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Numero do processo: 37071.000483/2007-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 06/12/2006
COMPENSAÇÃO TÍTULOS DA ELETROBRÁS
Não compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários, nos termos da Sumula 24 do CARF.
Numero da decisão: 2301-002.085
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Adriano González Silvério
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score : 1.0
Numero do processo: 10680.000506/2001-50
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 10 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1999
PERÍCIA CONTÁBIL PARA MENSURAR OS JUROS DE MORA QUE INCIDIRÃO SOBRE O IMPOSTO DEVIDO E PARA DEFINIR O PRÓPRIO MONTANTE DO IMPOSTO DEVIDO. MEDIDA DESNECESSÁRIA E PROCRASTINATÓRIA. INDEFERIMENTO. O pedido de perícia deve ser indeferido, pois seu objeto é alcançado por mera operação aritmética, sendo o imposto devido obtido a partir aplicação da tabela progressiva anual prevista na Lei nº 9.250/95 sobre os rendimentos tributáveis abatidos das deduções legais. E sobre o imposto devido incide os
juros de mora à taxa selic (e 1% no mês do pagamento), capitalizado de forma simples, a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, até o mês do pagamento, tudo na forma do art. 61, § 3º, da Lei nº 9.430/96. A perícia é desnecessária e meramente procrastinatória.
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. IRRF. RENDIMENTOS. DEDUÇÕES. VALORES CONFIRMADOS PELA DOCUMENTAÇÃO ACOSTADA AOS AUTOS. HIGIDEZ. Estando os valores utilizados pela fiscalização na revisão da declaração de ajuste anual comprovados pela documentação acostada aos autos, hígido o procedimento de revisão.
MATÉRIA SOB APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. CONCOMITÂNCIA DAS INSTÂNCIAS JUDICIAL E ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O litigante não pode discutir a mesma matéria em processo judicial e em administrativo. Havendo coincidência de objetos nos dois processos, deve-se trancar a via administrativa. Em nosso sistema de direito, prevalece a solução dada ao litígio pela via judicial. Inteligência do enunciado sumular CARF nº 1 (DOU
de 22/12/2009), verbis: “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial’.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. TERMO DE INÍCIO DEFINIDO EM LEI, A PARTIR DO VENCIMENTO DO TRIBUTO E EM PRAZO CERTO APÓS A REVOGAÇÃO DE DECISÃO JUDICIAL. PROCEDIMENTO FISCAL APÓS O PRAZO GRACIOSO PARA REGULARIZAÇÃO ESPONTÂNEA DE TRIBUTO QUE TEVE SUA EXIGIBILIDADE OUTRORA SUSPENSA POR MEDIDA JUDICIAL. APLICAÇÃO DA MULTA DE
OFÍCIO SOBRE O TRIBUTO APURADO. ACRÉSCIMO LEGAIS (JUROS E MULTA DE OFÍCIO) QUE PODEM EXCEDER O VALOR DO TRIBUTO. CORREÇÃO.
A partir do momento em que os provimentos judiciais que favoreciam o contribuinte foram reformados, ele teria 30 dias após a data da publicação da decisão judicial para recolher o tributo sem multa de mora, porém com juros de mora a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, na forma dos arts. 61, § 3º, e 63, § 2º, ambos da Lei nº 9.430/96. Ultrapassado o prazo de
30 dias citado sem regularização da pendência junto ao fisco e iniciado procedimento de ofício, deve-se aplicar a multa de ofício sobre o tributo apurado. Por fim, não há qualquer impedimento de que os acessórios (multa de ofício e juros de mora) excedam o principal, até porque o contribuinte
pode obstar essa capitalização, bastando efetuar o depósito extrajudicial da exação discutida na via administrativa.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-001.068
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 PERÍCIA CONTÁBIL PARA MENSURAR OS JUROS DE MORA QUE INCIDIRÃO SOBRE O IMPOSTO DEVIDO E PARA DEFINIR O PRÓPRIO MONTANTE DO IMPOSTO DEVIDO. MEDIDA DESNECESSÁRIA E PROCRASTINATÓRIA. INDEFERIMENTO. O pedido de perícia deve ser indeferido, pois seu objeto é alcançado por mera operação aritmética, sendo o imposto devido obtido a partir aplicação da tabela progressiva anual prevista na Lei nº 9.250/95 sobre os rendimentos tributáveis abatidos das deduções legais. E sobre o imposto devido incide os juros de mora à taxa selic (e 1% no mês do pagamento), capitalizado de forma simples, a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, até o mês do pagamento, tudo na forma do art. 61, § 3º, da Lei nº 9.430/96. A perícia é desnecessária e meramente procrastinatória. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. IRRF. RENDIMENTOS. DEDUÇÕES. VALORES CONFIRMADOS PELA DOCUMENTAÇÃO ACOSTADA AOS AUTOS. HIGIDEZ. Estando os valores utilizados pela fiscalização na revisão da declaração de ajuste anual comprovados pela documentação acostada aos autos, hígido o procedimento de revisão. MATÉRIA SOB APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. CONCOMITÂNCIA DAS INSTÂNCIAS JUDICIAL E ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O litigante não pode discutir a mesma matéria em processo judicial e em administrativo. Havendo coincidência de objetos nos dois processos, deve-se trancar a via administrativa. Em nosso sistema de direito, prevalece a solução dada ao litígio pela via judicial. Inteligência do enunciado sumular CARF nº 1 (DOU de 22/12/2009), verbis: “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial’. ACRÉSCIMOS LEGAIS. TERMO DE INÍCIO DEFINIDO EM LEI, A PARTIR DO VENCIMENTO DO TRIBUTO E EM PRAZO CERTO APÓS A REVOGAÇÃO DE DECISÃO JUDICIAL. PROCEDIMENTO FISCAL APÓS O PRAZO GRACIOSO PARA REGULARIZAÇÃO ESPONTÂNEA DE TRIBUTO QUE TEVE SUA EXIGIBILIDADE OUTRORA SUSPENSA POR MEDIDA JUDICIAL. APLICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO SOBRE O TRIBUTO APURADO. ACRÉSCIMO LEGAIS (JUROS E MULTA DE OFÍCIO) QUE PODEM EXCEDER O VALOR DO TRIBUTO. CORREÇÃO. A partir do momento em que os provimentos judiciais que favoreciam o contribuinte foram reformados, ele teria 30 dias após a data da publicação da decisão judicial para recolher o tributo sem multa de mora, porém com juros de mora a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, na forma dos arts. 61, § 3º, e 63, § 2º, ambos da Lei nº 9.430/96. Ultrapassado o prazo de 30 dias citado sem regularização da pendência junto ao fisco e iniciado procedimento de ofício, deve-se aplicar a multa de ofício sobre o tributo apurado. Por fim, não há qualquer impedimento de que os acessórios (multa de ofício e juros de mora) excedam o principal, até porque o contribuinte pode obstar essa capitalização, bastando efetuar o depósito extrajudicial da exação discutida na via administrativa. Recurso negado.
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MEDIDA DESNECESSÁRIA E PROCRASTINATÓRIA. INDEFERIMENTO. O pedido de perícia deve ser indeferido, pois seu objeto é alcançado por mera operação aritmética, sendo o imposto devido obtido a partir aplicação da tabela progressiva anual prevista na Lei nº 9.250/95 sobre os rendimentos tributáveis abatidos das deduções legais. E sobre o imposto devido incide os juros de mora à taxa selic (e 1% no mês do pagamento), capitalizado de forma simples, a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, até o mês do pagamento, tudo na forma do art. 61, § 3º, da Lei nº 9.430/96. A perícia é desnecessária e meramente procrastinatória. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. IRRF. RENDIMENTOS. DEDUÇÕES. VALORES CONFIRMADOS PELA DOCUMENTAÇÃO ACOSTADA AOS AUTOS. HIGIDEZ. Estando os valores utilizados pela fiscalização na revisão da declaração de ajuste anual comprovados pela documentação acostada aos autos, hígido o procedimento de revisão. MATÉRIA SOB APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. CONCOMITÂNCIA DAS INSTÂNCIAS JUDICIAL E ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O litigante não pode discutir a mesma matéria em processo judicial e em administrativo. Havendo coincidência de objetos nos dois processos, devese trancar a via administrativa. Em nosso sistema de direito, prevalece a solução dada ao litígio pela via judicial. Inteligência do enunciado sumular CARF nº 1 (DOU de 22/12/2009), verbis: “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de Fl. 1DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO 2 julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial’. ACRÉSCIMOS LEGAIS. TERMO DE INÍCIO DEFINIDO EM LEI, A PARTIR DO VENCIMENTO DO TRIBUTO E EM PRAZO CERTO APÓS A REVOGAÇÃO DE DECISÃO JUDICIAL. PROCEDIMENTO FISCAL APÓS O PRAZO GRACIOSO PARA REGULARIZAÇÃO ESPONTÂNEA DE TRIBUTO QUE TEVE SUA EXIGIBILIDADE OUTRORA SUSPENSA POR MEDIDA JUDICIAL. APLICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO SOBRE O TRIBUTO APURADO. ACRÉSCIMO LEGAIS (JUROS E MULTA DE OFÍCIO) QUE PODEM EXCEDER O VALOR DO TRIBUTO. CORREÇÃO. A partir do momento em que os provimentos judiciais que favoreciam o contribuinte foram reformados, ele teria 30 dias após a data da publicação da decisão judicial para recolher o tributo sem multa de mora, porém com juros de mora a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, na forma dos arts. 61, § 3º, e 63, § 2º, ambos da Lei nº 9.430/96. Ultrapassado o prazo de 30 dias citado sem regularização da pendência junto ao fisco e iniciado procedimento de ofício, devese aplicar a multa de ofício sobre o tributo apurado. Por fim, não há qualquer impedimento de que os acessórios (multa de ofício e juros de mora) excedam o principal, até porque o contribuinte pode obstar essa capitalização, bastando efetuar o depósito extrajudicial da exação discutida na via administrativa. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 11/03/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Núbia Matos Moura, Vanessa Pereira Rodrigues Domene, Rubens Maurício Carvalho, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Acácia Sayuri Wakasugi e Giovanni Christian Nunes Campos. Relatório Em face do contribuinte HERMANN DE ALMEIDA, CPF/MF nº 001.351.51600, já qualificado neste processo, foi lavrado, em 20/10/2000, auto de infração (fls. 47 a 51). Abaixo, discriminase o crédito tributário constituído pelo auto de infração antes informado, que sofre a incidência de juros de mora a partir do mês seguinte ao do vencimento do crédito: Fl. 2DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Processo nº 10680.000506/200150 Acórdão n.º 210201.068 S2C1T2 Fl. 182 3 IMPOSTO R$ 9.843,49 MULTA DE OFÍCIO R$ 7.382,61 Abaixo seguem as alterações perpetradas pela autoridade fiscal na DIRPF exercício 1999 do fiscalizado (fls. 48 a 50): FORAM ALTERADOS OS VALORES DAS SEGUINTES LINHAS DE SUA DECLARAÇÃO: REND. / RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS PARA R$ 87.578,64 .(F) DEDUÇÕES / CONTRIB. Á PREV. PRIVADA E FAPI PARA R$ 966,58 .(F) REND. ISENTOS E NÃOTRIBUTÁVEIS PARA R$ 11.700,00 .(F) O RESULTADO DE SUA DECLARAÇÃO FOI MODIFICADO DE SALDO INEXISTENTE DE IMPOSTO A PAGAR OU A RESTITUIR PARA IMPOSTO SUPLEMENTAR DE R$ 9.843,49. ALTERAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA E FAPI INCLUSÃO DA DEDUÇÃO DE R$:966,58 DESCONTADA DO CONTRIBUINTE. ALTERAÇÃO DOS RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS EXCLUSÃO DO VALOR DE R$:68.933,03 ATÉ ENTÃO ISENTO EM VIRTUDE DE AÇÃO CAUTELAR 92.00 15378 0.COM A SENTENÇA DESFAVORÁVEL NÃO HÁ QUE SE MANTER A ISENÇÃO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA OU FÍSICA DECORRENTES DE TRABALHO COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO. EM VIRTUDE DA CONCESSÃO DE LIMINAR EM AÇÃO CAUTELAR, OS AUTORES TIVERAM SUSPENSA A DEDUÇÃO DO IRRF DESCONTADO DOS PROVENTOS DE SUAS APOSENTADORIAS. NO ENTANTO AS SENTENÇAS, TANTO DA AÇÃO CAUTELAR QUANTO DA PRINCIPAL, FORAM DESFAVORÁVEIS AO DECLARANTE.COM A SENTENÇA DA PRINCIPAL SENDO DESFAVORÁVEL REFORMASE A ISENÇÃO TORNANDOSE TRIBUTÁVEL OS RENDIMENTOS ATÉ ENTÃO ISENTOS NO VALOR DE R$:68.933,03. Como se vê dos autos, a autoridade fiscal colacionou no ajuste anual rendimentos que outrora haviam sido afastados da tributação por decisões judiciais monocráticas proferidas em cautelar preparatória e em declaratória principal, que estenderam os limites da então vigente imunidade do Art. 153, § 2º, II, da CR88 (não incidirá nos termos e limites fixados em lei, sobre rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, pagos pela previdência social da União,dos Estados e dos Municípios, a pessoa com idade superior a 65(sessenta e cinco) anos, cuja renda total seja constituída exclusivamente de rendimentos do trabalho) a todos os proventos de aposentadoria do fiscalizado, superando a limitação do art. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO 4 6º, XV, da Lei nº 7.713/88, que, porém, foram revogadas pelo poder judiciário em grau de recurso. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, deduzindo, dentro outros motivos, que o IRRF considerado na revisão da declaração estava minorado. O julgamento foi convertido em diligência para que o INSS informasse o real valor do IRRF sobre as aposentadorias percebidas pelo fiscalizado, quando a autarquia ratificou o IRRF de R$ 1.500,01 (fl. 88). Devese anotar que o fiscalizado havia informado o IRRF de R$ 1.500,01 na declaração de ajuste anual do exercício 1999, mesmo valor utilizado pela autoridade autuante (fl. 47 e 52). A 4ª Turma de Julgamento da DRJBelo Horizonte (MG), por unanimidade de votos, considerou definitivo na esfera administrativa o lançamento referente à matéria objeto de propositura pelo contribuinte de ação judicial e procedente o lançamento em relação as demais matérias, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 0216.050, de 18 de outubro de 2007 (fls. 111 a 117). O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 16/11/2007 (fl. 120). Irresignado, interpôs recurso voluntário em 14/12/2007 (fl. 179). No voluntário, o recorrente alega, em síntese, que: I. após a cassação das decisões judiciais que o favoreciam, o INSS passou a efetuar a retenção do IRRF a partir de outubro de 1998, efetuando uma retenção de R$ 2.951,93 nesse anocalendário, isso agregado à outra retenção de R$ 1.451,92 sobre o 13º salário, esta definitiva na fonte. Aqui, no ajuste anual, deve ser considerado o IRRF de R$ 2.951,93; II. propôs ação rescisória em desfavor dos julgados desfavoráveis, estando correta a manutenção dos valores que não sofreram a retenção do IRRF no anocalendário 1998 como rendimentos isentos. Nessa linha, toda a questão ainda está sub judice; III. “Deixou a Fonte Pagadora do Impugnante de informar que existia uma parcela ISENTA, em decorrência de ação judicial de R$ 13.067,28 (treze mil, sessenta e sete reais e vinte e oito centavos) meses de janeiro a setembro de 1998 inclusive” (fl. 134 – transcrição do recurso voluntário); IV. “Esqueceuse a fonte pagadora do IMPUGNANTE de ainda se referendar à pensão alimentícia paga pelo mesmo à YEDA MARLENE DE ALMEIDA, CPF n. 274.750.93620, no valor de R$ 23.305,36 (vinte e três mil, trezentos e cinco reais e trinta e seis centavos) o que o faria credor da D.DELEGACIA em R$ 2.463,21(dois mil, quatrocentos e sessenta e três reais e vinte e um centavos)” (fl. 134 – transcrição do recurso voluntário); V. deve ser ainda considerada a parcela isenta de R$ 11.700,00, para os contribuintes acima de 65 anos no anocalendário fiscalizado; Fl. 4DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Processo nº 10680.000506/200150 Acórdão n.º 210201.068 S2C1T2 Fl. 183 5 VI. “Perdeu por completo, o IMPUGNANTE a capacidade contributiva; o imposto aqui cobrado pela D. DELEGACIA, tem o condão de verdadeiro confisco, frente aos parcos proventos recebidos pelo IMPUGNANTE e frente a sua idade hoje 77(setenta e sete) anos onde encontrase totalmente inapto para qualquer tipo de trabalho remunerado” (fl. 136 – transcrição do recurso voluntário); VII. os juros de mora à taxa selic, inclusive sobre a multa de ofício, e esta própria devem ser retiradas deste lançamento, pois estão sendo discutidas judicialmente, e somente poderiam incidir após a decisão definitiva proferida pelo poder judiciário. Ademais, mesmo que se considere a data em que o STF declarou a constitucionalidade dos limites do art. 6º, XV, da Lei nº 7.713/88, qual seja, fevereiro de 1998, somente daí se poderia incidir os juros de mora e a multa de ofício, sendo que a multa de ofício somente poderia ser aplicada se houvesse dolo por parte do fiscalizado, o que não se comprovou nestes autos; VIII. as cominações vinculadas ao imposto (juros de mora e multa de ofício) já excedem o valor principal, indo de encontro a todo ao principio tributário maior de que o "acessório não pode ser maior do que o principal”; IX. há um fato novo modificativo da questão em foco em decorrência de recente decisão do STF em Recurso Extraordinário, quando se decidiu aplicar a imunidade do art. 153, § 2º, II, da CR88 para os proventos auferidos antes da EC nº 20/98. Alfim, o recorrente pugna pelo deferimento de uma perícia contábil para mensurar os juros de mora que incidirão sobre o imposto devido, bem como para definir o próprio montante do imposto devido. É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 16/11/2007 (fl. 120), sextafeira, e interpôs o recurso voluntário em 14/12/2007 (fl. 179), dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 18/12/2007, terçafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Inicialmente aqui se rejeita o pedido de perícia contábil para aclarar o cálculo do imposto devido e dos juros de mora incidente sobre o crédito tributário lançado. Tratase de mera operação aritmética, com aplicação da tabela progressiva anual prevista na Lei nº 9.250/95 sobre os rendimentos tributáveis abatidos das deduções legais para apuração do Fl. 5DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO 6 imposto devido. E sobre este incide os juros de mora à taxa selic (e 1% no mês do pagamento), capitalizado de forma simples, a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, até o mês do pagamento, tudo na forma do art. 61, § 3º, da Lei nº 9.430/96. Descabido o pedido de deferimento de perícia para mensuração dos valores acima. Agora se passa a apreciar cada item da defesa, como discriminado no relatório. No item I, o contribuinte objetiva majorar o IRRF considerado na apuração do imposto de renda a pagar. Devese anotar que o fiscalizado havia informado o IRRF de R$ 1.500,01 na declaração de ajuste anual do exercício 1999, mesmo valor utilizado pela autoridade autuante (fl. 47 e 52). Assim, em princípio, sobre esse ponto não poderia haver qualquer controvérsia. Entretanto, a autoridade julgadora a quo converteu o julgamento em diligência, para que o INSS ratificasse ou retificasse o imposto retido sobre os proventos do autuado. Veio o INSS aos autos e prestou a seguinte informação (fl. 88): 1. Em atendimento à solicitação em epígrafe, vimos ratificar as informações constantes na DIRF e no Comprovante de Rendimentos do servidor aposentado HERMANN DE ALMEIDA, CPF 001.351.51600, no anocalendário de 1998 em relação ao Imposto de Renda Retido na Fonte, cujo valor é R$1.500,01(um mil, quinhentos reais e um centavo). 2. Esclarecemos que o valor de R$2.951,93 (dois mil, novecentos e cinquenta e um reais e noventa e três centavos), informado pelo referido servidor aposentado, é o resultado do somatório do Imposto de Renda Retido na Fonte dos meses de novembro e dezembro(R$1.500,01) com o do 13" Salário/Gratificação Natalina (R$1.451,92), cuja tributação é exclusiva. Vêse, então, que a autarquia ratificou o IRRF de R$ 1.500,01, inclusive sequer controvertido na autuação. Ainda, vendo a ficha financeira do autuado na autarquia (fl. 89), percebese que, no contracheque do fiscalizado, somente passou a constar o débito exclusivo de IRRF a partir de novembro de 1998, e não outubro de 1998 como informado pelo recorrente, a indicar a correção da informação acima do INSS (vejase que até o mês de outubro de 1998, o débito do IRRF era compensado com um crédito equivalente no mesmo valor, situação que somente mudou em novembro de 1998). No ponto, sem razão o recorrente. No tocante à defesa do item II (propôs ação rescisória em desfavor dos julgados desfavoráveis, estando correta a manutenção dos valores que não sofreram a retenção do IRRF no anocalendário 1998 como rendimentos isentos. Nessa linha, toda a questão ainda está sub judice), o recorrente não juntou aos autos qualquer decisão judicial que suspendesse a exigibilidade do crédito tributário, ou seja, não há qualquer ordem mandamental que autorize o contribuinte a excluir os proventos do anocalendário 1998 da incidência do imposto de renda, estando correto, no ponto, a autuação. Dessa forma, sem razão o recorrente. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Processo nº 10680.000506/200150 Acórdão n.º 210201.068 S2C1T2 Fl. 184 7 No tocante à defesa do item III (“Deixou a Fonte Pagadora do Impugnante de informar que existia uma parcela ISENTA, em decorrência de ação judicial de R$ 13.067,28( treze mil, sessenta e sete reais e vinte e oito centavos) meses de janeiro a setembro de 1998 inclusive” fl. 134 – transcrição do recurso voluntário), o recorrente não esclareceu como se chegou a tal parcela isenta, pois, com a cassação da medida judicial que lhe beneficiava, somente restaram excluídas do imposto de renda a parcela dos rendimentos até o limite de isenção e a parcela isenta para os contribuintes acima de 65 anos, esta última que montou R$ 11.700,00 no anocalendário 1998 e foi excluída do comprovante de rendimentos emitido pelo INSS (fl. 7). Assim, mais uma vez sem razão o recorrente. Já no item IV da defesa, o recorrente pugna para que seja reconhecida a dedução da pensão alimentícia paga. Ora, como se vê nas fls. 47, 52 e 116, as deduções atingiram o importe de R$ 30.620,45, sendo que em tal valor já se encontrava a pensão alimentícia paga pelo recorrente, a qual, registrese, não foi objeto de qualquer glosa por parte da autoridade fiscal. Assim, inviável deferir o benefício dessa dedução em duplicidade. Sem razão o recorrente. Agora se passa à defesa do item V (deve ser ainda considerada a parcela isenta de R$ 11.700,00, para os contribuintes acima de 65 anos no anocalendário fiscalizado). Observese que a autoridade fiscal considerou como montante dos rendimentos tributáveis as duas aposentadorias percebidas do INSS, nos valores de R$ 84.263,56 e R$ 3.315,08, no montante total de R$ 87.578,64 (fls. 37, 55 c/c a fl. 47), sendo que na aposentadoria maior já tinha havido a dedução da parcela isenta de R$ 11.700,00 (fl. 37), ou seja, a autoridade fiscal deduziu do monte total a parcela isenta. Mais uma vez, sem razão o contribuinte. Quanto à situação subjetiva deduzida pelo contribuinte na defesa do item VI, tal situação não pode ser aqui aplicada, a uma porque somente o legislador poderia definir situações abstratas que levassem a não incidência do imposto de renda; a duas porque não há qualquer lei que obrigue a administração a afastar a imposição tributária, ao argumento de que essa seria confiscatória, pois se deve lembrar que cabe a administração fiscal, por seus agentes lançadores e julgadores, aplicar a lei tributária, sendo que eventual conflito da lei aplicada à espécie com princípios constitucionais somente pode ser acolhido pelo poder judiciário, que tem o monopólio para decretar a inconstitucionalidade de leis de modo incidental. Agora se passa à defesa do item VII (os juros de mora à taxa selic, inclusive sobre a multa de ofício, e esta própria devem ser retiradas deste lançamento, pois estão sendo discutidas judicialmente, e somente poderiam incidir após a decisão definitiva proferida pelo poder judiciário. Ademais, mesmo que se considere a data em que o STF declarou a constitucionalidade dos limites do art. 6º, XV, da Lei nº 7.713/88, qual seja, fevereiro de 1998, somente daí se poderia incidir os juros de mora e a multa de ofício, sendo que a multa de ofício somente poderia ser aplicada se houvesse dolo por parte do fiscalizado, o que não se comprovou nestes autos). Fl. 7DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO 8 A primeira parte da defesa, que o contribuinte alega que a está discutindo judicialmente, não pode ser aqui debatida, pois a propositura de uma ação rescisória obsta que este contencioso aprecie a mesma matéria submetida ao poder judiciário, em decorrência da impossibilidade da concomitância das instâncias, como cristalizado na SÚMULA CARF Nº 1 – “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial’. Quanto ao termo de início da incidência das cominações legais, a partir do momento em que os provimentos judiciais que favoreciam o contribuinte foram reformados, ele teria 30 dias após a data da publicação da decisão judicial para recolher o tributo sem multa de mora, porém com juros de mora a partir do mês seguinte ao vencimento da obrigação, na forma dos arts. 61, § 3º, e 63, § 2º, ambos da Lei nº 9.430/96, abaixo transcrito: Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) (...) §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art.63.Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001) (...) § 2º A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. Ora, como se apreende dos autos, diversos anos antes do anocalendário 1998 as medidas judiciais que favoreciam o contribuinte haviam sido reformadas, sem que esse aproveitasse para regularizar espontaneamente sua obrigação perante a Receita Federal. Assim, quando foi submetido ao procedimento de ofício em 2001, não havia mais nenhuma medida judicial protetiva, sendo de rigor imputar ao fiscalizado a multa de ofício de 75% e os juros de mora à taxa Selic. Agora, passase à defesa do item VIII (as cominações vinculadas ao imposto (juros de mora e multa de ofício) já excedem o valor principal, indo de encontro a todo ao principio tributário maior de que o "acessório não pode ser maior do que o principal”). Fl. 8DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Processo nº 10680.000506/200150 Acórdão n.º 210201.068 S2C1T2 Fl. 185 9 Os juros de mora e a multa de ofício somente passaram a exceder o principal em decorrência do longo tempo de tramitação do presente processo administrativo fiscal, não havendo nenhuma norma legal que suspenda a fluência de tais encargos pecuniários. É verdade que o contribuinte poderia ter feito o depósito administrativo da exação ora discutida, impedindo, assim, a fluência dos encargos, porém isso não ocorreu no caso vertente. Insistese que não há qualquer impedimento de que os acessórios (multa de ofício e juros de mora) excedam o principal, até porque o contribuinte pode obstar essa capitalização, como já dito, bastando efetuar o depósito extrajudicial da exação discutida na via administrativa, o que não ocorreu nestes autos. Mais uma vez, sem razão o recorrente. Por fim, passase à defesa do item IX (há um fato novo modificativo da questão em foco em decorrência de recente decisão do STF em Recurso Extraordinário, quando se decidiu aplicar a imunidade do art. 153, § 2º, II, da CR88 para os proventos auferidos antes da EC nº 20/98). Aqui o contribuinte sequer especificou o número do RE – Recurso Extraordinário acima. Entretanto, devese anotar que o RE faz coisa julgada para as partes ligantes, exceto se o Senado Federal publicar Resolução afastando do mundo jurídico a norma inconstitucional, o que não aconteceu até o momento com o art. 6º, XV, da Lei nº 7.713/88, esta que fixou um limite para a isenção dos maiores de 65 anos. Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 9DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO Assinado digitalmente em 11/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPO
score : 1.0
Numero do processo: 10835.001393/2006-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jun 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
IRPF. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS AUFERIDOS POR DEPENDENTE. NECESSIDADE DE INCLUSÃO NA DECLARAÇÃO DO TITULAR. EXCLUSÃO DE DEPENDENTE. ÔNUS DO RECORRENTE COMPROVAR O ERRO DE FATO.
Os rendimentos tributáveis recebidos por dependente devem ser tributados na declaração do titular.
Como a declaração de dependentes é uma opção do declarante, é seu o ônus de demonstrar o erro nessa informação.
No caso, não há qualquer vedação para a inclusão de cônjuge como
dependente, e não existe qualquer informação nos sistemas da Receita Federal, nem foram trazidas provas aos autos, de que a dependente apresentou declaração em separado.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2101-001.146
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: Jose Evande Carvalho Araújo
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RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS AUFERIDOS POR DEPENDENTE. NECESSIDADE DE INCLUSÃO NA DECLARAÇÃO DO TITULAR. EXCLUSÃO DE DEPENDENTE. ÔNUS DO RECORRENTE COMPROVAR O ERRO DE FATO. Os rendimentos tributáveis recebidos por dependente devem ser tributados na declaração do titular. Como a declaração de dependentes é uma opção do declarante, é seu o ônus de demonstrar o erro nessa informação. No caso, não há qualquer vedação para a inclusão de cônjuge como dependente, e não existe qualquer informação nos sistemas da Receita Federal, nem foram trazidas provas aos autos, de que a dependente apresentou declaração em separado. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Presidente. (assinado digitalmente) ___________________________________ José Evande Carvalho Araujo Relator. Fl. 42DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/ 06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos (Presidente), José Evande Carvalho Araujo, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Célia Maria de Souza Murphy, Gonçalo Bonet Allage, Alexandre Naoki Nishioka. Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado a Notificação de Lançamento de fls. 4 a 8, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, para lançar infração de omissão de rendimentos recebidos por dependente, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$1.973,87, acrescido de multa de ofício e juros de mora. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 1 a 2), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fl. 27), que foi lançado indevidamente o rendimento da dependente Lairce Fernandes Ferreira, CPF no 141.904.31885, vez que essa entregou sua declaração de isento no exercício em questão e que a mesma foi colocada na declaração do impugnante, como dependente, por engano. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou procedente o lançamento, em julgamento consubstanciado na seguinte ementa (fls. 26 a 29): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. DEPENDENTES Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. A retificação da declaração visando a reduzir ou excluir tributo só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Lançamento Procedente O julgador de 1a instância fundamentou sua decisão no fato da inclusão de dependentes ser uma opção do contribuinte, que o obriga a declarar seus rendimentos, e que não havia informações no sistema da Receita Federal sobre a entrega de Declaração Anual de Isentos pelo dependente. Fl. 43DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/ 06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10835.001393/200611 Acórdão n.º 2101001.146 S2C1T1 Fl. 37 3 RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 21/08/2008 (fl. 32), o contribuinte apresentou, em 17/09/2008, o recurso de fls. 33 a 34, onde repete os argumentos da impugnação, reforçando que sua esposa não é sua dependente e que foi incluída na declaração por engano. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 35, que também trata do envio dos autos ao então Primeiro Conselho de Contribuintes. É o Relatório. Voto Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Relator. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte apresentou sua declaração de ajuste do exercício de 2005 no modelo completo, declarando rendimentos de R$25.682,44, e informando a Sra. Lairce Fernandes Ferreira, CPF no 141.904.31885, como dependente (fls. 19 e 20). Entretanto, a fonte pagadora Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, CNPJ no 55.356.6531000108, informou ter pago à dependente a quantia de R$10.776,07 (fl. 21), valor omitido na declaração de ajuste do fiscalizado, fato que motivou o lançamento sob análise. Tanto na impugnação quanto no voluntário, o contribuinte alega que houve erro na declaração, pois sua esposa não é sua dependente, e que ela apresentou declaração anual de isento. Entretanto, não se pode esquecer que a informação de dependentes é uma opção do declarante, que traz como bônus as deduções referentes aos dependentes, e como ônus a tributação dos rendimentos conjuntos do titular e de seus dependentes. A única possibilidade de se aceitar os argumentos do recurso seria a comprovação de erro de fato, o que seria ônus do recorrente. Contudo, não há qualquer vedação para a inclusão de cônjuge como dependente, e não existe qualquer informação nos sistemas da Receita Federal (fl. 24), nem foram trazidas provas aos autos, de que a Sra. Lairce Fernandes Ferreira tenha apresentado declaração em separado no exercício de 2005. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araujo Fl. 44DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/ 06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS 4 Fl. 45DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/ 06/2011 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 11618.000351/2003-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Jun 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997
RESSARCIMENTO. DECADÊNCIA.
O direito de solicitar o ressarcimento de crédito presumido do IPI decai no
prazo de cinco anos, contado do encerramento do trimestre de referência.
COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. PRAZO.
O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo é
de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
A escrituração mantida com observância das disposições legais só faz prova a
favor do contribuinte se os fatos nela registrados forem comprovados por
documentos hábeis.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-001.039
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: ALAN FIALHO GANDRA
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DECADÊNCIA. O direito de solicitar o ressarcimento de crédito presumido do IPI decai no prazo de cinco anos, contado do encerramento do trimestre de referência. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. PRAZO. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo é de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. A escrituração mantida com observância das disposições legais só faz prova a favor do contribuinte se os fatos nela registrados forem comprovados por documentos hábeis. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Alan Fialho Gandra Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 24/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA 2 ALAN FIALHO GANDRA Redator designado. EDITADO EM: 07/06/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra e Alexandre Gomes. Ausente o conselheiro Gileno Gurjão Barreto. Relatório A empresa Companhia Industrial do Sisal CISAL apresentou, em 14/02/2003, Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido de IPI, de que trata a Lei nº 9.363/96, referente ao 4º trimestre de 1997, cumulado com declaração de compensação. Tal pedido foi indeferido pela DRF de sua jurisdição, através de despacho decisório (fls. 22), sob os fundamentos da decadência do ressarcimento e pela não apresentação das notas fiscais de entrada. A Interessada foi cientificada do despacho em 10/08/2006 (AR às fls.29). Inconformada com o indeferimento, apresentou suas razões e argumentos em manifestação de inconformidade, alegando, em síntese: i) com supedâneo na tese dos “cinco mais cinco”, a não ocorrência da decadência; ii) a homologação tácita da compensação e iii) quanto a não apresentação das notas fiscais, que expirou o prazo de guardálas, e que o ressarcimento está evidenciado na sua escrituração, a qual foi apresentada ao Fisco e faz prova a seu favor. A manifestação de inconformidade foi apreciada por colegiado de primeira instância que negou o direito creditório, em acórdão com a seguinte ementa: “CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRESCRIÇÃO. O prazo para requerer o ressarcimento do crédito presumido de IPI prescreve em cinco anos, contados da data de encerramento do trimestrecalendário de apuração. Rest/Ress. Indeferido Comp. não homologada”. Cientificada do acórdão, a interessada insurgese contra seus termos interpondo recurso voluntário a este Eg. Conselho, repisando os mesmos argumentos aduzidos anteriormente. Na forma regimental, o processo foi distribuído a este Relator. É o relatório. Voto Conselheiro Alan Fialho Gandra, Relator Fl. 2DF CARF MF Emitido em 24/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Processo nº 11618.000351/200330 Acórdão n.º 330201.039 S3C3T2 Fl. 2 3 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. O ressarcimento de crédito presumido de IPI, instituído pela Lei nº 9.363/96, é um estímulo fiscal, de natureza escritural. Tratase de um instituto distinto da restituição visto que não decorre de um pagamento a maior ou indevido. A restituição está sujeita as regras de repetição de indébito prescritas no Código Tributário Nacional, enquanto ao ressarcimento aplicase regra específica, insculpida no art. 1º do Decreto nº 20.910/32, que assim dispõe: “Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda Federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.” O prazo para aproveitamento dos créditos do IPI, ao contrário do que sustenta a Reclamante, é de cinco anos, contado da data do ato ou fato do qual se originarem. Dentro desse prazo os créditos podem ser escriturados e utilizados na conta gráfica do IPI ou ser objeto de pedido de ressarcimento. Neste mesmo sentido é a orientação do Parecer Normativo CST nº 515/1971 (DOU de 27/08/1971), e decisão do STJ (2ª Turma) no RE nº 48.722DF (94.0015270), julgamento em 17/06/1996, (DOU de 12/08/1996). Considerando que o crédito presumido em baila é apurado trimestralmente, o termo inicial para contagem do prazo qüinqüenal é o último dia útil do trimestre, no caso, 31/12/2007, e que o pedido de ressarcimento só foi apresentado em 14/02/2003, resta decaído o direito do ressarcimento, posto que apresentado após o qüinqüênio decadencial. Destarte, no que diz respeito a decadência do ressarcimento, não assiste razão à Recorrente eis que tal direito decaiu em 31/12/2002. No tocante a alegação de homologação tácita da compensação, apoiada na tese de que o termo inicial do prazo é a data do fato gerador do tributo, não assiste, também, razão à Recorente haja vista que o § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (dispositivo que disciplina a matéria) estabelece que o termo a quo de tal prazo é a data da entrega da declaração de compensação, vejamos: Lei nº 9.430/96 Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 24/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA 4 Defluise da simples leitura do excerto legal acima que os débitos objeto de pedido de compensação decaem após o prazo de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Por óbvio, caso haja retificação, esse prazo contase da data de apresentação da declaração retificadora. No presente caso a declaração de compensação foi apresentada em 14/02/2003 e a ciência do despacho decisório (AR às fls. 29) ocorreu em 10/08/2006, portanto, a administração fazendária apreciou as compesações pleiteadas dentro do prazo de cinco anos, contado da entrega da declaração. Dessarte, nesse particular, não assiste razão à Recorrente, não havendo que se falar em homologação da compensação, visto que o indeferimento ocorreu dentro do prazo previsto no art. 74, § 5º, da Lei nº 9.430/96. Em relação a não apresentação das notas fiscais e que o ressarcimento está evidenciado em sua escrituração, a qual faz prova a seu favor, têmse a ponderar o seguinte: i) Noção cediça, fatos controvertidos e relevantes devem ser provados, acostandose no processo as provas necessárias para a comprovação dos fatos alegados pelas partes; ii) Em matéria de prova prevalece o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Nesse sentido, temos o art. 36 da Lei nº 9.784/96 que estabelece que cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. Então, cabe ao Contribuinte a apresentação das notas fiscais; iii) Uma das formas de se provar o fato jurídico é através de documentos (art. 212, II, da Lei nº 10.406/02). No presente caso seria através das notas fiscais originais, as quais não foram apresentadas; iv) A escrituração mantida com observância das disposições legais só faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados, se comprovados por documentos hábeis. (Decretolei n.° 1.598/77, art. 9.°, § 1.°); v) Os comprovantes da escrituração da pessoa jurídica, relativos à fatos que repercutem em lançamentos contábeis de exercícios futuros, serão conservados até que se opere a decadência de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos a esses exercícios. (Art. 37, da Lei nº 9.430/96, aplicável ao presente caso por analogia); Portanto, sem razão a Recorrente eis que, por falta de prova, não demonstrou a liquidez do seu pedido. No mais, com fulcro no art. 50, § 1º, da Lei nº 9.784/99, adoto e ratifico as razões e fundamentos do acórdão de primeira instância. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 24/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Processo nº 11618.000351/200330 Acórdão n.º 330201.039 S3C3T2 Fl. 3 5 Pelas razões acima aduzidas e sendo o que basta para o deslinde processual, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Alan Fialho Gandra Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 24/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 07/06/2011 por ALAN FIALHO GANDRA
score : 1.0
Numero do processo: 10380.010310/2007-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 23/08/2007
CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, “a” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do artigo 32, II da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “a” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/02/2000 a 30/09/2006
DECADÊNCIA SALÁRIO INDIRETO NÃO RECONHECIMENTO ART. 173, I DO CTN SUMULA VINCULANTE N. 08 STF
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a “Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário””.
Em se tratando de auto de infração pelo descumprimento de obrigação acessória, não há de se falar em recolhimento antecipado, devendo a decadência ser apreciada a luz do art. 173, I do CTN.
Mesmo considerando que parte das exigências que ensejaram o Auto de Infração poderiam encontrar-se decadentes, a existência de uma única falta fora do prazo decadencial (no caso no ano de 2006) é capaz de dar sustentáculo a manutenção da autuação.
AUTO DE INFRAÇÃO AUSÊNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA AUTUAÇÃO NÃO
IMPUGNAÇÃO EXPRESSA.
A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da Decisão Notificação.
A autuação encontra-se devidamente fundamentada, tendo no Relatório Fiscal da Infração e da multa aplicada, a autoridade fiscal descrito as faltas cometidas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-001.814
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 23/08/2007 CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, “a” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do artigo 32, II da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “a” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2000 a 30/09/2006 DECADÊNCIA SALÁRIO INDIRETO NÃO RECONHECIMENTO ART. 173, I DO CTN SUMULA VINCULANTE N. 08 STF O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a “Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário””. Em se tratando de auto de infração pelo descumprimento de obrigação acessória, não há de se falar em recolhimento antecipado, devendo a decadência ser apreciada a luz do art. 173, I do CTN. Mesmo considerando que parte das exigências que ensejaram o Auto de Infração poderiam encontrar-se decadentes, a existência de uma única falta fora do prazo decadencial (no caso no ano de 2006) é capaz de dar sustentáculo a manutenção da autuação. AUTO DE INFRAÇÃO AUSÊNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA AUTUAÇÃO NÃO IMPUGNAÇÃO EXPRESSA. A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da Decisão Notificação. A autuação encontra-se devidamente fundamentada, tendo no Relatório Fiscal da Infração e da multa aplicada, a autoridade fiscal descrito as faltas cometidas. Recurso Voluntário Negado.
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CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do artigo 32, II da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “a” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2000 a 30/09/2006 DECADÊNCIA SALÁRIO INDIRETO NÃO RECONHECIMENTO ART. 173, I DO CTN SUMULA VINCULANTE N. 08 STF O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a “Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário””. Em se tratando de auto de infração pelo descumprimento de obrigação acessória, não há de se falar em recolhimento antecipado, devendo a decadência ser apreciada a luz do art. 173, I do CTN. Mesmo considerando que parte das exigências que ensejaram o Auto de Infração poderiam encontrarse decadentes, a existência de uma única falta fora do prazo decadencial (no caso no ano de 2006) é capaz de dar sustentáculo a manutenção da autuação. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 AUTO DE INFRAÇÃO AUSÊNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA AUTUAÇÃO NÃO IMPUGNAÇÃO EXPRESSA. A não impugnação expressa dos fatos geradores objeto do lançamento importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos da Decisão Notificação. A autuação encontrase devidamente fundamentada, tendo no Relatório Fiscal da Infração e da multa aplicada, a autoridade fiscal descrito as faltas cometidas. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10380.010310/200743 Acórdão n.º 2401001.814 S2C4T1 Fl. 135 3 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado sob o n. 37.117.6433, em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, II da Lei n ° 8.212/1991 c/c art. 283, II, “a” do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização do INSS, analisar a documentação física apresentada pelo contribuinte, bem como confrontála com os registros contábeis escriturados nos livros DIÁRIO e RAZÃO, a fiscalização identificou que a empresa contabilizou pagamentos a pessoas físicas(autônomos) nas seguintes contas: 3.1.1.02.001.03.02.03 ASSISTÊNCIA MÉDICA E ODONTOLÓGICA; 3.1.2.01.002.01.04.19 GASTOS COM VIAGENS; 3.1.2.01.002.01.04.24 OUTROS GASTOS. Tais escriturações contábeis estão registradas em títulos impróprios da contabilidade conforme cópia em anexo, infringindo, portanto, a Lei n. o 8.212/91, art. 32, II, combinado com o art. 225,II, e, art. 225, II §§ 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. o 3.048/99, não registrando, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 23/08/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 29/08/2007. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou impugnação, fls. 35 a 46. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência do lançamento, fls. 79 a 87. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 98. Em síntese, a recorrente alega: Prazo decadencial 1. Operase na presente Notificação a decadência do direito de lançar de todos os débitos anteriores a 29/08/2002. Contabilidade 2. A fiscalização procedeu a uma desconsideração de ato ou negócio jurídico, desvirtuando os conceitos do direito privado. Ademais desconsiderou a escrituração e a considerou como uma contabilidade geral, sem sopesar os fatos com cada unidade de CNPJ próprio. 3. Observase que a aferição é indireta, haveria de ser realizada a prova cabal da existência de infração, por aplicação do Decreto Federal n° 3000/99: "art. 923 A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais"; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Confisco 4. Não houve por parte da fiscalização qualquer parametrização para a estipulação da multa decorrente de suposta infração a dispositivo legal, e o fato da mesma assumir valor tão alto, verificase que a mesma possui nítida feição confiscatória. Por esta razão, existindo dúvida quanto à feição confiscatória, é de ser aplicado o art. 112 do CTN; Multa de mora 5. Com a aplicação das penalidades denominadas multas moratórias, o contribuinte já se encontra sob a égide da multa punitiva, não podendo ser penalizado duplamente pelo mesmo fundamento. Não pode ocorrer a aplicação de multa moratória, como aplicadas nas NFLDs, posto que foram realizadas em conjunto. Todas as notificações lavradas na ação fiscal abrangem a penalidade pelo descumprimento da obrigação, não podendo subsistir o presente auto, por caracterizar o bis in idem; Fundamentação legal — Cerceamento de defesa 6. A fundamentação existente no Relatório Fiscal da infração diz respeito ao art. 32, inciso IV, § 6° da Lei 8212/91. O contribuinte recolheu todas as contribuições pertinentes às verbas devidas. Importante salientar que antes da confirmação da existência ou não de infração ou de existência ou não de verbas que integram o saláriodecontribuição, não se pode prosseguir no julgamento da presente autuação. 7. Impossível apresentar em GFIP as informações veiculadas em razão de que todas as despesas não integram a remuneração de seus funcionários. Não houve de qualquer modo a motivação que evidencie a caracterização de remuneração; 8. As exigências descritas no Relatório da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, estão a ocultar os dispositivos legais a facilitar o direito de ampla defesa do defendente, advindo apenas fundamentação genérica. A disparidade de informações dificulta. É que a motivação é caractere indispensável do autodeinfração, a fim de que se propicie a escorreita defesa técnica. Inexiste portanto fato punível, no presente caso. Sob a égide do princípio da legalidade, a omissão de evidências e o não sopesamento dos fatos, torna írrito o ato, deixando por conseguinte sem possibilidade de defesa a empresa; 9. O princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório são direitos asseguradores do Estado Democrático de Direito, onde o administrado, ao ser processado pelo Estado, tem o direito de defenderse do que lhe é imputado. Impossibilitado está portanto de produzir defesa, se não há sequer expressa previsão de texto legal ou autorizativo de cominação de infração; 10. Não pode ser a empresa penalizada por um ato que não deu causa, haja vista que está prejudicada inclusive em seu direito de defesa, por não ter subsídios fáticos que possa contestar. Dessa forma, o autodeinfração deve retornar à diligência para resolver o erro, com retorno de prazo de defesa; Contribuição do empregado Aferição 11. No Discriminativo Analítico do Débito, revelase que a fiscalização aplicou ainda a cobrança de 8% sobre os pretensos valores devidos, como se fosse obrigação da empresa recolher a contribuição devida pelo obreiro na circunstância do lançamento fiscal, sem sequer existir a individuação do segurado empregado, o que inviabiliza pela via reflexa, a Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10380.010310/200743 Acórdão n.º 2401001.814 S2C4T1 Fl. 136 5 emissão de qualquer GFIP, caso subsista a notificação, visando dar cumprimento à obrigação acessória. 12. Não se pode aceitar a aferição indireta, em razão de que o art. 597 da IN MPS n° 03/2005, que afirma que a aferição indireta apenas será realizada quando a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados, o que não ocorreu no caso concreto; Aplicação da lei no tempo 13. Devese por oportuno ser aplicada a cada época, os valores pertinentes às épocas próprias, já que, em conformidade com o princípio da regra menos gravosa, a cada período não pode ser aplicada penalidade atual, já que na época da ocorrência da suposta infração, vigia outra norma. Por esta razão, caso seja mantida a penalidade, pede redução da multa, em razão do CTN (ar.106, II, "c"); 14. Por fim, requer: a) a improcedência do autodeinfração; b) primeiramente o julgamento das NFLDs (improcedente ou decadente) e daí haja a repercussão no presente auto; c) se mantido o auto seja reduzida a penalidade, tanto em razão da nítida feição confiscatória, quanto da aplicação da penalidade mais benéfica ao contribuinte; d) protesta provar o alegado, por todos os meios de prova em Direito admitidos, especialmente diligências a serem realizadas no curso do processo, juntadas posterior de documentos, perícia a ser realizada nas unidades da empresa. 15. Peticionou a recorrente aditivo ao recurso no sentido de ser declarada a decadência do lançamento frente a Súmula Vinculante n. 08. O recurso foi encaminhado a este Conselho para julgamento. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 91 e 98. Superados os pressupostos, passo ao exame do mérito. DAS PRELIMINARES AO MÉRITO DA DECADÊNCIA Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto deste Auto de Infração, entendo cabível a sua apreciação. Em primeiro lugar, devemos considerar que se trata de auto de infração, que ao contrário das NFLD, constitui obrigação acessória de “fazer” ou “deixar de fazer”, sendo irrelevante a existência ou não de recolhimentos antecipados. Porém, antes de identificar o período abrangido pela decadência, exponha a tese que adoto sobre o assunto. Dessa forma, quanto a aplicação da decadência qüinqüenal, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, profiro meu entendimento. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10380.010310/200743 Acórdão n.º 2401001.814 S2C4T1 Fl. 137 7 previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 Contudo, entendo que desnecessária a apreciação do prazo alcançado pela decadência quinquenal, uma vez que o valor da multa aplicada no AI em questão, independe do n. de ocorrências, bastando uma única falta dentro de prazo não alcançado pela decadência qüinqüenal para manutenção da autuação. No caso, podemos observar no relatório fiscal da infração que a falta persiste no tempo, tendo o auditor anexado cópias de livro contábil do ano de 2006, fls. 16 a 20, demonstrando a contabilização indevida de pagamentos a pessoas físicas em contas diversas. Assim, afasto a preliminar de decadência requerida. QUANTO A NULIDADE DA AUTUAÇÃO PELO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Quanto a nulidade avençada, cumprenos destacar que o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento de defesa. Destacase como passos necessários a realização do procedimento: Ø autorização por meio da emissão do Mandato de Procedimento Fiscal – MPF F e complementares, com a competente designação do auditor fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; Ø intimação para a apresentação dos documentos conforme Termos de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; Ø autuação dentro do prazo autorizado pelo referido mandato, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes. Neste sentido, as alegações de que o procedimento não poderia prosperar por não ter a autoridade realizado a devida fundamentação das contribuições, ou mesmo realizado fundamentação diversa, descrevendo o recorrente que “a fundamentação existente no Relatório Fiscal da infração diz respeito ao art. 32, inciso IV, § 6° da Lei 8212/91”, não lhe confiro razão. Ao contrário do alegado o relatório fiscal da infração, fl. 15, não apenas descreve da maneira correta o dispositivo legal infringido, qual seja, o art. 32, II da Lei 8212/91, como procedeu o auditor a transcrição do mesmo, identificando, inclusive por meio de anexos ao relatório as contas contábeis em que foram encontrados registros de pagamentos a pessoas físicas. Superadas as preliminares, passo ao exame do mérito. DO MÉRITO: Quanto ao mérito destacase que a não impugnação expressa dos fatos geradores objeto da autuação importa em renúncia e conseqüente concordância com os termos do AI. Não demonstrou o recorrente a contabilização de pagamentos a pessoas físicas em contas próprias, tecendo argumentos, apenas no sentido da impossibilidade de desconsideração da escrituração contábil por parte da autoridade fiscal, o que no caso vertente não ocorreu, mas tão somente a autuação, pelo descumprimento da obrigação de registrar em contas próprias. MULTA CONFISCATÓRIA Fl. 8DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10380.010310/200743 Acórdão n.º 2401001.814 S2C4T1 Fl. 138 9 Quanto ao argumento de que a multa aplicada tem caráter confiscatório, indo de encontro ao princípio constitucional que veda o confisco, e em função disso deve ser relevada, teço os seguintes argumentos. A vedação constitucional quanto ao caráter confiscatório se dá em relação ao tributo e não à penalidade pecuniária, sendo esta última a apreciada no caso concreto. Nesse sentido preceitua o art. 150, IV da Constituição Federal de 1988: Art. 150 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) IV utilizar tributo com efeito de confisco; O procedimento adotado pelo AFPS na aplicação do presente autode infração seguiu a legislação previdenciária, conforme fundamentação legal descrita. A empresa é obrigada ao lançamento em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, de todos os fatos geradores de contribuições, do montante das quantias descontadas, das contribuições da empresa e dos totais recolhidos, conforme previsão no art. 32, inciso II da Lei n ° 8.212/1991. Ainda de acordo com o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048, em seu art. 225, II, § 13, a escrituração pode ser exigida após decorridos 90 dias da ocorrência do fato gerador, nestas palavras: Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 Assim, a exigência da fiscalização não foi desmedida, pois a solicitação foi realizada no prazo estabelecido na legislação. A AuditoraFiscal agiu de acordo com a norma aplicável, e não poderia deixar de fazêlo, uma vez que sua atividade é vinculada. Destacase que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. Como é de conhecimento, a obrigação acessória é decorrente da legislação tributária e não apenas da lei em sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2º do CTN, nestas palavras: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Conforme descrito no art. 96 do CTN, a legislação engloba não apenas as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos, mas também as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Assim, foi correta a aplicação do auto de infração pelo órgão previdenciário. O relatório fiscal, indicou de maneira clara e precisa todos os fatos ocorridos, havendo subsunção destes à norma prevista na Lei n ° 8.212/1991. O Auto de Infração ao ser aplicado no presente caso, não se transforma em meio obtuso de arrecadação, nem possui efeito confiscatório. Pelo contrário, na legislação previdenciária, a aplicação de auto de infração não possui a natureza meramente arrecadatória, o que se demonstra pela possibilidade de atenuação ou até mesmo de relevação da multa. Nesta última hipótese, o infrator não pagará nenhum valor, desde que cumpridas as disposições legais Nesse sentido, dispõe o art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. § 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta Fl. 10DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10380.010310/200743 Acórdão n.º 2401001.814 S2C4T1 Fl. 139 11 ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. § 3º A autoridade que atenuar ou relevar multa recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior, de acordo com o disposto no art. 366. Os valores aplicados em auto de infração pela omissão justificamse pelo fato da importância dos esclarecimentos para administração previdenciária. As informações prestadas auxiliarão na fiscalização das contribuições arrecadadas em prol da Previdência Social. No caso, o pagamento a pessoas físicas constitui fato gerador de contribuições previdenciárias, devendo sua contabilização ser realizada em conta própria. Vale destacar, ainda, que a responsabilidade pela infração tributária é em regra objetiva, isto é independe de culpa ou dolo, ou das circunstâncias que geraram o descumprimento da legislação. QUANTO AO VALOR DA MULTA APLICADA Quanto à argumentação da recorrente de que a multa aplicada possui valor exacerbado, tendo a autoridade fiscal aplicado penalidade de forma mais gravosa, também não lhe confiro razão. Conforme descrito no próprio art. 373 do RPS, quanto ao reajuste das multas: Art. 373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Destacase que o Decreto 5.443/2005 dispõe acerca dos percentuais de reajuste de benefícios e que consubstanciado nos índices estabelecidos no referido decreto foi editada a portaria 822/2005, que assim dispõe: PORTARIA MPS Nº 822, DE 11 DE MAIO DE 2005 – DOU DE 12/05/2005 O MINISTRO DE ESTADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, CONSIDERANDO as Emendas Constitucionais nº 20, de 15 de dezembro de 1998, e nº 41, de 19 de dezembro de 2003, que modificaram o sistema de previdência social; CONSIDERANDO as Leis nºs 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, que dispõem, respectivamente, sobre a organização da Seguridade Social e institui o Plano de Custeio e os Planos de Benefícios da Previdência Social; CONSIDERANDO as Medidas Provisórias nº 2.18713, de 24 de agosto de 2001, que dispõe sobre o reajuste dos benefícios da Previdência Social, e nº 248, de 20 de abril de 2005, que dispõe sobre o salário mínimo a partir de 1º de maio de 2005; Fl. 11DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 CONSIDERANDO o Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999; CONSIDERANDO o Decreto nº 5.443, de 9 de maio de 2005, que dispõe sobre o reajuste dos benefícios mantidos pela Previdência Social a partir de 1º de maio de 2005, resolve: (...) Art. 8º A partir de 1º de maio de 2005: V o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social RPS, para a qual não haja penalidade expressamente cominada (art. 283), varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 1.101,75 (um mil cento e um reais e setenta e cinco centavos) a R$ 110.174,67 (cento e dez mil cento e setenta e quatro reais e sessenta e sete centavos);(grifo nosso) DA AFERIÇÃO INDIRETA E DA MULTA DE MORA Foram descritos pelo recorrente fatos alheios ao Auto de infração em questão, e acredito sejam situações encontradas nos outros lançamento realizados no mesmo procedimento fiscal. Dessa forma, me abstenho de apreciar a multa de mora e a aferição, posto que no lançamento em questão por se tratar de Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação acessória a multa imposta não se confunde com a multa de mora (pelo atraso no pagamento de contribuições) e nem tampouco existe qualquer lançamento de contribuição de segurados empregados por aferição. Assim, não só correto foi a aplicação do auto de infração ao presente caso pelo autoridade previdenciária, como encontrase devidamente fundamentada a multa aplicada.. Desse modo, a autuação deve persistir integralmente. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para rejeitar as preliminares suscitadas e no mérito NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 12DF CARF MF Emitido em 01/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 09/05/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 17/05/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 13896.000589/2008-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1997 a 31/10/1997, 01/01/1998 a 31/01/2008
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA.
A tomadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços até a entrada em vigor da Lei n° 9.711/1998. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária
AFERIÇÃO INDIRETA
Em caso de recusa ou sonegação de qualquer informação ou documentação regulamente requerida ou a sua apresentação deficiente, a fiscalização deverá inscrever de ofício a importância que refutar devida, cabendo à empresa ou
contribuinte o ônus da prova em contrário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-001.053
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade foi negado provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado. Acompanhou pelas conclusões o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 31/10/1997, 01/01/1998 a 31/01/2008 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. A tomadora de serviços é solidária com a prestadora de serviços até a entrada em vigor da Lei n° 9.711/1998. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária AFERIÇÃO INDIRETA Em caso de recusa ou sonegação de qualquer informação ou documentação regulamente requerida ou a sua apresentação deficiente, a fiscalização deverá inscrever de ofício a importância que refutar devida, cabendo à empresa ou contribuinte o ônus da prova em contrário. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade foi negado provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o julgado. Acompanhou pelas conclusões o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior. Marco Andre Ramos Vieira Presidente Liege Lacroix Thomasi Relator. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Andre Ramos Vieira (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Liege Lacroix Thomasi, Wilson Antonio de Souza Correa, Manoel Coelho Arruda Junior, Adriana Sato. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 13896.000589/200816 Acórdão n.º 230201.053 S2C3T2 Fl. 229 3 Relatório A presente notificação lavrada em 21/02/2008, trata de contribuições previdenciárias relativas a responsabilidade solidária pelos serviços prestados em obra de construção civil, com a empresa prestadora Zalkind & Teixeira Arquitetos Associados Ltda., nas competências 05/1997 a 10/1997 e 01/1998 e vem substituir a NFLD n.º 35.441.3503, lavrada em 30/11/2001, que foi anulada pela 04ª Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social em 25/05/2005, por ausência de fundamento legal. O relatório fiscal de fls.21 a 29, diz que foram analisadas as informações disponíveis relativas ao devedor solidário, de que não houve ação fiscal com exame de contabilidade contra este e que os créditos referentes a prestação de serviço ora tributada não foram objeto de lançamento anterior. Aduz, ainda que não foram apresentados os contratos de prestação de serviço. Após a apresentação de defesa, Acórdão de fls. 192 a 198, julgou o lançamento procedente em parte para excluir do lançamento as competências de 06/1997 a 10/1997, cujos recolhimentos foram comprovados pela recorrente. Inconformado o contribuinte apresentou recurso tempestivo onde alega em síntese: a) que foi comprovado o efetivo recolhimento por meio da documentação acostada; b) a decadência qüinqüenal; c) a impossibilidade da aplicação da solidariedade; d) a desobediência a Ordem de Serviço N.º 165/97, pois o percentual aplicado deveria ser de 20% e) a ilegalidade da aferição indireta;. f) que a prestadora recolheu as contribuições não podendo ser cobrada a exação da recorrente sob pena de recolhimento em duplicidade. Requer a improcedência do lançamento, o cancelamento da autuação e o arquivamento dos autos. Não foram oferecidas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi Cumprido o requisito de admissibilidade, conheço do recurso e passo ao seu exame. Da Preliminar Referese o crédito tributário a contribuições previdenciárias referentes a responsabilidade solidária nos serviços de construção civil, nas competências de 05/1997 a 10/1997 e 01/1998. A notificação foi lavrada em 21/02/2008, com ciência pelo sujeito passivo em 22/02/2008, e substitui outra datada de 30/11/2001, que foi anulada pela 04ª CaJ do CRPS através do Acórdão n.º 1096, de 25/05/2005, fls. 150/153, por vício formal, uma vez que não continha o fundamento legal que embasou o arbitramento. Desta forma, o novo lançamento está respaldado no disposto pelo art. 173, inciso II, do Código Tributário Nacional e não há que se falar em decadência, pois quando a NFLD primitiva foi lavrada, as competências em comento, não estavam fulminadas pela decadência: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.(grifei) Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Do Mérito O levantamento do crédito previdenciário obedece à legislação de regência, e quanto à solidariedade, o dispositivo legal pertinente é o artigo 31 da Lei n.º 8.212/91, sendo que, a partir da edição da mesma, inexiste qualquer dúvida a respeito da responsabilidade solidária das pessoas jurídicas e esta só é elidida pela comprovação do recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluídas em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, a teor do § 3º do art. 31 da Lei n.º 8.212/91, acrescentado pela Lei n.º 9.032/95. A obrigação da tomadora de comprovar o recolhimento pelo executor, decorre da redação original do art. 31 da Lei n.º 8.212/91, quando estabelecia que : Fl. 4DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 13896.000589/200816 Acórdão n.º 230201.053 S2C3T2 Fl. 230 5 “O contratante de quaisquer serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário,...responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes desta lei, em relação aos serviços a ele prestados...”. Desta forma, a responsabilidade solidária das pessoas jurídicas só é elidida pela comprovação do recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluídas em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, conforme disposto no § 3º do art. 31 da Lei n.º 8.212/91, acrescentado pela Lei n.º 9.032/95: “A responsabilidade solidária de que trata este artigo somente será elidida se for comprovado pelo executor o recolhimento prévio das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados incluídas em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando da quitação da referida nota fiscal ou fatura”. Logo, o tomador deve demonstrar que foram efetuados os recolhimentos específicos sobre a mão de obra dos serviços contratados de outra empresa. Outrossim, como a responsabilidade é pelas obrigações decorrentes da lei, não é necessário antes o cumprimento de ação fiscal contra o devedor originário, para depois se cobrar do devedor solidário, em face de entre as obrigações legais encontrarse atinente à comprovação do recolhimento das contribuições previdenciárias em relação aos serviços a ele prestados. De acordo com a legislação tributária e previdenciária o INSS tem o direito de escolher e de exigir o valor total das contribuições devidas de determinado devedor solidário, sem que este tenha qualquer benefício de ordem, considerando a determinação contida no parágrafo único do artigo 124 do Código Tributário Nacional – CTN: Art. 124. São solidariamente obrigadas: (...) II – as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Como a solidariedade não comporta benefício de ordem, pode o débito ser exigido de qualquer dos coobrigados, ressalvado o direito regressivo do tomador dos serviços e admitida a retenção das importâncias devidas para garantia do cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social. Portanto, no caso presente, como a recorrente não comprovou, por hora da auditoria fiscal, o recolhimento das contribuições previdenciárias, relativas a cada fatura ou nota de prestação de serviços, a fiscalização tomou por base, para o levantamento, o valor contido nas notas fiscais com a incidência do percentual de 40%, sobre as notas fiscais de prestação de serviço, na forma estabelecida pelo INSS, na Ordem de Serviço INSS/DAF n.º 165/97. O percentual citado referese ao salário de contribuição constante da nota fiscal de serviço, o qual se constitui em base de cálculo das contribuições previdenciárias devidas. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 6 É de se notar que o relatório fiscal de fls. 21 a 29, diz que não foram apresentados os contratos de prestação de serviço e pelas notas não se pode vislumbrar a utilização de equipamentos ou materiais, o que motivou a aplicação do percentual de 40%. O relatório também aduz que as guias de recolhimento apresentadas na matrícula da obra foram devidamente abatidas do valor lançado e a decisão recorrida se manifestou pela procedência parcial do lançamento, justamente para que fossem aproveitados os recolhimentos efetuados pela prestadora, já que quando da defesa a mesma comprovou possuir contabilidade regular. Assim, é improcedente a alegação da recorrente de que o débito foi recolhido, conforme os documentos que acosta, pois os recolhimentos efetuados pela prestadora, com efeito, foram aproveitados, mas não elidiram totalmente o débito, enquanto que os demais documentos juntados não se referem ao crédito lançado nesta notificação. Quanto a utilização da aferição indireta, é de se notar que a contribuição previdenciária é espécie tributária cuja modalidade de lançamento é denominada por homologação ou autolançamento, com previsão legal no art. 150 do Código Tributário Nacional. Nessa modalidade, a lei atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, competindo a esta, posteriormente, conferir o procedimento e homologálo. No âmbito da Receita Federal do Brasil, o AuditorFiscal examina diretamente documentos, livros contábeis e fiscais, bem como outros elementos subsidiários, e, com estes elementos postos a sua disposição, verifica se o lançamento foi corretamente efetuado pelo contribuinte, homologandoo. Em caso de recusa ou sonegação de qualquer informação ou documentação regulamente requerida ou a sua apresentação deficiente, o auditor deverá inscrever de ofício a importância que refutar devida, cabendo à empresa ou contribuinte o ônus da prova em contrário. A prerrogativa de arrecadar e fiscalizar as contribuições previdenciárias, bem como, aferir indiretamente a contribuição previdenciária devida e lançála de ofício, encontra embasamento legal no art. 148 do CTN, do qual o art. 33, §§ 3º, 4º e 6º da Lei n 8.212/91 são corolários: CTN "Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou em consideração, o valor ou preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial." Lei 8.212/91 "Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e Fl. 6DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 13896.000589/200816 Acórdão n.º 230201.053 S2C3T2 Fl. 231 7 aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação alterada pela Lei nº 10.256/01) (...) § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. § 4º Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mãodeobra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa coresponsável o ônus da prova em contrário. (...) §6 Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real da remuneração dos segurados a seu serviço, o faturamento e o lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário." Desta forma, reitero que a falta de apresentação dos contratos de prestação de serviço e demais documentos hábeis a comprovar o recolhimento da contribuição previdenciária decorrente da responsabilidade solidária, permitiu a apuração do crédito por aferição indireta. Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 7DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por ATANAGILDO BARBOSA DE OLIVEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 17/05/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 19/05/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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Numero do processo: 19740.000237/2007-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003
Ementa:
DIREITO CREDITÓRIO ANALISADO ANTERIORMENTE. PRECLUSÃO.
Constatado que o direito creditório foi indeferido em decisão definitiva constante de processo administrativo anterior, descabe novo exame em razão do fenômeno da preclusão, que se opera, devendo-se adotar a decisão anteriormente tomada.
Numero da decisão: 1202-000.568
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO
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PRECLUSÃO. Constatado que o direito creditório foi indeferido em decisão definitiva constante de processo administrativo anterior, descabe novo exame em razão do fenômeno da preclusão, que se opera, devendose adotar a decisão anteriormente tomada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente. (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Orlando José Gonçalves Bueno, Jorge Celso Freire da Silva, Nereida de Miranda Finamore Horta, Luis Tadeu Matosinho Machado. Relatório Fl. 543DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 2 2 Tomo a liberdade, com a devida vênia da turma, em transcrever, na íntegra o relatório produzido pela 9ª Turma da DRJ/RJ, no acórdão 1225.947, por bem registrar os fatos processuais, a saber: Tratase do PER/DCOMP n° 29511.76396.280906.1.7.028128 (fls. 7/10), no qual é informado o seguinte: 1.1 — na página 1 (fl. 7): a) que foi transmitido em 28/09/2006, b) que retifica de n° 19267.37565.280604.1.3.020534 (fls. 2/6) e c) que o tipo de crédito é e saldo negativo de IRPJ; 1.2 — na página 2 (fl. 8), a) que se trata de saldo negativo de IRPJ do exercício de 2004 já informado no PER/DCOMP n° 25041.08596.270204.1.3.026595, b) que o valor do saldo negativo é de R$ 6.365.115,36, c) que o crédito original na data de transmissão, bem como o utilizado na DCOMP é de R$ 7.854,24; 1.3 — na página 3 (fl. 9), que o débito é de 231901 IRPJ — Entidades Financeiras/Estimativa Mensal, com vencimento em 30/06/2004, no valor de R$ 8.415,03; e 1.4 — na página 4 (fl. 10), demonstrativo com o resumo das informações anteriores. 2. A retificação levada a efeito pelo PER/DCOMP de fls. 7/10 altera, na declaração original apresentada em 28/06/2004 (fls. 2/6), a informação de crédito de saldo negativo de IRPJ em outro PER/DCOMP e indica o n° deste PER/DCOMP inicial (n° 25041.08596.270204.1.3.026595), bem como modifica o valor do saldo negativo de R$ 7.854,24 para R$ 6.365.115,36 (ver fls. 3 e 8). 3. Por meio do Despacho Decisório de fl. 41, a Deinf/RJO/Diort decidiu considerar como não declarada a compensação pretendida pela Interessada, com base no Parecer n° 051/2007 (fls. 35/40), assim fundamentado: 3.1 — o contribuinte pretende compensar débito de IRPJ com crédito relativo a saldo negativo de IRPJ apurado no ano de 2003; 3.2 — em Despacho Decisório exarado pela DRF/BSA/Diort (fls. 20/23), datado de 06/10/2004, nos autos do processo n° 10166.011862/200461, há o relato de que o crédito do saldo negativo de IRPJ do ano de 2003 (exercício 2004) foi objeto de análise de pedido de compensação realizado pelo contribuinte no processo n° 10166.005506/200327, quando se constatou que, ao contrário do que alega a Interessada, não há saldo negativo de IRPJ, mas sim saldo de imposto a pagar; 3.3 — assim, a DRF/BSA/Diort indeferiu os pedidos de compensação em razão da inexistência do crédito relativo ao saldo negativo de IRPJ do ano de 2003 (exercício 2004); Fl. 544DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 3 3 3.4 — a Interessada apresentou: a) Manifestação de Inconformidade que foi julgada improcedente pelo Acórdão DRJ/BSA n° 13.559 (fls. 24/26) e b) recurso voluntário improvido pelo Conselho de Contribuintes (fls. 27/32); e 3.5 — em face da transmissão do PER/DCOMP retificador (fls. 7/10) em 28/09/2006, a legislação aplicável é a IN SRF n° 600/2005, que estabelece que a compensação relativa a crédito não reconhecido pela Autoridade Administrativa, ainda que pendente de decisão definitiva, será considerada não declarada, conforme art. 26, § 30, XI e 31, § 1°, I, da IN. 4. A Interessada tomou ciência do Despacho Decisório em 06/09/2007 (fl. 45). 5. Os acórdãos da DRJ de Brasília e da 3ª Câmara do 1° Conselho de Contribuintes basearamse na impossibilidade de examinar, em novo processo, matéria já julgada por decisão irrecorrível em processo anterior (ver 5º parágrafo do voto da DRJ à fl. 26 e a ementa do Conselho na fl. 27). 6. Inconformada, apresentou, em 18/09/2007, pedido de reconsideração de fls. 46/50 e anexos de fls. 51/154, no qual alega, em síntese: 6.1 — que, embora a DRF/BSA/Diort tenha encontrado saldo a pagar para o ano de 2003 de R$ 1.472.211,87, neste ano, apurouse, na realidade, saldo negativo; 6.2 — que o saldo negativo do IRPJ está assim composto: Demonstrativo do Saldo Negativo de 2003 IRPJ Devido — ficha 12 da DIPJ = R$13.349.762,06 Darf pagos — código 2319 = R$10.558.397,28 Compensação de anos anteriores = R$1.403.229,80 IRRF de terceiros = R$6.133.034.45 IRRF — auto retenção = R$182.841,02 Suspensão — Mandado de Segurança 1999.34.00.0030846 = R$1.437.374,87 Saldo Negativo = R$6.365.115,36 6.3 — que o julgador pode detectar erro ou omissão em lançamento e saneá lo. Assim, mesmo que ocorra a intempestividade ou o silêncio do sujeito passivo, a Fazenda deve revisar de oficio o lançamento, segundo o art. 149 do CTN, no caso de comprovação ou descoberta de fato desconhecido que afete a autuação realizada; e 6.4 — que a constatação de que a Receita equivocouse ao considerar a composição do saldo negativo do IRPJ é motivo suficiente a ensejar a revisão de oficio. 7. Por meio de novo Despacho Decisório de fl. 161 elaborado com base no Parecer n° 067/2007 (fls. 157/160), o Delegado da Deinf/RJO decidiu conhecer do recurso interposto, mas negarlhe provimento, sob os mesmos fundamentos antes apontados, tendo observado que, em nenhum momento, no recurso interposto, questionouse a razão pela qual a compensação foi considerada não declarada. Fl. 545DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 4 4 8. A Interessada tomou ciência deste novo Despacho Decisório em 26/10/2007 (fl. 164). 9. Mais uma vez inconformada, a Interessada apresentou, em 14/11/2007, pedido de reconsideração, endereçada ao Superintendente da 7 a Região Fiscal, de fls. 165/166 e anexos de fls. 167/174, no qual alega, em síntese: 9.1 — que o valor do IRRF encontrado pela DRF/BSA está equivocado; e 9.2 — que é atribuição do SRRF rever de oficio os erros apontados. 10. A SRRF da 7a Região, por sua vez, decidiu anular a decisão da Deinf, por entender que, em razão de a declaração de compensação retificadora possuir a mesma natureza da original, a legislação aplicável é aquela vigente na data de apresentação da DCOMP original (haja vista que é nesse momento que a obrigação é adimplida), a qual não previa o instituto da compensação não declarada, que só ingressou na legislação em 30/12/2004, com a Lei n° 11.051/2004 (fls. 178/182). 11. A questão foi novamente submetida à análise da Deinf — Parecer n° 066/2008 de fls. 183/185 e Despacho Decisório de fl. 186— que decidiu por não homologar a compensação, em virtude de já haver decisão definitiva, nos autos do processo n° 10166.011862/200461, que não reconheceu o direito creditório relacionado ao saldo negativo do IRPJ de 2003. 12.A Interessada tomou ciência deste último Despacho Decisório em 04/02/2009 (fls.192). 13. Inconformada, mais uma vez, a Interessada interpôs, dessa feita, Manifestação de Inconformidade de fls. 193/199 e 202/206 e anexos de fls. 207/443, sob a seguinte alegação: 13.1 — que efetivamente possui saldo negativo de IRPJ no ano de 2003 de R$ 6.365.115,36, utilizado para compensação no processo 10166.011862/200461 e neste, conforme quadro de fl. 194; 13.2 — que, demonstrada a existência do crédito, não há motivo para que se deixe de encaminhar novo pedido de compensação que tenha por base a utilização desse saldo negativo; 13.3 — que, no momento da elaboração do PER/DCOMP, objeto deste processo, em 28/06/2004, não tinha conhecimento da equivocada decisão do processo n° 10166.005506/200327, ocorrida em 22/10/2004; e 13.4 que o saldo negativo do IRPJ pode ser demonstrado, conforme item III de sua Manifestação de Inconformidade (fls. 196/205). A DRJ assim julgou improcedente o pedido, adotando a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2004 DIREITO CREDITÓRIO ANALISADO ANTERIORMENTE. PRECLUSÃO. Constatado que o direito creditório foi indeferido em decisão definitiva constante de processo administrativo anterior, descabe novo exame em razão Fl. 546DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 5 5 do fenômeno da preclusão, que se opera, devendose adotar a decisão anteriormente tomada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A decisão de primeira instância foi no sentido de julgar improcedente em razão da existência prévia de julgamento definitivo, no âmbito administrativo, sobre o mesmo saldo negativo de 2003, conforme a seguir se transcreve: Posteriormente, no processo n° 10166.011862/200461, a DRF/BSA novamente decide pela improcedência do pleito da Interessada em relação ao reconhecimento do direito creditório relativo ao saldo negativo do IRPJ de 2003, em razão de este crédito já ter sido objeto de análise realizada quando dos pedidos de compensação constantes do processo n° 10166.005506/200327 (ver Despacho Decisório/DRF/BSA/Diort de fls. 20/23). A Interessada, então, apresenta Manifestação de Inconformidade que sofreu a análise da 4 a Turma da DRJ em Brasília, que, por unanimidade dos votos, indeferiu o recurso sob o seguinte fundamento (Acórdão DRJ/BSA n° 13.559, de 19/04/2005, às fls. 24/26): Todavia (s m j), entendo que neste processo (10166.011862/200461), a empresa recorrente não pode mais questionar alterações efetuadas pela autoridade administrativa nos saldos negativos de IRPJ e CSLL, quando apreciou pedidos de compensação feitos no proc. n° 10166.005506/200327, pois o seu direito de se manifestar sobre aquelas alterações se encontra precluso, haja vista naquela oportunidade ter sido dado prazo de trinta dias contado da ciência daquele despacho decisório, para a contribuinte se manifestar sobre a decisão que homologou parcialmente as compensações de saldos negativos de IIZPJ e CSLL apurados nas DIPJ dos anoscalendários 1998 a 2003. 19. A questão ainda foi examinada pela 3a Câmara do 1° Conselho de Contribuintes, que, a exemplo da DRJ, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso pelos mesmos fundamentos, tendo, inclusive, reproduzido trecho do voto vencedor da DRJ/BSA (Acórdão n° 10322.850, de 24/01/2007, às fls. 27/32). A Recorrente interpôs seu recurso voluntário, tempestivamente, argumentando que: em 28.09.2006 apresentou PER/DCOMP retificadora, alterando o valor do crédito de saldo negativo do IRPJ, de 2003; saliente que não lhe é negado o direito a compensação, cujo direito foi apenas indeferido por preclusão em face a decisão administrativa definitiva; no entanto, comprovado o crédito, não há impedimento para o apreciação do pedido, mesmo porque no momento de elaboração do novo PER/DCOMP, em 28/06/2004 Fl. 547DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 6 6 não tinha conhecimento da decisão junto ao processo nº 10166.005.506/200327, ocorrida em 22.10.2004 (fls. 227); e a Recorrente somente foi notificada de tal decisão após seis meses decorridos dela; perante tal fato o CTN nos arts. 145, III e 149 determinam a revisão de ofício, sendo o seu caso uma das hipóteses neles prevista, ou seja, deve a autoridade fiscal acolher a retificadora e proceder a revisão de ofício, uma vez demonstrado erro de fato pelo contribuinte; reforça ainda a inteligência do art. 54 da Lei nº 9.784/99, que estabelece o limite temporal de cinco anos para a administração anular atos administrativos, a contar da data que foi comunicado da decisão administrativa; negarse a revisão de ofício, em face a comprovada demonstração de fatos e documentos, que justificam erro de fato, configura invasão do direito de propriedade, resultando no enriquecimento ilícito do Poder Público. Assim, transcrevo parte final das razões recursais, para elucidar a discussão nestes autos, como se segue: E, nesta ordem de ideias, o agente fiscal ao analisar os pedidos de compensação formulados no processo n° 10166.005506/200327, deixou de reconhecer determinados valores (alguns expressivos) recolhidos pelo contribuinte e por terceiros em nome do contribuinte, senão vejamos: 5.1 — DO SALDO NEGATIVO DE IRPJ DE 2003: As planilhas abaixo demonstram a constituição do saldo negativo apurado pelo Recorrente no ano de 2003, bem como a forma de sua utilização: a) IRPJ — base de cálculo antes da despesa de CSLL 53.542.076,07 b) Despesa de CSLL 5.749.499,47 c) base de cálculo do IRPJ com MS 47.792.576,60 d) a alíquota de 15% 7.168.886,49 e) Adicional 4.755.257,66 f) IRPJ antes das deduções 11.924.144,15 g) () Programa de alimentação do trabalhador 11.756,96 h) () DARF 10.558.397,28 i) () IRRF utilizado no período 4.996.722,56 j) () IRRF não utilizado no período 1.319.152,91 k) () compensação — saldo negativo 1.403.229,80 l) saldo negativo 6.365.115,36 Valor do crédito original (R$) Valor do crédito original com compensado (R$) valor do crédito atualizado compensado (R$) tributo compensado data da compensação saldo do crédito original a compensar (R$) n° PER/ DCOMP Processo 6.365.115,36 2.442.544,87 2.497.990,64 IRPJ/jan/04 27/02/2004 3.922.570,49 (1) 10166.011862/200461 3.922.570,49 258.767,79 267.436,51 IRPJ./jan/04 11/03/2004 3.663.802,70 (2) 10166.011862/200461 3.663.802,70 592.746,86 612.603,88 PASEP/COFINS/fev/04 15/03/2004 3.071.055,84 (3) 10166.011862/200461 3.071.055,84 175.436,07 181.313,18 IRPJ/fev/04 31/03/2004 2.895.619,77 (4) 10166.011862/200461 2.895.619,77 1.290.725,25 1.351.776,55 PASEP/COFINS/mar/04 14/04/2004 1.604.894,52 (5) 10166.011862/200461 1.604.894,52 1.238.043,64 1.296.603,10 IRPJ/mar/04 27/04/2004 366.850,88 (6) 10166.011862/200461 366.850,88 358.996,64 380.213,34 COFINS/abr/04 13/05/2004 7.854,24 (7) 10166.011862/200461 7.854,24 7.854,24 8.415,03 IRPJ/mai/04 28/06/2004 0,00 (8) 19740.000237/200730 6.365.115,36 (1) 25041.08596.270204.1.3.026595 (5) 41852.11472.140404.1.3.02.1233 (2) 03819.81022.110304.1.3.02.3100 (6) 19404.71677.270404.1.3.02.2293 Fl. 548DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 7 7 (3) 05770.27804.150304.1.3.02.0080 (7) 36787.00778.130504.1.3.02.8206 (4) 24789.51455.310304.1.3.02.1197 (8) 19267.37565.280604.1.3.02.0534 5.2 — DO VERDADEIRO VALOR DA APURAÇÃO PARA O IRPJ/ 2003: Para melhor demonstrar os equívocos cometidos pelo auditor fiscal ao analisar o processo n° 10166.005.506/200327, separamos por grupos os valores em análise: a) IRPJ devido — Tanto o Recorrente quanto a RFB identificaram o mesmo valor devido de IRPJ para o exercício de 2003, qual seja de R$ 13.361.519,02 (fls. 244/253). b) PAT — Também não existe divergência entre os valores utilizados pelo Recorrente e os aceitos pela RFB — R$ 11.756,96 (fls. 244/253). c) Imposto de Renda Mensal pago por estimativa Na linha 12, da ficha 12, da DIPJ/2004 (fls. 247), o Recorrente informou o valor de R$ 16.958.349,64. Abaixo decompomos o valor para melhor comparálo com os registrados pela RFB: R$ IRRF utilizado no exercício 4.996.722,56 DARF — código 2319 10.558.397,28 Compensações 1.403.229,80 Somatório 16.958.349,64 IRRF utilizado no exercício — O imposto retido na fonte está devidamente declarado nas linhas 07, da ficha 11 (mensal), da DIPJ/2004 (fls. 258/261), e o seu não reconhecimento constituiuse no maior equívoco cometido pelo auditor ao analisar o valor devido para aquele exercício, eis que se desconhece qualquer motivo que possa legitimar à RFB desconsiderar o direito de fruição dos valores retidos na fonte. Observese que o Recorrente demonstra por meio de documentos recebidos dos fornecedores, DARF de autoretenção e extratos contábeis(fls. 263/388), a existência de R$ 6.315.875,47 de IRRF, enquanto a RFB considerou apenas o valor não utilizado no exercício (R$ 1.319.152,91), ou seja, todo o IRRF utilizado durante o ano de 2003 (R$ 4.996.722,56), informado na ficha 11, ao que parece, não foi localizado nos sistemas de dados da Receita Federal. Embora alguns valores de IRRF (R$ 1.291.934,21) do anocalendário de 2002 tenham sido registrados no ano de 2003 em virtude de que as fontes pagadoras encaminharam os comprovantes apenas em meados do primeiro semestre do ano seguinte, somente os comprovantes de 2003, considerados em 2003, montam R$ 4.559.199,57 (fls. 263/388). E mais, o valor total informado e identificado pela RFB foi exatamente igual ao não utilizado pela empresa no ano de 2003 e constante na linha 08, da ficha 12, da DIPJ/2004 (fls. 247). Fl. 549DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 8 8 Parece razoável crer que a RFB esqueceu de verificar os valores informados como IRRF na ficha 11, da DIPJ/2004, e ignorou o excesso de fonte constante nos registros da Receita Federal para o Contribuinte no período. Tal demonstração inequívoca do desacerto cometido quando da análise do IRPJ declarado é suficiente para a reconsideração de ofício do valor correto do crédito do Recorrente para aquele exercício, numa aderência à predominância da essência sobre a forma, até porque, como se manifestou o CARF no acórdão n° 302 38551 — quando da cobrança por parte da Receita de alíquota superior a 0,5% para o FINSOCIAL dos anos de 1989 a 1992— trazer as burras do Erário um dinheiro que não lhe pertence caracterizaria enriquecimento ilícito do Estado às custas do Contribuinte quanto mais no presente feito ao desconsiderar valores de IRRF facilmente verificáveis nos sistemas da própria Receita, transformouse o direito do Recorrente ao valor de R$ 6.365.115,37 em um saldo a pagar de R$ 1.472.211,97. O art. 147, § 2° do CTN, prevê que "os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela", isso para os casos de erros cometidos pelo sujeito passivo em declaração, motivo maior deve ter no caso em que o erro é cometido pela própria Receita Federal. d) DARF recolhimento por estimativa — O auditor fiscal encontrou os valores referentes aos pagamentos realizados com o código 2319 totalizando no ano R$ 10.558.397,28 (fls. 249/253). e) Compensação de anos anteriores — Os equívocos cometidos no exercício de 2003 ocorreram igualmente nos anos anteriores, em maior ou menor grau, o que levou ao não reconhecimento dos valores utilizados pelo Recorrente como compensação sem DARF, conforme abaixo: Mês utilização Valor (R$) origem crédito Anexo Jan/03 938.363,72 SN IRPJ 1998 a 2002 8 Mar/03 290.490,42 SN IRPJ 1998 a 2002 8 Abr/03 174.375,66 SN IRPJ 1998 a 2002 8 Total 1.403.229,80 f) IRRF não utilizado no período — Identificado pela RFB o valor informado pelo Recorrente de R$ 1.319.152,91 (fls. 247/248). Dedução da Despesa de CSLL da base de cálculo do IRPJ — O Recorrente é parte integrante do MS n° 1999.34.00.0030846, onde a sentença, ao conceder a segurança, possibilitou às impetrantes a deduzirem o valor da despesa de CSLL da determinação do Lucro Real, base de cálculo do IRPJ, para o ano de 2003, cujo valor apurado de R$ 1.437.229,80 correspondente a 25% da despesa de CSLL do ano de 2003, conforme linha 38 da ficha 17 da DIPJ/2004 (fls. 427). Na análise do processo n° 10166.005506/200327 (fls. 229 — item 8), o auditor fiscal assim se manifestou: "8. (..); 2) Valores suspensos indevidamente, devido a liminar em Mandado de Segurança Processo n° 199934000030846, ocorre que tal MS apenas garantiu o direito de a impetrante deduzir o valor da CSLL da determinação do Lucro Real, base de cálculo do IRPJ, portanto não foi determinado nenhum valor de crédito Fl. 550DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 9 9 tributário para que a impetrante pudesse compensar com débitos próprios, conforme cópia da decisão judicial anexa às fls. 340 a 345. (...)." Já o MS n° 1999.34.00.0030846 (fls. 421 — item 14), assim determina: "14. Diante do exposto, ACOLHO o pedido para declarar a inconstitucionalidade do art. /°, parágrafo único, da Lei n° 9.316/97 e, em conseqüência, a inexistência da respectiva relação jurídica, possibilitando as impetrantes deduzirem os valores da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) da determinação do lucro real, base de cálculo do imposto sobre a renda (IPRJ)." Observese que foi concedido integralmente o pleito dos impetrantes. E quanto a afirmativa fiscal de que o MS n° 1999.34.00.0030846 apenas garantiu o direito de a impetrante deduzir o valor da CSLL, indagamos: "Se a Receita reconhece que o Juiz garantiu o direito aos contribuintes de deduzir a despesa de CSLL da base de cálculo do IRPJ, o que levou o agente fiscal a desconsiderar esse efeito (da dedução da base) quando da apuração do IRPJ dos anos de 1999 a 2003?" Diante dos fatos geradores já declarados, bem como dos pagamentos e compensações efetuadas, verificouse um excesso nos meios de extinção do crédito devido, apurado extrajudicialmente, mediante declarações ou outra forma que viesse a ser acordada com a Receita. Deste modo é que se afirma que no MS n° 1999.34.00.0030846 discutiuse tão somente a dimensão da base de cálculo e não eventuais recolhimentos a maior. Isso equivale dizer que o MS efetivamente não gera créditos, eis que ao reduzir a base de cálculo do IRPJ operase uma diminuição do direito da Receita Federal em exigir tributo, e não outra coisa. O saldo negativo porventura evidenciado decorre exclusivamente do excesso no emprego dos meios de extinção do crédito fiscal previsto no art. 156 do CTN, utilizados pelo Recorrente, a saber: a) pagamento — DARF — R$ 10.558.397,28; b) compensação/dedução — IRRF — R$ 6.315.875,47 c) compensação — Saldo Negativo — R$ 1.403.229,80 Assim, se o Recorrente apurou imposto pago a maior que o devido em um período, sua origem não decorre da utilização de um suposto valor permitido pelo MS (o que não corresponde à concessão da ordem deferida) e, sim em conseqüência de recolhimentos realizados além do devido. Atrelar a existência de saldo negativo de um exercício a utilização da permissão dado pelo MS é escolher deliberadamente afrontar a decisão judicial em benefício de amarras meramente operacionais em detrimento da essência e do direito material, em clara opção pelo apego excessivo da forma, regra não aplicável ao processo administrativo fiscal. Analisemos um caso hipotético abaixo: R$ (=) Base de cálculo do IRPJ 4.000,00 Fl. 551DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 10 10 () despesa de CSLL 200,00 (=) Base de cálculo do IRPJ — com MS 3.800,00 (+) IRPJ devido 950,00 () pagamento — DARF 950,00 (=) valor a pagar / (saldo negativo) 0,00 Até esse ponto, não existe valor a cobrar ou crédito para o sujeito passivo, porém se incluirmos IRRF, recolhido por terceiro, teremos o seguinte quadro: R$ (=) Base de cálculo do IRPJ 4.000,00 () despesa de CSLL 200,00 (=) Base de cálculo do IRPJ com MS 3.800,00 (=) IRPJ devido 950,00 () Pagamento — DARF 950,00 () I RRF 50,00 (=) valor a pagar / (saldo negativo) 50,00 Resumindo, foi somente reconhecido os pagamentos referentes ao IRPJ estimativa, a parte do IRRF não utilizada no exercício e o valor do PAT (R$ 11.899.307,15), desconsiderando o IRRF utilizado durante o exercício (R$ 4.996.722,56), as compensações de anos anteriores (R$ 1.403.229,80) e a dedutibilidade originada do Mandado de Segurança (R$ 1.437.374,87). Para completar, exigiuse do Recorrente (fls. 429/430) além do valor de R$ 1.472.211,87, referente ao IRPJ devido em 2003, pela apuração da Receita, após todas as desconsiderações acima analisadas, mais R$ 496.197,87 em razão do MS, de fevereiro/2003, e R$ 174.375,66, referente a compensação sem DARF de abril/2003, ou seja, na hipótese do Recorrente recolher tais valores restará um saldo negativo de R$ 670.573,53 para o exercício de 2003, tomandose por base tão somente os cálculos apurados pela Receita Federal. Por fim, vale consignar que tanto a DRJ quanto o CARF à época não reconheceram os créditos pleiteados pelo BBBI, ora Recorrente pelo simples fato de não os terem sequer analisados, ante a intempestividade da Manifestação de Inconformidade no processo n° 10166.005506/200327, muito embora os demais processos tivessem manifestação tempestiva. A DEINF/DIORT quando da análise recomendada pela Superintendência Regional da r Região Fiscal, limitouse em registrar os decisórios proferidos pela DRF/BSA e o CCMF nos processos n° 10166.005506/200327 e n° 10166.011862/200461, passando sempre longe do cerne da discussão, qual seja, os equívocos cometidos quando da análise do valor de IRPJ devido pelo Recorrente no anocalendário de 2003. Fl. 552DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 11 11 Com isso, reduziuse sobremaneira o direito creditório 010 do Requerente relativo aos anoscalendários de 1998 a 2003, cujos demonstrativos e comprovantes trazidos aos autos (fls. 238/427). Assim, uma vez demonstrado que o Recorrente é de fato e de direito possuidor do crédito que se pretendeu compensar, cujo direito é reconhecido pelo próprio Fisco, inexiste razões para o não provimento do pedido de compensação regularmente formalizado em 28.09.2006.” Eis o relatório. Voto Conselheiro Relator Orlando José Gonçalves Bueno Por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal, dele tomo conhecimento. Toda a discussão se cinge na possibilidade de se reexaminar matéria que já foi objeto de apreciação pela administração tributária federal. É fato incontestável, inclusive confessado pela Recorrente, que no processo no.10166.011862/200461, discutiuse, mesmo perante perda do prazo para a manifestação de inconformidade da Recorrente, naquele processo, o saldo negativo de 2003, como se pode ler no voto condutor do Conselheiro Aloysio José Percínio da Silva, da 3ª. Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes: A turma a quo bem destacou o exame da consistência do crédito pleiteado em outro processo administrativo: "Inicialmente, vale registrar que o ponto capital para o deslinde da questão, em análise, implica no reconhecimento ou não das compensações de débitos de IRPJ estimativa, CSLL estimativa, Pis e Cofins apurados no período de janeiro a maio de 2004, no valor de R$ 8.200.753,05, com pretensos créditos de saldos negativos de IRPJ e CSLL apurados na DIPJ dos anos calendário 2002 e 2003, no valor total de R$ 8.024.976,31. No despacho decisório (fls. 75/78) consta informação que as declarações de compensação, objetos deste processo, não /foram homologadas, porque os créditos tributários relativos aos saldos negativos de IRPJ e CSLL apurados nas DIPJ dos anos calendários 2002 e 2003 foram retificados quando da apreciação dos pedidos de compensação feitos no processo 10166.005506/200327, e os valores reconhecidos no despacho decisório e planilhas (fls. 54/67), utilizados para quitar parte dos débitos apurados naquele processo. Todavia (smj), entendo que neste processo (10166.011862/2004 61), a empresa recorrente não pode mais questionar alterações efetuadas pela autoridade administrativa nos saldos negativos de IRPJ e CSLL, quando apreciou pedidos de compensação feitos no proc. n° 10166.005506/200327, pois o seu direito de se Fl. 553DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 12 12 manifestar sobre aquelas alterações se encontra precluso, haja vista naquela oportunidade ter sido dado prazo de trinta dias contado da ciência daquele despacho decisório, para a contribuinte se manifestar sobre a decisão que homologou parcialmente as compensações de saldos negativos de IRPJ e CSLL apurados nas DIPJ dos anoscalendário 1998 a 2003 (vide fl. 63). Assim, haja vista a perda de prazo para contestação no primeiro processo (10166.005506/200327), operouse a preclusão, no âmbito do processo administrativo regulado pelo Decreto 70.235/72, acerca da matéria ora questionada pela recorrente. Nessa condição, a decisão adotada naquele processo é definitiva. Correto o entendimento da turma recorrida. CONCLUSÃO Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Confirase às fls. 29 e 30 dos presentes autos, onde se encontra o relatório dos fatos e argumentos da Recorrente, no processo acima aludido, constituindose idênticos aos mesmos ora relatados, o que corrobora que o pedido da Recorrente tem o mesmo fundamento fático, objeto da decisão colegiada em segunda instância reproduzida anteriormente. É certo que o Decreto no. 70.235/72, em seu art. 42 dispõe que se considera definitiva a matéria não contestada no prazo, vale dizer, não se pode mais questionar, dentro da competência do processo administrativo fiscal federal, a situação decisiva em relação ao que há preclusão do prazo de defesa e a decisão administrativa firmouse como definitiva, o que não afasta possibilidade do contribuinte, legitimamente inconformado, submeter à apreciação do Poder Judiciário tal decisão, ao abrigo do direito constitucional nesse sentido (art. 5, inciso XXXV da CF). Em havendo coincidência fática e fundamentação jurídica deste processo com o decidido no processo no. 10166.011862/200461 (Acórdão 1032.850, de 22 de janeiro de 2007, da 3ª. Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes), cujo voto condutor foi acima transcrito, s.m.j, não se pode mais rediscutir, neste presente processo, toda a matéria fática e de direito já apreciada naquele processo. Ante o exposto, considerando que o pleito neste processo já foi apreciado em antecedente decisão administrativa, em caráter de definitividade, sou por negar provimento ao recurso voluntário. Eis como voto. (documento assinado digitalmente) Orlando José Gonçalves Bueno Fl. 554DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO Processo nº 19740.000237/200730 Acórdão n.º 1202000.568 S1C2T2 Fl. 13 13 Fl. 555DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVES BUENO, Assinado digitalmente em 13 /10/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 10/10/2011 por ORLANDO JOSE GONCALVE S BUENO
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Numero do processo: 13811.002367/2003-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1999
DEDUÇÕES. DESPESAS COM PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil
apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2102-001.169
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, DAR parcial provimento ao recurso, para restabelecer a dedução de pensão alimentícia judicial, no valor de R$ 10.170,00.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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DESPESAS COM PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, DAR parcial provimento ao recurso, para restabelecer a dedução de pensão alimentícia judicial, no valor de R$ 10.170,00. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 28/03/2011 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Rubens Maurício Carvalho e Vanessa Pereira Rodrigues Domene. Fl. 75DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA Assinado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA, 29/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES C AMPO Processo nº 13811.002367/200316 Acórdão n.º 210201.169 S2C1T2 Fl. 72 2 Relatório Contra MAURÍCIO PEREIRA DA SILVA TINOCO foi lavrado Auto de Infração, fls. 06/10, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 1998, exercício 2000, no valor total de R$ 12.771,88, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até julho de 2003. As infrações apuradas pela autoridade fiscal foram dedução indevida de pensão alimentícia judicial, no valor de R$ 14.000,00 e dedução indevida de imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 3.237,93. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 01/02, que foi devidamente apreciada pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme Acórdão DRJ/BSB nº 0322.656, de 27/09/2007, fls. 32/36, decidindose, por unanimidade de votos, pela procedência em parte do lançamento, para restabelecer a glosa de imposto de renda retido na fonte, no valor de R$ 3.237,93. Cientificado da decisão de primeira instância, em 22/01/2008, fls. 45, o contribuinte apresentou, em 21/02/2008, recurso voluntário, fls. 51/56, no qual traz as alegações a seguir resumidas: Em conformidade com a cópia da petição de separação consensual firmada juntada às fls. 22/25, em 13/07/1993, o Recorrente separouse, ficando estipulado na cláusula terceira do citado instrumento que este pagaria pensão alimentícia para a excônjuge e para seu filho. Neste contexto, durante o decorrer do ano de 1998, o Recorrente pagou, a título de pensão alimentícia, o valor de R$ 14.000,00. Os pagamentos eram realizados através de Doc's e depósitos bancários na contacorrente da alimentada Mônica. Entretanto, quando da atuação pelo Auditor Fiscal, tendo em vista o tempo decorrido, o Recorrente não possuía mais os comprovantes de pagamento das pensões. Assim, não lhe restou outra alternativa, senão a apresentação dos extratos bancários de sua contacorrente junto ao Banco Itaú S/A, demonstrando os débitos realizados a título de pensão alimentícia. (...) O Recorrente informa, ainda, que não obteve na época da defesa o extrato bancário para comprovar os valores suportados a título de pensão alimentícia nos meses janeiro a março de 1988, uma vez que a instituição financeira não forneceu para o mesmo. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA Assinado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA, 29/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES C AMPO Processo nº 13811.002367/200316 Acórdão n.º 210201.169 S2C1T2 Fl. 73 3 De qualquer forma, visando realizar o princípio da verdade real que é buscada no processo administrativo fiscal, o Requerente diligenciará atrás dos documentos necessários para a comprovação das transferências a título de pensão alimentícia. Em 13/03/2008, o contribuinte apresenta nova petição solicitando a juntada de comprovantes de transferências bancárias, realizadas em favor da alimentada Monica Trindade Tinoco. É o Relatório. Fl. 77DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA Assinado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA, 29/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES C AMPO Processo nº 13811.002367/200316 Acórdão n.º 210201.169 S2C1T2 Fl. 74 4 Voto Conselheira Núbia Matos Moura O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Cuidase neste voto tãosomente da infração de dedução indevida de pensão alimentícia judicial, no valor de R$ 14.000,00, dado que a infração de dedução indevida de imposto de renda retido na fonte foi considerada improcedente pela decisão recorrida. Na fase de impugnação o contribuinte trouxe aos autos cópia da sentença judicial, fls. 21/25, onde restou homologado o pedido de separação consensual, que estabelece o pagamento de pensão alimentícia, no valor de Cr$ 30.000.000,00 (trinta milhões de cruzeiros) para o cônjuge varoa e para o filho menor. Trouxe, ainda, extratos bancários de sua contacorrente referente aos meses de abril a dezembro de 1998. A decisão recorrida manteve integralmente a glosa da pensão judicial, pois entendeu que com base na documentação juntada aos autos, não era possível relacionar os débitos em contacorrente com pagamentos de pensão alimentícia a exesposa do contribuinte. No recurso, o contribuinte afirma que diligenciaria junto a instituição financeira para providenciar cópia dos comprovantes de transferências bancárias. Assim procedendo, juntou aos autos, em 13/03/2008, documentos, fls. 59/69. Dos referidos documentos restou comprovado que durante o anocalendário de 1998 o contribuinte transferiu para sua exesposa a quantia de R$ 10.170,00. Logo, devese restabelecer a dedução de pensão alimentícia judicial, no valor comprovado pelo contribuinte. Ante o exposto, voto por DAR PARCIAL provimento ao recurso, para restabelecer a dedução de pensão alimentícia judicial, no valor de R$ 10.170,00. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 78DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA Assinado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA, 29/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES C AMPO Processo nº 13811.002367/200316 Acórdão n.º 210201.169 S2C1T2 Fl. 75 5 Fl. 79DF CARF MF Emitido em 21/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA Assinado digitalmente em 28/03/2011 por NUBIA MATOS MOURA, 29/03/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES C AMPO
score : 1.0
Numero do processo: 13807.004302/2002-93
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002
RESSARCIMENTO CRÉDITOS DE IPI. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA
PROVA.
Cabe à empresa recorrente provar a regularidade dos créditos escriturados à
vista das notas fiscais de entrada. À mingua de prova, indeferese
o pedido de
ressarcimento.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-000.923
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 RESSARCIMENTO CRÉDITOS DE IPI. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Cabe à empresa recorrente provar a regularidade dos créditos escriturados à vista das notas fiscais de entrada. À mingua de prova, indeferese o pedido de ressarcimento. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 RESSARCIMENTO CRÉDITOS DE IPI. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Cabe à empresa recorrente provar a regularidade dos créditos escriturados à vista das notas fiscais de entrada. À mingua de prova, indeferese o pedido de ressarcimento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator EDITADO EM: 11/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra e Gileno Gurjão Barreto. Ausente o conselheiro Alexandre Gomes. Relatório Fl. 266DF CARF MF Emitido em 12/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA 2 No dia 07/05/2002 a empresa GRÁFICA ROMITI LTDA, já qualificada nos autos, apresentou Pedido de Ressarcimento de créditos básicos de IPI, previsto no art. 11 da Lei no 9.779/99 e na IN SRF no 33/99, relativo ao primeiro trimestre de 2002. No dia 13/12/2004 transmitiu PER/DCOMP declarando a compensação de débitos com o crédito pleiteado. A RFB indeferiu o pleito da recorrente porque esta não logrou provar a existência dos créditos pleiteados. A empresa interessada tomou ciência desta decisão e, não se conformando, ingressou com manifestação de conformidade, cujos argumentos de defesa estão sintetizados no relatório do acórdão recorrido, que leio em sessão. A 8a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu o pleito da recorrente, nos termos do Acórdão no 1430.047, de 06/07/2010, cuja ementa abaixo transcrevo. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. IPI. CRÉDITOS ALEGADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Os créditos de IPI devem ser escriturados com esteio em notas fiscais que lhes confiram legitimidade. À falta dos documentos fiscais, restam não comprovados os créditos e, em conseqüência, inabilitados para serem utilizados em ressarcimento ou compensação. A empresa interessada tomou ciência da decisão de primeira instância em 18/08/2010, AR de fl. 156, e interpôs recurso voluntário em 16/09/2010, no qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade de que: 1 é de 5 (cinco) anos o prazo para RFB efetuar glosa de créditos de IPI devidamente escriturados (art. 149, V e VII, parágrafo único, do CTN). O prazo para administração rever seus atos também é de 5 (cinco) anos (art. 1º da lei nº 9.873/99); 2 o pedido de ressarcimento se entende como pedido de compensação e como transcorreu mais de 5 (cinco) anos para homologar a compensação ocorreu o prazo decadencial; 3 nos termos dos arts. 48 e 49 da Lei nº 9.784/99, a administração tem 30 (trinta) dias para decidir sobre processo administrativo e, no caso concreto, a decisão demorou 6 anos e 6 meses, trazendo prejuízos à recorrente; 4 o prazo legal para guardar notas fiscais é de 5 (cinco) anos, ficando preclusa a solicitação da Fiscalização feita em 20/10/2008 (art. 150, § 4º do CTN); Fl. 267DF CARF MF Emitido em 12/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13807.004302/200293 Acórdão n.º 330200.923 S3C3T2 Fl. 258 3 5 os documentos apresentados (planilhas) pela recorrente são suficientes para dar sustentação ao pedido de ressarcimento e à sua escrituração contábil e fiscal; Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório do essencial. Voto Conselheiro Walber José da Silva O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele conheço. Como relatado, em 07/05/2002 a empresa recorrente apresentou pedido de ressarcimento de crédito básico de IPI e no dia 13/12/2004 apresentou pedido eletrônico de compensação de débitos vinculados aos créditos pleiteados. Para apurar o crédito pleiteado, no dia 21/10/2008 a RFB solicitou a apresentação das notas fiscais de aquisição, no que não foi atendido pela recorrente, que alegou não mais possuir as notas fiscais solicitadas e que havia transcorrido o prazo de 5 (cinco) anos para guardar documentos fiscais e, portanto, não havia a obrigação de guardar as referidas notas fiscais até a data da solicitação da RFB. À mingua da comprovação do crédito pleiteado, em 14/11/2008 a RFB indeferiu o pedido de ressarcimento da recorrente e não homologou a compensação declarada no dia 13/12/2004. Em sua defesa, preliminarmente, alega a não obrigatoriedade de guardar as notas fiscais por prazo superior a 5 (cinco) anos e a RFB tinha o prazo de 5 (cinco) anos para efetuar a glosa do crédito escriturado e, também, 5 (cinco) anos é o prazo para a administração rever seus atos. Alega, ainda, que ocorreu a homologação da compensação declarada porque o pedido de ressarcimento deve ser entendido como pedido de compensação e transcorreu mais de 5 (cinco) anos entre a data do pedido de ressarcimento e a data da ciência da decisão que o indeferiu. Por fim, entende a recorrente que as planilhas apresentadas substituem as notas fiscais como prova dos elementos contidos em sua escrituração contábil e fiscal e, portanto, como prova do crédito pleiteado. Sem razão a recorrente. Antes de adentrar nas questões específicas trazidas à baila pela recorrente, devo assinalar que, como derivação direta da legislação tributária que rege a espécie, o direito ao ressarcimento de crédito escritura! de IPI, previsto em abstrato na lei, vinculase a que o titular da pretensão tenha mantido e mantenha escrituração e controles que lhe permitam Fl. 268DF CARF MF Emitido em 12/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA 4 comprovar sua condição de detentor dos créditos pleiteados, bem como exiba documentação que dê suporte a sua escrita e controles. Assim, o que tem relevo na presente discussão é saber se ficou demonstrada pela recorrente a liquidez e certeza dos créditos em tela, sendo que somente quando cabalmente comprovada a existência de tais créditos é que os mesmos seriam passíveis de ressarcimento em espécie ou de compensação. Somente créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional podem ser entregues ao contribuinte ou utilizados em compensação (art. 170 do CTN). Conforme bem assinalou a decisão recorrida, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, é dever do contribuinte conservar a respectiva documentação (art. 264 do RIR/1999). No caso em tela, as notas fiscais que embasaram a escrituração dos créditos pleiteados deveriam ser conservadas pela recorrente enquanto pendente seu pedido de ressarcimento, posto que os prazos assinalados em seu recurso não se aplicam ao caso concreto, pelos fundamentos da decisão recorrida, que adoto. Também carente de respaldo legal é a alegação da recorrente de que ocorreu a homologação da compensação declarada em 13/12/2004 porque o pedido de ressarcimento se entende como pedido de compensação e o pedido de ressarcimento foi decidido após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos de sua apresentação. Não há na legislação tributária federal previsão para esta transmutação pretendida pela recorrente. O prazo para a administração homologar as compensações feitas pelos contribuintes contase da data da entrega da competente declaração de compensação (art. 74, § 5º da Lei nº 9.430/96). Por último, ao contrário do alegado pela recorrente, as planilhas por ela apresentadas não substituem as notas fiscais de aquisição. Como bem disse a decisão recorrida, a escrituração deve ser feita à vista do documento fiscal (art. 190 do RIPI/2002). Só os registros fiscais não são suficientes para provar o direito pretendido. Ao contrário do entendimento da recorrente, a decisão da RFB de indeferir o crédito da recorrente foi preferida dentro do prazo previsto no art. 49 da Lei nº 9.784/99. A instrução processo foi concluída no dia 03/11/2008 (fl. 64) e a decisão ocorreu no dia 14/11/2008 (fl. 68). Portanto, dentro do prazo de 30 (trinta) dias previsto no referido art. 49. No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 269DF CARF MF Emitido em 12/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13807.004302/200293 Acórdão n.º 330200.923 S3C3T2 Fl. 259 5 Fl. 270DF CARF MF Emitido em 12/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Assinado digitalmente em 11/04/2011 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 13056.000294/2005-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Apr 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE PIS/PASEP.
EXPORTAÇÕES. DESPESAS NÃO CLASSIFICÁVEIS COMO
INSUMOS. IMPOSSIBILIDADE
Não são passíveis de ressarcimento créditos decorrentes de despesas com
serviços adquiridos de pessoas físicas, de despesas administrativas e
comerciais no caso concreto. O conceito de insumo depende da inserção da
despesa ou custo no processo produtivo da empresa de acordo com a sua
atividade econômica.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-000.927
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE PIS/PASEP. EXPORTAÇÕES. DESPESAS NÃO CLASSIFICÁVEIS COMO INSUMOS. IMPOSSIBILIDADE Não são passíveis de ressarcimento créditos decorrentes de despesas com serviços adquiridos de pessoas físicas, de despesas administrativas e comerciais no caso concreto. O conceito de insumo depende da inserção da despesa ou custo no processo produtivo da empresa de acordo com a sua atividade econômica. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE PIS/PASEP. EXPORTAÇÕES. DESPESAS NÃO CLASSIFICÁVEIS COMO INSUMOS. IMPOSSIBILIDADE Não são passíveis de ressarcimento créditos decorrentes de despesas com serviços adquiridos de pessoas físicas, de despesas administrativas e comerciais no caso concreto. O conceito de insumo depende da inserção da despesa ou custo no processo produtivo da empresa de acordo com a sua atividade econômica. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado Digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado Digitalmente) Gileno Gurjão Barreto Relator EDITADO EM: 09/05/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Fabíola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto (Relator). Fl. 121DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Assinado digitalmente em 08/07/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13056.000294/200599 Acórdão n.º 330200.927 S3C3T2 Fl. 2 2 Relatório Adotase o relatório do acórdão da 2ª Turma da DRJPORTO ALEGRE/RS n° 1010.066, de 11 de outubro de 2011: Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de créditos de PIS nãocumulativo. A Delegacia de origem do processo reconheceu parcialmente o direito creditório. 2. Inconformada, a interessada apresentou tempestivamente manifestação de inconformidade, onde discorda da glosa efetuada, insurgindose contra a inclusão na base de cálculo do PIS nãocumulativo das receitas provenientes de transferências de ICMS. Defende a legitimidade do direito creditório oriundo de aquisições efetuadas de pessoas físicas, dedespesas financeiras, administrativas, comerciais e industriais. Naquela ocasião, os membros da Segunda Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto AlegreRS, por unanimidade de votos, julgaram a manifestação de inconformidade improcedente e manteve a glosa efetuada por entender que: Nos termos dos artigos 3°, II, § 3°, I da Lei 10.637/2002 e 3°, II, §3°, II da Lei 10.833/2003, nem todo custo, despesa ou encargo que concorra para o faturamento mensal, base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e para a COFINS poderá ser considerado crédito a deduzir; As Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 são expressas ao dispor que apenas os bens e serviços adquiridos de pessoas jurídicas darão direito a crédito das contribuições; Com o advento da Lei 10.865/2004, inexiste a possibilidade de se descontar os créditos de natureza financeira; Não existe respaldo legal para que seja possível descontar créditos decorrentes de bens e serviços de natureza comercial ou administrativa; A autoridade administrativa não possui competência para decidir sobre a constitucionalidade e legalidade da legislação vigente no país. Intimado em 09/11/2006, o contribuinte apresentou recurso voluntário em 07/12/2006. Inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário às fls. 100/107, com intuito de reformar o acórdão a quo, alegando em suma que: (i) No que tange aos insumos adquiridos de pessoas físicas a vedação de aproveitamento dos créditos oriundos de aquisição de bens e serviços de pessoa física viola o princípio da não cumulatividade previsto na Constituição Federal, não podendo ser restringido pela legislação infraconstitucional, quais sejam, as Leis n°s 10.637/2002, 10.833/2003 e 10.865/2004, principalmente após o advento da Emenda Constitucional n° 41. Ademais, destaca que a Lei n° 10.865/2004 só teria eficácia a partir de julho de 2004, em virtude do princípio da anterioridade nonagesimal insculpido no art. 195, §6° da Carta Magna, sendo que, de acordo com o relatório fiscal, "os valores dos créditos a esse título referentes aos meses de fevereiro a julho de 2004 foram computados pela fiscalizada no mês de agosto do mesmo ano" Fl. 122DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Assinado digitalmente em 08/07/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13056.000294/200599 Acórdão n.º 330200.927 S3C3T2 Fl. 3 3 (ii) Quanto aos créditos de despesas financeiras, industriais, administrativas e comerciais – deve ser garantido o direito constitucional do contribuinte em na apuração da referida contribuição o montante de PIS incidente nas operações anteriores, independentemente das restrições ao crédito impostas pelas Leis n°s 10.637/2002, 10.833/2004 e 10.865/2004. Por fim, ressalta que as aludidas Leis não encontram guarida no ordenamento constitucional, pois tratam de matéria reservada a Lei Complementar. É o Relatório. Voto Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator Tratase de indeferimento parcial do ressarcimento pleiteado sobre exportações realizadas. Dos insumos tipificados nas Leis nº 10.637/2002, 10.833/2003, posteriormente modificadas pela Lei nº 10.865/2004 A Recorrente alega que a vedação instituída pelas Leis nº 10.637/2002, 10.833/2003, posteriormente modificadas pela Lei nº 10.865/2004, violariam o princípio da nãocumulatividade. Todavia, nesse caso, não assiste razão a Recorrente. As leis acima mencionadas estabeleceram regras com a finalidade de regulamentar a cobrança nãocumulativa relativamente às contribuições ao PIS e a COFINS, atendendo a demanda do setor produtivo da economia, com o objetivo de aumentar sua eficiência. Por essa sistemática os contribuintes a ela sujeitos podem apurar créditos correspondentes à aplicação das respectivas alíquotas sobre determinados custos, para serem descontados do que for apurado a título de PIS e COFINS. Para a apuração desses créditos foi adotado o critério de listar os bens e serviços capazes de gerar crédito e os atrelou à respectiva função de INSUMO utilizado na produção de bens e serviços, para a sua dedutibilidade. Obviamente, ser insumo de uma determinada atividade não impõe a que esse mesmo bem ou serviços seja insumo de uma outra determinada atividade econômica. Entendo que o termo insumo, deve ser interpretado de forma extensiva, como sendo aqueles bens e serviços, que adquiridos de pessoas jurídicas no caso concreto, sejam direta e efetivamente aplicados ou consumidos na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, seja na pré, na produção, ou na pósprodução. Por fim, no que concerne ao princípio da nãocumulatividade em relação às contribuições ao PIS e à COFINS, este diverge da previsão constitucional originária em relação ao IPI e ao ICMS, dependendo, no caso do PIS e da COFINS de regulamentação por lei infraconstitucional, o que ocorreu com a edição das Leis nº 10.637/2002, 10.833/2003, posteriormente modificadas pela Lei nº 10.865/2004, não havendo que se falar em violação ao referido princípio no caso em tela. Assim temos que a aplicação do princípio da nãocumulatividade do PIS e da COFINS em relação aos insumos utilizados na fabricação de bens e serviços não implica Fl. 123DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Assinado digitalmente em 08/07/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13056.000294/200599 Acórdão n.º 330200.927 S3C3T2 Fl. 4 4 estender sua interpretação, de modo a permitir que sejam deduzidos, sem restrição todos e quaisquer custos da empresa despendidos no processo de industrialização e comercialização do produto a ser fabricado. A própria recorrente afirma, às fls. 53 que “7 — Para fins apuração dos créditos, foram computados créditos sobre aquisições de insumos de serviços de pessoas físicas, bem como, sobre valores de despesas financeiras, despesas administrativas e comerciais.”, sobre esses valores foram procedidas as glosas, e não foram demonstrados nos autos do processo a inserção desses serviços no respectivo processo produtivo. Por todo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. É como voto, (Assinado Digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Fl. 124DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO Assinado digitalmente em 08/07/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 08/07/2011 por GILENO GURJAO BARRETO
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