Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13819.000573/2005-83
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE
MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES, CRÉDITOS
E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF
Data do fato gerador 30/08/1999, 30/08/2002, 30/09/2002, 30/10/2002, 30/11/2002, 30/12/2002, 30/01/2003, 28/02/2003, 30/03/2003
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. CPMF. EXTINÇÃO DO
CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECADÊNCIA.
O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei n° 8.212/1991 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula Vinculante n° 8, tendo sido revogado pela Lei Complementar n° 128/2008. Nos lançamentos por homologação, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado quanto ao pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, extingue-se o crédito tributário após cinco anos contados da
ocorrência do fato gerador, desde que não haja outro prazo fixado em lei, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Contudo, não tendo havido antecipação de pagamento por parte do contribuinte, nem mesmo após a revogação da medida judicial, não há que se falar em homologação tácita do lançamento, aplicando-se ao caso a regra geral da decadência prevista no art. 173, I, do CTN. Em razão disso, encontra-se
extinta a parcela do crédito tributário referente ao fato gerador ocorrido no ano de 1999. Ressalte-se que esse mesmo resultado seria alcançado ainda que se aplicasse a regra do art. 150, § 4º, do CTN (homologação tácita).
PROCEDIMENTO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE DA
CIÊNCIA DO LANÇAMENTO.
Nos termos do art 60 do Processo Administrativo Fiscal (PAF) - Decreto n° 70.235/1972 —, as incorreções e irregularidades que não influirem na solução do litígio e que não prejudicarem o sujeito passivo não importarão em nulidade, salvo se tratar de ato prolatado por autoridade incompetente (art. 59).
ACRÉSCIMOS LEGAIS. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA.
Nos lançamentos de ofício, em razão de ausência de pagamento ou
recolhimento a menor do tributo, incide a multa de oficio no percentual de 75%, conforme previsto no art. 44 da Lei nº 9,430/1996, bem como no art. 14 da Lei n° 9.311/1996, tendo sido excluída, pela autoridade julgadora a quo, parcela de multa originalmente lançada relativa ao fato gerador ocorrido em
30/08/2002, por se tratar de parte do lançamento destinada à prevenção da decadência. Os juros de mora são calculados pela taxa Selic nos termos da legislação aplicável — art. 13, I, da Lei n°9.311/1996.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.272
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para cancelar o lançamento referente ao período de apuração 08/1999, alcançado pela decadência.
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200912
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES, CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF Data do fato gerador 30/08/1999, 30/08/2002, 30/09/2002, 30/10/2002, 30/11/2002, 30/12/2002, 30/01/2003, 28/02/2003, 30/03/2003 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. CPMF. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECADÊNCIA. O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei n° 8.212/1991 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula Vinculante n° 8, tendo sido revogado pela Lei Complementar n° 128/2008. Nos lançamentos por homologação, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado quanto ao pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, extingue-se o crédito tributário após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, desde que não haja outro prazo fixado em lei, nos termos do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN). Contudo, não tendo havido antecipação de pagamento por parte do contribuinte, nem mesmo após a revogação da medida judicial, não há que se falar em homologação tácita do lançamento, aplicando-se ao caso a regra geral da decadência prevista no art. 173, I, do CTN. Em razão disso, encontra-se extinta a parcela do crédito tributário referente ao fato gerador ocorrido no ano de 1999. Ressalte-se que esse mesmo resultado seria alcançado ainda que se aplicasse a regra do art. 150, § 4º, do CTN (homologação tácita). PROCEDIMENTO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO. Nos termos do art 60 do Processo Administrativo Fiscal (PAF) - Decreto n° 70.235/1972 —, as incorreções e irregularidades que não influirem na solução do litígio e que não prejudicarem o sujeito passivo não importarão em nulidade, salvo se tratar de ato prolatado por autoridade incompetente (art. 59). ACRÉSCIMOS LEGAIS. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. Nos lançamentos de ofício, em razão de ausência de pagamento ou recolhimento a menor do tributo, incide a multa de oficio no percentual de 75%, conforme previsto no art. 44 da Lei nº 9,430/1996, bem como no art. 14 da Lei n° 9.311/1996, tendo sido excluída, pela autoridade julgadora a quo, parcela de multa originalmente lançada relativa ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002, por se tratar de parte do lançamento destinada à prevenção da decadência. Os juros de mora são calculados pela taxa Selic nos termos da legislação aplicável — art. 13, I, da Lei n°9.311/1996. Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13819.000573/2005-83
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4629343
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.272
nome_arquivo_s : 380300272_161123_13819000573200583_009.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : HÉLCIO LAFETÁ REIS
nome_arquivo_pdf_s : 13819000573200583_4629343.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para cancelar o lançamento referente ao período de apuração 08/1999, alcançado pela decadência.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
id : 4734142
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:43 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209422955053056
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-14T13:24:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-14T13:24:36Z; Last-Modified: 2010-12-14T13:24:36Z; dcterms:modified: 2010-12-14T13:24:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:b83f4d84-e322-4f97-b5e1-ceb680d9fddb; Last-Save-Date: 2010-12-14T13:24:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-14T13:24:36Z; meta:save-date: 2010-12-14T13:24:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-14T13:24:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-14T13:24:36Z; created: 2010-12-14T13:24:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-12-14T13:24:36Z; pdf:charsPerPage: 2028; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-14T13:24:36Z | Conteúdo => S3-TE03 Fl 150 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 1.3819.000573/2005-8.3 Recurso n" 161.123 Voluntário Acórdão n" 3803-00.272 — 3" Turma Especial Sessão de 3 de dezembro de 2009 Matéria CPMF Recorrente 0-RING INDÚSTRIA DE ARTEFATOS DE BORRACHA LTDA. Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES, CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF Data do fato gerador 30/08/1999, 30/08/2002, 30/09/2002, .30/10/2002, 30/11/2002, .30/12/2002, 30/01/200.3, 28/02/2003, 30/03/2003 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. CPMF, EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO DECADÊNCIA. O prazo decadencial de 10 anos previsto no art. 45 da Lei n° 8212/1991 foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal por meio da Súmula Vineulante n° 8, tendo sido revogado pela Lei Complementar n° 128/2008. Nos lançamentos por homologação, sem que a Fazenda Pública tenha se pronunciado quanto ao pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte, extingue-se o crédito tributário após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, desde que não haja outro prazo fixado em lei, nos termos do art. 150, § 40 , do Código Tributário Nacional (CTN). Contudo, não tendo havido antecipação de pagamento por parte do contribuinte, nem mesmo após a revogação da medida judicial, não há que se falar em homologação tácita do lançamento, aplicando-se ao caso a regra geral da decadência prevista no art. 173, I, do CTN. Em razão disso, encontra-se extinta a parcela do crédito tributário referente ao fato gerador ocorrido no ano de 1999. Ressalte-se que esse mesmo resultado seria alcançado ainda que se aplicasse a regra do art. 150, § 4 0, do CTN (homologação tácita). PROCEDIMENTO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO. Nos termos do art 60 do Processo Administrativo Fiscal (PAF) — Decreto n° 70.235/1972 —, as incorreções e irregularidades que não infiuirem na solução do litígio e que não prejudicarem o sujeito passivo não importarão eiR idre Kern - Presidente nulidade, salvo se tratar de ato prolatado por autoridade incompetente (art. 59). ACRÉSCIMOS LEGAIS. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA, Nos lançamentos de oficio, em razão de ausência de pagamento ou recolhimento a menor do tributo, incide a multa de oficio no percentual de 75%, conforme previsto no art. 44 da Lei n" 9,430/1996, bem como no art. 14 da Lei n° 9.311/1996, tendo sido excluída, pela autoridade julgadora a quo, parcela de multa originalmente lançada relativa ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002, por se tratar de parte do lançamento destinada à prevenção da decadência. Os juros de mora são calculados pela taxa Selic nos termos da legislação aplicável — art, 13, 1, da Lei n°9.311/1996. Recurso Voluntário Provido Parcialmente, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da ,3" Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para cancelar o lançamento referente ao período de apuração 08/1999, alcançado pela decadência. Hélcio Lafetá Reis - Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Em razão da ausência de retenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores, Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), a Fiscalização da DRF São Bernardo do Campo/SP, em 16/03/2005, procedeu à lavratura do auto de infração (fls. 73 a 83), por meio do qual se exigiram do contribuinte os valores da contribuição devidos nas datas especificadas na Descrição dos Fatos (11. 81), tendo por base declarações prestadas por instituições financeiras, informações de mandado de segurança em trâmite na Justiça Federal, bem como a ausência de comprovação do recolhimento da CPMF no pedodo sob análise. 2 Processo n" 138 t). 000573/2005-83 Aer'wdão n." 3803-00272 S3- I EU Fl. 51 Não se conformando com tal procedimento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 87 a 115) e requereu a anulação do auto de infração, alegando, em síntese, que o crédito tributário estaria com sua exigibilidade suspensa em decorrência de liminar concedida em mandado de segurança afastando a exigência da CPMF e ilegalidade da multa aplicada por se tratar de lançamento destinado à prevenção da decadência. A DRJ Campinas/SP julgou o lançamento procedente em parte (fls. 128 a 130), decidindo, em resumo, que a busca da tutela do Poder Judiciário não obstrui a constituição do crédito tributário pelo lançamento de oficio, afastando-se a aplicação da multa de oficio relativamente aos períodos alcançados pela decisão judicial, o que con-esponderia somente ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002. Ressaltou a autoridade julgadora a atro que, à época de sua decisão, já se tinha sentença denegatória da segurança. Não se conformando com tal decisão, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 138 a 147) e requer o cancelamento do auto de infração, alegando nulidade da comunicação do acórdão da DRJ Campinas/SP que não fora enviado ao endereço de seu procurador como havia sido requerido, transcurso do prazo decadencial, ilegalidade da multa de oficio e inaplicabilidade da taxa Selic no cálculo dos juros de mora. É o relatório, Voto Conselheiro HÉLCIO LAFETA REIS, Relator O recurso é tempestivo, reúne as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Trata-se de lançamento de oficio efetuado em face da ausência de retenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores, Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) em contas bancárias da titularidade do contribuinte acima identificado em razão da existência de medida judicial, revogada após a data de lavratura do auto de infração, que impedia o recolhimento da contribuição. O auto de infração foi lavrado tendo por base declarações prestadas por instituições financeiras, informações de mandado de segurança em trâmite na Justiça Federal, bem como a ausência de comprovação do recolhimento da CPMF no período sob análise, A DR.' Campinas/SP manteve em parte o lançamento, excluindo a multa de oficio em relação ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002, que seria o único acobertado pela liminar em mandado de segurança, 1. Decadência - Fato gerador ocorrido em 30/08/1999 çõ' 3 Amparado no disposto no art. 150, § 4°, do Código Tributário Nacional, o Recorrente alega, em sede de recurso, que o período alcançado pelo lançamento estaria maculado pela regra da decadência, Contudo, conforme demonstrado a seguir, tal afirmativa é verdadeira apenas em parte. De início, registre-se que o Supremo Tribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante n° 8, a seguir transcrita, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8,212/1991, que previa o prazo decadencial de dez anos para a constituição de créditos tributários relativos a contribuições sociais, dispositivo esse que serviu de base para o afastamento da preliminar de decadência alegada pelo contribuinte em sede de impugnação. São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5" do Decreto- Lei n" 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n" 8 212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário (Súmula vinculante no 8 de 12/06/2008).. A Constituição Federal, por sua vez, em seu art. 103-A e §§, determina que o conteúdo de súmula vinculante deve ser observado pelo Poder Judiciário e pela Administração Pública, in verbis' Art. 103-A, O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá *fio vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na . forma estabelecida em lei. 1inch/ido nela Emenda Constitucional n" 45. de 2004) (Vide Lei 11" 11.417, de 2006). - Grifei .5Ç' I" A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas deter-minadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica § 2" Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3" Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso No mesmo sentido, a Lei Complementar n 118/2008 revogou o referido art. 45, conforme demonstrado a seguir: Art 13 FiCa117 revogados: 4 Processo n" 1.3819.00057.3/20(15-8.3 S.3-TE03 Actildão n "3803-00.272 Fl 152 I — a partir da data de publicação desta Lei Complementar.• a) os arts. 45 e 46 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; Dessa forma, diante do fato de se tratar a CPMF de tributo sujeito ao lançamento por homologação previsto no art. 150 do CTN, para fins de apuração do prazo decadencial, dever-se-ia aplicar a regra prevista no § 40 do mesmo artigo, in verbis Art. 1.50. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos' tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade achninistiativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ( ) ,5ç. 4" Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos', a contar da ocorrência do fato gerador, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, .fraude ou simulação. Contudo, considerando que no presente caso não houve pagamento antecipado sujeito a homologação por parte da Fazenda Pública, não há que se falar em homologação tácita do lançamento, por inexistir atuação prévia do contribuinte voltada ao cumprimento da obrigação tributária, nem mesmo após a revogação da medida judicial que amparava a ausência de retenção e recolhimento da contribuição.. Nessa situação, deve-se aplicar a regra geral da decadência prevista no art. 173, 1, do CTN, in verbis Art. 1 7.3 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados • 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele eni que o lançamento poderia ter sido efetuado; O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu nesse sentido, conforme se verifica na ementa a seguir reproduzida referente ao REsp 445,137/MG de agosto de 2006: PROCESSUAL CIVIL TRIBUTÁRIO. ISS. LISTA DE SERVIÇOS. TAXAI:IV:IDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. PREOUESTIONAMENTO AUSÊNCIA. PRAZO DECADENCIAL CORREÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INICIO DA AÇÃO FISCAL. NOTIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO SÚMULAS 7 E 211 DO ST:I SÚMULAS 282 E 3.56 DO STF ARTIGO .535, II, DO CPC. ( ) 3. Se não houve pagamento antecipado pelo contribuinte, é cabível o lançamento direto substitutivo, previsto no art. 149, V do CTN, e o pi azo decadencial rege-se pela regra geral do art. 1 73, Ido CTN. Precedentes da I" Seção. 9 Recurso especial conhecido em parte e provido Nesse mesmo sentido, tem-se o seguinte posicionamento doutrinário: Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, podem ocorrer duas hipóteses quanto à contagem do prazo decadencial do Fisco para a constituição do crédito tributário. I) quando o contribuinte efetua o pagamento no vencimento, o prazo para o lançamento de ofício de eventual diferença a maior , ainda devida, é de cinco anos contados da ocorrência do fino gerador, .forte no art. 150, Nç. 4°, do C1N; 2) quando o contribuinte não efetua o pagamento no vencimento, o prazo para o lançamento de ofício é de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte ao de ocorrência do Ato gerador, o que decorre da aplicação, ao caso, do ar! .173, I, do CTN. Importante é considerar que, confbrine o caso, será aplicável um ou outro prazo; jamais os dois sucessivamente, pois são excludentes um do outro. Ou é o caso da aplicação da regra especial ou da regra geral, jamais aplicando-se as duas no mesmo caso' Esse entendimento acima reproduzido consta da súmula if 219 do extinto Tribunal Federal de Recursos, bem corno da decisão do Tribunal Regional Federal da 4" Região, 2" Turma, AC 2004.70.00.004560-0/PR, ia verbis: TFR Súmula n"219 - 12-08-1986 - D118-08-86 Antecipação de Pagamento - Direito de Constituir o Crédito Previdenciário - Extinção - Fato Gerador Não havendo antecipação de pagamento, o direito de constituir o crédito previdenciário extingue-se decorridos cinco anos cio primeiro dia do exercício seguinte aquele em que ocorreu o fato gerador. APELAÇÃO CITEL N" 2004.70.00 004560-0/PR. EXECUÇÃO FISCAL. DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. I Em relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, poderá ocorrer as seguintes situações. (a) o contribuinte efetua o pagamento tempestivo do ti ibuto: neste caso, a Fazenda poderá homologar ou efetuar lançamento de ofício de eventuais diferenças no prazo decadencial de 5 anos contados na . forma do artigo 150, § 4", do CTN, (b) o contribuinte não efetua o pagamento tempestivo o Fisco terá que efetuar lançamento de oficio no prazo decculencial de 5 anos contados na forma do artigo 173, 1, cio CTN ) 4 No caso em tela, não houve qualquer pagamento, incidindo, pois, o prazo do art. .173, I, do CTN, O Auto de Infração lavrado em janeiro de 2000 relativamente a competências de 1989/1990 I PAULSEN, Leandro, Direito tributário; Constituição e código tributário à luz da doutrina e da .jurisprudência. 10 ed Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2008. 6 Processo n" 1.3819.000573/2005-83 S3-TE03 Ac do n " 3803-00,272 FI 153 revela lançamento a destempo, quando o Fisco já decaíra de tal direito Portanto, tendo em vista que o auto de infração foi lavrado em 16/03/2005, aplicando-se quaisquer das regras de decadência anteriormente abordadas — homologação tácita ou regra geral da decadência —, tem-se que a parcela do crédito tributário referente ao fato gerador ocorrido em 1999 já se encontrava decaído naquela data, com base nos dispositivos acima reproduzidos. Em razão disso, dá-se provimento ao recurso na parte relativa ao fato gerador ocorrido em 30/08/1999 em razão do transcurso do prazo decadencial quando da lavratura do auto de infração., II. Nulidade da comunicação Por ter pedido, quando da apresentação da impugnação, que todas as intimações e comunicações acerca do procedimento fossem direcionadas ao procurador constituído, o contribuinte requer a nulidade da comunicação por via postal da decisão da DRJ Campinas/SP encaminhada ao seu endereço pessoal constante do cadastro da Receita Federal, cuja base é alimentada com informações prestadas pelos próprios contribuintes. Apesar dessa alegação, o contribuinte apresenta Recurso Voluntário tempestivo, não havendo prova de ter-lhe havido prejuízo a ensejar decretação de nulidade. Nos termos do art. 60 do Processo Administrativo Fiscal (PAF) Dec, ri' 70.2,35/1972 —, as incorreções e irregularidades que não influírem na solução do litígio e que não prejudicarem o sujeito passivo não importarão em nulidade, salvo quando se tratar de ato prolatado por autoridade incompetente (art. 59), Portanto, diante do exposto e tendo em vista os princípios da finalidade, da proporcionalidade, da razoabilidade, do interesse público e da eficiência que norteiam a atuação da Administração Pública — art. 2 0 da Lei n° 9,784/1999 —, não se vislumbra razão para a decretação de nulidade do procedimento quando se constata inexistência de qualquer prejuízo à parte que a requeira, IH. Acréscimos legais. Ilegalidade da multa de 75%. Alega o Recorrente que (,.,) a concessão de medida liminar anteriormente existente em processo judicial tem o condão de suspender a incidência da multa aplicada (fl. 142), Contudo, confbmie demonstrado no acórdão recorrido, a decisão judicial acobertaria apenas o período de 12/06/2002 a 10/09/2002, alcançando tão-somente a parcela do lançamento de ofício relativa ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002, em relação à qual foi cancelada a multa de oficio correspondente, adequando-se o lançamento ao comando do art.. 63 da Lei n° 9.430/1996, em razão da motivação da parte do crédito tributário respectiva, qual seja, prevenção da decadência (fls. 129-verso a 130), A formalização inicial de crédito tributário, englobando a multa de oficio sobre a contribuição apurada em 30/08/2002, foi revista pela autoridade adminigjativa r, ) julgadora, no exercício de permissão a ela outorgada pelo art. 149, inciso IX, do Código Tributário Nacional. Nessa hipótese, objetiva-se a proteção do contribuinte com a diminuição do crédito tributário total para a sua adequação à legislação aplicável. Como o lançamento efetuado, na parte relativa ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002, visava à prevenção da decadência, o procedimento adotado pela Delegacia de Julgamento foi no sentido de expurgar a parcela do crédito não cabível no caso, providência essa que em nada prejudicou a integridade da exigência devida, não tendo havido qualquer ônus adicional em desfavor do contribuinte. Quanto aos demais fatos geradores, tem-se que os acréscimos legais exigidos no auto de infração encontram-se em consonância com o CTN, conforme dispositivo a seguir transcrito.. Art, 161 O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de 'nora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária, A lei instituidora da CPMF — Lei n° 9,311/1996 — não alterou a imputação dos acréscimos legais decorrentes da falta de pagamento da contribuição, in verbis: Art 13. A contribuição não paga nos prazos previstas nesta Lei será acrescida de.- I - juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELA', para titulas federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento da obrigação até o último dia do mês anterior ao da pagamento e de um por cento no mês do pagamento,. II - multa de mora aplicada na forma do disposto no inciso 11 do art. 84 da Lei n°8.981, de 20 de janeiro de 1995. Art. 14, Nos casos de lançamento de alicio, aplicar-se-á o disposto nos arts- 44, 47 e 61 da Lei n 9 430, de 27 de dezembro de 1996. Os artigos 44 e 47 da Lei n° 9,430/1996 citados no reproduzido art. 14 supra assim dispõem: Ari! 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: !Redação dada pela Lei n" 11.488, de 2007) I - de 7.5% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de .falta de pagamento orr recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata,. (Redação dada pela Lei n" 11.488, de 2007) - de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei n" 11.488, de 2007) ,do LAFE:TÁ REIS Processo n" 13819.000573/2005-83 S3-T E03 Acórdão n ." 3803-00,272 FI 54 § J O percentual de multa de que trata o inciso 1 do capta deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n .4 502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. [Redacào dada pela Lei n" 11.488, de 2007) Quanto à exigência dos juros moratórios, sua previsão encontra-se, também, no art. 61, § 3°, da Lei n° 9.430/1996, que definiu por seu cálculo com base na taxa Sebe, conforme se operou, no presente caso, por meio do lançamento de oficio. Portanto, constata-se inexistir autorização legislativa para afastar a exigência dos acréscimos legais em decorrência da falta de pagamento de tributo devido, tendo sido excluída a parcela de multa originalmente lançada, relativa ao fato gerador ocorrido em 30/08/2002, por se tratar de parte do lançamento destinada à prevenção da decadência. IV. Co n c lu sã o Diante do exposto, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, declarando-se transcorrido o prazo decadencial quando da lavratura do auto de infração relativamente ao fato gerador ocorrido em 30/08/1999, mantendo-se a decisão a ate() relativamente aos demais fatos geradores, tendo sido afastadas as demais alegações trazidas pelo Recorrente. É como voto,É como voto, 9
score : 1.0
Numero do processo: 13884.004343/2001-86
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
Ementa: ILL – DECADÊNCIA – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – TERMO INICIAL – O prazo decadencial para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição e/ou compensação de valor pago indevidamente somente começa fluir após a Resolução do Senado que reconhece e dá efeito erga omnes à declaração de inconstitucionalidade de lei ou, a partir do ato da autoridade administrativa que concede ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição, eis que somente a partir desta data é que surge o direito à repetição do valor pago indevidamente.
Decadência afastada.
Recurso provido.
Numero da decisão: 102-47.567
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, para AFASTAR a decadência e determinar o retomo dos autos à 2ª TURMA/DRJ/CAMPINAS/SP, para o enfrentamento do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Antônio José Praga de Souza
que julga decadente o direito de repetir.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200605
ementa_s : ILL – DECADÊNCIA – PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – TERMO INICIAL – O prazo decadencial para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição e/ou compensação de valor pago indevidamente somente começa fluir após a Resolução do Senado que reconhece e dá efeito erga omnes à declaração de inconstitucionalidade de lei ou, a partir do ato da autoridade administrativa que concede ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição, eis que somente a partir desta data é que surge o direito à repetição do valor pago indevidamente. Decadência afastada. Recurso provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 13884.004343/2001-86
anomes_publicacao_s : 200605
conteudo_id_s : 4215564
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 102-47.567
nome_arquivo_s : 10247567_147921_13884004343200186_008.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13884004343200186_4215564.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, para AFASTAR a decadência e determinar o retomo dos autos à 2ª TURMA/DRJ/CAMPINAS/SP, para o enfrentamento do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Antônio José Praga de Souza que julga decadente o direito de repetir.
dt_sessao_tdt : Wed May 24 00:00:00 UTC 2006
id : 4723044
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:41 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209422958198784
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-10T20:25:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-10T20:25:04Z; Last-Modified: 2009-09-10T20:25:04Z; dcterms:modified: 2009-09-10T20:25:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-10T20:25:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-10T20:25:04Z; meta:save-date: 2009-09-10T20:25:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-10T20:25:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-10T20:25:04Z; created: 2009-09-10T20:25:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-09-10T20:25:04Z; pdf:charsPerPage: 1447; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-10T20:25:04Z | Conteúdo => . . •-„;.1. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n° : 13884.004343/2001-86 Recurso n° : 147.921 Matéria : IRF — Anos: 1990 a 1992 Recorrente : FREUDENBERG NÃO TECIDOS LTDA & CIA Recorrida : 22 TURMA/DRJ-CAMPINAS/SP Sessão de : 24 de maio de 2006 Acórdão n° :102-47.567 ILL — DECADÊNCIA — PEDIDO DE RESTITUIÇÃO — TERMO INICIAL — O prazo decadencial para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição e/ou compensação de valor pago indevidamente somente começa fluir após a Resolução do Senado que reconhece e dá efeito erga omnes à declaração de inconstitucionalidade de lei ou, a partir do ato da autoridade administrativa que concede ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição, eis que somente a partir desta data é que surge o direito à repetição do valor pago indevidamente. Decadência afastada. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FREUDENBERG NÃO TECIDOS LTDA & CIA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, para AFASTAR a decadência e determinar o retomo dos autos à r TURMA/DRJ/CAMPINAS/SP, para o enfrentamento do mérito, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Antônio José Praga de Souza que julga decadente o direito de repetir. IMILA-fea-N:=• LEI MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE MOISNES DA SILVA RELATOR ecmh Processo n° :13884.004343/2001-86 Acórdão n° :102-47.567 FORMALIZADO EM: 2.2 JUN 2036 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NAURY FRAGOSO TANAKA, LEONARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA, JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, SILVANA MANCINI KARAM e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. 2 (j) Processo n° : 13884.004343/2001-86 Acórdão n° :102-47.567 Recurso n° : 147.921 Recorrente : FREUDENBERG NÃO TECIDOS LTDA & CIA RELATÓRIO Em 14 de junho de 2001, a contribuinte acima nominada protocolou pedido de restituição de fls. 01, pleiteando a restituição e a compensação (35) do crédito no valor de R$ 454.536,91, referente ao imposto sobre o Lucro Líquido — ILL recolhido recolhidos por exigência do art. 35 da Lei n° 7.713/88 que foi declarado inconstitucional. O pedido foi instruído com a 19 8 alteração contratual datada de 20- 03-2001, que consolida o contrato social da contribuinte, procuração de fls. 16/17, documentos estes devidamente autenticados. Junto com o pedido também constou a planilha de fls. 20/24 e os DARFs de fls. 26 a 30, estes em cópias simples. Na fl. 35 dos autos consta o requerimento datado de 14-12-2001 postulando a compensação do referido crédito com o PIS e a COFINS. Processados os requerimentos, a DRF de São José dos Campos, em preliminar, reconheceu a extinção do crédito pela decadência e no mérito afirmou que "o contribuinte sequer discrimina, na documentação de fls. 01 e 20/30, os motivos para a existência dos indébitos que teriam sido apurados, inclusive para a existência dos indébitos que teriam sido apurados, inclusive com as comprovações necessárias para inferir-se a certeza e liquidez dos mesmos." Em manifestação de inconformidade a contribuinte destacou que embora desnecessário, uma vez que a Receita Federal detem o controle das contribuições recolhidas, a requerente estava juntando os comprovantes originais dos recolhimentos, a fim de que não paire dúvidas sobre o seu direito à compensação. Os originais dos DARFs antes referidos constam das fls. 82/85 e a 3 Processo n° :13884.004343/2001-86 Acórdão n° :102-47.567 28 Turma da DRJ de Campinas/SP, indeferiu a pretensão da recorrente através do acórdão de fls. 88/98 afirmando que o direito de a contribuinte pleitear a restituição/compensação de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se no prazo de cinco anos, a contar da extinção do crédito tributário, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF. Por oportuno, do acórdão recorrido ainda transcrevo a seguinte passagem existente no item 13 da fl. 98: "13. Contudo, apesar da empresa não ter apresentado o seu contrato social com este intuito, verifica-se, na cláusula nona do referido documento (fl. 11), caber aos sócios 'deliberar sobre a destinação do resultado do exercício encerrado'. Portanto, os quotistas possuíam a disponibilidade jurídica dos rendimentos, à medida que, conforme previsão contratual, a destinação do lucro líquido dependia exclusivamente de disposição dos sócios a respeito." Intimada em 20 de maio de 2005 (AR. fl. 102), em 15-06-104 a contribuinte ingressou com recurso que o prazo decadencial começa a fluir a contar da publicação da IN 63, de 24-07-97. Quanto ao mérito a recorrente afirma que a disponibilidade exigida para a incidência do tributo questionado não é a de deliberar, mas a de poder dispor do numerário. O recurso foi recebido através do despacho de fl. 130 e o processo remetido para análise desta Câmara. É o relatório. 4 G Processo n° :13884.004343/2001-86 Acórdão n° :102-47.567 VOTO Conselheiro MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Ao julgar o Recurso Extraordinário n° R.E. n° 172.058/SC, relatado pelo Ministro Marco Aurélio, que tinha por objeto a inconstitucionalidade do artigo 35 da Lei n° 7.713/88, que determinava que o sócio quotista, o acionista ou o titular da empresa individual ficava sujeito ao Imposto sobre a Renda na Fonte, à aliquota de 8% (oito por cento), calculado com base no lucro líquido apurado pelas pessoas jurídicas na data do encerramento do período-base, o STF decidiu a controvérsia nos seguintes termos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ATO NORMATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL - LIMITES. Alicerçado o extraordinário na alínea b do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, a atuação do Supremo Tribunal Federal faz-se na extensão do provimento judicial atacado. Os limites da lide não a balizam, no que verificada declaração de inconstitucionalidade que os excederam. Alcance da atividade precípua do Supremo Tribunal Federal - de guarda maior da Carta Política da República. TRIBUTO - RELAÇÃO JURÍDICA ESTADO/CONTRIBUINTE - PEDRA DE TOQUE. No embate diário Estado/contribuinte, a Carta Política da República exsurge com insuplantável valia, no que, em prol do segundo, impõe parâmetros a serem respeitados pelo -primeiro. Dentre as garantias constitucionais explícitas, e a constatação não excluí o reconhecimento de outras decorrentes do próprio sistema adotado, exsurge a de que somente a lei complementar cabe "a definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes" - alínea "a" do inciso III do artigo 146 do Diploma Maior de 1988. IMPOSTO DE RENDA - RETENÇÃO NA FONTE - SÓCIO COTISTA. A norma insculpida no artigo 35 da Lei n° 7.713/88 mostra-se harmônica com a Constituição Federal quando o contrato • social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro liquido apurado, na data do encerramento do 5 (11) Processo n° :13884.004343/2001-86 Acórdão n° :102-47.567 período-base. Nesse caso, o citado artigo exsurge como explicitação do fato gerador estabelecido no artigo 43 do Código Tributário Nacional, não cabendo dizer da disciplina, de tal elemento do tributo, via legislação ordinária. Interpretação da norma conforme o Texto Maior. IMPOSTO DE RENDA - RETENÇÃO NA FONTE - ACIONISTA. O artigo 35 da Lei n° 7.713/88 e inconstitucional, ao revelar como fato gerador do imposto de renda na modalidade "desconto na fonte", relativamente aos acionistas, a simples apuração, pela sociedade e na data do encerramento do período-base, do lucro liquido, já que o fenômeno não implica qualquer das espécies de disponibilidade versadas no artigo 43 do Código Tributário Nacional, isto diante da Lei n° 6.404/76. IMPOSTO DE RENDA - RETENÇÃO NA FONTE - TITULAR DE EMPRESA INDIVIDUAL. O artigo 35 da Lei n° 7.713/88 encerra explicitação do fato gerador, alusivo ao imposto de renda, fixado no artigo 43 do Código Tributário Nacional, mostrando-se harmônico, no particular, com a Constituição Federal. Apurado o lucro líquido da empresa, a destinação fica ao sabor de manifestação de vontade única, ou seja, do titular, fato a demonstrar a disponibilidade jurídica. Situação fática a conduzir a pertinência do principio da despersonalização. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - CONHECIMENTO - JULGAMENTO DA CAUSA. A observância da jurisprudência sedimentada no sentido de que o Supremo Tribunal Federal, conhecendo do recurso extraordinário, julgara a causa aplicando o direito a espécie (verbete n° 456 da Súmula), pressupõe decisão formalizada, a respeito, na instância de origem. Declarada a inconstitucionalidade linear de um certo artigo, uma vez restringida a pecha a uma das normas nele insertas ou a um enfoque determinado, impõe-se a baixa dos autos para que, na origem, seja julgada a lide com apreciação das peculiaridades. Inteligência da ordem constitucional, no que homenageante do devido processo legal, avesso, a mais não poder, as soluções que, embora práticas, resultem no desprezo a organicidade do Direito. (j. 30/06/1995. DJ 13-10-1995). Após o julgamento acima referido, o Senado Federal, nos termos do artigo 52, X, da CF, editou a Resolução n° 82, de 18/11/1996, publicada em 19/11/1996, verbis: "Art. /° É suspensa a execução do art. 35 da Lei 7.713, de 29 de dezembro de 1988, no que diz respeito à expressão 'o acionista' nele contida. Art. 2° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3° Revogam-se as disposições em contrário. Senado Federal, em 18 de novembro de 1996.* 6 4 Processo n° :13884.004343/2001-86 Acórdão n° :102-47.567 O texto da Lei n° 7.713/1988, excluído do ordenamento jurídico, em face da Resolução do Senado, possuía a seguinte redação: "Art. 35. O sócio quotista, o acionista ou titular da empresa individual ficará sujeito ao imposto de renda na fonte, à aliquota de oito por cento, calculado com base no lucro liquido apurado pelas pessoas jurídicas na data do encerramento do período-base.' Por sua vez, em se tratando de quotas de responsabilidade limitada, a Secretaria da Receita Federal, com base no que dispõe o Decreto n° 2.194, de 07 de abril de 1997", editou a Instrução Normativa SRF, n.° 63, de 24 de julho de 1997 (D.O.U. de 25/07/1997), verbis: "Art. 1° Fica vedada à constituição de créditos da Fazenda Nacional, relativamente ao Imposto de Renda na fonte sobre o lucro líquido, de que trata o art. 35 da Lei 7.713, de 2 de dezembro de 1988, em relação às sociedades por ações. Parágrafo único — O disposto neste artigo se aplica às demais sociedades nos casos em que o contrato social, na data do encerramento do período- base de apuração, não previa a disponibilidade, econômica ou jurídica, imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado." Em se tratando de tributos cuja obrigatoriedade é compulsória, deve se ter presente que mesmo diante das hipóteses de exigência com base em norma que afronta a Constituição, estes são devidos até que se verifique uma das seguintes condições: a) Decisão do Supremo Tribunal Federal, em controle concentrado de constitucionalidade, declarando a inconstitucionalidade da norma que instituiu o tributo; b) Resolução do Senado Federal editada nos termos do artigo 52, X, da CF, suspendendo a execução, no todo ou em parte, da norma que, em controle difuso de constitucionalidade, for declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal e c) publicação pela Administração Pública de ato através do qual ela passa a reconhecer a que o tributo é indevido. 7 Q. • . . Processo n° :13884.004343/2001-86 Acórdão n° : 102-47.567 O prazo de que trata o artigo 168 do CTN que assegura o período de tempo de cinco anos para o contribuinte pedir a restituição começa a fluir a partir de um dos eventos referidos no parágrafo anterior. Assim, em se tratando de Sociedade Anônimas, tem-se como marco inicial o dia 20-1 1-1 996 com término em 19-11-2001. Para as sociedades por quotas o prazo inicial começa no dia 26-07-97, que corresponde ao dia seguinte da publicação no Diário Oficial da Instrução Normativa n° 63, de 24 de julho de 1997, da Secretaria da Receita Federal, findando o citado prazo em 25-07-2002. No caso dos autos estamos diante de sociedade limitada cujo capital social está distribuído entre os sócios quotistas, razão pela qual é tempestivo o pedido de restituição protocolado em 14 de junho de 2001. Afastada a decadência, a matéria deve retomar à DRJ de origem para apreciar o mérito levando em consideração os contratos sociais vigentes na época dos possíveis fatos geradores, no caso 31-12-89 e 31-12-90, pois no caso das sociedades constituídas por quotas de capital social, o Imposto Sobre o Lucro Líquido, na esteira da decisão do STF, é inconstitucional se não houver previsão no contrato social de disponibilidade imediata ou distribuição automática dos lucros, quando da apuração do resultado anual. Pelo exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso voluntário para afastar a decadência do direito de pleitear a restituição e determinar o retomo dos autos à DRJ competente para que aprecie o mérito da matéria. Sala das Sessões - DF, em 24 de maio de 2006. MOISEllACOMELLI N ES DA SILVA • RELATOR 8 Page 1 _0020900.PDF Page 1 _0021000.PDF Page 1 _0021100.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10166.001368/2002-26
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1994
Restituição/compensação de Pis - Prazo Decadencial.
O prazo para pleitear a restituição/compensação de tributo ou
contribuição paga indevidamente ou em valor maior que o devido,
inclusive na hipótese de o pagamento efetuado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, extingue-se como decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, pelo pagamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.303
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201002
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1994 Restituição/compensação de Pis - Prazo Decadencial. O prazo para pleitear a restituição/compensação de tributo ou contribuição paga indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento efetuado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, extingue-se como decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 10166.001368/2002-26
anomes_publicacao_s : 201002
conteudo_id_s : 4712272
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.303
nome_arquivo_s : 380300303_157030_10166001368200226_008.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10166001368200226_4712272.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010
id : 4641210
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:40 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209422960295936
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-05-10T11:15:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-05-10T11:15:24Z; Last-Modified: 2010-05-10T11:15:24Z; dcterms:modified: 2010-05-10T11:15:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-05-10T11:15:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-05-10T11:15:24Z; meta:save-date: 2010-05-10T11:15:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-05-10T11:15:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-05-10T11:15:24Z; created: 2010-05-10T11:15:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-05-10T11:15:24Z; pdf:charsPerPage: 1321; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-05-10T11:15:24Z | Conteúdo => S3-TE03 Fl. 102 It. ^" ei- ( ç MINISTÉRIO DA FAZENDA ST.:-. -8°,' .1 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS -.11>tZ,.. TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10166.001368/2002-26 Recurso n° 157.030 Voluntário Acórdão n° 3803-00.303 - V Turma Especial Sessão de 01 de fevereiro de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO/COMP PIS Recorrente SARKIS & SARKIS LTDA - Recorrida DRJ-BRASILIA /DF ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 1994 Restituição/compensação de Pis - Prazo Decadencial. O prazo para pleitear a restituição/compensação de tributo ou contribuição paga indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento efetuado com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, extingue-se como decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3°: TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimiclide de votos, negar provimento ao recurso. ALE NDRE KF •J 'icidente 2/ / CARLO/ ''• • 14E MARTINS DE LIMA - Relator , Patife' • .4 ains a do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Delem Laféta eis. Daniel Mauricio Fedato e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Trata-se o presente processo de pedido de revisão de débitos inscritos 1 em Dívida Ativa da União, pedido de restituição de pretenso crédito (R$ 82.220,26) de PIS, relativo à mencionada revisão de débitos, bem como a sua compensação com débitos de PIS apurados no período de jan/96 a dez/96, inscritos em Divida Ativa — processo 10166.229920/98-74. Para instruir os referidos pedidos, a recorrente anexou aos autos extrato do processo administrativo n° 10166.229918/98-22, cópias dos DARF de pagamentos relativos a esse processo; planilha contendo os valores pleiteados; cópia de folha da 0IRP311995; cópias dos DARF de pagamentos do PIS do ano- calendário 1994 e planilha de imputação de pagamentos dos créditos do PIS . A autoridade administrativa de primeira instância, após examinar a questão, no despacho decisório (fls. 72/75) decidiu indeferir os pedidos de revisão de débitos e de restituição e, conseqüentemente, não homologar as compensações realizadas, por inexistência do suposto crédito pleiteado. A contribuinte tomou ciência do despacho decisório em 24/01/2007 e. inconformada apresentou em 09/02/2007, manifestação de inconformidade (fls. 77 a 81), na qual transcreve a ementa do despacho decisório, ementas de acórdãos das DAI sobre o prazo decadencial para a constituição de créditos da contribuição para o PIS (Art. 45 da Lei 8.212/91), e, em síntese, apresenta os seguintes argumentos de defesa: - Nada mais falso o argumento de que o lançamento só pode ser revisto antes de extinto o direito da Fazenda constituir o crédito, e que o direito de constituir o crédito • pela Fazenda já estava extinto, não havendo assim se falar em pedido de revisão, porque o pedido de revisão foi feito no processo 10166.229.918/98-22, parcelado e ativo, com saldo remanescente, referente aos períodos de apuração 10/91, 11/91, 12/91. 01/92, 03/92, 04/92. 08/92 e 02/93 e, dessa forma, os créditos tributários de 1994 não estavam extintos; O saldo remanescente deste processo foi extinto em 30/04/2001, conforme DARF no valor de R$ 1.512,94, anexado aos autos, portanto, a extinção dos créditos tributários de 1994, deu-se em 2001, logo é cabível a revisão solicitada; —Com relação ao direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário do PIS, as Delegacias de Julgamento têm mantido uma coerência com relação ao prazo decadencial de dez anos do direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário, como se verifica nas diversas ementas de decisões, abaixo transcritas; Não ora, se o direito da Fazenda Nacional de constituir créditos tributários ‘wj do PIS é de dez anos, não há se falar em decurso de prazo de cinco anos, a partir da data da antecipação do pagamento, para pleitear a revisão dos lançamentos. Neste WÍ particular, é interessante reportar ao CTN, pois, as antecipações de pagamentos só extinguem os créditos tributários correspondentes após suas homologações; P\ \ Se a homologação, conforme as decisões das DRJ, pode ser feita em até dez anos, então, a extinção definitiva do crédito tributário ocorre, também, em dez anos. Portanto não ocorreu a decadência do seu direito de pleitear a revisão dos lançamentos do PIS; 2 Processo n° 10166.001368/2002-26 53-TEO3 Acórdão n.° 3803-00303 Fl. 103 —O despacho, ainda, indeferiu os pedidos porque o processo de parcelamento n° 10166.229.918/98-22 indicado, com pagamentos indevidos, não foi atingido pela Resolução 49/1995, do Senado Federal, que retirou a eficácia dos Decretos-leis 2.445/1998 e 2A49/1989; —Não foram atingidos, pasme digno julgador, porque a Resolução do Senado, por não explicitar claramente o início de seus efeitos, os mesmos são ex-nunc, isto é, passaram a vigie, apenas, após a sua publicação! Conforme o r. Despacho; —No caso, como os fatos geradores são anteriores, ainda no dizer do Despacho, não foram atingidos pela Resolução, não existindo nenhum crédito a favor do contribuinte; —O sistema constitucional tributário é harmônico e coerente, porém, a força que as autoridades administrativas fazem para transformá-lo em uma colcha de retalhos incoerente e disforme é imensa. Veja-se a que uma leitura literal do Despacho leva ela concluir: não importa que a lei seja posteriormente declarada inconstitucional, o lançamento feito na vigência da mesma não pode ser revogado portanto, unia vez lançado não tem volta! —Esta é outra das conclusões do Despacho que não merece prosperar, obrigando-se a sua total reforma, para que seja deferido todos os seus pedidos. Voto Conselheiro CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Como bem pontuou a decisão da DRJ, o pretenso direito à restituição encontra-se caduco por haver transcorrido o prazo qüinqüenal previsto no artigo 168 c/c art. 165 do Código Tributário Nacional. Dessa forma, o cerne do litígio a ser aqui dirimido passa, primeiramente, pela questão do prazo para repetir eventuais indébitos dessa contribuição. Do exame dos elementos do presente processo, em que pese os argumentos de defesa apresentados no recuso, entendo que não pode prosperar a pretensão da recorrente, porquanto se encontra decaído o seu direito de pleitear a restituição e/ou compensação dos valorés, relativos à contribuição para o PIS, recolhidos no ano- calendário 1994. /7" Da cõnj ãó, dos artigos 165, inciso I, e 168, caput e inciso I ambos do Código Tributário Nacionai. I/Ái/ n° 5.172/1966), tem-se que, conquanto à cobrança de tributo 4 \'‘ 3 indevido confira ao contribuinte direito a sua restituição, esse direito extingue-se no prazo de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Na espécie, o suposto crédito, objeto do pedido de restituição, adentrado em 31 de janeiro de 2002, foi extinto nas datas dos pagamentos informadas nas planilha (fl. 25), na forma prevista no artigo 156, I, do Código Tributário Nacional. Destarte, essas datas constituem-se no marco inicial para contagem do respectivo prazo decadencial. A alegação de que o prazo para ingresso do pedido de restituição teria inicio quando da publicação da Resolução do Senado Federal não pode prosperar, pois embora seja inquestionável o efeito ex nunc e a eficácia erga ()nines da decisão declaratória do STF, essa não tem o condão de suspender os prazos prescricionais e decadenciais previstos na legislação tributária de regência. Como se observa ainda, mesmo na hipótese de pagamento efetuado com base em lei declarada posteriormente inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, o prazo para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição de valores de tributos ou contribuição que alega ter pagada indevidamente, é de cinco anos contados da data dos pagamentos. Essa tese também encontra amparo na doutrina brasileira. Basta citar o mestre Aliomar Baleeiro, que consignou que a restituição de tributo, rege-se pelo Código Tributário Nacional, independentemente da razão pela qual o pagamento se tomou indevido, seja inconstitucionalidade, seja ilegalidade do tributo, considerando ainda que Os tributos resultantes de inconstitucionalidade ou de' ato ilegal e arbitrário, são os casos mais freqüentes de aplicação do inciso 1 do art. 165 (Direito Tributário Brasileiro, Rio de Janeiro: Forense, 10" ed. rev. e atual, 1991, p. 563). A propósito da tese defendida pela recorrente, é interessante apontar-se trecho encontrado na doutrina, de autoria do mestre e doutor pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo-PUC/SP, professor Eurico Marcos Diruz de Santi, na obra Decadência e Prescrição no Direito Tributário , Ed. Max Limonad, São Paulo, 2000, p. 268 a 270 — capitulo 10.6.3 A tese dos dez anos do direito de o contribuinte pleitear a restituição do débito do Fisco: Assim entendeu-se que a extinção do crédito tributário, prevista no Art. 168, Ido CIN, está condicionada à homologação expressa ou tácita do pagamento, conforme, art. 156, VII do CTN, e não ao próprio pagamento, que e considerado como mera antecipação, ex vi do Art. 150, § 1 "do CIN. Como, normalmente, a extinção do crédito tributário se realiza corna homologação tácita, que sucede cinco anos após o fato jurídico tributário ex vi do Art. 150, § do CTN, passou-se a contar cinco anos da data do fato gerador para se configurar a extinção do crédito, e mais outros cinco anos da data da extinção, perfazendo o prazo total de 10 anos. Não podemos aceitar esta tese, primeiro porque pagamento antecipado não significa pagamento provisório à espera de seus efeitos, mas pagamento efetivo, , realizado antes e independentemente de ato de lançamento. - Segundo porque se interpretou o "sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento" de forma equivocada. Mesmo desconsiderando a crítica de ALCIDES JORGE COSTA, para quem "não faz sentido (.), ao 4 • . . Processo n° 10166.001368/2002-26 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00303 Fl. 104 cuidar do lançamento por homologação, pôr condição onde inexis te negócio jurídico", pois "condição é modalidade de negócio jurídico e, portanto, inaplicável ao ato jurídico material " do pagamento, não se pode aceitar condição resolutiva como se fosse necessariamente uma condição suspensiva que retarda o efeito do pagamento para a data da, homologação. A condição resolutiva não impede a plena eficácia do pagamento e, portanto, não descaracteriza a extinção do crédito no átimo do pagamento. Assim sendo, enquanto a homologação não se realiza, vigora com plena eficácia 'ficaria o pagamento, a partir do qual podem exercer-se os direitos advindos desse ato, mas dentro dos prazos prescricionais. Se o fundamento jurídico da tese dos dez anos e que a extinção do crédito tributário pressupõe a homologação, o direito de pleitear o débito do Fisco só surgiria ao final do prazo de homologação tácita, de modo que, se o contribuinte ficaria impedido de pleitear a restituição antes do prazo de cinco anos para homologação, tendo que aguardar a extinção do crédito pela homologação. Portanto, a data da extinção do crédito tributário, no caso dos tributos sujeitos ao Art. 150 do CYN, (leve ser a data efetiva "'que o contribuinte recolhe o valor a titulo de tributo aos cofres públicos e haverá de funcionar, a priori. como dies O qual dos prazos de decadência e de prescrição do direito do contribuinte. Eia sitia, o contribuinte goza de cinco ano para pleitear o débito do Fisco, e não dez. (destaque não original). No mesmo sentido, transcreve-se a seguir parte de artigo produzido pelo Procurador da Fazenda Nacional Gilberto Etehaluz Villela intitulado Reflexões eia dos chamados lançamentos por homologação e dos seus efeitos, nas exações sujeitas a tal regime, disponível na Internet (www, teiajuridica. com ), verbis: A decadência do direito à restituição de tributos pagos, consoante o art. 165 do CTN, quer seja pela cobrança 0u pagamento de tributo indevido ou maior """ o devido (inciso I) quer seja com erro na identificação do sujeito passivo, ou na determinação da aliquota, ou no cálculo do montante, „,, na elaboração ou conferência de documento relativo ao pagamento (inciso II) ou quer, ainda, pela refôrtita, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória (inciso III) vem expressa no art. 168 do CTN. Destarte, temos aqui prazos definidos para a própria extinção do direito de repetição, que são, também, aplicáveis àquelas restituições tios casos de tributos sujeitos ao regime do alto lançamento (lançamento por homologação). Nas hipóteses dos incisos I e lido art. 165, a extinção do direito de repetição se dá cinco anos depois da data da extinção do crédito tributário. Corno já vimos antes, a extinção dos créditos tributários nas exações sujeitas aos auto lançamentos se dá, entre outras possibilidades citadas no art. 156, principalmente na data do pagamento. É certo"' alguns pretendem que tal extinção se dê a contar do dia era ocorra uma pretensa constituição do crédito tributário, quando do que chamam de "homolo áção expressa eu homologação tácita", esta última resultado da k 0 omis,sã da Fazenda em seu direito à fiscalização do Auto /" .; , 71/ 5 or ()it . lançamento, fazendo-o coar na, modalidade contida no inciso VII do art. 156 (o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no art. 150 e seus parágrafos 1° e 4). No caso de omissão de fiscalização, o prazo para postulara restituição resultaria, a partir de tais entendimentos, mura e 10 (nos primeiros cinco, por força da omissão das autoridades, contados até a data se extinguiria o direito de fiscalização da Fazenda; os cinco seguintes, também decadenciais, mas agora à conta do sujeito passivo, contados da ocorrência da caducidade do direito da Fazenda em diante. Sem razão, entretanto, os que assim pensam. O prazo decadencial para a Fazenda Pública fazer o "arrecadamento ", isto é, a fiscalização do auto lançamento, se inicia no momento da ocorrência dofato gerador - embora entendamos que deveria ser a partir do vencimento da obrigação, naquele em que se constitui o crédito tributário e ele passa a ser exigível - e termina exatamente cinco anos depois, supondo-se, durante o interregno, a omissão das autoridades e a ocorrência do que se terra de homologação tácita. Como, entretanto, este ponto decadencial não tem, corno querem tais vozes, o poder de constituir o crédito tributário, constituído que foi cinco anos antes quando do vencimento legal da obrigação, impõe-se que a decadência do direito do contribuinte a unta restituição se dê, também, cinco anos depois da data do pagamento, se simultâneo ao lançamento de oficio; oi,seja, cinco anos depois daquele dia em que, se tornando o crédito exigível, foi ele satisfeito. Sá será viável pensar diferentemente se a Fazenda Pública, dentro dos cinco anos que tem para fiscalizar o ato, fizer o "arrecadamento" e constatara inexistência de pagamento ou o pagamento insuficiente. Nestes casos, impõe-se o auto de infração que opera a constituição de tini novo lançamento que, por sua vez, há de gerar nina notificação para tini pagamento. A partir de tal notificação, não se falará mais em decadência do direito de fiscalizar para a Fazenda Pública - já exercida -ruas se iniciará, corra pagamento do valor expresso no auto de infração, para o contribuinte, o prazo decadencial do seu eventual direito de restituição. Com base nos ensinamentos do mestre Aliomar Baleeiro e de Alberto Xavier, os doutrinadores José Artur Lima Gonçalves e Márcio Severo Marques registram: O prazo de decadência do direito subjetivo à restituição do indébito, previsto pelo art. 168 do CT1V, deve ser contado da data do pagamento — indevido — antecipado, e não da data da homologação deste pagamento. (Repetição do Indébito e Compensação no Direito Tributário. Hugo de Brito Machado (coord.). São Paulo/Fortaleza:Dialética/ICET. 1999, p. 231). Na mesma obra, criticando a referida jurisprudência do STF, o Prof. Ives Gandra Martins comenta que o prazo para a repetição de importâncias pagas a título de tributos sujeitos ao lançamento por homologação prescreve cm 5 anos contados da data do pagamento indevido, já que, tratando-se deste, não se pode cogitar de extinção do crédito tributário e o termo inicial para reaver o que foi recolhido ilegalmente a titulo de tributo é a data do pagamento (pág. 178). Nesse sentindo ainda, o Juiz Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, mostra-se incisivo: A pretensão à repetição nasce como pagamento, sendo li- Processo n° 10166.001368/2002-26 S3-TE03 Acórdão ri.° 3803-00.303 Fl. 105 relevante a modalidade de lançamento a que estaria sujeita a pretensa exação, bem assim o fato de o pagamento indevido ter decorrido de obediência à lei inconstitucional, cujo vício somente mais tarde tenha sido reconhecido.(p. 319). Também na jurisprudência do judiciário há manifestações nesse sentido, verbis: Verifica-se, pois, que a extinção do crédito tributário se opera no momento do efetivo recolhimento do tributo, ainda que este tenha sido exigido ilegalmente. Neste sentido, o direito de pleiteara restituição está sujeito ao prazo de cinco anos (art. 168, CTN), a contar da data da extinção do crédito tributário, que é o da data do pagamento indevido. Contudo, por estar esse pagamento sob condição resolutória, seus efeitos se dardo somente a partir do lançamento tributário (que no caso eff' apreço áficto), nos termos do art. 150, § 40 (J. A meu ver, este e o ponto crucial da questão, os efeitos deste lançamento ficto operara-se ex func. A homologação apenas reconhece o pagamento havido, declarando, com efeitos retroativos, a extinção do crédito tributário. Portanto, o prazo de restituição é de 5 anos, a contar do efetivo pagamento espontâneo do tributo indevido ou a maior. (Juiz Sérgio Sentença nos Autos n" 96.0902460-2, 2" Vara da Justiça Federal, Sorocaba-SP, p. 9) Outra não foi à posição do Ministro Demócrito Reinando, do STJ, ao relatar os Embargos de Divergência no REsp ri' 48.113-7/PR, quando assentou: O lançamento, no caso, constitui mero ato declaratário de situação preexistente preconstituída. E a homologação (leia (ou expressa), como instrumento declaratório, tens efeito retro-operante. ou em outras palavras: terra ex-tunc, alcança o ato do pagamento, declarando a sua eficácia, no momento em que se realizou. O decurso de prazo de cinco anos, coma mera homologação presumida — ou (cicia — que, nem sequer, exige qualquer ato concreto comissivo da Fazenda, não desconfigura a tese, porquanto, como já se deixou clarificado, a homologação — seja ela expressa ou fácia, terra efeito retrooperante, alcançando o ato de pagamento no seu nascedouro, convalidando- o, pois. (Julgamento em 1810411995. Publicado no DJ em 2910511995, p. 15.455) Não sendo a recorrente parte em processo administrativo ou judicial instaurado tempestivamente, que lhe daria o direito, consoante o art. 165, 111, c/c 168, 11, ambos do C'TN, a pleitear, se fosse o caso, a restituição no prazo de cinco anos, contados da decisão definitiva, administrativa ou judicial, incide no caso a regra do art. 168, 1, c/c art. 165, I, que fixa o prazo de cinco anos para o pedido de restituição, a contar da extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal já externou, em pelo menos duas oportunidades, Agravos 64.773-SI" e 69.363-SP, a correta inteligência dos artigõs do Código Tributário Nacional que tratam de prazo para pleitear restitui ab /. 'artigos 165, inciso I, e 168, inciso!, tendo deixado expresso que: 7 rki A cláusula subordinada e condicional de ulterior homologação do pagamento em nada influiu no raciocínio, porque ela funciona como ressalva em garantia dos interesses Fazendários; em segundo lugar, porque, tratando-se de condição resolutiva, a relação jurídica está formada e perdura, até que se realize a condição (v. Clóvis, com. art. 119). No caso, a condição não se verificou e o direito resultante do pagamento se tornou definitivamente invulnerável: o negócio não se resolveu e sua eficácia não cessou.... Segue-se do exposto que não é da homologação do pagamento, expresso ou tácito, que flui o prazo prescricional de cinco anos, senão do pagamento mesmo, que, no caso, ocorreu. Para por fim, a discussão acerca do prazo para a repetição de indébito, o Poder Legislativo Federal editor a Lei Complementar n° 118, de 09/02/2005, que expressamente no artigo 3 0 , determinou que o direito para pleitear a restituição, no caso de lançamento por homologação, extingui-se com o decurso de prazo de 5 (cinco) anos contados da data do pagamento, verbis: Art. 3 9 Para efeito de interpretação do inciso Ido art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no pagamento antecipado de que trata o 58 I° do art. 150 da referida Lei. Assim, tanto pela interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça, quanto pela posição da administração tributária, escudada na posição sobre o tema do Supremo Tribunal Federal, bem co o a interpretação dada ao artigo 168, inciso I, do CTN, pelo artigo 3' da LC 1 8, de 2005, é certo que, ainda que se comprove a existência de valores passíveis ie restituição, na data da protocolizaçâo do pedido, em 31/01/2002, em face do tr. seuiso do prazo de cinco anos da data da extinção dos créditos tributários correspe tente , encontrava-se também extinto o direito de pleitear a repetição de indébito -15 quaisquer recolhimentos efetuados até 31/01/1995. Diante do exposto, • EGAR PROVIMENTO à pretensão deduzida no recurso voluntário. 1/1 CARLOS HE r pl.: 4 27INS DE LIMA C\le.
score : 1.0
Numero do processo: 10980.911332/2011-40
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2001
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. NÃO CONHECIMENTO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. VALIDADE.
De acordo com os ditames do processo administrativo fiscal, a falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida implica o não conhecimento da Manifestação de Inconformidade, mostrando-se correta a decisão de não conhecimento da irresignação do sujeito passivo pela instância de primeiro grau.
Numero da decisão: 1002-002.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202208
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2001 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. NÃO CONHECIMENTO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. VALIDADE. De acordo com os ditames do processo administrativo fiscal, a falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida implica o não conhecimento da Manifestação de Inconformidade, mostrando-se correta a decisão de não conhecimento da irresignação do sujeito passivo pela instância de primeiro grau.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
numero_processo_s : 10980.911332/2011-40
anomes_publicacao_s : 202209
conteudo_id_s : 6653748
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1002-002.325
nome_arquivo_s : Decisao_10980911332201140.PDF
ano_publicacao_s : 2022
nome_relator_s : Ailton Neves da Silva
nome_arquivo_pdf_s : 10980911332201140_6653748.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2022
id : 9500282
ano_sessao_s : 2022
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:42:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209422986510336
conteudo_txt : Metadados => date: 2022-08-24T14:06:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-08-24T14:06:42Z; Last-Modified: 2022-08-24T14:06:42Z; dcterms:modified: 2022-08-24T14:06:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-08-24T14:06:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-08-24T14:06:42Z; meta:save-date: 2022-08-24T14:06:42Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-08-24T14:06:42Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-08-24T14:06:42Z; created: 2022-08-24T14:06:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2022-08-24T14:06:42Z; pdf:charsPerPage: 2014; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-08-24T14:06:42Z | Conteúdo => S1-TE02 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10980.911332/2011-40 Recurso Voluntário Acórdão nº 1002-002.325 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 10 de agosto de 2022 Recorrente LEOGAP INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2001 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. NÃO CONHECIMENTO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. VALIDADE. De acordo com os ditames do processo administrativo fiscal, a falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida implica o não conhecimento da Manifestação de Inconformidade, mostrando-se correta a decisão de não conhecimento da irresignação do sujeito passivo pela instância de primeiro grau. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa. Relatório Em atenção aos princípios da economia e celeridade processual, transcrevo e adoto parcialmente o relatório produzido pela DRJ/CTA. 1. Trata-se de manifestação de inconformidade apresentada nos autos da Declaração de Compensação nº 34661.91044.141106.1.3.03-9198, transmitida em 06/07/2011, que indica como crédito o saldo negativo de CSLL no montante de R$ 12.853,05, fls. 06, referente ao Exercício 2002 - 25/05/2001 a 31/12/2001, para compensação dos débitos próprios ali informados. 2. Nos sistemas informatizados da RFB verifica-se que em 12/09/2007, a interessada foi intimada (nº de rastreamento 697515966), porque constatado que a soma das parcelas de crédito demonstradas no PER/DCOMP mostrou-se inferior ao AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 91 13 32 /2 01 1- 40 Fl. 45DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.325 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.911332/2011-40 somatório do demonstrativo de crédito informado nas linhas correspondentes da DIPJ. Ali, solicitou-se: retificar a DIPJ correspondente ou apresentar PER/DCOMP retificador detalhando corretamente o crédito utilizado para compor o saldo negativo do período. Outras divergÊncias entre as informações do PER/DCOMP, da DIPJ e da DCTF do perÌodo deverão ser sanadas pela apresentação de declarações retificadoras no prazo estabelecido nesta intimação (...) 3. A falta de atendimento à intimação implicou na não homologação da compensação declarada, por meio do Despacho Decisório (DD) eletrônico com n.º de rastreamento 941348381, expedido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Curitiba em 01/11/2010, por divergências na apuração do saldo negativo, conforme quadro abaixo: (...) 4. Cientificada do despacho decisório em 19/07/2011, a manifestante apresentou tempestivamente a manifestação de inconformidade em 28/07/2011, fls. 10/11, acompanhada dos documentos de fls. 12/25, onde esclarece que: 4.1.Apresentou pedido de compensação de créditos PER/DCOMP relativos ao ressarcimento do IPI, mas que nos termos do Despacho Decisório, foi indeferido por se considerar o crédito insuficiente para compensar integralmente os débitos informados, com o que não se homologou a compensação pleiteada. 4.2.Ocorre, todavia, que os documentos constantes do procedimento não somente provam a quitação da contribuição como também se prestam a compensar valores eventualmente devidos. Com isso, sobressai insofismável o direito da suplicante de obter o ressarcimento integral do IPI nos moldes em que originalmente requerido. 4.3.Por fim, requer seja processada e julgada a presente manifestação para o fim de ser julgada e deferida integralmente o pedido de ressarcimento do IPI nos moldes em que originalmente processado. Protesta, ainda pela produção de todas as provas em direito admitidas, em especial com a juntada dos documentos em defesa. (...) A Manifestação de Inconformidade não foi conhecida pela DRJ/CTA, conforme acórdão n. 06-64.551 (e-fl. 30), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Ano-calendário: 2001 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. AUSÊNCIA DE LITÍGIO. NÃO CONHECIMENTO. Não cabe apreciar manifestação de inconformidade que apenas requer o aproveitamento de crédito distinto daquele sob análise. Irresignado, o ora Recorrente apresenta os fundamentos de sua irresignação, (e- fls. 39), sintetizados a seguir: Diz que “em tendo havido apenas uma homologação parcial, independentemente da razão, é de se entender o presente caso como passível de impugnação por meio da manifestação de inconformidade.” Fl. 46DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.325 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.911332/2011-40 Frisa que (sic)“a diferença no crédito parcialmente compensado poderá ser declarada inexistente, justamente, por meio do conhecimento – e posterior provimento – a manifestação supracitada.” Ao final, requer o provimento do recurso e a reforma da decisão recorrida. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva , Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo, entretanto, não atende a todos os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual não merece ser conhecido. Explico. A instância a quo não conheceu da Manifestação de Inconformidade do ora Recorrente em razão de a matéria de fundo não ter sido expressamente contestada, conforme indicam os excertos seguintes: Consoante visto, o contribuinte não contesta expressamente a não-homologação de seu PER/DCOMP e/ou o não-reconhecimento de seu Direito Creditório, cingindo- se apenas a informar que apresentou pedido de compensação de créditos PER/DCOMP relativos ao ressarcimento do IPI, e que os documentos constantes do procedimento não somente provam a quitação da contribuição como também se prestam a compensar os valores eventualmente devidos. 7. Ou seja, da análise dos autos, verifica-se que a manifestante não questiona as razões que fundamentaram a não homologação da compensação declarada nos autos, qual seja, a de que o valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP não restou suficiente, sequer para quitar a CSLL devida no AC_2001. Limita-se, apenas a requerer pela obtenção de seu direito creditório, que segundo sua manifestação seria decorrente de ressarcimento do IPI. 8. Dessa forma, tratando-se de matéria não expressamente contestada, conforme art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972, combinado com o art. 74, § 11, da Lei nº 9.430, de 1996, deixo de tomar conhecimento da manifestação de inconformidade apresentada. (...) O recurso interposto não merece guarida. Confirma-se que a Manifestação de Inconformidade de e-fls. 10 em nenhum momento contesta os fundamentos de fato e de direito da não homologação do PER/DCOMP consignados no Despacho Decisório Eletrônico. O então manifestante apenas registra que possui direito ao ressarcimento do IPI e que os documentos juntados aos autos provam a quitação da contribuição e se prestam à compensação dos valores devidos Fl. 47DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.325 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.911332/2011-40 No Recurso Voluntário, o Recorrente recalcitra em não contestar os fundamentos expressos tanto no Despacho Decisório denegatório quanto no acórdão de Manifestação de Inconformidade, não conhecida pela instância a quo, limitando-se a apresentar proposições que não fazem referência ou atacam os motivos de fato e de direito que sustentaram os indeferimentos. As razões recursais devem guardar correspondência com o conteúdo da decisão recorrida e exprimir, de forma clara e objetiva, os fundamentos pelos quais o recorrente visa reformá-la. Confirmado que em momento algum o Recorrente contestou os fundamentos denegatórios expressos no Despacho Decisório Eletrônico, revela-se correta a decisão de não conhecimento da Manifestação de Inconformidade exarada pela instância de origem, devido ao óbice da preclusão, fundada no art. 74, § 11, da Lei nº 9.430, de 1996 e nos artigos art.16, III e 17 do Decreto 70.235/72, reproduzidos em sequência: Lei nº 9.430/1996 Art. 74. (...) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadram-se no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. Decreto 70.235/72 Art. 16. A impugnação mencionará: I - (...) (...) III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (...) Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (...) A propósito, o seguinte precedente deste CARF: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRESERVAÇÃO DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. RECURSO VOLUNTÁRIO. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. PRESSUPOSTOS RECURSAIS INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. ÔNUS DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. ALEGAÇÕES RECURSAIS GENÉRICAS. PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO. IMPUGNAÇÃO NÃO CONHECIDA PELA DECISÃO HOSTILIZADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS E SUFICIENTES DO ACÓRDÃO RECORRIDO. DUPLO GRAU DO CONTENCIOSO TRIBUTÁRIO. PROIBIÇÃO DA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. VEDAÇÃO DE DISCUSSÃO DE MATÉRIA NÃO DECIDIDA NA PRIMEIRA INSTÂNCIA. O recurso voluntário interposto, apesar de ser de fundamentação livre e tangenciado pelo princípio do formalismo moderado, deve ser pautado pelo princípio da dialeticidade, enquanto requisito formal genérico dos recursos. Fl. 48DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-002.325 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10980.911332/2011-40 Isto exige que o objeto do recurso seja delimitado pela decisão recorrida havendo necessidade de se demonstrar as razões pelas quais se infirma a decisão. As razões recursais precisam conter os pontos de discordância com os motivos de fato e/ou de direito, impugnando especificamente a decisão hostilizada, devendo haver a observância dos princípios da concentração, da eventualidade e do duplo grau de jurisdição. A ausência do mínimo de arrazoado dialético direcionado a combater as razões de decidir da decisão infirmada, apontando o error in procedendo ou o error in iudicando nas suas conclusões, acarreta o não conhecimento do recurso por ausência de pressuposto extrínseco de admissibilidade pertinente a regularidade formal. De igual modo, a preclusão, decorrente da não impugnação específica no tempo adequado, redunda no não conhecimento por ausência de pressuposto intrínseco de admissibilidade pertinente ao fato extintivo do direito de recorrer. (AC RV 2202005.055, Rel. Leonam Rocha de Medeiros, 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária/ 2ª Seção de Julgamento, julgado em 14 de março de 2019.) Ante o exposto, não tendo o Recorrente trazido argumento que pudesse infirmar a decisão agravada, não conheço do Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Fl. 49DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10670.000683/2007-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Cabíveis os embargos de declaração apenas em relação à matéria que faz parte da lide e para a qual foi demonstrada omissão e/ou contradição no conteúdo do voto condutor.
MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA.
Descabe o agravamento da multa de ofício nas hipóteses em que o
contribuinte responde a praticamente todas as intimações expedidas pela autoridade fiscalizadora, só deixando de apresentar os documentos que não possui.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. DESPESAS MÉDICAS.
A multa de oficio qualificada, no percentual de 150%, é aplicável nos casos em que fique caracterizado o evidente intuito de fraude, conforme definido pelos arts. 71, 72 e 73, da Lei n°4.502, de 1964.
DESPESAS COM DEPENDENTES.
É vedada a utilização de despesas com netas como dependentes para fim de dedução de base do imposto de renda, quando o contribuinte não comprova a guarda judicial.
DESPESAS COM INSTRUÇÃO.
Não comprovada a dependência legal, não podem ser deduzidas as despesas com instrução.
IRPF. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS.
Não comprovados os pagamentos, cabe a glosa das despesas, uma vez que as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
Embargos Acolhidos em Parte
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2801-002.128
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher
parcialmente os embargos interpostos para re-ratificar
o Acórdão 2801-00.342, de 09/09/2010, para dar provimento parcial ao recurso para desagravar a multa de oficio lançada para glosas de
dedução de dependentes, reduzindo-a ao percentual de 75%, bem como desqualificar a multa de oficio lançada para glosas de despesas médicas, reduzindo-a ao percentual de 75%, exceto em relação à Codente, Edmilson Magalhães Santos, Clyford Alves Viera, Keila Maria Bicalho Leão e Dulcinéia Dias Costa.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201112
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Cabíveis os embargos de declaração apenas em relação à matéria que faz parte da lide e para a qual foi demonstrada omissão e/ou contradição no conteúdo do voto condutor. MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA. Descabe o agravamento da multa de ofício nas hipóteses em que o contribuinte responde a praticamente todas as intimações expedidas pela autoridade fiscalizadora, só deixando de apresentar os documentos que não possui. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. DESPESAS MÉDICAS. A multa de oficio qualificada, no percentual de 150%, é aplicável nos casos em que fique caracterizado o evidente intuito de fraude, conforme definido pelos arts. 71, 72 e 73, da Lei n°4.502, de 1964. DESPESAS COM DEPENDENTES. É vedada a utilização de despesas com netas como dependentes para fim de dedução de base do imposto de renda, quando o contribuinte não comprova a guarda judicial. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Não comprovada a dependência legal, não podem ser deduzidas as despesas com instrução. IRPF. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. Não comprovados os pagamentos, cabe a glosa das despesas, uma vez que as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Embargos Acolhidos em Parte Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10670.000683/2007-41
anomes_publicacao_s : 201112
conteudo_id_s : 5122372
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.128
nome_arquivo_s : 280102128_10670000683200741_201112.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10670000683200741_5122372.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher parcialmente os embargos interpostos para re-ratificar o Acórdão 2801-00.342, de 09/09/2010, para dar provimento parcial ao recurso para desagravar a multa de oficio lançada para glosas de dedução de dependentes, reduzindo-a ao percentual de 75%, bem como desqualificar a multa de oficio lançada para glosas de despesas médicas, reduzindo-a ao percentual de 75%, exceto em relação à Codente, Edmilson Magalhães Santos, Clyford Alves Viera, Keila Maria Bicalho Leão e Dulcinéia Dias Costa.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
id : 4747829
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423003287552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1881; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 348 1 347 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10670.000683/200741 Recurso nº 162.766 Embargos Acórdão nº 2801002.128 – 1ª Turma Especial Sessão de 1 de dezembro de 2011 Matéria IRPF MULTA DE OFÍCIO Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado JOSÉ PARRELA JÚNIOR ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Cabíveis os embargos de declaração apenas em relação à matéria que faz parte da lide e para a qual foi demonstrada omissão e/ou contradição no conteúdo do voto condutor. MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA. Descabe o agravamento da multa de ofício nas hipóteses em que o contribuinte responde a praticamente todas as intimações expedidas pela autoridade fiscalizadora, só deixando de apresentar os documentos que não possui. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. DESPESAS MÉDICAS. A multa de oficio qualificada, no percentual de 150%, é aplicável nos casos em que fique caracterizado o evidente intuito de fraude, conforme definido pelos arts. 71, 72 e 73, da Lei n°4.502, de 1964. DESPESAS COM DEPENDENTES. É vedada a utilização de despesas com netas como dependentes para fim de dedução de base do imposto de renda, quando o contribuinte não comprova a guarda judicial. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Não comprovada a dependência legal, não podem ser deduzidas as despesas com instrução. IRPF. GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10670.000683/200741 Acórdão n.º 2801002.128 S2TE01 Fl. 349 2 Não comprovados os pagamentos, cabe a glosa das despesas, uma vez que as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Embargos Acolhidos em Parte Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher parcialmente os embargos interpostos para reratificar o Acórdão 280100.342, de 09/09/2010, para dar provimento parcial ao recurso para desagravar a multa de oficio lançada para glosas de dedução de dependentes, reduzindoa ao percentual de 75%, bem como desqualificar a multa de oficio lançada para glosas de despesas médicas, reduzindoa ao percentual de 75%, exceto em relação à Codente, Edmilson Magalhães Santos, Clyford Alves Viera, Keila Maria Bicalho Leão e Dulcinéia Dias Costa. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05 a 19, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2002 a 2006, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$21.778,35, acrescido de multa de ofício parcialmente agravada e parcialmente qualificada (R$28.626,21) e juros de mora, totalizando R$59.999,03. A autuação decorreu de constatação de dedução indevida de despesas médicas, dedução de dependentes e despesas de instrução, nos anoscalendário 2001 a 2005. As glosas de deduções referentes a dependentes ensejaram a aplicação de multa de ofício agravada (112,5%), porque o interessado não teria atendido à intimação para prestar esclarecimentos. Já a totalidade das glosas de despesas médicas e parte das glosas de despesas com instrução motivaram a aplicação de multa de ofício qualificada (150%) pelos motivos narrados no Termo de Verificação Fiscal de fls. 20 a 42. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10670.000683/200741 Acórdão n.º 2801002.128 S2TE01 Fl. 350 3 Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 264 a 276, vol. II), discordando da autuação. A lª Turma de Julgamento da DRJ Juiz de Fora/MG, conforme Acórdão de fls. 294 a 308 (vol. II), julgou procedente o lançamento. O interessado apresentou recurso voluntário (fls. 312 a 320, vol. II), que veio a ser julgado pela Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento/CARF, em 09/03/2010, tendo sido proferido o acórdão 280100.342 (fls. 332 a 336, vol. II), cujo resultado de julgamento foi: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em REJEITAR a preliminar de decadência e, no mérito, em DAR provimento PARCIAL ao recurso para desagravar a multa de oficio lançada para glosas de dedução de dependentes, reduzindoa ao percentual de 75%, bem como em DESQUALIFICAR a multa de oficio lançada para glosas de despesas médicas, reduzindoa ao percentual de 75%, exceto em relação a Codente, Edmilson Magalhães Santos, Clyford Alves Viera e Keila Maria Bicalho Leão. A Procuradora Representante da Fazenda Nacional, em 03/08/2010 (fls. 192), tomou ciência do referido Acórdão e, em 04/08/2010, interpôs Embargos Declaratórios (fls. 340 a 345, vol. II) sob o argumento de que teria havido omissão no mencionado acórdão quanto aos fundamentos para desagravar a multa lançada para glosas de dependentes e contradição para desqualificar a multa de ofício que incidiu sobre a glosa de despesas médicas referentes à Clínica de Ortopedia Clyford S/C Ltda. e à profissional Dulcinéia Dias Costa. Pondera que, no tocante à Clínica de Ortopedia Clyford S/C Ltda., a autoridade lançadora concluiu que a empresa não existe de fato e que, na verdade, confunde se com a pessoa do seu sócio, o Sr. Clyford Alves Vieira, não havendo que se fazer maiores distinções entre elas. Não obstante as glosas referentes ao Sr. Clyford tenham sido mantidas no acórdão embargado com o acréscimo de multa qualificada, nada foi expressamente registrado acerca dos recibos emitidos pela Clínica em questão, sendo certo que a situação em questão é semelhante àquela narrada para a Codente e seu sócio Edmilson Magalhães Santos, que tiveram as multas qualificadas mantidas. Quanto à qualificação da multa que incidiu sobre as glosa de despesas médicas referentes à Dulcinéia Dias Costa, defende que foi adotado entendimento diverso daquele aplicado à profissional Keila Maria Bicalho Leão, embora: (...) ambas declaram que nunca prestaram serviços ao Sr. Jose Parrela ou a nenhum de seus dependentes; ambas alegam que as assinaturas constantes dos recibos não conferem com as suas; ambas adotaram providencias junto a Policia Civil do Estado de Minas Gerais, argüindo crime de falsificação de autoria do fiscalizado. O Presidente da Primeira Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento/CARF, tomando conhecimento dos embargos interpostos, acatouos em relação ao desagravamento da multa de ofício lançada para a glosa de dependentes e desqualificação de multa de ofício referente à profissional Dulcinéia Dias Costa. Por outro lado, em relação à Fl. 363DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10670.000683/200741 Acórdão n.º 2801002.128 S2TE01 Fl. 351 4 Clínica de Ortopedia Clyford S/C Ltda., CNPJ 02.804.923/000121, considerando que as glosas de despesas médicas objeto da autuação (resumidas no Termo de Verificação fiscal de fls. 20 a 42, mais precisamente às fls. 36) não contemplam deduções relativas a este CNPJ, rejeitouos (informação em embargos de fls. 346 e 347, vol. II) Dessa forma, foi determinada a inclusão do processo em pauta para nova apreciação do Colegiado. É o relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. Os embargos são tempestivos e atendem às demais condições de admissibilidade, portanto merecem ser conhecidos. Inicialmente, registrese que as alegações da embargante em relação à Clínica de Ortopedia Clyford S/C Ltda., CNPJ 02.804.923/000121, não merecem acolhida por se referirem à matéria estranha à lide. Relativamente ao desagravamento da multa de oficio lançada para glosas de dedução de dependentes, cabe recapitular a autuação, trazendo para apreciação deste Colegiado os fatos narrados pela autoridade lançadora no Termo de Verificação Fiscal de fls. 20 a 42, mais especificamente as informações que constam às fls. 38 e 39 (com grifos acrescidos): O Sr José Parrela foi intimado comprovar deduções de DEPENDENTES, através de documentos hábeis e idôneos, conforme termo de inicio de fiscalização lavrado em 12/janeiro/2007, cujos elementos solicitados, referentes as deduções utilizadas pelo contribuinte a esse titulo estão transcritos a seguir: 10) Apresentar certidões de nascimento, certidões de casamento, comprovantes de guarda judicial e outros documentos hábeis e idôneos que comprovem a relação de dependência com as pessoas discriminadas no .quadro a seguir, que foram incluídas como dependentes nas –DIRPF’s entregues a Secretaria da Receita federal. (...) O contribuinte protocolou solicitação de prorrogação de prazo em 05/fev/2007. Não houve atendimento ao termo de inicio de fiscalização: Assim sendo, o contribuinte foi intimado novamente a apresentar os mesmos documentos/esclarecimentos solicitados por meio daquele termo, conforme termo de intimação fiscal lavrado em 27/fev/2007. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10670.000683/200741 Acórdão n.º 2801002.128 S2TE01 Fl. 352 5 0 Sr José Parrela: protocolou atendimento em 14/mar/2007, datado de 12/mar/2007, por meio do qual apresentou ATESTADO expedido em 13/abr/1999, pelo Meritíssimo Antônio Adilson Salgado. Juiz de Direito da lª Vara Cível, da Comarca de Montes Claros, do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais: Naquele documento, o Juiz atesta que José Parrela júnior mantem sob sua responsabilidade e as suas exclusivas expensas sua filha CLAUDIA ROSANE PARRELA, separada judicialmente, desempregada, e suas filhas GRACIELE PARRELA RODRIGUES, LARISSA PARRELA RODRIGUES E ADR1ANE PARRELA RODRIGUES, desde a sua separação ocorrida em 16/nov/1993. (...) O Sr José Parrela apresentou apenas um atestado. (...) Ante o exposto, o Sr Jose Parrela foi intimado a comprovar a guarda judicial das netas (...) conforme termo de intimação fiscal lavrado em 16/mar/2007 0 Fiscalizado não atendeu a intimação fiscal Assim sendo, as despesas com DEPENDENTES relativas à neta do Sr. Jose Parrela foram glosadas, pois não foi comprovada a guarda judicial. (...) Tendo em vista que o contribuinte não atendeu ao termo de intimação fiscal lavrado em 16/mar/2007, a multa de oficio aplicada sobre o imposto apurado em virtude da glosa de DEPENDENTES foi agravada de 75% para 112,5%, conforme previsto no artigo 44, § 2°, inciso I, da Lei no 9.430/96, com redação dada pelo artigo 14 da Medida Provisória n° 351/2007. Ora, a multa de 112,5% prevista no art. 44, inciso I, § 2°, da Lei n°9.430, de 1996, com a redação vigente à época do lançamento, só é cabível nas hipóteses em que o contribuinte não responde às intimações recebidas durante a fiscalização. No caso, o interessado não quedouse silente. Ao contrário. Solicitou prorrogação de prazo para prestar os esclarecimentos pedidos e carreou aos autos os elementos de prova de que dispunha. Ora, se tais elementos não são aptos à comprovação do direito invocado, cabe glosar a dedução pleiteada, mas é um despropósito o agravamento da multa aplicada tãosomente porque o interessado não respondeu o Termo de Intimação expedido em 16/03/2007, para apresentar documento que não possuía (Termo de Guarda Judicial das netas). Portanto, nestas circunstâncias, equivocouse a autoridade lançadora ao entender que caberia o agravamento da multa de ofício, eis que o interessado colaborou com a fiscalização na proporção de suas possibilidade e a exigência que deve decorrer da não apresentação do Termo de Guarda das netas Adriane, Graciele e Larissa é o lançamento de ofício, tãosomente. Por tais motivos, a multa de ofício lançada sobre a glosa de dedução com dependentes deve se limitar ao patamar de 75%, ratificandose, desse modo, o entendimento expresso no acórdão embargado. Fl. 365DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10670.000683/200741 Acórdão n.º 2801002.128 S2TE01 Fl. 353 6 Quanto à outra matéria objeto dos embargos acolhidos, a desqualificação da multa de ofício em relação às glosas de despesas médicas referentes à profissional Dulcinéia Dias Costa, recapitulemos os fatos narrados pela autoridade lançadora às fls. 25 e 26: O Sr José Parrela declarou que pagou R$ 2.500,00 a Sra. Dulcinéia no anocalendário 2005. A Sra. Dulcinéia foi intimada a comprovar a efetiva prestação dos serviços e o efetivo recebimento dos recursos, conforme termo de intimação fiscal lavrado em 16/jan/2007, por meio do qual foram solicitados os mesmos documentos/ esclarecimentos solicitados ao Sr Clyford Alves Vieira, transcritos anteriormente. A Sra. Dulcinéia protocolou atendimento em 02/fev/2007, por meio do qual informou que: Ø D Jamais prestou qualquer tipo de serviço a José Parrela Júnior. Ø Localizou o Sr Jose Parrela e este informou não conhecêla; que seu filho, que é contador, é responsável pela sua declaração de imposto de renda e que ele informou o endereço do escritório do filho. Ø Analisou os recibos no escritório de contabilidade e verificou que o carimbo, apesar de conter seus dados corretos, não é o utilizado por ela. Assim como a assinatura não coincide em nada a real. Ø Pediu providência à Delegacia de Vigilância Geral, por meio do pedido de providência n°508, datado de 02/fev/2007. Anexou desse pedido. Ante o exposto ficou demonstrado que o. Sr. Jose Parrela também declarou pagamentos inexistentes a Sra. Dulcinéia Dias Costa. Os fatos narrados estão respaldados na informações inseridas pelo interessado na declaração de ajuste anual apresentada para o exercício 2006 (fls. 256 a 258), na intimação expedida para a profissional (fls. 90 a 94) e na resposta dada pela profissional (fls. 149 a 153). Ora, a inserção em declarações de ajuste anual de despesas médicas sabidamente não incorridas, caracteriza sim o evidente intuito de fraude e justifica a imposição da multa de ofício qualificada, devendose, provavelmente, a lapso manifesto a não menção, no acórdão embargado, à manutenção da multa qualificada correspondente. Registrese, por fim, que nada mais foi objeto de contestação pela autoridade embargante, razão pela qual ratificase o posicionamento adotado no Acórdão embargado em relação a tudo o mais que dele consta. Diante do exposto, voto por acolher parcialmente os embargos interpostos para reratificar o Acórdão 280100.342, de 09/09/2010, para dar provimento parcial ao recurso para desagravar a multa de oficio lançada para glosas de dedução de dependentes, reduzindoa ao percentual de 75%, bem como desqualificar a multa de oficio lançada para glosas de despesas médicas, reduzindoa ao percentual de 75%, exceto em relação a Codente, Edmilson Magalhães Santos, Clyford Alves Viera, Keila Maria Bicalho Leão e Dulcinéia Dias Costa. Fl. 366DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10670.000683/200741 Acórdão n.º 2801002.128 S2TE01 Fl. 354 7 Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 367DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 16/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 19/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 11522.000155/2005-96
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 30/04/2004, 30/07/2004,
Ementa: DIF-PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO.
A não apresentação, ou a apresentação da DIF-Papel Imune após os prazos estabelecidos pela legislação, sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista.
Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
Numero da decisão: 3803-000.287
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso. Vencidos os Conselheiros Belchior Melo de Sousa e Ivan Allegretti, que votaram pela exclusão da penalidade aplicada relativamente aos períodos em que não houve movimentação de papel
imune.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200912
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 30/04/2004, 30/07/2004, Ementa: DIF-PAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. A não apresentação, ou a apresentação da DIF-Papel Imune após os prazos estabelecidos pela legislação, sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista. Recurso Voluntário Provido Parcialmente.
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 11522.000155/2005-96
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 6661560
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.287
nome_arquivo_s : 380300287_11522000155200596_200912.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 11522000155200596_6661560.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso. Vencidos os Conselheiros Belchior Melo de Sousa e Ivan Allegretti, que votaram pela exclusão da penalidade aplicada relativamente aos períodos em que não houve movimentação de papel imune.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
id : 4614077
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:31 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-05-05T13:51:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-05-05T10:17:44Z; Last-Modified: 2015-05-05T13:51:34Z; dcterms:modified: 2015-05-05T13:51:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:b6038d99-fbf3-4af1-977a-4e70a433fef1; Last-Save-Date: 2015-05-05T13:51:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-05-05T13:51:34Z; meta:save-date: 2015-05-05T13:51:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-05-05T13:51:34Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-05-05T10:17:44Z; created: 2015-05-05T10:17:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2015-05-05T10:17:44Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-05-05T10:17:44Z | Conteúdo =>
_version_ : 1744209423008530432
score : 1.0
Numero do processo: 10166.002835/2008-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
AÇÃO JUDICIAL PRÉVIA. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
A busca da tutela do Poder Judiciário não impede a formalização do crédito tributário, por meio do lançamento, objetivando prevenir a decadência.
RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA POR OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1)
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.992
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à esfera administrativa.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201110
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 AÇÃO JUDICIAL PRÉVIA. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A busca da tutela do Poder Judiciário não impede a formalização do crédito tributário, por meio do lançamento, objetivando prevenir a decadência. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA POR OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1) Recurso não conhecido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10166.002835/2008-21
anomes_publicacao_s : 201110
conteudo_id_s : 6654392
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 06 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.992
nome_arquivo_s : 280101992_10166002835200821_201110.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10166002835200821_6654392.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à esfera administrativa.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4745908
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:49 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423008530433
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1685; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 67 1 66 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.002835/200821 Recurso nº 887.298 Voluntário Acórdão nº 280101.992 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de outubro de 2011 Matéria IRPF Recorrente JERONIMO AUGUSTO DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 AÇÃO JUDICIAL PRÉVIA. LANÇAMENTO. POSSIBILIDADE DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. A busca da tutela do Poder Judiciário não impede a formalização do crédito tributário, por meio do lançamento, objetivando prevenir a decadência. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA POR OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1) Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à esfera administrativa. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 72DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.002835/200821 Acórdão n.º 280101.992 S2TE01 Fl. 68 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 5.266,36, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 3.305, 32), acrescido da multa de mora (R$ 661,06) e dos juros de mora (R$ 1.299,98). O lançamento é decorrente da apuração de compensação indevida do imposto de renda retido na fonte. Em sua impugnação, o contribuinte informou que o imposto de renda retido foi efetivamente recolhido mediante depósito judicial, conforme declaração da fonte pagadora. A 3ª Turma da DRJ/BSB/DF não conheceu da impugnação, conforme Acórdão de fls. 28/32, que restou assim ementado: CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. A propositura de ação judicial contra a Fazenda Nacional, antes ou posteriormente ao lançamento, com o mesmo objeto, importa em renúncia As instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto, tornando definitivo o lançamento. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 06/09/2010 (fl. 36), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 37/40, em 29/09/2010. Em sua defesa, aduz que a decisão recorrida fez uma leitura equivocada da sentença prolatada no processo judicial em questão, na qual foi reconhecido o perigo de dano irreparável, determinando que fosse suspensa a exigibilidade do crédito tributário e que as quantias retidas a esse titulo fossem depositadas judicialmente em conta vinculada. Entende, assim, estar afastada a hipótese de se considerar como indevida a compensação do IRRF. Informa, ainda, que houve recente trânsito em julgado do precitado feito judicial, cuja conclusão lhe foi desfavorável, restando, em consequência, a Receita Federal autorizar a conversão em renda dos valores depositados em juizo, o que significa convertêlos em imposto de renda efetivamente recolhido. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 73DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10166.002835/200821 Acórdão n.º 280101.992 S2TE01 Fl. 69 3 Cuida o presente lançamento de glosa de imposto de renda retido na fonte, cujo valor de R$ 3.068,32 foi depositado judicialmente em conta vinculada ao juizo da 14ª Vara Federal, por força de decisão prolatada no Processo nº 2002.34.00.0328790. Esclareçase que à autoridade administrativa cabe constituir o crédito tributário pelo lançamento nos termos do art. 142 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 e alterações, Código Tributário Nacional (CTN). O lançamento, mesmo que a exigibilidade do crédito esteja suspensa, deve ser formalizado para prevenir a decadência, cujo prazo não se interrompe. De acordo com os documentos constantes do autos, não há dúvida de que o contribuinte fez opção pela via judicial, importando em renúncia à instância administrativa, relativamente à matéria concernente à exigência do imposto de renda em questão. Portanto, há de se corroborar a decisão recorrida no que se refere a este aspecto, conforme posição já sumulada no âmbito deste Conselho, in verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.(Súmula CARF nº 1) Ademais, conforme informado pelo próprio recorrente, a decisão judicial transitada em julgado no Processo nº 2002.34.00.0328790 não lhe foi favorável. Vêse, portanto, que o pleito do recorrente não pode ser julgado nesta instância administrativa, pois somente cabe a Administração se submeter ao decidido pelo Poder Judiciário, devendo o processo retornar à unidade de origem para que seja adequado aquilo que consta nos presentes autos o decidido na esfera judicial. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso, por renúncia à esfera administrativa. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 74DF CARF MF Emitido em 23/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 17/11/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10410.004684/2006-44
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
ERRO DE CÁLCULO CONSTATADO NA DECISÃO DE 1ª INSTÂNCIA.
Deve ser reformada a decisão recorrida, relativamente aos cálculos efetuados, para considerar a dedução de previdência oficial admitida pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.347
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para que seja considerada a dedução com contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39, nos cálculos efetuados pela decisão de primeira instância.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201204
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 ERRO DE CÁLCULO CONSTATADO NA DECISÃO DE 1ª INSTÂNCIA. Deve ser reformada a decisão recorrida, relativamente aos cálculos efetuados, para considerar a dedução de previdência oficial admitida pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10410.004684/2006-44
conteudo_id_s : 5234289
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 16 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.347
nome_arquivo_s : Decisao_10410004684200644.pdf
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10410004684200644_5234289.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para que seja considerada a dedução com contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39, nos cálculos efetuados pela decisão de primeira instância.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4594196
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:28 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423016919040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1710; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 60 1 59 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10410.004684/200644 Recurso nº 500.321 Voluntário Acórdão nº 280102.347 – 1ª Turma Especial Sessão de 17 de abril de 2012 Matéria IRPF Recorrente AYRTON SERRA LAMEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 ERRO DE CÁLCULO CONSTATADO NA DECISÃO DE 1ª INSTÂNCIA. Deve ser reformada a decisão recorrida, relativamente aos cálculos efetuados, para considerar a dedução de previdência oficial admitida pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para que seja considerada a dedução com contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39, nos cálculos efetuados pela decisão de primeira instância. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 68DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10410.004684/200644 Acórdão n.º 280102.347 S2TE01 Fl. 61 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 22.404,06, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 11.255,50), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 8.441,62), além dos juros de mora (R$ 2.706,94). A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de dependentes, despesas médicas e pensão alimentícia judicial. Em sua impugnação, o contribuinte alegou que a dedução com pensão alimentícia, decorrente da sentença da Vara de Família, consta do comprovante de rendimento emitido pela sua fonte pagadora. Concordou com a glosa de dependente. Argumentou, ainda, que os documentos juntados comprovam que as despesas médicas são decorrentes de consulta, exames, préoperatório, cirurgia e outros procedimentos realizados por sua esposa. A 1ª Turma da DRJ/REC/PE julgou procedente em parte o lançamento, conforme Acórdão de fls. 40/44, para restabelecer a dedução de pensão alimentícia judicial. Considerou não impugnada a glosa de dependente e manteve a glosa de despesas médicas. Regularmente cientificado daquele acórdão em 30/06/2009 (fl. 53), o interessado interpôs recurso voluntário de fl. 59, em 29/07/2009. Em sua defesa, aduz que, no cálculo do imposto mantido pela decisão recorrida, não foi considerada a dedução de previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39. Afirma, também, que tem sua esposa como dependente, conforme consta da Declaração de União Estável e Certidão de Casamento que ora apresenta. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente alega que, no cálculo do imposto mantido pela decisão recorrida, não foi considerada a dedução de previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39. Observase que tal dedução foi computada pela autoridade fiscal, conforme demonstrativo de fl. 05. Porém, ao refazer os cálculos, a decisão recorrida, de fato, não levou em conta a dedução de previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39. Logo, deve ser reformada a decisão recorrida, relativamente aos cálculos efetuados, para considerar a dedução de previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39, conforme admitido pela fiscalização. No que tange às reclamadas deduções de dependente e despesas médicas relativas à companheira Sra. Fátima Maria Albuquerque Santos Perez, no anocalendário de 2004, conforme atesta a Escritura Pública de Declaração de Concubinato, à fl. 57, não há como acolher o pleito, posto que o contribuinte não a relacionou, oportunamente, como dependente em sua DIRPF/2005 (fls. 31/33). Fl. 69DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10410.004684/200644 Acórdão n.º 280102.347 S2TE01 Fl. 62 3 Ademais, como bem ressaltou a decisão de 1ª instância, as despesas médicas apresentadas também não constam consignadas na Relação de Pagamentos Efetuados constante da declaração em tela. Aliás, o contribuinte não logrou apresentar os comprovantes das despesas médicas declaradas, ou seja, dos pagamentos informados como realizados à Santa Casa, CNPJ 12.307.187/000150, no valor de R$ 9.650,00, e ao SARAM, CNPJ 00.394.429/010505, no valor de R$ 2.256,68. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para que seja considerada a dedução de contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 7.740,39, nos cálculos efetuados pela decisão de primeira instância. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 70DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10907.001913/2005-14
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003
DECADÊNCIA PARCIAL CONFIGURADA. ART. 150, § 4, DO CTN.
Por se tratar o imposto sobre a renda de tributo sujeito ao lançamento por homologação, com pagamento parcial antecipado, deve lhe ser aplicado, no cômputo do prazo decadencial, a regra contida no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, tomando como dies a quo daquele prazo o último dia do ano-calendário
em que auferida a renda.
MULTA DE OFÍCIO. ART. 44, INCISO I, DA LEI Nº 9.430/96. SÚMULA
VINCULANTE Nº 02.
Incabível o afastamento da multa prevista em lei ante qualquer argumento constitucional, sob pena de afronta à súmula vinculante nº 02 deste E.
Conselho de Contribuintes.
Recurso Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2801-002.300
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência em relação ao ano-calendário 1999, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 DECADÊNCIA PARCIAL CONFIGURADA. ART. 150, § 4, DO CTN. Por se tratar o imposto sobre a renda de tributo sujeito ao lançamento por homologação, com pagamento parcial antecipado, deve lhe ser aplicado, no cômputo do prazo decadencial, a regra contida no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, tomando como dies a quo daquele prazo o último dia do ano-calendário em que auferida a renda. MULTA DE OFÍCIO. ART. 44, INCISO I, DA LEI Nº 9.430/96. SÚMULA VINCULANTE Nº 02. Incabível o afastamento da multa prevista em lei ante qualquer argumento constitucional, sob pena de afronta à súmula vinculante nº 02 deste E. Conselho de Contribuintes. Recurso Parcialmente Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10907.001913/2005-14
conteudo_id_s : 6661252
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.300
nome_arquivo_s : 280102300_10907001913200514_201203.pdf
nome_relator_s : SANDRO MACHADO DOS REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10907001913200514_6661252.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência em relação ao ano-calendário 1999, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4573408
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:27 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423043133440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1836; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 189 1 188 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10907.001913/200514 Recurso nº 166.879 Voluntário Acórdão nº 2801002.300 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente ARAMIS DO ROSÁRIO FARIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 DECADÊNCIA PARCIAL CONFIGURADA. ART. 150, § 4, DO CTN. Por se tratar o imposto sobre a renda de tributo sujeito ao lançamento por homologação, com pagamento parcial antecipado, deve lhe ser aplicado, no cômputo do prazo decadencial, a regra contida no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional, tomando como dies a quo daquele prazo o último dia do anocalendário em que auferida a renda. MULTA DE OFÍCIO. ART. 44, INCISO I, DA LEI Nº 9.430/96. SÚMULA VINCULANTE Nº 02. Incabível o afastamento da multa prevista em lei ante qualquer argumento constitucional, sob pena de afronta à súmula vinculante nº 02 deste E. Conselho de Contribuintes. Recurso Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência em relação ao anocalendário 1999, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis – Relator Fl. 189DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 15/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10907.001913/200514 Acórdão n.º 2801002.300 S2TE01 Fl. 190 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Presidente), Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Tânia Mara Paschoalin e Sandro Machado dos Reis. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Por meio do Auto de Infração de fls. 35/45, exigese do contribuinte R$ 18.796,12 de imposto suplementar, R$ 14.097,08 de multa de oficio de 75%, e acréscimos legais, decorrentes da revisão das declarações de rendimentos relativas aos exercícios 2000 a 2004, anoscalendário de 1999 a 2003. A autuação foi fundamentada no art. 11 e § 3 0 do Decretolei n° 5.844, de 23 de setembro de 1943; arts. 8°, II, "a", "b", e "d", §§ 2° e 3°, 12, I, e 35 da lei 9.250, de 26 de dezembro de 1995, c/c o art. 2° da Medida Provisória n°22, de 2002, convertida na Lei 10.451, de 10 de maio de 2002; art. 22, da Lei 9.532, de 10 de dezembro de 1997; arts. 73, 80, 81 e 83, II, 87, I, § 1°, e 102 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 3.000, de 26 de março de 1999 RIR1 1999, e decorreu das seguintes irregularidades: • dedução indevida de previdência oficial, no valor de R$ 3.126,12 no anocalendário de 2003, por falta de comprovação; • dedução indevida de despesas médicas, nos montantes de R$ 27.953,55, R$ 31.276,29, R$ 8.300,00, R$ 40,00 e R$ 200,00, nos anoscalendário de 1999 a 2003, respectivamente, por falta de comprovação; • dedução indevida de despesas de instrução, no valor de R$ 1.700,00 e R$ 95,00, nos anoscalendário de 2001 e 2003, respectivamente, por falta de comprovação e; • dedução indevida do imposto, nos anoscalendário de 2000 e 2002, nos valores de R$ 360,00 e R$ 12,00, respectivamente, em virtude de a doação não ter sido efetuada ao Fundo de Assistência da Criança e do Adolescente. Cientificado do lançamento em 23/08/2005 (fl. 46), o contribuinte apresentou, em 15/09/2005, a impugnação de fls. 48/61, acolhida como tempestiva pela unidade de origem (fl. 100verso), instruída com os documentos de fls. 62/100, onde, preliminarmente, com base no § 4° do art. 150 do CTN e em diversas jurisprudências e doutrinas, alega decadência do direito de a Fazenda Pública constituir, em 16/08/2005, crédito tributário relativo a fatos geradores ocorridos no anocalendário de 1999. Alega, ainda, ostensiva a nulidade do auto de infração, por estar parcialmente eivado de vícios, ilegalidades e nulidades decadenciais, não podendo o mesmo prosperar em sua exigência tributária. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 15/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10907.001913/200514 Acórdão n.º 2801002.300 S2TE01 Fl. 191 3 Insurgese contra a multa de oficio, pois entende que sua finalidade é reprimir a prática ou omissão de determinado ato, assim, jamais poderia ser imposta a contribuinte que nunca teve problema com o fisco e de boafé, sempre acreditou estar quite. Argúi, ainda, que não consta de forma ostensiva o número do processo como manda a Lei 6.830, art. 2°, § 5°, V, e na continuidade da apuração dos vícios do processo administrativo nota que não foi inserida a preparação e a numeração por processo manual, mecânico ou eletrônico, conforme art. 5°, § 7°, da lei mencionada. Por fim, requer o acolhimento de suas razões e a análise da documentação acostada à impugnação.” Ao analisar o pedido do contribuinte, a DRJ decidiu conforme a ementa abaixo: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 NULIDADE. DESCABIMENTO. Tendo sido o lançamento efetuado com observância dos pressupostos legais e não se tratando das situações previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972, incabível falar em nulidade do lançamento. PRAZO DE DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. LANÇAMENTO DE OFÍCIO No lançamento de oficio a contagem do prazo decadencial obedece a regra geral expressamente prevista no art. 173, I do Código Tributário Nacional, iniciandose a contagem a partir do primeiro dia do exercício seguinte Aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DESPESAS MÉDICAS. INSTRUÇÃO. DEDUÇÃO DO IMPOSTO. Considerase como nãoimpugnadas as matérias com as quais o contribuinte não se manifesta expressamente. CONTRIBUIÇÕES À PREVIDÊNCIA OFICIAL. COMPROVAÇÃO. Cabe restabelecer a dedução das contribuições pagas previdência oficial, quando o pagamento estiver devidamente comprovado. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. A multa de oficio é devida em face da infração às regras instituidas pelo Direito Fiscal, possui previsão legal e aplicase na cobrança de imposto suplementar, por falta de declaração ou declaração inexata, independendo da gravidade da infração, má fé ou intenção do contribuinte, sendo que a mera inadimplência verificada em procedimento de oficio é supedâneo A. sua exigência. DECISÕES JUDICIAIS E ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 15/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10907.001913/200514 Acórdão n.º 2801002.300 S2TE01 Fl. 192 4 As decisões judiciais e administrativas, não proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, sendo aquela objeto da decisão. INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete A. autoridade administrativa manifestarse quanto A. inconstitucionalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. Lançamento Procedente em Parte”. Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos de sua impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Conheço do Recurso, pois presentes os seus requisitos de admissibilidade. Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado em face da Recorrente em razão da dedução indevida com despesas médicas, instrução, previdência oficial e de incentivo pleiteadas nos anoscalendários de 1999, 2000, 2001, 2002 e 2003. Em sede de impugnação, e repetidamente no Recurso Voluntário, o Recorrente não se insurge contra as glosas efetuadas pela fiscalização, de modo que, neste ponto, a matéria não deve ser sequer conhecida por esse E. Conselho. A irresignação do Recorrente limitase à alegação de decadência quanto ao direito de lançarem o crédito tributário referente ao anocalendário de 1999, bem assim quanto à aplicação de multa de ofício no percentual de 75%. Primeiramente, com relação à decadência referente ao anocalendário de 1999, merece guarida a tese defendida pelo Recorrente. Como se sabe, o imposto sobre a renda e tributo sujeito ao lançamento por homologação, cabendolhe observância à norma decorrente do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional: “Art. 150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto Fl. 192DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 15/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA Processo nº 10907.001913/200514 Acórdão n.º 2801002.300 S2TE01 Fl. 193 5 o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” No caso, desde já, impende afastar eventual fraude, dolo ou simulação, na medida em que não fora aplicada ao contribuinte a multa qualificada. Portanto, na contagem do prazo decadencial para cobrança do tributo, há de ser levado em consideração a data de seu fato gerador, sendo este o seu dies a quo. No caso do imposto de renda, cujo fato gerador é complexivo, o mesmo se inicia no primeiro dia do ano calendário, findandose em seu último dia. No caso do anocalendário de 1999, o termo inicial para contagem do prazo decadencial foi o dia 1º de janeiro de 2000, de modo que somente não haveria a decadência acaso o Recorrente tivesse sido intimado do corrente Auto de Infração até o dia 1º de janeiro de 2005. Como o Recorrente só foi cientificado do Auto de Infração em análise em 23 de agosto de 2005, inequívoca a decadência quanto ao direito de cobrança do IR apurado no anocalendário de 1999. Passo adiante, deve ser mantida a multa de 75% do valor do crédito tributário, eis que expressamente prevista no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/96, sendo certo que o afastamento dessa regra configuraria afronta à súmula nº 02 desse E. Conselho de Contribuintes. Em razão do exposto, dou parcial provimento ao recurso, reconhecendo a decadência quanto ao direito de cobrança do tributo referente ao anocalendário de 1999. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 193DF CARF MF Impresso em 05/10/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 14/08/2 012 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 15/08/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10675.001888/2006-12
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. PEDIDOS DE PROVAS ROBUSTAS PELO FISCO. POSSIBILIDADE.
O direito às deduções de despesas médicas está condicionado à prova da realização dos serviços prestados, e dos seus pagamentos. Provas estas que devem ser analisadas em conjunto, e dentro do contexto apresentado. Quando as provas apresentadas não forem suficientes, pode o fisco solicitar mais elementos probantes.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.190
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. PEDIDOS DE PROVAS ROBUSTAS PELO FISCO. POSSIBILIDADE. O direito às deduções de despesas médicas está condicionado à prova da realização dos serviços prestados, e dos seus pagamentos. Provas estas que devem ser analisadas em conjunto, e dentro do contexto apresentado. Quando as provas apresentadas não forem suficientes, pode o fisco solicitar mais elementos probantes. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10675.001888/2006-12
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 5126069
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.190
nome_arquivo_s : 280102190_10675001888200612_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10675001888200612_5126069.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4748802
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:53 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423045230592
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1782; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 174 1 173 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.001888/200612 Recurso nº 501.467 Voluntário Acórdão nº 280102.190 – 1ª Turma Especial Sessão de 20 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente KATIA MARIA CUSTODIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. APRESENTAÇÃO DE RECIBOS. PEDIDOS DE PROVAS ROBUSTAS PELO FISCO. POSSIBILIDADE. O direito às deduções de despesas médicas está condicionado à prova da realização dos serviços prestados, e dos seus pagamentos. Provas estas que devem ser analisadas em conjunto, e dentro do contexto apresentado. Quando as provas apresentadas não forem suficientes, pode o fisco solicitar mais elementos probantes. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10675.001888/200612 Acórdão n.º 280102.190 S2TE01 Fl. 175 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 4ª Turma da DRJ/JFA (Fls. 112), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: O auto de infração de fls. 16/21 exige do sujeito passivo, já qualificado nos autos, o recolhimento do crédito tributário suplementar equivalente a R$ 11.734.29. O lançamento originouse da revisão de sua DIRPF/2003 (11s. 56/58). quando os valores das deduções a titulo de dependentes e de despesas medicas Coram alterados para R$ 2.544,00 e R$ 3.638,04, respectivamente, conforme seguintes motivações, estampadas à fl. 17: "Dedução indevida com dependente (s). Contribuinte não apresentou termo de guarda em nome de Haroldo Fernandes Custódio (irmão). ... Dedução indevida a titulo de despesas médicas. O contribuinte não logrou comprovar a efetividade da realização das despesas médicas seja mediante comprovação do pagamento ou apresentação de exames/laudos/radiografias, etc. com as profissionais Cleusa Vieira. Pedrolina da Conceição Rodrigues, Sánia Aparecida Coelho Bastos e Saula do Nascimento Pereira da Silva. Os documentos apresentados não são suficientes para comprovar a realização dos serviços.” Por intermédio de procurador habilitado (instrumento de fl. 15), a contribuinte apresentou a impugnação de Fls. 11/2, na qual aduziu, em síntese, que: • não questiona as alterações produzidas pelo Fisco relativas à redução de despesa no importe de R$ 1.272,00 referente a um dependente e a redução de despesa com saúde no importe de R$ 5.000,00 não devidamente comprovadas pela impugnante; • quanto as demais despesas médicas, a interessada transcreve, às fls. 3/5, a fundamentação legal atinente à matéria, argüindo que quatro requisitos estão previstos para comprovação das aludidas despesas: pagamentos especificados e comprovados com documentos originais; que conste no comprovante o nome do prestador do serviço; que conste o endereço; e, por fim, que conste o CRF; somente na falta dessa documentação, a comprovação pode ser feita com a indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Fl. 219DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10675.001888/200612 Acórdão n.º 280102.190 S2TE01 Fl. 176 3 • uma vez cumpridos os requisitos estabelecidos em lei, não há que se falar em comprovação por outro meio senão aquele exigido conforme a lei: • os fatos ocorreram no ano de 2002. não sendo prática comum que se guarde extratos bancários de tão longo período, mesmo porque não há obrigação legal que exija o arquivamento desse documento; • os rendimentos da impugnante naquele ano (R$ 59.009,57) são perfeitamente compatíveis com os gastos com a sua saúde e de sua mãe (R$ 16.0 18,04); • é assente no Conselho de Contribuintes, conforme Acórdão citados (ti s. 8/11), que os recibos são documentos hábeis a comprovar as despesas médicas e odontológicas e que cabe ao Fisco desconstituir a prova feita pelo contribuinte através da apresentação do recibo. Em face da impugnação parcial oferecida, houve a transferência da parcela do crédito tributário não contraditada para o processo n. 10675.001907/200619, de acordo com o termo de fl. 52. Passo adiante, a 4ª Turma da DRJ/JFA entendeu por bem julgar o lançamento procedente, em decisão que restou assim ementada: DEDUÇÕES, DESPESAS MÉDICAS. Firmase plena convicção de que restam indevidas as deduções de despesas médicas pleiteadas pela contribuinte, quando não demonstram os eletivos pagamentos. Cientificada em 30/06/2009 (Fls. 120), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 15/07/2009 (fls. 121), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Não assiste razão à recorrente. As glosas mantidas pela DRJ são combatidas pela recorrente unicamente com a apresentação de recibos, e com a disponibilidade financeira para realizar os pagamentos em espécie. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10675.001888/200612 Acórdão n.º 280102.190 S2TE01 Fl. 177 4 Por seu turno a DRJ já destacou; in verbis: Não há, por cediço, obrigatoriedade para que a satisfação de despesas médicas se dê por cheque ou depósito bancário. Por outro lado, os pagamentos pretensamente realizados, com valores unitários de RS 350,00 (fl. 70) a RS 520,00 (fl. 74), na monta de R$12.380,00, afastam a possibilidade da inexistência de suas marcas na movimentação financeira da contribuinte. Essas despesas, se verdadeiras, estariam vinculadas a saques com valores e datas compatíveis, cheques, transferências bancárias, depósitos, ordens de pagamento e outros meios comprováveis via extrato e outros documentos emitidos por instituição financeira. Em que pese não haver previsão legal para guarda de extratos bancários, é plenamente factível a sua obtenção perante as instituições financeiras; razão pela qual a inércia da interessada em apresentálos não comporta outra inferência senão a da inexistência de vincules dos dados presentes em sua movimentação financeira com os recibos apresentados Em assim sendo, a mera apresentação dos recibos não tem, na situação em concreto, o dom de suprir a falta de demonstração dos efetivos pagamentos, requerida em face do que prevê o já mencionado art. 73 do RIR/1999. Num exame perfunctório da DIRPF/2003 (fls 56/58), ao contrário do aduzido pela interessada que se preocupou em externar apenas o confronto entre rendimentos tributáveis e despesas médicas, os valores ali presentes indicam que a relação dessas com a disponibilidade financeira atinge cerca de 65,9%, o que é extremamente exagerado, uma vez que não estão computadas as demais despesas do dia a dia: alimentação, vestuário, moradia, outros tributos, água, luz, telefone, transporte, etc.(pág. 115 e 116 dos autos) No presente caso, entendo, assim como a fiscalização, e a DRJ, que os recibos apresentados não possuem valor probante absoluto, e devem ser analisados dentro do contexto geral; razão pela qual havia a necessidade de apresentação de provas complementares da efetividade dos serviços, e de seus pagamentos. Este colegiado tem entendido que havendo questionamento por parte da autoridade lançadora, no que se refere a efetividade das despesas médicas declaradas e aos seus respectivos pagamentos, cabe ao sujeito passivo apresentar elementos seguros de prova da improcedência do lançamento. Assim, como a recorrente não logrou êxito em provar cabalmente a efetividade das prestações dos serviços, tão pouco a efetiva realização dos pagamentos, não há reparos ao acórdão recorrido. Razões pelas quais, voto por negar provimento ao recurso. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10675.001888/200612 Acórdão n.º 280102.190 S2TE01 Fl. 178 5 Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 222DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
