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Numero do processo: 10166.004020/2004-52
Data da sessão: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Aug 23 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.677
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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Numero do processo: 11007.000672/2001-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.970
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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DRJ/FLORIANOPOLIS/SC Processo n° Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. LUIZ ROBERTO DOMINGO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffinarm. Processo n.° 11007.000672/2001-61 Resolução n°301-1.970 CC03/C01 Fls. 337 RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário apreciado por esse Conselho em 17 de Outubro de 2006, Resolução n°. 301-1.720, que converteu o Julgamento em Diligencia, por entender ser necessária a juntada de documentos comprobatórios para o Julgamento da lide, em consonância com o voto do Ilustre Relator Carlos Henrique Klaser Filho. Por bem relatar os fatos ocorridos, peço vênia ao ilustre Relator supra mencionado para adotar o Relatório dantes proferido nesses autos: "Trata-se de Auto de Infração o qual exige do contribuinte o recolhimento do Imposto de Exportação incidente sobre as mercadorias constantes do Registro de Exportação (RE) n" 00/1022575-001, registrado em 27/09/2000, vinculado à Declaração de Despacho de Exportação (DEE) n°2000780520/9, registrada em 24/10 (fls. 08/20). Segundo a fiscalização, a época do registro do RE, 27/09/2000, estava ern vigor o Decreto n' 3.586, de 05/09/2000, que fixava em seu art. 1°, a aliquota de 150% para o tipo de mercadoria descrita no RE, qual seja, cabos de filamentos artificiais de acetato de celulose, classificados sob o código 5502.00.10 da TIPI. Em impugnação de }Is. 43/55, a exportadora alega que: - o fato gerador do IE, segundo a definição do CTN, é a saída das mercadorias do território, e não o registro de exportação como dispõe o Decreto-Lei n" 1.578/1977; - que o referido Decreto-Lei criou uma confusão a respeito do fato gerador di Imposto de Exportação, criando dois fatos típicos cabíveis para incidência do IE: o do CT1V, saída da mercadoria e outro da data de expedição da guia de exportação; - que o referido decreto foi recebido na Constituição de 1988 como lei ordinária, e assim sendo, não guarda consonância material com a lei complementar referida pela Constituição Federal, que é o Código Tributário Nacional e por isso não tem validade sua aplicação; - que não houve a ocorrência do fato gerador do imposto, tendo em vista que as mercadorias encontram-se retidas na repartição aduaneira, não tendo deixado o território nacional. Portanto, a alíquota a ser aplicada não é a do Decreto n" 3.586/2000, mas sim, a atual aliquota do imposto; - que é indevida a aplicação da taxa de juros SELIC, pois esta taxa caracterizou-se como remuneração e não como indenização para recompor o patrimônio lesado pela mora do devedor; 2 Processo n.° 11007.000672/2001-61 Resolução n.° 301 -1.970 CC03/COl Fls. 338 - por fim, requer a insubsistência do Auto de infração ,ou no minim), a aplicação dos juros legais referidos no artigo 161, 1", do CTN. Em decisão de primeira instância, a DRJ de Florianópolis decidiu por julgar procedente o lançamento, sob o fundamento de que aplica-se a legislação que fixa as aliquotas o imposto vigente à época da ocorrência do fato gerador que, de acordo corn o artigo 222 do RA, é a data do Registro de Exportação. Quanto aos juros de mora e a taxa SELIG, entendeu cabível, por estar prevista em lei. Em .fls. 74/77, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário, reiterando seus argumentos expostos na Impugnação." Tendo em vista a conversão do Julgamento em Diligência foi requerido que a contribuinte trouxesse aos autos os seguintes documentos: - certidão de objeto e pé relativa à decisão judicial interposta; e - cópias legíveis das principais peps processuais: petição inicial, liminar concedida, sentença, trânsito em julgado da sentença, cópia da apelação e das contra razões de apelação, bem como, do acórdão pro latado e do seu trânsito em julgado, caso haja estes últimos. Atendida a diligência (fls. 204/335) os autos retornam para apreciação. o relatório. 3 Processo n.° 1 1007.000672 12001-61 Resoluvio n.° 301-1.970 CC03.,C01 Fls. 339 VOTO Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator Ainda que o presente feito já tenha tido seu julgamento convertido em diligência, quando da apreciação dos fatos e alegações verifiquei não haver elementos suficientes para um julgamento seguro acerca da matéria. A primeira constatação que faço diz respeito ao regime que o orientou a exportação, ou seja, o RE constante no processo indica no campo 2, a, o código 81101, próprio de drawback, cujo Ato Concessório está 2000/000001229. A segunda constatação refere-se A declaração feita pela Recorrente ern juizo de que com a apreensão da mercadoria e respectiva demora para liberação "houve desistência formal da autora em realizar a exportação (devidamente comunicada a SRF, conforme docs. 33/34), tendo em vista o superveniente desinteresse do importador em face da exagerada demora na liberação das mercadorias.". Por esse motivo entendo que o julgamento deve ser convertido novamente em diligência à repartição de origem a fim de que seja atendido ao que segue: I — Esclareça a fiscalização sobre a existência de Drawback em face dos códigos e declarações constantes do Registro de Exportação, bem como, sua influencia no presente feito; 2 — Expeça-se oficio a SECEX a fim de que forneça cópia do Ato Concessário n" 2000/000001229, bem como, informações a respeito de sua conclusão e cumprimento; e 3 — Intime-se a Recorrente para apresentar comprovação da alegada não exportação da mercadoria em questão e respectivo cancelamento do processo de exportação perante a Receita Federal. Concluida a diligência intime-se a Recorrente para, querendo, pronunciar-se acerca de seu resultado no prazo de 30 (trinta) dias, garantindo-se assim a ampla defesa e o contraditório. Sala das Sessões, em 1 dej ho de 008 LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator 4
score : 1.0
Numero do processo: 18050.006955/2009-97
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006
LEGITIMIDADE. UNIÃO. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL.
A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo.
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA.
Inexistindo dispositivo de lei federal atribuindo às verbas recebidas por membros do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a mesma natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, descabe excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda, haja vista ser vedada a extensão com base em analogia em sede de não
incidência tributária.
MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL.
Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.677
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Eivanice Canário da Silva e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso.
Nome do relator: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004, 2005, 2006 LEGITIMIDADE. UNIÃO. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃO INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. Inexistindo dispositivo de lei federal atribuindo às verbas recebidas por membros do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a mesma natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, descabe excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda, haja vista ser vedada a extensão com base em analogia em sede de não incidência tributária. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Sandro Machado dos Reis, Eivanice Canário da Silva e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2082; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 116 1 115 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18050.006955/200997 Recurso nº 900.648 Voluntário Acórdão nº 280101.677 – 1ª Turma Especial Sessão de 27 de julho de 2011 Matéria IRPF Recorrente ALZENI CONCEIÇÃO BARRETO ALVES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 LEGITIMIDADE. UNIÃO. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL. A repartição da receita tributária pertencente à União com outros entes federados não afeta a competência tributária da União para instituir, arrecadar e fiscalizar o Imposto sobre a Renda. Portanto, não implica transferência da condição de sujeito ativo. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. VALORES INDENIZATÓRIOS DE URV. VEDAÇÃO À EXTENSÃO DE NÃOINCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. Inexistindo dispositivo de lei federal atribuindo às verbas recebidas por membros do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a mesma natureza indenizatória do abono variável previsto pelas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, descabe excluir tais rendimentos da base de cálculo do imposto de renda, haja vista ser vedada a extensão com base em analogia em sede de não incidência tributária. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Não comporta multa de oficio o lançamento constituído com base em valores espontaneamente declarados pelo contribuinte que, induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora, incorreu em erro escusável no preenchimento da declaração de rendimentos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, pelo voto de qualidade, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de ofício, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Fl. 120DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 117 2 Sandro Machado dos Reis, Eivanice Canário da Silva e Luiz Cláudio Farina Ventrilho que davam provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Trata o presente processo de auto de infração, às fls. 02/10, onde está o fisco a exigir do contribuinte o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 118.226,04, sendo R$ 54.757,11 a título de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), além de R$ 41.067,81 de multa de oficio, e R$ 22.401,12 de juros de mora, estes calculados até 30 de setembro de 2009. A exigência fiscal decorreu da revisão efetuada nas declarações de ajuste anual apresentadas ao fisco, relativas aos exercícios 2005, 2006, e 2007. Asseverou a autoridade fiscal que o sujeito passivo classificou indevidamente, nestas declarações, rendimentos tributáveis como sendo rendimentos isentos e não tributáveis. Tais valores foram recebidos do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia a título de “Valores Indenizatórios de URV”, em 36 (trinta e seis) parcelas no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, em decorrência da Lei Estadual n° 8.730, de 08 de setembro de 2003. O autuante destacou que estas diferenças recebidas teriam natureza eminentemente salarial, pois decorreram de diferenças de remuneração ocorridas quando da conversão de Cruzeiro Real para URV em 1994, e deste modo, estariam sujeitas à incidência do imposto de renda, sendo irrelevante a denominação dada ao rendimento. Esclareceu ainda a autoridade lançadora que na apuração do imposto devido não foram consideradas as diferenças salariais que tinham como origem o décimo terceiro salário, por estarem sujeitas à tributação exclusiva na fonte, nem as que tinham como origem o abono de férias (conversão de férias), em atendimento ao despacho do Ministro da Fazenda publicado no DOU de 16 de novembro de 2006, que aprovou o Parecer PGFN/CRJ n° 2.140/2006. Acrescentou que o cálculo efetuado no lançamento também obedeceu ao disposto no Parecer PGFN/CRJ n° 287/2009, que dispõe sobre a forma de apuração do imposto de renda incidente sobre rendimentos recebidos acumuladamente. Inconformado com a exigência o sujeito passivo apresentou em 22/10/2009 a impugnação às fls. 34/73, assinada por seus procuradores. Em defesa contra a autuação argumentou que: não classificou indevidamente os rendimentos recebidos a titulo de URV, pois o enquadramento de tais rendimentos como isentos de imposto de renda encontrase em perfeita consonância com a legislação instituidora de tal verba indenizatória; Fl. 121DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 118 3 segundo a legislação que regulamenta o imposto de renda, caberia à fonte pagadora, no caso o Estado da Bahia, e não ao autuado, o dever de retenção do referido tributo. Portanto, se a fonte pagadora não fez tal retenção, e levou o autuado a informar tal parcela como isenta, não tem este último qualquer responsabilidade pela infração; mesmo que tal verba fosse tributável, não caberia a aplicação da multa de oficio, pois o autuado teria cometido erro escusável em razão de ter seguido orientações da fonte pagadora; o Ministério da Fazenda, em resposta à Consulta Administrativa feita pela Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, também, teria manifestadose pela inaplicabilidade da multa de oficio, em razão da flagrante boafé dos autuados, ratificando o entendimento já fixado pelo AdvogadoGeral da Unido, através da Nota AGU/AV 12/2007. Na referida resposta, o Ministério da Fazenda reconhece o efeito vinculante do comando exarado pelo Advogado Geral da União perante à PGFN e à RFB; o lançamento fiscal seria nulo por ter tributado de forma isolada os rendimentos apontados como omitidos, deixando de considerar a totalidade dos rendimentos e deduções cabíveis; ainda que o valor decorrente do recebimento da URV em atraso fosse considerado como tributável, não caberia tributar os juros incidentes sobre ele, tendo em vista sua natureza indenizatória; em razão da distribuição constitucional das receitas, todo o montante que fosse arrecado a titulo de imposto de renda incidente sobre os valores pagos a titulo de URV teriam como destinatário o próprio Estado da Bahia. Assim, se este Ultimo classificou legalmente tais pagamentos como indenização, foi porque renunciou ao recebimento; é pacifico que a União é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da relação processual nos casos em que o servidor deseja obter judicialmente a isenção ou a não incidência do IRRF, posto que além de competir ao Estado tal retenção, é dele a renda proveniente de tal recolhimento. Pelo mesmo motivo, poderia concluirse que a União é parte ilegítima para exigir o referido imposto se o Estado não fizer tal retenção; independentemente da controvérsia quanto à competência ou não do Estado da Bahia para regular matéria reservada à Lei Federal, o valor recebido a titulo de URV tem a natureza indenizatória. Neste sentido já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal, o Presidente do Conselho da Justiça Federal, Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, Poder Judiciário de Rondônia, Ministério Publico do Estado do Maranhão, bem como, ilustres doutrinadores; o STF, através da Resolução n° 245, de 2002, deixou claro que o abono conferido aos Magistrados Federais em razão das Fl. 122DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 119 4 diferenças de URV tem natureza indenizatória, e que por esse motivo não sofre a incidência do imposto de renda. Assim, tributar estes mesmos valores recebidos pelos Magistrados Estaduais constitui violação ao principio constitucional da isonomia. Na seqüência, após análise dos autos, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador(BA) decidiu, por unanimidade de votos, pela improcedência da impugnação, mantendo, assim, o crédito tributário lançado (Acórdão DRJ/SDR nº 1521.858, de 02/12/2009, às fls. 78/80). Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 18/01/2010, conforme documento às fls. 113/114, o sujeito passivo, interpôs, em 17/02/2010, por meio de seus advogados, o Recurso Voluntário às fls. 83/112. Em sua defesa, reitera os argumentos postos quando da impugnação ao lançamento, arguindo os seguintes pontos: i) inexistência de conduta hábil à aplicação de multa de ofício, face à responsabilidade exclusiva da fonte pagadora e diante do efeito vinculante de Consulta Administrativa realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; ii) nulidade do lançamento, motivada pela forma inadequada de apuração da base de calculo do tributo lançado; iii) não incidência do Imposto de Renda sobre os juros moratórios e/ou compensatórios; iv) natureza indenizatória dos valores (diferenças de URV) pagos em atraso; v) da ilegitimidade da União para cobrar imposto de renda que pertence, por determinação constitucional, ao Estado; e vi) violação ao princípio constitucional da isonomia (art. 150, inciso II, da Constituição Federal). Ao final, requer seja acolhido e totalmente provido o seu recurso, para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado, e na hipótese de ser mantida a ação fiscal, seja excluída a incidência da multa de ofício de 75%. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. De início, cabe ser apreciada a preliminar suscitada pela recorrente, relacionada à falta de legitimidade da União para exigir o imposto de renda lançado nos autos. Quanto a essa questão devese salientar que a Constituição Federal, norma maior a qual todas as outras se vinculam obrigatoriamente, em regras e princípios, define a competência sobre o tributo em apreço: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I importação de produtos estrangeiros; Fl. 123DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 120 5 II exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; III renda e proventos de qualquer natureza; (grifei) Atentese para o fato de que a distribuição da renda arrecadada com outros entes da federação não altera a competência da União quanto ao Imposto sobre a Renda, conforme o preceito contido no art. 6º, parágrafo único, do Código Tributário Nacional CTN: Art. 6º. A atribuição constitucional de competência tributária compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei. Parágrafo único. Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito público pertencerá à competência legislativa daquela a que tenham sido atribuídos. (destaquei) Cumpre ainda frisar que as atribuições de arrecadar e fiscalizar o Imposto de Renda, compreendidas na competência tributária, jamais foram transferidas pela União aos Estados ou Municípios, ocupando aquela, indubitavelmente, a posição de sujeito ativo nas relações que versam sobre o tributo em comento. Rejeitase, portanto, a preliminar suscitada pela recorrente. No mérito, com relação ao alegado caráter indenizatório dos valores recebidos, ressaltese que o imposto em questão incide sempre que houver aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda e de proventos de qualquer natureza. O termo “proventos de qualquer natureza” é fórmula ampla da qual lançou mão o legislador para evitar controvérsias sobre o conceito de renda. Nele se inclui todo o acréscimo do patrimônio contábil do contribuinte, mensurável monetariamente. No presente caso, a contribuinte enquadrou no campo de rendimentos isentos e não tributáveis de suas declarações de ajuste anual dos exercícios 2005, 2006 e 2007, valores recebidos do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. Segundo a interessada, tais importâncias recebidas seriam isentas de imposto de renda, com base na Lei do Estado da Bahia n° 8.730, de 08/09/2003, e por analogia à Resolução nº 245, de 12/12/2002, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria deixado claro que o abono conferido aos magistrados federais em razão das diferenças de URV possui natureza indenizatória. Ora, de acordo com a Resolução do Supremo Tribunal Federal (STF) nº 245, de 2002, o abono, tratado no artigo 2º da Lei nº 10.474, de 27 de junho de 2002 e no artigo 6º da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998, foi considerado de natureza indenizatória. Entretanto, o referido ato do STF atribuiu natureza jurídica indenizatória ao abono variável devido apenas aos Magistrados do Poder Judiciário Federal, tratado pela Lei nº 9.655, de 1998 e pela Lei nº 10.474, de 2002. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 121 6 Registrese ainda que somente com o advento da Lei nº 10.477, de 2002, os membros do Ministério Público da União passaram a fazer jus ao abono variável criado pela Lei nº 9.655, de 1998, nos termos do art. 2º, abaixo transcrito: Art. 2o O valor do abono variável concedido pelo art. 6º da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998, é aplicável aos membros do Ministério Público da União, com efeitos financeiros a partir da data nele mencionada, passa a corresponder à diferença entre a remuneração mensal percebida pelo membro do Ministério Público da União, vigente à data daquela Lei, e a decorrente desta Lei. §1o Serão abatidos do valor da diferença referida neste artigo todos e quaisquer reajustes remuneratórios percebidos ou incorporados pelos membros do Ministério Público da União, a qualquer título, por decisão administrativa ou judicial, após a publicação da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998. §2o Os efeitos financeiros decorrentes deste artigo serão satisfeitos em 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas, a partir do mês de janeiro de 2003. §3o O valor do abono variável da Lei nº 9.655, de 2 de junho de 1998, é inteiramente satisfeito na forma fixada neste artigo. Destaquese que referido abono variável, nos moldes da Lei nº 10.477, de 2002, se restringia ao Ministério Público da União. Todavia, neste caso, a contribuinte não faz parte dos quadros da Magistratura Federal nem do Ministério Público da União, pertencendo ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, não podendo tal Resolução do STF ser estendida às verbas pagas à recorrente, pois isto resultaria na concessão de isenção sem lei federal especifica. Salientese que, em momento algum, houve pronunciamento do STF ou do Ministro da Fazenda acerca das naturezas jurídica e tributária dos rendimentos recebidos com fulcro na Lei do Estado da Bahia n° 8.730, de 08/09/2003. Atribuir aos rendimentos em exame a mesma natureza do abono variável destacado nas Leis nºs 10.474 e 10.477, de 2002, seria estender os limites da não incidência tributária sem previsão de lei federal para tal exegese. Não se pode olvidar que é defeso ao aplicador do direito valerse da analogia para excluir rendimentos do campo de incidência tributária. As exceções fiscais devem verter expressamente do texto legal, em respeito ao princípio contido no art. 111, do citado CTN. Assim, descabe na hipótese dos autos atribuir aos rendimentos recebidos pela recorrente idêntica natureza do abono variável pago aos Magistrados Federais e aos membros do Ministério Público da União, não havendo nisso nenhuma ofensa ao Princípio Constitucional da Isonomia (art. 150, II, da Constituição Federal), posto que inexiste lei federal conferindo identidade de tratamento tributário entre essas verbas. Deveras, segundo a legislação de regência, a interessada estava obrigada a informar na declaração de ajuste, independente da existência de retenção, todos os seus rendimentos, sendo que a tributação da renda das pessoas físicas é feita essencialmente em bases anuais. A tributação mensal não exclui a anual. Em verdade, o valor do imposto devido Fl. 125DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 122 7 que prevalece é o apurado na declaração de ajuste anual, que tem por base todos os rendimentos do anocalendário. Os valores pagos pela contribuinte durante o ano, inclusive mediante retenção na fonte, são meras antecipações do imposto calculado na declaração (art. 8º e inciso II do art. 15 da Lei n° 8.383, de 1991, inciso III do art. 16 da Lei nº 8.981, de 1995). Havendo diferença entre o pago e o devido, esta diferença deve ser recolhida aos cofres da União, no prazo fixado em lei (inciso III do art. 15 e art. 17 da Lei nº 8.383, de 1991 e art. 17 da Lei nº 8.981, de 1995). Destarte, a própria sistemática do regime de fonte e de declaração de ajuste anual confere ao Fisco Federal o poder de exigir da contribuinte o imposto devido sobre rendimentos tributáveis, mesmo que não retido anteriormente pela fonte pagadora. Há, com isso, mero deslocamento temporal do gravame a ser suportado pela contribuinte, que deixa de ser o momento da percepção dos rendimentos e passa a ser o do vencimento do imposto devido na declaração. A jurisprudência firmada neste Conselho Administrativo quanto à matéria, após prolongado estudo e debate, firmouse no sentido da legitimidade da exigência na figura do contribuinte pessoa física. Transcritas a seguir algumas ementas: IMPOSTO DE RENDA NA FONTE FALTA DE RETENÇÃO OBRIGATORIEDADE DE INCLUSÃO DOS RENDIMENTOS NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL A falta de retenção do imposto de renda pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da obrigação de incluílos, para tributação, na declaração de rendimentos, já que se a previsão da tributação na fonte se dá por antecipação do imposto devido na declaração de ajuste anual e se a ação fiscal ocorrer após o anocalendário da ocorrência do fato gerador, incabível a constituição de crédito tributário através do lançamento de imposto de renda na fonte na pessoa jurídica pagadora dos rendimentos. O lançamento, a título de imposto de renda, se for o caso, deverá ser efetuado em nome do contribuinte, beneficiário do rendimento, exceto no regime de exclusividade do imposto na fonte. (Ac 10418928) IMPOSTO DE RENDA NA FONTE A TÍTULO DE ANTECIPAÇÃO DO IMPOSTO DEVIDO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL — AÇÃO FISCAL INICIADA APÓS A OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR E DATA DA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL — BENEFICIÁRIOS IDENTIFICADOS — EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA PELO RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DEVIDO — Sendo o imposto de renda na fonte tributo devido mensalmente pelo beneficiário do rendimento, cujo "quantum" deverá ser informado na Declaração de Ajuste Anual para a determinação de diferenças a serem pagas ou restituídas, e se a ação fiscal desenvolveuse após a ocorrência do fato gerador e data da entrega da Declaração de Ajuste Anual, incabível a constituição de crédito tributário através do lançamento de imposto de renda na fonte na pessoa jurídica pagadora dos rendimentos. O lançamento, a título de imposto de renda pessoa física, se for o caso, há que ser efetuado em nome do sujeito passivo direto da obrigação tributária, ou seja, o Fl. 126DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 123 8 beneficiário e titular da disponibilidade jurídica e econômica do rendimento, exceto no regime de exclusividade do imposto na fonte. A falta de retenção do imposto de renda na fonte pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da obrigação de incluílos, para fins de tributação, na Declaração de Ajuste Anual. Esta inclusão deverá ser efetuada pelo sujeito passivo direto da obrigação tributária ou, "exofficio", pela Autoridade Fiscal. (Ac. 10245717 e 10245379). (grifos nossos) Acrescentese que esta matéria já se encontra pacificada no âmbito deste Conselho, por meio da Súmula nº 12, em vigor desde de 22/12/2009: Súmula CARF nº 12 Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. No mais, verificase que foram utilizadas as alíquotas corretas na apuração do imposto devido, consideradas as deduções pertinentes, como também foram excluídas da base de cálculo do tributo as parcelas incidentes sobre férias indenizadas e 13° salário. Na esteira das considerações precedentes, concluise que, no caso vertente, não há embasamento legal para se considerar os rendimentos em causa (incluídos os juros moratórios) como isentos ou não tributáveis, uma vez que estão explicitamente definidos em lei como rendimentos tributáveis, devendo a autoridade administrativa basearse na legislação tributária vigente, em consonância com o princípio da estrita legalidade estabelecido na Constituição Federal. No tocante à multa de ofício, revejo o entendimento que havia manifestado em julgados anteriores relativamente a essa mesma matéria. Assim, curvome ao posicionamento adotado majoritariamente por este Egrégio Conselho no sentido de que é incabível a exigência de tal penalidade quando o contribuinte demonstra ter sido induzido pelas informações prestadas pela fonte pagadora quanto à não tributação dos rendimentos recebidos, incorrendo, deste modo, em erro escusável. Nesse mesmo sentido, cito os acórdãos 10616801 e 19600065, do então Primeiro Conselho de Contribuintes, e mais, o acórdão 104145.376, da Câmara Superior de Recursos Fiscais, a seguir transcritos: MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO. Deve ser excluída do lançamento a multa de ofício quando o contribuinte agiu de acordo com orientação emitida pela fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os rendimentos por ele recebidos. (...) (Acórdão 10616801, de 06/03/2008, relator o Conselheiro Luiz Antonio de Paula) MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Se o contribuinte, induzido pelas informações prestadas por sua fonte pagadora, um ente estatal que qualificara de forma equivocada os Fl. 127DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 18050.006955/200997 Acórdão n.º 280101.677 S2TE01 Fl. 124 9 rendimentos por ele recebidos, incorreu em erro escusável quanto à tributação e classificação dos rendimentos recebidos, não deve ser penalizado pela aplicação da multa de ofício.(...) (Acórdão nº 19600065 de 02/12/2008, relatora a Conselheira Valéria pestana Marques) IRPF. MULTA DE OFÍCIO. ERRO ESCUSÁVEL. Tendo a fonte pagadora (Assembléia Legislativa do Estado de Roraima) prestado informação equivocada aos deputados estaduais com relação à natureza dos valores pagos a título de ajuda de custo, o erro cometido pelo contribuinte no preenchimento das declarações de ajuste anual é escusável. Assim, o lançamento que reclassificou ditos rendimentos de isentos e não tributáveis para tributáveis não comporta a exigência da penalidade de ofício. (Acórdão 106145.376, de 18/08/2009, relator o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage) Por fim, com relação aos juros de mora, estes constituem mera atualização do valor do tributo para assegurarlhe a manutenção do seu valor quando pago a destempo, não se trata de sanção e possui previsão legal de incidência. Isto posto, VOTO por rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, por dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária a multa de ofício de 75%. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 128DF CARF MF Emitido em 08/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 10/08/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001930/2007-60
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. Os rendimentos
recebidos pelos anistiados políticos, nos termos da Lei nº 10.559, de 2002, são isentos do imposto de renda apenas a partir de 29 de agosto de 2002.
RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. A isenção do
imposto de renda dos rendimentos relacionados § 1º do Decreto nº 4.897/03 não está condicionada a prévio requerimento de substituição do pagamento daqueles rendimentos pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada, instituído pela Lei nº 10.559/2002.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2801-001.531
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada os rendimentos de anistiado político auferidos a partir de 29/08/2002, o que corresponde ao montante de R$ 25.496,80, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2003 RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. Os rendimentos recebidos pelos anistiados políticos, nos termos da Lei nº 10.559, de 2002, são isentos do imposto de renda apenas a partir de 29 de agosto de 2002. RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. A isenção do imposto de renda dos rendimentos relacionados § 1º do Decreto nº 4.897/03 não está condicionada a prévio requerimento de substituição do pagamento daqueles rendimentos pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada, instituído pela Lei nº 10.559/2002. Recurso parcialmente provido.
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ISENÇÃO. Os rendimentos recebidos pelos anistiados políticos, nos termos da Lei nº 10.559, de 2002, são isentos do imposto de renda apenas a partir de 29 de agosto de 2002. RENDIMENTOS DE ANISTIADO POLÍTICO. ISENÇÃO. A isenção do imposto de renda dos rendimentos relacionados § 1º do Decreto nº 4.897/03 não está condicionada a prévio requerimento de substituição do pagamento daqueles rendimentos pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada, instituído pela Lei nº 10.559/2002. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo lançada os rendimentos de anistiado político auferidos a partir de 29/08/2002, o que corresponde ao montante de R$ 25.496,80, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. EDITADO EM: 21/04/2011 Fl. 63DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende (Presidente), Tânia Mara Paschoalin, Ewan Teles Aguiar, Walter Reinaldo Falcão Lima, Sandro Machado dos Reis. Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05/09, tendo sido constatada omissão de rendimentos relativos ao anocalendário de 2002 recebidos do Comando da Marinha e da Companhia de Engenharia de Tráfego, resultando em um imposto suplementar no valor de R$ 8.528,82, mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/04, e documentos de fls. 05/22, acatada como tempestiva, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância, que: os rendimentos recebidos do Comando da Marinha são isentos por força do parágrafo único, artigo 9º, da Lei nº 10.559, de 13/11/2002. Quanto aos rendimentos da Companhia de Engenharia de Tráfego, o interessado admite ter cometido engano na elaboração da declaração retificadora ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJRio de JaneiroII julgou procedente o lançamento, por considerar que o presente caso trata de pedido de restituição do imposto de renda retido na fonte pelo Comando da Marinha sobre os rendimentos pagos ao contribuinte, e que essa restituição somente poderá ser efetivada após o deferimento da substituição de regime prevista no art. 19 da Lei nº 10.559/02. Como não foi comprovado que houve o aludido deferimento, entendeuse como correta a tributação dos citados rendimentos. A omissão de rendimentos recebidos da Companhia de Engenharia de Tráfego não foi contestada pelo contribuinte, razão pela qual não foi objeto de julgamento, nos termos do 17 do Decreto no 70.235/72. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 28/08/08, fls. 52, o contribuinte apresentou, em 26/09/08, o Recurso de fls. 54/59, em que alega o seguinte: a) quanto à omissão de rendimentos recebidos da Companhia de Engenharia de Tráfego concorda que informou erroneamente o valor em sua Declaração de Ajuste Anual retificadora, e que esse erro foi sanado por ocasião da impugnação apresentada, posto que ofereceu o valor à tributação; b) que os rendimentos recebidos do Comando da Marinha são isentos de imposto de renda por ser anistiado político, conforme documentos apresentados, mencionando como fundamentos legais o parágrafo único do artigo 9º da Lei nº 10.559/02 e o § 1º do art. 1º do Decreto nº 4.897/03; Fl. 64DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES Processo nº 13706.001930/200760 Acórdão n.º 2801001.531 S2TE01 Fl. 64 3 c) que a autoridade julgadora deixou de levar em conta o imposto de renda pago no valor de R$ 8.528,82, com os devidos acréscimos (fls. 01), que resultaria em um imposto a restituir no montante de R$ 20.290,53, após a apuração do imposto de renda, já que até a data da interposição do recurso não recebeeu qualquer restituição; d) que a exigência de depósito prévio bem como de arrolamento de bens, para fins de interposição de recurso voluntário, foi declarada inconstitucional pelo STF, razão pela qual entende que deve ser dado seguimento ao seu recurso. Diante do exposto acima requer a anulação parcial do acórdão recorrido. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. É importante destacar, inicialmente, que a infração que foi objeto do lançamento e que está sendo questionada no recurso apresentado diz respeito à omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, no caso do Comando da Marinha. O recorrente alega que tais rendimentos são isentos de imposto de renda, por força do disposto no parágrafo único do artigo 9º da Lei nº 10.559/02 e no § 1º do art. 1º do Decreto nº 4.897/03, e, tendo em vista sua condição de anistiado político. A isenção do imposto de renda dos valores pagos a título de indenização a anistiados políticos foi estabelecida pelo parágrafo único do art. 9º da Lei nº 10.559, de 13/11/02, abaixo reproduzido: Lei nº 10.559, de 13/11/02 Art. 9o Os valores pagos por anistia não poderão ser objeto de contribuição ao INSS, a caixas de assistência ou fundos de pensão ou previdência, nem objeto de ressarcimento por estes de suas responsabilidades estatutárias. Parágrafo único. Os valores pagos a título de indenização a anistiados políticos são isentos do Imposto de Renda. (Regulamento) Para fins de regulamentação dessa isenção foi editado o Decreto nº 4.897, de 25/11/03, cuja íntegra é a seguinte: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no parágrafo único do art. 9o da Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002, Fl. 65DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES 4 DECRETA: Art. 1o Os valores pagos a título de indenização a anistiados políticos são isentos do Imposto de Renda, nos termos do parágrafo único do art. 9o da Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002. § 1o O disposto no caput inclui as aposentadorias, pensões ou proventos de qualquer natureza pagos aos já anistiados políticos, civis ou militares, nos termos do art. 19 da Lei no 10.559, de 2002. § 2o Caso seja indeferida a substituição de regime prevista no art. 19 da Lei no 10.559, de 2002, a fonte pagadora deverá efetuar a retenção retroativa do imposto devido até o total pagamento do valor pendente, observado o limite de trinta por cento do valor líquido da aposentadoria ou pensão. Art. 2o O disposto neste Decreto produz efeitos a partir de 29 de agosto de 2002, nos termos do art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional. Parágrafo único. Eventual restituição do Imposto de Renda já pago até a publicação deste Decreto efetivarseá após deferimento da substituição de regime prevista no art. 19 da Lei no 10.559, de 2002. Art. 3o A Secretaria da Receita Federal poderá editar normas complementares a este Decreto. Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Convém ressaltar que a isenção abrange as aposentadorias, pensões ou proventos de qualquer natureza, desde que pagos aos já anistiados políticos, conforme dispõe o § 1º do art. 1º do Decreto nº 4.897/03. O art. 2o da Lei no 10.559/02, abaixo transcrito, estabelece quem são declarados anistiados políticos: Lei n o 10.559/02 Art. 2o São declarados anistiados políticos aqueles que, no período de 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988, por motivação exclusivamente política, foram: I atingidos por atos institucionais ou complementares, ou de exceção na plena abrangência do termo; II punidos com transferência para localidade diversa daquela onde exerciam suas atividades profissionais, impondose mudanças de local de residência; III punidos com perda de comissões já incorporadas ao contrato de trabalho ou inerentes às suas carreiras administrativas; IV compelidos ao afastamento da atividade profissional remunerada, para acompanhar o cônjuge; V impedidos de exercer, na vida civil, atividade profissional específica em decorrência das Portarias Reservadas do Fl. 66DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES Processo nº 13706.001930/200760 Acórdão n.º 2801001.531 S2TE01 Fl. 65 5 Ministério da Aeronáutica no S50GM5, de 19 de junho de 1964, e no S285GM5; VI punidos, demitidos ou compelidos ao afastamento das atividades remuneradas que exerciam, bem como impedidos de exercer atividades profissionais em virtude de pressões ostensivas ou expedientes oficiais sigilosos, sendo trabalhadores do setor privado ou dirigentes e representantes sindicais, nos termos do § 2o do art. 8o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; VII punidos com fundamento em atos de exceção, institucionais ou complementares, ou sofreram punição disciplinar, sendo estudantes; VIII abrangidos pelo Decreto Legislativo no 18, de 15 de dezembro de 1961, e pelo DecretoLei no 864, de 12 de setembro de 1969; IX demitidos, sendo servidores públicos civis e empregados em todos os níveis de governo ou em suas fundações públicas, empresas públicas ou empresas mistas ou sob controle estatal, exceto nos Comandos militares no que se refere ao disposto no § 5o do art. 8o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; X punidos com a cassação da aposentadoria ou disponibilidade; XI desligados, licenciados, expulsos ou de qualquer forma compelidos ao afastamento de suas atividades remuneradas, ainda que com fundamento na legislação comum, ou decorrentes de expedientes oficiais sigilosos. XII punidos com a transferência para a reserva remunerada, reformados, ou, já na condição de inativos, com perda de proventos, por atos de exceção, institucionais ou complementares, na plena abrangência do termo; XIII compelidos a exercer gratuitamente mandato eletivo de vereador, por força de atos institucionais; XIV punidos com a cassação de seus mandatos eletivos nos Poderes Legislativo ou Executivo, em todos os níveis de governo; XV na condição de servidores públicos civis ou empregados em todos os níveis de governo ou de suas fundações, empresas públicas ou de economia mista ou sob controle estatal, punidos ou demitidos por interrupção de atividades profissionais, em decorrência de decisão de trabalhadores; XVI sendo servidores públicos, punidos com demissão ou afastamento, e que não requereram retorno ou reversão à atividade, no prazo que transcorreu de 28 de agosto de 1979 a 26 de dezembro do mesmo ano, ou tiveram seu pedido indeferido, arquivado ou não conhecido e tampouco foram Fl. 67DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES 6 considerados aposentados, transferidos para a reserva ou reformados; XVII impedidos de tomar posse ou de entrar em exercício de cargo público, nos Poderes Judiciário, Legislativo ou Executivo, em todos os níveis, tendo sido válido o concurso. § 1o No caso previsto no inciso XIII, o período de mandato exercido gratuitamente contase apenas para efeito de aposentadoria no serviço público e de previdência social. § 2o Fica assegurado o direito de requerer a correspondente declaração aos sucessores ou dependentes daquele que seria beneficiário da condição de anistiado político. De acordo com o documento de fls. 13/14 o recorrente foi reformado no posto de PrimeiroTenente da Marinha por meio de Decreto publicado em 24/09/64, que faz referência ao art. 7o do Ato Institucional no 1, de 09/04/64, que trata das suspensões das garantias constitucionais ou legais de vitaliciedade e estabilidade e das sanções decorrentes desses atos, entre as quais se inclui a transferência para a reserva ou reforma. Logo, de acordo com os incisos I e XII do dispositivo legal acima reproduzido, não restam dúvidas que o interessado enquadrase na condição de anistiado político. O art. 19 da Lei no 10.559, de 2002 (transcrito abaixo), citado no § 2o do art. 1o do citado Decreto, dispõe sobre a continuidade do pagamento de aposentadoria ou pensão excepcional relativa aos já anistiados políticos até a sua substituição pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada: Lei no 10.559, de 2002 Art. 19. O pagamento de aposentadoria ou pensão excepcional relativa aos já anistiados políticos , que vem sendo efetuado pelo INSS e demais entidades públicas, bem como por empresas, mediante convênio com o referido instituto, será mantido, sem solução de continuidade, até a sua substituição pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada, instituído por esta Lei, obedecido o que determina o art. 11. O § 2º do Decreto nº 4.897/03 determina que, se a substituição de que trata o art. 19 for indeferida, a fonte pagadora deverá efetuar a retenção retroativa do imposto devido até o total pagamento do valor pendente, observado o limite de trinta por cento do valor líquido da aposentadoria ou pensão. Entretanto em nenhum momento o legislador estabeleceu que a isenção do imposto de renda dos rendimentos relacionados § 1º do Decreto nº 4.897/03 estaria condicionada a prévio requerimento de substituição do pagamento daqueles rendimentos pelo regime de prestação mensal, permanente e continuada, instituído pela Lei no 10.559/2002. Não obstante o disposto acima, cumpre assinalar que, de acordo com o art. 2º do Decreto nº 4.897/03, que regulamentou a isenção do imposto de renda instituída pelo parágrafo único do art. 9º da Lei nº 10.559, de 13/11/02, somente os rendimentos recebidos a partir de 29/08/02 são isentos do imposto de renda, o que corresponde ao montante de R$ 25.496,80, relativo aos salários recebidos nos meses de setembro a dezembro, conforme Declaração do Imposto de Renda Retido na FonteDIRF de fls. 45. Qunato à alegação de que a autoridade julgadora deixou de levar em conta o imposto de renda pago no valor de R$ 8.528,82, com os devidos acréscimos (fls. 01), o recorrente só pode estar se referindo à apuração do imposto suplementar realizada pela Fl. 68DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES Processo nº 13706.001930/200760 Acórdão n.º 2801001.531 S2TE01 Fl. 66 7 autoridade lançadora. Nesse sentido não lhe assiste razão, posto que a aludida quantia se refere a imposto pago durante o ano de 2004, sendo que o lançamento reportase aos fatos ocorridos em 2003. Caso o recorrente esteja se referindo ao próprio valor do lançamento em discussão, cumpre informar que, se o mesmo já houver sido pago, total ou parcialmente, será amortizado quando da realização da cobrança por parte da Receita Federal. Por fim convém ressaltar que a questão relativa à dispensa de exigência de depósito prévio bem como de arrolamento de bens para fins de seguimento do recurso voluntário encontrase superada, face ao conhecimento deste recurso. Diante do exposto acima voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para reconhecer a isenção do imposto de renda dos valores recebidos do Comando da Marinha a partir de 29/08/02, o que corresponde ao montante de R$ 25.496,80. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 69DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA Assinado digitalmente em 21/04/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, 25/04/2011 por AMARYLLES REINAL DI E HENRIQUES
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Numero do processo: 10580.006528/00-08
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.703
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: ATALINA RODRIGUES ALVES
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência a Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. OTACILIO DA AS CARTAXO Presidente ATALINA RODRIGUES ALVES Relatora Formalizado em: 24 OUT 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonséca de Menezes, Susy Gomes Hoffmann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS • Processo n° : 10580.006528/00-08 Resolução n° : 301-1.703 RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida que, a seguir, transcrevo: "Trata o presente processo de exigência do Imposto de Importação e Imposto sobre produtos industrializados vinculado, acrescidos de juros de mora e das multas de oficio, perfazendo na data de sua constituição, urn crédito tributário no valor de R$$ 19.590,58, objeto das Notificações de Lançamento de fls. 20 a 28. De acordo com o relato da fiscalização e os documentos acostados aos autos, depreende-se que a interessada, a fim de concretizar a importação de um automóvel usado, recolhendo o imposto de importação à ali quota de 20%, impetrou mandado de segurança com pedido de liminar, gerando o Processo n 95.0010465-2 da justiça Federal - 3a. Vara, suscitando a ilegalidade e inconstitucionalidade dos Decretos n's 1.391, de 10 de fevereiro de 1.995 e 1.427, de 29 de março de 1.995, que haviam majorado o referido percentual para 32% e 70%, respectivamente. Diante do deferimento do pedido da medida liminar pela autoridade judicial, o veiculo foi desembaraçado mediante o pagamento do tributo à aliquota de 20% através da Declaração de Importação (DI) n' 4.296, registrada em 12/07/1995 (fls. 15/18), e Declaração Complementar de Importação n2 1.516, registrada em 19/07/1995, apresentada para retificar o valor FOB da mercadoria, de US$ 9,200.00 para US$ 10,500.00, respectivamente (fls. 12/13). Recorrido da decisão judicial de primeira instância, a Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5a. Região, por maioria de votos, deu provimento à apelação em mandado de segurança em 08/05/1996, reconhecendo a legalidade dos Decretos It's 1.391 e 1.427, ambos de 1.995, conforme demonstra o documento de fl. 60, pelo que tratou a fiscalização de proceder ao lançamento objeto da lide. A interessada foi cientificada da autuação através de remessa postal, conforme demonstra o AR original de fls. 62, sendo que, em 18/08/2000, foi lavrado o Termo de Revelia (11s. 63), por entender a autoridade administrativa que a interessada deixou de impugnar ao lançamento depois de transcorrido o prazo regulamentar, resultando na cobrança do crédito tributário - vide "Carta Cobrança" e AR (fls. 64/66). 2 Processo n° Resolução n° : 10580.006528/00-08 : 301-1.703 Transcorrido o prazo sem que a interessada houvesse recolhido o crédito tributário lançado, por meio dos despachos de fls. 74, o processo original - 11131.001960/00-37 - foi enviado h procuradoria da fazenda nacional - PFN/Salvador-BA, em 11/10/2000, para inscrição em Divida Ativa da Unido. A PFN/Salvador-BA, por sua vez, adotou as providências de sua alçada (fls. 75/82), entretanto, em 01/03/2002, a DRF/Salvador-BA solicitou o envio do processo original para análise, tendo sido o mesmo remetido, em 08/03/2002, conforme despacho de fls. 85. Ao efetuar sua análise, a DRF/Salvador-BA informa que a interessada impugnou tempestivamente o lançamento em 03/08/2000, através do processo 10580.006528/00-08. Dessa forma, considerando que o crédito tributário objeto do lançamento impugnado é o mesmo que foi inscrito em Divida Ativa da União o processo original foi devolvido à PFN/salvador-BA, e 06/03/2003, para fins de cancelamento da inscrição e posterior devolução' A inscrição foi cancelada conforme despacho e demonstrativo de fls. 86 e 87. 0 retorno do processo original 11131.001960/00-37 foi solicitado pela SECAT/DRF/Salvador (fls. 88) para ser juntado ao processo 10580.006528/00-08. No despacho de fls. 104 a DRF/Salvador esclarece quanto à tempestividade da impugnação, em face ao art. 23, § 22, do Decreto n2 70.235/72, com a alteração promovida pelo art. 67 da Lei n2 9.532/97, onde a data da ciência a ser considerada é 28/08/2000, o que culmina com a tempestividade da data de entrega da impugnação - 03/08/2000. 0 processo em apreço foi encaminhado a DRJ/Fortaleza em 19/09/2003. A interessada aduz a preliminar de ilegitimidade passiva por entender que ao adquirir o bem objeto da lide assumiu e pagou todas as responsabilidades tributárias relativas aos impostos devidos, e no mérito, alega que ao pagar todos os impostos devidos e determinados por lei, a repetição de pagar os mesmos impostos sobre o mesmo produto constitui-se bitributação. Argumenta que foram pagos ate as diferenças referentes ao IPI-vinculdado, bem como a diferença da multa, conforme DARFs anexos (fl. 11). Transcreve trechos doutrinários referentes a. legalidade do lançamento, bem como o art. 52, inciso V da Constituição federal, para, ao final, requerer a impugnação da cobrança do Imposto de Importação, por ser descabido e improcedente. A impugnação consta às fls. 01/03." Acresça-se, ainda, o seguinte: 3 Processo n° : 10580.006528/00-08 Resolução no : 301-1.703 A 2a Turma de Julgamento da DRJ/Fortaleza ao apreciar a lide proferiu o Acórdão n° 4.030, de 12 de fevereiro de 2004 (fls. 105/11), cuja fundamentação base encontra-se consubstanciada na sua ementa, verbis: "Ementa: AÇÃO JUDICIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. RENÚNCIA PARCIAL A INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. A opção pela via judicial importa renúncia à instância administrativa, tornando definitiva, nesta esfera, a matéria sub- judice. Cabe, entretanto, apreciação administrativa da impugnação relativamente à matéria não submetida 'a apreciação do Poder Judiciário LANÇAMENTO. LEGITIMIDADE PASSIVA. E legitimo o lançamento efetuado contra o sujeito passivo da obrigação principal. INEXIST6ENCIA DE BITRMUTAÇ:40. Não se caracteriza como bitributação o lançamento efetuado para exigência de diferença de tributo que deixou de ser recolhida por ocasião de seu vencimento. LEGALIDADE DO LANÇAMENTO. Constatado que o lançamento foi efetuado pela autoridade administrativa competente, com observ6ancia aos preceitos e normas em vigor, é incabível a alegação de ilegalidade do lançamento. Lançamento Procedente." Cientificada do acórdão proferido (fl. 115), a contribuinte interpôs recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes (fl. 116), no qual alega que não tem nada a recolher aos cofres públicos, pois na ação de execução fiscal ajuizada pela Fazenda Nacional teria provado em juizo que pagou todas as obrigações relativas ao impostos exigidos sobre o veiculo adquirido; que a execução fiscal promovida pela Fazenda Nacional foi julgada extinta, conforme copia de documento anexa; que a decisão administrativa não pode sobrepor-se à decisão judicial que reconheceu a isenção quanto aos valores indevidamente exigidos pela fiscalização. o relatório. 4 Processo n° : 10580.006528/00-08 Resolução n° : 301-1.703 VOTO Conselheira Atalina Rodrigues Alves, Relatora Conforme relatado, a contribuinte amparada por liminar concedida em Apo de Mandado de Segurança, Processo n' 95.0010465-2 da Justiça Federal - 3a. Vara, por meio da Declaração de Importação (DI) n 2 4.296, registrada em 12/07/1995 (fls. 15/18), posteriormente retificada pela Declaração Complementar de Importação rr' . 1.516, desembaraçou veiculo usado importado mediante o pagamento do imposto de importação à aliquota de 20%, ao invés de 70% previsto nos Decretos n2s 1.391 e 1.427, ambos de 1.995. Segundo a fiscalização, em recurso de Apelação, o TRF da 5a. Regido teria reconhecido a legalidade dos referidos decretos, conforme telas relativas ao Sistema de 'Acompanhamento Processual de fls. 29/32, o que teria motivado a exigência do crédito tributário relativo ao II e IPI vinculado que teriam sido recolhidos a menor. A decisão de primeira instância não conheceu da matéria relativa exigência do II e do IPI vinculado, ao fundamento de que esta teria sido objeto de exame na esfera judicial. Ocorre que os autos não se encontram instruidos com as cópias da petição inicial, das decisões proferidas e da publicação relativa ao transito em julgado da decisão judicial proferida em última instância relativa ao Mandado de Segurança 95.0010465-2. A vista do exposto e considerando que, não há nos autos elementos suficientes para formar minha convicção acerca de haver configurado, no caso, a concomitância, com fundamento no art. 29 do Decreto n° 70.235/72, voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição de origem, para que esta providencie, junto A. contribuinte, a juntada aos autos dos seguintes documentos relativos à ação de Mandado de Segurança n' 95.0010465-2: 1. Cópia da petição inicial; 2. Cópias das decisões proferidas em primeira e segunda instancias; 3. Cópia da publicação de trânsito em julgado; 4. Certidão de "Objeto e Pé". Sala das Sessões, em 19 de setembro de 2006 ATA INA RODRIGUES AVES - Relatora 5
score : 1.0
Numero do processo: 10280.002359/2001-65
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.724
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
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RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. lit‘\ OTACILIO DAN - S C RTAXO Presidente c:JOSt-LUIZ OVO ROSSARI RelaWf Formalizado em: O NOV 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonseca de Menezes, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffmann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional José Carlos Dourado Maciel. CCS Processo n° : 10280.002359/2001-65 Resolução n° : 301-1.724 RELATÓRIO 0 contribuinte acima identificado recorre a este Colegiado contra a decisão proferida pela la Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife/PE, que, por unanimidade de votos, considerou procedente a exigência fiscal constante do auto de infração de fls. 2/8, referente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural correspondente ao exercício de 1997, no valor original de R$ 9.130,00, ao qual foram acrescidos juros de mora e multa de oficio de 75% prevista no art. 14, § 22, da Lei n" 9.393/96, combinado com o art. 44, I, da Lei n" 9.430/96, do imóvel denominado "Fazenda sac) José I", localizado no município de Tomé-Agu/PA, com área total de 1.452 ha, que no auto de infração foi registrado com número de imóvel 3707351-6. No mesmo auto de infração também foi exigida da recorrente a multa de R$ 1.040,60, prevista nos arts. 7' e 9' da Lei n" 9.393/96, por atraso na entrega da declaração do ITR/1997. 0 lançamento do imposto foi efetuado pela DRF em Belém/PA e decorreu da glosa da área de 1.396,5 ha por falta de preenchimento da Ficha 7 da DITR, destinada à informação dos dados de produção. A interessada impugnou o feito (fls. 35/36) alegando que: a) houve falha no processamento da SRF, pois a declaração do ITR/1997 e dos documentos que anexa provam que a declaração refere-se ao imóvel cadastrado sob n". 4676392-2; b) a declaração foi entregue em disquete, tendo o programa gerador da SRF calculado automaticamente o valor relativo A. "área aceita"; c) a área extrativa aceita foi aquela por ele declarada, de 1.396,5 ha; e d) o grau de utilização correto é de 96,6%, conforme declarado. 0 lançamento foi julgado procedente, por unanimidade de votos, pela la Turma da DRJ em Recife/PE, nos termos do Acórdão DRJ/REC n"- 4.667, de 9/5/2003 (fls. 55/61), cuja ementa dispõe, verbis: "Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 1997 Ementa: ÁREA UTILIZADA. EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Somente pode ser considerada área de exploração extrativa, sem a aplicação de indices de rendimento por produto, a área do imóvel rural explorada com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado aprovado pelo Ibatna até o dia 31 de dezembro do ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR, e cujo crono grama esteja sendo cumprido pelo contribuinte. 2 Processo n° : 10280.002359/2001-65 Resolução n° : 301-1.724 ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. GLOSA. Mantém-se a glosa da área declarada como de exploração extrativa e não-comprovada pelo contribuinte, recalculando-se, conseqüentemente, o ITR, devendo a diferença apurada ser acrescida das cominações legais, por meio de lançamento de oficio. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DITR. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Reputa-se não impugnada a matéria, quando verificada a ausência de nexo entre a defesa apresentada e o fato gerador do lançamento apontado na peça fiscal.. Lançamento Procedente" Em seus fundamentos o órgão julgador convenceu-se que o número do imóvel na SRF é 4673392-2 e não 3707351-6, conforme consta no auto de infração, mas que tal fato não invalida o procedimento fiscal, visto que a contribuinte rebateu meticulosamente as acusações que lhe foram imputadas, além de ter entregado a DITR/97 da Fazenda Sao José I, objeto do procedimento de malha levado a efeito pelo fisco, tendo ainda sido verificado que todos os elementos de autuação tomaram como base os dados informados pela contribuinte na DITR relativa ao imóvel. A decisão de primeira instância explicitou que a contribuinte não questionou em sua impugnação a multa por atraso na entrega da DITR, razão pela qual manteve essa penalidade, nos termos dos arts. 16, III, e 17 do Decreto n9- 70.235/72, tendo sido considerado, ainda, que a DITR foi apresentada em 29/10/98, e o prazo final para apresentação era 30/12/97, fixado pela IN SRF n' 87/97. Quanto A glosa da area indicada como de exploração extrativa, o órgão julgador considerou que a declaração entregue A. SRF não apresenta qualquer valor nos campos da Ficha 7 (fl. 54), do que decorre ser estranho que na cópia da DITR apresentada A fiscalização (fl. 25) conste que teriam sido extraídos 13.965 m3 de madeira. Entendeu que esse documento por si só nada prova, tendo em vista que se trata de ficha que poderia ter sido preenchida, inclusive após o procedimento fiscal; além do mais, observou que o Manual de Preenchimento da DITR/1997 estabelece que no item 07 da Ficha 7 deve ser informada a área de floresta nativa cuja exploração esteja autorizada pelo Ibama, o que não foi comprovado, razão pela qual entendeu correto o lançamento. A recorrente recorre tempestivamente As fls. 64/65, juntando As fls. 66/67 cópia de página do manual do ITR referente à Ficha 7 e autorização para exploração expedida pelo Ibama, e As fls. 68/190 cópias de notas fiscais de madeira em toras emitidas em 1996. A empresa questiona os fundamentos explicitados na decisão recorrida e ratifica as alegações antes objeto de impugnação, para afirmar que o item 3 Processo n° : 10280.002359/2001-65 Resolução n° : 301-1.724 10 da Ficha 7 indica que essa Area será calculada pelo disquete-programa e transportada automaticamente para o item 09 da ficha 4 do DIAT. Entende que os julgadores não foram felizes ao comparar o programa da DITR/1997 (primeiro ano de processamento) com o IRPF antigo e que vem se aprimorando a cada ano; e que o recibo de entrega da DITR/1997 justifica a declaração apresentada As fls. 21/25, pois a Area utilizada de 1.396,5 ha só aparece se for preenchida a ficha 6 ou 7. Acrescenta que não anexou autorização para exploração de PMFS do Ibama, bem como as notas fiscais, tendo em vista estar se solicitando documentos de um outro imóvel, que ficou provado estar equivocado quanto ao número. Finalmente, afirma que foi solicitado na decisão notas fiscais de venda da produção, e comunica que mesmo tendo plano de manejo florestal, faz-se a extração, mas isto não caracteriza que as toras sejam vendidas, mas sim transferidas para produção de produtos acabados da empresa. Em vista do exposto, requer seja acolhido o recurso e julgada a improcedência total do lançamento. É o relatório. (I' • Processo n° : 10280.002359/2001-65 Resolução n° : 301-1.724 VOTO Conselheiro José Luiz Novo Rossari, Relator Constato que nos autos do processo não consta o atendimento do requisito básico de arrolamento de bens e direitos para o prosseguimento do recurso voluntário, de acordo com o previsto no art. 33, § 2, do Decreto n" 70.235/72, com a redação que lhe foi dada pelo art. 32 da Lei IV 10.522/2002, que dispõe, verbis: "Art. 33. (..) (..) 5S' 2Em qualquer caso, o recurso voluntário somente terá seguimento se o recorrente arrolar bens e direitos de valor equivalente a 30% (trinta por cento) da exigência fiscal definida na deciselo, limitado o arrolamento, sem prejuízo do seguimento do recurso, ao total do ativo permanente se pessoa jurídica ou ao patrimônio da pessoa física." A respeito desse requisito mister se faz ressaltar que se a recorrente tivesse sido regularmente intimada da decisão de primeira instância, com a ciência de que o recurso somente seria processado mediante a satisfação do citado requisito, e não tivesse satisfeito essa exigência, estaríamos diante de hipótese de não conhecimento do recurso, corno é usual nesta Câmara, por não ter sido preenchida condição essencial para a apreciação de recurso na esfera administrativa. No entanto, não consta no processo prova de intimação nos termos acima citados. 0 único documento referente à intimação é o Aviso de Recebimento anexado à fl. 62, que se encontra deserto de intimação que comunique à contribuinte o requisito previsto na legislação. Destarte, os elementos constantes dos autos não trazem informações que comprovem que a recorrente foi cientificada do requisito para o seguimento do recurso. Diante do exposto, e para evitar possível alegação de cerceamento do pleno direito de defesa, voto por que se converta o julgamento em diligência, a fim de que a unidade da SRF de origem manifeste-se a respeito e providencie: a) se houver, na juntada da intimação que comprove que a contribuinte foi regularmente notificada do requisito de arrolamento de bens para o prosseguimento do recurso voluntário; ou • 5 • Processo n° : 10280.002359/2001-65 Resolução n° : 301-1.724 b) em caso contrário, na citação da recorrente para satisfazer esse requisito, como condição para o prosseguimento do recurso. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006 _JOSÉTUIZ NOVO ROS SARI - Relator •
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Numero do processo: 13888.001914/2003-52
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 11 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Tue Jul 11 00:00:00 UTC 2006
Ementa: SIMPLES. DESENQUADRAMENTO. ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO. MOTIVAÇÃO INEXISTENTE. Não é cabível a exclusão quando inexiste, de fato, a motivação explicitada no ADE, tendo sido este fundado em atividade não exercida efetivamente pela contribuinte O ato administrativo que determina a exclusão da opção pelo SIMPLES, por se tratar de um ato vinculado, está sujeito à observância estrita do critério da legalidade, impondo o estabelecimento de nexo entre o motivo do ato e a norma jurídica, sob pena de sua nulidade.
PROCESSO ANULADO AB INITIO
Numero da decisão: 301-32.991
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, anular o processo ab initio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10070.001345/2007-95
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2005
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94.
A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2801-001.107
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitaras preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no. DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Fisica. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende — Presidente e Relatora EDITADO EM: 03/12/2010 Participaram do julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Carlos Cesar Quadros Pierre e Julio Cezar da Fonseca Furtado. Relatório Trata-se de lançamento de oficio, cuja ciência se deu antes de transcorrido o prazo de cinco anos contados da data do fato gerador do imposto em discussão, cuja matéria em litígio restringe-se ã omissão de rendimentos referidos no artigo 1 0, inciso III, da Lei n° 8.852, de 1994. Adotar-se-á no julgamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, sera aplicada a este recurso e a todos os demais repetitivos, conforme divulgado através da pauta de julgamento: "0 item 78 é acórdão paradigma do julgamento dos recursos correspondentes aos itens 108 a 305. Os interessados em fazer sustenta cão oral nos citados recursos deverão fazé-lo no dia e hora previstos para o julgamento do item 78, na forma do Art. 47, parágrafos 1" e 20 do Regimento Interno do CARF. 78 - Recurso: 172.519 - Processo: 13747.000277/2007-35 - Recorrente: ADEMIR DA SILVA - Recorrida: I" TURMA/DRI- RIO DE JANEIRO II/RU- Matéria: IRPF - Exercício: 2004," E o relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Conforme relatado, a ciência do lançamento se deu antes de transcorrido o prazo de cinco anos contados da data do fato gerador do tributo em discussão (artigo 150, §4", do CTN). Relativamente ao mérito, destaque-se que as razões de decidir são aquelas expostas no Acórdão 2801-01.039, anexo, proferido por este Colegiado, em 21/10/2010, no julgamento do Processo n° 13747.000277/2007-35, cujo recorrente é ADEMIR DA SILVA, o qual passa a ser parte integrante deste julgado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende 2 DF CARF MF Fl. 52 S2-TE01 Fl. 52 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13747.000277/2007-35 Recurso n° 172.519 Voluntário Acórdão n° 2801-01.039 — 1 0 Turma Especial Sessão de 21 de outubro de 2010 Matéria IRPF Recorrente ADEMIR DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2003 1RPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CART n° 83, de 24/09/2009, publicada no DOU de 29/09/2009, página 50, que trata dos recursos repetitivos. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende - Presidente Assinado digitalmente Antonio de Padua Athayde Mag_alhães - Relator ,) PL affi Participaram do presente jifigimento os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Antonio de Padua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARP MF P1.53 Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento, fis. 04/06, decorrente do resultado da revisão efetuada na declaração de rendimentos retificadora apresentada pelo contribuinte, referente ao exercício 2004, ano-calendário 2003. A fiscalização apontou que houve omissão de rendimentos informados em D1RF pela fonte pagadora, além de compensação indevida de IRRF. Cientificado do lançamento em 08/06/2007, conforme AR - Aviso de Recebimento A fl. 34, o contribuinte apresentou sua impugnação em 19/06/2007, as fls. 01/02, argumentando, em síntese, que apresentou declaração retificadora do exercício 2004 efetuando alteração de valores anteriormente informados como rendimentos tributáveis, uma vez que, no Informe de Rendimentos, sua fonte pagadora não os havia excluído da tributação. Esclarece que assim o fez ao amparo do art. 1°, inciso III, alíneas "b", "j", e "n", da Lei n° 8.852/94. Ao apreciar a questão, o órgão colegiado de primeira instancia decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência da exigência fiscal, nos termos do Acórdão As fls. 36/40. Devidamente intimado da decisão a quo em 15/10/2008, nos termos do AR— Aviso de Recebimento a fl. 47, o contribuinte interpôs o Recurso Voluntário As fls. 48/49. Em suas razões, o recorrente apresenta idêntica linha de argumentação posta na impugnação. Cumpre ressaltar que se adotará no presente julgamento o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009, publicada no DOU de 29/09/2009, página 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no presente recurso-padrão, será aplicada a todos os demais recursos repetitivos incluidos na mesma pauta de julgamento, conforme a seguir: No julgamento dos itens 78 (recurso-padrão) e 108 a 305 (demais recursos repetitivos) será adotado o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 DOU de 29/09/2009 tendo como idêntica questão de direito as exclusões do conceito de remuneração contidas nas alíneas "a" até "r" do inciso III, do art. 1°, da Lei n°8.852/94. 78 - Processo: 13747.000277/2007-35 - Recorrente: ADEMIR DA SILVA - Recorrida: 1' TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO II/RI - Matéria: IRPF — Exercício: 2004. o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Padua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Assinado digitalmente ern 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente ern 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Emitido ern 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF Fl. 54 Processo Li' 13747.000277/2007-35 S2 -TE01 Acórdão ri.° 2801 -01.039 FL 53 A partir da análise dos autos, constata-se que o presente litígio restringe-se discussão acerca da interpretação da Lei n° 8.852, de 04/02/1994, urna vez que o contribuinte não contestou a infração "Compensação Indevida de IRRF", encontrando-se, portanto, como bem ressaltado no acórdão recorrido, administrativamente consolidada, nos termos do art. 17 do Decreto n° 70.235/72, esta parcela do credito tributário lançado. E assim, no tocante 6. matéria que resta à apreciação, assevera-se, de inicio, que a norma posta em destaque pelo recorrente (Lei n° 8.852, de 04/02/1994) versa sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, §1°, da Constituição Federal, e dá outras providências, in verbis: Art. I°. Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: I - como vencimento básico: a) a retribuição a que se refere o art. 40 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, devida pelo efetivo exercício do cargo, para os servidores civis por ela regidos; b) o soldo definido nos termos do art. 6. 0 da Lei 8.237, de 30 de setembro de 1991, para os servidores militares; c) o salário básico estipulado em planos ou tabelas de retribuição ou nos contratos de trabalho, convenções, acordos ou dissídios coletivos, para os empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista, de suas subsidiárias, controladas ou coligadas, ou de quaisquer empresas ou entidades de cujo capital ou patrimônio o poder público tenha o controle direto au indireto, inclusive em virtude de incoiparação ao patrimônio público; II - como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III - como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: a) diárias; b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxílio-fardamento; d) gratificação de compensação orgânica, a que se referi o art. 18 da Lei 8.237, de 1991; e) salário-família; Assinado digitalmente em 09/11/2010 por AN-190R-f6trff4Faia4f4f32cqifieWilill/1961#0 21glEf(); NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 3 Emitido ern 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF Fl. 55 g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxilio-natalidade; i) adicional ou auxilio-funeral; j) adicional ou férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; 1) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regimentos, convenções, acordos ou dissidios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinqüenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho, na jornada normal; m) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licença-prêmio em pecúnia facultada para os empregados de empresa publica ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1°. de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de• periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito ás condições ou riscos que deram causa a sua concessão; q) hora de repouso e alimentação e adicional de sobreaviso a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3.° e o inciso II do art. 6.° da Lei 5.811, dell de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatória esteja definido em lei, ou seja, reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo, (vetado pelo Presidente da Republica e mantido pelo Congresso Nacional - D.O.U. 05-04-94). Parágrafo P. 0 disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indeniza/ária. Como se pode observar, ern seu art. 1°, a Lei n° 8.852/94 define a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dividindo-a em vencimento básico (inciso I), vencimentos (inciso 11), e remuneração (inciso III), para aplicação dos seus dispositivos. 0 inciso HI explica o que compreende a remuneração, configurando-se "a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas a natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei n° 8.112/90, ou outra paga sob o mesmo fundamento ". Ao final, exclui da remuneração algumas verbas. Para melhor esclarecer a matéria é necessário compreenda qual foi a intenção do legislador ao fazer esta divisão, que se tornou importante para limitar o Assinado cW?6-5.1.mbEttpaL/I.R,Rqb*gi3tits-limAsfsyllogist r'''%''6-TizrWgPit?c9'hTtigcft4s4taYAèfel-Eghado que: NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente ern 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 4 Emitido em 14/1212010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF Fl. 56 Processo n° 13747.000277/2007-35 S2-TE01 AcOrdblo n.° 2801-01.039 Fl. 54 Parágrafo 2°. As parcelas de retribuição excluídas do alcance do inciso III não poderão ser calculadas sobre base superior ao limite estabelecido no art. 3 0• Neste prumo, assim estabelece o art. 3°: Art. 3°. 0 limite máximo de remuneração, para os efeitos do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, corresponde aos valores percebidos, em espécie, a qualquer titulo, por membros do Congresso Nacional, Ministros de Estado e Ministros do Supremo Tribunal Federal. Portanto, o diploma legal em referência foi editado para regular os artigos 37, XI e XII da Constituição Federal, veiculando classificação dos diversos recebimentos para fins de determinação dos tetos de remuneração dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, sem qualquer vinculacfio quanto à matéria do imposto de renda. Importante, neste ponto, destacar o disposto no art. 3°, § 1°, da Lei n° 7.713/88, ao estabelecer que o imposto de renda incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos artigos 9 0 a 14 desta mesma Lei. E neste sentido, o § 4° do art. 3° define que a tributação inclepende da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo. Como se vê, as verbas destacadas pelo contribuinte em sua peça recursal configuram claramente rendimentos do trabalho, subsumindo-se ao conceito de renda definido no art. 43 do Código Tributário Nacional e à hipótese de incidência veiculada pelo art. 43 do RIR/99. No mais, para a concessão de isenção, é necessário lei especifica, nos termos do § 6° do artigo 150 da Constituição Federal, de 1988. E as legislações que embasam o pedido do presente recurso voluntário, não tratam especificamente da matéria tributária de isenção ou não incidência. Destaque-se que, nessa mesma linha de entendimento são as decisões sobre a matéria até então proferidas por este Egrégio Conselho. Transcrevo a seguir algumas ementas: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício. 2003 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. A Lei n° 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas, portanto as verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, a mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. (Recurso n° 156.79.5. Acórdão 1° CC n° 104-23.174, Sessão de 24 de abril de 2008) Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18111/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09;11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda 5 DF CARF MF Fl. 57 IRPF - RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS - A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas jisicas. As verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço, adicional de férias e gratificagdo constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, à mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. (Recurso n° 155.978. Acórdão I° CC n° 104- 22.484, Sessão de 25 de maio de 2007) OMISSÃO DE RENDIMENTOS - CONCEITO DE REMUNERAÇÃO - As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n°. 8.852, de 1994, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal especifica. Recurso negado. (Recurso n° 159.315. Acórdão I° CC n° 104-22.932, Sessão de 07 de dezembro de 2007) Assim, é importante ressaltar que a regra geral é a tributação de todos os rendimentos decorrentes do trabalho assalariado, sendo necessária expressa previsão legal para que algumas verbas não se sujeitem à tributação. Verifica-se ainda que, na essência, a questão posta nos autos é similar a discussão travada no âmbito deste Egrégio Conselho, em que se discute a exclusão da "indenização de horas trabalhadas - IHT " dos rendimentos tributáveis. E no tocante a este tema, a jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) é pacifica no sentido de que rendimentos percebidos a titulo de "'HT" não têm =Ater indenizatório e, sim, natureza salarial ou remuneratória, estando, pois, sujeitos à incidência do imposto de renda, senão vejamos: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Exercício: 1997, 1.998 IRPF. REMUNERAÇÃO DE HORAS EXTRAS. PAGAMENTO SOB A DENOMINAÇÃO DE INDENIZAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS. NATUREZA JURIDICA. Embora o pagamento tenha sido efetuado sob a denominação Indenização de Horas Trabalhadas, a natureza jurídica da verba é que define a incidência tributária ou não. Há incidência tributária, conforme dispõe o art. 43, II, do CT1V, sobre renda e proventos quando ficar tipificado acréscimo ao patrimônio material do contribuinte, e ai estão inseridos os pagamentos efetuados por horas-extras trabalhadas, porquanto sua natureza é iemuneratória, e não indenizatória. (Recurso Especial n° 149.316. Acórdão CSRF n° 9202-00.219, Sessão de 21 de setembro de 2009)" "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1996 (.) IRPF - VERBAS RECEBIDAS A TITULO DE INDENIZAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS (IHT) - NATUREZA SALARIAL - Assinado digitalmente em 09/11/26-R6R ERIArffg'DE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 091 11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 6 Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF Fl. 58 Processo n° 13747.000277/2007-35 S2-TE01 Acórdão n.° 2801-01.039 Fl. 55 Os valores percebidos pelo contribuinte a titulo de IHT não têm canter indenizatcirio e, sim, natureza salarial ou remuneratória, estando, pois, sujeitos à incidência do imposto de renda, de acordo com precedente bastante atual da Primeira Seção do Egrégio STJ (Ag. Rg. no REsp n° 933.117/RN). (Recurso Especial n° 104-150.035. Acórarcio CSRF n 6 9202- 00.183, Sessão de 18 de agosto de 2009)" (grifos acrescidos) Deste modo, diante da análise da referida legislação, infere-se claramente que as alíneas "a" até "r" do inciso III, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94, tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, mas sim, repise-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei no 8.852/94. Isto posto, VOTO em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário apresentado nos autos. Assinado digitalmente Antonio de Padua Athayde Magalhães Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09111/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 7 Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda
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Numero do processo: 10070.001844/2007-82
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Oct 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94.
A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2801-001.106
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitaras preliminares de decadência e prescrição e, no mérito, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no. DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Amarylles Reinaldi e Henriques Resende — Presidente e Relatora EDITADO EM: 03/12/2010 Participaram do julgamento os Conselheiros Amarylles Reinaldi e Henri.j ues Resende, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da. Silva, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Julio Cezar da Fonseca Furtado. Relatório Trata-se de lançamento de oficio, cuja ciência se deu antes de transcorrido o prazo de cinco anos contados da data do fato gerador do imposto em discussão, cuja matéria em litígio restringe-se h. omissão de rendimentos referidos no artigo 1', inciso III, da Lei n° 8.852, de 1994. Adotar-se-á no julgamento do presente recurso o procedimento previsto na Portaria CARP n° 83, de 24 de setembro de 2009, publicada no DOU de 29 de setembro de 2009, pág. 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no julgamento do recurso-padrão, abaixo discriminado, sera aplicada a este recurso e a todos os demais repetitivos, conforme divulgado através da pauta de julgamento: "0 item 78 é acórdão paradigma do julgamento dos recursos correspondentes aos itens 108 a 305. Os interessados em fazer sustentação oral nos citados recursos deverão fazê-lo no dia e hora previstos para o julgamento do item 78, na forma do Art. 47, parágrafos 1° e 2 0 do Regimento Interno do CARF. 78 - Recurso: 172.519 - Processo: 13747.000277/2007-35 - Recorrente: ADEMIR DA SILVA - Recorrida: I" TURMA/DRJ- RIO DE JANEIRO II/RI - Matéria: IRPF - Exercício: 2004." o relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Conforme relatado, a ciência do lançamento se deu antes de transcorrido o prazo de cinco anos contados da data do fato gerador do tributo em discussão (artigo 150, §4°, do CTN). Relativamente ao mérito, destaque-se que as razões de decidir são aquelas expostas no Acórdão 2801-01.039, anexo, proferido por este Colegiado, em 21/10/2010, no julgamento do Processo n° 13747.000277/2007-35, cujo recorrente é ADEMIR DA SILVA, o qual passa a ser parte integrante deste julgado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Amarylles Reingldi e Henriques Resende 2 DF CARF MF P1.52 S2-TE01 Fl. 52 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE 3ULGAMENTO Processo n° 13747.000277/2007-35 Recurso n° 172.519 Voluntário Acórdão if 2801-01.039 — 1' Turma Especial Sessão de 21 de outubro de 2010 Matéria ERPF Recorrente ADEMIR DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2003 1RPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI N° 8.852/94. A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009, publicada no DOU de 29/09/2009, página 50, que trata dos recursos repetitivos. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende - Presidente Assinada digitalmente Antonio de Pa.dua Athayde Mag_alhães Relator r.) kl3 Participaram do presente jt11g-amento os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Julio Cezar da Fonseca Furtado, Antonio de Padua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos Cesar Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Assinado digitalmente em 09111/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAC-AL. 18111/2010 por AMA.RYLLES REt NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09111/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF Fl. 53 Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento, fls. 04/06, decorrente do resultado da revisão efetuada na declaração de rendimentos retificadora apresentada pelo contribuinte, referente ao exercício 2004, ano-calendário 2003. A fiscalização apontou que houve omissão de rendimentos informados em DIRF pela fonte pagadora, além de compensação indevida de IRRF. Cientificado do lançamento em 08/06/2007, conforme AR - Aviso de Recebimento à fl. 34, o contribuinte apresentou sua impugnação em 19/06/2007, as fls. 01/02, argumentando, em síntese, que apresentou declaração retificadora do exercício 2004 efetuando alteração de valores anteriormente informados como rendimentos tributáveis, uma vez que, no » Informe de Rendimentos, sua fonte pagadora não os havia excluído da tributação. Esclarece que assim o fez ao amparo do art. I', inciso HE, alíneas "b", "j", e "n", da Lei n° 8.852/94. Ao apreciar a questão, o órgão colegiado de primeira instância decidiu, por unanimidade de votos, pela procedência da exigência fiscal, nos termos do Acórdão as fls. 36/40. Devidamente intimado da decisão a quo em 15/10/2008, nos termos do AR — Aviso de Recebimento à fl. 47, o contribuinte interpôs o Recurso Voluntário as fls. 48/49. Em suas razões, o recorrente apresenta idêntica linha de argumentação posta na impugnação. Cumpre ressaltar que se adotará no presente julgamento o procedimento previsto na Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009, publicada no DOU de 29/09/2009, página 50, que trata dos recursos repetitivos. Dessa forma, a solução que vier a ser adotada no presente recurso-padrão, será aplicada a todos os demais recursos repetitivos incluídos na mesma pauta de julgamento, conforme a seguir: No julgamento dos itens 78 (recut so-padrão) e 108 a 305 (demais recursos repetitivos) será adotado o procedimento previsto na Portaria CARP n° 83, de 24/09/2009 DOU de 29/09/2009, tendo como idêntica questão de direito as exclusões do conceito de remuneração contidas nas alíneas "a" até "r" do inciso III, do art. 1°, da Lei n°8.852/94. 78 - Processo: 13747.000277/2007-35 - Recorrente: ADEMR DA SILVA - Recorrida: 1° TURMA/DRJ-RIO DE JANEIROII/RJ - Matéria: IRPF — Exercicio: 2004. o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Padua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 par AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 2 Ernitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARE MF Fl. 54 Processo n' 13747.000277/2007-35 S2-TE01 AcórdRo n.' 2801-01.039 Fl. 53 A partir da análise dos autos, constata-se que o presente litígio restringe-se discussão acerca da interpretação da Lei n° 8.852, de 04/02/1994, uma vez que o contribuinte não contestou a infração "Compensação Indevida de 1RRF", encontrando-se, portanto, como bem ressaltado no acórdão recorrido, administrativamente consolidada, nos termos do art. 17 do Decreto n° 70.235/72, esta parcela do credito tributário lançado. E assim, no tocante à matéria que resta A. apreciação, assevera-se, de inicio, que a norma posta em destaque pelo recorrente (Lei n° 8.852, de 04/02/1994) versa sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, §1°, da Constituição Federal, e di outras providências, in verbis: Art. 1°. Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da Unido compreende: I - como vencimento básico: a) a retribuição a que se refere o art. 40 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, devida pelo efetivo exercício do cargo, para os servidores civis por ela regidos; b) o soldo definido nos termos do art. 6. 0 da Lei 8.237, de 30 de setembro de 1991, para os servidores militares; c) o salário básico estipulado ern planos ou tabelas de retribuição ou nos contratos de trabalho, convenções, acordos ou dissídios coletivos, para os empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista, de suas subsidiárias, controladas ou coligadas, ou de quaisquer empresas ou entidades de cujo capital ou patrimônio o poder público tenha o controle direto ou indireto, inclusive em virtude de incorporação ao patrimônio público; II - como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III - como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: a) diárias; b) ajuda de custo ern razão de mudança de sede ou indenização de transporte; c) auxilio-fardamento; d) gratificação de compensação orgeinica, a que se refere o art. 18 da Lei 8.237, de 1991; e) salário-família; Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANART6Ig°ffaJAIMIAIOff4R5ffYii0/19/42614067PAigrOtig lAf°; NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 3 Emitido ern 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARF MF g) abono pecuniário resultante da conversão de até 1/3 (um terço) das férias; h) adicional ou auxilia-natalidade; z) adicional ou auxilio-funeral; j) adicional ou férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; 1) adicional pela prestação de serviço extraordinário, para atender situações excepcionais e temporárias, obedecidos os limites de duração previstos em lei, contratos, regimentos, convenções, acordos ou dissídios coletivos e desde que o valor pago não exceda em mais de 50% (cinquenta por cento) o estipulado para a hora de trabalho na jornada normal; in) adicional noturno, enquanto o serviço permanecer sendo prestado em horário que fundamente sua concessão; n) adicional por tempo de serviço; o) conversão de licença-prémio ern pecúnia facultada para os empregados de empresa pública ou sociedade de economia mista por ato normativo, estatutário ou regulamentar anterior a 1°. de fevereiro de 1994; p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em que o beneficiário estiver sujeito eis ,condições ou riscos que deram causa a sua concessão; q) hora de repouso e alimentação e adicional de sobreaviso a que se referem, respectivamente, o inciso II do art. 3• 0 e o inciso lido art. 6.° da Lei 5.811, dell de outubro de 1972; r) outras parcelas cujo caráter indenizatário esteja definido em lei, ou seja, reconhecido, no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, por ato do Poder Executivo, (vetado pelo Presidente da Republica e mantido pelo Congresso Nacional - D.O.U. 05-04-94). Parágrafo 1°. 0 disposto no inciso III abrange adiantamentos desprovidos de natureza indenizatá ria. Como se pode observar, em seu art. 1°, a Lei n° 8.852/94 define a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da Unido, dividindo-a em vencimento básico (inciso I), vencimentos (inciso II), e remuneração (inciso III), para aplicação dos seus dispositivos. O inciso UI explica o que compreende a remuneração, configurando-se "a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual demais vantagens, nestas compreendidas as relativas a natureza ou local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei no 8.112/90, ou outra paga sob o mesmo fundamento [..] ". Ao final, exclui da remuneração algumas verbas. Para melhor esclarecer a matéria é necessário compreender qual foi a intenção do legislador ao fazer esta divisão, que se tomou importante para limitar o Assinado tt4V8-aggc9a-ti A4s4aYaf&linha ado que: NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATFiAYDE MAGAL 4 Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda Fl. 55 DF CARF MF Fl. 56 Processo rt° 13747000277/2007-35 82-TE01 AcórdRo El 2801-01.039 Fl. 54 Parágrafo 2°. As parcelas de retribuição excluídas do alcance do inciso III não poderão ser calculadas sobre base superior ao limite estabelecido no art. 3 0. Neste prumo, assim estabelece o art. 3°: Art. 3 0. 0 limite máximo de remuneração, para os efeitos do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, corresponde aos valores percebidos, ern espécie, a qualquer titulo, por membros do Congresso Nacional, Ministros de Estado e Ministros do Supremo Tribunal Federal, Portanto, o diploma legal em referência foi editado para regular os artigos 37, XI e XII da Constituição Federal, veiculando classificação dos diversos recebimentos para fins de determinação dos tetos de remuneração dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, sem qualquer vinculacão quanto à matéria do imposto de renda. Importante, neste ponto, destacar o disposto no art. 3°, § 1°, da Lei n° 7,713/88, ao estabelecer que o imposto de renda incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, sobre todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados, ressalvadas as disposições dos artigos 9° a 14 desta mesma Lei. E neste sentido, o § 4° do art. 3° define que a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo. Como se vê, as verbas destacadas pelo contribuinte em sua pega recursal configuram claramente rendimentos do trabalho, subsumindo-se ao conceito de renda definido no art. 43 do Código Tributário Nacional e à hipótese de incidência veiculada pelo art. 43 do RER/99. No mais, para a concessão de isenção, é necessário lei especifica, nos termos do § 6° do artigo 150 da Constituição Federal, de 1988. E as legislações que embasam o pedido do presente recurso voluntário, não tratam especificamente da matéria tributdria de isenção ou não incidência. Destaque-se que, nessa mesma linha de entendimento são as decisões sobre a matéria até então proferidas por este Egrégio Conselho. Transcrevo a seguir algumas ementas: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício. 2003 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. A Lei n° 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas, portanto as verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. (Recurso n° 156.795. Acórdão 1° CC n° 104-23.174, Sessão de 24 de abril de 2008) Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 5 Emitido ern 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda DF CARE MF Fl. 57 IRPF - RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS - SERVIDORES PÚBLICOS - A Lei n°. 8.852, de 1994, não veicula isenção do imposto de renda das pessoas fisicas. As verbas recebidas a titulo de adicional por tempo de serviço, adicional de férias e gratificação constituem renda ou acréscimo patrimonial e devem ser tributadas, ez mingua de enunciado isentivo na legislação. Recurso negado. (Recurso n° 155.978. Acórdão 1° CC n° 104- 22.484, Sessão de 25 de maio de 2007) OMISSÃO DE RENDIMENTOS - CONCEITO DE REMUNERAÇÃO - As exclusões do conceito de remuneração estabelecidas na Lei n°. 8.852, de 1994, não são hipóteses de isenção ou não incidência de JEFF, que requerem, pelo Principio da Estrita Legalidade em matéria tributdria, disposição legal federal especifica. Recurso negado.(Recurso n° 159.315. Acórdão 1° CC n° 104-22.932, Sessão de 07 de dezembro de 2007) Assim, é importante ressaltar que a regra geral é a tributação de todos os rendimentos decorrentes do trabalho assalariado, sendo necessária expressa previsão legal para que algumas verbas não se sujeitem à tributação. Verifica-se ainda que, na essência, a questão posta nos autos é similar a discussão travada no âmbito deste Egrégio Conselho, em que se discute a exclusão da "indenização de horas trabalhadas - IHT " dos rendimentos tributáveis. E no tocante a este tema, a jurisprudência da Camara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) é pacifica no sentido de que rendimentos percebidos a titulo de "H-IT" não tem caráter indenizatório e, sim, natureza salarial ou remuneratOria, estando, pois, sujeitos à incidência do imposto de renda, sendo vejamos: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Exercício: 1997, 1998 1RPF. REMUNERAÇÃO DE HORAS EXTRAS. PAGAMENTO SOB A DENOMINAÇÃO DE INDENIZAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS. NATUREZA JURÍDICA. Embora o pagamento tenha sido efetuado sob a denominação Indenização de Horas Trabalhadas, a natureza jurídica da verba é que define a incidência tributária ou não. Há incidência tributária, conforme dispõe o art. 43, II, do CT1V, sobre renda e proventos quando ficar tipificado acréscimo ao patrimônio material do contribuinte, e ai estão inseridos os pagamentos efetuados por horas-extras trabalhadas, porquanto sua natureza é remuneratária, e não indenizatória. (Recurso Especial no 149.316. Acórdão CSRF n° 9202-00.219, Sessão de 21 de setembro de 2009)" "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1996 (,) IRPF - VERBAS RECEBIDAS A TITULO DE INDENIZAÇÃO DE HORAS TRABALHADAS (IHT) - NATUREZA SALARL4L - Assinado digitalmente em 09/11/2W5R/Wr irri4DE MAGAL, 18/11;2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/1 /2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 6 Emitido em 14/12/2010 pelo Minist6rio da Fazenda DF CARF MF FL 58 Processo n° 13747.000277/2007-35 S2-TE01 Acórdgo n.° 2801-01.039 Fl. 55 Os valores percebidos pelo contribuinte a titulo de IHT não têm caráter indenizatório e, sim, natureza salarial ou remuneratória, estando, pois, sujeitos a incidência do imposto de renda, de acordo com precedente bastante atual da Primeira Seção do Egrégio STJ (Ag. Rg. no REsp n° 933.117/RN). (Recurso Especial n° 104-150.035. Acórdão CSRF n° 9202- 00.183, Sessão de 18 de agosto de 2009)" (grabs acrescidos) Deste modo, diante da análise da referida legislação, infere-se claramente clue as alíneas "a" até "r" do inciso TIL, do art. 1°, da Lei n° 8.852/94, tratam de exclusões do conceito de remuneração, mas não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, ou seja, não determinam sua exclusão do rendimento bruto para fins de não incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, mas sim, repise-se, de sua exclusão do conceito de remuneração para os objetivos da Lei n° 8.852/94. Isto posto, VOTO em NEGAR provimento ao Recurso Voluntário apresentado nos autos. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Assinado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE .MAGAL, 18/11/2010 por AMARYLLES REI NALDI E HENRIQUES Autenticado digitalmente em 09/11/2010 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL 7 Emitido em 14/12/2010 pelo Ministério da Fazenda
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Numero do processo: 10825.000935/2003-05
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 301-01.554
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
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DRJIRIBElRÃO PRETO/SP R E S O L U ç Ã O Nº 301-1.554 • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado . OTACiuo~CARTAXO PresidenteI. • • c~ ' ÁTÁtINAROD Relatora Formalizado em: 28 ABR,006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Valmar Fonsêca de Menezes, Susy Gomes Hoffinann, Irene Souza da Trindade Torres e Carlos Henrique Klaser Filho. ccs .. Processo n° Resolução nO 10825.000935/2003-05 301-1.554 RELATÓRIO • • • • • Trata o processo de "Pedido de Reinclusão no SIMPLES", formalizado em 29/05/2003 (fl. 01), no qual a interessada alega que: I.Por ocasião da transmissão de sua DIRPJ/93, tomou conhecimento de que havia sido excluída do SIMPLES desde 01/03/1999, em razão de existência de débito junto ao INSS; 2. De acordo com levantamento feito junto ao INSS, o débito refere- se ao Auto de Infração n° 12.292, de 03/12/1993, que encontra-se "sub judice", em fase de impugnação aos embargos, conforme documentos em anexo; 3. Não sendo devedora do débito, até decisão final na esfera judicial, a sua exclusão do SIMPLES foi efetuada indevidamente . Requer, assim, a sua reinclusão no SIMPLES. O chefe da SACAT da DRF/Bauru, por delegação de competência, indeferiu o pedido da interessada, por meio do Despacho Decisório SACAT nO 266/2003, ao fundamento de que os efeitos do ADE n° 111971, entregue à interessada em 20/08/1999, tornaram-se definitivos na esfera administrativa pela ausência de contestação tempestiva, nos termos do Decreto n° 70.235, de 1972. Sustenta, ainda, que o representante legal da empresa não trouxe aos autos qualquer elemento comprobatório de suas alegações. Cientificada do indeferimento de seu pedido, a interessada manifestou sua inconformidade às fls. 21/22, onde reitera as alegações do pedido e ressalta que o processo administrativo deve ser sobrestado até julgamento final do processo judicial. Naquela oportunidade, foi juntada aos autos a certidão negativa de débitos expedida pelo INSS, via intemet, datada de 17/04/2003, com a informação de que "consta a existência dos débitos relacionados, cuja exigibilidade encontra-se suspensa, não sendo impeditivos a emissão desta certidão, para a finalidade discriminada" (do. de fl. 23). A I" Turma de Julgamento da DRJ/POR por meio do Acórdão nO 5.170, de 08/03/2004, proferido às fls. 40/42, não conheceu da impugnação, ao fundamento de que não tendo o contribuinte demonstrado que cumpriu os prazos estabelecidos para apresentação do seu pedido, não tem direito à revisão de sua exclusão do sistema Simples. • 2 / Processo nO Resolução nO 10825.00093512003-05 301-1.554 • • • • Em seu voto, o relator esclarece que "a autoridade julgadora somente poderia apreciar a questão se ficasse constatado erro na elaboração do ato declaratório quanto a sua motivação, ou se a interessada apresentasse documentos correspondentes à época da emissão daquele ato, que pudessem proporcionar a revisão da sua exclusão. " Cientificada do acórdão proferido, a contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 46/49, no qual alega, em síntese, que: 1. foi excluída do SIMPLES em razão de pendências com o INSS; 2. a pendência que deu origem à exclusão não se refere a débito de contribuição previdenciária, mas de mera infração regulamentar, capitulada no A.I. n° 12.292, de 30/12/1993, a qual não enseja a exclusão; 3. ademais, o débito constituído pelo referido A.I. encontra-se com a exigibilidade suspensa, conforme Certidão Positiva De Débitos Com Efeitos De Negativa, emitida pelo INSS, em anexo; 4. estando o débito com a exigibilidade suspensa, o ato declaratório está irregular quanto a sua motivação. Requer, ao final, a sua reinclusão no SIMPLES. É o relatório . •• • 3 / • Processo nO Resolução nO 10825.000935/2003-05 301-1.554 VOTO • " • • • • • Conselheira Atalina Rodrigues Alves, Relatora Conforme relatado, trata o processo de pedido de reinclusão no SIMPLES, ao fundamento de irregularidade do ato declaratório de exclusão, por motivação inválida. Da análise dos autos se depreende que a exclusão da interessada do SIMPLES teria sido motivada por "pendências junto ao INSS", conforme tela do Sistema SIVEX à fl. 12. Ocorre que os autos não foram instruídos com a cópia do ADE nO 111971 cuja emissão deu origem ao processo. Por outro lado, considerando que: 1. a interessada afirma que o débito junto ao INSS, constituído pelo A.I. n° 12.292, de 30/12/1993, encontra-se "sub judice" e com a exigibilidade suspensa, em razão de embargos de execução interpostos no processo 95.1304170-0 (fls. 24/37); 2. é nulo o ato declaratório de exclusão cuja motivação não atende aos requisitos legais; 3. e, não há nos autos elementos suficientes para formar minha convicção acerca do litígio, Voto no sentido de converter o julgamento em diligência à repartição de origem, com fundamento no art. 29 do Decreto n° 70.235/72, para que esta: ' 1. providencie a juntada aos autos da cópia do ADE nO 111971, indicando de forma discriminada os débitos inscritos em dívida ativa do INSS, com a exigibilidade não suspensa, que motivaram a . exclusão; 2. solicite ao INSS que informe os débitos inscritos em dívida ativa que motivaram a exclusão da contribuinte do SIMPLES, indicando a situação dos referidos débitos quanto a sua exigibilidade (caso tenham sido objeto de execução judicial, com interposição de 4 I • , ' Processo n° Resolução nO 10825.000935/2003-05 301-1.554 embargos à execução, informar se houve depósito suficiente para suspender a exigibilidade). • • • • Cumpre esclarecer que a contribuinte deverá ser cientificada do resultado da diligência, para fins de se manifestar e exercer seu pleno direito de defesa. Sala das Sessões, em 22 de fevereiro de 2006 A RODRIGS;S~~S : Relatora 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
