Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11050.000896/91-31
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL FATURAMENTO DECORRÊNCIA
Tratando-se de lançamento reflexivo, a
decisão proferida no processo matriz se
aplica ao julgamento do processo decorrente,
dada a Intima relação de causa e efeito que
vincula um ao outro„
Numero da decisão: 102-30.304
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199510
ementa_s : FINSOCIAL FATURAMENTO DECORRÊNCIA Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a Intima relação de causa e efeito que vincula um ao outro„
numero_processo_s : 11050.000896/91-31
conteudo_id_s : 5489876
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 24 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 102-30.304
nome_arquivo_s : Decisao_110500008969131.pdf
nome_relator_s : Ursula Hansen
nome_arquivo_pdf_s : 110500008969131_5489876.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 1995
id : 6054509
ano_sessao_s : 1995
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610207940608
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T22:09:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T22:09:51Z; Last-Modified: 2009-07-05T22:09:51Z; dcterms:modified: 2009-07-05T22:09:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T22:09:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T22:09:51Z; meta:save-date: 2009-07-05T22:09:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T22:09:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T22:09:51Z; created: 2009-07-05T22:09:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-05T22:09:51Z; pdf:charsPerPage: 1151; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T22:09:51Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 11050/000.896/91-3I Sessão de 79 de outubto de 1995 Aeordão n. 102-30. 304 RECURSO n. 88.179 - FINSOCIAL Faturamento Exs.: 1989 e 1990 RECORRE= TRANSPORTES ALDRIGHE ZANETTI LTDA. RECORRIDA DRF em RIO GRANDE, RS FAT1 MENU) DffDR.~. Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se aplica ao julgamento do processo decorrente, dada a Intima relação de causa e efeito que vincula um ao outro„ Vito, nelatado4 e di4cutido o pente auto4 de /Lecut4o íntetpoisto poit TRANSPORTES ALDRIGHI ZANETTI LTDA. ACORDAM cm Membno3 da Segunda Camaita do P.mei/to Con4elho de Conttibuintu, pon unanimidade de voto4,negt pto vímento ao itecuto. Sala det SeA4 -cie, em 19 de outubto de 1995 ANTONIO DE Eld.:TAS DUTRA - PRESIDENTE .1 )1 C2.----- U[SULAWMSEN - RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL - SESSÃO DE: 2 O OUT 1995 Pattícipanam, ainda, do pYLe3ente julgamento o4 ..guínte4 Con- iselheito: Waldevan A/ve4 de Oliveixa, Jos Cv-Ls Aceve.4 Ma- tia CIElia de Andtade Figueinedo, J j/ío Gome4 da Silva, io3J Canlo Pauello e Sueli E“g jnia Mende4 de Bnitto. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONT.REBUINTES PROCESSO n. 11050/000.396/91-31 RECURSO n. 88.179 ACÓRDÃO n. 102-3 0. 3 0.4 RECORRENTE TRANSPORTES ALDRIGHI ZANETTI LTDA. RELATÓRIO Versa o presente processo do Auto de Infração de lis. 01 e anexos, lavrado contra TRANSPORTES ALDRIGIII ZANETTI LTDA., CGC n. 91.320.150/0001-38, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Rio Grande, RS, formalizando a exigência de FINSOCIAL Faturamento, relativa aos exercícios de 1989 e 1990, no valor de Cr$ 21.610,95 e correspondentes gravames legais. O lançamento, com base no artigo primeiro, parágrafo primeiro do Decreto Lei 1940/82 e artigos 16, 80 e 83 do Regulamento do FTNSOCIAL aprovado pelo Decreto 92698/86, decorreu de procedimento de fiscalização sendo apuradas irregularidades - omissão de receita operacional ocasionando insuficiência na determinaação da base de cálculo da Contribuição, e lançamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no processo 11050/000.895/91-79. Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte em 22108/91, impugnou o feito (fls. 08120), fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão de primeira instância, de número 039/92,, foi proferida às fls. 25/27, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado procedente. Ciente da decisão singular em 19/03/92 (lis. 29v), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 15/04/92, acostando aos autos (lis. 30/37) cópia das Razões de recurso voluntáro apresentado no processo matriz. O recurso é lido integralmente em sessão. É o relatáriO. , -? MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRrBULNTES PROCESSO a 11050/000.596/91-31 ACÓRDÃO n. 102- 3 0 . 30 4 VOTO Conselheira Ursula Hansen Relatora Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é decorrente da que foi apurada no processo matriz de n. 11050/000.895/91-79. Considerando que o recurso referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessão realizada em 09 de agosto de 1993, foi julgado improcedente, conforme faz certo o Acórdão n. 102-28.420; Considerando que, nas Razões de recurso voluntário acostadas aos presentes autos, a Recorrente revela seu reconhecimento de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo principal, no tendo apresentado qualquer nova razão ou prova que infirmasse o acerto da decisão proferida; Considerando o princípio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro; Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso., BRASÍLIA_ DF, 19 de ou4bto de 1995 ÚRSUI1A_FL4N:SEN Relatora 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10865.002085/2002-14
Data da sessão: Tue Feb 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/09/1995 a 31/01/1996
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL.
Em face da suspensão da execução dos Decretos-lei n° 2.445 e n° 2.449,
ambos de 1988, e do julgamento da ADIN n° 1.417-0 que considerou
inconstitucional parte do art. 15 da MP n° 1.212, de 1995, a contribuição para
o PIS tornou-se devida com base na Lei Complementar n° 7, de 1970, e
ulterior alteração legal, até a entrada em vigor daquela MP, em 1° de março
de 1996.
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 10/10/1995 a 15/02/1996
INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA.
A decadência do direito de se pleitear restituição e/ ou compensação de
indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito
tributário pelo pagamento, inclusive, na hipótese de ter sido efetuado com
base em lei, posteriormente, declarada inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio
sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp),
depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados
por ele.
Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/1995 a 15/02/1996
RECURSO VOLUNTÁRIO. ARROLAMENTO DE BENS. DISPENSA.
A exigência de prévio arrolamento de bens ou de depósito para a interposição
de recurso voluntário foi dispensada por meio do Ato Declaratório
Interpretativo da Receita Federal nº 16, de 23 de novembro de 2007.
Numero da decisão: 293-00.163
Decisão: Acordam os membros da Terceira Turma Especial do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso
Nome do relator: Helcio Lafetá Reis
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200902
ementa_s : Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/09/1995 a 31/01/1996 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. Em face da suspensão da execução dos Decretos-lei n° 2.445 e n° 2.449, ambos de 1988, e do julgamento da ADIN n° 1.417-0 que considerou inconstitucional parte do art. 15 da MP n° 1.212, de 1995, a contribuição para o PIS tornou-se devida com base na Lei Complementar n° 7, de 1970, e ulterior alteração legal, até a entrada em vigor daquela MP, em 1° de março de 1996. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 10/10/1995 a 15/02/1996 INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. A decadência do direito de se pleitear restituição e/ ou compensação de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, inclusive, na hipótese de ter sido efetuado com base em lei, posteriormente, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp), depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados por ele. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1995 a 15/02/1996 RECURSO VOLUNTÁRIO. ARROLAMENTO DE BENS. DISPENSA. A exigência de prévio arrolamento de bens ou de depósito para a interposição de recurso voluntário foi dispensada por meio do Ato Declaratório Interpretativo da Receita Federal nº 16, de 23 de novembro de 2007.
numero_processo_s : 10865.002085/2002-14
conteudo_id_s : 5528344
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 293-00.163
nome_arquivo_s : Decisao_10865002085200214.pdf
nome_relator_s : Helcio Lafetá Reis
nome_arquivo_pdf_s : 10865002085200214_5528344.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros da Terceira Turma Especial do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Tue Feb 10 00:00:00 UTC 2009
id : 6139976
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610210037760
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-09-22T18:55:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; pdf:docinfo:title: APV2802_10865002085200214; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CARF; dcterms:created: 2015-09-22T18:55:07Z; Last-Modified: 2015-09-22T18:55:58Z; dcterms:modified: 2015-09-22T18:55:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; title: APV2802_10865002085200214; xmpMM:DocumentID: uuid:f2142c29-63b6-11e5-0000-fc4f70eef0e2; Last-Save-Date: 2015-09-22T18:55:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2015-09-22T18:55:58Z; meta:save-date: 2015-09-22T18:55:58Z; pdf:encrypted: true; dc:title: APV2802_10865002085200214; modified: 2015-09-22T18:55:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CARF; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CARF; meta:author: CARF; dc:subject: ; meta:creation-date: 2015-09-22T18:55:07Z; created: 2015-09-22T18:55:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2015-09-22T18:55:07Z; pdf:charsPerPage: 2047; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CARF; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-09-22T18:55:07Z | Conteúdo => S2-TE03 Fl. 118 1 117 S2-TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.002085/2002-14 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 293-00.163 – 3ª Turma Especial Sessão de 10 de fevereiro de 2009 Matéria PIS - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente CERÂMICA ARTÍSTICA BURGUINA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/09/1995 a 31/01/1996 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. Em face da suspensão da execução dos Decretos-lei n° 2.445 e n° 2.449, ambos de 1988, e do julgamento da ADIN n° 1.417-0 que considerou inconstitucional parte do art. 15 da MP n° 1.212, de 1995, a contribuição para o PIS tornou-se devida com base na Lei Complementar n° 7, de 1970, e ulterior alteração legal, até a entrada em vigor daquela MP, em 1° de março de 1996. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 10/10/1995 a 15/02/1996 INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. A decadência do direito de se pleitear restituição e/ ou compensação de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, inclusive, na hipótese de ter sido efetuado com base em lei, posteriormente, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp), depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados por ele. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1995 a 15/02/1996 RECURSO VOLUNTÁRIO. ARROLAMENTO DE BENS. DISPENSA. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10865.002085/2002-14 Acórdão n.º 293-00.163 S2-TE03 Fl. 119 2 A exigência de prévio arrolamento de bens ou de depósito para a interposição de recurso voluntário foi dispensada por meio do Ato Declaratório Interpretativo da Receita Federal nº 16, de 23 de novembro de 2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Terceira Turma Especial do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Luís Guilherme Queiroz Vivacqua (Relator), Alexandre Kern e Andréia Dantas Lacerda Moneta. Relatório Na condição de relator ad hoc neste processo, reproduzo o relatório elaborado pela DRJ Ribeirão Preto/SP, que muito bem descreve os fatos controvertidos nos autos: A interessada acima qualificada ingressou com o pedido de fls. 01/04, requerendo a restituição do montante de R$ 4.062,37 (quatro mil, sessenta e dois reais e trinta e sete centavos), relativo à contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) que teria recolhido indevidamente a partir de 10 de outubro de 1995 a 15 de fevereiro de 1996, incidentes sobre os fatos geradores ocorridos nos meses de competência de setembro de 1995 a janeiro de 1996, cumulada com a compensação de débitos fiscais vencidos de sua responsabilidade, se houverem, e compensação com débitos futuros a serem protocolizados oportunamente. Para comprovar os indébitos reclamados, anexou, ao seu pedido, a planilha de fl.05, bem como as cópias dos darfs de fls. 19/21. Posteriormente, a interessada protocolizou em 14/04/2003 a Declaração de Compensação (Dcomp) de fl. 61, visando à homologação da compensação, efetuadas por ela, do débito fiscal nela indicado. Por meio do Despacho Decisório, às fls. 44/45, datado de 23/04/2003, a Delegacia da Receita Federal (DRF) em Limeira, SP, indeferiu o pedido de restituição sob o fundamento de que, na data de seu protocolo, o direito de a interessada pleitear a repetição e/ou compensação dos pretensos indébitos já havia Fl. 119DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10865.002085/2002-14 Acórdão n.º 293-00.163 S2-TE03 Fl. 120 3 decaído, nos termos do Código Tributário Nacional (CTN), arts. 168, e 165, I; com a interpretação dada por meio do Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999, por ter decorrido mais de cinco anos das datas dos respectivos pagamentos e a deste pedido. Cientificada daquele despacho decisório, inconformada com o indeferimento de seu pedido, a interessada interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 48/55, requerendo a esta DRJ a reforma da decisão proferida por aquela DRF, para que lhe seja reconhecido o crédito financeiro reclamado e mantidas as compensações efetuadas por ela, bem como o direito de compensar débitos vincendos e, ainda, à emissão de CND quando necessária, alegando, em síntese: a) semestralidade da base de cálculo do PIS no período de competência referente aos indébitos reclamados, nos termos da LC n° 7, de 1970, art. 6°, parágrafo único; e, b) a inocorrência da decadência do seu direito à repetição/compensação dos valores reclamados, tendo em vista que a extinção de crédito tributário sujeito a lançamento por homologação, como o PIS, se dá com a homologação expressa ou tácita do pagamento; não ocorrendo a expressa, a tácita ocorre depois de 05 (cinco) anos, contados do respectivo fato gerador, quando então se inicia a contagem do prazo qüinqüenal para se exercer o direito à repetição de tais indébitos, resultando um prazo total de 10 (dez) anos, ou seja, 05 (cinco) anos para a extinção tácita e mais 05 (cinco) para a repetição e/ ou compensação. A decisão da DRJ Ribeirão Preto/SP que indeferiu a solicitação restou ementada da seguinte forma: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/09/1995 a 31/01/1996 Ementa: FUNDAMENTO LEGAL. Em face da suspensão da execução dos Decretos-lei n° 2.445 e n° 2.449, ambos de 1988, e do julgamento da ADIN n° 1.417-0 que julgou inconstitucional parte do art. 15 da MP n° 1.212, de 1995, a contribuição para o PIS tornou-se devida com base na Lei Complementar n° 7, de 1970, e ulterior alteração legal, até a entrada em vigor daquela MP, em 1° de março de 1996. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 10/10/1995 a 15/02/1996 Ementa: INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. A decadência do direito de se pleitear restituição e/ ou compensação de indébito fiscal ocorre em cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, inclusive, na hipótese de ter sido efetuado com base em lei, Fl. 120DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10865.002085/2002-14 Acórdão n.º 293-00.163 S2-TE03 Fl. 121 4 posteriormente, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp), depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados por ele. Solicitação Indeferida Cientificado da decisão, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seu pedido, repisando os mesmos argumentos de defesa e arguindo a ilegalidade da exigência de prévio arrolamento de bens para fins de interposição de recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc Considerando o teor da decisão final da turma julgadora, encaminho o presente voto, na condição de relator ad hoc, no mesmo sentido da DRJ Ribeirão Preto/SP, dispensando-se a reprodução, neste voto, do inteiro teor do voto condutor do acórdão recorrido presente às fls. 79 a 82. Quanto à arguição de ilegalidade da exigência de prévio arrolamento de bens para fins de interposição de recurso voluntário, há que se destacar que, de acordo com o Ato Declaratório Interpretativo da Receita Federal nº 16, de 23 de novembro de 2007, tal exigência não mais subsiste. Dessa forma, vota-se por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário, para dispensar o Recorrente de apresentar arrolamento de bens para fins de interposição do recurso. É o voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc Fl. 121DF CARF MF Impresso em 25/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/09/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 22/09/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 24/09/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10880.041205/95-20
Data da sessão: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ
Ano-calendário: 1990
Ementa: DIFERENÇA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. IPC X BTNF.
CSLL.
Não há ilegalidade no artigo 41 do Decreto n. 332/91, consonante com a Lei n. 8200/91, artigo 1°, que, ao cuidar da correção monetária de balanço relativamente ao ano-base de 1990, limitou-se ao IRPJ, não estendendo a previsão legal à CSLL. A base de cálculo da CSLL só sofre a incidência da Lei n. 8.200/91 nos casos estabelecidos em seu artigo 2º, § 5° c/c §§ 3° e 4°,
estando harmonizado com essa norma o contido no artigo 41, § 2°, do Decreto n.332/91.
Numero da decisão: 9101-000.663
Decisão: Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 1990 Ementa: DIFERENÇA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. IPC X BTNF. CSLL. Não há ilegalidade no artigo 41 do Decreto n. 332/91, consonante com a Lei n. 8200/91, artigo 1°, que, ao cuidar da correção monetária de balanço relativamente ao ano-base de 1990, limitou-se ao IRPJ, não estendendo a previsão legal à CSLL. A base de cálculo da CSLL só sofre a incidência da Lei n. 8.200/91 nos casos estabelecidos em seu artigo 2º, § 5° c/c §§ 3° e 4°, estando harmonizado com essa norma o contido no artigo 41, § 2°, do Decreto n.332/91.
numero_processo_s : 10880.041205/95-20
conteudo_id_s : 5490376
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 20 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 9101-000.663
nome_arquivo_s : Decisao_108800412059520.pdf
nome_relator_s : Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho
nome_arquivo_pdf_s : 108800412059520_5490376.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
id : 6060986
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610212134912
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-21T10:47:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-21T10:47:46Z; Last-Modified: 2010-12-21T10:47:46Z; dcterms:modified: 2010-12-21T10:47:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:926d8d30-8a65-4608-94e3-6461ff3bcc8f; Last-Save-Date: 2010-12-21T10:47:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-21T10:47:46Z; meta:save-date: 2010-12-21T10:47:46Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-21T10:47:46Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-21T10:47:46Z; created: 2010-12-21T10:47:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-12-21T10:47:46Z; pdf:charsPerPage: 1421; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-21T10:47:46Z | Conteúdo => ($A/\J Ei A/ RETO - Presidente. 1 _ o CARLOS ALBER CSRF-T1 Fi 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 10880.041205/95-20 Recurso n" 146.624 Especial do Procurador Acórdão n° 9101-00.663 — 1" Turma Sessão de 31 de agosto de 2010 Matéria IRPJ E OUTROS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado AIR PRODUCTS GASES INDUSTRIAIS LTDA. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano-calendário: 1990 Ementa: DIFERENÇA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. IPC X BTNF. CSLL. Não há ilegalidade no artigo 41 do Decreto n. 3,32/91, consonante com a Lei n. 8200/91, artigo 1°, que, ao cuidar da correção monetária de balanço relativamente ao ano-base de 1990, limitou-se ao IRPJ, não estendendo a previsão legal à CSLL. A base de cálculo da CSLL só sofre a incidência da Lei n. 8.200/91 nos casos estabelecidos em seu artigo 2', § 5° c/c §§ 3° e 4°, estando harmonizado com essa norma o contido no artigo 41, § 2°, do Decreto n„ .332/91„ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, nos ten os do relatório e voto que integram o presente julgado, A ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO - Relator. EDITADO EM: O 8 NOV 2010 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Francisco Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho, Leonardo de Andrade Couto, Karem 2 Jureidini Dias, Claudemir Rodrigues Malaquias, Viviane Vidal Wagner, Valmir Sandri, Susy Gomes Hoffinann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Ausente, justificadamente o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho. Relatório Em face do Acórdão ri° 101-95.592, proferido pela Egrégia Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, a Fazenda Nacional, por seu representante, apresentou o Recurso Especial de fls. 366/377, devidamente admitido pelo ilustre Presidente daquela Câmara, pretendendo a reforma da decisão, com fundamento no art. 5, II, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais (redação vigente à época) e nas razões seguintes. Em 21.12.1995, a contribuinte foi cientificada do auto de infração de fls. 55/67, por meio do qual foi constituído crédito tributário no valor de 794,096,05 UFIR, já inclusos multa de oficio de 50% e juros de mora, referente ao ano-calendário 1990. O lançamento tem origem na glosa de despesas de depreciação e de correção monetária de balanço realizadas a maior pela contribuinte. Segundo a Descrição dos Fatos, no balanço patrimonial encerrado em 31.12.90, empresa, ao proceder a Correção Monetária dos saldos das contas do Ativo imobilizado e do Patrimônio Líquido, deduziu saldo devedor da correção monetária maior que o devido, em face da utilização de índices superiores ao BTN, acarretando, desta forma, a diminuição do lucro líquido do exercício. A Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por meio da decisão recorrida de fls. 343/355, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso voluntário, para restabelecer a dedução da diferença do IPC/BTNF, da base de cálculo da CSLL, no ano-calendário 1990. Em suas razões, com relação à CSLL, afastou a exigência, sob o fundamento de que o § 2 do art. 41 do Decreto 332/91 estendeu a obrigatoriedade de o contribuinte adicionar, ao lucro líquido, a diferença IPC/BTNF, para fins de determinação da base de cálculo da contribuição, sem respaldo na Lei n° 8.200/91, A Fazenda Nacional apresentou o Recurso Especial de fls. 366/377. Indicou como paradigma o Acórdão 103-20.057. Em suas razões, afirmou que a contribuinte excluiu da base de cálculo da CSLL, devida no ano 1991, a parcela referente à diferença de correção monetária IPC/BTN, em contrariedade com o que determina a Lei 8.200/91 e Decreto n° 332/91. Afirmou que a legalidade do art. 41 do decreto n° 332/91 esta pacificada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. A Lei n° 8,200/91 não permitiu o aproveitamento da diferença entre o IPC e o BTNF na apuração da base de cálculo da CSLL, como o fez em relação ao IRP.T. Afirmou que o uso da analogia é vedado tanto para a cobrança ou majoração de tributo, assim como para dispensá-lo ou reduzi-lo; a cobrança, a majoração, a dispensa e a redução de tributos são matérias cuja disciplina é reservada a lei. O reconhecimento de urna despesa, decorrente de aplicação de índice de correção monetária, depende de autorização legislativa, conforme decidido pelo e. Supremo Processo n° 10880041205/95-20 Acórdão n 9101-00.663 CSRF-T1 Fl. 2 Tribunal Federal. Portanto, não se pode dizer que a fiscalização somente poderia glosar tal despesa se o legislador estipulasse que o valor não poderia compor a apuração do tributo, ao contrário. Para que a despesa de correção monetária seja considerada, é necessária a autorização legal. A contribuinte apresentou contra-razões ao recurso, às fls. .399/422. Em suas razões, requereu o não conhecimento do Recurso Especial, sob o fundamento de que o a decisão indicada como paradigma seria muito antiga e não reflete o atual entendimento dessa E. Corte sobre o assunto. Afirmou que a decisão do E. Supremo Tribunal Federal, referida pela Recorrente, não guarda qualquer relação com o presente caso. Isso porque, no julgamento do Recurso Extraordinário n° 201.465-6 MG, foi declarada a constitucionalidade do artigo .3°, I, da Lei n° 8,200/91, que dispôs sobre o prazo para aproveitamento da despesa decorrente da diferença de correção monetária. O Decreto na 3.32/91, ao regulamentar a lei ri° 8.200191, reconheceu o caráter compulsório da correção complementar relativa a 1990. Contudo, extrapolou ao criar restrições, não constantes da lei, para a dedução dos encargos (diferença da correção monetária de 1990, quando devedora, e efeitos dela sobre as depreciações e baixas de ativos permanentes) para fins de cálculo da CSLL. Afirmou que o -único dispositivo da Lei 8.200/91 que cuida dos efeitos das correções monetárias nela disciplinada perante tal tributo é o § 5° do art. 2", que dispõe ser à CSLL aplicável as disposições dos §§ 2° e 3° (que tratam da tributação da reserva especial e da dedutibilidade das depreciações e baixas). Entretanto, se o próprio regulamento adota orientação na sentido da não-aplicabilidade do art. 2° da lei à diferença entre o IPC e o BTN, é impertinente que se valha dele para extrair a regra do art. 41 do Decreto n° 332/91. Embora a previsão da dedutibilidade da diferença do 1PC/BTN na apuração do lucro real pertençam à legislação do Imposto de Renda, é inequívoca a sua aplicabilidade também para a CSLL, tendo em vista a identidade de pressuposto constitucional de tais tributos (lucro) e a comum estrutura deles em nível das respectivas disciplinas infraconstitucionais, ambas com ponto de partida no lucro liquido do exercício. Afirmou que se não há razão para restringir a dedução da diferença devedora da correção monetária, igualmente inexiste razão para que se pretenda tal restrição em relação às depreciações e baixas na parcela que corresponde ao complemento da atualização monetária relativa ao ano de 1990. E efetivamente referida restrição não vem expressa na lei, já que é de ordem meramente regulamentar (art. 41 do Decreto 332/91) Se a lei originária da CSLL prevê o cômputo da correção monetária do balanço na determinação da sua base de cálculo e a Lei 8200/91 não modifica substantivamente essa disposição, inexistem fundamentos a amparar as restrições impostas pelo Decreto 332/91. É o relatório. 3 Voto Conselheiro ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO A recorrida defende o não conhecimento do recurso especial interposto. A decisão recorrida restabeleceu a dedutibilidade da diferença do ITC/BTN da base de cálculo da CSLL, conforme ementa a seguir: CSLL CORREÇÃO COMPLEMENTAR IPC/BTNIF — LEI &200/91 — INAPLICABILIDADE DAS RESTRIÇÕES QUANTO À DEDUÇÃO - Tendo o artigo 50 da Lei 8.200/91 estendido a correção complementar para as demonstrações financeiras, para ,fins societários, atingiu a base da contribuição social, que é o lucro liquido apurado através da escrituração comercial da empresa (artigo 20 da Lei 7,689/88), As vedações dos artigos 3" e 4' da Lei 71" 8.200/91 aplicam-se apenas ao Imposto sobre a Renda Já o acórdão invocado corno paradigma, proferido pela Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, manteve a exigência da CSLL, sob o fundamento de que inexiste previsão legal para dedutibilidade da diferença da correção monetária de IPC/BTN da base de cálculo da CSLL, Vejamos: "DIFERENÇA DA CORREÇÃO MONETÁRIA IPC X BTNE - 'Lei 82. OdOe, 28/06/91, autorizou a dedução da parcela da correção monetária derivada da variação entre o 1PC e o BTNF; no exercício de 1990, em função de determinação do lucro real, mas o mesmo não ocorreu em relação à Contribuição Social sobre o Lucro (Decreto n.° 332, de 04/11/91 - a. 41). Desse modo, restou caracterizada a divergência de entendimento sobre a matéria, restando preenchido o requisito de admissibilidade do recurso. Quanto a adequação ou não do acórdão indicado corno paradigma com o entendimento majotitário do Conselho de Contribuintes (atual CARF), trata-se de questão de mérito, que não influi na admissibilidade do recurso. Portanto, o recurso preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A matéria sob exame refere-se à dedutibilidade da diferença entre o IPC/BTN da base de cálculo da CSLL no ano-calendário 1990. Sobre o tema, a Lei tf 8.200/91 dispõe o seguinte: Art. 2" As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão efetuar correção monetária especial das contas do Ativo Permanente, com base em índice que reflita a nível nacional, variação geral de preços. § 1" A cormção monetária de que trata este artigo poderá ser efetuada, exclusivamente, em balanço especial levantado, para esse efeito, em 31 de janeiro de 1991, após a correção com base no BTN Fiscal de Cr$ 126,8621 Processo n° 10880.041205/95-20 Acórdão n.° 9101-00.663 CSRF-T1 Fi 3 § 2" A correção deverá ser registrada em subconta distinta da que registra o valor original do bem ou direito, corrigido monetariamente, e a contrapartida será creditada à conta de reserva especial, § 3' O valor da reserva especial, mesmo que incorporado ao capital, deverá ser computado na determinação do lucro real proporcionalmente à realização dos bens ou direitos, mediante alienação, depreciação, amortização, exaustão ou baixa a qualquer título. § 4° O valor da correção especial, realizado mediante alienação, depreciação, amortização, exaustão ou baixa a qualquer título, poderá ser deduzido como custo ou despesa, para efeito de determinação do lucro real § 5" O disposto nos 3° e 4°, deste artigo aplica-se, inclusive, à determina tio da base de cálculo da contribuição social (Lei n" 7.689, de 15 de dezembro de 1988), e do imposto de renda na fonte incidente sobre o lucro líquido (Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, art. 35). Para fins de determinação da base de cálculo da CSLL, o artigo 2° da Lei n° 8,200/91 prevê a dedução da correção especial da base de cálculo da CSLL. No entanto, especificamente em relação à diferença entre o IPC/BTN, o art. 3' da mesma Lei restringiu a sua dedutibilidade ao IRRI, nos seguintes termos: Art. 3' A parcela da correção monetária das demonstrações financeiras, relativa ao período-base de 1990, que corresponder à diferença veri !cada no ano de 1990 entra a variação do índice de Preços ao Consumidor OPC) e a variação do BTN Fiscal, terá o seguinte tratamento I - poderá ser deduzida na determinação do lucro real, em quatro períodos-base, a partir de 1993, à razão de vinte e cinco por cento ao ano, quando se tratar de saldo devedor; 11 - será computada na determinação do lucro real a partir do período-base de 1993, de acordo com o critério utilizado para a determinação do lucro inflacionário realizado, quando se tratar de saldo credor.. Art. 4° A parcela da correção monetária especial de que trata o § 2° do art. 2' desta lei que corresponder à diferença verificada no ano de 1990 entre a, variação do índice de Preços ao Consumidor (LPC) e a variação do BTN Fiscal não terá o tratamento previsto no § 3" daquele artigo, servindo de base para a dedução, na determinação do lucro real, a partir do período-base de 1993 de depreciação, amortização, exaustão ou baixa a qualquer título, dos bens ou diretos, A dedutibilidade da parcela da correção monetária das demonstrações financeiras, relativa ao período-base de 1990, que corresponder à diferença entre o IPC e o BTN restringiu-se ao IRPJ; a lei não estendeu a dedutibilidade à CSLL, como o fez 5 expressamente em relação à correção monetária especial, prevista no art. 2°, § 2°, acima transcrito. Portanto, o art. 41 do Decreto n° 332/91, ao estabelecer que o resultado da correção monetária de que trata este capitulo não influirá na base de cálculo da contribuição social não extrapolou a norma contida na Lei n° 8.212/91. Esse é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, são esclarecedoras as seguintes ementas: "TRIBUTÁRIO RECURSO ESPECIAL, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO CSLL, DETERMINAÇÃO DO LUCRO REAL, CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ANUAIS, PERÍODO-BASE DE 1990 ARTIGO I" DA LEI N" 8.200/91, FAVOR FISCAL NÃO APLICÁVEL .À CSLL ESPECÍFICO PARA O IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA. LEGALIDADE DO ARTIGO 41 DO DECRETO N 332/91. PRECEDENTES, VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO CONFIGURADO„ RECURSO SUBMETIDO AO REGIME PREVISTO NO ARTIGO 543-C DO CPC ) 3 Na exegese do arde° 1" da Lei n° 8.200/91, infere-se que a correção monetária das demonstrações financeiras do ano-base 1990 refere-se, especificamente, ao Imposto de Renda da Pessoa .htridica - IRPJ consistindo em favor fiscal sem reflexo sobre a apuração da base de cálculo da CSLL 4. Não há ile_alidade no arti o 41 do Decreto n. 332/91 consonante com a Lei n. 8.200/91, artigo 1", que, ao cuidar da correção monetária de balanço relativamente ao ano-base de 1990, limitou-se ao IRPJ, não estendendo a previsão legal à CSLL. 5. A base de cálculo da CSLL só sofre a incidência da Lei,,. 8.200/91 nos casos estabelecidos em seu artigo 2°, 5° c/c ,Ç,Ç 3" e 4' estando harmonizado com essa norma o contido no arti o 41, $ 2', do Decreto n. 332/91. Precedentes: EDcl no AgRg no REs, 668.070/PR Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS SEGUNDA TURMA, DJe 25/04/2008; e REsp 772.439/RJ, Rel, Ministro LUIZ FUX PRIMEIRA TURMA, DJ 18/05/2006. 6. Recurso afetado à Primeira Seção, por ser representativo de controvérsia, submetido ao regime do artigo 543-C do CPC e da Resolução 8/STI. 7, Recurso especial não provido."grfas nossos) (REsp 1127610 / MG. Primeira Turma. Die 30/06/2010) *** "TRIBUTÁRIO - BASE DE CÁLCULO DA CSSL DECRETO 332/91, ART 41 - LEGALIDADE, EM FACE DA LEI 8.200/91 - PRECEDENTES DA 1" SEÇÃO 6 Processo n° 10880 041205/95-20 Acórdão n ° 9101-00.663 CSRF-T1 Fl. 4 1. "Na esteira do entendimento do STF, a Primeira Seção deste Tribunal Superior passou a reconhecer a legalidade da devolução diferida prevista na Lei n u 8.200/91 e no Decreto n' 332/91, ou seja, o disposto no art. 41, § 2, desse Decreto não extrapolou os limites traçados pela Lei n' 8.200/91" (RESP n. 638.178/RJ, Min, José Delgado, DJ de 06032006), 2. Embargos de declaração que se acolhem, com efeitos modificativos, para anular o acórdão anteriormente proferido e, em nova análise, dar provimento ao recurso especial." (grilos nossos) (EDcl nos EDcl no REsp 826507/SP. Segunda Turma Die 06/08/2009) Ademais, não compete ao CARF afastar a aplicação de norma vigente (no caso, o art. 41 do Decreto n° 3.32/91), a teor da Súmula n° 02 do CARF. Os questionamentos quanto à legalidade e constitucionalidade das normas vigentes devem ser realizados perante o Poder Judiciário. Isto posto, voto no sentido de dar provimento ao recurso especial, para restabelecer a glosa da diferença do IPC/BTN da base de cálculo da CSLL, mantendo-se a decisão recorrida nos demais termos. Sala das Sessões, .31 de agosto de 2010. ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 13703.000629/84-57
Data da sessão: Mon Feb 22 00:00:00 UTC 1988
Ementa: IRPJ - DESPESAS ADMINISTRATIVAS - São
indedutíveis as despesas contabilizadas pertinentes a operações não realizadas.
IRPJ - DOAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES - São indedutiveis os gastos com doações e contribuições quando a sociedade encerra o período com prejuízo operacional.
IRPJ - DESPESAS DE CONTROLADORA - São
indedutíveis, na controlada, despesas realizadas pela controladora.
IRPJ - / DESPESAS DE COMISSÕES E CORRE
TAGENS - São indedutiveis as despesa título de comissões e corretagens de acompanhadas de documentação comprobatória
da efetiva intermediação.IRPJ - PROPAGANDA E PUBLICIDADE - São
indedutíveis as despesas a esse título desacompanhadas de elementos comprobatórios oriundos dos veículos de
divulgação.
IRPJ -DESPESAS NÃO CONTABILIZADAS - São indedutíveis as despesas a título de pagamentos por assistência financeira entre a "holding" e controladas que, além de não contabilizadas, estão assentes em documentação não coiricidente em datas e valores.
IRPJ - DESPESAS COM ASSISTÊNCIA FINANCEIRA - São indedutíveis as despesas a esse título desacompanhadas de provas de realização da assistência e de sua necessidade.
IRPJ - PROVISÃO PARA PERDAS EM INVESTIMENTOS. Inaceitável a provisão para perdas em investimentos quando não estão presentes, cumulativamente, os requisitos dos incisos I e II do art.321 do RIR/80.
IRPJ - APLICAÇÕES FINANCEIRAS - São indedutíveis as despesas a título de numeração de assistência financeira sem
prova da efetiva assistência.
Numero da decisão: 101-77.527
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Declarou-se impedido o Conselheiro José Eduardo Rangel de Alckmin.
Nome do relator: Urgel Pereira Lopes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 198802
ementa_s : IRPJ - DESPESAS ADMINISTRATIVAS - São indedutíveis as despesas contabilizadas pertinentes a operações não realizadas. IRPJ - DOAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES - São indedutiveis os gastos com doações e contribuições quando a sociedade encerra o período com prejuízo operacional. IRPJ - DESPESAS DE CONTROLADORA - São indedutíveis, na controlada, despesas realizadas pela controladora. IRPJ - / DESPESAS DE COMISSÕES E CORRE TAGENS - São indedutiveis as despesa título de comissões e corretagens de acompanhadas de documentação comprobatória da efetiva intermediação.IRPJ - PROPAGANDA E PUBLICIDADE - São indedutíveis as despesas a esse título desacompanhadas de elementos comprobatórios oriundos dos veículos de divulgação. IRPJ -DESPESAS NÃO CONTABILIZADAS - São indedutíveis as despesas a título de pagamentos por assistência financeira entre a "holding" e controladas que, além de não contabilizadas, estão assentes em documentação não coiricidente em datas e valores. IRPJ - DESPESAS COM ASSISTÊNCIA FINANCEIRA - São indedutíveis as despesas a esse título desacompanhadas de provas de realização da assistência e de sua necessidade. IRPJ - PROVISÃO PARA PERDAS EM INVESTIMENTOS. Inaceitável a provisão para perdas em investimentos quando não estão presentes, cumulativamente, os requisitos dos incisos I e II do art.321 do RIR/80. IRPJ - APLICAÇÕES FINANCEIRAS - São indedutíveis as despesas a título de numeração de assistência financeira sem prova da efetiva assistência.
numero_processo_s : 13703.000629/84-57
conteudo_id_s : 5445296
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 101-77.527
nome_arquivo_s : Decisao_137030006298457.pdf
nome_relator_s : Urgel Pereira Lopes
nome_arquivo_pdf_s : 137030006298457_5445296.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Declarou-se impedido o Conselheiro José Eduardo Rangel de Alckmin.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 22 00:00:00 UTC 1988
id : 5874268
ano_sessao_s : 1988
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610216329216
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T18:47:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T18:47:04Z; Last-Modified: 2009-07-07T18:47:04Z; dcterms:modified: 2009-07-07T18:47:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T18:47:04Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T18:47:04Z; meta:save-date: 2009-07-07T18:47:04Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T18:47:04Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T18:47:04Z; created: 2009-07-07T18:47:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; Creation-Date: 2009-07-07T18:47:04Z; pdf:charsPerPage: 1404; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T18:47:04Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13703-000.629-84-57 t>*:' 4gWr MINISTÉRIO DA FAZENDA Lãs/. Sessão de 22 de fevereiro de 19 ACÓRDÃO N2 88 101-77.527 Recurso n2 91.691 - IRPJ - EX: DE 1983 Recorrente CAPEMI ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. (MASSA FALIDA). Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL NO RIO DE JANEIRO (RJ). IRPJ - DESPESAS ADMINISTRATIVAS - São indedutíveis as despesas contabiliza- das pertinentes a operações não reali zadas. IRPJ - DOAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES - São indedutiveis os gastos com doações e contribuições quando a sociedade en- cerra o período com prejuízo operacio nal. IRPJ - DESPESAS DE CONTROLADORA - São indedutíveis, na controlada, despesas realizadas pela controladora. IRPJ - / DESPESAS DE COMISSÕES E CORRE TAGENS - São indedutiveis as despesa -s- a título de comissões e corretagens de sacompanhadas de documentação compro- batória da efetiva intermediação. IRPJ - PROPAGANDA E PUBLICIDADE - São indedutíveis as despesas a esse títu lo desacompanhadas de elementos com- probatórios oriundos dos veículos de divulgação. IRPJ -DESPESAS NÃO CONTABILIZADAS J - São indedutíveis as despesas a título de pagamentos por assistência finan ceira entre a "holding" e controladas que, além de não contabilizadas, es tão assentes em documentação não coiri cidente em datas e valores. IRPJ - DESPESAS COM ASSISTÊNCIA FINAN CEIRA - São indedutiveis as despesas a esse título desacompanhadas de pro vas de realização da assistência e de sua necessidade. 1-A SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 Acórdão n9 101-77.527 IRPJ - PROVISÃO PARA PERDAS EM INVESTI_ MENTOS. Inaceitável a provisão par-a- perdas em investimentos quando não es tão presentes, cumulativamente, os r-e- quisitos dos incisos I e II do art.321 do RIR/80. IRPJ - APLICAÇÕES FINANCEIRAS - São in dedutíveis as despesas a título de muneração de assistência financeira sem prova da efetiva assistência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto por CAPEMI ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. (MAS SA FALIDA): ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre sente julgado. Declarou-se impedido o Conselheiro Jose Eduardo Rangel de Alckmin. Sala das Sessões (DF), em 22 de fevereiro de 1988. UR , L P RE 'A LLP ES - PRESIDENTE E RELATOR VISTO EM AGOSTINHO FLORES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL SESSÃO DE: 25 FEV 1988 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRIS— TÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL e ARY TO. 2 i. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 RECURSO!" 91.6-91 ACORIDÃON9: 101-77.527 RECORRENTE : CAPEMI ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. kMASSA FALIDA) RELATÓRIO CAPEMI ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. (MASSA' FALIDA), jurisdicionada ã D.R.F. no Rio de Janeiro-RJ, recorre à es te Conselho pleiteando a reforma da decisão de primeiro grau. 2. Em conseqüência de ação fiscal iniciada em 08.12.83 foi lavrado o Auto de Infração de fls. 2/3, com data de 25.04.84, apontando as irregularidades descritas a seguir, de forma resumida: (A autuada teve a falência decretada por sentença de 10.06.83). I - Despesas referentes a pagamentos efetuados ã Planas, não comprovadas: Cr$ 7.920.000,00 II - Contribuições e Doações indevidas, por acusar prejuízo operacional: Cr$ 11.014.713,53 III - Despesas impropriamente contabilizadas, , por pertencentes ã Agropecuária Capemi: Cr$ 3.272.670,00 IV - Despesa não comprovada, por não apresentado o contrato entre a Asenge e a autuada: Cr$ 19.160.000,00 V - Despesa de propaganda e publicidade: Cr$ ..... 8.449.941,56 DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 3 Acórdão n9 101-77.527 VI - Despesa paga e não contabilizada: Cr$ 57.700.000,00. VII - Despesa contabilizada, conforme fichas de Ra- zão, não comprovada, por falta dos respectivos contratos de aplica-- ção financeira: Cr$ 60.468.000,00 VIII - Provisão para perda em investimentos ilegal- mente constituída (menos de 3 anos): Cr$ 4.793.579.059,00 IV - Desvio de recursos por meio de ordem de paga- mento para Belém, em nome de José Correia de Lavra Pinto e Luiz Pe- reira Morgado, registrada na contabilidade como aplicação financeira da Comig_ (Cia. Madeireira São Miguel), sem apresentação de contrato' respaldando a operação: Cr$ 13.250.000,00 X - O capital de Cr$ 7.000.000.000,00 foi integrali zado de acordo com a 6 alteração contratual. Em junho de 1982 o ca- pital era de Cr$ 2.513,000.000,00 e, de acordo com a 6Q. alteração re ferida, somente a partir de setembro deveria ser iniciada a integra- lização da diferença,a ser completada em 25 meses. Porém, não houve comprovação dessa integralização. Deu-se por infringido o art. 165do RIR/80: Cr$ 2.818.131.477,00. Em decorrência dessas irregularidades, o lucro real do exercício de 1983, ano-base de 1982, que antes da compensação do prejuízo de 1981, corrigido, era de (1.210.486.670) passou a Cr$ 2.987.340.140. Convertido em ORTN 12.910,33) resultou em 1.026.46496. Aplicada a alfquota de 30% apurou-se o imposto de 307.938,28 ORTN's. Foi aplicada a multa de 50%, prevista no art. 728, II, do RIR/80,c/c o art. 16 do Decreto-lei n9 1.967/82. 3. Dentro do prazo a autuada, representada por advoga- à) constituído pelo •síndico da falência, ofereceu a impugnação de fls. 10/12. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 4 Acórdão n9 101-77.527 Diz que embora tenha sido decretada a falência da defendente em decorrência dos prejuízos apresentados nos últimos anos, mormente por ser empresa "holding" e suas controladas terem desempe- nho desastroso, a fiscalização do imposto de renda encontrou vultoso lucro. Ainda mais, com acréscimo de juros, multa e correção monetá- ria, o que não é possível contra uma empresa falida. Em decorrência do auto de infração, a falida teve o cuidado de requerer a análise isenta do mesmo, contratando os servi- ços profissionais do perito contador Deusdeth Vieira dos Santos, que anexa à presente defesa, o qual embora mereça toda a atenção por seus fundamentos técnicos, demonstrando de forma cabal a total incoerência do trabalho de fiscalização, mesmo assim fazem-se necessários alguns reparos. Com efeito, ao responder ao fato contábil n9 1 afir ma: "Procede.a infração, não pelo extravio do com- provante, pois o mesmo existe, mas sim pelo teor descritivo,do recibo passado por - PLANAS ' S/C LTDA." Ora, o próprio "expert" respondendo o quesito acima citado afirma de forma categórica: "a operação de financiamento em dólares não se concretizou". Se não houve o fato gerador, pois a transação L-não se realizou, não procede a infração, por falta de objeto. No item 2 do perito contábil, pela simples circuns- tância de ter a sociedade encerrado o exercício contábil de 1982 com prejüízo operacional, descabe qualquer pagamento, independentemente' da rubrica lançada. Os itens 3, 5, 6 e 7 considerados como procedentes em parte, se melhor examinados, chega-se-á à conclusão de que também não procedem "in totum". /44?' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 5 Acórdão n9 101-77.527 Deduz-se da análise técnico jurídica do auto de in- fração a sua total insubsistência demonstrada pela documentação ane- xa, razão pela qual deve ser anulado. 4. Informação fiscal a fls. 16/18 pela manutenção do lançamento. Posteriormente, a Divisão de Tributação da D.R.F. ;pediu diligências a respeito dos itens 6, 9 e 10. Vieram os esclarecimen- tos de fls. 24/25. De novo surge parecer da Divisão de Tributação a fls. 26/36. Analisa item por item e, quanto ao item 10 -- aumento de capital -- opina pela restituição dos autos aos autuantes, para que se pronunciassem sobre a veracidade dos cheques emitidos, constantes dos recibos, confrontando-os com os extratos das contas correntes ban crias. Em conseqfiência foi produzida a informação de fls. 38. 5. Mais .um parecer da Divisão de Tributação a folhas 40/51, integrando a decisão de fls. 52/53, reduzindo o imposto para 135.081,62 ORTN's e recorrendo de ofício. Ao mesmo tempo, concede ã contribuinte o direito de nova impugnação, com renovação do prazo im pugnatario, "face ã modificação do critério jurídico do lançamento". 6. Ciente em 04.12.86 LAR de fls. 56) a contribuinte requereu prorrogaÇão do prazo para impugnar, que lhe foi deferido. Em 16.01,87 apresentou a defesa de fls. 61163, consistente numa aná- lise feita por um perito e dirigida ao Síndico da massa falida. 7. A fls. 65 contradita fiscal à nova impugnação. 8. A _93/95 novo parecer da PIVTRI, incorporado ã decisão de fle. 96/98, cujas razões de decidir e conclusões se trans- crevem: "CONSTPERANDO a informação de fls. 93/95, que ,aprovo e que fica fazendo parte integrante des ta decisão; CONSIPERANPO que a parcela constituída para Provisão p/Ferdas em Investimentos deve ser mantida na tributação, uma vez que a empresa não comprovou com documentos hábeis a imprová (7), SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 6 Acórdão n9 101-77.527 vel recuperação do valor investido, bem como a condição de falência da controlada; CONSIDERANDO que o prejuízo fiscal verificado no exercício de 1982 deve ser compensado com a matéria apurada em ação fiscal, na forma do art. 382 do § 19 do RIR/80 - Decreto número 85.450/80; CONSIDERANDO tudo o mais que do processo cons ta, JUGO procedente, em parte, a impugnação de fls. 61/63, objeto da contestação y determinan do, em decorrencia, na forma das disposiçOesT legais e aplicáveis ã espécie: a) - considerar devido o Imposto de Renda de 16.566,68 OTN's e PIS de 871,93 OTN's, calculados sobre o lucro liquido de Cr$ 169.208.665,00 (Cz$ 169.208,00); IQ) - impor á empresa a multa de ofício de 50% (cinqüenta por cento) capitulada no arti go 728, inciso II, do RIR/80 - Decreto T n9 85.450/80; c) -determinar que sobre os valores dos débi tos sejam cobrados os juros de mora ã ra" zão de 1% (um por cento) ao Mês, observ-a- dos os termos da IN - SRF - n9 19/84, Por taria Ministerial n9 122, de 25/03/86 e" Decreto-Lei n9 2.303, de 26/02/87; d) - excluir da tributação o prejuízo fiscal do exercício de 1982, no valor de Cr$... 644.218.558, corrigido monetariamente pa ra Cr$ 1.210,486.670, na forma da legis- lação de regência." 9. Cientificada em 08.08,87, a contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 101/102, protocolizado em 08.09.87, no qual se refere, apenasde modo explícito, ao item da Provisão p/Per- das Prováveis, pedindo o seu provimento. 10. Esta Cãmara, em sessão de 05.11.87, pelo Acórdão n9 101-77.409 determinou a remessa dos autos ã S.R.R.F. R.F., a fim de que fossem julgados os recursos- de ofício interposto pelo jul SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629[84-57 7 Ac6rdãO n9 101-77.527 gador singular. A autoridade revisora negou-lhes provimento pela de- cisão de fls. 111[115. É o reIat6rio./1 8 SERVIDO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 Acórdão n9 101-77.527 VOTO — - - Conselheiro URGEL PEREIRA LOPES, Relator: O recurso é tempestivo. A contribuinte foi cien- tificada em 08.08.87, um sábado. De modo que a contagem do prazo co- meçou na terça-feira seguinte, dia 11 e terminou em 10.09.87, dois dias depois da entrada do recurso no protocolo da Repartição. Para bem compreender a mataria em debate convem começar por reproduzir a demonstração do lucro real no Auto de Infra ção, na primeira e na segunda decisões de primeiro grau: Auto de Infração - Cr$ Lucro líquido do exercício (14.681.625.057,00) ADIÇÕES Itens 6 a 12 da declaração 11.307.350.162,00 Despesas administrativas 7.920.000,00 Doações e contribuições 11.014.713,53 Despesas de Controladora 3.272.670,00 Comissóes e corretagens 19.160.000,00 Propaganda e publicidade 8.449.941,56 Despesas n/contabilizadas 57.700.000,00 Despesas c/Assist. Financ. 60.468.000,00 Provisão p/perdas em Invest. 4.793.579.059,00 Aplicações Financ. - COMIG 13.250.000,00 Integralização de capital 2.818.131.477,00 19.100.296.022,00 EXCLUSÕES Item 36 da declaração 220.844.153,00 Prejuízo fiscal exerc. 1981 1.210.486.670,00 1.431.330.823,00 Lucro Tributável 2.987.340.142,00 (7;) . ! ' 1 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703,000,629/84-57 9 Ac6rdão n9 101-77.527 DeciSaó n9 1,516/86„ . 'de '09:10:86 Lucro líquido do exercício (14.681.625.057,00) ADIÇÕES Itens 6 a 12 da declaraçáo 11.307,350.16400 Despesas administrativas 7,920,000,00 Doações e contribuições 11.014.713,53 Despesas de contróladora 3,272.670,00 Comissões e corretagens 19.160.000.,00 Propaganda e pUblicida,de 8.449.241,56 Despesas n/:contabilizadas^ 57.700.00M0 Despesas c/assist. financ. 60.468,000,00 ProvisÃo piperdas em invest. 4.793.579,059,00 Aplic. financeiras , COMIG I ' 13.250,400,00 16.282.164.545,00 EXCLUSÕES Item 36 da declaraçÃo 220.844.153,00 220.844.153,00 Lucro tributável 1.379.695.335,00 DeCiSÃo n9 2.225/87j de 31.07.87 Lucro líquido do exercício (14.681.625.057,00) ADIÇÕES Itens 6 a 12 da declaragÃo 11,307.350.162,00 Despesas administrativas 7.920.000,00 Doações e contribuições 11.014.713,00 Despesas de controladora 3.272.670,00 Comissões e corretagens 19,160..000,00 Propaganda e publicidade 8.449,941,00 7') , SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 10 Acórdão n9 101-77.527 Despesas n/contabilizadas 57.700.000,00 Despesas c/assist. financ. 60.468.000,00 Provisão p/perdas em invest. 4.793.579.059,00 Aplic. financeira - COMIG 13.250.000,00 16.282.164.545,00 EXCLUSÕES Item 36 da declaração 220.844.153,00 Prejuízo fiscal exerc. 1981 1.210.486.670,00 1.431.330.823,00 Lucro tributável 169.208.665,00 Verifica-se, assim, que nas duas deciáões foi ex cluído da tributação o item 10 do Auto de Infração, no valor de Cr$ 2.818.131.477,00, relativo ã integralização de capital que fora ques— tionada pela fiscalização. Outrossim, na segunda decisão, foi restabelecida a compensação do prejuízo fiscal do exercício de 1981, que fora con- siderada pelos autuantes e rejeitada na primeira decisão da instân- ciasingular. Os diversos itens da autuação foram bem examina- dos em primeira instância. Assim; Despesas administrativas - Cr$ 7.920.000,00 Quando da impugnação a contribuinte juntou laudo de perito por ela contratado, e que está a fls. 10 do volume anexo ao processo. Diz o perito que "procede a infração, não pelo extravio do comprovante, pois o mesmo existe, mas sim pelo teor descritivo do recibo passado por PLANAS S/C LTDA., que fez inserir no seu texto que na hipótese da referida operação não ser materializada no prazo de 90 (noventa) dias a referida,taxa em ORTN (Cr$ 7.920.000,00) será devolvida ã CAPEMI - Adm. e Participação Ltda. Além disso, a opera__ ção de financiamento em dólares não se concretizou. Logo, a taxa de abertura de crédito não podia ser contabilizada como despesa adminis trativa. fr), SERVICO PÚBUCO FEDERAL (PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 11 Acórdão n9 101-77.527 Doações e contribuições - Cr$ 11.014.713,53 Também aqui o perito da contribuinte ressaltou que procedia a autuação, tendo em vista que a sociedade encerrou o exercício de 1982 com prejuízo operacional, não podendo assim consi- derar o valor de Cr$ 11.014.713,53 como despesa operacional. Despesas de controladora - Cr$ 3.272.670,00 O próprio perito da contribuinte consignou que procedia a tributação devido ao reconhecimento formal pela recorren- te, em correspondência datada de 25.06.82 de que as faturas 097, 098, 099 e 0116, emitidas por CADAVI - Promoções, totalizando Cr$ ... 3.272.670,00, referem-se a despesas realizadas pela Agropecuária Ca- pemi Ltda., e indevidamente apropriadas por ela, recorrente. Despesas não contabilizadas e/ou comprovadas -- comissões e corretagens -- Cr$ 19.160.000,00 A contribuinte contestou a tributação alegando que o lançamento estaVa respaldado em notas fiscais, faturas e dupli catas da prestadora de serviços ASENGE LTDA., arquivadas t e cart. 165 do RIR/80 não obrigar à celebração de contrato numa intermediação de empréstimos bancários. A decisão de primeiro grau assinala que a contri buinte apresentou notas fiscais de serviços nos valores de Cr$ • • . 11.000.000,00 e Cr$ 8.160.000,00, bem como as respectivas faturas, emitidas pela ASENGE, nas quais se lê: "Nossos honorários por asses- soria econômica e financeira". Por isso rejeita os comprovantes, sub linhando que a assessoria econômica e financeira não se prova com a simples apresentação de notas fiscais e faturas. Todo o dossie refe- rente às operações deveria ter sido exibido à fiscalização ou, na fa se impugnatOria, juntada aos autos. De fato, os documentos juntados estão a fls. 30/ 41 do Anexo. Seu teor só confirma a correção das considerações e con clusEies da decisão de primeiro grau. ?' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 12 Acórdão n9 101-77.527 Propaganda e publicidade - Cr$ 8.449.941,56 Informa o perito da recorrente que a infração procede, em parte, isto é, quanto ao valor de Cr$ 3.297.521,82. O restante, perfazendo Cr$ 5.152.419,74 corresponde a despesas promo- cionais vinculadas ao conglomerado de empresas controladas em que a recorrente era a empresa "holding", encontrando respaldo no art. 247, II, III e IV do RIR/80. Com inteiro acerto, o julgador singular escreveu: "É claro que esses dispêndios devem ser devi damente comprovados, não só com as faturas emitidas pela empresa intermediária como tam bem com cópias dos jornais, revistas, fatu- ras emitidas pelas próprias emissoras de rá- dio, televisão ou jornalística onde as propa gandas foram feitas. Cada nota ou fatura emi tida pela intermediária encarregada de fazer a propaganda das empresas da "holding" deve vir acompanhada desses elementos, provando a efetividade dos gastos." Despesas não contabilizadas - Cr$ 57.700.000,00 Afirmou o perito da autuada que a infração era procedente quanto a Cr$ 24.473.896,10, por extravio de documentos.' O restante, no valor de Cr$ 33.226.103,90, estava comprovado ;:por contratos de assistência financeira entre a "holding" e controladas que receberam os aportes de capital no montante de Cr$ 33.226.103,90. Insensurável a decisão singular, onde se escre- veu: "O montante dessa despesa ascendeu a Cr$ 57.700.000,00, assim constituída: Op. rec. 067 - Cr$ 33.000.000,00 em dez/82 - Ag. Belém Op. rec.,280 -Cr$ 700.000,00 em dez/82 - Ag. Belém Op . rec. 289 - Cr$ 12. , 000.000,00 em dez/82 - Ag. Belém Op. rec. 210 -Cr$ 12.000.000,00em dez/82 - Ag. Belém SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 13 Acórdão n9 101-77.527 Convém ressaltar que os recibos apresenta-- dos divergem dos valores citados. Além dis- so, os gastos não passaram pelo crivo contá bil, Or4e seriam registradas todas as opera ções que lhes deram origem. Nos recibos con-s ta: "Valor que recebemos da firma acima, re- ferente a nossa comissão sobre os Adianta- mentos dos Contratos de Câmbio abaixo, no período de 06.10.82 a 04.01.83.", ou, então, "a assistência financeira de Cr$ ...". Desde que a contabilidade não registrou as operações que deram margem aos pagamentos,' onde certamente seriam registrados todos os elementos de cada operação de câmbio e seus reflexos nos resultados do exercício, man- tém-sena tributação o montante impugnado." Despesas com assistência financeira: Cr$ 60.468.000,00 O perito da contribuinte considerou procedente a infração quanto a Cr$ 45.818.000,00. Sobre a diferença de Cr$ 14.650.000,00 diz que a autuada possui em seus arquivos contratos de assistência financeira firmados com uma das controladas. Conforme assinalou o julgador "a quo" que vários ! recibos apresentados contgm: "Recebemos da CAPEMI - Administração e Par- ticipações Ltda. a importância supra de quinhentos mil cruzeiros referente a adian- tamento para crédito em conta corrente." Nos recibos de Cr$ 13.750.000,00 e Cr$ 900.000,00, que perfazem a soma impugnada, consta que a prestação foi de assis- tência técnica e financeira. Não houve produção de provas de queccor reu efetiva assistência financeira nem de que as despesas eram neces sáriás ã manutenção da fonte produtora. Provisão para perdas em investimentos - Cr$ 4.793.579.059,00 „ . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 14 Acórdão n9 101-77.527 recorrente questiona por inteiro este item_Mes mo no seu recurso voluntário é o único que ela menciona e para o qual pede provimento. Esclareceu seu perito que a provisão contabiliza da em 31.12.82 assim se compunha. a) Agropecuária Capemi Ltda. Cr$ 3.476.817.112,58 h) Capemi Imobiliária Ltda. Cr$ 1.316.761.946,42 Relata que em 31.12.82 a Agropecuária CaPemi apre sentava um quadro de quase total insolência, "verbis gratia": Prejuizo operacional Cr$ 22.356.954.532,49 Passivo Circulante e Exigivel Cr$ . 40 .654 . 647 .350 ,00 Ativo Circulante Cr$ 3.239.046.170,61 Custos e Desp. Operacionais Cr$24.744.446.619,00 Receitas Operacionais Cr$ 2.387.492.089,00 Além disso, sofreu o cancelamento unilateral, pe lo IBDF, do contrato de desmatamento que o Instituto havia firmado com a Agropecuária. Dal resultou a decretação da falência da Agro- pecuária em 20.03.83. Sabedora dessa situação, a "holding", ora re- corrente, formou a provisão com base no art. 321, II, do RIR/80. Sobre a Capemi Imobiliária Ltda, também controla da pela "holding", enuncia suas dificuldades econômico-financeiras e conclui de modo igual ao caso anterior. A decisão de primeiro grau, depois de analisar o art. 321, I e II do RIR/80, sublinhou que a fiscalização apurara que os investimentos haviam sido feitos há menos de 3 (três) anos. Além' disso, analisando-se os balanços das empresas onde haviam sido fei- tos os investimentos verificava-se a existência de bens cuja realiza , ' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 15 Acórdão n9 101-77.527 ção não tornariam as perdas permanentes. i' ! A contribuinte, na fase recursOria, juntou certi_ dão de que a falência da Agropecuária Capemi Ltda fora decretada em 20.04.83 (fls. 103). Dispõe o art. 321, do RIR/80: "Art. 321 - A provisão para perdas prováveis na realização do valor de investimentos será, para efeito de determinar o lucro real, adi- cionada ao lucro líquido do exercício, salvo se (Decreto-lei n9 1.598/77, art. 32): I - constituída depois de 3 (três) anos de aquisição do investimento; e II - A perda for comprovada como permanente, assim entendida a de impossível ou im- provável recuperação." A vista do texto transcrito não me parece possí- vel outra conclusão que não seja a de que os requisitos dos incisos' I e II têm de ser atendidos cumulativamente. A fiscalização sempre afirmou que a provisão foi constituída menos de 3 (três) anos após o investimento. Com isso es- tava irremediavelmente desatendido o requisito do inciso I, o que era bastante para tornar ilegal e inaceitável a constituição da provisão e a conseqüènte não oferta à tributação de seu valor. A contribuinte, à sua vez, sobre nem sequer ten- tar infirmar a assertiva da fiscalização, sempre procurou deslocar o enfoque do problema para o inciso II, como que ignorando o disposto' no inciso I .. Tanto que, na sua penúltima intervenção no processo, ao juntar a peça de fls. 61/69, nela insSriu a afirmativa: "0 mérlto: aqui não ê considerar o n9 I e sim o n9 II do citado art. 321,...". Resta evidente que, mesmo se a recuperação do in_ vestimento fosse impossível ou improvável, a inobservância do prazo estabelecido no tal inciso I teria prejudicado, irremediavelmente, a pretensão da recorrente. ('17) , SERVICO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13703-000.629/84-57 16 Acórdão n9 101-77.527 Aplica'ções Financeiras - COMIOr$ 13.250.000,00 Desde o início a contribuinte insurgiu-se contra a tributação deste item, alegando, nas palavras de seu perito, que os valores transferidos estavaffi respaldados no Contrato de Assistên- ciauFinanceira firmado entre a "holding" e a sua controlada COMIW (Cia. Madeireira São Miguel), conforme documento arquivado que pos- sui.O Unido que a empresa trouxe aos autos foi a có- pia do documento de fls. 92 do Anexo, dandoua entender que o pagamen - to da importância de Cr$ 13.750.000,00 decorreu de assistência finan ceira. Conforme se ressaltou na decisão recorrida, o do cumento em questão, por si só, não tem o mínimo valor para fazer a prova pretendida pela recorrente. Nada a modificar na decisão recorrida. Algumas outras questões controvertidas nestes au tos acabaram por ser equacionadas em primeira instância. Isto posto, nego provimento ao recurso. . URGEL PER I'  LOPES - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10907.001020/2006-41
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 26/12/2005
Embaraço à Fiscalização
Incorre na pena de R$ 5.000,00 quem, de qualquer forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira. Restando demonstrado que a conduta do depositário viabilizou a entrega de carga cujo trânsito aduaneiro ainda não havia sido encerrado, por indício de violação no lacre, cabível é a aplicação da penalidade.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-01.751
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Winderley Morais Pereira e Nanci Gama votaram pelas conclusões.
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 26/12/2005 Embaraço à Fiscalização Incorre na pena de R$ 5.000,00 quem, de qualquer forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira. Restando demonstrado que a conduta do depositário viabilizou a entrega de carga cujo trânsito aduaneiro ainda não havia sido encerrado, por indício de violação no lacre, cabível é a aplicação da penalidade. Recurso Voluntário Negado
numero_processo_s : 10907.001020/2006-41
conteudo_id_s : 5518656
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 10 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-01.751
nome_arquivo_s : Decisao_10907001020200641.pdf
nome_relator_s : Luis Marcelo Guerra de Castro
nome_arquivo_pdf_s : 10907001020200641_5518656.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Winderley Morais Pereira e Nanci Gama votaram pelas conclusões.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
id : 6120210
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610239397888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1780; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 209 1 208 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10907.001020/200641 Recurso nº 500.856 Voluntário Acórdão nº 3102001.751 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 31 de janeiro de 2013 Matéria Multa por Embaraço à Fiscalização Recorrente TERMINAL DE CONTÊINERES DE PARANAGUÁ S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 26/12/2005 Embaraço à Fiscalização Incorre na pena de R$ 5.000,00 quem, de qualquer forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira. Restando demonstrado que a conduta do depositário viabilizou a entrega de carga cujo trânsito aduaneiro ainda não havia sido encerrado, por indício de violação no lacre, cabível é a aplicação da penalidade Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Winderley Morais Pereira e Nanci Gama votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Winderley Morais Pereira, Jacques Maurício Veloso, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Álvaro Almeida Filho. . Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 7. 00 10 20 /2 00 6- 41 Fl. 209DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 0 6/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.001020/200641 Acórdão n.º 3102001.751 S3C1T2 Fl. 210 2 Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que embasou o acórdão recorrido, que passo a transcrever: Trata o presente processo de auto de infração por embaraço à fiscalização aduaneira (fls. 0108). Seguem as alegações da fiscalização. Em conclusão da operação de trânsito aduaneiro com origem em Imbituba e destino em Paranaguá, percebeuse a violação de elemento de segurança. Não houve conclusão do trânsito até que fosse realizada conferência da carga. Intimouse a empresa autuada a apresentar o referido contêiner à fiscalização, com o fim de se proceder à conferência física. Em resposta, foi informado que o contêiner já havia sido desembaraçado através da DI 05/1421181. O ato do depositário de desconsolidar o MBL gerando o NIC do HBL antes da conclusão do trânsito aduaneiro impediu a devida ação da fiscalização aduaneira, possibilitando a saída da mercadoria do recinto alfandegado. Intimada a empresa (fl. 01), ingressou a mesma com a impugnação de fls. 3337. Seguem as alegações da empresa impugnante. Houve erro material do servidor da Receita Federal que expediu o certificado uma vez que se digitou o número de lacre 04537 em vez do correto 41537, ou seja, não se digitou o algarismo 1. Ao notar o equívoco, o TRF corrigiu o erro de próprio punho. Quanto à questão da desconsolidação, a matéria foi esclarecida através de correspondência protocolada junto à unidade de Paranaguá, que autorizou a desconsolidação do BL Master, gerando o BL house. Em seqüência, a Receita Federal liberou a nacionalização da mercadoria através da DI nº 05/14241181, autorizando a entrega da mercadoria ao importador. A empresa entregou a mercadoria ao importador após o desmembramento do BL Master. Com a utilização do conhecimento filhote, gerouse automaticamente nova presença de carga, não se vislumbrando qualquer irregularidade. A norma invocada pela fiscalização afirma que o depositário deve excluir o NIC do BL Master após a informação dos NIC relativos aos conhecimentos desconsolidados. Não há compatibilidade entre as infrações invocadas e o “enquadramento legal” constante na autuação fiscal. Solicita a improcedência da autuação. Ponderando as razões aduzidas pela autuada, juntamente com o consignado no voto condutor, decidiu o órgão a quo pela manutenção integral da exigência. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 0 6/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.001020/200641 Acórdão n.º 3102001.751 S3C1T2 Fl. 211 3 Em síntese, os fundamentos que determinaram a procedência da autuação pelo órgão recorrido seriam: a) a unidade de carga teria sido desunitizada antes do encerramento do trânsito aduaneiro, não encerrado por suspeita de violação do lacre aplicado; b) pouco importaria a alegação de que não teria ocorrido o rompimento do lacre, mas erro material do servidor responsável pela anotação do número. Mesmo que o não encerramento se revelasse indevido, cabia ao depósitário não disponibilizar unidade de carga enquanto o Fisco não se manifestasse acerca da suspeita; c) não haveria elementos que demonstrasse a autorização para desconsolidação, já que o documento apresentado como prova1 não possuiria identificação do signatário, nem muito menos que teria sido autorizada a desconsolidação. O documento anexado só comprovaria que a autuada teria solicitado a desconsolidação; d) a declaração de importação relativa à mercadoria objeto de litígio foi desembaraçada no canal verde de conferência, o que afastaria a alegação de que o desembaraço ocorreu com a aquiescência do Fisco; e) o registro da DI só teria sido levado a efeito em razão da ação da depositária, por meio da qual gerouse um NIC (Número Identificador da Carga) para um conhecimento “House” que não poderia ter sido gerado enquanto não autorizada a desconsolidação do “Master”. Somados tais fundamentos demonstrariam a subsunção da ação da autuada à hipótese prevista na legislação que disciplina a penalidade aplicada. Após tomar ciência da decisão de 1ª instância, comparece a interessada mais uma vez ao processo para, em sede de recurso voluntário, essencialmente, reiterar as alegações manejadas por ocasião da instauração da fase litigiosa e acrescentar: a) À época dos fatos, havia o entendimento de que o simples carimbo de protocolo no pedido de desconsolidação representaria concordância tácita com o solicitado. Faz referência aos documentos às fls. 28, 29, 40 e 41, que demonstrariam a incitativa do agente NVOCC em apresentar os documentos pertinentes e o registro do responsável pela autorização, mediante aposição de carimbo; b) De posse da documentação encaminhada pelo agente NVOCC, a recorrente consultou o Sistema Siscomex e não identificou qualquer impedimento para a realização da operação de desunitização do container. Diante desse contexto, realizou a desunitização e liberou a mercadoria. Afirma que cumpriu o art. 11 da Portaria DRF/PGA nº 138, de 2005; c) A Secretaria da Receita Federal do Brasil jamais se opôs à desunitização solicitada. Registra que a solicitação ocorreu no dia 26/12/2005 e o desembaraço aduaneiro, no dia 29/12/2005; 1 Cópia à fl. 38. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 0 6/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.001020/200641 Acórdão n.º 3102001.751 S3C1T2 Fl. 212 4 d) diferentemente do afirmado, ao desembaraçar a carga no canal verde, a Secretaria da Receita Federal do Brasil encerrou o trânsito aduaneiro, não havendo que se falar em dificuldade ou impedimento à ação da fiscalização aduaneira. Em face do encerramento do mandato do Relator originalmente designado, o processo foi alvo de redistribuição a este Conselheiro, mediante novo sorteio. É o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Tomo conhecimento do presente recurso, que foi tempestivamente apresentado e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção Diz o artigo 107, inciso IV, alínea “c” do Decretolei nº 37/1966, incluído pela Lei nº 10.833, de 2003: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; Tal dispositivo não enumera os meios para que se caracterize o embaraço, nem muito menos exige dolo por parte do agente. Limitase a punir o resultado da ação ou omissão do agente que deveria o dever de viabilizar o exercício do controle aduaneiro. Cabe a este Colegiado, portanto, apurar se o depositário descumpriu as normas que disciplinam sua atividade e, em caso afirmativo, se tal descumprimento incidiu na hipótese prevista no dispositivo legal invocado pela autoridade lançadora. Em primeiro lugar, há que se recordar o que dizia a Instrução Normativa nº 206, de 2002, vigente à época dos fatos litigiosos: CONTROLES PRÉVIOS AO REGISTRO DA DI Disponibilidade da Carga Importada Art. 5º O depositário de mercadoria sob controle aduaneiro, na importação, deverá informar à Secretaria da Receita Federal (SRF), de forma imediata, sobre a disponibilidade da carga recolhida sob sua custódia em local ou recinto alfandegado, de Fl. 212DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 0 6/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.001020/200641 Acórdão n.º 3102001.751 S3C1T2 Fl. 213 5 zona primária ou secundária, mediante indicação do correspondente número identificador. § 1º No caso de carga contendo volume recebido com ressalva, a informação a que se refere este artigo somente deverá ser prestada após a realização da vistoria aduaneira ou a dispensa desta em razão de desistência assumida pelo importador. (...) § 3º O número identificador da carga informado pelo depositário nos termos deste artigo deverá ser utilizado pelo importador para fins de preenchimento e registro da DI. Como é possível perceber, compete ao depositário, após avaliar a disponibilidade da carga, gerar o NIC que viabilizará o registro da Declaração de Importação. No caso de mercadoria que foi alvo de trânsito aduaneiro, tal disponibilidade só se verifica após o encerramento do regime. Ocorre que, como se extrai da legislação que dispõe sobre o regime de trânsito, ocorrendo indícios de violação, o encerramento só ocorrerá após a regular conferência da carga ou, se for o caso, de procedimento de vistoria aduaneira. Confirase o que diz o art. 64 da Instrução Normativa nº 248, de 2002: Art. 64.Constatados indícios de violação ou divergência, a unidade de destino procederá à verificação física ou, se for o caso, à vistoria aduaneira, informando o resultado no sistema. Como é possível perceber, havia procedimento fiscal diverso do despacho de importação a ser realizado na carga e, em face da sua equivocada disponibilização, com as conseqüentes desunitização e entrega, tal procedimento deixou de ser realizado. Restaria indagar se, conforme alegado, a disponibilização ocorreu por erro da Unidade Aduaneira de Jurisdição ou da Recorrente. Com a devida vênia, não vejo como acolher a alegação de que a recepção do pedido de desconsolidação representaria o deferimento desse pedido. Seria necessário trazer aos autos prova de tal alegação. Ademais, ainda com a devida vênia, penso que não pode prosperar o argumento de que a recorrente consultara o Siscomex e não identificara qualquer restrição. Ora, como apontado, a ausência de restrição decorre do equívoco da própria autuada, que viabilizou a geração de um NIC para um conhecimento que não poderia ser disponibilizado. Finalmente, na esteira do que foi exposto, não vejo como considerar que o desembaraço aduaneiro, levado a efeito automaticamente, a partir da disponibilização equivocada da carga, represente o encerramento do trânsito.Tratamse de procedimentos fiscais diversos. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 0 6/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10907.001020/200641 Acórdão n.º 3102001.751 S3C1T2 Fl. 214 6 Com essas considerações, nego provimento ao recurso voluntário Sala das Sessões, em 31 de janeiro de 2013 Luis Marcelo Guerra de Castro Fl. 214DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 0 6/06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 16327.003923/2002-41
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
ART. 138 DO CTN.
Entre as penalidades excluídas pela denúncia espontânea não se
inclui a multa moratória, não apenas porque inadimplemento
não é infração tributária, mas também em razão da interpretação
sistemática do Código Tributário Nacional que, a par de prever o
instituto da denúncia espontânea em seu artigo 138, determina,
em seu artigo 161, a imposição de penalidades cabíveis paras as
hipóteses de crédito tributário não integralmente pago no
vencimento.
MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. FALTA DE PAGAMENTO
DA MULTA DE MORA. CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE
BENIGNA.
Cancela-se a multa de ofício lançada, pela aplicação retroativa
do art. 44 da Lei n° 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo
art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006,
com fundamento no art. 106, II, c, do CTN.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-17.387
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Gustavo Keily Alencar, Mirim de Fátima Lavocat de Queiroz, Ivan Allegretti (Suplente) e Maria Teresa Martíriez López votaram pela conclusão, por entenderem que a denúncia espontânea exclui a multa de mora
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Antonio Zomer
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200609
ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138 DO CTN. Entre as penalidades excluídas pela denúncia espontânea não se inclui a multa moratória, não apenas porque inadimplemento não é infração tributária, mas também em razão da interpretação sistemática do Código Tributário Nacional que, a par de prever o instituto da denúncia espontânea em seu artigo 138, determina, em seu artigo 161, a imposição de penalidades cabíveis paras as hipóteses de crédito tributário não integralmente pago no vencimento. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. FALTA DE PAGAMENTO DA MULTA DE MORA. CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Cancela-se a multa de ofício lançada, pela aplicação retroativa do art. 44 da Lei n° 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006, com fundamento no art. 106, II, c, do CTN. Recurso provido.
numero_processo_s : 16327.003923/2002-41
conteudo_id_s : 5592913
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 31 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 202-17.387
nome_arquivo_s : Decisao_16327003923200241.pdf
nome_relator_s : Antonio Zomer
nome_arquivo_pdf_s : 16327003923200241_5592913.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Gustavo Keily Alencar, Mirim de Fátima Lavocat de Queiroz, Ivan Allegretti (Suplente) e Maria Teresa Martíriez López votaram pela conclusão, por entenderem que a denúncia espontânea exclui a multa de mora
dt_sessao_tdt : Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
id : 6393839
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610279243776
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T13:00:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T13:00:25Z; Last-Modified: 2009-08-05T13:00:25Z; dcterms:modified: 2009-08-05T13:00:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T13:00:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T13:00:25Z; meta:save-date: 2009-08-05T13:00:25Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T13:00:25Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T13:00:25Z; created: 2009-08-05T13:00:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-05T13:00:25Z; pdf:charsPerPage: 1978; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T13:00:25Z | Conteúdo => .• • 45 ^e- 22 CC-MF -• _ Ministério da Fazenda •- Fl. ny:Zpt Segundo Conselho de Contribuintes Mr—Sseirdo Conselho a Confluíras Processo n2 : 16327.003923/2002-41 dsPri r: Ir — Recurso n2 : 131.849 Rubrta Acórdão n2 : 202-17.387 Recorrente : ITAUCARD FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO Recorrida : DRJ em Campinas - SP NORMAS PROCESSUAIS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138 DO CTN. Entre as penalidades excluídas pela denúncia espontânea não se inclui a multa moratória, não apenas porque inadimplemento não é infração tributária, mas também em razão da interpretação sistemática do Código Tributário Nacional que, a par de prever o instituto da denúncia espontânea em seu artigo 138, determina, em seu artigo 161, a imposição de penalidades cabíveis paras as hipóteses de crédito tributário não integralmente pago no vencimento. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. FALTA DE PAGAMENTO DA MULTA DE MORA. CANCELAMENTO. RETROATIVI- DADE BENIGNA. Cancela-se a multa de ofício lançada, pela aplicação retroativa do art. 44 da Lei n2 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006, com fundamento no art. 106, II, c, do CTN. Recurso provido. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ITAUCARD FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Gustavo Keily Alencar, Mirim de Fátima Lavocat de Queiroz, Ivan Allegretti (Suplente) e Maria Teresa Martíriez López votaram pela conclusão, por entenderem que a denúncia espontânea exclui a multa de mora. Sala d. *essões, em • 1 de setembro de 2006. ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES on o 'Carlos tu CONFERE COM O ORIGINAL• A Presidente Etrasilia / Celma Maria de Albuquerque Át Vir Mat. Siar» 944427 - An'T io • er Relator Participaram, ainda, do ' presente julgamento as Conselheiras Maria Cristina Roza da Costa e Nadja Rodrigues Romero. 1 • ;;O:it"- • 2 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. 'eS-11,-4f, Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 16327.003923/2002-41 Recurso n2 : 131.849 Acórdão n9 : 202-17.387 Recorrente : ITAUCARD FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO RELATÓRIO Trata o presente processo de auto de infração lavrado para exigência isolada de multa de ofício, com fundamento no art. 44, § 1 2, II, da Lei n2 9.430/96. O lançamento decorreu do pagamento de tributo após o prazo de vencimento, sem o acréscimo da multa de mora. Irresignada a empresa apresentou impugnação, alegando ser incabível a exigência da multa de ofício, porque ao caso deve ser aplicado o disposto no art. 138 do CTN, segundo o qual, havendo denúncia espontânea da infração, não cabe a cobrança da multa de mora, sendo, portanto, indevido o lançamento da multa de ofício. A decisão de primeira instância manteve a exigência, posto que o lançamento foi perfeitamente enquadrado nas disposições legais constantes no art. 44 da Lei n2 9.430/96. No recurso voluntário, devidamente instruido com o arrolamento de bens, a empresa reedita seus argumentos de defesa, pugnando pela reforma da decisão recorrida, com o conseqüente cancelamento do auto de infração. É o relatório. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Bras 111a PV i li i o» Celma Maria de Albuquerque MM. Siape 94442 74;1----- ‘11 2 • • t. CC-MF •-• Ministério da Fazenda a L;- 0r- Segundo Conselho de Contribuintes MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES i(fttr . CONFERE COMO ORIGINAL Processo n2 : 16327.003923/2002-41 Brasilla Colma Maria de Albuquer ue Recurso n2 • 131.849 Mat. Siape 94442 Acórdão n2 : 202-17.387 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR ANTONIO ZOMER O recurso é tempestivo e cumpre os requisitos legais para ser admitido, pelo que dele conheço. A argumentação da recorrente no sentido de que a denúncia espontânea da infração, acompanhada do pagamento do tributo, exclui a penalidade não pode ser acolhida. Isto porque as penalidades excluídas pela denúncia espontânea são aquelas referidas no art. 137 do CTN, não se inserindo entre elas a multa de mora, como concluiu este Colegiado no julgamento do Recurso n2 128.820, do qual adoto, e abaixo transcrevo, o seguinte trecho do voto vencedor, proferido pelo ilustre Conselheiro Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski: "E eis a questão: mas por que, afinal de contas, nas hipóteses de tributo declarado e pago intempestivamente, se faz necessário o pagamento da multa moratória, se o artigo 138 do CTN expressamente exclui a responsabilidade pela denúncia espontânea da infração, sem fazer qualquer distinção entre multa moratória e multa punitiva? A resposta é bem simples. Inserto na Seção IV do Capitulo V do CTN, o Artigo 138 refere-se expressanzente à infração e deve ser lido em conjunto com os demais artigos compõem aquela seção, a saber: 'SEÇÃO IV Responsabilidade por Infrações Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente: I - quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimentp de ordem expressa emitida por quem de direito; II - quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar; III - quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico: a) das pessoas referidas no artigo 134, contra aquelas por quem respondem; b) dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes, preponentes ou empregadores; c) dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, contra estas. Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.' \.)) 3 7 2° CC-MF -ra Ministério da Fazenda E. '14, • .A.A" Segundo Conselho de Contribuintes MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n2 : 16327.003923/2002-41 Bramiu, Se ca_ j Op Colma Maria de AlbuquerqueRecurso n2 ••131.849 mat. Siape 94442 ?",),.n Acórdão n2 : 202-17.387 Resta claro, ao meu ver, que o termo 'infração' refere-se àquelas condutas listadas especificamente no artigo 137 acima transcrito, sendo cozo, portanto, que o mero inadimplemento, como, aliás, reiteradamente vem decidindo o Egrégio Superior Tribunal de Justiça, não é infração à norma tributária (EREsp n° 260.107/RS, I° Serão, ReL Ministro José Delgado, unânime, DJU de 19.04.04, p. 149, AgRgREsp n° 637.247, 10 Turma, ReL Ministro José Delgado, unânime, DJU de 13.12.04, p. 241, dentre outros). Portanto, se inadimplemento não é infração, inaplicável as hipóteses de denúncia espontânea ao mero atraso no pagamento da exação tributária. E nem poderia ser diferente, haja vista que o próprio CT/V aventa a hipótese de penalidade pelo não pagamento do crédito tributário na data de seu vencimento, não sendo crível que se contradissesse aquele diploma legaL Em conclusão, nas hipóteses em que o contribuinte declara e recolhe com atraso tributos sujeitos a lançamento por homologação, não se aplica o beneficio da denúncia espontânea, não se excluindo, portanto, a incidência da multa moratória. Não apenas porque inculimplemento não é infração tributária, mas também em razão da interpretação sistemática do Código Tributário Nacional que, a par de prever o instituto da denúncia espontânea em seu artigo 138, determina, em seu artigo 161, a imposição de penalidades cabíveis para as hipóteses de crédito tributário não integralmente pago no vencimento." A multa isolada exigida no presente auto de infração foi aplicada com base no art. 44 da Lei n2 9.430/96, verbis: "Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, cakulodns sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; § 1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: 1 - juntamente com o tributo ou a contribuição; quando não houverem sido anteriormente pagos; 11 - isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; ". O art. 44 da Lei n2 9.430/96 foi alterado pelo art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006, passando a regular a matéria da seguinte forma: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de tributo, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II - de cinqüenta por cento, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8 da Lei ri' 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa Pica; (-1,2 \? 4 • • • 44M;:-^5, 23' CC-MF Ministério da Fazenda - n. Segundo Conselho de Contribuintes .0.etitte Processo 112 : 16327.003923/2002-41 Recurso n2 : 131.849 Acórdão n2 : 202-17.387 b) na forma do art. 22 desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido • apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. § 12 O percentual de multa de que trata o inciso I do caput será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 2 Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o § 12, serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: I - prestar esclarecimentos; - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei n° 8.218, de 29 de agosto de 1991; III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38." Examinando as hipóteses de imposição de multa de ofício isolada constantes do dispositivo supratranscrito constata-se que a que fundamentou o presente lançamento não mais tem previsão legal. Assim, com fundamento no art. 106, II, c, do Código Tributário Nacional (Lei n2 5.172/66), a contribuinte deve ser exonerada da totalidade da multa de ofício lançada isoladamente, pela aplicação retroativa do art. "44 da Lei ri 2 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006. Ante o exposto, dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2006. A /41'9 !LER IAF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL ,d2 Colma Maria de Albuquerque Mat Sia • - 94442 te• • Page 1 _0058000.PDF Page 1 _0058100.PDF Page 1 _0058200.PDF Page 1 _0058300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003360/2007-26
Data da sessão: Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Nov 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO -AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - EMBARGOS - OMISSÃO- PROPOSITURA PELA FAZENDA NACIONAL - NÃO APRECIAÇÃO DEVIDA DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE - RECURSO INTEMPESTIVO.
Ao contrário da procuradoria que busca o acompanhamento das ações judiciais, os Conselheiros do CARF tem por função julgar com base nas informações contidas nos autos, sendo que em momento algum restaram evidenciadas as questões quanto ao ingresso tardio da ação judicial, a existência de ação rescisória ou mesmo os levantamento por parte da empresa dos depósitos judiciais.
A exclusão dos juros e multa no acórdão embargado, fundamentou-se nas informações contidas no relatório fiscal, razão pela qual não identifico omissão ou mesmo contradição no acórdão. O acatamento dos embargos, com informações trazidas posteriormente implicaria a rediscussão do feito, o que não pode ser promovida pela via dos embargos.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 2401-003.531
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO -AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - EMBARGOS - OMISSÃO- PROPOSITURA PELA FAZENDA NACIONAL - NÃO APRECIAÇÃO DEVIDA DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE - RECURSO INTEMPESTIVO. Ao contrário da procuradoria que busca o acompanhamento das ações judiciais, os Conselheiros do CARF tem por função julgar com base nas informações contidas nos autos, sendo que em momento algum restaram evidenciadas as questões quanto ao ingresso tardio da ação judicial, a existência de ação rescisória ou mesmo os levantamento por parte da empresa dos depósitos judiciais. A exclusão dos juros e multa no acórdão embargado, fundamentou-se nas informações contidas no relatório fiscal, razão pela qual não identifico omissão ou mesmo contradição no acórdão. O acatamento dos embargos, com informações trazidas posteriormente implicaria a rediscussão do feito, o que não pode ser promovida pela via dos embargos. Embargos Rejeitados
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 07 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11020.003360/2007-26
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5395598
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2401-003.531
nome_arquivo_s : Decisao_11020003360200726.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11020003360200726_5395598.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
id : 5698821
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610297069568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1937; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.003360/200726 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2401003.531 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de maio de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES TERCEIROS, INCRA, AÇÃO JUDICIAL Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado SOPRANO ELETROMETALÚRGICA E HIDRÁULICA LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA EMBARGOS OMISSÃO PROPOSITURA PELA FAZENDA NACIONAL NÃO APRECIAÇÃO DEVIDA DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSO INTEMPESTIVO. Ao contrário da procuradoria que busca o acompanhamento das ações judiciais, os Conselheiros do CARF tem por função julgar com base nas informações contidas nos autos, sendo que em momento algum restaram evidenciadas as questões quanto ao ingresso tardio da ação judicial, a existência de ação rescisória ou mesmo os levantamento por parte da empresa dos depósitos judiciais. A exclusão dos juros e multa no acórdão embargado, fundamentouse nas informações contidas no relatório fiscal, razão pela qual não identifico omissão ou mesmo contradição no acórdão. O acatamento dos embargos, com informações trazidas posteriormente implicaria a rediscussão do feito, o que não pode ser promovida pela via dos embargos. Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 33 60 /2 00 7- 26 Fl. 242DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos de declaração. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 2401003.531 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório Tratase de retorno de diligência comandada por meio da Resolução nº 2401 00.290 desta 4ª Câmara de Julgamento no intuito de identificar a tempestividade dos comprovantes de recolhimento dos depósitos judiciais, bem como se os valores depositados em Juízo, foram alvo de pedido de levantamento. Para retomar as informações pertinentes ao processo , importante destacar as informações acerca do lançamento efetuado. A presente NFLD, lavrada sob o n. 37.115.7374, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa destinadas a outras entidades e fundos – TERCEIROS, mais especificamente, destinadas ao INCRA. O lançamento compreende competências entre o período de 11/2001 a 13/2006 inclusive o 13º salário, e tem por objetivo evitar a decadência dos valores destinados ao INCRA, que estão sendo objeto de discussão judicial e foram objeto de depósito judicial, conforme descrito em relatório fiscal. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 17/09/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/09/2007. Não conformado com a notificação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 49 a 54. Foi emitida a DecisãoNotificação DN que não conheceu do recurso, por considerar que a matéria está sendo questionada em juízo, fls. 68 a 72 Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 76 a 82, onde, em síntese a recorrente alegou o seguinte: Além de desconsiderar o impedimento da cobrança dos créditos tributários, a Fiscalização lançou valores a título de multa e juros pela taxa Selic, com fundamento nos artigos 34 e 35 da Lei n°8.212/91. No entanto, consta em tais artigos que a multa de mora somente incidirá no caso de atraso do recolhimento das contribuições previdenciárias, o que não se evidencia no caso em questão, posto que existe regular depósito judicial das exações em discussão. Argumenta que a decisão que não conheceu a impugnação restringiuse basicamente ao argumento de que a NFLD foi lavrada a fim de se evitar a decadência caso houvesse o levantamento dos valores depositados antes do trânsito em julgado pela Recorrente. Ocorre que, tal argumento não procede, considerando que o STF já firmou entendimento no sentido de que o levantamento dos valores depositados só é possível após o trânsito em julgado da sentença: Também não prospera a alegação de que o ajuizamento da ação judicial importa em renúncia aos recursos na esfera administrativa, considerando que a ação judicial foi Fl. 244DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 4 interposta antes da lavratura da NFLD e que isso seria uma afronta ao princípio da ampla defesa. Resta evidente a necessidade de reforma da decisão, sob pena de afronta a dispositivos constitucionais e à jurisprudência dos tribunais superiores, requerendo a integral reforma da decisão recorrida, para cancelar a Notificação Fiscal de Lançamento de débito. Após prolatado o acórdão 240101.703 de 16 de março de 2011, em que se determinou a procedência parcial do lançamento para que se excluísse juros e multa frente a existência de depósito judicial, bem como a aplicação da decadência qüinqüenal, a Fazenda Nacional embargou o acórdão sob os seguintes fundamentos: Com fulcro no art. 64, I c/c art. 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, a Procuradoria da Fazenda Nacional, opõe Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 240101.703, fls. 96 a 101. Tratase de embargos opostos pela ilustre procuradora por entender que o acordão prolatado apresenta omissão/obscuridade/contradição conforme descrito abaixo. Ressalta a procuradora primeiramente que ao tratar da decadência, o acórdão embargado, mesmo após a introdução no RICARF do art. 62A, o qual determina a observância obrigatória pelo CARF das decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, na sistemática prevista pelo artigo 543C da Lei n9 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), não zelou pela sua reprodução no caso em epígrafe, posto que o depósito judicial não pode ser considerado como antecipação do pagamento, estando inclusive descrito em capítulo diverso do CTN. Ademais o próprio notificado admite que ajuizou a ação em 17 de dezembro de 2001, objetivando o reconhecimento de ilegalidade, o que implicaria de pronto a análise do depósito tempestivo da competência 11/2001. Assim, necessário colacionar aos autos a integralidade dos depósitos judiciais efetuados para que se ateste a tempestividade dos mesmos. HA ainda outro vicio a ser suscitado. Ocorre que o julgado embargado não observou a literalidade de alguns dispositivos legais. Assim, segundo o artigo 63 da Lei nQ 9.430/96: Como visto, o art. 63 da Lei n° 9.430/96 apenas faz referência a qualquer hipótese de suspensão de exigibilidade, mas apenas e tãosomente àquelas expressamente previstas nos incisos IV e V do art. 151 do CTN, acima transcrito, dentre os quais não se inclui o deposito judicial, ainda que realizado em montante integral. Ademais, quando se refere a multa de mora, apenas há previsão de sua interrupção e apenas no especifico caso ali mencionado, qual seja: interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar. Assim, a decisão colegiada foi omissa, pois diante do art. 111 do CTN, não indicou o fundamento legal para a exclusão dos juros e da multa de mora no caso concreto. Nesse contexto, cabe aduzir ainda que o julgado foi omisso ao não observar o disposto no art. 460, parágrafo único, do CPC, Fl. 245DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 2401003.531 S2C4T1 Fl. 4 5 cujo raciocínio nos conduz a vedação do julgador de proferir provimento condicional. Verificase esse vicio a fl. 101v. Contudo, inobstante essas considerações, impõese outro vicio, consistente na omissão. Nessa esteira, observase, em atenção ao andamento da ação ordinária intentada pelo notificado, no sitio eletrônico da Seção Judiciária Federal no Rio Grande do Sul que os valores depositados judicialmente foram liberados para levantamento pelo sujeito passivo em 22/08/2008. Cumpre gizar que vinculada à ação ordinária ajuizada pelo sujeito passivo, há Ação Rescisória n. 2009.04.00.0333764 ajuizada pela Fazenda Nacional já julgada procedente pelo TRF da 44 Regido e atualmente ern trâmite no STJ, ainda sem julgamento definitivo até a presente data (REsp 1244294). Cabe esclarecer ademais que, em 16 de março de 2011, data na qual foi proferido o acórdão embargado, todas essas ocorrências já estavam registradas, sendo essa data inclusive a data na qual o processo foi recebido eletronicamente pelo STJ. Logo, evidente a necessidade de pronunciamento pelo Colegiado a quo sobre todos esses pormenores. Assim, revelase a necessidade de se aclarar o decisum, sanando as omissões/contradições/obscuridades acima apontadas, a fim de que a decisão deste Colegiado mostrese consetânea com tudo o que destes autos consta, bem como para que seu conteúdo reste claro e completo, não deixando qualquer margem de dúvidas para a interposição de recurso especial e/ou execução do julgado. Devidamente cientificado, fls. 289 o recorrente não se manifestou. Antes mesmo, de determinar o acatamentos dos embargos, para que identificasse a omissão apontada pelo ilustre procurador, decidiuse por converter o julgamento em diligência no intuito de esclarecer pontos relacionados a existência de depósitos tempestivos e o levantamento dos referidos depósitos pelo recorrente. Vejamos teor da diligência, Resolução 2401000.290 de 20 de junho de 2013, nos seguintes termos: (...) QUANTO A EXCLUSÃO DE JUROS E MULTA PELO DEPÓSITO TEMPESTIVO. Quanto a este ponto o posicionamento adotado por essa relatora e transcrito no próprio voto, pautase no fato da autoridade lançadora ter informado no relatório fiscal, que houve o depósito de todas as competência desde o início da ação, qual seja competências a partir de 11/2001. Contudo, a observação trazida pelo procuradoria realmente merece ser melhor apreciada, posto que o ingresso com a ação em 17 de dezembro, impossibilitaria a conclusão imediata de depósito tempestivo para a competência 11/2001, sem que fosse demonstrada para essa competência o recolhimento do juros e multa pelo atraso, mesmo que pequeno. Assim, entendo que só esse fato já Fl. 246DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 6 implicaria a reapreciação do feito face a constatação de contradição. Contudo, entendo que outro fato trazido a baila, também resulta em contradição no acordão prolatado. Trouxe a ilustre procuradora informação de que em 2008, obteve a empresa medida para levantar todos os depósitos realizados, o que não foi considerado no acordão em questão, implicando nítida contradição entre as razões para procedência parcial do julgado e os fatos que fundamentaram a exclusão de juros e multa. Face todo o exposto, entendo que realmente as contradições apontadas merecem ser esclarecidas. Assim, diante do problema que se impõe revelando a fragilidade do conjunto probatório nesse sentido, imporseia, num primeiro momento, a fim de resguardar a incolumidade do credito tributário e o direito de conferencia por parte da Fazenda Nacional, a necessidade de colacionar ao feito todos os documentos pertinentes A ação judicial e ao deposito judicial realizado, comprovando sua tempestividade, integralidade e o não levantamento, o que desde já se requer. Não suficiente, para exclusão dos juros de mora, também seria necessária a efetiva comprovação de que tais depósitos foram realizados à disposição da Justiça Federal (perante a Caixa Econômica Federal), nos termos da Lei n() 9.703/98. HA ainda outro vicio a ser suscitado. Ocorre que o julgado embargado não observou a literalidade de alguns dispositivos legais. Assim, segundo o artigo 63 da Lei nQ 9.430/96: Art. 63. Na constituição de credito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei n2 5.172, de 25 de outubro 1966, não caberá lançamento de multa de oficio. (Redação dada peia Medida 1 oViÇ)f1a JV 2. 1;3835, de 2001) § 1° O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do inicio de qualquer procedimento de oficio a ele relativo. § 2° A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. 0 dispositivo, fundamento legal para a não incidência da multa de oficio e para a interrupção da multa de mora deve ser conjugado com as disposições do art. 151 do CTN, verbis: "Art. 151. Suspendem a exigibilidade do credito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; Fl. 247DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 2401003.531 S2C4T1 Fl. 5 7 III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V — a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001) VI — o parcelamento. (Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001) Como visto, o art. 63 da Lei n° 9.430/96 apenas faz referência a qualquer hipótese de suspensão de exigibilidade, mas apenas e tãosomente àquelas expressamente previstas nos incisos IV e V do art. 151 do CTN, acima transcrito, dentre os quais não se inclui o deposito judicial, ainda que realizado em montante integral. Ademais, quando se refere a multa de mora, apenas há previsão de sua interrupção e apenas no especifico caso ali mencionado, qual seja: interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar. Assim, a decisão colegiada foi omissa, pois diante do art. 111 do CTN, não indicou o fundamento legal para a exclusão dos juros e da multa de mora no caso concreto. Nesse contexto, cabe aduzir ainda que o julgado foi omisso ao não observar o disposto no art. 460, parágrafo único, do CPC, cujo raciocínio nos conduz a vedação do julgador de proferir provimento condicional. Verificase esse vicio a fl. 101v. Contudo, inobstante essas considerações, impõese outro vicio, consistente na omissão. Nessa esteira, observase, em atenção ao andamento da ação ordinária intentada pelo eletrônico da Seção Judiciária Federal no Rio Grande do Sul que os valores depositados judicialmente foram liberados para levantamento pelo sujeito passivo em 22/08/2008. Cumpre gizar que vinculada à ação ordinária ajuizada pelo sujeito passivo, há Ação Rescisória nQ 2009.04.00.0333764 ajuizada pela Fazenda Nacional já julgada procedente pelo TRF da 44 Regido e atualmente ern trâmite no STJ, ainda sem julgamento definitivo até a presente data (REsp 1244294). Cabe esclarecer ademais que, em 16 de março de 2011, data na qual foi proferido o acórdão embargado, todas essas ocorrências já estavam registradas, sendo essa data inclusive a data na qual o processo foi recebido eletronicamente pelo STJ. Logo, evidente a necessidade de pronunciamento pelo Colegiado a quo sobre todos esses pormenores. Assim, revelase a necessidade de se aclarar o decisum, sanando as omissões/contradições/obscuridades acima apontadas, a fim de que a decisão deste Colegiado mostrese consetânea com tudo o que destes autos consta, bem como para que seu conteúdo reste claro e completo, não deixando qualquer margem de dúvidas para a interposição de recurso especial e/ou execução do julgado. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 8 Assim, entendo que os presentes pressupostos, quanto a esse ponto trazido pelo embargos opostos, que possibilitam reapreciação do feito: No caso em questão aos lançamentos de juros e multa, após as considerações da ilustre procuradora, restou demonstrado que esta relatora não zelou pela busca da verdade material, uma vez que, nos termos do art. 66 do Regimento do CARF, entendo que face ao evidente lapso manifesto contido no acordão proferido, tendo em vista a impossibilidade de cumprimento dos termos da decisão quando da execução do julgado no ponto acima descrito, possível seja o pedido recebido na forma de embargos para que se proceda a retificação do mesmo. do processo. Nesse sentido, encaminho pela baixa do processo em diligência. No teor da informação fiscal deve ser elaborada planilha com os seguintes destaques: Comprovantes de recolhimento dos depósitos judiciais; Os valores depositados em Juízo, foram alvo de pedido de levantamento? Em cumprimento a diligência a DRFB solicitou ao recorrente a apresentação de planilha detalhada com a competência e data do depósito em juízo, bem como certidão dos levantamentos realizados. A informação fiscal foi prestada nos seguintes termos: Dentro do prazo estabelecido nas prorrogações para atender a intimação o contribuinte apresentou cópia autenticada dos comprovantes de depósitos realizados no período de 18/12/2001 a 03/05/2004 no processo de n° 2001.71.07.0052599, planilha com a indicação dos valores depositados e cópia autenticada dos comprovantes de levantamento desses depósitos pelo contribuinte. 3. Analisando os documentos apresentados, constatouse que o contribuinte efetuou os depósitos das contribuições para o INCRA, nas competências abaixo, fora do prazo sem os acréscimos legais (multa e juros): (descreve o auditor planilha fls. 204. 4. Anexamos ao processo os documentos apresentados pelo contribuinte citados no item 2 acima. As copias dos comprovantes dos depósitos judiciais foram anexadas As folhas 146 a 197 e os comprovantes do levantamento desses depósitos pelo contribuinte foram anexados às folhas 198 a 203. Assim, após o cumprimento da diligência retornam os autos para julgamento. É o Relatório. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 2401003.531 S2C4T1 Fl. 6 9 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Considerando a pertinência dos embargos propostos pela PFN, passo a apreciar as questões por ela suscitadas e que levaram a conversão do julgamento em diligência. DA ANÁLISE DOS EMBARGOS Da análise dos elementos expostos, entendo que existem algumas questões a serem esclarecidas: 1. QUANTO A APLICAÇÃO DA DECADÊNCIA QUINQUENAL . Quanto a essa questão claro é o posicionamento dessa relatora no sentido de que a regra para aplicação da decadência quinquenal devase operar em regra pelo art. 173, I do CTN, bastando para tanto identificar o julgado do próprio ministro FUX transcrito no acordão embargado. Todavia, no presente caso, entendeu a relatora, que o depósito de valores discutidos em juízo operase de forma semelhante a regra vertida no art. 150, §4º, posto que enseja a interpretação de antecipação de valores, que em data posterior acabam por ser homologados pela decisão judicial. Portanto, embora entenda plausível os argumentos da ilustre procuradora, entendo que a apreciação do fato, ensejaria na verdade rediscussão de matéria já submetida e votada por esse colegiado. CONCLUSÃO QUANTO AO ACATAMENTO DOS EMBARGOS NESSE PONTO: QUANTO A ESTE PONTO, ENTENDO NÃO DEVE SER ACATADO O EMBARGO, POR CONSIDERAR QUE NÃO EXISTE OMISSÃO OU CONTRADIÇÃO NO DOCUMENTO E QUE O ACATAMENTO DOS EMBARGOS, TERIA COMO ÚNICO FUNDAMENTO A REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. 2. QUANTO A EXCLUSÃO DE JUROS E MULTA PELO DEPÓSITO TEMPESTIVO. Quanto a este ponto o posicionamento adotado por essa relatora e transcrito no próprio voto, pautouse no fato da autoridade lançadora ter informado no relatório fiscal, que houve o depósito de todas as competência desde o início da ação, qual seja competências a partir de 11/2001. Contudo, a observação trazida pelo procuradoria realmente merece ser melhor apreciada, posto que o ingresso com a ação em 17 de dezembro, impossibilitaria a conclusão imediata de depósito tempestivo para a competência 11/2001, sem que fosse demonstrada para essa competência o recolhimento do juros e multa pelo atraso, mesmo que pequeno. Contudo, um ponto, deve ser destacado. Ao contrário da procuradoria, que busca o acompanhamento das ações judiciais, os Conselheiros do CARF, tem por função julgar com Fl. 250DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 10 base nas informações contidas nos autos, sendo que em momento algum restaram evidenciadas as questões quanto ao ingresso tardio da ação judicial, quando já vencidas contribuições e nem mesmo que os depósitos judiciais em relação aos meses atrasados não foram acompanhados de juros e multa. Pelo contrário o auditor promoveu o lançamento de juros e multa em relação a todas as competência depositas em juízo, razão pela qual não identifico omissão ou mesmo contradição no acórdão, posto que os fundamentos do voto, pautaramse nas informações expostas pela autoridade fiscal. Outro pronto apontado pela ilustre procuradora para revisão do julgado é que obteve a empresa medida para levantar todos os depósitos realizados, o que não foi considerado no acordão em questão, implicando nítida contradição entre as razões para procedência parcial do julgado e os fatos que fundamentaram a exclusão de juros e multa. Nesse ponto, também a diligência trouxe informações importantes: 5. Destacase que todos os valores depositados foram objeto de levantamento pelo sujeito passivo (fls. 198 a 204), não importando o fato dos mesmos terem sido realizados fora do prazo. 6. Isto posto, sugiro o encaminhamento do presente processo ao SECAT desta DRF, para que o contribuinte seja cientificado da Resolução n° 2401000.290 e do presente relatório, concedendolhe prazo para manifestação quanto ao resultado da diligência efetuada. Após, deve o presente retornar ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais — CARF. Contudo, novamente, a informação colacionada pela DRFB após a baixa do processo em diligência não demonstra que o acórdão padece de contradição, considerando que não identifiquei nos autos antes da referida baixa, informações acerca do pedido de levantamentos dos valores depositados em juízo. Ressalto, novamente, que o julgamento realizado por esse Conselho, pautouse nas informações contidas nos autos, razão pela qual a reapreciação do feito considerando novas informações importaria a rediscussão da questão, sob informações novas não apresentadas anteriormente, o que entendo não ser possível pela via dos embargos. Conforme podemos observar, houve por parte do recorrente o levantamento dos depósitos realizados, porém a PGFN também informou que ingressou com ação rescisória em relação ao processo, inclusive com decisão favorável a Fazenda Nacional. Vejamos, trecho do embargo. Cumpre gizar que vinculada à ação ordinária ajuizada pelo sujeito passivo, há Ação Rescisória n. 2009.04.00.0333764 ajuizada pela Fazenda Nacional já julgada procedente pelo TRF da 44 Regido e atualmente ern trâmite no STJ, ainda sem julgamento definitivo até a presente data (REsp 1244294). Cabe esclarecer ademais que, em 16 de março de 2011, data na qual foi proferido o acórdão embargado, todas essas ocorrências já estavam registradas, sendo essa data inclusive a data na qual o processo foi recebido eletronicamente pelo STJ. Logo, evidente a necessidade de pronunciamento pelo Colegiado a quo sobre todos esses pormenores. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 2401003.531 S2C4T1 Fl. 7 11 Quando do julgamento anterior, referida informação não constava do processo, e não tem o Conselho que promover investigação nos sitios do TRF para identificar a existência de ações rescisórias ou outros processos em nome do recorrente. Importante observar que embora, tanto a ação rescisória , como a mencionada decisão, foram proferidas antes do julgamento no âmbito do CARF, não constam do processo, razão pela qual não vislumbro qualquer omissão ou contradição no acórdão proferido também com relação a esse ponto. Nesse sentido, entendo que o julgamento proferido por essa turma, não padece de vícios capaz de determinar sua revisão, considerando, que o julgamento foi realizado considerando as informações constantes dos autos e trazidas, antes do julgamento, seja pelo auditor fiscal, seja pelo julgador. CONCLUSÃO Face o exposto, voto por REJEITAR OS EMBARGOS PROPOSTOS. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/11/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10120.005007/2003-66
Data da sessão: Tue May 25 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/04/1998 a 31/12/1998
DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. ART. 173, I DO CTN. RESP 973.733-SC. RECURSO REPETITIVO. ART. 62-A DO RICARF.
O Superior Tribunal de Justiça, através do REsp nº 973.733-SC, sob a sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, decidiu que o dies a quo para contagem da decadência para o exercício do direito de constituir/formalizar o crédito tributário, no caso dos tributos sujeitos ao lançamento por obrigação, quando inexistente pagamento antecipado, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ser realizado, nos termos do art. 173, I do Código Tributário Nacional. Manifestação judicial que deve obrigatoriamente ser reproduzida nos julgamentos deste Conselho Administrativo, por força do disposto no art. 62-A do seu regimento interno, aprovado pela Portaria MF nº 256/09.
COFINS. PIS/PASEP. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA.
A não homologação de compensação aviada pelo contribuinte implica na imediata ausência de causa extintiva do crédito tributário, que, salvo a extinção por outra modalidade prevista no art. 156 do Código Tributário Nacional, possibilita a cobrança dos valores correspondentes.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3402-000.614
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior (Relator), Leonardo Siade Manzan e Silvia de Brito Oliveira que davam provimento parcial para reconhecer a decadência nos termos do art. 150 do CTN. Designado o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo DEça para redigir o voto vencedor.
Júlio César Alves Ramos Presidente
Robson José Bayerl Redator designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Nayra Bastos Manatta (Presidente), Julio César Alves Ramos, Ali Zraik Junior, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Leonardo Siade Manzan.
.
Nome do relator: Relator Robson José Bayerl
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201005
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/04/1998 a 31/12/1998 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. ART. 173, I DO CTN. RESP 973.733-SC. RECURSO REPETITIVO. ART. 62-A DO RICARF. O Superior Tribunal de Justiça, através do REsp nº 973.733-SC, sob a sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, decidiu que o dies a quo para contagem da decadência para o exercício do direito de constituir/formalizar o crédito tributário, no caso dos tributos sujeitos ao lançamento por obrigação, quando inexistente pagamento antecipado, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ser realizado, nos termos do art. 173, I do Código Tributário Nacional. Manifestação judicial que deve obrigatoriamente ser reproduzida nos julgamentos deste Conselho Administrativo, por força do disposto no art. 62-A do seu regimento interno, aprovado pela Portaria MF nº 256/09. COFINS. PIS/PASEP. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. A não homologação de compensação aviada pelo contribuinte implica na imediata ausência de causa extintiva do crédito tributário, que, salvo a extinção por outra modalidade prevista no art. 156 do Código Tributário Nacional, possibilita a cobrança dos valores correspondentes. Recurso voluntário negado.
dt_publicacao_tdt : Wed May 13 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10120.005007/2003-66
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473526
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3402-000.614
nome_arquivo_s : Decisao_10120005007200366.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Relator Robson José Bayerl
nome_arquivo_pdf_s : 10120005007200366_5473526.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior (Relator), Leonardo Siade Manzan e Silvia de Brito Oliveira que davam provimento parcial para reconhecer a decadência nos termos do art. 150 do CTN. Designado o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo DEça para redigir o voto vencedor. Júlio César Alves Ramos Presidente Robson José Bayerl Redator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Nayra Bastos Manatta (Presidente), Julio César Alves Ramos, Ali Zraik Junior, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Leonardo Siade Manzan. .
dt_sessao_tdt : Tue May 25 00:00:00 UTC 2010
id : 5959560
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610306506752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2328; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 10 1 9 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.005007/200366 Recurso nº 140.060 Voluntário Acórdão nº 3402000.614 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de maio de 2010 Matéria PIS/PASEP E COFINS Recorrente SOBRADO CONSTRUÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/1998 a 31/12/1998 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. ART. 173, I DO CTN. RESP 973.733SC. RECURSO REPETITIVO. ART. 62A DO RICARF. O Superior Tribunal de Justiça, através do REsp nº 973.733SC, sob a sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, decidiu que o dies a quo para contagem da decadência para o exercício do direito de constituir/formalizar o crédito tributário, no caso dos tributos sujeitos ao lançamento por obrigação, quando inexistente pagamento antecipado, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ser realizado, nos termos do art. 173, I do Código Tributário Nacional. Manifestação judicial que deve obrigatoriamente ser reproduzida nos julgamentos deste Conselho Administrativo, por força do disposto no art. 62A do seu regimento interno, aprovado pela Portaria MF nº 256/09. COFINS. PIS/PASEP. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. A não homologação de compensação aviada pelo contribuinte implica na imediata ausência de causa extintiva do crédito tributário, que, salvo a extinção por outra modalidade prevista no art. 156 do Código Tributário Nacional, possibilita a cobrança dos valores correspondentes. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior (Relator), Leonardo Siade AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 50 07 /2 00 3- 66Fl. 235DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Manzan e Silvia de Brito Oliveira que davam provimento parcial para reconhecer a decadência nos termos do art. 150 do CTN. Designado o Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça para redigir o voto vencedor. Júlio César Alves Ramos – Presidente Robson José Bayerl – Redator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Nayra Bastos Manatta (Presidente), Julio César Alves Ramos, Ali Zraik Junior, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Leonardo Siade Manzan. . Relatório Cuidase de lançamento de Cofins, período de apuração abril/1998 a dezembro/1998, decorrente de compensação não homologada pela Administração Tributária. O auto de infração de PIS/Pasep abrangendo o mesmo período de apuração está formalizado no PA 10120.004881/200386. O crédito indicado para compensação dos valores exigidos em ambas as autuações foi tratado no PA 10120.003179/9895, cuja decisão administrativa final julgou a manifestação de inconformidade improcedente (Acórdão DRJ/BSA nº 9.858, de 21/05/2004). Os PAs 10120.003179/9895 e 10120.004881/200386 encontramse apensados ao presente processo. As razões de impugnação neste processo e no PA 10120.004881/200386 são comuns, onde o contribuinte alegou improcedência das autuações e, após historiar a inconstitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88, asseverou que formulara pedido de restituição de indébito (PA 10120.003179/9895) e, ato contínuo, compensado os débitos exigidos nos lançamentos; por fim, aduziu que tais compensações, pendentes de exame, teriam o condão de extinguir o crédito tributário correspondente sob condição resolutória, não havendo razão para a sua constituição mediante auto de infração. A DRJ Brasília/DF deu parcial provimento à impugnação referente ao PIS/Pasep, para excluir os valores extintos pela compensação homologada, até o limite do crédito reconhecido, e julgoua improcedente em relação à Cofins, por ausência de crédito suficiente à extinção do crédito tributário respectivo. Em recurso voluntário o contribuinte negou que o PA 10120.003179/9895 estivesse encerrado, imputando tal assertiva a um equívoco da decisão recorrida; indicou a origem dos créditos na inconstitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88; Fl. 236DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10120.005007/200366 Acórdão n.º 3402000.614 S3C4T2 Fl. 11 3 destacou que a compensação requerida à RFB extinguiria o crédito tributário sob condição resolutória, enquanto não houvesse manifestação da autoridade administrativa a seu respeito; e, que caberia, antes da lavratura do auto de infração, a oitiva do contribuinte para apresentação de justificativa. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Ali Zraik Júnior, relator, p/ Conselheiro Robson José Bayerl, Redator designado Preambularmente, cumpre registrar que, tendo em conta o fato de o conselheiro designado originariamente não haver apresentado o competente voto vencedor à Secretaria da Quarta Câmara desta Terceira Seção de Julgamentos, designoume o Presidente da 4ª Câmara/3ª SEJUL/CARF para providenciar a sua redação, objetivando formalizar o acórdão 3402000.614, julgado na sessão de 25/05/2010, motivo pelo qual a argumentação expendida, em ambos os votos, não necessariamente refletem o entendimento do signatário. O recurso interposto era tempestivo e preenchia os demais requisitos para sua admissibilidade. O voto ofertado pelo relator em plenário propunha, preliminarmente, o reconhecimento da parcial decadência do lançamento com fulcro no art. 150, § 4º do CTN, porquanto envolvendo o período de apuração abril/1998 a dezembro/1998, com ciência do lançamento em 09/07/2003, transcorrera lapso temporal superior ao qüinqüênio legal contado na forma prevista em aludido dispositivo. O entendimento sobre a matéria baseavase no raciocínio estampado no aresto 10323.641, de relatoria do Cons. Antonio Bezerra Neto, verbis: “Sendo a COFINS contribuição sujeita a lançamento por homologação, o prazo para extinção do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito é definido pelo § 4° do art. 150 do CTN, que, o fixa em 5 (cinco) anos: ‘Art. 150. O lançamento por homologação, (...) § 4° Se a lei não fixar prazo à homologação, será de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.’ Entendo, pois, o que o referido prazo é de cinco anos, independentemente de haver ou não pagamento, a não ser quando constatado dolo, fraude ou simulação, situação em que se aplicaria o art. 173, Ido CTN, o que não é o caso. Fl. 237DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 A hipótese típica do lançamento por homologação é a previsão legal do dever de o sujeito passivo antecipar o pagamento; o fato de haver ou não pagamento não altera ou desnatura a tipicidade do lançamento por homologação, que, para ocorrer, deve apenas ter previsão legal a respeito do dever de o sujeito passivo fazer aquela antecipação. Afinal o que se homologa é a ‘atividade’ e não o pagamento em si. Ressaltese que a conclusão supra só se tornou pacifica após a declaração de inconstitucionalidade dos artigos 44 e 45 da Lei n°8.212, de 1991, que ampliava o prazo para 10 (dez) anos através de um regramento especifico para as Contribuições Sociais destinadas à Seguridade Social. A matéria foi contemplada com a Súmula Vinculante n° 8: ‘São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário’ (DOU de 18/06/2008). Logo, no caso concreto, deve prevalecer a regra do § 4° do art. 150 do CTN, independentemente de ter havido ou não pagamento.” Nada obstante a referência à Cofins, a exegese seria extensível ao PIS/Pasep. Outrossim, por ser a decadência matéria de ordem pública, haveria possibilidade de seu reconhecimento de ofício, ainda que o recorrente não a tivesse deduzido em recurso. Pelo exposto, reconhecia a decadência parcial dos lançamentos, exonerando os períodos de apuração abril/1998 a junho/1998. Vencida a preliminar, passouse ao mérito. Antes, porém, registrouse que o contencioso administrativo, diversamente do que alegava o recorrente, estaria encerrado em relação ao PA 10120.003179/9895, ao passo que o Acórdão DRJ/BSA nº 9.858, de 21/05/2004, foi cientificado ao interessado, por via postal, em 23/12/2004 (fl. 133), com encerramento e arquivamento em 24/02/2005 (fl. 135), sem recurso voluntário. Uma vez que não foi interposto o recurso cabível, não se verificou a controvérsia em torno do direito de crédito lá consubstanciado, de maneira que o julgado de primeiro grau administrativo passou a ostentar o status de decisão administrativa irreformável, portanto, definitiva. Neste diapasão, considerando que o pretenso direito creditório utilizado nas compensações não homologadas, objeto dos lançamentos ora julgados, estaria albergado no PA 10120.003179/9895, não seria debatido qualquer questão atinente a suposto direito creditório de PIS/Pasep, decorrentes da inconstitucionalidade dos DDLL 2.445/88 e 2.449/88 nesta assentada, porque alcançada pela preclusão consumativa. Por decorrência, naquela oportunidade seria examinada exclusivamente aspectos relativos aos lançamentos, como dito, abstraídos pontos referentes a direito de crédito e ou compensação. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10120.005007/200366 Acórdão n.º 3402000.614 S3C4T2 Fl. 12 5 Fixadas as premissas, verificouse que o crédito reconhecido no PA 10120.003179/9895 não fora suficiente para cobrir os débitos ora contestados e, como não houve a extinção do crédito tributário respectivo por outro modo, mostrouse cabível a exigência fiscal, revelandose improcedente a irresignação do recorrente. Outrossim, a intimação prévia do contribuinte para se manifestar sobre ausência de quitação de débitos tributários declarados em DCTF não encontraria respaldo legal ou normativo, razão pela qual não seria exigível da Administração Tributária tal proceder. Diante do quadro, o relator votou por dar parcial provimento ao recurso voluntário, para declarar a decadência do período abril a junho/1998. Robson José Bayerl Voto Vencedor Conselheiro Robson José Bayerl, Redator designado Conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, RelatorDesignado, p/ Conselheiro Robson José Bayerl, Redator ad hoc. Cabendo ao voto vencedor a parte concernente à decadência, temse que o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, dispõe que as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Neste diapasão, o Superior Tribunal de Justiça, no regime do recurso repetitivo, por intermédio do REsp n° 973.733SC, julgado em 12/08/2009 (Dje 18/09/2009), assim se manifestou sobre a questão: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, Fl. 239DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 6 fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543 C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” (grifos no original) Subsumindose o caso dos autos à jurisprudência em tela, uma vez que não houve recolhimentos no período lançado, concluiuse pela aplicação da regra do art. 173, I do CTN, não havendo que se falar em decadência do direito à constituição do crédito tributário pela Fazenda Nacional. Robson José Bayerl Fl. 240DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10120.005007/200366 Acórdão n.º 3402000.614 S3C4T2 Fl. 13 7 Fl. 241DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/09/2014 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 29/09/2014 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 31/01/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 19615.000157/2005-58
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
ATRASO NA ENTREGA DA DIF-PAPEL IMUNE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CONFIGURAÇÃO. SÚMULA N° 49 DO CARF.
Conforme a súmula n° 49 do CARF, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Recurso especial a que se dá provimento.
DIF-PAPEL IMUNE. MULTA. ADVENTO DA LEI N° 11495/2009. APLICAÇÃO DO ARTIGO 106, INCISO II, C, DO CTN.
Com fundamento no artigo 106, inciso II, c, retroage lei que ameniza penalidade. No caso, a Lei n° 11.945/2009, abrandou a penalidade prevista no artigo 57 da MP n° 2158-35/2001, para a hipótese de atraso na entrega da DIF-Papel Imune.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-002.100
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Susy Gomes Hoffmann - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 ATRASO NA ENTREGA DA DIF-PAPEL IMUNE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CONFIGURAÇÃO. SÚMULA N° 49 DO CARF. Conforme a súmula n° 49 do CARF, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Recurso especial a que se dá provimento. DIF-PAPEL IMUNE. MULTA. ADVENTO DA LEI N° 11495/2009. APLICAÇÃO DO ARTIGO 106, INCISO II, C, DO CTN. Com fundamento no artigo 106, inciso II, c, retroage lei que ameniza penalidade. No caso, a Lei n° 11.945/2009, abrandou a penalidade prevista no artigo 57 da MP n° 2158-35/2001, para a hipótese de atraso na entrega da DIF-Papel Imune. Recurso Especial do Procurador Provido.
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19615.000157/2005-58
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5312684
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9303-002.100
nome_arquivo_s : Decisao_19615000157200558.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SUSY GOMES HOFFMANN
nome_arquivo_pdf_s : 19615000157200558_5312684.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Susy Gomes Hoffmann - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
id : 5210185
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610351595520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1789; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 167 1 166 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 19615.000157/200558 Recurso nº 248.923 Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.100 – 3ª Turma Sessão de 12 de setembro de 2012 Matéria OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado OURO PRETO GRÁFICA E EDITORIAL LTDA. ME. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2002, 2003, 2004 ATRASO NA ENTREGA DA DIFPAPEL IMUNE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CONFIGURAÇÃO. SÚMULA N° 49 DO CARF. Conforme a súmula n° 49 do CARF, “a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração”. Recurso especial a que se dá provimento. DIFPAPEL IMUNE. MULTA. ADVENTO DA LEI N° 11495/2009. APLICAÇÃO DO ARTIGO 106, INCISO II, C, DO CTN. Com fundamento no artigo 106, inciso II, “c”, retroage lei que ameniza penalidade. No caso, a Lei n° 11.945/2009, abrandou a penalidade prevista no artigo 57 da MP n° 215835/2001, para a hipótese de atraso na entrega da DIFPapel Imune. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Susy Gomes Hoffmann Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 61 5. 00 01 57 /2 00 5- 58 Fl. 200DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 19615.000157/200558 Acórdão n.º 9303002.100 CSRFT3 Fl. 168 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. A fiscalização apurou a entrega, por parte do contribuinte, fora do prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal, da DIFPapel Imune, referente aos seguintes trimestres: 3° trimestre de 2002; 4° trimestre de 2002; 1°, 2°, 3° e 4° trimestres de 2003; 1° e 2° trimestres de 2004. O contribuinte apresentou impugnação às fls. 36/55 dos autos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento deu por procedente o lançamento, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2002, 2003, 2004 MULTA REGULAMENTAR. FALTA DE ENTREGA DA DECLARAÇÃO ESPECIAL DE INFORMAÇÕES RELATIVAS AO CONTROLE DE PAPEL IMUNE DIFPAPEL IMUNE Constatada a falta ou atraso na apresentação da DIF Papel Imune pela pessoa jurídica obrigada, é devida a multa pelo descumprimento da obrigação acessória pertinente, por força de previsão legal. CONSTITUCIONALIDADE. EFICÁCIA DE ATOS LEGAIS. ATIVIDADE VINCULADA. CONFISCO. A instância administrativa não dispõem de competência legal para se manifestar sobre a constitucionalidade de atos legais que estejam em vigor, por ser uma prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. A autoridade administrativa, devido à sua vinculação à norma legal, e ao entendimento a que a ela dá o Poder Executivo, deve limitarse a aplicála, sem emitir juízo de valor acerca da sua constitucionalidade ou outros aspectos da sua validade. Pelas mesmas razões, não se analisam alegações de confisco. Fl. 201DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 19615.000157/200558 Acórdão n.º 9303002.100 CSRFT3 Fl. 169 3 Lançamento Procedente O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 75/99). A antiga Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes deu parcial provimento ao recurso do contribuinte. Eis a ementa do julgado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2002, 2003, 2004 DIFPAPEL IMUNE. FALTA OU ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. MULTA REGULAMENTAR. A nãoapresentação, ou a apresentação da DIF Papel Imune após os prazos estabelecidos para a entrega dessa declaração sujeita o contribuinte à imposição da multa prevista no art. 57 da MP n° 215835. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. APRECIAÇÃO. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA N°2 DO 2° CC. O segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de legislação tributária. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. APLICABILIDADE. A denúncia espontânea de infração exclui a responsabilidade do denunciante pelo descumprimento da obrigação tributária, nos termos do art. 138 do CTN, sendo aplicável, inclusive, em relação a obrigações acessórias. Recurso Voluntário Provido em Parte. A Procuradoria da Fazenda Nacional, então, interpôs o presente recurso especial (fls. 126/134), com base em violação à legislação tributária. Alegou, em síntese, que “por se tratar a DCTF de ato puramente formal e de obrigação acessória autônoma, sem qualquer vínculo direto com a ocorrência do fato gerador do tributo, o atraso na sua entrega não encontra guarida no instituto da denúncia espontânea”. Sustentou que a “simples entrega da DIFPapel Imune não configura a denúncia espontânea, nem descaracteriza a incidência da multa isolada”. O contribuinte apresentou suas contrarrazões (fls. 134/139). O contribuinte interpôs recurso especial de divergência (fls. 146/152), ao qual, todavia, se negou seguimento (despacho de fls.164/165). É o Relatório. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 19615.000157/200558 Acórdão n.º 9303002.100 CSRFT3 Fl. 170 4 Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora O presente recurso especial é tempestivo. Preenche, também, os demais requisitos de admissibilidade, tendo em vista que a recorrente especificou o dispositivo legal que reputa violado: artigos 138 e 97, inciso VI, ambos do CTN, parágrafo único, do art. 57, da MP 2.15835 c/c arts. 212 e 505, parágrafo único, do Decreto n° 4544/02 (RIPI/02), A questão referese à caracterização, ou não, do instituto da denúncia espontânea na hipótese de apresentação extemporânea da DIFPapel Imune, excluindose, ou não, desta forma, a imposição da multa pelo atraso na sua entrega. Na verdade, a questão já se encontra consolidada no âmbito do CARF, nos termos do enunciado n° 49 da sua súmula jurisprudencial: Súmula CARF n° 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Neste passo, inequívoca a não caracterização da denúncia espontânea na hipótese. Isto fixado, devese atentar para o fato de que a multa aplicada teve por base legal o artigo 57 da Medida Provisória n° 2.15835/2001, importando o valor de R$ 1.500,00 (por ser, o contribuinte, optante do Simples) por mês de atraso na entrega de cada uma das declarações devidas. Sucede que, em 2009, sobreveio a Lei n° 11.945, resultado da conversão da Medida Provisória n° 451/2008, para tratar da matéria no seguintes termos: Art. 1o Deve manter o Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Brasil a pessoa jurídica que: I exercer as atividades de comercialização e importação de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal; e II adquirir o papel a que se refere a alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal para a utilização na impressão de livros, jornais e periódicos. § 1o A comercialização do papel a detentores do Registro Especial de que trata o caput deste artigo faz prova da regularidade da sua destinação, sem prejuízo da responsabilidade, pelos tributos devidos, da pessoa jurídica que, Fl. 203DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 19615.000157/200558 Acórdão n.º 9303002.100 CSRFT3 Fl. 171 5 tendo adquirido o papel beneficiado com imunidade, desviar sua finalidade constitucional. § 2o O disposto no § 1o deste artigo aplicase também para efeito do disposto no § 2o do art. 2o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, no § 2o do art. 2o e no § 15 do art. 3o da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e no § 10 do art. 8o da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004. § 3o Fica atribuída à Secretaria da Receita Federal do Brasil competência para: I expedir normas complementares relativas ao Registro Especial e ao cumprimento das exigências a que estão sujeitas as pessoas jurídicas para sua concessão; II estabelecer a periodicidade e a forma de comprovação da correta destinação do papel beneficiado com imunidade, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercialização e importação. § 4o O não cumprimento da obrigação prevista no inciso II do § 3o deste artigo sujeitará a pessoa jurídica às seguintes penalidades: I 5% (cinco por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais) e não superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), do valor das operações com papel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta; e II de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para micro e pequenas empresas e de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as demais, independentemente da sanção prevista no inciso I deste artigo, se as informações não forem apresentadas no prazo estabelecido. § 5o Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa de que trata o inciso II do § 4o deste artigo será reduzida à metade. Desta forma, tendo em vista que a nova lei veio estipular uma penalidade mais branda ao contribuinte, posto que se esteja a julgar recurso da Fazenda, é de se aplicála. Isto porque o Código Tributário Nacional, em seu artigo 106, inciso II, alínea c, dispõe, expressamente, que: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; Fl. 204DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 19615.000157/200558 Acórdão n.º 9303002.100 CSRFT3 Fl. 172 6 b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ora, tal dispositivo aplicase ao caso, pois que se tem o advento de norma mais benéfica ao contribuinte, em tema de penalidade. Antes, a multa equivalia ao número de mesescalendário em atraso, o que poderia resultar em multa por demais gravosa ao contribuinte, a depender da demora, por parte do Fisco, em efetuar o lançamento. Com o advento da Lei n° 11.945/2009, a penalidade passou a ser exigida levandose em conta cada obrigação acessória isolada, e não mais a quantidade de meses em atraso. Ressaltese que, em se tratando de penalidade, a sua natureza de matéria de ordem pública é inquestionável, pelo que é inequívoca a competência deste órgão para aplicar a legislação novel à hipótese, ainda que não instada a tanto. Pois bem, no caso, aplicouse a multa no valor total de R$ 165.000,00, com base na apresentação fora do prazo da DIFPapel Imune, concernente aos 3° e 4° trimestres de 2002; 1°, 2°, 3° e 4° trimestres de 2003, e 1° e 2° trimestres de 2004. No cálculo, considerouse, por mês em atraso, a multa de R$ 1500,00, resultando no valor acima: R$ 165.000,00. Com a sistemática, mais benéfica, estabelecida pela Lei n° 11.945/2009, a multa de R$ 2.500,00 (pois que se trata de Micro Empresa) deve ser exigida em relação a cada obrigação em atraso: total de 8 trimestres. Tendo em vista, ademais, que, no presente caso, o contribuinte apresentou as DIFPapel Imune, concernentes ao período de outubro de 2002 a outubro de 2003 em 20/08/2004 (fls. 16/20), com relação aos trimestres nele contidos, a pena deve ser diminuída pela metade, nos termos do §5° do artigo 1° da Lei n° Lei n° 11.945/2009. Isto porque o Mandado de Procedimento Fiscal foi emitido em 29 de dezembro de 2004. No que tange ao demais trimestres, tendo em vista que a entrega da DIF Papel Imune veio ocorrer posteriormente ao início do procedimento de fiscalização (fls. 20/29), o cálculo da multa deve obedecer apenas §4°, inciso II, do diploma em questão. Pois bem, em relação aos 3° e 4° trimestres de 2002, e 1°, 2° e 3° trimestres de 2003, a multa será no montante de R$ 6.250,00 (resultante da multiplicação do número de trimestres em atraso por R$ 2500,00, reduzido à metade). Em relação aos três trimestres restantes, a multa será no valor de R$ 7.500,00 (3 x 2500). No total, a multa que deverá incidir, conforme o exposto, será no valor de R$ 13.750,00. Diante do exposto, dou provimento ao recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, para afastar a caracterização da denúncia espontânea, Fl. 205DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 19615.000157/200558 Acórdão n.º 9303002.100 CSRFT3 Fl. 173 7 recalculando a multa, contudo, para o valor de R$ 13.750,00, com fundamento na aplicação da Lei n° 11.945/2009. Susy Gomes Hoffmann Fl. 206DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN
score : 1.0
Numero do processo: 13838.000250/2007-23
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1999 a 30/06/2005
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. DECADÊNCIA DE PARTE DO LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS POSTERIORMENTE ÀIMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO.
O contribuinte teve ciência do lançamento em 17/11/2006. Os fatos geradores que deram ensejo à NFLD ora em discussão dizem respeito às competências de 10/1999 a 06/2005 (não contínuas), e referem-se a contribuições sociais arrecadadas dos segurados empregados e contribuintes individuais e não recolhidas ou recolhidas em parte, conforme consta do Relatório de fls. 88.
Nota-se, pois, que o contribuinte recolheu parte do devido e, por esse motivo, em relação à decadência que é uma questão de ordem pública deve-se aplicar a regra do § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional - CTN. Destarte, estão fulminadas pela decadência as competências anteriores a 10/2000.
A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual (§ 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72).
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.463
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. As competências 10/2000 e anteriores estão fulminadas pela decadência, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 30/06/2005 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. DECADÊNCIA DE PARTE DO LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS POSTERIORMENTE ÀIMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO. O contribuinte teve ciência do lançamento em 17/11/2006. Os fatos geradores que deram ensejo à NFLD ora em discussão dizem respeito às competências de 10/1999 a 06/2005 (não contínuas), e referem-se a contribuições sociais arrecadadas dos segurados empregados e contribuintes individuais e não recolhidas ou recolhidas em parte, conforme consta do Relatório de fls. 88. Nota-se, pois, que o contribuinte recolheu parte do devido e, por esse motivo, em relação à decadência que é uma questão de ordem pública deve-se aplicar a regra do § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional - CTN. Destarte, estão fulminadas pela decadência as competências anteriores a 10/2000. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual (§ 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72). Recurso Voluntário Provido em Parte
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13838.000250/2007-23
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285458
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2803-002.463
nome_arquivo_s : Decisao_13838000250200723.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 13838000250200723_5285458.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. As competências 10/2000 e anteriores estão fulminadas pela decadência, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5026530
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076610355789824
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2029; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13838.000250/200723 Recurso nº 13.838.000250200723 Voluntário Acórdão nº 2803002.463 – 3ª Turma Especial Sessão de 19 de junho de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente EMPREITEIRA VALECOM S/C LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1999 a 30/06/2005 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO NFLD. DECADÊNCIA DE PARTE DO LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS POSTERIORMENTE ÀIMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO. 1. O contribuinte teve ciência do lançamento em 17/11/2006. Os fatos geradores que deram ensejo à NFLD ora em discussão dizem respeito às competências de 10/1999 a 06/2005 (não contínuas), e referemse a contribuições sociais arrecadadas dos segurados empregados e contribuintes individuais e não recolhidas ou recolhidas em parte, conforme consta do Relatório de fls. 88. 2. Notase, pois, que o contribuinte recolheu parte do devido e, por esse motivo, em relação à decadência que é uma questão de ordem pública deve se aplicar a regra do § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional CTN. Destarte, estão fulminadas pela decadência as competências anteriores a 10/2000. 3. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual (§ 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72). Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 8. 00 02 50 /2 00 7- 23 Fl. 530DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 4/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13838.000250/200723 Acórdão n.º 2803002.463 S2TE03 Fl. 3 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. As competências 10/2000 e anteriores estão fulminadas pela decadência, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 531DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 4/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13838.000250/200723 Acórdão n.º 2803002.463 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD lavrada em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente às contribuições sociais arrecadadas dos segurados empregados e contribuintes individuais e não recolhidas ou recolhidas em parte, nas competências de 10/1999 a 06/2005 (não contínuas), incluindo a do décimo terceiro salário de 2003 (13/2003), consolidado em 14/11/2006. De acordo com o Relatório da NFLD (fls.88) as contribuições sociais lançadas teve como fato gerador o exercício de atividade remunerada pelos segurados empregados e contribuintes individuais. A alíquota aplicada sobre o saláriode contribuição do segurado empregado obedeceu a sua respectiva faixa salarial, enquanto que a do contribuinte individual é de 11% (onze por cento). O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 22 de março de 2007 e ementada nos seguintes termos: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. COMPENSAÇÃO. Em se verificando a ocorrência do fato gerador de contribuições previdenciárias, de rigor proceder ao lançamento do crédito tributário. O exercício do direito de compensação deve atender à legislação de regência. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Sobre as faltas e falhas das GFIP`s relativas a todas as competências fiscalizadas, venho através desta esclarecer que foram corrigidas e transmitidas através de retificações das mesmas, o que pode ser comprovado através do sistema informatizado da SRP. Informo também, que tais correções ocorreram dentro do prazo estabelecido (Art. 656 da IN MPS/SRP nº 3 de 14/07/2005), ou seja, até a data da ciência da decisão da autoridade que julgar o Auto de Infração. Segue anexas cópias das GFIP`s retificadoras. Comunicar que tomei ciência da decisão em 07/05/2007, portanto, após as correções e transmissões das GFIP`s mencionadas anteriormente. Requerer a revisão da análise dos valores dos débitos e créditos de INSS, por parte do agente fiscalizador, uma vez que estão sendo juntados novos documentos com retenções destacadas e não apropriadas pelo auditor fiscal, pelo motivo de extravio de 1 (um) talonário de notas fiscais. E se for o caso usar do procedimento de operação concomitante, conforme legislação. Segue anexas cópias autenticadas das notas fiscais. Fl. 532DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 4/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13838.000250/200723 Acórdão n.º 2803002.463 S2TE03 Fl. 5 4 Solicitar que após tal revisão, se ainda houver saldo devedor por parte do contribuinte, ação imediata do procedimento para o parcelamento do mesmo conforme legislação. Informar também, que a empresa acima citada deixa de recolher o valor de 30% (trinta por cento) relativo ao depósito administrativo da exigência fiscal, por estar inativa há mais de um ano e não ter condições financeiras para efetuar tal recolhimento. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 533DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 4/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13838.000250/200723 Acórdão n.º 2803002.463 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. O contribuinte teve ciência do lançamento em 17/11/2006. Os fatos geradores que deram ensejo à NFLD ora em discussão dizem respeito às competências de 10/1999 a 06/2005 (não contínuas), e referemse a contribuições sociais arrecadadas dos segurados empregados e contribuintes individuais e não recolhidas ou recolhidas em parte, conforme consta do Relatório de fls. 88. Notase, pois, que o contribuinte recolheu parte do devido e, por esse motivo, em relação à decadência que é uma questão de ordem pública devese aplicar a regra do § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional – CTN. Destarte, estão fulminadas pela decadência as competências anteriores a 10/2000. De outra parte, não é possível acatar o pleito de revisão da decisão recorrida, pelo simples fato de o sujeito passível juntar no recurso novos documentos, alegando extravio de talonário de notas fiscais, requerendo ainda que seja utilizado o procedimento de operação concomitante, conforme legislação. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual (§ 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72). De igual modo, também não é possível acatar o pleito de parcelamento de eventual débito, porquanto tratarse de pedido que deve ser formulado em outra esfera da Administração Pública, e não no âmbito do processo administrativo fiscal, como é o caso destes autos. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO. As competências 10/2000 e anteriores estão fulminadas pela decadência, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 534DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 4/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 13838.000250/200723 Acórdão n.º 2803002.463 S2TE03 Fl. 7 6 Fl. 535DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 4/07/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 12/07/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
score : 1.0
