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Numero do processo: 10611.000752/93-54
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Apr 25 00:00:00 UTC 1995
Ementa: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA
Guia de Importação para partes, peças e componentes de máquinas
emitida após o embarque das mercadorias e quando já fora registrada a
DI. Cumprido o prazo previsto nas Portarias DECEX n. 08 e 15/91.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 303-28179
Nome do relator: FRANCISCO RITTA BERNARDINO
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ementa_s : INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA Guia de Importação para partes, peças e componentes de máquinas emitida após o embarque das mercadorias e quando já fora registrada a DI. Cumprido o prazo previsto nas Portarias DECEX n. 08 e 15/91. Recurso voluntário provido.
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Não vejo portanto base no argumento de que a GI não apresentou as caracteristicas necessárias e suficientes (único argumento da fiscalização) dou provimento ao recur- so. Sala das Sessbes, em 25 de abril de 1995. FRANCISCO RITTA BERNARDINO - RELATOR RC _ __.. 1 1: r ' , .t..>•.'4=--.-viw:-~-~r. .,.... MINISTERIO DA ECONOMIA, FAZENDA 'E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA. CAMARA RC PROCESSO N 9 10611-000752/93.54 , , ".......1 Sessdo de Q R PBRII, de I.99-5 ACORDÃO N° 303-28.179 Recurso ng.: 116.782 Recorrente: FBM PRODUTOS METALURGICOS LTDA __ Recorrid ALF - TANCREDO NEVES - MG ,- INFRAÇAO ADMINISTRATIVA Guia de Importação para partes, peças e componentes de máquinas emitida após o embarque das mercadorias e quando já fora registrada a DI. Cumprido o prazo pre- visto nas Portarias DECEX n. 08 e 15/91. . Recurso voluntário provido. VISTOS e relatados os presentes autos, ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provi- mento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, 25 de abril de 1995. / , J O ',LANDA COSTA - PRESIDENTE nssf - ." nil• nig „02 / . FRANCISCO RITTA : AW"NO ••• RELATOR / DA/ PROCURADORIA —ME DA NACIONAL/ VISTA EM 12 DF-7 7 , --- gh Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: SANDRA MARIA FARONI, ROMEU BUENO DE CAMARGO, DIONE MARIA ANDRA- DE DA FONSECA E ZORILDA LEAL SCHALL (suplente). Ausentes os Conse- lheiros MALVINA COR= DE AZEVEDO LOPES, CRISTOVAM COLOMBO SOARES DANTAS e SERGIO SILVEIRA DE MELO. ,, , - MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CAMARA RECURSO N. 116.782 - ACORDAO N. 303-28.179 RECORRENTE : FMB PRODUTOS METALUGICOS LTDA RECORRIDA : ALF TANCREDO NEVES - MG RELATOR : FRANCISCO RITTA BERNARDINO RC RELATORIO Em ato de revisão interna da D.I. 1523 de 21.02.92, realizada nos termos do art. 455 e 456. do Regime Aduaneiro e art. 2. da D.I. 2472/88 e art. 149 inciso 1 do CTN verificou-se que a empresa PMB Produtos Metalurgicos LTDA embarcou antes da emissão da GI n. 1983-92/1420-3 pela Caces. O processo trata do embarque de partes, peças e compo- nentes de máquinas, por via aerea, dois dias antes da emissão da Guia de Importação n. 1083.92/140-3 correspondente. Conforme instruções então fornecidas pela Exa. Sra. inspetora da Receita Federal no Aeroporto Tancredo Neves, a Guia de Importação foi mencionada na Declaração de Importação, sem qualquer observação ou justificativa sobre aquele fato. Na verdade havia explicação para o embarque antecipa- do. Tratava-se de mercadorias enquadradas no regime da Portaria DECEX n. 15, de 09 de agosto de 1991, na condição de partes, pe- ças e componentes importados sob o tratamento de Guia de Impor- tação "a posteriori". No caso dessa portaria, os bens podem ser despachados "sem a correspondente guia" podendo esse documento ser apresen- tado, ou emitido, ou até pedido depois do registro a D.I. Foi esta disposição que autorizou a apresentação da guia indicada dois dias depois. Nada obtendo. Cabe insistir: o Ato Normativo do DECEX autoriza a emissão de guias relativas a mercadorias "já" desembarcadas. Que dizer, então, da simples apresentação da . guia dois dias após o re gistro da D.I? Por isso, a impugnante acredita estar ocorrendo um simples mal entendido ou desentendimento quanto a orientação adotada. No exame da documentação, na zona primária, pela douta autoridade, na ocasião do registro da D.I, tudo foi considerado conforme o regulamento. Agora, surge o Auto, talvez sem atentar para a cir- cunstância especificada no caso. Realmente, não havia dúvida, a Guia foi emitida e apresentada dois dias depois do embarque, mas isto se deu exata- mente como é permitido pela Portaria 15 de DECEX. E a D.I foi emitida apenas com a referência a G.I. de acordo com as instru- ções fornecidas pela digna autoridade. Portanto, o procedimento adotado está amparado pela Portaria já referida, pela orientação fiscal, e pela aceitação do documento em zona primária. E tudo de forma mais regular. - Rec. 116.782 Ac. 303-28.179 De acordo com o ato DECEX as guias podem ser apresen- tadas c até requeridas até 40 (quarenta) dias corridos após o registro da declaração de importação (Portaria n. 15, artigo 2. inciso 2.). As fls. 13 e 14 o Auditor Fiscal aprecia a impugnação e conclui: "Examinando se os documentos acostados ao processo, verifica-se de imediato que, efetivamente, o embarque foi prematuro, relativamente á emissão da G.I.. O dis- posto no artigo 2. alínea b. da Portaria DECEX retro- mencinada, com a redação da Portaria 12/91, só se ex- plicaria ao caso se a citada G.I. apresentasse carac- teristicas necessárias e suficientes, segundo esta Portaria, para se ter validade "a posteriori". Na au- sência de tais atributos,a G.I. que acobertou o pre- sente despacho não tem natureza excepcional; por via de consequência, deve submeter-se às regras aplicáveis às guias comuns, tais como a exigência de que o embar- que da mercadoria suceda à emissão da G.I. e não o contrário. CONCLUSA° Face ao acima exposto e à vista do que consta do pro- cesso, mantenho em sua integridade o auto vestibular." As fls. 16,17, 18 o contribuinte recorre a este Conse- lho reafirmando os argumentos apresentados na impugnação e mais: Portanto, a questão se singe a determinação do momento adeguado para emissão da Guia de Importação: segundo a r. deci- são a natureza a Guia, no caso, especial, esta só deve ser emi- tida antes do embarque, ou depois da emissão da G.I. Mas, "data vênia", não é este o mandamento e o sentido da lei no caso. Efetivamente, segundo o disposto pela Portaria do DE- CEX n. 08, de 03.05.91, a emissão da Guia, no caso, tem como re- ferência o registro da G.I. conforme norma expressa, a Guia pode ser emitida até 45 dias, após emissão do registro da D.I. Ora, se o documento é válido e legitimo, mesmo depois do registro da declaração, e se esta é o ponto de referência pa- ra este tipo de importação, de menor relevo, com maioria de ra- são, a operação será válida se a guia foi emitida antes da de- claração. No caso, a guia, comprovadamente foi emitida claramen- te antes do decurso do prazo de 45 dias após a declaração o pe- ríodo limite para expedição da guia. Na verdade, se o documento pode ser emitido depois da declaração, com mais razão terá vali dado se emitido antes. Não colhe, - data vênia" o argumento sobre a necessida- de de cláusula na guia foi prévia, sendo impossível referir a declaração ainda inexistente. Em suma: a exigência de referir a declaração só pode prevalecer para os casos de guias expedidas após o registro da- quele documento. 4 Rec. 116.782 Ac. 303-28.179 Esse foi o critério obedecido pela fiscalização ao efetivar a conferência documental, por ocasião do despacho adua- neiro. Essa a interpretação lógica do regime legal, de vez que o contraditório exigir a referência a declaração antes de sua existência. Por esse motivo, e contando com os doutos suprimentos desse eolendo colegiado, a Recorrente espera seja recebido e provido o presente recurso, para o fim de ser reformada a r.De- cisão Recorrida, e mantido o critério da lei, adotado por oca- sião do despacho, como é de inteira JUSTIÇA! E o relatório. s/4/-1
score : 1.0
Numero do processo: 10711.008287/93-90
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 22 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Apr 22 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Importação. Classificação.
Não prospera a tese de irrevisibilidade de lançamento. Recurso negado.
Numero da decisão: 301-28344
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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Classificação Não prospera a tese de irrevisibilidade de lançamento. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 22 de abril de 1997 MOACYR ELOY DE MEDEIROS PRESIDENTE ig:/ PROCURADORIA-G:RAL DA FAZer2rACoordenaçdo-Geral el raprnereeçao Extraludicial , J ÃO BAP STA MOREP Em di Fazenda 1:aelonal/ TOR 9 Mn1997 LUCIANA COR:EZ RORIZ PONTES 'tocando/a da Fazenda Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO e MARIA HELENA DE ANDRADE. Ausente o Conselheiro LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Re fi e MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.209 ACÓRDÃO N° : 301-28.344 RECORRENTE : DIPAR IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO S/A RECORRIDA : DRT/RIO DE JANEIRO/RJ RELATOR(A) : JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRIO Adoto o relatório integrante da Decisão Recorrida, de fls. 43 et seqs, ut infra: "Em ato de revisão aduaneira da Declaração de Importação (DI) 15.906/90, constatou-se a Alrandega do Porto do Rio de Janeiro, com base no Laudo de Análise n° 4613/92 (fls. 11), do Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda, que o produto submetido a despacho através da Declaração de Importação supra citada, tratava-se de "papel revestido em uma superfície com cloreto estearato de cromo, e ainda caulinita", e não, conforme declarado pelo importador na adição 001 da Declaração de Importação sob exame, de "papel coberto ou revestido em uma superfície com estearato de cromo, com gravação especial EM-BOSSED LEDA, em rolos ou bobinas com 152 cm de largura, aproximadamente, e gramatura de 155grs/m2...", promovendo, tendo em vista que o revestimento efetivamente encontrado diferia daquele declarado, a sua classificação tarifária do código TAB 4811.40.0000, relativo a "Papel e cartão revestidos, impregnado ou recoberto de cera, parafina, estearina, óleo ou de glicerina", gravado à data da ocorrência do fato gerador com aliquotas de 30% para o Imposto de Importação e de 12% para o Imposto sobre Produtos Industrializados, para o código fiscal 4811.90.9900, referente a "Outros papéis, cartões, pasta ("ouate") de celulose e mantas de fibras de celulose", com Imposto de Importação de 40% e Imposto sobre Produtos Industrializados de 12% e, a conseqüente lavratura do Auto de Infração n° 214/93 (Fls. 01, para exigência do crédito tributário no valor de 1.715,20 UFIR'S (mil setecentas e quinze unidades fiscais de referência e vinte centésimos), constituído das diferenças de Imposto de Importação e de Imposto sobre Produtos Industrializados apuradas e das multas proporcionais acima discriminadas, com os acréscimos legais cabíveis." A Autoridade a quo, às fls. 43, assim decidiu: "REVISÃO: Constatada, face a resultado de exame laboratorial, divergência na descrição e na classificação tararia da mercadoria submetida a despacho através da Declaração de Importação (DI) 15.906/90 (fls. 03/08)." Houve laudo do LABANA, às fls. 11 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N' : 118.209 ACÓRDÃO N'' : 301-28.344 "I - ENSAIOS REALIZADOS E RESULTADOS OBTIDOS (RESUMO) ENSAIOS RESULTADOS Largura (cm) 153,6 Espessura (mm) 0,18 Gramatura (g/m2) 167,7 Teor de cromo nas cinzas do revestimento por absorção atômica 0,75% identificação de halogênio no revestimento (Beilstein) positivo Diafratometria de Raios-X (revestimento) predominância de caulinita - CONCLUSÃO Trata-se de papel revestido em unia superficie com cloreto estearato de cromo, e ainda, caulinita. Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 50 et seqs, que leio para meus pares. É o relatório. • • 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.209 ACÓRDÃO Ni) : 301-28.344 VOTO A Recorrente discorre sobre a tese de irrevisibifidade de lançamento. A não aceitação desse argumento por esta Câmara já constitui, por assim dizer, uma jurisprudência firmada. No mérito, não teceu qualquer defesa quanto à reclassificação sofrida pelo bem importado. Destarte, nego provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 22 de abril de 1997 5/4/-1 J AO BAPT TA MO ' 4 Page 1 _0021700.PDF Page 1 _0021800.PDF Page 1 _0021900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10725.000344/89-93
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Thu Jul 04 00:00:00 UTC 1991
Ementa: IPI - Recebimento e uso de notas fiscais que não correspondem à entrada efetiva das mercadorias nelas descritas no estabelecimento da adquirente. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 202-04376
Nome do relator: JEFERSON RIBEIRO SALAZAR
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PUBLWADO nib 0 D. 2. fy De 04. /_. 19 U.) C .11 C ica MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N.° 10725.000344/89-93 eaal. Sessão de 04 de julho de 19 .9 __ _ ACORDÃO N.0202-04.376 Recurso n.° 86.285 Recorrente AGRO INDÚSTRIA BOMFIM LTDA. Recorrida DRF - CAMPOS - RJ IPI - recebimento e uso de notas fiscais que não cor respondem ã entrada efetiva das mercadorias nelas descritas no estabelecimento da adquirente. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AGRO INDÚSTRIA BOMFIM LTDA. ACORDAM os Membros da Sofgunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provi - mento parcial ao recurso, para excluir a multa do artigo 364,111. Ausente o Conselheiro ALDE SANTOS JÚNIOR. Sala das Sessões, em 04 de julho de 1991. / /d( 40.57.1 40Ir HELVIO -4- 6/ D6 BARCEL 4S - P' SIDENTE JEe AP - 4fr &7%AR 'ELATOR / I JOSÉ AR 6S D' -LME - LEMOS - PROC.REP.FAZ.NAC. VISTA ¥ SESS 9 C'ç."-r 19 910 DE 1; Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE, ANTONIO CARLOS DE MORAES, OSCAR LUÍS DE MORAIS, JOSÉ CABRAL GAROFANO e SEBASTIÃO BORGES TAQUARY. -2- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N2 10725.000344 / 89-93 Recurso N.Q: 86.285 Acordão No: Diligencia nQ 202-04.376 Recorrente: AGRO INDÚSTRIA BOMFIM LTDA. RELATÓRIO A empresa acima identificada foi autuada por receber e usar notas fiscais que não guardam correspondência com as mercado rias nelas descritas, por não terem, ditas mercadorias, entradas no estabelecimento da autuada. Praticando conluio, ajustado com a em- presa emitente, Destilaria Portela Ltda. como assim descreve o Auto de Infração às fls.01. Não satisfeita com o procedimento fiscal, a autuada, às fls. 17/27, promoveu sua impugnação pelas razões que abaixo sin- tetizo: - que não houve qualquer exame em sua escrita e documentos; - que a suspeita da existência de "Notas Frias" se baseia em infor- mações colhidas a respeito de motoristas de veículos transportado res prestada por empresa transportadora e por não aceitarem que tais vendas tenham sido feitas à vista, sendo imprestáveis COMO prova; - que a nota fiscal é documento probante da venda de mercadoria,co- mo se vê dos art. 231 e 252 do RIPI/82. No caso presente todos os requisitos essenciais da nota fiscal estão consignados nas notas -cpr-p- LLJ -3- $ERV . ÇC LELICO FE:7EPAL Processo n(2 10725.000344/89-93 Acórdão nQ 202-04.376 referidas na autuação; - que os dados referentes a veículos transportadores não são re- quisitos da nota fiscal para efeito de ser considerada a sua idoneidade, nos termos dos art. 231 e 252 do RIPI/82; - que é irrecusável a prova feita com nota fiscal com todos os requisitos legais por ser ela documento hábil; - que qualquer suspeita dos fiscais, ainda que fundada em infor- mações colhidas, não pode descaracterizar a boa-fé do adquiren te. A informação fiscal de fls. 32 contra-argumentou, em síntese: - a argumentação expendida pela autuada não anula, de modo al- gum, os efeitos do procedimento fiscal, baseado que este se en contra em prova documental, obtida após fatos detalhados no Re latOrio Fiscal, acrescidos de ocorrências inadmissíveis em transações comerciais verdadeiramente realizadas; - a nota fiscal considerada "fria" é óbvio que, para produzir os resultados desejados pelas partes interessadas (emitente e des tinatário), pode ser registrada no documentário de ambos, sem que isso signifique ter havido efetiva comercialização do pro- duto. Aliás, para melhor aparentar lisura da operação mercan- til, deve, mesmo, haver o registro do documento na forma regu- lamentar; - entretanto, é essencial que a nota fiscal não seja utilizada contrariamente no disposto no art.240 do RIPI/82, apresentan - do-se, ademais, inidõnea quando é emitida na forma do item II -segue- -4- SE5V , Çe F e: ELtC0 FEEPAL Processo nQ 10725.000344/89-93 Acórdão nc) 202-04.376, do art.231 do referido RIPI, precisamente o fato ocorrido com 1 as notas fiscais em questão, eis que contêm declarações mexa- tas; - a impugnação, ao citar o art. 231, destacou, apenas, as exigên- cias do art. 252, as quais, não observadas, tornam o documento sem valor, procurando, assim estabelecer confusão em torno da validade das falsas indicações contidas nas notas fiscais, para comprovar o ilícito fiscal praticado; , - a análise do comportamento desta fiscalização, bem transcrito no Relatório Fiscal, revela a inconsistente, mas insistente, a- firmativa da defesa de que a autuação teve por base "suspeição ou presunção" do agente fiscal, inverdade, porém, pois tudo o que se fez, após os primeiros indícios da irregularidade cometi da, tem a prova documental e as provas circunstanciais detalha- das no citado Relatório Fiscal; - como e admissivel que, em todas as notas fiscais, tenham sido indicados, com total incorreção, os dados relativos aos veícu- los transportadores? E por que as empresas autuadas não exibi- ram os conhecimentos dos fretes vinculados às notas fiscais? E, por que, tambem, não há, em nenhum desses documentos, o "vis- to" das barreiras.estaduais, sabido que, no percurso entre , C/ as duas empresas, há, provavelmente, oito divisas estaduais?; - a resposta e de clareza meridiana e única: não houve transporte de mercadoria alguma e, conseqüentemente, inidõneos são os docu mentos fiscais, cuja emissão teve como objetivo evidente procu- rar não ser detectada pela fiscalização saída de produto sem e- -segue- -5- SER N.,, ÇC F ::• ELiC0 FE:::EPAL Processo n9- 10725.000344/89-93 Acórdão nQ 202-04.376 missão de nota fiscal. A autoridade singular, às fls.45148, apreciou o processo e julgou procedente o lançamento fiscal. Não satisfeita com a decisão singular, vem a ora recorrente dela interpor recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, às fls. 53/58, pelas razões que abaixo sinteti - em preliminar, alegou que recebeu intimação para liquidar o débito originário deste processo sob pena de inscrição na di- vida ativa da União e posteriormente sua execução; - no mérito, a decisão recorrida é nula de pleno direito, por falta de exame das razões apresentadas na impugnação; - está, pois, bem posto o relatório que tais resumos compõem,co mo, aliás, diz a própria autoridade julgadora; "O exame dos autos nos leva a convicção de que a exigência fiscal está dentro dos preceitos 'le- gais aplicáveis, uma vez provado a utilização de Notas Fiscais, que não correspondem a salda efe- tiva dos produtos do estabelecimento emitente , • ex-vi do disposto no art. 365, II do RIPI/82 que visa coibir a utilização, o recebimento e o registro de nota fiscal, que não corresponde a uma efetiva saída de mercadorias do estabeleci - mento emitente". - Ora, a defesa da autuada contra ação fiscal atacou exatamen- // te o fato de que a autoridade fiscal não pode fulcrar o seu procedimento, apenas, em deduções ou suposições, advindas do subjetivismo do agente lançador. É preciso PROVAR a fraude a- legada. A prova de idoneidade da documentação fiscal é 'ónus de quem acusa; -segue- 114 -6- SE SV I ÇC P 1• SLICO FE=EPAL Processo nQ 10725.000344/89-93 Acórdão nQ 202-04.376 - com efeito, apenas alegar que o contribuinte praticou ato con- trário ao previsto na legislação (quando o contribuinte tem re- gistros fiscais/contábeis que aniquilam essa suposição) signifi ca imputar fraude que não pode ser caracterizada pela simples presunção fiscal, consoante já se instruiu na inicial com deci- sões desse Egrégio Conselho e, como, também do extinto TRIBUNAL FEDERAL DE RECURSOS; - ademais, diz o art. 142 do CTN que o lançamento tributário é procedimento TENDENTE A APURAR a ocorrência da obrigação tri- butária para identificar o sujeito passivo dessa obrigação; - nos autos do processo em lide, não existe prova da prática ile- gal de operação que seja fato gerador do imposto imputado, tan- to isso é verdadeiro que o julgador na decisão recorrida lança mão do pálido argumento: "as circunstãncias que envolvem o fato" justificam a qualificação da infração; - em se tratando de imputação de infrigência à lei que implica sanção tributária à ação fiscal, não pode resultar de mero con- vencimento subjetivo do agente fiscal. Toda ação fiscal deve basear-se em fatos concretos, provados, demonstrados, para que, à luz do direito, se verifiquem as suas implicações tributá- rias; - realmente, o próprio CTN esclarece que o ato administrativo de lançar o tributo não cria a obrigação de pagar nem constitui o credito tributário por si só (art.142); mas ao contrário, desti na-se a apurar a ocorrência do fato gerador, em procedimento es -segue- 101.1 -7- SE çv , cc FLLICO FE:ErzAL Processo nQ 10725.000344/89-93 Acórdão nQ 202-04.376 tritamente vinculado ã lei (Parágrafo Único do art.142 do CTN); - sempre que a autoridade fiscal contradiga as declarações do con tribuinte e seus assentamentos, o lançamento fica condicionado' ã prova da falsidade, da inexatidão ou da omissão dos elementos declarados ou registrados (art. 149, itens I e IX, do CTN). Ao final, pede a decretação da nulidade do procedi mento administrativo pelos motivos alegados na preliminar e/ou me ritoriamente, reformem-na para julgar insubsistente a autuação. É o relatório. -segue- LM.5- -8- SE q V , ÇC P ELICO FEEPAL Processo n(2 10725.000344/89-93 Acórdão nQ 202-04.376 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JEFERSON RIBEIRO SALA= . A materia da lide a ser apreciada é saber se hou- ve ou não a efetiva entrada das mercadorias (189.000 litros de aguardente de cana) constantes das notas fiscais deste processo' emitidas pela vendedora Destilaria Portela Ltda., no estabeleci- mento da adquirente ora recorrente - Agro Industrial Bonfim Ltda. A fiscalização procedeu à diligencia no estabeleci mento da empresa Chebabe Transportes S.A. e por declaração firma- da pela mesma às fls.06/07, provado está que os caminhões, cujas placas se encontram descritas nas referidas notas fiscais, como também o nome dos seus motoristas, comprovam que nem a empresa, seus caminhões e seus motoristas, prestaram qualquer serviço de transporte para a compradora ou vendedora, nas datas mencionadas' naqueles documentos fiscais. , A recorrente nos momentos em que se pronunciou no processo, o fez sem trazer, ao mesmo, qualquer outro documento ou prova que lhe desse guarida quanto à identificação dos veículos transportadores de fato, seu motorista, o conhecimento de trans- porte que registrou a carga, etc, etc, preferindo silenciar, sem comprovar como 189.000 litros de aguardente foram transportados e também pagos, sem a necessidade de nenhuma comprovação legal. Resta provado nos autos que não houve a entrada e- fetiva da mercadoria aqui apreciada no estabelecimento da recorri da, o que descaracteriza a multa do Art. 364, III. -segue- Li 4 (4, -9- I 5E ,,' , Çe F L : ELICO FEEFAL Processo 112_ 10725.000344/89-93 1 Acórdão n(2 202-04.376 Quanto ã preliminar argilida não procede, tendo em vista não ter havido a inscrição na dívida ativa da União. Quanto ao mérito, tomo conhecimento do recurso vo _ luntãrio interposto em tempo, para dar-lhe provimento parcial,pa- ra excluir da exigência a multa do Art. 364, III, do RIPI/82. Sala das Sessões, em 04 de julho de 1991. I l/JE/ ', RIBE /"1, e '.;.- • . Ai • " k /eaal.
score : 1.0
Numero do processo: 10680.012168/92-29
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IPI - SELOS DE CONTROLE. Comprovado sua falta no estoque caracteriza saída de produtos sujeitos aos selos nas correspondentes quantidades de falta (art. 149 I RIPI/82). Recurso Negado.
Numero da decisão: 202-07418
Nome do relator: JOSÉ CABRAL GAROFANO
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Recorrida : DRF em Belo Horizonte - MG 1P1 - SELOS DE CONTROLE. Comprovado sua falta no estoque caracteriza saída de produtos sujeitos aos selos nas correspondentes quantidades de falta (art. 1491 RIPI/82). Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ARMAZÉM MÁRCIA LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 07 de / .zembro de 1994 4121/, FIchno Eséo -do Barc llos Presid . át • c==t—t-141/1; José Cabra . /fano Relator . 4. ,• dp_e tec ' it,CGC.Ac00aea- CAtiri: na Queiroz • e Carvalho Procuradora - Representante da Fazenda Nacional VISTA EM SESSÃO DE 21 SET 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho, Tarásio Campeio Borges e Daniel Corrêa Homem de Carvalho. -n.t/ ig c.. "; MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CO. Processo le 10680.012168192-29 Acórdão n" : 202-07.418 Recurso n" : 97.121 Recorrente : ARMAZÉM MARCIA LTDA. RELATÓRIO Por objetividade e economia processual, adoto e transcrevo o bem elaborado relatório da decisão recorrida (fls. 82/86): "Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado um auto de infração de fls. 01, com a exigência do crédito tributário no valor de 5.542,21 UF1R a titulo de Imposto sobre Produtos Industrializados, juros de mora e multa proporcional, referente ao período de apuração compreendido entre janeiro de 1989 a novembro de 1992. Deveu-se a autuação a falta de lançamento/recolhimento de imposto devido a falta de selos de controle apurado no estuque da empresa, presumindo-se assim, a saída de 18.869 litros de aguardente de cana, classificada no código 2208.40.0200 da TIPI/88, tributada a aliquota de 70%, sem emissão de nota fiscal. Inconformada com a exigência fiscal a autuada apresentou, tempestivamente, impugnação de fls. 32 a 79, resumidamente alegando o que segue. Diz adotar como politica de comercialização de seus produtos o sistema de venda direta ao consumidor para o qual utiliza nota fiscal subsérie "A". Entende que os auditores-fiscais autuantes equivocaram-se, quanto ao quantitativo apurado como diferença, referente aos selos de controle. Aduz que o procedimento fiscal carece de legitimidade, uma vez que não - foram recolhidos os blocos de notas fiscais em sua totalidade. Como o trabalho foi realizado por amostragem, considera-o insubsistente e portador de falhas. Do exposto requer que seja realiza diligência e cancelado o procedimento fiscal. Na forma do art. 19 do Decreto 70.235/72 os auditores-fiscais autuantes apresentaram sua réplica de fls. 80, onde apreciam as razões da defesa, 2 J 01 •: MINISTERIO DA FAZENDA * s: . .N SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo a' : 10680.012168/92-29 Acórdão n° : 202-07.418 manifestando o entendimento firmado no auto de infração e opinando pela manutenção da exigência." Ao indeferir os termos da peça impugnatória, o julgador singular fundamentou sua decisão no sentido que a fiscalização utilizou técnica contiável para chegar a falta de 18.869 selos de controle, o que ensejou a conclusão de saída do mesmo número de litros de aguardente de cana sem emissão de notas fiscais. Todos os dados foram extraídos dos registros, controles e informações prestadas pela autuada. Neste particular, quanto a diferença de selos apurada, cita e transcreve os dispostos nos artigos 148; 149, 1; e 150, todos do RIP1/82. Ao concluir o decisum, indeferiu o pedido de diligência requerida, por entender que a mesma era prescindível e protelatória, porquanto os dados considerados tiveram origem nos documentos da própria contribuinte. Em suas razões de recurso ( fls. 97), sustenta que os termos da impugnação fazem pane das mesmas, bem corno insiste no pedido de realização de diligência, não trazendo fato novo a apreciação, apenas asseverando não ter omitido receita operacional porque o levantamento elaborado pela fiscalização foi feito por amostragem É o relatório. 3 • 41 -1'..r/ MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo O : 10680.012168/92-29 Acórdão H: 202-07.418 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ CABRAL GAROFANO O recurso voluntário foi manifestado dentro do prazo legal. Dele conheço por tempestivo. Em preliminar. A ora recorrente sustenta a preliminar prejudicial ao julgamento do mérito, que é imprescindível a realização de diligência para comprovação de inexistência de falta da quantidade de selos de controle, na quantidade em que é acusada pela fiscalização. Este Colegiado, reiteradamente, vem decidindo só ser prescindivel a realização de diligência ou mesmo perícia sobre qualquer aspecto que poderia ser facilmente trazido a comprovação nos autos do processo, quando do oferecimento da inicial, ou, ainda, quando verse sobre matéria puramente jurídica. É sempre conveniente que a interessada traga aos autos...para que possa reforçar a possibilidade de deferimento do pedido..., mesmo que por amostragem, alguma forma que evidencie aspectos em que se assenta o pedido, sob pena do mesmo ter caráter meramente protelatório para julgamento do feito fiscal. No presente caso, a autuada simplesmente juntou cópias do controle de Registro de Entrada e Saída do Selo de Controle ( fls. 35/78 ), sem, contudo, apontar onde residiu o erro em que incorreram os autuantes. Por falta de objetividade do pedido, não acolho a preliminar levantada. No mérito, sinto não merecer reparos a decisão recorrida. Como se verifica, a solução do presente litígio cinge-se a matéria de prova. Utilizando os controles, talonários de vendas e demais registros da contribuinte, a fiscalização, por diferença, apurou a diferença de 18.869 selos de controle a que estão sujeitos aqueles que dão saida a litros de aguardente de cana. 4 J03• • % or ., MINISTÉRIO DA FAZENDA PT,'“ \ L. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES kr,321c£1., Processo n" : 10680.012168/92-29 Acórdão Lr : 202-07.418 Entendo que o método utilizado pela fiscalização seja idôneo, porquanto está fimdado, como dito, nos dados e informações disponíveis e apresentados pelo sujeito passivo e, cotejando tais elementos, restou comprovada a falta dos selos sob discussão. Ajuntada das cópias de documentos, quando da impugnação, por si só, na ilide a acusação fiscal e a apelante não apontou, objetivamente, onde a fiscalização militou em erro. Selos de controle, como impõe o Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados - RIPI/82 e Atos Normativos expedidos pela Administração Fazendária, merecem tratamento diferenciado no que respeita sua utilização e controle fisico...como bem citou a decisão recorrida os artigos 148; 149, I; e 150 do Regulamento...eis que o interesse em seu controle é do próprio sujeito passivo, sendo estes adquiridos e pagos pelo industrial, devendo ser utilizados nas saidas dos produtos sujeitos a obrigação fiscal. Não logrando inexistir a falta dos selos descontrole, só pode prevalecer a presunção legal que a recorrente deu saída de produtos sem afixação dos mesmos, consequentemente, receitas omitidas com prejuízo do Imposto sobre Produtos Industrializados -1PI. Neste sentido, há vários precedentes nas três Câmaras deste Conselho de Contribuintes. São estas razões de decidir que me levam a NEGAR provimento ao recurso voluntário. Sala de Sessões, em 07 de dezembro de 1994 JO BR OFANO 5
score : 1.0
Numero do processo: 10831.002082/93-52
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 1994
Ementa: Infração Administrativa ao Controle das Importações Guia de Importação
apresentada á repartição fiscal após expirado seu prazo de validade
perde sua eficácia. A importação se materializa como se fosse ao
desamparo de guia.
Numero da decisão: 302-32853
Nome do relator: LUIS ANTONIO FLORA
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A importação se materializa como se fosse ao de- samparo de guia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Ricardo Luz de Barros Barreto que deu provimento, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, 29 de setembro de 1994. 1110 UBALDO CAMPEL TO - Presidente em Exercício ,NOOP' LUIS i‘ "O` FLORA - Relator CLAUDIA REG N GUSMAO - Proc. da Faz. Nacional VISTO EM 2 3 F EV 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: Elizabeth Emílio Moraes Chieregatto, Elizabeth Maria Violatto, Jorge Climaco Vieira (suplente) e Paulo Roberto Cuco Antunes. n 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - SEGUNDA CAMARA RECURSO N. 116.576 - ACORDAO N. 302-32.853 RECORRENTE : FORD INDUSTRIA E COMERCIO LTDA RECORRIDA : ALF - Viracopos - SP RELATOR : LUIS ANTONIO FLORA RELATORIO Verifica-se nos autos que, em ato de confe- rência documental a recorrente apresentou a guia de importa- ção, relativa à D.I. n. 12.499/93, fora do prazo estipulado \ pela Portaria DECEX n. 15/91, tendo sua apresentação se dado após o prazo de validade nela consignado, configurando-se importação sem licença. AN. Regularmente intimado, ofereceu tempestivO impugnação, que foi juntada às fls. 56/110. As fls. 112/113, o AFTN manteve integralmente a exigência, que foi confirmada pela Decisão n. 10.831, jun- tada às fls. 114/119. n Inconformada, a Recorrente interpôs, dentro do prazo legal, Recurso Voluntário (fls. 124/131), salien- tando em síntese que: a) cumpriu o Termo de Compromisso assumido no campo 24 da DA., uma vez que o PGI foi pro- tocolado no prazo de 39 dias do registro da D.I., ou seja, dentro do prazo de 40 dias a que se refere a Portaria DECEX n. 15/91; b) que a referida Portaria, apenas menciona • que a guia terá validade de 15 dias, não de- terminando que a apresentação à repartição fiscal após esse prazo ensejaria a aplicação da penalidade prevista n. inciso II do artigo 526 do R.A.; c) por fim, apresenta deffisa argumentação dou- trinária, bem com jurisprudência que entende ser cabível ao caso, no sentido de eximir-se da exação aplicada, protestando pela improce- dência da ação fiscal. E o relatório 3 Rec.: 116.576 Ac.: 302.32.853 VOTO A Recorrente ao proceder o desembaraço das mercadorias, o fez, com base na permissão outorgada pela \ Portaria DECEX n. 15/91,.a qual visa favorecer o importador, permitindo-lhe agilizar o processo de importação, facultan- do-lhe a apresentação da guia posteriormente ao desembaraço das mercadorias. Para tanto existem prazos a ser cumprido. Sobre isso, verifica-se que a Recorrente ao inaugurar o despacho aduaneiro, assumiu formalmente um com- promisso, inclusive, tomando ciência antecipadamente das pe- no, nalidades que poderiam recair sobre o inadimplemento da obrigação assumida, consoante se vê no campo 24 da D.I. n. 12.499/93 (f is. 05). Em que pese toda a argumentação oferecida pe- lo combativo defensor da Recorrente, resta o fato de que ela importou mercadorias sujeitas à emissão de guia de importa- ção, ao amparo da Portaria DECEX n. 8/91, posteriormente al- terada pela Portaria DECEX n. 15/91. Esse dispositivo permi- te, a critério da empresa, submeter à despacho as mercado- rias, mediante pedido direto à repartição aduaneira sem a correspondente guia. No entanto, obriga-lhe a fazer o pedido da guia às agências habilitadas a prestar o serviço de co- mércio exterior, no prazo de 40 dias corridos, após o regis- tro da declaração de importação. Assim, a guia emitida nes- sas condições, de acordo com o citado dispositivo, tem vali- dade por apenas 15 dias corridos, contados após sua emissão, para fins de comprovação junto ti repartição de desembaraço • aduaneiro. Dessa forma, o documento apresentado após esse prazo não tem valor legal e a importação é considerada ao desamparo de guia. Destarte, a importação de mercadoria sem guia de importação constitui infração administrativa ao controle das importações, sujeitando-se o importador à multa de 30% do valor da mercadoria, nos termos do artigo 526, inciso II, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85, que consolidou a legislação básica vigente (De- creto n. 37/66 e Lei n. 6.562/78). Consta dos autos que a Recorrente somente apresentou as guias de importação a repartição recorrida após o prazo de 15 dias de sua emissão, consoante se verifi- ca dos documentos juntados às fls. 40/54. Ademais, o fato de ter a Recorrente protoco- lado o PGI dentro do prazo de 40 dias, não satisfaz inte- gralmente o termo de compromisso assumido, vez que, o prazo 4 Rec.: 116.576 Ac.: 302.32.853 de validade de 15 dias, para a Guia de importação emitidas nesse regime de exceção, foi estipulado exclusivamente para fins de comprovação junto à repartição aduaneira. A vista do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sess5es, 29 de setembro de 1994. Luisk eN • FLORA - Relator \ \ Ae. •
score : 1.0
Numero do processo: 10768.003469/93-82
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Aug 11 00:00:00 UTC 2004
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - LANÇAMENTO DECORRENTE - CSLL - Tratando-se de lançamento reflexo, a decisão prolatada no lançamento matriz, é aplicável, no que couber, ao decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula.
Recurso provido.
Numero da decisão: 105-14.611
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega
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Acórdão n° :105-14.611 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - LANÇAMENTO DECORRENTE - CSLL - Tratando-se de lançamento reflexo, a decisão prolatada no lançamento matriz, é aplicável, no que couber, ao decorrente, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. fi/Aa • CLÓVIS ALVES • RESIDENTE LU lÇiAMbklRO-S-'NÓBREGA RELAT FORMALIZADO EM: ri 2 c SET 200 Participaram ainda, do presente julgamento os Conselheiros: DANIEL SAHAGOFF, CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, NADJA RODRIGUES ROMERO, IRINEU BIANCHI e JOSÉ CARLOS PASSUELLO. MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " • QUINTA CÂMARA Processo n° : 10768.003469/93-82 Acórdão n° :105-14.611 Recurso n° : 134.348 Recorrente : COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI RELATÓRIO O presente processo de exigência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) decorre do lançamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), dito principal, formalizado no Processo n° 10768.003464/93-69, contra a Contribuinte acima qualificada. O lançamento, a impugnação, as diligências e as manifestações interlocutórias, o julgamento na instância inferior, e o recurso voluntário adotaram as mesmas razões, fundamentos e conclusões. O recurso voluntário contido no processo principal (autuado sob o n° 134.378), foi julgado na Sessão de 11 de agosto de 2004, nesta mesma Quinta Câmara. A Recorrente não trouxe à colação qualquer matéria diferenciada aplicável exclusivamente ao lançamento reflexo de que se cuida, cabendo, portando, a adoção do princípio da decorrência processual, para a solução do litígio. O apelo foi instruído com a Relação de bens e direitos para arrolamento constante das fls. 39, considerada regular pela repartição de origem, que encaminhou os autos para julgamento, de acordo com o despacho de fls. 41. É o relatório. ( 2 ,;:;„,..)&:" MINISTÉRIO DA FAZENDA 't 3v . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUINTA CAMARA Processo n° : 10768.003469/93-82 Acórdão n° :105-14.611 VOTO Conselheiro LUIS GONZAGA MEDEIROS NÓBREGA, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, pelo que deve ser conhecido. Conforme relatado, a presente exigência foi formalizada em decorrência do procedimento fiscal levada a efeito contra a Contribuinte, no âmbito do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e levou à lavratura do auto de infração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, por tributação reflexa, nos períodos-base de 1988 a 1990, correspondentes aos exercícios financeiros de 1989 a 1991. A exação concernente ao exercício de 1989 foi cancelada na primeira instância, por força do que dispõe o artigo 18, I, da Medida Provisória n° 2.095-76, de 2001. No processo principal, de n° 10768.03464/93-69, Recurso n° 134.378, julgado na Sessão de 11 de agosto de 2004, quanto às matérias arroladas no período que repercutiu na contribuição de que se cuida (omissão de receita e postergação do imposto, por inobservância do regime de escrituração), votei no sentido de dar provimento ao recurso interposto, excluindo-as da exigência, conforme Acórdão n° 105-14.610, devendo ser estendida a mesma decisão prolatada naquela ocasião, ao processo de que se cuida, quanto ao seu conteúdo, forma e conclusão, em razão de possuírem idêntica matriz fática. Dessa forma, no que concerne ao lançamento reflexo, é de se aplicar aquelas conclusões à presente lide, nos mesmos termos do que foi decidido com relação ao IRPJ, tendo em vista a jurisprudência deste Colegiado, no sentido de que a solução adotada 3 • 1 f:it. , MINISTÉRIO DA FAZENDA "r" PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES‘,‘ ' QUINTA CÂMARA :. Processo n° : 10768.003469/93-82 Acórdão n° :105-14.611 no processo principal comunica-se aos decorrentes, desde que novos fatos ou argumentos não sejam aduzidos nestes, o que não ocorreu no presente caso. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário, para ajustar a exigência reflexa à aludida decisão. É o meu voto. Sala a Sessões - DF, em 11 de agosto de 2004. ., LUI ZAG\f-MED OS NtBRE"yGA 4 Page 1 _0013200.PDF Page 1 _0013300.PDF Page 1 _0013400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10768.016771/87-52
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 29 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Wed Apr 29 00:00:00 UTC 1992
Ementa: FINSOCIAL - FATURAMENTO - Base de Cálculo Omissão de receita apurada à vista da diferença entre valores do faturamento informados à administradora de "Shopping-Center", por força de contrato, e aqueles fornecidos à Receita Federal. Não justificada eficientemente a diferença, nega-se provimento ao recurso.
Numero da decisão: 201-67987
Nome do relator: ROBERTO BARBOSA DE CASTRO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T12:21:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T12:21:46Z; Last-Modified: 2010-01-29T12:21:47Z; dcterms:modified: 2010-01-29T12:21:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T12:21:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T12:21:47Z; meta:save-date: 2010-01-29T12:21:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T12:21:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T12:21:46Z; created: 2010-01-29T12:21:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-29T12:21:46Z; pdf:charsPerPage: 1496; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T12:21:46Z | Conteúdo => 2., I remir° rg;TO D.g_,[1. 2 V? .. - I ., / ÉR.ubrica / I 4 .-i'éi C I 4? -Iikte1~ MINISTÊRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10.768-016.771/87-52 Sessão de : 29 de abril de 1992 ACORDA() No. 201-67.987 Recurso no: S7.507 . Recorrente: SANETTO ROUPA UNISSEX LTDA. Recorrida : DRF NO RIO DE JANEIRO - RJ PIS - FATURAMENTO - Base de Cálculo - Omisso de receita apurada à vista da diferença entre valores do faturamento informados à administradora de "Shopp ing-Center", por força de contrato, e aqueles fornecidos h Receita Federal. Não justificada eficientemente a diferença, nega-se provimento ao recurso. . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto p or SANETTO ROUPA UNISSEX LTDA. ACORDAM os membros da Primeira Cámara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO (relator) e HENRIQUE NEVES DA SILVA. Designado o Conselheiro ROBERTO BARBOSA DE CASTRO para redigir o Acórdo. Ausente o Conselheiro SERGIO GOMES VELLOSO. • Sala ch Birks, em 29 de abril de 1992. : ROBE :4,#:3A'SA DE CASTRO - Presidente e Relator- 4011 , designado ANTOO .IU e-k À : AO IS CAMARGO - Procurador-Rep r sentante da Fa- zenda Nacional VISTA EM SESSA0 DE: 22 M Ai 1992 Participaram, ainda, do presente j u/gamento, os Conseíheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA, SELMA SANTOS SALOWFJO WOLSZCZAK, DOMINGOS ALFEU COLEM:" DA SILVA NETO e ARISTOFANES FONTOURA DE HOLANDA,, HR/MAS/AC I. 212.. .41a,a: .7b- Snr(4w ;4* MINISTrRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo Ag 10.768-016.771/87-52 Recurso np: 87.507 Acórdão ng 201-67.987 Recorrente: SANETTO ROUPA UNISSEX LTDA. . RELATóRIO Contra a Recorrente foi lavrado o Auto de infração de folhas 2 a 4, com base na fiscalização de IRPJ, que apurou OMISSM DE RECEITA. Observados os autos, iremos verificar que a omissão de receita foi detectada p ela fiscalização do IRPJ, em face da diferença apresentada entre a declaração feita a administradora do imóvel, locado pela Recorrente e ao declarado . ao fisco. Em sua impugnação, alega que a diferença encontra- da •e1 pelo fato de que, por ser meramente informativa, a declaração administradora p rocurou evitar a fiscalização por parte da administração, em virtude da sua inconveniencia junto aos clientes da defendente. A autoridade de ia instância, julgou procedente a ação fiscal, tomando como base ser o presente feito reflexo ao do IRPJ. Em seu recurso, dirigido ao l57;! Egrilgio Conselho, diz em resumo: -- " que deixa de transcrever a matdria de fato, visto j á ter sido devidamente equacionada neste Processo."; /1)("P 2- 383 Serviço Pdblico Federal Processo no: 10.768-016.771/87-52 Acdrdão n2: 201-67.987 - " que, sem sombra de ddvida, os pressupostos fundamentais deste recurso correspondem aos ap resentados pela Recorrente na quele p rocesso que originou R lavratura do presente." o Relatdrio. • 3 39y Serviço Pdblico Federal Processo na: 1.0.768-01.6.771/87-52 Acórdão na : 201-67.987 VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO Os prejurzos lançados, pela interpretação de que o Presente processo é reflexo ao IRPJ, avançam, além do tempo tomado na fiscalização, apuração e julgamento, pela impossibili- dade de apurar-se a real situação. O fato de serem tomados como base, os autos do processo do IRPJ, para a lavratura do Auto de infraç ão presente, não desobriga a descrição dos fatos e a fundamentação necessária ao atendimento do art. 10 do Dec. 70.235/72. Se observarmos que as declaraçOes feitas à administradora tem como p rinci pal finalidade determinar OS valores arguidos a trtulo de aluguéis, e que caso inferiores ao estimado pela administradora, podem determinar a não-renovação da locação, gerando grande prejurzo ao locatário, com suas instalaç"óes e formação do ponto comercial. Não tenho como deixar de considerar, acompanhando acórdãos do to Egrégio Conselho, que a autuação baseada, unicamente, na declaração feita h administra- dora não deve prosperar. Por estes motivos, voto no sentido de dar provi- mento ao recurso. Sala da Sess&s, em • de abril de 1992. ANTONIO MARTIN ; ASTELO BRANCO A. 39/.. Serviço Pdblico Federal Processo na: 10.768-016.771/87-52 Acdrdgo no: 201-67.987 VOTO DO CONSELHEIRO-DESIGNADO ROBERTO BARBOSA DE CASTRO Peço vRnia para discordar do iminente Relatar. A defendente não contesta os valores quantitativos que embasaram a autuação, ou a Sua autenticidade. Tenta, apenas, diminuir-lhe o valor probante, desqualificando-o como "meramente informativo." tsráo me parece que o argumento seja válido ao ponto de infirmar a pretensão fiscal. Informativos são todos os elementos fornecidos pela empresa, em sua contabilidade, no giro de seus negócios ou por força de contrato com terceiros. InformaçDes sobre faturamento devem ser uniformes seja para fornecimento ao Fisco, seja aquelas produzidas para adimp/emento de contrato particular. Diferenças existentes entre uma e outra hão de ser muito bem justificadas, Tsob pena de ser válida a presunção de que um dos destinatários das informaçUs estar sendo 3ítima de engano. TRnue, também, é a justificativa de que teria falseado para mais os dados fornecidos à locadora, mesmo sujeitando-se a p agar aluguel maior, apenas para evitar a sua f iscalização. Não me convence que somente a inconvenincia de tal f iscalização, em face dos clientes da empresa, seria o motivo de sujeitar-se a custos maiores de aluguel. Mais lógico é supor que, sendo uma fiscalização rigorosa e atuante (muito mais, certamente, do que é possrvel à R . ceita Federal executar), fi __ 2.92." Serviço Pdblico Federal Processo na: , 10.768-016.771/87-52 Acórdão na: 201-67.987 preferrve/ ó informar valores to reais quanto possrve/ a fim de evitar p enalidades contratuais. Nego provimento. Sala das SessSes, em 29 de abril de 1992. ROBERTO El juSA uE CASTRO • !E
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Numero do processo: 10768.030896/88-49
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Mar 26 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Fri Mar 26 00:00:00 UTC 1993
Ementa: CRÉDITO FINANCEIRO ÁS EXPORTAÇÕES - PROCESSO FISCAL - Intimação para recolhimento de créditos-prêmios pagos a mais, não formaliza a ação fiscal, nos termos do Decreto nº 70.235/72, art. 9º, por não estar revestida dos requisitos estabelecidos no art. nº 11 deste mesmo decreto. Nessas condições, é descabido impugnação ou recurso, com suspensão do crédito tributário. Não se conhece petição encaminhada a este Colegiado sob forma de recurso, por falta de amparo legal.
Numero da decisão: 202-05684
Nome do relator: Antônio Carlos Bueno Ribeiro
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O. li .. . o D • MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO . C 13'. ids____,12 19 /CL. .ttrii:Se. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no 10 ..1/68-030 .. 896/08-49 Sessão de u 26 de marco de 1993 ACORDMO Np 202-05.694 Recurso no .. 91.919 Recc»^ren te: MUL.TITRADE S/A Re: to rrida r. DlcUlj NO RIO DE ,ITANEIRD - Ra! CREDITO FINANCEIRO AS EXPORTAÇOES -- PROCESSO FISCAL - In t 1 ma çj'Io para Ft' col. fui men to cl c-: cc-edi tos.- p rem :i. OS 1:, MJ: CS a ruc-cicc „ n IIe -1' O rffi a I. :i. Z. cil a. a (;: 2(0 f :i. IS C a :I. nos termos do Dec ret o ri p 7E1 ,.2:3!•3/72 „ <.:+. r 1 .. „ 9p „ por não estar revestida el c:)s ir mu ui si t os estabelecidos no art. 11 deste mesmo cl e c..r-• tu,. Nessas c encI:i.,djes c1 descabido • m jun n a cão ou recurso „ Ceatc sl.1.!;i ['PP Iii'l'?(C) cl o predito t r :i. bui:Ario. Idão se con hece pet 1 Ou," an cam 1 ri hada a es ./: e GO :I. eg :1. éld O 1::01:) forma dc. recurso po I- ta 1 .)-(:) de affle,))(0 3. eg al .. Vistos ,, relatados e dl w. ct.I. ti. cl os os preoen tes autos de recurso :I. n ter-poste por tHILTITRADE S/A. CICORDAI TI C% Plell I:, ros da Seg Pn c:I a 1:C1c:cara d o Seg un ri o Seri 5 C.) I. hl) de C:C nnt r 1 ba i i I ter. por Ull an imidad e de votos „ em não COD harei- d a Pet i ção de TIA. 90/9S „ por tal ta de I3a se I eg ai - Éllniien te a Con se 3. hei r . a 'FEREZA CIRCI: an: NA 001, 'ALVES PAMICTITA .. Sala das SesuclIes „ em 26 .c; :, março de 1.993 ../ if/ 'dr E LAC EIE CD 1:::35... • O E - Rer I 1 OS - Pl'eS i d el I t.C.:, ..-----.< AN] . Oh' -,_ CA 'e DIJI- . .1) -- - Leal a tor- Nel,,.. , OS ra. JE 6 ..ns 1 ()Lr .nn LEMOS -PrdJcucEmJer-Represen- tante da Fazenda Na-. cional instn EM SESI: At»IdI O 9 JUI. 1993 Participaram, ainda, do 1 ..cvsente julgamento, OS Conselheiros ELIO NCITHE,, aosr: CABRAL GAROTAM°, jOSE ANTONIG ()ROCHA DA CUNHA E: TARASIO CANPELO BORGES. MAPS/CF/GB/AC 1 _ .2,YR •. . :Sem- MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO .....pw. . ,,,,IoA sfl SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . Processo no 10.7686030.696/28-49 Recurso no: 91.919 AcOrd4o np: 202-05.684 Recorrente: rm TT TR ADE S/A RELATORIO n tra vês da Intieum. ;tte n2 51.1.AM de fls. 6, a Recai-reg./ta foi instada a recolher, no prazo de 30 di.m..„ a imper-ttàncla de Cz$ 1,222.662,90 e as acrascitnos legais devidos, co r res p o nd en tem m c rad i tas p. rfl in i as cen ce (1 8:k)s indevidamcn te . conforme doe.mmantacAo anexa às fls.. 41/62. Tal. documentação ',. M refere R ofícios da CACEX, em eur r comunicado ao DRF/ES a concessão dos altmlidos eraditos- premias indevidos. kande em vista os materiais exportados não se cenceituarem COMO inerfmt.is ou impresc:indiveis A COPAL I'll ÇCB Li iit Usina 1f1ffintelU:q1rica de Copqnda„ acempanhados des demonstrativos pertinentes. As fls., 1/4, a ora Recon-ente aprosentou impugnação à referida intiwâção, alegando, em sintese que: - R CACO:, no decurso do processo co18 ,. ,asiv(: dos benelicifrs fiscais do 1).1.- 491./69, não o x termou e en tendimentn ara intnt guzide como qualificação incUspensável ao bem, cuia exportação venha a ser cil'i_h,,n lo do henefif21:3 fiscal.: ' - rica a legislação que trata da matéria abrifja o CODCOlt0 apresentado pela CALEX5 - as bens, para ctia exportação a CACE:X concç-àd(AA a impmtnante e ...n. cradites premies, que agora busca cancelar, mWt se if8Thiem na lista negativa, anexa à Portari q) Mis n2 78, de 01.0,1.815 - a alínea "c" do suhitem 2-1 do AVISO np 514 do Eenhor Ministra da Fazenda, que trata dos casos dr exportação de bens de ciclo lenge de fabricação, assegura o 1-m0leficiafiscal. pnr,, isto nas Portarias no» 70 e 111, ilos sc“:1cintes (::,:ascps, "..... .... ..„,.,„,.....„.,..,,...„,..,„...,„ „.„„... ,,......... ..,, . . .....„.„...,,, 2) aos bens diversos, nmistantes ou não da rala c2cj7.,,.., anexa. e xportadas para exc ciaucA de obras n exterior...." 6 3 5/ ....„. . aaas ASigdzí. MINISTÉRIO DA ECONOMIA. FILZENDA E PUMWAMIENTOçoe- SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no: 10.768-030.896/80-49 . Acór~ nui$ 222-05.684 As fls. 67/71, em atendimento ao despacho da DIVIRI/R3, de fim. 66, que submeteu a impucinafl'o supra apreciaçãO da CNCEX, e anexado documentos, cujo conteádo, em resumo, informa que, -• om bens, tais como, alimentos, medicamentos„ equi'.1~1 t( -31:i MÓd i CO-C:11'CA rçh.co, M6Vei 5 P utensílios, vestuário, entre 011tr05 remetidos à Angola para compor o que a iluititrade iniibila "Complexo Hidroelétrico do Cqpgnda" (conjunto de instalaçffes que alem da represa, abrange enferinarias, hospitais, vilas residenciais, mercados, escolas, clubes e áreas desportivas), por- rae se caracterizarem como específicos para <Tt realizapo da obra em si, rdío se enquadram COMO passíveis de fruiflo do incentivo; -- esse procedimento (entendimento) foi aprovada pele Ministro da Fazenda, em despacho de 14.03.85, aposto no Parecer S5/33, de 05.02.85, da Coordonadoria de Assuntos Econômicos daquele rlinístérdo, COM base no art. 3p do Dem:roto-Lei no 1094, de 16,12-01; - O rCferidO Parocor 85/33, no que tango aos bens objete do incentivo, assim se posicíonou, "FinaLmente, em relaçMa a inclusào de todos es tipos de bens exportados, a posiçao da CACE1( de nào acolher a prelenstUo da requannte e, portanto, excluir . do im0ántivo bens de consumo imediato„ I'l'ini conceitnados COffC ir~AWS da obra, se nos apresenta coerente ante os. pre~los do bone-M.1m e deveria ser mantida". As tis. 73, um 26,00,91, em atendimento ao Despacho de fls. 72 da DIVT(11/11$1, a 1)1v :1 de ArHecadaçao da DREAR3 solicitou (3 companecimento da Contrdbuinte para comprovar o pagamento ou solicitar o parcelamento de seu debito, para que e processo nào fosse encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional, para cobrança executiva, Em 07.11.'11, ê expedida a lntimau.So ng 1229 da ARF-CATETE/DRF/R11 Uls. 75) reiterando A cobr-ança feita atravès da HfLgmaçào no 511/08 (fls. (5) no sentido de a Empresa recolher, ns prazo de 30 dias, a importáncia de Cr$ 1.202-662,90 mais (aS crêScimas legais, assim come, em anexo, encaminhou cdpia das documentos anexados aos. autos. às fls. 67/71. Ais fls. 76/73, a ora. Reoarfonte aprescgmtou nova 1mpugnaç4o, onde, alem de instaurar as principais características do empreendimento, que diz ()Se.) tratar simplesmente da cen,sUruotía de uma hidroelfr-ica, mas sim de um complexo de obras necessárias a sua viabiliza0:(o, afirma que o parecer da CACEX, ne q mrti C/ Sr. Ministro apds o "de acordo", rdag se rofere ao assunto em pauta, que ê o cancelamento do credito-prêmio para aquu (c ,,.., h . sa li ad r C Mstos na oata CA/E MEWDIMM -01S-10/21718, de U1J.1.2.8 (fls. 79), q ue pelas características do empreendimento nào pod N 3 400 musnimo DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANEJAMENTO )1Z64'n'f, )p)A)...c-rce,i- SEGUNDOCONSELHODECONTRMUNTES Processo OD2 10.76B-030.896/80-49 Acárd(o no: 202625,604 ser considerados come nab imprzcscIndlveis a sua exeouçffo. rw, tis,. 8.1.705, parecer da 1)1v:is:M .e de TrilhutaçiAo da DREA RCI . aprovado pela Auhiridade 5inglilicir„ qUP conclui pela falta de. base legal. da pretensWi da intereasada, dai as impugnaçAes em tela de\derem ser consideradas coma elementos- procrastinatórios nm. área fiscal, devendo a re partir:2W :1 .t prose~-,, de imediato, A lntimaa da interti)s.mia„ para o recolhimento chs criesVão, nos orares provichhis na leo :1. slaçab , sob pena de inscriflo na Divida Ativa da LinitTo. Ems decrrencia foi expedida a 1:1. f11 ne Á. de 16.4.92, fis. 07, pela ARF/CATETEJORF/RJ, informando ao Conldatimilnte o prosseguimento da cobrança nos seguintes valores:: ls, 12-751,02 UFIRn) fhr207. dell d e 50.146,36 UFIR, e consignando o praio dr 30 dias para o recolhimento ou in terposi ç;à'o dr recurso ao ir Conselho de Contribuintes. A Recorrente, tempestivamente, encaminhou a este Conselho c) Recurso de fis„ 90/9$ o Documentos de f1s,100/113, que leio para conneolimzni.cp dos senhores Conselheiros. Pelo Despacho de ris O procewso Ifi-i. dado aqui per ençano e encaminhado ao 32 Conselho de Contribuintes. No arweado de fls. 147, o 3r Conselho de Contribuintes concluiu que a ma ter ia discutida nestes autos rS,Xo se encontra entre as atr4buiçres. dos Censelhos de Centribuintea, visto sequer ter sido formalizada a aç'Afo ti9CA [ nos t.ennos do art. 9p de Decreto no -20,235/72 e que o própr4o despacho lawado pela DRVARd (fls. 85) determina, sumariamente, que se intime o Contribuinte a proceder ao resoUtimen to da impor stân eia exigida, sob pena de cobrança executiva, dal ter sido encaminhado c) processo A repartiOci de origem, para a tomada das providÉrIcias cabiveis„ As f.l.s. 140/149, o Chefe da DIVITRIADRF-CENTRO/SUI6W, em expediente dirigido ao presidente deste Conselho, discorrou chie o assunto objeto do presente - processo - Estiouloa Fiscais à ExportaçaO -.) fosse de competOrw.ia do Sr Conselho de Cor) tr4 buin tos e, pelas razfies que ex pMs , opinou pela esmoo-Crucia deste Conselho, Ademais ), considerou ter havido decis)We de Primeira Instancia, raz'ão pela qual submeteu à consideraço deste Conselho o. referido recurso. .- E o relatório, 4 sa - . -", immmnRio DA ecommu. !AZENDA E PLANEJAMENTO IMW SEGUNDO CONSELHO DE CONTRMUMTIM . Proces5o na n 10.760-0.50j396/90-49 Acórdão no n 202- 5.684 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO CARLOS BUENO RIBEIRO Conforme ja salientado ria manifestaç2ei do 3g Consel Ni de Contribuintes de fls. 147, ver .L casse • nos autos, nMi ter sido formalizada a açan tiscal„ nos termos do art- YR do Decreto 70.235/72, eis que a Tritimaçao np 511/BES dm fis, g , da. qual originou o pressilte feito, nab se reveste das requisites que obrigatoriamente uma notifica0o do lançamento deve conter, eciundo o Pli ta bel ecido ne art. Li. dinite memi" decrwto. • Alias, tel. esto o entendimento do Sr. Delegado da ReCei ta Federal ne Cie de janaire, ao aprovar a Ioformexção de Vi s. H2/05 P determinar que fosse a Contribuinte in t.imad a a recolher a importância exigida no prazo de 30 dias, sob pena de, cobrança executiva e apliciA0Co ciais demais sançEems legais. Dessas condiOPS n WO tomo conhecimento da PetiçWo de fis. 90/99, por falta de base legal para wimitl-la como nectuo„ sendo de en can." n har-s o presente processo à repartibMd de 0 rii:leffi, para os fins cabfvels, Fg e meu voto. Sala das SessEies, em 26 de março de 1993 ?< >1 .- 1 ANTC*14.,.-nl. ..) L.L.NO RIBEIRO • 5
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Numero do processo: 10814.006531/93-12
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 1994
Ementa: IMUNIDADE. ISENÇÃO.
1. O art. 150, VI, "a" da Constituição Federal só se refere aos
impostos sobre o patrimônio, a renda ou os serviços.
2. A isenção do Imposto de Importação às pessoas jurídicas de direito
público interno e as entidades vinculadas estão reguladas pela Lei n.
8.032/90, que não ampara a situação constante deste processo.
3. negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 302-32884
Nome do relator: OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
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ISENÇAO. 1. O art. 150, VI, "a" da Constituição Federal só se refere aos impostos sobre o patrimônio, a renda ou os serviços. 2. A isenção do Imposto de Importação às pessoas ju- rídicas de direito público interno e as entidades vinculadas estão reguladas pela Lei n. 8.032/90, que não ampara a situação constante deste processo. 3. Negado provimento ao recurso. VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencidos os Cons. Paulo Roberto Cuco Antunes e Luis Antonio Flora, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 11 de novembro de 1994. 6/(Átu /, UBALDO C' ,k..k_LO Y* - Presidente (1%n OTACILIO t'RTAX0 - Relator CLAUDIA REG N GUSMAO - Procuradora da Faz. Nac. VISTO EM 2 3 FEV 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: ELIZABETH EMILIO MORAES CHIEREGATTO, ELIZABETH MARIA VIOLATTO, JORGE CLIMACO VIEIRA (Suplente).Ausente o Cons. RICARDO LUZ DE BAR- ROS BARRETO. MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - SEGUNDA CAMARA RECURSO N. 116.259 - ACORDA() N. 302-32.884 RECORRENTE: FUNDAÇA0 PADRE ANCHIETA CENTRO PAULISTA DE RADIO E TV EDUCATIVA RECORRIDA : ALF - AISP - SP RELATOR : OTACILIO DANTAS CARTAXO RELATORIO A Fundação Padre Anchieta submeteu a despacho aduanei- ro, através da Declaração de Importação - D.I. n. 029405 regis- trada em 28.05.93, partes e peças para transmissores, pleiteando, na ocasião, o reconhecimento da imunidade tributária prevista no art. 150, item VI, letra "a" e parágrafo 2. do mesmo artigo. Em ato de conferência documental a fiscalização enten- deu que a importação não estava amparada por imunidade. A matéria seria de isenção, mas no presente caso não poderia ser invocado esse benefício fiscal por se tratar de partes e peças o que não está previsto no Decreto-lei n. 2.434, de 19.05.89. Em consequên- cia, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01. A autuada apresentou, tempestivamente, impugnação onde argumenta, em resumo, que: a) é fundação instituída e mantida pelo Poder Público, no caso o Estado de São Paulo; b) o Auto de Infração é insubsistente em seu mérito por falta de fundamentação; c) o imposto de importação e o IPI, são impostos sobre o patrimônio. A vedação constitucional de instituir impostos so- bre o patrimônio, renda ou serviços de que trata o art. 150, inc. VI, alínea "a", parágrafo 2. da CF, é estendida às autarquias ,e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público desde que aquele patrimônio, renda ou serviços esteja vinculado a suas fi- nalidades essenciais; d) a interessada, na condição de fundação mantida pelo poder público, tendo por finalidade a transmissão de programas educativos e culturais por Rádio e TV, está abrangida por essa vedação constitucional; e) a fim de embasar suas alegações, cita jurisprudên- cia, além de doutrina que incluem o imposto de importação e o IPI como tributos incidentes sobre o Patrimônio. A AFTN autuante, em suas informações de fl., propôs a manutenção do Auto de Infração. A ação fiscal foi julgada procedente em la. Instância com a seguinte ementa: Nprx Rec. 116.259' Ac. 302-32.884 3 "Imunidade Tributária. Importação de mercadorias por entidade fundacional do Poder Público. O imposto de im- portação e o imposto sobre produtos industrializados não incidem sobre o patrimônio, portanto, não estão, abrangidos na vedação constitucional do poder de tribu- tar do art. 150, inc. VI, alínea "a", parágrafo 2., da Constituição Federal. AÇA0 FISCAL PROCEDENTE." 1 Inconformada, com guarda do prazo legal, a autuada r- corre a este Colegiado enfatizando o seguinte: 1. E fundação instituída e mantida pelo Poder Público Estadual, com a finalidade de promover atividades educativas e culturais através da rádio e da televisão. Esta qualificação foi provada com a juntada da Lei da Assembléia Legislativa de São Paulo que autorizou sua instituição, com os decretos que formali- zaram sua instituição e atos outros do Poder Executivo, provendo- lhe, anualmente, dotação orçamentária; 2. Concessionária de serviços de radiodifusão educati- va, de sons e imagens (televisão) e apenas sonora, a recorrente opera a TV CULTURA DE SAO PAULO e a RADIO CULTURA DE SAO PAULO; esta em várias frequências; 3. No exercício rotineiro de suas atividades de manu- tenção substituição e modernização dos equipamentos com os quais promove emissões de rádio e televisão, importa com habitualidade bens do exterior, destinados a essas finalidades, que são, parà ela, essenciais, pois decorrentes dos próprios objetivos para que\ foi instituída: radiodifusão educativa; 4. Ao submeter a desembaraço, neste processo, os bens descritos na documentação específica, requereu o reconhecimento de sua Imunidade e, de conseguinte, sua exoneração do pagamento dos Impostos de Importação sobre Produtos Industrializados, com, fundamento direto na Constituição da República; 5. A imunidade, contudo, foi negada à recorrente na de- cisão ora atacada. Como os fundamentos em que se louva não encon- tram guarida na Lei Maior, na dicção, aliás, de seu intérprete, máximo e definitivo, o Pretório Excelso confia a recorrente em que será reformada; 6. Tal como hoje as fundações instituídas e mantidas pelao Poder Público gozam de imunidade no que se refere a seu pa- trimônio, renda e serviços, as instituições de educação ou de as- sistência social já a desfrutavam no regime constitucional ante- rior, mantido no atual, e também em relação a impostos sobre seu "patrimônio", renda ou serviços; 7. Suscitada a dúvida, em relação a essas instituições, sobre se a imunidade alcançava os Impostos de Importação e IPI, vigente o Código Tributário Nacional que não incluía esses tribu- tos entre aqueles "sobre o patrimônio e a renda", assim decidiu repetidas vezes, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: 4(n Rec. : 116.29 4 "IMPOSTOS. IMUNIDADE. Ac. 302-32 884 Imunidades tributárias das instituições de assistência social (Constituição Federal, art. 19, III, letra c). NAO HA RAZAO JURIDICA PARA DELA SE EXCLUIREM O IMPOSTO DE IMPORTAÇAO E O IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZA- DOS, POIS A TANTO NAO LEVA O SIGNIFICADO DA PALAVRA "PATRIMONIO", EMPREGADA PELA NORMA CONSTITUCIONAL. SE- GURANÇA RESTABELECIDA. RECURSO EXTRAORDINARIO CONHECIDO E PROVIDO." (Recurso Extraordinário 88.671, Relator Ministro Xavier de Albuquerque, la. T., 12.08.79, D.J. de 03.07.79, p. 5.153/5.154, em Revista Trimestral de Jurisprudência, 90/263). "IMUNIDADE TRIBUTARIA. SESI: -- Imunidade tributária das instituições de assitência social (Constituição Fe- deral, art. 19, III, letra "c"). A PALAVRA "PATRIMONIO" EMPREGADA NA NORMA CONSTITUCIONAL NAO LEVA AO ENTENDI- MENTO DE EXCEPTUAR O IMPOSTO DE IMPORTAÇAO E O IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. Recurso Extraordinário conhecido e provido". (Recurso Extraordinário 89.590-RJ, Relator Ministro Ra- fael Mayer, la. T., 21.08.79, em Revista Trimestral de Jurisprudência, 91/1.103). 8. Como se depreende, em nenhum dos arestos se cuidou de igual controvérsia em relação às pessoas políticas e as autar- quias, imunes também, pela Constituição de 1969, em relação ape- nas a seu patrimônio, renda ou serviços, em evidência de que não deixou a Fazenda de lhes reconhecer a imunidade em relação aos impostos sobre comércio exterior. Se o fez em relação às insti- tuições de educação ou de assistência social, talvez por serem de natureza privada, não logrou êxito, ante a unanimidade do enten- dimento pretoriano. E o relatório. (311t\ 5 Rec. 116.259 Ac. 302-32.884 VOTO A presente lide teve origem com o advento da Lei n. 8.032, de 12.04.90, que revogou todas as isenções e reduções, àquela época, vigentes, restringindo-as unicamente às eleitas pe- lo novo texto legal, e deixando a recorrente em particular, ao desamparo de qualquer benefício fiscal na importação de máquinas aparelhos, equipamentos e instrumentos, bem como de acessórios, partes, peças, componentes e sobressalentes. A recorrente sempre se beneficiara das isenções do am- posto de Importação (I.I.), e Imposto sobre Produtos Industriali- zados (IPI), previstas no artigo 1. do Dec. Lei n. 1293/93 e Dec. lei n. 1.726/79, e posteriormente da redução de 80% para as 'má- quinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, concedida Pelo Dec. lei n. 2.434, de 19.04.88, bem como da redução sobre partes, peças, componentes, acessórios e sobressalentes concedida pelo Dec. lei n. 2.479, de 03.10.88. Desamparada pela legislação ordinária, magnánima I em isenções plenas ou parciais, por ocasião da importação habitual dos citados bens, a recorrente passou pleitear o reconhecimento de imunidade tributária invocando em seu favor o artigo 150, item VI, letra "a", parágrafo segundo da Cosntituição Federal, ipsis literis: "Art. 150 -- Sem prejuízo de outras garantias assegura- das ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - ...omissis... VI - Instituir impostos sobre: a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros. Parágrafo segundo - A vedação do inciso VI, a, é exten- siva às autarquias e às fundações instituídas e manti- das pelo Poder Público, no que se refere patrimônio, à renda e os serviços, vinculados as suas finalidades es- senciais ou às delas decorrentes." A administração fazendária negou guarida ao pleito , da recorrente, pois entendeu que a imunidade recíproca -- vedação constitucional de instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou Rec. 116.259 Ac. 302-32.884 6 serviços, uns dos outros (União, Estados, Distrito Federal e Mu- nicípios) -- está vinculada às categorias tributárias de impostos definidas em razão do objeto de incidência tributária, de que trata o Titulo III do C.T.N. e, especificamente, seu Capitulo III, que agrupa os impostos sobre patrimônio e a renda. Apesar, de tratar-se de fundação instituída e mantida pelo Poder Público, no caso o Estado de São Paulo, o Imposto de Importação (I.I.) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), não se incluem dentre os impostos, in casu, destacados pela Constituição Fede- ral, que são exclusivamente os impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços, porquanto se enquadram nos Capítulos II e IV, que agregam os impostos sobre o comércio exterior e os impostos sobre a produção e circulação de mercadorias, respectivamente. Daí de- corre que a vedação constitucional contida no artigo 150, da Car- ta Magna, não é ampla nem irrestrita, pois se circunscreve aos impostos que tem como fato gerador o patrimônio, a renda ou os serviços. O Imposto de Importação (I.I.) não tem como fato gera- dor da obrigação tributária, nenhuma das hipóteses de incidência referidas, haja vista que o fato gerador desse imposto é a entra- da de produtos estrangeiros no território nacional, conforme dis- põe o artigo 19, do C.T.N. Por outro lado, o Imposto sobre Produ- tos Industrializados (IPI), tem seu fato gerador definido no ar- tigo 46 do C.T.N., ocorrendo quando da saída do produto indus- trializado do estabelecimento industrial, importador, comerciante ou arrematante, ou quando de procedência estrangeira, no seu de- sembaraço aduaneiro, ou ainda na sua arrematação, quando apreen- dido ou abandonado e levada a leilão. A recorrente se contrapõe argumentando que os acórdãos reiterados do Supremo Tribunal Federal, fazem jurisprudência no sentido de que a imunidade prevista no artigo 150, da Constitui- ção Federal, alcança o Imposto de Importação (I.I.) e Imposto so- bre Produtos Industrializados (IPI), vinculado à importação, por- que a palavra "PATRIMONIO" empregado na norma constitucional não leva ao entendimento de exceptuar aqueles impostos. A simples afirmação -- magister dixit -- de que a pala- vra "PATRIMONIO" empregada na norma constitucional não é sufi- - ciente para garantir imunidade tributária ampla e geral, afastado do campo de incidência o Imposto de Importação e o Imposto sobre Produtos Industrializados, pois carece de fundamento e agride to- da estrutura lógica que preside o sistema tributário nacional. O Título VI, da Constituição Federal, trata da Tributa- ção e do Orçamento, donde se depreende que o conceito de patrimô- nio está no ordenamento jurídico tributário constitucional, não cabendo julgador elaborar um conceito especial de patrimônio, tão lato ou largo, que avançando sobre todos os campos de incidência tributária, anule a especificidade doe demais tributos. O concei- to jurídico tributário tem suas fronteiras bem delimitadas no contexto especifico da lei positiva complementar -- O Código Tri- butário Nacional. Também, não há de se confundir efeitos patrimo- niais, de caráter radicalmente oneroso, por ocasião do cumprimen- to de qualquer obrigação tributária com os impostos agrupados na categoria de impostos incidentes sobre o patrimônio, através do critério classificatório adotado ,pelo C.T.N., que é, do ponto de vista técnico -- jurídico, válido e consistente. Rec. 116.259 Ac. 302-32.884 7 A legislação ordinária desde do Dec. lei n. 37/66, foi o instrumento legal utilizado para conceder isenções ou reduções de impostos, ou seja de Impostos de Importação e de Impostos so- bre Produtos Industrializados, na Importação de máquinas, apare- lhos, instrumentos, equipamentos, e respectivos acessórios, pe- ças, partes e sobressalentes. A Lei n. 8.032, de 12.04.90, no ar- tigo 2., inciso I, letra "e", reproduz a legislação anterior, be- neficiando à União, Estados, Distrito Federal e Municípios, in- cluindo as autarquias. Entretanto, omitindo as fundações, como beneficiárias do favor isencional. Por isso, diante da legislação positiva atual vigente, não há como reconhecer à recorrente imunidade tributária, na im- portação de bens, para desobrigá-la do pagamento do Imposto de Importação (I.I.) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação, sob pena de se subverter-se todo ordenamento jurídico disciplinador da imunidade constitucional e das isenções. Patrimônio na conceituação dos nossos melhores juristas é entendido como uma universalidade, um conjunto de bens direitos e obrigações, créditos e débitos. Orlano Gomes, in Introdução ao Direito Civil, define patrimônio: "Toda pessoa tem direitos e obrigações pecuniariamente apreseciáveis. Ao complexo desses di- reitos e obrigações denomina-se, patrimônio. Nele se compreendem as coisas, os créditos, e os débitos, enfim as relações jurídicas de conteúdo econômico, das quais participe a pessoa, ativa e pas- sivamente. O patrimônio é em síntese, "a representação econômica da pessoa". Patrimônio, segundo o Vocabulário Jurídico de Plácido e Silva, é o seguinte: "Patrimônio. No sentido Jurídico, seja civil ou comercial, ou mesmo no sentido de direito público, patrimônio entende-se o conjunto de bens, de direitos e obrigações, apreciá- veis economicamente, i.é., em dinheiro, pertencentes a uma pessoa natural ou jurídica, e constituindo uma universalidade". Evidentemente, o Código Tributário Nacional, ao criar imposto sobre o Patrimônio, não utilizou o conceito de patrimônio como uma universalidade, pois assim estaríamos nas fronteiras do imposto único. O C.T.N. elegeu apenas alguns elementos ou ativos que compõe o patrimônio, para fins incidência tributária. Veja- mos: ao instituir o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural elegeu como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse que imóvel por natureza, como definido na lei cível; quando ao Imposto sobre a propriedade Predial e Urbana, foi eleito como fa- to gerador, a propriedade, o domínio útil ou a pessoa de bem imó- vel por natureza ou por acessão física, como definido na lei ci- vil, localizada na zona urbana do Município, e finalmente ao fun- - dar o Imposto sobre a transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles Relativos, fixou como fato gerador a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis, por natureza ou, acessão física, como definidos na lei civil e tam- bém, a transmissão, a qualquer titulo, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de garantia e ainda a cessão de direitos relativos às transmissões referida anteriormente. Rec. 116.259 \ Ac. 302-32.884 8 Porquanto, os impostos sobre o patrimônio, na conceii- tuação da lei positiva, isto é, do C.T.N., são os acima enumera- dos e nenhum outro mais. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. Sala das Sessões, 11 de novembro de 1994. ‘1 11 lgl OTACILIO DA 'AS CARTAXO - Relator
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Numero do processo: 10680.004173/96-37
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS - As obrigações sociais não decorrem, exclusivamente, da existência de imóvel sujeito ao ITR e às Contribuições para a CNA e a CONTAG , que somente serão devidas se ficar patente o exercício de atividade preponderantemente rural. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-09789
Nome do relator: Antônio Sinhiti Myasava
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O. U. 2.2 De 01 0,2 / 19 (49 MINISTÉRIO DA FAZENDA C Rubrica 45.4çfr 55:1M1F);4i., SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10680.004173/96-37 Acórdão : 202-09.789 Sessão • 10 de dezembro de 1997 Recurso : 102.899 Recorrente : CELULOSE NWO BRASILEIRA S/A - CENIBRA Recorrida : DRJ em Juiz de Fora - MG ITR - CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS - As obrigações sociais não decorrem, exclusivamente, da existência de imóvel sujeito ao ITR e às Contribuições para a CNA e a CONTAG, que somente serão devidas se ficar patente o exercício de atividade preponderantemente rural. Recurso provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das es i -s ' em 10 de dezembro de 1997 t i Ns y inicius Neder de Lima ' d te 4111% NW, Ant nio yasava Rei, ir Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarásio Campelo Borges, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho e José Cabral Garofano. cgf/ 1 •-n tz•- MINISTÉRIO DA FAZENDA ,Nre -04 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10680.004173/96-37 Acórdão : 202-09.789 Recurso : 102.899 Recorrente : CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA RELATÓRIO CELULOSE NIPO BRASILEIRA S/A - CENIBRA, cadastrada no CGC sob o n° 42.278.796/0001-99, no INCRA sob o Código 431 010 010 618 6 e inscrita na Receita Federal sob o n° 1619847.6, proprietária do imóvel rural denominado Projeto Caldeireiro, localizado no Município de Alvinópolis - MG, inconformada com a decisão de primeira instância que manteve a exigência da Notificação do ITR/93, recorre a este Segundo Conselho de Contribuintes, pelas seguintes razões de fato e de direito: a) que a recorrente não se enquadra como contribuinte da CNA e da CONTAG, por estar oficialmente relacionada com a atividade do grupo 11 0 do quadro anexo ao art. 577 da CLT, como indústria fabricante de celulose; b) quanto à natureza das atividades florestais - invoca como fundamento da decisão recorrida -, também esta questão já se encontra superada, uma vez que a subsidiária da recorrente, que a elas se dedica, CENIBRA Florestal S/A, é igualmente uma indústria enquadrada no 5° Grupo do anexo ao art. 577/CLT - extração de madeira; e c) por contribuir no setor industrial às contribuições equivalentes, a sua exigência configuraria a bitributação. A decisão de primeira instância manteve a exigência, fundamentando que o corte de eucaliptos é atividade agrícola, portanto, está, obrigatoriamente, a recorrente enquadrada como contribuinte da CNA e da CONTAG. E que não há preponderância de atividade industrial para eximir-se do pagamentos das contribuições, conforme o disposto no art. 10, § 2°, do ADCT, e no art. 1° da Lei n° 8.022/90. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10680.004173/96-37 Acórdão : 202-09.789 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO S1NHITI MYASAVA O recurso apresentado em 15 de maio de 1997 é tempestivo, portanto, em condições de ser apreciado o seu mérito. Como se examina, a recorrente insurge contra a exigência das Contribuições Sociais lançadas na guia de cobrança do ITR193, mencionando que está sujeita ao recolhimento às entidades do setor industrial, enquadrada no 50 grupo do anexo ao art. 577 da CLT, portanto, deve ser excluída da guia de lançamento do imposto. Esta matéria tem sido amplamente discutida neste Segundo Conselho de Contribuintes, tornando as decisões mansas e pacíficas para, em havendo prevalência da atividade industrial, com recolhimento de Contribuições à CNA e à CONTAG, fica o contribuinte eximido do pagamento destas verbas, conjuntamente com o ITR, conforme Acórdão n° 202-09.480, estando assim ementado: "ITR - CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS: I) CNA/CONTAG - Ficam subtraídos dos respectivos campos de incidência a empresa comercial ou industrial proprietária de imóvel rural e seus empregados, cuja atividade agrícola ali desenvolvida convirja, exclusivamente, em regime de conexão funcional para a realização da atividade comercial ou industrial (preponderante); II) SENAR - In casu, é de ser afastada para que não seja cumulativa com as Contribuições destinadas ao SENAI e ao SENAC, à vista do disposto no § 1 0 do art. 30 da Lei n° 8.315/91. Recurso provido." O entendimento esposada nas decisões deste Colegiado sobre esta matéria foi tratado pelos §§ 1° e 2°, art. 581, da CLT, que assim enuncia: "Art. 581 - Para os fins do item III do artigo anterior, as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais, filiais ou agências, desde que localizadas fora da base territorial da entidade sindical representativa da atividade econômica do estabelecimento principal, na proporção das correspondentes operações econômicas, fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho, conforme a localidade da sede da empresa, sucursais, filiais ou agências. 3 ))(- MINISTÉRIO DA FAZENDA or.eitor SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10680.004173/96-37 Acórdão : 202-09.789 § 1 0 - Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se, em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente artigo. § 2° - Entende-se por atividade preponderante a que caracteriza a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam, exclusivamente, em regime de conexão funcional." Por outro lado, o Decreto n° 73.626, de 12 de fevereiro de 1974, que regulamentou a Lei n° 5.889, de 08 de junho de 1973, que estatuiu normas reguladoras do trabalho rural, esclarece sobre o conceito de empregador rural, ao estabelecer: "Art. 2° - Considera-se empregador rural, para os efeitos desta Lei, a pessoa fisica ou jurídica, proprietário ou não, que explore atividade agroeconômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através de prepostos e com auxilio de empregados. § 3° - Inclui-se na atividade econômica referida no "caput", deste artigo, a exploração industrial em estabelecimento agrário. § 50 - Para os fins previsto no § 3 0, não será considerada indústria rural aquela que, operando a primeira transformação do produto agrário, altere a sua natureza, retirando-lhe a condição de matéria-prima." Como se examina, a recorrente é uma indústria de celulose, portanto, toda sua atividade está fora do conceito de empregador rural, não se aplicando as disposições contidas no Decreto-Lei n° 1.146, art. 5°, combinado com o Decreto-Lei n° 1.989/82, art. 10 e §§, e Decreto- Lei n° 1.166/71, art. 40 e §§. Neste contexto, os seus empregados são considerados industriários, e a contribuição sindical segue a categoria dos trabalhadores da principal atividade do empregador. Nos tribunais de justiça já se consolidou este entendimento, aplicando o Enunciado da Súmula n° 196 do Supremo Tribunal Federal, que assim determina: ,.. --.., , MINISTÉRIO DA FAZENDA :' 0 .,11k-VOP , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10680.004173/96-37 Acórdão : 202-09.789 "Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria do empregador." Por todas estas razões, dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 10 de dezembro de 1997 IP ‘411 ANTONIO F '-n)_.., N ASAVAf r 5 .
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