, relativos a créditos básicos e erros na autuação, constatados em diligência, consoante apurado As fls. 553/554; a redução da multa de 100% para 75%, sobre o valor do imposto lançado, com base no art. 45 da lei n° 9.430/96; a exclusão da cobrança relativa TRD, como juros de mora, o período entre 04 de fevereiro e 29 de julho de 1991, com fulcro no art. 1° da IN SRF n° 32/97. 0 contribuinte interpôs recurso voluntário As fls. 593/610, reiterando, em linhas gerais, os argumentos já expedidos na impugnação. Em contra-razões, a Procuradoria da Fazenda Nacional defendeu a classificação fiscal adotada no auto de infração é a correta, por ser mais especifica do que as classificações pugnadas pelo contribuinte. A antiga Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria, deu provimento ao recurso do contribuinte, por entender como correta a classificação por ele adotada (fls. 626/636). A Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs o presente recurso especial por maioria, com base em contrariedade da decisão A evidência das provas, e por divergência jurisprudencial (fls. 638/650). Referiu-se a dois pontos: a aplicação das Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado para classificação de mercadorias; e a aplicação do principio da seletividade do IPI para classificação de Mercadorias. Enfatizou que a controvérsia dos autos, no que diz respeito A classificação fiscal dos produtos, reside não na posição do código, que para ambas as partes é a de n° 3923, mas sim na sub-posição. Diante disso, defendeu que, estando os produtos classificados como garrafas, potes e bisnagas de plásticos, a sub-posição correta é a de no 3923.30, como também concluiu a fiscalização. Argumentou que não se pode admitir a classificação na sub-posição 3923.90, sob o signo de "outros", já que tal expressão somente abrange produtos não nomeados nas demais sub-posições. Atacou o acórdão recorrido por comparar uma sub-posição de primeiro nível com um sub -item, tendo em vista que as regras de classificação estabelecem que "apenas são comparáveis sub-posições de mesmo nível..." (RG-6). A comparação em tese cabível seria entre as sub-posições n° 3923.30 (garrafbes, garrafas, frascos e artigos semelhantes) e a de n° 3923.90 (outros), em que estão os sub-itens utilizados para produtos alimentícios e para produtos farmacêuticos. Assim, na comparação possível, entre as mencionadas sub-posições, deve prevalecer a adotada pela fiscalização, até porque mais especifica. 3 Destarte, arrematou: "Dai que, por força da Regra Geral Primeira, e não pela Regra Geral Terceira, que estabelece a prevalência da posição mais especifica sobre a genérica, como defendeu majoritariamente o v. acórdão ora recorrido, é de ser reconhecido que os produtos 'garrafas, potes e bisnagas de plástico" classificam-se na posição 3923.30.0000, eis que encontra-se textualmente designado 'artigo de transporte ou de embalagem, de plásticos, rolhas, tampas, cápsulas e outros dispositivos para fechar recipientes de plástico, garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes". Por outro lado, alegou que, tendo em vista o disposto no art. 98 do CTN, é com base na Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias, promulgada pelo Decreto n° 97.409/88, que deve ser classificado o produto na Nomenclatura Brasileira de Mercadorias do Sistema Harmonizado- NBM/SH, e não em função da seletividade, que será aplicada para a determinação da aliquota na tabela de incidência do IPI. A seletividade, segundo o recorrente, não serve à classificação de um produto. Em contra-razões, o contribuinte defendeu que o principio da seletividade, previsto no art. 153, §3°, inciso I, da Constituição Federal, que é sub-principio da capacidade contributiva, deve ser aplicado segundo a destinação dos produtos tributados. Argumentou que, sendo os produtos alimentícios e os farmacêuticos essenciais A. vida, para que haja a plena observância daquele principio, o governo, também para as suas embalagens, instituiu uma classificação diferenciada. Assim, ressaltou que, "encontrando-se previstos na TIPI as classificações para embalagens e recipientes para produtos alimentares (3923.90.9902) e farmacêuticos (3923.90.9901), não seria lógico que outra fosse a classificação para os produtos utilizados para esse fim". o relatório. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora 0 presente recurso especial é tempestivo, e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Comprovou-se, de fato, a divergência jurisprudencial suscitada, trazendo tona decisão da antiga Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em que se entendeu pela classificação, de embalagens plásticas, ainda que destinadas ao acondicionamento de produtos alimentícios, na sub-posição 3923.30.000 (garrafóes, garrafas, frascos e artigos semelhantes). 0 panorama de discussão, em síntese, é o seguinte: entendeu-se, por maioria de votos, na decisão recorrida que, para efeito de classificação dos produtos objetos da fiscalização, deve-se levar em conta a sua destinação especifica, sobretudo em face do principio da seletividade, que rege o IPI. Deste modo, servindo para o acondicionamento de produtos alimentícios e farmacêuticos, deveriam ser alocados, os produtos, nos sub-itens 4 Processo n° 10830.001716/95-68 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-01.155 Fl. 720 3923.90.9901 (embalagens para produtos farmacêuticos) e 3923.90.9902 (embalagens para produtos alimentícios), relativos à sub-posição n° 3923.90 (outros). A recorrente insurgiu-se contra tal entendimento, defendendo que a classificação correta dos produtos em questão seria na sub-posição 3923.30.0000 (garraffies, garrafas e outros semelhantes...). Defendeu que, entre as sub-posições 3923.30 e 3923.90, deve prevalecer a primeira, em que claramente se enquadram os produtos em questão (garrafas, potes e bisnagas de plástico), conforme a autuação, e não na segunda, tendo em vista que, nesta, somente se encaixam produtos não enquadráveis nas demais sub-posições, o que não é o caso. Argumentou-se, ainda, que não se pode comparar um sub-posição com um sub-item, de modo que somente se pode chegar 6. análise do sub-item após a aferição da sub- posição. Com efeito, é de se acolher os argumentos da recorrente. Como se sabe, as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado estabelecem diretrizes para a classificação das mercadorias, diretrizes essas que devem ser observadas de forma rigorosa, sobretudo em beneficio da segurança jurídica. E analisando tais regras, de fato, não se chega a outra conclusão que não a defendida pela recorrente. Realmente, os produtos objetos de fiscalização constituem-se em embalagens plásticas, consistentes em garrafas, potes e bisnagas, que, consoante se depreende dos autos, são destinados ao acondicionamento de produtos alimentícios e farmacêuticos. Diante disso, a classificação, incontroversa nos autos, refere-se a posição 3923, que diz respeito a "artigos de transporte ou de embalagem, de plásticos, rolhas, tampas, cápsulas e outros dispositivos para fechar recipientes, de plástico". 0 embate surge, no entanto, quando se passa 6, determinação de qual sub- posição deve abarcar os produtos produzidos pelo contribuinte: entendeu-se, no acórdão recorrido, como já referido, pela sua alocação na sub-posição 3923.90 (outros), indicando-se, como pertinente, o sub-item 3923.90.9901 (embalagens para produtos farmacêuticos) e 3923.90.9902 (embalagem para produtos alimentícios). Sucede que, como bem sustentou a recorrente, não obstante a destinação especifica dos produtos em questão, antes de se passar, no procedimento de classificação, à análise dos sub-itens, é necessário que se verifique em qual sub-posição melhor se enquadra o produto. E, no caso, indubitavelmente, não se pode enquadrar os produtos do contribuinte na sub-posição que designa "outros", quando se tem, na sub-posição 3923.30.0000, referência a "garrafdes, garrafas, frascos e artigos semelhantes". Obviamente, entre as duas sub-posições cotejadas, esta prevalece sobre aquela. de se ressaltar, aqui, que, nos termos da regra n° 1, a classificação deve ser determinada pelos textos das posições. No mesmo sentido, a regra n° 6 estabelece que "A classificação de mercadorias nas subposições de urna mesma posição é determinada, para efeitos legais, pelos textos dessas subposições..." E dizer, sendo possível a aferição da 5 classificação correta, de pronto, com base no texto da posição e da respectiva sub-posição, não há que se recorrer a outros critérios de classificação, determinados nas demais regras. Ora, se os produtos em questão consistem em garrafas, potes e bisnagas de plástico, e a sub-posição n° 3923.30.0000 designa "garrafiks, garrafas, frascos e artigos semelhantes", a classificação poderia encerrar-se por aqui, tão-somente pelo texto da sub- posição, não havendo, destarte, que se recorrer a outros parâmetros de classificação, ao contrário do que se fez no acórdão recorrido, em que se privilegiou a destinação que é dada a tais produtos. Ademais, ainda que se parta para a apreciação de outros critérios e regras de interpretação, a regra de n° 6 é expressa no sentido de que "apenas seio comparáveis subposições do mesmo nível", de sorte que, cotejando as subposições confrontadas nos autos, não resta dúvida de que a que se refere a "outros" não pode sobrepor-se A. sub-posição que remete a "garraf6es, garrafas, frascos...". Desta forma, definindo-se a classificação no âmbito das sub-posições, os sub- itens das sub-posições que restaram relegadas não podem ser objeto de avaliação, sob pena de se ferir o que estabelece as Regras Gerais para interpretação do Sistema Harmonizado. Diante disso, dou provimento ao recurso especial da Fazenda, a fim de se restaurar a decisão de primeira instância. Susy G 6
score : 1.0
Numero do processo: 15374.904177/2008-71
Data da sessão: Fri Aug 05 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano calendário:1999
IRPJ. RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. PRAZO PARA
RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO ORIGINAL.
O disposto no artigo 149, parágrafo único, do CTN, prevendo que a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública também se aplica ao sujeito passivo. Decorridos mais de cinco anos da apresentação da DIPJ não cabe retificação da mesma, por iniciativa do sujeito passivo, para inclusão de elementos não constantes da declaração original. Assim como a Fazenda Pública não pode fazer lançamento em
relação a fatos ocorridos em período atingido pela decadência, igual restrição se faz ao sujeito passivo.
O prazo decadencial de 5 anos opera-se tanto para o Fisco, quanto para o contribuinte.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 1402-000.696
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausentes momentaneamente, os Conselheiros Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Participou do julgamento, o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro.
Nome do relator: Moisés Giacomelli Nunes da Silva
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RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. PRAZO PARA RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO ORIGINAL. O disposto no artigo 149, parágrafo único, do CTN, prevendo que a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública também se aplica ao sujeito passivo. Decorridos mais de cinco anos da apresentação da DIPJ não cabe retificação da mesma, por iniciativa do sujeito passivo, para inclusão de elementos não constantes da declaração original. Assim como a Fazenda Pública não pode fazer lançamento em relação a fatos ocorridos em período atingido pela decadência, igual restrição se faz ao sujeito passivo. O prazo decadencial de 5 anos operase tanto para o Fisco, quanto para o contribuinte. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausentes momentaneamente, os Conselheiros Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Frederico Augusto Gomes de Alencar. Participou do julgamento, o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva – Relator Fl. 70DF CARF MF Emitido em 02/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 15374.904177/200871 Acórdão n.º 140200.696 S1C4T2 Fl. 0 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório RIGHTWAY CONSULTORIA E SISTEMAS LTDA, já qualificada nos autos, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF), recorre da decisão de primeira instância, que julgou improcedente seu pleito. Consta da decisão recorrida o seguinte relato: Versa este processo sobre PER/DCOMP. A DERAT/RJO, através do Despacho Decisório nº 781151356 (fl. 11), não homologou a compensação declarada nos PER/DCOMP que relaciona. O despacho decisório contém a seguinte fundamentação: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, constatouse que não houve apuração de crédito na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) correspondente ao período de apuração do saldo negativo informado no PER/DCOMP. Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$26.623,49 Valor do crédito na DIPJ: R$0,00 O interessado, cientificado em 22/08/2008 (fl. 10), apresentou, em 19/09/2008, manifestação de inconformidade (fls. 12/15). Nesta peça, alega, em síntese, que houve erro no preenchimento da DIPJ, que foi corrigido por DIPJ retificadora. A decisão recorrida está assim ementada: COMPENSAÇÃO. Mantémse o despacho decisório, se não elididos os fatos que lhe deram causa. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. No voto condutor do acórdão de primeira instância destacamse os seguintes fundamentos: A DRF, ao confrontar as informações prestadas no PER/DCOMP (tipo de crédito: saldo negativo) com as da DIPJ, não localizou o crédito pleiteado (na DIPJ constava saldo zero). Na manifestação de inconformidade, o interessado não elide os fatos apontados no Despacho Decisório. Alega, apenas, que houve erro no preenchimento da DIPJ, que foi retificada. Fl. 71DF CARF MF Emitido em 02/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 15374.904177/200871 Acórdão n.º 140200.696 S1C4T2 Fl. 0 3 O interessado foi cientificado do Despacho Decisório em 22/08/2008 (fl. 10). A DIPJ retificadora foi transmitida em 18/09/2008 fl. 18. A DIPJ deveria ter sido retificada antes da apresentação do PER/DCOMP. O interessado teve, ainda, a oportunidade de efetuar a retificação antes da emissão do Despacho Decisório (foi cientificado das inconsistências apuradas pela DERAT e intimado, através do Termo de Intimação nº 608969738, juntado às fls. 26/29, a retificar a DIPJ ou o PER/DCOMP). Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário em 10/02/2011, fls. 39 e seguintes, alegando, em síntese, que: cometeu um erro no preenchimento na Ficha 13A Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real (em anexo), consignando na linha 140 valor de R$ 5.197,00, por ter equivocadamente entendido que o referido valor não poderia ser superior ao valor apurado na linha 01 da mesma ficha, ou seja, o Imposto Sobre o Lucro Real, deixando de consignar o saldo dos valores do Imposto de Renda Retido na Fonte na linha 13 (R$ 8.140,33), do Imposto de Renda Retido na Fonte por Órgão Público na linha 14 (R$ 11.718,19), não compensados com os recolhimentos do Imposto de Renda Mensal Pago por Estimativa e, ainda, o próprio Imposto de Renda Mensal Pago por Estimativa na linha 16 (R$ 11.961,97); percebendo o erro cometido, apresentou a DIPJ/2000 retificadora (recibo de entrega em anexo), corrigindo as informações na Ficha 13A (ficha retificada em anexo), demonstrando de fato o crédito no valor de R$ 26.623,49; Conforme instrução do Voto da Relatora Maria de Lourdes Marques, o art. 170 do Código Tributário Nacional Lei n° 5.172/66 dispõe que o direito creditório alegado deve preencher dois requisitos: o da liquidez, que resta inequívoco com a demonstração detalhada da composição do crédito apresentada no item 2.3 anterior e nas correspondentes fichas da DIPJ/2000 Retificadora apresentada; o da certeza, que igualmente resta inequívoco pelas demonstrações do crédito apresentadas pela REQUERENTE e pelos meios que a DRF dispõe de verificação e comprovação, através do sofisticado sistema de arrecadação e controle dos tributos mantido pela Receita Federal do Brasil; a própria norma administrativa, através da IN SRF n° 166/99, garante o exercício do direito ao crédito tributário estabelecido no art. 66 da Lei n° 8.383/91, ademais que este fora constituído através do cumprimento de obrigação principal antes mesmo dos fatos geradores dos débitos compensados. ao final, “REQUER SEJA REVISTA A DECISÃO EMANADA NO ACÓRDÃO EM REFERÊNCIA E, CONSEQUENTEMENTE, RECONHECIDO 0 CRÉDITO CONSIGNADO E HOMOLOGADAS AS COMPENSAÇÕES CONSTANTES NOS PER/DCOMP RELACIONADOS. É o relatório. Fl. 72DF CARF MF Emitido em 02/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 15374.904177/200871 Acórdão n.º 140200.696 S1C4T2 Fl. 0 4 Voto Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Relator. O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33, do Decreto nº. 70.235 de 06/03/1972, foi interposto por parte legítima, está devidamente fundamentado e preenche os requisitos de admissibilidade. Assim, conheçoo e passo ao exame da matéria. Em litígio o reconhecimento de direito creditório relativo ao Saldo Negativo de Recolhimentos do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (SNRIRPJ), anocalendário de 1999, no valor de R$ 26.623,49 (fl. 2), para fins de DCOMP, que não foi homologada, posto que o crédito não constava na DIPJ/2000 apresentada pelo contribuinte (vide despacho de fl. 11). A contribuinte alegou erro no preenchimento da DIPJ/2000, tendo apresentado retificadora em concomitância com a manifestação de conformidade, 18/09/2008 (fl. 1819). Na decisão de 1a. instância prevaleceu o entendimento de que a contribuinte não mais poderia ter apresentado a DIPJ Retificadora após a ciência do despacho decisório. No Recurso voluntário, a contribuinte contesta o entendimento da DRJ. O disposto no artigo 149, parágrafo único, do CTN, prevendo que a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública também se aplica ao sujeito passivo. Decorridos mais de cinco anos da apresentação da DIPJ não cabe a retificação da mesma, por iniciativa do sujeito passivo, para inclusão de elementos não constantes da declaração original. Assim como a Fazenda Pública não pode fazer lançamento em relação a fatos ocorridos em período atingido pela decadência, igual restrição se faz ao sujeito passivo. Nos termos do art. 150 do CTN, é de 5 anos o prazo para homologação do autolançamento. Tendo o contribuinte apresentado espontaneamente e tempestivamente a DIPJ e DCTF, bem como realizado os respectivos recolhimentos, incabível a retificação do autolançamento após o prazo de cinco anos, mediante apresentação declarações retificadoras. O prazo decadencial de 5 anos operase tanto para o Fisco quanto para o contribuinte. Não se trata aqui de contagem do prazo para repetição de indébito, seja 5 anos do pagamento, ou 5 anos da homologação (tese dos 5 + 5). ISSO POSTO, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva Fl. 73DF CARF MF Emitido em 02/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL
score : 1.0
Numero do processo: 10850.902222/2013-34
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.511
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Avila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Avila (suplente convocado).
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Avila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Avila (suplente convocado). Relatório Tratase de Pedido de Compensação de crédito contribuição não foi homologada por despacho decisório eletrônico, vez que o DARF teria sido integralmente utilizado para quitar débitos próprios. Inconformada, a empresa apresentou Manifestação de Inconformidade, julgada improcedente pelo Acórdão da DRJ nº 14060.774. Intimado desta decisão, apresentou o Recurso Voluntário ora em apreço, tempestivamente, alegando, em síntese: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .9 02 22 2/ 20 13 -3 4 Fl. 104DF CARF MF Processo nº 10850.902222/201334 Resolução nº 3402001.511 S3C4T2 Fl. 101 2 (i) a ausência de retificação da DCTF não prejudica a validade do crédito do contribuinte, respaldado na indevida extensão do conceito de receita bruta da Lei n.º 9.718/98; (ii) que as provas anexadas pela Recorrente seriam suficientes para respaldar o crédito pleiteado, baseado nas receitas financeiras indicadas no balanço (contribuinte anexou planilha de cálculo, balancete e livro razão à Manifestação de Inconformidade). Em seguida, os autos foram direcionados a este Conselho para julgamento. É o relatório. Resolução Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido n Resolução 3402001.505 de 28 de novembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10850.901549/201399, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402001.505): "O Recurso Voluntário é tempestivo e merece ser conhecido. Contudo, o processo não se encontra suficientemente instruído para julgamento, razão pela qual proponho sua conversão em diligência nos termos a seguir. Em sua defesa, a Recorrente indica que os créditos seriam referentes à extensão inconstitucional da base de cálculo da COFINS Cumulativa pelo art. 3º, §1º, da Lei n.º 9.718/98, especificamente quanto ao período de apuração de 10/2003. Como bem apontado pela r. decisão recorrida, "a ampliação da base de cálculo do PIS e da Cofins, implementada pelo §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, é inconstitucional e deve ser afastada também no âmbito administrativo." No presente caso, a Recorrente apresentou aos autos parte dos documentos contábeis que aduzem o pagamento a maior de COFINS sobre as parcelas que fugiriam ao conceito de faturamento, por não corresponder “à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços”1. Uma vez que o contribuinte trouxe documentos que sugerem a existência do crédito, entendo pela necessidade da conversão do processo em diligência para que a autoridade fiscal de origem oportunize à Recorrente a apresentação de documentos e informações adicionais que podem confirmar sua validade, dentre os quais cópia dos documentos contábeis e da memória de cálculo da COFINS paga e 1 BRASIL. STF. RE 346084, Relator Ministro Ilmar Galvão, Relator para o acórdão Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 09/11/2005, publicado em 01/09/2006. Fl. 105DF CARF MF Processo nº 10850.902222/201334 Resolução nº 3402001.511 S3C4T2 Fl. 102 3 devida no período. Com base nesses documentos e outros que entender pertinente, a autoridade fiscal terá elementos para elaborar relatório fiscal avaliando a existência e validade do crédito pleiteado, com fulcro no conceito de faturamento aceito pelo Supremo Tribunal Federal (receita da venda de mercadorias, da prestação de serviços ou da combinação de ambos). Importante salientar que não está claro nos autos como o contribuinte aproveitou o crédito e qual seria o saldo remanescente do crédito efetivamente passível de aproveitamento na DCOMP objeto do presente processo, sendo crucial que se esclareça quais DCOMPs e quais processos administrativos estariam relacionados ao mesmo crédito. Diante dessas considerações, à luz do art. 29 do Decreto n.º 70.235/722, proponho a conversão do presente processo em diligência para que a autoridade fiscal de origem (Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto/SP): (i) intime a Recorrente para: (i.1) apresentar cópia dos documentos fiscais e contábeis entendidos como necessários para que a fiscalização possa confirmar a composição da base de cálculo da COFINS Cumulativa do período (notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes); (i.2) informar como procedeu com o aproveitamento do crédito da COFINS Cumulativa do processo, informando os pedidos de compensação/restituição transmitidos em relação a este crédito, qual o valor do crédito aproveitado em cada pedido, quais os processos administrativos correspondentes e o status atual dos processos. (ii) elaborar relatório fiscal considerando os documentos e informações apresentados: (ii.1) com a discriminação dos montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, com fulcro no conceito de faturamento aceito pelo Supremo Tribunal Federal (receita da venda de mercadorias, da prestação de serviços ou da combinação de ambos), de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontálos com o recolhido; (ii.2) apurar, se for o caso, o eventual montante de recolhimento a maior em face do referido alargamento da base de cálculo da COFINS Cumulativa ao qual a Recorrente tem direito em razão da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da contribuição pelo art. 3º, §1º, da Lei n.º 9.718/98. Caso seja reconhecido um valor de crédito passível de compensação, 2 "Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias." Fl. 106DF CARF MF Processo nº 10850.902222/201334 Resolução nº 3402001.511 S3C4T2 Fl. 103 4 informar qual o montante creditício que poderá ser aproveitado pela Recorrente no presente processo, considerando os demais processos por ela apresentados relacionados ao mesmo crédito. Concluída a diligência e antes do retorno do processo a este CARF, intimar a Recorrente do resultado da diligência para, se for de seu interesse, se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias." Importante frisar que os documentos juntados pela contribuinte no processo paradigma, como prova do direito creditório, encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu converter o presente processo em diligência para que a autoridade fiscal de origem (Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto/SP): (i) intime a Recorrente para: (i.1) apresentar cópia dos documentos fiscais e contábeis entendidos como necessários para que a fiscalização possa confirmar a composição da base de cálculo do PIS Cumulativo do período (notas fiscais emitidas, as escritas contábil e fiscal e outros documentos que considerar pertinentes); (i.2) informar como procedeu com o aproveitamento do crédito do PIS Cumulativo do processo, informando os pedidos de compensação/restituição transmitidos em relação a este crédito, qual o valor do crédito aproveitado em cada pedido, quais os processos administrativos correspondentes e o status atual dos processos. (ii) elaborar relatório fiscal considerando os documentos e informações apresentados: (ii.1) com a discriminação dos montantes totais tributados e, em separado, os valores de outras receitas tributadas com base no alargamento promovido pelo § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, com fulcro no conceito de faturamento aceito pelo Supremo Tribunal Federal (receita da venda de mercadorias, da prestação de serviços ou da combinação de ambos), de modo a se apurar os valores devidos, com e sem o alargamento, e confrontálos com o recolhido; (ii.2) apurar, se for o caso, o eventual montante de recolhimento a maior em face do referido alargamento da base de cálculo do PIS Cumulativo ao qual a Recorrente tem direito em razão da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da contribuição pelo art. Fl. 107DF CARF MF Processo nº 10850.902222/201334 Resolução nº 3402001.511 S3C4T2 Fl. 104 5 3º, §1º, da Lei n.º 9.718/98. Caso seja reconhecido um valor de crédito passível de compensação, informar qual o montante creditício que poderá ser aproveitado pela Recorrente no presente processo, considerando os demais processos por ela apresentados relacionados ao mesmo crédito. Concluída a diligência e antes do retorno do processo a este CARF, intimar a Recorrente do resultado da diligência para, se for de seu interesse, se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra . Fl. 108DF CARF MF
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Numero do processo: 13847.000129/2004-40
Data da sessão: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Obrigações Acessórias
Exercício: 1999
Ementa: MULTA POR ATRASO. ENTRFGA DA DECLARAÇÃO DE
INFORMAÇÕES - DIPJ - Caracterizado o atraso na entrega da Declaração de Informações, há de se exigir a multa prevista pela inobservância do prazo legal prescrito para o cumprimento da obrigação acessória.
Numero da decisão: 1802-000.527
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório_e_voto-xpre integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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MINIS'fÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13847.000129/2004-40 Recurso n" 341.201 Voluntário Acórdão n" 1802-00.527 — 2" Turma Especial Sessão de 05 de julho de 2010 Matéria Obi igação Acessória Recorrente VALE VERDE S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida 3a Turma/DRJ/Ribeirão Preto/SP Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 1999 Ementa: MULTA POR ATRASO. ENTRFGA DA DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES - DIPJ - Caracterizado o atraso na entrega da Declaração de Informações, há de se exigir a multa prevista pela inobservância do prazo legal prescrito para o cumprimento da obrigação acessória. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório_e_voto-xpre integram o presente julgado,o EDITADo _- Marqu-e'S- Lins ( e Sousa Ilte--A-_elatora. EM: O Li AÍ30 2010 Participaram da sessão de julgamento o. conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente de Turma), José De Oliveira Ler z Corrêa, Gilberto Baptista (Suplente Convocado), Nelso Kichcl, Udwal Casoni De Paul' 'ernandes Junior e João Francisco Bianco (Vice Presidente). Relatório Por ee0.11011).i.a processual e bem descrever a lide, adoto o .relatório da decisão recorrida (fls..48/49) que a seguir transcrevo: Trata o pre.serne processo de auto de infração para exigência de multa por atraso na entrega da Declaração de informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do Exercício de 199.9, da empresa supra, no valor de R$ 70 6.93,45. NOtUicada do lançamento, a interessada apresentou impugnação, alegando que, entregou espontaneamente a declaração, dando conhecimento à Secretaria da Receita 1Weral de toda sua movimentação economico-Jiscal e infirmando ,Sef devedora dos tributos considerados como base de cálculo para a multa cobrada. Aduziu que, com a edição da Lei a' 10.684, de 30 de maio de 2003, formalizou seu pedido de parcelamento especial (Paes), abrangendo todos seus débitos existentes em fase administrativa ou judicial, incluindo, inclusive, aquele considerado como base cálc:do 1para al:%1.¡Caçã G da CabRíCia. Ponderou que o débito ell7 tela, se existia, deveria ter .sido apresentado pela Receita Federal por ocasião do enquadramento no Pae.s, e ni-10 após encerramento do prazo para o parcelamento.. Requereu o cancelamento do débito ou seu enquadramento para ser pago na farina e no prazo estabelecidos no Paes. A empresa interessada foi cientificada da decisão proferida no Acórdão n0 14-17.235, de 11 de outubro de 2007, Ils,48/50, conforme Aviso de Recebimento (AR), 11.54, em 20/12/2007, e, inconformada, interpôs recurso .voluntario ao Conselho de Contribuintes (1155/58), em 18/01/2008 que, em síntese, traz os mesmos argumentos expendidos na impugnação. 11:, o relatório. Processo o" 13847 000129/2004-10 S1-TE02 Acórdão o 1802-00.527 Fl. 2 Voto Conselheira Relatora Ester Marques I.,ins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n" 70,2.35/72. Assim, dele conheço. Analisando os documentos que compõem o processo, verifica-se que a contribuinte apresentou a Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica — D111/1999, em 29/08/2003, após o prazo fixado pela Secretaria da Receita Federal, para 29/1 0/1.999, O atraso na entrega da. DIPIR 999 revela o descumpránento, do prazo fixado pela, norma, de uma atividade fiscal exigida do contribuinte. É regra. de conduta formal que não) se confunde com o não pagamento de tributo, nem com as multas decorrentes por tal procedi mento,. Com efeito, cumpre à autoridade administrativa aplicar a multa prevista pela inobservância do prazo legal prescrito para o cumprimento da obrigação acessória. A apresentação da declaração de Informações — DIPj pelas pessoas jurídicas obrigadas, quando intempestiva, enseja. a aplicação da multa por atraso na. entrega, conlbrme prescrito no art.. 88 da Lei n" 8..981/95 e, na Lei ri' 10.426/2002 (art..7", inciso I) que transcrevo a seguir: 7 O ,$)deito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais -1X.:71--, Declaração Simplificada da Pessoa Juridica, Declaração de Inurosio de Renda Retido na Fonte - IMRE e Demonstrativo de Apuração de Contribuições D00011, nos prazos .fixados, Ou que as apresentar' com incorreções ou omissões, SCFá intimado a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, Ou O prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal - SRF, sujeitar-se-á às seguintes multas: (Redação dada pela Lei n" 11.051, de 2004) - de 2%1'dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidente .sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica infirmado na DIRI, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 209/0(vinte por cento), observado o disposto no § 3"; ) • Fmbora a Recorrente tenha tomado às providências lecessárias para regularizar a. sua situação perante o órgão administrativo, as mesmas foram extempo neas, o que não lhe exime da exigência da multa pelo descumprimento da obrigação acessória. 3 Dessa forma, estando a interessada obrigada à apresentação da Declaração de Informações (DIPJ/99), e, sendo ineonteste que, apresentou a Declaração, corri atraso, é de se manter a exigência da multa no valor lançado. A recorrente também alega que, com a edição da Lei n° 10.684, de 30 de maio de 2003, formalizou seu pedido de parcelamento especial (Paes), abrangendo todos seus débitos existentes em fase administrativa ou judicial, incluindo, aquele considerado como base de cálculo para aplicação da multa cobrada. A recorrente traz como paradigma ao alegado a decisão da mesma 1)R] no processo 13847.000136/2004-41, desse contribuinte, Acórdão n° 14-13.183 - 4 a Turma da DRI/RPO, nos seguintes termos (11.62): Quanto à alegação vinculada ao PAES, é de se registrar que, nos termos da leg,islação de regência, cabe a inda São, independentemente da data em que viriam a ser lançadas, as multas por atraso relativas às declarações cujo prazo para apresentação eneetTOU-SC anteriormente a 28/02/2003 e respectiva entrega tenha se efetivado até 28 de novembro de 2003 Atendendo essas condições deve a autoridade preparadora providenciar que sejam incluídas no parcelamento especial, com atenção ao disposto no § 7" do art I" da Lei a' 10684/2003 Nesse ponto, entendo que se trata de matéria distinta do auto de infração, obj ,-tr, à ,, uteridad ,- p-dido d,- no parcelamento, à luz da Lei n° 10.684/2003, Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Estef-Marqües Linsdçiuí // 4 • W:rri ra ( . I NISTERIO DA FAZENDA fls. CONSELHO ADUNISTRATIVO DE RECURSOS FISCAiS SEGUNDA CAMARA/1 a SESSÃO Processo 13@•?11--Ocú iza/0o-4o Interessado(a) ¡Ad, Vp.ru,e 3/ TERMO DE JUNTADA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS — CARF 2 Câmara/1' Sessão Deciarc que juntei aos autos á Acórdão n' °z--C°•5-r4 , Encarninhom-se os presentes autos à Delegacia da Receita Federal em ...
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