Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,302)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,525)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10835.001986/2001-65
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS COM EXIGIBILIDADE
SUSPENSA POR FORÇA DE MEDIDA LIMINAR. COMPENSAÇÃO.
DIREITO CREDITORIO JUDICIALMENTE RECONHECIDO.
Improcede o lançamento de oficio, sob o fundamento de estarem sob
discussão judicial, de débitos informados em DCTF e extintos por
compensação com direito creditório judicialmente reconhecido.
PROCESSOS ADMINISTRATIVO FISCAL E JUDICIAL.
CONCOMITÂNCIA.
Existindo concomitância entre as instâncias administrativa e judicial, quando se discute nas duas esferas o mesmo objeto, o respeito à hegemonia da tutela do Poder Judiciário impede o enfrentamento na via administrativa da matéria submetida ao crivo judicial. (Súmula 2° CC nº 1).
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3803-000.041
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO
DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida e, no mérito (a) não conhecer do recurso, na parte em que almeja discutir administrativamente matéria submetida à tutela do Poder Judiciário e (b) dar parcial provimento ao recurso, para cancelar o lançamento de oficio dos débitos referentes aos PA's 10/2000, 11/2000 e 12/2000, nos termos do voto do Relator.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200908
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA POR FORÇA DE MEDIDA LIMINAR. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITORIO JUDICIALMENTE RECONHECIDO. Improcede o lançamento de oficio, sob o fundamento de estarem sob discussão judicial, de débitos informados em DCTF e extintos por compensação com direito creditório judicialmente reconhecido. PROCESSOS ADMINISTRATIVO FISCAL E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. Existindo concomitância entre as instâncias administrativa e judicial, quando se discute nas duas esferas o mesmo objeto, o respeito à hegemonia da tutela do Poder Judiciário impede o enfrentamento na via administrativa da matéria submetida ao crivo judicial. (Súmula 2° CC nº 1). Recurso Voluntário Provido em Parte.
numero_processo_s : 10835.001986/2001-65
conteudo_id_s : 6652040
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.041
nome_arquivo_s : 380300041_142495_10835001986200165_007.PDF
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 10835001986200165_6652040.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida e, no mérito (a) não conhecer do recurso, na parte em que almeja discutir administrativamente matéria submetida à tutela do Poder Judiciário e (b) dar parcial provimento ao recurso, para cancelar o lançamento de oficio dos débitos referentes aos PA's 10/2000, 11/2000 e 12/2000, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
id : 9497220
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:42:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423137505280
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:12:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:12:32Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:12:32Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:12:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:12:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:12:32Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:12:32Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:12:32Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:12:32Z; created: 2009-09-30T11:12:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-09-30T11:12:32Z; pdf:charsPerPage: 1612; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:12:32Z | Conteúdo => S3-TE03 Fl. 267 J4i".• MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10835.001986/2001-65 Recurso n° 142.495 Voluntário Acórdão n° 3803-00.041 — 3' Turma Especial Sessão de 10 de agosto de 2009 Matéria PIS - AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente BEBIDAS ASTECA LTDA. Recorrida DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. DÉBITOS COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA POR FORÇA DE MEDIDA LIMINAR. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITORIO JUDICIALMENTE RECONHECIDO. Improcede o lançamento de oficio, sob o fundamento de estarem sob discussão judicial, de débitos informados em DCTF e extintos por compensação com direito creditório judicialmente reconhecido. PROCESSOS ADMINISTRATIVO FISCAL E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. Existindo concomitância entre as instâncias administrativa e judicial, quando se discute nas duas esferas o mesmo objeto, o respeito à hegemonia da tutela do Poder Judiciário impede o enfrentamento na via administrativa da matéria submetida ao crivo judicial. (Súmula 2° CC n2 1). Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar arguida e, no mérito (a) não conhecer do recurso, na parte em que almeja discutir administrativamente matéria submetida à tutela do Poder Judiciário e (b) dar parcial provimento ao recurso, para cancelar o lançamento de oficio dos débitos referentes aos PA's 10/2000, 11/2000 e 12/2000, nos termos do voto do Relator. C#\- Processo n° 10835.001986/2001-65 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.0 Fl. 268 ALE NDRE KE N Presid nte e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato e Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Bebidas Asteca Ltda. foi autuada, fls. 08 e 09, em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o Plano de Integração Social - PIS no período de 01/02/1999 a 31/12/2000. A exação montou a R$ 13.406,84. A contribuinte obteve por meio de tutela judicial o direito de recolher a contribuição ao PIS calculado sobre o faturamento de acordo com a Lei Complementar n2 70, de 30 de dezembro de 1991. O lançamento operou-se com suspensão de exigibilidade, destinando-se a prevenir o crédito tributário contra efeitos da decadência, já que o contribuinte estava protegido pela referida medida liminar, de forma que somente foi lançada a diferença entre o garantido pela tutela decisão judicial e o valor da contribuição apurado nos termos da Lei n° 9.718, 27 de novembro de 1998, sem multa de oficio. Sobreveio a impugnação das fls. 48 a 80. A DRJ/RPO-4 a Turma houve por bem em julgar o lançamento procedente, rechaçando a arguição de nulidade em vista do provimento judicial e aplicou ao julgamento os efeitos da concomitância entre processos judicial e administrativo. O Acórdão n° 14-14.001, de 27 de outubro de 2006, da DRJ/RPO, fls. 208 a 215, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição para o PIS, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. LANÇAMENTO. O lançamento de tributos cuja exigibilidade esteja suspensa destina-se a prevenir a decadência, constituindo-se em dever de oficio da fiscalização. AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS. A existência de ação judicial, em nome da interessada, importa em renúncia às instâncias administrativas quanto à matéria objeto da ação. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS é o faturamento do próprio mês de ocorrência do fato gerador. 2 Processo n° 10835.001986/2001-65 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.041 Fl. 269 PERÍCIA. Desconsidera-se o pedido de perícia que desatenda aos requisitos legais. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. A instrução processual é concentrada no momento da impugnação. Lançamento Procedente Cuida-se agora de recurso voluntário (fls. 228 a 239) interposto contra a decisão do colegiado de piso, por meio do qual, após resumo dos fatos relacionados com o processo judicial, com a autuação e com o seu julgamento em primeira instência administrativa, o sujeito passivo retoma a tese de nulidade já arguida por ocasião da impugnação. Esclarece que os débitos ora guerreados foram compensados, nos termos da Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica c/c Ordinária de Compensação n2 97.1202402-4, que tramitou na 1' Vara Judiciária Federal em Presidente Prudente — SP, transitada em julgado em 29/10/1998. Segundo o recorrente, nesta ação, obteve o direito de compensar o que pagou indevidamente a título de PIS nos moldes dos inconstitucionais Decreto-Lei n'2 2.445, de 29 de junho de 1988 e Decreto-Lei n 2 2.449, de 21 de julho de 1988. Argumenta que o agente fiscal não aplicou corretamente a Lei Complementar n2 7, de 7 de setembro de 1970, deixando de observar a semestralidade instituída no parágrafo único do art. 6° da LC n2 7, de 1970. Discorre sobre os efeitos da decretação da inconstitucionalidade de lei. Repisa a legislação da contribuição. Disserta sobre a regra matriz de incidência tributária, para explicar que o parágrafo único do art. 6° refere-se à base de cálculo e não ao prazo de pagamento. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Conclui, requerendo: a) O direito à posterior juntada de documentos; b) O enfrentamento de todas as questões suscitadas; c) O direito de produção de sustentação oral, e; d) A insubsistência do auto de infração. É o Relatório. 3 Processo n° 10835.001986/2001-65 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.041 Fl. 270 Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 228 a 239 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-RPO n 2 14-14.001, de 27 de outubro de 2006. Quanto ao pedido de produção de provas periciais e de posterior juntada de documentos, indefiro, a menos que estejam presentes as circunstâncias elencadas nas alíneas "a" a "c" do § 40 do art. 16 do Decreto n2 70.235, de 6 de março 1972 - PAF. Por outro lado, o direito à sustentação oral nos julgamentos esm segunda instância administrativa está regimentalmente garantido. Preliminar de nulidade Assim como julgamento de primeira instância, também aqui não merecerá acolhida a nulidade arguida. Sem maiores delongas, como razão de decidir, remeto o recorrente ao voto do Sr. Juiz Andrade Martins, relator da Apelação Cível n 2 411842 Registro n2 98.03.021233-8, fl. 250 do presente processo. Lá está dito que: "O que como ponto de partida pretende a autora é obter o reconhecimento da inconstitucionalidade das alterações introduzidas pelos Decretos-leis n2 2.445/88 e 2.449/88, em referência ao PIS. A partir daí, pretende ver reconhecido seu direito de proceder à unilateral compensação instituída pelo art. 66 da Lei 8.383/91. A toda evidência permaneceria intacta do lado do fisco, a possibilidade de exercer o seu poder de fiscalizar, devendo ser autuado o contribuinte sempre que a compensação for realizada incorretamente..." Queda evidente a viabilidade jurídica da autuação ora sub judice, mesmo diante dos provimentos judiciais de que dispunha o contribuinte. Como já destacou o colegiado de piso, "A concessão de medida liminar no processo cautelar, com depósito integral das importâncias questionadas no Auto de Infração, tem o poder apenas de suspender a exigibilidade do imposto, como previsto no artigo 151, II e IV do CIN." (fl. 210). Eventuais incorreções do procedimento fiscal, nesse quadro fático, ensejam sua improcedência, jamais sua nulidade. Mérito - extinção dos débitos por compensação com créditos reconhecidos no processo judicial n2 97.1202402-4 (Apelação Cível n 2 98.03.02133-8) O recorrente alega (fls. 229 e 230, sublinhado no original): Outrossim, os valores lançados no presente auto de infração, [sic] foram objeto de compensação, nos termos da Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica c/c Ordinária cd\k 4 Processo n° 10835.001986/2001-65 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.041 Fl. 271 de Compensação n° 97.1202402-4, em trâmite perante a E. 1" Vara Judiciária Federal em Presidente Prudente. (.) Observa-se que nas DCTF's foram considerados mencionados valores como compensados. A Fiscalização, [sie] insiste na procedência do auto de infração, sem considerar os valores efetivamente compensados, entendendo que, [sicl não houve o recolhimento. Compulsadas as cópias das DCTF dos períodos de apuração 02/1999, 04/1999, 12/1999 e 04/1999, fls. 166 a 169, constato que, efetivamente, o contribuinte assim procedeu. A Fiscalização, de outro lado, levou em consideração os valores declarados em DCTF, lançando de oficio tão-somente as diferenças entre os valores declarados e os apurados em conformidade com a Lei n2 9.718, de 1998. Portanto, no que diz respeito a esses períodos de apuração, a objeção recursal é improcedente. Já no que pertine aos períodos de apuração 10/2000, 11/2000 e 12/2000, a Fiscalização, inexplicavelmente, lançou todos os valores que apurou (fl. 241), muito embora eles já tivessem sido confessados nas DCTF respectivas (fls. 170 a 172) nos exatas cifras apuradas nos demonstrativos de fls. 16 e 24. Parece-me que, neste ponto particular, o lançamento carece de motivação pelo que merece ser cancelado. Mérito — base de cálculo do PIS — discussão judicial O contribuinte, ora recorrente, controverte a base de cálculo da contribuição no processo judicial n2 1999.61.12.006397-6, em trâmite na 1' Vara da Subseção Judiciária de Presidente Prudente. Neste aspecto, há identidade de objetos entre a referida ação judicial e o presente processo judicial. O ordenamento jurídico brasileiro não contempla o instituto da dualidade de jurisdição, não podendo haver, sob nenhuma hipótese, a sobreposição da decisão administrativa à sentença judicial. Somente ao Poder Judiciário é dada a capacidade de examinar, de forma definitiva, com efeito de coisa julgada, as questões a ele submetidas. Consagra-se, assim, o monopólio da jurisdição ao Poder Judiciário e o direito de invocar a atividade Jurisdicional como direito público subjetivo. Deve ser ressaltado que a via judicial não é imposta pela Administração Pública. É uma opção adotada pelo contribuinte no exercício da sua livre escolha, com amparo no inciso XXXV do art. 5° da Constituição Federal, de 1988. Neste contexto, o processo administrativo é apenas uma alternativa, conveniente tanto para a Administração como para o contribuinte, por ser gratuito, sem a necessidade de intermediação de advogado e, geralmente, mais célere do que o processo judicial. No entanto, a propositura de ação judicial pelo contribuinte torna ineficaz o processo administrativo nos pontos em que haja idêntico questionamento. Conseqüentemente, havendo o deslocamento da lide para o Poder Judiciário, perde sentido a apreciação da mesma matéria na via administrativa. Do contrário, ter-se-ia a absurda hipótese de modificação, pela autoridade administrativa, de decisão judicial transitada em julgado e, portanto, definitiva. 5 Processo n° 10835.001986/2001-65 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.041 Fl. 272 Desta forma, ao ingressar com a Ação Judicial, a contribuinte ora recorrente produziu como efeito processual obrigatório, a renúncia à esfera administrativa ou desistência de recurso eventualmente interposto, a teor do Decreto-Lei n° 1.737, de 20 de dezembro de 1979, art. 1°, § 2°, c/c a Lei n° 6.830, de 22 de novembro de 1980 - LEF, art. 38, parágrafo único. Esta conclusão pode ser extraída do Parecer da Procuradoria da Fazenda Nacional, publicado no DOU de 10/07/1978, pág. 16.431, como demonstra o trecho a seguir transcrito: "32. Todavia, nenhum dispositivo legal ou principio processual permite a discussão paralela da mesma matéria em instâncias diversas, sejam administrativas ou judiciais ou uma de cada natureza. 33. Outrossim, pela sistemática constitucional, o ato administrativo está sujeito ao controle do Poder Judiciário, sendo este último, em relação ao primeiro, instância superior ou autônoma . SUPERIOR, porque pode rever, para cassar ou anular, o ato administrativo;AUTONOMA, porque a parte não está obrigada a percorrer as instâncias administrativas, para ingressar em juízo. Pode fazê-lo diretamente. 34. Assim sendo, a opção pela via judicial importa em princípio, em renúncia às instâncias administrativas ou desistência de recurso acaso formulado. 35. Somente quando a pretensão judicial tem por objeto o próprio processo administrativo (v.g. a obrigação de decidir de autoridade administrativa; a inadmisseio de recurso administrativo válido, dado por intempestivo ou incabível por falta de garantia ou outra razão análoga) é que não ocorre renúncia à instância administrativa,pois aí o objeto do pedido judicial é o próprio rito do processo administrativo. 36. Inadmissível, porém, por ser ilógica e injurídica, é a existência paralela de duas iniciativas, dois procedimentos, com idêntico objeto e para o mesmo fim." Esse entendimento já está pacificado no seio da segunda instância administrativa, plasmado na Súmula rig- 1 do Segundo Conselho de Contribuintes, aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, assentou que: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura eplo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo. Dessa forma deve ser aplicado ao presente a renúncia à esfera administrativa, com o devido aguardo do trânsito em julgado da sentença judicial da ação que proveja o direito pretendido pela recorrente, com o cancelamento do presente AI, ou ao contrário, recuperando- se a plena exigibilidade dos débitos ora guerreados, caso o contribuinte não obtenha a tutela almejada. 6 Processo n° 10835.001986/2001-65 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.041 Fl. 273 Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade arguida, para não conhecer do recurso, na parte em que almeja discutir administrativamente matéria submetida à tutela do Poder Judiciário, referente aos períodos de apuração 02/1999, 04/1999, U/1999 e 04/2000, e dar parcial provimento ao recurso, para cancelar o lançamento de oficio dos débitos referentes aos PA's 10/2000, 11/2000 e 12/2000, por carência de motivação. •'as Sessões, em 10 de agosto de 2009 ALE 5 • NDRE K RN 7
score : 1.0
Numero do processo: 10680.003984/2005-45
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA.
Em se tratando de lançamento de oficio, somente deve ser aplicada a multa de oficio vinculada ao imposto devido, descabendo o lançamento cumulativo da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2801-002.060
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201111
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA. Em se tratando de lançamento de oficio, somente deve ser aplicada a multa de oficio vinculada ao imposto devido, descabendo o lançamento cumulativo da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê-leão, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas. Recurso voluntário provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10680.003984/2005-45
anomes_publicacao_s : 201111
conteudo_id_s : 6655932
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 08 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.060
nome_arquivo_s : 280102060_10680003984200545_201111.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10680003984200545_6655932.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 29 00:00:00 UTC 2011
id : 4747767
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:51 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423140651008
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1709; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 187 1 186 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.003984/200545 Recurso nº 176.790 Voluntário Acórdão nº 280102.060 – 1ª Turma Especial Sessão de 29 de novembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente HUGO VOCURCA TEIXEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. BASE DE CÁLCULO IDÊNTICA. Em se tratando de lançamento de oficio, somente deve ser aplicada a multa de oficio vinculada ao imposto devido, descabendo o lançamento cumulativo da multa isolada pela falta de recolhimento do IRPF devido a título de carnê leão, pois as bases de cálculo das penalidades são as mesmas. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 203DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10680.003984/200545 Acórdão n.º 280102.060 S2TE01 Fl. 188 2 Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 34.102,27, referente ao exercício de 2003, a título de imposto (R$ 12.003,93), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 9.002,94), dos juros de mora (R$ 3.715,23), além da multa da multa exigida isoladamente por falta de recolhimento do imposto devido a título de carnêleão (R$ 9.320,17). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNESCO. Em sua impugnação, o contribuinte alegou, em síntese, que os rendimentos tidos como omitidos são rendimentos não tributáveis, tendo em vista o Acordo Básico de Assistência e Cooperação Técnica com a ONU, aprovado pelo Decreto n° 59.308/66, regulador das atividades do Programas das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD, que estendeu os privilégios de imunidades dos funcionários da Convenção aos peritos de assistência técnica. Contestou, ainda, a aplicação da multa de ofício, da multa isolada e dos juros de mora com base na taxa Selic. A 5ª Turma da DRJ/BHE/MG, conforme Acórdão de fls. 149/155, julgou procedente em parte o lançamento para reduzir a multa exigida isoladamente ao valor de R$ 6.213,45. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 27/02/2009 (fl. 161), o interessado, representado por sua advogada (fl. 89), interpôs recurso voluntário de fls. 161/180, em 27/03/2009. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. Conforme consta dos documentos de fls. 182/184, o crédito tributário referente ao código 2904 foi transferido para o Processo n° 10680.721357/201057, tendo em vista a desistência parcial do recurso voluntário intesposto no presente processo. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O presente litígio cingese à cobrança do crédito tributário correspondente ao código 6352, que se refere à exigência da multa exigida isoladamente por falta de recolhimento do imposto devido a título de carnêleão (R$ 9.320,17), haja vista que, pelo fato de ter havido desistência parcial do presente recurso voluntário, a parcela restante do crédito tributário foi transferida para o Processo n° 10680.721357/201057. Observase que a multa exigida isoladamente tem como base de cálculo imposto devido correspondente aos rendimentos tidos como omitido recebidos de fontes no exterior (UNESCO), ou seja, sobre essa base de cálculo incidiu a multa isolada decorrente da Fl. 204DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N Processo nº 10680.003984/200545 Acórdão n.º 280102.060 S2TE01 Fl. 189 3 falta de recolhimento do Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física IRPF devido a título de carnêleão e a multa vinculada de 75%. A impossibilidade da aplicação de duas multas sobre a mesma base de cálculo é matéria pacífica na Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme se depreende da ementa a seguir transcrita: “IRPF. MULTAS ISOLADA E DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. MESMA BASE DE CÁLCULO. INAPLICABILIDADE. Improcedente a exigência de multa isolada com base na falta de recolhimento do Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física IRPF devido a título de carnêleão, quando cumulada com a multa de ofício decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, uma vez possuírem bases de cálculo idênticas.” (Câmara Superior de Recursos Fiscais, Segunda Turma, Processo 19647.003479/200310, Acórdão n° 9202 00.883, sessão de 11/05/2010). Neste sentido, deve ser cancelada a multa exigida isoladamente. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 205DF CARF MF Impresso em 21/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 09/12/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por TANIA MARA PASCHOALI N
score : 1.0
Numero do processo: 10980.012142/2003-38
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Dec 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/10/1998 a 30/11/1998
PRESCRIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
É entendimento consolidado deste Tribunal Administrativo que o prazo prescricional para o exercício do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, mesmo em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de 5 (cinco) anos contados da data do recolhimento. Ressalvado o entendimento pessoal do relator.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 28/02/2000, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/06/2000 a 30/09/2001, 01/12/2001 a 30/09/2003
COFINS, ISENÇÃO DAS SOCIEDADES PROFISSIONAIS.
As sociedades profissionais estão sujeitas à incidência da
COFINS sobre as receitas que auferem. Constitucionalidade da revogação pela Lei nº 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão pela Lei Complementar nº 70/91. A norma revogada - embora inserida formalmente em lei complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à
disposição de lei federal ordinária, que outra lei ordinária da União, validamente, poderia revogar, como efetivamente revogou. Não há violação do princípio da hierarquia das leis - rectius, da reserva constitucional de lei complementar - cujo respeito exige seja observado o âmbito material reservado pela Constituição às leis complementares. Entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE n° 419.629, DJ 30.06.2006).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.295
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200912
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1998 a 30/11/1998 PRESCRIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. É entendimento consolidado deste Tribunal Administrativo que o prazo prescricional para o exercício do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, mesmo em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de 5 (cinco) anos contados da data do recolhimento. Ressalvado o entendimento pessoal do relator. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 28/02/2000, 01/04/2000 a 30/04/2000, 01/06/2000 a 30/09/2001, 01/12/2001 a 30/09/2003 COFINS, ISENÇÃO DAS SOCIEDADES PROFISSIONAIS. As sociedades profissionais estão sujeitas à incidência da COFINS sobre as receitas que auferem. Constitucionalidade da revogação pela Lei nº 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão pela Lei Complementar nº 70/91. A norma revogada - embora inserida formalmente em lei complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à disposição de lei federal ordinária, que outra lei ordinária da União, validamente, poderia revogar, como efetivamente revogou. Não há violação do princípio da hierarquia das leis - rectius, da reserva constitucional de lei complementar - cujo respeito exige seja observado o âmbito material reservado pela Constituição às leis complementares. Entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE n° 419.629, DJ 30.06.2006). Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 04 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10980.012142/2003-38
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 4629362
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.295
nome_arquivo_s : 380300295_136306_10980012142200338_008.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : IVAN ALLEGRETTI
nome_arquivo_pdf_s : 10980012142200338_4629362.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
id : 4733412
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:42 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423144845312
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:48:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:48:12Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:48:13Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:48:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:63090207-286f-4930-8ac9-0bd1149c07c6; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:48:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:48:13Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:48:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:48:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:48:12Z; created: 2010-09-01T16:48:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2010-09-01T16:48:12Z; pdf:charsPerPage: 2010; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:48:12Z | Conteúdo => 53-1 E03 H 225 ., . A' ' "MINISTÉRIO DA FAZENDA-,N CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS LERCEIR A SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10980.012142/2003-38 Recurso n" 136 306 Voluntário Acórdão n° 3893-00.295 — 3' Turma Especial Sessão de .3 de dezembro de 2009 Matéria COFINS ISENÇÃO Recorrente RUY S MACEDO & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C Recorrida DRJ-CURI1'113A/PR ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBU 1 ÁRK) Período de apuração: 01/10/1998 a 30/11/1998 PRESCRIÇÃO. LANÇAMENTO POR lIOMOI ,OGAÇÃO, É entendimento consolidado deste Tribunal Administrativo que o prazo presericional para o exercício do direito de pleitear a restituição de tributo pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, mesmo em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de 5 (cinco) anos contados da data do recolhimento. Ressalvado o entendimento pessoal do relator. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCI A I , - COTINS Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 28/02/2000, 01/04/2000 a .30/04/2000, 01/06/2000 a 30/09/2001, 01/12/2001 a .30/09/2003 COFINS, 1"SENC:;ÃO DAS SOCIEDADES PROFISSIONAIS. As sociedades profissio.nais estão sujeitas à incidência da. COFINS sobre as receitas que auferem. Constitucionalidade da revogação pela I ,ei n" 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão pela Lei Complementar nO 70/91. A norma revogada - embora inserida formalmente em lei complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à disposição de lei federal ordinária, que outra lei ordinária da "União, validamente, poderia revogar, corno efetivamente revogou. Não há violação do princípio da hierarquia das leis - rectius, da reserva constitucional de lei complementar - cujo respeito exige seja observado o âmbito material reservado pela Constituição às leis complementares. Entendimento do Supremo Tribunal Federal (RE n° 419,629, DJ 30.061006). Recurso Voluntário Negado. ("-)\ Vistos, relatados e discutidos os presentes aute: , lk 1 1 ACORDAM os membros da 3". TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, ... .. AL '.. ('ND i KER - Presidente II 7-‘ .IV- A I.N ' a GR É 1 - Relator -Partici G ai m, ainc.4 , do presente julgamento, os Conselheiros Reehlor Melo de Souza, Hélc . o Lafetá Reis, + ar kl Mauricio e Carlos Henrique Martins de Lima, Relatório Trata-se de pedido de restituição protocolado em 17/12/2003 (lis. 1 e 119) por meio do qual o contribuinte busca a restituição integral da Contribuição -para Financiamento da Seguridade Social (Cotins) em relação aos pagamentos referentes aos períodos de apuração de 31/10/1998 a 30/09/2003. A Delegacia da Receita Federal (DRF) em Curitiba/SC indeferiu o pedido (11s. 120/122) sob os fundamentos de que (a) em relação aos pagamentos realizados antes de 17/12/1.998 o direito de pleitear a restituição havia decaído, nos termos dos arts. 168 e 165, I, do CTN, com a interpretação dada pelo Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999, por ter decorrido mais cinco anos entre as datas dos respectivos pagamentos e o protocolo do pedido e (b) em relação aos pagamentos realizados após 17/12/1998 não haveria direito à restituição em razão de que o art. 56 da Lei -n" 9.430/96 revogou a isenção da Cotins prevista na Lei Com.plementar n" 70/91. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.. 125/155) argumentando (a) que a decadência seria de cinco mais cinco anos, porque o prazo de cinco anos para se pleitear a repetição do indébito apenas começaria a contar depois do transcurso do prazo de cinco anos para a homologação tácita; e (b) quanto ao mérito do pedido, sustenta que a isenção da Cotins em relação às sociedades profissionais, prevista no art.. 6' da Lei Complementar n" 70/91 não teria sido validamente revogada pela Lei n" 9A30/96, de modo que seriam indevidos todos os recolhimentos que promoveu a este titulo.. . A DRJ-Curitiba/PR julgou improcedente a impugnação oferecida pelo : contribuinte, mantendo o indeferimento do pedido de restituição por meio do Acórdão n.° 06- 11731, de 02 de agosto de 2006 (fls. 157/172), com a seguinte ementa: A.ssunto: Normas Gerais' de Direito Tributário Período de apuração: O 11110/1998 a 30/11/1998 Ementa- PREJUDICIAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊM.7A O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extingue-.se no após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário •‘5.---- 2 1 Processo n" 10980.012142/2003-38 S3-1 E03 Acórdão n." 3803-00.295 H 226 Assunto. Contribuição para o .Financiamento da Seguridade Social Colins Período de apuração. 01/12/1998 a 31/01/1999, 01/03/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 28/02/2000,01/04/2000 a 30/04/2000, 01/06/2000 a 30/09/2001, 01/12/2001 a 30/09/2003 Ementa SOCIEDADES CIVIS DL PROFISSÃO REGULAMENTADA RE f7OG4 (7.4-0 DA IS7 WG.10 DE CO/UNS Ás sociedades civis prestação de .serviços profissionais rehnivos ao exercício de profissão legalmente regulamentada deixaram de ,ser isentas da contribuição para a seguridade social, por expressa previsão legal. Solicitação Indeferida. O contribuinte interpôs então recurso voluntário (fls 63/78) reafirmando as mesmas razões de sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro IVAN ALLEGRETTI, Relator O recurso voluntário é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço, a) A prescrição para pedir a restituição. O contribuinte se insurge contra a decisão que considerou prescrito o seu pedido de restituição, protocolado em 17/12/2003, em relação aos recolhimentos efetuados antes de 17/12/1998, porque decorridos mais de 5 anos entre o recolhimento e o protocolo do pedido. Tal como decidid.o na. URI, também neste Tribunal Administrativo encontra- se uniformizado o entendimento de que a contagem do prazo prescricional de 5 (cinco) anos para o exercício do direito à restituição deve ser contado a partir do recolhimento considerado indevido, independente de se tratar de tributo recolhido por meio da sistemática de lançamento por homologação. Ressalvo o meu entendimento pessoal, no sentido de que, quando ocorre o lançamento por homologação, o prazo prescricional de 5 anos apenas começa a ser contado depois da extinção pela homologação tácita. Assim, primeiro corre o prazo de 5 anos para a homologação tacita, contados a partir do adiantamento do pagamento. E apenas no momento em que ocorre a extinção definitiva do crédito, pela homologação tácita, começa a contar o prazo de, 5 anos pata o contribuinte pleitear a restituição. 3 Este, aliás, é o entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça quanto à contagem do prazo de prescrição para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Este entendimento foi preservado mesmo depois da edição da LC n" 118/2005, tendo o Superior Tribunal de Justiça expressamente reiterado a aplicação desta sistemática de contagem para a restituição dos valores recolhidos antes de 09/06/2005.. Confira-se, a propósito, os termos do seguinte julgamento da Corte Especial do S-1.1: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA. PRAZO DE PRESCRIÇÃO PARA A REPETIÇÃO DE INDÉBITO, NOS IRIBUTOS SUJETIOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. EC 118/2005: NATUREZA MODIFICATIVA (E _NÃO SIMPLESMENTE INTERPRETATIVA) DO SEU A.R1IGO 3' INC'ONSIITUCIONALIDADE DO SEU ART. 4", NA PARTE QUE DETERMINA A APLICAÇÃO RETROATIVA. 1 Sobre o tema relacionado com a prescrição da ação de repetição de indébito tributário, a jurisprudência do STI. (1" Seção) é no sentido de que, em .se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, o praz,o de cinco anos, previsto no art 168 do CTN, tem início, não na data do recolhimento do tributo indevido, e .sim na data da homologação - expressa ou tácita - do lançamento Segundo entende o Tribunal, para que o crédito se considere extinto, não basta o pagamento é indispensável a homologação do lançamento., hipótese de extinção albergada pelo art 156, VII, do CTN. Assim, somente a partir dessa homologação é que teria inicio o prazo previsto no uri 168, I E, não havendo homologação expressa, O prazo para a repetição do indébito acaba .sendo, na verdade, de dez anos a contar do fato gerador 2. Esse entendimento, embora não lenha a adesão zinifirine da doutrina e nem de todos os juizes, é o que legitimamente define o conteúdo e o sentido das normas que disciplinam a matéria, já que se trata do entendimento emanado do órgão do Poder Juãciário que tem a atribuição con.siitucional de interpreta-las 3 O art. 3'' da LC 118/2005, a pretexto de interpretar esses mesmos enunciados, conferiu-lhes, na verdade, um .sentido e um alcance diferente daquele dado pelo .Judiciário. Ainda que Me. nsável a 'interpretação' dada, não há como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposições interpretadas um dos' seus sentidos possíveis, justamente aquele tido COMO correto pelo STI, intérprete e guardião da legislação federal 4. A.ssim, tratando-.se de preceito normativo modificativo, e não simplesmente interpretativo, O art 3" da LC 118/200,5 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas .sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência.. 5. O artigo 4", segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplicação retroativa do seu art 3", para alcançar inclusive .firtos passados, ofende o principio constitucional da autonomia c ,----- independência dos poderes (CF, art. 2') e o da garantia do)kÇ .,n 4 \ \, Processo nn 10950 012 112/200S-32 S3-1 E03 Acórdão n " 3803-00.295 11 227 direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (CE, art 5"„ XXXVI), 6 Argüição de inconstitucionalidade acolhida. (AI nos ERE.sp 644736/PE, Rel. Ministro TEOR[ ALBINO ZAVASCKI, CORTE ESPECIAL, julgado em 06062007, 1U 27.08.2007 p. 170) Ocone que, como já dito, a . jurisprudência deste Tribunal Administrativo consolidou-se no sentido de refutar o método de contagem dos 5 mais 5 anos.. Tendo em conta que este entendimento encontra-se consolidado neste Tribunal, sem haver registro de qualquer pronunciamento em sentido diferente, entendo ser o caso de aplicai'. este mesmo entendimento, apenas ressalvando minha opinião pessoal, b) A isenção da Cofins das sociedades profissionais. Quanto ao mérito, também se nega provimento ao recurso do contribuinte.. O Superior Tribunal de .Justiça chegou a editar a Súmula n' 276, para efeito de consolidar o entendimento d.e sua .jurisprudência, que na época era no sentido de que "As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas da Cofias, irrelevante o regime tributát io adotado," E assim tCz o ST.T por acreditar que a questão se circunscrevia a matéria inliaconstitucional, e que se tratava de uma violação ao princípio da hierarquia das leis: pois uma lei ordinária não poderia revogar uma disposição de lei complementar. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal, em momento posterior, entendeu que a questão era de ordem constitucional e que não havia violação à hierarquia das leis, concluindo categoricamente que a isenção prevista na .1,C o' 70/91 foi validamente revogada por meio da Lei n" 9.430/96 Confira-se, neste sentido, o seguinte trecho da ementa do julgamento do Recurso Extraordinário no 419.629 (RJ de 30..06,2006): "II Recurso extraordinário e recurso especial. interposição simultânea: inocorrência, na espécie, de perda de objeto ou do interesse recursal do recurso extraordinário da entidade sindical: apesar de favorável a decisão do Superior Tribunal de Justiça no recurso especial, não transitou em julgado e é objeto de RE da parte contrária. II. Recurso extraordinário contra acórdão do STI em recurso especial.' hipótese de cabimento, por usurpação da competência do Supremo Tribunal para o deslinde da questão.C. Pr. Civil, art.. 543, 2" Precedente: AI 145.589-AgR, Pertence, RTI 153/684. I.. No caso, a questão constitucional - definir -se a matéria era reservada à lei complementar ou poderia ser versada em lei ordinária - é prejudicial da decisão do recurso especial, e, i5 portanto, deveria o ST1 ter observado o disposto no art. 543, 2'', do C Pr Civil. 2 EM conseqüência, dá-se provimento ao RE da União para anular o acórdão do STI por usurpação da competência do Supremo Tribunal c. determinar que outro seja proferido, adstrito às questões infraconstitucionais aca.so aventada, bem como, com base no art. 543, § 2', do C Pr.Civil, negar provimento ao RE do SESCON-DF contra o acórdão do TRF/1" Região, em razão da jurisprudência do Supremo Tribunal .sobre a questão constitucional de mérito. III. PIS/COFINS: revogaão pela L. 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão pela LC 70/9L 1. A norma revogado - embora inserida jarmahnente em lei complementar - concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se à disposição de lei féderal ordinária que outra lei ordinária da União, validamente poderia revogar, como efetivamente revozou. 2. Não hi violação do princípio da hierarquia das leis - recuas, da reserva constitucional de lei complementar - cujo respeito exige_ sc.» observado o âmbito material reservado pela Constituição às leis complementares, 3. Nesse sentido, a jurisprudência sedimentada do Tribunal, na trilha da decisão da ADC 1, 01.12.93, Moreira Alve.s, .RTJ 156/721, e também pacificada na doutrina." (rifo editado) Quanto à qu.estão específica da possibilidade da revogação da isenção, o Ministro Sepúlveda Pertence assim se manifestou em seu voto: "IVO julgamento da ADC 1, 01/12/93, o em. Relator. Ministro Moreira .Alves ressaltou no voto condutor do acórdão — R1:1 156/721,745.- 'Sucede, porém, que a contribuição social em causa, incidente sobre o fiauramento dos empregadores, é admitida expressamente pelo inciso 1 do artigo 195 da Carta Magna, não se podendo pretender; portanto, que a Lei Complementar n" 70/91 tenha criado outra fonte de renda destinada a garantir a manutenção ou a expansão da .seguridade social. Por isso mesmo, essa contribuição poderia ser instituída por Lei ordinária. A circunstância de ter .sido instituída por lei .firrmalmente complementar • a Lei Complementar n" 70/91 — não lhe dá, evidentemente, a natureza de contribuição social nova, a que se aplicaria o disposto no § 4') do artigo 195 da Constituição, porquanto essa lei, com relação aos dispositivos concernentes á contribuição .social por ela instituída — que são o objeto desta ação -, é materialmente ordinária, por não tratar, nesse particular; de matéria reservada, por texto expresso da Constituição ., à lei complementar ...„.., A jurisprudência desta Corte, sob o império da Emenda r/.7 Constitucional n° 1/69 - e a Constituição atual não alterou ess • ' 6 Processo n" 10980.012142/200.3-38 S3- TIE03 Acórdão n " .3803-00.295 Fl. 228 .SiVenla -, se . fiz MOU no sentido de que só .se exige lei complementar para as matérias para cuja disciplina a Constituição expres.samente .faz tal exigência, e, se porventura a matéria, disciplinada por lei cujo processo legislativo observado tenha sido o da lei complementar não seja daquelas para que a Carta Magna exige essa modalidade legislativa, os di.spositivas que tratam dela se têm corno dispositivos de lei ordinária. Este, o caso vertente, relativo a norma que - embora inserida firrmalmente em lei complementar — concedia isenção de tributo federal e, portanto, submetia-se a regime de leis .fedemis ordinárias, que outra lei ordinária da União, validamente, poderia ter revogado, como efetivamente revogou. _News e sentido na trilha do precedente invocado da ADC 1 -• a Uri Trud "Mei a do Tribunal permanece sedimentada (v. g., ADInMC 2111, 160.3.00, Sydney, DJ 15.12.03; AR 1264, 10.04.02, Néri, Dj 31.05 02) Na doutrina — e independentemente da discussão acerca de _ser ou não de hierarquia a relação entre a lei complementar e a lei ordinária -„ também se pode dar por pacificada a mesma conehrsão da jurisprudência A lição vem desde a obra pioneira do saudoso Geraldo .4taliba O mesmo se colhe na clássica monografia do douto Souto Maior .13orges (2). Salvo uma passagem de Manoel G. Ferreiro Filho citada e acolhida por Alexandre de Moraes (3) — não encontrei disereprincia de montrz nos trabalhos mais modernos, exemplo de Sacha Cahnon (4), c Humberto Á vila (5) e, ao que me parece, em passagem incidente de Roque Carrazza (6). Portanto, não há falar em violação ao principio da hierarquia das leis. — recrias, da TeSerl,Y1 constitucional de lei complementar - cujo respeito exige seja observado o âmbito material reservado às espécies normativas previstas na Constituição Federal. Res.salto que o caso é diverso do que se discute na Rei 2.475- Agi? — efeito vinculante aos fundamentos de decisão proferida em ação de controle concentrado para o cabimento de Reclamação ao Supremo. Esse o quadro, dou provimento ao RE da União (art. 5..5 7, .1 '--.A, CPr.Civil) para anular o acórdão do ,STJ e determinar- que outro seja proferido - adstrito a eventuais questões infaeonstitueionais, aventadas -, e nego provimento ao RE do Sindicato (art. 557, caput, c/c 543, 2`; do C PrCivil): é o meu voto.."" Como visto, entende o Supremo Tribunal Federal que a revogação da. isenção surtiu seus regulares efeitos, de sorte que as soeiedad - profissionais encontram-se, desde a. referida revogação, submetidas à incidência da Cotins. 7 Dia ite do :,xposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário da contri unte, i utendo a decisão que indeferiu o pedido de restituiçaft r.kz- rf , ‘, A L I_\EGR 1 TT1
score : 1.0
Numero do processo: 10980.017289/2008-29
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2004, 2005, 2006
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.277
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201203
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004, 2005, 2006 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10980.017289/2008-29
conteudo_id_s : 5234021
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 14 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.277
nome_arquivo_s : Decisao_10980017289200829.pdf
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10980017289200829_5234021.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4594144
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:28 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423147991040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1640; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 124 1 123 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.017289/200829 Recurso nº 886.327 Voluntário Acórdão nº 280102.277 – 1ª Turma Especial Sessão de 12 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente CARLOS MAGNO DE SOUZA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004, 2005, 2006 IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A instauração do litígio administrativo sob o amparo do Decreto 70.235 de 1972 é condicionada à impugnação tempestiva do lançamento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Campo Grande, MS. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10980.017289/200829 Acórdão n.º 280102.277 S2TE01 Fl. 125 2 Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Exigese do interessado o pagamento do crédito tributário lançado em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, relativamente ao ITR, aos juros de mora e à multa por informação inexata na Declaração do ITR — DITR/2004 a 2006, no valor total de R$ 423.122,51, referente ao imóvel rural denominado Fazenda Preciosa Rio Faisqueira, com área total de 1.180,0ha, com Número na Receita Federal — NIRF 6.574.5191, localizado no município de Antonia PR, conforme Auto de Infração — AI de fls. 01 e 27 a 41, cuja descrição dos fatos e enquadramentos legais constam das fls. 34 e 37 a 40. 2. Inicialmente, com a finalidade de viabilizar a análise dos dados declarados nos exercícios 2004 a 2006, especificamente o Valor da Terra Nua — VTN, o declarante foi intimado a apresentar Laudo Técnico de Avaliação elaborado com atendimento aos requisitos das Normas Técnicas — NBR 14.6533, da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica — ART, demonstrando os métodos de avaliação e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel, com Grau 2 de fundamentação mínima. Foi informado, inclusive, que a não apresentação do laudo propiciaria o lançamento de oficio, substituindo o VTN da DITR pelo VTN constante do Sistema de Pregos de Terras da Secretaria da Receita Federal — SIPT, observando os tipos de terras existentes no imóvel e seus respectivos pregos. 3. 0 Termo de Intimação, fls. 02 e 03, foi recebida em 22/10/2008, fl. 04, e não houve manifestação a respeito. 4. Da Descrição dos Fatos a autoridade fiscal, através de longas explanações, explicou da intimação e do não atendimento, bem como considerou o seguinte: que a DITR está legalmente sujeita a revisão pela Receita Federal; que o documento pedido se trata de peça imprescindível para comprovar a veracidade do informado na DITR; que o imóvel se encontra inserido dento do bioma da Mata Atlântica, regulada pelo Decreto 750/1993, o qual impõe condições para supressão e exploração de mata nativa, tais como a aprovação de Plano de Manejo Florestal Sustentado — PMFS e; que a contribuinte tinha a sua disposição a legislação pertinente; entre outros. 5. Assim, em virtude do não atendimento da intimação e, consequentemente, da ausência de comprovante dos VTN declarados, os mesmo foram substituídos pelos constantes da tabela do SIPT, sendo aplicado o valor correspondente ao tipo de Terra Mista Não Mecanizável, um dos menores valores, inclusive abaixo da média das declarações dos exercícios de 2004 e 2006; bem como se procederam as demais modificações conseqüentes. Apurado o crédito tributário foi lavrado o AI, cuja ciência foi dada ao interessado em 10/12/2008, fl. 43. 6. Foi apresentada impugnação em 12/01/2009, fls. 45 a 47, na qual o interessado disse estar interpondo sua defesa no prazo legal e após tratar, sinteticamente, Dos Fatos relativamente à razão do lançamento, apresentou seus argumentos de discordância alegando, em resumo, o seguinte: 6.1. Disse que houve equivoco no lançamento, pois, nas DITR o valor declarado do imóvel foi de R$ 200.000,00, que condiz com a realidade, segundo demonstra avaliação feita pelo Conselho Regional de Imóveis — CRI em anexo. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10980.017289/200829 Acórdão n.º 280102.277 S2TE01 Fl. 126 3 6.2. Prosseguiu nas explicações referentes avaliação do CRI; salientou questionamento de obtenção de documento junto ao Instituto Ambiental do Paraná — IAP para constar que a terra se encontra em Área de Preservação Ambiental — APA e explanou das características de imóveis localizados nesse bioma, que reduz seu valor. 6.3. Os mapas que comprovam estão sendo elaborados pelo órgão competente e que poderão ser apresentados em momento oportuno, bem como os laudos de avaliação, que em razão do curto prazo não ficaram prontos a tempo, poderão ser apresentados se assim requerido. 6.4. Salientou, ainda, que não havia possibilidade de se utilizar a propriedade por se encontrar em litígio e, entre outros temas, tratou da desvalorização da terra em virtude de estar sub judice. 6.5. Do pedido. Diante dessa justificativa apresenta a impugnação para que seja anulado o AI e, consequentemente, seja isento da cobrança do referido imposto, bem como da multa e dos juros de mora. 6.6. Em Conclusão, praticamente reiterou o pedido. 7. Os documentos que acompanharam a impugnação foram juntados das fls. 48 a 96, os quais são cópia de procuração; do AI; de documento de identificação do interessado; do Termo de Intimação; de declaração emitida por engenheiro civil afirmando que a Área vistoria se encontra invadida e sub judice, não permitindo o uso pecuniário e a renda durante o período processual, de 2003 a 14/01/2008; de certidão do cartório da vara civil atestando o processo judicial, após seu trâmite normal, foi sentenciado e julgado procedente e se encontrava em prazo para recurso; de declaração de engenheiro agrônomo afirmando que a propriedade apresenta pouca possibilidade de exploração; de termos de avaliação imobiliária emitidos por corretores de imóveis; matrícula e escrituras públicas do imóvel; cópia de folhas do processo judicial mencionado; entre outros.” A 1ª Turma da DRJ/CGE/MS, conforme Acórdão de fls. 103/106, não conheceu da impugnação, conforme os fundamentos consubstanciados na seguinte ementa: Impugnação intempestiva. Petição apresentada fora de prazo não caracteriza impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento, não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem comporta julgamento de primeira instância. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 21/05/2010 (fl. 110), o interessado, representado por seu advogado (fl. 48), interpôs recurso voluntário de 112/115, em 18/06/2010. Em sua defesa, além de repetir os argumentos da impugnação, alega que a impugnação foi apresentada no dia 09/01/2009, porém a funcionaria da Receita Federal informou que no dia 09 a Receita estava sem expediente e que o protocolo poderia ser feito no próximo dia útil, que no caso seria dia 12/01/2009, o que foi feito. É o relatório. Voto Fl. 139DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10980.017289/200829 Acórdão n.º 280102.277 S2TE01 Fl. 127 4 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Conforme consta dos autos, o contribuinte foi cientificado do lançamento em 10/12/2008 (quartafeira), via postal (fl. 43), e, somente em 12/01/2009 (segundafeira), apresentou a impugnação (fls. 45/47). A peça impugnatória deveria ter sido interposta 30 (trinta) dias após a ciência, nos termos do artigo 15 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Assim, o prazo final ocorreu em 09/01/2009 (sextafeira). O recorrente alega que não conseguiu entregar sua impugnação no dia 09/01/2009 devido ao fato de a funcionária da Receita Federal ter lhe informado que neste dia estava sem expediente, razão pela qual a impugnação foi apresentada no próximo dia útil – 12/01/2009. Todavia, ainda que se considerasse razoável a alegação do contribuinte, não cuidou ele de carrear aos autos elementos comprobatórios sequer quanto a suposta ida a repartição pública no dia mencionado, quanto mais a negativa do dito servidor em receber sua impugnação, sendo seus argumentos, nesse sentido, meras hipóteses, insuficientes para desconstituir a intempestividade reconhecida na decisão recorrida. Não se trata, na espécie, de simplesmente duvidar daquilo que sustenta o recorrente, mas sim da exigência processual de se trazer ao julgador por intermédio dos autos, a comprovação de que aquilo que se está alegando efetivamente ocorreu, até porque não há como conferir presunção de veracidade nesses casos. Portanto, não merece reforma a decisão de primeira instância que não conheceu da impugnação pela intempestividade, pois é certo que, no presente caso, não foi instalado o contencioso administrativo nos termos do PAF. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 140DF CARF MF Impresso em 12/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/03/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000374/2002-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 301-01.958
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
dt_index_tdt : Sat Sep 10 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200805
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 11128.000374/2002-85
anomes_publicacao_s : 200805
conteudo_id_s : 6656212
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-01.958
nome_arquivo_s : 30101958_11128000374200285_200805.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : SUSY GOMES HOFFMANN
nome_arquivo_pdf_s : 11128000374200285_6656212.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Mon May 19 00:00:00 UTC 2008
id : 4626774
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:38 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423158476800
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-29T11:15:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-29T11:15:00Z; Last-Modified: 2013-10-29T11:15:01Z; dcterms:modified: 2013-10-29T11:15:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:b9715af9-5400-484b-8b94-3687fd5bdbcd; Last-Save-Date: 2013-10-29T11:15:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-29T11:15:01Z; meta:save-date: 2013-10-29T11:15:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-29T11:15:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-29T11:15:00Z; created: 2013-10-29T11:15:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2013-10-29T11:15:00Z; pdf:charsPerPage: 984; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-29T11:15:00Z | Conteúdo => C- C(13/C0 1 38() MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA 11128.000374/2002-85 135.126 Solicitação de Diligencia 301-1.958 19 de maio de 2008 ELI LILLY DO BRASIL LTDA. DRJ/SÃO PAULO/SP Processo nu Recurso n° Assunto Resolução n° Data Recorrente Recorrida RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto da relatora. OTACILIO DA Presidente AS CARTAXO Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Cardozo Miranda, Valdete Aparecida Marinheiro, José Fernandes do Nascimento (Suplente) e Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente). Ausentes os Conselheiros João Luiz Fregonazzi e Irene Souza da Trindade Torres. Fez sustentação oral a advogada Joana Paula Batista OAB/SP n° 161.413-A. Processo n.° 11128.000374/2002-85 Resoluçio n.° 301 -1.958 CC03/C01 Fls. 381 RELATÓRIO O contribuinte submeteu a despacho através da Declaração de Importação n'. 98/0942696-8, o produto de nome comercial "Monensina sádica (QA336N Menensina Granulado Reforçada) nome químico: ácido 2-(5(5-(3,5 — Dimetril — 6 — Hidroximetil — 2 — tetraidropiranil) — 3 — metil — 2 — tetraidrofuril) — 5 — etil — 2- tetraidrofuril) — 8 — hidroxibeta — metoxi — alfa — 2,8 tetrametil — 1,6 — dioxaspiro (4,5) decano — 7 — butirico", classificando-o no código NCM 2941.90.71, com as alíquotas de II e IN de 5,00% e 0,00%, respectivamente. Em 01/10/98, foi realizada a conferencia fisica, sendo elaborados os seguintes quesitos: 1) identificação da composição química do produto, comparando com a descrição declarada na Declaração de Importação. 1) Trata-se de uma preparação ou urn produto de constituição química definida, apresentado isoladamente? 3,) Qual a aplicação e finalidade do produto? 4) Outras informações que se fizerem necessárias para sua perfeita identifica cão. O LABANA realizou as seguintes análises: 1) Laudo n". 2473 Ws. 38/39) Resultados das análises: Aspecto: material heterogêneo bege, constituído de partes de planta fragmentadas. Embalagem: saco de papel tendo etiqueta com inscrições do nome IVIONESIN GRANULATED FORTIFIED, fabricante ELANCO, peso 25 Kg, potencia NO MENOS DE 210 mg/g. Identificação por iqfraverinelho: positiva para Monesina Sódica ('conforme espectro de referência). Identificação por microscopia:.positiva para amido e partes de plantas. Identificação por cromatografia em camada delgada: positiva para Monensina &Vim e Óleo Mineral. Identificação quimica: positiva para ester, sódio e polissacarideo negativa para matéria protéica. Solubilidade: pouco solúvel em água e metanol. Tear de solúveis em metanol: 35,7% Resíduo de ignição (900"C/1h): 10,0% 2 Processo n.°11128.000374/2002-85 Resolução n.° 301-1.958 Conclusão: Trata-se de preparação constituída de Monensina Sódica, óleo mineral, composto com grupamento éster, amido e partes de planta. Resposta aos quesitos: I) Trata-se de preparação constituida de Monensina Sódica, Óleo Mineral, composto com grupamento éster, amido e partes de planta, a ser utilizada pelas fábricas de rações. 2) De acordo com as informações constante na Renovação de Licença de Produto de Uso Veterinário (anexo I) do Ministério da Agricultura e do Abastecimento e resultados das análises, a preparação é constituída de Monensina SOdica, substância ativa de caráter antibiótico, um anticoccidiano, e por excipientes como farelo de arroz desengordurado (partes de planta) e óleo mineral. A razão da Monensina Sódica apresentar-se preparada da maneira descrita acima deve-se ao uso especifico a que se destina, ou seja, adição à ração animal. Nesta, éfundamental a garantia da integridade da substância ativa, o antibiótico. Para tanto, na produção de rag-do balanceada exige-se que todos os seus constituintes permitem facilidade de dispersão e homogeneização, resistam as condições adversas do manuseio, em termos da presença de outras substâncias, da variação de temperatura e umidade, e das agressões fisicas, mantendo-se inalterados. 3) De acordo com as informações constante na renovação de licença de produto de uso veterinário, do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, a mercadoria é administrada por via oral, misturada na ração, e tendo coma indicação terapêutica, o auxilio na prevenção cia coccidiose. 4,) De acordo com a literatura técnica, a Monesina Stidica na forma que se apresenta, destinada especificamente a ser incorporada ás rações animais, é obtida por fermentação, diluída com excipientes, e não é submetida à etapa de purificação. De qualquer maneira por se tratar de uma preparação contendo um coccidiostático, consultar órgdo competente (Ministério da Agricultura), quanto as indicações e modo de uso. Através do Memorando n". 065/200], .foi determinada a realização de um aditamento ao Laudo de n". 2437, a _fim de responder os seguintes quesitos: I) Um antibiótico, de nome químico "ácido 2-(5(5-(3,5 - Dimetril - 6 - ifidroximetil - 2 - tetraidropiranil) - 3 - meti] - 2 - tetraidrofuril) - 5 - etil - 2- tetraidrofuril) - 8 - hidroxibeta - metoxi - alfa - 2,8 tetrametil - 1,6 - clioxa.spiro (4,5) decano - 7 - butirico", potência estimada: 600 g/kg? 2) Outras preparações dos tipos utilizados na alimentação de animais? 3) Uma preparação das industrias químicas ou conexas? CC03/CO Fls. 382 3 Processo n. 0 11128.000374/2002-85 ResoluçAo n.° 301-1.958 4) Outras informações necessárias ao correto enquadramento tarifário do produto em questão. O Aditamento n". 2437-A (fls,51/59) esclareceu os quesitos: 1) Não se trata somente de sal sódico do ácido 2-(5(5-(3,5 — Dimetril — 6— Hidroximetil — 2 — tetraidropiranil) — 3 — metil — 2 — tetraidrofuril) — 5 — etil — 2- tetraiclrofuril) — 8 — hidroxibeta — metoxi — alfa — 2,8 tetrametil — 1,6 — dioxaspiro (4,5) decano — 7 — butirico; (Monensina sódica), composto orgânico de constituição química definida. Trata-se de Preparação constituída de Monensina Sódica, Óleo Mineral, Composto com Grupamento Ester, Amido e Partes de Planta. Não foi determinado o teor de Monensina Sádica, por não dispormos de metodologia e nem de substância de referência. No entanto, de acordo com as inscrições na embalagem a mercadoria contém uma potência de não menos de 200 mg/g. 2) Sim, trata-se de Preparação constituída de Monensina Sádica, Óleo Mineral, Composto corn grupamento éster, amido e partes de planta, que será administrada aos animais por via oral, Urna Preparação especificamente elaborada para ser adicionada na alimentação de animais, corn .fins profiláticos e/ou terapêutico, pelas fábricas de rações. O óleo mineral, o composto com grupamento éster, o amido, as partes de plantas, são excipientes, utilizados na granulação e na compacta cão dos antibióticos, no caso, a Monensina sádica, com a finalidade de obter um produto estável na presença dos componentes da pré-mistura e das razões animais. Preparações contendo a substância ativa Monensina Sádica, são utilizadas na Medicina veterinária com fins terapêuticos e principalmente corn fins profiláticos, agindo neste último caso indiretamente como fator de crescimento. A ação da substância ativa Monensina Sódica sobre o crescimento dos animais decorre, principalmente, da sua ação sobre bactérias, prevenindo a coccidiose em frangos, A prevenção estimula o apetite, melhorando o estado geral dos animais, e consequentemente favorecendo o crescimento dos mesmos. 0 antibiótico, no caso, não desempenha, diretamente nenhuma função nutricio na I, Normalmente, as doses administradas com a ,finalidade terapêutica são mais elevadas que as doses utilizadas para .fins profiláticos, e tal controle é efetuado pela variação nas quantidades administradas do preparado na ração Dessa maneira, em função do uso específico a que se destina, ou seja, adição à ração animal ou em pré-misturas para o mesmo .fim, justifica- se a razão da Substância Ativa Antibiótica (Monensina Sádica) apresentar-se preparada na forma descrita acima. Tanto na pré- mistura como na ração animal, são fundamentais a garantia da integridade da substância ativa, o antibiótico. Na produção de ração balanceada exige-se que todos os seus constituintes permitam CC03/C01 Fls. 383 4 Processo n.° 11128.000374/2002-85 Resolução n.° 301-1.958 CC03/C01 Fls. 384 facilidade de dispersão e homogeneização, resistam its condições adversas do manuseio, em termos da presença de outras substâncias, da variação de temperatura e umidade, e das agressões fisicas, mantendo-se inalteradas. 3) Não se trata de preparação das indústrias químicas ou conexas não especificada e nem compreendida em outras posições. 4) Salientamos que Monensina Sódica, composto orgânico de constituição química definida, antibiótico da Classe dos Poliésteres, um Antibiótico, é um pó bege, solúvel em Metanol, conforme consta no Laudo de Análise te. 2918.01/2000, cuja cópia tomamos a liberdade de anexar. Dessa forma, o Fisco classificou o produto na posição 2309.90.90 — outras, como preparações utilizadas na alimentação de animais. Irresignado, o contribuinte apresentou impugnação (fis.142/175) alegando em síntese: 1) a nulidade do auto de infração, tendo em vista que o laudo e seu aditamento, foram exarados em ato de conferencia física das mercadorias objeto da DI n". 98/0942696-8, e o Fisco extrapolou a autuação para outras seis Dls localizadas no Sistema Lince Fisco, valendo-se do disposto no artigo 30, parágrafo 3", alínea "a" do Decreto n". 70.235/72. Ocorre que, o dispositivo citado não ampara o procedimento da. fiscalização, porque as mercadorias importadas pelas Dls localizadas no sistema não foram objeto de conferencia fisica. 2) o não cabimento da multa prevista no artigo 526, H do RA, pois não houve declaração indevida da mercadoria, mas apenas divergência na sua classificação. Informa ainda, que a mercadoria importada é exatamente aquela descrita nos documentos de importação, havendo perfeita identificação do produto quanto à denominação, composição e destinaçã o. 3) ademais, a penalidade prevista no artigo 526, II do Regulamento Aduaneiro está calcada na falta do documento de importação, no caso fica evidenciada a total falta de tipicidade da acusação, pois no caso concreto em momento algum foi colocada em dúvida a existência material do referido documento, em especial as Declarações de Importação. 4) no mérito, alega que é natural encontrar nos antibióticos em sua forma não pura e cristalina (o processo de purificação é demorado e caro e muitas vezes desnecessário à própria obtenção do antibiótico. Isto, contudo, não altera a natureza de antibiótico do produto, nem o transforma em preparação para o fabrico de alimentos, que porque contêm o principio ativo necessário à finalidade desejada, quer porque os demais elementos nele encontrados, são inertes. 5) os produtos importados são antibióticos e destinam-se à fabricação de defensivos agropecuários, conforme as licenças de fabricação e comercialização. O contrato social do contribuinte determina que: "a fabricação, importação, exportação, distribuição e pesquisa de produtos 5 Processo n.° 11128.000374/2002-85 Resolução n.° 301-1.958 CC03/C01 Fls. 385 químicos para utilização na agricultura e na pecuária, bem assim aquelas relacionadas com produtos médicos, farmacêuticos, correlatos, glandulares, biológicos, dietéticos, químicos, veterinários, matérias- primas e quaisquer componentes utilizados na indústria de produção de artigos farmacêuticos, veterinários e para a agricultura, cosméticos e de toucador, além da prestação de serviço a terceiros ou a entidades do mesmo grupo. A sociedade poderá, ademais, participar em outras sociedades, como acionista, quotista ou em cota de participação". 6) a monensina sódica é um produto técnico utilizado na formulagiio de produto de uso veterinário (coccidiostático), no caso o COBAN 200. 7) o capitulo 29 refere-se a produtos químicos orgânicos e prevê: 29.41.00.00— antibióticos 90.00— outros 90.71 — monensina sódica 8) pela leitura do código em questão, verifica-se que ele abrange os antibióticos. E considerando que não 116 qualquer divergência nos autos quanto a propriedade antibiótica do produto importado, evidente o acerto da classificação. 9) nos termos do Parecer Normativo CST n". 84, de 31/12/86, o produto importado se classifica no código 29.44.99.00. 10) por fim, aduz que é imprestável a utilização da TAXA SELIC como índice para efeitos de cômputo dos juros de mora. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Sao Paulo proferiu acórdão (fls.306/315) julgando o lançamento procedente, pois as Notas Explicativas da posição 2309 autorizam a inclusão de produtos com as características da mercadoria em discussão, in verbis: "Tais preparações, designadas comercialmente de pré-misturas, são geralmente compostos de caráter complexo que compreendem um conjunto de elementos Ps vezes denominados aditivos), cuja natureza e proporções variam consoante a produção zootécnica a que se destinam. Esses elementos são de três espécies: 1) os que favorecem a digestão e, de uma forma mais geral, a utilização dos alimentos pelo animal, defendendo o seu estado de saúde: vitaminas ou provitaminas, aminoácidos, antibióticos, coccidiosteiticos, oligoelementos, emulsificantes, aromantes ou aperitivos, etc; 2) os destinados a assegurar a conservação dos alimentos, especialmente as gorduras que contemn, até serem consumidos pelo animal: estabilizantes, antioxidantes, etc; 3) os que se desempenham a função de suporte e que podem consistir numa ou mais substancias orgânicas nutritivas (especialmente farinhas de mandioca ou de soja, semeas, leveduras e diversos resíduos da indústria alimentar), ou em substâncias inorgânicas (por exemplo, magnesia, ere, caulin, cloreto de sódio e fosfatos)". 6 Process() n.° 11128.000374/2002-85 Resolução n.° 301-1.958 CC03/C0 I Fls. 386 0 contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls.322/358) reiterando praticamente os mesmos argumentos trazidos na impugnação. o relatório. 7 Processo n.° 11128.000374/2002-85 Resoluçao n.° 301-1.958 CC03/C01 Fls. 387 VOTO Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e, portanto, deve ser conhecido. A Recorrente sofreu ação da fiscalização que redundou na lavratura de Auto de Infração pelo qual está sendo exigida diferença de Imposto de Importação, acrescida de juros de mora pela taxa SELIC e multa de 75% porque teria importado o produto "Monensina sádica (QA336N Monensina Granulada Reforçada) pela DI 98/0942696-8, registrada em 22/09/1998, classificando-o no código 2941.90.71 — Monensina Sádica com a aliquota de 5% de II e 0% de IPI, como antibiótico quando, no entender do Fisco, a classificação correta seria no código 2309.90.90 — outras, como preparações dos tipos utilizadas na alimentação de animais, com aliquota de 11% de II e 0% de IPI. Assim, a solução do litígio 6, tão-somente, determinar se deve prevalecer a reclassificação fiscal realizada pelos agentes do Fisco quando da revisão aduaneira ou se deve prevalecer a classificação efetuada pelo sujeito passivo, isto 6, se as mercadorias importadas são classificadas no código 2309.90.90, corno entendeu a Fiscalização, ou se no código 2941.90.71, defendido pela recorrente. Entretanto, a Recorrente, em memoriais para julgamento, noticiou que este tema — da classificação do produto Monensina Sádica — está sendo tratado pelo Poder Judiciário e para tanto trouxe três julgados em cujas sentenças são feitas remissões a laudos periciais. Assim, entendo que são relevantes para o julgamento deste processo, a análise das peças principais dos referidos processos. Portanto, converto o julgamento em Diligência para que seja juntado pela Recorrente, as seguintes peças processuais, relativos aos seguintes processos que correm perante a Justiça Federal na Secção de São Paulo: a) 2003.61.00.002581-3; b) 2006.61.00.014987-4; c) 1999.61.00.013498-0. - petição inicial corn principais documentos; - contestação; - laudos periciais do perito judicial e dos assistentes técnicos; - sentença judicial; 8 Processo n.° 11128,000374/2002-85 ResoluçAo 0. 0 301-1.958 CC03/C01 Fls. 388 - recursos — se houver; - acórdão do tribunal — se houver. Após a juntada destes documentos, o processo deve retornar para julgamento. corno voto. Sala das Sessões, em 19 de maio de 2008 Avfr ■ SUSY GO iPF ANN - Relatora 9
score : 1.0
Numero do processo: 10510.003745/2008-90
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
IRPF. MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. TERMO INICIAL.
Estão isentos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física os proventos de aposentadoria ou reforma percebidos pelos portadores de moléstia grave a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.159
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 IRPF. MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. TERMO INICIAL. Estão isentos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física os proventos de aposentadoria ou reforma percebidos pelos portadores de moléstia grave a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10510.003745/2008-90
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 5124781
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.159
nome_arquivo_s : 280102159_10510003745200890_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
nome_arquivo_pdf_s : 10510003745200890_5124781.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4748776
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:53 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423166865408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1658; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 58 1 57 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10510.003745/200890 Recurso nº 500.189 Voluntário Acórdão nº 2801002.159 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente WILSON DE ARAÚJO CAVALCANTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 IRPF. MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. TERMO INICIAL. Estão isentos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física os proventos de aposentadoria ou reforma percebidos pelos portadores de moléstia grave a partir da data em que a doença foi contraída, quando identificada em laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003745/200890 Acórdão n.º 2801002.159 S2TE01 Fl. 59 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento, fls. 03/05, relativa ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 2006, anocalendário 2005, para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 4.110,75, incluídos a multa de oficio e os juros de mora, estes calculados até 30/06/2008. A infração consubstanciada na peça de autuação diz respeito à omissão de rendimentos recebidos da Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros, CNPJ 34.053.942/000150, no montante de R$ 46.132,20. Ao ser cientificado do lançamento o contribuinte apresentou inicialmente Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL), que foi indeferida pela autoridade competente. Inconformado, o interessado apresentou impugnação, à fl. 01, alegando ser isento de imposto de renda. Requer o cancelamento do débito fiscal, colacionando ao processo os documentos às fls. 14/18 e 26/29 para comprovar a condição de aposentado e de portador de moléstia grave. Após apreciar o litígio, a 3a Turma de Julgamento da DRJ/Salvador/BA decidiu, à unanimidade, pela procedência do lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SDR nº 1518.404, de 12/02/2009, às fls. 46/47. Reproduzida, a seguir, a ementa constante daquela decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2005 ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE, COMPROVAÇÃO. Para efeito do reconhecimento das isenções decorrente de moléstia grave, somente podem ser aceitos laudos periciais expedidos por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Lançamento Procedente. Com a ciência do julgamento “a quo” ocorrendo em 19/03/2009 (documento à fl. 50), o interessado interpôs, em 09/04/2009, o Recurso Voluntário à fl. 51/54, sustentando que: “(...) Os documentos anexados a este processo, para fins de isenção de imposto de Renda, não foram hábeis para a comprovação de Moléstia Grave, isso aconteceu pelo fato dos mesmos não atenderem às exigências legais, onde não foi anexado um Laudo Médico Pericial Oficial, expedido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, comprovando a existência da Doença de Parkinson. ..... Fl. 66DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003745/200890 Acórdão n.º 2801002.159 S2TE01 Fl. 60 3 Tendo em vista os fatos acima declarados, foi dada entrada junto ao Instituto Nacional de Seguro Social, um pedido de Perícia Médica para o Senhor chefe de Setor de Perícia Medica, a fim de analisar documentos a serem apresentados para comprovação da Moléstia, dentro dos dispostos legais, para expedição do Laudo Medico Pericial Oficial, face do advento da Lei n° 11.052/04, que alterou o inciso XIV do art. 60 da Lei n° 7.713/88, onde passo a ser isento do recolhimento do imposto de Renda. ..... Tendo em anexo a este Recurso, Requerimento do Instituto Nacional de Seguro Social para solicitação de análise de documentação a ser apresentada para fins de isenção de Imposto de Renda e Protocolo de entrada de processo para agendamento de Perícia Médica, ficando, somente, pendente a entrega do LAUDO MÉDICO PERICIAL OFICIAL do Instituto Nacional de Seguro Social, que se juntará ao restante deste processo logo após a sua expedição, dessa vez seguindo todas as exigências fiscais. ..... À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, logo após a entrega do LAUDO MÉDICO PERICIAL OFICIAI, cancelandose o débito fiscal reclamado e restituição do que é direito do contribuinte. (...)” Em 27/07/2009, em atendimento à solicitação efetuada pelo interessado através do expediente à fl. 55, a unidade preparadora faz a juntada ao processo de declaração emitida pelo INSS, à fl. 56. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A exigência fiscal decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual apresentada pelo contribuinte referente ao exercício de 2006, anocalendário 2005, onde foi constatada omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor de R$ 46.132,20. Em sua defesa o sujeito passivo alega que os rendimentos em discussão são isentos do imposto de renda, visto que se referem a proventos de aposentadoria recebidos por portador de moléstia grave. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003745/200890 Acórdão n.º 2801002.159 S2TE01 Fl. 61 4 Sobre o assunto, cabe destacar o disposto nos incisos XXXI e XXXIII do artigo 39 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 RIR/1999, a seguir transcrito juntamente com seus parágrafos 4º e 5º, que definem critérios a serem devidamente observados para o reconhecimento da referida isenção: Decreto nº 3.000/1999 Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: ........................................ XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensão (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XXI, e Lei nº 8.541, de 1992, art. 47); ......................................... XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei n.º 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei n.º 8.541, de 1992, art. 47, e Lei n.º 9.250, de 1995, art. 30, § 2º); ....................................... §4º Para o reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XXXI e XXXIII, a partir de 1º de janeiro de 1996, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, devendo ser fixado o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle; §5º As isenções a que se referem os incisos XXXI e XXXIII aplicamse aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão; II do mês da emissão do laudo ou parecer que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial. (grifos nossos) Deste modo, verificase claramente que, para a aplicação das isenções veiculadas em ambos os dispositivos, é necessário que os proventos percebidos pelo Fl. 68DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 10510.003745/200890 Acórdão n.º 2801002.159 S2TE01 Fl. 62 5 contribuinte decorram de aposentadoria, reforma ou pensão, e que o beneficiário seja portador de moléstia grave tipificada no texto legal. E mais, segundo essa mesma legislação, o reconhecimento da isenção somente darseá a partir da data de emissão do laudo pericial ou da data em que a doença for contraída, e nesta última situação, quando esta constar conclusiva e expressamente do laudo supradito. Portanto, no presente caso, não há como reconhecer o pleito formulado pelo recorrente, pois embora o mesmo tenha demonstrado sua condição de aposentado (documento à fl. 16), verificase que a declaração expedida pelo INSS, anexada à fl. 56 dos autos, informa “06/12/2007” como data do início da moléstia ali especificada. Deste modo, a isenção suscitada não alberga rendimentos percebidos pelo recorrente no anocalendário de 2005, período objeto da autuação em exame. Isto posto, VOTO em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 69DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 10245.001296/2005-80
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO. LIMITES. SÚMULA CARF N° 61:
Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no ano-calendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, no caso de pessoa física.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-001.830
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO. LIMITES. SÚMULA CARF N° 61: Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no ano-calendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, no caso de pessoa física. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10245.001296/2005-80
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4824537
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.830
nome_arquivo_s : 280101830_10245001296200580_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
nome_arquivo_pdf_s : 10245001296200580_4824537.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4744111
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423168962560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1716; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 408 1 407 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10245.001296/200580 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801001.830 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria IRPF DEPÓSITOS BANCÁRIOS Recorrente MARIA AUXILIADORA FRANCO OLIVEIRA LEONEL VIERA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO. LIMITES. SÚMULA CARF N° 61: Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no ano calendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, no caso de pessoa física. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 422DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10245.001296/200580 Acórdão n.º 2801001.830 S2TE01 Fl. 409 2 AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 281 a 296, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercícios 2003 e 2004, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$9.324,44, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação consistiu em apuração de rendimentos omitidos recebidos de pessoas jurídicas em decorrência de trabalho com vínculo empregatício (R$4.800,00, exercício 2003), bem como de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada (R$29.416,87, exercício 2004). IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou impugnação (fls. 299 a 305), acatada como tempestiva, discordando tãosomente da autuação referente ao exercício 2004, Seus argumentos estão resumidos no relatório do acórdão de primeira instância, mais precisamente às fls. 384 e 385. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 2ª Turma DRJ Belém/PA, conforme Acórdão de fls. 383 a 393, julgou procedente o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada da decisão de primeira instância em 19/02/20078(fls. 398), a contribuinte apresentou, em 13/03/2008, o Recurso de fls. 399 a 404, argumentando, em apertada síntese, que a presunção de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada não pode prosperar, eis que o total dos depósitos bancários objeto do lançamento foi de R$29.416,87, sendo que nenhum dos depósitos, individualmente considerados, é superior a R$12.000,00. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 406, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes, contendo ainda fls. 407, sem numeração, a saber, despacho de encaminhamento dos autos do SECEX/CARF para a Secretaria da Primeira Câmara/2ª SEJUL/CARF. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 423DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10245.001296/200580 Acórdão n.º 2801001.830 S2TE01 Fl. 410 3 Registrese que a omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas em decorrência de trabalho com vínculo empregatício (R$4.800,00, exercício 2003), não foi objeto de contestação pela interessada desde o julgamento de primeira instância. No caso, o litígio restringese ao exercício 2004 e, conforme alegado, os depósitos bancários objeto da autuação somam R$29.416,87, estão relacionados na planilha de fls. 296 e, examinandoos, verifico que nenhum deles é superior a R$12.000,00. Sendo assim, deve ser observado o disposto na Súmula CARF nº 61, a saber: Os depósitos bancários iguais ou inferiores a R$ 12.000,00 (doze mil reais), cujo somatório não ultrapasse R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) no anocalendário, não podem ser considerados na presunção da omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, no caso de pessoa física. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 424DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10640.002849/2008-00
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVIDADE
Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2801-001.820
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVIDADE Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Recurso não conhecido
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10640.002849/2008-00
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4824648
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.820
nome_arquivo_s : 280101820_10640002849200800_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10640002849200800_4824648.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4744100
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:46 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423201468416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1511; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 69 1 68 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.002849/200800 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280101.820 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de agosto de 2011 Matéria IRPF Recorrente FABIO ALBERTO FERNANDES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVIDADE Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos Cesár Quadros Pierre, Antônio de Pádua Athayde Magalhães, e Tânia Maria Paschoalin Relatório Fl. 82DF CARF MF Emitido em 20/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 08/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento 4ª Turma da DRJ/JFA (Fls. 29), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Para Fábio Alberto Fernandes, já qualificado nos autos, foi lavrada a Notificação de Lançamento, As fls. 04 a 07, exigindo R$ 11.672,64 de imposto de renda pessoa física, R$ 8.754,48 de multa de oficio (passível de redução) e R$ 4.887,33 de juros de mora (calculados até 30/05/2008). Decorreu o citado lançamento da revisão efetuada na Declaração de Ajuste Anual do Exercício 2005 (fls. 19 a 22). Conforme informações, As fls. 05/06 (frente e verso), regularmente intimado, o contribuinte não atendeu à intimação; por conseqüência, foram glosadas as deduções de despesas médicas (R$ 20.246,35), de dependentes (R$ 1.272,00) e de previdência privada e fapi (R$ 1.013,00), bem como apurada omissão de rendimentos (R$ 20.428,42 com IRRF s/ omissão de R$ 141,30). Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 01/02, instruída pelos elementos de fls. 03 a 15, em que contesta o lançamento efetuado alegando que: 1 Atendeu satisfatoriamente A intimação, anexando documentação hábil e idônea; 2 A notificação glosa despesas dedutiveis, fazendo menção a um enquadramento legal (Lei 9.250/95, art. 8°, II, a e §§ 2° e 3 0; IN 15/2001, arts. 43 a 48) que está totalmente favorável à documentação apresentada anteriormente; 3 "Os rendimentos tributáveis das empresas que não aparecem na DIRPF com o respectivo imposto retido na fonte não foram realmente declarados não por omissão, mas por não ter chegado em minhas mãos para que fosse lançado na minha declaração. Portanto aceito os rendimentos para que sejam anexados a declaração."; 4 Anexa novamente a documentação comprobatória das deduções; 5 Solicita que sua impugnação seja acolhida, alterandose o crédito apurado. Passo adiante, a 4ª Turma da DRJ/JFA entendeu por bem julgar procedente em parte a solicitação de Restituição do Imposto de Renda, em decisão que restou assim ementada: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerat corno não impugnada a parte do lançamento contra a qual o contribuinte hão apresenta óbice. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Mantémse a glosa das despesas médicas, cujos documentos não foram apresentados ou não atendem os requisitos previstos na legislação. Fl. 83DF CARF MF Emitido em 20/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 08/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10640.002849/200800 Acórdão n.º 280101.820 S2TE01 Fl. 70 3 DEDUÇÕES. DEPENDENTES. A filha, até vinte e um anos, pode ser considerada dependente para fins de dedução na base de cálculo do imposto de renda. DEDUÇÕES. PREVIDÊNCIA PRIVADA E FAPI. Mantémse a glosa, uma vez que o contribuinte não apresentou documentos comprobatórios da dedução pleiteada. Cientificado em 08/09/2010 (Fls. 36), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 11/10/2010 (fls. 37), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, anexando ainda novos recibos para comprovar o afirmado. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Do exame dos autos verificase que existe uma questão prejudicial à análise do mérito da presente autuação, relacionada com a preclusão do prazo para interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A decisão de Primeira Instância foi encaminhada a contribuinte, via correio, tendo sido recebido em 08/09/2010, conforme atesta o Aviso de Recebimento de fls. 32 . A peça recursal, somente, foi protocolada 11/10/2010, conforme atesta documento de fls. 37, portanto, fora do prazo fatal. Caberia ao recorrente adotar medidas necessárias ao fiel cumprimento das normas legais, observando o prazo fatal para interpor a peça recursal. Nestes termos, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestivo. Carlos César Quadros Pierre Relator Fl. 84DF CARF MF Emitido em 20/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 31/ 08/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 05/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10280.004351/2007-29
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
BOLSA DE ESTUDOS. RESIDÊNCIA MÉDICA. RENDIMENTOS
TRIBUTÁVEIS.
As importâncias recebidas a título de residência médica, independentemente de serem chamadas bolsa de estudo, são consideradas rendimentos do trabalho, devendo compor a base de cálculo na apuração da renda mensal sujeita à retenção na fonte e ao ajuste anual.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE DEPENDENTE.
O lançamento de omissão de rendimentos de dependente não se sustenta quando restar afastada, documentalmente, a declarada condição de dependência, conforme previsto na legislação do imposto de renda pessoa física.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2801-001.881
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento os rendimentos no valor de R$ 16.856,46, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Sat Sep 03 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 BOLSA DE ESTUDOS. RESIDÊNCIA MÉDICA. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. As importâncias recebidas a título de residência médica, independentemente de serem chamadas bolsa de estudo, são consideradas rendimentos do trabalho, devendo compor a base de cálculo na apuração da renda mensal sujeita à retenção na fonte e ao ajuste anual. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE DEPENDENTE. O lançamento de omissão de rendimentos de dependente não se sustenta quando restar afastada, documentalmente, a declarada condição de dependência, conforme previsto na legislação do imposto de renda pessoa física. Recurso provido em parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10280.004351/2007-29
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 6651957
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 02 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-001.881
nome_arquivo_s : 280101881_10280004351200729_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : TÂNIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10280004351200729_6651957.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento os rendimentos no valor de R$ 16.856,46, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 28 00:00:00 UTC 2011
id : 4744920
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744209423202516992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1682; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 53 1 52 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.004351/200729 Recurso nº 178.481 Voluntário Acórdão nº 280101.881 – 1ª Turma Especial Sessão de 28 de setembro de 2011 Matéria IRPF Recorrente MIGUEL SARATY DE OLIVEIRA \ Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 BOLSA DE ESTUDOS. RESIDÊNCIA MÉDICA. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. As importâncias recebidas a título de residência médica, independentemente de serem chamadas bolsa de estudo, são consideradas rendimentos do trabalho, devendo compor a base de cálculo na apuração da renda mensal sujeita à retenção na fonte e ao ajuste anual. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE DEPENDENTE. O lançamento de omissão de rendimentos de dependente não se sustenta quando restar afastada, documentalmente, a declarada condição de dependência, conforme previsto na legislação do imposto de renda pessoa física. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento os rendimentos no valor de R$ 16.856,46, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Fl. 56DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.004351/200729 Acórdão n.º 280101.881 S2TE01 Fl. 54 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Eivanice Canário da Silva. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 14.118,77, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 6.253,89), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 4.690,41), além dos juros de mora (R$ 3.174,47). O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de Pessoa Jurídica. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: Que teve conhecimento da notificação de lançamento em 25/07/2007 por meio de termo de intimação fiscal e compareceu para atendimento, tendolhe sido concedido prazo de quinze dias para providenciar a documentação e que decorridos apenas dois dias do prazo, recebeu ligação telefônica avisando que se procederia ao lançamento, o que lhe retirou a oportunidade de comprovar o que alegava. Era de seu conhecimento que sua declaração referente a 2004 encontravase na base de processamento da Receita, conforme informações obtidas no site da Receita Federal. Por inúmeras vezes tentou entrar em contato para saber por que motivos sua declaração ainda não havia sido processada pelo Fisco Federal e quais as possíveis pendências. Foi fornecida cópia da notificação de lançamento fiscal que enquadra a infração como omissão de rendimentos recebidos das fontes FÜNDAP e SESMA. Os rendimentos informados em DIRF pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo CNPJ 47.903.570/000155, no valor de R$ 16.103,31 adveio de bolsa de estudo, conforme declaração fornecida pela Fundação e, portanto, isento de imposto de renda, motivo pelo qual não foram informados na sua declaração de rendimentos. Como tais rendimentos são isentos, é indevida a, tributação e multa sobre essas verbas, pois a própria legislação do Imposto de Renda inclui em seu texto, a isenção do mencionado tributo no tocante às bolsas de estudos e de pesquisa, no artigo 26 da Lei n° 9.250/95. O RIR/99 manteve a isenção das bolsas de estudos desde que respeitadas as restrições estabelecidas. Fl. 57DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.004351/200729 Acórdão n.º 280101.881 S2TE01 Fl. 55 3 A bolsa de estudo apesar de ser advinda de residência médica não era concedida a todos, mas apenas alguns e poderia ser retirada sem prejuízo à pesquisa da doença de hanseníase patrocinada por vários organismos de incentivo à pesquisa como o Hospital de clínicas de São Paulo, o Instituto de Pesquisa Lauro de Souza, CNPQ, órgãos de esfera federal. Esses valores não geraram variação patrimonial positiva para o contribuinte e nem era fator preponderante à pesquisa. Cita jurisprudência da 1ª Turma do STJ sobre a isenção de bolsas de estudo e pesquisa recebidas do CNPQ, exclusivamente para proceder a estudos ou pesquisas. Quanto aos rendimentos informados em DIRF pela SESMA no valor de R$ 12.317,20, o contribuinte ao ajudar a mãe em momento de necessidade, pois a mesma passava por problemas de saúde, entendeu que a mesma podia ser abatida em seu imposto de renda, tendo em vista que remetia valores para a mesma comprar medicamentos e custear tratamento de Saúde. Esclarece que na oportunidade residia no estado de São Paulo, conforme pode ser comprovado com documentação anexa, portanto não poderia ter seus rendimentos somados ao de sua genitora, visto que cada um arcava com despesas domésticas diversas, uma em São Paulo e outra em Belém do Pará. Ao elencar a sua genitora como sua dependente, o contribuinte apenas declarou uma situação que ocorria, porém, a ajuda do contribuinte à mãe, não ensejava em repartimento de rendas, ou seja, o contribuinte não se beneficiava dos rendimentos da sua mãe, porém o inverso era verdadeiro. Seria um encargo pesado para o contribuinte arcar com. pagamento de imposto sobre a renda que não obteve e nem era esse o animus do legislador ao ditar a legislação fiscal. O erro de escrituração na declaração do contribuinte não foi imbuído de má fé e não trouxe prejuízos à Fazenda Pública. Desta feita, levando em consideração que o Fisco realizou o lançamento sem prévia intimação fiscal ao contribuinte, não lhe sendo dada a oportunidade de juntar documentação hábil a comprovar seus argumentos, constituindose assim crédito tributário, sem se ater que o lançamento foi feito sem ser dada a possibilidade de retificar erros que não podem ser considerados lesivos ao erário público pois não trouxeram variação patrimonial ao contribuinte. Descabida a cobrança dos valores de impósto suplementar, por omissão de renda, bem como as multas de oficio e de mora pela omissão. Requer o cancelamento do débito fiscal reclamado e a concessão para retificar as inconsistências da sua declaração de renda. Fl. 58DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.004351/200729 Acórdão n.º 280101.881 S2TE01 Fl. 56 4 A 2ª Turma da DRJ/BEL/PA julgou procedente o lançamento, conforme Acórdão de fls. 22/29, que restou assim ementado: RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos Ou vantagens percebidos, tais como salários, vantagens, subsídios e bolsas de estudo e de pesquisa. BOLSAS DE ESTUDO E PESQUISA. Somente são isentas as bolsas de estudo e pesquisa caracterizadas como doação, quando recebidas exclusivamente para proceder a estudos ou pesquisas e desde que os resultados dessas atividades não representem vantagem para o doador, nem importem contraprestação de serviços. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 18/12/2008 (fl. 32), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 33/39, em 19/01/2009, no qual reitera os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Cuida o presente lançamento de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica pagos pelas fontes pagadoras Fundação do Desenvolvimento Administrativo, CNPJ 47.903.570/000155, no valor de R$ 16.103,31, e Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente, CNPJ 07.917.818/000112, no valor de R$ 16.856,46. No que se refere aos rendimentos oriundos da fonte pagadora Fundação do Desenvolvimento Administrativo, sustenta o recorrente que tais rendimentos são isentos por se referirem a bolsa de estudo recebida por residência médica. Não há dúvidas que as bolsas de estudos pagas a médico residente importa na contraprestação de serviços. Portanto, não se trata da hipótese versada pelo artigo 26 da Lei nº 9.250/95, já que, ao que consta dos autos, a referida bolsa não foi recebida “exclusivamente para proceder a estudos ou pesquisas e desde que os resultados dessas atividades não representem vantagem para o doador, nem importem contraprestação de serviços”. Fl. 59DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10280.004351/200729 Acórdão n.º 280101.881 S2TE01 Fl. 57 5 Neste sentido, considerase acertada a decisão recorrida que manteve a exigência do imposto de renda sobre a referida verba. Em relação aos rendimentos pagos pela Secretaria Municipal de Saúde e Meio Ambiente Sesma, compulsando os autos, verificase que os rendimentos lançados foram percebidos pela dependente do interessado, Sra. Genoveva Saraty de Oliveira (CPF 615.410.79272). Ora, os pais podem ser dependentes dos filhos desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal (Lei nº 9.250, de 1995, art. 35, inc. VI). Ocorre que o valor de R$ 16.856,46 recebido pela Sra. Genoveva Saraty de Oliveira – mãe do contribuinte, é superior ao limite de isenção anual estabelecido para o período sob exame, correspondente a R$ 12.696,00. Portanto, é certo que, na espécie, houve dedução indevida de dependente referente à mãe do recorrente Genoveva Saraty de Oliveira. Assim, restando afastada, documentalmente, a condição de dependência prevista pela legislação do imposto de renda pessoa física, não se sustenta o lançamento de omissão de rendimentos dessa dependente. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do lançamento os rendimentos no valor de R$ 16.856,46. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 60DF CARF MF Emitido em 20/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 06/10/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 05/10/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10830.720117/2007-79
Data da sessão: Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Dec 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/03/2002 a 30/09/2005
ICMS. BASE DE CÁLCULO. VALIDADE DAS LEIS DE REGÊNCIA.
O valor do ICMS devido pela própria contribuinte integra a base de cálculo do PIS, nos termos das Leis que regem a matéria nos períodos de apuração sob exame. Inafastabilidade de lei sob argumentos de inconstitucionalidade, por força de normas regimental.
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. FALTA DE INTERESSE DE AGIR
Impossibilidade de se conhecer do recurso quando a matéria atacada não foi resistida pelo acórdão recorrido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.291
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 17 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200912
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/03/2002 a 30/09/2005 ICMS. BASE DE CÁLCULO. VALIDADE DAS LEIS DE REGÊNCIA. O valor do ICMS devido pela própria contribuinte integra a base de cálculo do PIS, nos termos das Leis que regem a matéria nos períodos de apuração sob exame. Inafastabilidade de lei sob argumentos de inconstitucionalidade, por força de normas regimental. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. FALTA DE INTERESSE DE AGIR Impossibilidade de se conhecer do recurso quando a matéria atacada não foi resistida pelo acórdão recorrido. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 04 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10830.720117/2007-79
anomes_publicacao_s : 200912
conteudo_id_s : 6661645
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 15 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.291
nome_arquivo_s : 380300291_10830720117200779_200912.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10830720117200779_6661645.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 03 00:00:00 UTC 2009
id : 4613335
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 17 09:41:30 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-05-05T14:00:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-05-05T10:15:41Z; Last-Modified: 2015-05-05T14:00:24Z; dcterms:modified: 2015-05-05T14:00:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:dac4657f-087f-46ee-8957-9de3312463bd; Last-Save-Date: 2015-05-05T14:00:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-05-05T14:00:24Z; meta:save-date: 2015-05-05T14:00:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-05-05T14:00:24Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-05-05T10:15:41Z; created: 2015-05-05T10:15:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2015-05-05T10:15:41Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-05-05T10:15:41Z | Conteúdo =>
_version_ : 1744209423205662720
score : 1.0
